Coleção de Manuais da Universidade
Sénior Contemporânea
Cadeira de
HISTÓRIA DO PORTO
Professor Doutor
Artur Filipe dos Santos
A SINAGOGA DO PORTO
Museu Judaico Barros Basto
Artur Filipe dos Santos
2
Coleção de Manuais da Universidade
Sénior Contemporânea
AUTOR
Artur Filipe dos Santos
artur.filipe@uvigo.es
www.artursantos.no.sapo.pt
www.politicsandflags.wordpress.com
www.omeucaminhodesantiago.wordpress.com
• Artur Filipe dos Santos, Doutorado em Comunicação, Publicidade Relações Públicas e
Protocolo, pela Universidade de Vigo, Galiza, Espanha, Professor Universitário, consultor e
investigador em Comunicação Institucional e Património, Protocolista.
• Director Académico e Professor Titular na Universidade Sénior Contemporânea, membro da
Sociedad de Estudios Institucionales, Madrid, Espanha, membro da Direção do OIDECOM-
Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação,
membro da APEP- Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo. Professor convidado e
membro do Grupo de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Faculdade de Ciências
Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, membro do Grupo de Investigação em
Turismo e Comunicação da Universidade de Westminster. Professor convidado das Escola
Superior de Saúde do Instituto Piaget (Portugal).
• Orador e palestrante convidado em várias instituições de ensino superior. Formador em
Networking e Sales Communication no Network Group +Negócio Portugal.
• Especialista na temática dos Caminhos de Santiago, aborda esta temática em várias
instituições de ensino e em várias organizações culturais.
3
Artur Filipe dos Santos - artur.filipe@uvigo.es
• A Sinagoga Kadoorie,
aliás Sinagoga Kadoorie -
Mekor Haim ("Fonte de
Vida"), é a sinagoga e
sede da comunidade
judaica do Porto, cujo
nome oficial é
Comunidade Israelita do
Porto.
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
www.publico.pt
• A sua construção foi
iniciada em 1929, tendo
sido inaugurada em 1938.
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Coleção de Manuais da Universidade
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História do Porto
Construção da Sinagoga Kadoorie
• É a maior sinagoga
da Península Ibérica
e situa-se na Rua de
Guerra Junqueiro,
na cidade do Porto,
em Portugal.
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
www.jn.pt
• Este monumento arquitetónico
é uma das mais extraordinárias
casas de culto judaico do
mundo e é também a sede e o
“coração pulsante” da
Comunidade Israelita do Porto,
fundada em 1923 pelo Capitão
Barros Basto, que se tornou
conhecido no mundo judaico
por tentar resgatar os
descendentes dos judeus
forçados à conversão ao
cristianismo, no século XV, que
mantinham a prática em
segredo de preceitos da
religião judaica.
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História do Porto
http://jewishcommunityofoporto.blogspot.pt/
Artur Carlos de Barros Basto
• Artur Carlos de Barros
Basto (nome judaico: Abraham
Israel Ben-Rosh) (Amarante, 18
de Dezembro de 1887 —
Porto, 08 de Março de 1961),
foi um militar , mas também
um idealista, um reformador e
um filósofo, tendo publicado
inúmeras obras .
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
• Destacou-se como a
personagem histórica
essencial na restauração
da comunidade judaica
na cidade do Porto e
como mentor da
construção da sinagoga
do Porto, a Sinagoga
Kadoorie Mekor Haim
(fonte de vida).
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História do Porto
• O capitão amarantino
Artur Carlos de Barros
Basto é uma figura
singular na História do
Judaísmo.
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
• Na década de vinte do
século passado iniciou
um processo de
reinserção dos últimos
descendentes de cristãos-
novos portugueses que
desejavam integrar-se ao
judaísmo rabínico.
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História do Porto
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
• Existem três tipos judaísmo:
Judaísmo
Rabínico
Humanista
Não
Praticante
Para conhecer mais:
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História do Porto
• Judaísmo Rabínico:
Para conhecer mais:
Judaísmo Rabínico
Ortodoxo
Conservador
(Masorti)
Reformista
Reconstrucionista
Artur Carlos de Barros
Basto
Para isto edificou a
Sinagoga Kadoorie Mekor
Haim na cidade do Porto,
publicou a revista HaLapid,
de proselitismo e
divulgação histórica e criou
também sociedades para a
auto-suficiência desta
comunidade nascente.
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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• A este conjunto de
ações deu o nome de
«Obra do Resgate»,
autonomeando-se o
«Guia dos Marranos»
(Barros Basto preferia
esta grafia). Deixou
também um opúsculo
“Linhagem de Arthur
Ben-Rosh “sobre a sua
pretensa genealogia.
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História do Porto
• Depois de cursar na
Escola de Guerra,
Barros Basto participou
na implantação da
República em Portugal.
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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• Foi ele que hasteou a
bandeira da República, na
cidade no Porto.
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História do Porto
Proclamação da República na
Câmara Municipal do Porto
giracomletras.blogspot.com
• Por essa mesma época,
em 1910, foi iniciado na
Maçonaria Portuguesa -
Grande Oriente Lusitano,
na Loja Montanha, de
Lisboa, com o nome
simbólico de «Giordano
Bruno».
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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Actualmente em Portugal existem 5 lojas maçónicas:
Grande Oriente Lusitano; Grande Loja Legal (Ex. Grande Loja Regular);
Grande Loja Feminina de Portugal; Loja do Direito Humano;
Ordem Maçónica Mundial do Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misraim
• Giordano Bruno (Nola,
Reino de Nápoles, 1548 —
Roma, Campo de Fiori, 17 de
fevereiro de 1600) foi um
teólogo, filósofo, escritor e
frade dominicano italiano,
condenado à morte na
fogueira pela Inquisição
romana (Congregação da
Sacra, Romana e Universal
Inquisição do Santo Ofício)
com a acusação de heresi ao
defender erros teológicos.
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História do Porto
https://pt.wikipedia.org
• Posteriormente, Barros
Basto comandou um
batalhão do Corpo
Expedicionário Português,
na Primeira Guerra
Mundial, como tenente, na
Frente da Flandres, pelo
que foi condecorado
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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• Ainda na juventude,
tomou conhecimento,
pelo avô, Francisco de
Barros Basto, de que
tinha ancestrais judeus.
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História do Porto
http://pt.slideshare.net/sandcost/capitao-barros-bastofina
l
• Essa descoberta haveria
de marcar, para o bem e
para o mal, toda a sua
vida.
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quintoimperiodomundo.blogspot.com
• Na época em que iniciava a
sua vida castrense, o então
jovem Barros Basto
apresentou-se na sinagoga
de Lisboa, Sinagoga Shaaré
Tikva, e declarou-se judeu.
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• Apesar do seu empenho,
a congregação negou-lhe
inicialmente a integração
na comunidade.
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
• Por forma a ser aceite
como membro de pleno
direito, Barros Basto
aprendeu o hebraico e
deslocou-se a Marrocos
para receber instrução
religiosa.
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• Em Tânger, foi circuncidado
e oficialmente aceite
dentro da religião judaica,
adoptando o nome de
Abraham Israel Ben-Rosh.
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pt.wikipedia.org
• Casou-se com Lea Israel
Montero Azancot, nascida
em Lisboa, da Comunidade
Israelita de Lisboa, de quem
teve um filho, Nuno Carlos
Azancot de Barros Basto, e
uma filha, Miryam Edite de
Barros Basto.
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História do Porto
Lea Azancot e Barros Basto
• O padrinho do
casamento de Barros
Basto com Lea
Azancot foi o
professor universitário
e economista Moses
Amzalak, presidente
da Comunidade
Israelita de Lisboa.
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• “Adonai li velo irá” (Tenho
Deus comigo, por isso não
temerei”) era a divisa de
Barros Basto, que durante
anos percorreu o interior de
Portugal, por vezes a cavalo,
procurando resgatar todos
os criptojudeus que, apesar
de estarem há séculos
afastados do judaísmo
oficial, permaneciam judeus
no coração.
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Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto
História do Porto
• Em 1923, Barros Basto
fundou o instituto
teológico israelita e a
comunidade judaica do
Porto, e foi o grande
impulsionador da
construção da Sinagoga
Kadoorie, a sinagoga
do Porto, a maior da
Península Ibérica e uma
das maiores da Europa.
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
Construção da Sinagoga Kadoorie
http://pt.slideshare.net/sandcost/comunidade-israelita-portoatual
• Esta sinagoga haveria
de ser inaugurada
em 1938.
31
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kostadealhabaite.blogspot.com
• Mas a campanha pública de
Barros Basto destinada a
persuadir os criptojudeus a
reabraçarem, sem medo, o
judaísmo, foi muito mal
encarada pelas autoridades
portuguesas da época e
acabou por dar lugar ao seu
afastamento do exército.
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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• Julgado pelo Conselho
Superior de Disciplina do
exército em 1937, Barros
Basto foi separado do
exército por alegadamente
participar nas cerimónias
de circuncisão dos alunos
do instituto teológico
israelita do Porto, facto
que aquele Conselho
considerou “imoral”.
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• A história do processo
que levou à retirada
das suas insígnias, em
1937, nasce com
denúncias anónimas
contendo acusações
de homossexualidade
que, em julgamento,
não ficaram provadas.
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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• Mas, no mesmo caso, foi
dado como assente que
Barros Basto "afectou a
respeitabilidade" e o
"decoro militar" ao fazer
circuncisão a vários alunos
do Instituto Teológico
Israelita, segundo um dos
preceitos da religião
judaica.
35
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• Foi, por isso, oficialmente
"separado do Exército".
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• O que significa que,
aos 50 anos, perdeu
o emprego e o direito
à reforma.
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• Este desfecho foi
agravado em 1978,
depois do 25 de
Abril.
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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• O capitão já tinha
falecido, na miséria,
há 17 anos (1961,
com 74 anos).
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• Instaurada a democracia, a
viúva Lea Barros Basto, aos 82
anos, escreveu ao então
presidente da República,
Costa Gomes, a pedir para ser
feita "justiça à memória", com
a "reabilitação moral e
reintegração", argumentando
que o marido foi "vítima de
perseguição política, com a
finalidade de o separarem do
serviço militar, por ser
praticante da religião
judaica".
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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Lea Azancot e Barros Basto
• Eis então que um
parecer do Estado-
Maior-General das
Forças Armadas pôs
um ponto final na
pretensão, dizendo
que não goza da
"mínima pretensão
legal".
41
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• Só que fê-lo com o falso
pressuposto de que
Barros Basto fora
condenado por actos de
homossexualidade com
alunos.
42
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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• O instrutor do caso leu a
primeira questão colocada
pela acusação, mas ignorou
a resposta final, após
julgamento: "Não, por
unanimidade".
43
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zsido.com
• Com este argumento, o
Exército afastou a hipótese
de reintegração póstuma e
reabilitação moral do
capitão Barros Basto,
porque actos homossexuais
(que não foram provados)
"nada têm a ver com as
cerimónias prescritas pela
religião semita", lê-se em
documentos a que o JN teve
acesso.
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http://pt.slideshare.net/sandcost/capitao-barros-bastofina
l
• No seguimento de uma
petição apresentada à
Assembleia da
República, pela sua neta
Isabel Ferreira Lopes, a
31 de Outubro de 2011,
o nome de Barros Basto
foi reabilitado a 29 de
Fevereiro de 2012.
45
Coleção de Manuais da Universidade
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• A petição, aprovada
por unanimidade por
todos os partidos
políticos veio concluir
que Barros Basto, ao
ser afastado do
exército foi vitima de
segregação político-
religiosa pelo facto de
ser judeu.
46
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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• «Barros Basto foi
separado do Exército
devido a um clima
genérico de animosidade
contra si motivado pelo
facto de ser judeu» –
pode ler-se no
documento a que a
Agência LUSA teve
acesso.
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História do Porto
• Por sua vez, a Resolução da
Assembleia da República n.º
119/2012, de 10-08,
recomendou ao governo que
procedesse a uma reintegração
simbólica de Barros Basto no
Exército, a título póstumo, «em
categoria nunca inferior àquela
a que o militar em causa teria
direito se sobre o mesmo não
tivesse sido instaurado o
processo que levou ao seu
afastamento.»
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
• Em declarações à LUSA,
Isabel Ferreira Lopes, neta
de Barros Basto e Vice
Presidente da Comunidade
Israelita do Porto afirmou
que, depois da reabilitação
do avô, o passo seguinte
passava pela reabilitação
da sinagoga do Porto: «No
ano da reabilitação do
fundador da Comunidade
Israelita do Porto reabilitar-
se-á também a sinagoga»
49
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Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto
História do Porto
Fonte: Wikipedia
Homenagens
• Barros Basto ficou conhecido como o
“Apóstolo dos Marranos”, denominação
que lhe foi dada pelo historiador Cecil
Roth depois de se ter encontrado com
Barros Basto em 1930, e que descreveu o
empenho com que se dedicou à sua
“Obra do Resgate”: uma corajosa
actividade consistente em trazer para a
“luz” os criptojudeus descendentes dos
antigos judeus portugueses forçados à
conversão, e que, agora, com a liberdade
de culto, poderiam assumir sem receio a
religião dos seus ancestrais.
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
www.rebordelo.net
MARRANO
• B'nei anussim (em português,
"filhos dos forçados") que designa
os descendentes de judeus
convertidos à força (anusim) ou
Marrano é uma expressão
hebraica genérica e conceito
historiográfico que se refere aos
judeus convertidos ao cristianismo
dos reinos cristãos da Península
Ibérica que "judaizavam", ou seja,
que continuavam a observar
clandestinamente seus antigos
costumes e sua religião anterior.
51
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História do Porto
www.bneianussimbrasil.com
• São considerados B'nei
anussim ou marranos os
descendentes dos
judeus sefarditas
portugueses e espanhóis
que foram obrigados a
abandonar a Lei judaica
e a converterem-se ao
cristianismo, contra a
sua vontade, para
escapar às perseguições
movidas pela Inquisição
52
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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Segundo a opinião do historiador Cecil Roth, a
palavra marrano seria um velho vocábulo
espanhol ou português que remontaria ao início
da Idade Média e significaria "suíno"(porco) mas
essa tese já foi abandonada,
www.visitportugal.com
SINAGOGA KADOORIE
MEKOR HAIM
53
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História do Porto
• A Sinagoga Kadoorie, também
chamada Sinagoga Kadoorie -
Mekor Haim ("Fonte de Vida")
é a actual sinagoga e sede da
Comunidade Israelita do Porto.
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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• A sua construção foi
iniciada em 1929 tendo
sido inaugurada em
1938.
55
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História do Porto
Construção da Sinagoga Kadoorie
• É a maior sinagoga
da Península Ibérica.
56
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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A sinagoga e a Comunidade
Israelita do Porto
• Quando Barros Basto
tomou conhecimento dessa
realidade começou a
pensar que a construção de
uma sinagoga era
necessária e, tomou
iniciativa de, em 1923,
registar oficialmente no
Governo Civil do Porto a
Comunidade Israelita do
Porto.
57
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História do Porto
http://jewishcommunityofoporto.blogspot.pt/
• O actual edifício da
sinagoga só começaria
a ser construído anos
mais tarde mas a
comunidade organizou-
se e arrendou uma casa
na rua Elias Garcia que
passou a funcionar
como uma sinagoga.
58
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
• Em 1929, Barros
Basto reuniu fundos
que lhe permitiram
comprar o local onde
viria a nova sinagoga
viria a ser construída,
adquirindo assim um
terreno na rua
Guerra Junqueiro.
59
Coleção de Manuais da Universidade
Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto
História do Porto
• A 13 de Novembro de 1929
foi entregue na Câmara
Municipal do Porto um
requerimento para a
obtenção do licenciamento
necessário para começar a
obra e, poucas semanas mais
tarde foi colocada a primeira
pedra e a construção iniciada.
60
Coleção de Manuais da Universidade
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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• A obra decorreu lentamente
até 1933, devido aos
elevados custos e aos
fundos limitados do seu
fundador e da comunidade,
apesar de todo o apoio que
era prestado pelo Comité
dos Judeus Hispano-
Portugueses em Londres.
61
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História do Porto
kostadealhabaite.blogspot.com
• Nesse ano, Laura
Kadoorie, a esposa do
filantropo judeu de
origem iraquiana, Sir Elly
Kadoorie faleceu, e os
filhos viram nessa infeliz
situação a necessidade de
homenagearem a sua
mãe, descendente de
judeus portugueses que
abandonaram o país
devido à inquisição.
62
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
• Essa homenagem foi
materializada no
apoio monetário da
família Kadoorie à
construção de grande
parte da Sinagoga do
Porto, que passou
assim a chamar-se
“Sinagoga Kadoorie –
Mekor Haim".
63
Coleção de Manuais da Universidade
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
Sir Elly Kadoorie (meio) e filhos
www.hshgroup.com
• “Kadoorie*” em homenagem
à família que foi tão
importante para a sua
conclusão e “Mekor Haim" o
nome que o seu fundador lhe
tinha dado.
64
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História do Porto
* Sir Elly Kadoorie
Lord Lawrence Kadoorie
Sir Horace Kadoorie
Lawrence e Horace Kadoorie
Arquitectura
• O edifício revela uma
fisionomia resistente
e uma modernidade
arquitectónica visível
através da sua
volumetria simples e
despojada como
muito revela sobre os
seus arquitectos
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• O interior do edifício é
belamente decorado com
letras hebraicas com passagens
da Torá complementadas por
decorações de estilo
marroquino-sefardita.
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portoarc.blogspot.com
• Segundo os documentos
entregues na Câmara
Municipal, a quando do
pedido de licenciamento
da obra, esta ficou
entregue ao tenente
Augusto dos Santos Malta,
um arquitecto formado
na Escola de Belas Artes
do Porto.
67
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https://www.visitportugal.com
• Sabe-se também que alguns
desses documentos estão
assinados pelo arquitecto
Arthur de Almeida Jr. o que
sugere que ambos possam
ter sido co-autores do
projecto.
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História do Porto
www.visitporto.travel
• Actualmente, a comunidade é
orientada pela filosofia
da Chabad Lubavitch
(sabedoria, Entendimento e
Conhecimento) e conta, entre
os seus membros, com judeus
de origens diversas como da
Polónia, do Egipto, dos
Estados Unidos da América,
da Índia, da Rússia, de Israel,
de Espanha, de Portugal e de
Inglaterra.
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História do Porto
www.indiegogo.com
• Neste momento a
comunidade é orientada
pelo rabino Daniel
Litvak, natural da
Argentina.
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• A actual vice-presidente
da Comunidade Israelita
do Porto é a neta do
capitão Barros Basto,
Isabel Ferreira Lopes.
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Museu Judaico do Porto
• O Museu Judaico do
Porto abriu ao público no
dia 21 de maio de 2015.
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
www.visitporto.travel
MUSEU JUDAICO DO PORTO. Imagem:
Comunidade Israelita do Porto
• No espaço, os visitantes
poderão conhecer a
cultura, a história e a
religião judaicas, bem
como a história da
Comunidade Judaica
Portuense – também
conhecida por
Comunidade Israelita do
Porto – desde a idade
média até à atualidade.
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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www.porto24.pt
O museu está aberto todos
os dias, das 09h30 às
17h30, com exceção dos
sábados e feriados
judaicos.
74
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
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rr.sapo.pt
Museu está repleto de
história do universo judaico
• O novo museu, instalado
no primeiro piso do
templo, exibe um
património inédito de
documentos e objetos
históricos da maior
relevância.
75
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Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
www.cmjornal.xl.pt
Destacam-se uma réplica da
epígrafe granítica do século
XIV que esteve encrostada na
parede da sinagoga da
Judiaria de Monchique e um
painel com o nome dos 842
“cristãos-novos” portuenses
processados, entre 1541 e
1737, pela prática de
“heresias judaizantes”.
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Sénior Contemporânea
Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
recursos.visitporto.travel
• A vítima mais idosa
contava com a idade de
110 anos. A vítima mais
nova tinha apenas 10
anos de idade.
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pampatrimonioartesemuseus.wordpress.com
Estão também expostos
vários documentos originais
e objetos relacionados com a
“Obra do Resgate” dos
cripto-judeus que existiram
até há poucas décadas no
Porto e com o acolhimento
prestado pela Comunidade a
centenas de refugiados
judeus durante a Segunda
Guerra Mundial.
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www.pletz.com
• A forma como os judeus
portuenses viveram a
fundação do Estado de
Israel, em 1948, é também
uma área de destaque do
Museu Judaico do Porto”.
Fonte: Jornalismo Porto Net
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Sénior Contemporânea
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Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto
História do Porto
Fontes Bibliogáficas
https://jpn.up.pt/2015/05/25/porto-museu-judaico-esta-portas-abertas-
comunidade/
https://www.visitportugal.com/pt-pt/content/sinagoga-kadoorie-mekor-haim
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sinagoga_Kadoorie
Valadares, Paulo (2005). As Genealogias do Capitão Barros Basto, o «Guia dos
Maranos». Trabalho de Cátedra
http://www.catedra-alberto-benveniste.org/_fich/15/Pagina_299-312.pdf
Maia, Nuno Miguel (2011). Judeus pedem reabilitação
de militar "imoral“. Sítio web do Jornal de Notícias:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2008124
Sítio Web “Rua da Judiaria”: http://ruadajudiaria.com/?p=663
Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Artur_Carlos_de_Barros_Basto
Historia da Cidade e dos Monumentos
Portuenses
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Sénior Contemporânea
Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto
História do Porto
Fontes Bibliogáficas
Página da Comunidade Israelita do Porto:
http://comunidade-israelita-porto.org
haaretz, Jornal Judaico Norte-Americano -
http://www.haaretz.com/weekend/week-s-end/justice-for-the-
founder-of-portugal-s-jewish-community-1.413712
Vaz, Hugo Miguel Sacramento (2012). Museu judaico barros basto. A
Concepção de uma Coleção Visitável da Comunidade Israelita do Porto.
Dissertação de Mestrado. Facultade de Letras da Universidade do
Porto.disponível em
https://sigarra.up.pt/flup/pt//pub_geral.show_file?pi_gdoc_id=47132
5
http://pt.slideshare.net/sandcost/comunidade-israelita-portoatual
https://www.youtube.com/watch?v=HtVbpGv_UZE
www.bneianussimbrasil.com
Historia da Cidade e dos Monumentos
Portuenses
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Coleção de Manuais da Universidade
Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto
História do Porto
Créditos Fotográficos
• http://pt.slideshare.net/sandcost/capi
tao-barros-bastofinal
• giracomletras.blogspot.com
• www.israelnationalnews.com
• ruadajudiaria.com
• www.the-jewish-story.org
• www.salom.com.tr
• www.youtube.com
• www.quintoimperiodomundo.blogspo
t.com
• www.pt.wikipedia.org
• www.zsido.com
• www.porto24.pt
• rr.sapo.pt
• www.wpedia.goo.ne.jp
• www.kostadealhabaite.blogspot.co
m
• www.rebordelo.net
• www.bneianussimbrasil.com
• www.visitportugal.com
• www.mapio.net
• www.portoarc.blogspot.com
• www.publico.pt
• http://jewishcommunityofoporto.bl
ogspot.pt/
• www.hshgroup.com
• www.visitporto.travel
83
Artur Filipe dos Santos – Blogues e Redes Sociais
https://www.facebook.com/arturfilipe.santos
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http://comunicacionpatrimoniomundial.blogia.com
https://pt.linkedin.com/pub/artur-filipe-dos-
santos/1a/aa9/b09
http://pt.slideshare.net/arturfilipesantos
http://www.doyoubuzz.com/artur-filipe-dos-santos
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Grato pela
sua atenção
Artur Filipe dos Santos
artur.filipe@uvigo.es
www.artursantos.no.sapo.pt

HISTÓRIA DA CIDADE E DOS MONUMENTOS PORTUENSES - A Sinagoga do Porto - Artur Filipe dos Santos

  • 1.
    Coleção de Manuaisda Universidade Sénior Contemporânea Cadeira de HISTÓRIA DO PORTO Professor Doutor Artur Filipe dos Santos
  • 2.
    A SINAGOGA DOPORTO Museu Judaico Barros Basto Artur Filipe dos Santos 2 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea
  • 3.
    AUTOR Artur Filipe dosSantos artur.filipe@uvigo.es www.artursantos.no.sapo.pt www.politicsandflags.wordpress.com www.omeucaminhodesantiago.wordpress.com • Artur Filipe dos Santos, Doutorado em Comunicação, Publicidade Relações Públicas e Protocolo, pela Universidade de Vigo, Galiza, Espanha, Professor Universitário, consultor e investigador em Comunicação Institucional e Património, Protocolista. • Director Académico e Professor Titular na Universidade Sénior Contemporânea, membro da Sociedad de Estudios Institucionales, Madrid, Espanha, membro da Direção do OIDECOM- Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação, membro da APEP- Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo. Professor convidado e membro do Grupo de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, membro do Grupo de Investigação em Turismo e Comunicação da Universidade de Westminster. Professor convidado das Escola Superior de Saúde do Instituto Piaget (Portugal). • Orador e palestrante convidado em várias instituições de ensino superior. Formador em Networking e Sales Communication no Network Group +Negócio Portugal. • Especialista na temática dos Caminhos de Santiago, aborda esta temática em várias instituições de ensino e em várias organizações culturais. 3 Artur Filipe dos Santos - artur.filipe@uvigo.es
  • 4.
    • A SinagogaKadoorie, aliás Sinagoga Kadoorie - Mekor Haim ("Fonte de Vida"), é a sinagoga e sede da comunidade judaica do Porto, cujo nome oficial é Comunidade Israelita do Porto. 4 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto www.publico.pt
  • 5.
    • A suaconstrução foi iniciada em 1929, tendo sido inaugurada em 1938. 5 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto Construção da Sinagoga Kadoorie
  • 6.
    • É amaior sinagoga da Península Ibérica e situa-se na Rua de Guerra Junqueiro, na cidade do Porto, em Portugal. 6 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto www.jn.pt
  • 7.
    • Este monumentoarquitetónico é uma das mais extraordinárias casas de culto judaico do mundo e é também a sede e o “coração pulsante” da Comunidade Israelita do Porto, fundada em 1923 pelo Capitão Barros Basto, que se tornou conhecido no mundo judaico por tentar resgatar os descendentes dos judeus forçados à conversão ao cristianismo, no século XV, que mantinham a prática em segredo de preceitos da religião judaica. 7 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto http://jewishcommunityofoporto.blogspot.pt/
  • 8.
    Artur Carlos deBarros Basto • Artur Carlos de Barros Basto (nome judaico: Abraham Israel Ben-Rosh) (Amarante, 18 de Dezembro de 1887 — Porto, 08 de Março de 1961), foi um militar , mas também um idealista, um reformador e um filósofo, tendo publicado inúmeras obras . 8 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 9.
    • Destacou-se comoa personagem histórica essencial na restauração da comunidade judaica na cidade do Porto e como mentor da construção da sinagoga do Porto, a Sinagoga Kadoorie Mekor Haim (fonte de vida). 9 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto
  • 10.
    • O capitãoamarantino Artur Carlos de Barros Basto é uma figura singular na História do Judaísmo. 10 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 11.
    • Na décadade vinte do século passado iniciou um processo de reinserção dos últimos descendentes de cristãos- novos portugueses que desejavam integrar-se ao judaísmo rabínico. 11 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto
  • 12.
    12 Coleção de Manuaisda Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto • Existem três tipos judaísmo: Judaísmo Rabínico Humanista Não Praticante Para conhecer mais:
  • 13.
    13 Coleção de Manuaisda Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto • Judaísmo Rabínico: Para conhecer mais: Judaísmo Rabínico Ortodoxo Conservador (Masorti) Reformista Reconstrucionista
  • 14.
    Artur Carlos deBarros Basto Para isto edificou a Sinagoga Kadoorie Mekor Haim na cidade do Porto, publicou a revista HaLapid, de proselitismo e divulgação histórica e criou também sociedades para a auto-suficiência desta comunidade nascente. 14 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 15.
    • A esteconjunto de ações deu o nome de «Obra do Resgate», autonomeando-se o «Guia dos Marranos» (Barros Basto preferia esta grafia). Deixou também um opúsculo “Linhagem de Arthur Ben-Rosh “sobre a sua pretensa genealogia. 15 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto
  • 16.
    • Depois decursar na Escola de Guerra, Barros Basto participou na implantação da República em Portugal. 16 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 17.
    • Foi eleque hasteou a bandeira da República, na cidade no Porto. 17 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto Proclamação da República na Câmara Municipal do Porto giracomletras.blogspot.com
  • 18.
    • Por essamesma época, em 1910, foi iniciado na Maçonaria Portuguesa - Grande Oriente Lusitano, na Loja Montanha, de Lisboa, com o nome simbólico de «Giordano Bruno». 18 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto Actualmente em Portugal existem 5 lojas maçónicas: Grande Oriente Lusitano; Grande Loja Legal (Ex. Grande Loja Regular); Grande Loja Feminina de Portugal; Loja do Direito Humano; Ordem Maçónica Mundial do Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misraim
  • 19.
    • Giordano Bruno(Nola, Reino de Nápoles, 1548 — Roma, Campo de Fiori, 17 de fevereiro de 1600) foi um teólogo, filósofo, escritor e frade dominicano italiano, condenado à morte na fogueira pela Inquisição romana (Congregação da Sacra, Romana e Universal Inquisição do Santo Ofício) com a acusação de heresi ao defender erros teológicos. 19 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto https://pt.wikipedia.org
  • 20.
    • Posteriormente, Barros Bastocomandou um batalhão do Corpo Expedicionário Português, na Primeira Guerra Mundial, como tenente, na Frente da Flandres, pelo que foi condecorado 20 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 21.
    • Ainda najuventude, tomou conhecimento, pelo avô, Francisco de Barros Basto, de que tinha ancestrais judeus. 21 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto http://pt.slideshare.net/sandcost/capitao-barros-bastofina l
  • 22.
    • Essa descobertahaveria de marcar, para o bem e para o mal, toda a sua vida. 22 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto quintoimperiodomundo.blogspot.com
  • 23.
    • Na épocaem que iniciava a sua vida castrense, o então jovem Barros Basto apresentou-se na sinagoga de Lisboa, Sinagoga Shaaré Tikva, e declarou-se judeu. 23 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto
  • 24.
    • Apesar doseu empenho, a congregação negou-lhe inicialmente a integração na comunidade. 24 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 25.
    • Por formaa ser aceite como membro de pleno direito, Barros Basto aprendeu o hebraico e deslocou-se a Marrocos para receber instrução religiosa. 25 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto wpedia.goo.ne.jp
  • 26.
    • Em Tânger,foi circuncidado e oficialmente aceite dentro da religião judaica, adoptando o nome de Abraham Israel Ben-Rosh. 26 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto pt.wikipedia.org
  • 27.
    • Casou-se comLea Israel Montero Azancot, nascida em Lisboa, da Comunidade Israelita de Lisboa, de quem teve um filho, Nuno Carlos Azancot de Barros Basto, e uma filha, Miryam Edite de Barros Basto. 27 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto Lea Azancot e Barros Basto
  • 28.
    • O padrinhodo casamento de Barros Basto com Lea Azancot foi o professor universitário e economista Moses Amzalak, presidente da Comunidade Israelita de Lisboa. 28 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto zsido.com
  • 29.
    • “Adonai livelo irá” (Tenho Deus comigo, por isso não temerei”) era a divisa de Barros Basto, que durante anos percorreu o interior de Portugal, por vezes a cavalo, procurando resgatar todos os criptojudeus que, apesar de estarem há séculos afastados do judaísmo oficial, permaneciam judeus no coração. 29 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto
  • 30.
    • Em 1923,Barros Basto fundou o instituto teológico israelita e a comunidade judaica do Porto, e foi o grande impulsionador da construção da Sinagoga Kadoorie, a sinagoga do Porto, a maior da Península Ibérica e uma das maiores da Europa. 30 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto Construção da Sinagoga Kadoorie http://pt.slideshare.net/sandcost/comunidade-israelita-portoatual
  • 31.
    • Esta sinagogahaveria de ser inaugurada em 1938. 31 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto kostadealhabaite.blogspot.com
  • 32.
    • Mas acampanha pública de Barros Basto destinada a persuadir os criptojudeus a reabraçarem, sem medo, o judaísmo, foi muito mal encarada pelas autoridades portuguesas da época e acabou por dar lugar ao seu afastamento do exército. 32 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 33.
    • Julgado peloConselho Superior de Disciplina do exército em 1937, Barros Basto foi separado do exército por alegadamente participar nas cerimónias de circuncisão dos alunos do instituto teológico israelita do Porto, facto que aquele Conselho considerou “imoral”. 33 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto wpedia.goo.ne.jp
  • 34.
    • A históriado processo que levou à retirada das suas insígnias, em 1937, nasce com denúncias anónimas contendo acusações de homossexualidade que, em julgamento, não ficaram provadas. 34 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 35.
    • Mas, nomesmo caso, foi dado como assente que Barros Basto "afectou a respeitabilidade" e o "decoro militar" ao fazer circuncisão a vários alunos do Instituto Teológico Israelita, segundo um dos preceitos da religião judaica. 35 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto
  • 36.
    • Foi, porisso, oficialmente "separado do Exército". 36 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 37.
    • O quesignifica que, aos 50 anos, perdeu o emprego e o direito à reforma. 37 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto wpedia.goo.ne.jp
  • 38.
    • Este desfechofoi agravado em 1978, depois do 25 de Abril. 38 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 39.
    • O capitãojá tinha falecido, na miséria, há 17 anos (1961, com 74 anos). 39 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto wpedia.goo.ne.jp
  • 40.
    • Instaurada ademocracia, a viúva Lea Barros Basto, aos 82 anos, escreveu ao então presidente da República, Costa Gomes, a pedir para ser feita "justiça à memória", com a "reabilitação moral e reintegração", argumentando que o marido foi "vítima de perseguição política, com a finalidade de o separarem do serviço militar, por ser praticante da religião judaica". 40 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto Lea Azancot e Barros Basto
  • 41.
    • Eis entãoque um parecer do Estado- Maior-General das Forças Armadas pôs um ponto final na pretensão, dizendo que não goza da "mínima pretensão legal". 41 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto
  • 42.
    • Só quefê-lo com o falso pressuposto de que Barros Basto fora condenado por actos de homossexualidade com alunos. 42 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 43.
    • O instrutordo caso leu a primeira questão colocada pela acusação, mas ignorou a resposta final, após julgamento: "Não, por unanimidade". 43 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto zsido.com
  • 44.
    • Com esteargumento, o Exército afastou a hipótese de reintegração póstuma e reabilitação moral do capitão Barros Basto, porque actos homossexuais (que não foram provados) "nada têm a ver com as cerimónias prescritas pela religião semita", lê-se em documentos a que o JN teve acesso. 44 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto http://pt.slideshare.net/sandcost/capitao-barros-bastofina l
  • 45.
    • No seguimentode uma petição apresentada à Assembleia da República, pela sua neta Isabel Ferreira Lopes, a 31 de Outubro de 2011, o nome de Barros Basto foi reabilitado a 29 de Fevereiro de 2012. 45 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto
  • 46.
    • A petição,aprovada por unanimidade por todos os partidos políticos veio concluir que Barros Basto, ao ser afastado do exército foi vitima de segregação político- religiosa pelo facto de ser judeu. 46 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 47.
    • «Barros Bastofoi separado do Exército devido a um clima genérico de animosidade contra si motivado pelo facto de ser judeu» – pode ler-se no documento a que a Agência LUSA teve acesso. 47 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto
  • 48.
    • Por suavez, a Resolução da Assembleia da República n.º 119/2012, de 10-08, recomendou ao governo que procedesse a uma reintegração simbólica de Barros Basto no Exército, a título póstumo, «em categoria nunca inferior àquela a que o militar em causa teria direito se sobre o mesmo não tivesse sido instaurado o processo que levou ao seu afastamento.» 48 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 49.
    • Em declaraçõesà LUSA, Isabel Ferreira Lopes, neta de Barros Basto e Vice Presidente da Comunidade Israelita do Porto afirmou que, depois da reabilitação do avô, o passo seguinte passava pela reabilitação da sinagoga do Porto: «No ano da reabilitação do fundador da Comunidade Israelita do Porto reabilitar- se-á também a sinagoga» 49 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto Fonte: Wikipedia
  • 50.
    Homenagens • Barros Bastoficou conhecido como o “Apóstolo dos Marranos”, denominação que lhe foi dada pelo historiador Cecil Roth depois de se ter encontrado com Barros Basto em 1930, e que descreveu o empenho com que se dedicou à sua “Obra do Resgate”: uma corajosa actividade consistente em trazer para a “luz” os criptojudeus descendentes dos antigos judeus portugueses forçados à conversão, e que, agora, com a liberdade de culto, poderiam assumir sem receio a religião dos seus ancestrais. 50 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto www.rebordelo.net
  • 51.
    MARRANO • B'nei anussim(em português, "filhos dos forçados") que designa os descendentes de judeus convertidos à força (anusim) ou Marrano é uma expressão hebraica genérica e conceito historiográfico que se refere aos judeus convertidos ao cristianismo dos reinos cristãos da Península Ibérica que "judaizavam", ou seja, que continuavam a observar clandestinamente seus antigos costumes e sua religião anterior. 51 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto www.bneianussimbrasil.com
  • 52.
    • São consideradosB'nei anussim ou marranos os descendentes dos judeus sefarditas portugueses e espanhóis que foram obrigados a abandonar a Lei judaica e a converterem-se ao cristianismo, contra a sua vontade, para escapar às perseguições movidas pela Inquisição 52 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto Segundo a opinião do historiador Cecil Roth, a palavra marrano seria um velho vocábulo espanhol ou português que remontaria ao início da Idade Média e significaria "suíno"(porco) mas essa tese já foi abandonada, www.visitportugal.com
  • 53.
    SINAGOGA KADOORIE MEKOR HAIM 53 Coleçãode Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto
  • 54.
    • A SinagogaKadoorie, também chamada Sinagoga Kadoorie - Mekor Haim ("Fonte de Vida") é a actual sinagoga e sede da Comunidade Israelita do Porto. 54 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 55.
    • A suaconstrução foi iniciada em 1929 tendo sido inaugurada em 1938. 55 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto Construção da Sinagoga Kadoorie
  • 56.
    • É amaior sinagoga da Península Ibérica. 56 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 57.
    A sinagoga ea Comunidade Israelita do Porto • Quando Barros Basto tomou conhecimento dessa realidade começou a pensar que a construção de uma sinagoga era necessária e, tomou iniciativa de, em 1923, registar oficialmente no Governo Civil do Porto a Comunidade Israelita do Porto. 57 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto http://jewishcommunityofoporto.blogspot.pt/
  • 58.
    • O actualedifício da sinagoga só começaria a ser construído anos mais tarde mas a comunidade organizou- se e arrendou uma casa na rua Elias Garcia que passou a funcionar como uma sinagoga. 58 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 59.
    • Em 1929,Barros Basto reuniu fundos que lhe permitiram comprar o local onde viria a nova sinagoga viria a ser construída, adquirindo assim um terreno na rua Guerra Junqueiro. 59 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto
  • 60.
    • A 13de Novembro de 1929 foi entregue na Câmara Municipal do Porto um requerimento para a obtenção do licenciamento necessário para começar a obra e, poucas semanas mais tarde foi colocada a primeira pedra e a construção iniciada. 60 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 61.
    • A obradecorreu lentamente até 1933, devido aos elevados custos e aos fundos limitados do seu fundador e da comunidade, apesar de todo o apoio que era prestado pelo Comité dos Judeus Hispano- Portugueses em Londres. 61 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto kostadealhabaite.blogspot.com
  • 62.
    • Nesse ano,Laura Kadoorie, a esposa do filantropo judeu de origem iraquiana, Sir Elly Kadoorie faleceu, e os filhos viram nessa infeliz situação a necessidade de homenagearem a sua mãe, descendente de judeus portugueses que abandonaram o país devido à inquisição. 62 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 63.
    • Essa homenagemfoi materializada no apoio monetário da família Kadoorie à construção de grande parte da Sinagoga do Porto, que passou assim a chamar-se “Sinagoga Kadoorie – Mekor Haim". 63 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto Sir Elly Kadoorie (meio) e filhos www.hshgroup.com
  • 64.
    • “Kadoorie*” emhomenagem à família que foi tão importante para a sua conclusão e “Mekor Haim" o nome que o seu fundador lhe tinha dado. 64 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto * Sir Elly Kadoorie Lord Lawrence Kadoorie Sir Horace Kadoorie Lawrence e Horace Kadoorie
  • 65.
    Arquitectura • O edifíciorevela uma fisionomia resistente e uma modernidade arquitectónica visível através da sua volumetria simples e despojada como muito revela sobre os seus arquitectos 65 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto mapio.net
  • 66.
    • O interiordo edifício é belamente decorado com letras hebraicas com passagens da Torá complementadas por decorações de estilo marroquino-sefardita. 66 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto portoarc.blogspot.com
  • 67.
    • Segundo osdocumentos entregues na Câmara Municipal, a quando do pedido de licenciamento da obra, esta ficou entregue ao tenente Augusto dos Santos Malta, um arquitecto formado na Escola de Belas Artes do Porto. 67 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto https://www.visitportugal.com
  • 68.
    • Sabe-se tambémque alguns desses documentos estão assinados pelo arquitecto Arthur de Almeida Jr. o que sugere que ambos possam ter sido co-autores do projecto. 68 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto www.visitporto.travel
  • 69.
    • Actualmente, acomunidade é orientada pela filosofia da Chabad Lubavitch (sabedoria, Entendimento e Conhecimento) e conta, entre os seus membros, com judeus de origens diversas como da Polónia, do Egipto, dos Estados Unidos da América, da Índia, da Rússia, de Israel, de Espanha, de Portugal e de Inglaterra. 69 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto www.indiegogo.com
  • 70.
    • Neste momentoa comunidade é orientada pelo rabino Daniel Litvak, natural da Argentina. 70 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 71.
    • A actualvice-presidente da Comunidade Israelita do Porto é a neta do capitão Barros Basto, Isabel Ferreira Lopes. 71 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 72.
    Museu Judaico doPorto • O Museu Judaico do Porto abriu ao público no dia 21 de maio de 2015. 72 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto www.visitporto.travel MUSEU JUDAICO DO PORTO. Imagem: Comunidade Israelita do Porto
  • 73.
    • No espaço,os visitantes poderão conhecer a cultura, a história e a religião judaicas, bem como a história da Comunidade Judaica Portuense – também conhecida por Comunidade Israelita do Porto – desde a idade média até à atualidade. 73 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto www.porto24.pt
  • 74.
    O museu estáaberto todos os dias, das 09h30 às 17h30, com exceção dos sábados e feriados judaicos. 74 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto rr.sapo.pt
  • 75.
    Museu está repletode história do universo judaico • O novo museu, instalado no primeiro piso do templo, exibe um património inédito de documentos e objetos históricos da maior relevância. 75 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto www.cmjornal.xl.pt
  • 76.
    Destacam-se uma réplicada epígrafe granítica do século XIV que esteve encrostada na parede da sinagoga da Judiaria de Monchique e um painel com o nome dos 842 “cristãos-novos” portuenses processados, entre 1541 e 1737, pela prática de “heresias judaizantes”. 76 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto recursos.visitporto.travel
  • 77.
    • A vítimamais idosa contava com a idade de 110 anos. A vítima mais nova tinha apenas 10 anos de idade. 77 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto pampatrimonioartesemuseus.wordpress.com
  • 78.
    Estão também expostos váriosdocumentos originais e objetos relacionados com a “Obra do Resgate” dos cripto-judeus que existiram até há poucas décadas no Porto e com o acolhimento prestado pela Comunidade a centenas de refugiados judeus durante a Segunda Guerra Mundial. 78 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto www.pletz.com
  • 79.
    • A formacomo os judeus portuenses viveram a fundação do Estado de Israel, em 1948, é também uma área de destaque do Museu Judaico do Porto”. Fonte: Jornalismo Porto Net 79 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 80.
    80 Coleção de Manuaisda Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto
  • 81.
    Fontes Bibliogáficas https://jpn.up.pt/2015/05/25/porto-museu-judaico-esta-portas-abertas- comunidade/ https://www.visitportugal.com/pt-pt/content/sinagoga-kadoorie-mekor-haim https://pt.wikipedia.org/wiki/Sinagoga_Kadoorie Valadares, Paulo(2005). As Genealogias do Capitão Barros Basto, o «Guia dos Maranos». Trabalho de Cátedra http://www.catedra-alberto-benveniste.org/_fich/15/Pagina_299-312.pdf Maia, Nuno Miguel (2011). Judeus pedem reabilitação de militar "imoral“. Sítio web do Jornal de Notícias: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2008124 Sítio Web “Rua da Judiaria”: http://ruadajudiaria.com/?p=663 Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Artur_Carlos_de_Barros_Basto Historia da Cidade e dos Monumentos Portuenses 81 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Sinagoga do Porto – Museu Judaico Barros Basto História do Porto
  • 82.
    Fontes Bibliogáficas Página daComunidade Israelita do Porto: http://comunidade-israelita-porto.org haaretz, Jornal Judaico Norte-Americano - http://www.haaretz.com/weekend/week-s-end/justice-for-the- founder-of-portugal-s-jewish-community-1.413712 Vaz, Hugo Miguel Sacramento (2012). Museu judaico barros basto. A Concepção de uma Coleção Visitável da Comunidade Israelita do Porto. Dissertação de Mestrado. Facultade de Letras da Universidade do Porto.disponível em https://sigarra.up.pt/flup/pt//pub_geral.show_file?pi_gdoc_id=47132 5 http://pt.slideshare.net/sandcost/comunidade-israelita-portoatual https://www.youtube.com/watch?v=HtVbpGv_UZE www.bneianussimbrasil.com Historia da Cidade e dos Monumentos Portuenses 82 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaOs Judeus no Porto História do Porto
  • 83.
    Créditos Fotográficos • http://pt.slideshare.net/sandcost/capi tao-barros-bastofinal •giracomletras.blogspot.com • www.israelnationalnews.com • ruadajudiaria.com • www.the-jewish-story.org • www.salom.com.tr • www.youtube.com • www.quintoimperiodomundo.blogspo t.com • www.pt.wikipedia.org • www.zsido.com • www.porto24.pt • rr.sapo.pt • www.wpedia.goo.ne.jp • www.kostadealhabaite.blogspot.co m • www.rebordelo.net • www.bneianussimbrasil.com • www.visitportugal.com • www.mapio.net • www.portoarc.blogspot.com • www.publico.pt • http://jewishcommunityofoporto.bl ogspot.pt/ • www.hshgroup.com • www.visitporto.travel 83
  • 84.
    Artur Filipe dosSantos – Blogues e Redes Sociais https://www.facebook.com/arturfilipe.santos https://twitter.com/arturfilipesant https://politicsandflags.wordpress.com https://omeucaminhodesantiago.wordpress.com http://comunicacionpatrimoniomundial.blogia.com https://pt.linkedin.com/pub/artur-filipe-dos- santos/1a/aa9/b09 http://pt.slideshare.net/arturfilipesantos http://www.doyoubuzz.com/artur-filipe-dos-santos
  • 85.
    85 Grato pela sua atenção ArturFilipe dos Santos artur.filipe@uvigo.es www.artursantos.no.sapo.pt