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Um guia essencial para ter no
consultório
P R O F A . M S C . C L A R I C E BRI T
O
@patologiacomcafe
NA PRÁTICA CLÍNICA:
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Olá, caro colega!
Com muito prazer fiz essa apostila de Lesões
mais comuns no consultório, para que você
tenha sempre à mão um guia gostoso de se ver
aos olhos, com imagens de boa qualidade,
leitura de entendimento leve e simplificado,
abordando as principais alterações que pode
encontrar na boca do paciente quando for fazer
o seu atendimento!
Imprimi-lo e deixá-lo à vista pode te ajudar
a sempre ir revisando os aspectos clínicos das
lesões sempre que tiver um tempinho livre,
para que em breve você enxergue a
Estomatologia de forma cada vez mais clara!
Lembrando que a leitura que você fará aqui
traz apenas o "suprassumo" das lesões -
informações mais detalhadas devem ser
obtidas regularmente nos livros-texto e nos
artigos científicos!
AP
RESENTA
Ç
ÃO
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AP
RESENTAÇ
ÃO
JAN/2022
Í N D I C E
LESÕES FUNDAMENTAIS
VARIAÇÕES DE
NORMALIDADE
@patologiacomcaf
e
LESÕES
BRANCAS
LESÕES
VERMELHAS
LESÕES PIGMENTADAS
LESÕES PROLIFERATIVAS
NÃO-NEOPLÁSICAS
LESÕES PROLIFERATIVAS
NEOPLÁSICAS
LESÕES VESICULO-
BOLHOSAS
CÂNCER
BUCAL
INDICAÇÕES DE
BIÓPSIA
REFERÊNCIAS
CONTATO
04
12
16
26
30
36
38
41
44
47
52
53
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Saber sobre as lesões
fundamentais é de extrema
importância, pois inúmeras
doenças iniciam-se por uma
lesão, o que facilita o nosso
raciocínio na formulação de
hipóteses.
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Lesões fundamentais são como
letras de um alfabeto,
indispensáveis para se conhecer o
idioma.
Grinspan, 1970
Ex: Algumas alterações se
caracterizam pela presença
de vesículas, não por
manchas. Isso direciona
nossas hipóteses quando
vemos vesículas.
Lesões
fundamentais
Formações sólidas
Coleções líquidas
Perdas teciduais
Alterações de cor
Pápula
Placa
Nódulo
Tumor
Vesícula
Bolha
Erosão
Úlcera
Atrofia
Mancha ou
mácula
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Formações sólidas
Elevação bem circunscrita de
consistência fibrosa
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Pápula
Até 5mm
Nódulo
Até 3cm
Tumor ou
nodosidad
e
>3cm
de consistência fibrosa, de
Placa
Elevação
crescimento predominantemente horizontal
(que se estende). Um exemplo são as placas
presentes na candidose pseudomembranosa.
Coleções líquidas
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Até 3mm
>3mm
Exemplo de vesículas:
herpes labial
Exemplo de bolha:
mucocele
Repare que as úlceras são recobertas
por membrana fibrinopurulenta
amarelada e circundadas por halo
eritematoso.
Perdas teciduais
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Perda de epitélio
SEM exposição do
conjuntivo
Perda de epitélio
COM exposição do
conjuntivo
Língua geográfica é um
exemplo de EROSÃO
Aftas recorrentes são
exemplo de ÚLCERA
Perdas teciduais
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Atrofia
Diminuição da espessura da mucosa ou pele pela
redução dos seus constituintes teciduais
Quando a atrofia é linear,
chamamos de fissura
Observe a aparência atrófica
do líquen plano atrófico
Alterações de cor
Mancha ou mácula:
São alterações de cor sem elevação ou depressão. Sua
pigmentação pode ter origem endógena ou exógena. Mácula
melanótica e melanoma são exemplos.
Mácula melanótica
Melanoma
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Pigmentação
melânica
Múltiplas pápulas amareladas ou branco
amareladas, que são glândulas sebáceas
ectópicas.
Grânulos
de
Fordyce
Linha
alba
Pigmentação
proveniente
depositada
acastanhada
ou
enegrecida do
excesso de
melanina por
melanócitos; comum em
pacientes melanodermas.
Gengiva inserida.
Tratamento não é necessário, apenas se o
paciente tiver uma queixa estética. Neste caso,
é feita uma raspagem na gengiva, chamada de
melanoplastia.
Linha branca, geralmente bilateral, causada por
fricção, pressão dos dentes, ou trauma por
sucção.
Mucosa jugal e vermelhão do lábio.
Tratamento não é necessário, apenas se o
paciente tiver uma queixa estética. Neste caso,
pode ser realizado tratamento com laser de CO2.
Mucosa jugal, ao nível do plano oclusal dos
dentes adjacentes
Sem necessidade de tratamento.
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Língua
geográfica
Língua
fissurada
Tórus
Protuberância óssea congênita localizada e bem
circunscrita, que surge da cortical óssea.
Quando localizado na superfície lingual da
mandíbula, se chama TÓRUS MANDIBULAR.
Quando localizado na linha média do palato, se
chama TÓRUS PALATINO.
(Em todas as outras localizaęões, a protuberância deve
ser chamada apenas de exostose).
Áreas eritematosas bem demarcadas de atrofia
das papilas filiformes, que podem ou não ser
circundadas por bordas sinuosas ou festonadas,
branco-amareladas levemente elevadas.
Dorso ( 2 / 3 anteriores) e borda lateral da
língua.
Presença de sulcos ou fissuras com
profundidade de 2 a 6 mm. Forte associação
com língua geográfica.
Dorso da língua.
Sem necessidade de tratamento. Orientar boa
higiene ao paciente para evitar quadros de
halitose pelo acúmulo de alimentos.
Sem necessidade de tratamento. Avisar ao
paciente que é natural ter as recidivas. Evitar
alimentos ácidos diminui ardência, caso o
paciente relate esse sintoma.
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BENIGNAS
POTENCIALMENTE
MALIGNAS
MALIGNAS
Reacionais
Geneticamente
determinadas
Infecciosas
- Mordiscamento
crônico (morsicatio)
- Ceratose friccional
- Estomatite
nicotínica
- Nevo branco
esponjoso
- Candidose
pseudomembranosa
- Candidose hiperplásica
crônica
- Sífilis secundária
- Leucoplasia pilosa
Queilite actínica
Leucoplasia
Líquen plano
Carcinoma de células escamosas
As lesões brancas da mucosa bucal
surgem em decorrência de:
-aumento da espessura de ceratina
ou do epitélio como um todo;
-condensação de fibras do tecido
conjuntivo, que torna a
vascularização da mucosa menos
visível clinicamente.
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Carcinoma de
células escamosas
Líquen plano
POTENCIALMENTE MALIGNAS
MALIGNAS
Queilite actínica
Leucoplasia
diagnóstico confirmado após
análise histopatológica
diagnóstico
estritamente clínico
Licenciado p(earnat-eInstdeiacyaCodrtiefez rseilvnaç-a3
3e0n6t6r4e4
2d1i8a7g- nPórostetigcidoo cploínr
Estomatite nicotínica
Sífilis secundária
(placas mucosas)
Leucoplasia pilosa
Reacionais Geneticamente determinadas
Mordiscamento crônico
(morsicatio buccarum)
Ceratose friccional
Candidose
pseudomembranosa
Candidose
hiperplásica
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c
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P
i
r
c
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a
tegido por
Infecciosas
Nevo branco esponjoso
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Mordiscamento
crônico
(morsicatio
buccarum)
Aumento da produção de ceratina no epitélio
que reveste a mucosa, decorrente de trauma
crônico
Mancha ou placa branca de superfície irregular
na superfície da mucosa com trauma em
questão.
Identificação e remoção do agente causador, e
acompanhamento. Caso a lesão não regrida,
biópsia para excluir alterações graves.
Ceratose
friccional
Estomatite
nicotínica Reacionais
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Lesão benigna provocada pelo hábito de
morder a mucosa, também conhecida como
Morsicattio buccarum.
Placas brancas de superfície irregular,
geralmente na linha de oclusão da mucosa
jugal.
Orientar o paciente a suspender o hábito e
acompanhar se a lesão regride.
Múltiplas lesões produzidas pelo uso fumo de
tabaco; este causa inflamação dos ductos de
glândulas salivares menores devido ao calor.
Manchas e ou placas brancas com pontos
avermelhados, espalhados de forma difusa no
palato.
Apesar de ser considerada uma lesão benigna,
o paciente deve ser encorajado a cessar o
fumo, visto que corre maior risco de outras
condições graves, como o câncer bucal.
Geneticamente determinadas
Nevo branco esponjoso
Genodermatose rara, sendo herdada geneticamente como um traço
autossômico dominante.
Placas difusas simétricas, espessas, corrugadas e aveludadas que
afetam, na maioria das vezes, a mucosa jugal bilateralmente.
As lesões estão presentes desde o nascimento, mas podem surgir
até a adolescência. Outros membros da família costumam ser
afetados. Não há necessidade de tratamento.
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Candidose
h.
crônica
Candidose
pseudomembranosa
Infecciosas
Infecção por fungos do tipo Candida albicans. Comum
em pacientes em tratamento com antibióticos ou
imunossupressão.
Múltiplas placas brancas removíveis, de contorno
arredondado ou irregular em mucosa vestibular, língua
e palato. Áreas vermelhas de placas que já se
destacaram podem estar presentes.
O destacamento frente à raspagem confirma o
diagnóstico. Primeira escolha terapêutica são os
antifúngicos tópicos (bochechos com nistatina ou
miconazol gel).
Infecção por fungos do tipo Candida albicans. Alguns
autores afirmam ser uma candidose sobreposta a uma
leucoplasia.
Placas brancas bilaterais, não removíveis e
assintomáticas em região de retrocomissura.
Diagnóstico feito pelas características clínicas. O
tratamento antifúngico deve causar regressão da
lesão; do contrário, indica-se biópsia incisional.
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Infecciosas
Sífilis
secundária
Leucoplasia
pilosa
Manifestações da fase secundária da sífilis, chamadas
de PLACAS MUCOSAS; geralmente precedida por um
cancro da sífilis primária (úlcera indolor única).
Placas brancas comuns em língua, lábios, mucosa jugal
e palato + manchas vermelhas em pele +
linfadenopatia indolor, dor de garganta, febre...
A história prévia de cancro e os exames VDRL e FTA-
ABS ajudam a confirmar o diagnóstico. O paciente
deve ser encaminhado ao médico infectologista, que
irá tratar com penicilina. As lesões bucais
normalmente regridem se o paciente for tratado
adequadamente.
Manifestação da infecção pelo vírus Epstein-Barr,
observada em quadros de imunosupressão, como em
pacientes que convivem com o vírus HIV.
Estrias brancas paralelas que podem coalescer,
formando placas localizadas em borda de língua
(não-destacáveis).
O controle da AIDS costuma induzir melhora nas
lesões; logo, não necessita de um tratamento
odontológico específico.
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Queilite
actínica
Líquen
plano
reticular
POTENCIALMENTE MALIGNAS
Leucoplasia
Alteração produzida pela exposição crônica à
radiação ultravioleta.
Manchas brancas e perda de nitidez no limite
entre pele e vermelhão do lábio. Pode haver
placas, áreas erosivas/ulceradas ou
avermelhadas em estágios mais avançados.
- LEVE: Orientação de proteção solar (OPS)
-MODERADA (com descamação): OPS
+ Bepantol 1x/dia
-GRAVE (ulcerada): Biópsia incisional para
afastar hipótese de carcinoma epidermoide.
Doença mucocutânea crônica imunologicamente
mediada por linfócitos T, de causa
desconhecida, embora se discuta bem o papel
do estresse e alterações hormonais
(menopausa).
Estrias ou placas brancas bilaterais e
frequentemente assintomáticas, comumente
observadas em mulheres de meia idade. Mucosa
jugal e língua são os sítios mais afetados.
Se sintomático: corticosteroide tópico ou
sistêmico. Acompanhamento de 6 em 6 meses
para avaliar necessidade de biópsia.
Lesão predominantemente branca, não
removível à raspagem e que não pode ser
caracterizada clinicamente como outra doença;
normalmente associada ao fumo.
Manchas e/ou placas de coloração branca,
assintomáticas, mais comuns em mucosa jugal,
gengiva, língua e assoalho bucal. Lesões
múltiplas nesses dois últimos locais costumam ter
comportamento mais agressivo.
Biópsia incisional para afastar hipótese de
carcinoma epidermoide.
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BENIGNAS
POTENCIALMENTE
MALIGNAS
MALIGNAS
Fúngicas
- Candidose eritematosa
- Glossite romboidal mediana
- Queilite angular
Carcinoma de células escamosas
As lesões vermelhas da mucosa bucal
podem ter essa cor devido a:
-dimunuição da espessura de epitélio,
que normalmente é fino e atrófico;
-visualização da micro-
vascularização subjacente.
Líquen plano erosivo
Eritroplasia
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Candidose
eritemosa
Infecção provocada pelo fungo Candida
albicans.
Áreas vermelhas e atróficas, assintomáticas,
em região de linha média do dorso da língua.
De causa idiopática ou associada a
imunossupressão.
O tratamento consiste em antifúngicos tópicos
(Nistatina suspensão).
Glossite
r.
mediana
Queilite
angular Fúngicas
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Infecção provocada pelo fungo Candida
albicans. Está associada a pacientes que
fizeram terapia com antibióticos de amplo
espectro, xerostomia ou imunossupressão.
Máculas vermelhas e sensação de queimação,
geralmente localizadas em palato duro
posterior, mucosa vestibular e dorso de língua.
Pode-se fazer uma prova terapêutica com
antifúngicos tópicos (bochechos com nistatina
ou miconazol gel): se for candidose, a lesão
regredirá. Do contrário, biópsia incisional.
Lesões causadas por C. albicans e/ou
Staphylococcus aureus. Podem aparecer de
forma idiopática, por imunossupressão, ou por
perda de dimensão vertical.
Lesões vermelhas fissuradas,
irritadas, localizadas na comissura labial.
O diagnóstico é baseado nas características
clínicas, e o tratamento pode ser feito com gel
de Miconazol. O reestabelecimento da
dimensão vertical também é importante para
evitar recidivas.
Eritroplasia
Líquen
plano
erosivo
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POTENCIALMENTE MALIGNAS
Áreas eritematosas, atróficas, com graus
variáveis de ulceração central, em geral
sintomáticas. Pode haver estrias brancas
circundando a lesão. Na gengiva, se apresenta
num padrão de gengivite descamativa (eritema
em região de gengiva marginal).
Se houver estrias brancas circundando
as áreas eritematosas de forma
bilateral, o diagnóstico pode ser
estabelecido de forma clínica. Caso
contrário, pode ser feita biópsia, para
afastar outras doenças erosivas ou
ulcerativas, como o lúpus eritematoso
ou a estomatite ulcerativa crônica.
O tratamento consiste no uso de
corticosteroides tópicos e sistêmicos.
Lesão predominantemente vermelha que não
pode ser caracterizada clinicamente como outra
doença; normalmente associada ao fumo e
álcool.
Mancha e/ou placa eritematosa, de consistência
macia e textura aveludada, mais comuns em
assoalho bucal, língua e palato mole. É
assintomática e pode estar associada a uma
leucoplasia (eritroleucoplasia).
Biópsia incisional para afastar hipótese de
carcinoma epidermoide, visto que 90% das
eritroplasias já apresentam displasia epitelial
intensa.
Doença mucocutânea crônica imunologicamente
mediada por linfócitos T, de causa
desconhecida, embora se discuta bem o papel
do estresse e alterações hormonais
(menopausa).
L
e
s
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e
s
piigmentada
s
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As da
mucosa bucal podem ter
essa cor devido a:
- acúmulo de pigmentos
exógenos, como no caso da
tatuagem por amálgama;
- acúmulo
endógenos,
melanina.
de
pigmentos
como a
BENIGNAS
MALIGNAS
Melanoma
lesões pigmentadas
Pigmentações endógenas
- Mácula melanótica
- Nevo melanocítico
Pigmentações exógenas
- Tatuagem por amálgama
- Melanose do fumante
- Pigmentação por medicamentos
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Mácula
melanótica
Proliferação benigna de células névicas
derivadas da crista neural, que podem
aparecer em boca logo após o nascimento.
Manchas de coloração marrom ou enegrecida,
de até 6mm de diâmetro, localizadas
geralmente em sua maioria no palato, prega
mucovestibular ou gengiva, embora qualquer
local da mucosa oral possa ser afetada.
Nenhum tratamento é indicado para um nevo
melanocítico, a menos que seja esteticamente
inaceitável, seja cronicamente irritado ou
ocorra mudanças no tamanho ou cor.
Nevo
melanocítico
Pigmentações endógenas
Lesão causada pelo acúmulo focal de
melanina, sem relação com exposição solar.
Relata-se também associação com doença
sistêmicas, alterações genéticas ou certas
medicações.
Mácula acastanhada com diâmetro de 7 mm ou
menos, de formato oval ou arrendodado,
localizada principalmente em lábio e gengiva.
Não há necessidade de tratamento.
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Tatuagem
por
amálg
a
ma Pigmentações exógenas
Lesões pigmentadas focais com limites definidos,
resultantes da deposição de metais
provenientes de restaurações de amálgama.
Manchas de coloração acinzentada/azul,
localizadas geralmente em gengiva ou mucosa
alveolar. Em algumas situações, o amálgama
não está presente devido a troca por resina
composta ou devido a extração do dente
envolvido.
Pode-se realizar radiografias das áreas de
tentativa de encontrar fragmentos radiolúcidos;
caso sejam encontrados, nenhum tratamento é
necessário, exceto por questões estéticas. Na
ausência de fragmentos radiopacos, é
importante fazer biópsia para descartar lesões
malignas melanocíticas.
Melanose
do
fumante
Pigm.
por
medicamentos
Excesso de melanina produzido na mucosa oral
de tabagistas como uma resposta protetora
contra algumas das substâncias nocivas no
fumo de tabaco.
Manchas enegrecidas em gengiva vestibular
anterior de fumantes de cigarro, semelhantes a
pigmentação racial melânica.
O diagnóstico pode ser feito mediante
correlação da história de tabagismo com a
apresentação clínica. Importante frisar a
necessidade de cessar o hábito de fumar, de
modo a evitar outras condições mais nocivas.
Pigmentações na mucosa oral decorrentes do
uso de medicamentos que estimulem a produção
de melanina pelos melanócitos, ou por
deposição de metabólitos das drogas.
Melanose difusa da pele e/ou das superfícies
mucosas, comum em palato, lábios, gengiva
inserida ou mucosa jugal, a depender do
medicamento.
Embora as pigmentações da mucosa oral
possam ser esteticamente desagradáveis, elas
não causam problemas. Na maioria dos casos,
a interrupção do medicamento resulta no
Licenciado para - Isteicy Cortez silva - 33066442187 - ProtegiddoespaorpEadruezcz.icmomento gradual das
Diversos medicamentos podem causar
manchas na mucosa oral, porém, na pandemia de
COVID-19 houve um aumento nos casos de
pigmentações no palato por antimaláricos do tipo
cloroquina ou hidroxicloroquina, devendo o
cirurgião-dentista estar atento para realizar o
diagnóstico diferencial com outras lesões que
apresentam potencial de malignidade.
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(clique na referência do artigo para ler)
Foto: Neville et al., 2016
Se
liga!
Melanoma
Neoplasia maligna rara de origem melanocítica, que pode afetar pele e/ou mucosa
oral, sendo mais agressivo quando ocorre em boca. Fatores de risco incluem pele e
olhos claros, tendência a queimaduras solares ou sardas, história pessoal ou
familiar de melanoma, terapia imunossupressora.
Clinicamente, pode se apresentar como:
- uma mancha marrom ou preta assimétrica, com bordas irregulares;
-nódulo de crescimento rápido com ulceração, sangramento, dor
e destruição óssea;
- lesões não pigmentadas (melanoma amelanótico).
O sistema de avaliação clínica “ABCDE” foi desenvolvido para ajudar a diferenciar o
melanoma e o nevo melanocítico:
O paciente com suspeita de melanoma deve ser encaminhado ao cirurgião de cabeça
e pescoço. A excisão cirúrgica com margem de segurança é a base do tratamento.
MALIGNO
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(adaptado de IDERME)
L
e
s
õ
e
s
proliiferatiica
s não-
neoplásiicas
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HFI
Granuloma
piogênico
Fibroma
o.
periférico
Hiperplasia fibrosa inflamatória (HFI) é uma
hiperplasia de tecido conjuntivo fibroso,
semelhante a uma neoplasia, que se desenvolve
em associação às bordas de uma prótese total
ou parcial mal adaptada.
Única ou múltiplas pregas de tecido hiperplásico,
de textura firme e consistência fibrosa, que pode
conter úlceras ou não.
O tratamento consiste em excisão cirúrgica +
Correção/Substituição da prótese.
Crescimento não neoplásico associado a fatores
irritantes como trauma ou higiene local ruim.
Também conhecido por "granuloma gravídico"
quando ocorre em mulheres grávidas, devido às
alterações hormonais comuns nesse período.
Lesão nodular, amolecida, ulcerada e
eritematosa, por vezes arroxeada, localizada
comumente em gengiva vestibular de dentes
anteriores mas que também pode acometer lábio,
língua, mucosa jugal.
Tratamento consiste em excisão cirúrgica,
remoção de fatores traumáticos (se existirem) e
orientação de higiene oral.
O fibroma ossificante periférico é uma lesão
nodular lisa ou ulcerada, localizada
principalmente em gengiva vestibular anterior.
Alguns autores acreditam que é um “granuloma
piogênico evoluído”. Pode apresentar
consistência mais endurecida, devido à formação
de tecido ósseo no interior da lesão.
Tratamento consiste em excisão cirúrgica
subperiosteal, já que as recidivas são mais
comuns se a base da lesão permanecer. Além
disso, os dentes adjacentes devem ser
vigorosamente raspados para eliminar qualquer
possível irritação.
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L
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proliiferatiic
as
neoplásiica
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Fibroma
Lipoma
Papiloma
Neoplasia benigna de tecido conjuntivo fibroso,
formada em consequência do trauma da mordida
na bochecha.
Nódulo séssil ou pediculado, de tamanho variável,
assintomático, bem delimitado, normocrômico,
localizado normalmente na mucosa jugal (ao
longo da linha de oclusão). Pode se encontrar
ulcerado caso esteja sendo cronicamente
traumatizado.
O tratamento é a excisão cirúrgica completa da
lesão.
Neoplasia benigna de tecido adiposo.
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Nódulo séssil ou pediculado, de tamanho variável,
assintomático, bem delimitado, podendo ser
amarelo ou não, de acordo com a profundidade da
lesão. Localizado normalmente na mucosa jugal e
vestíbulo bucal.
O tratamento é a excisão cirúrgica completa da
lesão.
Neoplasia benigna de tecido epitelial pavimentoso
estratificado induzida pelo vírus HPV de baixo
risco (principalmente os tipos 6 e 11).
Nódulo exofítico amolecido, assintomático, com
projeções digitiformes, de cor branca, vermelha ou
da mucosa. Localizados principalmente em palato,
língua e lábios (mas qualquer superfície oral pode
ser afetada).
A excisão cirúrgica conservadora, incluindo a base
da lesão é o tratamento adequado para o
papiloma e recidivas são incomuns.
Hemangioma
Linfangioma
Neoplasia benigna
caracterizada pela proliferação
de origem vascular,
de células
endoteliais. Normalmente são assintomáticos,
porém, o crescimento progressivo da lesão pode
facilitar injúrias traumáticas locais, causando dor,
ulcerações e sangramentos inesperados.
Bolha de coloração arroxeada, de tamanho
variável, de localização variada, frequentemente
vista em mucosa jugal, lábio, língua.
Por se tratar de uma lesão vascular, o diagnóstico
deve ser feito através de uma manobra
semiotécnica chamada vitropressão ou diascopia.
Biópsias são contra-indicadas devido ao risco de
sangramento. Agentes esclerosantes como
Ethamolin® podem ser utilizados para diminuição
do tamanho da lesão, caso seja incômoda ao
paciente.
Neoplasia benigna formada por um conjunto de
vasos linfáticos dilatados que crescem de forma
anormal.
Em geral, a lesão demonstra uma superfície
pedregosa que se assemelha a um grupo de
vesículas translucentes, com aparência de ovos de
rã ou pudim de tapioca. São mais comuns nos dois
terços anteriores da língua, onde podem resultar
em macroglossia.
Quando necessário, geralmente o tratamento
consiste em excisão cirúrgica ou escleroterapia. A
remoção cirúrgica total pode não ser possível em
todos os casos, devido ao grande tamanho ou
envolvimento de estruturas vitais. A recorrência
após a cirurgia é comum.
Clique aqui para entender a diferença entre
um hemangioma e uma malformação
vascular, outra lesão comum na prática
clínica!
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L
e
s
õ
e
s
vesiiculo-
lolhosas
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Mucocele
Rânula
Lesão de origem traumática, ocasionando
rompimento dos ductos das glândulas salivares
menores.
Aumento de volume bolhoso e brilhante
contendo saliva (mucina) extravasada, da cor da
mucosa ou azulado. Ocorre frequentemente em
lábio inferior, pois a região é mais suscetível ao
trauma. O paciente pode relatar episódios de
remissão e recorrência da lesão.
O tratamento é a remoção cirúrgica da lesão,
incluindo a glândula, para evitar recidivas.
A rânula é uma mucocele que ocorre no assoalho
de boca. Apresenta-se como um aumento de
volume brilhoso, da cor da mucosa ou azulado,
lateralmente à linha média. Quando ocorre
extravasamento de mucina para a região do
pescoço, é chamada de rânula mergulhante.
O tratamento é a marsupialização da lesão, que
consiste na remoção da porção superior da lesão,
cujas bordas são suturadas em continuidade com o
epitélio do assoalho oral.
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C
Infecção secundária causada principalmente pelo vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1),
cujos gatilhos podem ser: exposição solar, alterações hormonais, frio, estresse. Há
relatos também de lesões pelo HSV-2, devido às praticas de sexo oral.
Lesões vesiculo-bolhosas amareladas em lábio e região perilabial, que podem
coalescer e se tornar lesões maiores. Rompem-se em cerca de 48h, formando úlceras, e
posteriormente crostas. Quando intraoral, ocorre quase que exclusivamente em
mucosa ceratinizada.
O tratamento com antivirais (aciclovir) deve ser iniciado preferencialmente no período
prodrômico, onde o paciente apresenta sinais e sintomas (p.ex., dor, ardência,
prurido, formigamento, vermelhidão local) que aparecem de 6 a 24 horas antes do
desenvolvimento das lesões.
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Herpes
recorrennte A
B
A = Período prodrômico
B = Período clínico ativo
C = Período reparatório
Sugestão de leitura
O artigo do professor Alberto Consolaro explica
direitinho toda a patogênese da herpes de forma clara
e concisa! Vale à pena se aprofundar um pouco mais! É
só clicar abaixo:
0ėrce×
lucal
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O câncer da boca mais comum é o carcinoma de
células escamosas, um tumor maligno que afeta
lábios, gengivas, mucosa jugal, palato, língua
(principalmente as bordas) e assoalho bucal, além da
orofaringe.
A maioria dos casos é diagnosticada em estágios
avançados, implicando num prognóstico ruim para o
paciente. Isso reforça a importância de o cirurgião-
dentista realizar um diagnóstico precoce.
Assim como o Kevin de Fragmentado com suas
múltiplas personalidades, o carcinoma de células
escamosas, mesmo sendo uma entidade clínica só,
tem 5 caras possíveis, descritas abaixo:
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Leucoplasia: lesão branca Eritroplasia: lesão vermelha
Eritroleucoplasia:
lesão branca e vermelha
Exofítica: aumento de volume Endofítica: invasiva, escavada
MAPA mentAl DA EtiOlOGiA
DO CÂnCeR ORAl
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FUMO
ÁLCOOL
SÍFILIS
PAAN
VÍRUS
HPV
( p/
orofar
inge)
IMUNO-
SUPRESSÃO
ONCOGENES/
GENES
SUPRESSORES
DE TUMOR
DEFICIÊNCIAS
NUTRICIONAIS
LUZ SOLAR
( p/ lábio)
Irdiicaç
ões d
e
liiópsii
a
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A biópsia é um procedimento diagnóstico que
consiste na remoção de um fragmento de tecido
de um ser vivo para estudo das alterações
eventualmente presentes.
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- Lesão brancas, vermelhas, ulceradas ou não,
com suspeita de malignidade (que não
cicatrizam após 15 dias;
- Lesões ósseas expansivas ou não;
- Crescimentos da superfície da mucosa oral.
O q
u
e
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Indicaçõe
s
Contra-
i
n
d
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-Lesões em que o diagnóstico clínico é suficiente
(ex: Grânulos de Fordyce);
- Ausência de biossegurança;
- Lesões de origem vascular.
T
i
p
o
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e
b
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ó
p
s
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a
- Incisional
- Excisional
- Punch
- Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF)
- Citologia esfoliativa
EXCISIONAL INCISIONAL
A lesão inteira é retirada (a
biópsia já é o tratamento)
Indicações:
- lesões pequenas,
- lesões pediculadas (base
menor que a extensão da
lesão),
- lesões reacionais.
Remoção parcial da lesão no
intuito de obter diagnóstico e
traçar tratamento definitivo.
Indicações:
- lesões com suspeita de
malignidade;
- lesões extensas ou difusas;
- lesões ósseas.
AGORA É COM VOCÊ! Pesquise e coloque
embaixo dos quadros algumas lesões que
recebem indicação de biópsia incisional e
excisional.
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Cabo bisturi
+ Lâmina (15 ou 15C)
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Material de anestesia
Porta agulha + tesoura
+ pinça + fio de sutura
Frasco contendo
Formol 10%
mAteRiAiS
Gaze
O recipiente deve
conter o volume de
líquido 10x maior que a
peça, além de ser
identificado com nome
completo e idade do
paciente
Enviar ao laboratório também:
- queixa e duração da lesão;
- história da doença resumida;
- antecedentes familiares e
pessoais se forem relevantes;
- descrição da lesão;
- hipóteses de diagnóstico.
P u n C h
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Na biópsia com punch, este instrumento
é colocado sobre a região escolhida e
pressionado enquanto se realizam
movimentos de rotação.
A seguir, o instrumento é removido, o
fragmento tubular de tecido elevado ou
deslocado lateralmente e seccionado na
base.
As amostras assim obtidas são de muito
boa qualidade, não maceradas e
permitem ao patologista um fácil exame
macroscópico.
Os cuidados de envio ao laboratório são
os mesmos citados anteriormente.
PAAF
Na PAAF, utilizam-se seringas “tipo
luer” comuns com agulhas de grosso
calibre, inseridas no interior de lesões
ou cavidades ósseas com a finalidade
de aspirar líquidos e explorar a
textura da lesão. O líquido obtido pode
ser distendido em lâmina e examinado
ao microscópio como uma citologia.
A manobra
diagnóstico.
também
direciona o No
cisto ósseo
aneurismático, o líquido normalmente
é sanguinolento; em
inflamatórios, é amarelado;
cistos
nos
tumores, parece ser solidamente
preenchido (sem cavidade).
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Advances in Periodontics, v. 7, n. 1, p. 9-17, 2017.
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