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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
      CENTRO DE TECNOLOGIA
               UFPb




Métodos de perfuração


          Belarmino B. Lira
Métodos de perfuração
    Os métodos de perfuração para a
 construção de poços tubulares são
 numerosos, porém os mais utilizados são
 os métodos :
• Rotativos
• Percussivo
• Rotopneumático
Rotativo
• O método rotativo baseia-se na trituração
  e desagregação da rocha pelo movimento
  giratório de uma broca.

• É o mais utilizado para perfuração de
  poços tubulares em terrenos
  sedimentares.
Perfuração de poço
tubular profundo,
visando
rebaixamento    do
nível d'água Mina
de Ferro de
N4 E, na Serra dos
Carajás, PA, para a
CVRD
Percussivo
• O principio do método consistem em se
  ergue e deixar cair em queda livre
  alternadamente, um pesado conjunto de
  ferramentas (porta-cabo, percussores,
  haste e trépano).
• Ao cair em queda livre o trépano rompe o
  material rochoso, triturando- o, ao mesmo
  tempo em que gira sobre sue próprio eixo,
  proporcionando um furo redondo.
Rotopneumático
• Este método consistem na fragmentação
  da através da combinação de uma
  percussão em alta freqüência com
  pequeno curso de rotação. O fluido
  utilizado e principal agente de
  funcionalidade deste método é o ar
  comprimido procedente de compressores
  de alta potencia.
• Tem um excelente rendimento para
  perfuração de rochas cristalinas.
Projeto de poços tubulares

•   Profundidade do poço
•   Diâmetro da perfuração
•   Cimentação
•   Revestimento
•   Filtro
•   Pré-filtro
Profundidade do poço
• Sempre que possível toda a formação
  deve ser atravessada, pois esta é
  situação em que o poço apresenta o
  melhor rendimento hidráulico.
Diâmetro da perfuração
• O diâmetro de perfuração de um poço
  depende da capacidade de produção que
  se deseja alcança, pois ele define o
  diâmetro do revestimento, o qual define
  as especificações da bomba.
Revestimento
• O revestimento é composto dos tubos
  instalados ao longo da toda a perfuração,
  cuja principal finalidade é sustentar as
  paredes do poço, impedindo que a
  seqüência litológica atravessada
  desmorone
• Os tipos de revestimentos empregados em
  poços tubulares são basicamente tubos de
  aço e PVC. Nos últimos anos o PVC está
  se tornando cada vez mais empregado,
  principalmente em poços com menos de
  300 m de profundidade que captam águas
  muito corrosivas
Filtro

• O filtro é um revestimento especial que
  permite que a água contida na zona
  saturada do aqüífero escoe com facilidade
  para dentro do poço.
• As ranhuras do filtro deve ser menor que
  a granulometria do pré-filtro ou da própria
  litologia, para que não entre sedimentos
  no poço e danifique a bomba.
Pré-filtro
• O encascalhamento artificial de poços é
  um procedimento que consistem em
  colocar cascalho no espaço anelar
  existente entre o filtro e as paredes da
  formação aqüífera.
• A espessura do anel do cilíndrico de pré –
  filtro ser entre 7,5 cm e 20 cm, para
  assegurar um bom encascalhamento.
Cimentação

• A colocação de pasta de cimento no
  espaço anelar entre o revestimento e
  a parede do poço, ou em casos
  especiais, dentro do próprio poço, é
  denominada de cimentação, cujas
  algumas finalidades são descritas a
  seguir.
Vedação
• Quando um poço é abandonado, seja
  qual for o motivo, deve ser preenchido
  com pasta de cimento, eliminando um
  meio de acesso para a penetração de
  poluentes no aqüífero.
Fixação
• É uma das finalidades básicas no que diz
  respeito à construção do poço e tem
  como objetivo fixar o revestimento à
  parede do poço de forma a estabilizar
  permanentemente a obra.
Proteção sanitária
• A cimentação do espaço anelar da parte
  mas superior impedirá que águas
  poluídas da superfície se infiltrem e
  contaminem a água captada pelo poço.
Proteção
• Tem como objetivo proteger o
  revestimento da ação de águas
  agressivas.
Separação de aqüíferos
• Quando existem vários níveis de
  aqüíferos e dente eles um ou mais
  apresentam águas impróprias para o
  consumo, os níveis indesejáveis são
  separados por cimentação.
9”

0m             4 ½”
                             0m
                                        arenito médio
                             7m         argila azul
                             8m         argila amarela
                             13 m       arenito grosso
                             17 m       arenito médio argiloso
                             21 m
46 m    NE                   38 m       argila amarela
                             42 m       argila amarela arenosa

58 m                                    arenito grosso à médio
        ND                   74 m
               9”                       argila vermelha
                             76 m

90 m

             LEGENDA
100 m                  FILTRO GEOMEC.
                         PRÉ-FILTRO
                                        arenito médio à grosso
                         CIMENTAÇÃO
                       CENTRALIZADOR
                                             POÇO: CONDOMÍNIO
                                             OLIMPIADAS, RECIFE-PE
                                             NE = 46 m    ND = 58 m;

                                             VAZÃO =      5.100 l/h
120                          123 m
                                             BOMBA 4 BPS 5-09 de 1,5 HP
121
                                             DIÂMETRO DO FURO          9”
Desenvolvimentos de poços

   O fator mais importante é aumentar a
condutividade hidráulica natural nas
proximidades do poço e corrigir os danos
causados pela perfuração.
Tipos de desenvolvimento de poços


• Super bombeamento

• Reversão de fluxo

• Jateamento

• Pistoneamento

• Air suguer plunger
Super bombeamento

• Consiste em bombear o poço com uma
  vazão pelo menos duas vezes maior que
  a provável vazão de operação do poço.
• Este método não é indicado para poços
  perfurados em formações não
  consolidadas sem pré-filtro.
• Desvantagem deste método é a facilidade
  de formação de pontes de areia
Reversão de fluxo
• É o método de super bombeamento com
  paralisações. Algumas vezes, além de
  paralisar o bombeamento, injeta-se água
  na formação com o objetivo de criar uma
  inversão do fluxo de dentro do poço para
  dentro do aqüífero, passando pelo pré-
  filtro e ajudando a remover as partículas
  finas.
Jateamento

• Uma peça especial, denominada de
  jateador, é acoplada ao final do
  hasteamento e colocada na base dos
  filtros. O processo consiste em lançar um
  jato horizontal de água dentro do poço de
  tal modo que a alta velocidade da
  corrente através das aberturas do filtro,
  provocando um turbilhamento nas
  vizinhanças das paredes do poço e
  removendo as partículas finas.
Pistoneamento
• Método bastante eficiente, realizado
  normalmente com maquinas percussoras. O
  método consiste em pistonear um êmbolo de
  borracha que é instalado dentro do revestimento
  do poço (semelhante a uma seringa de injeção).
  O movimento constante de sobe e desce faz
  com que as partículas mais finas se desloquem
  em direção ao poço. A intervalos regulares
  retira-se o êmbolo e se limpa o poço.
Air suguer plunger
• Semelhante ao pisteamento, apenas o
  êmbolo é confeccionado de modo que
  permita a passagem de uma tubulação de
  ar para o poço ser constantemente limpo.
Reabilitação e manutenção de
          poços tubulares.
• Defina-se a reabilitação de um poço como
  sendo a restauração do mesmo ás suas
  condições mais eficientes de trabalho, por
  meio de vários tratamentos, usando
  inclusive técnicas de reconstrução.
•   BIBLIOGRAFIA

•   ALHEIROS, M.M. & FERREIRA, M.da G.V.X., 1991. A sub-bacia Cabo. Revisão geológica da faixa
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    Estudos geológicos. Série B, Vol. 10.

•   ALHEIROS, M.M., FERREIRA, M.da G.V.X., LIMA FILHO, M.F. de, 1995. Mapa geológico do Recife.
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•   BATISTA, R.P., 1984. Estudo hidrogeológico da Planície do Recife. Dissertação de Mestrado. Recife,
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•   BUTLER, Stanley, 1970. Engenharia de Recursos Hídricos.

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•   CONDOMÍNIO News, 2000. Manutenção de poços: Um cuidado a ser lembrado. Recife.

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    Recife, UFPE.

•   COSTA, W.D., SAMTOS, A.C., COSTA FILHO, W.D., 1994. O controle estrutural na formação dos
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•   COSTA, W.D., SANTOS, A.C., COSTA FILHO, W.D., FILHO, J.M., MONTEIRO, A.B., E SOUZA,
    F.J.A. de – 1998 – Estado Hidrogeológico da Região Metropolitana do Recife – Projeto HIDROREC –
    Convênio IDRC(Canadá) e UFPE/FADE. Relatório inédito.