UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ - UESPI
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS – FACIME
BACHARELADO EM ENFERMAGEM – 1º PERÍODO
DISCIPLINA: HISTÓRIA DA ENFERMAGEM
PROFESSORA: MARIA ELIANE MARTINS
TERESINA, JUNHO DE 2013.1
Desde sua “descoberta” em 1500 por
Pedro Álvares Cabral, o Brasil era visto
no exterior como o Paraíso Terreno, o
Éden perdido. De fato o novo mundo
encantava os europeus que aqui
chegavam;
Os recursos naturais eram
praticamente intocáveis, águas
puras, matas verdejantes e
ecossistemas preservados onde
os nativos, chamados de “índios”
pelos europeus viviam em
harmonia com a natureza
usando-a sem trazer danos a
mesma;
Os nativos habitam as regiões litorâneas do Brasil, eram fortes e sadios e
não tinham o menor conhecimentos sobre as doenças dos homens
brancos que, sobretudo aos grandes surtos epidêmicos que dizimavam a
população europeia.
 De paraíso tropical, o Brasil passou a
ser conhecido no século XVII como
inferno, uma vez que os brancos e os
africanos tinham poucas chances de
sobrevivência;
 Conflitos intensos com os indígenas
(muitas vezes iniciados pelas tentativas
dos colonizadores de escravizar os
nativos.)
As enfermidades tropicais que os
colonizadores não estava acostumados
e as diversas dificuldades matérias
foram os motivos pelo qual o homem
branco já não via o Brasil como um
paraíso e sim um verdadeiro inferno;
 As guerras constantes, o isolamento geográfico e as
doenças eram um grande entrave para colonização do
Brasil;
Então o Conselho Ultramarino Português teve que
intervir para poder garantir o acesso a saúde da
população da colônia;
Alem da dificuldade da falta de profissionais, os
poucos que estavam no território não conseguiam
desempenhar suas tarefas devido ao território ser
muito extenso e a população pobre de mais para pagar
as consultas e tratamentos;
A população tinha medo dos tratamentos (sangrias e
purgantes) muitas vezes ineficazes;
Os tratamentos muitas vezes deixavam a população
em estado mais grave, fato que fazia com que todos
procurassem curandeiros e tratamentos indígenas.
Sem serviços de saúde eficazes os médicos so
eram úteis em épocas de epidemias, na época
muito comum a varíola;
Provavelmente o “mal das bexigas” veio com os
escravos do continente africano;
Vitimou muitos índios e escravos que eram a
principal mão de obra dos sertões seja nos
engenhos do nordeste ou extração de ouro em
Minas Gerais;
Os doentes eram isolados da sociedade;
Nos surtos epidêmicos nem médicos e nem
curandeiros podiam ajudar a população, uma vez
que a prevenção era a única forma de evitar a
doença e devido a forma rudimentar em que era
feia a prevenção muitas pessoas se negavam a
submeter-se a técnicas preventivas dos médicos
(usava-se o pus).
•Com a vinda da família real ao Brasil em
1808, foi visto que o caos que reinava na
cidade do maior porto do país deveria chegar
ao fim;
•Assim dom João VI começou a dar
assistência ao problema da saúde o Rio de
Janeiro que virou centro de ações sanitárias;
•Ações essas para mudar a visão que o
exterior possuía do Brasil;
• Foram ciradas academia médico-cirtugicas
no Rio de Janeiro (1813) e na Bahia (1815),
depois foi criada a Imperial Academia de
Medicina (1829).
•As inovações foram muitas, porem
ineficazes;
• Os médicos da época não
sabiam o motivos das doenças
infectocontagiosas então
culpavam os viajantes que
circulavam pelo teritorio;
• Depois concluiram que os
estrangeiros é que disseminavam
as doenças assim começaram a
inspecionar os portos;
Depois foi exigido que todos da
corte se vacinassem como
forma de prevenção contra
varíola ;
Por fim alguns médicos
disseram que as enfermidades
aconteciam pelos miasmas que
era ar corrompido;
•Com a proclamação da República (1889) o ideal de
modernizar o Brasil a todo custo foi preconizado pelas
elites e grupos políticos da época;
•Começa o choque entre medicina tradicional e moderna;
•No início da república a desorganização dos serviços de
saúde facilitou a ocorrência de ondas de epidemias como:
febre amarela, peste bubônica, varíola e outras;
•Com as epidemias muitas pessoas ficavam
impossibilitadas de trabalhar e as doenças diminuíam a
produtividade do trabalhador e
para reverter esse quadro
foram criadas políticas
de saúde publica no
Brasil.
Os lucros com o café foram aplicados nas cidades, favorecendo a industrialização;
Modernização dos grandes portos;
Vinda de imigrantes;
A nova mentalidade nacional busca apoio no modelo médico europeu;
Forte higienização em São Paulo e no porto de Santos;
Aumento da fiscalização sanitária em ruas, casas e i ndustrias;
Início da era dos institutos de saúde;
Novas teorias foram aplicadas no cenário da saúde nacional, e descoberta dos de que os
mosquitos transmitiam doenças.
•Se nas cidades a população tinha assistência
precária, no campo praticamente não havia
assistência;
•A população recorria aos coronéis para poder ter
acesso a remédios, muitas vezes feitos de plantas e
ervas medicinais;
•Nas cidades as grandes aglomerações, a chegada
quase que incessante de imigrantes e as péssimas
condições de vida faziam com que as epidemias se
alastrassem de forma indiscriminada e muitas vezes
sem nenhum tipo de assistência.
•Correntes sobre a Eugenia surgiram na época.
O campo foi praticamente esquecido durante essa etapa da história
brasileira;
A maior quantidade de políticas voltadas ao saneamento e a saúde
forma feitas no Rio de Janeiro;
No Rio de Janeiro a higienização da cidade se tornou algo obrigatório e
de suma importância para o controle das epidemias;
Houve a destruição das favelas;
Com a adoção dessas medidas o Rio de Janeiro teve uma drástica
redução nos óbitos por epidemias;
Em São Paulo novas ruas foram abertas.muitos edifícios e fábricas foram
inaugurados e os pântanos drenados para o bem da saúde pública;
•Era perceptível que as novas políticas de saúde beneficiavam
apenas os ricos;
•As camadas mais pobres continuavam sofrendo com as
epidemias e as péssimas condições de vida;
•Assim com a crescente onda epidêmica nas camadas mais
baixas as políticas de intervenções médicas se tornavam cada
vez mais autoritárias e a população cada vez mais descontente
com esse cenário;
•Com a obrigatoriedade da vacina pelo congresso nacional (31
de outubro de 1904) a população se revoltou e deu inicio a
Revolta da Vacina;
•A revolta fez com que o governo retirasse a obrigatoriedade da
vacina e pressionasse as organizações de saúde por
estratégias mais eficazes.
O estado se desvincula
das oligarquias rurais;
Ampla reforma política
administrativa
Suspendeu a constituição de
1891 e governou por decretos
até 1934
Forte repressão a seus
opositores
De 1937 a 1945 Houve o
estado Novo, onde centralizou
todos os poderes suas mãos
Usava políticas públicas de caráter
populista para manter a
população subjulgada
•A área sanitária passou a compartilhar com o setor educacional um
ministério próprio;
•O Ministério fez amplas modificações nos serviços de saúde do pais, porem
apenas reforçava o controle do Estado sobe todos os setores do país;
•O estado tinha que zelar pelo bem estar da população;
•As inovações médico- hospitalares chegaram as pequenas vilas e cidades
porem nos estados mais ricos a intervenção federal não foi tão necessária;
•As verbas públicas usadas desde o inicio da república permitiram a criação
(em meados da década de 20) de uma sistema de saúde público
descentralizado e ajustado às questões sanitárias de cada estado;
•Com o fracasso em São Paulo fez com que os modelos de assistência
descentralizada fossem reutilizados e os tratamento fossem voltados apenas
para enfermidades especificas.
 Populismo direcionado a população
urbana;
 Intensa pressão popular por medidas
eficazes no setor de saúde;
 Caixas de aposentadoria e pensões e
institutos de previdências;
 Todos os órgãos sobre a tutela do
Estado;
 Pouca cobertura aos doentes graves;
 Serviço IRREGULAR;
 Legislação própria para tuberculosos
 Falta de amparo a que não possuía
carteira de trabalho;
 CONQUISTAS:
Assistência médica;
Licença remunerada;
Jornada de trabalho de oito horas.
 Movimentos educativos no início da
Republica;
 Panfletos educativos fornecidos pelo
ministério da saúde e da educação;
 A partir de 1938 passaram a ser divulgadas
via rádio;
 Cursos de formação das enfermeiras
sanitárias;
 O estado novo primou por educar a
população criando serviços especiais de
educação em saúde;
 Correntes racistas (de inspiração fascista)
ainda apoiavam a EUGENIA;
A partir de 1942 as políticas sanitárias
mudaram devido a adoção dos modelos norte-
americanos;
Apologia ao estilo de vida norte-americano.
 Disputas dentro do governo e entre as classes
dominantes foram um grande problema para criação de
políticas eficazes de saúde pública;
1953 Vargas cria o Ministério da Saúde ( resultado de
sete anos de debate);
 Precariedade na saúde pela falta de incentivos do
governo;
Falta de profissionais capacitados e de equipamentos;
Ineficácia do ministério no combate as doenças e nos
índices de mortalidade.
Alta burocracia;
A saúde no Regime Militar de 1964
O esvaziamento do Ministério da Saúde
O primeiro efeito do golpe militar sobre o MS foi a redução das verbas destinadas à saúde
pública
Em contradição, em nome da política de
“segurança e desenvolvimento”, cresceu o
orçamento dos ministérios militares,
transportes, indústria e comércio
A individualização da saúde
pública
O Ministério da Saúde
privilegiava a saúde como
elemento individual e não como
fenômeno coletivo
Epidemias silenciosas
Meningite: uma epidemia sob censura
Campanha de
vacinação de
1975, no bairro
da Lapa
O Estado e a Previdência social
INPS:
• Com sua criação, todos os órgãos foram
unificados.
• Ficou subordinado ao MS
• Deveria tratar dos doentes
individualmente
MPAS( Ministério da Previdência e
Assistência Social)
• Ao incorporar o INPS, o Ministério da
Previdência livrou-o das imposições do
Ministério do Trabalho
Dataprev:
• Para controlar a onda de corrupção,
pagamentos ilegais de serviços médicos
e aposentadorias “fantasmas”
Funrural( em 1971) :
• Estendia aos trabalhadores do campo
os direitos previdenciários.
PPA ( Plano de Pronta Ação) :
• Objetivo: acelerar o atendimento dos
casos médicos de urgência.
Sistema de Saúde Nacional ( em 1975):
• Finalidade de baratear e ao mesmo
tempo tornar mais eficazes as ações de
saúde em todo o país.
O Estado e a Previdência social: Acidentes e doenças de
trabalho
Saúde: um bom negócio para o capital estrangeiro
MmA entrada no país de um grande volume de capitais estrangeiros,
imediatamente deixou claro que o investimento na área de serviços médico-
hospitalares privados poderia ser um negócio extremamente lucrativo.
A presença do capital
estrangeiro também
pôde ser detectada na
indústria farmacêutica
CEME ( Central de Medicamentos), em 1971:
Com o objetivo de produzir, contratar e distribuir remédios essenciais
à população de baixa renda
A Saúde nos anos 80 e 90
A Crise da Saúde
Hospitais em precário estado de
funcionamento, dificuldades de encontrar
atendimento médico, mortes sem socorro
especializado: este tem sido o quadro a
que está submetida a maior parte da
população brasileira.
O País é assolado por
epidemias evitáveis, como
os surtos de coléra e dengue
Prev- Saúde, Conasp e AIS - mantiveram sempre a
mesma proposta:
 Reorganizar de forma racional as atividades de
proteção e tratamento da saúde individual e
coletiva, evitar as fraudes e lutar contra o
monopólio das emprasas particulares de saúde.
Movimentos Sociais
Com os novos ares da abertura política, os moradores da periferia dos grandes
centros começaram a lutar pela melhoria de suas condições de vida. O clima
político permitiu que a classe médica expressasse seu descontentamento com as
condições de trabalho que lhe eram impostas.
Conselhos Populares
de Saúde,
encarregados de
obter saneamento
básico e a criação de
hospitais e centros de
saúde nas áreas mais
carentes.
Conselho Popular
de Saúde em São
Paulo
O Sistema Unificado de Saúde
Cientes do péssimo estado de
saúde da população, os
profissionais de setor
organizaram-se na defesa da
profissão e dos diretos dos
profissionais
Desenvolveu-se o chamado
Movimento Sanitarista que ,
ao incentivar as discussões,
buscou encontrar respostas
para os dilemas da política
de saúde nacional
SUDS( Sistema Unificado de
Saúde):
Deveria constituir uma rede
hierarquizada e regionalizada, com
a participação da comunicade na
administração das unidades locais.
SUS (Sistema Unificado de Saúde):
Encarregado de organizar, no plano
regional, as ações do MS, do Inamps
e dos serviços de saúde estaduais e
municipais.
A epidemiologia da desigualdade
Na década de 90, o Brasil
continua sendo um país ferido
por desigualdades e injustiças.
Muitos municípios brasileiros
ainda não têm médico nem
unidades de assistência aos
enfermos, enquanto no eixo Rio-
São Paulo se concentram mais de
50% dos profissionais de saúde e
dos hospitais.
Distribuição regional-
Subnutrição e Saneamento
O resultado histórico da
subnutrição e da fome repercute
diretamente nas avaliações
sanitárias. As taxas de
mortalidade infantil do Nordeste
são assustadoras.
Junta-se a isso a escassez dos
serviços de saneamento básico e a
deficiente rede hospitalar, fazendo
com que os brasileiros da região
sofram de doenças típicas das
áreas pobres, como o cólera e a
febre tifoide.
TERESINA, JUNHO DE 2013.1

Histéria da enfemagem

  • 1.
    UNIVERSIDADE ESTADUAL DOPIAUÍ - UESPI FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS – FACIME BACHARELADO EM ENFERMAGEM – 1º PERÍODO DISCIPLINA: HISTÓRIA DA ENFERMAGEM PROFESSORA: MARIA ELIANE MARTINS TERESINA, JUNHO DE 2013.1
  • 2.
    Desde sua “descoberta”em 1500 por Pedro Álvares Cabral, o Brasil era visto no exterior como o Paraíso Terreno, o Éden perdido. De fato o novo mundo encantava os europeus que aqui chegavam; Os recursos naturais eram praticamente intocáveis, águas puras, matas verdejantes e ecossistemas preservados onde os nativos, chamados de “índios” pelos europeus viviam em harmonia com a natureza usando-a sem trazer danos a mesma; Os nativos habitam as regiões litorâneas do Brasil, eram fortes e sadios e não tinham o menor conhecimentos sobre as doenças dos homens brancos que, sobretudo aos grandes surtos epidêmicos que dizimavam a população europeia.
  • 3.
     De paraísotropical, o Brasil passou a ser conhecido no século XVII como inferno, uma vez que os brancos e os africanos tinham poucas chances de sobrevivência;  Conflitos intensos com os indígenas (muitas vezes iniciados pelas tentativas dos colonizadores de escravizar os nativos.) As enfermidades tropicais que os colonizadores não estava acostumados e as diversas dificuldades matérias foram os motivos pelo qual o homem branco já não via o Brasil como um paraíso e sim um verdadeiro inferno;
  • 4.
     As guerrasconstantes, o isolamento geográfico e as doenças eram um grande entrave para colonização do Brasil; Então o Conselho Ultramarino Português teve que intervir para poder garantir o acesso a saúde da população da colônia; Alem da dificuldade da falta de profissionais, os poucos que estavam no território não conseguiam desempenhar suas tarefas devido ao território ser muito extenso e a população pobre de mais para pagar as consultas e tratamentos; A população tinha medo dos tratamentos (sangrias e purgantes) muitas vezes ineficazes; Os tratamentos muitas vezes deixavam a população em estado mais grave, fato que fazia com que todos procurassem curandeiros e tratamentos indígenas.
  • 5.
    Sem serviços desaúde eficazes os médicos so eram úteis em épocas de epidemias, na época muito comum a varíola; Provavelmente o “mal das bexigas” veio com os escravos do continente africano; Vitimou muitos índios e escravos que eram a principal mão de obra dos sertões seja nos engenhos do nordeste ou extração de ouro em Minas Gerais; Os doentes eram isolados da sociedade; Nos surtos epidêmicos nem médicos e nem curandeiros podiam ajudar a população, uma vez que a prevenção era a única forma de evitar a doença e devido a forma rudimentar em que era feia a prevenção muitas pessoas se negavam a submeter-se a técnicas preventivas dos médicos (usava-se o pus).
  • 6.
    •Com a vindada família real ao Brasil em 1808, foi visto que o caos que reinava na cidade do maior porto do país deveria chegar ao fim; •Assim dom João VI começou a dar assistência ao problema da saúde o Rio de Janeiro que virou centro de ações sanitárias; •Ações essas para mudar a visão que o exterior possuía do Brasil; • Foram ciradas academia médico-cirtugicas no Rio de Janeiro (1813) e na Bahia (1815), depois foi criada a Imperial Academia de Medicina (1829). •As inovações foram muitas, porem ineficazes; • Os médicos da época não sabiam o motivos das doenças infectocontagiosas então culpavam os viajantes que circulavam pelo teritorio; • Depois concluiram que os estrangeiros é que disseminavam as doenças assim começaram a inspecionar os portos; Depois foi exigido que todos da corte se vacinassem como forma de prevenção contra varíola ; Por fim alguns médicos disseram que as enfermidades aconteciam pelos miasmas que era ar corrompido;
  • 7.
    •Com a proclamaçãoda República (1889) o ideal de modernizar o Brasil a todo custo foi preconizado pelas elites e grupos políticos da época; •Começa o choque entre medicina tradicional e moderna; •No início da república a desorganização dos serviços de saúde facilitou a ocorrência de ondas de epidemias como: febre amarela, peste bubônica, varíola e outras; •Com as epidemias muitas pessoas ficavam impossibilitadas de trabalhar e as doenças diminuíam a produtividade do trabalhador e para reverter esse quadro foram criadas políticas de saúde publica no Brasil.
  • 8.
    Os lucros como café foram aplicados nas cidades, favorecendo a industrialização; Modernização dos grandes portos; Vinda de imigrantes; A nova mentalidade nacional busca apoio no modelo médico europeu; Forte higienização em São Paulo e no porto de Santos; Aumento da fiscalização sanitária em ruas, casas e i ndustrias; Início da era dos institutos de saúde; Novas teorias foram aplicadas no cenário da saúde nacional, e descoberta dos de que os mosquitos transmitiam doenças.
  • 9.
    •Se nas cidadesa população tinha assistência precária, no campo praticamente não havia assistência; •A população recorria aos coronéis para poder ter acesso a remédios, muitas vezes feitos de plantas e ervas medicinais; •Nas cidades as grandes aglomerações, a chegada quase que incessante de imigrantes e as péssimas condições de vida faziam com que as epidemias se alastrassem de forma indiscriminada e muitas vezes sem nenhum tipo de assistência. •Correntes sobre a Eugenia surgiram na época.
  • 10.
    O campo foipraticamente esquecido durante essa etapa da história brasileira; A maior quantidade de políticas voltadas ao saneamento e a saúde forma feitas no Rio de Janeiro; No Rio de Janeiro a higienização da cidade se tornou algo obrigatório e de suma importância para o controle das epidemias; Houve a destruição das favelas; Com a adoção dessas medidas o Rio de Janeiro teve uma drástica redução nos óbitos por epidemias; Em São Paulo novas ruas foram abertas.muitos edifícios e fábricas foram inaugurados e os pântanos drenados para o bem da saúde pública;
  • 11.
    •Era perceptível queas novas políticas de saúde beneficiavam apenas os ricos; •As camadas mais pobres continuavam sofrendo com as epidemias e as péssimas condições de vida; •Assim com a crescente onda epidêmica nas camadas mais baixas as políticas de intervenções médicas se tornavam cada vez mais autoritárias e a população cada vez mais descontente com esse cenário; •Com a obrigatoriedade da vacina pelo congresso nacional (31 de outubro de 1904) a população se revoltou e deu inicio a Revolta da Vacina; •A revolta fez com que o governo retirasse a obrigatoriedade da vacina e pressionasse as organizações de saúde por estratégias mais eficazes.
  • 12.
    O estado sedesvincula das oligarquias rurais; Ampla reforma política administrativa Suspendeu a constituição de 1891 e governou por decretos até 1934 Forte repressão a seus opositores De 1937 a 1945 Houve o estado Novo, onde centralizou todos os poderes suas mãos Usava políticas públicas de caráter populista para manter a população subjulgada
  • 13.
    •A área sanitáriapassou a compartilhar com o setor educacional um ministério próprio; •O Ministério fez amplas modificações nos serviços de saúde do pais, porem apenas reforçava o controle do Estado sobe todos os setores do país; •O estado tinha que zelar pelo bem estar da população; •As inovações médico- hospitalares chegaram as pequenas vilas e cidades porem nos estados mais ricos a intervenção federal não foi tão necessária; •As verbas públicas usadas desde o inicio da república permitiram a criação (em meados da década de 20) de uma sistema de saúde público descentralizado e ajustado às questões sanitárias de cada estado; •Com o fracasso em São Paulo fez com que os modelos de assistência descentralizada fossem reutilizados e os tratamento fossem voltados apenas para enfermidades especificas.
  • 14.
     Populismo direcionadoa população urbana;  Intensa pressão popular por medidas eficazes no setor de saúde;  Caixas de aposentadoria e pensões e institutos de previdências;  Todos os órgãos sobre a tutela do Estado;  Pouca cobertura aos doentes graves;  Serviço IRREGULAR;  Legislação própria para tuberculosos  Falta de amparo a que não possuía carteira de trabalho;  CONQUISTAS: Assistência médica; Licença remunerada; Jornada de trabalho de oito horas.
  • 15.
     Movimentos educativosno início da Republica;  Panfletos educativos fornecidos pelo ministério da saúde e da educação;  A partir de 1938 passaram a ser divulgadas via rádio;  Cursos de formação das enfermeiras sanitárias;  O estado novo primou por educar a população criando serviços especiais de educação em saúde;  Correntes racistas (de inspiração fascista) ainda apoiavam a EUGENIA; A partir de 1942 as políticas sanitárias mudaram devido a adoção dos modelos norte- americanos; Apologia ao estilo de vida norte-americano.
  • 18.
     Disputas dentrodo governo e entre as classes dominantes foram um grande problema para criação de políticas eficazes de saúde pública; 1953 Vargas cria o Ministério da Saúde ( resultado de sete anos de debate);  Precariedade na saúde pela falta de incentivos do governo; Falta de profissionais capacitados e de equipamentos; Ineficácia do ministério no combate as doenças e nos índices de mortalidade. Alta burocracia;
  • 23.
    A saúde noRegime Militar de 1964
  • 24.
    O esvaziamento doMinistério da Saúde O primeiro efeito do golpe militar sobre o MS foi a redução das verbas destinadas à saúde pública Em contradição, em nome da política de “segurança e desenvolvimento”, cresceu o orçamento dos ministérios militares, transportes, indústria e comércio A individualização da saúde pública O Ministério da Saúde privilegiava a saúde como elemento individual e não como fenômeno coletivo
  • 25.
    Epidemias silenciosas Meningite: umaepidemia sob censura Campanha de vacinação de 1975, no bairro da Lapa
  • 26.
    O Estado ea Previdência social INPS: • Com sua criação, todos os órgãos foram unificados. • Ficou subordinado ao MS • Deveria tratar dos doentes individualmente MPAS( Ministério da Previdência e Assistência Social) • Ao incorporar o INPS, o Ministério da Previdência livrou-o das imposições do Ministério do Trabalho Dataprev: • Para controlar a onda de corrupção, pagamentos ilegais de serviços médicos e aposentadorias “fantasmas” Funrural( em 1971) : • Estendia aos trabalhadores do campo os direitos previdenciários. PPA ( Plano de Pronta Ação) : • Objetivo: acelerar o atendimento dos casos médicos de urgência. Sistema de Saúde Nacional ( em 1975): • Finalidade de baratear e ao mesmo tempo tornar mais eficazes as ações de saúde em todo o país.
  • 27.
    O Estado ea Previdência social: Acidentes e doenças de trabalho
  • 28.
    Saúde: um bomnegócio para o capital estrangeiro MmA entrada no país de um grande volume de capitais estrangeiros, imediatamente deixou claro que o investimento na área de serviços médico- hospitalares privados poderia ser um negócio extremamente lucrativo. A presença do capital estrangeiro também pôde ser detectada na indústria farmacêutica CEME ( Central de Medicamentos), em 1971: Com o objetivo de produzir, contratar e distribuir remédios essenciais à população de baixa renda
  • 29.
    A Saúde nosanos 80 e 90
  • 30.
    A Crise daSaúde Hospitais em precário estado de funcionamento, dificuldades de encontrar atendimento médico, mortes sem socorro especializado: este tem sido o quadro a que está submetida a maior parte da população brasileira. O País é assolado por epidemias evitáveis, como os surtos de coléra e dengue Prev- Saúde, Conasp e AIS - mantiveram sempre a mesma proposta:  Reorganizar de forma racional as atividades de proteção e tratamento da saúde individual e coletiva, evitar as fraudes e lutar contra o monopólio das emprasas particulares de saúde.
  • 31.
    Movimentos Sociais Com osnovos ares da abertura política, os moradores da periferia dos grandes centros começaram a lutar pela melhoria de suas condições de vida. O clima político permitiu que a classe médica expressasse seu descontentamento com as condições de trabalho que lhe eram impostas. Conselhos Populares de Saúde, encarregados de obter saneamento básico e a criação de hospitais e centros de saúde nas áreas mais carentes. Conselho Popular de Saúde em São Paulo
  • 32.
    O Sistema Unificadode Saúde Cientes do péssimo estado de saúde da população, os profissionais de setor organizaram-se na defesa da profissão e dos diretos dos profissionais Desenvolveu-se o chamado Movimento Sanitarista que , ao incentivar as discussões, buscou encontrar respostas para os dilemas da política de saúde nacional SUDS( Sistema Unificado de Saúde): Deveria constituir uma rede hierarquizada e regionalizada, com a participação da comunicade na administração das unidades locais. SUS (Sistema Unificado de Saúde): Encarregado de organizar, no plano regional, as ações do MS, do Inamps e dos serviços de saúde estaduais e municipais.
  • 33.
    A epidemiologia dadesigualdade Na década de 90, o Brasil continua sendo um país ferido por desigualdades e injustiças. Muitos municípios brasileiros ainda não têm médico nem unidades de assistência aos enfermos, enquanto no eixo Rio- São Paulo se concentram mais de 50% dos profissionais de saúde e dos hospitais.
  • 34.
    Distribuição regional- Subnutrição eSaneamento O resultado histórico da subnutrição e da fome repercute diretamente nas avaliações sanitárias. As taxas de mortalidade infantil do Nordeste são assustadoras. Junta-se a isso a escassez dos serviços de saneamento básico e a deficiente rede hospitalar, fazendo com que os brasileiros da região sofram de doenças típicas das áreas pobres, como o cólera e a febre tifoide.
  • 35.