O ANTIGO EGIPTO
O Nilo, fonte de riqueza...
O território do Egipto fica no Nordeste de África, ocupando o vale do Nilo, entre os desertos da Arábia e da Líbia. É o rio Nilo, com as suas cheias periódicas e constantes, que alagam as margens numa vasta extensão, que fertiliza esta zona, além de servir de via de comunicação.  Para melhor aproveitar o dom do Nilo, os Egípcios construíram diques e canais.
Estas condições favoráveis à agricultura propiciaram que aqui surgisse, por 3500 a. C., uma nova civilização agrária, em que se cultiva o trigo, a cevada, o milho-miúdo, o linho, a vinha, os legumes, a oliveira, o papiro, além de também se dedicarem à criação de gado.  Com o desenvolvimento da agricultura foram crescendo os excedentes, o que veio fomentar o comércio com os vizinhos. A madeira e os metais eram os principais objectos de troca.
SOCIEDADE
A sociedade egípcia estava dividida em vários estratos ou camadas, sendo que o  faraó  era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus vivo na Terra.  Sacerdotes, militares e escribas  (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade.  Esta era sustentada pelo trabalho e impostos pagos por  camponeses, artesãos e pequenos comerciantes. Os  escravos  também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas durante as guerras. Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida.
PAPIRO O papiro é uma planta que cresce ao longo das margens e do delta do Nilo. Dele se faziam não apenas as folhas e os rolos que receberiam os hieróglifos e as ilustrações da glória dos deuses e do faraó mas também velas para os navios, roupas, sandálias e outros objectos do quotidiano. Era o símbolo do Baixo Egipto assim como o abutre o era do Alto Egipto.
Ao contrário do papel, que é feito de fibras de plantas esmagadas, o papiro é feito de tiras finamente cortadas de folhas e talos de cana de papiro, demolhadas durante três dias até clarearem. As tiras eram depois colocadas em toalhas de linho, primeiro horizontalmente e depois verticalmente, empilhadas e comprimidas, antes de serem postas a secar ao Sol.
ESCRITA Os egípcios criaram uma escrita original -  a escrita hieroglífica . Através de caracteres chamados hieróglifos ­representavam seres vivos e objectos.  Com o decorrer do tempo, apareceram outros sistemas de escrita mais simples e de traçado mais rápido: - a  hierática  (escrita sagrada), utilizada pelos sacerdotes; a  demótica  (popular), utilizada nos textos do dia-a-dia (com excepção dos textos religiosos) que surge nos finais da história do Egipto Antigo.
 
 
 
POLITEÍSMO   Os egípcios eram politeístas porque acreditavam em vários deuses. Os deuses mais adorados eram : Osíris e Ísis  (deuses ligados à fertilidade e fecundidade da terra e ao culto dos mortos), o deus-falcão  Hórus  (protector dos faraós, particularmente adorado durante o Império Antigo)  Ámon-Rá  (o deus-Sol). Os egípcios representavam os deuses com formas de animais, formas humanas ou combinavam as duas formas.
MUMIFICAÇÃO Relacionado com o culto dos deuses, estava o culto dos mortos. Como acreditavam na vida de al é m-t ú mulo, os eg í pcios criaram complicadas t é cnicas de embalsamamento dos cad á veres pois tamb é m acreditavam na reencarna ç ão das almas. Por essa razão os corpos precisavam de estar intactos (mumificados) e para a alma reconhecer o corpo que habitara, desenhavam o mais fiel poss í vel na tampa do sarc ó fago o rosto do morto que l á  estava depositado.  
 
1. O primeiro passo da mumificação era remover os órgãos internos através de um corte no lado. O coração – reconhecido como o centro da inteligência e força da vida – era mantido no lugar mas o cérebro era retirado através do nariz e deitado fora. Os outros órgãos eram armazenados em jarras de canopo.  2. Em seguida, o corpo era colocado numa tina e coberto com natro, um tipo de sal, onde permanecia durante 40 dias para desidratar.  3. Depois de limpo com linho ensopado de resina, natro e ervas aromáticas e as cavidades do corpo tapadas, era coberto de resina e enfaixado. Todo o processo – acompanhado de orações e encantos – levava cerca de 70 dias mas preservava os corpos durante milhares de anos.
FIM

Pp Egipto (1)

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    O Nilo, fontede riqueza...
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    O território doEgipto fica no Nordeste de África, ocupando o vale do Nilo, entre os desertos da Arábia e da Líbia. É o rio Nilo, com as suas cheias periódicas e constantes, que alagam as margens numa vasta extensão, que fertiliza esta zona, além de servir de via de comunicação. Para melhor aproveitar o dom do Nilo, os Egípcios construíram diques e canais.
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    Estas condições favoráveisà agricultura propiciaram que aqui surgisse, por 3500 a. C., uma nova civilização agrária, em que se cultiva o trigo, a cevada, o milho-miúdo, o linho, a vinha, os legumes, a oliveira, o papiro, além de também se dedicarem à criação de gado. Com o desenvolvimento da agricultura foram crescendo os excedentes, o que veio fomentar o comércio com os vizinhos. A madeira e os metais eram os principais objectos de troca.
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    A sociedade egípciaestava dividida em vários estratos ou camadas, sendo que o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus vivo na Terra. Sacerdotes, militares e escribas (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade. Esta era sustentada pelo trabalho e impostos pagos por camponeses, artesãos e pequenos comerciantes. Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas durante as guerras. Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida.
  • 7.
    PAPIRO O papiroé uma planta que cresce ao longo das margens e do delta do Nilo. Dele se faziam não apenas as folhas e os rolos que receberiam os hieróglifos e as ilustrações da glória dos deuses e do faraó mas também velas para os navios, roupas, sandálias e outros objectos do quotidiano. Era o símbolo do Baixo Egipto assim como o abutre o era do Alto Egipto.
  • 8.
    Ao contrário dopapel, que é feito de fibras de plantas esmagadas, o papiro é feito de tiras finamente cortadas de folhas e talos de cana de papiro, demolhadas durante três dias até clarearem. As tiras eram depois colocadas em toalhas de linho, primeiro horizontalmente e depois verticalmente, empilhadas e comprimidas, antes de serem postas a secar ao Sol.
  • 9.
    ESCRITA Os egípcioscriaram uma escrita original - a escrita hieroglífica . Através de caracteres chamados hieróglifos ­representavam seres vivos e objectos. Com o decorrer do tempo, apareceram outros sistemas de escrita mais simples e de traçado mais rápido: - a hierática (escrita sagrada), utilizada pelos sacerdotes; a demótica (popular), utilizada nos textos do dia-a-dia (com excepção dos textos religiosos) que surge nos finais da história do Egipto Antigo.
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    POLITEÍSMO   Osegípcios eram politeístas porque acreditavam em vários deuses. Os deuses mais adorados eram : Osíris e Ísis (deuses ligados à fertilidade e fecundidade da terra e ao culto dos mortos), o deus-falcão Hórus (protector dos faraós, particularmente adorado durante o Império Antigo) Ámon-Rá (o deus-Sol). Os egípcios representavam os deuses com formas de animais, formas humanas ou combinavam as duas formas.
  • 14.
    MUMIFICAÇÃO Relacionado como culto dos deuses, estava o culto dos mortos. Como acreditavam na vida de al é m-t ú mulo, os eg í pcios criaram complicadas t é cnicas de embalsamamento dos cad á veres pois tamb é m acreditavam na reencarna ç ão das almas. Por essa razão os corpos precisavam de estar intactos (mumificados) e para a alma reconhecer o corpo que habitara, desenhavam o mais fiel poss í vel na tampa do sarc ó fago o rosto do morto que l á estava depositado.  
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    1. O primeiropasso da mumificação era remover os órgãos internos através de um corte no lado. O coração – reconhecido como o centro da inteligência e força da vida – era mantido no lugar mas o cérebro era retirado através do nariz e deitado fora. Os outros órgãos eram armazenados em jarras de canopo. 2. Em seguida, o corpo era colocado numa tina e coberto com natro, um tipo de sal, onde permanecia durante 40 dias para desidratar. 3. Depois de limpo com linho ensopado de resina, natro e ervas aromáticas e as cavidades do corpo tapadas, era coberto de resina e enfaixado. Todo o processo – acompanhado de orações e encantos – levava cerca de 70 dias mas preservava os corpos durante milhares de anos.
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