Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família/ UFMG
Pólo Uberaba
Unidade Didática II
Disciplina Saúde da Mulher
Página 58 / Atividade 06
Profissional: Cínthia Ferreira Lima
Tutora: Márcia Helena Destro Nomelini
Assistência Pré – Natal e ao Puerpério no município de
Paracatu – MG
GRÁFICO 1 – Gestantes por trimestre de gravidez.
FONTE: Registro da equipe e prontuários.
Análise:
 O maior número de gestantes do território está no segundo trimestre de
gravidez. É importante enfocar que algumas gestantes ainda não são
abordadas no primeiro trimestre de gravidez, por esconderem a gestação
devido a problemas familiares, por serem usuárias de drogas ilícitas, por
residirem na zona rural e se mudarem para casa de parentes no território
apenas para realizarem consultas pré- natais na unidade de saúde. Ou porque
13%
46%
41%
Gestantes por trimestre de gravidez
1º trimestre 06
2º trimestre 21
3º trimestre 19
Total 46
residem em microáreas descobertas do território, onde não têm
acompanhamento do agente comunitário de saúde, portanto, não têm estímulo
ou informação sobre a importância de iniciar o pré- natal precocemente.
Número de consultas pré – natais disponíveis por mês na unidade básica
de saúde Alto do Açude:
 Consultas de enfermagem- 16
 Consultas médicas com ginecologistas – 96
 Total – 112
 Quando necessário, a enfermeira encaminha a gestante para a médica da
equipe, que é a clínica geral.
 A gestante tem consulta pré- natal agendada quinzenalmente, com médico e
enfermeira, alternadamente.
 Após 36 semanas de gestação as consultas são agendadas semanalmente,
com o médico ginecologista.
Taxa de mortalidade materna no município de Paracatu - MG:
Nascidos vivos – dados preliminares – Minas Gerais
Nascimento p/ residência da mãe por Município
Município: Paracatu
Período: 2008
Total: 628
FONTE: DATASUS
Óbitos Maternos - Dados preliminares - Minas Gerais
Óbitos p/Residência por Município
Município: Paracatu
Período: 2008
Total: 01
FONTE: DATASUS
TAXA DE MORTALIDADE MATERNA:
Número de óbitos por causas ligadas à gravidez, parto e puerpério, no período
X 1000
Número de nascidos vivos, no período
01
X 1000
628
TAXA DE MORTALIDADE = 1,59
GRÁFICO 2 – Gestantes por faixa etária.
FONTE: Registro da equipe.
Análise:
 O número de gestantes adolescentes é significativo, sendo a faixa etária que
fica em segundo lugar no gráfico. Apenas uma gestante, atualmente, tem mais
de trinta e cinco anos, portanto, considerada gestante de alto risco também. É
importante informar que é freqüente a identificação e acompanhamento pré-
natal de gestantes de doze, treze e quatorze anos de idade.
33%
37%
17%
11%
2%
Gestantes por faixa etária
15 a 19 anos 15
20 a 24 anos 17
25 a 29 anos 08
30 a 34 anos 05
35 a 39 anos 01
Total 46
TABELA 1 – Principais intercorrências e riscos que acometem as
gestantes do território da equipe de saúde da família Alto do
Açude.
Risco ou intercorrência Número de gestantes acometidas
Usuária de drogas ilícitas 01
Tabagista 01
Anemia falciforme 01
Epilepsia 01
Hipertensão arterial 01
Mola hidatiforme em gestação anterior 01
Aborto 01
Parto prematuro em gestação anterior 01
Cardiopatia 01
FONTE: registro da equipe
Análise:
 Algumas gestantes do território têm mais de uma doença ou condição. Outros
fatores de risco já foram identificados, como obesidade, história anterior de
aneurisma e história de violência doméstica.
Número de exames básicos pactuados pelo município de Paracatu- MG:
 Paracatu é município de sistema pleno e realiza todos os exames da atenção
básica, no entanto, exames complementares, como sorologia para rubéola,
toxoplasmose, citomegalovírus, não são realizados no município pelo SUS,
apenas na rede particular.
Referência para intercorrências, parto normal/ cesáreo e de alto risco:
 Quando a gestante tem intercorrência durante o parto, no Hospital Municipal de
Paracatu- MG e precisa ser referenciada para nível de maior complexidade,
seus dados são inseridos no SUS – Fácil e ela é encaminhada para Patos de
Minas ou Uberlândia- MG, onde a vaga surgir primeiro.
Atividades educativas em grupo para as gestantes ou puérperas:
 A enfermeira da equipe de saúde faz reuniões com as gestantes antes das
consultas pré- natais, na sala da enfermeira ou dos agentes comunitários de
saúde. São abordados temas como importância do pré- natal e exame básicos
na gravidez, sinais de perigo, sintomas e sinais mais frequentes na gestação,
orientações sobre alimentação, uso de medicamentos, vacinação, etc. Durante
as reuniões ou consultas pré – natais é distribuída a cartilha da gestante para
todas as gestantes.
Acompanhamento das puérperas e recém – nascidos na Primeira Semana
de Saúde Integral- cinco ações básicas:
 Verificação da icterícia neonatal e estado geral do recém – nascido: Esta ação
é realizada quando a mãe ou responsável comparece à unidade de saúde para
realizar a triagem neonatal. Mas geralmente, a enfermeira realiza a visita
domiciliar após o parto, juntamente com o agente de saúde para verificar o
estado do recém – nascido e da puérpera e identificar situações de risco, como
problemas sociais, familiares, de higiene. Também aproveita este momento
para agendar a puericultura da criança, entregar o Sulfato Ferroso do
Programa Nacional de Suplementação de Ferro para a púerpera, verificar a
pressão arterial da mãe e orientar o cuidado com o coto umbilical e aleitamento
materno exclusivo, sempre verificando a pega correta e outros aspectos do
aleitamento.
 Colheita de material para o teste do pezinho: Se a enfermeira realizar a visita
puerperal antes do quinto dia de vida, além das ações citadas anteriormente,
alerta para o dia correto da triagem neonatal, sua importância e doenças que
diagnostica. Se a puérpera e recém – nascido procurarem a unidade de saúde
para a triagem neonatal antes da visita puerperal, a técnica de enfermagem
realiza o teste, avalia ambos, orienta agendamento da puericultura e o
aleitamento materno exclusivo.
 Vacinação do recém – nascido contra hepatite B e com o BCG: A verificação
destas vacinas é realizada no domicílio ou na unidade de saúde e realizada, se
necessário. Pois as crianças nascidas no Hospital Municipal de Saúde de
Paracatu – MG são vacinadas contra hepatite B e BCG. As crianças nascidas
em hospitais particulares tomam estas vacinas na unidade básica de saúde.
Como o agente comunitário de saúde é o primeiro a identificar o puerpério
imediato, ele mesmo pode orientar o comparecimento da mãe ou responsável
pela criança até a unidade de saúde para vacinação do recém – nascido e
triagem neonatal, durante visita domiciliar de rotina.
 Avaliação puerperal: Esta ação é, geralmente, realizada pela enfermeira,
durante visita domiciliar ou pela médica da equipe, se esta tiver oportunidade
de visitar a puérpera antes da enfermeira. Se for identificada situação de risco
pela enfermeira, como febre, hemorragia vaginal, corrimento vaginal fétido ou
mastite na puérpera, a consulta médica é agendada imediatamente, na
unidade ou domicílio.
 Vacinação materna contra rubéola: Esta ação é realizada em todas as
puérperas, logo após o parto, no hospital municipal. Se o parto ocorrer em
hospital particular, a mulher é vacinada na primeira oportunidade na unidade
de saúde, na rotina de vacinação.
Referências
COELHO, Suelene; PORTO, Yula Franco. Saúde da Mulher. 1. ed. Belo Horizonte:
Nescon / UFMG, Coopmed, 2009. 115 p.
Data de envio: 03 de dezembro de 2010.

Saúde da mulher. Atividade apresentada no Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família - UFMF

  • 1.
    Curso de Especializaçãoem Atenção Básica em Saúde da Família/ UFMG Pólo Uberaba Unidade Didática II Disciplina Saúde da Mulher Página 58 / Atividade 06 Profissional: Cínthia Ferreira Lima Tutora: Márcia Helena Destro Nomelini Assistência Pré – Natal e ao Puerpério no município de Paracatu – MG GRÁFICO 1 – Gestantes por trimestre de gravidez. FONTE: Registro da equipe e prontuários. Análise:  O maior número de gestantes do território está no segundo trimestre de gravidez. É importante enfocar que algumas gestantes ainda não são abordadas no primeiro trimestre de gravidez, por esconderem a gestação devido a problemas familiares, por serem usuárias de drogas ilícitas, por residirem na zona rural e se mudarem para casa de parentes no território apenas para realizarem consultas pré- natais na unidade de saúde. Ou porque 13% 46% 41% Gestantes por trimestre de gravidez 1º trimestre 06 2º trimestre 21 3º trimestre 19 Total 46
  • 2.
    residem em microáreasdescobertas do território, onde não têm acompanhamento do agente comunitário de saúde, portanto, não têm estímulo ou informação sobre a importância de iniciar o pré- natal precocemente. Número de consultas pré – natais disponíveis por mês na unidade básica de saúde Alto do Açude:  Consultas de enfermagem- 16  Consultas médicas com ginecologistas – 96  Total – 112  Quando necessário, a enfermeira encaminha a gestante para a médica da equipe, que é a clínica geral.  A gestante tem consulta pré- natal agendada quinzenalmente, com médico e enfermeira, alternadamente.  Após 36 semanas de gestação as consultas são agendadas semanalmente, com o médico ginecologista. Taxa de mortalidade materna no município de Paracatu - MG: Nascidos vivos – dados preliminares – Minas Gerais Nascimento p/ residência da mãe por Município Município: Paracatu Período: 2008 Total: 628 FONTE: DATASUS Óbitos Maternos - Dados preliminares - Minas Gerais Óbitos p/Residência por Município Município: Paracatu Período: 2008 Total: 01 FONTE: DATASUS TAXA DE MORTALIDADE MATERNA: Número de óbitos por causas ligadas à gravidez, parto e puerpério, no período X 1000 Número de nascidos vivos, no período
  • 3.
    01 X 1000 628 TAXA DEMORTALIDADE = 1,59 GRÁFICO 2 – Gestantes por faixa etária. FONTE: Registro da equipe. Análise:  O número de gestantes adolescentes é significativo, sendo a faixa etária que fica em segundo lugar no gráfico. Apenas uma gestante, atualmente, tem mais de trinta e cinco anos, portanto, considerada gestante de alto risco também. É importante informar que é freqüente a identificação e acompanhamento pré- natal de gestantes de doze, treze e quatorze anos de idade. 33% 37% 17% 11% 2% Gestantes por faixa etária 15 a 19 anos 15 20 a 24 anos 17 25 a 29 anos 08 30 a 34 anos 05 35 a 39 anos 01 Total 46
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    TABELA 1 –Principais intercorrências e riscos que acometem as gestantes do território da equipe de saúde da família Alto do Açude. Risco ou intercorrência Número de gestantes acometidas Usuária de drogas ilícitas 01 Tabagista 01 Anemia falciforme 01 Epilepsia 01 Hipertensão arterial 01 Mola hidatiforme em gestação anterior 01 Aborto 01 Parto prematuro em gestação anterior 01 Cardiopatia 01 FONTE: registro da equipe Análise:  Algumas gestantes do território têm mais de uma doença ou condição. Outros fatores de risco já foram identificados, como obesidade, história anterior de aneurisma e história de violência doméstica. Número de exames básicos pactuados pelo município de Paracatu- MG:  Paracatu é município de sistema pleno e realiza todos os exames da atenção básica, no entanto, exames complementares, como sorologia para rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus, não são realizados no município pelo SUS, apenas na rede particular. Referência para intercorrências, parto normal/ cesáreo e de alto risco:  Quando a gestante tem intercorrência durante o parto, no Hospital Municipal de Paracatu- MG e precisa ser referenciada para nível de maior complexidade, seus dados são inseridos no SUS – Fácil e ela é encaminhada para Patos de Minas ou Uberlândia- MG, onde a vaga surgir primeiro. Atividades educativas em grupo para as gestantes ou puérperas:  A enfermeira da equipe de saúde faz reuniões com as gestantes antes das consultas pré- natais, na sala da enfermeira ou dos agentes comunitários de saúde. São abordados temas como importância do pré- natal e exame básicos na gravidez, sinais de perigo, sintomas e sinais mais frequentes na gestação,
  • 5.
    orientações sobre alimentação,uso de medicamentos, vacinação, etc. Durante as reuniões ou consultas pré – natais é distribuída a cartilha da gestante para todas as gestantes. Acompanhamento das puérperas e recém – nascidos na Primeira Semana de Saúde Integral- cinco ações básicas:  Verificação da icterícia neonatal e estado geral do recém – nascido: Esta ação é realizada quando a mãe ou responsável comparece à unidade de saúde para realizar a triagem neonatal. Mas geralmente, a enfermeira realiza a visita domiciliar após o parto, juntamente com o agente de saúde para verificar o estado do recém – nascido e da puérpera e identificar situações de risco, como problemas sociais, familiares, de higiene. Também aproveita este momento para agendar a puericultura da criança, entregar o Sulfato Ferroso do Programa Nacional de Suplementação de Ferro para a púerpera, verificar a pressão arterial da mãe e orientar o cuidado com o coto umbilical e aleitamento materno exclusivo, sempre verificando a pega correta e outros aspectos do aleitamento.  Colheita de material para o teste do pezinho: Se a enfermeira realizar a visita puerperal antes do quinto dia de vida, além das ações citadas anteriormente, alerta para o dia correto da triagem neonatal, sua importância e doenças que diagnostica. Se a puérpera e recém – nascido procurarem a unidade de saúde para a triagem neonatal antes da visita puerperal, a técnica de enfermagem realiza o teste, avalia ambos, orienta agendamento da puericultura e o aleitamento materno exclusivo.  Vacinação do recém – nascido contra hepatite B e com o BCG: A verificação destas vacinas é realizada no domicílio ou na unidade de saúde e realizada, se necessário. Pois as crianças nascidas no Hospital Municipal de Saúde de Paracatu – MG são vacinadas contra hepatite B e BCG. As crianças nascidas em hospitais particulares tomam estas vacinas na unidade básica de saúde. Como o agente comunitário de saúde é o primeiro a identificar o puerpério imediato, ele mesmo pode orientar o comparecimento da mãe ou responsável pela criança até a unidade de saúde para vacinação do recém – nascido e triagem neonatal, durante visita domiciliar de rotina.  Avaliação puerperal: Esta ação é, geralmente, realizada pela enfermeira, durante visita domiciliar ou pela médica da equipe, se esta tiver oportunidade
  • 6.
    de visitar apuérpera antes da enfermeira. Se for identificada situação de risco pela enfermeira, como febre, hemorragia vaginal, corrimento vaginal fétido ou mastite na puérpera, a consulta médica é agendada imediatamente, na unidade ou domicílio.  Vacinação materna contra rubéola: Esta ação é realizada em todas as puérperas, logo após o parto, no hospital municipal. Se o parto ocorrer em hospital particular, a mulher é vacinada na primeira oportunidade na unidade de saúde, na rotina de vacinação.
  • 7.
    Referências COELHO, Suelene; PORTO,Yula Franco. Saúde da Mulher. 1. ed. Belo Horizonte: Nescon / UFMG, Coopmed, 2009. 115 p. Data de envio: 03 de dezembro de 2010.