Sócrates e os
Sofistas
busca da verdade
Fernando Carlucci
Cronograma da
aula
Contexto
A Vida de Sócrates
Principais Conceitos
A Virada Antropológica
Questão Socrática
Os Sofistas
Contexto
Guerras Médicas contra os Persas
Batalha de Maratona (490 a.C)
Primeira Guerra do Peloponeso (430 – 404 a.C.)
Crise da Democracia de Atenas
Questão
Central
O que é o homem e seus valores?
Oque é viver uma vida bem vivida?
Os Sofistas
Artes do
Convencimento
Retórica: Arte da persuasão
Oratória: Arte de Falar em Público
O poder da fala é como o poder de
drogas poderosas”
Górgias
Sofistas: Professores das artes do
convencimento que ensinavam os
jovens atenienses a proferirem belos
discursos na Ágora. Tais professores
iam em busca de dinheiro e fama.
Defensores do relativismo
Protágoras de
Abdera
O Homem é a medida de todas as
coisas
Argumentos
- P1. Parece verdadeiro que o sol gira em torno da
terra.
- P2. Tudo que parece é
- Logo, é verdadeiro que o sol gira em torno da
terra.
- Corolário: Tudo que me aparece como verdadeiro
é verdadeiro. O ser é igual ao aparecer.
Obras
- Verdade
- Sobre o Combate
Protágoras de
Abdera
O Homem é a medida de todas as
coisas
O relativismo é auto contraditório, pois ele afirma como
verdadeiro algo que o torna falso.
Pode o relativismo ser uma tese objetivamente verdadeira?
Qual o problema de considerar todas as opiniões verdadeiras?
Por que o relativismo foi importante?
Porque considera todas as opiniões como igualmente
autorizadas a dizer a verdade
Porque considera as diferentes perspectivas
Sócrates
Vida
Filho de parteira e de escultor
Foi julgado três vezes por crimes
Ouviu de Querefonte, amigo que
consultou o oráculo de Apolo, que ele
seria o homem mais sábio de Atenas.
Passou a buscar descobrir se era verdade
a profecia dos Deuses.
Sócrates
Não deixou obra escrita
Deixa de lado preocupação com a arché
Coloca a vida do homem e a verdade como
centro de sua preocupação
Passou a questionar os sofistas acerca dos
conceitos e definições usadas.
Oráculo de Apolo em Delfos
“Conhece-te a ti mesmo”
Inicio da busca
Sócrates
Conhecimento na concepção socrática
Dialética
Socrática
Questões que tem a estrutura “O que é o x (belo, conhecimento, justiça)?”
Etapa: Elenchos: Refutação irônica
Etapa: Maiêutica: Parto de novas ideais
Busca por essências
A filosofia como superação da ignorância reconhecida
Abertura ao diálogo para aprender
2
1
Sócrates
Conhecimento na concepção socrática
Excerto do diálogo Hípias
Maior
Sócrates – Então, explica-me, forasteiro, voltaria a falar: que
é
esse belo?
Hípias – Como assim, Sócrates? O autor dessa pergunta
deseja
saber o que é belo?
Sócrates – Penso que não, Hípias; porém o que seja o belo.
Hípias – E em que consiste a diferença?
Sócrates – Achas que não há diferença?
Hípias – Nenhuma.
Sócrates – É certeza saberes melhor. Mas presta atenção,
amigo.
Ele não te perguntou o que é belo, porém o que é o belo.
Sócrates
Conhecimento na concepção socrática
Excerto do diálogo Hípias Maior
Hípias – Compreendo, bom homem, e vou responder a ele o
que
seja o belo, de forma que não possa refutar-me. Fica, então,
sabendo, Sócrates, para dizer-te toda a verdade, que o belo é
uma bela jovem.
Sócrates – Ótimo, Hípias, pelo cão! Respondeste
admiravelmente.
Sendo assim, no caso de eu lhe falar dessa maneira, terei
dado resposta certa à pergunta apresentada, sem que
ninguém me possa contraditar?
Sócrates
O Julgamento de Sócrates
“Eis aqui um mais sábio que eu, quando tu disseste que eu o
era!” Submeti a exame essa pessoa — é escusado dizer o seu
nome; era um dos políticos. Eis, Atenienses, a impressão que me
ficou do exame e da conversa que tive com ele; achei que ele
passava por sábio aos olhos de muita gente, principalmente aos
seus próprios, mas não o era. Meti-me, então, a explicar-lhe que
supunha ser sábio, mas não o era. A consequência foi tornar-me
odiado dele e de muitos dos circunstantes.
A vida não examinada não vale a pena ser vivida”
Sócrates foi acusado por Meleto de corromper os jovens
e adorar falsos deuses. Sua pena foi a morte por cicuta.
Os Sofistas.pptx

Os Sofistas.pptx

  • 1.
    Sócrates e os Sofistas buscada verdade Fernando Carlucci
  • 2.
    Cronograma da aula Contexto A Vidade Sócrates Principais Conceitos A Virada Antropológica Questão Socrática Os Sofistas
  • 3.
    Contexto Guerras Médicas contraos Persas Batalha de Maratona (490 a.C) Primeira Guerra do Peloponeso (430 – 404 a.C.) Crise da Democracia de Atenas
  • 4.
    Questão Central O que éo homem e seus valores? Oque é viver uma vida bem vivida?
  • 5.
    Os Sofistas Artes do Convencimento Retórica:Arte da persuasão Oratória: Arte de Falar em Público O poder da fala é como o poder de drogas poderosas” Górgias Sofistas: Professores das artes do convencimento que ensinavam os jovens atenienses a proferirem belos discursos na Ágora. Tais professores iam em busca de dinheiro e fama. Defensores do relativismo
  • 6.
    Protágoras de Abdera O Homemé a medida de todas as coisas Argumentos - P1. Parece verdadeiro que o sol gira em torno da terra. - P2. Tudo que parece é - Logo, é verdadeiro que o sol gira em torno da terra. - Corolário: Tudo que me aparece como verdadeiro é verdadeiro. O ser é igual ao aparecer. Obras - Verdade - Sobre o Combate
  • 7.
    Protágoras de Abdera O Homemé a medida de todas as coisas O relativismo é auto contraditório, pois ele afirma como verdadeiro algo que o torna falso. Pode o relativismo ser uma tese objetivamente verdadeira? Qual o problema de considerar todas as opiniões verdadeiras? Por que o relativismo foi importante? Porque considera todas as opiniões como igualmente autorizadas a dizer a verdade Porque considera as diferentes perspectivas
  • 8.
    Sócrates Vida Filho de parteirae de escultor Foi julgado três vezes por crimes Ouviu de Querefonte, amigo que consultou o oráculo de Apolo, que ele seria o homem mais sábio de Atenas. Passou a buscar descobrir se era verdade a profecia dos Deuses.
  • 9.
    Sócrates Não deixou obraescrita Deixa de lado preocupação com a arché Coloca a vida do homem e a verdade como centro de sua preocupação Passou a questionar os sofistas acerca dos conceitos e definições usadas. Oráculo de Apolo em Delfos “Conhece-te a ti mesmo” Inicio da busca
  • 10.
    Sócrates Conhecimento na concepçãosocrática Dialética Socrática Questões que tem a estrutura “O que é o x (belo, conhecimento, justiça)?” Etapa: Elenchos: Refutação irônica Etapa: Maiêutica: Parto de novas ideais Busca por essências A filosofia como superação da ignorância reconhecida Abertura ao diálogo para aprender 2 1
  • 11.
    Sócrates Conhecimento na concepçãosocrática Excerto do diálogo Hípias Maior Sócrates – Então, explica-me, forasteiro, voltaria a falar: que é esse belo? Hípias – Como assim, Sócrates? O autor dessa pergunta deseja saber o que é belo? Sócrates – Penso que não, Hípias; porém o que seja o belo. Hípias – E em que consiste a diferença? Sócrates – Achas que não há diferença? Hípias – Nenhuma. Sócrates – É certeza saberes melhor. Mas presta atenção, amigo. Ele não te perguntou o que é belo, porém o que é o belo.
  • 12.
    Sócrates Conhecimento na concepçãosocrática Excerto do diálogo Hípias Maior Hípias – Compreendo, bom homem, e vou responder a ele o que seja o belo, de forma que não possa refutar-me. Fica, então, sabendo, Sócrates, para dizer-te toda a verdade, que o belo é uma bela jovem. Sócrates – Ótimo, Hípias, pelo cão! Respondeste admiravelmente. Sendo assim, no caso de eu lhe falar dessa maneira, terei dado resposta certa à pergunta apresentada, sem que ninguém me possa contraditar?
  • 13.
    Sócrates O Julgamento deSócrates “Eis aqui um mais sábio que eu, quando tu disseste que eu o era!” Submeti a exame essa pessoa — é escusado dizer o seu nome; era um dos políticos. Eis, Atenienses, a impressão que me ficou do exame e da conversa que tive com ele; achei que ele passava por sábio aos olhos de muita gente, principalmente aos seus próprios, mas não o era. Meti-me, então, a explicar-lhe que supunha ser sábio, mas não o era. A consequência foi tornar-me odiado dele e de muitos dos circunstantes. A vida não examinada não vale a pena ser vivida” Sócrates foi acusado por Meleto de corromper os jovens e adorar falsos deuses. Sua pena foi a morte por cicuta.