Como convencer através de uma idéia e não através de informações claras e concretas...
Importância da pesquisa tem base sobre o fator social, de como a mudança de comportamento tem influência na maneira de como se criar para esse novo público consumidor.
Precisávamos de uma luz em alguns aspectos... Tais como se o público entende esse tipo de propaganda, se existe o fator de lembrança, de quem é a idéia e qual o risco desse tipo de propaganda.
Para entender o comportamento do fenômeno, utilizamos o método hipotético-dedutivo, exploratório, pesquisa bibliográfica, estudo de caso e pesquisa de campo.
Como objeto de estudo, a campanha Rotina da Natura, em especial o filme de TV, por ser exemplo claro desse tipo de campanha.
Sobre a  *Fundada em 1969 por Jean-Pierre Berjeaut e Antônio Luiz da Cunha Seabra *Sediada em São Paulo *Sempre trabalhou com consultoras *Tem produção sustentável
A Natura é a líder de mercado no segmento de higiene e beleza, detendo 12,8% do mercado em 2008 (fontes: empresa e Euromonitor) e pretende, até 2012, alcançar os 500 milhões de dólares em vendas na América Latina.
Posicionada no mercado, a Natura pode colocar, por apenas 3 segundos finais em uma propaganda, seu logo sem que isso em nada abale sua imagem, seu prestigio e seu conceito.
Sobre a propaganda, vimos que a mítica por trás de todo um conceito é para uso exclusivo de convencimento do consumidor, sobre aquilo que ele, sem consciência disso, esteja sendo convencido de que uma mudança é necessária no seu comportamento.
O princípio básico dos bens de consumo deixou de ser relevante na sociedade da imagem.  Everardo Rocha, em Magia e Capitalismo (1995, p. 67), descreve esse consumismo sem nexo da seguinte maneira: “[...] O consumo é, no mundo burguês, o palco das diferenças. O que consumimos são marcas. Objetos que fazem a presença e/ou ausência de identidade, visões de mundo, estilos de vida”.
E qual é a cara dessa publicidade então? Dessa subjetividade da propaganda da Natura, essa  não-assimilação assimilada  do que, de fato, compõe a propaganda, esse  adestramento , essa  persuasão  de belas imagens e sugestões de bem estar que estão espalhados, diluídos em forma de imagem, cores e sons mostrados no filme, como é o que a Indústria Cultural de Adorno sugeria.
Esta subjetividade, não tão subliminar, tenta remeter o receptor desta mensagem a este frescor, a esta sensação de bem estar que um banho nos proporciona. O texto que cita o rock (extrema forma de liberdade e expressão), todos os ingredientes certeiros de um dia maravilhoso, num momento de extremo bem estar, fazendo a rotina parecer um prazer.
A imagem remete, no ato, a sensação que todos já experimentamos. Sua simples exposição nos remete ao fenômeno que a pele proporciona, por vezes num simples declínio de temperatura, e que aqui tem justamente essa função, nos levar ao momento pós-banho, de conforto e de liberdade.
Mas, como o filme mostrou, a alegria não era proporcionada por este ou por aquele produto que a Natura venda... Mais importante que isso, é a idéia de comportamento da propaganda, a idéia de que a sua beleza é mais importante que qualquer coisa.
É, então, primordial cuidar para que a marca tenha um diferencial no que se refere à criação de um relacionamento para que possa, efetivamente, fazer parte dessa realidade que ela mesma propõe, de tal maneira, a atuar como ponto de concretização de seus próprios valores.
CONSUMIDORAS CONSULTORAS
CONSULTORAS CONSUMIDORAS
CONSUMIDORAS CONSULTORAS
CONSUMIDORAS CONSULTORAS
CONSUMIDORAS CONSULTORAS
CONSUMIDORAS CONSULTORAS
CONSUMIDORAS CONSULTORAS
CONSUMIDORAS CONSULTORAS
Como a pesquisa comprovou, propagandas conceituais surtem o resultado esperado seja em números; Dessa forma, a agência entendeu que não poderíamos mudar a essência do comercial e que não poderíamos ainda deixar de lado algumas características da propaganda inicial; O bem estar não poderia deixar de constar na propaganda, a sensação de estar em harmonia com um universo particular e individual de cada pessoa. Isso é marca da empresa em sua propaganda e não traço de um comercial especifico, dessa forma, tendo que ser mantido.
Porém, a idéia de rotina foi tirada. Entendemos, desde uma primeira análise do comercial, que o cotidiano poderia ser mais especifico, mais particular. Rotina, apesar de ser parte da vida de qualquer cidadão, é, da mesma forma, muito amplo e abrangente.
Batizamos então a campanha como “Todo Dia É Um Presente”,  Todo Dia , nome da linha de produtos e  É Um Presente , fazendo essa ligação com a nossa idéia.
 
Consideramos que, ainda que a Natura esteja extremamente bem posicionada no mercado, uma estratégia de publicidade em que todos os meios têm a mesma cara é mais eficiente, melhor assimilado e, conseqüentemente, melhor associado.
A promoção – concurso - aproveitaria o uso de fotografia na mídia impressa e seria algo com tema “Concurso Cultural Todo Dia É Um Presente”, em que os participantes deveriam enviar algo em torno de 6 fotos – como no anúncio – onde deveriam mostrar diferentes situações em que o cotidiano delas poderia ser o cotidiano do conceito da campanha publicitária da Natura, sintetizando “Por que seu dia é um presente?”.
Ao final desta pesquisa, compreendemos que empresas desse tipo não vendem produtos por sua natureza, vendem satisfação, vendem desejos e ideais de comportamento. Mais que um produto, consumir Natura tem que refletir uma satisfação pessoal, tem que preencher uma necessidade de ego.
Entendemos ainda que a própria sociedade é que permite esse tipo de propaganda. As necessidades individuais mudam e se transformam de acordo tendências e paradigmas. Consome-se por desejo e não por necessidade, compra-se a simbologia daquilo que se quer ser, quer estar, quer representar.
Como considerações finais, estar envolto em mais uma pesquisa e na elaboração de um projeto como é o Propagação e sintetizá-lo neste montante de informação foi outra vez um excelente aprendizado para a agência Absurdooo’s, pois ter que se aprofundar teoricamente para comprovar aquilo que se deduz por hipótese trouxe informação, cultura e, acima de tudo experiência.
 

O CONCEITO DE MARCA COMO ESTRATÉGIA DE MARKETING

  • 1.
  • 2.
    Como convencer atravésde uma idéia e não através de informações claras e concretas...
  • 3.
    Importância da pesquisatem base sobre o fator social, de como a mudança de comportamento tem influência na maneira de como se criar para esse novo público consumidor.
  • 4.
    Precisávamos de umaluz em alguns aspectos... Tais como se o público entende esse tipo de propaganda, se existe o fator de lembrança, de quem é a idéia e qual o risco desse tipo de propaganda.
  • 5.
    Para entender ocomportamento do fenômeno, utilizamos o método hipotético-dedutivo, exploratório, pesquisa bibliográfica, estudo de caso e pesquisa de campo.
  • 6.
    Como objeto deestudo, a campanha Rotina da Natura, em especial o filme de TV, por ser exemplo claro desse tipo de campanha.
  • 7.
    Sobre a *Fundada em 1969 por Jean-Pierre Berjeaut e Antônio Luiz da Cunha Seabra *Sediada em São Paulo *Sempre trabalhou com consultoras *Tem produção sustentável
  • 8.
    A Natura éa líder de mercado no segmento de higiene e beleza, detendo 12,8% do mercado em 2008 (fontes: empresa e Euromonitor) e pretende, até 2012, alcançar os 500 milhões de dólares em vendas na América Latina.
  • 9.
    Posicionada no mercado,a Natura pode colocar, por apenas 3 segundos finais em uma propaganda, seu logo sem que isso em nada abale sua imagem, seu prestigio e seu conceito.
  • 10.
    Sobre a propaganda,vimos que a mítica por trás de todo um conceito é para uso exclusivo de convencimento do consumidor, sobre aquilo que ele, sem consciência disso, esteja sendo convencido de que uma mudança é necessária no seu comportamento.
  • 11.
    O princípio básicodos bens de consumo deixou de ser relevante na sociedade da imagem. Everardo Rocha, em Magia e Capitalismo (1995, p. 67), descreve esse consumismo sem nexo da seguinte maneira: “[...] O consumo é, no mundo burguês, o palco das diferenças. O que consumimos são marcas. Objetos que fazem a presença e/ou ausência de identidade, visões de mundo, estilos de vida”.
  • 12.
    E qual éa cara dessa publicidade então? Dessa subjetividade da propaganda da Natura, essa não-assimilação assimilada do que, de fato, compõe a propaganda, esse adestramento , essa persuasão de belas imagens e sugestões de bem estar que estão espalhados, diluídos em forma de imagem, cores e sons mostrados no filme, como é o que a Indústria Cultural de Adorno sugeria.
  • 13.
    Esta subjetividade, nãotão subliminar, tenta remeter o receptor desta mensagem a este frescor, a esta sensação de bem estar que um banho nos proporciona. O texto que cita o rock (extrema forma de liberdade e expressão), todos os ingredientes certeiros de um dia maravilhoso, num momento de extremo bem estar, fazendo a rotina parecer um prazer.
  • 14.
    A imagem remete,no ato, a sensação que todos já experimentamos. Sua simples exposição nos remete ao fenômeno que a pele proporciona, por vezes num simples declínio de temperatura, e que aqui tem justamente essa função, nos levar ao momento pós-banho, de conforto e de liberdade.
  • 15.
    Mas, como ofilme mostrou, a alegria não era proporcionada por este ou por aquele produto que a Natura venda... Mais importante que isso, é a idéia de comportamento da propaganda, a idéia de que a sua beleza é mais importante que qualquer coisa.
  • 16.
    É, então, primordialcuidar para que a marca tenha um diferencial no que se refere à criação de um relacionamento para que possa, efetivamente, fazer parte dessa realidade que ela mesma propõe, de tal maneira, a atuar como ponto de concretização de seus próprios valores.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
  • 23.
  • 24.
  • 25.
    Como a pesquisacomprovou, propagandas conceituais surtem o resultado esperado seja em números; Dessa forma, a agência entendeu que não poderíamos mudar a essência do comercial e que não poderíamos ainda deixar de lado algumas características da propaganda inicial; O bem estar não poderia deixar de constar na propaganda, a sensação de estar em harmonia com um universo particular e individual de cada pessoa. Isso é marca da empresa em sua propaganda e não traço de um comercial especifico, dessa forma, tendo que ser mantido.
  • 26.
    Porém, a idéiade rotina foi tirada. Entendemos, desde uma primeira análise do comercial, que o cotidiano poderia ser mais especifico, mais particular. Rotina, apesar de ser parte da vida de qualquer cidadão, é, da mesma forma, muito amplo e abrangente.
  • 27.
    Batizamos então acampanha como “Todo Dia É Um Presente”, Todo Dia , nome da linha de produtos e É Um Presente , fazendo essa ligação com a nossa idéia.
  • 28.
  • 29.
    Consideramos que, aindaque a Natura esteja extremamente bem posicionada no mercado, uma estratégia de publicidade em que todos os meios têm a mesma cara é mais eficiente, melhor assimilado e, conseqüentemente, melhor associado.
  • 30.
    A promoção –concurso - aproveitaria o uso de fotografia na mídia impressa e seria algo com tema “Concurso Cultural Todo Dia É Um Presente”, em que os participantes deveriam enviar algo em torno de 6 fotos – como no anúncio – onde deveriam mostrar diferentes situações em que o cotidiano delas poderia ser o cotidiano do conceito da campanha publicitária da Natura, sintetizando “Por que seu dia é um presente?”.
  • 31.
    Ao final destapesquisa, compreendemos que empresas desse tipo não vendem produtos por sua natureza, vendem satisfação, vendem desejos e ideais de comportamento. Mais que um produto, consumir Natura tem que refletir uma satisfação pessoal, tem que preencher uma necessidade de ego.
  • 32.
    Entendemos ainda quea própria sociedade é que permite esse tipo de propaganda. As necessidades individuais mudam e se transformam de acordo tendências e paradigmas. Consome-se por desejo e não por necessidade, compra-se a simbologia daquilo que se quer ser, quer estar, quer representar.
  • 33.
    Como considerações finais,estar envolto em mais uma pesquisa e na elaboração de um projeto como é o Propagação e sintetizá-lo neste montante de informação foi outra vez um excelente aprendizado para a agência Absurdooo’s, pois ter que se aprofundar teoricamente para comprovar aquilo que se deduz por hipótese trouxe informação, cultura e, acima de tudo experiência.
  • 34.