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LOUCURA E OBSESSÃO
- 35 Anos
SUMÁRIO
1. Introdução.................................................................................................... 1
1.1 O Livro “Loucura e Obsessão” – 35 anos...................................................1
2. A Loucura - Ótica Espiritual ..................................................................... 2
2.1 Considerações Doutrinárias ........................................................................2
3. A Obsessão – Ótica Espiritual ................................................................. 13
3.1 O Que É.....................................................................................................13
3.1.1 Domínio/Controle...............................................................................................13
3.1.2 Enfermidade Espiritual.......................................................................................14
3.1.3 Resgate/Provação/Expiação................................................................................17
3.2 Causas Preponderantes..............................................................................18
3.2.1 Débitos Cármicos......................................................................................18
3.2.2 Indolência Física/Mental...........................................................................20
3.2.3 Tendências Negativas................................................................................21
3.3 Causas Predisponentes/Fatores Agravantes..............................................22
3.3.1 Alto índice de Criminalidade na Sociedade atual...............................................22
3.3.2 Aumento dos conflitos Familiares – violência domesticas, perturbações..........23
3.3.3 Aumento da sintonia psíquica negativa na Transição Planetária .......................26
3.3.4 Elevado número de problemas de Comportamento – Álcool/Drogas/Jogos......28
3.4 Um Flagelo Social e Espiritual .................................................................29
3.5 Estratégias .................................................................................................32
3.5.1 Cultivo das Auto-Obsessões/Depressão.............................................................32
3.5.2 Incremento de Obsessões Espirituais Sutis ........................................................33
3.5.3 Existência de Obsessões Intermitentes...............................................................35
3.5.4 Estabelecimento das Obsessões “Pacificas”.......................................................36
4. Loucura e Obsessão – Ótica Espiritual..................................................... 1
4.1 Considerações Doutrinárias ........................................................................1
5. A Série Manoel Philomeno de Miranda.................................................. 25
5.1 Importância ...............................................................................................25
5.2 Composição da Série – Lista x Data x Editora .........................................27
5.3 Livros – Sinopses......................................................................................28
5.3.1. Nos Bastidores da Obsessão – 1970 .........................................................28
5.3.2. Grilhões Partidos – 1974...........................................................................29
5.3.3. Tramas do Destino – 1976 ........................................................................30
5.3.4. Nas Fronteiras da Loucura – 1982 ............................................................31
5.3.5. Painéis da Obsessão – 1984 ......................................................................33
5.3.6. Loucura e Obsessão – 1988.......................................................................34
5.3.7. Temas da Vida e da Morte – 1989 ............................................................35
5.3.8. Trilhas da Libertação – 1996.....................................................................36
5.3.9. Tormentos da Obsessão – 2001.................................................................37
5.3.10.Sexo e Obsessão – 2003............................................................................38
5.3.11.Entre os Dois Mundos – 2006...................................................................39
5.3.12.Reencontro com a Vida – 2006.................................................................41
5.3.13.Transtornos Psiquiátricos e Obsessivos – 2009........................................42
5.3.14.Transição Planetária – 2010......................................................................43
5.3.15.Mediunidade: Desafios e Bênçãos – 2012................................................44
5.3.16.Amanhecer de Uma Nova Era – 2012 ......................................................45
5.3.17.Perturbações Espirituais – 2015................................................................47
5.3.18.No Rumo do Mundo de Regeneração – 2021...........................................48
6. Loucura e Obsessão - 35 anos de publicação/2023................................. 49
6.1 O Autor: Manoel Philomeno de Miranda – Biografia ..............................49
6.2 O Livro: Estrutura .....................................................................................52
6.3 O Livro: Temas Principais - Perguntas.....................................................53
6.3.1 Geral ...................................................................................................................53
6.3.2 A Esquizofrenia..................................................................................................54
6.3.3 Homossexualismo...............................................................................................60
6.3.4 Autismo ..............................................................................................................70
6.3.5 Exus & Orixás ....................................................................................................89
6.3.6 Magia..................................................................................................................94
7. Referências................................................................................................. 97
1
Loucura e Obsessão – 35 Anos
1. Introdução
1.1 O Livro “Loucura e Obsessão” – 35 anos
O Espiritismo não nega a loucura e as causas detectadas pelos pesquisadores; antes as
confirma, reconhecendo nelas mecanismos necessários para o estabelecimento de matrizes,
através das quais a degenerescência da personalidade ocorre, nas múltiplas expressões em que
se apresenta.
Ocorre que nos episódios da loucura, ora epidêmica, a obsessão deve merecer um
capítulo especial, a requerer a consideração dos estudiosos.
Largos passos já foram dados para a compreensão da loucura, suas causas e sua
terapêutica; contudo, a doença mental permanece ainda como um grande desafio para todos os
que se empenham na compreensão de sua gênese, sintomatologia e conduta.
Kardec, o extraordinário psicoterapeuta que melhor aprofundou a sonda da investigação
no desprezado capítulo das obsessões, demonstrou que nem toda expressão de loucura significa
morbidez e descontrole dos órgãos encarregados do equilíbrio psicofísico do indivíduo, e que
o Espírito é o herdeiro de si mesmo, dos seus atos anteriores, que lhe plasmam o destino futuro,
do qual não consegue evadir-se.
Provando que a morte biológica não aniquila avida, o Codificador facultou ao
entendimento a penetração e a solução dos enigmas desafiadores que passavam, genericamente,
como sendo formas de loucura – loucura que, certamente, são, mas de natureza diversa do
conceito acadêmico conhecido.
Manoel Philomeno de Miranda - Loucura e Obsessão - Prefácio
2
Loucura e Obsessão – 35 Anos
2. A Loucura - Ótica Espiritual
2.1 Considerações Doutrinárias
375 Qual é a situação do Espírito na loucura?
– O Espírito, no estado de liberdade, recebe diretamente suas impressões e exerce
diretamente sua ação sobre a matéria.
Porém, encarnado, se encontra em condições bem diferentes e na obrigatoriedade de só
fazer isso com a ajuda de órgãos especiais.
Se uma parte ou o conjunto desses órgãos for alterado, sua ação ou suas impressões, no
que diz respeito a esses órgãos, são interrompidas. Se ele perde os olhos, torna-se cego; se perde
o ouvido, torna-se surdo, etc.
Imagina agora que o órgão que dirige os efeitos da inteligência e da vontade, o cérebro,
seja parcial ou inteiramente danificado ou modificado e ficará fácil compreender que o Espírito,
podendo dispor apenas de órgãos incompletos ou deturpados, deverá sentir uma perturbação da
qual, por si mesmo e em seu íntimo, tem perfeita consciência, mas não é senhor para deter-lhe
o curso, não tem como alterar essa condição.
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 375
377 O Espírito de um doente mental é afetado, depois da morte, pelo desarranjo de suas
faculdades?
– Pode se ressentir durante algum tempo após a morte, até que esteja completamente
desligado da matéria, como o homem que acorda se ressente por algum tempo da perturbação
em que o sono o mergulha.
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 377
378 Como a alteração do cérebro pode reagir sobre o Espírito após a morte do corpo?
– É uma lembrança. Um peso oprime o Espírito e, como não teve conhecimento de tudo
que se passou durante sua loucura, precisa sempre de um certo tempo para se pôr a par de tudo;
é por isso que, quanto mais tempo durar a loucura durante a vida terrena, mais tempo dura a
opressão, o constrangimento após a morte.
O Espírito desligado do corpo se ressente, durante algum tempo, da impressão dos laços
que os uniam.
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 377
3
Loucura e Obsessão – 35 Anos
Na tentativa de fazer uma pequena e sintética apreciação sobre as doenças mentais,
como que classificando-as e separando-as em compartimentos, não quer isto dizer que existem
quadros clínicos bem definidos a representarem entidades específicas.
As distonias mentais não se mostram em seções estanques, em quadros bem separados,
mas, sim, em posições imprecisas de indemarcáveis fronteiras pela interpenetração sintomática.
A extensão dos quadros mentais, em certas e determinadas posições, nos oferece as
mensurações e o grau de profundidade da distonia psíquica; dessa forma teremos maiores
possibilidades de avaliações e que grupo diagnóstico mais se ajusta.
Mesmo assim a apresentação de muitos pacientes exige observações acuradas, pois
carregam sintomas oscilantes, em formas associadas, de difícil captação.
Será preciso, pois, que bem aquilatemos os sintomas predominantes, a fim de
encontrarmos uma orientação mais didática possível, e podermos situar a neurose, a psicose e
mesmo a personalidade psicopática.
Os neuróticos, as personalidades psicopáticas, e os psicóticos representam os três grupos
básicos das distonias mentais.
Levando em consideração a estrutura psíquica pessoal, os neuróticos seriam os menos
atingidos; em grau mais extenso, as personalidades psicopáticas; ficando os psicóticos no grupo
dos sintomas mais graves.
Será bem claro e compreensível que a carga sintomática se mostre maior ou menor em
qualquer dos grupos; ainda assim, existirão neuróticos com profundos sofrimentos, e psicóticos
bem suportando as suas deficiências.
Por isso dentro desses três grupos teremos de encarar o funcionamento psíquico, o
relacionamento com o meio e o comportamento do próprio EU.
Jorge Andrea – Visão Espirita nas Distonias Mentais Cap. 3
4
Loucura e Obsessão – 35 Anos
1. A loucura é sempre resultado de uma lesão cerebral?
R.: Não.
2. A obsessão pode levar o indivíduo à loucura?
R.: Sim. Sua progressão para estágios mais adiantados, e sem o devido tratamento, pode
levar a casos de loucura.
3. Qual é basicamente a diferença entre loucura e obsessão?
R.: Tanto na loucura como na obsessão verifica-se uma irregularidade na transmissão
ou manifestação do pensamento.
Essa irregularidade é devida, no primeiro caso (loucura), à incapacidade material do
cérebro para receber e transmitir fielmente as cogitações da alma do paciente.
No segundo caso (obsessão), tudo se limita a não poderem tais cogitações chegar
integralmente ao cérebro, tendo em vista a interposição de fluidos irradiados pelo perseguidor
espiritual.
4. A ação persistente do obsessor pode produzir lesões em sua vítima?
R.: Sim.
5. Por que Jesus conseguia com uma simples ordem desfazer os casos de obsessão
relatados pelos evangelistas?
R.: Tal fato se devia a sua imensa superioridade sobre todas as demais pessoas, tanto os
obsidiados quanto os chamados obsessores.
Bibliografia:
O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, cap. 23, item 254.
A Gênese, de Allan Kardec, cap. 15, itens 33 e 34.
A Loucura sob novo prisma, de Adolfo Bezerra de Menezes, 4a. edição, pp. 11, 163 e
164.
Thiago Bernardes - Jornal O Consolador Ano 3 - N° 126 - 27 de Setembro de 2009
A loucura manifesta-se de duas maneiras distintas
1. A obsessão não é loucura, mas pode provocá-la. A ciência médica, no entanto, não
leva em consideração este fato porque, em rigor, ainda não admite a sobrevivência da alma.
A relutância na admissão do fenômeno obsessivo leva a sociedade científica, por isso,
a considerar o problema da loucura limitadamente. Como ensinava Dr. Bezerra de Menezes,
5
Loucura e Obsessão – 35 Anos
até hoje, a ciência só conhece a loucura que resulta, de um modo permanente, da perturbação
do pensamento, com sua sede no cérebro.
2. As causas e as formas podem variar, mas o estado patológico do indivíduo é sempre
o mesmo: a loucura caracterizada pela perturbação mental e com sede no cérebro.
Sem que o cérebro sofra, não pode haver, para a ciência, o fenômeno psíquico-
patológico da loucura, embora dentro da sociedade científica – conquanto não admitido
claramente – exista também a constatação da loucura sem o comprometimento cerebral.
3. Quando os médicos conseguem detectar lesões no cérebro, podem estabelecer uma
conduta clínica, seja terapêutica, seja cirúrgica.
Se, porém, a loucura se manifesta e não se encontram lesões físicas no sistema nervoso,
torna-se difícil, se não impossível, estabelecer um tratamento médico adequado.
Essa é a razão pela qual, segundo os especialistas no assunto, o mais difícil no trato do
problema é estabelecer com precisão o diagnóstico.
4. A loucura – esclarece Dr. Bezerra de Menezes – manifesta-se de duas maneiras
distintas: com e sem lesão cerebral. Em face disso, ele sugere que haja, para casos distintos,
tratamentos diferentes.
Os problemas orgânico-cerebrais devem ser tratados por médicos. Nos casos em que o
problema não é de ordem material, deve-se proceder de forma a levar em conta as causas
extrafísicas atuantes.
A obsessão, quando não tratada, pode levar à loucura
5. O cérebro é meramente um órgão físico, não o centro da inteligência humana, Ele é,
e assim deve ser visto, um instrumento material de que se serve a alma quando unida ao corpo
físico. É a alma quem pensa, raciocina, imagina.
O cérebro é meramente veículo de sua manifestação. Se o cérebro traz alguma
perturbação ou lesão, é natural que o desempenho da alma seja afetado, por não poder ela
manifestar-se adequadamente valendo-se de um instrumento danificado.
6
Loucura e Obsessão – 35 Anos
6. A obsessão, cuja causa imediata é a influência de um agente externo à pessoa, é coisa
diversa, embora traga para o indivíduo que a padece complicações que dificultam e tornam mais
complicado o problema.
Ela em si não constitui loucura, mas sua progressão para estágios mais adiantados, e
sem o devido tratamento, pode levar a casos de loucura.
7. Esse pensamento foi-nos legado por Allan Kardec, que em “O Livro dos Médiuns”
afirma que entre os que são tidos como loucos muitos há que são apenas subjugados por
Espíritos, necessitados, portanto, de um tratamento moral e espiritual, enquanto que com os
tratamentos corporais equivocados podem tornar-se verdadeiros loucos.
8. Assim, nos casos de obsessão o que vai determinar a perturbação na transmissão do
pensamento é a interposição de fluidos do obsessor entre o agente (alma) e o instrumento
(cérebro), com o que fica interrompida a comunicação regular entre os dois.
A alma pensa corretamente, mas seu pensamento só se manifesta de maneira truncada,
imperfeitamente, devido à barreira criada pelos fluidos emanados do obsessor.
Tanto na loucura como na obsessão o Espírito pode estar lúcido
9. Segundo Dr. Bezerra de Menezes, tanto na loucura como na obsessão o Espírito pode
estar lúcido, mas se verifica uma irregularidade na transmissão ou manifestação do pensamento.
Essa irregularidade é devida, no primeiro caso(loucura), à incapacidade material do
cérebro para receber e transmitir fielmente as cogitações da alma do paciente.
No segundo caso (obsessão),tudo se limita a não poderem tais cogitações chegar
integralmente ao cérebro, tendo em vista a interposição de fluidos irradiados pelo perseguidor
espiritual.
Thiago Bernardes - Jornal O Consolador Ano 3 - N° 126 - 27 de Setembro de 2009
7
Loucura e Obsessão – 35 Anos
A linha do equilíbrio mental é muito sensível e oscilante, variando de pessoa a pessoa.
Uma das maiores dificuldades dos modernos estudiosos da psique humana diz respeito
à colocação da linha da normalidade mental.
O conceito clássico de que saúde é ausência de doença, vem sendo vigorosamente
combatido, em se considerando o que seja doença.
No contexto da Psiquiatria atual, a simples mágoa pode ser classificada como um fator
psicopatológico, gerador de distúrbios de profundidade no comportamento do homem, em
realidade, uma forma de doença.
No sentido mais lato da conceituação e em face das estatísticas, os “sãos” seriam uma
colônia minoritária, um pequeno paraíso, onde a individualidade possuísse uma plasticidade tão
maleável que eximisse o sadio de qualquer dos característicos tóxicos básicos.
Em tal configuração, a débil e oscilante linha da normalidade mental seria fiou, sem
contornos, de difícil identificação.
Desse modo, definir o indivíduo normal, diferentemente do psicopatológico constitui
grave dificuldade.
Alguns consideram como "anormal a pessoa que se comporta de maneira diversa dos
outros indivíduos, sucedendo com essa atitude despertar a atenção.
Ora, dentro desta colocação, o fato de dois indivíduos serem sociologicamente situados
em meios culturais diversos daquele em que formaram o seu comportamento, toma-os
diferentes do grupo, despertando atenção, sem qualquer comprometimento da sua
personalidade. Logo, o conceito carece de profundidade.
Outros estudiosos afirmam que “normal é o indivíduo equilibrado e perfeitamente
ajustado no grupo ou meio social onde vive”.
Todavia, se examinarmos o indivíduo entrosado ou ajustado ao seu meio em relação
com o acomodado ou displicente, que não reage aos fatores mesológicos, teremos um homem
psicologicamente vencido, o que não é sinal de normalidade desde que o “reacionário” ou
“insatisfeito” é que promove o progresso, impulsionando a ética à atualização dos seus padrões
morais, ao mesmo tempo fomentando o equilíbrio no estudo dos comportamentos, constituindo-
se protótipos, modelos.
Digamos então, que o louco é o indivíduo possuidor de comportamento especial
temporário (exceção aos portadores das alienações graves, dos distúrbios psicossomáticos, de
desajustes funcionais promovidos pela micro, macro, hidrocefalia, mongolismo, sequelas da
epilepsia, de excepcionalidade e outros) em certas ocasiões, passível de mudança para o
equilíbrio sob certas condições terapêuticas ou não.
8
Loucura e Obsessão – 35 Anos
Hipócrates, no período greco-romano, foi quem primeiro se interessou por aprofundar
a questão da terapia para com os loucos, ao deter-se na “doutrina dos humores”. Das suas
observações e estudos às modernas conquistas no campo das ciências psíquicas vai um pego.
Os golpes violentos contra os sensores cerebrais, as cenas torpes fixadas, os gravâmes
dissolventes da razão, a incidência da ideia má que sobrepuja e domina a boa terminam por
desorganizar o equilíbrio psicossomático do ser, empurrando-o aos estados psicopatológicos de
vasta complexidade, no campo da emoção.
(...)
À época, não obstante a terapêutica psiquiátrica estivesse em franco progresso,
principalmente o conhecimento neurológico, o tratamento habitual, inda mais nos Manicômios
Judiciários superlotados, era o da convulsoterapia pela insulina, pelo eletrochoque,
sistemáticos, indistintamente...
Não nos cabe o direito de considerar a validade ou examinar os danos de tal terapêutica...
Os estudiosos modernos dos problemas psicopatológicos profligam os excessos e até
mesmo a aplicação do eletrochoque como da insulina, tendo em vista os danos, às vezes
irreparáveis, que se dão nas engrenagens do cérebro humano.
Sem embargo, substituem este procedimento pelo abuso da utilização das drogas e das
substâncias aditivas que hebetam os pacientes, cujos resultados duvidosos vêm merecendo
acerbas críticas dos denominados psiquiatras-antipsiquiatras, que recorrem a processos psico-
sociológicos e de outras classes para colimarem os resultados almejados no tratamento dos seus
pacientes.
Victor Hugo – Calvário de Libertação – 2º Parte - Cap. 1
9
Loucura e Obsessão – 35 Anos
O francês Michel Foucault (1926-1984), em seu livro clássico sobre a história da
loucura, estabeleceu um paralelo interessante entre a loucura e a lepra.
A lepra, na Antiguidade, era objeto de exclusão e supressão de elementos da sociedade;
o portador da doença era o bode expiatório culpado de causar males aos outros.
Os vales dos leprosos eram lugares ermos, afastados das cidades, em que se
“depositavam” todos os doentes leprosos escorraçados do convívio social comum.
A loucura, sobretudo a partir da Idade Média, viria ocupar o lugar da lepra, como alvo
da brutalidade dos homens ditos normais.
Seria, nas palavras do autor, o novo “espantalho”, que estabeleceu com a sociedade uma
relação de divisão e exclusão.
Na sociedade medieva, ou medieval, temerosa dos poderes espirituais ocultos, a doença
mental passa a ser encarada como resultado da presença demoníaca, da força maligna na sua
plena ação.
O louco era submetido a sessões de tortura física e psicológica; não havia compreensão
e um sentimento de ódio e temor rondavam a relação entre os sãos e os doentes.
O desconhecimento quase que completo, levou à busca de tratamentos antiquados e
dolorosos aos doentes.
A trepanação – o embrião das modernas lobotomias – consistiam na abertura de buracos
nos crânios dos doentes de 2,5 a 5 cm de diâmetro, sem anestesia ou assepsia adequadas.
Os “doutores” buscavam remover a pierre de folie (pedra da loucura) que acreditavam
existir nos cérebros dos doentes.
O que acontecia de fato é que eram feitas verdadeiras mutilações que exauriam as forças
dos doentes e, por vezes, acabavam por deixar os pacientes privados de certos movimentos.
A partir do século XIX, com o nascimento da psicanálise e as importantes contribuições
de Freud, a psiquiatria como um dos braços da medicina pôde avançar em alguns pontos no
tratamento da loucura, mas não suficientemente.
Freud, com o desenvolvimento da teoria da libido, não conseguiu dar conta do complexo
problema da deficiência mental.
Jung então questionou a influência capital do aparelho genésico do desenvolvimento do
ser, defendido por Freud.
Os tratamentos com eletrochoque, a eletroconvulsoterapia, as convulsões induzidas por
metrazol, a indução a febre, enfim, nunca foram completamente bem-sucedidos no auxílio aos
doentes.
10
Loucura e Obsessão – 35 Anos
Tratamentos por vezes polêmicos e resultados efêmeros levaram a partir das décadas de
60 e 70 a um movimento conhecido por antipsiquiátrico, que questionava as terapias
convencionais e o sistema psico-hospitalar tradicional.
Danilo Pastorelli- RIE - 2004 - Junho - Doença Mental e o Espiritismo
No parecer de vários orientadores do Plano superior, as sessões públicas de segundas-
feiras e sextas, em Pedro Leopoldo, equivalem a trabalho assistencial de um grande pré-
hospício.
Vocês aí reconhecem os loucos somente quando já atravessaram a faixa sutil do
equilíbrio próprio, mas ignoram a extensa, a esmagadora classe dos doentes imanifestos, dos
retardados espirituais, dos desajustados de todos os matizes, dos obsedados em luta de
resistência, dos alienados, sem declaração de desequilíbrio, dos neurastênicos disfarçados, das
psicoses ocultas, das paixões escondidas, das aflições sopitadas, dos dramas obscuros e
anônimos que se nos afiguram, portas quase abertas às grandes calamidades sociais, a desvarios
absolutos ou à descoberta de enfermidades mil, com diagnose indevassável por pertencerem
claramente aos domínios da alma .
Arthur Joviano - Colheita do bem – Cap. 54 – Loucura
11
Loucura e Obsessão – 35 Anos
A loucura é marca profunda no homem, desde a mais longínqua página da história da
evolução. Temidos e endeusados, perseguidos e adorados, os alienados mentais sempre
assinalaram com sua presença o suceder dos tempos.
Na História Antiga adivinhos e feiticeiros já lhes conjuravam a enfermidade,
expulsando os demônios que os martirizavam e os engrandeciam aos olhos do poviléu,
mediante a usança de práticas exóticas e sortilégios vários...
Jesus os enfrentou inúmeras vezes nas várias expressões em que se apresentaram,
fossem portadores de Espíritos infelizes ou houvessem sido, eles próprios, os seres enfermos,
espíritos doentes.
Na Idade Média a ignorância os levou à fogueira pelo crime de possuírem uma
enfermidade dirigida por Satanás.
A partir somente da metade do século XVIII é que a doença mental deixou de sofrer a
oficial perseguição. Não equivale isto dizer que os alienados deixaram de ser odiados,
encarcerados e perseguidos ostensivamente pelos chamados sadios.
Foi Philippe Pinei quem deu início à mudança de comportamento geral, em relação aos
alienados mentais.
A Declaração dos Direitos do Cidadão, promulgada pela Revolução francesa, inspirou-
se a libertar os loucos parisienses em La Salpétrière, o hediondo hospital que rivalizava pelas
suas misérias com o de La Bicétre.
Nos dias do Terror, enquanto a guilhotina ceifava centenas de vidas, o Dr. Pinei se
tomou diretor de ambos Hospícios; em 1793 liberou os infelizes esquizofrênicos ali
encarcerados, sem qualquer mínima possibilidade de receberem misericórdia.
O Hospital da Salpétrière era considerado uma “cidade dentro da cidade de Paris".
Erguido no século XVII era, realmente, uma cidade, se considerarmos que possuía
quarenta e cinco pavilhões espalhados por diversas ruas e praças, com a sua própria Igreja.
Posteriormente Luiz XVI transformou-o num “recolhimento” para mendigos,
meretrizes e vagabundos que ali enxameavam em estreita convivência com os doentes mentais.
No último quartel do século XIX, quando o neurologista Jean-Marie Charcot assumiu a
direção de uma das suas enfermarias, em 1862, havia cerca de cinco mil pessoas depositadas
em infame promiscuidade e em celas infectas, individuais...
Antes o Asilo fora reduto dos célebres e sanguinários “massacres de setembro”.
Seguindo as pegadas de Pinel, Charcot deu dignidade humana aos alienados, iniciando
a era nova da Psiquiatria e da Neurologia...
A partir de então modificou-se a paisagem da loucura.
12
Loucura e Obsessão – 35 Anos
Infelizmente, porém, ainda se multiplicam hospitais para a saúde mental onde os
pacientes prosseguem experimentando os horrores do passado.
Superlotados com pacientes de várias alienações, recebendo tratamento coletivo por
falta de recursos, de pessoal técnico (e misericordioso) e de terapêutica especializada, os que
neles se recuperam, temporariamente, têm alta encharcados e hebetados por drogas
psicotrópicas e barbitúricos, cujos efeitos danosos ainda não foram necessariamente estudados,
motivo de acirradas controvérsias entre os seus experimentadores.
Claro está que existem expressivas e dignas exceções, nobres esforços e diligentes
missionários das ciências da alma, que lutam com acendrado sacrifício, empenhando-se na
mudança de comportamento dos seus colegas, a benefício dos pacientes. São eles os apóstolos
de todos os tempos, nascidos para o milagre do progresso e da felicidade humanos.
Victor Hugo – Calvário de Libertação – 2º Parte - Cap. 6
13
Loucura e Obsessão – 35 Anos
3. A Obsessão – Ótica Espiritual
3.1 O Que É
3.1.1 Domínio/Controle
A obsessão é a ação persistente que o Espírito “ignorante” exerce sobre um
indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem
perceptíveis sinais exteriores até a perturbação completa do organismo e das faculdades
mentais”.
Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 28 – item 81
A obsessão consiste no domínio que os maus Espíritos assumem sobre certas
pessoas, com o objetivo de as escravizar e submeter à vontade deles, pelo prazer que
experimentam em fazer o mal.
Quando um Espírito, bom ou mau, quer atuar sobre um indivíduo, envolve-o, por assim
dizer, no seu perispírito, como se fora um manto. Interpenetrando-se os fluidos, os pensamentos
e as vontades dos dois se confundem e o Espírito, então, se serve do corpo do indivíduo, como
se fosse seu, fazendo-o agir à sua vontade, falar, escrever, desenhar, quais os médiuns.
Allan Kardec – Obras Póstumas – Cap. 7 – Item 56
No número das dificuldades que a prática do Espiritismo apresenta é necessário colocar
a da obsessão em primeira linha.
Trata-se do domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas.
São sempre os Espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem
nenhum constrangimento.
Os bons aconselham, combatem a influência dos maus, e se não os escutam preferem
retirar-se.
Os maus, pelo contrário, agarram-se aos que conseguem prender. Se chegam a dominar
alguém, identificam-se com o Espírito da vítima e a conduzem: como se faz com uma criança.
Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – Cap. 23 – Item 237 – A Obsessão
Obsessão é o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas.
Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão
14
Loucura e Obsessão – 35 Anos
3.1.2 Enfermidade Espiritual
A obsessão, sob qualquer modalidade que se apresente, é enfermidade de longo curso,
exigindo terapia especializada de segura aplicação e de resultados que não se fazem sentir
apressadamente.
Transmissão mental de cérebro a cérebro, a obsessão é síndrome alarmante que
denuncia enfermidade grave de erradicação difícil.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão
Os atos infelizes, deliberadamente praticados, em razão da força mental de que
necessitam, destroem os tecidos sutis do perispírito, os quais, ressentindo-se do desconcerto,
deixarão matrizes na futura forma física, em que se manifestarão as deficiências purificadoras.
A queda do tom vibratório específico permitirá, então, que os envolvidos no fato, no
tempo e no espaço, próximos ou não, se vinculem pelo processo de uma sintonia automática de
que não se furtarão.
Estabelecem-se aí as enfermidades de qualquer porte.
Os fatores imunológicos do organismo, padecendo a disritmia vibratória que os envolve,
são vencidos por bactérias, vírus e toda a sorte de micróbios patogênicos que logo se
desenvolvem, dando gênese às doenças físicas.
O médico informou, ainda, que há casos em que a incidência do pensamento maléfico,
aceito pela mente culpada, destrambelha a intimidade da célula, interferindo no seu núcleo,
acelerando a sua reprodução e dando gênese a neoplasias e cânceres de variadas
expressões.
Por sua vez, na área mental, os conflitos, as mágoas, os ódios acerbos, as ambições
tresvariadas e os tormentosos delitos ocultos, quando da reencarnação, por estarem ínsitos no
Espírito endividado, respondem pelas distonias psíquicas e alienações mais variadas.
Acrescente-se a isso a presença dos cobradores desencarnados, cuja ação mental
encontra perfeito acoplamento na paisagem psicológica daqueles a quem perseguem, e teremos
instalada a constrição obsessiva.
Eis porque é rara a enfermidade que não conte com a presença de um componente
espiritual, quando não seja diretamente o seu efeito.
Corpo e mente refletem a realidade espiritual de cada criatura.
Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 1 – Provação Necessária
15
Loucura e Obsessão – 35 Anos
Esse distúrbio, o da obsessão, difere bastante daqueles de natureza orgânica, que
produzem a idiotia e a loucura.
Em todos esses casos, porém, encontram-se espíritos enfermos, aqueles que estão
reencarnados, endividados perante as Leis Cósmicas, em processos graves de provações
dolorosas ou expiações reeducativas.
Na obsessão, encontra-se atuante um agente espiritual que se faz responsável pelo
transtorno reversível; no entanto, nos casos em que o ser renasce sob o estigma da idiotia ou
chancelado pelos fatores que propiciam a loucura, os seus débitos e gravames são de tal natureza
grave, que imprimiram no corpo o látego e o presídio necessários para a sua renovação moral.
Desde o momento da reencarnação, a consciência culpada e os sentimentos em
desordem imprimiram nos equipamentos orgânicos e cerebrais as deficiências de que o
endividado tem necessidade para reparar os males anteriormente praticados, desde quando,
portador de inteligência e mesmo de genialidade, delas se utilizou para a alucinação no prazer
exorbitante em prejuízo de grande número de pessoas outras que lhe experimentaram a
crueldade, a intemperança, a indiferença...
Malbaratado o patrimônio superior que a vida lhe concedeu para multiplicar os talentos
de que dispunha, volta agora ao orbe terrestre para expiar, passando pelos sítios tormentosos da
falta de lucidez e com limitação mental, encarcerado em equipamentos que são incapazes de
lhe permitir a comunicação com o mundo exterior.
Sitiado em si mesmo, sofre as consequências da hediondez que se permitiu, padecendo
rudes aflições pela impossibilidade de agir com segurança e desenvoltura.
O corpo, atingido pelos fatores endógenos — hereditariedade, sequelas de enfermidades
infectocontagiosas — de que se revestiu o espírito por sintonia vibratória no momento da
reencarnação, é resultado da utilização de genes com características deformadas, não havendo
possibilidade então de recomposição, de restauração da saúde mental, de equilíbrio psíquico.
No entanto, resgatando os males ainda preponderantes na sua economia moral, adquirirá
a harmonia que lhe facultará futuros cometimentos felizes, mediante os quais contribuirá em
favor da ordem e do desenvolvimento intelectual, moral e espiritual de si mesmo, assim como
da sociedade.
(...) Quando as obsessões se fazem prolongadas e o paciente não se dispõe à recuperação
ou não a consegue, a incidência continuada dos fluidos deletérios sobre os neurônios cerebrais
termina por produzir afecções e distúrbios de grave porte que se tornam irrecuperáveis.
16
Loucura e Obsessão – 35 Anos
Desse modo, as obsessões podem conduzir à loucura, à idiotia, e essas, por sua vez,
serão ampliadas por influências espirituais perniciosas, que são realizadas pelos adversários do
enfermo, que se utilizam da sua incapacidade de autodefesa para os desforços infelizes, nos
quais se comprometem, por sua vez, com a própria consciência.
Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1o
Parte – Cap. 5 – Obsessão,
Idiotia e Loucura
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Loucura e Obsessão – 35 Anos
3.1.3 Resgate/Provação/Expiação
Pululam em torno da Terra os maus Espíritos, em consequência da inferioridade moral
de seus habitantes.
A ação malfazeja desses Espíritos é parte integrante dos flagelos com que a Humanidade
se vê a braços neste mundo.
A obsessão, que é um dos efeitos de semelhante ação, como as enfermidades e todas as
atribulações da vida, deve, pois, ser considerada como provação ou expiação e aceita com
esse caráter.
Allan Kardec – A Gênese – Cap. 14
Em toda obsessão, mesmo nos casos mais simples, o encarnado conduz em si mesmo
os fatores predisponentes e preponderantes – os débitos morais a resgatar – que facultam a
alienação.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão
Desse modo, as obsessões, na sua fase inicial, antes da tragédia da subjugação, de mais
difícil reequilíbrio, têm caráter Provacional, enquanto que a idiotia e a loucura estão incursas
nas expiações redentoras, através das quais o espírito calceta desperta para a compreensão dos
valores da vida, enriquecendo-se de sabedoria para os futuros comportamentos.
Assim mesmo, nos casos dessa ordem, a contribuição psicoterapêutica do Espiritismo
através da bioenergia, da água fluidificada, da doutrinação do paciente e dos espíritos que,
possivelmente, estarão complicando-lhe o processo de desequilíbrio, a oração fraternal e
intercessória são de inequívoco resultado saudável, proporcionando o bem-estar possível e a
diminuição de sofrimento do paciente, a ambos encaminhando para a paz e a futura plenitude.
Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1o
Parte – Cap. 5 – Obsessão,
Idiotia e Loucura
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Loucura e Obsessão – 35 Anos
3.2 Causas Preponderantes
A Doutrina que estuda as obsessões, as suas causas preponderantes e predisponentes
– o Espiritismo –, possui os recursos excepcionais capazes de vencer essa epidemia cruel que,
generalizada, invade hoje a Terra em todos os seus pontos.
Eurípedes Barsanulfo – Sementes de Vida Eterna – Cap. 50 – Tormentos da Obsessão
3.2.1 Débitos Cármicos
Com origem nos refolhos do espírito encarnado, obsessões há em escala infinita e,
consequentemente, obsidiados existem em infinita variedade, sendo a etiopatogenia de tais
desequilíbrios, genericamente denominada distúrbios mentais, mais ampla do que a clássica
apresentada, merecendo destaque aquela denominação causa cármica.
Jornaleiro da Eternidade, o espírito conduz os germens cármicos que facultam o
convívio com os desafetos do pretérito, ensejando a comunhão nefasta.
Inicialmente o hospede espiritual (o obsessor), movido pela morbidez do ódio ou do
amor insano, ou por outros sentimentos, envolve a casa mental do futuro parceiro (o obsedado)
– a quem se encontra vinculado por compromissos infelizes de outras vidas, o que lhe confere
receptividade por parte deste, mediante a consciência da culpa, o arrependimento
desequilibrante, a afinidade nos gostos e aspirações, por ser endividado – enviando-lhe
mensagens persistentes, em continuas tentativas telepáticas, até que sejam captadas as primeiras
induções, que abrirão o campo a incursões mais ousadas e vigorosas.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão
Neste capítulo, o das culpas, origina-se o fator causal para a injunção obsessiva; daí
porque só existem obsidiados porque há dívidas a resgatar.
A culpa, consciente ou inconscientemente instalada na casa mental, emite ondas que
sintonizam com inteligências doentias, habilitando-se a intercâmbios mórbidos.
A obsessão resulta de um conúbio por afinidade de ambos os parceiros.
O reflexo de uma ação gera reflexo equivalente.
Toda vez que uma atitude agride, recebe uma resposta de violência, tanto quanto, se o
endividado se apresenta forrado de sadias intenções para o ressarcimento do débito, encontra
benevolência e compreensão para recuperar-se.
Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Prefácio
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Loucura e Obsessão – 35 Anos
Há muito mais obsessão, grassando na terra, do que se imagina e se crê.
Nos processos obsessivos, não deixemos de repeti-lo, estão incursas na Lei as pessoas
que constituem o grupo familiar e social do paciente, aí situado por necessidade evolutiva e de
resgate para todos.
Não se podem fugir à responsabilidade os que foram cúmplices ou co-autores dos
delitos, quando os infratores mais comprometidos são alcançados pela justiça.
Reunidos pelo parentesco sanguíneo ou através de conjunturas da afetividade, da
afinidade, formam os grupos onde são alcançados pelos recursos reeducativos, dentro dos
objetivos do progresso.
A cruz da obsessão é peso que tomba sempre sobre os ombros das consciências
comprometidas.
Manoel Philomeno de Miranda – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. Análise das Obsessões
A consciência culpada é sempre porta aberta à invasão da penalidade justa ou
arbitrária. E o remorso, que lhe constitui dura clave, faculta o surgimento de idéias-fantasmas
apavorantes que ensejam os processos obsessivos de resgate das dívidas.
Invariavelmente, na obsessão, há sempre o aproveitamento da ideia traumatizante
– a presença do crime praticado –, que é utilizada pela mente que se fez perseguidora revel,
apressando o desdobramento das forças deprimentes em latência, no devedor, as quais,
desgovernadas, gravitam em torno de quem as elabora, sendo consumido por elas mesmas,
paulatinamente.
As idéias plasmadas e aceitas pelo cérebro, durante a jornada física, criam nos painéis
delicados do perispírito as imagens mais vitalizadas, de que se utilizam os hipnotizadores
espirituais para recompor o quadro apavorante, em cujas malhas o imprevidente se vê
colhido, derrapando para o desequilíbrio psíquico total e deixando-se revestir por formas
animalescas grotescas – que já se encontram no subconsciente da própria vítima – e que
estrugem, infelizes, como o látego da justiça no necessitado de corretivo.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Cap. 4 – Estudando o
Hipnotismo
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Loucura e Obsessão – 35 Anos
3.2.2 Indolência Física/Mental
Os indivíduos tornam-se presas fáceis dos seus antigos comparsas, tombando nos
processos variados de alienações obsessivas, porque, além de se descurarem da observância
espiritual da existência, mediante atitudes salutares, comportamento equilibrado e vida mental
enriquecida pela prece, pela reflexão, não se esforçam por libertar-se dos aborrecimentos e
problemas desgastantes do dia a dia, mediante a aplicação dos recursos físicos e
especialmente os mentais, por acomodação preguiçosa ou por uma dependência emotiva,
infantil, que sempre transfere responsabilidades para os outros e prazeres para si.
A preguiça mental é um polo de captação das induções obsessivas pelo princípio
de aceitação irracional de tudo quanto a atinge.
Cabe ao homem que pensa dar plasticidade ao raciocínio, ampliando o campo das idéias
e renovando-as com o aprimoramento da possibilidade de absorver os elementos salutares que
o enriquecem de sabedoria e de paz íntima.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão
Mentes viciadas com mais facilidade aceitam as sugestões morbíficas que lhes são
insufladas dentro do campo em que melhor se expressam: desconfiança, ciúme, ódio, desvario
sexual, dependência alcoólica ou toxicômana, gula, maledicência...
Temperamentos arredios, suspeitosos, são mais acessíveis em razão de melhor
agasalharem as induções equivalentes, que se lhes associam em forma de perfeita sintonia.
Caracteres violentos, apaixonados, mais fortemente se fazem maleáveis em decorrência
do espírito rebelde que nesse corpo habita, dissimulando as chispas que lhes acendem as
labaredas do incêndio interior, a exteriorizar-se como fogareis destruidores...
Personalidades ociosas são mais susceptíveis em razão da mente vazia sempre
acolher o que lhe apraz, deixando-se conduzir pela personalidade dos seus afins
desencarnados.
Joanna de Ângelis – Alerta – Cap. 4 – Obsessão e Jesus
Mentes em vigorosas emissões conscientes ou não dardejam em todas as direções.
Inapelavelmente, por um processo de sintonia na mesma faixa de frequência de
interesses, produzem intercâmbio salutar ou danoso, em processo de transmissão e de recepção.
Se te elevas pelo pensamento, alcanças vibrações nobres; se te perturbas e vulgarizas,
registas as mais grosseiras.
Joanna de Angelis – Rumos Libertadores – Cap. 43 – Médiuns Conscientes
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Loucura e Obsessão – 35 Anos
3.2.3 Tendências Negativas
Os espíritos perversos e infelizes sempre se utilizam das tendências negativas
daqueles a quem odeiam, para estimulá-las, desse modo levando-os às situações penosas,
perturbadoras. Se o homem se apoia nos recursos de elevação, difícil se torna para os seus
verdugos espirituais encontrar as brechas pelas quais infiltram os seus pensamentos torpes, na
sanha da perseguição em que se comprazem.
Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 7 – Sementes da Insensatez
Na Terra, igualmente, é muito grande o número de encarnados que se convertem, por
irresponsabilidade e invigilância, em obsessores de outros encarnados, estabelecendo um
consórcio de difícil erradicação e prolongada duração, quase sempre em forma de vampirismo
inconsciente e pertinaz.
São criaturas atormentadas, feridas nos seus anseios, invariavelmente inferiores que,
fixando aqueles que elegem gratuitamente como desafetos, os perseguem em corpo astral,
através dos processos de desdobramento inconsciente, prendendo, muitas vezes, nas malhas
bem urdidas da sua rede de idiossincrasia, esses desassisados morais, que, então, se trans-
formam em vítimas portadoras de enfermidades complicadas e de origem clínica ignorada...
Outros, ainda, afervorados a esta ou àquela iniquidade, fixam-se, mentalmente, a
desencarnados que efetivamente se identificam e fazem-se obsessores destes, amargurando-
os e retendo-os às lembranças da vida física, em lamentável comunhão espiritual degradante...
Além dessas formas diversificadas de obsessão, outras há, inconscientes ou não, entre
as quais, aquelas produzidas em nome do amor tiranizante aos que se demoram nos
invólucros carnais, atormentados por aqueles que partiram em estado doloroso de perturbação
e egocentrismo... ou entre encarnados que mantém conúbio mental infeliz e demorado...
Manoel Philomeno de Miranda - Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão
Todo desregramento ou abuso de que sejamos dispenseiros se faz utilizado por mentes
vigilantes e perversas do Mundo Espiritual, que açulam falsas necessidades, estabelecendo
comércio lamentável e doloroso, em cujo curso surgem obsessões de consequências
imprevisíveis, que se podem evitar antes, se refugiados no uso correto das faculdades da
existência e na utilização da oração, forem aplicadas as horas na execução do programa de
enobrecimento íntimo para o qual nascemos e renascemos.
Marco Prisco – Sementeira da Fraternidade – Cap. 28 – Acessos à Obsessão
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Loucura e Obsessão – 35 Anos
3.3 Causas Predisponentes/Fatores Agravantes
3.3.1 Alto índice de Criminalidade na Sociedade atual
Os altos índices da criminalidade de todos os matizes e as calamidades sociais
espalhadas na Terra são alguns dos fatores predisponentes para as obsessões...
Os crimes ocultos, os desastres da emoção, os abusos de toda ordem de uma vida
ressurgem depois, noutra vida, em caráter coercitivo, obsessivo.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Exórdio
A estes e a seus congêneres deve a sociedade do Rio de Janeiro grande percentagem dos
acidentes verificados diariamente nas vias públicas e pelos domicílios particulares:
atropelamentos, quedas, braços e pernas partidos, queimaduras, suicídios, homicídios,
brigas, escândalos, confusões domésticas, assaltos, etc., etc.
É a atmosfera em que vivem e se agitam, porque já eram afins com ela antes de passarem
para a vida invisível.
É o que constantemente inspiram, sugerem e incitam, encontrando no homem um
colaborador passivo, que facilmente se deixa dominar por suas terríveis seduções.
A infelicidade alheia é o seu espetáculo preferido: Provocam mil distúrbios na sociedade
e nos lares, pois se divertem com a prática de malefícios.
Não entendem a sublime significação dos vocábulos – amor, caridade, piedade,
fraternidade, honestidade! Não crêem em Deus nem têm religião. Odeiam o bem e o belo com
todas as forças vibratórias que possuem.
Odeiam os homens e os seguem, sorrateira e covardemente, porque odiavam a
própria sociedade, antes de morrerem, sabendo que não serão vistos nem pressentidos. E
a perseguição mental que lhes movem, aos homens, é inveterada e implacável, afirmando eles
que assim agem porque igualmente foram perseguidos, quando homens, pela sociedade, que
nunca os protegeu contra os males com que tiveram de lutar: doenças, miséria, fome, falta de
instrução, orfandade, desemprego, delinquência, desesperos de mil e uma naturezas...
E muitos destes foram, com efeito, delinquentes que a sociedade perseguiu e levou ao
desespero, em vez de ajudá-los a se reeducarem para Deus...
O resultado de tal incúria por parte dos homens aí está: uma vez desaparecidos da
vida objetiva, pela chamada morte, infestam, como Espíritos, a sociedade, e prejudicam-
na, acobertados pelo segredo da morte...
Yvonne Pereira – Devassando o Invisível – Cap. 10 – Os grandes segredos do Além
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Loucura e Obsessão – 35 Anos
3.3.2 Aumento dos conflitos Familiares – violência domesticas, perturbações
Gúbio informou que, a determinadas horas da noite, três quartos da população da Crosta
se acham nas zonas de contato com os Espíritos e a maior percentagem permaneciam detidos
em círculos de baixas vibrações, como aquele. Por aqui -- disse Gúbio --, muitas vezes se
forjam dolorosos dramas que se desenrolam nos campos da carne.
Grandes crimes têm nestes sítios as respectivas nascentes e, não fosse o trabalho
ativo e constante dos Espíritos protetores que se desvelam pelos homens no labor sacrificial da
caridade oculta e da educação perseverante, sob a égide do Cristo, acontecimentos mais trágicos
estarreceriam as criaturas.
André Luiz – Libertação – Cap. 6 – Observações e Novidades
Notamos que você, ultimamente, anda mais fraca, mais serviçal... Estará desencantada,
quanto aos compromissos assumidos?
A interpelada, um tanto confundida, disse que seu marido, João, filiara-se a um grupo
de preces, o que, de algum modo, lhes vinha alterando a vida.
A entidade desencarnada deu um salto para trás, como um animal surpreendido, e gritou:
"orações”? Você está cega quanto ao perigo que isso significa? Quem reza cai na mansidão.
E' necessário espezinhá-lo, torturá-lo, feri-lo, a fim de que a revolta o mantenha em
nosso círculo.
Volte para o corpo e não ceda um milímetro.
Corra com os apóstolos improvisados. Fazem-nos mal. Prenda João, controlando-lhe o
tempo.
Desenvolva serviço eficiente e não o liberte.
Fira-o devagarinho.
Gúbio, que também observara a cena, esclareceu que obsessão desse teor apresenta
milhões de casos. De manhã cedo, aquela esposa, incapaz de apreciar a felicidade que o Senhor
lhe concedera, com um casamento digno e tranquilo, despertaria no corpo de alma desconfiada
e abatida, convertendo-se em objeto de aflição para o esposo e prejudicando-lhe as conquistas
incipientes.
André Luiz – Libertação – Cap. 6 – Observações e Novidades
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Loucura e Obsessão – 35 Anos
Há aqueles que falam aos gritos, os que são sempre grosseiros ao se expressar junto aos
familiares. Há aqueles que têm sempre um alfinete pronto para as alfinetadas comuns dentro de
casa. Os que falam jogando piadas, com segundas intenções, e ferem o temperamento daquele
que é mais sensível ou que é pavio curto. E há aqueles que, dentro de casa, nem pavio têm,
explodem por qualquer coisa.
Natural é pensar, nessas ocasiões, que nós estaremos dando margem a infiltrações
espirituais inferiores. Como nos disse o Apóstolo Paulo, estamos o tempo todo sendo
observados por uma nuvem de testemunhas.
Mas, se temos testemunhas apostando em nosso crescimento, em nossa virtude, em
nossa felicidade, não podemos descrer que haja outras testemunhas investindo em nossa
queda.
São aqueles inimigos do nosso pretérito, de nossas vidas passadas, de nossa existência
presente. Eles estão sempre à espreita de nossa fragilidade, de um gesto em falso, de uma
vivência incorreta, para que possam nos provocar mal-estares, aturdimentos, desarmonias, com
o prazer patológico de nos ver sofrer.
Por isso pode haver sim, influências espirituais bastante nefastas dentro de nossa
casa, ou influências leves em função do estilo de vida que adotemos viver em família, em razão
de tudo aquilo que decidimos fazer junto aos nossos familiares.
Todas as influências que venhamos a sofrer em nossa residência, em nossa casa, não
temos que pensar primeiramente que alguém nos desfechou pensamentos negativos, que
alguém está fazendo trabalhos contra nós, trabalhos de magia porque o que manda, na nossa
casa, é a nossa vivência.
Daí, vale a pena a família ter esse cuidado na sua convivência. Ninguém vai imaginar
que, dentro de casa, não teremos altercações, alguma indisposição, alguém que fale de uma
forma mais ríspida, mais áspera com o outro e o outro se debulhe a chorar. Isso tudo faz parte
da normalidade da vida doméstica cotidiana.
Mas, o que não deve acontecer é que essa postura de agressividade, essa postura
ferinte, pessimista, negativa, se torne uma constante na relação familiar. Quando isso se
tornar uma constante, não podemos ter dúvida de que estaremos mal assistidos. Criaturas
espirituais de má índole, ou ignorantes ou inconscientes, estarão procurando fazer ninho na
nossa consciência.
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Loucura e Obsessão – 35 Anos
Sentir-nos-emos lesados, traídos, amargurados, desprezados em casa, nos sentiremos a
sós, nós veremos pessoas solitárias.
E tudo isso, agasalhado por nós, nessa baixa auto-estima, vai fazendo com que entidades
desencarnadas de má índole, infelizes em si mesmas, se apropriem desse caldo de cultura que
nós lhes oferecemos, para fazer toda sorte de estripulias, para provocar toda sorte de
males, de infestações negativas no seio da nossa família.
Será de bom alvitre instalar em nossa casa, pelo menos uma vez por semana, o hábito
de orar. O Evangelho no lar, como chamamos, ou Jesus no lar, como quisermos.
Raul Teixeira – Federação Espírita do Paraná – Programa Vida e Valores – No
116
– 2007/Outubro – Perturbações Espirituais no Lar
Acautele-se. Os Espíritos infelizes, de mente ultrajada, vivem mais com os encarnados
do que se supõe.
Misturam-se nas atividades comuns, perambulam no ninho doméstico, participam das
conversações, seguem com os comensais, de quem dependem em processo legítimo de
vampirização.
Perturbam-se e perturbam. Sofrem e fazem sofrer. Odeiam e geram ódios.
Infelicitados, infelicitam.
Marco Prisco – Glossário Espírita Cristão – Cap. 18 – Perturbadores
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Loucura e Obsessão – 35 Anos
3.3.3 Aumento da sintonia psíquica negativa na Transição Planetária
“Época de Transição”: esta é a legenda que repetis frequentemente para definir a
atualidade terrestre, em que surpreendeis, a cada passo, larga fieira de ocorrências inusitadas:
Conflitos; Desencarnações em massa; Acidentes enlutando almas e lares; Desvinculações
violentas; Dramas no instituto doméstico; Processos obsessivos, culminando com
perturbações e lágrimas; Moléstias de etiologia obscura; Incompreensões.
(...) Perante a Vida Maior, quase tudo aquilo que vedes, presentemente, em matéria
de agitação ou desequilíbrio, nada mais significa que a movimentação mais intensa de
vastas coletividades que retornam à Esfera Física, em regime de urgência, no intuito de
conseguirem retoques e meios com que possam abordar os tempos novos em condições mais
dignas de trabalho e progresso.
Emmanuel – Diálogos dos Vivos – Cap. 21 – Dupla Renovação
Incontável número de seres procede das regiões dolorosas e purgativas do planeta, que
experimenta mudança de psicosfera, dentro da programática evolutiva a que estão sujeitos
homens e mundos, experimentando a assepsia dos núcleos inditosos que agasalhavam as hordas
de bárbaros do passado, temporariamente ali retidos a fim de que não obstaculizassem o
desenvolvimento do lar...
Recebendo a ensancha liberativa, apresentam-se ao crescimento espiritual, trazendo
insculpidas nos recessos do psiquismo as condições que os tipificam, apesar da aparência
harmoniosa e da estética decorrente das leis genéticas.
Sôfregos e inquietos anseiam por repetir as comunidades chãs, entre as necessidades
primárias de que se desobrigam por instinto, utilizando as aquisições da cultura científica e
filosófica tão somente para a autossatisfação.
Joanna de Angelis – Rumos Libertadores – Cap. 24 – Impulsos e Vontade
Face à necessidade de promover o progresso moral do planeta, milhões de Espíritos
foram transferidos das regiões infelizes onde se demoravam, para a inadiável investidura
carnal, por cujo recurso podem recompor-se e mudar a paisagem mental, aprendendo, na
convivência social, os processos que os promovam a situações menos torpes.
Entretanto, dependências viciosas decorrentes da situação em que viviam, leva-os a
tombarem nas malhas da toxicomania.
Bezerra de Meneses – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. 9 – O Problema das Drogas
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Loucura e Obsessão – 35 Anos
Não vos preocupeis demasiadamente com a presença pandêmica do vírus, cujo
momento será mais tarde entendido nas suas razões, nas suas origens e no porquê nos
chegou agora, provocando pânico e dor.
Vós que conheceis Jesus, mantende o respeito às leis, buscando a precaução
recomendada pelas autoridades sanitárias, mas não oculteis a mão socorrista aos padecentes,
não negueis a palavra libertadora aos que se preparam para enfrentar a Imortalidade.
Tende o cuidado para que as vossas ondas mentais sincronizem-se com as mentes que
administram as vidas, e evita descer o vosso pensamento às páginas da agonia, onde se
encontram as forças ultrajantes que estão produzindo as dores por necessidade da evolução
do planeta.
Bezerra de Meneses – Revista Presença Espírita # 338 – Maio/Junho/2020
Mensagem recebida por psicofonia de Divaldo Franco no encerramento da 22º
Conferência Estadual Espírita do Paraná, em 15/Março/2020
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Loucura e Obsessão – 35 Anos
3.3.4 Elevado número de problemas de Comportamento – Álcool/Drogas/Jogos
Muito mais grave do que parece é a obsessão, nos problemas sociais do
comportamento humano.
Alcoolismo, tabagismo, drogas alucinógenas, sexolatria, jogatina, gula recebem
grande suporte espiritual, sendo, não poucas vezes, iniciada a viciação de cá para ai, por
inspiração que fomenta a curiosidade e por necessidade que estimula o prosseguimento.
O enfermo, dificilmente, consegue evadir-se, por si mesmo, da dificuldade.
De um lado, pelos nefastos prejuízos orgânicos de que se ressente e, por outro, em razão
da incidência mental do obsessor, que o utiliza como instrumento da loucura de que se vê
possuído.
As verdadeiras multidões de dependentes de drogas ou de outras viciações estertoram,
mesmo sem o saberem, em danosos processos de obsessão lamentável.
Manoel Philomeno de Miranda – Roteiro de Libertação – Cap. 34 – Comportamento por
Obsessão
Invariavelmente, defrontamos nas panorâmicas da toxicomania, da sexolatria, dos
vícios em geral a sutil presença de obsessões, como causa remota ou como efeito do
comportamento que o homem se permite, sintonizando com mentes irresponsáveis e enfermas
desembaraçadas do corpo.
Atado à retaguarda donde procede, mantêm-se psiquicamente em sintonia com sítios,
nem sempre felizes, onde estagiou no Além-túmulo, antes de ser recambiado à reencarnação.
Bezerra de Meneses – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. 9 – O Problema das Drogas
Além das conjunturas meramente psicofisiológicas, merece considerar-se que em toda
dependência viciosa há sempre uma lancinante força obsessiva, mediante a qual seres
pervertidos e viciados que viveram na Terra e se equivocaram, por processo natural de sintonia,
imantam-se às criaturas humanas, às vezes sendo a causa do mal, em circunstâncias outras, o
que é mais comum, dependentes, também, da falsa necessidade de que padece o homem...
Toxicomania, alcoolismo, tabagismo, sexualismo desvairado, paixões morais
deprimentes, tais a mentira, a calúnia, a pusilanimidade, a idiossincrasia, são amarras perigosas
e constritoras que ora dizimam expressiva soma de seres humanos, nos vários pontos da Terra.
Joanna de Angelis – Oferenda – Cap. 31 – Dependências
29
Loucura e Obsessão – 35 Anos
3.4 Um Flagelo Social e Espiritual
A obsessão, mesmo nos dias de hoje, constitui tormentoso flagício social. Está
presente em toda parte, convidando o homem a sérios estudos.
As grandes conquistas contemporâneas não conseguiram ainda erradicá-la.
Ignorada propositadamente pela chamada Ciência Oficial, prossegue colhendo nas
suas malhas, diariamente, verdadeiras legiões de incautos que se deixam arrastar a
resvaladouros sombrios e truanescos, nos quais padecem irremissivelmente, até à
desencarnação lamentável, continuando, não raro, mesmo após o traspasse...
Isto, porque a morte continua triunfando, ignorada, qual ponto de interrogação cruel
para muitas mentes e incontáveis corações.
As obsessões enxameiam por toda parte e os homens terminam por conviver,
infelizes, com essas psicopatologias para as quais, fugindo à sua realidade, procuram as causas
nos traumas, nos complexos, nos conflitos, nas pressões sociais, familiares e econômicas, como
mecanismo de fuga aos exames de profundidade da gênese real de tão devastadora enfermidade.
Não negando a preponderância de todos esses fatores que desencadeiam problemas de
comportamento psicológico, afirmamos que eles, antes de constituírem causa dos distúrbios,
são, em si mesmos, efeito de atitudes transatas, que o Espírito imprime na organização
fisiopsíquica ao reencarnar-se, porquanto é sempre colocado no grupo familiar com o qual se
encontra enredado, por impositivo de ressarcimento de dívidas, para o equilíbrio evolutivo.
Enquanto o homem não for estudado na sua realidade profunda -- ser espiritual que é,
preexistente ao corpo e a ele sobrevivente --, muito difíceis serão os êxitos da ciência médica,
na área da saúde mental.
As doenças psíquicas, entre as quais se destacam, pela alta incidência, as obsessões,
continuarão ainda a perseguir o homem.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 26 – Fenômenos
Obsessivos
30
Loucura e Obsessão – 35 Anos
Pululam por toda parte os vinculados gravemente às Entidades perturbadoras do
Mundo Espiritual inferior.
Obsidiados, desse modo, sim, somos quase todos nós, em demorado trânsito pelas
faixas das fixações tormentosas do passado, donde vimos para as sintonias superiores que
buscamos.
Muito maior, portanto, do que se supõe, é o número dos que padecem de obsessões,
na Terra.
Lamentavelmente, esse grande flagelo espiritual que se abate sobre os homens, e não
apenas sobre eles, já que existem problemas obsessivos de várias expressões, como os de um
encarnado sobre outro, de um desencarnado sobre outro, de um encarnado sobre um
desencarnado e, genericamente, deste sobre aquele, não tem merecido dos cientistas nem dos
religiosos o cuidado, o estudo, o tratamento que exige.
Obsessões e obsidiados são as grandes chagas morais dos tumultuados dias da
atualidade.
Todavia, a Doutrina Espírita, trazendo de volta a mensagem do Senhor, em espírito e
verdade, é o portal de luz por onde todos transitaremos no rumo da felicidade real que nos
aguarda, quando desejemos alcançá-la.
Manoel Philomeno de Miranda – Sementes de Vida Eterna – Cap. 30 – Considerando a
Obsessão
Ainda que no momento estejamos passando por um período de transição planetária, no
qual já se percebe fortes sinais indicativos de mudanças evolutivas na humanidade terráquea,
cujo planeta caminha para o estado de regeneração, a Terra ainda é categorizada como mundo
de expiação e provas, visto que o mal predomina.
Neste sentido, a obsessão está caracterizada como epidemia antiga, ocorrendo desde os
tempos imemoriais, que alcança milhares e milhares de pessoas em todas as partes da
Terra.
É uma enfermidade que, para ser erradicada, necessita da melhoria humana,
especialmente a de cunho moral.
O ser humano moralizado ou que se empenha em se transformar em pessoa de bem,
neutraliza naturalmente as investidas dos Espíritos maus.
Marta Antunes de Moura – FEB – Obsessões Espirituais – 2018/03/08
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Loucura e Obsessão – 35 Anos
Epidemia virulenta que grassa ininterruptamente a obsessão prolifera na atualidade
com vigoroso impacto que faz recordar as calamidades pestilenciais de épocas transatas.
Apresenta-se sob disfarce de variada configuração, concitando psicólogos e teólogos,
filósofos e sociólogos interessados nos magnos assuntos do homem e da coletividade ao estudo
das suas causas, com o objetivo de combatê-la com a eficiência necessária para estancar, em
definitivo, a onda de sofrimentos que produz, erradicando-a terminantemente ...
A Doutrina que estuda as obsessões, as suas causas preponderantes e predisponentes –
o Espiritismo –, possui os recursos excepcionais capazes de vencer essa epidemia cruel que,
generalizada, invade hoje a Terra em todos os seus pontos.
Eurípedes Barsanulfo – Sementes de Vida Eterna – Cap. 50 – Tormentos da Obsessão
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Loucura e Obsessão – 35 Anos
3.5 Estratégias
3.5.1 Cultivo das Auto-Obsessões/Depressão
Capítulo doloroso do comportamento humano que passa quase despercebido de
grande número de pacientes e médicos, é o que diz respeito à auto-obsessão, fruto espúrio
do egoísmo que gera o orgulho e os seus hediondos facínoras, quais o ódio, o ciúme, a inveja,
o ressentimento.
(...). Todas essas e outras síndromes de condutas enfermas desenham o quadro
patológico da auto-obsessão, em que o paciente lúcido sabe o que está fazendo, sem interesse
real de empenhar-se para alterá-lo trabalhando por uma nova maneira de conquistar a saúde
emocional.
Ocorre que, em situações de tal natureza, a questão de sintonia faz-se naturalmente e
são sincronizadas as próprias com outras mentes de seres desencarnados que estagiam na
mesma onda psíquica, perturbados e infelizes, aderindo aos que lhes são equivalentes, nutrindo-
se reciprocamente enquanto mais se desgastam.
Torna-se urgente que sejam estudadas tais condutas patológicas nas áreas do animismo
como do mediunismo, a fim de que essas ressonâncias sejam interrompidas, enquanto agentes
e pacientes recebam a terapia conveniente, que tem por base o esforço pela transformação moral
do ser, aplicando-se à autovigilância encarregada de minimizar, remediar e evitar a reincidência
dessa extravagante forma de comportamento.
Manoel Philomeno de Miranda – Luzes do Alvorecer: Cap. 15 – Distúrbios Emocionais
Obsessivos
Sutil e perigosa, a obsessão grassa, alarmante, disfarçada de transtornos
psiconeuróticos vários, particularmente a depressão e o distúrbio de pânico, avolumando-
se nos tormentos sexuais em desregramento, assim como nas dependências químicas de
natureza diversificada.
Decorrente da assimilação das energias perturbadoras exteriorizadas pelos Espíritos em
sofrimento ou perseguidores, por afinidade mental e moral, em razão da inferioridade daqueles
que se lhe fazem joguetes espontâneos, a obsessão arrasta multidões aos dédalos de aflições
coercitivas, que estão a exigir terapêutica especializada e cuidadosa.
Na raiz de todo desafio obsessivo, encontra-se pulsante o ser endividado, que, não tendo
adquirido valores éticos substanciais, é compelido por automatismos vibratórios a sintonizar
com aqueles desencarnados que lhe são semelhantes, sejam-lhe as vítimas transatas ou outros
que se lhe assemelham.
Joanna de Ângelis – Sendas Luminosas – Cap. 31 – Parasitose Perigosa
33
Loucura e Obsessão – 35 Anos
3.5.2 Incremento de Obsessões Espirituais Sutis
Desse modo, merece que sejam ampliadas as reflexões em torno da sutileza das
obsessões, a fim de que se possa entender-lhe os mecanismos delicados e complexos.
Quando ocorram pensamentos repetitivos perturbadores, reduzindo a polivalência
dos mesmos, restritos a uma idéia que se destaca e predomina, eis que se inicia o processo
sombrio enfermiço.
Da mesma forma, quando os fenômenos da antipatia entre amigos ou meramente
conhecidos passem a crescer, gerando animosidade em instalação, sem qualquer dúvida, além
das barreiras carnais movimentam-se interesses perversos administrando o raciocínio daquele
que assim se comporta.
Sob outro aspecto, mesmo no culto de qualquer ideal, quando se apresentam programas
esdrúxulos ou úteis, mas não oportunos, com riscos de fazer soçobrar o edifício do bem, há
forças espirituais negativas conspirando, cruéis, para o descrédito, a destruição do trabalho.
Toda vez quando os sentimentos se armem contra o próximo, ou se afeiçoem em
demasia, a ponto de perder a linha do equilíbrio, tenha-se certeza de que uma obsessão sutil,
em agravamento, encontra-se em instalação.
As fixações mentais que desestruturam o comportamento psicológico, além do caráter
de instabilidade emocional, tornam-se canais para interferências negativas por parte de espíritos
ociosos e doentios, que andam à espreita de campos experimentais para o conúbio exploratório
de energias físicas a que se imantam.
As obsessões sutis são perigosas, exatamente em razão da sua delicadeza de estrutura,
da maleabilidade com que se apresentam, sendo confundidas com as naturais manifestações
de conduta psicológica pertinente a cada indivíduo.
É necessário muito discernimento para distinguir, quando se expressam desajustes
emocionais, transtornos orgânicos que afetam a conduta psicológica e influências espirituais
perturbadoras.
Tornar os ensinamentos cristãos parte da filosofia existencial diária constitui um recurso
valioso para a preservação da saúde sob quaisquer aspectos considerados, e mesmo quando se
manifestem enfermidades, na condição de terapia psicológica e espiritual, capaz de manter o
equilíbrio interior e a coragem para o prosseguimento da luta até o momento da vitória.
Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 2o
Parte – Cap. 2 – Sutilezas da
Obsessão
34
Loucura e Obsessão – 35 Anos
Sempre que você experimente um estado de espirito tendente ao derrotismo, perdurando
há várias horas, sem causa orgânica ou moral de destaque, avente a hipótese de uma
influenciação espiritual sutil.
Seja claro consigo para auxiliar os Mentores Espirituais a socorrer você. Essa é a
verdadeira ocasião da humildade, da prece, do passe.
Dentre os fatores que mais revelam essa condição da alma, incluem-se :
1. Dificuldade de concentrar idéias em motivos otimistas;
2. Ausência de ambiente intimo para elevar os sentimentos em oração ou concentrar-se em
leitura edificante;
3. Indisposição inexplicável, tristeza sem razão aparente e pressentimentos de desastre
imediato;
4. Aborrecimentos imanifestos por não encontrar semelhantes ou assuntos sobre quem ou o
que descarrega-los;
5. Pessimismos sub-reptícios, irritação surdas, queixas, exageros de sensibilidade e aptidão a
condenar quem não tem culpa;
6. Interpretação forçada de fatos e atitudes suas ou dos outros, que você sabe não corresponder
à realidade;
7. Hiperemotividade ou depressão raiando na iminência de pranto;
8. Ânsia de investir-se no papel de vitima ou de tomar uma posição absurda de automartírio;
9. Teimosia em não aceitar, para você mesmo, que haja influenciação espiritual consigo, mas,
passados minutos ou horas do acontecimento, vem-lhe a mudança do tom mental e, não
raro, a constatação de que é tarde para desfazer o erro consumado.
O encarnado responsável pode estar tão inconsciente de seus atos que os efeitos
negativos se fazem sentir como se fossem desenvolvidos pela própria pessoa.
Quando o influenciador é consciente, a ocorrência é preparada com antecedência e
meticulosidade, às vezes, dias e semanas antes do sorrateiro assalto, marcado para a
oportunidade de encontro em perspectiva, conversação, recebimento de carta, clímax de
negocio ou crise imprevista de serviço.
Não se sabe o que tem causado maior dano à Humanidade : se as Obsessões
espetaculares, individuais e coletivas, que todos percebem e ajudam a desfazer ou isolar, ou se
essas meio-obsessões, de quase-obsidiados, despercebidas, contudo bem mais frequentes,
que minam, as energias de uma só criatura incauta, mas por vezes influenciando o roteiro de
legiões de outras.
Quantas desavenças, separações e fracassos não surgem assim?
Estude em sua existência se nessa última quinzena você não esteve em alguma
circunstância com características de influenciação espiritual sutil. Estude e ajude a você
mesmo.
André Luiz – Estude e Viva – Cap. 35 – Influências Espirituais Sutis
35
Loucura e Obsessão – 35 Anos
3.5.3 Existência de Obsessões Intermitentes
Dentre as várias manifestações obsessivas, uma passa quase despercebida, sendo, por
isso mesmo, de alta gravidade, pela razão de raramente chamar a atenção, graças às suas
sutilezas e características especiais.
Referimo-nos às obsessões intermitentes.
Elas são frequentemente variantes, isto é, apresentam-se voluptuosas e destruidoras em
determinados períodos, para desaparecerem quase completamente em outros.
Suas vítimas experimentam injunções cruéis, vivendo sob verdadeiras espadas de
Dâmocles, prestes a terem ceifadas a paz, a saúde, a vida...
Aqueles que sofrem as ações dos espíritos perversos – e no caso em tela, muito lúcidos
e cruéis – passam períodos de otimismo e realizações edificantes para, subitamente, derraparem
em paixões sórdidas, depressões sem causa aparente ou exaltação de violência...
Durante a incidência da perturbação, esses seres chegam às raias da loucura, perdendo
o discernimento e a lucidez, permitindo-se comportamentos esdrúxulos, atitudes surpreendentes
e estados desequilibrados da alma.
Isto, porque, os seus adversários espirituais, que os conhecem, identificam os seus
defeitos e sabem quais as suas imperfeições, graças aos quais têm preferências estranhas,
permitindo-se licenças morais que se tornam campo propício à penetração e assimilação pelo
paciente da energia obsessiva.
Esse fenômeno perturbador ocorre, como é natural, porque o enfermo cultiva os
hábitos viciosos que procedem de outras existências, ou que são adquiridos mais
recentemente, a cujo exercício de prazer se entregam inermes.
Têm a mente enriquecida de extravagâncias e comportamentos defeituosos, não se
esforçando por liberar-se em definitivo dos instintos primários nem das paixões selvagens.
As pessoas que sofrem obsessões intermitentes marcham sob sombras que
necessitam ser desbastadas com a luz da conduta nobre, da ação edificante e da prece
inspirativa...
Mantendo-se vigilantes, preservando o equilíbrio no trabalho do bem, conseguem
despertar a simpatia dos Mentores Espirituais e libertar-se da psicosfera propiciadora da
vinculação com os antigos comparsas, ora tornados inimigos.
Quem, periodicamente, experimente as alternâncias de humor, de estados emocionais e
físicos, sem causas imediatas, certamente está sob a pressão de obsessões intermitentes,
necessitando de coragem para o auto-exame, o enfrentamento das inferioridades e a elevação
moral, entregando-se ao bem que possa fazer e fruir, no qual a saúde se torna o estado ideal que
todos aspiram.
Manoel Philomeno de Miranda – Antologia Espiritual – Cap. 35 – Obsessões Intermitentes
36
Loucura e Obsessão – 35 Anos
3.5.4 Estabelecimento das Obsessões “Pacificas”
Os meus perseguidores não me seviciaram o corpo, nem me conturbaram a mente.
Acalentaram apenas o meu comodismo e, com isso, me impediram qualquer passo
renovador.
Volto da Terra, meu caro, imitando o lavrador endividado e demãos vazias que regressa
de um campo fértil, onde poderia ter amealhado inimagináveis tesouros…
Sei que você ainda escreve para os homens, nossos irmãos. Conte-lhes minha pobre
experiência, refira-se, junto deles, à obsessão pacífica, perigosa, mascarada…
Diga-lhes alguma coisa acerca do valor do tempo, da grandeza potencial de qualquer
tempo na romagem humana!…
Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Cap. 8 – Obsessão Pacífica
Em compacta assembléia do reino das sombras, um poderoso soberano das trevas, diante
de milhares de falangistas da miséria e da ignorância, explicava o motivo da grande reunião.
O Espiritismo com Jesus, aclarando a mente humana, prejudicava os planos infernais.
Em toda parte da Terra, as criaturas começavam a raciocinar menos superficialmente!
Indagavam, com segurança, quanto aos enigmas do sofrimento e da morte e aprendiam,
sem maior dificuldade, as lições da Justiça Divina.
Compreendiam, sem cadeias dogmáticas, os ensinamentos do Evangelho. Oravam com
fervor. Meditavam na reencarnação e passavam a interpretar com mais inteligência os deveres
que lhes cabiam no Planeta. Muita gente entregava-se aos livros nobres, à caridade e à
compaixão, iluminando a paisagem social do mundo e, por isso, todas as atividades da sombra
surgiam ameaçadas.
Que fazer para conjurar o perigo?
(...) O comandante dos exércitos preguiçosos acrescentou, sem perturbar-se:
– Sim, diremos que o Espiritismo com Jesus, pedindo às almas encarnadas para que se
regenerem, buscando o conhecimento superior e servindo à caridade, é, de fato, o roteiro da luz,
mas que há tempo bastante para a redenção, que ninguém precisa incomodar-se, que as
realizações edificantes não efetuadas numa existência podem ser atendidas em outras, que tudo
deve permanecer agora como está no íntimo de cada criatura na carne para vermos como ficarão
depois da morte, que a liberalidade do Senhor é incomensurável e que todos os serviços e
reformas da consciência, marcados para hoje, podem ser transferidos para amanhã...
Desse modo, tanto vale viverem no Espiritismo como fora dele, com fé ou sem fé,
porque o salário de inutilidade será sempre o mesmo...
Humberto de Campos – Contos e Apólogos – Cap. 40 – Nos Domínios da Sombra
37
Loucura e Obsessão – 35 Anos
Paulo de Tarso na História
Foi um médium com Jesus;
Lutou, sofreu e venceu,
Espalhando amor e luz.
Temos sempre muitos médiuns,
Honrando o apoio do Além,
Fiéis às bênçãos de Deus
Nos compromissos do Bem.
Mas hoje conheço uns tantos
Que começam de estourada,
Quando o trabalho aparece
Vão mudando de jogada.
Alguns alegam queixosos
Que necessitam viver,
Que a dor é grande no mundo
E nada podem fazer.
Muitos são iniciados
Em lindas obras humanas,
Mas dizem-se fatigados
Em três ou quatro semanas;
Outros muitos se declaram
Chamados à luz do amor,
Entretanto, não trabalham
Com medo de obsessor.
Há quem deseje ser médium,
Pedindo grande trabalho,
Depois foge parecendo
A flor que caiu do galho;
Muitos mostram na doença
Entendimento profundo,
Quando Deus lhes dá saúde
São pernas largas no mundo.
Alguns chegam prometendo
Auxílio a quem luta e chora,
Vendo o serviço aumentando,
Afastam-se dando o fora;
Vários suplicam encargos
Mostrando fé na alma afoita,
O trabalho vai surgindo
E é muita gente na moita.
Há quem foge no começo,
Planta que nasce e não vinga,
Depois, no instante das provas,
Buscam mandraca e mandinga;
Tantos médiuns aparecem,
Com tanta luz de esperança,
Vai-se ver: a maioria
Quer apenas maré mansa.
O mundo clama por médiuns,
Embora surjam às pencas,
Mas buscam sombra e água fresca
No refúgio das avencas;
Encontro médiuns amigos
Que dizem não ter mais fé,
Geralmente, estão na rede
Com mantas de lã no pé.
São médiuns de todo jeito
Os médiuns que tenho visto,
Mas médium só não dá zebra
Quando segue Jesus Cristo.
Cantador, filho do Norte,
Venho ao Rio de Janeiro,
Quem canta na Guanabara
Cantou no Brasil inteiro.
Leandro Gomes de Barros – Tempo de
luz — Cap. 21 – Médiuns na Cantiga
1
Loucura e Obsessão – 35 Anos
4. Loucura e Obsessão – Ótica Espiritual
4.1 Considerações Doutrinárias
É muito diáfana a linha divisória entre a sanidade e o desequilíbrio mental.
Transita-se de um para outro lado com relativa facilidade, sem que haja, inicialmente,
uma mudança expressiva no comportamento da criatura.
Ligeira excitação, alguma ocorrência depressiva, uma ansiedade, ou um momento de
mágoa, a escassez de recursos financeiros, o impedimento social, a ausência de um trabalho
digno entre muitos outros fatores, podem levar o homem a transferir-se para a outra faixa da
saúde mental, alienando-se, temporariamente, e logo podendo retornar à posição regular, à de
sanidade.
Há, no entanto, além dos fatores que predispõem à loucura e dentre os quais situamos o
Carma do Espírito, nos quais se demoram incontáveis criaturas em plena fronteira, existe a
OBSESSÃO ESPIRITUAL, que as impulsiona a darem o passo adiante, arrojando-as no
desfiladeiro da alienação de largo porte e de difícil recuperação...
Não nos desejamos referir àqueles que são portadores de patogenias mais imperiosas
em razão de enfermidades graves, da hereditariedade, de distúrbios glandulares e orgânicos, de
traumas cranianos e de sequelas de inúmeras doenças outras...
Queremos deter-nos naquelas patogenias de origem espiritual, sejam as de natureza
emocional, pelas aptidões e impulsos que procedem das reencarnações anteriores, de que os
enfermos não se liberam, sejam pelo impositivo das obsessões infelizes, produzidas por
encarnados ou por Espíritos que já se despiram da indumentária carnal, permanecendo, no
entanto, nos propósitos inferiores a que se aferram...
A OBSESSÃO É UMA FRONTEIRA PERIGOSA PARA A LOUCURA
IRREVERSÍVEL.
Dando gênese a enfermidades várias, inicialmente imaginárias, que recebe por via
telepática, podem transformar-se em males orgânicos de consequências insuspeitadas, sob a
ação do perseguidor, que induz a vítima que o hospeda, a situações lamentáveis.
Comportamentos que se modificam, assumindo posições e atitudes estranhas, mórbidas,
exprimem a ação de mentes obsessoras sobre aqueles que se lhes submetem, mergulhando em
fosso de sombras e de penoso transito...
HÁ MUITO MAIS OBSESSÃO, GRASSANDO NA TERRA, DO QUE SE
IMAGINA E SE CRÊ.
2
Loucura e Obsessão – 35 Anos
Nos processos obsessivos, não deixemos de repeti-lo, estão incursas na Lei as pessoas
que constituem o grupo familiar e social do paciente, aí situado por necessidade evolutiva e de
resgate para todos.
Não se podem fugir à responsabilidade os que foram cúmplices ou co-autores dos
delitos, quando os infratores mais comprometidos são alcançados pela justiça. Reunidos pelos
parentescos sanguíneos ou através de conjunturas da afetividade, da afinidade, formam os
grupos onde são alcançados pelos recursos reeducativos, dentro dos objetivos do progresso.
A CRUZ DA OBSESSÃO É PESO QUE TOMBA SEMPRE SOBRE OS
OMBROS DAS CONSCIÊNCIAS COMPROMETIDAS.
Nesse contexto, o Espiritismo - que é o mais eficaz e fácil tratado de Higiene Mental
- desempenha um relevante papel, qual seja o de prevenir o homem dos males que ele gera para
si mesmo e lhe cumpre evitar, como facultando-lhe os recursos para superar a problemática
obsessiva, ao mesmo tempo apoiando e enriquecendo os nobres profissionais da Psicologia, da
Psiquiatria e da Psicanálise...
Manoel Philomeno de Miranda – Nas Fronteiras da Loucura – Introdução.
A obsessão muito prolongada pode ocasionar desordens patológicas e reclama, por
vezes, tratamento simultâneo ou consecutivo, quer magnético, quer médico, para restabelecer a
saúde do organismo.
Destruída a causa, resta combater os efeitos.
Allan Kardec - O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. 28 - item 85
Os casos de obsessão são tão frequentes que não é exagero dizer que nos hospícios de
alienados mais da metade apenas tem a aparência de loucura e que, por isso mesmo, a
medicação vulgar não tem efeito.
Allan Kardec - Revista Espírita - 1866
Enquanto o homem não for estudado na sua realidade profunda – ser espiritual que é,
preexistente ao corpo e a ele sobrevivente – muito difíceis serão os êxitos da ciência médica,
na área da saúde mental.
As doenças psíquicas, dentre as quais se destacam, pela alta incidência, as obsessões,
continuarão ainda a perseguir o homem.
Manoel Philomeno de Miranda - Temas da Vida e da Morte – Cap. 26
3
Loucura e Obsessão – 35 Anos
As doenças mentais são sempre vinculadas a problemas Espirituais?
Mesmo aquelas que têm substrato orgânico?
Resposta do Espírito Dr. Bezerra de Menezes:
— Certamente, meus amigos, com algumas exceções.
As exceções podem ser: Fadiga mental, depressões nervosas ocasionadas por algum
fator patológico, impurezas do sangue, sífilis e outras de fácil verificação.
A própria loucura de origem alcoólica poderá ter causa espiritual, visto que o alcoólatra
poderá ser um obsidiado, ou atrair afins espirituais que lhe compliquem os distúrbios.
Mas nem todas as doenças mentais têm origem na obsessão, embora sejam de origem
psíquica.
O mundo espiritual é intensíssimo e os homens estão longe de compreender sua
intensidade.
Por sua vez, o ser psíquico, o perispírito inclusive, e, acima de tudo, a mente, são
potências inimagináveis para os homens.
Assim sendo, os sentimentos de um desencarnado atingirão intensidades indescritíveis
se esse ser não for bastante equilibrado, ou evoluído, para dirigi-las normalmente.
A fim de compreendermos o que se seguirá, porém, devemos ter em mente que o
perispírito é ligado ao corpo físico, na encarnação, pela rede de vibrações nervosas, e a este
dirige como potência equilibradora.
O remorso, por exemplo, que é um dos mais avassaladores sentimentos, e que, no estado
de desencarnação de um Espírito, chegará a enlouquecê-lo, poderá levar o Espírito a reencarnar
em estado vibratório precário, por excitado, deprimido, alucinado, desesperado, etc.
E, assim sendo, ele carreará para o corpo que habitar predisposições para acentuado
desequilíbrio nervoso, intoxicações magnéticas que mais tarde redundarão em doença mental,
onde até visões (do passado em que delinquiu) existirão, ao choque de uma possível fadiga
mental, de uma emoção forte ou até de excessos de qualquer natureza, inclusive o excesso
sexual e até o alimentar.
Seu aspecto será o de um obsidiado.
No entanto, ele é obsidiado apenas por sua memória profunda, que vinculou sua
personalidade humana.
Se houve remorso, houve crime, delinquência. E, se houve crime, a consciência,
desarmonizada consigo mesma, desarmonizará todo o ser, e de muitas formas.
4
Loucura e Obsessão – 35 Anos
A mente enferma refletirá sua anormalidade sobre o perispírito, que é dirigido por ela,
e este sobre o corpo carnal, que é escravo de ambos, através do sistema nervoso.
E eis aí a doença mental com substrato orgânico vinculada a problemas espirituais, mas
não propriamente a obsessão na sua feição comum.
Se se tratar desse paciente, pelas vias espíritas comuns, é provável que ele não se
recupere, ou pelo menos que não se recupere com facilidade, visto que não existe um obsessor
propriamente dito.
E se se evocar um obsessor, insistindo na atração, facultar-se-á a possibilidade da
comunicação do próprio Espírito do suposto obsidiado, que será atingido pelas correntes
vibratórias atrativas, cairá como que em transe, adormecerá e dará a comunicação.
Referir-se-á a «ele», isto é, ao corpo que ocupa como se se tratasse de outra
personalidade, pois é sabido que o Espírito de um vivo, se se comunica em sessões de
experimentações, refere-se ao próprio corpo usando a terceira pessoa do singular.
Se tais tentativas forem bem planejadas e aplicadas, o tratamento beneficiará o
comunicante, visto que ele terá sido doutrinado, evangelizado, instruído, consolado, etc., pois
tal tratamento é usado no mundo Invisível para encarnados sofredores e desequilibrados, com
muito bons resultados.
Mas se o instrutor encarnado, durante a comunicação, entrar a supô-lo um obsessor
desencarnado e procurar convencê-lo de tal, com assertivas que não se amoldem ao caso,
confundirá o comunicante, e ele se retirará assaz desgostoso e desorientado.
Assim, pois, para evitar tal contratempo, convém que os dirigentes das sessões
conheçam bastante o terreno em que estão agindo, que disponham de médiuns assaz seguros
para transmitirem as instruções dos dirigentes espirituais, indicando as tentativas a serem feitas.
As sessões de estudo doutrinário serão de grande utilidade para tais casos, se o paciente
estiver em condições de frequentá-las.
(...)
O perispírito, meus amigos, é corpo vivo, passível não só de adoecer se a mente enferma,
mas de refletir também estados conscienciais deploráveis ou sublimes, e os estados
conscienciais muito graves poderão ocasionar doenças mentais em um ser encarnado, e
convenhamos que tal estado até mesmo se retrata no aspecto fisionômico do indivíduo.
— Todos esses casos, influindo no sistema nervoso, afetarão, muitas vezes, o cérebro,
uma vez que o primeiro é o veículo natural do perispírito, no estado de encarnação.
Daí o fato de os sistemas glandulares do aparelho cerebral humano serem atingidos.
5
Loucura e Obsessão – 35 Anos
Ataques, convulsões, epilepsia, hipocondria, neurastenia e depressões têm origens
espirituais e não raro são casos também fundamentados na obsessão, na sugestão hipnótica
obsessora (a sugestão hipnótica nada mais é do que obsessão temporária, quando não for
positiva), etc.
O tratamento psíquico em tais casos será de grande valia, embora não dispense o físico.
Bezerra de Meneses – Recordações da Mediunidade – Cap. 10 – O Complexo
Obsessão.
6
Loucura e Obsessão – 35 Anos
Mente em desalinho, pensamento turbilhonado, o espírito encarnado que jaz nas malhas
soezes da obsessão pode ser comparado a aranha imprevidente encarcerada nos fios da própria
teia.
Vencido pela mente pertinaz que a persegue através de vinculações que remontam ao
pretérito espiritual, a casa cerebral, visitada pela interferência do obsessor, se desarranja,
dificultando ao espírito encarnado controlar os centros de que se utiliza na investidura carnal.
A incidência da vontade subjugadora, em hipnose continuada e coercitiva sobre a
vontade que se deixa subjugar, faculta o descontrole do centro de censura psíquica, que vela,
nos tecidos sensíveis do perispírito, lembranças e acontecimentos passados, dando origem a
interferência de fatos transcorridos com os sucessos em curso, gerando desequilíbrio e anarquia
mental.
Iniciando o processo de descontrole, o invasor faz que se reavivem os complexos de
culpa e as recordações dos crimes que ficou impune, surgindo, então, as síndromes das psicoses
e neuroses, das alienações e desvarios de toda ordem.
(...)
A obsessão é, por isso mesmo, enfermidade espiritual de anamnese muito difícil,
apresentando um quadro clínico deveras complexo, em considerando serem as suas causas
quase sempre ignor5adas por quantos interferem nas tarefas de socorro aos obsidiados, exigindo
muito espírito de abnegação e renúncia, sacrifício e amor.
Sobretudo nos processos desobsessivos faz-se imprescindível não somente um “coração
puro”, mas também um caráter ilibado e uma mente esclarecida que hauriu, no Espiritismo, a
terapêutica especializada para tarefas que tais.
Flagelo social de consequências imprevisíveis e de constituição sutil quão danosa, a
obsessão campeia nos quadros da humanidade moderna engendrando lamentáveis processos de
desajustamentos de vária ordem, de cujo resultado a Terra se converte num báratro
desesperador.
Insidiosa, persistente, dominadora, a obsessão produz estados degenerativos nas sedes
do perispírito que se encarregam de imprimir, nas células dos departamentos da mente quanto
no corpo, os desvios da loucura e de enfermidade outras ainda não estruturadas devidamente
pela Patologia, comprometendo seriamente, através do desgaste, o aparelho psíquico e a maquia
somática do deambulante pela neblina carnal.
7
Loucura e Obsessão – 35 Anos
(...)
Espíritos despóticos ou viciados, précitos ou cruéis, ao se emboscarem na organização
das células físicas, condicionam, através das próprias vibrações, inarmonias no metabolismo
desta ou daquela natureza, do que decorrem desequilíbrios vários, gerando estados de
perturbação íntima, engendrando distúrbios e nevroses que os fazem com tempo transformar-
se em algozes ou em vítimas de si mesmos, conduzindo-se à desesperação do túmulo antecipado
pelo suicídio direto ou indireto, vítimas de alucinações momentâneas ou da loucura de grande
porte...
Aí estão os esquizofrênicos, os cleptomaníacos, os neuróticos e psicóticos de múltipla
variedade, refletindo as distonias do próprio espírito nos centros de comando da vontade, da
razão, dos diversos órgãos...
Manoel Philomeno de Miranda - Sementeira da Fraternidade- Cap. 5 – Alienação
por Obsessão
Na classificação das Psicopatogêneses das alienações mentais, os conflitos exercem
preponderância, especialmente aqueles que defluem do comportamento exterior divergente da
forma pessoal de ser da criatura.
Assim, o remorso, mesmo quando significa o despertar da razão pelos complexos
mecanismos que desencadeia, é fator de perturbação emocional, no além-túmulo, levando o
espírito à loucura.
O desvestir-se da ilusão e o simultâneo enfrentamento da realidade produzem choque
psicológico que aturde mais gravemente quando o paciente espiritual dá-se conta dos prejuízos
causados tanto a si mesmo como aos outros.
(...)
Não apenas esse acontecimento tem lugar no mundo material, mas também e,
principalmente, no Espírito após a desencarnação.
(...)
Os fatos mais vigorosos que se fixaram no inconsciente afloram e os reexamina sob a
óptica do arrependimento, abrindo espaço para a instalação do remorso dissolvente, que leva
ao desespero, pela falta de oportunidade momentânea de reparação, empurrando a vítima para
a loucura em espírito.
Escritores perversos que induziram mentes despreparadas ao crime, às paixões
primitivas, à obscenidade;
8
Loucura e Obsessão – 35 Anos
Atores insensíveis que personificaram indivíduos cruéis e degradados, que voltaram a
influenciar o público galvanizado pelo seu desempenho;
Artistas e poetas, médicos e terapeutas infelizes que propuseram o suicídio como
solução para os sofrimentos; sacerdotes da ciência e da fé que corromperam, que praticaram a
eutanásia e o aborto, que fomentaram o desrespeito às Leis da Vida;
Periodistas que se fizeram modelo da degradação humana, infelicitando vidas em
floração,
Enfim, todos esses campeões dos triunfos terrestres mentirosos despertam além do
túmulo e, dando-se conta dos atos ignóbeis que praticaram, ao acordarem para a realidade que
ora enfrentam, ficam tomados de horror por si mesmos e fogem para lugar nenhum,
enlouquecidos, hebetados...
(...)
Dessa forma, medite-se seriamente em torno da conduta e do pensamento individual,
trabalhando a consciência para liberá-la de futuro remorso cruel que leva à loucura.
Manoel Philomeno de Miranda – Mediunidade – desafios e bênçãos – Cap. 2 –
Remorso e Loucura
Em qualquer hipótese, porém, em que seja examinado, o paciente esquizofrênico é um
espírito que perdeu o endereço de si mesmo, carregado de culpas transatas, que procura
refugiar-se na alienação, através, naturalmente, dos fenômenos orgânicos e psicológicos que
foram impressos pelo perispírito nos genes encarregados da sua organização biológica.
Eis por que, esses espíritos conflitivos sempre reencarnam através de pessoas que
tenham os fatores preponderantes para a formação fisiológica propiciatória à instalação do
transtorno psicótico profundo.
Através da lei de afinidade, aqueles que estão comprometidos perante as Divinas Leis
reencarnam-se em grupos familiares, afetuosos ou não, de maneira a resgatarem juntos os
débitos acumulados.
Surgem, desde a infância, os ódios, os dramas e conflitos familiares, as exclusões, as
perseguições, os castigos físicos injuriosos, que desencadeiam as reações psicológicas
predisponentes ao distúrbio grave.
Quando se compreender que o espírito é sempre o encarregado de modelar a existência
que lhe é mais favorável, dispor-se-á de elementos para estudos mais profundos em torno da
loucura e suas variantes, cujas raízes estão fixadas no cerne profundo do ser.
Loucura e Obsessão - 35 anos_TEXTO
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  • 2. SUMÁRIO 1. Introdução.................................................................................................... 1 1.1 O Livro “Loucura e Obsessão” – 35 anos...................................................1 2. A Loucura - Ótica Espiritual ..................................................................... 2 2.1 Considerações Doutrinárias ........................................................................2 3. A Obsessão – Ótica Espiritual ................................................................. 13 3.1 O Que É.....................................................................................................13 3.1.1 Domínio/Controle...............................................................................................13 3.1.2 Enfermidade Espiritual.......................................................................................14 3.1.3 Resgate/Provação/Expiação................................................................................17 3.2 Causas Preponderantes..............................................................................18 3.2.1 Débitos Cármicos......................................................................................18 3.2.2 Indolência Física/Mental...........................................................................20 3.2.3 Tendências Negativas................................................................................21 3.3 Causas Predisponentes/Fatores Agravantes..............................................22 3.3.1 Alto índice de Criminalidade na Sociedade atual...............................................22 3.3.2 Aumento dos conflitos Familiares – violência domesticas, perturbações..........23 3.3.3 Aumento da sintonia psíquica negativa na Transição Planetária .......................26 3.3.4 Elevado número de problemas de Comportamento – Álcool/Drogas/Jogos......28 3.4 Um Flagelo Social e Espiritual .................................................................29 3.5 Estratégias .................................................................................................32 3.5.1 Cultivo das Auto-Obsessões/Depressão.............................................................32 3.5.2 Incremento de Obsessões Espirituais Sutis ........................................................33 3.5.3 Existência de Obsessões Intermitentes...............................................................35 3.5.4 Estabelecimento das Obsessões “Pacificas”.......................................................36 4. Loucura e Obsessão – Ótica Espiritual..................................................... 1 4.1 Considerações Doutrinárias ........................................................................1 5. A Série Manoel Philomeno de Miranda.................................................. 25 5.1 Importância ...............................................................................................25 5.2 Composição da Série – Lista x Data x Editora .........................................27 5.3 Livros – Sinopses......................................................................................28 5.3.1. Nos Bastidores da Obsessão – 1970 .........................................................28 5.3.2. Grilhões Partidos – 1974...........................................................................29
  • 3. 5.3.3. Tramas do Destino – 1976 ........................................................................30 5.3.4. Nas Fronteiras da Loucura – 1982 ............................................................31 5.3.5. Painéis da Obsessão – 1984 ......................................................................33 5.3.6. Loucura e Obsessão – 1988.......................................................................34 5.3.7. Temas da Vida e da Morte – 1989 ............................................................35 5.3.8. Trilhas da Libertação – 1996.....................................................................36 5.3.9. Tormentos da Obsessão – 2001.................................................................37 5.3.10.Sexo e Obsessão – 2003............................................................................38 5.3.11.Entre os Dois Mundos – 2006...................................................................39 5.3.12.Reencontro com a Vida – 2006.................................................................41 5.3.13.Transtornos Psiquiátricos e Obsessivos – 2009........................................42 5.3.14.Transição Planetária – 2010......................................................................43 5.3.15.Mediunidade: Desafios e Bênçãos – 2012................................................44 5.3.16.Amanhecer de Uma Nova Era – 2012 ......................................................45 5.3.17.Perturbações Espirituais – 2015................................................................47 5.3.18.No Rumo do Mundo de Regeneração – 2021...........................................48 6. Loucura e Obsessão - 35 anos de publicação/2023................................. 49 6.1 O Autor: Manoel Philomeno de Miranda – Biografia ..............................49 6.2 O Livro: Estrutura .....................................................................................52 6.3 O Livro: Temas Principais - Perguntas.....................................................53 6.3.1 Geral ...................................................................................................................53 6.3.2 A Esquizofrenia..................................................................................................54 6.3.3 Homossexualismo...............................................................................................60 6.3.4 Autismo ..............................................................................................................70 6.3.5 Exus & Orixás ....................................................................................................89 6.3.6 Magia..................................................................................................................94 7. Referências................................................................................................. 97
  • 4. 1 Loucura e Obsessão – 35 Anos 1. Introdução 1.1 O Livro “Loucura e Obsessão” – 35 anos O Espiritismo não nega a loucura e as causas detectadas pelos pesquisadores; antes as confirma, reconhecendo nelas mecanismos necessários para o estabelecimento de matrizes, através das quais a degenerescência da personalidade ocorre, nas múltiplas expressões em que se apresenta. Ocorre que nos episódios da loucura, ora epidêmica, a obsessão deve merecer um capítulo especial, a requerer a consideração dos estudiosos. Largos passos já foram dados para a compreensão da loucura, suas causas e sua terapêutica; contudo, a doença mental permanece ainda como um grande desafio para todos os que se empenham na compreensão de sua gênese, sintomatologia e conduta. Kardec, o extraordinário psicoterapeuta que melhor aprofundou a sonda da investigação no desprezado capítulo das obsessões, demonstrou que nem toda expressão de loucura significa morbidez e descontrole dos órgãos encarregados do equilíbrio psicofísico do indivíduo, e que o Espírito é o herdeiro de si mesmo, dos seus atos anteriores, que lhe plasmam o destino futuro, do qual não consegue evadir-se. Provando que a morte biológica não aniquila avida, o Codificador facultou ao entendimento a penetração e a solução dos enigmas desafiadores que passavam, genericamente, como sendo formas de loucura – loucura que, certamente, são, mas de natureza diversa do conceito acadêmico conhecido. Manoel Philomeno de Miranda - Loucura e Obsessão - Prefácio
  • 5. 2 Loucura e Obsessão – 35 Anos 2. A Loucura - Ótica Espiritual 2.1 Considerações Doutrinárias 375 Qual é a situação do Espírito na loucura? – O Espírito, no estado de liberdade, recebe diretamente suas impressões e exerce diretamente sua ação sobre a matéria. Porém, encarnado, se encontra em condições bem diferentes e na obrigatoriedade de só fazer isso com a ajuda de órgãos especiais. Se uma parte ou o conjunto desses órgãos for alterado, sua ação ou suas impressões, no que diz respeito a esses órgãos, são interrompidas. Se ele perde os olhos, torna-se cego; se perde o ouvido, torna-se surdo, etc. Imagina agora que o órgão que dirige os efeitos da inteligência e da vontade, o cérebro, seja parcial ou inteiramente danificado ou modificado e ficará fácil compreender que o Espírito, podendo dispor apenas de órgãos incompletos ou deturpados, deverá sentir uma perturbação da qual, por si mesmo e em seu íntimo, tem perfeita consciência, mas não é senhor para deter-lhe o curso, não tem como alterar essa condição. Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 375 377 O Espírito de um doente mental é afetado, depois da morte, pelo desarranjo de suas faculdades? – Pode se ressentir durante algum tempo após a morte, até que esteja completamente desligado da matéria, como o homem que acorda se ressente por algum tempo da perturbação em que o sono o mergulha. Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 377 378 Como a alteração do cérebro pode reagir sobre o Espírito após a morte do corpo? – É uma lembrança. Um peso oprime o Espírito e, como não teve conhecimento de tudo que se passou durante sua loucura, precisa sempre de um certo tempo para se pôr a par de tudo; é por isso que, quanto mais tempo durar a loucura durante a vida terrena, mais tempo dura a opressão, o constrangimento após a morte. O Espírito desligado do corpo se ressente, durante algum tempo, da impressão dos laços que os uniam. Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Perg. 377
  • 6. 3 Loucura e Obsessão – 35 Anos Na tentativa de fazer uma pequena e sintética apreciação sobre as doenças mentais, como que classificando-as e separando-as em compartimentos, não quer isto dizer que existem quadros clínicos bem definidos a representarem entidades específicas. As distonias mentais não se mostram em seções estanques, em quadros bem separados, mas, sim, em posições imprecisas de indemarcáveis fronteiras pela interpenetração sintomática. A extensão dos quadros mentais, em certas e determinadas posições, nos oferece as mensurações e o grau de profundidade da distonia psíquica; dessa forma teremos maiores possibilidades de avaliações e que grupo diagnóstico mais se ajusta. Mesmo assim a apresentação de muitos pacientes exige observações acuradas, pois carregam sintomas oscilantes, em formas associadas, de difícil captação. Será preciso, pois, que bem aquilatemos os sintomas predominantes, a fim de encontrarmos uma orientação mais didática possível, e podermos situar a neurose, a psicose e mesmo a personalidade psicopática. Os neuróticos, as personalidades psicopáticas, e os psicóticos representam os três grupos básicos das distonias mentais. Levando em consideração a estrutura psíquica pessoal, os neuróticos seriam os menos atingidos; em grau mais extenso, as personalidades psicopáticas; ficando os psicóticos no grupo dos sintomas mais graves. Será bem claro e compreensível que a carga sintomática se mostre maior ou menor em qualquer dos grupos; ainda assim, existirão neuróticos com profundos sofrimentos, e psicóticos bem suportando as suas deficiências. Por isso dentro desses três grupos teremos de encarar o funcionamento psíquico, o relacionamento com o meio e o comportamento do próprio EU. Jorge Andrea – Visão Espirita nas Distonias Mentais Cap. 3
  • 7. 4 Loucura e Obsessão – 35 Anos 1. A loucura é sempre resultado de uma lesão cerebral? R.: Não. 2. A obsessão pode levar o indivíduo à loucura? R.: Sim. Sua progressão para estágios mais adiantados, e sem o devido tratamento, pode levar a casos de loucura. 3. Qual é basicamente a diferença entre loucura e obsessão? R.: Tanto na loucura como na obsessão verifica-se uma irregularidade na transmissão ou manifestação do pensamento. Essa irregularidade é devida, no primeiro caso (loucura), à incapacidade material do cérebro para receber e transmitir fielmente as cogitações da alma do paciente. No segundo caso (obsessão), tudo se limita a não poderem tais cogitações chegar integralmente ao cérebro, tendo em vista a interposição de fluidos irradiados pelo perseguidor espiritual. 4. A ação persistente do obsessor pode produzir lesões em sua vítima? R.: Sim. 5. Por que Jesus conseguia com uma simples ordem desfazer os casos de obsessão relatados pelos evangelistas? R.: Tal fato se devia a sua imensa superioridade sobre todas as demais pessoas, tanto os obsidiados quanto os chamados obsessores. Bibliografia: O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, cap. 23, item 254. A Gênese, de Allan Kardec, cap. 15, itens 33 e 34. A Loucura sob novo prisma, de Adolfo Bezerra de Menezes, 4a. edição, pp. 11, 163 e 164. Thiago Bernardes - Jornal O Consolador Ano 3 - N° 126 - 27 de Setembro de 2009 A loucura manifesta-se de duas maneiras distintas 1. A obsessão não é loucura, mas pode provocá-la. A ciência médica, no entanto, não leva em consideração este fato porque, em rigor, ainda não admite a sobrevivência da alma. A relutância na admissão do fenômeno obsessivo leva a sociedade científica, por isso, a considerar o problema da loucura limitadamente. Como ensinava Dr. Bezerra de Menezes,
  • 8. 5 Loucura e Obsessão – 35 Anos até hoje, a ciência só conhece a loucura que resulta, de um modo permanente, da perturbação do pensamento, com sua sede no cérebro. 2. As causas e as formas podem variar, mas o estado patológico do indivíduo é sempre o mesmo: a loucura caracterizada pela perturbação mental e com sede no cérebro. Sem que o cérebro sofra, não pode haver, para a ciência, o fenômeno psíquico- patológico da loucura, embora dentro da sociedade científica – conquanto não admitido claramente – exista também a constatação da loucura sem o comprometimento cerebral. 3. Quando os médicos conseguem detectar lesões no cérebro, podem estabelecer uma conduta clínica, seja terapêutica, seja cirúrgica. Se, porém, a loucura se manifesta e não se encontram lesões físicas no sistema nervoso, torna-se difícil, se não impossível, estabelecer um tratamento médico adequado. Essa é a razão pela qual, segundo os especialistas no assunto, o mais difícil no trato do problema é estabelecer com precisão o diagnóstico. 4. A loucura – esclarece Dr. Bezerra de Menezes – manifesta-se de duas maneiras distintas: com e sem lesão cerebral. Em face disso, ele sugere que haja, para casos distintos, tratamentos diferentes. Os problemas orgânico-cerebrais devem ser tratados por médicos. Nos casos em que o problema não é de ordem material, deve-se proceder de forma a levar em conta as causas extrafísicas atuantes. A obsessão, quando não tratada, pode levar à loucura 5. O cérebro é meramente um órgão físico, não o centro da inteligência humana, Ele é, e assim deve ser visto, um instrumento material de que se serve a alma quando unida ao corpo físico. É a alma quem pensa, raciocina, imagina. O cérebro é meramente veículo de sua manifestação. Se o cérebro traz alguma perturbação ou lesão, é natural que o desempenho da alma seja afetado, por não poder ela manifestar-se adequadamente valendo-se de um instrumento danificado.
  • 9. 6 Loucura e Obsessão – 35 Anos 6. A obsessão, cuja causa imediata é a influência de um agente externo à pessoa, é coisa diversa, embora traga para o indivíduo que a padece complicações que dificultam e tornam mais complicado o problema. Ela em si não constitui loucura, mas sua progressão para estágios mais adiantados, e sem o devido tratamento, pode levar a casos de loucura. 7. Esse pensamento foi-nos legado por Allan Kardec, que em “O Livro dos Médiuns” afirma que entre os que são tidos como loucos muitos há que são apenas subjugados por Espíritos, necessitados, portanto, de um tratamento moral e espiritual, enquanto que com os tratamentos corporais equivocados podem tornar-se verdadeiros loucos. 8. Assim, nos casos de obsessão o que vai determinar a perturbação na transmissão do pensamento é a interposição de fluidos do obsessor entre o agente (alma) e o instrumento (cérebro), com o que fica interrompida a comunicação regular entre os dois. A alma pensa corretamente, mas seu pensamento só se manifesta de maneira truncada, imperfeitamente, devido à barreira criada pelos fluidos emanados do obsessor. Tanto na loucura como na obsessão o Espírito pode estar lúcido 9. Segundo Dr. Bezerra de Menezes, tanto na loucura como na obsessão o Espírito pode estar lúcido, mas se verifica uma irregularidade na transmissão ou manifestação do pensamento. Essa irregularidade é devida, no primeiro caso(loucura), à incapacidade material do cérebro para receber e transmitir fielmente as cogitações da alma do paciente. No segundo caso (obsessão),tudo se limita a não poderem tais cogitações chegar integralmente ao cérebro, tendo em vista a interposição de fluidos irradiados pelo perseguidor espiritual. Thiago Bernardes - Jornal O Consolador Ano 3 - N° 126 - 27 de Setembro de 2009
  • 10. 7 Loucura e Obsessão – 35 Anos A linha do equilíbrio mental é muito sensível e oscilante, variando de pessoa a pessoa. Uma das maiores dificuldades dos modernos estudiosos da psique humana diz respeito à colocação da linha da normalidade mental. O conceito clássico de que saúde é ausência de doença, vem sendo vigorosamente combatido, em se considerando o que seja doença. No contexto da Psiquiatria atual, a simples mágoa pode ser classificada como um fator psicopatológico, gerador de distúrbios de profundidade no comportamento do homem, em realidade, uma forma de doença. No sentido mais lato da conceituação e em face das estatísticas, os “sãos” seriam uma colônia minoritária, um pequeno paraíso, onde a individualidade possuísse uma plasticidade tão maleável que eximisse o sadio de qualquer dos característicos tóxicos básicos. Em tal configuração, a débil e oscilante linha da normalidade mental seria fiou, sem contornos, de difícil identificação. Desse modo, definir o indivíduo normal, diferentemente do psicopatológico constitui grave dificuldade. Alguns consideram como "anormal a pessoa que se comporta de maneira diversa dos outros indivíduos, sucedendo com essa atitude despertar a atenção. Ora, dentro desta colocação, o fato de dois indivíduos serem sociologicamente situados em meios culturais diversos daquele em que formaram o seu comportamento, toma-os diferentes do grupo, despertando atenção, sem qualquer comprometimento da sua personalidade. Logo, o conceito carece de profundidade. Outros estudiosos afirmam que “normal é o indivíduo equilibrado e perfeitamente ajustado no grupo ou meio social onde vive”. Todavia, se examinarmos o indivíduo entrosado ou ajustado ao seu meio em relação com o acomodado ou displicente, que não reage aos fatores mesológicos, teremos um homem psicologicamente vencido, o que não é sinal de normalidade desde que o “reacionário” ou “insatisfeito” é que promove o progresso, impulsionando a ética à atualização dos seus padrões morais, ao mesmo tempo fomentando o equilíbrio no estudo dos comportamentos, constituindo- se protótipos, modelos. Digamos então, que o louco é o indivíduo possuidor de comportamento especial temporário (exceção aos portadores das alienações graves, dos distúrbios psicossomáticos, de desajustes funcionais promovidos pela micro, macro, hidrocefalia, mongolismo, sequelas da epilepsia, de excepcionalidade e outros) em certas ocasiões, passível de mudança para o equilíbrio sob certas condições terapêuticas ou não.
  • 11. 8 Loucura e Obsessão – 35 Anos Hipócrates, no período greco-romano, foi quem primeiro se interessou por aprofundar a questão da terapia para com os loucos, ao deter-se na “doutrina dos humores”. Das suas observações e estudos às modernas conquistas no campo das ciências psíquicas vai um pego. Os golpes violentos contra os sensores cerebrais, as cenas torpes fixadas, os gravâmes dissolventes da razão, a incidência da ideia má que sobrepuja e domina a boa terminam por desorganizar o equilíbrio psicossomático do ser, empurrando-o aos estados psicopatológicos de vasta complexidade, no campo da emoção. (...) À época, não obstante a terapêutica psiquiátrica estivesse em franco progresso, principalmente o conhecimento neurológico, o tratamento habitual, inda mais nos Manicômios Judiciários superlotados, era o da convulsoterapia pela insulina, pelo eletrochoque, sistemáticos, indistintamente... Não nos cabe o direito de considerar a validade ou examinar os danos de tal terapêutica... Os estudiosos modernos dos problemas psicopatológicos profligam os excessos e até mesmo a aplicação do eletrochoque como da insulina, tendo em vista os danos, às vezes irreparáveis, que se dão nas engrenagens do cérebro humano. Sem embargo, substituem este procedimento pelo abuso da utilização das drogas e das substâncias aditivas que hebetam os pacientes, cujos resultados duvidosos vêm merecendo acerbas críticas dos denominados psiquiatras-antipsiquiatras, que recorrem a processos psico- sociológicos e de outras classes para colimarem os resultados almejados no tratamento dos seus pacientes. Victor Hugo – Calvário de Libertação – 2º Parte - Cap. 1
  • 12. 9 Loucura e Obsessão – 35 Anos O francês Michel Foucault (1926-1984), em seu livro clássico sobre a história da loucura, estabeleceu um paralelo interessante entre a loucura e a lepra. A lepra, na Antiguidade, era objeto de exclusão e supressão de elementos da sociedade; o portador da doença era o bode expiatório culpado de causar males aos outros. Os vales dos leprosos eram lugares ermos, afastados das cidades, em que se “depositavam” todos os doentes leprosos escorraçados do convívio social comum. A loucura, sobretudo a partir da Idade Média, viria ocupar o lugar da lepra, como alvo da brutalidade dos homens ditos normais. Seria, nas palavras do autor, o novo “espantalho”, que estabeleceu com a sociedade uma relação de divisão e exclusão. Na sociedade medieva, ou medieval, temerosa dos poderes espirituais ocultos, a doença mental passa a ser encarada como resultado da presença demoníaca, da força maligna na sua plena ação. O louco era submetido a sessões de tortura física e psicológica; não havia compreensão e um sentimento de ódio e temor rondavam a relação entre os sãos e os doentes. O desconhecimento quase que completo, levou à busca de tratamentos antiquados e dolorosos aos doentes. A trepanação – o embrião das modernas lobotomias – consistiam na abertura de buracos nos crânios dos doentes de 2,5 a 5 cm de diâmetro, sem anestesia ou assepsia adequadas. Os “doutores” buscavam remover a pierre de folie (pedra da loucura) que acreditavam existir nos cérebros dos doentes. O que acontecia de fato é que eram feitas verdadeiras mutilações que exauriam as forças dos doentes e, por vezes, acabavam por deixar os pacientes privados de certos movimentos. A partir do século XIX, com o nascimento da psicanálise e as importantes contribuições de Freud, a psiquiatria como um dos braços da medicina pôde avançar em alguns pontos no tratamento da loucura, mas não suficientemente. Freud, com o desenvolvimento da teoria da libido, não conseguiu dar conta do complexo problema da deficiência mental. Jung então questionou a influência capital do aparelho genésico do desenvolvimento do ser, defendido por Freud. Os tratamentos com eletrochoque, a eletroconvulsoterapia, as convulsões induzidas por metrazol, a indução a febre, enfim, nunca foram completamente bem-sucedidos no auxílio aos doentes.
  • 13. 10 Loucura e Obsessão – 35 Anos Tratamentos por vezes polêmicos e resultados efêmeros levaram a partir das décadas de 60 e 70 a um movimento conhecido por antipsiquiátrico, que questionava as terapias convencionais e o sistema psico-hospitalar tradicional. Danilo Pastorelli- RIE - 2004 - Junho - Doença Mental e o Espiritismo No parecer de vários orientadores do Plano superior, as sessões públicas de segundas- feiras e sextas, em Pedro Leopoldo, equivalem a trabalho assistencial de um grande pré- hospício. Vocês aí reconhecem os loucos somente quando já atravessaram a faixa sutil do equilíbrio próprio, mas ignoram a extensa, a esmagadora classe dos doentes imanifestos, dos retardados espirituais, dos desajustados de todos os matizes, dos obsedados em luta de resistência, dos alienados, sem declaração de desequilíbrio, dos neurastênicos disfarçados, das psicoses ocultas, das paixões escondidas, das aflições sopitadas, dos dramas obscuros e anônimos que se nos afiguram, portas quase abertas às grandes calamidades sociais, a desvarios absolutos ou à descoberta de enfermidades mil, com diagnose indevassável por pertencerem claramente aos domínios da alma . Arthur Joviano - Colheita do bem – Cap. 54 – Loucura
  • 14. 11 Loucura e Obsessão – 35 Anos A loucura é marca profunda no homem, desde a mais longínqua página da história da evolução. Temidos e endeusados, perseguidos e adorados, os alienados mentais sempre assinalaram com sua presença o suceder dos tempos. Na História Antiga adivinhos e feiticeiros já lhes conjuravam a enfermidade, expulsando os demônios que os martirizavam e os engrandeciam aos olhos do poviléu, mediante a usança de práticas exóticas e sortilégios vários... Jesus os enfrentou inúmeras vezes nas várias expressões em que se apresentaram, fossem portadores de Espíritos infelizes ou houvessem sido, eles próprios, os seres enfermos, espíritos doentes. Na Idade Média a ignorância os levou à fogueira pelo crime de possuírem uma enfermidade dirigida por Satanás. A partir somente da metade do século XVIII é que a doença mental deixou de sofrer a oficial perseguição. Não equivale isto dizer que os alienados deixaram de ser odiados, encarcerados e perseguidos ostensivamente pelos chamados sadios. Foi Philippe Pinei quem deu início à mudança de comportamento geral, em relação aos alienados mentais. A Declaração dos Direitos do Cidadão, promulgada pela Revolução francesa, inspirou- se a libertar os loucos parisienses em La Salpétrière, o hediondo hospital que rivalizava pelas suas misérias com o de La Bicétre. Nos dias do Terror, enquanto a guilhotina ceifava centenas de vidas, o Dr. Pinei se tomou diretor de ambos Hospícios; em 1793 liberou os infelizes esquizofrênicos ali encarcerados, sem qualquer mínima possibilidade de receberem misericórdia. O Hospital da Salpétrière era considerado uma “cidade dentro da cidade de Paris". Erguido no século XVII era, realmente, uma cidade, se considerarmos que possuía quarenta e cinco pavilhões espalhados por diversas ruas e praças, com a sua própria Igreja. Posteriormente Luiz XVI transformou-o num “recolhimento” para mendigos, meretrizes e vagabundos que ali enxameavam em estreita convivência com os doentes mentais. No último quartel do século XIX, quando o neurologista Jean-Marie Charcot assumiu a direção de uma das suas enfermarias, em 1862, havia cerca de cinco mil pessoas depositadas em infame promiscuidade e em celas infectas, individuais... Antes o Asilo fora reduto dos célebres e sanguinários “massacres de setembro”. Seguindo as pegadas de Pinel, Charcot deu dignidade humana aos alienados, iniciando a era nova da Psiquiatria e da Neurologia... A partir de então modificou-se a paisagem da loucura.
  • 15. 12 Loucura e Obsessão – 35 Anos Infelizmente, porém, ainda se multiplicam hospitais para a saúde mental onde os pacientes prosseguem experimentando os horrores do passado. Superlotados com pacientes de várias alienações, recebendo tratamento coletivo por falta de recursos, de pessoal técnico (e misericordioso) e de terapêutica especializada, os que neles se recuperam, temporariamente, têm alta encharcados e hebetados por drogas psicotrópicas e barbitúricos, cujos efeitos danosos ainda não foram necessariamente estudados, motivo de acirradas controvérsias entre os seus experimentadores. Claro está que existem expressivas e dignas exceções, nobres esforços e diligentes missionários das ciências da alma, que lutam com acendrado sacrifício, empenhando-se na mudança de comportamento dos seus colegas, a benefício dos pacientes. São eles os apóstolos de todos os tempos, nascidos para o milagre do progresso e da felicidade humanos. Victor Hugo – Calvário de Libertação – 2º Parte - Cap. 6
  • 16. 13 Loucura e Obsessão – 35 Anos 3. A Obsessão – Ótica Espiritual 3.1 O Que É 3.1.1 Domínio/Controle A obsessão é a ação persistente que o Espírito “ignorante” exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais”. Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 28 – item 81 A obsessão consiste no domínio que os maus Espíritos assumem sobre certas pessoas, com o objetivo de as escravizar e submeter à vontade deles, pelo prazer que experimentam em fazer o mal. Quando um Espírito, bom ou mau, quer atuar sobre um indivíduo, envolve-o, por assim dizer, no seu perispírito, como se fora um manto. Interpenetrando-se os fluidos, os pensamentos e as vontades dos dois se confundem e o Espírito, então, se serve do corpo do indivíduo, como se fosse seu, fazendo-o agir à sua vontade, falar, escrever, desenhar, quais os médiuns. Allan Kardec – Obras Póstumas – Cap. 7 – Item 56 No número das dificuldades que a prática do Espiritismo apresenta é necessário colocar a da obsessão em primeira linha. Trata-se do domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas. São sempre os Espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem nenhum constrangimento. Os bons aconselham, combatem a influência dos maus, e se não os escutam preferem retirar-se. Os maus, pelo contrário, agarram-se aos que conseguem prender. Se chegam a dominar alguém, identificam-se com o Espírito da vítima e a conduzem: como se faz com uma criança. Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – Cap. 23 – Item 237 – A Obsessão Obsessão é o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão
  • 17. 14 Loucura e Obsessão – 35 Anos 3.1.2 Enfermidade Espiritual A obsessão, sob qualquer modalidade que se apresente, é enfermidade de longo curso, exigindo terapia especializada de segura aplicação e de resultados que não se fazem sentir apressadamente. Transmissão mental de cérebro a cérebro, a obsessão é síndrome alarmante que denuncia enfermidade grave de erradicação difícil. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão Os atos infelizes, deliberadamente praticados, em razão da força mental de que necessitam, destroem os tecidos sutis do perispírito, os quais, ressentindo-se do desconcerto, deixarão matrizes na futura forma física, em que se manifestarão as deficiências purificadoras. A queda do tom vibratório específico permitirá, então, que os envolvidos no fato, no tempo e no espaço, próximos ou não, se vinculem pelo processo de uma sintonia automática de que não se furtarão. Estabelecem-se aí as enfermidades de qualquer porte. Os fatores imunológicos do organismo, padecendo a disritmia vibratória que os envolve, são vencidos por bactérias, vírus e toda a sorte de micróbios patogênicos que logo se desenvolvem, dando gênese às doenças físicas. O médico informou, ainda, que há casos em que a incidência do pensamento maléfico, aceito pela mente culpada, destrambelha a intimidade da célula, interferindo no seu núcleo, acelerando a sua reprodução e dando gênese a neoplasias e cânceres de variadas expressões. Por sua vez, na área mental, os conflitos, as mágoas, os ódios acerbos, as ambições tresvariadas e os tormentosos delitos ocultos, quando da reencarnação, por estarem ínsitos no Espírito endividado, respondem pelas distonias psíquicas e alienações mais variadas. Acrescente-se a isso a presença dos cobradores desencarnados, cuja ação mental encontra perfeito acoplamento na paisagem psicológica daqueles a quem perseguem, e teremos instalada a constrição obsessiva. Eis porque é rara a enfermidade que não conte com a presença de um componente espiritual, quando não seja diretamente o seu efeito. Corpo e mente refletem a realidade espiritual de cada criatura. Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 1 – Provação Necessária
  • 18. 15 Loucura e Obsessão – 35 Anos Esse distúrbio, o da obsessão, difere bastante daqueles de natureza orgânica, que produzem a idiotia e a loucura. Em todos esses casos, porém, encontram-se espíritos enfermos, aqueles que estão reencarnados, endividados perante as Leis Cósmicas, em processos graves de provações dolorosas ou expiações reeducativas. Na obsessão, encontra-se atuante um agente espiritual que se faz responsável pelo transtorno reversível; no entanto, nos casos em que o ser renasce sob o estigma da idiotia ou chancelado pelos fatores que propiciam a loucura, os seus débitos e gravames são de tal natureza grave, que imprimiram no corpo o látego e o presídio necessários para a sua renovação moral. Desde o momento da reencarnação, a consciência culpada e os sentimentos em desordem imprimiram nos equipamentos orgânicos e cerebrais as deficiências de que o endividado tem necessidade para reparar os males anteriormente praticados, desde quando, portador de inteligência e mesmo de genialidade, delas se utilizou para a alucinação no prazer exorbitante em prejuízo de grande número de pessoas outras que lhe experimentaram a crueldade, a intemperança, a indiferença... Malbaratado o patrimônio superior que a vida lhe concedeu para multiplicar os talentos de que dispunha, volta agora ao orbe terrestre para expiar, passando pelos sítios tormentosos da falta de lucidez e com limitação mental, encarcerado em equipamentos que são incapazes de lhe permitir a comunicação com o mundo exterior. Sitiado em si mesmo, sofre as consequências da hediondez que se permitiu, padecendo rudes aflições pela impossibilidade de agir com segurança e desenvoltura. O corpo, atingido pelos fatores endógenos — hereditariedade, sequelas de enfermidades infectocontagiosas — de que se revestiu o espírito por sintonia vibratória no momento da reencarnação, é resultado da utilização de genes com características deformadas, não havendo possibilidade então de recomposição, de restauração da saúde mental, de equilíbrio psíquico. No entanto, resgatando os males ainda preponderantes na sua economia moral, adquirirá a harmonia que lhe facultará futuros cometimentos felizes, mediante os quais contribuirá em favor da ordem e do desenvolvimento intelectual, moral e espiritual de si mesmo, assim como da sociedade. (...) Quando as obsessões se fazem prolongadas e o paciente não se dispõe à recuperação ou não a consegue, a incidência continuada dos fluidos deletérios sobre os neurônios cerebrais termina por produzir afecções e distúrbios de grave porte que se tornam irrecuperáveis.
  • 19. 16 Loucura e Obsessão – 35 Anos Desse modo, as obsessões podem conduzir à loucura, à idiotia, e essas, por sua vez, serão ampliadas por influências espirituais perniciosas, que são realizadas pelos adversários do enfermo, que se utilizam da sua incapacidade de autodefesa para os desforços infelizes, nos quais se comprometem, por sua vez, com a própria consciência. Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1o Parte – Cap. 5 – Obsessão, Idiotia e Loucura
  • 20. 17 Loucura e Obsessão – 35 Anos 3.1.3 Resgate/Provação/Expiação Pululam em torno da Terra os maus Espíritos, em consequência da inferioridade moral de seus habitantes. A ação malfazeja desses Espíritos é parte integrante dos flagelos com que a Humanidade se vê a braços neste mundo. A obsessão, que é um dos efeitos de semelhante ação, como as enfermidades e todas as atribulações da vida, deve, pois, ser considerada como provação ou expiação e aceita com esse caráter. Allan Kardec – A Gênese – Cap. 14 Em toda obsessão, mesmo nos casos mais simples, o encarnado conduz em si mesmo os fatores predisponentes e preponderantes – os débitos morais a resgatar – que facultam a alienação. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão Desse modo, as obsessões, na sua fase inicial, antes da tragédia da subjugação, de mais difícil reequilíbrio, têm caráter Provacional, enquanto que a idiotia e a loucura estão incursas nas expiações redentoras, através das quais o espírito calceta desperta para a compreensão dos valores da vida, enriquecendo-se de sabedoria para os futuros comportamentos. Assim mesmo, nos casos dessa ordem, a contribuição psicoterapêutica do Espiritismo através da bioenergia, da água fluidificada, da doutrinação do paciente e dos espíritos que, possivelmente, estarão complicando-lhe o processo de desequilíbrio, a oração fraternal e intercessória são de inequívoco resultado saudável, proporcionando o bem-estar possível e a diminuição de sofrimento do paciente, a ambos encaminhando para a paz e a futura plenitude. Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1o Parte – Cap. 5 – Obsessão, Idiotia e Loucura
  • 21. 18 Loucura e Obsessão – 35 Anos 3.2 Causas Preponderantes A Doutrina que estuda as obsessões, as suas causas preponderantes e predisponentes – o Espiritismo –, possui os recursos excepcionais capazes de vencer essa epidemia cruel que, generalizada, invade hoje a Terra em todos os seus pontos. Eurípedes Barsanulfo – Sementes de Vida Eterna – Cap. 50 – Tormentos da Obsessão 3.2.1 Débitos Cármicos Com origem nos refolhos do espírito encarnado, obsessões há em escala infinita e, consequentemente, obsidiados existem em infinita variedade, sendo a etiopatogenia de tais desequilíbrios, genericamente denominada distúrbios mentais, mais ampla do que a clássica apresentada, merecendo destaque aquela denominação causa cármica. Jornaleiro da Eternidade, o espírito conduz os germens cármicos que facultam o convívio com os desafetos do pretérito, ensejando a comunhão nefasta. Inicialmente o hospede espiritual (o obsessor), movido pela morbidez do ódio ou do amor insano, ou por outros sentimentos, envolve a casa mental do futuro parceiro (o obsedado) – a quem se encontra vinculado por compromissos infelizes de outras vidas, o que lhe confere receptividade por parte deste, mediante a consciência da culpa, o arrependimento desequilibrante, a afinidade nos gostos e aspirações, por ser endividado – enviando-lhe mensagens persistentes, em continuas tentativas telepáticas, até que sejam captadas as primeiras induções, que abrirão o campo a incursões mais ousadas e vigorosas. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão Neste capítulo, o das culpas, origina-se o fator causal para a injunção obsessiva; daí porque só existem obsidiados porque há dívidas a resgatar. A culpa, consciente ou inconscientemente instalada na casa mental, emite ondas que sintonizam com inteligências doentias, habilitando-se a intercâmbios mórbidos. A obsessão resulta de um conúbio por afinidade de ambos os parceiros. O reflexo de uma ação gera reflexo equivalente. Toda vez que uma atitude agride, recebe uma resposta de violência, tanto quanto, se o endividado se apresenta forrado de sadias intenções para o ressarcimento do débito, encontra benevolência e compreensão para recuperar-se. Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Prefácio
  • 22. 19 Loucura e Obsessão – 35 Anos Há muito mais obsessão, grassando na terra, do que se imagina e se crê. Nos processos obsessivos, não deixemos de repeti-lo, estão incursas na Lei as pessoas que constituem o grupo familiar e social do paciente, aí situado por necessidade evolutiva e de resgate para todos. Não se podem fugir à responsabilidade os que foram cúmplices ou co-autores dos delitos, quando os infratores mais comprometidos são alcançados pela justiça. Reunidos pelo parentesco sanguíneo ou através de conjunturas da afetividade, da afinidade, formam os grupos onde são alcançados pelos recursos reeducativos, dentro dos objetivos do progresso. A cruz da obsessão é peso que tomba sempre sobre os ombros das consciências comprometidas. Manoel Philomeno de Miranda – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. Análise das Obsessões A consciência culpada é sempre porta aberta à invasão da penalidade justa ou arbitrária. E o remorso, que lhe constitui dura clave, faculta o surgimento de idéias-fantasmas apavorantes que ensejam os processos obsessivos de resgate das dívidas. Invariavelmente, na obsessão, há sempre o aproveitamento da ideia traumatizante – a presença do crime praticado –, que é utilizada pela mente que se fez perseguidora revel, apressando o desdobramento das forças deprimentes em latência, no devedor, as quais, desgovernadas, gravitam em torno de quem as elabora, sendo consumido por elas mesmas, paulatinamente. As idéias plasmadas e aceitas pelo cérebro, durante a jornada física, criam nos painéis delicados do perispírito as imagens mais vitalizadas, de que se utilizam os hipnotizadores espirituais para recompor o quadro apavorante, em cujas malhas o imprevidente se vê colhido, derrapando para o desequilíbrio psíquico total e deixando-se revestir por formas animalescas grotescas – que já se encontram no subconsciente da própria vítima – e que estrugem, infelizes, como o látego da justiça no necessitado de corretivo. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Cap. 4 – Estudando o Hipnotismo
  • 23. 20 Loucura e Obsessão – 35 Anos 3.2.2 Indolência Física/Mental Os indivíduos tornam-se presas fáceis dos seus antigos comparsas, tombando nos processos variados de alienações obsessivas, porque, além de se descurarem da observância espiritual da existência, mediante atitudes salutares, comportamento equilibrado e vida mental enriquecida pela prece, pela reflexão, não se esforçam por libertar-se dos aborrecimentos e problemas desgastantes do dia a dia, mediante a aplicação dos recursos físicos e especialmente os mentais, por acomodação preguiçosa ou por uma dependência emotiva, infantil, que sempre transfere responsabilidades para os outros e prazeres para si. A preguiça mental é um polo de captação das induções obsessivas pelo princípio de aceitação irracional de tudo quanto a atinge. Cabe ao homem que pensa dar plasticidade ao raciocínio, ampliando o campo das idéias e renovando-as com o aprimoramento da possibilidade de absorver os elementos salutares que o enriquecem de sabedoria e de paz íntima. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão Mentes viciadas com mais facilidade aceitam as sugestões morbíficas que lhes são insufladas dentro do campo em que melhor se expressam: desconfiança, ciúme, ódio, desvario sexual, dependência alcoólica ou toxicômana, gula, maledicência... Temperamentos arredios, suspeitosos, são mais acessíveis em razão de melhor agasalharem as induções equivalentes, que se lhes associam em forma de perfeita sintonia. Caracteres violentos, apaixonados, mais fortemente se fazem maleáveis em decorrência do espírito rebelde que nesse corpo habita, dissimulando as chispas que lhes acendem as labaredas do incêndio interior, a exteriorizar-se como fogareis destruidores... Personalidades ociosas são mais susceptíveis em razão da mente vazia sempre acolher o que lhe apraz, deixando-se conduzir pela personalidade dos seus afins desencarnados. Joanna de Ângelis – Alerta – Cap. 4 – Obsessão e Jesus Mentes em vigorosas emissões conscientes ou não dardejam em todas as direções. Inapelavelmente, por um processo de sintonia na mesma faixa de frequência de interesses, produzem intercâmbio salutar ou danoso, em processo de transmissão e de recepção. Se te elevas pelo pensamento, alcanças vibrações nobres; se te perturbas e vulgarizas, registas as mais grosseiras. Joanna de Angelis – Rumos Libertadores – Cap. 43 – Médiuns Conscientes
  • 24. 21 Loucura e Obsessão – 35 Anos 3.2.3 Tendências Negativas Os espíritos perversos e infelizes sempre se utilizam das tendências negativas daqueles a quem odeiam, para estimulá-las, desse modo levando-os às situações penosas, perturbadoras. Se o homem se apoia nos recursos de elevação, difícil se torna para os seus verdugos espirituais encontrar as brechas pelas quais infiltram os seus pensamentos torpes, na sanha da perseguição em que se comprazem. Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 7 – Sementes da Insensatez Na Terra, igualmente, é muito grande o número de encarnados que se convertem, por irresponsabilidade e invigilância, em obsessores de outros encarnados, estabelecendo um consórcio de difícil erradicação e prolongada duração, quase sempre em forma de vampirismo inconsciente e pertinaz. São criaturas atormentadas, feridas nos seus anseios, invariavelmente inferiores que, fixando aqueles que elegem gratuitamente como desafetos, os perseguem em corpo astral, através dos processos de desdobramento inconsciente, prendendo, muitas vezes, nas malhas bem urdidas da sua rede de idiossincrasia, esses desassisados morais, que, então, se trans- formam em vítimas portadoras de enfermidades complicadas e de origem clínica ignorada... Outros, ainda, afervorados a esta ou àquela iniquidade, fixam-se, mentalmente, a desencarnados que efetivamente se identificam e fazem-se obsessores destes, amargurando- os e retendo-os às lembranças da vida física, em lamentável comunhão espiritual degradante... Além dessas formas diversificadas de obsessão, outras há, inconscientes ou não, entre as quais, aquelas produzidas em nome do amor tiranizante aos que se demoram nos invólucros carnais, atormentados por aqueles que partiram em estado doloroso de perturbação e egocentrismo... ou entre encarnados que mantém conúbio mental infeliz e demorado... Manoel Philomeno de Miranda - Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão Todo desregramento ou abuso de que sejamos dispenseiros se faz utilizado por mentes vigilantes e perversas do Mundo Espiritual, que açulam falsas necessidades, estabelecendo comércio lamentável e doloroso, em cujo curso surgem obsessões de consequências imprevisíveis, que se podem evitar antes, se refugiados no uso correto das faculdades da existência e na utilização da oração, forem aplicadas as horas na execução do programa de enobrecimento íntimo para o qual nascemos e renascemos. Marco Prisco – Sementeira da Fraternidade – Cap. 28 – Acessos à Obsessão
  • 25. 22 Loucura e Obsessão – 35 Anos 3.3 Causas Predisponentes/Fatores Agravantes 3.3.1 Alto índice de Criminalidade na Sociedade atual Os altos índices da criminalidade de todos os matizes e as calamidades sociais espalhadas na Terra são alguns dos fatores predisponentes para as obsessões... Os crimes ocultos, os desastres da emoção, os abusos de toda ordem de uma vida ressurgem depois, noutra vida, em caráter coercitivo, obsessivo. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Exórdio A estes e a seus congêneres deve a sociedade do Rio de Janeiro grande percentagem dos acidentes verificados diariamente nas vias públicas e pelos domicílios particulares: atropelamentos, quedas, braços e pernas partidos, queimaduras, suicídios, homicídios, brigas, escândalos, confusões domésticas, assaltos, etc., etc. É a atmosfera em que vivem e se agitam, porque já eram afins com ela antes de passarem para a vida invisível. É o que constantemente inspiram, sugerem e incitam, encontrando no homem um colaborador passivo, que facilmente se deixa dominar por suas terríveis seduções. A infelicidade alheia é o seu espetáculo preferido: Provocam mil distúrbios na sociedade e nos lares, pois se divertem com a prática de malefícios. Não entendem a sublime significação dos vocábulos – amor, caridade, piedade, fraternidade, honestidade! Não crêem em Deus nem têm religião. Odeiam o bem e o belo com todas as forças vibratórias que possuem. Odeiam os homens e os seguem, sorrateira e covardemente, porque odiavam a própria sociedade, antes de morrerem, sabendo que não serão vistos nem pressentidos. E a perseguição mental que lhes movem, aos homens, é inveterada e implacável, afirmando eles que assim agem porque igualmente foram perseguidos, quando homens, pela sociedade, que nunca os protegeu contra os males com que tiveram de lutar: doenças, miséria, fome, falta de instrução, orfandade, desemprego, delinquência, desesperos de mil e uma naturezas... E muitos destes foram, com efeito, delinquentes que a sociedade perseguiu e levou ao desespero, em vez de ajudá-los a se reeducarem para Deus... O resultado de tal incúria por parte dos homens aí está: uma vez desaparecidos da vida objetiva, pela chamada morte, infestam, como Espíritos, a sociedade, e prejudicam- na, acobertados pelo segredo da morte... Yvonne Pereira – Devassando o Invisível – Cap. 10 – Os grandes segredos do Além
  • 26. 23 Loucura e Obsessão – 35 Anos 3.3.2 Aumento dos conflitos Familiares – violência domesticas, perturbações Gúbio informou que, a determinadas horas da noite, três quartos da população da Crosta se acham nas zonas de contato com os Espíritos e a maior percentagem permaneciam detidos em círculos de baixas vibrações, como aquele. Por aqui -- disse Gúbio --, muitas vezes se forjam dolorosos dramas que se desenrolam nos campos da carne. Grandes crimes têm nestes sítios as respectivas nascentes e, não fosse o trabalho ativo e constante dos Espíritos protetores que se desvelam pelos homens no labor sacrificial da caridade oculta e da educação perseverante, sob a égide do Cristo, acontecimentos mais trágicos estarreceriam as criaturas. André Luiz – Libertação – Cap. 6 – Observações e Novidades Notamos que você, ultimamente, anda mais fraca, mais serviçal... Estará desencantada, quanto aos compromissos assumidos? A interpelada, um tanto confundida, disse que seu marido, João, filiara-se a um grupo de preces, o que, de algum modo, lhes vinha alterando a vida. A entidade desencarnada deu um salto para trás, como um animal surpreendido, e gritou: "orações”? Você está cega quanto ao perigo que isso significa? Quem reza cai na mansidão. E' necessário espezinhá-lo, torturá-lo, feri-lo, a fim de que a revolta o mantenha em nosso círculo. Volte para o corpo e não ceda um milímetro. Corra com os apóstolos improvisados. Fazem-nos mal. Prenda João, controlando-lhe o tempo. Desenvolva serviço eficiente e não o liberte. Fira-o devagarinho. Gúbio, que também observara a cena, esclareceu que obsessão desse teor apresenta milhões de casos. De manhã cedo, aquela esposa, incapaz de apreciar a felicidade que o Senhor lhe concedera, com um casamento digno e tranquilo, despertaria no corpo de alma desconfiada e abatida, convertendo-se em objeto de aflição para o esposo e prejudicando-lhe as conquistas incipientes. André Luiz – Libertação – Cap. 6 – Observações e Novidades
  • 27. 24 Loucura e Obsessão – 35 Anos Há aqueles que falam aos gritos, os que são sempre grosseiros ao se expressar junto aos familiares. Há aqueles que têm sempre um alfinete pronto para as alfinetadas comuns dentro de casa. Os que falam jogando piadas, com segundas intenções, e ferem o temperamento daquele que é mais sensível ou que é pavio curto. E há aqueles que, dentro de casa, nem pavio têm, explodem por qualquer coisa. Natural é pensar, nessas ocasiões, que nós estaremos dando margem a infiltrações espirituais inferiores. Como nos disse o Apóstolo Paulo, estamos o tempo todo sendo observados por uma nuvem de testemunhas. Mas, se temos testemunhas apostando em nosso crescimento, em nossa virtude, em nossa felicidade, não podemos descrer que haja outras testemunhas investindo em nossa queda. São aqueles inimigos do nosso pretérito, de nossas vidas passadas, de nossa existência presente. Eles estão sempre à espreita de nossa fragilidade, de um gesto em falso, de uma vivência incorreta, para que possam nos provocar mal-estares, aturdimentos, desarmonias, com o prazer patológico de nos ver sofrer. Por isso pode haver sim, influências espirituais bastante nefastas dentro de nossa casa, ou influências leves em função do estilo de vida que adotemos viver em família, em razão de tudo aquilo que decidimos fazer junto aos nossos familiares. Todas as influências que venhamos a sofrer em nossa residência, em nossa casa, não temos que pensar primeiramente que alguém nos desfechou pensamentos negativos, que alguém está fazendo trabalhos contra nós, trabalhos de magia porque o que manda, na nossa casa, é a nossa vivência. Daí, vale a pena a família ter esse cuidado na sua convivência. Ninguém vai imaginar que, dentro de casa, não teremos altercações, alguma indisposição, alguém que fale de uma forma mais ríspida, mais áspera com o outro e o outro se debulhe a chorar. Isso tudo faz parte da normalidade da vida doméstica cotidiana. Mas, o que não deve acontecer é que essa postura de agressividade, essa postura ferinte, pessimista, negativa, se torne uma constante na relação familiar. Quando isso se tornar uma constante, não podemos ter dúvida de que estaremos mal assistidos. Criaturas espirituais de má índole, ou ignorantes ou inconscientes, estarão procurando fazer ninho na nossa consciência.
  • 28. 25 Loucura e Obsessão – 35 Anos Sentir-nos-emos lesados, traídos, amargurados, desprezados em casa, nos sentiremos a sós, nós veremos pessoas solitárias. E tudo isso, agasalhado por nós, nessa baixa auto-estima, vai fazendo com que entidades desencarnadas de má índole, infelizes em si mesmas, se apropriem desse caldo de cultura que nós lhes oferecemos, para fazer toda sorte de estripulias, para provocar toda sorte de males, de infestações negativas no seio da nossa família. Será de bom alvitre instalar em nossa casa, pelo menos uma vez por semana, o hábito de orar. O Evangelho no lar, como chamamos, ou Jesus no lar, como quisermos. Raul Teixeira – Federação Espírita do Paraná – Programa Vida e Valores – No 116 – 2007/Outubro – Perturbações Espirituais no Lar Acautele-se. Os Espíritos infelizes, de mente ultrajada, vivem mais com os encarnados do que se supõe. Misturam-se nas atividades comuns, perambulam no ninho doméstico, participam das conversações, seguem com os comensais, de quem dependem em processo legítimo de vampirização. Perturbam-se e perturbam. Sofrem e fazem sofrer. Odeiam e geram ódios. Infelicitados, infelicitam. Marco Prisco – Glossário Espírita Cristão – Cap. 18 – Perturbadores
  • 29. 26 Loucura e Obsessão – 35 Anos 3.3.3 Aumento da sintonia psíquica negativa na Transição Planetária “Época de Transição”: esta é a legenda que repetis frequentemente para definir a atualidade terrestre, em que surpreendeis, a cada passo, larga fieira de ocorrências inusitadas: Conflitos; Desencarnações em massa; Acidentes enlutando almas e lares; Desvinculações violentas; Dramas no instituto doméstico; Processos obsessivos, culminando com perturbações e lágrimas; Moléstias de etiologia obscura; Incompreensões. (...) Perante a Vida Maior, quase tudo aquilo que vedes, presentemente, em matéria de agitação ou desequilíbrio, nada mais significa que a movimentação mais intensa de vastas coletividades que retornam à Esfera Física, em regime de urgência, no intuito de conseguirem retoques e meios com que possam abordar os tempos novos em condições mais dignas de trabalho e progresso. Emmanuel – Diálogos dos Vivos – Cap. 21 – Dupla Renovação Incontável número de seres procede das regiões dolorosas e purgativas do planeta, que experimenta mudança de psicosfera, dentro da programática evolutiva a que estão sujeitos homens e mundos, experimentando a assepsia dos núcleos inditosos que agasalhavam as hordas de bárbaros do passado, temporariamente ali retidos a fim de que não obstaculizassem o desenvolvimento do lar... Recebendo a ensancha liberativa, apresentam-se ao crescimento espiritual, trazendo insculpidas nos recessos do psiquismo as condições que os tipificam, apesar da aparência harmoniosa e da estética decorrente das leis genéticas. Sôfregos e inquietos anseiam por repetir as comunidades chãs, entre as necessidades primárias de que se desobrigam por instinto, utilizando as aquisições da cultura científica e filosófica tão somente para a autossatisfação. Joanna de Angelis – Rumos Libertadores – Cap. 24 – Impulsos e Vontade Face à necessidade de promover o progresso moral do planeta, milhões de Espíritos foram transferidos das regiões infelizes onde se demoravam, para a inadiável investidura carnal, por cujo recurso podem recompor-se e mudar a paisagem mental, aprendendo, na convivência social, os processos que os promovam a situações menos torpes. Entretanto, dependências viciosas decorrentes da situação em que viviam, leva-os a tombarem nas malhas da toxicomania. Bezerra de Meneses – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. 9 – O Problema das Drogas
  • 30. 27 Loucura e Obsessão – 35 Anos Não vos preocupeis demasiadamente com a presença pandêmica do vírus, cujo momento será mais tarde entendido nas suas razões, nas suas origens e no porquê nos chegou agora, provocando pânico e dor. Vós que conheceis Jesus, mantende o respeito às leis, buscando a precaução recomendada pelas autoridades sanitárias, mas não oculteis a mão socorrista aos padecentes, não negueis a palavra libertadora aos que se preparam para enfrentar a Imortalidade. Tende o cuidado para que as vossas ondas mentais sincronizem-se com as mentes que administram as vidas, e evita descer o vosso pensamento às páginas da agonia, onde se encontram as forças ultrajantes que estão produzindo as dores por necessidade da evolução do planeta. Bezerra de Meneses – Revista Presença Espírita # 338 – Maio/Junho/2020 Mensagem recebida por psicofonia de Divaldo Franco no encerramento da 22º Conferência Estadual Espírita do Paraná, em 15/Março/2020
  • 31. 28 Loucura e Obsessão – 35 Anos 3.3.4 Elevado número de problemas de Comportamento – Álcool/Drogas/Jogos Muito mais grave do que parece é a obsessão, nos problemas sociais do comportamento humano. Alcoolismo, tabagismo, drogas alucinógenas, sexolatria, jogatina, gula recebem grande suporte espiritual, sendo, não poucas vezes, iniciada a viciação de cá para ai, por inspiração que fomenta a curiosidade e por necessidade que estimula o prosseguimento. O enfermo, dificilmente, consegue evadir-se, por si mesmo, da dificuldade. De um lado, pelos nefastos prejuízos orgânicos de que se ressente e, por outro, em razão da incidência mental do obsessor, que o utiliza como instrumento da loucura de que se vê possuído. As verdadeiras multidões de dependentes de drogas ou de outras viciações estertoram, mesmo sem o saberem, em danosos processos de obsessão lamentável. Manoel Philomeno de Miranda – Roteiro de Libertação – Cap. 34 – Comportamento por Obsessão Invariavelmente, defrontamos nas panorâmicas da toxicomania, da sexolatria, dos vícios em geral a sutil presença de obsessões, como causa remota ou como efeito do comportamento que o homem se permite, sintonizando com mentes irresponsáveis e enfermas desembaraçadas do corpo. Atado à retaguarda donde procede, mantêm-se psiquicamente em sintonia com sítios, nem sempre felizes, onde estagiou no Além-túmulo, antes de ser recambiado à reencarnação. Bezerra de Meneses – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. 9 – O Problema das Drogas Além das conjunturas meramente psicofisiológicas, merece considerar-se que em toda dependência viciosa há sempre uma lancinante força obsessiva, mediante a qual seres pervertidos e viciados que viveram na Terra e se equivocaram, por processo natural de sintonia, imantam-se às criaturas humanas, às vezes sendo a causa do mal, em circunstâncias outras, o que é mais comum, dependentes, também, da falsa necessidade de que padece o homem... Toxicomania, alcoolismo, tabagismo, sexualismo desvairado, paixões morais deprimentes, tais a mentira, a calúnia, a pusilanimidade, a idiossincrasia, são amarras perigosas e constritoras que ora dizimam expressiva soma de seres humanos, nos vários pontos da Terra. Joanna de Angelis – Oferenda – Cap. 31 – Dependências
  • 32. 29 Loucura e Obsessão – 35 Anos 3.4 Um Flagelo Social e Espiritual A obsessão, mesmo nos dias de hoje, constitui tormentoso flagício social. Está presente em toda parte, convidando o homem a sérios estudos. As grandes conquistas contemporâneas não conseguiram ainda erradicá-la. Ignorada propositadamente pela chamada Ciência Oficial, prossegue colhendo nas suas malhas, diariamente, verdadeiras legiões de incautos que se deixam arrastar a resvaladouros sombrios e truanescos, nos quais padecem irremissivelmente, até à desencarnação lamentável, continuando, não raro, mesmo após o traspasse... Isto, porque a morte continua triunfando, ignorada, qual ponto de interrogação cruel para muitas mentes e incontáveis corações. As obsessões enxameiam por toda parte e os homens terminam por conviver, infelizes, com essas psicopatologias para as quais, fugindo à sua realidade, procuram as causas nos traumas, nos complexos, nos conflitos, nas pressões sociais, familiares e econômicas, como mecanismo de fuga aos exames de profundidade da gênese real de tão devastadora enfermidade. Não negando a preponderância de todos esses fatores que desencadeiam problemas de comportamento psicológico, afirmamos que eles, antes de constituírem causa dos distúrbios, são, em si mesmos, efeito de atitudes transatas, que o Espírito imprime na organização fisiopsíquica ao reencarnar-se, porquanto é sempre colocado no grupo familiar com o qual se encontra enredado, por impositivo de ressarcimento de dívidas, para o equilíbrio evolutivo. Enquanto o homem não for estudado na sua realidade profunda -- ser espiritual que é, preexistente ao corpo e a ele sobrevivente --, muito difíceis serão os êxitos da ciência médica, na área da saúde mental. As doenças psíquicas, entre as quais se destacam, pela alta incidência, as obsessões, continuarão ainda a perseguir o homem. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 26 – Fenômenos Obsessivos
  • 33. 30 Loucura e Obsessão – 35 Anos Pululam por toda parte os vinculados gravemente às Entidades perturbadoras do Mundo Espiritual inferior. Obsidiados, desse modo, sim, somos quase todos nós, em demorado trânsito pelas faixas das fixações tormentosas do passado, donde vimos para as sintonias superiores que buscamos. Muito maior, portanto, do que se supõe, é o número dos que padecem de obsessões, na Terra. Lamentavelmente, esse grande flagelo espiritual que se abate sobre os homens, e não apenas sobre eles, já que existem problemas obsessivos de várias expressões, como os de um encarnado sobre outro, de um desencarnado sobre outro, de um encarnado sobre um desencarnado e, genericamente, deste sobre aquele, não tem merecido dos cientistas nem dos religiosos o cuidado, o estudo, o tratamento que exige. Obsessões e obsidiados são as grandes chagas morais dos tumultuados dias da atualidade. Todavia, a Doutrina Espírita, trazendo de volta a mensagem do Senhor, em espírito e verdade, é o portal de luz por onde todos transitaremos no rumo da felicidade real que nos aguarda, quando desejemos alcançá-la. Manoel Philomeno de Miranda – Sementes de Vida Eterna – Cap. 30 – Considerando a Obsessão Ainda que no momento estejamos passando por um período de transição planetária, no qual já se percebe fortes sinais indicativos de mudanças evolutivas na humanidade terráquea, cujo planeta caminha para o estado de regeneração, a Terra ainda é categorizada como mundo de expiação e provas, visto que o mal predomina. Neste sentido, a obsessão está caracterizada como epidemia antiga, ocorrendo desde os tempos imemoriais, que alcança milhares e milhares de pessoas em todas as partes da Terra. É uma enfermidade que, para ser erradicada, necessita da melhoria humana, especialmente a de cunho moral. O ser humano moralizado ou que se empenha em se transformar em pessoa de bem, neutraliza naturalmente as investidas dos Espíritos maus. Marta Antunes de Moura – FEB – Obsessões Espirituais – 2018/03/08
  • 34. 31 Loucura e Obsessão – 35 Anos Epidemia virulenta que grassa ininterruptamente a obsessão prolifera na atualidade com vigoroso impacto que faz recordar as calamidades pestilenciais de épocas transatas. Apresenta-se sob disfarce de variada configuração, concitando psicólogos e teólogos, filósofos e sociólogos interessados nos magnos assuntos do homem e da coletividade ao estudo das suas causas, com o objetivo de combatê-la com a eficiência necessária para estancar, em definitivo, a onda de sofrimentos que produz, erradicando-a terminantemente ... A Doutrina que estuda as obsessões, as suas causas preponderantes e predisponentes – o Espiritismo –, possui os recursos excepcionais capazes de vencer essa epidemia cruel que, generalizada, invade hoje a Terra em todos os seus pontos. Eurípedes Barsanulfo – Sementes de Vida Eterna – Cap. 50 – Tormentos da Obsessão
  • 35. 32 Loucura e Obsessão – 35 Anos 3.5 Estratégias 3.5.1 Cultivo das Auto-Obsessões/Depressão Capítulo doloroso do comportamento humano que passa quase despercebido de grande número de pacientes e médicos, é o que diz respeito à auto-obsessão, fruto espúrio do egoísmo que gera o orgulho e os seus hediondos facínoras, quais o ódio, o ciúme, a inveja, o ressentimento. (...). Todas essas e outras síndromes de condutas enfermas desenham o quadro patológico da auto-obsessão, em que o paciente lúcido sabe o que está fazendo, sem interesse real de empenhar-se para alterá-lo trabalhando por uma nova maneira de conquistar a saúde emocional. Ocorre que, em situações de tal natureza, a questão de sintonia faz-se naturalmente e são sincronizadas as próprias com outras mentes de seres desencarnados que estagiam na mesma onda psíquica, perturbados e infelizes, aderindo aos que lhes são equivalentes, nutrindo- se reciprocamente enquanto mais se desgastam. Torna-se urgente que sejam estudadas tais condutas patológicas nas áreas do animismo como do mediunismo, a fim de que essas ressonâncias sejam interrompidas, enquanto agentes e pacientes recebam a terapia conveniente, que tem por base o esforço pela transformação moral do ser, aplicando-se à autovigilância encarregada de minimizar, remediar e evitar a reincidência dessa extravagante forma de comportamento. Manoel Philomeno de Miranda – Luzes do Alvorecer: Cap. 15 – Distúrbios Emocionais Obsessivos Sutil e perigosa, a obsessão grassa, alarmante, disfarçada de transtornos psiconeuróticos vários, particularmente a depressão e o distúrbio de pânico, avolumando- se nos tormentos sexuais em desregramento, assim como nas dependências químicas de natureza diversificada. Decorrente da assimilação das energias perturbadoras exteriorizadas pelos Espíritos em sofrimento ou perseguidores, por afinidade mental e moral, em razão da inferioridade daqueles que se lhe fazem joguetes espontâneos, a obsessão arrasta multidões aos dédalos de aflições coercitivas, que estão a exigir terapêutica especializada e cuidadosa. Na raiz de todo desafio obsessivo, encontra-se pulsante o ser endividado, que, não tendo adquirido valores éticos substanciais, é compelido por automatismos vibratórios a sintonizar com aqueles desencarnados que lhe são semelhantes, sejam-lhe as vítimas transatas ou outros que se lhe assemelham. Joanna de Ângelis – Sendas Luminosas – Cap. 31 – Parasitose Perigosa
  • 36. 33 Loucura e Obsessão – 35 Anos 3.5.2 Incremento de Obsessões Espirituais Sutis Desse modo, merece que sejam ampliadas as reflexões em torno da sutileza das obsessões, a fim de que se possa entender-lhe os mecanismos delicados e complexos. Quando ocorram pensamentos repetitivos perturbadores, reduzindo a polivalência dos mesmos, restritos a uma idéia que se destaca e predomina, eis que se inicia o processo sombrio enfermiço. Da mesma forma, quando os fenômenos da antipatia entre amigos ou meramente conhecidos passem a crescer, gerando animosidade em instalação, sem qualquer dúvida, além das barreiras carnais movimentam-se interesses perversos administrando o raciocínio daquele que assim se comporta. Sob outro aspecto, mesmo no culto de qualquer ideal, quando se apresentam programas esdrúxulos ou úteis, mas não oportunos, com riscos de fazer soçobrar o edifício do bem, há forças espirituais negativas conspirando, cruéis, para o descrédito, a destruição do trabalho. Toda vez quando os sentimentos se armem contra o próximo, ou se afeiçoem em demasia, a ponto de perder a linha do equilíbrio, tenha-se certeza de que uma obsessão sutil, em agravamento, encontra-se em instalação. As fixações mentais que desestruturam o comportamento psicológico, além do caráter de instabilidade emocional, tornam-se canais para interferências negativas por parte de espíritos ociosos e doentios, que andam à espreita de campos experimentais para o conúbio exploratório de energias físicas a que se imantam. As obsessões sutis são perigosas, exatamente em razão da sua delicadeza de estrutura, da maleabilidade com que se apresentam, sendo confundidas com as naturais manifestações de conduta psicológica pertinente a cada indivíduo. É necessário muito discernimento para distinguir, quando se expressam desajustes emocionais, transtornos orgânicos que afetam a conduta psicológica e influências espirituais perturbadoras. Tornar os ensinamentos cristãos parte da filosofia existencial diária constitui um recurso valioso para a preservação da saúde sob quaisquer aspectos considerados, e mesmo quando se manifestem enfermidades, na condição de terapia psicológica e espiritual, capaz de manter o equilíbrio interior e a coragem para o prosseguimento da luta até o momento da vitória. Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 2o Parte – Cap. 2 – Sutilezas da Obsessão
  • 37. 34 Loucura e Obsessão – 35 Anos Sempre que você experimente um estado de espirito tendente ao derrotismo, perdurando há várias horas, sem causa orgânica ou moral de destaque, avente a hipótese de uma influenciação espiritual sutil. Seja claro consigo para auxiliar os Mentores Espirituais a socorrer você. Essa é a verdadeira ocasião da humildade, da prece, do passe. Dentre os fatores que mais revelam essa condição da alma, incluem-se : 1. Dificuldade de concentrar idéias em motivos otimistas; 2. Ausência de ambiente intimo para elevar os sentimentos em oração ou concentrar-se em leitura edificante; 3. Indisposição inexplicável, tristeza sem razão aparente e pressentimentos de desastre imediato; 4. Aborrecimentos imanifestos por não encontrar semelhantes ou assuntos sobre quem ou o que descarrega-los; 5. Pessimismos sub-reptícios, irritação surdas, queixas, exageros de sensibilidade e aptidão a condenar quem não tem culpa; 6. Interpretação forçada de fatos e atitudes suas ou dos outros, que você sabe não corresponder à realidade; 7. Hiperemotividade ou depressão raiando na iminência de pranto; 8. Ânsia de investir-se no papel de vitima ou de tomar uma posição absurda de automartírio; 9. Teimosia em não aceitar, para você mesmo, que haja influenciação espiritual consigo, mas, passados minutos ou horas do acontecimento, vem-lhe a mudança do tom mental e, não raro, a constatação de que é tarde para desfazer o erro consumado. O encarnado responsável pode estar tão inconsciente de seus atos que os efeitos negativos se fazem sentir como se fossem desenvolvidos pela própria pessoa. Quando o influenciador é consciente, a ocorrência é preparada com antecedência e meticulosidade, às vezes, dias e semanas antes do sorrateiro assalto, marcado para a oportunidade de encontro em perspectiva, conversação, recebimento de carta, clímax de negocio ou crise imprevista de serviço. Não se sabe o que tem causado maior dano à Humanidade : se as Obsessões espetaculares, individuais e coletivas, que todos percebem e ajudam a desfazer ou isolar, ou se essas meio-obsessões, de quase-obsidiados, despercebidas, contudo bem mais frequentes, que minam, as energias de uma só criatura incauta, mas por vezes influenciando o roteiro de legiões de outras. Quantas desavenças, separações e fracassos não surgem assim? Estude em sua existência se nessa última quinzena você não esteve em alguma circunstância com características de influenciação espiritual sutil. Estude e ajude a você mesmo. André Luiz – Estude e Viva – Cap. 35 – Influências Espirituais Sutis
  • 38. 35 Loucura e Obsessão – 35 Anos 3.5.3 Existência de Obsessões Intermitentes Dentre as várias manifestações obsessivas, uma passa quase despercebida, sendo, por isso mesmo, de alta gravidade, pela razão de raramente chamar a atenção, graças às suas sutilezas e características especiais. Referimo-nos às obsessões intermitentes. Elas são frequentemente variantes, isto é, apresentam-se voluptuosas e destruidoras em determinados períodos, para desaparecerem quase completamente em outros. Suas vítimas experimentam injunções cruéis, vivendo sob verdadeiras espadas de Dâmocles, prestes a terem ceifadas a paz, a saúde, a vida... Aqueles que sofrem as ações dos espíritos perversos – e no caso em tela, muito lúcidos e cruéis – passam períodos de otimismo e realizações edificantes para, subitamente, derraparem em paixões sórdidas, depressões sem causa aparente ou exaltação de violência... Durante a incidência da perturbação, esses seres chegam às raias da loucura, perdendo o discernimento e a lucidez, permitindo-se comportamentos esdrúxulos, atitudes surpreendentes e estados desequilibrados da alma. Isto, porque, os seus adversários espirituais, que os conhecem, identificam os seus defeitos e sabem quais as suas imperfeições, graças aos quais têm preferências estranhas, permitindo-se licenças morais que se tornam campo propício à penetração e assimilação pelo paciente da energia obsessiva. Esse fenômeno perturbador ocorre, como é natural, porque o enfermo cultiva os hábitos viciosos que procedem de outras existências, ou que são adquiridos mais recentemente, a cujo exercício de prazer se entregam inermes. Têm a mente enriquecida de extravagâncias e comportamentos defeituosos, não se esforçando por liberar-se em definitivo dos instintos primários nem das paixões selvagens. As pessoas que sofrem obsessões intermitentes marcham sob sombras que necessitam ser desbastadas com a luz da conduta nobre, da ação edificante e da prece inspirativa... Mantendo-se vigilantes, preservando o equilíbrio no trabalho do bem, conseguem despertar a simpatia dos Mentores Espirituais e libertar-se da psicosfera propiciadora da vinculação com os antigos comparsas, ora tornados inimigos. Quem, periodicamente, experimente as alternâncias de humor, de estados emocionais e físicos, sem causas imediatas, certamente está sob a pressão de obsessões intermitentes, necessitando de coragem para o auto-exame, o enfrentamento das inferioridades e a elevação moral, entregando-se ao bem que possa fazer e fruir, no qual a saúde se torna o estado ideal que todos aspiram. Manoel Philomeno de Miranda – Antologia Espiritual – Cap. 35 – Obsessões Intermitentes
  • 39. 36 Loucura e Obsessão – 35 Anos 3.5.4 Estabelecimento das Obsessões “Pacificas” Os meus perseguidores não me seviciaram o corpo, nem me conturbaram a mente. Acalentaram apenas o meu comodismo e, com isso, me impediram qualquer passo renovador. Volto da Terra, meu caro, imitando o lavrador endividado e demãos vazias que regressa de um campo fértil, onde poderia ter amealhado inimagináveis tesouros… Sei que você ainda escreve para os homens, nossos irmãos. Conte-lhes minha pobre experiência, refira-se, junto deles, à obsessão pacífica, perigosa, mascarada… Diga-lhes alguma coisa acerca do valor do tempo, da grandeza potencial de qualquer tempo na romagem humana!… Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Cap. 8 – Obsessão Pacífica Em compacta assembléia do reino das sombras, um poderoso soberano das trevas, diante de milhares de falangistas da miséria e da ignorância, explicava o motivo da grande reunião. O Espiritismo com Jesus, aclarando a mente humana, prejudicava os planos infernais. Em toda parte da Terra, as criaturas começavam a raciocinar menos superficialmente! Indagavam, com segurança, quanto aos enigmas do sofrimento e da morte e aprendiam, sem maior dificuldade, as lições da Justiça Divina. Compreendiam, sem cadeias dogmáticas, os ensinamentos do Evangelho. Oravam com fervor. Meditavam na reencarnação e passavam a interpretar com mais inteligência os deveres que lhes cabiam no Planeta. Muita gente entregava-se aos livros nobres, à caridade e à compaixão, iluminando a paisagem social do mundo e, por isso, todas as atividades da sombra surgiam ameaçadas. Que fazer para conjurar o perigo? (...) O comandante dos exércitos preguiçosos acrescentou, sem perturbar-se: – Sim, diremos que o Espiritismo com Jesus, pedindo às almas encarnadas para que se regenerem, buscando o conhecimento superior e servindo à caridade, é, de fato, o roteiro da luz, mas que há tempo bastante para a redenção, que ninguém precisa incomodar-se, que as realizações edificantes não efetuadas numa existência podem ser atendidas em outras, que tudo deve permanecer agora como está no íntimo de cada criatura na carne para vermos como ficarão depois da morte, que a liberalidade do Senhor é incomensurável e que todos os serviços e reformas da consciência, marcados para hoje, podem ser transferidos para amanhã... Desse modo, tanto vale viverem no Espiritismo como fora dele, com fé ou sem fé, porque o salário de inutilidade será sempre o mesmo... Humberto de Campos – Contos e Apólogos – Cap. 40 – Nos Domínios da Sombra
  • 40. 37 Loucura e Obsessão – 35 Anos Paulo de Tarso na História Foi um médium com Jesus; Lutou, sofreu e venceu, Espalhando amor e luz. Temos sempre muitos médiuns, Honrando o apoio do Além, Fiéis às bênçãos de Deus Nos compromissos do Bem. Mas hoje conheço uns tantos Que começam de estourada, Quando o trabalho aparece Vão mudando de jogada. Alguns alegam queixosos Que necessitam viver, Que a dor é grande no mundo E nada podem fazer. Muitos são iniciados Em lindas obras humanas, Mas dizem-se fatigados Em três ou quatro semanas; Outros muitos se declaram Chamados à luz do amor, Entretanto, não trabalham Com medo de obsessor. Há quem deseje ser médium, Pedindo grande trabalho, Depois foge parecendo A flor que caiu do galho; Muitos mostram na doença Entendimento profundo, Quando Deus lhes dá saúde São pernas largas no mundo. Alguns chegam prometendo Auxílio a quem luta e chora, Vendo o serviço aumentando, Afastam-se dando o fora; Vários suplicam encargos Mostrando fé na alma afoita, O trabalho vai surgindo E é muita gente na moita. Há quem foge no começo, Planta que nasce e não vinga, Depois, no instante das provas, Buscam mandraca e mandinga; Tantos médiuns aparecem, Com tanta luz de esperança, Vai-se ver: a maioria Quer apenas maré mansa. O mundo clama por médiuns, Embora surjam às pencas, Mas buscam sombra e água fresca No refúgio das avencas; Encontro médiuns amigos Que dizem não ter mais fé, Geralmente, estão na rede Com mantas de lã no pé. São médiuns de todo jeito Os médiuns que tenho visto, Mas médium só não dá zebra Quando segue Jesus Cristo. Cantador, filho do Norte, Venho ao Rio de Janeiro, Quem canta na Guanabara Cantou no Brasil inteiro. Leandro Gomes de Barros – Tempo de luz — Cap. 21 – Médiuns na Cantiga
  • 41. 1 Loucura e Obsessão – 35 Anos 4. Loucura e Obsessão – Ótica Espiritual 4.1 Considerações Doutrinárias É muito diáfana a linha divisória entre a sanidade e o desequilíbrio mental. Transita-se de um para outro lado com relativa facilidade, sem que haja, inicialmente, uma mudança expressiva no comportamento da criatura. Ligeira excitação, alguma ocorrência depressiva, uma ansiedade, ou um momento de mágoa, a escassez de recursos financeiros, o impedimento social, a ausência de um trabalho digno entre muitos outros fatores, podem levar o homem a transferir-se para a outra faixa da saúde mental, alienando-se, temporariamente, e logo podendo retornar à posição regular, à de sanidade. Há, no entanto, além dos fatores que predispõem à loucura e dentre os quais situamos o Carma do Espírito, nos quais se demoram incontáveis criaturas em plena fronteira, existe a OBSESSÃO ESPIRITUAL, que as impulsiona a darem o passo adiante, arrojando-as no desfiladeiro da alienação de largo porte e de difícil recuperação... Não nos desejamos referir àqueles que são portadores de patogenias mais imperiosas em razão de enfermidades graves, da hereditariedade, de distúrbios glandulares e orgânicos, de traumas cranianos e de sequelas de inúmeras doenças outras... Queremos deter-nos naquelas patogenias de origem espiritual, sejam as de natureza emocional, pelas aptidões e impulsos que procedem das reencarnações anteriores, de que os enfermos não se liberam, sejam pelo impositivo das obsessões infelizes, produzidas por encarnados ou por Espíritos que já se despiram da indumentária carnal, permanecendo, no entanto, nos propósitos inferiores a que se aferram... A OBSESSÃO É UMA FRONTEIRA PERIGOSA PARA A LOUCURA IRREVERSÍVEL. Dando gênese a enfermidades várias, inicialmente imaginárias, que recebe por via telepática, podem transformar-se em males orgânicos de consequências insuspeitadas, sob a ação do perseguidor, que induz a vítima que o hospeda, a situações lamentáveis. Comportamentos que se modificam, assumindo posições e atitudes estranhas, mórbidas, exprimem a ação de mentes obsessoras sobre aqueles que se lhes submetem, mergulhando em fosso de sombras e de penoso transito... HÁ MUITO MAIS OBSESSÃO, GRASSANDO NA TERRA, DO QUE SE IMAGINA E SE CRÊ.
  • 42. 2 Loucura e Obsessão – 35 Anos Nos processos obsessivos, não deixemos de repeti-lo, estão incursas na Lei as pessoas que constituem o grupo familiar e social do paciente, aí situado por necessidade evolutiva e de resgate para todos. Não se podem fugir à responsabilidade os que foram cúmplices ou co-autores dos delitos, quando os infratores mais comprometidos são alcançados pela justiça. Reunidos pelos parentescos sanguíneos ou através de conjunturas da afetividade, da afinidade, formam os grupos onde são alcançados pelos recursos reeducativos, dentro dos objetivos do progresso. A CRUZ DA OBSESSÃO É PESO QUE TOMBA SEMPRE SOBRE OS OMBROS DAS CONSCIÊNCIAS COMPROMETIDAS. Nesse contexto, o Espiritismo - que é o mais eficaz e fácil tratado de Higiene Mental - desempenha um relevante papel, qual seja o de prevenir o homem dos males que ele gera para si mesmo e lhe cumpre evitar, como facultando-lhe os recursos para superar a problemática obsessiva, ao mesmo tempo apoiando e enriquecendo os nobres profissionais da Psicologia, da Psiquiatria e da Psicanálise... Manoel Philomeno de Miranda – Nas Fronteiras da Loucura – Introdução. A obsessão muito prolongada pode ocasionar desordens patológicas e reclama, por vezes, tratamento simultâneo ou consecutivo, quer magnético, quer médico, para restabelecer a saúde do organismo. Destruída a causa, resta combater os efeitos. Allan Kardec - O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. 28 - item 85 Os casos de obsessão são tão frequentes que não é exagero dizer que nos hospícios de alienados mais da metade apenas tem a aparência de loucura e que, por isso mesmo, a medicação vulgar não tem efeito. Allan Kardec - Revista Espírita - 1866 Enquanto o homem não for estudado na sua realidade profunda – ser espiritual que é, preexistente ao corpo e a ele sobrevivente – muito difíceis serão os êxitos da ciência médica, na área da saúde mental. As doenças psíquicas, dentre as quais se destacam, pela alta incidência, as obsessões, continuarão ainda a perseguir o homem. Manoel Philomeno de Miranda - Temas da Vida e da Morte – Cap. 26
  • 43. 3 Loucura e Obsessão – 35 Anos As doenças mentais são sempre vinculadas a problemas Espirituais? Mesmo aquelas que têm substrato orgânico? Resposta do Espírito Dr. Bezerra de Menezes: — Certamente, meus amigos, com algumas exceções. As exceções podem ser: Fadiga mental, depressões nervosas ocasionadas por algum fator patológico, impurezas do sangue, sífilis e outras de fácil verificação. A própria loucura de origem alcoólica poderá ter causa espiritual, visto que o alcoólatra poderá ser um obsidiado, ou atrair afins espirituais que lhe compliquem os distúrbios. Mas nem todas as doenças mentais têm origem na obsessão, embora sejam de origem psíquica. O mundo espiritual é intensíssimo e os homens estão longe de compreender sua intensidade. Por sua vez, o ser psíquico, o perispírito inclusive, e, acima de tudo, a mente, são potências inimagináveis para os homens. Assim sendo, os sentimentos de um desencarnado atingirão intensidades indescritíveis se esse ser não for bastante equilibrado, ou evoluído, para dirigi-las normalmente. A fim de compreendermos o que se seguirá, porém, devemos ter em mente que o perispírito é ligado ao corpo físico, na encarnação, pela rede de vibrações nervosas, e a este dirige como potência equilibradora. O remorso, por exemplo, que é um dos mais avassaladores sentimentos, e que, no estado de desencarnação de um Espírito, chegará a enlouquecê-lo, poderá levar o Espírito a reencarnar em estado vibratório precário, por excitado, deprimido, alucinado, desesperado, etc. E, assim sendo, ele carreará para o corpo que habitar predisposições para acentuado desequilíbrio nervoso, intoxicações magnéticas que mais tarde redundarão em doença mental, onde até visões (do passado em que delinquiu) existirão, ao choque de uma possível fadiga mental, de uma emoção forte ou até de excessos de qualquer natureza, inclusive o excesso sexual e até o alimentar. Seu aspecto será o de um obsidiado. No entanto, ele é obsidiado apenas por sua memória profunda, que vinculou sua personalidade humana. Se houve remorso, houve crime, delinquência. E, se houve crime, a consciência, desarmonizada consigo mesma, desarmonizará todo o ser, e de muitas formas.
  • 44. 4 Loucura e Obsessão – 35 Anos A mente enferma refletirá sua anormalidade sobre o perispírito, que é dirigido por ela, e este sobre o corpo carnal, que é escravo de ambos, através do sistema nervoso. E eis aí a doença mental com substrato orgânico vinculada a problemas espirituais, mas não propriamente a obsessão na sua feição comum. Se se tratar desse paciente, pelas vias espíritas comuns, é provável que ele não se recupere, ou pelo menos que não se recupere com facilidade, visto que não existe um obsessor propriamente dito. E se se evocar um obsessor, insistindo na atração, facultar-se-á a possibilidade da comunicação do próprio Espírito do suposto obsidiado, que será atingido pelas correntes vibratórias atrativas, cairá como que em transe, adormecerá e dará a comunicação. Referir-se-á a «ele», isto é, ao corpo que ocupa como se se tratasse de outra personalidade, pois é sabido que o Espírito de um vivo, se se comunica em sessões de experimentações, refere-se ao próprio corpo usando a terceira pessoa do singular. Se tais tentativas forem bem planejadas e aplicadas, o tratamento beneficiará o comunicante, visto que ele terá sido doutrinado, evangelizado, instruído, consolado, etc., pois tal tratamento é usado no mundo Invisível para encarnados sofredores e desequilibrados, com muito bons resultados. Mas se o instrutor encarnado, durante a comunicação, entrar a supô-lo um obsessor desencarnado e procurar convencê-lo de tal, com assertivas que não se amoldem ao caso, confundirá o comunicante, e ele se retirará assaz desgostoso e desorientado. Assim, pois, para evitar tal contratempo, convém que os dirigentes das sessões conheçam bastante o terreno em que estão agindo, que disponham de médiuns assaz seguros para transmitirem as instruções dos dirigentes espirituais, indicando as tentativas a serem feitas. As sessões de estudo doutrinário serão de grande utilidade para tais casos, se o paciente estiver em condições de frequentá-las. (...) O perispírito, meus amigos, é corpo vivo, passível não só de adoecer se a mente enferma, mas de refletir também estados conscienciais deploráveis ou sublimes, e os estados conscienciais muito graves poderão ocasionar doenças mentais em um ser encarnado, e convenhamos que tal estado até mesmo se retrata no aspecto fisionômico do indivíduo. — Todos esses casos, influindo no sistema nervoso, afetarão, muitas vezes, o cérebro, uma vez que o primeiro é o veículo natural do perispírito, no estado de encarnação. Daí o fato de os sistemas glandulares do aparelho cerebral humano serem atingidos.
  • 45. 5 Loucura e Obsessão – 35 Anos Ataques, convulsões, epilepsia, hipocondria, neurastenia e depressões têm origens espirituais e não raro são casos também fundamentados na obsessão, na sugestão hipnótica obsessora (a sugestão hipnótica nada mais é do que obsessão temporária, quando não for positiva), etc. O tratamento psíquico em tais casos será de grande valia, embora não dispense o físico. Bezerra de Meneses – Recordações da Mediunidade – Cap. 10 – O Complexo Obsessão.
  • 46. 6 Loucura e Obsessão – 35 Anos Mente em desalinho, pensamento turbilhonado, o espírito encarnado que jaz nas malhas soezes da obsessão pode ser comparado a aranha imprevidente encarcerada nos fios da própria teia. Vencido pela mente pertinaz que a persegue através de vinculações que remontam ao pretérito espiritual, a casa cerebral, visitada pela interferência do obsessor, se desarranja, dificultando ao espírito encarnado controlar os centros de que se utiliza na investidura carnal. A incidência da vontade subjugadora, em hipnose continuada e coercitiva sobre a vontade que se deixa subjugar, faculta o descontrole do centro de censura psíquica, que vela, nos tecidos sensíveis do perispírito, lembranças e acontecimentos passados, dando origem a interferência de fatos transcorridos com os sucessos em curso, gerando desequilíbrio e anarquia mental. Iniciando o processo de descontrole, o invasor faz que se reavivem os complexos de culpa e as recordações dos crimes que ficou impune, surgindo, então, as síndromes das psicoses e neuroses, das alienações e desvarios de toda ordem. (...) A obsessão é, por isso mesmo, enfermidade espiritual de anamnese muito difícil, apresentando um quadro clínico deveras complexo, em considerando serem as suas causas quase sempre ignor5adas por quantos interferem nas tarefas de socorro aos obsidiados, exigindo muito espírito de abnegação e renúncia, sacrifício e amor. Sobretudo nos processos desobsessivos faz-se imprescindível não somente um “coração puro”, mas também um caráter ilibado e uma mente esclarecida que hauriu, no Espiritismo, a terapêutica especializada para tarefas que tais. Flagelo social de consequências imprevisíveis e de constituição sutil quão danosa, a obsessão campeia nos quadros da humanidade moderna engendrando lamentáveis processos de desajustamentos de vária ordem, de cujo resultado a Terra se converte num báratro desesperador. Insidiosa, persistente, dominadora, a obsessão produz estados degenerativos nas sedes do perispírito que se encarregam de imprimir, nas células dos departamentos da mente quanto no corpo, os desvios da loucura e de enfermidade outras ainda não estruturadas devidamente pela Patologia, comprometendo seriamente, através do desgaste, o aparelho psíquico e a maquia somática do deambulante pela neblina carnal.
  • 47. 7 Loucura e Obsessão – 35 Anos (...) Espíritos despóticos ou viciados, précitos ou cruéis, ao se emboscarem na organização das células físicas, condicionam, através das próprias vibrações, inarmonias no metabolismo desta ou daquela natureza, do que decorrem desequilíbrios vários, gerando estados de perturbação íntima, engendrando distúrbios e nevroses que os fazem com tempo transformar- se em algozes ou em vítimas de si mesmos, conduzindo-se à desesperação do túmulo antecipado pelo suicídio direto ou indireto, vítimas de alucinações momentâneas ou da loucura de grande porte... Aí estão os esquizofrênicos, os cleptomaníacos, os neuróticos e psicóticos de múltipla variedade, refletindo as distonias do próprio espírito nos centros de comando da vontade, da razão, dos diversos órgãos... Manoel Philomeno de Miranda - Sementeira da Fraternidade- Cap. 5 – Alienação por Obsessão Na classificação das Psicopatogêneses das alienações mentais, os conflitos exercem preponderância, especialmente aqueles que defluem do comportamento exterior divergente da forma pessoal de ser da criatura. Assim, o remorso, mesmo quando significa o despertar da razão pelos complexos mecanismos que desencadeia, é fator de perturbação emocional, no além-túmulo, levando o espírito à loucura. O desvestir-se da ilusão e o simultâneo enfrentamento da realidade produzem choque psicológico que aturde mais gravemente quando o paciente espiritual dá-se conta dos prejuízos causados tanto a si mesmo como aos outros. (...) Não apenas esse acontecimento tem lugar no mundo material, mas também e, principalmente, no Espírito após a desencarnação. (...) Os fatos mais vigorosos que se fixaram no inconsciente afloram e os reexamina sob a óptica do arrependimento, abrindo espaço para a instalação do remorso dissolvente, que leva ao desespero, pela falta de oportunidade momentânea de reparação, empurrando a vítima para a loucura em espírito. Escritores perversos que induziram mentes despreparadas ao crime, às paixões primitivas, à obscenidade;
  • 48. 8 Loucura e Obsessão – 35 Anos Atores insensíveis que personificaram indivíduos cruéis e degradados, que voltaram a influenciar o público galvanizado pelo seu desempenho; Artistas e poetas, médicos e terapeutas infelizes que propuseram o suicídio como solução para os sofrimentos; sacerdotes da ciência e da fé que corromperam, que praticaram a eutanásia e o aborto, que fomentaram o desrespeito às Leis da Vida; Periodistas que se fizeram modelo da degradação humana, infelicitando vidas em floração, Enfim, todos esses campeões dos triunfos terrestres mentirosos despertam além do túmulo e, dando-se conta dos atos ignóbeis que praticaram, ao acordarem para a realidade que ora enfrentam, ficam tomados de horror por si mesmos e fogem para lugar nenhum, enlouquecidos, hebetados... (...) Dessa forma, medite-se seriamente em torno da conduta e do pensamento individual, trabalhando a consciência para liberá-la de futuro remorso cruel que leva à loucura. Manoel Philomeno de Miranda – Mediunidade – desafios e bênçãos – Cap. 2 – Remorso e Loucura Em qualquer hipótese, porém, em que seja examinado, o paciente esquizofrênico é um espírito que perdeu o endereço de si mesmo, carregado de culpas transatas, que procura refugiar-se na alienação, através, naturalmente, dos fenômenos orgânicos e psicológicos que foram impressos pelo perispírito nos genes encarregados da sua organização biológica. Eis por que, esses espíritos conflitivos sempre reencarnam através de pessoas que tenham os fatores preponderantes para a formação fisiológica propiciatória à instalação do transtorno psicótico profundo. Através da lei de afinidade, aqueles que estão comprometidos perante as Divinas Leis reencarnam-se em grupos familiares, afetuosos ou não, de maneira a resgatarem juntos os débitos acumulados. Surgem, desde a infância, os ódios, os dramas e conflitos familiares, as exclusões, as perseguições, os castigos físicos injuriosos, que desencadeiam as reações psicológicas predisponentes ao distúrbio grave. Quando se compreender que o espírito é sempre o encarregado de modelar a existência que lhe é mais favorável, dispor-se-á de elementos para estudos mais profundos em torno da loucura e suas variantes, cujas raízes estão fixadas no cerne profundo do ser.