Biotecnologia Aplicada à 
Agricultura 
Dr. Darío Abel Palmieri 
Depto. de Ciências Biológicas – FCL 
UNESP – Campus de Assis
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13
Introdução à Biotecnologia 
Biotecnologia define-se pelo uso de conhecimentos 
sobre os processos biológicos e sobre as 
propriedades dos seres vivos, com o fim de resolver 
problemas e criar produtos de utilidade (CDB, 1992).
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16 
Introdução à Biotecnologia
17 
Introdução à Biotecnologia 
 Pela Engenharia Genética é possível 
transferir de forma controlada, genes de uma 
espécie doadora para uma receptora 
 1953 descoberta do DNA 
 2001 seqüenciamento do genoma humano
18 
Melhoramento de plantas: 
 Objetivo clássico: 
Aumentar produtividade e resistência a doenças e pragas. 
 Objetivo atual: 
Melhorar qualidade nutricional.
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Produtos agrícolas biofortificados desenvolvidos pela Embrapa 
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Agricultura moderna
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Conceito 
 Transgênicos ou OGMs são organismos 
manipulados geneticamente, de modo a 
fornecer características desejadas pelo 
homem. 
 OGMs possuem alterações em seu 
genoma realizadas através da tecnologia 
do DNA recombinante ou da engenharia 
genética.
31 
Objetivos 
 A geração de transgênicos visa à obtenção 
de características específicas por um 
organismo de interesse. 
 Resultados na área de transgenia já são 
alcançados desde a década de 70, época na 
qual foi desenvolvida a técnica do DNA 
recombinante. 
 O primeiro transgênico foi da bactéria 
Escherichia coli, que sofreu adição de genes 
humanos para a produção de insulina na 
década de 1980.
32 
Produção Mundial de Transgênicos (2013)
33
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35
Fases dos OGMs 
 Primeira Fase: introdução de características 
agronômicas (melhora de aspectos culturais) 
 Variedades tolerantes a herbicidas 
• Soja Roundup Ready (tolerante ao glifosato - 
ingrediente ativo do herbicida Roundup) 
 Variedades resistentes a insetos 
• Milho YieldGard (possui gene que codifica 
proteína inseticida – resistência a broca do milho)
Características dos OGMs da Primeira Fase 
 Nas culturas transgênicas que atualmente 
estão sendo comercializadas foram 
incorporadas características da chamada 
primeira geração (input traits), capazes de 
conferir vantagens agronômicas simples, ou 
seja, dependentes de genes únicos ou de alguns 
poucos genes, dirigidas para a solução de 
estresses ambientais. 
 Essas incluem, em primeiro lugar, a tolerância 
a herbicidas, seguida pela resistência a insetos 
e alguns produtos resistentes a vírus. Neste 
grupo de plantas transgênicas incluem-se, 
ainda, aquelas que incorporaram vantagens 
como a tolerância a metais tóxicos do solo, ao 
frio e a outros estresses abióticos. 
37
Características dos OGMs da Primeira Fase 
 A alta taxa de adoção de culturas com tais 
características reflete a satisfação dos 
agricultores com produtos que oferecem 
benefícios significativos, como manejo mais 
flexível, menor trabalho e mais alta 
produtividade, além de benefícios econômicos e 
ambientais, pelo decréscimo no uso de 
agroquímicos. 
 Exemplos: o mamão papaia (vírus da mancha 
anelar), o milho, soja e algodão que são 
fortalecidos contra insetos que devoram as 
plantações, a batata que resiste a pragas e 
reduz a absorção de óleo durante o processo de 
fritura. 
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Fases dos OGMs 
 Segunda Fase: 
 Culturas de melhor qualidade 
• Grãos com alta densidade energética 
• Milho com alto teor de óleo 
• Soja e feijão com melhor textura e flavor 
• Sementes de oleaginosas com: 
> teor de ácidos graxos saturados (esteárico); 
< produção de gordura trans no processo de hidrogenação 
(possível inibindo-se a conversão de ácido esteárico em ácido 
oléico em soja e canola)
Características dos OGMs da Segunda Fase 
 A segunda geração de características 
introduzidas em culturas transgênicas inclui 
aquelas capazes de conferir a melhoria na 
qualidade do produto. Tais características 
resultam em benefícios que serão mais 
evidentes para os consumidores. 
 A primeira característica de qualidade 
introduzida numa cultura transgênica foi o 
amadurecimento retardado no tomate Longa 
Vida, aprovado para comercialização nos 
Estados Unidos em 1994. 
40
Características dos OGMs da Segunda Fase 
 A cenoura mais doce e contendo doses extras de 
41 
betacaroteno; 
 O arroz com mais proteínas; 
 A batata com retardo de escurecimento; 
 A soja com genes de castanha-do-pará que 
aumenta seu valor nutritivo. 
 Soja com ômega 3, disponível no mercado 
americano desde 2005. A Kellog's utiliza este 
grão nos seus produtos.
Fases dos OGMs 
 Terceira Fase: 
 Plantas como Biofábricas: Biofortificação (Evitam a 
adição de constituintes sintéticos) 
 Óleo de canola, arroz, mandioca e milho:  caroteno (  def. de vit. A) 
 Feijão, milho, soja, trigo e arroz:  Fe e Zn (< carência de minerais) 
 Grãos:  fitato e  fitase (> biodisponibilidade de minerais) 
 Grãos:  fitoesteróis (  colesterol sanguíneo) 
 Maior teor de licopeno no tomate, vit. E em grãos e -caroteno em 
cereais (antioxidantes) 
 Vacinas alimentares e redução da alergenicidade de alimentos
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Biofortificação 
 Processo de produção de alimentos ricos em 
micronutrientes biodisponíveis. 
 Culturas são naturalmente fortificadas com 
altos teores de vitaminas e minerais nas suas 
partes comestíveis. 
 Alimentos provenientes destas novas 
variedades supernutritivas: arroz rico em ferro, 
milho rico em zinco e trigo naturalmente 
fortificado com vitamina A.
Terceira Geração de OGMs 
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 Vacinas Comestíveis 
 Animais Transgênicos 
 Proteínas Recombinantes
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Legislação Brasileira sobre OGMs 
DECRETO N° 4.680, DE 24 DE ABRIL DE 2003 
Art. 1°. Este Decreto regulamenta o direito à informação, 
assegurado pela Lei n° 8.078, de 11 de setembro de 1990, 
quanto aos alimentos e ingredientes alimentares destinados 
ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam 
produzidos a partir de organismos geneticamente 
modificados, sem prejuízo do cumprimento das demais 
normas aplicáveis. 
Art. 2º. Alimentos destinados ao consumo humano, 
produzidos a partir de OGMs com presença acima do limite 
de 1% do produto geneticamente modificado, deverão ser 
informados ao consumidor.
47 
Legislação Brasileira sobre OGMs 
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 1, DE 1º DE ABRIL DE 2004 
REGULAMENTO TÉCNICO SOBRE ROTULAGEM 
DE ALIMENTOS E INGREDIENTES ALIMENTARES 
QUE CONTENHAM OU SEJAM PRODUZIDOS A 
PARTIR DE ORGANISMOS GENETICAMENTE 
MODIFICADOS.
Segurança de Alimentos Transgênicos 
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Segurança de Alimentos Transgênicos 
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Segurança de Alimentos Transgênicos 
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POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DA 
BIOTECNOLOGIA 
ÁREAS 
SETORIAIS 
1. Alvos Estratégicos 
2. Áreas Prioritárias 
3. Áreas de Fronteira
Grupos de 
Pesquisa: 
Total 
Grupos de 
Pesquisa: 
Biotecnologia 
Pesquisadores 
Doutores: 
Total 
Pesquisadores: 
Biotecnologia 
Estudantes: 
Biotecnologia 
2000 11.760 185 27.662 1.425 635 
2010 27.523 499 81.726 4.029 2.632
Interação Academia-Indústria 
Propriedade Intelectual 
Transferência de tecnologia 
Serviços e Produtos
68
70
71 
? 
MUITO OBRIGADO!

Biotecnologia Aplicada à Agricultura - XXVI SECAM - Unimar, 20/10/14

  • 1.
    Biotecnologia Aplicada à Agricultura Dr. Darío Abel Palmieri Depto. de Ciências Biológicas – FCL UNESP – Campus de Assis
  • 5.
  • 13.
  • 14.
    Introdução à Biotecnologia Biotecnologia define-se pelo uso de conhecimentos sobre os processos biológicos e sobre as propriedades dos seres vivos, com o fim de resolver problemas e criar produtos de utilidade (CDB, 1992).
  • 15.
  • 16.
    16 Introdução àBiotecnologia
  • 17.
    17 Introdução àBiotecnologia  Pela Engenharia Genética é possível transferir de forma controlada, genes de uma espécie doadora para uma receptora  1953 descoberta do DNA  2001 seqüenciamento do genoma humano
  • 18.
    18 Melhoramento deplantas:  Objetivo clássico: Aumentar produtividade e resistência a doenças e pragas.  Objetivo atual: Melhorar qualidade nutricional.
  • 19.
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    Produtos agrícolas biofortificadosdesenvolvidos pela Embrapa 20
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    30 Conceito Transgênicos ou OGMs são organismos manipulados geneticamente, de modo a fornecer características desejadas pelo homem.  OGMs possuem alterações em seu genoma realizadas através da tecnologia do DNA recombinante ou da engenharia genética.
  • 31.
    31 Objetivos A geração de transgênicos visa à obtenção de características específicas por um organismo de interesse.  Resultados na área de transgenia já são alcançados desde a década de 70, época na qual foi desenvolvida a técnica do DNA recombinante.  O primeiro transgênico foi da bactéria Escherichia coli, que sofreu adição de genes humanos para a produção de insulina na década de 1980.
  • 32.
    32 Produção Mundialde Transgênicos (2013)
  • 33.
  • 34.
  • 35.
  • 36.
    Fases dos OGMs  Primeira Fase: introdução de características agronômicas (melhora de aspectos culturais)  Variedades tolerantes a herbicidas • Soja Roundup Ready (tolerante ao glifosato - ingrediente ativo do herbicida Roundup)  Variedades resistentes a insetos • Milho YieldGard (possui gene que codifica proteína inseticida – resistência a broca do milho)
  • 37.
    Características dos OGMsda Primeira Fase  Nas culturas transgênicas que atualmente estão sendo comercializadas foram incorporadas características da chamada primeira geração (input traits), capazes de conferir vantagens agronômicas simples, ou seja, dependentes de genes únicos ou de alguns poucos genes, dirigidas para a solução de estresses ambientais.  Essas incluem, em primeiro lugar, a tolerância a herbicidas, seguida pela resistência a insetos e alguns produtos resistentes a vírus. Neste grupo de plantas transgênicas incluem-se, ainda, aquelas que incorporaram vantagens como a tolerância a metais tóxicos do solo, ao frio e a outros estresses abióticos. 37
  • 38.
    Características dos OGMsda Primeira Fase  A alta taxa de adoção de culturas com tais características reflete a satisfação dos agricultores com produtos que oferecem benefícios significativos, como manejo mais flexível, menor trabalho e mais alta produtividade, além de benefícios econômicos e ambientais, pelo decréscimo no uso de agroquímicos.  Exemplos: o mamão papaia (vírus da mancha anelar), o milho, soja e algodão que são fortalecidos contra insetos que devoram as plantações, a batata que resiste a pragas e reduz a absorção de óleo durante o processo de fritura. 38
  • 39.
    Fases dos OGMs  Segunda Fase:  Culturas de melhor qualidade • Grãos com alta densidade energética • Milho com alto teor de óleo • Soja e feijão com melhor textura e flavor • Sementes de oleaginosas com: > teor de ácidos graxos saturados (esteárico); < produção de gordura trans no processo de hidrogenação (possível inibindo-se a conversão de ácido esteárico em ácido oléico em soja e canola)
  • 40.
    Características dos OGMsda Segunda Fase  A segunda geração de características introduzidas em culturas transgênicas inclui aquelas capazes de conferir a melhoria na qualidade do produto. Tais características resultam em benefícios que serão mais evidentes para os consumidores.  A primeira característica de qualidade introduzida numa cultura transgênica foi o amadurecimento retardado no tomate Longa Vida, aprovado para comercialização nos Estados Unidos em 1994. 40
  • 41.
    Características dos OGMsda Segunda Fase  A cenoura mais doce e contendo doses extras de 41 betacaroteno;  O arroz com mais proteínas;  A batata com retardo de escurecimento;  A soja com genes de castanha-do-pará que aumenta seu valor nutritivo.  Soja com ômega 3, disponível no mercado americano desde 2005. A Kellog's utiliza este grão nos seus produtos.
  • 42.
    Fases dos OGMs  Terceira Fase:  Plantas como Biofábricas: Biofortificação (Evitam a adição de constituintes sintéticos)  Óleo de canola, arroz, mandioca e milho:  caroteno (  def. de vit. A)  Feijão, milho, soja, trigo e arroz:  Fe e Zn (< carência de minerais)  Grãos:  fitato e  fitase (> biodisponibilidade de minerais)  Grãos:  fitoesteróis (  colesterol sanguíneo)  Maior teor de licopeno no tomate, vit. E em grãos e -caroteno em cereais (antioxidantes)  Vacinas alimentares e redução da alergenicidade de alimentos
  • 43.
    43 Biofortificação Processo de produção de alimentos ricos em micronutrientes biodisponíveis.  Culturas são naturalmente fortificadas com altos teores de vitaminas e minerais nas suas partes comestíveis.  Alimentos provenientes destas novas variedades supernutritivas: arroz rico em ferro, milho rico em zinco e trigo naturalmente fortificado com vitamina A.
  • 44.
    Terceira Geração deOGMs 44  Vacinas Comestíveis  Animais Transgênicos  Proteínas Recombinantes
  • 45.
  • 46.
    46 Legislação Brasileirasobre OGMs DECRETO N° 4.680, DE 24 DE ABRIL DE 2003 Art. 1°. Este Decreto regulamenta o direito à informação, assegurado pela Lei n° 8.078, de 11 de setembro de 1990, quanto aos alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de organismos geneticamente modificados, sem prejuízo do cumprimento das demais normas aplicáveis. Art. 2º. Alimentos destinados ao consumo humano, produzidos a partir de OGMs com presença acima do limite de 1% do produto geneticamente modificado, deverão ser informados ao consumidor.
  • 47.
    47 Legislação Brasileirasobre OGMs INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 1, DE 1º DE ABRIL DE 2004 REGULAMENTO TÉCNICO SOBRE ROTULAGEM DE ALIMENTOS E INGREDIENTES ALIMENTARES QUE CONTENHAM OU SEJAM PRODUZIDOS A PARTIR DE ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS.
  • 48.
    Segurança de AlimentosTransgênicos 48
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    Segurança de AlimentosTransgênicos 49
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    Segurança de AlimentosTransgênicos 50
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    POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTODA BIOTECNOLOGIA ÁREAS SETORIAIS 1. Alvos Estratégicos 2. Áreas Prioritárias 3. Áreas de Fronteira
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    Grupos de Pesquisa: Total Grupos de Pesquisa: Biotecnologia Pesquisadores Doutores: Total Pesquisadores: Biotecnologia Estudantes: Biotecnologia 2000 11.760 185 27.662 1.425 635 2010 27.523 499 81.726 4.029 2.632
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    Interação Academia-Indústria PropriedadeIntelectual Transferência de tecnologia Serviços e Produtos
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    71 ? MUITOOBRIGADO!