MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO
Unicorp Indústria e Comércio LTDA ME
Avenida Paulo Ferreira da Costa, n°555 – Bairro Vista Alegre
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SUMÁRIO
1. OBJETIVO ........................................................................................................................ 01
2. REFERÊNCIAS .................................................................................................................. 01
3. APLICAÇÃO .................................................................................................................... 01
4. DEFINIÇÕES ................................................................................................................... 01
5. IDENTIFICAÇÃO ........................................................................................................... 04
5.1 DADOS DA EMPRESA ................................................................................................. 04
5.2 RECURSOS HUMANOS ............................................................................................... 04
5.2.1 Procedimento na admissão dos funcionários ............................................. 04
5.2.2 Método utilizado para treinamento dos funcionários ................................. 05
6 ESTRUTURA .................................................................................................................... 06
6.1 CONDIÇÕES AMBIENTAIS .......................................................................................... 06
6.1.1 Internas ............................................................................................................ 06
6.1.2 Externas ........................................................................................................... 07
6.2 INSTALAÇÕES, EDIFICAÇÕES E SANEAMENTO ..................................................... 07
6.2.1 Tipo de construção e material empregado em cada setor ......................... 07
6.2.2 Sistema de ventilação .................................................................................... 08
6.2.3 Sistema de água e outros fluidos ................................................................. 08
6.2.4 Sistemas elétricos e de iluminação .............................................................. 09
6.2.5 Temperatura das salas de armazenamento ................................................. 09
6.2.6 Lixo ou dejetos ............................................................................................... 10
6.2.7 Layout .............................................................................................................. 10
6.3 EQUIPAMENTOS .......................................................................................................... 11
6.3.1 Equipamentos existentes e suas aplicações ............................................... 11
7 LIMPEZA E SANITIZAÇÃO .............................................................................................. 11
7.1 HIGIENE DAS INSTALAÇÕES, EQUIPAMENTOS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS ............ 11
8. CONTROLE DE PRAGAS (INSETOS, ROEDORES, ETC.) ........................................... 13
8.1 PROCEDIMENTOS ADOTADOS .................................................................................. 14
9. PRODUÇÃO .................................................................................................................... 14
9.1 MATÉRIA-PRIMA .......................................................................................................... 14
9.1.1 Procedimento adotado na aquisição e armazenamento ........................... 15
9.1.2 Controle de qualidade .................................................................................. 15
10. FABRICAÇÃO DE PRODUTOS .................................................................................... 16
10.2 ETAPAS DO PROCESSO DE FABRICAÇÃO ............................................................ 16
10.2.1 Programação e controle de produção – PCP.............................................. 17
10.2.2 Ordem de produção – OP ............................................................................. 17
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10.2.3 Almoxarifado ................................................................................................. 18
10.2.4 Pesagem ......................................................................................................... 18
10.2.5 Manipulação.................................................................................................... 18
10.2.6 Envase / compressão / envelopamento / Encapsulamento ...................... 18
10.2.7 Embalagem primaria e final ......................................................................... 19
10.2.8 Almoxarifado produto acabado .................................................................. 19
10.2.9 Expedição ...................................................................................................... 20
11. PROGRAMA DE RECOLHIMENTO DE ALIMENTOS .................................................. 20
11.1 PROCEDIMENTOS ADOTADOS PARA RETIRADA DO PRODUTO DO MERCADO,
QUANDO NECESSÁRIO ................................................................................ 20
12. GARANTIA DA QUALIDADE ........................................................................................ 20
13. REQUISITOS DE DOCUMENTAÇÃO ......................................................................... 21
13.2.1 Controle de documentos e dados ............................................................... 21
13.2.2 Ações e métodos ......................................................................................... 21
14. ANEXOS ..................................................................................................................................... 22
15. REGISTRO DAS ALTERAÇÕES ............................................................................................ 22
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1. OBJETIVO
Este manual tem o objetivo de definir a política do Sistema da Qualidade (SQ) e os requisitos de
Boas Práticas de acordo com as normas sanitárias vigentes que incluem desde aspectos de
projetos e instalações, controle de qualidade, limpeza e sanitização de equipamentos e utensílios,
higiene pessoal, bem como os procedimentos de recebimento, armazenamento e distribuição de
suplementos alimentares.
2. REFERÊNCIAS
Declaramos que este manual descreve as Boas Práticas de Fabricação conforme disposto nas
seguintes legislações sanitárias:
 Resolução RDC nº 275, de 21 de outubro de 2002, que dispõe sobre o regulamento técnico de
procedimentos operacionais padronizados aplicados aos estabelecimentos
produtores/industrializadores de alimentos e a lista de verificação de Boas Práticas de
Fabricação em estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos.
 Resolução RDC nº 243, de 26 de julho de 2018, que dispõe sobre os requisitos sanitários dos
suplementos alimentares.
 Resolução RDC nº 24, de 08 de junho de 2015 – Dispões sobre o Recolhimento de Alimentos
e sua Comunicação à Anvisa e aos Consumidores.
3. APLICAÇÃO
Este Manual de Boas Práticas de Fabricação se aplica a todas as áreas da empresa, desde a
aquisição dos insumos até a distribuição dos produtos aos clientes.
4. DEFINIÇÕES
Ação Corretiva: procedimentos ou ações a serem tomadas quando se constata que um critério
encontra-se fora dos limites estabelecidos.
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Ação Preventiva: ação adotada para eliminar a causa de uma potencial não conformidade ou
outra potencial situação indesejável.
Armazenamento: É o conjunto de atividades e requisitos para obter-se uma correta conservação
de matéria-prima, insumos e produtos acabados.
Autoinspeção: exame sistemático e independente, para verificar se as atividades da qualidade e
seus resultados estão de acordo com as disposições planejadas, se estas foram implementadas
com eficácia e se são adequadas à consecução dos objetivos.
Boas Práticas de Fabricação (BPF): são requisitos gerais que o fabricante de produto deve
aplicar às operações de Fabricação de produtos alimentícios de modo a garantir a qualidade e
segurança dos mesmos.
Contaminação: presença de substâncias ou agentes estranhos de origem química, física ou
biológica que podem ou não serem nocivas à saúde humana.
Contaminação Cruzada: contaminação do alimento por substâncias ou agentes estranhos, de
origem química, física ou biológica que pode ou não serem nocivas à saúde humana, através do
contato direto, por manipuladores ou superfícies de contato.
Controle de Qualidade: operações técnicas usadas para verificar o cumprimento dos
requerimentos de qualidade de um produto.
Controle Integrado de Pragas: sistema que incorpora ações preventivas e corretivas destinadas
a impedir a atração, o abrigo, o acesso e ou proliferação de vetores e pragas urbanas que
comprometam a segurança do alimento.
Data de Validade: data estabelecida nas embalagens (usualmente em rótulos) até a qual se
espera que o produto permaneça dentro das especificações, desde que armazenado
corretamente. Esta data é estabelecida por lote, somando-se o prazo de validade à data de
fabricação.
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Desinfecção (sanitização): operação de redução, por método físico e/ou agente químico, do
número de microrganismos em nível que não comprometa a qualidade higiênico-sanitária do
alimento.
DML: Depósito de Material de Limpeza.
Embalagem: é o recipiente destinado a garantir a conservação e facilitar o transporte e manuseio
dos alimentos.
Estabelecimento: unidade da empresa onde se realizam atividades previstas pela legislação
vigente.
Etapa: procedimento, operação ou estágio de um processo produtivo ou de um produto, desde a
produção primária até o consumo.
EPI (Equipamentos de Proteção Individual): todo dispositivo de uso individual de fabricação
nacional ou estrangeira destinada a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores.
Higienização: procedimentos aplicados ao processo que eliminem ou reduzam a contaminação,
minimizando os riscos de transmissão de agentes causadores de doença. É uma operação que
se divide em duas etapas. limpeza e desinfecção.
Lavagem: procedimento que envolve a utilização de água e sabão ou detergente para uma
melhor remoção da sujidade, podendo ou não reduzir a carga microbiana e até mesmo os
patógenos em níveis suportáveis.
Limpeza: procedimento que envolve a simples remoção de sujidades ou resíduos macroscópicos
de origem orgânica ou inorgânica.
Manual de Boas Práticas de Fabricação: documento que descreve as operações realizadas
pelo estabelecimento, incluindo, no mínimo, os requisitos sanitários dos edifícios, a manutenção e
higiene das instalações, dos equipamentos e dos utensílios, o controle da qualidade da água de
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abastecimento, o controle integrado de vetores e pragas urbanas, controle da higiene e saúde
dos manipuladores e o controle e garantia da qualidade do produto final.
Monitorização (monitoração): sequência planejada de observações ou mensurações
devidamente registradas que permitem avaliar se um perigo está sob controle.
Não conformidade: não atendimento de um requisito especificado.
Número de Lote: referência numérica, alfabética ou alfanumérica que identifica um determinado
lote.
Produto: resultado de um processo.
Programa de Recolhimento de Alimentos: procedimentos que permitem efetivo recolhimento e
apropriado destino final de lote de alimentos exposto à comercialização com suspeita ou
constatação de causar dano à saúde.
Procedimentos: forma especificada de executar uma atividade.
Reclamação: informação externa que leva a suspeita de uma não conformidade no produto.
Registro: documento específico para dados/ resultados/ leituras específicas.
Resíduos: materiais a serem descartados, oriundos da área de preparação e das demais áreas
do serviço de alimentação.
Sistema da Qualidade: estrutura organizacional, responsabilidades, procedimentos,
especificações, processos e recursos necessários para gestão da qualidade.
Terceirização: pessoa ou organização externa da qual se contrata uma ou mais operações.
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Unidade: filial ou matriz de uma empresa que exerce etapa complementar de determina(s)
atividade(s) sujeita(s) ao controle sanitário para outra filial ou matriz, sendo a esta subordinada.
5. IDENTIFICAÇÃO
5.1. DADOS DA EMPRESA
5.2. RECURSOS HUMANOS
5.2.1. Procedimento na admissão dos funcionários
O processo de admissão dos funcionários segue os seguintes procedimentos:
 O candidato à vaga passa por um processo de seleção e recrutamento, que consiste em
análise de currículos e entrevistas realizada pelo Setor de Recursos Humanos da
Empresa;
 Encaminhamento para exame médico clínico e laboratorial;
Razão Social: Unicorp Indústria e Comércio LTDA-EPP
Endereço: Av Paulo Ferreira da Costa n° 555 – Bairro Vista Alegre
Município: Lagoa Santa
Estado: Minas Gerais
CNPJ: 02.660.623/0001-16
Autorização de localização e funcionamento: 010908-2018
Atividade da empresa: Fabricação e comercialização de suplementos alimentares.
Responsável Técnico: Wenderson Glay Parente Senna
Inscrição no Conselho Regional de Farmácia: CRF-MG15.045
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 Treinamento de integração: relacionado às normas de atendimento aos funcionários e
Boas Práticas na Manipulação de alimentos, ministrado pela Garantia da Qualidade;
 Neste processo de admissão, o funcionário deverá preencher o [FOR-002] Banco de
Assinaturas para que a mesmo seja arquivada na Garantia da Qualidade e sirva para
rastreamento de execução de determinada tarefa.
5.2.2. Método utilizado para treinamento dos funcionários
 Todos os colaboradores da Unicorp recebem, na admissão, instruções adequadas de
como devem ser suas ações no ambiente de trabalho, e são continuamente cobrados em
relação à manipulação higiênica dos alimentos, higiene pessoal, higiene dos uniformes,
higiene nas suas ações, dentre outros, a fim de que saibam adotar as precauções
necessárias para evitar a contaminação dos alimentos;
 Os colaboradores estão sempre uniformizados, com calçados adequados e em perfeito
estado de limpeza, com cabelos cobertos com toucas, devidamente barbeados, com unhas
aparadas, limpas e sem esmalte, com as mãos sempre higienizadas, e atentas a atitudes
anti-higiênicas como tossir, espirrar sobre os produtos, equipamentos e instalações, levar a
mão à boca, ao nariz, aos olhos e às orelhas, cuspir no ambiente;
 Os colaboradores também estão conscientizados a não: fumar nos locais não permitidos,
usar loções ou substâncias que exalem perfumes, armazenar e/ou consumir alimentos no
interior dos vestiários, sentar no chão quando uniformizados, usar qualquer objetos de
adorno (pulseiras, anéis, cordões, brincos, alianças e similares), depositar roupas e objetos
pessoais nas áreas de manipulação de alimentos. Estes procedimentos são salientados na
entrada da empresa;
 Os colaboradores são treinados a higienizar as mãos de acordo com o descrito no POP-
03 Higiene e Saúde dos Colaboradores item, 6.5 e seguirem regras de comportamento
pessoal com o objetivo de evitar contaminação dos alimentos;
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 Os colaboradores recebem 02 conjuntos de uniformes na cor azul, constituídos de calça,
blusa e botas de segurança preta, além de touca, máscara, luvas, jalecos e avental
descartáveis. Logo que recebem os uniformes, os funcionários deverão assinar um termo
de recebimento dos mesmos;
 Os colaboradores utilizam o uniforme somente nas dependências da empresa e o troca de
acordo com as necessidades;
 A empresa não dispõe de lavanderia, portanto os colaboradores são responsáveis pela
lavagem do uniforme, e os mesmos recebem orientações sobre a higienização e os
cuidados necessários para a conservação dos mesmos;
 A empresa faz quando necessário à substituição das peças dos uniformes (calças e
blusas) e das botas. O controle da distribuição dos uniformes fica a cargo da Garantia da
Qualidade que mantém os registros arquivados em pastas.
6. ESTRUTURA
6.1. CONDIÇÕES AMBIENTAIS
6.1.1. Internas
 O acesso à empresa é direto e independente, não apresentando áreas de acúmulo de
água ou fossas, lixo e animais e outros contaminantes capazes de oferecer riscos de
contaminação;
 As luminárias das áreas de fabricação possuem proteção contra quebra;
 Os ruídos produzidos pelos equipamentos utilizados são considerados compatíveis com os
equipamentos, não levando à poluição sonora do ambiente.
6.1.2. Externas
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 As vias de acesso à empresa são asfaltadas com declive adequado nas laterais,
permitindo o fácil escoamento de água, evitando sua estagnação.
 As vias de acesso são todas pavimentadas e possui área específica para estacionamento
de veículos.
6.2. INSTALAÇÕES, EDIFICAÇÕES E SANEAMENTO
6.2.1. Tipo de construção e material empregado em cada setor
 Piso: Todas as áreas de manipulação e envase têm piso epoxi, podendo ser lavadas
sempre que necessário;
 Paredes: Paredes em alvenaria rebocada e pintada com pintura epoxi podendo ser
lavadas sempre que necessário;
 Ventilação: A ventilação será natural, através insuflamento de ar nas áreas de
manipulação e envase. A área de pesagem e áreas de produção de sólidos são providas
de sistema de exaustão para captação de pós. Áreas possuem controle de temperatura e
umidade por exigência de conservação de alguns produtos;
 Rede elétrica: A natureza e o porte do estabelecimento bem como as características do
processo não demandam um consumo significativo de energia, sendo distribuídos pela
Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG);
 Iluminação: A iluminação é adequada ao desenvolvimento das atividades, feita com
lâmpadas frias, colocadas no teto;
 Sanitários: São 08 sanitários, sem comunicação direta com a área de produção. Os ralos
dos sanitários são protegidos. Os sanitários possuem toalhas descartáveis, sabonete
líquido e lixeiras com tampa. Sendo que os dois sanitários maiores servem como vestiário
para os funcionários;
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A estrutura física da área produtiva é dividida nas seguintes áreas:
a) Recebimento de insumos;
b) Armazenamento de matéria-prima;
c) Armazenamento de matéria-prima – condição especial;
d) Armazenamento de material de embalagem;
e) Amostragem e Pesagem;
f) Antecâmaras de entrada de funcionários;
g) Antecâmaras de entrada de materiais;
h) Produção de sólidos;
i) Armazenamento do produto intermediário;
j) Áreas de limpeza;
k) Produção de líquidos;
l) Embalagem do produto acabado (embalagem final);
m) Armazenamento de produto acabado;
n) Expedição;
o) DML;
p) Manutenção;
q) Programação e Controle de Produção – PCP;
r) Controle de Qualidade;
s) Garantia da Qualidade;
t) Desenvolvimento;
u) Assuntos Regulatórios;
v) Laboratório Físico-Químico;
w) Referência Futura;
x) Administração.
6.2.2. Sistema de ventilação
 A ventilação é natural, suficiente, não sendo observado calor excessivo, condensação de
vapor ou acúmulo de pós nos ambientes. A direção do ar não incide sobre os alimentos. A
corrente de ar flui da área limpa para a área suja;
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6.2.3. Sistema de água e outros fluidos
 A água potável é proveniente da rede pública – COPASA/MG e armazenada em
reservatório comum. A distribuição da água potável provinda do reservatório ocorre através
de tubulação de PVC diretamente para as torneiras. Os encanamentos encontram-se em
estado satisfatório, com ausência de infiltrações e de interconexões, evitando cruzamento
entre água potável e não potável;
 São realizadas análises microbiológicas e físico-químicas da água por empresa
terceirizada para verificar o atendimento aos padrões da legislação vigente. Os resultados
das análises são registrados por meio de laudos emitidos pela empresa e arquivados na
Garantia da Qualidade;
 A verificação dos procedimentos mencionados é realizada pelo técnico da garantia da
qualidade, observando o laudo recebido pela empresa responsável pela análise.
6.2.4. Sistemas elétricos e de iluminação
 O sistema elétrico é trifásico, as instalações elétricas encontram-se em bom estado de
conservação e segurança. A iluminação da plataforma é natural e artificial, onde são
utilizadas lâmpadas fluorescentes sem ofuscamento, sombras ou reflexos, que possibilitam
a realização das tarefas e não comprometem a higiene dos alimentos. As lâmpadas
utilizadas nas salas de produção possuem proteção contra queda e explosão, evitando
assim, a contaminação do produto.
6.2.5. Temperatura das salas de armazenamento
 A área de armazenamento das matérias-primas e expedição do produto acabado possuem
ventilação natural e artificial e os boxes e salas da produção que necessitam, possui
sistema de insuflamento de ar, sistema de exaustão e ar condicionado. A temperatura deve
compreender a faixa de 15 a 30°C e são monitorados diariamente quando a produção no
local, exceto nos dias em que não há produção na empresa.
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6.2.6. Lixo ou dejetos
 A empresa possui lixeiras constituídas de material de fácil higienização (lixeira de plástico),
com tampas, acionamento por pedal e para acondicionamento temporário de resíduos;
 Os recipientes para lixo são revestidos com sacos plásticos e são mantidos devidamente
higienizados após a remoção do lixo, sendo esse retirado sempre que necessário
transportado fechado sem risco de contaminação;
 Todos os lixos produzidos na embalagem e no laboratório são colocados em lixeiras com
acionamento de pedal;
 As lixeiras e depósito de lixo são higienizados regularmente.
6.2.7. Layout
 O Layout interno do estabelecimento permite as boas práticas, incluindo a proteção contra
a contaminação cruzada dos produtos alimentícios, entre e durante as operações, levando
em conta a disponibilidade de espaços suficientes à realização, de modo satisfatório, de
todas as operações.
6.3. EQUIPAMENTOS
6.3.1 Equipamentos existentes e suas aplicações
 Os equipamentos são listados no [FOR-004] Relação de Equipamentos. Disponível na
Garantia da Qualidade;
 A manutenção dos equipamentos é realizada por um funcionário da empresa devidamente
treinado, feita sempre que necessário. O registro é feito através do [FOR-008] Plano de
manutenção preventiva. No que se refere à calibração, essa é terceirizada e é feita por
laboratório credenciado pela Rede Brasileira de Calibração. O registro desse procedimento
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é feito através de planilha contida no [FOR-006] Plano de calibração. A descrição do
equipamento e do tipo de serviço executado, manutenção preventiva, corretiva ou
calibração, estão contidas no [FOR-005] Registro do equipamento;
 Todos os equipamentos e utensílios utilizados na empresa são de materiais que não
transmitem substâncias tóxicas, odores e sabores;
 Os equipamentos apresentam superfícies lisas, impermeáveis, resistentes, não
absorventes, sem risco de contaminação e com desenho sanitário que favorece a
higienização, além de se encontrar em bom estado de conservação;
 Os procedimentos de limpeza e higienização são conformes descritos no POP 01-
Higienização das instalações, equipamentos, móveis e utensílios de forma geram, além de
cada equipamento possuir um procedimento de operação e de limpeza separadamente.
7. LIMPEZA E SANITIZAÇÃO
7.1. HIGIENE DAS INSTALAÇÕES, EQUIPAMENTOS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS
 Os produtos de limpeza utilizados na higienização das instalações, equipamentos e
utensílios são os disponíveis comercialmente, e todos são corretamente identificados;
 São adquiridos produtos de higienização que não contém substâncias odorizantes e/ou
desodorizantes em suas formulações;
 A empresa possui um programa sistemático de higienização das instalações,
equipamentos e utensílios, onde os mesmos são limpos e sanitizados, interna e
externamente, antes de serem usados e depois de cada interrupção de trabalho, de acordo
com POP 01- Higienização das instalações, equipamentos, móveis e utensílios. A
frequência de higienização de utensílios e/ou equipamentos, assim como as etapas que
garantem uma condição de limpeza adequada está descritas nos Procedimentos
Operacionais de cada um especificamente;
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 Os produtos utilizados na limpeza estão armazenados em local adequado, nos DMLs
(Deposito de Material de Limpeza) específicos;
 As mangueiras de limpeza possuem fechamento manual e são guardadas enroladas na
área de lavagem;
 Os procedimentos de higienização encontram-se descritos e disponíveis para a realização
das operações, onde os mesmos são realizados, buscando-se a máxima eficácia e
tomando-se todas as medidas preventivas necessárias para evitar riscos de contaminação
aos produtos, ambiente, pessoas e processos. Garantindo assim, as condições de limpeza
e sendo registrados, conforme [FOR-020] Registro de limpeza das instalações,
equipamentos e utensílios e afixados no setor pertinente;
 Os utensílios de limpeza, como vassouras e rodos, são mantidos em local apropriado,
longe da área de armazenamento e são devidamente identificados;
 Os operadores que executam os trabalhos de limpeza e sanitização são treinados nos
procedimentos estabelecidos no programa, onde os equipamentos e utensílios seguem as
etapas de higienização garantindo as condições de limpeza, de acordo com a frequência
estabelecida nos procedimentos.
8. CONTROLE DE PRAGAS (INSETOS, ROEDORES, ETC.)
 O controle integrado de pragas é realizado mensalmente e sempre que necessário por
empresa contratada, utilizando produtos cadastrados no Ministério da Saúde e de uso
permitido pelos órgãos fiscalizadores;
 A identificação da empresa bem como todos os dados cadastrais encontra-se disponível
em pasta na Garantia da Qualidade;
 A aplicação de praguicidas é acompanhada por pessoal devidamente capacitado e
treinado nas BPFs, onde são tomadas todas as precauções necessárias quanto aos riscos
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de contaminação direta e indireta de instalações, equipamentos, utensílios, pessoal,
matérias-primas, produtos e embalagens;
 O programa de controle de pragas inclui medidas preventivas para impedir o acesso, a
instalação e proliferação de pragas no ambiente da empresa, bem como a aplicação de
produtos químicos. A sistemática que garante o cumprimento deste requisito está descrita
no POP 006 – Controle Integrado de Vetores e Pragas Urbanas;
 O contrato para execução desta atividade é anual;
 Cada encarregado de área realiza diariamente uma inspeção nas instalações para
observar a incidência de pragas;
 Ocorrências de pragas e são analisadas pelo responsável pela Garantia da Qualidade e
caso necessário é comunicado a empresa terceirizada que tomará as providências
cabíveis.
8.1. PROCEDIMENTOS ADOTADOS
 A empresa contratada realiza o serviço de desinsetização e desratização, dentro e fora da
empresa;
 Todos os produtos químicos utilizados no programa possuem registro no Ministério da
Saúde, com cópia arquivada na empresa;
 O procedimento adotado baseia-se no controle de pontos críticos usando-se o controle
ambiental, o controle biológico e o controle químico, que servem como meios de prevenção
e combate a insetos;
 No controle de roedores o método utilizado baseia-se no controle de pontos críticos
usando-se blocos de iscas parafinados licenciados pelo Ministério da Saúde, de ação
anticoagulante em dose única. A área a ser controlada foi dividida em Pátios (externo) e
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Edificações (interno). Os Pátios têm vários pontos constituídos principalmente de iscas
junto às cercas divisórias. A aplicação e monitoramento são realizados mensalmente;
 Juntamente com as iscas parafinadas é utilizada porta iscas em toda a empresa,
localizadas em locais estratégicos, totalizando 20 caixas;
 A empresa terceirizada emite laudo técnico e relatório de incidência de pragas durante a
realização do serviço, que é arquivada na Garantia da Qualidade.
9. PRODUÇÃO
9.1. MATÉRIA-PRIMA
 As matérias primas são adquiridas de fornecedores previamente credenciados e que
possuem reconhecida capacidade técnica e higiênico-sanitária. O credenciamento é feito
através de Qualificação de Fornecedores, ingredientes e embalagens aprovadas e através
do protocolo de renovação e/ou Alvará Sanitário vigente;
 As matérias-primas e materiais de embalagem são transportados em veículos exclusivos
de entrega, e inspecionados no ato do recebimento conforme instruções do POP – 09
Recebimento das matérias-primas, ingredientes e embalagens e registradas no FOR – 025
Inspeção no recebimento de matéria-prima, ingredientes e embalagens;
 Os funcionários responsáveis pelo almoxarifado deverão receber a nota fiscal e
encaminhar ao departamento de compras, para também preencher o campo que lhe cabe.
O documento gerado é uma forma de avaliar o fornecedor no que se refere aos itens
recebidos e se estão em conformidade com os itens pedidos.
9.1.1 Procedimento adotado na aquisição e armazenamento
 A matéria-prima só é recebida por esta empresa, quando está dentro dos padrões de
qualidade previstos em POP;
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 No caso de não conformidade caberá ao responsável pela Garantia da Qualidade tomar as
medidas cabíveis;
 São armazenadas afastadas do chão ou paredes e identificadas com etiquetas,
embalagens e produto pronto respeitando a regra do “PEPS” – primeiro que entra é o
primeiro que sai;
 Diariamente é feito o controle de temperatura e umidade que são monitoradas através do
preenchimento [FOR-011] Controle de Temperatura e [FOR-012] Controle de Umidade.
9.1.2 Controle de Qualidade
 A empresa possui um programa de controle de qualidade para a seleção e avaliação das
matérias-primas, ingredientes e embalagens (POP 07);
 No laboratório do Controle de Qualidade as matérias-primas e materiais de embalagens
são submetidos a análises físico-químicas e sensoriais, quando cabíveis a cada caso;
 Após análise é feita a liberação ou reprovação do produto analisado. Quando o produto é
liberado segue toda a cadeia de produção descrita nesse manual, caso o produto seja
reprovado ele é devolvido para o fornecedor.
10. FABRICAÇÃO DE PRODUTOS
 A fim de garantir a qualidade das matérias-primas para a produção, são utilizados
utensílios devidamente higienizados conforme o POP 01- Higienização das instalações,
equipamentos, móveis e utensílios;
 Os manipuladores higienizam as mãos antes de iniciar o manuseio conforme instruções
afixadas nas paredes próximas às pias;
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 Antes de iniciarem as atividades todos devem observar as instruções de trabalho contidas
na entrada da produção.
10.2 ETAPAS DO PROCESSO DE FABRICAÇÃO
Segue o fluxograma relacionando as etapas do processo produtivo adotado pela Unicorp.
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 A empresa possui uma área para a produção;
 Após término da pesagem as matérias-primas são enviadas para a manipulação do
produto. Após manipulação é transferido para a sala de envase, compressão ou
encapsulamento, onde será preparado por processo manual ou por máquina.
10.2.1 Programação e Controle de Produção - PCP
 O PCP faz o levantamento de quais produtos será necessário produzir. Com essa
informação o PCP gera a programação de produção para o mês. Essa programação é
divulgada e os responsáveis pelas áreas produtivas e dão sequencia ao processo. É
emitida a Ordem e deve ser realizado o processo de produção. Juntamente com a OP é
emitida uma requisição de material de embalagem e ambos são encaminhados para o
setor de Almoxarifado.
10.2.3 Ordem de Produção – OP
 Todo produto a ser fabricado deverá possuir uma fórmula padrão, contendo o nome das
matérias-primas, quantidade, percentual a ser utilizada de cada matéria-prima e descrição
do processo de fabricação;
 No momento que antecede à fabricação será emitida uma Ordem de produção (OP), que
deverá obrigatoriamente conter as seguintes informações:
 Identificação do produto a ser fabricado – nome, lote, fabricação, validade e
tamanho do lote;
 Fórmula padrão do produto, devidamente ajustada à quantidade a ser fabricada,
com local reservado para anotação do número de lote ou código interno de cada
matéria prima utilizada;
 Descrição detalhada do processo produtivo;
 Padrões de qualidade.
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 A empresa possui um arquivo eletrônico com as Ordens de Produção para cada produto e
arquivo morto com as Ordens já produzidas.
10.2.3 Almoxarifado
 O almoxarifado recebe a ordem de produção emitida pelo PCP e a requisição de material.
Os materiais de embalagem e matérias primas são separados de acordo com o lote e a
quantidade especificada na OP e na requisição de material. As matérias-primas são
encaminhadas para o setor de pesagem e os materiais de embalagem são encaminhados
diretamente para o setor de envase.
10.2.4 Pesagem
 As matérias-primas são recebidas através do setor de almoxarifado. A pesagem será feita
de acordo com a ordem de produção do produto a ser produzido, devendo ser seguida
criteriosamente para garantir a qualidade do produto final. As matérias-primas são pesadas
e separadas por lote, com etiqueta de identificação. Após o processo de pesagem as
matérias primas são encaminhadas para a área de manipulação, através de sacos
plásticos, devidamente identificado e fechado a fim de evitar contaminação e possíveis
desvios.
10.2.5 Manipulação
 As matérias-primas são recebidas do setor de pesagem. A manipulação dos produtos é
feita seguindo a ordem de produção e os procedimentos específicos de cada equipamento.
Após a manipulação, os suplementos na forma de pó são acondicionados em recipientes
específicos, com sistema de lacre e são direcionadas para os setores de compressão ou
encapsulamento. Já os suplementos líquidos são encaminhados para a sala de
distribuição, acondicionados em bombonas devidamente identificadas e fechadas.
10.2.6 Envase / compressão / envelopamento / Encapsulamento
 Após a manipulação, o produto em pó segue para as áreas de compressão,
envelopamento ou encapsulamento que darão o formato desejado aos produtos
(comprimidos, cápsulas ou envelopes) após essa etapa o produto é acondicionado em
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recipiente lacrado encaminhado para a etapa de embalagem primária, exceto no caso de
comprimidos revestidos, esse passam pelo processo de revestimento. Já os produtos
líquidos passam para o setor de envase através de tubulação, onde o mesmo é realizado
seguindo as instruções da ordem de produção emitida. A mesma deve ser criteriosamente
seguida para garantir a qualidade do produto final. Após o envase as embalagens são
tampadas e recebem o número de lote na linha de produção, após essa etapa o lote é
encaminhado para o setor de embalagem final.
10.2.7 Embalagem primária e final
 Após envase ou envelopamento a embalagem final é realizada de acordo com as
instruções encontradas na ordem de produção e as mesmas devem ser seguidas
criteriosamente para garantir a qualidade do produto final. Nessa etapa o produto recebe
os rótulos e cartuchos quando aplicável e são acondicionadas em caixas de embarque;
 Já para os comprimidos e cápsulas serão contados e acondicionados em potes de
armazenamento. Após o acondicionamento em potes os mesmo são enviados para a
embalagem final onde receberão o rotulo e serão acondicionados em caixas de embarque;
 Após a etapa de produção é encaminhado ao controle de qualidade uma amostra do
produto acabado para ser analisado. Com a aprovação do produto acabado segue a
cadeia descrita no fluxograma, caso seja reprovado o setor da garantia da qualidade é
acionado para tomar as devidas providências.
10.2.8 Almoxarifado produto acabado
 Após recebimento do material embalado é feito o armazenamento do mesmo, até a
liberação pelo Controle de Qualidade para a comercialização do lote. Neste processo, o
produto ficará então, em quarentena até a aprovação.
10.2.9 Expedição
 A expedição dos produtos liberados é feita manualmente, dos paletes aos veículos de
transporte. Os registros de distribuição são mantidos no sistema de informação, permitindo
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rastreabilidade dos lotes na sua cadeia de distribuição e uma cópia da nota fiscal de
entrega, sob a responsabilidade do Setor de Faturamento.
11. PROGRAMA DE RECOLHIMENTO DE ALIMENTOS
11.1 PROCEDIMENTOS ADOTADOS PARA RETIRADA DO PRODUTO DO MERCADO,
QUANDO NECESSÁRIO.
 Quando for o caso de recolhimento do produto do mercado, por qualquer motivo que o
impeça de continuar à venda, o atendente preenche o FOR- 014 Relatório de não-
conformidade e encaminha ao Técnico da Garantia da Qualidade para análise e devidas
providências. As ações previstas para este processo encontram-se detalhada no POP – 08
Programas de recolhimento de alimentos.
12. GARANTIA DA QUALIDADE
 Garantia da Qualidade é a área que elabora, implanta e fiscaliza a execução dos
procedimentos necessários, com o objetivo de garantir que os produtos fabricados estejam
dentro dos padrões de qualidade exigidos. A Garantia de Qualidade neste contexto
incorpora as ações de BPF e outros fatores, incluindo o projeto e desenvolvimento de
novos produtos;
 A partir desse conceito, o sistema de Garantia da Qualidade, deverá garantir condições
propícias para a fabricação dos alimentos onde, todas as atividades executadas na
empresa deverão ser formalmente documentadas, com responsabilidades claramente
definidas e que garantam o preconizado nas normas sanitárias vigentes;
 Neste contexto, caberá à Garantia da Qualidade, zelar pelo cumprimento dos
Procedimentos Operacionais Padrões – POP - e manter registros de todas as atividades
realizadas;
 Para que essas questões supracitadas estejam sempre em dia é dever deste
departamento a realização da autoinspeção semestralmente baseado nos itens da RDC nº
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275/2002. Pois só assim, é possível identificar possíveis não conformidades e atuar em
caráter preventivo e corretivo.
13.1. REQUISITOS DE DOCUMENTAÇÃO
13.2.1. Controle de documentos e dados
Os documentos e dados devem ser analisados criticamente e aprovados pelo Responsável
Técnico da Unicorp. O controle de documentos deve assegurar as seguintes ações:
 As emissões pertinentes devem estar disponíveis nos locais de operação;
 Os documentos não válidos e/ou obsoletos sejam removidos ou adequadamente
identificados.
13.2.2 Ações e métodos
 A fim de evitar o uso de edições obsoletas, os documentos são relacionados em lista, FOR
– 001 Lista Mestra, prontamente disponível que revelam quais foram à última revisão bem
como o local onde está disponível o procedimento;
 As alterações dos documentos são realizadas, única e exclusivamente pelo setor de
Garantia da Qualidade da Unicorp onde, a natureza das modificações é listada no campo
de registro das alterações.
15. REGISTRO DAS ALTERAÇÕES
Revisão Data Descrição da Alteração Responsável
00 01/12/2014 Criação do documento. Cristiano Silva de Souza
01 04/12/2018 Revisão geral do documento. Letícia Mendes de Araújo
02 11/02/2019 Revisão geral do documento. Rilmar Barbosa de Araujo Junior
03 27/12/2019 Revisão geral do documento. Raphaela Ramos Lopes

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  • 1.
    MANUAL DE BOASPRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Unicorp Indústria e Comércio LTDA ME Avenida Paulo Ferreira da Costa, n°555 – Bairro Vista Alegre Lagoa Santa – Minas Gerais CNPJ: 02.660.623/0001-16
  • 2.
    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 2 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa SUMÁRIO 1. OBJETIVO ........................................................................................................................ 01 2. REFERÊNCIAS .................................................................................................................. 01 3. APLICAÇÃO .................................................................................................................... 01 4. DEFINIÇÕES ................................................................................................................... 01 5. IDENTIFICAÇÃO ........................................................................................................... 04 5.1 DADOS DA EMPRESA ................................................................................................. 04 5.2 RECURSOS HUMANOS ............................................................................................... 04 5.2.1 Procedimento na admissão dos funcionários ............................................. 04 5.2.2 Método utilizado para treinamento dos funcionários ................................. 05 6 ESTRUTURA .................................................................................................................... 06 6.1 CONDIÇÕES AMBIENTAIS .......................................................................................... 06 6.1.1 Internas ............................................................................................................ 06 6.1.2 Externas ........................................................................................................... 07 6.2 INSTALAÇÕES, EDIFICAÇÕES E SANEAMENTO ..................................................... 07 6.2.1 Tipo de construção e material empregado em cada setor ......................... 07 6.2.2 Sistema de ventilação .................................................................................... 08 6.2.3 Sistema de água e outros fluidos ................................................................. 08 6.2.4 Sistemas elétricos e de iluminação .............................................................. 09 6.2.5 Temperatura das salas de armazenamento ................................................. 09 6.2.6 Lixo ou dejetos ............................................................................................... 10 6.2.7 Layout .............................................................................................................. 10 6.3 EQUIPAMENTOS .......................................................................................................... 11 6.3.1 Equipamentos existentes e suas aplicações ............................................... 11 7 LIMPEZA E SANITIZAÇÃO .............................................................................................. 11 7.1 HIGIENE DAS INSTALAÇÕES, EQUIPAMENTOS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS ............ 11 8. CONTROLE DE PRAGAS (INSETOS, ROEDORES, ETC.) ........................................... 13 8.1 PROCEDIMENTOS ADOTADOS .................................................................................. 14 9. PRODUÇÃO .................................................................................................................... 14 9.1 MATÉRIA-PRIMA .......................................................................................................... 14 9.1.1 Procedimento adotado na aquisição e armazenamento ........................... 15 9.1.2 Controle de qualidade .................................................................................. 15 10. FABRICAÇÃO DE PRODUTOS .................................................................................... 16 10.2 ETAPAS DO PROCESSO DE FABRICAÇÃO ............................................................ 16 10.2.1 Programação e controle de produção – PCP.............................................. 17 10.2.2 Ordem de produção – OP ............................................................................. 17
  • 3.
    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 3 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa 10.2.3 Almoxarifado ................................................................................................. 18 10.2.4 Pesagem ......................................................................................................... 18 10.2.5 Manipulação.................................................................................................... 18 10.2.6 Envase / compressão / envelopamento / Encapsulamento ...................... 18 10.2.7 Embalagem primaria e final ......................................................................... 19 10.2.8 Almoxarifado produto acabado .................................................................. 19 10.2.9 Expedição ...................................................................................................... 20 11. PROGRAMA DE RECOLHIMENTO DE ALIMENTOS .................................................. 20 11.1 PROCEDIMENTOS ADOTADOS PARA RETIRADA DO PRODUTO DO MERCADO, QUANDO NECESSÁRIO ................................................................................ 20 12. GARANTIA DA QUALIDADE ........................................................................................ 20 13. REQUISITOS DE DOCUMENTAÇÃO ......................................................................... 21 13.2.1 Controle de documentos e dados ............................................................... 21 13.2.2 Ações e métodos ......................................................................................... 21 14. ANEXOS ..................................................................................................................................... 22 15. REGISTRO DAS ALTERAÇÕES ............................................................................................ 22
  • 4.
    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 4 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa 1. OBJETIVO Este manual tem o objetivo de definir a política do Sistema da Qualidade (SQ) e os requisitos de Boas Práticas de acordo com as normas sanitárias vigentes que incluem desde aspectos de projetos e instalações, controle de qualidade, limpeza e sanitização de equipamentos e utensílios, higiene pessoal, bem como os procedimentos de recebimento, armazenamento e distribuição de suplementos alimentares. 2. REFERÊNCIAS Declaramos que este manual descreve as Boas Práticas de Fabricação conforme disposto nas seguintes legislações sanitárias:  Resolução RDC nº 275, de 21 de outubro de 2002, que dispõe sobre o regulamento técnico de procedimentos operacionais padronizados aplicados aos estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos e a lista de verificação de Boas Práticas de Fabricação em estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos.  Resolução RDC nº 243, de 26 de julho de 2018, que dispõe sobre os requisitos sanitários dos suplementos alimentares.  Resolução RDC nº 24, de 08 de junho de 2015 – Dispões sobre o Recolhimento de Alimentos e sua Comunicação à Anvisa e aos Consumidores. 3. APLICAÇÃO Este Manual de Boas Práticas de Fabricação se aplica a todas as áreas da empresa, desde a aquisição dos insumos até a distribuição dos produtos aos clientes. 4. DEFINIÇÕES Ação Corretiva: procedimentos ou ações a serem tomadas quando se constata que um critério encontra-se fora dos limites estabelecidos.
  • 5.
    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 5 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa Ação Preventiva: ação adotada para eliminar a causa de uma potencial não conformidade ou outra potencial situação indesejável. Armazenamento: É o conjunto de atividades e requisitos para obter-se uma correta conservação de matéria-prima, insumos e produtos acabados. Autoinspeção: exame sistemático e independente, para verificar se as atividades da qualidade e seus resultados estão de acordo com as disposições planejadas, se estas foram implementadas com eficácia e se são adequadas à consecução dos objetivos. Boas Práticas de Fabricação (BPF): são requisitos gerais que o fabricante de produto deve aplicar às operações de Fabricação de produtos alimentícios de modo a garantir a qualidade e segurança dos mesmos. Contaminação: presença de substâncias ou agentes estranhos de origem química, física ou biológica que podem ou não serem nocivas à saúde humana. Contaminação Cruzada: contaminação do alimento por substâncias ou agentes estranhos, de origem química, física ou biológica que pode ou não serem nocivas à saúde humana, através do contato direto, por manipuladores ou superfícies de contato. Controle de Qualidade: operações técnicas usadas para verificar o cumprimento dos requerimentos de qualidade de um produto. Controle Integrado de Pragas: sistema que incorpora ações preventivas e corretivas destinadas a impedir a atração, o abrigo, o acesso e ou proliferação de vetores e pragas urbanas que comprometam a segurança do alimento. Data de Validade: data estabelecida nas embalagens (usualmente em rótulos) até a qual se espera que o produto permaneça dentro das especificações, desde que armazenado corretamente. Esta data é estabelecida por lote, somando-se o prazo de validade à data de fabricação.
  • 6.
    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 6 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa Desinfecção (sanitização): operação de redução, por método físico e/ou agente químico, do número de microrganismos em nível que não comprometa a qualidade higiênico-sanitária do alimento. DML: Depósito de Material de Limpeza. Embalagem: é o recipiente destinado a garantir a conservação e facilitar o transporte e manuseio dos alimentos. Estabelecimento: unidade da empresa onde se realizam atividades previstas pela legislação vigente. Etapa: procedimento, operação ou estágio de um processo produtivo ou de um produto, desde a produção primária até o consumo. EPI (Equipamentos de Proteção Individual): todo dispositivo de uso individual de fabricação nacional ou estrangeira destinada a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. Higienização: procedimentos aplicados ao processo que eliminem ou reduzam a contaminação, minimizando os riscos de transmissão de agentes causadores de doença. É uma operação que se divide em duas etapas. limpeza e desinfecção. Lavagem: procedimento que envolve a utilização de água e sabão ou detergente para uma melhor remoção da sujidade, podendo ou não reduzir a carga microbiana e até mesmo os patógenos em níveis suportáveis. Limpeza: procedimento que envolve a simples remoção de sujidades ou resíduos macroscópicos de origem orgânica ou inorgânica. Manual de Boas Práticas de Fabricação: documento que descreve as operações realizadas pelo estabelecimento, incluindo, no mínimo, os requisitos sanitários dos edifícios, a manutenção e higiene das instalações, dos equipamentos e dos utensílios, o controle da qualidade da água de
  • 7.
    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 7 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa abastecimento, o controle integrado de vetores e pragas urbanas, controle da higiene e saúde dos manipuladores e o controle e garantia da qualidade do produto final. Monitorização (monitoração): sequência planejada de observações ou mensurações devidamente registradas que permitem avaliar se um perigo está sob controle. Não conformidade: não atendimento de um requisito especificado. Número de Lote: referência numérica, alfabética ou alfanumérica que identifica um determinado lote. Produto: resultado de um processo. Programa de Recolhimento de Alimentos: procedimentos que permitem efetivo recolhimento e apropriado destino final de lote de alimentos exposto à comercialização com suspeita ou constatação de causar dano à saúde. Procedimentos: forma especificada de executar uma atividade. Reclamação: informação externa que leva a suspeita de uma não conformidade no produto. Registro: documento específico para dados/ resultados/ leituras específicas. Resíduos: materiais a serem descartados, oriundos da área de preparação e das demais áreas do serviço de alimentação. Sistema da Qualidade: estrutura organizacional, responsabilidades, procedimentos, especificações, processos e recursos necessários para gestão da qualidade. Terceirização: pessoa ou organização externa da qual se contrata uma ou mais operações.
  • 8.
    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 8 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa Unidade: filial ou matriz de uma empresa que exerce etapa complementar de determina(s) atividade(s) sujeita(s) ao controle sanitário para outra filial ou matriz, sendo a esta subordinada. 5. IDENTIFICAÇÃO 5.1. DADOS DA EMPRESA 5.2. RECURSOS HUMANOS 5.2.1. Procedimento na admissão dos funcionários O processo de admissão dos funcionários segue os seguintes procedimentos:  O candidato à vaga passa por um processo de seleção e recrutamento, que consiste em análise de currículos e entrevistas realizada pelo Setor de Recursos Humanos da Empresa;  Encaminhamento para exame médico clínico e laboratorial; Razão Social: Unicorp Indústria e Comércio LTDA-EPP Endereço: Av Paulo Ferreira da Costa n° 555 – Bairro Vista Alegre Município: Lagoa Santa Estado: Minas Gerais CNPJ: 02.660.623/0001-16 Autorização de localização e funcionamento: 010908-2018 Atividade da empresa: Fabricação e comercialização de suplementos alimentares. Responsável Técnico: Wenderson Glay Parente Senna Inscrição no Conselho Regional de Farmácia: CRF-MG15.045
  • 9.
    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 9 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa  Treinamento de integração: relacionado às normas de atendimento aos funcionários e Boas Práticas na Manipulação de alimentos, ministrado pela Garantia da Qualidade;  Neste processo de admissão, o funcionário deverá preencher o [FOR-002] Banco de Assinaturas para que a mesmo seja arquivada na Garantia da Qualidade e sirva para rastreamento de execução de determinada tarefa. 5.2.2. Método utilizado para treinamento dos funcionários  Todos os colaboradores da Unicorp recebem, na admissão, instruções adequadas de como devem ser suas ações no ambiente de trabalho, e são continuamente cobrados em relação à manipulação higiênica dos alimentos, higiene pessoal, higiene dos uniformes, higiene nas suas ações, dentre outros, a fim de que saibam adotar as precauções necessárias para evitar a contaminação dos alimentos;  Os colaboradores estão sempre uniformizados, com calçados adequados e em perfeito estado de limpeza, com cabelos cobertos com toucas, devidamente barbeados, com unhas aparadas, limpas e sem esmalte, com as mãos sempre higienizadas, e atentas a atitudes anti-higiênicas como tossir, espirrar sobre os produtos, equipamentos e instalações, levar a mão à boca, ao nariz, aos olhos e às orelhas, cuspir no ambiente;  Os colaboradores também estão conscientizados a não: fumar nos locais não permitidos, usar loções ou substâncias que exalem perfumes, armazenar e/ou consumir alimentos no interior dos vestiários, sentar no chão quando uniformizados, usar qualquer objetos de adorno (pulseiras, anéis, cordões, brincos, alianças e similares), depositar roupas e objetos pessoais nas áreas de manipulação de alimentos. Estes procedimentos são salientados na entrada da empresa;  Os colaboradores são treinados a higienizar as mãos de acordo com o descrito no POP- 03 Higiene e Saúde dos Colaboradores item, 6.5 e seguirem regras de comportamento pessoal com o objetivo de evitar contaminação dos alimentos;
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 10 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa  Os colaboradores recebem 02 conjuntos de uniformes na cor azul, constituídos de calça, blusa e botas de segurança preta, além de touca, máscara, luvas, jalecos e avental descartáveis. Logo que recebem os uniformes, os funcionários deverão assinar um termo de recebimento dos mesmos;  Os colaboradores utilizam o uniforme somente nas dependências da empresa e o troca de acordo com as necessidades;  A empresa não dispõe de lavanderia, portanto os colaboradores são responsáveis pela lavagem do uniforme, e os mesmos recebem orientações sobre a higienização e os cuidados necessários para a conservação dos mesmos;  A empresa faz quando necessário à substituição das peças dos uniformes (calças e blusas) e das botas. O controle da distribuição dos uniformes fica a cargo da Garantia da Qualidade que mantém os registros arquivados em pastas. 6. ESTRUTURA 6.1. CONDIÇÕES AMBIENTAIS 6.1.1. Internas  O acesso à empresa é direto e independente, não apresentando áreas de acúmulo de água ou fossas, lixo e animais e outros contaminantes capazes de oferecer riscos de contaminação;  As luminárias das áreas de fabricação possuem proteção contra quebra;  Os ruídos produzidos pelos equipamentos utilizados são considerados compatíveis com os equipamentos, não levando à poluição sonora do ambiente. 6.1.2. Externas
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 11 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa  As vias de acesso à empresa são asfaltadas com declive adequado nas laterais, permitindo o fácil escoamento de água, evitando sua estagnação.  As vias de acesso são todas pavimentadas e possui área específica para estacionamento de veículos. 6.2. INSTALAÇÕES, EDIFICAÇÕES E SANEAMENTO 6.2.1. Tipo de construção e material empregado em cada setor  Piso: Todas as áreas de manipulação e envase têm piso epoxi, podendo ser lavadas sempre que necessário;  Paredes: Paredes em alvenaria rebocada e pintada com pintura epoxi podendo ser lavadas sempre que necessário;  Ventilação: A ventilação será natural, através insuflamento de ar nas áreas de manipulação e envase. A área de pesagem e áreas de produção de sólidos são providas de sistema de exaustão para captação de pós. Áreas possuem controle de temperatura e umidade por exigência de conservação de alguns produtos;  Rede elétrica: A natureza e o porte do estabelecimento bem como as características do processo não demandam um consumo significativo de energia, sendo distribuídos pela Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG);  Iluminação: A iluminação é adequada ao desenvolvimento das atividades, feita com lâmpadas frias, colocadas no teto;  Sanitários: São 08 sanitários, sem comunicação direta com a área de produção. Os ralos dos sanitários são protegidos. Os sanitários possuem toalhas descartáveis, sabonete líquido e lixeiras com tampa. Sendo que os dois sanitários maiores servem como vestiário para os funcionários;
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 12 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa A estrutura física da área produtiva é dividida nas seguintes áreas: a) Recebimento de insumos; b) Armazenamento de matéria-prima; c) Armazenamento de matéria-prima – condição especial; d) Armazenamento de material de embalagem; e) Amostragem e Pesagem; f) Antecâmaras de entrada de funcionários; g) Antecâmaras de entrada de materiais; h) Produção de sólidos; i) Armazenamento do produto intermediário; j) Áreas de limpeza; k) Produção de líquidos; l) Embalagem do produto acabado (embalagem final); m) Armazenamento de produto acabado; n) Expedição; o) DML; p) Manutenção; q) Programação e Controle de Produção – PCP; r) Controle de Qualidade; s) Garantia da Qualidade; t) Desenvolvimento; u) Assuntos Regulatórios; v) Laboratório Físico-Químico; w) Referência Futura; x) Administração. 6.2.2. Sistema de ventilação  A ventilação é natural, suficiente, não sendo observado calor excessivo, condensação de vapor ou acúmulo de pós nos ambientes. A direção do ar não incide sobre os alimentos. A corrente de ar flui da área limpa para a área suja;
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 13 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa 6.2.3. Sistema de água e outros fluidos  A água potável é proveniente da rede pública – COPASA/MG e armazenada em reservatório comum. A distribuição da água potável provinda do reservatório ocorre através de tubulação de PVC diretamente para as torneiras. Os encanamentos encontram-se em estado satisfatório, com ausência de infiltrações e de interconexões, evitando cruzamento entre água potável e não potável;  São realizadas análises microbiológicas e físico-químicas da água por empresa terceirizada para verificar o atendimento aos padrões da legislação vigente. Os resultados das análises são registrados por meio de laudos emitidos pela empresa e arquivados na Garantia da Qualidade;  A verificação dos procedimentos mencionados é realizada pelo técnico da garantia da qualidade, observando o laudo recebido pela empresa responsável pela análise. 6.2.4. Sistemas elétricos e de iluminação  O sistema elétrico é trifásico, as instalações elétricas encontram-se em bom estado de conservação e segurança. A iluminação da plataforma é natural e artificial, onde são utilizadas lâmpadas fluorescentes sem ofuscamento, sombras ou reflexos, que possibilitam a realização das tarefas e não comprometem a higiene dos alimentos. As lâmpadas utilizadas nas salas de produção possuem proteção contra queda e explosão, evitando assim, a contaminação do produto. 6.2.5. Temperatura das salas de armazenamento  A área de armazenamento das matérias-primas e expedição do produto acabado possuem ventilação natural e artificial e os boxes e salas da produção que necessitam, possui sistema de insuflamento de ar, sistema de exaustão e ar condicionado. A temperatura deve compreender a faixa de 15 a 30°C e são monitorados diariamente quando a produção no local, exceto nos dias em que não há produção na empresa.
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 14 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa 6.2.6. Lixo ou dejetos  A empresa possui lixeiras constituídas de material de fácil higienização (lixeira de plástico), com tampas, acionamento por pedal e para acondicionamento temporário de resíduos;  Os recipientes para lixo são revestidos com sacos plásticos e são mantidos devidamente higienizados após a remoção do lixo, sendo esse retirado sempre que necessário transportado fechado sem risco de contaminação;  Todos os lixos produzidos na embalagem e no laboratório são colocados em lixeiras com acionamento de pedal;  As lixeiras e depósito de lixo são higienizados regularmente. 6.2.7. Layout  O Layout interno do estabelecimento permite as boas práticas, incluindo a proteção contra a contaminação cruzada dos produtos alimentícios, entre e durante as operações, levando em conta a disponibilidade de espaços suficientes à realização, de modo satisfatório, de todas as operações. 6.3. EQUIPAMENTOS 6.3.1 Equipamentos existentes e suas aplicações  Os equipamentos são listados no [FOR-004] Relação de Equipamentos. Disponível na Garantia da Qualidade;  A manutenção dos equipamentos é realizada por um funcionário da empresa devidamente treinado, feita sempre que necessário. O registro é feito através do [FOR-008] Plano de manutenção preventiva. No que se refere à calibração, essa é terceirizada e é feita por laboratório credenciado pela Rede Brasileira de Calibração. O registro desse procedimento
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 15 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa é feito através de planilha contida no [FOR-006] Plano de calibração. A descrição do equipamento e do tipo de serviço executado, manutenção preventiva, corretiva ou calibração, estão contidas no [FOR-005] Registro do equipamento;  Todos os equipamentos e utensílios utilizados na empresa são de materiais que não transmitem substâncias tóxicas, odores e sabores;  Os equipamentos apresentam superfícies lisas, impermeáveis, resistentes, não absorventes, sem risco de contaminação e com desenho sanitário que favorece a higienização, além de se encontrar em bom estado de conservação;  Os procedimentos de limpeza e higienização são conformes descritos no POP 01- Higienização das instalações, equipamentos, móveis e utensílios de forma geram, além de cada equipamento possuir um procedimento de operação e de limpeza separadamente. 7. LIMPEZA E SANITIZAÇÃO 7.1. HIGIENE DAS INSTALAÇÕES, EQUIPAMENTOS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS  Os produtos de limpeza utilizados na higienização das instalações, equipamentos e utensílios são os disponíveis comercialmente, e todos são corretamente identificados;  São adquiridos produtos de higienização que não contém substâncias odorizantes e/ou desodorizantes em suas formulações;  A empresa possui um programa sistemático de higienização das instalações, equipamentos e utensílios, onde os mesmos são limpos e sanitizados, interna e externamente, antes de serem usados e depois de cada interrupção de trabalho, de acordo com POP 01- Higienização das instalações, equipamentos, móveis e utensílios. A frequência de higienização de utensílios e/ou equipamentos, assim como as etapas que garantem uma condição de limpeza adequada está descritas nos Procedimentos Operacionais de cada um especificamente;
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 16 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa  Os produtos utilizados na limpeza estão armazenados em local adequado, nos DMLs (Deposito de Material de Limpeza) específicos;  As mangueiras de limpeza possuem fechamento manual e são guardadas enroladas na área de lavagem;  Os procedimentos de higienização encontram-se descritos e disponíveis para a realização das operações, onde os mesmos são realizados, buscando-se a máxima eficácia e tomando-se todas as medidas preventivas necessárias para evitar riscos de contaminação aos produtos, ambiente, pessoas e processos. Garantindo assim, as condições de limpeza e sendo registrados, conforme [FOR-020] Registro de limpeza das instalações, equipamentos e utensílios e afixados no setor pertinente;  Os utensílios de limpeza, como vassouras e rodos, são mantidos em local apropriado, longe da área de armazenamento e são devidamente identificados;  Os operadores que executam os trabalhos de limpeza e sanitização são treinados nos procedimentos estabelecidos no programa, onde os equipamentos e utensílios seguem as etapas de higienização garantindo as condições de limpeza, de acordo com a frequência estabelecida nos procedimentos. 8. CONTROLE DE PRAGAS (INSETOS, ROEDORES, ETC.)  O controle integrado de pragas é realizado mensalmente e sempre que necessário por empresa contratada, utilizando produtos cadastrados no Ministério da Saúde e de uso permitido pelos órgãos fiscalizadores;  A identificação da empresa bem como todos os dados cadastrais encontra-se disponível em pasta na Garantia da Qualidade;  A aplicação de praguicidas é acompanhada por pessoal devidamente capacitado e treinado nas BPFs, onde são tomadas todas as precauções necessárias quanto aos riscos
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 17 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa de contaminação direta e indireta de instalações, equipamentos, utensílios, pessoal, matérias-primas, produtos e embalagens;  O programa de controle de pragas inclui medidas preventivas para impedir o acesso, a instalação e proliferação de pragas no ambiente da empresa, bem como a aplicação de produtos químicos. A sistemática que garante o cumprimento deste requisito está descrita no POP 006 – Controle Integrado de Vetores e Pragas Urbanas;  O contrato para execução desta atividade é anual;  Cada encarregado de área realiza diariamente uma inspeção nas instalações para observar a incidência de pragas;  Ocorrências de pragas e são analisadas pelo responsável pela Garantia da Qualidade e caso necessário é comunicado a empresa terceirizada que tomará as providências cabíveis. 8.1. PROCEDIMENTOS ADOTADOS  A empresa contratada realiza o serviço de desinsetização e desratização, dentro e fora da empresa;  Todos os produtos químicos utilizados no programa possuem registro no Ministério da Saúde, com cópia arquivada na empresa;  O procedimento adotado baseia-se no controle de pontos críticos usando-se o controle ambiental, o controle biológico e o controle químico, que servem como meios de prevenção e combate a insetos;  No controle de roedores o método utilizado baseia-se no controle de pontos críticos usando-se blocos de iscas parafinados licenciados pelo Ministério da Saúde, de ação anticoagulante em dose única. A área a ser controlada foi dividida em Pátios (externo) e
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 18 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa Edificações (interno). Os Pátios têm vários pontos constituídos principalmente de iscas junto às cercas divisórias. A aplicação e monitoramento são realizados mensalmente;  Juntamente com as iscas parafinadas é utilizada porta iscas em toda a empresa, localizadas em locais estratégicos, totalizando 20 caixas;  A empresa terceirizada emite laudo técnico e relatório de incidência de pragas durante a realização do serviço, que é arquivada na Garantia da Qualidade. 9. PRODUÇÃO 9.1. MATÉRIA-PRIMA  As matérias primas são adquiridas de fornecedores previamente credenciados e que possuem reconhecida capacidade técnica e higiênico-sanitária. O credenciamento é feito através de Qualificação de Fornecedores, ingredientes e embalagens aprovadas e através do protocolo de renovação e/ou Alvará Sanitário vigente;  As matérias-primas e materiais de embalagem são transportados em veículos exclusivos de entrega, e inspecionados no ato do recebimento conforme instruções do POP – 09 Recebimento das matérias-primas, ingredientes e embalagens e registradas no FOR – 025 Inspeção no recebimento de matéria-prima, ingredientes e embalagens;  Os funcionários responsáveis pelo almoxarifado deverão receber a nota fiscal e encaminhar ao departamento de compras, para também preencher o campo que lhe cabe. O documento gerado é uma forma de avaliar o fornecedor no que se refere aos itens recebidos e se estão em conformidade com os itens pedidos. 9.1.1 Procedimento adotado na aquisição e armazenamento  A matéria-prima só é recebida por esta empresa, quando está dentro dos padrões de qualidade previstos em POP;
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 19 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa  No caso de não conformidade caberá ao responsável pela Garantia da Qualidade tomar as medidas cabíveis;  São armazenadas afastadas do chão ou paredes e identificadas com etiquetas, embalagens e produto pronto respeitando a regra do “PEPS” – primeiro que entra é o primeiro que sai;  Diariamente é feito o controle de temperatura e umidade que são monitoradas através do preenchimento [FOR-011] Controle de Temperatura e [FOR-012] Controle de Umidade. 9.1.2 Controle de Qualidade  A empresa possui um programa de controle de qualidade para a seleção e avaliação das matérias-primas, ingredientes e embalagens (POP 07);  No laboratório do Controle de Qualidade as matérias-primas e materiais de embalagens são submetidos a análises físico-químicas e sensoriais, quando cabíveis a cada caso;  Após análise é feita a liberação ou reprovação do produto analisado. Quando o produto é liberado segue toda a cadeia de produção descrita nesse manual, caso o produto seja reprovado ele é devolvido para o fornecedor. 10. FABRICAÇÃO DE PRODUTOS  A fim de garantir a qualidade das matérias-primas para a produção, são utilizados utensílios devidamente higienizados conforme o POP 01- Higienização das instalações, equipamentos, móveis e utensílios;  Os manipuladores higienizam as mãos antes de iniciar o manuseio conforme instruções afixadas nas paredes próximas às pias;
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 20 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa  Antes de iniciarem as atividades todos devem observar as instruções de trabalho contidas na entrada da produção. 10.2 ETAPAS DO PROCESSO DE FABRICAÇÃO Segue o fluxograma relacionando as etapas do processo produtivo adotado pela Unicorp.
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 21 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa  A empresa possui uma área para a produção;  Após término da pesagem as matérias-primas são enviadas para a manipulação do produto. Após manipulação é transferido para a sala de envase, compressão ou encapsulamento, onde será preparado por processo manual ou por máquina. 10.2.1 Programação e Controle de Produção - PCP  O PCP faz o levantamento de quais produtos será necessário produzir. Com essa informação o PCP gera a programação de produção para o mês. Essa programação é divulgada e os responsáveis pelas áreas produtivas e dão sequencia ao processo. É emitida a Ordem e deve ser realizado o processo de produção. Juntamente com a OP é emitida uma requisição de material de embalagem e ambos são encaminhados para o setor de Almoxarifado. 10.2.3 Ordem de Produção – OP  Todo produto a ser fabricado deverá possuir uma fórmula padrão, contendo o nome das matérias-primas, quantidade, percentual a ser utilizada de cada matéria-prima e descrição do processo de fabricação;  No momento que antecede à fabricação será emitida uma Ordem de produção (OP), que deverá obrigatoriamente conter as seguintes informações:  Identificação do produto a ser fabricado – nome, lote, fabricação, validade e tamanho do lote;  Fórmula padrão do produto, devidamente ajustada à quantidade a ser fabricada, com local reservado para anotação do número de lote ou código interno de cada matéria prima utilizada;  Descrição detalhada do processo produtivo;  Padrões de qualidade.
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 22 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa  A empresa possui um arquivo eletrônico com as Ordens de Produção para cada produto e arquivo morto com as Ordens já produzidas. 10.2.3 Almoxarifado  O almoxarifado recebe a ordem de produção emitida pelo PCP e a requisição de material. Os materiais de embalagem e matérias primas são separados de acordo com o lote e a quantidade especificada na OP e na requisição de material. As matérias-primas são encaminhadas para o setor de pesagem e os materiais de embalagem são encaminhados diretamente para o setor de envase. 10.2.4 Pesagem  As matérias-primas são recebidas através do setor de almoxarifado. A pesagem será feita de acordo com a ordem de produção do produto a ser produzido, devendo ser seguida criteriosamente para garantir a qualidade do produto final. As matérias-primas são pesadas e separadas por lote, com etiqueta de identificação. Após o processo de pesagem as matérias primas são encaminhadas para a área de manipulação, através de sacos plásticos, devidamente identificado e fechado a fim de evitar contaminação e possíveis desvios. 10.2.5 Manipulação  As matérias-primas são recebidas do setor de pesagem. A manipulação dos produtos é feita seguindo a ordem de produção e os procedimentos específicos de cada equipamento. Após a manipulação, os suplementos na forma de pó são acondicionados em recipientes específicos, com sistema de lacre e são direcionadas para os setores de compressão ou encapsulamento. Já os suplementos líquidos são encaminhados para a sala de distribuição, acondicionados em bombonas devidamente identificadas e fechadas. 10.2.6 Envase / compressão / envelopamento / Encapsulamento  Após a manipulação, o produto em pó segue para as áreas de compressão, envelopamento ou encapsulamento que darão o formato desejado aos produtos (comprimidos, cápsulas ou envelopes) após essa etapa o produto é acondicionado em
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 23 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa recipiente lacrado encaminhado para a etapa de embalagem primária, exceto no caso de comprimidos revestidos, esse passam pelo processo de revestimento. Já os produtos líquidos passam para o setor de envase através de tubulação, onde o mesmo é realizado seguindo as instruções da ordem de produção emitida. A mesma deve ser criteriosamente seguida para garantir a qualidade do produto final. Após o envase as embalagens são tampadas e recebem o número de lote na linha de produção, após essa etapa o lote é encaminhado para o setor de embalagem final. 10.2.7 Embalagem primária e final  Após envase ou envelopamento a embalagem final é realizada de acordo com as instruções encontradas na ordem de produção e as mesmas devem ser seguidas criteriosamente para garantir a qualidade do produto final. Nessa etapa o produto recebe os rótulos e cartuchos quando aplicável e são acondicionadas em caixas de embarque;  Já para os comprimidos e cápsulas serão contados e acondicionados em potes de armazenamento. Após o acondicionamento em potes os mesmo são enviados para a embalagem final onde receberão o rotulo e serão acondicionados em caixas de embarque;  Após a etapa de produção é encaminhado ao controle de qualidade uma amostra do produto acabado para ser analisado. Com a aprovação do produto acabado segue a cadeia descrita no fluxograma, caso seja reprovado o setor da garantia da qualidade é acionado para tomar as devidas providências. 10.2.8 Almoxarifado produto acabado  Após recebimento do material embalado é feito o armazenamento do mesmo, até a liberação pelo Controle de Qualidade para a comercialização do lote. Neste processo, o produto ficará então, em quarentena até a aprovação. 10.2.9 Expedição  A expedição dos produtos liberados é feita manualmente, dos paletes aos veículos de transporte. Os registros de distribuição são mantidos no sistema de informação, permitindo
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 24 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa rastreabilidade dos lotes na sua cadeia de distribuição e uma cópia da nota fiscal de entrega, sob a responsabilidade do Setor de Faturamento. 11. PROGRAMA DE RECOLHIMENTO DE ALIMENTOS 11.1 PROCEDIMENTOS ADOTADOS PARA RETIRADA DO PRODUTO DO MERCADO, QUANDO NECESSÁRIO.  Quando for o caso de recolhimento do produto do mercado, por qualquer motivo que o impeça de continuar à venda, o atendente preenche o FOR- 014 Relatório de não- conformidade e encaminha ao Técnico da Garantia da Qualidade para análise e devidas providências. As ações previstas para este processo encontram-se detalhada no POP – 08 Programas de recolhimento de alimentos. 12. GARANTIA DA QUALIDADE  Garantia da Qualidade é a área que elabora, implanta e fiscaliza a execução dos procedimentos necessários, com o objetivo de garantir que os produtos fabricados estejam dentro dos padrões de qualidade exigidos. A Garantia de Qualidade neste contexto incorpora as ações de BPF e outros fatores, incluindo o projeto e desenvolvimento de novos produtos;  A partir desse conceito, o sistema de Garantia da Qualidade, deverá garantir condições propícias para a fabricação dos alimentos onde, todas as atividades executadas na empresa deverão ser formalmente documentadas, com responsabilidades claramente definidas e que garantam o preconizado nas normas sanitárias vigentes;  Neste contexto, caberá à Garantia da Qualidade, zelar pelo cumprimento dos Procedimentos Operacionais Padrões – POP - e manter registros de todas as atividades realizadas;  Para que essas questões supracitadas estejam sempre em dia é dever deste departamento a realização da autoinspeção semestralmente baseado nos itens da RDC nº
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    Unicorp Indústria eComércio LTDA- EPP Código do Documento: MBPF Data: 27/12/2019 Pág/Pág(s): 25 de 26 Revisão: 03 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Este documento é de propriedade da UNICORP. Proibida a reprodução total ou parcial sem a prévia autorização do proprietário da empresa 275/2002. Pois só assim, é possível identificar possíveis não conformidades e atuar em caráter preventivo e corretivo. 13.1. REQUISITOS DE DOCUMENTAÇÃO 13.2.1. Controle de documentos e dados Os documentos e dados devem ser analisados criticamente e aprovados pelo Responsável Técnico da Unicorp. O controle de documentos deve assegurar as seguintes ações:  As emissões pertinentes devem estar disponíveis nos locais de operação;  Os documentos não válidos e/ou obsoletos sejam removidos ou adequadamente identificados. 13.2.2 Ações e métodos  A fim de evitar o uso de edições obsoletas, os documentos são relacionados em lista, FOR – 001 Lista Mestra, prontamente disponível que revelam quais foram à última revisão bem como o local onde está disponível o procedimento;  As alterações dos documentos são realizadas, única e exclusivamente pelo setor de Garantia da Qualidade da Unicorp onde, a natureza das modificações é listada no campo de registro das alterações. 15. REGISTRO DAS ALTERAÇÕES Revisão Data Descrição da Alteração Responsável 00 01/12/2014 Criação do documento. Cristiano Silva de Souza 01 04/12/2018 Revisão geral do documento. Letícia Mendes de Araújo 02 11/02/2019 Revisão geral do documento. Rilmar Barbosa de Araujo Junior 03 27/12/2019 Revisão geral do documento. Raphaela Ramos Lopes