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1
2
SUMÁRIO
SUMÁRIO..........................................................................................................................................2
IDENTIFICAÇÃO..............................................................................................................................3
APRESENTAÇÃO.............................................................................................................................6
HISTORICIDADE............................................................................................................................10
..........................................................................................................................................................20
DIAGNÓSTICO DA REALIDADE ESCOLAR.............................................................................20
MISSÃO E OBJETIVOS INSTITUCIONAIS.................................................................................39
PRINCÍPIOS NORTEADORES DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS............................................40
CONCEPÇÕES TEÓRICAS FUNDAMENTADORAS DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS.......43
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO DA ESCOLA.............................................45
CONCEPÇÕES, PRÁTICAS E ESTRATÉGIAS DE AVALIAÇÃO.............................................51
ORGANIZAÇÃO CURRICULAR..................................................................................................55
GESTÃO PEDAGÓGICA.............................................................................................................................................................. 61
GESTÃO DE RESULTADOS EDUCACIONAIS............................................................................................................................62
GESTÃO PARTICIPATIVA........................................................................................................................................................... 63
GESTÃO DE PESSOAS............................................................................................................................................................... 64
GESTÃO FINANCEIRA................................................................................................................................................................ 66
GESTÃO ADMINISTRATIVA........................................................................................................................................................ 66
PLANOS DE AÇÃO COMO CONSTRUÇÕES COLETIVAS......................................................69
PLANO DE AÇÃO DO EQUIPE ESPECIALIZADA DE APOIO À APRENDIZAGEM ..................................................................81
PLANO DE AÇÃO: SALA DE RECURSOS..................................................................................................................................85
PLANO DE AÇÃO: SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL.............................................................................................89
EDUCAÇÃO INTEGRAL / PLANO DE AÇÃO 2017......................................................................................................................92
Espera-se que o estudante da Educação Integral possa vivenciar experiências de bem-estar consigo
mesmo e com o outro, construindo uma autoimagem positiva que possa refletir, também
positivamente em suas aprendizagens..............................................................................................96
PLANO DE AÇÃO DE FUNCIONÁRIOS READAPTADOS..........................................................................................................96
PLANO DE AÇÃO / SALA DE LEITURA.......................................................................................................................................96
PLANO DE AÇÃO: RECEPÇÃO.................................................................................................................................................. 98
PLANO DE AÇÃO: COORDENAÇÃO DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR........................................................................................98
ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PPP......................................................................101
PROJETOS ESPECÍFICOS...........................................................................................................102
AULA PASSEIO.......................................................................................................................................................................... 102
SEMANA DE EDUCAÇÃO PARA A VIDA..................................................................................................................................105
PROJETO COZINHA EDUCATIVA............................................................................................................................................ 107
PROJETO RODA DE LEITORES............................................................................................................................................... 112
FESTA JUNINA.......................................................................................................................................................................... 115
PROJETO DO LABORATÓRIO INTEGRADO DE INFORMÁTICA............................................................................................117
PROJETO NOSSO RECREIO É 10 !.........................................................................................................................................119
PROJETO CIDADÃO DO FUTURO / PROERD........................................................................................................................122
.................................................................................................................................................................................................... 125
SEMANA DA CRIANÇA.............................................................................................................................................................. 125
MOSTRA CULTURAL................................................................................................................................................................ 126
DESENVOLVIMENTO:............................................................................................................................................................... 127
A organização do evento inicia-se no primeiro semestre quando são elencados com cada turma os conteúdos e/ou temáticas
mais significativos. Essa escolha vai definir pesquisas a serem realizadas, vídeos a serem assistidos, músicas a serem
ouvidas ... de modo que diversas linguagens sejam contempladas. O grupo é, então, desafiado a produzir o que será
apresentado para o público utilizando uma linguagem diferenciada capaz de exteriorizar o que foi aprendido.........................127
PROJETO HORTA ESCOLAR................................................................................................................................................... 130
........................................................................................................................................................132
3
APÊNDICE.....................................................................................................................................138
ANEXOS........................................................................................................................................155
ASSEMBLÉIA ESCOLAR........................................................................................................................................................... 155
CONSELHO DE CLASSE........................................................................................................................................................... 157
CONSELHO ESCOLAR.............................................................................................................................................................. 158
EDUCAÇÃO COM MOVIMENTO:.............................................................................................................................................. 161
Educação Física nos Anos Iniciais.............................................................................................................................................. 161
APRESENTAÇÃO:........................................................................................................................161
Histórico..........................................................................................................................................163
OBJETIVO GERAL.......................................................................................................................165
OBJETIVOS ESPECÍFICOS....................................................................................................................................................... 165
PERFIL DO PROFESSOR.............................................................................................................165
Organização do trabalho pedagógico do professor.........................................................................166
EXECUÇÃO...................................................................................................................................166
METODOLOGIA...........................................................................................................................167
ABORDAGEM PEDAGÓGICA.................................................................................................................................................... 168
AVALIAÇÃO DO ESTUDANTE................................................................................................................................................... 168
AVALIAÇÃO DO PROFESSOR.................................................................................................................................................. 168
AVALIAÇÃO DO PROJETO....................................................................................................................................................... 169
SEMANA DE EDUCAÇÃO PARA A VIDA..................................................................................................................................171
Lei 11.988, de 27 de julho de 2009............................................................................................................................................. 171
SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL..........................................................................................................................173
ANEXOS DO PLANO DE AÇÃO................................................................................................................................................ 173
BIBLIOGRAFIA............................................................................................................................179
IDENTIFICAÇÃO
COORDENAÇÃO REGIONAL DE ENSINO DE TAGUATINGA
ESCOLA CLASSE 10 DE TAGUATINGA
QSD 18 / ÁREA ESPECIAL 23 /TAGUATINGA NORTE
(61) 3901-6781
CEP: 72020-180
4
“moço, eu estou nesse
negócio de catar pedras
faz bem uns cinquenta
anos. Muita gente me
dizia para largar disso –
cadê coragem ? Cada um
tem que viver procurando
alguma coisa. Tem quem
procure paz, tem quem
procure briga. Eu procuro
pedras. Mas foi numa
dessas noites da minha
velhice que entendi
porque eu nunca larguei
disso: só a gente que
garimpa pode tirar
estrelas do chão!”
(1894)
Aos que escolheram a educação como ofício e, na Escola Classe 10 de
Taguatinga, descobriram seu papel de garimpeiros.
APRESENTAÇÃO
A Escola Classe 10 de Taguatinga é uma escola pública inclusiva e oferece à comunidade na qual está
inserida Ensino Fundamental de 9 anos, anos iniciais e Educação Integral; mantida pela Secretaria de Estado de
Educação do Distrito Federal, CNPJ 00 394 676/0001-07.
Atualmente a escola funciona em dois turnos: matutino e vespertino e pode ser contatada pelo telefone (061)
3901-6781 e pelo e-mail ec10tag@gmail.com . Além disso, conta com o blog imagine um lugar...ec10, que pode ser
acessado pelo endereço http://imagineumlugarec10.blogspot.com.br/ e página no Facebook:
https://www.facebook.com/ec10taguatinga/.
Foram eleitas para a direção, segundo os pressupostos da Gestão Democrática, Lei 4751/2012 para o triênio
2017/2019, as professoras Berenice Aparecida de Sousa Cardoso e Sandra Regina dos Santos Alencar,
concorrendo como chapa única. Compõem ainda a Equipe Gestora: Susie de Castro Duarte, chefe de secretaria e
Quedma Elienai de Souza Silva, Supervisora Pedagógica.
Seguindo orientação da Portaria 446/ 19/12/2016, que trata da distribuição de Carga Horária para 2017, a
escola atua em 2017 com 02 coordenadores pedagógicos (Claudia Queiroz de Miranda e Luzia Cergina de Queiroz)
para o Ensino Regular e 01 coordenador para a Educação Integral (Eliete Teles de Farias).
A Escola Classe 10 de Taguatinga apresenta o Projeto Político Pedagógico revisado em 2017, entendendo
que o mesmo se constitui em instrumento norteador das ações educativas planejadas pela instituição, construído
com a participação de toda a comunidade escolar: professores, auxiliares, pais, alunos e responsáveis; desde o
primeiro contato, na relação diária e também através de reuniões, avaliações institucionais, conversas informais,
formulários, etc. Esclarece-se que na data da entrega do presente documento a equipe pedagógica encontra-se em
plena discussão dos projetos em voga. Assim, a fim de construir um documento que tenha a real identidade da
escola, respeitando a diversidade de pensamento existente, o grupo se propõe a prolongar a discussão ao mesmo
tempo em que busca maior embasamento que possa subsidiar a permanência ou exclusão de práticas, eventos e/ou
projetos. Dessa forma o documento entregue encontra-se incompleto e essa gestão compromete-se a publicar a
versão completa assim que forem concluídas as discussões referidas.
O Projeto Político Pedagógico da Escola Classe 10 de Taguatinga foi elaborado de forma a contemplar as
prioridades estabelecidas pelos diferentes segmentos, servindo de diretriz na atuação de todos os profissionais
envolvidos no processo, atendendo aos interesses e expectativas evidenciadas pela clientela.
Nesse sentido, a escola promoverá avaliações e ajustes internos no momento em que se fizerem
necessários e sempre que as decisões tomadas resultarem em mudanças significativas dos princípios, finalidades e
objetivos institucionais.
Este instrumento norteador foi organizado tendo como foco o oferecimento de uma educação pública de
qualidade evidenciada prioritariamente nas aprendizagens, mas também na participação comunitária, na gestão
responsável dos recursos públicos e consequente criação de um ambiente físico agradável à totalidade de pessoas
que concretizam essa escola.
O presente Projeto vem ao encontro dos desafios identificados ao longo dos anos anteriores, se adequa às
exigências legais, encontra-se em consonância com a missão, visão e função social expressos pela Secretaria de
Educação do Distrito Federal e culmina em uma proposta que visa atender às necessidades demandadas pela
comunidade local em consonância com a concepção de qualidade do ensino, almejada por todos aqueles que
participam do dia a dia da escola. Ressalta-se a importância do documento como expressão da coletividade, sua
maior força, pois arrebanha o compromisso de todos os envolvidos na sua construção para a sua execução.
O PPP da EC10 vem sendo construído nos últimos anos sofrendo alterações embasadas na experiência, nas
avaliações internas e externas, se adequando aos documentos oficiais: Projeto Político Pedagógico Professor Carlos
Mota, Diretrizes Pedagógicas do BIA, Diretrizes Pedagógicas para organização escolar do 2˚ ciclo, Currículo em
Movimento, Diretrizes de Avaliação Educacional, Orientações Pedagógicas de História e Cultura Afro-brasileira e
Indígena, e outros. Fez-se necessário, em alguns momentos, o estudo desses documentos, para que os grupos se
apropriassem dos mesmos.
O maior desafio encontrado foi a efetiva mobilização do segmento pais/responsáveis, pois não basta garantir
legalmente a participação desse segmento, é essencial a instrumentalização dele para que a participação requerida
seja eficiente.
Dessa forma, ações foram realizadas no sentido de respeitar e garantir a participação dos “diferentes
sujeitos sociais” que compõem a comunidade escolar (pais/responsáveis, órgãos colegiados, alunos, funcionários da
instituição):
• Efetivando os processos dialógicos entre escola x pais /mães /responsáveis, oportunizando, viabilizando e
incentivando a participação concreta na construção de uma escola democrática onde atuem como
corresponsáveis na aprendizagem do discente (estudante/filho/tutelado).
• Dando a conhecer à comunidade a equipe escolar (gestora, pedagógica, docente);
• Instrumentalizando a comunidade com conhecimentos acerca dos procedimentos de ensino, aprendizagem e
avaliação, como forma de favorecer a participação nos processos democráticos efetivados pela instituição.
• Oportunizando o exercício de habilidades democráticas de participação, discussão e contestação na
construção de instrumentos práticos que regem o cotidiano escolar;
• Promovendo avanços na prática pedagógica e na organização do trabalho, frente às mudanças sugeridas
pela SEEDF;
• Garantindo a ciência e o aprofundamento do coletivo de docentes acerca das mudanças e implementações
curriculares e avaliativas, decorrentes da ampliação dos ciclos;
• Socializando as metas pedagógicas e administrativas dependentes dos recursos financeiros, definidas no
plano de gestão;
• Dando voz à comunidade escolar na gestão dos recursos definidos como prioridades no Projeto Político
Pedagógico da instituição;
• Exibindo para apreciação por parte da comunidade escolar as prioridades definidas relacionadas à gestão
financeira do PDAF _Programa de Descentralização Administrativa e Financeira;
• Discutindo com a comunidade escolar prioridades identificadas;
• Aprovando por parte do Conselho Escolar a Ata de Prioridades do PDAF – Programa de Descentralização
Administrativa e Financeira;
• Votando as prioridades apresentadas.
• Conhecendo e refletindo os pressupostos teóricos do Currículo em Movimento da Educação Básica do
Distrito Federal;
• Articulando áreas curriculares, temas, eixos e estratégias pedagógicas entre si, refletindo o desenvolvimento
do currículo na unidade escolar à luz dos pressupostos teóricos do Currículo em Movimento da Educação
Básica do Distrito Federal, explicitando os conteúdos desenvolvidas no âmbito escolar.
• Pautando o desenvolvimento do ano letivo, revisando o Projeto Político Pedagógico da instituição
educacional, projetando o calendário escolar específico da instituição, analisando os projetos institucionais,
definindo metas e concretizando ações.
• Aprovando pelo Conselho Escolar o calendário escolar específico da instituição, conforme dispõe a
Estratégia de Matrícula 2017 (p.94, item 4.2, item e.1);
• Instrumentalizando o segmento pais e responsáveis acerca do trabalho pedagógico proposto pela instituição
educacional a fim de que este possa atuar com compreensão quando coparticipante dos processos
educacionais e democráticos implementados por essa Secretaria/ Instituição educacional;
• Obtendo a opinião do segmento pais na definição do calendário escolar, como forma de manifestação das
necessidades e possibilidades do segmento na participação dos eventos propostos para o ano letivo;
• Subsidiando através da análise dos dados apresentados a discussão/reflexão acerca das potencialidades e
necessidades da instituição;
• Evidenciando os princípios que sustentam o trabalho pedagógico da instituição, em conformidade com os
princípios da Secretaria de Educação / DF e das leis maiores que regem a educação no país.
• Garantindo a participação de representantes dos pais nos Conselhos de Classe bimestrais.
As ações desenvolvidas foram realizadas através de reuniões, informes, palestras, conversas pedagógicas,
coordenações coletivas, conselhos de classes.
Fizeram parte da Comissão Organizadora da Construção Coletiva do PPP da Escola Classe 10 de Taguatinga em
2017: professoras Quedma Elienai de Souza Silva, supervisora pedagógica; professoras Berenice Aparecida de
Sousa Cardoso e Sandra Regina dos Santos Alencar, diretoras; professoras Claudia Queiroz de Miranda, Luzia
Cergina de Queiroz, Eliete Teles de Farias, coordenadoras pedagógicas; Albenise Alves Rodrigues de Jesus,
carreira assistência, membro eleita do Conselho Escolar; Ivanete Lopes Batista, pedagoga da Equipe de Apoio à
Aprendizagem. A comissão procurou, através de diversas estratégias assegurar a participação dos diversos
segmentos na construção coletiva do Projeto Político Pedagógico.
O presente projeto está dividido em capítulos, conforme orientação recebida para a construção do mesmo.
Começando com esta Apresentação e prosseguindo com a Historicidade, onde buscamos fazer um resgate dos
aspectos mais importantes da escola ao longo dos anos e a relevância da unidade de ensino para a comunidade.
No capítulo intitulado Diagnóstico da Realidade Escolar procurou-se caracterizar social, cultural e
economicamente a comunidade escolar, além de recolher junto ao corpo docente a percepção que este tem da
instituição de ensino. Analisou-se ainda os índices da escola frente às avaliações de rede.
Em Missão e Objetivos Institucionais, a EC10 de Taguatinga expressa sua missão e objetivos frente às
necessidades detectadas no diagnóstico da realidade escolar.
A EC10 expressa os princípios que orientam a prática pedagógica da instituição no capítulo denominado
Princípios Norteadores das Práticas Pedagógicas.
As concepções acerca de currículo, avaliação, ensino, aprendizagem e educação integral encontram-se
descritas no capítulo Concepções Teóricas.
A Organização do Trabalho Pedagógico com a atuação das equipes multidisciplinares compõe o capítulo
seguinte.
As Concepções, Práticas e Estratégias de Avaliação aborda a avaliação formativa, o uso do dever de casa, a
recuperação contínua, a atuação do Conselho de Classe, em conformidade com a Diretrizes de Avaliação da
SEEDF.
Organização da Proposta Curricular vai abordar como acontece o trabalho interdisciplinar, os projetos, a
contextualização, a relação teórico-prática. E ainda: como se dá o trabalho com os eixos norteadores do Currículo em
Movimento.
O capítulo seguinte, Plano de Ação para Implementação do PPP trata da gestão pedagógica, da gestão dos
resultados educacionais, da gestão participativa, de pessoas, financeira e administrativa. Reúne ainda os planos de
ação das equipes multidisciplinares e funcionários readaptados.
As Estratégias de Acompanhamento e Avaliação do PPP estão descritas em capítulo próprio.
Os Projetos Específicos estão elencados no capítulo final, seguido das Referências Bibliográficas utilizadas
na construção do PPP.
HISTORICIDADE
A comunidade relata a existência da escola desde a década de 60, no entanto, para a modalidade Séries
Iniciais do Ensino Fundamental, a Escola Classe 10, de natureza pública, foi criada pela Portaria 17 de 07/07/1980.
Quando criada, sua construção, em estrutura de madeira, compunha-se de 05 (cinco) salas de aula e 02
(dois) banheiros; 01 (um) masculino e 01 (um) feminino.
Em 1970, passou por uma pequena reforma, mas somente em 1989 recebeu uma reforma significativa,
ganhando uma estrutura física de alvenaria em 02 (dois) blocos, com 08 (oito) salas de aula.
Em 1998, a escola foi remanejada para uma igreja da comunidade local, para uma ampla reforma, ganhando
mais um bloco de salas de aula, banheiros e instalações adequadas para a equipe administrativa e pedagógica, sala
de professores, cantina escolar, biblioteca, laboratório de informática, áreas de recreação, instalações sanitárias e
rampas adaptadas para portadores de deficiência física.
Rampas
No período de 1994 a 2004, a Escola Classe 10 de Taguatinga atendeu o 1º segmento da Educação de
Jovens e Adultos, no turno noturno, incluindo turmas de DA (Deficientes Auditivos).
Nos últimos anos a escola vem ganhando qualidade em termos de estrutura física, com reparos e pinturas;
funcionando como uma estrutura acolhedora para a comunidade na qual se encontra inserida, além de proporcionar
bem estar ao corpo discente, docente e demais funcionários. No início de 2012, inclusive, a escola passou por uma
reforma estrutural na parte elétrica com substituição dos forros antigos por forros de PVC e em outubro inaugurou
sua quadra coberta.
Em 2014 a escola foi contemplada com o Projeto Educação com Movimento, que, como projeto – piloto,
pretende ofertar aulas de Educação Física Escolar para alunos dos anos inicias.
Em 2013 foi inaugurada a cobertura do chamado Espaço 10, destinado ao acolhimento dos alunos
diariamente. Este espaço também é utilizado em outros eventos institucionais.
Em 2017 a escola passou a ser monitorada por câmaras de segurança conforme previsto no Plano de
Gestão.
A recepção ganhou blindex que visa, além do reforço da segurança, a proteção dos funcionários que aí
trabalham no que se refere às intempéries como o vento e o frio.
O espaço do Bloco C, destinado a recreação das turmas menores do BIA, ganhou um colorido especial no
muro, além de traves, estilo “golzinho” para prática de futebol. O alambrado foi pintado com cores primárias. Tais
necessidades foram percebidas como prioridade a partir do mapeamento institucional realizado pelas equipes.
Com base no Programa Nacional de Educação Especial, garantido pela Constituição Federal e pela Lei de
Diretrizes e Bases da Educação, em 1996 a Educação Especial, passou a ser oferecida atendendo alunos
portadores de necessidades especiais, dentro de uma estratégia de inclusão. Atualmente atende 46 alunos especiais
laudados com deficiências e transtornos, inclusos em classes regulares, assim distribuídos:
A Educação Integral foi oferecida a partir de 2008, atendendo hoje cerca de 100 alunos nessa modalidade.
Em 2012 a parceria firmada com o SESI possibilitou ofertar aos alunos a prática de atividades esportivas, além de
aulas de Teatro e Informática. Em 2017 a Educação Integral propõe a continuidade das atividades esportivas, dança,
aulas de música e acompanhamento pedagógico de Português e Matemática. Na EC10 a Educação Integral trabalha
objetivando garantir a socialização, promover o desenvolvimento artístico, cultural e esportivo num clima que envolva
Ano Necessidade Apresentada
DI DI/
DOWN
TGD/
AUTISTA
DF TDAH TOD DPAC
1˚ ano 02 01 02
2˚ ano 02 04
3˚ ano 05 02 03 01 01
4˚ ano 02 01 07 02
5˚ ano 03 02 02 04
DI- DEFICIENTE INTELECTUAL
DI/DOWN – DEFICIENTE INTELECTUAL PORTADOR DE SINDROME DE DOWN
TGD- TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO : AUTISMO
DF- DEFICIENTE FÍSICO
TDAH- TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE
TOD-TRANSTORNO OPOSITOR DESAFIADOR
DPAC- DEFICIÊNCIA DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL
o afeto, o lúdico, a criatividade e o respeito. Para tanto, a ampliação do tempo da criança na escola está amarrada ao
compromisso de, nesse tempo ampliado, oferecer oportunidades diversas de aprendizagens significativas e
fortalecimento da educação cidadã, que possibilitem a formação integral do educando. Alegando dificuldades
internas, em 2016 o Sistema S não renovou as parcerias dos anos anteriores. Desse modo a Educação Integral tem
desenvolvido as atividades físicas no próprio ambiente escolar contando com a gestão dos espaços internos.
Espaços comuns têm sido compartilhados com o Ensino Regular.
Ao longo dos anos projetos, eventos e práticas se fortaleceram na instituição com o apoio da comunidade
escolar. Destacamos os projetos Cozinha Educativa, Roda de Leitores/ Sarau Literário, Aulas Passeios; os eventos
Festa Junina e Auto de Natal; além da Avaliação Institucional, que cada vez mais concretiza a participação dos
pais/responsáveis nos rumos pedagógicos e administrativos da unidade escolar.
A Escola Classe 10 de Taguatinga é pólo eleitoral há, pelo menos, 20 anos; sendo utilizado durante o período
de eleições. As instalações da instituição foram avaliadas como adequadas pelo TRE para a prestação desse
serviço. Foram vistoriadas as salas de aula, as instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias; bem como o serviço de
acesso à internet. A avaliação incluiu as possibilidades de segurança, sendo esse item também referendado.
A escola situa-se ao lado de um posto de saúde, motivo pelo qual, acredita-se, nunca foi solicitada para
campanhas de vacinas. Ao mesmo tempo, essa proximidade possibilita o estabelecimento de um vínculo em casos
emergenciais.
Duas vezes por semana a escola é utilizada, sem fins lucrativos, pelo grupo de capoeira Beribazu alternando
com o Grupo de Futebol da Vila, atendendo o entorno escolar, como estratégia potencializadora da parceria escola-
comunidade, ocupando de forma criativa as instalações escolares com atividade esportiva-cultural. Permite ainda
que a escola participe com seus alunos dos projetos esportivos da SEEDF em âmbito regional, a saber: JET _ Jogos
Escolares de Taguatinga.
GRUPO DE CAPOEIRA BERIBAZU
FUTEBOL DA VILA
A escola atende, ainda, o Projeto Ginástica nas Quadras, no noturno.
Sempre que solicitado as dependências da escola são utilizadas por grupos religiosos, mediante termo de
responsabilidade, nos fins de semana. A EC10 acredita com isso, concretizar ideologicamente o conceito de
“derrubada dos muros da escola”, ofertando um espaço público alternativo à população, fortalecendo o vínculo da
comunidade com a escola. Fortalecimento que vem sendo traduzido no cuidado dessa comunidade com a instituição
e seu patrimônio. Nisso a escola procura encampar a ideia presente no Projeto Político Pedagógico Professor Carlos
Mota de se tornar a “escola do lugar”, uma escola que orgulhe sua comunidade.
Os dados do IDEB divulgados no ano de 2015 situa a escola com média 5,9. A meta projetada pelo MEC para
o período é de 5,8. A análise dos dados levou à conclusão acerca da necessidade de investir na formação e
intervenção matemática.
A escola destaca-se pelo compromisso na administração dos recursos públicos, pelo diálogo com a
comunidade e pelo foco na dimensão pedagógica.
Em, 2017 a atual equipe gestora empenhou-se em para identificar as antigas equipes gestoras da instituição,
entendendo que o trabalho que hoje aparece é fruto da coletividade.
Por ocasião do aniversário da escola, as equipes antigas a atuais envolveram-se nas festividades.
Transcrevemos aqui as equipes gestoras identificadas:
1980
Diretora: Teresa Ondina Maltese
Vice-diretora:
Secretário: José Ferreira dos Reis
1981
Diretora: Rita Malta dos Santos
Vice-diretora:
Secretário: Marildes Batista Silva Carvalho
1984
Diretora: Maria das Dores Carvalho dos Anjos
Vice-diretora:
Secretário: Marildes Batista Silva Carvalho
1985
Diretora: Maria Elizabeth Abraão
Vice-diretora:
Secretário: Marildes Batista Silva Carvalho
1992
Diretora: Maria Elizabeth Abraão
Vice-diretora:
Secretário: Samuel Eduardo Ramos
1994
Diretor: Cecílio Francisco das Neves
Vice-diretora:
Secretário: Leila Santos Alves
Diretora: Maria Aparecida de Fátima Pereira da Costa
1995 Vice-diretora: Claudia Elena de Oliveira Quermes / Maria Rosângela V. de Souza
Secretário: Leila Santos Alves / Minerva de Barros Lima Sobreira
1996
Diretora: Maria Aparecida de Fátima Pereira da Costa
Vice-diretora: Maria Rosângela V. de Souza / Tânia Aparecida Cunha Albernaz
Secretário: Minerva de Barros Lima Sobrei
1998
Diretora: Maria Aparecida de Fátima Pereira da Costa
Vice-diretora: Celíria Chagas Ribeiro
Secretário: Minerva de Barros Lima Sobrei
1998
Diretora: Renusa C. de Morais
Vice-diretora: Ricardo Barros de Castro
Secretário: Minerva de Barros Lima Sobrei
1999
Diretora: Vanderlúcia Geralda da Silva
Vice-diretora: Ediléia Fernandes da Silva
Secretário: Minerva de Barros Lima Sobrei
2001
Diretora: Ediléia Fernandes da Silva
Vice-diretora: Vanderlúcia Geralda da Silva
Secretário: Minerva de Barros Lima Sobrei
2002
Diretora: Angelita do Espírito Santo Araújo
Vice-diretora: Lucimar Silva Pereira
Secretário: Minerva de Barros Lima Sobrei
2003
Diretora: Angelita do Espírito Santo Araújo
Vice-diretora: Célia Mendes Barbosa Moraes
Secretário: Minerva de Barros Lima Sobrei
2004
Diretora: Maria Francisca Souza Dias
Vice-diretora: Maria Lúcélia Pinheiro Nogueira
Secretário: Domingos Silva Porto
2008
Diretora: Regina do Nascimento
Vice-diretora: Sandra Regina os Santos Alencar
Secretário: Domingos Silva Porto
2010
Diretora: Regina do Nascimento
Vice-diretora: Sandra Regina dos Santos Alencar
Secretário: Susie de Castro Duarte Santos
Supervisor Pedagógico: Greiciane Nóbrega Dias
2011
Diretora: Regina do Nascimento
Vice-diretora: Sandra Regina dos Santos Alencar
Secretário: Susie de Castro Duarte Santos
Supervisor Administrativo: Daniel Pitombo Taveira
Supervisor Pedagógico: Vladia Paula Carvalho
2012
Diretora: Regina do Nascimento
Vice-diretora: Sandra Regina dos Santos Alencar
Secretário: Susie de Castro Duarte Santos
Supervisor Administrativo: Daniel Pitombo Taveira
Supervisor Pedagógico: Vladia Paula Carvalho
2014
Diretora: Vladia Paula Carvalho
Vice-diretora: Berenice Aparecida de Sousa Cardoso
Secretário: Susie de Castro Duarte Santos
Supervisor Administrativo: Sandra Regina dos Santos Alencar
Supervisor Pedagógico: Quedma Elienai de Souza Silva
2016
Diretora: Berenice Aparecida de Sousa Cardoso
Vice-diretora: Sandra Regina dos Santos Alencar
Secretário: Susie de Castro Duarte Santos
Supervisor Administrativo: Greiciane Nóbrega Dias
Supervisor Pedagógico: Quedma Elienai de Souza Silva
Antigas e atuais equipes gestoras
DIAGNÓSTICO DA REALIDADE ESCOLAR
A Escola Classe 10 de Taguatinga está situada em uma área relativamente tranquila no que se refere a casos de
violência e vandalismos, tanto que não temos registros de invasões à escola, roubos e outros. A escola percebe-se
cuidada no meio em que está inserida, com reduzidos casos de pichação em muros e demais dependências da
escola.
Quanto à estrutura física a escola apresenta um prédio antigo, tendo passado por diversas reformas ao longo
dos anos, conforme relatado no capítulo Historicidade. Apresenta, assim, uma estrutura agradável composta por três
blocos de alvenaria, onde abrigam-se as salas de aulas, dos professores, da coordenação, das equipes
especializadas (SOE, SEAA, Sala de Recursos),da Educação Integral, Sala de Vídeo, Sala multifuncional (que apoia
a Educação Integral, os projetos de reforço escolar, reagrupamento, Interventivo, etc), Direção, Secretaria, Sala de
Leitura, Cozinha Educativa, depósitos, banheiros, banheiros adaptados para os alunos portadores de necessidades
especiais.
A escola conta com um pátio coberto que dá acesso à cantina escolar, ampla, iluminada e bem equipada.
Citamos, ainda, a quadra coberta e o parque infantil, espaços de fundamental importância para realização de
atividades ligadas ao desenvolvimento sócio psicomotor dos educandos.
Parque Infantil
A escola possui um pátio semicoberto, denominado “Espaço Dez”, onde ocorre a acolhida diária dos alunos;
possui estacionamento descoberto e murado para os funcionários e uma área não construída, gramada, onde
projeta-se a construção de um espaço coberto para apoio à Horta Escolar e aulas ao ar livre. A escola está
estruturada com recepção, portões eletrônicos, interfones e sistema interno de câmaras. A recepção foi pensada
para acolher a comunidade com conforto.
No que se refere aos recursos materiais a escola é bem equipada em todos os setores: jogos pedagógicos,
materiais para a prática de Educação Física, acervo literário, recursos tecnológicos, recursos para o desenvolvimento
dos projetos descritos, materiais didáticos e outros. A escola orgulha-se em poder suprir, através da gestão eficiente
dos recursos financeiros, as necessidades pedagógicas e administrativas da instituição. Pensando na segurança do
patrimônio público sob guarda e administração da escola, a atual gestão instalou grades e trancas de segurança nas
principais dependências da unidade pedagógica.
Em 2017 a Escola Classe 10 de Taguatinga, iniciou o ano letivo com 507 alunos matriculados nas seguintes
modalidades:
• Ensino Fundamental de 9 anos, sendo 46 ANEES.
Esse contingente de alunos, matriculados nos turnos matutino e vespertino está assim distribuído:
MATUTINO VESPERTINO
1° ANO 02 TURMAS 1° ANO 02 TURMAS
2° ANO 02 TURMAS 2° ANO 01 TURMAS
3° ANO 02 TURMAS 3° ANO 04 TURMAS
4° ANO 03 TURMAS 4° ANO 02 TURMAS
5° ANO 03 TURMAS 5° ANO 03 TURMAS
A escola recebeu no início de 2012 cerca de 200 alunos a mais que o ano anterior, oriundos de outra
instituição educacional, extinta para a modalidade de Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Na época, esse aumento,
em cerca de 50% da clientela, alterou profundamente a estrutura da escola: ampliou-se o atendimento da Educação
Integral, da Equipe Especializada, da Sala de Recursos, do Projeto Interventivo e dos Reagrupamentos previstos
para o BIA (Bloco Inicial de Alfabetização). Nesse período a escola buscou formas viáveis de lidar com a situação
encontrando soluções criativas como: remanejamento e compartilhamento de espaços, monitoramento do intervalo
por alunos e professores, acolhida das crianças na entrada, diversificação dos projetos de apoio à aprendizagem.
Um fato preocupante diz respeito à reprovação por infrequência. Preocupante por se tratar de uma retenção
improcedente, sem justificativa e que pode ser atacada em sua origem: o compromisso familiar. De 2011 a 2016 a
retenção por infrequência caiu de 21 para 03 em números brutos, número considerado ainda elevado se
considerarmos todas as ações preventivas adotas por essa gestão: reuniões para esclarecimentos, comunicados via
bilhete e via telefone, encaminhamento ao Conselho Tutelar em caso de persistência das faltas não justificadas.
Mais do que apenas ser um instrumento de levantamento de dados, pretende-se que o diagnóstico se
configure em instrumento possível de analisar fragilidades e potencialidades. Os dados familiares buscam
estabelecer o perfil discente, suas condições sócio- culturais- econômicas, seus valores e necessidades.
Com esse objetivo foi aplicado um questionário diagnóstico às 507 famílias de alunos matriculados em nossa
instituição educacional.
Destacamos que disponibilizamos mais questionários do que o número de famílias com alunos matriculados.
Tal estratégia deve-se à tentativa de fortalecer a Lei 3849/06 do DF que garante os direitos do genitor não-guardião
de ter um papel ativo no processo de ensino e aprendizagem do filho, sem necessidade de autorização judicial ou do
pai guardião. A lei dá acesso a ambos os pais à escola, nos termos dessa e às informações sobre a criança.
Foram devolvidos e tabulados 358, os dados foram transformados em gráficos que, após análise nos conta
que, é a comunidade que compõe a Escola Classe 10 de Taguatinga:
• Predominaram os questionários respondidos pelas mães:
• A maior parte dos que responderam os questionários sócio-culturais, já conhecia o trabalho desenvolvido na
instituição, visto não ser esse o primeiro ano da criança na Escola Classe 10 de Taguatinga.
• Os alunos da EC10 são oriundos em sua maioria das cidades de Taguatinga e Águas Claras (que envolve
Areal e Arniqueiras), mas a escola atende também crianças de Samambaia, Riacho Fundo e Recanto das
Emas, Águas Lindas de Goiás e Santo Antônio Descoberto. Um número significativo de pais recusou-se a
dar essa informação; alguns com receio de “perderem a vaga” na escola.
• A EC10 atende crianças oriundas de Território de Vulnerabilidade Social. Território de Vulnerabilidade Social
é definido como uma área onde seus moradores apresentam ao menos uma das características abaixo:
Exerto do PPP Professor Carlos Mota
PPP Professor Carlos Mota
De acordo com o Projeto Político Pedagógico Professor Carlos Mota, Areal é um território de vulnerabilidade
social. A informação é pertinente porque leva à reflexão de práticas que possam influir na qualidade de vidas das
crianças oriundas desses territórios, ainda que a EC10 não esteja localizada fisicamente na área considerada TEVS.
• Foi constatado que o acesso das crianças à escola se dá, prioritariamente por meio de carro particular dos
pais, seguido de perto pelo Transporte Escolar. Algumas crianças chegam andando (sozinhas ou
acompanhadas) ou fazem uso de transporte urbano como ônibus e metrô. A informação oferece à escola
embasamento para pensar soluções de segurança no acolhimento e entrega das crianças ao fim do turno.
Envolvendo, inclusive, se necessário outros órgãos para potencialização do estacionamento externo à
escola. No momento as crianças são acolhidas com quinze minutos de antecedência do início dos turnos,
dentro do espaço escolar já estando sob a responsabilidade da escola a partir daí. Nesse momento até a ida
das crianças para as salas de aula, o acesso dos pais à escola é controlado a fim de evitar situações de
embate de pais com alunos, conforme inúmeros registros de ocorrências. A partir do início do turno as
crianças estão sob a responsabilidade do professor regente que não pode dispersar sua atenção no
atendimento de pais e/ou responsáveis. Esse espaço de escuta de pais-professores é aberto na
coordenação individual do professor. Casos de emergência podem ser resolvidos junto à direção da escola
que fará os devidos encaminhamentos.
Ainda pensando na segurança da instituição (patrimônios humanos e materiais) ao final do turno as crianças
são conduzidas ao Pátio Externo Espaço Dez onde são entregues aos responsáveis. A fim de agilizar a entrega
correta das crianças, evitando tumultos e possíveis acidentes nos espaços internos e externo (estacionamento), os
estudantes de primeiros e segundos anos sobem com dez minutos de antecedência, desafogando o portão e o
estacionamento externo, ficando sob a responsabilidade do professor até o final do turno ou até que seja entregue ao
responsável.
Quanto à configuração familiar predomina a formação tradicional embora seja evidente que as
transformações sociais ocorridas nos últimos anos apresentam estruturas familiares, as mais diversas, com
modificações que obriga a escola a adotar uma postura onde a convivência entre crianças de diferentes núcleos
familiares seja acolhedora, fazendo com que todas sintam-se aceitas e integradas. Observa-se a participação de
outros atores na vida das crianças que não somente pais e mães. Avós e tios constituem o núcleo familiar próximo e
fazem-se presentes.
A escola optou por manter a ideia das famílias que espontaneamente identificaram-se como família normal. A
questão pode levar a análises que enriquecerão as discussões curriculares nas perspectivas crítica e pós-crítica
onde se embasa o Currículo em Movimento.
O número de famílias que não responderam à questão foi significativo perfazendo 19%
A formação acadêmica predominante na comunidade é de Ensino Médio Completo com quase empate
técnico com Curso Superior Completo.
É uma comunidade de trabalhadores com rendas variável e profissões que variam de funcionários públicos a
autônomos, de prestadores de serviços a empresários, trabalhadores dos setores de vendas, contabilidade,
advogados, trabalhadores domésticos, estudantes-estagiários, desempregados e aposentados, etc.
21% dos entrevistados declararam não trabalhar fora. 4% não responderam.
Significativo número de famílias declarou não ter dificuldades para acompanhar o desenvolvimento escolar
do filho/aluno; mesmo assim faz-se necessário continuar trabalhando junto à comunidade escolar a clareza de que a
família (independentemente de sua configuração) tem o dever de desempenhar funções educativas, imprimir valores,
fornecer modelo de formação para a vida em sociedade. Além disso, ser responsável pelo desenvolvimento físico e
mental, materializar os direitos do indivíduo no seio familiar com cuidados que permitam o crescimento e
desenvolvimento desse indivíduo. Não sendo a escola substituta da família em seus deveres de prover educação,
sustento, dignidade e respeito.”
O desempenho dos diferentes papéis pelos respectivos atores (escola e família) deve concretizar um ser
social saudável. Dessa forma, apesar da crescente participação da comunidade no cotidiano escolar, julga-se
necessário buscar múltiplas formas de envolver os responsáveis na definição do Projeto Político Pedagógico da
EC10.
O item referente a faixa de renda familiar mostrou um predomínio em duas faixas de rendas, conforme
gráfico abaixo.
16% não responderam a essa questão.
Pode-se afirmar que a maioria dos alunos desta instituição possuem acesso às tecnologias, o que coloca a
escola na posição de mediar as habilidades necessárias para que o estudante se torne autônomo no ambiente
virtual.
As respostas apresentadas garantem ainda que significativa parcela dos estudantes tem acesso a material
de leitura diversificado dentro da própria casa.
Houve uma queda entre os que se declaram seguidores de uma religião em relação aos dados da pesquisa
do ao anterior. 88% declarou- se seguidor de uma religião. 3% não respondeu. Católicos e evangélicos de diversas
denominações predominam no quadro religioso, seguidos por espíritas. 9% da comunidade optaram por omitir esse
dado. Embora não tenha aparecido na pesquisa, sabe-se que a escola é composta por professantes em números
menores das religiões Messiânica, Judaica, Mórmons e de matriz africana.
Questionados acerca do momento denominado “acolhida”, que é enriquecido com uma prece, além de
informes institucionais, Hino Nacional, 95% da comunidade escolar declarou-se favorável à manutenção do mesmo.
5% omitiu a resposta. Esclarecemos que a acolhida é um momento diário de reflexão, formação cívica e
estabelecimento do diálogo inter-religioso.
91% alegaram saber da existência de um Conselho Escolar na instituição de ensino.
13% declarou receber benefícios governamentais tipo Bolsa Escola, Renda Minha, Bolsa Família.
Desde 2011 observa-se uma participação mais efetiva dos responsáveis no que se refere à vida escolar das
crianças, em relação a períodos letivos anteriores.
Essa participação foi perceptível em reuniões escolares avaliativas e/ou pedagógicas, nos processos
eleitorais da instituição; também em culminância de projetos e chamadas para acompanhamento dos rumos
pedagógicos e financeiros da escola.
Acompanhamento de frequência comprovada dos responsáveis em Reuniões de Pais. Média
Considerando a clientela bastante diversificada, incluindo alunos com necessidades especiais, a escola tem
buscado formas, discutido e construído caminhos para processar a inclusão com ganhos sociais e individuais,
desenvolvendo uma pedagogia centrada no aprendiz, responsabilizando-se pelo processo de aprendizagem de todos
os seus indivíduos, independente de “suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais e linguísticas”.
A EC 10 aceita, assim, o grande desafio de coordenar a efetiva aprendizagem de indivíduos que têm o
desenvolvimento cognitivo, motor e/ou social bastante comprometidos e, num primeiro momento, não responderão
conforme a maioria.
Mais do que superar os índices indicados, a Escola Classe 10 de Taguatinga se obriga a superá-los com
qualidade. A escola apresenta índice de 5,9 em relação ao IDEB divulgado em 2015.
A Escola Classe 10 entende que os desafios impostos pela superação dos índices educacionais não serão
somente de ordem ideológico-filosófico. Mas, prioritariamente, de formação profissional docente: mais um processo
do que um fim. A interpretação dos dados exige uma mudança conceitual nos valores culturais da escola e,
sobretudo, da sociedade.
Para tanto, o Projeto ora apresentado, propõe, continuar desenvolvendo, dentro dos princípios da educação
integral, um trabalho de qualidade focado na aprendizagem, no sentido de atender as necessidades educacionais de
todas as crianças e promover o fortalecimento das atitudes de aceitação e respeito a si próprio, à natureza e às
diferenças individuais, enfatizando a importância da ética na construção de vidas comunitárias mais sustentáveis,
mais saudáveis e mais humanas.
MISSÃO E OBJETIVOS INSTITUCIONAIS
É missão da escola promover o pleno desenvolvimento do educando, através da aprendizagem, formando
um cidadão consciente, ético, crítico e participativo; apto a construir um projeto de vida que dê conta de suas
relações com a sociedade e com a natureza.
A Escola Classe 10 de Taguatinga entende que os objetivos expressos no Plano de Ação da atual gestão, eleita
pelos mecanismos da Gestão Democrática, tornam-se objetivos institucionais, uma vez que foram referendados pela
comunidade escolar através da eleição e construídos a partir do conhecimento da realidade escolar, estando em
afinidade com a missão expressa nesse documento. Assim:
• Ser uma escola gerida pelos pressupostos da Gestão Democrática, tendo um Conselho Escolar fortalecido e
exercendo suas reais funções de órgão colegiado consultivo, fiscalizador, mobilizador, deliberativo e
representante da comunidade escolar.
• Promover uma educação de qualidade, reconhecida pelos órgãos oficiais e comunidade adjacente;
• Consolidar a real democratização do ensino por meio do acesso e permanência do aluno na escola;
oportunizando a todos os estudantes a possibilidade de concluir o Ensino Fundamental na idade adequada;
• Desenvolver um trabalho pedagógico que evidencie o compromisso com a democratização do saber;
• Envolver todos os segmentos na construção social do conhecimento e na definição do projeto pedagógico da
escola priorizando um trabalho de parceria com as famílias no sentido de reforçar a integração
escola/comunidade assegurando mecanismos de participação comunitária que gere transparência nos processos
institucionais;
• Assegurar o atendimento da Educação Integral vinculada ao ensino-aprendizagem integrando a capacidade
cognitiva com as demais dimensões da personalidade do educando possibilitando o desenvolvimento de todas
as potencialidades, em especial, a educação do caráter e o despertar da responsabilidade social;
• Zelar pela observância, em âmbito escolar, das orientações curriculares da SEEDF para os anos iniciais do
Ensino Fundamental oportunizando aos educandos o acesso ao uso das novas tecnologias como prática social e
instrumento facilitador e enriquecedor da aprendizagem; elevando o desempenho dos estudantes nas
aprendizagens matemáticas; garantindo a formação de leitores proficientes até o terceiro ano do Ensino
Fundamental, considerando o aluno como sujeito de direitos e alvo preferencial no atendimento escolar do
estabelecimento de ensino, oferecendo Educação Básica de qualidade, promovendo seu desenvolvimento
integral e harmonioso;
• Promover um ambiente onde as relações interpessoais sejam regidas pela ética e respeito propiciando um
ambiente adequado à convivência pedagógica; criando momentos de reflexão que favoreçam a identificação e o
repúdio a todas as formas de intolerância, indiferença, discriminação, desvalorização e violência no meio social,
possibilitando a formação de uma consciência crítica do contexto social;
• Otimizar a utilização dos recursos financeiros, de forma transparente, com a participação efetiva da
comunidade escolar;
E ainda:
• Propiciar um trabalho educativo dentro de metodologias que atendam às necessidades básicas do cidadão
contemporâneo: aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a empreender e aprender
a ser.
• Promover a aquisição das habilidades requeridas pela sociedade moderna, onde a criatividade, autonomia, o
trabalho colaborativo e a capacidade de solucionar problemas atuam positivamente nas formas de convivência,
no exercício da cidadania e na organização do trabalho; com o afeto, o lúdico, a investigação e a construção
científica estimulando o prazer em aprender.
Acolhida à Comunidade
PRINCÍPIOS NORTEADORES DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
Os fins e princípios norteadores estabelecidos pela Escola Classe 10 de Taguatinga, para orientar sua prática
educativa, foram definidos em consonância com as diretrizes emanadas da constituição e da LDB vigente, bem como
todos os demais documentos oficiais da SEEDF. São eles:
• A Educação Básica constitui um direito inalienável do homem em qualquer idade, capacitando-o a alcançar o
exercício pleno da cidadania.
• A Educação deve possibilitar ao ser humano o desenvolvimento harmonioso de todas as suas dimensões,
nas relações individuais, civis e sociais.
• Os princípios da igualdade e da liberdade, o reconhecimento e aceitação do pluralismo de ideias, a
flexibilidade teórico-metodológica constituem elementos essenciais na definição da política pedagógica
adotada.
• A escola e todos os seus integrantes necessitam buscar o desenvolvimento e fortalecimento de uma
identidade própria, compartilhando as responsabilidades, sem perder de vista a integração com as políticas
nacionais de educação e a legislação vigente.
• Os princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum
devem ser valorizados na prática pedagógica como norteadores que são da vida cidadã.
• Os direitos e deveres de cidadania, o exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática constituem
fonte de experiências fundamentais para a vida em sociedade, análise de padrões vigentes e a busca da
justiça, igualdade, equidade, liberdade, fraternidade e felicidade tanto individual quanto grupal e/ ou
universal.
• O processo de ensinar-aprender, baseado no diálogo pedagógico, investigação e criatividade, propicia a
construção, a consolidação e o aprofundamento gradual dos conhecimentos, viabilizando o prosseguimento
dos estudos nos diferentes níveis.
• A ação pedagógica deve enfatizar procedimentos capazes de favorecer a compreensão e o domínio dos
fundamentos científicos e tecnológicos em que se baseiam os processos produtivos da sociedade atual.
• A vivência do processo educativo tem como objetivo propiciar ao cidadão, condições de responder
positivamente às grandes necessidades contemporâneas de aprendizagem: aprender a aprender, aprender a
fazer, aprender a conviver, aprender a ser e aprender a empreender.
• A participação da família e da comunidade na discussão e definição de prioridades, estratégias e ações do
processo educativo, contribuirá de forma essencial para a defesa da dignidade humana e da cidadania.
• A educação é a estratégia mais adequada para se promover a melhoria da qualidade de vida; exercício da
cidadania e a sustentação da governabilidade.
É necessário que se destaque os três princípios em torno dos quais se organizam os valores estéticos, políticos
e éticos que emanam da Constituição Federal e da LDB. São eles: sensibilidade, igualdade e identidade. Devem
estar presentes em todas as práticas administrativas e pedagógicas da escola, passando pela convivência, pelo
emprego dos recursos, pela organização do currículo, das aprendizagens e das estratégias de avaliação.
Entende-se que a estética da sensibilidade além de promover a criatividade e afetividade, possibilita ao
educando reconhecer e valorizar a diversidade cultural do país. A política da igualdade exige o reconhecimento dos
direitos humanos e o exercício dos direitos e deveres da cidadania. Para tanto: o acesso aos benefícios sociais e
culturais construídos pela humanidade (saúde, educação, informação, etc.), além do combate a todas as formas de
preconceito e discriminação. A ética da identidade visa a construção da autonomia, oferecendo ao educando a
oportunidade de na construção de sua identidade, estar apto a avaliar suas capacidades e recursos, emitir juízos de
valores e proceder escolhas consonantes com seu projeto de vida.
Os princípios epistemológicos, orientadores do currículo integrado, que sustentam as práticas educativas na
EC10 emanam do Currículo em Movimento:
• Unicidade teoria x prática – garantida através de estratégias que possibilitem “ reflexão crítica, síntese,
análise e aplicação dos conceitos voltados para construção do conhecimento”, incentivando constantemente
o “raciocínio, questionamento, problematização e a dúvida.”.
• Interdisciplinaridade e contextualização – possibilita a integração de diferentes áreas de conhecimento com
sentido social e político.
• Flexibilização – oportuniza às escolas complementar o currículo de base comum com conteúdos e
estratégias capazes de completar a formação intelectual do educando.
Quanto aos princípios basilares da Educação Integral para as escolas públicas do DF, constantes no Currículo
da SEEDF, os mesmos são:
• Integralidade humana;
• Transversalidade;
• Intersetorialização;
• Territorialidade;
• Diálogo escola/comunidade;
• Trabalho em Rede.
Entendendo que os processos administrativos somente justificam-se se estiverem a serviço dos processos
pedagógicos, a escola reforça o princípio fundamental que rege as práticas escolares: a educação pública de
qualidade.
Esta qualidade deve estar expressa no ambiente cuidado e limpo, nas relações interpessoais, na
organização dos espaços e tempos escolares, na garantia de segurança do público alvo, na gestão de pessoas,
recursos e materiais, na fidelidade aos documentos que emanam da Secretaria de educação, no respeito e
cuidado com a comunidade ,
CONCEPÇÕES TEÓRICAS FUNDAMENTADORAS DAS PRÁTICAS
PEDAGÓGICAS
Ao analisar as concepções de educação, de ensino, de aprendizagem, de currículo, de avaliação que regem
o desenvolvimento do trabalho pedagógico, observa-se que não se discute tais tópicos sem discutir as causas
primeiras da educação: por quê e para quê. Discutir por quê e para quê formar o aluno é ampliar as discussões
acerca da função social da escola e que não se ignore: o por quê e o para quê devidamente respondidos trazem
subjacentes um como.
As ações pedagógicas desenvolvidas pelo educador devem ser coerentes com os princípios de educação
concebidos por ele. “A moralidade democrática não pode se fundamentar em procedimentos autoritários. ”
(GENTILLI, 2003, p.93); “...não se pode educar para a autonomia através de práticas heterônomas, não se pode
educar para a liberdade através de práticas autoritárias e não se pode educar para a democracia através de práticas
autocráticas” (GENTILLI, 2003, p.75).
É a resposta a esse como que conduz a Gentilli: a prática do professor mais que o conteúdo em si, é
instrumento de ensino (2003, p.95). Assim, a busca da instituição tem sido no sentido de alinhar teoria e prática, de
superar a visão tradicional do currículo, onde este se configura como uma lista de conteúdos a serem desenvolvidos,
e vivenciar um currículo que contemple a perspectiva integral do ser multidimensional. Perspectiva ambiciosa, sabe-
se, mas essa busca se concretiza na articulação dos conteúdos científicos com os saberes populares, com os temas
de interesse comunitário e escolar, com os eixos transversais definidos pela Secretaria de Educação do Distrito
Federal, a saber: Educação para a Diversidade. Cidadania e Educação em e para os Direitos Humanos, Educação
para a Sustentabilidade. Consonante com os princípios teóricos estabelecidos pelo Currículo em Movimento da
SEE/DF.
Este Projeto Político Pedagógico, mais do que apoiar-se nos conceitos já definidos de identidades,
questiona como as identidades tidas como naturais se estabeleceram e que valores e mecanismos as sustentam,
provocando a análise dos processos através dos quais as diferenças são produzidas. Julga-se procedente a citação
textual do Currículo em Movimento: “o currículo é o conjunto de todas as ações desenvolvidas na e pela escola ou
por meio dela e que formam o indivíduo, organizam seus conhecimentos, suas aprendizagens e interferem na
constituição do seu ser como pessoa. É tudo o que se faz na escola, não apenas o que se aprende, mas a forma
como aprende, como é avaliado, tratado. Assim, todos os temas tradicionalmente escolares e os temas da vida atual
são importantes e compõe o currículo escolar sem hierarquia entre eles. ”
A Escola Classe 10 de Taguatinga assume, assim, um trabalho filiado à crença de que a aprendizagem
ocorre na interação com o outro; onde o erro decorre da lógica (qualitativamente diferente da do adulto) utilizada pela
criança na resposta dada a determinada questão. O erro, nessa concepção, é percebido como elemento natural do
desenvolvimento do indivíduo e não mais é visto como um vilão a ser evitado. Dessa forma, o erro, se devidamente
trabalhado pelo professor, conduz à incorporação de novos elementos à representação anterior.
Orientada pelo Currículo em Movimento a EC10 de Taguatinga adota a noção de Educação Integral para
além do tempo ampliado, buscando contemplar em seus projetos, eventos, práticas pedagógicas cotidianas e
desenvolvimento dos conteúdos, a ideia de que todas as atividades ofertadas no espaço escolar são “entendidas
como educativas e curriculares”. A Educação Integral na EC10 pensa a ampliação não só do tempo, mas também
dos espaços e das oportunidades equilibrando os aspectos cognitivos, afetivos, sociais e psicomotores.
A Escola Classe 10 de Taguatinga pensa a avaliação na perspectiva formativa, conforme orientado pela
Secretaria de Educação e discorrido de forma pormenorizada em capítulo próprio. Faz-se necessário afirmar a
intencionalidade formativa das avaliações (em todos os três níveis) realizadas no espaço escolar. O mero
recolhimento dos dados não contempla a educação que se deseja encampar. É clara a necessidade de discutir os
dados e índices apresentados com vistas a intervenção.
A intervenção sobre os dados colhidos é o motivo dos projetos e eventos apresentados neste documento.
Assumir, portanto, que o aprendiz age sobre o objeto do conhecimento, organizando e integrando novos
dados e que o erro faz parte desse processo possibilita à instituição encampar o presente projeto político colocando
em prática as ações descritas, que estão plenamente alinhadas com as concepções aqui expressas.
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO DA ESCOLA
A Escola Classe 10 de Taguatinga trabalha com a modalidade de ciclos. O Calendário com 200 dias letivos e
1.000 horas de aula, bem como a organização do espaço físico buscam adequar-se às Diretrizes Curriculares
Nacionais no sentido de permitir a adoção, execução e avaliação de ações que reflitam o projeto educativo que se
deseja. Semanalmente, a carga horária é de 25 horas, sendo 5 horas diárias.
Dentro dessa carga horária estão contemplados momentos de interação e aprendizagens coletivas
entendidos como curriculares, pois se inserem num projeto curricular integrado (Currículo em Movimento). Tais
atividades extrapolam os muros da sala de aula, ressignificando o ambiente escolar e seu entorno.
Destacamos o momento denominado Acolhida. Acontece na entrada dos turnos, de maneira coletiva e se
insere no tempo de organização escolar (Currículo em Movimento, Pressupostos Teóricos, p.13). Os alunos têm a
oportunidade de manifestar a expressão oral e corporal. O momento também é propício ao desenvolvimento de
valores cívicos e morais na perspectiva de humanização dos sujeitos. Trabalha-se, ainda, com o apoio da
comunidade escolar, o diálogo inter-religioso.
Acolhida
As crianças ingressam no espaço escolar quinze minutos antes do início do turno, por concessão da gestão
da unidade escolar. Observe-se que o ingresso da criança antes disso faz-se impossível, uma vez que demanda
recursos humanos, inexistentes no horário, para responsabilizar-se pela segurança dos estudantes. Ainda por motivo
de segurança e organização as crianças são convidadas a sentarem-se no espaço demarcado para sua turma e
aguardar o momento da entrada. Às segundas feiras é realizada a Hora Cívica com presença da Bandeira e canto do
Hino Nacional Brasileiro e/ou Hino a Brasília. Após, são reforçados os informes pertinentes. Reforçados porque o
canal oficial de comunicação escola-comunidade são os comunicados via agenda. Nesse momento denominado
acolhida, os responsáveis são convidados a permanecerem fora do ambiente escolar até que os estudantes sejam
conduzidos a suas respectivas salas. Tal procedimento foi adotado a fim de resguardar a segurança dos próprios
alunos, que em outros tempos (conforme registros arquivados na escola) eram abordados por pessoas maiores de
idade e sem vínculo algum com eles. A conversa com o professor nesse momento também faz-se impossível, pois, a
partir do início do turno a prioridade do professor é com seus alunos; podendo um minuto de distração potencializar
riscos desnecessários. O contato urgente dos responsáveis com a escola pode ser solicitado a qualquer momento à
direção do estabelecimento, com o professor, no turno contrário à regência. O acesso do responsável ao espaço
escolar normaliza-se após o encaminhamento das crianças a suas salas, voltando a ser interrompido no momento do
intervalo e nos encerramentos dos turnos.
Outro tempo de organização escolar contemplado na carga horária é o Recreio. Previsto na matriz curricular
das escolas do DF, defendido no parecer do Conselho Nacional de Educação/ Câmara de Educação Básica,
Pareceres CEB 05/97, 02/2003 e parecer CFE 792/73. A EC10 destina vinte minutos diários em cada turno para
intervalo/ recreio. Nesse momento, conforme projeto anexo, os alunos desenvolvem atividades lúdicas, de maneira
autônoma e monitorada. Os professores realizam escala entre si para também monitorar o recreio, visto que é
consenso legal a presença do corpo docente no intervalo para que este seja considerada atividade escolar. A escola
conta com jogos e material de recreação para esse momento: mesa de tênis, cordas, bolas, xadrez, etc. O Projeto
Nosso Recreio é 10 encontra-se sob a coordenação da equipe disciplinar, composta por 02 professores readaptados.
Projeto Nosso Recreio é 10
A comunidade tem a oportunidade de participar da organização pedagógica da escola em momentos
específicos de avaliação, de reunião de pais, do Conselho de Classe, da realização do Conselho e/ou Assembleia
Escolar. Além desses momentos, outros podem surgir em função do conteúdo desenvolvido pela escola junto aos
estudantes. O que interessa à escola é garantir momentos de participação da comunidade no cotidiano pedagógico,
pois sabemos que essa participação não se dará, num primeiro momento, de forma espontânea. É preciso que a
escola crie momentos e provoque a participação. A EC10 acredita na contribuição que as famílias podem dar ao
processo educativo em todos os momentos, desde o planejamento, passando pela execução até a avaliação. A
valorização dos saberes comunitários é outra forma de trazer as famílias para a escola, “dando voz” a esse
segmento. A escola deve funcionar, assim, como um local onde a comunidade tenha a oportunidade de exercer as
habilidades democráticas de discussão e participação.
Momento com a comunidade escolar em estudo sobre as Diretrizes de Avaliação
O fortalecimento da relação escola-comunidade tem sido feito baseado na lei da Gestão Democrática,
através dos órgãos colegiados previstos. Além disso, o estabelecimento de canais de comunicação (agenda,
bilhetes, blog, e-mail, facebook, murais, telefone), a realização de reuniões pedagógicas e festivas, o esclarecimento
da comunidade acerca do trabalho desenvolvido pela escola (organização curricular, critérios de avaliação,
instrumentos de avaliação, estratégias de progressão curricular, objetivos e metas a serem atingidos...), a
possibilidade de acompanhamento da rotina do aluno, a participação dos pais no conselho de classe e a busca
espontânea dos responsáveis por esclarecimentos.
A presente proposta orienta-se pelos documentos Diretrizes Pedagógicas do Bloco Inicial de Alfabetização e
Diretrizes Pedagógicas para Organização Escolar do 2˚Ciclo. O citado documento prevê uma organização dos
tempos e espaços escolares. No que se refere ao espaço faz-se necessário organizar o espaço físico disponível de
acordo com sua função, pensando para quem ele é utilizado, em que circunstâncias, agregando ainda as questões:
quando e como é utilizado. Tais reflexões congregam as dimensões física, funcional, relacional e temporal.
O espaço e tempo no BIA deve ser pensado para atender qualitativamente o aluno do bloco: promovendo
atividades coletivas, diversificadas, respeitando os tempos de desenvolvimento, ressignificando o trabalho de forma a
garantir a aprendizagem de todos.
O trabalho com o Bloco Inicial de Alfabetização prevê, ainda, a Alfabetização, Letramentos e Ludicidade,
eixos integradores do trabalho pedagógico. Entende-se como alfabetização a “aprendizagem do processo de escrita”
e como letramento “as práticas efetivas de leitura e escrita”, “o que as pessoas fazem com as habilidades de leitura e
escrita, em um contexto específico, e como essas habilidades se relacionam com as necessidades, valores e
práticas sociais”. Deve manifestar-se nos diferentes componentes curriculares sendo o professor responsável pelo
letramento específico de cada área de conhecimento trabalhada.
Ou seja, no trabalho com o BIA é necessário integrar as práticas de codificação e decodificação da língua
escrita com a assunção da escrita como própria pelo aprendente. Traduzindo numa expressão: “alfabetizar letrando”.
Esse trabalho deve ser permeado pela Ludicidade (outro eixo integrador do trabalho com o bloco) de forma
contextualizada, resgatando “as cantigas de roda, as brincadeiras infantis, o subir, o descer, o pular, o gritar”,
permitindo a vivência da “corporeidade”. Nesse ponto a escola conta com a presença de dois profissionais da área
de Educação Física, participantes do Projeto Educação em Movimento (projeto anexo). Com isso, os alunos da EC10
são atendidos duas vezes por semana, cada atendimento com duração de 50 minutos. O projeto visa levar o
estudante à reflexão acerca das próprias possibilidades de movimento para que possa exercê-las com autonomia.
Os professores de Educação Física desenvolvem um trabalho plenamente integrado ao do professor regente,
participando do Conselho de Classe e demais eventos pedagógicos.
A presente proposta defende, ainda, os princípios explícitos na Estratégia Pedagógica / BIA, para o trabalho
pedagógico. Sendo eles:
• Princípio da Formação Continuada;
• Princípio do Reagrupamento;
• Princípio do Projeto Interventivo;
• Princípio da Avaliação;
• Princípio do Ensino da Língua;
• Princípio do Ensino da Matemática.
Não cabe aqui a explanação teórica de cada um deles, visto estarem bem explicitados em documento
próprio. Observa-se, no entanto, a concretização destes ao longo da Proposta Pedagógica da Instituição.
O Bloco Inicial de Alfabetização, já consolidado, abrange o primeiro, segundo e terceiro anos. O processo de
alfabetização inicia no primeiro ano e deve levar o estudante a “ler um pequeno texto com compreensão e produzir
textos orais e escritos com encadeamento de ideias, a partir de contexto significativo, sem exigências das
complexidades ortográficas e complexidades ortográficas e compreensíveis por qualquer pessoa. Esse processo
deve ser ampliado e consolidado para que, ao final do BIA, o estudante seja capaz de ler e produzir textos orais e
escritos de forma proficiente na perspectiva do letramento e da ludicidade”. (p.38, Diretrizes Pedagógicas para
Organização Escolar do 2˚Ciclo).
O Segundo Bloco (do segundo ciclo) é constituído pelos quartos e quintos anos e tem como objetivo
principal levar o aluno a aumentar a competência comunicativa para expressar-se de forma adequada nas diversas
situações e práticas sociais, de modo a resolver problemas da vida cotidiana, ter acesso aos bens culturais e
alcançar participação plena no mundo letrado. (p. 38, Diretrizes Pedagógicas para Organização Escolar do 2˚Ciclo).
O Reagrupamento é uma estratégia prevista para o Bloco Inicial de Alfabetização, que deve incorporar-se à
rotina da instituição. Visa atender todos os alunos dos ciclos.. Favorece o planejamento coletivo, oportunizando a
adequação do ensino às necessidades e potencialidades educativas individuais dos alunos, trabalhando de forma
diversificada e lúdica.
Os reagrupamentos concretizam a ideia de o aluno ser responsabilidade da escola e não apenas de um único
professor, integrando o trabalho da instituição educacional, superando os limites da sala de aula, possibilitando ao
aluno transitar entre diversos grupos, interagindo com todos.
a. Reagrupamento intraclasse:
Atividade realizada no interior da classe. Semanalmente, o professor estará desenvolvendo
atividades independentes, autodirigidas. As atividades são definidas pelo professor de acordo com
os objetivos e habilidades a serem trabalhadas de forma diversificada.
b. Reagrupamento interclasse:
Atividades para atendimento aos alunos da mesma etapa ou entre as diferentes etapas,
proporcionando o intercâmbio entre eles. Cada professor atende alunos de níveis afins, sendo ou
não do mesmo bloco ou da mesma turma possibilitando fazer intervenções eficazes para atingir
especificamente as fragilidades e potencialidades de cada educando.
As atividades trabalhadas no reagrupamento são elaboradas em conjunto por todos os envolvidos no
processo. O envolvimento coletivo é fundamental como suporte técnico e pedagógico ao desenvolvimento do projeto,
unindo diversos setores da escola de acordo com as possibilidades institucionais.
Os reagrupamentos acontecem na EC10 tanto no nível intraclasse quanto no interclasse. Os professores
estão organizados entre si para que tal atividade aconteça do primeiro ao quinto ano, com diversos reagrupamentos
acontecendo entre turmas.
O Projeto Interventivo visa atender às orientações da Estratégia Pedagógica do BIA, ao mesmo tempo que
vai de encontro às necessidades identificadas no diagnóstico inicial e ao longo do ano. Tem como objetivo geral
oportunizar aos alunos dos ciclos, em defasagem idade/série e/ou com necessidade de aprendizagem, a apropriação
da leitura e da escrita e de outras habilidades necessárias à continuidade de sua vida acadêmica, intervindo
assertivamente nas dificuldades evidenciadas pelo grupo, visando os aspectos do desenvolvimento humano: afetivo,
motor, cognitivo e social, numa perspectiva inclusiva.
Atualmente a Escola Classe 10 de Taguatinga encampa dois projetos interventivos: um com foco no
desenvolvimento da leitura e escrita de alunos alfabetizados, outro com foco na alfabetização de alunos não
alfabetizados. O primeiro grupo é atendido por um professor readaptado. O segundo grupo recebe mediações de
dois facilitadores da Educação Integral que complementam a carga horária.
Ao se pensar uma educação inclusiva com respeito ao ritmo de cada educando é necessário que se observe
a diversidade presente em sala de aula, onde o modo de aprender de cada criança muitas vezes é único e próprio
daquela criança, especificamente. Assim, o momento do reforço escolar aparece como propício ao trabalho com
atividades diversificadas, de atendimento individualizado e de ampliação dos tempos e espaços escolares. Favorece
tanto o aluno com dificuldade quanto o aluno que apesar de não apresentar dificuldades de aprendizagem, necessita,
naquele momento, de uma revisão mediada pelo professor. Atuar como estratégia interventiva de recuperação
contínua para alunos que evidenciem necessidades de aprendizagens é um objetivo do Reforço Escolar. Os
professores regentes são os responsáveis pelo atendimento de pequenos grupos de alunos, no contra turno,
semanalmente, às terças ou quintas feiras, de acordo com a disponibilidade do professor. O tempo sugerido é de
cerca de uma hora, embora tal decisão esteja a critério do professor, que realiza as adaptações necessárias. As
atividades serão planejadas de acordo com as especificidades do grupo, evitando um trabalho repetitivo e rotineiro.
Cabe ao professor regente definir a necessidade, o tempo de mediação, o período de duração e o público da
intervenção.
A Formação Continuada acontece, conforme previsto em legislação própria, às quartas – feiras, durante a
Coordenação Coletiva. A Formação Continuada é de responsabilidade da Coordenação Pedagógica da EC10, com o
apoio da equipe gestora. Esse importante momento conta com a socialização de saberes e práticas das próprias
coordenadoras, de membros do próprio grupo, e de convidados externos. A EC10 entende a formação continuada
como um momento de articulação entre teoria x prática. Conforme Madalena Freire : “Professor algum é dono de sua
prática , se não tem a reflexão de sua prática na mão”. O foco principal das formações continuadas para 2017 tem
sido a formação em Educação Matemática.
A escola conta com a Equipe Especializada de Apoio à Aprendizagem, atuando com uma pedagoga e uma
psicóloga itinerante. A EEAA desenvolve seu trabalho baseado em Orientação Pedagógica própria e no Plano de
Ação, anexo. Orienta os professores regentes na melhor forma de atuação junto aos alunos encaminhados e conta
com espaço/tempo próprios para planejamento com o professor regente. A EEAA tem participação efetiva no
Conselho de Classe, conforme descrito em capítulo posterior e desde 2017 é responsável pelo Projeto de Transição.
A Sala de Recursos, conta com dois profissionais para o atendimento requerido por sua Orientação
Pedagógica específica e Plano de Ação, anexo. Além do atendimento junto ao aluno ANEE, atua junto ao professor
orientando seu planejamento e práticas. Participa do Conselho de Classe e constitui-se em referência para as
estratégias de inclusão.
O Serviço de Orientação Educacional é composta por uma profissional que desenvolve seu trabalho guiado
por Orientação Pedagógica específica e plano de ação, anexos. É responsável por atuar junto às questões
disciplinares, tem forte atuação no Conselho de Classe.
A escola abriga ainda, Educadores Sociais Voluntário atuando na Educação Integral auxiliando o
coordenador no desenvolvimento das atividades previstas e no atendimento aos alunos especiais.
A proposta pedagógica da SEEDF é regida pelo Currículo em Movimento da Educação Básica do Distrito
Federal: currículo de educação integral que objetiva ampliar tempos, espaços e oportunidades de aprendizagem.
Ampliação dos tempos, espaços e oportunidades de aprendizagens
A enturmação na EC10 de Taguatinga rege-se pelos documentos legais, tanto a formação das turmas,
quanto o número de alunos atendidos em cada sala, em função do espaço e das reduções pleiteadas pelos alunos
portadores de necessidades educacionais especiais. Em cima dessa enturmação, resguardadas as prerrogativas
legais, ocorre uma enturmação pedagógica, organizada pela Supervisão e Coordenação Pedagógica, com o apoio
do corpo docente, do Serviço de Orientação Educacional, da Sala de Recursos e da EEAA.
A enturmação pedagógica visa equilibrar as turmas para que não haja turmas fortes e fracas. Busca-se
ainda, um equilíbrio relacionado às questões disciplinares e de relacionamento, bem como quanto às necessidades e
potencialidades observadas pelo professor e demais equipes ao longo do ano.
CONCEPÇÕES, PRÁTICAS E ESTRATÉGIAS DE AVALIAÇÃO
A avaliação apresenta-se como o mais abrangente e importante fator de aperfeiçoamento do processo
educativo. Ultrapassa a simples aferição do conhecimento adquirido pelos alunos, apontando também e
principalmente, para o sucesso ou as falhas do ensino oferecido. É fundamental, portanto, que ocorra de forma
permanente, como indicador seguro dos caminhos a seguir, correções a fazer, aprimoramentos a buscar e do
crescimento já alcançado.
Avaliar é também, buscar subsídios para a prática docente e administrativa, indicando a importância da
manutenção ou mudança de estratégias, redefinição de metas e objetivos, possibilitando corrigir no processo, falhas
ou disfunções que comprometam o sucesso escolar.
A Secretaria de Educação amplia, em suas diretrizes a noção de avaliação, indo além das avaliações da
aprendizagem, orientando a articulação das avaliações em três níveis: aprendizagem, institucional e larga escala.
Adota-se nessa articulação a função da avaliação formativa, onde, além de colher dados, além de se analisar o
produto final, têm-se a intenção interventiva. É com essa concepção que a instituição de ensino trabalha.
Por ser um processo contínuo, sistemático e intrínseco ao ato de educar, a avaliação deve ser planejada e
norteada por critérios previamente estabelecidos, conhecidos e entendidos por todos, visto que, o resultado final
reflete o fracasso ou sucesso de todos os envolvidos.
A Escola Classe 10 de Taguatinga entende que a compreensão por parte dos responsáveis acerca dos
instrumentos utilizados no ato de avaliar é essencial para que estes tornem-se coparticipante no desenvolvimento
escolar do aluno e se compromete a oportunizar, viabilizar e incentivar práticas efetivas de participação desse
segmento na construção da gestão democrática.
Oportunizar às famílias informações e esclarecimentos acerca da organização do trabalho pedagógico, dos
procedimentos, critérios e instrumentos adotados para avaliação dos alunos, garantir a presença desses atores no
conselho de classe participativo conforme prevê a lei da gestão democrática são formas de gerar o protagonismo
desse segmento. Atitudes com as quais, a instituição de ensino se compromete. Para tanto, são realizadas as
reuniões com responsáveis bimestralmente, onde são comunicados os resultados aferidos acerca da aprendizagem
dos estudantes, onde se discute esse resultado baseado nos critérios definidos e se planeja ações para que o
estudante alcance a meta planejada.
Embora ocorram momentos específicos de aferição da aprendizagem para planejamento de intervenções, a
avaliação permeia todo o processo educativo e busca a superação das dificuldades e falhas individuais e/ou grupais
que interferem no sucesso escolar.
Nesse sentido, todo trabalho desenvolvido pela unidade escolar é avaliado em momentos próprios, definidos
no calendário escolar, denominados Avaliação Institucional. Esse momento é realizado com a participação de todos
os segmentos da unidade escolar e busca evidenciar potencialidades e necessidades da instituição com fins de
intervenção.
O Conselho de Classe constitui-se uma importante instância de avaliação formativa, onde é possível
entrelaçar as avaliações de aprendizagem, institucional e de larga escala. Na EC10 o Conselho de Classe acontece
bimestralmente, com a presença dos regentes, equipe diretiva, equipes especializadas (SOE, EEAA, Sala de
Recursos), professores de Educação Física, coordenação pedagógica. A ausência de espaço-tempo e o zelo para
com os dias letivos previstos não permite que o Conselho de Classe seja realizado com a participação de ambos os
turnos, o que seria ideal. Assim, cada conselho é realizado no turno contrário à regência do professor, sendo
divididos em Conselho do BIA e dos 4°e 5°anos. Viabilizar a participação dos pais/responsáveis em todos os
conselhos da escola é o desafio que no momento se apresenta. Os dados colhidos no conselho são registrados em
ficha própria da Secretaria de Educação e em portfólio das turmas aos cuidados da coordenação pedagógica. As
observações, queixas, fragilidades, sugestões são anotadas e retomadas posteriormente para providências. A escola
acredita assim encampar a orientação de proceder uma avaliação formativa, sendo essa entendida como aquela
realizada com fins de intervenção.
Conselho de Classe Participativo
Todos os segmentos e setores da escola são avaliados durante o Conselho de Classe, no entanto esse não
é o único momento em que tal avaliação acontece.
As avaliações institucionais previstas no calendário escolar bem como as coordenações coletivas semanais
constituem –se oportunidades de avaliar os diversos setores da escola. Sempre que possível, as fragilidades
identificadas sofrem intervenção imediata. A recepção da escola conta com um instrumento permanente de avaliação
para a comunidade escolar. As fragilidades e as potencialidades apontadas são repassadas aos setores
responsáveis, semanalmente, para as providências cabíveis. Os resultados coletados através dos diversos
instrumentos de avaliação realizados junto aos diversos setores/segmentos da escola são tabulados e apresentados
à comunidade nos momentos previstos no calendário escolar. Nesse momento a comunidade é ouvida e suas
dúvidas, sugestões e/ou críticas são debatidas coletivamente. Os dados da Avaliação Institucional têm sido
amplamente divulgados no blog da escola e no mural, além de estarem disponíveis em versão impressa para toda
comunidade.
Instrumento utilizado com professores na Avaliação Institucional
Os resultados das avaliações de larga escala tem possibilitado ao corpo docente reflexões nos momentos de
estudo em coordenações coletivas. Observa-se, no entanto, a necessidade de trabalhar junto à comunidade escolar
a compreensão dos dados divulgados, a fim de que seja superada a noção de ranqueamento entre as unidades
escolares.
A avaliação diagnóstica denominada Aula Entrevista (um conjunto de tarefas realizadas individualmente com
o aluno para identificar os esquemas de pensamento prévios acerca dos conceitos a serem construídos no processo
de alfabetização e na pós-alfabetização) é utilizada na escola sempre que sua necessidade é identificada o que não
inviabiliza a utilização de outros instrumentos avaliativos e/ou diagnósticos. Não nos cabe aqui, falar sobre os passos
e técnicas desta avaliação, porque sua criadora já publicou uma obra específica, até então denominada Aula
Entrevista, Geempa, Esther Pillar Grossi. Também não nos cabe teorizar sobre ela, porque tem sido, ao longo dos
últimos anos, objeto de estudos em teses acadêmicas. A Aula Entrevista sugere uma intimidade necessária para o
estabelecimento de vínculo afetivo dando abertura para o conhecimento que se pretende construir. No que diz
respeito à avaliação diagnóstica dos esquemas de pensamento no processo de alfabetização, cabe ressaltar que
cada tarefa da “Aula Entrevista” foi pensada e elaborada sob o crivo de critérios científicos rigorosos e cada uma
corresponde a um aspecto importantíssimo para ser trabalhado e conceituado pelas crianças.
Outros instrumentos são utilizados como diagnóstico na verificação de outras competências e/ou
aprendizagens. Os registros dos Conselhos de Classes anteriores e os relatórios de avaliação produzidos pelo
professor são retomados para compor uma avaliação contínua.
O corpo docente da Escola Classe 10 entende o dever de casa como uma atividade complementar ao
conteúdo que tem sido desenvolvido na e pela escola. Uma atividade cujos objetivos são: a criação do hábito de
estudo; oportunizar a sistematização do que foi aprendido e percepção de quais estratégias de meta-aprendizagens
são úteis para fortalecer sua autonomia como estudante. Significativa parcela dos pais/responsáveis declarou não ter
dificuldade em acompanhar o desenvolvimento escolar dos filhos e elencaram o dever de casa como uma das
estratégias utilizadas para realizar esse acompanhamento. Aproximar o cotidiano escolar do contexto familiar
constitui-se outro ganho. O dever de casa informa ao professor as dificuldades do aluno para que intervenções
possam ser planejadas. O dever de casa pode ser de três tipos: atividades de sistematização dos conhecimentos,
atividades de introdução de conteúdos (preparatória) e atividades de aprofundamento. A frequência semanal das
tarefas de casa varia de acordo com a idade da criança, aumentando gradativamente do primeiro para o quinto ano.
Está claro que as atividades de casa devem ser retomadas pelo professor e corrigidas (quando for o caso) em sala
de aula, pois assim obtém-se um retorno das habilidades desenvolvidas ou não pelo estudante. É consenso que a
responsabilidade dos pais nesse momento limita-se a monitorar a realização desse dever de casa, estabelecendo
uma rotina para sua realização com local adequado. A função do responsável pode estender-se para alguma
orientação específica ou enriquecimento da atividade caso esse responsável sinta-se à vontade. O dever de casa, no
entanto, não substitui a ação especializada e planejada de ensino do professor. É responsabilidade do professor
fornecer ao aluno todo esclarecimento para a realização do dever de casa, indicando roteiro, bibliografia para
pesquisa e sites na internet, quando necessário. É responsabilidade do aluno comprometer-se com a realização do
dever de casa, mobilizando todo seu conhecimento e habilidades já adquiridas.
Não há definição de um número de avaliações bimestrais, variando conforme a especificidade dos conteúdos
e os objetivos a alcançar. Os professores têm autonomia para decidir seus critérios de avaliação dentro da legalidade
e dos pressupostos teóricos definida pelas Diretrizes de Avaliação Educacional, triênio 2014/2016. Os responsáveis,
bem como os estudantes, devem ser esclarecidos acerca dos instrumentos, procedimentos e critérios de avaliação
adotados pelo professor. A Escola Classe 10 zela pela manutenção de múltiplos instrumentos de avaliação, uma vez
que a avaliação não deve se restringir apenas ao aspecto cognitivo, mas proporcionar uma análise mais ampla da
aprendizagem, de forma a evidenciar o desenvolvimento de diferentes competências, exigidas por cada um deles. Os
instrumentos utilizados pela EC10 estão contemplados nas Diretrizes de Avaliação Educacional / 2014/2016: provas,
portfólios, registros reflexivos, pesquisas, trabalhos em grupos, trabalhos individuais, A auto avaliação é conduzida
na perspectiva formativa. Ou seja, o educando é levado a refletir acerca do desempenho obtido e o que poderia ter
auxiliado em um desempenho superior.
A recuperação ocorre de forma paralela ao longo do processo sempre que o objetivo não for alcançado ou
outras deficiências forem observadas. As intervenções são pontuais e realizadas imediatamente após a detecção de
sua necessidade. Para tanto são utilizadas estratégias variadas: reagrupamentos, atividades diversificadas, reforço
escolar, projeto interventivo, e outros.
O desempenho do aluno é registrado em ficha própria, bimestralmente, conforme orientação da SEEDF e
socializado com a família no sentido de compartilhar os progressos alcançados e os aspectos a serem trabalhados,
com vistas a um melhor rendimento. Os resultados bimestrais e finais são registrados no diário de classe do
professor e no relatório de avaliação (RAV), sendo comunicados aos pais e alunos, mediante instrumento próprio, em
reuniões, ao término de cada período escolar.
As reuniões de pais/ responsáveis acontecem bimestralmente e são importantes momentos para
socialização do desempenho dos estudantes e esclarecimento das práticas pedagógicas vigentes. Os responsáveis
que por ventura não comparecem são convocados em segunda chamada por meio de bilhete ou telefone. Na
ocasião os pais são esclarecidos acerca da necessidade de seu acompanhamento na vida escolar do filho. Tal
estratégia tem apresentado resultados positivos. A escola encontra-se preparada para, em caso de necessidade,
acionar outras instâncias de amparo à criança como Conselho Tutelar e Ministério Público.
ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
O Currículo em Movimento adota uma teoria do currículo objetivando “definir intencionalidade formativa,
expressar concepções pedagógicas, assumir uma postura de intervenção formativa, refletida, fundamentada e
orientar a organização das práticas da e na escola”. Dessa forma, a teoria que fundamenta o currículo da SEEDF é a
Teoria Crítica que tem como pressupostos “a desconfiança do que é natural, o questionamento à hegemonia do
conhecimento científico em detrimento a outras formas de conhecimento, o reconhecimento da não neutralidade do
currículo e do conhecimento, a busca da racionalidade emancipatória x racionalidade instrumental, a busca do
compromisso ético ligando valores universais aos processos de transformação social”. A Teoria pós-critica do
currículo aparece também fundamentando o currículo quando além de ensinar a tolerância e o respeito, provoca
análise dos processos através dos quais as diferenças são produzidas.
O Currículo em Movimento propõe uma maior integração entre os níveis do Ensino Fundamental e uma
proposta de trabalho onde as diferentes áreas de conhecimento tenham sustentação nos eixos transversais
(Educação para a Diversidade; Cidadania e Educação em e para os Direitos Humanos, Educação para a
Sustentabilidade) e integradores (alfabetização, letramentos e ludicidade). Destaca-se que o fundamento do currículo
é a Educação Integral (na perspectiva de para além da ampliação da carga horária), favorecendo as aprendizagens e
fortalecendo a participação cidadã, baseado nos princípios: integralidade, intersetorialização, transversalidade,
diálogo escola-comunidade, territorialidade, trabalho em rede, convivência escolar negociada. Nessa perspectiva,
todas as atividades desenvolvidas no ambiente escolar são entendidas como educativas e curriculares.
Todas as atividades entendidas como educativas e curriculares: participação nos jogos interescolares
Ainda de acordo com o Currículo em Movimento da Educação Básica do Distrito Federal, os conteúdos são
organizados em torno de temas/ ideias e articulados aos eixos transversais (educação para a diversidade, cidadania
e educação em e para os direitos humanos, educação para a sustentabilidade), permeando todos os componentes
curriculares.
Conforme explicitado ao longo do presente documento, a Escola Classe 10 de Taguatinga desenvolve os
eixos curriculares (transversais e integradores) de forma articulada ao Projeto Político Pedagógico, atrelado aos
conteúdos curriculares, partindo das necessidades diagnosticadas, dos projetos institucionais ou dos projetos de
interesse das crianças.
Possibilidade de articulação curricular
Concepção da articulação tema x eixos x conteúdos curriculares
O trabalho curricular da escola não se encontra estruturado em torno de datas comemorativas. Ao analisar
as intencionalidades pedagógicas que sustentam um trabalho assim organizado, o corpo docente percebe o forte
apelo consumista bem como as poucas oportunidades de questionar e debater os conceitos postos e assimilados
pela sociedade como “naturais”; uma perspectiva de trabalho claramente contrária à proposta apresentada pela
Secretaria de Educação que abraça as teorias crítica e pós-crítica como pressupostos teóricos do currículo.
Apesar disso, considerando que o que acontece no entorno da escola dialoga com o que acontece em seu
interior, a EC10 não se furta de abordar temáticas de interesse dos alunos e da comunidade, mesmo quando de teor
comemorativo. Esse trabalho busca afirmar e legitimar o pertencimento cultural da criança e de sua família. Com o
cuidado de não estimular o caráter consumista de certas datas, preservando o aspecto afetivo e cultural de outras,
dosando com o aspecto crítico, ao longo do ano aparecem no trabalho escolar: a festa junina, a reflexão de páscoa e
o auto de nata solidário. Esclarecemos que o trabalho com tais eventos está justificado nos projetos específicos,
anexos. E, no momento, a permanência de tais eventos comemorativos encontra-se em debate junto ao corpo
docente.
Considerando as diferentes identidades que se fazem presentes na instituição educacional, faz-se
necessário destacar a Educação para a Diversidade como eixo transversal, onde mais do que apenas “reconhecer as
diferenças”, é necessário também refletir sobre elas: “as relações e os direitos de todos”. É um eixo que requer
formação continuada para o corpo docente e que deve ser abordado de forma transversal e interdisciplinar. Para
tanto, considera-se os valores culturais do estudante e de sua família.
O aluno, protagonista do ato de aprender, deve ser estimulado em todos os momentos a questionar,
manifestar ideias, dúvidas e opiniões, enunciar conceitos e descobertas, fazer associações, pesquisar, concluir, entre
outras atitudes positivas para a construção do conhecimento, desenvolvimento do pensamento crítico, o
fortalecimento da autonomia e da solidariedade.
As equipes docente e técnico-pedagógica devem ter a sensibilidade de integrar conhecimentos, linguagens e
afetos, considerando as experiências prévias, manifestadas pelos alunos, uma vez que estes são dotados de
identidade, valores, experiências e modos de vida próprios, que devem ser considerados e discutidos de forma
crítica, construtiva e solidária.
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PPP EC10 / TAG 2017

  • 1. 1
  • 2. 2 SUMÁRIO SUMÁRIO..........................................................................................................................................2 IDENTIFICAÇÃO..............................................................................................................................3 APRESENTAÇÃO.............................................................................................................................6 HISTORICIDADE............................................................................................................................10 ..........................................................................................................................................................20 DIAGNÓSTICO DA REALIDADE ESCOLAR.............................................................................20 MISSÃO E OBJETIVOS INSTITUCIONAIS.................................................................................39 PRINCÍPIOS NORTEADORES DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS............................................40 CONCEPÇÕES TEÓRICAS FUNDAMENTADORAS DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS.......43 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO DA ESCOLA.............................................45 CONCEPÇÕES, PRÁTICAS E ESTRATÉGIAS DE AVALIAÇÃO.............................................51 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR..................................................................................................55 GESTÃO PEDAGÓGICA.............................................................................................................................................................. 61 GESTÃO DE RESULTADOS EDUCACIONAIS............................................................................................................................62 GESTÃO PARTICIPATIVA........................................................................................................................................................... 63 GESTÃO DE PESSOAS............................................................................................................................................................... 64 GESTÃO FINANCEIRA................................................................................................................................................................ 66 GESTÃO ADMINISTRATIVA........................................................................................................................................................ 66 PLANOS DE AÇÃO COMO CONSTRUÇÕES COLETIVAS......................................................69 PLANO DE AÇÃO DO EQUIPE ESPECIALIZADA DE APOIO À APRENDIZAGEM ..................................................................81 PLANO DE AÇÃO: SALA DE RECURSOS..................................................................................................................................85 PLANO DE AÇÃO: SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL.............................................................................................89 EDUCAÇÃO INTEGRAL / PLANO DE AÇÃO 2017......................................................................................................................92 Espera-se que o estudante da Educação Integral possa vivenciar experiências de bem-estar consigo mesmo e com o outro, construindo uma autoimagem positiva que possa refletir, também positivamente em suas aprendizagens..............................................................................................96 PLANO DE AÇÃO DE FUNCIONÁRIOS READAPTADOS..........................................................................................................96 PLANO DE AÇÃO / SALA DE LEITURA.......................................................................................................................................96 PLANO DE AÇÃO: RECEPÇÃO.................................................................................................................................................. 98 PLANO DE AÇÃO: COORDENAÇÃO DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR........................................................................................98 ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PPP......................................................................101 PROJETOS ESPECÍFICOS...........................................................................................................102 AULA PASSEIO.......................................................................................................................................................................... 102 SEMANA DE EDUCAÇÃO PARA A VIDA..................................................................................................................................105 PROJETO COZINHA EDUCATIVA............................................................................................................................................ 107 PROJETO RODA DE LEITORES............................................................................................................................................... 112 FESTA JUNINA.......................................................................................................................................................................... 115 PROJETO DO LABORATÓRIO INTEGRADO DE INFORMÁTICA............................................................................................117 PROJETO NOSSO RECREIO É 10 !.........................................................................................................................................119 PROJETO CIDADÃO DO FUTURO / PROERD........................................................................................................................122 .................................................................................................................................................................................................... 125 SEMANA DA CRIANÇA.............................................................................................................................................................. 125 MOSTRA CULTURAL................................................................................................................................................................ 126 DESENVOLVIMENTO:............................................................................................................................................................... 127 A organização do evento inicia-se no primeiro semestre quando são elencados com cada turma os conteúdos e/ou temáticas mais significativos. Essa escolha vai definir pesquisas a serem realizadas, vídeos a serem assistidos, músicas a serem ouvidas ... de modo que diversas linguagens sejam contempladas. O grupo é, então, desafiado a produzir o que será apresentado para o público utilizando uma linguagem diferenciada capaz de exteriorizar o que foi aprendido.........................127 PROJETO HORTA ESCOLAR................................................................................................................................................... 130 ........................................................................................................................................................132
  • 3. 3 APÊNDICE.....................................................................................................................................138 ANEXOS........................................................................................................................................155 ASSEMBLÉIA ESCOLAR........................................................................................................................................................... 155 CONSELHO DE CLASSE........................................................................................................................................................... 157 CONSELHO ESCOLAR.............................................................................................................................................................. 158 EDUCAÇÃO COM MOVIMENTO:.............................................................................................................................................. 161 Educação Física nos Anos Iniciais.............................................................................................................................................. 161 APRESENTAÇÃO:........................................................................................................................161 Histórico..........................................................................................................................................163 OBJETIVO GERAL.......................................................................................................................165 OBJETIVOS ESPECÍFICOS....................................................................................................................................................... 165 PERFIL DO PROFESSOR.............................................................................................................165 Organização do trabalho pedagógico do professor.........................................................................166 EXECUÇÃO...................................................................................................................................166 METODOLOGIA...........................................................................................................................167 ABORDAGEM PEDAGÓGICA.................................................................................................................................................... 168 AVALIAÇÃO DO ESTUDANTE................................................................................................................................................... 168 AVALIAÇÃO DO PROFESSOR.................................................................................................................................................. 168 AVALIAÇÃO DO PROJETO....................................................................................................................................................... 169 SEMANA DE EDUCAÇÃO PARA A VIDA..................................................................................................................................171 Lei 11.988, de 27 de julho de 2009............................................................................................................................................. 171 SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL..........................................................................................................................173 ANEXOS DO PLANO DE AÇÃO................................................................................................................................................ 173 BIBLIOGRAFIA............................................................................................................................179 IDENTIFICAÇÃO COORDENAÇÃO REGIONAL DE ENSINO DE TAGUATINGA ESCOLA CLASSE 10 DE TAGUATINGA QSD 18 / ÁREA ESPECIAL 23 /TAGUATINGA NORTE (61) 3901-6781 CEP: 72020-180
  • 4. 4
  • 5. “moço, eu estou nesse negócio de catar pedras faz bem uns cinquenta anos. Muita gente me dizia para largar disso – cadê coragem ? Cada um tem que viver procurando alguma coisa. Tem quem procure paz, tem quem procure briga. Eu procuro pedras. Mas foi numa dessas noites da minha velhice que entendi porque eu nunca larguei disso: só a gente que garimpa pode tirar estrelas do chão!” (1894) Aos que escolheram a educação como ofício e, na Escola Classe 10 de Taguatinga, descobriram seu papel de garimpeiros.
  • 6. APRESENTAÇÃO A Escola Classe 10 de Taguatinga é uma escola pública inclusiva e oferece à comunidade na qual está inserida Ensino Fundamental de 9 anos, anos iniciais e Educação Integral; mantida pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, CNPJ 00 394 676/0001-07. Atualmente a escola funciona em dois turnos: matutino e vespertino e pode ser contatada pelo telefone (061) 3901-6781 e pelo e-mail ec10tag@gmail.com . Além disso, conta com o blog imagine um lugar...ec10, que pode ser acessado pelo endereço http://imagineumlugarec10.blogspot.com.br/ e página no Facebook: https://www.facebook.com/ec10taguatinga/. Foram eleitas para a direção, segundo os pressupostos da Gestão Democrática, Lei 4751/2012 para o triênio 2017/2019, as professoras Berenice Aparecida de Sousa Cardoso e Sandra Regina dos Santos Alencar, concorrendo como chapa única. Compõem ainda a Equipe Gestora: Susie de Castro Duarte, chefe de secretaria e Quedma Elienai de Souza Silva, Supervisora Pedagógica. Seguindo orientação da Portaria 446/ 19/12/2016, que trata da distribuição de Carga Horária para 2017, a escola atua em 2017 com 02 coordenadores pedagógicos (Claudia Queiroz de Miranda e Luzia Cergina de Queiroz) para o Ensino Regular e 01 coordenador para a Educação Integral (Eliete Teles de Farias). A Escola Classe 10 de Taguatinga apresenta o Projeto Político Pedagógico revisado em 2017, entendendo que o mesmo se constitui em instrumento norteador das ações educativas planejadas pela instituição, construído com a participação de toda a comunidade escolar: professores, auxiliares, pais, alunos e responsáveis; desde o primeiro contato, na relação diária e também através de reuniões, avaliações institucionais, conversas informais, formulários, etc. Esclarece-se que na data da entrega do presente documento a equipe pedagógica encontra-se em plena discussão dos projetos em voga. Assim, a fim de construir um documento que tenha a real identidade da escola, respeitando a diversidade de pensamento existente, o grupo se propõe a prolongar a discussão ao mesmo tempo em que busca maior embasamento que possa subsidiar a permanência ou exclusão de práticas, eventos e/ou projetos. Dessa forma o documento entregue encontra-se incompleto e essa gestão compromete-se a publicar a versão completa assim que forem concluídas as discussões referidas. O Projeto Político Pedagógico da Escola Classe 10 de Taguatinga foi elaborado de forma a contemplar as prioridades estabelecidas pelos diferentes segmentos, servindo de diretriz na atuação de todos os profissionais envolvidos no processo, atendendo aos interesses e expectativas evidenciadas pela clientela. Nesse sentido, a escola promoverá avaliações e ajustes internos no momento em que se fizerem necessários e sempre que as decisões tomadas resultarem em mudanças significativas dos princípios, finalidades e objetivos institucionais. Este instrumento norteador foi organizado tendo como foco o oferecimento de uma educação pública de qualidade evidenciada prioritariamente nas aprendizagens, mas também na participação comunitária, na gestão
  • 7. responsável dos recursos públicos e consequente criação de um ambiente físico agradável à totalidade de pessoas que concretizam essa escola. O presente Projeto vem ao encontro dos desafios identificados ao longo dos anos anteriores, se adequa às exigências legais, encontra-se em consonância com a missão, visão e função social expressos pela Secretaria de Educação do Distrito Federal e culmina em uma proposta que visa atender às necessidades demandadas pela comunidade local em consonância com a concepção de qualidade do ensino, almejada por todos aqueles que participam do dia a dia da escola. Ressalta-se a importância do documento como expressão da coletividade, sua maior força, pois arrebanha o compromisso de todos os envolvidos na sua construção para a sua execução. O PPP da EC10 vem sendo construído nos últimos anos sofrendo alterações embasadas na experiência, nas avaliações internas e externas, se adequando aos documentos oficiais: Projeto Político Pedagógico Professor Carlos Mota, Diretrizes Pedagógicas do BIA, Diretrizes Pedagógicas para organização escolar do 2˚ ciclo, Currículo em Movimento, Diretrizes de Avaliação Educacional, Orientações Pedagógicas de História e Cultura Afro-brasileira e Indígena, e outros. Fez-se necessário, em alguns momentos, o estudo desses documentos, para que os grupos se apropriassem dos mesmos. O maior desafio encontrado foi a efetiva mobilização do segmento pais/responsáveis, pois não basta garantir legalmente a participação desse segmento, é essencial a instrumentalização dele para que a participação requerida seja eficiente. Dessa forma, ações foram realizadas no sentido de respeitar e garantir a participação dos “diferentes sujeitos sociais” que compõem a comunidade escolar (pais/responsáveis, órgãos colegiados, alunos, funcionários da instituição): • Efetivando os processos dialógicos entre escola x pais /mães /responsáveis, oportunizando, viabilizando e incentivando a participação concreta na construção de uma escola democrática onde atuem como corresponsáveis na aprendizagem do discente (estudante/filho/tutelado). • Dando a conhecer à comunidade a equipe escolar (gestora, pedagógica, docente); • Instrumentalizando a comunidade com conhecimentos acerca dos procedimentos de ensino, aprendizagem e avaliação, como forma de favorecer a participação nos processos democráticos efetivados pela instituição. • Oportunizando o exercício de habilidades democráticas de participação, discussão e contestação na construção de instrumentos práticos que regem o cotidiano escolar; • Promovendo avanços na prática pedagógica e na organização do trabalho, frente às mudanças sugeridas pela SEEDF; • Garantindo a ciência e o aprofundamento do coletivo de docentes acerca das mudanças e implementações curriculares e avaliativas, decorrentes da ampliação dos ciclos;
  • 8. • Socializando as metas pedagógicas e administrativas dependentes dos recursos financeiros, definidas no plano de gestão; • Dando voz à comunidade escolar na gestão dos recursos definidos como prioridades no Projeto Político Pedagógico da instituição; • Exibindo para apreciação por parte da comunidade escolar as prioridades definidas relacionadas à gestão financeira do PDAF _Programa de Descentralização Administrativa e Financeira; • Discutindo com a comunidade escolar prioridades identificadas; • Aprovando por parte do Conselho Escolar a Ata de Prioridades do PDAF – Programa de Descentralização Administrativa e Financeira; • Votando as prioridades apresentadas. • Conhecendo e refletindo os pressupostos teóricos do Currículo em Movimento da Educação Básica do Distrito Federal; • Articulando áreas curriculares, temas, eixos e estratégias pedagógicas entre si, refletindo o desenvolvimento do currículo na unidade escolar à luz dos pressupostos teóricos do Currículo em Movimento da Educação Básica do Distrito Federal, explicitando os conteúdos desenvolvidas no âmbito escolar. • Pautando o desenvolvimento do ano letivo, revisando o Projeto Político Pedagógico da instituição educacional, projetando o calendário escolar específico da instituição, analisando os projetos institucionais, definindo metas e concretizando ações. • Aprovando pelo Conselho Escolar o calendário escolar específico da instituição, conforme dispõe a Estratégia de Matrícula 2017 (p.94, item 4.2, item e.1); • Instrumentalizando o segmento pais e responsáveis acerca do trabalho pedagógico proposto pela instituição educacional a fim de que este possa atuar com compreensão quando coparticipante dos processos educacionais e democráticos implementados por essa Secretaria/ Instituição educacional; • Obtendo a opinião do segmento pais na definição do calendário escolar, como forma de manifestação das necessidades e possibilidades do segmento na participação dos eventos propostos para o ano letivo; • Subsidiando através da análise dos dados apresentados a discussão/reflexão acerca das potencialidades e necessidades da instituição; • Evidenciando os princípios que sustentam o trabalho pedagógico da instituição, em conformidade com os princípios da Secretaria de Educação / DF e das leis maiores que regem a educação no país.
  • 9. • Garantindo a participação de representantes dos pais nos Conselhos de Classe bimestrais. As ações desenvolvidas foram realizadas através de reuniões, informes, palestras, conversas pedagógicas, coordenações coletivas, conselhos de classes. Fizeram parte da Comissão Organizadora da Construção Coletiva do PPP da Escola Classe 10 de Taguatinga em 2017: professoras Quedma Elienai de Souza Silva, supervisora pedagógica; professoras Berenice Aparecida de Sousa Cardoso e Sandra Regina dos Santos Alencar, diretoras; professoras Claudia Queiroz de Miranda, Luzia Cergina de Queiroz, Eliete Teles de Farias, coordenadoras pedagógicas; Albenise Alves Rodrigues de Jesus, carreira assistência, membro eleita do Conselho Escolar; Ivanete Lopes Batista, pedagoga da Equipe de Apoio à Aprendizagem. A comissão procurou, através de diversas estratégias assegurar a participação dos diversos segmentos na construção coletiva do Projeto Político Pedagógico. O presente projeto está dividido em capítulos, conforme orientação recebida para a construção do mesmo. Começando com esta Apresentação e prosseguindo com a Historicidade, onde buscamos fazer um resgate dos aspectos mais importantes da escola ao longo dos anos e a relevância da unidade de ensino para a comunidade. No capítulo intitulado Diagnóstico da Realidade Escolar procurou-se caracterizar social, cultural e economicamente a comunidade escolar, além de recolher junto ao corpo docente a percepção que este tem da instituição de ensino. Analisou-se ainda os índices da escola frente às avaliações de rede. Em Missão e Objetivos Institucionais, a EC10 de Taguatinga expressa sua missão e objetivos frente às necessidades detectadas no diagnóstico da realidade escolar. A EC10 expressa os princípios que orientam a prática pedagógica da instituição no capítulo denominado Princípios Norteadores das Práticas Pedagógicas. As concepções acerca de currículo, avaliação, ensino, aprendizagem e educação integral encontram-se descritas no capítulo Concepções Teóricas. A Organização do Trabalho Pedagógico com a atuação das equipes multidisciplinares compõe o capítulo seguinte. As Concepções, Práticas e Estratégias de Avaliação aborda a avaliação formativa, o uso do dever de casa, a recuperação contínua, a atuação do Conselho de Classe, em conformidade com a Diretrizes de Avaliação da SEEDF. Organização da Proposta Curricular vai abordar como acontece o trabalho interdisciplinar, os projetos, a contextualização, a relação teórico-prática. E ainda: como se dá o trabalho com os eixos norteadores do Currículo em Movimento. O capítulo seguinte, Plano de Ação para Implementação do PPP trata da gestão pedagógica, da gestão dos resultados educacionais, da gestão participativa, de pessoas, financeira e administrativa. Reúne ainda os planos de ação das equipes multidisciplinares e funcionários readaptados. As Estratégias de Acompanhamento e Avaliação do PPP estão descritas em capítulo próprio.
  • 10. Os Projetos Específicos estão elencados no capítulo final, seguido das Referências Bibliográficas utilizadas na construção do PPP. HISTORICIDADE A comunidade relata a existência da escola desde a década de 60, no entanto, para a modalidade Séries Iniciais do Ensino Fundamental, a Escola Classe 10, de natureza pública, foi criada pela Portaria 17 de 07/07/1980. Quando criada, sua construção, em estrutura de madeira, compunha-se de 05 (cinco) salas de aula e 02 (dois) banheiros; 01 (um) masculino e 01 (um) feminino. Em 1970, passou por uma pequena reforma, mas somente em 1989 recebeu uma reforma significativa, ganhando uma estrutura física de alvenaria em 02 (dois) blocos, com 08 (oito) salas de aula. Em 1998, a escola foi remanejada para uma igreja da comunidade local, para uma ampla reforma, ganhando mais um bloco de salas de aula, banheiros e instalações adequadas para a equipe administrativa e pedagógica, sala de professores, cantina escolar, biblioteca, laboratório de informática, áreas de recreação, instalações sanitárias e rampas adaptadas para portadores de deficiência física.
  • 11. Rampas No período de 1994 a 2004, a Escola Classe 10 de Taguatinga atendeu o 1º segmento da Educação de Jovens e Adultos, no turno noturno, incluindo turmas de DA (Deficientes Auditivos). Nos últimos anos a escola vem ganhando qualidade em termos de estrutura física, com reparos e pinturas; funcionando como uma estrutura acolhedora para a comunidade na qual se encontra inserida, além de proporcionar bem estar ao corpo discente, docente e demais funcionários. No início de 2012, inclusive, a escola passou por uma reforma estrutural na parte elétrica com substituição dos forros antigos por forros de PVC e em outubro inaugurou sua quadra coberta.
  • 12. Em 2014 a escola foi contemplada com o Projeto Educação com Movimento, que, como projeto – piloto, pretende ofertar aulas de Educação Física Escolar para alunos dos anos inicias. Em 2013 foi inaugurada a cobertura do chamado Espaço 10, destinado ao acolhimento dos alunos diariamente. Este espaço também é utilizado em outros eventos institucionais.
  • 13. Em 2017 a escola passou a ser monitorada por câmaras de segurança conforme previsto no Plano de Gestão. A recepção ganhou blindex que visa, além do reforço da segurança, a proteção dos funcionários que aí trabalham no que se refere às intempéries como o vento e o frio. O espaço do Bloco C, destinado a recreação das turmas menores do BIA, ganhou um colorido especial no muro, além de traves, estilo “golzinho” para prática de futebol. O alambrado foi pintado com cores primárias. Tais necessidades foram percebidas como prioridade a partir do mapeamento institucional realizado pelas equipes.
  • 14. Com base no Programa Nacional de Educação Especial, garantido pela Constituição Federal e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em 1996 a Educação Especial, passou a ser oferecida atendendo alunos
  • 15. portadores de necessidades especiais, dentro de uma estratégia de inclusão. Atualmente atende 46 alunos especiais laudados com deficiências e transtornos, inclusos em classes regulares, assim distribuídos: A Educação Integral foi oferecida a partir de 2008, atendendo hoje cerca de 100 alunos nessa modalidade. Em 2012 a parceria firmada com o SESI possibilitou ofertar aos alunos a prática de atividades esportivas, além de aulas de Teatro e Informática. Em 2017 a Educação Integral propõe a continuidade das atividades esportivas, dança, aulas de música e acompanhamento pedagógico de Português e Matemática. Na EC10 a Educação Integral trabalha objetivando garantir a socialização, promover o desenvolvimento artístico, cultural e esportivo num clima que envolva Ano Necessidade Apresentada DI DI/ DOWN TGD/ AUTISTA DF TDAH TOD DPAC 1˚ ano 02 01 02 2˚ ano 02 04 3˚ ano 05 02 03 01 01 4˚ ano 02 01 07 02 5˚ ano 03 02 02 04 DI- DEFICIENTE INTELECTUAL DI/DOWN – DEFICIENTE INTELECTUAL PORTADOR DE SINDROME DE DOWN TGD- TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO : AUTISMO DF- DEFICIENTE FÍSICO TDAH- TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE TOD-TRANSTORNO OPOSITOR DESAFIADOR DPAC- DEFICIÊNCIA DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL
  • 16. o afeto, o lúdico, a criatividade e o respeito. Para tanto, a ampliação do tempo da criança na escola está amarrada ao compromisso de, nesse tempo ampliado, oferecer oportunidades diversas de aprendizagens significativas e fortalecimento da educação cidadã, que possibilitem a formação integral do educando. Alegando dificuldades internas, em 2016 o Sistema S não renovou as parcerias dos anos anteriores. Desse modo a Educação Integral tem desenvolvido as atividades físicas no próprio ambiente escolar contando com a gestão dos espaços internos. Espaços comuns têm sido compartilhados com o Ensino Regular. Ao longo dos anos projetos, eventos e práticas se fortaleceram na instituição com o apoio da comunidade escolar. Destacamos os projetos Cozinha Educativa, Roda de Leitores/ Sarau Literário, Aulas Passeios; os eventos Festa Junina e Auto de Natal; além da Avaliação Institucional, que cada vez mais concretiza a participação dos pais/responsáveis nos rumos pedagógicos e administrativos da unidade escolar. A Escola Classe 10 de Taguatinga é pólo eleitoral há, pelo menos, 20 anos; sendo utilizado durante o período de eleições. As instalações da instituição foram avaliadas como adequadas pelo TRE para a prestação desse serviço. Foram vistoriadas as salas de aula, as instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias; bem como o serviço de acesso à internet. A avaliação incluiu as possibilidades de segurança, sendo esse item também referendado. A escola situa-se ao lado de um posto de saúde, motivo pelo qual, acredita-se, nunca foi solicitada para campanhas de vacinas. Ao mesmo tempo, essa proximidade possibilita o estabelecimento de um vínculo em casos emergenciais. Duas vezes por semana a escola é utilizada, sem fins lucrativos, pelo grupo de capoeira Beribazu alternando com o Grupo de Futebol da Vila, atendendo o entorno escolar, como estratégia potencializadora da parceria escola- comunidade, ocupando de forma criativa as instalações escolares com atividade esportiva-cultural. Permite ainda que a escola participe com seus alunos dos projetos esportivos da SEEDF em âmbito regional, a saber: JET _ Jogos Escolares de Taguatinga. GRUPO DE CAPOEIRA BERIBAZU
  • 17. FUTEBOL DA VILA A escola atende, ainda, o Projeto Ginástica nas Quadras, no noturno. Sempre que solicitado as dependências da escola são utilizadas por grupos religiosos, mediante termo de responsabilidade, nos fins de semana. A EC10 acredita com isso, concretizar ideologicamente o conceito de “derrubada dos muros da escola”, ofertando um espaço público alternativo à população, fortalecendo o vínculo da comunidade com a escola. Fortalecimento que vem sendo traduzido no cuidado dessa comunidade com a instituição e seu patrimônio. Nisso a escola procura encampar a ideia presente no Projeto Político Pedagógico Professor Carlos Mota de se tornar a “escola do lugar”, uma escola que orgulhe sua comunidade. Os dados do IDEB divulgados no ano de 2015 situa a escola com média 5,9. A meta projetada pelo MEC para o período é de 5,8. A análise dos dados levou à conclusão acerca da necessidade de investir na formação e intervenção matemática.
  • 18. A escola destaca-se pelo compromisso na administração dos recursos públicos, pelo diálogo com a comunidade e pelo foco na dimensão pedagógica. Em, 2017 a atual equipe gestora empenhou-se em para identificar as antigas equipes gestoras da instituição, entendendo que o trabalho que hoje aparece é fruto da coletividade. Por ocasião do aniversário da escola, as equipes antigas a atuais envolveram-se nas festividades. Transcrevemos aqui as equipes gestoras identificadas: 1980 Diretora: Teresa Ondina Maltese Vice-diretora: Secretário: José Ferreira dos Reis 1981 Diretora: Rita Malta dos Santos Vice-diretora: Secretário: Marildes Batista Silva Carvalho 1984 Diretora: Maria das Dores Carvalho dos Anjos Vice-diretora: Secretário: Marildes Batista Silva Carvalho 1985 Diretora: Maria Elizabeth Abraão Vice-diretora: Secretário: Marildes Batista Silva Carvalho 1992 Diretora: Maria Elizabeth Abraão Vice-diretora: Secretário: Samuel Eduardo Ramos 1994 Diretor: Cecílio Francisco das Neves Vice-diretora: Secretário: Leila Santos Alves Diretora: Maria Aparecida de Fátima Pereira da Costa
  • 19. 1995 Vice-diretora: Claudia Elena de Oliveira Quermes / Maria Rosângela V. de Souza Secretário: Leila Santos Alves / Minerva de Barros Lima Sobreira 1996 Diretora: Maria Aparecida de Fátima Pereira da Costa Vice-diretora: Maria Rosângela V. de Souza / Tânia Aparecida Cunha Albernaz Secretário: Minerva de Barros Lima Sobrei 1998 Diretora: Maria Aparecida de Fátima Pereira da Costa Vice-diretora: Celíria Chagas Ribeiro Secretário: Minerva de Barros Lima Sobrei 1998 Diretora: Renusa C. de Morais Vice-diretora: Ricardo Barros de Castro Secretário: Minerva de Barros Lima Sobrei 1999 Diretora: Vanderlúcia Geralda da Silva Vice-diretora: Ediléia Fernandes da Silva Secretário: Minerva de Barros Lima Sobrei 2001 Diretora: Ediléia Fernandes da Silva Vice-diretora: Vanderlúcia Geralda da Silva Secretário: Minerva de Barros Lima Sobrei 2002 Diretora: Angelita do Espírito Santo Araújo Vice-diretora: Lucimar Silva Pereira Secretário: Minerva de Barros Lima Sobrei 2003 Diretora: Angelita do Espírito Santo Araújo Vice-diretora: Célia Mendes Barbosa Moraes Secretário: Minerva de Barros Lima Sobrei 2004 Diretora: Maria Francisca Souza Dias Vice-diretora: Maria Lúcélia Pinheiro Nogueira Secretário: Domingos Silva Porto 2008 Diretora: Regina do Nascimento Vice-diretora: Sandra Regina os Santos Alencar Secretário: Domingos Silva Porto 2010 Diretora: Regina do Nascimento Vice-diretora: Sandra Regina dos Santos Alencar Secretário: Susie de Castro Duarte Santos Supervisor Pedagógico: Greiciane Nóbrega Dias 2011 Diretora: Regina do Nascimento Vice-diretora: Sandra Regina dos Santos Alencar Secretário: Susie de Castro Duarte Santos Supervisor Administrativo: Daniel Pitombo Taveira Supervisor Pedagógico: Vladia Paula Carvalho 2012 Diretora: Regina do Nascimento Vice-diretora: Sandra Regina dos Santos Alencar Secretário: Susie de Castro Duarte Santos Supervisor Administrativo: Daniel Pitombo Taveira Supervisor Pedagógico: Vladia Paula Carvalho 2014 Diretora: Vladia Paula Carvalho Vice-diretora: Berenice Aparecida de Sousa Cardoso Secretário: Susie de Castro Duarte Santos Supervisor Administrativo: Sandra Regina dos Santos Alencar Supervisor Pedagógico: Quedma Elienai de Souza Silva 2016 Diretora: Berenice Aparecida de Sousa Cardoso Vice-diretora: Sandra Regina dos Santos Alencar Secretário: Susie de Castro Duarte Santos Supervisor Administrativo: Greiciane Nóbrega Dias
  • 20. Supervisor Pedagógico: Quedma Elienai de Souza Silva Antigas e atuais equipes gestoras DIAGNÓSTICO DA REALIDADE ESCOLAR A Escola Classe 10 de Taguatinga está situada em uma área relativamente tranquila no que se refere a casos de violência e vandalismos, tanto que não temos registros de invasões à escola, roubos e outros. A escola percebe-se cuidada no meio em que está inserida, com reduzidos casos de pichação em muros e demais dependências da escola.
  • 21. Quanto à estrutura física a escola apresenta um prédio antigo, tendo passado por diversas reformas ao longo dos anos, conforme relatado no capítulo Historicidade. Apresenta, assim, uma estrutura agradável composta por três blocos de alvenaria, onde abrigam-se as salas de aulas, dos professores, da coordenação, das equipes especializadas (SOE, SEAA, Sala de Recursos),da Educação Integral, Sala de Vídeo, Sala multifuncional (que apoia a Educação Integral, os projetos de reforço escolar, reagrupamento, Interventivo, etc), Direção, Secretaria, Sala de Leitura, Cozinha Educativa, depósitos, banheiros, banheiros adaptados para os alunos portadores de necessidades especiais.
  • 22.
  • 23. A escola conta com um pátio coberto que dá acesso à cantina escolar, ampla, iluminada e bem equipada. Citamos, ainda, a quadra coberta e o parque infantil, espaços de fundamental importância para realização de atividades ligadas ao desenvolvimento sócio psicomotor dos educandos. Parque Infantil A escola possui um pátio semicoberto, denominado “Espaço Dez”, onde ocorre a acolhida diária dos alunos; possui estacionamento descoberto e murado para os funcionários e uma área não construída, gramada, onde projeta-se a construção de um espaço coberto para apoio à Horta Escolar e aulas ao ar livre. A escola está estruturada com recepção, portões eletrônicos, interfones e sistema interno de câmaras. A recepção foi pensada para acolher a comunidade com conforto. No que se refere aos recursos materiais a escola é bem equipada em todos os setores: jogos pedagógicos, materiais para a prática de Educação Física, acervo literário, recursos tecnológicos, recursos para o desenvolvimento dos projetos descritos, materiais didáticos e outros. A escola orgulha-se em poder suprir, através da gestão eficiente dos recursos financeiros, as necessidades pedagógicas e administrativas da instituição. Pensando na segurança do
  • 24. patrimônio público sob guarda e administração da escola, a atual gestão instalou grades e trancas de segurança nas principais dependências da unidade pedagógica. Em 2017 a Escola Classe 10 de Taguatinga, iniciou o ano letivo com 507 alunos matriculados nas seguintes modalidades: • Ensino Fundamental de 9 anos, sendo 46 ANEES. Esse contingente de alunos, matriculados nos turnos matutino e vespertino está assim distribuído: MATUTINO VESPERTINO 1° ANO 02 TURMAS 1° ANO 02 TURMAS 2° ANO 02 TURMAS 2° ANO 01 TURMAS 3° ANO 02 TURMAS 3° ANO 04 TURMAS 4° ANO 03 TURMAS 4° ANO 02 TURMAS 5° ANO 03 TURMAS 5° ANO 03 TURMAS A escola recebeu no início de 2012 cerca de 200 alunos a mais que o ano anterior, oriundos de outra instituição educacional, extinta para a modalidade de Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Na época, esse aumento, em cerca de 50% da clientela, alterou profundamente a estrutura da escola: ampliou-se o atendimento da Educação Integral, da Equipe Especializada, da Sala de Recursos, do Projeto Interventivo e dos Reagrupamentos previstos para o BIA (Bloco Inicial de Alfabetização). Nesse período a escola buscou formas viáveis de lidar com a situação encontrando soluções criativas como: remanejamento e compartilhamento de espaços, monitoramento do intervalo por alunos e professores, acolhida das crianças na entrada, diversificação dos projetos de apoio à aprendizagem. Um fato preocupante diz respeito à reprovação por infrequência. Preocupante por se tratar de uma retenção improcedente, sem justificativa e que pode ser atacada em sua origem: o compromisso familiar. De 2011 a 2016 a retenção por infrequência caiu de 21 para 03 em números brutos, número considerado ainda elevado se considerarmos todas as ações preventivas adotas por essa gestão: reuniões para esclarecimentos, comunicados via bilhete e via telefone, encaminhamento ao Conselho Tutelar em caso de persistência das faltas não justificadas.
  • 25. Mais do que apenas ser um instrumento de levantamento de dados, pretende-se que o diagnóstico se configure em instrumento possível de analisar fragilidades e potencialidades. Os dados familiares buscam estabelecer o perfil discente, suas condições sócio- culturais- econômicas, seus valores e necessidades. Com esse objetivo foi aplicado um questionário diagnóstico às 507 famílias de alunos matriculados em nossa instituição educacional. Destacamos que disponibilizamos mais questionários do que o número de famílias com alunos matriculados. Tal estratégia deve-se à tentativa de fortalecer a Lei 3849/06 do DF que garante os direitos do genitor não-guardião de ter um papel ativo no processo de ensino e aprendizagem do filho, sem necessidade de autorização judicial ou do pai guardião. A lei dá acesso a ambos os pais à escola, nos termos dessa e às informações sobre a criança. Foram devolvidos e tabulados 358, os dados foram transformados em gráficos que, após análise nos conta que, é a comunidade que compõe a Escola Classe 10 de Taguatinga: • Predominaram os questionários respondidos pelas mães:
  • 26. • A maior parte dos que responderam os questionários sócio-culturais, já conhecia o trabalho desenvolvido na instituição, visto não ser esse o primeiro ano da criança na Escola Classe 10 de Taguatinga. • Os alunos da EC10 são oriundos em sua maioria das cidades de Taguatinga e Águas Claras (que envolve Areal e Arniqueiras), mas a escola atende também crianças de Samambaia, Riacho Fundo e Recanto das Emas, Águas Lindas de Goiás e Santo Antônio Descoberto. Um número significativo de pais recusou-se a dar essa informação; alguns com receio de “perderem a vaga” na escola.
  • 27. • A EC10 atende crianças oriundas de Território de Vulnerabilidade Social. Território de Vulnerabilidade Social é definido como uma área onde seus moradores apresentam ao menos uma das características abaixo:
  • 28. Exerto do PPP Professor Carlos Mota PPP Professor Carlos Mota
  • 29. De acordo com o Projeto Político Pedagógico Professor Carlos Mota, Areal é um território de vulnerabilidade social. A informação é pertinente porque leva à reflexão de práticas que possam influir na qualidade de vidas das crianças oriundas desses territórios, ainda que a EC10 não esteja localizada fisicamente na área considerada TEVS. • Foi constatado que o acesso das crianças à escola se dá, prioritariamente por meio de carro particular dos pais, seguido de perto pelo Transporte Escolar. Algumas crianças chegam andando (sozinhas ou acompanhadas) ou fazem uso de transporte urbano como ônibus e metrô. A informação oferece à escola embasamento para pensar soluções de segurança no acolhimento e entrega das crianças ao fim do turno. Envolvendo, inclusive, se necessário outros órgãos para potencialização do estacionamento externo à escola. No momento as crianças são acolhidas com quinze minutos de antecedência do início dos turnos, dentro do espaço escolar já estando sob a responsabilidade da escola a partir daí. Nesse momento até a ida das crianças para as salas de aula, o acesso dos pais à escola é controlado a fim de evitar situações de embate de pais com alunos, conforme inúmeros registros de ocorrências. A partir do início do turno as crianças estão sob a responsabilidade do professor regente que não pode dispersar sua atenção no atendimento de pais e/ou responsáveis. Esse espaço de escuta de pais-professores é aberto na coordenação individual do professor. Casos de emergência podem ser resolvidos junto à direção da escola que fará os devidos encaminhamentos. Ainda pensando na segurança da instituição (patrimônios humanos e materiais) ao final do turno as crianças são conduzidas ao Pátio Externo Espaço Dez onde são entregues aos responsáveis. A fim de agilizar a entrega correta das crianças, evitando tumultos e possíveis acidentes nos espaços internos e externo (estacionamento), os estudantes de primeiros e segundos anos sobem com dez minutos de antecedência, desafogando o portão e o
  • 30. estacionamento externo, ficando sob a responsabilidade do professor até o final do turno ou até que seja entregue ao responsável. Quanto à configuração familiar predomina a formação tradicional embora seja evidente que as transformações sociais ocorridas nos últimos anos apresentam estruturas familiares, as mais diversas, com modificações que obriga a escola a adotar uma postura onde a convivência entre crianças de diferentes núcleos familiares seja acolhedora, fazendo com que todas sintam-se aceitas e integradas. Observa-se a participação de outros atores na vida das crianças que não somente pais e mães. Avós e tios constituem o núcleo familiar próximo e fazem-se presentes. A escola optou por manter a ideia das famílias que espontaneamente identificaram-se como família normal. A questão pode levar a análises que enriquecerão as discussões curriculares nas perspectivas crítica e pós-crítica onde se embasa o Currículo em Movimento. O número de famílias que não responderam à questão foi significativo perfazendo 19%
  • 31. A formação acadêmica predominante na comunidade é de Ensino Médio Completo com quase empate técnico com Curso Superior Completo. É uma comunidade de trabalhadores com rendas variável e profissões que variam de funcionários públicos a autônomos, de prestadores de serviços a empresários, trabalhadores dos setores de vendas, contabilidade, advogados, trabalhadores domésticos, estudantes-estagiários, desempregados e aposentados, etc. 21% dos entrevistados declararam não trabalhar fora. 4% não responderam.
  • 32. Significativo número de famílias declarou não ter dificuldades para acompanhar o desenvolvimento escolar do filho/aluno; mesmo assim faz-se necessário continuar trabalhando junto à comunidade escolar a clareza de que a família (independentemente de sua configuração) tem o dever de desempenhar funções educativas, imprimir valores, fornecer modelo de formação para a vida em sociedade. Além disso, ser responsável pelo desenvolvimento físico e mental, materializar os direitos do indivíduo no seio familiar com cuidados que permitam o crescimento e desenvolvimento desse indivíduo. Não sendo a escola substituta da família em seus deveres de prover educação, sustento, dignidade e respeito.” O desempenho dos diferentes papéis pelos respectivos atores (escola e família) deve concretizar um ser social saudável. Dessa forma, apesar da crescente participação da comunidade no cotidiano escolar, julga-se necessário buscar múltiplas formas de envolver os responsáveis na definição do Projeto Político Pedagógico da EC10.
  • 33. O item referente a faixa de renda familiar mostrou um predomínio em duas faixas de rendas, conforme gráfico abaixo. 16% não responderam a essa questão. Pode-se afirmar que a maioria dos alunos desta instituição possuem acesso às tecnologias, o que coloca a escola na posição de mediar as habilidades necessárias para que o estudante se torne autônomo no ambiente virtual.
  • 34. As respostas apresentadas garantem ainda que significativa parcela dos estudantes tem acesso a material de leitura diversificado dentro da própria casa. Houve uma queda entre os que se declaram seguidores de uma religião em relação aos dados da pesquisa do ao anterior. 88% declarou- se seguidor de uma religião. 3% não respondeu. Católicos e evangélicos de diversas denominações predominam no quadro religioso, seguidos por espíritas. 9% da comunidade optaram por omitir esse dado. Embora não tenha aparecido na pesquisa, sabe-se que a escola é composta por professantes em números menores das religiões Messiânica, Judaica, Mórmons e de matriz africana.
  • 35. Questionados acerca do momento denominado “acolhida”, que é enriquecido com uma prece, além de informes institucionais, Hino Nacional, 95% da comunidade escolar declarou-se favorável à manutenção do mesmo. 5% omitiu a resposta. Esclarecemos que a acolhida é um momento diário de reflexão, formação cívica e estabelecimento do diálogo inter-religioso.
  • 36. 91% alegaram saber da existência de um Conselho Escolar na instituição de ensino.
  • 37. 13% declarou receber benefícios governamentais tipo Bolsa Escola, Renda Minha, Bolsa Família. Desde 2011 observa-se uma participação mais efetiva dos responsáveis no que se refere à vida escolar das crianças, em relação a períodos letivos anteriores. Essa participação foi perceptível em reuniões escolares avaliativas e/ou pedagógicas, nos processos eleitorais da instituição; também em culminância de projetos e chamadas para acompanhamento dos rumos pedagógicos e financeiros da escola. Acompanhamento de frequência comprovada dos responsáveis em Reuniões de Pais. Média Considerando a clientela bastante diversificada, incluindo alunos com necessidades especiais, a escola tem buscado formas, discutido e construído caminhos para processar a inclusão com ganhos sociais e individuais,
  • 38. desenvolvendo uma pedagogia centrada no aprendiz, responsabilizando-se pelo processo de aprendizagem de todos os seus indivíduos, independente de “suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais e linguísticas”. A EC 10 aceita, assim, o grande desafio de coordenar a efetiva aprendizagem de indivíduos que têm o desenvolvimento cognitivo, motor e/ou social bastante comprometidos e, num primeiro momento, não responderão conforme a maioria. Mais do que superar os índices indicados, a Escola Classe 10 de Taguatinga se obriga a superá-los com qualidade. A escola apresenta índice de 5,9 em relação ao IDEB divulgado em 2015. A Escola Classe 10 entende que os desafios impostos pela superação dos índices educacionais não serão somente de ordem ideológico-filosófico. Mas, prioritariamente, de formação profissional docente: mais um processo do que um fim. A interpretação dos dados exige uma mudança conceitual nos valores culturais da escola e, sobretudo, da sociedade.
  • 39. Para tanto, o Projeto ora apresentado, propõe, continuar desenvolvendo, dentro dos princípios da educação integral, um trabalho de qualidade focado na aprendizagem, no sentido de atender as necessidades educacionais de todas as crianças e promover o fortalecimento das atitudes de aceitação e respeito a si próprio, à natureza e às diferenças individuais, enfatizando a importância da ética na construção de vidas comunitárias mais sustentáveis, mais saudáveis e mais humanas. MISSÃO E OBJETIVOS INSTITUCIONAIS É missão da escola promover o pleno desenvolvimento do educando, através da aprendizagem, formando um cidadão consciente, ético, crítico e participativo; apto a construir um projeto de vida que dê conta de suas relações com a sociedade e com a natureza. A Escola Classe 10 de Taguatinga entende que os objetivos expressos no Plano de Ação da atual gestão, eleita pelos mecanismos da Gestão Democrática, tornam-se objetivos institucionais, uma vez que foram referendados pela comunidade escolar através da eleição e construídos a partir do conhecimento da realidade escolar, estando em afinidade com a missão expressa nesse documento. Assim: • Ser uma escola gerida pelos pressupostos da Gestão Democrática, tendo um Conselho Escolar fortalecido e exercendo suas reais funções de órgão colegiado consultivo, fiscalizador, mobilizador, deliberativo e representante da comunidade escolar. • Promover uma educação de qualidade, reconhecida pelos órgãos oficiais e comunidade adjacente; • Consolidar a real democratização do ensino por meio do acesso e permanência do aluno na escola; oportunizando a todos os estudantes a possibilidade de concluir o Ensino Fundamental na idade adequada; • Desenvolver um trabalho pedagógico que evidencie o compromisso com a democratização do saber; • Envolver todos os segmentos na construção social do conhecimento e na definição do projeto pedagógico da escola priorizando um trabalho de parceria com as famílias no sentido de reforçar a integração escola/comunidade assegurando mecanismos de participação comunitária que gere transparência nos processos institucionais; • Assegurar o atendimento da Educação Integral vinculada ao ensino-aprendizagem integrando a capacidade cognitiva com as demais dimensões da personalidade do educando possibilitando o desenvolvimento de todas as potencialidades, em especial, a educação do caráter e o despertar da responsabilidade social; • Zelar pela observância, em âmbito escolar, das orientações curriculares da SEEDF para os anos iniciais do Ensino Fundamental oportunizando aos educandos o acesso ao uso das novas tecnologias como prática social e instrumento facilitador e enriquecedor da aprendizagem; elevando o desempenho dos estudantes nas aprendizagens matemáticas; garantindo a formação de leitores proficientes até o terceiro ano do Ensino Fundamental, considerando o aluno como sujeito de direitos e alvo preferencial no atendimento escolar do estabelecimento de ensino, oferecendo Educação Básica de qualidade, promovendo seu desenvolvimento integral e harmonioso;
  • 40. • Promover um ambiente onde as relações interpessoais sejam regidas pela ética e respeito propiciando um ambiente adequado à convivência pedagógica; criando momentos de reflexão que favoreçam a identificação e o repúdio a todas as formas de intolerância, indiferença, discriminação, desvalorização e violência no meio social, possibilitando a formação de uma consciência crítica do contexto social; • Otimizar a utilização dos recursos financeiros, de forma transparente, com a participação efetiva da comunidade escolar; E ainda: • Propiciar um trabalho educativo dentro de metodologias que atendam às necessidades básicas do cidadão contemporâneo: aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a empreender e aprender a ser. • Promover a aquisição das habilidades requeridas pela sociedade moderna, onde a criatividade, autonomia, o trabalho colaborativo e a capacidade de solucionar problemas atuam positivamente nas formas de convivência, no exercício da cidadania e na organização do trabalho; com o afeto, o lúdico, a investigação e a construção científica estimulando o prazer em aprender. Acolhida à Comunidade PRINCÍPIOS NORTEADORES DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
  • 41. Os fins e princípios norteadores estabelecidos pela Escola Classe 10 de Taguatinga, para orientar sua prática educativa, foram definidos em consonância com as diretrizes emanadas da constituição e da LDB vigente, bem como todos os demais documentos oficiais da SEEDF. São eles: • A Educação Básica constitui um direito inalienável do homem em qualquer idade, capacitando-o a alcançar o exercício pleno da cidadania. • A Educação deve possibilitar ao ser humano o desenvolvimento harmonioso de todas as suas dimensões, nas relações individuais, civis e sociais. • Os princípios da igualdade e da liberdade, o reconhecimento e aceitação do pluralismo de ideias, a flexibilidade teórico-metodológica constituem elementos essenciais na definição da política pedagógica adotada. • A escola e todos os seus integrantes necessitam buscar o desenvolvimento e fortalecimento de uma identidade própria, compartilhando as responsabilidades, sem perder de vista a integração com as políticas nacionais de educação e a legislação vigente. • Os princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum devem ser valorizados na prática pedagógica como norteadores que são da vida cidadã. • Os direitos e deveres de cidadania, o exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática constituem fonte de experiências fundamentais para a vida em sociedade, análise de padrões vigentes e a busca da justiça, igualdade, equidade, liberdade, fraternidade e felicidade tanto individual quanto grupal e/ ou universal. • O processo de ensinar-aprender, baseado no diálogo pedagógico, investigação e criatividade, propicia a construção, a consolidação e o aprofundamento gradual dos conhecimentos, viabilizando o prosseguimento dos estudos nos diferentes níveis. • A ação pedagógica deve enfatizar procedimentos capazes de favorecer a compreensão e o domínio dos fundamentos científicos e tecnológicos em que se baseiam os processos produtivos da sociedade atual. • A vivência do processo educativo tem como objetivo propiciar ao cidadão, condições de responder positivamente às grandes necessidades contemporâneas de aprendizagem: aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser e aprender a empreender. • A participação da família e da comunidade na discussão e definição de prioridades, estratégias e ações do processo educativo, contribuirá de forma essencial para a defesa da dignidade humana e da cidadania. • A educação é a estratégia mais adequada para se promover a melhoria da qualidade de vida; exercício da cidadania e a sustentação da governabilidade. É necessário que se destaque os três princípios em torno dos quais se organizam os valores estéticos, políticos e éticos que emanam da Constituição Federal e da LDB. São eles: sensibilidade, igualdade e identidade. Devem
  • 42. estar presentes em todas as práticas administrativas e pedagógicas da escola, passando pela convivência, pelo emprego dos recursos, pela organização do currículo, das aprendizagens e das estratégias de avaliação. Entende-se que a estética da sensibilidade além de promover a criatividade e afetividade, possibilita ao educando reconhecer e valorizar a diversidade cultural do país. A política da igualdade exige o reconhecimento dos direitos humanos e o exercício dos direitos e deveres da cidadania. Para tanto: o acesso aos benefícios sociais e culturais construídos pela humanidade (saúde, educação, informação, etc.), além do combate a todas as formas de preconceito e discriminação. A ética da identidade visa a construção da autonomia, oferecendo ao educando a oportunidade de na construção de sua identidade, estar apto a avaliar suas capacidades e recursos, emitir juízos de valores e proceder escolhas consonantes com seu projeto de vida. Os princípios epistemológicos, orientadores do currículo integrado, que sustentam as práticas educativas na EC10 emanam do Currículo em Movimento: • Unicidade teoria x prática – garantida através de estratégias que possibilitem “ reflexão crítica, síntese, análise e aplicação dos conceitos voltados para construção do conhecimento”, incentivando constantemente o “raciocínio, questionamento, problematização e a dúvida.”. • Interdisciplinaridade e contextualização – possibilita a integração de diferentes áreas de conhecimento com sentido social e político. • Flexibilização – oportuniza às escolas complementar o currículo de base comum com conteúdos e estratégias capazes de completar a formação intelectual do educando. Quanto aos princípios basilares da Educação Integral para as escolas públicas do DF, constantes no Currículo da SEEDF, os mesmos são: • Integralidade humana; • Transversalidade; • Intersetorialização; • Territorialidade; • Diálogo escola/comunidade; • Trabalho em Rede. Entendendo que os processos administrativos somente justificam-se se estiverem a serviço dos processos pedagógicos, a escola reforça o princípio fundamental que rege as práticas escolares: a educação pública de qualidade. Esta qualidade deve estar expressa no ambiente cuidado e limpo, nas relações interpessoais, na organização dos espaços e tempos escolares, na garantia de segurança do público alvo, na gestão de pessoas, recursos e materiais, na fidelidade aos documentos que emanam da Secretaria de educação, no respeito e cuidado com a comunidade ,
  • 43. CONCEPÇÕES TEÓRICAS FUNDAMENTADORAS DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS Ao analisar as concepções de educação, de ensino, de aprendizagem, de currículo, de avaliação que regem o desenvolvimento do trabalho pedagógico, observa-se que não se discute tais tópicos sem discutir as causas primeiras da educação: por quê e para quê. Discutir por quê e para quê formar o aluno é ampliar as discussões acerca da função social da escola e que não se ignore: o por quê e o para quê devidamente respondidos trazem subjacentes um como. As ações pedagógicas desenvolvidas pelo educador devem ser coerentes com os princípios de educação concebidos por ele. “A moralidade democrática não pode se fundamentar em procedimentos autoritários. ” (GENTILLI, 2003, p.93); “...não se pode educar para a autonomia através de práticas heterônomas, não se pode educar para a liberdade através de práticas autoritárias e não se pode educar para a democracia através de práticas autocráticas” (GENTILLI, 2003, p.75). É a resposta a esse como que conduz a Gentilli: a prática do professor mais que o conteúdo em si, é instrumento de ensino (2003, p.95). Assim, a busca da instituição tem sido no sentido de alinhar teoria e prática, de superar a visão tradicional do currículo, onde este se configura como uma lista de conteúdos a serem desenvolvidos, e vivenciar um currículo que contemple a perspectiva integral do ser multidimensional. Perspectiva ambiciosa, sabe- se, mas essa busca se concretiza na articulação dos conteúdos científicos com os saberes populares, com os temas de interesse comunitário e escolar, com os eixos transversais definidos pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, a saber: Educação para a Diversidade. Cidadania e Educação em e para os Direitos Humanos, Educação para a Sustentabilidade. Consonante com os princípios teóricos estabelecidos pelo Currículo em Movimento da SEE/DF. Este Projeto Político Pedagógico, mais do que apoiar-se nos conceitos já definidos de identidades, questiona como as identidades tidas como naturais se estabeleceram e que valores e mecanismos as sustentam, provocando a análise dos processos através dos quais as diferenças são produzidas. Julga-se procedente a citação textual do Currículo em Movimento: “o currículo é o conjunto de todas as ações desenvolvidas na e pela escola ou por meio dela e que formam o indivíduo, organizam seus conhecimentos, suas aprendizagens e interferem na constituição do seu ser como pessoa. É tudo o que se faz na escola, não apenas o que se aprende, mas a forma como aprende, como é avaliado, tratado. Assim, todos os temas tradicionalmente escolares e os temas da vida atual são importantes e compõe o currículo escolar sem hierarquia entre eles. ” A Escola Classe 10 de Taguatinga assume, assim, um trabalho filiado à crença de que a aprendizagem ocorre na interação com o outro; onde o erro decorre da lógica (qualitativamente diferente da do adulto) utilizada pela criança na resposta dada a determinada questão. O erro, nessa concepção, é percebido como elemento natural do desenvolvimento do indivíduo e não mais é visto como um vilão a ser evitado. Dessa forma, o erro, se devidamente trabalhado pelo professor, conduz à incorporação de novos elementos à representação anterior. Orientada pelo Currículo em Movimento a EC10 de Taguatinga adota a noção de Educação Integral para além do tempo ampliado, buscando contemplar em seus projetos, eventos, práticas pedagógicas cotidianas e
  • 44. desenvolvimento dos conteúdos, a ideia de que todas as atividades ofertadas no espaço escolar são “entendidas como educativas e curriculares”. A Educação Integral na EC10 pensa a ampliação não só do tempo, mas também dos espaços e das oportunidades equilibrando os aspectos cognitivos, afetivos, sociais e psicomotores. A Escola Classe 10 de Taguatinga pensa a avaliação na perspectiva formativa, conforme orientado pela Secretaria de Educação e discorrido de forma pormenorizada em capítulo próprio. Faz-se necessário afirmar a intencionalidade formativa das avaliações (em todos os três níveis) realizadas no espaço escolar. O mero recolhimento dos dados não contempla a educação que se deseja encampar. É clara a necessidade de discutir os dados e índices apresentados com vistas a intervenção. A intervenção sobre os dados colhidos é o motivo dos projetos e eventos apresentados neste documento. Assumir, portanto, que o aprendiz age sobre o objeto do conhecimento, organizando e integrando novos dados e que o erro faz parte desse processo possibilita à instituição encampar o presente projeto político colocando em prática as ações descritas, que estão plenamente alinhadas com as concepções aqui expressas.
  • 45. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO DA ESCOLA A Escola Classe 10 de Taguatinga trabalha com a modalidade de ciclos. O Calendário com 200 dias letivos e 1.000 horas de aula, bem como a organização do espaço físico buscam adequar-se às Diretrizes Curriculares Nacionais no sentido de permitir a adoção, execução e avaliação de ações que reflitam o projeto educativo que se deseja. Semanalmente, a carga horária é de 25 horas, sendo 5 horas diárias. Dentro dessa carga horária estão contemplados momentos de interação e aprendizagens coletivas entendidos como curriculares, pois se inserem num projeto curricular integrado (Currículo em Movimento). Tais atividades extrapolam os muros da sala de aula, ressignificando o ambiente escolar e seu entorno. Destacamos o momento denominado Acolhida. Acontece na entrada dos turnos, de maneira coletiva e se insere no tempo de organização escolar (Currículo em Movimento, Pressupostos Teóricos, p.13). Os alunos têm a oportunidade de manifestar a expressão oral e corporal. O momento também é propício ao desenvolvimento de valores cívicos e morais na perspectiva de humanização dos sujeitos. Trabalha-se, ainda, com o apoio da comunidade escolar, o diálogo inter-religioso. Acolhida As crianças ingressam no espaço escolar quinze minutos antes do início do turno, por concessão da gestão da unidade escolar. Observe-se que o ingresso da criança antes disso faz-se impossível, uma vez que demanda recursos humanos, inexistentes no horário, para responsabilizar-se pela segurança dos estudantes. Ainda por motivo de segurança e organização as crianças são convidadas a sentarem-se no espaço demarcado para sua turma e aguardar o momento da entrada. Às segundas feiras é realizada a Hora Cívica com presença da Bandeira e canto do Hino Nacional Brasileiro e/ou Hino a Brasília. Após, são reforçados os informes pertinentes. Reforçados porque o canal oficial de comunicação escola-comunidade são os comunicados via agenda. Nesse momento denominado acolhida, os responsáveis são convidados a permanecerem fora do ambiente escolar até que os estudantes sejam conduzidos a suas respectivas salas. Tal procedimento foi adotado a fim de resguardar a segurança dos próprios
  • 46. alunos, que em outros tempos (conforme registros arquivados na escola) eram abordados por pessoas maiores de idade e sem vínculo algum com eles. A conversa com o professor nesse momento também faz-se impossível, pois, a partir do início do turno a prioridade do professor é com seus alunos; podendo um minuto de distração potencializar riscos desnecessários. O contato urgente dos responsáveis com a escola pode ser solicitado a qualquer momento à direção do estabelecimento, com o professor, no turno contrário à regência. O acesso do responsável ao espaço escolar normaliza-se após o encaminhamento das crianças a suas salas, voltando a ser interrompido no momento do intervalo e nos encerramentos dos turnos. Outro tempo de organização escolar contemplado na carga horária é o Recreio. Previsto na matriz curricular das escolas do DF, defendido no parecer do Conselho Nacional de Educação/ Câmara de Educação Básica, Pareceres CEB 05/97, 02/2003 e parecer CFE 792/73. A EC10 destina vinte minutos diários em cada turno para intervalo/ recreio. Nesse momento, conforme projeto anexo, os alunos desenvolvem atividades lúdicas, de maneira autônoma e monitorada. Os professores realizam escala entre si para também monitorar o recreio, visto que é consenso legal a presença do corpo docente no intervalo para que este seja considerada atividade escolar. A escola conta com jogos e material de recreação para esse momento: mesa de tênis, cordas, bolas, xadrez, etc. O Projeto Nosso Recreio é 10 encontra-se sob a coordenação da equipe disciplinar, composta por 02 professores readaptados. Projeto Nosso Recreio é 10 A comunidade tem a oportunidade de participar da organização pedagógica da escola em momentos específicos de avaliação, de reunião de pais, do Conselho de Classe, da realização do Conselho e/ou Assembleia Escolar. Além desses momentos, outros podem surgir em função do conteúdo desenvolvido pela escola junto aos estudantes. O que interessa à escola é garantir momentos de participação da comunidade no cotidiano pedagógico, pois sabemos que essa participação não se dará, num primeiro momento, de forma espontânea. É preciso que a
  • 47. escola crie momentos e provoque a participação. A EC10 acredita na contribuição que as famílias podem dar ao processo educativo em todos os momentos, desde o planejamento, passando pela execução até a avaliação. A valorização dos saberes comunitários é outra forma de trazer as famílias para a escola, “dando voz” a esse segmento. A escola deve funcionar, assim, como um local onde a comunidade tenha a oportunidade de exercer as habilidades democráticas de discussão e participação. Momento com a comunidade escolar em estudo sobre as Diretrizes de Avaliação O fortalecimento da relação escola-comunidade tem sido feito baseado na lei da Gestão Democrática, através dos órgãos colegiados previstos. Além disso, o estabelecimento de canais de comunicação (agenda, bilhetes, blog, e-mail, facebook, murais, telefone), a realização de reuniões pedagógicas e festivas, o esclarecimento da comunidade acerca do trabalho desenvolvido pela escola (organização curricular, critérios de avaliação, instrumentos de avaliação, estratégias de progressão curricular, objetivos e metas a serem atingidos...), a possibilidade de acompanhamento da rotina do aluno, a participação dos pais no conselho de classe e a busca espontânea dos responsáveis por esclarecimentos. A presente proposta orienta-se pelos documentos Diretrizes Pedagógicas do Bloco Inicial de Alfabetização e Diretrizes Pedagógicas para Organização Escolar do 2˚Ciclo. O citado documento prevê uma organização dos tempos e espaços escolares. No que se refere ao espaço faz-se necessário organizar o espaço físico disponível de acordo com sua função, pensando para quem ele é utilizado, em que circunstâncias, agregando ainda as questões: quando e como é utilizado. Tais reflexões congregam as dimensões física, funcional, relacional e temporal. O espaço e tempo no BIA deve ser pensado para atender qualitativamente o aluno do bloco: promovendo atividades coletivas, diversificadas, respeitando os tempos de desenvolvimento, ressignificando o trabalho de forma a garantir a aprendizagem de todos. O trabalho com o Bloco Inicial de Alfabetização prevê, ainda, a Alfabetização, Letramentos e Ludicidade, eixos integradores do trabalho pedagógico. Entende-se como alfabetização a “aprendizagem do processo de escrita” e como letramento “as práticas efetivas de leitura e escrita”, “o que as pessoas fazem com as habilidades de leitura e escrita, em um contexto específico, e como essas habilidades se relacionam com as necessidades, valores e práticas sociais”. Deve manifestar-se nos diferentes componentes curriculares sendo o professor responsável pelo letramento específico de cada área de conhecimento trabalhada.
  • 48. Ou seja, no trabalho com o BIA é necessário integrar as práticas de codificação e decodificação da língua escrita com a assunção da escrita como própria pelo aprendente. Traduzindo numa expressão: “alfabetizar letrando”. Esse trabalho deve ser permeado pela Ludicidade (outro eixo integrador do trabalho com o bloco) de forma contextualizada, resgatando “as cantigas de roda, as brincadeiras infantis, o subir, o descer, o pular, o gritar”, permitindo a vivência da “corporeidade”. Nesse ponto a escola conta com a presença de dois profissionais da área de Educação Física, participantes do Projeto Educação em Movimento (projeto anexo). Com isso, os alunos da EC10 são atendidos duas vezes por semana, cada atendimento com duração de 50 minutos. O projeto visa levar o estudante à reflexão acerca das próprias possibilidades de movimento para que possa exercê-las com autonomia. Os professores de Educação Física desenvolvem um trabalho plenamente integrado ao do professor regente, participando do Conselho de Classe e demais eventos pedagógicos. A presente proposta defende, ainda, os princípios explícitos na Estratégia Pedagógica / BIA, para o trabalho pedagógico. Sendo eles: • Princípio da Formação Continuada; • Princípio do Reagrupamento; • Princípio do Projeto Interventivo; • Princípio da Avaliação; • Princípio do Ensino da Língua; • Princípio do Ensino da Matemática. Não cabe aqui a explanação teórica de cada um deles, visto estarem bem explicitados em documento próprio. Observa-se, no entanto, a concretização destes ao longo da Proposta Pedagógica da Instituição. O Bloco Inicial de Alfabetização, já consolidado, abrange o primeiro, segundo e terceiro anos. O processo de alfabetização inicia no primeiro ano e deve levar o estudante a “ler um pequeno texto com compreensão e produzir textos orais e escritos com encadeamento de ideias, a partir de contexto significativo, sem exigências das complexidades ortográficas e complexidades ortográficas e compreensíveis por qualquer pessoa. Esse processo deve ser ampliado e consolidado para que, ao final do BIA, o estudante seja capaz de ler e produzir textos orais e escritos de forma proficiente na perspectiva do letramento e da ludicidade”. (p.38, Diretrizes Pedagógicas para Organização Escolar do 2˚Ciclo). O Segundo Bloco (do segundo ciclo) é constituído pelos quartos e quintos anos e tem como objetivo principal levar o aluno a aumentar a competência comunicativa para expressar-se de forma adequada nas diversas situações e práticas sociais, de modo a resolver problemas da vida cotidiana, ter acesso aos bens culturais e alcançar participação plena no mundo letrado. (p. 38, Diretrizes Pedagógicas para Organização Escolar do 2˚Ciclo). O Reagrupamento é uma estratégia prevista para o Bloco Inicial de Alfabetização, que deve incorporar-se à rotina da instituição. Visa atender todos os alunos dos ciclos.. Favorece o planejamento coletivo, oportunizando a adequação do ensino às necessidades e potencialidades educativas individuais dos alunos, trabalhando de forma diversificada e lúdica.
  • 49. Os reagrupamentos concretizam a ideia de o aluno ser responsabilidade da escola e não apenas de um único professor, integrando o trabalho da instituição educacional, superando os limites da sala de aula, possibilitando ao aluno transitar entre diversos grupos, interagindo com todos. a. Reagrupamento intraclasse: Atividade realizada no interior da classe. Semanalmente, o professor estará desenvolvendo atividades independentes, autodirigidas. As atividades são definidas pelo professor de acordo com os objetivos e habilidades a serem trabalhadas de forma diversificada. b. Reagrupamento interclasse: Atividades para atendimento aos alunos da mesma etapa ou entre as diferentes etapas, proporcionando o intercâmbio entre eles. Cada professor atende alunos de níveis afins, sendo ou não do mesmo bloco ou da mesma turma possibilitando fazer intervenções eficazes para atingir especificamente as fragilidades e potencialidades de cada educando. As atividades trabalhadas no reagrupamento são elaboradas em conjunto por todos os envolvidos no processo. O envolvimento coletivo é fundamental como suporte técnico e pedagógico ao desenvolvimento do projeto, unindo diversos setores da escola de acordo com as possibilidades institucionais. Os reagrupamentos acontecem na EC10 tanto no nível intraclasse quanto no interclasse. Os professores estão organizados entre si para que tal atividade aconteça do primeiro ao quinto ano, com diversos reagrupamentos acontecendo entre turmas. O Projeto Interventivo visa atender às orientações da Estratégia Pedagógica do BIA, ao mesmo tempo que vai de encontro às necessidades identificadas no diagnóstico inicial e ao longo do ano. Tem como objetivo geral oportunizar aos alunos dos ciclos, em defasagem idade/série e/ou com necessidade de aprendizagem, a apropriação da leitura e da escrita e de outras habilidades necessárias à continuidade de sua vida acadêmica, intervindo assertivamente nas dificuldades evidenciadas pelo grupo, visando os aspectos do desenvolvimento humano: afetivo, motor, cognitivo e social, numa perspectiva inclusiva. Atualmente a Escola Classe 10 de Taguatinga encampa dois projetos interventivos: um com foco no desenvolvimento da leitura e escrita de alunos alfabetizados, outro com foco na alfabetização de alunos não alfabetizados. O primeiro grupo é atendido por um professor readaptado. O segundo grupo recebe mediações de dois facilitadores da Educação Integral que complementam a carga horária. Ao se pensar uma educação inclusiva com respeito ao ritmo de cada educando é necessário que se observe a diversidade presente em sala de aula, onde o modo de aprender de cada criança muitas vezes é único e próprio daquela criança, especificamente. Assim, o momento do reforço escolar aparece como propício ao trabalho com atividades diversificadas, de atendimento individualizado e de ampliação dos tempos e espaços escolares. Favorece tanto o aluno com dificuldade quanto o aluno que apesar de não apresentar dificuldades de aprendizagem, necessita, naquele momento, de uma revisão mediada pelo professor. Atuar como estratégia interventiva de recuperação contínua para alunos que evidenciem necessidades de aprendizagens é um objetivo do Reforço Escolar. Os professores regentes são os responsáveis pelo atendimento de pequenos grupos de alunos, no contra turno,
  • 50. semanalmente, às terças ou quintas feiras, de acordo com a disponibilidade do professor. O tempo sugerido é de cerca de uma hora, embora tal decisão esteja a critério do professor, que realiza as adaptações necessárias. As atividades serão planejadas de acordo com as especificidades do grupo, evitando um trabalho repetitivo e rotineiro. Cabe ao professor regente definir a necessidade, o tempo de mediação, o período de duração e o público da intervenção. A Formação Continuada acontece, conforme previsto em legislação própria, às quartas – feiras, durante a Coordenação Coletiva. A Formação Continuada é de responsabilidade da Coordenação Pedagógica da EC10, com o apoio da equipe gestora. Esse importante momento conta com a socialização de saberes e práticas das próprias coordenadoras, de membros do próprio grupo, e de convidados externos. A EC10 entende a formação continuada como um momento de articulação entre teoria x prática. Conforme Madalena Freire : “Professor algum é dono de sua prática , se não tem a reflexão de sua prática na mão”. O foco principal das formações continuadas para 2017 tem sido a formação em Educação Matemática. A escola conta com a Equipe Especializada de Apoio à Aprendizagem, atuando com uma pedagoga e uma psicóloga itinerante. A EEAA desenvolve seu trabalho baseado em Orientação Pedagógica própria e no Plano de Ação, anexo. Orienta os professores regentes na melhor forma de atuação junto aos alunos encaminhados e conta com espaço/tempo próprios para planejamento com o professor regente. A EEAA tem participação efetiva no Conselho de Classe, conforme descrito em capítulo posterior e desde 2017 é responsável pelo Projeto de Transição. A Sala de Recursos, conta com dois profissionais para o atendimento requerido por sua Orientação Pedagógica específica e Plano de Ação, anexo. Além do atendimento junto ao aluno ANEE, atua junto ao professor orientando seu planejamento e práticas. Participa do Conselho de Classe e constitui-se em referência para as estratégias de inclusão. O Serviço de Orientação Educacional é composta por uma profissional que desenvolve seu trabalho guiado por Orientação Pedagógica específica e plano de ação, anexos. É responsável por atuar junto às questões disciplinares, tem forte atuação no Conselho de Classe. A escola abriga ainda, Educadores Sociais Voluntário atuando na Educação Integral auxiliando o coordenador no desenvolvimento das atividades previstas e no atendimento aos alunos especiais. A proposta pedagógica da SEEDF é regida pelo Currículo em Movimento da Educação Básica do Distrito Federal: currículo de educação integral que objetiva ampliar tempos, espaços e oportunidades de aprendizagem.
  • 51. Ampliação dos tempos, espaços e oportunidades de aprendizagens A enturmação na EC10 de Taguatinga rege-se pelos documentos legais, tanto a formação das turmas, quanto o número de alunos atendidos em cada sala, em função do espaço e das reduções pleiteadas pelos alunos portadores de necessidades educacionais especiais. Em cima dessa enturmação, resguardadas as prerrogativas legais, ocorre uma enturmação pedagógica, organizada pela Supervisão e Coordenação Pedagógica, com o apoio do corpo docente, do Serviço de Orientação Educacional, da Sala de Recursos e da EEAA. A enturmação pedagógica visa equilibrar as turmas para que não haja turmas fortes e fracas. Busca-se ainda, um equilíbrio relacionado às questões disciplinares e de relacionamento, bem como quanto às necessidades e potencialidades observadas pelo professor e demais equipes ao longo do ano. CONCEPÇÕES, PRÁTICAS E ESTRATÉGIAS DE AVALIAÇÃO A avaliação apresenta-se como o mais abrangente e importante fator de aperfeiçoamento do processo educativo. Ultrapassa a simples aferição do conhecimento adquirido pelos alunos, apontando também e principalmente, para o sucesso ou as falhas do ensino oferecido. É fundamental, portanto, que ocorra de forma permanente, como indicador seguro dos caminhos a seguir, correções a fazer, aprimoramentos a buscar e do crescimento já alcançado. Avaliar é também, buscar subsídios para a prática docente e administrativa, indicando a importância da manutenção ou mudança de estratégias, redefinição de metas e objetivos, possibilitando corrigir no processo, falhas ou disfunções que comprometam o sucesso escolar. A Secretaria de Educação amplia, em suas diretrizes a noção de avaliação, indo além das avaliações da aprendizagem, orientando a articulação das avaliações em três níveis: aprendizagem, institucional e larga escala. Adota-se nessa articulação a função da avaliação formativa, onde, além de colher dados, além de se analisar o produto final, têm-se a intenção interventiva. É com essa concepção que a instituição de ensino trabalha. Por ser um processo contínuo, sistemático e intrínseco ao ato de educar, a avaliação deve ser planejada e norteada por critérios previamente estabelecidos, conhecidos e entendidos por todos, visto que, o resultado final reflete o fracasso ou sucesso de todos os envolvidos. A Escola Classe 10 de Taguatinga entende que a compreensão por parte dos responsáveis acerca dos instrumentos utilizados no ato de avaliar é essencial para que estes tornem-se coparticipante no desenvolvimento escolar do aluno e se compromete a oportunizar, viabilizar e incentivar práticas efetivas de participação desse segmento na construção da gestão democrática. Oportunizar às famílias informações e esclarecimentos acerca da organização do trabalho pedagógico, dos procedimentos, critérios e instrumentos adotados para avaliação dos alunos, garantir a presença desses atores no conselho de classe participativo conforme prevê a lei da gestão democrática são formas de gerar o protagonismo desse segmento. Atitudes com as quais, a instituição de ensino se compromete. Para tanto, são realizadas as reuniões com responsáveis bimestralmente, onde são comunicados os resultados aferidos acerca da aprendizagem
  • 52. dos estudantes, onde se discute esse resultado baseado nos critérios definidos e se planeja ações para que o estudante alcance a meta planejada. Embora ocorram momentos específicos de aferição da aprendizagem para planejamento de intervenções, a avaliação permeia todo o processo educativo e busca a superação das dificuldades e falhas individuais e/ou grupais que interferem no sucesso escolar. Nesse sentido, todo trabalho desenvolvido pela unidade escolar é avaliado em momentos próprios, definidos no calendário escolar, denominados Avaliação Institucional. Esse momento é realizado com a participação de todos os segmentos da unidade escolar e busca evidenciar potencialidades e necessidades da instituição com fins de intervenção. O Conselho de Classe constitui-se uma importante instância de avaliação formativa, onde é possível entrelaçar as avaliações de aprendizagem, institucional e de larga escala. Na EC10 o Conselho de Classe acontece bimestralmente, com a presença dos regentes, equipe diretiva, equipes especializadas (SOE, EEAA, Sala de Recursos), professores de Educação Física, coordenação pedagógica. A ausência de espaço-tempo e o zelo para com os dias letivos previstos não permite que o Conselho de Classe seja realizado com a participação de ambos os turnos, o que seria ideal. Assim, cada conselho é realizado no turno contrário à regência do professor, sendo divididos em Conselho do BIA e dos 4°e 5°anos. Viabilizar a participação dos pais/responsáveis em todos os conselhos da escola é o desafio que no momento se apresenta. Os dados colhidos no conselho são registrados em ficha própria da Secretaria de Educação e em portfólio das turmas aos cuidados da coordenação pedagógica. As observações, queixas, fragilidades, sugestões são anotadas e retomadas posteriormente para providências. A escola acredita assim encampar a orientação de proceder uma avaliação formativa, sendo essa entendida como aquela realizada com fins de intervenção. Conselho de Classe Participativo Todos os segmentos e setores da escola são avaliados durante o Conselho de Classe, no entanto esse não é o único momento em que tal avaliação acontece. As avaliações institucionais previstas no calendário escolar bem como as coordenações coletivas semanais constituem –se oportunidades de avaliar os diversos setores da escola. Sempre que possível, as fragilidades
  • 53. identificadas sofrem intervenção imediata. A recepção da escola conta com um instrumento permanente de avaliação para a comunidade escolar. As fragilidades e as potencialidades apontadas são repassadas aos setores responsáveis, semanalmente, para as providências cabíveis. Os resultados coletados através dos diversos instrumentos de avaliação realizados junto aos diversos setores/segmentos da escola são tabulados e apresentados à comunidade nos momentos previstos no calendário escolar. Nesse momento a comunidade é ouvida e suas dúvidas, sugestões e/ou críticas são debatidas coletivamente. Os dados da Avaliação Institucional têm sido amplamente divulgados no blog da escola e no mural, além de estarem disponíveis em versão impressa para toda comunidade. Instrumento utilizado com professores na Avaliação Institucional Os resultados das avaliações de larga escala tem possibilitado ao corpo docente reflexões nos momentos de estudo em coordenações coletivas. Observa-se, no entanto, a necessidade de trabalhar junto à comunidade escolar a compreensão dos dados divulgados, a fim de que seja superada a noção de ranqueamento entre as unidades escolares. A avaliação diagnóstica denominada Aula Entrevista (um conjunto de tarefas realizadas individualmente com o aluno para identificar os esquemas de pensamento prévios acerca dos conceitos a serem construídos no processo de alfabetização e na pós-alfabetização) é utilizada na escola sempre que sua necessidade é identificada o que não inviabiliza a utilização de outros instrumentos avaliativos e/ou diagnósticos. Não nos cabe aqui, falar sobre os passos e técnicas desta avaliação, porque sua criadora já publicou uma obra específica, até então denominada Aula Entrevista, Geempa, Esther Pillar Grossi. Também não nos cabe teorizar sobre ela, porque tem sido, ao longo dos últimos anos, objeto de estudos em teses acadêmicas. A Aula Entrevista sugere uma intimidade necessária para o estabelecimento de vínculo afetivo dando abertura para o conhecimento que se pretende construir. No que diz respeito à avaliação diagnóstica dos esquemas de pensamento no processo de alfabetização, cabe ressaltar que cada tarefa da “Aula Entrevista” foi pensada e elaborada sob o crivo de critérios científicos rigorosos e cada uma corresponde a um aspecto importantíssimo para ser trabalhado e conceituado pelas crianças. Outros instrumentos são utilizados como diagnóstico na verificação de outras competências e/ou aprendizagens. Os registros dos Conselhos de Classes anteriores e os relatórios de avaliação produzidos pelo professor são retomados para compor uma avaliação contínua.
  • 54. O corpo docente da Escola Classe 10 entende o dever de casa como uma atividade complementar ao conteúdo que tem sido desenvolvido na e pela escola. Uma atividade cujos objetivos são: a criação do hábito de estudo; oportunizar a sistematização do que foi aprendido e percepção de quais estratégias de meta-aprendizagens são úteis para fortalecer sua autonomia como estudante. Significativa parcela dos pais/responsáveis declarou não ter dificuldade em acompanhar o desenvolvimento escolar dos filhos e elencaram o dever de casa como uma das estratégias utilizadas para realizar esse acompanhamento. Aproximar o cotidiano escolar do contexto familiar constitui-se outro ganho. O dever de casa informa ao professor as dificuldades do aluno para que intervenções possam ser planejadas. O dever de casa pode ser de três tipos: atividades de sistematização dos conhecimentos, atividades de introdução de conteúdos (preparatória) e atividades de aprofundamento. A frequência semanal das tarefas de casa varia de acordo com a idade da criança, aumentando gradativamente do primeiro para o quinto ano. Está claro que as atividades de casa devem ser retomadas pelo professor e corrigidas (quando for o caso) em sala de aula, pois assim obtém-se um retorno das habilidades desenvolvidas ou não pelo estudante. É consenso que a responsabilidade dos pais nesse momento limita-se a monitorar a realização desse dever de casa, estabelecendo uma rotina para sua realização com local adequado. A função do responsável pode estender-se para alguma orientação específica ou enriquecimento da atividade caso esse responsável sinta-se à vontade. O dever de casa, no entanto, não substitui a ação especializada e planejada de ensino do professor. É responsabilidade do professor fornecer ao aluno todo esclarecimento para a realização do dever de casa, indicando roteiro, bibliografia para pesquisa e sites na internet, quando necessário. É responsabilidade do aluno comprometer-se com a realização do dever de casa, mobilizando todo seu conhecimento e habilidades já adquiridas. Não há definição de um número de avaliações bimestrais, variando conforme a especificidade dos conteúdos e os objetivos a alcançar. Os professores têm autonomia para decidir seus critérios de avaliação dentro da legalidade e dos pressupostos teóricos definida pelas Diretrizes de Avaliação Educacional, triênio 2014/2016. Os responsáveis, bem como os estudantes, devem ser esclarecidos acerca dos instrumentos, procedimentos e critérios de avaliação adotados pelo professor. A Escola Classe 10 zela pela manutenção de múltiplos instrumentos de avaliação, uma vez que a avaliação não deve se restringir apenas ao aspecto cognitivo, mas proporcionar uma análise mais ampla da aprendizagem, de forma a evidenciar o desenvolvimento de diferentes competências, exigidas por cada um deles. Os instrumentos utilizados pela EC10 estão contemplados nas Diretrizes de Avaliação Educacional / 2014/2016: provas, portfólios, registros reflexivos, pesquisas, trabalhos em grupos, trabalhos individuais, A auto avaliação é conduzida na perspectiva formativa. Ou seja, o educando é levado a refletir acerca do desempenho obtido e o que poderia ter auxiliado em um desempenho superior. A recuperação ocorre de forma paralela ao longo do processo sempre que o objetivo não for alcançado ou outras deficiências forem observadas. As intervenções são pontuais e realizadas imediatamente após a detecção de sua necessidade. Para tanto são utilizadas estratégias variadas: reagrupamentos, atividades diversificadas, reforço escolar, projeto interventivo, e outros. O desempenho do aluno é registrado em ficha própria, bimestralmente, conforme orientação da SEEDF e socializado com a família no sentido de compartilhar os progressos alcançados e os aspectos a serem trabalhados,
  • 55. com vistas a um melhor rendimento. Os resultados bimestrais e finais são registrados no diário de classe do professor e no relatório de avaliação (RAV), sendo comunicados aos pais e alunos, mediante instrumento próprio, em reuniões, ao término de cada período escolar. As reuniões de pais/ responsáveis acontecem bimestralmente e são importantes momentos para socialização do desempenho dos estudantes e esclarecimento das práticas pedagógicas vigentes. Os responsáveis que por ventura não comparecem são convocados em segunda chamada por meio de bilhete ou telefone. Na ocasião os pais são esclarecidos acerca da necessidade de seu acompanhamento na vida escolar do filho. Tal estratégia tem apresentado resultados positivos. A escola encontra-se preparada para, em caso de necessidade, acionar outras instâncias de amparo à criança como Conselho Tutelar e Ministério Público. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR O Currículo em Movimento adota uma teoria do currículo objetivando “definir intencionalidade formativa, expressar concepções pedagógicas, assumir uma postura de intervenção formativa, refletida, fundamentada e orientar a organização das práticas da e na escola”. Dessa forma, a teoria que fundamenta o currículo da SEEDF é a Teoria Crítica que tem como pressupostos “a desconfiança do que é natural, o questionamento à hegemonia do conhecimento científico em detrimento a outras formas de conhecimento, o reconhecimento da não neutralidade do currículo e do conhecimento, a busca da racionalidade emancipatória x racionalidade instrumental, a busca do compromisso ético ligando valores universais aos processos de transformação social”. A Teoria pós-critica do currículo aparece também fundamentando o currículo quando além de ensinar a tolerância e o respeito, provoca análise dos processos através dos quais as diferenças são produzidas. O Currículo em Movimento propõe uma maior integração entre os níveis do Ensino Fundamental e uma proposta de trabalho onde as diferentes áreas de conhecimento tenham sustentação nos eixos transversais (Educação para a Diversidade; Cidadania e Educação em e para os Direitos Humanos, Educação para a Sustentabilidade) e integradores (alfabetização, letramentos e ludicidade). Destaca-se que o fundamento do currículo é a Educação Integral (na perspectiva de para além da ampliação da carga horária), favorecendo as aprendizagens e fortalecendo a participação cidadã, baseado nos princípios: integralidade, intersetorialização, transversalidade, diálogo escola-comunidade, territorialidade, trabalho em rede, convivência escolar negociada. Nessa perspectiva, todas as atividades desenvolvidas no ambiente escolar são entendidas como educativas e curriculares. Todas as atividades entendidas como educativas e curriculares: participação nos jogos interescolares
  • 56. Ainda de acordo com o Currículo em Movimento da Educação Básica do Distrito Federal, os conteúdos são organizados em torno de temas/ ideias e articulados aos eixos transversais (educação para a diversidade, cidadania e educação em e para os direitos humanos, educação para a sustentabilidade), permeando todos os componentes curriculares. Conforme explicitado ao longo do presente documento, a Escola Classe 10 de Taguatinga desenvolve os eixos curriculares (transversais e integradores) de forma articulada ao Projeto Político Pedagógico, atrelado aos conteúdos curriculares, partindo das necessidades diagnosticadas, dos projetos institucionais ou dos projetos de interesse das crianças. Possibilidade de articulação curricular Concepção da articulação tema x eixos x conteúdos curriculares
  • 57. O trabalho curricular da escola não se encontra estruturado em torno de datas comemorativas. Ao analisar as intencionalidades pedagógicas que sustentam um trabalho assim organizado, o corpo docente percebe o forte apelo consumista bem como as poucas oportunidades de questionar e debater os conceitos postos e assimilados pela sociedade como “naturais”; uma perspectiva de trabalho claramente contrária à proposta apresentada pela Secretaria de Educação que abraça as teorias crítica e pós-crítica como pressupostos teóricos do currículo. Apesar disso, considerando que o que acontece no entorno da escola dialoga com o que acontece em seu interior, a EC10 não se furta de abordar temáticas de interesse dos alunos e da comunidade, mesmo quando de teor comemorativo. Esse trabalho busca afirmar e legitimar o pertencimento cultural da criança e de sua família. Com o cuidado de não estimular o caráter consumista de certas datas, preservando o aspecto afetivo e cultural de outras, dosando com o aspecto crítico, ao longo do ano aparecem no trabalho escolar: a festa junina, a reflexão de páscoa e o auto de nata solidário. Esclarecemos que o trabalho com tais eventos está justificado nos projetos específicos, anexos. E, no momento, a permanência de tais eventos comemorativos encontra-se em debate junto ao corpo docente. Considerando as diferentes identidades que se fazem presentes na instituição educacional, faz-se necessário destacar a Educação para a Diversidade como eixo transversal, onde mais do que apenas “reconhecer as diferenças”, é necessário também refletir sobre elas: “as relações e os direitos de todos”. É um eixo que requer formação continuada para o corpo docente e que deve ser abordado de forma transversal e interdisciplinar. Para tanto, considera-se os valores culturais do estudante e de sua família. O aluno, protagonista do ato de aprender, deve ser estimulado em todos os momentos a questionar, manifestar ideias, dúvidas e opiniões, enunciar conceitos e descobertas, fazer associações, pesquisar, concluir, entre outras atitudes positivas para a construção do conhecimento, desenvolvimento do pensamento crítico, o fortalecimento da autonomia e da solidariedade. As equipes docente e técnico-pedagógica devem ter a sensibilidade de integrar conhecimentos, linguagens e afetos, considerando as experiências prévias, manifestadas pelos alunos, uma vez que estes são dotados de identidade, valores, experiências e modos de vida próprios, que devem ser considerados e discutidos de forma crítica, construtiva e solidária.