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Ideias Sociais e Políticas do
Século XIX.
Ana Paula Silva.
Introdução.
 O século XIX é o século da burguesia. A posição social era determinada pela renda. A nova
camada social que surgia com a industrialização – o proletariado – não possuía condições
para uma ação política eficiente.
 Em 1830 e 1848, as populações de diversas regiões da Europa enfrentavam uma difícil
situação social e econômica, como por exemplo:
 Diminuição de colheitas;
 Miséria do Operariado;
 Ausência de garantias e direitos fundamentais para o trabalhador;
 Repressão à liberdade de expressão.
 Essa situação de crise e insatisfação social possibilitou a aliança temporária entre setores da
pequena e média burguesia e o operariado, cada vez mais consciente de seus interesses. Da
aliança instável entre esses setores, surgiram diversos movimentos revolucionários de
contestação às estruturas de poder vigentes em grande parte da Europa.
O século das ideologias.
 Três foram as principais tendências políticas do século XIX:
Liberalismo, Nacionalismo e Socialismo.
LIBERALISMO.
 Política: governo de caráter
democrático. Onde o Estado deve
servir o cidadão, respeitando sua
liberdade e dignidade.
 Economia: A intervenção do
Estado na Economia deve ser a
menos possível. As atividades
econômicas ficam a cargo da
iniciativa privada.
 Religião: O Estado deve ficar
completamente separado da
Igreja, e cada cidadão pode
praticar livremente sua crença
religiosa.
NACIONALISMO
O nacionalismo é o movimento
que está baseado na noção de
vínculos étnicos, linguísticos e
históricos existentes entre
pessoas, que constituem, assim,
uma nacionalidade. Sobre o
fundamento da nacionalidade, os
grupos nacionais passam a
reivindicar o direito de formar
uma nação autônoma. Onde se
expressa os seguintes ideais:
Independência
Nacional
Cultura Autodeterminação
SOCIALISMO.
Considerado a expressão ideológica do
proletariado, consistindo na busca da
busca de igualdade social por meio da
igualdade econômica.Assim temos:
 Utópico: Conhecido como reformista,
pregava a igualdade social através de
medidas como o cooperativismo,
participação nos lucros das empresas,
oficinas nacionais, direito ao voto....
 Científico: Assim chamado por buscar
nas sociedade capitalista as leis que a
regiam e encontrar nela as forças
necessárias para promover a
transformação radical. Karl Marx e
Frederich Engels são seus principais
expoentes.
ANARQUISMO.
 Teve como precursor P.J.
Proudhon, que concluiu em uma
de suas obras “a propriedade é um
roubo”. Seus principais expoentes
foram os russos: Bakunin e
Kropotkin. Pregava a eliminação
de toda e qualquer forma de
poder, portanto do Estado e da
igreja. O Anarquismo pregava a
destruição pura e simples do
Estado Capitalista e sua imediata
substituição por pequenas
comunidades autossuficientes.
DOUTRINA SOCIAL CATÓLICA.
 A igreja procurou posicionar-se
diante da questão social e
editou várias encíclicas para
condenar o materialismo
marxista e a ganância
capitalista, propondo como
solução a caridade e a
solidariedade cristãs.
POSITIVISMO E CIENTIFICISMO.
 O positivismo foi formulado
por Auguste Comte, insistia no
uso da razão como guia
fundamental para se chegar ao
conhecimento e a
compreensão dos fatos
verificados e experimentados
afastando as especulações
teóricas...
Revoluções de 1830 e 1848.
Primavera dos Povos.
Introdução.
 O congresso de Viena e a Santa Aliança –
Contrariando algumas das conquistas da
Revolução Francesa e do Período
Napoleônico – haviam promovido a
restauração das monarquias absolutistas
em países europeus ocidentais. Assim, por
volta de 1830, uma nova onda
revolucionária abalou a Europa. E em
1848, uma nova onda voltou a agitar a
Europa, atingindo a França, Alemanha,
Áustria e Itália.
Rebelião 1830.
A revolta repercutiu e,
várias regiões como
Itália, Bélgica, Prússia,
Espanha, Portugal e a
atual Polônia.
O poder foi substituído
por Luís Felipe de
Orleans.
 Após a queda de Napoleão Bonaparte, foi
acertado o Congresso de Viena o retorno
da Dinastia Bourbon ao trono francês com
Luís XVIII. Com a morte de Luís XVIII, em
1824, assumiu o trono Carlos X, que foi
obrigado a abdicar, uma vez que as
colheitas de 1827, agravou a situação
econômica do país... E as forças liberais
burguesas, lideradas pela alta burguesia.
Organizaram-se e deflagraram a
Revolução de 1830 contra o governo de
Carlos X.
Governo de Luís Felipe, o “rei burguês”.
 No seu governo observou-se um grande
desenvolvimento nos setores financeiro e
industrial da França. Seu principal objetivo
era garantir uma ordem social interna que
não atrapalhasse a liberdade econômica
das industrias, banqueiros e grandes
comerciantes favorecendo o
desenvolvimento capitalista Francês.
 Essa política, causou um enorme
empobrecimento dos trabalhadores,
sobretudo dos numerosos operários
franceses.
Revoluções de 1848.
Conhecida como
Primavera dos Povos.
Essas revoluções foram
influenciadas pelos
ideais do liberalismo,
nacionalismo e pela
estreia do socialismo.
 A partir de 1946, uma sucessão de
problemas econômicos e dificuldades
políticas fizeram desmoronar as forças de
sustentação do governo de Luís Filipe. A
crise se fez sentir por exemplo, no
aumento da miséria, nas más colheitas, na
queda da produção industrial... Foi então
que a burguesia liberal e o operariado
uniram-se temporariamente contra o
governo.
Governo Provisório e Segunda República.
Com a queda de Luís
Felipe, organizou-se em
fevereiro de 1848, um
governo provisório, que
tomou as seguintes
medidas:
 Proclamou a segunda república – (1848-
1852);
 Promoveu a liberdade de imprensa;
 Aboliu a escravidão nas colônias
francesas;
 Estabeleceu o sufrágio universal
masculino.
O massacre do movimento socialista.
 Desse governo participaram
políticos socialistas como Louis
Blanc, e representantes da
burguesia liberal, como Alfonse
Lamartine. Uma vez no poder
esses dois grupos não chegaram a
um acordo sobre os grandes
rumos do governo.
 Assim, em 23 de abril, realizaram-
se eleições parlamentares em
todo país.
 Derrotados nas eleições os
socialistas passaram a comandar
várias lutas de trabalhadores
contra as decisões da Assembleia
Constituinte. Numerosas
rebeliões operarias eclodiram em
Paris e em outras cidades
francesas de grande concentração
industrial.
 O governo burguês decidiu pôr
fim as rebeliões dos trabalhadores
e impor ordem no país. Em julho
de 1848, tropas comandadas pelo
general Eugène Cavaignac,
provocou a morte de mais de mil
pessoas.
Volta da Monarquia.
Em novembro de 1848,
foi promulgada uma
nova Constituição, um
mês depois, realizaram-
se eleições para
presidente. O candidato
vitorioso, foi Luís
Napoleão Bonaparte.
 Em seu governo conquistou a confiança de
boa parte do exercito, dos eclesiásticos,
de boa parcela dos funcionários
administrativos, da classe média urbana e
da população rural.
 Desse modo, pouco antes do fim de seu
mandato, em 2 de dezembro de 1852,
Promoveu um golpe de estado para
continuar no poder. Em dezembro de
1852, foi coroado “imperador dos
franceses pela graça de Deus e vontade
geral da nação”.
Enquanto isso, na Itália.
 Submetidos aos Austríacos desde o
Congresso de Viena, muitos italianos
estavam descontentes e rebelaram-se sob
a liderança do rei Carlos Alberto de
Piemonte, iniciando a guerra.
 A Áustria venceu a guerra, e o rei Carlos
Alberto teve de abdicar em favor de seu
filho,Vitor Emanuel.
Alemanha...
A Alemanha depois do
congresso de Viena passou a
constituir uma Confederação.
A Prússia e a Áustria liderava
essa Confederação. Visando à
maior integração entre os
Estados Germânicos, foi
criada a Zollverein. Política
econômica que estimulou o
nacionalismo germânico, o
desejo de independência e de
união política
 Fato que levou na Prússia o rei Guilherme
a ceder à pressão popular por uma
constituição, e em vários outros estados
houve adesão ao movimento. A reunião
dos constituintes foi marcadas por
divergências, o que facilitou a repressão e
o esvaziamento do movimento.
Áustria...
 O império Austríaco que era formado por
várias nacionalidades, se rebelaram,
procurando autonomia política. Contudo o
Império organizou-se e reprimiu
duramente o movimento.
Luís Napoleão.
Unificação Alemã e Italiana.
Ana Paula Silva
Introdução
 A Itália e Alemanha, não tinham o seu território unificado, o que prejudicava
os interesses econômicos da burguesia destas regiões.
 No século XIX, a maior parte dos territórios europeus já eram estados-nação,
ou seja, países unificados.
 Depois do Congresso de Viena, em 1815, a Itália foi dividida em vários reinos,
ducados e estados pontifícios, ou seja, que pertenciam à igreja católica.
 A Alemanha, por sua vez, foi dividida em 39 estados, a Confederação
Germânica. O poder era disputado entre os católicos da Áustria e os
protestantes da Prússia.
 Uma serie de guerras e medidas, cada uma à sua maneira, acabou levando
estas duas regiões à unificação e a criação de estados fortes e centralizados.
Unificação Alemã.
 Depois da queda de Napoleão, as monarquias europeias passaram a se reorganizar. E
dessa reorganização surgiu a Confederação Alemã, que era composta por 39 Estados
independentes, onde cada Estado era responsável por defender a soberania da
monarquia do outro.
 Nesta confederação se destacavam dois Estados a Áustria e a Prússia ambos Estados
desenvolvidos porém com objetivos opostos.
 A Áustria era desenvolvida graças ao seu forte setor agrícola, e muito influente na
confederação. Um dos motivos da sua grande influencia foi graças a seu grande
território , porém não era a favor da unificação pois perderia seu poder sobre os outros
Estados.
 Já a Prússia também possuía um grande território e uma economia bem desenvolvida
além de sua grande influencia, porém via a unificação como um modo de fazer a
confederação se tornar forte e desenvolvida, já que um Estado completaria o outro e
com esse intuito de unificação a Prússia desenvolveu um acordo chamado Zollverein.
Acordo Zollverein.
O acordo Zollverein é nada mais do que a quebra
das barreiras alfandegárias entre os Estados
envolvidos, ou seja livre comércio.
O acordo foi bem sucedido, através dele foram
construídas novas estradas de ferro, novas
industrias e etc.
 Com o acordo sendo bem sucedido nacionalistas e
intelectuais passaram a defender o
pangermanismo.
 Pangermanismo: Ideologia e movimento que visa agrupar as etnias
germânicas.
 Assim, em 1850 houve a primeira tentativa de unificação mas que foi
impedida pela Áustria .
 Porém em 1862 o rei prussiano nomeou como seu chanceler ( primeiro
ministro) Otto Von Bismarck que liderou as batalhas contra a Dinamarca,
Áustria e França. Onde a Guerra contra a Áustria causada por uma quebra
de acordo levou a expulsão da Áustria da confederação Alemã.
 E ao fim dessas batalhas no dia 18 de Janeiro de 1871 foi declarado
Guilherme I Kaiser (imperador) da Alemanha.
Consequencias
 Grande Desenvolvimento Econômico da
Alemanha que se torna uma nova potência. E
primeiras tenções que levaram a primeira
Guerra Mundial, já que a potência da época a
Inglaterra passa a ter concorrência e não fica
satisfeita com isso.
Unificação Italiana
 A Itália, além de estar dividida entre várias monarquias autônomas, sofria a dominação da
Áustria, que dominava a região da Lombardia e a cidade de Veneza.
 O norte da Itália, onde ficava o reino de Piemonte-Sardenha, concentrava a maior parte da
burguesia, que desejava a unificação para formar um mercado nacional para os seus
produtos
 Assim, foi no reino de Piemonte-Sardenha que teve início o movimento pela unificação da
Itália, em 1848. Os italianos tiveram apoio da França na luta contra a Áustria.
 A guerra contra a Áustria começou em 1859, com apoio de Napoleão III, imperador da
França. Os Camisas Vermelhas, movimento popular liderado por Giuseppe Garibaldi,
também foram decisivos.
 A Áustria acabou derrotada, cedendo o território da Lombardia.
 A vitória sobre a Áustria mobilizou os italianos de várias regiões, como Toscana,
Parma e Modena. Estes estados, seguidos de outros, se uniram ao Piemonte no
projeto de unificação.
 Os últimos territórios conquistados pelos piemonteses foram Veneza e Roma.
Veneza foi conquistada em 1866. Roma foi conquistada em 1870 e se tornou
capital da Itália unificada.
 No processo de unificação, a Igreja Católica perdeu vários estados pontifícios,
ou seja, territórios sob seu domínio e influência. Assim, acabou sofrendo
grande prejuízos.
 Em 1929, através do Tratado de Latrão, Benito Mussolini indenizou a Igreja,
cedendo a praça de São Pedro e possibilitando a criação do Estado do Vaticano,
dentro de Roma.

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Ideias sociais e políticas do século xix

  • 1. Ideias Sociais e Políticas do Século XIX. Ana Paula Silva.
  • 2. Introdução.  O século XIX é o século da burguesia. A posição social era determinada pela renda. A nova camada social que surgia com a industrialização – o proletariado – não possuía condições para uma ação política eficiente.  Em 1830 e 1848, as populações de diversas regiões da Europa enfrentavam uma difícil situação social e econômica, como por exemplo:  Diminuição de colheitas;  Miséria do Operariado;  Ausência de garantias e direitos fundamentais para o trabalhador;  Repressão à liberdade de expressão.  Essa situação de crise e insatisfação social possibilitou a aliança temporária entre setores da pequena e média burguesia e o operariado, cada vez mais consciente de seus interesses. Da aliança instável entre esses setores, surgiram diversos movimentos revolucionários de contestação às estruturas de poder vigentes em grande parte da Europa.
  • 3. O século das ideologias.  Três foram as principais tendências políticas do século XIX: Liberalismo, Nacionalismo e Socialismo.
  • 4. LIBERALISMO.  Política: governo de caráter democrático. Onde o Estado deve servir o cidadão, respeitando sua liberdade e dignidade.  Economia: A intervenção do Estado na Economia deve ser a menos possível. As atividades econômicas ficam a cargo da iniciativa privada.  Religião: O Estado deve ficar completamente separado da Igreja, e cada cidadão pode praticar livremente sua crença religiosa.
  • 5. NACIONALISMO O nacionalismo é o movimento que está baseado na noção de vínculos étnicos, linguísticos e históricos existentes entre pessoas, que constituem, assim, uma nacionalidade. Sobre o fundamento da nacionalidade, os grupos nacionais passam a reivindicar o direito de formar uma nação autônoma. Onde se expressa os seguintes ideais: Independência Nacional Cultura Autodeterminação
  • 6. SOCIALISMO. Considerado a expressão ideológica do proletariado, consistindo na busca da busca de igualdade social por meio da igualdade econômica.Assim temos:  Utópico: Conhecido como reformista, pregava a igualdade social através de medidas como o cooperativismo, participação nos lucros das empresas, oficinas nacionais, direito ao voto....  Científico: Assim chamado por buscar nas sociedade capitalista as leis que a regiam e encontrar nela as forças necessárias para promover a transformação radical. Karl Marx e Frederich Engels são seus principais expoentes.
  • 7. ANARQUISMO.  Teve como precursor P.J. Proudhon, que concluiu em uma de suas obras “a propriedade é um roubo”. Seus principais expoentes foram os russos: Bakunin e Kropotkin. Pregava a eliminação de toda e qualquer forma de poder, portanto do Estado e da igreja. O Anarquismo pregava a destruição pura e simples do Estado Capitalista e sua imediata substituição por pequenas comunidades autossuficientes.
  • 8. DOUTRINA SOCIAL CATÓLICA.  A igreja procurou posicionar-se diante da questão social e editou várias encíclicas para condenar o materialismo marxista e a ganância capitalista, propondo como solução a caridade e a solidariedade cristãs.
  • 9. POSITIVISMO E CIENTIFICISMO.  O positivismo foi formulado por Auguste Comte, insistia no uso da razão como guia fundamental para se chegar ao conhecimento e a compreensão dos fatos verificados e experimentados afastando as especulações teóricas...
  • 10. Revoluções de 1830 e 1848. Primavera dos Povos.
  • 11. Introdução.  O congresso de Viena e a Santa Aliança – Contrariando algumas das conquistas da Revolução Francesa e do Período Napoleônico – haviam promovido a restauração das monarquias absolutistas em países europeus ocidentais. Assim, por volta de 1830, uma nova onda revolucionária abalou a Europa. E em 1848, uma nova onda voltou a agitar a Europa, atingindo a França, Alemanha, Áustria e Itália.
  • 12. Rebelião 1830. A revolta repercutiu e, várias regiões como Itália, Bélgica, Prússia, Espanha, Portugal e a atual Polônia. O poder foi substituído por Luís Felipe de Orleans.  Após a queda de Napoleão Bonaparte, foi acertado o Congresso de Viena o retorno da Dinastia Bourbon ao trono francês com Luís XVIII. Com a morte de Luís XVIII, em 1824, assumiu o trono Carlos X, que foi obrigado a abdicar, uma vez que as colheitas de 1827, agravou a situação econômica do país... E as forças liberais burguesas, lideradas pela alta burguesia. Organizaram-se e deflagraram a Revolução de 1830 contra o governo de Carlos X.
  • 13. Governo de Luís Felipe, o “rei burguês”.  No seu governo observou-se um grande desenvolvimento nos setores financeiro e industrial da França. Seu principal objetivo era garantir uma ordem social interna que não atrapalhasse a liberdade econômica das industrias, banqueiros e grandes comerciantes favorecendo o desenvolvimento capitalista Francês.  Essa política, causou um enorme empobrecimento dos trabalhadores, sobretudo dos numerosos operários franceses.
  • 14. Revoluções de 1848. Conhecida como Primavera dos Povos. Essas revoluções foram influenciadas pelos ideais do liberalismo, nacionalismo e pela estreia do socialismo.  A partir de 1946, uma sucessão de problemas econômicos e dificuldades políticas fizeram desmoronar as forças de sustentação do governo de Luís Filipe. A crise se fez sentir por exemplo, no aumento da miséria, nas más colheitas, na queda da produção industrial... Foi então que a burguesia liberal e o operariado uniram-se temporariamente contra o governo.
  • 15. Governo Provisório e Segunda República. Com a queda de Luís Felipe, organizou-se em fevereiro de 1848, um governo provisório, que tomou as seguintes medidas:  Proclamou a segunda república – (1848- 1852);  Promoveu a liberdade de imprensa;  Aboliu a escravidão nas colônias francesas;  Estabeleceu o sufrágio universal masculino.
  • 16. O massacre do movimento socialista.  Desse governo participaram políticos socialistas como Louis Blanc, e representantes da burguesia liberal, como Alfonse Lamartine. Uma vez no poder esses dois grupos não chegaram a um acordo sobre os grandes rumos do governo.  Assim, em 23 de abril, realizaram- se eleições parlamentares em todo país.  Derrotados nas eleições os socialistas passaram a comandar várias lutas de trabalhadores contra as decisões da Assembleia Constituinte. Numerosas rebeliões operarias eclodiram em Paris e em outras cidades francesas de grande concentração industrial.  O governo burguês decidiu pôr fim as rebeliões dos trabalhadores e impor ordem no país. Em julho de 1848, tropas comandadas pelo general Eugène Cavaignac, provocou a morte de mais de mil pessoas.
  • 17. Volta da Monarquia. Em novembro de 1848, foi promulgada uma nova Constituição, um mês depois, realizaram- se eleições para presidente. O candidato vitorioso, foi Luís Napoleão Bonaparte.  Em seu governo conquistou a confiança de boa parte do exercito, dos eclesiásticos, de boa parcela dos funcionários administrativos, da classe média urbana e da população rural.  Desse modo, pouco antes do fim de seu mandato, em 2 de dezembro de 1852, Promoveu um golpe de estado para continuar no poder. Em dezembro de 1852, foi coroado “imperador dos franceses pela graça de Deus e vontade geral da nação”.
  • 18. Enquanto isso, na Itália.  Submetidos aos Austríacos desde o Congresso de Viena, muitos italianos estavam descontentes e rebelaram-se sob a liderança do rei Carlos Alberto de Piemonte, iniciando a guerra.  A Áustria venceu a guerra, e o rei Carlos Alberto teve de abdicar em favor de seu filho,Vitor Emanuel.
  • 19. Alemanha... A Alemanha depois do congresso de Viena passou a constituir uma Confederação. A Prússia e a Áustria liderava essa Confederação. Visando à maior integração entre os Estados Germânicos, foi criada a Zollverein. Política econômica que estimulou o nacionalismo germânico, o desejo de independência e de união política  Fato que levou na Prússia o rei Guilherme a ceder à pressão popular por uma constituição, e em vários outros estados houve adesão ao movimento. A reunião dos constituintes foi marcadas por divergências, o que facilitou a repressão e o esvaziamento do movimento.
  • 20. Áustria...  O império Austríaco que era formado por várias nacionalidades, se rebelaram, procurando autonomia política. Contudo o Império organizou-se e reprimiu duramente o movimento.
  • 22. Unificação Alemã e Italiana. Ana Paula Silva
  • 23. Introdução  A Itália e Alemanha, não tinham o seu território unificado, o que prejudicava os interesses econômicos da burguesia destas regiões.  No século XIX, a maior parte dos territórios europeus já eram estados-nação, ou seja, países unificados.  Depois do Congresso de Viena, em 1815, a Itália foi dividida em vários reinos, ducados e estados pontifícios, ou seja, que pertenciam à igreja católica.  A Alemanha, por sua vez, foi dividida em 39 estados, a Confederação Germânica. O poder era disputado entre os católicos da Áustria e os protestantes da Prússia.  Uma serie de guerras e medidas, cada uma à sua maneira, acabou levando estas duas regiões à unificação e a criação de estados fortes e centralizados.
  • 24. Unificação Alemã.  Depois da queda de Napoleão, as monarquias europeias passaram a se reorganizar. E dessa reorganização surgiu a Confederação Alemã, que era composta por 39 Estados independentes, onde cada Estado era responsável por defender a soberania da monarquia do outro.  Nesta confederação se destacavam dois Estados a Áustria e a Prússia ambos Estados desenvolvidos porém com objetivos opostos.  A Áustria era desenvolvida graças ao seu forte setor agrícola, e muito influente na confederação. Um dos motivos da sua grande influencia foi graças a seu grande território , porém não era a favor da unificação pois perderia seu poder sobre os outros Estados.  Já a Prússia também possuía um grande território e uma economia bem desenvolvida além de sua grande influencia, porém via a unificação como um modo de fazer a confederação se tornar forte e desenvolvida, já que um Estado completaria o outro e com esse intuito de unificação a Prússia desenvolveu um acordo chamado Zollverein.
  • 25. Acordo Zollverein. O acordo Zollverein é nada mais do que a quebra das barreiras alfandegárias entre os Estados envolvidos, ou seja livre comércio. O acordo foi bem sucedido, através dele foram construídas novas estradas de ferro, novas industrias e etc.  Com o acordo sendo bem sucedido nacionalistas e intelectuais passaram a defender o pangermanismo.
  • 26.  Pangermanismo: Ideologia e movimento que visa agrupar as etnias germânicas.  Assim, em 1850 houve a primeira tentativa de unificação mas que foi impedida pela Áustria .  Porém em 1862 o rei prussiano nomeou como seu chanceler ( primeiro ministro) Otto Von Bismarck que liderou as batalhas contra a Dinamarca, Áustria e França. Onde a Guerra contra a Áustria causada por uma quebra de acordo levou a expulsão da Áustria da confederação Alemã.  E ao fim dessas batalhas no dia 18 de Janeiro de 1871 foi declarado Guilherme I Kaiser (imperador) da Alemanha.
  • 27. Consequencias  Grande Desenvolvimento Econômico da Alemanha que se torna uma nova potência. E primeiras tenções que levaram a primeira Guerra Mundial, já que a potência da época a Inglaterra passa a ter concorrência e não fica satisfeita com isso.
  • 28. Unificação Italiana  A Itália, além de estar dividida entre várias monarquias autônomas, sofria a dominação da Áustria, que dominava a região da Lombardia e a cidade de Veneza.  O norte da Itália, onde ficava o reino de Piemonte-Sardenha, concentrava a maior parte da burguesia, que desejava a unificação para formar um mercado nacional para os seus produtos  Assim, foi no reino de Piemonte-Sardenha que teve início o movimento pela unificação da Itália, em 1848. Os italianos tiveram apoio da França na luta contra a Áustria.  A guerra contra a Áustria começou em 1859, com apoio de Napoleão III, imperador da França. Os Camisas Vermelhas, movimento popular liderado por Giuseppe Garibaldi, também foram decisivos.  A Áustria acabou derrotada, cedendo o território da Lombardia.
  • 29.  A vitória sobre a Áustria mobilizou os italianos de várias regiões, como Toscana, Parma e Modena. Estes estados, seguidos de outros, se uniram ao Piemonte no projeto de unificação.  Os últimos territórios conquistados pelos piemonteses foram Veneza e Roma. Veneza foi conquistada em 1866. Roma foi conquistada em 1870 e se tornou capital da Itália unificada.  No processo de unificação, a Igreja Católica perdeu vários estados pontifícios, ou seja, territórios sob seu domínio e influência. Assim, acabou sofrendo grande prejuízos.  Em 1929, através do Tratado de Latrão, Benito Mussolini indenizou a Igreja, cedendo a praça de São Pedro e possibilitando a criação do Estado do Vaticano, dentro de Roma.