JB NEWS
Informativo Nr. 1.999
Filiado à ABIM sob nr. 007/JV
Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC
Academia Catarinense Maçônica de Letras (Membro)
Loja Templários da Nova Era nr. 91(Obreiro)
Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Membro Honorário)
Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (Correspondente)
Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (Correspondente)
Nesta edição:
Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet
– Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e
www.google.com.br
Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste
informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores.
Saudações, Prezado Irmão!
Índice do JB News nr. 1.999 – Florianópolis (SC) – quarta-feira, 23 de março de 2016
Bloco 1–Almanaque
Bloco 2-IrAilton Elisiário – JB News 2000
Bloco 3-IrGilberto Mário dos Santos - Zoroastrismo
Bloco 4-Florianópolis – 343 anos
Bloco 5-IrLuiz Marcelo Viegas – do Site “O Ponto Dentro do Círculo”: Equinócio de Outono
Bloco 6-IrPedro Juk – Perguntas & Respostas – do Irmão Marcos Soares – (Rio e Janeiro)
Bloco 7-Destaques JB –
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 2/35
www.artedaleitura.com
1 – ALMANAQUE
Hoje é o 83º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Cheia às 9,01)
Faltam 283 dias para terminar este ano bissexto
É o 127º ano da Proclamçaõ da República;
194º da Independência do Brasil e
516º ano do Descobrimento do Brasil
Dia Mundial da Meteorologia
Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico,
POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar
atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado.
Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária.
L I V R O S
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 3/35
1868: Batalha de Curupaiti. 1900: início das escavações em Cnossos. A estação Mir em 1998.
 752 – Estêvão é eleito Papa. Ele morre três dias após, antes de ser ordenado bispo e não é
considerado um papa legitimado;
 1324 – Papa João XXII excomunga o imperador Luís IV da Baviera;
 1553 – Duarte da Costa é nomeado governador-geral do Brasil;
 1648 – A França e a República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos assinam o Tratado de
Concórdia, que regulamenta a divisão da ilha de São Martinho;
 1801 – O Tsar Paulo I da Rússia é golpeado com uma espada, depois estrangulado até a morte em
sua cama no Castelo de São Miguel, São Petersburgo, sendo sucedido pelo seu filho, o Czar
Alexandre I da Rússia;
 1843 – O Chile toma posse do Estreito de Magalhães e mantém a soberania sobre ele até hoje;
 1849 – Após as fracassadas tentativas de conseguir o Risorgimento da Itália e considerando que a sua
utilidade para o país havia terminado, Carlos Alberto da Sardenha abdica em favor de seu filho
Vitor Emanuel II e se exila em Portugal, vindo a morrer meses depois;
 1857 – O primeiro elevador de Elisha Graves Otis é instalado em Nova Iorque;
 1868 – Guerra do Paraguai: Após dois anos impedindo o progresso das forças aliadas, o forte
paraguaio de Curupaiti é tomado pelas forças lideradas pelo comandante-em-chefe do Exército
brasileiro no Paraguai, o então Marquês de Caxias;
 1869 – Luís Alves de Lima e Silva recebe o título de Duque de Caxias, se tornando o último duque do
Império do Brasil;
 1879 – Ocorre a primeira batalha da Guerra do Pacífico, no confronto do Chile com as forças
conjuntas da Bolívia e do Peru;
 1881 – Término da Primeira Guerra dos Bôeres na África do Sul;
 1900 – O arqueólogo britânico Arthur Evans inicia as escavação da minóica Cnossos, uma atividade
que duraria mais de quatorze anos.
 1919 – Em Milão, Itália, Benito Mussolini funda seu movimento político fascista;
 1933 – O parlamento alemão concede plenos poderes ao governo de Hitler;
 1942 – Segunda Guerra Mundial: No Oceano Índico, as forças japonesas capturam as Ilhas
Andamão;
 1956 – O Paquistão torna-se a primeira república islâmica do mundo;
 1962 – Em resposta ao alinhamento de Cuba com a União Soviética em plena guerra fria, o
presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy amplia as medidas tomadas por Eisenhower
mediante a emissão de uma ordem executiva, ampliando as restrições comerciais contra Cuba;
 1965 – A NASA lança a Gemini III, o primeiro voo espacial estado-unidense tripulado por duas
pessoas (Gus Grissom e John Young);
 1983 – Iniciativa Estratégica de Defesa: O Presidente Ronald Reagan faz sua proposta inicial para
desenvolver tecnologia para interceptar mísseis inimigos;
 1988 – Guerra Civil Angolana: término da Batalha de Cuito Cuanavale e início da saída das tropas
estrangeiras do conflito;
 2001 – A estação espacial russa Mir é desativada, e se fragmenta na atmosfera antes de cair no sul do
Oceano Pacífico, perto das ilhas Fiji.
 2003 — Batalha de Nasiriyah, o primeiro grande conflito durante a invasão do Iraque;
Eventos históricos - (Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki)
Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 4/35
Hoje, 23 de março de 2016,
343 anos de Florianópolis!
1726 Ato, desta data, do ouvidor Antônio Alves Lanhas Peixoto, elevou a povoação de Nossa Senhora do
Desterro, na ilha de Santa Catarina, à categoria de vila. Porém, a fundação da cidade mse deu em
1673.
1823 Carta de Lei, assinada nesta data, dá à capital de Santa Catarina o predicamento de cidade, já aprovada por
Decreto Imperial de 24 de fevereiro deste mesmo ano.
1881 Lei nº 920, desta data, criou o município de Brusque, originário do antigo núcleo colonial de São Luiz
Gonzaga.
1947 Assume o governo do Estado de Santa Catarina o dr. Aderbal Ramos da Silva.
1794 Nasce, em Salvador, Francisco Ge de Acayaba Montezuma, visconde de Jequitinhonha.
1816 Chega ao Rio de Janeiro Jean-Baptiste Debret, autor da famosa “Voyage `Pictorisque et Historique au
Brésil” a quem devemos as mais célebres gravuras sobre a vida no fim do período colonial e no início do
Brasil independente.
1996 Fundada a Loja Pedra Cintilante nº 60 (GOSC) em Itapema.
2006 Fundado o Grande Oriente do Amapá, federado ao GOB.
Fatos históricos de santa Catarina
Fatos maçônicos do dia
(Fontes: “O Livro dos Dias” do Ir João Guilherme - 20ª edição e arquivo pessoal)
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 5/35
© FraternalHug
Baixe Agora:
iOS: http://fraternalhug.com/baixar-apple
Android: http://fraternalhug.com/baixar-android
Blog (fraternalhug.com/blog):
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 6/35
O Ir Ailton Elisiário é
membro da Academia Paraibana de Letras Maçônicas.
Publicação simultânea desta crônica às quartas-feiras
no JB News, Jornal da Paraíba e Paraiabaonline.
prof.elisiario@uol.com.br
JB NEWS 2000
Marco muitíssimo significativo a edição 2000 do JB News. São dois mil dias seguidos e
ininterruptos que este periódico eletrônico está na web desde o seu primeiro número. Nascido para
ficar, produzido para servir, o jornal tem trabalhado para divulgar a cultura maçônica por todo o
mundo. Suas páginas são abertas diariamente em todos os lugares e em todos os computadores.
Leva o JB News a alma do seu criador, Jerônimo Borges. Irmão estudioso da Ordem,
dedicado ao jornalismo maçônico, pôs nesse jornal a sua inspiração, o seu zelo, as suas
preocupações, o seu elã de imprensa escrita, para servir aos maçons e à Maçonaria. Pensou num
veículo de comunicação para as maçonarias de todos os ritos, de todos os espaços.
O JB News não se revela exclusivamente como um noticioso, apesar do nome (News =
Notícias). Antes mesmo, é variada a sua linha editorial, pelos seus propósitos originais. As
matérias que divulga são as das mais diferentes naturezas, indo das maçônicas propriamente ditas
às de cultura geral, de ordem histórica às doutrinais, de características filosóficas às diversionais,
de espírito reflexivo ao poético, enfim, um verdadeiro jornal diário repleto dos temas de interesses
dos seus leitores.
Multilíngue, mas com predominância do português, suas linhas expõem as mais diversas
opiniões dos seus colaboradores, tanto nacionais quanto estrangeiros. Daí, suas colunas
apresentarem as análises dos fatos nos seus inúmeros aspectos, deixando os leitores ricamente
informados e preparados para discussões. Há, assim, também no jornal uma função pedagógica,
que os supre das mais ricas peças de arquitetura.
A bi milésima edição expõe o sucesso desse trabalho denodado do Irmão Jerônimo. Grande
parte de periódicos formados não têm existência duradoura, seja por falta de sustentação
econômica, seja por ausência de colaboradores, seja por motivos outros. Não é o caso do JB
News, que encontrou a simpatia de tantos que para ele escrevem, que conta com recursos
financeiros necessários à sua manutenção, que tem na pessoa do seu fundador a coluna mestra, a
pedra chave de sua sustentabilidade.
A comemoração dessa edição reúne em torno do Irmão Jerônimo todos os colaboradores do
JB News, que o abraçam fraternalmente, desejando que o jornal tenha uma vida
incomensuravelmente longa, sempre cheio do fermento de conhecimento para riqueza intelectual
dos maçons. Parabéns, caro Irmão Jerônimo. Parabéns, excelente JB News.
2 – Opinião – JB News 2000
Ailton Elisiário
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 7/35
Ir Gilberto Mário dos Santos
Loja Acácia Riosulense nr. 95 (GLSC)
Rio do Sul – SC
Zoroastrismo
O Zoroastrismo é uma religião fundada na antiga Pérsia, por volta do ano 669 a.C. Teria sido, no
ocidente, a primeira religião revelada, isto é, as doutrinas e práticas religiosas resultariam de uma
revelação direta de um deus a um ser humano escolhido, neste caso, o profeta Zaratustra (Zoroastro
para os gregos).
Esta religião seria difundida por todo ocidente, onde criaria o que temos hoje como o pilar
central da teologia das principais religiões monoteístas. A religião pregada por Zaratustra impôs
convicções na existência dos poderes do bem, configurados na figura do Deus único Ahura Mazda,
contra a existência dos poderes do mal, centralizadas na figura de Arimã, o nosso protótipo do Diabo
ou Satanás, que aparece aí pela primeira vez em uma religião ocidental. Viria purificar as crenças
populares, eliminar o politeísmo e pôr fim às práticas de magia e de sacrifícios de animais. É
importante apontar que é através da imposição deste monoteísmo que os antigos deuses, até então
cultuados pelo povo, se tornam demônios durante a conversão ao Zoroastrismo, tal como ocorreu na
conversão do mundo pagão para o mundo cristão.
Também difundiu concepções como a crença no paraíso, a ressurreição dos mortos no chamado
Juízo Final, e sobre a vinda de um messias. Toda teologia cristã, judia ou islâmica tem suas raízes ou
semelhanças nas doutrinas postuladas por Zoroastro, e outro ponto em comum com essas religiões é a
existência de um livro sagrado, neste caso o Avestá.
Embora não haja obrigatoriedade quanto a local e frequência, a maioria dos zoroastrianos reza
várias vezes por dia, invocando a grandeza de Ahura Mazda. As orações são feitas perante uma
chama de fogo.
Os zoroastrianos acreditam que o corpo humano é puro e não algo que deva ser rejeitado.
Quando uma pessoa morre o seu espírito deixa o corpo, no prazo de três dias o seu cadáver torna-se
impuro. Uma vez que a natureza é uma criação divina marcada pela pureza, não se deve poluí-la com
este cadáver.
Além disso, acreditam que, após esse período de 3 dias, os restos mortais tornam-se
receptáculo de espíritos malignos.
Na prática, esta crença implicou que os cadáveres dos zoroastrianos não fossem enterrados,
mas colocados ao ar livre para serem devorados por aves de rapina, em estruturas conhecidas como
dahkmas, ou torres do silêncio (como referência, cerca de cem abutres consomem os restos de um ser
humano em meia hora). Após isso, os ossos são jogados no interior de um poço existente no centro da
torre, onde ficam secando ao sol, para soltar pequenos restos mortais que as aves tenham deixado.
Após esse processo, o que resta dos ossos no fundo do poço é armazenado em ossuários no entorno
3 – Zoroastrismo
Gilberto Mário dos Santos
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 8/35
da Torre. Essa prática ainda tem outro objetivo: na crença do zoroastrismo, os olhos dos abutres são
místicos e auxiliam as almas dos falecidos em suas transições cósmicas.
Torre do Silêncio
A escatologia individual do zoroastrismo afirma que, três dias após a morte, a alma chega à
Ponte Cinvat. A alma de cada pessoa percepciona, então, a materialização dos seus atos: uma alma
que praticou boas ações vê uma bela virgem de quinze anos, enquanto que a alma de uma pessoa má
vê uma megera.
As almas boas poderão atravessar a ponte, enquanto que as más serão lançadas para o inferno;
as almas que praticaram uma quantidade idêntica de boas e más ações são enviadas para
o Hamestagan, uma espécie de purgatório.
As almas elevam-se ao céu através de três etapas: as estrelas, a Lua e o Sol, que
correspondem, respectivamente, aos bons pensamentos, boas palavras e boas ações. O destino final é
o Anagra Raosha, o reino das luzes infinitas.
A religião dos persas, tal como ensinada por Zoroastro, não permaneceu por muito tempo em
seu estado original. Emergiu, aos poucos, uma profusão de cultos, semelhantes em seus dogmas
básicos. O mais antigo dos cultos era o Mitraismo, que foi trazido ao ocidente pelos soldados romanos,
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 9/35
chegando a ser adotado como oficial pelo império, depois perdendo espaço até ser completamente
sufocado por outra religião concorrente e muito semelhante: o Cristianismo.
Mais tarde, surge um outro ramo do Zoroastrismo, o Maniqueísmo, inspirado pelo seu sacerdote
Mani (250 d. C), que via o universo como estando dividido em dois reinos, um bom e o outro mau; os
seres humanos teriam sido gerados pelo Mal, embora as suas almas tivessem sido criadas pelo Bem,
por Deus. Viam a natureza humana como sendo má. O Maniqueísmo iria fortalecer as teorias cristãs do
pecado original e da depravação do ser humano e contribuir para o asceticismo cristão. Santo
Agostinho era originalmente maniqueu, o que poderá ter estado na origem dos padrões éticos que, tal
como outros Padres da Igreja, veio a defender e estabelecer.
As doutrinas do Zoroastrismo eram continuamente entrelaçadas por alegorias e nenhuma delas
poderia ser entendida por aqueles que não tivessem qualificação iniciática. As iniciações eram árduas
e prolongadas, com alguns aspectos semelhantes aos da atual iniciação maçônica.
Consta que Zoroastro reunia secretamente seus discípulos ao meio-dia e terminava seus
trabalhos à meia-noite, com um ágape fraternal. Os estudiosos consideravam este horário propício às
coisas do espírito. Possivelmente por conta dessa particularidade a Maçonaria resolveu colocar os
seus obreiros para, simbolicamente, trabalharem durante esse período.
Templo Zoroastriano na cidade iraniana de Yazd
Bibliografia
- GRANDE LOJA DE SANTA CATARINA: Publicações e Rituais:
“Os Mistérios Antigos”, Volume 2. Os Mistérios Persas ou Mitraicos - Ed 2006
- JOÃO IVO GIRARDI: Do Meio-dia à Meia-Noite. Ed. 2008
- The Guardian
Death in the city: How a lack of vultures threatens Mumbai’s ‘Towers of Silence’. Bachi Karkaria,
Mumbai, Monday 26 January 2015
- O MESSIAS NA TRADIÇÃO PERSA E SUA VINDA DAS ÁGUAS
Júlia Câmara da Costa, Universidade de Brasília (UnB), jan. 2011
- TÓPICOS SOBRE O PENSAMENTO EUROPEU. ANA PAULA MACHADO UNIVERSIDADE ABERTA,
PORTUGAL, Gaudium Sciendi, Número 7, Janeiro 2015
- A EXPRESSÃO MAÇÔNICA: "DO MEIO-DIA À MEIA-NOITE", Peça de Arquitetura, ALEXANDRE
ACIOLI, 16/12/2011
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 10/35
(pesquisa internet e www.guiafloripa.com.br)
Cidade de "Nossa Senhora do Desterro" foi também o antigo nome do município de Florianópolis. Em 01
de outubro de 1894, o Governador Hercílio Pedro da Luz sancionou a Lei nº 111, alterando o nome da
Capital do Estado de Santa Catarina de "Nossa Senhora do Desterro" para Florianópoli
Origem do nome
Originalmente denominada "Ilha de Santa Catarina" já que Francisco Dias Velho o
fundador do povoado chegou ao local no dia de Santa Catarina. Ela continuou por muito
tempo sendo assim chamada inclusive até se tornar vila com o nome de Nossa Senhora do
Desterro. Fato que comprova é que até mesmo nas correspondências oficiais ainda se
mencionava como sendo Ilha de Santa Catarina, nome que nas cartas de navegação da
época ela era descrita. Com a Proclamação da República a vila elevou-se a cidade aonde
decidiram fortalecer o nome correto, mas agora passando apenas a se chamar "Desterro",
nome esse que desagradava os moradores pois este termo lembrava "desterrado" ou seja,
alguém que estava no exílio ou quem era preso e mandado para um lugar desabitado. Esta
falta de gosto pelo nome fez com que algumas votações acontecessem para uma possível
4 – Florianópolis – 343 anos
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 11/35
mudança, uma delas foi a de
"Ondina" nome de uma deusa da
mitologia que protege os mares.
Este nome foi descartado até que
com o fim da Revolução
Federalista, em 1894, em
homenagem ao então presidente
da República Floriano Peixoto,
Hercílio Luz mudou o nome para
Florianópolis. Mas é preciso que
se diga que Floriano Peixoto não
era uma autoridade com
popularidade na cidade e
enfrentou grande resistência de
seu governo em Desterro, ja que
ela era um dos principais pontos
que se opunham a este presidente,
que mandou um exército para a cidade para que fosse derrubada esta resistência. Deste
nome deriva o apelido Floripa, pelo qual a cidade é amplamente conhecida.
Símbolos
 O hino do município é a canção Rancho de Amor à Ilha, composta pelo poeta Cláudio Alvim Barbosa, o Zininho, em
1965. A canção foi oficializada como hino em 1968. Ao final desta edição ouça o Rancho de Amor à Ilha.
 A árvore símbolo de Florianópolis é o Guarapuvu.
 A flor símbolo é a orquídea Laelia purpurata
 O pássaro é o Martim Pescador Verde.
Rua Felipe Schimidt – no coração da cidade
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 12/35
Florianópolis é a capital do estado de Santa Catarina e uma das três ilhas-capitais do Brasil.
Destaca-se por ser a capital brasileira com o melhor índice de desenvolvimento humano (IDH), da
ordem de 0,875, segundo relatório divulgado pela ONU em 2000. Esse índice também a torna a
quarta cidade brasileira com a melhor qualidade de vida, atrás apenas de São Caetano do Sul e
Águas de São Pedro, no estado de São Paulo e Niterói (RJ)
Localiza-se no centro-leste do estado de Santa Catarina e é banhada pelo Oceano Atlântico.
Grande parte de Florianópolis (97,23%) está situada na Ilha de Santa Catarina, onde, somadas às
continentais, existem cerca de 100 praias.
Possui, segundo o IBGE no ano de 2010, uma população de 404.224 habitantes, sendo o segundo
município mais populoso do estado, atrás apenas do município de Joinville.
A imagem "cartão-postal" que a identifica é a famosa Ponte Hercílio Luz (inaugurada em 1926),
primeira ligação rodoviária entre a ilha e o continente.
Civilizações Pré-Cabralinas
Os habitantes da região de Florianópolis na época da chegada dos exploradores europeus eram os
índios carijós, de origem tupi-guarani. Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de
moluscos as atividades básicas para sua subsistência. Porém, outras populações mais antigas
habitaram a ilha em tempos mais remotos. Existem indícios de presença do chamado Homem de
Sambaqui em sítios arqueológicos cujos registros mais antigos datam de 4800 a.C.. A Ilha de
Santa Catarina possui numerosas inscrições rupestres e algumas oficinas líticas, notadamente em
várias de suas praias.
A Ilha de Santa Catarina era conhecida como Meiembipe ("montanha ao longo do mar") pelos
carijós. O estreito que a separa do continente era chamado Y-Jurerê-Mirim, termo que quer dizer
"pequena boca d'água" e também se estendia à própria ilha.
Séculos XVI e XVII
Casa colonial.
Já no início do século XVI, embarcações que demandavam a Bacia do Prata aportavam na Ilha de Santa
Catarina para abastecer-se de água e víveres. Entretanto, somente por volta de 1675 é que o bandeirante
Francisco Dias Velho, junto com sua família e agregados, dá início ao povoamento da ilha com a fundação de
Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) - segundo núcleo de povoamento mais antigo do estado, ainda
fazendo parte da vila de Laguna - desempenhando importante papel político na colonização da região.
Nessa época ocorreram naufrágios de embarcações que depois foram estudadas e deram origem a dois projetos
de arqueologia subaquática em
Florianópolis, uma no norte e outra no
sul da ilha. Diversos artefatos e
partes das embarcações foram
recuperados pelos pesquisadores
responsáveis por essas iniciativas,
financiadas principalmente pela
iniciativa privada.
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 13/35
Século XVIII
Fortaleza São José.
A partir da vinda de Dias Velho intensifica-se o fluxo de paulistas e vicentistas, que ocupam
vários outros pontos do litoral. Em 1726, Nossa Senhora do Desterro é elevada à categoria de vila,
a partir de seu desmembramento de Laguna.
A ilha de Santa Catarina, por sua posição estratégica como vanguarda dos domínios portugueses
no Brasil meridional, passa a ser ocupada militarmente a partir de 1737, quando começam a ser
erigidas as fortalezas necessárias à defesa do seu território. Esse fato resultou num importante
passo na ocupação da ilha.
A partir de meados do século XVIII, a ilha de Santa Catarina passa a receber uma expressiva
quantidade de imigrantes açorianos, que chegam ao Brasil incentivados pela Corôa portuguesa
para aliviar o excedente populacional e ocupar a parte meridional de sua colônia na América do
Sul.
Com a ocupação, prosperaram a agricultura e a indústria manufatureira de algodão e linho,
permanecendo, ainda hoje, resquícios desse passado, no que se refere à confecção artesanal da
farinha de mandioca e das rendas de bilro.
Nessa época, em meados do século XVIII, verifica-se a implantação das "armações" para pesca da
baleia, em Armação da Piedade (Governador Celso Ramos) e Armação do Pântano do Sul
(Florianópolis), cujo óleo era comercializado pela Coroa fora de Santa Catarina, não trazendo
benefício econômico à região.
Século XIX
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 14/35
Quadro de Victor Meirelles mostrando a cidade em 1847
No século XIX, Desterro foi elevada à categoria de cidade; tornou-se capital da Província de Santa
Catarina em 1823 e inaugurou um período de prosperidade, com o investimento de recursos
federais. Projetaram-se a melhoria do porto e a construção de edifícios públicos, entre outras obras
urbanas. A modernização política e a organização de atividades culturais também se destacaram,
marcando inclusive os preparativos para a recepção ao Imperador D. Pedro II (1845). Em outubro
desse mesmo ano, ancorada a embarcação imperial nos arredores da ilha, D. Pedro permaneceu
em solo catarinense por quase um mês. Nesse período, o Imperador dirigiu-se várias vezes à Igreja
(hoje Catedral Arquidiocesana), passeou pelas ruas da Vila do Desterro e, na "Casa de Governo",
concedeu "beija-mão".
Em 1891, quando o marechal Deodoro da Fonseca, por influência da Revolta da Armada,
renunciou à presidência da recém-instituída república, o vice-presidente Floriano Peixoto assumiu
o poder, mas não convocou eleições após isso, contrariando o prescrito na Constituição
promulgada neste mesmo ano, fato que gerou duas revoltas: a 2ª Revolta da Armada (originária da
Marinha, no Rio) e a Revolução Federalista (patrocinada por fazendeiros gaúchos). As duas
insurreições chegaram ao Desterro com o apoio dos catarinenses, entre os quais esteve Elesbão
Pinto da Luz. Entretanto, Floriano Peixoto conteve-as ao aprisionar seus líderes e, com isso,
restaram no domínio da cidade tão-somente simpatizantes do presidente, que, em sua homenagem,
deram à capital a denominação de Florianópolis, ou seja, "cidade de Floriano". Os revoltosos, por
sua vez, vieram a ser fuzilados na Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim.
Também, no final do século XIX, em 1898, foi fundado um importante colégio pela Congregação
das Irmãs da Divina Providência, o Colégio Coração de Jesus.
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 15/35
Século XX
Ponte Hercílio Luz em 1935.
A cidade, desde o entrar do século XX, passou por profundas transformações. A construção civil
fez-se um dos seus principais suportes econômicos. A implantação das redes básicas de energia
elétrica, do sistema de fornecimento de água e da rede de esgotos somou-se à construção da Ponte
Hercílio Luz, tudo a assinalar o processo de desenvolvimento urbano. Além disso, em 1943 foi
anexada ao município a parte continental, antes pertencente à vizinha São José.
Ao final do século XX — nas três últimas décadas, principalmente —, a ilha experimentou
singular afluência de novos moradores, iniciada com a transferência da sede da Eletrosul do Rio
de Janeiro para o centro da ilha, com sede fixada no bairro Pantanal. Construíram-se duas novas
pontes ligando a ilha ao continente: a ponte Colombo Salles e a ponte Pedro Ivo Campos. Os
bairros mais afastados da ilha também foram objeto de intensa urbanização. Surgiram novos
bairros, tal como Jurerê Internacional, de alto nível socioeconômico, enquanto em alguns pontos
começou uma ocupação desordenada, sem o devido zelo com respeito a obras de urbanização. No
início do século XXI a cidade passa a ter um dos piores trânsitos do Brasil, com um veículo para
cada dois habitantes. No verão esse número aumenta gradativamente com a chegada dos turistas.
Geografia
Ilha de Santa Catarina e região circunvizinha em imagem do satélite Landsat (por volta do ano
2000).
Florianópolis é uma das três ilhas-capitais do Brasil (as outras são Vitória e São Luís). A área do
município, compreendendo a parte continental e a ilha, abrange 436,5 km². Fazem parte do
município de Florianópolis os seguintes distritos: Sede, Barra da Lagoa, Cachoeira do Bom Jesus,
Campeche, Canasvieiras, Ingleses do Rio Vermelho, Lagoa da Conceição, Pântano do Sul,
Ratones, Ribeirão da Ilha, Santo Antônio de Lisboa e São João do Rio Vermelho.
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 16/35
Relevo
A ilha de Santa Catarina possui uma forma alongada e estreita, com comprimento médio de 54 km
e largura media de 18 km. Com litoral bastante recortado, possui várias enseadas, pontas, ilhas,
baías e lagoas. A ilha está situada de forma paralela ao continente, separadas por um estreito
canal.
Seu relevo é formado por cristas montanhosas e descontínuas, servindo como divisor de águas da
ilha. As altitudes variam entre 400 e 532 metros. O ponto mais alto da ilha é o Morro do Ribeirão,
com 532 metros de altitude.
Paralelamente às montanhas surgem esparsas planícies, em direção leste e na porção noroeste da
ilha. Na face leste da ilha, há presença de dunas formadas pela ação do vento.
Praias
Considerava-se que Florianópolis tinha 42 praias, sendo este durante décadas um dos slogans do
município. Por encomenda do IPUF (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis),
realizou-se, pela primeira vez, um levantamento completo sobre as praias da capital catarinense.
Foram mapeadas mais de 100 praias. Como o objetivo do trabalho era toponímico, para cumprir
lei municipal que determina a sinalização de todas as praias, ficaram de fora mais de uma dezena
que, de tão desconhecidas, nem possuíam denominação. Atualmente testes de balneabilidade
comprovam vários pontos impróprios para banho, principalmente nas praias situadas ao Norte da
Ilha.[7]
As 100 praias catalogadas são reconhecidas como tais pela população local, tendo, em alguns
casos, mais de um nome. Algumas ainda são pouco conhecidas dos turistas. Na Ilha de Santa
Catarina existe uma grande laguna: Lagoa da Conceição e uma grande lagoa: Lagoa do Peri. Outra
porção da cidade está localizada no continente, onde encontram-se bairros importantes como
Estreito, Coqueiros, Bom Abrigo, Itaguaçu, Abraão, Capoeiras e Balneário, entre outros.
.
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 17/35
Praia dos Ingleses Lagoa da Conceição
Ponte Hercílio Luz, o principal símbolo da cidade.
Florianópolis tem sua economia alicerçada basicamente nas atividades do comércio, prestação de
serviços públicos, indústria de transformação e turismo. Ultimamente, a indústria do vestuário e a
informática vêm-se tornando também setores de excepcional desenvolvimento. A construção civil
também é outra importante atividade econômica da cidade, com destaque para as praias da região
norte da ilha (Jurerê, Jurerê Internacional, Canasvieiras e Ingleses).
Praça XV de Novembro
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 18/35
A Praça XV de Novembro é o principal ponto de convergência da cidade. Destaca-se por seus
valores arquitetônicos, culturais e comportamentais.
Este logradouro existe com notável relevo desde a fundação de Florianópolis, época em que a ilha
nem sequer se denominava Desterro.
Tudo começou por intermédio do fundador, Francisco Dias Velho, que, no ponto local mais
elevado, estabeleceu sua moradia e, ao lado desta, ergueu sua então denominada "casa de reza"
(hoje Catedral).
Somados a seus valores interiores, neste ponto principal do centro urbano se vêem, além de uma
bela e centenária figueira, inúmeros monumentos e hermas que reverenciam acontecimentos e
vultos da história catarinense e brasileira. A Praça XV mostra, em seu derredor, construções
históricas que não raro serviram para sediar governos que delas ditavam leis às gentes ilhoa e
barriga-verde.
Centro histórico da cidade.
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 19/35
Catedral de Florianópolis
São variados os museus e galerias na capital catarinense. Na região central destacam-se o Museu
Victor Meirelles (casa onde viveu o pintor, com obras em exposição) e a galeria de arte da
Fundação Cultural Badesc. No Centro Integrado de cultura (CIC) destacam-se o Museu de Arte de
Santa Catarina - MASC, Museu da Imagem e Som e Espaço Lindolf Bell. No Palácio Cruz e
Souza, está instalado o Museu Histórico de Santa Catarina com relíquias que contam um pouco da
história do estado. Outros espaços são o Museu de Armas Major Lara Ribas, localizado no Forte
Sant'Anna (ao lado da Ponte Hercílio Luz), que expõe artigos bélicos e históricos, a Galeria de
Arte e o Museu Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina e a galeria do Espaço
Cultural Arquipélago, localizado no bairro Agronômica.
Academia de Letras
A cidade tem sua academia de letras, denominada Academia Desterrense de Letras, cujo patrono é
o poeta barriga-verde Cruz e Sousa e fica localizada no Centro Integrado de Cultura (CIC).
Também a Academia Catarinnse Maçônica de Letras hoje presidida eelo Irmão Edy Genovez
Luft.
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 20/35
O Ponto Dentro do Círculo
https://opontodentrodocirculo.wordpress.com/2015/03/19/equinocio-de-outono/
Seu espaço para estudos e pesquisas
Equinócio de Outono
Publicado em 19 de março de 2015por Luiz Marcelo Viegas
Para compreendermos melhor a importância do evento para a Maçonaria, o blog postou dois textos
sobre o tema:
Equinócio de Outono
Por: Ubaldo Santos
A palavra equinócio vem do latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa “noites iguais”, ocasiões em
que o dia e a noite duram o mesmo tempo, ou seja, durante os equinócios o dia e a noite tem
igualmente 12 horas de duração.
Equinócio é um fenômeno astrológico definido como o instante em que o Sol em sua órbita aparente
(como vista da terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na
esfera celeste) em sua marcha do sul para o norte e do norte para o sul. Mais precisamente é o ponto
em que a eclíptica cruza o equador celeste. Caracteriza-se pela distribuição igual da luz solar nos dois
hemisférios, pois é quando os raios solares incidem perpendicularmente sobre eles e diretamente
sobre o equador. Isto ocorre duas vezes por ano. Numa dessas vezes, a órbita aparente do sol corta a
linha do equador do sul para o norte. Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro quando
definem mudanças de estação. Em março, o equinócio marca o inicio da primavera no hemisfério norte
como na Europa, Estados Unidos e do outono no hemisfério sul como no Brasil, Argentina, Austrália,
Nova Zelândia.
5 – Equinócio de Outono (Do Site O Ponto Dentro do Círculo do Ir Luiz
Marcelo Viegas) -
Pedro Juk
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 21/35
Mas por que celebramos os equinócios e os solstícios e quais suas relações com a maçonaria?
O homem primitivo distinguia a diferença entre duas épocas: uma de frio e outra de calor que eram
atribuídas a ação do sol. Graças a isso surgiram os cultos solares, sendo o Sol proclamado fonte da
vida, com influencia marcante sobre todas as religiões e crenças da época, pois o Sol na sua trajetória
aparente determina a mudança das estações climáticas, nos equinócios e nos solstícios, quando a
natureza passa por formidáveis transformações. Por este fato as religiões de então consideravam os
dias de equinócios e solstícios como dias mágicos em virtude das transformações da natureza nestes
dias.
E assim os antigos povos realizavam rituais a cada mudança de ciclo da natureza sempre com um
grande significado esotérico e místico, pois acreditavam em bênçãos divinas que decorriam
principalmente do Equinócio de Outono, quando depositavam as maiores esperanças na concretização
dos mais puros desejos para o homem, as bênçãos do equilíbrio, da equidade e da justiça.
Nossos precursores, os membros das organizações de ofício, também realizavam essas celebrações,
as quais chegaram à maçonaria operativa, e desde a instituição da maçonaria especulativa, os maçons
continuaram a celebrar as festas equinociais e as solsticiais, reconhecendo o simbolismo e misticismo
delas.
Diversas são as relações do equinócio de outono. Segundo a astrologia o ano realmente começa
quando o sol, na sua trajetória anual, encontra-se no grau zero de Áries. É o equinócio de outono no
Hemisfério Sul (Brasil), e de primavera no Hemisfério Norte, 21 de março.
No Cristianismo, todo o calendário baseia-se no equinócio. A Páscoa, por exemplo, ocorrerá no 1º
domingo de lua cheia após o equinócio de outono (Brasil), nunca devendo ser antes do dia 22 de
março e nunca após o dia 25 de abril.
A tradição diz que o Ano Maçônico no hemisfério sul inicia-se no equinócio de outono que hoje
celebramos, mais precisamente no dia 21 de março, quando o Sol ingressando no primeiro signo do
Zodíaco, Áries, inicia um novo ciclo e que a Abóboda Estelada do teto da Loja, representa o céu
durante o equinócio da primavera no hemisfério norte no dia 21 de março.
Todos nós já ouvimos falar de Verdadeira Luz – VL- época em que começa a contar a era maçônica.
Mas como definir a data da VL? Para tanto a maçonaria adotou o calendário do Rito Adonhiramita que
se inicia no dia 21 de março, equinócio da primavera no hemisfério norte, juntando 4.000 anos aos da
EV. Na elaboração das pranchas é costume constar a data da EV e ainda, se, se, desejar, a data da
VL, que se obtém acrescentando 4.000 ao ano do calendário Gregoriano que desejamos. Por exemplo,
hoje são 23 de março de 2013 da EV e 6013 da VL.
Muito ainda poder-se-ia dizer sobre este fenômeno astrológico que para nós maçons contem
relevantes ensinamentos esotéricos. Aos irmãos que desejarem conhecer mais sobre as festas da
maçonaria, existe vasta literatura escrita por respeitáveis maçonólogos. Esperamos, no entanto, que
com estas poucas informações possamos perceber as inter-relações e influencia dos corpos celestes
sobre a vida em geral e o comportamento dos homens em particular e, saibamos entender por que a
GLEB, ou seja, a maçonaria celebra e comemora, anualmente, os equinócios e os solstícios.
E, por fim, que consigamos, todos nós, inspirados no significado e simbolismo do equinócio de outono,
demonstrar por palavras e pelo exemplo, que a Maçonaria e os Maçons no mundo de hoje, estejam
onde estiverem, sejam quais forem as condições ou situações, continuem sendo, como sempre foram,
instrumentos de paz, de equilíbrio, de tolerância, de libertação e principalmente de transformação
social.
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 22/35
Equinócio de Outono
Por: Sérgio Quirino Guimarães
Apenas duas vezes por ano o dia tem 12 horas de luz e a noite 12 horas de escuridão; daí o significado
da palavra equinócio, do Latim, aequus (igual) e nox (noite). A medição se faz quando na alvorada a
metade do disco solar está acima da linha do horizonte e no crepúsculo a metade do sol está abaixo.
Façamos um exercício de interpretação: se equinócio (aeguusnox) quer dizer noites iguais, também
posso entender como “dias iguais”? Teremos o dia igual à noite ou a noite igual ao dia? Luz após
Trevas ou Trevas após Luz? O Pavimento Mosaico é constituído de peças brancas intercaladas por
peças pretas ou é constituído de peças pretas intercaladas por peças brancas? Ou será que é a
diferença que valoriza a igualdade? Em quantos outros aspectos maçônicos podemos trabalhar com o
simbolismo da igualdade diferenciada e complementativa? MUUUIIIIITTTTTTTOS !
Por isto compreender o que seja um equinócio é muito importante, mais ainda se estudarmos o
simbolismo do Outono. Esta estação sucede o calor, a forte claridade e todos os sentimentos e
emoções do Verão, mas antecede o frio, a penumbra e o silêncio do Inverno.
É a hora de se estabilizar, diminuir o ritmo, preparar-se para momentos difíceis; é fazer como as
árvores, jogar no chão as “velhas folhas”, firmar bem as raízes, preparar seu interior para outros ciclos
e deixar algo para o planeta (frutos). Há uma frase do Dalai Lama que podemos refletir sobre o ápice
da vida (verão), sua decadência (inverno) e sua estabilidade (outono), vejamos: “Uma árvore em flor
fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiura, a juventude em velhice e o erro em virtude.
Nada fica sempre igual e nada existe realmente.
Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente”” Tanto o Equinócio quanto o Outono
devem ser celebrados pelos Maçons e quem já passou dos 40 anos sabe que assim como na natureza
sua vida passou e passará por “redução de chuvas” ($$$), “mudanças bruscas de tempo” (humor) e
“nevoeiros” (decepções), mas apesar disso tudo jamais deixamos de frutificar. A palavra Outono vem
do latim autumnus que pode ser usada no sentido de “crescer”.
Que tenhamos um dia igual à uma noite ou que usemos o conhecimento de nossas virtudes e vícios
para crescer.
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 23/35
Este Bloco é produzido
pelo Irmão Pedro Juk, às segundas,
quartas e sextas-feiras
Internet – esquadro e compasso
Em 26.08.2015 o Irmão Marcos Soares, Companheiro Maçom da Loja Estrela de Davi, 4.058, REAA,
GOB-RJ, Oriente de Jacarepaguá, Estado do Rio de Janeiro, solicita o que segue:
marcos.soares@pobox.com
Caro irmão, pesquisando na Internet sobre o tema esquadro e compasso, e
particularmente sua disposição no Grau 2, encontrei o texto do link...
http://iblanchier3.blogspot.com.br/2012/08/disposicao-do-esquadro-e-do-compasso-no.html
...que faz referência ao seu e-mail como provável autor.
Caso o texto, de fato, seja de sua autoria, seria possível nos indicar a literatura de referência
sobre esse tema e que definitivamente nos esclareça se há ou não posição correta do
compasso parcialmente sobre o esquadro?
Considerações:
O tema deve ser pesquisado através de documentos autênticos datados do século XII até o
século XVIII (catecismos, fragmentos, manuscritos, obras espúrias) - em princípio na Maçonaria
Operativa e posteriormente na Especulativa.
Em se tratando de pesquisa na Maçonaria não existe nada de pronto e específico por Rito,
já que procedimentos, a exemplo dos que envolvem as Luzes Emblemáticas ou as Três Luzes
6 – Perguntas & Respostas
Pedro Juk
Não esqueça: envie sua pergunta identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potência.
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 24/35
Maiores, destes o Esquadro e o Compasso quando nem mesmo existia à época operativa uma
classificação por Grau, visto que apenas havia naqueles tempos dantes classes profissionais
acompanhadas das suas respectivas ferramentas de trabalho, ou seja, literalmente eram
manuseadas no ofício da construção – as Guildas dos Construtores.
Assim é que quando se faz na atualidade referência aos vestígios operativos, vemos, por
exemplo, as joias distintivas do Venerável e dos Vigilantes da época presente como os chefes
do canteiro dos construtores da pedra do passado. A questão não era a de se arranjar o
Esquadro e o Compasso sobre o Livro da Lei, porém à época, a utilização de ambos como
ferramentas operativas. Aqui nesse momento não está se tratando de Lojas especulativas,
todavia de um canteiro de obras medieval e os seus personagens.
Nesse sentido, em se tratando do Esquadro (joia do Venerável) o instrumento simboliza
verdadeiramente aquele usado como ferramenta de trabalho na construção, desse modo essa
joia distintiva e simbólica da atualidade revive o Mestre da Obra operativo que nada mais era na
época do que um Companheiro experiente (não confundir com grau simbólico da Moderna
Maçonaria). Por assim ser é que na Moderna Maçonaria – especulativa por excelência – a joia
distintiva do Venerável remonta as tradições operativas como uma ferramenta de trabalho
usada especificamente na profissão, portanto esse Esquadro se reporta àquele com graduação
(ramo maior) e que possui um cabo para o respectivo manuseio (ramo menor). Um bom exemplo
para essa abordagem histórica está na joia distintiva do Mestre da Loja (Venerável) do Craft
inglês, como aquele dos Trabalhos de Emulação, onde essa joia aparece com os ramos
desiguais, acompanhada da 47ª Proposição de Euclides, também conhecido como o Teorema de
Pitágoras, cuja equação relacionada aos catetos e a hipotenusa do triângulo retângulo constrói
o ângulo de 90° que vai aos cantos e aprumadas das construções.
Outro bom exemplo do esquadro operativo é a disposição desigual dos seus ramos (cabo e
graduação) que coincidem com o triângulo retângulo na razão primária de três e quatro
unidades para os catetos como figura geométrica tão cara (verdade universal) para o
esquadrejamento dos cantos da obra.
Já no que concerne ao Esquadro como componente das Três Grandes Luzes
Emblemáticas, ou as Três Luzes Maiores da Loja, esse não é o operativo, senão o especulativo
que se identifica com essa grande alegoria simbólica da Loja, cuja relação está na Verdade
anunciada pelo ângulo reto e seus caráteres éticos e morais, sobretudo com definições
hauridas ao longo dos ciclos de transformação da Maçonaria Especulativa até a Moderna
Maçonaria – a materialidade para o Esquadro e a espiritualidade para o Compasso. Assim esse
Esquadro mencionado não é aquele que representa o construtor operativo, porém um símbolo
do código de aperfeiçoamento moral sempre visível em Loja aberta para compreensão do
Maçom.
Uma Loja somente existe na presença dessas Três Grandes Luzes.
Sob essa óptica é que esse Esquadro como Luz Emblemática por não representar o
operativo não possui cabo e nem graduação, ou seja, possui apenas os ramos perfeitamente
iguais – Atenção mais uma vez: esse Esquadro não pode ser confundido com o Esquadro usado
como ferramenta.
Infelizmente pela carência de conhecimento e distinção sobre o escopo desse instrumento
em Loja, é que indistintamente muitos ritualistas trataram os instrumentos como iguais e,
quando não, invertendo-os naquilo que eles representam na simbologia maçônica. E ainda: não
se aperceberam da diferença existente entre ambos.
Foi desse embrolho que também acabou resultando outra fantasia ritualística – o lado para
qual aponta o ramo maior do Esquadro sobre o Livro da Lei (teoria dos comodistas amparados
pela lei do mais fácil, ou da pura imaginação). Pois bem: primeiro é que esse Esquadro não
possui ramos desiguais, daí por ele não representar uma ferramenta operativa, nele não existe
lado maior ou menor. Por segundo é que esse Esquadro, mesmo que corretamente possa
possuir ramos iguais como o aqui comentado, ele não tem a função de apontar para esse ou
para aquele lado como a indicar disposições de Obreiros em Loja.
Ora, se a questão é a do sítio do Companheiro na Loja, não seriam o ramo do Esquadro ou
mesmo a haste do Compasso os elementos indicativos dessa situação. O que assim determina
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 25/35
é apenas a senda iniciática, lembrando sempre que o elevado ao Segundo Grau independente
da Coluna que ele possa ocupar na Loja, o mesmo pode ter acesso a ambas as Colunas e não
somente ao Sul que é o seu lugar de origem no Canteiro – há que se repassar que um
Companheiro foi um dia um Aprendiz, assim, a exceção do Oriente, o detentor do Segundo Grau
pode transitar tanto no Sul como também no Norte (ele veio do Norte para o Sul – para a
perpendicular ao nível).
Assim, não seria o ramo de um Esquadro ou a haste de um Compasso o elemento
indicatório do “lado que os Companheiros se assentam na Loja”. Afinal a função das Três
Grandes Luzes da Maçonaria é infinitamente mais nobre do que um mero objeto que aponta
para um hemisfério simbólico da Loja.
Por assim ser, tanto faz a direção para qual aponta o ramo do Esquadro que ainda se
mantém sob a haste do Compasso. Do mesmo modo também não importa qual é a haste do
Compasso que ficará liberta do Esquadro. O que verdadeiramente implica é que ambos os
instrumentos se entrelacem no Segundo Grau, não influindo o lado para onde porventura
aponte um ramo ou uma haste.
Outro aspecto é o de se observar que conforme o Rito, a posição de leitura do Livro da Lei
e, por sobre ele os dois instrumentos mencionados, ambos podem ficar voltados para o Oriente
ou para o Ocidente.
Para o bem da solene alegoria das Três Grandes Luzes Emblemáticas a regra é que o
Esquadro quando unido ao Compasso, possua sempre ramos iguais. Já o outro Esquadro – o
da joia distintiva do Venerável - possua ramos desiguais (com cabo e graduação) como uma
insígnia do trabalho operativo do Mestre da Loja.
Para as Luzes Emblemáticas existe uma conhecida afirmativa: “o Esquadro e o Compasso
somente se apresentam unidos em Loja” – essa, pois é a razão pela qual que em alguns ritos
maçônicos a Loja somente será declarada aberta quando, na presença desses instrumentos
emblemáticos, ambos estejam unidos sobre o Livro da Lei.
No que se refere ao “onde está escrito isso” (mania peripatética dos carimbos e
convenções da Maçonaria Francesa), como já fora anteriormente mencionado, não existe nada
pronto na história da Sublime Instituição. O que carecemos é de método e compreensão
acadêmica para o real entendimento da Arte - sempre desligados das fantasias e das
redundâncias. Aliás, entenda-se que a Maçonaria é simbólica, daí os seus símbolos expressam
verdades, entretanto deles não existe nenhuma interpretação licenciosa.
Há então que se perscrutar bibliografias e rituais confiáveis para que se cheguem às
conclusões acertadas. O pesquisador deve ficar atento aos fatos históricos verdadeiros para
compreender a evolução dos quase oitocentos anos de história da Ordem Maçônica, todavia
sempre tomando o cuidado de se despir das fantasias e opiniões pessoais e ufanas como as
que infelizmente ainda encontramos em diversos rituais adotados pelas Obediências,
conquanto que, se eles existem e estão em vigência, temos a obrigação que segui-los na Loja.
Embora essa obrigação legal relacionada ao cumprimento dos rituais, os equívocos como
os aqui mencionados e relacionados aos ramos do Esquadro, não podem se enraizar como
verdades, senão como um comprometimento legalístico. Então há de se lembrar de que, não
obstante estejamos obrigados a seguir esses ditames ritualísticos por uma questão de ordem
legal, é verdade, porém que nem sempre o que está escrito é o que está o correto.
Segue, para se chegar futuramente a conclusões acertadas, um pequeno roteiro
bibliográfico que ajudará o estudante a compreender com autenticidade a Maçonaria e daí tirar
as lições objetivas e racionais para que ele possa compreender muitas razões litúrgicas,
ritualísticas e doutrinárias que compõem hoje a Moderna Maçonaria. Reitero, existem situações
que demandam da lógica do raciocínio e não de uma bibliografia qualquer que diga no que
devemos ou não acreditar. Há que se juntar escritos, pergaminhos e fragmentos autênticos para
que possamos expressar verdades.
Espero que eu tenha me feito entender. Segue o roteiro bibliográfico resumido que trata
com amplitude os costumes maçônicos. A questão é montar uma grade e buscar as conclusões
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 26/35
certas que geralmente estão ocultas por detrás dos procedimentos hauridos da tradição, uso e
costumes da Sublime Instituição.
ROTEIRO BIBLIOGRÁFICO.
WAITE, A. E. The Secret Tradition of Freemasonry, Londres, 1911.
CASTELLANI, José. Ciência Maçônica e as Antigas Civilizações, Traço, São Paulo, 1980.
CASTELLANI, José. Consultórios Maçônicos diversos, Editora A Trolha, Londrina.
CASTELLANI, José. Coleção de Dicionários Etimológicos Maçônicos, A Trolha.
CASTELLANI, José. Cartilha do Aprendiz, A Trolha, 1992.
CASTELLANI, José. Curso Básico de Liturgia e Ritualística, A Trolha, 1991.
CARVALHO, F. A. Símbolos Maçônicos e Suas Origens, Editora A Trolha, Londrina, 1996.
CARVALHO, F. A. A Maçonaria - Usos e Costumes, Editora A Trolha, Londrina, 1994.
CARVALHO, F. A. O Companheiro Maçom, Editora A Trolha, Londrina, 1996.
PRESTON, W. Ilustrations of Masonry, Londres, 1.986.
LOMAS, Robert. Os Segredos da Maçonaria, Madras, São Paulo, 2015.
GOULD, R.F. A History of Freemasonry, Londres, 1883.
GOULD, R.F. Historie Abrégée de La Franc-Maçonnerie, Paris, 1989.
DYER, Colin F. W. Symbolism in Craft Masonry, Lewis Maçonic, 1976.
DYER, Colin F. W. Some Troughts on the Origins of Speculative Masonry, A. Q. C. 1982..
STEVENSON, D. Origens da Maçonaria – O Século da Escócia, Madras, São Paulo.
BAIGENT, M. & LEIGH, R. O Templo e a Loja, Madras Editora, São Paulo.
A.Q.C., Freemasonry and Building, Londres, 1922.
A.Q.C., BEGEMANN W. Remarks on The Craft Legend of the Old Britsh Masons, 1892.
CARR, Harry. The Transition from Operative to Speculative Masonry, The Collected Prestonian
Lectures – Londres.
CARR, Harry. Word of Freemansonry, Lewis Maçonic, 1985.
BAYARD, J. P. Le Compagnonnage en France, Payot, 1976.
JONES, Bernard. Freemasons’ Guide and Compendium, Harrap, Londres, 1950.
MELLOR, Alec. Dictionnaire de la Franc-Maçonnerie e des Franc-Maçons, Belfond, Paris, 1990.
NAUDON, Paul. Les Origens de la Franc-Maçonnerie, Dervy, Paris, 1979.
NAUDON, Paul. Les Loges de Saint-Jean, Dervy, Paris, 1990.
VAROLLI FILHO, T. Curso de Maçonaria Simbólica, Tomos I, II e III, Gazeta Maçônica, São Paulo.
VAROLLI FILHO, T. Importância da História da Maçonaria Operativa, Gazeta Maçônica, São
Paulo, 1982.
BOUCHER, Jules – La Symbolique Maçonnique – Dervy-Livres – Paris, 1.979.
RIDLEY, Jasper – Los Masones, La sociedad secreta más poderosa de la terra Ediciones B. Argentina
S.A. – Buenos Aires, 2.000.
JUK, Pedro. Exegese Simbólica para o Aprendiz Maçom, Tomo I, A Trolha, Londrina, 2007.
NASCIMENTO, R. S. R, Manuscrito Régius, GOB, Brasília, 1999...
Dentre tantos outros, esses darão um bom suporte para começar.
E.T. 1 – Dentro desse roteiro resumido de literatura o interessado terá contato com uma
imensa bibliografia para o estudo.
E.T. 2 – O interessado não deve tirar conclusões apressadas em se baseando em rituais
enxertados e repletos de vícios e invencionices que apareceram ao longo dos tempos no Brasil
– cuidado com rituais antigos, sobretudo aqueles que por aqui foram editados – antiguidade não
significa verdade.
T.F.A. PEDRO JUK –
Out/2015
jukirm@hotmail.com –
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 27/35
(as letras em vermelho significam que a Loja completou
ou está completando aniversário)
GOSC
https://www.gosc.org.br
Data Nome Oriente
05/03/2005 Aurora Florianópolis
10/03/1972 Templários da Justiça Lages
15/03/1998 Estrela do Sul Lages
18/03/1998 Jacy Daussen São José
18/03/2011 Monteiro Lobato Itajaí
19/03/1993 III Milênio Curitibanos
19/03/1994 Renascer da Luz Criciúma
20/03/1949 Januário Corte Florianópolis
23/03/1996 Pedra Cintilante Itapema
24/03/1998 Fiel Amizade Florianópolis
30/03/1998 Amigos para Sempre Joinville
30/03/1999 Círculo da Luz Joinville
31/03/1975 Estrela do Mar Balneário Camboriú
31/03/2011 Colunas do Arquiteto Ituporanga
Lojas Aniversariantes de Santa Catarina
Mês de Março
7 – Destaques JB
Resenha Final
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 28/35
GOB/SC –
http://www.gob-sc.org.br/gobsc
Data Nome Oriente
03.03.2012 Guardiões das Virtudes - 4198 Biguaçú
14.03.1981 Estrela do Planalto -2119 Canoinhas
16.03.1899 União III Luz E Trab. 664 Porto União
16.03.2005 Cavaleiros da Luz - 3657 Florianópolis
19.03.2004 Quintessência - 3572 Bombinhas
21.03.1990 Luz da Acácia - 2586 Jaraguá do Sul
21.03.2009 Acácia de Balneário - 3978 Baln. Camboriú
29.03.1973 Acácia Joinvilense - 1937 Joinville
29.03.1973 Gênesis - 2701 Tubarão
29.03.2012 União Palhocense - 4236 Palhoça
30.03.2006 Luz da Porta do Vale - 3764 Itajaí
GLSC -
http://www.mrglsc.org.br
Data Nome da Loja Oriente
11.03.2003 Fraternidade Itajaiense nr. 85 Itajaí
17.03.2010 Fonte de Luz nr. 102 Chapecó
18.03.1989 Tríplice Fraternidade nr. 48 Dionísio Cerqueira
20.03.2009 Acácia Itajaiense II nr. 100 Itajaí
21.03.1940 Cruzeiro do Sul nr. 05 Joaçaba
24.03.2010 Loja do Sol nr. 103 Blumenau
28.03.1970 Pitágoras nr. 15 Florianópolis
30.03.1995 Leão de Judá nr. 62 Florianópolis
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 29/35
Loja Professor Mâncio da Costa
promove mais uma noite de palestra
(do correspondente JB News Ir. Fernando Fernandes)
Em sessão ocorrida na noite da última segunda-feira, (21) no Templo da Fraternidade Arte Real, a
Loja Maçônica Prof. Mâncio da Costa nº 1977 – GOB/SC, promoveu a palestra do Ir.’. Marcos
de Oliveira, Venerável Mestre da ARLS Alvorada da Sabedoria, com o tema: "Teorias sobre o
significado e a função do conhecimento". Presentes à sessão, 11 Irmãos visitantes, que
prestigiaram a interessante palestra.
O Ir.’. Marcos de Oliveira expôs com brilhantismo tema extremamente relevante para os dias
atuais, principalmente pela crise moral e intelectual que estamos atravessando.
O Venerável Mestre da Loja Prof. Mâncio da Costa, Ir.’. Paulo Velloso, em nome da Oficina,
agraciou o palestrante com um presente, além de um certificado pela palestra realizada.
O JB News se congratula com o valoroso Ir.'. Marcos de Oliveira pelo maravilhoso trabalho
apresentado.
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 30/35
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 31/35
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 32/35
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 33/35
Os vídeos são pesquisados ou repassados, em sua maioria, por irmãos colaboradores do JB News.
1 – Santa Ceia de Leonardo Da Vinci:
A_Santa_Ceia_de_Leonardo_Da_Vinci.pps
2 – Lagoa da Conceição – Florianópolis
https://www.youtube.com/watch?v=U5xQveYWNmw
3 – Praias de Santa Catarina:
Praias de Santa Catarina.pps
4 – Uma jovem senhora de -101 anos com o seu carro de 84 anos:
http://www.youtube.com/embed/qxCpK1W_Gjw?feature=player_embedded
5 – A desagregação do glaciar
http://www.youtube.com/embed/hC3VTgIPoGU?rel=0
6 - Mercado Público de Florianópolis:
Mercado Público de Florianópolis.mp4
https://www.youtube.com/watch?v=k6IqdJWYk8s
7 – Filme do dia: (A lenda do pianista do mar) – legendado
https://www.youtube.com/watch?v=MxepYh_32x8
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 34/35
Parabéns Florianópolis,
pelos 343 anos neste 23 de março de 2016!
JB News – Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 35/35
(...jamais a natureza reuniu tanta beleza...)
Ouça duas versões do
Rancho de Amor à Ilha
(Hino de Florianópolis)
http://www.youtube.com/watch?v=isaWRF2jM0k
http://www.youtube.com/watch?v=amhLoAgNd4I

Jb news informativo nr. 1999

  • 1.
    JB NEWS Informativo Nr.1.999 Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC Academia Catarinense Maçônica de Letras (Membro) Loja Templários da Nova Era nr. 91(Obreiro) Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Membro Honorário) Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (Correspondente) Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (Correspondente) Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 1.999 – Florianópolis (SC) – quarta-feira, 23 de março de 2016 Bloco 1–Almanaque Bloco 2-IrAilton Elisiário – JB News 2000 Bloco 3-IrGilberto Mário dos Santos - Zoroastrismo Bloco 4-Florianópolis – 343 anos Bloco 5-IrLuiz Marcelo Viegas – do Site “O Ponto Dentro do Círculo”: Equinócio de Outono Bloco 6-IrPedro Juk – Perguntas & Respostas – do Irmão Marcos Soares – (Rio e Janeiro) Bloco 7-Destaques JB –
  • 2.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 2/35 www.artedaleitura.com 1 – ALMANAQUE Hoje é o 83º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Cheia às 9,01) Faltam 283 dias para terminar este ano bissexto É o 127º ano da Proclamçaõ da República; 194º da Independência do Brasil e 516º ano do Descobrimento do Brasil Dia Mundial da Meteorologia Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. L I V R O S
  • 3.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 3/35 1868: Batalha de Curupaiti. 1900: início das escavações em Cnossos. A estação Mir em 1998.  752 – Estêvão é eleito Papa. Ele morre três dias após, antes de ser ordenado bispo e não é considerado um papa legitimado;  1324 – Papa João XXII excomunga o imperador Luís IV da Baviera;  1553 – Duarte da Costa é nomeado governador-geral do Brasil;  1648 – A França e a República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos assinam o Tratado de Concórdia, que regulamenta a divisão da ilha de São Martinho;  1801 – O Tsar Paulo I da Rússia é golpeado com uma espada, depois estrangulado até a morte em sua cama no Castelo de São Miguel, São Petersburgo, sendo sucedido pelo seu filho, o Czar Alexandre I da Rússia;  1843 – O Chile toma posse do Estreito de Magalhães e mantém a soberania sobre ele até hoje;  1849 – Após as fracassadas tentativas de conseguir o Risorgimento da Itália e considerando que a sua utilidade para o país havia terminado, Carlos Alberto da Sardenha abdica em favor de seu filho Vitor Emanuel II e se exila em Portugal, vindo a morrer meses depois;  1857 – O primeiro elevador de Elisha Graves Otis é instalado em Nova Iorque;  1868 – Guerra do Paraguai: Após dois anos impedindo o progresso das forças aliadas, o forte paraguaio de Curupaiti é tomado pelas forças lideradas pelo comandante-em-chefe do Exército brasileiro no Paraguai, o então Marquês de Caxias;  1869 – Luís Alves de Lima e Silva recebe o título de Duque de Caxias, se tornando o último duque do Império do Brasil;  1879 – Ocorre a primeira batalha da Guerra do Pacífico, no confronto do Chile com as forças conjuntas da Bolívia e do Peru;  1881 – Término da Primeira Guerra dos Bôeres na África do Sul;  1900 – O arqueólogo britânico Arthur Evans inicia as escavação da minóica Cnossos, uma atividade que duraria mais de quatorze anos.  1919 – Em Milão, Itália, Benito Mussolini funda seu movimento político fascista;  1933 – O parlamento alemão concede plenos poderes ao governo de Hitler;  1942 – Segunda Guerra Mundial: No Oceano Índico, as forças japonesas capturam as Ilhas Andamão;  1956 – O Paquistão torna-se a primeira república islâmica do mundo;  1962 – Em resposta ao alinhamento de Cuba com a União Soviética em plena guerra fria, o presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy amplia as medidas tomadas por Eisenhower mediante a emissão de uma ordem executiva, ampliando as restrições comerciais contra Cuba;  1965 – A NASA lança a Gemini III, o primeiro voo espacial estado-unidense tripulado por duas pessoas (Gus Grissom e John Young);  1983 – Iniciativa Estratégica de Defesa: O Presidente Ronald Reagan faz sua proposta inicial para desenvolver tecnologia para interceptar mísseis inimigos;  1988 – Guerra Civil Angolana: término da Batalha de Cuito Cuanavale e início da saída das tropas estrangeiras do conflito;  2001 – A estação espacial russa Mir é desativada, e se fragmenta na atmosfera antes de cair no sul do Oceano Pacífico, perto das ilhas Fiji.  2003 — Batalha de Nasiriyah, o primeiro grande conflito durante a invasão do Iraque; Eventos históricos - (Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
  • 4.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 4/35 Hoje, 23 de março de 2016, 343 anos de Florianópolis! 1726 Ato, desta data, do ouvidor Antônio Alves Lanhas Peixoto, elevou a povoação de Nossa Senhora do Desterro, na ilha de Santa Catarina, à categoria de vila. Porém, a fundação da cidade mse deu em 1673. 1823 Carta de Lei, assinada nesta data, dá à capital de Santa Catarina o predicamento de cidade, já aprovada por Decreto Imperial de 24 de fevereiro deste mesmo ano. 1881 Lei nº 920, desta data, criou o município de Brusque, originário do antigo núcleo colonial de São Luiz Gonzaga. 1947 Assume o governo do Estado de Santa Catarina o dr. Aderbal Ramos da Silva. 1794 Nasce, em Salvador, Francisco Ge de Acayaba Montezuma, visconde de Jequitinhonha. 1816 Chega ao Rio de Janeiro Jean-Baptiste Debret, autor da famosa “Voyage `Pictorisque et Historique au Brésil” a quem devemos as mais célebres gravuras sobre a vida no fim do período colonial e no início do Brasil independente. 1996 Fundada a Loja Pedra Cintilante nº 60 (GOSC) em Itapema. 2006 Fundado o Grande Oriente do Amapá, federado ao GOB. Fatos históricos de santa Catarina Fatos maçônicos do dia (Fontes: “O Livro dos Dias” do Ir João Guilherme - 20ª edição e arquivo pessoal)
  • 5.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 5/35 © FraternalHug Baixe Agora: iOS: http://fraternalhug.com/baixar-apple Android: http://fraternalhug.com/baixar-android Blog (fraternalhug.com/blog):
  • 6.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 6/35 O Ir Ailton Elisiário é membro da Academia Paraibana de Letras Maçônicas. Publicação simultânea desta crônica às quartas-feiras no JB News, Jornal da Paraíba e Paraiabaonline. prof.elisiario@uol.com.br JB NEWS 2000 Marco muitíssimo significativo a edição 2000 do JB News. São dois mil dias seguidos e ininterruptos que este periódico eletrônico está na web desde o seu primeiro número. Nascido para ficar, produzido para servir, o jornal tem trabalhado para divulgar a cultura maçônica por todo o mundo. Suas páginas são abertas diariamente em todos os lugares e em todos os computadores. Leva o JB News a alma do seu criador, Jerônimo Borges. Irmão estudioso da Ordem, dedicado ao jornalismo maçônico, pôs nesse jornal a sua inspiração, o seu zelo, as suas preocupações, o seu elã de imprensa escrita, para servir aos maçons e à Maçonaria. Pensou num veículo de comunicação para as maçonarias de todos os ritos, de todos os espaços. O JB News não se revela exclusivamente como um noticioso, apesar do nome (News = Notícias). Antes mesmo, é variada a sua linha editorial, pelos seus propósitos originais. As matérias que divulga são as das mais diferentes naturezas, indo das maçônicas propriamente ditas às de cultura geral, de ordem histórica às doutrinais, de características filosóficas às diversionais, de espírito reflexivo ao poético, enfim, um verdadeiro jornal diário repleto dos temas de interesses dos seus leitores. Multilíngue, mas com predominância do português, suas linhas expõem as mais diversas opiniões dos seus colaboradores, tanto nacionais quanto estrangeiros. Daí, suas colunas apresentarem as análises dos fatos nos seus inúmeros aspectos, deixando os leitores ricamente informados e preparados para discussões. Há, assim, também no jornal uma função pedagógica, que os supre das mais ricas peças de arquitetura. A bi milésima edição expõe o sucesso desse trabalho denodado do Irmão Jerônimo. Grande parte de periódicos formados não têm existência duradoura, seja por falta de sustentação econômica, seja por ausência de colaboradores, seja por motivos outros. Não é o caso do JB News, que encontrou a simpatia de tantos que para ele escrevem, que conta com recursos financeiros necessários à sua manutenção, que tem na pessoa do seu fundador a coluna mestra, a pedra chave de sua sustentabilidade. A comemoração dessa edição reúne em torno do Irmão Jerônimo todos os colaboradores do JB News, que o abraçam fraternalmente, desejando que o jornal tenha uma vida incomensuravelmente longa, sempre cheio do fermento de conhecimento para riqueza intelectual dos maçons. Parabéns, caro Irmão Jerônimo. Parabéns, excelente JB News. 2 – Opinião – JB News 2000 Ailton Elisiário
  • 7.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 7/35 Ir Gilberto Mário dos Santos Loja Acácia Riosulense nr. 95 (GLSC) Rio do Sul – SC Zoroastrismo O Zoroastrismo é uma religião fundada na antiga Pérsia, por volta do ano 669 a.C. Teria sido, no ocidente, a primeira religião revelada, isto é, as doutrinas e práticas religiosas resultariam de uma revelação direta de um deus a um ser humano escolhido, neste caso, o profeta Zaratustra (Zoroastro para os gregos). Esta religião seria difundida por todo ocidente, onde criaria o que temos hoje como o pilar central da teologia das principais religiões monoteístas. A religião pregada por Zaratustra impôs convicções na existência dos poderes do bem, configurados na figura do Deus único Ahura Mazda, contra a existência dos poderes do mal, centralizadas na figura de Arimã, o nosso protótipo do Diabo ou Satanás, que aparece aí pela primeira vez em uma religião ocidental. Viria purificar as crenças populares, eliminar o politeísmo e pôr fim às práticas de magia e de sacrifícios de animais. É importante apontar que é através da imposição deste monoteísmo que os antigos deuses, até então cultuados pelo povo, se tornam demônios durante a conversão ao Zoroastrismo, tal como ocorreu na conversão do mundo pagão para o mundo cristão. Também difundiu concepções como a crença no paraíso, a ressurreição dos mortos no chamado Juízo Final, e sobre a vinda de um messias. Toda teologia cristã, judia ou islâmica tem suas raízes ou semelhanças nas doutrinas postuladas por Zoroastro, e outro ponto em comum com essas religiões é a existência de um livro sagrado, neste caso o Avestá. Embora não haja obrigatoriedade quanto a local e frequência, a maioria dos zoroastrianos reza várias vezes por dia, invocando a grandeza de Ahura Mazda. As orações são feitas perante uma chama de fogo. Os zoroastrianos acreditam que o corpo humano é puro e não algo que deva ser rejeitado. Quando uma pessoa morre o seu espírito deixa o corpo, no prazo de três dias o seu cadáver torna-se impuro. Uma vez que a natureza é uma criação divina marcada pela pureza, não se deve poluí-la com este cadáver. Além disso, acreditam que, após esse período de 3 dias, os restos mortais tornam-se receptáculo de espíritos malignos. Na prática, esta crença implicou que os cadáveres dos zoroastrianos não fossem enterrados, mas colocados ao ar livre para serem devorados por aves de rapina, em estruturas conhecidas como dahkmas, ou torres do silêncio (como referência, cerca de cem abutres consomem os restos de um ser humano em meia hora). Após isso, os ossos são jogados no interior de um poço existente no centro da torre, onde ficam secando ao sol, para soltar pequenos restos mortais que as aves tenham deixado. Após esse processo, o que resta dos ossos no fundo do poço é armazenado em ossuários no entorno 3 – Zoroastrismo Gilberto Mário dos Santos
  • 8.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 8/35 da Torre. Essa prática ainda tem outro objetivo: na crença do zoroastrismo, os olhos dos abutres são místicos e auxiliam as almas dos falecidos em suas transições cósmicas. Torre do Silêncio A escatologia individual do zoroastrismo afirma que, três dias após a morte, a alma chega à Ponte Cinvat. A alma de cada pessoa percepciona, então, a materialização dos seus atos: uma alma que praticou boas ações vê uma bela virgem de quinze anos, enquanto que a alma de uma pessoa má vê uma megera. As almas boas poderão atravessar a ponte, enquanto que as más serão lançadas para o inferno; as almas que praticaram uma quantidade idêntica de boas e más ações são enviadas para o Hamestagan, uma espécie de purgatório. As almas elevam-se ao céu através de três etapas: as estrelas, a Lua e o Sol, que correspondem, respectivamente, aos bons pensamentos, boas palavras e boas ações. O destino final é o Anagra Raosha, o reino das luzes infinitas. A religião dos persas, tal como ensinada por Zoroastro, não permaneceu por muito tempo em seu estado original. Emergiu, aos poucos, uma profusão de cultos, semelhantes em seus dogmas básicos. O mais antigo dos cultos era o Mitraismo, que foi trazido ao ocidente pelos soldados romanos,
  • 9.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 9/35 chegando a ser adotado como oficial pelo império, depois perdendo espaço até ser completamente sufocado por outra religião concorrente e muito semelhante: o Cristianismo. Mais tarde, surge um outro ramo do Zoroastrismo, o Maniqueísmo, inspirado pelo seu sacerdote Mani (250 d. C), que via o universo como estando dividido em dois reinos, um bom e o outro mau; os seres humanos teriam sido gerados pelo Mal, embora as suas almas tivessem sido criadas pelo Bem, por Deus. Viam a natureza humana como sendo má. O Maniqueísmo iria fortalecer as teorias cristãs do pecado original e da depravação do ser humano e contribuir para o asceticismo cristão. Santo Agostinho era originalmente maniqueu, o que poderá ter estado na origem dos padrões éticos que, tal como outros Padres da Igreja, veio a defender e estabelecer. As doutrinas do Zoroastrismo eram continuamente entrelaçadas por alegorias e nenhuma delas poderia ser entendida por aqueles que não tivessem qualificação iniciática. As iniciações eram árduas e prolongadas, com alguns aspectos semelhantes aos da atual iniciação maçônica. Consta que Zoroastro reunia secretamente seus discípulos ao meio-dia e terminava seus trabalhos à meia-noite, com um ágape fraternal. Os estudiosos consideravam este horário propício às coisas do espírito. Possivelmente por conta dessa particularidade a Maçonaria resolveu colocar os seus obreiros para, simbolicamente, trabalharem durante esse período. Templo Zoroastriano na cidade iraniana de Yazd Bibliografia - GRANDE LOJA DE SANTA CATARINA: Publicações e Rituais: “Os Mistérios Antigos”, Volume 2. Os Mistérios Persas ou Mitraicos - Ed 2006 - JOÃO IVO GIRARDI: Do Meio-dia à Meia-Noite. Ed. 2008 - The Guardian Death in the city: How a lack of vultures threatens Mumbai’s ‘Towers of Silence’. Bachi Karkaria, Mumbai, Monday 26 January 2015 - O MESSIAS NA TRADIÇÃO PERSA E SUA VINDA DAS ÁGUAS Júlia Câmara da Costa, Universidade de Brasília (UnB), jan. 2011 - TÓPICOS SOBRE O PENSAMENTO EUROPEU. ANA PAULA MACHADO UNIVERSIDADE ABERTA, PORTUGAL, Gaudium Sciendi, Número 7, Janeiro 2015 - A EXPRESSÃO MAÇÔNICA: "DO MEIO-DIA À MEIA-NOITE", Peça de Arquitetura, ALEXANDRE ACIOLI, 16/12/2011
  • 10.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 10/35 (pesquisa internet e www.guiafloripa.com.br) Cidade de "Nossa Senhora do Desterro" foi também o antigo nome do município de Florianópolis. Em 01 de outubro de 1894, o Governador Hercílio Pedro da Luz sancionou a Lei nº 111, alterando o nome da Capital do Estado de Santa Catarina de "Nossa Senhora do Desterro" para Florianópoli Origem do nome Originalmente denominada "Ilha de Santa Catarina" já que Francisco Dias Velho o fundador do povoado chegou ao local no dia de Santa Catarina. Ela continuou por muito tempo sendo assim chamada inclusive até se tornar vila com o nome de Nossa Senhora do Desterro. Fato que comprova é que até mesmo nas correspondências oficiais ainda se mencionava como sendo Ilha de Santa Catarina, nome que nas cartas de navegação da época ela era descrita. Com a Proclamação da República a vila elevou-se a cidade aonde decidiram fortalecer o nome correto, mas agora passando apenas a se chamar "Desterro", nome esse que desagradava os moradores pois este termo lembrava "desterrado" ou seja, alguém que estava no exílio ou quem era preso e mandado para um lugar desabitado. Esta falta de gosto pelo nome fez com que algumas votações acontecessem para uma possível 4 – Florianópolis – 343 anos
  • 11.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 11/35 mudança, uma delas foi a de "Ondina" nome de uma deusa da mitologia que protege os mares. Este nome foi descartado até que com o fim da Revolução Federalista, em 1894, em homenagem ao então presidente da República Floriano Peixoto, Hercílio Luz mudou o nome para Florianópolis. Mas é preciso que se diga que Floriano Peixoto não era uma autoridade com popularidade na cidade e enfrentou grande resistência de seu governo em Desterro, ja que ela era um dos principais pontos que se opunham a este presidente, que mandou um exército para a cidade para que fosse derrubada esta resistência. Deste nome deriva o apelido Floripa, pelo qual a cidade é amplamente conhecida. Símbolos  O hino do município é a canção Rancho de Amor à Ilha, composta pelo poeta Cláudio Alvim Barbosa, o Zininho, em 1965. A canção foi oficializada como hino em 1968. Ao final desta edição ouça o Rancho de Amor à Ilha.  A árvore símbolo de Florianópolis é o Guarapuvu.  A flor símbolo é a orquídea Laelia purpurata  O pássaro é o Martim Pescador Verde. Rua Felipe Schimidt – no coração da cidade
  • 12.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 12/35 Florianópolis é a capital do estado de Santa Catarina e uma das três ilhas-capitais do Brasil. Destaca-se por ser a capital brasileira com o melhor índice de desenvolvimento humano (IDH), da ordem de 0,875, segundo relatório divulgado pela ONU em 2000. Esse índice também a torna a quarta cidade brasileira com a melhor qualidade de vida, atrás apenas de São Caetano do Sul e Águas de São Pedro, no estado de São Paulo e Niterói (RJ) Localiza-se no centro-leste do estado de Santa Catarina e é banhada pelo Oceano Atlântico. Grande parte de Florianópolis (97,23%) está situada na Ilha de Santa Catarina, onde, somadas às continentais, existem cerca de 100 praias. Possui, segundo o IBGE no ano de 2010, uma população de 404.224 habitantes, sendo o segundo município mais populoso do estado, atrás apenas do município de Joinville. A imagem "cartão-postal" que a identifica é a famosa Ponte Hercílio Luz (inaugurada em 1926), primeira ligação rodoviária entre a ilha e o continente. Civilizações Pré-Cabralinas Os habitantes da região de Florianópolis na época da chegada dos exploradores europeus eram os índios carijós, de origem tupi-guarani. Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência. Porém, outras populações mais antigas habitaram a ilha em tempos mais remotos. Existem indícios de presença do chamado Homem de Sambaqui em sítios arqueológicos cujos registros mais antigos datam de 4800 a.C.. A Ilha de Santa Catarina possui numerosas inscrições rupestres e algumas oficinas líticas, notadamente em várias de suas praias. A Ilha de Santa Catarina era conhecida como Meiembipe ("montanha ao longo do mar") pelos carijós. O estreito que a separa do continente era chamado Y-Jurerê-Mirim, termo que quer dizer "pequena boca d'água" e também se estendia à própria ilha. Séculos XVI e XVII Casa colonial. Já no início do século XVI, embarcações que demandavam a Bacia do Prata aportavam na Ilha de Santa Catarina para abastecer-se de água e víveres. Entretanto, somente por volta de 1675 é que o bandeirante Francisco Dias Velho, junto com sua família e agregados, dá início ao povoamento da ilha com a fundação de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) - segundo núcleo de povoamento mais antigo do estado, ainda fazendo parte da vila de Laguna - desempenhando importante papel político na colonização da região. Nessa época ocorreram naufrágios de embarcações que depois foram estudadas e deram origem a dois projetos de arqueologia subaquática em Florianópolis, uma no norte e outra no sul da ilha. Diversos artefatos e partes das embarcações foram recuperados pelos pesquisadores responsáveis por essas iniciativas, financiadas principalmente pela iniciativa privada.
  • 13.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 13/35 Século XVIII Fortaleza São José. A partir da vinda de Dias Velho intensifica-se o fluxo de paulistas e vicentistas, que ocupam vários outros pontos do litoral. Em 1726, Nossa Senhora do Desterro é elevada à categoria de vila, a partir de seu desmembramento de Laguna. A ilha de Santa Catarina, por sua posição estratégica como vanguarda dos domínios portugueses no Brasil meridional, passa a ser ocupada militarmente a partir de 1737, quando começam a ser erigidas as fortalezas necessárias à defesa do seu território. Esse fato resultou num importante passo na ocupação da ilha. A partir de meados do século XVIII, a ilha de Santa Catarina passa a receber uma expressiva quantidade de imigrantes açorianos, que chegam ao Brasil incentivados pela Corôa portuguesa para aliviar o excedente populacional e ocupar a parte meridional de sua colônia na América do Sul. Com a ocupação, prosperaram a agricultura e a indústria manufatureira de algodão e linho, permanecendo, ainda hoje, resquícios desse passado, no que se refere à confecção artesanal da farinha de mandioca e das rendas de bilro. Nessa época, em meados do século XVIII, verifica-se a implantação das "armações" para pesca da baleia, em Armação da Piedade (Governador Celso Ramos) e Armação do Pântano do Sul (Florianópolis), cujo óleo era comercializado pela Coroa fora de Santa Catarina, não trazendo benefício econômico à região. Século XIX
  • 14.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 14/35 Quadro de Victor Meirelles mostrando a cidade em 1847 No século XIX, Desterro foi elevada à categoria de cidade; tornou-se capital da Província de Santa Catarina em 1823 e inaugurou um período de prosperidade, com o investimento de recursos federais. Projetaram-se a melhoria do porto e a construção de edifícios públicos, entre outras obras urbanas. A modernização política e a organização de atividades culturais também se destacaram, marcando inclusive os preparativos para a recepção ao Imperador D. Pedro II (1845). Em outubro desse mesmo ano, ancorada a embarcação imperial nos arredores da ilha, D. Pedro permaneceu em solo catarinense por quase um mês. Nesse período, o Imperador dirigiu-se várias vezes à Igreja (hoje Catedral Arquidiocesana), passeou pelas ruas da Vila do Desterro e, na "Casa de Governo", concedeu "beija-mão". Em 1891, quando o marechal Deodoro da Fonseca, por influência da Revolta da Armada, renunciou à presidência da recém-instituída república, o vice-presidente Floriano Peixoto assumiu o poder, mas não convocou eleições após isso, contrariando o prescrito na Constituição promulgada neste mesmo ano, fato que gerou duas revoltas: a 2ª Revolta da Armada (originária da Marinha, no Rio) e a Revolução Federalista (patrocinada por fazendeiros gaúchos). As duas insurreições chegaram ao Desterro com o apoio dos catarinenses, entre os quais esteve Elesbão Pinto da Luz. Entretanto, Floriano Peixoto conteve-as ao aprisionar seus líderes e, com isso, restaram no domínio da cidade tão-somente simpatizantes do presidente, que, em sua homenagem, deram à capital a denominação de Florianópolis, ou seja, "cidade de Floriano". Os revoltosos, por sua vez, vieram a ser fuzilados na Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim. Também, no final do século XIX, em 1898, foi fundado um importante colégio pela Congregação das Irmãs da Divina Providência, o Colégio Coração de Jesus.
  • 15.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 15/35 Século XX Ponte Hercílio Luz em 1935. A cidade, desde o entrar do século XX, passou por profundas transformações. A construção civil fez-se um dos seus principais suportes econômicos. A implantação das redes básicas de energia elétrica, do sistema de fornecimento de água e da rede de esgotos somou-se à construção da Ponte Hercílio Luz, tudo a assinalar o processo de desenvolvimento urbano. Além disso, em 1943 foi anexada ao município a parte continental, antes pertencente à vizinha São José. Ao final do século XX — nas três últimas décadas, principalmente —, a ilha experimentou singular afluência de novos moradores, iniciada com a transferência da sede da Eletrosul do Rio de Janeiro para o centro da ilha, com sede fixada no bairro Pantanal. Construíram-se duas novas pontes ligando a ilha ao continente: a ponte Colombo Salles e a ponte Pedro Ivo Campos. Os bairros mais afastados da ilha também foram objeto de intensa urbanização. Surgiram novos bairros, tal como Jurerê Internacional, de alto nível socioeconômico, enquanto em alguns pontos começou uma ocupação desordenada, sem o devido zelo com respeito a obras de urbanização. No início do século XXI a cidade passa a ter um dos piores trânsitos do Brasil, com um veículo para cada dois habitantes. No verão esse número aumenta gradativamente com a chegada dos turistas. Geografia Ilha de Santa Catarina e região circunvizinha em imagem do satélite Landsat (por volta do ano 2000). Florianópolis é uma das três ilhas-capitais do Brasil (as outras são Vitória e São Luís). A área do município, compreendendo a parte continental e a ilha, abrange 436,5 km². Fazem parte do município de Florianópolis os seguintes distritos: Sede, Barra da Lagoa, Cachoeira do Bom Jesus, Campeche, Canasvieiras, Ingleses do Rio Vermelho, Lagoa da Conceição, Pântano do Sul, Ratones, Ribeirão da Ilha, Santo Antônio de Lisboa e São João do Rio Vermelho.
  • 16.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 16/35 Relevo A ilha de Santa Catarina possui uma forma alongada e estreita, com comprimento médio de 54 km e largura media de 18 km. Com litoral bastante recortado, possui várias enseadas, pontas, ilhas, baías e lagoas. A ilha está situada de forma paralela ao continente, separadas por um estreito canal. Seu relevo é formado por cristas montanhosas e descontínuas, servindo como divisor de águas da ilha. As altitudes variam entre 400 e 532 metros. O ponto mais alto da ilha é o Morro do Ribeirão, com 532 metros de altitude. Paralelamente às montanhas surgem esparsas planícies, em direção leste e na porção noroeste da ilha. Na face leste da ilha, há presença de dunas formadas pela ação do vento. Praias Considerava-se que Florianópolis tinha 42 praias, sendo este durante décadas um dos slogans do município. Por encomenda do IPUF (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), realizou-se, pela primeira vez, um levantamento completo sobre as praias da capital catarinense. Foram mapeadas mais de 100 praias. Como o objetivo do trabalho era toponímico, para cumprir lei municipal que determina a sinalização de todas as praias, ficaram de fora mais de uma dezena que, de tão desconhecidas, nem possuíam denominação. Atualmente testes de balneabilidade comprovam vários pontos impróprios para banho, principalmente nas praias situadas ao Norte da Ilha.[7] As 100 praias catalogadas são reconhecidas como tais pela população local, tendo, em alguns casos, mais de um nome. Algumas ainda são pouco conhecidas dos turistas. Na Ilha de Santa Catarina existe uma grande laguna: Lagoa da Conceição e uma grande lagoa: Lagoa do Peri. Outra porção da cidade está localizada no continente, onde encontram-se bairros importantes como Estreito, Coqueiros, Bom Abrigo, Itaguaçu, Abraão, Capoeiras e Balneário, entre outros. .
  • 17.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 17/35 Praia dos Ingleses Lagoa da Conceição Ponte Hercílio Luz, o principal símbolo da cidade. Florianópolis tem sua economia alicerçada basicamente nas atividades do comércio, prestação de serviços públicos, indústria de transformação e turismo. Ultimamente, a indústria do vestuário e a informática vêm-se tornando também setores de excepcional desenvolvimento. A construção civil também é outra importante atividade econômica da cidade, com destaque para as praias da região norte da ilha (Jurerê, Jurerê Internacional, Canasvieiras e Ingleses). Praça XV de Novembro
  • 18.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 18/35 A Praça XV de Novembro é o principal ponto de convergência da cidade. Destaca-se por seus valores arquitetônicos, culturais e comportamentais. Este logradouro existe com notável relevo desde a fundação de Florianópolis, época em que a ilha nem sequer se denominava Desterro. Tudo começou por intermédio do fundador, Francisco Dias Velho, que, no ponto local mais elevado, estabeleceu sua moradia e, ao lado desta, ergueu sua então denominada "casa de reza" (hoje Catedral). Somados a seus valores interiores, neste ponto principal do centro urbano se vêem, além de uma bela e centenária figueira, inúmeros monumentos e hermas que reverenciam acontecimentos e vultos da história catarinense e brasileira. A Praça XV mostra, em seu derredor, construções históricas que não raro serviram para sediar governos que delas ditavam leis às gentes ilhoa e barriga-verde. Centro histórico da cidade.
  • 19.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 19/35 Catedral de Florianópolis São variados os museus e galerias na capital catarinense. Na região central destacam-se o Museu Victor Meirelles (casa onde viveu o pintor, com obras em exposição) e a galeria de arte da Fundação Cultural Badesc. No Centro Integrado de cultura (CIC) destacam-se o Museu de Arte de Santa Catarina - MASC, Museu da Imagem e Som e Espaço Lindolf Bell. No Palácio Cruz e Souza, está instalado o Museu Histórico de Santa Catarina com relíquias que contam um pouco da história do estado. Outros espaços são o Museu de Armas Major Lara Ribas, localizado no Forte Sant'Anna (ao lado da Ponte Hercílio Luz), que expõe artigos bélicos e históricos, a Galeria de Arte e o Museu Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina e a galeria do Espaço Cultural Arquipélago, localizado no bairro Agronômica. Academia de Letras A cidade tem sua academia de letras, denominada Academia Desterrense de Letras, cujo patrono é o poeta barriga-verde Cruz e Sousa e fica localizada no Centro Integrado de Cultura (CIC). Também a Academia Catarinnse Maçônica de Letras hoje presidida eelo Irmão Edy Genovez Luft.
  • 20.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 20/35 O Ponto Dentro do Círculo https://opontodentrodocirculo.wordpress.com/2015/03/19/equinocio-de-outono/ Seu espaço para estudos e pesquisas Equinócio de Outono Publicado em 19 de março de 2015por Luiz Marcelo Viegas Para compreendermos melhor a importância do evento para a Maçonaria, o blog postou dois textos sobre o tema: Equinócio de Outono Por: Ubaldo Santos A palavra equinócio vem do latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa “noites iguais”, ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo, ou seja, durante os equinócios o dia e a noite tem igualmente 12 horas de duração. Equinócio é um fenômeno astrológico definido como o instante em que o Sol em sua órbita aparente (como vista da terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste) em sua marcha do sul para o norte e do norte para o sul. Mais precisamente é o ponto em que a eclíptica cruza o equador celeste. Caracteriza-se pela distribuição igual da luz solar nos dois hemisférios, pois é quando os raios solares incidem perpendicularmente sobre eles e diretamente sobre o equador. Isto ocorre duas vezes por ano. Numa dessas vezes, a órbita aparente do sol corta a linha do equador do sul para o norte. Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro quando definem mudanças de estação. Em março, o equinócio marca o inicio da primavera no hemisfério norte como na Europa, Estados Unidos e do outono no hemisfério sul como no Brasil, Argentina, Austrália, Nova Zelândia. 5 – Equinócio de Outono (Do Site O Ponto Dentro do Círculo do Ir Luiz Marcelo Viegas) - Pedro Juk
  • 21.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 21/35 Mas por que celebramos os equinócios e os solstícios e quais suas relações com a maçonaria? O homem primitivo distinguia a diferença entre duas épocas: uma de frio e outra de calor que eram atribuídas a ação do sol. Graças a isso surgiram os cultos solares, sendo o Sol proclamado fonte da vida, com influencia marcante sobre todas as religiões e crenças da época, pois o Sol na sua trajetória aparente determina a mudança das estações climáticas, nos equinócios e nos solstícios, quando a natureza passa por formidáveis transformações. Por este fato as religiões de então consideravam os dias de equinócios e solstícios como dias mágicos em virtude das transformações da natureza nestes dias. E assim os antigos povos realizavam rituais a cada mudança de ciclo da natureza sempre com um grande significado esotérico e místico, pois acreditavam em bênçãos divinas que decorriam principalmente do Equinócio de Outono, quando depositavam as maiores esperanças na concretização dos mais puros desejos para o homem, as bênçãos do equilíbrio, da equidade e da justiça. Nossos precursores, os membros das organizações de ofício, também realizavam essas celebrações, as quais chegaram à maçonaria operativa, e desde a instituição da maçonaria especulativa, os maçons continuaram a celebrar as festas equinociais e as solsticiais, reconhecendo o simbolismo e misticismo delas. Diversas são as relações do equinócio de outono. Segundo a astrologia o ano realmente começa quando o sol, na sua trajetória anual, encontra-se no grau zero de Áries. É o equinócio de outono no Hemisfério Sul (Brasil), e de primavera no Hemisfério Norte, 21 de março. No Cristianismo, todo o calendário baseia-se no equinócio. A Páscoa, por exemplo, ocorrerá no 1º domingo de lua cheia após o equinócio de outono (Brasil), nunca devendo ser antes do dia 22 de março e nunca após o dia 25 de abril. A tradição diz que o Ano Maçônico no hemisfério sul inicia-se no equinócio de outono que hoje celebramos, mais precisamente no dia 21 de março, quando o Sol ingressando no primeiro signo do Zodíaco, Áries, inicia um novo ciclo e que a Abóboda Estelada do teto da Loja, representa o céu durante o equinócio da primavera no hemisfério norte no dia 21 de março. Todos nós já ouvimos falar de Verdadeira Luz – VL- época em que começa a contar a era maçônica. Mas como definir a data da VL? Para tanto a maçonaria adotou o calendário do Rito Adonhiramita que se inicia no dia 21 de março, equinócio da primavera no hemisfério norte, juntando 4.000 anos aos da EV. Na elaboração das pranchas é costume constar a data da EV e ainda, se, se, desejar, a data da VL, que se obtém acrescentando 4.000 ao ano do calendário Gregoriano que desejamos. Por exemplo, hoje são 23 de março de 2013 da EV e 6013 da VL. Muito ainda poder-se-ia dizer sobre este fenômeno astrológico que para nós maçons contem relevantes ensinamentos esotéricos. Aos irmãos que desejarem conhecer mais sobre as festas da maçonaria, existe vasta literatura escrita por respeitáveis maçonólogos. Esperamos, no entanto, que com estas poucas informações possamos perceber as inter-relações e influencia dos corpos celestes sobre a vida em geral e o comportamento dos homens em particular e, saibamos entender por que a GLEB, ou seja, a maçonaria celebra e comemora, anualmente, os equinócios e os solstícios. E, por fim, que consigamos, todos nós, inspirados no significado e simbolismo do equinócio de outono, demonstrar por palavras e pelo exemplo, que a Maçonaria e os Maçons no mundo de hoje, estejam onde estiverem, sejam quais forem as condições ou situações, continuem sendo, como sempre foram, instrumentos de paz, de equilíbrio, de tolerância, de libertação e principalmente de transformação social.
  • 22.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 22/35 Equinócio de Outono Por: Sérgio Quirino Guimarães Apenas duas vezes por ano o dia tem 12 horas de luz e a noite 12 horas de escuridão; daí o significado da palavra equinócio, do Latim, aequus (igual) e nox (noite). A medição se faz quando na alvorada a metade do disco solar está acima da linha do horizonte e no crepúsculo a metade do sol está abaixo. Façamos um exercício de interpretação: se equinócio (aeguusnox) quer dizer noites iguais, também posso entender como “dias iguais”? Teremos o dia igual à noite ou a noite igual ao dia? Luz após Trevas ou Trevas após Luz? O Pavimento Mosaico é constituído de peças brancas intercaladas por peças pretas ou é constituído de peças pretas intercaladas por peças brancas? Ou será que é a diferença que valoriza a igualdade? Em quantos outros aspectos maçônicos podemos trabalhar com o simbolismo da igualdade diferenciada e complementativa? MUUUIIIIITTTTTTTOS ! Por isto compreender o que seja um equinócio é muito importante, mais ainda se estudarmos o simbolismo do Outono. Esta estação sucede o calor, a forte claridade e todos os sentimentos e emoções do Verão, mas antecede o frio, a penumbra e o silêncio do Inverno. É a hora de se estabilizar, diminuir o ritmo, preparar-se para momentos difíceis; é fazer como as árvores, jogar no chão as “velhas folhas”, firmar bem as raízes, preparar seu interior para outros ciclos e deixar algo para o planeta (frutos). Há uma frase do Dalai Lama que podemos refletir sobre o ápice da vida (verão), sua decadência (inverno) e sua estabilidade (outono), vejamos: “Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiura, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente”” Tanto o Equinócio quanto o Outono devem ser celebrados pelos Maçons e quem já passou dos 40 anos sabe que assim como na natureza sua vida passou e passará por “redução de chuvas” ($$$), “mudanças bruscas de tempo” (humor) e “nevoeiros” (decepções), mas apesar disso tudo jamais deixamos de frutificar. A palavra Outono vem do latim autumnus que pode ser usada no sentido de “crescer”. Que tenhamos um dia igual à uma noite ou que usemos o conhecimento de nossas virtudes e vícios para crescer.
  • 23.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 23/35 Este Bloco é produzido pelo Irmão Pedro Juk, às segundas, quartas e sextas-feiras Internet – esquadro e compasso Em 26.08.2015 o Irmão Marcos Soares, Companheiro Maçom da Loja Estrela de Davi, 4.058, REAA, GOB-RJ, Oriente de Jacarepaguá, Estado do Rio de Janeiro, solicita o que segue: marcos.soares@pobox.com Caro irmão, pesquisando na Internet sobre o tema esquadro e compasso, e particularmente sua disposição no Grau 2, encontrei o texto do link... http://iblanchier3.blogspot.com.br/2012/08/disposicao-do-esquadro-e-do-compasso-no.html ...que faz referência ao seu e-mail como provável autor. Caso o texto, de fato, seja de sua autoria, seria possível nos indicar a literatura de referência sobre esse tema e que definitivamente nos esclareça se há ou não posição correta do compasso parcialmente sobre o esquadro? Considerações: O tema deve ser pesquisado através de documentos autênticos datados do século XII até o século XVIII (catecismos, fragmentos, manuscritos, obras espúrias) - em princípio na Maçonaria Operativa e posteriormente na Especulativa. Em se tratando de pesquisa na Maçonaria não existe nada de pronto e específico por Rito, já que procedimentos, a exemplo dos que envolvem as Luzes Emblemáticas ou as Três Luzes 6 – Perguntas & Respostas Pedro Juk Não esqueça: envie sua pergunta identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potência.
  • 24.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 24/35 Maiores, destes o Esquadro e o Compasso quando nem mesmo existia à época operativa uma classificação por Grau, visto que apenas havia naqueles tempos dantes classes profissionais acompanhadas das suas respectivas ferramentas de trabalho, ou seja, literalmente eram manuseadas no ofício da construção – as Guildas dos Construtores. Assim é que quando se faz na atualidade referência aos vestígios operativos, vemos, por exemplo, as joias distintivas do Venerável e dos Vigilantes da época presente como os chefes do canteiro dos construtores da pedra do passado. A questão não era a de se arranjar o Esquadro e o Compasso sobre o Livro da Lei, porém à época, a utilização de ambos como ferramentas operativas. Aqui nesse momento não está se tratando de Lojas especulativas, todavia de um canteiro de obras medieval e os seus personagens. Nesse sentido, em se tratando do Esquadro (joia do Venerável) o instrumento simboliza verdadeiramente aquele usado como ferramenta de trabalho na construção, desse modo essa joia distintiva e simbólica da atualidade revive o Mestre da Obra operativo que nada mais era na época do que um Companheiro experiente (não confundir com grau simbólico da Moderna Maçonaria). Por assim ser é que na Moderna Maçonaria – especulativa por excelência – a joia distintiva do Venerável remonta as tradições operativas como uma ferramenta de trabalho usada especificamente na profissão, portanto esse Esquadro se reporta àquele com graduação (ramo maior) e que possui um cabo para o respectivo manuseio (ramo menor). Um bom exemplo para essa abordagem histórica está na joia distintiva do Mestre da Loja (Venerável) do Craft inglês, como aquele dos Trabalhos de Emulação, onde essa joia aparece com os ramos desiguais, acompanhada da 47ª Proposição de Euclides, também conhecido como o Teorema de Pitágoras, cuja equação relacionada aos catetos e a hipotenusa do triângulo retângulo constrói o ângulo de 90° que vai aos cantos e aprumadas das construções. Outro bom exemplo do esquadro operativo é a disposição desigual dos seus ramos (cabo e graduação) que coincidem com o triângulo retângulo na razão primária de três e quatro unidades para os catetos como figura geométrica tão cara (verdade universal) para o esquadrejamento dos cantos da obra. Já no que concerne ao Esquadro como componente das Três Grandes Luzes Emblemáticas, ou as Três Luzes Maiores da Loja, esse não é o operativo, senão o especulativo que se identifica com essa grande alegoria simbólica da Loja, cuja relação está na Verdade anunciada pelo ângulo reto e seus caráteres éticos e morais, sobretudo com definições hauridas ao longo dos ciclos de transformação da Maçonaria Especulativa até a Moderna Maçonaria – a materialidade para o Esquadro e a espiritualidade para o Compasso. Assim esse Esquadro mencionado não é aquele que representa o construtor operativo, porém um símbolo do código de aperfeiçoamento moral sempre visível em Loja aberta para compreensão do Maçom. Uma Loja somente existe na presença dessas Três Grandes Luzes. Sob essa óptica é que esse Esquadro como Luz Emblemática por não representar o operativo não possui cabo e nem graduação, ou seja, possui apenas os ramos perfeitamente iguais – Atenção mais uma vez: esse Esquadro não pode ser confundido com o Esquadro usado como ferramenta. Infelizmente pela carência de conhecimento e distinção sobre o escopo desse instrumento em Loja, é que indistintamente muitos ritualistas trataram os instrumentos como iguais e, quando não, invertendo-os naquilo que eles representam na simbologia maçônica. E ainda: não se aperceberam da diferença existente entre ambos. Foi desse embrolho que também acabou resultando outra fantasia ritualística – o lado para qual aponta o ramo maior do Esquadro sobre o Livro da Lei (teoria dos comodistas amparados pela lei do mais fácil, ou da pura imaginação). Pois bem: primeiro é que esse Esquadro não possui ramos desiguais, daí por ele não representar uma ferramenta operativa, nele não existe lado maior ou menor. Por segundo é que esse Esquadro, mesmo que corretamente possa possuir ramos iguais como o aqui comentado, ele não tem a função de apontar para esse ou para aquele lado como a indicar disposições de Obreiros em Loja. Ora, se a questão é a do sítio do Companheiro na Loja, não seriam o ramo do Esquadro ou mesmo a haste do Compasso os elementos indicativos dessa situação. O que assim determina
  • 25.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 25/35 é apenas a senda iniciática, lembrando sempre que o elevado ao Segundo Grau independente da Coluna que ele possa ocupar na Loja, o mesmo pode ter acesso a ambas as Colunas e não somente ao Sul que é o seu lugar de origem no Canteiro – há que se repassar que um Companheiro foi um dia um Aprendiz, assim, a exceção do Oriente, o detentor do Segundo Grau pode transitar tanto no Sul como também no Norte (ele veio do Norte para o Sul – para a perpendicular ao nível). Assim, não seria o ramo de um Esquadro ou a haste de um Compasso o elemento indicatório do “lado que os Companheiros se assentam na Loja”. Afinal a função das Três Grandes Luzes da Maçonaria é infinitamente mais nobre do que um mero objeto que aponta para um hemisfério simbólico da Loja. Por assim ser, tanto faz a direção para qual aponta o ramo do Esquadro que ainda se mantém sob a haste do Compasso. Do mesmo modo também não importa qual é a haste do Compasso que ficará liberta do Esquadro. O que verdadeiramente implica é que ambos os instrumentos se entrelacem no Segundo Grau, não influindo o lado para onde porventura aponte um ramo ou uma haste. Outro aspecto é o de se observar que conforme o Rito, a posição de leitura do Livro da Lei e, por sobre ele os dois instrumentos mencionados, ambos podem ficar voltados para o Oriente ou para o Ocidente. Para o bem da solene alegoria das Três Grandes Luzes Emblemáticas a regra é que o Esquadro quando unido ao Compasso, possua sempre ramos iguais. Já o outro Esquadro – o da joia distintiva do Venerável - possua ramos desiguais (com cabo e graduação) como uma insígnia do trabalho operativo do Mestre da Loja. Para as Luzes Emblemáticas existe uma conhecida afirmativa: “o Esquadro e o Compasso somente se apresentam unidos em Loja” – essa, pois é a razão pela qual que em alguns ritos maçônicos a Loja somente será declarada aberta quando, na presença desses instrumentos emblemáticos, ambos estejam unidos sobre o Livro da Lei. No que se refere ao “onde está escrito isso” (mania peripatética dos carimbos e convenções da Maçonaria Francesa), como já fora anteriormente mencionado, não existe nada pronto na história da Sublime Instituição. O que carecemos é de método e compreensão acadêmica para o real entendimento da Arte - sempre desligados das fantasias e das redundâncias. Aliás, entenda-se que a Maçonaria é simbólica, daí os seus símbolos expressam verdades, entretanto deles não existe nenhuma interpretação licenciosa. Há então que se perscrutar bibliografias e rituais confiáveis para que se cheguem às conclusões acertadas. O pesquisador deve ficar atento aos fatos históricos verdadeiros para compreender a evolução dos quase oitocentos anos de história da Ordem Maçônica, todavia sempre tomando o cuidado de se despir das fantasias e opiniões pessoais e ufanas como as que infelizmente ainda encontramos em diversos rituais adotados pelas Obediências, conquanto que, se eles existem e estão em vigência, temos a obrigação que segui-los na Loja. Embora essa obrigação legal relacionada ao cumprimento dos rituais, os equívocos como os aqui mencionados e relacionados aos ramos do Esquadro, não podem se enraizar como verdades, senão como um comprometimento legalístico. Então há de se lembrar de que, não obstante estejamos obrigados a seguir esses ditames ritualísticos por uma questão de ordem legal, é verdade, porém que nem sempre o que está escrito é o que está o correto. Segue, para se chegar futuramente a conclusões acertadas, um pequeno roteiro bibliográfico que ajudará o estudante a compreender com autenticidade a Maçonaria e daí tirar as lições objetivas e racionais para que ele possa compreender muitas razões litúrgicas, ritualísticas e doutrinárias que compõem hoje a Moderna Maçonaria. Reitero, existem situações que demandam da lógica do raciocínio e não de uma bibliografia qualquer que diga no que devemos ou não acreditar. Há que se juntar escritos, pergaminhos e fragmentos autênticos para que possamos expressar verdades. Espero que eu tenha me feito entender. Segue o roteiro bibliográfico resumido que trata com amplitude os costumes maçônicos. A questão é montar uma grade e buscar as conclusões
  • 26.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 26/35 certas que geralmente estão ocultas por detrás dos procedimentos hauridos da tradição, uso e costumes da Sublime Instituição. ROTEIRO BIBLIOGRÁFICO. WAITE, A. E. The Secret Tradition of Freemasonry, Londres, 1911. CASTELLANI, José. Ciência Maçônica e as Antigas Civilizações, Traço, São Paulo, 1980. CASTELLANI, José. Consultórios Maçônicos diversos, Editora A Trolha, Londrina. CASTELLANI, José. Coleção de Dicionários Etimológicos Maçônicos, A Trolha. CASTELLANI, José. Cartilha do Aprendiz, A Trolha, 1992. CASTELLANI, José. Curso Básico de Liturgia e Ritualística, A Trolha, 1991. CARVALHO, F. A. Símbolos Maçônicos e Suas Origens, Editora A Trolha, Londrina, 1996. CARVALHO, F. A. A Maçonaria - Usos e Costumes, Editora A Trolha, Londrina, 1994. CARVALHO, F. A. O Companheiro Maçom, Editora A Trolha, Londrina, 1996. PRESTON, W. Ilustrations of Masonry, Londres, 1.986. LOMAS, Robert. Os Segredos da Maçonaria, Madras, São Paulo, 2015. GOULD, R.F. A History of Freemasonry, Londres, 1883. GOULD, R.F. Historie Abrégée de La Franc-Maçonnerie, Paris, 1989. DYER, Colin F. W. Symbolism in Craft Masonry, Lewis Maçonic, 1976. DYER, Colin F. W. Some Troughts on the Origins of Speculative Masonry, A. Q. C. 1982.. STEVENSON, D. Origens da Maçonaria – O Século da Escócia, Madras, São Paulo. BAIGENT, M. & LEIGH, R. O Templo e a Loja, Madras Editora, São Paulo. A.Q.C., Freemasonry and Building, Londres, 1922. A.Q.C., BEGEMANN W. Remarks on The Craft Legend of the Old Britsh Masons, 1892. CARR, Harry. The Transition from Operative to Speculative Masonry, The Collected Prestonian Lectures – Londres. CARR, Harry. Word of Freemansonry, Lewis Maçonic, 1985. BAYARD, J. P. Le Compagnonnage en France, Payot, 1976. JONES, Bernard. Freemasons’ Guide and Compendium, Harrap, Londres, 1950. MELLOR, Alec. Dictionnaire de la Franc-Maçonnerie e des Franc-Maçons, Belfond, Paris, 1990. NAUDON, Paul. Les Origens de la Franc-Maçonnerie, Dervy, Paris, 1979. NAUDON, Paul. Les Loges de Saint-Jean, Dervy, Paris, 1990. VAROLLI FILHO, T. Curso de Maçonaria Simbólica, Tomos I, II e III, Gazeta Maçônica, São Paulo. VAROLLI FILHO, T. Importância da História da Maçonaria Operativa, Gazeta Maçônica, São Paulo, 1982. BOUCHER, Jules – La Symbolique Maçonnique – Dervy-Livres – Paris, 1.979. RIDLEY, Jasper – Los Masones, La sociedad secreta más poderosa de la terra Ediciones B. Argentina S.A. – Buenos Aires, 2.000. JUK, Pedro. Exegese Simbólica para o Aprendiz Maçom, Tomo I, A Trolha, Londrina, 2007. NASCIMENTO, R. S. R, Manuscrito Régius, GOB, Brasília, 1999... Dentre tantos outros, esses darão um bom suporte para começar. E.T. 1 – Dentro desse roteiro resumido de literatura o interessado terá contato com uma imensa bibliografia para o estudo. E.T. 2 – O interessado não deve tirar conclusões apressadas em se baseando em rituais enxertados e repletos de vícios e invencionices que apareceram ao longo dos tempos no Brasil – cuidado com rituais antigos, sobretudo aqueles que por aqui foram editados – antiguidade não significa verdade. T.F.A. PEDRO JUK – Out/2015 jukirm@hotmail.com –
  • 27.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 27/35 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GOSC https://www.gosc.org.br Data Nome Oriente 05/03/2005 Aurora Florianópolis 10/03/1972 Templários da Justiça Lages 15/03/1998 Estrela do Sul Lages 18/03/1998 Jacy Daussen São José 18/03/2011 Monteiro Lobato Itajaí 19/03/1993 III Milênio Curitibanos 19/03/1994 Renascer da Luz Criciúma 20/03/1949 Januário Corte Florianópolis 23/03/1996 Pedra Cintilante Itapema 24/03/1998 Fiel Amizade Florianópolis 30/03/1998 Amigos para Sempre Joinville 30/03/1999 Círculo da Luz Joinville 31/03/1975 Estrela do Mar Balneário Camboriú 31/03/2011 Colunas do Arquiteto Ituporanga Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de Março 7 – Destaques JB Resenha Final
  • 28.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 28/35 GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Nome Oriente 03.03.2012 Guardiões das Virtudes - 4198 Biguaçú 14.03.1981 Estrela do Planalto -2119 Canoinhas 16.03.1899 União III Luz E Trab. 664 Porto União 16.03.2005 Cavaleiros da Luz - 3657 Florianópolis 19.03.2004 Quintessência - 3572 Bombinhas 21.03.1990 Luz da Acácia - 2586 Jaraguá do Sul 21.03.2009 Acácia de Balneário - 3978 Baln. Camboriú 29.03.1973 Acácia Joinvilense - 1937 Joinville 29.03.1973 Gênesis - 2701 Tubarão 29.03.2012 União Palhocense - 4236 Palhoça 30.03.2006 Luz da Porta do Vale - 3764 Itajaí GLSC - http://www.mrglsc.org.br Data Nome da Loja Oriente 11.03.2003 Fraternidade Itajaiense nr. 85 Itajaí 17.03.2010 Fonte de Luz nr. 102 Chapecó 18.03.1989 Tríplice Fraternidade nr. 48 Dionísio Cerqueira 20.03.2009 Acácia Itajaiense II nr. 100 Itajaí 21.03.1940 Cruzeiro do Sul nr. 05 Joaçaba 24.03.2010 Loja do Sol nr. 103 Blumenau 28.03.1970 Pitágoras nr. 15 Florianópolis 30.03.1995 Leão de Judá nr. 62 Florianópolis
  • 29.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 29/35 Loja Professor Mâncio da Costa promove mais uma noite de palestra (do correspondente JB News Ir. Fernando Fernandes) Em sessão ocorrida na noite da última segunda-feira, (21) no Templo da Fraternidade Arte Real, a Loja Maçônica Prof. Mâncio da Costa nº 1977 – GOB/SC, promoveu a palestra do Ir.’. Marcos de Oliveira, Venerável Mestre da ARLS Alvorada da Sabedoria, com o tema: "Teorias sobre o significado e a função do conhecimento". Presentes à sessão, 11 Irmãos visitantes, que prestigiaram a interessante palestra. O Ir.’. Marcos de Oliveira expôs com brilhantismo tema extremamente relevante para os dias atuais, principalmente pela crise moral e intelectual que estamos atravessando. O Venerável Mestre da Loja Prof. Mâncio da Costa, Ir.’. Paulo Velloso, em nome da Oficina, agraciou o palestrante com um presente, além de um certificado pela palestra realizada. O JB News se congratula com o valoroso Ir.'. Marcos de Oliveira pelo maravilhoso trabalho apresentado.
  • 30.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 30/35
  • 31.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 31/35
  • 32.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 32/35
  • 33.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 33/35 Os vídeos são pesquisados ou repassados, em sua maioria, por irmãos colaboradores do JB News. 1 – Santa Ceia de Leonardo Da Vinci: A_Santa_Ceia_de_Leonardo_Da_Vinci.pps 2 – Lagoa da Conceição – Florianópolis https://www.youtube.com/watch?v=U5xQveYWNmw 3 – Praias de Santa Catarina: Praias de Santa Catarina.pps 4 – Uma jovem senhora de -101 anos com o seu carro de 84 anos: http://www.youtube.com/embed/qxCpK1W_Gjw?feature=player_embedded 5 – A desagregação do glaciar http://www.youtube.com/embed/hC3VTgIPoGU?rel=0 6 - Mercado Público de Florianópolis: Mercado Público de Florianópolis.mp4 https://www.youtube.com/watch?v=k6IqdJWYk8s 7 – Filme do dia: (A lenda do pianista do mar) – legendado https://www.youtube.com/watch?v=MxepYh_32x8
  • 34.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 34/35 Parabéns Florianópolis, pelos 343 anos neste 23 de março de 2016!
  • 35.
    JB News –Informativo nr. 1.999 – Florianópolis (SC) quarta-feira, 23 de março de 2016 Pág. 35/35 (...jamais a natureza reuniu tanta beleza...) Ouça duas versões do Rancho de Amor à Ilha (Hino de Florianópolis) http://www.youtube.com/watch?v=isaWRF2jM0k http://www.youtube.com/watch?v=amhLoAgNd4I