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Indicadores de Mortalidade
Prof. Dr. Ageo Mário C. Silva
• O preenchimento deve ser realizado
exclusivamente por médicos, exceto em
locais onde não existam esses profissionais
• Nenhum sepultamento deve ocorrer sem
prévia emissão da DO
• na prática, sabe-se da ocorrência de
sepultamentos, em cemitérios clandestinos,
– afeta o conhecimento do real perfil de
mortalidade, sobretudo no interior do país.
Coeficiente de Mortalidade Geral - CMG
• O CMG é o número total de óbitos pela
população total em que os mesmos
ocorreram, em um determinado ano.
000
.
1
ano
do
meio
o
para
ajustada
área
da
População
os
Registrad
óbitos
de
Total
X
CMG 
Coeficiente de Mortalidade Geral - CMG
• Principais problemas do indicador:
• Qualidade dos registros de dados vitais
• Sub registro de óbitos;
• A população que foi utilizada como base
para o cálculo do coeficiente;
• Estrutura etária da população.
Coeficiente de Mortalidade Geral - CMG
Mato Grosso (2009)
15 10 5 0 5 10 15
0 a 9
10 a 19
20 a 29
30 a 39
40 a 49
50 a 59
60 a 69
70 a 79
80 e +
Percentual da População
Faixa
Etária
(anos)
Pirâmide Etária
Masculino Feminino
Coeficiente de Mortalidade Geral - CMG
Rio Grande do Sul (2009)
15 10 5 0 5 10 15
0 a 9
10 a 19
20 a 29
30 a 39
40 a 49
50 a 59
60 a 69
70 a 79
80 e +
Percentual da População
Faixa
Etária
(anos)
Pirâmide Etária
Masculino Feminino
Coeficiente de Mortalidade Geral - CMG
Países
Estrutura Etária CMG (1.000)
0-14 15-64 +65 Bruto Padronizado
México 37,2 % 58,9 % 3,8 % 5,8 7,1
Suécia 17,3% 64,6% 18,1% 12,1 4,7
Tabela – Estrutura etária proporcional de alguns países e CMG
com e sem padronização, 1990.
Fonte: WHO, 1991.
Coeficiente de Mortalidade Geral - CMG
Região Bruto Padronizado
Brasil 6,12 5,38
Região Norte 4,80 5,77
Região Nordeste 6,02 5,60
Região Sudeste 6,54 5,26
Região Sul 6,29 5,02
Região Centro-Oeste 5,31 5,34
Mato Grosso do Sul 5,57 5,30
Mato Grosso 5,21 5,60
Goiás 5,73 5,57
Distrito Federal 4,18 4,52
Tabela – CMG, Brasil, Regiões e Estados selecionados, 2009.
Fonte: DATASUS, IDB, 2012
Coeficiente de Mortalidade por
Causas Específicas
Os Coeficientes por causas específicas são
calculados fazendo-se a divisão do número
de óbitos ocorridos por uma determinada
causa e a população exposta e, a seguir,
multiplicando-se o resultado por 100.000
base referencial da população.
100.000
ano
do
meio
o
para
ajutada
área
da
População
Doença
a
determinad
uma
por
Óbitos
de
Nº
CMCE x

Coeficiente de Mortalidade por
Causas Específicas
• Os vários coeficientes de mortalidade por
causa específica podem ser utilizados para
analisar ou revelar o estado geral da saúde
das coletividades.
• Por exemplo quando estes indicadores se
referem a doenças transmissíveis medem, de
certa forma, as condições de saneamento e a
eficiência dos serviços de prevenção e
controle.
Região DACV Externas Neoplasias
Mato Grosso do Sul 177,6 29,7 89,9
Mato Grosso 128,5 36,0 59,4
Goiás 141,6 29,9 73,3
Distrito Federal 110,9 20,1 73,8
Região Centro-Oeste 139,1 29,3 73,2
Tabela – Coeficiente de Mortalidade Específica por
causas selecionadas, no Brasil e Regiões, 2009
Fonte: DATASUS- SIM / IBGE 2012
Coeficiente de Mortalidade
Proporcional
Mortalidade proporcional é a relação onde se calcula
a proporção (%) de óbitos ocorridos por uma
determinada variável (idade ou faixa etária, sexo,
causa, etc.)
Não utiliza a população de referência e sim o total
de óbitos como denominador
100
Óbitos
de
Total
variável
a
determinad
por
Óbitos
de
Nº
CMP x

Coeficiente de Mortalidade Proporcional
Região DACV Externas Neoplasias
Mato Grosso do Sul 31,21 15,71 15,84
Mato Grosso 28,06 21,18 13,33
Goiás 29,22 17,14 15,22
Distrito Federal 28,09 18,64 18,92
Região Centro-Oeste 29,21 17,92 15,53
Tabela – Coeficiente de Mortalidade Proporcional, por Neoplasias,
DACV e C.Externas no Brasil e Regiões, 2008
Fonte: DATASUS –SIM
Índice de Swaroop Uemura ou RMP - Razão de
Mortalidade Proporcional
É a proporção de pessoas que morreram com 50
anos ou mais em relação ao total de óbitos
ocorridos em uma determinada população.
Coeficiente de Mortalidade Proporcional
100
Óbitos
de
Total
e
anos
50
de
Óbitos
de
Nº
CMP x


Coeficiente de Mortalidade Proporcional
Vantagens deste
indicador:
• Simplicidade de
cálculo;
• Disponibilidade de
dados na maioria dos
países; Possibilidade
de comparação
internacional;
• Dispensa dados de
população
São classificados em 4
grupos ou níveis:
1º Nível: índice igual ou
superior a > 75%
2º Nível: variando de 50 a
74%
3º Nível: variando de 25 a
49%
4º Nível: valores inferiores a
< 25%
Região CMP <1 ano ISU (50+)
Brasil 6,0 68,8
Região Sul 4,2 74,3
Rio Grande do Sul 3,5 77,1
Região Nordeste 8,9 66,4
Ceará 8,9 67,6
Bahia 8,6 66,0
Pernambuco 7,7 66,3
Tabela – Coeficiente de Mortalidade Proporcional, entre menores de
1 ano e maiores de 50 anos (ISU) no Brasil e Regiões, 2002
Fonte: DATASUS /IDB 2004
Curvas de Mortalidade Proporcional
ou de Nelson Moraes
• Partindo da idéia básica de
Swaroop e Uemura,
Moraes em 1959 elaborou
a pedido da OMS as
Curvas de Mortalidade
Proporcional, que é a
representação gráfica de
vários índices de
mortalidade proporcional
segundo grupos etários
pré-fixados.
• Faixas etárias para
determinação das
Curvas de Nelson
Moraes:
• RMP < 1ano
• RMP 1-4anos
• RMP 5-19anos
• RMP 20-49anos
• RMP 50 e + anos
Classificação de Nelson Moraes –
quatro tipos de curvas
0
10
20
30
40
50
<
1
1
a
4
5
a
1
9
2
0
a
4
9
5
0
e
+
0
10
20
30
40
50
60
<
1
1
a
4
5
a
1
9
2
0
a
4
9
5
0
e
+
Tipo I Tipo II
Classificação de Nelson Moraes –
quatro tipos de curvas
0
10
20
30
40
50
60
70
<
1
1
a
4
5
a
1
9
2
0
a
4
9
5
0
e
+
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
<
1
1
a
4
5
a
1
9
2
0
a
4
9
5
0
e
+
Tipo III Tipo IV
0
10
20
30
40
50
60
70
<
1
1
a
4
5
a
1
9
2
0
a
4
9
5
0
e
+
BR
CO
MT
Gráfico – Curvas de Nelson Moraes para o Brasil,
Reg. Centro Oeste e Mato Grosso, em 1999.
Fonte: DATASUS / IDB 2001
Coeficiente de Mortalidade
Infantil - CMI
Coeficiente de Mortalidade Infantil - CMI
Mortalidade infantil é a terminologia usada
para designar todos os óbitos de crianças
menores de 1 ano, ocorridas em
determinada área em dado período de
tempo.
O CMI é calculado dividindo-se o nº de óbitos de
crianças menores de 1 ano pelos nascidos vivos
naquele ano, em determinada área e
multiplicando-se por 1.000.
000
.
1
n
de
1
de
.
x
vivos
ascidos
Total
ano
Óbitos
N
CMI


Coeficiente de Mortalidade Infantil - CMI
• Este indicador é um dos mais sujeitos a
distorções:
Sub-registro de óbitos e de nascimentos;
Registro do óbito por local de ocorrência e não
de residência;
Declarações erradas de causa de morte e da
idade da criança.
Coeficiente de Mortalidade Infantil - CMI
O CMI pode ser desdobrado em outros
dois componentes básicos:
• CMI Neonatal
• CMI Pós-Neonatal ou Infantil
Tardio
Coeficiente de Mortalidade Infantil - CMI
CMI Neonatal:
Do nascimento até 27 dias.
Predominam claramente as causas perinatais e
congênitas.
Perinatais: falta de atenção à gestante, ao parto e
puerpério.
Congênitas: baixa ingestão de folato e presença de sífilis e
rubéola
Coeficiente de Mortalidade Infantil - CMI
000
.
1
vivos
nascidos
de
Total
dias
27
a
0
de
Óbitos
N.
x
CMIN 
Coeficiente de Mortalidade Infantil Tardio
ou pós-neonatal
De 28 dias a um ano.
Predominam as causas ligadas ao ambiente físico e
social como as infecções e os problemas
nutricionais.
Coeficiente de Mortalidade Infantil - CMI
000
.
1
vivos
nascidos
de
Total
ano
1
a
dias
28
de
Óbitos
N.
x
CMIPN


Região Infantil Neonatal
precoce
Neonatal
tardio
Pós-
neonatal
Brasil
17,56 9,23 2,79 5,54
Região Sul
12,65 6,5 2,27 3,87
Santa Catarina
11,69 5,86 2,24 3,59
Região Centro
Oeste 16,99 8,66 2,79 5,54
Mato Grosso do
Sul 16,54 8,44 2,86 5,24
Mato Grosso 21,76 10,69 3,61 7,46
Goiás 16,89 8,93 2,63 5,33
Distrito Federal 11,89 5,86 2,04 3,98
Tabela – Coeficiente de Mortalidade infantil, Neonatal precoce,
Neonatal tardio e Pós-neonatal no Brasil e Regiões, 2008
Sistema de Informação de Nascidos
Vivos (SINASC)
• Permite construir inúmeros indicadores,
voltados para avaliação de riscos à saúde do
segmento materno-infantil, por representar
o denominador do coeficiente de
mortalidade infantil e razão de
mortalidade materna, dentre outros.
• Encontram-se disponibilizados pelo
DATASUS, dados de 1994 em diante
• O instrumento padronizado de coleta de
dados é a declaração de nascido vivo (DN),
cuja emissão, a exemplo da DO, é de
competência exclusiva do MS.
• Estimativa de subnotificação:
– Norte e Nordeste: maiores proporções
– Sul, Sudeste e Centro-Oeste: notificação igual
ou superior a 100%, em relação às estimativas
demográficas
Região Cobertura
Região Norte 91,03
Região Nordeste 93,16
Região Sul 98,18
Região Sudeste 98,32
Região Centro-Oeste 95,14
Mato Grosso do Sul 98,86
Mato Grosso 93,47
Goías 92,17
Distrito Federal 100,0
Datasus, 2012
Indicadores do SINASC
• Proporção de nascidos vivos de baixo peso (< 2.500
g) X 100
• Proporção de prematuridade (< 37 semanas de
gestação) X 100
• Proporção de partos hospitalares
• Proporção de partos cesáreos
• Proporção de nascidos vivos por faixa etária da mãe
X 100
• Taxa bruta de natalidade
• Taxa bruta de fecundidade
• Número de consultas pré-natal por nascidos vivos

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Indicadores de mortalidade

  • 1. Indicadores de Mortalidade Prof. Dr. Ageo Mário C. Silva
  • 2. • O preenchimento deve ser realizado exclusivamente por médicos, exceto em locais onde não existam esses profissionais • Nenhum sepultamento deve ocorrer sem prévia emissão da DO • na prática, sabe-se da ocorrência de sepultamentos, em cemitérios clandestinos, – afeta o conhecimento do real perfil de mortalidade, sobretudo no interior do país.
  • 3. Coeficiente de Mortalidade Geral - CMG • O CMG é o número total de óbitos pela população total em que os mesmos ocorreram, em um determinado ano. 000 . 1 ano do meio o para ajustada área da População os Registrad óbitos de Total X CMG 
  • 4. Coeficiente de Mortalidade Geral - CMG • Principais problemas do indicador: • Qualidade dos registros de dados vitais • Sub registro de óbitos; • A população que foi utilizada como base para o cálculo do coeficiente; • Estrutura etária da população.
  • 5. Coeficiente de Mortalidade Geral - CMG Mato Grosso (2009) 15 10 5 0 5 10 15 0 a 9 10 a 19 20 a 29 30 a 39 40 a 49 50 a 59 60 a 69 70 a 79 80 e + Percentual da População Faixa Etária (anos) Pirâmide Etária Masculino Feminino
  • 6. Coeficiente de Mortalidade Geral - CMG Rio Grande do Sul (2009) 15 10 5 0 5 10 15 0 a 9 10 a 19 20 a 29 30 a 39 40 a 49 50 a 59 60 a 69 70 a 79 80 e + Percentual da População Faixa Etária (anos) Pirâmide Etária Masculino Feminino
  • 7. Coeficiente de Mortalidade Geral - CMG Países Estrutura Etária CMG (1.000) 0-14 15-64 +65 Bruto Padronizado México 37,2 % 58,9 % 3,8 % 5,8 7,1 Suécia 17,3% 64,6% 18,1% 12,1 4,7 Tabela – Estrutura etária proporcional de alguns países e CMG com e sem padronização, 1990. Fonte: WHO, 1991.
  • 8. Coeficiente de Mortalidade Geral - CMG Região Bruto Padronizado Brasil 6,12 5,38 Região Norte 4,80 5,77 Região Nordeste 6,02 5,60 Região Sudeste 6,54 5,26 Região Sul 6,29 5,02 Região Centro-Oeste 5,31 5,34 Mato Grosso do Sul 5,57 5,30 Mato Grosso 5,21 5,60 Goiás 5,73 5,57 Distrito Federal 4,18 4,52 Tabela – CMG, Brasil, Regiões e Estados selecionados, 2009. Fonte: DATASUS, IDB, 2012
  • 9. Coeficiente de Mortalidade por Causas Específicas
  • 10. Os Coeficientes por causas específicas são calculados fazendo-se a divisão do número de óbitos ocorridos por uma determinada causa e a população exposta e, a seguir, multiplicando-se o resultado por 100.000 base referencial da população. 100.000 ano do meio o para ajutada área da População Doença a determinad uma por Óbitos de Nº CMCE x 
  • 11. Coeficiente de Mortalidade por Causas Específicas • Os vários coeficientes de mortalidade por causa específica podem ser utilizados para analisar ou revelar o estado geral da saúde das coletividades. • Por exemplo quando estes indicadores se referem a doenças transmissíveis medem, de certa forma, as condições de saneamento e a eficiência dos serviços de prevenção e controle.
  • 12. Região DACV Externas Neoplasias Mato Grosso do Sul 177,6 29,7 89,9 Mato Grosso 128,5 36,0 59,4 Goiás 141,6 29,9 73,3 Distrito Federal 110,9 20,1 73,8 Região Centro-Oeste 139,1 29,3 73,2 Tabela – Coeficiente de Mortalidade Específica por causas selecionadas, no Brasil e Regiões, 2009 Fonte: DATASUS- SIM / IBGE 2012
  • 14. Mortalidade proporcional é a relação onde se calcula a proporção (%) de óbitos ocorridos por uma determinada variável (idade ou faixa etária, sexo, causa, etc.) Não utiliza a população de referência e sim o total de óbitos como denominador 100 Óbitos de Total variável a determinad por Óbitos de Nº CMP x  Coeficiente de Mortalidade Proporcional
  • 15. Região DACV Externas Neoplasias Mato Grosso do Sul 31,21 15,71 15,84 Mato Grosso 28,06 21,18 13,33 Goiás 29,22 17,14 15,22 Distrito Federal 28,09 18,64 18,92 Região Centro-Oeste 29,21 17,92 15,53 Tabela – Coeficiente de Mortalidade Proporcional, por Neoplasias, DACV e C.Externas no Brasil e Regiões, 2008 Fonte: DATASUS –SIM
  • 16. Índice de Swaroop Uemura ou RMP - Razão de Mortalidade Proporcional É a proporção de pessoas que morreram com 50 anos ou mais em relação ao total de óbitos ocorridos em uma determinada população. Coeficiente de Mortalidade Proporcional 100 Óbitos de Total e anos 50 de Óbitos de Nº CMP x  
  • 17. Coeficiente de Mortalidade Proporcional Vantagens deste indicador: • Simplicidade de cálculo; • Disponibilidade de dados na maioria dos países; Possibilidade de comparação internacional; • Dispensa dados de população São classificados em 4 grupos ou níveis: 1º Nível: índice igual ou superior a > 75% 2º Nível: variando de 50 a 74% 3º Nível: variando de 25 a 49% 4º Nível: valores inferiores a < 25%
  • 18. Região CMP <1 ano ISU (50+) Brasil 6,0 68,8 Região Sul 4,2 74,3 Rio Grande do Sul 3,5 77,1 Região Nordeste 8,9 66,4 Ceará 8,9 67,6 Bahia 8,6 66,0 Pernambuco 7,7 66,3 Tabela – Coeficiente de Mortalidade Proporcional, entre menores de 1 ano e maiores de 50 anos (ISU) no Brasil e Regiões, 2002 Fonte: DATASUS /IDB 2004
  • 19. Curvas de Mortalidade Proporcional ou de Nelson Moraes • Partindo da idéia básica de Swaroop e Uemura, Moraes em 1959 elaborou a pedido da OMS as Curvas de Mortalidade Proporcional, que é a representação gráfica de vários índices de mortalidade proporcional segundo grupos etários pré-fixados. • Faixas etárias para determinação das Curvas de Nelson Moraes: • RMP < 1ano • RMP 1-4anos • RMP 5-19anos • RMP 20-49anos • RMP 50 e + anos
  • 20. Classificação de Nelson Moraes – quatro tipos de curvas 0 10 20 30 40 50 < 1 1 a 4 5 a 1 9 2 0 a 4 9 5 0 e + 0 10 20 30 40 50 60 < 1 1 a 4 5 a 1 9 2 0 a 4 9 5 0 e + Tipo I Tipo II
  • 21. Classificação de Nelson Moraes – quatro tipos de curvas 0 10 20 30 40 50 60 70 < 1 1 a 4 5 a 1 9 2 0 a 4 9 5 0 e + 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 < 1 1 a 4 5 a 1 9 2 0 a 4 9 5 0 e + Tipo III Tipo IV
  • 22. 0 10 20 30 40 50 60 70 < 1 1 a 4 5 a 1 9 2 0 a 4 9 5 0 e + BR CO MT Gráfico – Curvas de Nelson Moraes para o Brasil, Reg. Centro Oeste e Mato Grosso, em 1999. Fonte: DATASUS / IDB 2001
  • 24. Coeficiente de Mortalidade Infantil - CMI Mortalidade infantil é a terminologia usada para designar todos os óbitos de crianças menores de 1 ano, ocorridas em determinada área em dado período de tempo.
  • 25. O CMI é calculado dividindo-se o nº de óbitos de crianças menores de 1 ano pelos nascidos vivos naquele ano, em determinada área e multiplicando-se por 1.000. 000 . 1 n de 1 de . x vivos ascidos Total ano Óbitos N CMI   Coeficiente de Mortalidade Infantil - CMI
  • 26. • Este indicador é um dos mais sujeitos a distorções: Sub-registro de óbitos e de nascimentos; Registro do óbito por local de ocorrência e não de residência; Declarações erradas de causa de morte e da idade da criança. Coeficiente de Mortalidade Infantil - CMI
  • 27. O CMI pode ser desdobrado em outros dois componentes básicos: • CMI Neonatal • CMI Pós-Neonatal ou Infantil Tardio Coeficiente de Mortalidade Infantil - CMI
  • 28. CMI Neonatal: Do nascimento até 27 dias. Predominam claramente as causas perinatais e congênitas. Perinatais: falta de atenção à gestante, ao parto e puerpério. Congênitas: baixa ingestão de folato e presença de sífilis e rubéola Coeficiente de Mortalidade Infantil - CMI 000 . 1 vivos nascidos de Total dias 27 a 0 de Óbitos N. x CMIN 
  • 29. Coeficiente de Mortalidade Infantil Tardio ou pós-neonatal De 28 dias a um ano. Predominam as causas ligadas ao ambiente físico e social como as infecções e os problemas nutricionais. Coeficiente de Mortalidade Infantil - CMI 000 . 1 vivos nascidos de Total ano 1 a dias 28 de Óbitos N. x CMIPN  
  • 30. Região Infantil Neonatal precoce Neonatal tardio Pós- neonatal Brasil 17,56 9,23 2,79 5,54 Região Sul 12,65 6,5 2,27 3,87 Santa Catarina 11,69 5,86 2,24 3,59 Região Centro Oeste 16,99 8,66 2,79 5,54 Mato Grosso do Sul 16,54 8,44 2,86 5,24 Mato Grosso 21,76 10,69 3,61 7,46 Goiás 16,89 8,93 2,63 5,33 Distrito Federal 11,89 5,86 2,04 3,98 Tabela – Coeficiente de Mortalidade infantil, Neonatal precoce, Neonatal tardio e Pós-neonatal no Brasil e Regiões, 2008
  • 31. Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC) • Permite construir inúmeros indicadores, voltados para avaliação de riscos à saúde do segmento materno-infantil, por representar o denominador do coeficiente de mortalidade infantil e razão de mortalidade materna, dentre outros.
  • 32. • Encontram-se disponibilizados pelo DATASUS, dados de 1994 em diante • O instrumento padronizado de coleta de dados é a declaração de nascido vivo (DN), cuja emissão, a exemplo da DO, é de competência exclusiva do MS.
  • 33. • Estimativa de subnotificação: – Norte e Nordeste: maiores proporções – Sul, Sudeste e Centro-Oeste: notificação igual ou superior a 100%, em relação às estimativas demográficas
  • 34. Região Cobertura Região Norte 91,03 Região Nordeste 93,16 Região Sul 98,18 Região Sudeste 98,32 Região Centro-Oeste 95,14 Mato Grosso do Sul 98,86 Mato Grosso 93,47 Goías 92,17 Distrito Federal 100,0 Datasus, 2012
  • 35. Indicadores do SINASC • Proporção de nascidos vivos de baixo peso (< 2.500 g) X 100 • Proporção de prematuridade (< 37 semanas de gestação) X 100 • Proporção de partos hospitalares • Proporção de partos cesáreos • Proporção de nascidos vivos por faixa etária da mãe X 100 • Taxa bruta de natalidade • Taxa bruta de fecundidade • Número de consultas pré-natal por nascidos vivos