Anatomia da cabeça
Acabeça e o pescoço são dois exemplos de casamentos anatômicos perfeitos
entre forma e função, combinado com uma pitada de complexidade.
A cabeça é resiliente o suficiente para suportar um peso de 5 quilogramas, 24
horas por dia, no entanto móvel o suficiente para girar em todas as direções.
Por outro lado, a cabeça é durável o suficiente para proteger o frágil
cérebro, e possui um desenho intrincado que facilita a passagem da complexa
rede neurovascular.
Crânio
O desenvolvimentodo complexo craniofacial tem origem
na 4 semana de vida intrauterina.
Com a contínua migração de células da crista
neural, formando-se os arcos branquiais, os quais
participarão diretamente da formação de nervos e
músculos presentes no crânio e na face.
O primeiro arco braquial abrange os processos maxilar e
mandibular, que formarão a maxila e a mandíbula.
No mesoderma, as células do tecido conjuntivo primitivo
começam a se diferenciar em osteoblastos ativos.
Formam-se centrosde ossificação primários e secundários
durante o período intrauterino e o processo de ossificação
se completa após o nascimento.
Gradualmente ocorre ossificação intramembranosa dos
ossos que compõem a face e a calvária.
Durante a embriogênese 3 regiões são fundamentais para
a formação da face: frontonasal, maxilar e mandibular.
A região frontonasal, representada pelo osso frontal,
desenvolve-se rapidamente, as regiões maxilar
e mandibular apresentam um ritmo de desenvolvimento
mais lento.
Crânio
21.
Com oavançar do processo de desenvolvimento
embrionário, ocorre uma migração contínua em direção à
linha mediana, de modo que esses processos se fundem
com os outros.
Entre 18 e 24 semanas de vida, após a ossificação
intramenbranosa que ocorre nesses fontículos, apenas uma
fina camada de tecido fibroso persiste para articular os
ossos da calvária, constituindo articulações fibrosas, sem
movimentos: chamadas de suturas.
Com o passar do tempo, já na idade adulta, essas suturas
desaparecem gradativamente e os ossos da calvária
tendem a se fundir e formar um único osso, processo
conhecido como sinostose.
Crânio
22.
Acidentes anatômicos
Fissura:fenda estreita entre partes adjacentes de
ossos pela qual passam nervos e vasos sanguíneos.
Forame: abertura através da qual passam
vasos sanguíneos, nervos ou ligamentos.
Fossa: depressão rasa.
Meato: abertura tubular.
Sutura: é uma articulação imóvel (que mantém a maioria
dos ossos do crânio unidos).
Seio: cavidades revestidas por mucosa e preenchidas por
ar (se alojam em alguns ossos do crânio).
23.
O crânioforma uma caixa óssea
destinada, funcionalmente, a abrigar e proteger o
encéfalo.
Apresenta cavidades para órgãos da sensibilidade (visão,
audição, equilíbrio, olfato e gustação).
Apresenta aberturas para passagem do ar e do alimento.
Apresenta maxilas, mandíbulas e dentes, que
são necessários para a mastigação.
Crânio
24.
O crâniopode ser dividido em duas partes: neurocrânio e viscerocrânio.
Neurocrânio
Superior e posteriormente localizado, abriga
o encéfalo.
Crânio
25.
O crâniopode ser dividido em duas partes: neurocrânio e viscerocrânio.
Viscerocrânio
Anterior e inferior, está relacionado com os
sistemas digestório e respiratório (viscerais).
Conhecido como face.
Crânio
26.
A caixacraniana constitui-se de 22 ossos, dos quais apenas um, a mandíbula,
é móvel e está em conexão com o crânio através da articulação
temporomandibular.
Os outros 21 ossos unem-se por articulações praticamente imóveis. Articulação
fibrosa do tipo sutura, recebem quase sempre o nome dos ossos que as une.
Ossos laminares: lâminas externa e interna, de substância compacta e uma
camada média de tecido ósseo esponjoso.
Dos 22 ossos, 14 são faciais (viscerocrânio) e 8 formam o neurocrânio.
Crânio
27.
Crânio consisteem 22 ossos:
o Osso frontal.
o Ossos parietais (2).
o Osso occipital.
o Ossos temporais (2).
o Osso esfenoide.
o Osso etmoide.
o Maxilas (2).
o Conchas nasais inferiores (2).
o Ossos lacrimais (2) ossos nasais
(2).
o Ossos palatinos (2).
o Vômer.
o Ossos zigomáticos (2).
o Mandíbula.
Crânio
28.
Abóbada ou calotacraniana
As partes do crânio que, dos lados, sobem em curva
sobre
o encéfalo formam a abóbada craniana.
o Sutura coronal.
o Sutura lambdóidea.
o Sutura sagital.
29.
Crânio de umrecém-nascido
Ao nascimento, os ossos do crânio estão mais separados
e o tecido conjuntivo que se interpõe entre eles é
mais abundante.
Osso frontal está dividido.
Fontículo anterior, fontículo posterior, fontículo anterolateral
e fontículo posterolateral (moleiras). Desaparecem até
os 2 anos de idade.
Gradualmente ocorre a ossificação e se tornarão suturas.
Crânio de umrecém-nascido
Fontículo póstero –lateral
Fontículo ântero-lateral
32.
Neurocrânio
Corresponde aparte superior do crânio e recebe
este nome porque aloja o encéfalo.
É constituído por 8 ossos: frontal 1, parientais 2, temporais
2,
esfenoide 1 e etmoide 1.
O neucrânio é formado pela:
o Base do crânio: que suporta o cérebro;
resultante de ossificação endocondral, ou seja, a partir de
cartilagem.
o Calvária (calota craniana): que fica sobre a base, cobrindo
o cérebro Possui uma cortical externa , uma cortical interna
e entre elas uma camada de osso esponjoso (ou
medular) conhecida por díploe (com variação de
33.
Calvária
Limitada anteriormentepela
glabela pela protuberância occipital
externa.
e posteriormente
A estrutura da calvária tem resistência e
resiliência.
Suturas: coronal, sagital e lambidoide.
Frontal
O Frontalforma a fonte, o teto das órbitas e a maior
parte da região anterior do assoalho do crânio.
Os lados direito e esquerdo do osso frontal são unidos
pela sutura frontal que normalmente desaparece entre
6 e 8 anos de idade.
Na margem superior das órbitas, o osso frontal se
espessa, formando a margem supraorbital.
Na margem supraorbital, medialmente, há um
orifício
chamado forame supraorbital.
Estende posteriormente para formar o teto da órbita, que
Parietal
Forma amaior porção das partes laterais e do teto da cavidade craniana.
As superfícies internas contém muitas protusões e depressões que
acomodam os vasos sanguíneos que suprem a dura-máter, o tecido
conjuntivo superficial (meninge) que recobre o encéfalo.
Sutura mediana e sutura sagital.
Bregma: encontro da sutura coronal e sagital.
Lambda: encontro da sutura sagital e lambdoide.
Temporais
Forma asfaces inferiores e laterais do crânio e parte do
seu assoalho.
Escama temporal: uma área plana e delgada do temporal
que forma a parte anterior e superior da têmpora (em
torno da orelha).
Arco zigomático: formado pelo processo zigomático do
temporal e o processo temporal do zigomático.
Fossa mandibular: localizada na superfície
posteroinferior
do processo zigomático.
Tubérculo articular: elevação arredondada
anteriormente
Temporal
1) Parte escamosado temporal.
2) Parte timpânica do temporal.
3) Meato acústico externo.
4) Processo zigomático do
temporal.
5) Tubérculo articular.
6) Fossa mandibular.
7) Processo retroarticular.
8) Processo mastóide.
9) Fissura tímpano mastóidea.
10)Fissura timpanoescamosa.
43.
Temporal
Processo mastoide:é uma projeção arredondada da parte
mastóidea do temporal posterior e inferior ao meato
acústico externo. É o ponto de inserção de vários
músculos do pescoço.
Meato acústico interno: é a abertura por onde passam os
nervos facial (VII) e vestibulococlear (VIII).
Processo estiloide: se projeta inferiormente d superfície
inferior do temporal e serve de ponto de fixação de
músculos e ligamentos da língua e do pescoço
Entre o processo estiloide o processo mastoide está
o
forame estilomastóideo pelo qual passam o nervo facial
44.
Temporal
No assoalhoda cavidade craniana contém
carótico, através do qual passa a artéria
carótida.
o canal
Posteriormente à abertura externa do canal carótico e
anteriormente ao occipital se encontra o forame jugular,
uma passagem para a veia jugular.
Occipital
Forma aparte posterior e maior parte da base do crânio.
Forame Magno: se encontra na região inferior. O bulbo
(parte inferior do encéfalo) se conecta à medula
espinal dentro desse forame e as artérias espinais
e vertebrais também passam por ele junto com o nervo
acessório (XI).
Côndilos occipitais: se articulam com depressões na
primeira vértebra cervical.
Canal hipoglosso: na face inferior do crânio, superiormente
a cada côndilo.
Base do crânio(Occipital)
1. Forame magno
2. Côndilos occipitais
3. Parte basilar occipital
4. Protuberância occipital externa
5. Linhas nucais
6. Canal condilar
49.
Esfenoide
Se encontrana parte média da base do crânio, se
articula com todos os outros ossos do crânio, mantendo-os
unidos.
Seu formato lembra uma borboleta com asas abertas.
O espaço dentro do corpo é o seio esfenoidal, que drena
para a cavidade nasal.
Asa maior e asa menor.
Canal óptico: através dele o nervo óptico e a
artéria
oftálmica passam para a órbita.
50.
Esfenoide
1) Corpo doesfenoide.
2) Asa maior.
3) Asa menor.
4) Canal óptico.
5) Sulco pré-quiasmático.
6) Fissura orbital superior.
7) Forame redondo.
8) Processo pterigoide linha
medial.
9) Processo pterigoide linha
medial.
10)Fossa ptrigoide.
Esfenoide
1. Corpo doesfenoide
2. Asa maior
3. Asa menor
4. Canal óptico
5. Sulco pré-quiasmático
6. Fissura orbital superior
7. Forame redondo
8. Processo pterigoide (lâmina medial)
9. Processo pterigoide (lâmina lateral)
10. Fossa pterigoide
53.
Esfenoide
Processo pterigoide:formam a região lateral posterior da
cavidade nasal, alguns dos músculos que movimentam a
mandíbula se inserem aqui.
Forame oval.
Forame lacerado: ramo da artéria faríngea ascendente.
Forame redondo: ramo maxiliar do nervo trigêmeo (V).
55.
Etmoide
De aparênciaesponjosa, é um osso delicado, localizado na parte anterior do
assoalho do crânio, medialmente as órbitas.
Formam a:
1) Parte da porção anterior do assoalho craniano.
2) Parede medial das órbitas.
3) Parte superior do septo nasal (que separa a cavidade nasal em lado direito e
esquerdo).
4) A maior parte das paredes laterais superiores da cavidade nasal.
Etmoide
Lâmina cribriforme:parte anterior do assoalho do crânio e forma o teto da
cavidade nasal. Nela contém os forames da lâmina cribriforme: através
dos quais passam os filamentos dos nervos olfatórios.
Superiormente a lâmina cribriforme encontramos o processo triangular
chamado crista etmoidal que atua como ponto de fixação para a foice do
cérebro, a qual consiste na membrana que separa os dois lados do
encéfalo.
Inferiormente a lâmina cribriforme, está a lâmina perpendicular,
formando a parte superior do septo nasal.
Etmoide
As massaslaterais do etmoide compõem a maior parte
da parede entre a cavidade nasal e as órbitas, elas
contém 3 a 18 espaços chamados de células etmoidais
que juntas formam os seios etmoidais.
As massas laterais possuem duas projeções delgadas em
forma de espiral laterais ao septo nasal, denominadas de
concha nasal superior e concha nasal médio.
As conchas aquecem e umidificam o ar inalado antes de
ir
para os pulmões.
61.
Viscerocrânio
Corresponde aos2/3 do crânio.
O formato do rosto muda drasticamente durante os dois
primeiros anos de vida.
O crescimento da face cessa por volta dos 16 anos de
idade.
Os 14 ossos da face incluem: ossos nasais 2, maxilas 2,
zigomáticos 2, mandíbula, lacrimais 2, palatinos 2,
concha nasais inferiores 2 e o vômer.
62.
Ossos nasais
Parde osso achatados com forma retangular que
forma a ponte do nariz.
63.
Lacrimais
Menores ossosdo rosto.
Formam uma parte
da
parede medial da órbita.
Fossa lacrimal: túnel
vertical formado coma
maxila que acolhe o saco
lacrimal, uma estrutura
que acumula lágrimas e
as conduz à cavidade
nasal.
64.
Palatinos
O palatoduro é o teto ósseo da boca e é formado pelos
processos palatinos das maxilas e lâminas horizontais dos
palatinos. O palato duro separa a cavidade nasal
da cavidade oral.
Em forma de L, formam a parte posterior do palato duro,
parte do assoalho e da parede lateral da cavidade nasal
e uma pequena porção do assoalho da órbita.
Constituído por lâmina horizontal e lâmina perpendicular.
As duas lâminas horizontais articulam-se com os
processos palatinos das maxilas por meio da
sutura palatina transversa, constituindo o palato ósseo.
65.
Palatinos
Forame palatinomaior: na parte lateral da lâmina horizontal,
medialmente ao último molar. Representa a abertura do canal palatino
maior.
Atrás do forame palatino maior estão os forames palatinos menores.
A frente do forame palatino maior existe o sulco palatino: pelo qual seguem
nervo e vasos palatinos maiores em direção posteroanterior.
Na margem posterior do palato ósseo, as lâminas horizontais dos
ossos palatinos formam uma projeção posterior mediana chamada espinha
nasal posterior.
66.
Palatinos
Processo palatinoda maxila
Sutura palatina mediana
Sutura palatina transversa
Lâmina horizontal do
palatino
Forame incisivo
Tuberosidade da maxila
Conchas nasais inferiores
Comformato espiral, compõem uma parte
da parede lateral inferior da cavidade
nasal e se projetam na cavidade nasal.
70.
Vôme
r
Forma aporção
inferior do septo nasal
ósseo, uma divisória
que separa a
cavidade nasal em
lados direito e
esquerdo.
71.
Zigomático
Comumente chamadode “malares” formam
as proeminências laterais da face (“maçã do rosto”).
Articula-se com os ossos: frontal, maxila, esfenoide
e
temporal.
O arco zigomático: é formado pelo processo
zigomático
do temporal e com o processo temporal do zigomático.
As protuberâncias caninastêm uma
correlação direta com a estética facial. Essa
protuberância dá uma conformação
harmônica à face, e deve ser observada nas
intervenções cirúrgicas e estéticas da
região.
Mandíbula
O côndilo mandibulartem seu
crescimento aposicional e também
intrínseco- por ação hormonal. A
compressão da sua cartilagem não
reduz o seu crescimento, apenas o
desloca. Nesse sentido, o
tratamento do excesso de
crescimento mandibular é feito de
forma cirúrgica, geralmente.
Articulações ou junturas
Localde união ou junção entre dois ou mais
componentes rígidos (ossos, cartilagens ou partes do
mesmo osso).
As articulações apresentam várias formas e
funções:
Algumas articulações não têm movimento; outras
possibilitam apenas um pequeno movimento, e há
aquelas que são livremente móveis, como a
articulação do ombro.
90.
• As suturas,assim como o periósteo, estão sujeitos à ação de forças
que guiam seu crescimento essas forças podem inibi-lo (força de
pressão) ou estimulá-lo (força de tração).
91.
Nomenclatura das articulações
Éfeita usando os nomes dos ossos que se
articulam
Exemplo:
⦿ - Articulação entre os corpo da vértebras:
ARTICULAÇÃO INTERCORPOVERTEBRAL
⦿ Articulação entre o esterno e a costela –
ARTICULAÇÃO ESTERNOCOSTAL
⦿ Articulação entre a última vértebra lombar e o osso
sacro – ARTICULAÇÃO LOMBOSSACRAL
92.
Nomenclatura das articulações
Nosmembros , primeiramente vem o nome do osso
mais
proximal, ou seja, que está mais próximo do
tronco,
seguido do nome do osso mais
distante.
Exemplos
⦿Articulação entre o osso esterno e clavícula
–
ARTIULAÇÃO ESTERNOCLAVICULAR
⦿ Articulação entre a escápula e o úmero
ARTICULAÇÃO ESCAPULOUMERAL
⦿Articulação entre o osso do quadril ou osso coxal e
a
cabeça do fêmur – ARTICULAÇÃO
COXOFEMURAL
Articulações fibrosas
Os ossossão unidos por
tecido fibroso.
O grau de movimento que
ocorre em uma articulação
fibrosa depende, na maioria dos
casos, do comprimento das
fibras que unem
os ossos que se articulam.
95.
Suturas
🞑 Este tipode articulação é encontrado somente entre os ossos
do crânio.
🞑 Nas suturas as extremidades dos ossos têm interdigitações ou
sulcos, que os mantêm íntima e firmemente unidos.
🞑 Conseqüentemente, as fibras de conexão são muito
curtas preenchendo uma pequena fenda entre os ossos.
🞑 Na maturidade, as fibras da sutura começam a ser substituídas
completamente, os de ambos os lados da sutura tornam-se
firmemente unidos/fundidos. Esta condição é chamada de
sinostose.
Sindesmose e Gonfose
🞑Sindesmose, um tipo de articulação fibrosa, une os ossos com
uma lâmina de tecido fibroso, um ligamento ou uma
membrana fibrosa. Consequentemente, esse tipo de
articulação é parcialmente móvel.
🞑 Uma gonfose (sindesmose dentoalveolar) é um tipo d
e
articulação fibrosa na qual um processo fibroso em forma de
pino estabiliza um dente e proporciona informação
proprioceptiva (p. ex., sobre a intensidade da mastigação ou
do cerramento dos dentes).
104.
Sindesmose
🞑 Maior quantidadede tecido
interposto.
🞑 Exemplos: sindesmoses
tíbiofibular e
tímpanoestapedial.
Os ossos são unidos por um ligamento
interósseo ou por uma lâmina de tecido
fibroso (p. ex., a membrana interóssea
que une os ossos do antebraço)
Articulações cartilaginosas
🞑 Asestruturas são unidas por cartilagem hialina o
u
fibrocartilagem.
🞑 Articulações cartilagíneas primárias (sincondroses) são unidas
por cartilagem hialina.
🞑 Articulações cartilagíneas secundárias (sínfises) são
resistentes, levemente móveis, unidas por fibrocartilagem.
107.
Sincondrose
⦿ Cartilagem hialina.
⦿União temporária.
⦿ Zona de crescimento.
⦿ Maioria substituída por osso.
⦿ As articulações entre as dez primeiras costelas e as
cartilagens costais são sincondroses permanentes.
Artrite e artroseda ATM
Devido a traumatismos, ou ainda a causas sistêmicas, um processo de
artrose das ATMs pode se instalar. A cartilagem articular é desgastada e
paulatinamente vai desaparecendo. O prejuízo na movimentação é
indescritível. Na artrite reumatóide, quando há o acometimento das
ATMs, um tecido granulomatoso (panus) é formado no interior da
cavidade articular, reduzindo o movimento da ATM.
113.
Cirurgias de processoarticular
Há casos em que o processo articular é desgastado, e assim, não
impede o excesso de translação mandibular para anterior, durante a
abertura da boca. Um dispositivo artificial pode ser implantado
substituindo o tubérculo articular, e mantendo a abertura da boca
limitada aos níveis fisiológicos.
114.
Propriocepção na ATMe a contratura muscular reflexa
Nos casos em que o paciente se encontra em um estado de tensão, há
uma hiper contração muscular involuntária e reflexa. Este processo é
“lido” pelos fusos neuromusculares, presentes nos músculos e
desencadeia a contração de outros músculos mastigatórios, e /ou a
contratura do músculo envolvido, agravando o quadro.
115.
Lesões traumáticas dacápsula e dos
ligamentos
Os ligamentos e a cápsula, uma vez lesionados (por exemplo em um
grande esforço para a remoção de um terceiro molar retido), causam
desconforto, dores e limitação na movimentação mandibular. Esse quadro
pode durar por meses, dada a pouca irrigação ligamentar e capsular.
116.
Saltos e estalos
Atração do disco por um ventre superior do músculo pterigóideo
lateral hiper- contraído leva a um deslocamento discal sem a recíproca
movimentação da mandíbula. Desta forma, saltos no lado envolvido,
durante a mastigação, bem como estalidos na região, são sintomas
característicos dessa situação clínica.
117.
DTM’s
DTMs (Disfunções oudesordens temporomandibulares), são as
inúmeras denominações genéricas para qualificar as alterações
funcionais de uma ou das duas ATMs. Dentre suas causas, pode-se citar
o stress, traumatismos, doenças articulares. Os sintomas passam por
dores musculares e articulares, estalos e saltos na movimentação
mandibular (causados pelo disco), e trismos, dentre outros.
118.
Observação
• Um pacientesubmetido a stress constante – logo sofrendo
vasoconstrição terá além do comprometimento muscular das ATMs,
uma menor perfusão sanguínea pelos vasos que as nutrem. Neste
caso, a irrigação que já é discreta, ficará mais e mais limitada,
podendo inclusive acarretar na diminuição na produção do líquido
articular pela membrana sinovial. Quanto mais tenso estiver o
paciente, maior a contratura muscular, e mais significativa a falta de
controle sobre a ação dos músculos. A presença do tecido frouxo
retro discal, e sua abundante inervação, fazem com que se em uma
retrusão mandibular excessiva possa haver uma exacerbação do
sintoma álgico.
Músculos que movimentamas ATMs- os
músculos da mastigação
São quatro, os pertencentes a esse grupo
(e, claro, seus correspondentes
contralaterais): masseter, temporal,
pterigóideos lateral e medial.
121.
Músculos que movimentamas ATMs- os
músculos da mastigação
São quatro, os pertencentes a esse grupo
(e, claro, seus correspondentes
contralaterais): masseter, temporal,
pterigóideos lateral e medial.
122.
Arterite temporal
Uma condiçãoinflamatória das artérias temporais superficiais – a
arterite temporal comum em indivíduos a partir da sexta década de
vida- pode ser confundida com as DTMs, cuja gênese pode ser devida à
contratura do músculo temporal. Nessa situação, a sintomatologia
dolorosa é similar, e um diagnóstico diferencial deve ser traçado.
123.
Os músculos mastigatórios,sua conexão óssea e ações principais.
Músculo Origem Inserção Ações principais
Temporal
Linha temporal inferior
(seu ventre se dispõe em
leque, com fibras
horizontais, verticais e
oblíquas).
Processo coronoide.
Eleva e retrai a
mandíbula. As ações
ocorrem de acordo com a
disposição de suas fibras.
Masseter
Borda inferior do arco
zigomático.
Tuberosidade
massetérica, lateralmente
no ângulo da mandíbula.
Eleva potentemente, e
protrai a mandíbula.
Pterigóideo lateral
Processo pterigoide
(lâmina lateral em sua
superfície lateral). Crista
infratemporal.
Fóvea pterigóidea no colo
mandibular (Ventre
inferior). Disco articular
(ventre superior).
Movimentos laterais
mandibulares. Abre a
boca, abaixando a
mandíbula. Traciona o
disco articular (ventre
superior).
Pterigóideo medial
Do processo prterigóide
(lâmina lateral em sua
superfície medial) e da
superfície infratemporal
da parte petrosa do
temporal.
Tuberosidade pterigoidea,
na parte medial do ângulo
da mandíbula.
Eleva a mandíbula.
124.
Bichectomia
O corpo adiposoda bochecha vem sendo objeto de destaque na
estética facial moderna. Sua remoção, a bichectomia, é realizada como
procedimento de harmonização facial, promovendo uma face mais
delgada.
125.
Há distinção entre“expressão facial” e “mímica”? Sim. A mímica é
volitiva, ou seja, assumimos a contração do músculo que desejamos,
quando desejamos. A expressão facial, por sua vez, é denotada pela
contração dos músculos da expressão facial frente a alguma emoção,
portanto, é involuntária. Todavia, com um certo treino, ela pode ser
dissimulada, marcando o controle das emoções.
126.
Intervenções estéticas
Para seobter uma face dita mais agradável, existe no mercado da
cosmética/ dermatologia/ cirurgia plástica e harmonização facial, uma
infinidade de possibilidades de intervenção: desde cremes faciais,
aplicação de toxina botulínica, preenchimentos com ácido hialurônico
ou outros produtos artificiais, até intervenções cirúrgicas mais
invasivas, como a bichectomia, o lifting facial a blefaroplastia. É
imperioso, entretanto, o cuidado no diagnóstico e na atenção pela real
necessidade de execução do procedimento.
127.
Sorrir provoca rugas?
Seanalisarmos ao pé da letra, sim! A utilização de quaisquer dos
músculos da face em demasia desencadeia o aparecimento de sulcos
na pele da face. Todavia, as rugas provocadas pela contração dos
“músculos do sorriso” denotam um semblante mais agradável na
velhice! A recíproca também é verdadeira!
128.
Músculos, ações, expressõese suas impressões na pele.
Músculo Ação Expressão denotada
Efeito sobre a pele na
contração
Ventre frontal (músculo
occipitofrontal).
Franzir a região frontal.
-Espanto.
-Atenção.
-Surpresa.
-Sofrimento psíquico.
Rugas (e sulcos)
horizontais na
região frontal.
Prócero. Franzir o cenho.
-Reprovação.
-Concentração.
-Preocupação.
Rugas horizontais
na região entre as
Sobrancelhas.
Corrugador do
supercílio.
Franzir o cenho.
-Reprovação
extrema;
-Irritação;
-Tristeza;
-Sofrimento.
Rugas (e/ou sulcos)
verticais na região frontal
entre as sobrancelhas.
O maior causador das
rugas na região.
Orbicular dos olhos
(parte orbital).
Fechar fortemente
os olhos.
-Focar o olhar em um
objeto.
-Minimizar a entrada de
luz no bulbo ocular.
Rugas (e sulcos)
marcantes, no sentido
horizontal na região
lateral dos olhos. Os
chamados “pés de
galinha”.
129.
Músculos, ações, expressõese suas impressões na pele.
Músculo Ação Expressão denotada Efeito sobre a pele na
contração
Orbicular dos olhos
(parte palpebral).
Fechar suavemente os
olhos. Cerrar as pálpebras.
As “bolsas” nas regiões
palpebrais inferiores.
Zigomáticos maior e
menor.
Elevar as bochechas e os
lábios Lateralmente.
Sorriso autêntico.
Sulcos discretos na região
da bochecha.
Levantador do lábio
superior e da asa do
nariz.
Eleva lateralmente o lábio
superior e a asa do nariz.
-Asco.
-Desconfiança.
-Repulsa e desprezo.
Acentua o sulco naso-
labial aprofundando o
chamado “bigode chinês”.
Levantador do lábio
superior.
Eleva lateralmente o lábio
superior.
-Expressão de
insegurança.
-Desconfiança.
Acentua também o sulco
nasolabial.
130.
Músculos, ações, expressõese suas impressões na pele.
Músculo Ação Expressão denotada Efeito sobre a pele na
contração
Levantador do ângulo
da boca.
Eleva lateralmente
o ângulo dos lábios.
Sorriso.
Juntamente com os
demais elevadores do
lábio, faz transparecer nos
espaços entre eles as
“covinhas” do sorriso e
com a perda de
elasticidade da pele uma
depressão.
Risório.
Retrai lateralmente a
comissura labial. Sorriso “amarelo”.
Responsável pelas
“covinhas” salientadas
pelo sorriso.
Orbicular da boca. Protrai os lábios.
-Assovio.
-Assopro.
-Ativo no beijo e na
sucção.
Pequenas rugas ao redor
da boca num aspecto
franzido.
Depressor do lábio
inferior.
Everte e retrai
inferiormente o
lábio inferior.
-Ativo no “muxoxo”.
-Denota dor física.
Acentua o sulco
lábiogeniano e as
“covinhas do mento”.
131.
Músculos, ações, expressõese suas impressões na pele.
Músculo Ação Expressão denotada Efeito sobre a pele na
contração
Depressor do ângulo da
boca.
Everte e retrai
inferiormente o ângulo da
boca.
-Forte dor física.
-Expressão de desagrado.
Acentua o sulco
lábiogeniano.
Mentoniano.
-Everte o lábio inferior.
-Franze o mento.
Expressão de “manha ou
“beicinho”.
Acentua as “covinha do
mento”.
Bucinador.
-Protege as bochecha na
mastigação.
-Dá forma às bochechas.
-Assopro.
-Sucção.
-Assovio.
Responsável por dar o
“arredondamento às
bochechas”.
A perda de sua elasticidade
desencadeia uma depressão
variável na bochecha,
alongando e afinando o
rosto. Denotando uma
debilidade física.
Platisma.
Diminui a concavidade
existente entre mandíbula e
clavicula.
Eleva e retrai a pele do
pescoço.
Por ser muito superficial
causa muitas rugas e
grande aspecto de
envelhecimento na pele do
pescoço.
132.
Músculos, ações, expressõese suas impressões na pele.
Músculo Ação Expressão denotada
Efeito sobre a pele na
contração
Nasal. Comprime as asas do nariz.
Transforma as
narinas em “válvulas “para
puxar o ar.
Deprimem o septo nasal,
diminuindo seu ângulo com
o lábio no filtrum.
Auriculares.
Puxam as aurículas para
cima, para trás e para
frente.
Ventre occipital
(músculo occipitofrontal).
Retrai a gálea
aponeurotica.
133.
O ECM foirebatido (A), mas
identifica-se, também, o
trapézio (B); a veia jugular
interna(C) O osso hióide(D) o
esterno (E) e a clavícula (F);
Os músculos escalenos
posterior e anterior- G e H.
Além dos infra hióideos
propriamente ditos: 1-
Esterno-hióideo; 2- esterno-
tireóideo; omo-hióideo –
ventre superior e inferior (3 b
e 3 a) e tireo-hióideo (4).