1
Cadeira de
PATRIMÓNIO CULTURAL E PAISAGÍSTICO PORTUGUÊS
Artur Filipe dos Santos
Artur Filipe dos Santos
Cadeira de
PATRIMÓNIO CULTURAL E PAISAGÍSTICO PORTUGUÊS
Artur Filipe dos Santos
FESTAS NICOLINAS
Séculos de Tradição Estudantil
no Coração de Guimarães
2
Bom Caminho: Património Cultural e
Paisagístico dos Caminhos
Portugueses de Santiago, o Caminho
Central
Nesta obra, Artur Filipe dos Santos, um dos mais
reconhecidos divulgadores do património cultural europeu,
convida os leitores a uma verdadeira “caminhada cultural”.
ISBN: 978-989-9140-17-2
Livro já disponível em www.almaletra.pt
e brevemente nas principais livrarias.
•Artur Filipe dos Santos
• Doutorado em Comunicação, Publicidade, Relações Públicas e Protocolo pela Faculdade de
Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, é atualmente coordenador da
licenciatura de Comunicação e Tecnologia Digital e professor adjunto no ISLA Instituto
Politécnico de Gestão e Tecnologia, docente na Universidade Lusófona do Porto, Atua como
docente e investigador nas área(s de Ciências Sociais com ênfase em Ciências da
Comunicação, Comunicação e Divulgação do Património. Perito em Protocolo (de Estado,
Universitário, Multicultural e Empresarial) é membro da Associação Portuguesa de Estudos de
Protocolo (APOREP), membro da Sociedad de Estudios Institucionales, UNED, Espanha,
investigador e membro da Direção do Observatório Iberoamericano de Investigação e
Desenvolvimento em Comunicação (OIDECOM-Iberoamérica), Espanha, membro do Centro de
Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Universidade de Vigo, Espanha, membro da
Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM). É ainda divulgador dos
Caminhos Portugueses a Santiago de Compostela. É membro do ICOMOS (INTERNATIONAL
COUNCIL OF MONUMENTS AND SITES), organismo pertencente à UNESCO, responsável pela
avaliação das candidaturas dos bens culturais universais a Património Mundial Como jornalista
fez parte da TV Galiza, jornal A Bola, Rádio Sim (grupo Renascença), O Primeiro de Janeiro,
Matosinhos Hoje, Jornal da Maia.
3
Artur Filipe dos Santos – artursantos.com.pt@gmail.com
•https://omeucaminhodesantiago.wordpress.com/ (Blogue)
•https://politicsandflags.wordpress.com/about/ (Blogue)
•https://arturfilipesantos.wixsite.com/arturfilipesantos (Académico)
•https://comunicacionpatrimoniomundial.blogia.com/ (Académico)
•Email: artursantos.com.pt@gmail.com
LINKS PARA TODA A PRODUÇÃO DESENVOLVIDA POR
ARTUR FILIPE DOS SANTOS
🌐 https://arturfilipesantos.wixsite.com/arturfilipesantos
🌍 https://omeucaminhodesantiago.wordpress.com/
🌍 https://livrobomcaminho.wordpress.com/
📇 https://www.draft-worldmagazine.com/tag/artur-filipe-dos-santos
📇 https://medium.com/@artursantos.com.pt
📺 https://www.youtube.com/@ArturFilipedosSantos
📸 https://www.instagram.com/arturfilipedossantos/
📱 https://www.facebook.com/arturfilipe.santos
📘 https://pt.linkedin.com/in/artur-filipe-dos-santos/pt
📄 ORCID ID: https://orcid.org/0000-0001-6329-2870
📘 https://pt.linkedin.com/in/artur-filipe-dos-santos/pt
📧 artursantos.com.pt@gmail.com
📘https://www.almaletra.pt/produtos/cronicas/bom-caminho-patrimonio-cultu
ral-e-paisagistico-dos-caminhos-portugueses-de-santiago-o-caminho-central
-2939
📘https://www.goodreads.com/book/show/222187627-bom-caminho?from_s
earch=true&from_srp=true&qid=eMafwuA2pd&rank=1
🌍 Programa “Portugal en el Camino, Historias y Leyendas Jacobeas”, canal
de podcast “
Senderos Jacobeos”:
https://open.spotify.com/episode/1Z5vcVK9c4glQaHrPhfJAT
4
5
6
7
2
Artur Filipe dos Santos – artursantos.com.pt@gmail.com
•https://omeucaminhodesantiago.wordpress.com/ (Blogue)
•https://politicsandflags.wordpress.com/about/ (Blogue)
•https://arturfilipesantos.wixsite.com/arturfilipesantos (Académico)
•https://comunicacionpatrimoniomundial.blogia.com/ (Académico)
•Email: artursantos.com.pt@gmail.com
•Artur Filipe dos Santos
• Doutorado em Comunicação, Publicidade, Relações Públicas e Protocolo pela Faculdade de
Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, é atualmente professor adjunto
no ISLA Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia e coordenador da licenciatura de
Comunicação e Tecnologia Digital e docente na Universidade Lusófona do Porto, Atua como
docente e investigador nas área(s de Ciências Sociais com ênfase em Ciências da
Comunicação, Comunicação e Divulgação do Património. Perito em Protocolo (de Estado,
Universitário, Multicultural e Empresarial) é membro da Associação Portuguesa de Estudos de
Protocolo (APOREP), membro da Sociedad de Estudios Institucionales, UNED, Espanha,
investigador e membro da Direção do Observatório Iberoamericano de Investigação e
Desenvolvimento em Comunicação (OIDECOM-Iberoamérica), Espanha, membro do Centro de
Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Universidade de Vigo, Espanha, membro da
Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM). É ainda divulgador dos
Caminhos Portugueses a Santiago de Compostela. É membro do ICOMOS (INTERNATIONAL
COUNCIL OF MONUMENTS AND SITES), organismo pertencente à UNESCO, responsável pela
avaliação das candidaturas dos bens culturais universais a Património Mundial Como jornalista
fez parte da TV Galiza, jornal A Bola, Rádio Sim (grupo Renascença), O Primeiro de Janeiro,
Matosinhos Hoje, Jornal da Maia.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•É a maior celebração do
ano em Guimarães. Por
estes dias saem pelas ruas
da Cidade-Berço atuais e
antigos estudantes
vimaranenses ávidos por
celebrar as Festas
Nicolinas, as primeiras
comemorações da quadra
natalícia em terras
minhotas.
9
•
• Matéria publicada
originalmente em forma de
crónica na revista Draft World
Magazine:
https://www.draft-worldmagaz
ine.com/profile/artur-filipe-dos
-santos-608a8f1e1d68e
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
1
0
•Antes do Menino Jesus
ou do “Velho das
brancas barbas”, antes
de todas as luzes
acesas ou dos agora
contemporâneos
mercados e mesmo das
rabanadas e das filhós,
há uma festa na cidade
ducal que inaugura o
tempo do Advento:
AAELG - Velhos Nicolinos - Festas
Nicolinas
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•São as as Festas Nicolinas,
ou, como durante séculos
se chamou, simplesmente,
as Festas a S. Nicolau.
1
1
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
1
2
•A designação moderna
deve-se ao célebre
pregão escrito por João
de Meira:
Rapazes! Nossa música divina
Capaz de estremunhar até Morfeu!
A Música da festa Nicolina
Que a terra abala e desconjunta o Céu!
Mais força, se é possível, mais ferina,
Que inda não é bastante este escarcéu!
Façamos tal restolho, tal chinfrim
Que o inferno pareça aqui assim!...
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•João de Meira um dos mais
notáveis estudiosos e guardiões
da memória vimaranense a par
com Martins Sarmento
(arqueólogo), Alberto Sampaio
(historiador), : António Faria
Martins (fundador da Associação
Velhos Nicolinos) Hélder Rocha
(jornalista) e António Amaro das
Neves (historiador).
1
3
•
João de Meira (Guimarães, 31 de
julho de 1881 – Guimarães, 25 de
setembro de 1913) foi um
importante médico, historiador e
escritor português.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
1
4
•Com este “trovão” em
forma de pregão, a
festa ganhava nome
próprio e identidade
assumida.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•Mas a sua origem
precede o nome. As
Festas a S. Nicolau
nasceram ligadas ao
antigo Liceu de
Guimarães (hoje Escola
Secundária Martins
Sarmento), e aos seus
estudantes, que cedo
adotaram São Nicolau
como patrono.
1
5
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
• Entre outros milagres São Nicolau
terá ressuscitador três
estudantes que haviam sido
esquartejados por um
estalajadeiro. Esta lenda pode ter
sido confundida ou ganho uma
versão de outro milagre, o do
santo ter salvo três crianças
atiradas a cubas de salmoura.
1
6
•A escolha não é
acidental, pois São
Nicolau, bispo de Mira,
é conhecido como
protetor dos
estudantes, dos pobres
e dos navegantes,
também visto, na
Europa medieval,
como o santo que
velava pela juventude.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•A sua devoção, espalhada
pelas escolas e
universidades europeias,
encontra em Guimarães
um terreno fértil para se
enraizar e transformar,
culto transportado pelas
escarcelas dos peregrinos
rumo a Santiago de
Compostela.
1
7
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães 1
8
•Ao longo dos tempos
(existem relatos escritos que
recuam a festa até ao séc.
XIV), esta tomou a forma de
um ciclo ritual
profundamente
estruturado, onde cada ato
carrega uma simbologia
própria, um património
imaterial que sobreviveu à
fúria das modas e ao
desgaste do tempo.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•Nada acontece por
acaso nas Nicolinas.
Cada gesto tem
história. Cada noite
cumpre um papel
numa liturgia laica mas
também de raízes
cristãs, envolto por um
espírito irreverente e
popular.
1
9
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
2
0
•Mas não se pense que
as Nicolinas são um
apenas um ato festivo.
São nove dias, ao som
de caixas e bombos,
gorros e lenços
nicolinos a
passearem-se por ruas
e largos, convocando o
povo para a chegada
da festança.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•Há nestas batidas algo
de arcaico, quase
iniciático, como se os
jovens chamassem à
memória um tempo
em que se exultava o
fim da vida juvenil
rumo à idade adulta.
2
1
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
2
2
•No meio de todo um
ritual há toda uma
série de números que
valem a pena desvelar
e que se vão revelando
desde o dia 29 de
novembro a sete de
dezembro.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
• As Novenas, únicos atos
realmente religiosos em
toda a tradição, desta
feita em honra à Nossa
Senhora da Conceição,
convocam os estudantes
para a diminuta capela
que guarda esta
evocação mariana e que
se encontra na freguesia
vimaranense de Azurém.
2
3
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
2
4
•Depois chegam as
Ceias, momentos de
confraria estudantil,
mesa farta e
cumplicidade entre
gerações.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•Alguns antigos alunos,
conhecidos como os
Velhos Nicolinos,
regressam para
transmitir o que
importa: a
continuidade, essa
chama que só se
mantém viva para que
esta passe para a
geração seguinte.
2
5
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
2
6
•As ceias antecedem o
icónico enterro do
Pinheiro. É, sem
sombra de dúvidas, o
momento mais épico
da foliada. Um
pinheiro cortado e
transportado pelas
ruas, em cortejo
ruidoso, é elevado
como o estandarte
máximo da festa.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•A cidade inteira sai à
rua e mistura-se com os
estudantes, novos e
velhos (refira-se que
antigamente eram os
antigos Nicolinos que
mandavam neste
número) num turbilhão
de tamboradas
ruidosas.
2
7
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
2
8
• Em Guimarães, o
Pinheiro é um símbolo
de pertença, já que
quem ajuda a erguer, a
puxar ou a seguir o
cortejo, inscreve-se
numa linhagem festiva
que atravessa as décadas
e as gerações que
viveram a educação
liceal vimaranense.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•As Posses mantêm o
humor e a sátira,
expondo publicamente
as peripécias do ano
letivo, num exercício
de crítica
bem-humorada que
lembra as antigas
cerimónias académicas
satíricas.
2
9
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
3
0
•Estas servem para
juntar víveres que
serão distribuídos com
o povo da cidade no
Magusto, devolve o
peditório às gentes,
numa espécie de
acontecimento envolto
numa ruralidade que
persiste no coração da
cidade.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
• As Moinas são
ensaios de toque e de
cortejo que, partindo
de forma organizada
da Praça de
Mumadona Dias
(junto ao tribunal),
percorrem várias ruas
da cidade.
3
1
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
3
2
•Têm como finalidade a
participação num
lanche oferecido por
uma família ou por
uma instituição
vimaranense. O
percurso termina
tradicionalmente no
Largo do Toural.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•As Roubalheiras, mais
simbólicas do que
reais, ironizam a velha
prática dos estudantes
de “surripiar” objetos
inofensivos para
depois os devolver em
festa.
3
3
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
3
4
•“Jogo” que mistura
audácia juvenil e
transgressão
controlada, onde os
despojos do “roubo”
são depositados junto
ao pinheiro.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•O Pregão representa a
participação da sátira e da
crítica social, entre outros
devaneios literários. É uma
das páginas mais vivas da
festa, um chamamento à
participação, um manifesto
nicolino, uma preformação
que cruza poesia e
teatralidade.
3
5
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
3
6
•E depois há as
Maçãzinhas, que são
talvez o número mais
inesperado, delicado e
encantatório de todos
os ritos.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•Naquela que é uma das
tradições mais celebradas
das “Nicolinas”, na tarde de
6 de dezembro, Dia de São
Nicolau, os estudantes
desfilam pelas ruas em
carros alegóricos rumo à
Praça de S. Tiago (onde
antes existia uma capela
em honra ao Apóstolo
Santo)
3
7
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães 3
8
•Vale a pena recordar que
por esta cidade passa o
Caminho de Santiago
conhecido como “Caminho
de Torres”, rota realizada
pelo matemático professor
Diego Torres de Vilarroel,
de Salamanca a
Compostela, no ano de
1737.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
3
9
•Apresentam-se
vestidos a rigor,
empunhando longas
canas que terminam
numa lança metálica.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•No topo dessa lança
segue a pequena maçã
que dá nome ao rito.
4
0
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães 4
1
•As raparigas, muitas vezes
postadas em janelas e
varandas da praça (que
recorda a intemporal
devoção ao Santo dos
peregrino) vão oferecendo
fitas de cores distintas que os
rapazes amarram à cana.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
4
2
•No culminar do
cortejo, o estudante
entrega a “maçãzinha”
à jovem que escolheu e
esta retribui com uma
pequena prenda, algo
simbólico, de valor
bem mais emocional
do que material.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•Por fim, as Danças, o
Baile da Saudade e o
Baile Nicolino,
expressões onde a
música e o movimento
criam uma identidade
comum.
4
3
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
4
4
•Agora têm lugar numa
sala de teatro mas, no
passado, era pelas ruas
e casas que os convivas
apregoavam o fim da
festa, entoando o
“hino escolástico”.
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•Esse sentimento
encontra uma
expressão física de
memória no
monumento ao
Nicolino, idealizado
por José de Guimarães
e inaugurado em 2007
junto à igreja de São
Gualter.
4
5
•
• Monumento ao
Nicolino. Por trás
encontra-se o
pinheiro enterrado
aquando das Festas
Nicolinas de 2025
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•
4
8
•A obra, simultaneamente
moderna e ritualista,
condensa o espírito da festa
que almeja (desde 2005)
ser, em breve, Património
Imaterial da Humanidade
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães
•É um marco urbano,
mas também um gesto
simbólico: a cidade
consagra, em arte
pública, aquilo que a
alma popular da
Cidade-Berço já
guardava há séculos.
4
9
•
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português
Festas Nicolinas, Guimarães 5
0
Bibliografia
https://www.nicolinos.pt/arquivo/515
https://www.nicolinos.pt/s/98
https://www.nicolinos.pt/s/76
https://www.publico.pt/2025/11/28/fugas/noticia
/vem-ai-pinheiro-momento-festas-nicolinas-sao-21
56266
https://www.nicolinos.pt/uploads/documentos/Li
vro_Pregoes_1997_2017.pdf

Festas Nicolinas de Guimarães - Artur Filipe dos Santos - Património Cultural

  • 1.
    1 Cadeira de PATRIMÓNIO CULTURALE PAISAGÍSTICO PORTUGUÊS Artur Filipe dos Santos Artur Filipe dos Santos Cadeira de PATRIMÓNIO CULTURAL E PAISAGÍSTICO PORTUGUÊS Artur Filipe dos Santos FESTAS NICOLINAS Séculos de Tradição Estudantil no Coração de Guimarães
  • 2.
    2 Bom Caminho: PatrimónioCultural e Paisagístico dos Caminhos Portugueses de Santiago, o Caminho Central Nesta obra, Artur Filipe dos Santos, um dos mais reconhecidos divulgadores do património cultural europeu, convida os leitores a uma verdadeira “caminhada cultural”. ISBN: 978-989-9140-17-2 Livro já disponível em www.almaletra.pt e brevemente nas principais livrarias.
  • 3.
    •Artur Filipe dosSantos • Doutorado em Comunicação, Publicidade, Relações Públicas e Protocolo pela Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, é atualmente coordenador da licenciatura de Comunicação e Tecnologia Digital e professor adjunto no ISLA Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia, docente na Universidade Lusófona do Porto, Atua como docente e investigador nas área(s de Ciências Sociais com ênfase em Ciências da Comunicação, Comunicação e Divulgação do Património. Perito em Protocolo (de Estado, Universitário, Multicultural e Empresarial) é membro da Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo (APOREP), membro da Sociedad de Estudios Institucionales, UNED, Espanha, investigador e membro da Direção do Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação (OIDECOM-Iberoamérica), Espanha, membro do Centro de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Universidade de Vigo, Espanha, membro da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM). É ainda divulgador dos Caminhos Portugueses a Santiago de Compostela. É membro do ICOMOS (INTERNATIONAL COUNCIL OF MONUMENTS AND SITES), organismo pertencente à UNESCO, responsável pela avaliação das candidaturas dos bens culturais universais a Património Mundial Como jornalista fez parte da TV Galiza, jornal A Bola, Rádio Sim (grupo Renascença), O Primeiro de Janeiro, Matosinhos Hoje, Jornal da Maia. 3 Artur Filipe dos Santos – artursantos.com.pt@gmail.com •https://omeucaminhodesantiago.wordpress.com/ (Blogue) •https://politicsandflags.wordpress.com/about/ (Blogue) •https://arturfilipesantos.wixsite.com/arturfilipesantos (Académico) •https://comunicacionpatrimoniomundial.blogia.com/ (Académico) •Email: artursantos.com.pt@gmail.com
  • 4.
    LINKS PARA TODAA PRODUÇÃO DESENVOLVIDA POR ARTUR FILIPE DOS SANTOS 🌐 https://arturfilipesantos.wixsite.com/arturfilipesantos 🌍 https://omeucaminhodesantiago.wordpress.com/ 🌍 https://livrobomcaminho.wordpress.com/ 📇 https://www.draft-worldmagazine.com/tag/artur-filipe-dos-santos 📇 https://medium.com/@artursantos.com.pt 📺 https://www.youtube.com/@ArturFilipedosSantos 📸 https://www.instagram.com/arturfilipedossantos/ 📱 https://www.facebook.com/arturfilipe.santos 📘 https://pt.linkedin.com/in/artur-filipe-dos-santos/pt 📄 ORCID ID: https://orcid.org/0000-0001-6329-2870 📘 https://pt.linkedin.com/in/artur-filipe-dos-santos/pt 📧 artursantos.com.pt@gmail.com 📘https://www.almaletra.pt/produtos/cronicas/bom-caminho-patrimonio-cultu ral-e-paisagistico-dos-caminhos-portugueses-de-santiago-o-caminho-central -2939 📘https://www.goodreads.com/book/show/222187627-bom-caminho?from_s earch=true&from_srp=true&qid=eMafwuA2pd&rank=1 🌍 Programa “Portugal en el Camino, Historias y Leyendas Jacobeas”, canal de podcast “ Senderos Jacobeos”: https://open.spotify.com/episode/1Z5vcVK9c4glQaHrPhfJAT 4
  • 5.
  • 6.
  • 7.
  • 8.
    2 Artur Filipe dosSantos – artursantos.com.pt@gmail.com •https://omeucaminhodesantiago.wordpress.com/ (Blogue) •https://politicsandflags.wordpress.com/about/ (Blogue) •https://arturfilipesantos.wixsite.com/arturfilipesantos (Académico) •https://comunicacionpatrimoniomundial.blogia.com/ (Académico) •Email: artursantos.com.pt@gmail.com •Artur Filipe dos Santos • Doutorado em Comunicação, Publicidade, Relações Públicas e Protocolo pela Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, é atualmente professor adjunto no ISLA Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia e coordenador da licenciatura de Comunicação e Tecnologia Digital e docente na Universidade Lusófona do Porto, Atua como docente e investigador nas área(s de Ciências Sociais com ênfase em Ciências da Comunicação, Comunicação e Divulgação do Património. Perito em Protocolo (de Estado, Universitário, Multicultural e Empresarial) é membro da Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo (APOREP), membro da Sociedad de Estudios Institucionales, UNED, Espanha, investigador e membro da Direção do Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação (OIDECOM-Iberoamérica), Espanha, membro do Centro de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Universidade de Vigo, Espanha, membro da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM). É ainda divulgador dos Caminhos Portugueses a Santiago de Compostela. É membro do ICOMOS (INTERNATIONAL COUNCIL OF MONUMENTS AND SITES), organismo pertencente à UNESCO, responsável pela avaliação das candidaturas dos bens culturais universais a Património Mundial Como jornalista fez parte da TV Galiza, jornal A Bola, Rádio Sim (grupo Renascença), O Primeiro de Janeiro, Matosinhos Hoje, Jornal da Maia.
  • 9.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •É a maior celebração do ano em Guimarães. Por estes dias saem pelas ruas da Cidade-Berço atuais e antigos estudantes vimaranenses ávidos por celebrar as Festas Nicolinas, as primeiras comemorações da quadra natalícia em terras minhotas. 9 • • Matéria publicada originalmente em forma de crónica na revista Draft World Magazine: https://www.draft-worldmagaz ine.com/profile/artur-filipe-dos -santos-608a8f1e1d68e
  • 10.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 1 0 •Antes do Menino Jesus ou do “Velho das brancas barbas”, antes de todas as luzes acesas ou dos agora contemporâneos mercados e mesmo das rabanadas e das filhós, há uma festa na cidade ducal que inaugura o tempo do Advento: AAELG - Velhos Nicolinos - Festas Nicolinas
  • 11.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •São as as Festas Nicolinas, ou, como durante séculos se chamou, simplesmente, as Festas a S. Nicolau. 1 1 •
  • 12.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 1 2 •A designação moderna deve-se ao célebre pregão escrito por João de Meira: Rapazes! Nossa música divina Capaz de estremunhar até Morfeu! A Música da festa Nicolina Que a terra abala e desconjunta o Céu! Mais força, se é possível, mais ferina, Que inda não é bastante este escarcéu! Façamos tal restolho, tal chinfrim Que o inferno pareça aqui assim!...
  • 13.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •João de Meira um dos mais notáveis estudiosos e guardiões da memória vimaranense a par com Martins Sarmento (arqueólogo), Alberto Sampaio (historiador), : António Faria Martins (fundador da Associação Velhos Nicolinos) Hélder Rocha (jornalista) e António Amaro das Neves (historiador). 1 3 • João de Meira (Guimarães, 31 de julho de 1881 – Guimarães, 25 de setembro de 1913) foi um importante médico, historiador e escritor português.
  • 14.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 1 4 •Com este “trovão” em forma de pregão, a festa ganhava nome próprio e identidade assumida.
  • 15.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •Mas a sua origem precede o nome. As Festas a S. Nicolau nasceram ligadas ao antigo Liceu de Guimarães (hoje Escola Secundária Martins Sarmento), e aos seus estudantes, que cedo adotaram São Nicolau como patrono. 1 5 •
  • 16.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • Entre outros milagres São Nicolau terá ressuscitador três estudantes que haviam sido esquartejados por um estalajadeiro. Esta lenda pode ter sido confundida ou ganho uma versão de outro milagre, o do santo ter salvo três crianças atiradas a cubas de salmoura. 1 6 •A escolha não é acidental, pois São Nicolau, bispo de Mira, é conhecido como protetor dos estudantes, dos pobres e dos navegantes, também visto, na Europa medieval, como o santo que velava pela juventude.
  • 17.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •A sua devoção, espalhada pelas escolas e universidades europeias, encontra em Guimarães um terreno fértil para se enraizar e transformar, culto transportado pelas escarcelas dos peregrinos rumo a Santiago de Compostela. 1 7 •
  • 18.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães 1 8 •Ao longo dos tempos (existem relatos escritos que recuam a festa até ao séc. XIV), esta tomou a forma de um ciclo ritual profundamente estruturado, onde cada ato carrega uma simbologia própria, um património imaterial que sobreviveu à fúria das modas e ao desgaste do tempo.
  • 19.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •Nada acontece por acaso nas Nicolinas. Cada gesto tem história. Cada noite cumpre um papel numa liturgia laica mas também de raízes cristãs, envolto por um espírito irreverente e popular. 1 9 •
  • 20.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 2 0 •Mas não se pense que as Nicolinas são um apenas um ato festivo. São nove dias, ao som de caixas e bombos, gorros e lenços nicolinos a passearem-se por ruas e largos, convocando o povo para a chegada da festança.
  • 21.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •Há nestas batidas algo de arcaico, quase iniciático, como se os jovens chamassem à memória um tempo em que se exultava o fim da vida juvenil rumo à idade adulta. 2 1 •
  • 22.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 2 2 •No meio de todo um ritual há toda uma série de números que valem a pena desvelar e que se vão revelando desde o dia 29 de novembro a sete de dezembro.
  • 23.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • As Novenas, únicos atos realmente religiosos em toda a tradição, desta feita em honra à Nossa Senhora da Conceição, convocam os estudantes para a diminuta capela que guarda esta evocação mariana e que se encontra na freguesia vimaranense de Azurém. 2 3 •
  • 24.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 2 4 •Depois chegam as Ceias, momentos de confraria estudantil, mesa farta e cumplicidade entre gerações.
  • 25.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •Alguns antigos alunos, conhecidos como os Velhos Nicolinos, regressam para transmitir o que importa: a continuidade, essa chama que só se mantém viva para que esta passe para a geração seguinte. 2 5 •
  • 26.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 2 6 •As ceias antecedem o icónico enterro do Pinheiro. É, sem sombra de dúvidas, o momento mais épico da foliada. Um pinheiro cortado e transportado pelas ruas, em cortejo ruidoso, é elevado como o estandarte máximo da festa.
  • 27.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •A cidade inteira sai à rua e mistura-se com os estudantes, novos e velhos (refira-se que antigamente eram os antigos Nicolinos que mandavam neste número) num turbilhão de tamboradas ruidosas. 2 7 •
  • 28.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 2 8 • Em Guimarães, o Pinheiro é um símbolo de pertença, já que quem ajuda a erguer, a puxar ou a seguir o cortejo, inscreve-se numa linhagem festiva que atravessa as décadas e as gerações que viveram a educação liceal vimaranense.
  • 29.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •As Posses mantêm o humor e a sátira, expondo publicamente as peripécias do ano letivo, num exercício de crítica bem-humorada que lembra as antigas cerimónias académicas satíricas. 2 9 •
  • 30.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 3 0 •Estas servem para juntar víveres que serão distribuídos com o povo da cidade no Magusto, devolve o peditório às gentes, numa espécie de acontecimento envolto numa ruralidade que persiste no coração da cidade.
  • 31.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • As Moinas são ensaios de toque e de cortejo que, partindo de forma organizada da Praça de Mumadona Dias (junto ao tribunal), percorrem várias ruas da cidade. 3 1 •
  • 32.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 3 2 •Têm como finalidade a participação num lanche oferecido por uma família ou por uma instituição vimaranense. O percurso termina tradicionalmente no Largo do Toural.
  • 33.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •As Roubalheiras, mais simbólicas do que reais, ironizam a velha prática dos estudantes de “surripiar” objetos inofensivos para depois os devolver em festa. 3 3 •
  • 34.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 3 4 •“Jogo” que mistura audácia juvenil e transgressão controlada, onde os despojos do “roubo” são depositados junto ao pinheiro.
  • 35.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •O Pregão representa a participação da sátira e da crítica social, entre outros devaneios literários. É uma das páginas mais vivas da festa, um chamamento à participação, um manifesto nicolino, uma preformação que cruza poesia e teatralidade. 3 5 •
  • 36.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 3 6 •E depois há as Maçãzinhas, que são talvez o número mais inesperado, delicado e encantatório de todos os ritos.
  • 37.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •Naquela que é uma das tradições mais celebradas das “Nicolinas”, na tarde de 6 de dezembro, Dia de São Nicolau, os estudantes desfilam pelas ruas em carros alegóricos rumo à Praça de S. Tiago (onde antes existia uma capela em honra ao Apóstolo Santo) 3 7 •
  • 38.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães 3 8 •Vale a pena recordar que por esta cidade passa o Caminho de Santiago conhecido como “Caminho de Torres”, rota realizada pelo matemático professor Diego Torres de Vilarroel, de Salamanca a Compostela, no ano de 1737.
  • 39.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 3 9 •Apresentam-se vestidos a rigor, empunhando longas canas que terminam numa lança metálica.
  • 40.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •No topo dessa lança segue a pequena maçã que dá nome ao rito. 4 0 •
  • 41.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães 4 1 •As raparigas, muitas vezes postadas em janelas e varandas da praça (que recorda a intemporal devoção ao Santo dos peregrino) vão oferecendo fitas de cores distintas que os rapazes amarram à cana.
  • 42.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 4 2 •No culminar do cortejo, o estudante entrega a “maçãzinha” à jovem que escolheu e esta retribui com uma pequena prenda, algo simbólico, de valor bem mais emocional do que material.
  • 43.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •Por fim, as Danças, o Baile da Saudade e o Baile Nicolino, expressões onde a música e o movimento criam uma identidade comum. 4 3 •
  • 44.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 4 4 •Agora têm lugar numa sala de teatro mas, no passado, era pelas ruas e casas que os convivas apregoavam o fim da festa, entoando o “hino escolástico”.
  • 45.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •Esse sentimento encontra uma expressão física de memória no monumento ao Nicolino, idealizado por José de Guimarães e inaugurado em 2007 junto à igreja de São Gualter. 4 5 •
  • 47.
    • Monumento ao Nicolino.Por trás encontra-se o pinheiro enterrado aquando das Festas Nicolinas de 2025
  • 48.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães • 4 8 •A obra, simultaneamente moderna e ritualista, condensa o espírito da festa que almeja (desde 2005) ser, em breve, Património Imaterial da Humanidade
  • 49.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães •É um marco urbano, mas também um gesto simbólico: a cidade consagra, em arte pública, aquilo que a alma popular da Cidade-Berço já guardava há séculos. 4 9 •
  • 50.
    Cadeira de PatrimónioCultural e Paisagístico português Festas Nicolinas, Guimarães 5 0 Bibliografia https://www.nicolinos.pt/arquivo/515 https://www.nicolinos.pt/s/98 https://www.nicolinos.pt/s/76 https://www.publico.pt/2025/11/28/fugas/noticia /vem-ai-pinheiro-momento-festas-nicolinas-sao-21 56266 https://www.nicolinos.pt/uploads/documentos/Li vro_Pregoes_1997_2017.pdf