MSc. Paulo César Malheiros
Eng.Químico / Água e Vida
Prof. MSc. Marcos Tadeu Rezende
Dpto. de Empreendedorismo e Inovação
PROEX/UFMA
Politica Nacional de Resíduos Sólidos:
Desafios e Oportunidades para as Empresas
CONCEITO
LEI 12305/2010
A NBR 10004 (ABNT, 2004) DEFINE OS RESÍDUOS SÓLIDOS
COMO SENDO OS “RESÍDUOS NOS ESTADOS SÓLIDO E SEMI-SÓLIDO,
QUE RESULTAM DE ATIVIDADES DA COMUNIDADE DE
ORIGEM INDUSTRIAL, DOMÉSTICA, HOSPITALAR, COMERCIAL,
AGRÍCOLA, DE SERVIÇOS E DE VARRIÇÃO”.
Exemplos
Residuo comercial Residuos domestico
Material de serviço de saude Resíduo da construção
CARACTERIZAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO
DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NO BRASIL
Caracterização
Objetivo é quantificar e qualificar a
geração de resíduos. A caracterização é
normalmente realizada por meio de uma
análise de composição gravimétrica, ou
seja, da razão entre o peso das frações
constituintes dos resíduos sólidos (matéria
orgânica, papel, plástico, metais, vidros,
etc.) e o peso total dos resíduos, expressa
em percentuais..
Quarteamento
O método mais utilizado para caracterização e
está apresentado a seguir e sistematizado na
NBR 10007, que fixa os requisitos exigidos
para a amostragem de resíduos sólidos.
• Devem-se colher amostras representativas,
escolhendo a procedência do veículo ou
veículos coletores, ou seja, as amostras
devem proceder de diversas áreas da cidade
que tenham características distintas.
Quarteamento
Os resíduos coletados são descarregados no solo e
procede-se, então, ao rompimento do maior
número de sacos com resíduos, sendo coletadas
quantidades em cinco pontos, uma no topo e
quatro nas laterais do monte de resíduos, de
modo a preencher quatro tonéis de 200 litros.
Inicia-se a mistura e o quarteamento da
amostra, ou seja, a divisão em quatro partes do
total de 800 litros de resíduos dispostos.
Repete-se o quarteamento, obtendo-se uma
amostra final de 200 litros ou de 100 kg.
Classificação
No Brasil, a NBR 10004 e a Lei N 18031/2009
art 5, apresenta a classificação dos resíduos
sólidos conforme os riscos potenciais ao meio
ambiente:
Classe I – Perigosos
Classe II – Não Perigosos
Classe – I Perigosos
Apresentam características
de inflamabilidade,
corrosividade, reatividade,
toxicidade e patogenicidade,
podendo apresentar risco à
saúde pública, provocando
ou contribuindo para um
aumento de mortalidade ou
incidência de doenças
Classe II – Não Perigosos
C II – A - Não inertes:
resíduos que podem ter
propriedades como
combustibilidade,
biodegradabilidade ou
solubilidade em água. São,
basicamente, os resíduos
com as características do
lixo doméstico.
Classe II – Não Perigosos
C II – B – Inertes:
São os resíduos que não se
degradam ou não se
decompõem quando
dispostos no solo, tais como
resíduos de construção e
demolição, solos e rochas
provenientes de escavações,
vidros e certos plásticos e
borrachas que não são
facilmente decompostos.
As principais formas de tratamento
empregadas nos resíduos são:
reciclagem, incineração, compostagem
e aterro sanitário.
Assim, conhecer as características dos
resíduos torna-se fundamental, pois,
considerando-se suas peculiaridades,
pode-se determinar, com mais precisão,
qual o melhor tratamento, do ponto de
vista técnico, a ser empregado
Tratamento dos R. S.
Coleta Seletiva
• Lei 12305 art 35
Estabelece que nos PMGIRS e aplicando o
art 33
- condicionamento do RS de forma
diferenciada (cores)
- disponibilizar os RS reutilizáveis e recicláveis
para coleta ou devolução
Disposição Final de R. S.
No Brasil, é possível identificar três formas de destinação final:
A – Lixão
Disposição inadequada de r. s. urbanos, que se caracteriza pela
simples descarga sobre o solo, sem medidas de proteção ao
meio ambiente ou à saúde pública. Ë ilegal !
Disposição Final de R. S.
Aterro Controlado: técnica de se confinar adequadamente
os resíduos sólidos urbanos sem poluir o ambiente
externo; porém, sem promover a coleta e o tratamento
dos efluentes líquidos e gasosos produzidos;
Aterro Sanitário: método de disposição final de resíduos
sólidos urbanos, sobre terreno natural, através de seu
confinamento em camadas cobertas com material inerte,
geralmente solo, segundo normas específicas, de modo
a evitar danos ao meio ambiente, em particular à saúde
e à segurança pública;
Cenário no Brasil
A geração per capita de resíduos do Brasil
está em torno de 0,5 a 1Kg/habitantes/dia,
e o peso específi co dos resíduos solidos
varia, em média, de 200 a 250 kg/m³.
ATERRO SANITÁRIO
A SELEÇÃO DE ÁREAS PARA IMPLANTAÇÃO DE
ATERROS SANITÁRIOS É UMA DAS
PRINCIPAIS DIFICULDADES ENFRENTADAS PELOS
MUNICÍPIOS, PRINCIPALMENTE
PORQUE UMA ÁREA, PARA SER CONSIDERADA
ADEQUADA, DEVE REUNIR UM
GRANDE CONJUNTO DE CONDIÇÕES TÉCNICAS,
ECONÔMICAS E AMBIENTAIS, QUE
DEMANDAM O CONHECIMENTO DE UM GRANDE
VOLUME DE DADOS E INFORMAÇÕES,
NORMALMENTE INDISPONÍVEIS PARA AS
ADMINISTRAÇÕES MUNICIPAIS
Aterro Sanitário
Critérios
• Com relação ao meio físico:
- Aspectos geológicos e hidrogeológicos, tais como profundidade do lençol
freático...
- Aspectos geotécnicos, envolvendo as propriedades dos solos da área
(condutividade hidráulica ou permeabilidade, compress. e
Resistência);
- Aspectos topográficos e de relevo, que podem dificultar o acesso e a
operação, além de limitar a vida útil do empreendimento;
- Aspectos hidrológicos, tais como posição em relação ao sistema de
drenagem superficial natural, proximidade de nascentes e corpos de água
.
Aterro Sanitário
Critérios
• Com relação ao meio biótico:
Deverão ser avaliadas a existência e a tipologia da fauna e flora presentes
na região.
• Com relação ao meio antrópico:
Distância do centro gerador e de aglomerações urbanas;
Proximidade de núcleos habitacionais de baixa renda;
Existência de infra-estrutura (água, energia, sistema viário);
• Com relação aos aspectos legais, deverão ser avaliados: Lei de Uso e
Ocupação do Solo, Código de Posturas, Código de Obras, Plano Diretor
e situação fundiária da área, incluindo a análise dos custos de eventuais
desapropriações.
Licenciamento Ambiental
• Licença Prévia (LP):
EIA e RIMA
• Licença de Instalação (LI):
• Licença de Operação (LO):
ENCERRAMENTO DE LIXÕES
De acordo com as recomendações da NBR 13896 (ABNT, 1997), por ocasião
do enceramento das atividades de operação do aterro sanitário, devem
ser tomadas medidas de forma a:
• Minimizar a necessidade de manutenção futura;
• Evitar liberação de líquidos lixiviados e/ou gases para as águas
• Subterrâneas, para os corpos de água superfi ciais ou para a atmosfera.
Ainda segundo a ABNT, no plano de encerramento do aterro sanitário,
devem constar:
• Métodos e etapas a serem seguidas no fechamento total ou parcial do
aterro;
• Projeto e construção da camada de cobertura fi nal, de forma a
minimizar a
• Infiltração de água nas células, pouca manutenção, resistir a erosões,
• Acomodar recalques sem ruptura;
CONCLUSÕES
POLÍTICA NACIONAL DOS RESÍDUOS FOI
INSTITUÍDA PELA LEI N 12305/2010
INCLUSIVE ART 33 TRATA DA
LOGÍSTICA REVERSA
AGRADECIMENTOS
ICEMA
FIEMA

Política Nacional de Resíduos Sólidos: Desafios e Oportunidades para as Empresas

  • 1.
    MSc. Paulo CésarMalheiros Eng.Químico / Água e Vida Prof. MSc. Marcos Tadeu Rezende Dpto. de Empreendedorismo e Inovação PROEX/UFMA Politica Nacional de Resíduos Sólidos: Desafios e Oportunidades para as Empresas
  • 2.
    CONCEITO LEI 12305/2010 A NBR10004 (ABNT, 2004) DEFINE OS RESÍDUOS SÓLIDOS COMO SENDO OS “RESÍDUOS NOS ESTADOS SÓLIDO E SEMI-SÓLIDO, QUE RESULTAM DE ATIVIDADES DA COMUNIDADE DE ORIGEM INDUSTRIAL, DOMÉSTICA, HOSPITALAR, COMERCIAL, AGRÍCOLA, DE SERVIÇOS E DE VARRIÇÃO”.
  • 3.
    Exemplos Residuo comercial Residuosdomestico Material de serviço de saude Resíduo da construção
  • 4.
    CARACTERIZAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DOSRESÍDUOS SÓLIDOS NO BRASIL
  • 5.
    Caracterização Objetivo é quantificare qualificar a geração de resíduos. A caracterização é normalmente realizada por meio de uma análise de composição gravimétrica, ou seja, da razão entre o peso das frações constituintes dos resíduos sólidos (matéria orgânica, papel, plástico, metais, vidros, etc.) e o peso total dos resíduos, expressa em percentuais..
  • 6.
    Quarteamento O método maisutilizado para caracterização e está apresentado a seguir e sistematizado na NBR 10007, que fixa os requisitos exigidos para a amostragem de resíduos sólidos. • Devem-se colher amostras representativas, escolhendo a procedência do veículo ou veículos coletores, ou seja, as amostras devem proceder de diversas áreas da cidade que tenham características distintas.
  • 7.
    Quarteamento Os resíduos coletadossão descarregados no solo e procede-se, então, ao rompimento do maior número de sacos com resíduos, sendo coletadas quantidades em cinco pontos, uma no topo e quatro nas laterais do monte de resíduos, de modo a preencher quatro tonéis de 200 litros. Inicia-se a mistura e o quarteamento da amostra, ou seja, a divisão em quatro partes do total de 800 litros de resíduos dispostos. Repete-se o quarteamento, obtendo-se uma amostra final de 200 litros ou de 100 kg.
  • 8.
    Classificação No Brasil, aNBR 10004 e a Lei N 18031/2009 art 5, apresenta a classificação dos resíduos sólidos conforme os riscos potenciais ao meio ambiente: Classe I – Perigosos Classe II – Não Perigosos
  • 9.
    Classe – IPerigosos Apresentam características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade, podendo apresentar risco à saúde pública, provocando ou contribuindo para um aumento de mortalidade ou incidência de doenças
  • 10.
    Classe II –Não Perigosos C II – A - Não inertes: resíduos que podem ter propriedades como combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água. São, basicamente, os resíduos com as características do lixo doméstico.
  • 11.
    Classe II –Não Perigosos C II – B – Inertes: São os resíduos que não se degradam ou não se decompõem quando dispostos no solo, tais como resíduos de construção e demolição, solos e rochas provenientes de escavações, vidros e certos plásticos e borrachas que não são facilmente decompostos.
  • 12.
    As principais formasde tratamento empregadas nos resíduos são: reciclagem, incineração, compostagem e aterro sanitário. Assim, conhecer as características dos resíduos torna-se fundamental, pois, considerando-se suas peculiaridades, pode-se determinar, com mais precisão, qual o melhor tratamento, do ponto de vista técnico, a ser empregado Tratamento dos R. S.
  • 14.
    Coleta Seletiva • Lei12305 art 35 Estabelece que nos PMGIRS e aplicando o art 33 - condicionamento do RS de forma diferenciada (cores) - disponibilizar os RS reutilizáveis e recicláveis para coleta ou devolução
  • 15.
    Disposição Final deR. S. No Brasil, é possível identificar três formas de destinação final: A – Lixão Disposição inadequada de r. s. urbanos, que se caracteriza pela simples descarga sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. Ë ilegal !
  • 16.
    Disposição Final deR. S. Aterro Controlado: técnica de se confinar adequadamente os resíduos sólidos urbanos sem poluir o ambiente externo; porém, sem promover a coleta e o tratamento dos efluentes líquidos e gasosos produzidos; Aterro Sanitário: método de disposição final de resíduos sólidos urbanos, sobre terreno natural, através de seu confinamento em camadas cobertas com material inerte, geralmente solo, segundo normas específicas, de modo a evitar danos ao meio ambiente, em particular à saúde e à segurança pública;
  • 17.
  • 18.
    A geração percapita de resíduos do Brasil está em torno de 0,5 a 1Kg/habitantes/dia, e o peso específi co dos resíduos solidos varia, em média, de 200 a 250 kg/m³.
  • 19.
    ATERRO SANITÁRIO A SELEÇÃODE ÁREAS PARA IMPLANTAÇÃO DE ATERROS SANITÁRIOS É UMA DAS PRINCIPAIS DIFICULDADES ENFRENTADAS PELOS MUNICÍPIOS, PRINCIPALMENTE PORQUE UMA ÁREA, PARA SER CONSIDERADA ADEQUADA, DEVE REUNIR UM GRANDE CONJUNTO DE CONDIÇÕES TÉCNICAS, ECONÔMICAS E AMBIENTAIS, QUE DEMANDAM O CONHECIMENTO DE UM GRANDE VOLUME DE DADOS E INFORMAÇÕES, NORMALMENTE INDISPONÍVEIS PARA AS ADMINISTRAÇÕES MUNICIPAIS
  • 20.
    Aterro Sanitário Critérios • Comrelação ao meio físico: - Aspectos geológicos e hidrogeológicos, tais como profundidade do lençol freático... - Aspectos geotécnicos, envolvendo as propriedades dos solos da área (condutividade hidráulica ou permeabilidade, compress. e Resistência); - Aspectos topográficos e de relevo, que podem dificultar o acesso e a operação, além de limitar a vida útil do empreendimento; - Aspectos hidrológicos, tais como posição em relação ao sistema de drenagem superficial natural, proximidade de nascentes e corpos de água .
  • 21.
    Aterro Sanitário Critérios • Comrelação ao meio biótico: Deverão ser avaliadas a existência e a tipologia da fauna e flora presentes na região. • Com relação ao meio antrópico: Distância do centro gerador e de aglomerações urbanas; Proximidade de núcleos habitacionais de baixa renda; Existência de infra-estrutura (água, energia, sistema viário); • Com relação aos aspectos legais, deverão ser avaliados: Lei de Uso e Ocupação do Solo, Código de Posturas, Código de Obras, Plano Diretor e situação fundiária da área, incluindo a análise dos custos de eventuais desapropriações.
  • 22.
    Licenciamento Ambiental • LicençaPrévia (LP): EIA e RIMA • Licença de Instalação (LI): • Licença de Operação (LO):
  • 23.
    ENCERRAMENTO DE LIXÕES Deacordo com as recomendações da NBR 13896 (ABNT, 1997), por ocasião do enceramento das atividades de operação do aterro sanitário, devem ser tomadas medidas de forma a: • Minimizar a necessidade de manutenção futura; • Evitar liberação de líquidos lixiviados e/ou gases para as águas • Subterrâneas, para os corpos de água superfi ciais ou para a atmosfera. Ainda segundo a ABNT, no plano de encerramento do aterro sanitário, devem constar: • Métodos e etapas a serem seguidas no fechamento total ou parcial do aterro; • Projeto e construção da camada de cobertura fi nal, de forma a minimizar a • Infiltração de água nas células, pouca manutenção, resistir a erosões, • Acomodar recalques sem ruptura;
  • 25.
    CONCLUSÕES POLÍTICA NACIONAL DOSRESÍDUOS FOI INSTITUÍDA PELA LEI N 12305/2010 INCLUSIVE ART 33 TRATA DA LOGÍSTICA REVERSA
  • 26.

Notas do Editor

  • #2 Este modelo pode ser usado como arquivo de partida para apresentar materiais de treinamento em um cenário em grupo. Seções Clique com o botão direito em um slide para adicionar seções. Seções podem ajudar a organizar slides ou a facilitar a colaboração entre vários autores. Anotações Use a seção Anotações para anotações da apresentação ou para fornecer detalhes adicionais ao público. Exiba essas anotações no Modo de Exibição de Apresentação durante a sua apresentação. Considere o tamanho da fonte (importante para acessibilidade, visibilidade, gravação em vídeo e produção online) Cores coordenadas Preste atenção especial aos gráficos, tabelas e caixas de texto. Leve em consideração que os participantes irão imprimir em preto-e-branco ou escala de cinza. Execute uma impressão de teste para ter certeza de que as suas cores irão funcionar quando forem impressas em preto-e-branco puros e escala de cinza. Elementos gráficos, tabelas e gráficos Mantenha a simplicidade: se possível, use estilos e cores consistentes e não confusos. Rotule todos os gráficos e tabelas.
  • #4 Esta é outra opção para um slide de Visão Geral usando transições.
  • #6 Forneça uma breve visão geral da apresentação. Descreva o foco principal da apresentação e por que ela é importante. Introduza cada um dos principais tópicos. Para fornecer um roteiro para o público, você pode repita este slide de Visão Geral por toda a apresentação, realçando o tópico específico que você discutirá em seguida.