poraí
39
maio/2013
irresistível
belém
A capital paraense tornou-se o polo gastronômico nacional
para quem busca a riqueza dos ingredientes amazônicos
por Cintia Oliveira, de Belém, Pará
Banhada pelo rio Guamá e pela baía do Guajará – ambos afluentes
do rio Amazonas –, Belém seria apenas mais uma entre tantas me-
trópoles brasileiras se não fosse a atmosfera particular que permeia a
cidade. É impossível falar da capital paraense sem mencionar o clima
quente e úmido, a chuva que desaba todas as tardes, além da imensa
diversidade de ingredientes nativos na região – elementos que for-
mam uma culinária repleta de sabores marcantes.
“O Pará abriga várias ‘amazônias’ em uma. São diversos terroirs
num único Estado.Graças a essa pluralidade,o Pará se tornou o centro
gastronômico da Amazônia”, sentencia o chef Thiago Castanho, dos
restaurantes Remanso do Bosque e Remanso do Peixe, de Belém.
Dos rios vêm peixes suculentos, ricos em gordura e repletos de
personalidade, como o filhote, o tambaqui e o pirarucu. Frutas
como açaí, cupuaçu, bacuri, ingá e pupunha (que é um fruto de sa-
bor acastanhado, não o palmito) surpreendem a quem as saboreia
pela primeira vez. E a mandioca, a alma da culinária paraense, está
presente em farinhas, no tucupi (caldo extraído da mandioca bra-
va, cozido com ervas nativas, como cipó d’alho, alfavaca e chicória)
e na maniçoba, prato feito com as folhas da mandioca cozidas por
no mínimo seis dias, e pedaços de carne suína. Os paraenses apre-
ciam tanto a receita que é possível encontrá-la nas barracas de rua,
ao lado do tacacá (cozido à base de tucupi, jambu e camarão seco)
– uma boa pedida após a chuva.
A maioria desses ingredientes pode ser encontrada no Mercado
Ver-o-Peso, considerado o grande entreposto de Belém e a maior
feira ao ar livre da América Latina. Fundado em 1901, traz inúme-
ras barracas repletas de frutas, peixes, farinhas e ervas, que exa-
lam uma infinidade de aromas que só fazem parte do repertório
de quem vive ali. Esse local tão inspirador até virou tema de um
evento gastronômico, o Festival do Ver-o-Peso, o maior do gênero
na região amazônica, que acontece anualmente na capital paraense.
Em abril deste ano, o festival reuniu 23 profissionais de outros Es-
tados, durante os sete dias de evento (confira no box).
Além de saborear os pratos típicos dentro do Ver-o-Peso, os mo-
radores e visitantes se deleitam nas barracas espalhadas pela cidade
ou nos restaurantes da Estação das Docas, como o tradicional Lá
em Casa, ou ainda nas malocas, instaladas à beira do rio. Entre as
mais icônicas está a Maloca do Orlando – passeio obrigatório para
quem vai a Belém. Localizado no município de Barcarena, demora
meia hora para se chegar de barco. A comida é preparada por Maria
Salomé, esposa do proprietário, Orlando Castro Leão. As refeições,
com peixes assados na brasa, caranguejo cozido e açaí com fari-
nha de tapioca, geralmente são precedidas de um banho de rio. A
comida de Maria Salomé já encantou ninguém menos que o chef
espanhol Ferran Adrià.
Os ingredientes que são ícones da
cozinha paraense: açaí (abaixo, à dir.),
pupunha (abaixo), cupuaçu (acima) e
castanha-do-pará (acima, à dir.)
fotosDivulgação
poraí
40
maio/2013
Sem dúvida, os ingredientes locais dão um caráter úni-
co à culinária da região. “A cozinha baiana tem traços da
culinária africana, a mineira, da cozinha portuguesa. Aqui
não. Quando você prova o tucupi, a maniva (folha com
que se faz a maniçoba), dificilmente você consegue asso-
ciar à cozinha de outro lugar”, diz a chef Daniela Martins,
do restaurante paraense Lá em Casa,filha do falecido Pau-
lo Martins,considerado o grande embaixador da culinária
paraense pelo mundo. Joanna Martins, irmã de Daniela,
lembra que o pai carregava os ingredientes consigo para
onde quer que fosse. “Ele carregou uma bandeira a favor
de nossos produtos, muitas vezes sem apoio. Mandava
isopores repletos de ingredientes a vários chefs e nem cos-
tumava cobrar.” Quem chegou a receber os produtos de
Martins foi ninguém menos que Alex Atala – sem dúvida,
a parceria ajudou o chef a colocar a cozinha brasileira no
mapa gastronômico mundial.
Esses ingredientes tão marcantes também entram no
repertório de cozinhas internacionais, praticadas por
vários restaurantes da cidade. O restaurante Famiglia
Sicilia, comandado pelos irmãos Fabio e Angela Sici-
lia, oferece uma cozinha “ítalo-amazônica”.“Existe uma
colônia italiana considerável em Belém e quando viajo
sempre levo receitas com um toque da cozinha para-
ense”, afirma a chef Angela. Entre os exemplos está o
ravióli de bacuri com camarões e pudim de leite com
cumaru (baunilha amazônica).
Com tanto magnetismo que os produtos paraenses pro-
vocam nos chefs, é comum que muitos deles atravessem as
fronteiras do Estado e virem um bom negócio para pro-
dutores locais. É o caso do tucupi da marca Vovó da Flo-
resta, que produz cerca de 5 mil litros por semana.“Com a
demanda de outros chefs, a previsão é dobrar a produção
em um ano”, conta o proprietário, Nelson Calderaro. Mas
nem sempre é fácil trabalhar com os produtos locais.O chef
Sérgio Leão, do restaurante paraense Benjamin, diz que há
problemas na variação de qualidade,na garantia e no prazo
defornecimento.“Esseéumdesafio,poisdenadaadiantase
osprodutosnãoatingiremumpadrão”,explica.Eachef Ro-
berta Sudbrack, do restaurante carioca que leva seu nome,
acredita que nem tudo encontrado em Belém pode ser ex-
portado. “Até que ponto é possível utilizar os ingredientes
fora daqui? É sábio da nossa parte manter o respeito pelo
produto e não deixá-lo sofrer com o transporte”, pondera.
As melhorias nesses quesitos, ao que tudo indica, estão
por vir. No fim do ano passado, foi fundado o Instituto
Paulo Martins, com o objetivo de profissionalizar os pro-
dutores.“São ingredientes de grande potencial, mas muitos
produtores ainda não perceberam a demanda e os empre-
sários não investem”, afirma Joanna, diretora-executiva do
instituto, que é presidido por sua mãe, Tânia Martins.
Os irmãos Thiago e Felipe Castanho, do Remanso, já
entraram nessa luta e estão buscando produtos direta-
mente nas comunidades locais. Um deles é o cupulate,
muito semelhante ao chocolate, elaborado a partir do
cupuaçu, da ilha do Combu. Trata-se de uma comuni-
dade ribeirinha localizada a 1,5 quilômetro ao sul de
Belém. “Não é fácil encontrar o cupulate, pois ainda
não foi criado um mercado para ele”, conta Thiago, que
descobriu o produto há seis anos.
A dupla também se dedica à pesquisa de óleos da região,
para reduzir o uso de azeite de oliva.“Temos muitas palmei-
ras, castanhas oleaginosas e frutas como o piquiá, o cupua-
çu e o pequi,que têm uma boa quantidade de óleo,mas são
pouco aproveitados”, diz Thiago. Um catálogo com vários
tipos de farinhas e o uso das ervas medicinais na cozinha
também fazem parte de seus estudos. “O cipó d’alho, uti-
lizado para gripe e dor de garganta, tem um sabor de alho
bem sutil”, exemplifica. É mais um motivo para comprar a
passagem e preparar o apetite para as surpresas que a culi-
nária paraense reserva.
A reportagem viajou a convite da organização do
Festival Ver-o-Peso
Idealizado pelo falecido chef Paulo Martins, o Festival
Ver-o-Peso (foto acima) é o maior evento gastronômico da
Amazônia. Em sua 11ª edição, que aconteceu entre os dias 7
e 14 de abril, em Belém, o evento teve a participação de che-
fs como Andrea Kaufmann (SP), Manu Buffara (PR), Felipe
Rameh (MG), Roberta Sudbrack (RJ), Checho Gonzalez (SP),
Thomas Troisgros (RJ), Barbara Verzola (ES), Ligia Karazawa
(SP) e Guga Rocha (AL), que se dividiram entre aulas e
jantares beneficentes. Durante o evento, também ocorreu o
Concurso Gastronômico Chef Paulo Martins, que premiou
a melhor receita elaborada com ingredientes paraenses:
nhoque de pupunha ao molho com café, da paraense
Niceise Ribeiro, e o Jantar das Boieiras, onde as cozinheiras
do Ver-o-Peso dividiram as panelas com os chefs convida-
dos. O próximo Festival Ver-o-Peso já tem data. Será entre
os dias 25 de maio e 1º de junho do ano que vem.
Festival Ver-o-Peso
confira as
receitas
nas págs. 88 e 89
Benjamin
travessa Benjamin Constant, 1.361 – Nazaré
(91) 3343-3758 – Belém – PA
Famiglia Sicilia
avenida Conselheiro Furtado, 1.420 – Batista Campos
(91) 4008-0001 – Belém – PA
Lá em Casa
avenida Boulevard Castilho França, galpão 2, loja 4 (Estação das Docas) -
Campina
(91) 3212-5588 – Belém – PA
Maloca do Orlando
(91) 9145-1621
Remanso do Bosque
travessa Perebebuí, 2.350 – Marco
(91) 3347-2829 – Belém – PA
Remanso do Peixe
travessa Barão do Triunfo, 2.590, casa 64 – Marco
(91) 3228 2477 – Belém – PA
No alto, os irmãos Felipe (à esq.) e Thiago Castanho,
chefs dos restaurantes paraenses Remanso do Bosque e
Remanso do Peixe. Acima, o prato de angu de milho na
brasa com sagu e aviú, assinado pela dupla
A variedade
de farinhas no
Ver-o-Peso
fotosDivulgação

Irresistível Belém - Cintia Oliveira

  • 1.
    poraí 39 maio/2013 irresistível belém A capital paraensetornou-se o polo gastronômico nacional para quem busca a riqueza dos ingredientes amazônicos por Cintia Oliveira, de Belém, Pará Banhada pelo rio Guamá e pela baía do Guajará – ambos afluentes do rio Amazonas –, Belém seria apenas mais uma entre tantas me- trópoles brasileiras se não fosse a atmosfera particular que permeia a cidade. É impossível falar da capital paraense sem mencionar o clima quente e úmido, a chuva que desaba todas as tardes, além da imensa diversidade de ingredientes nativos na região – elementos que for- mam uma culinária repleta de sabores marcantes. “O Pará abriga várias ‘amazônias’ em uma. São diversos terroirs num único Estado.Graças a essa pluralidade,o Pará se tornou o centro gastronômico da Amazônia”, sentencia o chef Thiago Castanho, dos restaurantes Remanso do Bosque e Remanso do Peixe, de Belém. Dos rios vêm peixes suculentos, ricos em gordura e repletos de personalidade, como o filhote, o tambaqui e o pirarucu. Frutas como açaí, cupuaçu, bacuri, ingá e pupunha (que é um fruto de sa- bor acastanhado, não o palmito) surpreendem a quem as saboreia pela primeira vez. E a mandioca, a alma da culinária paraense, está presente em farinhas, no tucupi (caldo extraído da mandioca bra- va, cozido com ervas nativas, como cipó d’alho, alfavaca e chicória) e na maniçoba, prato feito com as folhas da mandioca cozidas por no mínimo seis dias, e pedaços de carne suína. Os paraenses apre- ciam tanto a receita que é possível encontrá-la nas barracas de rua, ao lado do tacacá (cozido à base de tucupi, jambu e camarão seco) – uma boa pedida após a chuva. A maioria desses ingredientes pode ser encontrada no Mercado Ver-o-Peso, considerado o grande entreposto de Belém e a maior feira ao ar livre da América Latina. Fundado em 1901, traz inúme- ras barracas repletas de frutas, peixes, farinhas e ervas, que exa- lam uma infinidade de aromas que só fazem parte do repertório de quem vive ali. Esse local tão inspirador até virou tema de um evento gastronômico, o Festival do Ver-o-Peso, o maior do gênero na região amazônica, que acontece anualmente na capital paraense. Em abril deste ano, o festival reuniu 23 profissionais de outros Es- tados, durante os sete dias de evento (confira no box). Além de saborear os pratos típicos dentro do Ver-o-Peso, os mo- radores e visitantes se deleitam nas barracas espalhadas pela cidade ou nos restaurantes da Estação das Docas, como o tradicional Lá em Casa, ou ainda nas malocas, instaladas à beira do rio. Entre as mais icônicas está a Maloca do Orlando – passeio obrigatório para quem vai a Belém. Localizado no município de Barcarena, demora meia hora para se chegar de barco. A comida é preparada por Maria Salomé, esposa do proprietário, Orlando Castro Leão. As refeições, com peixes assados na brasa, caranguejo cozido e açaí com fari- nha de tapioca, geralmente são precedidas de um banho de rio. A comida de Maria Salomé já encantou ninguém menos que o chef espanhol Ferran Adrià. Os ingredientes que são ícones da cozinha paraense: açaí (abaixo, à dir.), pupunha (abaixo), cupuaçu (acima) e castanha-do-pará (acima, à dir.) fotosDivulgação
  • 2.
    poraí 40 maio/2013 Sem dúvida, osingredientes locais dão um caráter úni- co à culinária da região. “A cozinha baiana tem traços da culinária africana, a mineira, da cozinha portuguesa. Aqui não. Quando você prova o tucupi, a maniva (folha com que se faz a maniçoba), dificilmente você consegue asso- ciar à cozinha de outro lugar”, diz a chef Daniela Martins, do restaurante paraense Lá em Casa,filha do falecido Pau- lo Martins,considerado o grande embaixador da culinária paraense pelo mundo. Joanna Martins, irmã de Daniela, lembra que o pai carregava os ingredientes consigo para onde quer que fosse. “Ele carregou uma bandeira a favor de nossos produtos, muitas vezes sem apoio. Mandava isopores repletos de ingredientes a vários chefs e nem cos- tumava cobrar.” Quem chegou a receber os produtos de Martins foi ninguém menos que Alex Atala – sem dúvida, a parceria ajudou o chef a colocar a cozinha brasileira no mapa gastronômico mundial. Esses ingredientes tão marcantes também entram no repertório de cozinhas internacionais, praticadas por vários restaurantes da cidade. O restaurante Famiglia Sicilia, comandado pelos irmãos Fabio e Angela Sici- lia, oferece uma cozinha “ítalo-amazônica”.“Existe uma colônia italiana considerável em Belém e quando viajo sempre levo receitas com um toque da cozinha para- ense”, afirma a chef Angela. Entre os exemplos está o ravióli de bacuri com camarões e pudim de leite com cumaru (baunilha amazônica). Com tanto magnetismo que os produtos paraenses pro- vocam nos chefs, é comum que muitos deles atravessem as fronteiras do Estado e virem um bom negócio para pro- dutores locais. É o caso do tucupi da marca Vovó da Flo- resta, que produz cerca de 5 mil litros por semana.“Com a demanda de outros chefs, a previsão é dobrar a produção em um ano”, conta o proprietário, Nelson Calderaro. Mas nem sempre é fácil trabalhar com os produtos locais.O chef Sérgio Leão, do restaurante paraense Benjamin, diz que há problemas na variação de qualidade,na garantia e no prazo defornecimento.“Esseéumdesafio,poisdenadaadiantase osprodutosnãoatingiremumpadrão”,explica.Eachef Ro- berta Sudbrack, do restaurante carioca que leva seu nome, acredita que nem tudo encontrado em Belém pode ser ex- portado. “Até que ponto é possível utilizar os ingredientes fora daqui? É sábio da nossa parte manter o respeito pelo produto e não deixá-lo sofrer com o transporte”, pondera. As melhorias nesses quesitos, ao que tudo indica, estão por vir. No fim do ano passado, foi fundado o Instituto Paulo Martins, com o objetivo de profissionalizar os pro- dutores.“São ingredientes de grande potencial, mas muitos produtores ainda não perceberam a demanda e os empre- sários não investem”, afirma Joanna, diretora-executiva do instituto, que é presidido por sua mãe, Tânia Martins. Os irmãos Thiago e Felipe Castanho, do Remanso, já entraram nessa luta e estão buscando produtos direta- mente nas comunidades locais. Um deles é o cupulate, muito semelhante ao chocolate, elaborado a partir do cupuaçu, da ilha do Combu. Trata-se de uma comuni- dade ribeirinha localizada a 1,5 quilômetro ao sul de Belém. “Não é fácil encontrar o cupulate, pois ainda não foi criado um mercado para ele”, conta Thiago, que descobriu o produto há seis anos. A dupla também se dedica à pesquisa de óleos da região, para reduzir o uso de azeite de oliva.“Temos muitas palmei- ras, castanhas oleaginosas e frutas como o piquiá, o cupua- çu e o pequi,que têm uma boa quantidade de óleo,mas são pouco aproveitados”, diz Thiago. Um catálogo com vários tipos de farinhas e o uso das ervas medicinais na cozinha também fazem parte de seus estudos. “O cipó d’alho, uti- lizado para gripe e dor de garganta, tem um sabor de alho bem sutil”, exemplifica. É mais um motivo para comprar a passagem e preparar o apetite para as surpresas que a culi- nária paraense reserva. A reportagem viajou a convite da organização do Festival Ver-o-Peso Idealizado pelo falecido chef Paulo Martins, o Festival Ver-o-Peso (foto acima) é o maior evento gastronômico da Amazônia. Em sua 11ª edição, que aconteceu entre os dias 7 e 14 de abril, em Belém, o evento teve a participação de che- fs como Andrea Kaufmann (SP), Manu Buffara (PR), Felipe Rameh (MG), Roberta Sudbrack (RJ), Checho Gonzalez (SP), Thomas Troisgros (RJ), Barbara Verzola (ES), Ligia Karazawa (SP) e Guga Rocha (AL), que se dividiram entre aulas e jantares beneficentes. Durante o evento, também ocorreu o Concurso Gastronômico Chef Paulo Martins, que premiou a melhor receita elaborada com ingredientes paraenses: nhoque de pupunha ao molho com café, da paraense Niceise Ribeiro, e o Jantar das Boieiras, onde as cozinheiras do Ver-o-Peso dividiram as panelas com os chefs convida- dos. O próximo Festival Ver-o-Peso já tem data. Será entre os dias 25 de maio e 1º de junho do ano que vem. Festival Ver-o-Peso confira as receitas nas págs. 88 e 89 Benjamin travessa Benjamin Constant, 1.361 – Nazaré (91) 3343-3758 – Belém – PA Famiglia Sicilia avenida Conselheiro Furtado, 1.420 – Batista Campos (91) 4008-0001 – Belém – PA Lá em Casa avenida Boulevard Castilho França, galpão 2, loja 4 (Estação das Docas) - Campina (91) 3212-5588 – Belém – PA Maloca do Orlando (91) 9145-1621 Remanso do Bosque travessa Perebebuí, 2.350 – Marco (91) 3347-2829 – Belém – PA Remanso do Peixe travessa Barão do Triunfo, 2.590, casa 64 – Marco (91) 3228 2477 – Belém – PA No alto, os irmãos Felipe (à esq.) e Thiago Castanho, chefs dos restaurantes paraenses Remanso do Bosque e Remanso do Peixe. Acima, o prato de angu de milho na brasa com sagu e aviú, assinado pela dupla A variedade de farinhas no Ver-o-Peso fotosDivulgação