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Estudo da Marcha
   Marcelo Barbosa Ribeiro
Marcha Normal
Termos importantes
Ciclo da marcha completo: período entre o momento em
que o calcâneo toca o solo e o próximo impacto do
calcâneo do mesmo membro.
Comprimento da passada: distância percorrida entre o
impacto do pé e um novo impacto do mesmo pé.
Comprimento do passo: distância que vai do calcâneo
de um pé ao calcâneo do outro pé durante a fase de
apoio duplo dos pés = metade do comprimento da
passada.
Cadência: número de passos por minuto.
Velocidade da marcha: velocidade de movimento em
uma mesma direção em cm/s.
Centro de gravidade: ponto no qual pode-se considerar
concentrado seu peso.
Marcha normal e_patologica
Fase de Apoio – 60%
Apoio inicial (Apoio
do calcanhar);
Resposta à carga
(Aplanamento do pé);
Apoio médio
(Acomodação
intermediária);
Apoio final (Impulso);
Pré-balanço.
Marcha normal e_patologica
Fase de Balanço – 40%
Balanço inicial
(aceleração);
Balanço médio
(oscilação
intermediária);
Balanço final
(desaceleração).
Marcha normal e_patologica
Determinantes básicos da marcha
Rotação pélvica: a pelve roda no plano
horizontal 4° para frente no membro do balanço
e 4° para trás no membro do apoio, com uma
magnitude de rotação total de aproximadamente
8°. Quadril = rotação medial no lado da
oscilação e lateral no apoio.
Inclinação pélvica: inclina-se para baixo no lado
oposto ao de apoio (média 5°).
Posições do joelho: período do bloqueio duplo
do joelho (bloqueado em extensão = destravado
em flexão = bloqueado em extensão). Média
15°.
Marcha normal e_patologica
Marcha normal e_patologica
Marcha normal e_patologica
Marcha normal e_patologica
Determinantes básicos da marcha
Movimentos combinados do tornozelo e
joelho.
Deslocamento lateral da pelve.
Movimentos dos membros superiores:
encurtar braço de movimento da alavanca
tornando o movimento mais rápido.
Marcha normal e_patologica
Marcha normal e_patologica
Apoio         Tornozelo                      Joelho                   Quadril
Apoio inicial Neutro               Extensão completa           Fletido 30o sagital e neutro
              M. tibial anterior   M. quadríceps               coronal
                                                               MM. glúteo médio e máximo
                                                               e isquiotibiais


Resposta à    Flexão plantar de    Flexão de 15o               Fletido 20o
carga         10o                  M. quadríceps, estabilizado Estabilizado pelos extensores
              MTA desacelera       pelos adutores.             e adutores

Apoio médio Dorsifletido 5o        Estende-se passivamente     Extende passivamente + 5o
              M. solear            reação solo                 adução
                                                               Estabilizado pelo glúteo
                                                               médio
Apoio final   Dorsiflexão 10o      Extensão máxima sem ação Quadril 20o de extensão
              M. gastrocnêmio      muscular                 Passiva, reação ao solo.


Pré-balanço   Flexão plantar de    Flete 40o                   Flexão 20o
              20o                  Passivo                     Passivo
              Gastrocnêmio
Balanço          Tornozelo            Joelho                 Quadril
Balanço inicial   Flexão para 10o Flexão para 60o      Flexão para 15o
                  MTA             Passiva pela flexão MM: ilíaco, reto anterior,
                                  quadril de 0 o a 15o sartório e adutores.
                                                       Direto: flexão quadril;
                                                       Indireto: flexão joelho.


Balanço médio     Neutro          Flexão 25o           Flexão máxima 30o
                  MTA             Passivo              Passiva

Balanço final     Neutro          Extensão máxima      Flexão 30o
                  MTA             quadríceps           Isquiotibiais desaceleram.
                                  Isquiotibiais
                                  modulam
Desenvolvimento da marcha
Marcos: sentar aos 6
meses, engatinhar
aos 9 meses,
deambular com
auxílio aos 12 meses,
deambular sem
auxílio aos 15 meses
e correr aos 18
meses.
Desenvolvimento da marcha
Características da marcha sem auxílio de criança menor (até 18
meses):
     1 – base alargada;
     2 – quadris e joelhos com flexão excessiva;
     3 – braços mantidos em extensão e abdução;
     4 – cotovelos fletidos;
     5 – movimentos abruptos;
     6 – impacto sem toque do calcâneo;
     7 – excessiva rotação externa da pelve, fêmur, tíbia e pé nas
fases de apoio e balanço;
     8 – cadência rápida = passo curto.
     Aos 18 meses: balanço dos braços e impacto do calcâneo.
     Maturação (cefalocaudal) ocorre entre o 3 e 5 anos, mais
precoce em meninos.
Marcha Patológica
Marcha normal e_patologica
Marcha normal e_patologica
Marcha normal e_patologica
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Marcha normal e_patologica

  • 1. Estudo da Marcha Marcelo Barbosa Ribeiro
  • 3. Termos importantes Ciclo da marcha completo: período entre o momento em que o calcâneo toca o solo e o próximo impacto do calcâneo do mesmo membro. Comprimento da passada: distância percorrida entre o impacto do pé e um novo impacto do mesmo pé. Comprimento do passo: distância que vai do calcâneo de um pé ao calcâneo do outro pé durante a fase de apoio duplo dos pés = metade do comprimento da passada. Cadência: número de passos por minuto. Velocidade da marcha: velocidade de movimento em uma mesma direção em cm/s. Centro de gravidade: ponto no qual pode-se considerar concentrado seu peso.
  • 5. Fase de Apoio – 60% Apoio inicial (Apoio do calcanhar); Resposta à carga (Aplanamento do pé); Apoio médio (Acomodação intermediária); Apoio final (Impulso); Pré-balanço.
  • 7. Fase de Balanço – 40% Balanço inicial (aceleração); Balanço médio (oscilação intermediária); Balanço final (desaceleração).
  • 9. Determinantes básicos da marcha Rotação pélvica: a pelve roda no plano horizontal 4° para frente no membro do balanço e 4° para trás no membro do apoio, com uma magnitude de rotação total de aproximadamente 8°. Quadril = rotação medial no lado da oscilação e lateral no apoio. Inclinação pélvica: inclina-se para baixo no lado oposto ao de apoio (média 5°). Posições do joelho: período do bloqueio duplo do joelho (bloqueado em extensão = destravado em flexão = bloqueado em extensão). Média 15°.
  • 14. Determinantes básicos da marcha Movimentos combinados do tornozelo e joelho. Deslocamento lateral da pelve. Movimentos dos membros superiores: encurtar braço de movimento da alavanca tornando o movimento mais rápido.
  • 17. Apoio Tornozelo Joelho Quadril Apoio inicial Neutro Extensão completa Fletido 30o sagital e neutro M. tibial anterior M. quadríceps coronal MM. glúteo médio e máximo e isquiotibiais Resposta à Flexão plantar de Flexão de 15o Fletido 20o carga 10o M. quadríceps, estabilizado Estabilizado pelos extensores MTA desacelera pelos adutores. e adutores Apoio médio Dorsifletido 5o Estende-se passivamente Extende passivamente + 5o M. solear reação solo adução Estabilizado pelo glúteo médio Apoio final Dorsiflexão 10o Extensão máxima sem ação Quadril 20o de extensão M. gastrocnêmio muscular Passiva, reação ao solo. Pré-balanço Flexão plantar de Flete 40o Flexão 20o 20o Passivo Passivo Gastrocnêmio
  • 18. Balanço Tornozelo Joelho Quadril Balanço inicial Flexão para 10o Flexão para 60o Flexão para 15o MTA Passiva pela flexão MM: ilíaco, reto anterior, quadril de 0 o a 15o sartório e adutores. Direto: flexão quadril; Indireto: flexão joelho. Balanço médio Neutro Flexão 25o Flexão máxima 30o MTA Passivo Passiva Balanço final Neutro Extensão máxima Flexão 30o MTA quadríceps Isquiotibiais desaceleram. Isquiotibiais modulam
  • 19. Desenvolvimento da marcha Marcos: sentar aos 6 meses, engatinhar aos 9 meses, deambular com auxílio aos 12 meses, deambular sem auxílio aos 15 meses e correr aos 18 meses.
  • 20. Desenvolvimento da marcha Características da marcha sem auxílio de criança menor (até 18 meses): 1 – base alargada; 2 – quadris e joelhos com flexão excessiva; 3 – braços mantidos em extensão e abdução; 4 – cotovelos fletidos; 5 – movimentos abruptos; 6 – impacto sem toque do calcâneo; 7 – excessiva rotação externa da pelve, fêmur, tíbia e pé nas fases de apoio e balanço; 8 – cadência rápida = passo curto. Aos 18 meses: balanço dos braços e impacto do calcâneo. Maturação (cefalocaudal) ocorre entre o 3 e 5 anos, mais precoce em meninos.