“ O conhecimento é em
si mesmo um poder.”
     O conhecimento pode ser considerado um poder. Mas será um poder
vantajoso para o Homem? Ou será que acarreta riscos para a humanidade? O
conhecimento é das maiores e melhores “coisas” que o ser humano pode
adquirir, está na base de tudo. Existem vários tipos/áreas do conhecimento
(saber). São elas o saber filosófico, o saber cientifico, o saber artístico, o saber
religioso e o saber do senso comum, estes diferentes saberes permitem-nos
descobrir mais em relação às diferentes áreas.

     A frase “O conhecimento é em si mesmo um poder” traduz-nos uma
proposição, pois as proposições são frases declarativas com valor de verdade,
isto é, podem ser verdadeiras ou falsas. Dentro das proposições esta ainda pode
ser classificada como proposição universal, porque trata o conhecimento como
um todo e não apenas uma parte deste. Por exemplo, não é só o conhecimento
filosófico ou o conhecimento científico que é um poder mas sim todo o conjunto
do saber.

    Eu considero que para conseguirmos entender e compreender o sentido da
proposição devemos analisar os conceitos que nela estão identificados:
“conhecimento” e “poder”. “Conhecimento” remete-nos para a aprendizagem
de vários saberes. “Poder” traduz-nos algo forte e poderoso, que é utilizado em
benefício de alguém.

    O facto de o conhecimento ser visto como um todo torna muito difícil, se não
impossível, que nós humanos saibamos tudo sobre tudo, isto é, que tenhamos
conhecimento de tudo o que nos rodeia, tudo o que acontece e porquê, saber
tudo sobre todas as áreas do saber.

    Ninguém sabe tudo sobre tudo, nem que seja apenas de uma determinada
área do saber, por exemplo um médico não sabe tudo sobre medicina nem todas
as doenças, por isso ao longo da história ideia de saber tudo sobre tudo tem
vindo a perder e se tem apostado na especialização do saber, isto é, saber mais
de um determinado assunto ou área.
O conhecimento pode ter diferentes aplicações, pode ser utilizado para o
bem ou para o mal, ou seja, se for utilizado para o bem pode se vantajoso para a
humanidade pois pode ajudá-la nos seus problemas como, por exemplo, o saber
aplicado à medicina pode servir para ajudar a sobreviver milhões de pessoas,
porém este conhecimento pode ser também utilizado para o mal. Pelo facto de
as pessoas terem falta de conhecimento, de serem ignorantes, existem outras
pessoas que se aproveitam dessa ignorância para lhes fazer mal, levando-as a
praticar atos que não querem, como de as levarem a dar-lhe dinheiro ou a
comprar bens de que não necessitam. São exemplos de formas que são
utilizações do conhecimento para fazer mal às pessoas.

     O conhecimento de umas áreas do saber como o filosófico e o saber
científico, podem ser travados pelo saber religioso e do senso comum, Quando
se descobriu que o Sol não girava à volta da Terra como a religião afirmava, esta
pôs um travão ao desenvolvimento científico, proibindo a pessoa que o
descobriu de o dizer. O saber do senso comum também se pode tornar um travão
ao conhecimento, nomeadamente filosófico, porque a filosofia tenta responder
a questões a que mais nenhuma área do saber consegue. Aquele saber torna-se
um travão, pois qualquer resposta que lhe seja dada pode ser aceite sem que a
critiquem ou sem a questionarem, o que pode dificultar o trabalho da filosofia
pois esta tenta ajudar a resolver os dilemas da humanidade.

    O senso comum é acrítico, sistemático, ametódico, dogmático, coletivo,
subjetivo: as realidades acontecem porque têm de acontecer simplesmente,
não se questiona o que acontece. Porém este saber torna-se útil no nosso dia-a-
dia, pois necessitamos dele para nos orientarmos na sociedade.

     A religião também é uma área do saber que se baseia em dogmas, por isso
dificulta o questionamento e a aprendizagem do conhecimento. Este saber
também nos mostra outra maneira de ver o mundo e a ideia de que existe algo
para além do mundo visível e o conhecimento através do ensinamento da fé, da
crença.

    A filosofia impele-nos na razão e na vontade de saber mais e descobrir mais
sobre o mundo e sobre os problemas da humanidade, por isso é importante para
que consigamos resolver os nossos dilemas, bem como evoluir no conhecimento
e aprender que tudo o que existe tem uma razão de ser e uma maneira de existir.
Temos de questionar e criticar aquilo que nos dizem, não acreditarmos em tudo
o que nos dizem sem antes sabermos se é verdade ou não.
A ciência ajuda-nos a descobrir a razão, a razão do mundo visível, ou seja,
explica-nos a razão dos problemas de saúde, do ambiente, do espaço, etc.

     Para mim, o conhecimento pode ser considerado um poder, porque pode ser
utilizado para o benefício (ou não) da humanidade, ou pelo facto de o
conhecimento evoluir torna possível um maior poder sobre o resto da
humanidade que não tem acesso a esse conhecimento. Por exemplo, o
conhecimento do passado da Terra torna possível o poder de compreender a
evolução da mesma e porque é que hoje somos como somos. Outro exemplo
possível é o facto de durante a Segunda Guerra Mundial os EUA terem
conhecimento tecnológico superior ao dos Japoneses e lhes terem lançado
várias bombas atómicas que os mataram levando a vitória dos EUA sobre os
Japoneses.

     Se esta proposição for pronunciada por homens do senso comum, pode
tornar-se um perigo para a humanidade, uma vez que eles não questionam e não
criticam aquilo que lhes é ensinado, leva-os a ficar iludidos por alguém, pois
eles não se preocupam em descobrir a verdade ou a falsidade daquilo que
dizem.

    Segundo os argumentos que apresento, considero-me apta a concluir e a
dar uma resposta à minha tese. Será uma vantagem para o Homem? Ou será que
acarreta riscos para a humanidade? Concluindo então que o conhecimento,
sendo um poder, pode ser vantajoso para o Homem, pelo facto de ser benéfico e
poder ajudar o Homem na compreensão de vários dilemas da sociedade, bem
como, dos seus dias e da Terra. Torna-se uma vantagem por sermos o único ser à
face da Terra com a capacidade de adquirir conhecimento através do estudo e
da aprendizagem e de podermos transmitir esse conhecimento às gerações
vindouras. Porém o conhecimento como um poder pode trazer riscos para a
humanidade, isto porque o conhecimento não é utilizado e não é adquirido por
todos da mesma forma e nem todos têm acesso ao mesmo conhecimento. Por
exemplo, nós aqui com 15 anos, podemos ter mais conhecimento do que
pessoas da mesma idade que nós noutros países menos desenvolvidos, assim
como poderá haver pessoas com a mesma idade e com mais conhecimento do
que nós. Concluo que pode ser considerado um risco para a humanidade, por
haver pessoas com um conhecimento mais aprofundado e sobre mais áreas do
saber do que o resto das pessoas e utilizarem-no para prejudicar essas pessoas.
Ou seja, o conhecimento tanto pode ser uma vantagem ou um risco depende de
como e em que sentido seja utilizado, isto é, se for utilizado para o bem
ajudando a melhorar a qualidade da vida do Homem, pode ser uma vantagem
para a humanidade, mas também pode ser considerado um risco se prejudicar
servindo assim para enganar e manipular a maioria da humanidade e o planeta.



Daniela Guerreiro, 10ºA, nº4, 2011

O conhecimento é em si mesmo um poder - Daniela Guerreiro

  • 1.
    “ O conhecimentoé em si mesmo um poder.” O conhecimento pode ser considerado um poder. Mas será um poder vantajoso para o Homem? Ou será que acarreta riscos para a humanidade? O conhecimento é das maiores e melhores “coisas” que o ser humano pode adquirir, está na base de tudo. Existem vários tipos/áreas do conhecimento (saber). São elas o saber filosófico, o saber cientifico, o saber artístico, o saber religioso e o saber do senso comum, estes diferentes saberes permitem-nos descobrir mais em relação às diferentes áreas. A frase “O conhecimento é em si mesmo um poder” traduz-nos uma proposição, pois as proposições são frases declarativas com valor de verdade, isto é, podem ser verdadeiras ou falsas. Dentro das proposições esta ainda pode ser classificada como proposição universal, porque trata o conhecimento como um todo e não apenas uma parte deste. Por exemplo, não é só o conhecimento filosófico ou o conhecimento científico que é um poder mas sim todo o conjunto do saber. Eu considero que para conseguirmos entender e compreender o sentido da proposição devemos analisar os conceitos que nela estão identificados: “conhecimento” e “poder”. “Conhecimento” remete-nos para a aprendizagem de vários saberes. “Poder” traduz-nos algo forte e poderoso, que é utilizado em benefício de alguém. O facto de o conhecimento ser visto como um todo torna muito difícil, se não impossível, que nós humanos saibamos tudo sobre tudo, isto é, que tenhamos conhecimento de tudo o que nos rodeia, tudo o que acontece e porquê, saber tudo sobre todas as áreas do saber. Ninguém sabe tudo sobre tudo, nem que seja apenas de uma determinada área do saber, por exemplo um médico não sabe tudo sobre medicina nem todas as doenças, por isso ao longo da história ideia de saber tudo sobre tudo tem vindo a perder e se tem apostado na especialização do saber, isto é, saber mais de um determinado assunto ou área.
  • 2.
    O conhecimento podeter diferentes aplicações, pode ser utilizado para o bem ou para o mal, ou seja, se for utilizado para o bem pode se vantajoso para a humanidade pois pode ajudá-la nos seus problemas como, por exemplo, o saber aplicado à medicina pode servir para ajudar a sobreviver milhões de pessoas, porém este conhecimento pode ser também utilizado para o mal. Pelo facto de as pessoas terem falta de conhecimento, de serem ignorantes, existem outras pessoas que se aproveitam dessa ignorância para lhes fazer mal, levando-as a praticar atos que não querem, como de as levarem a dar-lhe dinheiro ou a comprar bens de que não necessitam. São exemplos de formas que são utilizações do conhecimento para fazer mal às pessoas. O conhecimento de umas áreas do saber como o filosófico e o saber científico, podem ser travados pelo saber religioso e do senso comum, Quando se descobriu que o Sol não girava à volta da Terra como a religião afirmava, esta pôs um travão ao desenvolvimento científico, proibindo a pessoa que o descobriu de o dizer. O saber do senso comum também se pode tornar um travão ao conhecimento, nomeadamente filosófico, porque a filosofia tenta responder a questões a que mais nenhuma área do saber consegue. Aquele saber torna-se um travão, pois qualquer resposta que lhe seja dada pode ser aceite sem que a critiquem ou sem a questionarem, o que pode dificultar o trabalho da filosofia pois esta tenta ajudar a resolver os dilemas da humanidade. O senso comum é acrítico, sistemático, ametódico, dogmático, coletivo, subjetivo: as realidades acontecem porque têm de acontecer simplesmente, não se questiona o que acontece. Porém este saber torna-se útil no nosso dia-a- dia, pois necessitamos dele para nos orientarmos na sociedade. A religião também é uma área do saber que se baseia em dogmas, por isso dificulta o questionamento e a aprendizagem do conhecimento. Este saber também nos mostra outra maneira de ver o mundo e a ideia de que existe algo para além do mundo visível e o conhecimento através do ensinamento da fé, da crença. A filosofia impele-nos na razão e na vontade de saber mais e descobrir mais sobre o mundo e sobre os problemas da humanidade, por isso é importante para que consigamos resolver os nossos dilemas, bem como evoluir no conhecimento e aprender que tudo o que existe tem uma razão de ser e uma maneira de existir. Temos de questionar e criticar aquilo que nos dizem, não acreditarmos em tudo o que nos dizem sem antes sabermos se é verdade ou não.
  • 3.
    A ciência ajuda-nosa descobrir a razão, a razão do mundo visível, ou seja, explica-nos a razão dos problemas de saúde, do ambiente, do espaço, etc. Para mim, o conhecimento pode ser considerado um poder, porque pode ser utilizado para o benefício (ou não) da humanidade, ou pelo facto de o conhecimento evoluir torna possível um maior poder sobre o resto da humanidade que não tem acesso a esse conhecimento. Por exemplo, o conhecimento do passado da Terra torna possível o poder de compreender a evolução da mesma e porque é que hoje somos como somos. Outro exemplo possível é o facto de durante a Segunda Guerra Mundial os EUA terem conhecimento tecnológico superior ao dos Japoneses e lhes terem lançado várias bombas atómicas que os mataram levando a vitória dos EUA sobre os Japoneses. Se esta proposição for pronunciada por homens do senso comum, pode tornar-se um perigo para a humanidade, uma vez que eles não questionam e não criticam aquilo que lhes é ensinado, leva-os a ficar iludidos por alguém, pois eles não se preocupam em descobrir a verdade ou a falsidade daquilo que dizem. Segundo os argumentos que apresento, considero-me apta a concluir e a dar uma resposta à minha tese. Será uma vantagem para o Homem? Ou será que acarreta riscos para a humanidade? Concluindo então que o conhecimento, sendo um poder, pode ser vantajoso para o Homem, pelo facto de ser benéfico e poder ajudar o Homem na compreensão de vários dilemas da sociedade, bem como, dos seus dias e da Terra. Torna-se uma vantagem por sermos o único ser à face da Terra com a capacidade de adquirir conhecimento através do estudo e da aprendizagem e de podermos transmitir esse conhecimento às gerações vindouras. Porém o conhecimento como um poder pode trazer riscos para a humanidade, isto porque o conhecimento não é utilizado e não é adquirido por todos da mesma forma e nem todos têm acesso ao mesmo conhecimento. Por exemplo, nós aqui com 15 anos, podemos ter mais conhecimento do que pessoas da mesma idade que nós noutros países menos desenvolvidos, assim como poderá haver pessoas com a mesma idade e com mais conhecimento do que nós. Concluo que pode ser considerado um risco para a humanidade, por haver pessoas com um conhecimento mais aprofundado e sobre mais áreas do saber do que o resto das pessoas e utilizarem-no para prejudicar essas pessoas. Ou seja, o conhecimento tanto pode ser uma vantagem ou um risco depende de como e em que sentido seja utilizado, isto é, se for utilizado para o bem
  • 4.
    ajudando a melhorara qualidade da vida do Homem, pode ser uma vantagem para a humanidade, mas também pode ser considerado um risco se prejudicar servindo assim para enganar e manipular a maioria da humanidade e o planeta. Daniela Guerreiro, 10ºA, nº4, 2011