Tiragem: 6000
País: Portugal
Period.: Mensal
Âmbito: Regional
Pág: 32
Cores: Cor
Área: 21,02 x 25,68 cm²
Corte: 1 de 2ID: 55165392 01-07-2014
DISTRITODEVEINVESTIRNA
ECONOMIADOCONHECIMENTO
Para aumentar a competitividade
regional é fundamental melhorar
os sistemas de cooperação entre as
várias entidades, incluindo empresas,
administração e instituições de ensino
e I&D, para consolidar uma economia
de conhecimento capaz de aumentar
as oportunidades de negócio e
dinamizar o mercado de trabalho. Para
a coesão territorial é essencial definir
políticas de discriminação positiva
para territórios de baixa densidade.
Penela reconheceu a importância de
definir uma estratégia local sustentada,
centrada na inovação, competitividade
e empreendedorismo. São exemplos,
os programas de valorização de
recursos endógenos Villa Sico, Rede
de Aldeias do Xisto e “Buy-Nature”.
É ainda fundador e coordenador da
Agência para o Desenvolvimento
dos Castelos e Muralhas Medievais
do Mondego. Também tem apostado
em programas de cooperação inter-
regional, onde se enquadra o Smart
Rural Living Lab, cujo objetivo é juntar
empresas, investigadores e entidades
públicas, fomentar a cooperação e
a criatividade, visando criar novos
produtos e serviços, afirmando as
oportunidades e desafios que se
colocam aos territórios com dimensão
rural, num mundo globalizado.
LuísMatias
Presidente da Câmara Municipal de Penela
Precisa de criar condições favoráveis
a um melhor aproveitamento
das cadeias de valor existentes e,
simultaneamente, reforçar os fatores
de competitividade segundo uma
estratégia concertada entre todas
as entidades que devem intervir no
processo, no sentido de fomentar
a elevação da base económica do
distrito para setores de maior valor
acrescentado e assim promover o
progresso e a coesão territorial.
O Biocant Park. Alavancar a economia
local foi o objetivo deste projeto
desenvolvido por Cantanhede no
âmbito de uma parceria com as
universidades de Coimbra e a Aveiro,
entre outras entidades. Apostámos
na criação de uma infraestrutura
âncora para fomentar a instalação
de empresas de base tecnológica,
proporcionando condições para
o desenvolvimento de projetos
empresariais de conhecimento
intensivo, neste caso no campo da
biotecnologia. O alcance da iniciativa
pode ser avaliado pela dinâmica do
Parque de Biotecnologia de Portugal:
mais de 300 pessoas a trabalhar em
empresas e unidades de investigação.
JoãoMoura
Presidente da Câmara Municipal
de Cantanhede
PROMOVERUMAECONOMIA
DOCONHECIMENTOPARA
ACRESCENTARVALORAOS
RECURSOSEXISTENTESÉUMA
DASFÓRMULASDEFENDIDA
PELOSAUTARCASDODISTRITODE
COIMBRA.
O que é preciso para que o
distrito seja mais coeso e
dinâmico?
Destaque no seu concelho uma
medida que tenha servido para
alavancar a economia?XÊ
Tiragem: 6000
País: Portugal
Period.: Mensal
Âmbito: Regional
Pág: 33
Cores: Cor
Área: 20,90 x 24,69 cm²
Corte: 2 de 2ID: 55165392 01-07-2014
A
daptar a dinâmica que já
existe a um mercado cada vez
mais global, investindo em
empreendedorismo, inovação
e qualificação é umas das fórmulas para
alavancar a competitividade do distrito de
Coimbra. Para os decisores políticos deste
território, o investimento numa Economia
do Conhecimento que acrescente valor
aos recursos existentes exige também
uma estratégia assente em redes e
parcerias. Por outro lado, é defendida
a redefinição das políticas nacionais e
regionais para resolver as assimetrias que
persistem, dando particular atenção aos
territórios de baixa densidade.
O Distrito já é dinâmico e coeso.
Mas reconhecemos a necessidade de
readaptação face a novas dinâmicas de
mercado, sendo necessário reorientar
políticas públicas enquanto alavanca
dessas tendências. Reconhecemos a
necessidade de investimento público
enquanto ferramenta de coesão e
dinamismo, que deve servir para
criar empregos e corrigir assimetrias.
E a necessidade de estruturar os
“produtos” da região e integrá-los nas
principais fileiras, bem como de reter
população.
Destaco a criação de um ecossistema
de empreendedorismo e inovação
que nos permite ser dos únicos locais
do país, se não o único, que possui
estruturas de apoio a todas as fases de
criação de empresas, do nascimento
à maturação e ao crescimento. Por
outro lado, a criação, pela CMC,
da Plataforma de Dinamização
Empresarial de Coimbra, que permitiu
a existência de um fórum de debate,
troca de ideias e experiências, entre
todos os sectores empresariais do
concelho, parceiros sociais e institutos
governamentais.
ManuelMachado
Presidente da Câmara Municipal
de Coimbra
O distrito tem uma dinâmica
empresarial relevante no panorama
nacional. Urge construir-se uma forte
estratégia de futuro e de interação
coletiva. É necessário perceber os
novos desafios e as oportunidades da
região, que possui uma diversidade
de recursos endógenos que se tornam
numa oportunidade para dinamizar
a atividade económica. Como tal, é
necessário fortalecer e definir as novas
linhas programáticas para desenvolver
uma política territorial complementar
entre si.
A Figueira teve a preocupação
de alicerçar estas questões em
três vertentes. A primeira foi na
alteração ao regulamento do PDM
de forma a agilizar as necessidades
locais. A segunda foi potenciar os
parques industriais dotando-os das
infraestruturas e condições ideais para
a fixação de empresas. A localização no
centro do país, o porto marítimo e uma
rede viária e ferroviária de excelência,
torna o concelho bastante apelativo
para a fixação de investimento. Por
último, a Câmara tem-se concentrado
numa política de diplomacia
económica, promovendo o concelho
além-fronteiras.
JoãoAtaíde
Presidente da Câmara Municipal
de Figueira da Foz
É preciso assumir a construção e
desenvolvimento de uma estratégia
assente em redes e parcerias. Como
gestor e decisor político, entendo
que as parcerias entre Municípios,
entre agentes privados e públicos
e as sinergias criadas por projetos
intermunicipais criarão mais coesão
e dinamismo. Considero ainda como
fatores críticos para uma maior coesão
e dinamismo, as acessibilidades e
criação de emprego.
Num determinado momento, o
projeto do Metro Mondego potenciou
a dinâmica do setor de construção.
Na atualidade, destacamos a aposta
estratégica no turismo. O concelho
tem um potencial natural – em
grande parte baseado na Serra da
Lousã – , histórico e cultural que
temos vindo a potenciar como
forma de dinamização económica. O
investimento na promoção turística,
criação de condições infraestruturais
para turismo de natureza ativo e
acessível, nas Aldeias do Xisto e as
parcerias com entidades públicas e
agentes privados, têm originado uma
dinâmica interessante.
LuísAntunes
Presidente da Câmara Municipal da LousãXÊ

Distrito de Coimbra deve investir na economia do conhecimento

  • 1.
    Tiragem: 6000 País: Portugal Period.:Mensal Âmbito: Regional Pág: 32 Cores: Cor Área: 21,02 x 25,68 cm² Corte: 1 de 2ID: 55165392 01-07-2014 DISTRITODEVEINVESTIRNA ECONOMIADOCONHECIMENTO Para aumentar a competitividade regional é fundamental melhorar os sistemas de cooperação entre as várias entidades, incluindo empresas, administração e instituições de ensino e I&D, para consolidar uma economia de conhecimento capaz de aumentar as oportunidades de negócio e dinamizar o mercado de trabalho. Para a coesão territorial é essencial definir políticas de discriminação positiva para territórios de baixa densidade. Penela reconheceu a importância de definir uma estratégia local sustentada, centrada na inovação, competitividade e empreendedorismo. São exemplos, os programas de valorização de recursos endógenos Villa Sico, Rede de Aldeias do Xisto e “Buy-Nature”. É ainda fundador e coordenador da Agência para o Desenvolvimento dos Castelos e Muralhas Medievais do Mondego. Também tem apostado em programas de cooperação inter- regional, onde se enquadra o Smart Rural Living Lab, cujo objetivo é juntar empresas, investigadores e entidades públicas, fomentar a cooperação e a criatividade, visando criar novos produtos e serviços, afirmando as oportunidades e desafios que se colocam aos territórios com dimensão rural, num mundo globalizado. LuísMatias Presidente da Câmara Municipal de Penela Precisa de criar condições favoráveis a um melhor aproveitamento das cadeias de valor existentes e, simultaneamente, reforçar os fatores de competitividade segundo uma estratégia concertada entre todas as entidades que devem intervir no processo, no sentido de fomentar a elevação da base económica do distrito para setores de maior valor acrescentado e assim promover o progresso e a coesão territorial. O Biocant Park. Alavancar a economia local foi o objetivo deste projeto desenvolvido por Cantanhede no âmbito de uma parceria com as universidades de Coimbra e a Aveiro, entre outras entidades. Apostámos na criação de uma infraestrutura âncora para fomentar a instalação de empresas de base tecnológica, proporcionando condições para o desenvolvimento de projetos empresariais de conhecimento intensivo, neste caso no campo da biotecnologia. O alcance da iniciativa pode ser avaliado pela dinâmica do Parque de Biotecnologia de Portugal: mais de 300 pessoas a trabalhar em empresas e unidades de investigação. JoãoMoura Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede PROMOVERUMAECONOMIA DOCONHECIMENTOPARA ACRESCENTARVALORAOS RECURSOSEXISTENTESÉUMA DASFÓRMULASDEFENDIDA PELOSAUTARCASDODISTRITODE COIMBRA. O que é preciso para que o distrito seja mais coeso e dinâmico? Destaque no seu concelho uma medida que tenha servido para alavancar a economia?XÊ
  • 2.
    Tiragem: 6000 País: Portugal Period.:Mensal Âmbito: Regional Pág: 33 Cores: Cor Área: 20,90 x 24,69 cm² Corte: 2 de 2ID: 55165392 01-07-2014 A daptar a dinâmica que já existe a um mercado cada vez mais global, investindo em empreendedorismo, inovação e qualificação é umas das fórmulas para alavancar a competitividade do distrito de Coimbra. Para os decisores políticos deste território, o investimento numa Economia do Conhecimento que acrescente valor aos recursos existentes exige também uma estratégia assente em redes e parcerias. Por outro lado, é defendida a redefinição das políticas nacionais e regionais para resolver as assimetrias que persistem, dando particular atenção aos territórios de baixa densidade. O Distrito já é dinâmico e coeso. Mas reconhecemos a necessidade de readaptação face a novas dinâmicas de mercado, sendo necessário reorientar políticas públicas enquanto alavanca dessas tendências. Reconhecemos a necessidade de investimento público enquanto ferramenta de coesão e dinamismo, que deve servir para criar empregos e corrigir assimetrias. E a necessidade de estruturar os “produtos” da região e integrá-los nas principais fileiras, bem como de reter população. Destaco a criação de um ecossistema de empreendedorismo e inovação que nos permite ser dos únicos locais do país, se não o único, que possui estruturas de apoio a todas as fases de criação de empresas, do nascimento à maturação e ao crescimento. Por outro lado, a criação, pela CMC, da Plataforma de Dinamização Empresarial de Coimbra, que permitiu a existência de um fórum de debate, troca de ideias e experiências, entre todos os sectores empresariais do concelho, parceiros sociais e institutos governamentais. ManuelMachado Presidente da Câmara Municipal de Coimbra O distrito tem uma dinâmica empresarial relevante no panorama nacional. Urge construir-se uma forte estratégia de futuro e de interação coletiva. É necessário perceber os novos desafios e as oportunidades da região, que possui uma diversidade de recursos endógenos que se tornam numa oportunidade para dinamizar a atividade económica. Como tal, é necessário fortalecer e definir as novas linhas programáticas para desenvolver uma política territorial complementar entre si. A Figueira teve a preocupação de alicerçar estas questões em três vertentes. A primeira foi na alteração ao regulamento do PDM de forma a agilizar as necessidades locais. A segunda foi potenciar os parques industriais dotando-os das infraestruturas e condições ideais para a fixação de empresas. A localização no centro do país, o porto marítimo e uma rede viária e ferroviária de excelência, torna o concelho bastante apelativo para a fixação de investimento. Por último, a Câmara tem-se concentrado numa política de diplomacia económica, promovendo o concelho além-fronteiras. JoãoAtaíde Presidente da Câmara Municipal de Figueira da Foz É preciso assumir a construção e desenvolvimento de uma estratégia assente em redes e parcerias. Como gestor e decisor político, entendo que as parcerias entre Municípios, entre agentes privados e públicos e as sinergias criadas por projetos intermunicipais criarão mais coesão e dinamismo. Considero ainda como fatores críticos para uma maior coesão e dinamismo, as acessibilidades e criação de emprego. Num determinado momento, o projeto do Metro Mondego potenciou a dinâmica do setor de construção. Na atualidade, destacamos a aposta estratégica no turismo. O concelho tem um potencial natural – em grande parte baseado na Serra da Lousã – , histórico e cultural que temos vindo a potenciar como forma de dinamização económica. O investimento na promoção turística, criação de condições infraestruturais para turismo de natureza ativo e acessível, nas Aldeias do Xisto e as parcerias com entidades públicas e agentes privados, têm originado uma dinâmica interessante. LuísAntunes Presidente da Câmara Municipal da LousãXÊ