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Memorial do convento - Personagens
   É        uma       personagem
    principal, dado que possui um
    papel central na história e
    contribui        para       o
    desenvolvimento da mesma.

   Quanto à composição, é uma
    personagem modelada, dado que
    o seu comportamento altera-se ao
    longo da história.

   Pode ser considerada uma personagem-tipo dado que
    representa um estatuto social: o povo.
Caracterização física:
 - Os seus olhos mudam de cor;
 - É alta e magra;
 - Tem cabelo claro.

Caracterização psicológica:
 - Tem vinte e oito anos;
 - É filha única;
  - Consegue ver por dentro das coisas e das pessoas quando
 está em jejum;
  - É corajosa: vai sozinha à procura de Baltasar; mata o frade
 que a tenta violar;
  - É uma mulher forte: assiste à condenação da sua mãe sem
 derramar uma lágrima, contudo quando chega a casa não
 aguenta mais;
  - Extremamente apaixonada por Baltasar (procura-o durante
 nove anos);
  - É religiosa, acredita em Deus.
   Blimunda surge, pela primeira vez, nesta história quando
    é mencionada pela sua mãe, Sebastiana, que estava a
    ser condenada no auto-de-fé a que Baltasar estava a
    assistir. A sua mãe procura-a, com o olhar, pela multidão
    para lhe transmitir que devia procurar conhecer o
    homem que estava a seu lado, Baltasar.

   Neste mesmo episódio, o nome de Blimunda é
    mencionado onze vezes. Estando tal número associado
    a conhecimentos mais profundos, ao ideal, às
    revelações, à junção de Deus com o Mundo, são
    facilmente notáveis as semelhanças entre o seu
    significado e a personalidade de Blimunda: vê por
    dentro, logo tem um maior conhecimento, tem
    revelações e é muito ligada a Deus.
   É feito também um ênfase nos olhos de
    Blimunda, dando a entender que estes veriam mais do
    que as pessoas normais: “olha só, olha com esses teus
    olhos que tudo são capazes de ver”.
   Blimunda atrai Baltasar devido à singularidade dos seus
    traços físicos: os seus olhos mudam de cor e é alta e
    esguia. Estes traços são tão singulares pois não era
    habitual vê-los: as mulheres tinham olhos de uma só cor
    e, geralmente, eram de baixa altura. Baltasar chega
    mesmo a confessar : “Não tenho forças que me levem
    daqui, deitaste-me um encanto”.

   Blimunda causa também um certo             fascínio   a
    Scarlatti, que a compara à deusa Vénus.
   Também os pais de Baltasar estranharam os traços
    físicos de Blimunda, nomeadamente o seu cabelo claro e
    os seus olhos de cor inconstante. Provoca também uma
    certa curiosidade à mãe de Baltasar, dado que, primeiro
    que tudo, não entra imediatamente na casa de
    Baltasar, fazendo com que a mesma se interrogasse
    acerca de quem seria tal mulher. Por outro lado, Marta
    Maria, mãe de Baltasar, impede que Blimunda comece
    imediatamente à procura de trabalho, pois pretende que
    ela fique em casa consigo, para conhecê-la melhor.
Devido à sua ligação com Baltasar Sete-Sóis, é
apelidada de Blimunda Sete-Luas, pelo padre
Bartolomeu Lourenço. Este apelido pode ter os seguintes
significados: o número sete está associado à
totalidade, à perfeição, o que, de certo modo, se
adequa dado que o Baltasar e Blimunda, como formam
um par romântico, completam-se; por outro lado, a lua
pode simbolizar a faceta submissa de Blimunda, dado
que a lua reflete a luz do Sol (que neste caso seria
Baltasar) e as mudanças no seu comportamento. A Lua
pode também ser associada ao princípio feminino e
passivo e ao sonho, ao inconsciente e ao facto de ser
o complementar do Sol (ele e Baltasar completavam-
se).
Ao longo de toda a obra, vive um amor pleno com
Baltasar, apesar de todas as dificuldades pelas quais
ambos passaram. Contudo, nem com a morte de
Baltasar este amor acaba, dado que Blimunda recolhe
a vontade de Baltasar. Deste modo, ficarão juntos para
sempre, tendo esta história de amor o seu final
estranhamente feliz.
A mulher do povo, retratada com realismo:
  - Quando vai para Mafra com Baltasar, consegue reunir todos
  os seus pertences numa única trouxa - à semelhança do
  povo, não tinha muitos bens materiais.
  - Não se importa de trabalhar no campo.

A mulher de excecional intuição e excecionais capacidades
de “compreensão da complexidade do mundo”:
  - Blimunda vê uma nuvem fechada na óstia e interroga-se
  acerca do que é a religião.
  - Baltasar comenta a possível semelhança entre as nuvens
  que se encontram no céu e as nuvens fechadas que Blimunda
  vê, ao que esta diz que tal semelhança não existe.
A visionária, guardadora de vontades, habitante do
fantástico:
  - Blimunda não come para conseguir ver as vontades
  quando sai de casa para as apanhar.
  - Consegue apanhar muitas vontades ao visitar a casa
  dos doentes.
  - Descobre um local onde existia água para os habitantes
  de uma aldeia que, na altura, estavam a passar por uma
  seca.
Como tinha poderes sobrenaturais, era, à partida e de
entre Baltasar e o padre, a que mais probabilidades tinha
de ser condenada pelo Santo Ofício, tal como a sua mãe.
Contudo, tal não acontece, o que pode ser visto
como, por um lado, a vitória do amor (as vontades de
Baltasar e Blimunda ficam juntas para sempre), e, por
outro lado, como a vitória daquela que via por dentro, o
que lhe permitiu ter uma vida mais “clara”.
   É    uma    personagem
    principal,  dado    que
    possui um papel central
    na história e contribui
    para o desenvolvimento
    da mesma.

   É    uma    personagem
    plana.

   É,     também,        uma
    personagem-tipo      dado
    que     representa     um
    estatuto social: o povo.
É apresentado na história quando a mãe de Blimunda
diz a esta para perguntar o nome ao rapaz que estava
ao seu lado, Baltasar.
Baltasar acaba por ser uma das personagens
principais mais simples de toda a história, pois este é um
soldado que perdeu a mão na guerra, acabando por ser a
crítica do narrador à desumanidade existente na
guerra, pois assim que Baltasar perdeu a mão foi
mandado embora. Não tem uma atitude ou feitio muito
complicados.
    É um homem pragmático, simples e apaixonado por
Blimunda. Quando faz algo gosta que fique tudo perfeito
e está sempre disposto a ajudar, sendo bastante humilde
e honesto.
   Ao longo da história, Baltasar acaba por ser quem
    constrói a passarola, para realizar o sonho do Padre
    Bartolomeu, e ajuda na construção do Convento.

   Baltasar questionava muito os dogmas e lutava por
    realizar sonhos, assim como o fez quando se tratou de
    construir a passarola, pois apesar do sonho não ser
    seu, ele teimou em fazer tudo perfeito, chegando até a
    desmanchar o que já havia feito para construir de novo e
    com mais rigor.
Baltasar é conhecido por Sete Sóis, pois este apenas
consegue ver à luz, ou seja só consegue ver o normal e
o que é visível, ao contrário de Blimunda.
É uma pessoa muito apaixonada, neste caso por
Blimunda, pois estava disposto a correr todos os riscos
que     fossem     necessários    para    estar    com
Blimunda, mesmo sabendo que esta tinha poderes que
podiam ser mal interpretados aos olhos dos outros e até
quando ela tinha de ir colher as vontades, na altura de
uma grande doença, Baltasar foi com ela correndo o
risco de adoecer também.
Baltasar tem um fim bastante trágico pois acaba
queimado, condenado pelo Santo Ofício. Apesar de
tudo, ele e Blimunda continuaram juntos para
sempre, pois quando Blimunda o encontra (depois de
procurá-lo durante 9 anos), esta acaba por só o ver já
quase todo queimado pelas chamas mas ainda a tempo
de recolher a sua vontade e a juntar à dela, pois o lugar
da vontade de Baltasar era na Terra, dado que era aí
que estava Blimunda.
   É uma das personagens principais, dado que contribui
    bastante para o desenvolvimento da ação.

   É também uma personagem modelada, visto que é uma
    personagem dinâmica, complexa e com densidade
    psicológica. Também o seu comportamento se altera ao
    longo da ação.

  É conhecido como “O
Voador”, por afirmar que
tinha voado.
Caracterização física:
 - mais baixo do que Baltasar, contudo com um aspeto
 mais novo.

Caracterização psicológica:
 - tem vinte e seis anos;
 - dono de uma enorme capacidade de memorização;
 - ambicioso.
   Nasceu no Brasil, contudo veio ainda novo para
    Portugal.

   Aos     15      anos,    já     tinha    bastantes
    estudos, principalmente na área da Filosofia.

   Aos 24 anos, já tinha feito um balão que chegou
    mesmo a voar.
Membro da corte
  O rei dá-lhe proteção e apoio em relação à construção da
passarola; ouve as confissões do rei.

Orador
  Dá sermões na igreja.

 Bacharel e doutor em cânones

 Tem dúvidas teológicas, apesar de ser padre. Por
exemplo, interroga-se acerca da existência da mão esquerda de
Deus, acabando por concluir que Deus é maneta.
Cientista
   Interessa-se pela ciência. Este interesse é, em
parte, provocado pela necessidade de adquirir
conhecimentos de modo a fazer a passarola voar. É tão
interessado que chega a viajar para a Holanda de modo
a adquirir mais conhecimentos acerca do éter, que iria
fazer a passarola voar.

   Ambicionava voar. Esta ambição, por si só e naquele
tempo, é herética, contudo, ao vir de um padre, torna-se
ainda mais grave, dado que este toma conhecimento
que as vontades humanas eram um dos elementos
necessários para a passarola voar. Ora, não só este
padre se aventura por campos desconhecidos e
facilmente considerados heréticos, como também utiliza
vontades humanas para atingir o seu objetivo
O amigo
    Sente    grande    afeto     por  Baltasar    e
Blimunda, pois, para além de lhes dar abrigo, ainda
afirma que os casou (para estes não serem mal
vistos), mesmo não sendo verdade
A designação Bartolomeu Lourenço é utilizada em
momentos de menor ficcionalização, enquanto a
designação Bartolomeu de Gusmão é utilizada em
momentos de maior ficcionalização.
Esta personagem é baseada
numa figura real, o Padre
Bartolomeu Lourenço de Gusmão.
    Ambos      nasceram       no
Brasil, eram interessados pela
ciência, possuíam uma grande
memória, dedicavam-se ao invento
de engenhos (ambos diziam ter
inventado uma máquina que
voava), estudaram na Faculdade
de Cânones da Universidade de
Coimbra, pediram a proteção do
rei D. João V em relação à sua
máquina de voar e escreviam
sermões.
 É uma personagem secundária e
  plana.
 A sua primeira referência, dá-se
  quando é chamado para dar
  aulas de piano à filha dos reis.
 Embora contratado pelo rei, é
  também um representante de
  contra-poder devido à sua
  liberdade de espírito e pelo seu
  poder libertador e subversivo da
  sua música.
O primeiro contacto entre Domenico e o Padre
Bartolomeu deu-se no dia em que a princesa teve uma
lição com Domenico, à qual estaria a realeza e o padre a
assistirem.
   Depois da lição, o músico ficou a tocar e o padre
Bartolomeu ficou impressionadíssimo com a música e
acabaram, então, por falar um com o outro, chegando até
a irem ao Terreiro do Paço onde depois acabaram por
seguir cada um o seu caminho. Dias depois foi Domenico
quem foi falar com o Padre que se encontrava na capela.
O Padre Bartolomeu acabou por levar Domenico até à
sua invenção, a passarola, mas este, ao chegar ao
local, permaneceu bastante calmo e sereno sem mostrar
grande excitação, e após ver a máquina assim
permaneceu, sempre muito calmo mas um tanto curioso
com o que via, especialmente por ver que as asas eram
fixas e este achava que com asas fixas a máquina nunca
voaria.
    A amizade deste com o padre Bartolomeu, originada
pela compreensão e pela partilha das mesmas ideias e
sonhos, representa a articulação entre a cultura e o
humano, entre o saber e o sonho, entre o conhecimento e
o desejo.
O facto de este estar envolvido, indirectamente, na
construção da passarola serve para unir a ciência e a
arte mostrando que ambas revelam um espírito de
inovação, tolerância e abertura para o modernismo.
Domenico ia tocar para a abegoaria algumas vezes
enquanto a passarola era construída e quando Blimunda
ficou doente, todos os dias Domenico tocava para
ela, acabando por curar a frágil e quase sem forças
Blimunda.
    Isto serve para mostrar que os sonhos aliados à
música permitem a cura e ajuda na conclusão da
passarola, simbolizando o ultrapassar, por parte do
homem, de uma materialidade excessiva e o atingir da
plenitude da vida.
Quando a passarola descolou, Domenico viu-a a
levantar voo pois dirigia-se naquele momento para a
quinta, e ao ver que não iria com eles o que este decidiu
fazer foi mandar o cravo pelo poço abaixo para que não
houvessem provas de que ele estaria envolvido em tal obra
e não podendo assim ser condenado ao santo ofício.
   O facto de não ter ido com eles na passarola deixou o
músico bastante triste, ao ponto de, antes de mandar o
cravo pelo poço abaixo, se ter sentado a tocar mas quase
nada tocou, foi mais um passar de dedos.
Passado um bom tempo, o músico vai ao encontro de
Blimunda e Baltasar sem que ninguém saiba disso, pois
este pediu ao rei para ir ver como iam as obras do
convento para assim ter uma desculpa para poder ir a
Mafra, a fim de os informar que o Padre Bartolomeu
havia morrido em Espanha, devido à loucura.
   Isto mostra que Domenico era alguém fiel e que não
teria ficado tão chateado como era suposto com o facto
de o terem deixado em terra em vez de o levarem com
ele na passarola no momento da partida.
A última referência que se faz ao músico é ao serviço
da corte real, quando este é chamado para distrair a
rainha e sua filha após a conversa sobre o sofrimento a
que as mulheres acabam sempre por ser sujeitas
devido aos homens.
  A música de Domenico, funciona, neste caso, como
uma espécie de calmante, transmitindo plena harmonia
e serenidade, daí o próprio músico ser uma pessoa
serena e calma.
Fontes webgráficas
   http://www.slideshare.net/Mariazinha/categorias-da-narrativa-412346


   http://moodle.eshn.net/mod/forum/discuss.php?d=442


   http://www.numerologo.com.br/simbologia.htm#s11


   http://pt.wikipedia.org/wiki/Memorial_do_Convento


Fontes bibliográficas
    PINTO, Elisa Costa (2011), Plural, 6ª edição, Lisboa Editora, Lisboa
    SARAMAGO, José (2010), Memorial do Convento, 47º edição, Caminho, Alfragide
Nº8 Filipa Monteiro
Nº13 Miguel Rodrigues

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  • 2. É uma personagem principal, dado que possui um papel central na história e contribui para o desenvolvimento da mesma.  Quanto à composição, é uma personagem modelada, dado que o seu comportamento altera-se ao longo da história.  Pode ser considerada uma personagem-tipo dado que representa um estatuto social: o povo.
  • 3. Caracterização física: - Os seus olhos mudam de cor; - É alta e magra; - Tem cabelo claro. Caracterização psicológica: - Tem vinte e oito anos; - É filha única; - Consegue ver por dentro das coisas e das pessoas quando está em jejum; - É corajosa: vai sozinha à procura de Baltasar; mata o frade que a tenta violar; - É uma mulher forte: assiste à condenação da sua mãe sem derramar uma lágrima, contudo quando chega a casa não aguenta mais; - Extremamente apaixonada por Baltasar (procura-o durante nove anos); - É religiosa, acredita em Deus.
  • 4. Blimunda surge, pela primeira vez, nesta história quando é mencionada pela sua mãe, Sebastiana, que estava a ser condenada no auto-de-fé a que Baltasar estava a assistir. A sua mãe procura-a, com o olhar, pela multidão para lhe transmitir que devia procurar conhecer o homem que estava a seu lado, Baltasar.  Neste mesmo episódio, o nome de Blimunda é mencionado onze vezes. Estando tal número associado a conhecimentos mais profundos, ao ideal, às revelações, à junção de Deus com o Mundo, são facilmente notáveis as semelhanças entre o seu significado e a personalidade de Blimunda: vê por dentro, logo tem um maior conhecimento, tem revelações e é muito ligada a Deus.
  • 5. É feito também um ênfase nos olhos de Blimunda, dando a entender que estes veriam mais do que as pessoas normais: “olha só, olha com esses teus olhos que tudo são capazes de ver”.
  • 6. Blimunda atrai Baltasar devido à singularidade dos seus traços físicos: os seus olhos mudam de cor e é alta e esguia. Estes traços são tão singulares pois não era habitual vê-los: as mulheres tinham olhos de uma só cor e, geralmente, eram de baixa altura. Baltasar chega mesmo a confessar : “Não tenho forças que me levem daqui, deitaste-me um encanto”.  Blimunda causa também um certo fascínio a Scarlatti, que a compara à deusa Vénus.
  • 7. Também os pais de Baltasar estranharam os traços físicos de Blimunda, nomeadamente o seu cabelo claro e os seus olhos de cor inconstante. Provoca também uma certa curiosidade à mãe de Baltasar, dado que, primeiro que tudo, não entra imediatamente na casa de Baltasar, fazendo com que a mesma se interrogasse acerca de quem seria tal mulher. Por outro lado, Marta Maria, mãe de Baltasar, impede que Blimunda comece imediatamente à procura de trabalho, pois pretende que ela fique em casa consigo, para conhecê-la melhor.
  • 8. Devido à sua ligação com Baltasar Sete-Sóis, é apelidada de Blimunda Sete-Luas, pelo padre Bartolomeu Lourenço. Este apelido pode ter os seguintes significados: o número sete está associado à totalidade, à perfeição, o que, de certo modo, se adequa dado que o Baltasar e Blimunda, como formam um par romântico, completam-se; por outro lado, a lua pode simbolizar a faceta submissa de Blimunda, dado que a lua reflete a luz do Sol (que neste caso seria Baltasar) e as mudanças no seu comportamento. A Lua pode também ser associada ao princípio feminino e passivo e ao sonho, ao inconsciente e ao facto de ser o complementar do Sol (ele e Baltasar completavam- se).
  • 9. Ao longo de toda a obra, vive um amor pleno com Baltasar, apesar de todas as dificuldades pelas quais ambos passaram. Contudo, nem com a morte de Baltasar este amor acaba, dado que Blimunda recolhe a vontade de Baltasar. Deste modo, ficarão juntos para sempre, tendo esta história de amor o seu final estranhamente feliz.
  • 10. A mulher do povo, retratada com realismo: - Quando vai para Mafra com Baltasar, consegue reunir todos os seus pertences numa única trouxa - à semelhança do povo, não tinha muitos bens materiais. - Não se importa de trabalhar no campo. A mulher de excecional intuição e excecionais capacidades de “compreensão da complexidade do mundo”: - Blimunda vê uma nuvem fechada na óstia e interroga-se acerca do que é a religião. - Baltasar comenta a possível semelhança entre as nuvens que se encontram no céu e as nuvens fechadas que Blimunda vê, ao que esta diz que tal semelhança não existe.
  • 11. A visionária, guardadora de vontades, habitante do fantástico: - Blimunda não come para conseguir ver as vontades quando sai de casa para as apanhar. - Consegue apanhar muitas vontades ao visitar a casa dos doentes. - Descobre um local onde existia água para os habitantes de uma aldeia que, na altura, estavam a passar por uma seca.
  • 12. Como tinha poderes sobrenaturais, era, à partida e de entre Baltasar e o padre, a que mais probabilidades tinha de ser condenada pelo Santo Ofício, tal como a sua mãe. Contudo, tal não acontece, o que pode ser visto como, por um lado, a vitória do amor (as vontades de Baltasar e Blimunda ficam juntas para sempre), e, por outro lado, como a vitória daquela que via por dentro, o que lhe permitiu ter uma vida mais “clara”.
  • 13. É uma personagem principal, dado que possui um papel central na história e contribui para o desenvolvimento da mesma.  É uma personagem plana.  É, também, uma personagem-tipo dado que representa um estatuto social: o povo.
  • 14. É apresentado na história quando a mãe de Blimunda diz a esta para perguntar o nome ao rapaz que estava ao seu lado, Baltasar.
  • 15. Baltasar acaba por ser uma das personagens principais mais simples de toda a história, pois este é um soldado que perdeu a mão na guerra, acabando por ser a crítica do narrador à desumanidade existente na guerra, pois assim que Baltasar perdeu a mão foi mandado embora. Não tem uma atitude ou feitio muito complicados. É um homem pragmático, simples e apaixonado por Blimunda. Quando faz algo gosta que fique tudo perfeito e está sempre disposto a ajudar, sendo bastante humilde e honesto.
  • 16. Ao longo da história, Baltasar acaba por ser quem constrói a passarola, para realizar o sonho do Padre Bartolomeu, e ajuda na construção do Convento.  Baltasar questionava muito os dogmas e lutava por realizar sonhos, assim como o fez quando se tratou de construir a passarola, pois apesar do sonho não ser seu, ele teimou em fazer tudo perfeito, chegando até a desmanchar o que já havia feito para construir de novo e com mais rigor.
  • 17. Baltasar é conhecido por Sete Sóis, pois este apenas consegue ver à luz, ou seja só consegue ver o normal e o que é visível, ao contrário de Blimunda.
  • 18. É uma pessoa muito apaixonada, neste caso por Blimunda, pois estava disposto a correr todos os riscos que fossem necessários para estar com Blimunda, mesmo sabendo que esta tinha poderes que podiam ser mal interpretados aos olhos dos outros e até quando ela tinha de ir colher as vontades, na altura de uma grande doença, Baltasar foi com ela correndo o risco de adoecer também.
  • 19. Baltasar tem um fim bastante trágico pois acaba queimado, condenado pelo Santo Ofício. Apesar de tudo, ele e Blimunda continuaram juntos para sempre, pois quando Blimunda o encontra (depois de procurá-lo durante 9 anos), esta acaba por só o ver já quase todo queimado pelas chamas mas ainda a tempo de recolher a sua vontade e a juntar à dela, pois o lugar da vontade de Baltasar era na Terra, dado que era aí que estava Blimunda.
  • 20. É uma das personagens principais, dado que contribui bastante para o desenvolvimento da ação.  É também uma personagem modelada, visto que é uma personagem dinâmica, complexa e com densidade psicológica. Também o seu comportamento se altera ao longo da ação.  É conhecido como “O Voador”, por afirmar que tinha voado.
  • 21. Caracterização física: - mais baixo do que Baltasar, contudo com um aspeto mais novo. Caracterização psicológica: - tem vinte e seis anos; - dono de uma enorme capacidade de memorização; - ambicioso.
  • 22. Nasceu no Brasil, contudo veio ainda novo para Portugal.  Aos 15 anos, já tinha bastantes estudos, principalmente na área da Filosofia.  Aos 24 anos, já tinha feito um balão que chegou mesmo a voar.
  • 23. Membro da corte O rei dá-lhe proteção e apoio em relação à construção da passarola; ouve as confissões do rei. Orador Dá sermões na igreja. Bacharel e doutor em cânones Tem dúvidas teológicas, apesar de ser padre. Por exemplo, interroga-se acerca da existência da mão esquerda de Deus, acabando por concluir que Deus é maneta.
  • 24. Cientista Interessa-se pela ciência. Este interesse é, em parte, provocado pela necessidade de adquirir conhecimentos de modo a fazer a passarola voar. É tão interessado que chega a viajar para a Holanda de modo a adquirir mais conhecimentos acerca do éter, que iria fazer a passarola voar. Ambicionava voar. Esta ambição, por si só e naquele tempo, é herética, contudo, ao vir de um padre, torna-se ainda mais grave, dado que este toma conhecimento que as vontades humanas eram um dos elementos necessários para a passarola voar. Ora, não só este padre se aventura por campos desconhecidos e facilmente considerados heréticos, como também utiliza vontades humanas para atingir o seu objetivo
  • 25. O amigo Sente grande afeto por Baltasar e Blimunda, pois, para além de lhes dar abrigo, ainda afirma que os casou (para estes não serem mal vistos), mesmo não sendo verdade
  • 26. A designação Bartolomeu Lourenço é utilizada em momentos de menor ficcionalização, enquanto a designação Bartolomeu de Gusmão é utilizada em momentos de maior ficcionalização.
  • 27. Esta personagem é baseada numa figura real, o Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão. Ambos nasceram no Brasil, eram interessados pela ciência, possuíam uma grande memória, dedicavam-se ao invento de engenhos (ambos diziam ter inventado uma máquina que voava), estudaram na Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra, pediram a proteção do rei D. João V em relação à sua máquina de voar e escreviam sermões.
  • 28.  É uma personagem secundária e plana.  A sua primeira referência, dá-se quando é chamado para dar aulas de piano à filha dos reis.  Embora contratado pelo rei, é também um representante de contra-poder devido à sua liberdade de espírito e pelo seu poder libertador e subversivo da sua música.
  • 29. O primeiro contacto entre Domenico e o Padre Bartolomeu deu-se no dia em que a princesa teve uma lição com Domenico, à qual estaria a realeza e o padre a assistirem. Depois da lição, o músico ficou a tocar e o padre Bartolomeu ficou impressionadíssimo com a música e acabaram, então, por falar um com o outro, chegando até a irem ao Terreiro do Paço onde depois acabaram por seguir cada um o seu caminho. Dias depois foi Domenico quem foi falar com o Padre que se encontrava na capela.
  • 30. O Padre Bartolomeu acabou por levar Domenico até à sua invenção, a passarola, mas este, ao chegar ao local, permaneceu bastante calmo e sereno sem mostrar grande excitação, e após ver a máquina assim permaneceu, sempre muito calmo mas um tanto curioso com o que via, especialmente por ver que as asas eram fixas e este achava que com asas fixas a máquina nunca voaria. A amizade deste com o padre Bartolomeu, originada pela compreensão e pela partilha das mesmas ideias e sonhos, representa a articulação entre a cultura e o humano, entre o saber e o sonho, entre o conhecimento e o desejo.
  • 31. O facto de este estar envolvido, indirectamente, na construção da passarola serve para unir a ciência e a arte mostrando que ambas revelam um espírito de inovação, tolerância e abertura para o modernismo.
  • 32. Domenico ia tocar para a abegoaria algumas vezes enquanto a passarola era construída e quando Blimunda ficou doente, todos os dias Domenico tocava para ela, acabando por curar a frágil e quase sem forças Blimunda. Isto serve para mostrar que os sonhos aliados à música permitem a cura e ajuda na conclusão da passarola, simbolizando o ultrapassar, por parte do homem, de uma materialidade excessiva e o atingir da plenitude da vida.
  • 33. Quando a passarola descolou, Domenico viu-a a levantar voo pois dirigia-se naquele momento para a quinta, e ao ver que não iria com eles o que este decidiu fazer foi mandar o cravo pelo poço abaixo para que não houvessem provas de que ele estaria envolvido em tal obra e não podendo assim ser condenado ao santo ofício. O facto de não ter ido com eles na passarola deixou o músico bastante triste, ao ponto de, antes de mandar o cravo pelo poço abaixo, se ter sentado a tocar mas quase nada tocou, foi mais um passar de dedos.
  • 34. Passado um bom tempo, o músico vai ao encontro de Blimunda e Baltasar sem que ninguém saiba disso, pois este pediu ao rei para ir ver como iam as obras do convento para assim ter uma desculpa para poder ir a Mafra, a fim de os informar que o Padre Bartolomeu havia morrido em Espanha, devido à loucura. Isto mostra que Domenico era alguém fiel e que não teria ficado tão chateado como era suposto com o facto de o terem deixado em terra em vez de o levarem com ele na passarola no momento da partida.
  • 35. A última referência que se faz ao músico é ao serviço da corte real, quando este é chamado para distrair a rainha e sua filha após a conversa sobre o sofrimento a que as mulheres acabam sempre por ser sujeitas devido aos homens. A música de Domenico, funciona, neste caso, como uma espécie de calmante, transmitindo plena harmonia e serenidade, daí o próprio músico ser uma pessoa serena e calma.
  • 36. Fontes webgráficas  http://www.slideshare.net/Mariazinha/categorias-da-narrativa-412346  http://moodle.eshn.net/mod/forum/discuss.php?d=442  http://www.numerologo.com.br/simbologia.htm#s11  http://pt.wikipedia.org/wiki/Memorial_do_Convento Fontes bibliográficas PINTO, Elisa Costa (2011), Plural, 6ª edição, Lisboa Editora, Lisboa SARAMAGO, José (2010), Memorial do Convento, 47º edição, Caminho, Alfragide
  • 37. Nº8 Filipa Monteiro Nº13 Miguel Rodrigues