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O DESPERTAR DA
CONSCIÊNCIA
NO ALÉM TÚMULO
e Forma de Viver
SUMÁRIO
1. Introdução ..................................................................................................... 1
1.1 O Viver e o Morrer – Perspectiva Espírita..................................................1
1.2 A Terminalidade da Vida – Associação Médico Espírita/Brasil ................6
1.3 O Desencarne x A Morte – Diferenças .......................................................9
1.4 O Que levamos para o Plano Espiritual ....................................................12
2. Temor da Morte – Causas.......................................................................... 17
2.1 O instinto de conservação da vida.............................................................17
2.2 Predominância da Natureza Animal..........................................................17
2.3 Temporário olvido da vida espiritual........................................................17
2.4 Receio de aniquilamento da vida ..............................................................18
2.5 Terrorismo do modo de vida após a morte ...............................................18
2.6 Insuficiência de conhecimento sobre a Vida Futura.................................19
2.7 Marketing negativo da Morte/Velório/Enterro/Cemitério........................20
2.8 Censura às comunicações entre mortos e vivos........................................20
2.9 Apego as Coisas e/ou Pessoas...................................................................21
2.10 Temor de Você / do que Fez e/ou do que Não Fez...................................21
3. A Vida no Mundo Espiritual...................................................................... 23
3.1 Considerações Gerais................................................................................23
3.2 A Concretude do Mundo Espiritual – Cidades/Instituições no Além.......24
3.3 O que encontraremos no Mundo Espiritual ..............................................48
3.4 O que levaremos para o Mundo Espiritual................................................57
4. O Despertar da Consciência no Além Túmulo – Forma de Viver -
Depoimentos.......................................................................................................61
4.1 Um Depressivo..........................................................................................61
4.2 Um Materialista.........................................................................................62
4.3 Um Viciado em Sexo ................................................................................63
4.4 Um Crente Fanático ..................................................................................64
4.5 Um Alcoólatra...........................................................................................65
4.6 Um Juiz Venal...........................................................................................68
4.7 Uma Trabalhadora Espírita – Otília Gonçalves ........................................71
4.8 Uma Feminista Equivocada ......................................................................78
4.9 Um Dirigente Espírita Fracassado ............................................................80
4.10 Um Médico Materialista ...........................................................................82
4.11 Um Advogado sem Ética ..........................................................................84
4.12 Um Escritor Materialista...........................................................................85
4.13 Uma Rainha de França/Oude ....................................................................87
4.14 Um Papa – Pio XI/Leão XIII ....................................................................93
4.15 Um Cardeal – Joaquim Arcoverde..........................................................100
4.16 Um Escritor Renomado – Humberto de Campos....................................101
4.17 Um Lider Espírita – Frederico Figner.....................................................106
4.18 Um Político – Americano do Brasil........................................................107
4.19 Um General Alemão – Ludendorff .........................................................110
4.20 Um Bispo Católico..................................................................................114
4.21 Um Pastor................................................................................................119
4.22 Um Judeu ................................................................................................122
4.23 Um Soldado na Guerra............................................................................126
4.24 Um Narcisista..........................................................................................129
4.25 Um Palestrante Espírita fracassado.........................................................132
5. O Despertar da Consciência no Além Túmulo – Faixas Cronológicas -
Depoimentos.....................................................................................................134
5.1 O Desencarne em Idade Infantil..............................................................134
5.2 O Desencarne em Idade Avançada .........................................................134
6. O Despertar da Consciência no Além Túmulo – Transplantados -
Depoimentos.....................................................................................................136
6.1 O Desencarne e os Transplantes .............................................................136
7. O Despertar da Consciência no Além Túmulo – Drogados -
Depoimentos.....................................................................................................137
7.2 O Desencarne e as Drogas.......................................................................137
8. O Despertar da Consciência no Além Túmulo – Alerta para os que
Ficam ................................................................................................................141
9. Referências.................................................................................................142
1
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
1. Introdução
1.1 O Viver e o Morrer – Perspectiva Espírita
A morte nenhum temor inspira ao justo, porque, com a fé, ele tem a certeza do futuro;
a esperança faz com que aguarde uma vida melhor e a caridade, cuja lei praticou, dá-lhe a
certeza de que, não encontrará no mundo onde vai entrar, nenhum ser cujo olhar deva temer.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 941
Qual o sentimento que domina a maioria dos homens no momento da morte: a dúvida,
o terror ou a esperança?
A dúvida nos céticos empedernidos; o temor, nos culpados; a esperança, nos homens
de bem.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 961
Prepare-se para a morte.
Desde hoje vença a dúvida, supere o temor, alente a esperança.
Ligado a Jesus-Cristo, o Protótipo da Idéia-Vida, renove-se hoje e sempre, pensando
no bem, a fim de que o Bem Inefável conduza os seus dias na Terra.
Marco Prisco – Legado Kardequiano – Cap. 56 – Idéia
Todos os homens na terra são chamados a esse testemunho, o da temporária
despedida.
Considera, portanto, a imperiosa necessidade de pensar nessa injunção e deixa que a
reflexão sobre a Morte faça parte do teu programa de assuntos mentais, com que te armarás,
desde já para o retorno, ou para enfrentar em paz a partida dos teus amores.
Joanna de Angelis – Sementes de Vida Eterna – Cap. 56 – Não há Morte
Em favor de você mesmo, inclua diariamente entre as suas preocupações a
meditação em torno do fenômeno da desencarnação. O exercício mental sobre esta
ocorrência ser-lhe-á muito benéfico. Dessa forma, revista-se de equilíbrio para o retorno à Vida
Espiritual que pode dar-se inesperadamente.
Marco Prisco – Ementário Espírita – Cap. 60 – No exame da Morte
2
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Morrer é um processo complexo.
Do ponto de vista físico, até que é relativamente fácil, complicado, porém é desencarnar,
desprender-se a alma dos laços que a retém ao plano material.
Embora obedeça a leis gerais que a tornam automática (1), a desencarnação, para
efetivar-se completamente, envolve lapsos de tempo variáveis, conforme a evolução do
Espírito. (2)
Allan Kardec detalhou o mecanismo de desprendimento da alma, valendo-se dos
ensinos do Espírito da Verdade e das próprias entrevistas que fez com centenas de
desencarnados. Vejamos os tópicos principais listados por ele: (3)
• A extinção da vida orgânica acarreta a separação da alma, em q consequência
do rompimento do laço fluídico que a une ao corpo, mas esse desprendimento nunca é brusco
e só se completa quando não mais reste um átomo do perispírito unido a uma molécula do
corpo.
O número de pontos de contato existentes entre o corpo e o perispírito é responsável
pela maior ou menor dificuldade na separação. Se a união permanecer, a alma poderá sentir a
decomposição do próprio corpo, como frequentemente acontece nos casos dos suicidas. Na
morte natural, resultante da extinção das forças vitais por velhice ou doença, a separação é
gradual: para aquele que se desmaterializou durante a própria existência, completa-se antes da
morte real; para o homem materializado e sensual, cujos laços com a matéria são estreitos, é
difícil, podendo durar “algumas vezes dias, semanas e até meses” (LE 155 nota). Na morte
violenta, o desprendimento só começa depois que ela se efetiva e não se completa rapidamente
(LE 162 nota).
• Na transição da vida corporal para a espiritual, produz-se um fenômeno de
perturbação, considerado como estado natural. Nesse instante a alma experimenta um torpor
que paralisa momentaneamente as suas faculdades, neutralizando, ao menos em parte, as
sensações. É por isso que ela quase nunca testemunha conscientemente o derradeiro suspiro.
Quando sai desse estado, o Espírito pode ter um despertar calmo ou agitado, dependendo do
tipo de sono no qual se envolveu.
• A causa principal da maior ou menor facilidade de desprendimento é o estado
moral da alma.
Influem, pois, no processo de desencarnação: o número de encarnações já vividas, as
conquistas mentais ou o patrimônio no campo da ideação, os valores culturais, o grau de apego
aos bens terrenos, enfim, as qualidades morais e espirituais, que constituem seu patrimônio.
• A preparação para a morte incluiria todo um programa existencial: fé ativa,
aceitação da vontade divina nos impositivos da existência, desprendimento dos bens terrenos,
busca da expansão do amor, na vida diária.
• 1) Obreiros da Vida Eterna – cap. XI, p. 172.
• 2) Ver O Livro dos Espíritos – todo o cap. III.
• 3) O Céu e O Inferno – cap. I da segunda parte.
Marlene Nobre – Nossa Vida no Além – Cap. 2 – Como é Morrer
Todos os dias chegam corações atormentados, além da morte.
E apesar do horizonte aberto, jazem no chão como pássaros mutilados...
3
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
̶ Loucos, sob a hipnose da ilusão.
̶ Suicidas, descrentes dos próprios méritos.
̶ Criminosos sentenciados no tribunal da consciência.
̶ Malfeitores que furtaram de si mesmos.
̶ Doentes que procuraram a enfermidade.
̶ Infelizes a se imobilizarem nas Trevas.
Ha quem diga que os chamados mortos nada têm a ver com os chamados vivos,
entretanto, como os chamados vivos de hoje, serão os chamados mortos, de amanhã, com
possibilidade de se perturbarem uns aos outros caso perseverem na ignorância —, cultivemos
na Doutrina Espírita o instituto mundial de esclarecimento da alma, a fim de que o pensamento
regenerado consiga redimir as suas próprias criações que substancializam a experiência da
Humanidade nas várias nações da Terra.
André Luiz – Além da Morte – Introito – Uberaba, 13 de Janeiro 1960.
A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste. Nunca
promoverá compulsoriamente homens a anjos.
Cada criatura transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva bagagem do que
houver semeado e aprenderá que a ordem e a hierarquia, a paz do trabalho edificante, são
característicos imutáveis da Lei, em toda parte.
Emmanuel – Obreiros da Vida Eterna – Introdução
Berço – Existência – Desencarnação – Renascimento constituem quatro estágios de
Evolução que cabem nas quatro letras da VIDA.
Emmanuel – Chico Xavier e suas Mensagens no Anuário Espírita – Cap. 78 – Página aos
Espíritas/ Anuário Espírita – 1968
A morte é, simplesmente, um segundo nascimento; deixamos o mundo pela mesma
razão porque nele entramos, segundo a ordem da mesma lei.”
Leon Denis – O Grande Enigma – 3º Parte – Cap. 15 – A Lei circular
4
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Há, no entanto, que considerar mortos e mortos.
Nem todos, porém, que vivem na carne são vivos e nem os considerados mortos são
mortos.
Alguns vivem, é certo, mas poucos estão vivos para a vida...
Não importa a condição social em que os encontres.
Uns deambulam, ilustres, embora a indumentária carnal, cadaverizados pelo egoísmo.
Outros jornadeiam, bem acondicionados, mumificados pelo orgulho.
Mais outros passam, superficiais e inermes ante a ação corruptora da impudicícia.
Alguns movimentam-se, hipnotizados pelo prazer, a ele entregues.
Diversos aparecem inertes, aprisionados na indignidade.
Outros tantos escorregam, dominados pelo torpor do gozo animalizante.
Vários transitam aligeirados, abraçando a cobiça.
Grande número constitui-se de presunçosos, apodrecendo no ócio a que se entregam.
Mortos, todos eles, embora estejam no corpo físico.
Joanna de Angelis – Dimensões da Verdade – Cap. 21 – Mortos e mortos
Senhor Jesus!...
Enquanto os irmãos da Terra procuram a nós outros – os companheiros desencarnados
– nas fronteiras de cinza, rogando-te amparo em nosso favor, também nós, de coração
reconhecido, suplicamos-te apoio em auxílio de todos eles, principalmente considerando
aqueles que correm o risco de se marginalizarem nas trevas!...
Pelos que perderam a fé, recusando o sentido real da vida, e jazem quase mortos de
desespero;
Pelos que desertaram das responsabilidades próprias, anestesiando transitoriamente
o próprio raciocínio, e surgem quase mortos de inanição espiritual;
Pelos que se entregaram à ambição desmesurada a se rodearem sem qualquer
proveito dos recursos da Terra, e repontam do cotidiano quase mortos de penúria da alma;
Pelos que se hipertrofiaram na supercultura da inteligência, gelando o coração para
os serviços da solidariedade, e aparecem quase mortos ao frio da indiferença;
Pelos que acreditaram na força ilusória da violência, atirando-se ao fogo da revolta,
e se destacam quase mortos de angustia vazia;
Pelos que se perturbaram por ausência de esperança, confiando-se ao desequilíbrio,
e se revelam quase mortos de aflição inútil;
5
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Pelos que abraçaram o desânimo por norma de ação, parando de trabalhar, e
repousam quase mortos de inércia;
Pelos que se feriram ferindo os outros, encarcerando-se nas cadeias da culpa, e estão
quase mortos de arrependimento tardio!...
Senhor!...
Para os nossos irmãos que atravessam experiência humana quase mortos de
sofrimento e agravos, complicações e problemas criados por eles mesmos, nós te rogamos
auxílio e benção!...
Ajuda-os a se libertaram do visco de sombra em que se enredaram e trazei-os de novo
à luz da verdade e do amor, para que a luz do amor e da verdade lhes revitalize a existência
a fim de que possam encontrar a felicidade real contigo, agora e para sempre.
Emmanuel – Na Era do Espírito – Cap.21 – Oração pelos quase Mortos
A morte de um homem começa no instante em que ele desiste de aprender.
Mariano José Pereira da Fonseca – Falando à Terra – Cap. 32 - Reflexões
“(...) E se somos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma
morte severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes
dos vinte, de fome um pouco por dia.”
João Cabral de Melo – Morte e Vida Severina – Introdução
6
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
1.2 A Terminalidade da Vida – Associação Médico Espírita/Brasil
Considerando:
a. Que o nosso paradigma é o Personalista Espírita (contempla a dignidade ontológica
do ser humano) ;
b. Que a vida é um bem indispensável, uma doação do Ser supremo;
c. A imortalidade da Alma, evidenciada na literatura mediúnica, nas pesquisas
científicas como as EQMs (Experiências de Quase Morte), nas vivências de terapia
de vidas passadas e nos relatos históricos de casos de reencarnação;
d. O artigo 1º, inciso III, da Constituição Federal, que elegeu o princípio da dignidade
da pessoa humana como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil;
e. O artigo 61 do Código de Ética Médica “... o médico não pode abandonar o paciente
por este ser portador de moléstia crônica ou incurável, mas deve continuar a assisti-
lo ainda que apenas para mitigar o sofrimento físico ou psíquico” ;
f. A Resolução CFM nº 1.805/2006, que estabelece como terminalidade da vida, no
artigo 1º, “... fase terminal de uma enfermidade grave e incurável...”, o momento
para limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida e, no
artigo 2º, que “... o doente continuará a receber todos os cuidados necessários para
aliviar os sintomas que levam ao sofrimento, assegurada a assistência integral, o
conforto físico, psíquico, social e espiritual, inclusive assegurando-lhe o direito da
alta hospitalar”;
g. Os avanços científicos e biotecnológicos modernos que possibilitam o
prolongamento obstinado do morrer;
h. A necessidade de humanizar o processo da morte, evitando sofrimentos adicionais
ao doente e aos familiares;
Estabelecemos que:
1. O limite das possibilidades terapêuticas não significa o fim da relação médico-
paciente, devendo o médico assisti-lo com cuidados básicos de manutenção da vida, alívio
físico, psíquico e espiritual. E, salvo por justa causa e comunicado ao paciente ou aos seus
familiares, o abandono do paciente portador de moléstia incurável constitui caso de omissão;
2. Somos CONTRÁRIOS à eutanásia ativa ou passiva e a qualquer meio intencional,
como o suicídio assistido, que antecipe a morte do ser humano;
7
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
3. Somos CONTRÁRIOS à distanásia, entendendo-a como prolongamento da vida, por
uma obstinação terapêutica ou diagnóstica, através de meios artificiais ou não, de forma
precária e inútil, que não promova benefício imediato ao paciente, levando-o a uma morte
agoniada com sofrimento orgânico, psíquico e espiritual;
4. Somos A FAVOR de uma MORTE NATURAL, ocorrendo no tempo certo, por
evolução natural da doença, assegurando ao paciente o direito aos cuidados paliativos,
necessários ao alívio do sofrimento, e o respeito pela sua dignidade;
5. Somos A FAVOR da criação e ampliação das unidades de cuidados paliativos
(HOSPICES), com abordagem multidisciplinar, com maior atenção ao doente do que à doença;
da adoção de medidas necessárias e indispensáveis à manutenção da vida (cuidados higiênicos,
conforto, alimentação e reposição de líquidos e eletrólitos); e dos procedimentos que ofereçam
uma melhor qualidade de vida ao paciente terminal;
6. Morte digna é a que ocorre sem sofrimento (físico, psíquico, social ou espiritual),
com assistência multidisciplinar de equipe de saúde (médico, enfermeiro, psicólogo,
fisioterapeuta, assistente social) e apoio espiritual; em ambiente adequado (familiar quando
possível); com direito a ser ouvido em seus medos, pensamentos, sentimentos, valores, crenças
e esperanças; receber continuidade de tratamento; não ser abandonado e ter tanto controle
quanto possível no que se refere às decisões a respeito de seus cuidados;
7. A fase terminal do processo de morte deve ser encarada como um período de ricas
experiências para a evolução do Espírito imortal; os cuidadores não têm, pois, o direito de
impedir que o paciente usufrua desses benefícios, antes, devem garantir-lhe esse tempo único
de aprendizado, convencidos de que a vida é um bem indisponível;
8. A linha divisória entre a eutanásia passiva e a distanásia é muito tênue, competindo
ao médico, no limite de suas responsabilidades, ouvir a sua própria consciência e buscar a
inspiração correta que direcione sua conduta ético-profissional;
9. Em substituição ao termo ortotanásia, que é sinônimo de eutanásia passiva no meio
jurídico, preferimos a denominação morte natural, pois esta estabelece com melhor clareza a
evolução natural das enfermidades;
8
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
10. Em relação ao PL 116/2000 do senador Gerson Camata, relatado pelo senador
Augusto Botelho, que propõe:
“Exclusão de ilicitude
§ 6º Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial, se
previamente atestada por dois médicos a morte como iminente e inevitável, e desde que haja
consentimento do paciente, ou em sua impossibilidade, de cônjuge, companheiro, ascendente,
descendente ou irmão.
§ 7º A exclusão de ilicitude a que se refere o parágrafo anterior faz referência à
renúncia ao excesso terapêutico, e não se aplica se houver omissão de meios terapêuticos
ordinários ou dos cuidados normais devidos a um doente, com o fim de causar-lhe a morte.”
Contempla o nosso entendimento que previne contra a prática da distanásia (obstinação
terapêutica sem proporcionar benefício) e permite que o paciente em fase terminal tenha
assegurados os cuidados mínimos de assistência humanitária à saúde (respeito pela dignidade
humana) e que a sua morte ocorra não por falta de atendimento e sim pela evolução do curso
natural da doença.
AME–Brasil – Folha Espírita – Janeiro de 2010 Edição número 425 – A Terminalidade da
Vida – http://www.folhaespirita.com.br/v2/?q=node/461
9
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
1.3 O Desencarne x A Morte – Diferenças
• O Que é Desencarnar/ O Que é Morrer
Desencarnação é libertação da alma, morte é outra coisa. Morte constitui cessação
da vida, apodrecimento, bolor.
Os que desanimam de lutar e trabalhar, renovar e evoluir são os que verdadeiramente
morrem, conquanto vivos, convertendo-se em múmias de negação e preguiça, e, ainda que a
desencarnação passe, transfiguradora, por eles, prosseguem inativos na condição de mortos
voluntários que recusam a viver.
Acompanhemos a marcha do Sol, que diariamente cria, transforma, experimenta,
embeleza.
Renovemo-nos.
André Luiz – Estude e Viva – Cap. 26 – Mortos Voluntários
Muitos nascem e renascem no corpo físico, transitando da infância para a velhice e do
túmulo para o berço, à maneira de almas cadaverizadas no egoísmo e na rebelião, na
ociosidade ou na delinquência, a que irrefletidamente se acolhem.
Absorvem os recursos da Terra sem retribuição, recebem sem dar, exigem concurso
alheio sem qualquer impulso de cooperação em favor dos outros e vampirizam as forças que
encontram, quais sorvedouros que tudo consomem sem qualquer proveito para o mundo que os
agasalha.
Semelhantes companheiros são realmente os mortos dignos de socorro e de
piedade, porquanto, à distância da luz que lhes cabe inflamar em si próprios, preferem o
mergulho na inutilidade, acomodando-se com as trevas.
Lembra-te dos talentos com que Deus te enobrece o sentimento e o raciocínio, o
cérebro e o coração, fazendo verter a glória do bem, através de teu verbo e de tuas mãos,
desperta e vive, para que, das experiências fragmentárias do aprendizado humano, possas, um
dia, alçar vôo firme em direção à Vida Eterna.
Emmanuel – Coragem – Cap. 32 – Vida e Morte
A desencarnação ocorre somente quando o ser, livre das sensações materiais, permite-
se a lucidez e o reencontro consigo mesmo, podendo experimentar as alegrias e as bênçãos da
libertação.
De acordo com as faixas mentais em que cada qual se situa, desperta em campo
vibratório equivalente, ensejando-se a paz anelada ou prolongando as aflições pelos prazeres
que não mais podem ser fruídos.
(...) A morte física é apenas uma etapa inicial da desencarnação real que aí começa,
e se encerra somente quando o espírito se integra na sociedade livre e feliz da Pátria para onde
rumou.
Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1º Parte – Cap. 12 – Morrer e
Desencarnar
Não há mortes iguais. Tendo-se em conta as conquistas morais de cada pessoa, os
requisitos espirituais que a cada qual tipificam, os apegos ou não à matéria, as fixações e jogos
10
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
de interesse, as dependências físicas e mentais, a desencarnação varia de um a outro homem,
que experimenta perturbação correspondente, em tempo, ao estado íntimo em que se situa.
Morrer nem sempre significa libertar-se. A morte é orgânica, mas a libertação é de
natureza espiritual.
Por isso, essa turbação espiritual pode demorar breves minutos, nos Espíritos nobres,
como decorrência da grande cirurgia e até séculos, nos mais embrutecidos, que se não dão conta
do que lhes sucede...
Nas desencarnações violentas, o período e intensidade de desajuste espiritual
correspondem à responsabilidade que envolveu o processo fatal.
Acidentes de que se não têm uma culpa atual, passado o brusco choque, sempre
tornam de menor duração o período perturbador do que ocorrendo em condições de
intemperança moral, quando o descomedido passa a ser incurso na condição de suicida
indireto.
Para uma reencarnação completar-se, desde o primeiro instante quando da fecundação,
transcorrem anos que se alargam pela primeira infância. É natural que a desencarnação
necessite de tempo suficiente para que o Espírito se desimpregne dos fluidos mais
grosseiros, nos quais esteve mergulhado...
A violência da forma como ocorre mata somente os despojos físicos, nunca significando
libertação do ser espiritual.
O mesmo sucede nos casos de homicídio, em que a culpa ou não de quem tomba
responde pelos efeitos, em aflições, que prossegue experimentando.
Já os suicidas, pela gravidade do gesto de rebeldia contra os Divinos Códigos, carpem,
sofrem por anos a fio a desdita, enfrentando, em estado lastimável e complicado, o problema
de que pretendem fugir, não raro experimentando a perseguição de impiedosos adversários que
reencontram no além-túmulo, que os submetem a processos cruciais de lapidação em dores
morais e físicas, em face da destruição do organismo que fora equipado para mais largo período,
na Terra...
Enfermidades de longo curso, suportadas com resignação, liberam da matéria,
porque o Espírito tem tempo de pensar nas lídimas realidades da vida, desapegar-se das pessoas,
paixões e coisas, pensar com mais propriedade no que o aguarda, depois do corpo,
movimentando o pensamento em círculos superiores de aspirações.
As dores morais bem aceitas facultam aspirações e anseios de paz noutras dimensões,
diluindo as forças constritoras que o atam ao mundo das formas.
Como ninguém que se encontre na investidura carnal passará indene sem despojar-se
dela, muito justo se torna um treinamento correto para enfrentar o instante da morte que
virá.
O Espírito é, no Além, o somatório das suas experiências vividas.
Manoel Philomeno de Miranda – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. 11 – Efeito das
Drogas
11
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
O desacelerar da maquinaria orgânica normalmente culminando com a morte
fisiológica, de forma alguma representa a desencarnação propriamente dita.
O processo de liberação dos fluidos que fixam o espírito aos despojos materiais é muito
lento, especialmente quando a existência não transcorreu dentro dos padrões de comportamento
ético, caracterizando-se pelos apegos às paixões e pela vivência dos sentidos sensoriais em
detrimento das emoções transcendentes.
Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1o
Parte – Cap. 22 – Despertar
da consciência no Além-Túmulo
A leviana indiferença em torno da morte faculta o encharcar-se mais nas paixões
sensoriais, nos impulsos primários, nas lutas pela posse, pela dominação de coisas e pessoas...
Terrível frustração sucede a esses que assim procedem, quando o guante da
desencarnação lhes interrompe o galopar dos desejos e da loucura a que se entregam...
Morrem, sem dar-se conta da ocorrência, continuando na azáfama a que se entregavam...
(...) Todo processo de fixação impõe período idêntico para a sua liberação.
Assim ocorre com os vícios morais, mentais, emocionais e físicos, que permanecem
afligindo o espírito, mesmo quando já os abandonou, desde há algum tempo.
(...) A morte é somente uma experiência de desvestir uma para assumir outra
indumentária, entretanto, prosseguindo na vida.
(...) Ninguém deslustra as Leis universais, sem que seja convocado à reabilitação.
Assim, indispensável se torna a todos os viajantes do carreiro material o dever de pensar na
morte, na maneira como a enfrentará, nos recursos de que dispõe, no desapego aos denominados
bens materiais, preparando-se conscientemente, pois que se desencarna conforme se reencarna
com o patrimônio moral invisível e essencial.
Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 2o
Parte – Cap. 1 – Preparação
para a Morte
12
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
1.4 O Que levamos para o Plano Espiritual
Lembre-se, porém, que na hora da morte – a partida inevitável para todos os seres,
através dos caminhos do tempo:
− Segurança representa tranquilidade. Sem paz interior, não há poder real. Os bens
ficam no mundo.
− Juventude e saúde são épocas rápidas da estação dos anos.
− Só o Bem acompanha o homem além do mundo...
− O poderoso na Terra é apenas mordomo de recursos que desaparecem.
− Todos os valores pertencem, em última instância, ao Senhor de todas as
coisas.
− Patrimônio financeiro é problema para o Espírito. Comodidade física é caminho
para a doença da alma.
Aproveite as possibilidades que o tempo faz passar através de suas mãos, antes que
escorram para a inutilidade, e utilize esse patrimônio para assegurar sua volta ao Reino,
vitoriosamente.
Marco Prisco – Glossário Espírita-Cristão – Cap. 37 – Patrimônio e Posses
E depois de uma pausa, em que parecia surdo a tantos clamores, acentuou:
São contrabandistas na vida eterna.
Como assim? – atalhei, interessado. O interlocutor sorriu e respondeu em voz firme:
Acreditavam que as mercadorias propriamente terrestres teriam o mesmo valor
nos planos do Espírito.
Supunham que o prazer criminoso, o poder do dinheiro, a revolta contra a lei e a
imposição dos caprichos atravessariam as fronteiras do túmulo e vigorariam aqui também,
oferecendo-lhes ensejos a disparates novos.
Foram negociantes imprevidentes.
Esqueceram de cambiar as posses materiais em créditos espirituais. Não aprenderam as
mais simples operações de câmbio no mundo. Quando iam a Londres, trocavam contos de réis
por libras esterlinas; entretanto, nem com a certeza matemática da morte carnal se animaram a
adquirir os valores da espiritualidade.
Agora, que fazer? Temos os milionários das sensações físicas transformados em
mendigos da alma.
André Luiz – Nosso Lar – Cap. 27 – O Trabalho enfim
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Nos mínimos atos, negócios, resoluções ou empreendimentos que você faça, busque
primeiro a substancia “post-mortem” de que se reveste, porquanto, sem ela, seu tentame
será superficial e sem consequências produtivas para o seu espírito.
Hoje, como ontem, a criatura supõe-se em caminho tedioso tão-só quando lhe falta
alimento espiritual aos hábitos.
Alegria que dependa das ocorrências do terra-a-terra não tem duração. Alegria real
dimana da intimidade do ser.
Meditação elevada, culto à prece, leitura superior e conversação edificante constituem
adubo precioso nas raízes da vida.
Ninguém respira sem os recursos da alma.
Constrangidos a encontrar a repercussão de nossas obras, além do plano físico, de que
nos servirá qualquer euforia alicerçada na ilusão?
De que nos vale o compromisso com as exterioridades humanas, quando essas
exterioridades não se fundamentam em nossas obrigações para com o bem dos outros, se a
desencarnação não poupa a ninguém?
Cogitemos de felicidade, paz e vitória, mas escolhamos a estrada que nos conduza a
elas sob a luz das realidades que norteiam a vida do Espírito, de vez que receberemos de
retorno, na aduana da morte, todo material que despachamos com destino aos outros, durante a
jornada terrestre.
Não basta para nenhum de nós o contentamento de apenas hoje. É preciso saber se
estamos pensando, sentindo, falando e agindo para que o nosso regozijo de agora seja também
regozijo depois.
André Luiz – Estude e Viva – Cap. 4 – Consciência e Conveniência
A fé é mais do que um ato de crença, tornando-se poderoso eletroímã de renovação
energética, atraindo ou repelindo valores que seguirão com você além da vida física.
Prepara-te para a morte. Desde hoje vença a dúvida, supere o temor, alente a
esperança.
Ninguém viverá sempre na carne.
Marco Prisco – Legado Kardequiano – Cap. 56 – Ideia
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Retornam alguns irmãos nossos que atravessaram o “portal” do túmulo, a fim de
apresentarem seus depoimentos vivos.
Cada um retrata a experiência feliz ou desditosa de que foi objeto na Esfera Espiritual.
Alguns, que foram colhidos pelas surpresas, narram os sucessos em que se viram
envolvidos, lutando tenazmente por se manterem na anestesia da ignorância e da sombra, não
obstante a aurora convidativa da realidade que os envolvia.
Outros supuseram enganar o próximo e fugir a sanção da Justiça, precipitando-se pelo
país da consciência livre, onde os painéis circunjacentes são elaborados pelos que o povoam.
Diversos vinculavam-se as religiões, afirmavam possuir crença em Deus e na
imortalidade, no entanto, tornaram-se vítimas espontâneas da incredulidade e do pavor ante a
morte...
Uns acalentaram o nada para depois da sepultura e defrontaram a vida estuante.
Outros aguardavam tributos e glórias vãos e se viram de mãos vazias de feitos e corações
enregelados pela indiferença que cultuaram.
Espíritos fieis e devotados, aclimatados as realizações de enobrecimento, emolduraram-
se de paz e dita, retornando a louvar e bendizer a vida.
A morte a ninguém engana.
Ninguém se engana após a morte.
Morrer é desvelar de acontecimentos num cinematógrafo especial, com mecanismos que
atuam automaticamente na consciência de cada criatura.
Pensamos em alertar os invigilantes, recordando fatos já conhecidos e trazendo a lume
outra vez lições que vão sendo esquecidas, utilizando-nos das experiências daqueles que se
enganaram, a fim de recordar aos que crêem na Vida a necessidade de se manterem vigilantes
e atuantes no Bem.
A morte não discrepa, não elege, não exime ninguém. A pouco e pouco traz de volta os
que partiram na direção da Terra em aprendizado e recuperação.
Mensageira fiel recolhe todos e os situa nos seus devidos lugares, mediante as leis de
afinidades e de sintonia que nos ligam uns aos outros e nos reúnem nas múltiplas “moradas” da
“Casa do Pai”.
Joanna de Angelis – Depoimentos Vivos – Introdução (Salvador, 25 de dezembro de 1971)
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
A surpresa assoma em muitas mentes, quando defrontam, no intercâmbio mediúnico
com Entidades, que na Terra estiveram situadas em posição de destaque, desfrutando conceitos
relevantes e retornam do Mundo Espiritual expressando inquietação ou anestesiados no
desequilíbrio, na perturbação.
Acreditam os menos vigilantes que os homens que transitaram em situação de realce,
catalogados na distinção e colocados em pontos especiais, certamente, em se despindo da
indumentária carnal, deveriam retornar aureolados pelas bênçãos e pelas fortunas de um mérito
que, em verdade, não lograram amealhar.
Cada um é o que intimamente pensa, cultiva, elabora e produz.
Por essa razão, ninguém se surpreenda com o desnudar da consciência no além-túmulo,
em que homens e mulheres considerados pelo destaque que tiveram na comunidade retornam
obumbrados e inditosos, agônicos e estremunhados, apresentando-se sequiosos de paz,
necessitados de amor.
A Vida são os atos que amealhamos nos cofres da consciência e os sentimentos que
armazenamos nos depósitos profundos do ser.
A morte é o acordar para as realidades a que nos imantamos durante a jornada material.
Coerência é a palavra; equilíbrio, na aparência e no Ser, para pensar e agir com acerto.
João Cleofas – Intercâmbio Mediúnico – Cap. 7 – Coerência entre Pensamento e Ação
A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste. Nunca
promoverá compulsoriamente homens a anjos.
Cada criatura transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva bagagem do
que houver semeado e aprenderá que a ordem e a hierarquia, a paz do trabalho edificante, são
característicos imutáveis da Lei, em toda parte.
Emmanuel – Obreiros da Vida Eterna – Introdução
Recebemos no Além o que realmente criamos para nós mesmos, em contato com as
criaturas.
Romeu Camargo – Falando à Terra – Cap. 14 – De Retorno
Aviso claro e prudente, o melhor que tenho aqui: Depois da morte é que a gente
conhece o que fez de si.
José Soares de Gouveia – Depois da Vida – Introdução
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
No Mundo espiritual muita gente vai se surpreender... Lá, não seremos identificados
pela importância, ou melhor, pela nossa suposta importância no mundo... Gente há que
desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão se lhes escancarar... Ledo
engano!
Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo;
o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo... Esse negócio
de ter sido fulano de tal interessa à consciência de quem foi e, na maioria das vezes, se
complicou...
Francisco Cândido Xavier – O Evangelho de Chico Xavier – Cap. 187
A morte a ninguém engana. Ninguém se engana após a morte.
Morrer é desvelar de acontecimentos num cinematógrafo especial, com mecanismos que
atuam automaticamente na consciência de cada criatura.
Joanna de Ângelis – Depoimentos Vivos – Introdução
A Vida são os atos que amealhamos nos cofres da consciência e os sentimentos que
armazenamos nos depósitos profundos do ser.
A morte é o acordar para as realidades a que nos imantamos durante a jornada material.
João Cleófas – Intercâmbio Mediúnico – Cap. 7 – Coerência entre Pensamento e Ação
Vive, portanto, como se estivesses a cada momento preparando-te para renascer além e
após o túmulo.
A vida que se “leva” é a Vida que cada um aqui leva enquanto na indumentária
carnal.
Joanna de Angelis – Estudos Espíritas – Cap. 7 – Morrer
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
2. Temor da Morte – Causas
2.1 O instinto de conservação da vida
O instinto de conservação da vida, que lhe constitui força preventiva contra a
intemperança, a precipitação e o suicídio, não obstante desconsiderados nos momentos de
superlativo desgosto, revolta ou desespero.
Programado o corpo para servir de instrumento para o progresso do Espírito, através de
cujo cometimento desenvolve todas as aptidões e valores que nele jazem latentes, o instinto de
conservação é lhe um elemento de alto valor, para que seja preservada a vida e impulsionada
para a frente até às últimas resistências. Em face dessa condição, o Espírito se imanta ao corpo
e receia perde-lo, em razão do atavismo ancestral que lhe bloqueia o discernimento a respeito
daquilo cujos dados de avaliação não logram impressionar-lhe os sentidos.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte
2.2 Predominância da Natureza Animal
A predominância da natureza animal, que nos inferiores comanda as suas aspirações,
tendências e necessidades.
O predomínio da natureza animal desenvolve-lhe o egoísmo e exacerba-lhe a paixão
violenta, acentuando a sensualidade que se expande engendrando programas de novos gozos,
que terminam por exaurir-lhe as energias mantenedoras dos equipamentos de sustentação
orgânica. Assim é que um leve aceno de prolongamento da vida moribundo fá-lo sorrir e aspirar
pela sua ocorrência, em injustificáveis apegos aos despojos que lhe não permitem mais largos
logros, embora lhe concedam a permanência física.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte
2.3 Temporário olvido da vida espiritual
O temporário olvido da vida espiritual donde procede.
A reencarnação promove o transitório esquecimento do passado, que é providencial para
poupar ao Espírito a amargura que os seus erros impõem e os seus delitos o afligem. Esse
esquecimento constitui motivo de receio da morte, em razão da falta de elementos que
estruturem a confiança na sobrevivência, com o retorno ao mundo espiritual. As sensações
sobrepõem-se às emoções, fixando-lhe os interesses na vida física, apesar de saber da sua
efêmera existência.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
2.4 Receio de aniquilamento da vida
O receio de aniquilamento da vida, por falta de informações corretas a respeito do futuro
da alma e daquilo que lhe está destinado...
o engodo dos sentidos anestesia a razão, levando-a a concluir que a morte deles
representa a destruição da vida, arrolando o cérebro como autor do pensamento e os órgãos na
condição de causa da existência do ser. Assim, a desinformação e as concepções erradas sobre
a vida futura são responsáveis pelo temor da morte, que leva muitos indivíduos a estados
neuróticos lamentáveis, como a comportamentos alucinados, nos quais buscam o esquecimento,
fugindo da sua contingência enganosa.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte
2.5 Terrorismo do modo de vida após a morte
De um lado, contorções de condenados a expiarem em torturas e chamas eternas os erros
de uma vida efêmera e passageira.
De outro lado, as almas combalidas e aflitas do purgatório aguardam a intercessão dos
vivos que orarão ou farão orar por elas, sem nada fazerem de esforço próprio para progredirem.
Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 6 – A Preocupação com a Morte
O conteúdo religioso das doutrinas ortodoxas, que oferece uma visão distorcida quão
prejudicial do que sucede após a ruptura dos laços materiais, elaborando um mundo de
compensações em graça como em castigo, conforme a imaginação dos homens vitimados por
fanatismos e alucinações.
O estabelecimento de prêmios e punições de sabor material, nos quais as religiões do
passado firmaram estrutura da existência espiritual, tornou-a detestável, e se considerando o
medo a uma justiça absurda e impiedosa ou a indiferença por uma felicidade estanque,
monótona e perpétua, que tem lugar num céu onde o amor não dispõe de recursos para socorrer
o caído, nem a piedade vige em relação aos infelizes...
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
2.6 Insuficiência de conhecimento sobre a Vida Futura
À proporção que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui.
Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 3 – A Preocupação com a Morte
A doutrina espírita muda completamente a maneira de ver-se o futuro. A vida futura não
é mais uma hipótese, mas uma realidade. A situação das almas após a morte não se explica por
meio de um sistema, mas com o resultado da observação.
O véu é levantado. O mundo espiritual nos aparece em toda a sua realidade viva.
Não foram os homens que o descobriram através de uma concepção engenhosa, mas os
próprios habitantes desse mundo que nos vieram descrever a sua situação.
(...) Para os espíritas a alma não é mais uma abstração. Ela possui um corpo etéreo que
a torna um ser definido, que podemos conceber pelo pensamento. Isso é o suficiente para nos
esclarecer quanto à sua individualidade, suas aptidões e suas percepções.
A lembrança daqueles que nos são caros repousa, assim, sobre algo real. Não os
representamos mais como chamas fugitivas que nada dizem ao nosso pensamento, mas como
formas concretas que no-los apresentam melhor como seres vivos.
Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 10 – A Preocupação com a Morte
A ideia de que as almas dos mortos se tornam chama s fugitivas penetrou fundamente
na consciência coletiva dos povos.
Vemos a sua sobrevivência até mesmo em pessoas esclarecidas que se tornam espíritas.
Nas atas das sessões que realizava, por ele mesmo redigidas, o escritor Monteiro Lobato
refere -se constantemente aos espíritos como gases, chamas flutuantes, etc., o que levava alguns
dos comunicantes a endossarem a concepção.
Um deles lhe respondeu: Sou agora uma chamazinha errante. Referindo-se à sua própria
morte, Lobato escreveu que iria passar do estado sólido ao gasoso.
O Espiritismo nos mostra que a situação do homem após a morte é muito diferente disso.
Conservando o corpo espiritual (de que tão precisamente trata o apóstolo Paulo em l
Coríntios) o espírito desencarnado conserva até mesmo a forma corporal, as características
físicas que o distinguem na vida terrena, e pode assim identificar-se em suas manifestações pela
vidência, pelos fenômenos de aparição e pelos de materialização. Isso permite, ainda — o que
estranha às pessoas que desconhecem o problema — que o espírito se identifique pela sua
própria voz nos fenômenos de audição mediúnica ou de comunicação por voz direta.
Herculano Pires – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 10 – A Preocupação com a Morte –
comentário
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
2.7 Marketing negativo da Morte/Velório/Enterro/Cemitério
A morte é rodeada de cerimônias lúgubres, mais próprias a infundirem terror do que a
provocarem a esperança.
Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 8 – A Preocupação com a Morte
Essa impressão negativa da morte foi intencional. O objetivo era atemorizar as criaturas
a fim de se portarem bem na vida.
Há uma relação evidente entre essa ameaça da morte e as ameaças de castigos nas
escolas, para garantir o bom comportamento dos alunos. Mas esse recurso, que produziu
resultados entre homens ignorantes e brutais, perderia o seu efeito na proporção em que a
Civilização se desenvolvesse.
Aconteceu com ele o que ensina uma lei da Dialética: o que hoje serve ao progresso,
amanhã se torna obstáculo e deve ser removido.
Mas, por outro lado, essas cerimônias lúgubres e toda essa ameaça passou para o plano
dos costumes, criou raízes populares e se tornou ainda uma das fontes de renda para as
organizações eclesiásticas.
Tudo isso impediu, até mais da metade do século XIX, que as religiões organizadas,
chamadas positivas, fizessem alguma coisa para acompanhar o progresso cultural.
Ainda hoje, apesar das reformas em curso, o problema da morte continua na mesma
situação analisada por Kardec.
Herculano Pires – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 8 – A Preocupação com a Morte –
comentário
2.8 Censura às comunicações entre mortos e vivos
Demais, a crença vulgar coloca as almas em regiões apenas acessíveis ao pensamento,
onde se tornam de alguma sorte estranhas aos vivos.
Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 9 – A Preocupação com a Morte
"Na crença vulgar", diz Kardec, porque a Teologia católica já no seu tempo colocava o
problema em termos de estado de consciência. Não obstante, os clérigos continuavam a pregar
dos púlpitos em termos de crença vulgar.
A comparação que Kardec faz, mais adiante, entre o Inferno pagão e o Inferno cristão,
esclarecerá bem este assunto.
Quanto ao rompimento absoluto de relações entre vivos e mortos, devemos acentuar
que havia e ainda subsiste uma atitude contraditória: a relação pode ser permitida por Deus, em
casos excepcionais, mas somente no seio da Igreja.
Assim, as comunicações espíritas são condenadas como demoníacas, mas as
comunicações católicas, sejam de santos e anjos ou mesmo de almas sofredoras, são
consideradas legítimas e até mesmo divulgadas em livros.
Herculano Pires – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 09 – A Preocupação com a Morte –
comentário
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
2.9 Apego as Coisas e/ou Pessoas
O apego à sensualidade e aos bens transitórios produz o pavor da morte, redundando em
desarmonias internas que de forma alguma impediriam o processo desencarnatório, às vezes
apressando-o, em face dos elementos destrutivos que a mente elabora e sustenta.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 14 – Morrendo para
Viver
Cavalcante não se preparou, convenientemente, para libertar-se do jugo da carne e
sofre muito pêlos exageros da sensibilidade.
Tem o pensamento afetuoso em excessiva ligação com aqueles que ama. Semelhante
situação dificulta-nos sobremaneira os esforços.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 11 – Amigos Novos
A esposa de Dimas, ao pé dele, não obstante prolongadas vigílias e sacrifícios estafantes,
que a expressão fisionômica denunciava, mantinha-se firme a seu lado, olhos vermelhos de
chorar, emitindo forças de retenção amorosa que prendiam o esposo em vasto emaranhado
de fios cinzentos
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 13 – Companheiro Libertado
2.10 Temor de Você / do que Fez e/ou do que Não Fez
Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos céus! Que
desilusão! Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de
mim, mas muito acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não
terem sangue nobre! Oh! como então compreendi a esterilidade das honras e grandezas que com
tanta avidez se requestam na Terra!
Para se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a
caridade em toda a sua celeste prática, a benevolência para com todos. Não se vos pergunta o
que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes, quantas lágrimas enxugastes.
Uma Rainha de França – Evangelho Seg. Espiritismo – Cap. 2– item 8 (Havre 1863)
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Não apenas ignorância da realidade espiritual, mas aflição ante a sua legitimidade.
Conhecer a verdade é penetrá-la, viver a verdade, no entanto, é renovar-se para ela.
Muitos que trazem da Terra o cômputo do conhecimento espírita, não obstante se
identificarem com a vida espiritual se perturbam face ao que deixaram de fazer, o que
planejaram fazer e o que fizeram erradamente.
Ao despertar na Vida Verdadeira, o homem, de um só golpe, olha a retaguarda,
percebendo em clara visão tudo quanto poderia ter realizado e não o fez. Esse conhecimento
dá-lhe sofrimento, perturba-o.
Não é a desencarnação em si que faz sofrer. Antes é a evidência do que não se realizou
que torna o Espírito sofrido. Por isso, o Codificador do Espiritismo com muita lucidez anotou
a resposta dos imortais de que o conhecimento do Espiritismo oferece, naturalmente. recurso
para impedir a perturbação, mas que os atos são os grandes contributos a fim de que o homem,
sabendo da sua realidade íntima e conhecendo o que fez de nobre, tenha o impedimento da
aflição interior.
Desse modo, identificado com o Espírito de amanhã que o Espiritismo nos revela, não
apenas fiquemos na informação, mas nos modifiquemos, para que a nossa consciência não se
nos transforme em algoz, fazendo sofrer, em consideração ao que ficou perdido ou aplicado
errada e audaciosamente contra cada um.
João Cleófas – Intercâmbio Mediúnico – Cap. 58 – Perturbação Espiritual
Aqui, meus filhos, não me perguntaram se eu havia descido gloriosamente as escadas
do Petit Trianon; não fui inquirido a respeito dos meus triunfos literários e não me solicitaram
informes sobre o meu fardão acadêmico. Em compensação, fui argüido acerca das causas
dos humildes e dos infortunados pelas quais me bati.
Não venho exortar a vocês como sacerdote; conheço de sobra às fraquezas humanas.
Vivam, porém a vida do trabalho e da saúde, longe da vaidade corruptora. E, na religião da
consciência retilínea, não se esqueçam de rezar.
Humberto de Campos – Palavras do Infinito – Aos Meus Filhos (Pedro Leopoldo,
9/Abril/1935)
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
3. A Vida no Mundo Espiritual
3.1 Considerações Gerais
Os dois mundos, espiritual e o físico são, de certa forma, independentes, ... não
obstante, a correlação entre ambos é incessante, porque reagem incessante um sobre o outro.
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – 2º Parte – Cap. 1 – Item 2 – Perg. 86
A Terra, na sua condição de planeta habitado, qual ocorre em outros astros e sistemas
solares, é uma cópia imperfeita do mundo espiritual, que lhe é causal.
Tudo quanto existe no plano físico é condensação da energia que procede da Causa
Implícita.
Assim, a vida verdadeira, porque permanente, é a espiritual, de onde procedem todos os
seres para a qual retornam após o fenômeno da morte orgânica.
Esse mundo espiritual é vibratório, verdadeiro e não apenas conceptual, imaginativo.
Original, nele plasmam as mentes as suas necessidades, criando regiões pulsantes de
vida, que na Terra se apresentam copiadas, em contínuos processos de aprimoramento.
As sociedades que os habitam diferenciam-se pelos graus de evolução e pelos níveis de
aperfeiçoamento mos quais se encontram. Multiplicam-se, infinitamente, desde as mais
grosseiras, criadas pelas mentes culpadas em fenômenos de depuração, até as sublimes e
plenificadoras, onde vivem os Espíritos felizes.
A energia que constitui o mundo espiritual é facilmente plasmável pelo psiquismo,
conforme o seu teor vibratório, que é conseqüente do seu estado de evolução.
Os mais elevados programam e executam o trabalho de edificação de cidades e
comunidades gigantescas, ordeiras, sem os atropelos que caracterizam o primarismo e a
ignorância dos seres físicos.
Os entes se amam e se respeitam nas regiões nobres, onde predominam o bem, a beleza,
a verdade, trabalhando pelo progresso daqueles que estagiam na retaguarda evolutiva.
Nelas não existe a violência de qualquer espécie, as conquistas são pessoais,
intransferíveis, e dão-se através do estudo incessante, do trabalho e da observância das Leis.
Todos se identificam pelas suas afinidades e conveniências, elegendo a área de
desenvolvimento cultural, científico, tecnológico ou religioso que melhor lhes apraz.
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
(...)
Obras de arte, de engenharia, descobrimentos científicos e tecnológicos humanos
vieram dessas comunidades espirituais de onde procedem os seres criadores e inventores que
deram início ao processo de renovação e de desenvolvimento da sociedade.
Academias e universidades, centros de pesquisas, bibliotecas complexas e aparelhadas,
núcleos de fé se multiplicam além da esfera física, nos países espirituais e suas colônias,
promovendo o ser cada vez mais e auxiliando-o na ascensão.
(...)
Quando próximos da Terra os núcleos, beneficiam-se com as dádivas do Sol e da Lua,
vislumbrando o mesmo mapa sideral, porém mais amplo, transparente e belo, do que aquele
que se vê na Terra.
Veículos de condução rápida transitam sem barulho, poluição ou perigo, encurtando
distâncias para quem ainda não conseguiu o controle da mente para o mecanismo da volição.
Vegetais e aves canoras, ricos de beleza e originalidade, habitam e vivem nesses núcleos
intermediários, porque o progresso é incessante.
Construções originais, sem exotismos ou excessos desnecessários em flagrante
desrespeito à estética, à arte elevada, constituem residências e complexos administrativos,
culturais, religiosos, comunitários, onde os relacionamentos se estreitam, as permutas se fazem.
(...)
Há também, como é natural, mundos espirituais inferiores, nas faixas subterrestres, na
superfície do planeta e em sua volta mais próxima.
São os lugares de reeducação moral e espiritual, conhecidos historicamente pelas
religiões como tenebrosos purgatórios, infernos, sendo que são sempre transitórios, já que o
amor de Deus luz em toda parte e não há erro irreparável, nem crime que receba punição eterna.
(...)
Pululam as moradas espirituais em volta do planeta terrestre e nas suas proximidades,
de onde partem os Espíritos para a reencarnação e para onde retornam após concluí-la, a fim de
ascenderem nos rumos da Grande Luz, quando ditosos, ou volverem ao proscênio físico, se
ainda prisioneiro das paixões e das misérias defluentes do estágio primitivo.
O mundo físico é, portanto, uma cópia borrada do espiritual: tudo quanto nele existe de
original se encontra causal, mas nem tudo quanto neste se conhece está plasmado ou existente
no de efeitos efêmeros.
Manoel Philomeno de Miranda – Sob a Proteção de Deus – Cap. 2 – O Mundo Espiritual
3.2 A Concretude do Mundo Espiritual – Cidades/Instituições no Além
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
No mundo espiritual há […] verdadeiras cidades e vilarejos, com estilos variados como
acontece aos burgos terrestres, característicos da metrópole ou do campo, edificando largos
empreendimentos de educação e progresso, em favor de si mesmas e a benefício dos outros.
André Luiz – Evolução em Dois Mundos – 2º Parte – Cap. 7 – Item: Vida social dos
desencarnados
Sentaram-me numa poltrona de pedra, semelhante ao mármore. Tateei com força o
respaldar da curiosa cadeira e, ao verificar a dureza do material sob minhas mãos, comecei a
tranqüilizar-me... Em seguida, olhei para o céu e vi a lua cheia, fulgindo com tanta beleza que
me asserenei de novo.
Um fato, contudo, intrigava os dois: era a existência ali de árvores e de flores. Se
estavam no Mundo Espiritual, como poderia haver em tal lugar matéria e natureza, como as da
Terra?
André Luiz – E a Vida Continua – Cap. 8 – Encontro de Cultura
Chame-se a este mundo em que existimos, neste momento, “outra vida”, “outro Lado”,
“região extrafísica” ou “esfera do Espírito”, estamos num centro de atividade tão material
quanto aquele em que movimentam os homens, nossos irmãos ainda encarnados,
condicionados ao tipo de impressões que ainda lhes governam, quase que de todo, os recursos
sensoriais. O mundo terrestre é aquilo que o pensamento do homem faz dele. Aqui, é a
mesma coisa. A matéria se resume a energia. Cá e lá, o que se vê é a projeção temporária de
nossas criações mentais...
André Luiz – E a Vida Continua – Cap. 9 – Irmão Claudio
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Na vasta bibliografia mediúnica do médium Francisco Cândido Xavier, a cidade
espiritual conhecida como “Nosso Lar” foi a primeira sociedade urbana da Vida Maior retratada
com detalhes.
Foi no livro do mesmo nome, editado pela Federação Espírita Brasileira, que o Espírito
de André Luiz, relatando suas experiências, forneceu descrições pormenorizadas acerca da
organização da sociedade comunitária e das edificações que lhe servem de apoio material.
Conta o abnegado médium que se surpreendeu pelo inusitado das revelações e que
André Luiz, a fim de que ele desse livre curso aos seus relatos, certa noite, levou-o em
desprendimento espiritual, até a cidade “Nosso lar” para que se inteirasse da sua experiência e
conhecesse, pessoalmente, alguns recantos retratados no livro.
Convém esclarecer que Nosso Lar é uma colônia-cidade, habitada por homens e
mulheres, jovens e adultos, que já se desvencilharam do corpo físico.
Outras colônias-cidades espirituais, porém, existem, às centenas, em torno da Terra,
obedecendo às leis que lhe regem os movimentos de rotação e translação.
A cidade “Nosso Lar”, segundo informações veiculadas por André Luiz foi fundada por
portugueses distintos, desencarnados no Brasil, no século XVI, a partir de onde se localiza,
atualmente, a Governadoria.
Tendo em vista que a cidade se divide segundo as necessidades de sua organização
administrativa, permitimo-nos informar, aos que ainda não leram o livro Nosso Lar, que a
Governadoria, órgão central, está assessorada pelo trabalho e organização de seis Ministérios,
a saber: Ministério da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, do Esclarecimento, da
Elevação e da União Divina, que atuam nas áreas que os próprios nomes definem, sendo, cada
Ministério, dirigido por doze Ministros.
Heigorina Cunha – Cidade no Além – Cap. 1 – A Cidade Nosso Lar
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Entramos. Ambiente simples e acolhedor. Móveis quase idênticos aos terrestres; objetos
em geral, demonstrando pequeninas variantes.
Quadros de sublime significação espiritual, um piano de notáveis proporções,
descansando sobre ele grande harpa talhada em linhas nobres e delicadas.
Respirava-se, ali, doce e reconfortante intimidade. Não conseguia disfarçar meu
contentamento e enorme alegria. Aquele primeiro contacto com a organização doméstica na
colônia, enlevava-me.
A hospitalidade, cheia de ternura, arrancava-me ao Espírito notas de profunda emoção.
Em seguida, chamou-me Lísias para ver algumas dependências da casa, demorando-me
na Sala de Banho, cujas instalações interessantes me maravilharam. Tudo simples, mas
confortável.
André Luiz – Nosso Lar – Cap. 17 – Em Casa de Lísias
Anotações em torno de “Nosso Lar”
1 – O irmão Lucius fez quanto pôde, a fim de trazer, aos amigos domiciliados no Plano
Físico, alguns aspectos de Nosso Lar, a colônia de trabalho e reeducação a que nos vinculamos
na Espiritualidade, especialmente o plano piloto que lhe diz respeito.
Para isso, encontrou a dedicação da médium Heigorina Cunha, na cidade de Sacramento,
em Minas Gerais, no Brasil.
2 – Terá conseguido transmitir, minuciosamente, toda a imagem da vasto contexto
residencial a que nos referimos?
Decerto que não, mas estamos à frente de uma realização válida pelas formas e ideias
básicas que o mencionado amigo alinhou, cuidadosamente, através do intercâmbio espiritual.
3 – Justo lembrar aqui os mapas que Cristóvão Colombo desenhou, por influência de
Mentores e Amigos Espirituais, antes de desvelar a figura da América.
Semelhantes esboços não continham a realidade total, no entanto, demonstram, até hoje,
que o valoroso navegador apresentava a configuração do Novo Continente, em linhas
essenciais.
4 – Convém esclarecer que Nosso Lar é uma colônia-cidade, habitada por homens e
mulheres, jovens e adultos, que já se desvencilharam do corpo físico.
Outras colônias-cidades espirituais, porém, existem, às centenas, em torno da Terra,
obedecendo às leis que lhe regem os movimentos de rotação e translação.
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
5 – Em toda parte, depois do berço, o homem, no centro da Natureza, é defrontado pelos
princípios de sequência. Depois da morte também.
6 – Atendendo aos ditames da reencarnação e da desencarnação, nascem na experiência
física e liberam-se dela milhares de criaturas humanas, no estado mental em que se comprazem.
7 – Quantos abordam o mundo material, através do renascimento, evidenciam-se na
condição em que se achavam, no Plano Espiritual, e, consequentemente, quantos regressam ao
Plano Espiritual, procedentes do mundo, lá se revelam tal qual se encontram, seja em matéria
de evolução ou seja ante a contabilidade da lei de causa e efeito.
8 – Ninguém é constrangido a pensar dessa ou daquela forma, por força dos princípios
universais que nos governam. Cada consciência, encarnada ou desencarnada, é livre, em
pensamento, para escolher o caminho que lhe aprouver, ainda que esteja, transitoriamente, nos
resultados infelizes de opções que haja feito, no passado, resultados nos quais a criatura pode
amenizar ou agravar a própria situação, na pauta da conduta que adote.
9 – Compreensível que os seres humanos transfiram para a Vida Espiritual, quando lhes
ocorra a desencarnação, os ideais nobilitantes e as paixões deprimentes, os desgostos e as
alegrias, a convicção e a descrença, os valores do entendimento e os desmandos da inteligência,
o conhecimento deficitário e a ânsia de elevação de que se vejam possuídos.
10 – Renascendo na Terra, a personalidade espiritual permanece internada no veículo
físico, cercada de testes que lhe aferem o valor alcançado, com alicerces na assimilação do que
já tenha realizado de melhor, em si mesma; e, desencarnando, essa mesma personalidade
patenteia, claramente, o que é, como está e em que degrau evolutivo se acomoda, irradiando de
si própria o clima espiritual em que se lhe apraz viver e conviver.
11 – No berço terrestre, a pessoa se reassume na família ou no grupo social em que deva
reaprender lições e conclusões do pretérito, com o resgate de débitos que haja contraído, ou em
que possa prosseguir nas tarefas de amor e cooperação às quais livremente se empenha.
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
12 – Na desencarnação, essa mesma pessoa retoma a companhia do grupo espiritual
com que se afina, de modo a continuar mentalmente estanque, como deseja, ou de maneira a
colher os resultados felizes no esforço de auto sublimação que haja desenvolvido no Plano
Físico, seja pelo aperfeiçoamento realizado em si mesma ou seja pelas tarefas enobrecedoras
que tenha iniciado, entre os homens, entrando naturalmente no grupo de elevação a que se
promoveu.
13 – Todo Espírito é livre, no pensamento, para melhorar-se, melhorando o campo de
vivência em que esteja, ou para complicar-se, complicando o campo de experiências a que se
vincule.
14 – Nas colônias-cidades ou colônias-parques que gravitam em torno do Plano Físico,
para domicílio transitório das inteligências desencarnadas, é natural que a luta do bem para
extinguir o mal ou o desequilíbrio da mente, continue com as características que lhe
conhecemos na Crosta da Terra.
15 – A morte não opera milagres. O ser humano, além dela, prossegue no trabalho do
auto-burilamento ou estacionário, enquanto não aceite a obrigação de renovar-se e evoluir.
16 – As religiões, a filosofia e a ciência continuam, por necessidade das criaturas
desencarnadas, crendo, estudando e experimentando na sustentação do progresso e do
aprimoramento humano, oferecendo vastos domínios de serviço nobilitando aos seus
intérpretes, cultivadores e expoentes.
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
17 – Considerando a densidade das multidões de Espíritos desencarnados, desvalidos
de orientações, vítimas de paixões acalentadas por eles próprios, analfabetos da alma,
desvairados pelos sentimentos possessivos, portadores de enfermidades e conflitos que eles
mesmos atraem e alimentam, Espíritos imaturos e desinformados, de todas as procedências, é
necessário que o lar de afinidades, o templo da fé, a escola e a predicação, a prece e o reconforto,
o diálogo e a instrução, o hospital e a assistência, o socorro e os tratamentos de segregação,
funcionem, nas comunidades do Mais Além, com extremada compreensão de quantos lhes
esposam as tarefas salvadoras.
18 – Para o esclarecimento gradativo dos Espíritos desencarnados, que se revelam
necessitados de apoio e de instrução (e contam-se por milhões), a palavra articulada, falada ou
escrita, irradiada ou televisada, ainda é o processo mais rápido de comunicação, embora a
telepatia e a sublimação contêm, além da morte, com círculos de iniciados, cada vez mais
amplos, em elevados níveis de entendimento.
19 – Justo que a didática, no Mais Além, utilize a lição, o exame, a exposição prática,
os cursos vários de introdução ao conhecimento superior, a disciplina, o apólogo, a fábula, os
exemplos da história e todos os recursos outros, das artes e da literatura, que sirvam de auxílio
aos companheiros necessitados de conhecimento e motivação para o bem deles próprios.
20 – Nos Planos imediatos à experiência física, os felizes estão sempre dispostos ao
trabalho em favor dos infelizes, os mais fortes a benefício dos mais fracos, os bons em socorro
dos desequilibrados e os mais sábios em apoio dos desorientados e ignorantes
21 – Nas comunidades de criaturas desencarnadas, a afinidade é o clima ideal para a
união dos seres, o interesse pela ascensão do espírito aos planos superiores é a marca de todos
aqueles que já despertaram para o respeito a Deus e para o amor ao próximo, o trabalho do bem
é incessante, a religião não tem dogmatismo, a filosofia acata os melhores pensamentos onde
se manifestem, a ciência é humanitária e o esforço pelo próprio aperfeiçoamento íntimo é
impulso infatigável em todas as criaturas de boa vontade.
22 – Além da morte, a vida continua e, com mais clareza, aí se vê a realidade da teologia
simples que rege a evolução, em tudo o que a evolução possua em comum com a Natureza: “A
cada um segundo as suas próprias obras”. (Mt)
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
André Luiz – Cidade no Além – Intróito
Uberaba, 17 de junho de 1983.
(Anotações recebidas pelo médium Francisco Cândido Xavier, em Uberaba, Minas
Gerais).
Na parte final de nossas tarefas da noite de 1º de setembro de 1955, foi nosso benfeitor
André Luiz quem se valeu do horário das instruções para estimular-nos ao estudo com o seu
verbo amigo e sábio.
Com a franqueza e a simplicidade que lhe são peculiares, deixou-nos o precioso
esclarecimento, apresentado linhas abaixo.
Quando alinhamos nossas despretensiosas anotações acerca de “Nosso Lar”,
relacionando a nossa alegria diante da Vida Superior, muitos companheiros inquiriram
espantados:
– “Afinal, o que vem a ser isso? Os desencarnados olvidam assim a paragem de que
procedem?
Se as almas, em se materializando na Terra, chegam do mundo espiritual, por que as
exclamações excessivas de júbilo quando para lá regressam, como se fossem estrangeiros ou
filhos adotivos de nova pátria?”
O assunto, simples embora, exige reflexão.
E é necessário raciocinar dentro dele, não em termos de vida exterior, mas de vida
íntima.
Cada criatura atravessa o portal do túmulo ou transpõe o limiar do berço, levando
consigo a visão conceptual do Universo que lhe é própria.
Almas existem que varam dezenas de reencarnações sem a menor notícia da
Espiritualidade Superior, em cuja claridade permanecem como que hibernadas, na condição
de múmias vivas, já que não dispõem de recursos mentais para o registro de impressões que
não sejam puramente de ordem física.
Assemelham-se, de alguma sorte, aos nossos selvagens, que, trazidos aos grandes
espetáculos da ópera lírica, suspiram contrafeitos pela volta ao batuque.
E muitos de nós, como tantos outros, em seguida a romagens infelizes ou semi-corretas,
tornamos do mundo às esferas espirituais compatíveis com a nossa evolução deficiente, e, além
desses lugares de purgação e reajuste, habitualmente somos conduzidos por nossos Instrutores
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
e Benfeitores para ensaios de sublimação a círculos mais nobres e mais elevados, nos quais nem
sempre nos mantemos com o equilíbrio desejável, já que nós achamos saudosos de contato mais
positivo com as experiências terrestres.
Agimos, então, como alunos inadaptados de Universidade venerável, cuja disciplina nos
desagrada, por guardarmos o pensamento na retaguarda distante, ansiosos de comunhão com o
ambiente doméstico, em razão do espírito gregário que ainda prevalece em nosso modo de ser.
Como é fácil observar, raras Inteligências descem, efetivamente, das esferas divinas
para se reencarnarem na esfera física.
Todos alcançamos as estações do berço e do túmulo, condicionando nossas percepções
do mundo externo aos valores mentais que já estabelecemos para nós mesmos, porque todos
nós ajustamos, bilhões de encarnados e desencarnados, a diferentes faixas vibratórias de
matéria, guardando, embora, o Planeta como nosso centro evolutivo, no trabalho comum.
Desse modo, a mais singela conquista interior corresponde para nossa alma a horizontes
novos, tanto mais amplos e mais belos, quanto mais bela e mais ampla se faça a nossa visão
espiritual.
Construamos, pois, o nosso paraíso por dentro.
Lembremo-nos que os grandes culpados que edificaram o inferno, em que se debatem,
respiram o ambiente da Terra – da Terra que é um santuário do Senhor, evoluindo em pleno
Céu.
Nosso ligeiro apontamento em torno do assunto destina-se, desse modo, igualmente a
reconhecermos, mais uma vez, o acerto e a propriedade da palavra de Nosso Divino Mestre,
quando nos afirmou, convincente: – “O reino de Deus está dentro de nós.”
André Luiz – Vozes do Grande Além – Cap. 12 – Esclarecimento
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Nossa Colônia encontra-se próxima à Terra, sofrendo, conseqüentemente, as mesmas
condições do planeta a que se encontra ligada.
Irmanados ao destino do Brasil, nossos Instrutores trabalham infatigavelmente, há mais
de 250 anos, cooperando com as falanges de Ismael na construção da Pátria do Cruzeiro.
Fundada por abnegado Missionário da Caridade, destinava-se, inicialmente, a socorrer
escravos desencarnados ao peso de provações e expiações amaríssimas. Recolhendo os mais
rebeldes, sedentos de vingança, auxiliava-os com esclarecimentos necessários, reconduzindo-
os ao Orbe para novas e redentoras lutas.
Otília Gonçalves – Além da Morte – Cap. 8 – Hospitalizada
Se o homem soubesse a extensão da vida que o espera além da morte do corpo,
certamente outras normas de conduta escolheria na Terra!
Não me refiro aqui aos materialistas sem fé. Aliás, a maioria dos ateus não passam de
grande assembleia de crianças espirituais, necessitadas de proteção e ensinamento.
Reporto-me, com vigor, aos que adotam uma crença religiosa, usando lábios e paixões,
sem se afeiçoarem, no íntimo, às verdades renovadoras que abraçam.
Nós mesmos, os que nos beneficiamos ao contato dos princípios do Espiritismo Cristão,
principalmente nós que ouvimos a mensagem dos que respiram noutros Planos da vida eterna,
se fôssemos menos palavrosos e mais cumpridores das lições que recebemos e transmitimos,
outras condições nos caracterizariam além do sepulcro, porque a justiça indefectível nos
espreita em toda parte e porque transportamos conosco, para onde formos, as marcas de nossos
defeitos ou virtudes.
Depois da sepultura, sabemos, com exatidão, que o reino do bem ou o domínio do mal
moram dentro de nós mesmos.
(...) Seguíamos sem novidades e, pouco a pouco, adaptava-me a volatear como aluno
que recapitula a prova.
Em torno, a paisagem escurecia sempre, não obstante resplandecerem as estrelas no alto.
Possuía a perfeita noção de viajarmos sobre vasto abismo de trevas. Observava, porém,
admirado que não me sentia em processo de ascensão. A ideia de verticalidade estava longe de
nós, tanto quanto a linha de esfericidade escapa à apreciação do homem que habita o globo da
Terra.
Reparei, receoso, que não distante da estrada que percorríamos, vagarosamente,
apareciam sinais de vida e movimento. Ruídos de vozes desagradáveis alcançavam-nos os
ouvidos, de quando em quando.
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Formas monstruosas, de espaço a espaço, surgiam visíveis ao nosso olhar e, pelo que
me era dado perceber, flutuávamos sobre região vulcânica, cujo “solo instável” oferecia
erupções nos mais diversos pontos.
O que me afligia sinceramente era a contemplação de seres de lamentável aspecto, além
das margens.
Não estou autorizado a descrever o que vi nesse particular, mas posso afirmar que as
figuras sinistras da Mitologia ficam a dever à realidade com que eu era surpreendido.
Registrando o temor que se apossara de mim, o Irmão Andrade, em voz baixa, explicou-
me que os Planos habitados pela mente encarnada emitiam, de permeio com as criações dos
Espíritos inferiores desencarnados, formas perturbadas, quando não horripilantes, de vez que a
maioria das criaturas terrestres, na carne ou desenfaixadas do corpo, denunciavam-se, no
íntimo, através de comportamento quase irracional.
Salientou que a Esfera próxima do homem comum, em razão disso, é povoada por
verdadeira aluvião de seres estranhos, caprichosos e muita vez ferozes. Chegou mesmo a
dizer que inúmeros sábios da espiritualidade superior classificam semelhante região de
“império dos dragões do mal”.
Rememorei a leitura de páginas mediúnicas vindas ao meu conhecimento antes da morte
e o companheiro dedicado confirmou-as, declarando que a zona em que viajávamos constituía
realmente o umbral vastíssimo, entre a residência dos irmãos encarnados e os Círculos vizinhos.
Acentuou que o pensamento espalha vibrações em todas as latitudes do Universo e que
as projeções da mente encarnada no planeta terreno não correspondem aos ideais superiores
que inspiram as leis da Humanidade.
Os homens, por fora acrescentou o protetor —, nas experiências da vida social,
aparentam cavalheirismo e nobreza; todavia, por dentro, na expressão real do ser, revelam ainda
qualidades menos dignas, muito próximas da impulsividade dos animais.
Na manifestação livre do espírito prevalece a verdade da alma, não a aparência da forma
passageira, e daí o largo cosmorama de paisagens escuras, torturadas e dolorosas que
rodeia o lar terreno, em cuja substância igualmente sutil operam as entidades perversas, a
modo do lobo que pode beber da mesma fonte em que a ovelha se dessedenta.
Percebi que o benfeitor desejava destacar que, em tais lugares, tanto pode o emissário
do amor exercitar-se na renúncia do bem, como pode o malfeitor das sombras internar-se no
crime e no mal.
Compreendendo, no entanto, que as atenções dele se dividiam entre o carinho para
comigo e a expectativa asfixiante da hora, sofreei o desejo de perguntar.
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Irmão Jacob – Frederico Figner – Voltei – Cap. 7 – Incidente em Viagem
Somente de vez em quando sentia que alguém invisível aos seus olhos, o levava para
lugares nunca vistos, onde ele, maravilhado, contemplava novas manifestações de beleza, de
vida, de movimento.
Nunca imaginaria que pudesse haver, no mundo para onde fora jogado após a
morte, algo que não tivesse conhecido na Terra, no meio de todas as conquistas da Ciência, da
civilização.
Paulo compreendera, na erraticidade, que mais se aproximaria daquelas assembleias
siderais, formadas de Espíritos que haviam atingido alto grau de evolução, quanto mais cedo
resgatasse o seu passado criminoso.
E quando, pela mão de seu mentor espiritual, percorria o espaço em todos os sentidos,
admirando a organização desse mundo surpreendente em que fora lançado após a morte do
corpo, mais se lhe avolumava o desejo de, numa existência de privações e sacrifícios, de
renúncia e abnegações, repara todo um passado de erros e descaminhos, por já cansado de sofrer
e delinquir.
Fernando do Ó – Almas que Voltam –– págs. 11 e 16
Ao apreciarmos a matéria, constataremos que só há uma realidade: a energia, que é a
realidade básica de todas as coisas. Quando se condensa, aparece a matéria; quando se dissocia,
volta ao seu estado primitivo.
Há uma explanação científica, apresentada por um físico moderno, que Nos oferece –
aos menos eruditos que reconhecemos ser – uma ideia a esse respeito.
Diz ele: "Consideremos o Universo como se fosse um oceano. De repente, o oceano
levanta uma onda.
A onda é feita pela água do oceano.
O oceano é também a onda, mas essa não é aquele do qual surge, é somente uma
partícula. Em seguida, a onda bate nos penhascos e fragmenta-se em miríades de gotas.
Cada gota, cada bola pequenina é do oceano, mas não é o oceano, embora o oceano seja
constituído de gotas.
Esta gota bate e nela se forma um pequeno orifício; vem o sol e a suga, transformando-
a em vapor d'água.
Esse vapor d'água é do oceano, mas não é o oceano, que se constitui de vapor d'água.
Então, o vapor d'água vai levado pela nuvem e defronta uma frente fria. Ele se condensa. No
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
choque com a atmosfera quente que se ergue da Terra, assume a forma de granizo. Faz-se
milhares de pedras. São do oceano, mas não são o oceano, que tem granizo na sua constituição.
Surge o Sol que derrete o granizo. A pedra volta a ser vapor d'água, gota d'água que o
vento carrega nas suas correntes novamente. Outra frente fria transforma-o em chuva que outra
vez cai no oceano... É do oceano essa água, do oceano é aquela chuva..."
Os seres humanos viemos de um campo de energia pensante, que é Deus.
Esta energia constitui o mundo real, que forma o mundo aparente.
Foi necessário que, a partir de Jesus, passássemos por várias escolas de pensamento,
como a Neoplatônica, de Alexandria; por Newton, Descartes, os pensadores materialistas,
chegando até John Dalton, no século XIX e, conhecendo os grandes pioneiros da libertação
cultural, para que viesse Allan Kardec e colocasse o microscópio da mediunidade sobre a
organização material, a fim de descobrir o Mundo Espiritual, assim como utilizando-nos
do microscópio eletrônico, detectamos os espaços intermoleculares da matéria.
Allan Kardec, na maravilhosa Doutrina Espírita, ressaltou que o mundo Real não é
este, físico e tangível, mas outro, imaterial, energético, do qual este é somente uma projeção,
quase ilusória.
O Budismo, também assevera a mesma coisa há muitos séculos, quando afirma que "este
é o mundo da ilusão, da paixão, do sofrimento", no qual estamos para nos aprimorarmos como
um diamante, que tem de sofrer a lapidação para poder refletir a luz solar. Somos um tipo de
diamante bruto, aguardando ser trabalhado para refletir a Luz Divina, o Mundo Espiritual.
Allan Kardec demonstrou que o Universo é povoado de seres pensantes, inteligentes,
não necessariamente materiais. Mostrou-nos que esse Mundo Espiritual é absolutamente
real, constituído de moléculas, de micropartículas de tal natureza infinitamente pequenas que
se fazem invisíveis, tornando-se um laboratório de ações e reações, do qual nosso plano físico
é uma condensação algo ainda grosseira.
O Mundo Espiritual é, portanto, o mundo causal, de onde viemos, para onde
retornaremos e onde permaneceremos.
Foi através das experiências mediúnicas que Allan Kardec pôde constatar a legitimidade
desse Mundo Espiritual.
Certo dia, perguntei a um Espírito muito querido como poderia explicar Essa
realidade a uma pessoa que tivesse dificuldade em compreender.
Respondeu-me:
– "Fácil, fácil! Leve-a a visitar uma taba de índios. Lá chegando, fale ao indígena sobre
televisão.
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Dir-lhe-á que onde você mora existe televisão que, ao ser acionada através de pequeno
botão, apresenta imagens do outro lado da Terra, de diferentes lugares ao mesmo tempo..."
O silvícola irá olhá-la, surpreso, e depois de meditar bastante, respondera:
– "Não consigo entender..." Continuaríamos informando-o:
– "Então, venha cá!"
Cheguemos à margem da lagoa. Façamos movimentos que serão refletidos no espelho
das águas.
– "A televisão é assim!" O autóctone meditará e, após raciocinar, poderá dizer:
– "Agora compreendi!"
Em verdade, a televisão não é assim; mas, para aquele silvícola seria dessa forma.
Ninguém levaria uma lagoa para dentro do quarto para ligar num botão e ver as imagens
imprecisas e repetitivas das águas...
Desse modo, o Mundo Espiritual pode ser definido como nos informam os Espíritos:
"Tudo quanto vocês têm aí, nós temos cá, mas o de que dispomos aqui, vocês não
têm aí".
Na civilização, possuímos tudo o que existe na taba do homem primitivo, mas lá, não se
tem tudo o que existe na civilização. Isto dá uma ideia do Mundo Espiritual, que é o mundo
causal em relação ao Mundo físico.
Divaldo Franco – Biblioteca Virtual Espírita – O Mundo Espiritual
http://bvespirita.com/O%20Mundo%20Espiritual%20(Divaldo%20Pereira%20Franco
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Outra obra espírita que trata com detalhes do assunto (A Vida no Mundo Espiritual) é A
vida além do véu (FEB Editora), transmitida mediunicamente por vários Espíritos ao reverendo
inglês G. Vale Owen, de Oxford.
O livro faz referência à Cidade de Castrel (Castrel é o nome de um Espírito Superior,
dirigente da Colônia), dedicada ao atendimento à infância, encarnada e desencarnada.
Ali, as crianças desencarnadas são orientadas e integradas à nova realidade da vida, até
alcançarem a forma perispiritual adulta, quando então serão encaminhadas a outras localidades
no Plano Espiritual, a fim de prosseguirem nos seus aprendizados.
Uma pálida ideia da Cidade de Castrel, e de outras colônias espirituais semelhantes, é
extraída da obra pelo tradutor Carlos Imbassahy, cuja primeira edição em língua portuguesa
ocorreu em 1920.
A vida não acaba aqui. [...] E lá, mais perto do Criador [...] descansaremos, enfim, de
todos os males por que passamos, de todas as dores que sofremos.
É lá que serão consolados os que choram. Lá os animais não padecem; lá as flores não
murcham; lá os indivíduos não se odeiam. Lá não se injuria, não se humilha, não se maltrata,
não se trai, não se furta. [...] Lá é tudo verdade, tudo sinceridade e tudo amor. Lá é com amor
que amor se paga.
Marta Antunes Moura – Revista Reformador – 2016 – Junho – Para onde vão as crianças
desencarnadas
A vegetação é extremamente interessante e bizarra, em comparação com a da Terra.
Imaginai um craveiro florescendo com suas raízes entrelaçadas na própria atmosfera do
mundo, para fazerdes uma ideia do que estou descrevendo.
Poucas flores são mais ou menos semelhantes às dos vossos jardins e a maioria delas
vos pareceriam extravagantes à primeira contemplação; caracterizam-se, porém, por sua
indescritível e invulgar delicadeza.
Maria João de Deus – Cartas de uma morta Cap. 4 – Na vida da alma livre
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Na moradia de continuidade para a qual se transfere, encontra, pois, o homem as mesmas
leis de gravitação que controlam a Terra, com os dias e as noites marcando a conta do
tempo, embora os rigores das estações estejam suprimidos pelos fatores de ambiente que
asseguram a harmonia da Natureza, estabelecendo clima quase constante e quase uniforme,
como se os equinócios e solstícios entrelaçassem as próprias forças, retificando
automaticamente os excessos de influenciação com que se dividem.
Plantas e animais domesticados pela inteligência humana, durante milênios, podem ser
aí aclimatados e aprimorados, por determinados períodos de existência, ao fim dos quais
regressam aos seus núcleos de origem no solo terrestre, para que avancem na romagem
evolutiva, compensados com valiosas aquisições de acrisolamento, pelas quais auxiliam a flora
e a fauna habituais à Terra, com os benefícios das chamadas mutações espontâneas.
As plantas, pela configuração celular mais simples, atendem, no Plano extrafísico, à
reprodução limitada, aí deixando descendentes que, mais tarde, volvem também à leira do
homem comum, favorecendo, porém, de maneira espontânea, a solução de diferentes problemas
que lhes dizem respeito, sem exigir maior sacrifício dos habitantes em sua conservação.
Ao longo dessas vastíssimas regiões de matéria sutil que circundam o corpo ciclópico
do Planeta, com extensas zonas cavitárias, sob as linhas que lhes demarcam o início de
aproveitamento, qual se observa na crosta da própria Terra, a estender-se da superfície
continental até o leito dos oceanos, começam as povoações felizes e menos felizes, tanto quanto
as aglomerações infernais de criaturas desencarnadas que, por temerem as formações dos
próprios pensamentos, se refugiam nas sombras, receando ou detestando a presença da luz.
André Luiz – Evolução em Dois Mundos – 1ª Parte – Cap. 13 – 13 Alma e fluidos
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
A propósito de casas, paisagens, água, bosques, hospitais, asilos, alimentos, roupas etc.,
existindo no Além talqualmente tudo quanto existe na terra, vejamos como se referem a isso
alguns respeitáveis autores do passado:
• Ernesto Bozzano em A Crise da Morte, 4ª edição:
"P. — A morada de que falas tinha o aspecto de uma casa? R. — Certamente. No mundo
dos Espíritos há a força do pensamento, por meio do qual se podem criar todas as comodidades
desejáveis..." (p. 25).
"... e me achei, não sei como numa espécie de vasta planície... Era indescritível a beleza
da paisagem. Bela também é a paisagem terrena, mas a celeste é muito mais maravilhosa..." (p.
47).
"...os Espíritos que me assistiam me haviam colocado num certo meio, que me parecia
uma sala de hospital, provida de todo o conforto", (p. 64).
"A paisagem era plana e ondulada, muito semelhante, sob certos pontos de vista, às
belezas do meu que rido país natal..." (p. 79).
"Por isso, os Espíritos me conduziram à maravilhosa moradia que eles próprios haviam
criado" (p. 109).
"As habitações são construídas por Espíritos que se especializaram em modelar, pela
força do pensamento, essa matéria espiritual" (p. 133).
• Em Depois da Morte, de Léon Denis, encontramos:
"Há festas espirituais nas moradas etéreas. Radiantes de ofuscadora luz grupam-se em
família os Espíritos puros" (p. 253, 4ª ed.).
• No Limiar do Etéreo, de J. Artur Findlay, 2ª ed. da FEB:
"Crescem árvores e desabrocham flores" (p. 135).
"... disseram-me que comem e bebem exatamente como nós e têm do comer e do beber
as mesmas sensações que nós" (p. 136). "P. — Comeis e saboreais o vosso alimento? R. —
Comemos e bebemos, sim;" (p. 145).
"Temos livros e podemos lê-los."
"Das flores e dos campos aspiramos os aromas, como vós aí." "Tudo é tangível..." (p.
146). "P. — Assemelha-se à nossa a vossa vegetação. R. — De certo modo, mas é muito mais
linda." "Assim também as nossas casas são produtos das nossas mentes.
Pensamos e construímos" (p. 148).
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
• De A Nova Revelação, de Artur Conan Doyle, 2ª ed. da FEB:
"Os seres vivem vestidos, como era de esperar, por quanto nenhuma razão há para que
renunciem à decência sob as novas formas que tomam" (p. 79).
"Vivem em comunidades, como fora de supor, desde que entre os que se assemelham há
atração" (p. 80).
".. .os espíritos, ou dispõem de excelente biblioteca a que se reportam, ou, então,
possuem uma memória que, por assim dizer, os torna oniscientes" (p. 81).
"... que (os Espíritos) usam vestuários e se alimentam" (p. 26).
"Os Espíritos viviam, em famílias e comunidades" (p. 29).
André Luiz nos fala também de cães, gatos, aves, animais em geral, vivendo
normalmente no Além. A informação seria novidade se dela já não tivéssemos tido detalhes
minuciosos, muitos anos antes.
• Do livro No Limiar do Etéreo:
"Os animais, do mesmo modo que os seres humanos, sobrevivem à morte" (p. 137).
"P. — Os cães, gatos e outros animais sobrevivem à morte? R. — Sim, senhor, digo-o
com ênfase: sobrevivem" (pp. 147/148).
• De Rumo às Estrelas: "Existem aqui vários animais." "Gostei de encontrar aqui
cães, e tenho dois gatos que me seguem" (p. 59).
• Em A Reencarnação, Gabriel Delanne narra, nas páginas 107 a 120, diversos
casos de materialização de animais.
Tanto Delanne como Conan Doyle, Richet, Geley, Aksakof, etc., muitos outros autores
nos falam das memoráveis sessões com os médiuns Frank Kluski e Jean Guzik, em Varsóvia,
no correr do ano de 1922, durante as quais se conseguiram materializações duma grande ave de
rapina, dum ser intermediário entre o macaco e o homem, de cães, etc.
Em A Vida Além do Véu, de George Vale Owen, o Espírito comunicante descreve sua
casa como… (…) bem acabada interna e externamente.
Dentro, possui banheiro, um salão de música e aparelhos registradores do nosso
trabalho. É um edifício amplo.
Segundo declarações do Mundo Espiritual, os tamanhos e tipos de imóveis variam de
acordo com a importância do trabalho desempenhado pelos Espíritos que os ocupam e segundo
seus caracteres.
Há, mesmo, verdadeiros palácios com grandes torres, altas abóbadas, grandes cúpulas e
praças públicas ou reservadas.
42
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Os templos destinados às religiões, imitando os gostos terrenos, são, geralmente,
suntuosos, verdadeiras catedrais cujas torres se perdem nas alturas.
Em A Vida nos Mundos Invisíveis, o Espírito Monsenhor Robert Hugh Benson se
dedica a relatar como se processou a sua morte e as subsequentes viagens através de várias
regiões do Mundo Espiritual.
De suas experiências, oferece informações sobre os fascinantes aspectos da vida dos
Espíritos.
Sobre a estrutura das Cidades Espirituais e estruturas das moradias, diz ele:
Ao nos aproximarmos da cidade, foi possível avaliar a sua enorme extensão. Nem
preciso dizer que era totalmente diversa de tudo que jamais víramos. Consistia de grande
número de majestosos edifícios, rodeados de magníficos jardins e árvores, onde brilhavam, aqui
e acolá, espelhos de água, límpida como cristal, refletindo, além das cores já conhecidas na
Terra, outras mil tonalidades jamais vistas.
Comparados com as estruturas terrenas, os edifícios não eram muito altos, mas apenas
extremamente amplos. E impossível descrever de que materiais se compunham, por serem
essencialmente espirituais.
A superfície é lisa como mármore, e tem a delicada consistência e a transparência do
alabastro, ao mesmo tempo que cada prédio emite uma corrente de luz da mesma pálida
tonalidade.
No caso de uma obra complexa e importante como a formação das Colônias Espirituais
Socorristas, informam alguns Espíritos comunicantes que a tarefa é confiada às falanges de
Espíritos que nisso se especializaram.
Luciano dos Anjos – A Vida no Mundo Espiritual
43
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver
Portanto a vida nas regiões mais próximas da crosta desenvolve-se de maneira
semelhante em termos de habitação, vestuário, alimentação, sono e repouso, transporte,
linguagem, vida social, animais e plantas.
a. Habitação:
Há semelhança com a que existe na Terra. No plano extra-físico vamos identificar casas,
hospitais, escolas, templos, etc.
Ernesto Bozzano [A Crise da Morte] afirma que a paisagem astral se compõe de duas
séries de objetivações do pensamento. A primeira é permanente e imutável, por ser objetivação
do pensamento e da vontade de entidades espirituais muito elevadas, prepostas os governos das
esferas espirituais.
A outra é, ao contrário, transitória e muito mutável; seria a objetivação do pensamento
de cada entidade desencarnada, criadora do seu próprio meio imediato.
Examinando o pensamento deste autor, podemos aceitar que as construções das colônias
espirituais se enquadram na primeira série, enquanto a paisagem das regiões umbralinas
pertencem a segunda.
b. Vestuário:
A apresentação externa dos Espíritos depende de sua força mental e de seu desejo, pois
eles são capazes de modificarem a sua aparência por um processo denominado ideoplastia.
Nem todos os Espíritos, no entanto, têm condição evolutiva suficiente para plasmarem
suas vestes perispirituais, donde a necessidade de roupas confeccionadas por especialistas na
área. André Luiz [Nosso Lar] mostra departamentos reservados a esta tarefa.
c. Alimentação:
Nem todos os Espíritos são capazes de retirar do Fluido Cósmico Universal a energia
reparadora para as suas células, daí a necessidade dos Espíritos materializados, alimentarem-se
de recursos energéticos mais consistentes. Por esse motivo, observam-se no mundo espiritual
alimentos à base de sucos, sopas e frutas.
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e  Forma de Viver - TEXTO
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e  Forma de Viver - TEXTO
O Despertar da Consciência no Além Túmulo e  Forma de Viver - TEXTO
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O Despertar da Consciência no Além Túmulo e Forma de Viver - TEXTO

  • 1. O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA NO ALÉM TÚMULO e Forma de Viver
  • 2. SUMÁRIO 1. Introdução ..................................................................................................... 1 1.1 O Viver e o Morrer – Perspectiva Espírita..................................................1 1.2 A Terminalidade da Vida – Associação Médico Espírita/Brasil ................6 1.3 O Desencarne x A Morte – Diferenças .......................................................9 1.4 O Que levamos para o Plano Espiritual ....................................................12 2. Temor da Morte – Causas.......................................................................... 17 2.1 O instinto de conservação da vida.............................................................17 2.2 Predominância da Natureza Animal..........................................................17 2.3 Temporário olvido da vida espiritual........................................................17 2.4 Receio de aniquilamento da vida ..............................................................18 2.5 Terrorismo do modo de vida após a morte ...............................................18 2.6 Insuficiência de conhecimento sobre a Vida Futura.................................19 2.7 Marketing negativo da Morte/Velório/Enterro/Cemitério........................20 2.8 Censura às comunicações entre mortos e vivos........................................20 2.9 Apego as Coisas e/ou Pessoas...................................................................21 2.10 Temor de Você / do que Fez e/ou do que Não Fez...................................21 3. A Vida no Mundo Espiritual...................................................................... 23 3.1 Considerações Gerais................................................................................23 3.2 A Concretude do Mundo Espiritual – Cidades/Instituições no Além.......24 3.3 O que encontraremos no Mundo Espiritual ..............................................48 3.4 O que levaremos para o Mundo Espiritual................................................57 4. O Despertar da Consciência no Além Túmulo – Forma de Viver - Depoimentos.......................................................................................................61 4.1 Um Depressivo..........................................................................................61 4.2 Um Materialista.........................................................................................62 4.3 Um Viciado em Sexo ................................................................................63 4.4 Um Crente Fanático ..................................................................................64 4.5 Um Alcoólatra...........................................................................................65 4.6 Um Juiz Venal...........................................................................................68 4.7 Uma Trabalhadora Espírita – Otília Gonçalves ........................................71 4.8 Uma Feminista Equivocada ......................................................................78 4.9 Um Dirigente Espírita Fracassado ............................................................80
  • 3. 4.10 Um Médico Materialista ...........................................................................82 4.11 Um Advogado sem Ética ..........................................................................84 4.12 Um Escritor Materialista...........................................................................85 4.13 Uma Rainha de França/Oude ....................................................................87 4.14 Um Papa – Pio XI/Leão XIII ....................................................................93 4.15 Um Cardeal – Joaquim Arcoverde..........................................................100 4.16 Um Escritor Renomado – Humberto de Campos....................................101 4.17 Um Lider Espírita – Frederico Figner.....................................................106 4.18 Um Político – Americano do Brasil........................................................107 4.19 Um General Alemão – Ludendorff .........................................................110 4.20 Um Bispo Católico..................................................................................114 4.21 Um Pastor................................................................................................119 4.22 Um Judeu ................................................................................................122 4.23 Um Soldado na Guerra............................................................................126 4.24 Um Narcisista..........................................................................................129 4.25 Um Palestrante Espírita fracassado.........................................................132 5. O Despertar da Consciência no Além Túmulo – Faixas Cronológicas - Depoimentos.....................................................................................................134 5.1 O Desencarne em Idade Infantil..............................................................134 5.2 O Desencarne em Idade Avançada .........................................................134 6. O Despertar da Consciência no Além Túmulo – Transplantados - Depoimentos.....................................................................................................136 6.1 O Desencarne e os Transplantes .............................................................136 7. O Despertar da Consciência no Além Túmulo – Drogados - Depoimentos.....................................................................................................137 7.2 O Desencarne e as Drogas.......................................................................137 8. O Despertar da Consciência no Além Túmulo – Alerta para os que Ficam ................................................................................................................141 9. Referências.................................................................................................142
  • 4. 1 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver 1. Introdução 1.1 O Viver e o Morrer – Perspectiva Espírita A morte nenhum temor inspira ao justo, porque, com a fé, ele tem a certeza do futuro; a esperança faz com que aguarde uma vida melhor e a caridade, cuja lei praticou, dá-lhe a certeza de que, não encontrará no mundo onde vai entrar, nenhum ser cujo olhar deva temer. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 941 Qual o sentimento que domina a maioria dos homens no momento da morte: a dúvida, o terror ou a esperança? A dúvida nos céticos empedernidos; o temor, nos culpados; a esperança, nos homens de bem. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 961 Prepare-se para a morte. Desde hoje vença a dúvida, supere o temor, alente a esperança. Ligado a Jesus-Cristo, o Protótipo da Idéia-Vida, renove-se hoje e sempre, pensando no bem, a fim de que o Bem Inefável conduza os seus dias na Terra. Marco Prisco – Legado Kardequiano – Cap. 56 – Idéia Todos os homens na terra são chamados a esse testemunho, o da temporária despedida. Considera, portanto, a imperiosa necessidade de pensar nessa injunção e deixa que a reflexão sobre a Morte faça parte do teu programa de assuntos mentais, com que te armarás, desde já para o retorno, ou para enfrentar em paz a partida dos teus amores. Joanna de Angelis – Sementes de Vida Eterna – Cap. 56 – Não há Morte Em favor de você mesmo, inclua diariamente entre as suas preocupações a meditação em torno do fenômeno da desencarnação. O exercício mental sobre esta ocorrência ser-lhe-á muito benéfico. Dessa forma, revista-se de equilíbrio para o retorno à Vida Espiritual que pode dar-se inesperadamente. Marco Prisco – Ementário Espírita – Cap. 60 – No exame da Morte
  • 5. 2 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Morrer é um processo complexo. Do ponto de vista físico, até que é relativamente fácil, complicado, porém é desencarnar, desprender-se a alma dos laços que a retém ao plano material. Embora obedeça a leis gerais que a tornam automática (1), a desencarnação, para efetivar-se completamente, envolve lapsos de tempo variáveis, conforme a evolução do Espírito. (2) Allan Kardec detalhou o mecanismo de desprendimento da alma, valendo-se dos ensinos do Espírito da Verdade e das próprias entrevistas que fez com centenas de desencarnados. Vejamos os tópicos principais listados por ele: (3) • A extinção da vida orgânica acarreta a separação da alma, em q consequência do rompimento do laço fluídico que a une ao corpo, mas esse desprendimento nunca é brusco e só se completa quando não mais reste um átomo do perispírito unido a uma molécula do corpo. O número de pontos de contato existentes entre o corpo e o perispírito é responsável pela maior ou menor dificuldade na separação. Se a união permanecer, a alma poderá sentir a decomposição do próprio corpo, como frequentemente acontece nos casos dos suicidas. Na morte natural, resultante da extinção das forças vitais por velhice ou doença, a separação é gradual: para aquele que se desmaterializou durante a própria existência, completa-se antes da morte real; para o homem materializado e sensual, cujos laços com a matéria são estreitos, é difícil, podendo durar “algumas vezes dias, semanas e até meses” (LE 155 nota). Na morte violenta, o desprendimento só começa depois que ela se efetiva e não se completa rapidamente (LE 162 nota). • Na transição da vida corporal para a espiritual, produz-se um fenômeno de perturbação, considerado como estado natural. Nesse instante a alma experimenta um torpor que paralisa momentaneamente as suas faculdades, neutralizando, ao menos em parte, as sensações. É por isso que ela quase nunca testemunha conscientemente o derradeiro suspiro. Quando sai desse estado, o Espírito pode ter um despertar calmo ou agitado, dependendo do tipo de sono no qual se envolveu. • A causa principal da maior ou menor facilidade de desprendimento é o estado moral da alma. Influem, pois, no processo de desencarnação: o número de encarnações já vividas, as conquistas mentais ou o patrimônio no campo da ideação, os valores culturais, o grau de apego aos bens terrenos, enfim, as qualidades morais e espirituais, que constituem seu patrimônio. • A preparação para a morte incluiria todo um programa existencial: fé ativa, aceitação da vontade divina nos impositivos da existência, desprendimento dos bens terrenos, busca da expansão do amor, na vida diária. • 1) Obreiros da Vida Eterna – cap. XI, p. 172. • 2) Ver O Livro dos Espíritos – todo o cap. III. • 3) O Céu e O Inferno – cap. I da segunda parte. Marlene Nobre – Nossa Vida no Além – Cap. 2 – Como é Morrer Todos os dias chegam corações atormentados, além da morte. E apesar do horizonte aberto, jazem no chão como pássaros mutilados...
  • 6. 3 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver ̶ Loucos, sob a hipnose da ilusão. ̶ Suicidas, descrentes dos próprios méritos. ̶ Criminosos sentenciados no tribunal da consciência. ̶ Malfeitores que furtaram de si mesmos. ̶ Doentes que procuraram a enfermidade. ̶ Infelizes a se imobilizarem nas Trevas. Ha quem diga que os chamados mortos nada têm a ver com os chamados vivos, entretanto, como os chamados vivos de hoje, serão os chamados mortos, de amanhã, com possibilidade de se perturbarem uns aos outros caso perseverem na ignorância —, cultivemos na Doutrina Espírita o instituto mundial de esclarecimento da alma, a fim de que o pensamento regenerado consiga redimir as suas próprias criações que substancializam a experiência da Humanidade nas várias nações da Terra. André Luiz – Além da Morte – Introito – Uberaba, 13 de Janeiro 1960. A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste. Nunca promoverá compulsoriamente homens a anjos. Cada criatura transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva bagagem do que houver semeado e aprenderá que a ordem e a hierarquia, a paz do trabalho edificante, são característicos imutáveis da Lei, em toda parte. Emmanuel – Obreiros da Vida Eterna – Introdução Berço – Existência – Desencarnação – Renascimento constituem quatro estágios de Evolução que cabem nas quatro letras da VIDA. Emmanuel – Chico Xavier e suas Mensagens no Anuário Espírita – Cap. 78 – Página aos Espíritas/ Anuário Espírita – 1968 A morte é, simplesmente, um segundo nascimento; deixamos o mundo pela mesma razão porque nele entramos, segundo a ordem da mesma lei.” Leon Denis – O Grande Enigma – 3º Parte – Cap. 15 – A Lei circular
  • 7. 4 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Há, no entanto, que considerar mortos e mortos. Nem todos, porém, que vivem na carne são vivos e nem os considerados mortos são mortos. Alguns vivem, é certo, mas poucos estão vivos para a vida... Não importa a condição social em que os encontres. Uns deambulam, ilustres, embora a indumentária carnal, cadaverizados pelo egoísmo. Outros jornadeiam, bem acondicionados, mumificados pelo orgulho. Mais outros passam, superficiais e inermes ante a ação corruptora da impudicícia. Alguns movimentam-se, hipnotizados pelo prazer, a ele entregues. Diversos aparecem inertes, aprisionados na indignidade. Outros tantos escorregam, dominados pelo torpor do gozo animalizante. Vários transitam aligeirados, abraçando a cobiça. Grande número constitui-se de presunçosos, apodrecendo no ócio a que se entregam. Mortos, todos eles, embora estejam no corpo físico. Joanna de Angelis – Dimensões da Verdade – Cap. 21 – Mortos e mortos Senhor Jesus!... Enquanto os irmãos da Terra procuram a nós outros – os companheiros desencarnados – nas fronteiras de cinza, rogando-te amparo em nosso favor, também nós, de coração reconhecido, suplicamos-te apoio em auxílio de todos eles, principalmente considerando aqueles que correm o risco de se marginalizarem nas trevas!... Pelos que perderam a fé, recusando o sentido real da vida, e jazem quase mortos de desespero; Pelos que desertaram das responsabilidades próprias, anestesiando transitoriamente o próprio raciocínio, e surgem quase mortos de inanição espiritual; Pelos que se entregaram à ambição desmesurada a se rodearem sem qualquer proveito dos recursos da Terra, e repontam do cotidiano quase mortos de penúria da alma; Pelos que se hipertrofiaram na supercultura da inteligência, gelando o coração para os serviços da solidariedade, e aparecem quase mortos ao frio da indiferença; Pelos que acreditaram na força ilusória da violência, atirando-se ao fogo da revolta, e se destacam quase mortos de angustia vazia; Pelos que se perturbaram por ausência de esperança, confiando-se ao desequilíbrio, e se revelam quase mortos de aflição inútil;
  • 8. 5 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Pelos que abraçaram o desânimo por norma de ação, parando de trabalhar, e repousam quase mortos de inércia; Pelos que se feriram ferindo os outros, encarcerando-se nas cadeias da culpa, e estão quase mortos de arrependimento tardio!... Senhor!... Para os nossos irmãos que atravessam experiência humana quase mortos de sofrimento e agravos, complicações e problemas criados por eles mesmos, nós te rogamos auxílio e benção!... Ajuda-os a se libertaram do visco de sombra em que se enredaram e trazei-os de novo à luz da verdade e do amor, para que a luz do amor e da verdade lhes revitalize a existência a fim de que possam encontrar a felicidade real contigo, agora e para sempre. Emmanuel – Na Era do Espírito – Cap.21 – Oração pelos quase Mortos A morte de um homem começa no instante em que ele desiste de aprender. Mariano José Pereira da Fonseca – Falando à Terra – Cap. 32 - Reflexões “(...) E se somos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte, de fome um pouco por dia.” João Cabral de Melo – Morte e Vida Severina – Introdução
  • 9. 6 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver 1.2 A Terminalidade da Vida – Associação Médico Espírita/Brasil Considerando: a. Que o nosso paradigma é o Personalista Espírita (contempla a dignidade ontológica do ser humano) ; b. Que a vida é um bem indispensável, uma doação do Ser supremo; c. A imortalidade da Alma, evidenciada na literatura mediúnica, nas pesquisas científicas como as EQMs (Experiências de Quase Morte), nas vivências de terapia de vidas passadas e nos relatos históricos de casos de reencarnação; d. O artigo 1º, inciso III, da Constituição Federal, que elegeu o princípio da dignidade da pessoa humana como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil; e. O artigo 61 do Código de Ética Médica “... o médico não pode abandonar o paciente por este ser portador de moléstia crônica ou incurável, mas deve continuar a assisti- lo ainda que apenas para mitigar o sofrimento físico ou psíquico” ; f. A Resolução CFM nº 1.805/2006, que estabelece como terminalidade da vida, no artigo 1º, “... fase terminal de uma enfermidade grave e incurável...”, o momento para limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida e, no artigo 2º, que “... o doente continuará a receber todos os cuidados necessários para aliviar os sintomas que levam ao sofrimento, assegurada a assistência integral, o conforto físico, psíquico, social e espiritual, inclusive assegurando-lhe o direito da alta hospitalar”; g. Os avanços científicos e biotecnológicos modernos que possibilitam o prolongamento obstinado do morrer; h. A necessidade de humanizar o processo da morte, evitando sofrimentos adicionais ao doente e aos familiares; Estabelecemos que: 1. O limite das possibilidades terapêuticas não significa o fim da relação médico- paciente, devendo o médico assisti-lo com cuidados básicos de manutenção da vida, alívio físico, psíquico e espiritual. E, salvo por justa causa e comunicado ao paciente ou aos seus familiares, o abandono do paciente portador de moléstia incurável constitui caso de omissão; 2. Somos CONTRÁRIOS à eutanásia ativa ou passiva e a qualquer meio intencional, como o suicídio assistido, que antecipe a morte do ser humano;
  • 10. 7 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver 3. Somos CONTRÁRIOS à distanásia, entendendo-a como prolongamento da vida, por uma obstinação terapêutica ou diagnóstica, através de meios artificiais ou não, de forma precária e inútil, que não promova benefício imediato ao paciente, levando-o a uma morte agoniada com sofrimento orgânico, psíquico e espiritual; 4. Somos A FAVOR de uma MORTE NATURAL, ocorrendo no tempo certo, por evolução natural da doença, assegurando ao paciente o direito aos cuidados paliativos, necessários ao alívio do sofrimento, e o respeito pela sua dignidade; 5. Somos A FAVOR da criação e ampliação das unidades de cuidados paliativos (HOSPICES), com abordagem multidisciplinar, com maior atenção ao doente do que à doença; da adoção de medidas necessárias e indispensáveis à manutenção da vida (cuidados higiênicos, conforto, alimentação e reposição de líquidos e eletrólitos); e dos procedimentos que ofereçam uma melhor qualidade de vida ao paciente terminal; 6. Morte digna é a que ocorre sem sofrimento (físico, psíquico, social ou espiritual), com assistência multidisciplinar de equipe de saúde (médico, enfermeiro, psicólogo, fisioterapeuta, assistente social) e apoio espiritual; em ambiente adequado (familiar quando possível); com direito a ser ouvido em seus medos, pensamentos, sentimentos, valores, crenças e esperanças; receber continuidade de tratamento; não ser abandonado e ter tanto controle quanto possível no que se refere às decisões a respeito de seus cuidados; 7. A fase terminal do processo de morte deve ser encarada como um período de ricas experiências para a evolução do Espírito imortal; os cuidadores não têm, pois, o direito de impedir que o paciente usufrua desses benefícios, antes, devem garantir-lhe esse tempo único de aprendizado, convencidos de que a vida é um bem indisponível; 8. A linha divisória entre a eutanásia passiva e a distanásia é muito tênue, competindo ao médico, no limite de suas responsabilidades, ouvir a sua própria consciência e buscar a inspiração correta que direcione sua conduta ético-profissional; 9. Em substituição ao termo ortotanásia, que é sinônimo de eutanásia passiva no meio jurídico, preferimos a denominação morte natural, pois esta estabelece com melhor clareza a evolução natural das enfermidades;
  • 11. 8 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver 10. Em relação ao PL 116/2000 do senador Gerson Camata, relatado pelo senador Augusto Botelho, que propõe: “Exclusão de ilicitude § 6º Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial, se previamente atestada por dois médicos a morte como iminente e inevitável, e desde que haja consentimento do paciente, ou em sua impossibilidade, de cônjuge, companheiro, ascendente, descendente ou irmão. § 7º A exclusão de ilicitude a que se refere o parágrafo anterior faz referência à renúncia ao excesso terapêutico, e não se aplica se houver omissão de meios terapêuticos ordinários ou dos cuidados normais devidos a um doente, com o fim de causar-lhe a morte.” Contempla o nosso entendimento que previne contra a prática da distanásia (obstinação terapêutica sem proporcionar benefício) e permite que o paciente em fase terminal tenha assegurados os cuidados mínimos de assistência humanitária à saúde (respeito pela dignidade humana) e que a sua morte ocorra não por falta de atendimento e sim pela evolução do curso natural da doença. AME–Brasil – Folha Espírita – Janeiro de 2010 Edição número 425 – A Terminalidade da Vida – http://www.folhaespirita.com.br/v2/?q=node/461
  • 12. 9 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver 1.3 O Desencarne x A Morte – Diferenças • O Que é Desencarnar/ O Que é Morrer Desencarnação é libertação da alma, morte é outra coisa. Morte constitui cessação da vida, apodrecimento, bolor. Os que desanimam de lutar e trabalhar, renovar e evoluir são os que verdadeiramente morrem, conquanto vivos, convertendo-se em múmias de negação e preguiça, e, ainda que a desencarnação passe, transfiguradora, por eles, prosseguem inativos na condição de mortos voluntários que recusam a viver. Acompanhemos a marcha do Sol, que diariamente cria, transforma, experimenta, embeleza. Renovemo-nos. André Luiz – Estude e Viva – Cap. 26 – Mortos Voluntários Muitos nascem e renascem no corpo físico, transitando da infância para a velhice e do túmulo para o berço, à maneira de almas cadaverizadas no egoísmo e na rebelião, na ociosidade ou na delinquência, a que irrefletidamente se acolhem. Absorvem os recursos da Terra sem retribuição, recebem sem dar, exigem concurso alheio sem qualquer impulso de cooperação em favor dos outros e vampirizam as forças que encontram, quais sorvedouros que tudo consomem sem qualquer proveito para o mundo que os agasalha. Semelhantes companheiros são realmente os mortos dignos de socorro e de piedade, porquanto, à distância da luz que lhes cabe inflamar em si próprios, preferem o mergulho na inutilidade, acomodando-se com as trevas. Lembra-te dos talentos com que Deus te enobrece o sentimento e o raciocínio, o cérebro e o coração, fazendo verter a glória do bem, através de teu verbo e de tuas mãos, desperta e vive, para que, das experiências fragmentárias do aprendizado humano, possas, um dia, alçar vôo firme em direção à Vida Eterna. Emmanuel – Coragem – Cap. 32 – Vida e Morte A desencarnação ocorre somente quando o ser, livre das sensações materiais, permite- se a lucidez e o reencontro consigo mesmo, podendo experimentar as alegrias e as bênçãos da libertação. De acordo com as faixas mentais em que cada qual se situa, desperta em campo vibratório equivalente, ensejando-se a paz anelada ou prolongando as aflições pelos prazeres que não mais podem ser fruídos. (...) A morte física é apenas uma etapa inicial da desencarnação real que aí começa, e se encerra somente quando o espírito se integra na sociedade livre e feliz da Pátria para onde rumou. Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1º Parte – Cap. 12 – Morrer e Desencarnar Não há mortes iguais. Tendo-se em conta as conquistas morais de cada pessoa, os requisitos espirituais que a cada qual tipificam, os apegos ou não à matéria, as fixações e jogos
  • 13. 10 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver de interesse, as dependências físicas e mentais, a desencarnação varia de um a outro homem, que experimenta perturbação correspondente, em tempo, ao estado íntimo em que se situa. Morrer nem sempre significa libertar-se. A morte é orgânica, mas a libertação é de natureza espiritual. Por isso, essa turbação espiritual pode demorar breves minutos, nos Espíritos nobres, como decorrência da grande cirurgia e até séculos, nos mais embrutecidos, que se não dão conta do que lhes sucede... Nas desencarnações violentas, o período e intensidade de desajuste espiritual correspondem à responsabilidade que envolveu o processo fatal. Acidentes de que se não têm uma culpa atual, passado o brusco choque, sempre tornam de menor duração o período perturbador do que ocorrendo em condições de intemperança moral, quando o descomedido passa a ser incurso na condição de suicida indireto. Para uma reencarnação completar-se, desde o primeiro instante quando da fecundação, transcorrem anos que se alargam pela primeira infância. É natural que a desencarnação necessite de tempo suficiente para que o Espírito se desimpregne dos fluidos mais grosseiros, nos quais esteve mergulhado... A violência da forma como ocorre mata somente os despojos físicos, nunca significando libertação do ser espiritual. O mesmo sucede nos casos de homicídio, em que a culpa ou não de quem tomba responde pelos efeitos, em aflições, que prossegue experimentando. Já os suicidas, pela gravidade do gesto de rebeldia contra os Divinos Códigos, carpem, sofrem por anos a fio a desdita, enfrentando, em estado lastimável e complicado, o problema de que pretendem fugir, não raro experimentando a perseguição de impiedosos adversários que reencontram no além-túmulo, que os submetem a processos cruciais de lapidação em dores morais e físicas, em face da destruição do organismo que fora equipado para mais largo período, na Terra... Enfermidades de longo curso, suportadas com resignação, liberam da matéria, porque o Espírito tem tempo de pensar nas lídimas realidades da vida, desapegar-se das pessoas, paixões e coisas, pensar com mais propriedade no que o aguarda, depois do corpo, movimentando o pensamento em círculos superiores de aspirações. As dores morais bem aceitas facultam aspirações e anseios de paz noutras dimensões, diluindo as forças constritoras que o atam ao mundo das formas. Como ninguém que se encontre na investidura carnal passará indene sem despojar-se dela, muito justo se torna um treinamento correto para enfrentar o instante da morte que virá. O Espírito é, no Além, o somatório das suas experiências vividas. Manoel Philomeno de Miranda – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. 11 – Efeito das Drogas
  • 14. 11 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver O desacelerar da maquinaria orgânica normalmente culminando com a morte fisiológica, de forma alguma representa a desencarnação propriamente dita. O processo de liberação dos fluidos que fixam o espírito aos despojos materiais é muito lento, especialmente quando a existência não transcorreu dentro dos padrões de comportamento ético, caracterizando-se pelos apegos às paixões e pela vivência dos sentidos sensoriais em detrimento das emoções transcendentes. Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1o Parte – Cap. 22 – Despertar da consciência no Além-Túmulo A leviana indiferença em torno da morte faculta o encharcar-se mais nas paixões sensoriais, nos impulsos primários, nas lutas pela posse, pela dominação de coisas e pessoas... Terrível frustração sucede a esses que assim procedem, quando o guante da desencarnação lhes interrompe o galopar dos desejos e da loucura a que se entregam... Morrem, sem dar-se conta da ocorrência, continuando na azáfama a que se entregavam... (...) Todo processo de fixação impõe período idêntico para a sua liberação. Assim ocorre com os vícios morais, mentais, emocionais e físicos, que permanecem afligindo o espírito, mesmo quando já os abandonou, desde há algum tempo. (...) A morte é somente uma experiência de desvestir uma para assumir outra indumentária, entretanto, prosseguindo na vida. (...) Ninguém deslustra as Leis universais, sem que seja convocado à reabilitação. Assim, indispensável se torna a todos os viajantes do carreiro material o dever de pensar na morte, na maneira como a enfrentará, nos recursos de que dispõe, no desapego aos denominados bens materiais, preparando-se conscientemente, pois que se desencarna conforme se reencarna com o patrimônio moral invisível e essencial. Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 2o Parte – Cap. 1 – Preparação para a Morte
  • 15. 12 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver 1.4 O Que levamos para o Plano Espiritual Lembre-se, porém, que na hora da morte – a partida inevitável para todos os seres, através dos caminhos do tempo: − Segurança representa tranquilidade. Sem paz interior, não há poder real. Os bens ficam no mundo. − Juventude e saúde são épocas rápidas da estação dos anos. − Só o Bem acompanha o homem além do mundo... − O poderoso na Terra é apenas mordomo de recursos que desaparecem. − Todos os valores pertencem, em última instância, ao Senhor de todas as coisas. − Patrimônio financeiro é problema para o Espírito. Comodidade física é caminho para a doença da alma. Aproveite as possibilidades que o tempo faz passar através de suas mãos, antes que escorram para a inutilidade, e utilize esse patrimônio para assegurar sua volta ao Reino, vitoriosamente. Marco Prisco – Glossário Espírita-Cristão – Cap. 37 – Patrimônio e Posses E depois de uma pausa, em que parecia surdo a tantos clamores, acentuou: São contrabandistas na vida eterna. Como assim? – atalhei, interessado. O interlocutor sorriu e respondeu em voz firme: Acreditavam que as mercadorias propriamente terrestres teriam o mesmo valor nos planos do Espírito. Supunham que o prazer criminoso, o poder do dinheiro, a revolta contra a lei e a imposição dos caprichos atravessariam as fronteiras do túmulo e vigorariam aqui também, oferecendo-lhes ensejos a disparates novos. Foram negociantes imprevidentes. Esqueceram de cambiar as posses materiais em créditos espirituais. Não aprenderam as mais simples operações de câmbio no mundo. Quando iam a Londres, trocavam contos de réis por libras esterlinas; entretanto, nem com a certeza matemática da morte carnal se animaram a adquirir os valores da espiritualidade. Agora, que fazer? Temos os milionários das sensações físicas transformados em mendigos da alma. André Luiz – Nosso Lar – Cap. 27 – O Trabalho enfim
  • 16. 13 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Nos mínimos atos, negócios, resoluções ou empreendimentos que você faça, busque primeiro a substancia “post-mortem” de que se reveste, porquanto, sem ela, seu tentame será superficial e sem consequências produtivas para o seu espírito. Hoje, como ontem, a criatura supõe-se em caminho tedioso tão-só quando lhe falta alimento espiritual aos hábitos. Alegria que dependa das ocorrências do terra-a-terra não tem duração. Alegria real dimana da intimidade do ser. Meditação elevada, culto à prece, leitura superior e conversação edificante constituem adubo precioso nas raízes da vida. Ninguém respira sem os recursos da alma. Constrangidos a encontrar a repercussão de nossas obras, além do plano físico, de que nos servirá qualquer euforia alicerçada na ilusão? De que nos vale o compromisso com as exterioridades humanas, quando essas exterioridades não se fundamentam em nossas obrigações para com o bem dos outros, se a desencarnação não poupa a ninguém? Cogitemos de felicidade, paz e vitória, mas escolhamos a estrada que nos conduza a elas sob a luz das realidades que norteiam a vida do Espírito, de vez que receberemos de retorno, na aduana da morte, todo material que despachamos com destino aos outros, durante a jornada terrestre. Não basta para nenhum de nós o contentamento de apenas hoje. É preciso saber se estamos pensando, sentindo, falando e agindo para que o nosso regozijo de agora seja também regozijo depois. André Luiz – Estude e Viva – Cap. 4 – Consciência e Conveniência A fé é mais do que um ato de crença, tornando-se poderoso eletroímã de renovação energética, atraindo ou repelindo valores que seguirão com você além da vida física. Prepara-te para a morte. Desde hoje vença a dúvida, supere o temor, alente a esperança. Ninguém viverá sempre na carne. Marco Prisco – Legado Kardequiano – Cap. 56 – Ideia
  • 17. 14 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Retornam alguns irmãos nossos que atravessaram o “portal” do túmulo, a fim de apresentarem seus depoimentos vivos. Cada um retrata a experiência feliz ou desditosa de que foi objeto na Esfera Espiritual. Alguns, que foram colhidos pelas surpresas, narram os sucessos em que se viram envolvidos, lutando tenazmente por se manterem na anestesia da ignorância e da sombra, não obstante a aurora convidativa da realidade que os envolvia. Outros supuseram enganar o próximo e fugir a sanção da Justiça, precipitando-se pelo país da consciência livre, onde os painéis circunjacentes são elaborados pelos que o povoam. Diversos vinculavam-se as religiões, afirmavam possuir crença em Deus e na imortalidade, no entanto, tornaram-se vítimas espontâneas da incredulidade e do pavor ante a morte... Uns acalentaram o nada para depois da sepultura e defrontaram a vida estuante. Outros aguardavam tributos e glórias vãos e se viram de mãos vazias de feitos e corações enregelados pela indiferença que cultuaram. Espíritos fieis e devotados, aclimatados as realizações de enobrecimento, emolduraram- se de paz e dita, retornando a louvar e bendizer a vida. A morte a ninguém engana. Ninguém se engana após a morte. Morrer é desvelar de acontecimentos num cinematógrafo especial, com mecanismos que atuam automaticamente na consciência de cada criatura. Pensamos em alertar os invigilantes, recordando fatos já conhecidos e trazendo a lume outra vez lições que vão sendo esquecidas, utilizando-nos das experiências daqueles que se enganaram, a fim de recordar aos que crêem na Vida a necessidade de se manterem vigilantes e atuantes no Bem. A morte não discrepa, não elege, não exime ninguém. A pouco e pouco traz de volta os que partiram na direção da Terra em aprendizado e recuperação. Mensageira fiel recolhe todos e os situa nos seus devidos lugares, mediante as leis de afinidades e de sintonia que nos ligam uns aos outros e nos reúnem nas múltiplas “moradas” da “Casa do Pai”. Joanna de Angelis – Depoimentos Vivos – Introdução (Salvador, 25 de dezembro de 1971)
  • 18. 15 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver A surpresa assoma em muitas mentes, quando defrontam, no intercâmbio mediúnico com Entidades, que na Terra estiveram situadas em posição de destaque, desfrutando conceitos relevantes e retornam do Mundo Espiritual expressando inquietação ou anestesiados no desequilíbrio, na perturbação. Acreditam os menos vigilantes que os homens que transitaram em situação de realce, catalogados na distinção e colocados em pontos especiais, certamente, em se despindo da indumentária carnal, deveriam retornar aureolados pelas bênçãos e pelas fortunas de um mérito que, em verdade, não lograram amealhar. Cada um é o que intimamente pensa, cultiva, elabora e produz. Por essa razão, ninguém se surpreenda com o desnudar da consciência no além-túmulo, em que homens e mulheres considerados pelo destaque que tiveram na comunidade retornam obumbrados e inditosos, agônicos e estremunhados, apresentando-se sequiosos de paz, necessitados de amor. A Vida são os atos que amealhamos nos cofres da consciência e os sentimentos que armazenamos nos depósitos profundos do ser. A morte é o acordar para as realidades a que nos imantamos durante a jornada material. Coerência é a palavra; equilíbrio, na aparência e no Ser, para pensar e agir com acerto. João Cleofas – Intercâmbio Mediúnico – Cap. 7 – Coerência entre Pensamento e Ação A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste. Nunca promoverá compulsoriamente homens a anjos. Cada criatura transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva bagagem do que houver semeado e aprenderá que a ordem e a hierarquia, a paz do trabalho edificante, são característicos imutáveis da Lei, em toda parte. Emmanuel – Obreiros da Vida Eterna – Introdução Recebemos no Além o que realmente criamos para nós mesmos, em contato com as criaturas. Romeu Camargo – Falando à Terra – Cap. 14 – De Retorno Aviso claro e prudente, o melhor que tenho aqui: Depois da morte é que a gente conhece o que fez de si. José Soares de Gouveia – Depois da Vida – Introdução
  • 19. 16 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver No Mundo espiritual muita gente vai se surpreender... Lá, não seremos identificados pela importância, ou melhor, pela nossa suposta importância no mundo... Gente há que desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão se lhes escancarar... Ledo engano! Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo; o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo... Esse negócio de ter sido fulano de tal interessa à consciência de quem foi e, na maioria das vezes, se complicou... Francisco Cândido Xavier – O Evangelho de Chico Xavier – Cap. 187 A morte a ninguém engana. Ninguém se engana após a morte. Morrer é desvelar de acontecimentos num cinematógrafo especial, com mecanismos que atuam automaticamente na consciência de cada criatura. Joanna de Ângelis – Depoimentos Vivos – Introdução A Vida são os atos que amealhamos nos cofres da consciência e os sentimentos que armazenamos nos depósitos profundos do ser. A morte é o acordar para as realidades a que nos imantamos durante a jornada material. João Cleófas – Intercâmbio Mediúnico – Cap. 7 – Coerência entre Pensamento e Ação Vive, portanto, como se estivesses a cada momento preparando-te para renascer além e após o túmulo. A vida que se “leva” é a Vida que cada um aqui leva enquanto na indumentária carnal. Joanna de Angelis – Estudos Espíritas – Cap. 7 – Morrer
  • 20. 17 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver 2. Temor da Morte – Causas 2.1 O instinto de conservação da vida O instinto de conservação da vida, que lhe constitui força preventiva contra a intemperança, a precipitação e o suicídio, não obstante desconsiderados nos momentos de superlativo desgosto, revolta ou desespero. Programado o corpo para servir de instrumento para o progresso do Espírito, através de cujo cometimento desenvolve todas as aptidões e valores que nele jazem latentes, o instinto de conservação é lhe um elemento de alto valor, para que seja preservada a vida e impulsionada para a frente até às últimas resistências. Em face dessa condição, o Espírito se imanta ao corpo e receia perde-lo, em razão do atavismo ancestral que lhe bloqueia o discernimento a respeito daquilo cujos dados de avaliação não logram impressionar-lhe os sentidos. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte 2.2 Predominância da Natureza Animal A predominância da natureza animal, que nos inferiores comanda as suas aspirações, tendências e necessidades. O predomínio da natureza animal desenvolve-lhe o egoísmo e exacerba-lhe a paixão violenta, acentuando a sensualidade que se expande engendrando programas de novos gozos, que terminam por exaurir-lhe as energias mantenedoras dos equipamentos de sustentação orgânica. Assim é que um leve aceno de prolongamento da vida moribundo fá-lo sorrir e aspirar pela sua ocorrência, em injustificáveis apegos aos despojos que lhe não permitem mais largos logros, embora lhe concedam a permanência física. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte 2.3 Temporário olvido da vida espiritual O temporário olvido da vida espiritual donde procede. A reencarnação promove o transitório esquecimento do passado, que é providencial para poupar ao Espírito a amargura que os seus erros impõem e os seus delitos o afligem. Esse esquecimento constitui motivo de receio da morte, em razão da falta de elementos que estruturem a confiança na sobrevivência, com o retorno ao mundo espiritual. As sensações sobrepõem-se às emoções, fixando-lhe os interesses na vida física, apesar de saber da sua efêmera existência. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte
  • 21. 18 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver 2.4 Receio de aniquilamento da vida O receio de aniquilamento da vida, por falta de informações corretas a respeito do futuro da alma e daquilo que lhe está destinado... o engodo dos sentidos anestesia a razão, levando-a a concluir que a morte deles representa a destruição da vida, arrolando o cérebro como autor do pensamento e os órgãos na condição de causa da existência do ser. Assim, a desinformação e as concepções erradas sobre a vida futura são responsáveis pelo temor da morte, que leva muitos indivíduos a estados neuróticos lamentáveis, como a comportamentos alucinados, nos quais buscam o esquecimento, fugindo da sua contingência enganosa. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte 2.5 Terrorismo do modo de vida após a morte De um lado, contorções de condenados a expiarem em torturas e chamas eternas os erros de uma vida efêmera e passageira. De outro lado, as almas combalidas e aflitas do purgatório aguardam a intercessão dos vivos que orarão ou farão orar por elas, sem nada fazerem de esforço próprio para progredirem. Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 6 – A Preocupação com a Morte O conteúdo religioso das doutrinas ortodoxas, que oferece uma visão distorcida quão prejudicial do que sucede após a ruptura dos laços materiais, elaborando um mundo de compensações em graça como em castigo, conforme a imaginação dos homens vitimados por fanatismos e alucinações. O estabelecimento de prêmios e punições de sabor material, nos quais as religiões do passado firmaram estrutura da existência espiritual, tornou-a detestável, e se considerando o medo a uma justiça absurda e impiedosa ou a indiferença por uma felicidade estanque, monótona e perpétua, que tem lugar num céu onde o amor não dispõe de recursos para socorrer o caído, nem a piedade vige em relação aos infelizes... Manoel Philomeno de Miranda – Temas da vida e da morte – Cap. 11 – Temor da Morte
  • 22. 19 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver 2.6 Insuficiência de conhecimento sobre a Vida Futura À proporção que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui. Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 3 – A Preocupação com a Morte A doutrina espírita muda completamente a maneira de ver-se o futuro. A vida futura não é mais uma hipótese, mas uma realidade. A situação das almas após a morte não se explica por meio de um sistema, mas com o resultado da observação. O véu é levantado. O mundo espiritual nos aparece em toda a sua realidade viva. Não foram os homens que o descobriram através de uma concepção engenhosa, mas os próprios habitantes desse mundo que nos vieram descrever a sua situação. (...) Para os espíritas a alma não é mais uma abstração. Ela possui um corpo etéreo que a torna um ser definido, que podemos conceber pelo pensamento. Isso é o suficiente para nos esclarecer quanto à sua individualidade, suas aptidões e suas percepções. A lembrança daqueles que nos são caros repousa, assim, sobre algo real. Não os representamos mais como chamas fugitivas que nada dizem ao nosso pensamento, mas como formas concretas que no-los apresentam melhor como seres vivos. Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 10 – A Preocupação com a Morte A ideia de que as almas dos mortos se tornam chama s fugitivas penetrou fundamente na consciência coletiva dos povos. Vemos a sua sobrevivência até mesmo em pessoas esclarecidas que se tornam espíritas. Nas atas das sessões que realizava, por ele mesmo redigidas, o escritor Monteiro Lobato refere -se constantemente aos espíritos como gases, chamas flutuantes, etc., o que levava alguns dos comunicantes a endossarem a concepção. Um deles lhe respondeu: Sou agora uma chamazinha errante. Referindo-se à sua própria morte, Lobato escreveu que iria passar do estado sólido ao gasoso. O Espiritismo nos mostra que a situação do homem após a morte é muito diferente disso. Conservando o corpo espiritual (de que tão precisamente trata o apóstolo Paulo em l Coríntios) o espírito desencarnado conserva até mesmo a forma corporal, as características físicas que o distinguem na vida terrena, e pode assim identificar-se em suas manifestações pela vidência, pelos fenômenos de aparição e pelos de materialização. Isso permite, ainda — o que estranha às pessoas que desconhecem o problema — que o espírito se identifique pela sua própria voz nos fenômenos de audição mediúnica ou de comunicação por voz direta. Herculano Pires – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 10 – A Preocupação com a Morte – comentário
  • 23. 20 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver 2.7 Marketing negativo da Morte/Velório/Enterro/Cemitério A morte é rodeada de cerimônias lúgubres, mais próprias a infundirem terror do que a provocarem a esperança. Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 8 – A Preocupação com a Morte Essa impressão negativa da morte foi intencional. O objetivo era atemorizar as criaturas a fim de se portarem bem na vida. Há uma relação evidente entre essa ameaça da morte e as ameaças de castigos nas escolas, para garantir o bom comportamento dos alunos. Mas esse recurso, que produziu resultados entre homens ignorantes e brutais, perderia o seu efeito na proporção em que a Civilização se desenvolvesse. Aconteceu com ele o que ensina uma lei da Dialética: o que hoje serve ao progresso, amanhã se torna obstáculo e deve ser removido. Mas, por outro lado, essas cerimônias lúgubres e toda essa ameaça passou para o plano dos costumes, criou raízes populares e se tornou ainda uma das fontes de renda para as organizações eclesiásticas. Tudo isso impediu, até mais da metade do século XIX, que as religiões organizadas, chamadas positivas, fizessem alguma coisa para acompanhar o progresso cultural. Ainda hoje, apesar das reformas em curso, o problema da morte continua na mesma situação analisada por Kardec. Herculano Pires – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 8 – A Preocupação com a Morte – comentário 2.8 Censura às comunicações entre mortos e vivos Demais, a crença vulgar coloca as almas em regiões apenas acessíveis ao pensamento, onde se tornam de alguma sorte estranhas aos vivos. Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 9 – A Preocupação com a Morte "Na crença vulgar", diz Kardec, porque a Teologia católica já no seu tempo colocava o problema em termos de estado de consciência. Não obstante, os clérigos continuavam a pregar dos púlpitos em termos de crença vulgar. A comparação que Kardec faz, mais adiante, entre o Inferno pagão e o Inferno cristão, esclarecerá bem este assunto. Quanto ao rompimento absoluto de relações entre vivos e mortos, devemos acentuar que havia e ainda subsiste uma atitude contraditória: a relação pode ser permitida por Deus, em casos excepcionais, mas somente no seio da Igreja. Assim, as comunicações espíritas são condenadas como demoníacas, mas as comunicações católicas, sejam de santos e anjos ou mesmo de almas sofredoras, são consideradas legítimas e até mesmo divulgadas em livros. Herculano Pires – O Céu e o Inferno – Cap. 2 – item 09 – A Preocupação com a Morte – comentário
  • 24. 21 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver 2.9 Apego as Coisas e/ou Pessoas O apego à sensualidade e aos bens transitórios produz o pavor da morte, redundando em desarmonias internas que de forma alguma impediriam o processo desencarnatório, às vezes apressando-o, em face dos elementos destrutivos que a mente elabora e sustenta. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 14 – Morrendo para Viver Cavalcante não se preparou, convenientemente, para libertar-se do jugo da carne e sofre muito pêlos exageros da sensibilidade. Tem o pensamento afetuoso em excessiva ligação com aqueles que ama. Semelhante situação dificulta-nos sobremaneira os esforços. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 11 – Amigos Novos A esposa de Dimas, ao pé dele, não obstante prolongadas vigílias e sacrifícios estafantes, que a expressão fisionômica denunciava, mantinha-se firme a seu lado, olhos vermelhos de chorar, emitindo forças de retenção amorosa que prendiam o esposo em vasto emaranhado de fios cinzentos André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 13 – Companheiro Libertado 2.10 Temor de Você / do que Fez e/ou do que Não Fez Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos céus! Que desilusão! Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de mim, mas muito acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue nobre! Oh! como então compreendi a esterilidade das honras e grandezas que com tanta avidez se requestam na Terra! Para se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade em toda a sua celeste prática, a benevolência para com todos. Não se vos pergunta o que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes, quantas lágrimas enxugastes. Uma Rainha de França – Evangelho Seg. Espiritismo – Cap. 2– item 8 (Havre 1863)
  • 25. 22 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Não apenas ignorância da realidade espiritual, mas aflição ante a sua legitimidade. Conhecer a verdade é penetrá-la, viver a verdade, no entanto, é renovar-se para ela. Muitos que trazem da Terra o cômputo do conhecimento espírita, não obstante se identificarem com a vida espiritual se perturbam face ao que deixaram de fazer, o que planejaram fazer e o que fizeram erradamente. Ao despertar na Vida Verdadeira, o homem, de um só golpe, olha a retaguarda, percebendo em clara visão tudo quanto poderia ter realizado e não o fez. Esse conhecimento dá-lhe sofrimento, perturba-o. Não é a desencarnação em si que faz sofrer. Antes é a evidência do que não se realizou que torna o Espírito sofrido. Por isso, o Codificador do Espiritismo com muita lucidez anotou a resposta dos imortais de que o conhecimento do Espiritismo oferece, naturalmente. recurso para impedir a perturbação, mas que os atos são os grandes contributos a fim de que o homem, sabendo da sua realidade íntima e conhecendo o que fez de nobre, tenha o impedimento da aflição interior. Desse modo, identificado com o Espírito de amanhã que o Espiritismo nos revela, não apenas fiquemos na informação, mas nos modifiquemos, para que a nossa consciência não se nos transforme em algoz, fazendo sofrer, em consideração ao que ficou perdido ou aplicado errada e audaciosamente contra cada um. João Cleófas – Intercâmbio Mediúnico – Cap. 58 – Perturbação Espiritual Aqui, meus filhos, não me perguntaram se eu havia descido gloriosamente as escadas do Petit Trianon; não fui inquirido a respeito dos meus triunfos literários e não me solicitaram informes sobre o meu fardão acadêmico. Em compensação, fui argüido acerca das causas dos humildes e dos infortunados pelas quais me bati. Não venho exortar a vocês como sacerdote; conheço de sobra às fraquezas humanas. Vivam, porém a vida do trabalho e da saúde, longe da vaidade corruptora. E, na religião da consciência retilínea, não se esqueçam de rezar. Humberto de Campos – Palavras do Infinito – Aos Meus Filhos (Pedro Leopoldo, 9/Abril/1935)
  • 26. 23 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver 3. A Vida no Mundo Espiritual 3.1 Considerações Gerais Os dois mundos, espiritual e o físico são, de certa forma, independentes, ... não obstante, a correlação entre ambos é incessante, porque reagem incessante um sobre o outro. Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – 2º Parte – Cap. 1 – Item 2 – Perg. 86 A Terra, na sua condição de planeta habitado, qual ocorre em outros astros e sistemas solares, é uma cópia imperfeita do mundo espiritual, que lhe é causal. Tudo quanto existe no plano físico é condensação da energia que procede da Causa Implícita. Assim, a vida verdadeira, porque permanente, é a espiritual, de onde procedem todos os seres para a qual retornam após o fenômeno da morte orgânica. Esse mundo espiritual é vibratório, verdadeiro e não apenas conceptual, imaginativo. Original, nele plasmam as mentes as suas necessidades, criando regiões pulsantes de vida, que na Terra se apresentam copiadas, em contínuos processos de aprimoramento. As sociedades que os habitam diferenciam-se pelos graus de evolução e pelos níveis de aperfeiçoamento mos quais se encontram. Multiplicam-se, infinitamente, desde as mais grosseiras, criadas pelas mentes culpadas em fenômenos de depuração, até as sublimes e plenificadoras, onde vivem os Espíritos felizes. A energia que constitui o mundo espiritual é facilmente plasmável pelo psiquismo, conforme o seu teor vibratório, que é conseqüente do seu estado de evolução. Os mais elevados programam e executam o trabalho de edificação de cidades e comunidades gigantescas, ordeiras, sem os atropelos que caracterizam o primarismo e a ignorância dos seres físicos. Os entes se amam e se respeitam nas regiões nobres, onde predominam o bem, a beleza, a verdade, trabalhando pelo progresso daqueles que estagiam na retaguarda evolutiva. Nelas não existe a violência de qualquer espécie, as conquistas são pessoais, intransferíveis, e dão-se através do estudo incessante, do trabalho e da observância das Leis. Todos se identificam pelas suas afinidades e conveniências, elegendo a área de desenvolvimento cultural, científico, tecnológico ou religioso que melhor lhes apraz.
  • 27. 24 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver (...) Obras de arte, de engenharia, descobrimentos científicos e tecnológicos humanos vieram dessas comunidades espirituais de onde procedem os seres criadores e inventores que deram início ao processo de renovação e de desenvolvimento da sociedade. Academias e universidades, centros de pesquisas, bibliotecas complexas e aparelhadas, núcleos de fé se multiplicam além da esfera física, nos países espirituais e suas colônias, promovendo o ser cada vez mais e auxiliando-o na ascensão. (...) Quando próximos da Terra os núcleos, beneficiam-se com as dádivas do Sol e da Lua, vislumbrando o mesmo mapa sideral, porém mais amplo, transparente e belo, do que aquele que se vê na Terra. Veículos de condução rápida transitam sem barulho, poluição ou perigo, encurtando distâncias para quem ainda não conseguiu o controle da mente para o mecanismo da volição. Vegetais e aves canoras, ricos de beleza e originalidade, habitam e vivem nesses núcleos intermediários, porque o progresso é incessante. Construções originais, sem exotismos ou excessos desnecessários em flagrante desrespeito à estética, à arte elevada, constituem residências e complexos administrativos, culturais, religiosos, comunitários, onde os relacionamentos se estreitam, as permutas se fazem. (...) Há também, como é natural, mundos espirituais inferiores, nas faixas subterrestres, na superfície do planeta e em sua volta mais próxima. São os lugares de reeducação moral e espiritual, conhecidos historicamente pelas religiões como tenebrosos purgatórios, infernos, sendo que são sempre transitórios, já que o amor de Deus luz em toda parte e não há erro irreparável, nem crime que receba punição eterna. (...) Pululam as moradas espirituais em volta do planeta terrestre e nas suas proximidades, de onde partem os Espíritos para a reencarnação e para onde retornam após concluí-la, a fim de ascenderem nos rumos da Grande Luz, quando ditosos, ou volverem ao proscênio físico, se ainda prisioneiro das paixões e das misérias defluentes do estágio primitivo. O mundo físico é, portanto, uma cópia borrada do espiritual: tudo quanto nele existe de original se encontra causal, mas nem tudo quanto neste se conhece está plasmado ou existente no de efeitos efêmeros. Manoel Philomeno de Miranda – Sob a Proteção de Deus – Cap. 2 – O Mundo Espiritual 3.2 A Concretude do Mundo Espiritual – Cidades/Instituições no Além
  • 28. 25 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver No mundo espiritual há […] verdadeiras cidades e vilarejos, com estilos variados como acontece aos burgos terrestres, característicos da metrópole ou do campo, edificando largos empreendimentos de educação e progresso, em favor de si mesmas e a benefício dos outros. André Luiz – Evolução em Dois Mundos – 2º Parte – Cap. 7 – Item: Vida social dos desencarnados Sentaram-me numa poltrona de pedra, semelhante ao mármore. Tateei com força o respaldar da curiosa cadeira e, ao verificar a dureza do material sob minhas mãos, comecei a tranqüilizar-me... Em seguida, olhei para o céu e vi a lua cheia, fulgindo com tanta beleza que me asserenei de novo. Um fato, contudo, intrigava os dois: era a existência ali de árvores e de flores. Se estavam no Mundo Espiritual, como poderia haver em tal lugar matéria e natureza, como as da Terra? André Luiz – E a Vida Continua – Cap. 8 – Encontro de Cultura Chame-se a este mundo em que existimos, neste momento, “outra vida”, “outro Lado”, “região extrafísica” ou “esfera do Espírito”, estamos num centro de atividade tão material quanto aquele em que movimentam os homens, nossos irmãos ainda encarnados, condicionados ao tipo de impressões que ainda lhes governam, quase que de todo, os recursos sensoriais. O mundo terrestre é aquilo que o pensamento do homem faz dele. Aqui, é a mesma coisa. A matéria se resume a energia. Cá e lá, o que se vê é a projeção temporária de nossas criações mentais... André Luiz – E a Vida Continua – Cap. 9 – Irmão Claudio
  • 29. 26 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Na vasta bibliografia mediúnica do médium Francisco Cândido Xavier, a cidade espiritual conhecida como “Nosso Lar” foi a primeira sociedade urbana da Vida Maior retratada com detalhes. Foi no livro do mesmo nome, editado pela Federação Espírita Brasileira, que o Espírito de André Luiz, relatando suas experiências, forneceu descrições pormenorizadas acerca da organização da sociedade comunitária e das edificações que lhe servem de apoio material. Conta o abnegado médium que se surpreendeu pelo inusitado das revelações e que André Luiz, a fim de que ele desse livre curso aos seus relatos, certa noite, levou-o em desprendimento espiritual, até a cidade “Nosso lar” para que se inteirasse da sua experiência e conhecesse, pessoalmente, alguns recantos retratados no livro. Convém esclarecer que Nosso Lar é uma colônia-cidade, habitada por homens e mulheres, jovens e adultos, que já se desvencilharam do corpo físico. Outras colônias-cidades espirituais, porém, existem, às centenas, em torno da Terra, obedecendo às leis que lhe regem os movimentos de rotação e translação. A cidade “Nosso Lar”, segundo informações veiculadas por André Luiz foi fundada por portugueses distintos, desencarnados no Brasil, no século XVI, a partir de onde se localiza, atualmente, a Governadoria. Tendo em vista que a cidade se divide segundo as necessidades de sua organização administrativa, permitimo-nos informar, aos que ainda não leram o livro Nosso Lar, que a Governadoria, órgão central, está assessorada pelo trabalho e organização de seis Ministérios, a saber: Ministério da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, do Esclarecimento, da Elevação e da União Divina, que atuam nas áreas que os próprios nomes definem, sendo, cada Ministério, dirigido por doze Ministros. Heigorina Cunha – Cidade no Além – Cap. 1 – A Cidade Nosso Lar
  • 30. 27 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Entramos. Ambiente simples e acolhedor. Móveis quase idênticos aos terrestres; objetos em geral, demonstrando pequeninas variantes. Quadros de sublime significação espiritual, um piano de notáveis proporções, descansando sobre ele grande harpa talhada em linhas nobres e delicadas. Respirava-se, ali, doce e reconfortante intimidade. Não conseguia disfarçar meu contentamento e enorme alegria. Aquele primeiro contacto com a organização doméstica na colônia, enlevava-me. A hospitalidade, cheia de ternura, arrancava-me ao Espírito notas de profunda emoção. Em seguida, chamou-me Lísias para ver algumas dependências da casa, demorando-me na Sala de Banho, cujas instalações interessantes me maravilharam. Tudo simples, mas confortável. André Luiz – Nosso Lar – Cap. 17 – Em Casa de Lísias Anotações em torno de “Nosso Lar” 1 – O irmão Lucius fez quanto pôde, a fim de trazer, aos amigos domiciliados no Plano Físico, alguns aspectos de Nosso Lar, a colônia de trabalho e reeducação a que nos vinculamos na Espiritualidade, especialmente o plano piloto que lhe diz respeito. Para isso, encontrou a dedicação da médium Heigorina Cunha, na cidade de Sacramento, em Minas Gerais, no Brasil. 2 – Terá conseguido transmitir, minuciosamente, toda a imagem da vasto contexto residencial a que nos referimos? Decerto que não, mas estamos à frente de uma realização válida pelas formas e ideias básicas que o mencionado amigo alinhou, cuidadosamente, através do intercâmbio espiritual. 3 – Justo lembrar aqui os mapas que Cristóvão Colombo desenhou, por influência de Mentores e Amigos Espirituais, antes de desvelar a figura da América. Semelhantes esboços não continham a realidade total, no entanto, demonstram, até hoje, que o valoroso navegador apresentava a configuração do Novo Continente, em linhas essenciais. 4 – Convém esclarecer que Nosso Lar é uma colônia-cidade, habitada por homens e mulheres, jovens e adultos, que já se desvencilharam do corpo físico. Outras colônias-cidades espirituais, porém, existem, às centenas, em torno da Terra, obedecendo às leis que lhe regem os movimentos de rotação e translação.
  • 31. 28 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver 5 – Em toda parte, depois do berço, o homem, no centro da Natureza, é defrontado pelos princípios de sequência. Depois da morte também. 6 – Atendendo aos ditames da reencarnação e da desencarnação, nascem na experiência física e liberam-se dela milhares de criaturas humanas, no estado mental em que se comprazem. 7 – Quantos abordam o mundo material, através do renascimento, evidenciam-se na condição em que se achavam, no Plano Espiritual, e, consequentemente, quantos regressam ao Plano Espiritual, procedentes do mundo, lá se revelam tal qual se encontram, seja em matéria de evolução ou seja ante a contabilidade da lei de causa e efeito. 8 – Ninguém é constrangido a pensar dessa ou daquela forma, por força dos princípios universais que nos governam. Cada consciência, encarnada ou desencarnada, é livre, em pensamento, para escolher o caminho que lhe aprouver, ainda que esteja, transitoriamente, nos resultados infelizes de opções que haja feito, no passado, resultados nos quais a criatura pode amenizar ou agravar a própria situação, na pauta da conduta que adote. 9 – Compreensível que os seres humanos transfiram para a Vida Espiritual, quando lhes ocorra a desencarnação, os ideais nobilitantes e as paixões deprimentes, os desgostos e as alegrias, a convicção e a descrença, os valores do entendimento e os desmandos da inteligência, o conhecimento deficitário e a ânsia de elevação de que se vejam possuídos. 10 – Renascendo na Terra, a personalidade espiritual permanece internada no veículo físico, cercada de testes que lhe aferem o valor alcançado, com alicerces na assimilação do que já tenha realizado de melhor, em si mesma; e, desencarnando, essa mesma personalidade patenteia, claramente, o que é, como está e em que degrau evolutivo se acomoda, irradiando de si própria o clima espiritual em que se lhe apraz viver e conviver. 11 – No berço terrestre, a pessoa se reassume na família ou no grupo social em que deva reaprender lições e conclusões do pretérito, com o resgate de débitos que haja contraído, ou em que possa prosseguir nas tarefas de amor e cooperação às quais livremente se empenha.
  • 32. 29 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver 12 – Na desencarnação, essa mesma pessoa retoma a companhia do grupo espiritual com que se afina, de modo a continuar mentalmente estanque, como deseja, ou de maneira a colher os resultados felizes no esforço de auto sublimação que haja desenvolvido no Plano Físico, seja pelo aperfeiçoamento realizado em si mesma ou seja pelas tarefas enobrecedoras que tenha iniciado, entre os homens, entrando naturalmente no grupo de elevação a que se promoveu. 13 – Todo Espírito é livre, no pensamento, para melhorar-se, melhorando o campo de vivência em que esteja, ou para complicar-se, complicando o campo de experiências a que se vincule. 14 – Nas colônias-cidades ou colônias-parques que gravitam em torno do Plano Físico, para domicílio transitório das inteligências desencarnadas, é natural que a luta do bem para extinguir o mal ou o desequilíbrio da mente, continue com as características que lhe conhecemos na Crosta da Terra. 15 – A morte não opera milagres. O ser humano, além dela, prossegue no trabalho do auto-burilamento ou estacionário, enquanto não aceite a obrigação de renovar-se e evoluir. 16 – As religiões, a filosofia e a ciência continuam, por necessidade das criaturas desencarnadas, crendo, estudando e experimentando na sustentação do progresso e do aprimoramento humano, oferecendo vastos domínios de serviço nobilitando aos seus intérpretes, cultivadores e expoentes.
  • 33. 30 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver 17 – Considerando a densidade das multidões de Espíritos desencarnados, desvalidos de orientações, vítimas de paixões acalentadas por eles próprios, analfabetos da alma, desvairados pelos sentimentos possessivos, portadores de enfermidades e conflitos que eles mesmos atraem e alimentam, Espíritos imaturos e desinformados, de todas as procedências, é necessário que o lar de afinidades, o templo da fé, a escola e a predicação, a prece e o reconforto, o diálogo e a instrução, o hospital e a assistência, o socorro e os tratamentos de segregação, funcionem, nas comunidades do Mais Além, com extremada compreensão de quantos lhes esposam as tarefas salvadoras. 18 – Para o esclarecimento gradativo dos Espíritos desencarnados, que se revelam necessitados de apoio e de instrução (e contam-se por milhões), a palavra articulada, falada ou escrita, irradiada ou televisada, ainda é o processo mais rápido de comunicação, embora a telepatia e a sublimação contêm, além da morte, com círculos de iniciados, cada vez mais amplos, em elevados níveis de entendimento. 19 – Justo que a didática, no Mais Além, utilize a lição, o exame, a exposição prática, os cursos vários de introdução ao conhecimento superior, a disciplina, o apólogo, a fábula, os exemplos da história e todos os recursos outros, das artes e da literatura, que sirvam de auxílio aos companheiros necessitados de conhecimento e motivação para o bem deles próprios. 20 – Nos Planos imediatos à experiência física, os felizes estão sempre dispostos ao trabalho em favor dos infelizes, os mais fortes a benefício dos mais fracos, os bons em socorro dos desequilibrados e os mais sábios em apoio dos desorientados e ignorantes 21 – Nas comunidades de criaturas desencarnadas, a afinidade é o clima ideal para a união dos seres, o interesse pela ascensão do espírito aos planos superiores é a marca de todos aqueles que já despertaram para o respeito a Deus e para o amor ao próximo, o trabalho do bem é incessante, a religião não tem dogmatismo, a filosofia acata os melhores pensamentos onde se manifestem, a ciência é humanitária e o esforço pelo próprio aperfeiçoamento íntimo é impulso infatigável em todas as criaturas de boa vontade. 22 – Além da morte, a vida continua e, com mais clareza, aí se vê a realidade da teologia simples que rege a evolução, em tudo o que a evolução possua em comum com a Natureza: “A cada um segundo as suas próprias obras”. (Mt)
  • 34. 31 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver André Luiz – Cidade no Além – Intróito Uberaba, 17 de junho de 1983. (Anotações recebidas pelo médium Francisco Cândido Xavier, em Uberaba, Minas Gerais). Na parte final de nossas tarefas da noite de 1º de setembro de 1955, foi nosso benfeitor André Luiz quem se valeu do horário das instruções para estimular-nos ao estudo com o seu verbo amigo e sábio. Com a franqueza e a simplicidade que lhe são peculiares, deixou-nos o precioso esclarecimento, apresentado linhas abaixo. Quando alinhamos nossas despretensiosas anotações acerca de “Nosso Lar”, relacionando a nossa alegria diante da Vida Superior, muitos companheiros inquiriram espantados: – “Afinal, o que vem a ser isso? Os desencarnados olvidam assim a paragem de que procedem? Se as almas, em se materializando na Terra, chegam do mundo espiritual, por que as exclamações excessivas de júbilo quando para lá regressam, como se fossem estrangeiros ou filhos adotivos de nova pátria?” O assunto, simples embora, exige reflexão. E é necessário raciocinar dentro dele, não em termos de vida exterior, mas de vida íntima. Cada criatura atravessa o portal do túmulo ou transpõe o limiar do berço, levando consigo a visão conceptual do Universo que lhe é própria. Almas existem que varam dezenas de reencarnações sem a menor notícia da Espiritualidade Superior, em cuja claridade permanecem como que hibernadas, na condição de múmias vivas, já que não dispõem de recursos mentais para o registro de impressões que não sejam puramente de ordem física. Assemelham-se, de alguma sorte, aos nossos selvagens, que, trazidos aos grandes espetáculos da ópera lírica, suspiram contrafeitos pela volta ao batuque. E muitos de nós, como tantos outros, em seguida a romagens infelizes ou semi-corretas, tornamos do mundo às esferas espirituais compatíveis com a nossa evolução deficiente, e, além desses lugares de purgação e reajuste, habitualmente somos conduzidos por nossos Instrutores
  • 35. 32 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver e Benfeitores para ensaios de sublimação a círculos mais nobres e mais elevados, nos quais nem sempre nos mantemos com o equilíbrio desejável, já que nós achamos saudosos de contato mais positivo com as experiências terrestres. Agimos, então, como alunos inadaptados de Universidade venerável, cuja disciplina nos desagrada, por guardarmos o pensamento na retaguarda distante, ansiosos de comunhão com o ambiente doméstico, em razão do espírito gregário que ainda prevalece em nosso modo de ser. Como é fácil observar, raras Inteligências descem, efetivamente, das esferas divinas para se reencarnarem na esfera física. Todos alcançamos as estações do berço e do túmulo, condicionando nossas percepções do mundo externo aos valores mentais que já estabelecemos para nós mesmos, porque todos nós ajustamos, bilhões de encarnados e desencarnados, a diferentes faixas vibratórias de matéria, guardando, embora, o Planeta como nosso centro evolutivo, no trabalho comum. Desse modo, a mais singela conquista interior corresponde para nossa alma a horizontes novos, tanto mais amplos e mais belos, quanto mais bela e mais ampla se faça a nossa visão espiritual. Construamos, pois, o nosso paraíso por dentro. Lembremo-nos que os grandes culpados que edificaram o inferno, em que se debatem, respiram o ambiente da Terra – da Terra que é um santuário do Senhor, evoluindo em pleno Céu. Nosso ligeiro apontamento em torno do assunto destina-se, desse modo, igualmente a reconhecermos, mais uma vez, o acerto e a propriedade da palavra de Nosso Divino Mestre, quando nos afirmou, convincente: – “O reino de Deus está dentro de nós.” André Luiz – Vozes do Grande Além – Cap. 12 – Esclarecimento
  • 36. 33 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Nossa Colônia encontra-se próxima à Terra, sofrendo, conseqüentemente, as mesmas condições do planeta a que se encontra ligada. Irmanados ao destino do Brasil, nossos Instrutores trabalham infatigavelmente, há mais de 250 anos, cooperando com as falanges de Ismael na construção da Pátria do Cruzeiro. Fundada por abnegado Missionário da Caridade, destinava-se, inicialmente, a socorrer escravos desencarnados ao peso de provações e expiações amaríssimas. Recolhendo os mais rebeldes, sedentos de vingança, auxiliava-os com esclarecimentos necessários, reconduzindo- os ao Orbe para novas e redentoras lutas. Otília Gonçalves – Além da Morte – Cap. 8 – Hospitalizada Se o homem soubesse a extensão da vida que o espera além da morte do corpo, certamente outras normas de conduta escolheria na Terra! Não me refiro aqui aos materialistas sem fé. Aliás, a maioria dos ateus não passam de grande assembleia de crianças espirituais, necessitadas de proteção e ensinamento. Reporto-me, com vigor, aos que adotam uma crença religiosa, usando lábios e paixões, sem se afeiçoarem, no íntimo, às verdades renovadoras que abraçam. Nós mesmos, os que nos beneficiamos ao contato dos princípios do Espiritismo Cristão, principalmente nós que ouvimos a mensagem dos que respiram noutros Planos da vida eterna, se fôssemos menos palavrosos e mais cumpridores das lições que recebemos e transmitimos, outras condições nos caracterizariam além do sepulcro, porque a justiça indefectível nos espreita em toda parte e porque transportamos conosco, para onde formos, as marcas de nossos defeitos ou virtudes. Depois da sepultura, sabemos, com exatidão, que o reino do bem ou o domínio do mal moram dentro de nós mesmos. (...) Seguíamos sem novidades e, pouco a pouco, adaptava-me a volatear como aluno que recapitula a prova. Em torno, a paisagem escurecia sempre, não obstante resplandecerem as estrelas no alto. Possuía a perfeita noção de viajarmos sobre vasto abismo de trevas. Observava, porém, admirado que não me sentia em processo de ascensão. A ideia de verticalidade estava longe de nós, tanto quanto a linha de esfericidade escapa à apreciação do homem que habita o globo da Terra. Reparei, receoso, que não distante da estrada que percorríamos, vagarosamente, apareciam sinais de vida e movimento. Ruídos de vozes desagradáveis alcançavam-nos os ouvidos, de quando em quando.
  • 37. 34 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Formas monstruosas, de espaço a espaço, surgiam visíveis ao nosso olhar e, pelo que me era dado perceber, flutuávamos sobre região vulcânica, cujo “solo instável” oferecia erupções nos mais diversos pontos. O que me afligia sinceramente era a contemplação de seres de lamentável aspecto, além das margens. Não estou autorizado a descrever o que vi nesse particular, mas posso afirmar que as figuras sinistras da Mitologia ficam a dever à realidade com que eu era surpreendido. Registrando o temor que se apossara de mim, o Irmão Andrade, em voz baixa, explicou- me que os Planos habitados pela mente encarnada emitiam, de permeio com as criações dos Espíritos inferiores desencarnados, formas perturbadas, quando não horripilantes, de vez que a maioria das criaturas terrestres, na carne ou desenfaixadas do corpo, denunciavam-se, no íntimo, através de comportamento quase irracional. Salientou que a Esfera próxima do homem comum, em razão disso, é povoada por verdadeira aluvião de seres estranhos, caprichosos e muita vez ferozes. Chegou mesmo a dizer que inúmeros sábios da espiritualidade superior classificam semelhante região de “império dos dragões do mal”. Rememorei a leitura de páginas mediúnicas vindas ao meu conhecimento antes da morte e o companheiro dedicado confirmou-as, declarando que a zona em que viajávamos constituía realmente o umbral vastíssimo, entre a residência dos irmãos encarnados e os Círculos vizinhos. Acentuou que o pensamento espalha vibrações em todas as latitudes do Universo e que as projeções da mente encarnada no planeta terreno não correspondem aos ideais superiores que inspiram as leis da Humanidade. Os homens, por fora acrescentou o protetor —, nas experiências da vida social, aparentam cavalheirismo e nobreza; todavia, por dentro, na expressão real do ser, revelam ainda qualidades menos dignas, muito próximas da impulsividade dos animais. Na manifestação livre do espírito prevalece a verdade da alma, não a aparência da forma passageira, e daí o largo cosmorama de paisagens escuras, torturadas e dolorosas que rodeia o lar terreno, em cuja substância igualmente sutil operam as entidades perversas, a modo do lobo que pode beber da mesma fonte em que a ovelha se dessedenta. Percebi que o benfeitor desejava destacar que, em tais lugares, tanto pode o emissário do amor exercitar-se na renúncia do bem, como pode o malfeitor das sombras internar-se no crime e no mal. Compreendendo, no entanto, que as atenções dele se dividiam entre o carinho para comigo e a expectativa asfixiante da hora, sofreei o desejo de perguntar.
  • 38. 35 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Irmão Jacob – Frederico Figner – Voltei – Cap. 7 – Incidente em Viagem Somente de vez em quando sentia que alguém invisível aos seus olhos, o levava para lugares nunca vistos, onde ele, maravilhado, contemplava novas manifestações de beleza, de vida, de movimento. Nunca imaginaria que pudesse haver, no mundo para onde fora jogado após a morte, algo que não tivesse conhecido na Terra, no meio de todas as conquistas da Ciência, da civilização. Paulo compreendera, na erraticidade, que mais se aproximaria daquelas assembleias siderais, formadas de Espíritos que haviam atingido alto grau de evolução, quanto mais cedo resgatasse o seu passado criminoso. E quando, pela mão de seu mentor espiritual, percorria o espaço em todos os sentidos, admirando a organização desse mundo surpreendente em que fora lançado após a morte do corpo, mais se lhe avolumava o desejo de, numa existência de privações e sacrifícios, de renúncia e abnegações, repara todo um passado de erros e descaminhos, por já cansado de sofrer e delinquir. Fernando do Ó – Almas que Voltam –– págs. 11 e 16 Ao apreciarmos a matéria, constataremos que só há uma realidade: a energia, que é a realidade básica de todas as coisas. Quando se condensa, aparece a matéria; quando se dissocia, volta ao seu estado primitivo. Há uma explanação científica, apresentada por um físico moderno, que Nos oferece – aos menos eruditos que reconhecemos ser – uma ideia a esse respeito. Diz ele: "Consideremos o Universo como se fosse um oceano. De repente, o oceano levanta uma onda. A onda é feita pela água do oceano. O oceano é também a onda, mas essa não é aquele do qual surge, é somente uma partícula. Em seguida, a onda bate nos penhascos e fragmenta-se em miríades de gotas. Cada gota, cada bola pequenina é do oceano, mas não é o oceano, embora o oceano seja constituído de gotas. Esta gota bate e nela se forma um pequeno orifício; vem o sol e a suga, transformando- a em vapor d'água. Esse vapor d'água é do oceano, mas não é o oceano, que se constitui de vapor d'água. Então, o vapor d'água vai levado pela nuvem e defronta uma frente fria. Ele se condensa. No
  • 39. 36 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver choque com a atmosfera quente que se ergue da Terra, assume a forma de granizo. Faz-se milhares de pedras. São do oceano, mas não são o oceano, que tem granizo na sua constituição. Surge o Sol que derrete o granizo. A pedra volta a ser vapor d'água, gota d'água que o vento carrega nas suas correntes novamente. Outra frente fria transforma-o em chuva que outra vez cai no oceano... É do oceano essa água, do oceano é aquela chuva..." Os seres humanos viemos de um campo de energia pensante, que é Deus. Esta energia constitui o mundo real, que forma o mundo aparente. Foi necessário que, a partir de Jesus, passássemos por várias escolas de pensamento, como a Neoplatônica, de Alexandria; por Newton, Descartes, os pensadores materialistas, chegando até John Dalton, no século XIX e, conhecendo os grandes pioneiros da libertação cultural, para que viesse Allan Kardec e colocasse o microscópio da mediunidade sobre a organização material, a fim de descobrir o Mundo Espiritual, assim como utilizando-nos do microscópio eletrônico, detectamos os espaços intermoleculares da matéria. Allan Kardec, na maravilhosa Doutrina Espírita, ressaltou que o mundo Real não é este, físico e tangível, mas outro, imaterial, energético, do qual este é somente uma projeção, quase ilusória. O Budismo, também assevera a mesma coisa há muitos séculos, quando afirma que "este é o mundo da ilusão, da paixão, do sofrimento", no qual estamos para nos aprimorarmos como um diamante, que tem de sofrer a lapidação para poder refletir a luz solar. Somos um tipo de diamante bruto, aguardando ser trabalhado para refletir a Luz Divina, o Mundo Espiritual. Allan Kardec demonstrou que o Universo é povoado de seres pensantes, inteligentes, não necessariamente materiais. Mostrou-nos que esse Mundo Espiritual é absolutamente real, constituído de moléculas, de micropartículas de tal natureza infinitamente pequenas que se fazem invisíveis, tornando-se um laboratório de ações e reações, do qual nosso plano físico é uma condensação algo ainda grosseira. O Mundo Espiritual é, portanto, o mundo causal, de onde viemos, para onde retornaremos e onde permaneceremos. Foi através das experiências mediúnicas que Allan Kardec pôde constatar a legitimidade desse Mundo Espiritual. Certo dia, perguntei a um Espírito muito querido como poderia explicar Essa realidade a uma pessoa que tivesse dificuldade em compreender. Respondeu-me: – "Fácil, fácil! Leve-a a visitar uma taba de índios. Lá chegando, fale ao indígena sobre televisão.
  • 40. 37 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Dir-lhe-á que onde você mora existe televisão que, ao ser acionada através de pequeno botão, apresenta imagens do outro lado da Terra, de diferentes lugares ao mesmo tempo..." O silvícola irá olhá-la, surpreso, e depois de meditar bastante, respondera: – "Não consigo entender..." Continuaríamos informando-o: – "Então, venha cá!" Cheguemos à margem da lagoa. Façamos movimentos que serão refletidos no espelho das águas. – "A televisão é assim!" O autóctone meditará e, após raciocinar, poderá dizer: – "Agora compreendi!" Em verdade, a televisão não é assim; mas, para aquele silvícola seria dessa forma. Ninguém levaria uma lagoa para dentro do quarto para ligar num botão e ver as imagens imprecisas e repetitivas das águas... Desse modo, o Mundo Espiritual pode ser definido como nos informam os Espíritos: "Tudo quanto vocês têm aí, nós temos cá, mas o de que dispomos aqui, vocês não têm aí". Na civilização, possuímos tudo o que existe na taba do homem primitivo, mas lá, não se tem tudo o que existe na civilização. Isto dá uma ideia do Mundo Espiritual, que é o mundo causal em relação ao Mundo físico. Divaldo Franco – Biblioteca Virtual Espírita – O Mundo Espiritual http://bvespirita.com/O%20Mundo%20Espiritual%20(Divaldo%20Pereira%20Franco
  • 41. 38 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Outra obra espírita que trata com detalhes do assunto (A Vida no Mundo Espiritual) é A vida além do véu (FEB Editora), transmitida mediunicamente por vários Espíritos ao reverendo inglês G. Vale Owen, de Oxford. O livro faz referência à Cidade de Castrel (Castrel é o nome de um Espírito Superior, dirigente da Colônia), dedicada ao atendimento à infância, encarnada e desencarnada. Ali, as crianças desencarnadas são orientadas e integradas à nova realidade da vida, até alcançarem a forma perispiritual adulta, quando então serão encaminhadas a outras localidades no Plano Espiritual, a fim de prosseguirem nos seus aprendizados. Uma pálida ideia da Cidade de Castrel, e de outras colônias espirituais semelhantes, é extraída da obra pelo tradutor Carlos Imbassahy, cuja primeira edição em língua portuguesa ocorreu em 1920. A vida não acaba aqui. [...] E lá, mais perto do Criador [...] descansaremos, enfim, de todos os males por que passamos, de todas as dores que sofremos. É lá que serão consolados os que choram. Lá os animais não padecem; lá as flores não murcham; lá os indivíduos não se odeiam. Lá não se injuria, não se humilha, não se maltrata, não se trai, não se furta. [...] Lá é tudo verdade, tudo sinceridade e tudo amor. Lá é com amor que amor se paga. Marta Antunes Moura – Revista Reformador – 2016 – Junho – Para onde vão as crianças desencarnadas A vegetação é extremamente interessante e bizarra, em comparação com a da Terra. Imaginai um craveiro florescendo com suas raízes entrelaçadas na própria atmosfera do mundo, para fazerdes uma ideia do que estou descrevendo. Poucas flores são mais ou menos semelhantes às dos vossos jardins e a maioria delas vos pareceriam extravagantes à primeira contemplação; caracterizam-se, porém, por sua indescritível e invulgar delicadeza. Maria João de Deus – Cartas de uma morta Cap. 4 – Na vida da alma livre
  • 42. 39 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Na moradia de continuidade para a qual se transfere, encontra, pois, o homem as mesmas leis de gravitação que controlam a Terra, com os dias e as noites marcando a conta do tempo, embora os rigores das estações estejam suprimidos pelos fatores de ambiente que asseguram a harmonia da Natureza, estabelecendo clima quase constante e quase uniforme, como se os equinócios e solstícios entrelaçassem as próprias forças, retificando automaticamente os excessos de influenciação com que se dividem. Plantas e animais domesticados pela inteligência humana, durante milênios, podem ser aí aclimatados e aprimorados, por determinados períodos de existência, ao fim dos quais regressam aos seus núcleos de origem no solo terrestre, para que avancem na romagem evolutiva, compensados com valiosas aquisições de acrisolamento, pelas quais auxiliam a flora e a fauna habituais à Terra, com os benefícios das chamadas mutações espontâneas. As plantas, pela configuração celular mais simples, atendem, no Plano extrafísico, à reprodução limitada, aí deixando descendentes que, mais tarde, volvem também à leira do homem comum, favorecendo, porém, de maneira espontânea, a solução de diferentes problemas que lhes dizem respeito, sem exigir maior sacrifício dos habitantes em sua conservação. Ao longo dessas vastíssimas regiões de matéria sutil que circundam o corpo ciclópico do Planeta, com extensas zonas cavitárias, sob as linhas que lhes demarcam o início de aproveitamento, qual se observa na crosta da própria Terra, a estender-se da superfície continental até o leito dos oceanos, começam as povoações felizes e menos felizes, tanto quanto as aglomerações infernais de criaturas desencarnadas que, por temerem as formações dos próprios pensamentos, se refugiam nas sombras, receando ou detestando a presença da luz. André Luiz – Evolução em Dois Mundos – 1ª Parte – Cap. 13 – 13 Alma e fluidos
  • 43. 40 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver A propósito de casas, paisagens, água, bosques, hospitais, asilos, alimentos, roupas etc., existindo no Além talqualmente tudo quanto existe na terra, vejamos como se referem a isso alguns respeitáveis autores do passado: • Ernesto Bozzano em A Crise da Morte, 4ª edição: "P. — A morada de que falas tinha o aspecto de uma casa? R. — Certamente. No mundo dos Espíritos há a força do pensamento, por meio do qual se podem criar todas as comodidades desejáveis..." (p. 25). "... e me achei, não sei como numa espécie de vasta planície... Era indescritível a beleza da paisagem. Bela também é a paisagem terrena, mas a celeste é muito mais maravilhosa..." (p. 47). "...os Espíritos que me assistiam me haviam colocado num certo meio, que me parecia uma sala de hospital, provida de todo o conforto", (p. 64). "A paisagem era plana e ondulada, muito semelhante, sob certos pontos de vista, às belezas do meu que rido país natal..." (p. 79). "Por isso, os Espíritos me conduziram à maravilhosa moradia que eles próprios haviam criado" (p. 109). "As habitações são construídas por Espíritos que se especializaram em modelar, pela força do pensamento, essa matéria espiritual" (p. 133). • Em Depois da Morte, de Léon Denis, encontramos: "Há festas espirituais nas moradas etéreas. Radiantes de ofuscadora luz grupam-se em família os Espíritos puros" (p. 253, 4ª ed.). • No Limiar do Etéreo, de J. Artur Findlay, 2ª ed. da FEB: "Crescem árvores e desabrocham flores" (p. 135). "... disseram-me que comem e bebem exatamente como nós e têm do comer e do beber as mesmas sensações que nós" (p. 136). "P. — Comeis e saboreais o vosso alimento? R. — Comemos e bebemos, sim;" (p. 145). "Temos livros e podemos lê-los." "Das flores e dos campos aspiramos os aromas, como vós aí." "Tudo é tangível..." (p. 146). "P. — Assemelha-se à nossa a vossa vegetação. R. — De certo modo, mas é muito mais linda." "Assim também as nossas casas são produtos das nossas mentes. Pensamos e construímos" (p. 148).
  • 44. 41 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver • De A Nova Revelação, de Artur Conan Doyle, 2ª ed. da FEB: "Os seres vivem vestidos, como era de esperar, por quanto nenhuma razão há para que renunciem à decência sob as novas formas que tomam" (p. 79). "Vivem em comunidades, como fora de supor, desde que entre os que se assemelham há atração" (p. 80). ".. .os espíritos, ou dispõem de excelente biblioteca a que se reportam, ou, então, possuem uma memória que, por assim dizer, os torna oniscientes" (p. 81). "... que (os Espíritos) usam vestuários e se alimentam" (p. 26). "Os Espíritos viviam, em famílias e comunidades" (p. 29). André Luiz nos fala também de cães, gatos, aves, animais em geral, vivendo normalmente no Além. A informação seria novidade se dela já não tivéssemos tido detalhes minuciosos, muitos anos antes. • Do livro No Limiar do Etéreo: "Os animais, do mesmo modo que os seres humanos, sobrevivem à morte" (p. 137). "P. — Os cães, gatos e outros animais sobrevivem à morte? R. — Sim, senhor, digo-o com ênfase: sobrevivem" (pp. 147/148). • De Rumo às Estrelas: "Existem aqui vários animais." "Gostei de encontrar aqui cães, e tenho dois gatos que me seguem" (p. 59). • Em A Reencarnação, Gabriel Delanne narra, nas páginas 107 a 120, diversos casos de materialização de animais. Tanto Delanne como Conan Doyle, Richet, Geley, Aksakof, etc., muitos outros autores nos falam das memoráveis sessões com os médiuns Frank Kluski e Jean Guzik, em Varsóvia, no correr do ano de 1922, durante as quais se conseguiram materializações duma grande ave de rapina, dum ser intermediário entre o macaco e o homem, de cães, etc. Em A Vida Além do Véu, de George Vale Owen, o Espírito comunicante descreve sua casa como… (…) bem acabada interna e externamente. Dentro, possui banheiro, um salão de música e aparelhos registradores do nosso trabalho. É um edifício amplo. Segundo declarações do Mundo Espiritual, os tamanhos e tipos de imóveis variam de acordo com a importância do trabalho desempenhado pelos Espíritos que os ocupam e segundo seus caracteres. Há, mesmo, verdadeiros palácios com grandes torres, altas abóbadas, grandes cúpulas e praças públicas ou reservadas.
  • 45. 42 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Os templos destinados às religiões, imitando os gostos terrenos, são, geralmente, suntuosos, verdadeiras catedrais cujas torres se perdem nas alturas. Em A Vida nos Mundos Invisíveis, o Espírito Monsenhor Robert Hugh Benson se dedica a relatar como se processou a sua morte e as subsequentes viagens através de várias regiões do Mundo Espiritual. De suas experiências, oferece informações sobre os fascinantes aspectos da vida dos Espíritos. Sobre a estrutura das Cidades Espirituais e estruturas das moradias, diz ele: Ao nos aproximarmos da cidade, foi possível avaliar a sua enorme extensão. Nem preciso dizer que era totalmente diversa de tudo que jamais víramos. Consistia de grande número de majestosos edifícios, rodeados de magníficos jardins e árvores, onde brilhavam, aqui e acolá, espelhos de água, límpida como cristal, refletindo, além das cores já conhecidas na Terra, outras mil tonalidades jamais vistas. Comparados com as estruturas terrenas, os edifícios não eram muito altos, mas apenas extremamente amplos. E impossível descrever de que materiais se compunham, por serem essencialmente espirituais. A superfície é lisa como mármore, e tem a delicada consistência e a transparência do alabastro, ao mesmo tempo que cada prédio emite uma corrente de luz da mesma pálida tonalidade. No caso de uma obra complexa e importante como a formação das Colônias Espirituais Socorristas, informam alguns Espíritos comunicantes que a tarefa é confiada às falanges de Espíritos que nisso se especializaram. Luciano dos Anjos – A Vida no Mundo Espiritual
  • 46. 43 O Despertar da Consciência no Além Túmulo e a Forma de Viver Portanto a vida nas regiões mais próximas da crosta desenvolve-se de maneira semelhante em termos de habitação, vestuário, alimentação, sono e repouso, transporte, linguagem, vida social, animais e plantas. a. Habitação: Há semelhança com a que existe na Terra. No plano extra-físico vamos identificar casas, hospitais, escolas, templos, etc. Ernesto Bozzano [A Crise da Morte] afirma que a paisagem astral se compõe de duas séries de objetivações do pensamento. A primeira é permanente e imutável, por ser objetivação do pensamento e da vontade de entidades espirituais muito elevadas, prepostas os governos das esferas espirituais. A outra é, ao contrário, transitória e muito mutável; seria a objetivação do pensamento de cada entidade desencarnada, criadora do seu próprio meio imediato. Examinando o pensamento deste autor, podemos aceitar que as construções das colônias espirituais se enquadram na primeira série, enquanto a paisagem das regiões umbralinas pertencem a segunda. b. Vestuário: A apresentação externa dos Espíritos depende de sua força mental e de seu desejo, pois eles são capazes de modificarem a sua aparência por um processo denominado ideoplastia. Nem todos os Espíritos, no entanto, têm condição evolutiva suficiente para plasmarem suas vestes perispirituais, donde a necessidade de roupas confeccionadas por especialistas na área. André Luiz [Nosso Lar] mostra departamentos reservados a esta tarefa. c. Alimentação: Nem todos os Espíritos são capazes de retirar do Fluido Cósmico Universal a energia reparadora para as suas células, daí a necessidade dos Espíritos materializados, alimentarem-se de recursos energéticos mais consistentes. Por esse motivo, observam-se no mundo espiritual alimentos à base de sucos, sopas e frutas.