EMERGÊNCIA AULA 2
Bases Legais para o Exercício da
Enfermagem
Portaria Assunto
GM/MS 2923
Cria o Programa de Apoio à Implantação dos Sistemas
Estaduais de Referência Hospitalar para atendimento de
urgência e emergência.
GM/MS 479
Estabelece os critérios para o credenciamento dos hospitais
em urgência e emergência nos níveis I, II e III.
GM/MS 905
Estabelece a criacao da Comissão Intra-hospitalar de
Transplante.
GM/MS 2048
Aprova o regulamento técnico dos sistemas estaduais de
urgência e emergência.
GM/MS 1839
Exclui o recebimento do Índice de Valorização Hospitalar de
Emergência IVH-E para os hospitais que não cumprirem os
critérios.
Legislação para urgência e emergência
O Atendimento Pré-hospitalar
 Portaria no 2.048 de 2002 prevê a estruturação dos Sistemas
Estaduais de Urgências e Emergências envolvendo toda a
rede assistencial de forma regionalizada e hierarquizada,
desde a rede pré-hospitalar fixa (unidades da atenção
primária da saúde e unidades não hospitalares de
atendimento às urgências e emergências), Serviço de
Atendimento Pré-hospitalar (SvAPH) móvel, até a rede
hospitalar de alta complexidade, mediados pelo mecanismo
de Regulação Médica.
O Atendimento Pré-hospitalar
 O Sistema de Atenção Integral às Urgências compreende:
1) Pré-hospitalar Fixo: Unidades Básicas de Saúde, Unidades
de Saúde da Família e Agentes Comunitários, Ambulatórios
Especializados Serviço de Diagnóstico e Terapia, Serviços de
Atendimento às Urgências não hospitalares (PS, Pronto
Atendimento).
2) Pré-hospitalar Móvel, Sistema de Atenção Integral às
Urgências.
3) Hospitalar: Prontos Socorros das unidades hospitalares,
Leitos de internação: gerais terapia intensiva especializados
longa permanência.
4) Pós-hospitalar: Atenção domiciliar (assistência e
internação domiciliar) Reabilitação.
O Atendimento Pré-hospitalar
 Atendimento pré-hospitalar (APH) é o atendimento
emergencial em ambiente extra-hospitalar (fora do hospital).
É um dos elos da cadeia de atendimento a vítimas.
Caracteriza-se por ser realizado fora do ambiente tradicional
da atenção à saúde.
 No Brasil, o Atendimento Pré-hospitalar tem suas diretrizes
fixadas pela Portaria ministerial 814/GM de 1° de junho de
2001, que, entre outras coisas, Normatiza os Serviços de
Atendimento Pré-hospitalar Móvel de Urgências. Nesta
portaria também estão contidos todos os equipamento e
profissionais necessários para o bom funcionamento do
serviço de atendimento pré-hospitalar.
O Atendimento Pré-hospitalar
 Ainda de acordo com essa portaria, o Ministério da Saúde
considera como nível pré-hospitalar móvel na área de
urgência o atendimento que procura chegar precocemente à
vítima, após ter ocorrido um agravo à sua saúde (de natureza
traumática ou não, ou, ainda, psiquiátrica), que possa levar
ao sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, sendo
necessário, portanto, prestar-lhe atendimento e/ou
transporte adequado a um serviço de saúde devidamente
hierarquizado e integrado ao Sistema Único de Saúde.
 Os profissionais necessários são: médico, enfermeiros,
técnicos de enfermagem, telefonistas, condutores, radio-
operador, bombeiros militares e profissionais responsáveis
pela segurança.
Técnico em enfermagem em
emergência médica
 Profissional titular do certificado ou diploma de Técnico de
Enfermagem, devidamente registrado no Conselho Regional
de Enfermagem de sua jurisdição.
 Exerce atividades auxiliares, de nível técnico, sendo
habilitado para o Atendimento Pré-hospitalar Móvel,
integrando sua equipe, conforme os termos desta Portaria.
 Além da intervenção conservadora no atendimento do
paciente, é habilitado a realizar procedimentos a ele
delegados, sob supervisão do profissional Enfermeiro, dentro
do âmbito de sua qualificação profissional (PORTARIA GM
814/01).
Técnico em enfermagem em
emergência médica
 O perfil desejado para este profissional é observado a seguir.
• Maior de dezoito anos;
• Disposição pessoal para a atividade;
• Capacidade física e mental para a atividade;
• Equilíbrio emocional e autocontrole;
• Disposição para cumprir ações orientadas;
• Disponibilidade para (re)certificação periódica;
• Experiência profissional prévia em serviço de saúde
voltado ao atendimento de urgências e emergências;
• Capacidade de trabalhar em equipe; e,
• Escolaridade: Ensino Médio Completo e curso regular de
técnico de enfermagem.
Os tipos veículos
 As ambulâncias são classificadas por tipo, conforme descrito
a seguir.
 Tipo A – ambulância de transporte: veículo destinado ao
transporte em decúbito horizontal de pacientes que não
apresentam risco de vida, para remoções simples, de caráter
eletivo.
Os tipos veículos
 Tipo B – ambulância de suporte básico:
veículo destinado ao transporte inter-
hospitalar de pacientes com risco de vida
conhecido e ao atendimento pré-hospitalar
de pacientes com risco de vida
desconhecido, não classificado com
potencial de necessitar de intervenção
médica no local e/ou durante transporte
até o serviço se destino.
 Quando utilizado no atendimento pré-
hospitalar de vítimas e acidentes, deverá
conter todos os materiais e equipamentos
necessários à imobilização de pacientes.
Os tipos veículos
 Tipo C – Ambulância de resgate: veículo de
atendimento de emergências pré-
hospitalares de pacientes vítimas de
acidentes ou pacientes em locais de difícil
acesso, com equipamentos específicos de
imobilização e suporte básico, além de
equipamentos de salvamento (terrestre,
aquático e em alturas).
 Essas ambulâncias mistas deverão ter uma
configuração que garanta um salão de
atendimento às vítimas de, no mínimo, 8m,
além do compartimento isolado para a
guarda de equipamentos de salvamento.
Os tipos veículos
 Tipo D – Ambulância de suporte
avançado: veículo destinado ao
atendimento e transporte de
pacientes de alto risco em
emergência pré-hospitalares e/ou de
transporte inter-hospitalar, que
necessitam de cuidados médicos
intensivos.
 Deve contar com os equipamentos
médicos necessários para esta
função.
 CONFIRA OS EQUIPAMENTOS – O veículo deve contar com os
seguintes equipamentos: maca retrátil, ar-condicionado com
dupla saída; equipamentos de oxigenação (oxigênio/ar
comprimido); cardioversor (desfibrilador) – para regularização do
ritmo do coração; bomba de infusão – utilizada para perfundir
líquidos remédios ou nutrientes; oxímetro de pulso – para medir a
quantidade de oxigênio no sangue de um paciente; ventilador
pulmonar – com aspiração adulto e infantil; aspirador de sangue e
secreção – elétrico, com bateria recarregável; pranchas de
imobilização da coluna – curta e longa; cadeira de rodas
dobrável; maleta de vias aéreas ; maleta de acesso
venoso; maleta de parto; kit de equipamentos de proteção da
equipe de atendimento e conjunto de colares cervicais e
incubadora – neo natal .
 Tipo E – Aeronave de transporte médico: aeronave de asa fixa ou rotativa,
utilizada para transporte inter-hospitalar de pacientes e aeronave de asa
rotativa para ações de resgate, dotada de equipamentos médicos
homologados pelo Departamento de Aviação Civil (DAC).
Os tipos veículos
 Tipo F – Nave de transporte médico: veículo
motorizado hidroviário, destinado ao
transporte por via marítima ou fluvial. Deve
possuir os equipamentos médicos necessários
ao atendimento de pacientes, conforme a
sua gravidade.
 Veículos de intervenção rápida: apoio
rápido. Também chamados de veículos leves,
veículos rápidos ou veículos de ligação
médica. São indicados para transporte de
médicos com equipamentos que possibilitam
oferecer suporte avançado de vida nas
ambulâncias do Tipo A, B, C.
Os tipos veículos
Aeronave de transporte médico
Motolância
Ambulancha
Ambulância
Sistema de Atenção Integral
às Urgências
 O Sistema de Atenção Integral às Urgências compreende o
pré-hospitalar fixo e o pré-hospitalar móvel.
 O primeiro diz respeito às Unidades Básicas de Saúde,
Unidade da Família e Agentes Comunitários, ambulatórios
especializados, serviços de diagnóstico e terapia, serviços de
atendimento às urgências não hospitalares
 (OS, Pronto Atendimento), enquanto que o segundo se refere
aos prontos socorros das unidades hospitalares, leitos de
internação: terapia intensiva especializada de longa
permanência, no que diz respeito ao atendimento hospitalar,
e atenção domiciliar (assistência e internação domiciliar) e
reabilitação, no que diz respeito ao atendimento pré-
hospitalar.
Os Principais Casos de Atendimento
em Enfermagem em Emergência
 Serão observados a seguir os principais casos de entrada de
pacientes em unidades de atendimento de emergência. Em
primeiro lugar, é importante que o profissional de
enfermagem conheça a anatomia do corpo humano.
Breve revisão anatômica
 A enfermagem deve conhecer minuciosamente a anatomia do
corpo humano, bem como as alterações funcionais que este
pode apresentar, para que se possa descrever, ou seja,
registrar, de forma clara e precisa, qualquer tipo de
anormalidade envolvendo o corpo.
 Sem um bom domínio da estrutura dos ossos e dos músculos,
por exemplo, não será possível relacionar o mecanismo do
trauma com as lesões que o paciente poderá apresentar,
sejam elas aparentes ou internas.
Breve revisão anatômica
Esquema esqueletico
Breve revisão anatômica
Esquema esqueletico
Breve revisão anatômica
• Os músculos, além de
contribuírem para a forma
externa, representam a parte
ativa do aparelho locomotor,
fazendo a ligação do sistema
nervoso com os ossos.
Quadrante abdominal
A Pele
Breve revisão anatômica
• A pele é o maior órgão do corpo.
É formada por três camadas: epiderme, derme e hipoderme,
da mais externa para a mais profunda, respectivamente.
Febre
 A febre é definida pela elevação da temperatura corporal
acima da variação fisiológica circadiana. A temperatura oral
varia de 37,2 oC (±0,4 oC) pela manhã a 37,7 oC (±0,4 oC) à
tarde.
 A temperatura axilar, em geral, é 0,5 oC inferior aos valores
acima. Portanto, uma elevação da temperatura axilar acima
de 37,7 oC pode ser considerada patológica.
 Febre é um sintoma muito comum na unidade de primeiro
atendimento, que deve ser avaliado dentro de um leque de
diagnósticos diferenciais. A doença decorrente de febre pode
ser autolimitada ou incutir risco à vida ou morbidade
incluindo a internação em unidade de terapia intensiva ou
internação prolongada.
Febre
 Febre é um sintoma muito comum na unidade de primeiro
atendimento, que deve ser avaliado dentro de um leque de
diagnósticos diferenciais.
 A doença decorrente de febre pode ser autolimitada ou
incutir risco à vida ou morbidade incluindo a internação em
unidade de terapia intensiva ou internação prolongada. A
maioria das causas está relacionada às infecções e destas, a
maior parte é representada pelas infecções virais.
Febre
 Fatores de risco na investigação da febre são:
• Retorno de viagem para zona endêmica de malária ou de
doenças infecciosas;
• Infecção prévia pelo vírus HIV;
• Transplante de órgão; quimioterapia ou radioterapia prévia
nas últimas 6 semanas; esplenectomia;
• Uso de corticosteroides, drogas imunossupressoras,
alcoolismo ou uso de drogas ilícitas intravenosas;
• Neoplasia, cardiopatia ou pneumopatia com
comprometimento funcional, insuficiência renal e diabetes
mellitus;
• Uso recente de antibióticos; tremores, icterícia, vômitos,
rash cutâneo, alteração do estado mental e sinais
neurológicos focais novos.
Hematúria
 Hematúria é a eliminação de hemácias na
urina.
 Pode ser macroscópica quando vista a
olho nu ou microscópica quando só é
percebida ao exame microscópico do
sedimento urinário (urina tipo I).
 Nas diferentes faixas etárias, as etiologias
de hematúria variam em natureza e
prevalência.
Hematúria
 As hematúrias podem ser divididas em:
 Hematúria alta ou glomerular é lesão da arquitetura dos
capilares glomerulares, que leva à hiperfiltração de
hemácias que se deformam ao passar pela parede dos vasos,
dando origem a um sedimento urinário com dimorfismo
eritrocitário e cilindros hemáticos.
 Hematúria baixa ou não glomerular é observada quando as
hemácias do sedimento urinário provêm de via urinária, não
havendo distorção da sua forma. Não há dimorfismo nem
cilindros hemáticos.
Dor Lombar
 A dor lombar promove morbidade e incapacidade, estando
entre os distúrbios dolorosos que acometem o homem, com
incidência apenas menor que a cefaleia. Para o diagnóstico
da dor lombar, a história tem um caráter fundamental.
Dor Lombar
 Os seguintes itens da anamnese devem ser questionados:
• Na hérnia discal e nas lombalgias inflamatórias: a dor
pode ocorrer pela manhã;
• Na estenose degenerativa do canal vertebral: a dor piora
no decorrer do dia;
• No osteoma osteoide: a dor piora no final da tarde, após
a jornada de trabalho;
• Na lombalgia mecânico-degenerativa: a dor piora no final
da tarde, após a jornada de trabalho;
• Nas espondiloartropatias: a dor é material, melhorando
ao longo do dia.
Dor Lombar
 Exame físico:
 Durante o exame físico, são observados:
• Flexão e extensão da coluna lombar;
• Manobra de Valsava;
• Manobra de Lasègue;
• Manobra de Romberg;
• Sinal das Pontas;
• Pesquisa de Reflexos;
• Pesquisa de força muscular nos membros inferiores;
• Sinais relacionados à dor lombar de causa psicossomática.
Dor Lombar
 Diagnóstico diferencial (sinais de alerta de afecções
graves):
 O diagnóstico diferenciado, observando-se os sinais de alerta
de afecções graves, ocorre diante dos seguintes casos:
• Tumor maligno ou infecção;
• Fratura;
• Síndrome da cauda equina;
• Úlcera péptica perfurada;
• Pancreatite;
• Colite e Proctite;
• Distúrbio Gênito-urinário;
• Problemas na aorta.
Dor Lombar
 Exames complementares:
 Devem ser observados os seguintes exames complementares.
• Radiologia simples;
• Tomografia computadorizada;
• Ressonância magnética;
• Mielografia dinâmica;
• Mielotomografia computadorizada;
• Discografia;
• Cintilografia óssea;
• Eletroneuromiografia.

EMERGÊNCIA AULA 2.pptx urgencia e emergencia

  • 1.
  • 2.
    Bases Legais parao Exercício da Enfermagem Portaria Assunto GM/MS 2923 Cria o Programa de Apoio à Implantação dos Sistemas Estaduais de Referência Hospitalar para atendimento de urgência e emergência. GM/MS 479 Estabelece os critérios para o credenciamento dos hospitais em urgência e emergência nos níveis I, II e III. GM/MS 905 Estabelece a criacao da Comissão Intra-hospitalar de Transplante. GM/MS 2048 Aprova o regulamento técnico dos sistemas estaduais de urgência e emergência. GM/MS 1839 Exclui o recebimento do Índice de Valorização Hospitalar de Emergência IVH-E para os hospitais que não cumprirem os critérios. Legislação para urgência e emergência
  • 3.
    O Atendimento Pré-hospitalar Portaria no 2.048 de 2002 prevê a estruturação dos Sistemas Estaduais de Urgências e Emergências envolvendo toda a rede assistencial de forma regionalizada e hierarquizada, desde a rede pré-hospitalar fixa (unidades da atenção primária da saúde e unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências), Serviço de Atendimento Pré-hospitalar (SvAPH) móvel, até a rede hospitalar de alta complexidade, mediados pelo mecanismo de Regulação Médica.
  • 4.
    O Atendimento Pré-hospitalar O Sistema de Atenção Integral às Urgências compreende: 1) Pré-hospitalar Fixo: Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Saúde da Família e Agentes Comunitários, Ambulatórios Especializados Serviço de Diagnóstico e Terapia, Serviços de Atendimento às Urgências não hospitalares (PS, Pronto Atendimento). 2) Pré-hospitalar Móvel, Sistema de Atenção Integral às Urgências. 3) Hospitalar: Prontos Socorros das unidades hospitalares, Leitos de internação: gerais terapia intensiva especializados longa permanência. 4) Pós-hospitalar: Atenção domiciliar (assistência e internação domiciliar) Reabilitação.
  • 5.
    O Atendimento Pré-hospitalar Atendimento pré-hospitalar (APH) é o atendimento emergencial em ambiente extra-hospitalar (fora do hospital). É um dos elos da cadeia de atendimento a vítimas. Caracteriza-se por ser realizado fora do ambiente tradicional da atenção à saúde.  No Brasil, o Atendimento Pré-hospitalar tem suas diretrizes fixadas pela Portaria ministerial 814/GM de 1° de junho de 2001, que, entre outras coisas, Normatiza os Serviços de Atendimento Pré-hospitalar Móvel de Urgências. Nesta portaria também estão contidos todos os equipamento e profissionais necessários para o bom funcionamento do serviço de atendimento pré-hospitalar.
  • 6.
    O Atendimento Pré-hospitalar Ainda de acordo com essa portaria, o Ministério da Saúde considera como nível pré-hospitalar móvel na área de urgência o atendimento que procura chegar precocemente à vítima, após ter ocorrido um agravo à sua saúde (de natureza traumática ou não, ou, ainda, psiquiátrica), que possa levar ao sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, sendo necessário, portanto, prestar-lhe atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de saúde devidamente hierarquizado e integrado ao Sistema Único de Saúde.  Os profissionais necessários são: médico, enfermeiros, técnicos de enfermagem, telefonistas, condutores, radio- operador, bombeiros militares e profissionais responsáveis pela segurança.
  • 7.
    Técnico em enfermagemem emergência médica  Profissional titular do certificado ou diploma de Técnico de Enfermagem, devidamente registrado no Conselho Regional de Enfermagem de sua jurisdição.  Exerce atividades auxiliares, de nível técnico, sendo habilitado para o Atendimento Pré-hospitalar Móvel, integrando sua equipe, conforme os termos desta Portaria.  Além da intervenção conservadora no atendimento do paciente, é habilitado a realizar procedimentos a ele delegados, sob supervisão do profissional Enfermeiro, dentro do âmbito de sua qualificação profissional (PORTARIA GM 814/01).
  • 8.
    Técnico em enfermagemem emergência médica  O perfil desejado para este profissional é observado a seguir. • Maior de dezoito anos; • Disposição pessoal para a atividade; • Capacidade física e mental para a atividade; • Equilíbrio emocional e autocontrole; • Disposição para cumprir ações orientadas; • Disponibilidade para (re)certificação periódica; • Experiência profissional prévia em serviço de saúde voltado ao atendimento de urgências e emergências; • Capacidade de trabalhar em equipe; e, • Escolaridade: Ensino Médio Completo e curso regular de técnico de enfermagem.
  • 9.
    Os tipos veículos As ambulâncias são classificadas por tipo, conforme descrito a seguir.  Tipo A – ambulância de transporte: veículo destinado ao transporte em decúbito horizontal de pacientes que não apresentam risco de vida, para remoções simples, de caráter eletivo.
  • 10.
    Os tipos veículos Tipo B – ambulância de suporte básico: veículo destinado ao transporte inter- hospitalar de pacientes com risco de vida conhecido e ao atendimento pré-hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido, não classificado com potencial de necessitar de intervenção médica no local e/ou durante transporte até o serviço se destino.  Quando utilizado no atendimento pré- hospitalar de vítimas e acidentes, deverá conter todos os materiais e equipamentos necessários à imobilização de pacientes.
  • 11.
    Os tipos veículos Tipo C – Ambulância de resgate: veículo de atendimento de emergências pré- hospitalares de pacientes vítimas de acidentes ou pacientes em locais de difícil acesso, com equipamentos específicos de imobilização e suporte básico, além de equipamentos de salvamento (terrestre, aquático e em alturas).  Essas ambulâncias mistas deverão ter uma configuração que garanta um salão de atendimento às vítimas de, no mínimo, 8m, além do compartimento isolado para a guarda de equipamentos de salvamento.
  • 12.
    Os tipos veículos Tipo D – Ambulância de suporte avançado: veículo destinado ao atendimento e transporte de pacientes de alto risco em emergência pré-hospitalares e/ou de transporte inter-hospitalar, que necessitam de cuidados médicos intensivos.  Deve contar com os equipamentos médicos necessários para esta função.
  • 13.
     CONFIRA OSEQUIPAMENTOS – O veículo deve contar com os seguintes equipamentos: maca retrátil, ar-condicionado com dupla saída; equipamentos de oxigenação (oxigênio/ar comprimido); cardioversor (desfibrilador) – para regularização do ritmo do coração; bomba de infusão – utilizada para perfundir líquidos remédios ou nutrientes; oxímetro de pulso – para medir a quantidade de oxigênio no sangue de um paciente; ventilador pulmonar – com aspiração adulto e infantil; aspirador de sangue e secreção – elétrico, com bateria recarregável; pranchas de imobilização da coluna – curta e longa; cadeira de rodas dobrável; maleta de vias aéreas ; maleta de acesso venoso; maleta de parto; kit de equipamentos de proteção da equipe de atendimento e conjunto de colares cervicais e incubadora – neo natal .
  • 14.
     Tipo E– Aeronave de transporte médico: aeronave de asa fixa ou rotativa, utilizada para transporte inter-hospitalar de pacientes e aeronave de asa rotativa para ações de resgate, dotada de equipamentos médicos homologados pelo Departamento de Aviação Civil (DAC).
  • 15.
    Os tipos veículos Tipo F – Nave de transporte médico: veículo motorizado hidroviário, destinado ao transporte por via marítima ou fluvial. Deve possuir os equipamentos médicos necessários ao atendimento de pacientes, conforme a sua gravidade.  Veículos de intervenção rápida: apoio rápido. Também chamados de veículos leves, veículos rápidos ou veículos de ligação médica. São indicados para transporte de médicos com equipamentos que possibilitam oferecer suporte avançado de vida nas ambulâncias do Tipo A, B, C.
  • 16.
    Os tipos veículos Aeronavede transporte médico Motolância Ambulancha Ambulância
  • 17.
    Sistema de AtençãoIntegral às Urgências  O Sistema de Atenção Integral às Urgências compreende o pré-hospitalar fixo e o pré-hospitalar móvel.  O primeiro diz respeito às Unidades Básicas de Saúde, Unidade da Família e Agentes Comunitários, ambulatórios especializados, serviços de diagnóstico e terapia, serviços de atendimento às urgências não hospitalares  (OS, Pronto Atendimento), enquanto que o segundo se refere aos prontos socorros das unidades hospitalares, leitos de internação: terapia intensiva especializada de longa permanência, no que diz respeito ao atendimento hospitalar, e atenção domiciliar (assistência e internação domiciliar) e reabilitação, no que diz respeito ao atendimento pré- hospitalar.
  • 18.
    Os Principais Casosde Atendimento em Enfermagem em Emergência  Serão observados a seguir os principais casos de entrada de pacientes em unidades de atendimento de emergência. Em primeiro lugar, é importante que o profissional de enfermagem conheça a anatomia do corpo humano.
  • 19.
    Breve revisão anatômica A enfermagem deve conhecer minuciosamente a anatomia do corpo humano, bem como as alterações funcionais que este pode apresentar, para que se possa descrever, ou seja, registrar, de forma clara e precisa, qualquer tipo de anormalidade envolvendo o corpo.  Sem um bom domínio da estrutura dos ossos e dos músculos, por exemplo, não será possível relacionar o mecanismo do trauma com as lesões que o paciente poderá apresentar, sejam elas aparentes ou internas.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
    Breve revisão anatômica •Os músculos, além de contribuírem para a forma externa, representam a parte ativa do aparelho locomotor, fazendo a ligação do sistema nervoso com os ossos. Quadrante abdominal
  • 23.
    A Pele Breve revisãoanatômica • A pele é o maior órgão do corpo. É formada por três camadas: epiderme, derme e hipoderme, da mais externa para a mais profunda, respectivamente.
  • 24.
    Febre  A febreé definida pela elevação da temperatura corporal acima da variação fisiológica circadiana. A temperatura oral varia de 37,2 oC (±0,4 oC) pela manhã a 37,7 oC (±0,4 oC) à tarde.  A temperatura axilar, em geral, é 0,5 oC inferior aos valores acima. Portanto, uma elevação da temperatura axilar acima de 37,7 oC pode ser considerada patológica.  Febre é um sintoma muito comum na unidade de primeiro atendimento, que deve ser avaliado dentro de um leque de diagnósticos diferenciais. A doença decorrente de febre pode ser autolimitada ou incutir risco à vida ou morbidade incluindo a internação em unidade de terapia intensiva ou internação prolongada.
  • 25.
    Febre  Febre éum sintoma muito comum na unidade de primeiro atendimento, que deve ser avaliado dentro de um leque de diagnósticos diferenciais.  A doença decorrente de febre pode ser autolimitada ou incutir risco à vida ou morbidade incluindo a internação em unidade de terapia intensiva ou internação prolongada. A maioria das causas está relacionada às infecções e destas, a maior parte é representada pelas infecções virais.
  • 26.
    Febre  Fatores derisco na investigação da febre são: • Retorno de viagem para zona endêmica de malária ou de doenças infecciosas; • Infecção prévia pelo vírus HIV; • Transplante de órgão; quimioterapia ou radioterapia prévia nas últimas 6 semanas; esplenectomia; • Uso de corticosteroides, drogas imunossupressoras, alcoolismo ou uso de drogas ilícitas intravenosas; • Neoplasia, cardiopatia ou pneumopatia com comprometimento funcional, insuficiência renal e diabetes mellitus; • Uso recente de antibióticos; tremores, icterícia, vômitos, rash cutâneo, alteração do estado mental e sinais neurológicos focais novos.
  • 27.
    Hematúria  Hematúria éa eliminação de hemácias na urina.  Pode ser macroscópica quando vista a olho nu ou microscópica quando só é percebida ao exame microscópico do sedimento urinário (urina tipo I).  Nas diferentes faixas etárias, as etiologias de hematúria variam em natureza e prevalência.
  • 28.
    Hematúria  As hematúriaspodem ser divididas em:  Hematúria alta ou glomerular é lesão da arquitetura dos capilares glomerulares, que leva à hiperfiltração de hemácias que se deformam ao passar pela parede dos vasos, dando origem a um sedimento urinário com dimorfismo eritrocitário e cilindros hemáticos.  Hematúria baixa ou não glomerular é observada quando as hemácias do sedimento urinário provêm de via urinária, não havendo distorção da sua forma. Não há dimorfismo nem cilindros hemáticos.
  • 29.
    Dor Lombar  Ador lombar promove morbidade e incapacidade, estando entre os distúrbios dolorosos que acometem o homem, com incidência apenas menor que a cefaleia. Para o diagnóstico da dor lombar, a história tem um caráter fundamental.
  • 30.
    Dor Lombar  Osseguintes itens da anamnese devem ser questionados: • Na hérnia discal e nas lombalgias inflamatórias: a dor pode ocorrer pela manhã; • Na estenose degenerativa do canal vertebral: a dor piora no decorrer do dia; • No osteoma osteoide: a dor piora no final da tarde, após a jornada de trabalho; • Na lombalgia mecânico-degenerativa: a dor piora no final da tarde, após a jornada de trabalho; • Nas espondiloartropatias: a dor é material, melhorando ao longo do dia.
  • 31.
    Dor Lombar  Examefísico:  Durante o exame físico, são observados: • Flexão e extensão da coluna lombar; • Manobra de Valsava; • Manobra de Lasègue; • Manobra de Romberg; • Sinal das Pontas; • Pesquisa de Reflexos; • Pesquisa de força muscular nos membros inferiores; • Sinais relacionados à dor lombar de causa psicossomática.
  • 32.
    Dor Lombar  Diagnósticodiferencial (sinais de alerta de afecções graves):  O diagnóstico diferenciado, observando-se os sinais de alerta de afecções graves, ocorre diante dos seguintes casos: • Tumor maligno ou infecção; • Fratura; • Síndrome da cauda equina; • Úlcera péptica perfurada; • Pancreatite; • Colite e Proctite; • Distúrbio Gênito-urinário; • Problemas na aorta.
  • 33.
    Dor Lombar  Examescomplementares:  Devem ser observados os seguintes exames complementares. • Radiologia simples; • Tomografia computadorizada; • Ressonância magnética; • Mielografia dinâmica; • Mielotomografia computadorizada; • Discografia; • Cintilografia óssea; • Eletroneuromiografia.