SUPORTE AVANÇADO
        DE
       VIDA
        EM
   EMERGÊNCIAS
   TRAUMÁTICAS
         E
       NÃO
   TRAUMÁTICAS



LABORATÓRIO DE HABILIDADES
         8a ETAPA


          2011-1
PROGRAMAÇÃO DE SUPORTE AVANÇADO DE VIDA
                                    3as FEIRAS
                                 07:30 – 11:30 hs
       As aulas teórico-práticas serão realizadas às terças-feiras com roteiro de estudo
prévio para discussão em sala de aula, abordando diferentes temas sobre emergências
traumáticas e não traumáticas. Nas atividades práticas no Laboratório de Habilidades, os
alunos deverão comparecer à aula da sua subturma, vestidos com jaleco branco.
       Devido ao planejamento das atividades, os alunos deverão acompanhar a sua
subturma, não sendo permitido trocas. Haverá controle rigoroso da freqüência.
       Haverá um material didático previamente distribuído e específico para cada tópico
que o aluno deve ler antes de cada aula, respondendo às perguntas de cada tema como
um roteiro de estudo e orientação para “visualizar” sua abordagem prática.
       O objetivo deste curso será uma retomada dos temas de suporte básico de vida da
programação do Laboratório de Habilidades da quarta etapa, com aprofundamento da
discussão para que o aluno faça uma revisão dos princípios e conceitos envolvidos no
atendimento das emergências médicas traumáticas e não traumáticas.
       Além do conhecimento sistêmico da rede de atendimento médico de emergência, os
alunos terão a oportunidade de estudar e discutir as emergências traumáticas específicas
dos vários sistemas do organismo, identificando e diferenciando as necessidades gerais e
específicas de cada região traumatizada.
       Ainda está programada a revisão dos princípios básicos e avançados de habilidades
cirúrgicas para a realização de procedimentos médicos de emergência tais como:
drenagem pleural, lavado peritoneal diagnóstico e as suturas.
       Por fim, os alunos poderão estudar e discutir a abordagem das patologias não
traumáticas mais prevalentes que são as cardiovasculares e cerebrais.
       Como parte da avaliação semestral, o estudo prévio e as discussões em sala de
aula deverão permitir que o aluno produza algoritmos de diagnóstico e conduta
terapêutica para cada uma das patologias estudadas.

AULA 1: OPERACIONALIZAÇÃO DO SISTEMA DE ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA

      a) Discussão sobre os princípios que norteiam a Portaria 2048 de 05 de novembro
         de 2002:
             • Componente pré-hospitalar fixo e móvel
             • Regulação Médica
             • Componente hospitalar:
                - área física / hotelaria
                - equipamentos
                - capacidade diagnóstica e terapêutica
                - recursos humanos
      b) Quais as diferentes classificações das Unidades Hospitalares de emergência
         segundo a Portaria 2048?
      c) Elaboração de um algoritmo de atendimento pré-hospitalar desde a entrada da
         ocorrência na Central de Regulação Médica e envio do veículo adequado para
         atendimento em cena até a escolha do hospital mais apropriado para o paciente
         e a recepção do mesmo pela equipe de atendimento.
      d) Atualmente, na maioria das escolas médicas, qual a formação do graduando e
         do médico residente para o atendimento de emergências traumáticas e não
         traumáticas? Quais os motivos que levam à formação deficitária?
e) Qual o perfil dos médicos que trabalham no atendimento de emergência no
    Brasil?
f) Como outros países solucionaram o problema do atendimento de emergência?
g) No Brasil, a emergência médica e a cirurgia do trauma e de emergências são
    reconhecidas como especialidades médicas pelo Conselho Federal de Medicina?
h) Quais as dificuldades para se melhorar a formação médica em emergências
    médicas traumáticas e não traumáticas no Brasil?
i) Quais as diferenças entre a Regulação Médica municipal e regional? Quais os
    critérios para a montagem da regulação médica municipal?
j) Quais as funções do médico regulador? Que recursos ele pode acionar?
k) Qual a equipe da unidade de suporte básico e avançado?
l) Qual a resolutividade esperada da UBS/UBDS? Qual a porcentagem de
    encaminhamento para atendimento secundário e terciário?
m) Como é a divisão das regiões de saúde no estado? Qual a Direção Regional de
    Saúde de Cacoal? Quantos municípios compreendem? Qual a divisão das
    microrregiões? Qual a sede de cada microrregião e quantos municípios
    compreende?
n) Como se faz o processo de credenciamento e contratação de serviços médicos
    pelo SUS? Na Tabela SUS, quais os procedimentos de maior valor a ser
    faturado?
o) No setor hospitalar, qual a porcentagem que corresponde aos hospitais públicos,
    filantrópicos e privados? Quais os critérios que garantem a filantropia de uma
    instituição de saúde e qual o tempo de revalidação da filantropia?
p) A contratação de um convênio médico privado garante um bom atendimento
    médico de emergência? Quais as diferenças em relação ao sistema público
q) Na opção pelo sistema francês (SAMU), quais os prós e contras do modelo
    brasileiro?
r) Quais as principais diferenças entre os modelos de atendimento pré-hospitalar
    americano e francês ? Quais os limites de atuação de ambos?
s) Quais as situações de atendimento, onde a presença médica faz diferença?
t) Qual a diferença na filosofia do atendimento médico pré-hospitalar nos traumas
    e nas emergências não traumáticas?
u) Em termos percentuais, qual a diferença entre as emergências traumáticas e
    não traumáticas?
v) Como deve ser a comunicação do Médico Regulador com os médicos
    plantonistas dos hospitais em termos de disponibilidade de leitos, proximidade
    do hospital, gravidade do paciente e complexidade hospitalar necessária?
w) Quais as vantagens do médico plantonista de conhecer detalhes do caso clínico
    que irá chegar para atendimento? Quais as medidas que ele pode tomar?
x) Existe a situação de “vaga zero” da Regulação Médica? Na maioria das vezes,
    ela é real ou não?
y) Como funcionava o sistema de atendimento médico de emergência antes da
    Regulação Médica? Quais eram os principais problemas?
z) Discussão das possibilidades de encaminhamento e transporte do paciente
    dentro da estrutura hospitalar com finalidades diagnósticas e/ou terapêuticas.
aa)Discussão dos princípios de estabilização clínica do paciente antes do
    transporte? Como gastaria o tempo até a chegada do veículo de transporte do
    paciente ? Que procedimentos não deveria fazer?
bb) Quais os cuidados que deveria ter no preparo para o transporte se:
        - o paciente fosse transportado pela ambulância de suporte avançado?
        - o paciente fosse transportado pela unidade de suporte básico?
cc) Discussão de situações especiais:
•   Presença de um único médico na Unidade de Saúde para transportar
    paciente crítico (acompanhar o paciente ou “abandonar” o plantão?)
•    Dificuldades na comunicação com a Regulação Médica:
    - falta de avaliação médica adequada pelo médico que atende,
    - exagero da gravidade para “facilitar” a aceitação do caso,
    - falta de preparo e conhecimento do médico regulador,
    - dificuldade de saber a real disponibilidade de vaga nos hospitais,
    - dificuldade em conseguir falar com o médico plantonista
•   O que você pode fazer para preservar os seus direitos num plantão
    médico onde não haja as condições básicas para atendimento médico?

Primeira+aula+ +suporte+avançado+de+vida+-+2011-1

  • 1.
    SUPORTE AVANÇADO DE VIDA EM EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS E NÃO TRAUMÁTICAS LABORATÓRIO DE HABILIDADES 8a ETAPA 2011-1
  • 2.
    PROGRAMAÇÃO DE SUPORTEAVANÇADO DE VIDA 3as FEIRAS 07:30 – 11:30 hs As aulas teórico-práticas serão realizadas às terças-feiras com roteiro de estudo prévio para discussão em sala de aula, abordando diferentes temas sobre emergências traumáticas e não traumáticas. Nas atividades práticas no Laboratório de Habilidades, os alunos deverão comparecer à aula da sua subturma, vestidos com jaleco branco. Devido ao planejamento das atividades, os alunos deverão acompanhar a sua subturma, não sendo permitido trocas. Haverá controle rigoroso da freqüência. Haverá um material didático previamente distribuído e específico para cada tópico que o aluno deve ler antes de cada aula, respondendo às perguntas de cada tema como um roteiro de estudo e orientação para “visualizar” sua abordagem prática. O objetivo deste curso será uma retomada dos temas de suporte básico de vida da programação do Laboratório de Habilidades da quarta etapa, com aprofundamento da discussão para que o aluno faça uma revisão dos princípios e conceitos envolvidos no atendimento das emergências médicas traumáticas e não traumáticas. Além do conhecimento sistêmico da rede de atendimento médico de emergência, os alunos terão a oportunidade de estudar e discutir as emergências traumáticas específicas dos vários sistemas do organismo, identificando e diferenciando as necessidades gerais e específicas de cada região traumatizada. Ainda está programada a revisão dos princípios básicos e avançados de habilidades cirúrgicas para a realização de procedimentos médicos de emergência tais como: drenagem pleural, lavado peritoneal diagnóstico e as suturas. Por fim, os alunos poderão estudar e discutir a abordagem das patologias não traumáticas mais prevalentes que são as cardiovasculares e cerebrais. Como parte da avaliação semestral, o estudo prévio e as discussões em sala de aula deverão permitir que o aluno produza algoritmos de diagnóstico e conduta terapêutica para cada uma das patologias estudadas. AULA 1: OPERACIONALIZAÇÃO DO SISTEMA DE ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA a) Discussão sobre os princípios que norteiam a Portaria 2048 de 05 de novembro de 2002: • Componente pré-hospitalar fixo e móvel • Regulação Médica • Componente hospitalar: - área física / hotelaria - equipamentos - capacidade diagnóstica e terapêutica - recursos humanos b) Quais as diferentes classificações das Unidades Hospitalares de emergência segundo a Portaria 2048? c) Elaboração de um algoritmo de atendimento pré-hospitalar desde a entrada da ocorrência na Central de Regulação Médica e envio do veículo adequado para atendimento em cena até a escolha do hospital mais apropriado para o paciente e a recepção do mesmo pela equipe de atendimento. d) Atualmente, na maioria das escolas médicas, qual a formação do graduando e do médico residente para o atendimento de emergências traumáticas e não traumáticas? Quais os motivos que levam à formação deficitária?
  • 3.
    e) Qual operfil dos médicos que trabalham no atendimento de emergência no Brasil? f) Como outros países solucionaram o problema do atendimento de emergência? g) No Brasil, a emergência médica e a cirurgia do trauma e de emergências são reconhecidas como especialidades médicas pelo Conselho Federal de Medicina? h) Quais as dificuldades para se melhorar a formação médica em emergências médicas traumáticas e não traumáticas no Brasil? i) Quais as diferenças entre a Regulação Médica municipal e regional? Quais os critérios para a montagem da regulação médica municipal? j) Quais as funções do médico regulador? Que recursos ele pode acionar? k) Qual a equipe da unidade de suporte básico e avançado? l) Qual a resolutividade esperada da UBS/UBDS? Qual a porcentagem de encaminhamento para atendimento secundário e terciário? m) Como é a divisão das regiões de saúde no estado? Qual a Direção Regional de Saúde de Cacoal? Quantos municípios compreendem? Qual a divisão das microrregiões? Qual a sede de cada microrregião e quantos municípios compreende? n) Como se faz o processo de credenciamento e contratação de serviços médicos pelo SUS? Na Tabela SUS, quais os procedimentos de maior valor a ser faturado? o) No setor hospitalar, qual a porcentagem que corresponde aos hospitais públicos, filantrópicos e privados? Quais os critérios que garantem a filantropia de uma instituição de saúde e qual o tempo de revalidação da filantropia? p) A contratação de um convênio médico privado garante um bom atendimento médico de emergência? Quais as diferenças em relação ao sistema público q) Na opção pelo sistema francês (SAMU), quais os prós e contras do modelo brasileiro? r) Quais as principais diferenças entre os modelos de atendimento pré-hospitalar americano e francês ? Quais os limites de atuação de ambos? s) Quais as situações de atendimento, onde a presença médica faz diferença? t) Qual a diferença na filosofia do atendimento médico pré-hospitalar nos traumas e nas emergências não traumáticas? u) Em termos percentuais, qual a diferença entre as emergências traumáticas e não traumáticas? v) Como deve ser a comunicação do Médico Regulador com os médicos plantonistas dos hospitais em termos de disponibilidade de leitos, proximidade do hospital, gravidade do paciente e complexidade hospitalar necessária? w) Quais as vantagens do médico plantonista de conhecer detalhes do caso clínico que irá chegar para atendimento? Quais as medidas que ele pode tomar? x) Existe a situação de “vaga zero” da Regulação Médica? Na maioria das vezes, ela é real ou não? y) Como funcionava o sistema de atendimento médico de emergência antes da Regulação Médica? Quais eram os principais problemas? z) Discussão das possibilidades de encaminhamento e transporte do paciente dentro da estrutura hospitalar com finalidades diagnósticas e/ou terapêuticas. aa)Discussão dos princípios de estabilização clínica do paciente antes do transporte? Como gastaria o tempo até a chegada do veículo de transporte do paciente ? Que procedimentos não deveria fazer? bb) Quais os cuidados que deveria ter no preparo para o transporte se: - o paciente fosse transportado pela ambulância de suporte avançado? - o paciente fosse transportado pela unidade de suporte básico? cc) Discussão de situações especiais:
  • 4.
    Presença de um único médico na Unidade de Saúde para transportar paciente crítico (acompanhar o paciente ou “abandonar” o plantão?) • Dificuldades na comunicação com a Regulação Médica: - falta de avaliação médica adequada pelo médico que atende, - exagero da gravidade para “facilitar” a aceitação do caso, - falta de preparo e conhecimento do médico regulador, - dificuldade de saber a real disponibilidade de vaga nos hospitais, - dificuldade em conseguir falar com o médico plantonista • O que você pode fazer para preservar os seus direitos num plantão médico onde não haja as condições básicas para atendimento médico?