SlideShare uma empresa Scribd logo
Morfofisiologia Comparada 1
Homeostasia e integração
Prof. Caio Maximino
Objetivos
● Discutir níveis de adaptação em fisiologia comparada
● Analisar o princípio de Krogh e avaliar as suas consequências
epistemológicas para a fisiologia comparada
● Apresentar os níveis de organização dos organismos
● Avaliar as consequências básicas das mudanças de tamanho e escala
entre organismos
● Definir homeostasia e seus mecanismos de regulação
O que é vida?
Vida e fisiologia
● Muitas das definições de “vida” se focam nas funções de um sistema vivo, “isso é,
nos processos dinâmicos que as formas de vida possuem e as coisas não-vivas não
possuem” (Sherwood et al., 2011)
● “As coisas vivas organizam-se usando energia e matéria-prima de seu entorno (um
conjunto de processos chamados de metabolismo), mantém uma certa integridade
face a perturbações (um processo chamado homeostase), e se reproduzem” (Idem)
● Esses processos dinâmicos são o objeto de estudo da fisiologia
Physiologia
● Fernel (1542): “Conhecimento natural” (Physis –
natureza; legein – conhecer)
– “A anatomia está para a fisiologia como a geografia está para
a história; ela descreve o teatro dos eventos”
● Antiguidade: Inferência a partir do conhecimento
anatômico grosseiro
● Vesalius (c. 1543) introduz a anatomia moderna, abrindo
caminho para o domínio experimental
William Harvey (1628) é o pai da
fisiologia moderna
Claude Bernard (1813-1878): Fisiologia
como ciência experimental
● Descreveu o papel do pâncreas exócrino,
do suco gástrico, e dos intestinos na
digestão
● Descreveu a função glicogênica do fígado
● Descobriu o fenômeno da vasodilatação e
da vasoconstrição e seu controle neural
● Conceitos centrais: milieu intèrieur e
homeostase
Meio interno
● Verificação inicial: mesmo sob fortes variações do meio externo, um
organismo vivo sempre tende a manter uma constância
● “A fixidez do meio supõe uma perfeição do organismo tal que as
variações externas são a cada instante compensadas e equilibradas
[…] Todos os mecanismos vitais, variadas como sejam, sempre tem
um objetivo, o de manter a uniformidade das condições de vida do
ambiente interno […] A estabilidade do ambiente interno é a condição
para a vida livre e independente”
●
“The highly developed living being is an open system having many relations to its
surroundings – in the respiratory and alimentary tracts and through surface receptors,
neuromuscular organs and bony levers. Changes in the surroundings excite reactions in this
system, or affect it directly, so that internal disturbances of the system are produced. Such
disturbances are normally kept within narrow limits, because automatic adjustments within
the system are brought into action, and thereby wide oscillations are prevented and the
internal conditions are maintained fairly constant”
Essas adaptações imediatas são
mecanismos proximais
●
A fisiologia é mecanicista e materialista; “entretanto, as características biológicas [...] diferem
do resto da matéria por uma questão crucial: resultam de milhões de anos de evolução
através da variação aleatória e da seleção natural” (Sherwood et al., 2011).
● A fisiologia comparativa reconhece dois níveis diferentes de explicação ou descrição:
– Explicação mecanística ou proximal: Responde à pergunta “como funciona?”
– Explicação evolutiva ou última: Responde à pergunta “como chegou nesse estado?”
●
As explicações teleológicas podem ser úteis, mas assumem que as explananda são
sempre lógicas
●
Via de regra, a fisiologia assume que o estado atual das características é adaptativo
Exemplo: Produção de luz
em vagalumes
●
Em fotócitos, a luciferina reage com ATP para formar luciferil-AMP; na
presença de O2
, esse produto entre em estado excitado e, ao retornar a
seu estado basal, emite fótons
●
Essa sequência de reações requer a catálise pela enzima luciferase
● Quando o fotócito não está produzindo luz, qualquer O2
que chegue à
célula é interceptado pelas mitocôndrias, que se concentram no fotócito
entre os sistemas de transporte de gases e os sítios onde ocorre a reação
● O fotócito produz luz quando o NO produzido pelo SN bloqueia o uso
mitocondrial do O2
Exemplo: Produção de luz
em vagalumes
●
O macho de cada espécie diferente de vaga-lume
do gênero Photinus emite flashes de luz em um
padrão espécie-específico enquanto voa,
sinalizando a identidade de sua espécie para as
fêmeas
● Conhecer o mecanismo não ajuda
necessariamente a entender o significado
adaptativo, e vice-versa
A fisiologia é hierárquica
A fisiologia comparada
também é horizontal
●
Se o entendimento “vertical” dos níveis de comparação é importante, a
fisiologia comparada também trabalha de forma “horizontal”, comparando
características fisiológicas em diferentes tipos de organismo
– Nos ajuda a conhecer a biodiversidade ao descobrirmos as incríveis capacidades que
um ou alguns tipos de organismo evoluíram, e outros não
– Nos ajuda a entender as “trocas” (trade-offs) e limitações evolutivas encontradas em
diversas características
– Nos ajuda a entender quais funções fisiológicas são universais
● Princípio de Krogh (formulado por Hans Krebs): “Para um grande número de
problemas haverá um animal de escolha, ou alguns animais, com os quais é
mais conveniente estudar [o problema]”
Níveis de organização
dos organismos: Células
● Se a fisiologia é hierárquica, qual o nível mais baixo de organização a se
considerado?
● De um ponto de vista funcional, a célula apresenta certas funções básicas que são
essenciais para sua sobrevivência, e que aparecem em níveis superiores de
organização:
– Auto-organização: Utilização de recursos do ambiente para criar a célula (obtenção de
energia e matéria-prima, reações químicas, eliminação de subprodutos, síntese de proteínas e
outros componentes)
– Auto-regulação: Manutenção da integridade face a perturbações (sensibilidade a mudanças
ambientais, controle de troca de materiais, reparo a danos, correção de desvios das condições
internas)
– Auto-apoio e movimento: Uso de estruturas que dão forma à célula, permitem o movimento
de materiais dentro da célula, e permitem o movimento da célula ou do organismo pelo
ambiente
– Auto-replicação: Reprodução e reparo a danos
Especializações
● Nos organismos multicelulares, cada célula desempenha
uma função especializada (normalmente uma modificação ou
elaboração de uma função básica)
– Exemplo de especialização de capacidade de síntese de proteínas?
– Exemplo de especialização de capacidade de resposta a mudança
ambiental?
– Exemplo de especialização de capacidade de transportar moléculas
por membranas?
– Exemplo de especialização de capacidade de produzir movimento
intracelular?
Níveis de organização
dos organismos: Tecidos e órgãos
● A partir de suas especializações, as células organizam-se em tecidos, de maneira a
realizar todos os processos de sustentação da vida do organismo
– Tecido epitelial: células especializadas na troca de materiais; organizados em lâminas
(revestimento) ou em glândulas (secreção)
– Tecido conectivo: apoia e ancora as diferentes partes do corpo; células relativamente esparsas
dispersadas dentro de material extracelular
– Tecido muscular: células especializadas na contração e na geração de força
– Tecido nervoso: células especializadas na iniciação e transmissão de impulsos elétricos.
● Os órgãos consistem em dois ou mais tipos de tecidos primários organizados de
maneira a realizar uma função particular
Níveis de organização
dos organismos: Sistemas
● Os órgãos organizam-se em sistemas, coleções de órgãos que
realizam funções relacionadas e que interagem entre si para
alcançar uma atividade comum que é essencial para a
sobrevivência do organismo
● P. ex., em vertebrados o sistema digestório consiste na boca,
glândulas salivares, faringe, esôfago, estômago, pâncreas,
fígado, vesícula biliar, e intestinos; em conjunto, esses órgãos
quebram o alimento em molécula nutrientes pequenas que
podem ser absorvidas pelo sangue
Características gerais dos sistemas
● Sistema: Conjunto de componentes interdependentes ou em
interação que formam um todo integrado
– Orgânico ou não
● Possuem
– Estrutura (partes ou componentes que interagem direta ou
indiretamente)
– Comportamento (processos que transformam entradas em saídas)
– Interconectividade
Sistemas orgânicos
● Possuem
– Metabolismo – todas as reações químicas que ocorrem dentro de uma
célula
– Responsividade – capacidade de detectar e responder a estímulos
– Movimento – de partes e substâncias, geralmente por contratibilidade
– Crescimento – aumento no tamanho de uma parte ou do todo
– Reprodução – Divisão celular para crescimento ou reparo, ou produção
de cópias
– Diferenciação – desenvolvimento de um estado indiferenciado para um
estado especializado
Tamanho e escala
●
O tamanho dos espécimes da vida na Terra varia em uma escala de 1020
● O tamanho de um organismo tem implicações importantes para sua estrutura
e função
– Animais maiores normalmente vivem mais do que animais menores
– Animais maiores normalmente tem taxa metabólica maior do que animais menores
●
O estudo da relação entre uma variável morfológica ou fisiológica e o tamanho
corporal é chamado de escala
●
O conhecimento da escala é essencial para identificar especializações e
adaptações de uma espécie em particular
Exemplo: Gestação e
tamanho corporal Hill et al.,
2012
Exemplo: Gestação e
tamanho corporal
Espécie Duração prevista da
gestação
Duração real da gestação
Imbabala (Tragelaphus
scriptus)
27 26
Chango-da-montanha
(Redunca fulvorufula)
26,5 32
● A imbabala apresenta duração real muito próxima da prevista
para o tamanho de seu corpo
● O chango-da-montanha parece ter desenvolvido uma
gestação especializada e especialmente longa
De volta à homeostase
●
Os sistemas biológicos devem lidar com um ambiente (condições físico-
químicas ou sinais externos) com ruído;
●
MAS as propriedades internas do sistema estão sujeitas a variação e incerteza.
● Robustez: persistência do comportamento característico do sistema sob
perturbação ou condições de incerteza.
– Quais propriedades se mantém constantes?
– Para quais perturbações ou incertezas essa invariância se mantém?
● Homeostase – manutenção de estado; robustez – manutenção de função
Controle e regulação
●
Para que haja robustez e homeostasia, é preciso controle, o que implica que
uma variável controlada está sujeita a uma modificação externa seletiva
●
Como vários fatores externos afetam as variáveis fisiológicas (ambiente com
ruído), elas só podem ser mantidas constantes através da mensuração
constante e comparação com sinais de referência (set point), corrigindo
desvios.
– Ex.: a pressão arterial é continuamente monitorada pelo organismo; quando ela se
altera subitamente (p ex., se nos levantamos rapidamente), a frequência cardíaca
sobe até que a pressão se reajuste
● Na maioria dos casos, esses ajustes tomam a forma de circuitos de controle
por retroalimentação negativa
Tortora &
Derrickson,
2009

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Sisitema circulatório - Super med
Sisitema circulatório - Super medSisitema circulatório - Super med
Sisitema circulatório - Super med
emanuel
 
II - SISTEMA CIRCULATÓRIO
II - SISTEMA CIRCULATÓRIOII - SISTEMA CIRCULATÓRIO
II - SISTEMA CIRCULATÓRIO
sandranascimento
 
Aula 13 sistema urinário - anatomia e fisiologia
Aula 13   sistema urinário - anatomia e fisiologiaAula 13   sistema urinário - anatomia e fisiologia
Aula 13 sistema urinário - anatomia e fisiologia
Hamilton Nobrega
 
Sistema endócrino
Sistema endócrinoSistema endócrino
Sistema endócrino
César Milani
 
Introdução à Fisiologia Humana
Introdução à Fisiologia HumanaIntrodução à Fisiologia Humana
Introdução à Fisiologia Humana
Pedro Miguel
 
Aula 09 sistema digestório - anatomia e fisiologia
Aula 09   sistema digestório - anatomia e fisiologiaAula 09   sistema digestório - anatomia e fisiologia
Aula 09 sistema digestório - anatomia e fisiologia
Hamilton Nobrega
 
7 sistema cardiovascular
7   sistema cardiovascular7   sistema cardiovascular
7 sistema cardiovascular
Rebeca Vale
 
Fisiologia do sistema digestório
Fisiologia do sistema digestórioFisiologia do sistema digestório
Fisiologia do sistema digestório
LIVROS PSI
 
Aula: Sistema Endócrino (Power Point)
Aula: Sistema Endócrino (Power Point)Aula: Sistema Endócrino (Power Point)
Aula: Sistema Endócrino (Power Point)
Bio
 
Sistema Digestivo
Sistema DigestivoSistema Digestivo
Sistema Digestivo
Gabriela Bruno
 
Fisiologia Humana 6 - Sistema Renal
Fisiologia Humana 6 - Sistema RenalFisiologia Humana 6 - Sistema Renal
Fisiologia Humana 6 - Sistema Renal
Herbert Santana
 
Sistema Nervoso - Aula em Power Point
Sistema Nervoso - Aula em Power PointSistema Nervoso - Aula em Power Point
Sistema Nervoso - Aula em Power Point
Bio
 
Aula 03 sistema articular
Aula 03   sistema articularAula 03   sistema articular
Aula 03 sistema articular
Felipe Beijamini
 
Aula 07 sistema endócrino - anatomia e fisiologia
Aula 07   sistema endócrino - anatomia e fisiologiaAula 07   sistema endócrino - anatomia e fisiologia
Aula 07 sistema endócrino - anatomia e fisiologia
Hamilton Nobrega
 
Sistema urinário - Anatomia humana
Sistema urinário - Anatomia humanaSistema urinário - Anatomia humana
Sistema urinário - Anatomia humana
Marília Gomes
 
SISTEMA NERVOSO
SISTEMA NERVOSOSISTEMA NERVOSO
SISTEMA NERVOSO
César Milani
 
Sistema nervoso
Sistema nervosoSistema nervoso
Sistema nervoso
Catir
 
Sistema circulatório
Sistema circulatórioSistema circulatório
Sistema circulatório
Cláudia Moura
 
Fisiologia Humana IntroduçãO
Fisiologia Humana   IntroduçãOFisiologia Humana   IntroduçãO
Fisiologia Humana IntroduçãO
wescley20
 
Sistema urinário
Sistema urinárioSistema urinário
Sistema urinário
César Milani
 

Mais procurados (20)

Sisitema circulatório - Super med
Sisitema circulatório - Super medSisitema circulatório - Super med
Sisitema circulatório - Super med
 
II - SISTEMA CIRCULATÓRIO
II - SISTEMA CIRCULATÓRIOII - SISTEMA CIRCULATÓRIO
II - SISTEMA CIRCULATÓRIO
 
Aula 13 sistema urinário - anatomia e fisiologia
Aula 13   sistema urinário - anatomia e fisiologiaAula 13   sistema urinário - anatomia e fisiologia
Aula 13 sistema urinário - anatomia e fisiologia
 
Sistema endócrino
Sistema endócrinoSistema endócrino
Sistema endócrino
 
Introdução à Fisiologia Humana
Introdução à Fisiologia HumanaIntrodução à Fisiologia Humana
Introdução à Fisiologia Humana
 
Aula 09 sistema digestório - anatomia e fisiologia
Aula 09   sistema digestório - anatomia e fisiologiaAula 09   sistema digestório - anatomia e fisiologia
Aula 09 sistema digestório - anatomia e fisiologia
 
7 sistema cardiovascular
7   sistema cardiovascular7   sistema cardiovascular
7 sistema cardiovascular
 
Fisiologia do sistema digestório
Fisiologia do sistema digestórioFisiologia do sistema digestório
Fisiologia do sistema digestório
 
Aula: Sistema Endócrino (Power Point)
Aula: Sistema Endócrino (Power Point)Aula: Sistema Endócrino (Power Point)
Aula: Sistema Endócrino (Power Point)
 
Sistema Digestivo
Sistema DigestivoSistema Digestivo
Sistema Digestivo
 
Fisiologia Humana 6 - Sistema Renal
Fisiologia Humana 6 - Sistema RenalFisiologia Humana 6 - Sistema Renal
Fisiologia Humana 6 - Sistema Renal
 
Sistema Nervoso - Aula em Power Point
Sistema Nervoso - Aula em Power PointSistema Nervoso - Aula em Power Point
Sistema Nervoso - Aula em Power Point
 
Aula 03 sistema articular
Aula 03   sistema articularAula 03   sistema articular
Aula 03 sistema articular
 
Aula 07 sistema endócrino - anatomia e fisiologia
Aula 07   sistema endócrino - anatomia e fisiologiaAula 07   sistema endócrino - anatomia e fisiologia
Aula 07 sistema endócrino - anatomia e fisiologia
 
Sistema urinário - Anatomia humana
Sistema urinário - Anatomia humanaSistema urinário - Anatomia humana
Sistema urinário - Anatomia humana
 
SISTEMA NERVOSO
SISTEMA NERVOSOSISTEMA NERVOSO
SISTEMA NERVOSO
 
Sistema nervoso
Sistema nervosoSistema nervoso
Sistema nervoso
 
Sistema circulatório
Sistema circulatórioSistema circulatório
Sistema circulatório
 
Fisiologia Humana IntroduçãO
Fisiologia Humana   IntroduçãOFisiologia Humana   IntroduçãO
Fisiologia Humana IntroduçãO
 
Sistema urinário
Sistema urinárioSistema urinário
Sistema urinário
 

Destaque

Cabala taro-abordagem-pratica
Cabala taro-abordagem-praticaCabala taro-abordagem-pratica
Cabala taro-abordagem-pratica
Mariangela Albuquerque
 
Cabala os-72-nomes-de-deus
Cabala os-72-nomes-de-deusCabala os-72-nomes-de-deus
Cabala os-72-nomes-de-deus
Leonardo Toledo
 
Atualização Mesa 24.2 - 2012
Atualização Mesa 24.2 - 2012Atualização Mesa 24.2 - 2012
Atualização Mesa 24.2 - 2012
Glalcia Dohe
 
124569312 37672976-apostila-mr-antiga
124569312 37672976-apostila-mr-antiga124569312 37672976-apostila-mr-antiga
124569312 37672976-apostila-mr-antiga
Instituto de Psicobiofísica Rama Schain
 
Tratado de numerologia cabalistica
Tratado de numerologia cabalisticaTratado de numerologia cabalistica
Tratado de numerologia cabalistica
Anderson Santana
 
72 nomes de deus - Mesa Quântica Estelar
72 nomes de deus - Mesa Quântica Estelar72 nomes de deus - Mesa Quântica Estelar
72 nomes de deus - Mesa Quântica Estelar
Rodrigo Campos
 
Mesa Radiônica Quântica
Mesa Radiônica QuânticaMesa Radiônica Quântica
Mesa Radiônica Quântica
Rodrigo Campos
 
SlideShare 101
SlideShare 101SlideShare 101
SlideShare 101
Amit Ranjan
 

Destaque (9)

Cabala taro-abordagem-pratica
Cabala taro-abordagem-praticaCabala taro-abordagem-pratica
Cabala taro-abordagem-pratica
 
Cabala os-72-nomes-de-deus
Cabala os-72-nomes-de-deusCabala os-72-nomes-de-deus
Cabala os-72-nomes-de-deus
 
Atualização Mesa 24.2 - 2012
Atualização Mesa 24.2 - 2012Atualização Mesa 24.2 - 2012
Atualização Mesa 24.2 - 2012
 
124569312 37672976-apostila-mr-antiga
124569312 37672976-apostila-mr-antiga124569312 37672976-apostila-mr-antiga
124569312 37672976-apostila-mr-antiga
 
Tratado de numerologia cabalistica
Tratado de numerologia cabalisticaTratado de numerologia cabalistica
Tratado de numerologia cabalistica
 
72 nomes de deus - Mesa Quântica Estelar
72 nomes de deus - Mesa Quântica Estelar72 nomes de deus - Mesa Quântica Estelar
72 nomes de deus - Mesa Quântica Estelar
 
Mesa Radiônica Quântica
Mesa Radiônica QuânticaMesa Radiônica Quântica
Mesa Radiônica Quântica
 
Numerologia completa
Numerologia completaNumerologia completa
Numerologia completa
 
SlideShare 101
SlideShare 101SlideShare 101
SlideShare 101
 

Semelhante a Homeostase e integração

Como o corpo se organiza
Como o corpo se organizaComo o corpo se organiza
Como o corpo se organiza
Nathalia Fuga
 
Plano de aula 1ano eja(2)
Plano de aula 1ano eja(2)Plano de aula 1ano eja(2)
Plano de aula 1ano eja(2)
Paloma Torrent Puglia
 
Célula e transporte de matéria
Célula e transporte de matériaCélula e transporte de matéria
Célula e transporte de matéria
vnp12
 
Aula01: INTRODUÇÃO À BIOLOGIA APLICADA A EDUCAÇÃO FÍSICA
Aula01: INTRODUÇÃO À BIOLOGIA APLICADA A EDUCAÇÃO FÍSICAAula01: INTRODUÇÃO À BIOLOGIA APLICADA A EDUCAÇÃO FÍSICA
Aula01: INTRODUÇÃO À BIOLOGIA APLICADA A EDUCAÇÃO FÍSICA
Leonardo Delgado
 
Biologia 1EM 1BIM
Biologia 1EM 1BIM Biologia 1EM 1BIM
Biologia 1EM 1BIM
Alice MLK
 
003
003003
07-30-48-anatomia_e_fisiologia_humana.pptx
07-30-48-anatomia_e_fisiologia_humana.pptx07-30-48-anatomia_e_fisiologia_humana.pptx
07-30-48-anatomia_e_fisiologia_humana.pptx
NaraLcia2
 
Citologia
CitologiaCitologia
teoria celular
teoria celularteoria celular
teoria celular
AlexAnjos11
 
saude aliment...................18701.ppt
saude aliment...................18701.pptsaude aliment...................18701.ppt
saude aliment...................18701.ppt
andreferreira289855
 
Anatomia
 Anatomia Anatomia
Anatomia
Maria Ruth Braga
 
Propriedades da vida
Propriedades da vidaPropriedades da vida
Propriedades da vida
unesp
 
Níveis de organização dos seres vivos
Níveis de organização dos seres vivosNíveis de organização dos seres vivos
Níveis de organização dos seres vivos
Fatima Comiotto
 
Níveis de organização dos seres vivos
Níveis de organização dos seres vivosNíveis de organização dos seres vivos
Níveis de organização dos seres vivos
Fatima Comiotto
 
Plano de aula completo Citologia: Tipos e formas de células
Plano de aula completo Citologia: Tipos e formas de células Plano de aula completo Citologia: Tipos e formas de células
Plano de aula completo Citologia: Tipos e formas de células
João Monteiro
 
Caract ser vivo
Caract ser vivoCaract ser vivo
Caract ser vivo
Iuri Fretta Wiggers
 
50972593 plano-eja
50972593 plano-eja50972593 plano-eja
50972593 plano-eja
Walter de Carvalho Baptista
 
Ficha inf celula - a1
Ficha inf   celula - a1Ficha inf   celula - a1
Ficha inf celula - a1
EduardaRosaVieiraSan
 
Ficha inf celula - a1
Ficha inf   celula - a1Ficha inf   celula - a1
Ficha inf celula - a1
EduardaRosaVieiraSan
 
Propriedades
PropriedadesPropriedades
Propriedades
unesp
 

Semelhante a Homeostase e integração (20)

Como o corpo se organiza
Como o corpo se organizaComo o corpo se organiza
Como o corpo se organiza
 
Plano de aula 1ano eja(2)
Plano de aula 1ano eja(2)Plano de aula 1ano eja(2)
Plano de aula 1ano eja(2)
 
Célula e transporte de matéria
Célula e transporte de matériaCélula e transporte de matéria
Célula e transporte de matéria
 
Aula01: INTRODUÇÃO À BIOLOGIA APLICADA A EDUCAÇÃO FÍSICA
Aula01: INTRODUÇÃO À BIOLOGIA APLICADA A EDUCAÇÃO FÍSICAAula01: INTRODUÇÃO À BIOLOGIA APLICADA A EDUCAÇÃO FÍSICA
Aula01: INTRODUÇÃO À BIOLOGIA APLICADA A EDUCAÇÃO FÍSICA
 
Biologia 1EM 1BIM
Biologia 1EM 1BIM Biologia 1EM 1BIM
Biologia 1EM 1BIM
 
003
003003
003
 
07-30-48-anatomia_e_fisiologia_humana.pptx
07-30-48-anatomia_e_fisiologia_humana.pptx07-30-48-anatomia_e_fisiologia_humana.pptx
07-30-48-anatomia_e_fisiologia_humana.pptx
 
Citologia
CitologiaCitologia
Citologia
 
teoria celular
teoria celularteoria celular
teoria celular
 
saude aliment...................18701.ppt
saude aliment...................18701.pptsaude aliment...................18701.ppt
saude aliment...................18701.ppt
 
Anatomia
 Anatomia Anatomia
Anatomia
 
Propriedades da vida
Propriedades da vidaPropriedades da vida
Propriedades da vida
 
Níveis de organização dos seres vivos
Níveis de organização dos seres vivosNíveis de organização dos seres vivos
Níveis de organização dos seres vivos
 
Níveis de organização dos seres vivos
Níveis de organização dos seres vivosNíveis de organização dos seres vivos
Níveis de organização dos seres vivos
 
Plano de aula completo Citologia: Tipos e formas de células
Plano de aula completo Citologia: Tipos e formas de células Plano de aula completo Citologia: Tipos e formas de células
Plano de aula completo Citologia: Tipos e formas de células
 
Caract ser vivo
Caract ser vivoCaract ser vivo
Caract ser vivo
 
50972593 plano-eja
50972593 plano-eja50972593 plano-eja
50972593 plano-eja
 
Ficha inf celula - a1
Ficha inf   celula - a1Ficha inf   celula - a1
Ficha inf celula - a1
 
Ficha inf celula - a1
Ficha inf   celula - a1Ficha inf   celula - a1
Ficha inf celula - a1
 
Propriedades
PropriedadesPropriedades
Propriedades
 

Mais de Caio Maximino

Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebraPapel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Caio Maximino
 
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipoEfectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Caio Maximino
 
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurocienciasImpacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
Caio Maximino
 
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacosEl pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
Caio Maximino
 
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Caio Maximino
 
A cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquicoA cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquico
Caio Maximino
 
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitaloceneHuman physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Caio Maximino
 
Vertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under changeVertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under change
Caio Maximino
 
The nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approachThe nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approach
Caio Maximino
 
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividadeO monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
Caio Maximino
 
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência críticaPor um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Caio Maximino
 
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Caio Maximino
 
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensinoMétodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Caio Maximino
 
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciênciaAula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Caio Maximino
 
Inferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentaisInferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentais
Caio Maximino
 
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remotoAprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Caio Maximino
 
A importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mentalA importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mental
Caio Maximino
 
Transtornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimentoTranstornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimento
Caio Maximino
 
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapiaEvidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Caio Maximino
 
Transtornos alimentares
Transtornos alimentaresTranstornos alimentares
Transtornos alimentares
Caio Maximino
 

Mais de Caio Maximino (20)

Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebraPapel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
 
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipoEfectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
 
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurocienciasImpacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
 
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacosEl pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
 
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
 
A cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquicoA cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquico
 
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitaloceneHuman physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
 
Vertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under changeVertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under change
 
The nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approachThe nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approach
 
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividadeO monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
 
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência críticaPor um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
 
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
 
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensinoMétodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
 
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciênciaAula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
 
Inferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentaisInferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentais
 
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remotoAprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
 
A importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mentalA importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mental
 
Transtornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimentoTranstornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimento
 
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapiaEvidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
 
Transtornos alimentares
Transtornos alimentaresTranstornos alimentares
Transtornos alimentares
 

Último

A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdfA Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
Falcão Brasil
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
Falcão Brasil
 
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Falcão Brasil
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
principeandregalli
 
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Falcão Brasil
 
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdfAPRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
portaladministradores
 
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsxQue Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
Luzia Gabriele
 
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
Marcelo Botura
 
Intendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdf
Intendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdfIntendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdf
Intendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdf
Falcão Brasil
 
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdfIntrodução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
valdeci17
 
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdfOs Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Falcão Brasil
 
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIALA GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
ArapiracaNoticiasFat
 
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdfPortfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Falcão Brasil
 
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Centro Jacques Delors
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
Falcão Brasil
 
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
Bibliotecas Escolares AEIDH
 
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
Falcão Brasil
 

Último (20)

A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdfA Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
A Guerra do Presente - Ministério da Defesa.pdf
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
 
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
 
Festa dos Finalistas .
Festa dos Finalistas                    .Festa dos Finalistas                    .
Festa dos Finalistas .
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
 
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
 
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdfAPRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
 
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsxQue Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
 
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
 
Intendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdf
Intendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdfIntendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdf
Intendência da Aeronáutica. Somos um, sou você Intendência!.pdf
 
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdfIntrodução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
 
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdfOs Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
 
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIALA GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
 
Elogio da Saudade .
Elogio da Saudade                          .Elogio da Saudade                          .
Elogio da Saudade .
 
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdfPortfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
 
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
 
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
 
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
 
VIAGEM AO PASSADO -
VIAGEM AO PASSADO                        -VIAGEM AO PASSADO                        -
VIAGEM AO PASSADO -
 

Homeostase e integração

  • 1. Morfofisiologia Comparada 1 Homeostasia e integração Prof. Caio Maximino
  • 2. Objetivos ● Discutir níveis de adaptação em fisiologia comparada ● Analisar o princípio de Krogh e avaliar as suas consequências epistemológicas para a fisiologia comparada ● Apresentar os níveis de organização dos organismos ● Avaliar as consequências básicas das mudanças de tamanho e escala entre organismos ● Definir homeostasia e seus mecanismos de regulação
  • 3. O que é vida?
  • 4. Vida e fisiologia ● Muitas das definições de “vida” se focam nas funções de um sistema vivo, “isso é, nos processos dinâmicos que as formas de vida possuem e as coisas não-vivas não possuem” (Sherwood et al., 2011) ● “As coisas vivas organizam-se usando energia e matéria-prima de seu entorno (um conjunto de processos chamados de metabolismo), mantém uma certa integridade face a perturbações (um processo chamado homeostase), e se reproduzem” (Idem) ● Esses processos dinâmicos são o objeto de estudo da fisiologia
  • 5. Physiologia ● Fernel (1542): “Conhecimento natural” (Physis – natureza; legein – conhecer) – “A anatomia está para a fisiologia como a geografia está para a história; ela descreve o teatro dos eventos” ● Antiguidade: Inferência a partir do conhecimento anatômico grosseiro ● Vesalius (c. 1543) introduz a anatomia moderna, abrindo caminho para o domínio experimental
  • 6. William Harvey (1628) é o pai da fisiologia moderna
  • 7. Claude Bernard (1813-1878): Fisiologia como ciência experimental ● Descreveu o papel do pâncreas exócrino, do suco gástrico, e dos intestinos na digestão ● Descreveu a função glicogênica do fígado ● Descobriu o fenômeno da vasodilatação e da vasoconstrição e seu controle neural ● Conceitos centrais: milieu intèrieur e homeostase
  • 8. Meio interno ● Verificação inicial: mesmo sob fortes variações do meio externo, um organismo vivo sempre tende a manter uma constância ● “A fixidez do meio supõe uma perfeição do organismo tal que as variações externas são a cada instante compensadas e equilibradas […] Todos os mecanismos vitais, variadas como sejam, sempre tem um objetivo, o de manter a uniformidade das condições de vida do ambiente interno […] A estabilidade do ambiente interno é a condição para a vida livre e independente”
  • 9. ● “The highly developed living being is an open system having many relations to its surroundings – in the respiratory and alimentary tracts and through surface receptors, neuromuscular organs and bony levers. Changes in the surroundings excite reactions in this system, or affect it directly, so that internal disturbances of the system are produced. Such disturbances are normally kept within narrow limits, because automatic adjustments within the system are brought into action, and thereby wide oscillations are prevented and the internal conditions are maintained fairly constant”
  • 10. Essas adaptações imediatas são mecanismos proximais ● A fisiologia é mecanicista e materialista; “entretanto, as características biológicas [...] diferem do resto da matéria por uma questão crucial: resultam de milhões de anos de evolução através da variação aleatória e da seleção natural” (Sherwood et al., 2011). ● A fisiologia comparativa reconhece dois níveis diferentes de explicação ou descrição: – Explicação mecanística ou proximal: Responde à pergunta “como funciona?” – Explicação evolutiva ou última: Responde à pergunta “como chegou nesse estado?” ● As explicações teleológicas podem ser úteis, mas assumem que as explananda são sempre lógicas ● Via de regra, a fisiologia assume que o estado atual das características é adaptativo
  • 11. Exemplo: Produção de luz em vagalumes ● Em fotócitos, a luciferina reage com ATP para formar luciferil-AMP; na presença de O2 , esse produto entre em estado excitado e, ao retornar a seu estado basal, emite fótons ● Essa sequência de reações requer a catálise pela enzima luciferase ● Quando o fotócito não está produzindo luz, qualquer O2 que chegue à célula é interceptado pelas mitocôndrias, que se concentram no fotócito entre os sistemas de transporte de gases e os sítios onde ocorre a reação ● O fotócito produz luz quando o NO produzido pelo SN bloqueia o uso mitocondrial do O2
  • 12. Exemplo: Produção de luz em vagalumes ● O macho de cada espécie diferente de vaga-lume do gênero Photinus emite flashes de luz em um padrão espécie-específico enquanto voa, sinalizando a identidade de sua espécie para as fêmeas ● Conhecer o mecanismo não ajuda necessariamente a entender o significado adaptativo, e vice-versa
  • 13. A fisiologia é hierárquica
  • 14. A fisiologia comparada também é horizontal ● Se o entendimento “vertical” dos níveis de comparação é importante, a fisiologia comparada também trabalha de forma “horizontal”, comparando características fisiológicas em diferentes tipos de organismo – Nos ajuda a conhecer a biodiversidade ao descobrirmos as incríveis capacidades que um ou alguns tipos de organismo evoluíram, e outros não – Nos ajuda a entender as “trocas” (trade-offs) e limitações evolutivas encontradas em diversas características – Nos ajuda a entender quais funções fisiológicas são universais ● Princípio de Krogh (formulado por Hans Krebs): “Para um grande número de problemas haverá um animal de escolha, ou alguns animais, com os quais é mais conveniente estudar [o problema]”
  • 15. Níveis de organização dos organismos: Células ● Se a fisiologia é hierárquica, qual o nível mais baixo de organização a se considerado? ● De um ponto de vista funcional, a célula apresenta certas funções básicas que são essenciais para sua sobrevivência, e que aparecem em níveis superiores de organização: – Auto-organização: Utilização de recursos do ambiente para criar a célula (obtenção de energia e matéria-prima, reações químicas, eliminação de subprodutos, síntese de proteínas e outros componentes) – Auto-regulação: Manutenção da integridade face a perturbações (sensibilidade a mudanças ambientais, controle de troca de materiais, reparo a danos, correção de desvios das condições internas) – Auto-apoio e movimento: Uso de estruturas que dão forma à célula, permitem o movimento de materiais dentro da célula, e permitem o movimento da célula ou do organismo pelo ambiente – Auto-replicação: Reprodução e reparo a danos
  • 16. Especializações ● Nos organismos multicelulares, cada célula desempenha uma função especializada (normalmente uma modificação ou elaboração de uma função básica) – Exemplo de especialização de capacidade de síntese de proteínas? – Exemplo de especialização de capacidade de resposta a mudança ambiental? – Exemplo de especialização de capacidade de transportar moléculas por membranas? – Exemplo de especialização de capacidade de produzir movimento intracelular?
  • 17. Níveis de organização dos organismos: Tecidos e órgãos ● A partir de suas especializações, as células organizam-se em tecidos, de maneira a realizar todos os processos de sustentação da vida do organismo – Tecido epitelial: células especializadas na troca de materiais; organizados em lâminas (revestimento) ou em glândulas (secreção) – Tecido conectivo: apoia e ancora as diferentes partes do corpo; células relativamente esparsas dispersadas dentro de material extracelular – Tecido muscular: células especializadas na contração e na geração de força – Tecido nervoso: células especializadas na iniciação e transmissão de impulsos elétricos. ● Os órgãos consistem em dois ou mais tipos de tecidos primários organizados de maneira a realizar uma função particular
  • 18. Níveis de organização dos organismos: Sistemas ● Os órgãos organizam-se em sistemas, coleções de órgãos que realizam funções relacionadas e que interagem entre si para alcançar uma atividade comum que é essencial para a sobrevivência do organismo ● P. ex., em vertebrados o sistema digestório consiste na boca, glândulas salivares, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, vesícula biliar, e intestinos; em conjunto, esses órgãos quebram o alimento em molécula nutrientes pequenas que podem ser absorvidas pelo sangue
  • 19. Características gerais dos sistemas ● Sistema: Conjunto de componentes interdependentes ou em interação que formam um todo integrado – Orgânico ou não ● Possuem – Estrutura (partes ou componentes que interagem direta ou indiretamente) – Comportamento (processos que transformam entradas em saídas) – Interconectividade
  • 20. Sistemas orgânicos ● Possuem – Metabolismo – todas as reações químicas que ocorrem dentro de uma célula – Responsividade – capacidade de detectar e responder a estímulos – Movimento – de partes e substâncias, geralmente por contratibilidade – Crescimento – aumento no tamanho de uma parte ou do todo – Reprodução – Divisão celular para crescimento ou reparo, ou produção de cópias – Diferenciação – desenvolvimento de um estado indiferenciado para um estado especializado
  • 21. Tamanho e escala ● O tamanho dos espécimes da vida na Terra varia em uma escala de 1020 ● O tamanho de um organismo tem implicações importantes para sua estrutura e função – Animais maiores normalmente vivem mais do que animais menores – Animais maiores normalmente tem taxa metabólica maior do que animais menores ● O estudo da relação entre uma variável morfológica ou fisiológica e o tamanho corporal é chamado de escala ● O conhecimento da escala é essencial para identificar especializações e adaptações de uma espécie em particular
  • 22. Exemplo: Gestação e tamanho corporal Hill et al., 2012
  • 23. Exemplo: Gestação e tamanho corporal Espécie Duração prevista da gestação Duração real da gestação Imbabala (Tragelaphus scriptus) 27 26 Chango-da-montanha (Redunca fulvorufula) 26,5 32 ● A imbabala apresenta duração real muito próxima da prevista para o tamanho de seu corpo ● O chango-da-montanha parece ter desenvolvido uma gestação especializada e especialmente longa
  • 24. De volta à homeostase ● Os sistemas biológicos devem lidar com um ambiente (condições físico- químicas ou sinais externos) com ruído; ● MAS as propriedades internas do sistema estão sujeitas a variação e incerteza. ● Robustez: persistência do comportamento característico do sistema sob perturbação ou condições de incerteza. – Quais propriedades se mantém constantes? – Para quais perturbações ou incertezas essa invariância se mantém? ● Homeostase – manutenção de estado; robustez – manutenção de função
  • 25. Controle e regulação ● Para que haja robustez e homeostasia, é preciso controle, o que implica que uma variável controlada está sujeita a uma modificação externa seletiva ● Como vários fatores externos afetam as variáveis fisiológicas (ambiente com ruído), elas só podem ser mantidas constantes através da mensuração constante e comparação com sinais de referência (set point), corrigindo desvios. – Ex.: a pressão arterial é continuamente monitorada pelo organismo; quando ela se altera subitamente (p ex., se nos levantamos rapidamente), a frequência cardíaca sobe até que a pressão se reajuste ● Na maioria dos casos, esses ajustes tomam a forma de circuitos de controle por retroalimentação negativa