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PROFESSORA RESIDENTE: ISABELLA NERES
• Quando falamos em origem da vida, sempre há muitas dúvidas e teorias. Uma das
mais conhecidas e aceitas é a da evolução química, que propõe que a vida surgiu nos
oceanos da Terra primitiva. Porém, diversas pesquisas sugerem que as substâncias
que contribuíram para a formação das primeiras formas de vida podem ter chegado
ao planeta, e não terem sido formadas aqui. Essa é a chamada Panspermia Cósmica.
• Segundo a teoria da Panspermia Cósmica, existiram partículas de vida que teriam
caído na Terra acompanhadas de cometas e meteoros. Essas partículas seriam como
esporos prontos para germinar. Acredita-se que essa hipótese tenha sido proposta
inicialmente no século V a.C., na Grécia, por Anaxágoras.
• A teoria foi novamente posta em discussão por volta de 1879 pelos trabalhos de Hermann
von Helmholtz e William Thomson, que afirmavam a possibilidade de meteoros servirem de
meio de transporte para as formas de vida encontradas no espaço. Svante Arrhenius também
contribuiu muito para a teoria. Ele sugeriu que os esporos poderiam ser transportados no
espaço pela pressão da radiação emitida por estrelas.
• Fred Hoyle, ao estudar as galáxias, verificou que seria possível que bactérias viajassem pelo
universo. Ele observou que na poeira espacial havia compostos de carbono e água, sendo
que esta refletia determinado espectro de luz, que era coincidentemente o mesmo que as
bactérias refletiam. Quando expôs sua teoria em 1979, muitos pesquisadores ficaram céticos
em relação à teoria.
• Diversos trabalhos continuaram tentando confirmar a teoria da Panspermia.
Dentre eles, destacaram-se o de Orguiel, os de Murchison e de Allend, que
verificaram aminoácidos em porões de meteoritos. Esses aminoácidos
poderiam ter sido trazidos à Terra e terem se tornado componentes dos
oceanos primitivos após sua liberação. Acredita-se que esses meteoros
chocavam-se com a água e liberavam aminoácidos no processo de hidrólise.
• Baseando-se nessa teoria, pode ser que toda a galáxia tenha sido
bombardeada com essas formas de vida ou substância precursora, portanto,
não há motivos para que não possa existir vida em outros planetas.
• A teoria da abiogênese ou teoria da geração espontânea foi criada por Aristóteles e
explica a origem da vida a partir da matéria bruta, ou seja, de uma matéria sem vida.
Um dos exemplos clássicos dessa teoria é a crença de que camisas sujas poderiam
dar origem a ratos. Outro exemplo é o lodo dos rios, que poderia dar origem à alguns
anfíbios e répteis.
• Apesar de parecer absurda, essa teoria era aceita até meados do século XIX e
representava o pensamento em uma época que poucos recursos tecnológicos
existiam. Até esse momento não se tinha conhecimento de células, gametas e, muito
menos, de mecanismos evolutivos e genéticos. Assim sendo, toda teoria era criada
apenas a partir de observações dos acontecimentos do dia a dia.
• A teoria da biogênese, por sua vez, surgiu para contrapor a ideia de que a
matéria bruta poderia originar um novo ser. Segundo a biogênese, todos os
seres vivos são originados de outros seres vivos preexistentes, ou seja, um rato
não pode nascer a não ser de outro rato. Espécies de anfíbios e répteis só
podem nascer de espécies preexistentes desses animais.
• Essa ideia hoje é bem entendida por todos, entretanto, para refutar a teoria da
abiogênese, diversos pesquisadores dedicaram anos de estudo para a
compreensão dessa questão. Os estudos mais marcantes realizados para
explicar a biogênese foram feitos por Francesco Redi e Pasteur.
• Francesco Redi, cientista italiano, foi um dos primeiros biogenistas a
questionar a teoria da geração espontânea. Por meio de suas
observações e estudos com cadáveres de animais e a ocorrência de
vermes, propôs em 1668, a partir de métodos empíricos simplificados, a
hipótese que principiou a queda dos preceitos abiogenistas.
• Em seu experimento, Redi colocou pedaços de
carne em dois frascos abertos, cobrindo um
deles com uma fina camada de gaze.
Após instantes da preparação, analisou que os
dois frascos ficaram rodeados por moscas, mas
elas só podiam pousar no pedaço de carne
contido no frasco descoberto.
• Transcorridos alguns dias, com a matéria orgânica decomposta, notou o
surgimento de larvas apenas no frasco aberto, concluindo, então, que as
larvas surgiram do desenvolvimento de ovos colocados pelas moscas, e não
da carne em putrefação, dotada de fonte de vida. A carne somente
contribuía com um meio propício para atração de moscas, deposição de ovos
e eclosão de larvas.
• Com esse teste, Redi provou que a vida não surge
espontaneamente em qualquer circunstância, atestando que
a vida somente se origina de outro ser vivente.
• Adepto da teoria biogênica, Louis Pasteur em 1861, através de um
experimento, conseguiu demonstrar conclusivamente a
impossibilidade da geração espontânea da vida (hipótese tão
defendida pelos abiogenistas), ou seja, a origem da vida somente é
possível a partir da matéria viva, de um ser vivo preexistente
• No experimento, Pasteur adicionou um caldo nutritivo a um balão de
vidro com gargalo alongado. Em seguida aqueceu o gargalo,
imprimindo a esse um formato de tubo curvo (pescoço de cisne).
Após a modelagem prosseguiu com a fervura do caldo, submetendo-
o a uma temperatura até o estado estéril (ausência de micro-
organismo), porém permitindo que o caldo tivesse contato com o ar.
• Depois da fervura, deixando o balão em repouso por muito tempo, percebeu que o líquido
permanecia estéril. Isso foi possível devido a dois fatores: O primeiro foi consequente ao
empecilho físico, causado pela sinuosidade do gargalo. O segundo ocasionado pela adesão de
partículas de impureza e micro-organismos às gotículas de água formadas na superfície interna
do gargalo durante a condensação do vapor, emitido pelo aquecimento e resfriado quando em
repouso.
• Depois de alguns dias, ao verificar a não contaminação, Pasteur quebrou o gargalo, expondo o
caldo inerte aos micro-organismos suspensos no ar, favorecendo condições adequadas para a
proliferação de germes.
• Em síntese, Louis Pasteur enfatizava a importância de práticas higiênicas como: ferver ou filtrar a água,
lavar e armazenar adequadamente os alimentos, evitando a contaminação por bactérias patogênicas.
• Com o descobrimento de seres microscópicos, começou-se
a considerar novamente a ideia da abiogênese por parte de
alguns pesquisadores. Iniciaram-se, então, vários outros
estudos para compreender a origem desses seres. Entre
esses pesquisadores, destacou-se Louis Pasteur.
• O experimento de Pasteur foi feito a partir de um caldo nutritivo em
um frasco de vidro. Posteriormente, o gargalo foi esticado (frasco tipo
“pescoço de cisne”) e o caldo nutritivo foi fervido para matar todos os
micro-organismos. Com o tempo, observou-se que nada surgia no
interior do frasco. Entretanto, após a quebra do gargalo, houve a
proliferação de micro-organismos. Isso sugeria que no ar existiam
micro-organismos que, em contato com o líquido, desenvolviam-se.
• A partir desses experimentos, a teoria da abiogênese caiu em
descrédito e a biogênese foi aceita pelos cientistas. Entretanto, apesar
de sabermos que um ser vivo surge de outro, a biogênese não explica
o surgimento do primeiro ser vivo.
• De forma independente, os cientistas Oparin e Haldane levantaram
uma hipótese que é hoje considerada a mais aceita de origem da vida.
Eles propuseram que a atmosfera primitiva da Terra apresentava
compostos que sofreram a ação de raios e da radiação
ultravioleta, dando origem a moléculas simples. Essas moléculas
orgânicas ficavam nos oceanos primitivos, formando uma espécie de
“sopa primitiva”.
• De acordo com os pesquisadores, a atmosfera primitiva terrestre era
composta basicamente por amônia, hidrogênio, metano e vapor d'água. O
vapor d'água da atmosfera condensava-se e dava origem a chuvas. A água,
ao cair no solo, evaporava-se rapidamente, uma vez que a superfície
terrestre ainda era quente, dando inicio, desse modo, a um ciclo
de chuvas. Nesse cenário observava-se ainda descargas elétricas e
a radiação ultravioleta do Sol, que fazia com que
os elementos atmosféricos reagissem e formassem compostos,
os aminoácidos.
• A água das chuvas levou esses aminoácidos à superfície terrestre.
Esses, ao encontrarem condições favoráveis, começaram a formar
estruturas semelhantes a proteínas. Com a formação dos oceanos,
essas “proteínas primitivas” foram arrastadas para esses locais e
formaram os coacervados, os quais podem ser definidos como
agregados de proteínas rodeados por água. Após algum tempo, esses
coacervados tornaram-se estáveis e mais complexos.
• A ideia de Oparin-Haldane foi posteriormente testada pelos
pesquisadores Miller e Urey, em 1953. Eles criaram
um experimento em que foi possível simular as condições da Terra
primitiva. O resultado foi impressionante, tendo sido eles capazes de
produzir aminoácidos e outros compostos orgânicos. Desse modo,
ambos concluíram que moléculas orgânicas podiam ser geradas de
maneira espontânea em condições equivalentes às da Terra primitiva.
• Entretanto, posteriormente, descobriu-se que a atmosfera primitiva
provavelmente não era um ambiente como o sugerido por Oparin e
Haldane. Ainda assim, mesmo considerando as novas descobertas para as
características da atmosfera da Terra primitiva, foi possível produzir
moléculas orgânicas.
• Vale salientar também que a atmosfera primitiva poderia ser redutora em
pequenas porções, como aquelas perto de aberturas de vulcões.
Experimentos realizados nessas condições também geraram aminoácidos.
• Hipótese heterotrófica: afirma que o primeiro ser vivo não era capaz
de produzir seu próprio alimento. Desse modo, esses primeiros seres
alimentavam-se de moléculas orgânicas que estavam presentes no
meio. Os que defendem essa ideia afirmam que os seres vivos
primitivos seriam muito simples e incapazes de produzir seu próprio
alimento. Provavelmente esses organismos extraiam energia dos
alimentos por meio da realização da fermentação.
Hipótese autotrófica: afirma que os primeiros seres vivos eram capazes de
produzir seu próprio alimento. Os autores que sustentam essa ideia acreditam
que a Terra não possuía moléculas orgânicas suficientes para alimentar esses
primeiros seres. Entretanto, vale destacar que provavelmente os primeiros
organismos conseguiram obter seu alimento pelo processo de quimiossíntese,
que não necessita de energia luminosa, como a fotossíntese. Na
quimiossíntese os seres vivos produzem moléculas orgânicas utilizando a
energia química proveniente de compostos inorgânicos.
• A manutenção da vida na Terra dependeu do aparecimento das primeiras
células autotróficas. Surgiu assim as primeiras bactérias com capacidade de
obter energia por meio da luz solar liberando oxigênio como subproduto.
• O oxigênio liberado na atmosfera sob ação dos raios ultravioletas se
recombinavam formando o ozônio (O3). A formação da camada de ozônio
propiciou um ambiente privilegiado, livres dos raios UV, proporcionando a
evolução das células.
• A Teoria da Endossimbiose foi proposta pela microbiologista Lynn Margulis, na década de 60.
Foi bastante contestada até ser aceita pela comunidade científica.
• De acordo com essa teoria, as mitocôndrias e cloroplastos descendem de bactérias primitivas
que passaram a viver dentro de células eucarióticas primitivas, há milhões de anos atrás.
• Para isso, uma célula eucariótica primitiva englobou, por fagocitose, uma célula procarionte
autotrófica, que passou a viver em seu citoplasma.
• As células eucarióticas passaram a consumir o gás oxigênio, enquanto ofereciam abrigo e
alimento as células procariontes.
• Assim foi estabelecida a relação de endossimbiose, na qual as duas células
estavam intimamente relacionadas, sem poder viver separadamente uma da
outra.
• Como resultado dessa relação específica e com o passar do tempo, as células
procariontes teriam se transformado em mitocôndrias e cloroplastos.
• Essa relação de endossimbiose foi fundamental para o desenvolvimento dos seres
vivos. As células eucarióticas dotadas de mitocôndrias possibilitaram o surgimento
de protozoários, fungos e animais.
• A Teoria da Evolução descreve o desenvolvimento das espécies que
habitavam ou habitam o planeta Terra.
• Assim, as espécies atuais descendem de outras espécies que sofreram
modificações ao longo do tempo e transmitiram novas características aos
seus descendentes.
• Charles Darwin, autor de "Origem das Espécies" (1859) é um dos grandes
nomes sobre teorias relacionadas ao evolucionismo. A sua teoria baseia-se
na seleção natural das espécies e é aceita até hoje.
• Quando nos referimos à evolução das espécies, as teorias criadas baseiam-
se em duas vertentes:
• Criacionismo: As forças divinas são responsáveis pelo surgimento do
planeta e de todas as espécies existentes. Nesse caso, não houve nenhum
processo evolutivo e as espécies são imutáveis. Essa teoria relaciona-se
com questões religiosas.
• Evolucionista: Propõe a evolução das espécies por meio da seleção natural
conforme ocorrem as mudanças ambientais
• A Teoria da Criação ou "Criacionismo" aponta para a origem do
Universo e da vida através de explicações mítico-religiosas, as quais
não estariam sujeitas às evoluções ou transformações ocorridas na
evolução das espécies e sim de um Criador.
• O criacionismo destaca-se como oposta à ciência evolutiva, sendo
discutido por diversas civilizações e gerando diversas hipóteses acerca
da criação do mundo, sendo que cada religião o abordou de
diferentes maneiras.
• O naturalista francês Jean-Baptiste de Lamarck (1744-1829) foi muito
importante para o desenvolvimento das ideias evolucionistas, tendo
publicado o livro "Filosofia Zoológica" com suas conclusões em 1809. O
conjunto de suas teorias é denominado de “Lamarckismo”.
• Ele propunha a “Lei do uso e desuso” que consistia no desenvolvimento ou
atrofiamento de partes do corpo, de acordo com seu uso ou desuso,
respectivamente. Com isso, tais características seriam passadas ao longo
do tempo para as gerações seguintes, o que ele explicou na “Lei da
transmissão dos caracteres adquiridos”.
• A teoria da evolução das espécies tem como principal articulador o naturalista
britânico Charles Darwin (1809-1882) sendo o conjunto de suas teorias evolutivas
nomeada de "Darwinismo".
• Darwin afirmou que os seres vivos, inclusive o homem, descendem de ancestrais
comuns, que modificam-se ao longo do tempo. Assim, as espécies existentes
foram evoluindo de espécies mais simples que viveram antigamente.
• A seleção natural foi o princípio utilizado por Darwin para defender a sua teoria.
Desse modo, somente as espécies adaptadas às pressões do ambiente, são
capazes de sobreviver, se reproduzir e gerar descendentes.
• Indivíduos de uma mesma espécies apresentam diferenças entre si,
resultado de variações entre as suas características;
• Indivíduos com características vantajosas às condições do ambiente possuem
mais chances de sobreviver do que aqueles que não apresentam tais
características;
• Indivíduos com características vantajosas também possuem mais chances de
deixar descendentes.
• A partir de suas observações e pesquisas, as principais ideias de
Darwin foram:
• Quando falamos da teoria da evolução de Charles Darwin não podemos
deixar de mencionar outro personagem, o naturalista britânico Alfred
Russel Wallace (1823-1913). Ele desenvolveu uma teoria semelhante a de
Darwin sobre a evolução das espécies.
• Wallace enviou a Darwin os seus manuscritos e em 1858 a teoria da
evolução foi publicada no nome dos dois naturalistas. Porém, por Charles
Darwin ser mais reconhecido, acabou por receber o mérito e prestígio de
criador da teoria
• O Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução surgiu no século XX
e caracteriza-se pela união dos estudos de Darwin, principalmente a
seleção natural, com as descobertas na área da genética.
• Isso porque na época dos primeiros estudos evolucionistas, ainda não
se conhecia como funcionava o mecanismo de hereditariedade
e mutação, os quais só foram desvendados tempos depois a partir
dos estudos de Gregor Mendel.
• A influência atual dos estudos sobre a evolução pode ser percebida
em todas áreas da biologia, destacando-se a citologia, que estuda as
células, e a sistemática, responsável pela classificação biológica.
• O neodarwinismo é a teoria aceita pela ciência para explicar a
evolução das espécies.

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Origem da vida e teoria evolutiva

  • 2. • Quando falamos em origem da vida, sempre há muitas dúvidas e teorias. Uma das mais conhecidas e aceitas é a da evolução química, que propõe que a vida surgiu nos oceanos da Terra primitiva. Porém, diversas pesquisas sugerem que as substâncias que contribuíram para a formação das primeiras formas de vida podem ter chegado ao planeta, e não terem sido formadas aqui. Essa é a chamada Panspermia Cósmica. • Segundo a teoria da Panspermia Cósmica, existiram partículas de vida que teriam caído na Terra acompanhadas de cometas e meteoros. Essas partículas seriam como esporos prontos para germinar. Acredita-se que essa hipótese tenha sido proposta inicialmente no século V a.C., na Grécia, por Anaxágoras.
  • 3. • A teoria foi novamente posta em discussão por volta de 1879 pelos trabalhos de Hermann von Helmholtz e William Thomson, que afirmavam a possibilidade de meteoros servirem de meio de transporte para as formas de vida encontradas no espaço. Svante Arrhenius também contribuiu muito para a teoria. Ele sugeriu que os esporos poderiam ser transportados no espaço pela pressão da radiação emitida por estrelas. • Fred Hoyle, ao estudar as galáxias, verificou que seria possível que bactérias viajassem pelo universo. Ele observou que na poeira espacial havia compostos de carbono e água, sendo que esta refletia determinado espectro de luz, que era coincidentemente o mesmo que as bactérias refletiam. Quando expôs sua teoria em 1979, muitos pesquisadores ficaram céticos em relação à teoria.
  • 4. • Diversos trabalhos continuaram tentando confirmar a teoria da Panspermia. Dentre eles, destacaram-se o de Orguiel, os de Murchison e de Allend, que verificaram aminoácidos em porões de meteoritos. Esses aminoácidos poderiam ter sido trazidos à Terra e terem se tornado componentes dos oceanos primitivos após sua liberação. Acredita-se que esses meteoros chocavam-se com a água e liberavam aminoácidos no processo de hidrólise. • Baseando-se nessa teoria, pode ser que toda a galáxia tenha sido bombardeada com essas formas de vida ou substância precursora, portanto, não há motivos para que não possa existir vida em outros planetas.
  • 5. • A teoria da abiogênese ou teoria da geração espontânea foi criada por Aristóteles e explica a origem da vida a partir da matéria bruta, ou seja, de uma matéria sem vida. Um dos exemplos clássicos dessa teoria é a crença de que camisas sujas poderiam dar origem a ratos. Outro exemplo é o lodo dos rios, que poderia dar origem à alguns anfíbios e répteis. • Apesar de parecer absurda, essa teoria era aceita até meados do século XIX e representava o pensamento em uma época que poucos recursos tecnológicos existiam. Até esse momento não se tinha conhecimento de células, gametas e, muito menos, de mecanismos evolutivos e genéticos. Assim sendo, toda teoria era criada apenas a partir de observações dos acontecimentos do dia a dia.
  • 6. • A teoria da biogênese, por sua vez, surgiu para contrapor a ideia de que a matéria bruta poderia originar um novo ser. Segundo a biogênese, todos os seres vivos são originados de outros seres vivos preexistentes, ou seja, um rato não pode nascer a não ser de outro rato. Espécies de anfíbios e répteis só podem nascer de espécies preexistentes desses animais. • Essa ideia hoje é bem entendida por todos, entretanto, para refutar a teoria da abiogênese, diversos pesquisadores dedicaram anos de estudo para a compreensão dessa questão. Os estudos mais marcantes realizados para explicar a biogênese foram feitos por Francesco Redi e Pasteur.
  • 7. • Francesco Redi, cientista italiano, foi um dos primeiros biogenistas a questionar a teoria da geração espontânea. Por meio de suas observações e estudos com cadáveres de animais e a ocorrência de vermes, propôs em 1668, a partir de métodos empíricos simplificados, a hipótese que principiou a queda dos preceitos abiogenistas.
  • 8. • Em seu experimento, Redi colocou pedaços de carne em dois frascos abertos, cobrindo um deles com uma fina camada de gaze. Após instantes da preparação, analisou que os dois frascos ficaram rodeados por moscas, mas elas só podiam pousar no pedaço de carne contido no frasco descoberto.
  • 9. • Transcorridos alguns dias, com a matéria orgânica decomposta, notou o surgimento de larvas apenas no frasco aberto, concluindo, então, que as larvas surgiram do desenvolvimento de ovos colocados pelas moscas, e não da carne em putrefação, dotada de fonte de vida. A carne somente contribuía com um meio propício para atração de moscas, deposição de ovos e eclosão de larvas. • Com esse teste, Redi provou que a vida não surge espontaneamente em qualquer circunstância, atestando que a vida somente se origina de outro ser vivente.
  • 10. • Adepto da teoria biogênica, Louis Pasteur em 1861, através de um experimento, conseguiu demonstrar conclusivamente a impossibilidade da geração espontânea da vida (hipótese tão defendida pelos abiogenistas), ou seja, a origem da vida somente é possível a partir da matéria viva, de um ser vivo preexistente
  • 11. • No experimento, Pasteur adicionou um caldo nutritivo a um balão de vidro com gargalo alongado. Em seguida aqueceu o gargalo, imprimindo a esse um formato de tubo curvo (pescoço de cisne). Após a modelagem prosseguiu com a fervura do caldo, submetendo- o a uma temperatura até o estado estéril (ausência de micro- organismo), porém permitindo que o caldo tivesse contato com o ar.
  • 12. • Depois da fervura, deixando o balão em repouso por muito tempo, percebeu que o líquido permanecia estéril. Isso foi possível devido a dois fatores: O primeiro foi consequente ao empecilho físico, causado pela sinuosidade do gargalo. O segundo ocasionado pela adesão de partículas de impureza e micro-organismos às gotículas de água formadas na superfície interna do gargalo durante a condensação do vapor, emitido pelo aquecimento e resfriado quando em repouso. • Depois de alguns dias, ao verificar a não contaminação, Pasteur quebrou o gargalo, expondo o caldo inerte aos micro-organismos suspensos no ar, favorecendo condições adequadas para a proliferação de germes.
  • 13. • Em síntese, Louis Pasteur enfatizava a importância de práticas higiênicas como: ferver ou filtrar a água, lavar e armazenar adequadamente os alimentos, evitando a contaminação por bactérias patogênicas.
  • 14. • Com o descobrimento de seres microscópicos, começou-se a considerar novamente a ideia da abiogênese por parte de alguns pesquisadores. Iniciaram-se, então, vários outros estudos para compreender a origem desses seres. Entre esses pesquisadores, destacou-se Louis Pasteur.
  • 15. • O experimento de Pasteur foi feito a partir de um caldo nutritivo em um frasco de vidro. Posteriormente, o gargalo foi esticado (frasco tipo “pescoço de cisne”) e o caldo nutritivo foi fervido para matar todos os micro-organismos. Com o tempo, observou-se que nada surgia no interior do frasco. Entretanto, após a quebra do gargalo, houve a proliferação de micro-organismos. Isso sugeria que no ar existiam micro-organismos que, em contato com o líquido, desenvolviam-se.
  • 16. • A partir desses experimentos, a teoria da abiogênese caiu em descrédito e a biogênese foi aceita pelos cientistas. Entretanto, apesar de sabermos que um ser vivo surge de outro, a biogênese não explica o surgimento do primeiro ser vivo.
  • 17. • De forma independente, os cientistas Oparin e Haldane levantaram uma hipótese que é hoje considerada a mais aceita de origem da vida. Eles propuseram que a atmosfera primitiva da Terra apresentava compostos que sofreram a ação de raios e da radiação ultravioleta, dando origem a moléculas simples. Essas moléculas orgânicas ficavam nos oceanos primitivos, formando uma espécie de “sopa primitiva”.
  • 18. • De acordo com os pesquisadores, a atmosfera primitiva terrestre era composta basicamente por amônia, hidrogênio, metano e vapor d'água. O vapor d'água da atmosfera condensava-se e dava origem a chuvas. A água, ao cair no solo, evaporava-se rapidamente, uma vez que a superfície terrestre ainda era quente, dando inicio, desse modo, a um ciclo de chuvas. Nesse cenário observava-se ainda descargas elétricas e a radiação ultravioleta do Sol, que fazia com que os elementos atmosféricos reagissem e formassem compostos, os aminoácidos.
  • 19. • A água das chuvas levou esses aminoácidos à superfície terrestre. Esses, ao encontrarem condições favoráveis, começaram a formar estruturas semelhantes a proteínas. Com a formação dos oceanos, essas “proteínas primitivas” foram arrastadas para esses locais e formaram os coacervados, os quais podem ser definidos como agregados de proteínas rodeados por água. Após algum tempo, esses coacervados tornaram-se estáveis e mais complexos.
  • 20. • A ideia de Oparin-Haldane foi posteriormente testada pelos pesquisadores Miller e Urey, em 1953. Eles criaram um experimento em que foi possível simular as condições da Terra primitiva. O resultado foi impressionante, tendo sido eles capazes de produzir aminoácidos e outros compostos orgânicos. Desse modo, ambos concluíram que moléculas orgânicas podiam ser geradas de maneira espontânea em condições equivalentes às da Terra primitiva.
  • 21. • Entretanto, posteriormente, descobriu-se que a atmosfera primitiva provavelmente não era um ambiente como o sugerido por Oparin e Haldane. Ainda assim, mesmo considerando as novas descobertas para as características da atmosfera da Terra primitiva, foi possível produzir moléculas orgânicas. • Vale salientar também que a atmosfera primitiva poderia ser redutora em pequenas porções, como aquelas perto de aberturas de vulcões. Experimentos realizados nessas condições também geraram aminoácidos.
  • 22. • Hipótese heterotrófica: afirma que o primeiro ser vivo não era capaz de produzir seu próprio alimento. Desse modo, esses primeiros seres alimentavam-se de moléculas orgânicas que estavam presentes no meio. Os que defendem essa ideia afirmam que os seres vivos primitivos seriam muito simples e incapazes de produzir seu próprio alimento. Provavelmente esses organismos extraiam energia dos alimentos por meio da realização da fermentação.
  • 23. Hipótese autotrófica: afirma que os primeiros seres vivos eram capazes de produzir seu próprio alimento. Os autores que sustentam essa ideia acreditam que a Terra não possuía moléculas orgânicas suficientes para alimentar esses primeiros seres. Entretanto, vale destacar que provavelmente os primeiros organismos conseguiram obter seu alimento pelo processo de quimiossíntese, que não necessita de energia luminosa, como a fotossíntese. Na quimiossíntese os seres vivos produzem moléculas orgânicas utilizando a energia química proveniente de compostos inorgânicos.
  • 24. • A manutenção da vida na Terra dependeu do aparecimento das primeiras células autotróficas. Surgiu assim as primeiras bactérias com capacidade de obter energia por meio da luz solar liberando oxigênio como subproduto. • O oxigênio liberado na atmosfera sob ação dos raios ultravioletas se recombinavam formando o ozônio (O3). A formação da camada de ozônio propiciou um ambiente privilegiado, livres dos raios UV, proporcionando a evolução das células.
  • 25. • A Teoria da Endossimbiose foi proposta pela microbiologista Lynn Margulis, na década de 60. Foi bastante contestada até ser aceita pela comunidade científica. • De acordo com essa teoria, as mitocôndrias e cloroplastos descendem de bactérias primitivas que passaram a viver dentro de células eucarióticas primitivas, há milhões de anos atrás. • Para isso, uma célula eucariótica primitiva englobou, por fagocitose, uma célula procarionte autotrófica, que passou a viver em seu citoplasma. • As células eucarióticas passaram a consumir o gás oxigênio, enquanto ofereciam abrigo e alimento as células procariontes.
  • 26. • Assim foi estabelecida a relação de endossimbiose, na qual as duas células estavam intimamente relacionadas, sem poder viver separadamente uma da outra. • Como resultado dessa relação específica e com o passar do tempo, as células procariontes teriam se transformado em mitocôndrias e cloroplastos. • Essa relação de endossimbiose foi fundamental para o desenvolvimento dos seres vivos. As células eucarióticas dotadas de mitocôndrias possibilitaram o surgimento de protozoários, fungos e animais.
  • 27.
  • 28.
  • 29. • A Teoria da Evolução descreve o desenvolvimento das espécies que habitavam ou habitam o planeta Terra. • Assim, as espécies atuais descendem de outras espécies que sofreram modificações ao longo do tempo e transmitiram novas características aos seus descendentes. • Charles Darwin, autor de "Origem das Espécies" (1859) é um dos grandes nomes sobre teorias relacionadas ao evolucionismo. A sua teoria baseia-se na seleção natural das espécies e é aceita até hoje.
  • 30. • Quando nos referimos à evolução das espécies, as teorias criadas baseiam- se em duas vertentes: • Criacionismo: As forças divinas são responsáveis pelo surgimento do planeta e de todas as espécies existentes. Nesse caso, não houve nenhum processo evolutivo e as espécies são imutáveis. Essa teoria relaciona-se com questões religiosas. • Evolucionista: Propõe a evolução das espécies por meio da seleção natural conforme ocorrem as mudanças ambientais
  • 31. • A Teoria da Criação ou "Criacionismo" aponta para a origem do Universo e da vida através de explicações mítico-religiosas, as quais não estariam sujeitas às evoluções ou transformações ocorridas na evolução das espécies e sim de um Criador. • O criacionismo destaca-se como oposta à ciência evolutiva, sendo discutido por diversas civilizações e gerando diversas hipóteses acerca da criação do mundo, sendo que cada religião o abordou de diferentes maneiras.
  • 32. • O naturalista francês Jean-Baptiste de Lamarck (1744-1829) foi muito importante para o desenvolvimento das ideias evolucionistas, tendo publicado o livro "Filosofia Zoológica" com suas conclusões em 1809. O conjunto de suas teorias é denominado de “Lamarckismo”. • Ele propunha a “Lei do uso e desuso” que consistia no desenvolvimento ou atrofiamento de partes do corpo, de acordo com seu uso ou desuso, respectivamente. Com isso, tais características seriam passadas ao longo do tempo para as gerações seguintes, o que ele explicou na “Lei da transmissão dos caracteres adquiridos”.
  • 33. • A teoria da evolução das espécies tem como principal articulador o naturalista britânico Charles Darwin (1809-1882) sendo o conjunto de suas teorias evolutivas nomeada de "Darwinismo". • Darwin afirmou que os seres vivos, inclusive o homem, descendem de ancestrais comuns, que modificam-se ao longo do tempo. Assim, as espécies existentes foram evoluindo de espécies mais simples que viveram antigamente. • A seleção natural foi o princípio utilizado por Darwin para defender a sua teoria. Desse modo, somente as espécies adaptadas às pressões do ambiente, são capazes de sobreviver, se reproduzir e gerar descendentes.
  • 34. • Indivíduos de uma mesma espécies apresentam diferenças entre si, resultado de variações entre as suas características; • Indivíduos com características vantajosas às condições do ambiente possuem mais chances de sobreviver do que aqueles que não apresentam tais características; • Indivíduos com características vantajosas também possuem mais chances de deixar descendentes. • A partir de suas observações e pesquisas, as principais ideias de Darwin foram:
  • 35. • Quando falamos da teoria da evolução de Charles Darwin não podemos deixar de mencionar outro personagem, o naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913). Ele desenvolveu uma teoria semelhante a de Darwin sobre a evolução das espécies. • Wallace enviou a Darwin os seus manuscritos e em 1858 a teoria da evolução foi publicada no nome dos dois naturalistas. Porém, por Charles Darwin ser mais reconhecido, acabou por receber o mérito e prestígio de criador da teoria
  • 36. • O Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução surgiu no século XX e caracteriza-se pela união dos estudos de Darwin, principalmente a seleção natural, com as descobertas na área da genética. • Isso porque na época dos primeiros estudos evolucionistas, ainda não se conhecia como funcionava o mecanismo de hereditariedade e mutação, os quais só foram desvendados tempos depois a partir dos estudos de Gregor Mendel.
  • 37. • A influência atual dos estudos sobre a evolução pode ser percebida em todas áreas da biologia, destacando-se a citologia, que estuda as células, e a sistemática, responsável pela classificação biológica. • O neodarwinismo é a teoria aceita pela ciência para explicar a evolução das espécies.