O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
O ESTADO COMO GARANTE DA ORDEM LIBERAL
Adam Smith
Benjamin Constant
François Guizot
David Ricardo
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
Súbditos
Indivíduos sujeitos a
obrigações, dotados ou
não de privilégios
Sem poder participativo
Sujeitos à vontade régia
Sociedade liberal
Sociedade do Antigo Regime
Cidadãos
Indivíduos dotados de
direitos próprios
Inerentes à própria
condição humana
Inalienáveis e
imprescindíveis, a
legitimação do poder
político
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
Individual
Estado como garante
das liberdades
LIBERDADES INDIVIDUAIS
segurança;
inviolabilidade do domicílio e da correspondência;
livre circulação de pessoas;
liberdade de escolha de educação
LIBERDADES ECONÓMICAS
direito de propriedade;
liberdade de iniciativa;
liberdade de mercado;
liberdade de comércio
LIBERDADE DE PENSAMENTO
político, filosófico e religioso
(liberdade de culto)
LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DE OPINIÃO
de imprensa; do uso da palavra;
de reunião, de associação;
de manifestação
LIBERDADE
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
Política
Liberdade de eleger e ser eleito:
• A Constituição era o meio ideal para limitar
a arbitrariedade e proteger os indivíduos
• Assentava na separação e independência
dos poderes políticos
LIBERDADE
Benjamin Constant foi um político
liberal defensor desta dupla vertente
do conceito de liberdade.
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
Rejeição dos dogmas
e da intolerância
Defesa de um Estado
secular ou laico
- A Igreja deixou de ter um papel dominante
- Confisco e nacionalização dos bens do clero
- Generalização de um sentimento anticlerical
- Estado não confessional (laico)
- Separação do Estado da Igreja
- Criação do registo civil
- Promoção de um ensino laico e público
LIBERALISMO
POLÍTICO
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
O Indivíduo deixou de ser
visto como súbdito
O Indivíduo tornou-se
politicamente ativo
• Elegia os representantes da nação
• Desempenhava cargos ou funções políticas
• Participava como cidadão e não pelo direito de
nascimento ou de hereditariedade
LIBERALISMO
POLÍTICO
A participação política
do Indivíduo era limitada
• Direito de representação não era acessível a todos
• Era acessível aos que tinham rendimentos
• O voto era censitário
• Diferenciava cidadãos ativos de cidadãos passivos
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
Segundo o liberalismo, a exclusão dos direitos
políticos não era definitiva:
• pelo mérito, trabalho e esforço individual era
possível atingir o nível de fortuna;
• aceder ao direito de voto e à participação política.
Cidadãos ativos:
• eram uma minoria
• possuíam um
determinado
rendimento
• tinham direito
de voto
• podiam ser eleitos
Cidadãos passivos:
• eram a maioria
• não tinham
rendimento suficiente
• não tinham direito
de sufrágio
• não podiam ser eleitos
Os direitos políticos eram
restritos a uma elite:
a burguesia era a elite
dirigente que, através do
liberalismo, concretizou as
suas aspirações políticas e
sociais
PARTICIPAÇÃO POLÍTICA LIMITADA
François Guizot, político francês
que desafiava os franceses a
enriquecer como meio de
acederem à participação política.
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
Não era equivalente
a democracia
Foi essencialmente
monárquico e conservador
A Carta Constitucional foi o texto,
de caráter mais moderado, que
vigorou durante mais tempo
Adotou, sobretudo, o bicameralismo – Câmara dos Pares
(vitalícia e de nomeação régia) e Câmara dos Deputados
(eletiva) O deputado na primeira
metade do século XIX – o
triunfo dos notáveis.
LIBERALISMO POLÍTICO
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
O sufrágio universal
 Alargamento do nº de votantes:
* deixam de existir restrições financeiras,
* diminuição da idade de voto (21 anos),
 Instituição do voto secreto (mais liberdade de voto),
 Surge nova classe política: profissionais liberais e operários
substituem elite burguesa e aristocrática (cargos políticos passam
a ser pagos),
 Eternos excluídos da democracia representativa: mulheres, negros
e analfabetos.
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
OS MOVIMENTOS DE UNIFICAÇÃO NACIONAL
Princípio das Nacionalidades (fim séc. XVIII): os povos, comunidades unidas por laços
étnicos, língua, história e tradições culturais comuns, devem tornar-se Estados autónomos.
1ª metade século XIX:
 movimentos emancipacionistas surgem na Europa em defesa do princípio das
nacionalidades:
Início século XX:
 Muitos povos submetidos aos Estados autoritários,
 O nacionalismo intensifica-se,
 Movimentos de unificação nacional na Itália e Alemanha.
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
A unificação italiana (1861)
 Congresso de Viena (1815) divide a Itália em 7 Estados,
 Vontade de unificação: corrente nacionalista do Risorgimento,
 Obstáculos à união dos Estados italianos:
 Tipo de regime (monarquia ou república?) Breve e fracassada
experiência republicana de Mazzini (1848),
 Papa receia perder o seu poder temporal,
 Domínio austríaco no norte e centro da Itália,
 1852: rei Vítor Emanuel II e o 1º ministro Cavour, partindo do reino
do Piemonte, (com a ajuda da França), derrotam os austríacos. A
Lombardia passa para a Itália,
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
 1860: Parma, Modena e Toscana querem integrar-se no reino do Piemonte.
Grande parte dos territórios pontifícios (Estados da Igreja) também
passam para o Piemonte,
 Garibaldi conquista o reino das 2 Sicílias e entrega-o ao rei Vítor Emanuel
II,
 1861: só falta integrar a Venécia e alguns Estados Pontifícios. Vítor
Emanuel II é proclamado rei de Itália,
 1866: Venécia passa a integrar o reino da Itália,
 1870: os italianos anexaram a cidade de Roma os Estados da Igreja,
 1871: Roma é proclamada capital do reino da Itália. A Itália estava
finalmente unida!
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
A unificação alemã (1871)
 Congresso de Viena reorganizou os territórios alemães da era pós-
napoleónica numa Confederação Germânica,
 Confederação Germânica era composta por 39 Estados soberanos:
 1 império (Áustria),
 Vários reinos (Prússia),
 Vários ducados, principados e cidades livres,
 Presidente honorífico: imperador da Áustria,
 Principal órgão de governo: Dieta de Frankfurt (parlamento),
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
 1828: reino da Prússia mostra desejo de unificar os vários estados e realiza
a Zollverein (união aduaneira): abolição das barreiras alfandegárias entre os
estados aderentes,
 1848: Dieta de Frankfurt propõe união política: governo constitucional para
todo o território alemão (exceto Áustria) com o rei da Prússia como chefe
máximo. O rei da Prússia não aceitou e a Áustria não gostou de ser expulsa
da Confederação Germânica,
 1862: Bismark, chanceler do rei da Prússia, iniciou a unificação alemã pela
força das armas,
O legado do liberalismo na primeira metade do séc. XIX
 3 etapas que levaram à unificação alemã:
 Guerra dos Ducados: Prússia envolve-se em guerra com a Áustria pela
posse de 2 ducados. A Prússia ganha e dissolve a Confederação
Germânica,
 1867: Bismark institui a Confederação da Alemanha do Norte (21
estados com certa autonomia, sob presidência do rei da Prússia,
 1870: Bismark tenta dominar os estados católicos do sul declarando
guerra contra a França e vencendo-a (Alsácia e Lorena passam para a
Alemanha),
 É proclamado em Versalhes o Império Alemão. (25 estados).

liberalismo.pptx

  • 2.
    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX O ESTADO COMO GARANTE DA ORDEM LIBERAL Adam Smith Benjamin Constant François Guizot David Ricardo
  • 3.
    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX Súbditos Indivíduos sujeitos a obrigações, dotados ou não de privilégios Sem poder participativo Sujeitos à vontade régia Sociedade liberal Sociedade do Antigo Regime Cidadãos Indivíduos dotados de direitos próprios Inerentes à própria condição humana Inalienáveis e imprescindíveis, a legitimação do poder político
  • 4.
    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX Individual Estado como garante das liberdades LIBERDADES INDIVIDUAIS segurança; inviolabilidade do domicílio e da correspondência; livre circulação de pessoas; liberdade de escolha de educação LIBERDADES ECONÓMICAS direito de propriedade; liberdade de iniciativa; liberdade de mercado; liberdade de comércio LIBERDADE DE PENSAMENTO político, filosófico e religioso (liberdade de culto) LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DE OPINIÃO de imprensa; do uso da palavra; de reunião, de associação; de manifestação LIBERDADE
  • 5.
    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX Política Liberdade de eleger e ser eleito: • A Constituição era o meio ideal para limitar a arbitrariedade e proteger os indivíduos • Assentava na separação e independência dos poderes políticos LIBERDADE Benjamin Constant foi um político liberal defensor desta dupla vertente do conceito de liberdade.
  • 6.
    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX Rejeição dos dogmas e da intolerância Defesa de um Estado secular ou laico - A Igreja deixou de ter um papel dominante - Confisco e nacionalização dos bens do clero - Generalização de um sentimento anticlerical - Estado não confessional (laico) - Separação do Estado da Igreja - Criação do registo civil - Promoção de um ensino laico e público LIBERALISMO POLÍTICO
  • 7.
    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX O Indivíduo deixou de ser visto como súbdito O Indivíduo tornou-se politicamente ativo • Elegia os representantes da nação • Desempenhava cargos ou funções políticas • Participava como cidadão e não pelo direito de nascimento ou de hereditariedade LIBERALISMO POLÍTICO A participação política do Indivíduo era limitada • Direito de representação não era acessível a todos • Era acessível aos que tinham rendimentos • O voto era censitário • Diferenciava cidadãos ativos de cidadãos passivos
  • 8.
    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX Segundo o liberalismo, a exclusão dos direitos políticos não era definitiva: • pelo mérito, trabalho e esforço individual era possível atingir o nível de fortuna; • aceder ao direito de voto e à participação política. Cidadãos ativos: • eram uma minoria • possuíam um determinado rendimento • tinham direito de voto • podiam ser eleitos Cidadãos passivos: • eram a maioria • não tinham rendimento suficiente • não tinham direito de sufrágio • não podiam ser eleitos Os direitos políticos eram restritos a uma elite: a burguesia era a elite dirigente que, através do liberalismo, concretizou as suas aspirações políticas e sociais PARTICIPAÇÃO POLÍTICA LIMITADA François Guizot, político francês que desafiava os franceses a enriquecer como meio de acederem à participação política.
  • 9.
    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX Não era equivalente a democracia Foi essencialmente monárquico e conservador A Carta Constitucional foi o texto, de caráter mais moderado, que vigorou durante mais tempo Adotou, sobretudo, o bicameralismo – Câmara dos Pares (vitalícia e de nomeação régia) e Câmara dos Deputados (eletiva) O deputado na primeira metade do século XIX – o triunfo dos notáveis. LIBERALISMO POLÍTICO
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    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX
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    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX O sufrágio universal  Alargamento do nº de votantes: * deixam de existir restrições financeiras, * diminuição da idade de voto (21 anos),  Instituição do voto secreto (mais liberdade de voto),  Surge nova classe política: profissionais liberais e operários substituem elite burguesa e aristocrática (cargos políticos passam a ser pagos),  Eternos excluídos da democracia representativa: mulheres, negros e analfabetos.
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    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX
  • 14.
    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX OS MOVIMENTOS DE UNIFICAÇÃO NACIONAL Princípio das Nacionalidades (fim séc. XVIII): os povos, comunidades unidas por laços étnicos, língua, história e tradições culturais comuns, devem tornar-se Estados autónomos. 1ª metade século XIX:  movimentos emancipacionistas surgem na Europa em defesa do princípio das nacionalidades: Início século XX:  Muitos povos submetidos aos Estados autoritários,  O nacionalismo intensifica-se,  Movimentos de unificação nacional na Itália e Alemanha.
  • 15.
    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX A unificação italiana (1861)  Congresso de Viena (1815) divide a Itália em 7 Estados,  Vontade de unificação: corrente nacionalista do Risorgimento,  Obstáculos à união dos Estados italianos:  Tipo de regime (monarquia ou república?) Breve e fracassada experiência republicana de Mazzini (1848),  Papa receia perder o seu poder temporal,  Domínio austríaco no norte e centro da Itália,  1852: rei Vítor Emanuel II e o 1º ministro Cavour, partindo do reino do Piemonte, (com a ajuda da França), derrotam os austríacos. A Lombardia passa para a Itália,
  • 16.
    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX  1860: Parma, Modena e Toscana querem integrar-se no reino do Piemonte. Grande parte dos territórios pontifícios (Estados da Igreja) também passam para o Piemonte,  Garibaldi conquista o reino das 2 Sicílias e entrega-o ao rei Vítor Emanuel II,  1861: só falta integrar a Venécia e alguns Estados Pontifícios. Vítor Emanuel II é proclamado rei de Itália,  1866: Venécia passa a integrar o reino da Itália,  1870: os italianos anexaram a cidade de Roma os Estados da Igreja,  1871: Roma é proclamada capital do reino da Itália. A Itália estava finalmente unida!
  • 17.
    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX A unificação alemã (1871)  Congresso de Viena reorganizou os territórios alemães da era pós- napoleónica numa Confederação Germânica,  Confederação Germânica era composta por 39 Estados soberanos:  1 império (Áustria),  Vários reinos (Prússia),  Vários ducados, principados e cidades livres,  Presidente honorífico: imperador da Áustria,  Principal órgão de governo: Dieta de Frankfurt (parlamento),
  • 18.
    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX  1828: reino da Prússia mostra desejo de unificar os vários estados e realiza a Zollverein (união aduaneira): abolição das barreiras alfandegárias entre os estados aderentes,  1848: Dieta de Frankfurt propõe união política: governo constitucional para todo o território alemão (exceto Áustria) com o rei da Prússia como chefe máximo. O rei da Prússia não aceitou e a Áustria não gostou de ser expulsa da Confederação Germânica,  1862: Bismark, chanceler do rei da Prússia, iniciou a unificação alemã pela força das armas,
  • 19.
    O legado doliberalismo na primeira metade do séc. XIX  3 etapas que levaram à unificação alemã:  Guerra dos Ducados: Prússia envolve-se em guerra com a Áustria pela posse de 2 ducados. A Prússia ganha e dissolve a Confederação Germânica,  1867: Bismark institui a Confederação da Alemanha do Norte (21 estados com certa autonomia, sob presidência do rei da Prússia,  1870: Bismark tenta dominar os estados católicos do sul declarando guerra contra a França e vencendo-a (Alsácia e Lorena passam para a Alemanha),  É proclamado em Versalhes o Império Alemão. (25 estados).