[Olíbano 011]
Óleo essencial: Boswellia spp. e Commiphora myrrha
Compostos: 2-ciclohexen-1-ona, 4-etinil-4-hidroxi-3,5,5-trimetil- e n-octilacetato
Título: Composition and potential anticancer activities of essential oils obtained from
myrrh and frankincense
“Composição e potenciais atividades anticancerígenas de óleos essenciais obtidos a
partir de mirra e olíbano”
Autor: Yingli Chen, Chunlan Zhou, Zhendan Ge , Yufa Liu , Yuming Liu, Weiyi Feng,
Sen Li, Guoyou Chen e Taiming Wei.
Journal: Oncology Letters
Vol/Issue: 6 (4)
Ano: 2013
DOI: 10.3892/ol.2013.1520
TAGs: Olíbano; Mirra; Commiphora myrrha; câncer; atividade anticancerígena;
composição; medicina tradicional chinesa; células tumorais; in vitro; hidrodestilação;
inflamação; morte celular; apoptose; Boswellia spp.; resina de olíbano; células
cancerígenas; cromatografia em fase gasosa e espectrometria de massa;
hidrodestilação; carcinomas de mama (MCF-7); hepatocelulares (HepG2); cervicais
(HeLa); pele (HS-1); células pequenas de pulmão (A549); ensaio de viabilidade celular
(MTT); 2-ciclohexen-1-ona,4-etinil-4-hidroxi-3,5,5-trimetil; acetato de n-octilo; ensaio
antiproliferativo;concentrações inibitórias em 50%; Isobolograma;
Sobre o artigo:
A mirra (Commiphora myrrha) é uma árvore espinhosa, de folhas caducas, que pode
atingir 5 metros de altura, com flores vermelho-amarelo, e frutos pontiagudos. Essa
planta possui no seu caule uma resina de óleo amarelo que é usada em todo o mundo
para a produção de mirra, principalmente na China e no Egito. Estudos anteriores
demonstraram que a mirra exibe atividades citotóxicas, analgésicas, anti-inflamatórias,
anticancerígenas, antiparasitárias e hipolipidêmicas.
O olíbano também é uma resina aromática obtida de árvores do gênero Boswellia e foi
levantada a hipótese de exibir várias propriedades de suporte à saúde, incluindo o
tratamento da artrite reumatoide, além de atividades anti-inflamatórias, antibacterianas,
antifúngicas e anticancerígenas.
Notavelmente, esses dois medicamentos resinosos são sempre prescritos
simultaneamente na medicina tradicional chinesa e são administrados principalmente
para o tratamento de estagnação do sangue e doenças inflamatórias, bem como para o
alívio do inchaço e da dor.
Portando, este estudo teve como objetivo investigar a composição e as possíveis
atividades anticancerígenas de óleos essenciais obtidos de duas espécies, mirra e
olíbano, por hidrodestilação.
A análise química foi feita a partir da cromatografia em fase gasosa e espectrometria
de massa (GC-MS), identificando nos óleos essenciais de mirra e olíbano os seus
componentes mais abundantes.
Ainda, os efeitos dos dois óleos essenciais, independentemente e como uma mistura,
foram investigados em cinco linhas de células tumorais, carcinomas de mama (MCF-7)
e hepatocelulares (HepG2) e cervicais (HeLa), de pele (HS-1) e de células pequenas
de pulmão (A549), usando o ensaio de viabilidade celular (MTT).
Resultados:
Os constituintes dos óleos essenciais de mirra e olíbano foram identificados como
monoterpenos, sesquiterpenos, alcoóis e ésteres.
O 2-ciclohexen-1-ona,4-etinil-4-hidroxi-3,5,5-trimetil foi demonstrado ser responsável
pela maior porcentagem dos componentes na mirra (12%), seguido por β-elemeno,
copaeno e aromadendreno,desidro (6, 5 e 4%, respectivamente).
Em contraste, o acetato de n-octilo foi o componente mais significativo do olíbano,
respondendo por 34%, seguido por nerolidolisobutirato, 3,7,11-trimetil-1,6,10-
dodecatrien-3-iléster-ácido fórmico, δ-elemeno e n-octanol (18, 9, 5 e 3%,
respectivamente).
No ensaio antiproliferativo MTT os óleos essenciais de mirra e olíbano exibiram um
efeito inibidor nas linhas celulares, com um efeito de inibição dependente da dose.
Os resultados indicaram também que as linhas celulares MCF-7 e HS-1 apresentaram
sensibilidade aumentada aos óleos essenciais em comparação com as demais linhas
celulares (Tabela III).
Tabela 1: Esta tabela representa o efeito dos óleos essenciais de Mirra, Olíbano e a mistura
dos dois nas suas concentrações inibitórias em 50% (IC50) das linhas celulares de câncer.
Podemos observar que a Mirra sozinha mostrou a menor concentração inibitória (19.8) em
comparação com as demais.
Na análise dos efeitos sinérgicos dos óleos essenciais todos os pontos foram
identificados acima da linha padrão de aditividade, portanto, nenhum efeito sinérgico foi
identificado no isobolograma e nas curvas de índice de combinação (Figura 1).
Figura 1: Isobolograma e curvas de índice de combinação em nível de efeito de 50% usando
combinações de óleos essenciais de mirra e olíbano. Podemos observar que os OEs não
exerceram atividade sinérgica, pois, seus efeitos em todas as células atingiram uma pontuação
acima da linha padrão de aditividade.
Os resultados da citometria de fluxo mostraram que a mirra, o olíbano e a mistura de
óleos essenciais foram capazes de induzir apoptose nas células MCF-7 de forma
dependente da concentração (Figura 2).
Figura 2: Análise de citometria de fluxo de mirra, olíbano e mistura de óleos essenciais
mostrando a resposta sobre a indução de apoptose na linha celular MCF-7 após 24 h de
tratamento com 0, 10 e 40 μg/ml, respectivamente. O eixo X denota as concentrações (μg/ml)
dos OEs e a mistura e o eixo Y quantifica a taxa de apoptose a partir do efeito dos óleos.
Uma indução dose-dependente das células apoptóticas foi realizada para investigar a
taxa de apoptose. As taxas de apoptose do estágio inicial ao tardio das células MCF-7
induzidas por 40 μg/ml de mirra, olíbano e a mistura de óleos essenciais foram 36, 77 e
45%, respectivamente.
Portanto, um efeito inibitório significativo foi observado nas linhas celulares após o
tratamento com o OE de mirra em comparação com o tratamento com olíbano e a
mistura de óleos essenciais.
Esta observação indicou que a apoptose pode ser um contribuinte importante para a
eficácia biológica das células MCF-7. Pois, a taxa de apoptose foi maior no grupo do
OE de mirra em comparação com a dos grupos de olíbano e mistura de óleo essencial
em três concentrações.
Além disso, os resultados indicaram que a linhagem de células de câncer de mama
exibiu sensibilidade aumentada ao OE de mirra. Ainda, o estudo investigou os efeitos
sinérgicos dos dois fármacos nas linhagens de células tumorais e nenhum efeito
sinérgico foi identificado.
Na prática:
Os pesquisadores observaram um efeito inibidor significativo nas linhagens de células
de câncer após o tratamento com o óleo essencial de mirra em comparação com o
tratamento com olíbano e a mistura de óleos essenciais. E, além disso, o óleo de mirra
também mostrou ser superior na indução de apoptose (morte celular) em células do
câncer de mama (MCF-7) nas três concentrações analisadas pelos cientistas em
comparação com o OE de olíbano e a mistura.
O uso tradicional inclui principalmente massagem de um ou de ambos os óleos em
diluições entre 5 a 15% de cada e em todo o corpo por 2 a 3 vezes ao dia por períodos
de 20 a 40 dias consecutivos, essa forma é muito potente e efetiva para tratamentos
que visam melhorar o sistema imunológico.

[Olíbano 011].pdf

  • 1.
    [Olíbano 011] Óleo essencial:Boswellia spp. e Commiphora myrrha Compostos: 2-ciclohexen-1-ona, 4-etinil-4-hidroxi-3,5,5-trimetil- e n-octilacetato Título: Composition and potential anticancer activities of essential oils obtained from myrrh and frankincense “Composição e potenciais atividades anticancerígenas de óleos essenciais obtidos a partir de mirra e olíbano” Autor: Yingli Chen, Chunlan Zhou, Zhendan Ge , Yufa Liu , Yuming Liu, Weiyi Feng, Sen Li, Guoyou Chen e Taiming Wei. Journal: Oncology Letters Vol/Issue: 6 (4) Ano: 2013 DOI: 10.3892/ol.2013.1520 TAGs: Olíbano; Mirra; Commiphora myrrha; câncer; atividade anticancerígena; composição; medicina tradicional chinesa; células tumorais; in vitro; hidrodestilação; inflamação; morte celular; apoptose; Boswellia spp.; resina de olíbano; células cancerígenas; cromatografia em fase gasosa e espectrometria de massa; hidrodestilação; carcinomas de mama (MCF-7); hepatocelulares (HepG2); cervicais (HeLa); pele (HS-1); células pequenas de pulmão (A549); ensaio de viabilidade celular (MTT); 2-ciclohexen-1-ona,4-etinil-4-hidroxi-3,5,5-trimetil; acetato de n-octilo; ensaio antiproliferativo;concentrações inibitórias em 50%; Isobolograma;
  • 2.
    Sobre o artigo: Amirra (Commiphora myrrha) é uma árvore espinhosa, de folhas caducas, que pode atingir 5 metros de altura, com flores vermelho-amarelo, e frutos pontiagudos. Essa planta possui no seu caule uma resina de óleo amarelo que é usada em todo o mundo para a produção de mirra, principalmente na China e no Egito. Estudos anteriores demonstraram que a mirra exibe atividades citotóxicas, analgésicas, anti-inflamatórias, anticancerígenas, antiparasitárias e hipolipidêmicas. O olíbano também é uma resina aromática obtida de árvores do gênero Boswellia e foi levantada a hipótese de exibir várias propriedades de suporte à saúde, incluindo o tratamento da artrite reumatoide, além de atividades anti-inflamatórias, antibacterianas, antifúngicas e anticancerígenas. Notavelmente, esses dois medicamentos resinosos são sempre prescritos simultaneamente na medicina tradicional chinesa e são administrados principalmente para o tratamento de estagnação do sangue e doenças inflamatórias, bem como para o alívio do inchaço e da dor. Portando, este estudo teve como objetivo investigar a composição e as possíveis atividades anticancerígenas de óleos essenciais obtidos de duas espécies, mirra e olíbano, por hidrodestilação. A análise química foi feita a partir da cromatografia em fase gasosa e espectrometria de massa (GC-MS), identificando nos óleos essenciais de mirra e olíbano os seus componentes mais abundantes. Ainda, os efeitos dos dois óleos essenciais, independentemente e como uma mistura, foram investigados em cinco linhas de células tumorais, carcinomas de mama (MCF-7)
  • 3.
    e hepatocelulares (HepG2)e cervicais (HeLa), de pele (HS-1) e de células pequenas de pulmão (A549), usando o ensaio de viabilidade celular (MTT). Resultados: Os constituintes dos óleos essenciais de mirra e olíbano foram identificados como monoterpenos, sesquiterpenos, alcoóis e ésteres. O 2-ciclohexen-1-ona,4-etinil-4-hidroxi-3,5,5-trimetil foi demonstrado ser responsável pela maior porcentagem dos componentes na mirra (12%), seguido por β-elemeno, copaeno e aromadendreno,desidro (6, 5 e 4%, respectivamente). Em contraste, o acetato de n-octilo foi o componente mais significativo do olíbano, respondendo por 34%, seguido por nerolidolisobutirato, 3,7,11-trimetil-1,6,10- dodecatrien-3-iléster-ácido fórmico, δ-elemeno e n-octanol (18, 9, 5 e 3%, respectivamente). No ensaio antiproliferativo MTT os óleos essenciais de mirra e olíbano exibiram um efeito inibidor nas linhas celulares, com um efeito de inibição dependente da dose. Os resultados indicaram também que as linhas celulares MCF-7 e HS-1 apresentaram sensibilidade aumentada aos óleos essenciais em comparação com as demais linhas celulares (Tabela III).
  • 4.
    Tabela 1: Estatabela representa o efeito dos óleos essenciais de Mirra, Olíbano e a mistura dos dois nas suas concentrações inibitórias em 50% (IC50) das linhas celulares de câncer. Podemos observar que a Mirra sozinha mostrou a menor concentração inibitória (19.8) em comparação com as demais. Na análise dos efeitos sinérgicos dos óleos essenciais todos os pontos foram identificados acima da linha padrão de aditividade, portanto, nenhum efeito sinérgico foi identificado no isobolograma e nas curvas de índice de combinação (Figura 1). Figura 1: Isobolograma e curvas de índice de combinação em nível de efeito de 50% usando combinações de óleos essenciais de mirra e olíbano. Podemos observar que os OEs não exerceram atividade sinérgica, pois, seus efeitos em todas as células atingiram uma pontuação acima da linha padrão de aditividade.
  • 5.
    Os resultados dacitometria de fluxo mostraram que a mirra, o olíbano e a mistura de óleos essenciais foram capazes de induzir apoptose nas células MCF-7 de forma dependente da concentração (Figura 2). Figura 2: Análise de citometria de fluxo de mirra, olíbano e mistura de óleos essenciais mostrando a resposta sobre a indução de apoptose na linha celular MCF-7 após 24 h de tratamento com 0, 10 e 40 μg/ml, respectivamente. O eixo X denota as concentrações (μg/ml) dos OEs e a mistura e o eixo Y quantifica a taxa de apoptose a partir do efeito dos óleos. Uma indução dose-dependente das células apoptóticas foi realizada para investigar a taxa de apoptose. As taxas de apoptose do estágio inicial ao tardio das células MCF-7 induzidas por 40 μg/ml de mirra, olíbano e a mistura de óleos essenciais foram 36, 77 e 45%, respectivamente. Portanto, um efeito inibitório significativo foi observado nas linhas celulares após o tratamento com o OE de mirra em comparação com o tratamento com olíbano e a mistura de óleos essenciais. Esta observação indicou que a apoptose pode ser um contribuinte importante para a eficácia biológica das células MCF-7. Pois, a taxa de apoptose foi maior no grupo do
  • 6.
    OE de mirraem comparação com a dos grupos de olíbano e mistura de óleo essencial em três concentrações. Além disso, os resultados indicaram que a linhagem de células de câncer de mama exibiu sensibilidade aumentada ao OE de mirra. Ainda, o estudo investigou os efeitos sinérgicos dos dois fármacos nas linhagens de células tumorais e nenhum efeito sinérgico foi identificado. Na prática: Os pesquisadores observaram um efeito inibidor significativo nas linhagens de células de câncer após o tratamento com o óleo essencial de mirra em comparação com o tratamento com olíbano e a mistura de óleos essenciais. E, além disso, o óleo de mirra também mostrou ser superior na indução de apoptose (morte celular) em células do câncer de mama (MCF-7) nas três concentrações analisadas pelos cientistas em comparação com o OE de olíbano e a mistura. O uso tradicional inclui principalmente massagem de um ou de ambos os óleos em diluições entre 5 a 15% de cada e em todo o corpo por 2 a 3 vezes ao dia por períodos de 20 a 40 dias consecutivos, essa forma é muito potente e efetiva para tratamentos que visam melhorar o sistema imunológico.