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O DESPERTAR DA
CONSCIÊNCIA
NO ALÉM TÚMULO
– O processo da
Desencarnação
SUMÁRIO
1. Introdução ..................................................................................................... 1
1.1 O Viver e o Morrer – Perspectiva Espírita..................................................1
1.2 A Terminalidade da Vida – Associação Médico Espírita/Brasil ................6
1.3 O Desencarne x A Morte – Diferenças .......................................................9
1.4 O Que levamos para o Plano Espiritual ....................................................12
1.5 Temor da Morte – Causas .........................................................................17
1.5.1 O instinto de conservação da vida.............................................................17
1.5.2 Predominância da Natureza Animal..........................................................17
1.5.3 Temporário olvido da vida espiritual........................................................17
1.5.4 Receio de aniquilamento da vida ..............................................................18
1.5.5 Terrorismo do modo de vida após a morte ...............................................18
1.5.6 Insuficiência de conhecimento sobre a Vida Futura.................................19
1.5.7 Marketing negativo da Morte/Velório/Enterro/Cemitério........................20
1.5.8 Censura às comunicações entre mortos e vivos........................................20
1.5.9 Apego as Coisas e/ou Pessoas...................................................................21
1.5.10 Temor de Você / do que Fez e/ou do que Não Fez...................................21
2. Obreiros da Vida Eterna – 75 anos........................................................... 23
2.1 A Série a Vida no Mundo Espiritual.........................................................23
2.1.1 Importância ...............................................................................................23
2.1.2 Composição da Série.................................................................................27
2.2 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – estrutura/histórico..........................28
2.3 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – resumo...........................................29
2.4 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – síntese – por capítulo.....................31
2.5 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – Instrutores – biografia ...................35
3. O Despertar da Consciência no Além Túmulo......................................... 37
3.1 Fases/Estágios do Processo de Desencarne – Obreiros da Vida Eterna ...37
3.1.1 Missões de Assistência..............................................................................37
3.1.2 Quebra de Imantações...............................................................................38
3.1.3 O Desencarne/ A Eutanásia.......................................................................39
3.1.4 O Velório...................................................................................................40
3.1.5 O Enterro/Cemitério..................................................................................40
3.1.6 No Plano Espiritual ...................................................................................41
4. O Despertar da Consciência no Além Túmulo – Exemplos.................... 42
4.1 O Caso Dimas ...........................................................................................42
4.2 O Caso Fábio.............................................................................................46
4.3 O Caso Cavalcante ....................................................................................47
4.4 O Caso Adelaide .......................................................................................49
4.5 O Caso Albina...........................................................................................50
5. Referências................................................................................................... 51
1
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
1. Introdução
1.1 O Viver e o Morrer – Perspectiva Espírita
A morte nenhum temor inspira ao justo, porque, com a fé, ele tem a certeza do futuro;
a esperança faz com que aguarde uma vida melhor e a caridade, cuja lei praticou, dá-lhe a
certeza de que, não encontrará no mundo onde vai entrar, nenhum ser cujo olhar deva temer.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 941
Qual o sentimento que domina a maioria dos homens no momento da morte: a dúvida,
o terror ou a esperança?
A dúvida nos céticos empedernidos; o temor, nos culpados; a esperança, nos homens
de bem.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 961
Prepare-se para a morte.
Desde hoje vença a dúvida, supere o temor, alente a esperança.
Ligado a Jesus-Cristo, o Protótipo da Idéia-Vida, renove-se hoje e sempre, pensando
no bem, a fim de que o Bem Inefável conduza os seus dias na Terra.
Marco Prisco – Legado Kardequiano – Cap. 56 – Idéia
Todos os homens na terra são chamados a esse testemunho, o da temporária
despedida.
Considera, portanto, a imperiosa necessidade de pensar nessa injunção e deixa que a
reflexão sobre a Morte faça parte do teu programa de assuntos mentais, com que te armarás,
desde já para o retorno, ou para enfrentar em paz a partida dos teus amores.
Joanna de Angelis – Sementes de Vida Eterna – Cap. 56 – Não há Morte
Em favor de você mesmo, inclua diariamente entre as suas preocupações a
meditação em torno do fenômeno da desencarnação. O exercício mental sobre esta
ocorrência ser-lhe-á muito benéfico. Dessa forma, revista-se de equilíbrio para o retorno à Vida
Espiritual que pode dar-se inesperadamente.
Marco Prisco – Ementário Espírita – Cap. 60 – No exame da Morte
2
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Morrer é um processo complexo.
Do ponto de vista físico, até que é relativamente fácil, complicado, porém é desencarnar,
desprender-se a alma dos laços que a retém ao plano material.
Embora obedeça a leis gerais que a tornam automática (1), a desencarnação, para
efetivar-se completamente, envolve lapsos de tempo variáveis, conforme a evolução do
Espírito. (2)
Allan Kardec detalhou o mecanismo de desprendimento da alma, valendo-se dos
ensinos do Espírito da Verdade e das próprias entrevistas que fez com centenas de
desencarnados. Vejamos os tópicos principais listados por ele: (3)
• A extinção da vida orgânica acarreta a separação da alma, em q consequência
do rompimento do laço fluídico que a une ao corpo, mas esse desprendimento nunca é brusco
e só se completa quando não mais reste um átomo do perispírito unido a uma molécula do
corpo.
O número de pontos de contato existentes entre o corpo e o perispírito é responsável
pela maior ou menor dificuldade na separação. Se a união permanecer, a alma poderá sentir a
decomposição do próprio corpo, como frequentemente acontece nos casos dos suicidas. Na
morte natural, resultante da extinção das forças vitais por velhice ou doença, a separação é
gradual: para aquele que se desmaterializou durante a própria existência, completa-se antes da
morte real; para o homem materializado e sensual, cujos laços com a matéria são estreitos, é
difícil, podendo durar “algumas vezes dias, semanas e até meses” (LE 155 nota). Na morte
violenta, o desprendimento só começa depois que ela se efetiva e não se completa rapidamente
(LE 162 nota).
• Na transição da vida corporal para a espiritual, produz-se um fenômeno de
perturbação, considerado como estado natural. Nesse instante a alma experimenta um torpor
que paralisa momentaneamente as suas faculdades, neutralizando, ao menos em parte, as
sensações. É por isso que ela quase nunca testemunha conscientemente o derradeiro suspiro.
Quando sai desse estado, o Espírito pode ter um despertar calmo ou agitado, dependendo do
tipo de sono no qual se envolveu.
• A causa principal da maior ou menor facilidade de desprendimento é o estado
moral da alma.
Influem, pois, no processo de desencarnação: o número de encarnações já vividas, as
conquistas mentais ou o patrimônio no campo da ideação, os valores culturais, o grau de apego
aos bens terrenos, enfim, as qualidades morais e espirituais, que constituem seu patrimônio.
• A preparação para a morte incluiria todo um programa existencial: fé ativa,
aceitação da vontade divina nos impositivos da existência, desprendimento dos bens terrenos,
busca da expansão do amor, na vida diária.
• 1) Obreiros da Vida Eterna – cap. XI, p. 172.
• 2) Ver O Livro dos Espíritos – todo o cap. III.
• 3) O Céu e O Inferno – cap. I da segunda parte.
Marlene Nobre – Nossa Vida no Além – Cap. 2 – Como é Morrer
3
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Todos os dias chegam corações atormentados, além da morte.
E apesar do horizonte aberto, jazem no chão como pássaros mutilados...
̶ Loucos, sob a hipnose da ilusão.
̶ Suicidas, descrentes dos próprios méritos.
̶ Criminosos sentenciados no tribunal da consciência.
̶ Malfeitores que furtaram de si mesmos.
̶ Doentes que procuraram a enfermidade.
̶ Infelizes a se imobilizarem nas Trevas.
Ha quem diga que os chamados mortos nada têm a ver com os chamados vivos,
entretanto, como os chamados vivos de hoje, serão os chamados mortos, de amanhã, com
possibilidade de se perturbarem uns aos outros caso perseverem na ignorância —, cultivemos
na Doutrina Espírita o instituto mundial de esclarecimento da alma, a fim de que o pensamento
regenerado consiga redimir as suas próprias criações que substancializam a experiência da
Humanidade nas várias nações da Terra.
André Luiz – Além da Morte – Introito – Uberaba, 13 de Janeiro 1960.
A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste. Nunca
promoverá compulsoriamente homens a anjos.
Cada criatura transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva bagagem do que
houver semeado e aprenderá que a ordem e a hierarquia, a paz do trabalho edificante, são
característicos imutáveis da Lei, em toda parte.
Emmanuel – Obreiros da Vida Eterna – Introdução
Berço – Existência – Desencarnação – Renascimento constituem quatro estágios de
Evolução que cabem nas quatro letras da VIDA.
Emmanuel – Chico Xavier e suas Mensagens no Anuário Espírita – Cap. 78 – Página aos
Espíritas/ Anuário Espírita – 1968
A morte é, simplesmente, um segundo nascimento; deixamos o mundo pela mesma
razão porque nele entramos, segundo a ordem da mesma lei.”
Leon Denis – O Grande Enigma – 3º Parte – Cap. 15 – A Lei circular
4
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Há, no entanto, que considerar mortos e mortos.
Nem todos, porém, que vivem na carne são vivos e nem os considerados mortos são
mortos.
Alguns vivem, é certo, mas poucos estão vivos para a vida...
Não importa a condição social em que os encontres.
Uns deambulam, ilustres, embora a indumentária carnal, cadaverizados pelo egoísmo.
Outros jornadeiam, bem acondicionados, mumificados pelo orgulho.
Mais outros passam, superficiais e inermes ante a ação corruptora da impudicícia.
Alguns movimentam-se, hipnotizados pelo prazer, a ele entregues.
Diversos aparecem inertes, aprisionados na indignidade.
Outros tantos escorregam, dominados pelo torpor do gozo animalizante.
Vários transitam aligeirados, abraçando a cobiça.
Grande número constitui-se de presunçosos, apodrecendo no ócio a que se entregam.
Mortos, todos eles, embora estejam no corpo físico.
Joanna de Angelis – Dimensões da Verdade – Cap. 21 – Mortos e mortos
Senhor Jesus!...
Enquanto os irmãos da Terra procuram a nós outros – os companheiros desencarnados
– nas fronteiras de cinza, rogando-te amparo em nosso favor, também nós, de coração
reconhecido, suplicamos-te apoio em auxílio de todos eles, principalmente considerando
aqueles que correm o risco de se marginalizarem nas trevas!...
Pelos que perderam a fé, recusando o sentido real da vida, e jazem quase mortos de
desespero;
Pelos que desertaram das responsabilidades próprias, anestesiando transitoriamente
o próprio raciocínio, e surgem quase mortos de inanição espiritual;
Pelos que se entregaram à ambição desmesurada a se rodearem sem qualquer
proveito dos recursos da Terra, e repontam do cotidiano quase mortos de penúria da alma;
Pelos que se hipertrofiaram na supercultura da inteligência, gelando o coração para
os serviços da solidariedade, e aparecem quase mortos ao frio da indiferença;
Pelos que acreditaram na força ilusória da violência, atirando-se ao fogo da revolta,
e se destacam quase mortos de angustia vazia;
Pelos que se perturbaram por ausência de esperança, confiando-se ao desequilíbrio,
e se revelam quase mortos de aflição inútil;
5
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Pelos que abraçaram o desânimo por norma de ação, parando de trabalhar, e
repousam quase mortos de inércia;
Pelos que se feriram ferindo os outros, encarcerando-se nas cadeias da culpa, e estão
quase mortos de arrependimento tardio!...
Senhor!...
Para os nossos irmãos que atravessam experiência humana quase mortos de
sofrimento e agravos, complicações e problemas criados por eles mesmos, nós te rogamos
auxílio e benção!...
Ajuda-os a se libertaram do visco de sombra em que se enredaram e trazei-os de novo
à luz da verdade e do amor, para que a luz do amor e da verdade lhes revitalize a existência
a fim de que possam encontrar a felicidade real contigo, agora e para sempre.
Emmanuel – Na Era do Espírito – Cap.21 – Oração pelos quase Mortos
“(...) E se somos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte
severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos
vinte, de fome um pouco por dia (...).”
João Cabral de Melo – Morte e Vida Severina – Introdução
6
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
1.2 A Terminalidade da Vida – Associação Médico Espírita/Brasil
Considerando:
a. Que o nosso paradigma é o Personalista Espírita (contempla a dignidade ontológica
do ser humano) ;
b. Que a vida é um bem indispensável, uma doação do Ser supremo;
c. A imortalidade da Alma, evidenciada na literatura mediúnica, nas pesquisas
científicas como as EQMs (Experiências de Quase Morte), nas vivências de terapia
de vidas passadas e nos relatos históricos de casos de reencarnação;
d. O artigo 1º, inciso III, da Constituição Federal, que elegeu o princípio da dignidade
da pessoa humana como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil;
e. O artigo 61 do Código de Ética Médica “... o médico não pode abandonar o paciente
por este ser portador de moléstia crônica ou incurável, mas deve continuar a assisti-
lo ainda que apenas para mitigar o sofrimento físico ou psíquico” ;
f. A Resolução CFM nº 1.805/2006, que estabelece como terminalidade da vida, no
artigo 1º, “... fase terminal de uma enfermidade grave e incurável...”, o momento
para limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida e, no
artigo 2º, que “... o doente continuará a receber todos os cuidados necessários para
aliviar os sintomas que levam ao sofrimento, assegurada a assistência integral, o
conforto físico, psíquico, social e espiritual, inclusive assegurando-lhe o direito da
alta hospitalar”;
g. Os avanços científicos e biotecnológicos modernos que possibilitam o
prolongamento obstinado do morrer;
h. A necessidade de humanizar o processo da morte, evitando sofrimentos adicionais
ao doente e aos familiares;
Estabelecemos que:
1. O limite das possibilidades terapêuticas não significa o fim da relação médico-
paciente, devendo o médico assisti-lo com cuidados básicos de manutenção da vida, alívio
físico, psíquico e espiritual. E, salvo por justa causa e comunicado ao paciente ou aos seus
familiares, o abandono do paciente portador de moléstia incurável constitui caso de omissão;
2. Somos CONTRÁRIOS à eutanásia ativa ou passiva e a qualquer meio intencional,
como o suicídio assistido, que antecipe a morte do ser humano;
7
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
3. Somos CONTRÁRIOS à distanásia, entendendo-a como prolongamento da vida, por
uma obstinação terapêutica ou diagnóstica, através de meios artificiais ou não, de forma
precária e inútil, que não promova benefício imediato ao paciente, levando-o a uma morte
agoniada com sofrimento orgânico, psíquico e espiritual;
4. Somos A FAVOR de uma MORTE NATURAL, ocorrendo no tempo certo, por
evolução natural da doença, assegurando ao paciente o direito aos cuidados paliativos,
necessários ao alívio do sofrimento, e o respeito pela sua dignidade;
5. Somos A FAVOR da criação e ampliação das unidades de cuidados paliativos
(HOSPICES), com abordagem multidisciplinar, com maior atenção ao doente do que à doença;
da adoção de medidas necessárias e indispensáveis à manutenção da vida (cuidados higiênicos,
conforto, alimentação e reposição de líquidos e eletrólitos); e dos procedimentos que ofereçam
uma melhor qualidade de vida ao paciente terminal;
6. Morte digna é a que ocorre sem sofrimento (físico, psíquico, social ou espiritual),
com assistência multidisciplinar de equipe de saúde (médico, enfermeiro, psicólogo,
fisioterapeuta, assistente social) e apoio espiritual; em ambiente adequado (familiar quando
possível); com direito a ser ouvido em seus medos, pensamentos, sentimentos, valores, crenças
e esperanças; receber continuidade de tratamento; não ser abandonado e ter tanto controle
quanto possível no que se refere às decisões a respeito de seus cuidados;
7. A fase terminal do processo de morte deve ser encarada como um período de ricas
experiências para a evolução do Espírito imortal; os cuidadores não têm, pois, o direito de
impedir que o paciente usufrua desses benefícios, antes, devem garantir-lhe esse tempo único
de aprendizado, convencidos de que a vida é um bem indisponível;
8. A linha divisória entre a eutanásia passiva e a distanásia é muito tênue, competindo
ao médico, no limite de suas responsabilidades, ouvir a sua própria consciência e buscar a
inspiração correta que direcione sua conduta ético-profissional;
9. Em substituição ao termo ortotanásia, que é sinônimo de eutanásia passiva no meio
jurídico, preferimos a denominação morte natural, pois esta estabelece com melhor clareza a
evolução natural das enfermidades;
10. Em relação ao PL 116/2000 do senador Gerson Camata, relatado pelo senador
Augusto Botelho, que propõe:
“Exclusão de ilicitude
§ 6º Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial, se
previamente atestada por dois médicos a morte como iminente e inevitável, e desde que haja
8
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
consentimento do paciente, ou em sua impossibilidade, de cônjuge, companheiro, ascendente,
descendente ou irmão.
§ 7º A exclusão de ilicitude a que se refere o parágrafo anterior faz referência à
renúncia ao excesso terapêutico, e não se aplica se houver omissão de meios terapêuticos
ordinários ou dos cuidados normais devidos a um doente, com o fim de causar-lhe a morte.”
Contempla o nosso entendimento que previne contra a prática da distanásia (obstinação
terapêutica sem proporcionar benefício) e permite que o paciente em fase terminal tenha
assegurados os cuidados mínimos de assistência humanitária à saúde (respeito pela dignidade
humana) e que a sua morte ocorra não por falta de atendimento e sim pela evolução do curso
natural da doença.
AME–Brasil – Folha Espírita – Janeiro de 2010 Edição número 425 – A Terminalidade da
Vida – http://www.folhaespirita.com.br/v2/?q=node/461
9
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
1.3 O Desencarne x A Morte – Diferenças
• O Que é Desencarnar/ O Que é Morrer
Desencarnação é libertação da alma, morte é outra coisa. Morte constitui cessação da
vida, apodrecimento, bolor.
Os que desanimam de lutar e trabalhar, renovar e evoluir são os que verdadeiramente
morrem, conquanto vivos, convertendo-se em múmias de negação e preguiça, e, ainda que a
desencarnação passe, transfiguradora, por eles, prosseguem inativos na condição de mortos
voluntários que recusam a viver.
Acompanhemos a marcha do Sol, que diariamente cria, transforma, experimenta,
embeleza.
Renovemo-nos.
André Luiz – Estude e Viva – Cap. 26 – Mortos Voluntários
Muitos nascem e renascem no corpo físico, transitando da infância para a velhice e do
túmulo para o berço, à maneira de almas cadaverizadas no egoísmo e na rebelião, na
ociosidade ou na delinquência, a que irrefletidamente se acolhem.
Absorvem os recursos da Terra sem retribuição, recebem sem dar, exigem concurso
alheio sem qualquer impulso de cooperação em favor dos outros e vampirizam as forças que
encontram, quais sorvedouros que tudo consomem sem qualquer proveito para o mundo que os
agasalha.
Semelhantes companheiros são realmente os mortos dignos de socorro e de
piedade, porquanto, à distância da luz que lhes cabe inflamar em si próprios, preferem o
mergulho na inutilidade, acomodando-se com as trevas.
Lembra-te dos talentos com que Deus te enobrece o sentimento e o raciocínio, o
cérebro e o coração, fazendo verter a glória do bem, através de teu verbo e de tuas mãos,
desperta e vive, para que, das experiências fragmentárias do aprendizado humano, possas, um
dia, alçar vôo firme em direção à Vida Eterna.
Emmanuel – Coragem – Cap. 32 – Vida e Morte
A desencarnação ocorre somente quando o ser, livre das sensações materiais, permite-
se a lucidez e o reencontro consigo mesmo, podendo experimentar as alegrias e as bênçãos da
libertação.
De acordo com as faixas mentais em que cada qual se situa, desperta em campo
vibratório equivalente, ensejando-se a paz anelada ou prolongando as aflições pelos prazeres
que não mais podem ser fruídos.
(...) A morte física é apenas uma etapa inicial da desencarnação real que aí começa,
e se encerra somente quando o espírito se integra na sociedade livre e feliz da Pátria para onde
rumou.
Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1º Parte – Cap. 12 – Morrer e
Desencarnar
10
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Não há mortes iguais. Tendo-se em conta as conquistas morais de cada pessoa, os
requisitos espirituais que a cada qual tipificam, os apegos ou não à matéria, as fixações e jogos
de interesse, as dependências físicas e mentais, a desencarnação varia de um a outro homem,
que experimenta perturbação correspondente, em tempo, ao estado íntimo em que se situa.
Morrer nem sempre significa libertar-se. A morte é orgânica, mas a libertação é de
natureza espiritual.
Por isso, essa turbação espiritual pode demorar breves minutos, nos Espíritos nobres,
como decorrência da grande cirurgia e até séculos, nos mais embrutecidos, que se não dão conta
do que lhes sucede...
Nas desencarnações violentas, o período e intensidade de desajuste espiritual
correspondem à responsabilidade que envolveu o processo fatal.
Acidentes de que se não têm uma culpa atual, passado o brusco choque, sempre
tornam de menor duração o período perturbador do que ocorrendo em condições de
intemperança moral, quando o descomedido passa a ser incurso na condição de suicida
indireto.
Para uma reencarnação completar-se, desde o primeiro instante quando da fecundação,
transcorrem anos que se alargam pela primeira infância. É natural que a desencarnação
necessite de tempo suficiente para que o Espírito se desimpregne dos fluidos mais
grosseiros, nos quais esteve mergulhado...
A violência da forma como ocorre mata somente os despojos físicos, nunca significando
libertação do ser espiritual.
O mesmo sucede nos casos de homicídio, em que a culpa ou não de quem tomba
responde pelos efeitos, em aflições, que prossegue experimentando.
Já os suicidas, pela gravidade do gesto de rebeldia contra os Divinos Códigos, carpem,
sofrem por anos a fio a desdita, enfrentando, em estado lastimável e complicado, o problema
de que pretendem fugir, não raro experimentando a perseguição de impiedosos adversários que
reencontram no além-túmulo, que os submetem a processos cruciais de lapidação em dores
morais e físicas, em face da destruição do organismo que fora equipado para mais largo período,
na Terra...
Enfermidades de longo curso, suportadas com resignação, liberam da matéria,
porque o Espírito tem tempo de pensar nas lídimas realidades da vida, desapegar-se das pessoas,
paixões e coisas, pensar com mais propriedade no que o aguarda, depois do corpo,
movimentando o pensamento em círculos superiores de aspirações.
As dores morais bem aceitas facultam aspirações e anseios de paz noutras dimensões,
diluindo as forças constritoras que o atam ao mundo das formas.
Como ninguém que se encontre na investidura carnal passará indene sem despojar-se
dela, muito justo se torna um treinamento correto para enfrentar o instante da morte que
virá.
O Espírito é, no Além, o somatório das suas experiências vividas.
Manoel Philomeno de Miranda – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. 11 – Efeito das
Drogas
11
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
O desacelerar da maquinaria orgânica normalmente culminando com a morte
fisiológica, de forma alguma representa a desencarnação propriamente dita.
O processo de liberação dos fluidos que fixam o espírito aos despojos materiais é muito
lento, especialmente quando a existência não transcorreu dentro dos padrões de comportamento
ético, caracterizando-se pelos apegos às paixões e pela vivência dos sentidos sensoriais em
detrimento das emoções transcendentes.
Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1o
Parte – Cap. 22 – Despertar
da consciência no Além-Túmulo
A leviana indiferença em torno da morte faculta o encharcar-se mais nas paixões
sensoriais, nos impulsos primários, nas lutas pela posse, pela dominação de coisas e pessoas...
Terrível frustração sucede a esses que assim procedem, quando o guante da
desencarnação lhes interrompe o galopar dos desejos e da loucura a que se entregam...
Morrem, sem dar-se conta da ocorrência, continuando na azáfama a que se entregavam...
(...) Todo processo de fixação impõe período idêntico para a sua liberação.
Assim ocorre com os vícios morais, mentais, emocionais e físicos, que permanecem
afligindo o espírito, mesmo quando já os abandonou, desde há algum tempo.
(...) A morte é somente uma experiência de desvestir uma para assumir outra
indumentária, entretanto, prosseguindo na vida.
(...) Ninguém deslustra as Leis universais, sem que seja convocado à reabilitação.
Assim, indispensável se torna a todos os viajantes do carreiro material o dever de pensar na
morte, na maneira como a enfrentará, nos recursos de que dispõe, no desapego aos denominados
bens materiais, preparando-se conscientemente, pois que se desencarna conforme se reencarna
com o patrimônio moral invisível e essencial.
Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 2o
Parte – Cap. 1 – Preparação
para a Morte
12
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
1.4 O Que levamos para o Plano Espiritual
Lembre-se, porém, que na hora da morte – a partida inevitável para todos os seres,
através dos caminhos do tempo:
− Segurança representa tranquilidade. Sem paz interior, não há poder real. Os bens
ficam no mundo.
− Juventude e saúde são épocas rápidas da estação dos anos.
− Só o Bem acompanha o homem além do mundo...
− O poderoso na Terra é apenas mordomo de recursos que desaparecem.
− Todos os valores pertencem, em última instância, ao Senhor de todas as
coisas.
− Patrimônio financeiro é problema para o Espírito. Comodidade física é caminho
para a doença da alma.
Aproveite as possibilidades que o tempo faz passar através de suas mãos, antes que
escorram para a inutilidade, e utilize esse patrimônio para assegurar sua volta ao Reino,
vitoriosamente.
Marco Prisco – Glossário Espírita-Cristão – Cap. 37 – Patrimônio e Posses
E depois de uma pausa, em que parecia surdo a tantos clamores, acentuou:
São contrabandistas na vida eterna.
Como assim? – atalhei, interessado. O interlocutor sorriu e respondeu em voz firme:
Acreditavam que as mercadorias propriamente terrestres teriam o mesmo valor
nos planos do Espírito.
Supunham que o prazer criminoso, o poder do dinheiro, a revolta contra a lei e a
imposição dos caprichos atravessariam as fronteiras do túmulo e vigorariam aqui também,
oferecendo-lhes ensejos a disparates novos.
Foram negociantes imprevidentes.
Esqueceram de cambiar as posses materiais em créditos espirituais. Não aprenderam as
mais simples operações de câmbio no mundo. Quando iam a Londres, trocavam contos de réis
por libras esterlinas; entretanto, nem com a certeza matemática da morte carnal se animaram a
adquirir os valores da espiritualidade.
Agora, que fazer? Temos os milionários das sensações físicas transformados em
mendigos da alma.
André Luiz – Nosso Lar – Cap. 27 – O Trabalho enfim
13
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Nos mínimos atos, negócios, resoluções ou empreendimentos que você faça, busque
primeiro a substancia “post-mortem” de que se reveste, porquanto, sem ela, seu tentame
será superficial e sem consequências produtivas para o seu espírito.
Hoje, como ontem, a criatura supõe-se em caminho tedioso tão-só quando lhe falta
alimento espiritual aos hábitos.
Alegria que dependa das ocorrências do terra-a-terra não tem duração. Alegria real
dimana da intimidade do ser.
Meditação elevada, culto à prece, leitura superior e conversação edificante constituem
adubo precioso nas raízes da vida.
Ninguém respira sem os recursos da alma.
Constrangidos a encontrar a repercussão de nossas obras, além do plano físico, de que
nos servirá qualquer euforia alicerçada na ilusão?
De que nos vale o compromisso com as exterioridades humanas, quando essas
exterioridades não se fundamentam em nossas obrigações para com o bem dos outros, se a
desencarnação não poupa a ninguém?
Cogitemos de felicidade, paz e vitória, mas escolhamos a estrada que nos conduza a
elas sob a luz das realidades que norteiam a vida do Espírito, de vez que receberemos de
retorno, na aduana da morte, todo material que despachamos com destino aos outros, durante a
jornada terrestre.
Não basta para nenhum de nós o contentamento de apenas hoje. É preciso saber se
estamos pensando, sentindo, falando e agindo para que o nosso regozijo de agora seja também
regozijo depois.
André Luiz – Estude e Viva – Cap. 4 – Consciência e Conveniência
A fé é mais do que um ato de crença, tornando-se poderoso eletroímã de renovação
energética, atraindo ou repelindo valores que seguirão com você além da vida física.
Prepara-te para a morte. Desde hoje vença a dúvida, supere o temor, alente a
esperança.
Ninguém viverá sempre na carne.
Marco Prisco – Legado Kardequiano – Cap. 56 – Ideia
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Retornam alguns irmãos nossos que atravessaram o “portal” do túmulo, a fim de
apresentarem seus depoimentos vivos.
Cada um retrata a experiência feliz ou desditosa de que foi objeto na Esfera Espiritual.
Alguns, que foram colhidos pelas surpresas, narram os sucessos em que se viram
envolvidos, lutando tenazmente por se manterem na anestesia da ignorância e da sombra, não
obstante a aurora convidativa da realidade que os envolvia.
Outros supuseram enganar o próximo e fugir a sanção da Justiça, precipitando-se pelo
país da consciência livre, onde os painéis circunjacentes são elaborados pelos que o povoam.
Diversos vinculavam-se as religiões, afirmavam possuir crença em Deus e na
imortalidade, no entanto, tornaram-se vítimas espontâneas da incredulidade e do pavor ante a
morte...
Uns acalentaram o nada para depois da sepultura e defrontaram a vida estuante.
Outros aguardavam tributos e glórias vãos e se viram de mãos vazias de feitos e corações
enregelados pela indiferença que cultuaram.
Espíritos fieis e devotados, aclimatados as realizações de enobrecimento, emolduraram-
se de paz e dita, retornando a louvar e bendizer a vida.
A morte a ninguém engana.
Ninguém se engana após a morte.
Morrer é desvelar de acontecimentos num cinematógrafo especial, com mecanismos que
atuam automaticamente na consciência de cada criatura.
Pensamos em alertar os invigilantes, recordando fatos já conhecidos e trazendo a lume
outra vez lições que vão sendo esquecidas, utilizando-nos das experiências daqueles que se
enganaram, a fim de recordar aos que crêem na Vida a necessidade de se manterem vigilantes
e atuantes no Bem.
A morte não discrepa, não elege, não exime ninguém. A pouco e pouco traz de volta os
que partiram na direção da Terra em aprendizado e recuperação.
Mensageira fiel recolhe todos e os situa nos seus devidos lugares, mediante as leis de
afinidades e de sintonia que nos ligam uns aos outros e nos reúnem nas múltiplas “moradas” da
“Casa do Pai”.
Joanna de Angelis – Depoimentos Vivos – Introdução (Salvador, 25 de dezembro de 1971)
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
A surpresa assoma em muitas mentes, quando defrontam, no intercâmbio mediúnico
com Entidades, que na Terra estiveram situadas em posição de destaque, desfrutando conceitos
relevantes e retornam do Mundo Espiritual expressando inquietação ou anestesiados no
desequilíbrio, na perturbação.
Acreditam os menos vigilantes que os homens que transitaram em situação de realce,
catalogados na distinção e colocados em pontos especiais, certamente, em se despindo da
indumentária carnal, deveriam retornar aureolados pelas bênçãos e pelas fortunas de um mérito
que, em verdade, não lograram amealhar.
Cada um é o que intimamente pensa, cultiva, elabora e produz.
Por essa razão, ninguém se surpreenda com o desnudar da consciência no além-túmulo,
em que homens e mulheres considerados pelo destaque que tiveram na comunidade retornam
obumbrados e inditosos, agônicos e estremunhados, apresentando-se sequiosos de paz,
necessitados de amor.
A Vida são os atos que amealhamos nos cofres da consciência e os sentimentos que
armazenamos nos depósitos profundos do ser.
A morte é o acordar para as realidades a que nos imantamos durante a jornada material.
Coerência é a palavra; equilíbrio, na aparência e no Ser, para pensar e agir com acerto.
João Cleofas – Intercâmbio Mediúnico – Cap. 7 – Coerência entre Pensamento e Ação
A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste. Nunca
promoverá compulsoriamente homens a anjos.
Cada criatura transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva bagagem do
que houver semeado e aprenderá que a ordem e a hierarquia, a paz do trabalho edificante, são
característicos imutáveis da Lei, em toda parte.
Emmanuel – Obreiros da Vida Eterna – Introdução
Recebemos no Além o que realmente criamos para nós mesmos, em contato com as
criaturas.
Romeu Camargo – Falando à Terra – Cap. 14 – De Retorno
Aviso claro e prudente, o melhor que tenho aqui: Depois da morte é que a gente
conhece o que fez de si.
José Soares de Gouveia – Depois da Vida – Introdução
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
No Mundo espiritual muita gente vai se surpreender... Lá, não seremos identificados
pela importância, ou melhor, pela nossa suposta importância no mundo... Gente há que
desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão se lhes escancarar... Ledo
engano!
Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo;
o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo... Esse negócio
de ter sido fulano de tal interessa à consciência de quem foi e, na maioria das vezes, se
complicou...
Francisco Cândido Xavier – O Evangelho de Chico Xavier – Cap. 187
A morte a ninguém engana. Ninguém se engana após a morte.
Morrer é desvelar de acontecimentos num cinematógrafo especial, com mecanismos que
atuam automaticamente na consciência de cada criatura.
Joanna de Ângelis – Depoimentos Vivos – Introdução
A Vida são os atos que amealhamos nos cofres da consciência e os sentimentos que
armazenamos nos depósitos profundos do ser.
A morte é o acordar para as realidades a que nos imantamos durante a jornada material.
João Cleófas – Intercâmbio Mediúnico – Cap. 7 – Coerência entre Pensamento e Ação
Vive, portanto, como se estivesses a cada momento preparando-te para renascer além e
após o túmulo.
A vida que se “leva” é a Vida que cada um aqui leva enquanto na indumentária
carnal.
Joanna de Angelis – Estudos Espíritas – Cap. 7 – Morrer
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
1.5 Temor da Morte – Causas
1.5.1 O instinto de conservação da vida
O instinto de conservação da vida, que lhe constitui força preventiva contra a
intemperança, a precipitação e o suicídio, não obstante desconsiderados nos momentos de
superlativo desgosto, revolta ou desespero.
Programado o corpo para servir de instrumento para o progresso do Espírito, através de
cujo cometimento desenvolve todas as aptidões e valores que nele jazem latentes, o instinto de
conservação é lhe um elemento de alto valor, para que seja preservada a vida e impulsionada
para a frente até às últimas resistências. Em face dessa condição, o Espírito se imanta ao corpo
e receia perde-lo, em razão do atavismo ancestral que lhe bloqueia o discernimento a respeito
daquilo cujos dados de avaliação não logram impressionar-lhe os sentidos.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte
1.5.2 Predominância da Natureza Animal
A predominância da natureza animal, que nos inferiores comanda as suas aspirações,
tendências e necessidades.
O predomínio da natureza animal desenvolve-lhe o egoísmo e exacerba-lhe a paixão
violenta, acentuando a sensualidade que se expande engendrando programas de novos gozos,
que terminam por exaurir-lhe as energias mantenedoras dos equipamentos de sustentação
orgânica. Assim é que um leve aceno de prolongamento da vida moribundo fá-lo sorrir e aspirar
pela sua ocorrência, em injustificáveis apegos aos despojos que lhe não permitem mais largos
logros, embora lhe concedam a permanência física.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte
1.5.3 Temporário olvido da vida espiritual
O temporário olvido da vida espiritual donde procede.
A reencarnação promove o transitório esquecimento do passado, que é providencial para
poupar ao Espírito a amargura que os seus erros impõem e os seus delitos o afligem. Esse
esquecimento constitui motivo de receio da morte, em razão da falta de elementos que
estruturem a confiança na sobrevivência, com o retorno ao mundo espiritual. As sensações
sobrepõem-se às emoções, fixando-lhe os interesses na vida física, apesar de saber da sua
efêmera existência.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
1.5.4 Receio de aniquilamento da vida
O receio de aniquilamento da vida, por falta de informações corretas a respeito do futuro
da alma e daquilo que lhe está destinado...
o engodo dos sentidos anestesia a razão, levando-a a concluir que a morte deles
representa a destruição da vida, arrolando o cérebro como autor do pensamento e os órgãos na
condição de causa da existência do ser. Assim, a desinformação e as concepções erradas sobre
a vida futura são responsáveis pelo temor da morte, que leva muitos indivíduos a estados
neuróticos lamentáveis, como a comportamentos alucinados, nos quais buscam o esquecimento,
fugindo da sua contingência enganosa.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte
1.5.5 Terrorismo do modo de vida após a morte
De um lado, contorções de condenados a expiarem em torturas e chamas eternas os erros
de uma vida efêmera e passageira.
De outro lado, as almas combalidas e aflitas do purgatório aguardam a intercessão dos
vivos que orarão ou farão orar por elas, sem nada fazerem de esforço próprio para progredirem.
Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 6 – A Preocupação com a Morte
O conteúdo religioso das doutrinas ortodoxas, que oferece uma visão distorcida quão
prejudicial do que sucede após a ruptura dos laços materiais, elaborando um mundo de
compensações em graça como em castigo, conforme a imaginação dos homens vitimados por
fanatismos e alucinações.
O estabelecimento de prêmios e punições de sabor material, nos quais as religiões do
passado firmaram estrutura da existência espiritual, tornou-a detestável, e se considerando o
medo a uma justiça absurda e impiedosa ou a indiferença por uma felicidade estanque,
monótona e perpétua, que tem lugar num céu onde o amor não dispõe de recursos para socorrer
o caído, nem a piedade vige em relação aos infelizes...
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
1.5.6 Insuficiência de conhecimento sobre a Vida Futura
À proporção que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui.
Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 3 – A Preocupação com a Morte
A doutrina espírita muda completamente a maneira de ver-se o futuro. A vida futura não
é mais uma hipótese, mas uma realidade. A situação das almas após a morte não se explica por
meio de um sistema, mas com o resultado da observação.
O véu é levantado. O mundo espiritual nos aparece em toda a sua realidade viva.
Não foram os homens que o descobriram através de uma concepção engenhosa, mas os
próprios habitantes desse mundo que nos vieram descrever a sua situação.
(...) Para os espíritas a alma não é mais uma abstração. Ela possui um corpo etéreo que
a torna um ser definido, que podemos conceber pelo pensamento. Isso é o suficiente para nos
esclarecer quanto à sua individualidade, suas aptidões e suas percepções.
A lembrança daqueles que nos são caros repousa, assim, sobre algo real. Não os
representamos mais como chamas fugitivas que nada dizem ao nosso pensamento, mas como
formas concretas que no-los apresentam melhor como seres vivos.
Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 10 – A Preocupação com a Morte
A ideia de que as almas dos mortos se tornam chama s fugitivas penetrou fundamente
na consciência coletiva dos povos.
Vemos a sua sobrevivência até mesmo em pessoas esclarecidas que se tornam espíritas.
Nas atas das sessões que realizava, por ele mesmo redigidas, o escritor Monteiro Lobato
refere -se constantemente aos espíritos como gases, chamas flutuantes, etc., o que levava alguns
dos comunicantes a endossarem a concepção.
Um deles lhe respondeu: Sou agora uma chamazinha errante. Referindo-se à sua própria
morte, Lobato escreveu que iria passar do estado sólido ao gasoso.
O Espiritismo nos mostra que a situação do homem após a morte é muito diferente disso.
Conservando o corpo espiritual (de que tão precisamente trata o apóstolo Paulo em l
Coríntios) o espírito desencarnado conserva até mesmo a forma corporal, as características
físicas que o distinguem na vida terrena, e pode assim identificar-se em suas manifestações pela
vidência, pelos fenômenos de aparição e pelos de materialização. Isso permite, ainda — o que
estranha às pessoas que desconhecem o problema — que o espírito se identifique pela sua
própria voz nos fenômenos de audição mediúnica ou de comunicação por voz direta.
Herculano Pires – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 10 – A Preocupação com a Morte –
comentário
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
1.5.7 Marketing negativo da Morte/Velório/Enterro/Cemitério
A morte é rodeada de cerimônias lúgubres, mais próprias a infundirem terror do que a
provocarem a esperança.
Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 8 – A Preocupação com a Morte
Essa impressão negativa da morte foi intencional. O objetivo era atemorizar as criaturas
a fim de se portarem bem na vida.
Há uma relação evidente entre essa ameaça da morte e as ameaças de castigos nas
escolas, para garantir o bom comportamento dos alunos. Mas esse recurso, que produziu
resultados entre homens ignorantes e brutais, perderia o seu efeito na proporção em que a
Civilização se desenvolvesse.
Aconteceu com ele o que ensina uma lei da Dialética: o que hoje serve ao progresso,
amanhã se torna obstáculo e deve ser removido.
Mas, por outro lado, essas cerimônias lúgubres e toda essa ameaça passou para o plano
dos costumes, criou raízes populares e se tornou ainda uma das fontes de renda para as
organizações eclesiásticas.
Tudo isso impediu, até mais da metade do século XIX, que as religiões organizadas,
chamadas positivas, fizessem alguma coisa para acompanhar o progresso cultural.
Ainda hoje, apesar das reformas em curso, o problema da morte continua na mesma
situação analisada por Kardec.
Herculano Pires – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 8 – A Preocupação com a Morte –
comentário
1.5.8 Censura às comunicações entre mortos e vivos
Demais, a crença vulgar coloca as almas em regiões apenas acessíveis ao pensamento,
onde se tornam de alguma sorte estranhas aos vivos.
Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 9 – A Preocupação com a Morte
"Na crença vulgar", diz Kardec, porque a Teologia católica já no seu tempo colocava o
problema em termos de estado de consciência. Não obstante, os clérigos continuavam a pregar
dos púlpitos em termos de crença vulgar.
A comparação que Kardec faz, mais adiante, entre o Inferno pagão e o Inferno cristão,
esclarecerá bem este assunto.
Quanto ao rompimento absoluto de relações entre vivos e mortos, devemos acentuar
que havia e ainda subsiste uma atitude contraditória: a relação pode ser permitida por Deus, em
casos excepcionais, mas somente no seio da Igreja.
Assim, as comunicações espíritas são condenadas como demoníacas, mas as
comunicações católicas, sejam de santos e anjos ou mesmo de almas sofredoras, são
consideradas legítimas e até mesmo divulgadas em livros.
Herculano Pires – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 09 – A Preocupação com a Morte –
comentário
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
1.5.9 Apego as Coisas e/ou Pessoas
O apego à sensualidade e aos bens transitórios produz o pavor da morte, redundando em
desarmonias internas que de forma alguma impediriam o processo desencarnatório, às vezes
apressando-o, em face dos elementos destrutivos que a mente elabora e sustenta.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 14 – Morrendo para
Viver
Cavalcante não se preparou, convenientemente, para libertar-se do jugo da carne e
sofre muito pêlos exageros da sensibilidade.
Tem o pensamento afetuoso em excessiva ligação com aqueles que ama. Semelhante
situação dificulta-nos sobremaneira os esforços.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 11 – Amigos Novos
A esposa de Dimas, ao pé dele, não obstante prolongadas vigílias e sacrifícios estafantes,
que a expressão fisionômica denunciava, mantinha-se firme a seu lado, olhos vermelhos de
chorar, emitindo forças de retenção amorosa que prendiam o esposo em vasto emaranhado
de fios cinzentos
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 13 – Companheiro Libertado
1.5.10 Temor de Você / do que Fez e/ou do que Não Fez
Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos céus! Que
desilusão! Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de
mim, mas muito acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não
terem sangue nobre! Oh! como então compreendi a esterilidade das honras e grandezas que com
tanta avidez se requestam na Terra!
Para se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a
caridade em toda a sua celeste prática, a benevolência para com todos. Não se vos pergunta o
que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes, quantas lágrimas enxugastes.
Uma Rainha de França – Evangelho Seg. Espiritismo – Cap. 2– item 8 (Havre 1863)
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Não apenas ignorância da realidade espiritual, mas aflição ante a sua legitimidade.
Conhecer a verdade é penetrá-la, viver a verdade, no entanto, é renovar-se para ela.
Muitos que trazem da Terra o cômputo do conhecimento espírita, não obstante se
identificarem com a vida espiritual se perturbam face ao que deixaram de fazer, o que
planejaram fazer e o que fizeram erradamente.
Ao despertar na Vida Verdadeira, o homem, de um só golpe, olha a retaguarda,
percebendo em clara visão tudo quanto poderia ter realizado e não o fez. Esse conhecimento
dá-lhe sofrimento, perturba-o.
Não é a desencarnação em si que faz sofrer. Antes é a evidência do que não se realizou
que torna o Espírito sofrido. Por isso, o Codificador do Espiritismo com muita lucidez anotou
a resposta dos imortais de que o conhecimento do Espiritismo oferece, naturalmente. recurso
para impedir a perturbação, mas que os atos são os grandes contributos a fim de que o homem,
sabendo da sua realidade íntima e conhecendo o que fez de nobre, tenha o impedimento da
aflição interior.
Desse modo, identificado com o Espírito de amanhã que o Espiritismo nos revela, não
apenas fiquemos na informação, mas nos modifiquemos, para que a nossa consciência não se
nos transforme em algoz, fazendo sofrer, em consideração ao que ficou perdido ou aplicado
errada e audaciosamente contra cada um.
João Cleófas – Intercâmbio Mediúnico – Cap. 58 – Perturbação Espiritual
Aqui, meus filhos, não me perguntaram se eu havia descido gloriosamente as escadas
do Petit Trianon; não fui inquirido a respeito dos meus triunfos literários e não me solicitaram
informes sobre o meu fardão acadêmico. Em compensação, fui argüido acerca das causas
dos humildes e dos infortunados pelas quais me bati.
Não venho exortar a vocês como sacerdote; conheço de sobra às fraquezas humanas.
Vivam, porém a vida do trabalho e da saúde, longe da vaidade corruptora. E, na religião da
consciência retilínea, não se esqueçam de rezar.
Humberto de Campos – Palavras do Infinito – Aos Meus Filhos (Pedro Leopoldo,
9/Abril/1935)
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
2. Obreiros da Vida Eterna – 75 anos
2.1 A Série a Vida no Mundo Espiritual
2.1.1 Importância
O nobre Espírito André Luiz é o moderno argonauta que venceu os pélagos vorazes do
mundo espiritual, vivenciando as experiências iluminativas com humildade e resignação,
acumulando incomparáveis tesouros de sabedoria para trazê-los de maneira prudente e
equilibrada e ofertá-los aos viandantes da retaguarda física domiciliados na Terra.
Utilizando-se da técnica narrativa em forma autobiográfica, conseguiu decodificar as
complexas informações do mundo espiritual, em linguagem acessível a todos, convidando-nos
a profundas reflexões em torno do binômio: existência carnal e realidade imortal.
Com a necessária imparcialidade, iniciou a sua revelação expondo-nos tormentos que o
surpreenderam após a desencarnação, assim como relatando o processo de soerguimento
espiritual havido por meio da inefável misericórdia de Deus.
Espírito comprometido com a verdade, não se deteve em lamentação ou permitiu-se
desarvorar, quando as dores o assaltaram, assim descobrindo que o único recurso de que podia
dispor para a libertação era o trabalho em favor do próximo, por consequência, de si mesmo.
Empenhou-se no mister e transferiu-se de campo de atividade, com a ajuda de
abnegados benfeitores desencarnados que se lhe afeiçoaram aos sentimentos incorruptíveis,
passando a fazer parte das equipes de servidores do bem, em favor da humanidade, na faina
incansável da autoiluminação.
Lentamente compreendeu a gigantesca tarefa que tinha pela frente e empenhou-se por
estudar, perquirir, amealhar conhecimentos, tornar-se digno de desempenhá-la com grata
satisfação.
Tornou-se um repórter sábio das ocorrências no mundo causal, e decidiu-se, por amor e
compaixão, a advertir, assim como a orientar os viandantes carnais acerca do próprio
comportamento durante a vilegiatura orgânica, tendo em vista o futuro que a todos nos aguarda.
Cuidadosamente, e com critério de verdadeiro missionário desbravador do
desconhecido, passou a descrever os cenários e acontecimentos em torno da vida além da
indumentária carnal.
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Não se permitindo atitudes que produzissem pavor, desvelou com naturalidade as
regiões de sofrimento e de desespero construídas pelos desarvorados Espíritos que se
entregaram à revolta e à desobediência aos soberanos códigos da vida.
Demonstrou a existência nas regiões espirituais de verdadeiros infernos, purgatórios e
vales de expiação, todos eles, porém, transitórios, necessários ao processo de despertamento
das consciências obnubiladas ou desvairadas, teimosamente vinculadas ao mal e à perversidade.
Nada obstante, não se deteve exclusivamente nos relatos afligentes, mas também
abordou com elegância as conquistas superiores dos Espíritos fiéis e diligentes, assim como as
regiões de bênçãos em que habitam, onde se desenham os elevados programas de construção
do futuro da humanidade terrestre.
Abordou, como dantes ainda não havia sido feito com a mesma clareza, as organizações
sociológicas e éticas, culturais e estéticas, científicas e filosóficas, artísticas e religiosas, nas
quais se preparam os missionários da sabedoria para o desempenho das tarefas no futuro
terrestre.
Estudando com profundidade os mecanismos das leis de causa e efeito, confirmou as
informações contidas na Codificação do Espiritismo, pelo egrégio mestre de Lyon Allan
Kardec, sem lhes alterar os conteúdos.
Fiel aos ensinamentos ditados pelos Espíritos superiores e insertos nas obras básicas da
Doutrina Espírita, ampliou-os, detalhou-os, aplicou as técnicas do conhecimento
contemporâneo, demonstrando-lhes a exatidão, a proficiência e a grandeza do insuperável
missionário da Terceira Revelação judaico-cristã, eleito por Jesus para trazer à Terra o
Consolador que Ele prometera.
Raciocínio claro, inteligência lúcida e percuciente, penetrou o bisturi da análise
investigadora nos mecanismos da mediunidade, nos processos lamentáveis das obsessões, nos
programas das reencarnações, nas preparações dos missionários do bem e da caridade,
revelando os complexos programas de socorro em favor da humanidade.
Através do tempo, participou de momentosas atividades ao lado dos instrutores sábios
de considerável elevação, encarregados de velar e desenvolver o progresso dos seres humanos
e do planeta, apresentando os esquemas de iluminação e de devotamento a que todos nos
devemos ajustar, a fim de contribuirmos em favor da obra santificante dirigida por Jesus.
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Em todo o seu trabalho jamais se permitiu fantasias ou delírios objetivando atemorizar
os seres humanos, sempre considerando a qualidade sublime de Deus-amor, ultrapassando os
tradicionais textos religiosos das doutrinas ortodoxas a respeito do Deus-pavor, que reaparece
na atualidade de alguma forma severo e cruel, inclusive, em algumas informações ditas do além-
túmulo...
Em toda parte, existe ordem, mesmo no denominado caos, e a lei de amor é soberana
em tudo incessantemente, porque provém do Pai amantíssimo.
As narrações a respeito de acontecimentos reais, nas programações dos renascimentos
físicos de diversos Espíritos, assim como sobre a desencarnação dos mesmos e de outros, são
ricas de ternura e de informações iluminativas.
As análises e os estudos científicos em torno de diversos temas hodiernos encontram
respaldo nas ciências que se encarregam dos mesmos, sempre demonstrando que o Espiritismo
estuda as causas, enquanto as ciências estudam os efeitos, conforme acentuou Allan Kardec.
Podemos dividir os períodos que dizem respeito ao desdobramento das revelações
espíritas a respeito do mundo transcendente em antes e depois de André Luiz, embora tenha
havido contribuições valiosas de outros médiuns no exterior e no Brasil, assim como de
excelentes teólogos preocupados com o esclarecimento dos seus paroquianos.
Ninguém, até este momento, depois de apresentado o Espiritismo, conseguiu ser mais
fiel e profundo, nas informações em torno da vida no corpo e fora dele, que o digno esculápio
desencarnado que optou pelo anonimato, criando o pseudônimo pelo qual se tornou conhecido,
a fim de não criar qualquer constrangimento à família ou fazer proselitismo de arrastamento...
Estudar a fantástica obra do mensageiro espiritual é dever de todo aquele que deseja
compreender a vida e os fenômenos em torno da morte, assim como da sobrevivência do
Espírito à disjunção cadavérica, adquirindo conhecimento e propondo-se a viver de maneira
consentânea com as lições aprendidas com esse dedicado e humilde servidor de Jesus.
Os ensinamentos, porém, do emérito educador não são dirigidos exclusivamente aos
espíritas, mas a todas as pessoas sinceras que se interessem por interpretar os enigmas
existenciais e as grandes interrogações a respeito da vida e da morte.
Esse manancial de bênçãos, que são as suas obras mediúnicas, através da dedicação
exemplar do venerando médium Francisco Cândido Xavier, que soube transformar o ministério
em sacerdócio incomum, alcançando o estágio de mediunato, retorna agora aos leitores
sintetizado no presente livro, ensejando amplas possibilidades de consultas, reflexões,
pesquisas e conhecimentos edificantes...
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Respeitando os esforços gigantescos da equipe de coligidores dos relevantes
ensinamentos e a maneira como o Espírito André Luiz e o médium Francisco Cândido Xavier
souberam sintetizá-los, suplicamos aos Céus que os abençoem no serviço da iluminação de
consciências.
Aos respeitáveis missionários André Luiz e Francisco Cândido Xavier, o médium de
que se utilizou, a nossa mais profunda gratidão e a súplica ao Senhor da vida para que os
conduza pelos infinitos caminhos da Espiritualidade em clima de harmonia e plenitude.
Manoel Philomeno de Miranda – A Vida no Mundo Espiritual – Introdução
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
2.1.2 Composição da Série
A Coleção “A Vida no Mundo Espiritual”, composta por obras escritas pelo Espírito
André Luiz, através do médium Chico Xavier, compõem-se de 13 livros, lançados pela FEB
entre os anos de 1945 e 1968.
A tabela a seguir apresenta para livro da coleção: o ano de seu lançamento, o tema
principal da obra e o mentor/instrutor principal diretamente envolvido no desenvolvimento do
conteúdo do livro.
Livro Tema Principal
Instrutor
1º – 1943 – NOSSO LAR A Vida no Plano Espiritual
Clarêncio
2º – 1944 – OS MENSAGEIROS As Falências Mediúnicas
Aniceto
3º – 1945 – MISSIONÁRIOS DA LUZ A Reencarnação/O Processo Reencarnatório
Alexandre
4º – 1946 – OBREIROS DA VIDA
ETERNA
A Desencarnação
Jerônimo/ Zenóbia
5º – 1947 – NO MUNDO MAIOR A Mente/ Distúrbios Mentais
Calderaro
6º – 1949 – LIBERTAÇÃO A obsessão/Vampirismo/Ovoides/Licantropia
Gúbio
7º – 1954 – ENTRE A TERRA E O CÉU As Patologias do corpo espiritual
Clarêncio
8º – 1954 – NOS DOMÍNIOS DA
MEDIUNIDADE
A Mediunidade
Aulus
9º – 1956 – AÇÃO E REAÇÃO A Lei de Causa e Efeito
Druso
10º – 1958 – EVOLUÇÃO EM DOIS
MUNDOS
As Relações Ciência/Doutrina
Espírita/Medicina
11º – 1959 – MECANISMOS DA
MEDIUNIDADE
As Relações Ciência/Doutrina
Espírita/Mediunidade
12º – 1963 – SEXO E DESTINO O Sexo desequilibrado
Felix
13º – 1968 – E A VIDA CONTINUA A Imortalidade/Pós-desencarne –
Claudio/Plotino
28
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
2.2 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – estrutura/histórico
i. Histórico: Este livro faz parte da coletânea, constituída por uma série de 13 obras, André
Luiz, narra suas próprias experiências e as dos que o cercam no mundo espiritual. Ao
longo da obra, as narrativas vão sendo direcionadas à tarefa de esclarecimento dos
encarnados sobre as realidades dessa “nova vida” e a estreita relação existente entre os
dois planos da vida: material e espiritual.
ii. Título: "Obreiros da Vida Eterna" – 20 capítulos.
iii. Autor: Espírito André Luiz (pseudônimo espiritual de um consagrado médico que
exerceu a Medicina no Rio de Janeiro).
iv. Psicografia: Francisco Cândido Xavier (concluída em Março/1946).
v. Edição: Primeira edição em 1946, pela Federação Espírita Brasileira (Rio de
Janeiro/RJ).
vi. Prefácio: Espírito Emmanuel
vii. Instrutores/Mentores: Jerônimo/Zenóbia
viii. Conteúdo doutrinário:
Este livro desvenda, esclarecendo, o processo da desencarnação, descrevendo a
assistência/desencarnação de 5 pessoas de diferentes cultos religiosos.
Recomendável àqueles que tenham perdido entes queridos ou mesmo a quem esteja
afetivamente ligado a algum enfermo em estado terminal.
Eurípedes Kühl – Sinopse dos Livros de André Luiz – Cap. 4 – Obreiros da Vida Eterna
29
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
2.3 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – resumo
Comprova os princípios revelados pela Doutrina Espírita sobre a existência do mundo
espiritual, para onde vão as almas dos homens.
Assegura que ninguém morre e que o Espírito desencarnado prossegue na busca de seu
aperfeiçoamento, experiencia uma nova vida e prepara-se para novo retorno à Terra.
Revela os detalhes do processo desencarnatório e demonstra que ele se dá de maneira
diferente para cada alma.
É o quarto livro da série A vida no Mundo Espiritual, composto de vinte capítulos com
substanciais e novos ensinamentos doutrinários.
Relata o trabalho de uma expedição socorrista que se desloca da colônia espiritual Nosso
Lar para auxiliar na desencarnação de cinco Espíritos dedicados ao bem, sendo dois espíritas,
um católico romano, um livre pensador espiritualista e um evangélico protestante.
A equipe liderada pelo instrutor Jerônimo, a caminho da Crosta, pernoita na Casa
Transitória de Fabiano, instituição situada em tenebrosa zona umbralina, que tem a finalidade
de preparar a reencarnação dos Espíritos que vivem em um local chamado abismo, próximo a
ela. Zenóbia, sua administradora, com auxílio especial da clarividente Luciana e do padre
Hipólito, resgata um Espírito rebelde, denominado Domênico, que fora figura exponencial da
Igreja na sua última existência.
Descreve a assombrosa atuação do fogo purificador que varre a região, desintegrando
os resíduos mentais deletérios produzidos pelos habitantes do abismo, o que força a casa
Transitória a se transferir de local por meio de forças mento-magnéticas.
Descreve os cuidados prévios que recebem determinados Espíritos próximos à
desencarnação, e detalha a atuação magnética dos Espíritos superiores nas três regiões
orgânicas fundamentais do moribundo, para favorecer o desligamento do Espírito, atuando,
primeiramente, no centro vegetativo ligado ao ventre, sede das manifestações fisiológicas; a
seguir no centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediada no tórax, e, finalmente, no
centro mental, o mais importante, situado no cérebro.
Relata a gradual formação do novo corpo perispiritual durante o desligamento do
Espírito do seu corpo material, e adverte quanto à necessidade da oração e da conversação
elevada durante o velório, para favorecer o desligamento definitivo do Espírito dos seus
despojos físicos, pelo rompimento do fio prateado.
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Ensina que a desencarnação pode ser adiada, recebendo o Espírito mais algum tempo
de existência na Terra, em obediência à intercessão de um encarnado ou desencarnado, cuja
rogativa é analisada pelos Espíritos superiores, que consideram os benefícios que advém da
moratória, como foi o caso de Adelaide, que recebeu mais tempo no corpo físico, já que o seu
falecimento causaria forte abalo no organismo de sua filha Loide, em adiantado estado de
gravidez, podendo provocar um aborto de uma entidade que vinha à Terra com programa de
cooperar na divulgação do Evangelho.
Assegura que o processo desencarnatório varia conforme se vive, e que alguns Espíritos
desligam-se do envoltório físico com espantosa facilidade, enquanto outros necessitam de
ingente esforço e de procedimentos complexos dos obreiros do Senhor, em razão do apego à
vida física ou do medo da morte, consequente de uma formação religiosa dogmática.
Ensina que na prática da eutanásia, o corpo morre, mas o Espírito não desencarna,
ficando preso, por tempo indefinido, às células neutralizadas do veículo físico, que não permite
a sua libertação, prolongando-lhe o sofrimento.
Geraldo Campetti Sobrinho – A Vida no Mundo Espiritual – Pag. 155 – Obreiros da Vida
Eterna – Síntese
Dando continuidade à sua estada na cidade espiritual Nosso Lar, André Luiz relata as
novas atividades na dimensão de vida em que se encontra.
Em companhia do mentor espiritual Jerônimo faz missões de socorro, amparo e
orientação a necessitados, tanto no mundo espiritual quanto na esfera física.
Esse novo relato, em que André Luiz oferece detalhes sobre as atividades dos
benfeitores espirituais, foi denominado Obreiros da vida eterna.
André Luiz, o médico bem-sucedido, que viveu e morreu no Rio de Janeiro, ressurge
pela admirável mediunidade de Francisco Cândido Xavier e revela a grandiosidade e a beleza
dos obreiros da vida eterna, em suas tarefas de socorro, amparo e orientação àqueles que
transitam pelas vias da ilusão, do engano, das emoções e sentimentos descontrolados.
Lances dolorosos, aflitivos, mas, de outra parte, também de excelentes formas de
irradiação do amor são retratados nos capítulos:
Treva e sofrimento, Fogo purificador, Companheiro libertado, Prestando assistência,
Aprendendo sempre, Exemplo cristão, Desprendimento difícil, A serva fiel, Ação de graças,
entre outros.
Aylton Paiva – Revista Reformador – 2013 – Julho – Obreiros da Vida Eterna
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
2.4 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – síntese – por capítulo
Cap I – Convite ao Bem – A. Luiz foi conduzido pelo Assistente Jerônimo ao "Templo
da Paz", para assistirem a uma palestra sobre a filosofia espiritual da Evolução. É descrito "um
grande globo de substância leitosa" que exibe quadros vivos (fotografia animada) das ações
socorristas nas zonas espirituais inferiores, onde estão desencarnados sofrendo em ambiente de
terror: despenhadeiros repletos de monstros horripilantes: o "abismo".
Cap II – No Santuário da Bênção – Grupos socorristas recebem últimas instruções no
"Santuário da Bênção", antes de partir rumo às missões de auxílio, nas proximidades da Crosta
Terrestre. Há proveitosas lições sobre a loucura (origens, efeitos, tratamento e cura — pelas
noções reencarnacionistas), num verdadeiro "curso rápido de Psiquiatria", sob novo aspecto.
Cap III – O Sublime Visitante – No interior de uma câmara estruturada em material
similar a vidro puro e transparente, uma tela cristalina capta vibrações mentais e forma quadros
vivos de paisagem de águas mansas, em paz, e de árvore frondosa, representando, esta, a vida.
Tudo isso para recepcionar um admirável Emissário espiritual de Esferas Superiores. Há
apreciável demonstração filosófica de como a Evolução do homem tende ao infinito...
Cap IV – A Casa Transitória – A equipe de A. Luiz parte em viagem e, a caminho,
estaciona na "Casa Transitória de Fabiano", grande instituição piedosa, fundada por Fabiano de
Cristo, nas cercanias da Crosta. Singularidade dessa instituição: é asilo móvel(!). Quando há
necessidade, transporta-se para outras regiões espirituais. Tem defesas elétricas, contra invasões
de Espíritos maldosos. Ali serão recolhidos quatro Espíritos, cuja desencarnação terá o amparo
da equipe de A. Luiz.
NOTA: Sugerimos a leitura complementar do livro “Mergulhando no mar de amor”, de
César Soares Reis, Editora Lorenz, contendo a biografia de Fabiano de Cristo (sublime
missionário).
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Cap V – Irmão Gotuzo – Depoimento de Gotuzo, médico, que assim como A.Luiz,
peregrinou em zonas purgatoriais após a desencarnação e agora auxilia Espíritos necessitados.
Há substanciosa descrição das reencarnações expiatórias, nas quais o livre-arbítrio do
reencarnante não é atendido.
Cap VI – Dentro da Noite – Descrição do "abismo" — região trevosa onde Espíritos
infelizes se apresentam como feras (às vezes, gigantescos sáurios) sendo repelidos por raios
elétricos de choque. De tempos em tempos as equipes socorristas empregam ali o "fogo
depurador", a benefício da região e dos seus tristes habitantes.
Cap VII – Leitura Mental – Expõe interessante quadro de clarividência entre
desencarnados, quando um Espírito com essa "especialidade" (clarividência), desdobrado, vê e
narra as ações infelizes de um Espírito sofredor, quando encarnado. Essa atividade é
especialmente realizada a benefício do referido Espírito sofredor, que se mostrava recalcitrante.
Cap VIII – Treva e Sofrimento – Mostra o esforço assistencial nas zonas inferiores.
Este capítulo oferta excelente material (argumentação evangélica) para os médiuns
doutrinadores.
Cap IX – Louvor e Gratidão – Registra como encarnados em desdobramento
espiritual pelo sono são recebidos na Casa Transitória, para encontro com parentes
desencarnados. Há o raro fenômeno de um Espírito desencarnado (Luciana) ser médium de
psicofonia para que um outro Espírito elevado (Letícia) comunique-se com o filho (Gotuzo) e
também com a assembléia formada por A. Luiz, sua equipe e outros Espíritos trabalhadores na
Casa Transitória.
Cap X – Fogo Purificador – Em atividade assistencial de grande impacto, (com
emprego do "fogo depurador" na área externa) é descrito o recolhimento de Espíritos
necessitados na Casa Transitória. A seleção ocorre conforme a aura dos candidatos, que
demonstra seu arrependimento sincero.
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Cap XI – Amigos Novos – A equipe de A. Luiz, já na Crosta, inicia o auxílio às
desencarnações programadas, objeto do seu deslocamento do "Nosso Lar" até ao plano terreno.
Cap XII – Excursão de Adestramento – A. Luiz e companheiros, sediados no lar de
ADELAIDE (no plano terreno), recolhe ali os Espíritos que serão por eles auxiliados e condu-
los à Casa Transitória, para breve palestra elucidativa quanto à breve desencarnação deles.
Cap XIII – Companheiro Libertado – É descrito o processo de uma desencarnação
com auxílio da equipe de A. Luiz, com pormenores altamente educativos, do ponto de vista
espiritual. É citado o caso de um desencarnante que logo contemplará seu passado, em visão
panorâmica.
Cap XIV – Prestando Assistência – Alguns casos de desencarnação são descritos. Há
advertência para médiuns aprendizes, que "tentam" ou "observam" contatos apenas com
Espíritos elevados e que, não o conseguindo, logo desertam... Relata caso de "suicídio
inconsciente" (expressão inédita no Espiritismo, até então, S.M.J.). Sobretudo, há lições de
como devem os encarnados comportarem-se num velório: em oração e silêncio!
Cap XV – Aprendendo Sempre – É comentada ação de Espíritos malfeitores que
ajuntam-se nos cemitérios, aguardando a chegada de despojos humanos para deles subtrair
resíduos vitais... Há registro do tormento de Espíritos desencarnados que não se desatam do
corpo em decomposição.
Cap XVI – Exemplo Cristão – Trata da desencarnação de um bondoso colaborador.
Cita o interessante efeito da água num banho morno, retirando matéria fluídica prejudicial (das
glândulas sudoríparas). Mostra também os resultados salutares do culto doméstico da prece.
Cap XVII – Rogativa Singular – Cita "moratória terrena" concedida a uma pessoa
prestes a desencarnar, concessão essa que visa beneficiar toda uma coletividade (crianças órfãs).
Cap XVIII – Desprendimento Difícil – Especifica o caso de uma desencarnação
complicada, acrescida dos graves inconvenientes da eutanásia.
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Cap XIX – A Serva Fiel – Narra o quanto o merecimento influi numa desencarnação
tranqüila, a ponto do próprio Espírito desencarnante realizar o desligamento perispiritual do
corpo físico, cabendo à equipe espiritual especializada apenas o ato conclusivo da liberação
(desate do cordão prateado).
Cap XX – Ação de Graças – Despedidas: a equipe de A. Luiz e os quatro Espíritos
recém-libertos do corpo físico vão para "Nosso Lar"; antes, despedem-se dos amigos da Casa
Transitória, onde aqueles quatro Espíritos foram hóspedes logo após desencarnarem.
Eurípedes Kühl – Roteiro de Estudos das Obras de André Luiz – Cap. 4 – Obreiros da Vida
Eterna
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
2.5 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – Instrutores – biografia
• Zenóbia
Irmã que administra, anualmente, alternadamente, há vinte anos consecutivos com o
Irmão Galba, a Casa Transitória de Fabiano, situada nas cercanias terrestre e destinada a
socorros urgentes.
É um abrigo de pronto-socorro espiritual.
Asila constantemente variados grupos de entidades, repletas de característicos humanos
primitivistas, mas portadores de virtudes apreciáveis.
Solicita que todos a acompanhem na oração em favor do Padre Domênico para que ele
possa ter o dom de ouvir.
Zulmira na sua última encarnação foi pobre menina, forçada pelas circunstâncias da luta
terrestre a desposar um viúvo rodeado de filhinhos. Teve uma existência inteira de renúncia
santificante pelos pais, pelo esposo, pelos filhos. Aceitou o caminho de abnegação contrário
aos sonhos juventude.
O padre Domênico afirma que, se a existência humana o houvesse unido a Zenóbia,
outro teria sido o seu destino. Dominado pela dor de perdê-la, fora compelido ao celibato
sacerdotal.
Na Sala Consagrada, tendo ao fundo uma tela transparente de grandes proporções,
solicita a todos que a acompanhem mentalmente na oração da noite para os asilados e para o
pessoal administrativo. Afirma que a Igreja Romana é, de fato, na atualidade grande especialista
em “crianças espirituais”.
Por ocasião da reunião preparatória de Adelaide, direciona palavras aos cooperadores
da bondosa discípula de Jesus.
Por ocasião das despedidas dos integrantes da expedição socorrista oferece-lhes o hino
de reconhecimento em sinal de afetuoso apreço.
Geraldo Campetti Sobrinho – A Vida no Mundo Espiritual – Pag. 505 – Obreiros da Vida
Eterna – Zenóbia
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
• Jerônimo
Conduz André Luiz até o Templo da Paz, a fim de ouvir a palestra do instrutor Albano
Metelo.
Orienta a pequena equipe de trabalho constituída de André Luiz, do padre Hipólito e da
enfermeira Luciana. A equipe tem a incumbência de operar na Crosta planetária, durante trinta
dias, a tarefa de auxílio e estudo, junto de cinco colaboradores prestes a desencarnarem na
Crosta.
Conduz a equipe até o Santuário da Bênção, onde, juntamente com outros dois grupos
de socorro, receberiam a palavra de mentores iluminados.
Conduz o grupo até a Casa Transitória de Fabiano nas cercanias da Crosta terrestre,
destinada a socorros urgentes.
Determina que as atividades na Crosta teriam como ponto de referência o lar coletivo
de Adelaide – a Fundação Adelaide.
Recomenda a Luciana e Irene trouxessem a irmã Albina, ao passo que André Luiz e o
Padre Hipólito conduziriam Dimas, Fábio e Cavalcante até a câmara de Adelaide, de onde
seguiriam para a Casa Transitória de Fabiano em excursão de aprendizagem e adestramento.
Determina que Hipólito e Luciana fiquem na Casa Transitória, atendendo as
necessidades prementes de Dimas recém-liberto, enquanto André Luiz e ele acompanhariam
Fábio, em processo desencarnatório.
Geraldo Campetti Sobrinho – A Vida no Mundo Espiritual – Pag. 442 – Obreiros da Vida
Eterna – Jerônimo
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
3. O Despertar da Consciência no Além Túmulo
3.1 Fases/Estágios do Processo de Desencarne – Obreiros da Vida Eterna
3.1.1 Missões de Assistência
Amigos o concurso desta noite não se destina à cura do corpo grosseiro. Tentamos
revigorar-vos o organismo espiritual, preparando-vos o desligamento definitivo, sem alarmes
de dor alucinatória. Devo confessar-vos que, retornando o vaso físico, experimentareis natural
piora de vossas sensações, agravando-se a tortura, porque os remédios para a alma, na
presente situação, intensificam os males da carne.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 13 – Companheiro Libertado
Compreendia, mais uma vez, que há tempo de morrer, como há tempo de nascer. Dimas
alcançará o período de renovação e, por isso, seria subtraído à forma grosseira, de modo a
transformar-se para o novo aprendizado. Não fora determinado dia exato. Atingira-se o tempo
próprio.
Há existências que perdem pela extensão, ganhando, porém, pela intensidade...
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 13 – Companheiro Libertado
38
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
3.1.2 Quebra de Imantações
Cavalcante não se preparou, convenientemente, para libertar-se do jugo da carne e sofre
muito pêlos exageros da sensibilidade. Tem o pensamento afetuoso em excessiva ligação com
aqueles que ama. Semelhante situação dificulta-nos sobremaneira os esforços.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 11 – Amigos Novos
A esposa de Dimas, ao pé dele, não obstante prolongadas vigílias e sacrifícios estafantes,
que a expressão fisionômica denunciava, mantinha-se firme a seu lado, olhos vermelhos de
chorar, emitindo forças de retenção amorosa que prendiam o esposo em vasto emaranhado
de fios cinzentos, dando-nos a impressão de peixe encarcerado em rede caprichosa... As
correntes de força, exteriorizadas por ela, infundem vida aparente aos centros de energia
vital, já em adiantado processo de desintegração.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 13 – Companheiro Libertado
Adelaide você pensa nos parentes, nos amigos, nos trabalhos que ficarão,
compreendemos seu devotamento materno à obra de amor que lhe consumiu a vida. Entretanto,
você está cansada, muito cansada e Jesus autorizou o seu regresso. Confie a Ele as penas que
lhe oprimem o espírito afetuoso. Deponha o precioso fardo de suas responsabilidades em outras
mãos, esvazie o cálice de sua alma, alijando amarguras e preocupações. Converta saudades
em esperanças e desate os elos mais fortes, atendendo a ordem divina.
Seu quarto de dormir, semelhava a redoma de pensamentos retentivos a
interceptarem-lhe a saída. Quanto menos se via presa ao corpo, mais se ampliava a exigência
dos parentes, dos amigos... Como portar-se ante essa situação ? – Minha amiga, reconhecemos
os obstáculos, mas não se amofine, com a sua vinda se dará a imposição natural de novo
esforço a cada um. Alegre-se, portanto, pela transformação que ocorrerá dentro em pouco.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 19 – A Serva Fiel
Além de haver-se afeiçoado profundamente ao Evangelho do Cristo, vivendo-lhe os
princípios renovadores, Fábio conseguira iluminar a mente da companheira e construir
bases sólidas no espírito dos filhinhos, orientando-os para o futuro.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 16 – Exemplo Cristão
39
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
3.1.3 O Desencarne/ A Eutanásia
Há três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremo cuidado nos serviços
de liberação da alma : o centro vegetativo, ligado ao ventre, como sede das manifestações
fisiológicas; o centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediado no tórax, e o centro
mental, mais importante, situado no cérebro.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 13 – Companheiro Libertado
Jerônimo deliberou que o cordão prateado, última ligação entre o cérebro de matéria
densa, e o cérebro de matéria rarefeita, deveria permanecer até ao dia imediato, considerando
as necessidades de Dimas, ainda imperfeitamente preparado para o desenlace mais rápido.
O pobre amigo permanecia agarrado ao corpo pela vigorosa vontade de prosseguir
jungido à carne. Cavalcante, permanecia cego para o “outro lado da vida”, de onde tentávamos
auxiliá-lo, em vão.
Jerônimo poderia aplicar-lhe recursos extremos, mas absteve-se. Inquirido por mim
acerca de seus infindos cuidados, explicou, calmo – Ninguém corte, onde possa desatar.
Sem qualquer conhecimento das dificuldades espirituais, o médico ministrou a chamada
injeção “compassiva”, ante o gesto de profunda desaprovação do meu orientador. Em poucos
instantes, o moribundo calou-se. Cavalcante, para o espectador comum, estava morto. Não para
nós, entretanto. A personalidade desencarnante estava presa ao corpo inerte, em plena
inconsciência e incapaz de qualquer reação.
A carga fulminante da medicação de “descanso”, por atuar diretamente em todo o
sistema nervoso, atinge também os centros do organismo perispiritual.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 18 – Desprendimento Difícil
40
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
3.1.4 O Velório
Se fosse possível receber maior cooperação dos amigos encarnados, ser-lhe-ia mais fácil
o restabelecimento integral, nesta fase pós-desencarne.
No entanto, cada vez que os parentes se debruçam, em pranto, sobre os despojos,
Dimas-Espírito é chamado ao cadáver, com prejuízo para a restauração mais rápida.
Nossos amigos da esfera carnal são ainda muito ignorantes para o trato com a morte.
Quando do velório, ao invés de trazerem pensamentos amigos e reconfortadores, preces de
auxilio e vibrações fraternais, atiram aos recém-desencarnados as pedras e os espinhos que
deixaram nas estradas percorridas.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 14 – Prestando Assistência
3.1.5 O Enterro/Cemitério
As grades da necrópole estavam cheias de gente da esfera invisível, em gritaria
ensurdecedora. Verdadeira concentração de vagabundos sem corpo físico apinhava-se à
porta – ... Nossa função, acompanhando os despojos destina-se também à sua defesa. Nos
cemitérios costuma congregar-se compacta fileira de malfeitores, atacando as vísceras
cadavéricas, para subtrair-lhes resíduos vitais.
O cooperador queria dizer, naturalmente, que a presença, ali, de malfeitores e ociosos
desencarnados se justificava em face do grande número de ociosos e malfeitores que se afastam
diariamente da crosta da Terra.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 15 – Aprendendo sempre
41
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
3.1.6 No Plano Espiritual
Ó minha mãe! e a esposa, os filhos?... – Dimas, filho, os laços terrenos, entre você e
eles, foram interrompidos. Restitua-os a Deus, certo de que o Eterno Senhor da Vida, a quem
de fato pertencemos, permitirá sempre que nos amemos uns aos outros.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 15 – Aprendendo sempre.
Enquanto Dimas se restaurava paulatinamente, Fábio cobrava forças de modo
notavelmente rápido. Os longos e difíceis exercícios de espiritualidade superior, levados afeito
na Crosta, frutificavam, agora, em benções de serenidade e compreensão. Podia levantar-se à
vontade, transitar nas diversas seções em que se subdividiam os trabalhos do Instituto.
Experimentava tranqüilidade.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 17 – Rogativa Singular
Cavalcante, fixava-nos, receoso, crendo-se vítima de pesadelo, em hospital diferente.
Declarava-se interessado em continuar no corpo terrestre, chamava a esposa insistentemente,
repetia descrições do passado com admirável expressão emotiva.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 19 – A Serva Fiel
O serviço preliminar do desenlace, no plexo solar e mesmo no coração, pode, em vários
casos, ser levado a efeito pelo próprio interessado, quando este haja adquirido, durante a
experiência terrestre, o preciso treinamento com a vida espiritual mais elevada.
Depois de orar, fervorosamente, no último pouso das células exaustas, agradecendo-
lhes o precioso concurso nos abençoados anos de permanência na Crosta, Adelaide, serena e
confiante, cercada de numerosos Amigos, partiu.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 19 – A Serva Fiel
André, você pode intensificar o relatório das impressões pós-desencarne, quanto deseje,
esteja certo, porém, de que não se verificam duas desencarnações rigorosamente iguais. O
plano impressivo depende da posição espiritual de cada um.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 15 – Aprendendo sempre.
42
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
4. O Despertar da Consciência no Além Túmulo – Exemplos
4.1 O Caso Dimas
Dimas morava em uma casa muito simples, em pequena cidade próxima do Rio de
Janeiro. Tinha pouco mais de cinquenta anos. Nascido em berço pobre, frequentou apenas os
primeiros anos de escola.
Acostumado, desde cedo, à infância sem mimos, desenvolveu o corpo, entre deveres e
abnegações constantes.
Desde muito jovem, teve de auxiliar o sustento próprio e nesse mesmo regime constituiu
família, com muito sacrifício. Despendeu enorme energia para a subsistência, mas, mesmo
assim, dedicou-se aos que sofrem.
Foi médium espírita e procurou servir à coletividade. Conviveu com desalentados e
aflitos de toda sorte. Dedicou-se à causa dos mais necessitados, esqueceu-se de si mesmo no
serviço de amor ao próximo. Acometido de cirrose hepática, estava partindo, deste mundo, um
pouco mais cedo do que o previsto por causa dos grandes sacrifícios que teve de enfrentar, ao
longo desses poucos mais de cinquenta anos.
Uma equipe espiritual, porém, estava atenta a todo o bem que ele havia plantado e veio
recebê-lo, nos umbrais do além, auxiliando-o a desatar os fios da existência corpórea e a
adaptar-se aos primeiros dias da vida nova.
O assistente Jerônimo, chefe da equipe espiritual, fazia-se acompanhar do padre
Hipólito, da enfermeira Luciana e do médico estagiário André Luiz.
Inicialmente, o primeiro obstáculo a vencer era afastar a esposa do quarto do enfermo,
uma vez que as correntes de força exteriorizadas por ela alimentavam, com vida aparente, os
centros de energia vital do marido, já em adiantado processo de desintegração. Era preciso
cortar essa fonte de revitalização.
Jerônimo procurou contornar o impasse, melhorando o estado físico do enfermo, com o
auxílio de passes longitudinais que desfizeram os fios magnéticos que se entrecruzavam sobre
o corpo abatido. Com as forças surpreendentemente renovadas, o próprio doente aconselhou a
esposa ao descanso, dizendo-se mais animado.
43
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Reconfortada por vê-lo mais lúcido, rendendo-se ao cansaço, buscou o leito, no que foi
seguida pelos familiares, todos exultantes pelas melhoras alcançadas. Felizmente, agora, o
enfermo estava só, entregue à assistência da equipe espiritual. O assistente distribuiu trabalho
a todos.
Hipólito e Luciana, depois de tecerem uma rede fluídica de defesa, em torno do leito,
para que as vibrações mentais inferiores fossem absorvidas, permaneceram em prece ao lado,
enquanto André Luiz colocava a mão direita sobre o plexo solar do agonizante.
Antes de iniciar as operações decisivas, Jerônimo propiciou a Dimas um momento de
oração, tocando-lhe, demoradamente, na parte posterior do cérebro. Logo o agonizante passou
a emitir pensamentos luminosos e belos e orou, sentidamente, ante a partida da qual se apercebia
em nível inconsciente e chorou muito, ante o desenlace imediato. Na prece, recordou-se de sua
genitora e pediu à Mãe dos Céus que lhe concedesse a graça de revê-la no minuto de partir!
Nesse momento, graças ao poder oculto da oração, que só a providência divina saberia
explicar, a porta do quarto deu entrada a venerável anciã, coroada de luz, que se aproximou de
Jerônimo e, após desejar-lhe a paz divina, informou: – Sou a mãe dele...
Sentara-se a velhinha no leito, depondo a cabeça do moribundo no colo, afagando-a com
as mãos carinhosas.
Com esse reforço precioso, Hipólito e Luciana deslocaram-se para velar pelo sono da
esposa, de modo que as suas emissões mentais não alterassem o trabalho em curso. Iniciou-se,
então, o processo desencarnatório.
As primeiras providências do assistente junto ao agonizante foram tomadas:
insensibilizou inteiramente o vago, para facilitar o desligamento nas vísceras. A seguir,
utilizando passes longitudinais, isolou todo o sistema nervoso simpático, neutralizando, mais
tarde, as fibras inibidoras no cérebro.
Explicou Jerônimo, na ocasião, que existem três regiões orgânicas fundamentais a
merecerem todo cuidado nos serviços de liberação da alma:
1) O centro vegetativo (sede das manifestações fisiológicas), ligado ao ventre;
2) O centro emocional (zona dos sentimentos e desejos), sediado no tórax;
3) O centro mental: sede da alma (o mais importante) situado no cérebro.
O assistente começou a operar sobre o plexo solar, desatando laços que localizavam
forças físicas. Com isso, uma certa porção de substância leitosa extravasava do umbigo,
pairando em torno. Esticaram-se os membros inferiores, com sintomas de esfriamento. Dimas
gemeu, em voz alta, semi-inconsciente.
44
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Nesse momento, os familiares acorreram, assustados.
Jerônimo agiu rapidamente: com passes concentrados sobre o tórax, relaxou os elos
que mantinham a coesão celular no centro emotivo, operando sobre determinado ponto do
coração, que passou a funcionar como bomba mecânica, desreguladamente. Nova cota de
substância desprendia-se do corpo, do epigastro à garganta (...)
André Luiz conta que todos os músculos trabalharam fortemente contra a partida da
alma, opondo-se à libertação das forças motrizes, em esforço desesperado, ocasionando
angustiosa aflição ao paciente.
Foram chamados, às pressas, o médico e os parentes. Dimas estava em coma. Houve
um reduzido tempo de descanso, e Jerônimo voltou para aquela que seria a última etapa:
Concentrando todo o seu potencial de energia na fossa romboidal, Jerônimo quebrou
alguma coisa que não pude perceber com minúcias, e brilhante chama violeta-dourada
desligou-se da região craniana, absorvendo, instantaneamente, a vasta porção de substância
leitosa já exteriorizada. Quis fitar a brilhante luz, mas confesso que era difícil fixá-la com
rigor. Em breves instantes, porém, notei que as forças em exame eram dotadas de movimento
plasticizante. A chama mencionada transformou-se em maravilhosa cabeça, em tudo idêntica
à do nosso amigo em desencarnação, constituindo-se, após ela, todo o corpo perispiritual de
Dimas, membro a membro, traço a traço. E, à medida que o novo organismo ressurgia ao nosso
olhar, a luz violeta-dourada, fulgurante no cérebro, empalidecia gradualmente, até
desaparecer, de todo, como se representasse os princípios superiores da personalidade,
momentaneamente recolhidos a um único ponto, espraiando-se em seguida, através de todos
os escaninhos do organismo perispirítico, assegurando, desse modo, a coesão dos diferentes
átomos, das novas dimensões vibratórias.
Quando isso ocorreu, Dimas-desencarnado elevou-se alguns palmos acima de Dimas-
cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão prateado, semelhante a sutil elástico,
entre o cérebro de matéria densa, abandonado, e o cérebro de matéria rarefeita do organismo
liberto.
Dimas morrera inteiramente. Mas a operação ainda estava incompleta.
Como já afirmamos, a morte física é relativamente simples, mas a desencarnação
envolve um processo muito mais complexo.
O liame fluídico ou cordão de prata deveria permanecer até o dia imediato. O “morto”
não estava preparado para um desenlace mais rápido.
45
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
Vendo-o debilitado pelo esforço, deliberou o assistente confiá-lo à mãe até o dia
seguinte, quando, então, cortaria o cordão e conduzi-lo-ia à Casa Transitória de Fabiano, posto
de socorro situado na zona umbralina, região nevoenta mais próxima da crosta, onde ficaria por
alguns dias até que todos pudessem partir rumo à Colônia Nosso Lar.
Por enquanto repousará ele na contemplação do passado, que se lhe descortina em
visão panorâmica no campo interior, observou o assistente. Dimas estaria a rever um filme
único, com todos os detalhes, o da própria existência que acabara de deixar.
No dia seguinte, a equipe espiritual regressou, duas horas antes do cortejo fúnebre. (O
corpo espiritual aperfeiçoara-se, narra André Luiz, pois o cordão fluídico entre o cérebro
perispirítico e o do cadáver permitia que o desencarnado absorvesse princípios vitais do campo
fisiológico). Jerônimo, agindo como clínico experimentado, examinou-o e ascultou-o, cortando
em seguida, o liame final. O perispírito de Dimas passou a receber as últimas forças do corpo
inanimado, enquanto este, por sua vez, absorvia algo de energia do outro, que o mantinha sem
notáveis alterações.
Dimas parecia um convalescente ao despertar, estremunhado, acordando de longo sono.
A mãe contou-lhe a verdade: já havia feito a passagem.
Todos acompanharam os despojos até o cemitério, inclusive o próprio Dimas que orou,
sentidamente, agradecendo ao corpo físico.
A função de acompanhar os despojos materiais, segundo os mentores, não é apenas a de
adestramento do desencarnado para os movimentos iniciais de libertação, mas é também de
defesa dos restos mortais, contra os ataques de malfeitores desencarnados, a fim de que não se
apoderem dos resíduos vitais, ou seja, do duplo etérico.
Jerônimo extraiu do cadáver e dispersou todos os resíduos de vitalidade do cadáver.
Finalizado o enterro, era hora de partir: Dimas, amparado pela comitiva, rumou para a Casa
Transitória de Fabiano.
(...)
Tive a nítida impressão de que através do cordão fluídico, de cérebro morto a cérebro
vivo, o desencarnado absorvia os princípios vitais restantes do campo fisiológico. E acentuou:
O apêndice prateado era verdadeira artéria fluídica, sustentando o fluxo e refluxo dos
princípios vitais em readaptação. Retirada a derradeira via de intercâmbio, o cadáver mostrou
sinais, quase de imediato, de avançada decomposição.
Marlene Nobre – Nossa Vida no Além – Cap. 2 – Como é Morrer
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 11/15 – Amigos Novos
46
O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação
4.2 O Caso Fábio
A mesma equipe espiritual escalada para levar Dimas, também incumbiu-se de realizar a
desencarnação de Fábio, um senhor na idade madura, casado, com dois filhos menores de oito
e seis ano presumíveis, portador de tuberculose em estado avançado. Morador em um bairro
pobre e menos populoso do Rio de Janeiro, Fábio foi um autodidata em Espiritismo, sempre se
consagrou aos estudos transcendentais da alma e às obras do bem. Livre de sectarismo,
disciplinado, soube preparar a família para a sua morte, que ele sabia estar próxima,
introduzindo o Evangelho no lar, desde os primeiros tempos do matrimônio.
Silveira, pai de Fábio, juntou-se à equipe do assistente, acompanhado de mais dois amigos.
Jerônimo repetiu o mesmo processo de libertação praticado em Dimas, mas conseguiu fazê-
lo com muito mais facilidade.
Depois da ação desenvolvida sobre o plexo solar, o coração e o cérebro, desatado o “nó
vital”, Fábio fora completamente afastado do corpo físico. Por fim, brilhava o cordão fluídico-
prateado, com formosa luz. Amparado pelo genitor, o recém-liberto descansava, sonolento,
sem consciência exata da situação.
A surpresa estava por vir. Uma hora depois da morte física, Jerônimo cortou o cordão
prateado. Fábio estava mais preparado para a desencarnação do que Dimas.
Após o desligamento, o pai beijou o filho e entregou-o ao assistente para levá-lo à instituição
socorrista, Casa Transitória de Fabiano, onde programara reencontrá-los.
Diferentemente do que ocorreu no caso Dimas, a equipe partiu, logo em seguida ao total
desligamento, sem esperar pelo sepultamento, levando Fábio, adormecido, para a Casa
Transitória.
Marlene Nobre – Nossa Vida no Além – Cap. 2 – Como é Morrer
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 11/16 – Amigos Novos
O Despertar da Consciência no Além Túmulo
O Despertar da Consciência no Além Túmulo
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo

  • 1. O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA NO ALÉM TÚMULO – O processo da Desencarnação
  • 2. SUMÁRIO 1. Introdução ..................................................................................................... 1 1.1 O Viver e o Morrer – Perspectiva Espírita..................................................1 1.2 A Terminalidade da Vida – Associação Médico Espírita/Brasil ................6 1.3 O Desencarne x A Morte – Diferenças .......................................................9 1.4 O Que levamos para o Plano Espiritual ....................................................12 1.5 Temor da Morte – Causas .........................................................................17 1.5.1 O instinto de conservação da vida.............................................................17 1.5.2 Predominância da Natureza Animal..........................................................17 1.5.3 Temporário olvido da vida espiritual........................................................17 1.5.4 Receio de aniquilamento da vida ..............................................................18 1.5.5 Terrorismo do modo de vida após a morte ...............................................18 1.5.6 Insuficiência de conhecimento sobre a Vida Futura.................................19 1.5.7 Marketing negativo da Morte/Velório/Enterro/Cemitério........................20 1.5.8 Censura às comunicações entre mortos e vivos........................................20 1.5.9 Apego as Coisas e/ou Pessoas...................................................................21 1.5.10 Temor de Você / do que Fez e/ou do que Não Fez...................................21 2. Obreiros da Vida Eterna – 75 anos........................................................... 23 2.1 A Série a Vida no Mundo Espiritual.........................................................23 2.1.1 Importância ...............................................................................................23 2.1.2 Composição da Série.................................................................................27 2.2 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – estrutura/histórico..........................28 2.3 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – resumo...........................................29 2.4 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – síntese – por capítulo.....................31 2.5 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – Instrutores – biografia ...................35 3. O Despertar da Consciência no Além Túmulo......................................... 37 3.1 Fases/Estágios do Processo de Desencarne – Obreiros da Vida Eterna ...37 3.1.1 Missões de Assistência..............................................................................37 3.1.2 Quebra de Imantações...............................................................................38 3.1.3 O Desencarne/ A Eutanásia.......................................................................39 3.1.4 O Velório...................................................................................................40 3.1.5 O Enterro/Cemitério..................................................................................40 3.1.6 No Plano Espiritual ...................................................................................41
  • 3. 4. O Despertar da Consciência no Além Túmulo – Exemplos.................... 42 4.1 O Caso Dimas ...........................................................................................42 4.2 O Caso Fábio.............................................................................................46 4.3 O Caso Cavalcante ....................................................................................47 4.4 O Caso Adelaide .......................................................................................49 4.5 O Caso Albina...........................................................................................50 5. Referências................................................................................................... 51
  • 4. 1 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 1. Introdução 1.1 O Viver e o Morrer – Perspectiva Espírita A morte nenhum temor inspira ao justo, porque, com a fé, ele tem a certeza do futuro; a esperança faz com que aguarde uma vida melhor e a caridade, cuja lei praticou, dá-lhe a certeza de que, não encontrará no mundo onde vai entrar, nenhum ser cujo olhar deva temer. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 941 Qual o sentimento que domina a maioria dos homens no momento da morte: a dúvida, o terror ou a esperança? A dúvida nos céticos empedernidos; o temor, nos culpados; a esperança, nos homens de bem. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 961 Prepare-se para a morte. Desde hoje vença a dúvida, supere o temor, alente a esperança. Ligado a Jesus-Cristo, o Protótipo da Idéia-Vida, renove-se hoje e sempre, pensando no bem, a fim de que o Bem Inefável conduza os seus dias na Terra. Marco Prisco – Legado Kardequiano – Cap. 56 – Idéia Todos os homens na terra são chamados a esse testemunho, o da temporária despedida. Considera, portanto, a imperiosa necessidade de pensar nessa injunção e deixa que a reflexão sobre a Morte faça parte do teu programa de assuntos mentais, com que te armarás, desde já para o retorno, ou para enfrentar em paz a partida dos teus amores. Joanna de Angelis – Sementes de Vida Eterna – Cap. 56 – Não há Morte Em favor de você mesmo, inclua diariamente entre as suas preocupações a meditação em torno do fenômeno da desencarnação. O exercício mental sobre esta ocorrência ser-lhe-á muito benéfico. Dessa forma, revista-se de equilíbrio para o retorno à Vida Espiritual que pode dar-se inesperadamente. Marco Prisco – Ementário Espírita – Cap. 60 – No exame da Morte
  • 5. 2 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Morrer é um processo complexo. Do ponto de vista físico, até que é relativamente fácil, complicado, porém é desencarnar, desprender-se a alma dos laços que a retém ao plano material. Embora obedeça a leis gerais que a tornam automática (1), a desencarnação, para efetivar-se completamente, envolve lapsos de tempo variáveis, conforme a evolução do Espírito. (2) Allan Kardec detalhou o mecanismo de desprendimento da alma, valendo-se dos ensinos do Espírito da Verdade e das próprias entrevistas que fez com centenas de desencarnados. Vejamos os tópicos principais listados por ele: (3) • A extinção da vida orgânica acarreta a separação da alma, em q consequência do rompimento do laço fluídico que a une ao corpo, mas esse desprendimento nunca é brusco e só se completa quando não mais reste um átomo do perispírito unido a uma molécula do corpo. O número de pontos de contato existentes entre o corpo e o perispírito é responsável pela maior ou menor dificuldade na separação. Se a união permanecer, a alma poderá sentir a decomposição do próprio corpo, como frequentemente acontece nos casos dos suicidas. Na morte natural, resultante da extinção das forças vitais por velhice ou doença, a separação é gradual: para aquele que se desmaterializou durante a própria existência, completa-se antes da morte real; para o homem materializado e sensual, cujos laços com a matéria são estreitos, é difícil, podendo durar “algumas vezes dias, semanas e até meses” (LE 155 nota). Na morte violenta, o desprendimento só começa depois que ela se efetiva e não se completa rapidamente (LE 162 nota). • Na transição da vida corporal para a espiritual, produz-se um fenômeno de perturbação, considerado como estado natural. Nesse instante a alma experimenta um torpor que paralisa momentaneamente as suas faculdades, neutralizando, ao menos em parte, as sensações. É por isso que ela quase nunca testemunha conscientemente o derradeiro suspiro. Quando sai desse estado, o Espírito pode ter um despertar calmo ou agitado, dependendo do tipo de sono no qual se envolveu. • A causa principal da maior ou menor facilidade de desprendimento é o estado moral da alma. Influem, pois, no processo de desencarnação: o número de encarnações já vividas, as conquistas mentais ou o patrimônio no campo da ideação, os valores culturais, o grau de apego aos bens terrenos, enfim, as qualidades morais e espirituais, que constituem seu patrimônio. • A preparação para a morte incluiria todo um programa existencial: fé ativa, aceitação da vontade divina nos impositivos da existência, desprendimento dos bens terrenos, busca da expansão do amor, na vida diária. • 1) Obreiros da Vida Eterna – cap. XI, p. 172. • 2) Ver O Livro dos Espíritos – todo o cap. III. • 3) O Céu e O Inferno – cap. I da segunda parte. Marlene Nobre – Nossa Vida no Além – Cap. 2 – Como é Morrer
  • 6. 3 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Todos os dias chegam corações atormentados, além da morte. E apesar do horizonte aberto, jazem no chão como pássaros mutilados... ̶ Loucos, sob a hipnose da ilusão. ̶ Suicidas, descrentes dos próprios méritos. ̶ Criminosos sentenciados no tribunal da consciência. ̶ Malfeitores que furtaram de si mesmos. ̶ Doentes que procuraram a enfermidade. ̶ Infelizes a se imobilizarem nas Trevas. Ha quem diga que os chamados mortos nada têm a ver com os chamados vivos, entretanto, como os chamados vivos de hoje, serão os chamados mortos, de amanhã, com possibilidade de se perturbarem uns aos outros caso perseverem na ignorância —, cultivemos na Doutrina Espírita o instituto mundial de esclarecimento da alma, a fim de que o pensamento regenerado consiga redimir as suas próprias criações que substancializam a experiência da Humanidade nas várias nações da Terra. André Luiz – Além da Morte – Introito – Uberaba, 13 de Janeiro 1960. A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste. Nunca promoverá compulsoriamente homens a anjos. Cada criatura transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva bagagem do que houver semeado e aprenderá que a ordem e a hierarquia, a paz do trabalho edificante, são característicos imutáveis da Lei, em toda parte. Emmanuel – Obreiros da Vida Eterna – Introdução Berço – Existência – Desencarnação – Renascimento constituem quatro estágios de Evolução que cabem nas quatro letras da VIDA. Emmanuel – Chico Xavier e suas Mensagens no Anuário Espírita – Cap. 78 – Página aos Espíritas/ Anuário Espírita – 1968 A morte é, simplesmente, um segundo nascimento; deixamos o mundo pela mesma razão porque nele entramos, segundo a ordem da mesma lei.” Leon Denis – O Grande Enigma – 3º Parte – Cap. 15 – A Lei circular
  • 7. 4 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Há, no entanto, que considerar mortos e mortos. Nem todos, porém, que vivem na carne são vivos e nem os considerados mortos são mortos. Alguns vivem, é certo, mas poucos estão vivos para a vida... Não importa a condição social em que os encontres. Uns deambulam, ilustres, embora a indumentária carnal, cadaverizados pelo egoísmo. Outros jornadeiam, bem acondicionados, mumificados pelo orgulho. Mais outros passam, superficiais e inermes ante a ação corruptora da impudicícia. Alguns movimentam-se, hipnotizados pelo prazer, a ele entregues. Diversos aparecem inertes, aprisionados na indignidade. Outros tantos escorregam, dominados pelo torpor do gozo animalizante. Vários transitam aligeirados, abraçando a cobiça. Grande número constitui-se de presunçosos, apodrecendo no ócio a que se entregam. Mortos, todos eles, embora estejam no corpo físico. Joanna de Angelis – Dimensões da Verdade – Cap. 21 – Mortos e mortos Senhor Jesus!... Enquanto os irmãos da Terra procuram a nós outros – os companheiros desencarnados – nas fronteiras de cinza, rogando-te amparo em nosso favor, também nós, de coração reconhecido, suplicamos-te apoio em auxílio de todos eles, principalmente considerando aqueles que correm o risco de se marginalizarem nas trevas!... Pelos que perderam a fé, recusando o sentido real da vida, e jazem quase mortos de desespero; Pelos que desertaram das responsabilidades próprias, anestesiando transitoriamente o próprio raciocínio, e surgem quase mortos de inanição espiritual; Pelos que se entregaram à ambição desmesurada a se rodearem sem qualquer proveito dos recursos da Terra, e repontam do cotidiano quase mortos de penúria da alma; Pelos que se hipertrofiaram na supercultura da inteligência, gelando o coração para os serviços da solidariedade, e aparecem quase mortos ao frio da indiferença; Pelos que acreditaram na força ilusória da violência, atirando-se ao fogo da revolta, e se destacam quase mortos de angustia vazia; Pelos que se perturbaram por ausência de esperança, confiando-se ao desequilíbrio, e se revelam quase mortos de aflição inútil;
  • 8. 5 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Pelos que abraçaram o desânimo por norma de ação, parando de trabalhar, e repousam quase mortos de inércia; Pelos que se feriram ferindo os outros, encarcerando-se nas cadeias da culpa, e estão quase mortos de arrependimento tardio!... Senhor!... Para os nossos irmãos que atravessam experiência humana quase mortos de sofrimento e agravos, complicações e problemas criados por eles mesmos, nós te rogamos auxílio e benção!... Ajuda-os a se libertaram do visco de sombra em que se enredaram e trazei-os de novo à luz da verdade e do amor, para que a luz do amor e da verdade lhes revitalize a existência a fim de que possam encontrar a felicidade real contigo, agora e para sempre. Emmanuel – Na Era do Espírito – Cap.21 – Oração pelos quase Mortos “(...) E se somos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte, de fome um pouco por dia (...).” João Cabral de Melo – Morte e Vida Severina – Introdução
  • 9. 6 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 1.2 A Terminalidade da Vida – Associação Médico Espírita/Brasil Considerando: a. Que o nosso paradigma é o Personalista Espírita (contempla a dignidade ontológica do ser humano) ; b. Que a vida é um bem indispensável, uma doação do Ser supremo; c. A imortalidade da Alma, evidenciada na literatura mediúnica, nas pesquisas científicas como as EQMs (Experiências de Quase Morte), nas vivências de terapia de vidas passadas e nos relatos históricos de casos de reencarnação; d. O artigo 1º, inciso III, da Constituição Federal, que elegeu o princípio da dignidade da pessoa humana como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil; e. O artigo 61 do Código de Ética Médica “... o médico não pode abandonar o paciente por este ser portador de moléstia crônica ou incurável, mas deve continuar a assisti- lo ainda que apenas para mitigar o sofrimento físico ou psíquico” ; f. A Resolução CFM nº 1.805/2006, que estabelece como terminalidade da vida, no artigo 1º, “... fase terminal de uma enfermidade grave e incurável...”, o momento para limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida e, no artigo 2º, que “... o doente continuará a receber todos os cuidados necessários para aliviar os sintomas que levam ao sofrimento, assegurada a assistência integral, o conforto físico, psíquico, social e espiritual, inclusive assegurando-lhe o direito da alta hospitalar”; g. Os avanços científicos e biotecnológicos modernos que possibilitam o prolongamento obstinado do morrer; h. A necessidade de humanizar o processo da morte, evitando sofrimentos adicionais ao doente e aos familiares; Estabelecemos que: 1. O limite das possibilidades terapêuticas não significa o fim da relação médico- paciente, devendo o médico assisti-lo com cuidados básicos de manutenção da vida, alívio físico, psíquico e espiritual. E, salvo por justa causa e comunicado ao paciente ou aos seus familiares, o abandono do paciente portador de moléstia incurável constitui caso de omissão; 2. Somos CONTRÁRIOS à eutanásia ativa ou passiva e a qualquer meio intencional, como o suicídio assistido, que antecipe a morte do ser humano;
  • 10. 7 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 3. Somos CONTRÁRIOS à distanásia, entendendo-a como prolongamento da vida, por uma obstinação terapêutica ou diagnóstica, através de meios artificiais ou não, de forma precária e inútil, que não promova benefício imediato ao paciente, levando-o a uma morte agoniada com sofrimento orgânico, psíquico e espiritual; 4. Somos A FAVOR de uma MORTE NATURAL, ocorrendo no tempo certo, por evolução natural da doença, assegurando ao paciente o direito aos cuidados paliativos, necessários ao alívio do sofrimento, e o respeito pela sua dignidade; 5. Somos A FAVOR da criação e ampliação das unidades de cuidados paliativos (HOSPICES), com abordagem multidisciplinar, com maior atenção ao doente do que à doença; da adoção de medidas necessárias e indispensáveis à manutenção da vida (cuidados higiênicos, conforto, alimentação e reposição de líquidos e eletrólitos); e dos procedimentos que ofereçam uma melhor qualidade de vida ao paciente terminal; 6. Morte digna é a que ocorre sem sofrimento (físico, psíquico, social ou espiritual), com assistência multidisciplinar de equipe de saúde (médico, enfermeiro, psicólogo, fisioterapeuta, assistente social) e apoio espiritual; em ambiente adequado (familiar quando possível); com direito a ser ouvido em seus medos, pensamentos, sentimentos, valores, crenças e esperanças; receber continuidade de tratamento; não ser abandonado e ter tanto controle quanto possível no que se refere às decisões a respeito de seus cuidados; 7. A fase terminal do processo de morte deve ser encarada como um período de ricas experiências para a evolução do Espírito imortal; os cuidadores não têm, pois, o direito de impedir que o paciente usufrua desses benefícios, antes, devem garantir-lhe esse tempo único de aprendizado, convencidos de que a vida é um bem indisponível; 8. A linha divisória entre a eutanásia passiva e a distanásia é muito tênue, competindo ao médico, no limite de suas responsabilidades, ouvir a sua própria consciência e buscar a inspiração correta que direcione sua conduta ético-profissional; 9. Em substituição ao termo ortotanásia, que é sinônimo de eutanásia passiva no meio jurídico, preferimos a denominação morte natural, pois esta estabelece com melhor clareza a evolução natural das enfermidades; 10. Em relação ao PL 116/2000 do senador Gerson Camata, relatado pelo senador Augusto Botelho, que propõe: “Exclusão de ilicitude § 6º Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial, se previamente atestada por dois médicos a morte como iminente e inevitável, e desde que haja
  • 11. 8 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação consentimento do paciente, ou em sua impossibilidade, de cônjuge, companheiro, ascendente, descendente ou irmão. § 7º A exclusão de ilicitude a que se refere o parágrafo anterior faz referência à renúncia ao excesso terapêutico, e não se aplica se houver omissão de meios terapêuticos ordinários ou dos cuidados normais devidos a um doente, com o fim de causar-lhe a morte.” Contempla o nosso entendimento que previne contra a prática da distanásia (obstinação terapêutica sem proporcionar benefício) e permite que o paciente em fase terminal tenha assegurados os cuidados mínimos de assistência humanitária à saúde (respeito pela dignidade humana) e que a sua morte ocorra não por falta de atendimento e sim pela evolução do curso natural da doença. AME–Brasil – Folha Espírita – Janeiro de 2010 Edição número 425 – A Terminalidade da Vida – http://www.folhaespirita.com.br/v2/?q=node/461
  • 12. 9 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 1.3 O Desencarne x A Morte – Diferenças • O Que é Desencarnar/ O Que é Morrer Desencarnação é libertação da alma, morte é outra coisa. Morte constitui cessação da vida, apodrecimento, bolor. Os que desanimam de lutar e trabalhar, renovar e evoluir são os que verdadeiramente morrem, conquanto vivos, convertendo-se em múmias de negação e preguiça, e, ainda que a desencarnação passe, transfiguradora, por eles, prosseguem inativos na condição de mortos voluntários que recusam a viver. Acompanhemos a marcha do Sol, que diariamente cria, transforma, experimenta, embeleza. Renovemo-nos. André Luiz – Estude e Viva – Cap. 26 – Mortos Voluntários Muitos nascem e renascem no corpo físico, transitando da infância para a velhice e do túmulo para o berço, à maneira de almas cadaverizadas no egoísmo e na rebelião, na ociosidade ou na delinquência, a que irrefletidamente se acolhem. Absorvem os recursos da Terra sem retribuição, recebem sem dar, exigem concurso alheio sem qualquer impulso de cooperação em favor dos outros e vampirizam as forças que encontram, quais sorvedouros que tudo consomem sem qualquer proveito para o mundo que os agasalha. Semelhantes companheiros são realmente os mortos dignos de socorro e de piedade, porquanto, à distância da luz que lhes cabe inflamar em si próprios, preferem o mergulho na inutilidade, acomodando-se com as trevas. Lembra-te dos talentos com que Deus te enobrece o sentimento e o raciocínio, o cérebro e o coração, fazendo verter a glória do bem, através de teu verbo e de tuas mãos, desperta e vive, para que, das experiências fragmentárias do aprendizado humano, possas, um dia, alçar vôo firme em direção à Vida Eterna. Emmanuel – Coragem – Cap. 32 – Vida e Morte A desencarnação ocorre somente quando o ser, livre das sensações materiais, permite- se a lucidez e o reencontro consigo mesmo, podendo experimentar as alegrias e as bênçãos da libertação. De acordo com as faixas mentais em que cada qual se situa, desperta em campo vibratório equivalente, ensejando-se a paz anelada ou prolongando as aflições pelos prazeres que não mais podem ser fruídos. (...) A morte física é apenas uma etapa inicial da desencarnação real que aí começa, e se encerra somente quando o espírito se integra na sociedade livre e feliz da Pátria para onde rumou. Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1º Parte – Cap. 12 – Morrer e Desencarnar
  • 13. 10 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Não há mortes iguais. Tendo-se em conta as conquistas morais de cada pessoa, os requisitos espirituais que a cada qual tipificam, os apegos ou não à matéria, as fixações e jogos de interesse, as dependências físicas e mentais, a desencarnação varia de um a outro homem, que experimenta perturbação correspondente, em tempo, ao estado íntimo em que se situa. Morrer nem sempre significa libertar-se. A morte é orgânica, mas a libertação é de natureza espiritual. Por isso, essa turbação espiritual pode demorar breves minutos, nos Espíritos nobres, como decorrência da grande cirurgia e até séculos, nos mais embrutecidos, que se não dão conta do que lhes sucede... Nas desencarnações violentas, o período e intensidade de desajuste espiritual correspondem à responsabilidade que envolveu o processo fatal. Acidentes de que se não têm uma culpa atual, passado o brusco choque, sempre tornam de menor duração o período perturbador do que ocorrendo em condições de intemperança moral, quando o descomedido passa a ser incurso na condição de suicida indireto. Para uma reencarnação completar-se, desde o primeiro instante quando da fecundação, transcorrem anos que se alargam pela primeira infância. É natural que a desencarnação necessite de tempo suficiente para que o Espírito se desimpregne dos fluidos mais grosseiros, nos quais esteve mergulhado... A violência da forma como ocorre mata somente os despojos físicos, nunca significando libertação do ser espiritual. O mesmo sucede nos casos de homicídio, em que a culpa ou não de quem tomba responde pelos efeitos, em aflições, que prossegue experimentando. Já os suicidas, pela gravidade do gesto de rebeldia contra os Divinos Códigos, carpem, sofrem por anos a fio a desdita, enfrentando, em estado lastimável e complicado, o problema de que pretendem fugir, não raro experimentando a perseguição de impiedosos adversários que reencontram no além-túmulo, que os submetem a processos cruciais de lapidação em dores morais e físicas, em face da destruição do organismo que fora equipado para mais largo período, na Terra... Enfermidades de longo curso, suportadas com resignação, liberam da matéria, porque o Espírito tem tempo de pensar nas lídimas realidades da vida, desapegar-se das pessoas, paixões e coisas, pensar com mais propriedade no que o aguarda, depois do corpo, movimentando o pensamento em círculos superiores de aspirações. As dores morais bem aceitas facultam aspirações e anseios de paz noutras dimensões, diluindo as forças constritoras que o atam ao mundo das formas. Como ninguém que se encontre na investidura carnal passará indene sem despojar-se dela, muito justo se torna um treinamento correto para enfrentar o instante da morte que virá. O Espírito é, no Além, o somatório das suas experiências vividas. Manoel Philomeno de Miranda – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. 11 – Efeito das Drogas
  • 14. 11 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação O desacelerar da maquinaria orgânica normalmente culminando com a morte fisiológica, de forma alguma representa a desencarnação propriamente dita. O processo de liberação dos fluidos que fixam o espírito aos despojos materiais é muito lento, especialmente quando a existência não transcorreu dentro dos padrões de comportamento ético, caracterizando-se pelos apegos às paixões e pela vivência dos sentidos sensoriais em detrimento das emoções transcendentes. Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1o Parte – Cap. 22 – Despertar da consciência no Além-Túmulo A leviana indiferença em torno da morte faculta o encharcar-se mais nas paixões sensoriais, nos impulsos primários, nas lutas pela posse, pela dominação de coisas e pessoas... Terrível frustração sucede a esses que assim procedem, quando o guante da desencarnação lhes interrompe o galopar dos desejos e da loucura a que se entregam... Morrem, sem dar-se conta da ocorrência, continuando na azáfama a que se entregavam... (...) Todo processo de fixação impõe período idêntico para a sua liberação. Assim ocorre com os vícios morais, mentais, emocionais e físicos, que permanecem afligindo o espírito, mesmo quando já os abandonou, desde há algum tempo. (...) A morte é somente uma experiência de desvestir uma para assumir outra indumentária, entretanto, prosseguindo na vida. (...) Ninguém deslustra as Leis universais, sem que seja convocado à reabilitação. Assim, indispensável se torna a todos os viajantes do carreiro material o dever de pensar na morte, na maneira como a enfrentará, nos recursos de que dispõe, no desapego aos denominados bens materiais, preparando-se conscientemente, pois que se desencarna conforme se reencarna com o patrimônio moral invisível e essencial. Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 2o Parte – Cap. 1 – Preparação para a Morte
  • 15. 12 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 1.4 O Que levamos para o Plano Espiritual Lembre-se, porém, que na hora da morte – a partida inevitável para todos os seres, através dos caminhos do tempo: − Segurança representa tranquilidade. Sem paz interior, não há poder real. Os bens ficam no mundo. − Juventude e saúde são épocas rápidas da estação dos anos. − Só o Bem acompanha o homem além do mundo... − O poderoso na Terra é apenas mordomo de recursos que desaparecem. − Todos os valores pertencem, em última instância, ao Senhor de todas as coisas. − Patrimônio financeiro é problema para o Espírito. Comodidade física é caminho para a doença da alma. Aproveite as possibilidades que o tempo faz passar através de suas mãos, antes que escorram para a inutilidade, e utilize esse patrimônio para assegurar sua volta ao Reino, vitoriosamente. Marco Prisco – Glossário Espírita-Cristão – Cap. 37 – Patrimônio e Posses E depois de uma pausa, em que parecia surdo a tantos clamores, acentuou: São contrabandistas na vida eterna. Como assim? – atalhei, interessado. O interlocutor sorriu e respondeu em voz firme: Acreditavam que as mercadorias propriamente terrestres teriam o mesmo valor nos planos do Espírito. Supunham que o prazer criminoso, o poder do dinheiro, a revolta contra a lei e a imposição dos caprichos atravessariam as fronteiras do túmulo e vigorariam aqui também, oferecendo-lhes ensejos a disparates novos. Foram negociantes imprevidentes. Esqueceram de cambiar as posses materiais em créditos espirituais. Não aprenderam as mais simples operações de câmbio no mundo. Quando iam a Londres, trocavam contos de réis por libras esterlinas; entretanto, nem com a certeza matemática da morte carnal se animaram a adquirir os valores da espiritualidade. Agora, que fazer? Temos os milionários das sensações físicas transformados em mendigos da alma. André Luiz – Nosso Lar – Cap. 27 – O Trabalho enfim
  • 16. 13 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Nos mínimos atos, negócios, resoluções ou empreendimentos que você faça, busque primeiro a substancia “post-mortem” de que se reveste, porquanto, sem ela, seu tentame será superficial e sem consequências produtivas para o seu espírito. Hoje, como ontem, a criatura supõe-se em caminho tedioso tão-só quando lhe falta alimento espiritual aos hábitos. Alegria que dependa das ocorrências do terra-a-terra não tem duração. Alegria real dimana da intimidade do ser. Meditação elevada, culto à prece, leitura superior e conversação edificante constituem adubo precioso nas raízes da vida. Ninguém respira sem os recursos da alma. Constrangidos a encontrar a repercussão de nossas obras, além do plano físico, de que nos servirá qualquer euforia alicerçada na ilusão? De que nos vale o compromisso com as exterioridades humanas, quando essas exterioridades não se fundamentam em nossas obrigações para com o bem dos outros, se a desencarnação não poupa a ninguém? Cogitemos de felicidade, paz e vitória, mas escolhamos a estrada que nos conduza a elas sob a luz das realidades que norteiam a vida do Espírito, de vez que receberemos de retorno, na aduana da morte, todo material que despachamos com destino aos outros, durante a jornada terrestre. Não basta para nenhum de nós o contentamento de apenas hoje. É preciso saber se estamos pensando, sentindo, falando e agindo para que o nosso regozijo de agora seja também regozijo depois. André Luiz – Estude e Viva – Cap. 4 – Consciência e Conveniência A fé é mais do que um ato de crença, tornando-se poderoso eletroímã de renovação energética, atraindo ou repelindo valores que seguirão com você além da vida física. Prepara-te para a morte. Desde hoje vença a dúvida, supere o temor, alente a esperança. Ninguém viverá sempre na carne. Marco Prisco – Legado Kardequiano – Cap. 56 – Ideia
  • 17. 14 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Retornam alguns irmãos nossos que atravessaram o “portal” do túmulo, a fim de apresentarem seus depoimentos vivos. Cada um retrata a experiência feliz ou desditosa de que foi objeto na Esfera Espiritual. Alguns, que foram colhidos pelas surpresas, narram os sucessos em que se viram envolvidos, lutando tenazmente por se manterem na anestesia da ignorância e da sombra, não obstante a aurora convidativa da realidade que os envolvia. Outros supuseram enganar o próximo e fugir a sanção da Justiça, precipitando-se pelo país da consciência livre, onde os painéis circunjacentes são elaborados pelos que o povoam. Diversos vinculavam-se as religiões, afirmavam possuir crença em Deus e na imortalidade, no entanto, tornaram-se vítimas espontâneas da incredulidade e do pavor ante a morte... Uns acalentaram o nada para depois da sepultura e defrontaram a vida estuante. Outros aguardavam tributos e glórias vãos e se viram de mãos vazias de feitos e corações enregelados pela indiferença que cultuaram. Espíritos fieis e devotados, aclimatados as realizações de enobrecimento, emolduraram- se de paz e dita, retornando a louvar e bendizer a vida. A morte a ninguém engana. Ninguém se engana após a morte. Morrer é desvelar de acontecimentos num cinematógrafo especial, com mecanismos que atuam automaticamente na consciência de cada criatura. Pensamos em alertar os invigilantes, recordando fatos já conhecidos e trazendo a lume outra vez lições que vão sendo esquecidas, utilizando-nos das experiências daqueles que se enganaram, a fim de recordar aos que crêem na Vida a necessidade de se manterem vigilantes e atuantes no Bem. A morte não discrepa, não elege, não exime ninguém. A pouco e pouco traz de volta os que partiram na direção da Terra em aprendizado e recuperação. Mensageira fiel recolhe todos e os situa nos seus devidos lugares, mediante as leis de afinidades e de sintonia que nos ligam uns aos outros e nos reúnem nas múltiplas “moradas” da “Casa do Pai”. Joanna de Angelis – Depoimentos Vivos – Introdução (Salvador, 25 de dezembro de 1971)
  • 18. 15 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação A surpresa assoma em muitas mentes, quando defrontam, no intercâmbio mediúnico com Entidades, que na Terra estiveram situadas em posição de destaque, desfrutando conceitos relevantes e retornam do Mundo Espiritual expressando inquietação ou anestesiados no desequilíbrio, na perturbação. Acreditam os menos vigilantes que os homens que transitaram em situação de realce, catalogados na distinção e colocados em pontos especiais, certamente, em se despindo da indumentária carnal, deveriam retornar aureolados pelas bênçãos e pelas fortunas de um mérito que, em verdade, não lograram amealhar. Cada um é o que intimamente pensa, cultiva, elabora e produz. Por essa razão, ninguém se surpreenda com o desnudar da consciência no além-túmulo, em que homens e mulheres considerados pelo destaque que tiveram na comunidade retornam obumbrados e inditosos, agônicos e estremunhados, apresentando-se sequiosos de paz, necessitados de amor. A Vida são os atos que amealhamos nos cofres da consciência e os sentimentos que armazenamos nos depósitos profundos do ser. A morte é o acordar para as realidades a que nos imantamos durante a jornada material. Coerência é a palavra; equilíbrio, na aparência e no Ser, para pensar e agir com acerto. João Cleofas – Intercâmbio Mediúnico – Cap. 7 – Coerência entre Pensamento e Ação A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste. Nunca promoverá compulsoriamente homens a anjos. Cada criatura transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva bagagem do que houver semeado e aprenderá que a ordem e a hierarquia, a paz do trabalho edificante, são característicos imutáveis da Lei, em toda parte. Emmanuel – Obreiros da Vida Eterna – Introdução Recebemos no Além o que realmente criamos para nós mesmos, em contato com as criaturas. Romeu Camargo – Falando à Terra – Cap. 14 – De Retorno Aviso claro e prudente, o melhor que tenho aqui: Depois da morte é que a gente conhece o que fez de si. José Soares de Gouveia – Depois da Vida – Introdução
  • 19. 16 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação No Mundo espiritual muita gente vai se surpreender... Lá, não seremos identificados pela importância, ou melhor, pela nossa suposta importância no mundo... Gente há que desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão se lhes escancarar... Ledo engano! Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo; o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo... Esse negócio de ter sido fulano de tal interessa à consciência de quem foi e, na maioria das vezes, se complicou... Francisco Cândido Xavier – O Evangelho de Chico Xavier – Cap. 187 A morte a ninguém engana. Ninguém se engana após a morte. Morrer é desvelar de acontecimentos num cinematógrafo especial, com mecanismos que atuam automaticamente na consciência de cada criatura. Joanna de Ângelis – Depoimentos Vivos – Introdução A Vida são os atos que amealhamos nos cofres da consciência e os sentimentos que armazenamos nos depósitos profundos do ser. A morte é o acordar para as realidades a que nos imantamos durante a jornada material. João Cleófas – Intercâmbio Mediúnico – Cap. 7 – Coerência entre Pensamento e Ação Vive, portanto, como se estivesses a cada momento preparando-te para renascer além e após o túmulo. A vida que se “leva” é a Vida que cada um aqui leva enquanto na indumentária carnal. Joanna de Angelis – Estudos Espíritas – Cap. 7 – Morrer
  • 20. 17 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 1.5 Temor da Morte – Causas 1.5.1 O instinto de conservação da vida O instinto de conservação da vida, que lhe constitui força preventiva contra a intemperança, a precipitação e o suicídio, não obstante desconsiderados nos momentos de superlativo desgosto, revolta ou desespero. Programado o corpo para servir de instrumento para o progresso do Espírito, através de cujo cometimento desenvolve todas as aptidões e valores que nele jazem latentes, o instinto de conservação é lhe um elemento de alto valor, para que seja preservada a vida e impulsionada para a frente até às últimas resistências. Em face dessa condição, o Espírito se imanta ao corpo e receia perde-lo, em razão do atavismo ancestral que lhe bloqueia o discernimento a respeito daquilo cujos dados de avaliação não logram impressionar-lhe os sentidos. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte 1.5.2 Predominância da Natureza Animal A predominância da natureza animal, que nos inferiores comanda as suas aspirações, tendências e necessidades. O predomínio da natureza animal desenvolve-lhe o egoísmo e exacerba-lhe a paixão violenta, acentuando a sensualidade que se expande engendrando programas de novos gozos, que terminam por exaurir-lhe as energias mantenedoras dos equipamentos de sustentação orgânica. Assim é que um leve aceno de prolongamento da vida moribundo fá-lo sorrir e aspirar pela sua ocorrência, em injustificáveis apegos aos despojos que lhe não permitem mais largos logros, embora lhe concedam a permanência física. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte 1.5.3 Temporário olvido da vida espiritual O temporário olvido da vida espiritual donde procede. A reencarnação promove o transitório esquecimento do passado, que é providencial para poupar ao Espírito a amargura que os seus erros impõem e os seus delitos o afligem. Esse esquecimento constitui motivo de receio da morte, em razão da falta de elementos que estruturem a confiança na sobrevivência, com o retorno ao mundo espiritual. As sensações sobrepõem-se às emoções, fixando-lhe os interesses na vida física, apesar de saber da sua efêmera existência. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte
  • 21. 18 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 1.5.4 Receio de aniquilamento da vida O receio de aniquilamento da vida, por falta de informações corretas a respeito do futuro da alma e daquilo que lhe está destinado... o engodo dos sentidos anestesia a razão, levando-a a concluir que a morte deles representa a destruição da vida, arrolando o cérebro como autor do pensamento e os órgãos na condição de causa da existência do ser. Assim, a desinformação e as concepções erradas sobre a vida futura são responsáveis pelo temor da morte, que leva muitos indivíduos a estados neuróticos lamentáveis, como a comportamentos alucinados, nos quais buscam o esquecimento, fugindo da sua contingência enganosa. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte 1.5.5 Terrorismo do modo de vida após a morte De um lado, contorções de condenados a expiarem em torturas e chamas eternas os erros de uma vida efêmera e passageira. De outro lado, as almas combalidas e aflitas do purgatório aguardam a intercessão dos vivos que orarão ou farão orar por elas, sem nada fazerem de esforço próprio para progredirem. Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 6 – A Preocupação com a Morte O conteúdo religioso das doutrinas ortodoxas, que oferece uma visão distorcida quão prejudicial do que sucede após a ruptura dos laços materiais, elaborando um mundo de compensações em graça como em castigo, conforme a imaginação dos homens vitimados por fanatismos e alucinações. O estabelecimento de prêmios e punições de sabor material, nos quais as religiões do passado firmaram estrutura da existência espiritual, tornou-a detestável, e se considerando o medo a uma justiça absurda e impiedosa ou a indiferença por uma felicidade estanque, monótona e perpétua, que tem lugar num céu onde o amor não dispõe de recursos para socorrer o caído, nem a piedade vige em relação aos infelizes... Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte
  • 22. 19 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 1.5.6 Insuficiência de conhecimento sobre a Vida Futura À proporção que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui. Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 3 – A Preocupação com a Morte A doutrina espírita muda completamente a maneira de ver-se o futuro. A vida futura não é mais uma hipótese, mas uma realidade. A situação das almas após a morte não se explica por meio de um sistema, mas com o resultado da observação. O véu é levantado. O mundo espiritual nos aparece em toda a sua realidade viva. Não foram os homens que o descobriram através de uma concepção engenhosa, mas os próprios habitantes desse mundo que nos vieram descrever a sua situação. (...) Para os espíritas a alma não é mais uma abstração. Ela possui um corpo etéreo que a torna um ser definido, que podemos conceber pelo pensamento. Isso é o suficiente para nos esclarecer quanto à sua individualidade, suas aptidões e suas percepções. A lembrança daqueles que nos são caros repousa, assim, sobre algo real. Não os representamos mais como chamas fugitivas que nada dizem ao nosso pensamento, mas como formas concretas que no-los apresentam melhor como seres vivos. Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 10 – A Preocupação com a Morte A ideia de que as almas dos mortos se tornam chama s fugitivas penetrou fundamente na consciência coletiva dos povos. Vemos a sua sobrevivência até mesmo em pessoas esclarecidas que se tornam espíritas. Nas atas das sessões que realizava, por ele mesmo redigidas, o escritor Monteiro Lobato refere -se constantemente aos espíritos como gases, chamas flutuantes, etc., o que levava alguns dos comunicantes a endossarem a concepção. Um deles lhe respondeu: Sou agora uma chamazinha errante. Referindo-se à sua própria morte, Lobato escreveu que iria passar do estado sólido ao gasoso. O Espiritismo nos mostra que a situação do homem após a morte é muito diferente disso. Conservando o corpo espiritual (de que tão precisamente trata o apóstolo Paulo em l Coríntios) o espírito desencarnado conserva até mesmo a forma corporal, as características físicas que o distinguem na vida terrena, e pode assim identificar-se em suas manifestações pela vidência, pelos fenômenos de aparição e pelos de materialização. Isso permite, ainda — o que estranha às pessoas que desconhecem o problema — que o espírito se identifique pela sua própria voz nos fenômenos de audição mediúnica ou de comunicação por voz direta. Herculano Pires – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 10 – A Preocupação com a Morte – comentário
  • 23. 20 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 1.5.7 Marketing negativo da Morte/Velório/Enterro/Cemitério A morte é rodeada de cerimônias lúgubres, mais próprias a infundirem terror do que a provocarem a esperança. Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 8 – A Preocupação com a Morte Essa impressão negativa da morte foi intencional. O objetivo era atemorizar as criaturas a fim de se portarem bem na vida. Há uma relação evidente entre essa ameaça da morte e as ameaças de castigos nas escolas, para garantir o bom comportamento dos alunos. Mas esse recurso, que produziu resultados entre homens ignorantes e brutais, perderia o seu efeito na proporção em que a Civilização se desenvolvesse. Aconteceu com ele o que ensina uma lei da Dialética: o que hoje serve ao progresso, amanhã se torna obstáculo e deve ser removido. Mas, por outro lado, essas cerimônias lúgubres e toda essa ameaça passou para o plano dos costumes, criou raízes populares e se tornou ainda uma das fontes de renda para as organizações eclesiásticas. Tudo isso impediu, até mais da metade do século XIX, que as religiões organizadas, chamadas positivas, fizessem alguma coisa para acompanhar o progresso cultural. Ainda hoje, apesar das reformas em curso, o problema da morte continua na mesma situação analisada por Kardec. Herculano Pires – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 8 – A Preocupação com a Morte – comentário 1.5.8 Censura às comunicações entre mortos e vivos Demais, a crença vulgar coloca as almas em regiões apenas acessíveis ao pensamento, onde se tornam de alguma sorte estranhas aos vivos. Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 9 – A Preocupação com a Morte "Na crença vulgar", diz Kardec, porque a Teologia católica já no seu tempo colocava o problema em termos de estado de consciência. Não obstante, os clérigos continuavam a pregar dos púlpitos em termos de crença vulgar. A comparação que Kardec faz, mais adiante, entre o Inferno pagão e o Inferno cristão, esclarecerá bem este assunto. Quanto ao rompimento absoluto de relações entre vivos e mortos, devemos acentuar que havia e ainda subsiste uma atitude contraditória: a relação pode ser permitida por Deus, em casos excepcionais, mas somente no seio da Igreja. Assim, as comunicações espíritas são condenadas como demoníacas, mas as comunicações católicas, sejam de santos e anjos ou mesmo de almas sofredoras, são consideradas legítimas e até mesmo divulgadas em livros. Herculano Pires – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 09 – A Preocupação com a Morte – comentário
  • 24. 21 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 1.5.9 Apego as Coisas e/ou Pessoas O apego à sensualidade e aos bens transitórios produz o pavor da morte, redundando em desarmonias internas que de forma alguma impediriam o processo desencarnatório, às vezes apressando-o, em face dos elementos destrutivos que a mente elabora e sustenta. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 14 – Morrendo para Viver Cavalcante não se preparou, convenientemente, para libertar-se do jugo da carne e sofre muito pêlos exageros da sensibilidade. Tem o pensamento afetuoso em excessiva ligação com aqueles que ama. Semelhante situação dificulta-nos sobremaneira os esforços. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 11 – Amigos Novos A esposa de Dimas, ao pé dele, não obstante prolongadas vigílias e sacrifícios estafantes, que a expressão fisionômica denunciava, mantinha-se firme a seu lado, olhos vermelhos de chorar, emitindo forças de retenção amorosa que prendiam o esposo em vasto emaranhado de fios cinzentos André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 13 – Companheiro Libertado 1.5.10 Temor de Você / do que Fez e/ou do que Não Fez Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos céus! Que desilusão! Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de mim, mas muito acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue nobre! Oh! como então compreendi a esterilidade das honras e grandezas que com tanta avidez se requestam na Terra! Para se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade em toda a sua celeste prática, a benevolência para com todos. Não se vos pergunta o que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes, quantas lágrimas enxugastes. Uma Rainha de França – Evangelho Seg. Espiritismo – Cap. 2– item 8 (Havre 1863)
  • 25. 22 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Não apenas ignorância da realidade espiritual, mas aflição ante a sua legitimidade. Conhecer a verdade é penetrá-la, viver a verdade, no entanto, é renovar-se para ela. Muitos que trazem da Terra o cômputo do conhecimento espírita, não obstante se identificarem com a vida espiritual se perturbam face ao que deixaram de fazer, o que planejaram fazer e o que fizeram erradamente. Ao despertar na Vida Verdadeira, o homem, de um só golpe, olha a retaguarda, percebendo em clara visão tudo quanto poderia ter realizado e não o fez. Esse conhecimento dá-lhe sofrimento, perturba-o. Não é a desencarnação em si que faz sofrer. Antes é a evidência do que não se realizou que torna o Espírito sofrido. Por isso, o Codificador do Espiritismo com muita lucidez anotou a resposta dos imortais de que o conhecimento do Espiritismo oferece, naturalmente. recurso para impedir a perturbação, mas que os atos são os grandes contributos a fim de que o homem, sabendo da sua realidade íntima e conhecendo o que fez de nobre, tenha o impedimento da aflição interior. Desse modo, identificado com o Espírito de amanhã que o Espiritismo nos revela, não apenas fiquemos na informação, mas nos modifiquemos, para que a nossa consciência não se nos transforme em algoz, fazendo sofrer, em consideração ao que ficou perdido ou aplicado errada e audaciosamente contra cada um. João Cleófas – Intercâmbio Mediúnico – Cap. 58 – Perturbação Espiritual Aqui, meus filhos, não me perguntaram se eu havia descido gloriosamente as escadas do Petit Trianon; não fui inquirido a respeito dos meus triunfos literários e não me solicitaram informes sobre o meu fardão acadêmico. Em compensação, fui argüido acerca das causas dos humildes e dos infortunados pelas quais me bati. Não venho exortar a vocês como sacerdote; conheço de sobra às fraquezas humanas. Vivam, porém a vida do trabalho e da saúde, longe da vaidade corruptora. E, na religião da consciência retilínea, não se esqueçam de rezar. Humberto de Campos – Palavras do Infinito – Aos Meus Filhos (Pedro Leopoldo, 9/Abril/1935)
  • 26. 23 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 2. Obreiros da Vida Eterna – 75 anos 2.1 A Série a Vida no Mundo Espiritual 2.1.1 Importância O nobre Espírito André Luiz é o moderno argonauta que venceu os pélagos vorazes do mundo espiritual, vivenciando as experiências iluminativas com humildade e resignação, acumulando incomparáveis tesouros de sabedoria para trazê-los de maneira prudente e equilibrada e ofertá-los aos viandantes da retaguarda física domiciliados na Terra. Utilizando-se da técnica narrativa em forma autobiográfica, conseguiu decodificar as complexas informações do mundo espiritual, em linguagem acessível a todos, convidando-nos a profundas reflexões em torno do binômio: existência carnal e realidade imortal. Com a necessária imparcialidade, iniciou a sua revelação expondo-nos tormentos que o surpreenderam após a desencarnação, assim como relatando o processo de soerguimento espiritual havido por meio da inefável misericórdia de Deus. Espírito comprometido com a verdade, não se deteve em lamentação ou permitiu-se desarvorar, quando as dores o assaltaram, assim descobrindo que o único recurso de que podia dispor para a libertação era o trabalho em favor do próximo, por consequência, de si mesmo. Empenhou-se no mister e transferiu-se de campo de atividade, com a ajuda de abnegados benfeitores desencarnados que se lhe afeiçoaram aos sentimentos incorruptíveis, passando a fazer parte das equipes de servidores do bem, em favor da humanidade, na faina incansável da autoiluminação. Lentamente compreendeu a gigantesca tarefa que tinha pela frente e empenhou-se por estudar, perquirir, amealhar conhecimentos, tornar-se digno de desempenhá-la com grata satisfação. Tornou-se um repórter sábio das ocorrências no mundo causal, e decidiu-se, por amor e compaixão, a advertir, assim como a orientar os viandantes carnais acerca do próprio comportamento durante a vilegiatura orgânica, tendo em vista o futuro que a todos nos aguarda. Cuidadosamente, e com critério de verdadeiro missionário desbravador do desconhecido, passou a descrever os cenários e acontecimentos em torno da vida além da indumentária carnal.
  • 27. 24 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Não se permitindo atitudes que produzissem pavor, desvelou com naturalidade as regiões de sofrimento e de desespero construídas pelos desarvorados Espíritos que se entregaram à revolta e à desobediência aos soberanos códigos da vida. Demonstrou a existência nas regiões espirituais de verdadeiros infernos, purgatórios e vales de expiação, todos eles, porém, transitórios, necessários ao processo de despertamento das consciências obnubiladas ou desvairadas, teimosamente vinculadas ao mal e à perversidade. Nada obstante, não se deteve exclusivamente nos relatos afligentes, mas também abordou com elegância as conquistas superiores dos Espíritos fiéis e diligentes, assim como as regiões de bênçãos em que habitam, onde se desenham os elevados programas de construção do futuro da humanidade terrestre. Abordou, como dantes ainda não havia sido feito com a mesma clareza, as organizações sociológicas e éticas, culturais e estéticas, científicas e filosóficas, artísticas e religiosas, nas quais se preparam os missionários da sabedoria para o desempenho das tarefas no futuro terrestre. Estudando com profundidade os mecanismos das leis de causa e efeito, confirmou as informações contidas na Codificação do Espiritismo, pelo egrégio mestre de Lyon Allan Kardec, sem lhes alterar os conteúdos. Fiel aos ensinamentos ditados pelos Espíritos superiores e insertos nas obras básicas da Doutrina Espírita, ampliou-os, detalhou-os, aplicou as técnicas do conhecimento contemporâneo, demonstrando-lhes a exatidão, a proficiência e a grandeza do insuperável missionário da Terceira Revelação judaico-cristã, eleito por Jesus para trazer à Terra o Consolador que Ele prometera. Raciocínio claro, inteligência lúcida e percuciente, penetrou o bisturi da análise investigadora nos mecanismos da mediunidade, nos processos lamentáveis das obsessões, nos programas das reencarnações, nas preparações dos missionários do bem e da caridade, revelando os complexos programas de socorro em favor da humanidade. Através do tempo, participou de momentosas atividades ao lado dos instrutores sábios de considerável elevação, encarregados de velar e desenvolver o progresso dos seres humanos e do planeta, apresentando os esquemas de iluminação e de devotamento a que todos nos devemos ajustar, a fim de contribuirmos em favor da obra santificante dirigida por Jesus.
  • 28. 25 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Em todo o seu trabalho jamais se permitiu fantasias ou delírios objetivando atemorizar os seres humanos, sempre considerando a qualidade sublime de Deus-amor, ultrapassando os tradicionais textos religiosos das doutrinas ortodoxas a respeito do Deus-pavor, que reaparece na atualidade de alguma forma severo e cruel, inclusive, em algumas informações ditas do além- túmulo... Em toda parte, existe ordem, mesmo no denominado caos, e a lei de amor é soberana em tudo incessantemente, porque provém do Pai amantíssimo. As narrações a respeito de acontecimentos reais, nas programações dos renascimentos físicos de diversos Espíritos, assim como sobre a desencarnação dos mesmos e de outros, são ricas de ternura e de informações iluminativas. As análises e os estudos científicos em torno de diversos temas hodiernos encontram respaldo nas ciências que se encarregam dos mesmos, sempre demonstrando que o Espiritismo estuda as causas, enquanto as ciências estudam os efeitos, conforme acentuou Allan Kardec. Podemos dividir os períodos que dizem respeito ao desdobramento das revelações espíritas a respeito do mundo transcendente em antes e depois de André Luiz, embora tenha havido contribuições valiosas de outros médiuns no exterior e no Brasil, assim como de excelentes teólogos preocupados com o esclarecimento dos seus paroquianos. Ninguém, até este momento, depois de apresentado o Espiritismo, conseguiu ser mais fiel e profundo, nas informações em torno da vida no corpo e fora dele, que o digno esculápio desencarnado que optou pelo anonimato, criando o pseudônimo pelo qual se tornou conhecido, a fim de não criar qualquer constrangimento à família ou fazer proselitismo de arrastamento... Estudar a fantástica obra do mensageiro espiritual é dever de todo aquele que deseja compreender a vida e os fenômenos em torno da morte, assim como da sobrevivência do Espírito à disjunção cadavérica, adquirindo conhecimento e propondo-se a viver de maneira consentânea com as lições aprendidas com esse dedicado e humilde servidor de Jesus. Os ensinamentos, porém, do emérito educador não são dirigidos exclusivamente aos espíritas, mas a todas as pessoas sinceras que se interessem por interpretar os enigmas existenciais e as grandes interrogações a respeito da vida e da morte. Esse manancial de bênçãos, que são as suas obras mediúnicas, através da dedicação exemplar do venerando médium Francisco Cândido Xavier, que soube transformar o ministério em sacerdócio incomum, alcançando o estágio de mediunato, retorna agora aos leitores sintetizado no presente livro, ensejando amplas possibilidades de consultas, reflexões, pesquisas e conhecimentos edificantes...
  • 29. 26 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Respeitando os esforços gigantescos da equipe de coligidores dos relevantes ensinamentos e a maneira como o Espírito André Luiz e o médium Francisco Cândido Xavier souberam sintetizá-los, suplicamos aos Céus que os abençoem no serviço da iluminação de consciências. Aos respeitáveis missionários André Luiz e Francisco Cândido Xavier, o médium de que se utilizou, a nossa mais profunda gratidão e a súplica ao Senhor da vida para que os conduza pelos infinitos caminhos da Espiritualidade em clima de harmonia e plenitude. Manoel Philomeno de Miranda – A Vida no Mundo Espiritual – Introdução
  • 30. 27 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 2.1.2 Composição da Série A Coleção “A Vida no Mundo Espiritual”, composta por obras escritas pelo Espírito André Luiz, através do médium Chico Xavier, compõem-se de 13 livros, lançados pela FEB entre os anos de 1945 e 1968. A tabela a seguir apresenta para livro da coleção: o ano de seu lançamento, o tema principal da obra e o mentor/instrutor principal diretamente envolvido no desenvolvimento do conteúdo do livro. Livro Tema Principal Instrutor 1º – 1943 – NOSSO LAR A Vida no Plano Espiritual Clarêncio 2º – 1944 – OS MENSAGEIROS As Falências Mediúnicas Aniceto 3º – 1945 – MISSIONÁRIOS DA LUZ A Reencarnação/O Processo Reencarnatório Alexandre 4º – 1946 – OBREIROS DA VIDA ETERNA A Desencarnação Jerônimo/ Zenóbia 5º – 1947 – NO MUNDO MAIOR A Mente/ Distúrbios Mentais Calderaro 6º – 1949 – LIBERTAÇÃO A obsessão/Vampirismo/Ovoides/Licantropia Gúbio 7º – 1954 – ENTRE A TERRA E O CÉU As Patologias do corpo espiritual Clarêncio 8º – 1954 – NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE A Mediunidade Aulus 9º – 1956 – AÇÃO E REAÇÃO A Lei de Causa e Efeito Druso 10º – 1958 – EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS As Relações Ciência/Doutrina Espírita/Medicina 11º – 1959 – MECANISMOS DA MEDIUNIDADE As Relações Ciência/Doutrina Espírita/Mediunidade 12º – 1963 – SEXO E DESTINO O Sexo desequilibrado Felix 13º – 1968 – E A VIDA CONTINUA A Imortalidade/Pós-desencarne – Claudio/Plotino
  • 31. 28 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 2.2 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – estrutura/histórico i. Histórico: Este livro faz parte da coletânea, constituída por uma série de 13 obras, André Luiz, narra suas próprias experiências e as dos que o cercam no mundo espiritual. Ao longo da obra, as narrativas vão sendo direcionadas à tarefa de esclarecimento dos encarnados sobre as realidades dessa “nova vida” e a estreita relação existente entre os dois planos da vida: material e espiritual. ii. Título: "Obreiros da Vida Eterna" – 20 capítulos. iii. Autor: Espírito André Luiz (pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro). iv. Psicografia: Francisco Cândido Xavier (concluída em Março/1946). v. Edição: Primeira edição em 1946, pela Federação Espírita Brasileira (Rio de Janeiro/RJ). vi. Prefácio: Espírito Emmanuel vii. Instrutores/Mentores: Jerônimo/Zenóbia viii. Conteúdo doutrinário: Este livro desvenda, esclarecendo, o processo da desencarnação, descrevendo a assistência/desencarnação de 5 pessoas de diferentes cultos religiosos. Recomendável àqueles que tenham perdido entes queridos ou mesmo a quem esteja afetivamente ligado a algum enfermo em estado terminal. Eurípedes Kühl – Sinopse dos Livros de André Luiz – Cap. 4 – Obreiros da Vida Eterna
  • 32. 29 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 2.3 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – resumo Comprova os princípios revelados pela Doutrina Espírita sobre a existência do mundo espiritual, para onde vão as almas dos homens. Assegura que ninguém morre e que o Espírito desencarnado prossegue na busca de seu aperfeiçoamento, experiencia uma nova vida e prepara-se para novo retorno à Terra. Revela os detalhes do processo desencarnatório e demonstra que ele se dá de maneira diferente para cada alma. É o quarto livro da série A vida no Mundo Espiritual, composto de vinte capítulos com substanciais e novos ensinamentos doutrinários. Relata o trabalho de uma expedição socorrista que se desloca da colônia espiritual Nosso Lar para auxiliar na desencarnação de cinco Espíritos dedicados ao bem, sendo dois espíritas, um católico romano, um livre pensador espiritualista e um evangélico protestante. A equipe liderada pelo instrutor Jerônimo, a caminho da Crosta, pernoita na Casa Transitória de Fabiano, instituição situada em tenebrosa zona umbralina, que tem a finalidade de preparar a reencarnação dos Espíritos que vivem em um local chamado abismo, próximo a ela. Zenóbia, sua administradora, com auxílio especial da clarividente Luciana e do padre Hipólito, resgata um Espírito rebelde, denominado Domênico, que fora figura exponencial da Igreja na sua última existência. Descreve a assombrosa atuação do fogo purificador que varre a região, desintegrando os resíduos mentais deletérios produzidos pelos habitantes do abismo, o que força a casa Transitória a se transferir de local por meio de forças mento-magnéticas. Descreve os cuidados prévios que recebem determinados Espíritos próximos à desencarnação, e detalha a atuação magnética dos Espíritos superiores nas três regiões orgânicas fundamentais do moribundo, para favorecer o desligamento do Espírito, atuando, primeiramente, no centro vegetativo ligado ao ventre, sede das manifestações fisiológicas; a seguir no centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediada no tórax, e, finalmente, no centro mental, o mais importante, situado no cérebro. Relata a gradual formação do novo corpo perispiritual durante o desligamento do Espírito do seu corpo material, e adverte quanto à necessidade da oração e da conversação elevada durante o velório, para favorecer o desligamento definitivo do Espírito dos seus despojos físicos, pelo rompimento do fio prateado.
  • 33. 30 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Ensina que a desencarnação pode ser adiada, recebendo o Espírito mais algum tempo de existência na Terra, em obediência à intercessão de um encarnado ou desencarnado, cuja rogativa é analisada pelos Espíritos superiores, que consideram os benefícios que advém da moratória, como foi o caso de Adelaide, que recebeu mais tempo no corpo físico, já que o seu falecimento causaria forte abalo no organismo de sua filha Loide, em adiantado estado de gravidez, podendo provocar um aborto de uma entidade que vinha à Terra com programa de cooperar na divulgação do Evangelho. Assegura que o processo desencarnatório varia conforme se vive, e que alguns Espíritos desligam-se do envoltório físico com espantosa facilidade, enquanto outros necessitam de ingente esforço e de procedimentos complexos dos obreiros do Senhor, em razão do apego à vida física ou do medo da morte, consequente de uma formação religiosa dogmática. Ensina que na prática da eutanásia, o corpo morre, mas o Espírito não desencarna, ficando preso, por tempo indefinido, às células neutralizadas do veículo físico, que não permite a sua libertação, prolongando-lhe o sofrimento. Geraldo Campetti Sobrinho – A Vida no Mundo Espiritual – Pag. 155 – Obreiros da Vida Eterna – Síntese Dando continuidade à sua estada na cidade espiritual Nosso Lar, André Luiz relata as novas atividades na dimensão de vida em que se encontra. Em companhia do mentor espiritual Jerônimo faz missões de socorro, amparo e orientação a necessitados, tanto no mundo espiritual quanto na esfera física. Esse novo relato, em que André Luiz oferece detalhes sobre as atividades dos benfeitores espirituais, foi denominado Obreiros da vida eterna. André Luiz, o médico bem-sucedido, que viveu e morreu no Rio de Janeiro, ressurge pela admirável mediunidade de Francisco Cândido Xavier e revela a grandiosidade e a beleza dos obreiros da vida eterna, em suas tarefas de socorro, amparo e orientação àqueles que transitam pelas vias da ilusão, do engano, das emoções e sentimentos descontrolados. Lances dolorosos, aflitivos, mas, de outra parte, também de excelentes formas de irradiação do amor são retratados nos capítulos: Treva e sofrimento, Fogo purificador, Companheiro libertado, Prestando assistência, Aprendendo sempre, Exemplo cristão, Desprendimento difícil, A serva fiel, Ação de graças, entre outros. Aylton Paiva – Revista Reformador – 2013 – Julho – Obreiros da Vida Eterna
  • 34. 31 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 2.4 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – síntese – por capítulo Cap I – Convite ao Bem – A. Luiz foi conduzido pelo Assistente Jerônimo ao "Templo da Paz", para assistirem a uma palestra sobre a filosofia espiritual da Evolução. É descrito "um grande globo de substância leitosa" que exibe quadros vivos (fotografia animada) das ações socorristas nas zonas espirituais inferiores, onde estão desencarnados sofrendo em ambiente de terror: despenhadeiros repletos de monstros horripilantes: o "abismo". Cap II – No Santuário da Bênção – Grupos socorristas recebem últimas instruções no "Santuário da Bênção", antes de partir rumo às missões de auxílio, nas proximidades da Crosta Terrestre. Há proveitosas lições sobre a loucura (origens, efeitos, tratamento e cura — pelas noções reencarnacionistas), num verdadeiro "curso rápido de Psiquiatria", sob novo aspecto. Cap III – O Sublime Visitante – No interior de uma câmara estruturada em material similar a vidro puro e transparente, uma tela cristalina capta vibrações mentais e forma quadros vivos de paisagem de águas mansas, em paz, e de árvore frondosa, representando, esta, a vida. Tudo isso para recepcionar um admirável Emissário espiritual de Esferas Superiores. Há apreciável demonstração filosófica de como a Evolução do homem tende ao infinito... Cap IV – A Casa Transitória – A equipe de A. Luiz parte em viagem e, a caminho, estaciona na "Casa Transitória de Fabiano", grande instituição piedosa, fundada por Fabiano de Cristo, nas cercanias da Crosta. Singularidade dessa instituição: é asilo móvel(!). Quando há necessidade, transporta-se para outras regiões espirituais. Tem defesas elétricas, contra invasões de Espíritos maldosos. Ali serão recolhidos quatro Espíritos, cuja desencarnação terá o amparo da equipe de A. Luiz. NOTA: Sugerimos a leitura complementar do livro “Mergulhando no mar de amor”, de César Soares Reis, Editora Lorenz, contendo a biografia de Fabiano de Cristo (sublime missionário).
  • 35. 32 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Cap V – Irmão Gotuzo – Depoimento de Gotuzo, médico, que assim como A.Luiz, peregrinou em zonas purgatoriais após a desencarnação e agora auxilia Espíritos necessitados. Há substanciosa descrição das reencarnações expiatórias, nas quais o livre-arbítrio do reencarnante não é atendido. Cap VI – Dentro da Noite – Descrição do "abismo" — região trevosa onde Espíritos infelizes se apresentam como feras (às vezes, gigantescos sáurios) sendo repelidos por raios elétricos de choque. De tempos em tempos as equipes socorristas empregam ali o "fogo depurador", a benefício da região e dos seus tristes habitantes. Cap VII – Leitura Mental – Expõe interessante quadro de clarividência entre desencarnados, quando um Espírito com essa "especialidade" (clarividência), desdobrado, vê e narra as ações infelizes de um Espírito sofredor, quando encarnado. Essa atividade é especialmente realizada a benefício do referido Espírito sofredor, que se mostrava recalcitrante. Cap VIII – Treva e Sofrimento – Mostra o esforço assistencial nas zonas inferiores. Este capítulo oferta excelente material (argumentação evangélica) para os médiuns doutrinadores. Cap IX – Louvor e Gratidão – Registra como encarnados em desdobramento espiritual pelo sono são recebidos na Casa Transitória, para encontro com parentes desencarnados. Há o raro fenômeno de um Espírito desencarnado (Luciana) ser médium de psicofonia para que um outro Espírito elevado (Letícia) comunique-se com o filho (Gotuzo) e também com a assembléia formada por A. Luiz, sua equipe e outros Espíritos trabalhadores na Casa Transitória. Cap X – Fogo Purificador – Em atividade assistencial de grande impacto, (com emprego do "fogo depurador" na área externa) é descrito o recolhimento de Espíritos necessitados na Casa Transitória. A seleção ocorre conforme a aura dos candidatos, que demonstra seu arrependimento sincero.
  • 36. 33 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Cap XI – Amigos Novos – A equipe de A. Luiz, já na Crosta, inicia o auxílio às desencarnações programadas, objeto do seu deslocamento do "Nosso Lar" até ao plano terreno. Cap XII – Excursão de Adestramento – A. Luiz e companheiros, sediados no lar de ADELAIDE (no plano terreno), recolhe ali os Espíritos que serão por eles auxiliados e condu- los à Casa Transitória, para breve palestra elucidativa quanto à breve desencarnação deles. Cap XIII – Companheiro Libertado – É descrito o processo de uma desencarnação com auxílio da equipe de A. Luiz, com pormenores altamente educativos, do ponto de vista espiritual. É citado o caso de um desencarnante que logo contemplará seu passado, em visão panorâmica. Cap XIV – Prestando Assistência – Alguns casos de desencarnação são descritos. Há advertência para médiuns aprendizes, que "tentam" ou "observam" contatos apenas com Espíritos elevados e que, não o conseguindo, logo desertam... Relata caso de "suicídio inconsciente" (expressão inédita no Espiritismo, até então, S.M.J.). Sobretudo, há lições de como devem os encarnados comportarem-se num velório: em oração e silêncio! Cap XV – Aprendendo Sempre – É comentada ação de Espíritos malfeitores que ajuntam-se nos cemitérios, aguardando a chegada de despojos humanos para deles subtrair resíduos vitais... Há registro do tormento de Espíritos desencarnados que não se desatam do corpo em decomposição. Cap XVI – Exemplo Cristão – Trata da desencarnação de um bondoso colaborador. Cita o interessante efeito da água num banho morno, retirando matéria fluídica prejudicial (das glândulas sudoríparas). Mostra também os resultados salutares do culto doméstico da prece. Cap XVII – Rogativa Singular – Cita "moratória terrena" concedida a uma pessoa prestes a desencarnar, concessão essa que visa beneficiar toda uma coletividade (crianças órfãs). Cap XVIII – Desprendimento Difícil – Especifica o caso de uma desencarnação complicada, acrescida dos graves inconvenientes da eutanásia.
  • 37. 34 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Cap XIX – A Serva Fiel – Narra o quanto o merecimento influi numa desencarnação tranqüila, a ponto do próprio Espírito desencarnante realizar o desligamento perispiritual do corpo físico, cabendo à equipe espiritual especializada apenas o ato conclusivo da liberação (desate do cordão prateado). Cap XX – Ação de Graças – Despedidas: a equipe de A. Luiz e os quatro Espíritos recém-libertos do corpo físico vão para "Nosso Lar"; antes, despedem-se dos amigos da Casa Transitória, onde aqueles quatro Espíritos foram hóspedes logo após desencarnarem. Eurípedes Kühl – Roteiro de Estudos das Obras de André Luiz – Cap. 4 – Obreiros da Vida Eterna
  • 38. 35 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 2.5 Obreiros da Vida Eterna – O Livro – Instrutores – biografia • Zenóbia Irmã que administra, anualmente, alternadamente, há vinte anos consecutivos com o Irmão Galba, a Casa Transitória de Fabiano, situada nas cercanias terrestre e destinada a socorros urgentes. É um abrigo de pronto-socorro espiritual. Asila constantemente variados grupos de entidades, repletas de característicos humanos primitivistas, mas portadores de virtudes apreciáveis. Solicita que todos a acompanhem na oração em favor do Padre Domênico para que ele possa ter o dom de ouvir. Zulmira na sua última encarnação foi pobre menina, forçada pelas circunstâncias da luta terrestre a desposar um viúvo rodeado de filhinhos. Teve uma existência inteira de renúncia santificante pelos pais, pelo esposo, pelos filhos. Aceitou o caminho de abnegação contrário aos sonhos juventude. O padre Domênico afirma que, se a existência humana o houvesse unido a Zenóbia, outro teria sido o seu destino. Dominado pela dor de perdê-la, fora compelido ao celibato sacerdotal. Na Sala Consagrada, tendo ao fundo uma tela transparente de grandes proporções, solicita a todos que a acompanhem mentalmente na oração da noite para os asilados e para o pessoal administrativo. Afirma que a Igreja Romana é, de fato, na atualidade grande especialista em “crianças espirituais”. Por ocasião da reunião preparatória de Adelaide, direciona palavras aos cooperadores da bondosa discípula de Jesus. Por ocasião das despedidas dos integrantes da expedição socorrista oferece-lhes o hino de reconhecimento em sinal de afetuoso apreço. Geraldo Campetti Sobrinho – A Vida no Mundo Espiritual – Pag. 505 – Obreiros da Vida Eterna – Zenóbia
  • 39. 36 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação • Jerônimo Conduz André Luiz até o Templo da Paz, a fim de ouvir a palestra do instrutor Albano Metelo. Orienta a pequena equipe de trabalho constituída de André Luiz, do padre Hipólito e da enfermeira Luciana. A equipe tem a incumbência de operar na Crosta planetária, durante trinta dias, a tarefa de auxílio e estudo, junto de cinco colaboradores prestes a desencarnarem na Crosta. Conduz a equipe até o Santuário da Bênção, onde, juntamente com outros dois grupos de socorro, receberiam a palavra de mentores iluminados. Conduz o grupo até a Casa Transitória de Fabiano nas cercanias da Crosta terrestre, destinada a socorros urgentes. Determina que as atividades na Crosta teriam como ponto de referência o lar coletivo de Adelaide – a Fundação Adelaide. Recomenda a Luciana e Irene trouxessem a irmã Albina, ao passo que André Luiz e o Padre Hipólito conduziriam Dimas, Fábio e Cavalcante até a câmara de Adelaide, de onde seguiriam para a Casa Transitória de Fabiano em excursão de aprendizagem e adestramento. Determina que Hipólito e Luciana fiquem na Casa Transitória, atendendo as necessidades prementes de Dimas recém-liberto, enquanto André Luiz e ele acompanhariam Fábio, em processo desencarnatório. Geraldo Campetti Sobrinho – A Vida no Mundo Espiritual – Pag. 442 – Obreiros da Vida Eterna – Jerônimo
  • 40. 37 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 3. O Despertar da Consciência no Além Túmulo 3.1 Fases/Estágios do Processo de Desencarne – Obreiros da Vida Eterna 3.1.1 Missões de Assistência Amigos o concurso desta noite não se destina à cura do corpo grosseiro. Tentamos revigorar-vos o organismo espiritual, preparando-vos o desligamento definitivo, sem alarmes de dor alucinatória. Devo confessar-vos que, retornando o vaso físico, experimentareis natural piora de vossas sensações, agravando-se a tortura, porque os remédios para a alma, na presente situação, intensificam os males da carne. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 13 – Companheiro Libertado Compreendia, mais uma vez, que há tempo de morrer, como há tempo de nascer. Dimas alcançará o período de renovação e, por isso, seria subtraído à forma grosseira, de modo a transformar-se para o novo aprendizado. Não fora determinado dia exato. Atingira-se o tempo próprio. Há existências que perdem pela extensão, ganhando, porém, pela intensidade... André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 13 – Companheiro Libertado
  • 41. 38 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 3.1.2 Quebra de Imantações Cavalcante não se preparou, convenientemente, para libertar-se do jugo da carne e sofre muito pêlos exageros da sensibilidade. Tem o pensamento afetuoso em excessiva ligação com aqueles que ama. Semelhante situação dificulta-nos sobremaneira os esforços. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 11 – Amigos Novos A esposa de Dimas, ao pé dele, não obstante prolongadas vigílias e sacrifícios estafantes, que a expressão fisionômica denunciava, mantinha-se firme a seu lado, olhos vermelhos de chorar, emitindo forças de retenção amorosa que prendiam o esposo em vasto emaranhado de fios cinzentos, dando-nos a impressão de peixe encarcerado em rede caprichosa... As correntes de força, exteriorizadas por ela, infundem vida aparente aos centros de energia vital, já em adiantado processo de desintegração. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 13 – Companheiro Libertado Adelaide você pensa nos parentes, nos amigos, nos trabalhos que ficarão, compreendemos seu devotamento materno à obra de amor que lhe consumiu a vida. Entretanto, você está cansada, muito cansada e Jesus autorizou o seu regresso. Confie a Ele as penas que lhe oprimem o espírito afetuoso. Deponha o precioso fardo de suas responsabilidades em outras mãos, esvazie o cálice de sua alma, alijando amarguras e preocupações. Converta saudades em esperanças e desate os elos mais fortes, atendendo a ordem divina. Seu quarto de dormir, semelhava a redoma de pensamentos retentivos a interceptarem-lhe a saída. Quanto menos se via presa ao corpo, mais se ampliava a exigência dos parentes, dos amigos... Como portar-se ante essa situação ? – Minha amiga, reconhecemos os obstáculos, mas não se amofine, com a sua vinda se dará a imposição natural de novo esforço a cada um. Alegre-se, portanto, pela transformação que ocorrerá dentro em pouco. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 19 – A Serva Fiel Além de haver-se afeiçoado profundamente ao Evangelho do Cristo, vivendo-lhe os princípios renovadores, Fábio conseguira iluminar a mente da companheira e construir bases sólidas no espírito dos filhinhos, orientando-os para o futuro. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 16 – Exemplo Cristão
  • 42. 39 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 3.1.3 O Desencarne/ A Eutanásia Há três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremo cuidado nos serviços de liberação da alma : o centro vegetativo, ligado ao ventre, como sede das manifestações fisiológicas; o centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediado no tórax, e o centro mental, mais importante, situado no cérebro. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 13 – Companheiro Libertado Jerônimo deliberou que o cordão prateado, última ligação entre o cérebro de matéria densa, e o cérebro de matéria rarefeita, deveria permanecer até ao dia imediato, considerando as necessidades de Dimas, ainda imperfeitamente preparado para o desenlace mais rápido. O pobre amigo permanecia agarrado ao corpo pela vigorosa vontade de prosseguir jungido à carne. Cavalcante, permanecia cego para o “outro lado da vida”, de onde tentávamos auxiliá-lo, em vão. Jerônimo poderia aplicar-lhe recursos extremos, mas absteve-se. Inquirido por mim acerca de seus infindos cuidados, explicou, calmo – Ninguém corte, onde possa desatar. Sem qualquer conhecimento das dificuldades espirituais, o médico ministrou a chamada injeção “compassiva”, ante o gesto de profunda desaprovação do meu orientador. Em poucos instantes, o moribundo calou-se. Cavalcante, para o espectador comum, estava morto. Não para nós, entretanto. A personalidade desencarnante estava presa ao corpo inerte, em plena inconsciência e incapaz de qualquer reação. A carga fulminante da medicação de “descanso”, por atuar diretamente em todo o sistema nervoso, atinge também os centros do organismo perispiritual. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 18 – Desprendimento Difícil
  • 43. 40 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 3.1.4 O Velório Se fosse possível receber maior cooperação dos amigos encarnados, ser-lhe-ia mais fácil o restabelecimento integral, nesta fase pós-desencarne. No entanto, cada vez que os parentes se debruçam, em pranto, sobre os despojos, Dimas-Espírito é chamado ao cadáver, com prejuízo para a restauração mais rápida. Nossos amigos da esfera carnal são ainda muito ignorantes para o trato com a morte. Quando do velório, ao invés de trazerem pensamentos amigos e reconfortadores, preces de auxilio e vibrações fraternais, atiram aos recém-desencarnados as pedras e os espinhos que deixaram nas estradas percorridas. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 14 – Prestando Assistência 3.1.5 O Enterro/Cemitério As grades da necrópole estavam cheias de gente da esfera invisível, em gritaria ensurdecedora. Verdadeira concentração de vagabundos sem corpo físico apinhava-se à porta – ... Nossa função, acompanhando os despojos destina-se também à sua defesa. Nos cemitérios costuma congregar-se compacta fileira de malfeitores, atacando as vísceras cadavéricas, para subtrair-lhes resíduos vitais. O cooperador queria dizer, naturalmente, que a presença, ali, de malfeitores e ociosos desencarnados se justificava em face do grande número de ociosos e malfeitores que se afastam diariamente da crosta da Terra. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 15 – Aprendendo sempre
  • 44. 41 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 3.1.6 No Plano Espiritual Ó minha mãe! e a esposa, os filhos?... – Dimas, filho, os laços terrenos, entre você e eles, foram interrompidos. Restitua-os a Deus, certo de que o Eterno Senhor da Vida, a quem de fato pertencemos, permitirá sempre que nos amemos uns aos outros. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 15 – Aprendendo sempre. Enquanto Dimas se restaurava paulatinamente, Fábio cobrava forças de modo notavelmente rápido. Os longos e difíceis exercícios de espiritualidade superior, levados afeito na Crosta, frutificavam, agora, em benções de serenidade e compreensão. Podia levantar-se à vontade, transitar nas diversas seções em que se subdividiam os trabalhos do Instituto. Experimentava tranqüilidade. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 17 – Rogativa Singular Cavalcante, fixava-nos, receoso, crendo-se vítima de pesadelo, em hospital diferente. Declarava-se interessado em continuar no corpo terrestre, chamava a esposa insistentemente, repetia descrições do passado com admirável expressão emotiva. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 19 – A Serva Fiel O serviço preliminar do desenlace, no plexo solar e mesmo no coração, pode, em vários casos, ser levado a efeito pelo próprio interessado, quando este haja adquirido, durante a experiência terrestre, o preciso treinamento com a vida espiritual mais elevada. Depois de orar, fervorosamente, no último pouso das células exaustas, agradecendo- lhes o precioso concurso nos abençoados anos de permanência na Crosta, Adelaide, serena e confiante, cercada de numerosos Amigos, partiu. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 19 – A Serva Fiel André, você pode intensificar o relatório das impressões pós-desencarne, quanto deseje, esteja certo, porém, de que não se verificam duas desencarnações rigorosamente iguais. O plano impressivo depende da posição espiritual de cada um. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 15 – Aprendendo sempre.
  • 45. 42 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 4. O Despertar da Consciência no Além Túmulo – Exemplos 4.1 O Caso Dimas Dimas morava em uma casa muito simples, em pequena cidade próxima do Rio de Janeiro. Tinha pouco mais de cinquenta anos. Nascido em berço pobre, frequentou apenas os primeiros anos de escola. Acostumado, desde cedo, à infância sem mimos, desenvolveu o corpo, entre deveres e abnegações constantes. Desde muito jovem, teve de auxiliar o sustento próprio e nesse mesmo regime constituiu família, com muito sacrifício. Despendeu enorme energia para a subsistência, mas, mesmo assim, dedicou-se aos que sofrem. Foi médium espírita e procurou servir à coletividade. Conviveu com desalentados e aflitos de toda sorte. Dedicou-se à causa dos mais necessitados, esqueceu-se de si mesmo no serviço de amor ao próximo. Acometido de cirrose hepática, estava partindo, deste mundo, um pouco mais cedo do que o previsto por causa dos grandes sacrifícios que teve de enfrentar, ao longo desses poucos mais de cinquenta anos. Uma equipe espiritual, porém, estava atenta a todo o bem que ele havia plantado e veio recebê-lo, nos umbrais do além, auxiliando-o a desatar os fios da existência corpórea e a adaptar-se aos primeiros dias da vida nova. O assistente Jerônimo, chefe da equipe espiritual, fazia-se acompanhar do padre Hipólito, da enfermeira Luciana e do médico estagiário André Luiz. Inicialmente, o primeiro obstáculo a vencer era afastar a esposa do quarto do enfermo, uma vez que as correntes de força exteriorizadas por ela alimentavam, com vida aparente, os centros de energia vital do marido, já em adiantado processo de desintegração. Era preciso cortar essa fonte de revitalização. Jerônimo procurou contornar o impasse, melhorando o estado físico do enfermo, com o auxílio de passes longitudinais que desfizeram os fios magnéticos que se entrecruzavam sobre o corpo abatido. Com as forças surpreendentemente renovadas, o próprio doente aconselhou a esposa ao descanso, dizendo-se mais animado.
  • 46. 43 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Reconfortada por vê-lo mais lúcido, rendendo-se ao cansaço, buscou o leito, no que foi seguida pelos familiares, todos exultantes pelas melhoras alcançadas. Felizmente, agora, o enfermo estava só, entregue à assistência da equipe espiritual. O assistente distribuiu trabalho a todos. Hipólito e Luciana, depois de tecerem uma rede fluídica de defesa, em torno do leito, para que as vibrações mentais inferiores fossem absorvidas, permaneceram em prece ao lado, enquanto André Luiz colocava a mão direita sobre o plexo solar do agonizante. Antes de iniciar as operações decisivas, Jerônimo propiciou a Dimas um momento de oração, tocando-lhe, demoradamente, na parte posterior do cérebro. Logo o agonizante passou a emitir pensamentos luminosos e belos e orou, sentidamente, ante a partida da qual se apercebia em nível inconsciente e chorou muito, ante o desenlace imediato. Na prece, recordou-se de sua genitora e pediu à Mãe dos Céus que lhe concedesse a graça de revê-la no minuto de partir! Nesse momento, graças ao poder oculto da oração, que só a providência divina saberia explicar, a porta do quarto deu entrada a venerável anciã, coroada de luz, que se aproximou de Jerônimo e, após desejar-lhe a paz divina, informou: – Sou a mãe dele... Sentara-se a velhinha no leito, depondo a cabeça do moribundo no colo, afagando-a com as mãos carinhosas. Com esse reforço precioso, Hipólito e Luciana deslocaram-se para velar pelo sono da esposa, de modo que as suas emissões mentais não alterassem o trabalho em curso. Iniciou-se, então, o processo desencarnatório. As primeiras providências do assistente junto ao agonizante foram tomadas: insensibilizou inteiramente o vago, para facilitar o desligamento nas vísceras. A seguir, utilizando passes longitudinais, isolou todo o sistema nervoso simpático, neutralizando, mais tarde, as fibras inibidoras no cérebro. Explicou Jerônimo, na ocasião, que existem três regiões orgânicas fundamentais a merecerem todo cuidado nos serviços de liberação da alma: 1) O centro vegetativo (sede das manifestações fisiológicas), ligado ao ventre; 2) O centro emocional (zona dos sentimentos e desejos), sediado no tórax; 3) O centro mental: sede da alma (o mais importante) situado no cérebro. O assistente começou a operar sobre o plexo solar, desatando laços que localizavam forças físicas. Com isso, uma certa porção de substância leitosa extravasava do umbigo, pairando em torno. Esticaram-se os membros inferiores, com sintomas de esfriamento. Dimas gemeu, em voz alta, semi-inconsciente.
  • 47. 44 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Nesse momento, os familiares acorreram, assustados. Jerônimo agiu rapidamente: com passes concentrados sobre o tórax, relaxou os elos que mantinham a coesão celular no centro emotivo, operando sobre determinado ponto do coração, que passou a funcionar como bomba mecânica, desreguladamente. Nova cota de substância desprendia-se do corpo, do epigastro à garganta (...) André Luiz conta que todos os músculos trabalharam fortemente contra a partida da alma, opondo-se à libertação das forças motrizes, em esforço desesperado, ocasionando angustiosa aflição ao paciente. Foram chamados, às pressas, o médico e os parentes. Dimas estava em coma. Houve um reduzido tempo de descanso, e Jerônimo voltou para aquela que seria a última etapa: Concentrando todo o seu potencial de energia na fossa romboidal, Jerônimo quebrou alguma coisa que não pude perceber com minúcias, e brilhante chama violeta-dourada desligou-se da região craniana, absorvendo, instantaneamente, a vasta porção de substância leitosa já exteriorizada. Quis fitar a brilhante luz, mas confesso que era difícil fixá-la com rigor. Em breves instantes, porém, notei que as forças em exame eram dotadas de movimento plasticizante. A chama mencionada transformou-se em maravilhosa cabeça, em tudo idêntica à do nosso amigo em desencarnação, constituindo-se, após ela, todo o corpo perispiritual de Dimas, membro a membro, traço a traço. E, à medida que o novo organismo ressurgia ao nosso olhar, a luz violeta-dourada, fulgurante no cérebro, empalidecia gradualmente, até desaparecer, de todo, como se representasse os princípios superiores da personalidade, momentaneamente recolhidos a um único ponto, espraiando-se em seguida, através de todos os escaninhos do organismo perispirítico, assegurando, desse modo, a coesão dos diferentes átomos, das novas dimensões vibratórias. Quando isso ocorreu, Dimas-desencarnado elevou-se alguns palmos acima de Dimas- cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão prateado, semelhante a sutil elástico, entre o cérebro de matéria densa, abandonado, e o cérebro de matéria rarefeita do organismo liberto. Dimas morrera inteiramente. Mas a operação ainda estava incompleta. Como já afirmamos, a morte física é relativamente simples, mas a desencarnação envolve um processo muito mais complexo. O liame fluídico ou cordão de prata deveria permanecer até o dia imediato. O “morto” não estava preparado para um desenlace mais rápido.
  • 48. 45 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação Vendo-o debilitado pelo esforço, deliberou o assistente confiá-lo à mãe até o dia seguinte, quando, então, cortaria o cordão e conduzi-lo-ia à Casa Transitória de Fabiano, posto de socorro situado na zona umbralina, região nevoenta mais próxima da crosta, onde ficaria por alguns dias até que todos pudessem partir rumo à Colônia Nosso Lar. Por enquanto repousará ele na contemplação do passado, que se lhe descortina em visão panorâmica no campo interior, observou o assistente. Dimas estaria a rever um filme único, com todos os detalhes, o da própria existência que acabara de deixar. No dia seguinte, a equipe espiritual regressou, duas horas antes do cortejo fúnebre. (O corpo espiritual aperfeiçoara-se, narra André Luiz, pois o cordão fluídico entre o cérebro perispirítico e o do cadáver permitia que o desencarnado absorvesse princípios vitais do campo fisiológico). Jerônimo, agindo como clínico experimentado, examinou-o e ascultou-o, cortando em seguida, o liame final. O perispírito de Dimas passou a receber as últimas forças do corpo inanimado, enquanto este, por sua vez, absorvia algo de energia do outro, que o mantinha sem notáveis alterações. Dimas parecia um convalescente ao despertar, estremunhado, acordando de longo sono. A mãe contou-lhe a verdade: já havia feito a passagem. Todos acompanharam os despojos até o cemitério, inclusive o próprio Dimas que orou, sentidamente, agradecendo ao corpo físico. A função de acompanhar os despojos materiais, segundo os mentores, não é apenas a de adestramento do desencarnado para os movimentos iniciais de libertação, mas é também de defesa dos restos mortais, contra os ataques de malfeitores desencarnados, a fim de que não se apoderem dos resíduos vitais, ou seja, do duplo etérico. Jerônimo extraiu do cadáver e dispersou todos os resíduos de vitalidade do cadáver. Finalizado o enterro, era hora de partir: Dimas, amparado pela comitiva, rumou para a Casa Transitória de Fabiano. (...) Tive a nítida impressão de que através do cordão fluídico, de cérebro morto a cérebro vivo, o desencarnado absorvia os princípios vitais restantes do campo fisiológico. E acentuou: O apêndice prateado era verdadeira artéria fluídica, sustentando o fluxo e refluxo dos princípios vitais em readaptação. Retirada a derradeira via de intercâmbio, o cadáver mostrou sinais, quase de imediato, de avançada decomposição. Marlene Nobre – Nossa Vida no Além – Cap. 2 – Como é Morrer André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 11/15 – Amigos Novos
  • 49. 46 O Despertar da Consciência no Além Túmulo – o processo da Desencarnação 4.2 O Caso Fábio A mesma equipe espiritual escalada para levar Dimas, também incumbiu-se de realizar a desencarnação de Fábio, um senhor na idade madura, casado, com dois filhos menores de oito e seis ano presumíveis, portador de tuberculose em estado avançado. Morador em um bairro pobre e menos populoso do Rio de Janeiro, Fábio foi um autodidata em Espiritismo, sempre se consagrou aos estudos transcendentais da alma e às obras do bem. Livre de sectarismo, disciplinado, soube preparar a família para a sua morte, que ele sabia estar próxima, introduzindo o Evangelho no lar, desde os primeiros tempos do matrimônio. Silveira, pai de Fábio, juntou-se à equipe do assistente, acompanhado de mais dois amigos. Jerônimo repetiu o mesmo processo de libertação praticado em Dimas, mas conseguiu fazê- lo com muito mais facilidade. Depois da ação desenvolvida sobre o plexo solar, o coração e o cérebro, desatado o “nó vital”, Fábio fora completamente afastado do corpo físico. Por fim, brilhava o cordão fluídico- prateado, com formosa luz. Amparado pelo genitor, o recém-liberto descansava, sonolento, sem consciência exata da situação. A surpresa estava por vir. Uma hora depois da morte física, Jerônimo cortou o cordão prateado. Fábio estava mais preparado para a desencarnação do que Dimas. Após o desligamento, o pai beijou o filho e entregou-o ao assistente para levá-lo à instituição socorrista, Casa Transitória de Fabiano, onde programara reencontrá-los. Diferentemente do que ocorreu no caso Dimas, a equipe partiu, logo em seguida ao total desligamento, sem esperar pelo sepultamento, levando Fábio, adormecido, para a Casa Transitória. Marlene Nobre – Nossa Vida no Além – Cap. 2 – Como é Morrer André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 11/16 – Amigos Novos