APLICADA À
ODONTOLOGIA
MICROBIOLOGIA
INTRODUÇÃO
A microbiologia oral é a ciência que
estuda os microrganismos presentes
na boca. Além disso, estuda as
interações e as funções dos micróbios
na boca.
IMPORTÂNCIA
Saber quais são os principais
micróbios presentes na cavidade
bucal;
Entender as funções dos micróbios na
saúde bucal;
Compreender se os microrganismos
trazem prejuízos para a saúde bucal;
Entender a etiologia das doenças
bucais;
Traçar formas de prevenção; e
Traçar os tratamentos mais eficazes
no combate às doenças bucais.
Fungos
TIPOS DE MICROORGANISMOS
Vírus
Bactérias
Os fungos presentes na cavidade oral,
embora em quantidade reduzida, desempenham
um papel significativo na manutenção
do equilíbrio da microbiota, através de sua
interação com outros microrganismos.
Estima-se que sejam reconhecidas
mais de 750 espécies de bactérias presentes
na cavidade oral, embora o número preciso de
microrganismos seja ainda maior. A identificação
dessas espécies é prejudicada pelo fato de
que muitas delas não são cultiváveis em
laboratórios nos dias atuais
Embora possuam baixa complexidade estrutural,
os vírus podem causar grandes danos à célula
hospedeira. As suas propriedades os tornam
capazes de infectar o organismo através de
receptores de membrana específicos,
presentes nas células hospedeiras,
Alterações estruturais ou morfológicas dos tecidos
que compõem a cavidade oral.
Essas lesões são peculiares por apresentarem
características clínicas específicas e padronizadas,
podendo assumir diferentes formas, tamanhos,
cores e texturas.
São manifestações observáveis na mucosa bucal ou
pele que indicam modificações nos tecidos, incluindo
células e estruturas adjacentes, refletindo uma
gama de condições que variam de simples a
complexas.
LESÕES FUNDAMENTAIS
Através de sua morfologia e aparência,
as lesões fundamentais podem fornecer
informações valiosas para o diagnóstico,
prognóstico e planejamento do
tratamento, muitas vezes sendo
indicativas de condições patológicas,
incluindo inflamações, infecções, reações a
agentes externos, lesões pré-cancerígenas
ou neoplásicas; requerendo avaliação
clínica cuidadosa.
LESÕES FUNDAMENTAIS
QUAL A CAUSA?
Trauma: Lesões na mucosa oral podem ser causadas por
traumas físicos, como mordidas, fricção com aparelhos
ortodônticos, próteses mal ajustadas, escovação agressiva,
queimaduras térmicas ou químicas, entre outros.
Infecções: Infecções virais, bacterianas ou fúngicas podem
desencadear lesões, tais como o herpes oral, estomatites,
candidíase, entre outras.
Condições sistêmicas: Certas condições sistêmicas, como
diabetes, anemias, deficiências vitamínicas e
imunossupressão, podem manifestar lesões na mucosa oral.
Reações alérgicas: A resposta do organismo a substâncias
irritantes, alérgenos ou componentes de produtos
odontológicos podem desencadear lesões.
Fatores genéticos: Em alguns casos, condições específicas
relacionadas à genética podem predispor indivíduos a
determinadas lesões na mucosa oral.
Hábitos prejudiciais: Tabagismo, consumo excessivo de
álcool e hábitos alimentares inadequados podem influenciar
o surgimento de certas lesões.
COMO IDENTIFICAR?
Histórico do paciente: Comece obtendo uma história
clínica completa do paciente. Questione sobre sintomas,
duração da lesão, exposição a fatores de risco,
histórico médico e odontológico, uso de medicamentos e
hábitos de saúde bucal.
Exame clínico: Realize um exame visual cuidadoso da
cavidade oral do paciente com boa iluminação. Observe
qualquer alteração na coloração da mucosa, lesões,
áreas elevadas, depressões, ulcerações, placas, nódulos
ou outras características incomuns.
Palpação: A palpação suave da mucosa oral pode ajudar
a identificar lesões não visíveis ou para avaliar a
consistência de nódulos e inchaços.
COMO IDENTIFICAR?
Exames Complementares: Em situações em que a causa
da lesão não é evidente ou levanta suspeitas de uma
lesão maligna, exames complementares podem ser
necessários. Isso pode incluir a realização de biópsias,
radiografias, testes laboratoriais, cultura de tecido,
entre outros, para obter informações adicionais sobre a
lesão.
Conhecimento Clínico: A experiência clínica do
profissional é valiosíssima para a identificação de
lesões, uma vez que a familiaridade com várias
condições e padrões clínicos é essencial para um
diagnóstico preciso.
Acompanhamento: Em alguns casos, o acompanhamento a
longo prazo pode ser necessário para monitorar a
evolução da lesão, avaliar a resposta ao tratamento ou
detectar recorrências.
São modificações das colorações normais da mucosa oral, sem provocar
elevação ou depressão tecidual. Podem apresentar cores, tamanhos e formas
bastante variadas e sua origem é devido à presença de melanina ou a partir da
associação de outras causas.
MÁCULA
Lesões benignas oriundas de
melanócitos (células
produtoras de melanina,
responsável pela pigmentação
dos tecidos e proteção).
Pigmentação melânica
fisiológica.
Melanose associada ao fumo.
Mácula melanótica oral.
Nevos.
Melanoma.
Tatuagem por amálgama
(argirose focal).
Pigmentação pela minociclina
(antibiótico )
LESÕES BENIGNAS
ORIUNDAS DE
MELANÓCITOS
PIGMENTAÇÃO
MELÂNICA FISIOLÓGICA.
MELANOSE
ASSOCIADA AO FUMO
MÁCULA
MELANÓTICA ORAL
NEVO
MELANOMA
TATUAGEM POR
AMÁLGAMA
PIGMENTAÇÃO POR
MONICILINA
Lesões elevadas em relação ao tecido, cuja altura é
pequena em relação à extensão. São consistentes à
palpação e a superfície pode ser rugosa, verrucosa,
ondulada, lisa ou mista (apresentar diversas
combinações desses aspectos). As lesões fundamentais
do tipo placa podem se manifestar nas seguintes
patologias:
PLACA
PLACA
Condições hereditárias:
Leucoedema.
Nevo branco esponjoso.
Disceratose intra-epitelial
benigna hereditária.
Ceratose folicular.
Lesões reacionais:
Hiperceratose (friccional)
focal.
Lesões brancas associadas ao
tabaco sem fumaça.
Estomatite nicotínica.
Queilite solar.
– Outras lesões brancas:
Leucoplasia idiopática.
Leucoplasia pilosa.
Língua pilosa.
Língua geográfica.
Líquen plano.
Escara associada ao uso de
dentifrícios.
– Lesões branco-amareladas
não-epiteliais:
Candidíase.
Queimaduras mucosas.
Fibroses submucosas.
Grânulos de Fordyce.
Tecido linfóide ectópico.
Cistos gengivais.
Parúlide.
Lipoma.
NEVO BRANCO
ESPONJOSO
CANDIDIASE ORAL
GRÂNULOS DE FORDYCE.
EROSÃO
Representa perda parcial do epitélio sem exposição do tecido conjuntivo
subjacente. Surgem em decorrência de variados processos patológicos,
predominantemente de origem sistêmica, que produzem atrofia da mucosa
bucal, que se torna fina, plana e de aparência frágil
lesão superficial, normalmente
derivada da ruptura de uma
vesícula ou bolha, caracterizada
por perda parcial ou total do
epitélio superficial
: lesões erosivas do líquen plano,
glossite migratória ou língua
geográfica.
LÍNGUA GEOGRÁFICA
LÍQUEN PLANO
ÚLCERA OU ULCERAÇÃO
Lesão caracterizada pela perda do epitélio de superfície e
frequentemente parte do tecido conjuntivo subjacente, geralmente
apresenta-se afundada
Úlcera Aftosa Recorrente
Eritema Multiforme
Sialometaplasia Necrosante
Displasia Oral Ulcerada e
Carcinoma de Células Escamosas
ULCERA AFTOSA
RECORRENTE
ERITEMA MULTIFORME
SIALOMETAPLASIA
NECROSANTE
VESÍCULA E BOLHA
A vesícula consiste em uma elevação circunscrita com conteúdo líquido no
interior do epitélio ou imediatamente abaixo, não ultrapassando 3mm.
Geralmente ocorre rompimento e posterior ulceração e formação de
crosta.
Uma bolha (quando pequena, vesícula) é uma bola com líquido, que se
forma sob uma camada fina de pele morta. O líquido é uma mistura de
água e proteínas, que exsuda do tecido danificado. As bolhas formam-se,
mais frequentemente, como resposta a uma lesão específica, como uma
queimadura ou uma irritação e, em geral, envolvem apenas a camada
superior da pele. Essas bolhas curam-se rapidamente, sem deixar cicatriz.
VESÍCULA E BOLHA
Doenças viróticas:
Infecções pelo vírus causador do Herpes Simples.
Infecções pelo vírus causador da Varicela-Zoster.
Doença das mãos, pés e boca.
Herpangina.
Sarampo (Rubéola).
– Condições associadas a defeitos imunológicos:
Pênfigo vulgar.
Penfigoide cicatricial.
Penfigoide bolhoso.
Dermatite herpetiforme.
VESÍCULA E BOLHA
– Doenças hereditárias:
Epidermólise bolhosa.
– Lesões reacionais (não-infecciosas):
Extravasamento de muco.
Cisto de retenção de muco.
Rânula.
Mucocele do seio maxilar.
Cisto e pseudocisto de retenção do seio maxilar.
Sialometaplasia necrosante.
Patologia das glândulas salivares induzida por
radiação.
Hiperplasia adenomatóide.
HERPES SIMPLES E
ZÓSTER
EPIDERMÓLISE BOLHOSA
RÂNULA
MUCOCELE
PÁPULA
Corresponde a lesão cutânea e/ou mucosa que consiste numa elevação
circunscrita e sólida provocada por infiltração da camada superficial da
derme e pela hiperplasia dos seus elementos estruturais, assim como da
epiderme ou ainda por deposito local de substâncias metabólicas
NÓDULO
Elevação de consistência fibrosa ou sólida, superficial ou profunda. São
lesões sólidas maiores que 0,5 centímetro e menores que 3cm de diâmetro.
Sente-se pela palpação, podendo se desenvolver na pele ou tecido
conjuntivo, em diferentes órgãos no corpo
PÚSTULA
Elevação que contém exsudato purulento, com menos de 1 cm.
FÍSTULA
Trajeto anormal, estreito e alongado que se origina em
cavidade supurativa e que comunica uma superfície cutânea
ou mucosa com um órgão interno. Como a fístula é um
trajeto que é criado no tecido, o que visualizamos é a sua
saída, no entanto é possível realizar um exame chamado de
fistulografia ou radiografia para rastreamento de fístula.
Para realização deste exame, insere-se um cone secundário
de guta-percha na saída da fístula até obter resistência, em
seguida realiza-se radiografia periapical da região. Ao
revelar o exame, a guta-percha que apresenta imagem
radiopaca irá demonstrar todo o trajeto da fístula
FÍSTULA
PETÉQUIA
Área hemorrágica puntiforme e circular.
REVISÃO
MÁCULA E MANCHA PLACA
PÁPULA NÓDULO
REVISÃO
VESÍCULA BOLHA
PÚSTULA
EROSÃO
REVISÃO
ÚLCERA
FÍSTULA
INFECÇÕES
FÚNGICAS
Apesar de existirem uma gama de
espécies e patologias associadas aos
fungos, a CANDIDÍASE é uma das
principais e mais recorrentes na
odontologia.
CANDIDA ALBICANS
A Candidose pseudomembranosa é a forma mais comum da doença,
ocorrendo em qualquer idade, afetando, em particular, indivíduos
imunodeficientes e os lactentes (sistema imunitário debilitado ou em
desenvolvimento).
É caracterizada pelo aparecimento de placas moles, multifocais ou
difusas, ligeiramente elevadas, localizadas na mucosa jugal, língua,
palato e região retromolar, se bem que qualquer área da mucosa oral
possa ser afetada. Essas placas, ou pseudomembranas, assemelham-se
ao leite coalhado e são formadas por uma mistura de hifas do fungo,
fibrina, leucócitos, bactérias, epitélio descamado e queratina.
Quando removidas com uma gaze, é possível observar uma mucosa
normal, ligeiramente eritematosa ou ulcerada.
Em casos graves, pode haver atingimento de toda a cavidade oral. Se
não for tratada, pode evoluir para o estado crônico
DIAGNÓSTICO
Na maioria dos casos, o diagnóstico da Candidose Oral é baseado nos
sinais e sintomas. Apesar de essas lesões serem normalmente
assintomáticas, por vezes os pacientes referem sensação de queimadura
e dor moderada ou severa quando as lesões estão associadas a
ulcerações. Sintomas, como disfagia, alteração do paladar e halitose,
também podem ser referenciados
TRATAMENTO
Em pacientes saudáveis, a maior parte dos casos de Candidose Oral são localizados, e
a prescrição de antimicrobianos, antifúngicos tópicos ou sistêmicos habitualmente é
eficaz.
No tratamento das Candidoses Orais, utilizam-se várias substâncias desinfetantes
(Listerine, Sanguinária, Amônio quaternário e Clorexidina) por serem consideradas
eficazes na redução dos estados de inflamação da mucosa oral. Dos referidos, a mais
consensual é a clorhexidina, um antimicrobiano, cuja ação se exerce quer diretamente
nas células fúngicas, quer na sua capacidade de adesão
Relativamente aos antifúngicos tópicos, os mais frequentemente utilizados são a
nistatina e o miconazol.
INFECÇÕES
VIRAIS
varicela
herpes zoster
sarampo
mononucleose infecciosa
síndrome da imunodeficiência
adquirida (Aids)
papiloma-vírus humano
(HPV)
VARICELA E HERPES ZÓSTER
A varicela ou catapora
representa a infecção
primária causada pelo vírus
varicela-zoster (VZV). Após
um período de latência, que
geralmente dura décadas, a
recidiva é possível com o
surgimento do herpes zoster
MANIFESTAÇÕES ORAIS
As lesões iniciam como vesículas
branco-opacas pequenas,
que se rompem e formam
ulcerações rasas
Na fase aguda, tem-se o envolvimento cutâneo e oral, com as lesões
caracterizadas por serem um grupo de vesículas dispostas sobre base
eritematosa, evoluindo pelos estágios de vesícula, pústula, úlcera e
crosta, que tendem a seguir o trajeto do nervo afetado e respeitam a
linha média.
VARICELA E HERPES ZÓSTER
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da varicela e do herpes zoster, muitas vezes, é feito com
base nas manifestações clínicas e nos dados coletados. Caso seja neces-
sário, outros procedimentos podem ser realizados para a obtenção do
diagnóstico definitivo, como a cultura viral e os esfregaços citológicos
TRATAMENTO
Em pacientes saudáveis, a maior parte dos casos de Candidose Oral são localizados, e
a prescrição de antimicrobianos, antifúngicos tópicos ou sistêmicos habitualmente é
eficaz.
No tratamento das Candidoses Orais, utilizam-se várias substâncias desinfetantes
(Listerine, Sanguinária, Amônio quaternário e Clorexidina) por serem consideradas
eficazes na redução dos estados de inflamação da mucosa oral. Dos referidos, a mais
consensual é a clorhexidina, um antimicrobiano, cuja ação se exerce quer diretamente
nas células fúngicas, quer na sua capacidade de adesão
Relativamente aos antifúngicos tópicos, os mais frequentemente utilizados são a
nistatina e o miconazol.
SARAMPO
O sarampo refere-se a uma
infecção altamente contagiosa
causada por um vírus da
família
Paramixovírus do gênero
Morbillivirus
Trata-se de um vírus de RNA
de fita simples, que
atinge crianças e adultos
MANIFESTAÇÕES ORAIS
pequenas manchas branco-azuladas circundadas por um halo
eritematoso, que afetam principalmente a mucosa jugal
SARAMPO
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico do sarampo geralmente é feito
com base nas manifestações clínicas e nos dados
coletados. Caso seja necessário, outros procedi-
mentos podem ser realizados para a obtenção do
diagnóstico definitivo, como a avaliação de anti-
corpos IgM no sangue, em que normalmente apa-
recem no período de 1 a 3 dias após o início do
exantema e persistem por 1 ou 2 meses
TRATAMENTO
Não existe tratamento específico para o sarampo. Os medicamentos são utilizados
para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença
MONONUCLEOSE INFECCIOSA
A mononucleose infecciosa é uma
doença resultante da exposição
ao vírus Epstein Barr
(EBV)
MANIFESTAÇÕES ORAIS
Pode-se notar a presença de aumento de volume e exsu-
dato nas amigdalas e petéquias no palato duro
e mole
MONONUCLEOSE
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da mononucleose infecciosa é
normalmente baseado nas manifestações clíni-
cas combinadas com a presença de um valor au-
mentado de linfócitos atípicos no sangue perifé-
rico, além da presença de um achado sorológico
importante, que são os anticorpos heterofilos de
Paul-Bunnel
TRATAMENTO
Não existe tratamento específico para o mononucleose. Os medicamentos são
utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença
SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA
ADQUIRIDA (AIDS)
MANIFESTAÇÕES ORAIS
a candidíase, causada pela Candida albicans, é a manifestação clínica
mais comum em portadores de HIV, sendo um sinal da descompensação
imunológica, podendo se apresentar sob as formas
pseudomembranosa, eritematosa, queilite angular ou, ainda, hiperplásica
,com frequência anunciando a transição para Aids
A Aids é causada pelo vírus da
imunodeficiência humana (HIV)
DIAGNÓSTICO
Atualmente, existem vários métodos para
diagnosticar a infecção pelo HIV, tais como: tes-
tes de detecção de anticorpos, testes de detecção
de antígenos, técnicas de cultura viral e testes
de amplificação do genoma do vírus
TRATAMENTO
O tratamento para HIV é feito com medicamentos antirretrovirais, como a
lamivudina, tenofovir, dolutegravir e efavirenz, que são fornecidos gratuitamente pelo
SUS.
INFECÇÃO ASSOCIADA AO PAPILOMAVÍRUS
HUMANO (HPV)
MANIFESTAÇÕES ORAIS
O surgimento de infecções oportunistas parece estar mais relacionado
com a Aids, com a possibilidade de surgimento de candidíase, leucoplasia
pilosa, sarcoma de Kaposi, linfoma não Hodgkin
, além de GUN e PUN
O HPV pertence à família
Papillomaviridae, que apresenta
um tropismo pelo tecido epitelial
e pelas mucosas, afetando
frequente-
mente a região anogenital e a
mucosa oral
HPV
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da infecção pelo HPV na muco-
sa bucal normalmente é feito através de citologia
esfoliativa, técnicas de hibridização, Reação em
Cadeia da Polimerase
TRATAMENTO
Não existe um tratamento específico para o vírus em si, mas felizmente, o nosso
sistema imunológico costumar dar conta da eliminação do vírus. Quando isso não
acontece e surge uma lesão pré-maligna relacionada ao HPV, podemos removê-las.
Certamente, quando falamos em HPV, a palavra de ordem é prevenção com vacinação
INFECÇÕES
BACTERIANAS
Lesões de Cárie
Periodontopatias
Mucosite
GUN,PUN
Actinomicose
Osmeolmielite
Estomatite aftosa
CÁRIE
Por mais que a cárie tenha como etiologia a
presença de alguns microrganismos, ela é uma
doença multifatorial e somente a presença das
diferentes espécies de microrganismos não
serão capaz de desencadear o processo de
desmineralização que irá culminar na cárie.
Assim, ela não é considerada uma doença
transmissível, pois o indivíduo além de entrar
em contato com o microrganismo, tem que
estar exposto a outros fatores como, por
exemplo, má higiene oral e consumo excessivo
de açúcar, para que desenvolva as lesões
CÁRIE
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico pode ser feito através do exame clínico, e com o auxílio do exame
radiográfico para fechamento de diagnóstico.
TRATAMENTO
Remoção de todo o tecido cariado e reabilitação do elemento por meio de tratamentos
restauradores ou endodônticos. Dependendo da gravidade do avanço, a exodontia é o
tratamento de escolha.
GENGIVITE E PERIODONTITE
Nos pacientes que têm doença periodontal, o
acúmulo de biofilme leva a uma diminuição das
concentrações de oxigênio na região dos sulcos
gengivais, o que contribui para o
desenvolvimento de condições adequadas para
o crescimento de microrganismos anaeróbios e
capnofílicos. São eles, principalmente, a
Porphyromonas gingivalis e a Porphyromonas
intermedia que produzem toxinas
desencadeantes de uma reação inflamatória
nos tecidos adjacentes
GENGIVITE
PERIODONTITE
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico pode ser feito através do exame clínico, e com o auxílio do exame
radiográfico para fechamento de diagnóstico.
TRATAMENTO
Remoção de todo o foco infeccioso e instrução de higiene oral.
Em casos mais graves, o uso de anti-inflamatórios são preescritos.
A imunologia é uma ciência ou ramo da biologia
que estuda o sistema imunológico dos seres vivos.
Esse mecanismo é responsável pela defesa do
organismo de todos os seres celulares contra os
mais diversos elementos externos.
IMUNOLOGIA
FUNCIONAMENTO DO SISTEMA
O nosso corpo é como uma empresa em que cada setor é responsável por
uma função específica. O sistema imunológico é a parte encarregada de
nos proteger contra vírus e bactérias que tentam nos infectar. Ele é
formado por diversas células, e cada uma delas também exerce funções
específicas.
As células que constituem o sistema imune são chamadas de células
brancas, glóbulos brancos ou leucócitos. Dentro dos leucócitos há células
como os linfócitos, neutrófilos e macrófagos, que atuam no bloqueio e
eliminação de vírus e bactérias. Dentre eles, os linfócitos são os
principais produtores de anticorpos, que são formados por substâncias
chamadas de imunoglobulinas. Quando entramos em contato com um vírus
ou bactéria, os linfócitos produzem “exércitos” para nos proteger, ou
seja, novos grupos de linfócitos para combater aquele patógeno
específico.
“Anticorpo é uma proteína que é capaz de se ligar no antígeno, ou seja,
na proteína viral. Ela vai sinalizar para o corpo que aquilo é ofensivo e
vai eliminá-lo. Então, vão ser ativadas várias células que vão destruir o
vírus”
FORMAS DE FORTALECIMENTO
A forma mais eficaz dos últimos anos vem sendo o uso das vacias, e no
âmbito da odontologia essas são as principais: hepatite B, gripe
(influenza), tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), dupla tipo
adulto (contra difteria e tétano a cada década), BCG (Bacilo de
Calmette e Guérin) e febre amarela
EPI E EPC
Mesmo tendo conceito semelhante, existe uma diferença crucial. É que os EPIs
atuam na proteção direta do colaborador, minimizando acidentes e riscos físicos.
Já os EPCs são utilizados para a proteção coletiva do ambiente de trabalho. Eles
também indicam riscos presentes no ambiente.
Uma boa forma de memorizar essa diferença é pensar nos EPIs como agentes na
luta contra os riscos ocupacionais. Por exemplo, um respirador auxilia, de forma
direta, na proteção dos trabalhadores contra vapores e gases perigosos durante a
execução das atividades de trabalho.
No caso dos EPCs, a lógica é diferente. A ideia inicial é que eles atuem como uma
forma de alertar sobre o perigo para os trabalhadores da área. Dessa maneira,
encontramos cones e faixas de aviso, por exemplo.
EPI E EPC
São respiradores recomendados para proteção contra aerossóis.
Assim, ele é um dos principais equipamentos de proteção individual no contexto das
doenças respiratórias, sendo inclusive confundido com a máscara cirúrgica
EQUIPAMENTO DE
PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
(EPR)
oferecem proteção ao tronco do profissional contra possíveis riscos de origem
química, biológica, térmica
AVENTAL E JALECOS
Por ser uma parte tão importante e sensível do corpo, os olhos também necessitam
de proteção durante consultas ou procedimentos odontológicos
ÓCULOS
Como um dos materiais mais utilizados nos ambientes que tratam a saúde geral, as
luvas cumprem o papel de isolar as mãos do profissional contra contaminações ou
transmissões de micropartículas e microrganismos.
LUVAS
De uso individual e descartável, a touca protege o paciente contra possíveis
escamas ou partículas que possam se desprender do couro cabeludo e entrar em
contato com o paciente.
GORRO

MICRO, IMUNO E EPIS aula base para asb e tsb .pdf

  • 1.
  • 2.
    INTRODUÇÃO A microbiologia oralé a ciência que estuda os microrganismos presentes na boca. Além disso, estuda as interações e as funções dos micróbios na boca.
  • 3.
    IMPORTÂNCIA Saber quais sãoos principais micróbios presentes na cavidade bucal; Entender as funções dos micróbios na saúde bucal; Compreender se os microrganismos trazem prejuízos para a saúde bucal; Entender a etiologia das doenças bucais; Traçar formas de prevenção; e Traçar os tratamentos mais eficazes no combate às doenças bucais.
  • 4.
    Fungos TIPOS DE MICROORGANISMOS Vírus Bactérias Osfungos presentes na cavidade oral, embora em quantidade reduzida, desempenham um papel significativo na manutenção do equilíbrio da microbiota, através de sua interação com outros microrganismos. Estima-se que sejam reconhecidas mais de 750 espécies de bactérias presentes na cavidade oral, embora o número preciso de microrganismos seja ainda maior. A identificação dessas espécies é prejudicada pelo fato de que muitas delas não são cultiváveis em laboratórios nos dias atuais Embora possuam baixa complexidade estrutural, os vírus podem causar grandes danos à célula hospedeira. As suas propriedades os tornam capazes de infectar o organismo através de receptores de membrana específicos, presentes nas células hospedeiras,
  • 5.
    Alterações estruturais oumorfológicas dos tecidos que compõem a cavidade oral. Essas lesões são peculiares por apresentarem características clínicas específicas e padronizadas, podendo assumir diferentes formas, tamanhos, cores e texturas. São manifestações observáveis na mucosa bucal ou pele que indicam modificações nos tecidos, incluindo células e estruturas adjacentes, refletindo uma gama de condições que variam de simples a complexas. LESÕES FUNDAMENTAIS
  • 6.
    Através de suamorfologia e aparência, as lesões fundamentais podem fornecer informações valiosas para o diagnóstico, prognóstico e planejamento do tratamento, muitas vezes sendo indicativas de condições patológicas, incluindo inflamações, infecções, reações a agentes externos, lesões pré-cancerígenas ou neoplásicas; requerendo avaliação clínica cuidadosa. LESÕES FUNDAMENTAIS
  • 7.
    QUAL A CAUSA? Trauma:Lesões na mucosa oral podem ser causadas por traumas físicos, como mordidas, fricção com aparelhos ortodônticos, próteses mal ajustadas, escovação agressiva, queimaduras térmicas ou químicas, entre outros. Infecções: Infecções virais, bacterianas ou fúngicas podem desencadear lesões, tais como o herpes oral, estomatites, candidíase, entre outras. Condições sistêmicas: Certas condições sistêmicas, como diabetes, anemias, deficiências vitamínicas e imunossupressão, podem manifestar lesões na mucosa oral. Reações alérgicas: A resposta do organismo a substâncias irritantes, alérgenos ou componentes de produtos odontológicos podem desencadear lesões. Fatores genéticos: Em alguns casos, condições específicas relacionadas à genética podem predispor indivíduos a determinadas lesões na mucosa oral. Hábitos prejudiciais: Tabagismo, consumo excessivo de álcool e hábitos alimentares inadequados podem influenciar o surgimento de certas lesões.
  • 8.
    COMO IDENTIFICAR? Histórico dopaciente: Comece obtendo uma história clínica completa do paciente. Questione sobre sintomas, duração da lesão, exposição a fatores de risco, histórico médico e odontológico, uso de medicamentos e hábitos de saúde bucal. Exame clínico: Realize um exame visual cuidadoso da cavidade oral do paciente com boa iluminação. Observe qualquer alteração na coloração da mucosa, lesões, áreas elevadas, depressões, ulcerações, placas, nódulos ou outras características incomuns. Palpação: A palpação suave da mucosa oral pode ajudar a identificar lesões não visíveis ou para avaliar a consistência de nódulos e inchaços.
  • 9.
    COMO IDENTIFICAR? Exames Complementares:Em situações em que a causa da lesão não é evidente ou levanta suspeitas de uma lesão maligna, exames complementares podem ser necessários. Isso pode incluir a realização de biópsias, radiografias, testes laboratoriais, cultura de tecido, entre outros, para obter informações adicionais sobre a lesão. Conhecimento Clínico: A experiência clínica do profissional é valiosíssima para a identificação de lesões, uma vez que a familiaridade com várias condições e padrões clínicos é essencial para um diagnóstico preciso. Acompanhamento: Em alguns casos, o acompanhamento a longo prazo pode ser necessário para monitorar a evolução da lesão, avaliar a resposta ao tratamento ou detectar recorrências.
  • 10.
    São modificações dascolorações normais da mucosa oral, sem provocar elevação ou depressão tecidual. Podem apresentar cores, tamanhos e formas bastante variadas e sua origem é devido à presença de melanina ou a partir da associação de outras causas. MÁCULA Lesões benignas oriundas de melanócitos (células produtoras de melanina, responsável pela pigmentação dos tecidos e proteção). Pigmentação melânica fisiológica. Melanose associada ao fumo. Mácula melanótica oral. Nevos. Melanoma. Tatuagem por amálgama (argirose focal). Pigmentação pela minociclina (antibiótico )
  • 11.
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
    Lesões elevadas emrelação ao tecido, cuja altura é pequena em relação à extensão. São consistentes à palpação e a superfície pode ser rugosa, verrucosa, ondulada, lisa ou mista (apresentar diversas combinações desses aspectos). As lesões fundamentais do tipo placa podem se manifestar nas seguintes patologias: PLACA
  • 20.
    PLACA Condições hereditárias: Leucoedema. Nevo brancoesponjoso. Disceratose intra-epitelial benigna hereditária. Ceratose folicular. Lesões reacionais: Hiperceratose (friccional) focal. Lesões brancas associadas ao tabaco sem fumaça. Estomatite nicotínica. Queilite solar. – Outras lesões brancas: Leucoplasia idiopática. Leucoplasia pilosa. Língua pilosa. Língua geográfica. Líquen plano. Escara associada ao uso de dentifrícios. – Lesões branco-amareladas não-epiteliais: Candidíase. Queimaduras mucosas. Fibroses submucosas. Grânulos de Fordyce. Tecido linfóide ectópico. Cistos gengivais. Parúlide. Lipoma.
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    EROSÃO Representa perda parcialdo epitélio sem exposição do tecido conjuntivo subjacente. Surgem em decorrência de variados processos patológicos, predominantemente de origem sistêmica, que produzem atrofia da mucosa bucal, que se torna fina, plana e de aparência frágil lesão superficial, normalmente derivada da ruptura de uma vesícula ou bolha, caracterizada por perda parcial ou total do epitélio superficial : lesões erosivas do líquen plano, glossite migratória ou língua geográfica.
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    ÚLCERA OU ULCERAÇÃO Lesãocaracterizada pela perda do epitélio de superfície e frequentemente parte do tecido conjuntivo subjacente, geralmente apresenta-se afundada Úlcera Aftosa Recorrente Eritema Multiforme Sialometaplasia Necrosante Displasia Oral Ulcerada e Carcinoma de Células Escamosas
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    VESÍCULA E BOLHA Avesícula consiste em uma elevação circunscrita com conteúdo líquido no interior do epitélio ou imediatamente abaixo, não ultrapassando 3mm. Geralmente ocorre rompimento e posterior ulceração e formação de crosta. Uma bolha (quando pequena, vesícula) é uma bola com líquido, que se forma sob uma camada fina de pele morta. O líquido é uma mistura de água e proteínas, que exsuda do tecido danificado. As bolhas formam-se, mais frequentemente, como resposta a uma lesão específica, como uma queimadura ou uma irritação e, em geral, envolvem apenas a camada superior da pele. Essas bolhas curam-se rapidamente, sem deixar cicatriz.
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    VESÍCULA E BOLHA Doençasviróticas: Infecções pelo vírus causador do Herpes Simples. Infecções pelo vírus causador da Varicela-Zoster. Doença das mãos, pés e boca. Herpangina. Sarampo (Rubéola). – Condições associadas a defeitos imunológicos: Pênfigo vulgar. Penfigoide cicatricial. Penfigoide bolhoso. Dermatite herpetiforme.
  • 33.
    VESÍCULA E BOLHA –Doenças hereditárias: Epidermólise bolhosa. – Lesões reacionais (não-infecciosas): Extravasamento de muco. Cisto de retenção de muco. Rânula. Mucocele do seio maxilar. Cisto e pseudocisto de retenção do seio maxilar. Sialometaplasia necrosante. Patologia das glândulas salivares induzida por radiação. Hiperplasia adenomatóide.
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    PÁPULA Corresponde a lesãocutânea e/ou mucosa que consiste numa elevação circunscrita e sólida provocada por infiltração da camada superficial da derme e pela hiperplasia dos seus elementos estruturais, assim como da epiderme ou ainda por deposito local de substâncias metabólicas
  • 39.
    NÓDULO Elevação de consistênciafibrosa ou sólida, superficial ou profunda. São lesões sólidas maiores que 0,5 centímetro e menores que 3cm de diâmetro. Sente-se pela palpação, podendo se desenvolver na pele ou tecido conjuntivo, em diferentes órgãos no corpo
  • 40.
    PÚSTULA Elevação que contémexsudato purulento, com menos de 1 cm.
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    FÍSTULA Trajeto anormal, estreitoe alongado que se origina em cavidade supurativa e que comunica uma superfície cutânea ou mucosa com um órgão interno. Como a fístula é um trajeto que é criado no tecido, o que visualizamos é a sua saída, no entanto é possível realizar um exame chamado de fistulografia ou radiografia para rastreamento de fístula. Para realização deste exame, insere-se um cone secundário de guta-percha na saída da fístula até obter resistência, em seguida realiza-se radiografia periapical da região. Ao revelar o exame, a guta-percha que apresenta imagem radiopaca irá demonstrar todo o trajeto da fístula
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    REVISÃO MÁCULA E MANCHAPLACA PÁPULA NÓDULO
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    INFECÇÕES FÚNGICAS Apesar de existiremuma gama de espécies e patologias associadas aos fungos, a CANDIDÍASE é uma das principais e mais recorrentes na odontologia.
  • 48.
    CANDIDA ALBICANS A Candidosepseudomembranosa é a forma mais comum da doença, ocorrendo em qualquer idade, afetando, em particular, indivíduos imunodeficientes e os lactentes (sistema imunitário debilitado ou em desenvolvimento). É caracterizada pelo aparecimento de placas moles, multifocais ou difusas, ligeiramente elevadas, localizadas na mucosa jugal, língua, palato e região retromolar, se bem que qualquer área da mucosa oral possa ser afetada. Essas placas, ou pseudomembranas, assemelham-se ao leite coalhado e são formadas por uma mistura de hifas do fungo, fibrina, leucócitos, bactérias, epitélio descamado e queratina. Quando removidas com uma gaze, é possível observar uma mucosa normal, ligeiramente eritematosa ou ulcerada. Em casos graves, pode haver atingimento de toda a cavidade oral. Se não for tratada, pode evoluir para o estado crônico
  • 49.
    DIAGNÓSTICO Na maioria doscasos, o diagnóstico da Candidose Oral é baseado nos sinais e sintomas. Apesar de essas lesões serem normalmente assintomáticas, por vezes os pacientes referem sensação de queimadura e dor moderada ou severa quando as lesões estão associadas a ulcerações. Sintomas, como disfagia, alteração do paladar e halitose, também podem ser referenciados TRATAMENTO Em pacientes saudáveis, a maior parte dos casos de Candidose Oral são localizados, e a prescrição de antimicrobianos, antifúngicos tópicos ou sistêmicos habitualmente é eficaz. No tratamento das Candidoses Orais, utilizam-se várias substâncias desinfetantes (Listerine, Sanguinária, Amônio quaternário e Clorexidina) por serem consideradas eficazes na redução dos estados de inflamação da mucosa oral. Dos referidos, a mais consensual é a clorhexidina, um antimicrobiano, cuja ação se exerce quer diretamente nas células fúngicas, quer na sua capacidade de adesão Relativamente aos antifúngicos tópicos, os mais frequentemente utilizados são a nistatina e o miconazol.
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    INFECÇÕES VIRAIS varicela herpes zoster sarampo mononucleose infecciosa síndromeda imunodeficiência adquirida (Aids) papiloma-vírus humano (HPV)
  • 51.
    VARICELA E HERPESZÓSTER A varicela ou catapora representa a infecção primária causada pelo vírus varicela-zoster (VZV). Após um período de latência, que geralmente dura décadas, a recidiva é possível com o surgimento do herpes zoster MANIFESTAÇÕES ORAIS As lesões iniciam como vesículas branco-opacas pequenas, que se rompem e formam ulcerações rasas Na fase aguda, tem-se o envolvimento cutâneo e oral, com as lesões caracterizadas por serem um grupo de vesículas dispostas sobre base eritematosa, evoluindo pelos estágios de vesícula, pústula, úlcera e crosta, que tendem a seguir o trajeto do nervo afetado e respeitam a linha média.
  • 52.
  • 53.
    DIAGNÓSTICO O diagnóstico davaricela e do herpes zoster, muitas vezes, é feito com base nas manifestações clínicas e nos dados coletados. Caso seja neces- sário, outros procedimentos podem ser realizados para a obtenção do diagnóstico definitivo, como a cultura viral e os esfregaços citológicos TRATAMENTO Em pacientes saudáveis, a maior parte dos casos de Candidose Oral são localizados, e a prescrição de antimicrobianos, antifúngicos tópicos ou sistêmicos habitualmente é eficaz. No tratamento das Candidoses Orais, utilizam-se várias substâncias desinfetantes (Listerine, Sanguinária, Amônio quaternário e Clorexidina) por serem consideradas eficazes na redução dos estados de inflamação da mucosa oral. Dos referidos, a mais consensual é a clorhexidina, um antimicrobiano, cuja ação se exerce quer diretamente nas células fúngicas, quer na sua capacidade de adesão Relativamente aos antifúngicos tópicos, os mais frequentemente utilizados são a nistatina e o miconazol.
  • 54.
    SARAMPO O sarampo refere-sea uma infecção altamente contagiosa causada por um vírus da família Paramixovírus do gênero Morbillivirus Trata-se de um vírus de RNA de fita simples, que atinge crianças e adultos MANIFESTAÇÕES ORAIS pequenas manchas branco-azuladas circundadas por um halo eritematoso, que afetam principalmente a mucosa jugal
  • 55.
  • 56.
    DIAGNÓSTICO O diagnóstico dosarampo geralmente é feito com base nas manifestações clínicas e nos dados coletados. Caso seja necessário, outros procedi- mentos podem ser realizados para a obtenção do diagnóstico definitivo, como a avaliação de anti- corpos IgM no sangue, em que normalmente apa- recem no período de 1 a 3 dias após o início do exantema e persistem por 1 ou 2 meses TRATAMENTO Não existe tratamento específico para o sarampo. Os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença
  • 57.
    MONONUCLEOSE INFECCIOSA A mononucleoseinfecciosa é uma doença resultante da exposição ao vírus Epstein Barr (EBV) MANIFESTAÇÕES ORAIS Pode-se notar a presença de aumento de volume e exsu- dato nas amigdalas e petéquias no palato duro e mole
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  • 59.
    DIAGNÓSTICO O diagnóstico damononucleose infecciosa é normalmente baseado nas manifestações clíni- cas combinadas com a presença de um valor au- mentado de linfócitos atípicos no sangue perifé- rico, além da presença de um achado sorológico importante, que são os anticorpos heterofilos de Paul-Bunnel TRATAMENTO Não existe tratamento específico para o mononucleose. Os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença
  • 60.
    SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA(AIDS) MANIFESTAÇÕES ORAIS a candidíase, causada pela Candida albicans, é a manifestação clínica mais comum em portadores de HIV, sendo um sinal da descompensação imunológica, podendo se apresentar sob as formas pseudomembranosa, eritematosa, queilite angular ou, ainda, hiperplásica ,com frequência anunciando a transição para Aids A Aids é causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)
  • 61.
    DIAGNÓSTICO Atualmente, existem váriosmétodos para diagnosticar a infecção pelo HIV, tais como: tes- tes de detecção de anticorpos, testes de detecção de antígenos, técnicas de cultura viral e testes de amplificação do genoma do vírus TRATAMENTO O tratamento para HIV é feito com medicamentos antirretrovirais, como a lamivudina, tenofovir, dolutegravir e efavirenz, que são fornecidos gratuitamente pelo SUS.
  • 62.
    INFECÇÃO ASSOCIADA AOPAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV) MANIFESTAÇÕES ORAIS O surgimento de infecções oportunistas parece estar mais relacionado com a Aids, com a possibilidade de surgimento de candidíase, leucoplasia pilosa, sarcoma de Kaposi, linfoma não Hodgkin , além de GUN e PUN O HPV pertence à família Papillomaviridae, que apresenta um tropismo pelo tecido epitelial e pelas mucosas, afetando frequente- mente a região anogenital e a mucosa oral
  • 63.
  • 64.
    DIAGNÓSTICO O diagnóstico dainfecção pelo HPV na muco- sa bucal normalmente é feito através de citologia esfoliativa, técnicas de hibridização, Reação em Cadeia da Polimerase TRATAMENTO Não existe um tratamento específico para o vírus em si, mas felizmente, o nosso sistema imunológico costumar dar conta da eliminação do vírus. Quando isso não acontece e surge uma lesão pré-maligna relacionada ao HPV, podemos removê-las. Certamente, quando falamos em HPV, a palavra de ordem é prevenção com vacinação
  • 65.
  • 66.
    CÁRIE Por mais quea cárie tenha como etiologia a presença de alguns microrganismos, ela é uma doença multifatorial e somente a presença das diferentes espécies de microrganismos não serão capaz de desencadear o processo de desmineralização que irá culminar na cárie. Assim, ela não é considerada uma doença transmissível, pois o indivíduo além de entrar em contato com o microrganismo, tem que estar exposto a outros fatores como, por exemplo, má higiene oral e consumo excessivo de açúcar, para que desenvolva as lesões
  • 67.
  • 68.
    DIAGNÓSTICO O diagnóstico podeser feito através do exame clínico, e com o auxílio do exame radiográfico para fechamento de diagnóstico. TRATAMENTO Remoção de todo o tecido cariado e reabilitação do elemento por meio de tratamentos restauradores ou endodônticos. Dependendo da gravidade do avanço, a exodontia é o tratamento de escolha.
  • 69.
    GENGIVITE E PERIODONTITE Nospacientes que têm doença periodontal, o acúmulo de biofilme leva a uma diminuição das concentrações de oxigênio na região dos sulcos gengivais, o que contribui para o desenvolvimento de condições adequadas para o crescimento de microrganismos anaeróbios e capnofílicos. São eles, principalmente, a Porphyromonas gingivalis e a Porphyromonas intermedia que produzem toxinas desencadeantes de uma reação inflamatória nos tecidos adjacentes
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  • 71.
    DIAGNÓSTICO O diagnóstico podeser feito através do exame clínico, e com o auxílio do exame radiográfico para fechamento de diagnóstico. TRATAMENTO Remoção de todo o foco infeccioso e instrução de higiene oral. Em casos mais graves, o uso de anti-inflamatórios são preescritos.
  • 72.
    A imunologia éuma ciência ou ramo da biologia que estuda o sistema imunológico dos seres vivos. Esse mecanismo é responsável pela defesa do organismo de todos os seres celulares contra os mais diversos elementos externos. IMUNOLOGIA
  • 73.
    FUNCIONAMENTO DO SISTEMA Onosso corpo é como uma empresa em que cada setor é responsável por uma função específica. O sistema imunológico é a parte encarregada de nos proteger contra vírus e bactérias que tentam nos infectar. Ele é formado por diversas células, e cada uma delas também exerce funções específicas. As células que constituem o sistema imune são chamadas de células brancas, glóbulos brancos ou leucócitos. Dentro dos leucócitos há células como os linfócitos, neutrófilos e macrófagos, que atuam no bloqueio e eliminação de vírus e bactérias. Dentre eles, os linfócitos são os principais produtores de anticorpos, que são formados por substâncias chamadas de imunoglobulinas. Quando entramos em contato com um vírus ou bactéria, os linfócitos produzem “exércitos” para nos proteger, ou seja, novos grupos de linfócitos para combater aquele patógeno específico. “Anticorpo é uma proteína que é capaz de se ligar no antígeno, ou seja, na proteína viral. Ela vai sinalizar para o corpo que aquilo é ofensivo e vai eliminá-lo. Então, vão ser ativadas várias células que vão destruir o vírus”
  • 74.
    FORMAS DE FORTALECIMENTO Aforma mais eficaz dos últimos anos vem sendo o uso das vacias, e no âmbito da odontologia essas são as principais: hepatite B, gripe (influenza), tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), dupla tipo adulto (contra difteria e tétano a cada década), BCG (Bacilo de Calmette e Guérin) e febre amarela
  • 75.
    EPI E EPC Mesmotendo conceito semelhante, existe uma diferença crucial. É que os EPIs atuam na proteção direta do colaborador, minimizando acidentes e riscos físicos. Já os EPCs são utilizados para a proteção coletiva do ambiente de trabalho. Eles também indicam riscos presentes no ambiente.
  • 76.
    Uma boa formade memorizar essa diferença é pensar nos EPIs como agentes na luta contra os riscos ocupacionais. Por exemplo, um respirador auxilia, de forma direta, na proteção dos trabalhadores contra vapores e gases perigosos durante a execução das atividades de trabalho. No caso dos EPCs, a lógica é diferente. A ideia inicial é que eles atuem como uma forma de alertar sobre o perigo para os trabalhadores da área. Dessa maneira, encontramos cones e faixas de aviso, por exemplo. EPI E EPC
  • 77.
    São respiradores recomendadospara proteção contra aerossóis. Assim, ele é um dos principais equipamentos de proteção individual no contexto das doenças respiratórias, sendo inclusive confundido com a máscara cirúrgica EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA (EPR)
  • 78.
    oferecem proteção aotronco do profissional contra possíveis riscos de origem química, biológica, térmica AVENTAL E JALECOS
  • 79.
    Por ser umaparte tão importante e sensível do corpo, os olhos também necessitam de proteção durante consultas ou procedimentos odontológicos ÓCULOS
  • 80.
    Como um dosmateriais mais utilizados nos ambientes que tratam a saúde geral, as luvas cumprem o papel de isolar as mãos do profissional contra contaminações ou transmissões de micropartículas e microrganismos. LUVAS
  • 81.
    De uso individuale descartável, a touca protege o paciente contra possíveis escamas ou partículas que possam se desprender do couro cabeludo e entrar em contato com o paciente. GORRO