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As Catástrofes e os Desastres
Coletivos
i
SUMÁRIO
1 Introdução......................................................................................................................................................1
2 Flagelos – Catástrofes & Desastres Coletivos – Definições e Conceitos....................................................3
2.1 Flagelos – Tipos ......................................................................................................................................3
2.1.1 Naturais............................................................................................................................................3
2.1.2 Humanos..........................................................................................................................................4
2.2 Flagelos – Objetivos................................................................................................................................5
2.2.1 Acelerar o Progresso Material/Moral – Lei de Destruição..............................................................5
2.2.2 Higienização da Psicosfera Psíquica/Espiritual...............................................................................7
2.2.3 Provas & Resgates Morais/Espirituais – Lei de causa e Efeito.......................................................7
2.3 Flagelos – Processo .................................................................................................................................9
2.3.1 Planejamento Coletivo/Planetário – dimensões dos Resgastes/Reajustes.......................................9
2.3.2 Planejamento Reencarnatório – individual/familiar ......................................................................11
2.3.3 Tempo de Amadurecimento Espiritual – méritos/aprendizados....................................................11
2.4 Flagelos Humanos – Porque / Quem está sujeito ..................................................................................12
2.5 Flagelos – Amparo Espiritual................................................................................................................15
2.5.1 Antevisão das tragédias – preparativos/pressentimentos...............................................................15
2.5.2 Equipes especializadas de socorro – requisitos .............................................................................16
2.5.3 Assimilação do amparo – morte # libertação espiritual.................................................................17
2.6 Flagelos – O Que Você pode Fazer.......................................................................................................19
2.6.1 Atitudes Corretivas/suporte...........................................................................................................19
2.6.1.1 Manter a calma – desenvolver um entendimento abrangente....................................................19
2.6.1.2 Prece Intercessória.....................................................................................................................21
2.6.1.3 Caridade Fraternal .....................................................................................................................21
2.6.1.4 Atendimento Espiritual a distância............................................................................................21
2.6.2 Atitudes Preventivas......................................................................................................................22
2.6.2.1 Educar-se espiritualmente..........................................................................................................22
2.6.2.2 Agir de forma positiva no Bem próprio e da coletividade.........................................................22
2.7 Flagelos - Íntimos..................................................................................................................................23
2.7.1 Tipos e alcance ..............................................................................................................................23
2.8 Flagelos e Desastres Coletivos – no Brasil – marcantes nos últimos 100 anos – 1918/2018................24
2.8.1 Inundações.....................................................................................................................................24
2.8.1.1 1967 – Inundação e deslizamento de terra em Caraguatatuba...................................................24
2.8.1.2 2011 – Deslizamento de terra/Região Serrana do Rio de Janeiro..............................................24
2.8.1.3 2015 – Rompimento da Barragem de Mariana/Minas Gerais ...................................................24
2.8.2 Incêndios........................................................................................................................................25
2.8.2.1 1961 – Incêndio do Circo Americano /Niterói ..........................................................................25
2.8.2.2 1972 – Incêndio do Edifício Andraus/São Paulo.......................................................................25
2.8.2.3 1974 – Incêndio do Edifício Joelma/São Paulo.........................................................................25
ii
2.8.2.4 1984 – Incêndio da Vila Socó/São Paulo ..................................................................................25
2.8.2.5 2013 – Incêndio da Boate Kiss/Santa Maria..............................................................................26
2.8.2.6 1987 – Contaminação por Césio/Goiânia..................................................................................26
2.8.3 Desastres Aéreos............................................................................................................................27
2.8.3.1 1928 – Queda do Hidroavião Santos Dumont ...........................................................................27
2.8.3.2 1973 – Acidente do avião da VARIG/Paris...............................................................................27
2.8.3.3 1982 – Acidente do avião da VASP/Ceará................................................................................27
2.8.3.4 1996 – Acidente do avião Fokker 100 – TAM/São Paulo.........................................................27
2.8.3.5 2006 – Acidente do avião GOL/Legacy/Amazônia...................................................................27
2.8.3.6 2007 – Acidente do avião TAM/São Paulo...............................................................................27
2.8.3.7 2009 – Acidente do avião AIRFRANCE/Oceano Atlântico .....................................................28
2.8.3.8 2016 – Acidente do avião LaMia/Colômbia/Equipe da Chapecoense ......................................28
2.8.4 Desastres Rodoviários ...................................................................................................................29
2.8.4.1 1960 – Acidente do Rio Turvo ..................................................................................................29
2.8.4.2 1998 – Acidente dos ônibus dos Romeiros................................................................................29
2.8.5 Desastres Náuticos.........................................................................................................................29
2.8.5.1 1927 – Naufrágio do navio Princesa Mafalda ...........................................................................29
2.8.5.2 1988 – Naufrágio do Bateau Mouche........................................................................................29
2.8.5.3 1988 – Naufrágio do Correio do Arari ......................................................................................30
2.8.6 Desastres Ferroviários ...................................................................................................................30
2.8.6.1 1946 – Acidente de Trem em Aracaju.......................................................................................30
2.8.6.2 1983 – Acidente de Trem na Bahia ...........................................................................................30
2.9 Flagelos – Casos com Esclarecimentos Espirituais...............................................................................31
2.9.1 1938 – Queda do Avião Australiano – André Luiz.......................................................................31
2.9.2 1938 – Choque de Trens – Minas Gerais – Kleber Halfeld...........................................................32
2.9.3 1960 – Incêndio do Circo Americano – Niterói – Humberto de Campos .....................................34
2.9.4 1973 – Queda do Avião Turco – Paris – Silva Ramos ..................................................................35
2.9.5 1974 – Incêndio do Edifício Joelma – São Paulo – Cornélio Pires / Cyro Costa..........................36
2.9.6 2004 – Tsunami Asiático – Indonésia – Manoel Philomeno de Miranda......................................37
3 Catástrofes & Desastres Coletivos – Mensagens & Artigos Completos .................................................38
3.1 Conceitos e Considerações Gerais.........................................................................................................38
3.1.1 Flagelos Destruidores – Allan Kardec...........................................................................................38
3.1.2 As Expiações Coletivas – Allan Kardec/ Clélia Duplantier ..........................................................40
3.1.3 Emigrações e imigrações dos espíritos e os flagelos destruidores - Allan Kardec........................43
3.1.4 Flagelos - Demeure........................................................................................................................44
3.1.5 Flagelos e Males – Manoel Philomeno de Miranda ......................................................................45
3.1.6 Calamidades – Joanna de Angelis – Incêndio do Joelma..............................................................48
3.1.7 Perante os Fatos Momentosos – André Luiz.................................................................................51
3.1.8 Supercultura e Calamidades Morais - Emmanuel .........................................................................52
3.1.9 Flagelos Íntimos – Emmanuel.......................................................................................................53
iii
3.1.10 Catástrofes – Francisco Cândido Xavier .......................................................................................54
3.1.11 Desencarnações Coletivas – Emmanuel........................................................................................55
3.1.12 Expiações Coletivas – Rodolfo Calligaris.....................................................................................57
3.1.13 Provação Coletiva – Emmanuel ....................................................................................................59
3.1.14 O Apocalipse – Francisco Cândido Xavier ...................................................................................60
3.1.15 Os Instrumentos do Grande Cirurgião - Kleber Halfeld................................................................61
3.1.16 Para os montes – Emmanuel..........................................................................................................65
3.1.17 Catástrofes – Raul Teixeira ...........................................................................................................66
3.1.18 Mortes Coletivas – Divaldo Franco...............................................................................................67
3.1.19 Terremoto Espiritual - Leopoldo Machado ...................................................................................68
3.2 Esclarecimentos Espirituais sobres Catástrofes/Tragédias....................................................................71
3.2.1 Incêndio do Circo Americano........................................................................................................71
3.2.1.1 A Tragédia do Circo – Humberto de Campos ...........................................................................71
3.2.2 Queda do Avião Australiano .........................................................................................................74
3.2.2.1 Resgates Coletivos – André Luiz ..............................................................................................74
3.2.3 Incêndio do Joelma........................................................................................................................78
3.2.3.1 Calamidades Salvadoras – Editorial – Revista Reformador......................................................78
3.2.3.2 Incêndio do Edifício Joelma – Francisco Cândido Xavier ........................................................80
3.2.3.3 Senhor Jesus! – Emmanuel........................................................................................................81
3.2.3.4 O Enigma Insolúvel – Herculano Pires .....................................................................................82
3.2.3.5 O Ponto Central – Francisco Cândido Xavier ...........................................................................83
3.2.3.6 Luz nas chamas – Cyro Costa....................................................................................................84
3.2.3.7 Resgates a Longo Prazo – Herculano Pires...............................................................................85
3.2.3.8 Os Poetas e o Incêndio – Francisco Cândido Xavier.................................................................87
3.2.3.9 Incêndio em São Paulo – Cornélio Pires ...................................................................................87
3.2.3.10 Almas Libertas – Herculano Pires.............................................................................................88
3.2.3.11 O incêndio do Joelma - Caio Ramacciotti.................................................................................89
3.2.3.12 Mãezinha, estou bem - Volquimar Carvalho dos Santos...........................................................91
3.2.3.13 Renasci das Chamas - Wilson William Garcia..........................................................................96
3.2.4 Queda do Avião Turco ................................................................................................................101
3.2.4.1 Revelação de Poeta – Francisco Cândido Xavier....................................................................101
3.2.4.2 Culpas – Silva Ramos..............................................................................................................102
3.2.4.3 A Escolha do Espírito – Herculano Pires ................................................................................103
3.2.5 A Queda do Avião da VARIG.....................................................................................................104
3.2.5.1 O Boeing 707 – Voo Varig 820 – Editorial – Revista Reformador........................................104
3.2.6 Choque de Trens em Minas Gerais..............................................................................................106
3.2.7 Tsunami Asiático – Indonésia .....................................................................................................108
3.2.7.1 A Transição Planetária – Manoel Philomeno de Miranda.......................................................108
4 Referências.................................................................................................................................................114
1
As Catástrofes e os Desastres Coletivos
1 Introdução
Mas entre os males que afligem a Humanidade, há os que são de natureza geral e
pertencem aos desígnios da Providência.
Desses, cada indivíduo recebe, em menor ou maior proporção, a parte que lhe cabe, não
lhe sendo possível opor nada mais que a resignação à vontade de Deus. Mas ainda esses males
são geralmente agravados pela indolência do homem.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 741
Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados
em primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra.
Mas o homem não achou na Ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da
agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas os meios de
neutralizar ou pelo menos de atenuar tantos desastres?
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Comentários a Perg. 741
Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?
Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade
para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na
escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser
apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais
de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são
frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de
coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 737
Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros
meios que não os flagelos destruidores?
Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo
conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário,
portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 738
2
Esses flagelos destruidores têm utilidade do ponto de vista físico; malgrado os
males que ocasionam?
Sim, eles modificam algumas vezes o estado de uma região; mas o bem que deles resulta
só é geralmente sentido pelas gerações futuras.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 739
Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a
braços com as mais aflitivas necessidades?
Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de
demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de
manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não
domina o egoísmo.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 740
3
2 Flagelos – Catástrofes & Desastres Coletivos – Definições e Conceitos
2.1 Flagelos – Tipos
2.1.1 Naturais
Em face do impositivo da evolução, o homem enfrenta os flagelos que fazem parte da
vida. Os naturais, surpreendem-no, sem que os possa evitar, não obstante a inteligência lhe haja
facultado meios de os prevenir e até mesmo de remediar-lhes algumas das consequências.
(...)
Inúmeros desses flagelos destruidores já podem ser previstos e alguns diminuídos os
seus os seus efeitos perniciosos, em razão das conquistas que a Humanidade vem alcançando.
Outros, que constituíam impedimentos aos avanços e à saúde, têm sido minorados e até
vencidos, quais a fertilização de regiões desérticas, o saneamento de áreas contaminadas, a
correção de acidentes geográficos, a prevenção contra as epidemias que dizimavam multidões,
assolando países e continentes inteiros, e, graças ao Espiritismo, a terapia preventiva em relação
aos processos obsessivos que dominavam grupos e coletividades ...
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 10 – Flagelos e
Males
Com frequência regular a Terra se faz visitada por catástrofes diversas que deixam
rastros de sangue, luto e dor, em veemente convite à meditação dos homens.
Consequência natural da lei de destruição que enseja a renovação das formas e faculta
a evolução dos seres, sempre conseguem produzir impactos, graças à força devastadora de que
se revestem.
Cataclismos sísmicos e revoluções geológicas que irrompem voluptuosos em forma de
terremotos, maremotos, erupções vulcânicas obedecem ao impositivo das adaptações,
acomodações e estruturação das diversas camadas da Terra, no seu trânsito de ‘mundo
expiatório’ para ‘regenerador’.
(...)
As endemias e epidemias que varriam o planeta, no passado, continuamente, com danos
incalculáveis, em grande parte são, hoje, capítulo superado, graças às admiráveis conquistas
decorrentes da ‘revolução tecnológica’ e da abnegação de inúmeros cientistas que se
sacrificaram para a salvação das coletividades. Muitas outras que ainda constituem verdadeiras
catástrofes, caminham para oportunas vitórias do engenho e da perseverança humana
Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap. 1 - Calamidades
4
2.1.2 Humanos
Apesar disso, há os flagelos que o homem busca através dos vícios que se permite,
sobrepondo as paixões torpes aos sentimentos de elevação, vindo a padecer males que poderiam
ser evitados com um mínimo de esforço.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 10 – Flagelos e
Males
Algumas outras calamidades como as pestes, os incêndios, os desastres de alto porte são
resultantes do atraso moral e intelectual dos habitantes do planeta, que, no entanto, lhes
constituem desafios, que de futuro podem remover ou deles precatar-se.
(...)
Há, também, aqueles resultantes da imprevidência, da invigilância, por meio das quais
o homem irresponsável se autopune, mediante os rigores dos sofrimentos decorrentes das
desencarnações precipitadas, através de violentos sinistros e funestas ocorrências...
Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap. 1 - Calamidades
5
2.2 Flagelos – Objetivos
2.2.1 Acelerar o Progresso Material/Moral – Lei de Destruição
Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?
Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade
para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na
escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser
apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais
de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são
frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de
coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 737
As renovações rápidas, quase instantâneas, que se produzem no elemento espiritual da
população, por efeito dos flagelos destruidores, apressam o progresso social; sem as emigrações
e imigrações que de tempos a tempos lhe vêm dar violento impulso, só com extrema lentidão
esse progresso se realizaria.
É de notar-se que todas as grandes calamidades que dizimam as populações são sempre
seguidas de uma era de progresso de ordem física, intelectual, ou moral e, por conseguinte, no
estado social das nações que as experimentam. É que elas têm por fim operar uma remodelação
na população espiritual, que é a população normal e ativa do globo.
Allan Kardec – A Gênese – Cap. 11 – Item 36 – Emigrações e Imigrações dos
Espíritos
Os flagelos são instrumentos de que se serve o grande cirurgião do Universo para
extirpar do mundo, destinado a marchar para a frente, os elementos gangrenados que nele
provocam desordens incompatíveis com o seu novo estado. Cada órgão ou, para melhor dizer,
cada região será, passo a passo, batida por flagelos de naturezas diversas.
Aqui, a epidemia sob todas as suas formas; ali, a guerra, a fome. Cada um deve, pois,
preparar-se para suportar a prova nas melhores condições possíveis, melhorando-se e se
instruindo, a fim de não ser surpreendido de improviso.
Demeure – Revista Espírita – 1868 – Novembro - Epidemia da ilha Maurice
6
Tais desesperadores eventos impõem ao homem invigilante a necessidade da meditação
e da submissão à vontade divina, do que resultam transformações morais que o incitam à
elevação.
Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap. 1 - Calamidades
Criamos a culpa e nos mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe
as consequências.
E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de
induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito a nossa
própria segurança.
E por esse motivo que, de todas as calamidades terrestres, o homem se retira com mais
experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.
Emmanuel – Chico Pede Licença – Cap. 19 – Desencarnações Coletivas
7
2.2.2 Higienização da Psicosfera Psíquica/Espiritual
Olhados sob o ponto de vista espiritual esses flagelos destruidores têm objetivos
saneadores que removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera, que o homem
elimina e aspira, em contínua intoxicação.
Indubitavelmente trazem muitas aflições pelos danos que se demoram após a extinção
de vidas, arrebatadas coletivamente.
Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap. 1 - Calamidades
2.2.3 Provas & Resgates Morais/Espirituais – Lei de causa e Efeito
Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a
braços com as mais aflitivas necessidades?
Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de
demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de
manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não
domina o egoísmo.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 740
Não constituem castigos as catástrofes que chocam uns e arrebatam outros, antes
significam justiça integral que se realiza.
Enquanto o egoísmo governe os grupos humanos e espalhe suas torpes sementes, em
forma de presunção, de ódio, de orgulho, de indiferença à aflição do próximo, a Humanidade
provará a ardência dos desesperos coletivos e das coletivas lágrimas, em chamamentos severos
à identificação com o bem e o amor, à caridade e ao sacrifício.
Como há podido pela técnica superar e remover vários fatores de calamidades, pelas
conquistas morais conseguirá, a pouco e pouco, suplantar as exigências transitórias de tais
injunções redentoras.
Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap. 1 - Calamidades
8
Dentro da Doutrina Espírita, como se explicam as mortes, assim aos milhares, em
guerras, enchentes, em toda espécie de catástrofe?
– São essas provações, que coletivamente adquirimos do ponto de vista de débitos
cármicos.
As vezes empreendemos determinados movimentos destrutivos, em desfavor da
comunidade ou do indivíduo, às vezes operamos em grupo, às vezes, em vastíssimos grupos e,
no tempo devido, os princípios cármicos amadurecem, e nós resgatamos as nossas dívidas,
reunindo-nos uns com os outros, quando estamos acumpliciados nas mesmas culpas, porque
a Lei de Deus é a Lei de Deus, formada de justiça e de misericórdia.
Francisco Cândido Xavier – Chico Xavier – Dos Hippies aos problemas do mundo –
Cap. 18 - Catástrofes
Quando retornamos da Terra para o mundo espiritual, conscientizados nas
responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e
rogamos os meios precisos a fim de resgata-los devidamente.
E assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a
redenção múltipla.
Emmanuel – Chico Pede Licença – Cap. 19 – Desencarnações Coletivas
Quanto às chamadas catástrofes, essas sempre existiram e continuarão a existir,
podendo, em dada ocasião, levar em sua voragem incontáveis criaturas que estejam na faixa
das necessidades expiatórias, via sofrimento.
Raul Teixeira – Ante o Vigor do Espiritismo – Cap. 1 – Flagelos
Há quem se revolte à ideia de que uma criatura querida tenha praticado crimes em vida
anterior. Mas a verdade é que somos todos, sem distinção, espíritos endividados com a nossa
própria consciência.
Nada devemos a Deus, que nada nos cobra, mas tudo devemos a nós mesmos. A
natureza divina do espírito se revela nas leis de justiça da consciência. E é por esse tribunal
secreto, instalado em nós mesmos, que nos condenamos a suplícios redentores.
A tragédia passageira resulta em benefícios espirituais na vida sem limites que nos
aguarda além-túmulo.
J. Herculano Pires – Diálogo dos Vivos – Cap. 25 – O Enigma Insolúvel
9
2.3 Flagelos – Processo
2.3.1 Planejamento Coletivo/Planetário – dimensões dos Resgastes/Reajustes
Podem aplicar-se, sem medo de errar, as leis que regem o indivíduo à família, à nação,
às raças, ao conjunto dos habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas.
Há as faltas do indivíduo, as da família, as da nação; e cada uma, qualquer que seja o
seu caráter, se expia em virtude da mesma lei.
O algoz, relativamente à sua vítima, quer indo a encontrar-se em sua presença no espaço,
quer vivendo em contato com ela numa ou em muitas existências sucessivas, até à reparação do
mal praticado.
O mesmo sucede quando se trata de crimes cometidos solidariamente por um certo
número de pessoas. As expiações também são solidárias, o que não suprime a expiação
simultânea das faltas individuais.
Três caracteres há em todo homem: o do indivíduo, do ser em si mesmo; o de membro
da família e, finalmente, o de cidadão.
Sob cada uma dessas três faces pode ele ser criminoso e virtuoso, isto é, pode ser
virtuoso como pai de família, ao mesmo tempo que criminoso como cidadão e reciprocamente.
Daí as situações especiais que para si cria nas suas sucessivas existências.
Salvo alguma exceção, pode-se admitir como regra geral que todos aqueles que numa
existência vêm a estar reunidos por uma tarefa comum já viveram juntos para trabalhar com o
mesmo objetivo e ainda reunidos se acharão no futuro, até que hajam atingido a meta, isto é,
expiado o passado, ou desempenhado a missão que aceitaram.
(...)
Graças ao Espiritismo, compreendeis agora a justiça das provações que não decorrem
dos atos da vida presente, porque reconheceis que elas são o resgate das dívidas do passado.
Por que não haveria de ser assim com relação às provas coletivas?
Dizeis que os infortúnios de ordem geral alcançam assim o inocente, como o culpado;
mas, não sabeis que o inocente de hoje pode ser o culpado de ontem?
Quer ele seja atingido individualmente, quer coletivamente, é que o mereceu. Depois,
como já o dissemos, há as faltas do indivíduo e as do cidadão; a expiação de umas não isenta
da expiação das outras, pois que toda dívida tem que ser paga até à última moeda.
10
(...)
As virtudes da vida privada diferem das da vida pública. Um, que é excelente cidadão,
pode ser péssimo pai de família; outro, que é bom pai de família, probo e honesto em seus
negócios, pode ser mau cidadão, ter soprado o fogo da discórdia, oprimido o fraco, manchado
as mãos em crimes de lesa-sociedade.
Essas faltas coletivas é que são expiadas coletivamente pelos indivíduos que para elas
concorreram, os quais se encontram de novo reunidos, para sofrerem juntos a pena de talião,
ou para terem ensejo de reparar o mal que praticaram, demonstrando devotamento à causa
pública, socorrendo e assistindo aqueles a quem outrora maltrataram.
Allan Kardec/Clélia Duplantier – Obras Póstumas – 1º Parte – Questões e Problemas
– As Expiações Coletivas
11
2.3.2 Planejamento Reencarnatório – individual/familiar
Como se processa a provação coletiva?
Na provação coletiva verifica-se a convocação dos Espíritos encarnados,
participantes do mesmo débito, com referência ao passado delituoso e obscuro.
O mecanismo da justiça, na lei das compensações, funciona então espontaneamente,
através dos prepostos do Cristo, que convocam os comparsas da dívida do pretérito para os
resgates em comum, razão porque, muitas vezes, intitulais “doloroso caso” às circunstâncias
que reúnem as criaturas mais díspares no mesmo acidente, que lhes ocasiona a morte do corpo
físico ou as mais variadas mutilações, no quadro dos seus compromissos individuais.
Emmanuel – O Consolador – Perg. 250 – Como se processa a Provação Coletiva
2.3.3 Tempo de Amadurecimento Espiritual – méritos/aprendizados
Mesmo entre os espíritas, alguns poderão perguntar por que motivo dívidas tão remotas
só agora foram pagas.
As Cruzadas se verificaram entre princípios do Século XI e final do Século XIII. É que
a Lógica Divina é superior à lógica humana. Débitos pesados esmagariam o espírito endividado,
sob cobrança imediata.
Convém dar tempo ao tempo para que os resgates se façam de maneira proveitosa.
Os Espíritos devem evoluir o suficiente para que suas próprias consciências os levem a
aceitar o resgate e a pedi-lo, reconhecendo a medida como necessária para continuidade de sua
evolução.
Entrementes, nas encarnações sucessivas, partes do débito vão sendo pagas, aliviando o
devedor.
J. Herculano Pires – Diálogo dos Vivos – Cap. 26 – Resgates a Longo Prazo
12
2.4 Flagelos Humanos – Porque / Quem está sujeito
O egoísmo, que não cede lugar às aspirações altruístas, comanda a sua ambição
desmedida, levando-o a excessos que o comprometem.
(...)
O abuso das paixões, e não o uso correto que leva aos ideais do amor e ao arrebatamento
pelas causas nobres, é o agente dos flagelos e males que se voltam contra o próprio homem e o
infelicitam.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 10 – Flagelos e
Males
Pareceriam desnecessárias as aflições coletivas que arrebatam justos e injustos, bons e
maus, se olhados os saldos precipitadamente.
Conveniente, todavia, refletir quanto à justeza das leis divinas que recorrem a métodos
purificadores e liberativos, de que os infratores e defraudadores das Leis e da Ordem não se
podem furtar ou evitar.
(...)
Comparsas de hediondas chacinas;
Grupos de vândalos que se aliciam na desordem e usurpação;
Maltas de inveterados agressores que se identificam em matanças e destruições;
Corsários e marinhagens desvairados em acumpliciamentos para pilhagens criminosas;
Soldadesca mercenária, impiedosa e avassaladora, que se refestela, brutal, na inocência
imolada selvagemente;
Incendiários contumazes de lares e celeiros, em hordas nefastas e contínuas; bandos
bárbaros de exterminadores, que tudo assolam por onde passam; cúmplices e seviciadores de
vítimas inermes que lhe padecem as constrições danosas;
Pesquisadores e cientistas impenitentes, empedernidos pelas incessantes experiências
macabras de que se nutrem em agrupamentos frios;
Legisladores sádicos e injustos que se desforçam nas gerações débeis que esmagam;
Conquistadores arbitrários, carniceiros, que subjugam cidades nobres, tornando seus
vítimas cadáveres insepultos, enquanto se banqueteiam em sangue e estupor;
13
Mentes vinculadas entre si por estranhas amarras de ódio, ciúme e inveja que
incendeiam paixões, são reunidos novamente em vidas futuras, atravessando os portais da
Imortalidade, através de resgates coletivos, como coletivamente espoliaram, destruíram,
escarneceram, aniquilaram, venceram os que encontravam à frente e consideravam
impedimentos à sua ferocidade e barbaria, vandalismo e estroinice, a fim de que se reajustem,
no concerto cósmico da Vida, servindo, também, de escarmento para os demais, que, não
obstante se comovem ante as desgraças que os surpreendem, cobrando-lhes as graves dívidas,
prosseguem, atônitos e desregrados, em atitudes infelizes sem que lhes hajam constituído lições
valiosas, capazes de converter-se em motivo de transformação interior.
Construtores gananciosos que se fazem para cobranças negativas;
Maquinistas e condutores de veículos displicentes, que favorecem tragédias volumosas,
Homens que vendem a honradez e sabem que determinadas calamidades têm origem
nas suas mentes e mãos, embora ignorados pela Justiça humana, não se furtarão à Consciência
Divina neles mesmos insculpida, que lhes exigirá retorno ao proscênio em que se fizeram
criminosos ignorados para tornar-se heróis, salvando outros e perecendo, como necessidade
purificadora de que se alçarão, depois, à paz.
Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap. 1 - Calamidades
Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia
do saque, tornamos a Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para
a desencarnação conjunta em acidentes públicos.
Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal,
pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.
Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro
e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o plano físico a fim de
sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e
lagrimas.
Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis,
em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno a Terra para a
desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.
Emmanuel – Chico Pede Licença – Cap. 19 – Desencarnações Coletivas
14
– Imaginemos que fossem analisar as origens da provação a que se acolheram os
acidentados de hoje.... Surpreenderiam, decerto,
Delinquentes que, em outras épocas, atiraram irmãos indefesos do cimo de torres
altíssimas, para que seus corpos se espatifassem no chão;
Companheiros que, em outro tempo, cometeram hediondos crimes sobre o dorso do mar,
pondo a pique existências preciosas;
Suicidas que se despenharam de arrojados edifícios ou de picos agrestes, em supremo
atestado de rebeldia, perante a Lei, os quais, por enquanto, somente encontraram recurso em
tão angustioso episódio para transformarem a própria situação.
André Luiz – Ação e Reação – Cap. 18 – Resgastes Coletivos
15
2.5 Flagelos – Amparo Espiritual
2.5.1 Antevisão das tragédias – preparativos/pressentimentos
Sabíamos que milhares de Espíritos nobres haviam acorrido em auxílio de todos,
empenhando-se em resgatá-los das Entidades infelizes e vampirizadoras, interessadas no fluido
vital dos recém-desencarnados.
Engenheiros e arquitetos desencarnados movimentaram-se com rapidez e edificaram
uma comunidade de emergência, que a todos nos albergaria logo mais, recebendo também
aqueles aos quais socorrêssemos.
Curiosamente ampliou os esclarecimentos, informando que os ocidentais em férias que
se fizeram vítimas, mantinham profunda ligação emocional com aquele povo e foram
atraídos por forças magnéticas para resgatar, na ocasião, velhos compromissos que lhes
pesavam na economia moral...
- Nada acontece, sem os alicerces da causalidade! – Concluiu.
Manoel Philomeno de Miranda – Transição Planetária – Cap. 4
16
2.5.2 Equipes especializadas de socorro – requisitos
Em pleno quadro inquietante, um ancião desencarnado, de semblante nobre e digno,
formulava requerimento comovedor, rogando à Mansão a remessa de equipe adestrada para a
remoção de seis das catorze entidades desencarnadas no doloroso sinistro.
(...)
A cena aflitiva parecia desenrolar-se ali mesmo. Oito dos desencarnados no acidente
jaziam em posição de chague, algemados aos corpos, mutilados ou não; quatro gemiam,
jungidos aos próprios restos, e dois deles, não obstante ainda enfaixados às formas rígidas,
gritavam desesperados, em crises de inconsciência.
Contudo, amigos espirituais, abnegados e valorosos, velavam ali, calmos e atentos.
Figurando-se cascata de luz vertendo do Céu, o auxílio do Alto vinha, solícito, em
abençoada torrente de amor.
(...)
Foi então que Hilário e eu indagamos se não nos seria possível a participação na obra
assistencial que se processava, no que Druso, paternalmente, não concordou, explicando que o
trabalho era de natureza especialíssima, requisitando colaboradores rigorosamente treinados.
André Luiz – Ação e Reação – Cap. 18 – Resgastes Coletivos
17
2.5.3 Assimilação do amparo – morte # libertação espiritual
– O socorro no avião sinistrado é distribuído indistintamente, contudo, não podemos
esquecer que se o desastre é o mesmo para todos os que tombaram, a morte é diferente para
cada um.
No momento serão retirados da carne tão-somente aqueles cuja vida interior lhes
outorga a imediata liberação. Quanto aos outros, cuja situação presente não lhes favorece o
afastamento rápido da armadura física, permanecerão ligados, por mais tempo, aos despojos
que lhes dizem respeito.
– Quantos dias? – Clamou meu colega, incapaz de conter a emoção de que se via
possuído.
– Depende do grau de animalização dos fluidos que lhes retêm o Espírito à atividade
corpórea – respondeu-nos o mentor. –
Alguns serão detidos por algumas horas, outros, talvez, por longos dias.... Quem sabe?
Corpo inerte nem sempre significa libertação da alma.
O gênero de vida que alimentamos no estágio físico dita as verdadeiras condições de
nossa morte. Quanto mais chafurdamos o ser nas correntes de baixas ilusões, mais tempo
gastamos para esgotar as energias vitais que nos aprisionam à matéria pesada e primitiva de que
se nos constitui a instrumentação fisiológica, demorando-nos nas criações mentais inferiores a
que nos ajustamos, nelas encontrando combustível para dilatados enganos nas sombras do
campo carnal, propriamente considerado.
E quanto mais nos submetamos às disciplinas do espírito, que nos aconselham equilíbrio
e sublimação, mais amplas facilidades conquistaremos para a exoneração da carne em quaisquer
emergências de que não possamos fugir por força dos débitos contraídos perante a Lei.
Assim é que “morte física” não é o mesmo que “emancipação espiritual”.
André Luiz – Ação e Reação – Cap. 18 – Resgastes Coletivos
(...)
Os Amigos Espirituais, destacando-se meu avô Álvaro, comigo durante todo o tempo,
não me deixaram assinalar quaisquer violências, naturais numa ocasião como aquela, da parte
daqueles que nos removiam do caminho em que se acreditavam no rumo da volta que não mais
se verificaria.
Lembrando nossas preces e nossas conversações em casa, procurei esquecer as frases
de desespero que se pronunciavam em torno de mim. Essa atitude de prece e de aceitação me
auxiliou e me colocou em posição de ser socorrida.
18
(...)
Os irmãos hospitalizados, os que se refazem dos choques, os que se reconhecem
desfigurados por falta de preparação íntima na reconstituição da própria forma e os que se
acusam doentes, são ainda muitos.
(...)
Não me recorde desfigurada ou em situação difícil na qual você é induzido a lembrar-
me. Querido irmão, atravessamos aquela sombra.
Volquimar Carvalho dos Santos – Somos Seis – Cap. 3 (13 julho 1974)
(...)
Passaram. O nosso admirável Joelma para nós agora funcionou como um templo em que
nos transformamos para as Leis de Deus. Não creiam que o sofrimento para mim fosse muito.
A princípio, o tumulto, o desejo natural de escapar à provação, a luta pela sobrevivência
sem agressões (5) à frente dos companheiros e colegas que experimentavam como nós o
desequilíbrio nos conflitos inesperados...
Depois, foi a tosse, o cérebro toldado, como se houvesse sorvido uma bebida forte
e, em seguida, um sono com pesadelos (6)...
Os pesadelos das telas em derredor que vocês podem imaginar como tenham sido...
Posso dizer a você, Mamãe, que pensávamos em helicópteros que nos retirassem das
partes altas do edifício e com espanto, quando acordei ainda estremunhado, fui transportado
para um aparelho semelhante, junto de outros amigos.
Era assim tão perfeita a situação do salvamento que fui alojado num hospital, como se
estivéssemos num hospital da cidade para recuperação, antes do regresso à nossa casa.
Mantive essa expectativa até que meu avô Ângelo me fizesse recordar os tempos de
criança e, logo que me vi novamente menino na memória, compreendi que ele era o meu avô
na Vida Espiritual e que estávamos juntos. O hospital não era mais daqueles que conhecemos
no mundo.
Wilson William Garcia – Somos Seis – Cap. 8 (20 dezembro 1975)
19
2.6 Flagelos – O Que Você pode Fazer
Tocados pelas dores gerais, partícipes das angústias que se abatem sobre os lares
vitimados pela fúria da catástrofe, ajudemo-nos e oremos, formando a corrente da fraternidade
santificante, e, desde logo, estaremos construindo a coletividade harmônica que atravessará o
túmulo em paz e esperança, com os júbilos do viajor retornando ditoso à Pátria da ventura.
Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap.1 – Calamidades
2.6.1 Atitudes Corretivas/suporte
2.6.1.1 Manter a calma – desenvolver um entendimento abrangente
Em tempo algum empolgar-se por emoções desordenadas ante ocorrências que
apaixonem a opinião pública, como, por exemplo, delitos, catástrofes, epidemias, fenômenos
geológicos e outros quaisquer.
Acalmar-se é acalmar os outros.
André Luiz – Conduta Espírita – Cap. 39 - Perante os fatos momentosos
Lamentemos sem desespero quantos se fizeram vítimas de desastres que nos
confrangem a alma. A dor de todos eles e a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram
são igualmente nossos.
Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença da Misericórdia
Divina junto as ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento e invariavelmente
reduzido ao mínimo para cada um de nos, que tudo se renova para o bem de todos e que
Deus nos concede sempre o melhor.
Emmanuel – Chico Pede Licença – Cap.19 – Desencarnações Coletivas
Chico Xavier, o senhor não acredita no apocalipse previsto por Nostradamus e
outros videntes para o ano 2.000?
– Acima do próprio Apocalipse, eu creio na bondade eterna do Criador que nos insuflou
a vida imortal.
Então, acima de todos os apocalipses, eu creio em Deus e na imortalidade humana e
essas duas realidades preponderarão em qualquer tempo da Humanidade.
Francisco Cândido Xavier – Chico Xavier – Mandato de Amor – Cap. 14 (1980)
20
Dá-lhes a saber, em qualquer recanto de fé ou pensamento a que se acolham, que é
preciso nos levantemos de nossas próprias inquietações e perplexidades, a cada dia, para
continuar e recomeçar, sustentar e valorizar as lutas de nossa evolução e aperfeiçoamento, no
uso da Vida Maior que a todos nos aguarda, nos planos da União Sem Adeus.
Emmanuel – Diálogo dos Vivos – Cap. 25 – Senhor Jesus!
21
2.6.1.2 Prece Intercessória
Entretanto, não desconhecemos que nós, consciências endividadas, podemos melhorar
nossos créditos, todos os dias. Quantos romeiros terrenos, em cujos mapas de viagem constam
surpresas terríveis, são amparados devidamente para que a morte forçada não lhes assalte o
corpo, em razão dos atos louváveis a que se afeiçoam! ...
Quantas intercessões da prece ardente conquistam moratórias oportunas para pessoas
cujo passo já resvala no cairel do sepulcro?!... Quantos deveres sacrificiais granjeiam, para a
alma que os aceita de boamente, preciosas vantagens na Vida Superior, onde providências se
improvisam para que se lhes amenizem os rigores da provação necessária?!
André Luiz – Ação e Reação – Cap. 18 – Desencarnações Coletivas
2.6.1.3 Caridade Fraternal
E, enquanto o buril da provação esculpe na pedra de nossas dificuldades, conquanto
as nossas lágrimas, novas formas de equilíbrio e rearmonização, embelezamento e progresso,
engrandece em teu amor aqueles que entrelaçam providências no amparo aos companheiros
ilhados na angústia.
Agradecemos ainda a compreensão e a bondade que nos concedes em todos os irmãos
nossos que estendem os braços, cooperando na extinção das chamas da morte; que oferecem
o próprio sangue aos que desfalecem de exaustão; que umedecem com o bálsamo do leite e
da água pura os lábios e as gargantas ressequidas que emergem de tumulto de cinza e sombra;
que socorrem os feridos e mutilados para que se restaurem; e os que pronunciam palavras de
entendimento e paz, amor e esperança, extinguindo a violência no nascedouro!…
Senhor Jesus! …
Confiamos em ti e, ao entregarmo-nos em Tuas mãos, ensina-nos a reconhecer que
fazes o melhor ou permites se faça constantemente o melhor em nós e por nós, hoje e sempre.
Emmanuel – Diálogo dos Vivos – Cap. 25 – Senhor Jesus!
2.6.1.4 Atendimento Espiritual a distância
Diante, portanto, de toda realização mediúnica de socorro aos que sofrem e choram no
além-túmulo, tenhamos em mente que a caridade do Pai para com nós outros é maior do
que supomos oferecer aos que vêm até nós em busca de lenitivo para as suas dores.
João Cleófas
22
2.6.2 Atitudes Preventivas
2.6.2.1 Educar-se espiritualmente
Bem sabemos que, se uma onda sonora encontra outra, de tal modo que as “cristas” de
uma ocorram nos mesmos pontos dos “vales” da outra, esse meio, em consequência aí não
vibra, tendo-se como resultado o silêncio.
Assim é que, gerando novas causas com o bem, praticado hoje, podemos interferir nas
causas do mal, praticado ontem, neutralizando-as e reconquistando, com isso, o nosso
equilíbrio.
Desse modo, creio mais justo incentivarmos o serviço do bem, através de todos os
recursos ao nosso alcance. A caridade e o estudo nobre, a fé e o bom ânimo, o otimismo e o
trabalho, a arte e a meditação construtiva constituem temas renovadores, cujo mérito não será
lícito esquecer, na reabilitação de nossas ideias e, consequentemente, de nossos destinos.
André Luiz – Ação e Reação – Cap. 18 – Catástrofes Coletivas
2.6.2.2 Agir de forma positiva no Bem próprio e da coletividade
É indispensável manter-se o discípulo do bem nas alturas espirituais, sem abandonar a
cooperação elevada que o Senhor exemplificou na Terra; que aí consolide a sua posição de
colaborador fiel, invencível na paz e na esperança, convicto de que, após a passagem dos
homens da perturbação, portadores de destroços e lágrimas, são os filhos do trabalho que
semeiam a alegria, de novo, e reconstroem o edifício da vida.
Emmanuel – Caminho, Verdade e Vida – Cap. 140 – Para os Montes
23
2.7 Flagelos - Íntimos
2.7.1 Tipos e alcance
No entanto, entre os povos mais adiantados do planeta, avançam duas calamidades
morais do materialismo, corrompendo-lhes as forças: o suicídio e a loucura, ou, mais
propriamente, a angústia e a obsessão.
É que o homem não se aprovisiona de reservas espirituais à custa de máquinas.
Emmanuel - Entre irmãos de outras Terras - Cap. 12 - Supercultura e Calamidades
Morais
Ante as calamidades que afligem a Natureza, gerando o espetáculo deprimente das
provações coletivas, não te esqueças daquele mundo vivo que somos nós mesmos, governado
por leis que não poderemos trair.
Lembra-te de que todos os nossos desacertos na luta e deserções do dever representam
deplorável plantação de males em nossa rota.
A rendição ao vício e o culto da crueldade criam espessas nuvens de treva em torno de
nossos passos a rebentarem depois, em temporais de lágrimas, que valem por destruidoras
convulsões em nosso campo íntimo.
É por isso que a experiência atual para nós outros permanece juncada pelos destroços
de ontem, quando a nossa invigilância favoreceu na estrada que nos é própria os flagelos morais
que hoje nos patrocinam as dificuldades e os sofrimentos.
Os obstáculos do templo familiar, os impedimentos afetivos, os espinheiros
profissionais e os tremendos conflitos interiores que nos assomam à vida constituem dolorosas
reminiscências dos cataclismos da alma que nós mesmos criamos.
Emmanuel – Fé, Paz e Amor – Cap. 14 - Flagelos
24
2.8 Flagelos e Desastres Coletivos – no Brasil – marcantes nos últimos 100 anos –
1918/2018
2.8.1 Inundações
2.8.1.1 1967 – Inundação e deslizamento de terra em Caraguatatuba
• De acordo com o posto da Fazenda dos Ingleses, o índice pluviométrico foi de
851 mm, 420 mm somente no dia 18, não tendo sido registrado índice maior
devido à saturação do pluviômetro. Na manhã do dia 18 começaram os
deslizamentos, a maior parte deles ocorrendo à tarde. Às 13:00 horas ocorreu
uma avalanche de pedras, árvores e lama dos morros Cruzeiro, Jaraguá e
Jaraguazinho, próximos à cidade. Por volta das 15:30 horas toda a serra desabou,
e a cidade ficou isolada.
• Mortes: 436
2.8.1.2 2011 – Deslizamento de terra/Região Serrana do Rio de Janeiro
• Enchentes e deslizamentos de terra atingiram o estado do Rio de Janeiro,
localizado no Sudeste do Brasil, em janeiro de 2011. Os municípios mais
afetados foram Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do
Vale do Rio Preto e Bom Jardim na Região Serrana e Areal na Região Centro-
Sul do estado.
• Mortes: 916 – 345 desaparecidos.
2.8.1.3 2015 – Rompimento da Barragem de Mariana/Minas Gerais
• O rompimento da barragem em Mariana ocorreu na tarde de 5 de novembro de
2015 no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro do
município brasileiro de Mariana, Minas Gerais.[3] Rompeu-se uma barragem
de rejeitos de mineração denominada "Fundão", controlada pela Samarco
Mineração S.A. O rompimento da barragem de Fundão é considerado o desastre
industrial que causou o maior impacto ambiental da história brasileira e o maior
do mundo envolvendo barragens de rejeitos, com um volume total despejado de
62 milhões de metros cúbicos. Destruindo totalmente três distritos - Bento
Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira, esta última a 60 km de Mariana - e
deixando milhares de pessoas desalojadas.
• Mortes: 19.
25
2.8.2 Incêndios
2.8.2.1 1961 – Incêndio do Circo Americano /Niterói
• No dia 17 de dezembro de 1961, ocorria, em Niterói, o maior incêndio do Brasil,
que deixou centenas de mortos. Oficialmente, morreram 503 pessoas na tragédia,
mas o número estimado seria maior. E cerca de 70% desse total eram crianças,
que morreram queimadas, asfixiadas ou pisoteadas. Entre os feridos, muitos
deles ficaram desfigurados e alguns até mutilados.
• Mortes: 503
2.8.2.2 1972 – Incêndio do Edifício Andraus/São Paulo
• Em 24 de fevereiro de 1972, o Edifício Andraus, localizado na Avenida São
João região central da Cidade de São Paulo, foi palco de um incêndio de
grandes proporções. A tragédia ocorreu devido a uma sobrecarga no sistema
elétrico no segundo pavimento, que fez com que o fogo rapidamente se alastrasse
consumindo o prédio por completo.
• Mortes: 16
2.8.2.3 1974 – Incêndio do Edifício Joelma/São Paulo
• O incêndio começou por volta das 8h45 de uma sexta-feira chuvosa – 1 de
fevereiro de 1974. O fogo foi causado por um curto-circuito em um aparelho de
ar-condicionado no 12° andar. Quinze minutos após o curto-circuito, era
impossível descer as escadas, que foram bloqueadas pelo fogo e a fumaça.
• Mortes: 187 - A grande maioria das vítimas era formada por funcionários do
Banco Crefisul de Investimentos, que funcionava lá.
2.8.2.4 1984 – Incêndio da Vila Socó/São Paulo
• O incêndio foi provocado pelo vazamento de 700 mil litros de gasolina de um
duto da Petrobras que passava sob as palafitas da favela, onde moravam quase
seis mil pessoas. O problema teria acontecido por uma falha operacional. O fogo
começou por volta da meia-noite e se estendeu até a manhã do dia seguinte.
• Mortes: 93 (500?) – mais de 3000 desabrigados.
26
2.8.2.5 2013 – Incêndio da Boate Kiss/Santa Maria
• A tragédia ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013, e foi provocada
pela imprudência e pelas más condições de segurança no local. O acidente foi
considerado a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em um
incêndio, sendo superado apenas pela tragédia do Gran Circus Norte-
Americano, ocorrida em 1961, em Niterói, que vitimou 503 pessoas.
• Mortes: 242.
2.8.2.6 1987 – Contaminação por Césio/Goiânia
• O acidente radiológico de Goiânia, amplamente conhecido como acidente com
o césio-137, foi um grave episódio de contaminação por radioatividade ocorrido
no Brasil. A contaminação teve início em 13 de setembro de 1987, quando um
aparelho utilizado em radioterapias foi encontrado dentro de uma clínica
abandonada, no centro de Goiânia, em Goiás. O instrumento foi encontrado por
catadores de um ferro-velho do local, que entenderam tratar-se de sucata. Foi
desmontado e repassado para terceiros, gerando um rastro de contaminação, o
qual afetou seriamente a saúde de centenas de pessoas. O acidente com césio-
137 foi o maior acidente radioativo do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora
das usinas nucleares.
• Mortes: 4 – centenas de contaminados.
27
2.8.3 Desastres Aéreos
2.8.3.1 1928 – Queda do Hidroavião Santos Dumont
• Um Dornier Do J do Syndicato Condor cai nas águas da Baía de Guanabara.
Esse acidente ocorreu durante as comemorações do retorno de Alberto Santos
Dumont ao Brasil. Entre os mortos, estava o médico Amaury de Medeiros.
• Mortes: 14
2.8.3.2 1973 – Acidente do avião da VARIG/Paris
• Um voo da Varig que havia decolado do Rio de Janeiro caiu a quatro quilômetros
do aeroporto de Orly, na França. Entre os mortos estava o cantor Agostinho dos
Santos e o político Felinto Muller.
• Mortes: 123 – 11 sobreviventes
2.8.3.3 1982 – Acidente do avião da VASP/Ceará
• Em 8 de junho de 1982 um Boeing da Vasp que ia de São Paulo a Fortaleza se
chocou contra a Serra da Aratanha, no norte do Ceará.
• Mortes: 135
2.8.3.4 1996 – Acidente do avião Fokker 100 – TAM/São Paulo
• Na manhã de 31 de outubro de 1996, o voo 402, um Fokker 100, da TAM,
decolou de Congonhas para o Rio de Janeiro. Apenas 24 segundos depois, caiu
sobre oito casas da Rua Luís Orsini de Castro, no bairro do Jabaquara, na zona
sul de São Paulo.
• Mortes: 96 + 3 em terra
2.8.3.5 2006 – Acidente do avião GOL/Legacy/Amazônia
• Em 29 de setembro de 2006, um jato Legacy que ia para o Estados Unidos
colidiu com um Boeing da Gol que retornava para o sul do País, sobre a Floresta
Amazônica.
• Mortes: 154
2.8.3.6 2007 – Acidente do avião TAM/São Paulo
• Em 17 de julho de 2007, um avião da TAM que vinha de Porto Alegre não
conseguiu parar na pista ao pousar no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de
São Paulo. A aeronave se chocou contra um prédio da companhia aérea.
• Mortes: 186 + 13 em terra
28
2.8.3.7 2009 – Acidente do avião AIRFRANCE/Oceano Atlântico
• Em 31 de maio de 2009, o voo 447 da Air France, que ia do Rio de Janeiro para
Paris, caiu no oceano Atlântico, a cerca de 600 quilômetros de Fernando de
Noronha.
• Mortes: 228 – 58 brasileiros, entre eles o príncipe Pedro de Luís de Orleans e
Bragança.
2.8.3.8 2016 – Acidente do avião LaMia/Colômbia/Equipe da Chapecoense
• O avião partiu na noite de 28 de novembro de 2016 de Santa Cruz de La Sierra,
na Bolívia, com destino a Medellín, na Colômbia, onde a Chapecoense iria
disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético
Nacional. O jogo estava marcado para o dia 30 de novembro. A aeronave caiu a
poucos quilômetros da cidade colombiana, à 1h15 (horário de Brasília) de 29 de
novembro de 2016.
• Mortes: 71 – 6 sobreviventes – 4 brasileiros.
29
2.8.4 Desastres Rodoviários
2.8.4.1 1960 – Acidente do Rio Turvo
• Acidente do Rio Turvo: o acidente aconteceu em 24 de agosto de 1960, quando
um ônibus levando 64 estudantes de São José do Rio Preto para Barretos caiu de
uma ponte no rio Turvo, município de Guapiaçu. Até hoje, é o maior acidente
rodoviário em número de vítimas fatais ocorrido no estado de São Paulo.
• Mortes: 59
2.8.4.2 1998 – Acidente dos ônibus dos Romeiros
• O acidente ocorreu na Rodovia Anhanguera, no quilômetro 179 do sentido norte,
na altura da cidade de Araras, envolvendo 5 veículos, sendo destes 2 ônibus com
romeiros, a maioria deles da cidade de Anápolis. A maioria das pessoas morreu
carbonizadas após uma colisão entre o primeiro ônibus com um caminhão
carregado de combustível que veio a explodir. Os demais veículos, devido à
espessa fumaça, adentraram as chamas, elevando ainda mais o número de
vítimas. Hoje em Anápolis existe a Praça dos Romeiros, em homenagem às
vítimas desta tragédia.
• Mortes: 53
2.8.5 Desastres Náuticos
2.8.5.1 1927 – Naufrágio do navio Princesa Mafalda
• O luxuoso transatlântico italiano Princesa Mafalda pegou fogo e afundou na
costa da Bahia em 25 de outubro d1e 1927, durante o trajeto entre Cabo Verde
e o Rio de Janeiro. A embarcação levava 971 passageiros e 288 tripulantes. Mais
de 300 pessoas morreram, incluindo muitos imigrantes Italianos.
• Mortes: 300
2.8.5.2 1988 – Naufrágio do Bateau Mouche
• O navio 'Bateau Mouche IV', com cerca de 140 pessoas a bordo, afundou em
frente ao Pão de Açúcar. Em meio à escuridão típica de uma noite cuja principal
atração seria a queima de fogos na praia, os passageiros caíram no mar após forte
vento atingir o navio. Pouco antes da tragédia o barco começou a adernar e
acabou virando, jogando todos os passageiros ao mar.
• Mortes: 55
30
2.8.5.3 1988 – Naufrágio do Correio do Arari
• A embarcação pertencente à prefeitura do município naufragou em 15 de julho
de 1988, na área conhecida como “Cemitério dos navios”, próxima à Ilha das
Onças, na Baía do Guajará. A embarcação tinha capacidade para transportar 60
pessoas, mas saiu da Feira do Açaí, em Belém, com 120 pessoas, além de um
grande volume de carga considerada imprópria para um barco de passageiros.
Testemunhas ouvidas durante a instrução processual afirmaram que o
comandante do “Correio do Arari” foi avisado do perigo através de sinais
luminosos por barcos que navegavam na região da Ilha das Onças, mas
continuou até bater em carcaças de navios fundeados no local, naufragando em
dez minutos.
• Mortes: 59
2.8.6 Desastres Ferroviários
2.8.6.1 1946 – Acidente de Trem em Aracaju
• Foi o pior desastre ferroviário do Brasil, matando 185 pessoas e deixando 300
feridos. O acidente ocorreu no trajeto entre as estações de Riachuelo e
Laranjeiras, próximos à capital sergipana de Aracaju. Operando com
superlotação, carregava em torno de 1000 passageiros, por volta das 19 horas. A
locomotiva, cargueiro e três vagões de passageiros descarrilaram ao descer um
trecho inclinado da linha em alta velocidade, perdendo os freios
• Mortes: 185
2.8.6.2 1983 – Acidente de Trem na Bahia
• O Descarrilamento de Pojuca foi um acidente ferroviário ocorrido em 31 de
agosto de 1983 em Pojuca, estado da Bahia, no Brasil. Nessa data, um trem de
carga da Rede Ferroviária Federal transportando combustíveis descarrilou nas
proximidades de Pojuca, Bahia. A lentidão das autoridades em conter o
vazamento e a ação de saqueadores provocaram a explosão de três vagões.
• Mortes: 100
31
2.9 Flagelos – Casos com Esclarecimentos Espirituais
2.9.1 1938 – Queda do Avião Australiano – André Luiz
Um Douglas DC-2 da Australian National Airways, colide contra a região do monte
Dandenong em Vitória (Adelaide/Melbourne), Austrália (25/10/1938).
O socorro no avião sinistrado é distribuído indistintamente, contudo, não podemos
esquecer que se o desastre é o mesmo para todos os que tombaram, a morte é diferente
para cada um.
No momento serão retirados da carne tão-somente aqueles cuja vida interior lhes
outorga a imediata liberação.
Quanto aos outros, cuja situação presente não lhes favorece o afastamento rápido da
armadura física, permanecerão ligados, por mais tempo, aos despojos que lhes dizem
respeito.
André Luiz – Ação e Reação – Cap. 18 – Resgates Coletivos
32
2.9.2 1938 – Choque de Trens – Minas Gerais – Kleber Halfeld
Na noite de 19 de dezembro de 1938, viajava um trem noturno, vindo de Belo Horizonte
para o Rio, e entre as estações de Sítio (Antônio Carlos) e a de João Ayres, um cargueiro, que
vinha no sentido Rio-BH, chocou-se frontalmente com o noturno, no qual viajavam escoteiros
de Belo Horizonte, que rumavam para São Paulo.
Carandaí 1938, dezembro 18.
O relógio marca 19h30min. Dona Yara alerta o marido.
- Zenóbio já acabei de fazer a matula para sua viagem desta madrugada. Podemos sair
agora mais sossegados para a reunião.
(...) Prece inicial.
Leitura e comentário de um trecho de "O Evangelho segundo o Espiritismo".
E, logo após, a segunda parte: o intercâmbio com o Mundo Espiritual através da
mediunidade de alguns confrades.
(...). Pedirei mentalmente, com fé, em favor do Zenóbio, a fim de que ele faça boa
viagem.
Mal terminara a prece e o Espírito "Irmão José", através da médium Maria Russo, fala
com voz firme e pausada:
- Há neste recinto uma senhora que acaba de pedir proteção para o marido. Quero dizer
a ela que o aconselhe a não realizar a viagem que pretende. Que retarde sua saída desta cidade.
(...) Papai, o trem que o senhor ia tomar acaba de sofrer um desastre. Falaram lá
na estação que há muita gente morta e ferida. O pai vai até lá, onde já se acotovelam
dezenas de pessoas, a tecerem comentários sobre o triste acontecimento
Kleber Halfeld –- Reformador - 1987 – Abril - Retalhos do Cotidiano
O noturno (N-2) que descia da Capital mineira para o Rio chocara-se com um cargueiro
(C-65) que subia a Mantiqueira. O desastre verificara-se no quilômetro 355, entre as Estações
de João Aires e Sítio.
Naquela data, 19 de dezembro de 1938, o "Diário Mercantil" estampava em suas páginas
uma grande manchete: "O maior desastre ferroviário no Brasil, nos últimos tempos",
noticiando, logo depois, que 53 pessoas haviam morrido, enquanto que 60 estavam gravemente
feridas, a maior parte internada em hospitais de Barbacena.
(...) E a Irmã de caridade? Já localizaram o corpo?
33
O cambista continua a explicar, agora com voz a tremer: Durante muitas horas eu e
outras pessoas tentamos localiza-la. Não a encontramos.
Comentei o fato com os passageiros que estavam no mesmo carro. Todos eles afirmaram
com absoluta certeza: Não havia nenhuma irmã de caridade no vagão!...
Kleber Halfeld –- Reformador - 1987 – Abril - Retalhos do Cotidiano
34
2.9.3 1960 – Incêndio do Circo Americano – Niterói – Humberto de Campos
Com três mil pessoas na plateia, faltavam 20 minutos para o espetáculo acabar, quando
uma trapezista notou o incêndio. Em pouco mais de cinco minutos, o circo foi completamente
devorado pelas chamas.
372 pessoas morreram na hora e, aos poucos, vários feridos morriam, chegando a
mais de 500 mortes, das quais 70 % eram crianças.
Cada um de nós traga um.... Essas pragas jazem escondidas por toda a parte... Caça-las
e exterminá-las é o serviço da hora...
Durante a noite inteira, mais de mil pessoas, ávidas de crueldade, vasculharam
residências humildes e, no dia subsequente, ao Sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e
criancinhas, em gritos e lágrimas, no fim de soberbo espetáculo, encontraram a morte,
queimadas nas chamas alteadas ao sopro do vento, ou despedaçadas pelos cavalos em
correria.
......
Quase dezoito séculos passaram sobre o tenebroso acontecimento....
Entretanto, a justiça da Lei, através da reencarnação, reaproximou todos os
responsáveis, que, em diversas posições de idade física, se reuniram de novo para dolorosa
expiação, a 17 de Dezembro de 1961, na cidade brasileira de Niterói, em comovedora tragédia
num circo.
Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Cap. 6 – Revista Reformador – 1962 –
Março
35
2.9.4 1973 – Queda do Avião Turco – Paris – Silva Ramos
Conhecido como desastre aéreo de Ermenonville era uma linha aérea da empresa turca
Turkish Airlines que ligava o Aeroporto Internacional Atatürk, na Turquia ao Aeroporto de
Londres-Heathrow, na Inglaterra.
Durante um voo ocorrido no dia 3 de março de 1974, um McDonnell Douglas DC-10,
matrícula TCJAV, que realizava essa rota caiu numa floresta nos arredores de Paris, matando
todos os seus 335 passageiros e 11 tripulantes.
A Natureza aponta a culpa que começa:
Em cidade praiana, a legião pirata
Desembarca, saqueia, humilha, fere, mata…
Por nada se detém, por mais que se lhe peça…
Quantas vidas ao mar sob golpes à pressa! ...
Incêndios e orações no horror que se desata…
Depois, vinho e prazer, os butins de ouro e prata
E as horas avançando ao tempo que não cessa…
Os séculos se vão marchando em luz e treva…
Um dia, em mar aéreo, enorme nave leva
Os piratas de outrora e a Justiça Divina…
Surge a morte no ar… A aflição se renova…
Preces, gemidos e ais de corações em prova…
E a Natureza apaga a culpa que termina.
Silva Ramos – Diálogos dos Vivos – Cap. 29
36
2.9.5 1974 – Incêndio do Edifício Joelma – São Paulo – Cornélio Pires / Cyro Costa
Incêndio no Edifício Joelma faz referência a uma tragédia ocorrida em 1º de fevereiro
de 1974, no atualmente denominado Edifício Praça da Bandeira, na região central de São Paulo,
Brasil, e que provocou a morte de 187 pessoas e deixou mais de 180 mortos.
Fogo!… Amplia-se a voz no assombro em que se espalha
Gritos, alterações… O tumulto domina.
No templo do progresso, em garbos de oficina,
O coração se agita, a vida se estraçalha.
Tanto fogo a luzir é mística fornalha
E a presença da dor reflete a lei divina.
Onde a fé se mantém, a prece descortina
O passado remoto em longínqua batalha…
Varrem com fogo e pranto as sombras de outras eras
Combatentes da Cruz em provações austeras,
Conquanto heróis do mundo, honrando os tempos idos.
Na Terra o sofrimento, a angústia, a cinza, a escória…
Mas ouvem-se no Além os hinos de vitória
Das Milícias do Céu saudando os redimidos.
Cyro Costa – Diálogo dos Vivos – Cap. 26 – Luz nas Chamas
Homenagem aos companheiros desencarnados no incêndio ocorrido na capital de São
Paulo a 1º de fevereiro de 1974, em resgate dos derradeiros resquícios de culpa que ainda
traziam na própria alma, remanescentes de compromissos adquiridos em guerra das
Cruzadas.
37
2.9.6 2004 – Tsunami Asiático – Indonésia – Manoel Philomeno de Miranda
O sismo e tsunami do Oceano Índico de 2004 foi um terremoto/sismo submarino que
ocorreu às 00:58:53 UTC de 26 de dezembro de 2004, com epicentro na costa oeste de Sumatra,
na Indonésia.
Sabíamos que milhares de Espíritos nobres haviam acorrido em auxílio de todos,
empenhando-se em resgatá-los das Entidades infelizes e vampirizadoras, interessadas no fluido
vital dos recém-desencarnados.
Engenheiros e arquitetos desencarnados movimentaram-se com rapidez e edificaram
uma comunidade de emergência, que a todos nos albergaria logo mais, recebendo também
aqueles aos quais socorrêssemos.
Curiosamente ampliou os esclarecimentos, informando que os ocidentais em férias que
se fizeram vítimas, mantinham profunda ligação emocional com aquele povo e foram
atraídos por forças magnéticas para resgatar, na ocasião, velhos compromissos que lhes
pesavam na economia moral...
- Nada acontece, sem os alicerces da causalidade! – concluiu.
Manoel Philomeno de Miranda – Transição Planetária – Cap. 4
38
3 Catástrofes & Desastres Coletivos – Mensagens & Artigos Completos
3.1 Conceitos e Considerações Gerais
3.1.1 Flagelos Destruidores – Allan Kardec
Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?
Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade
para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na
escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser
apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais
de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são
frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de
coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 737
Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros
meios que não os flagelos destruidores?
Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo
conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário,
portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 738
Esses flagelos destruidores têm utilidade do ponto de vista físico; malgrado os
males que ocasionam?
Sim, eles modificam algumas vezes o estado de uma região; mas o bem que deles resulta
só é geralmente sentido pelas gerações futuras.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 739
Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a
braços com as mais aflitivas necessidades?
Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de
demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de
manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não
domina o egoísmo.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 740
39
É dado ao homem conjurar os flagelos que o afligem?
Sim, em parte, mas não como geralmente se pensa. Muitos flagelos são a consequência
de sua própria imprevidência.
À medida que ele adquire conhecimentos e experiências pode conjurá-los, quer dizer,
preveni-los, se souber pesquisar-lhes as causas.
Mas entre os males que afligem a Humanidade, há os que são de natureza geral e
pertencem aos desígnios da Providência.
Desses, cada indivíduo recebe, em menor ou maior proporção, a parte que lhe cabe, não
lhe sendo possível opor nada mais que a resignação à vontade de Deus. Mas ainda esses males
são geralmente agravados pela indolência do homem.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 741
Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados
em primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra.
Mas o homem não achou na Ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da
agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas os meios de
neutralizar ou pelo menos de atenuar tantos desastres?
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Comentários a Perg. 741
40
3.1.2 As Expiações Coletivas – Allan Kardec/ Clélia Duplantier
O Espiritismo explica perfeitamente a causa dos sofrimentos individuais, como
consequências imediatas das faltas cometidas na existência precedente, ou como expiação
do passado; mas, uma vez que cada um só é responsável pelas suas próprias faltas, não se
explicam satisfatoriamente as desgraças coletivas que atingem as aglomerações de
indivíduos, às vezes, uma família inteira, toda uma cidade, toda uma nação, toda uma
raça, e que se abatem tanto sobre os bons, como sobre os maus, assim sobre os inocentes,
como sobre os culpados.
Todas as leis que regem o Universo, sejam físicas ou morais, materiais ou intelectuais,
foram descobertas, estudadas, compreendidas, partindo-se do estudo da individualidade e do da
família para o de todo o conjunto, generalizando-as gradualmente e comprovando-se-lhes a
universalidade dos resultados.
Outro tanto se verifica hoje com relação às leis que o estudo do Espiritismo dá a
conhecer.
Podem aplicar-se, sem medo de errar, as leis que regem o indivíduo à família, à nação,
às raças, ao conjunto dos habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas.
Há as faltas do indivíduo, as da família, as da nação; e cada uma, qualquer que seja o
seu caráter, se expia em virtude da mesma lei.
O algoz, relativamente à sua vítima, quer indo a encontrar-se em sua presença no espaço,
quer vivendo em contato com ela numa ou em muitas existências sucessivas, até à reparação do
mal praticado.
O mesmo sucede quando se trata de crimes cometidos solidariamente por um certo
número de pessoas. As expiações também são solidárias, o que não suprime a expiação
simultânea das faltas individuais.
Três caracteres há em todo homem: o do indivíduo, do ser em si mesmo; o de membro
da família e, finalmente, o de cidadão.
Sob cada uma dessas três faces pode ele ser criminoso e virtuoso, isto é, pode ser
virtuoso como pai de família, ao mesmo tempo que criminoso como cidadão e reciprocamente.
Daí as situações especiais que para si cria nas suas sucessivas existências.
Salvo alguma exceção, pode-se admitir como regra geral que todos aqueles que numa
existência vêm a estar reunidos por uma tarefa comum já viveram juntos para trabalhar com o
mesmo objetivo e ainda reunidos se acharão no futuro, até que hajam atingido a meta, isto é,
expiado o passado, ou desempenhado a missão que aceitaram.
41
Graças ao Espiritismo, compreendeis agora a justiça das provações que não decorrem
dos atos da vida presente, porque reconheceis que elas são o resgate das dívidas do passado.
Por que não haveria de ser assim com relação às provas coletivas?
Dizeis que os infortúnios de ordem geral alcançam assim o inocente, como o culpado;
mas, não sabeis que o inocente de hoje pode ser o culpado de ontem?
Quer ele seja atingido individualmente, quer coletivamente, é que o mereceu. Depois,
como já o dissemos, há as faltas do indivíduo e as do cidadão; a expiação de umas não isenta
da expiação das outras, pois que toda dívida tem que ser paga até à última moeda.
As virtudes da vida privada diferem das da vida pública. Um, que é excelente cidadão,
pode ser péssimo pai de família; outro, que é bom pai de família, probo e honesto em seus
negócios, pode ser mau cidadão, ter soprado o fogo da discórdia, oprimido o fraco, manchado
as mãos em crimes de lesa-sociedade.
Essas faltas coletivas é que são expiadas coletivamente pelos indivíduos que para elas
concorreram, os quais se encontram de novo reunidos, para sofrerem juntos a pena de talião,
ou para terem ensejo de reparar o mal que praticaram, demonstrando devotamento à causa
pública, socorrendo e assistindo aqueles a quem outrora maltrataram.
Assim, o que é incompreensível, inconciliável com a justiça de Deus, se torna claro e
lógico mediante o conhecimento dessa lei.
A solidariedade, portanto, que é o verdadeiro laço social, não o é apenas para o presente;
estende-se ao passado e ao futuro, pois que as mesmas individualidades se reuniram, reúnem e
reunirão, para subir juntas a escala do progresso, auxiliando-se mutuamente.
Eis aí o que o Espiritismo faz compreensível, por meio da equitativa lei da reencarnação
e da continuidade das relações entre os mesmos seres.
Allan Kardec/Clélia Duplantier – Obras Póstumas – 1º Parte – Questões e Problemas
– As Expiações Coletivas
NOTA — Conquanto se subordine aos conhecidos princípios de responsabilidade pelo
passado e da continuidade das relações entre os Espíritos, esta comunicação encerra uma idéia
de certo modo nova e de grande importância.
A distinção que estabelece entre a responsabilidade decorrente das faltas individuais ou
coletivas, das da vida privada e da vida pública, explica certos fatos ainda mal conhecidos e
mostra de maneira mais precisa a solidariedade existente entre os seres e entre as gerações.
(...)
Não se pode duvidar de que haja famílias, cidades, nações, raças culpadas, porque,
dominadas por instintos de orgulho, de egoísmo, de ambição, de cupidez, enveredam por mau
caminho e fazem coletivamente o que um indivíduo faz insuladamente.
42
Uma família se enriquece à custa de outra; um povo subjuga outro povo, levando-lhe a
desolação e a ruína; uma raça se esforça por aniquilar outra raça. Essa a razão por que há
famílias, povos e raças sobre os quais desce a pena de talião.
43
3.1.3 Emigrações e imigrações dos espíritos e os flagelos destruidores - Allan Kardec
Em certas épocas, determinadas pela sabedoria divina, essas emigrações e imigrações
se operam por massas mais ou menos consideráveis, em virtude das grandes revoluções que
lhes ocasionam a partida simultânea em quantidades enormes, logo substituídas por
equivalentes quantidades de encarnações.
Os flagelos destruidores e os cataclismos devem, portanto, considerar-se como ocasiões
de chegadas e partidas coletivas, meios providenciais de renovamento da população corporal
do globo, de ela se retemperar pela introdução de novos elementos espirituais mais depurados.
Na destruição, que por essas catástrofes se verifica, de grande número de corpos, nada
mais há do que rompimento de vestiduras; nenhum Espírito perece; eles apenas mudam de
planos; em vez de partirem isoladamente, partem em bandos, essa a única diferença, visto que,
ou por uma causa ou por outra, fatalmente têm que partir, cedo ou tarde.
As renovações rápidas, quase instantâneas, que se produzem no elemento espiritual da
população, por efeito dos flagelos destruidores, apressam o progresso social; sem as emigrações
e imigrações que de tempos a tempos lhe vêm dar violento impulso, só com extrema lentidão
esse progresso se realizaria.
É de notar-se que todas as grandes calamidades que dizimam as populações são sempre
seguidas de uma era de progresso de ordem física, intelectual, ou moral e, por conseguinte, no
estado social das nações que as experimentam. É que elas têm por fim operar uma remodelação
na população espiritual, que é a população normal e ativa do globo.
Allan Kardec – A Gênese – Cap. 11 – Item 36 - Emigrações e Imigrações dos
Espíritos
44
3.1.4 Flagelos - Demeure
Os flagelos são instrumentos de que se serve o grande cirurgião do Universo para
extirpar do mundo, destinado a marchar para a frente, os elementos gangrenados que nele
provocam desordens incompatíveis com o seu novo estado. Cada órgão ou, para melhor dizer,
cada região será, passo a passo, batida por flagelos de naturezas diversas.
Aqui, a epidemia sob todas as suas formas; ali, a guerra, a fome. Cada um deve, pois,
preparar-se para suportar a prova nas melhores condições possíveis, melhorando-se e se
instruindo, a fim de não ser surpreendido de improviso.
Já algumas regiões foram provadas, mas seus habitantes estariam em completo erro se
se fiassem na era da calma, que vai ceder á tempestade, para recair nos seus antigos erros.
Há um período, que lhes é concedido, para entrarem num caminho melhor. Se não o
aproveitarem, o instrumento de morte os experimentará até os trazer ao arrependimento.
Demeure – Revista Espírita – 1868 – Novembro - - Epidemia da ilha Maurice
Nota:
Entre 1866 e 1869 dois fatos deixaram a Maurícia completamente arrasada: em 1866,
1867 e 1868 uma epidemia de malária afastou os navios de Port Luis (a capital), isolando por
completo a ilha; em 1869, a abertura do Canal de Suez fez desviar muitas das rotas mercantes
que passavam pela Maurícia.
45
3.1.5 Flagelos e Males – Manoel Philomeno de Miranda
Em face do impositivo da evolução, o homem enfrenta os flagelos que fazem parte da
vida. Os naturais, surpreendem-no, sem que os possa evitar, não obstante a inteligência lhe haja
facultado meios de os prevenir e até mesmo de remediar-lhes algumas das consequências.
Irrompem, de quando em quando, desafiando-lhe a capacidade intelectual, ao mesmo
tempo estimulando-lhe os valores que deve aplicar para os conjurar e impedir.
Enquanto isto não ocorre, constituem-lhe corretivos morais, mecanismos de reparação
dos males perpetrados, recursos da Vida para impulsioná-lo ao progresso sem retentivas com a
retaguarda.
Inúmeros desses flagelos destruidores já podem ser previstos e alguns diminuídos os
seus os seus efeitos perniciosos, em razão das conquistas que a Humanidade vem alcançando.
Outros, que constituíam impedimentos aos avanços e à saúde, têm sido minorados e até
vencidos, quais a fertilização de regiões desérticas, o saneamento de áreas contaminadas, a
correção de acidentes geográficos, a prevenção contra as epidemias que dizimavam multidões,
assolando países e continentes inteiros, e, graças ao Espiritismo, a terapia preventiva em relação
aos processos obsessivos que dominavam grupos e coletividades ...
Apesar disso, há os flagelos que o homem busca através dos vícios que se permite,
sobrepondo as paixões torpes aos sentimentos de elevação, vindo a padecer males que poderiam
ser evitados com um mínimo de esforço.
O egoísmo, que não cede lugar às aspirações altruístas, comanda a sua ambição
desmedida, levando-o a excessos que o comprometem.
Agressivo por instinto, não abdica da violência que gera atritos domésticos e de classes,
levando as nações às guerras, cada vez mais danosas e de efeitos imprevisíveis, aumentando a
sanha de desforços, que se tomam causas de novos enfrentamentos, como se da vida somente
lhe interessasse o poder para a destruição ...
A inteligência, nesses momentos, fica obnubilada e os vapores do ódio intoxicam a
razão, bloqueando os sentimentos. O homem, desgovernado, tomba, então, no flagelo por ele
mesmo criado, quando, no entanto, está fadado à gloria do bem e ao remanso da paz.
Tal ocorrência se dá por efeito da sua imantação animal, desse predomínio da matéria
sobre o Espírito, do enleamento das paixões perturbadoras que cultiva, atrasando-lhe a marcha
que deveria prosseguir sem interrupção ou retardamento.
Entretanto, está no desejo dele mesmo evitar os males nos quais se enreda, caso se
dispusesse a seguir o Estatuto divino, cujas leis são de fácil acesso e de perfeita assimilação no
seu dia-a-dia.
46
Rebelando-se contra a ordem, afasta o bem, e, quando este se encontra ausente,
enxameia o mal. Assim age, por pretender privilégios e prerrogativas que lhe exaltam o orgulho,
fazendo-o posicionar-se acima do seu próximo, a quem passa a explorar e ferir, distante de
qualquer respeito e dignidade pela vida e pelas demais criaturas.
Na raiz desse comportamento extravagante e insensato encontra-se o atavismo ancestral,
cujas imposições materiais têm primazia, dominando completamente a paisagem emocional.
O abuso das paixões, e não o uso correto que leva aos ideais do amor e ao arrebatamento
pelas causas nobres, é o agente dos flagelos e males que se voltam contra o próprio homem e o
infelicitam.
É, porém, através da dor-aguilhão que o propele para a frente que ele aprende a valorizar
as oportunidades da sua existência corporal e desperta para o bem, a que se entrega, após a
exaustão que o sofrimento lhe impõe.
Não sendo o mal uma realidade, senão um efeito transitório, que pode ser alterado a
partir do momento que se lhe modifique a causa, ele se transforma num futuro bem, porque
vacina a vítima, que a partir daí melhor compreende a finalidade da vida na Terra, empenhando-
se por alcançá-la no mais breve prazo.
Não importa em que classe social ou posição cultural estagie, porquanto a ·característica
nele prevalecente é a de ordem moral, responsável pelo tipo de aspiração a que se entrega e da
conduta que mantém.
Lord Byron, por exemplo, cuja poesia romântica influenciou toda uma época e criou um
mito, poderia ter-se utilizado dos recursos de que dispunha para enobrecer-se e felicitar as vidas.
Considerado belo e de corpo perfeito, culto e inteligente, assumiu comportamento excêntrico e
individualista, sensual e vulgar, com uma genialidade asselvajada que ora pertencia às suas
personagens e noutros momentos parecia refletir-lhe o próprio ser.
Carlos Steinmetz, por sua vez, com algumas deformidades físicas, mas belo nos ideais
de solidariedade humana, refugiando-se na América para salvar-se das perseguições de
ideologia político-social, contribuiu de maneira extraordinária para o progresso das ciências
elétricas, chegando a patentear duzentas invenções e escrever diversos trabalhos científicos e
alguns livros que promoveram o progresso tecnológico da Humanidade.
Na direção que o homem encaminha os passos, surgem os comportamentos que lhe
assinalam a marcha. Isto, porém, é decorrência do seu mundo mental, característica do seu
estágio evolutivo. Gerando hábitos, a eles se submete, porquanto ninguém há que viva sem
esses condicionamentos. Quem não os tem bons, não fica deles isento, passando a tê-los maus.
47
Ideal será, então, iniciar-se nas experiências da vida por urna forma de neutralidade, isto
é, não praticar o mal, o que não é suficiente, porquanto, em certas ocasiões, não propiciar o bem
torna-se uma forma de desenvolver o mal.
Primeiro passo, faculta outros mais audaciosos, até que a atração do bem passa a
envolver o indivíduo, levando-o ao comprometimento com as ações superiores.
Desse modo, evitar o mal, que nele mesmo reside, e, mediante o livre-arbítrio, firmado
no conhecimento e obediência às divinas leis, conquistar espaço para as ações meritórias,
empenhando-se por vivenciá-las a partir de então - eis o caminho a trilhar.
Sentindo-se impelido ao mal, em razão dos remanescentes do primitivismo que nele jaz,
deve e pode evitar praticá-lo, educando a vontade e canalizando as forças morais para o bem
que nele igualmente se encontra em gérmen, graças à sua origem divina. Procedente do mundo
espiritual para ali retornará, fadado ao bem vitorioso que conseguirá ao fim das pelejas travadas.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 10 – Flagelos e
Males
48
3.1.6 Calamidades – Joanna de Angelis – Incêndio do Joelma
Com frequência regular a Terra se faz visitada por catástrofes diversas que deixam
rastros de sangue, luto e dor, em veemente convite à meditação dos homens.
Consequência natural da lei de destruição que enseja a renovação das formas e faculta
a evolução dos seres, sempre conseguem produzir impactos, graças à força devastadora de que
se revestem.
Cataclismos sísmicos e revoluções geológicas que irrompem voluptuosos em forma de
terremotos, maremotos, erupções vulcânicas obedecem ao impositivo das adaptações,
acomodações e estruturação das diversas camadas da Terra, no seu trânsito de ‘mundo
expiatório’ para ‘regenerador’.
Tais desesperadores eventos impõem ao homem invigilante a necessidade da meditação
e da submissão à vontade divina, do que resultam transformações morais que o incitam à
elevação.
Olhados sob o ponto de vista espiritual esses flagelos destruidores têm objetivos
saneadores que removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera, que o homem
elimina e aspira, em contínua intoxicação.
Indubitavelmente trazem muitas aflições pelos danos que se demoram após a extinção
de vidas, arrebatadas coletivamente, deixando marcas de difícil remoção, que se insculpem no
caráter, na mente e nos corpos das criaturas.
Algumas outras calamidades como as pestes, os incêndios, os desastres de alto porte
são resultantes do atraso moral e intelectual dos habitantes do planeta, que, no entanto, lhes
constituem desafios, que de futuro podem remover ou deles precatar-se. (*)
As endemias e epidemias que varriam o planeta, no passado, continuamente, com danos
incalculáveis, em grande parte são, hoje, capítulo superado, graças às admiráveis conquistas
decorrentes da ‘revolução tecnológica’ e da abnegação de inúmeros cientistas que se
sacrificaram para a salvação das coletividades. Muitas outras que ainda constituem verdadeiras
catástrofes, caminham para oportunas vitórias do engenho e da perseverança humana.
Há, também, aqueles resultantes da imprevidência, da invigilância, por meio das quais
o homem irresponsável se autopune, mediante os rigores dos sofrimentos decorrentes das
desencarnações precipitadas, através de violentos sinistros e funestas ocorrências...
Pareceriam desnecessárias as aflições coletivas que arrebatam justos e injustos, bons e
maus, se olhados os saldos precipitadamente.
49
Conveniente, todavia, refletir quanto à justeza das leis divinas que recorrem a métodos
purificadores e liberativos, de que os infratores e defraudadores das Leis e da Ordem não se
podem furtar ou evitar.
Comparsas de hediondas chacinas;
Grupos de vândalos que se aliciam na desordem e usurpação;
Maltas de inveterados agressores que se identificam em matanças e destruições;
Corsários e marinhagens desvairados em acumpliciamentos para pilhagens criminosas;
Soldadesca mercenária, impiedosa e avassaladora, que se refestela, brutal, na inocência
imolada selvagemente;
Incendiários contumazes de lares e celeiros, em hordas nefastas e contínuas; bandos
bárbaros de exterminadores, que tudo assolam por onde passam; cúmplices e seviciadores de
vítimas inermes que lhe padecem as constrições danosas;
Pesquisadores e cientistas impenitentes, empedernidos pelas incessantes experiências
macabras de que se nutrem em agrupamentos frios;
Legisladores sádicos e injustos que se desforçam nas gerações débeis que esmagam;
Conquistadores arbitrários, carniceiros, que subjugam cidades nobres, tornando seus
vítimas cadáveres insepultos, enquanto se banqueteiam em sangue e estupor;
Mentes vinculadas entre si por estranhas amarras de ódio, ciúme e inveja que
incendeiam paixões, são reunidos novamente em vidas futuras, atravessando os portais da
Imortalidade, através de resgates coletivos, como coletivamente espoliaram, destruíram,
escarneceram, aniquilaram, venceram os que encontravam à frente e consideravam
impedimentos à sua ferocidade e barbaria, vandalismo e estroinice, a fim de que se reajustem,
no concerto cósmico da Vida, servindo, também, de escarmento para os demais, que, não
obstante se comovem ante as desgraças que os surpreendem, cobrando-lhes as graves dívidas,
prosseguem, atônitos e desregrados, em atitudes infelizes sem que lhes hajam constituído lições
valiosas, capazes de converter-se em motivo de transformação interior.
Construtores gananciosos que se fazem para cobranças negativas;
Maquinistas e condutores de veículos displicentes, que favorecem tragédias volumosas,
Homens que vendem a honradez e sabem que determinadas calamidades têm origem
nas suas mentes e mãos, embora ignorados pela Justiça humana, não se furtarão à Consciência
Divina neles mesmos insculpida, que lhes exigirá retorno ao proscênio em que se fizeram
criminosos ignorados para tornar-se heróis, salvando outros e perecendo, como necessidade
purificadora de que se alçarão, depois, à paz. (*)
Não constituem castigos as catástrofes que chocam uns e arrebatam outros, antes
significam justiça integral que se realiza.
50
Enquanto o egoísmo governe os grupos humanos e espalhe suas torpes sementes, em
forma de presunção, de ódio, de orgulho, de indiferença à aflição do próximo, a Humanidade
provará a ardência dos desesperos coletivos e das coletivas lágrimas, em chamamentos severos
à identificação com o bem e o amor, à caridade e ao sacrifício.
Como há podido pela técnica superar e remover vários fatores de calamidades, pelas
conquistas morais conseguirá, a pouco e pouco, suplantar as exigências transitórias de tais
injunções redentoras.
Não bastassem as legítimas concessões do ajustamento espiritual, as calamidades
fazem que os homens recordem o poder indômito de forças superiores que os levam a ajustar-
se à sua pequenez e emular-se para o crescimento que lhes acena.
Tocados pelas dores gerais, partícipes das angústias que se abatem sobre os lares
vitimados pela fúria da catástrofe, ajudemo-nos e oremos, formando a corrente da fraternidade
santificante, e, desde logo, estaremos construindo a coletividade harmônica que atravessará o
túmulo em paz e esperança, com os júbilos do viajor retornando ditoso à Pátria da ventura.
Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap.1 – Calamidades - Reformador –
1974 - Abril (Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na sessão pública
da noite de 2-2-1974, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)
(*) à véspera havia irrompido, em São Paulo, o incêndio do Edifício Joelma, que
arrebatou mais de 170 e revelou alguns heróis. (Nota da Autora Espiritual.)
51
3.1.7 Perante os Fatos Momentosos – André Luiz
Em tempo algum empolgar-se por emoções desordenadas ante ocorrências que
apaixonem a opinião pública, como, por exemplo, delitos, catástrofes, epidemias, fenômenos
geológicos e outros quaisquer.
Acalmar-se é acalmar os outros.
Nas conversações e nos comentários acerca de notícias terrificantes, abster-se de
sensacionalismo.
A caridade emudece o verbo em desvario.
Guardar atitude ponderada, à face de acontecimentos considerados escandalosos,
justapondo a influência do bem ao assédio do mal.
A palavra cruel aumenta a força do crime.
Resguardar-se no abrigo da prece em todos os transes aflitivos da existência.
As provações gravitam na esfera da Justiça Divina.
Aceitar nas maiores como nas menores decepções da vida humana, por mais estranhas
ou desconcertantes que sejam, a manifestação dos Desígnios Superiores atuando em favor do
aprimoramento espiritual.
Deus não erra.
Ainda mesmo com sacrifício, entre acidentes inesperados que lhe firam as esperanças,
jamais desistir da construção do bem que lhe cumpre realizar.
Cada Espírito possui conta própria na Justiça Perfeita.
“Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para
com os outros, como para com todos”. — Paulo. (I TESSALONICENSES, 5:15.)
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As Catástrofes e os Desastres Coletivos

  • 1. As Catástrofes e os Desastres Coletivos
  • 2. i SUMÁRIO 1 Introdução......................................................................................................................................................1 2 Flagelos – Catástrofes & Desastres Coletivos – Definições e Conceitos....................................................3 2.1 Flagelos – Tipos ......................................................................................................................................3 2.1.1 Naturais............................................................................................................................................3 2.1.2 Humanos..........................................................................................................................................4 2.2 Flagelos – Objetivos................................................................................................................................5 2.2.1 Acelerar o Progresso Material/Moral – Lei de Destruição..............................................................5 2.2.2 Higienização da Psicosfera Psíquica/Espiritual...............................................................................7 2.2.3 Provas & Resgates Morais/Espirituais – Lei de causa e Efeito.......................................................7 2.3 Flagelos – Processo .................................................................................................................................9 2.3.1 Planejamento Coletivo/Planetário – dimensões dos Resgastes/Reajustes.......................................9 2.3.2 Planejamento Reencarnatório – individual/familiar ......................................................................11 2.3.3 Tempo de Amadurecimento Espiritual – méritos/aprendizados....................................................11 2.4 Flagelos Humanos – Porque / Quem está sujeito ..................................................................................12 2.5 Flagelos – Amparo Espiritual................................................................................................................15 2.5.1 Antevisão das tragédias – preparativos/pressentimentos...............................................................15 2.5.2 Equipes especializadas de socorro – requisitos .............................................................................16 2.5.3 Assimilação do amparo – morte # libertação espiritual.................................................................17 2.6 Flagelos – O Que Você pode Fazer.......................................................................................................19 2.6.1 Atitudes Corretivas/suporte...........................................................................................................19 2.6.1.1 Manter a calma – desenvolver um entendimento abrangente....................................................19 2.6.1.2 Prece Intercessória.....................................................................................................................21 2.6.1.3 Caridade Fraternal .....................................................................................................................21 2.6.1.4 Atendimento Espiritual a distância............................................................................................21 2.6.2 Atitudes Preventivas......................................................................................................................22 2.6.2.1 Educar-se espiritualmente..........................................................................................................22 2.6.2.2 Agir de forma positiva no Bem próprio e da coletividade.........................................................22 2.7 Flagelos - Íntimos..................................................................................................................................23 2.7.1 Tipos e alcance ..............................................................................................................................23 2.8 Flagelos e Desastres Coletivos – no Brasil – marcantes nos últimos 100 anos – 1918/2018................24 2.8.1 Inundações.....................................................................................................................................24 2.8.1.1 1967 – Inundação e deslizamento de terra em Caraguatatuba...................................................24 2.8.1.2 2011 – Deslizamento de terra/Região Serrana do Rio de Janeiro..............................................24 2.8.1.3 2015 – Rompimento da Barragem de Mariana/Minas Gerais ...................................................24 2.8.2 Incêndios........................................................................................................................................25 2.8.2.1 1961 – Incêndio do Circo Americano /Niterói ..........................................................................25 2.8.2.2 1972 – Incêndio do Edifício Andraus/São Paulo.......................................................................25 2.8.2.3 1974 – Incêndio do Edifício Joelma/São Paulo.........................................................................25
  • 3. ii 2.8.2.4 1984 – Incêndio da Vila Socó/São Paulo ..................................................................................25 2.8.2.5 2013 – Incêndio da Boate Kiss/Santa Maria..............................................................................26 2.8.2.6 1987 – Contaminação por Césio/Goiânia..................................................................................26 2.8.3 Desastres Aéreos............................................................................................................................27 2.8.3.1 1928 – Queda do Hidroavião Santos Dumont ...........................................................................27 2.8.3.2 1973 – Acidente do avião da VARIG/Paris...............................................................................27 2.8.3.3 1982 – Acidente do avião da VASP/Ceará................................................................................27 2.8.3.4 1996 – Acidente do avião Fokker 100 – TAM/São Paulo.........................................................27 2.8.3.5 2006 – Acidente do avião GOL/Legacy/Amazônia...................................................................27 2.8.3.6 2007 – Acidente do avião TAM/São Paulo...............................................................................27 2.8.3.7 2009 – Acidente do avião AIRFRANCE/Oceano Atlântico .....................................................28 2.8.3.8 2016 – Acidente do avião LaMia/Colômbia/Equipe da Chapecoense ......................................28 2.8.4 Desastres Rodoviários ...................................................................................................................29 2.8.4.1 1960 – Acidente do Rio Turvo ..................................................................................................29 2.8.4.2 1998 – Acidente dos ônibus dos Romeiros................................................................................29 2.8.5 Desastres Náuticos.........................................................................................................................29 2.8.5.1 1927 – Naufrágio do navio Princesa Mafalda ...........................................................................29 2.8.5.2 1988 – Naufrágio do Bateau Mouche........................................................................................29 2.8.5.3 1988 – Naufrágio do Correio do Arari ......................................................................................30 2.8.6 Desastres Ferroviários ...................................................................................................................30 2.8.6.1 1946 – Acidente de Trem em Aracaju.......................................................................................30 2.8.6.2 1983 – Acidente de Trem na Bahia ...........................................................................................30 2.9 Flagelos – Casos com Esclarecimentos Espirituais...............................................................................31 2.9.1 1938 – Queda do Avião Australiano – André Luiz.......................................................................31 2.9.2 1938 – Choque de Trens – Minas Gerais – Kleber Halfeld...........................................................32 2.9.3 1960 – Incêndio do Circo Americano – Niterói – Humberto de Campos .....................................34 2.9.4 1973 – Queda do Avião Turco – Paris – Silva Ramos ..................................................................35 2.9.5 1974 – Incêndio do Edifício Joelma – São Paulo – Cornélio Pires / Cyro Costa..........................36 2.9.6 2004 – Tsunami Asiático – Indonésia – Manoel Philomeno de Miranda......................................37 3 Catástrofes & Desastres Coletivos – Mensagens & Artigos Completos .................................................38 3.1 Conceitos e Considerações Gerais.........................................................................................................38 3.1.1 Flagelos Destruidores – Allan Kardec...........................................................................................38 3.1.2 As Expiações Coletivas – Allan Kardec/ Clélia Duplantier ..........................................................40 3.1.3 Emigrações e imigrações dos espíritos e os flagelos destruidores - Allan Kardec........................43 3.1.4 Flagelos - Demeure........................................................................................................................44 3.1.5 Flagelos e Males – Manoel Philomeno de Miranda ......................................................................45 3.1.6 Calamidades – Joanna de Angelis – Incêndio do Joelma..............................................................48 3.1.7 Perante os Fatos Momentosos – André Luiz.................................................................................51 3.1.8 Supercultura e Calamidades Morais - Emmanuel .........................................................................52 3.1.9 Flagelos Íntimos – Emmanuel.......................................................................................................53
  • 4. iii 3.1.10 Catástrofes – Francisco Cândido Xavier .......................................................................................54 3.1.11 Desencarnações Coletivas – Emmanuel........................................................................................55 3.1.12 Expiações Coletivas – Rodolfo Calligaris.....................................................................................57 3.1.13 Provação Coletiva – Emmanuel ....................................................................................................59 3.1.14 O Apocalipse – Francisco Cândido Xavier ...................................................................................60 3.1.15 Os Instrumentos do Grande Cirurgião - Kleber Halfeld................................................................61 3.1.16 Para os montes – Emmanuel..........................................................................................................65 3.1.17 Catástrofes – Raul Teixeira ...........................................................................................................66 3.1.18 Mortes Coletivas – Divaldo Franco...............................................................................................67 3.1.19 Terremoto Espiritual - Leopoldo Machado ...................................................................................68 3.2 Esclarecimentos Espirituais sobres Catástrofes/Tragédias....................................................................71 3.2.1 Incêndio do Circo Americano........................................................................................................71 3.2.1.1 A Tragédia do Circo – Humberto de Campos ...........................................................................71 3.2.2 Queda do Avião Australiano .........................................................................................................74 3.2.2.1 Resgates Coletivos – André Luiz ..............................................................................................74 3.2.3 Incêndio do Joelma........................................................................................................................78 3.2.3.1 Calamidades Salvadoras – Editorial – Revista Reformador......................................................78 3.2.3.2 Incêndio do Edifício Joelma – Francisco Cândido Xavier ........................................................80 3.2.3.3 Senhor Jesus! – Emmanuel........................................................................................................81 3.2.3.4 O Enigma Insolúvel – Herculano Pires .....................................................................................82 3.2.3.5 O Ponto Central – Francisco Cândido Xavier ...........................................................................83 3.2.3.6 Luz nas chamas – Cyro Costa....................................................................................................84 3.2.3.7 Resgates a Longo Prazo – Herculano Pires...............................................................................85 3.2.3.8 Os Poetas e o Incêndio – Francisco Cândido Xavier.................................................................87 3.2.3.9 Incêndio em São Paulo – Cornélio Pires ...................................................................................87 3.2.3.10 Almas Libertas – Herculano Pires.............................................................................................88 3.2.3.11 O incêndio do Joelma - Caio Ramacciotti.................................................................................89 3.2.3.12 Mãezinha, estou bem - Volquimar Carvalho dos Santos...........................................................91 3.2.3.13 Renasci das Chamas - Wilson William Garcia..........................................................................96 3.2.4 Queda do Avião Turco ................................................................................................................101 3.2.4.1 Revelação de Poeta – Francisco Cândido Xavier....................................................................101 3.2.4.2 Culpas – Silva Ramos..............................................................................................................102 3.2.4.3 A Escolha do Espírito – Herculano Pires ................................................................................103 3.2.5 A Queda do Avião da VARIG.....................................................................................................104 3.2.5.1 O Boeing 707 – Voo Varig 820 – Editorial – Revista Reformador........................................104 3.2.6 Choque de Trens em Minas Gerais..............................................................................................106 3.2.7 Tsunami Asiático – Indonésia .....................................................................................................108 3.2.7.1 A Transição Planetária – Manoel Philomeno de Miranda.......................................................108 4 Referências.................................................................................................................................................114
  • 5. 1 As Catástrofes e os Desastres Coletivos 1 Introdução Mas entre os males que afligem a Humanidade, há os que são de natureza geral e pertencem aos desígnios da Providência. Desses, cada indivíduo recebe, em menor ou maior proporção, a parte que lhe cabe, não lhe sendo possível opor nada mais que a resignação à vontade de Deus. Mas ainda esses males são geralmente agravados pela indolência do homem. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 741 Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados em primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra. Mas o homem não achou na Ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas os meios de neutralizar ou pelo menos de atenuar tantos desastres? Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Comentários a Perg. 741 Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores? Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 737 Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros meios que não os flagelos destruidores? Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 738
  • 6. 2 Esses flagelos destruidores têm utilidade do ponto de vista físico; malgrado os males que ocasionam? Sim, eles modificam algumas vezes o estado de uma região; mas o bem que deles resulta só é geralmente sentido pelas gerações futuras. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 739 Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a braços com as mais aflitivas necessidades? Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 740
  • 7. 3 2 Flagelos – Catástrofes & Desastres Coletivos – Definições e Conceitos 2.1 Flagelos – Tipos 2.1.1 Naturais Em face do impositivo da evolução, o homem enfrenta os flagelos que fazem parte da vida. Os naturais, surpreendem-no, sem que os possa evitar, não obstante a inteligência lhe haja facultado meios de os prevenir e até mesmo de remediar-lhes algumas das consequências. (...) Inúmeros desses flagelos destruidores já podem ser previstos e alguns diminuídos os seus os seus efeitos perniciosos, em razão das conquistas que a Humanidade vem alcançando. Outros, que constituíam impedimentos aos avanços e à saúde, têm sido minorados e até vencidos, quais a fertilização de regiões desérticas, o saneamento de áreas contaminadas, a correção de acidentes geográficos, a prevenção contra as epidemias que dizimavam multidões, assolando países e continentes inteiros, e, graças ao Espiritismo, a terapia preventiva em relação aos processos obsessivos que dominavam grupos e coletividades ... Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 10 – Flagelos e Males Com frequência regular a Terra se faz visitada por catástrofes diversas que deixam rastros de sangue, luto e dor, em veemente convite à meditação dos homens. Consequência natural da lei de destruição que enseja a renovação das formas e faculta a evolução dos seres, sempre conseguem produzir impactos, graças à força devastadora de que se revestem. Cataclismos sísmicos e revoluções geológicas que irrompem voluptuosos em forma de terremotos, maremotos, erupções vulcânicas obedecem ao impositivo das adaptações, acomodações e estruturação das diversas camadas da Terra, no seu trânsito de ‘mundo expiatório’ para ‘regenerador’. (...) As endemias e epidemias que varriam o planeta, no passado, continuamente, com danos incalculáveis, em grande parte são, hoje, capítulo superado, graças às admiráveis conquistas decorrentes da ‘revolução tecnológica’ e da abnegação de inúmeros cientistas que se sacrificaram para a salvação das coletividades. Muitas outras que ainda constituem verdadeiras catástrofes, caminham para oportunas vitórias do engenho e da perseverança humana Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap. 1 - Calamidades
  • 8. 4 2.1.2 Humanos Apesar disso, há os flagelos que o homem busca através dos vícios que se permite, sobrepondo as paixões torpes aos sentimentos de elevação, vindo a padecer males que poderiam ser evitados com um mínimo de esforço. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 10 – Flagelos e Males Algumas outras calamidades como as pestes, os incêndios, os desastres de alto porte são resultantes do atraso moral e intelectual dos habitantes do planeta, que, no entanto, lhes constituem desafios, que de futuro podem remover ou deles precatar-se. (...) Há, também, aqueles resultantes da imprevidência, da invigilância, por meio das quais o homem irresponsável se autopune, mediante os rigores dos sofrimentos decorrentes das desencarnações precipitadas, através de violentos sinistros e funestas ocorrências... Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap. 1 - Calamidades
  • 9. 5 2.2 Flagelos – Objetivos 2.2.1 Acelerar o Progresso Material/Moral – Lei de Destruição Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores? Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 737 As renovações rápidas, quase instantâneas, que se produzem no elemento espiritual da população, por efeito dos flagelos destruidores, apressam o progresso social; sem as emigrações e imigrações que de tempos a tempos lhe vêm dar violento impulso, só com extrema lentidão esse progresso se realizaria. É de notar-se que todas as grandes calamidades que dizimam as populações são sempre seguidas de uma era de progresso de ordem física, intelectual, ou moral e, por conseguinte, no estado social das nações que as experimentam. É que elas têm por fim operar uma remodelação na população espiritual, que é a população normal e ativa do globo. Allan Kardec – A Gênese – Cap. 11 – Item 36 – Emigrações e Imigrações dos Espíritos Os flagelos são instrumentos de que se serve o grande cirurgião do Universo para extirpar do mundo, destinado a marchar para a frente, os elementos gangrenados que nele provocam desordens incompatíveis com o seu novo estado. Cada órgão ou, para melhor dizer, cada região será, passo a passo, batida por flagelos de naturezas diversas. Aqui, a epidemia sob todas as suas formas; ali, a guerra, a fome. Cada um deve, pois, preparar-se para suportar a prova nas melhores condições possíveis, melhorando-se e se instruindo, a fim de não ser surpreendido de improviso. Demeure – Revista Espírita – 1868 – Novembro - Epidemia da ilha Maurice
  • 10. 6 Tais desesperadores eventos impõem ao homem invigilante a necessidade da meditação e da submissão à vontade divina, do que resultam transformações morais que o incitam à elevação. Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap. 1 - Calamidades Criamos a culpa e nos mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as consequências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito a nossa própria segurança. E por esse motivo que, de todas as calamidades terrestres, o homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida. Emmanuel – Chico Pede Licença – Cap. 19 – Desencarnações Coletivas
  • 11. 7 2.2.2 Higienização da Psicosfera Psíquica/Espiritual Olhados sob o ponto de vista espiritual esses flagelos destruidores têm objetivos saneadores que removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera, que o homem elimina e aspira, em contínua intoxicação. Indubitavelmente trazem muitas aflições pelos danos que se demoram após a extinção de vidas, arrebatadas coletivamente. Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap. 1 - Calamidades 2.2.3 Provas & Resgates Morais/Espirituais – Lei de causa e Efeito Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a braços com as mais aflitivas necessidades? Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 740 Não constituem castigos as catástrofes que chocam uns e arrebatam outros, antes significam justiça integral que se realiza. Enquanto o egoísmo governe os grupos humanos e espalhe suas torpes sementes, em forma de presunção, de ódio, de orgulho, de indiferença à aflição do próximo, a Humanidade provará a ardência dos desesperos coletivos e das coletivas lágrimas, em chamamentos severos à identificação com o bem e o amor, à caridade e ao sacrifício. Como há podido pela técnica superar e remover vários fatores de calamidades, pelas conquistas morais conseguirá, a pouco e pouco, suplantar as exigências transitórias de tais injunções redentoras. Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap. 1 - Calamidades
  • 12. 8 Dentro da Doutrina Espírita, como se explicam as mortes, assim aos milhares, em guerras, enchentes, em toda espécie de catástrofe? – São essas provações, que coletivamente adquirimos do ponto de vista de débitos cármicos. As vezes empreendemos determinados movimentos destrutivos, em desfavor da comunidade ou do indivíduo, às vezes operamos em grupo, às vezes, em vastíssimos grupos e, no tempo devido, os princípios cármicos amadurecem, e nós resgatamos as nossas dívidas, reunindo-nos uns com os outros, quando estamos acumpliciados nas mesmas culpas, porque a Lei de Deus é a Lei de Deus, formada de justiça e de misericórdia. Francisco Cândido Xavier – Chico Xavier – Dos Hippies aos problemas do mundo – Cap. 18 - Catástrofes Quando retornamos da Terra para o mundo espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgata-los devidamente. E assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla. Emmanuel – Chico Pede Licença – Cap. 19 – Desencarnações Coletivas Quanto às chamadas catástrofes, essas sempre existiram e continuarão a existir, podendo, em dada ocasião, levar em sua voragem incontáveis criaturas que estejam na faixa das necessidades expiatórias, via sofrimento. Raul Teixeira – Ante o Vigor do Espiritismo – Cap. 1 – Flagelos Há quem se revolte à ideia de que uma criatura querida tenha praticado crimes em vida anterior. Mas a verdade é que somos todos, sem distinção, espíritos endividados com a nossa própria consciência. Nada devemos a Deus, que nada nos cobra, mas tudo devemos a nós mesmos. A natureza divina do espírito se revela nas leis de justiça da consciência. E é por esse tribunal secreto, instalado em nós mesmos, que nos condenamos a suplícios redentores. A tragédia passageira resulta em benefícios espirituais na vida sem limites que nos aguarda além-túmulo. J. Herculano Pires – Diálogo dos Vivos – Cap. 25 – O Enigma Insolúvel
  • 13. 9 2.3 Flagelos – Processo 2.3.1 Planejamento Coletivo/Planetário – dimensões dos Resgastes/Reajustes Podem aplicar-se, sem medo de errar, as leis que regem o indivíduo à família, à nação, às raças, ao conjunto dos habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas. Há as faltas do indivíduo, as da família, as da nação; e cada uma, qualquer que seja o seu caráter, se expia em virtude da mesma lei. O algoz, relativamente à sua vítima, quer indo a encontrar-se em sua presença no espaço, quer vivendo em contato com ela numa ou em muitas existências sucessivas, até à reparação do mal praticado. O mesmo sucede quando se trata de crimes cometidos solidariamente por um certo número de pessoas. As expiações também são solidárias, o que não suprime a expiação simultânea das faltas individuais. Três caracteres há em todo homem: o do indivíduo, do ser em si mesmo; o de membro da família e, finalmente, o de cidadão. Sob cada uma dessas três faces pode ele ser criminoso e virtuoso, isto é, pode ser virtuoso como pai de família, ao mesmo tempo que criminoso como cidadão e reciprocamente. Daí as situações especiais que para si cria nas suas sucessivas existências. Salvo alguma exceção, pode-se admitir como regra geral que todos aqueles que numa existência vêm a estar reunidos por uma tarefa comum já viveram juntos para trabalhar com o mesmo objetivo e ainda reunidos se acharão no futuro, até que hajam atingido a meta, isto é, expiado o passado, ou desempenhado a missão que aceitaram. (...) Graças ao Espiritismo, compreendeis agora a justiça das provações que não decorrem dos atos da vida presente, porque reconheceis que elas são o resgate das dívidas do passado. Por que não haveria de ser assim com relação às provas coletivas? Dizeis que os infortúnios de ordem geral alcançam assim o inocente, como o culpado; mas, não sabeis que o inocente de hoje pode ser o culpado de ontem? Quer ele seja atingido individualmente, quer coletivamente, é que o mereceu. Depois, como já o dissemos, há as faltas do indivíduo e as do cidadão; a expiação de umas não isenta da expiação das outras, pois que toda dívida tem que ser paga até à última moeda.
  • 14. 10 (...) As virtudes da vida privada diferem das da vida pública. Um, que é excelente cidadão, pode ser péssimo pai de família; outro, que é bom pai de família, probo e honesto em seus negócios, pode ser mau cidadão, ter soprado o fogo da discórdia, oprimido o fraco, manchado as mãos em crimes de lesa-sociedade. Essas faltas coletivas é que são expiadas coletivamente pelos indivíduos que para elas concorreram, os quais se encontram de novo reunidos, para sofrerem juntos a pena de talião, ou para terem ensejo de reparar o mal que praticaram, demonstrando devotamento à causa pública, socorrendo e assistindo aqueles a quem outrora maltrataram. Allan Kardec/Clélia Duplantier – Obras Póstumas – 1º Parte – Questões e Problemas – As Expiações Coletivas
  • 15. 11 2.3.2 Planejamento Reencarnatório – individual/familiar Como se processa a provação coletiva? Na provação coletiva verifica-se a convocação dos Espíritos encarnados, participantes do mesmo débito, com referência ao passado delituoso e obscuro. O mecanismo da justiça, na lei das compensações, funciona então espontaneamente, através dos prepostos do Cristo, que convocam os comparsas da dívida do pretérito para os resgates em comum, razão porque, muitas vezes, intitulais “doloroso caso” às circunstâncias que reúnem as criaturas mais díspares no mesmo acidente, que lhes ocasiona a morte do corpo físico ou as mais variadas mutilações, no quadro dos seus compromissos individuais. Emmanuel – O Consolador – Perg. 250 – Como se processa a Provação Coletiva 2.3.3 Tempo de Amadurecimento Espiritual – méritos/aprendizados Mesmo entre os espíritas, alguns poderão perguntar por que motivo dívidas tão remotas só agora foram pagas. As Cruzadas se verificaram entre princípios do Século XI e final do Século XIII. É que a Lógica Divina é superior à lógica humana. Débitos pesados esmagariam o espírito endividado, sob cobrança imediata. Convém dar tempo ao tempo para que os resgates se façam de maneira proveitosa. Os Espíritos devem evoluir o suficiente para que suas próprias consciências os levem a aceitar o resgate e a pedi-lo, reconhecendo a medida como necessária para continuidade de sua evolução. Entrementes, nas encarnações sucessivas, partes do débito vão sendo pagas, aliviando o devedor. J. Herculano Pires – Diálogo dos Vivos – Cap. 26 – Resgates a Longo Prazo
  • 16. 12 2.4 Flagelos Humanos – Porque / Quem está sujeito O egoísmo, que não cede lugar às aspirações altruístas, comanda a sua ambição desmedida, levando-o a excessos que o comprometem. (...) O abuso das paixões, e não o uso correto que leva aos ideais do amor e ao arrebatamento pelas causas nobres, é o agente dos flagelos e males que se voltam contra o próprio homem e o infelicitam. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 10 – Flagelos e Males Pareceriam desnecessárias as aflições coletivas que arrebatam justos e injustos, bons e maus, se olhados os saldos precipitadamente. Conveniente, todavia, refletir quanto à justeza das leis divinas que recorrem a métodos purificadores e liberativos, de que os infratores e defraudadores das Leis e da Ordem não se podem furtar ou evitar. (...) Comparsas de hediondas chacinas; Grupos de vândalos que se aliciam na desordem e usurpação; Maltas de inveterados agressores que se identificam em matanças e destruições; Corsários e marinhagens desvairados em acumpliciamentos para pilhagens criminosas; Soldadesca mercenária, impiedosa e avassaladora, que se refestela, brutal, na inocência imolada selvagemente; Incendiários contumazes de lares e celeiros, em hordas nefastas e contínuas; bandos bárbaros de exterminadores, que tudo assolam por onde passam; cúmplices e seviciadores de vítimas inermes que lhe padecem as constrições danosas; Pesquisadores e cientistas impenitentes, empedernidos pelas incessantes experiências macabras de que se nutrem em agrupamentos frios; Legisladores sádicos e injustos que se desforçam nas gerações débeis que esmagam; Conquistadores arbitrários, carniceiros, que subjugam cidades nobres, tornando seus vítimas cadáveres insepultos, enquanto se banqueteiam em sangue e estupor;
  • 17. 13 Mentes vinculadas entre si por estranhas amarras de ódio, ciúme e inveja que incendeiam paixões, são reunidos novamente em vidas futuras, atravessando os portais da Imortalidade, através de resgates coletivos, como coletivamente espoliaram, destruíram, escarneceram, aniquilaram, venceram os que encontravam à frente e consideravam impedimentos à sua ferocidade e barbaria, vandalismo e estroinice, a fim de que se reajustem, no concerto cósmico da Vida, servindo, também, de escarmento para os demais, que, não obstante se comovem ante as desgraças que os surpreendem, cobrando-lhes as graves dívidas, prosseguem, atônitos e desregrados, em atitudes infelizes sem que lhes hajam constituído lições valiosas, capazes de converter-se em motivo de transformação interior. Construtores gananciosos que se fazem para cobranças negativas; Maquinistas e condutores de veículos displicentes, que favorecem tragédias volumosas, Homens que vendem a honradez e sabem que determinadas calamidades têm origem nas suas mentes e mãos, embora ignorados pela Justiça humana, não se furtarão à Consciência Divina neles mesmos insculpida, que lhes exigirá retorno ao proscênio em que se fizeram criminosos ignorados para tornar-se heróis, salvando outros e perecendo, como necessidade purificadora de que se alçarão, depois, à paz. Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap. 1 - Calamidades Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos a Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos. Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras. Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o plano físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lagrimas. Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno a Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação. Emmanuel – Chico Pede Licença – Cap. 19 – Desencarnações Coletivas
  • 18. 14 – Imaginemos que fossem analisar as origens da provação a que se acolheram os acidentados de hoje.... Surpreenderiam, decerto, Delinquentes que, em outras épocas, atiraram irmãos indefesos do cimo de torres altíssimas, para que seus corpos se espatifassem no chão; Companheiros que, em outro tempo, cometeram hediondos crimes sobre o dorso do mar, pondo a pique existências preciosas; Suicidas que se despenharam de arrojados edifícios ou de picos agrestes, em supremo atestado de rebeldia, perante a Lei, os quais, por enquanto, somente encontraram recurso em tão angustioso episódio para transformarem a própria situação. André Luiz – Ação e Reação – Cap. 18 – Resgastes Coletivos
  • 19. 15 2.5 Flagelos – Amparo Espiritual 2.5.1 Antevisão das tragédias – preparativos/pressentimentos Sabíamos que milhares de Espíritos nobres haviam acorrido em auxílio de todos, empenhando-se em resgatá-los das Entidades infelizes e vampirizadoras, interessadas no fluido vital dos recém-desencarnados. Engenheiros e arquitetos desencarnados movimentaram-se com rapidez e edificaram uma comunidade de emergência, que a todos nos albergaria logo mais, recebendo também aqueles aos quais socorrêssemos. Curiosamente ampliou os esclarecimentos, informando que os ocidentais em férias que se fizeram vítimas, mantinham profunda ligação emocional com aquele povo e foram atraídos por forças magnéticas para resgatar, na ocasião, velhos compromissos que lhes pesavam na economia moral... - Nada acontece, sem os alicerces da causalidade! – Concluiu. Manoel Philomeno de Miranda – Transição Planetária – Cap. 4
  • 20. 16 2.5.2 Equipes especializadas de socorro – requisitos Em pleno quadro inquietante, um ancião desencarnado, de semblante nobre e digno, formulava requerimento comovedor, rogando à Mansão a remessa de equipe adestrada para a remoção de seis das catorze entidades desencarnadas no doloroso sinistro. (...) A cena aflitiva parecia desenrolar-se ali mesmo. Oito dos desencarnados no acidente jaziam em posição de chague, algemados aos corpos, mutilados ou não; quatro gemiam, jungidos aos próprios restos, e dois deles, não obstante ainda enfaixados às formas rígidas, gritavam desesperados, em crises de inconsciência. Contudo, amigos espirituais, abnegados e valorosos, velavam ali, calmos e atentos. Figurando-se cascata de luz vertendo do Céu, o auxílio do Alto vinha, solícito, em abençoada torrente de amor. (...) Foi então que Hilário e eu indagamos se não nos seria possível a participação na obra assistencial que se processava, no que Druso, paternalmente, não concordou, explicando que o trabalho era de natureza especialíssima, requisitando colaboradores rigorosamente treinados. André Luiz – Ação e Reação – Cap. 18 – Resgastes Coletivos
  • 21. 17 2.5.3 Assimilação do amparo – morte # libertação espiritual – O socorro no avião sinistrado é distribuído indistintamente, contudo, não podemos esquecer que se o desastre é o mesmo para todos os que tombaram, a morte é diferente para cada um. No momento serão retirados da carne tão-somente aqueles cuja vida interior lhes outorga a imediata liberação. Quanto aos outros, cuja situação presente não lhes favorece o afastamento rápido da armadura física, permanecerão ligados, por mais tempo, aos despojos que lhes dizem respeito. – Quantos dias? – Clamou meu colega, incapaz de conter a emoção de que se via possuído. – Depende do grau de animalização dos fluidos que lhes retêm o Espírito à atividade corpórea – respondeu-nos o mentor. – Alguns serão detidos por algumas horas, outros, talvez, por longos dias.... Quem sabe? Corpo inerte nem sempre significa libertação da alma. O gênero de vida que alimentamos no estágio físico dita as verdadeiras condições de nossa morte. Quanto mais chafurdamos o ser nas correntes de baixas ilusões, mais tempo gastamos para esgotar as energias vitais que nos aprisionam à matéria pesada e primitiva de que se nos constitui a instrumentação fisiológica, demorando-nos nas criações mentais inferiores a que nos ajustamos, nelas encontrando combustível para dilatados enganos nas sombras do campo carnal, propriamente considerado. E quanto mais nos submetamos às disciplinas do espírito, que nos aconselham equilíbrio e sublimação, mais amplas facilidades conquistaremos para a exoneração da carne em quaisquer emergências de que não possamos fugir por força dos débitos contraídos perante a Lei. Assim é que “morte física” não é o mesmo que “emancipação espiritual”. André Luiz – Ação e Reação – Cap. 18 – Resgastes Coletivos (...) Os Amigos Espirituais, destacando-se meu avô Álvaro, comigo durante todo o tempo, não me deixaram assinalar quaisquer violências, naturais numa ocasião como aquela, da parte daqueles que nos removiam do caminho em que se acreditavam no rumo da volta que não mais se verificaria. Lembrando nossas preces e nossas conversações em casa, procurei esquecer as frases de desespero que se pronunciavam em torno de mim. Essa atitude de prece e de aceitação me auxiliou e me colocou em posição de ser socorrida.
  • 22. 18 (...) Os irmãos hospitalizados, os que se refazem dos choques, os que se reconhecem desfigurados por falta de preparação íntima na reconstituição da própria forma e os que se acusam doentes, são ainda muitos. (...) Não me recorde desfigurada ou em situação difícil na qual você é induzido a lembrar- me. Querido irmão, atravessamos aquela sombra. Volquimar Carvalho dos Santos – Somos Seis – Cap. 3 (13 julho 1974) (...) Passaram. O nosso admirável Joelma para nós agora funcionou como um templo em que nos transformamos para as Leis de Deus. Não creiam que o sofrimento para mim fosse muito. A princípio, o tumulto, o desejo natural de escapar à provação, a luta pela sobrevivência sem agressões (5) à frente dos companheiros e colegas que experimentavam como nós o desequilíbrio nos conflitos inesperados... Depois, foi a tosse, o cérebro toldado, como se houvesse sorvido uma bebida forte e, em seguida, um sono com pesadelos (6)... Os pesadelos das telas em derredor que vocês podem imaginar como tenham sido... Posso dizer a você, Mamãe, que pensávamos em helicópteros que nos retirassem das partes altas do edifício e com espanto, quando acordei ainda estremunhado, fui transportado para um aparelho semelhante, junto de outros amigos. Era assim tão perfeita a situação do salvamento que fui alojado num hospital, como se estivéssemos num hospital da cidade para recuperação, antes do regresso à nossa casa. Mantive essa expectativa até que meu avô Ângelo me fizesse recordar os tempos de criança e, logo que me vi novamente menino na memória, compreendi que ele era o meu avô na Vida Espiritual e que estávamos juntos. O hospital não era mais daqueles que conhecemos no mundo. Wilson William Garcia – Somos Seis – Cap. 8 (20 dezembro 1975)
  • 23. 19 2.6 Flagelos – O Que Você pode Fazer Tocados pelas dores gerais, partícipes das angústias que se abatem sobre os lares vitimados pela fúria da catástrofe, ajudemo-nos e oremos, formando a corrente da fraternidade santificante, e, desde logo, estaremos construindo a coletividade harmônica que atravessará o túmulo em paz e esperança, com os júbilos do viajor retornando ditoso à Pátria da ventura. Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap.1 – Calamidades 2.6.1 Atitudes Corretivas/suporte 2.6.1.1 Manter a calma – desenvolver um entendimento abrangente Em tempo algum empolgar-se por emoções desordenadas ante ocorrências que apaixonem a opinião pública, como, por exemplo, delitos, catástrofes, epidemias, fenômenos geológicos e outros quaisquer. Acalmar-se é acalmar os outros. André Luiz – Conduta Espírita – Cap. 39 - Perante os fatos momentosos Lamentemos sem desespero quantos se fizeram vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles e a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos. Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença da Misericórdia Divina junto as ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento e invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nos, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor. Emmanuel – Chico Pede Licença – Cap.19 – Desencarnações Coletivas Chico Xavier, o senhor não acredita no apocalipse previsto por Nostradamus e outros videntes para o ano 2.000? – Acima do próprio Apocalipse, eu creio na bondade eterna do Criador que nos insuflou a vida imortal. Então, acima de todos os apocalipses, eu creio em Deus e na imortalidade humana e essas duas realidades preponderarão em qualquer tempo da Humanidade. Francisco Cândido Xavier – Chico Xavier – Mandato de Amor – Cap. 14 (1980)
  • 24. 20 Dá-lhes a saber, em qualquer recanto de fé ou pensamento a que se acolham, que é preciso nos levantemos de nossas próprias inquietações e perplexidades, a cada dia, para continuar e recomeçar, sustentar e valorizar as lutas de nossa evolução e aperfeiçoamento, no uso da Vida Maior que a todos nos aguarda, nos planos da União Sem Adeus. Emmanuel – Diálogo dos Vivos – Cap. 25 – Senhor Jesus!
  • 25. 21 2.6.1.2 Prece Intercessória Entretanto, não desconhecemos que nós, consciências endividadas, podemos melhorar nossos créditos, todos os dias. Quantos romeiros terrenos, em cujos mapas de viagem constam surpresas terríveis, são amparados devidamente para que a morte forçada não lhes assalte o corpo, em razão dos atos louváveis a que se afeiçoam! ... Quantas intercessões da prece ardente conquistam moratórias oportunas para pessoas cujo passo já resvala no cairel do sepulcro?!... Quantos deveres sacrificiais granjeiam, para a alma que os aceita de boamente, preciosas vantagens na Vida Superior, onde providências se improvisam para que se lhes amenizem os rigores da provação necessária?! André Luiz – Ação e Reação – Cap. 18 – Desencarnações Coletivas 2.6.1.3 Caridade Fraternal E, enquanto o buril da provação esculpe na pedra de nossas dificuldades, conquanto as nossas lágrimas, novas formas de equilíbrio e rearmonização, embelezamento e progresso, engrandece em teu amor aqueles que entrelaçam providências no amparo aos companheiros ilhados na angústia. Agradecemos ainda a compreensão e a bondade que nos concedes em todos os irmãos nossos que estendem os braços, cooperando na extinção das chamas da morte; que oferecem o próprio sangue aos que desfalecem de exaustão; que umedecem com o bálsamo do leite e da água pura os lábios e as gargantas ressequidas que emergem de tumulto de cinza e sombra; que socorrem os feridos e mutilados para que se restaurem; e os que pronunciam palavras de entendimento e paz, amor e esperança, extinguindo a violência no nascedouro!… Senhor Jesus! … Confiamos em ti e, ao entregarmo-nos em Tuas mãos, ensina-nos a reconhecer que fazes o melhor ou permites se faça constantemente o melhor em nós e por nós, hoje e sempre. Emmanuel – Diálogo dos Vivos – Cap. 25 – Senhor Jesus! 2.6.1.4 Atendimento Espiritual a distância Diante, portanto, de toda realização mediúnica de socorro aos que sofrem e choram no além-túmulo, tenhamos em mente que a caridade do Pai para com nós outros é maior do que supomos oferecer aos que vêm até nós em busca de lenitivo para as suas dores. João Cleófas
  • 26. 22 2.6.2 Atitudes Preventivas 2.6.2.1 Educar-se espiritualmente Bem sabemos que, se uma onda sonora encontra outra, de tal modo que as “cristas” de uma ocorram nos mesmos pontos dos “vales” da outra, esse meio, em consequência aí não vibra, tendo-se como resultado o silêncio. Assim é que, gerando novas causas com o bem, praticado hoje, podemos interferir nas causas do mal, praticado ontem, neutralizando-as e reconquistando, com isso, o nosso equilíbrio. Desse modo, creio mais justo incentivarmos o serviço do bem, através de todos os recursos ao nosso alcance. A caridade e o estudo nobre, a fé e o bom ânimo, o otimismo e o trabalho, a arte e a meditação construtiva constituem temas renovadores, cujo mérito não será lícito esquecer, na reabilitação de nossas ideias e, consequentemente, de nossos destinos. André Luiz – Ação e Reação – Cap. 18 – Catástrofes Coletivas 2.6.2.2 Agir de forma positiva no Bem próprio e da coletividade É indispensável manter-se o discípulo do bem nas alturas espirituais, sem abandonar a cooperação elevada que o Senhor exemplificou na Terra; que aí consolide a sua posição de colaborador fiel, invencível na paz e na esperança, convicto de que, após a passagem dos homens da perturbação, portadores de destroços e lágrimas, são os filhos do trabalho que semeiam a alegria, de novo, e reconstroem o edifício da vida. Emmanuel – Caminho, Verdade e Vida – Cap. 140 – Para os Montes
  • 27. 23 2.7 Flagelos - Íntimos 2.7.1 Tipos e alcance No entanto, entre os povos mais adiantados do planeta, avançam duas calamidades morais do materialismo, corrompendo-lhes as forças: o suicídio e a loucura, ou, mais propriamente, a angústia e a obsessão. É que o homem não se aprovisiona de reservas espirituais à custa de máquinas. Emmanuel - Entre irmãos de outras Terras - Cap. 12 - Supercultura e Calamidades Morais Ante as calamidades que afligem a Natureza, gerando o espetáculo deprimente das provações coletivas, não te esqueças daquele mundo vivo que somos nós mesmos, governado por leis que não poderemos trair. Lembra-te de que todos os nossos desacertos na luta e deserções do dever representam deplorável plantação de males em nossa rota. A rendição ao vício e o culto da crueldade criam espessas nuvens de treva em torno de nossos passos a rebentarem depois, em temporais de lágrimas, que valem por destruidoras convulsões em nosso campo íntimo. É por isso que a experiência atual para nós outros permanece juncada pelos destroços de ontem, quando a nossa invigilância favoreceu na estrada que nos é própria os flagelos morais que hoje nos patrocinam as dificuldades e os sofrimentos. Os obstáculos do templo familiar, os impedimentos afetivos, os espinheiros profissionais e os tremendos conflitos interiores que nos assomam à vida constituem dolorosas reminiscências dos cataclismos da alma que nós mesmos criamos. Emmanuel – Fé, Paz e Amor – Cap. 14 - Flagelos
  • 28. 24 2.8 Flagelos e Desastres Coletivos – no Brasil – marcantes nos últimos 100 anos – 1918/2018 2.8.1 Inundações 2.8.1.1 1967 – Inundação e deslizamento de terra em Caraguatatuba • De acordo com o posto da Fazenda dos Ingleses, o índice pluviométrico foi de 851 mm, 420 mm somente no dia 18, não tendo sido registrado índice maior devido à saturação do pluviômetro. Na manhã do dia 18 começaram os deslizamentos, a maior parte deles ocorrendo à tarde. Às 13:00 horas ocorreu uma avalanche de pedras, árvores e lama dos morros Cruzeiro, Jaraguá e Jaraguazinho, próximos à cidade. Por volta das 15:30 horas toda a serra desabou, e a cidade ficou isolada. • Mortes: 436 2.8.1.2 2011 – Deslizamento de terra/Região Serrana do Rio de Janeiro • Enchentes e deslizamentos de terra atingiram o estado do Rio de Janeiro, localizado no Sudeste do Brasil, em janeiro de 2011. Os municípios mais afetados foram Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto e Bom Jardim na Região Serrana e Areal na Região Centro- Sul do estado. • Mortes: 916 – 345 desaparecidos. 2.8.1.3 2015 – Rompimento da Barragem de Mariana/Minas Gerais • O rompimento da barragem em Mariana ocorreu na tarde de 5 de novembro de 2015 no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro do município brasileiro de Mariana, Minas Gerais.[3] Rompeu-se uma barragem de rejeitos de mineração denominada "Fundão", controlada pela Samarco Mineração S.A. O rompimento da barragem de Fundão é considerado o desastre industrial que causou o maior impacto ambiental da história brasileira e o maior do mundo envolvendo barragens de rejeitos, com um volume total despejado de 62 milhões de metros cúbicos. Destruindo totalmente três distritos - Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira, esta última a 60 km de Mariana - e deixando milhares de pessoas desalojadas. • Mortes: 19.
  • 29. 25 2.8.2 Incêndios 2.8.2.1 1961 – Incêndio do Circo Americano /Niterói • No dia 17 de dezembro de 1961, ocorria, em Niterói, o maior incêndio do Brasil, que deixou centenas de mortos. Oficialmente, morreram 503 pessoas na tragédia, mas o número estimado seria maior. E cerca de 70% desse total eram crianças, que morreram queimadas, asfixiadas ou pisoteadas. Entre os feridos, muitos deles ficaram desfigurados e alguns até mutilados. • Mortes: 503 2.8.2.2 1972 – Incêndio do Edifício Andraus/São Paulo • Em 24 de fevereiro de 1972, o Edifício Andraus, localizado na Avenida São João região central da Cidade de São Paulo, foi palco de um incêndio de grandes proporções. A tragédia ocorreu devido a uma sobrecarga no sistema elétrico no segundo pavimento, que fez com que o fogo rapidamente se alastrasse consumindo o prédio por completo. • Mortes: 16 2.8.2.3 1974 – Incêndio do Edifício Joelma/São Paulo • O incêndio começou por volta das 8h45 de uma sexta-feira chuvosa – 1 de fevereiro de 1974. O fogo foi causado por um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado no 12° andar. Quinze minutos após o curto-circuito, era impossível descer as escadas, que foram bloqueadas pelo fogo e a fumaça. • Mortes: 187 - A grande maioria das vítimas era formada por funcionários do Banco Crefisul de Investimentos, que funcionava lá. 2.8.2.4 1984 – Incêndio da Vila Socó/São Paulo • O incêndio foi provocado pelo vazamento de 700 mil litros de gasolina de um duto da Petrobras que passava sob as palafitas da favela, onde moravam quase seis mil pessoas. O problema teria acontecido por uma falha operacional. O fogo começou por volta da meia-noite e se estendeu até a manhã do dia seguinte. • Mortes: 93 (500?) – mais de 3000 desabrigados.
  • 30. 26 2.8.2.5 2013 – Incêndio da Boate Kiss/Santa Maria • A tragédia ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013, e foi provocada pela imprudência e pelas más condições de segurança no local. O acidente foi considerado a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em um incêndio, sendo superado apenas pela tragédia do Gran Circus Norte- Americano, ocorrida em 1961, em Niterói, que vitimou 503 pessoas. • Mortes: 242. 2.8.2.6 1987 – Contaminação por Césio/Goiânia • O acidente radiológico de Goiânia, amplamente conhecido como acidente com o césio-137, foi um grave episódio de contaminação por radioatividade ocorrido no Brasil. A contaminação teve início em 13 de setembro de 1987, quando um aparelho utilizado em radioterapias foi encontrado dentro de uma clínica abandonada, no centro de Goiânia, em Goiás. O instrumento foi encontrado por catadores de um ferro-velho do local, que entenderam tratar-se de sucata. Foi desmontado e repassado para terceiros, gerando um rastro de contaminação, o qual afetou seriamente a saúde de centenas de pessoas. O acidente com césio- 137 foi o maior acidente radioativo do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora das usinas nucleares. • Mortes: 4 – centenas de contaminados.
  • 31. 27 2.8.3 Desastres Aéreos 2.8.3.1 1928 – Queda do Hidroavião Santos Dumont • Um Dornier Do J do Syndicato Condor cai nas águas da Baía de Guanabara. Esse acidente ocorreu durante as comemorações do retorno de Alberto Santos Dumont ao Brasil. Entre os mortos, estava o médico Amaury de Medeiros. • Mortes: 14 2.8.3.2 1973 – Acidente do avião da VARIG/Paris • Um voo da Varig que havia decolado do Rio de Janeiro caiu a quatro quilômetros do aeroporto de Orly, na França. Entre os mortos estava o cantor Agostinho dos Santos e o político Felinto Muller. • Mortes: 123 – 11 sobreviventes 2.8.3.3 1982 – Acidente do avião da VASP/Ceará • Em 8 de junho de 1982 um Boeing da Vasp que ia de São Paulo a Fortaleza se chocou contra a Serra da Aratanha, no norte do Ceará. • Mortes: 135 2.8.3.4 1996 – Acidente do avião Fokker 100 – TAM/São Paulo • Na manhã de 31 de outubro de 1996, o voo 402, um Fokker 100, da TAM, decolou de Congonhas para o Rio de Janeiro. Apenas 24 segundos depois, caiu sobre oito casas da Rua Luís Orsini de Castro, no bairro do Jabaquara, na zona sul de São Paulo. • Mortes: 96 + 3 em terra 2.8.3.5 2006 – Acidente do avião GOL/Legacy/Amazônia • Em 29 de setembro de 2006, um jato Legacy que ia para o Estados Unidos colidiu com um Boeing da Gol que retornava para o sul do País, sobre a Floresta Amazônica. • Mortes: 154 2.8.3.6 2007 – Acidente do avião TAM/São Paulo • Em 17 de julho de 2007, um avião da TAM que vinha de Porto Alegre não conseguiu parar na pista ao pousar no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. A aeronave se chocou contra um prédio da companhia aérea. • Mortes: 186 + 13 em terra
  • 32. 28 2.8.3.7 2009 – Acidente do avião AIRFRANCE/Oceano Atlântico • Em 31 de maio de 2009, o voo 447 da Air France, que ia do Rio de Janeiro para Paris, caiu no oceano Atlântico, a cerca de 600 quilômetros de Fernando de Noronha. • Mortes: 228 – 58 brasileiros, entre eles o príncipe Pedro de Luís de Orleans e Bragança. 2.8.3.8 2016 – Acidente do avião LaMia/Colômbia/Equipe da Chapecoense • O avião partiu na noite de 28 de novembro de 2016 de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, com destino a Medellín, na Colômbia, onde a Chapecoense iria disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional. O jogo estava marcado para o dia 30 de novembro. A aeronave caiu a poucos quilômetros da cidade colombiana, à 1h15 (horário de Brasília) de 29 de novembro de 2016. • Mortes: 71 – 6 sobreviventes – 4 brasileiros.
  • 33. 29 2.8.4 Desastres Rodoviários 2.8.4.1 1960 – Acidente do Rio Turvo • Acidente do Rio Turvo: o acidente aconteceu em 24 de agosto de 1960, quando um ônibus levando 64 estudantes de São José do Rio Preto para Barretos caiu de uma ponte no rio Turvo, município de Guapiaçu. Até hoje, é o maior acidente rodoviário em número de vítimas fatais ocorrido no estado de São Paulo. • Mortes: 59 2.8.4.2 1998 – Acidente dos ônibus dos Romeiros • O acidente ocorreu na Rodovia Anhanguera, no quilômetro 179 do sentido norte, na altura da cidade de Araras, envolvendo 5 veículos, sendo destes 2 ônibus com romeiros, a maioria deles da cidade de Anápolis. A maioria das pessoas morreu carbonizadas após uma colisão entre o primeiro ônibus com um caminhão carregado de combustível que veio a explodir. Os demais veículos, devido à espessa fumaça, adentraram as chamas, elevando ainda mais o número de vítimas. Hoje em Anápolis existe a Praça dos Romeiros, em homenagem às vítimas desta tragédia. • Mortes: 53 2.8.5 Desastres Náuticos 2.8.5.1 1927 – Naufrágio do navio Princesa Mafalda • O luxuoso transatlântico italiano Princesa Mafalda pegou fogo e afundou na costa da Bahia em 25 de outubro d1e 1927, durante o trajeto entre Cabo Verde e o Rio de Janeiro. A embarcação levava 971 passageiros e 288 tripulantes. Mais de 300 pessoas morreram, incluindo muitos imigrantes Italianos. • Mortes: 300 2.8.5.2 1988 – Naufrágio do Bateau Mouche • O navio 'Bateau Mouche IV', com cerca de 140 pessoas a bordo, afundou em frente ao Pão de Açúcar. Em meio à escuridão típica de uma noite cuja principal atração seria a queima de fogos na praia, os passageiros caíram no mar após forte vento atingir o navio. Pouco antes da tragédia o barco começou a adernar e acabou virando, jogando todos os passageiros ao mar. • Mortes: 55
  • 34. 30 2.8.5.3 1988 – Naufrágio do Correio do Arari • A embarcação pertencente à prefeitura do município naufragou em 15 de julho de 1988, na área conhecida como “Cemitério dos navios”, próxima à Ilha das Onças, na Baía do Guajará. A embarcação tinha capacidade para transportar 60 pessoas, mas saiu da Feira do Açaí, em Belém, com 120 pessoas, além de um grande volume de carga considerada imprópria para um barco de passageiros. Testemunhas ouvidas durante a instrução processual afirmaram que o comandante do “Correio do Arari” foi avisado do perigo através de sinais luminosos por barcos que navegavam na região da Ilha das Onças, mas continuou até bater em carcaças de navios fundeados no local, naufragando em dez minutos. • Mortes: 59 2.8.6 Desastres Ferroviários 2.8.6.1 1946 – Acidente de Trem em Aracaju • Foi o pior desastre ferroviário do Brasil, matando 185 pessoas e deixando 300 feridos. O acidente ocorreu no trajeto entre as estações de Riachuelo e Laranjeiras, próximos à capital sergipana de Aracaju. Operando com superlotação, carregava em torno de 1000 passageiros, por volta das 19 horas. A locomotiva, cargueiro e três vagões de passageiros descarrilaram ao descer um trecho inclinado da linha em alta velocidade, perdendo os freios • Mortes: 185 2.8.6.2 1983 – Acidente de Trem na Bahia • O Descarrilamento de Pojuca foi um acidente ferroviário ocorrido em 31 de agosto de 1983 em Pojuca, estado da Bahia, no Brasil. Nessa data, um trem de carga da Rede Ferroviária Federal transportando combustíveis descarrilou nas proximidades de Pojuca, Bahia. A lentidão das autoridades em conter o vazamento e a ação de saqueadores provocaram a explosão de três vagões. • Mortes: 100
  • 35. 31 2.9 Flagelos – Casos com Esclarecimentos Espirituais 2.9.1 1938 – Queda do Avião Australiano – André Luiz Um Douglas DC-2 da Australian National Airways, colide contra a região do monte Dandenong em Vitória (Adelaide/Melbourne), Austrália (25/10/1938). O socorro no avião sinistrado é distribuído indistintamente, contudo, não podemos esquecer que se o desastre é o mesmo para todos os que tombaram, a morte é diferente para cada um. No momento serão retirados da carne tão-somente aqueles cuja vida interior lhes outorga a imediata liberação. Quanto aos outros, cuja situação presente não lhes favorece o afastamento rápido da armadura física, permanecerão ligados, por mais tempo, aos despojos que lhes dizem respeito. André Luiz – Ação e Reação – Cap. 18 – Resgates Coletivos
  • 36. 32 2.9.2 1938 – Choque de Trens – Minas Gerais – Kleber Halfeld Na noite de 19 de dezembro de 1938, viajava um trem noturno, vindo de Belo Horizonte para o Rio, e entre as estações de Sítio (Antônio Carlos) e a de João Ayres, um cargueiro, que vinha no sentido Rio-BH, chocou-se frontalmente com o noturno, no qual viajavam escoteiros de Belo Horizonte, que rumavam para São Paulo. Carandaí 1938, dezembro 18. O relógio marca 19h30min. Dona Yara alerta o marido. - Zenóbio já acabei de fazer a matula para sua viagem desta madrugada. Podemos sair agora mais sossegados para a reunião. (...) Prece inicial. Leitura e comentário de um trecho de "O Evangelho segundo o Espiritismo". E, logo após, a segunda parte: o intercâmbio com o Mundo Espiritual através da mediunidade de alguns confrades. (...). Pedirei mentalmente, com fé, em favor do Zenóbio, a fim de que ele faça boa viagem. Mal terminara a prece e o Espírito "Irmão José", através da médium Maria Russo, fala com voz firme e pausada: - Há neste recinto uma senhora que acaba de pedir proteção para o marido. Quero dizer a ela que o aconselhe a não realizar a viagem que pretende. Que retarde sua saída desta cidade. (...) Papai, o trem que o senhor ia tomar acaba de sofrer um desastre. Falaram lá na estação que há muita gente morta e ferida. O pai vai até lá, onde já se acotovelam dezenas de pessoas, a tecerem comentários sobre o triste acontecimento Kleber Halfeld –- Reformador - 1987 – Abril - Retalhos do Cotidiano O noturno (N-2) que descia da Capital mineira para o Rio chocara-se com um cargueiro (C-65) que subia a Mantiqueira. O desastre verificara-se no quilômetro 355, entre as Estações de João Aires e Sítio. Naquela data, 19 de dezembro de 1938, o "Diário Mercantil" estampava em suas páginas uma grande manchete: "O maior desastre ferroviário no Brasil, nos últimos tempos", noticiando, logo depois, que 53 pessoas haviam morrido, enquanto que 60 estavam gravemente feridas, a maior parte internada em hospitais de Barbacena. (...) E a Irmã de caridade? Já localizaram o corpo?
  • 37. 33 O cambista continua a explicar, agora com voz a tremer: Durante muitas horas eu e outras pessoas tentamos localiza-la. Não a encontramos. Comentei o fato com os passageiros que estavam no mesmo carro. Todos eles afirmaram com absoluta certeza: Não havia nenhuma irmã de caridade no vagão!... Kleber Halfeld –- Reformador - 1987 – Abril - Retalhos do Cotidiano
  • 38. 34 2.9.3 1960 – Incêndio do Circo Americano – Niterói – Humberto de Campos Com três mil pessoas na plateia, faltavam 20 minutos para o espetáculo acabar, quando uma trapezista notou o incêndio. Em pouco mais de cinco minutos, o circo foi completamente devorado pelas chamas. 372 pessoas morreram na hora e, aos poucos, vários feridos morriam, chegando a mais de 500 mortes, das quais 70 % eram crianças. Cada um de nós traga um.... Essas pragas jazem escondidas por toda a parte... Caça-las e exterminá-las é o serviço da hora... Durante a noite inteira, mais de mil pessoas, ávidas de crueldade, vasculharam residências humildes e, no dia subsequente, ao Sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e criancinhas, em gritos e lágrimas, no fim de soberbo espetáculo, encontraram a morte, queimadas nas chamas alteadas ao sopro do vento, ou despedaçadas pelos cavalos em correria. ...... Quase dezoito séculos passaram sobre o tenebroso acontecimento.... Entretanto, a justiça da Lei, através da reencarnação, reaproximou todos os responsáveis, que, em diversas posições de idade física, se reuniram de novo para dolorosa expiação, a 17 de Dezembro de 1961, na cidade brasileira de Niterói, em comovedora tragédia num circo. Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Cap. 6 – Revista Reformador – 1962 – Março
  • 39. 35 2.9.4 1973 – Queda do Avião Turco – Paris – Silva Ramos Conhecido como desastre aéreo de Ermenonville era uma linha aérea da empresa turca Turkish Airlines que ligava o Aeroporto Internacional Atatürk, na Turquia ao Aeroporto de Londres-Heathrow, na Inglaterra. Durante um voo ocorrido no dia 3 de março de 1974, um McDonnell Douglas DC-10, matrícula TCJAV, que realizava essa rota caiu numa floresta nos arredores de Paris, matando todos os seus 335 passageiros e 11 tripulantes. A Natureza aponta a culpa que começa: Em cidade praiana, a legião pirata Desembarca, saqueia, humilha, fere, mata… Por nada se detém, por mais que se lhe peça… Quantas vidas ao mar sob golpes à pressa! ... Incêndios e orações no horror que se desata… Depois, vinho e prazer, os butins de ouro e prata E as horas avançando ao tempo que não cessa… Os séculos se vão marchando em luz e treva… Um dia, em mar aéreo, enorme nave leva Os piratas de outrora e a Justiça Divina… Surge a morte no ar… A aflição se renova… Preces, gemidos e ais de corações em prova… E a Natureza apaga a culpa que termina. Silva Ramos – Diálogos dos Vivos – Cap. 29
  • 40. 36 2.9.5 1974 – Incêndio do Edifício Joelma – São Paulo – Cornélio Pires / Cyro Costa Incêndio no Edifício Joelma faz referência a uma tragédia ocorrida em 1º de fevereiro de 1974, no atualmente denominado Edifício Praça da Bandeira, na região central de São Paulo, Brasil, e que provocou a morte de 187 pessoas e deixou mais de 180 mortos. Fogo!… Amplia-se a voz no assombro em que se espalha Gritos, alterações… O tumulto domina. No templo do progresso, em garbos de oficina, O coração se agita, a vida se estraçalha. Tanto fogo a luzir é mística fornalha E a presença da dor reflete a lei divina. Onde a fé se mantém, a prece descortina O passado remoto em longínqua batalha… Varrem com fogo e pranto as sombras de outras eras Combatentes da Cruz em provações austeras, Conquanto heróis do mundo, honrando os tempos idos. Na Terra o sofrimento, a angústia, a cinza, a escória… Mas ouvem-se no Além os hinos de vitória Das Milícias do Céu saudando os redimidos. Cyro Costa – Diálogo dos Vivos – Cap. 26 – Luz nas Chamas Homenagem aos companheiros desencarnados no incêndio ocorrido na capital de São Paulo a 1º de fevereiro de 1974, em resgate dos derradeiros resquícios de culpa que ainda traziam na própria alma, remanescentes de compromissos adquiridos em guerra das Cruzadas.
  • 41. 37 2.9.6 2004 – Tsunami Asiático – Indonésia – Manoel Philomeno de Miranda O sismo e tsunami do Oceano Índico de 2004 foi um terremoto/sismo submarino que ocorreu às 00:58:53 UTC de 26 de dezembro de 2004, com epicentro na costa oeste de Sumatra, na Indonésia. Sabíamos que milhares de Espíritos nobres haviam acorrido em auxílio de todos, empenhando-se em resgatá-los das Entidades infelizes e vampirizadoras, interessadas no fluido vital dos recém-desencarnados. Engenheiros e arquitetos desencarnados movimentaram-se com rapidez e edificaram uma comunidade de emergência, que a todos nos albergaria logo mais, recebendo também aqueles aos quais socorrêssemos. Curiosamente ampliou os esclarecimentos, informando que os ocidentais em férias que se fizeram vítimas, mantinham profunda ligação emocional com aquele povo e foram atraídos por forças magnéticas para resgatar, na ocasião, velhos compromissos que lhes pesavam na economia moral... - Nada acontece, sem os alicerces da causalidade! – concluiu. Manoel Philomeno de Miranda – Transição Planetária – Cap. 4
  • 42. 38 3 Catástrofes & Desastres Coletivos – Mensagens & Artigos Completos 3.1 Conceitos e Considerações Gerais 3.1.1 Flagelos Destruidores – Allan Kardec Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores? Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 737 Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros meios que não os flagelos destruidores? Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 738 Esses flagelos destruidores têm utilidade do ponto de vista físico; malgrado os males que ocasionam? Sim, eles modificam algumas vezes o estado de uma região; mas o bem que deles resulta só é geralmente sentido pelas gerações futuras. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 739 Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a braços com as mais aflitivas necessidades? Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 740
  • 43. 39 É dado ao homem conjurar os flagelos que o afligem? Sim, em parte, mas não como geralmente se pensa. Muitos flagelos são a consequência de sua própria imprevidência. À medida que ele adquire conhecimentos e experiências pode conjurá-los, quer dizer, preveni-los, se souber pesquisar-lhes as causas. Mas entre os males que afligem a Humanidade, há os que são de natureza geral e pertencem aos desígnios da Providência. Desses, cada indivíduo recebe, em menor ou maior proporção, a parte que lhe cabe, não lhe sendo possível opor nada mais que a resignação à vontade de Deus. Mas ainda esses males são geralmente agravados pela indolência do homem. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 741 Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados em primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra. Mas o homem não achou na Ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas os meios de neutralizar ou pelo menos de atenuar tantos desastres? Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Comentários a Perg. 741
  • 44. 40 3.1.2 As Expiações Coletivas – Allan Kardec/ Clélia Duplantier O Espiritismo explica perfeitamente a causa dos sofrimentos individuais, como consequências imediatas das faltas cometidas na existência precedente, ou como expiação do passado; mas, uma vez que cada um só é responsável pelas suas próprias faltas, não se explicam satisfatoriamente as desgraças coletivas que atingem as aglomerações de indivíduos, às vezes, uma família inteira, toda uma cidade, toda uma nação, toda uma raça, e que se abatem tanto sobre os bons, como sobre os maus, assim sobre os inocentes, como sobre os culpados. Todas as leis que regem o Universo, sejam físicas ou morais, materiais ou intelectuais, foram descobertas, estudadas, compreendidas, partindo-se do estudo da individualidade e do da família para o de todo o conjunto, generalizando-as gradualmente e comprovando-se-lhes a universalidade dos resultados. Outro tanto se verifica hoje com relação às leis que o estudo do Espiritismo dá a conhecer. Podem aplicar-se, sem medo de errar, as leis que regem o indivíduo à família, à nação, às raças, ao conjunto dos habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas. Há as faltas do indivíduo, as da família, as da nação; e cada uma, qualquer que seja o seu caráter, se expia em virtude da mesma lei. O algoz, relativamente à sua vítima, quer indo a encontrar-se em sua presença no espaço, quer vivendo em contato com ela numa ou em muitas existências sucessivas, até à reparação do mal praticado. O mesmo sucede quando se trata de crimes cometidos solidariamente por um certo número de pessoas. As expiações também são solidárias, o que não suprime a expiação simultânea das faltas individuais. Três caracteres há em todo homem: o do indivíduo, do ser em si mesmo; o de membro da família e, finalmente, o de cidadão. Sob cada uma dessas três faces pode ele ser criminoso e virtuoso, isto é, pode ser virtuoso como pai de família, ao mesmo tempo que criminoso como cidadão e reciprocamente. Daí as situações especiais que para si cria nas suas sucessivas existências. Salvo alguma exceção, pode-se admitir como regra geral que todos aqueles que numa existência vêm a estar reunidos por uma tarefa comum já viveram juntos para trabalhar com o mesmo objetivo e ainda reunidos se acharão no futuro, até que hajam atingido a meta, isto é, expiado o passado, ou desempenhado a missão que aceitaram.
  • 45. 41 Graças ao Espiritismo, compreendeis agora a justiça das provações que não decorrem dos atos da vida presente, porque reconheceis que elas são o resgate das dívidas do passado. Por que não haveria de ser assim com relação às provas coletivas? Dizeis que os infortúnios de ordem geral alcançam assim o inocente, como o culpado; mas, não sabeis que o inocente de hoje pode ser o culpado de ontem? Quer ele seja atingido individualmente, quer coletivamente, é que o mereceu. Depois, como já o dissemos, há as faltas do indivíduo e as do cidadão; a expiação de umas não isenta da expiação das outras, pois que toda dívida tem que ser paga até à última moeda. As virtudes da vida privada diferem das da vida pública. Um, que é excelente cidadão, pode ser péssimo pai de família; outro, que é bom pai de família, probo e honesto em seus negócios, pode ser mau cidadão, ter soprado o fogo da discórdia, oprimido o fraco, manchado as mãos em crimes de lesa-sociedade. Essas faltas coletivas é que são expiadas coletivamente pelos indivíduos que para elas concorreram, os quais se encontram de novo reunidos, para sofrerem juntos a pena de talião, ou para terem ensejo de reparar o mal que praticaram, demonstrando devotamento à causa pública, socorrendo e assistindo aqueles a quem outrora maltrataram. Assim, o que é incompreensível, inconciliável com a justiça de Deus, se torna claro e lógico mediante o conhecimento dessa lei. A solidariedade, portanto, que é o verdadeiro laço social, não o é apenas para o presente; estende-se ao passado e ao futuro, pois que as mesmas individualidades se reuniram, reúnem e reunirão, para subir juntas a escala do progresso, auxiliando-se mutuamente. Eis aí o que o Espiritismo faz compreensível, por meio da equitativa lei da reencarnação e da continuidade das relações entre os mesmos seres. Allan Kardec/Clélia Duplantier – Obras Póstumas – 1º Parte – Questões e Problemas – As Expiações Coletivas NOTA — Conquanto se subordine aos conhecidos princípios de responsabilidade pelo passado e da continuidade das relações entre os Espíritos, esta comunicação encerra uma idéia de certo modo nova e de grande importância. A distinção que estabelece entre a responsabilidade decorrente das faltas individuais ou coletivas, das da vida privada e da vida pública, explica certos fatos ainda mal conhecidos e mostra de maneira mais precisa a solidariedade existente entre os seres e entre as gerações. (...) Não se pode duvidar de que haja famílias, cidades, nações, raças culpadas, porque, dominadas por instintos de orgulho, de egoísmo, de ambição, de cupidez, enveredam por mau caminho e fazem coletivamente o que um indivíduo faz insuladamente.
  • 46. 42 Uma família se enriquece à custa de outra; um povo subjuga outro povo, levando-lhe a desolação e a ruína; uma raça se esforça por aniquilar outra raça. Essa a razão por que há famílias, povos e raças sobre os quais desce a pena de talião.
  • 47. 43 3.1.3 Emigrações e imigrações dos espíritos e os flagelos destruidores - Allan Kardec Em certas épocas, determinadas pela sabedoria divina, essas emigrações e imigrações se operam por massas mais ou menos consideráveis, em virtude das grandes revoluções que lhes ocasionam a partida simultânea em quantidades enormes, logo substituídas por equivalentes quantidades de encarnações. Os flagelos destruidores e os cataclismos devem, portanto, considerar-se como ocasiões de chegadas e partidas coletivas, meios providenciais de renovamento da população corporal do globo, de ela se retemperar pela introdução de novos elementos espirituais mais depurados. Na destruição, que por essas catástrofes se verifica, de grande número de corpos, nada mais há do que rompimento de vestiduras; nenhum Espírito perece; eles apenas mudam de planos; em vez de partirem isoladamente, partem em bandos, essa a única diferença, visto que, ou por uma causa ou por outra, fatalmente têm que partir, cedo ou tarde. As renovações rápidas, quase instantâneas, que se produzem no elemento espiritual da população, por efeito dos flagelos destruidores, apressam o progresso social; sem as emigrações e imigrações que de tempos a tempos lhe vêm dar violento impulso, só com extrema lentidão esse progresso se realizaria. É de notar-se que todas as grandes calamidades que dizimam as populações são sempre seguidas de uma era de progresso de ordem física, intelectual, ou moral e, por conseguinte, no estado social das nações que as experimentam. É que elas têm por fim operar uma remodelação na população espiritual, que é a população normal e ativa do globo. Allan Kardec – A Gênese – Cap. 11 – Item 36 - Emigrações e Imigrações dos Espíritos
  • 48. 44 3.1.4 Flagelos - Demeure Os flagelos são instrumentos de que se serve o grande cirurgião do Universo para extirpar do mundo, destinado a marchar para a frente, os elementos gangrenados que nele provocam desordens incompatíveis com o seu novo estado. Cada órgão ou, para melhor dizer, cada região será, passo a passo, batida por flagelos de naturezas diversas. Aqui, a epidemia sob todas as suas formas; ali, a guerra, a fome. Cada um deve, pois, preparar-se para suportar a prova nas melhores condições possíveis, melhorando-se e se instruindo, a fim de não ser surpreendido de improviso. Já algumas regiões foram provadas, mas seus habitantes estariam em completo erro se se fiassem na era da calma, que vai ceder á tempestade, para recair nos seus antigos erros. Há um período, que lhes é concedido, para entrarem num caminho melhor. Se não o aproveitarem, o instrumento de morte os experimentará até os trazer ao arrependimento. Demeure – Revista Espírita – 1868 – Novembro - - Epidemia da ilha Maurice Nota: Entre 1866 e 1869 dois fatos deixaram a Maurícia completamente arrasada: em 1866, 1867 e 1868 uma epidemia de malária afastou os navios de Port Luis (a capital), isolando por completo a ilha; em 1869, a abertura do Canal de Suez fez desviar muitas das rotas mercantes que passavam pela Maurícia.
  • 49. 45 3.1.5 Flagelos e Males – Manoel Philomeno de Miranda Em face do impositivo da evolução, o homem enfrenta os flagelos que fazem parte da vida. Os naturais, surpreendem-no, sem que os possa evitar, não obstante a inteligência lhe haja facultado meios de os prevenir e até mesmo de remediar-lhes algumas das consequências. Irrompem, de quando em quando, desafiando-lhe a capacidade intelectual, ao mesmo tempo estimulando-lhe os valores que deve aplicar para os conjurar e impedir. Enquanto isto não ocorre, constituem-lhe corretivos morais, mecanismos de reparação dos males perpetrados, recursos da Vida para impulsioná-lo ao progresso sem retentivas com a retaguarda. Inúmeros desses flagelos destruidores já podem ser previstos e alguns diminuídos os seus os seus efeitos perniciosos, em razão das conquistas que a Humanidade vem alcançando. Outros, que constituíam impedimentos aos avanços e à saúde, têm sido minorados e até vencidos, quais a fertilização de regiões desérticas, o saneamento de áreas contaminadas, a correção de acidentes geográficos, a prevenção contra as epidemias que dizimavam multidões, assolando países e continentes inteiros, e, graças ao Espiritismo, a terapia preventiva em relação aos processos obsessivos que dominavam grupos e coletividades ... Apesar disso, há os flagelos que o homem busca através dos vícios que se permite, sobrepondo as paixões torpes aos sentimentos de elevação, vindo a padecer males que poderiam ser evitados com um mínimo de esforço. O egoísmo, que não cede lugar às aspirações altruístas, comanda a sua ambição desmedida, levando-o a excessos que o comprometem. Agressivo por instinto, não abdica da violência que gera atritos domésticos e de classes, levando as nações às guerras, cada vez mais danosas e de efeitos imprevisíveis, aumentando a sanha de desforços, que se tomam causas de novos enfrentamentos, como se da vida somente lhe interessasse o poder para a destruição ... A inteligência, nesses momentos, fica obnubilada e os vapores do ódio intoxicam a razão, bloqueando os sentimentos. O homem, desgovernado, tomba, então, no flagelo por ele mesmo criado, quando, no entanto, está fadado à gloria do bem e ao remanso da paz. Tal ocorrência se dá por efeito da sua imantação animal, desse predomínio da matéria sobre o Espírito, do enleamento das paixões perturbadoras que cultiva, atrasando-lhe a marcha que deveria prosseguir sem interrupção ou retardamento. Entretanto, está no desejo dele mesmo evitar os males nos quais se enreda, caso se dispusesse a seguir o Estatuto divino, cujas leis são de fácil acesso e de perfeita assimilação no seu dia-a-dia.
  • 50. 46 Rebelando-se contra a ordem, afasta o bem, e, quando este se encontra ausente, enxameia o mal. Assim age, por pretender privilégios e prerrogativas que lhe exaltam o orgulho, fazendo-o posicionar-se acima do seu próximo, a quem passa a explorar e ferir, distante de qualquer respeito e dignidade pela vida e pelas demais criaturas. Na raiz desse comportamento extravagante e insensato encontra-se o atavismo ancestral, cujas imposições materiais têm primazia, dominando completamente a paisagem emocional. O abuso das paixões, e não o uso correto que leva aos ideais do amor e ao arrebatamento pelas causas nobres, é o agente dos flagelos e males que se voltam contra o próprio homem e o infelicitam. É, porém, através da dor-aguilhão que o propele para a frente que ele aprende a valorizar as oportunidades da sua existência corporal e desperta para o bem, a que se entrega, após a exaustão que o sofrimento lhe impõe. Não sendo o mal uma realidade, senão um efeito transitório, que pode ser alterado a partir do momento que se lhe modifique a causa, ele se transforma num futuro bem, porque vacina a vítima, que a partir daí melhor compreende a finalidade da vida na Terra, empenhando- se por alcançá-la no mais breve prazo. Não importa em que classe social ou posição cultural estagie, porquanto a ·característica nele prevalecente é a de ordem moral, responsável pelo tipo de aspiração a que se entrega e da conduta que mantém. Lord Byron, por exemplo, cuja poesia romântica influenciou toda uma época e criou um mito, poderia ter-se utilizado dos recursos de que dispunha para enobrecer-se e felicitar as vidas. Considerado belo e de corpo perfeito, culto e inteligente, assumiu comportamento excêntrico e individualista, sensual e vulgar, com uma genialidade asselvajada que ora pertencia às suas personagens e noutros momentos parecia refletir-lhe o próprio ser. Carlos Steinmetz, por sua vez, com algumas deformidades físicas, mas belo nos ideais de solidariedade humana, refugiando-se na América para salvar-se das perseguições de ideologia político-social, contribuiu de maneira extraordinária para o progresso das ciências elétricas, chegando a patentear duzentas invenções e escrever diversos trabalhos científicos e alguns livros que promoveram o progresso tecnológico da Humanidade. Na direção que o homem encaminha os passos, surgem os comportamentos que lhe assinalam a marcha. Isto, porém, é decorrência do seu mundo mental, característica do seu estágio evolutivo. Gerando hábitos, a eles se submete, porquanto ninguém há que viva sem esses condicionamentos. Quem não os tem bons, não fica deles isento, passando a tê-los maus.
  • 51. 47 Ideal será, então, iniciar-se nas experiências da vida por urna forma de neutralidade, isto é, não praticar o mal, o que não é suficiente, porquanto, em certas ocasiões, não propiciar o bem torna-se uma forma de desenvolver o mal. Primeiro passo, faculta outros mais audaciosos, até que a atração do bem passa a envolver o indivíduo, levando-o ao comprometimento com as ações superiores. Desse modo, evitar o mal, que nele mesmo reside, e, mediante o livre-arbítrio, firmado no conhecimento e obediência às divinas leis, conquistar espaço para as ações meritórias, empenhando-se por vivenciá-las a partir de então - eis o caminho a trilhar. Sentindo-se impelido ao mal, em razão dos remanescentes do primitivismo que nele jaz, deve e pode evitar praticá-lo, educando a vontade e canalizando as forças morais para o bem que nele igualmente se encontra em gérmen, graças à sua origem divina. Procedente do mundo espiritual para ali retornará, fadado ao bem vitorioso que conseguirá ao fim das pelejas travadas. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 10 – Flagelos e Males
  • 52. 48 3.1.6 Calamidades – Joanna de Angelis – Incêndio do Joelma Com frequência regular a Terra se faz visitada por catástrofes diversas que deixam rastros de sangue, luto e dor, em veemente convite à meditação dos homens. Consequência natural da lei de destruição que enseja a renovação das formas e faculta a evolução dos seres, sempre conseguem produzir impactos, graças à força devastadora de que se revestem. Cataclismos sísmicos e revoluções geológicas que irrompem voluptuosos em forma de terremotos, maremotos, erupções vulcânicas obedecem ao impositivo das adaptações, acomodações e estruturação das diversas camadas da Terra, no seu trânsito de ‘mundo expiatório’ para ‘regenerador’. Tais desesperadores eventos impõem ao homem invigilante a necessidade da meditação e da submissão à vontade divina, do que resultam transformações morais que o incitam à elevação. Olhados sob o ponto de vista espiritual esses flagelos destruidores têm objetivos saneadores que removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera, que o homem elimina e aspira, em contínua intoxicação. Indubitavelmente trazem muitas aflições pelos danos que se demoram após a extinção de vidas, arrebatadas coletivamente, deixando marcas de difícil remoção, que se insculpem no caráter, na mente e nos corpos das criaturas. Algumas outras calamidades como as pestes, os incêndios, os desastres de alto porte são resultantes do atraso moral e intelectual dos habitantes do planeta, que, no entanto, lhes constituem desafios, que de futuro podem remover ou deles precatar-se. (*) As endemias e epidemias que varriam o planeta, no passado, continuamente, com danos incalculáveis, em grande parte são, hoje, capítulo superado, graças às admiráveis conquistas decorrentes da ‘revolução tecnológica’ e da abnegação de inúmeros cientistas que se sacrificaram para a salvação das coletividades. Muitas outras que ainda constituem verdadeiras catástrofes, caminham para oportunas vitórias do engenho e da perseverança humana. Há, também, aqueles resultantes da imprevidência, da invigilância, por meio das quais o homem irresponsável se autopune, mediante os rigores dos sofrimentos decorrentes das desencarnações precipitadas, através de violentos sinistros e funestas ocorrências... Pareceriam desnecessárias as aflições coletivas que arrebatam justos e injustos, bons e maus, se olhados os saldos precipitadamente.
  • 53. 49 Conveniente, todavia, refletir quanto à justeza das leis divinas que recorrem a métodos purificadores e liberativos, de que os infratores e defraudadores das Leis e da Ordem não se podem furtar ou evitar. Comparsas de hediondas chacinas; Grupos de vândalos que se aliciam na desordem e usurpação; Maltas de inveterados agressores que se identificam em matanças e destruições; Corsários e marinhagens desvairados em acumpliciamentos para pilhagens criminosas; Soldadesca mercenária, impiedosa e avassaladora, que se refestela, brutal, na inocência imolada selvagemente; Incendiários contumazes de lares e celeiros, em hordas nefastas e contínuas; bandos bárbaros de exterminadores, que tudo assolam por onde passam; cúmplices e seviciadores de vítimas inermes que lhe padecem as constrições danosas; Pesquisadores e cientistas impenitentes, empedernidos pelas incessantes experiências macabras de que se nutrem em agrupamentos frios; Legisladores sádicos e injustos que se desforçam nas gerações débeis que esmagam; Conquistadores arbitrários, carniceiros, que subjugam cidades nobres, tornando seus vítimas cadáveres insepultos, enquanto se banqueteiam em sangue e estupor; Mentes vinculadas entre si por estranhas amarras de ódio, ciúme e inveja que incendeiam paixões, são reunidos novamente em vidas futuras, atravessando os portais da Imortalidade, através de resgates coletivos, como coletivamente espoliaram, destruíram, escarneceram, aniquilaram, venceram os que encontravam à frente e consideravam impedimentos à sua ferocidade e barbaria, vandalismo e estroinice, a fim de que se reajustem, no concerto cósmico da Vida, servindo, também, de escarmento para os demais, que, não obstante se comovem ante as desgraças que os surpreendem, cobrando-lhes as graves dívidas, prosseguem, atônitos e desregrados, em atitudes infelizes sem que lhes hajam constituído lições valiosas, capazes de converter-se em motivo de transformação interior. Construtores gananciosos que se fazem para cobranças negativas; Maquinistas e condutores de veículos displicentes, que favorecem tragédias volumosas, Homens que vendem a honradez e sabem que determinadas calamidades têm origem nas suas mentes e mãos, embora ignorados pela Justiça humana, não se furtarão à Consciência Divina neles mesmos insculpida, que lhes exigirá retorno ao proscênio em que se fizeram criminosos ignorados para tornar-se heróis, salvando outros e perecendo, como necessidade purificadora de que se alçarão, depois, à paz. (*) Não constituem castigos as catástrofes que chocam uns e arrebatam outros, antes significam justiça integral que se realiza.
  • 54. 50 Enquanto o egoísmo governe os grupos humanos e espalhe suas torpes sementes, em forma de presunção, de ódio, de orgulho, de indiferença à aflição do próximo, a Humanidade provará a ardência dos desesperos coletivos e das coletivas lágrimas, em chamamentos severos à identificação com o bem e o amor, à caridade e ao sacrifício. Como há podido pela técnica superar e remover vários fatores de calamidades, pelas conquistas morais conseguirá, a pouco e pouco, suplantar as exigências transitórias de tais injunções redentoras. Não bastassem as legítimas concessões do ajustamento espiritual, as calamidades fazem que os homens recordem o poder indômito de forças superiores que os levam a ajustar- se à sua pequenez e emular-se para o crescimento que lhes acena. Tocados pelas dores gerais, partícipes das angústias que se abatem sobre os lares vitimados pela fúria da catástrofe, ajudemo-nos e oremos, formando a corrente da fraternidade santificante, e, desde logo, estaremos construindo a coletividade harmônica que atravessará o túmulo em paz e esperança, com os júbilos do viajor retornando ditoso à Pátria da ventura. Joanna de Angelis – Após a Tempestade – Cap.1 – Calamidades - Reformador – 1974 - Abril (Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na sessão pública da noite de 2-2-1974, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.) (*) à véspera havia irrompido, em São Paulo, o incêndio do Edifício Joelma, que arrebatou mais de 170 e revelou alguns heróis. (Nota da Autora Espiritual.)
  • 55. 51 3.1.7 Perante os Fatos Momentosos – André Luiz Em tempo algum empolgar-se por emoções desordenadas ante ocorrências que apaixonem a opinião pública, como, por exemplo, delitos, catástrofes, epidemias, fenômenos geológicos e outros quaisquer. Acalmar-se é acalmar os outros. Nas conversações e nos comentários acerca de notícias terrificantes, abster-se de sensacionalismo. A caridade emudece o verbo em desvario. Guardar atitude ponderada, à face de acontecimentos considerados escandalosos, justapondo a influência do bem ao assédio do mal. A palavra cruel aumenta a força do crime. Resguardar-se no abrigo da prece em todos os transes aflitivos da existência. As provações gravitam na esfera da Justiça Divina. Aceitar nas maiores como nas menores decepções da vida humana, por mais estranhas ou desconcertantes que sejam, a manifestação dos Desígnios Superiores atuando em favor do aprimoramento espiritual. Deus não erra. Ainda mesmo com sacrifício, entre acidentes inesperados que lhe firam as esperanças, jamais desistir da construção do bem que lhe cumpre realizar. Cada Espírito possui conta própria na Justiça Perfeita. “Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos”. — Paulo. (I TESSALONICENSES, 5:15.) André Luiz – Conduta Espírita – Cap. 39 - Perante os fatos momentosos