LESÕES
ULCERADAS
Prof. Paulo Victor T. Doriguêtto
paulovictor.doriguetto@unifagoc.edu.br
ÚLCERAS CRÔNICAS E/OU RECIDIVANTES
CONCEITO
▪ Lesões que se caracterizam por
apresentar um LONGO PERÍODO
DE DURAÇÃO e/ou por
mostrarem RECORRÊNCIA ao
longo do tempo, ou seja, ciclos de
aparecimento e desaparecimento
ÚLCERAS CRÔNICAS
da cavidade bucal
NATUREZA DIAGNÓSTICO
Sialometaplasia necrotizante
BENIGNA Ulceração aftosa recorrente
Herpes recorrente
Pênfigo vulgar
Penfigóide cicatricial
Lúpus eritematoso
Sífilis secundária
Tuberculose
Histoplasmose
Paracoccidiodomicose
ÚLCERAS CRÔNICAS
da cavidade bucal
NATUREZA DIAGNÓSTICO
POTENCIALMENTE MALIGNA
Líquen plano
ÚLCERAS CRÔNICAS
da cavidade bucal
NATUREZA DIAGNÓSTICO
MALIGNA Carcinoma espinocelular (CEC)
Tumor maligno de glândula salivar
Linfoma
Histórico de trauma ou outro fator irritativo?
SIALOMETAPLASIA
NECROTIZANTE
SIM
SIALOMETAPLASIA NECROTIZANTE
APRESENTAÇÃO
CLÍNICA
Lesão ulcerada
no palato
Fonte: Neville et al. (2009).
SIALOMETAPLASIA NECROTIZANTE
• CONDIÇÃO INFLAMATÓRIA RELATIVAMENTE RARA QUE LEVA A NECROSE
DAS GLÂNDULAS SALIVARES MENORES
• PODE MIMETIZAR UMA LESÃO MALIGNA, TANTO DO PONTO DE VISTA
CLÍNICO QUANTO MICROSCÓPICO
• FATORES QUE PODEM DESENCADEAR ESTA CONDIÇÃO: TRAUMA,
PRÓTESES MAL ADAPTADAS, CIRURGIAS PRÉVIAS, INJEÇÃO DE
ANESTÉSICOS LOCAIS
• Questionar o paciente sobre algum tratamento dentário na
arcada superior que tenha sido realizado recentemente!!!
SIALOMETAPLASIA NECROTIZANTE
SIALOMETAPLASIA
NECROTIZANTE
Tumefação associada a
dor e parestesia
Tecido necrótico separa-se
deixando uma área ulcerada
em formato de cratera
• ESTÁGIOS:
2 A 3 SEMANAS
Fonte: Neville et al. (2009)
SIALOMETAPLASIA NECROTIZANTE
• NÃO APRESENTA SINTOMATOLOGIA DOLOROSA
• PODE HAVER NECROSE DO OSSO MAXILAR SUBJACENTE
• TEMPO DE CICATRIZAÇÃO DESTAS LESÕES → 5 A 6 SEMANAS
• QUANDO A HISTÓRIA CLÍNICA FAVORECE O DIAGNÓSTICO → PODE-SE
AGUARDAR O REPARO DA LESÃO
• CASO NÃO HAJA ALTERAÇÃO NO QUADRO NO PERÍODO DE 1 A 2
SEMANAS → BIÓPSIA INCISIONAL PARA DESCARTAR LESÃO MALIGNA
Histórico de trauma ou outro fator irritativo?
Há histórico de recorrência?
Como é o curso das lesões?
• ÚLCERA AFTOSA RECORRENTE
• HERPES SECUNDÁRIO
NÃO
SIM
CURTO
ULCERA AFTOSA RECORRENTE
Percebe-se uma tendência grande de se considerar
erroneamente qualquer úlcera em mucosa bucal
como sendo afta
Afta ou Ulceração aftosa recorrente (UAR) representa
um diagnóstico específico de uma condição
IDIOPÁTICA caracterizada por úlceras recorrentes
envolvendo mucosa bucal NÃO CERATINIZADA
ULCERA AFTOSA RECORRENTE
DESCARTAR
OUTRAS
HIPÓTESES
Úlcera
traumática
HIV
Neutropenia
Síndrome de
Behçet
Doenças
inflamatórias
intestinais
ULCERA AFTOSA RECORRENTE
• A etiopatogenia das aftas permanece pouco esclarecida
• Cada paciente pode relatar um fator desencadeador diferente
ESTRESSE ALERGIA
DEFICIÊNCIA
NUTRICIONAL
TRAUMA ALIMENTAÇÃO
• A ocorrência familiar da UAR é frequentemente observada, sugerindo
uma PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA
ULCERA AFTOSA RECORRENTE
MENOR
MAIOR
HERPETIFORME
três formas distintas
ULCERA AFTOSA RECORRENTE
MENOR
•Forma mais frequente
•Caracterizada por úlceras rasas e pequenas (0,3-
1cm) em mucosa não ceratinizada
•Lesões podem ser precedidas por máculas
eritematosas com queimação ou sensação de
prurido
•Curso de 7 a 14 dias e curam sem deixar cicatrizes
•O intervalo entre as lesões é amplamente variável e
pode ir de um episódio por ano, até mais de dois
episódios por mês
três formas distintas
ULCERAÇÃO AFTOSA MENOR
Fonte: Neville et al. (2009)
ULCERA AFTOSA RECORRENTE
MAIOR
• Caracterizada por úlceras mais
extensas (1 a 3 cm)
• Maior duração (2 a 6 semanas)
• Estas lesões podem deixar cicatrizes
três formas distintas
ULCERAÇÃO AFTOSA MAIOR
Fonte: Neville et al. (2009)
ULCERA AFTOSA RECORRENTE
HERPETIFORME
•Representa a forma da doença com maior número
de lesões e maior frequência de recorrência
• Separadamente, cada lesão é pequena (1 a
3mm), podendo simular úlcera relacionada ao
herpes
•Diferença importante → UAR afeta mucosa não
ceratinizada e o herpes mucosa ceratinizada
• Um único episódio de UAR herpetiforme pode
mostrar mais de 100 lesões
três formas distintas
ULCERAÇÃO AFTOSA HERPETIFORME
Fonte: Neville et al. (2009)
ÚLCERA AFTOSA RECORRENTE
DIAGNÓSTICO
• Apresentação clínica da doença
• Eliminação das demais alterações que
possam levar a quadros clínicos
semelhantes
ÚLCERA AFTOSA RECORRENTE
• TRATAMENTO:
Casos brandos → redução da sintomatologia
dolorosa e aceleração do processo de cicatrização
ÚLCERA AFTOSA RECORRENTE
• TRATAMENTO:
Em casos que haja múltiplas lesões bochechos com
corticosteroides também podem ser empregados,
porque a aplicação se torna mais cômoda
Pacientes com UAR maior ou que apresentam uma alta frequência
de recorrência podem ser tratados com corticosteróides sistêmicos, a
fim de evitar novo surto ou diminuir sua frequência
HERPES SECUNDÁRIO
Infecção primaria pelo vírus
herpes simples → GEHA
Vírus migra através de nervos
sensitivos até o gânglio
trigêmeo, onde permanece
em estado de latência
HERPES SECUNDÁRIO
Diante de situações que modifiquem o estado imunológico
Ex.: episódios de exposição solar aguda, infecção, estresse, trauma...
Reativação do vírus
Novo ciclo é disparado → HERPES RECORRENTE OU SECUNDÁRIO
HERPES SECUNDÁRIO
ANTES DA MANIFESTAÇÃO CLÍNICA DA LESÃO:
• PERÍODO PRODRÔMICO → CARACTERIZADO POR SINTOMAS DE QUEIMAÇÃO,
DORMÊNCIA OU PRURIDO LOCALIZADOS NA MUCOSA CLINICAMENTE
NORMAL ONDE A LESÃO VAI SE DESENVOLVER POSTERIORMENTE
• APÓS ESTE PERÍODO, SURGEM VESÍCULAS QUE COALESCEM E SE ROMPEM
FORMANDO ÚLCERAS PREFERENCIALMENTE NA REGIÃO PERILABIAL
(TRANSIÇÃO ENTRE PELE E VERMELHÃO DO LÁBIO)
HERPES SECUNDÁRIO
Fonte: Neville et al. (2009)
HERPES SECUNDÁRIO
• O APARECIMENTO DE LESÕES DENTRO DA BOCA
É INCOMUM
• QUANDO ISSO OCORRE, AS REGIÕES DE
PREFERÊNCIA SÃO AS RECOBERTAS POR MUCOSA
CERATINIZADA ASSOCIADA A TECIDO ÓSSEO
(GENGIVA E PALATO DURO)
• APÓS A RUPTURA DAS VESÍCULAS INTRA-ORAIS
APARECEM ÁREAS ERITEMATOSAS OU ULCERADAS
Fonte: Neville et al. (2009)
HERPES SECUNDÁRIO
TRATAMENTO
• USO DE ANTIVIRAIS, DE FORMA SISTÊMICA OU TÓPICA → MAIOR EFICÁCIA
QUANDO UTILIZADO NO PERÍODO PRODRÔMICO OU NA FASE INICIAL DA
LESÃO
HERPES SECUNDÁRIO
A fase de vesículas representa o
estágio contagioso
Deve-se evitar consultas nesta fase (a não ser que seja uma
consulta de urgência) → Panarício herpético ou paroníquia
herpética
O uso de laserterapia de baixa intensidade pode ajudar para
acelerar o processo de cicatrização durante a fase de
crosta/ulceração
Fonte: Neville et al. (2009)
Histórico de trauma ou outro fator irritativo?
Há histórico de recorrência?
Como é o curso das lesões?
• LÍQUEN PLANO
• PÊNFIGO VULGAR
• PENFIGÓIDE CICATRICIAL
• LÚPUS ERITEMATOSO
NÃO
SIM
LONGO
LÍQUEN PLANO
• DOENÇA MUCOCUTÂNEA (DERMATOSE) RELATIVAMENTE COMUM QUE
ACOMETE A CAVIDADE BUCAL
• AFETA ADULTOS (MAIOR FREQUÊNCIA PACIENTES DO SEXO FEMININO)
• PODE APRESENTAR DIVERSAS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS, SENDO LESÕES
BRANCAS A PRINCIPAL
• LESÕES ULCERADAS TAMBÉM PODEM SER VISTAS COMO MANIFESTAÇÃO
DESTA DOENÇA
• ACOMETE, NORMALMENTE, A MUCOSA BUCAL, MAS PODE OCORRER NA
PELE, NAS UNHAS E NA MUCOSA GENITAL
LÍQUEN PLANO
• AS LESÕES EM PELE SE CARACTERIZAM POR PÁPULAS PURPÚREAS POLIGONAIS
E GERALMENTE AFETAM AS SUPERFÍCIES FLEXORAS DAS EXTREMIDADES
Fonte: Neville et al. (2009)
LÍQUEN PLANO
• LESÕES EM BOCA:
Reticular Erosiva
INTENSA SINTOMATOLOGIA
DOLOROSA
LÍQUEN PLANO
Fonte: FO/UFRGS (A) e Regezi, Sciubba, Jordan (B)
LÍQUEN PLANO
• AS LESÕES EROSIVAS ACOMETEM
PRINCIPALMENTE A LÍNGUA, MUCOSA
JUGAL E GENGIVA
• QUANDO AS LESÕES SE LIMITAM À
GENGIVA, DENOMINAMOS O QUADRO DE
GENGIVITE DESCAMATIVA
Fonte: Neville et al. (2009)
LÍQUEN PLANO
• AS LESÕES BUCAIS PODEM PERSISTIR POR ANOS COM PERÍODOS DE REMISSÃO
(DESAPARECIMENTO) E EXACERBAÇÃO (AGRAVAMENTO)
• O HISTÓRICO DE RECORRÊNCIAS PODE AUXILIAR MUITO NO DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL
• É COMUM OS PERÍODOS DE EXACERBAÇÃO ESTAREM ASSOCIADOS COM
PERÍODOS DE ESTRESSE EMOCIONAL OU BAIXA NA IMUNIDADE
LÍQUEN PLANO
DIAGNÓSTICO: confirmado a partir da realização de biópsia incisional
TRATAMENTO → Uso tópico de corticosteróides (dexametasona ou propionato de
clobetasol) → quando há sintomas (lesões em estágio atrófico ou erosivo)
Casos não responsivos a esta terapêutica podem ser tratados com corticosteróides de
uso sistêmico
Lesões exclusivamente em gengiva → o propionato de clobetasol pode ser aplicado
na forma de gel com auxílio de uma moldeira de acetato (como se fosse uma
moldeira de clareamento)
Quando o medicamento de escolha for propionato de clobetasol, deve-se associar o
uso de nistatina → evitar que a imunossupressão favoreça a infecção por Candida
albicans
PÊNFIGO VULGAR
• É MENOS FREQUENTE QUE O LÍQUEN PLANO (1 A 5 CASOS/1.000.000)
• AS LESÕES BUCAIS USUALMENTE SE DESENVOLVEM ANTES DAS LESÕES EM PELE
E SÃO DE DIFÍCIL MANEJO → NÃO RESPONDEM BEM AO TRATAMENTO
• GERALMENTE, ACOMETE PACIENTES ADULTOS E NÃO APRESENTA PREDILEÇÃO
POR SEXO
• EM CASOS GRAVES PODE LEVAR O PACIENTE À ÓBITO
PÊNFIGO VULGAR
• Bolhas ocorrem devido a uma produção anormal, por razões desconhecidas, de
autoanticorpos que são dirigidos contra glicoproteínas de superfície da célula
epidérmica, a desmogleína 3 e a desmogleína 1
Regezi, Sciubba, Jordan (2013)
O estágio de bolha é raramente descrito ou percebido
pelo paciente, pois as lesões apresentam teto friável e
se rompem rapidamente
Deixando extensas áreas de erosão ou ulcerações
superficiais irregulares distribuídas ao acaso em toda
mucosa bucal
Lábio, palato, ventre lingual e gengiva costumam ser
os locais mais acometidos
PÊNFIGO VULGAR
PÊNFIGO VULGAR
Lesões em boca
Regezi, Sciubba, Jordan (2013) Fonte: Neville et al. (2009)
PÊNFIGO VULGAR
Lesões em pele
Regezi, Sciubba, Jordan (2013)
Em alguns casos, as
lesões em pele podem se
desenvolver até um ano
depois do aparecimento
das lesões bucais
Apresentam-se como
vesículas ou bolhas que
se rompem rapidamente
deixando uma superfície
desnuda eritematosa
Manobra que pode auxiliar no diagnostico diferencial
Consiste na aplicação de uma pressão lateral firme
em uma área de mucosa ou pele aparentemente
normal
Se uma bolha se formar após o procedimento,
considera-se o sinal positivo, sendo este sugestivo do
diagnóstico de pênfigo vulgar
PÊNFIGO VULGAR
Sinal de Nikolsky
PÊNFIGO VULGAR
• DIAGNÓSTICO: BIÓPSIA INCISIONAL DE UMA DAS LESÕES BUCAIS É REALIZADA
• OS ACHADOS HISTOLÓGICOS PODEM LEVAR A UM DIAGNÓSTICO DEFINITIVO, MAS, EM
ALGUNS CASOS, TESTES DE IMUNOFLUORESCÊNCIA SÃO INDICADOS PARA CONFIRMAÇÃO
• É IMPORTANTE QUE O TECIDO PERILESIONAL APARENTEMENTE NORMAL SEJA INCLUÍDO
DURANTE O PROCEDIMENTO DA BIÓPSIA
PÊNFIGO VULGAR
TRATAMENTO:
• CONSISTE NO USO DE CORTICOSTERÓIDES SISTÊMICOS. QUANDO MAIS PRECOCEMENTE O
TRATAMENTO COMEÇAR, MELHOR SERÁ A RESPOSTA DO PACIENTE
• O PACIENTE DEVE SER ENCAMINHADO PARA UM MÉDICO EXPERIENTE EM TERAPIA
IMUNOSSUPRESSORA POR SER UMA DOENÇA DE DIFÍCIL MANEJO
PENFIGÓIDE CICATRICIAL
• SINÔNIMO: PENFIGÓIDE BENIGNO DAS MEMBRANAS MUCOSAS
• DOENÇA IMUNOLOGICAMENTE MEDIADA EM QUE AUTO-ANTICORPOS ATACAM PROTEÍNAS
RESPONSÁVEIS PELA ADESÃO ENTRE EPITÉLIO E MEMBRANA BASAL
• TRATA-SE DE UMA DOENÇA MAIS INCOMUM SE COMPARADA AO LÍQUEN PLANO E AO
PÊNFIGO VULGAR
• ESTA DOENÇA USUALMENTE ACOMETE PACIENTES ADULTOS E DO GÊNERO FEMININO
PÊNFIGO CICATRICIAL
PENFIGÓIDE CICATRICIAL
As lesões bucais iniciam como bolhas ou vesículas
que usualmente podem ser detectadas clinicamente
Como o teto das bolhas do penfigóide é mais
espesso que o observado nas bolhas do pênfigo
vulgar, esta demora mais para se romper
Posteriormente, as bolhas se rompem deixando
áreas extensas de ulceração com sintomatologia
dolorosa e que persistem durante semanas a meses
quando não tratadas
PENFIGÓIDE CICATRICIAL
Lesões em boca
Fonte: Neville et al. (2009)
• Podem acometer qualquer sítio da boca
(em alguns casos, aparece restrita em gengiva)
PENFIGÓIDE CICATRICIAL
Fonte: Neville et al. (2009)
• Além da mucosa bucal, pode haver lesões em outros locais como a mucosa
conjuntiva, nasal, esofágica, laríngea e vaginal, bem como na pele.
SIMBLÉFARO
• A BIÓPSIA VAI SER FUNDAMENTAL NO PROCESSO DIAGNÓSTICO E TAMBÉM
DEVE INCLUIR UMA ÁREA DE MUCOSA ADJACENTE APARENTEMENTE NORMAL
• O DIAGNÓSTICO PODE SER FECHADO COM BASE NAS CARACTERÍSTICAS
HISTOPATOLÓGICAS, MAS A IMUNOFLUORESCÊNCIA É NECESSÁRIA EM
GRANDE PARTE DOS CASOS
PENFIGÓIDE CICATRICIAL
PENFIGÓIDE CICATRICIAL
• É caracterizado por períodos de remissão e exacerbação.
• Lesões bucais serão tratadas de acordo com a sua severidade
• Lesões mais brandas: corticoesteróides tópicos
• Uso de placa de acetato em casos de lesões restritas a gengiva
• Casos mais graves: corticoesteróides sistêmicos
• Complicação mais significativa do penfigóide → envolvimento ocular que pode
levar a cegueira. Em função disso, o acompanhamento com oftalmologista é de
extrema importância
LÚPUS ERITEMATOSO
Condição imunologicamente mediada de etiologia
desconhecida
Pode envolver vários sistemas → lúpus eritematoso sistêmico
(LES)
Apenas pele e mucosa → lúpus eritematoso cutâneo crônico
(LECC)
LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
• O LES OCORRE COM MAIOR FREQUÊNCIA EM
MULHERES
• SINTOMAS COMUNS DO LES INCLUEM FEBRE,
PERDA DE PESO, ARTRITE, FADIGA E MAL-ESTAR
• APROXIMADAMENTE 50% DOS PACIENTES
DESENVOLVEM UMA LESÃO SOBRE A REGIÃO
ZIGOMÁTICA E NASAL EM FORMATO DE ASA DE
BORBOLETA (EXANTEMA MALAR), QUE TENDE A
PIORAR COM A EXPOSIÇÃO AO SOL
• ENTRE 5-25% DOS PACIENTES COM LES
DESENVOLVE LESÕES BUCAIS
• AS LOCALIZAÇÕES MAIS COMUNS INCLUEM PALATO,
MUCOSA JUGAL E GENGIVA
• AS LESÕES PODEM VARIAR DESDE ÁREAS
GRANULOMATOSAS, LIQUENÓIDES, ATÉ ULCERADAS
Fonte: Neville et al. (2009)
LÚPUS ERITEMATOSO
SISTÊMICO
LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
• A COMPLICAÇÃO MAIS GRAVE DO LES ESTÁ RELACIONADA AO
ACOMETIMENTO DO RIM, QUE OCORRE EM CERCA DE METADE DOS
PACIENTES E PODE LEVAR A FALÊNCIA RENAL
• O DIAGNÓSTICO FINAL PODE SER DIFÍCIL DE SER ESTABELECIDO E SE BASEIA
NA ASSOCIAÇÃO DE DIFERENTES ACHADOS CLÍNICOS E LABORATORIAIS
Caracterizado por lesões em pele e em mucosa associado a
pouco ou nenhum sintoma sistêmico
As lesões em pele ocorrem com maior frequência em áreas
expostas ao sol em especial na região de cabeça e pescoço
Estas lesões são caracterizadas por descamação, atrofia e
distúrbios na pigmentação
LÚPUS ERITEMATOSO CUTÂNEO
CRÔNICO
LÚPUS ERITEMATOSO CUTÂNEO
CRÔNICO
Fonte: Neville et al. (2009)
As lesões em pele são usualmente idênticas a do líquen plano
erosivo e também estão associadas com sintomatologia dolorosa
Tanto pacientes com LES ou LECC devem evitar a exposição solar
O tratamento geralmente é a base de corticosteroides, sendo
coordenado por um médico que tenha experiência com este tipo
de doença
LÚPUS ERITEMATOSO CUTÂNEO
CRÔNICO
Histórico de trauma ou outro fator irritativo?
Há histórico de recorrência?
Há sintoma sistêmico como febre, perda de peso e mal estar?
•
• SÍFILIS SECUNDÁRIA
• TUBERCULOSE
• HISTOPLASMOSE
• PARACOCCIDIOIDOMICOSE
NÃO
SIM
NÃO
Histórico de trauma ou outro fator irritativo?
Há histórico de recorrência?
Há sintoma sistêmico como febre, perda de peso e mal estar?
•
• CARCINOMA ESPINOCELULAR
• TUMOR MALIGNO DE GLÂNDULA SALIVAR
• LINFOMA
NÃO
NÃO
NÃO
REFERÊNCIAS:
❖ Apostila de Lesões Ulceradas. Curso de Estomatologia para Cirurgiões-
Dentistas da Rede Pública de Atenção à Saúde – Módulo IV (Lesões
ulceradas agudas). Faculdade de Odontologia, Núcleo de Telessaúde da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
❖ Neville, B. W.; Damm, D. D.; Allen CM, Bouquot JE. Patologia Oral e
Maxilofacial - 3ª Ed., Elsevier, 2009.
❖ Regezi, J. A.; Sciubba, J.; Jordan, R. Patologia Oral: Correlações
Clinicopatológicas - 6ª Edição, Elsevier, 2013.
OBRIGADO!
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Aula 6 - Lesões ulceradas crônicas.pdf

  • 1.
    LESÕES ULCERADAS Prof. Paulo VictorT. Doriguêtto paulovictor.doriguetto@unifagoc.edu.br
  • 2.
    ÚLCERAS CRÔNICAS E/OURECIDIVANTES CONCEITO ▪ Lesões que se caracterizam por apresentar um LONGO PERÍODO DE DURAÇÃO e/ou por mostrarem RECORRÊNCIA ao longo do tempo, ou seja, ciclos de aparecimento e desaparecimento
  • 3.
    ÚLCERAS CRÔNICAS da cavidadebucal NATUREZA DIAGNÓSTICO Sialometaplasia necrotizante BENIGNA Ulceração aftosa recorrente Herpes recorrente Pênfigo vulgar Penfigóide cicatricial Lúpus eritematoso Sífilis secundária Tuberculose Histoplasmose Paracoccidiodomicose
  • 4.
    ÚLCERAS CRÔNICAS da cavidadebucal NATUREZA DIAGNÓSTICO POTENCIALMENTE MALIGNA Líquen plano
  • 5.
    ÚLCERAS CRÔNICAS da cavidadebucal NATUREZA DIAGNÓSTICO MALIGNA Carcinoma espinocelular (CEC) Tumor maligno de glândula salivar Linfoma
  • 6.
    Histórico de traumaou outro fator irritativo? SIALOMETAPLASIA NECROTIZANTE SIM
  • 7.
  • 8.
    SIALOMETAPLASIA NECROTIZANTE • CONDIÇÃOINFLAMATÓRIA RELATIVAMENTE RARA QUE LEVA A NECROSE DAS GLÂNDULAS SALIVARES MENORES • PODE MIMETIZAR UMA LESÃO MALIGNA, TANTO DO PONTO DE VISTA CLÍNICO QUANTO MICROSCÓPICO • FATORES QUE PODEM DESENCADEAR ESTA CONDIÇÃO: TRAUMA, PRÓTESES MAL ADAPTADAS, CIRURGIAS PRÉVIAS, INJEÇÃO DE ANESTÉSICOS LOCAIS
  • 9.
    • Questionar opaciente sobre algum tratamento dentário na arcada superior que tenha sido realizado recentemente!!! SIALOMETAPLASIA NECROTIZANTE
  • 10.
    SIALOMETAPLASIA NECROTIZANTE Tumefação associada a dore parestesia Tecido necrótico separa-se deixando uma área ulcerada em formato de cratera • ESTÁGIOS: 2 A 3 SEMANAS Fonte: Neville et al. (2009)
  • 11.
    SIALOMETAPLASIA NECROTIZANTE • NÃOAPRESENTA SINTOMATOLOGIA DOLOROSA • PODE HAVER NECROSE DO OSSO MAXILAR SUBJACENTE • TEMPO DE CICATRIZAÇÃO DESTAS LESÕES → 5 A 6 SEMANAS • QUANDO A HISTÓRIA CLÍNICA FAVORECE O DIAGNÓSTICO → PODE-SE AGUARDAR O REPARO DA LESÃO • CASO NÃO HAJA ALTERAÇÃO NO QUADRO NO PERÍODO DE 1 A 2 SEMANAS → BIÓPSIA INCISIONAL PARA DESCARTAR LESÃO MALIGNA
  • 12.
    Histórico de traumaou outro fator irritativo? Há histórico de recorrência? Como é o curso das lesões? • ÚLCERA AFTOSA RECORRENTE • HERPES SECUNDÁRIO NÃO SIM CURTO
  • 13.
    ULCERA AFTOSA RECORRENTE Percebe-seuma tendência grande de se considerar erroneamente qualquer úlcera em mucosa bucal como sendo afta Afta ou Ulceração aftosa recorrente (UAR) representa um diagnóstico específico de uma condição IDIOPÁTICA caracterizada por úlceras recorrentes envolvendo mucosa bucal NÃO CERATINIZADA
  • 14.
  • 15.
    ULCERA AFTOSA RECORRENTE •A etiopatogenia das aftas permanece pouco esclarecida • Cada paciente pode relatar um fator desencadeador diferente ESTRESSE ALERGIA DEFICIÊNCIA NUTRICIONAL TRAUMA ALIMENTAÇÃO • A ocorrência familiar da UAR é frequentemente observada, sugerindo uma PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA
  • 16.
  • 17.
    ULCERA AFTOSA RECORRENTE MENOR •Formamais frequente •Caracterizada por úlceras rasas e pequenas (0,3- 1cm) em mucosa não ceratinizada •Lesões podem ser precedidas por máculas eritematosas com queimação ou sensação de prurido •Curso de 7 a 14 dias e curam sem deixar cicatrizes •O intervalo entre as lesões é amplamente variável e pode ir de um episódio por ano, até mais de dois episódios por mês três formas distintas
  • 18.
    ULCERAÇÃO AFTOSA MENOR Fonte:Neville et al. (2009)
  • 19.
    ULCERA AFTOSA RECORRENTE MAIOR •Caracterizada por úlceras mais extensas (1 a 3 cm) • Maior duração (2 a 6 semanas) • Estas lesões podem deixar cicatrizes três formas distintas
  • 20.
    ULCERAÇÃO AFTOSA MAIOR Fonte:Neville et al. (2009)
  • 21.
    ULCERA AFTOSA RECORRENTE HERPETIFORME •Representaa forma da doença com maior número de lesões e maior frequência de recorrência • Separadamente, cada lesão é pequena (1 a 3mm), podendo simular úlcera relacionada ao herpes •Diferença importante → UAR afeta mucosa não ceratinizada e o herpes mucosa ceratinizada • Um único episódio de UAR herpetiforme pode mostrar mais de 100 lesões três formas distintas
  • 22.
  • 23.
    ÚLCERA AFTOSA RECORRENTE DIAGNÓSTICO •Apresentação clínica da doença • Eliminação das demais alterações que possam levar a quadros clínicos semelhantes
  • 24.
    ÚLCERA AFTOSA RECORRENTE •TRATAMENTO: Casos brandos → redução da sintomatologia dolorosa e aceleração do processo de cicatrização
  • 25.
    ÚLCERA AFTOSA RECORRENTE •TRATAMENTO: Em casos que haja múltiplas lesões bochechos com corticosteroides também podem ser empregados, porque a aplicação se torna mais cômoda Pacientes com UAR maior ou que apresentam uma alta frequência de recorrência podem ser tratados com corticosteróides sistêmicos, a fim de evitar novo surto ou diminuir sua frequência
  • 26.
    HERPES SECUNDÁRIO Infecção primariapelo vírus herpes simples → GEHA Vírus migra através de nervos sensitivos até o gânglio trigêmeo, onde permanece em estado de latência
  • 27.
    HERPES SECUNDÁRIO Diante desituações que modifiquem o estado imunológico Ex.: episódios de exposição solar aguda, infecção, estresse, trauma... Reativação do vírus Novo ciclo é disparado → HERPES RECORRENTE OU SECUNDÁRIO
  • 28.
    HERPES SECUNDÁRIO ANTES DAMANIFESTAÇÃO CLÍNICA DA LESÃO: • PERÍODO PRODRÔMICO → CARACTERIZADO POR SINTOMAS DE QUEIMAÇÃO, DORMÊNCIA OU PRURIDO LOCALIZADOS NA MUCOSA CLINICAMENTE NORMAL ONDE A LESÃO VAI SE DESENVOLVER POSTERIORMENTE • APÓS ESTE PERÍODO, SURGEM VESÍCULAS QUE COALESCEM E SE ROMPEM FORMANDO ÚLCERAS PREFERENCIALMENTE NA REGIÃO PERILABIAL (TRANSIÇÃO ENTRE PELE E VERMELHÃO DO LÁBIO)
  • 29.
  • 30.
    HERPES SECUNDÁRIO • OAPARECIMENTO DE LESÕES DENTRO DA BOCA É INCOMUM • QUANDO ISSO OCORRE, AS REGIÕES DE PREFERÊNCIA SÃO AS RECOBERTAS POR MUCOSA CERATINIZADA ASSOCIADA A TECIDO ÓSSEO (GENGIVA E PALATO DURO) • APÓS A RUPTURA DAS VESÍCULAS INTRA-ORAIS APARECEM ÁREAS ERITEMATOSAS OU ULCERADAS Fonte: Neville et al. (2009)
  • 31.
    HERPES SECUNDÁRIO TRATAMENTO • USODE ANTIVIRAIS, DE FORMA SISTÊMICA OU TÓPICA → MAIOR EFICÁCIA QUANDO UTILIZADO NO PERÍODO PRODRÔMICO OU NA FASE INICIAL DA LESÃO
  • 32.
    HERPES SECUNDÁRIO A fasede vesículas representa o estágio contagioso Deve-se evitar consultas nesta fase (a não ser que seja uma consulta de urgência) → Panarício herpético ou paroníquia herpética O uso de laserterapia de baixa intensidade pode ajudar para acelerar o processo de cicatrização durante a fase de crosta/ulceração Fonte: Neville et al. (2009)
  • 33.
    Histórico de traumaou outro fator irritativo? Há histórico de recorrência? Como é o curso das lesões? • LÍQUEN PLANO • PÊNFIGO VULGAR • PENFIGÓIDE CICATRICIAL • LÚPUS ERITEMATOSO NÃO SIM LONGO
  • 34.
    LÍQUEN PLANO • DOENÇAMUCOCUTÂNEA (DERMATOSE) RELATIVAMENTE COMUM QUE ACOMETE A CAVIDADE BUCAL • AFETA ADULTOS (MAIOR FREQUÊNCIA PACIENTES DO SEXO FEMININO) • PODE APRESENTAR DIVERSAS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS, SENDO LESÕES BRANCAS A PRINCIPAL • LESÕES ULCERADAS TAMBÉM PODEM SER VISTAS COMO MANIFESTAÇÃO DESTA DOENÇA • ACOMETE, NORMALMENTE, A MUCOSA BUCAL, MAS PODE OCORRER NA PELE, NAS UNHAS E NA MUCOSA GENITAL
  • 35.
    LÍQUEN PLANO • ASLESÕES EM PELE SE CARACTERIZAM POR PÁPULAS PURPÚREAS POLIGONAIS E GERALMENTE AFETAM AS SUPERFÍCIES FLEXORAS DAS EXTREMIDADES Fonte: Neville et al. (2009)
  • 36.
    LÍQUEN PLANO • LESÕESEM BOCA: Reticular Erosiva INTENSA SINTOMATOLOGIA DOLOROSA
  • 37.
    LÍQUEN PLANO Fonte: FO/UFRGS(A) e Regezi, Sciubba, Jordan (B)
  • 38.
    LÍQUEN PLANO • ASLESÕES EROSIVAS ACOMETEM PRINCIPALMENTE A LÍNGUA, MUCOSA JUGAL E GENGIVA • QUANDO AS LESÕES SE LIMITAM À GENGIVA, DENOMINAMOS O QUADRO DE GENGIVITE DESCAMATIVA Fonte: Neville et al. (2009)
  • 39.
    LÍQUEN PLANO • ASLESÕES BUCAIS PODEM PERSISTIR POR ANOS COM PERÍODOS DE REMISSÃO (DESAPARECIMENTO) E EXACERBAÇÃO (AGRAVAMENTO) • O HISTÓRICO DE RECORRÊNCIAS PODE AUXILIAR MUITO NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL • É COMUM OS PERÍODOS DE EXACERBAÇÃO ESTAREM ASSOCIADOS COM PERÍODOS DE ESTRESSE EMOCIONAL OU BAIXA NA IMUNIDADE
  • 40.
    LÍQUEN PLANO DIAGNÓSTICO: confirmadoa partir da realização de biópsia incisional TRATAMENTO → Uso tópico de corticosteróides (dexametasona ou propionato de clobetasol) → quando há sintomas (lesões em estágio atrófico ou erosivo) Casos não responsivos a esta terapêutica podem ser tratados com corticosteróides de uso sistêmico Lesões exclusivamente em gengiva → o propionato de clobetasol pode ser aplicado na forma de gel com auxílio de uma moldeira de acetato (como se fosse uma moldeira de clareamento) Quando o medicamento de escolha for propionato de clobetasol, deve-se associar o uso de nistatina → evitar que a imunossupressão favoreça a infecção por Candida albicans
  • 41.
    PÊNFIGO VULGAR • ÉMENOS FREQUENTE QUE O LÍQUEN PLANO (1 A 5 CASOS/1.000.000) • AS LESÕES BUCAIS USUALMENTE SE DESENVOLVEM ANTES DAS LESÕES EM PELE E SÃO DE DIFÍCIL MANEJO → NÃO RESPONDEM BEM AO TRATAMENTO • GERALMENTE, ACOMETE PACIENTES ADULTOS E NÃO APRESENTA PREDILEÇÃO POR SEXO • EM CASOS GRAVES PODE LEVAR O PACIENTE À ÓBITO
  • 42.
    PÊNFIGO VULGAR • Bolhasocorrem devido a uma produção anormal, por razões desconhecidas, de autoanticorpos que são dirigidos contra glicoproteínas de superfície da célula epidérmica, a desmogleína 3 e a desmogleína 1 Regezi, Sciubba, Jordan (2013)
  • 43.
    O estágio debolha é raramente descrito ou percebido pelo paciente, pois as lesões apresentam teto friável e se rompem rapidamente Deixando extensas áreas de erosão ou ulcerações superficiais irregulares distribuídas ao acaso em toda mucosa bucal Lábio, palato, ventre lingual e gengiva costumam ser os locais mais acometidos PÊNFIGO VULGAR
  • 44.
    PÊNFIGO VULGAR Lesões emboca Regezi, Sciubba, Jordan (2013) Fonte: Neville et al. (2009)
  • 45.
    PÊNFIGO VULGAR Lesões empele Regezi, Sciubba, Jordan (2013) Em alguns casos, as lesões em pele podem se desenvolver até um ano depois do aparecimento das lesões bucais Apresentam-se como vesículas ou bolhas que se rompem rapidamente deixando uma superfície desnuda eritematosa
  • 46.
    Manobra que podeauxiliar no diagnostico diferencial Consiste na aplicação de uma pressão lateral firme em uma área de mucosa ou pele aparentemente normal Se uma bolha se formar após o procedimento, considera-se o sinal positivo, sendo este sugestivo do diagnóstico de pênfigo vulgar PÊNFIGO VULGAR Sinal de Nikolsky
  • 47.
    PÊNFIGO VULGAR • DIAGNÓSTICO:BIÓPSIA INCISIONAL DE UMA DAS LESÕES BUCAIS É REALIZADA • OS ACHADOS HISTOLÓGICOS PODEM LEVAR A UM DIAGNÓSTICO DEFINITIVO, MAS, EM ALGUNS CASOS, TESTES DE IMUNOFLUORESCÊNCIA SÃO INDICADOS PARA CONFIRMAÇÃO • É IMPORTANTE QUE O TECIDO PERILESIONAL APARENTEMENTE NORMAL SEJA INCLUÍDO DURANTE O PROCEDIMENTO DA BIÓPSIA
  • 48.
    PÊNFIGO VULGAR TRATAMENTO: • CONSISTENO USO DE CORTICOSTERÓIDES SISTÊMICOS. QUANDO MAIS PRECOCEMENTE O TRATAMENTO COMEÇAR, MELHOR SERÁ A RESPOSTA DO PACIENTE • O PACIENTE DEVE SER ENCAMINHADO PARA UM MÉDICO EXPERIENTE EM TERAPIA IMUNOSSUPRESSORA POR SER UMA DOENÇA DE DIFÍCIL MANEJO
  • 49.
    PENFIGÓIDE CICATRICIAL • SINÔNIMO:PENFIGÓIDE BENIGNO DAS MEMBRANAS MUCOSAS • DOENÇA IMUNOLOGICAMENTE MEDIADA EM QUE AUTO-ANTICORPOS ATACAM PROTEÍNAS RESPONSÁVEIS PELA ADESÃO ENTRE EPITÉLIO E MEMBRANA BASAL • TRATA-SE DE UMA DOENÇA MAIS INCOMUM SE COMPARADA AO LÍQUEN PLANO E AO PÊNFIGO VULGAR • ESTA DOENÇA USUALMENTE ACOMETE PACIENTES ADULTOS E DO GÊNERO FEMININO
  • 50.
  • 51.
    PENFIGÓIDE CICATRICIAL As lesõesbucais iniciam como bolhas ou vesículas que usualmente podem ser detectadas clinicamente Como o teto das bolhas do penfigóide é mais espesso que o observado nas bolhas do pênfigo vulgar, esta demora mais para se romper Posteriormente, as bolhas se rompem deixando áreas extensas de ulceração com sintomatologia dolorosa e que persistem durante semanas a meses quando não tratadas
  • 52.
    PENFIGÓIDE CICATRICIAL Lesões emboca Fonte: Neville et al. (2009) • Podem acometer qualquer sítio da boca (em alguns casos, aparece restrita em gengiva)
  • 53.
    PENFIGÓIDE CICATRICIAL Fonte: Nevilleet al. (2009) • Além da mucosa bucal, pode haver lesões em outros locais como a mucosa conjuntiva, nasal, esofágica, laríngea e vaginal, bem como na pele. SIMBLÉFARO
  • 54.
    • A BIÓPSIAVAI SER FUNDAMENTAL NO PROCESSO DIAGNÓSTICO E TAMBÉM DEVE INCLUIR UMA ÁREA DE MUCOSA ADJACENTE APARENTEMENTE NORMAL • O DIAGNÓSTICO PODE SER FECHADO COM BASE NAS CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS, MAS A IMUNOFLUORESCÊNCIA É NECESSÁRIA EM GRANDE PARTE DOS CASOS PENFIGÓIDE CICATRICIAL
  • 55.
    PENFIGÓIDE CICATRICIAL • Écaracterizado por períodos de remissão e exacerbação. • Lesões bucais serão tratadas de acordo com a sua severidade • Lesões mais brandas: corticoesteróides tópicos • Uso de placa de acetato em casos de lesões restritas a gengiva • Casos mais graves: corticoesteróides sistêmicos • Complicação mais significativa do penfigóide → envolvimento ocular que pode levar a cegueira. Em função disso, o acompanhamento com oftalmologista é de extrema importância
  • 56.
    LÚPUS ERITEMATOSO Condição imunologicamentemediada de etiologia desconhecida Pode envolver vários sistemas → lúpus eritematoso sistêmico (LES) Apenas pele e mucosa → lúpus eritematoso cutâneo crônico (LECC)
  • 57.
    LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO •O LES OCORRE COM MAIOR FREQUÊNCIA EM MULHERES • SINTOMAS COMUNS DO LES INCLUEM FEBRE, PERDA DE PESO, ARTRITE, FADIGA E MAL-ESTAR • APROXIMADAMENTE 50% DOS PACIENTES DESENVOLVEM UMA LESÃO SOBRE A REGIÃO ZIGOMÁTICA E NASAL EM FORMATO DE ASA DE BORBOLETA (EXANTEMA MALAR), QUE TENDE A PIORAR COM A EXPOSIÇÃO AO SOL
  • 58.
    • ENTRE 5-25%DOS PACIENTES COM LES DESENVOLVE LESÕES BUCAIS • AS LOCALIZAÇÕES MAIS COMUNS INCLUEM PALATO, MUCOSA JUGAL E GENGIVA • AS LESÕES PODEM VARIAR DESDE ÁREAS GRANULOMATOSAS, LIQUENÓIDES, ATÉ ULCERADAS Fonte: Neville et al. (2009) LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
  • 59.
    LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO •A COMPLICAÇÃO MAIS GRAVE DO LES ESTÁ RELACIONADA AO ACOMETIMENTO DO RIM, QUE OCORRE EM CERCA DE METADE DOS PACIENTES E PODE LEVAR A FALÊNCIA RENAL • O DIAGNÓSTICO FINAL PODE SER DIFÍCIL DE SER ESTABELECIDO E SE BASEIA NA ASSOCIAÇÃO DE DIFERENTES ACHADOS CLÍNICOS E LABORATORIAIS
  • 60.
    Caracterizado por lesõesem pele e em mucosa associado a pouco ou nenhum sintoma sistêmico As lesões em pele ocorrem com maior frequência em áreas expostas ao sol em especial na região de cabeça e pescoço Estas lesões são caracterizadas por descamação, atrofia e distúrbios na pigmentação LÚPUS ERITEMATOSO CUTÂNEO CRÔNICO
  • 61.
  • 62.
    As lesões empele são usualmente idênticas a do líquen plano erosivo e também estão associadas com sintomatologia dolorosa Tanto pacientes com LES ou LECC devem evitar a exposição solar O tratamento geralmente é a base de corticosteroides, sendo coordenado por um médico que tenha experiência com este tipo de doença LÚPUS ERITEMATOSO CUTÂNEO CRÔNICO
  • 63.
    Histórico de traumaou outro fator irritativo? Há histórico de recorrência? Há sintoma sistêmico como febre, perda de peso e mal estar? • • SÍFILIS SECUNDÁRIA • TUBERCULOSE • HISTOPLASMOSE • PARACOCCIDIOIDOMICOSE NÃO SIM NÃO
  • 64.
    Histórico de traumaou outro fator irritativo? Há histórico de recorrência? Há sintoma sistêmico como febre, perda de peso e mal estar? • • CARCINOMA ESPINOCELULAR • TUMOR MALIGNO DE GLÂNDULA SALIVAR • LINFOMA NÃO NÃO NÃO
  • 65.
    REFERÊNCIAS: ❖ Apostila deLesões Ulceradas. Curso de Estomatologia para Cirurgiões- Dentistas da Rede Pública de Atenção à Saúde – Módulo IV (Lesões ulceradas agudas). Faculdade de Odontologia, Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). ❖ Neville, B. W.; Damm, D. D.; Allen CM, Bouquot JE. Patologia Oral e Maxilofacial - 3ª Ed., Elsevier, 2009. ❖ Regezi, J. A.; Sciubba, J.; Jordan, R. Patologia Oral: Correlações Clinicopatológicas - 6ª Edição, Elsevier, 2013.
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