Estudo do Meio
Estudo do Meio
Estudo
do
Meio
11,29 € IVA incluído
Componentes do projeto:
Manual do aluno
Fichas de avaliação (oferta ao aluno)
Caderno Temas da História de Portugal (oferta ao aluno)
Caderno de atividades
Livromédia (inclui Realidade Aumentada)
Jogo multimédia (oferta incluída no Livromédia)
D
i
n
a
G
u
i
m
e Neto e Sara Alves C
Conforme o novo
Acordo Ortográfico
da língua portuguesa
MANUAL VALIDADO pela Escola Superior
de Educação do Instituto Politécnico de Viseu
4
4
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Estudo do Meio
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Estudo do Meio
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Estudo do Meio
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Estudo do Meio
ano
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ano
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MANUAL VALIDADO
pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu
4
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C.
Produto
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Estudo do Meio
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Estudo do Meio
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Estudo do Meio
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Estudo do Meio
ano
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2
Avaliação
de diagnóstico
Fichas de trabalho com
atividades para recordares
os conteúdos do 3.º ano.
Conteúdos
Nesta área, podes encontrar
imagens e textos que te explicam
como tudo funciona e te ajuda
a entender melhor o meio onde
vives.
As atividades de compreensão
surgem ao longo da exploração
dos conteúdos.
O teu manual organiza-se em dez unidades.
Cada unidade tem a seguinte estrutura:
Abertura de unidade
Uma imagem para observares e explorares.
Dialoga com os teus colegas e responde
às atividades sugeridas.
Ana João Pedro Rita
Conhece o teu manual
Estes são os quatro amigos que, mais
uma vez, te vão acompanhar ao longo
do ano, apresentando dúvidas,
questões e opiniões.
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3
Atitudes e valores
Atividades que te ajudam a ser
melhor cidadão.
Recorda
Resumo e esquema
dos conteúdos
fundamentais
abordados
na unidade.
Será que já sabes?
Atividades de revisão de
conhecimentos.
Autoavaliação
A autoavaliação é muito importante
para refletires sobre o trabalho
realizado e identificares as tuas
dificuldades.
Para desenvolveres a curiosidade
e o espírito científico, apresentam-se,
no fim de cada unidade, propostas
de trabalhos práticos:
INVESTIGO Propostas de trabalho com
o objetivo de refletires e resolveres uma
questão proposta. Deves seguir
os passos indicados.
CONSTRUO Atividades práticas para
construíres objetos diversos.
PROJETO Atividades que requerem a recolha
de dados ou de materiais em fontes
diversas para analisar, refletir, concluir
e posterior apresentação de resultados.
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BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
4
ÍNDICE AVALIAÇÃO DE DIAGNÓSTICO
UNIDADE CONTEÚDOS
1
2
9
3
6
7
8
4
5
BLOCO
1
BLOCO
2
BLOCO
4
BLOCO
6
BLOCO
3
1.1 Os ossos 13
1.2 Os músculos 16
1.3 A pele 19
2.1 A segurança do corpo 27
2.2 A segurança e a prevenção de incêndios 30
2.3 Os sismos 32
9.1 As principais atividades produtivas nacionais 147
9.2 O setor primário 148
9.3 O setor secundário 152
9.4 O setor terciário 154
6.1 Os rios de Portugal 103
6.2 As formas de relevo em Portugal 107
7.1 As representações da Terra no globo e no planisfério 117
7.2 A paisagem junto à costa 119
7.3 A costa portuguesa 120
7.4 Os seres vivos das regiões costeiras 124
4.1 O estado novo e a ditadura 71
4.2 A revolução do 25 de Abril de 1974 72
4.3 A democracia 73
4.4 A organização política do estado — os órgãos do poder 74
4.5 Os presidentes da república 75
4.6 Os feriados nacionais 76
4.7 Os símbolos nacionais 77
10.1 Os desequilíbrios do ambiente 163
10.2 A preservação do ambiente 169
5.1 Os astros 85
5.2 A água no planeta Terra 90
12
26
146
40
102
116
132
70
162
84
6
O CORPO HUMANO
A SEGURANÇA
DO CORPO
À DESCOBERTA
DAS INTER-RELAÇÕES
ENTRE A NATUREZA
E A SOCIEDADE
O PASSADO DO MEIO
LOCAL E O PASSADO
NACIONAL
ASPETOS FÍSICOS
DE PORTUGAL
O CONTACTO ENTRE
A TERRA E O MAR
PORTUGAL NA EUROPA
E NO MUNDO
PORTUGAL
NOS SÉCULOS XX E XXI
A QUALIDADE
DO AMBIENTE
OS ASTROS
E OS ASPETOS
FÍSICOS DO MEIO
10
3.1 O passado do meio local 41
3.2 As fontes históricas 42
3.3 As datas da história 43
3.4 Os primeiros povos na Península Ibérica 44
3.5 A Reconquista Cristã 48
3.6 A formação de Portugal 49
3.7 As atividades económicas depois da Reconquista 50
3.8 A sociedade 51
3.9 A dinastia de Avis 53
3.10 Os Descobrimentos portugueses 54
3.11 O domínio filipino 57
3.12 A Restauração da Independência 59
3.13 A descoberta do ouro brasileiro 60
3.14 As Invasões Francesas 61
3.15 O fim da Monarquia e a implantação da República 62
8.1 Os diferentes tipos de aglomerados populacionais 133
8.2 Portugal na Europa e no Mundo 136
8.3 Os Portugueses e a língua portuguesa no Mundo 138
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BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a natureza e a sociedade
BLOCO 5 Experiências com materiais e objetos
5
BLOCO 5
Realizar experiências
Manusear objetos
em situações concretas
… com a eletricidade
INVESTIGO Como podemos
eletrizar os corpos? 25
CONSTRUO Um kit
de emergência 38
… com o som
INVESTIGO Será que o som
se propaga de igual forma
em diferentes materiais? 39
… com a eletricidade
INVESTIGO
O que será necessário para
acender uma lâmpada? 160
INVESTIGO
Quais serão os materiais
que permitem a passagem
da corrente elétrica? 161
PROJETO Painel de turma:
os nossos monumentos 68
CONSTRUO Jogo de xadrez
com material reciclado 69
PROJETO O ambiente
ao meu redor 115
… com a água
INVESTIGO Como funcionam
os vasos comunicantes? 114
… com materiais de uso corrente
INVESTIGO Será que as plantas
são importantes para preservar
as zonas costeiras? 130
INVESTIGO De que dependerá
a forma e a orientação
das dunas? 131
PROJETO A nossa
localidade na NET 144
PROJETO Concurso:
A melhor visita de estudo! 145
… com o ar
INVESTIGO Como apagar uma
chama sem soprar? 82
INVESTIGO Como podemos
observar os efeitos
da pressão atmosférica? 83
CONSTRUO Vamos construir
uma ETAR 176
… com a água
INVESTIGO
O que acontece aos materiais
que não se dissolvem na água? 177
CONSTRUO Maqueta
do ciclo da água 100
CONSTRUO Maqueta
do Sistema Solar 101
… com a água
INVESTIGO Qual é a importância
da temperatura para as alterações
do estado físico da água? 98
… com materiais de uso corrente
INVESTIGO Qual será o efeito
da temperatura no estado físico
de diferentes materiais? 99
ATITUDES E VALORES
CONSOLIDAÇÃO
DA APRENDIZAGEM
A solidariedade 20
A prevenção
e a segurança 34
O empreendedorismo 156
A interculturalidade 64
A preservação
do ambiente 110
A conservação
das praias 126
O respeito pelo
património imaterial 140
A liberdade 78
A água potável,
um bem essencial 172
A proteção
dos recursos naturais 94
RECORDA 21
SERÁ QUE JÁ SABES? 22
RECORDA 35
SERÁ QUE JÁ SABES? 36
RECORDA 157
SERÁ QUE JÁ SABES? 158
APRENDER A ESTUDAR 65
SERÁ QUE JÁ SABES? 66
RECORDA 111
SERÁ QUE JÁ SABES? 112
RECORDA 127
SERÁ QUE JÁ SABES? 128
RECORDA 141
SERÁ QUE JÁ SABES? 142
RECORDA 79
SERÁ QUE JÁ SABES? 80
RECORDA 173
SERÁ QUE JÁ SABES? 174
RECORDA 95
SERÁ QUE JÁ SABES? 96
CONSTRUO Um modelo
de um osso humano 24
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6
Avaliação de diagnóstico
Ficha n.o
1
5. Enumera alguns cuidados que devemos ter quando nos expomos ao sol.
6. Quais são os primeiros socorros mais urgentes a prestar a alguém que esteja
com uma hemorragia?
1. Uma menina, nascida em Portugal, filha de mãe
francesa e de pai francês, terá que nacionalidade?
2. Qual é a diferença entre naturalidade e nacionalidade?
3. Qual é o sistema responsável pela distribuição do oxigénio e dos nutrientes pelas
diferentes partes do corpo humano?
4. Observa as imagens de três sistemas do corpo humano, identifica-os e legenda-os.
VÊ SE SABES:
A naturalidade e a nacionalidade.
O corpo.
A saúde do corpo.
A segurança do corpo.
3
7
1
3
7
1
3
Figura I Figura II
Figura III
1
2
4
5
6
8
2
4
2
4
5
6
8
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VÊ SE SABES:
Os membros da família.
O passado familiar mais
longínquo.
O passado do meio local.
Os costumes e as tradições
de outros povos.
Os símbolos locais.
Os símbolos regionais.
Outras culturas
da comunidade.
7
Avaliação de diagnóstico
Ficha n.o
2
1. Observa o friso cronológico, que representa
os principais acontecimentos na história da família
do Pedro, e responde às questões.
a) Em que ano se casaram os pais do Pedro?
b) Em 2011, quantos anos tinha a avó Maria?
c) Qual é a unidade de tempo utilizada no friso?
A que corresponde?
U1P10H1
U1P10H2 U1P10H3
2. Seleciona os principais vestígios do passado que existem
na tua localidade.
Ruínas Fontes
Antigas fábricas Pelourinhos
Moinhos Castelos
Igrejas (Outros)
Habitações antigas
3. As imagens seguintes representam bandeiras — importantes símbolos locais
ou regionais. Identifica-as.
A B C
4. Na localidade onde vives:
a) em que dia é feriado municipal?
b) que acontecimento é comemorado?
5. O que entendes por minoria étnica?
1957
Nascimento
da avó Maria
1977
Casamento
da avó Maria com
o avô Alberto
2000
Casamento
da mãe Mariana
com o pai Carlos
1979
Nascimento
da mãe
Mariana
2002
Nascimento
do Pedro
1950
Casamento
do bisavô Miguel
com a bisavó Sofia
1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010
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8
Avaliação de diagnóstico
2. Qual é a principal diferença entre animais vertebrados e invertebrados?
3. Os animais vertebrados dividem-se em classes. A que classes correspondem
os animais das imagens seguintes?
Ficha n.o
3
1. Existe no nosso planeta grande diversidade
de plantas. Para as conhecer melhor, é necessário
classificá-las, e esta classificação é feita através
da definição de vários critérios.
Identifica três critérios que possam ser utilizados para caracterizar e agrupar
as plantas representadas a seguir.
VÊ SE SABES:
Os seres vivos
do ambiente
próximo.
A
A B C
B C D
a) Qual é o modo de locomoção de cada um?
4. Explica com pormenor o que se pretende ilustrar com o esquema seguinte.
Consumidores
de 1.ª ordem
Herbívoros
Consumidores
de 2.ª ordem
Carnívoros
Produtores
Energia
e nutrientes
Energia
e nutrientes
Energia
solar
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VÊ SE SABES:
Os itinerários.
A evolução da localidade.
Os espaços da localidade.
As deslocações dos seres vivos.
O comércio local.
A evolução dos meios
de transporte e dos meios
de comunicação.
9
Avaliação de diagnóstico
Ficha n.o
4
1. Observa o mapa da região do Minho.
Rio Lima
Rio Home
m
Vila Praia
de Âncora
Deão
Seara
Ponte de Lima
Paredes
de Coura Arcos
de Valdevez
Vila
Verde
Ponte da Barca
T
Póvoa
Caminha
La Guardia
Barcelos
VIANA
DO CASTELO
BRAGA
N
20
1
N
2
0
1
N203
N
1
0
3
N204
N203
N
2
0
5
-
3
N103
N301
N303
N
1
3
N1
3
A3-IP1
A
2
8 A27-IP9
A
2
8
-I
C
1
IC28
A
3
-
IP
1
N1
01
a
a
a
a
a) Circunda no mapa o local onde a Rita esteve a passar férias.
b) Descreve um itinerário possível da viagem da Ana,
identificando as estradas escolhidas.
2. Observa a imagem de uma localidade, identifica os espaços públicos
existentes e refere a principal função de cada um desses espaços.
3. O que entendes por migrações? Refere um exemplo.
4. Será que os meios de transporte representados na imagem da questão 2 já existiam
há duzentos anos? Como se deslocavam as pessoas nessa altura?
5. Na época dos teus avós, os namorados trocavam cartas de amor. Atualmente,
que meios de comunicação utilizam os namorados para comunicarem à distância?
Circunda no mapa o local onde a Rita esteve a passar férias.
Passei as minhas férias em Caminha.
No regresso a casa fui a Braga,
mas passei por Viana do Castelo
e por Arcos de Valdevez.
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10
Avaliação de diagnóstico
Ficha n.o
5
1. Observa as imagens seguintes.
VÊ SE SABES:
Realizar experiências com luz.
Realizar experiências com
ímanes.
Realizar experiências
de mecânica.
Manusear objetos em
situações concretas.
A B
a) Refere se os copos representados são transparentes, translúcidos ou opacos.
b) Explica a diferença entre materiais transparentes, translúcidos e opacos.
2. Observa os seguintes materiais representados na imagem. Identifica os objetos que
são atraídos pelo íman.
3. Identifica os vários objetos representados e diz para que serve cada um.
A B C
4. Refere alguns cuidados que devemos ter quando utilizamos uma tesoura, uma
máquina fotográfica e um computador.
C
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Matéria-prima
A. Centeio
B. Madeira
C. Leite
D. Sardinhas
E. Metais
F. Areia
Indústria
1. Mobiliário
2. Vidreira
3. Panificação
4. Metalúrgica
5. Laticínios
6. Conservas
Produtos
I. Pão e bolos
II. Manteiga, iogurte, queijo
III. Conserva de sardinha
IV. Vidro
V. Vedações de jardins
VI. Móveis
VÊ SE SABES:
Atividades económicas do meio
local.
A indústria no meio local.
O turismo no meio local.
11
Avaliação de diagnóstico
Ficha n.o
6
1. Faz a correspondência correta entre os elementos
das três colunas.
2. Observa as imagens seguintes e responde às questões.
a) Ordena as imagens de acordo com
a sequência das etapas seguida
no fabrico dos produtos lácteos.
b) Descreve as imagens, escrevendo
uma frase para cada uma delas.
A
C
B
D
3. Observa as imagens de dois destinos turísticos em Portugal.
a) Que tipo de atividades podem fazer os turistas em cada um dos locais?
b) Que benefícios pode trazer a atividade turística para estas localidades?
A B
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12 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
1
UNIDADE
O CORPO HUMANO NESTA UNIDADE,
VAIS APRENDER A:
Reconhecer a existência
dos ossos.
Reconhecer a sua
função (suporte
e proteção).
Observar representações
do corpo humano.
Reconhecer a existência
dos músculos.
Reconhecer a sua
função (movimentos,
suporte, …).
Observar
representações dos
músculos humanos.
Identificar a função
de proteção da pele.
Eu não consigo
movimentar-me assim!
Ele tem os mesmos ossos
e músculos que nós, mas deve haver
qualquer coisa diferente…
Observa a imagem e responde às questões.
Que atividades realizas habitualmente e para
as quais necessitas de exercer força?
Se os seres humanos não tivessem ossos,
conseguiriam movimentar-se? Como seria?
Quantos ossos pensas que tem o teu corpo?
O que são os músculos?
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13
BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
O esqueleto humano
O corpo humano consegue realizar muitos movimentos. Isto deve-se
ao facto de possuirmos no interior do corpo uma estrutura articulada,
resistente e flexível, que o suporta e protege os órgãos principais — esta
estrutura denomina-se esqueleto.
As funções dos ossos do esqueleto
Os ossos do esqueleto humano apresentam várias
funções muito importantes:
• suportam e protegem os órgãos internos (por
exemplo, o crânio protege o cérebro e a caixa
torácica protege os pulmões e o coração);
• produzem constituintes do sangue (no inte-
rior de alguns ossos são produzidos os glóbu-
los vermelhos e alguns glóbulos brancos);
• definem a forma corporal e possibilitam o movi-
mento (funções partilhadas com os músculos).
Os tipos de ossos
Os ossos são órgãos esbranquiçados, rígidos e
resistentes. Cada osso apresenta uma forma e uma
dimensão adequadas à função que desempenha. De
acordo com as respetivas formas e tamanhos, pode-
mos agrupar os ossos em quatro tipos principais:
1.1 OS OSSOS
Esqueleto humano.
O esqueleto humano é o conjunto dos 206 ossos
do corpo humano associados entre si.
Crânio
Clavícula
Omoplata
Mandíbula
Costelas
Esterno
Úmero
Cúbito
Rádio
Ilíaco Fémur
Rótula
Perónio
Tíbia
Carpo
Metacarpo
Falanges
Falanges
Metatarso
Tarso
Ossos longos Ossos curtos
Ossos planos
ou chatos
Ossos irregulares
Exemplos
Tíbia Ossos do carpo Omoplata Vértebras
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14 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
1.1 OS OSSOS
Os principais ossos do corpo humano
O corpo humano pode ser dividido em três zonas:
a cabeça, o tronco e os membros.
Os ossos da cabeça formam o crânio e a face.
• O crânio é composto por diversos ossos, encaixados
uns nos outros e imóveis, que protegem o cérebro.
• A face é constituída por catorze ossos. O maxilar
inferior é o único osso móvel da face, sendo todos
os outros imóveis.
No tronco, o esqueleto é constituído pela coluna
vertebral (e, por isso, somos vertebrados) e pela caixa
torácica.
• A coluna vertebral é constituída por trinta e três
ossos, chamados vértebras. As vértebras protegem
a espinal medula, que é um órgão muito delicado
e muito importante, pois transmite as informações
entre o cérebro e as diferentes partes do corpo.
• A caixa torácica é formada pelas costelas e pelo
esterno (em conjunto com 12 das vértebras da
coluna vertebral).
Os membros classificam-se em superiores e inferiores.
• Cada membro superior está ligado à caixa torá-
cica pela clavícula e omoplata (ombro) e é consti-
tuído por: úmero (braço), cúbito e rádio (ante-
braço), carpo (pulso), metacarpo e falanges (mão).
• Cada membro inferior está ligado à coluna verte-
bral pelo ilíaco (anca) e é constituído por: fémur
(coxa), tíbia e perónio (perna), tarso (tornozelo),
metatarso e falanges (pé).
Crânio.
Coluna vertebral e caixa
torácica.
Ossos dos membros superiores.
SALTO NO TEMPO
Em 1895, o cientista alemão
Wilhelm Röntgen descobriu
um novo tipo de radiação que
permitia obter imagens dos
ossos. Chamou-lhe raios X.
Parietal
Frontal
Maxilar inferior
(mandíbula)
Úmero
Vértebra
Esterno
Costela
Cúbito
Rádio
Occipital
Braço
Antebraço
Mão
Carpo
Metacarpo
Falanges
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1 Observa as imagens da página 14 e indica:
a) o nome dos ossos do braço.
b) o nome dos ossos do antebraço.
2 Completa as frases seguintes.
A. O nosso corpo não é uma massa mole, porque tem no seu interior uma estrutura
articulada e flexível, o .
B. Os ossos do esqueleto têm a função de dos órgãos
principais, tais como o coração, que é protegido pela ,
e o cérebro, que é protegido pelos ossos do .
ATIVIDADES
15
BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
1
UNIDADE
Os problemas dos ossos
Além de poderem ser afetados por várias doen-
ças, os ossos podem sofrer fraturas ou deslocações.
• Uma fratura acontece quando um osso se parte.
• Uma deslocação acontece quando um osso sofre
um desvio em relação à sua posição normal.
As articulações
Os ossos estão ligados uns aos outros através
das articulações.
As articulações podem ser imóveis (como as do
crânio), semimóveis (como as das vértebras) ou móveis
(como as do joelho ou do cotovelo).
A mobilidade do esqueleto permite ao organismo
humano realizar as funções de locomoção e de mani-
pulação, entre outras.
Parte das articulações têm cartilagens que prote-
gem os ossos do desgaste causado pelos movimentos
e diminuem os efeitos provocados pelos impactos
externos.
Articulação do ombro.
EDUCAÇÃO
PARA A SAÚDE
Para teres ossos fortes
e saudáveis deves:
• fazer uma
alimentação rica
em cálcio, ingerindo
produtos lácteos
e legumes;
• fazer exercício físico
ao ar livre, para que
o teu corpo produza
vitamina D;
• adotar uma postura
correta.
Cartilagem
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16 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
1.2 OS MÚSCULOS
Os músculos do corpo humano
Desde sempre o corpo humano e os seus movimentos
foram estudados por muitos cientistas e objeto de atração de
muitos e importantes artistas.
As funções dos músculos
O corpo humano tem 640 músculos, parte dos quais estão
fixados aos ossos por meio de tendões.
Os músculos apresentam várias funções:
• suporte e movimento, em conjunto com o esqueleto;
• proteção dos órgãos internos;
• manutenção da temperatura corporal.
Contribuem para diferentes funções, pois são constituin-
tes de vários órgãos (intestino, estômago, coração, bexiga, etc.)
Os músculos, ao contrário dos ossos, contraem-se e rela-
xam, pelo que se pode dizer que os músculos são tecidos
elásticos.
• Movimento de contração — quando se contraem, os
músculos diminuem de tamanho e ficam mais curtos
e grossos.
• Movimento de distensão — quando relaxam, os múscu-
los voltam ao tamanho inicial.
A sequência de contração e distensão muscular possibilita
o movimento e é comandada por impulsos nervosos cerebrais.
Pormenor de um
desenho de Leonardo
da Vinci (1452-1519).
Músculo distendido (A) e músculo contraído (B). Os músculos são comandados pelo sistema nervoso.
Músculos e tendões.
Tendão
Músculo
Bíceps
distendido
Bíceps
contraído
B
A
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1 Para que servem os músculos?
2 Como estão ligados os músculos aos ossos?
3 Descreve o movimento de contração e de distensão dos músculos.
4 Investiga quais são os cuidados que devemos ter para manter os músculos saudáveis
e elabora um cartaz com as informações recolhidas.
ATIVIDADES
17
BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
Esternocleidomastóideo
Grande peitoral
Músculo cardíaco
Músculo liso
Músculo
estriado
esquelético Trapézio
Bíceps
braquial
Pequeno
peitoral
Reto
femoral
Gémeo
Abdominais
1
UNIDADE
Os músculos podem ser classificados em três grupos:
• músculo cardíaco — constituinte do coração;
• músculo liso — constituinte de diferentes órgãos, como o estômago
e o intestino;
• músculo estriado esquelético — constituinte dos músculos ligados
ao esqueleto.
Todos os músculos do corpo são importantes, porque são necessários
para realizarmos os diferentes movimentos. Por exemplo:
• com o bíceps dobramos o braço;
• o diafragma contribui para a realização dos movimentos respiratórios;
• os músculos do estômago possibilitam a digestão.
Alguns músculos estriados
esqueléticos do corpo humano.
Tipos de músculos
do corpo humano.
EDUCAÇÃO
PARA A SAÚDE
Para teres músculos
fortes e saudáveis
deves:
• fazer uma
alimentação rica
em leite, fruta, carne,
peixe e legumes;
• fazer exercício
físico regularmente.
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1 Completa o quadro seguinte.
ATIVIDADES
2 Pensa em três movimentos que realizes habitualmente e associa-os aos músculos
que neles estão envolvidos.
Movimento dos músculos
Músculos a trabalhar
Tipo de movimento (voluntário/
/involuntário)
18 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
1.2 OS MÚSCULOS
Os movimentos musculares
Os músculos podem ter dois tipos de movimentos: volun-
tários e involuntários.
Um músculo tem movimentos voluntários quando a sua
atividade depende da nossa vontade e podemos comandar o
seu movimento. Por exemplo, andar, deslocar um objeto, etc.
Um músculo tem movimentos involuntários quando não
podemos controlar a sua atividade. Por exemplo, os múscu-
los do estômago e do intestino, durante a digestão, movem-se
sem que tal dependa da nossa vontade.
Os problemas dos músculos
Os músculos podem ser afetados por cãibras e distensões.
Ambas provocam dores fortes.
• As cãibras são provocadas por uma atividade física
excessiva ou por falta de vitaminas e de sais minerais.
O músculo contrai-se de repente, fica duro, e provoca dor.
• As distensões musculares são provocadas por movimen-
tos bruscos e violentos. Causam dor intensa e inchaço.
Ao saltar à corda
movimentamos
voluntariamente
os músculos.
O músculo cardíaco
contrai e relaxa
de modo involuntário.
Pegar num peso Andar de bicicleta Digestão
363929 012-025 U1.indd 18 18/03/13 16:56
19
BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
1
UNIDADE
1.3 A PELE
As funções da pele
Sentiste este
ventinho?
Estou todo
arrepiado!
Não.
Estive a andar
de bicicleta
e estou
a transpirar!
Terminações nervosas —
responsáveis pelo tato
Derme — camada
profunda
Epiderme — camada
fina e exterior
Vasos
sanguíneos
Glândula sebácea — produz
substância gordurosa protetora
da pele e dos pelos
Poro — liberta
o suor
Glândula sudorípara — produz
o suor
EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE
Para teres uma pele saudável, deves:
• ter cuidados de higiene diários, como tomar banho e vestir roupa lavada;
• evitar a secura da pele, utilizando um creme hidratante nas zonas mais expostas;
• proteger a pele da ação dos raios solares;
• desinfetar golpes e feridas, para impedir a entrada de micróbios.
A pele é o maior órgão do nosso corpo, desempenhando diversas
funções importantes.
• Proteção e barreira, pois impede a passagem de microrganismos para
o interior do corpo.
• Controlo da temperatura, devido à presença dos pelos e à transpi-
ração.
• Excreção de substâncias tóxicas para o organismo, através da pro-
dução e libertação do suor.
• Produção de vitamina D, fundamental para os ossos.
• Sentido do tato, devido à existência
de muitas terminações
nervosas.
Estrutura da pele.
Pelo
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ATITUDES E VALORES
20 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
A solidariedade
Infelizmente, existem muitas pessoas
com poucos recursos e que necessitam
da solidariedade da comunidade.
É frequente necessitarem de casa-
cos, luvas, cachecóis, gorros, mantas,
cobertores, etc., que os possam aquecer.
Tu podes ajudar! Promove uma
«campanha antifrio»!
Objetivo: promover e efetuar a recolha de agasalhos, pela comunidade escolar,
que posteriormente possam ser entregues a uma organização de solidariedade,
que se encarregará de os distribuir.
De que vão necessitar?
Folhas de papel Computador com acesso à Internet
Cartolinas Impressora
Material para ilustração
O que vão fazer?
1. Com a ajuda do professor, investiguem e selecionem uma ou duas
instituições de solidariedade da localidade.
2. Definam uma data e um local para entrega dos agasalhos.
3. Elaborem cartazes e folhetos para divulgar a campanha.
4. Divulguem a campanha no jornal da escola, na página da Internet da escola
ou no blogue da turma.
5. Efetuem a recolha de agasalhos.
6. Procedam à entrega dos bens recolhidos.
Descobre o calor humano da Campanha Antifrio!
PROJETO Campanha antifrio!
Devia ter trazido um
casaco, já está a ficar frio.
Tenho a pele arrepiada!
Imagina como
se sentem
as pessoas que
não têm roupas
que as protejam
do frio…
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RECORDA
1
UNIDADE
ESQUEMA DE CONCEITOS
O MAIS IMPORTANTE
21
BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
• O esqueleto humano é constituído por 206 ossos, que se encontram ligados entre si através
das articulações.
• Os ossos do esqueleto dão forma ao corpo, permitem o movimento e protegem os órgãos mais
importantes, como o cérebro ou o coração. No interior de alguns ossos dá-se a formação de células
sanguíneas.
• Os ossos podem ser de quatro tipos principais: longos, curtos, chatos e irregulares.
• Os músculos permitem a mobilidade do corpo, servem para proteger os órgãos internos e participam
em diferentes funções, pois são constituintes de muitos órgãos, como o coração ou o estômago.
• Os músculos esqueléticos estão ligados aos ossos por meio de tendões.
• Os músculos são tecidos elásticos que se contraem e relaxam e podem agir de forma voluntária
ou involuntária, dependendo da função que desempenham no corpo humano.
• O maior órgão do corpo humano é a pele. É constituída por duas camadas, a derme e a epiderme.
• A pele é uma camada protetora do corpo.
Corpo humano
Músculos
Esqueleto Pele
• Suporte
• Movimento
• Proteção dos
órgãos internos
• Aquecimento
do corpo
• Forma
corporal
• Suporte
• Forma
• Proteção
dos órgãos
internos
• Produção
de células
sanguíneas
• Proteção
• Regulação
térmica
• Excreção
• Produção
de vitamina D
• Sentido
do tato
é constituído por
desempenham
funções de
desempenha
funções de
desempenha
funções de
Epiderme
Vários órgãos Derme
constituída por
constituem
Ossos
é um conjunto
articulado de
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SERÁ QUE JÁ SABES?
22 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
1 O que é o esqueleto humano?
2 Em que partes se divide o corpo humano?
3 Observa a imagem. Faz a sua legenda, indicando o nome dos ossos e dos músculos.
4 Refere as funções dos ossos do esqueleto.
5 Observa a figura da questão 3.
a) Circunda três articulações.
b) Refere se são articulações imóveis, móveis ou semimóveis. Explica porquê.
6 O que aconteceria se os ossos das mãos não tivessem articulações?
7 Quais são os cuidados que devemos ter para que os nossos ossos sejam fortes
e saudáveis?
8 Estabelece a correspondência correta entre os elementos das duas colunas.
A. Músculos
com movimentos
involuntários
B. Músculos
com movimentos
voluntários
2
1
3
10
11
12
13
14
15
4
5
6
7
8
9
1. Os seus movimentos podem ser controlados por
nós e encontram-se ligados aos ossos.
2. Movimentam-se independentemente da nossa
vontade e não se encontram ligados aos ossos.
3. Movimentam-se independentemente da nossa
vontade e encontram-se ligados aos ossos.
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1
UNIDADE
23
BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de:
Se ainda não consegui,
vou ver nas páginas:
TOTAL
A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos.
11-14 Tenho de continuar assim… 8-10 Não estou mal… 0-7 Tenho de estudar mais.
Assinala com a coluna que representa
o que já consegues fazer:
Reconhecer a existência dos ossos.
Reconhecer a sua função (suporte, forma e proteção).
Identificar alguns ossos em representações do corpo humano.
Reconhecer a existência dos músculos.
Reconhecer a sua função (movimentos, suporte, …).
Identificar alguns músculos em representações dos músculos humanos.
Identificar a função de proteção da pele.
13 a 15
13
13 a 15
16 a 18
16
16 a 18
19
A B C
sebáceas/barreira/sudoríparas/órgão/proteção/tato/excreção/
produção de vitamina D/temperatura/regulação térmica/derme/pelos/
epiderme/poros/transpiração/suor/terminações nervosas/vasos sanguíneos
9 Refere as funções dos músculos.
10 Através de que estruturas estão os músculos ligados aos ossos?
11 De que forma é possível desenvolver músculos fortes e saudáveis?
12 Descreve o que acontece ao músculo no movimento de contração.
13 Completa as frases com as palavras ou expressões do retângulo apresentado abaixo.
A. A pele é o responsável pelo sentido
do .
B. As principais funções da pele são ,
, , e .
C. A pele é constituída pela e pela .
D. A epiderme está coberta de e possui ,
por onde sai o , permitindo a .
E. A transpiração permite regular a do corpo.
F. Na derme estão as e os e ainda
as glândulas e as glândulas .
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Manusear objetos em situações concretas
BLOCO 5
Os teus ossos são tão fortes que apenas uma parte de um deles pode
suportar bastante peso. No entanto, os ossos são leves, porque no seu
interior têm um tecido esponjoso e áreas ocas.
Objetivo:
Construir um modelo de um osso.
De que vais necessitar?
6 retângulos de papel (7,6 cm 3 12,7 cm)
3 quadrados de cartolina (20,0 cm 3 20,0 cm)
Fita-cola
Palhinhas (com 12,7 cm de altura)
Dinamómetro
O que vais fazer?
1. Com a fita-cola, fecha um dos retângulos de papel,
e forma um cilindro, que representará um osso.
2. Coloca-o na vertical e põe sobre ele um dos
quadrados de cartolina.
3. Testa a resistência do teu osso, colocando
cuidadosamente sobre ele livros escolares.
Coloca os livros um a um até o teu modelo
colapsar.
4. Pesa com o dinamómetro os livros que fizeram
o modelo colapsar e regista o seu valor.
5. Usa dois retângulos de papel e repete os passos
1 a 4, para construíres um modelo mais reforçado.
6. Num outro retângulo de papel, cola em cada
uma das faces uma camada de palhinhas.
7. Cola de cada lado do retângulo anterior, por
cima das palhinhas, outro retângulo de papel.
8. Repete os passos 1 a 4 com a estrutura que
montaste no ponto 6.
9. Analisa os resultados e compara a estrutura
e a resistência dos teus modelos.
10. Debate com os teus colegas a importância
de ter uma alimentação rica em cálcio,
de realizar exercícios físicos e de brincar
ou passear ao ar livre.
CONSTRUO Um modelo de um osso humano
A estrutura interna de um osso.
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Realizar experiências com a eletricidade
BLOCO 5
1
UNIDADE
Por fricção, os corpos podem ficar eletrizados e adquirem eletricidade estática.
De que vais necessitar?
Balão de borracha Pano de lã
Pente de plástico Folha de papel
O que vais fazer?
1. Corta ou rasga a folha de papel em pequenos
pedacinhos.
2. Esfrega o pente no pano de lã.
3. Aproxima, sem tocar, o pente dos pedacinhos de papel.
4. Observa e regista o que observaste.
5. Enche um pouco o teu balão.
6. Esfrega o balão com o pano de lã.
7. Aproxima o balão do cabelo de um colega.
8. Observa e regista o que verificaste.
Antes de começares… pensa e responde às questões.
O que pensas que vai acontecer? Porquê?
Executa e responde no teu caderno.
1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer
e o que aconteceu?
2. Responde à questão-problema desta atividade.
3. Investiga e procura saber a razão pela qual, por vezes, sentimos pequenos
choques quando tocamos em alguns objetos ou em algumas pessoas.
INVESTIGO Como podemos
eletrizar os corpos?
Investigar para
saber mais
O que vou procurar
saber…
Do que necessito…
O que vou fazer…
O que vou registar…
O que prevejo…
O que observo…
O que concluo…
Eletricidade estática
Em todos os corpos existem cargas elétricas, que podem ser positivas
ou negativas. Se o número de cargas elétricas positivas é igual ao número
de cargas negativas, o efeito das cargas elétricas positivas anula o efeito
das cargas elétricas negativas e os corpos dizem-se eletricamente neutros.
Se friccionarmos dois corpos, algumas cargas negativas passam de
um corpo para o outro e ambos ficam eletrizados. O corpo que recebe as
cargas elétricas negativas fica eletrizado negativamente, o corpo que as
perde fica eletrizado positivamente. Se aproximarmos pequenos corpos
leves, estes são atraídos pelos corpos que estão eletrizados.
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26 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
2
UNIDADE
A SEGURANÇA DO CORPO NESTA UNIDADE,
VAIS APRENDER A:
Identificar alguns
cuidados a ter com
a exposição ao sol.
Conhecer algumas
regras de primeiros
socorros: saber algumas
medidas elementares
a ter em conta em
casos de queimaduras
solares, fraturas
e distensões.
Conhecer e aplicar
regras de prevenção
de incêndios
(nas habitações,
nos locais públicos,
nas florestas, …).
Conhecer regras
de segurança
antissísmicas
(prevenção
e comportamentos
a ter durante e após
um sismo).
Observa a imagem e responde às questões.
Por que razão os bombeiros são tão importantes?
Será que podemos prevenir os acidentes?
Sabes o que é a proteção civil?
Debate com os teus colegas a importância da
prevenção de incêndios e acidentes pessoais.
Refere três hábitos pouco saudáveis que podem
ser prejudiciais à tua saúde.
Sim! Além de atuarem em caso
de incêndio, também prestam
os primeiros socorros.
Os bombeiros desempenham
um papel fundamental!
Salvaram mais uma pessoa.
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27
BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
Os cuidados a ter com o sol
A exposição moderada ao sol
A luz solar é indispensável para todos os seres vivos, que necessitam
da sua energia para sobreviver. No que se refere ao Homem, a exposição
moderada aos raios solares tem enormes benefícios:
• Favorece a produção da vitamina D,
necessária à fixação do cálcio, o qual
é essencial para o crescimento e for-
talecimento dos ossos.
• Melhora a circulação sanguínea.
• Estimula a produção de melanina, o
pigmento que dá cor à pele, aos olhos
e ao cabelo e que os protege da radia-
ção solar.
• Favorece a boa disposição.
A exposição excessiva à luz solar
Embora tenha benefícios, a exposição às radiações solares, quando
é excessiva, torna-se muito perigosa:
• Aumenta o risco de aparecimento do cancro da pele.
• Provoca queimaduras solares.
• Provoca o envelhecimento (manchas e rugas) prematuro da pele.
Cuidados a ter com a exposição ao sol
Para prevenir os efeitos prejudiciais da expo-
sição solar:
• Evitar a exposição solar entre as 11 e as 16
horas.
• Utilizar um protetor solar com elevado
fator de proteção e renovar a sua aplica-
ção de duas em duas horas.
• Usar óculos escuros, chapéu e roupa clara
no período do dia em que as radiações
solares são mais intensas.
• Beber água com frequência durante os perío-
dos de exposição ao sol.
2.1 A SEGURANÇA DO CORPO
A exposição moderada às radiações
solares traz muitos benefícios para a saúde.
Quando nos expomos às radiações
solares, é essencial usarmos
protetor solar.
A exposição moderada às radiações
A exposição moderada às radiações
solares traz muitos benefícios para a saúde.
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28 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
2.1 A SEGURANÇA DO CORPO
O que fazer em caso de acidente
Normalmente, após um acidente, é possível prestar no local os primei-
ros socorros necessários para estabilizar o(s) acidentado(s) até receber(em)
tratamento médico especializado.
É importante que todos saibam o que fazer em caso de acidente. Para
podermos prestar auxílio, devemos conhecer muito bem o que fazer em
cada caso e solicitar a ajuda médica imediata, através do número de tele-
fone 112.
SITUAÇÃO PRIMEIROS SOCORROS ADEQUADOS
Queimadura No caso de queimadura por contacto com uma fonte de calor:
• Arrefecer a região queimada com soro fisiológico ou com
água fria corrente até a dor acalmar.
• Aplicar uma pomada para queimaduras.
Se a queimadura for extensa e/ou profunda:
• Solicitar o auxílio médico (112) ou levar a vítima, envolvida
num lençol lavado e humedecido, para o hospital o mais
rapidamente possível.
No caso de queimadura solar:
• Deslocar a vítima de imediato para uma sombra.
• Refrescar a pele com água.
• Aplicar creme hidratante na área afetada.
• Se a queimadura for muito grave, procurar assistência médica.
Fratura Se existir dor intensa, inchaço, perda ou diminuição dos
movimentos e/ou deformação de um membro, talvez se esteja
perante uma fratura. Deve-se:
• Solicitar auxílio médico (112) de imediato.
• Não sendo possível a assistência médica imediata, expor
a zona lesionada e verificar se existem feridas.
• Tentar imobilizar as articulações que se encontram antes
e depois da fratura, utilizando talas sólidas e acolchoadas.
• Nunca se deve tentar «encaixar» o osso partido ou comprimir
a zona lesionada.
• Muito importante: as fraturas têm de ser tratadas num hospital.
Intoxicação No caso de intoxicação:
• Perguntar à vítima qual foi o veneno ou produto tóxico que
ingeriu.
• Solicitar auxílio médico ou contactar o Centro de Informação
Antivenenos (808 250 143).
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1 Observa a sequência seguinte. As quadrículas representam as horas de um dia
de verão em que há exposição à luz solar.
ATIVIDADES
a) Pinta de vermelho duas horas do dia em que existe um risco muito elevado
de sofreres queimaduras solares; de azul, duas horas do dia em que existe
um risco moderado de sofreres queimaduras solares, e, de verde, duas horas
do dia em que não corres o risco de sofreres queimaduras solares.
2 Quais são os primeiros socorros que se devem prestar a uma pessoa que…
a) … fraturou o braço?
b) … sofreu uma queimadura solar?
c) … sofreu uma distensão muscular?
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21
29
BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
2
UNIDADE
SITUAÇÃO PRIMEIROS SOCORROS ADEQUADOS
Queda e distensão
muscular
Em caso de queda:
• Não deslocar a vítima para não provocar outras lesões.
• Tentar manter a vítima calma e imóvel.
• Solicitar auxílio médico (112).
Após um esforço físico intenso, uma dor muscular intensa
associada a inchaço pode indicar que existe uma distensão
muscular. Deve-se:
• Aplicar gelo, envolto numa toalha ou pano, para reduzir
o inchaço e acalmar a dor.
• Encaminhar a vítima para assistência médica, para ser
avaliada a gravidade da lesão.
Ferimento Para tratar um ferimento:
• Lavar as mãos e calçar luvas descartáveis.
• Limpar a pele à volta da ferida com água e sabão.
• Lavar a ferida do centro para as extremidades com água
e sabão, usando uma compressa.
• Desinfetar com produto adequado e, se a ferida for
superficial, deixá-la ao ar.
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30 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
2.2 A SEGURANÇA E A PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS
A proteção civil é o serviço público que tem como obje-
tivo prevenir a ocorrência de acidentes graves ou catástro-
fes, atenuar os seus efeitos e proteger e socorrer as pessoas
e bens em perigo quando aquelas situações se verifiquem.
Os incêndios
Os incêndios põem em perigo a Natureza, as habita-
ções e a vida dos seres humanos.
Incêndios nas habitações e em locais públicos
— como prevenir?
Para evitar situações de incêndios:
• Evitar mexer em fósforos, velas e isqueiros acesos.
• Afastar os cortinados ou os tapetes dos fios elétricos,
porque em caso de curto-circuito ardem rapidamente.
• Desligar as luzes sempre que se sair de casa.
• Não acumular resíduos inflamáveis, como papéis ou
tecidos.
• Chamar um adulto se o fogão ou o ferro de engomar
estiverem a funcionar sem vigilância ou se se sentir
o cheiro a gás.
• Não colocar roupa sobre os aquecedores.
Incêndio nas florestas — Como prevenir?
As florestas são um bem precioso e frágil. Fornecem-nos
oxigénio, são o habitat de muitas espécies de animais e de plantas
e nelas podemos desenvolver diversas atividades; todavia, con-
têm muitos materiais facilmente inflamáveis, pelo que é neces-
sário conhecer as regras de prevenção de incêndios na floresta:
• Não fazer lume.
• Não deitar lixo para o chão.
• Respeitar as indicações e os sinais de segurança.
• Não permitir que deitem cigarros ou fósforos acesos
para o chão.
• Ligar para o número 117 (ou 112) ao detetar fogo na
floresta.
Símbolo da Proteção Civil.
em Portugal enormes áreas
de floresta, por crime
ou por descuido.
Na floresta é proibido
fumar (A), fazer
fogueiras (B) ou fogo
de artifício (C).
B
A
C
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31
BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
2
UNIDADE
Incêndios em edifícios — O que fazer?
PREVENÇÃO E SEGURANÇA EM CASO DE INCÊNDIO EM CASA
Antes
do
incêndio
1. Aprender como e quando usar um extintor.
2. Desenvolver e/ou estudar o plano familiar de evacuação de emergência.
3. Escolher um ponto de encontro fora de casa.
Durante
o
incêndio
1. Não correr perigo para tentar apagar o incêndio.
2. Sair de casa rapidamente, seguindo o plano de emergência.
3. Se houver fumo, andar de gatas e proteger a boca e o nariz
com um pano húmido. Se for possível, molhar a roupa.
4. Se a roupa começar a arder pôr em prática a regra
PARAR-DEITAR-ROLAR até as chamas se apagarem.
5. Antes de abrir uma porta,
passar com a palma da mão.
Se estiver quente, não se abre,
porque há fogo e fumo do outro lado.
Se estiver fria, abre-se com cuidado.
6. Se não for possível sair pela porta, ir para junto de uma janela e pedir ajuda.
7. Não utilizar o elevador, mas sim as escadas.
8. Quando se estiver em segurança, telefonar para o 112 ou para os bombeiros
locais.
9. Deslocar-se para o ponto de encontro combinado.
10. Manter-se fora de casa, até que os bombeiros digam que é seguro voltar
a entrar.
PREVENÇÃO E SEGURANÇA EM CASO DE INCÊNDIO NA ESCOLA
Antes
do
incêndio
1. Estudar e praticar o plano de evacuação da escola e ficar a conhecer muito
bem o ponto de encontro.
2. Definir, em conjunto com o professor, quem é o chefe de fila, o aluno que vai
à frente da fila (o professor é o cerra-fila, o último a sair).
Durante
o
incêndio
1. Não ter preocupação com o material escolar e deixá-lo ficar
na sala.
2. Colocar-se na fila formada pelos colegas.
3. Seguir na fila encostado à parede.
4. Seguir em silêncio e em passo acelerado, mas sem correr.
5. Não parar nos sítios de passagem (portas e escadas).
6. Dirigir-se, com o grupo, para o ponto de encontro.
7. Se o professor não estiver na sala quando o alarme tocar,
seguir o plano de evacuação e deslocar-se para o ponto
de encontro de forma rápida, ordeira e silenciosa
e respeitando todas as regras de segurança.
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32 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
2.3 OS SISMOS
O que são sismos?
Os sismos são fenómenos naturais muito frequentes
em alguns locais do Mundo.
A superfície da Terra é formada por placas, chamadas
placas tectónicas — como um puzzle gigante. Estas placas
movem-se umas em relação às outras (umas afastam-se,
outras chocam), originando a acumulação de energia no
interior do Planeta.
Quando a energia se liberta repentinamente, a super-
fície terrestre vibra durante alguns segundos, ou seja,
ocorre um sismo, um abalo sísmico, um tremor de terra
ou um terramoto. Quando o sismo acontece no fundo do
mar, chama-se maremoto e pode dar origem a uma onda
gigante — um tsunami.
Depois do grande sismo, podem ocorrer sismos meno-
res, designados por réplicas.
A superfície terrestre é constituída por
placas.
Vila destruída por um tsunami em Samatra, na Indonésia,
em 2004.
SALTO NO TEMPO
No dia 1 de novembro
de 1755, ocorreu
um grande sismo em
Lisboa, cujo resultado
foi a destruição quase
completa da cidade.
O sismo deu origem
à formação de uma onda
gigante — um tsunami.
Dependendo da energia libertada e do local, a intensidade dos sismos
(danos causados) pode variar e provocar:
• destruição total ou parcial de habitações e outros edifícios;
• deslocamento de terras;
• incêndios;
• tsunami;
• perda de vidas humanas.
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33
BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
O QUE FAZER ANTES DE UM SISMO?
• Saber desligar a água, o gás e a eletricidade.
• Nas estantes, arrumar os objetos mais pesados nas prateleiras inferiores.
• Colocar a cama longe da janela, para não ser atingido pelos estilhaços dos vidros,
se estes se partirem durante o sismo.
• Num local acessível, ter preparado um kit de emergência com uma lanterna e pilhas,
uma caixa de primeiros socorros e reservas de água e comida enlatada.
O QUE FAZER EM CASO DE SISMO?
Em casa, na escola
ou noutro edifício
Num local com muitas pessoas
(cinema, centro comercial, …)
Na rua
• Proteger-se no vão
de uma porta interior,
debaixo de uma mesa
ou de uma cama e tapar
a cara com as mãos.
• Afastar-se de vidros,
janelas, elevadores e
objetos que possam cair.
• Contar até 50 em voz
alta, pois ajuda a manter
a calma.
• Não correr para as saídas
e manter a calma, para
que não haja pânico.
• Ficar no interior
do edifício e não sair
enquanto o sismo durar.
• Afastar-se de postes
de eletricidade,
candeeiros, árvores,
edifícios e muros.
• Escolher um local
amplo, longe dos
edifícios.
O QUE FAZER DEPOIS DE UM SISMO?
• Se possível, desligar o gás, a eletricidade e a água, pois podem haver fugas.
• Respeitar as indicações do Serviço Nacional de Proteção Civil.
• Utilizar lanternas, não acender luzes nem fazer lume.
• Não passar por locais onde existam fios elétricos soltos, não tocar em objetos
metálicos, não andar descalço e não utilizar o elevador.
• Ficar atento, pois podem ocorrer réplicas.
• Manter-se longe das praias para evitar riscos em caso de ocorrência de um tsunami.
2
UNIDADE
O que fazer em caso de sismo?
Em Portugal, os sismos são muito frequentes, mas a maioria não
é sentida pelas pessoas. Embora não se consiga prever nem impedir um
sismo, é importante saberes o que fazer para nos protegermos.
1… 2… 3…
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ATITUDES E VALORES
34 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
A prevenção e a segurança
Nas escolas, devem realizar-se regular-
mente exercícios de simulação ou simula-
cros para se saber se a escola está preparada
e se todos sabem o que fazer, caso ocorra,
por exemplo, um sismo ou um incêndio.
Na tua escola existe o Plano de Pre-
venção e Emergência
ções de risco que possam ocorrer. Podíamos fazer
um na nossa escola!
Hoje, na escola do meu primo foram
lá os bombeiros para simularem
que estava a ocorrer um sismo.
Tu e a tua turma também podem colaborar nesta atividade!
1. Para realizar um simulacro, todos devem:
ter conhecimento do toque de alarme da escola;
saber como agir durante um sismo ou incêndio (a tua turma pode elaborar
folhetos ou cartazes informativos para a comunidade escolar);
testar todas as indicações que estão no Plano de Prevenção e Emergência.
2. Previamente à atividade de simulação, é combinado um cenário de
emergência entre a direção da escola, o Serviço Municipal de Proteção
Civil e os Bombeiros da área.
3. Ao soar o alarme, alunos, professores e funcionários cumprem as suas
tarefas, como se de facto estivesse a acontecer um sismo ou um incêndio.
Os professores e os funcionários devem:
fazer soar o alarme;
telefonar aos bombeiros;
dar apoio a alunos com dificuldades;
efetuar a contagem do número de pessoas, para que seja assegurada
a presença de todos;
usar os extintores, caso seja necessário.
Os alunos devem seguir sempre todas as indicações dos professores
e funcionários e atuar conforme o Plano de Prevenção e Emergência.
4. Depois do simulacro:
divulgar o que aprenderam e elaborar um artigo para o jornal da escola
ou para a página da Internet da escola;
se for necessário, apresentar sugestões para melhorar o Plano
de Prevenção e Emergência.
PROJETO Vamos fazer um simulacro!
Isso é um simulacro
de um sismo.
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O MAIS IMPORTANTE
RECORDA
2
UNIDADE
35
BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
ESQUEMA DE CONCEITOS
• A exposição ao sol é importante para a saúde, mas em excesso pode provocar o envelhecimento
da pele, queimaduras e/ou cancro da pele.
• Quando estamos mais expostos às radiações solares, devemos aplicar protetor várias vezes.
Devemos ainda evitar a exposição ao sol entre as 11 horas e as 16 horas.
• As queimaduras solares, as fraturas de ossos e as distensões musculares são exemplos de acidentes
pessoais.
• Em caso de incêndio, devemos abandonar o local seguindo o plano de emergência, que deverá estar
sempre preparado.
• Se o incêndio for na escola, devemos fazer a sua evacuação de forma rápida e ordeira, evitando o pânico.
• Os sismos são movimentos bruscos da superfície terrestre, que podem provocar grande destruição.
• Devemos saber o que fazer antes (medidas preventivas), durante e depois de um sismo.
• Em caso de acidente grave, deve ligar-se para o 112 e solicitar auxílio médico.
Homem
Acidentes
pessoais
Catástrofes
Distensões
musculares
Incêndios
Queimaduras
solares
Primeiros
socorros
Sismos
Minimizados
Antes
Evitados
Antes Durante
Durante
Depois
Minimizados
Fraturas
ósseas
como
devem ser tratados,
quando possível,
através de
provocadas por
os seus danos
podem ser
conhecendo
o que fazer
pode
sofrer
pode estar
sujeito a
conhecendo
o que fazer
conhecendo
o que fazer
devem ser
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36 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
SERÁ QUE JÁ SABES?
1 Apresenta dois benefícios da exposição moderada à luz solar.
2 Quais são os principais problemas que podem surgir devido à exposição excessiva
ao sol?
3 Classifica como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações seguintes.
A. A melhor altura do dia para ir à praia é entre as 11 horas
e as 16 horas, porque ficamos mais bronzeados.
B. Devemos aplicar protetor solar antes de ir para a praia
e repetir a aplicação.
C. Quando estamos mais expostos à radiação solar,
devemos beber água apenas de manhã e às refeições.
4 Enquanto brincava, a Rita magoou-se e fez uma ferida no braço. Ordena as ações
que foram realizadas pela mãe da Rita para tratar da ferida.
D. Aplicar um produto desinfetante.
A. Deixar ao ar. B. Lavar as mãos.
C. Lavar a ferida.
5 Qual é o número de telefone que deves utilizar em caso de emergência para pedir
auxílio? E se a emergência for uma intoxicação?
6 Faz a associação correta entre os dois tipos de incêndio referidos, A e B, e alguns
dos procedimentos de prevenção adequados, 1 e 2.
A. Incêndio
na floresta
B. Incêndio
em casa
7 No verão ocorrem mais incêndios florestais do que no inverno. Explica porquê.
1. Ter cuidado com a utilização de fósforos,
velas e equipamentos elétricos.
Aprender a usar um extintor.
2. Não fazer fogueiras, não deitar nada para o chão.
Respeitar indicações e sinais de segurança.
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37
BLOCO 1 À descoberta de si mesmo
2
UNIDADE
8 Completa o texto seguinte com as palavras do retângulo.
AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de:
Se ainda não consegui,
vou ver nas páginas:
TOTAL
A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos.
11-14 Tenho de continuar assim… 8-10 Não estou mal… 0-7 Tenho de estudar mais.
Assinala com a coluna que representa
o que já consegues fazer:
Identificar alguns cuidados a ter com a exposição solar.
Conhecer os primeiros socorros a aplicar em caso de queimaduras solares.
Conhecer os primeiros socorros a aplicar em caso de fraturas.
Conhecer os primeiros socorros a aplicar em caso de distensões musculares.
Conhecer as principais regras de prevenção de incêndios em habitações,
locais públicos e florestas.
Conhecer o modo de agir em caso de incêndio.
27
28
28
29
30
31
Conhecer as principais regras de segurança antissísmica. 32 a 34
A B C
réplicas fracos tsunami sismo onda gigante
Um consiste na vibração da superfície terrestre e resulta
da libertação brusca de energia no interior da Terra. Se ocorrer no fundo do mar,
pode originar um , que é uma .
Depois do sismo principal, podem ocorrer outros mais
designados por .
9 Quais podem ser as consequências de um sismo de grande intensidade?
10 Diz o que devemos fazer em caso de sismo, para nos protegermos:
a) se estivermos em casa.
b) se estivermos na rua.
11 O que são réplicas de um sismo?
12 Que medidas preventivas contra os sismos deverão adotar os habitantes das regiões
com maior risco sísmico?
13 Qual deverá ser o conteúdo do kit de emergência, para usar em caso de sismo?
14 Em grupo, elabora um cartaz que explique o plano de emergência em caso de sismo,
dirigido aos alunos da tua escola.
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38 BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos
Objetivo:
Construir um kit de emergência.
De que vais necessitar?
CONSTRUO Um kit de emergência
Poderás ainda incluir:
Fotocópias de documentação importante e fotografias atualizadas de todos
os membros do agregado familiar, numa bolsa à prova de água.
Mapas da região, o mais atualizados possível, e GPS, quando disponível.
Alimentação especial para bebés e brinquedos para crianças, se necessário.
Medicamentos básicos e outros específicos para os membros da família.
O que vais fazer?
1. Coloca os objetos necessários numa caixa ou num saco.
2. Combinem a localização do kit de emergência e não a alterem.
3. Verifica regularmente o estado do conteúdo do kit e substitui o que for necessário.
Dá especial atenção aos prazos e validade dos alimentos e dos medicamentos.
Kit de emergência
Ter um kit de emergência é o primeiro passo para minimizar os danos
que possam ser causados por acidentes naturais.
A eletricidade, as comunicações, a água e o saneamento, o gás, etc.,
podem ficar indisponíveis durante vários dias, bem como as fontes habi-
tuais de alimentos.
Assim, é aconselhável possuir um kit de emergência com aquilo de
que os membros do agregado familiar necessitam para garantir a sua
sobrevivência e algum bem-estar, durante, pelo menos, três dias.
Manusear objetos em situações concretas
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2
UNIDADE
De que vais necessitar?
Saco de plástico
Despertador
Tina com água
Tina com areia
2 copos de plástico
2 m de corda
Prego
O que vais fazer? (trabalha em pares)
1. Coloca um despertador programado para tocar
passados dois minutos num saco de plástico.
2. Fecha-o completamente de modo a evitar
a entrada de água.
3. Coloca o saco dentro da tina com água.
4. Espera que toque, observa e regista os resultados.
5. Repete os passos anteriores, substituindo a tina
com água pela tina com areia.
6. Com o prego, faz um furo no centro da base
de cada copo.
7. Coloca a corda nos furos e dá um nó nas suas extremidades para a prender.
8. Experimenta o teu telefone de fio, falando e escutando alternadamente.
9. Executa o ponto anterior com a corda esticada e com a corda frouxa.
10. Regista os resultados. (Ouviste o teu colega? O teu colega ouviu-te?
Detetaram diferenças no telefone com a corda esticada e com a corda frouxa?)
Antes de começares… pensa e responde à questão.
O que pensas que vai acontecer?
Executa e responde no teu caderno.
1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que aconteceu?
2. O que podes concluir acerca da propagação do som através do ar, da água,
da areia e da corda?
3. Por onde se propagou o som quando utilizaste o telefone? E como se propaga
quando falas normalmente com o teu colega do lado?
4. O que podes concluir acerca da velocidade de propagação do som nos
diferentes materiais?
5. Responde à questão-problema desta atividade.
INVESTIGO Será que o som se propaga de igual
forma em diferentes materiais?
Investigar para
saber mais
O que vou procurar
saber…
Do que necessito…
O que vou fazer…
O que vou registar…
O que prevejo…
O que observo…
O que concluo…
Realizar experiências com o som
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3
UNIDADE
O PASSADO DO MEIO LOCAL
E O PASSADO NACIONAL NESTA UNIDADE,
VAIS APRENDER A:
Pesquisar sobre
o passado de uma
instituição local.
Conhecer personagens
e factos da história
nacional com
relevância para o meio
local (batalha ocorrida
num local próximo,
reis que concederam
forais a localidades
da região, …).
Recolher dados
sobre aspetos da vida
quotidiana do tempo
em que ocorreram
esses factos.
Localizar os factos
e as datas estudados
no friso cronológico
da História de Portugal.
Conhecer unidades
de tempo: o século.
Como seria viver
num castelo?
Não sei, mas podemos
descobrir, pois perto
da minha casa existe um
castelo! Vamos pesquisar:
quando foi construído
e para que serviu?
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1 Para conhecer a história da localidade onde vives, podes começar por pesquisar
sobre a tua escola. Quando foi construída? Quem foram os primeiros professores?
Alguém da tua família também a frequentou? Há quantos anos?
Prepara a entrevista que vais fazer para a tua pesquisa. Deves incluir perguntas
simples e diretas sobre o ano ou anos de fundação as pessoas e os acontecimentos
ligados à escola.
2 Agora que já sabes mais sobre a criação da tua escola, podes aprender mais sobre
a história da tua localidade: fundação, acontecimentos a que está ligada, pessoas
importantes, monumentos ou edifícios históricos.
Podes recorrer à Internet, à biblioteca escolar ou a entrevistas a pessoas que tenham
conhecimento sobre a região, à Junta de Freguesia, à Câmara Municipal ou a museus
locais.
ATIVIDADE
41
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
Todas as localidades têm uma histó-
ria, ou seja, um passado. Em todas as
cidades, vilas ou mesmo aldeias existem
monumentos e outros vestígios dos nos-
sos antepassados. Estes vestígios deverão
ser estudados, pois todos eles, enquanto
testemunhos do passado da localidade,
«contam» um pouco da sua história e aju-
dam a compreender muitos hábitos, cos-
tumes e tradições que em conjunto defi-
nem a cultura, a forma de viver e de sentir,
de um povo. Estudar o nosso meio local
é pois favorecer o conhecimento de nós
próprios e criar raízes e um sentimento
de pertença a uma terra e a um povo.
É por isso que é importante que nos tor-
nemos observadores atentos da locali-
dade onde vivemos, investigando, experi-
mentando e descobrindo, em contacto
direto com o meio, aspetos tão diversos
como a sua História, Geografia, Meio
Natural, …
3.1 O PASSADO DO MEIO LOCAL
Castelo.
Solar.
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1 Qual é o tipo de fonte associado a cada uma das imagens acima apresentadas?
2 Que tipo de fonte é a entrevista que realizaste na atividade da página 41?
ATIVIDADES
42 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
É através de vestígios deixados pelos ante-
passados que hoje podemos estudar a Histó-
ria. A esses vestígios chamamos fontes, que se
dividem em:
• Fontes orais — testemunhos de pessoas
vivas, lendas.
• Fontes escritas — cartas, diários, leis,
obras literárias, jornais, inscrições em
pedra.
• Fontes não escritas — utensílios, monu-
mentos, fósseis, ossos, obras de arte,
fotografias.
O historiador faz a pesquisa das fontes
sobre aquilo que pretende estudar e reúne
toda a informação recolhida para escrever a
história da localidade, da região, do país ou
do mundo! Para isso, precisa de ajuda de
outras pessoas: o arqueólogo, por exemplo,
ajuda a descobrir os objetos materiais mais
antigos e que, por vezes, estão escondidos.
3.2 AS FONTES HISTÓRICAS
Afinal, como é que se faz
a História? Como podemos ter
conhecimento sobre o que
se passou há muitos anos?
Fontes históricas.
A B C
Caderno
Caderno
Caderno
Caderno
Caderno
Caderno
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1 Assinala no friso cronológico acima as datas, usando as letras indicadas.
A. Ano 250 B. Ano 160 a. C. C. Ano 50
2 Escreve o século a que pertence cada um dos anos que assinalaste no friso.
ATIVIDADES
43
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
Para a História, é muito importante saber quando
ocorreram os acontecimentos; para isso, o historiador tem
de utilizar medidas de tempo, como a década, que já apren-
deste no 3.º ano. Mas para os acontecimentos mais anti-
gos da história dos povos, recorre-se também ao século
(período de cem anos) e ao milénio (período de mil anos).
O nascimento de Cristo marca o início do nosso
tempo histórico: assim, sempre que nos referimos a um
acontecimento ocorrido antes do seu nascimento, coloca-
mos a. C. (antes de Cristo) a seguir à data, por exemplo
500 a. C.
Como cada século tem cem anos, o século i (aquele
em que Jesus nasceu) agrupa os anos 1 a 100, o século ii
agrupa os anos 101 a 200, o século iii, os anos 201 a 300,
e assim sucessivamente.
Para os séculos, usamos sempre numeração romana.
O friso cronológico
Se quisermos representar um conjunto de aconteci-
mentos históricos, usamos um friso cronológico. Conse-
guimos identificá-los por ordem, desde o mais antigo até
ao mais recente.
3.3 AS DATAS DA HISTÓRIA
Sabes como se
conta o tempo
na História?
Século III a. C. Século II a. C. Século I a. C. Século I d. C. Século II d. C. Século III d. C.
A N T E S D E C R I S T O D E P O I S D E C R I S T O
300 a. C. 100 d. C.
1 d. C.
1 a. C.
200 a. C. 200 d. C.
100 a. C. 300 d. C.
Nascimento
de Cristo
3
UNIDADE
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44 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
3.4 OS PRIMEIROS POVOS NA PENÍNSULA IBÉRICA
Os povos recoletores
Há milhares de anos que a Penín-
sula Ibérica é povoada por povos nóma-
das e recoletores. Eram nómadas porque
se deslocavam sempre que se tornava
difícil arranjar alimentos na região onde
viviam. Eram recoletores porque apro-
veitavam o que a Natureza lhes dava:
colhiam frutos silvestres e raízes, pesca-
vam nas margens dos rios e caçavam.
Descobriram o fogo que os protegia do
frio e dos animais selvagens e permitia
cozinhar alimentos. Viviam em peque-
nos grupos e abrigavam-se em grutas.
As comunidades agropastoris
Com o passar dos milénios, o homem inventou a agri-
cultura e passou a criar animais, domesticando-os. Usava
utensílios simples: enxadas, foices, machados e moinhos
de mão. Dedicava-se já a muitas atividades: cestaria, tece-
lagem e cerâmica. Não necessitava de se deslocar à pro-
cura de alimento e passou a viver permanentemente num
local, construindo aldeias, tornando-se assim sedentário.
Passou a usar diferentes materiais no seu dia a dia: pedra,
madeira e barro.
A vida dos povos recoletores.
Aldeia de um povo sedentário.
Instrumentos de trabalho
dos povos sedentários:
mó (A); pote (B).
A
B
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1 
Quais foram os primeiros povos a habitar a Península Ibérica?
2 
A que atividades se dedicavam estes povos?
ATIVIDADES
45
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
3
UNIDADE
	
Os Celtiberos e os Lusitanos
Na Península Ibérica, os primeiros povos organiza-
dos em comunidades agropastoris foram os Iberos e os
Celtas. Os Iberos localizavam-se no Sul e no Leste e os
Celtas no Norte e a Oeste.
No Norte de Portugal ainda existem vestígios des-
tes povos — as citânias, ou castros, que estavam rodea-
das por muralhas, para que a defesa nas frequentes
guerras fosse mais fácil.
Os Lusitanos, foram um desses povos, tendo vivido
na região entre o rio Douro e o rio Tejo, ocupando uma
grande parte do atual território português. Dedicavam-
-se mais à pastorícia do que à agricultura e eram tam-
bém um povo guerreiro.
	
Os Fenícios, os Gregos
e os Cartagineses
Ao longo do primeiro milénio a. C., o Sul e o Leste
da Península Ibérica foram visitados pelos Fenícios,
Gregos e Cartagineses. Estes povos chegaram atraídos
pelas riquezas da Península e pela possibilidade de faze-
rem comércio com os povos locais: traziam armas e
outros utensílios de ferro, vasos de cerâmica e tecidos
e levavam cavalos, lã e sal.
A sua influência foi muito importante, pois intro-
duziram a exploração mineira, a conservação do peixe
em sal, a produção de vinho e de azeite, a escrita alfabé-
tica e a moeda.
Casa celta.
Escrita fenícia gravada
em pedra.
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1 Em que século a Península Ibérica foi ocupada pelos Romanos?
2 Quem foi Viriato?
ATIVIDADES
46 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
3.4 OS PRIMEIROS POVOS NA PENÍNSULA IBÉRICA
Soldado romano.
Vestuário romano.
A influência romana na arte — templo (A), nas construções — estrada (B) e na economia — salgadeiras (C).
Os Romanos
Foram os Romanos, a partir do século iii a. C., o povo
que mais influência teve na Península Ibérica. Dominaram
todos os povos que aí se encontravam, embora alguns, como
os Lusitanos, tenham sido difíceis de conquistar. Coman-
dados por Viriato, um notável guerreiro, resistiram aos ata-
ques dos Romanos, derrotando-os por várias vezes. Apenas
pela traição Viriato foi vencido: em 139 a. C., enquanto
negociava uma proposta de paz com um general romano,
Cipião, foi assassinado por três guerreiros lusitanos.
As influências romanas na Península Ibérica foram
muitas:
• na língua, com a introdução do latim, que deu ori-
gem ao português;
• nos costumes, que todos adotaram;
• na agricultura, introduzindo a cultura do trigo, da
vinha e da oliveira;
• na divisão do território e nas leis;
• no artesanato e na indústria — tecelagem, olaria,
exploração mineira;
• nas construções — habitações, estradas e pontes.
A B C
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47
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
3
UNIDADE
Guerreiro bárbaro.
Os Visigodos
No século v, alguns povos bárbaros, assim chama-
dos por não falarem latim, a língua dos Romanos, invadi-
ram o Império Romano e chegaram à Península Ibérica.
Os mais poderosos eram os Visigodos. Organizaram-se
como reino, e o poder foi entregue a um rei que gover-
nava com a ajuda de famílias importantes. Os Visigodos
converteram-se ao Cristianismo, uma religião que se espa-
lhara por todo o Império Romano, baseada nos ensina-
mentos de Jesus Cristo.
Os Muçulmanos
As invasões continuaram, e, no ano 711, os Muçul-
manos chegaram à Península Ibérica, vindos do Norte
de África. Os Muçulmanos praticavam a religião islâ-
mica (religião fundada por Maomé, que se expandiu da
Arábia para uma grande parte do Mundo). A presença
muçulmana foi marcante em Portugal até ao século xiii,
principalmente no Sul do País, e dela ainda hoje existem
vestígios.
P
a
INFLUÊNCIA MUÇULMANA NA PENÍNSULA IBÉRICA
Agricultura Ciência e técnica Construção Cultura e língua
Árvores trazidas:
laranjeira, limoeiro,
amendoeira,
alfarrobeira.
Técnicas de irrigação:
nora, azenha.
Matemática,
medicina,
astronomia.
Mesquitas,
habitações, pintura
em azulejo (em
cima), chaminés.
Numeração árabe.
Palavras: alfaiate,
Albufeira, azenha,
arraial.
Nora
1
6
2
7
3
8
4
9
5
0
Astrolábio
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48 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
3.5 A RECONQUISTA CRISTÃ
Perante a conquista muçul-
mana, parte dos Cristãos refu-
giou-se no Norte da Península
Ibérica e iniciou a luta contra os
invasores. Durante esse processo,
formaram-se vários reinos cris-
tãos: Leão, Castela, Navarra e
Aragão.
Nessa altura, o rei de Leão,
Afonso VI, aceitou a ajuda de
cavaleiros franceses na luta con-
tra os Muçulmanos. Entre esses
cavaleiros chegaram os condes
D. Henrique e D. Raimundo.
Como recompensa pelas bata-
lhas ganhas aos Muçulmanos,
Afonso VI recompensou D. Hen-
rique doando-lhe o Condado
Portucalense, que correspondia
à região entre o Minho e o Dou-
ro, e entregando-lhe a sua filha,
D. Teresa, em casamento.
Apesar de dever lealdade
ao rei de Leão, D. Henrique ma-
nifestou vontade de autonomi-
zar o condado do reino de Leão,
aliando-se aos interesses do clero e da nobreza portucalenses. No entanto,
acabou por morrer sem o conseguir.
D. Teresa sucedeu a D. Henrique, mas a sua governação não favore-
ceu os interesses portucalenses, tendo mesmo colocado no governo um
conde da Galiza, o que desagradou ao seu filho, D. Afonso Henriques.
Com a ajuda de alguns nobres, que possuíam terras no Condado
Portucalense, D. Afonso Henriques travou contra D. Teresa a Batalha de
São Mamede, perto de Guimarães, em 1128.
Vencida a batalha, D. Afonso Henriques continuou a luta contra os
Muçulmanos, prosseguiu a conquista do território para sul, até ao rio Tejo,
e lutou pela independência relativamente a Afonso VII, rei de Leão e Castela.
Reino
de Leão
Reino
de Castela
Reino
de Navarra
Reino
de Aragão
Condado
Portucalense
Território cristão
Território muçulmano
N
0 125 km
Oceano
Atlântico
Mar
Mediterrâneo
Reinos cristãos na Península Ibérica e território ocupado pelos
Muçulmanos.
D. Henrique e D. Teresa.
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1 
Dá dois exemplos de influências dos Muçulmanos na Península Ibérica.
2 
Por que razão entregou Afonso VI o Condado Portucalense a D. Henrique?
3 
O que significou o Tratado de Zamora?
4 
Quando e como é que os Muçulmanos foram expulsos do território português?
ATIVIDADES
49
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
Depois de várias batalhas, em 1143, com a assina-
tura do Tratado de Zamora, Afonso VII aceitou que
D. Afonso Henriques usasse o título de rei, apesar de a
independência do Reino de Portugal só se ter consolidado
com o reconhecimento do papa Alexandre III em 1179.
D. Afonso Henriques prosseguiu com a recon-
quista aos Mouros, conquistando Santarém e Lisboa,
em 1147.
Chegou também a conquistar terras a sul do rio
Tejo, mas foi só no reinado de D. Afonso III, mais de
um século depois, em 1249, que os Portugueses con-
quistaram o que faltava do atual território português
aos Muçulmanos.
Esta luta entre Cristãos e Muçulmanos teve a ajuda
dos cruzados, cavaleiros que combatiam em nome de
Cristo e da população.
3
UNIDADE
3.6 A FORMAÇÃO DE PORTUGAL
Estátua de D. Afonso Henriques.
Cerco e conquista da cidade de Lisboa aos Mouros. Castelo de Guimarães, a cidade «berço»
da nacionalidade portuguesa.
P
a
r
a
s
aber mais
Caderno
Temas
da História
de Portugal,
pp. 12 e 13
Caderno
Temas
da História
de Portugal,
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50 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
3.7 AS ATIVIDADES ECONÓMICAS DEPOIS DA RECONQUISTA
Após a Reconquista, os reis portugueses ten-
taram desenvolver o reino. Para isso, incentiva-
ram o povoamento do território, criando os con-
celhos (povoações livres) através das Cartas de
Foral, onde se escreviam os direitos dos morado-
res. Também fomentaram o desbravamento e o cul-
tivo de terrenos que estavam desaproveitados para
a agricultura.
As principais atividades económicas eram a
agricultura, a criação de gado e a pesca. O comércio
desenvolveu-se com dificuldade. Os almocreves
faziam o comércio entre as terras vizinhas e trans-
portavam produtos agrícolas e artesanais. Nas cida-
des e vilas maiores, realizavam-se feiras e mercados.
O rei D. Dinis, O Lavrador, a partir de 1279,
tomou medidas importantes para desenvolver o País:
• Na agricultura, entre outras medidas, man-
dou semear o pinhal de Leiria, para impedir
o avanço das areias e proteger as terras de
cultivo.
• No comércio, mandou que se fizessem fei-
ras, assinou um tratado de comércio livre
com a Inglaterra e criou a Bolsa de Merca-
dores.
• Na pesca, protegeu os pescadores criando
locais próprios para estes viverem e pode-
rem pescar — as póvoas marítimas.
• Na cultura, fundou a primeira universi-
dade, em Lisboa, e protegeu os artistas.
O rei D. Fernando, para desenvolver a marinha e o comércio, fundou
a Companhia das Naus, em 1380 (encarregada dos seguros marítimos).
Mandou construir embarcações grandes para fazer crescer o comércio
externo e desenvolveu também a indústria da extração de sal. Com a Lei
das Sesmarias (as terras que não eram cultivadas eram retiradas aos seus
donos e passavam a pertencer ao rei), conseguiu fixar a população rural
às terras e diminuir o despovoamento, evitando a fuga para as cidades,
onde os salários pagos pelo trabalho artesanal eram mais altos.
Atividade económica na cidade.
Atividades económicas no campo.
A
B
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1 Depois da Reconquista, quais foram as medidas tomadas pelos reis portugueses
para povoar os territórios conquistados?
2 Quais foram as medidas tomadas pelo rei D. Dinis para desenvolver a agricultura
e o comércio?
3 D. Fernando também se preocupou com o comércio e com a agricultura.
Que medidas tomou?
4 Como se encontrava dividida a sociedade? Caracteriza cada grupo social.
ATIVIDADES
51
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
3
UNIDADE
Em Portugal, a sociedade estava dividida, e as pessoas dedicavam-se
a atividades muito diferentes.
A SOCIEDADE PORTUGUESA NOS SÉCULOS XII A XIV
O rei e a sua corte Governava o País: responsável pela moeda, pela justiça
e pela defesa do reino.
Nos tempos livres, caçava e organizava banquetes e bailes
na corte.
O clero Responsável pela Igreja, possuía terras e não pagava impostos.
Os membros mais pobres do clero vestiam trajes escuros
e compridos de lã, com capas; alguns andavam descalços,
outros com sapatos de couro. O clero mais rico usava
vestuário luxuoso e com cores vivas. Eram das poucas
pessoas que sabiam ler e os responsáveis pelo ensino.
A nobreza Lutava ao lado do rei, em caso de guerra, possuía terras
e não pagava impostos.
Os nobres mais ricos vestiam seda e usavam nas suas roupas
peles valiosas e joias.
Nos tempos livres, dedicavam-se à caça, realizavam torneios,
banquetes e bailes na corte.
O povo Formado pelos comerciantes (burguesia), artesãos e camponeses,
cultivava as terras e pagava impostos. Vendia produtos em
feiras e mercados, podendo, para isso, deslocar-se de terra
em terra (a burguesia). Fabricava objetos de madeira, ferro, etc.
As roupas eram geralmente de lã e fabricadas em casa.
Alimentava-se à base de pão. Divertia-se nas feiras e nas romarias.
3.8 A SOCIEDADE
mais
363929 040-069 U3.indd 51 18/03/13 17:01
52 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
O Povoador
O Conquistador O Gordo
1143 1185 1211 1223
D. SANCHO I
D. AFONSO HENRIQUES D. AFONSO II
Primeiro rei de Portugal. Conquistas aos Muçulmanos. Reconquista Cristã.
O Bolonhês
O Capelo O Lavrador
1223 1248 1279 1325
D. AFONSO III
D. SANCHO II D. DINIS
Reconquista Cristã.
Conquista definitiva
do Algarve aos Muçulmanos.
Povoamento e desenvolvimento
do reino.
O Justiceiro
O Bravo O Formoso
1325 1357 1367 1383
D. PEDRO I
D. AFONSO IV D. FERNANDO
Crise em Portugal e na Europa. Peste negra. Lei das Sesmarias.
Uma dinastia é uma série de reis que pertencem à mesma família.
A 1.ª DINASTIA — A DINASTIA AFONSINA
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3
UNIDADE
3.9 A DINASTIA DE AVIS
53
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
Batalha de Aljubarrota.
Em 1383, o rei D. Fernando morreu e o País preparou-se
para o pior. D. Fernando havia casado a sua única filha, D. Beatriz,
com o rei de Castela. Quando foi aclamada a nova rainha, mui-
tas pessoas ficaram descontentes, pois Portugal corria o risco de
perder a independência. Surgiram assim dois partidos:
• os que apoiavam D. Beatriz e sua mãe, D. Leonor Teles, que
tinha ficado como regente do reino — a nobreza e o clero;
• os que apoiavam D. João I, Mestre de Avis, meio-irmão de
D. Fernando e tio de D. Beatriz — alguns nobres e o povo
(os comerciantes e os mais pobres).
D. João I, com o apoio do povo de Lisboa,
foi aclamado regedor e defensor do reino, o que
levou Castela a invadir Portugal. Mas o exército
de Castela foi derrotado na Batalha de Atolei-
ros, onde se destacou D. Nuno Álvares Pereira.
No verão de 1384, Lisboa foi cercada, mas
resistiu aos Castelhanos, que foram definitiva-
mente derrotados na Batalha de Aljubarrota,
em 1385. Desta forma, Portugal manteve a sua
independência e D. João I foi aclamado rei.
O rei D. João I casou com uma princesa
inglesa, D. Filipa de Lencastre, e iniciou-se uma
nova dinastia — a dinastia de Avis.
D. João I, Mestre
de Avis.
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3.10 OS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES
No século xiv, Portugal passara por uma
grave crise económica. O tesouro real tinha
falta de ouro, o povo vivia em más condições
e com fome, a nobreza precisava de conquis-
tar novas terras, para ganhar fama e riqueza,
e o clero pretendia espalhar a fé cristã. Era
necessário descobrir novas terras, que pudes-
sem ser novos locais de comércio, e trazer para
Portugal os produtos e a riqueza que falta-
vam no reino. Os Portugueses iniciaram então
a expansão marítima.
Ceuta, um mercado de cereais e local de
passagem das rotas do ouro e das especiarias do
Oriente, foi a primeira conquista de Portugal, em
1415 (reinava D. João I). Mas, depois da con-
quista, os Mouros alteraram as rotas e o comér-
cio do ouro e das especiarias para outras cidades.
Não conseguindo obter riqueza, os Portu-
gueses partiram para as viagens de descoberta,
no oceano Atlântico, cujo grande impulsiona-
dor foi o infante D. Henrique, filho de D. João I.
Portugal tinha boas condições para se aven-
turar nestas viagens: a sua situação geográ-
fica, a sua longa costa marítima e o seu conhe-
cimento de novas técnicas de navegação.
A conquista de Ceuta.
A conquista de Ceuta.
1410 1420 1430 1440 1450 1460 1470 1480 1490 1500
JOÃO
GONÇALVES
ZARCO
TRISTÃO
VAZ
TEIXEIRA
Descoberta da Madeira
1419 BARTOLOMEU
DIAS
Passagem
do cabo
da Boa
Esperança
1488
PEDRO
ÁLVARES
CABRAL
Descoberta
do Brasil
1500
Primeiros escravos
em Portugal
1441
Descoberta dos Açores
DIOGO
SILVES
1427
Descoberta de Cabo Verde
Passagem do cabo Bojador
GIL
EANES
1438
DIOGO
GOMES
1456-60
VASCO
DA GAMA
1498
Descoberta
do caminho
marítimo
para a Índia
As viagens dos Descobrimentos
54
Instrumentos de navegação: astrolábio (A),
quadrante (B), balestilha (C).
Os navegadores portugueses desenvolveram
o uso do astrolábio, da bússola e dos mapas
de navegação.
B
A C
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ATIVIDADES
55
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
3
UNIDADE
Portugueses na Índia.
Portugueses no Brasil.
Engenho de açúcar no Brasil.
No século xvi, Portugal dominava
um grande império, que se estendia
pela Europa, África, Ásia e América.
Os Descobrimentos permitiram o esta-
belecimento de comércio com todos os
locais onde os Portugueses se fixaram,
trazendo para Portugal escravos e pro-
dutos variados: de África, ouro, mar-
fim e malagueta; da Índia, especiarias;
da China, sedas e louças; do Brasil,
açúcar, produzido por escravos africa-
nos, aprisionados e transportados pelos
Portugueses.
Os Portugueses mantiveram con-
tactos com povos e culturas diferentes.
Levaram a fé católica a muitos desses
povos.
Lisboatornou-seumacidadecomer-
cial importante, centro de várias rotas
de todo o Mundo. No entanto, Portu-
gal continuava a necessitar de comprar
cereais a outros países, pois ainda não
os produzia em quantidade suficiente,
e os produtos alimentares tornaram-se
mais caros.
1 Que razões conduziram os Portugueses aos Descobrimentos?
2 Qual foi a primeira conquista de Portugal?
3 Quem foi o navegador que descobriu o caminho marítimo para a Índia?
4 Em que ano se descobriu o Brasil? Quem foi o seu descobridor?
5 Refere alguns dos produtos trazidos das terras descobertas pelos Portugueses.
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56 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
O Eloquente
O de Boa Memória O Africano
1385 1433 1438 1481
D. DUARTE
D. JOÃO I D. AFONSO V
1415 — Conquista de Ceuta.
1419 — Descoberta da Madeira.
1427 — Descoberta dos Açores.
1434 — Gil Eanes dobra o cabo
Bojador.
1455 — Descoberta da Guiné.
1456 — Descoberta de Cabo Verde.
1470 — Descoberta de São Tomé
e Príncipe.
O Venturoso
O Príncipe Perfeito O Piedoso
1483 1495 1521 1557
D. MANUEL I
D. JOÃO II D. JOÃO III
1483 — Descoberta do Congo.
1488 — Passagem do cabo da Boa
Esperança.
1498 — Descoberta do caminho
marítimo para a Índia.
Colonização do Brasil.
Reforma da Universidade.
O Casto
O Desejado
1557 1578 1580
CARDEAL D. HENRIQUE
D. SEBASTIÃO
Regência do cardeal D. Henrique.
Batalha de Alcácer-Quibir
e desaparecimento de D. Sebastião.
Perda da Independência
para Espanha.
A 2.ª DINASTIA — A DINASTIA JOANINA ou de AVIS
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57
Durante o século xvi, Portugal continuou a passar por muitos peri-
gos e mais uma vez perdeu a independência para Espanha.
Em 1578, o rei português D. Sebastião, com apenas 24 anos, perdeu
a vida na Batalha de Alcácer-Quibir, em África. Sucedeu-lhe o cardeal
D. Henrique, seu tio, que não tinha filhos. Esta situação originou uma
crise de sucessão (não havia um rei português para subir ao trono legiti-
mamente). Este facto viria a originar a perda da independência.
3
UNIDADE
3.11 O DOMÍNIO FILIPINO
D. Sebastião.
Cena do filme Non, ou a Vã Glória de Mandar, de Manoel de Oliveira.
Ao centro, de armadura, o rei D. Sebastião preparado para a Batalha
de Alcácer-Quíbir.
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
Após a morte de D. Henrique, em 1580, foi o primo de D. Sebastião,
Filipe II, rei de Espanha, quem obteve maior apoio. Mais uma vez,
a nobreza e o clero apoiaram um candidato espanhol, rei de um dos reinos
mais fortes da Europa, conseguindo afastar os outros candidatos, e Filipe
II de Espanha assumiu o governo de Portugal com o título de D. Filipe I.
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58 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
Os reis de Espanha fundaram a dinastia filipina e mantiveram-se no
poder em Portugal durante sessenta anos, entre 1580 e 1640.
O governo de Espanha aumentou os impostos e arrastou os Portu-
gueses para as guerras em que Espanha estava envolvida. Esta situação
provocaria a revolta dos Portugueses.
Durante este período, as finanças portuguesas ficaram arruinadas,
o governo espanhol aumentou os impostos, e a agricultura e a indústria
foram abandonadas.
Por outro lado, a Espanha estava em guerra com a Inglaterra e com
a França e obrigou o exército português a entrar na guerra, para defender
os interesses de Espanha. Para fazer essas guerras, os impostos foram
agravados. Alguns dos territórios portugueses em África, na Ásia e na
América foram atacados e perdidos para os Franceses, Ingleses e Holan-
deses. Só após 1640, e depois de grandes esforços, alguns foram recupe-
rados (sobretudo o Nordeste do Brasil e Angola).
O Pio
O Prudente O Grande
1580 1598 1621 1640
FILIPE II (III DE ESPANHA)
FILIPE I (II DE ESPANHA) FILIPE III (IV DE ESPANHA)
Cortes de Tomar.
Destruição da Armada Invencível.
Nomeação do português
Cristóvão de Moura para governar
Portugal em nome do rei de Espanha,
o que não agradou ao povo.
Revoltas populares.
Revolução de 1640.
Restauração da Independência.
A 3.ª DINASTIA — A DINASTIA FILIPINA
1 Qual foi o rei português que morreu na Batalha de Alcácer-Quibir?
2 De que forma este acontecimento deu origem à crise dinástica em Portugal?
3 O que aconteceu em consequência desta crise?
4 Quem governou Portugal entre 1580 e 1640?
ATIVIDADES
3.11 O DOMÍNIO FILIPINO
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ATIVIDADES
59
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
3
UNIDADE
3.12 A RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA
Começou a ser frequente a ocorrência de motins entre o povo,
em várias localidades, que mostraram à nobreza que haveria
apoio popular a uma revolução contra o domínio espanhol.
Desta forma, no dia 1 de dezembro de 1640, quarenta fidal-
gosportugueses,apoiadospelopovo,invadiramopaçodaRibeira,
prenderam os representantes de Filipe III e aclamaram D. João IV,
8.º duque de Bragança, rei de Portugal, recuperando assim a inde-
pendência de Portugal — Restauração da Independência.
Assim se iniciou a 4.ª dinastia — a dinastia de Bragança,
que durou até 1910.
1 O que foi a Restauração da Independência?
2 Quais foram as várias causas do descontentamento dos Portugueses?
3 Investiga para saberes mais pormenores sobre a Revolta do Manuelinho.
A Revolta do Manuelinho, em Évora (1637), foi uma das principais manifestações
populares contra o domínio espanhol sobre Portugal.
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1 Onde foi utilizado grande parte do ouro que vinha do Brasil?
2 Quem foi o Marquês de Pombal?
3 Que medidas tomou o Marquês de Pombal para desenvolver o País?
ATIVIDADES
60 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
3.13 A DESCOBERTA DO OURO BRASILEIRO
Palácio-Convento de Mafra.
No século xviii, a colónia portu-
guesa mais importante era o Brasil.
De lá vinha açúcar, algodão e cacau.
A descoberta de abundantes jazidas de
ouro, cuja extração era controlada pela
Coroa, fez com que esta fosse uma
época de grande riqueza para Portu-
gal. A corte vivia com uma enorme
opulência, e foram construídos gran-
des palácios, como o de Mafra e o de
Queluz, e o Aqueduto das Águas Livres.
O rei detinha todos os poderes; o seu
poder era absoluto.
O Marquês de Pombal
Contudo, depressa o ouro do Brasil se esgotou,
e abateu-se sobre Portugal uma enorme crise. Em
1755, Lisboa sofreu ainda um terrível terramoto que
destruiu a capital e agravou o estado do reino.
O Marquês de Pombal, primeiro-ministro do rei
D. José I, levou a cabo importantes reformas, para
que as dificuldades fossem ultrapassadas. Desenvol-
veu o comércio, criando grandes companhias que
controlavam e aumentavam a venda de mercadorias
ao estrangeiro. Ao mesmo tempo, favoreceu o surgi-
mento de novas indústrias que produziam têxteis,
vidros, louças, metais, etc., produtos esses que até aí
eram comprados ao exterior com o ouro do Brasil. Marquês de Pombal.
P
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ATIVIDADES
61
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
3
UNIDADE
3.14 AS INVASÕES FRANCESAS
No início do século xix, Portugal foi
forçado a envolver-se nas guerras que se tra-
vavam na Europa, entre a França e a Ingla-
terra. Aliado desta última, Portugal manteve
o seu comércio com os Ingleses, o que levou
os Franceses a invadirem o nosso país três
vezes, entre 1807 e 1811. As Invasões Fran-
cesas obrigaram a rainha D. Maria I e toda
a corte a refugiarem-se no Brasil. Com a ajuda
inglesa, os Franceses foram derrotados.
Da Monarquia absoluta à Monarquia liberal
Em 1816, D. João VI subiu ao trono,
mas o rei e a corte não regressavam do Bra-
sil, o que provocou o aumento do descon-
tentamento em Portugal. Em agosto de 1820,
um conjunto de militares e de comerciantes
descontentes iniciou no Porto a Revolução
Liberal, que exigia o regresso do rei e a ins-
tauração de liberdades políticas no País.
Foram eleitas as Cortes Constituintes, que elaboraram a primeira Cons-
tituição portuguesa (leis onde estão os direitos e deveres da população e fun-
ções do Estado), aprovada pelo rei em 1822, após o seu regresso. O rei pas-
sava a governar com o consentimento das Cortes (parlamento), que faziam
as leis. Apesar de os defensores da Monarquia absoluta (poder absoluto do
rei) terem tentado impedir a implantação deste sistema, a Monarquia liberal,
ele triunfou após uma guerra civil (entre Portugueses), que terminou em 1834.
Desde então, realizaram-se importantes progressos económicos e polí-
ticos: construíram-se caminhos de ferro e desenvolveram-se a agricultura
e a indústria, foram abolidas a pena de morte e a escravatura nas colónias.
Invasões Francesas — a Batalha do Buçaco.
Entrada dos revoltosos portugueses em Lisboa,
em agosto de 1820.
1 Quais foram as causas e as consequências das Invasões Francesas?
2 Como surgiu a Monarquia liberal em Portugal?
i
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1 O que foi o regicídio? Quais foram as suas causas e o que originou?
2 Quais são as principais diferenças entre a Monarquia e a República?
ATIVIDADES
62 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
3.15 O FIM DA MONARQUIA E A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA
Nos finais do século xix, apesar de algum
desenvolvimento do País, com a construção de
vias-férreas, estradas e pontes, as dívidas do
Estado aumentaram, e a Monarquia passava por
uma grande crise. Para pagar as dívidas, os gover-
nantes aumentavam os impostos, o que provocou
um grande descontentamento entre a população.
No dia 1 de fevereiro de 1908, deu-se o regi-
cídio — o assassinato do rei D. Carlos. Subiu ao
trono D. Manuel II, mas os políticos monárqui-
cos não chegaram a consenso e, em 5 de outubro
de 1910, o Partido Republicano Português fez
uma revolução em Lisboa, obrigando o rei e a sua
família a fugir do País — implantação da Repú-
blica.
Em 1914, começou a Primeira Guerra Mun-
dial, na qual Portugal participou, o que provocou
milhares de mortos, tornando a vida em Portugal
muito difícil. Os vários governos republicanos
também não conseguiram impedir que o custo de
vida aumentasse, e a população vivia com enor-
mes dificuldades. Por outro lado, os desentendi-
mentos entre os vários partidos políticos que con-
corriam ao poder agravaram-se.
DIFERENÇAS ENTRE A MONARQUIA E A REPÚBLICA
Monarquia República
• O chefe de Estado é o rei.
• O rei recebe o direito de governar.
• O rei governa até à sua morte
e é sucedido pelo filho mais velho.
• O chefe de Estado é um presidente.
• O presidente da República é eleito pelo
povo ou pelo parlamento.
• O seu tempo de governo é limitado.
Regicídio. A rainha tenta defender-se
do atirador enquanto o rei e o seu filho
mais velho, D. Luís, são assassinados.
P
a
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63
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
3
UNIDADE
O Vitorioso
O Restaurador O Pacífico
1640 1656 1677 1706
D. AFONSO VI
D. JOÃO IV D. PEDRO II
Guerra da Restauração. Minas de ouro no Brasil. Fim da Guerra da Restauração.
O Reformador
O Magnânimo A Piedosa
1706 1750 1777 1816
D. JOSÉ
D. JOÃO V D. MARIA I
Exploração de minas/
/construções.
Terramoto de Lisboa.
Invasões Francesas/
/ida da corte para o Brasil.
O Rei Soldado
O Clemente O Rei Absoluto
1816 1826 1828 1834
D. PEDRO IV
D. JOÃO VI D. MIGUEL
Constituição de 1820/
/Lutas liberais.
Regência de D. Miguel.
Guerra civil/
/Convenção de Évora-Monte.
O Esperançoso
A Educadora O Popular
1834 1853 1861 1889
D. PEDRO V
D. MARIA II D. LUÍS
Lutas políticas. Modernização do País. Abolição da escravatura.
O Patriota
O Diplomata
1889 1908 1910
D. MANUEL II
D. CARLOS
Atentado contra o rei. Proclamação da República.
A 4.ª DINASTIA — A DINASTIA DE BRAGANÇA
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ATITUDES E VALORES
64 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
A interculturalidade
Ao longo da história de Portugal, estiveram no território português
vários povos que, vindos de longe, trouxeram diferentes influências.
Os Portugueses são o resultado dessas influências.
Mas os Portugueses também foram à procura de outros povos pelo
mundo fora e deixaram muitas marcas da sua presença em terras longín-
quas. O contacto entre povos tão diferentes nem sempre foi pacífico,
mas acabou por resultar numa grande riqueza cultural, visível na aceita-
ção de cada povo com quem convivemos. Inicialmente, estranham-se
a língua, a cultura, os costumes, a cor da pele, os gestos, a alimentação
e os comportamentos, depois aceitam-se e trocam-se influências. Assim
é a interculturalidade!
Faz um levantamento dos povos que já habitaram no território de Portugal, no passado.
Pesquisa agora sobre os povos que os Portugueses descobriram um pouco por todo o Mundo.
Faz uma pesquisa sobre um dos povos com quem os Portugueses estiveram em contacto
e escreve um texto acerca do seu modo de vida (língua, religião, hábitos, alimentação, cultura, …).
Faz um levantamento dos povos que atualmente têm comunidades em Portugal.
Sim! Em Portugal
vivem pessoas de muitas
partes do Mundo!
Olha, já viste
como somos todos
diferentes?
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3
UNIDADE
65
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
O MAIS IMPORTANTE
RECORDA
• Pela Península Ibérica passaram vários povos que deixaram a sua influência nos costumes, na língua,
na cultura e na economia.
• Na Idade Média, a Reconquista Cristã e o papel de D. Afonso Henriques levaram à formação
de Portugal.
• Na Península Ibérica conviveram durante séculos Cristãos e Muçulmanos em períodos de paz
e de guerra.
• A Revolução de 1383/85 iniciou uma nova dinastia com D. João I, Mestre de Avis.
• Os Descobrimentos permitiram mudar o modo de vida dos Portugueses na alimentação, na economia
e na cultura, adquirindo novos conhecimentos sobre o Mundo (povos, plantas, animais, alimentos,
técnicas).
• Os reis de Castela — os Filipes — estiveram no trono português durante sessenta anos, de 1580
a 1640.
• Restauração da Independência, em 1 de dezembro de 1640.
• No século xviii, o ouro do Brasil trouxe muita riqueza para Portugal, mas depressa se esgotou,
e o País entrou em crise. O Marquês de Pombal tomou medidas para desenvolver o País.
• O século xix foi marcado pelas Invasões Francesas e pela Revolução Liberal, que limitou o poder do rei.
• A Monarquia acabou em Portugal com a Revolução Republicana de 5 de Outubro de 1910.
ESQUEMA DE CONCEITOS
Séculos IX a. C. a IX d. C.
Séculos X a XIV
Séculos XV a XVII Século XVIII
• Invasões da Península
Ibérica.
• Reconquista Cristã.
• Formação de Portugal.
D. Afonso Henriques
foi o primeiro rei
de Portugal.
• 1.ª dinastia.
• Descobrimentos:
— Norte de África
e costa ocidental
africana.
— Ilhas atlânticas.
— Ásia — Índia, Japão,
China.
— América — Brasil.
• Domínio dos Filipes
de Espanha sobre
Portugal.
• Restauração
da Independência, em
1 de dezembro de 1640.
• D. João V — descoberta
de ouro no Brasil trouxe
muita riqueza a Portugal.
• Marquês de Pombal —
desenvolve o País,
quando o ouro do Brasil
se esgota.
História de Portugal
Século XIX
• Invasões Francesas.
• Revolução Liberal
de 1820.
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66 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
SERÁ QUE JÁ SABES?
1 Preenche a tabela classificando os documentos históricos de acordo com o seu tipo.
2 Circunda, entre os povos seguintes, os que habitaram a Península Ibérica.
A B C D
3 De que forma se deu a ocupação da Península Ibérica pelos Romanos?
4 Conheces, na tua região, algum vestígio da presença romana? E noutras regiões?
Refere-as e descreve os vestígios.
5 Explica a razão que levou Afonso VI a entregar o Condado Portucalense ao conde
D. Henrique.
a) Explica a que ficou obrigado D. Henrique.
6 Quem foi o primeiro rei de Portugal?
a) Explica de que forma conseguiu tomar o poder.
7 Com que povo lutou D. Afonso Henriques para alargar o território português?
a) Que nome se deu a essa luta?
b) Quem eram os cruzados? Qual era o seu papel na guerra?
8 Quais foram as atividades económicas que se desenvolveram em Portugal, depois
da Reconquista?
9 Quais foram os motivos que, no século XIV, levaram os Portugueses a aventurar-se
na expansão marítima?
Fontes escritas Fontes não escritas
Iberos Visigodos Muçulmanos Romanos
Celtas
Chineses Lusitanos Índios Russos
Instrumento musical de osso. Moeda. Escrita fenícia. Pergaminho.
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67
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
3
UNIDADE
10 Localiza no mapa os territórios da lista, onde chegaram os navegadores
portugueses.
11 Quais foram os grandes benefícios que os Portugueses retiraram dos Descobrimentos?
12 Quem governou Portugal entre 1580 e 1640?
13 O que aconteceu no dia 1 de dezembro de 1640?
14 Explica o que foi a Revolução Liberal, no século XIX, e que efeitos teve no País.
15 Quais são as principais diferenças entre a monarquia e a república?
A. Índia
B. Brasil
C. Açores
D. Angola
E. Madeira
F. Cabo Verde
G. Macau
H. São Tomé
e Príncipe
I. Moçambique
J. Guiné
K. Timor
AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de:
Se ainda não consegui,
vou ver nas páginas:
Assinala com a coluna que representa
o que já consegues fazer:
Saber quais foram os vários povos que habitaram a Península Ibérica.
Conhecer as influências da Romanização.
Saber o que foi a Reconquista.
Saber como se formou Portugal.
Saber o que foram e quais foram os Descobrimentos.
Conhecer o processo de Restauração da Independência.
44 a 47
46
48
49
54 e 55
57 a 59
Saber o que foi a Revolução Liberal. 61
TOTAL
A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos.
14-16 Tenho de continuar assim… 10-13 Não estou mal… 0-8 Tenho de estudar mais.
Saber as diferenças entre Monarquia e República. 61 e 62
A B C
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BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos
68
Na localidade onde vives ou próximo dela, existem certamente monumentos:
castelos, igrejas, palácios, pontes, estradas romanas, vestígios arqueológicos,
ruínas, estátuas ou outros.
Objetivo:
Realização de uma reportagem fotográfica para uma
exposição na escola.
De que vais necessitar?
Máquina fotográfica
Uma folha de cartolina
Cola
Impressora
O que vais fazer?
1. Prepara a máquina fotográfica.
Para cada grupo de três ou quatro
alunos é suficiente uma máquina.
2. Fotografa o monumento sob vários
ângulos e pormenores.
3. Numa cartolina, escreve o nome
do monumento com letras grandes
e destacadas (cores e formas
diferentes e originais).
4. Imprime as fotografias captadas
e cola-as na cartolina.
Distribui-as de modo a preencheres
os espaços de igual forma.
5. Faz a legenda de cada
uma das fotografias com
a informação recolhida.
Antes de começares…
pensa e responde às questões.
Quando foi construído
o monumento estudado?
Como foi construído?
Por quem foi construído?
Qual é, ou qual foi, a sua função?
PROJETO Painel de turma: os nossos monumentos
Investigar para
saber mais
O que quero saber…
O que vou observar/
/medir/registar, …
Como vou apresentar
e comunicar
a informação.
Manusear objetos em situações concretas
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3
UNIDADE
BLOCO 5
Até tempos muito recentes, os grupos sociais não tinham todos os mesmos
direitos, e isso era visível até na maneira de vestir. Era expressamente proibido
a um membro do povo vestir um traje de nobre, por exemplo.
Objetivo:
Construir um jogo de xadrez recriando a sociedade medieval. As peças representam
os grupo sociais. Para isso, deverás distingui-los consultando a página 51.
De que vais necessitar?
Cápsulas de café
Rolhas de cortiça
Garrafas de plástico
Latas
Tubos de papel
higiénico ou de cozinha
Jornais e revistas
Cola
Tesoura sem pontas
Tinta acrílica
Pincel
Uma base de cartão ou madeira
Cartolinas brancas e pretas para a base
O que vais fazer?
1. Elabora as regras do jogo. Não te esqueças de definir:
a) Quantas peças tem o jogo? Como se movem?
b) Qual é a importância de cada peça?
c) Como se distribuem as peças no tabuleiro?
d) Como se inicia o jogo?
e) Quando termina o jogo?
2. Escolhe os materiais mais adequados para a construção de cada personagem.
Usa a tua imaginação, mas, no final, deverás ter dois conjuntos de peças
de cor diferente. Cada conjunto terá de contar com as seguintes peças:
1 rei, 1 rainha, 2 cavaleiros, 2 bispos, 2 torres e 8 peões.
Executa e responde no teu caderno.
1. A que grupo social corresponde cada peça?
2. Quem são os mais poderosos?
3. Como se distinguem os grupos sociais?
CONSTRUO Jogo de xadrez com material reciclado
Manusear objetos em situações concretas
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70 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
4
UNIDADE
PORTUGAL
NOS SÉCULOS XX E XXI NESTA UNIDADE,
VAIS APRENDER A:
Descrever o que foi
o Estado Novo
e a ditadura.
Descrever o que foi
a Revolução de 25
de Abril de 1974.
Descrever o que
é a democracia.
Reconhecer
a Constituição
de 1976.
Conhecer os órgãos
do poder, os símbolos
e os feriados nacionais
civis.
Observa a imagem e responde às questões.
Que tipo de utilização teria esta construção numa
altura em que não havia liberdade em Portugal?
Investiga qual é a história da fortaleza de Peniche.
Esta fortaleza
é muito misteriosa!
Que segredos
guardará?
O guia diz que no tempo
da ditadura esta fortaleza
foi uma prisão para presos
políticos.
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4
UNIDADE
ATIVIDADES
71
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
4.1 O ESTADO NOVO E A DITADURA
Como foi derrubada a 1.ª República
Em 28 de maio de 1926, os militares derrubaram a 1.ª
República, e impuseram uma ditadura, um regime político
em que não havia liberdade e o poder político estava con-
centrado num único partido político ou numa só pessoa.
Os militares convidaram para chefiar o Governo
António de Oliveira Salazar, que se manteve no poder
entre 1932 e 1968, tendo sido a figura dominante do
regime do Estado Novo (1933-1974).
Durante o governo de Salazar não havia liberdade
para as pessoas manifestarem opiniões contrárias às do
Governo nem para se reunirem e discutir política. Se o fizes-
sem, poderiam ser perseguidas, presas e torturadas pela
PIDE (Polícia Interna de Defesa do Estado). Os jornais
e livros publicados e os espetáculos eram censurados;
uma comissão de censura a mando do Estado revia os tex-
tos, cortando as partes inconvenientes para o Governo.
Apesar do esforço de Salazar para
diminuir as dívidas do País e da sua
política de realização de obras públicas
(estradas, pontes, viadutos, barragens,
escolas, …), as condições de vida da
população continuaram a ser difíceis.
Em 1961, iniciou-se a Guerra Colo-
nial, quando as colónias portuguesas em
África (Angola, Moçambique e Guiné-
-Bissau) começaram a lutar pela indepen-
dência, contra Portugal, as condições de
vida dos Portugueses agravaram-se.
1 Quem foi Salazar? Que regime político impôs em Portugal?
2 De que forma esse regime era exercido?
3 O que foi a Guerra Colonial?
Cartaz de propaganda às obras públicas que Salazar
realizou para promover o progresso do País.
Prisão do Tarrafal,
em Cabo Verde, para onde
eram enviados os presos
políticos, por se terem oposto
a Salazar.
i
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1 O que aconteceu no dia 25 de abril de 1974?
2 Quais foram os motivos que levaram a este acontecimento?
3 Elabora um cartaz comemorativo do 25 de Abril de 1974. Desenha ou usa
fotografias ou ilustrações que encontres na Internet ou em revistas e escreve
algumas frases sobre a importância desse dia.
ATIVIDADES
72 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
4.2 A REVOLUÇÃO DE 25 DE ABRIL DE 1974
O cravo
é o símbolo
da Revolução
de 25 de Abril
de 1974.
No dia 25 de abril de 1974, na rua, as pessoas
festejaram com os soldados a vitória da liberdade
sobre a ditadura.
Pintura mural celebrativa da Revolução
de 25 de Abril de 1974.
O fim da ditadura em Portugal
No dia 25 de abril de 1974, um grupo de militares desconten-
tes com a guerra e com a ditadura levou a cabo uma revolução com
o objetivo de derrubar o Estado Novo e devolver o poder ao povo.
Portugal passou a ser governado de acordo com as regras da
democracia — perante a lei, todos têm os mesmos direitos e deveres.
A nova situação política permitiu:
• A libertação dos presos políticos e o regresso dos que se
opunham ao regime e que tinham fugido para o estrangeiro.
• A existência de vários partidos políticos e a realização de
eleições livres.
• O fim da Guerra Colonial e a independência das colónias
portuguesas — em África nasceram mais cinco países:
Guiné, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe
e Angola.
• A extinção da PIDE e da Censura.
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4
UNIDADE
1 Como era a situação social e política em Portugal, em 1975?
2 De que forma a Constituição de 1976 ajudou a resolver a situação?
3 O que são eleições livres?
ATIVIDADES
73
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
4.3 A DEMOCRACIA
Eleições livres em Portugal, em 1975. Aprovação da Constituição, em 2 de abril
de 1976, na Assembleia da República.
Em 1975, Portugal passou por um período de greves e de reivindica-
ções por parte do povo. Os governos eram provisórios e eram sucessiva-
mente derrubados.
Em 1976, foi aprovada a Constituição da República Portuguesa, que
é a lei fundamental do País e assegura os direitos e deveres dos cidadãos,
garantindo as liberdades prometidas pela Revolução do 25 de Abril de
1974. A democracia foi assegurada e com ela o direito de os cidadãos
escolherem o Governo através de eleições livres, disputadas por vários
partidos políticos, podendo os cidadãos votar livremente nos candidatos
que preferem para governar Portugal.
Desta forma, foi definido o sistema político atual.
i
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1 Quais são as funções do presidente da República? E as do Governo?
2 Qual é o órgão que faz as leis do País? Quais são as suas outras funções?
3 Quais são os órgãos do poder local? Quais são as suas funções?
ATIVIDADES
74 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
ÓRGÃOS DE PODER
Presidente da República (eleito por cinco anos). As suas principais funções são:
nomear e demitir o primeiro-ministro, aprovar e mandar publicar as leis.
Assembleia da República
(eleita por quatro anos)
Governo
(nomeado por quatro anos)
Tribunais
Constituída pelos deputados,
eleitos pelos cidadãos de
todo o País. Funções: fazer
as leis; aprovar ou rejeitar
o programa do Governo;
controlar a ação do Governo.
Constituído pelo primeiro-
-ministro, ministros
e secretários de Estado.
Funções: orientar a política
geral do País e pôr em
prática as leis.
Poder independente que
julga os cidadãos acusados
de desrespeitar as leis.
Além dos direitos e deveres dos cidadãos, a Constituição estabelece
ainda a organização política do Estado, ou seja, os órgãos do poder.
Poder central — Conjunto de órgãos políticos que tomam decisões
relativas a todo o País.
Poder regional — Conjunto de órgãos que exercem poder nas regiões
autónomas da Madeira e dos Açores. Inclui:
• Governo Regional;
• Assembleia Regional.
Poder local — Destina-se a resolver os problemas das populações e inclui
os seguintes órgãos:
• Câmara Municipal;
• Assembleia Municipal;
• Junta de Freguesia.
4.4 A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DO ESTADO — OS ÓRGÃOS DO PODER
363929 070-083 U4.indd 74 18/03/13 17:06
4
UNIDADE
75
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
4.5 OS PRESIDENTES DA REPÚBLICA PORTUGUESA
Manuel de Arriaga
1911-1915
João do Canto
e Castro
1918-1919
Gomes da Costa
1926
Teófilo Braga
1915
António José
de Almeida
1919-1923
Óscar Carmona
1926-1951
Bernardino Machado
1915-1917
Manuel Teixeira
Gomes
1923-1925
Francisco Craveiro
Lopes
1951-1958
Sidónio Pais
1917-1918
Bernardino Machado
1925-1926
Américo Tomaz
1958-1974
António de Spínola
10-5-1974
a 28-9-1974
Jorge Sampaio
1996-2006
Francisco da Costa
Gomes
1974-1976
Aníbal Cavaco Silva
2006-2016
Marcelo Rebelo
de Sousa
2016-…
António Ramalho
Eanes
1976-1986
Mário Soares
1986-1996
1.ª
República
2.ª
República
(Estado
Novo)
3.ª
República
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1 Investiga sobre os feriados nacionais de caráter civil e escreve uma breve síntese
acerca de um deles.
ATIVIDADE
76 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
4.6 OS FERIADOS NACIONAIS
Os dias importantes para Portugal são comemorados com um dia de
descanso para o País e homenagens aos que fizeram desse dia um dia
especial. Esses dias designam-se por feriados nacionais. Podem ser de cará-
ter civil (não religiosos) ou de origem religiosa, como o Natal e a Páscoa,
por exemplo.
25 de abril — Dia da Liberdade.
1 de maio — Dia do Trabalhador. 10 de junho — Dia de Portugal, de Camões
e das Comunidades Portuguesas.
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4
UNIDADE
1 
Em que locais e ocasiões é normalmente
hasteada a bandeira nacional?
2 
Em que ocasiões se canta o hino nacional?
ATIVIDADES
LIVRO DO PROFESSOR
77
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
Esfera armilar
Vermelho rubro
Verde
Escudo de armas
Quinas
Castelos
4.7 OS SÍMBOLOS NACIONAIS
A bandeira nacional
A bandeira de Portugal é um símbolo do nosso país, ou seja, ao vermos
a nossa bandeira imediatamente a associamos a Portugal. A bandeira nacio-
nal é normalmente hasteada em locais pertencentes a organismos públicos
ligados à República e por ocasião de comemorações ligadas ao Estado.
Cada cor e imagem na bandeira nacional tem um significado:
•	
O verde simboliza a esperança no futuro.
•	
O vermelho representa a coragem e o sangue derramado em defesa
da pátria.
•	
A esfera armilar simboliza o mundo que os navegadores portugueses
descobriram.
•	
Os sete castelos simbolizam a independência de Portugal.
•	
O escudo com as cinco quinas representa o nascimento da Nação.
O hino nacional — «A Portuguesa»
O hino de Portugal, que se chama «A Portu-
guesa», escrito por Henrique Lopes de Mendonça
e musicado por Alfredo Keil, é outro dos símbolos
de Portugal.
O hino nacional é normalmente cantado em
ocasiões importantes que envolvam Portugal.
A PORTUGUESA
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!
P
a
r
a
s
aber mais
Caderno
Temas
da História
de Portugal,
pp. 46 e 47
Caderno
Temas
da História
de Portugal,
pp. 46 e 47
Soluções
1.
Em organismos
públicos ligados
à República e em
comemorações
ligadas ao Estado.
2.
Em ocasiões
importantes que
envolvem Portugal.
LIVROMÉDIA
Atividade interativa
Símbolos pátrios
Caderno
de atividades
Ficha 12 A Revolução
de 25 de Abril de
1974 e a democracia
em Portugal
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ATITUDES E VALORES
78 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
ATITUDES E VALORES
A liberdade
Lê os documentos e reflete um pouco sobre a importância
da liberdade para todos nós.
Estes documentos ilustram a ditadura praticada pelo Estado Novo. Compara a falta de liberdade
da altura com a liberdade em que hoje se pode viver, em Portugal, e faz uma lista de situações
do teu dia a dia onde essa liberdade é bem visível.
Debate com os teus colegas e professor.
DOCUMENTO 1
Artigo 14.o
«Parágrafo 2.o
— Leis especiais regularão o exercício da liberdade
de expressão do pensamento, de ensino e de associação.
Parágrafo 3.o
— É autorizada a prisão, sem culpa formada,
nos crimes contra a segurança do Estado.»
Constituição de 1933
DOCUMENTO 2
Episódios da vida de um resistente — Dário Bastos
«Ao romper do dia um polícia foi-me buscar e nessa tarde dei
entrada na Informação (PVDE/PIDE), situada na Rua do Heroísmo,
no Porto, mesmo ao lado do cemitério.
O movimento de presos a serem interrogados e espancados era
intenso.
Fui metido num cubículo, a que chamavam ‘segredo’, que era
por debaixo de umas escadas.
Pela madrugada foram-me buscar. [...] Levaram-me para uma
casota, a que chamavam ‘Casa del Campo’, situada junto a um
muro que circunda o cemitério.
Eram oito polícias e um deles apontou para o cemitério e
disse-me:
— A tua cova já está aberta e não temos mais trabalho: mesmo
por cima do muro lá vais cair.
Cada qual empunhava um bastão de borracha e após ter dado
entrada na tal casa de torturas, principiaram a desabar sobre mim
fortes doses de pancadaria. [...] Houve um momento em que caí,
mas um deles levantou-me e ao mesmo tempo disse-me:
— Assim suja a roupa, vamos tirar-lhe o pó.
Mais pancadaria!... Sentia-me exausto e julguei que iam cum-
prir o que me disseram: atirarem comigo para o cemitério.»
Dário Bastos, Um Homem na Rua (1996)
Prisões por motivos políticos
(caricaturas de João Abel Manta).
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RECORDA
4
UNIDADE
O MAIS IMPORTANTE
ESQUEMA DE CONCEITOS
79
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
• A Revolução de 28 de Maio de 1926 pôs fim à 1.ª República e impôs uma ditadura.
• Em 1932, António de Oliveira Salazar foi convidado pelos militares para ser o chefe do Governo
do Estado Novo. O regime ditatorial de Salazar investiu no desenvolvimento do País através de obras
públicas, como estradas, escolas, … mas limitou a liberdade de expressão e de reunião, impôs
a Censura e vigiou, perseguiu, aprisionou e torturou os que se lhe opunham.
• Salazar opôs-se ao desejo de independência das colónias portuguesas em África (Angola,
Moçambique e Guiné-Bissau) e, em 1961, iniciou a Guerra Colonial, que provocou a morte
ou a mutilação a muitos militares e civis africanos e portugueses.
• A Revolução de 25 de Abril de 1974 resultou do descontentamento de um grupo de militares
em relação à ditadura e à Guerra Colonial. Esta revolução, que obteve o apoio do povo, derrubou
o Estado Novo e Portugal passou a ser governado segundo os princípios da democracia.
• Os órgãos do poder central são a Assembleia da República, o Governo e os Tribunais;
os órgãos do poder local são as Câmaras Municipais, a Assembleia Municipal e as Juntas
de Freguesia. A Madeira e os Açores são Regiões Autónomas com órgãos de poder regionais
também autónomos.
Desenvolvimento
das obras públicas
Guerra
Colonial
Censura
Perseguições
políticas
Revolução de 28 de Maio de 1926
Portugal nos séculos XX e XXI
Derrube da 1.ª República
Estado Novo/Salazar
Ditadura
Existência de vários
partidos políticos
Eleições
livres
Liberdade
de expressão
Revolução de 25 de Abril de 1974
Descontentamento militar e popular
1976 — Constituição da República Portuguesa
Democracia
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SERÁ QUE JÁ SABES?
80 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
SERÁ QUE JÁ SABES?
1 Que causas levaram à queda da 1.ª República, em 28 de maio de 1926?
2 Quem fez esta revolução?
3 Que regime político havia sido imposto?
4 Explica o que é uma ditadura.
5 A partir de 1932, quem era o chefe do Governo que defendia esse regime político?
6 O que acontecia a quem se opunha a Salazar?
7 O Estado Novo impôs a Censura. O que era
a Censura?
a) Escreve um texto com 10 linhas sobre
a importância da liberdade de expressão.
8 Observa a imagem ao lado e responde
às perguntas.
a) Qual é o acontecimento que a imagem
representa?
b) Quais eram os objetivos dos movimentos
de libertação das colónias portuguesas
em África?
9 Observa o cartaz e explica o que representa.
Militares portugueses na Guiné.
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4
UNIDADE
81
BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições
10 A imagem mostra um desfile da Mocidade Portuguesa. Investiga sobre o que era
e quais eram os seus objetivos.
AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de:
Se ainda não consegui,
vou ver nas páginas:
TOTAL
A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos.
7-10 Tenho de continuar assim… 6-8 Não estou mal… 0-5 Tenho de estudar mais.
Assinala com a coluna que representa
o que já consegues fazer:
Saber como e quando surgiu a ditadura em Portugal.
Saber o que é uma ditadura e como se manifestou.
Saber o que foi a Guerra Colonial.
Saber o que foi a Revolução de 25 de Abril de 1974.
Saber o que é a Democracia e como se manifesta.
71
71
71
72
73 e 74
A B C
11 Observa a imagem ao lado.
a) O que noticia esta página de jornal?
b) Qual foi a reação do povo à revolução?
12 A Revolução de 25 de Abril de 1974 ficou conhecida
como a «Revolução dos Cravos». Explica porquê.
13 Qual foi o papel dos militares na Revolução
de 25 de Abril de 1974?
a) Que razões levaram a esta revolução?
b) O que se conseguiu obter nesse dia?
14 A Revolução de 25 de Abril de 1974 deu origem à criação de órgãos de poder central
e local, que ainda hoje existem. Dá dois exemplos e explica quais são as suas funções.
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BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos
82
De que vais necessitar?
Vela Copo de vidro vazio Conta-gotas
Fósforos Copo com água
O que vais fazer?
1. Coloca a vela sobre uma superfície lisa e acende-a.
2.
as tuas observações.
3. Volta a acender a vela e sopra lentamente.
Observa e regista as tuas observações.
4. Volta a acender a vela e deita sobre ela várias gotas de água.
Observa e regista as tuas observações.
Antes de começares… pensa e responde às questões.
O que pensas que vai acontecer? Porquê?
Executa e responde no teu caderno.
1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que aconteceu?
2. Porque se terá apagado a vela em cada uma das situações?
3. Relê a introdução e tenta responder à questão-problema.
INVESTIGO Como apagar uma chama
sem soprar?
O que já sabes…
O que queres saber…
O que vais observar/
/medir/registar, …
Como vais apresentar
e comunicar
a informação.
Realizar experiências com o ar
Quando observas uma chama, isso significa que está a
ocorrer uma combustão. Neste tipo de combustão, existe um
material que arde, como o gás do fogão, a madeira de uma
lareira ou o pavio de uma vela. Estes materiais chamam-se
combustíveis.
Além do combustível, tem de existir também uma substân-
cia que torna a combustão possível, a que chamamos combu-
rente. O comburente mais comum é o oxigénio existente no ar.
As combustões em geral necessitam de uma temperatura
elevada para se iniciarem. É, por isso, que nos dias em que a
temperatura é mais elevada os incêndios são mais prováveis.
Qual será a melhor
maneira de apagar
o fogo?
Para que ocorra uma combustão é sempre necessária a presença
de um material combustível e de outro comburente.
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4
UNIDADE
BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos 83
De que vais necessitar?
Copo de vidro Agulha
Garrafa de plástico Cartolina
O que vais fazer?
1. Enche um copo com água.
2. Coloca um retângulo de cartolina sobre
o copo.
3. Inverte-o de uma forma repentina,
sem deixar entrar ar; observa e regista
o que acontece à água.
4. Com a agulha, faz diversos furos na garrafa.
5. Enche a garrafa com água.
6. Tapa e destapa sucessivamente a garrafa.
Observa e regista.
Antes de começares… pensa e responde às questões.
O que pensas que vai acontecer? Porquê?
Executa e responde no teu caderno.
1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que aconteceu?
2. Retira as conclusões da experiência respondendo à questão-problema.
INVESTIGO Como podemos observar os efeitos
da pressão atmosférica?
O que já sabes…
O que queres saber…
O que vais observar/
/medir/registar, …
Como vais apresentar
e comunicar
a informação.
A camada gasosa que envolve a Terra
chama-se atmosfera. Esta camada exerce, em
todas as direções, uma força sobre a superfí-
cie da Terra e sobre a superfície de todos os
corpos que se designa por pressão atmosférica.
A pressão atmosférica está sempre pre-
sente no nosso dia a dia e é visível e percetível
em muitas situações.
Realizar experiências com o ar
Desde o início desta viagem de avião,
sinto uma sensação estranha
nos ouvidos, como uma compressão.
O que será?
A pressão atmosférica é a força exercida em todas
as direções pela atmosfera sobre uma dada área.
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84 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
5
UNIDADE
OS ASTROS E OS ASPETOS
FÍSICOS DO MEIO NESTA UNIDADE,
VAIS APRENDER A:
Reconhecer a forma
da Terra através
de fotografias,
ilustrações, …
Observar e representar
os aspetos da Lua
nas diversas fases.
Reconhecer os
constituintes do Sistema
Solar num modelo.
Reconhecer
e observar fenómenos
de condensação,
solidificação, evaporação
e precipitação.
Realizar atividades
que envolvam
fenómenos
de evaporação,
condensação,
precipitação,
solidificação e fusão.
Compreender que
a água das chuvas
se infiltra no solo
dando origem
a lençóis de água.
Reconhecer nascentes
e cursos de água.
Ainda bem que hoje não chove
e não há nuvens no céu!
Sim! Assim podemos ver melhor
a Lua e as estrelas!
Observa a imagem e responde às questões.
O que é possível observar no céu, à noite?
O que é o luar?
Qual é a forma das estrelas?
De que são feitas as nuvens?
363929 084-101 U5.indd 84 18/03/13 17:08
85
BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
5.1 OS ASTROS
Representação da posição relativa dos planetas do Sistema Solar.
O Sistema Solar
O Universo é formado pelo conjunto dos astros ou corpos celestes
(estrelas, planetas, asteroides, cometas, etc.), pelo espaço vazio entre eles
e por toda a energia.
Na pequena parte do Universo que conhecemos, existem milhares de
milhões de estrelas.
As estrelas são astros que emitem luz e, por isso, diz-se que têm luz
própria.
Os planetas não têm luz própria, têm menores dimensões do que as
estrelas e giram em torno destas.
O Sol é a estrela do nosso Sistema Solar. À sua volta orbitam oito
planetas, entre os quais a Terra.
Atualmente, conhecem-se oito planetas no Sistema Solar: Mercúrio,
Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. Além destes, existem
outros astros, como os asteroides, os planetas anões, as luas, os cometas, etc.
O conjunto formado pelo Sol, pelos planetas e pelos outros astros que orbitam
em torno do Sol chama-se Sistema Solar.
Mercúrio
Vénus
Terra
Marte
Júpiter
Saturno
Úrano
Neptuno
Cintura
de Asteroides
Sol
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1 Refere uma diferença entre as estrelas e os planetas.
2 O que é o Sistema Solar?
3 Refere o nome dos oito planetas que fazem parte do Sistema Solar.
ATIVIDADES
86 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
A forma da Terra
Tal como a maioria dos astros, também a Terra
apresenta uma forma quase esférica, ligeiramente acha-
tada nos polos.
A Terra é conhecida como o Planeta Azul, porque,
quando avistada do espaço, predomina a cor azul, devido à
água dos oceanos que cobre grande parte da sua superfície.
As manchas brancas visíveis na imagem são nuvens presen-
tes na atmosfera — a camada gasosa que envolve a Terra.
Os movimentos da Terra
O nosso planeta encontra-se em permanente movi-
mento no espaço. Os movimentos que realiza são o movi-
mento de rotação e o movimento de translação.
No movimento de rotação, a Terra gira sobre si
mesma, em torno de um eixo imaginário — eixo de rota-
çãodaTerra.Duranteestemovimento,emcadamomento,
apenas uma parte da Terra está iluminada pela luz do
Sol — diz-se que na parte iluminada da Terra é dia e que
na parte que não está iluminada é noite.
O movimento de rotação da Terra provoca a sucessão
dos dias e das noites e tem a duração de, aproximadamente,
24 horas — período de rotação.
5.1 OS ASTROS
A Terra vista do espaço tem
a forma de uma esfera.
O Sol é uma estrela
e a sua forma também
é quase esférica.
O movimento de rotação
da Terra dá origem à sucessão
dos dias e das noites.
O movimento de rotação da Terra é o movimento da Terra
sobre si mesma, em torno do seu eixo, e é responsável
pela sucessão dos dias e das noites.
Eixo de rotação
da Terra
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87
BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
5
UNIDADE
O movimento de translação da Terra, em conjunto com a inclinação
do eixo da Terra, dá origem às estações do ano.
Durante o movimento de translação, a Terra dá uma volta completa
em torno do Sol. Executar uma volta completa demora cerca de 365 dias
e 6 horas, ou seja, um ano — período de translação.
Devido à inclinação do eixo de rotação da Terra, a superfície ilumi-
nada pela luz solar varia ao longo do ano. Surgem, assim, as estações do ano.
Inclinação dos raios solares sobre a Terra, à mesma hora, no inverno (A)
e no verão (B) no hemisfério norte.
B
A
SALTO NO TEMPO
Há muitos séculos,
pensava-se que
a Terra era plana.
Em 1519, Fernão
de Magalhães, um
navegador português,
iniciou uma viagem à
volta da Terra — viagem
de circum-navegação —,
em que provou que
navegando sempre para
ocidente (sempre no
mesmo sentido) chegaria
ao ponto de partida,
o que significaria que
a Terra era redonda.
Verão
Verão
Inverno
Inverno
Outono
Outono
Primavera
Primavera
O movimento de
translação da Terra
é o movimento
que a Terra efetua
à volta do Sol.
Este movimento,
em conjunto com
a inclinação do eixo
da Terra, dá origem
às estações do ano.
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88 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
5.1 OS ASTROS
Os movimentos da Lua
Os corpos celestes que orbitam em torno de outros planetas chamam-se
satélites naturais ou luas.
O planeta Terra tem apenas um satélite natural, a Lua, mas outros pla-
netas, como Júpiter, têm várias.
A Lua, tal como a Terra, movimenta-se em torno de si própria (movi-
mento de rotação da Lua) mas também em torno da Terra (movimento de
translação da Lua), apresentando sempre a mesma face ao nosso planeta.
A Lua acompanha a Terra no seu movimento de translação em torno do Sol.
As fases da Lua
A Lua é um planeta, pelo que não tem luz própria.
Podemos vê-la no céu porque reflete a luz que recebe do Sol.
Ao longo do seu movimento de translação, a porção iluminada da Lua
varia. Por isso, vista da Terra, a Lua apresenta diferentes formas, às quais
se dá o nome de fases da Lua.
Movimento de translação da Lua e fases lunares.
Lua
nova
Quarto
minguante
Quarto
crescente
Lua
cheia
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1 Explica o movimento de rotação da Terra.
2 A que se deve a existência das estações do ano?
3 Legenda as imagens seguintes com as fases da Lua que conheces.
ATIVIDADES
4 Simula o movimento de rotação da Lua. Escolhe um colega teu. Ele será a «Terra» e ficará de
pé, parado. Tu serás a «Lua» e irás deslocar-te em redor da «Terra» sempre a olhar para ela.
89
BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
5
UNIDADE
Evolução das fases lunares.
A B C D
O movimento
de translação
da Lua em torno
da Terra dá origem
às diferentes fases
lunares.
FASES DA LUA
Lua cheia
A face lunar visível
da Terra está totalmente
iluminada, e apresenta-se
com a forma de um
círculo.
Quarto
minguante
Nesta fase, apenas
metade da face lunar
visível da Terra está
iluminada, e apresenta-se
em forma de C.
Lua nova
A face lunar visível
da Terra não está
iluminada e, por isso,
fica oculta, não a vemos.
Quarto
crescente
Nesta fase, apenas
metade da face lunar
visível da Terra está
iluminada, e apresenta-se
em forma de D.
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90 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
A água na Natureza
Na Natureza, doce ou salgada, a água encontra-se:
• à superfície da Terra — nos mares, nos rios, nos
lagos, etc;
• no subsolo — sob a forma de lençóis de água, for-
mados a partir da acumulação da água infiltrada no
solo (os lençóis de água quando surgem à superfície
dão origem às nascentes);
• na atmosfera, que é a camada de ar que envolve
a Terra.
Grande parte da água existente na Natureza é sal-
gada. Da pequena parte de água doce existente, a maio-
ria encontra-se sob a forma de gelo, sendo muito pequena
a porção de água disponível para o consumo humano.
5.2 A ÁGUA NO PLANETA TERRA
Ouvi dizer que
andam à procura
de água em Marte.
Representação da distribuição da água na Terra. Oceano.
Rio.
Neve. Fumarola.
Águas
subterrâneas
Gelo
Águas
superficiais
Água salgada
Água doce
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ATIVIDADES
A B C
91
BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
5
UNIDADE
Os estados físicos da água
A água existe na Natureza em diferentes estados físicos — estado
líquido, estado sólido ou estado gasoso.
• No estado líquido, a água existe nos oceanos, nos rios, nos lagos,
nas lagoas, nos lençóis de água subterrâneos, nas nuvens e sob a
forma de chuva ou orvalho.
• No estado sólido, a água existe sob a forma de granizo, neve,
gelo e geada, mas também sob a forma de minúsculos cristais de
gelo nas nuvens.
• No estado gasoso, a água existe sob a forma de vapor de água na
atmosfera.
1 Refere alguns locais onde é possível encontrar água no Planeta.
2 Tendo em conta que a Terra está em grande parte coberta por água, por que razão
se diz que a água é um bem escasso?
3 Observa as imagens seguintes e identifica os estados físicos da água representados.
CARACTERÍSTICAS DOS ESTADOS FÍSICOS DA MATÉRIA
Sólidos Líquidos Gases
• Apresentam
forma própria.
• Têm volume
constante.
• São praticamente
incompressíveis.
• Apresentam a forma
do recipiente onde
se encontram.
• Têm volume constante.
• São difíceis
de comprimir.
• Apresentam a forma
do recipiente onde
se encontram.
• Têm volume variável.
• São facilmente
compressíveis.
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92 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
Evaporação
Solidificação Condensação
Fusão
As mudanças do estado físico da água
e o ciclo da água
A água, de acordo com alterações da temperatura e/ou pressão do
meio, pode mudar de estado físico. Cada mudança do estado da água tem
uma designação.
Na Natureza, a água está em permanente movimento. Por ação do sol,
a temperatura sofre alterações, e a água vai continuamente mudando de
estado físico. Passa, na forma de vapor, dos rios, dos mares e dos lagos para
a atmosfera, e daqui, no estado líquido ou sólido, para o solo e para o mar.
Quando evapora, retorna à atmosfera. Este percurso da água chama-se
ciclo da água.
5.2 A ÁGUA NO PLANETA TERRA
MUDANÇAS DO ESTADO FÍSICO DA ÁGUA
Fusão
Quando a água que se encontra no estado
sólido e sofre um aumento de temperatura,
passa para o estado líquido — funde.
Evaporação
Quando sofre um aumento de temperatura,
a água no estado líquido passa para
o estado gasoso — evapora-se.
Quando esta passagem é tumultuosa,
diz-se que ocorre ebulição.
Condensação
Quando sofre uma diminuição de
temperatura, a água no estado gasoso
passa para o estado líquido — condensa.
Solidificação
Quando sofre uma diminuição de
temperatura, a água no estado líquido
passa para o estado sólido — solidifica.
Mudanças
de estado físico da água.
363929 084-101 U5.indd 92 18/03/13 17:08
1 Explica o que ocorre no processo de fusão da água.
2 O que acontece à água que se evapora de um copo de água?
3 Explica, por palavras tuas, o ciclo da água.
ATIVIDADES
1. A energia emitida pelo
Sol aquece a água
da superfície terrestre
e uma parte dela passa
lentamente ao estado
de vapor de água não
visível, — evaporação —,
que sobe para a atmosfera.
7. Ao cair sobre a Terra, a água pode
ficar à superfície ou infiltrar-se
no solo — infiltração. Quando se
infiltra, a água pode originar lençóis
de água (aquíferos). Depois, quando
as características do solo o possibilitam,
a água subterrânea surge novamente
à superfície, dando origem às nascentes.
2. À medida que o vapor
de água sobe, vai
arrefecendo e passa
ao estado líquido,
originando pequenas
gotículas de água —
condensação —, que
se juntam e formam
as nuvens.
3. As gotículas de água
que formam as nuvens
têm tendência a juntar-se
umas às outras,
originando gotas
consideravelmente
maiores. Estas, devido
ao seu peso, caem
em direção à superfície
terrestre — precipitação.
4. A precipitação pode
ocorrer sob a forma
de chuva ou sob
a forma de granizo
ou neve, se a
temperatura ambiente
for muito baixa e
provocar a passagem
para o estado sólido.
6. Quando se mantém
à superfície,
a água escorre —
escoamento —
e acumula-se nas
lagoas, nos lagos
ou nos rios, que
desaguam no mar.
5. Os seres vivos
também libertam
vapor de água
para a atmosfera
através da
respiração
e da transpiração.
RESPIRAÇÃO
TRANSPIRAÇÃO
ESCOAMENTO
PRECIPITAÇÃO
LENÇOL DE ÁGUA
PRECIPITAÇÃO
CONDENSAÇÃO
EVAPORAÇÃO
93
BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
5
UNIDADE
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ATITUDES E VALORES
94 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
A proteção dos recursos naturais
Nem todas as pessoas têm acesso
à água potável. Infelizmente, mais de
1,1 mil milhões de pessoas no Mundo
não têm acesso a água potável, o que
provoca doenças ou mesmo a morte a
muitas crianças. Assim, é muito impor-
tante poupar água e adquirir hábitos
sustentáveis de consumo.
teus colegas; cria um projeto de turma, para divulgar e sensibilizar a comunidade
Se uma torneira estiver a pingar, fecha-a bem. Se estiver avariada, avisa um adulto.
Se um autoclismo estiver avariado, avisa um adulto.
Enquanto escovas os dentes, fecha a torneira.
Coloca uma garrafa de plástico de 1,5 litros de água, cheia de areia, no interior
do autoclismo. Descarrega-o apenas quando necessário.
Toma duche em vez de banho de imersão. Fecha as torneiras enquanto te ensaboas.
Usa a quantidade mínima necessária de gel de banho e de champô.
Não transformes a sanita em caixote do lixo. Restos de comida, cabelos ou papéis vão
para o lixo.
Usa as máquinas da loiça e da roupa apenas quando estão completamente cheias.
Utiliza detergentes amigos do ambiente.
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O MAIS IMPORTANTE
RECORDA
5
UNIDADE
95
BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
ESQUEMA DE CONCEITOS
• O Universo é formado pelo conjunto dos astros, pelo espaço vazio entre eles e por toda a energia.
• O Sistema Solar é formado pelo Sol, por oito planetas (Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter,
Saturno, Úrano e Neptuno), pelos seus satélites naturais (como a Lua), por asteroides e cometas,
entre outros astros.
• A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar (a contar a partir do Sol). Tem forma quase esférica,
ligeiramente achatada nos polos.
• O movimento de rotação da Terra é o movimento da Terra sobre si própria. É responsável pela
sucessão dos dias e das noites. O período de rotação da Terra é de 24 horas.
• O movimento de translação da Terra é o movimento da Terra em torno do Sol. Este movimento,
em conjunto com a inclinação do eixo terrestre, dá origem às estações do ano. O período
de translação da Terra é de, aproximadamente 365 dias.
• A água existe na Natureza em três diferentes estados físicos — sólido, líquido e gasoso.
• Com a variação da temperatura e/ou pressão, a água pode mudar de estado. Cada mudança
de estado tem um nome: solidificação, fusão, condensação e evaporação.
• O ciclo da água é o conjunto de todos os movimentos e mudanças de estado da água, no nosso
planeta.
Sol Planetas
Cometas
Asteroides
Luas
Sistema Solar
Vénus
Mercúrio Marte Júpiter Saturno
formado por
orbitam em torno do
como
Úrano Neptuno
Água
Terra
possui
nos três
Sólido Líquido Gasoso
Estados físicos
Outros astros
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96 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
1 A Terra é um planeta ou uma estrela? Justifica a tua resposta.
2 Por que motivo o nosso planeta é conhecido como o «Planeta Azul»?
3 Qual é a forma do planeta Terra?
4 Quais são os planetas principais do Sistema Solar?
5 Observa a figura ao lado.
a) Qual é o movimento da Terra representado
na figura?
b) A que dá origem este movimento da Terra?
6 Como se chama o movimento da Terra que,
em conjunto com a inclinação do eixo terrestre,
dá origem às estações do ano? Descreve-o.
7 Explica a seguinte afirmação: «A Lua é um satélite natural da Terra.»
8 Refere o nome das fases da Lua que conheces.
a) O que origina as fases da Lua?
9 Completa as seguintes frases.
A. Como se vê na imagem A, em algumas ruas de Veneza, em Itália, não é possível
andar a pé ou de carro, porque estão sempre cobertas por
no estado .
B. O povo Inuit constrói os seus abrigos temporários recorrendo a blocos de
, que é no estado .
C. Na atmosfera, a água encontra-se maioritariamente no estado .
SERÁ QUE JÁ SABES?
B
A
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97
BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
5
UNIDADE
10 A Andreia resolveu fazer um iglu com cubos de gelo,
mas, para que ficasse mais colorido, colocou brinquedos
em água, dentro de cuvetes, e guardou-as no congelador.
a) Explica o que aconteceu à água que estava
nas cuvetes.
b) Como se chama a mudança de estado físico que
ocorrerá na água depois de o iglu permanecer alguns
minutos à temperatura ambiente?
11 Quais são as principais formas de precipitação que conheces?
12 Como se formam os lençóis de água?
13 Observa atentamente a imagem
do ciclo da água e legenda-a.
1 —
2 —
3 —
4 —
5 —
AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de:
1
5
3
Se ainda não consegui,
vou ver nas páginas:
TOTAL
A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos.
15-18 Tenho de continuar assim… 9-14 Não estou mal… 0-8 Tenho de estudar mais.
Assinala com a coluna que representa
o que já consegues fazer:
Reconhecer e identificar a forma da Terra em fotografias, ilustrações, …
Representar, identificar a legendar os aspetos da Lua nas principais fases.
Reconhecer representações de modelos solares e identificar algumas
das suas limitações.
Identificar, reconhecer e explicar em que consistem os fenómenos
de condensação, solidificação, evaporação e fusão.
Planear, executar e interpretar experiências que representem fenómenos
de mudanças de estado.
Reconhecer formas de precipitação.
Identificar em esquemas, legendar e explicar fenómenos de infiltração
e formação de lençóis de água.
85 a 87
88 a 89
85
92 a 93
93
93
93
93
92 a 93
A B C
Reconhecer em fotografias, esquemas e ilustrações nascentes e cursos
de água.
Representar e interpretar representações do ciclo da água.
4
2
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Realizar experiências com a água
BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos
98
De que vais necessitar?
2 copos de precipitação
Caixa de Petri (deve ser de diâmetro
igual ou superior ao diâmetro dos copos
de precipitação)
Congelador
Água
O que vais fazer?
1. Num dos copos de precipitação, coloca
água (aproximadamente, 3 cm de altura
do fundo).
2. Guarda no congelador e aguarda 24 horas.
3. Passadas 24 horas, observa o conteúdo
do copo e regista as alterações ocorridas.
4. Põe o conteúdo do copo de precipitação
na caixa de Petri.
5. No outro copo de precipitação, põe água
(aproximadamente, 3 cm de altura do fundo).
6. Escolhe uma janela ensolarada e põe ao sol
o copo de precipitação com a caixa de Petri
(com o conteúdo do primeiro copo
de precipitação) por cima.
7. Observa e regista as alterações ocorridas.
Antes de começares… pensa e responde
à questão.
O que pensas que vai acontecer?
Executa e responde no teu caderno.
1. Comparando com o que ocorre na Natureza, diz:
a) o que representa a água no copo de precipitação;
b) o que representa o gelo na caixa de Petri.
2. Ocorreram alterações no estado físico da água?
a) Se sim, quais foram?
3. Responde à questão-problema desta atividade.
INVESTIGO Qual é a importância da temperatura
para as alterações do estado físico da água?
Investigar para
saber mais
O que vou procurar
saber…
Do que necessito…
O que vou fazer…
O que vou registar…
O que prevejo…
O que observo…
O que concluo…
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Realizar experiências com materiais de uso corrente
BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos 99
5
UNIDADE
De que vais necessitar?
Água Álcool etílico Termómetro
Açúcar Caneta de acetato Água quente (cerca de 40 ºC)
Azeite 2 caixas de vidro com tampa 8 sacos herméticos
Manteiga Sal de cozinha de plástico transparente
Mel Gelo picado
Leite Cronómetro
O que vais fazer? (trabalha em grupo)
Cada grupo escolhe quatro materiais (todos
os materiais devem ser testados na turma).
1. Na balança, mede 50 g de cada um dos materiais
escolhidos (dentro dos sacos herméticos).
2. Põe a água quente numa das caixas de vidro.
3. Põe o termómetro em contacto com a água
e regista a temperatura.
4. Guarda as amostras na caixa de vidro.
5. Com o cronómetro, conta 3 minutos.
6. Sem retirar os sacos das amostras do contacto
com a água, observa cuidadosamente cada
um deles.
7. Regista as tuas observações numa tabela.
8. Repete o procedimento três vezes.
9. Na outra caixa põe o gelo picado e sal.
O sal irá provocar a diminuição da temperatura.
10. Quando a temperatura estiver próximo
de –5 °C, repete os passos 1 e de 4 a 8.
Antes de começares… pensa e responde à questão.
O que pensas que vai acontecer?
Executa e responde no teu caderno.
1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que
aconteceu?
2. Responde à questão problema desta atividade.
INVESTIGO Qual será o efeito da temperatura
no estado físico de diferentes materiais?
Investigar para
saber mais
O que vou procurar
saber…
Do que necessito…
O que vou fazer…
O que vou registar…
O que prevejo…
O que observo…
O que concluo…
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Manusear objetos em situações concretas
BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos
100
Objetivo:
Construir uma maqueta simulando os vários
fenómenos que ocorrem no ciclo da água.
De que vão necessitar?
Argila Gelo picado
Aquário Tintas
Caixa de Petri Plasticina
Candeeiro Palitos
Água Areia
O que vão fazer?
1. De forma a ocupar metade do aquário, moldem o relevo do ambiente
terrestre. Podem fazer uma montanha, uma planície, uma praia, …
Podem introduzir vegetação, um lago, uma aldeia, etc — o que a vossa
imaginação vos permitir.
2. A outra metade do aquário deve representar o mar. Cubram o fundo
com água. A altura da água deve ter em conta a metade representativa
do ambiente terrestre.
3. Com o aquário fechado, liguem o candeeiro, direcionando a luz para o «oceano».
4. Sobre a tampa do aquário, e por cima da montanha, ponham a caixa
de Petri com gelo dentro.
5. Registem os acontecimentos que observarem e legendem-nos.
CONSTRUO Maqueta do ciclo da água
363929 084-101 U5.indd 100 18/03/13 17:09
Manusear objetos em situações concretas 5
UNIDADE
Objetivo:
Construir uma maqueta do Sistema Solar.
De que vais necessitar?
Plasticina de várias cores Papel crepe amarelo Placa de esferovite
Jornais ou papel usado 2 m de arame fino (15 cm × 130 cm)
O que vais fazer?
1. Observa a tabela, na qual se indicam os diâmetros das esferas que representam
os planetas, as distâncias ao «Sol» e as cores a usar para cada caso.
2. Faz uma bola com jornais ou papel velho*, com um diâmetro de 100 cm (1 m),
e forra-a com papel crepe amarelo.
3. Com o arame, prende a bola que representa o Sol próximo de uma das
extremidades da placa de esferovite.
4. Marca na esferovite, a partir do «Sol», as distâncias indicadas na tabela.
5. Molda os «planetas» com plasticina das respetivas cores.
6. Corta oito pedaços de arame com 10 cm de comprimento e coloca numa
das pontas os «planetas» moldados.
7. Coloca na esferovite, nas respetivas marcas, o arame correspondente
ao «planeta». A maqueta está pronta.
8. Usa a tua imaginação para construir os anéis de Saturno e dos outros
planetas gigantes.
*Nota: Podes usar bolinhas de esferovite, sacos de plástico, panos velhos, etc., para «preencher» o «Sol».
CONSTRUO Maqueta do Sistema Solar
Astro Diâmetro/cm Distância ao Sol/cm Cores
Sol 100 —
Mercúrio 0,4 1,0 Cinzento/Branco/Rosa
Vénus 0,8 1,9 Azul/Branco
Terra 0,8 2,7 Azul/Verde/Branco
Marte 0,4 4,1 Vermelho/Castanho
Júpiter 10,2 14 Laranja/Branco/Bege
Saturno 8,0 25 Bege-escuro
Úrano 3,6 51 Azul
Neptuno 3,4 80 Verde-mar
363929 084-101 U5.indd 101 18/03/13 17:10
102 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
6
UNIDADE
ASPETOS FÍSICOS
DE PORTUGAL NESTA UNIDADE,
VAIS APRENDER A:
Identificar os maiores
rios de Portugal (Tejo,
Douro, Guadiana,
Mondego, Sado).
Localizar os principais
rios portugueses
no mapa.
Observar direta
ou indiretamente
(fotografias,
ilustrações, …)
os vários rios.
Identificar as maiores
formações de relevo de
Portugal (Pico, serra da
Estrela, pico do Areeiro).
Localizar as principais
formações de relevo
no mapa de Portugal.
Observar direta ou
indiretamente
(fotografias,
ilustrações, …)
as principais
formações de relevo
em Portugal.
Ao pé do rio e da montanha!
Aqui está quentinho mas lá no alto
deve estar bem fresquinho.
Que peixes haverá aqui?
Só podem ser de água doce.
Observa a imagem e responde às questões.
Que tipo de peixes poderá existir num rio?
Qual é a utilidade dos rios?
Há algum rio perto da localidade onde moras?
Porque será que no alto da montanha está mais frio?
Há alguma montanha perto da localidade onde moras?
Que piquenique
fabuloso vamos ter
aqui ao pé do rio!
363929 102-115 U6.indd 102 18/03/13 17:10
103
BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
6.1 OS RIOS DE PORTUGAL
Os rios
Os rios e as ribeiras são cursos de água doce que nascem nas monta-
nhas e desaguam no mar, noutro rio ou num lago.
Os rios que desaguam no mar são os rios principais. Um rio que
desagua num outro rio chama-se afluente.
O local onde o rio nasce chama-se nascente.
O curso do rio é o caminho que este percorre desde que nasce até
desaguar. O canal onde o rio corre chama-se leito, e a quantidade de água
que passa, por segundo, no rio é o seu caudal.
O local onde o rio desagua (termina) é a foz.
Variação do caudal do rio Tejo.
O caudal dos rios e das ribeiras é influenciado pela época do ano.
Nos meses do ano em que chove mais, os rios podem transbordar
das margens e provocar inundações; por outro lado, nos meses secos, os
caudais diminuem muito, podendo os rios secar quase completamente.
Constituição de um rio.
Margem
direita
Foz
Nascente
Mar
Leito
Margem
esquerda
B
A
363929 102-115 U6.indd 103 18/03/13 17:10
104 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
6.1 OS RIOS DE PORTUGAL
O curso dos rios é influenciado pelo relevo. Assim, de acordo com
a orientação das montanhas, os rios do Norte e Centro de Portugal cor-
rem, em geral, na direção nordeste-sudoeste; no Sul, onde o relevo é mais
plano, podem mudar de direção.
O rio Mondego corre na direção nordeste-sudoeste. O rio Sado corre de sudeste para noroeste.
Ribeira da Povoação, em São Miguel, é a maior
ribeira do arquipélago dos Açores.
Barragem — produção de energia
elétrica.
Desportos aquáticos.
Pesca num rio.
A utilidade dos rios
Os rios são importantes para as populações, pois fornecem água para
o consumo doméstico, para a agricultura e para a obtenção de eletrici-
dade. Permitem também a pesca e a prática de desportos aquáticos.
Os cursos de água nos Açores
e na Madeira
Dado que são constituídos por ilhas
de pequena dimensão, os dois arquipéla-
gos não têm rios, mas apenas ribeiras.
Estas têm a mesma utilidade que os rios
no território continental.
363929 102-115 U6.indd 104 18/03/13 17:11
6
UNIDADE
1 Enumera os constituintes de um rio.
2 Por que razão os rios são importantes para as populações?
ATIVIDADES
105
BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
MAIORES CURSOS DE ÁGUA DE PORTUGAL
Rios Nascente Curso Foz
Douro — 938 km
Espanha
Miranda
do Douro
Régua
Porto
Mondego — 220 km
Serra da
Estrela
Coimbra
Figueira
da Foz
Tejo — 1009 km
Espanha
Abrantes
Santarém
Lisboa
Sado — 175 km
Perto de
Ourique
Alcácer
do Sal
Setúbal
Guadiana — 810 km
Espanha
Alcoutim
Castro
Marim
Vila Real
de Santo
António
Os cursos de água em Portugal continental
Muitos dos grandes rios portugueses nascem em
Espanha, atravessam Portugal e desaguam no oceano
Atlântico.
EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
Para evitar a poluição
dos rios, devemos:
• deitar o óleo de
cozinha usado nos
locais de recolha;
• reduzir o uso de
adubos e pesticidas
na agricultura;
• denunciar às
autoridades qualquer
descarga poluente.
Rio Minho
Rio Av
e
Rio Douro
Rio Tejo
R
io Mira
Rio Cávado
Rio Lima
R
i
o
G
u
a
d
i
a
n
a
Rio Mondego
RioVouga
Rio S
a
d
o
Oceano
Atlântico
N
0 65 km
Principais cursos de água
de Portugal continental.
363929 102-115 U6.indd 105 18/03/13 17:11
106 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
PROJETO Saída de campo — O meu rio favorito!
Investigar para
saber mais
Já sei…
O que quero saber…
O que vou observar/
/medir/registar, …
Como vou apresentar
e comunicar
a informação.
6.1 OS RIOS DE PORTUGAL
Objetivo:
Fazer um cartaz, um texto, um livro, um jogo ou uma
apresentação multimédia sobre um curso de água.
Preparação do trabalho:
Para saberes mais sobre os rios, vais fazer uma saída
de campo, com os teus colegas e professor(a).
De que vais necessitar?
Bloco de notas Termómetro
Lápis Fita métrica
Lupa Chapéu
Máquina fotográfica Vestuário prático
O que vais fazer?
1. Em grupo, escolhe um curso de água de fácil acesso.
2. Pesquisa informações sobre o percurso do curso de água e faz
um esquema que o ilustre.
3. Investiga e recolhe relatos de acontecimentos históricos
(por exemplo: catástrofes naturais).
4. Pede ao(à) professor(a) que organize cinco grupos e distribua as seguintes
tarefas:
a) medição da temperatura e análise da transparência da água;
b) observação e registo fotográfico da flora;
c) observação e registo fotográfico da fauna;
d) registo fotográfico da preservação ambiental do curso de água e da zona
envolvente.
5. No final, junta as informações recolhidas e desenvolve o trabalho.
363929 102-115 U6.indd 106 18/03/13 17:11
6
UNIDADE
1 Refere o nome de duas serras do território nacional.
2 Refere o nome dos dois picos com maior altitude nos Açores e na Madeira.
ATIVIDADES
107
BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
Os mapas que representam
o relevo e os rios
Um mapa representa uma determinada
parte da superfície da Terra. Os mapas físicos
representam as formas de relevo — as monta-
nhas, os planaltos, os vales e as planícies —
os rios, os lagos e os mares.
As áreas mais elevadas — com maior alti-
tude — têm uma cor (neste mapa, é o castanho-
-escuro) e as áreas mais baixas — com menor
altitude — têm outra cor (neste mapa, é o verde-
-claro).
O mar é representado em tons de azul.
Mapa físico de Portugal.
–500
–600
–400
–300
–200
–100
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
Altitude
(m)
Altitude
Nível médio das águas do mar
Profundidade
Profundidade
(m)
Como medir a altitude de um lugar.
A altitude é a distância medida na vertical
entre um ponto da superfície da Terra e o nível
médio do mar, que é considerado o nível zero.
6.2 AS FORMAS DE RELEVO EM PORTUGAL
42˚
41˚
40˚
39˚
38˚
37˚
39˚
40˚
41˚
42˚
8˚
9˚ 7˚
8˚
9˚ 7˚
38˚
37˚
ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES
33˚ N
17˚ O
0 15 km
1818 m
1861 m
Pico Ruivo
Pico
do Areeiro
39˚ N
28˚ O
26˚ O
38˚ N
0 25 km
2351 m
Pico
ESPANHA
Rio
Guadian
a
R
i
o
M
i
r
a
Rio Sado
Rio Tejo
Rio Mondego
Rio Douro
Rio M
i
n
h
o
Rio Vouga
Rio Cávado
Rio Lima
Serra
do Gerês
Serra
do Larouco Serra
de Nogueira
Serra
da Peneda
Serra
de Montemuro
Serra
da Lousã
Serra
da Gardunha
Serra
do Açor
Serra
de São
Mamede
Serra
do Caldeirão
Serra
de Monchique
Serra
dos Candeeiros
Serra
de Montejunto
1418 m
678 m
1227 m
1027 m
902 m 589 m
1205 m
666 m
1416 m
Serra
do Marão
1416 m
Serra
da Estrela
1993 m
1381 m
1527 m
1508 m
1320 m
Oceano
Atlântico
Altitude (em metros)
 1000 500 a 1000 200 a 500 0 a 200
0 45 km
N
N N
42˚
41˚
40˚
39˚
38˚
37˚
39˚
40˚
41˚
42˚
8˚
9˚ 7˚
8˚
9˚ 7˚
38˚
37˚
ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES
33˚ N
17˚ O
0 15 km
1818 m
1861 m
Pico Ruivo
Pico
do Areeiro
39˚ N
28˚ O
26˚ O
38˚ N
0 25 km
2351 m
Pico
ESPANHA
Rio
Guadian
a
R
i
o
M
i
r
a
Rio Sado
Rio Tejo
Rio Mondego
Rio Douro
Rio M
i
n
h
o
Rio Vouga
Rio Cávado
Rio Lima
Serra
do Gerês
Serra
do Larouco Serra
de Nogueira
Serra
da Peneda
Serra
de Montemuro
Serra
da Lousã
Serra
da Gardunha
Serra
do Açor
Serra
de São
Mamede
Serra
do Caldeirão
Serra
de Monchique
Serra
dos Candeeiros
Serra
de Montejunto
1418 m
678 m
1227 m
1027 m
902 m 589 m
1205 m
666 m
1416 m
Serra
do Marão
1416 m
Serra
da Estrela
1993 m
1381 m
1527 m
1508 m
1320 m
Oceano
Atlântico
Altitude (em metros)
 1000 500 a 1000 200 a 500 0 a 200
0 45 km
N
N N
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108 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
As principais formas de relevo
À variação da forma e da altitude da superfície terrestre chama-se
relevo. As principais formas de relevo são:
O relevo de Portugal continental e insular
No território continental português, há grandes diferenças entre o relevo
no Norte e no Sul. As maiores altitudes encontram-se a norte do rio Tejo
(montanhas e planaltos), enquanto a sul do rio Tejo predominam as zonas
planas, extensas e de baixa altitude (as planícies). O Alentejo é a zona
mais plana de Portugal continental.
As principais formas de relevo.
Planície alentejana.
Planalto em Alto Trás-os-Montes.
Vales — Passagens
entre duas montanhas,
por vezes percorridas
por um curso de água.
Montanhas — Elevações na
superfície terrestre, normalmente
com mais de 600 m de altitude,
que se agrupam em serras.
Planícies — Terrenos
planos situados
a baixa altitude.
Planaltos — Terrenos planos
situados a uma altitude elevada.
6.2 AS FORMAS DE RELEVO EM PORTUGAL
363929 102-115 U6.indd 108 18/03/13 17:11
6
UNIDADE
1 Distingue vale de planalto.
2 Distingue planície de montanha.
ATIVIDADES
109
BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
A serra da Estrela é a serra mais alta do continente, com
1993 metros de altitude. Outras serras importantes são:
Gerês, Peneda, Larouco, Marão, Caramulo, Montemuro,
Lousã, Montejunto, Sintra, São Mamede e Monchique.
Na ilha da Madeira, o relevo é muito acidentado,
com picos de grande altitude e vales muito profundos.
A altitude mais elevada situa-se no pico Ruivo (1861 m).
Na ilha de Porto Santo, o relevo é pouco acidentado.
No arquipélago dos Açores, as ilhas são quase todas
muito montanhosas e a altitude aumenta do litoral para o
interior.
A maior elevação dos Açores (e de Portugal) é o Pico
(2351 m).
Montanha na serra da Estrela.
2000
1800
1600
1400
1200
1000
800
600
400
200
0
Estrela
Larouco
Gerês
Soajo
Barroso
Monchique
Mogadouro
Marão
Cabreira
Lapa Marofa
Ossa
Buçaco
Arrábida
Sintra
Nível do mar
Montejunto
Aire
Caldeirão
São Mamede
Caramulo
Peneda
Lousã
Montesinho
A norte
do rio
Mondego
Entre o rio
Mondego
e o rio Tejo
A sul
do rio
Tejo
1 – Pico
2 – Pico Rachado
3 – Caldeira
4 – Pico da Vara
5 – Cabeço Gordo
6 – Pico da Barrosa
7 – Santa Bárbara
8 – Pico da Esperança
9 – Pico Casado
10 – Pico do Areeiro
11 – Pico das Torres
12 – Pico das Eirinhas
13 – Pico Ruivo
14 – Pico Escalvado
15 – Pico do Facho
16 – Pico do Castelo
2400
2000
1600
1200
800
400
0
Altitude (metros) Altitude (metros) Arquipélago
dos Açores
Arquipélago
da Madeira
1
2 3
4
5 6
7
8
9
10 11
12
13
14
15 16
Nível do mar
u7p156h2
As serras mais altas de Portugal continental. Os picos mais altos dos arquipélagos dos Açores
e da Madeira.
Serra do Marão. Pico Ruivo, na Madeira.
Pico, nos Açores.
363929 102-115 U6.indd 109 18/03/13 17:11
ATITUDES E VALORES
110 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
A preservação do ambiente
Observa as imagens e responde, depois de debateres com os teus colegas, às questões seguintes.
Refere as principais diferenças entre as imagens A e B e entre as imagens C e D.
Debate com os teus colegas a importância de preservar o ambiente.
Observa as imagens E e F. Quais poderão ser os efeitos das situações representadas?
Como poderiam ser evitados?
O que poderá acontecer ao planeta Terra daqui a muitos anos, se não cuidarmos do ambiente?
Faz um desenho onde representes a Terra nessa altura.
A
C
E
B
D
F
Na Natureza, existem muitos locais que se encontram muito degradados
devido à poluição.
363929 102-115 U6.indd 110 18/03/13 17:12
RECORDA
6
UNIDADE
O MAIS IMPORTANTE
111
BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
ESQUEMA DE CONCEITOS
• Os rios são cursos naturais de água doce que nascem nas montanhas e que desaguam no mar, num rio
ou num lago.
• Os rios fornecem água às populações, servem de vias de comunicação, fornecem água para a rega
e para a obtenção de eletricidade. Permitem a prática de desportos aquáticos e da pesca.
• Os caudais de alguns rios aumentam muito no inverno e podem provocar inundações. No verão,
podem secar quase por completo.
• Os principais rios de Portugal encontram-se no continente e são: Douro, Mondego, Tejo, Sado
e Guadiana.
• Os rios de Portugal que nascem em Espanha e desaguam em Portugal, no oceano Atlântico, são:
Minho, Douro, Tejo e Guadiana.
• O maior rio que nasce em Portugal é o rio Mondego.
• Nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, os cursos de água são mais pequenos e têm o nome de ribeiras.
• A altitude é a distância medida na vertical entre um ponto da superfície da Terra e o nível do mar,
que é considerado a uma altitude zero.
• Em Portugal continental, o relevo mais acidentado encontra-se no Norte e no Centro.
• As maiores elevações de Portugal são: a serra da Estrela, no território continental, com cerca
de 2000 metros de altitude, o Pico, nos Açores, com 2351 metros de altitude, e o pico Ruivo,
na Madeira, com 1861 metros de altitude.
• Minho
• Douro
• Mondego
• Tejo
• Sado
• Guadiana
• fornecer água
• vias de comunicação
• rega
• obtenção de energia
elétrica
• desportos aquáticos
• pesca
os principais são que servem para
Norte de Portugal
continental
Sul de Portugal
continental
Açores
e Madeira
é
a maior elevação é a
é é
as maiores elevações são
• elevado
• montanhas altas
Serra da Estrela
• baixo
• planícies
e planaltos
• alto
• acidentado
• Pico, nos Açores
• pico Ruivo,
na Madeira
Rios
tem
Portugal
que influencia os Relevo variado
363929 102-115 U6.indd 111 18/03/13 17:12
SERÁ QUE JÁ SABES?
112 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
42˚
41˚
40˚
39˚
38˚
37˚
39˚
40˚
41˚
42˚
8˚
9˚
10˚ 7˚
8˚
9˚
10˚ 7˚
38˚
37˚
33˚ N
17˚ O 16˚ O
16˚ O
39˚ N
28˚ O 27˚ O
31˚ O
26˚ O
25˚ O
38˚ N
R
i
o
M
i
r
a
Rio Tejo
Rio Douro
Rio M
i
n
h
o
Rio Vouga
Rio Cávado
Rio Lima
N
N
0 50 km
0 28 km
0 50 km
N
ESPANHA
Oceano
Atlântico
42˚
41˚
40˚
39˚
38˚
37˚
39˚
40˚
41˚
42˚
8˚
9˚
10˚ 7˚
8˚
9˚
10˚ 7˚
38˚
37˚
33˚ N
17˚ O 16˚ O
16˚ O
39˚ N
28˚ O 27˚ O
31˚ O
26˚ O
25˚ O
38˚ N
R
i
o
M
i
r
a
Rio Tejo
Rio Douro
Rio M
i
n
h
o
Rio Vouga
Rio Cávado
Rio Lima
N
N
0 50 km
0 28 km
0 50 km
N
ESPANHA
Oceano
Atlântico
42˚
41˚
40˚
39˚
38˚
37˚
39˚
40˚
41˚
42˚
8˚
9˚
10˚ 7˚
8˚
9˚
10˚ 7˚
38˚
37˚
33˚ N
17˚ O 16˚ O
16˚ O
39˚ N
28˚ O 27˚ O
31˚ O
26˚ O
25˚ O
38˚ N
R
i
o
M
i
r
a
Rio Tejo
Rio Douro
Rio M
i
n
h
o
Rio Vouga
Rio Cávado
Rio Lima
N
N
0 50 km
0 28 km
0 50 km
N
ESPANHA
Oceano
Atlântico
1 Observa a imagem.
a) Faz corresponder a cada número a designação
da respetiva parte do rio.
b) Refere três utilidades dos rios.
c) Qual é o rio mais próximo
da localidade onde vives?
2 Observa o mapa de Portugal e estabelece a correspondência entre as letras presentes
no mapa e os rios ou as elevações correspondentes.
Rios
Rio Douro
Rio Mondego
Rio Tejo
Rio Sado
Rio Guadiana
Elevações
Pico
Pico Ruivo
Serra da Estrela
3 Refere o nome de três dos maiores rios de Portugal.
4 Quais são as principais formas de relevo que a superfície terrestre pode apresentar?
5 Observa o gráfico das serras mais altas de Portugal continental da página 109
e diz quais são as quatro serras com altitudes mais elevadas.
2
3
4
5
A
D
E
F
H
I
J
1
C
B
G
363929 102-115 U6.indd 112 18/03/13 17:12
6
UNIDADE
113
BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural
6 Observa a tabela seguinte e elabora um gráfico de barras com as altitudes de algumas
das elevações de Portugal.
Elevações Pico
Serra
da Estrela
Pico
Ruivo
Pico
do Areeiro
Serra
do Larouco
Altitudes/m 2351 1993 1861 1818 1535
Elevações
Serra
do Gerês
Serra
da Peneda
Serra
do Marão
Serra
da Gardunha
Serra
de Montejunto
Altitudes/m 1548 1486 1416 1227 664
7 Retira os dados do gráfico e constrói uma tabela com a extensão de cada um dos rios.
Extensão
no
território
nacional
em
km
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
200
220
240
260
280
300
320
340
Minho Douro Vouga Mondego Tejo Sado Guadiana
TOTAL
A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos.
11-14 Tenho de continuar assim… 7-10 Não estou mal… 0-6 Tenho de estudar mais.
AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de:
Se ainda não consegui,
vou ver nas páginas:
Assinala com a coluna que representa
o que já consegues fazer:
Conhecer, identificar e representar os vários constituintes de um rio.
Reconhecer os maiores rios de Portugal.
Identificar em mapas, fotografias e ilustrações os maiores rios de Portugal.
Conhecer, identificar e representar as principais formas de relevo.
Conhecer as maiores elevações de Portugal continental e insular.
Localizar as maiores elevações de Portugal em mapas, fotografias,
ilustrações, …
103 e 104
104 e 105
105
107 e 108
108 e 109
107 a 109
A B C
Reconhecer e divulgar formas de preservação dos rios e das serras. 106 e 110
363929 102-115 U6.indd 113 18/03/13 17:12
Realizar experiências com a água
BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos
114
Princípios dos vasos comunicantes
Um conjunto de dois recipientes que se encontram liga-
dos, permitindo que o líquido que contêm possa passar de
um lado para o outro, designa-se por vasos comunicantes.
Os vasos comunicantes caracterizam-se por possibilitarem a deslocação
do líquido de um dos recipientes para o segundo recipiente até que, em ambos,
o líquido atinja o mesmo nível. Este é o princípio que se verifica na utilização
de um regador ou o que acontece num repuxo.
INVESTIGO Como funcionam os vasos comunicantes?
De que vais necessitar?
Embalagem de plástico Cola líquida transparente
Tubo de plástico Garrafa de água (33 ou 50 cL)
O que vais fazer?
1. Com ajuda do teu professor, faz um furo, de diâmetro ligeiramente superior
ao do tubo, nas paredes da embalagem e da garrafa de água.
2. Insere aproximadamente 10 cm de tubo através do orifício da embalagem.
3. Insere a outra extremidade do tubo através do orifício da garrafa.
4. Veda a junção do tubo com a garrafa com a cola líquida
e deixa secar bem.
5. Enche a garrafa com água e tapa-a.
6. Destapa a garrafa e observa o que acontece.
7. Levanta devagar o repuxo e observa o que acontece.
8. Coloca de novo o repuxo num nível inferior e observa.
9. Levanta agora a garrafa e observa.
10. Baixa a garrafa e observa.
11. Tapa a garrafa e observa.
Antes de começares… pensa
e responde à questão.
O que pensas que vai acontecer?
Executa e responde no teu caderno.
1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que
aconteceu?
2. Responde à questão-problema desta atividade.
363929 102-115 U6.indd 114 18/03/13 17:12
6
UNIDADE
Manusear objetos em situações concretas
BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos 115
Objetivo:
Elaborar um cartaz para divulgar os problemas ambientais da localidade onde
vivem (ou onde está situada a escola). Apresentar também propostas para
os resolver.
O que vais fazer?
1. Investiga e faz um levantamento dos problemas que
afetam o ambiente da tua localidade. Podes fazer
inquéritos aos moradores sobre as suas opiniões
e realizar visitas de estudo à localidade.
2. Debate com os teus colegas formas de resolver
esses problemas.
3. Decide como apresentar a informação na forma
de cartaz.
4. Identifica os materiais necessários.
5. Realiza o trabalho.
6. Apresenta o trabalho à turma.
PROJETO O ambiente ao meu redor
Investigar para
saber mais
Sugiro e ouço…
Negoceio:
— a informação
a apresentar…
— como apresentar
a informação…
— a distribuição
de tarefas.
363929 102-115 U6.indd 115 18/03/13 17:12
116 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
7
UNIDADE
O CONTACTO ENTRE A TERRA
E O MAR
NESTA UNIDADE,
VAIS APRENDER A:
Localizar no planisfério
e no globo os continentes
e os oceanos.
Reconhecer o oceano
Atlântico como fronteira
marítima de Portugal.
Observar direta ou
indiretamente alguns
aspetos da costa,
em especial da costa
portuguesa.
Localizar no mapa,
Portugal continental,
ilhas e arquipélagos
(Açores e Madeira).
Conhecer as causas
da existência de marés e,
se possível, observar
a sua ação sobre a costa.
Observar seres vivos
existentes na praia.
Identificar a sinalização
das costas.
Vejam a praia
lá em baixo!
Estará maré alta?
Observa a imagem e responde às questões.
O que entendes por maré alta?
Em que locais da praia pode o Pedro encontrar
conchinhas?
Porque existem tantas rochas dentro de água?
Como é que surgiu a areia da praia?
Será que vou conseguir
encontrar conchinhas?
363929 116-131 U7.indd 116 18/03/13 17:20
117
BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
7.1 AS REPRESENTAÇÕES DA TERRA NO GLOBO E NO PLANISFÉRIO
Planeta Terra visto do espaço.
Satélite artificial em órbita.
O globo terrestre representa
os continentes e os oceanos
de forma esférica.
0 3300 km
N
O planisfério terrestre representa os continentes e os oceanos de forma plana.
Nas fotografias tiradas a partir do espaço, o planeta
Terra apresenta principalmente quatro cores:
• Azul — revela as grandes extensões de água.
• Castanho/verde — revela as áreas continentais.
• Branco — revela as nuvens presentes na atmosfera
e a neve nalgumas zonas do Globo.
Grande parte da superfície da Terra está coberta por
água (mares, rios, lagos, etc.), sendo a restante ocupada
pelos continentes e ilhas.
A representação da Terra
Para estudar a superfície da Terra, são tiradas foto-
grafias a partir do espaço — as imagens de satélite.
Estas fotografias são muito úteis para elaborar
mapas ou para detetar e estudar as modificações no
ambiente devido aos efeitos dos incêndios, das cheias
e das desflorestações, para identificar zonas de desertifi-
cação, etc.
O planeta Terra pode ser representado na sua tota-
lidade, utilizando:
• o planisfério — representação do planeta Terra
numa superfície plana;
• o globo — representação esférica do planeta Terra.
363929 116-131 U7.indd 117 18/03/13 17:20
1 De que formas podemos representar a Terra?
2 Como identificas os oceanos num planisfério ou num globo terrestre?
3 Qual é o oceano que banha Portugal?
4 Como identificas a parte sólida da Terra representada num globo ou num planisfério?
ATIVIDADES
118 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
7.1 AS REPRESENTAÇÕES DA TERRA NO GLOBO E NO PLANISFÉRIO
Os oceanos
Os oceanos, representados em tons de azul nos globos e nos planis-
férios, ocupam cerca de três quartos da superfície total da Terra. Existem
cinco oceanos:
• Oceano Pacífico — o maior dos oceanos, banha a costa ocidental
da América e as costas orientais da Ásia e da Oceânia.
• Oceano Atlântico — banha as costas ocidentais da Europa e da
África e a costa oriental da América. É a fronteira marítima de Por-
tugal, ou seja, é o limite marítimo geográfico do nosso país.
• Oceano Índico — banha a costa ocidental da Oceânia, a costa sul
da Ásia e a costa oriental da África.
• Oceano Ártico — o mais pequeno dos oceanos, banha as regiões
polares do Norte.
• Oceano Antártico — banha as regiões polares do Sul.
Os continentes
Os continentes e as ilhas
constituem a parte sólida da
Terra; são normalmente repre-
sentados nos globos e nos pla-
nisférios com os tons de verdes
e castanhos e ocupam cerca de
um quarto (1/4) da superfície
terrestre.
Existem seis continentes:
África, Ásia, América, Europa,
Oceânia e Antártida.
ANTÁRTIDA
Oceano
Atlântico
Oceano
Antártico
Oceano Ártico
Oceano
Pacífico
Oceano
Pacífico
Oceano
Índico
AMÉRICA
ÁFRICA
ÁSIA
OCEÂNIA
EUROPA
N
0 3800 km
Antártida
América
África
Ásia
Oceânia
Europa
Antártico
Índico
Ártico
Oceanos
71,6 %
Continentes
28,4 %
Pacífico
Atlântico
1,7
%
8,1
%
5,8
%
8,3
%
1,9
%
2,6
%
3,9
%
14,0
%
1,9
%
31,5
%
20,3
%
NTÁRTIDA
co
ano
rtico
Oceano
Índico
OCEÂNIA
N
N
0 3800 km
ANTÁRTIDA
Os oceanos ocupam grande parte da superfície terrestre.
363929 116-131 U7.indd 118 18/03/13 17:20
7
UNIDADE
119
BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
7.2 A PAISAGEM JUNTO À COSTA
As marés
Ao longo do dia, o nível da água do mar é variável.
A esta variação do nível das águas do mar chamamos marés.
• O nível mais elevado da água do mar denomina-se
maré alta ou preia-mar.
• O nível mais baixo da água do mar denomina-se
maré baixa ou baixa-mar.
No nosso país, as marés ocorrem com a frequência
aproximada de duas marés altas e duas marés baixas em
cada 24 horas e 50 minutos.
Estas subidas e descidas das águas dos mares devem-
se à força de atração da Lua sobre a Terra.
Os aspetos da costa
As marés, as correntes litorais e o movimento da água
das ondas provocam a erosão da costa. Como as rochas
têm diferentes resistências à força erosiva das águas, for-
mam-se reentrâncias ou saliências na costa.
Por outro lado, os materiais arrancados pelo mar e os
sedimentos transportados pelos rios são depositados no
fundo do oceano e podem dar origem à formação de praias.
Desta forma natural, a costa vai ganhando um aspeto
diversificado, com praias arenosas, cabos, baías e arribas.
Contudo, também a ação do Homem vai alterando
o aspeto da costa, devido, principalmente, ao desenvolvi-
mento, no litoral, de localidades muito povoadas. A ati-
vidade piscatória e o grande desenvolvimento do turismo,
com a construção de habitações, hotéis, parques de cam-
pismo, campos de golfe, etc., provocam a destruição das
dunas e a fragilização das falésias junto do litoral e cau-
sam a alteração do recorte da linha costeira.
Maré alta ou preia-mar.
Maré baixa.
Força erosiva das águas.
A maré é o fenómeno de subida e descida periódica
da água do mar.
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120 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
7.3 A COSTA PORTUGUESA
Principais formas de relevo do litoral.
Como é o contacto entre a terra e o mar?
Designamos por costa ou litoral a zona de contacto entre a terra e o mar.
Devido a diferentes fatores do ambiente, a costa pode apresentar
diferentes estruturas:
• Cabo — saliência da costa que entra pelo mar.
• Golfo — reentrância na costa de forma arredondada, aberta ao mar.
Quando o golfo é pequeno, chama-se baía. Quando a baía é pequena,
chama-se enseada.
• Estuário — alargamento do rio junto à foz.
• Península — uma porção de terra rodeada de água por todos os
lados menos um, denominado istmo.
• Arribas ou falésias — costa rochosa alta.
• Praia — área de costa baixa, geralmente coberta por areia. Nas
praias arenosas, na zona mais afastada do mar, podem formar-se
dunas pela acumulação da areia devido à ação do vento.
Cabo
Península
Istmo
Praia
Arriba
Baía
Estuário
363929 116-131 U7.indd 120 18/03/13 17:20
7
UNIDADE
121
BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
A costa de Portugal continental
A costa de Portugal continental é extensa, tem 832 km, e é banhada
pelo oceano Atlântico. Coexistem as costas baixas (praias de areia) com
arribas (falésias), cabos, penínsulas, baías e estuários.
Cavalos de Fão
Leixões
Cabo Mondego
Nazaré
Cabo Carvoeiro
Peniche
Cabo da Roca
Cabo Raso
Cabo Espichel
Cabo de Sines
Cabo de São
Vicente
Península de Setúbal
R
i
o
T
e
j
o
Rio Zêzere
Rio Mondego
Rio Vouga
R
i
o
G
u
a
d
i
a
n
a
Rio Minho
Ri
o
S
a
b
o
r
Rio Douro
Rio S
a
d
o
0 35 km
Oceano
Atlântico
N
Costa predominantemente
baixa e arenosa
Costa predominantemente
alta e rochosa
Costa baixa — praia da Nazaré.
Costa alta ou arriba.
Cabo Espichel.
Mapa de relevo da costa.
Baía de Setúbal.
Estuário do Sado.
Península de Peniche.
363929 116-131 U7.indd 121 18/03/13 17:21
122 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
A costa nos Açores e na Madeira
A costa dos arquipélagos dos Açores e da Madeira é essencialmente
alta e rochosa.
u0p5h1
Praia na ilha de São Miguel.
Costa baixa com praia, na ilha de Porto Santo,
no arquipélago da Madeira.
Arriba na ilha da Madeira.
ARQUIPÉLAGO
Açores Madeira
Localização • Oceano Atlântico.
• Aproximadamente a uma
distância de 1500 km
de Lisboa.
• Oceano Atlântico.
• Aproximadamente a uma
distância de 1000 km
de Lisboa.
Costa A costa nas ilhas dos Açores é,
em geral, alta e rochosa,
havendo, no entanto, algumas
zonas em que é baixa
e arenosa.
A costa da ilha da Madeira
é predominantemente alta
e escarpada, havendo poucas
praias de areia.
Pelo contrário, a ilha de Porto
Santo tem extensas praias
de areia.
Origem Vulcânica, ou seja, as ilhas formam-se a partir de vulcões.
7.3 A COSTA PORTUGUESA
Praia do Porto da Cruz, ilha da Madeira.
u0p5h1
u0p5h1
Funchal
Ponta Delgada
Porto
Santo
363929 116-131 U7.indd 122 18/03/13 17:21
7
UNIDADE
123
BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
EDUCAÇÃO
Quando estiveres
perto do litoral,
deves ter cuidado com
as arribas ou falésias,
pois, devido à erosão
da costa, estas podem
ruir.
Deves afastar-te,
quer estejas na base
da arriba (praia)
ou no cimo da mesma.
Nunca é de mais
lembrar que devemos
evitar:
• deitar lixo nas praias
(água e areia);
• andar sobre
as dunas.
A sinalização da costa
Ao longo da costa existem zonas perigosas para
a navegação, que é necessário assinalar de diferentes
formas:
• Faróis — torres altas com um foco luminoso
giratório para orientar as embarcações durante
a noite. Quando está nevoeiro, também pos-
suem um sinal sonoro.
• Boias — presas ao fundo do mar, flutuam na
água, sinalizando com luz ou com som os
locais que os barcos devem evitar. Também
podem indicar «corredores» marítimos por
onde as embarcações devem navegar.
• Sinais sonoros — são utilizados nos dias de
nevoeiro para avisar da aproximação da costa.
Farol. Boia.
1 Descreve e explica o que são e porque ocorrem as marés.
2 Como se chama a zona de contacto entre a terra e o mar?
3 Observa o mapa da página 121 e indica o nome de:
a) um cabo; c) uma baía; e) uma península.
b) uma praia; d) um estuário;
4 Diz como é a costa nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.
5 Que tipos de sinalizações existem nas regiões costeiras?
ATIVIDADES
363929 116-131 U7.indd 123 18/03/13 17:21
1 Refere outros exemplos de seres vivos diferentes daqueles que surgem nesta página
e que podes encontrar nas regiões costeiras.
ATIVIDADE
124 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
Zona aquática rochosa
Areal Dunas
7.4 OS SERES VIVOS DAS REGIÕES COSTEIRAS
Os seres vivos
Ao longo da costa portuguesa existe uma grande diversidade de seres
vivos que vivem na água, nas rochas, no areal ou nas dunas. Além dos
seres vivos e dos vestígios (conchas, por exemplo), também existem vários
materiais que podem ser encontrados nas praias, como rochas e areia.
Algas (zona aquática). Lapas (zona aquática). Ouriços-do-mar (zona aquática).
Bivalves (zona aquática).
Anémonas (zona aquática).
Estorno (dunas).
Crustáceos (zona aquática e areal).
Cardo-marítimo (dunas). Cordeirinhos-da-praia (dunas).
363929 116-131 U7.indd 124 18/03/13 17:21
7
UNIDADE
125
BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
PROJETO Saída de campo — vamos à praia!
Investigar para
saber mais
Já sei…
O que quero saber…
O que vou observar/
/medir/registar, …
Como vou apresentar
e comunicar
a informação.
Objetivo:
Organizar uma exposição sobre as regiões costeiras.
Preparação do trabalho:
Para saberes mais sobre as regiões costeiras, vais
efetuar uma saída de campo a uma praia, com os teus
colegas e professor(a).
Com todas as informações recolhidas podes organizar uma exposição,
bem ilustrada com desenhos e fotografias.
De que vais necessitar?
Máquina fotográfica Fita métrica Lupa Chapéu e vestuário
Termómetro Bloco de notas Lápis prático
O que vais fazer?
1. Em grupo, escolhe uma praia de fácil acesso.
2. Localiza a praia no mapa de Portugal.
3. Pesquisa e planeia a saída de campo, de acordo com as marés.
4. Pede ao(à) professor(a) que organize grupos e distribua as seguintes tarefas:
a) Observação e registo do tipo de paisagem junto à costa.
b) Observação e registo dos seres vivos de ambiente terrestre, fotografando
ou desenhando as diferentes espécies.
c) Observação e registo dos seres vivos aquáticos.
d) Registo da situação ambiental em que se encontra a praia e a zona envolvente.
5. Na sala de aula, melhora os desenhos realizados.
6. Identifica os seres vivos das fotografias e organiza um álbum (não
se esqueçam de identificar cada ser vivo). Para a identificação dos seres vivos
podes recorrer à Internet. Podes consultar, por exemplo, o site:
http://aquariovgama.marinha.pt/PT/profs_alunos/Pages/viver_mares.aspx
7. Organiza a exposição, com os teus colegas e professor(a) e apresenta-a
à comunidade.
363929 116-131 U7.indd 125 18/03/13 17:21
ATITUDES E VALORES
ATITUDES E VALORES
126 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
A conservação das praias
O que pensas que acontecerá se não cuidarmos bem
da nossa zona costeira, do nosso mar e das nossas praias?
Existem muitas praias (fluviais, albufeiras, urbanas,
selvagens) que estão muito sujas.
Debate com os teus colegas os principais problemas ambientais das praias e, em conjunto,
proponham formas de os resolver.
Escolham a praia mais próxima da vossa escola e identifiquem os seus principais problemas
e as formas de os solucionar.
Se houver uma praia nas proximidades da vossa escola que necessite de ser limpa, organizem
uma ação de limpeza: convidem amigos e familiares para irem limpar a praia. Depois é começar
a limpar! Atenção! Não se esqueçam que têm de ter cuidado com as dunas durante a sua limpeza.
Praia limpa.
Dunas.
Vejam esta praia!
O nosso planeta
é muito maltratado!
363929 116-131 U7.indd 126 18/03/13 17:21
RECORDA
7
UNIDADE
O MAIS IMPORTANTE
127
BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
ESQUEMA DE CONCEITOS
• O planeta Terra pode ser representado, na sua totalidade, de duas formas:
— Em planisférios, que são mapas que representam toda a Terra numa superfície plana.
— Em globos terrestres, que são representações esféricas da Terra.
• Existem cinco oceanos: oceano Pacífico, oceano Atlântico, oceano Índico, oceano Ártico e oceano
Antártico.
• Existem seis continentes: África, Ásia, América, Europa, Oceânia e Antártida.
• As marés são um fenómeno de subida e descida periódica das águas do mar.
• A erosão da costa resulta do desgaste das rochas e da remoção dos sedimentos provocados pelo constante
movimento de subida e descida das águas, provocado pelas marés, e pelo movimento da água das ondas.
• A costa ou o litoral é a zona de contacto entre a terra e o mar.
• A costa pode apresentar formas muito diferentes: cabos, golfos, estuários, penínsulas, falésias
ou arribas e praias.
• A costa portuguesa é banhada pelo oceano Atlântico e nela predominam as costas baixas, que terminam
em praias de areia; mas também existem cabos e penínsulas, baías e estuários.
• A costa dos arquipélagos dos Açores e da Madeira é geralmente alta e rochosa.
• Ao longo da costa, existe grande diversidade de seres vivos que vivem na água, nas rochas, no areal
ou nas dunas.
• Para orientar as embarcações que se aproximam da costa, existem no mar, junto a esta, faróis, boias
e sinais sonoros.
Seres vivos
como
• Faróis
• Boias
• Sinais
sonoros
Sinalização
pode sofrer deve apresentar
Costa ou litoral
a zona de contacto
à sua superfície existem
que são
• África
• Ásia
• América
• Europa
• Oceânia
• Antártida
Continentes
que são
onde vivem
• Atlântico
• Pacífico
• Índico
• Ártico
• Antártico
Oceanos
A Terra
pode ser representada por
Planisférios Globos
• Cabos
• Golfos
• Estuários
• Penínsulas
• Falésias/arribas
• Praias
• Dunas
dando origem a
Erosão
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SERÁ QUE JÁ SABES?
128 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
1 Observa o mapa.
0 2800 km
N
a) Diz, justificando, se a Terra se encontra representada num globo ou num planisfério.
b) Explica as vantagens e desvantagens das duas formas de representar a Terra
(globo e planisfério).
c) Identifica o nome dos continentes assinalados com os números e o dos oceanos
assinalados com as letras.
2 Faz corresponder corretamente as imagens às várias definições.
1
1
D
E
A B
C
2
2
3
3
4
4
5
5
6
A. É uma costa baixa, geralmente
coberta por areia — praia.
B. É a acumulação de areia arrastada
pelo vento — duna.
C. É uma porção de terra rodeada
de água por todos os lados — ilha.
D. É uma parte da costa que entra
pelo mar — cabo.
E. São costas rochosas altas — arribas
ou falésias.
F. É uma porção de mar que entra
pela terra — baía.
363929 116-131 U7.indd 128 18/03/13 17:22
7
UNIDADE
TOTAL
A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos.
15-20 Tenho de continuar assim… 10-14 Não estou mal… 0-9 Tenho de estudar mais.
129
BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
3 Observa o mapa ao lado e faz a sua legenda com o nome
dos cabos e dos rios que faltam.
4 Classifica as frases como verdadeiras (F) ou falsas (F) e corrige
as falsas.
A. A erosão costeira provoca o desgaste da costa.
B. A maré é um fenómeno provocado pelo vento.
C. Os seres vivos das regiões costeiras habitam só na água.
D. Um exemplo de um ser vivo das dunas é o cardo-marítimo.
E. Os sinais sonoros são utilizados em dias de sol.
5 Observa e identifica as formas de sinalização representadas.
A B
Cavalos de Fão
Leixões
Cabo Mondego
Nazaré
Peniche
Cabo da Roca
Cabo Raso
Cabo de Sines
Península de Setúbal
Rio Zêzere
Rio Mondego
Rio Vouga
Rio Minho
Ri
o
S
a
b
o
r
Rio Douro
Rio S
a
d
o
Costa predominantemente
baixa e arenosa
Costa predominantemente
alta e rochosa
0 45 km
N
AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de:
Se ainda não consegui,
vou ver nas páginas:
Assinala com a coluna que representa
o que já consegues fazer:
Conhecer, identificar e localizar no planisfério e no globo os continentes
e os oceanos.
Reconhecer o Oceano Atlântico como fronteira marítima de Portugal.
Compreender e observar a ação das marés.
Compreender e observar a ação do mar sobre a costa.
Identificar em mapas, fotografias, ilustrações aspetos da costa (praias,
arribas, dunas, cabos…).
Identificar em mapas, fotografias, ilustrações aspetos da costa
portuguesa.
Reconhecer e localizar no mapa de Portugal os aspetos da costa portuguesa.
Reconhecer e localizar no mapa do Arquipélago dos Açores e da Madeira
os aspetos da costa.
Conhecer e identificar a sinalização das costas (faróis, sinais sonoros
e boias de sinalização).
Reconhecer e observar seres vivos e materiais existentes na praia.
117 e 118
118
119
119
120
121
121
122
123
124 e 125
A B C
A D
E
C
B
363929 116-131 U7.indd 129 18/03/13 17:22
Manusear objetos em situações concretas
BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos
130
De que vais necessitar?
4 garrafões de água vazios Corda
4 garrafas de plástico Regador
Solo franco (suficiente para encher 2 garrafões) Água
Solo arenoso (suficiente para encher 2 garrafões)
Sementes de relva e sementes de pequenos catos
Material para cortar plástico
O que vais fazer?
1. Com a ajuda do(a) professor(a), corta os garrafões,
como mostra a imagem.
2. Com a ajuda do(a) professor(a), corta as garrafas
ao meio e fura-as em dois locais para lhes
colocares uma corda, como mostra a imagem.
3. Identifica as metades de garrafões de A a D
e enche:
A. com solo franco;
B. com solo arenoso;
C. com solo franco e relva semeada;
D. com solo arenoso e catos plantados.
Aguarda duas semanas.
4. Pendura no bocal do garrafão as metades
das garrafas tapadas com a respetiva
tampa.
5. Verte, com a ajuda do regador,
a mesma quantidade de água em todos
os garrafões, que devem estar sem rolhas.
6. Compara a quantidade e as características
da água recolhida nas garrafas.
Antes de começares… pensa e responde
às questões.
O que pensas que vai acontecer? Porquê?
Executa e responde no teu caderno.
1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que aconteceu?
2. Responde à questão-problema desta atividade.
INVESTIGO Será que as plantas são importantes
para preservar as zonas costeiras?
Investigar para
saber mais
Já sei…
O que quero saber…
O que vou observar/
/medir/registar, …
Como vou apresentar
e comunicar
a informação.
363929 116-131 U7.indd 130 18/03/13 17:22
Manusear objetos em situações concretas
BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos
7
UNIDADE
131
INVESTIGO De que dependerá a forma
e a orientação das dunas?
As dunas são estruturas naturais dinâmicas que se formam por pro-
cessos eólicos, de acordo com a duração e a intensidade dos ventos.
A presença de vegetação serve de obstáculo à movimentação das areias
das dunas, pois fixa-as e dificulta o seu transporte pelo vento.
De que vais necessitar?
Tabuleiro médio 4 ou 5 pequenos seixos
2 kg de solo arenoso Fragmentos de plantas
Secador de cabelo
O que vais fazer?
1. Coloca o solo arenoso numa extremidade da caixa.
2. Liga o secador numa velocidade baixa e direciona-o
para o solo arenoso, durante 1 minuto.
3. Observa e regista.
4. Amontoa de novo o solo arenoso numa
das extremidades da caixa.
5. Liga o secador na velocidade máxima
e direciona-o para o solo arenoso, durante
1 minuto.
6. Observa e regista.
7. Repete a experiência, mas soprando o ar
durante 3 minutos.
8. Observa e regista.
9. Amontoa de novo o solo arenoso numa
das extremidades da caixa.
10. Dispõe sobre o monte de solo arenoso
os seixos e as plantas.
11. Liga o secador, observa e regista.
Antes de começares… pensa e responde à questão.
O que pensas que vai acontecer em cada parte da atividade?
Executa e responde no teu caderno.
1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que
aconteceu?
2. Responde à questão-problema desta atividade.
Investigar para
saber mais
Já sei…
O que quero saber…
O que vou observar/
/medir/registar, …
Como vou apresentar
e comunicar
a informação.
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132 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
8
UNIDADE
PORTUGAL NA EUROPA
E NO MUNDO NESTA UNIDADE,
VAIS APRENDER A:
Reconhecer
aglomerados
populacionais (aldeias,
vilas e cidades).
Identificar as cidades
do teu distrito
e localizá-las no mapa.
Localizar no mapa
a capital do País.
Localizar as capitais
de distrito.
Localizar Portugal
no mapa da Europa
e no planisfério.
Reconhecer a fronteira
terrestre com Espanha.
Localizar no mapa
os países em que
se fala português.
Identificar o que é
a União Europeia.
Conhecer os tipos
de migrações.
Observa a imagem e responde às questões.
Que tipo de aglomerado populacional representa
a imagem: uma aldeia, uma vila ou uma cidade?
Quais são as suas principais características?
Dá alguns exemplos de profissões que os
habitantes deste aglomerado poderão ter.
férias vamos conhecer melhor Coimbra.
Conhecer novas localidades é sempre
muito interessante. Nas últimas férias,
visitámos uma pequena aldeia portuguesa,
próxima da fronteira com Espanha,
que tinha menos de cem habitantes.
363929 132-145 U8.indd 132 18/03/13 17:23
133
BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
8.1 OS DIFERENTES TIPOS DE AGLOMERADOS POPULACIONAIS
Em Portugal, como noutros países, existem diferentes
tipos de aglomerados populacionais, que se diferenciam
pelo número de habitantes, pelas atividades a que se dedi-
cam ou pelo tipo de habitações aí existentes. Podem ser
classificados como: lugares, aldeias, vilas e cidades.
Lugares
Estes aglomerados caracterizam-se pelo reduzido
número de habitantes, que se dedicam sobretudo à agri-
cultura nos terrenos circundantes.
Aldeias
As aldeias têm um número mais elevado de casas de
habitação, em relação aos lugares, e têm mais habitantes,
os quais, no entanto, são ainda em número reduzido.
Podem ter alguns serviços disponíveis, como escolas e
centros de saúde. As principais atividades económicas
das aldeias são a agricultura e a criação de gado, mas
também o comércio de bens essenciais e a prática de ati-
vidades tradicionais, como o artesanato e o agroturismo.
Geralmente, nas aldeias as habitações não são cons-
truídas em altura, não existindo edifícios com andares.
O Homem diversificou
as suas atividades
e alguns aglomerados
populacionais
tornaram-se maiores,
originando cidades.
Inicialmente, o Homem
alimentava-se da caça,
da pesca e de frutos
e vegetais silvestres.
Abrigava-se em cavernas
e mudava de local para
procurar alimentos.
O Homem desenvolveu
a agricultura e a pecuária
em locais com solo fértil,
junto a cursos de água.
Fixou-se nesses locais,
onde surgiram os
primeiros aglomerados
populacionais.
Aldeia de Piódão.
363929 132-145 U8.indd 133 18/03/13 17:23
134 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
8.1 OS DIFERENTES TIPOS DE AGLOMERADOS POPULACIONAIS
Vilas
As vilas são localidades maiores do que as aldeias e com maior
número de habitantes. Podem ter como atividades económicas a agricul-
tura, o comércio ou a indústria. Nas vilas, existem edifícios com vários
andares e estão disponíveis vários serviços, como, por exemplo, escolas,
centros de saúde, esquadras de polícia, quartéis de bombeiros, etc.
Cidades
As cidades concentram um elevado número de habitantes (milhares
de pessoas) numa extensa área. As principais atividades económicas são
as dedicadas à prestação de serviços, à indústria e ao comércio. Os edifí-
cios são, geralmente, altos com vários andares, utilizados para escritórios
ou para habitação.
Além dos serviços existentes nas vilas, é possível encontrar outros
como tribunais, hospitais, universidades, portos marítimos, grandes cen-
tros comerciais, aeroportos, etc.
Vila de Castro Marim. Cidade de Lisboa.
A capital e as capitais de distrito
A cidade que desempenha um papel mais relevante na condução
da política de um país e onde, geralmente, se encontra a sede do Governo
é chamada de capital do país.
A capital de Portugal é a cidade de Lisboa.
Portugal encontra-se dividido em várias unidades administrativas: os
distritos. Em cada distrito, a cidade mais desenvolvida política, econó-
mica e/ou socialmente é a capital de distrito. Cada distrito está dividido
em vários concelhos, com uma cidade ou vila como capital de concelho.
Os concelhos, por seu lado, são constituídos por freguesias.
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8
UNIDADE
1 A localidade onde vives é um lugar, uma aldeia, uma vila ou uma cidade?
Justifica a tua resposta.
2 Explica a seguinte frase: A cidade do Porto tem maior densidade populacional do que
a cidade de Évora.
3 Observa o mapa acima apresentado e refere:
a) a capital de distrito mais a sul de Portugal continental;
b) uma cidade do distrito de Castelo Branco que não seja a capital de distrito;
c) a capital de Portugal e duas cidades dos seus arredores que estejam representadas;
d) o distrito onde se encontra a tua localidade e duas cidades desse distrito.
4 Com a ajuda do teu(a) professor(a), explora o portal do INE (Instituto Nacional
de Estatística — http://sig.ine.pt/viewer.htm) e descobre mais sobre as divisões
territoriais de Portugal.
ATIVIDADES
135
BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
2 500 000
2 000 000
1 500 000
1 000 000
500 000
0
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s
b
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A
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o
r
e
s
A população em Portugal
Em 2012, a população portuguesa era, aproxi-
madamente, de 10 561 600 habitantes.
As zonas junto ao litoral e às grandes cidades
concentram um elevado número de habitantes. Pelo
contrário, há regiões de Portugal que se encontram
quase desertas: as zonas rurais do interior, de onde
a população tende a sair para as cidades, à procura
de melhores condições de vida.
Por esta razão, a densidade populacional, ou seja,
o número de habitantes por quilómetro quadrado,
varia de região para região.
GRUPO
ORIENTAL
GRUPO
CENTRAL
GRUPO
OCIDENTAL
REGIÃO
AUTÓNOMA
DA MADEIRA
REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES
Ponta
Delgada
Funchal
Ribeira
Grande
Câmara
de Lobos
Porto
Santo
Horta
Angra
do Heroísmo
Vila Praia
da Vitória
N
Braga
Bragança
Vila
Real
Viana
do Castelo
Porto
Aveiro
Viseu
Guarda
Coimbra
Castelo Branco
Leiria
Santarém Portalegre
Lisboa
Setúbal Évora
Beja
Faro
Macedo
de Cavaleiros
Mirandela
Chaves
Caminha Ponte
da Barca
Peso da Régua
Lamego
Seia
Covilhã
Fundão
Abrantes
Elvas
Moura
Serpa
Olhão
Portimão
Montemor-o-Novo
Barreiro
Queluz
Amadora Vendas
Novas
Ponte de Sor
Guimarães
V. N. de Gaia
V. N.
de Foz Coa
Ovar
Figueira da Foz
Cantanhede
Pombal
Caldas da Rainha
Almada
Entroncamento
Espinho
Mangualde
Póvoa de Varzim
Barcelos
0 63 km
0 29 km
0 29 km
Os distritos de Portugal continental
e as regiões autónomas.
Número de habitantes por distrito e região autónoma.
(Fonte: INE)
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136 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
8.2 PORTUGAL NA EUROPA E NO MUNDO
Para localizar Portugal num planisfério ou num globo, devemos loca-
lizar, em primeiro lugar, o continente europeu.
Portugal continental localiza-se na região sudoeste da Europa, na
Península Ibérica. Ocupa um quinto da área desta península, sendo a res-
tante ocupada por Espanha.
Portugal continental faz fronteira a oeste e a sul com o oceano Atlân-
tico, e a norte e a este com Espanha.
O arquipélago da Madeira localiza-se no oceano Atlântico, a sudo-
este do Algarve, e o arquipélago dos Açores, na direção oeste, entre
a Europa e a América do Norte.
Oceano
Índico
Oceano
Pacífico
AMÉRICA
DO NORTE
ÁFRICA
ÁSIA
OCEÂNIA
ANTÁRTIDA
AMÉRICA
DO SUL
Oceano
Pacífico
Oceano
Atlântico
EUROPA
Oceano
Atlântico
0 450 km
Espanha
Po
rt
u
g
a
l
0 250 km
PENÍNSULA
IBÉRICA
N
N
0 2500 km
0 600 km
Portugal na Península Ibérica, na Europa e no Mundo.
363929 132-145 U8.indd 136 18/03/13 17:23
8
UNIDADE
1 Faz uma pesquisa sobre a União Europeia:
a) como se constituiu, quais foram os momentos de alargamento, quais foram
os objetivos da sua constituição, moeda, bandeira, etc.
b) Constrói um friso com os acontecimentos que identificaste na questão anterior
como sendo os mais importantes.
ATIVIDADE
137
BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
Data de adesão
1957 (países fundadores)
1973
1981
1986
1990 (inclusão da Alemanha de Leste
após reunificação alemã)
1995
2004
2007
FRANÇA
ITÁLIA
GRÉCIA
MALTA
CHIPRE
ALEMANHA
PAÍSES
BAIXOS
DINAMARCA
SUÉCIA
FINLÂNDIA
LETÓNIA
ESTÓNIA
LITUÂNIA
POLÓNIA
REP. CHECA
ESLOVÁQUIA
HUNGRIA
ÁUSTRIA
ESLOVÉNIA
REINO
UNIDO
IRLANDA
ILHAS CANÁRIAS
(Espanha)
ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES
(Portugal)
GUADALUPE
(França)
GUIANA
(França)
MARTINICA
(França)
REUNIÃO
(França)
ARQ. DA MADEIRA
(Portugal)
BÉLGICA
LUXEMBURGO
ESPANHA
PORTUGAL
Oceano
Atlântico
ROMÉNIA
BULGÁRIA
0 410 km
0 55 km
0 525 km 0 117 km 0 45 km 0 110 km
0 68 km
0 145 km
N
Os países que pertencem à União Europeia.
Portugal na União Europeia
Marcados pela experiência da Segunda Guerra Mundial, alguns paí-
ses europeus decidiram, em 1957, unir-se para tentar evitar futuros con-
flitos e cooperarem a vários níveis. Nasceu assim a Comunidade Econó-
mica Europeia (CEE), mais tarde chamada União Europeia (UE).
Os países fundadores da União Europeia foram a República Federal
da Alemanha, a Itália, a Bélgica, a França, os Países Baixos e o Luxemburgo.
Outros países foram, ao longo dos anos, aderindo à União Europeia,
que, em 2012, conta com 27 estados-membros. Portugal pertence à União
Europeia desde 1 de janeiro de 1986.
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1 Qual é o significado da sigla CPLP?
2 Quais são os oito países que constituem a CPLP?
ATIVIDADES
138 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
8.3 OS PORTUGUESES E A LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
Como já estudaste, os Portugueses exploraram o Mundo a partir do
século xv, com o início dos Descobrimentos. Navegaram para todos os
continentes e, entre os povos que encontraram e colonizaram, deixaram
vestígios dos seus costumes, religião, cultura e acima de tudo: a língua
portuguesa.
Sendo inicialmente colónias portuguesas, o Brasil, Angola, Moçam-
bique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste
tornaram-se, mais tarde, países independentes de Portugal, mas adotaram
o português como língua oficial.
Estes países designam-se por lusófonos e constituem a Comunidade
dos Países de Língua Portuguesa, cuja sigla é CPLP.
Em todo o Mundo, há mais de duzentos milhões de pessoas a falar
a língua portuguesa.
Oceano
Atlântico
Oceano
Pacífico
Oceano
Pacífico
Oceano
Índico
Brasil
Portugal
Cabo Verde
Timor-Leste
Moçambique
Angola
São Tomé
e Príncipe
Guiné-Bissau
N
0 2000 km
Os países constituintes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
363929 132-145 U8.indd 138 18/03/13 17:23
8
UNIDADE
139
BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
Brasil
Canadá
Estados Unidos
da América
Alemanha
África do Sul
Austrália
França
Suíça
Oceano
Atlântico
Oceano
Pacífico
Oceano
Pacífico
Oceano
Índico
N
0 2200 km
Os principais destinos da emigração portuguesa.
Migrações
Desde sempre o Homem procurou melhores condições de vida, por isso,
muitas vezes, migra, ou seja, desloca-se e passa a viver noutras terras. Essas
deslocações — migrações — podem ocorrer:
• dentro de um país, sobretudo das áreas rurais para as cidades;
• do nosso para outros países e, neste caso, designam-se por emigrações;
• de outros países para o nosso e, nesta situação, denominam-se imigrações.
Existem emigrantes portugueses por todo o Mundo. Os portugueses
que vivem e trabalham no estrangeiro procuram manter os hábitos, os cos-
tumes e as tradições do seu país.
A saída de portugueses para trabalhar no estrangeiro aumenta quando
escasseiam os postos de trabalho no nosso país.
1 Realiza uma entrevista a alguém que conheças que tenha estado emigrado ou que
tenha imigrado para Portugal. Podes seguir os seguintes passos:
a) Contacta com a pessoa que pretendes entrevistar. Por exemplo, um imigrante.
b) Antes de te reunires com o entrevistado, pensa nas perguntas que consideras
importantes. Aqui ficam algumas, mas podes acrescentar outras.
Quais foram os principais motivos que o levaram a optar pela imigração?
Porque escolheu Portugal e esta localidade específica?
Sentiu-se bem acolhido ou teve dificuldades?
Quais são as principais diferenças entre esta localidade e a de origem?
Gostaria de voltar à sua localidade de origem?
ATIVIDADE
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ATITUDES E VALORES
140 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
O respeito pelo património imaterial
Cada localidade, além dos seus vestígios materiais, como monumentos,
construções e edifícios, conta a sua história através das pessoas. As histórias
de vida, as canções, os provérbios, as adivinhas, os contos e as histórias muito
ensinam sobre a realidade de um local.
Objetivo:
Estampar uma T-shirt com elementos do património
imaterial de uma localidade.
De que vais necessitar?
Folha A4 Tesoura
Papel de transferência térmica T-shirt branca
Ferro de engomar Lápis de cor
O que vão fazer?
1. Escolhe um amigo ou familiar, mais idoso, da tua localidade, que te possa
ajudar.
2. Pede-lhe que te ensine um provérbio, uma adivinha, o refrão de uma canção
ou um conto tradicional da tua localidade. Escolhe o que mais gostas.
3. Escreve o texto que escolheste na parte inferior de uma página A4.
4. Faz uma ilustração para a tua T-shirt, na parte superior.
5. Digitaliza o teu trabalho e imprime-o em papel de transferência térmica.
6. Pede a um adulto que pré-aqueça um ferro de engomar na regulação
da temperatura mais alta e sem vapor, durante cerca de 8 minutos.
7. Recorta cuidadosamente a imagem, deixando cerca de 5 mm de espaço
em torno do desenho nos quatro lados.
8. Coloca a folha de transferência recortada sobre a T-shirt, exatamente
no local onde desejas que fique a imagem.
9. Pede a um adulto que engome o desenho na T-shirt.
10. Espera que arrefeça completamente e retira
a película de proteção.
11. Apresenta a tua T-shirt à turma, explicando o que
significa a imagem e o texto nela representados.
Descobre mais no museu virtual do Património Imaterial,
em www.memoriamedia.net.
PROJETO T-shirt cultural
Manusear materiais
em situações concretas
Lê as instruções
de utilização do papel
de transferência.
Segue rigorosamente
todas as indicações.
Não uses o ferro
de engomar quente
sem a supervisão
de um adulto.
Lembra-te sempre das
regras de segurança.
363929 132-145 U8.indd 140 18/03/13 17:23
RECORDA
8
UNIDADE
O MAIS IMPORTANTE
141
BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
ESQUEMA DE CONCEITOS
• Os aglomerados populacionais podem ser de diversos tipos: lugares, aldeias, vilas ou cidades.
• A densidade populacional é o número de habitantes por quilómetro quadrado.
• A cidade que desempenha um papel mais relevante na condução da política de um país e onde
geralmente se encontra a sede do Governo é designada por capital. A capital de Portugal é a cidade
de Lisboa.
• Portugal continental localiza-se na região sudoeste da Europa, na Península Ibérica, faz fronteira
a oeste e a sul com o oceano Atlântico, a norte e a este com Espanha.
• A região insular portuguesa é formada pelas ilhas que constituem as regiões autónomas da Madeira
e dos Açores, situadas a oeste de Portugal continental, no oceano Atlântico.
• Portugal pertence à União Europeia desde 1986.
• Os países que têm o português como língua oficial pertencem à Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa — CPLP.
• À procura de melhores condições de vida, as pessoas deslocam-se para outros locais: no próprio
país — migrações —; para outros países — emigrações.
• As pessoas de outros países que vêm para Portugal viver e trabalhar são designados por imigrantes.
representa-se através de
que representam
podem ser
Globo Planisfério Mapas Cidades Vilas Aldeias Lugares
Aglomerados populacionais
que podem ser
as pessoas constituiram
Planeta Terra
Capital
do país
Capitais
de distrito
de Portugal é
Lisboa
Países
que se organizam em
363929 132-145 U8.indd 141 18/03/13 17:24
SERÁ QUE JÁ SABES?
142 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
1 Classifica a localidade onde vives quanto ao tipo de aglomerado populacional.
2 Observa as imagens.
a) Identifica a imagem que representa uma aldeia e que representa uma cidade.
b) Descreve as principais diferenças entre estes dois tipos de aglomerados
populacionais.
A B
3 Descreve a localização de Portugal no planisfério.
4 Observa o mapa representado ao lado.
a) Identifica as capitais de distrito assinaladas
de 1 a 7.
b) Quais são os distritos de Portugal que fazem
fronteira com Espanha?
c) Como se designa a capital de distrito mais
a norte de Portugal continental?
d) Descreve a localização da capital do País
em relação ao distrito do Porto.
e) Completa as frases seguintes.
Portugal localiza-se no continente
, na Península .
Os arquipélagos dos Açores e da
encontram-se a de Portugal
continental, no oceano .
GRUPO
ORIENTAL
GRUPO
CENTRAL
GRUPO
OCIDENTAL
REGIÃO
AUTÓNOMA
DA MADEIRA
REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES
N
Oceano
Atlântico
Vila
Real
Porto
Aveiro Viseu
Guarda
Castelo
Branco
Leiria
Lisboa
Setúbal
Évora
Faro
0 63 km
0 29 km
0 29 km
2
4
5
3
6
7
1
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8
UNIDADE
143
BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços
5 Lê atentamente o excerto da notícia.
a) O que são movimentos migratórios?
b) Refere um motivo mencionado no texto que leve as pessoas a deslocar-se,
viver e trabalhar noutros países.
c) Refere alguns países onde vivem comunidades de emigrantes portugueses.
6 Pesquisa informação sobre a União Europeia e responde às questões.
a) Quais foram os países fundadores da UE e em que ano foi fundada?
b) Quais foram os países que aderiram à UE desde então?
c) Quais são as vantagens e as desvantagens de pertencer à União Europeia?
AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de:
Se ainda não consegui,
vou ver nas páginas:
TOTAL
A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos.
11-14 Tenho de continuar assim… 7-10 Não estou mal… 0-6 Tenho de estudar mais.
Assinala com a coluna que representa
o que já consegues fazer:
Reconhecer aglomerados populacionais (aldeias, vilas e cidades).
Identificar as cidades do teu distrito e localizá-las no mapa.
Localizar no mapa a capital do País.
Localizar Portugal no mapa da Europa, no planisfério e no globo.
Reconhecer a fronteira terrestre com a Espanha.
Localizar no planisfério e no globo os países lusófonos.
Fazer o levantamento de países onde tenhas familiares emigrados.
133 e 134
134 e 135
134 e 135
136
136
137
138 e 139
A B C
«[…] Portugal é há muito um país de emigrantes. Costuma dizer-se que os Portugueses
são dez milhões em Portugal e cinco milhões no estrangeiro.
Nos últimos anos, o número dos que deixam o nosso país à procura de trabalho noutras
paragens tem aumentado. Segundo o relatório da OCDE (Organização para a Cooperação
e Desenvolvimento Económico) ontem divulgado, todos os anos são 70 mil os portugueses
que partem em busca de oportunidades profissionais no estrangeiro […]. Já o Instituto
de Emprego e Formação Profissional contabilizou 150 mil portugueses emigrados em 2011.
Independentemente do número, o certo é que, no ano passado, movimentos migratórios
voltaram a aumentar na Europa, fruto da crise e do aumento do desemprego […]»
Diário Económico, 28/06/2012
(adaptado)
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Manusear objetos em situações concretas
BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos
144
Objetivo:
Construir um blogue.
O que vais fazer?
1. Pede ao teu(a) professor(a) que organize a turma
em grupos de trabalho com quatro ou cinco
elementos cada. Cada grupo escolherá um tema.
Sugestões para temas:
A. Localização e aspetos geográficos.
Mapa da localidade, do concelho e do distrito; localização da localidade
no País e no Mundo. Procurar saber quais são e o que indicam
as coordenadas GPS, por exemplo, da escola.
B. Associações e organizações desportivas.
Imagens de eventos desportivos da localidade, entrevistas, extratos
e comentários a artigos de jornais locais, etc.
C. Associações e organizações culturais.
Comentários, fotografias e/ou informações sobre exposições, feiras,
workshops, representações teatrais, espetáculos, etc.
D. Grupos ou comunidades de emigrantes e imigrantes na localidade.
Entrevistas, fotografias, histórias de vida, indicação das principais
nacionalidades imigrantes, hábitos, costumes, modos de vida, etc.
2. Realiza uma pesquisa sobre o tema que te foi atribuído.
3. Com as informações recolhidas, elabora um texto referente à tua localidade.
4. Ilustra-o com fotografias ou desenhos que podes fazer e, em seguida,
digitaliza-o.
5. O trabalho de cada grupo, com a ajuda do(a) professor(a), depois de
devidamente analisado e corrigido, poderá ser publicado no blogue criado
para este trabalho.
6. Lê com atenção
e analisa os trabalhos
de todos.
7. Visita o blogue
com os teus pais
ou familiares
e pede-lhes que
comentem os artigos.
PROJETO A nossa localidade na NET
Investigar para
saber mais
Já sei…
O que quero saber…
O que vou observar/
/medir/registar, …
Como vou apresentar
e comunicar
a informação.
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Manusear objetos em situações concretas
BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos
8
UNIDADE
145
Objetivo:
Realizar um concurso para a organização de uma visita de estudo.
O que vais fazer? (trabalha em pares)
1. Na localidade onde vives ou numa localidade
próxima, escolhe um monumento, uma instituição
ou um local que consideres interessante, para
visitar e ficar a saber mais sobre ele.
2. Com a ajuda de um adulto, efetua a deslocação
da escola ao local escolhido.
3. Ao longo do caminho, vai traçando em papel
o itinerário que fores percorrendo.
4. Não te esqueças de ir identificando pontos intermédios do itinerário.
5. Vai registando, em fotografias, aspetos que consideres importantes
(deves sempre pedir autorização para fotografar e/ou filmar).
6. Visita o local escolhido e recolhe o máximo de informação possível.
7. Tenta traçar uma planta da localidade onde vives. Representa nessa
planta o itinerário que vais seguir na visita de estudo.
8. Na Junta de Freguesia da tua localidade ou em sites como
http://www.mapav.com ou https://maps.google.pt/, poderás
encontrar o mapa da tua localidade. Imprime-o.
9. Traça no mapa o itinerário que percorreste.
10. Elabora um cartaz de apresentação da tua visita. Não te esqueças de incluir,
entre outros pontos que queiras apresentar sobre o local escolhido:
a) uma explicação dos pontos mais
interessantes do local escolhido
(inclui fotografias, desenhos, etc.);
b) o horário de funcionamento (se aplicável);
c) o mapa da localidade com o itinerário
selecionado;
d) a localização no mapa de Portugal
e no planisfério;
e) o tempo de duração da visita
(ida + visita + volta).
A turma deve realizar uma votação e eleger a visita de estudo mais interessante
e mais bem apresentada. Se possível e oportuno, a turma deverá realizar essa
mesma visita.
Esforça-te para seres o organizador de visitas de estudo vencedor!
PROJETO Concurso: A melhor visita de estudo!
Realizar um concurso para a organização de uma visita de estudo.
Investigar para
saber mais
Já sei…
O que quero saber…
O que vou observar/
/medir/registar, …
Como vou apresentar
e comunicar
a informação.
Rua das Flores
Rua da Alegria
Rua Azul
Rua
da
Felicidade
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146 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
9
UNIDADE
À DESCOBERTA DAS INTER-RELAÇÕES
ENTRE A NATUREZA E A SOCIEDADE
NESTA UNIDADE,
VAIS APRENDER A:
Reconhecer a
agricultura, a pecuária,
a silvicultura, a pesca,
a indústria, o comércio
e os serviços como
atividades económicas
importantes em Portugal.
Identificar os principais
produtos agrícolas
portugueses (uva,
azeitona, frutas,
cereais, …).
Identificar os principais
produtos da floresta
portuguesa (madeira,
resina, cortiça, …).
Identificar os principais
produtos ligados
à pecuária (produção de
carne, ovos, leite, …).
Identificar os principais
produtos da indústria
portuguesa (têxteis,
calçado, pasta de papel,
conservas, derivados
de cortiça, …).
Observa a imagem e responde às questões.
O que significa matéria-prima? E por que razão
a cortiça é uma matéria-prima versátil?
Que indústrias conheces?
Que tipos de atividades económicas existem?
A cortiça é um produto
muito importante para
o nosso país!
É verdade!
É uma matéria-prima
muito versátil!
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147
BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
9.1 AS PRINCIPAIS ATIVIDADES PRODUTIVAS NACIONAIS
As primeiras atividades praticadas pelo Homem relacionavam-se
com a alimentação: a caça, a pesca, a agricultura e a pecuária são as ati-
vidades humanas mais antigas de que há registo.
No entanto, à medida que o tempo foi passando, o Homem foi diver-
sificando as suas atividades, desenvolvendo a arte, o comércio, a produção
industrial, os serviços, etc., que podem ser organizadas em três grupos ou
setores: o setor primário, o setor secundário e o setor terciário.
1 Qual é a principal atividade económica da tua localidade?
a) Em que setor (primário, secundário ou terciário) se inclui?
ATIVIDADE
SETORES DE ATIVIDADE ECONÓMICA
Setor primário Setor secundário Setor terciário
Atividades extrativas Atividades transformadoras Comércio e serviços
Atividades de exploração
direta da Natureza, de
produtos de origem vegetal,
animal ou mineral, que se
destinam à produção de
alimentos e à sua utilização
como matérias-primas.
Fabrico de produtos
a partir da transformação
de matérias-primas.
Atividades de compra
e venda de produtos
e atividades que prestam
serviços a terceiros.
• Agricultura
• Pecuária
• Silvicultura
• Extração mineira
• Apicultura
• Pesca
• Aquacultura
(…)
• Construção e obras públicas
• Indústria alimentar
• Indústria artesanal
• Indústria têxtil
• Indústria de mobiliário
• Indústria metalúrgica
(…)
• Comércio
• Saúde
• Turismo
• Educação
• Transportes e comunicações
• Cultura
• Atividade bancária
• Administração pública
(…)
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148 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
9.2 O SETOR PRIMÁRIO
A agricultura
A agricultura é o cultivo da terra para obter essen-
cialmente alimentos, mas também outros produtos para
a alimentação animal e para a indústria.
Portugal apresenta, ao longo do seu território, solos,
relevo e um clima muito variado, o que, juntamente com
as quantidades de água disponíveis, leva a que em cada
região do País se cultivem os produtos que melhor se
adaptam às condições existentes.
PRODUTOS AGRÍCOLAS PORTUGUESES
Trigo Arroz Milho
Centeio Batata Legumes
Azeitona Uva Fruta
Bragança
Vila Real
Viseu
Coimbra
Castelo
Branco
Santarém
Lisboa
Portalegre
Évora
Beja
Faro
Funchal
Ponta
Delgada
Guarda
Viana
do Castelo Braga
Porto
Aveiro
Leiria
Setúbal
Trigo
Arroz
Milho
Centeio
Batata
Legumes
Olival
Vinha
Fruta
0 60 km
0 30 km 0 20 km
Madeira
Açores
N
Produções agrícolas em Portugal.
1 Observa o mapa e refere os produtos mais cultivados na tua região.
ATIVIDADE
Como membro da União Europeia, Portugal segue
uma política agrícola comum, que define quantidades
máximas de produção para cada produto e estabelece regras
de transporte e de armazenamento, entre outras normas.
Ameaças à agricultura
A falta de água resultante dos largos períodos de
seca e temperaturas elevadas ou o mau tempo inesperado
são algumas das situações que os agricultores podem ter
de enfrentar e que podem provocar enormes prejuízos.
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U
NIDADE
149
BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
Bragança
Vila Real
Viseu
Coimbra Castelo
Branco
Santarém
Lisboa
Portalegre
Évora
Beja
Faro
Guarda
Viana
do Castelo
Braga
Porto
Aveiro
Leiria
Setúbal
Funchal
Ponta
Delgada
Azinheira
Sobreiro
Eucalipto
Pinheiro-bravo
Pinheiro-manso
Carvalho 0 60 km
0 30 km
0 20 km
Oceano
Atlântico
Madeira
Açores
N
Distribuição das espécies
florestais em Portugal continental.
A silvicultura
A silvicultura é a atividade que consiste na plan-
tação e na exploração de florestas, com fins comerciais.
A madeira, a cortiça, a resina e os frutos silvestres
são algumas das matérias-primas obtidas a partir da
exploração florestal. Portugal é um país com vastas zonas
de floresta que permitem uma exploração rendível.
No quadro seguinte apresentam-se exemplos de
espécies florestais, de matérias-primas que estas forne-
cem e de produtos resultantes da sua transformação.
Ameaças à floresta
Para tentar impedir que as florestas sejam destruídas,
foram criadas as áreas protegidas, reguladas por regras
rígidas que limitam o derrube de árvores e a caça, bem
como a construção de habitações ou de qualquer outra
edificação.
O Parque Nacional da Peneda-Gerês e os parques
naturais da Arrábida, da serra da Estrela, da Malcata e
de Montesinho são alguns exemplos de áreas protegidas.
Árvore Matéria-prima Produtos resultantes
Carvalho Madeira Mobiliário
Eucalipto Madeira Pasta de papel
Pinheiro Resina
Madeira
Pinhões
Cola, tintas, aguarrás
Mobiliário
Alimentação
Sobreiro Cortiça Rolhas, revestimentos,
boias, malas, roupas, etc.
1 Observa o mapa presente nesta página e identifica as espécies mais comuns no
litoral norte e no litoral sul.
ATIVIDADE
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150 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
A pecuária
A pecuária é a atividade de criação e reprodução de
animais com vista ao consumo humano.
Em algumas regiões do País, como é o caso do distrito
de Santarém e do arquipélago dos Açores, esta atividade
económica representa um papel bastante importante.
Em Portugal, cria-se gado bovino (bois e vacas) ovino
(ovelhas), gado caprino (cabras), gado suíno (porcos), gado
cavalar(cavalos)eavesdecapoeira(galinhas,perusepatos).
Tradicionalmente, a criação de animais era feita
apenas em explorações pequenas onde toda a família tra-
balhava. Atualmente, também existem explorações onde
se cria um grande número de animais (aviários, suinicul-
turas, vacarias, …).
As ameaças para o ambiente
Os desperdícios resultantes da atividade dessas explo-
rações, se despejados diretamente na Natureza, provo-
cam a poluição da água e do solo, pelo que é necessário
que as mesmas tomem medidas para prevenir e minimi-
zar esses efeitos.
1 Observa o mapa e identifica as espécies mais criadas em Portugal.
ATIVIDADE
Bragança
Vila Real
Viseu
Coimbra
Castelo
Branco
Santarém
Lisboa
Portalegre
Évora
Beja
Faro
Guarda
Viana
do Castelo
Braga
Porto
Aveiro
Leiria
Setúbal
Funchal
Ponta
Delgada
Suíno
Caprino
Bovino
Cavalar
Ovino
Aves de capoeira
0 60 km
Madeira
Açores
N
0 30 km
0 20 km
Criação de espécies animais
em Portugal.
9.2 O SETOR PRIMÁRIO
PRODUÇÃO ANIMAL
Gado bovino Gado ovino Gado caprino Gado suíno Aves de capoeira
Produtos
obtidos
Carne, leite,
laticínios,
curtumes
Carne, leite,
laticínios, lã,
curtumes
Carne, leite,
laticínios,
curtumes
Carne,
enchidos,
curtumes
Carne, ovos
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NIDADE
1 Faz uma pesquisa sobre as espécies mais capturadas em três portos de pesca
portugueses.
ATIVIDADE
151
BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
0 60 km
0 30 km
0 20 km
Oceano
Atlântico
Madeira
Açores
Cascais
Olhão
Tavira
Sesimbra
Peniche
Nazaré
Póvoa de Varzim
Figueira da Foz
Lagos
Vila Nova
Praia da Graciosa
Velas
Madalena
Praia da Vitória
S.ta
Cruz
das Flores
S.ta
Cruz
do Faial
Portimão
Viana
do Castelo
Matosinhos (Leixões)
Aveiro
Setúbal
Sines
Funchal
Porto Santo
Ponta
Delgada
Vila
do Porto
Vila Real
de Santo António
N
Principais portos de pesca
portuguesa.
A pesca
A pesca é a atividade económica em que se realiza
a extração dos produtos dos meios aquáticos. Estes pro-
dutos podem ser peixe, bivalves ou outros moluscos.
A pesca tornou-se fonte de alimento e matéria-
-prima para as indústrias de farinha de peixe e de
conservas e, ao longo do tempo, promoveu também
o desenvolvimento do comércio, da cordoaria, da
construção naval, da extração de sal, da apanha do
sargaço, …
Pesca. Indústria de conservas de atum.
As ameaças para o ambiente
Uma pesca excessiva, não seletiva, e a captura de
animais muito jovens, que ainda não se reproduziram,
põem em perigo a sobrevivência de muitas espécies.
A poluição gerada pelas embarcações é outra
ameaça para as várias espécies aquáticas.
PRODUTOS OBTIDOS NA PESCA
Pesca marítima Pesca fluvial
Sardinha, pescada, carapau,
bacalhau, polvo, atum,
peixe-espada, mariscos, …
Truta, sável, enguia,
salmão, lampreia, achigã,
barbo, …
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152 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
9.3 O SETOR SECUNDÁRIO
A indústria
A indústria desenvolveu processos de transformação
de matérias-primas em produtos elaborados, prontos
para o consumo. A indústria desenvolve-se em fábricas,
utiliza máquinas que necessitam de energia e de mão de
obra para funcionarem.
As matérias-primas da indústria são os produtos
que se obtêm da Natureza ou que resultam da sua trans-
formação.
Depois de o produto estar acabado, é necessário
fazê-lo chegar aos locais de venda. Para isso, são neces-
sários os meios de transporte (barcos, comboios, camiões,
aviões) e as vias de comunicação (portos, caminhos de
ferro, autoestradas e aeroportos).
Guimarães
Felgueiras
Santo Tirso
S. João da Madeira
Santa Maria
da Feira
Coimbra
Lisboa
Alhandra
Alcobaça
Cabo Mondego
Portalegre
Faro
Loulé
Covilhã
Vila Velha
de Ródão
Famalicão
Matosinhos
Setúbal
Celulose
Têxtil
Corticeira
Alimentar
Calçado
Cimento
Indústria:
0 60 km
0 30 km 0 20 km
Oceano
Atlântico
Madeira
Açores
N
Alguns dos produtos
das indústrias nacionais.
Distribuição de algumas
indústrias nacionais.
Cortiça Rolha
Madeira Papel
Lã Cachecol
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9
U
NIDADE
1 Quais são as principais indústrias existentes na tua localidade?
2 Escolhe uma atividade industrial, pesquisa e responde às questões.
a) Refere uma localização dessa indústria.
b) Quais são as matérias-primas usadas nessa indústria? Identifica a sua origem
e os meios de transporte utilizados.
c) Quais são as fontes de energia utilizadas?
d) Utiliza mão de obra? Como é a maquinaria utilizada?
e) Quais são os produtos finais? Identifica o destino dos produtos acabados
e os meios de transporte utilizados na sua distribuição.
f) Consideras que é uma indústria poluidora? Se sim, menciona o tipo de poluição
gerada (atmosférica, aquática, sonora, etc.).
ATIVIDADES
153
BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
Exemplo de processo industrial: produção de papel.
As ameaças para o ambiente
As atividades industriais têm, no geral, efeitos prejudiciais para a
Natureza. A libertação de gases e partículas para a atmosfera, a produção
de ruído ou a acumulação de resíduos no solo e na água são bastante pre-
judiciais para o ambiente.
1. Chegada
da matéria-prima.
2. Os troncos são
descascados
e cortados.
3. A madeira
é sujeita a altas
temperaturas
e misturada
com produtos
químicos.
4. Retira-se
o excesso
de água
do papel.
5. Retiram-se as impurezas
da pasta de papel.
6. Adicionam-se
produtos químicos
que preparam o papel
para a sua utilização.
7. A mistura é prensada e
seca em rolos aquecidos.
8. O produto
final é
distribuído
pelos pontos
de venda.
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1 Apresenta as diferenças entre importação e exportação.
2 Explica o que entendes por balança comercial de um país.
ATIVIDADES
154 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
9.4 O SETOR TERCIÁRIO
É nas grandes cidades e vilas que existe uma maior concentração
da atividade comercial. Os principais locais de comércio são: hipermercados;
centros comerciais; lojas de comércio tradicional; feiras; vendas ambulantes
e quiosques; …
A Internet tem vindo a ganhar importância enquanto meio de comércio.
O comércio
O comércio é a atividade que se baseia na compra
e venda de produtos.
Quando as trocas comerciais acontecem entre
localidades de um país, chamam-se comércio interno.
Seocorrerementrepaíses,chamam-secomércioexterno.
Chama-se exportação às vendas de produtos ou
serviços nacionais a países estrangeiros.
À compra de produtos ou serviços de outros paí-
ses, chamamos importação.
A balança comercial de um país é a diferença
entre as exportações e as importações.
COMÉRCIO EXTERNO
Importações Exportações
Produtos Países de origem Produtos Países de destino
Petróleo Arábia Saudita, Emirados
Árabes Unidos e Iraque
Equipamentos
tecnológicos
Alemanha, Espanha,
França e Angola
Gás natural Argélia e Nigéria Automóveis Alemanha, Espanha,
França e Reino Unido
Equipamentos
tecnológicos
Espanha, Alemanha
e França
Calçado, têxteis
e vestuário
Espanha, França,
Alemanha e Itália
Automóveis Espanha, Alemanha
e França
Madeira, cortiça
e pasta de papel
Espanha, França,
Alemanha e Reino Unido
EDUCAÇÃO
Se consumirmos
produtos de origem
local e nacional,
estamos a proteger
a nossa economia
e, simultaneamente,
o ambiente, pois o
transporte é, em grande
parte, eliminado.
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9
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NIDADE
1 Procura saber quais são os serviços que existem na localidade onde vives
e organiza-os em grupos: transportes; segurança; educação; administrativos; …
2 Procura saber quais são os locais de interesse turístico que existem na localidade
onde vives e elabora um roteiro turístico.
ATIVIDADES
155
BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
O turismo
O clima ameno, a imensa costa e as belas praias,
a beleza natural, os monumentos históricos, a boa e
variada gastronomia atraem turistas de vários países
para visitarem o nosso país.
O turismo é uma atividade muito importante na
economia portuguesa, pois contribui muito para o
desenvolvimento do País e dá origem a muitos postos de
trabalho em hotéis, restaurantes, agências de viagens, …
Os serviços
Na tua escola, os professores ou auxiliares de educação desempenham
uma atividade do setor terciário: prestam serviços.
Pertencem ao setor dos serviços os profissionais da educação, da saúde,
financeiros e administrativos, de segurança, do turismo e dos transportes.
Estes serviços são de importância vital para o bom funcionamento
da sociedade.
Portugal é um país procurado
por muitos turistas.
Exemplos de profissionais de vários de serviços: proteção civil, segurança, ensino e saúde.
Exemplos de profissionais de vários de serviços: proteção civil, segurança, ensino e saúde.
Exemplos de profissionais de vários de serviços: proteção civil, segurança, ensino e saúde.
Exemplos de profissionais de vários de serviços: proteção civil, segurança, ensino e saúde.
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ATITUDES E VALORES
156 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
PROJETO Feira escolar de atividades económicas da localidade
Uma feira de atividades económicas tem como objetivo promover e divulgar
as atividades existentes em cada localidade.
Objetivo:
Divulgar as atividades económicas da localidade.
Preparação do trabalho:
Os três setores económicos devem ser distribuídos
pela turma. Cada setor deve ter o número de grupos
adequado à sua relevância na localidade.
O que vais fazer?
1. Realiza uma pesquisa sobre a empresa que
o teu grupo irá representar e recolhe a seguinte
informação:
a) Nome, localização e logótipo.
b) Tipo de empresa (exploração agropecuária, indústria, serviço, …).
c) Finalidade da ação da empresa (produzir, extrair, transformar,
transportar, comercializar algum bem ou produto, prestar algum
serviço, …).
d) Principais matérias-primas que utiliza (se aplicável).
e) Problemas que causa ao ambiente (se aplicável) e que medidas foram
já tomadas para minimizar ou prevenir os problemas.
f) Número de trabalhadores que emprega.
2. Solicita à empresa de que és representante brochuras, calendários,
ou outros materiais publicitários que possam fornecer (caso não tenham,
pode ser o teu grupo a construí-los).
3. Se possível, recolhe exemplos dos produtos ou imagens dos serviços
prestados.
4. Elabora um cartaz de divulgação da atividade desenvolvida pela tua
empresa.
5. Monta o teu stand e, em conjunto com toda a turma, organiza a Feira
Escolar de Atividades Económicas.
6. Convida colegas de outras turmas e visita os outros stands da feira.
7. Diverte-te a aprender mais sobre a tua localidade.
Trabalhamos em
conjunto para aprender
Sugiro e ouço…
Negoceio
— A informação
a apresentar…
— Como apresentar
a informação…
— A distribuição
de tarefas…
O empreendedorismo
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RECORDA
UNIDADE
O MAIS IMPORTANTE
157
BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
ESQUEMA DE CONCEITOS
• As atividades económicas estão organizadas em três grupos: o setor primário (sobretudo agricultura,
silvicultura, pesca), o setor secundário (indústria) e o setor terciário (comércio e serviços).
• Os principais produtos agrícolas portugueses são a uva para a produção de vinho, a azeitona
e os cereais.
• A madeira, a cortiça, a resina e os frutos silvestres são alguns dos produtos obtidos através
da silvicultura.
• A pecuária fornece vários produtos importantes para o Homem, como lãs e peles, produtos
variados para a alimentação, mas também importantes matérias-primas.
• A pesca tornou-se uma importante fonte de alimento e de matérias-primas.
• Através da indústria, é possível obter produtos transformados a partir de matérias-primas.
• A atividade comercial é uma atividade económica na qual se trocam bens ou serviços por valores
monetários. O comércio pode ser interno ou externo.
• A exportação é a venda de produtos ou serviços ao estrangeiro. A importação é a compra
de um produto ou serviço ao estrangeiro.
• A balança comercial é a diferença comercial entre as importações e as exportações de um país.
• Os serviços são atividades que não fornecem nem transformam produtos, mas que permitem
o funcionamento da sociedade.
como como a
principalmente
em locais como podem ser
engloba atividades engloba atividades
organizam-se em
engloba atividades de
extrativas transformadoras
comércio serviços
Setor primário Setor secundário Setor terciário
• Agricultura
• Pecuária
• Silvicultura
• Pesca
• Extração
mineira • Alimentar
• Corticeira
• Calçado
• Celulose
• Têxtil
• Construção
civil
• Lojas
• Mercados
• Feiras
• Vendas
ambulantes
• Centros
comerciais
• Internet
• De saúde
• De segurança
• De educação
• De transporte
• De turismo
• Financeiros e
administrativos
(…)
Indústria
Atividades económicas
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SERÁ QUE JÁ SABES?
158 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
1 Observa as imagens e identifica as atividades económicas representadas em cada uma.
A B C D
a) A que setor da economia pertencem estas atividades?
b) Quais são os outros setores de atividades que conheces? Caracteriza-os.
2 Observa o mapa da página 148 e indica quais são, atualmente, os principais
produtos agrícolas por região.
3 Observa o gráfico, que apresenta a produção dos principais produtos obtidos pela
atividade agrícola (em toneladas) em cada região de Portugal, no ano de 2010.
a) Qual é a região do País
onde se produz a maior
quantidade de cereais?
b) Qual é a região do País
onde se produz maior
quantidade de uva para
a produção de vinho?
c) Das culturas
representadas,
quais são as mais
significativas na região
Centro e na região
do Algarve?
4 Lê atentamente a notícia.
a) O que aconteceu
aos produtos que
os agricultores
se preparavam
para colher?
Granizo voltou a fazer estragos…
«[…] Depois da tempestade de granizo que na passada quarta-feira
destruiu vários hectares de vinhas no concelho de Sabrosa, esta noite
uma intempérie semelhante abateu-se sobre Valadares, no concelho
de Baião.
O granizo, que caiu durante pouco mais de meia hora, atingiu dezenas
de hectares de vinhas, hortas e pomares, destruindo o trabalho de quase
um ano dos agricultores, que se preparavam para iniciar as colheitas.
Pouco se poderá aproveitar, disseram alguns dos afetados […]»
Jornal A Bola,
27/7/2012
(Fonte: INE)
Cereais Batata Fruta
fresca
Citrinos Vinha Olival
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159
BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
5 Pesquisa a informação necessária e completa o quadro seguinte.
AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de:
Se ainda não consegui,
vou ver nas páginas:
TOTAL
A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos.
8-10 Tenho de continuar assim… 5-7 Não estou mal… 0-4 Tenho de estudar mais.
Assinala com a coluna que representa
o que já consegues fazer:
Reconhecer a agricultura, a pecuária, a silvicultura, a pesca, a indústria,
o comércio e os serviços como atividades económicas importantes
em Portugal.
Identificar os principais produtos agrícolas portugueses.
Identificar os principais produtos da floresta portuguesa.
Identificar os principais produtos ligados à pecuária.
Identificar os principais produtos da indústria portuguesa.
147 a 154
148
149
150
152
A B C
Tipo
de indústria
Produtos
finais
Principal
matéria-prima
Atividade económica produtora
das matérias-primas
Laticínios Leite Pecuária
Papel, cartão,
cartolina
Pinheiro, eucalipto
ou abeto
Conservas
Roupas,
tecidos
Linho, algodão
6 Relativamente à localidade onde vives, responde às questões seguintes.
a) Existem zonas piscatórias? Se sim, quais são as principais espécies
de pescado?
b) Existem explorações pecuárias? Se sim, qual é o tipo de gado que criam?
c) Quais são as principais indústrias existentes? O que produzem?
d) Escreve o nome de três serviços públicos existentes.
e) A localidade onde vives costuma receber turistas? Refere os motivos
de interesse dos turistas.
7 Observa os produtos agrícolas que fazem frequentemente parte da tua alimentação.
a) Seleciona cinco produtos agrícolas.
b) Pesquisa o local/país de origem dos produtos selecionados.
c) Algum desses produtos foi importado? Justifica a tua resposta.
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Realizar experiências com a eletricidade
BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos
160
Para que acenda, a lâmpada terá que ser percorrida por uma corrente elétrica.
A corrente elétrica é o movimento ordenado de cargas elétricas (negativas).
Mas, para que a lâmpada seja percorrida pela corrente elétrica é necessário
que esteja ligada, por exemplo, a uma pilha através de fios elétricos, formando
um percurso fechado por onde as cargas elétricas circulam continuamente.
Ao conjunto formado pela pilha, pelos fios elétricos e pela lâmpada, ligados
entre si de modo a que passe a corrente elétrica, chama-se
De que vais necessitar?
Lâmpadas pequenas
Suportes para lâmpadas pequenas
Fios de ligação com crocodilos
Pilhas (sugere-se o uso de pilhas de 1,5 a 4,5 V)
O que vais fazer?
1. Observa cuidadosamente os materiais disponíveis
e identifica os terminais das lâmpadas e os polos
das pilhas.
2. Realiza montagens de modo a tentar acender
a lâmpada.
3. Elabora uma tabela com duas colunas e representa
os esquemas dos circuitos que montares. Indica,
em cada caso, os materiais utilizados.
Antes de começares… pensa e responde à questão.
Será que consegues acender a lâmpada em todas
as montagens efetuadas?
Executa e responde no teu caderno.
1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que aconteceu?
2. Responde à questão-problema desta atividade.
INVESTIGO O que será necessário
para acender uma lâmpada?
Circuitos elétricos
Sabes o que acontece quando carregas num interruptor e se acende uma
lâmpada? Ou quando ligas um equipamento elétrico?
Fechas um circuito elétrico. Vamos investigar para perceber o que acontece.
ATENÇÃO
Nas tuas investigações,
nunca deves ligar
aparelhos ou fios
a tomadas.
As situações em
estudo devem ser
realizadas usando
sempre baterias
ou pilhas de baixa
diferença de potencial
elétrico (1,5 V a 4,5 V).
Não deves fazer cortes
ou golpes nas pilhas,
uma vez que o seu
conteúdo pode ser
corrosivo e venenoso.
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Realizar experiências com a eletricidade
BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos
9
U
NIDADE
161
De que vais necessitar?
Lâmpada pequena e respetivo suporte Folha de alumínio
4 fios de ligação com crocodilos e pilhas Régua escolar
Chave de fendas pequena Pedaço de mangueira
Clipe metálico Vareta de vidro
Moeda Rolha de cortiça
Prego de aço Cartão
Prego de ferro Tecido
Colher Limão
O que vais fazer?
1. Dos materiais disponíveis, escolhe quatro materiais.
2. Prepara uma montagem semelhante à da imagem.
3. Intercala cada um dos materiais como mostra
a imagem e verifica o que acontece à lâmpada.
4. Observa e regista os teus resultados.
Antes de começares… pensa e responde às questões.
O que aconteceu? Porquê?
Executa e responde no teu caderno.
1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que
aconteceu?
2. Responde à questão-problema desta atividade.
3. De todos os materiais que ensaiaste, quais são as semelhanças entre
os que apresentaram o mesmo comportamento? E as diferenças?
INVESTIGO
Qual será o melhor material
para os fios condutores
do meu projeto?
Alguns materiais são considerados não condutores
ou isoladores, porque não se deixam atravessar pela
corrente elétrica. Outros, porque permitem a passagem
da corrente elétrica, designam-se por condutores.
Quais serão os materiais que permitem
a passagem da corrente elétrica?
Materiais condutores e não condutores
Os materiais têm comportamentos diferentes relati-
vamente à corrente elétrica. Vamos testar alguns mate-
riais, para os podermos classificar!
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162 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
Observa a imagem e responde às questões seguintes.
Sabes o que é uma área protegida?
Por que razão são necessárias?
Será que as nossas atitudes podem influenciar o meio
que nos rodeia?
Durante quanto tempo os efeitos dessas atitudes
se manterão?
O que significa poluição? Que tipos de poluição conheces?
A QUALIDADE
DO AMBIENTE
10
UNIDADE
NESTA UNIDADE,
VAIS APRENDER A:
Identificar e observar
alguns fatores que
contribuem para
a degradação do meio
próximo.
Identificar e participar
em formas de proteção
do ambiente.
Reconhecer os efeitos
da poluição atmosférica.
Reconhecer
a importância das
florestas para
a qualidade do ar.
Reconhecer algumas
formas de poluição
dos cursos de água
e dos oceanos.
Reconhecer algumas
formas de poluição
sonora e os seus
efeitos.
Identificar alguns
desequilíbrios
ambientais provocados
pelo Homem.
Reconhecer
a importância das
áreas protegidas para
a preservação do
equilíbrio ambiental.
Estamos
da Esperança,
na ilha de São
Jorge.
Acho que é uma
área protegida.
Que paisagem
tão bonita!
Que lugar
é este?
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1 O que entendes por poluição?
ATIVIDADE
163
BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
10.1 OS DESEQUILÍBRIOS DO AMBIENTE
Na Natureza todos os constituintes
se relacionam.
Fontes de poluição.
Nas grandes cidades, há muita poluição.
Da Natureza fazem parte os seres vivos,
o solo, a água e o ar.
Estes componentes, que integram a Natureza,
interagem entre si; portanto, qualquer alteração
num deles provoca alterações em todos os outros.
É por isso que todos nós, com os nossos
atos, podemos contribuir para a preservação do
ambiente ou, pelo contrário, se não o respeitar-
mos, podemos contribuir para a sua degradação.
A poluição
A poluição é um dos principais problemas
da atualidade.
As origens da poluição
A poluição tem origens diversas:
• aumento de população;
• tráfego motorizado;
• concentração de construções excessiva;
• atividades industriais e agrícolas;
• acumulação de resíduos domésticos, …
Existem vários tipos de poluição:
• poluição do ar;
• poluição da água;
• poluição sonora;
• poluição do solo;
• a destruição de recursos naturais é tam-
bém considerada poluição.
A poluição é a alteração da Natureza pelo
Homem, causando desequilíbrios ambientais.
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164 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
10.1 OS DESEQUILÍBRIOS DO AMBIENTE
A poluição do ar
O ser humano é o principal responsável pela poluição atmosférica, ou
seja, pela poluição do ar. Esta poluição pode ser causada por vários fatores.
As consequências da poluição do ar
As doenças respiratórias
A poluição atmosférica pode causar doenças
respiratórias, como asma, bronquite e alergias.
A destruição da camada de ozono
Na atmosfera, a uma altitude entre os 25 km e
os 30 km, existe um gás, o ozono, que forma a camada
de ozono e impede que as radiações solares prejudi-
ciais à vida na Terra (a radiação ultravioleta) atin-
jam a superfície terrestre.
A destruição desta camada possibilita a passa-
gem da radiação ultravioleta.
A radiação ultravioleta em excesso é responsável
por queimaduras e doenças, como o cancro de pele,
e pode destruir organismos microscópicos e algumas
espécies animais e plantas, provocando desequilí-
brios na Natureza.
FONTES DE POLUIÇÃO DO AR
Indústria
Transportes
motorizados
Incêndios CFC
As fábricas libertam
grandes quantidades
de gases poluentes
para a atmosfera.
Os transportes com
motores a gasóleo
ou a gasolina emitem
gases poluentes para
a atmosfera.
Os incêndios
libertam gases
poluentes e destroem
as plantas que
asseguram uma boa
qualidade do ar.
Os CFC são gases
existentes em sprays
que destroem
a camada de ozono
na atmosfera.
As doenças respiratórias podem ser
provocadas ou agravadas pela má
qualidade do ar.
«Buraco» da camada do ozono:
nas regiões do globo a azul mais
escuro a camada de ozono é mais
fina do que nas restantes zonas.
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10
UNIDADE
165
BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
As chuvas ácidas
Nas zonas mais indus-
trializadas e com maior trá-
fego motorizado, alguns dos
gases libertados para a atmos-
fera dissolvem-se na água das
chuvas, tornando-as ácidas.
Estas chuvas ácidas não
só provocam a destruição dos
seres vivos, como contami-
nam os terrenos e as águas e
podem provocar a deteriora-
ção das fachadas dos monu-
mentos e outros edifícios.
O aumento do efeito de estufa
A atmosfera também protege a Terra de grandes oscilações de tempera-
tura — absorve parte da energia emitida pela superfície terrestre, impedindo
a sua libertação para o espaço. Esta função chama-se efeito de estufa e é essen-
cial para que as temperaturas na Terra sejam adequadas à existência de vida.
Com o aumento dos gases poluentes na atmosfera, há um aumento
do efeito de estufa, o que provoca o aumento da temperatura média no
nosso planeta levando ao que se denomina aquecimento global.
Efeito de estufa natural (A) e aumento do efeito de estufa devido à poluição (B).
Este aumento da temperatura provoca alterações climáticas, que
influenciam todos os seres vivos e o ambiente: o gelo das zonas polares
funde, o que faz aumentar o nível das águas do mar, que inundam as regiões
do litoral, e podem ainda provocar fenómenos meteorológicos extremos,
como tempestades, furacões, etc.
A origem das chuvas ácidas.
A B
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1 Quais são os tipos de poluição que conheces?
2 Refere duas fontes de poluição do ar e da água.
ATIVIDADES
166 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
10.1 OS DESEQUILÍBRIOS DO AMBIENTE
A poluição das águas
A água é um recurso essencial para a sobrevivência
de todos os seres vivos, mas, por vezes, a ação do Homem
provoca a poluição de rios e ribeiras, lagos e mares.
Os poluentes que são lançados à água põem em perigo
a vida das espécies animais, incluindo o Homem, e das
plantas.
ORIGEM DE POLUIÇÃO DA ÁGUA
Doméstica Industrial Agrícola Petrolífera
Os esgotos (águas
residuais) não
tratados lançados
nos mares e rios.
Os resíduos tóxicos
que as fábricas
lançam para
os cursos de água,
lagos e mares.
Os fertilizantes
e pesticidas que
são utilizados na
agricultura podem
ser arrastados
através das chuvas
para rios e mares.
O petróleo
derramado pelos
navios polui
os mares e provoca
a morte de muitos
seres vivos.
Água poluída de um rio.
A água é fundamental para todos os seres vivos.
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10
UNIDADE
1 Refere as principais fontes de poluição do solo.
2 Quais são os efeitos da poluição sonora?
ATIVIDADES
167
BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
A poluição do solo
Os principais causadores da poluição do solo são os adubos e os pes-
ticidas, usados na agricultura.
Um dos principais problemas das grandes cidades é o tratamento dos
resíduos sólidos (lixo). Estes aumentam com o crescimento da população
e com o aumento do consumo. Cada vez é maior a quantidade de embala-
gens que usamos no dia a dia e que se transformam em lixo. Estes resíduos,
se não forem bem acondicionados e tratados, podem causar poluição.
A poluição sonora
Um dos grandes problemas ambientais em todo o Mundo, principal-
mente nas cidades, é o ruído. As indústrias, o trânsito e as obras de cons-
trução contribuem para a poluição sonora.
A poluição sonora tem efeitos prejudiciais à saúde, como, por exem-
plo, a redução da capacidade auditiva, a perturbação do sono, a descon-
centração e várias doenças (hipertensão, stress, …).
Extinção de espécies animais e vegetais
Devido às suas atividades, que causam a poluição, provocam a desflo-
restação ou ocupação das áreas naturais e levam à introdução de espécies
exóticas, o Homem altera as condições de vida de muitos seres vivos, pois
provoca a destruição de habitats (locais onde cada espécie pode sobreviver),
dificulta a obtenção de alimento e a reprodução das espécies e causa a extin-
ção de espécies (desaparecimento total de representantes da espécie), etc.
Nos aterros sanitários, os resíduos são
depositados de forma controlada.
O lince-ibérico é uma espécie ameaçada
de extinção.
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168 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
10.1 OS DESEQUILÍBRIOS DO AMBIENTE
O ser humano, ao fazer uma má utilização dos recursos naturais, pode
provocar um desequilíbrio ambiental, ou seja, provoca danos na Natureza.
O Sol é um recurso natural.
O vento é um recurso natural.
As rochas são um recurso natural.
Um recurso natural é tudo aquilo que o ser humano retira da Natureza
para utilizar na realização das suas atividades.
A água é um recurso natural. A floresta é um recurso natural. Os animais são um recurso natural.
A extração de recursos
O Homem aproveita substâncias que retira da Natureza para utili-
zar, por exemplo, na alimentação, na deslocação e no vestuário. Esses
produtos são os recursos naturais. A água, as rochas, os minerais, os seres
vivos, os combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) e as fontes
de energias renováveis (vento, sol, marés, ondas, …) são exemplos de
recursos naturais.
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10
UNIDADE
169
BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
Parque Nacional
1. Peneda-Gerês
Parques Naturais
2. Montesinho
3. Douro Internacional
4. Alvão
5. Serra da Estrela
6. Serras de Aire e Candeeiros
7. Serra de São Mamede
8. Sintra-Cascais
9. Arrábida
10. Sudoeste Alentejano e Costa
Vicentina
11. Vale do Guadiana
12. Tejo Internacional
13. Ria Formosa
Reservas Naturais
14. Dunas de São Jacinto
15. Paul de Arzila
16. Serra da Malcata
17. Berlengas
18. Paul do Boquilobo
19. Estuário do Tejo
20. Estuário do Sado
21. Sapal de Castro Marim
e Vila Real de Santo António
22. Lagoas de Santo André e de Sancha
Paisagens Protegidas
23. Litoral de Esposende
24. Serra do Açor
25. Arriba Fóssil da Costa de Caparica
10.2 A PRESERVAÇÃO DO AMBIENTE
Floresta parcialmente
destruída pelo abate
de árvores.
Berlenga
Berlenga
1
2
3
5
16
14
23
4
15
7
24
12
17
6
18
8
11
19
20
25
9
22
10
13
21
Áreas protegidas de Portugal.
A importância das florestas
As plantas fixam o dióxido de carbono da atmosfera e libertam oxigénio
para a atmosfera. Esta função é essencial para a purificação do ar e para grande
parte dos seres vivos. Por estas razões, as florestas têm de ser protegidas.
As áreas protegidas
Para conservar o equilíbrio entre a sociedade e a Natu-
reza, criaram-se as áreas protegidas, como, por exemplo:
• Parques Naturais — áreas naturais, seminaturais e
humanizadas, onde se pretende a preservação da
biodiversidade a longo prazo;
• Reservas Naturais — áreas destinadas à proteção dos
valores naturais existentes e que não se encontrem
habitadas de forma permanente ou significativa.
• Paisagens protegidas — área resultantes da interação
harmoniosa entre o ser humano e a Natureza que visam
a proteção dos valores naturais e culturais existentes.
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170 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
Devemos separar sempre os resíduos domésticos. Os materiais recicláveis devem ser depositados
nos contentores próprios do ecoponto: azul — papel e cartão; amarelo — plástico, metal
e cartão de bebidas; verde — vidro; vermelho — pilhas.
A compostagem
Os resíduos orgânicos são formados por restos de comida ou de plantas.
Estes resíduos podem ser aproveitados para obter, em estações de com-
postagem, adubos para a agricultura.
A nível doméstico, também é possível utilizar alguns restos orgânicos
para a horta ou para o jardim, utilizando um compostor.
A reciclagem
A reciclagem é o reaproveitamento de materiais
de que são feitos alguns objetos, como forma de redu-
zir a quantidade de resíduos produzidos e de preser-
var os recursos naturais.
Os materiais recicláveis são, por exemplo, o papel,
o vidro, o plástico e o metal — resíduos inorgânicos.
EDUCAÇÃO
OS TRÊS «R»:
• Reduzir a quantidade
de resíduos;
• Reutilizar materiais;
• Reciclar materiais.
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Podemos colocar no compostor:
• restos de frutas e vegetais crus;
• arroz e massa cozinhados;
• restos do jardim ou da horta;
• borras de café e sacos de chá.
Não devemos colocar no compostor:
• restos de carne e peixe crus ou cozinhados;
• gorduras;
• excrementos de animais;
• produtos sintéticos. Compostor.
10.2 PRESERVAÇÃO DO AMBIENTE
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10
UNIDADE
171
BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
Atitudes individuais
dos cidadãos
• Nunca deitar lixo para o chão, mesmo
que sejam objetos de dimensões redu-
zidas.
• Sensibilizar quem não cumpre estas
regras para a necessidade de o fazer.
• Utilizar sempre que possível os trans-
portes públicos, para reduzir a quanti-
dade de veículos que lançam gases para
a atmosfera.
• Evitar ruídos desnecessários, sobretudo
à noite.
Cuidados a ter no campo,
no rio ou na praia
• Evitar o uso de pesticidas e de outros
produtos químicos na agricultura.
• Num piquenique no campo ou num pas-
seio no rio ou na praia, usar sempre os
caixotes do lixo; levar um saco de plástico
para colocar o lixo, pois pode não haver
caixotes do lixo ou podem estar cheios.
• Não enterrar o lixo na areia. Ele não
desaparece, apenas fica escondido!
• Nunca atirar qualquer lixo para os rios,
ribeiros ou lagoas.
Cuidados a ter com os animais
de estimação
As fezes dos animais domésticos na rua
devem ser sempre recolhidas pelos seus donos
com uma luva, introduzidas num saco de
plástico ou de papel e colocadas no lixo.
Tempos de decomposição de alguns materiais.
Deitar o lixo em recipientes próprios.
As fezes dos animais domésticos devem ser
sempre recolhidas pelos respetivos donos.
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ATITUDES E VALORES
172 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
A água potável, um bem essencial
Do total da água existente no Planeta, apenas uma pequena parte
(1%), está disponível para o consumo humano.
Por esta razão, a água própria para beber (potável) é um bem essen-
cial, mas não está acessível a uma grande parte das pessoas.
• 1,8 milhões de pessoas morrem por ano devido
a doenças transmitidas por águas poluídas.
• Por dia, morrem cerca de 4500 crianças em
todo o Mundo devido à falta de água potável.
Por todos estes motivos, e porque este recurso
não é inesgotável, temos todos de contribuir para a
sua preservação. Abrir uma torneira para dela sair
água parece um gesto simples, mas não está acessível
a uma grande parte da população do Planeta; milhões
de pessoas não têm este recurso indispensável à vida.
África é um dos continentes que mais sofrem
com a falta de água, precisando a população de abrir
poços para ter acesso a água potável.
Como podemos ajudá-la?
Existe um projeto para colaborar na construção desses poços.
Consulta este endereço, http://www.watercan.com/ (podes traduzir para
português), e com a ajuda do teu professor podes também participar nesta
iniciativa ou noutra que tenha os mesmos objetivos.
O que podes fazer?
Organiza, com os teus colegas e professor(a),
campanhas para angariar fundos e contribuir
para a construção de um poço.
As campanhas podem ser feitas na escola,
por exemplo, na festa de final do ano,
ou noutros locais.
No site está explicado como o teu contributo
irá chegar a essas pessoas.
Acredita que vai valer a pena!
PROJETO Vamos dar água a quem não tem
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RECORDA
10
UNIDADE
O MAIS IMPORTANTE
173
BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
ESQUEMA DE CONCEITOS
• Um recurso natural é tudo aquilo que o ser humano retira da Natureza para utilizar na realização
das suas atividades.
• A poluição é a alteração do ambiente pelo Homem, causando desequilíbrios na Natureza.
• A poluição pode ter origem no aumento de população, no aumento do tráfego motorizado,
no excesso de construções, nas atividades industriais e agrícolas, na acumulação dos resíduos, etc.
• A poluição pode ser de vários tipos: atmosférica (do ar), da água, do solo e sonora.
• A poluição atmosférica pode ter várias causas — indústrias, transportes motorizados e incêndios —
e provoca vários efeitos — doenças respiratórias, chuvas ácidas, aumento do efeito de estufa
e destruição da camada de ozono.
• A poluição da água pode ter causas domésticas, industriais, agrícolas ou em derrames de petróleo.
• A poluição sonora pode ser causada pela atividade industrial, pelo trânsito e pelas obras, por exemplo,
e pode ter vários efeitos prejudiciais para a saúde.
• Para defender a qualidade do ambiente, é muito importante que todos tenham consciência de que
os recursos naturais esgotados dificilmente serão recuperados.
• Para conservar o equilíbrio ambiental de algumas regiões, criaram-se as áreas protegidas, como vários
Parques Naturais e Reservas Naturais.
Preservação das florestas
Criação das áreas protegidas
Reciclagem
provocada por provocada por
pode ser
provocada por provocada por
Do solo Da água Sonora Atmosférica
• Resíduos
• Atividade
agrícola
• Derrames
de petróleo
• Atividade
doméstica
• Atividade
industrial
• Atividade
agrícola
• Indústrias
• Obras
• Trânsito
• CFC
• Incêndios
• Transportes
motorizados
• Atividade
industrial
• Doenças
respiratórias
• Chuvas ácidas
• Aumento
do efeito
de estufa
• Destruição
da camada
do ozono
que origina
Poluição
degrada-se devido é preservada por
Qualidade do ambiente
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SERÁ QUE JÁ SABES?
174 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
1 Refere os tipos de poluição que estudaste.
2 Observa as seguintes imagens.
A B
C D
2.1 Completa a tabela com os tipos de poluição, as fontes de poluição e os seus
efeitos.
3 O que é um recurso natural?
4 Dá exemplos de desequilíbrios ambientais.
5 Qual é a importância das áreas protegidas?
6 Enumera alguns cuidados a ter para não prejudicar o Ambiente…
a) … em casa; c) … no campo, no rio ou na praia;
b) … na rua; d) … com os animais.
Tipo de poluição Fontes de poluição Efeitos da poluição
A
B Chuvas ácidas…
C Sonora
D Derrames de petróleo, …
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10
UNIDADE
175
BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade
7 Explica a importância da política dos três «R» e o que significa cada um deles.
8 Em conjunto com os teus colegas, construam
um jogo quiz sobre a poluição e sobre como
podemos contribuir para um planeta melhor.
Para construírem o quiz têm de…
… pensar em várias perguntas,
pelo menos 30, e nas suas respetivas
respostas, bem como construir respostas
alternativas.
… elaborar os cartões com as perguntas
e as várias respostas.
Depois é só jogarem!
Consulta o site: http://www.smartkids.com.
br/jogos-educativos/quiz.html
para experimentares online jogos quiz!
AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de:
Se ainda não consegui,
vou ver nas páginas:
TOTAL
A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos.
19-24 Tenho de continuar assim… 12-18 Não estou mal… 0-11 Tenho de estudar mais.
Assinala com a coluna que representa
o que já consegues fazer:
Identificar e observar alguns fatores que contribuem para a degradação
do meio próximo (lixeiras, indústrias poluentes, destruição do património
histórico…).
Reconhecer os efeitos da poluição atmosférica (aumento do efeito
de estufa, rarefação do ozono, chuvas ácidas, …).
Reconhecer a importância das florestas para a qualidade do ar.
Reconhecer algumas formas de poluição dos cursos de água e dos
oceanos (esgotos, efluentes industriais, marés negras, …).
Reconhecer algumas formas de poluição sonora (fábricas, automóveis,
motos, …).
Identificar alguns dos efeitos prejudiciais do ruído.
Identificar alguns desequilíbrios ambientais provocados pela atividade
humana (esgotamento de recursos e extinção de espécies animais
e vegetais).
163
164 a 165
165
166
167
167
163 a 168
A B C
Reconhecer a importância das reservas e dos parques naturais para
a preservação do equilíbrio entre a Natureza e a sociedade.
Enumerar possíveis soluções.
Identificar e participar em formas de promoção do ambiente.
Conhecer e compreender como transformar água poluída em água
potável.
169
169 a 171
169
176
363929 162-177 U10.indd 175 18/03/13 17:30
Manusear objetos em situações concretas
BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos
176
Objetivo:
Construir um modelo ETAR — Estação de Tratamento de Águas
Residuais — com o objetivo de aprender como se tratam
as águas residuais (esgotos) de origem doméstica
ou industrial, antes de serem devolvidas à Natureza.
De que vais necessitar?
Água poluída (água com farinha, azeite, solo arenoso, …)
Solo arenoso Garrafa de plástico
Carvão Copo
Algodão Tesoura
Gravilha
O que vais fazer?
1. Corta, com a tesoura, uma garrafa de plástico pelo gargalo.
2. Na parte do gargalo da garrafa, coloca quatro camadas de materiais
da seguinte forma:
1.ª camada: algodão.
2.ª camada: carvão.
3.ª camada: solo arenoso.
4.ª camada: gravilha.
3. Verte com cuidado a água poluída sobre a montagem e recolhe, no copo,
a água que escoa pelo gargalo da garrafa.
4. Observa a água que se obteve e compara-a com a água inicialmente utilizada.
CONSTRUO Vamos construir uma ETAR
Investigar para
saber mais
Já sei…
O que quero saber…
O que vou observar/
/medir/registar, …
Como vou apresentar
e comunicar
a informação.
A B
Gravilha
Solo arenoso
Carvão
Algodão
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10
UNIDADE
Realizar experiências com a água
De que vais necessitar?
Água
Recipiente grande (tina/alguidar)
Vários objetos (por exemplo: plasticina, lata tapada,
prego de ferro, moedas, esferovite, vela, borracha,
chave de metal)
O que vais fazer?
1. Enche o recipiente com água até metade.
2. Coloca, um a um, os vários objetos e regista as tuas
observações no quadro.
Antes de começares… pensa e responde às questões.
O que pensas que vai acontecer? Porquê?
Executa e responde
no teu caderno.
1. Completa
o quadro com
os resultados.
2. Responde à
questão-problema
desta atividade.
3. Dá exemplos de
resíduos poluentes
da água.
Classifica-os de
acordo com o seu
comportamento na
água (dissolvem-se,
flutuam,
afundam.)
INVESTIGO O que acontece aos materiais
que não se dissolvem na água?
Objeto
Penso que Verifiquei que
Flutua Afunda Flutua Afunda
Barra de plasticina
Lata de metal vazia (tapada)
Prego de ferro
Moedas (0,05 € e 0,10 €)
Placa de esferovite
Vela de glicerina
Borracha escolar
Rolha de cortiça
Chave de metal
Bacia de plástico
(…)
Investigar para
saber mais
Já sei…
O que quero saber…
O que vou observar/
/medir/registar, …
Como vou apresentar
e comunicar
a informação.
A flutuação
Quando misturamos diversos materiais com a água, é possível observar
diferentes comportamentos: alguns objetos dissolvem-se, outros flutuam
e outros afundam-se.
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Sugestões de leitura
178
ANEXO
Unidade Autores
10
1
2
3
4
5
6
7
8
9
binghAm, Caroline et al.
(Ilustr: Derek Matthews)
fAnhA, José
(Ilustr.:. Maria João Gromicho)
mAgAlhães, Ana Maria et al.
(Ilustr.: Arlindo Fagundes)
JAnÉ, Albert
letriA, José Jorge
hAwking. S., hAwking. L.
cArlos, Papiniano
letriA, José Jorge
(Ilustr.: Paula Amaral)
rios, Alice
(Ilustr. Alexandra Duque)
sAmpAio, Jorge
elkington, John et al.
(Ilustr. Tony Ross)
(Trad.: Carlos e Luz Ventura)
Título
O Corpo Humano a Três Dimensões
O Dia em Que a Mata Ardeu
Uma Viagem ao Tempo
dos Castelos
(Viagens no tempo)
A Volta ao Mundo em Oitenta
Contos
Galileu à Luz de Uma Estrela
A Chave Secreta Para o Universo
A Menina Gotinha de Água
O Grande Continente Azul
Os Borlububos e os Sem-Abrigo
O Meu Livro de Política
Guia do Jovem Consumidor
Ecológico (Descobre Como Podes
Ajudar a Salvar a Terra)
Editora
Civilização Editora
Edições Gailivro — Grupo LeYa
Editorial Caminho — Grupo
LeYa
Plátano Editora
Texto Editores — Grupo LeYa
Editorial Presença
Campo
das Letras
Livros Horizonte
Estratégias Criativas
Texto Editores — Grupo LeYa
Gradiva Publicações
363929 178-184.indd 178 19/03/13 11:09
Para aprenderes mais em família ou em visitas de estudo
1
UNIDADE
Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Lisboa
Rua Escola Politécnica 58, Lisboa
SEAC — Serviço de Educação e Animação Cultural
Tel.: 213 928 08, 213 921 824 ou 213 921 825
e-mail: geral@museus.ul.pt
2
UNIDADE
A Casa do Tinoni
Departamento de Proteção Civil / Divisão de Prevenção
Rua Cardeal Saraiva, Lisboa
Tel.: 217 224 300
Fax. 217 268 589
e-mail: tinoni@tinoni.com
3
UNIDADE
Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota
Av. D. Nuno Álvares Pereira, n.º 120, São Jorge.
Calvaria de Cima
Tel.: 244 480 062
Fax: 244 480 061
e-mail: info.geral@fundacao-aljubarrota.pt
4
UNIDADE
Palácio Nacional da Ajuda
Largo da Ajuda, Lisboa
Tel.: 213 637 095 / 213 620 264
Fax: 213 648 223
e-mail: pnajuda.se@imc-ip.pt
179
ANEXO
363929 178-184.indd 179 19/03/13 11:09
5
UNIDADE
Museu da Água
Rua do Alviela, nº 12, Lisboa
Tel.: 214 262 650 /935 274 596
Fax: 214 264 248
e-mail: spal@servicoagualivres.com
Planetário Calouste Gulbenkian – Centro Ciência Viva
Praça do Império, Lisboa
Tel.: 213 620 002
Fax: 213 636 005
e-mail: planetário@marinha.pt
Observatório Astronómico de Constância
Alto de St. Bárbara, Via Galileu Galilei, nº 817
Constância
Tel.: 249 739 066
e-mail: info@constancia.cienciaviva.pt
6
UNIDADE
Fluviário de Mora — Parque Ecológico do Gameiro
Cabeção, Mora
Tel.: 266 448 130
Fax: 266 446 034
e-mail: fluviariomora@mail.telepac.pt
7
UNIDADE
Farol Museu de Santa Marta
Rua do Farol de Santa Marta, Cascais
Tel.: 214 815 328
e-mail: fmsm@cm-cascais.pt
Sugere-se também a realização de uma visita de estudo
a um cabo, como, por exemplo, ao Cabo de Sagres ou ao Cabo Espichel
ou Carvoeiro.
180
ANEXO
363929 178-184.indd 180 19/03/13 11:09
8
UNIDADE
Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado no Vale do Tejo
Largo Infante D. Henrique, 6120-750 Mação
Tel.: 241 571 477
Fax: 241 577 280
e-mail: museu@cm-macao.pt
Museu do Coa
Rua do Museu, Vila Nova de Foz Coa
Tel.: 279 768 260
Fax: 279 768 270
e-mail: pavc@igespar.pt
e-mail para marcação de visitas: visitas.pavc@igespar.pt
9
UNIDADE
Museu da Indústria
Rua Engenheiro Ferreira Dias, n.º 1095, Porto
Tel.: 225 300 797, 916 061 636
e-mail:mcindustria@gmail.com
10
UNIDADE
Valor Sul — Centro de triagem e aterro sanitário do oeste, Cadaval
Valor Sul — Centro pedagógico de compostagem, Cadaval
Plataforma Ribeirinha da CP
Estação de Mercadorias
da Bobadela
São João da Talha, Loures
Tel.: 219 535 900
Fax: 219 535 935
e-mail: valorsul@valorsul.pt
Sugere-se também uma visita
a uma ETA ou uma ETAR
181
ANEXO
363929 178-184.indd 181 19/03/13 11:10
182
BiBliografia
AA.VV. (2005). Geografia Universal, Grande Atlas do Século XXI, vol. 1, Europa Ocidental, Atlas da Terra. Lisboa, Planeta DeAgostini.
AA.VV. (2008). História de Portugal, Enciclopédia do Estudante, vol. 15. Lisboa, Santillana Constância.
Alonso, Finn, (1981). Física: Um Curso Universitário (vol. II). São Paulo, Editora Edgar Blucher.
Arends, R. I. (1997). Aprender a Ensinar. Lisboa, McGraw-Hill.
Atkins, P.; JONES L., (1999). Chemistry, molecules, matter and change. New York, W. H. Freeman Company.
Breckenridge, J. (1998). Experiências Simples de Física com Materiais Disponíveis. Lisboa, Bertrand.
CAmpbell, N.; Mitchell, L., et al. (2000). Biology Concepts  Connections. San Francisco, Addison Wesley Longman.
cArVAlho, G., A. (2002). Introdução ao Estudo do Magnetismo. Lisboa, Âncora Editores.
cArVAlho, G., A. et al. (2011). A Aventura da Terra, Um Planeta em Evolução. Lisboa, Esfera do Caos Editores.
cArVAlho, Rómulo de, (1968). Física para o Povo (vol. I e II). Coimbra, Atlântida.
gAlVão, C. (1998). O Ensino das Ciências Físicas e Naturais no Contexto de Reorganização Curricular. Lisboa,
Departamento de Educação da Faculdade de Ciências de Lisboa.
gAspAr, J. (2000). Cartas e Projeções Cartográficas. Lisboa, Lidel — Edições Técnicas, Lda.
hutchinson, S.; hAwkins. L. (2004). Oceanos. Enciclopédia Visual. Lisboa, Temas e Debates.
LeAkey, R. (1983). As Origens do Homem. Lisboa, Editorial Presença.
leVy, M. rAfferty J., et al., Eds (2008). «Human Body I  II». Britannica Illustrated Science Library, Encyclopaedia Britannica.
mAttoso, J. (1992-1994). História de Portugal. Lisboa, Círculo de Leitores e Editorial Estampa, 8 vols.
Ministério da Educação (2001). Princípios Orientadores para a Gestão Flexível do Currículo, 1.º ciclo. Lisboa.
montgomery, C. W. (2008). Environmental Geology, eighth edition. New York. McGraw-Hill International Edition.
retAllAck, B. J. (1970). Ciências da Terra. Lisboa, INMG.
ribeiro, O. (1968). Mediterrâneo — Ambiente e Tradições. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian.
ribeiro, O. (2003). Memórias de Um Geógrafo. Coleção Humanismo e Ciência. Lisboa, Edições João Sá da Costa.
sá, Joaquim (2000). A Abordagem Experimental das Ciências no Jardim de Infância e 1.º Ciclo do Ensino Básico:
Sua Relevância para o Processo de Educação Científica nos Níveis de Escolaridade Seguintes. Inovação, vol. 13.
sá, Joaquim (2000). Renovar as Práticas no 1.º Ciclo pela via das Ciências da Natureza. Porto, Porto Editora.
seeley, R.; stephens, T. et al. (2007). Anatomia e Fisiologia. Loures, Lusociência.
soeiro de brito, R. (1997). Portugal — Perfil Geográfico. Lisboa, Editorial Estampa.
suguio, K.; suzuki, V. (2003). A Tectónica e a Fragilidade da Vida. São Paulo, Editora Edgar Blucher.
wAlker, R. (2005). Corpo Humano. Porto, Civilização Editora.
363929 178-184.indd 182 19/03/13 11:10
183
fontes fotográficas
Agência Lusa
Pág. 74 Assembleia da República,
sala de tribunal
Pág. 75 Mário Soares
Pág. 76 Comemoração do Dia de Portugal
Bridgeman Art Library
Pág. 66 Pergaminho
Casa da Imagem
Pág. 70 Fortaleza de Peniche
Pág. 84 Cromeleques sob céu estrelado
Pág. 96 Menino e iglu
Pág. 146 Extração de cortiça
Corbis
Pág. 75 Francisco Costa Gomes
Pág. 80 Guerra colonial em África
Dias dos Reis
Pág. 46 Templo romano em Évora
Gettyimages
Pág. 6 Menina a comer melancia
Pág. 12 Contorcionista
Pág. 74 Praça do Comércio
Pág. 94 Africanos com água
Pág. 102 Rio e montanha
Pág. 109 Pico Ruivo
Pág. 116 Praia
Pág. 119 Marés alta e baixa
iStockphoto
Pág. 8 Raposa
Pág. 25 Eletricidade estática
Pág. 27 Mãe e filha na praia
Pág. 91 Boneco de neve
Pág. 122 Arriba na Madeira
Pág. 133 Aldeia de Piódão
Pág. 155 Turistas em Portugal
Pág. 164 Menino asmático
Pág. 166 Poluição de água de um rio;
utilização de fertilizantes
Pág. 167 Poluição sonora; aterro
Pág. 168 Cardume
Pág. 170 Compostor
Pág. 171 Papeleira
Maurício Abreu
Pág. 40 Castelo
Pág. 103 Variação do caudal do rio Tejo
Pág. 104 Rios Mondego e Sado
Pág. 104 Ribeira
Pág. 108 Planalto
Pág. 109 Serra do Marão
Pág. 122 Praia Porto da Cruz, Madeira
Pág. 132 Cidade de Coimbra
Pág. 162 Parque natural
PhotoXpress
Pág. 8 Lagarto, ChristopheB
Pág. 27 Menina na praia, Maria Grin
Pág. 38 Rádio portátil, Anton Gvozdikov;
Capacete, Gennady Kravetsky;
Latas de conserva e luvas
de jardinagem, mearicon;
Dinheiro, jpcasais
Pág. 90 Mar, Serghei Starus
Pág. 93 Nascente, Sergey Mostovoy
Pág. 104 Canoagem, Richard McGuirk
Pág. 110 Vale verdejante, Mohd Haka
Khambali
Pág. 123 Farol, Kubais
Pág. 148 Centeio, fox17; Azeitonas,
MarcoGusella.it; Uvas, Alessandro
Lai; Fruta, cusrach
Pág. 152 Cachecol, Anton Gvozdikov
Pág. 168 Rio, Valenty; Gerador eólico,
Lefebvre Jonathan
Réunion dês musées nationaux
Pág. 66 Instrumento musical feito de osso
Stock.xchng
Pág. 8 Árvore, Alfred Borchard; Erva (B),
kslyesmith; Nenúfares, Atif Gulzar;
Cenouras, Pat Herman; Pássaro,
Bo Stranden; Erva, abcdz2000
Pág. 18 Menino a andar de bicicleta,
Gokhan Okur; Jovem a comer
fruta, Janusz Gawron
Pág. 38 Lanterna elétrica, Oscar Gonzalez;
Pilhas, Iwan Beijes;
Garrafa de água, Pascal Thauvin;
Papel higiénico, Davide Guglielmo;
Canivete, Christian Kitazume;
Caixa de primeiros socorros,
bylcs9
Pág. 41 Castelo
Pág. 90 Banco com neve
Pág. 92 Janela embaciada, Fred Fred;
Estalactites de gelo — Lavinia
Marin
Pág. 104 Pesca em rio, M. Lakshman
Pág. 110 Rio e montanha,
Guenter M. Kirchweger
Pág. 124 Algas, Sasa Loggin; Ouriço,
Toni Petrovic; Anémonas,
Tan Wah Chew; Caranguejo,
Ralph Kiesewetter; Bivalves,
Guillaume Riesen
Pág. 128 Imagem 2.2 — Naiara Pereira
Pág. 148 Arroz, Pascal Thauvin
Pág. 150 Vacas, Igor Spanholi; Ovelhas,
Peter Togel
Pág. 152 Rolha, Drew Broadley; Livro,
Davide Guglielmo; Tosquia,
Joseph M. Zlomek
Pág. 164 Fábrica, Gerla Brakkee; Incêndio,
Yarik Mishin; Spray, Vullioud
Pierre-André
Pág. 166 Gato a beber água, Atif Gulzar;
Nenúfar, Hafsah Al-Azem;
Resíduos tóxicos, Terence O'Brien
Pág. 168 Painel solar, Patrick Moore;
Floresta, Andreas Krappweis
Pág. 169 Serra da Estrela, Attilio Ivan
Pág. 174 Complexo fabril, Alexander
Khodarev; Cidade com trânsito,
Devin Kho
Vários
Pág. 32 Vila destruída por tsunami,
Philip A. McDaniel/U.S. Navy
Pág. 38 Fósforos, Gabor Halasz
Pág. 57 Cena do filme Non, ou a Vã Glória
de Mandar
Cinemateca Portuguesa
Pág. 60 Coche de D. João V — Museu
Nacional dos Coches/©IMC/MC
Pág. 73 132 Eleições em 1975. Sessão
solene na Assembleia da
República — Arquivo de Fotografia
de Lisboa — CPF/MC
Pág. 75 Aníbal Cavaco Silva, Luís Filipe
Catarino
Pág. 78 Repressão policial — Arquivo de
Fotografia de Lisboa — CPF/MC;
Caricaturas de João Abel Manta —
Museu da Cidade de Lisboa
Pág. 81 Membros da Legião Portuguesa.
Desfile da Mocidade
Portuguesa — Arquivo Fotográfico
Municipal de Lisboa
Pág. 91 Granizo, Quinn Norton
Pág. 104 Barragem — EDP — Energias
de Portugal/Adelino Oliveira
Pág. 105 Rio Mondego,
eutrophicationhypoxia; rio Sado
— Rui Ornelas
Pág. 109 Serra da Estrela, Alves Gaspar
Pág. 109 Ilha do Pico, José Luís Ávila
Silveira/Pedro Noronha e Costa
Pág. 115 Cartaz, Escola EB1/PE de Santa
Cruz
Pág. 117 Satélite em órbita, NASA
Pág. 121 Estuário do Sado — Epinheiro/
Wikipédia
Pág. 122 Praia em Porto Santo,
Luke Gordon
Pág. 124 Lapas, Silversyrpher
Pág. 126 Praia poluída,
Agustin Rafael C. Reyes
Pág. 128 Imagem 2.3, Rui Ornelas
Pág. 134 Vila de Castro Marim,
Bert Kaufmann
Pág. 168 Mina — CUF — Químicos
Industriais, S.A.
Pág. 168 Cavalos garranos no Gerês,
Ana Rodrigues
Pág. 172 Africano a recolher água — WHO/
World Health Organization;
Imagem do site —
http://www.watercan.com/
363929 178-184.indd 183 19/03/13 11:10
O Projeto Desafios de Estudo do Meio
destinado ao 4.o
ano de escolaridade,
1.o
Ciclo do Ensino Básico, é uma obra coletiva,
concebida e criada pelo Departamento de Investigações
e Edições Educativas da Santillana-Constância,
sob a direção de Sílvia Vasconcelos.
EQUIPA TÉCNICA
Chefe de Equipa Técnica: Patrícia Boleto
Modelo Gráfico e Capa: Carla Julião
Ilustração da Capa: Nósnalinha
Ilustrações: Nósnalinha
Paginação: Leonor Ferreira
Documentalista: Paulo Ferreira
Revisão: Ana Abranches, Catarina Pereira
e Maria de Fátima Lopes
EDITORAS
Ana Duarte e Maria João Carvalho
CONSULTORA CIENTÍFICA
Maria das Mercês Ramos — Licenciada em Física, Ramo
Científico, pela Faculdade de Ciências da Universidade
de Lisboa. Mestre em Ensino das Ciências, pela Faculdade
de Ciências da Universidade de Lisboa. Doutora em
Metodologia do Ensino das Ciências (Física), pela
Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Professora Coordenadora da área de Ciências
da Natureza, na ESE de Lisboa.
Desempenhou o cargo de Coordenadora Institucional
do Programa de Formação Contínua em Ensino
Experimental das Ciências, para Professores do 1.º Ciclo
do Ensino Básico, de 2006/07 a 2008/09, na Escola
Superior de Educação de Lisboa.
A cópia ilegal viola os direitos dos autores.
Os prejudicados somos todos nós.
© 2013
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2734-502 Barcarena, Portugal
APOIO AO PROFESSOR
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ISBN: 978-989-708-350-1
C. Produto: 213 010 304
1.a
Edição
5.a
Tiragem
Depósito Legal: 361313/13
363929 178-184.indd 184 06/12/16 11:50

Livro de Estudo Do Meio.pdf

  • 1.
    Estudo do Meio Estudodo Meio Estudo do Meio 11,29 € IVA incluído Componentes do projeto: Manual do aluno Fichas de avaliação (oferta ao aluno) Caderno Temas da História de Portugal (oferta ao aluno) Caderno de atividades Livromédia (inclui Realidade Aumentada) Jogo multimédia (oferta incluída no Livromédia) D i n a G u i m e Neto e Sara Alves C Conforme o novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa MANUAL VALIDADO pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu 4 4 4 4 4 4 Estudo do Meio 4 Estudo do Meio 4 Estudo do Meio 4 Estudo do Meio ano 4 ano 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 MANUAL VALIDADO pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu 4 4 C. Produto *213010304* 363929 CAPA.indd 1 13/02/17 12:13
  • 3.
    Estudo do Meio 4 4 4 Estudodo Meio 4 Estudo do Meio 4 Estudo do Meio 4 Estudo do Meio ano 363929 001-011.indd 1 18/03/13 16:54
  • 4.
    2 Avaliação de diagnóstico Fichas detrabalho com atividades para recordares os conteúdos do 3.º ano. Conteúdos Nesta área, podes encontrar imagens e textos que te explicam como tudo funciona e te ajuda a entender melhor o meio onde vives. As atividades de compreensão surgem ao longo da exploração dos conteúdos. O teu manual organiza-se em dez unidades. Cada unidade tem a seguinte estrutura: Abertura de unidade Uma imagem para observares e explorares. Dialoga com os teus colegas e responde às atividades sugeridas. Ana João Pedro Rita Conhece o teu manual Estes são os quatro amigos que, mais uma vez, te vão acompanhar ao longo do ano, apresentando dúvidas, questões e opiniões. 363929 001-011.indd 2 18/03/13 16:54
  • 5.
    3 Atitudes e valores Atividadesque te ajudam a ser melhor cidadão. Recorda Resumo e esquema dos conteúdos fundamentais abordados na unidade. Será que já sabes? Atividades de revisão de conhecimentos. Autoavaliação A autoavaliação é muito importante para refletires sobre o trabalho realizado e identificares as tuas dificuldades. Para desenvolveres a curiosidade e o espírito científico, apresentam-se, no fim de cada unidade, propostas de trabalhos práticos: INVESTIGO Propostas de trabalho com o objetivo de refletires e resolveres uma questão proposta. Deves seguir os passos indicados. CONSTRUO Atividades práticas para construíres objetos diversos. PROJETO Atividades que requerem a recolha de dados ou de materiais em fontes diversas para analisar, refletir, concluir e posterior apresentação de resultados. 363929 001-011.indd 3 18/03/13 16:54
  • 6.
    BLOCO 1 Àdescoberta de si mesmo BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços 4 ÍNDICE AVALIAÇÃO DE DIAGNÓSTICO UNIDADE CONTEÚDOS 1 2 9 3 6 7 8 4 5 BLOCO 1 BLOCO 2 BLOCO 4 BLOCO 6 BLOCO 3 1.1 Os ossos 13 1.2 Os músculos 16 1.3 A pele 19 2.1 A segurança do corpo 27 2.2 A segurança e a prevenção de incêndios 30 2.3 Os sismos 32 9.1 As principais atividades produtivas nacionais 147 9.2 O setor primário 148 9.3 O setor secundário 152 9.4 O setor terciário 154 6.1 Os rios de Portugal 103 6.2 As formas de relevo em Portugal 107 7.1 As representações da Terra no globo e no planisfério 117 7.2 A paisagem junto à costa 119 7.3 A costa portuguesa 120 7.4 Os seres vivos das regiões costeiras 124 4.1 O estado novo e a ditadura 71 4.2 A revolução do 25 de Abril de 1974 72 4.3 A democracia 73 4.4 A organização política do estado — os órgãos do poder 74 4.5 Os presidentes da república 75 4.6 Os feriados nacionais 76 4.7 Os símbolos nacionais 77 10.1 Os desequilíbrios do ambiente 163 10.2 A preservação do ambiente 169 5.1 Os astros 85 5.2 A água no planeta Terra 90 12 26 146 40 102 116 132 70 162 84 6 O CORPO HUMANO A SEGURANÇA DO CORPO À DESCOBERTA DAS INTER-RELAÇÕES ENTRE A NATUREZA E A SOCIEDADE O PASSADO DO MEIO LOCAL E O PASSADO NACIONAL ASPETOS FÍSICOS DE PORTUGAL O CONTACTO ENTRE A TERRA E O MAR PORTUGAL NA EUROPA E NO MUNDO PORTUGAL NOS SÉCULOS XX E XXI A QUALIDADE DO AMBIENTE OS ASTROS E OS ASPETOS FÍSICOS DO MEIO 10 3.1 O passado do meio local 41 3.2 As fontes históricas 42 3.3 As datas da história 43 3.4 Os primeiros povos na Península Ibérica 44 3.5 A Reconquista Cristã 48 3.6 A formação de Portugal 49 3.7 As atividades económicas depois da Reconquista 50 3.8 A sociedade 51 3.9 A dinastia de Avis 53 3.10 Os Descobrimentos portugueses 54 3.11 O domínio filipino 57 3.12 A Restauração da Independência 59 3.13 A descoberta do ouro brasileiro 60 3.14 As Invasões Francesas 61 3.15 O fim da Monarquia e a implantação da República 62 8.1 Os diferentes tipos de aglomerados populacionais 133 8.2 Portugal na Europa e no Mundo 136 8.3 Os Portugueses e a língua portuguesa no Mundo 138 363929 001-011.indd 4 18/03/13 16:54
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    BLOCO 6 Àdescoberta das inter-relações entre a natureza e a sociedade BLOCO 5 Experiências com materiais e objetos 5 BLOCO 5 Realizar experiências Manusear objetos em situações concretas … com a eletricidade INVESTIGO Como podemos eletrizar os corpos? 25 CONSTRUO Um kit de emergência 38 … com o som INVESTIGO Será que o som se propaga de igual forma em diferentes materiais? 39 … com a eletricidade INVESTIGO O que será necessário para acender uma lâmpada? 160 INVESTIGO Quais serão os materiais que permitem a passagem da corrente elétrica? 161 PROJETO Painel de turma: os nossos monumentos 68 CONSTRUO Jogo de xadrez com material reciclado 69 PROJETO O ambiente ao meu redor 115 … com a água INVESTIGO Como funcionam os vasos comunicantes? 114 … com materiais de uso corrente INVESTIGO Será que as plantas são importantes para preservar as zonas costeiras? 130 INVESTIGO De que dependerá a forma e a orientação das dunas? 131 PROJETO A nossa localidade na NET 144 PROJETO Concurso: A melhor visita de estudo! 145 … com o ar INVESTIGO Como apagar uma chama sem soprar? 82 INVESTIGO Como podemos observar os efeitos da pressão atmosférica? 83 CONSTRUO Vamos construir uma ETAR 176 … com a água INVESTIGO O que acontece aos materiais que não se dissolvem na água? 177 CONSTRUO Maqueta do ciclo da água 100 CONSTRUO Maqueta do Sistema Solar 101 … com a água INVESTIGO Qual é a importância da temperatura para as alterações do estado físico da água? 98 … com materiais de uso corrente INVESTIGO Qual será o efeito da temperatura no estado físico de diferentes materiais? 99 ATITUDES E VALORES CONSOLIDAÇÃO DA APRENDIZAGEM A solidariedade 20 A prevenção e a segurança 34 O empreendedorismo 156 A interculturalidade 64 A preservação do ambiente 110 A conservação das praias 126 O respeito pelo património imaterial 140 A liberdade 78 A água potável, um bem essencial 172 A proteção dos recursos naturais 94 RECORDA 21 SERÁ QUE JÁ SABES? 22 RECORDA 35 SERÁ QUE JÁ SABES? 36 RECORDA 157 SERÁ QUE JÁ SABES? 158 APRENDER A ESTUDAR 65 SERÁ QUE JÁ SABES? 66 RECORDA 111 SERÁ QUE JÁ SABES? 112 RECORDA 127 SERÁ QUE JÁ SABES? 128 RECORDA 141 SERÁ QUE JÁ SABES? 142 RECORDA 79 SERÁ QUE JÁ SABES? 80 RECORDA 173 SERÁ QUE JÁ SABES? 174 RECORDA 95 SERÁ QUE JÁ SABES? 96 CONSTRUO Um modelo de um osso humano 24 363929 001-011.indd 5 18/03/13 16:54
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    6 Avaliação de diagnóstico Fichan.o 1 5. Enumera alguns cuidados que devemos ter quando nos expomos ao sol. 6. Quais são os primeiros socorros mais urgentes a prestar a alguém que esteja com uma hemorragia? 1. Uma menina, nascida em Portugal, filha de mãe francesa e de pai francês, terá que nacionalidade? 2. Qual é a diferença entre naturalidade e nacionalidade? 3. Qual é o sistema responsável pela distribuição do oxigénio e dos nutrientes pelas diferentes partes do corpo humano? 4. Observa as imagens de três sistemas do corpo humano, identifica-os e legenda-os. VÊ SE SABES: A naturalidade e a nacionalidade. O corpo. A saúde do corpo. A segurança do corpo. 3 7 1 3 7 1 3 Figura I Figura II Figura III 1 2 4 5 6 8 2 4 2 4 5 6 8 363929 001-011.indd 6 18/03/13 16:54
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    VÊ SE SABES: Osmembros da família. O passado familiar mais longínquo. O passado do meio local. Os costumes e as tradições de outros povos. Os símbolos locais. Os símbolos regionais. Outras culturas da comunidade. 7 Avaliação de diagnóstico Ficha n.o 2 1. Observa o friso cronológico, que representa os principais acontecimentos na história da família do Pedro, e responde às questões. a) Em que ano se casaram os pais do Pedro? b) Em 2011, quantos anos tinha a avó Maria? c) Qual é a unidade de tempo utilizada no friso? A que corresponde? U1P10H1 U1P10H2 U1P10H3 2. Seleciona os principais vestígios do passado que existem na tua localidade. Ruínas Fontes Antigas fábricas Pelourinhos Moinhos Castelos Igrejas (Outros) Habitações antigas 3. As imagens seguintes representam bandeiras — importantes símbolos locais ou regionais. Identifica-as. A B C 4. Na localidade onde vives: a) em que dia é feriado municipal? b) que acontecimento é comemorado? 5. O que entendes por minoria étnica? 1957 Nascimento da avó Maria 1977 Casamento da avó Maria com o avô Alberto 2000 Casamento da mãe Mariana com o pai Carlos 1979 Nascimento da mãe Mariana 2002 Nascimento do Pedro 1950 Casamento do bisavô Miguel com a bisavó Sofia 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 363929 001-011.indd 7 18/03/13 16:54
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    8 Avaliação de diagnóstico 2.Qual é a principal diferença entre animais vertebrados e invertebrados? 3. Os animais vertebrados dividem-se em classes. A que classes correspondem os animais das imagens seguintes? Ficha n.o 3 1. Existe no nosso planeta grande diversidade de plantas. Para as conhecer melhor, é necessário classificá-las, e esta classificação é feita através da definição de vários critérios. Identifica três critérios que possam ser utilizados para caracterizar e agrupar as plantas representadas a seguir. VÊ SE SABES: Os seres vivos do ambiente próximo. A A B C B C D a) Qual é o modo de locomoção de cada um? 4. Explica com pormenor o que se pretende ilustrar com o esquema seguinte. Consumidores de 1.ª ordem Herbívoros Consumidores de 2.ª ordem Carnívoros Produtores Energia e nutrientes Energia e nutrientes Energia solar 363929 001-011.indd 8 18/03/13 16:54
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    VÊ SE SABES: Ositinerários. A evolução da localidade. Os espaços da localidade. As deslocações dos seres vivos. O comércio local. A evolução dos meios de transporte e dos meios de comunicação. 9 Avaliação de diagnóstico Ficha n.o 4 1. Observa o mapa da região do Minho. Rio Lima Rio Home m Vila Praia de Âncora Deão Seara Ponte de Lima Paredes de Coura Arcos de Valdevez Vila Verde Ponte da Barca T Póvoa Caminha La Guardia Barcelos VIANA DO CASTELO BRAGA N 20 1 N 2 0 1 N203 N 1 0 3 N204 N203 N 2 0 5 - 3 N103 N301 N303 N 1 3 N1 3 A3-IP1 A 2 8 A27-IP9 A 2 8 -I C 1 IC28 A 3 - IP 1 N1 01 a a a a a) Circunda no mapa o local onde a Rita esteve a passar férias. b) Descreve um itinerário possível da viagem da Ana, identificando as estradas escolhidas. 2. Observa a imagem de uma localidade, identifica os espaços públicos existentes e refere a principal função de cada um desses espaços. 3. O que entendes por migrações? Refere um exemplo. 4. Será que os meios de transporte representados na imagem da questão 2 já existiam há duzentos anos? Como se deslocavam as pessoas nessa altura? 5. Na época dos teus avós, os namorados trocavam cartas de amor. Atualmente, que meios de comunicação utilizam os namorados para comunicarem à distância? Circunda no mapa o local onde a Rita esteve a passar férias. Passei as minhas férias em Caminha. No regresso a casa fui a Braga, mas passei por Viana do Castelo e por Arcos de Valdevez. 363929 001-011.indd 9 18/03/13 16:55
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    10 Avaliação de diagnóstico Fichan.o 5 1. Observa as imagens seguintes. VÊ SE SABES: Realizar experiências com luz. Realizar experiências com ímanes. Realizar experiências de mecânica. Manusear objetos em situações concretas. A B a) Refere se os copos representados são transparentes, translúcidos ou opacos. b) Explica a diferença entre materiais transparentes, translúcidos e opacos. 2. Observa os seguintes materiais representados na imagem. Identifica os objetos que são atraídos pelo íman. 3. Identifica os vários objetos representados e diz para que serve cada um. A B C 4. Refere alguns cuidados que devemos ter quando utilizamos uma tesoura, uma máquina fotográfica e um computador. C 363929 001-011.indd 10 18/03/13 16:55
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    Matéria-prima A. Centeio B. Madeira C.Leite D. Sardinhas E. Metais F. Areia Indústria 1. Mobiliário 2. Vidreira 3. Panificação 4. Metalúrgica 5. Laticínios 6. Conservas Produtos I. Pão e bolos II. Manteiga, iogurte, queijo III. Conserva de sardinha IV. Vidro V. Vedações de jardins VI. Móveis VÊ SE SABES: Atividades económicas do meio local. A indústria no meio local. O turismo no meio local. 11 Avaliação de diagnóstico Ficha n.o 6 1. Faz a correspondência correta entre os elementos das três colunas. 2. Observa as imagens seguintes e responde às questões. a) Ordena as imagens de acordo com a sequência das etapas seguida no fabrico dos produtos lácteos. b) Descreve as imagens, escrevendo uma frase para cada uma delas. A C B D 3. Observa as imagens de dois destinos turísticos em Portugal. a) Que tipo de atividades podem fazer os turistas em cada um dos locais? b) Que benefícios pode trazer a atividade turística para estas localidades? A B 363929 001-011.indd 11 18/03/13 16:55
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    12 BLOCO 1À descoberta de si mesmo 1 UNIDADE O CORPO HUMANO NESTA UNIDADE, VAIS APRENDER A: Reconhecer a existência dos ossos. Reconhecer a sua função (suporte e proteção). Observar representações do corpo humano. Reconhecer a existência dos músculos. Reconhecer a sua função (movimentos, suporte, …). Observar representações dos músculos humanos. Identificar a função de proteção da pele. Eu não consigo movimentar-me assim! Ele tem os mesmos ossos e músculos que nós, mas deve haver qualquer coisa diferente… Observa a imagem e responde às questões. Que atividades realizas habitualmente e para as quais necessitas de exercer força? Se os seres humanos não tivessem ossos, conseguiriam movimentar-se? Como seria? Quantos ossos pensas que tem o teu corpo? O que são os músculos? 363929 012-025 U1.indd 12 18/03/13 16:56
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    13 BLOCO 1 Àdescoberta de si mesmo O esqueleto humano O corpo humano consegue realizar muitos movimentos. Isto deve-se ao facto de possuirmos no interior do corpo uma estrutura articulada, resistente e flexível, que o suporta e protege os órgãos principais — esta estrutura denomina-se esqueleto. As funções dos ossos do esqueleto Os ossos do esqueleto humano apresentam várias funções muito importantes: • suportam e protegem os órgãos internos (por exemplo, o crânio protege o cérebro e a caixa torácica protege os pulmões e o coração); • produzem constituintes do sangue (no inte- rior de alguns ossos são produzidos os glóbu- los vermelhos e alguns glóbulos brancos); • definem a forma corporal e possibilitam o movi- mento (funções partilhadas com os músculos). Os tipos de ossos Os ossos são órgãos esbranquiçados, rígidos e resistentes. Cada osso apresenta uma forma e uma dimensão adequadas à função que desempenha. De acordo com as respetivas formas e tamanhos, pode- mos agrupar os ossos em quatro tipos principais: 1.1 OS OSSOS Esqueleto humano. O esqueleto humano é o conjunto dos 206 ossos do corpo humano associados entre si. Crânio Clavícula Omoplata Mandíbula Costelas Esterno Úmero Cúbito Rádio Ilíaco Fémur Rótula Perónio Tíbia Carpo Metacarpo Falanges Falanges Metatarso Tarso Ossos longos Ossos curtos Ossos planos ou chatos Ossos irregulares Exemplos Tíbia Ossos do carpo Omoplata Vértebras 363929 012-025 U1.indd 13 18/03/13 16:56
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    14 BLOCO 1À descoberta de si mesmo 1.1 OS OSSOS Os principais ossos do corpo humano O corpo humano pode ser dividido em três zonas: a cabeça, o tronco e os membros. Os ossos da cabeça formam o crânio e a face. • O crânio é composto por diversos ossos, encaixados uns nos outros e imóveis, que protegem o cérebro. • A face é constituída por catorze ossos. O maxilar inferior é o único osso móvel da face, sendo todos os outros imóveis. No tronco, o esqueleto é constituído pela coluna vertebral (e, por isso, somos vertebrados) e pela caixa torácica. • A coluna vertebral é constituída por trinta e três ossos, chamados vértebras. As vértebras protegem a espinal medula, que é um órgão muito delicado e muito importante, pois transmite as informações entre o cérebro e as diferentes partes do corpo. • A caixa torácica é formada pelas costelas e pelo esterno (em conjunto com 12 das vértebras da coluna vertebral). Os membros classificam-se em superiores e inferiores. • Cada membro superior está ligado à caixa torá- cica pela clavícula e omoplata (ombro) e é consti- tuído por: úmero (braço), cúbito e rádio (ante- braço), carpo (pulso), metacarpo e falanges (mão). • Cada membro inferior está ligado à coluna verte- bral pelo ilíaco (anca) e é constituído por: fémur (coxa), tíbia e perónio (perna), tarso (tornozelo), metatarso e falanges (pé). Crânio. Coluna vertebral e caixa torácica. Ossos dos membros superiores. SALTO NO TEMPO Em 1895, o cientista alemão Wilhelm Röntgen descobriu um novo tipo de radiação que permitia obter imagens dos ossos. Chamou-lhe raios X. Parietal Frontal Maxilar inferior (mandíbula) Úmero Vértebra Esterno Costela Cúbito Rádio Occipital Braço Antebraço Mão Carpo Metacarpo Falanges 363929 012-025 U1.indd 14 18/03/13 16:56
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    1 Observa asimagens da página 14 e indica: a) o nome dos ossos do braço. b) o nome dos ossos do antebraço. 2 Completa as frases seguintes. A. O nosso corpo não é uma massa mole, porque tem no seu interior uma estrutura articulada e flexível, o . B. Os ossos do esqueleto têm a função de dos órgãos principais, tais como o coração, que é protegido pela , e o cérebro, que é protegido pelos ossos do . ATIVIDADES 15 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo 1 UNIDADE Os problemas dos ossos Além de poderem ser afetados por várias doen- ças, os ossos podem sofrer fraturas ou deslocações. • Uma fratura acontece quando um osso se parte. • Uma deslocação acontece quando um osso sofre um desvio em relação à sua posição normal. As articulações Os ossos estão ligados uns aos outros através das articulações. As articulações podem ser imóveis (como as do crânio), semimóveis (como as das vértebras) ou móveis (como as do joelho ou do cotovelo). A mobilidade do esqueleto permite ao organismo humano realizar as funções de locomoção e de mani- pulação, entre outras. Parte das articulações têm cartilagens que prote- gem os ossos do desgaste causado pelos movimentos e diminuem os efeitos provocados pelos impactos externos. Articulação do ombro. EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE Para teres ossos fortes e saudáveis deves: • fazer uma alimentação rica em cálcio, ingerindo produtos lácteos e legumes; • fazer exercício físico ao ar livre, para que o teu corpo produza vitamina D; • adotar uma postura correta. Cartilagem 363929 012-025 U1.indd 15 18/03/13 16:56
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    16 BLOCO 1À descoberta de si mesmo 1.2 OS MÚSCULOS Os músculos do corpo humano Desde sempre o corpo humano e os seus movimentos foram estudados por muitos cientistas e objeto de atração de muitos e importantes artistas. As funções dos músculos O corpo humano tem 640 músculos, parte dos quais estão fixados aos ossos por meio de tendões. Os músculos apresentam várias funções: • suporte e movimento, em conjunto com o esqueleto; • proteção dos órgãos internos; • manutenção da temperatura corporal. Contribuem para diferentes funções, pois são constituin- tes de vários órgãos (intestino, estômago, coração, bexiga, etc.) Os músculos, ao contrário dos ossos, contraem-se e rela- xam, pelo que se pode dizer que os músculos são tecidos elásticos. • Movimento de contração — quando se contraem, os músculos diminuem de tamanho e ficam mais curtos e grossos. • Movimento de distensão — quando relaxam, os múscu- los voltam ao tamanho inicial. A sequência de contração e distensão muscular possibilita o movimento e é comandada por impulsos nervosos cerebrais. Pormenor de um desenho de Leonardo da Vinci (1452-1519). Músculo distendido (A) e músculo contraído (B). Os músculos são comandados pelo sistema nervoso. Músculos e tendões. Tendão Músculo Bíceps distendido Bíceps contraído B A 363929 012-025 U1.indd 16 18/03/13 16:56
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    1 Para queservem os músculos? 2 Como estão ligados os músculos aos ossos? 3 Descreve o movimento de contração e de distensão dos músculos. 4 Investiga quais são os cuidados que devemos ter para manter os músculos saudáveis e elabora um cartaz com as informações recolhidas. ATIVIDADES 17 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo Esternocleidomastóideo Grande peitoral Músculo cardíaco Músculo liso Músculo estriado esquelético Trapézio Bíceps braquial Pequeno peitoral Reto femoral Gémeo Abdominais 1 UNIDADE Os músculos podem ser classificados em três grupos: • músculo cardíaco — constituinte do coração; • músculo liso — constituinte de diferentes órgãos, como o estômago e o intestino; • músculo estriado esquelético — constituinte dos músculos ligados ao esqueleto. Todos os músculos do corpo são importantes, porque são necessários para realizarmos os diferentes movimentos. Por exemplo: • com o bíceps dobramos o braço; • o diafragma contribui para a realização dos movimentos respiratórios; • os músculos do estômago possibilitam a digestão. Alguns músculos estriados esqueléticos do corpo humano. Tipos de músculos do corpo humano. EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE Para teres músculos fortes e saudáveis deves: • fazer uma alimentação rica em leite, fruta, carne, peixe e legumes; • fazer exercício físico regularmente. 363929 012-025 U1.indd 17 18/03/13 16:56
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    1 Completa oquadro seguinte. ATIVIDADES 2 Pensa em três movimentos que realizes habitualmente e associa-os aos músculos que neles estão envolvidos. Movimento dos músculos Músculos a trabalhar Tipo de movimento (voluntário/ /involuntário) 18 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo 1.2 OS MÚSCULOS Os movimentos musculares Os músculos podem ter dois tipos de movimentos: volun- tários e involuntários. Um músculo tem movimentos voluntários quando a sua atividade depende da nossa vontade e podemos comandar o seu movimento. Por exemplo, andar, deslocar um objeto, etc. Um músculo tem movimentos involuntários quando não podemos controlar a sua atividade. Por exemplo, os múscu- los do estômago e do intestino, durante a digestão, movem-se sem que tal dependa da nossa vontade. Os problemas dos músculos Os músculos podem ser afetados por cãibras e distensões. Ambas provocam dores fortes. • As cãibras são provocadas por uma atividade física excessiva ou por falta de vitaminas e de sais minerais. O músculo contrai-se de repente, fica duro, e provoca dor. • As distensões musculares são provocadas por movimen- tos bruscos e violentos. Causam dor intensa e inchaço. Ao saltar à corda movimentamos voluntariamente os músculos. O músculo cardíaco contrai e relaxa de modo involuntário. Pegar num peso Andar de bicicleta Digestão 363929 012-025 U1.indd 18 18/03/13 16:56
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    19 BLOCO 1 Àdescoberta de si mesmo 1 UNIDADE 1.3 A PELE As funções da pele Sentiste este ventinho? Estou todo arrepiado! Não. Estive a andar de bicicleta e estou a transpirar! Terminações nervosas — responsáveis pelo tato Derme — camada profunda Epiderme — camada fina e exterior Vasos sanguíneos Glândula sebácea — produz substância gordurosa protetora da pele e dos pelos Poro — liberta o suor Glândula sudorípara — produz o suor EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE Para teres uma pele saudável, deves: • ter cuidados de higiene diários, como tomar banho e vestir roupa lavada; • evitar a secura da pele, utilizando um creme hidratante nas zonas mais expostas; • proteger a pele da ação dos raios solares; • desinfetar golpes e feridas, para impedir a entrada de micróbios. A pele é o maior órgão do nosso corpo, desempenhando diversas funções importantes. • Proteção e barreira, pois impede a passagem de microrganismos para o interior do corpo. • Controlo da temperatura, devido à presença dos pelos e à transpi- ração. • Excreção de substâncias tóxicas para o organismo, através da pro- dução e libertação do suor. • Produção de vitamina D, fundamental para os ossos. • Sentido do tato, devido à existência de muitas terminações nervosas. Estrutura da pele. Pelo 363929 012-025 U1.indd 19 18/03/13 16:56
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    ATITUDES E VALORES 20BLOCO 1 À descoberta de si mesmo A solidariedade Infelizmente, existem muitas pessoas com poucos recursos e que necessitam da solidariedade da comunidade. É frequente necessitarem de casa- cos, luvas, cachecóis, gorros, mantas, cobertores, etc., que os possam aquecer. Tu podes ajudar! Promove uma «campanha antifrio»! Objetivo: promover e efetuar a recolha de agasalhos, pela comunidade escolar, que posteriormente possam ser entregues a uma organização de solidariedade, que se encarregará de os distribuir. De que vão necessitar? Folhas de papel Computador com acesso à Internet Cartolinas Impressora Material para ilustração O que vão fazer? 1. Com a ajuda do professor, investiguem e selecionem uma ou duas instituições de solidariedade da localidade. 2. Definam uma data e um local para entrega dos agasalhos. 3. Elaborem cartazes e folhetos para divulgar a campanha. 4. Divulguem a campanha no jornal da escola, na página da Internet da escola ou no blogue da turma. 5. Efetuem a recolha de agasalhos. 6. Procedam à entrega dos bens recolhidos. Descobre o calor humano da Campanha Antifrio! PROJETO Campanha antifrio! Devia ter trazido um casaco, já está a ficar frio. Tenho a pele arrepiada! Imagina como se sentem as pessoas que não têm roupas que as protejam do frio… 363929 012-025 U1.indd 20 18/03/13 16:56
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    RECORDA 1 UNIDADE ESQUEMA DE CONCEITOS OMAIS IMPORTANTE 21 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo • O esqueleto humano é constituído por 206 ossos, que se encontram ligados entre si através das articulações. • Os ossos do esqueleto dão forma ao corpo, permitem o movimento e protegem os órgãos mais importantes, como o cérebro ou o coração. No interior de alguns ossos dá-se a formação de células sanguíneas. • Os ossos podem ser de quatro tipos principais: longos, curtos, chatos e irregulares. • Os músculos permitem a mobilidade do corpo, servem para proteger os órgãos internos e participam em diferentes funções, pois são constituintes de muitos órgãos, como o coração ou o estômago. • Os músculos esqueléticos estão ligados aos ossos por meio de tendões. • Os músculos são tecidos elásticos que se contraem e relaxam e podem agir de forma voluntária ou involuntária, dependendo da função que desempenham no corpo humano. • O maior órgão do corpo humano é a pele. É constituída por duas camadas, a derme e a epiderme. • A pele é uma camada protetora do corpo. Corpo humano Músculos Esqueleto Pele • Suporte • Movimento • Proteção dos órgãos internos • Aquecimento do corpo • Forma corporal • Suporte • Forma • Proteção dos órgãos internos • Produção de células sanguíneas • Proteção • Regulação térmica • Excreção • Produção de vitamina D • Sentido do tato é constituído por desempenham funções de desempenha funções de desempenha funções de Epiderme Vários órgãos Derme constituída por constituem Ossos é um conjunto articulado de 363929 012-025 U1.indd 21 18/03/13 16:56
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    SERÁ QUE JÁSABES? 22 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo 1 O que é o esqueleto humano? 2 Em que partes se divide o corpo humano? 3 Observa a imagem. Faz a sua legenda, indicando o nome dos ossos e dos músculos. 4 Refere as funções dos ossos do esqueleto. 5 Observa a figura da questão 3. a) Circunda três articulações. b) Refere se são articulações imóveis, móveis ou semimóveis. Explica porquê. 6 O que aconteceria se os ossos das mãos não tivessem articulações? 7 Quais são os cuidados que devemos ter para que os nossos ossos sejam fortes e saudáveis? 8 Estabelece a correspondência correta entre os elementos das duas colunas. A. Músculos com movimentos involuntários B. Músculos com movimentos voluntários 2 1 3 10 11 12 13 14 15 4 5 6 7 8 9 1. Os seus movimentos podem ser controlados por nós e encontram-se ligados aos ossos. 2. Movimentam-se independentemente da nossa vontade e não se encontram ligados aos ossos. 3. Movimentam-se independentemente da nossa vontade e encontram-se ligados aos ossos. 363929 012-025 U1.indd 22 18/03/13 16:56
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    1 UNIDADE 23 BLOCO 1 Àdescoberta de si mesmo AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de: Se ainda não consegui, vou ver nas páginas: TOTAL A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos. 11-14 Tenho de continuar assim… 8-10 Não estou mal… 0-7 Tenho de estudar mais. Assinala com a coluna que representa o que já consegues fazer: Reconhecer a existência dos ossos. Reconhecer a sua função (suporte, forma e proteção). Identificar alguns ossos em representações do corpo humano. Reconhecer a existência dos músculos. Reconhecer a sua função (movimentos, suporte, …). Identificar alguns músculos em representações dos músculos humanos. Identificar a função de proteção da pele. 13 a 15 13 13 a 15 16 a 18 16 16 a 18 19 A B C sebáceas/barreira/sudoríparas/órgão/proteção/tato/excreção/ produção de vitamina D/temperatura/regulação térmica/derme/pelos/ epiderme/poros/transpiração/suor/terminações nervosas/vasos sanguíneos 9 Refere as funções dos músculos. 10 Através de que estruturas estão os músculos ligados aos ossos? 11 De que forma é possível desenvolver músculos fortes e saudáveis? 12 Descreve o que acontece ao músculo no movimento de contração. 13 Completa as frases com as palavras ou expressões do retângulo apresentado abaixo. A. A pele é o responsável pelo sentido do . B. As principais funções da pele são , , , e . C. A pele é constituída pela e pela . D. A epiderme está coberta de e possui , por onde sai o , permitindo a . E. A transpiração permite regular a do corpo. F. Na derme estão as e os e ainda as glândulas e as glândulas . 363929 012-025 U1.indd 23 18/03/13 16:56
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    Manusear objetos emsituações concretas BLOCO 5 Os teus ossos são tão fortes que apenas uma parte de um deles pode suportar bastante peso. No entanto, os ossos são leves, porque no seu interior têm um tecido esponjoso e áreas ocas. Objetivo: Construir um modelo de um osso. De que vais necessitar? 6 retângulos de papel (7,6 cm 3 12,7 cm) 3 quadrados de cartolina (20,0 cm 3 20,0 cm) Fita-cola Palhinhas (com 12,7 cm de altura) Dinamómetro O que vais fazer? 1. Com a fita-cola, fecha um dos retângulos de papel, e forma um cilindro, que representará um osso. 2. Coloca-o na vertical e põe sobre ele um dos quadrados de cartolina. 3. Testa a resistência do teu osso, colocando cuidadosamente sobre ele livros escolares. Coloca os livros um a um até o teu modelo colapsar. 4. Pesa com o dinamómetro os livros que fizeram o modelo colapsar e regista o seu valor. 5. Usa dois retângulos de papel e repete os passos 1 a 4, para construíres um modelo mais reforçado. 6. Num outro retângulo de papel, cola em cada uma das faces uma camada de palhinhas. 7. Cola de cada lado do retângulo anterior, por cima das palhinhas, outro retângulo de papel. 8. Repete os passos 1 a 4 com a estrutura que montaste no ponto 6. 9. Analisa os resultados e compara a estrutura e a resistência dos teus modelos. 10. Debate com os teus colegas a importância de ter uma alimentação rica em cálcio, de realizar exercícios físicos e de brincar ou passear ao ar livre. CONSTRUO Um modelo de um osso humano A estrutura interna de um osso. 363929 012-025 U1.indd 24 18/03/13 16:57
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    Realizar experiências coma eletricidade BLOCO 5 1 UNIDADE Por fricção, os corpos podem ficar eletrizados e adquirem eletricidade estática. De que vais necessitar? Balão de borracha Pano de lã Pente de plástico Folha de papel O que vais fazer? 1. Corta ou rasga a folha de papel em pequenos pedacinhos. 2. Esfrega o pente no pano de lã. 3. Aproxima, sem tocar, o pente dos pedacinhos de papel. 4. Observa e regista o que observaste. 5. Enche um pouco o teu balão. 6. Esfrega o balão com o pano de lã. 7. Aproxima o balão do cabelo de um colega. 8. Observa e regista o que verificaste. Antes de começares… pensa e responde às questões. O que pensas que vai acontecer? Porquê? Executa e responde no teu caderno. 1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que aconteceu? 2. Responde à questão-problema desta atividade. 3. Investiga e procura saber a razão pela qual, por vezes, sentimos pequenos choques quando tocamos em alguns objetos ou em algumas pessoas. INVESTIGO Como podemos eletrizar os corpos? Investigar para saber mais O que vou procurar saber… Do que necessito… O que vou fazer… O que vou registar… O que prevejo… O que observo… O que concluo… Eletricidade estática Em todos os corpos existem cargas elétricas, que podem ser positivas ou negativas. Se o número de cargas elétricas positivas é igual ao número de cargas negativas, o efeito das cargas elétricas positivas anula o efeito das cargas elétricas negativas e os corpos dizem-se eletricamente neutros. Se friccionarmos dois corpos, algumas cargas negativas passam de um corpo para o outro e ambos ficam eletrizados. O corpo que recebe as cargas elétricas negativas fica eletrizado negativamente, o corpo que as perde fica eletrizado positivamente. Se aproximarmos pequenos corpos leves, estes são atraídos pelos corpos que estão eletrizados. 363929 012-025 U1.indd 25 18/03/13 16:57
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    26 BLOCO 1À descoberta de si mesmo 2 UNIDADE A SEGURANÇA DO CORPO NESTA UNIDADE, VAIS APRENDER A: Identificar alguns cuidados a ter com a exposição ao sol. Conhecer algumas regras de primeiros socorros: saber algumas medidas elementares a ter em conta em casos de queimaduras solares, fraturas e distensões. Conhecer e aplicar regras de prevenção de incêndios (nas habitações, nos locais públicos, nas florestas, …). Conhecer regras de segurança antissísmicas (prevenção e comportamentos a ter durante e após um sismo). Observa a imagem e responde às questões. Por que razão os bombeiros são tão importantes? Será que podemos prevenir os acidentes? Sabes o que é a proteção civil? Debate com os teus colegas a importância da prevenção de incêndios e acidentes pessoais. Refere três hábitos pouco saudáveis que podem ser prejudiciais à tua saúde. Sim! Além de atuarem em caso de incêndio, também prestam os primeiros socorros. Os bombeiros desempenham um papel fundamental! Salvaram mais uma pessoa. 363929 026-039 U2.indd 26 18/03/13 16:58
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    27 BLOCO 1 Àdescoberta de si mesmo Os cuidados a ter com o sol A exposição moderada ao sol A luz solar é indispensável para todos os seres vivos, que necessitam da sua energia para sobreviver. No que se refere ao Homem, a exposição moderada aos raios solares tem enormes benefícios: • Favorece a produção da vitamina D, necessária à fixação do cálcio, o qual é essencial para o crescimento e for- talecimento dos ossos. • Melhora a circulação sanguínea. • Estimula a produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele, aos olhos e ao cabelo e que os protege da radia- ção solar. • Favorece a boa disposição. A exposição excessiva à luz solar Embora tenha benefícios, a exposição às radiações solares, quando é excessiva, torna-se muito perigosa: • Aumenta o risco de aparecimento do cancro da pele. • Provoca queimaduras solares. • Provoca o envelhecimento (manchas e rugas) prematuro da pele. Cuidados a ter com a exposição ao sol Para prevenir os efeitos prejudiciais da expo- sição solar: • Evitar a exposição solar entre as 11 e as 16 horas. • Utilizar um protetor solar com elevado fator de proteção e renovar a sua aplica- ção de duas em duas horas. • Usar óculos escuros, chapéu e roupa clara no período do dia em que as radiações solares são mais intensas. • Beber água com frequência durante os perío- dos de exposição ao sol. 2.1 A SEGURANÇA DO CORPO A exposição moderada às radiações solares traz muitos benefícios para a saúde. Quando nos expomos às radiações solares, é essencial usarmos protetor solar. A exposição moderada às radiações A exposição moderada às radiações solares traz muitos benefícios para a saúde. 363929 026-039 U2.indd 27 18/03/13 16:58
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    28 BLOCO 1À descoberta de si mesmo 2.1 A SEGURANÇA DO CORPO O que fazer em caso de acidente Normalmente, após um acidente, é possível prestar no local os primei- ros socorros necessários para estabilizar o(s) acidentado(s) até receber(em) tratamento médico especializado. É importante que todos saibam o que fazer em caso de acidente. Para podermos prestar auxílio, devemos conhecer muito bem o que fazer em cada caso e solicitar a ajuda médica imediata, através do número de tele- fone 112. SITUAÇÃO PRIMEIROS SOCORROS ADEQUADOS Queimadura No caso de queimadura por contacto com uma fonte de calor: • Arrefecer a região queimada com soro fisiológico ou com água fria corrente até a dor acalmar. • Aplicar uma pomada para queimaduras. Se a queimadura for extensa e/ou profunda: • Solicitar o auxílio médico (112) ou levar a vítima, envolvida num lençol lavado e humedecido, para o hospital o mais rapidamente possível. No caso de queimadura solar: • Deslocar a vítima de imediato para uma sombra. • Refrescar a pele com água. • Aplicar creme hidratante na área afetada. • Se a queimadura for muito grave, procurar assistência médica. Fratura Se existir dor intensa, inchaço, perda ou diminuição dos movimentos e/ou deformação de um membro, talvez se esteja perante uma fratura. Deve-se: • Solicitar auxílio médico (112) de imediato. • Não sendo possível a assistência médica imediata, expor a zona lesionada e verificar se existem feridas. • Tentar imobilizar as articulações que se encontram antes e depois da fratura, utilizando talas sólidas e acolchoadas. • Nunca se deve tentar «encaixar» o osso partido ou comprimir a zona lesionada. • Muito importante: as fraturas têm de ser tratadas num hospital. Intoxicação No caso de intoxicação: • Perguntar à vítima qual foi o veneno ou produto tóxico que ingeriu. • Solicitar auxílio médico ou contactar o Centro de Informação Antivenenos (808 250 143). 363929 026-039 U2.indd 28 18/03/13 16:58
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    1 Observa asequência seguinte. As quadrículas representam as horas de um dia de verão em que há exposição à luz solar. ATIVIDADES a) Pinta de vermelho duas horas do dia em que existe um risco muito elevado de sofreres queimaduras solares; de azul, duas horas do dia em que existe um risco moderado de sofreres queimaduras solares, e, de verde, duas horas do dia em que não corres o risco de sofreres queimaduras solares. 2 Quais são os primeiros socorros que se devem prestar a uma pessoa que… a) … fraturou o braço? b) … sofreu uma queimadura solar? c) … sofreu uma distensão muscular? 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 29 BLOCO 1 À descoberta de si mesmo 2 UNIDADE SITUAÇÃO PRIMEIROS SOCORROS ADEQUADOS Queda e distensão muscular Em caso de queda: • Não deslocar a vítima para não provocar outras lesões. • Tentar manter a vítima calma e imóvel. • Solicitar auxílio médico (112). Após um esforço físico intenso, uma dor muscular intensa associada a inchaço pode indicar que existe uma distensão muscular. Deve-se: • Aplicar gelo, envolto numa toalha ou pano, para reduzir o inchaço e acalmar a dor. • Encaminhar a vítima para assistência médica, para ser avaliada a gravidade da lesão. Ferimento Para tratar um ferimento: • Lavar as mãos e calçar luvas descartáveis. • Limpar a pele à volta da ferida com água e sabão. • Lavar a ferida do centro para as extremidades com água e sabão, usando uma compressa. • Desinfetar com produto adequado e, se a ferida for superficial, deixá-la ao ar. 363929 026-039 U2.indd 29 18/03/13 16:58
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    30 BLOCO 1À descoberta de si mesmo 2.2 A SEGURANÇA E A PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS A proteção civil é o serviço público que tem como obje- tivo prevenir a ocorrência de acidentes graves ou catástro- fes, atenuar os seus efeitos e proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo quando aquelas situações se verifiquem. Os incêndios Os incêndios põem em perigo a Natureza, as habita- ções e a vida dos seres humanos. Incêndios nas habitações e em locais públicos — como prevenir? Para evitar situações de incêndios: • Evitar mexer em fósforos, velas e isqueiros acesos. • Afastar os cortinados ou os tapetes dos fios elétricos, porque em caso de curto-circuito ardem rapidamente. • Desligar as luzes sempre que se sair de casa. • Não acumular resíduos inflamáveis, como papéis ou tecidos. • Chamar um adulto se o fogão ou o ferro de engomar estiverem a funcionar sem vigilância ou se se sentir o cheiro a gás. • Não colocar roupa sobre os aquecedores. Incêndio nas florestas — Como prevenir? As florestas são um bem precioso e frágil. Fornecem-nos oxigénio, são o habitat de muitas espécies de animais e de plantas e nelas podemos desenvolver diversas atividades; todavia, con- têm muitos materiais facilmente inflamáveis, pelo que é neces- sário conhecer as regras de prevenção de incêndios na floresta: • Não fazer lume. • Não deitar lixo para o chão. • Respeitar as indicações e os sinais de segurança. • Não permitir que deitem cigarros ou fósforos acesos para o chão. • Ligar para o número 117 (ou 112) ao detetar fogo na floresta. Símbolo da Proteção Civil. em Portugal enormes áreas de floresta, por crime ou por descuido. Na floresta é proibido fumar (A), fazer fogueiras (B) ou fogo de artifício (C). B A C 363929 026-039 U2.indd 30 18/03/13 16:58
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    31 BLOCO 1 Àdescoberta de si mesmo 2 UNIDADE Incêndios em edifícios — O que fazer? PREVENÇÃO E SEGURANÇA EM CASO DE INCÊNDIO EM CASA Antes do incêndio 1. Aprender como e quando usar um extintor. 2. Desenvolver e/ou estudar o plano familiar de evacuação de emergência. 3. Escolher um ponto de encontro fora de casa. Durante o incêndio 1. Não correr perigo para tentar apagar o incêndio. 2. Sair de casa rapidamente, seguindo o plano de emergência. 3. Se houver fumo, andar de gatas e proteger a boca e o nariz com um pano húmido. Se for possível, molhar a roupa. 4. Se a roupa começar a arder pôr em prática a regra PARAR-DEITAR-ROLAR até as chamas se apagarem. 5. Antes de abrir uma porta, passar com a palma da mão. Se estiver quente, não se abre, porque há fogo e fumo do outro lado. Se estiver fria, abre-se com cuidado. 6. Se não for possível sair pela porta, ir para junto de uma janela e pedir ajuda. 7. Não utilizar o elevador, mas sim as escadas. 8. Quando se estiver em segurança, telefonar para o 112 ou para os bombeiros locais. 9. Deslocar-se para o ponto de encontro combinado. 10. Manter-se fora de casa, até que os bombeiros digam que é seguro voltar a entrar. PREVENÇÃO E SEGURANÇA EM CASO DE INCÊNDIO NA ESCOLA Antes do incêndio 1. Estudar e praticar o plano de evacuação da escola e ficar a conhecer muito bem o ponto de encontro. 2. Definir, em conjunto com o professor, quem é o chefe de fila, o aluno que vai à frente da fila (o professor é o cerra-fila, o último a sair). Durante o incêndio 1. Não ter preocupação com o material escolar e deixá-lo ficar na sala. 2. Colocar-se na fila formada pelos colegas. 3. Seguir na fila encostado à parede. 4. Seguir em silêncio e em passo acelerado, mas sem correr. 5. Não parar nos sítios de passagem (portas e escadas). 6. Dirigir-se, com o grupo, para o ponto de encontro. 7. Se o professor não estiver na sala quando o alarme tocar, seguir o plano de evacuação e deslocar-se para o ponto de encontro de forma rápida, ordeira e silenciosa e respeitando todas as regras de segurança. 363929 026-039 U2.indd 31 18/03/13 16:58
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    32 BLOCO 1À descoberta de si mesmo 2.3 OS SISMOS O que são sismos? Os sismos são fenómenos naturais muito frequentes em alguns locais do Mundo. A superfície da Terra é formada por placas, chamadas placas tectónicas — como um puzzle gigante. Estas placas movem-se umas em relação às outras (umas afastam-se, outras chocam), originando a acumulação de energia no interior do Planeta. Quando a energia se liberta repentinamente, a super- fície terrestre vibra durante alguns segundos, ou seja, ocorre um sismo, um abalo sísmico, um tremor de terra ou um terramoto. Quando o sismo acontece no fundo do mar, chama-se maremoto e pode dar origem a uma onda gigante — um tsunami. Depois do grande sismo, podem ocorrer sismos meno- res, designados por réplicas. A superfície terrestre é constituída por placas. Vila destruída por um tsunami em Samatra, na Indonésia, em 2004. SALTO NO TEMPO No dia 1 de novembro de 1755, ocorreu um grande sismo em Lisboa, cujo resultado foi a destruição quase completa da cidade. O sismo deu origem à formação de uma onda gigante — um tsunami. Dependendo da energia libertada e do local, a intensidade dos sismos (danos causados) pode variar e provocar: • destruição total ou parcial de habitações e outros edifícios; • deslocamento de terras; • incêndios; • tsunami; • perda de vidas humanas. 363929 026-039 U2.indd 32 18/03/13 16:58
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    33 BLOCO 1 Àdescoberta de si mesmo O QUE FAZER ANTES DE UM SISMO? • Saber desligar a água, o gás e a eletricidade. • Nas estantes, arrumar os objetos mais pesados nas prateleiras inferiores. • Colocar a cama longe da janela, para não ser atingido pelos estilhaços dos vidros, se estes se partirem durante o sismo. • Num local acessível, ter preparado um kit de emergência com uma lanterna e pilhas, uma caixa de primeiros socorros e reservas de água e comida enlatada. O QUE FAZER EM CASO DE SISMO? Em casa, na escola ou noutro edifício Num local com muitas pessoas (cinema, centro comercial, …) Na rua • Proteger-se no vão de uma porta interior, debaixo de uma mesa ou de uma cama e tapar a cara com as mãos. • Afastar-se de vidros, janelas, elevadores e objetos que possam cair. • Contar até 50 em voz alta, pois ajuda a manter a calma. • Não correr para as saídas e manter a calma, para que não haja pânico. • Ficar no interior do edifício e não sair enquanto o sismo durar. • Afastar-se de postes de eletricidade, candeeiros, árvores, edifícios e muros. • Escolher um local amplo, longe dos edifícios. O QUE FAZER DEPOIS DE UM SISMO? • Se possível, desligar o gás, a eletricidade e a água, pois podem haver fugas. • Respeitar as indicações do Serviço Nacional de Proteção Civil. • Utilizar lanternas, não acender luzes nem fazer lume. • Não passar por locais onde existam fios elétricos soltos, não tocar em objetos metálicos, não andar descalço e não utilizar o elevador. • Ficar atento, pois podem ocorrer réplicas. • Manter-se longe das praias para evitar riscos em caso de ocorrência de um tsunami. 2 UNIDADE O que fazer em caso de sismo? Em Portugal, os sismos são muito frequentes, mas a maioria não é sentida pelas pessoas. Embora não se consiga prever nem impedir um sismo, é importante saberes o que fazer para nos protegermos. 1… 2… 3… 363929 026-039 U2.indd 33 18/03/13 16:58
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    ATITUDES E VALORES 34BLOCO 1 À descoberta de si mesmo A prevenção e a segurança Nas escolas, devem realizar-se regular- mente exercícios de simulação ou simula- cros para se saber se a escola está preparada e se todos sabem o que fazer, caso ocorra, por exemplo, um sismo ou um incêndio. Na tua escola existe o Plano de Pre- venção e Emergência ções de risco que possam ocorrer. Podíamos fazer um na nossa escola! Hoje, na escola do meu primo foram lá os bombeiros para simularem que estava a ocorrer um sismo. Tu e a tua turma também podem colaborar nesta atividade! 1. Para realizar um simulacro, todos devem: ter conhecimento do toque de alarme da escola; saber como agir durante um sismo ou incêndio (a tua turma pode elaborar folhetos ou cartazes informativos para a comunidade escolar); testar todas as indicações que estão no Plano de Prevenção e Emergência. 2. Previamente à atividade de simulação, é combinado um cenário de emergência entre a direção da escola, o Serviço Municipal de Proteção Civil e os Bombeiros da área. 3. Ao soar o alarme, alunos, professores e funcionários cumprem as suas tarefas, como se de facto estivesse a acontecer um sismo ou um incêndio. Os professores e os funcionários devem: fazer soar o alarme; telefonar aos bombeiros; dar apoio a alunos com dificuldades; efetuar a contagem do número de pessoas, para que seja assegurada a presença de todos; usar os extintores, caso seja necessário. Os alunos devem seguir sempre todas as indicações dos professores e funcionários e atuar conforme o Plano de Prevenção e Emergência. 4. Depois do simulacro: divulgar o que aprenderam e elaborar um artigo para o jornal da escola ou para a página da Internet da escola; se for necessário, apresentar sugestões para melhorar o Plano de Prevenção e Emergência. PROJETO Vamos fazer um simulacro! Isso é um simulacro de um sismo. 363929 026-039 U2.indd 34 18/03/13 16:58
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    O MAIS IMPORTANTE RECORDA 2 UNIDADE 35 BLOCO1 À descoberta de si mesmo ESQUEMA DE CONCEITOS • A exposição ao sol é importante para a saúde, mas em excesso pode provocar o envelhecimento da pele, queimaduras e/ou cancro da pele. • Quando estamos mais expostos às radiações solares, devemos aplicar protetor várias vezes. Devemos ainda evitar a exposição ao sol entre as 11 horas e as 16 horas. • As queimaduras solares, as fraturas de ossos e as distensões musculares são exemplos de acidentes pessoais. • Em caso de incêndio, devemos abandonar o local seguindo o plano de emergência, que deverá estar sempre preparado. • Se o incêndio for na escola, devemos fazer a sua evacuação de forma rápida e ordeira, evitando o pânico. • Os sismos são movimentos bruscos da superfície terrestre, que podem provocar grande destruição. • Devemos saber o que fazer antes (medidas preventivas), durante e depois de um sismo. • Em caso de acidente grave, deve ligar-se para o 112 e solicitar auxílio médico. Homem Acidentes pessoais Catástrofes Distensões musculares Incêndios Queimaduras solares Primeiros socorros Sismos Minimizados Antes Evitados Antes Durante Durante Depois Minimizados Fraturas ósseas como devem ser tratados, quando possível, através de provocadas por os seus danos podem ser conhecendo o que fazer pode sofrer pode estar sujeito a conhecendo o que fazer conhecendo o que fazer devem ser 363929 026-039 U2.indd 35 18/03/13 16:58
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    36 BLOCO 1À descoberta de si mesmo SERÁ QUE JÁ SABES? 1 Apresenta dois benefícios da exposição moderada à luz solar. 2 Quais são os principais problemas que podem surgir devido à exposição excessiva ao sol? 3 Classifica como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações seguintes. A. A melhor altura do dia para ir à praia é entre as 11 horas e as 16 horas, porque ficamos mais bronzeados. B. Devemos aplicar protetor solar antes de ir para a praia e repetir a aplicação. C. Quando estamos mais expostos à radiação solar, devemos beber água apenas de manhã e às refeições. 4 Enquanto brincava, a Rita magoou-se e fez uma ferida no braço. Ordena as ações que foram realizadas pela mãe da Rita para tratar da ferida. D. Aplicar um produto desinfetante. A. Deixar ao ar. B. Lavar as mãos. C. Lavar a ferida. 5 Qual é o número de telefone que deves utilizar em caso de emergência para pedir auxílio? E se a emergência for uma intoxicação? 6 Faz a associação correta entre os dois tipos de incêndio referidos, A e B, e alguns dos procedimentos de prevenção adequados, 1 e 2. A. Incêndio na floresta B. Incêndio em casa 7 No verão ocorrem mais incêndios florestais do que no inverno. Explica porquê. 1. Ter cuidado com a utilização de fósforos, velas e equipamentos elétricos. Aprender a usar um extintor. 2. Não fazer fogueiras, não deitar nada para o chão. Respeitar indicações e sinais de segurança. 363929 026-039 U2.indd 36 18/03/13 16:58
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    37 BLOCO 1 Àdescoberta de si mesmo 2 UNIDADE 8 Completa o texto seguinte com as palavras do retângulo. AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de: Se ainda não consegui, vou ver nas páginas: TOTAL A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos. 11-14 Tenho de continuar assim… 8-10 Não estou mal… 0-7 Tenho de estudar mais. Assinala com a coluna que representa o que já consegues fazer: Identificar alguns cuidados a ter com a exposição solar. Conhecer os primeiros socorros a aplicar em caso de queimaduras solares. Conhecer os primeiros socorros a aplicar em caso de fraturas. Conhecer os primeiros socorros a aplicar em caso de distensões musculares. Conhecer as principais regras de prevenção de incêndios em habitações, locais públicos e florestas. Conhecer o modo de agir em caso de incêndio. 27 28 28 29 30 31 Conhecer as principais regras de segurança antissísmica. 32 a 34 A B C réplicas fracos tsunami sismo onda gigante Um consiste na vibração da superfície terrestre e resulta da libertação brusca de energia no interior da Terra. Se ocorrer no fundo do mar, pode originar um , que é uma . Depois do sismo principal, podem ocorrer outros mais designados por . 9 Quais podem ser as consequências de um sismo de grande intensidade? 10 Diz o que devemos fazer em caso de sismo, para nos protegermos: a) se estivermos em casa. b) se estivermos na rua. 11 O que são réplicas de um sismo? 12 Que medidas preventivas contra os sismos deverão adotar os habitantes das regiões com maior risco sísmico? 13 Qual deverá ser o conteúdo do kit de emergência, para usar em caso de sismo? 14 Em grupo, elabora um cartaz que explique o plano de emergência em caso de sismo, dirigido aos alunos da tua escola. 363929 026-039 U2.indd 37 18/03/13 16:58
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    38 BLOCO 5À descoberta dos materiais e objetos Objetivo: Construir um kit de emergência. De que vais necessitar? CONSTRUO Um kit de emergência Poderás ainda incluir: Fotocópias de documentação importante e fotografias atualizadas de todos os membros do agregado familiar, numa bolsa à prova de água. Mapas da região, o mais atualizados possível, e GPS, quando disponível. Alimentação especial para bebés e brinquedos para crianças, se necessário. Medicamentos básicos e outros específicos para os membros da família. O que vais fazer? 1. Coloca os objetos necessários numa caixa ou num saco. 2. Combinem a localização do kit de emergência e não a alterem. 3. Verifica regularmente o estado do conteúdo do kit e substitui o que for necessário. Dá especial atenção aos prazos e validade dos alimentos e dos medicamentos. Kit de emergência Ter um kit de emergência é o primeiro passo para minimizar os danos que possam ser causados por acidentes naturais. A eletricidade, as comunicações, a água e o saneamento, o gás, etc., podem ficar indisponíveis durante vários dias, bem como as fontes habi- tuais de alimentos. Assim, é aconselhável possuir um kit de emergência com aquilo de que os membros do agregado familiar necessitam para garantir a sua sobrevivência e algum bem-estar, durante, pelo menos, três dias. Manusear objetos em situações concretas 363929 026-039 U2.indd 38 18/03/13 16:59
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    2 UNIDADE De que vaisnecessitar? Saco de plástico Despertador Tina com água Tina com areia 2 copos de plástico 2 m de corda Prego O que vais fazer? (trabalha em pares) 1. Coloca um despertador programado para tocar passados dois minutos num saco de plástico. 2. Fecha-o completamente de modo a evitar a entrada de água. 3. Coloca o saco dentro da tina com água. 4. Espera que toque, observa e regista os resultados. 5. Repete os passos anteriores, substituindo a tina com água pela tina com areia. 6. Com o prego, faz um furo no centro da base de cada copo. 7. Coloca a corda nos furos e dá um nó nas suas extremidades para a prender. 8. Experimenta o teu telefone de fio, falando e escutando alternadamente. 9. Executa o ponto anterior com a corda esticada e com a corda frouxa. 10. Regista os resultados. (Ouviste o teu colega? O teu colega ouviu-te? Detetaram diferenças no telefone com a corda esticada e com a corda frouxa?) Antes de começares… pensa e responde à questão. O que pensas que vai acontecer? Executa e responde no teu caderno. 1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que aconteceu? 2. O que podes concluir acerca da propagação do som através do ar, da água, da areia e da corda? 3. Por onde se propagou o som quando utilizaste o telefone? E como se propaga quando falas normalmente com o teu colega do lado? 4. O que podes concluir acerca da velocidade de propagação do som nos diferentes materiais? 5. Responde à questão-problema desta atividade. INVESTIGO Será que o som se propaga de igual forma em diferentes materiais? Investigar para saber mais O que vou procurar saber… Do que necessito… O que vou fazer… O que vou registar… O que prevejo… O que observo… O que concluo… Realizar experiências com o som 363929 026-039 U2.indd 39 18/03/13 16:59
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    3 UNIDADE O PASSADO DOMEIO LOCAL E O PASSADO NACIONAL NESTA UNIDADE, VAIS APRENDER A: Pesquisar sobre o passado de uma instituição local. Conhecer personagens e factos da história nacional com relevância para o meio local (batalha ocorrida num local próximo, reis que concederam forais a localidades da região, …). Recolher dados sobre aspetos da vida quotidiana do tempo em que ocorreram esses factos. Localizar os factos e as datas estudados no friso cronológico da História de Portugal. Conhecer unidades de tempo: o século. Como seria viver num castelo? Não sei, mas podemos descobrir, pois perto da minha casa existe um castelo! Vamos pesquisar: quando foi construído e para que serviu? 363929 040-069 U3.indd 40 18/03/13 17:00
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    1 Para conhecera história da localidade onde vives, podes começar por pesquisar sobre a tua escola. Quando foi construída? Quem foram os primeiros professores? Alguém da tua família também a frequentou? Há quantos anos? Prepara a entrevista que vais fazer para a tua pesquisa. Deves incluir perguntas simples e diretas sobre o ano ou anos de fundação as pessoas e os acontecimentos ligados à escola. 2 Agora que já sabes mais sobre a criação da tua escola, podes aprender mais sobre a história da tua localidade: fundação, acontecimentos a que está ligada, pessoas importantes, monumentos ou edifícios históricos. Podes recorrer à Internet, à biblioteca escolar ou a entrevistas a pessoas que tenham conhecimento sobre a região, à Junta de Freguesia, à Câmara Municipal ou a museus locais. ATIVIDADE 41 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições Todas as localidades têm uma histó- ria, ou seja, um passado. Em todas as cidades, vilas ou mesmo aldeias existem monumentos e outros vestígios dos nos- sos antepassados. Estes vestígios deverão ser estudados, pois todos eles, enquanto testemunhos do passado da localidade, «contam» um pouco da sua história e aju- dam a compreender muitos hábitos, cos- tumes e tradições que em conjunto defi- nem a cultura, a forma de viver e de sentir, de um povo. Estudar o nosso meio local é pois favorecer o conhecimento de nós próprios e criar raízes e um sentimento de pertença a uma terra e a um povo. É por isso que é importante que nos tor- nemos observadores atentos da locali- dade onde vivemos, investigando, experi- mentando e descobrindo, em contacto direto com o meio, aspetos tão diversos como a sua História, Geografia, Meio Natural, … 3.1 O PASSADO DO MEIO LOCAL Castelo. Solar. 363929 040-069 U3.indd 41 18/03/13 17:00
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    1 Qual éo tipo de fonte associado a cada uma das imagens acima apresentadas? 2 Que tipo de fonte é a entrevista que realizaste na atividade da página 41? ATIVIDADES 42 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições É através de vestígios deixados pelos ante- passados que hoje podemos estudar a Histó- ria. A esses vestígios chamamos fontes, que se dividem em: • Fontes orais — testemunhos de pessoas vivas, lendas. • Fontes escritas — cartas, diários, leis, obras literárias, jornais, inscrições em pedra. • Fontes não escritas — utensílios, monu- mentos, fósseis, ossos, obras de arte, fotografias. O historiador faz a pesquisa das fontes sobre aquilo que pretende estudar e reúne toda a informação recolhida para escrever a história da localidade, da região, do país ou do mundo! Para isso, precisa de ajuda de outras pessoas: o arqueólogo, por exemplo, ajuda a descobrir os objetos materiais mais antigos e que, por vezes, estão escondidos. 3.2 AS FONTES HISTÓRICAS Afinal, como é que se faz a História? Como podemos ter conhecimento sobre o que se passou há muitos anos? Fontes históricas. A B C Caderno Caderno Caderno Caderno Caderno Caderno 363929 040-069 U3.indd 42 18/03/13 17:00
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    1 Assinala nofriso cronológico acima as datas, usando as letras indicadas. A. Ano 250 B. Ano 160 a. C. C. Ano 50 2 Escreve o século a que pertence cada um dos anos que assinalaste no friso. ATIVIDADES 43 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições Para a História, é muito importante saber quando ocorreram os acontecimentos; para isso, o historiador tem de utilizar medidas de tempo, como a década, que já apren- deste no 3.º ano. Mas para os acontecimentos mais anti- gos da história dos povos, recorre-se também ao século (período de cem anos) e ao milénio (período de mil anos). O nascimento de Cristo marca o início do nosso tempo histórico: assim, sempre que nos referimos a um acontecimento ocorrido antes do seu nascimento, coloca- mos a. C. (antes de Cristo) a seguir à data, por exemplo 500 a. C. Como cada século tem cem anos, o século i (aquele em que Jesus nasceu) agrupa os anos 1 a 100, o século ii agrupa os anos 101 a 200, o século iii, os anos 201 a 300, e assim sucessivamente. Para os séculos, usamos sempre numeração romana. O friso cronológico Se quisermos representar um conjunto de aconteci- mentos históricos, usamos um friso cronológico. Conse- guimos identificá-los por ordem, desde o mais antigo até ao mais recente. 3.3 AS DATAS DA HISTÓRIA Sabes como se conta o tempo na História? Século III a. C. Século II a. C. Século I a. C. Século I d. C. Século II d. C. Século III d. C. A N T E S D E C R I S T O D E P O I S D E C R I S T O 300 a. C. 100 d. C. 1 d. C. 1 a. C. 200 a. C. 200 d. C. 100 a. C. 300 d. C. Nascimento de Cristo 3 UNIDADE 363929 040-069 U3.indd 43 18/03/13 17:01
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    44 BLOCO 2À descoberta dos outros e das instituições 3.4 OS PRIMEIROS POVOS NA PENÍNSULA IBÉRICA Os povos recoletores Há milhares de anos que a Penín- sula Ibérica é povoada por povos nóma- das e recoletores. Eram nómadas porque se deslocavam sempre que se tornava difícil arranjar alimentos na região onde viviam. Eram recoletores porque apro- veitavam o que a Natureza lhes dava: colhiam frutos silvestres e raízes, pesca- vam nas margens dos rios e caçavam. Descobriram o fogo que os protegia do frio e dos animais selvagens e permitia cozinhar alimentos. Viviam em peque- nos grupos e abrigavam-se em grutas. As comunidades agropastoris Com o passar dos milénios, o homem inventou a agri- cultura e passou a criar animais, domesticando-os. Usava utensílios simples: enxadas, foices, machados e moinhos de mão. Dedicava-se já a muitas atividades: cestaria, tece- lagem e cerâmica. Não necessitava de se deslocar à pro- cura de alimento e passou a viver permanentemente num local, construindo aldeias, tornando-se assim sedentário. Passou a usar diferentes materiais no seu dia a dia: pedra, madeira e barro. A vida dos povos recoletores. Aldeia de um povo sedentário. Instrumentos de trabalho dos povos sedentários: mó (A); pote (B). A B 363929 040-069 U3.indd 44 18/03/13 17:01
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    1 Quais foramos primeiros povos a habitar a Península Ibérica? 2 A que atividades se dedicavam estes povos? ATIVIDADES 45 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições 3 UNIDADE Os Celtiberos e os Lusitanos Na Península Ibérica, os primeiros povos organiza- dos em comunidades agropastoris foram os Iberos e os Celtas. Os Iberos localizavam-se no Sul e no Leste e os Celtas no Norte e a Oeste. No Norte de Portugal ainda existem vestígios des- tes povos — as citânias, ou castros, que estavam rodea- das por muralhas, para que a defesa nas frequentes guerras fosse mais fácil. Os Lusitanos, foram um desses povos, tendo vivido na região entre o rio Douro e o rio Tejo, ocupando uma grande parte do atual território português. Dedicavam- -se mais à pastorícia do que à agricultura e eram tam- bém um povo guerreiro. Os Fenícios, os Gregos e os Cartagineses Ao longo do primeiro milénio a. C., o Sul e o Leste da Península Ibérica foram visitados pelos Fenícios, Gregos e Cartagineses. Estes povos chegaram atraídos pelas riquezas da Península e pela possibilidade de faze- rem comércio com os povos locais: traziam armas e outros utensílios de ferro, vasos de cerâmica e tecidos e levavam cavalos, lã e sal. A sua influência foi muito importante, pois intro- duziram a exploração mineira, a conservação do peixe em sal, a produção de vinho e de azeite, a escrita alfabé- tica e a moeda. Casa celta. Escrita fenícia gravada em pedra. 363929 040-069.indd 45 10/02/14 12:05
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    1 Em queséculo a Península Ibérica foi ocupada pelos Romanos? 2 Quem foi Viriato? ATIVIDADES 46 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições 3.4 OS PRIMEIROS POVOS NA PENÍNSULA IBÉRICA Soldado romano. Vestuário romano. A influência romana na arte — templo (A), nas construções — estrada (B) e na economia — salgadeiras (C). Os Romanos Foram os Romanos, a partir do século iii a. C., o povo que mais influência teve na Península Ibérica. Dominaram todos os povos que aí se encontravam, embora alguns, como os Lusitanos, tenham sido difíceis de conquistar. Coman- dados por Viriato, um notável guerreiro, resistiram aos ata- ques dos Romanos, derrotando-os por várias vezes. Apenas pela traição Viriato foi vencido: em 139 a. C., enquanto negociava uma proposta de paz com um general romano, Cipião, foi assassinado por três guerreiros lusitanos. As influências romanas na Península Ibérica foram muitas: • na língua, com a introdução do latim, que deu ori- gem ao português; • nos costumes, que todos adotaram; • na agricultura, introduzindo a cultura do trigo, da vinha e da oliveira; • na divisão do território e nas leis; • no artesanato e na indústria — tecelagem, olaria, exploração mineira; • nas construções — habitações, estradas e pontes. A B C 363929 040-069 U3.indd 46 18/03/13 17:01
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    47 BLOCO 2 Àdescoberta dos outros e das instituições 3 UNIDADE Guerreiro bárbaro. Os Visigodos No século v, alguns povos bárbaros, assim chama- dos por não falarem latim, a língua dos Romanos, invadi- ram o Império Romano e chegaram à Península Ibérica. Os mais poderosos eram os Visigodos. Organizaram-se como reino, e o poder foi entregue a um rei que gover- nava com a ajuda de famílias importantes. Os Visigodos converteram-se ao Cristianismo, uma religião que se espa- lhara por todo o Império Romano, baseada nos ensina- mentos de Jesus Cristo. Os Muçulmanos As invasões continuaram, e, no ano 711, os Muçul- manos chegaram à Península Ibérica, vindos do Norte de África. Os Muçulmanos praticavam a religião islâ- mica (religião fundada por Maomé, que se expandiu da Arábia para uma grande parte do Mundo). A presença muçulmana foi marcante em Portugal até ao século xiii, principalmente no Sul do País, e dela ainda hoje existem vestígios. P a INFLUÊNCIA MUÇULMANA NA PENÍNSULA IBÉRICA Agricultura Ciência e técnica Construção Cultura e língua Árvores trazidas: laranjeira, limoeiro, amendoeira, alfarrobeira. Técnicas de irrigação: nora, azenha. Matemática, medicina, astronomia. Mesquitas, habitações, pintura em azulejo (em cima), chaminés. Numeração árabe. Palavras: alfaiate, Albufeira, azenha, arraial. Nora 1 6 2 7 3 8 4 9 5 0 Astrolábio 363929 040-069 U3.indd 47 18/03/13 17:01
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    48 BLOCO 2À descoberta dos outros e das instituições 3.5 A RECONQUISTA CRISTÃ Perante a conquista muçul- mana, parte dos Cristãos refu- giou-se no Norte da Península Ibérica e iniciou a luta contra os invasores. Durante esse processo, formaram-se vários reinos cris- tãos: Leão, Castela, Navarra e Aragão. Nessa altura, o rei de Leão, Afonso VI, aceitou a ajuda de cavaleiros franceses na luta con- tra os Muçulmanos. Entre esses cavaleiros chegaram os condes D. Henrique e D. Raimundo. Como recompensa pelas bata- lhas ganhas aos Muçulmanos, Afonso VI recompensou D. Hen- rique doando-lhe o Condado Portucalense, que correspondia à região entre o Minho e o Dou- ro, e entregando-lhe a sua filha, D. Teresa, em casamento. Apesar de dever lealdade ao rei de Leão, D. Henrique ma- nifestou vontade de autonomi- zar o condado do reino de Leão, aliando-se aos interesses do clero e da nobreza portucalenses. No entanto, acabou por morrer sem o conseguir. D. Teresa sucedeu a D. Henrique, mas a sua governação não favore- ceu os interesses portucalenses, tendo mesmo colocado no governo um conde da Galiza, o que desagradou ao seu filho, D. Afonso Henriques. Com a ajuda de alguns nobres, que possuíam terras no Condado Portucalense, D. Afonso Henriques travou contra D. Teresa a Batalha de São Mamede, perto de Guimarães, em 1128. Vencida a batalha, D. Afonso Henriques continuou a luta contra os Muçulmanos, prosseguiu a conquista do território para sul, até ao rio Tejo, e lutou pela independência relativamente a Afonso VII, rei de Leão e Castela. Reino de Leão Reino de Castela Reino de Navarra Reino de Aragão Condado Portucalense Território cristão Território muçulmano N 0 125 km Oceano Atlântico Mar Mediterrâneo Reinos cristãos na Península Ibérica e território ocupado pelos Muçulmanos. D. Henrique e D. Teresa. 363929 040-069.indd 48 10/02/14 12:10
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    1 Dá doisexemplos de influências dos Muçulmanos na Península Ibérica. 2 Por que razão entregou Afonso VI o Condado Portucalense a D. Henrique? 3 O que significou o Tratado de Zamora? 4 Quando e como é que os Muçulmanos foram expulsos do território português? ATIVIDADES 49 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições Depois de várias batalhas, em 1143, com a assina- tura do Tratado de Zamora, Afonso VII aceitou que D. Afonso Henriques usasse o título de rei, apesar de a independência do Reino de Portugal só se ter consolidado com o reconhecimento do papa Alexandre III em 1179. D. Afonso Henriques prosseguiu com a recon- quista aos Mouros, conquistando Santarém e Lisboa, em 1147. Chegou também a conquistar terras a sul do rio Tejo, mas foi só no reinado de D. Afonso III, mais de um século depois, em 1249, que os Portugueses con- quistaram o que faltava do atual território português aos Muçulmanos. Esta luta entre Cristãos e Muçulmanos teve a ajuda dos cruzados, cavaleiros que combatiam em nome de Cristo e da população. 3 UNIDADE 3.6 A FORMAÇÃO DE PORTUGAL Estátua de D. Afonso Henriques. Cerco e conquista da cidade de Lisboa aos Mouros. Castelo de Guimarães, a cidade «berço» da nacionalidade portuguesa. P a r a s aber mais Caderno Temas da História de Portugal, pp. 12 e 13 Caderno Temas da História de Portugal, pp. 12 e 13 363929 040-069.indd 49 10/02/14 12:10
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    50 BLOCO 2À descoberta dos outros e das instituições 3.7 AS ATIVIDADES ECONÓMICAS DEPOIS DA RECONQUISTA Após a Reconquista, os reis portugueses ten- taram desenvolver o reino. Para isso, incentiva- ram o povoamento do território, criando os con- celhos (povoações livres) através das Cartas de Foral, onde se escreviam os direitos dos morado- res. Também fomentaram o desbravamento e o cul- tivo de terrenos que estavam desaproveitados para a agricultura. As principais atividades económicas eram a agricultura, a criação de gado e a pesca. O comércio desenvolveu-se com dificuldade. Os almocreves faziam o comércio entre as terras vizinhas e trans- portavam produtos agrícolas e artesanais. Nas cida- des e vilas maiores, realizavam-se feiras e mercados. O rei D. Dinis, O Lavrador, a partir de 1279, tomou medidas importantes para desenvolver o País: • Na agricultura, entre outras medidas, man- dou semear o pinhal de Leiria, para impedir o avanço das areias e proteger as terras de cultivo. • No comércio, mandou que se fizessem fei- ras, assinou um tratado de comércio livre com a Inglaterra e criou a Bolsa de Merca- dores. • Na pesca, protegeu os pescadores criando locais próprios para estes viverem e pode- rem pescar — as póvoas marítimas. • Na cultura, fundou a primeira universi- dade, em Lisboa, e protegeu os artistas. O rei D. Fernando, para desenvolver a marinha e o comércio, fundou a Companhia das Naus, em 1380 (encarregada dos seguros marítimos). Mandou construir embarcações grandes para fazer crescer o comércio externo e desenvolveu também a indústria da extração de sal. Com a Lei das Sesmarias (as terras que não eram cultivadas eram retiradas aos seus donos e passavam a pertencer ao rei), conseguiu fixar a população rural às terras e diminuir o despovoamento, evitando a fuga para as cidades, onde os salários pagos pelo trabalho artesanal eram mais altos. Atividade económica na cidade. Atividades económicas no campo. A B 363929 040-069 U3.indd 50 18/03/13 17:01
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    1 Depois daReconquista, quais foram as medidas tomadas pelos reis portugueses para povoar os territórios conquistados? 2 Quais foram as medidas tomadas pelo rei D. Dinis para desenvolver a agricultura e o comércio? 3 D. Fernando também se preocupou com o comércio e com a agricultura. Que medidas tomou? 4 Como se encontrava dividida a sociedade? Caracteriza cada grupo social. ATIVIDADES 51 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições 3 UNIDADE Em Portugal, a sociedade estava dividida, e as pessoas dedicavam-se a atividades muito diferentes. A SOCIEDADE PORTUGUESA NOS SÉCULOS XII A XIV O rei e a sua corte Governava o País: responsável pela moeda, pela justiça e pela defesa do reino. Nos tempos livres, caçava e organizava banquetes e bailes na corte. O clero Responsável pela Igreja, possuía terras e não pagava impostos. Os membros mais pobres do clero vestiam trajes escuros e compridos de lã, com capas; alguns andavam descalços, outros com sapatos de couro. O clero mais rico usava vestuário luxuoso e com cores vivas. Eram das poucas pessoas que sabiam ler e os responsáveis pelo ensino. A nobreza Lutava ao lado do rei, em caso de guerra, possuía terras e não pagava impostos. Os nobres mais ricos vestiam seda e usavam nas suas roupas peles valiosas e joias. Nos tempos livres, dedicavam-se à caça, realizavam torneios, banquetes e bailes na corte. O povo Formado pelos comerciantes (burguesia), artesãos e camponeses, cultivava as terras e pagava impostos. Vendia produtos em feiras e mercados, podendo, para isso, deslocar-se de terra em terra (a burguesia). Fabricava objetos de madeira, ferro, etc. As roupas eram geralmente de lã e fabricadas em casa. Alimentava-se à base de pão. Divertia-se nas feiras e nas romarias. 3.8 A SOCIEDADE mais 363929 040-069 U3.indd 51 18/03/13 17:01
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    52 BLOCO 2À descoberta dos outros e das instituições O Povoador O Conquistador O Gordo 1143 1185 1211 1223 D. SANCHO I D. AFONSO HENRIQUES D. AFONSO II Primeiro rei de Portugal. Conquistas aos Muçulmanos. Reconquista Cristã. O Bolonhês O Capelo O Lavrador 1223 1248 1279 1325 D. AFONSO III D. SANCHO II D. DINIS Reconquista Cristã. Conquista definitiva do Algarve aos Muçulmanos. Povoamento e desenvolvimento do reino. O Justiceiro O Bravo O Formoso 1325 1357 1367 1383 D. PEDRO I D. AFONSO IV D. FERNANDO Crise em Portugal e na Europa. Peste negra. Lei das Sesmarias. Uma dinastia é uma série de reis que pertencem à mesma família. A 1.ª DINASTIA — A DINASTIA AFONSINA 363929 040-069 U3.indd 52 18/03/13 17:01
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    3 UNIDADE 3.9 A DINASTIADE AVIS 53 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições Batalha de Aljubarrota. Em 1383, o rei D. Fernando morreu e o País preparou-se para o pior. D. Fernando havia casado a sua única filha, D. Beatriz, com o rei de Castela. Quando foi aclamada a nova rainha, mui- tas pessoas ficaram descontentes, pois Portugal corria o risco de perder a independência. Surgiram assim dois partidos: • os que apoiavam D. Beatriz e sua mãe, D. Leonor Teles, que tinha ficado como regente do reino — a nobreza e o clero; • os que apoiavam D. João I, Mestre de Avis, meio-irmão de D. Fernando e tio de D. Beatriz — alguns nobres e o povo (os comerciantes e os mais pobres). D. João I, com o apoio do povo de Lisboa, foi aclamado regedor e defensor do reino, o que levou Castela a invadir Portugal. Mas o exército de Castela foi derrotado na Batalha de Atolei- ros, onde se destacou D. Nuno Álvares Pereira. No verão de 1384, Lisboa foi cercada, mas resistiu aos Castelhanos, que foram definitiva- mente derrotados na Batalha de Aljubarrota, em 1385. Desta forma, Portugal manteve a sua independência e D. João I foi aclamado rei. O rei D. João I casou com uma princesa inglesa, D. Filipa de Lencastre, e iniciou-se uma nova dinastia — a dinastia de Avis. D. João I, Mestre de Avis. 363929 040-069 U3.indd 53 18/03/13 17:02
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    3.10 OS DESCOBRIMENTOSPORTUGUESES No século xiv, Portugal passara por uma grave crise económica. O tesouro real tinha falta de ouro, o povo vivia em más condições e com fome, a nobreza precisava de conquis- tar novas terras, para ganhar fama e riqueza, e o clero pretendia espalhar a fé cristã. Era necessário descobrir novas terras, que pudes- sem ser novos locais de comércio, e trazer para Portugal os produtos e a riqueza que falta- vam no reino. Os Portugueses iniciaram então a expansão marítima. Ceuta, um mercado de cereais e local de passagem das rotas do ouro e das especiarias do Oriente, foi a primeira conquista de Portugal, em 1415 (reinava D. João I). Mas, depois da con- quista, os Mouros alteraram as rotas e o comér- cio do ouro e das especiarias para outras cidades. Não conseguindo obter riqueza, os Portu- gueses partiram para as viagens de descoberta, no oceano Atlântico, cujo grande impulsiona- dor foi o infante D. Henrique, filho de D. João I. Portugal tinha boas condições para se aven- turar nestas viagens: a sua situação geográ- fica, a sua longa costa marítima e o seu conhe- cimento de novas técnicas de navegação. A conquista de Ceuta. A conquista de Ceuta. 1410 1420 1430 1440 1450 1460 1470 1480 1490 1500 JOÃO GONÇALVES ZARCO TRISTÃO VAZ TEIXEIRA Descoberta da Madeira 1419 BARTOLOMEU DIAS Passagem do cabo da Boa Esperança 1488 PEDRO ÁLVARES CABRAL Descoberta do Brasil 1500 Primeiros escravos em Portugal 1441 Descoberta dos Açores DIOGO SILVES 1427 Descoberta de Cabo Verde Passagem do cabo Bojador GIL EANES 1438 DIOGO GOMES 1456-60 VASCO DA GAMA 1498 Descoberta do caminho marítimo para a Índia As viagens dos Descobrimentos 54 Instrumentos de navegação: astrolábio (A), quadrante (B), balestilha (C). Os navegadores portugueses desenvolveram o uso do astrolábio, da bússola e dos mapas de navegação. B A C 363929 040-069 U3.indd 54 18/03/13 17:02
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    ATIVIDADES 55 BLOCO 2 Àdescoberta dos outros e das instituições 3 UNIDADE Portugueses na Índia. Portugueses no Brasil. Engenho de açúcar no Brasil. No século xvi, Portugal dominava um grande império, que se estendia pela Europa, África, Ásia e América. Os Descobrimentos permitiram o esta- belecimento de comércio com todos os locais onde os Portugueses se fixaram, trazendo para Portugal escravos e pro- dutos variados: de África, ouro, mar- fim e malagueta; da Índia, especiarias; da China, sedas e louças; do Brasil, açúcar, produzido por escravos africa- nos, aprisionados e transportados pelos Portugueses. Os Portugueses mantiveram con- tactos com povos e culturas diferentes. Levaram a fé católica a muitos desses povos. Lisboatornou-seumacidadecomer- cial importante, centro de várias rotas de todo o Mundo. No entanto, Portu- gal continuava a necessitar de comprar cereais a outros países, pois ainda não os produzia em quantidade suficiente, e os produtos alimentares tornaram-se mais caros. 1 Que razões conduziram os Portugueses aos Descobrimentos? 2 Qual foi a primeira conquista de Portugal? 3 Quem foi o navegador que descobriu o caminho marítimo para a Índia? 4 Em que ano se descobriu o Brasil? Quem foi o seu descobridor? 5 Refere alguns dos produtos trazidos das terras descobertas pelos Portugueses. 363929 040-069 U3.indd 55 18/03/13 17:02
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    56 BLOCO 2À descoberta dos outros e das instituições O Eloquente O de Boa Memória O Africano 1385 1433 1438 1481 D. DUARTE D. JOÃO I D. AFONSO V 1415 — Conquista de Ceuta. 1419 — Descoberta da Madeira. 1427 — Descoberta dos Açores. 1434 — Gil Eanes dobra o cabo Bojador. 1455 — Descoberta da Guiné. 1456 — Descoberta de Cabo Verde. 1470 — Descoberta de São Tomé e Príncipe. O Venturoso O Príncipe Perfeito O Piedoso 1483 1495 1521 1557 D. MANUEL I D. JOÃO II D. JOÃO III 1483 — Descoberta do Congo. 1488 — Passagem do cabo da Boa Esperança. 1498 — Descoberta do caminho marítimo para a Índia. Colonização do Brasil. Reforma da Universidade. O Casto O Desejado 1557 1578 1580 CARDEAL D. HENRIQUE D. SEBASTIÃO Regência do cardeal D. Henrique. Batalha de Alcácer-Quibir e desaparecimento de D. Sebastião. Perda da Independência para Espanha. A 2.ª DINASTIA — A DINASTIA JOANINA ou de AVIS 363929 040-069 U3.indd 56 18/03/13 17:02
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    57 Durante o séculoxvi, Portugal continuou a passar por muitos peri- gos e mais uma vez perdeu a independência para Espanha. Em 1578, o rei português D. Sebastião, com apenas 24 anos, perdeu a vida na Batalha de Alcácer-Quibir, em África. Sucedeu-lhe o cardeal D. Henrique, seu tio, que não tinha filhos. Esta situação originou uma crise de sucessão (não havia um rei português para subir ao trono legiti- mamente). Este facto viria a originar a perda da independência. 3 UNIDADE 3.11 O DOMÍNIO FILIPINO D. Sebastião. Cena do filme Non, ou a Vã Glória de Mandar, de Manoel de Oliveira. Ao centro, de armadura, o rei D. Sebastião preparado para a Batalha de Alcácer-Quíbir. BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições Após a morte de D. Henrique, em 1580, foi o primo de D. Sebastião, Filipe II, rei de Espanha, quem obteve maior apoio. Mais uma vez, a nobreza e o clero apoiaram um candidato espanhol, rei de um dos reinos mais fortes da Europa, conseguindo afastar os outros candidatos, e Filipe II de Espanha assumiu o governo de Portugal com o título de D. Filipe I. 363929 040-069 U3.indd 57 18/03/13 17:02
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    58 BLOCO 2À descoberta dos outros e das instituições Os reis de Espanha fundaram a dinastia filipina e mantiveram-se no poder em Portugal durante sessenta anos, entre 1580 e 1640. O governo de Espanha aumentou os impostos e arrastou os Portu- gueses para as guerras em que Espanha estava envolvida. Esta situação provocaria a revolta dos Portugueses. Durante este período, as finanças portuguesas ficaram arruinadas, o governo espanhol aumentou os impostos, e a agricultura e a indústria foram abandonadas. Por outro lado, a Espanha estava em guerra com a Inglaterra e com a França e obrigou o exército português a entrar na guerra, para defender os interesses de Espanha. Para fazer essas guerras, os impostos foram agravados. Alguns dos territórios portugueses em África, na Ásia e na América foram atacados e perdidos para os Franceses, Ingleses e Holan- deses. Só após 1640, e depois de grandes esforços, alguns foram recupe- rados (sobretudo o Nordeste do Brasil e Angola). O Pio O Prudente O Grande 1580 1598 1621 1640 FILIPE II (III DE ESPANHA) FILIPE I (II DE ESPANHA) FILIPE III (IV DE ESPANHA) Cortes de Tomar. Destruição da Armada Invencível. Nomeação do português Cristóvão de Moura para governar Portugal em nome do rei de Espanha, o que não agradou ao povo. Revoltas populares. Revolução de 1640. Restauração da Independência. A 3.ª DINASTIA — A DINASTIA FILIPINA 1 Qual foi o rei português que morreu na Batalha de Alcácer-Quibir? 2 De que forma este acontecimento deu origem à crise dinástica em Portugal? 3 O que aconteceu em consequência desta crise? 4 Quem governou Portugal entre 1580 e 1640? ATIVIDADES 3.11 O DOMÍNIO FILIPINO 363929 040-069 U3.indd 58 18/03/13 17:02
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    ATIVIDADES 59 BLOCO 2 Àdescoberta dos outros e das instituições 3 UNIDADE 3.12 A RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA Começou a ser frequente a ocorrência de motins entre o povo, em várias localidades, que mostraram à nobreza que haveria apoio popular a uma revolução contra o domínio espanhol. Desta forma, no dia 1 de dezembro de 1640, quarenta fidal- gosportugueses,apoiadospelopovo,invadiramopaçodaRibeira, prenderam os representantes de Filipe III e aclamaram D. João IV, 8.º duque de Bragança, rei de Portugal, recuperando assim a inde- pendência de Portugal — Restauração da Independência. Assim se iniciou a 4.ª dinastia — a dinastia de Bragança, que durou até 1910. 1 O que foi a Restauração da Independência? 2 Quais foram as várias causas do descontentamento dos Portugueses? 3 Investiga para saberes mais pormenores sobre a Revolta do Manuelinho. A Revolta do Manuelinho, em Évora (1637), foi uma das principais manifestações populares contra o domínio espanhol sobre Portugal. 363929 040-069 U3.indd 59 18/03/13 17:02
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    1 Onde foiutilizado grande parte do ouro que vinha do Brasil? 2 Quem foi o Marquês de Pombal? 3 Que medidas tomou o Marquês de Pombal para desenvolver o País? ATIVIDADES 60 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições 3.13 A DESCOBERTA DO OURO BRASILEIRO Palácio-Convento de Mafra. No século xviii, a colónia portu- guesa mais importante era o Brasil. De lá vinha açúcar, algodão e cacau. A descoberta de abundantes jazidas de ouro, cuja extração era controlada pela Coroa, fez com que esta fosse uma época de grande riqueza para Portu- gal. A corte vivia com uma enorme opulência, e foram construídos gran- des palácios, como o de Mafra e o de Queluz, e o Aqueduto das Águas Livres. O rei detinha todos os poderes; o seu poder era absoluto. O Marquês de Pombal Contudo, depressa o ouro do Brasil se esgotou, e abateu-se sobre Portugal uma enorme crise. Em 1755, Lisboa sofreu ainda um terrível terramoto que destruiu a capital e agravou o estado do reino. O Marquês de Pombal, primeiro-ministro do rei D. José I, levou a cabo importantes reformas, para que as dificuldades fossem ultrapassadas. Desenvol- veu o comércio, criando grandes companhias que controlavam e aumentavam a venda de mercadorias ao estrangeiro. Ao mesmo tempo, favoreceu o surgi- mento de novas indústrias que produziam têxteis, vidros, louças, metais, etc., produtos esses que até aí eram comprados ao exterior com o ouro do Brasil. Marquês de Pombal. P 363929 040-069 U3.indd 60 18/03/13 17:02
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    ATIVIDADES 61 BLOCO 2 Àdescoberta dos outros e das instituições 3 UNIDADE 3.14 AS INVASÕES FRANCESAS No início do século xix, Portugal foi forçado a envolver-se nas guerras que se tra- vavam na Europa, entre a França e a Ingla- terra. Aliado desta última, Portugal manteve o seu comércio com os Ingleses, o que levou os Franceses a invadirem o nosso país três vezes, entre 1807 e 1811. As Invasões Fran- cesas obrigaram a rainha D. Maria I e toda a corte a refugiarem-se no Brasil. Com a ajuda inglesa, os Franceses foram derrotados. Da Monarquia absoluta à Monarquia liberal Em 1816, D. João VI subiu ao trono, mas o rei e a corte não regressavam do Bra- sil, o que provocou o aumento do descon- tentamento em Portugal. Em agosto de 1820, um conjunto de militares e de comerciantes descontentes iniciou no Porto a Revolução Liberal, que exigia o regresso do rei e a ins- tauração de liberdades políticas no País. Foram eleitas as Cortes Constituintes, que elaboraram a primeira Cons- tituição portuguesa (leis onde estão os direitos e deveres da população e fun- ções do Estado), aprovada pelo rei em 1822, após o seu regresso. O rei pas- sava a governar com o consentimento das Cortes (parlamento), que faziam as leis. Apesar de os defensores da Monarquia absoluta (poder absoluto do rei) terem tentado impedir a implantação deste sistema, a Monarquia liberal, ele triunfou após uma guerra civil (entre Portugueses), que terminou em 1834. Desde então, realizaram-se importantes progressos económicos e polí- ticos: construíram-se caminhos de ferro e desenvolveram-se a agricultura e a indústria, foram abolidas a pena de morte e a escravatura nas colónias. Invasões Francesas — a Batalha do Buçaco. Entrada dos revoltosos portugueses em Lisboa, em agosto de 1820. 1 Quais foram as causas e as consequências das Invasões Francesas? 2 Como surgiu a Monarquia liberal em Portugal? i 363929 040-069 U3.indd 61 18/03/13 17:02
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    1 O quefoi o regicídio? Quais foram as suas causas e o que originou? 2 Quais são as principais diferenças entre a Monarquia e a República? ATIVIDADES 62 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições 3.15 O FIM DA MONARQUIA E A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA Nos finais do século xix, apesar de algum desenvolvimento do País, com a construção de vias-férreas, estradas e pontes, as dívidas do Estado aumentaram, e a Monarquia passava por uma grande crise. Para pagar as dívidas, os gover- nantes aumentavam os impostos, o que provocou um grande descontentamento entre a população. No dia 1 de fevereiro de 1908, deu-se o regi- cídio — o assassinato do rei D. Carlos. Subiu ao trono D. Manuel II, mas os políticos monárqui- cos não chegaram a consenso e, em 5 de outubro de 1910, o Partido Republicano Português fez uma revolução em Lisboa, obrigando o rei e a sua família a fugir do País — implantação da Repú- blica. Em 1914, começou a Primeira Guerra Mun- dial, na qual Portugal participou, o que provocou milhares de mortos, tornando a vida em Portugal muito difícil. Os vários governos republicanos também não conseguiram impedir que o custo de vida aumentasse, e a população vivia com enor- mes dificuldades. Por outro lado, os desentendi- mentos entre os vários partidos políticos que con- corriam ao poder agravaram-se. DIFERENÇAS ENTRE A MONARQUIA E A REPÚBLICA Monarquia República • O chefe de Estado é o rei. • O rei recebe o direito de governar. • O rei governa até à sua morte e é sucedido pelo filho mais velho. • O chefe de Estado é um presidente. • O presidente da República é eleito pelo povo ou pelo parlamento. • O seu tempo de governo é limitado. Regicídio. A rainha tenta defender-se do atirador enquanto o rei e o seu filho mais velho, D. Luís, são assassinados. P a 363929 040-069 U3.indd 62 18/03/13 17:02
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    63 BLOCO 2 Àdescoberta dos outros e das instituições 3 UNIDADE O Vitorioso O Restaurador O Pacífico 1640 1656 1677 1706 D. AFONSO VI D. JOÃO IV D. PEDRO II Guerra da Restauração. Minas de ouro no Brasil. Fim da Guerra da Restauração. O Reformador O Magnânimo A Piedosa 1706 1750 1777 1816 D. JOSÉ D. JOÃO V D. MARIA I Exploração de minas/ /construções. Terramoto de Lisboa. Invasões Francesas/ /ida da corte para o Brasil. O Rei Soldado O Clemente O Rei Absoluto 1816 1826 1828 1834 D. PEDRO IV D. JOÃO VI D. MIGUEL Constituição de 1820/ /Lutas liberais. Regência de D. Miguel. Guerra civil/ /Convenção de Évora-Monte. O Esperançoso A Educadora O Popular 1834 1853 1861 1889 D. PEDRO V D. MARIA II D. LUÍS Lutas políticas. Modernização do País. Abolição da escravatura. O Patriota O Diplomata 1889 1908 1910 D. MANUEL II D. CARLOS Atentado contra o rei. Proclamação da República. A 4.ª DINASTIA — A DINASTIA DE BRAGANÇA 363929 040-069 U3.indd 63 18/03/13 17:03
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    ATITUDES E VALORES 64BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições A interculturalidade Ao longo da história de Portugal, estiveram no território português vários povos que, vindos de longe, trouxeram diferentes influências. Os Portugueses são o resultado dessas influências. Mas os Portugueses também foram à procura de outros povos pelo mundo fora e deixaram muitas marcas da sua presença em terras longín- quas. O contacto entre povos tão diferentes nem sempre foi pacífico, mas acabou por resultar numa grande riqueza cultural, visível na aceita- ção de cada povo com quem convivemos. Inicialmente, estranham-se a língua, a cultura, os costumes, a cor da pele, os gestos, a alimentação e os comportamentos, depois aceitam-se e trocam-se influências. Assim é a interculturalidade! Faz um levantamento dos povos que já habitaram no território de Portugal, no passado. Pesquisa agora sobre os povos que os Portugueses descobriram um pouco por todo o Mundo. Faz uma pesquisa sobre um dos povos com quem os Portugueses estiveram em contacto e escreve um texto acerca do seu modo de vida (língua, religião, hábitos, alimentação, cultura, …). Faz um levantamento dos povos que atualmente têm comunidades em Portugal. Sim! Em Portugal vivem pessoas de muitas partes do Mundo! Olha, já viste como somos todos diferentes? 363929 040-069 U3.indd 64 18/03/13 17:03
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    3 UNIDADE 65 BLOCO 2 Àdescoberta dos outros e das instituições O MAIS IMPORTANTE RECORDA • Pela Península Ibérica passaram vários povos que deixaram a sua influência nos costumes, na língua, na cultura e na economia. • Na Idade Média, a Reconquista Cristã e o papel de D. Afonso Henriques levaram à formação de Portugal. • Na Península Ibérica conviveram durante séculos Cristãos e Muçulmanos em períodos de paz e de guerra. • A Revolução de 1383/85 iniciou uma nova dinastia com D. João I, Mestre de Avis. • Os Descobrimentos permitiram mudar o modo de vida dos Portugueses na alimentação, na economia e na cultura, adquirindo novos conhecimentos sobre o Mundo (povos, plantas, animais, alimentos, técnicas). • Os reis de Castela — os Filipes — estiveram no trono português durante sessenta anos, de 1580 a 1640. • Restauração da Independência, em 1 de dezembro de 1640. • No século xviii, o ouro do Brasil trouxe muita riqueza para Portugal, mas depressa se esgotou, e o País entrou em crise. O Marquês de Pombal tomou medidas para desenvolver o País. • O século xix foi marcado pelas Invasões Francesas e pela Revolução Liberal, que limitou o poder do rei. • A Monarquia acabou em Portugal com a Revolução Republicana de 5 de Outubro de 1910. ESQUEMA DE CONCEITOS Séculos IX a. C. a IX d. C. Séculos X a XIV Séculos XV a XVII Século XVIII • Invasões da Península Ibérica. • Reconquista Cristã. • Formação de Portugal. D. Afonso Henriques foi o primeiro rei de Portugal. • 1.ª dinastia. • Descobrimentos: — Norte de África e costa ocidental africana. — Ilhas atlânticas. — Ásia — Índia, Japão, China. — América — Brasil. • Domínio dos Filipes de Espanha sobre Portugal. • Restauração da Independência, em 1 de dezembro de 1640. • D. João V — descoberta de ouro no Brasil trouxe muita riqueza a Portugal. • Marquês de Pombal — desenvolve o País, quando o ouro do Brasil se esgota. História de Portugal Século XIX • Invasões Francesas. • Revolução Liberal de 1820. 363929 040-069 U3.indd 65 18/03/13 17:03
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    66 BLOCO 2À descoberta dos outros e das instituições SERÁ QUE JÁ SABES? 1 Preenche a tabela classificando os documentos históricos de acordo com o seu tipo. 2 Circunda, entre os povos seguintes, os que habitaram a Península Ibérica. A B C D 3 De que forma se deu a ocupação da Península Ibérica pelos Romanos? 4 Conheces, na tua região, algum vestígio da presença romana? E noutras regiões? Refere-as e descreve os vestígios. 5 Explica a razão que levou Afonso VI a entregar o Condado Portucalense ao conde D. Henrique. a) Explica a que ficou obrigado D. Henrique. 6 Quem foi o primeiro rei de Portugal? a) Explica de que forma conseguiu tomar o poder. 7 Com que povo lutou D. Afonso Henriques para alargar o território português? a) Que nome se deu a essa luta? b) Quem eram os cruzados? Qual era o seu papel na guerra? 8 Quais foram as atividades económicas que se desenvolveram em Portugal, depois da Reconquista? 9 Quais foram os motivos que, no século XIV, levaram os Portugueses a aventurar-se na expansão marítima? Fontes escritas Fontes não escritas Iberos Visigodos Muçulmanos Romanos Celtas Chineses Lusitanos Índios Russos Instrumento musical de osso. Moeda. Escrita fenícia. Pergaminho. 363929 040-069 U3.indd 66 18/03/13 17:03
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    67 BLOCO 2 Àdescoberta dos outros e das instituições 3 UNIDADE 10 Localiza no mapa os territórios da lista, onde chegaram os navegadores portugueses. 11 Quais foram os grandes benefícios que os Portugueses retiraram dos Descobrimentos? 12 Quem governou Portugal entre 1580 e 1640? 13 O que aconteceu no dia 1 de dezembro de 1640? 14 Explica o que foi a Revolução Liberal, no século XIX, e que efeitos teve no País. 15 Quais são as principais diferenças entre a monarquia e a república? A. Índia B. Brasil C. Açores D. Angola E. Madeira F. Cabo Verde G. Macau H. São Tomé e Príncipe I. Moçambique J. Guiné K. Timor AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de: Se ainda não consegui, vou ver nas páginas: Assinala com a coluna que representa o que já consegues fazer: Saber quais foram os vários povos que habitaram a Península Ibérica. Conhecer as influências da Romanização. Saber o que foi a Reconquista. Saber como se formou Portugal. Saber o que foram e quais foram os Descobrimentos. Conhecer o processo de Restauração da Independência. 44 a 47 46 48 49 54 e 55 57 a 59 Saber o que foi a Revolução Liberal. 61 TOTAL A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos. 14-16 Tenho de continuar assim… 10-13 Não estou mal… 0-8 Tenho de estudar mais. Saber as diferenças entre Monarquia e República. 61 e 62 A B C 363929 040-069 U3.indd 67 18/03/13 17:03
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    BLOCO 5 Àdescoberta dos materiais e objetos 68 Na localidade onde vives ou próximo dela, existem certamente monumentos: castelos, igrejas, palácios, pontes, estradas romanas, vestígios arqueológicos, ruínas, estátuas ou outros. Objetivo: Realização de uma reportagem fotográfica para uma exposição na escola. De que vais necessitar? Máquina fotográfica Uma folha de cartolina Cola Impressora O que vais fazer? 1. Prepara a máquina fotográfica. Para cada grupo de três ou quatro alunos é suficiente uma máquina. 2. Fotografa o monumento sob vários ângulos e pormenores. 3. Numa cartolina, escreve o nome do monumento com letras grandes e destacadas (cores e formas diferentes e originais). 4. Imprime as fotografias captadas e cola-as na cartolina. Distribui-as de modo a preencheres os espaços de igual forma. 5. Faz a legenda de cada uma das fotografias com a informação recolhida. Antes de começares… pensa e responde às questões. Quando foi construído o monumento estudado? Como foi construído? Por quem foi construído? Qual é, ou qual foi, a sua função? PROJETO Painel de turma: os nossos monumentos Investigar para saber mais O que quero saber… O que vou observar/ /medir/registar, … Como vou apresentar e comunicar a informação. Manusear objetos em situações concretas 363929 040-069 U3.indd 68 18/03/13 17:03
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    3 UNIDADE BLOCO 5 Até temposmuito recentes, os grupos sociais não tinham todos os mesmos direitos, e isso era visível até na maneira de vestir. Era expressamente proibido a um membro do povo vestir um traje de nobre, por exemplo. Objetivo: Construir um jogo de xadrez recriando a sociedade medieval. As peças representam os grupo sociais. Para isso, deverás distingui-los consultando a página 51. De que vais necessitar? Cápsulas de café Rolhas de cortiça Garrafas de plástico Latas Tubos de papel higiénico ou de cozinha Jornais e revistas Cola Tesoura sem pontas Tinta acrílica Pincel Uma base de cartão ou madeira Cartolinas brancas e pretas para a base O que vais fazer? 1. Elabora as regras do jogo. Não te esqueças de definir: a) Quantas peças tem o jogo? Como se movem? b) Qual é a importância de cada peça? c) Como se distribuem as peças no tabuleiro? d) Como se inicia o jogo? e) Quando termina o jogo? 2. Escolhe os materiais mais adequados para a construção de cada personagem. Usa a tua imaginação, mas, no final, deverás ter dois conjuntos de peças de cor diferente. Cada conjunto terá de contar com as seguintes peças: 1 rei, 1 rainha, 2 cavaleiros, 2 bispos, 2 torres e 8 peões. Executa e responde no teu caderno. 1. A que grupo social corresponde cada peça? 2. Quem são os mais poderosos? 3. Como se distinguem os grupos sociais? CONSTRUO Jogo de xadrez com material reciclado Manusear objetos em situações concretas 363929 040-069 U3.indd 69 18/03/13 17:03
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    70 BLOCO 2À descoberta dos outros e das instituições 4 UNIDADE PORTUGAL NOS SÉCULOS XX E XXI NESTA UNIDADE, VAIS APRENDER A: Descrever o que foi o Estado Novo e a ditadura. Descrever o que foi a Revolução de 25 de Abril de 1974. Descrever o que é a democracia. Reconhecer a Constituição de 1976. Conhecer os órgãos do poder, os símbolos e os feriados nacionais civis. Observa a imagem e responde às questões. Que tipo de utilização teria esta construção numa altura em que não havia liberdade em Portugal? Investiga qual é a história da fortaleza de Peniche. Esta fortaleza é muito misteriosa! Que segredos guardará? O guia diz que no tempo da ditadura esta fortaleza foi uma prisão para presos políticos. 363929 070-083 U4.indd 70 18/03/13 17:05
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    4 UNIDADE ATIVIDADES 71 BLOCO 2 Àdescoberta dos outros e das instituições 4.1 O ESTADO NOVO E A DITADURA Como foi derrubada a 1.ª República Em 28 de maio de 1926, os militares derrubaram a 1.ª República, e impuseram uma ditadura, um regime político em que não havia liberdade e o poder político estava con- centrado num único partido político ou numa só pessoa. Os militares convidaram para chefiar o Governo António de Oliveira Salazar, que se manteve no poder entre 1932 e 1968, tendo sido a figura dominante do regime do Estado Novo (1933-1974). Durante o governo de Salazar não havia liberdade para as pessoas manifestarem opiniões contrárias às do Governo nem para se reunirem e discutir política. Se o fizes- sem, poderiam ser perseguidas, presas e torturadas pela PIDE (Polícia Interna de Defesa do Estado). Os jornais e livros publicados e os espetáculos eram censurados; uma comissão de censura a mando do Estado revia os tex- tos, cortando as partes inconvenientes para o Governo. Apesar do esforço de Salazar para diminuir as dívidas do País e da sua política de realização de obras públicas (estradas, pontes, viadutos, barragens, escolas, …), as condições de vida da população continuaram a ser difíceis. Em 1961, iniciou-se a Guerra Colo- nial, quando as colónias portuguesas em África (Angola, Moçambique e Guiné- -Bissau) começaram a lutar pela indepen- dência, contra Portugal, as condições de vida dos Portugueses agravaram-se. 1 Quem foi Salazar? Que regime político impôs em Portugal? 2 De que forma esse regime era exercido? 3 O que foi a Guerra Colonial? Cartaz de propaganda às obras públicas que Salazar realizou para promover o progresso do País. Prisão do Tarrafal, em Cabo Verde, para onde eram enviados os presos políticos, por se terem oposto a Salazar. i 363929 070-083 U4.indd 71 18/03/13 17:05
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    1 O queaconteceu no dia 25 de abril de 1974? 2 Quais foram os motivos que levaram a este acontecimento? 3 Elabora um cartaz comemorativo do 25 de Abril de 1974. Desenha ou usa fotografias ou ilustrações que encontres na Internet ou em revistas e escreve algumas frases sobre a importância desse dia. ATIVIDADES 72 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições 4.2 A REVOLUÇÃO DE 25 DE ABRIL DE 1974 O cravo é o símbolo da Revolução de 25 de Abril de 1974. No dia 25 de abril de 1974, na rua, as pessoas festejaram com os soldados a vitória da liberdade sobre a ditadura. Pintura mural celebrativa da Revolução de 25 de Abril de 1974. O fim da ditadura em Portugal No dia 25 de abril de 1974, um grupo de militares desconten- tes com a guerra e com a ditadura levou a cabo uma revolução com o objetivo de derrubar o Estado Novo e devolver o poder ao povo. Portugal passou a ser governado de acordo com as regras da democracia — perante a lei, todos têm os mesmos direitos e deveres. A nova situação política permitiu: • A libertação dos presos políticos e o regresso dos que se opunham ao regime e que tinham fugido para o estrangeiro. • A existência de vários partidos políticos e a realização de eleições livres. • O fim da Guerra Colonial e a independência das colónias portuguesas — em África nasceram mais cinco países: Guiné, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Angola. • A extinção da PIDE e da Censura. 363929 070-083 U4.indd 72 18/03/13 17:05
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    4 UNIDADE 1 Como eraa situação social e política em Portugal, em 1975? 2 De que forma a Constituição de 1976 ajudou a resolver a situação? 3 O que são eleições livres? ATIVIDADES 73 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições 4.3 A DEMOCRACIA Eleições livres em Portugal, em 1975. Aprovação da Constituição, em 2 de abril de 1976, na Assembleia da República. Em 1975, Portugal passou por um período de greves e de reivindica- ções por parte do povo. Os governos eram provisórios e eram sucessiva- mente derrubados. Em 1976, foi aprovada a Constituição da República Portuguesa, que é a lei fundamental do País e assegura os direitos e deveres dos cidadãos, garantindo as liberdades prometidas pela Revolução do 25 de Abril de 1974. A democracia foi assegurada e com ela o direito de os cidadãos escolherem o Governo através de eleições livres, disputadas por vários partidos políticos, podendo os cidadãos votar livremente nos candidatos que preferem para governar Portugal. Desta forma, foi definido o sistema político atual. i 363929 070-083 U4.indd 73 18/03/13 17:06
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    1 Quais sãoas funções do presidente da República? E as do Governo? 2 Qual é o órgão que faz as leis do País? Quais são as suas outras funções? 3 Quais são os órgãos do poder local? Quais são as suas funções? ATIVIDADES 74 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições ÓRGÃOS DE PODER Presidente da República (eleito por cinco anos). As suas principais funções são: nomear e demitir o primeiro-ministro, aprovar e mandar publicar as leis. Assembleia da República (eleita por quatro anos) Governo (nomeado por quatro anos) Tribunais Constituída pelos deputados, eleitos pelos cidadãos de todo o País. Funções: fazer as leis; aprovar ou rejeitar o programa do Governo; controlar a ação do Governo. Constituído pelo primeiro- -ministro, ministros e secretários de Estado. Funções: orientar a política geral do País e pôr em prática as leis. Poder independente que julga os cidadãos acusados de desrespeitar as leis. Além dos direitos e deveres dos cidadãos, a Constituição estabelece ainda a organização política do Estado, ou seja, os órgãos do poder. Poder central — Conjunto de órgãos políticos que tomam decisões relativas a todo o País. Poder regional — Conjunto de órgãos que exercem poder nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores. Inclui: • Governo Regional; • Assembleia Regional. Poder local — Destina-se a resolver os problemas das populações e inclui os seguintes órgãos: • Câmara Municipal; • Assembleia Municipal; • Junta de Freguesia. 4.4 A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DO ESTADO — OS ÓRGÃOS DO PODER 363929 070-083 U4.indd 74 18/03/13 17:06
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    4 UNIDADE 75 BLOCO 2 Àdescoberta dos outros e das instituições 4.5 OS PRESIDENTES DA REPÚBLICA PORTUGUESA Manuel de Arriaga 1911-1915 João do Canto e Castro 1918-1919 Gomes da Costa 1926 Teófilo Braga 1915 António José de Almeida 1919-1923 Óscar Carmona 1926-1951 Bernardino Machado 1915-1917 Manuel Teixeira Gomes 1923-1925 Francisco Craveiro Lopes 1951-1958 Sidónio Pais 1917-1918 Bernardino Machado 1925-1926 Américo Tomaz 1958-1974 António de Spínola 10-5-1974 a 28-9-1974 Jorge Sampaio 1996-2006 Francisco da Costa Gomes 1974-1976 Aníbal Cavaco Silva 2006-2016 Marcelo Rebelo de Sousa 2016-… António Ramalho Eanes 1976-1986 Mário Soares 1986-1996 1.ª República 2.ª República (Estado Novo) 3.ª República 363929 070-083.indd 75 04/10/17 16:17
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    1 Investiga sobreos feriados nacionais de caráter civil e escreve uma breve síntese acerca de um deles. ATIVIDADE 76 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições 4.6 OS FERIADOS NACIONAIS Os dias importantes para Portugal são comemorados com um dia de descanso para o País e homenagens aos que fizeram desse dia um dia especial. Esses dias designam-se por feriados nacionais. Podem ser de cará- ter civil (não religiosos) ou de origem religiosa, como o Natal e a Páscoa, por exemplo. 25 de abril — Dia da Liberdade. 1 de maio — Dia do Trabalhador. 10 de junho — Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. 363929 070-083 U4.indd 76 18/03/13 17:06
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    4 UNIDADE 1 Em quelocais e ocasiões é normalmente hasteada a bandeira nacional? 2 Em que ocasiões se canta o hino nacional? ATIVIDADES LIVRO DO PROFESSOR 77 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições Esfera armilar Vermelho rubro Verde Escudo de armas Quinas Castelos 4.7 OS SÍMBOLOS NACIONAIS A bandeira nacional A bandeira de Portugal é um símbolo do nosso país, ou seja, ao vermos a nossa bandeira imediatamente a associamos a Portugal. A bandeira nacio- nal é normalmente hasteada em locais pertencentes a organismos públicos ligados à República e por ocasião de comemorações ligadas ao Estado. Cada cor e imagem na bandeira nacional tem um significado: • O verde simboliza a esperança no futuro. • O vermelho representa a coragem e o sangue derramado em defesa da pátria. • A esfera armilar simboliza o mundo que os navegadores portugueses descobriram. • Os sete castelos simbolizam a independência de Portugal. • O escudo com as cinco quinas representa o nascimento da Nação. O hino nacional — «A Portuguesa» O hino de Portugal, que se chama «A Portu- guesa», escrito por Henrique Lopes de Mendonça e musicado por Alfredo Keil, é outro dos símbolos de Portugal. O hino nacional é normalmente cantado em ocasiões importantes que envolvam Portugal. A PORTUGUESA Heróis do mar, nobre povo, Nação valente, imortal, Levantai hoje de novo O esplendor de Portugal! Entre as brumas da memória, Ó Pátria sente-se a voz Dos teus egrégios avós, Que há de guiar-te à vitória! Às armas, às armas! Sobre a terra e sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar! Contra os canhões marchar, marchar! P a r a s aber mais Caderno Temas da História de Portugal, pp. 46 e 47 Caderno Temas da História de Portugal, pp. 46 e 47 Soluções 1. Em organismos públicos ligados à República e em comemorações ligadas ao Estado. 2. Em ocasiões importantes que envolvem Portugal. LIVROMÉDIA Atividade interativa Símbolos pátrios Caderno de atividades Ficha 12 A Revolução de 25 de Abril de 1974 e a democracia em Portugal 363929 070-083.indd 77 20/06/14 12:40
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    ATITUDES E VALORES 78BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições ATITUDES E VALORES A liberdade Lê os documentos e reflete um pouco sobre a importância da liberdade para todos nós. Estes documentos ilustram a ditadura praticada pelo Estado Novo. Compara a falta de liberdade da altura com a liberdade em que hoje se pode viver, em Portugal, e faz uma lista de situações do teu dia a dia onde essa liberdade é bem visível. Debate com os teus colegas e professor. DOCUMENTO 1 Artigo 14.o «Parágrafo 2.o — Leis especiais regularão o exercício da liberdade de expressão do pensamento, de ensino e de associação. Parágrafo 3.o — É autorizada a prisão, sem culpa formada, nos crimes contra a segurança do Estado.» Constituição de 1933 DOCUMENTO 2 Episódios da vida de um resistente — Dário Bastos «Ao romper do dia um polícia foi-me buscar e nessa tarde dei entrada na Informação (PVDE/PIDE), situada na Rua do Heroísmo, no Porto, mesmo ao lado do cemitério. O movimento de presos a serem interrogados e espancados era intenso. Fui metido num cubículo, a que chamavam ‘segredo’, que era por debaixo de umas escadas. Pela madrugada foram-me buscar. [...] Levaram-me para uma casota, a que chamavam ‘Casa del Campo’, situada junto a um muro que circunda o cemitério. Eram oito polícias e um deles apontou para o cemitério e disse-me: — A tua cova já está aberta e não temos mais trabalho: mesmo por cima do muro lá vais cair. Cada qual empunhava um bastão de borracha e após ter dado entrada na tal casa de torturas, principiaram a desabar sobre mim fortes doses de pancadaria. [...] Houve um momento em que caí, mas um deles levantou-me e ao mesmo tempo disse-me: — Assim suja a roupa, vamos tirar-lhe o pó. Mais pancadaria!... Sentia-me exausto e julguei que iam cum- prir o que me disseram: atirarem comigo para o cemitério.» Dário Bastos, Um Homem na Rua (1996) Prisões por motivos políticos (caricaturas de João Abel Manta). 363929 070-083 U4.indd 78 18/03/13 17:06
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    RECORDA 4 UNIDADE O MAIS IMPORTANTE ESQUEMADE CONCEITOS 79 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições • A Revolução de 28 de Maio de 1926 pôs fim à 1.ª República e impôs uma ditadura. • Em 1932, António de Oliveira Salazar foi convidado pelos militares para ser o chefe do Governo do Estado Novo. O regime ditatorial de Salazar investiu no desenvolvimento do País através de obras públicas, como estradas, escolas, … mas limitou a liberdade de expressão e de reunião, impôs a Censura e vigiou, perseguiu, aprisionou e torturou os que se lhe opunham. • Salazar opôs-se ao desejo de independência das colónias portuguesas em África (Angola, Moçambique e Guiné-Bissau) e, em 1961, iniciou a Guerra Colonial, que provocou a morte ou a mutilação a muitos militares e civis africanos e portugueses. • A Revolução de 25 de Abril de 1974 resultou do descontentamento de um grupo de militares em relação à ditadura e à Guerra Colonial. Esta revolução, que obteve o apoio do povo, derrubou o Estado Novo e Portugal passou a ser governado segundo os princípios da democracia. • Os órgãos do poder central são a Assembleia da República, o Governo e os Tribunais; os órgãos do poder local são as Câmaras Municipais, a Assembleia Municipal e as Juntas de Freguesia. A Madeira e os Açores são Regiões Autónomas com órgãos de poder regionais também autónomos. Desenvolvimento das obras públicas Guerra Colonial Censura Perseguições políticas Revolução de 28 de Maio de 1926 Portugal nos séculos XX e XXI Derrube da 1.ª República Estado Novo/Salazar Ditadura Existência de vários partidos políticos Eleições livres Liberdade de expressão Revolução de 25 de Abril de 1974 Descontentamento militar e popular 1976 — Constituição da República Portuguesa Democracia 363929 070-083 U4.indd 79 18/03/13 17:06
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    SERÁ QUE JÁSABES? 80 BLOCO 2 À descoberta dos outros e das instituições SERÁ QUE JÁ SABES? 1 Que causas levaram à queda da 1.ª República, em 28 de maio de 1926? 2 Quem fez esta revolução? 3 Que regime político havia sido imposto? 4 Explica o que é uma ditadura. 5 A partir de 1932, quem era o chefe do Governo que defendia esse regime político? 6 O que acontecia a quem se opunha a Salazar? 7 O Estado Novo impôs a Censura. O que era a Censura? a) Escreve um texto com 10 linhas sobre a importância da liberdade de expressão. 8 Observa a imagem ao lado e responde às perguntas. a) Qual é o acontecimento que a imagem representa? b) Quais eram os objetivos dos movimentos de libertação das colónias portuguesas em África? 9 Observa o cartaz e explica o que representa. Militares portugueses na Guiné. 363929 070-083 U4.indd 80 18/03/13 17:06
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    4 UNIDADE 81 BLOCO 2 Àdescoberta dos outros e das instituições 10 A imagem mostra um desfile da Mocidade Portuguesa. Investiga sobre o que era e quais eram os seus objetivos. AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de: Se ainda não consegui, vou ver nas páginas: TOTAL A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos. 7-10 Tenho de continuar assim… 6-8 Não estou mal… 0-5 Tenho de estudar mais. Assinala com a coluna que representa o que já consegues fazer: Saber como e quando surgiu a ditadura em Portugal. Saber o que é uma ditadura e como se manifestou. Saber o que foi a Guerra Colonial. Saber o que foi a Revolução de 25 de Abril de 1974. Saber o que é a Democracia e como se manifesta. 71 71 71 72 73 e 74 A B C 11 Observa a imagem ao lado. a) O que noticia esta página de jornal? b) Qual foi a reação do povo à revolução? 12 A Revolução de 25 de Abril de 1974 ficou conhecida como a «Revolução dos Cravos». Explica porquê. 13 Qual foi o papel dos militares na Revolução de 25 de Abril de 1974? a) Que razões levaram a esta revolução? b) O que se conseguiu obter nesse dia? 14 A Revolução de 25 de Abril de 1974 deu origem à criação de órgãos de poder central e local, que ainda hoje existem. Dá dois exemplos e explica quais são as suas funções. 363929 070-083 U4.indd 81 18/03/13 17:06
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    BLOCO 5 Àdescoberta dos materiais e objetos 82 De que vais necessitar? Vela Copo de vidro vazio Conta-gotas Fósforos Copo com água O que vais fazer? 1. Coloca a vela sobre uma superfície lisa e acende-a. 2. as tuas observações. 3. Volta a acender a vela e sopra lentamente. Observa e regista as tuas observações. 4. Volta a acender a vela e deita sobre ela várias gotas de água. Observa e regista as tuas observações. Antes de começares… pensa e responde às questões. O que pensas que vai acontecer? Porquê? Executa e responde no teu caderno. 1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que aconteceu? 2. Porque se terá apagado a vela em cada uma das situações? 3. Relê a introdução e tenta responder à questão-problema. INVESTIGO Como apagar uma chama sem soprar? O que já sabes… O que queres saber… O que vais observar/ /medir/registar, … Como vais apresentar e comunicar a informação. Realizar experiências com o ar Quando observas uma chama, isso significa que está a ocorrer uma combustão. Neste tipo de combustão, existe um material que arde, como o gás do fogão, a madeira de uma lareira ou o pavio de uma vela. Estes materiais chamam-se combustíveis. Além do combustível, tem de existir também uma substân- cia que torna a combustão possível, a que chamamos combu- rente. O comburente mais comum é o oxigénio existente no ar. As combustões em geral necessitam de uma temperatura elevada para se iniciarem. É, por isso, que nos dias em que a temperatura é mais elevada os incêndios são mais prováveis. Qual será a melhor maneira de apagar o fogo? Para que ocorra uma combustão é sempre necessária a presença de um material combustível e de outro comburente. 363929 070-083 U4.indd 82 18/03/13 17:07
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    4 UNIDADE BLOCO 5 Àdescoberta dos materiais e objetos 83 De que vais necessitar? Copo de vidro Agulha Garrafa de plástico Cartolina O que vais fazer? 1. Enche um copo com água. 2. Coloca um retângulo de cartolina sobre o copo. 3. Inverte-o de uma forma repentina, sem deixar entrar ar; observa e regista o que acontece à água. 4. Com a agulha, faz diversos furos na garrafa. 5. Enche a garrafa com água. 6. Tapa e destapa sucessivamente a garrafa. Observa e regista. Antes de começares… pensa e responde às questões. O que pensas que vai acontecer? Porquê? Executa e responde no teu caderno. 1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que aconteceu? 2. Retira as conclusões da experiência respondendo à questão-problema. INVESTIGO Como podemos observar os efeitos da pressão atmosférica? O que já sabes… O que queres saber… O que vais observar/ /medir/registar, … Como vais apresentar e comunicar a informação. A camada gasosa que envolve a Terra chama-se atmosfera. Esta camada exerce, em todas as direções, uma força sobre a superfí- cie da Terra e sobre a superfície de todos os corpos que se designa por pressão atmosférica. A pressão atmosférica está sempre pre- sente no nosso dia a dia e é visível e percetível em muitas situações. Realizar experiências com o ar Desde o início desta viagem de avião, sinto uma sensação estranha nos ouvidos, como uma compressão. O que será? A pressão atmosférica é a força exercida em todas as direções pela atmosfera sobre uma dada área. 363929 070-083 U4.indd 83 18/03/13 17:07
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    84 BLOCO 3À descoberta do ambiente natural 5 UNIDADE OS ASTROS E OS ASPETOS FÍSICOS DO MEIO NESTA UNIDADE, VAIS APRENDER A: Reconhecer a forma da Terra através de fotografias, ilustrações, … Observar e representar os aspetos da Lua nas diversas fases. Reconhecer os constituintes do Sistema Solar num modelo. Reconhecer e observar fenómenos de condensação, solidificação, evaporação e precipitação. Realizar atividades que envolvam fenómenos de evaporação, condensação, precipitação, solidificação e fusão. Compreender que a água das chuvas se infiltra no solo dando origem a lençóis de água. Reconhecer nascentes e cursos de água. Ainda bem que hoje não chove e não há nuvens no céu! Sim! Assim podemos ver melhor a Lua e as estrelas! Observa a imagem e responde às questões. O que é possível observar no céu, à noite? O que é o luar? Qual é a forma das estrelas? De que são feitas as nuvens? 363929 084-101 U5.indd 84 18/03/13 17:08
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    85 BLOCO 3 Àdescoberta do ambiente natural 5.1 OS ASTROS Representação da posição relativa dos planetas do Sistema Solar. O Sistema Solar O Universo é formado pelo conjunto dos astros ou corpos celestes (estrelas, planetas, asteroides, cometas, etc.), pelo espaço vazio entre eles e por toda a energia. Na pequena parte do Universo que conhecemos, existem milhares de milhões de estrelas. As estrelas são astros que emitem luz e, por isso, diz-se que têm luz própria. Os planetas não têm luz própria, têm menores dimensões do que as estrelas e giram em torno destas. O Sol é a estrela do nosso Sistema Solar. À sua volta orbitam oito planetas, entre os quais a Terra. Atualmente, conhecem-se oito planetas no Sistema Solar: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. Além destes, existem outros astros, como os asteroides, os planetas anões, as luas, os cometas, etc. O conjunto formado pelo Sol, pelos planetas e pelos outros astros que orbitam em torno do Sol chama-se Sistema Solar. Mercúrio Vénus Terra Marte Júpiter Saturno Úrano Neptuno Cintura de Asteroides Sol 363929 084-101 U5.indd 85 18/03/13 17:08
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    1 Refere umadiferença entre as estrelas e os planetas. 2 O que é o Sistema Solar? 3 Refere o nome dos oito planetas que fazem parte do Sistema Solar. ATIVIDADES 86 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural A forma da Terra Tal como a maioria dos astros, também a Terra apresenta uma forma quase esférica, ligeiramente acha- tada nos polos. A Terra é conhecida como o Planeta Azul, porque, quando avistada do espaço, predomina a cor azul, devido à água dos oceanos que cobre grande parte da sua superfície. As manchas brancas visíveis na imagem são nuvens presen- tes na atmosfera — a camada gasosa que envolve a Terra. Os movimentos da Terra O nosso planeta encontra-se em permanente movi- mento no espaço. Os movimentos que realiza são o movi- mento de rotação e o movimento de translação. No movimento de rotação, a Terra gira sobre si mesma, em torno de um eixo imaginário — eixo de rota- çãodaTerra.Duranteestemovimento,emcadamomento, apenas uma parte da Terra está iluminada pela luz do Sol — diz-se que na parte iluminada da Terra é dia e que na parte que não está iluminada é noite. O movimento de rotação da Terra provoca a sucessão dos dias e das noites e tem a duração de, aproximadamente, 24 horas — período de rotação. 5.1 OS ASTROS A Terra vista do espaço tem a forma de uma esfera. O Sol é uma estrela e a sua forma também é quase esférica. O movimento de rotação da Terra dá origem à sucessão dos dias e das noites. O movimento de rotação da Terra é o movimento da Terra sobre si mesma, em torno do seu eixo, e é responsável pela sucessão dos dias e das noites. Eixo de rotação da Terra 363929 084-101 U5.indd 86 18/03/13 17:08
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    87 BLOCO 3 Àdescoberta do ambiente natural 5 UNIDADE O movimento de translação da Terra, em conjunto com a inclinação do eixo da Terra, dá origem às estações do ano. Durante o movimento de translação, a Terra dá uma volta completa em torno do Sol. Executar uma volta completa demora cerca de 365 dias e 6 horas, ou seja, um ano — período de translação. Devido à inclinação do eixo de rotação da Terra, a superfície ilumi- nada pela luz solar varia ao longo do ano. Surgem, assim, as estações do ano. Inclinação dos raios solares sobre a Terra, à mesma hora, no inverno (A) e no verão (B) no hemisfério norte. B A SALTO NO TEMPO Há muitos séculos, pensava-se que a Terra era plana. Em 1519, Fernão de Magalhães, um navegador português, iniciou uma viagem à volta da Terra — viagem de circum-navegação —, em que provou que navegando sempre para ocidente (sempre no mesmo sentido) chegaria ao ponto de partida, o que significaria que a Terra era redonda. Verão Verão Inverno Inverno Outono Outono Primavera Primavera O movimento de translação da Terra é o movimento que a Terra efetua à volta do Sol. Este movimento, em conjunto com a inclinação do eixo da Terra, dá origem às estações do ano. 363929 084-101 U5.indd 87 18/03/13 17:08
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    88 BLOCO 3À descoberta do ambiente natural 5.1 OS ASTROS Os movimentos da Lua Os corpos celestes que orbitam em torno de outros planetas chamam-se satélites naturais ou luas. O planeta Terra tem apenas um satélite natural, a Lua, mas outros pla- netas, como Júpiter, têm várias. A Lua, tal como a Terra, movimenta-se em torno de si própria (movi- mento de rotação da Lua) mas também em torno da Terra (movimento de translação da Lua), apresentando sempre a mesma face ao nosso planeta. A Lua acompanha a Terra no seu movimento de translação em torno do Sol. As fases da Lua A Lua é um planeta, pelo que não tem luz própria. Podemos vê-la no céu porque reflete a luz que recebe do Sol. Ao longo do seu movimento de translação, a porção iluminada da Lua varia. Por isso, vista da Terra, a Lua apresenta diferentes formas, às quais se dá o nome de fases da Lua. Movimento de translação da Lua e fases lunares. Lua nova Quarto minguante Quarto crescente Lua cheia 363929 084-101 U5.indd 88 18/03/13 17:08
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    1 Explica omovimento de rotação da Terra. 2 A que se deve a existência das estações do ano? 3 Legenda as imagens seguintes com as fases da Lua que conheces. ATIVIDADES 4 Simula o movimento de rotação da Lua. Escolhe um colega teu. Ele será a «Terra» e ficará de pé, parado. Tu serás a «Lua» e irás deslocar-te em redor da «Terra» sempre a olhar para ela. 89 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural 5 UNIDADE Evolução das fases lunares. A B C D O movimento de translação da Lua em torno da Terra dá origem às diferentes fases lunares. FASES DA LUA Lua cheia A face lunar visível da Terra está totalmente iluminada, e apresenta-se com a forma de um círculo. Quarto minguante Nesta fase, apenas metade da face lunar visível da Terra está iluminada, e apresenta-se em forma de C. Lua nova A face lunar visível da Terra não está iluminada e, por isso, fica oculta, não a vemos. Quarto crescente Nesta fase, apenas metade da face lunar visível da Terra está iluminada, e apresenta-se em forma de D. 363929 084-101 U5.indd 89 18/03/13 17:08
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    90 BLOCO 3À descoberta do ambiente natural A água na Natureza Na Natureza, doce ou salgada, a água encontra-se: • à superfície da Terra — nos mares, nos rios, nos lagos, etc; • no subsolo — sob a forma de lençóis de água, for- mados a partir da acumulação da água infiltrada no solo (os lençóis de água quando surgem à superfície dão origem às nascentes); • na atmosfera, que é a camada de ar que envolve a Terra. Grande parte da água existente na Natureza é sal- gada. Da pequena parte de água doce existente, a maio- ria encontra-se sob a forma de gelo, sendo muito pequena a porção de água disponível para o consumo humano. 5.2 A ÁGUA NO PLANETA TERRA Ouvi dizer que andam à procura de água em Marte. Representação da distribuição da água na Terra. Oceano. Rio. Neve. Fumarola. Águas subterrâneas Gelo Águas superficiais Água salgada Água doce 363929 084-101 U5.indd 90 18/03/13 17:08
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    ATIVIDADES A B C 91 BLOCO3 À descoberta do ambiente natural 5 UNIDADE Os estados físicos da água A água existe na Natureza em diferentes estados físicos — estado líquido, estado sólido ou estado gasoso. • No estado líquido, a água existe nos oceanos, nos rios, nos lagos, nas lagoas, nos lençóis de água subterrâneos, nas nuvens e sob a forma de chuva ou orvalho. • No estado sólido, a água existe sob a forma de granizo, neve, gelo e geada, mas também sob a forma de minúsculos cristais de gelo nas nuvens. • No estado gasoso, a água existe sob a forma de vapor de água na atmosfera. 1 Refere alguns locais onde é possível encontrar água no Planeta. 2 Tendo em conta que a Terra está em grande parte coberta por água, por que razão se diz que a água é um bem escasso? 3 Observa as imagens seguintes e identifica os estados físicos da água representados. CARACTERÍSTICAS DOS ESTADOS FÍSICOS DA MATÉRIA Sólidos Líquidos Gases • Apresentam forma própria. • Têm volume constante. • São praticamente incompressíveis. • Apresentam a forma do recipiente onde se encontram. • Têm volume constante. • São difíceis de comprimir. • Apresentam a forma do recipiente onde se encontram. • Têm volume variável. • São facilmente compressíveis. 363929 084-101 U5.indd 91 18/03/13 17:08
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    92 BLOCO 3À descoberta do ambiente natural Evaporação Solidificação Condensação Fusão As mudanças do estado físico da água e o ciclo da água A água, de acordo com alterações da temperatura e/ou pressão do meio, pode mudar de estado físico. Cada mudança do estado da água tem uma designação. Na Natureza, a água está em permanente movimento. Por ação do sol, a temperatura sofre alterações, e a água vai continuamente mudando de estado físico. Passa, na forma de vapor, dos rios, dos mares e dos lagos para a atmosfera, e daqui, no estado líquido ou sólido, para o solo e para o mar. Quando evapora, retorna à atmosfera. Este percurso da água chama-se ciclo da água. 5.2 A ÁGUA NO PLANETA TERRA MUDANÇAS DO ESTADO FÍSICO DA ÁGUA Fusão Quando a água que se encontra no estado sólido e sofre um aumento de temperatura, passa para o estado líquido — funde. Evaporação Quando sofre um aumento de temperatura, a água no estado líquido passa para o estado gasoso — evapora-se. Quando esta passagem é tumultuosa, diz-se que ocorre ebulição. Condensação Quando sofre uma diminuição de temperatura, a água no estado gasoso passa para o estado líquido — condensa. Solidificação Quando sofre uma diminuição de temperatura, a água no estado líquido passa para o estado sólido — solidifica. Mudanças de estado físico da água. 363929 084-101 U5.indd 92 18/03/13 17:08
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    1 Explica oque ocorre no processo de fusão da água. 2 O que acontece à água que se evapora de um copo de água? 3 Explica, por palavras tuas, o ciclo da água. ATIVIDADES 1. A energia emitida pelo Sol aquece a água da superfície terrestre e uma parte dela passa lentamente ao estado de vapor de água não visível, — evaporação —, que sobe para a atmosfera. 7. Ao cair sobre a Terra, a água pode ficar à superfície ou infiltrar-se no solo — infiltração. Quando se infiltra, a água pode originar lençóis de água (aquíferos). Depois, quando as características do solo o possibilitam, a água subterrânea surge novamente à superfície, dando origem às nascentes. 2. À medida que o vapor de água sobe, vai arrefecendo e passa ao estado líquido, originando pequenas gotículas de água — condensação —, que se juntam e formam as nuvens. 3. As gotículas de água que formam as nuvens têm tendência a juntar-se umas às outras, originando gotas consideravelmente maiores. Estas, devido ao seu peso, caem em direção à superfície terrestre — precipitação. 4. A precipitação pode ocorrer sob a forma de chuva ou sob a forma de granizo ou neve, se a temperatura ambiente for muito baixa e provocar a passagem para o estado sólido. 6. Quando se mantém à superfície, a água escorre — escoamento — e acumula-se nas lagoas, nos lagos ou nos rios, que desaguam no mar. 5. Os seres vivos também libertam vapor de água para a atmosfera através da respiração e da transpiração. RESPIRAÇÃO TRANSPIRAÇÃO ESCOAMENTO PRECIPITAÇÃO LENÇOL DE ÁGUA PRECIPITAÇÃO CONDENSAÇÃO EVAPORAÇÃO 93 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural 5 UNIDADE 363929 084-101 U5.indd 93 18/03/13 17:09
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    ATITUDES E VALORES 94BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural A proteção dos recursos naturais Nem todas as pessoas têm acesso à água potável. Infelizmente, mais de 1,1 mil milhões de pessoas no Mundo não têm acesso a água potável, o que provoca doenças ou mesmo a morte a muitas crianças. Assim, é muito impor- tante poupar água e adquirir hábitos sustentáveis de consumo. teus colegas; cria um projeto de turma, para divulgar e sensibilizar a comunidade Se uma torneira estiver a pingar, fecha-a bem. Se estiver avariada, avisa um adulto. Se um autoclismo estiver avariado, avisa um adulto. Enquanto escovas os dentes, fecha a torneira. Coloca uma garrafa de plástico de 1,5 litros de água, cheia de areia, no interior do autoclismo. Descarrega-o apenas quando necessário. Toma duche em vez de banho de imersão. Fecha as torneiras enquanto te ensaboas. Usa a quantidade mínima necessária de gel de banho e de champô. Não transformes a sanita em caixote do lixo. Restos de comida, cabelos ou papéis vão para o lixo. Usa as máquinas da loiça e da roupa apenas quando estão completamente cheias. Utiliza detergentes amigos do ambiente. 363929 084-101 U5.indd 94 18/03/13 17:09
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    O MAIS IMPORTANTE RECORDA 5 UNIDADE 95 BLOCO3 À descoberta do ambiente natural ESQUEMA DE CONCEITOS • O Universo é formado pelo conjunto dos astros, pelo espaço vazio entre eles e por toda a energia. • O Sistema Solar é formado pelo Sol, por oito planetas (Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno), pelos seus satélites naturais (como a Lua), por asteroides e cometas, entre outros astros. • A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar (a contar a partir do Sol). Tem forma quase esférica, ligeiramente achatada nos polos. • O movimento de rotação da Terra é o movimento da Terra sobre si própria. É responsável pela sucessão dos dias e das noites. O período de rotação da Terra é de 24 horas. • O movimento de translação da Terra é o movimento da Terra em torno do Sol. Este movimento, em conjunto com a inclinação do eixo terrestre, dá origem às estações do ano. O período de translação da Terra é de, aproximadamente 365 dias. • A água existe na Natureza em três diferentes estados físicos — sólido, líquido e gasoso. • Com a variação da temperatura e/ou pressão, a água pode mudar de estado. Cada mudança de estado tem um nome: solidificação, fusão, condensação e evaporação. • O ciclo da água é o conjunto de todos os movimentos e mudanças de estado da água, no nosso planeta. Sol Planetas Cometas Asteroides Luas Sistema Solar Vénus Mercúrio Marte Júpiter Saturno formado por orbitam em torno do como Úrano Neptuno Água Terra possui nos três Sólido Líquido Gasoso Estados físicos Outros astros 363929 084-101 U5.indd 95 18/03/13 17:09
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    96 BLOCO 3À descoberta do ambiente natural 1 A Terra é um planeta ou uma estrela? Justifica a tua resposta. 2 Por que motivo o nosso planeta é conhecido como o «Planeta Azul»? 3 Qual é a forma do planeta Terra? 4 Quais são os planetas principais do Sistema Solar? 5 Observa a figura ao lado. a) Qual é o movimento da Terra representado na figura? b) A que dá origem este movimento da Terra? 6 Como se chama o movimento da Terra que, em conjunto com a inclinação do eixo terrestre, dá origem às estações do ano? Descreve-o. 7 Explica a seguinte afirmação: «A Lua é um satélite natural da Terra.» 8 Refere o nome das fases da Lua que conheces. a) O que origina as fases da Lua? 9 Completa as seguintes frases. A. Como se vê na imagem A, em algumas ruas de Veneza, em Itália, não é possível andar a pé ou de carro, porque estão sempre cobertas por no estado . B. O povo Inuit constrói os seus abrigos temporários recorrendo a blocos de , que é no estado . C. Na atmosfera, a água encontra-se maioritariamente no estado . SERÁ QUE JÁ SABES? B A 363929 084-101 U5.indd 96 18/03/13 17:09
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    97 BLOCO 3 Àdescoberta do ambiente natural 5 UNIDADE 10 A Andreia resolveu fazer um iglu com cubos de gelo, mas, para que ficasse mais colorido, colocou brinquedos em água, dentro de cuvetes, e guardou-as no congelador. a) Explica o que aconteceu à água que estava nas cuvetes. b) Como se chama a mudança de estado físico que ocorrerá na água depois de o iglu permanecer alguns minutos à temperatura ambiente? 11 Quais são as principais formas de precipitação que conheces? 12 Como se formam os lençóis de água? 13 Observa atentamente a imagem do ciclo da água e legenda-a. 1 — 2 — 3 — 4 — 5 — AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de: 1 5 3 Se ainda não consegui, vou ver nas páginas: TOTAL A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos. 15-18 Tenho de continuar assim… 9-14 Não estou mal… 0-8 Tenho de estudar mais. Assinala com a coluna que representa o que já consegues fazer: Reconhecer e identificar a forma da Terra em fotografias, ilustrações, … Representar, identificar a legendar os aspetos da Lua nas principais fases. Reconhecer representações de modelos solares e identificar algumas das suas limitações. Identificar, reconhecer e explicar em que consistem os fenómenos de condensação, solidificação, evaporação e fusão. Planear, executar e interpretar experiências que representem fenómenos de mudanças de estado. Reconhecer formas de precipitação. Identificar em esquemas, legendar e explicar fenómenos de infiltração e formação de lençóis de água. 85 a 87 88 a 89 85 92 a 93 93 93 93 93 92 a 93 A B C Reconhecer em fotografias, esquemas e ilustrações nascentes e cursos de água. Representar e interpretar representações do ciclo da água. 4 2 363929 084-101 U5.indd 97 18/03/13 17:09
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    Realizar experiências coma água BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos 98 De que vais necessitar? 2 copos de precipitação Caixa de Petri (deve ser de diâmetro igual ou superior ao diâmetro dos copos de precipitação) Congelador Água O que vais fazer? 1. Num dos copos de precipitação, coloca água (aproximadamente, 3 cm de altura do fundo). 2. Guarda no congelador e aguarda 24 horas. 3. Passadas 24 horas, observa o conteúdo do copo e regista as alterações ocorridas. 4. Põe o conteúdo do copo de precipitação na caixa de Petri. 5. No outro copo de precipitação, põe água (aproximadamente, 3 cm de altura do fundo). 6. Escolhe uma janela ensolarada e põe ao sol o copo de precipitação com a caixa de Petri (com o conteúdo do primeiro copo de precipitação) por cima. 7. Observa e regista as alterações ocorridas. Antes de começares… pensa e responde à questão. O que pensas que vai acontecer? Executa e responde no teu caderno. 1. Comparando com o que ocorre na Natureza, diz: a) o que representa a água no copo de precipitação; b) o que representa o gelo na caixa de Petri. 2. Ocorreram alterações no estado físico da água? a) Se sim, quais foram? 3. Responde à questão-problema desta atividade. INVESTIGO Qual é a importância da temperatura para as alterações do estado físico da água? Investigar para saber mais O que vou procurar saber… Do que necessito… O que vou fazer… O que vou registar… O que prevejo… O que observo… O que concluo… 363929 084-101 U5.indd 98 18/03/13 17:09
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    Realizar experiências commateriais de uso corrente BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos 99 5 UNIDADE De que vais necessitar? Água Álcool etílico Termómetro Açúcar Caneta de acetato Água quente (cerca de 40 ºC) Azeite 2 caixas de vidro com tampa 8 sacos herméticos Manteiga Sal de cozinha de plástico transparente Mel Gelo picado Leite Cronómetro O que vais fazer? (trabalha em grupo) Cada grupo escolhe quatro materiais (todos os materiais devem ser testados na turma). 1. Na balança, mede 50 g de cada um dos materiais escolhidos (dentro dos sacos herméticos). 2. Põe a água quente numa das caixas de vidro. 3. Põe o termómetro em contacto com a água e regista a temperatura. 4. Guarda as amostras na caixa de vidro. 5. Com o cronómetro, conta 3 minutos. 6. Sem retirar os sacos das amostras do contacto com a água, observa cuidadosamente cada um deles. 7. Regista as tuas observações numa tabela. 8. Repete o procedimento três vezes. 9. Na outra caixa põe o gelo picado e sal. O sal irá provocar a diminuição da temperatura. 10. Quando a temperatura estiver próximo de –5 °C, repete os passos 1 e de 4 a 8. Antes de começares… pensa e responde à questão. O que pensas que vai acontecer? Executa e responde no teu caderno. 1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que aconteceu? 2. Responde à questão problema desta atividade. INVESTIGO Qual será o efeito da temperatura no estado físico de diferentes materiais? Investigar para saber mais O que vou procurar saber… Do que necessito… O que vou fazer… O que vou registar… O que prevejo… O que observo… O que concluo… 363929 084-101 U5.indd 99 18/03/13 17:09
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    Manusear objetos emsituações concretas BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos 100 Objetivo: Construir uma maqueta simulando os vários fenómenos que ocorrem no ciclo da água. De que vão necessitar? Argila Gelo picado Aquário Tintas Caixa de Petri Plasticina Candeeiro Palitos Água Areia O que vão fazer? 1. De forma a ocupar metade do aquário, moldem o relevo do ambiente terrestre. Podem fazer uma montanha, uma planície, uma praia, … Podem introduzir vegetação, um lago, uma aldeia, etc — o que a vossa imaginação vos permitir. 2. A outra metade do aquário deve representar o mar. Cubram o fundo com água. A altura da água deve ter em conta a metade representativa do ambiente terrestre. 3. Com o aquário fechado, liguem o candeeiro, direcionando a luz para o «oceano». 4. Sobre a tampa do aquário, e por cima da montanha, ponham a caixa de Petri com gelo dentro. 5. Registem os acontecimentos que observarem e legendem-nos. CONSTRUO Maqueta do ciclo da água 363929 084-101 U5.indd 100 18/03/13 17:09
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    Manusear objetos emsituações concretas 5 UNIDADE Objetivo: Construir uma maqueta do Sistema Solar. De que vais necessitar? Plasticina de várias cores Papel crepe amarelo Placa de esferovite Jornais ou papel usado 2 m de arame fino (15 cm × 130 cm) O que vais fazer? 1. Observa a tabela, na qual se indicam os diâmetros das esferas que representam os planetas, as distâncias ao «Sol» e as cores a usar para cada caso. 2. Faz uma bola com jornais ou papel velho*, com um diâmetro de 100 cm (1 m), e forra-a com papel crepe amarelo. 3. Com o arame, prende a bola que representa o Sol próximo de uma das extremidades da placa de esferovite. 4. Marca na esferovite, a partir do «Sol», as distâncias indicadas na tabela. 5. Molda os «planetas» com plasticina das respetivas cores. 6. Corta oito pedaços de arame com 10 cm de comprimento e coloca numa das pontas os «planetas» moldados. 7. Coloca na esferovite, nas respetivas marcas, o arame correspondente ao «planeta». A maqueta está pronta. 8. Usa a tua imaginação para construir os anéis de Saturno e dos outros planetas gigantes. *Nota: Podes usar bolinhas de esferovite, sacos de plástico, panos velhos, etc., para «preencher» o «Sol». CONSTRUO Maqueta do Sistema Solar Astro Diâmetro/cm Distância ao Sol/cm Cores Sol 100 — Mercúrio 0,4 1,0 Cinzento/Branco/Rosa Vénus 0,8 1,9 Azul/Branco Terra 0,8 2,7 Azul/Verde/Branco Marte 0,4 4,1 Vermelho/Castanho Júpiter 10,2 14 Laranja/Branco/Bege Saturno 8,0 25 Bege-escuro Úrano 3,6 51 Azul Neptuno 3,4 80 Verde-mar 363929 084-101 U5.indd 101 18/03/13 17:10
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    102 BLOCO 3À descoberta do ambiente natural 6 UNIDADE ASPETOS FÍSICOS DE PORTUGAL NESTA UNIDADE, VAIS APRENDER A: Identificar os maiores rios de Portugal (Tejo, Douro, Guadiana, Mondego, Sado). Localizar os principais rios portugueses no mapa. Observar direta ou indiretamente (fotografias, ilustrações, …) os vários rios. Identificar as maiores formações de relevo de Portugal (Pico, serra da Estrela, pico do Areeiro). Localizar as principais formações de relevo no mapa de Portugal. Observar direta ou indiretamente (fotografias, ilustrações, …) as principais formações de relevo em Portugal. Ao pé do rio e da montanha! Aqui está quentinho mas lá no alto deve estar bem fresquinho. Que peixes haverá aqui? Só podem ser de água doce. Observa a imagem e responde às questões. Que tipo de peixes poderá existir num rio? Qual é a utilidade dos rios? Há algum rio perto da localidade onde moras? Porque será que no alto da montanha está mais frio? Há alguma montanha perto da localidade onde moras? Que piquenique fabuloso vamos ter aqui ao pé do rio! 363929 102-115 U6.indd 102 18/03/13 17:10
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    103 BLOCO 3 Àdescoberta do ambiente natural 6.1 OS RIOS DE PORTUGAL Os rios Os rios e as ribeiras são cursos de água doce que nascem nas monta- nhas e desaguam no mar, noutro rio ou num lago. Os rios que desaguam no mar são os rios principais. Um rio que desagua num outro rio chama-se afluente. O local onde o rio nasce chama-se nascente. O curso do rio é o caminho que este percorre desde que nasce até desaguar. O canal onde o rio corre chama-se leito, e a quantidade de água que passa, por segundo, no rio é o seu caudal. O local onde o rio desagua (termina) é a foz. Variação do caudal do rio Tejo. O caudal dos rios e das ribeiras é influenciado pela época do ano. Nos meses do ano em que chove mais, os rios podem transbordar das margens e provocar inundações; por outro lado, nos meses secos, os caudais diminuem muito, podendo os rios secar quase completamente. Constituição de um rio. Margem direita Foz Nascente Mar Leito Margem esquerda B A 363929 102-115 U6.indd 103 18/03/13 17:10
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    104 BLOCO 3À descoberta do ambiente natural 6.1 OS RIOS DE PORTUGAL O curso dos rios é influenciado pelo relevo. Assim, de acordo com a orientação das montanhas, os rios do Norte e Centro de Portugal cor- rem, em geral, na direção nordeste-sudoeste; no Sul, onde o relevo é mais plano, podem mudar de direção. O rio Mondego corre na direção nordeste-sudoeste. O rio Sado corre de sudeste para noroeste. Ribeira da Povoação, em São Miguel, é a maior ribeira do arquipélago dos Açores. Barragem — produção de energia elétrica. Desportos aquáticos. Pesca num rio. A utilidade dos rios Os rios são importantes para as populações, pois fornecem água para o consumo doméstico, para a agricultura e para a obtenção de eletrici- dade. Permitem também a pesca e a prática de desportos aquáticos. Os cursos de água nos Açores e na Madeira Dado que são constituídos por ilhas de pequena dimensão, os dois arquipéla- gos não têm rios, mas apenas ribeiras. Estas têm a mesma utilidade que os rios no território continental. 363929 102-115 U6.indd 104 18/03/13 17:11
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    6 UNIDADE 1 Enumera osconstituintes de um rio. 2 Por que razão os rios são importantes para as populações? ATIVIDADES 105 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural MAIORES CURSOS DE ÁGUA DE PORTUGAL Rios Nascente Curso Foz Douro — 938 km Espanha Miranda do Douro Régua Porto Mondego — 220 km Serra da Estrela Coimbra Figueira da Foz Tejo — 1009 km Espanha Abrantes Santarém Lisboa Sado — 175 km Perto de Ourique Alcácer do Sal Setúbal Guadiana — 810 km Espanha Alcoutim Castro Marim Vila Real de Santo António Os cursos de água em Portugal continental Muitos dos grandes rios portugueses nascem em Espanha, atravessam Portugal e desaguam no oceano Atlântico. EDUCAÇÃO AMBIENTAL Para evitar a poluição dos rios, devemos: • deitar o óleo de cozinha usado nos locais de recolha; • reduzir o uso de adubos e pesticidas na agricultura; • denunciar às autoridades qualquer descarga poluente. Rio Minho Rio Av e Rio Douro Rio Tejo R io Mira Rio Cávado Rio Lima R i o G u a d i a n a Rio Mondego RioVouga Rio S a d o Oceano Atlântico N 0 65 km Principais cursos de água de Portugal continental. 363929 102-115 U6.indd 105 18/03/13 17:11
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    106 BLOCO 3À descoberta do ambiente natural PROJETO Saída de campo — O meu rio favorito! Investigar para saber mais Já sei… O que quero saber… O que vou observar/ /medir/registar, … Como vou apresentar e comunicar a informação. 6.1 OS RIOS DE PORTUGAL Objetivo: Fazer um cartaz, um texto, um livro, um jogo ou uma apresentação multimédia sobre um curso de água. Preparação do trabalho: Para saberes mais sobre os rios, vais fazer uma saída de campo, com os teus colegas e professor(a). De que vais necessitar? Bloco de notas Termómetro Lápis Fita métrica Lupa Chapéu Máquina fotográfica Vestuário prático O que vais fazer? 1. Em grupo, escolhe um curso de água de fácil acesso. 2. Pesquisa informações sobre o percurso do curso de água e faz um esquema que o ilustre. 3. Investiga e recolhe relatos de acontecimentos históricos (por exemplo: catástrofes naturais). 4. Pede ao(à) professor(a) que organize cinco grupos e distribua as seguintes tarefas: a) medição da temperatura e análise da transparência da água; b) observação e registo fotográfico da flora; c) observação e registo fotográfico da fauna; d) registo fotográfico da preservação ambiental do curso de água e da zona envolvente. 5. No final, junta as informações recolhidas e desenvolve o trabalho. 363929 102-115 U6.indd 106 18/03/13 17:11
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    6 UNIDADE 1 Refere onome de duas serras do território nacional. 2 Refere o nome dos dois picos com maior altitude nos Açores e na Madeira. ATIVIDADES 107 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural Os mapas que representam o relevo e os rios Um mapa representa uma determinada parte da superfície da Terra. Os mapas físicos representam as formas de relevo — as monta- nhas, os planaltos, os vales e as planícies — os rios, os lagos e os mares. As áreas mais elevadas — com maior alti- tude — têm uma cor (neste mapa, é o castanho- -escuro) e as áreas mais baixas — com menor altitude — têm outra cor (neste mapa, é o verde- -claro). O mar é representado em tons de azul. Mapa físico de Portugal. –500 –600 –400 –300 –200 –100 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 Altitude (m) Altitude Nível médio das águas do mar Profundidade Profundidade (m) Como medir a altitude de um lugar. A altitude é a distância medida na vertical entre um ponto da superfície da Terra e o nível médio do mar, que é considerado o nível zero. 6.2 AS FORMAS DE RELEVO EM PORTUGAL 42˚ 41˚ 40˚ 39˚ 38˚ 37˚ 39˚ 40˚ 41˚ 42˚ 8˚ 9˚ 7˚ 8˚ 9˚ 7˚ 38˚ 37˚ ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES 33˚ N 17˚ O 0 15 km 1818 m 1861 m Pico Ruivo Pico do Areeiro 39˚ N 28˚ O 26˚ O 38˚ N 0 25 km 2351 m Pico ESPANHA Rio Guadian a R i o M i r a Rio Sado Rio Tejo Rio Mondego Rio Douro Rio M i n h o Rio Vouga Rio Cávado Rio Lima Serra do Gerês Serra do Larouco Serra de Nogueira Serra da Peneda Serra de Montemuro Serra da Lousã Serra da Gardunha Serra do Açor Serra de São Mamede Serra do Caldeirão Serra de Monchique Serra dos Candeeiros Serra de Montejunto 1418 m 678 m 1227 m 1027 m 902 m 589 m 1205 m 666 m 1416 m Serra do Marão 1416 m Serra da Estrela 1993 m 1381 m 1527 m 1508 m 1320 m Oceano Atlântico Altitude (em metros) 1000 500 a 1000 200 a 500 0 a 200 0 45 km N N N 42˚ 41˚ 40˚ 39˚ 38˚ 37˚ 39˚ 40˚ 41˚ 42˚ 8˚ 9˚ 7˚ 8˚ 9˚ 7˚ 38˚ 37˚ ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES 33˚ N 17˚ O 0 15 km 1818 m 1861 m Pico Ruivo Pico do Areeiro 39˚ N 28˚ O 26˚ O 38˚ N 0 25 km 2351 m Pico ESPANHA Rio Guadian a R i o M i r a Rio Sado Rio Tejo Rio Mondego Rio Douro Rio M i n h o Rio Vouga Rio Cávado Rio Lima Serra do Gerês Serra do Larouco Serra de Nogueira Serra da Peneda Serra de Montemuro Serra da Lousã Serra da Gardunha Serra do Açor Serra de São Mamede Serra do Caldeirão Serra de Monchique Serra dos Candeeiros Serra de Montejunto 1418 m 678 m 1227 m 1027 m 902 m 589 m 1205 m 666 m 1416 m Serra do Marão 1416 m Serra da Estrela 1993 m 1381 m 1527 m 1508 m 1320 m Oceano Atlântico Altitude (em metros) 1000 500 a 1000 200 a 500 0 a 200 0 45 km N N N 363929 102-115 U6.indd 107 18/03/13 17:11
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    108 BLOCO 3À descoberta do ambiente natural As principais formas de relevo À variação da forma e da altitude da superfície terrestre chama-se relevo. As principais formas de relevo são: O relevo de Portugal continental e insular No território continental português, há grandes diferenças entre o relevo no Norte e no Sul. As maiores altitudes encontram-se a norte do rio Tejo (montanhas e planaltos), enquanto a sul do rio Tejo predominam as zonas planas, extensas e de baixa altitude (as planícies). O Alentejo é a zona mais plana de Portugal continental. As principais formas de relevo. Planície alentejana. Planalto em Alto Trás-os-Montes. Vales — Passagens entre duas montanhas, por vezes percorridas por um curso de água. Montanhas — Elevações na superfície terrestre, normalmente com mais de 600 m de altitude, que se agrupam em serras. Planícies — Terrenos planos situados a baixa altitude. Planaltos — Terrenos planos situados a uma altitude elevada. 6.2 AS FORMAS DE RELEVO EM PORTUGAL 363929 102-115 U6.indd 108 18/03/13 17:11
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    6 UNIDADE 1 Distingue valede planalto. 2 Distingue planície de montanha. ATIVIDADES 109 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural A serra da Estrela é a serra mais alta do continente, com 1993 metros de altitude. Outras serras importantes são: Gerês, Peneda, Larouco, Marão, Caramulo, Montemuro, Lousã, Montejunto, Sintra, São Mamede e Monchique. Na ilha da Madeira, o relevo é muito acidentado, com picos de grande altitude e vales muito profundos. A altitude mais elevada situa-se no pico Ruivo (1861 m). Na ilha de Porto Santo, o relevo é pouco acidentado. No arquipélago dos Açores, as ilhas são quase todas muito montanhosas e a altitude aumenta do litoral para o interior. A maior elevação dos Açores (e de Portugal) é o Pico (2351 m). Montanha na serra da Estrela. 2000 1800 1600 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 Estrela Larouco Gerês Soajo Barroso Monchique Mogadouro Marão Cabreira Lapa Marofa Ossa Buçaco Arrábida Sintra Nível do mar Montejunto Aire Caldeirão São Mamede Caramulo Peneda Lousã Montesinho A norte do rio Mondego Entre o rio Mondego e o rio Tejo A sul do rio Tejo 1 – Pico 2 – Pico Rachado 3 – Caldeira 4 – Pico da Vara 5 – Cabeço Gordo 6 – Pico da Barrosa 7 – Santa Bárbara 8 – Pico da Esperança 9 – Pico Casado 10 – Pico do Areeiro 11 – Pico das Torres 12 – Pico das Eirinhas 13 – Pico Ruivo 14 – Pico Escalvado 15 – Pico do Facho 16 – Pico do Castelo 2400 2000 1600 1200 800 400 0 Altitude (metros) Altitude (metros) Arquipélago dos Açores Arquipélago da Madeira 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Nível do mar u7p156h2 As serras mais altas de Portugal continental. Os picos mais altos dos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Serra do Marão. Pico Ruivo, na Madeira. Pico, nos Açores. 363929 102-115 U6.indd 109 18/03/13 17:11
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    ATITUDES E VALORES 110BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural A preservação do ambiente Observa as imagens e responde, depois de debateres com os teus colegas, às questões seguintes. Refere as principais diferenças entre as imagens A e B e entre as imagens C e D. Debate com os teus colegas a importância de preservar o ambiente. Observa as imagens E e F. Quais poderão ser os efeitos das situações representadas? Como poderiam ser evitados? O que poderá acontecer ao planeta Terra daqui a muitos anos, se não cuidarmos do ambiente? Faz um desenho onde representes a Terra nessa altura. A C E B D F Na Natureza, existem muitos locais que se encontram muito degradados devido à poluição. 363929 102-115 U6.indd 110 18/03/13 17:12
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    RECORDA 6 UNIDADE O MAIS IMPORTANTE 111 BLOCO3 À descoberta do ambiente natural ESQUEMA DE CONCEITOS • Os rios são cursos naturais de água doce que nascem nas montanhas e que desaguam no mar, num rio ou num lago. • Os rios fornecem água às populações, servem de vias de comunicação, fornecem água para a rega e para a obtenção de eletricidade. Permitem a prática de desportos aquáticos e da pesca. • Os caudais de alguns rios aumentam muito no inverno e podem provocar inundações. No verão, podem secar quase por completo. • Os principais rios de Portugal encontram-se no continente e são: Douro, Mondego, Tejo, Sado e Guadiana. • Os rios de Portugal que nascem em Espanha e desaguam em Portugal, no oceano Atlântico, são: Minho, Douro, Tejo e Guadiana. • O maior rio que nasce em Portugal é o rio Mondego. • Nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, os cursos de água são mais pequenos e têm o nome de ribeiras. • A altitude é a distância medida na vertical entre um ponto da superfície da Terra e o nível do mar, que é considerado a uma altitude zero. • Em Portugal continental, o relevo mais acidentado encontra-se no Norte e no Centro. • As maiores elevações de Portugal são: a serra da Estrela, no território continental, com cerca de 2000 metros de altitude, o Pico, nos Açores, com 2351 metros de altitude, e o pico Ruivo, na Madeira, com 1861 metros de altitude. • Minho • Douro • Mondego • Tejo • Sado • Guadiana • fornecer água • vias de comunicação • rega • obtenção de energia elétrica • desportos aquáticos • pesca os principais são que servem para Norte de Portugal continental Sul de Portugal continental Açores e Madeira é a maior elevação é a é é as maiores elevações são • elevado • montanhas altas Serra da Estrela • baixo • planícies e planaltos • alto • acidentado • Pico, nos Açores • pico Ruivo, na Madeira Rios tem Portugal que influencia os Relevo variado 363929 102-115 U6.indd 111 18/03/13 17:12
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    SERÁ QUE JÁSABES? 112 BLOCO 3 À descoberta do ambiente natural 42˚ 41˚ 40˚ 39˚ 38˚ 37˚ 39˚ 40˚ 41˚ 42˚ 8˚ 9˚ 10˚ 7˚ 8˚ 9˚ 10˚ 7˚ 38˚ 37˚ 33˚ N 17˚ O 16˚ O 16˚ O 39˚ N 28˚ O 27˚ O 31˚ O 26˚ O 25˚ O 38˚ N R i o M i r a Rio Tejo Rio Douro Rio M i n h o Rio Vouga Rio Cávado Rio Lima N N 0 50 km 0 28 km 0 50 km N ESPANHA Oceano Atlântico 42˚ 41˚ 40˚ 39˚ 38˚ 37˚ 39˚ 40˚ 41˚ 42˚ 8˚ 9˚ 10˚ 7˚ 8˚ 9˚ 10˚ 7˚ 38˚ 37˚ 33˚ N 17˚ O 16˚ O 16˚ O 39˚ N 28˚ O 27˚ O 31˚ O 26˚ O 25˚ O 38˚ N R i o M i r a Rio Tejo Rio Douro Rio M i n h o Rio Vouga Rio Cávado Rio Lima N N 0 50 km 0 28 km 0 50 km N ESPANHA Oceano Atlântico 42˚ 41˚ 40˚ 39˚ 38˚ 37˚ 39˚ 40˚ 41˚ 42˚ 8˚ 9˚ 10˚ 7˚ 8˚ 9˚ 10˚ 7˚ 38˚ 37˚ 33˚ N 17˚ O 16˚ O 16˚ O 39˚ N 28˚ O 27˚ O 31˚ O 26˚ O 25˚ O 38˚ N R i o M i r a Rio Tejo Rio Douro Rio M i n h o Rio Vouga Rio Cávado Rio Lima N N 0 50 km 0 28 km 0 50 km N ESPANHA Oceano Atlântico 1 Observa a imagem. a) Faz corresponder a cada número a designação da respetiva parte do rio. b) Refere três utilidades dos rios. c) Qual é o rio mais próximo da localidade onde vives? 2 Observa o mapa de Portugal e estabelece a correspondência entre as letras presentes no mapa e os rios ou as elevações correspondentes. Rios Rio Douro Rio Mondego Rio Tejo Rio Sado Rio Guadiana Elevações Pico Pico Ruivo Serra da Estrela 3 Refere o nome de três dos maiores rios de Portugal. 4 Quais são as principais formas de relevo que a superfície terrestre pode apresentar? 5 Observa o gráfico das serras mais altas de Portugal continental da página 109 e diz quais são as quatro serras com altitudes mais elevadas. 2 3 4 5 A D E F H I J 1 C B G 363929 102-115 U6.indd 112 18/03/13 17:12
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    6 UNIDADE 113 BLOCO 3 Àdescoberta do ambiente natural 6 Observa a tabela seguinte e elabora um gráfico de barras com as altitudes de algumas das elevações de Portugal. Elevações Pico Serra da Estrela Pico Ruivo Pico do Areeiro Serra do Larouco Altitudes/m 2351 1993 1861 1818 1535 Elevações Serra do Gerês Serra da Peneda Serra do Marão Serra da Gardunha Serra de Montejunto Altitudes/m 1548 1486 1416 1227 664 7 Retira os dados do gráfico e constrói uma tabela com a extensão de cada um dos rios. Extensão no território nacional em km 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 Minho Douro Vouga Mondego Tejo Sado Guadiana TOTAL A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos. 11-14 Tenho de continuar assim… 7-10 Não estou mal… 0-6 Tenho de estudar mais. AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de: Se ainda não consegui, vou ver nas páginas: Assinala com a coluna que representa o que já consegues fazer: Conhecer, identificar e representar os vários constituintes de um rio. Reconhecer os maiores rios de Portugal. Identificar em mapas, fotografias e ilustrações os maiores rios de Portugal. Conhecer, identificar e representar as principais formas de relevo. Conhecer as maiores elevações de Portugal continental e insular. Localizar as maiores elevações de Portugal em mapas, fotografias, ilustrações, … 103 e 104 104 e 105 105 107 e 108 108 e 109 107 a 109 A B C Reconhecer e divulgar formas de preservação dos rios e das serras. 106 e 110 363929 102-115 U6.indd 113 18/03/13 17:12
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    Realizar experiências coma água BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos 114 Princípios dos vasos comunicantes Um conjunto de dois recipientes que se encontram liga- dos, permitindo que o líquido que contêm possa passar de um lado para o outro, designa-se por vasos comunicantes. Os vasos comunicantes caracterizam-se por possibilitarem a deslocação do líquido de um dos recipientes para o segundo recipiente até que, em ambos, o líquido atinja o mesmo nível. Este é o princípio que se verifica na utilização de um regador ou o que acontece num repuxo. INVESTIGO Como funcionam os vasos comunicantes? De que vais necessitar? Embalagem de plástico Cola líquida transparente Tubo de plástico Garrafa de água (33 ou 50 cL) O que vais fazer? 1. Com ajuda do teu professor, faz um furo, de diâmetro ligeiramente superior ao do tubo, nas paredes da embalagem e da garrafa de água. 2. Insere aproximadamente 10 cm de tubo através do orifício da embalagem. 3. Insere a outra extremidade do tubo através do orifício da garrafa. 4. Veda a junção do tubo com a garrafa com a cola líquida e deixa secar bem. 5. Enche a garrafa com água e tapa-a. 6. Destapa a garrafa e observa o que acontece. 7. Levanta devagar o repuxo e observa o que acontece. 8. Coloca de novo o repuxo num nível inferior e observa. 9. Levanta agora a garrafa e observa. 10. Baixa a garrafa e observa. 11. Tapa a garrafa e observa. Antes de começares… pensa e responde à questão. O que pensas que vai acontecer? Executa e responde no teu caderno. 1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que aconteceu? 2. Responde à questão-problema desta atividade. 363929 102-115 U6.indd 114 18/03/13 17:12
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    6 UNIDADE Manusear objetos emsituações concretas BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos 115 Objetivo: Elaborar um cartaz para divulgar os problemas ambientais da localidade onde vivem (ou onde está situada a escola). Apresentar também propostas para os resolver. O que vais fazer? 1. Investiga e faz um levantamento dos problemas que afetam o ambiente da tua localidade. Podes fazer inquéritos aos moradores sobre as suas opiniões e realizar visitas de estudo à localidade. 2. Debate com os teus colegas formas de resolver esses problemas. 3. Decide como apresentar a informação na forma de cartaz. 4. Identifica os materiais necessários. 5. Realiza o trabalho. 6. Apresenta o trabalho à turma. PROJETO O ambiente ao meu redor Investigar para saber mais Sugiro e ouço… Negoceio: — a informação a apresentar… — como apresentar a informação… — a distribuição de tarefas. 363929 102-115 U6.indd 115 18/03/13 17:12
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    116 BLOCO 4À descoberta das inter-relações entre espaços 7 UNIDADE O CONTACTO ENTRE A TERRA E O MAR NESTA UNIDADE, VAIS APRENDER A: Localizar no planisfério e no globo os continentes e os oceanos. Reconhecer o oceano Atlântico como fronteira marítima de Portugal. Observar direta ou indiretamente alguns aspetos da costa, em especial da costa portuguesa. Localizar no mapa, Portugal continental, ilhas e arquipélagos (Açores e Madeira). Conhecer as causas da existência de marés e, se possível, observar a sua ação sobre a costa. Observar seres vivos existentes na praia. Identificar a sinalização das costas. Vejam a praia lá em baixo! Estará maré alta? Observa a imagem e responde às questões. O que entendes por maré alta? Em que locais da praia pode o Pedro encontrar conchinhas? Porque existem tantas rochas dentro de água? Como é que surgiu a areia da praia? Será que vou conseguir encontrar conchinhas? 363929 116-131 U7.indd 116 18/03/13 17:20
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    117 BLOCO 4 Àdescoberta das inter-relações entre espaços 7.1 AS REPRESENTAÇÕES DA TERRA NO GLOBO E NO PLANISFÉRIO Planeta Terra visto do espaço. Satélite artificial em órbita. O globo terrestre representa os continentes e os oceanos de forma esférica. 0 3300 km N O planisfério terrestre representa os continentes e os oceanos de forma plana. Nas fotografias tiradas a partir do espaço, o planeta Terra apresenta principalmente quatro cores: • Azul — revela as grandes extensões de água. • Castanho/verde — revela as áreas continentais. • Branco — revela as nuvens presentes na atmosfera e a neve nalgumas zonas do Globo. Grande parte da superfície da Terra está coberta por água (mares, rios, lagos, etc.), sendo a restante ocupada pelos continentes e ilhas. A representação da Terra Para estudar a superfície da Terra, são tiradas foto- grafias a partir do espaço — as imagens de satélite. Estas fotografias são muito úteis para elaborar mapas ou para detetar e estudar as modificações no ambiente devido aos efeitos dos incêndios, das cheias e das desflorestações, para identificar zonas de desertifi- cação, etc. O planeta Terra pode ser representado na sua tota- lidade, utilizando: • o planisfério — representação do planeta Terra numa superfície plana; • o globo — representação esférica do planeta Terra. 363929 116-131 U7.indd 117 18/03/13 17:20
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    1 De queformas podemos representar a Terra? 2 Como identificas os oceanos num planisfério ou num globo terrestre? 3 Qual é o oceano que banha Portugal? 4 Como identificas a parte sólida da Terra representada num globo ou num planisfério? ATIVIDADES 118 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços 7.1 AS REPRESENTAÇÕES DA TERRA NO GLOBO E NO PLANISFÉRIO Os oceanos Os oceanos, representados em tons de azul nos globos e nos planis- férios, ocupam cerca de três quartos da superfície total da Terra. Existem cinco oceanos: • Oceano Pacífico — o maior dos oceanos, banha a costa ocidental da América e as costas orientais da Ásia e da Oceânia. • Oceano Atlântico — banha as costas ocidentais da Europa e da África e a costa oriental da América. É a fronteira marítima de Por- tugal, ou seja, é o limite marítimo geográfico do nosso país. • Oceano Índico — banha a costa ocidental da Oceânia, a costa sul da Ásia e a costa oriental da África. • Oceano Ártico — o mais pequeno dos oceanos, banha as regiões polares do Norte. • Oceano Antártico — banha as regiões polares do Sul. Os continentes Os continentes e as ilhas constituem a parte sólida da Terra; são normalmente repre- sentados nos globos e nos pla- nisférios com os tons de verdes e castanhos e ocupam cerca de um quarto (1/4) da superfície terrestre. Existem seis continentes: África, Ásia, América, Europa, Oceânia e Antártida. ANTÁRTIDA Oceano Atlântico Oceano Antártico Oceano Ártico Oceano Pacífico Oceano Pacífico Oceano Índico AMÉRICA ÁFRICA ÁSIA OCEÂNIA EUROPA N 0 3800 km Antártida América África Ásia Oceânia Europa Antártico Índico Ártico Oceanos 71,6 % Continentes 28,4 % Pacífico Atlântico 1,7 % 8,1 % 5,8 % 8,3 % 1,9 % 2,6 % 3,9 % 14,0 % 1,9 % 31,5 % 20,3 % NTÁRTIDA co ano rtico Oceano Índico OCEÂNIA N N 0 3800 km ANTÁRTIDA Os oceanos ocupam grande parte da superfície terrestre. 363929 116-131 U7.indd 118 18/03/13 17:20
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    7 UNIDADE 119 BLOCO 4 Àdescoberta das inter-relações entre espaços 7.2 A PAISAGEM JUNTO À COSTA As marés Ao longo do dia, o nível da água do mar é variável. A esta variação do nível das águas do mar chamamos marés. • O nível mais elevado da água do mar denomina-se maré alta ou preia-mar. • O nível mais baixo da água do mar denomina-se maré baixa ou baixa-mar. No nosso país, as marés ocorrem com a frequência aproximada de duas marés altas e duas marés baixas em cada 24 horas e 50 minutos. Estas subidas e descidas das águas dos mares devem- se à força de atração da Lua sobre a Terra. Os aspetos da costa As marés, as correntes litorais e o movimento da água das ondas provocam a erosão da costa. Como as rochas têm diferentes resistências à força erosiva das águas, for- mam-se reentrâncias ou saliências na costa. Por outro lado, os materiais arrancados pelo mar e os sedimentos transportados pelos rios são depositados no fundo do oceano e podem dar origem à formação de praias. Desta forma natural, a costa vai ganhando um aspeto diversificado, com praias arenosas, cabos, baías e arribas. Contudo, também a ação do Homem vai alterando o aspeto da costa, devido, principalmente, ao desenvolvi- mento, no litoral, de localidades muito povoadas. A ati- vidade piscatória e o grande desenvolvimento do turismo, com a construção de habitações, hotéis, parques de cam- pismo, campos de golfe, etc., provocam a destruição das dunas e a fragilização das falésias junto do litoral e cau- sam a alteração do recorte da linha costeira. Maré alta ou preia-mar. Maré baixa. Força erosiva das águas. A maré é o fenómeno de subida e descida periódica da água do mar. 363929 116-131 U7.indd 119 18/03/13 17:20
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    120 BLOCO 4À descoberta das inter-relações entre espaços 7.3 A COSTA PORTUGUESA Principais formas de relevo do litoral. Como é o contacto entre a terra e o mar? Designamos por costa ou litoral a zona de contacto entre a terra e o mar. Devido a diferentes fatores do ambiente, a costa pode apresentar diferentes estruturas: • Cabo — saliência da costa que entra pelo mar. • Golfo — reentrância na costa de forma arredondada, aberta ao mar. Quando o golfo é pequeno, chama-se baía. Quando a baía é pequena, chama-se enseada. • Estuário — alargamento do rio junto à foz. • Península — uma porção de terra rodeada de água por todos os lados menos um, denominado istmo. • Arribas ou falésias — costa rochosa alta. • Praia — área de costa baixa, geralmente coberta por areia. Nas praias arenosas, na zona mais afastada do mar, podem formar-se dunas pela acumulação da areia devido à ação do vento. Cabo Península Istmo Praia Arriba Baía Estuário 363929 116-131 U7.indd 120 18/03/13 17:20
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    7 UNIDADE 121 BLOCO 4 Àdescoberta das inter-relações entre espaços A costa de Portugal continental A costa de Portugal continental é extensa, tem 832 km, e é banhada pelo oceano Atlântico. Coexistem as costas baixas (praias de areia) com arribas (falésias), cabos, penínsulas, baías e estuários. Cavalos de Fão Leixões Cabo Mondego Nazaré Cabo Carvoeiro Peniche Cabo da Roca Cabo Raso Cabo Espichel Cabo de Sines Cabo de São Vicente Península de Setúbal R i o T e j o Rio Zêzere Rio Mondego Rio Vouga R i o G u a d i a n a Rio Minho Ri o S a b o r Rio Douro Rio S a d o 0 35 km Oceano Atlântico N Costa predominantemente baixa e arenosa Costa predominantemente alta e rochosa Costa baixa — praia da Nazaré. Costa alta ou arriba. Cabo Espichel. Mapa de relevo da costa. Baía de Setúbal. Estuário do Sado. Península de Peniche. 363929 116-131 U7.indd 121 18/03/13 17:21
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    122 BLOCO 4À descoberta das inter-relações entre espaços A costa nos Açores e na Madeira A costa dos arquipélagos dos Açores e da Madeira é essencialmente alta e rochosa. u0p5h1 Praia na ilha de São Miguel. Costa baixa com praia, na ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira. Arriba na ilha da Madeira. ARQUIPÉLAGO Açores Madeira Localização • Oceano Atlântico. • Aproximadamente a uma distância de 1500 km de Lisboa. • Oceano Atlântico. • Aproximadamente a uma distância de 1000 km de Lisboa. Costa A costa nas ilhas dos Açores é, em geral, alta e rochosa, havendo, no entanto, algumas zonas em que é baixa e arenosa. A costa da ilha da Madeira é predominantemente alta e escarpada, havendo poucas praias de areia. Pelo contrário, a ilha de Porto Santo tem extensas praias de areia. Origem Vulcânica, ou seja, as ilhas formam-se a partir de vulcões. 7.3 A COSTA PORTUGUESA Praia do Porto da Cruz, ilha da Madeira. u0p5h1 u0p5h1 Funchal Ponta Delgada Porto Santo 363929 116-131 U7.indd 122 18/03/13 17:21
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    7 UNIDADE 123 BLOCO 4 Àdescoberta das inter-relações entre espaços EDUCAÇÃO Quando estiveres perto do litoral, deves ter cuidado com as arribas ou falésias, pois, devido à erosão da costa, estas podem ruir. Deves afastar-te, quer estejas na base da arriba (praia) ou no cimo da mesma. Nunca é de mais lembrar que devemos evitar: • deitar lixo nas praias (água e areia); • andar sobre as dunas. A sinalização da costa Ao longo da costa existem zonas perigosas para a navegação, que é necessário assinalar de diferentes formas: • Faróis — torres altas com um foco luminoso giratório para orientar as embarcações durante a noite. Quando está nevoeiro, também pos- suem um sinal sonoro. • Boias — presas ao fundo do mar, flutuam na água, sinalizando com luz ou com som os locais que os barcos devem evitar. Também podem indicar «corredores» marítimos por onde as embarcações devem navegar. • Sinais sonoros — são utilizados nos dias de nevoeiro para avisar da aproximação da costa. Farol. Boia. 1 Descreve e explica o que são e porque ocorrem as marés. 2 Como se chama a zona de contacto entre a terra e o mar? 3 Observa o mapa da página 121 e indica o nome de: a) um cabo; c) uma baía; e) uma península. b) uma praia; d) um estuário; 4 Diz como é a costa nos arquipélagos da Madeira e dos Açores. 5 Que tipos de sinalizações existem nas regiões costeiras? ATIVIDADES 363929 116-131 U7.indd 123 18/03/13 17:21
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    1 Refere outrosexemplos de seres vivos diferentes daqueles que surgem nesta página e que podes encontrar nas regiões costeiras. ATIVIDADE 124 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços Zona aquática rochosa Areal Dunas 7.4 OS SERES VIVOS DAS REGIÕES COSTEIRAS Os seres vivos Ao longo da costa portuguesa existe uma grande diversidade de seres vivos que vivem na água, nas rochas, no areal ou nas dunas. Além dos seres vivos e dos vestígios (conchas, por exemplo), também existem vários materiais que podem ser encontrados nas praias, como rochas e areia. Algas (zona aquática). Lapas (zona aquática). Ouriços-do-mar (zona aquática). Bivalves (zona aquática). Anémonas (zona aquática). Estorno (dunas). Crustáceos (zona aquática e areal). Cardo-marítimo (dunas). Cordeirinhos-da-praia (dunas). 363929 116-131 U7.indd 124 18/03/13 17:21
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    7 UNIDADE 125 BLOCO 4 Àdescoberta das inter-relações entre espaços PROJETO Saída de campo — vamos à praia! Investigar para saber mais Já sei… O que quero saber… O que vou observar/ /medir/registar, … Como vou apresentar e comunicar a informação. Objetivo: Organizar uma exposição sobre as regiões costeiras. Preparação do trabalho: Para saberes mais sobre as regiões costeiras, vais efetuar uma saída de campo a uma praia, com os teus colegas e professor(a). Com todas as informações recolhidas podes organizar uma exposição, bem ilustrada com desenhos e fotografias. De que vais necessitar? Máquina fotográfica Fita métrica Lupa Chapéu e vestuário Termómetro Bloco de notas Lápis prático O que vais fazer? 1. Em grupo, escolhe uma praia de fácil acesso. 2. Localiza a praia no mapa de Portugal. 3. Pesquisa e planeia a saída de campo, de acordo com as marés. 4. Pede ao(à) professor(a) que organize grupos e distribua as seguintes tarefas: a) Observação e registo do tipo de paisagem junto à costa. b) Observação e registo dos seres vivos de ambiente terrestre, fotografando ou desenhando as diferentes espécies. c) Observação e registo dos seres vivos aquáticos. d) Registo da situação ambiental em que se encontra a praia e a zona envolvente. 5. Na sala de aula, melhora os desenhos realizados. 6. Identifica os seres vivos das fotografias e organiza um álbum (não se esqueçam de identificar cada ser vivo). Para a identificação dos seres vivos podes recorrer à Internet. Podes consultar, por exemplo, o site: http://aquariovgama.marinha.pt/PT/profs_alunos/Pages/viver_mares.aspx 7. Organiza a exposição, com os teus colegas e professor(a) e apresenta-a à comunidade. 363929 116-131 U7.indd 125 18/03/13 17:21
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    ATITUDES E VALORES ATITUDESE VALORES 126 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços A conservação das praias O que pensas que acontecerá se não cuidarmos bem da nossa zona costeira, do nosso mar e das nossas praias? Existem muitas praias (fluviais, albufeiras, urbanas, selvagens) que estão muito sujas. Debate com os teus colegas os principais problemas ambientais das praias e, em conjunto, proponham formas de os resolver. Escolham a praia mais próxima da vossa escola e identifiquem os seus principais problemas e as formas de os solucionar. Se houver uma praia nas proximidades da vossa escola que necessite de ser limpa, organizem uma ação de limpeza: convidem amigos e familiares para irem limpar a praia. Depois é começar a limpar! Atenção! Não se esqueçam que têm de ter cuidado com as dunas durante a sua limpeza. Praia limpa. Dunas. Vejam esta praia! O nosso planeta é muito maltratado! 363929 116-131 U7.indd 126 18/03/13 17:21
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    RECORDA 7 UNIDADE O MAIS IMPORTANTE 127 BLOCO4 À descoberta das inter-relações entre espaços ESQUEMA DE CONCEITOS • O planeta Terra pode ser representado, na sua totalidade, de duas formas: — Em planisférios, que são mapas que representam toda a Terra numa superfície plana. — Em globos terrestres, que são representações esféricas da Terra. • Existem cinco oceanos: oceano Pacífico, oceano Atlântico, oceano Índico, oceano Ártico e oceano Antártico. • Existem seis continentes: África, Ásia, América, Europa, Oceânia e Antártida. • As marés são um fenómeno de subida e descida periódica das águas do mar. • A erosão da costa resulta do desgaste das rochas e da remoção dos sedimentos provocados pelo constante movimento de subida e descida das águas, provocado pelas marés, e pelo movimento da água das ondas. • A costa ou o litoral é a zona de contacto entre a terra e o mar. • A costa pode apresentar formas muito diferentes: cabos, golfos, estuários, penínsulas, falésias ou arribas e praias. • A costa portuguesa é banhada pelo oceano Atlântico e nela predominam as costas baixas, que terminam em praias de areia; mas também existem cabos e penínsulas, baías e estuários. • A costa dos arquipélagos dos Açores e da Madeira é geralmente alta e rochosa. • Ao longo da costa, existe grande diversidade de seres vivos que vivem na água, nas rochas, no areal ou nas dunas. • Para orientar as embarcações que se aproximam da costa, existem no mar, junto a esta, faróis, boias e sinais sonoros. Seres vivos como • Faróis • Boias • Sinais sonoros Sinalização pode sofrer deve apresentar Costa ou litoral a zona de contacto à sua superfície existem que são • África • Ásia • América • Europa • Oceânia • Antártida Continentes que são onde vivem • Atlântico • Pacífico • Índico • Ártico • Antártico Oceanos A Terra pode ser representada por Planisférios Globos • Cabos • Golfos • Estuários • Penínsulas • Falésias/arribas • Praias • Dunas dando origem a Erosão 363929 116-131 U7.indd 127 18/03/13 17:21
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    SERÁ QUE JÁSABES? 128 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços 1 Observa o mapa. 0 2800 km N a) Diz, justificando, se a Terra se encontra representada num globo ou num planisfério. b) Explica as vantagens e desvantagens das duas formas de representar a Terra (globo e planisfério). c) Identifica o nome dos continentes assinalados com os números e o dos oceanos assinalados com as letras. 2 Faz corresponder corretamente as imagens às várias definições. 1 1 D E A B C 2 2 3 3 4 4 5 5 6 A. É uma costa baixa, geralmente coberta por areia — praia. B. É a acumulação de areia arrastada pelo vento — duna. C. É uma porção de terra rodeada de água por todos os lados — ilha. D. É uma parte da costa que entra pelo mar — cabo. E. São costas rochosas altas — arribas ou falésias. F. É uma porção de mar que entra pela terra — baía. 363929 116-131 U7.indd 128 18/03/13 17:22
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    7 UNIDADE TOTAL A — 2pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos. 15-20 Tenho de continuar assim… 10-14 Não estou mal… 0-9 Tenho de estudar mais. 129 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços 3 Observa o mapa ao lado e faz a sua legenda com o nome dos cabos e dos rios que faltam. 4 Classifica as frases como verdadeiras (F) ou falsas (F) e corrige as falsas. A. A erosão costeira provoca o desgaste da costa. B. A maré é um fenómeno provocado pelo vento. C. Os seres vivos das regiões costeiras habitam só na água. D. Um exemplo de um ser vivo das dunas é o cardo-marítimo. E. Os sinais sonoros são utilizados em dias de sol. 5 Observa e identifica as formas de sinalização representadas. A B Cavalos de Fão Leixões Cabo Mondego Nazaré Peniche Cabo da Roca Cabo Raso Cabo de Sines Península de Setúbal Rio Zêzere Rio Mondego Rio Vouga Rio Minho Ri o S a b o r Rio Douro Rio S a d o Costa predominantemente baixa e arenosa Costa predominantemente alta e rochosa 0 45 km N AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de: Se ainda não consegui, vou ver nas páginas: Assinala com a coluna que representa o que já consegues fazer: Conhecer, identificar e localizar no planisfério e no globo os continentes e os oceanos. Reconhecer o Oceano Atlântico como fronteira marítima de Portugal. Compreender e observar a ação das marés. Compreender e observar a ação do mar sobre a costa. Identificar em mapas, fotografias, ilustrações aspetos da costa (praias, arribas, dunas, cabos…). Identificar em mapas, fotografias, ilustrações aspetos da costa portuguesa. Reconhecer e localizar no mapa de Portugal os aspetos da costa portuguesa. Reconhecer e localizar no mapa do Arquipélago dos Açores e da Madeira os aspetos da costa. Conhecer e identificar a sinalização das costas (faróis, sinais sonoros e boias de sinalização). Reconhecer e observar seres vivos e materiais existentes na praia. 117 e 118 118 119 119 120 121 121 122 123 124 e 125 A B C A D E C B 363929 116-131 U7.indd 129 18/03/13 17:22
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    Manusear objetos emsituações concretas BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos 130 De que vais necessitar? 4 garrafões de água vazios Corda 4 garrafas de plástico Regador Solo franco (suficiente para encher 2 garrafões) Água Solo arenoso (suficiente para encher 2 garrafões) Sementes de relva e sementes de pequenos catos Material para cortar plástico O que vais fazer? 1. Com a ajuda do(a) professor(a), corta os garrafões, como mostra a imagem. 2. Com a ajuda do(a) professor(a), corta as garrafas ao meio e fura-as em dois locais para lhes colocares uma corda, como mostra a imagem. 3. Identifica as metades de garrafões de A a D e enche: A. com solo franco; B. com solo arenoso; C. com solo franco e relva semeada; D. com solo arenoso e catos plantados. Aguarda duas semanas. 4. Pendura no bocal do garrafão as metades das garrafas tapadas com a respetiva tampa. 5. Verte, com a ajuda do regador, a mesma quantidade de água em todos os garrafões, que devem estar sem rolhas. 6. Compara a quantidade e as características da água recolhida nas garrafas. Antes de começares… pensa e responde às questões. O que pensas que vai acontecer? Porquê? Executa e responde no teu caderno. 1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que aconteceu? 2. Responde à questão-problema desta atividade. INVESTIGO Será que as plantas são importantes para preservar as zonas costeiras? Investigar para saber mais Já sei… O que quero saber… O que vou observar/ /medir/registar, … Como vou apresentar e comunicar a informação. 363929 116-131 U7.indd 130 18/03/13 17:22
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    Manusear objetos emsituações concretas BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos 7 UNIDADE 131 INVESTIGO De que dependerá a forma e a orientação das dunas? As dunas são estruturas naturais dinâmicas que se formam por pro- cessos eólicos, de acordo com a duração e a intensidade dos ventos. A presença de vegetação serve de obstáculo à movimentação das areias das dunas, pois fixa-as e dificulta o seu transporte pelo vento. De que vais necessitar? Tabuleiro médio 4 ou 5 pequenos seixos 2 kg de solo arenoso Fragmentos de plantas Secador de cabelo O que vais fazer? 1. Coloca o solo arenoso numa extremidade da caixa. 2. Liga o secador numa velocidade baixa e direciona-o para o solo arenoso, durante 1 minuto. 3. Observa e regista. 4. Amontoa de novo o solo arenoso numa das extremidades da caixa. 5. Liga o secador na velocidade máxima e direciona-o para o solo arenoso, durante 1 minuto. 6. Observa e regista. 7. Repete a experiência, mas soprando o ar durante 3 minutos. 8. Observa e regista. 9. Amontoa de novo o solo arenoso numa das extremidades da caixa. 10. Dispõe sobre o monte de solo arenoso os seixos e as plantas. 11. Liga o secador, observa e regista. Antes de começares… pensa e responde à questão. O que pensas que vai acontecer em cada parte da atividade? Executa e responde no teu caderno. 1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que aconteceu? 2. Responde à questão-problema desta atividade. Investigar para saber mais Já sei… O que quero saber… O que vou observar/ /medir/registar, … Como vou apresentar e comunicar a informação. 363929 116-131 U7.indd 131 18/03/13 17:22
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    132 BLOCO 4À descoberta das inter-relações entre espaços 8 UNIDADE PORTUGAL NA EUROPA E NO MUNDO NESTA UNIDADE, VAIS APRENDER A: Reconhecer aglomerados populacionais (aldeias, vilas e cidades). Identificar as cidades do teu distrito e localizá-las no mapa. Localizar no mapa a capital do País. Localizar as capitais de distrito. Localizar Portugal no mapa da Europa e no planisfério. Reconhecer a fronteira terrestre com Espanha. Localizar no mapa os países em que se fala português. Identificar o que é a União Europeia. Conhecer os tipos de migrações. Observa a imagem e responde às questões. Que tipo de aglomerado populacional representa a imagem: uma aldeia, uma vila ou uma cidade? Quais são as suas principais características? Dá alguns exemplos de profissões que os habitantes deste aglomerado poderão ter. férias vamos conhecer melhor Coimbra. Conhecer novas localidades é sempre muito interessante. Nas últimas férias, visitámos uma pequena aldeia portuguesa, próxima da fronteira com Espanha, que tinha menos de cem habitantes. 363929 132-145 U8.indd 132 18/03/13 17:23
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    133 BLOCO 4 Àdescoberta das inter-relações entre espaços 8.1 OS DIFERENTES TIPOS DE AGLOMERADOS POPULACIONAIS Em Portugal, como noutros países, existem diferentes tipos de aglomerados populacionais, que se diferenciam pelo número de habitantes, pelas atividades a que se dedi- cam ou pelo tipo de habitações aí existentes. Podem ser classificados como: lugares, aldeias, vilas e cidades. Lugares Estes aglomerados caracterizam-se pelo reduzido número de habitantes, que se dedicam sobretudo à agri- cultura nos terrenos circundantes. Aldeias As aldeias têm um número mais elevado de casas de habitação, em relação aos lugares, e têm mais habitantes, os quais, no entanto, são ainda em número reduzido. Podem ter alguns serviços disponíveis, como escolas e centros de saúde. As principais atividades económicas das aldeias são a agricultura e a criação de gado, mas também o comércio de bens essenciais e a prática de ati- vidades tradicionais, como o artesanato e o agroturismo. Geralmente, nas aldeias as habitações não são cons- truídas em altura, não existindo edifícios com andares. O Homem diversificou as suas atividades e alguns aglomerados populacionais tornaram-se maiores, originando cidades. Inicialmente, o Homem alimentava-se da caça, da pesca e de frutos e vegetais silvestres. Abrigava-se em cavernas e mudava de local para procurar alimentos. O Homem desenvolveu a agricultura e a pecuária em locais com solo fértil, junto a cursos de água. Fixou-se nesses locais, onde surgiram os primeiros aglomerados populacionais. Aldeia de Piódão. 363929 132-145 U8.indd 133 18/03/13 17:23
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    134 BLOCO 4À descoberta das inter-relações entre espaços 8.1 OS DIFERENTES TIPOS DE AGLOMERADOS POPULACIONAIS Vilas As vilas são localidades maiores do que as aldeias e com maior número de habitantes. Podem ter como atividades económicas a agricul- tura, o comércio ou a indústria. Nas vilas, existem edifícios com vários andares e estão disponíveis vários serviços, como, por exemplo, escolas, centros de saúde, esquadras de polícia, quartéis de bombeiros, etc. Cidades As cidades concentram um elevado número de habitantes (milhares de pessoas) numa extensa área. As principais atividades económicas são as dedicadas à prestação de serviços, à indústria e ao comércio. Os edifí- cios são, geralmente, altos com vários andares, utilizados para escritórios ou para habitação. Além dos serviços existentes nas vilas, é possível encontrar outros como tribunais, hospitais, universidades, portos marítimos, grandes cen- tros comerciais, aeroportos, etc. Vila de Castro Marim. Cidade de Lisboa. A capital e as capitais de distrito A cidade que desempenha um papel mais relevante na condução da política de um país e onde, geralmente, se encontra a sede do Governo é chamada de capital do país. A capital de Portugal é a cidade de Lisboa. Portugal encontra-se dividido em várias unidades administrativas: os distritos. Em cada distrito, a cidade mais desenvolvida política, econó- mica e/ou socialmente é a capital de distrito. Cada distrito está dividido em vários concelhos, com uma cidade ou vila como capital de concelho. Os concelhos, por seu lado, são constituídos por freguesias. 363929 132-145 U8.indd 134 18/03/13 17:23
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    8 UNIDADE 1 A localidadeonde vives é um lugar, uma aldeia, uma vila ou uma cidade? Justifica a tua resposta. 2 Explica a seguinte frase: A cidade do Porto tem maior densidade populacional do que a cidade de Évora. 3 Observa o mapa acima apresentado e refere: a) a capital de distrito mais a sul de Portugal continental; b) uma cidade do distrito de Castelo Branco que não seja a capital de distrito; c) a capital de Portugal e duas cidades dos seus arredores que estejam representadas; d) o distrito onde se encontra a tua localidade e duas cidades desse distrito. 4 Com a ajuda do teu(a) professor(a), explora o portal do INE (Instituto Nacional de Estatística — http://sig.ine.pt/viewer.htm) e descobre mais sobre as divisões territoriais de Portugal. ATIVIDADES 135 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços 2 500 000 2 000 000 1 500 000 1 000 000 500 000 0 L i s b o a P o r t o B r a g a S e t ú b a l A v e i r o L e i r i a S a n t a r é m F a r o V i s e u C o i m b r a V i a n a d o C a s t e l o V i l a R e a l C a s t e l o B r a n c o É v o r a G u a r d a B e j a B r a g a n ç a P o r t a l e g r e M a d e i r a A ç o r e s A população em Portugal Em 2012, a população portuguesa era, aproxi- madamente, de 10 561 600 habitantes. As zonas junto ao litoral e às grandes cidades concentram um elevado número de habitantes. Pelo contrário, há regiões de Portugal que se encontram quase desertas: as zonas rurais do interior, de onde a população tende a sair para as cidades, à procura de melhores condições de vida. Por esta razão, a densidade populacional, ou seja, o número de habitantes por quilómetro quadrado, varia de região para região. GRUPO ORIENTAL GRUPO CENTRAL GRUPO OCIDENTAL REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES Ponta Delgada Funchal Ribeira Grande Câmara de Lobos Porto Santo Horta Angra do Heroísmo Vila Praia da Vitória N Braga Bragança Vila Real Viana do Castelo Porto Aveiro Viseu Guarda Coimbra Castelo Branco Leiria Santarém Portalegre Lisboa Setúbal Évora Beja Faro Macedo de Cavaleiros Mirandela Chaves Caminha Ponte da Barca Peso da Régua Lamego Seia Covilhã Fundão Abrantes Elvas Moura Serpa Olhão Portimão Montemor-o-Novo Barreiro Queluz Amadora Vendas Novas Ponte de Sor Guimarães V. N. de Gaia V. N. de Foz Coa Ovar Figueira da Foz Cantanhede Pombal Caldas da Rainha Almada Entroncamento Espinho Mangualde Póvoa de Varzim Barcelos 0 63 km 0 29 km 0 29 km Os distritos de Portugal continental e as regiões autónomas. Número de habitantes por distrito e região autónoma. (Fonte: INE) 363929 132-145 U8.indd 135 18/03/13 17:23
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    136 BLOCO 4À descoberta das inter-relações entre espaços 8.2 PORTUGAL NA EUROPA E NO MUNDO Para localizar Portugal num planisfério ou num globo, devemos loca- lizar, em primeiro lugar, o continente europeu. Portugal continental localiza-se na região sudoeste da Europa, na Península Ibérica. Ocupa um quinto da área desta península, sendo a res- tante ocupada por Espanha. Portugal continental faz fronteira a oeste e a sul com o oceano Atlân- tico, e a norte e a este com Espanha. O arquipélago da Madeira localiza-se no oceano Atlântico, a sudo- este do Algarve, e o arquipélago dos Açores, na direção oeste, entre a Europa e a América do Norte. Oceano Índico Oceano Pacífico AMÉRICA DO NORTE ÁFRICA ÁSIA OCEÂNIA ANTÁRTIDA AMÉRICA DO SUL Oceano Pacífico Oceano Atlântico EUROPA Oceano Atlântico 0 450 km Espanha Po rt u g a l 0 250 km PENÍNSULA IBÉRICA N N 0 2500 km 0 600 km Portugal na Península Ibérica, na Europa e no Mundo. 363929 132-145 U8.indd 136 18/03/13 17:23
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    8 UNIDADE 1 Faz umapesquisa sobre a União Europeia: a) como se constituiu, quais foram os momentos de alargamento, quais foram os objetivos da sua constituição, moeda, bandeira, etc. b) Constrói um friso com os acontecimentos que identificaste na questão anterior como sendo os mais importantes. ATIVIDADE 137 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços Data de adesão 1957 (países fundadores) 1973 1981 1986 1990 (inclusão da Alemanha de Leste após reunificação alemã) 1995 2004 2007 FRANÇA ITÁLIA GRÉCIA MALTA CHIPRE ALEMANHA PAÍSES BAIXOS DINAMARCA SUÉCIA FINLÂNDIA LETÓNIA ESTÓNIA LITUÂNIA POLÓNIA REP. CHECA ESLOVÁQUIA HUNGRIA ÁUSTRIA ESLOVÉNIA REINO UNIDO IRLANDA ILHAS CANÁRIAS (Espanha) ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES (Portugal) GUADALUPE (França) GUIANA (França) MARTINICA (França) REUNIÃO (França) ARQ. DA MADEIRA (Portugal) BÉLGICA LUXEMBURGO ESPANHA PORTUGAL Oceano Atlântico ROMÉNIA BULGÁRIA 0 410 km 0 55 km 0 525 km 0 117 km 0 45 km 0 110 km 0 68 km 0 145 km N Os países que pertencem à União Europeia. Portugal na União Europeia Marcados pela experiência da Segunda Guerra Mundial, alguns paí- ses europeus decidiram, em 1957, unir-se para tentar evitar futuros con- flitos e cooperarem a vários níveis. Nasceu assim a Comunidade Econó- mica Europeia (CEE), mais tarde chamada União Europeia (UE). Os países fundadores da União Europeia foram a República Federal da Alemanha, a Itália, a Bélgica, a França, os Países Baixos e o Luxemburgo. Outros países foram, ao longo dos anos, aderindo à União Europeia, que, em 2012, conta com 27 estados-membros. Portugal pertence à União Europeia desde 1 de janeiro de 1986. 363929 132-145 U8.indd 137 18/03/13 17:23
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    1 Qual éo significado da sigla CPLP? 2 Quais são os oito países que constituem a CPLP? ATIVIDADES 138 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços 8.3 OS PORTUGUESES E A LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Como já estudaste, os Portugueses exploraram o Mundo a partir do século xv, com o início dos Descobrimentos. Navegaram para todos os continentes e, entre os povos que encontraram e colonizaram, deixaram vestígios dos seus costumes, religião, cultura e acima de tudo: a língua portuguesa. Sendo inicialmente colónias portuguesas, o Brasil, Angola, Moçam- bique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste tornaram-se, mais tarde, países independentes de Portugal, mas adotaram o português como língua oficial. Estes países designam-se por lusófonos e constituem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, cuja sigla é CPLP. Em todo o Mundo, há mais de duzentos milhões de pessoas a falar a língua portuguesa. Oceano Atlântico Oceano Pacífico Oceano Pacífico Oceano Índico Brasil Portugal Cabo Verde Timor-Leste Moçambique Angola São Tomé e Príncipe Guiné-Bissau N 0 2000 km Os países constituintes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). 363929 132-145 U8.indd 138 18/03/13 17:23
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    8 UNIDADE 139 BLOCO 4 Àdescoberta das inter-relações entre espaços Brasil Canadá Estados Unidos da América Alemanha África do Sul Austrália França Suíça Oceano Atlântico Oceano Pacífico Oceano Pacífico Oceano Índico N 0 2200 km Os principais destinos da emigração portuguesa. Migrações Desde sempre o Homem procurou melhores condições de vida, por isso, muitas vezes, migra, ou seja, desloca-se e passa a viver noutras terras. Essas deslocações — migrações — podem ocorrer: • dentro de um país, sobretudo das áreas rurais para as cidades; • do nosso para outros países e, neste caso, designam-se por emigrações; • de outros países para o nosso e, nesta situação, denominam-se imigrações. Existem emigrantes portugueses por todo o Mundo. Os portugueses que vivem e trabalham no estrangeiro procuram manter os hábitos, os cos- tumes e as tradições do seu país. A saída de portugueses para trabalhar no estrangeiro aumenta quando escasseiam os postos de trabalho no nosso país. 1 Realiza uma entrevista a alguém que conheças que tenha estado emigrado ou que tenha imigrado para Portugal. Podes seguir os seguintes passos: a) Contacta com a pessoa que pretendes entrevistar. Por exemplo, um imigrante. b) Antes de te reunires com o entrevistado, pensa nas perguntas que consideras importantes. Aqui ficam algumas, mas podes acrescentar outras. Quais foram os principais motivos que o levaram a optar pela imigração? Porque escolheu Portugal e esta localidade específica? Sentiu-se bem acolhido ou teve dificuldades? Quais são as principais diferenças entre esta localidade e a de origem? Gostaria de voltar à sua localidade de origem? ATIVIDADE 363929 132-145 U8.indd 139 18/03/13 17:23
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    ATITUDES E VALORES 140BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços O respeito pelo património imaterial Cada localidade, além dos seus vestígios materiais, como monumentos, construções e edifícios, conta a sua história através das pessoas. As histórias de vida, as canções, os provérbios, as adivinhas, os contos e as histórias muito ensinam sobre a realidade de um local. Objetivo: Estampar uma T-shirt com elementos do património imaterial de uma localidade. De que vais necessitar? Folha A4 Tesoura Papel de transferência térmica T-shirt branca Ferro de engomar Lápis de cor O que vão fazer? 1. Escolhe um amigo ou familiar, mais idoso, da tua localidade, que te possa ajudar. 2. Pede-lhe que te ensine um provérbio, uma adivinha, o refrão de uma canção ou um conto tradicional da tua localidade. Escolhe o que mais gostas. 3. Escreve o texto que escolheste na parte inferior de uma página A4. 4. Faz uma ilustração para a tua T-shirt, na parte superior. 5. Digitaliza o teu trabalho e imprime-o em papel de transferência térmica. 6. Pede a um adulto que pré-aqueça um ferro de engomar na regulação da temperatura mais alta e sem vapor, durante cerca de 8 minutos. 7. Recorta cuidadosamente a imagem, deixando cerca de 5 mm de espaço em torno do desenho nos quatro lados. 8. Coloca a folha de transferência recortada sobre a T-shirt, exatamente no local onde desejas que fique a imagem. 9. Pede a um adulto que engome o desenho na T-shirt. 10. Espera que arrefeça completamente e retira a película de proteção. 11. Apresenta a tua T-shirt à turma, explicando o que significa a imagem e o texto nela representados. Descobre mais no museu virtual do Património Imaterial, em www.memoriamedia.net. PROJETO T-shirt cultural Manusear materiais em situações concretas Lê as instruções de utilização do papel de transferência. Segue rigorosamente todas as indicações. Não uses o ferro de engomar quente sem a supervisão de um adulto. Lembra-te sempre das regras de segurança. 363929 132-145 U8.indd 140 18/03/13 17:23
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    RECORDA 8 UNIDADE O MAIS IMPORTANTE 141 BLOCO4 À descoberta das inter-relações entre espaços ESQUEMA DE CONCEITOS • Os aglomerados populacionais podem ser de diversos tipos: lugares, aldeias, vilas ou cidades. • A densidade populacional é o número de habitantes por quilómetro quadrado. • A cidade que desempenha um papel mais relevante na condução da política de um país e onde geralmente se encontra a sede do Governo é designada por capital. A capital de Portugal é a cidade de Lisboa. • Portugal continental localiza-se na região sudoeste da Europa, na Península Ibérica, faz fronteira a oeste e a sul com o oceano Atlântico, a norte e a este com Espanha. • A região insular portuguesa é formada pelas ilhas que constituem as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, situadas a oeste de Portugal continental, no oceano Atlântico. • Portugal pertence à União Europeia desde 1986. • Os países que têm o português como língua oficial pertencem à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa — CPLP. • À procura de melhores condições de vida, as pessoas deslocam-se para outros locais: no próprio país — migrações —; para outros países — emigrações. • As pessoas de outros países que vêm para Portugal viver e trabalhar são designados por imigrantes. representa-se através de que representam podem ser Globo Planisfério Mapas Cidades Vilas Aldeias Lugares Aglomerados populacionais que podem ser as pessoas constituiram Planeta Terra Capital do país Capitais de distrito de Portugal é Lisboa Países que se organizam em 363929 132-145 U8.indd 141 18/03/13 17:24
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    SERÁ QUE JÁSABES? 142 BLOCO 4 À descoberta das inter-relações entre espaços 1 Classifica a localidade onde vives quanto ao tipo de aglomerado populacional. 2 Observa as imagens. a) Identifica a imagem que representa uma aldeia e que representa uma cidade. b) Descreve as principais diferenças entre estes dois tipos de aglomerados populacionais. A B 3 Descreve a localização de Portugal no planisfério. 4 Observa o mapa representado ao lado. a) Identifica as capitais de distrito assinaladas de 1 a 7. b) Quais são os distritos de Portugal que fazem fronteira com Espanha? c) Como se designa a capital de distrito mais a norte de Portugal continental? d) Descreve a localização da capital do País em relação ao distrito do Porto. e) Completa as frases seguintes. Portugal localiza-se no continente , na Península . Os arquipélagos dos Açores e da encontram-se a de Portugal continental, no oceano . GRUPO ORIENTAL GRUPO CENTRAL GRUPO OCIDENTAL REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES N Oceano Atlântico Vila Real Porto Aveiro Viseu Guarda Castelo Branco Leiria Lisboa Setúbal Évora Faro 0 63 km 0 29 km 0 29 km 2 4 5 3 6 7 1 363929 132-145 U8.indd 142 18/03/13 17:24
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    8 UNIDADE 143 BLOCO 4 Àdescoberta das inter-relações entre espaços 5 Lê atentamente o excerto da notícia. a) O que são movimentos migratórios? b) Refere um motivo mencionado no texto que leve as pessoas a deslocar-se, viver e trabalhar noutros países. c) Refere alguns países onde vivem comunidades de emigrantes portugueses. 6 Pesquisa informação sobre a União Europeia e responde às questões. a) Quais foram os países fundadores da UE e em que ano foi fundada? b) Quais foram os países que aderiram à UE desde então? c) Quais são as vantagens e as desvantagens de pertencer à União Europeia? AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de: Se ainda não consegui, vou ver nas páginas: TOTAL A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos. 11-14 Tenho de continuar assim… 7-10 Não estou mal… 0-6 Tenho de estudar mais. Assinala com a coluna que representa o que já consegues fazer: Reconhecer aglomerados populacionais (aldeias, vilas e cidades). Identificar as cidades do teu distrito e localizá-las no mapa. Localizar no mapa a capital do País. Localizar Portugal no mapa da Europa, no planisfério e no globo. Reconhecer a fronteira terrestre com a Espanha. Localizar no planisfério e no globo os países lusófonos. Fazer o levantamento de países onde tenhas familiares emigrados. 133 e 134 134 e 135 134 e 135 136 136 137 138 e 139 A B C «[…] Portugal é há muito um país de emigrantes. Costuma dizer-se que os Portugueses são dez milhões em Portugal e cinco milhões no estrangeiro. Nos últimos anos, o número dos que deixam o nosso país à procura de trabalho noutras paragens tem aumentado. Segundo o relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) ontem divulgado, todos os anos são 70 mil os portugueses que partem em busca de oportunidades profissionais no estrangeiro […]. Já o Instituto de Emprego e Formação Profissional contabilizou 150 mil portugueses emigrados em 2011. Independentemente do número, o certo é que, no ano passado, movimentos migratórios voltaram a aumentar na Europa, fruto da crise e do aumento do desemprego […]» Diário Económico, 28/06/2012 (adaptado) 363929 132-145 U8.indd 143 18/03/13 17:24
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    Manusear objetos emsituações concretas BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos 144 Objetivo: Construir um blogue. O que vais fazer? 1. Pede ao teu(a) professor(a) que organize a turma em grupos de trabalho com quatro ou cinco elementos cada. Cada grupo escolherá um tema. Sugestões para temas: A. Localização e aspetos geográficos. Mapa da localidade, do concelho e do distrito; localização da localidade no País e no Mundo. Procurar saber quais são e o que indicam as coordenadas GPS, por exemplo, da escola. B. Associações e organizações desportivas. Imagens de eventos desportivos da localidade, entrevistas, extratos e comentários a artigos de jornais locais, etc. C. Associações e organizações culturais. Comentários, fotografias e/ou informações sobre exposições, feiras, workshops, representações teatrais, espetáculos, etc. D. Grupos ou comunidades de emigrantes e imigrantes na localidade. Entrevistas, fotografias, histórias de vida, indicação das principais nacionalidades imigrantes, hábitos, costumes, modos de vida, etc. 2. Realiza uma pesquisa sobre o tema que te foi atribuído. 3. Com as informações recolhidas, elabora um texto referente à tua localidade. 4. Ilustra-o com fotografias ou desenhos que podes fazer e, em seguida, digitaliza-o. 5. O trabalho de cada grupo, com a ajuda do(a) professor(a), depois de devidamente analisado e corrigido, poderá ser publicado no blogue criado para este trabalho. 6. Lê com atenção e analisa os trabalhos de todos. 7. Visita o blogue com os teus pais ou familiares e pede-lhes que comentem os artigos. PROJETO A nossa localidade na NET Investigar para saber mais Já sei… O que quero saber… O que vou observar/ /medir/registar, … Como vou apresentar e comunicar a informação. 363929 132-145 U8.indd 144 18/03/13 17:24
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    Manusear objetos emsituações concretas BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos 8 UNIDADE 145 Objetivo: Realizar um concurso para a organização de uma visita de estudo. O que vais fazer? (trabalha em pares) 1. Na localidade onde vives ou numa localidade próxima, escolhe um monumento, uma instituição ou um local que consideres interessante, para visitar e ficar a saber mais sobre ele. 2. Com a ajuda de um adulto, efetua a deslocação da escola ao local escolhido. 3. Ao longo do caminho, vai traçando em papel o itinerário que fores percorrendo. 4. Não te esqueças de ir identificando pontos intermédios do itinerário. 5. Vai registando, em fotografias, aspetos que consideres importantes (deves sempre pedir autorização para fotografar e/ou filmar). 6. Visita o local escolhido e recolhe o máximo de informação possível. 7. Tenta traçar uma planta da localidade onde vives. Representa nessa planta o itinerário que vais seguir na visita de estudo. 8. Na Junta de Freguesia da tua localidade ou em sites como http://www.mapav.com ou https://maps.google.pt/, poderás encontrar o mapa da tua localidade. Imprime-o. 9. Traça no mapa o itinerário que percorreste. 10. Elabora um cartaz de apresentação da tua visita. Não te esqueças de incluir, entre outros pontos que queiras apresentar sobre o local escolhido: a) uma explicação dos pontos mais interessantes do local escolhido (inclui fotografias, desenhos, etc.); b) o horário de funcionamento (se aplicável); c) o mapa da localidade com o itinerário selecionado; d) a localização no mapa de Portugal e no planisfério; e) o tempo de duração da visita (ida + visita + volta). A turma deve realizar uma votação e eleger a visita de estudo mais interessante e mais bem apresentada. Se possível e oportuno, a turma deverá realizar essa mesma visita. Esforça-te para seres o organizador de visitas de estudo vencedor! PROJETO Concurso: A melhor visita de estudo! Realizar um concurso para a organização de uma visita de estudo. Investigar para saber mais Já sei… O que quero saber… O que vou observar/ /medir/registar, … Como vou apresentar e comunicar a informação. Rua das Flores Rua da Alegria Rua Azul Rua da Felicidade 363929 132-145 U8.indd 145 18/03/13 17:24
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    146 BLOCO 6À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade 9 UNIDADE À DESCOBERTA DAS INTER-RELAÇÕES ENTRE A NATUREZA E A SOCIEDADE NESTA UNIDADE, VAIS APRENDER A: Reconhecer a agricultura, a pecuária, a silvicultura, a pesca, a indústria, o comércio e os serviços como atividades económicas importantes em Portugal. Identificar os principais produtos agrícolas portugueses (uva, azeitona, frutas, cereais, …). Identificar os principais produtos da floresta portuguesa (madeira, resina, cortiça, …). Identificar os principais produtos ligados à pecuária (produção de carne, ovos, leite, …). Identificar os principais produtos da indústria portuguesa (têxteis, calçado, pasta de papel, conservas, derivados de cortiça, …). Observa a imagem e responde às questões. O que significa matéria-prima? E por que razão a cortiça é uma matéria-prima versátil? Que indústrias conheces? Que tipos de atividades económicas existem? A cortiça é um produto muito importante para o nosso país! É verdade! É uma matéria-prima muito versátil! 363929 146-161 U9.indd 146 18/03/13 17:25
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    147 BLOCO 6 Àdescoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade 9.1 AS PRINCIPAIS ATIVIDADES PRODUTIVAS NACIONAIS As primeiras atividades praticadas pelo Homem relacionavam-se com a alimentação: a caça, a pesca, a agricultura e a pecuária são as ati- vidades humanas mais antigas de que há registo. No entanto, à medida que o tempo foi passando, o Homem foi diver- sificando as suas atividades, desenvolvendo a arte, o comércio, a produção industrial, os serviços, etc., que podem ser organizadas em três grupos ou setores: o setor primário, o setor secundário e o setor terciário. 1 Qual é a principal atividade económica da tua localidade? a) Em que setor (primário, secundário ou terciário) se inclui? ATIVIDADE SETORES DE ATIVIDADE ECONÓMICA Setor primário Setor secundário Setor terciário Atividades extrativas Atividades transformadoras Comércio e serviços Atividades de exploração direta da Natureza, de produtos de origem vegetal, animal ou mineral, que se destinam à produção de alimentos e à sua utilização como matérias-primas. Fabrico de produtos a partir da transformação de matérias-primas. Atividades de compra e venda de produtos e atividades que prestam serviços a terceiros. • Agricultura • Pecuária • Silvicultura • Extração mineira • Apicultura • Pesca • Aquacultura (…) • Construção e obras públicas • Indústria alimentar • Indústria artesanal • Indústria têxtil • Indústria de mobiliário • Indústria metalúrgica (…) • Comércio • Saúde • Turismo • Educação • Transportes e comunicações • Cultura • Atividade bancária • Administração pública (…) 363929 146-161 U9.indd 147 18/03/13 17:25
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    148 BLOCO 6À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade 9.2 O SETOR PRIMÁRIO A agricultura A agricultura é o cultivo da terra para obter essen- cialmente alimentos, mas também outros produtos para a alimentação animal e para a indústria. Portugal apresenta, ao longo do seu território, solos, relevo e um clima muito variado, o que, juntamente com as quantidades de água disponíveis, leva a que em cada região do País se cultivem os produtos que melhor se adaptam às condições existentes. PRODUTOS AGRÍCOLAS PORTUGUESES Trigo Arroz Milho Centeio Batata Legumes Azeitona Uva Fruta Bragança Vila Real Viseu Coimbra Castelo Branco Santarém Lisboa Portalegre Évora Beja Faro Funchal Ponta Delgada Guarda Viana do Castelo Braga Porto Aveiro Leiria Setúbal Trigo Arroz Milho Centeio Batata Legumes Olival Vinha Fruta 0 60 km 0 30 km 0 20 km Madeira Açores N Produções agrícolas em Portugal. 1 Observa o mapa e refere os produtos mais cultivados na tua região. ATIVIDADE Como membro da União Europeia, Portugal segue uma política agrícola comum, que define quantidades máximas de produção para cada produto e estabelece regras de transporte e de armazenamento, entre outras normas. Ameaças à agricultura A falta de água resultante dos largos períodos de seca e temperaturas elevadas ou o mau tempo inesperado são algumas das situações que os agricultores podem ter de enfrentar e que podem provocar enormes prejuízos. 363929 146-161 U9.indd 148 18/03/13 17:25
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    9 U NIDADE 149 BLOCO 6 Àdescoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade Bragança Vila Real Viseu Coimbra Castelo Branco Santarém Lisboa Portalegre Évora Beja Faro Guarda Viana do Castelo Braga Porto Aveiro Leiria Setúbal Funchal Ponta Delgada Azinheira Sobreiro Eucalipto Pinheiro-bravo Pinheiro-manso Carvalho 0 60 km 0 30 km 0 20 km Oceano Atlântico Madeira Açores N Distribuição das espécies florestais em Portugal continental. A silvicultura A silvicultura é a atividade que consiste na plan- tação e na exploração de florestas, com fins comerciais. A madeira, a cortiça, a resina e os frutos silvestres são algumas das matérias-primas obtidas a partir da exploração florestal. Portugal é um país com vastas zonas de floresta que permitem uma exploração rendível. No quadro seguinte apresentam-se exemplos de espécies florestais, de matérias-primas que estas forne- cem e de produtos resultantes da sua transformação. Ameaças à floresta Para tentar impedir que as florestas sejam destruídas, foram criadas as áreas protegidas, reguladas por regras rígidas que limitam o derrube de árvores e a caça, bem como a construção de habitações ou de qualquer outra edificação. O Parque Nacional da Peneda-Gerês e os parques naturais da Arrábida, da serra da Estrela, da Malcata e de Montesinho são alguns exemplos de áreas protegidas. Árvore Matéria-prima Produtos resultantes Carvalho Madeira Mobiliário Eucalipto Madeira Pasta de papel Pinheiro Resina Madeira Pinhões Cola, tintas, aguarrás Mobiliário Alimentação Sobreiro Cortiça Rolhas, revestimentos, boias, malas, roupas, etc. 1 Observa o mapa presente nesta página e identifica as espécies mais comuns no litoral norte e no litoral sul. ATIVIDADE 363929 146-161 U9.indd 149 18/03/13 17:25
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    150 BLOCO 6À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade A pecuária A pecuária é a atividade de criação e reprodução de animais com vista ao consumo humano. Em algumas regiões do País, como é o caso do distrito de Santarém e do arquipélago dos Açores, esta atividade económica representa um papel bastante importante. Em Portugal, cria-se gado bovino (bois e vacas) ovino (ovelhas), gado caprino (cabras), gado suíno (porcos), gado cavalar(cavalos)eavesdecapoeira(galinhas,perusepatos). Tradicionalmente, a criação de animais era feita apenas em explorações pequenas onde toda a família tra- balhava. Atualmente, também existem explorações onde se cria um grande número de animais (aviários, suinicul- turas, vacarias, …). As ameaças para o ambiente Os desperdícios resultantes da atividade dessas explo- rações, se despejados diretamente na Natureza, provo- cam a poluição da água e do solo, pelo que é necessário que as mesmas tomem medidas para prevenir e minimi- zar esses efeitos. 1 Observa o mapa e identifica as espécies mais criadas em Portugal. ATIVIDADE Bragança Vila Real Viseu Coimbra Castelo Branco Santarém Lisboa Portalegre Évora Beja Faro Guarda Viana do Castelo Braga Porto Aveiro Leiria Setúbal Funchal Ponta Delgada Suíno Caprino Bovino Cavalar Ovino Aves de capoeira 0 60 km Madeira Açores N 0 30 km 0 20 km Criação de espécies animais em Portugal. 9.2 O SETOR PRIMÁRIO PRODUÇÃO ANIMAL Gado bovino Gado ovino Gado caprino Gado suíno Aves de capoeira Produtos obtidos Carne, leite, laticínios, curtumes Carne, leite, laticínios, lã, curtumes Carne, leite, laticínios, curtumes Carne, enchidos, curtumes Carne, ovos 363929 146-161 U9.indd 150 18/03/13 17:25
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    9 U NIDADE 1 Faz umapesquisa sobre as espécies mais capturadas em três portos de pesca portugueses. ATIVIDADE 151 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade 0 60 km 0 30 km 0 20 km Oceano Atlântico Madeira Açores Cascais Olhão Tavira Sesimbra Peniche Nazaré Póvoa de Varzim Figueira da Foz Lagos Vila Nova Praia da Graciosa Velas Madalena Praia da Vitória S.ta Cruz das Flores S.ta Cruz do Faial Portimão Viana do Castelo Matosinhos (Leixões) Aveiro Setúbal Sines Funchal Porto Santo Ponta Delgada Vila do Porto Vila Real de Santo António N Principais portos de pesca portuguesa. A pesca A pesca é a atividade económica em que se realiza a extração dos produtos dos meios aquáticos. Estes pro- dutos podem ser peixe, bivalves ou outros moluscos. A pesca tornou-se fonte de alimento e matéria- -prima para as indústrias de farinha de peixe e de conservas e, ao longo do tempo, promoveu também o desenvolvimento do comércio, da cordoaria, da construção naval, da extração de sal, da apanha do sargaço, … Pesca. Indústria de conservas de atum. As ameaças para o ambiente Uma pesca excessiva, não seletiva, e a captura de animais muito jovens, que ainda não se reproduziram, põem em perigo a sobrevivência de muitas espécies. A poluição gerada pelas embarcações é outra ameaça para as várias espécies aquáticas. PRODUTOS OBTIDOS NA PESCA Pesca marítima Pesca fluvial Sardinha, pescada, carapau, bacalhau, polvo, atum, peixe-espada, mariscos, … Truta, sável, enguia, salmão, lampreia, achigã, barbo, … 363929 146-161 U9.indd 151 18/03/13 17:25
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    152 BLOCO 6À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade 9.3 O SETOR SECUNDÁRIO A indústria A indústria desenvolveu processos de transformação de matérias-primas em produtos elaborados, prontos para o consumo. A indústria desenvolve-se em fábricas, utiliza máquinas que necessitam de energia e de mão de obra para funcionarem. As matérias-primas da indústria são os produtos que se obtêm da Natureza ou que resultam da sua trans- formação. Depois de o produto estar acabado, é necessário fazê-lo chegar aos locais de venda. Para isso, são neces- sários os meios de transporte (barcos, comboios, camiões, aviões) e as vias de comunicação (portos, caminhos de ferro, autoestradas e aeroportos). Guimarães Felgueiras Santo Tirso S. João da Madeira Santa Maria da Feira Coimbra Lisboa Alhandra Alcobaça Cabo Mondego Portalegre Faro Loulé Covilhã Vila Velha de Ródão Famalicão Matosinhos Setúbal Celulose Têxtil Corticeira Alimentar Calçado Cimento Indústria: 0 60 km 0 30 km 0 20 km Oceano Atlântico Madeira Açores N Alguns dos produtos das indústrias nacionais. Distribuição de algumas indústrias nacionais. Cortiça Rolha Madeira Papel Lã Cachecol 363929 146-161 U9.indd 152 18/03/13 17:26
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    9 U NIDADE 1 Quais sãoas principais indústrias existentes na tua localidade? 2 Escolhe uma atividade industrial, pesquisa e responde às questões. a) Refere uma localização dessa indústria. b) Quais são as matérias-primas usadas nessa indústria? Identifica a sua origem e os meios de transporte utilizados. c) Quais são as fontes de energia utilizadas? d) Utiliza mão de obra? Como é a maquinaria utilizada? e) Quais são os produtos finais? Identifica o destino dos produtos acabados e os meios de transporte utilizados na sua distribuição. f) Consideras que é uma indústria poluidora? Se sim, menciona o tipo de poluição gerada (atmosférica, aquática, sonora, etc.). ATIVIDADES 153 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade Exemplo de processo industrial: produção de papel. As ameaças para o ambiente As atividades industriais têm, no geral, efeitos prejudiciais para a Natureza. A libertação de gases e partículas para a atmosfera, a produção de ruído ou a acumulação de resíduos no solo e na água são bastante pre- judiciais para o ambiente. 1. Chegada da matéria-prima. 2. Os troncos são descascados e cortados. 3. A madeira é sujeita a altas temperaturas e misturada com produtos químicos. 4. Retira-se o excesso de água do papel. 5. Retiram-se as impurezas da pasta de papel. 6. Adicionam-se produtos químicos que preparam o papel para a sua utilização. 7. A mistura é prensada e seca em rolos aquecidos. 8. O produto final é distribuído pelos pontos de venda. 363929 146-161 U9.indd 153 18/03/13 17:26
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    1 Apresenta asdiferenças entre importação e exportação. 2 Explica o que entendes por balança comercial de um país. ATIVIDADES 154 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade 9.4 O SETOR TERCIÁRIO É nas grandes cidades e vilas que existe uma maior concentração da atividade comercial. Os principais locais de comércio são: hipermercados; centros comerciais; lojas de comércio tradicional; feiras; vendas ambulantes e quiosques; … A Internet tem vindo a ganhar importância enquanto meio de comércio. O comércio O comércio é a atividade que se baseia na compra e venda de produtos. Quando as trocas comerciais acontecem entre localidades de um país, chamam-se comércio interno. Seocorrerementrepaíses,chamam-secomércioexterno. Chama-se exportação às vendas de produtos ou serviços nacionais a países estrangeiros. À compra de produtos ou serviços de outros paí- ses, chamamos importação. A balança comercial de um país é a diferença entre as exportações e as importações. COMÉRCIO EXTERNO Importações Exportações Produtos Países de origem Produtos Países de destino Petróleo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Iraque Equipamentos tecnológicos Alemanha, Espanha, França e Angola Gás natural Argélia e Nigéria Automóveis Alemanha, Espanha, França e Reino Unido Equipamentos tecnológicos Espanha, Alemanha e França Calçado, têxteis e vestuário Espanha, França, Alemanha e Itália Automóveis Espanha, Alemanha e França Madeira, cortiça e pasta de papel Espanha, França, Alemanha e Reino Unido EDUCAÇÃO Se consumirmos produtos de origem local e nacional, estamos a proteger a nossa economia e, simultaneamente, o ambiente, pois o transporte é, em grande parte, eliminado. 363929 146-161 U9.indd 154 18/03/13 17:26
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    9 U NIDADE 1 Procura saberquais são os serviços que existem na localidade onde vives e organiza-os em grupos: transportes; segurança; educação; administrativos; … 2 Procura saber quais são os locais de interesse turístico que existem na localidade onde vives e elabora um roteiro turístico. ATIVIDADES 155 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade O turismo O clima ameno, a imensa costa e as belas praias, a beleza natural, os monumentos históricos, a boa e variada gastronomia atraem turistas de vários países para visitarem o nosso país. O turismo é uma atividade muito importante na economia portuguesa, pois contribui muito para o desenvolvimento do País e dá origem a muitos postos de trabalho em hotéis, restaurantes, agências de viagens, … Os serviços Na tua escola, os professores ou auxiliares de educação desempenham uma atividade do setor terciário: prestam serviços. Pertencem ao setor dos serviços os profissionais da educação, da saúde, financeiros e administrativos, de segurança, do turismo e dos transportes. Estes serviços são de importância vital para o bom funcionamento da sociedade. Portugal é um país procurado por muitos turistas. Exemplos de profissionais de vários de serviços: proteção civil, segurança, ensino e saúde. Exemplos de profissionais de vários de serviços: proteção civil, segurança, ensino e saúde. Exemplos de profissionais de vários de serviços: proteção civil, segurança, ensino e saúde. Exemplos de profissionais de vários de serviços: proteção civil, segurança, ensino e saúde. 363929 146-161 U9.indd 155 18/03/13 17:26
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    ATITUDES E VALORES 156BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade PROJETO Feira escolar de atividades económicas da localidade Uma feira de atividades económicas tem como objetivo promover e divulgar as atividades existentes em cada localidade. Objetivo: Divulgar as atividades económicas da localidade. Preparação do trabalho: Os três setores económicos devem ser distribuídos pela turma. Cada setor deve ter o número de grupos adequado à sua relevância na localidade. O que vais fazer? 1. Realiza uma pesquisa sobre a empresa que o teu grupo irá representar e recolhe a seguinte informação: a) Nome, localização e logótipo. b) Tipo de empresa (exploração agropecuária, indústria, serviço, …). c) Finalidade da ação da empresa (produzir, extrair, transformar, transportar, comercializar algum bem ou produto, prestar algum serviço, …). d) Principais matérias-primas que utiliza (se aplicável). e) Problemas que causa ao ambiente (se aplicável) e que medidas foram já tomadas para minimizar ou prevenir os problemas. f) Número de trabalhadores que emprega. 2. Solicita à empresa de que és representante brochuras, calendários, ou outros materiais publicitários que possam fornecer (caso não tenham, pode ser o teu grupo a construí-los). 3. Se possível, recolhe exemplos dos produtos ou imagens dos serviços prestados. 4. Elabora um cartaz de divulgação da atividade desenvolvida pela tua empresa. 5. Monta o teu stand e, em conjunto com toda a turma, organiza a Feira Escolar de Atividades Económicas. 6. Convida colegas de outras turmas e visita os outros stands da feira. 7. Diverte-te a aprender mais sobre a tua localidade. Trabalhamos em conjunto para aprender Sugiro e ouço… Negoceio — A informação a apresentar… — Como apresentar a informação… — A distribuição de tarefas… O empreendedorismo 363929 146-161 U9.indd 156 18/03/13 17:26
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    RECORDA UNIDADE O MAIS IMPORTANTE 157 BLOCO6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade ESQUEMA DE CONCEITOS • As atividades económicas estão organizadas em três grupos: o setor primário (sobretudo agricultura, silvicultura, pesca), o setor secundário (indústria) e o setor terciário (comércio e serviços). • Os principais produtos agrícolas portugueses são a uva para a produção de vinho, a azeitona e os cereais. • A madeira, a cortiça, a resina e os frutos silvestres são alguns dos produtos obtidos através da silvicultura. • A pecuária fornece vários produtos importantes para o Homem, como lãs e peles, produtos variados para a alimentação, mas também importantes matérias-primas. • A pesca tornou-se uma importante fonte de alimento e de matérias-primas. • Através da indústria, é possível obter produtos transformados a partir de matérias-primas. • A atividade comercial é uma atividade económica na qual se trocam bens ou serviços por valores monetários. O comércio pode ser interno ou externo. • A exportação é a venda de produtos ou serviços ao estrangeiro. A importação é a compra de um produto ou serviço ao estrangeiro. • A balança comercial é a diferença comercial entre as importações e as exportações de um país. • Os serviços são atividades que não fornecem nem transformam produtos, mas que permitem o funcionamento da sociedade. como como a principalmente em locais como podem ser engloba atividades engloba atividades organizam-se em engloba atividades de extrativas transformadoras comércio serviços Setor primário Setor secundário Setor terciário • Agricultura • Pecuária • Silvicultura • Pesca • Extração mineira • Alimentar • Corticeira • Calçado • Celulose • Têxtil • Construção civil • Lojas • Mercados • Feiras • Vendas ambulantes • Centros comerciais • Internet • De saúde • De segurança • De educação • De transporte • De turismo • Financeiros e administrativos (…) Indústria Atividades económicas 363929 146-161 U9.indd 157 18/03/13 17:26
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    SERÁ QUE JÁSABES? 158 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade 1 Observa as imagens e identifica as atividades económicas representadas em cada uma. A B C D a) A que setor da economia pertencem estas atividades? b) Quais são os outros setores de atividades que conheces? Caracteriza-os. 2 Observa o mapa da página 148 e indica quais são, atualmente, os principais produtos agrícolas por região. 3 Observa o gráfico, que apresenta a produção dos principais produtos obtidos pela atividade agrícola (em toneladas) em cada região de Portugal, no ano de 2010. a) Qual é a região do País onde se produz a maior quantidade de cereais? b) Qual é a região do País onde se produz maior quantidade de uva para a produção de vinho? c) Das culturas representadas, quais são as mais significativas na região Centro e na região do Algarve? 4 Lê atentamente a notícia. a) O que aconteceu aos produtos que os agricultores se preparavam para colher? Granizo voltou a fazer estragos… «[…] Depois da tempestade de granizo que na passada quarta-feira destruiu vários hectares de vinhas no concelho de Sabrosa, esta noite uma intempérie semelhante abateu-se sobre Valadares, no concelho de Baião. O granizo, que caiu durante pouco mais de meia hora, atingiu dezenas de hectares de vinhas, hortas e pomares, destruindo o trabalho de quase um ano dos agricultores, que se preparavam para iniciar as colheitas. Pouco se poderá aproveitar, disseram alguns dos afetados […]» Jornal A Bola, 27/7/2012 (Fonte: INE) Cereais Batata Fruta fresca Citrinos Vinha Olival 363929 146-161 U9.indd 158 18/03/13 17:26
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    9 U NIDADE 159 BLOCO 6 Àdescoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade 5 Pesquisa a informação necessária e completa o quadro seguinte. AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de: Se ainda não consegui, vou ver nas páginas: TOTAL A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos. 8-10 Tenho de continuar assim… 5-7 Não estou mal… 0-4 Tenho de estudar mais. Assinala com a coluna que representa o que já consegues fazer: Reconhecer a agricultura, a pecuária, a silvicultura, a pesca, a indústria, o comércio e os serviços como atividades económicas importantes em Portugal. Identificar os principais produtos agrícolas portugueses. Identificar os principais produtos da floresta portuguesa. Identificar os principais produtos ligados à pecuária. Identificar os principais produtos da indústria portuguesa. 147 a 154 148 149 150 152 A B C Tipo de indústria Produtos finais Principal matéria-prima Atividade económica produtora das matérias-primas Laticínios Leite Pecuária Papel, cartão, cartolina Pinheiro, eucalipto ou abeto Conservas Roupas, tecidos Linho, algodão 6 Relativamente à localidade onde vives, responde às questões seguintes. a) Existem zonas piscatórias? Se sim, quais são as principais espécies de pescado? b) Existem explorações pecuárias? Se sim, qual é o tipo de gado que criam? c) Quais são as principais indústrias existentes? O que produzem? d) Escreve o nome de três serviços públicos existentes. e) A localidade onde vives costuma receber turistas? Refere os motivos de interesse dos turistas. 7 Observa os produtos agrícolas que fazem frequentemente parte da tua alimentação. a) Seleciona cinco produtos agrícolas. b) Pesquisa o local/país de origem dos produtos selecionados. c) Algum desses produtos foi importado? Justifica a tua resposta. 363929 146-161 U9.indd 159 18/03/13 17:26
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    Realizar experiências coma eletricidade BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos 160 Para que acenda, a lâmpada terá que ser percorrida por uma corrente elétrica. A corrente elétrica é o movimento ordenado de cargas elétricas (negativas). Mas, para que a lâmpada seja percorrida pela corrente elétrica é necessário que esteja ligada, por exemplo, a uma pilha através de fios elétricos, formando um percurso fechado por onde as cargas elétricas circulam continuamente. Ao conjunto formado pela pilha, pelos fios elétricos e pela lâmpada, ligados entre si de modo a que passe a corrente elétrica, chama-se De que vais necessitar? Lâmpadas pequenas Suportes para lâmpadas pequenas Fios de ligação com crocodilos Pilhas (sugere-se o uso de pilhas de 1,5 a 4,5 V) O que vais fazer? 1. Observa cuidadosamente os materiais disponíveis e identifica os terminais das lâmpadas e os polos das pilhas. 2. Realiza montagens de modo a tentar acender a lâmpada. 3. Elabora uma tabela com duas colunas e representa os esquemas dos circuitos que montares. Indica, em cada caso, os materiais utilizados. Antes de começares… pensa e responde à questão. Será que consegues acender a lâmpada em todas as montagens efetuadas? Executa e responde no teu caderno. 1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que aconteceu? 2. Responde à questão-problema desta atividade. INVESTIGO O que será necessário para acender uma lâmpada? Circuitos elétricos Sabes o que acontece quando carregas num interruptor e se acende uma lâmpada? Ou quando ligas um equipamento elétrico? Fechas um circuito elétrico. Vamos investigar para perceber o que acontece. ATENÇÃO Nas tuas investigações, nunca deves ligar aparelhos ou fios a tomadas. As situações em estudo devem ser realizadas usando sempre baterias ou pilhas de baixa diferença de potencial elétrico (1,5 V a 4,5 V). Não deves fazer cortes ou golpes nas pilhas, uma vez que o seu conteúdo pode ser corrosivo e venenoso. 363929 146-161 U9.indd 160 18/03/13 17:26
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    Realizar experiências coma eletricidade BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos 9 U NIDADE 161 De que vais necessitar? Lâmpada pequena e respetivo suporte Folha de alumínio 4 fios de ligação com crocodilos e pilhas Régua escolar Chave de fendas pequena Pedaço de mangueira Clipe metálico Vareta de vidro Moeda Rolha de cortiça Prego de aço Cartão Prego de ferro Tecido Colher Limão O que vais fazer? 1. Dos materiais disponíveis, escolhe quatro materiais. 2. Prepara uma montagem semelhante à da imagem. 3. Intercala cada um dos materiais como mostra a imagem e verifica o que acontece à lâmpada. 4. Observa e regista os teus resultados. Antes de começares… pensa e responde às questões. O que aconteceu? Porquê? Executa e responde no teu caderno. 1. Houve diferenças entre o que pensavas que ia acontecer e o que aconteceu? 2. Responde à questão-problema desta atividade. 3. De todos os materiais que ensaiaste, quais são as semelhanças entre os que apresentaram o mesmo comportamento? E as diferenças? INVESTIGO Qual será o melhor material para os fios condutores do meu projeto? Alguns materiais são considerados não condutores ou isoladores, porque não se deixam atravessar pela corrente elétrica. Outros, porque permitem a passagem da corrente elétrica, designam-se por condutores. Quais serão os materiais que permitem a passagem da corrente elétrica? Materiais condutores e não condutores Os materiais têm comportamentos diferentes relati- vamente à corrente elétrica. Vamos testar alguns mate- riais, para os podermos classificar! 363929 146-161 U9.indd 161 18/03/13 17:27
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    162 BLOCO 6À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade Observa a imagem e responde às questões seguintes. Sabes o que é uma área protegida? Por que razão são necessárias? Será que as nossas atitudes podem influenciar o meio que nos rodeia? Durante quanto tempo os efeitos dessas atitudes se manterão? O que significa poluição? Que tipos de poluição conheces? A QUALIDADE DO AMBIENTE 10 UNIDADE NESTA UNIDADE, VAIS APRENDER A: Identificar e observar alguns fatores que contribuem para a degradação do meio próximo. Identificar e participar em formas de proteção do ambiente. Reconhecer os efeitos da poluição atmosférica. Reconhecer a importância das florestas para a qualidade do ar. Reconhecer algumas formas de poluição dos cursos de água e dos oceanos. Reconhecer algumas formas de poluição sonora e os seus efeitos. Identificar alguns desequilíbrios ambientais provocados pelo Homem. Reconhecer a importância das áreas protegidas para a preservação do equilíbrio ambiental. Estamos da Esperança, na ilha de São Jorge. Acho que é uma área protegida. Que paisagem tão bonita! Que lugar é este? 363929 162-177 U10.indd 162 18/03/13 17:29
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    1 O queentendes por poluição? ATIVIDADE 163 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade 10.1 OS DESEQUILÍBRIOS DO AMBIENTE Na Natureza todos os constituintes se relacionam. Fontes de poluição. Nas grandes cidades, há muita poluição. Da Natureza fazem parte os seres vivos, o solo, a água e o ar. Estes componentes, que integram a Natureza, interagem entre si; portanto, qualquer alteração num deles provoca alterações em todos os outros. É por isso que todos nós, com os nossos atos, podemos contribuir para a preservação do ambiente ou, pelo contrário, se não o respeitar- mos, podemos contribuir para a sua degradação. A poluição A poluição é um dos principais problemas da atualidade. As origens da poluição A poluição tem origens diversas: • aumento de população; • tráfego motorizado; • concentração de construções excessiva; • atividades industriais e agrícolas; • acumulação de resíduos domésticos, … Existem vários tipos de poluição: • poluição do ar; • poluição da água; • poluição sonora; • poluição do solo; • a destruição de recursos naturais é tam- bém considerada poluição. A poluição é a alteração da Natureza pelo Homem, causando desequilíbrios ambientais. 363929 162-177 U10.indd 163 18/03/13 17:29
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    164 BLOCO 6À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade 10.1 OS DESEQUILÍBRIOS DO AMBIENTE A poluição do ar O ser humano é o principal responsável pela poluição atmosférica, ou seja, pela poluição do ar. Esta poluição pode ser causada por vários fatores. As consequências da poluição do ar As doenças respiratórias A poluição atmosférica pode causar doenças respiratórias, como asma, bronquite e alergias. A destruição da camada de ozono Na atmosfera, a uma altitude entre os 25 km e os 30 km, existe um gás, o ozono, que forma a camada de ozono e impede que as radiações solares prejudi- ciais à vida na Terra (a radiação ultravioleta) atin- jam a superfície terrestre. A destruição desta camada possibilita a passa- gem da radiação ultravioleta. A radiação ultravioleta em excesso é responsável por queimaduras e doenças, como o cancro de pele, e pode destruir organismos microscópicos e algumas espécies animais e plantas, provocando desequilí- brios na Natureza. FONTES DE POLUIÇÃO DO AR Indústria Transportes motorizados Incêndios CFC As fábricas libertam grandes quantidades de gases poluentes para a atmosfera. Os transportes com motores a gasóleo ou a gasolina emitem gases poluentes para a atmosfera. Os incêndios libertam gases poluentes e destroem as plantas que asseguram uma boa qualidade do ar. Os CFC são gases existentes em sprays que destroem a camada de ozono na atmosfera. As doenças respiratórias podem ser provocadas ou agravadas pela má qualidade do ar. «Buraco» da camada do ozono: nas regiões do globo a azul mais escuro a camada de ozono é mais fina do que nas restantes zonas. 363929 162-177 U10.indd 164 18/03/13 17:29
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    10 UNIDADE 165 BLOCO 6 Àdescoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade As chuvas ácidas Nas zonas mais indus- trializadas e com maior trá- fego motorizado, alguns dos gases libertados para a atmos- fera dissolvem-se na água das chuvas, tornando-as ácidas. Estas chuvas ácidas não só provocam a destruição dos seres vivos, como contami- nam os terrenos e as águas e podem provocar a deteriora- ção das fachadas dos monu- mentos e outros edifícios. O aumento do efeito de estufa A atmosfera também protege a Terra de grandes oscilações de tempera- tura — absorve parte da energia emitida pela superfície terrestre, impedindo a sua libertação para o espaço. Esta função chama-se efeito de estufa e é essen- cial para que as temperaturas na Terra sejam adequadas à existência de vida. Com o aumento dos gases poluentes na atmosfera, há um aumento do efeito de estufa, o que provoca o aumento da temperatura média no nosso planeta levando ao que se denomina aquecimento global. Efeito de estufa natural (A) e aumento do efeito de estufa devido à poluição (B). Este aumento da temperatura provoca alterações climáticas, que influenciam todos os seres vivos e o ambiente: o gelo das zonas polares funde, o que faz aumentar o nível das águas do mar, que inundam as regiões do litoral, e podem ainda provocar fenómenos meteorológicos extremos, como tempestades, furacões, etc. A origem das chuvas ácidas. A B 363929 162-177 U10.indd 165 18/03/13 17:29
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    1 Quais sãoos tipos de poluição que conheces? 2 Refere duas fontes de poluição do ar e da água. ATIVIDADES 166 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade 10.1 OS DESEQUILÍBRIOS DO AMBIENTE A poluição das águas A água é um recurso essencial para a sobrevivência de todos os seres vivos, mas, por vezes, a ação do Homem provoca a poluição de rios e ribeiras, lagos e mares. Os poluentes que são lançados à água põem em perigo a vida das espécies animais, incluindo o Homem, e das plantas. ORIGEM DE POLUIÇÃO DA ÁGUA Doméstica Industrial Agrícola Petrolífera Os esgotos (águas residuais) não tratados lançados nos mares e rios. Os resíduos tóxicos que as fábricas lançam para os cursos de água, lagos e mares. Os fertilizantes e pesticidas que são utilizados na agricultura podem ser arrastados através das chuvas para rios e mares. O petróleo derramado pelos navios polui os mares e provoca a morte de muitos seres vivos. Água poluída de um rio. A água é fundamental para todos os seres vivos. 363929 162-177 U10.indd 166 18/03/13 17:29
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    10 UNIDADE 1 Refere asprincipais fontes de poluição do solo. 2 Quais são os efeitos da poluição sonora? ATIVIDADES 167 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade A poluição do solo Os principais causadores da poluição do solo são os adubos e os pes- ticidas, usados na agricultura. Um dos principais problemas das grandes cidades é o tratamento dos resíduos sólidos (lixo). Estes aumentam com o crescimento da população e com o aumento do consumo. Cada vez é maior a quantidade de embala- gens que usamos no dia a dia e que se transformam em lixo. Estes resíduos, se não forem bem acondicionados e tratados, podem causar poluição. A poluição sonora Um dos grandes problemas ambientais em todo o Mundo, principal- mente nas cidades, é o ruído. As indústrias, o trânsito e as obras de cons- trução contribuem para a poluição sonora. A poluição sonora tem efeitos prejudiciais à saúde, como, por exem- plo, a redução da capacidade auditiva, a perturbação do sono, a descon- centração e várias doenças (hipertensão, stress, …). Extinção de espécies animais e vegetais Devido às suas atividades, que causam a poluição, provocam a desflo- restação ou ocupação das áreas naturais e levam à introdução de espécies exóticas, o Homem altera as condições de vida de muitos seres vivos, pois provoca a destruição de habitats (locais onde cada espécie pode sobreviver), dificulta a obtenção de alimento e a reprodução das espécies e causa a extin- ção de espécies (desaparecimento total de representantes da espécie), etc. Nos aterros sanitários, os resíduos são depositados de forma controlada. O lince-ibérico é uma espécie ameaçada de extinção. 363929 162-177 U10.indd 167 18/03/13 17:29
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    168 BLOCO 6À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade 10.1 OS DESEQUILÍBRIOS DO AMBIENTE O ser humano, ao fazer uma má utilização dos recursos naturais, pode provocar um desequilíbrio ambiental, ou seja, provoca danos na Natureza. O Sol é um recurso natural. O vento é um recurso natural. As rochas são um recurso natural. Um recurso natural é tudo aquilo que o ser humano retira da Natureza para utilizar na realização das suas atividades. A água é um recurso natural. A floresta é um recurso natural. Os animais são um recurso natural. A extração de recursos O Homem aproveita substâncias que retira da Natureza para utili- zar, por exemplo, na alimentação, na deslocação e no vestuário. Esses produtos são os recursos naturais. A água, as rochas, os minerais, os seres vivos, os combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) e as fontes de energias renováveis (vento, sol, marés, ondas, …) são exemplos de recursos naturais. 363929 162-177 U10.indd 168 18/03/13 17:29
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    10 UNIDADE 169 BLOCO 6 Àdescoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade Parque Nacional 1. Peneda-Gerês Parques Naturais 2. Montesinho 3. Douro Internacional 4. Alvão 5. Serra da Estrela 6. Serras de Aire e Candeeiros 7. Serra de São Mamede 8. Sintra-Cascais 9. Arrábida 10. Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina 11. Vale do Guadiana 12. Tejo Internacional 13. Ria Formosa Reservas Naturais 14. Dunas de São Jacinto 15. Paul de Arzila 16. Serra da Malcata 17. Berlengas 18. Paul do Boquilobo 19. Estuário do Tejo 20. Estuário do Sado 21. Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António 22. Lagoas de Santo André e de Sancha Paisagens Protegidas 23. Litoral de Esposende 24. Serra do Açor 25. Arriba Fóssil da Costa de Caparica 10.2 A PRESERVAÇÃO DO AMBIENTE Floresta parcialmente destruída pelo abate de árvores. Berlenga Berlenga 1 2 3 5 16 14 23 4 15 7 24 12 17 6 18 8 11 19 20 25 9 22 10 13 21 Áreas protegidas de Portugal. A importância das florestas As plantas fixam o dióxido de carbono da atmosfera e libertam oxigénio para a atmosfera. Esta função é essencial para a purificação do ar e para grande parte dos seres vivos. Por estas razões, as florestas têm de ser protegidas. As áreas protegidas Para conservar o equilíbrio entre a sociedade e a Natu- reza, criaram-se as áreas protegidas, como, por exemplo: • Parques Naturais — áreas naturais, seminaturais e humanizadas, onde se pretende a preservação da biodiversidade a longo prazo; • Reservas Naturais — áreas destinadas à proteção dos valores naturais existentes e que não se encontrem habitadas de forma permanente ou significativa. • Paisagens protegidas — área resultantes da interação harmoniosa entre o ser humano e a Natureza que visam a proteção dos valores naturais e culturais existentes. 363929 162-177 U10.indd 169 18/03/13 17:30
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    170 BLOCO 6À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade Devemos separar sempre os resíduos domésticos. Os materiais recicláveis devem ser depositados nos contentores próprios do ecoponto: azul — papel e cartão; amarelo — plástico, metal e cartão de bebidas; verde — vidro; vermelho — pilhas. A compostagem Os resíduos orgânicos são formados por restos de comida ou de plantas. Estes resíduos podem ser aproveitados para obter, em estações de com- postagem, adubos para a agricultura. A nível doméstico, também é possível utilizar alguns restos orgânicos para a horta ou para o jardim, utilizando um compostor. A reciclagem A reciclagem é o reaproveitamento de materiais de que são feitos alguns objetos, como forma de redu- zir a quantidade de resíduos produzidos e de preser- var os recursos naturais. Os materiais recicláveis são, por exemplo, o papel, o vidro, o plástico e o metal — resíduos inorgânicos. EDUCAÇÃO OS TRÊS «R»: • Reduzir a quantidade de resíduos; • Reutilizar materiais; • Reciclar materiais. EDUCAÇÃO AMBIENTAL Podemos colocar no compostor: • restos de frutas e vegetais crus; • arroz e massa cozinhados; • restos do jardim ou da horta; • borras de café e sacos de chá. Não devemos colocar no compostor: • restos de carne e peixe crus ou cozinhados; • gorduras; • excrementos de animais; • produtos sintéticos. Compostor. 10.2 PRESERVAÇÃO DO AMBIENTE 363929 162-177 U10.indd 170 18/03/13 17:30
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    10 UNIDADE 171 BLOCO 6 Àdescoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade Atitudes individuais dos cidadãos • Nunca deitar lixo para o chão, mesmo que sejam objetos de dimensões redu- zidas. • Sensibilizar quem não cumpre estas regras para a necessidade de o fazer. • Utilizar sempre que possível os trans- portes públicos, para reduzir a quanti- dade de veículos que lançam gases para a atmosfera. • Evitar ruídos desnecessários, sobretudo à noite. Cuidados a ter no campo, no rio ou na praia • Evitar o uso de pesticidas e de outros produtos químicos na agricultura. • Num piquenique no campo ou num pas- seio no rio ou na praia, usar sempre os caixotes do lixo; levar um saco de plástico para colocar o lixo, pois pode não haver caixotes do lixo ou podem estar cheios. • Não enterrar o lixo na areia. Ele não desaparece, apenas fica escondido! • Nunca atirar qualquer lixo para os rios, ribeiros ou lagoas. Cuidados a ter com os animais de estimação As fezes dos animais domésticos na rua devem ser sempre recolhidas pelos seus donos com uma luva, introduzidas num saco de plástico ou de papel e colocadas no lixo. Tempos de decomposição de alguns materiais. Deitar o lixo em recipientes próprios. As fezes dos animais domésticos devem ser sempre recolhidas pelos respetivos donos. 363929 162-177 U10.indd 171 18/03/13 17:30
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    ATITUDES E VALORES 172BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade A água potável, um bem essencial Do total da água existente no Planeta, apenas uma pequena parte (1%), está disponível para o consumo humano. Por esta razão, a água própria para beber (potável) é um bem essen- cial, mas não está acessível a uma grande parte das pessoas. • 1,8 milhões de pessoas morrem por ano devido a doenças transmitidas por águas poluídas. • Por dia, morrem cerca de 4500 crianças em todo o Mundo devido à falta de água potável. Por todos estes motivos, e porque este recurso não é inesgotável, temos todos de contribuir para a sua preservação. Abrir uma torneira para dela sair água parece um gesto simples, mas não está acessível a uma grande parte da população do Planeta; milhões de pessoas não têm este recurso indispensável à vida. África é um dos continentes que mais sofrem com a falta de água, precisando a população de abrir poços para ter acesso a água potável. Como podemos ajudá-la? Existe um projeto para colaborar na construção desses poços. Consulta este endereço, http://www.watercan.com/ (podes traduzir para português), e com a ajuda do teu professor podes também participar nesta iniciativa ou noutra que tenha os mesmos objetivos. O que podes fazer? Organiza, com os teus colegas e professor(a), campanhas para angariar fundos e contribuir para a construção de um poço. As campanhas podem ser feitas na escola, por exemplo, na festa de final do ano, ou noutros locais. No site está explicado como o teu contributo irá chegar a essas pessoas. Acredita que vai valer a pena! PROJETO Vamos dar água a quem não tem 363929 162-177 U10.indd 172 18/03/13 17:30
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    RECORDA 10 UNIDADE O MAIS IMPORTANTE 173 BLOCO6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade ESQUEMA DE CONCEITOS • Um recurso natural é tudo aquilo que o ser humano retira da Natureza para utilizar na realização das suas atividades. • A poluição é a alteração do ambiente pelo Homem, causando desequilíbrios na Natureza. • A poluição pode ter origem no aumento de população, no aumento do tráfego motorizado, no excesso de construções, nas atividades industriais e agrícolas, na acumulação dos resíduos, etc. • A poluição pode ser de vários tipos: atmosférica (do ar), da água, do solo e sonora. • A poluição atmosférica pode ter várias causas — indústrias, transportes motorizados e incêndios — e provoca vários efeitos — doenças respiratórias, chuvas ácidas, aumento do efeito de estufa e destruição da camada de ozono. • A poluição da água pode ter causas domésticas, industriais, agrícolas ou em derrames de petróleo. • A poluição sonora pode ser causada pela atividade industrial, pelo trânsito e pelas obras, por exemplo, e pode ter vários efeitos prejudiciais para a saúde. • Para defender a qualidade do ambiente, é muito importante que todos tenham consciência de que os recursos naturais esgotados dificilmente serão recuperados. • Para conservar o equilíbrio ambiental de algumas regiões, criaram-se as áreas protegidas, como vários Parques Naturais e Reservas Naturais. Preservação das florestas Criação das áreas protegidas Reciclagem provocada por provocada por pode ser provocada por provocada por Do solo Da água Sonora Atmosférica • Resíduos • Atividade agrícola • Derrames de petróleo • Atividade doméstica • Atividade industrial • Atividade agrícola • Indústrias • Obras • Trânsito • CFC • Incêndios • Transportes motorizados • Atividade industrial • Doenças respiratórias • Chuvas ácidas • Aumento do efeito de estufa • Destruição da camada do ozono que origina Poluição degrada-se devido é preservada por Qualidade do ambiente 363929 162-177 U10.indd 173 18/03/13 17:30
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    SERÁ QUE JÁSABES? 174 BLOCO 6 À descoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade 1 Refere os tipos de poluição que estudaste. 2 Observa as seguintes imagens. A B C D 2.1 Completa a tabela com os tipos de poluição, as fontes de poluição e os seus efeitos. 3 O que é um recurso natural? 4 Dá exemplos de desequilíbrios ambientais. 5 Qual é a importância das áreas protegidas? 6 Enumera alguns cuidados a ter para não prejudicar o Ambiente… a) … em casa; c) … no campo, no rio ou na praia; b) … na rua; d) … com os animais. Tipo de poluição Fontes de poluição Efeitos da poluição A B Chuvas ácidas… C Sonora D Derrames de petróleo, … 363929 162-177 U10.indd 174 18/03/13 17:30
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    10 UNIDADE 175 BLOCO 6 Àdescoberta das inter-relações entre a Natureza e a sociedade 7 Explica a importância da política dos três «R» e o que significa cada um deles. 8 Em conjunto com os teus colegas, construam um jogo quiz sobre a poluição e sobre como podemos contribuir para um planeta melhor. Para construírem o quiz têm de… … pensar em várias perguntas, pelo menos 30, e nas suas respetivas respostas, bem como construir respostas alternativas. … elaborar os cartões com as perguntas e as várias respostas. Depois é só jogarem! Consulta o site: http://www.smartkids.com. br/jogos-educativos/quiz.html para experimentares online jogos quiz! AUTOAVALIAÇÃO No fim desta unidade, deves ser capaz de: Se ainda não consegui, vou ver nas páginas: TOTAL A — 2 pontos; B — 1 ponto; C — 0 pontos. 19-24 Tenho de continuar assim… 12-18 Não estou mal… 0-11 Tenho de estudar mais. Assinala com a coluna que representa o que já consegues fazer: Identificar e observar alguns fatores que contribuem para a degradação do meio próximo (lixeiras, indústrias poluentes, destruição do património histórico…). Reconhecer os efeitos da poluição atmosférica (aumento do efeito de estufa, rarefação do ozono, chuvas ácidas, …). Reconhecer a importância das florestas para a qualidade do ar. Reconhecer algumas formas de poluição dos cursos de água e dos oceanos (esgotos, efluentes industriais, marés negras, …). Reconhecer algumas formas de poluição sonora (fábricas, automóveis, motos, …). Identificar alguns dos efeitos prejudiciais do ruído. Identificar alguns desequilíbrios ambientais provocados pela atividade humana (esgotamento de recursos e extinção de espécies animais e vegetais). 163 164 a 165 165 166 167 167 163 a 168 A B C Reconhecer a importância das reservas e dos parques naturais para a preservação do equilíbrio entre a Natureza e a sociedade. Enumerar possíveis soluções. Identificar e participar em formas de promoção do ambiente. Conhecer e compreender como transformar água poluída em água potável. 169 169 a 171 169 176 363929 162-177 U10.indd 175 18/03/13 17:30
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    Manusear objetos emsituações concretas BLOCO 5 À descoberta dos materiais e objetos 176 Objetivo: Construir um modelo ETAR — Estação de Tratamento de Águas Residuais — com o objetivo de aprender como se tratam as águas residuais (esgotos) de origem doméstica ou industrial, antes de serem devolvidas à Natureza. De que vais necessitar? Água poluída (água com farinha, azeite, solo arenoso, …) Solo arenoso Garrafa de plástico Carvão Copo Algodão Tesoura Gravilha O que vais fazer? 1. Corta, com a tesoura, uma garrafa de plástico pelo gargalo. 2. Na parte do gargalo da garrafa, coloca quatro camadas de materiais da seguinte forma: 1.ª camada: algodão. 2.ª camada: carvão. 3.ª camada: solo arenoso. 4.ª camada: gravilha. 3. Verte com cuidado a água poluída sobre a montagem e recolhe, no copo, a água que escoa pelo gargalo da garrafa. 4. Observa a água que se obteve e compara-a com a água inicialmente utilizada. CONSTRUO Vamos construir uma ETAR Investigar para saber mais Já sei… O que quero saber… O que vou observar/ /medir/registar, … Como vou apresentar e comunicar a informação. A B Gravilha Solo arenoso Carvão Algodão 363929 162-177 U10.indd 176 18/03/13 17:30
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    10 UNIDADE Realizar experiências coma água De que vais necessitar? Água Recipiente grande (tina/alguidar) Vários objetos (por exemplo: plasticina, lata tapada, prego de ferro, moedas, esferovite, vela, borracha, chave de metal) O que vais fazer? 1. Enche o recipiente com água até metade. 2. Coloca, um a um, os vários objetos e regista as tuas observações no quadro. Antes de começares… pensa e responde às questões. O que pensas que vai acontecer? Porquê? Executa e responde no teu caderno. 1. Completa o quadro com os resultados. 2. Responde à questão-problema desta atividade. 3. Dá exemplos de resíduos poluentes da água. Classifica-os de acordo com o seu comportamento na água (dissolvem-se, flutuam, afundam.) INVESTIGO O que acontece aos materiais que não se dissolvem na água? Objeto Penso que Verifiquei que Flutua Afunda Flutua Afunda Barra de plasticina Lata de metal vazia (tapada) Prego de ferro Moedas (0,05 € e 0,10 €) Placa de esferovite Vela de glicerina Borracha escolar Rolha de cortiça Chave de metal Bacia de plástico (…) Investigar para saber mais Já sei… O que quero saber… O que vou observar/ /medir/registar, … Como vou apresentar e comunicar a informação. A flutuação Quando misturamos diversos materiais com a água, é possível observar diferentes comportamentos: alguns objetos dissolvem-se, outros flutuam e outros afundam-se. 363929 162-177 U10.indd 177 18/03/13 17:30
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    Sugestões de leitura 178 ANEXO UnidadeAutores 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 binghAm, Caroline et al. (Ilustr: Derek Matthews) fAnhA, José (Ilustr.:. Maria João Gromicho) mAgAlhães, Ana Maria et al. (Ilustr.: Arlindo Fagundes) JAnÉ, Albert letriA, José Jorge hAwking. S., hAwking. L. cArlos, Papiniano letriA, José Jorge (Ilustr.: Paula Amaral) rios, Alice (Ilustr. Alexandra Duque) sAmpAio, Jorge elkington, John et al. (Ilustr. Tony Ross) (Trad.: Carlos e Luz Ventura) Título O Corpo Humano a Três Dimensões O Dia em Que a Mata Ardeu Uma Viagem ao Tempo dos Castelos (Viagens no tempo) A Volta ao Mundo em Oitenta Contos Galileu à Luz de Uma Estrela A Chave Secreta Para o Universo A Menina Gotinha de Água O Grande Continente Azul Os Borlububos e os Sem-Abrigo O Meu Livro de Política Guia do Jovem Consumidor Ecológico (Descobre Como Podes Ajudar a Salvar a Terra) Editora Civilização Editora Edições Gailivro — Grupo LeYa Editorial Caminho — Grupo LeYa Plátano Editora Texto Editores — Grupo LeYa Editorial Presença Campo das Letras Livros Horizonte Estratégias Criativas Texto Editores — Grupo LeYa Gradiva Publicações 363929 178-184.indd 178 19/03/13 11:09
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    Para aprenderes maisem família ou em visitas de estudo 1 UNIDADE Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Lisboa Rua Escola Politécnica 58, Lisboa SEAC — Serviço de Educação e Animação Cultural Tel.: 213 928 08, 213 921 824 ou 213 921 825 e-mail: geral@museus.ul.pt 2 UNIDADE A Casa do Tinoni Departamento de Proteção Civil / Divisão de Prevenção Rua Cardeal Saraiva, Lisboa Tel.: 217 224 300 Fax. 217 268 589 e-mail: tinoni@tinoni.com 3 UNIDADE Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota Av. D. Nuno Álvares Pereira, n.º 120, São Jorge. Calvaria de Cima Tel.: 244 480 062 Fax: 244 480 061 e-mail: info.geral@fundacao-aljubarrota.pt 4 UNIDADE Palácio Nacional da Ajuda Largo da Ajuda, Lisboa Tel.: 213 637 095 / 213 620 264 Fax: 213 648 223 e-mail: pnajuda.se@imc-ip.pt 179 ANEXO 363929 178-184.indd 179 19/03/13 11:09
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    5 UNIDADE Museu da Água Ruado Alviela, nº 12, Lisboa Tel.: 214 262 650 /935 274 596 Fax: 214 264 248 e-mail: spal@servicoagualivres.com Planetário Calouste Gulbenkian – Centro Ciência Viva Praça do Império, Lisboa Tel.: 213 620 002 Fax: 213 636 005 e-mail: planetário@marinha.pt Observatório Astronómico de Constância Alto de St. Bárbara, Via Galileu Galilei, nº 817 Constância Tel.: 249 739 066 e-mail: info@constancia.cienciaviva.pt 6 UNIDADE Fluviário de Mora — Parque Ecológico do Gameiro Cabeção, Mora Tel.: 266 448 130 Fax: 266 446 034 e-mail: fluviariomora@mail.telepac.pt 7 UNIDADE Farol Museu de Santa Marta Rua do Farol de Santa Marta, Cascais Tel.: 214 815 328 e-mail: fmsm@cm-cascais.pt Sugere-se também a realização de uma visita de estudo a um cabo, como, por exemplo, ao Cabo de Sagres ou ao Cabo Espichel ou Carvoeiro. 180 ANEXO 363929 178-184.indd 180 19/03/13 11:09
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    8 UNIDADE Museu de ArtePré-Histórica e do Sagrado no Vale do Tejo Largo Infante D. Henrique, 6120-750 Mação Tel.: 241 571 477 Fax: 241 577 280 e-mail: museu@cm-macao.pt Museu do Coa Rua do Museu, Vila Nova de Foz Coa Tel.: 279 768 260 Fax: 279 768 270 e-mail: pavc@igespar.pt e-mail para marcação de visitas: visitas.pavc@igespar.pt 9 UNIDADE Museu da Indústria Rua Engenheiro Ferreira Dias, n.º 1095, Porto Tel.: 225 300 797, 916 061 636 e-mail:mcindustria@gmail.com 10 UNIDADE Valor Sul — Centro de triagem e aterro sanitário do oeste, Cadaval Valor Sul — Centro pedagógico de compostagem, Cadaval Plataforma Ribeirinha da CP Estação de Mercadorias da Bobadela São João da Talha, Loures Tel.: 219 535 900 Fax: 219 535 935 e-mail: valorsul@valorsul.pt Sugere-se também uma visita a uma ETA ou uma ETAR 181 ANEXO 363929 178-184.indd 181 19/03/13 11:10
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    182 BiBliografia AA.VV. (2005). GeografiaUniversal, Grande Atlas do Século XXI, vol. 1, Europa Ocidental, Atlas da Terra. Lisboa, Planeta DeAgostini. AA.VV. (2008). História de Portugal, Enciclopédia do Estudante, vol. 15. Lisboa, Santillana Constância. Alonso, Finn, (1981). Física: Um Curso Universitário (vol. II). São Paulo, Editora Edgar Blucher. Arends, R. I. (1997). Aprender a Ensinar. Lisboa, McGraw-Hill. Atkins, P.; JONES L., (1999). Chemistry, molecules, matter and change. New York, W. H. Freeman Company. Breckenridge, J. (1998). Experiências Simples de Física com Materiais Disponíveis. Lisboa, Bertrand. CAmpbell, N.; Mitchell, L., et al. (2000). Biology Concepts Connections. San Francisco, Addison Wesley Longman. cArVAlho, G., A. (2002). Introdução ao Estudo do Magnetismo. Lisboa, Âncora Editores. cArVAlho, G., A. et al. (2011). A Aventura da Terra, Um Planeta em Evolução. Lisboa, Esfera do Caos Editores. cArVAlho, Rómulo de, (1968). Física para o Povo (vol. I e II). Coimbra, Atlântida. gAlVão, C. (1998). O Ensino das Ciências Físicas e Naturais no Contexto de Reorganização Curricular. Lisboa, Departamento de Educação da Faculdade de Ciências de Lisboa. gAspAr, J. (2000). Cartas e Projeções Cartográficas. Lisboa, Lidel — Edições Técnicas, Lda. hutchinson, S.; hAwkins. L. (2004). Oceanos. Enciclopédia Visual. Lisboa, Temas e Debates. LeAkey, R. (1983). As Origens do Homem. Lisboa, Editorial Presença. leVy, M. rAfferty J., et al., Eds (2008). «Human Body I II». Britannica Illustrated Science Library, Encyclopaedia Britannica. mAttoso, J. (1992-1994). História de Portugal. Lisboa, Círculo de Leitores e Editorial Estampa, 8 vols. Ministério da Educação (2001). Princípios Orientadores para a Gestão Flexível do Currículo, 1.º ciclo. Lisboa. montgomery, C. W. (2008). Environmental Geology, eighth edition. New York. McGraw-Hill International Edition. retAllAck, B. J. (1970). Ciências da Terra. Lisboa, INMG. ribeiro, O. (1968). Mediterrâneo — Ambiente e Tradições. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian. ribeiro, O. (2003). Memórias de Um Geógrafo. Coleção Humanismo e Ciência. Lisboa, Edições João Sá da Costa. sá, Joaquim (2000). A Abordagem Experimental das Ciências no Jardim de Infância e 1.º Ciclo do Ensino Básico: Sua Relevância para o Processo de Educação Científica nos Níveis de Escolaridade Seguintes. Inovação, vol. 13. sá, Joaquim (2000). Renovar as Práticas no 1.º Ciclo pela via das Ciências da Natureza. Porto, Porto Editora. seeley, R.; stephens, T. et al. (2007). Anatomia e Fisiologia. Loures, Lusociência. soeiro de brito, R. (1997). Portugal — Perfil Geográfico. Lisboa, Editorial Estampa. suguio, K.; suzuki, V. (2003). A Tectónica e a Fragilidade da Vida. São Paulo, Editora Edgar Blucher. wAlker, R. (2005). Corpo Humano. Porto, Civilização Editora. 363929 178-184.indd 182 19/03/13 11:10
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    183 fontes fotográficas Agência Lusa Pág.74 Assembleia da República, sala de tribunal Pág. 75 Mário Soares Pág. 76 Comemoração do Dia de Portugal Bridgeman Art Library Pág. 66 Pergaminho Casa da Imagem Pág. 70 Fortaleza de Peniche Pág. 84 Cromeleques sob céu estrelado Pág. 96 Menino e iglu Pág. 146 Extração de cortiça Corbis Pág. 75 Francisco Costa Gomes Pág. 80 Guerra colonial em África Dias dos Reis Pág. 46 Templo romano em Évora Gettyimages Pág. 6 Menina a comer melancia Pág. 12 Contorcionista Pág. 74 Praça do Comércio Pág. 94 Africanos com água Pág. 102 Rio e montanha Pág. 109 Pico Ruivo Pág. 116 Praia Pág. 119 Marés alta e baixa iStockphoto Pág. 8 Raposa Pág. 25 Eletricidade estática Pág. 27 Mãe e filha na praia Pág. 91 Boneco de neve Pág. 122 Arriba na Madeira Pág. 133 Aldeia de Piódão Pág. 155 Turistas em Portugal Pág. 164 Menino asmático Pág. 166 Poluição de água de um rio; utilização de fertilizantes Pág. 167 Poluição sonora; aterro Pág. 168 Cardume Pág. 170 Compostor Pág. 171 Papeleira Maurício Abreu Pág. 40 Castelo Pág. 103 Variação do caudal do rio Tejo Pág. 104 Rios Mondego e Sado Pág. 104 Ribeira Pág. 108 Planalto Pág. 109 Serra do Marão Pág. 122 Praia Porto da Cruz, Madeira Pág. 132 Cidade de Coimbra Pág. 162 Parque natural PhotoXpress Pág. 8 Lagarto, ChristopheB Pág. 27 Menina na praia, Maria Grin Pág. 38 Rádio portátil, Anton Gvozdikov; Capacete, Gennady Kravetsky; Latas de conserva e luvas de jardinagem, mearicon; Dinheiro, jpcasais Pág. 90 Mar, Serghei Starus Pág. 93 Nascente, Sergey Mostovoy Pág. 104 Canoagem, Richard McGuirk Pág. 110 Vale verdejante, Mohd Haka Khambali Pág. 123 Farol, Kubais Pág. 148 Centeio, fox17; Azeitonas, MarcoGusella.it; Uvas, Alessandro Lai; Fruta, cusrach Pág. 152 Cachecol, Anton Gvozdikov Pág. 168 Rio, Valenty; Gerador eólico, Lefebvre Jonathan Réunion dês musées nationaux Pág. 66 Instrumento musical feito de osso Stock.xchng Pág. 8 Árvore, Alfred Borchard; Erva (B), kslyesmith; Nenúfares, Atif Gulzar; Cenouras, Pat Herman; Pássaro, Bo Stranden; Erva, abcdz2000 Pág. 18 Menino a andar de bicicleta, Gokhan Okur; Jovem a comer fruta, Janusz Gawron Pág. 38 Lanterna elétrica, Oscar Gonzalez; Pilhas, Iwan Beijes; Garrafa de água, Pascal Thauvin; Papel higiénico, Davide Guglielmo; Canivete, Christian Kitazume; Caixa de primeiros socorros, bylcs9 Pág. 41 Castelo Pág. 90 Banco com neve Pág. 92 Janela embaciada, Fred Fred; Estalactites de gelo — Lavinia Marin Pág. 104 Pesca em rio, M. Lakshman Pág. 110 Rio e montanha, Guenter M. Kirchweger Pág. 124 Algas, Sasa Loggin; Ouriço, Toni Petrovic; Anémonas, Tan Wah Chew; Caranguejo, Ralph Kiesewetter; Bivalves, Guillaume Riesen Pág. 128 Imagem 2.2 — Naiara Pereira Pág. 148 Arroz, Pascal Thauvin Pág. 150 Vacas, Igor Spanholi; Ovelhas, Peter Togel Pág. 152 Rolha, Drew Broadley; Livro, Davide Guglielmo; Tosquia, Joseph M. Zlomek Pág. 164 Fábrica, Gerla Brakkee; Incêndio, Yarik Mishin; Spray, Vullioud Pierre-André Pág. 166 Gato a beber água, Atif Gulzar; Nenúfar, Hafsah Al-Azem; Resíduos tóxicos, Terence O'Brien Pág. 168 Painel solar, Patrick Moore; Floresta, Andreas Krappweis Pág. 169 Serra da Estrela, Attilio Ivan Pág. 174 Complexo fabril, Alexander Khodarev; Cidade com trânsito, Devin Kho Vários Pág. 32 Vila destruída por tsunami, Philip A. McDaniel/U.S. Navy Pág. 38 Fósforos, Gabor Halasz Pág. 57 Cena do filme Non, ou a Vã Glória de Mandar Cinemateca Portuguesa Pág. 60 Coche de D. João V — Museu Nacional dos Coches/©IMC/MC Pág. 73 132 Eleições em 1975. Sessão solene na Assembleia da República — Arquivo de Fotografia de Lisboa — CPF/MC Pág. 75 Aníbal Cavaco Silva, Luís Filipe Catarino Pág. 78 Repressão policial — Arquivo de Fotografia de Lisboa — CPF/MC; Caricaturas de João Abel Manta — Museu da Cidade de Lisboa Pág. 81 Membros da Legião Portuguesa. Desfile da Mocidade Portuguesa — Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa Pág. 91 Granizo, Quinn Norton Pág. 104 Barragem — EDP — Energias de Portugal/Adelino Oliveira Pág. 105 Rio Mondego, eutrophicationhypoxia; rio Sado — Rui Ornelas Pág. 109 Serra da Estrela, Alves Gaspar Pág. 109 Ilha do Pico, José Luís Ávila Silveira/Pedro Noronha e Costa Pág. 115 Cartaz, Escola EB1/PE de Santa Cruz Pág. 117 Satélite em órbita, NASA Pág. 121 Estuário do Sado — Epinheiro/ Wikipédia Pág. 122 Praia em Porto Santo, Luke Gordon Pág. 124 Lapas, Silversyrpher Pág. 126 Praia poluída, Agustin Rafael C. Reyes Pág. 128 Imagem 2.3, Rui Ornelas Pág. 134 Vila de Castro Marim, Bert Kaufmann Pág. 168 Mina — CUF — Químicos Industriais, S.A. Pág. 168 Cavalos garranos no Gerês, Ana Rodrigues Pág. 172 Africano a recolher água — WHO/ World Health Organization; Imagem do site — http://www.watercan.com/ 363929 178-184.indd 183 19/03/13 11:10
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    O Projeto Desafiosde Estudo do Meio destinado ao 4.o ano de escolaridade, 1.o Ciclo do Ensino Básico, é uma obra coletiva, concebida e criada pelo Departamento de Investigações e Edições Educativas da Santillana-Constância, sob a direção de Sílvia Vasconcelos. EQUIPA TÉCNICA Chefe de Equipa Técnica: Patrícia Boleto Modelo Gráfico e Capa: Carla Julião Ilustração da Capa: Nósnalinha Ilustrações: Nósnalinha Paginação: Leonor Ferreira Documentalista: Paulo Ferreira Revisão: Ana Abranches, Catarina Pereira e Maria de Fátima Lopes EDITORAS Ana Duarte e Maria João Carvalho CONSULTORA CIENTÍFICA Maria das Mercês Ramos — Licenciada em Física, Ramo Científico, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Mestre em Ensino das Ciências, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Doutora em Metodologia do Ensino das Ciências (Física), pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Professora Coordenadora da área de Ciências da Natureza, na ESE de Lisboa. Desempenhou o cargo de Coordenadora Institucional do Programa de Formação Contínua em Ensino Experimental das Ciências, para Professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico, de 2006/07 a 2008/09, na Escola Superior de Educação de Lisboa. A cópia ilegal viola os direitos dos autores. Os prejudicados somos todos nós. © 2013 Rua Mário Castelhano, 40 – Queluz de Baixo 2734-502 Barcarena, Portugal APOIO AO PROFESSOR Tel.: 214 246 901 apoioaoprofessor@santillana.com APOIO AO LIVREIRO Tel.: 214 246 906 apoioaolivreiro@santillana.com Internet: www.santillana.pt Impressão e acabamento: Lidergraf ISBN: 978-989-708-350-1 C. Produto: 213 010 304 1.a Edição 5.a Tiragem Depósito Legal: 361313/13 363929 178-184.indd 184 06/12/16 11:50