O ROMANTISMO         1819-1849

Romantismo é um termo geral que designa um conjunto de
movimentos intelectuais, que a partir do ultimo quartel do
século XVIII fizeram prevalecer os sentimentos sobre a
razão.

Em Filosofia, este termo designa especialmente o conjunto
das filosofias Alemãs do inicio do século XIX que entraram
em luta contra o espírito racionalista do século XVIII.

O Romantismo tem inicio como um movimento literário: no
séc. XVIII, na Inglaterra e na Alemanha; no séc. XIX na
França, Itália, Espanha e Portugal.

O Romantismo na Europa abarca o período de 1825 a 1850, em
Portugal de 1835 a 1880.

O Romantismo compreende as artes visuais, a musica e a
literatura, podendo ser definido de um modo negativo bem
como positivo: o seu aspecto negativo foi uma revolta por
vezes desordenada contra o formalismo e disciplina
intelectual do Neoclassicismo; positivamente, o seu empenho
no soberano direito individual à expressão.

A sua influencia começou a fazer-se sentir em meados do
séc. XVIII com o culto do Pitoresco nos jardins Ingleses e
com o inicio do Revivalismo Gótico. Torna-se reconhecível
com o movimento alemão de finais do século “Sturm und
Drang”, um movimento literário que advogava a expressão
violenta das emoções de um modo melodramático e caótico.

Os seus principais interpretes, em pintura foram, na
Alemanha, Caspar Friedrich, em Inglaterra Turner e em
França Géricault e Delacroix.

No sentido estrito o Romantismo acaba em meados do séc. XIX
com a derivação para o Realismo.

O Romantismo é o primado do individualismo, da emoção
pessoal sobre a ideia clara, e a busca da felicidade na
paixão. A expressão livre da sensibilidade, religiosidade e
melancolia (le mal du síecle). Preponderância da imaginação
sobre a razão e a acção; fuga para o sonho, para o
misterioso, o exótico, o pitoresco ou o passado. O sonho
poético, a paixão fatal, a contemplação da natureza e o
génio incompreendido, são temáticas Românticas.

Na Arquitectura, o Revivalismo da Idade Média
(complementado pelos primeiros programas de restauro), na
Pintura a busca do Pitoresco na paisagem e a temática
Bíblica e historicista medieval.

A Arte Romântica exprime-se como uma reacção anti-Clássica,
inspirando-se no passado nacional (nacionalismo) ou
longínquo (exotismo, utilização das fontes Bíblicas) por
contraposição ao passado da herança Clássica (greco-latina)
e também na Natureza através da Paisagem.

Á procura do Belo Ideal (Le Beau Ideal) pelos Neoclássicos,
uma busca da Forma Ideal e dos arquétipos eternos, apenas
inteligíveis pelo o homem através da razão, contrapõem os
Românticos o predomínio do sensível, a cor, a iluminação
local, o movimento e o particular.

Revivalismo, Ecletismo e Pitoresco:

Revivalismo: Arte que busca a sua inspiração nos estilos do
passado (historicismo).

Os Revivalismos: o Neogótico, o Neomanuelino, o Neobarroco,
Neoromânico, Neoarabe, Neoegípcio, etc. Em Portugal têm
especial importância, o Neomanuelino, o Neoárabe e o
Neobizantino.

O Ecletismo: o uso dos vários estilos do passado ou a
combinação de elementos de diversos estilos.

O Exotismo: o Neoárabe, o Neohindu, a Chinoiserie e a
Japonaiserie.

O Pitoresco: os jardins com falsas ruínas, templetes,
pavilhões, coretos e quiosques.

Generaliza-se em Portugal o calcetado das ruas a preto e
branco, o azulejo impresso nas fachadas e a construção dos
“cemitérios jardim” urbanos.

Pitoresco: Principio estético, que ordena os elementos
arquitectónicos, as partes de uma composição pictórica ou
escultórica ou até um jardim, de um modo irregularmente
agradável (e que poderá levar ao admirável). O termo tem
origem no Ensaio sobre o Pitoresco, quando Comparado com o
Sublime e o Belo, por Uvedale Price de 1794.

A categoria estética fundamental do Neoclassicismo é o
Belo, este, seguindo os textos clássicos tal como vistos a
partir do século XVII, define-se como uma "harmonia
absoluta das proporções". A tradição Clássica - que compara
os modos da Arte e os modos da Retórica, definindo Cânones
- no entanto, estabelece uma outra categoria, o Sublime,
com base no texto do Pseudo-Longinus (séc. I). É a tradução
deste importante texto por Boilau em 1674, e o livro de
Burke, "Philosophical Enquiry into the Origin of our Ideas
of the Sublime and the Beautiful" de 1757, que estabelecem
esta categoria crítica. Kant define o sublime como "um
ultraje à imaginação". O sublime, é o "eco da grandeza de
espirito", da grandeza de pensamento, de emoção e de moral
que caracteriza as grandes obras da literatura. O Pseudo-
Longinus define o sublime como "excelência de linguagem", a
"expressão de um grande espirito" e o poder de provocar a
"ectasia" ou "extasia". Fugindo da tradição clássica
crítica que considerava o equilíbrio da obra uma thecné
(Arte) e postulava uma Ordem, o Pseudo-Longinos vê a origem
do sublime nas qualidades morais, emocionais e profundidade
imaginativa do autor e a sua expressão num génio pessoal (é
pois uma qualidade inata do autor) que a simples
observância das regras da Arte nunca poderia atingir. O
sublime foi uma categoria crítica fundamental do
Romantismo.

Beaux-Arts: Que se relaciona com a Ecole des Beaux-Arts em
Paris, fundada em 1671. Em Arquitectura, estilo Académico e
Ecléctico do séc. XIX e XX, praticado pelos licenciados da
Ecole des Beaux-Arts ou dos que seguiram os mesmos
princípios.

O Romantismo apresenta-se na Arquitectura como uma sucessão
de Revivalismos e Ecletismos que se prolongam até ao fim do
século XIX.

A ARQUITECTURA REVIVALISTA

O Revivalismo é uma corrente da Arquitectura que tem origem
nos ideais Românticos mas que perdurará muito para além do
Romantismo, durante todo o século XIX, quer na Europa quer
na América.

Reage contra as regras do Classicismo mas mantém e reforça
o pendor historicista, associando a este a importância da
imaginação criadora, contrapondo á ordem e racionalismo do
Neoclassicismo a assimetria e o imprevisto.

Apresenta revivalismos de inspiração medieval, o Neo-
Gótico, o Neo-Românico e o Neo-Bizantino a que se sucedem
os revivalismos de sabor exótico, o Neo-Árabe, o Neo-Hindu
e orientalizantes.

Estas tendências revelam-se muitas vezes como meros
vocabulários decorativos sem preocupações de coadunação
funcional. No entanto, nalguns casos verifica-se uma
tentativa de identificação com determinadas tipologias e
com os novos programas construtivos.

É dada especial importância aos espaços exteriores de
enquadramento dos edifícios em arranjos cenográficos.

Surge o chamado Jardim á Inglesa obedecendo a uma noção de
“natureza em liberdade”, local de devaneio e nostalgia,
onde se constróem recantos pitorescos com ruínas,
templetes, grutas, lagos e pontes.

Em Portugal surgem os jardins de cidade e os jardins
cemitérios.

O Ecletismo Revivalista aceita a utilização do novo
material do ferro fundido: Pavilhão Real de Brighton,
Elevador de Sta. Justa, Estação do Rossio, etc.

Em Portugal o Romantismo afirma-se com a construção do
Palácio da Pena em Sintra, (ecléctico e neomanuelino) por
iniciativa do rei-consorte D. Fernando, sob desenho do
barão de Eschwege em 1839/49/85. O Palácio de Monserrate
por James Knowles em 1863/65 (neogótico e orientalista).

O Revivalismo: A Quinta da Regaleira em Sintra. A Praça de
Touros do Campo Pequeno em Lisboa por Dias da Silva
1890/91, o Salão “mudejar” da Bolsa do Porto por Gonçalves
de Sousa 1862/80, o palacete Ribeiro da Cunha ao Príncipe
Real de 1877 (neoárabes), o Palácio-hotel do Buçaco por
Luigi Manini 1888, a reconstrução do corpo central do
dormitório dos monges no Mosteiro dos Jerónimos por G.
Cinatti e A. Rambois em 1878 e a estação dos caminhos de
ferro do Rossio por José Luís Monteiro em 1886/7
(neomanuelinos). O Banco Lisboa e Açores por Ventura Terra,
1906 (Beaux Arts), o edifício do Senado de Lisboa,
1836/1901, de Parente da Silva (estilo Beaux-Arts,
ecletismo português classicizante), etc.

A PINTURA ROMÂNTICA

O Principal tema da pintura do Romantismo é a Natureza, que
se exprime pela Paisagem.

É através da paisagem   que os artistas transmitem os seus
estados de espírito e   as suas emoções (as “forças da
Natureza” representam   as emoções e paixões humanas),
objectivo fundamental   do Romantismo, o primado do
indivíduo.

É uma natureza dotada de sentimentos em que o dramatismo
pode atingir grande intensidade.
Paisagens rurais ou marítimas, tornam-se os temas centrais
da pintura ou servem ainda de enquadramento a cenas
figuradas estabelecendo um ambiente nostálgico ou dramático
entre personagens e fundo paisagístico.

O ambiente dramático é dado geralmente pela representação
das forças da natureza sob a qual, o homem,
irremediavelmente está á mercê.

O ambiente nostálgico e sonhador é muitas vezes marcado
pela representação de ruínas no meio de uma natureza
luxuriante que se revela indiferente ao destino dos homens.

Temáticas da Pintura Romântica:

A Natureza, quer assumida como tema, a Paisagem, quer como
cenário cúmplice do desenrolar do drama humano. A Pintura
Histórica, exaltação do passado histórico numa dimensão
nacionalista e ética evocando acontecimentos e personagens
exemplares. Esta arte ilustra acontecimentos históricos ou
lendários de um modo propositadamente grandioso e nobre
(por oposição aos exemplos da antiguidade greco-romana). A
Pintura fantástica, temáticas ligadas ao exótico, ao
onírico e àquilo que se afasta da razão e da norma. O
Retrato, como expressão de uma humanidade particularizada e
de uma individualidade com caracterização própria.

Características formais:

A composição em pirâmide dinamizada por linhas oblíquas
gerando ritmos e sugerindo movimento. Pinceladas largas e
sinuosas, acentuando o dinamismo da composição. Contrastes
fortes de claro-escuro e de cor. Utilização das virtudes
expressivas da cor por oposição ao desenho frio e calculado
do Classicismo.



OS PINTORES ROMÂNTICOS

França:

Géricault, Théodore (1791-1824):

- A Jangada do Medusa, 1819 (manifesto do Romantismo).
Delacroix, Eugène (1798-1863):

- Dante e Vergílio nos Infernos, Salon de 1822.




- Les massacres de Scios, Salon de 1824.

- A morte de Sardanápolos, Salon de 1828.

- La Liberté guidant le peuple, Salon de 1831.
- Les Femmes d’Algiers, Salon de 1834.



Inglaterra: William Turner (1775-1851).

Alemanha: Caspar David Friedrich (1774-1840).

O romantismo

  • 1.
    O ROMANTISMO 1819-1849 Romantismo é um termo geral que designa um conjunto de movimentos intelectuais, que a partir do ultimo quartel do século XVIII fizeram prevalecer os sentimentos sobre a razão. Em Filosofia, este termo designa especialmente o conjunto das filosofias Alemãs do inicio do século XIX que entraram em luta contra o espírito racionalista do século XVIII. O Romantismo tem inicio como um movimento literário: no séc. XVIII, na Inglaterra e na Alemanha; no séc. XIX na França, Itália, Espanha e Portugal. O Romantismo na Europa abarca o período de 1825 a 1850, em Portugal de 1835 a 1880. O Romantismo compreende as artes visuais, a musica e a literatura, podendo ser definido de um modo negativo bem como positivo: o seu aspecto negativo foi uma revolta por vezes desordenada contra o formalismo e disciplina intelectual do Neoclassicismo; positivamente, o seu empenho no soberano direito individual à expressão. A sua influencia começou a fazer-se sentir em meados do séc. XVIII com o culto do Pitoresco nos jardins Ingleses e com o inicio do Revivalismo Gótico. Torna-se reconhecível com o movimento alemão de finais do século “Sturm und Drang”, um movimento literário que advogava a expressão violenta das emoções de um modo melodramático e caótico. Os seus principais interpretes, em pintura foram, na Alemanha, Caspar Friedrich, em Inglaterra Turner e em França Géricault e Delacroix. No sentido estrito o Romantismo acaba em meados do séc. XIX com a derivação para o Realismo. O Romantismo é o primado do individualismo, da emoção pessoal sobre a ideia clara, e a busca da felicidade na paixão. A expressão livre da sensibilidade, religiosidade e melancolia (le mal du síecle). Preponderância da imaginação sobre a razão e a acção; fuga para o sonho, para o misterioso, o exótico, o pitoresco ou o passado. O sonho poético, a paixão fatal, a contemplação da natureza e o génio incompreendido, são temáticas Românticas. Na Arquitectura, o Revivalismo da Idade Média (complementado pelos primeiros programas de restauro), na
  • 2.
    Pintura a buscado Pitoresco na paisagem e a temática Bíblica e historicista medieval. A Arte Romântica exprime-se como uma reacção anti-Clássica, inspirando-se no passado nacional (nacionalismo) ou longínquo (exotismo, utilização das fontes Bíblicas) por contraposição ao passado da herança Clássica (greco-latina) e também na Natureza através da Paisagem. Á procura do Belo Ideal (Le Beau Ideal) pelos Neoclássicos, uma busca da Forma Ideal e dos arquétipos eternos, apenas inteligíveis pelo o homem através da razão, contrapõem os Românticos o predomínio do sensível, a cor, a iluminação local, o movimento e o particular. Revivalismo, Ecletismo e Pitoresco: Revivalismo: Arte que busca a sua inspiração nos estilos do passado (historicismo). Os Revivalismos: o Neogótico, o Neomanuelino, o Neobarroco, Neoromânico, Neoarabe, Neoegípcio, etc. Em Portugal têm especial importância, o Neomanuelino, o Neoárabe e o Neobizantino. O Ecletismo: o uso dos vários estilos do passado ou a combinação de elementos de diversos estilos. O Exotismo: o Neoárabe, o Neohindu, a Chinoiserie e a Japonaiserie. O Pitoresco: os jardins com falsas ruínas, templetes, pavilhões, coretos e quiosques. Generaliza-se em Portugal o calcetado das ruas a preto e branco, o azulejo impresso nas fachadas e a construção dos “cemitérios jardim” urbanos. Pitoresco: Principio estético, que ordena os elementos arquitectónicos, as partes de uma composição pictórica ou escultórica ou até um jardim, de um modo irregularmente agradável (e que poderá levar ao admirável). O termo tem origem no Ensaio sobre o Pitoresco, quando Comparado com o Sublime e o Belo, por Uvedale Price de 1794. A categoria estética fundamental do Neoclassicismo é o Belo, este, seguindo os textos clássicos tal como vistos a partir do século XVII, define-se como uma "harmonia absoluta das proporções". A tradição Clássica - que compara os modos da Arte e os modos da Retórica, definindo Cânones - no entanto, estabelece uma outra categoria, o Sublime,
  • 3.
    com base notexto do Pseudo-Longinus (séc. I). É a tradução deste importante texto por Boilau em 1674, e o livro de Burke, "Philosophical Enquiry into the Origin of our Ideas of the Sublime and the Beautiful" de 1757, que estabelecem esta categoria crítica. Kant define o sublime como "um ultraje à imaginação". O sublime, é o "eco da grandeza de espirito", da grandeza de pensamento, de emoção e de moral que caracteriza as grandes obras da literatura. O Pseudo- Longinus define o sublime como "excelência de linguagem", a "expressão de um grande espirito" e o poder de provocar a "ectasia" ou "extasia". Fugindo da tradição clássica crítica que considerava o equilíbrio da obra uma thecné (Arte) e postulava uma Ordem, o Pseudo-Longinos vê a origem do sublime nas qualidades morais, emocionais e profundidade imaginativa do autor e a sua expressão num génio pessoal (é pois uma qualidade inata do autor) que a simples observância das regras da Arte nunca poderia atingir. O sublime foi uma categoria crítica fundamental do Romantismo. Beaux-Arts: Que se relaciona com a Ecole des Beaux-Arts em Paris, fundada em 1671. Em Arquitectura, estilo Académico e Ecléctico do séc. XIX e XX, praticado pelos licenciados da Ecole des Beaux-Arts ou dos que seguiram os mesmos princípios. O Romantismo apresenta-se na Arquitectura como uma sucessão de Revivalismos e Ecletismos que se prolongam até ao fim do século XIX. A ARQUITECTURA REVIVALISTA O Revivalismo é uma corrente da Arquitectura que tem origem nos ideais Românticos mas que perdurará muito para além do Romantismo, durante todo o século XIX, quer na Europa quer na América. Reage contra as regras do Classicismo mas mantém e reforça o pendor historicista, associando a este a importância da imaginação criadora, contrapondo á ordem e racionalismo do Neoclassicismo a assimetria e o imprevisto. Apresenta revivalismos de inspiração medieval, o Neo- Gótico, o Neo-Românico e o Neo-Bizantino a que se sucedem os revivalismos de sabor exótico, o Neo-Árabe, o Neo-Hindu e orientalizantes. Estas tendências revelam-se muitas vezes como meros vocabulários decorativos sem preocupações de coadunação funcional. No entanto, nalguns casos verifica-se uma
  • 4.
    tentativa de identificaçãocom determinadas tipologias e com os novos programas construtivos. É dada especial importância aos espaços exteriores de enquadramento dos edifícios em arranjos cenográficos. Surge o chamado Jardim á Inglesa obedecendo a uma noção de “natureza em liberdade”, local de devaneio e nostalgia, onde se constróem recantos pitorescos com ruínas, templetes, grutas, lagos e pontes. Em Portugal surgem os jardins de cidade e os jardins cemitérios. O Ecletismo Revivalista aceita a utilização do novo material do ferro fundido: Pavilhão Real de Brighton, Elevador de Sta. Justa, Estação do Rossio, etc. Em Portugal o Romantismo afirma-se com a construção do Palácio da Pena em Sintra, (ecléctico e neomanuelino) por iniciativa do rei-consorte D. Fernando, sob desenho do barão de Eschwege em 1839/49/85. O Palácio de Monserrate por James Knowles em 1863/65 (neogótico e orientalista). O Revivalismo: A Quinta da Regaleira em Sintra. A Praça de Touros do Campo Pequeno em Lisboa por Dias da Silva 1890/91, o Salão “mudejar” da Bolsa do Porto por Gonçalves de Sousa 1862/80, o palacete Ribeiro da Cunha ao Príncipe Real de 1877 (neoárabes), o Palácio-hotel do Buçaco por Luigi Manini 1888, a reconstrução do corpo central do dormitório dos monges no Mosteiro dos Jerónimos por G. Cinatti e A. Rambois em 1878 e a estação dos caminhos de ferro do Rossio por José Luís Monteiro em 1886/7 (neomanuelinos). O Banco Lisboa e Açores por Ventura Terra, 1906 (Beaux Arts), o edifício do Senado de Lisboa, 1836/1901, de Parente da Silva (estilo Beaux-Arts, ecletismo português classicizante), etc. A PINTURA ROMÂNTICA O Principal tema da pintura do Romantismo é a Natureza, que se exprime pela Paisagem. É através da paisagem que os artistas transmitem os seus estados de espírito e as suas emoções (as “forças da Natureza” representam as emoções e paixões humanas), objectivo fundamental do Romantismo, o primado do indivíduo. É uma natureza dotada de sentimentos em que o dramatismo pode atingir grande intensidade.
  • 5.
    Paisagens rurais oumarítimas, tornam-se os temas centrais da pintura ou servem ainda de enquadramento a cenas figuradas estabelecendo um ambiente nostálgico ou dramático entre personagens e fundo paisagístico. O ambiente dramático é dado geralmente pela representação das forças da natureza sob a qual, o homem, irremediavelmente está á mercê. O ambiente nostálgico e sonhador é muitas vezes marcado pela representação de ruínas no meio de uma natureza luxuriante que se revela indiferente ao destino dos homens. Temáticas da Pintura Romântica: A Natureza, quer assumida como tema, a Paisagem, quer como cenário cúmplice do desenrolar do drama humano. A Pintura Histórica, exaltação do passado histórico numa dimensão nacionalista e ética evocando acontecimentos e personagens exemplares. Esta arte ilustra acontecimentos históricos ou lendários de um modo propositadamente grandioso e nobre (por oposição aos exemplos da antiguidade greco-romana). A Pintura fantástica, temáticas ligadas ao exótico, ao onírico e àquilo que se afasta da razão e da norma. O Retrato, como expressão de uma humanidade particularizada e de uma individualidade com caracterização própria. Características formais: A composição em pirâmide dinamizada por linhas oblíquas gerando ritmos e sugerindo movimento. Pinceladas largas e sinuosas, acentuando o dinamismo da composição. Contrastes fortes de claro-escuro e de cor. Utilização das virtudes expressivas da cor por oposição ao desenho frio e calculado do Classicismo. OS PINTORES ROMÂNTICOS França: Géricault, Théodore (1791-1824): - A Jangada do Medusa, 1819 (manifesto do Romantismo).
  • 6.
    Delacroix, Eugène (1798-1863): -Dante e Vergílio nos Infernos, Salon de 1822. - Les massacres de Scios, Salon de 1824. - A morte de Sardanápolos, Salon de 1828. - La Liberté guidant le peuple, Salon de 1831.
  • 7.
    - Les Femmesd’Algiers, Salon de 1834. Inglaterra: William Turner (1775-1851). Alemanha: Caspar David Friedrich (1774-1840).