Universidade de São Paulo
Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos
        Departamento de Cïências Básicas




   GENÉTICA E EVOLUÇÃO
MECANISMOS DE ESPECIAÇÃO



                            Disciplina: Genética e Evolução
                              Roulber Carvalho G. da Silva
TÓPICOS ABORDADOS
 Evolução

 Espécie

 Especiação
   Mecanismos de Isolamento
    • Pré-Zigóticos
    • Pós-Zigóticos
TÓPICOS ABORDADOS
 Mecanismos de Especiação
  • Geográfico
  • Poliploidia


 Modelos de Especiação
  • Alopátrica    Vicariância
                  Peripátrica
  • Parapátrica
  • Simpátrica
INTRODUÇÃO
• EVOLUÇÃO: qualquer processo         de   crescimento,
  mudança ou desenvolvimento.

          Provém do latim evolutio, significando
                  “desabrochamento”



• Até o século XIX – Evolução = Melhoria (Iluminismo e
  Rev. Francesa) – Evolução Biológica das espécies

• 2a Metade doSéculo XIX: “Evolução”       processo
  através no qual ocorrem as mudanças ou
  transformações nos seres vivos ao longo do tempo,
CONTRIBUTOS PARA O
  EVOLUCIONISMO
EVOLUÇÃO
•    Em 1809, J.B. LAMARCK, naturalista francês, foi o
     primeiro cientista a propor uma teoria sistemática
     da evolução em um livro denominado “Filosofia
     Zoológica”.

- O principio evolutivo estaria baseado em:

1)   Lei do Uso e Desuso - o uso de determinadas partes
     do corpo do organismo faz com que estas se
     desenvolvam, e o desuso faz com que se atrofiem.


2)   Lei da Transmissão das Características Adquiridas
     -alterações     provocadas     em      determinadas
     características do organismo, pelo uso e desuso, são
EVOLUÇÃO
•    Em 1859, CHARLES DARWIN, naturalista inglês,
     propôs a Teoria da Seleção Natural em um livro
     denominado “A Origem das Espécies”.

- A Teoria da Seleção Natural estaria baseado em:

1)   Os organismos mais bem adaptados ao meio têm
     maiores chances de sobrevivência que os menos
     adaptados.

2)   Deixando um número maior de descendentes.


3)   Os organismos mais bem adaptados são, portanto,
EVOLUÇÃO
EVOLUÇÃO

                DARWINISMO



        Conhecimentos atuais de genética
(Ex: Herança Mendeliana, Epigenética e mutações)




             NEODARWINISMO
NEODARWINISMO

-  Fatores que tendem a aumentar a variabilidade
  genética da população:
• mutação gênica
• mutação cromossômica
• recombinação

-  Fatores que atuam sobre a variabilidade genética já
  estabelecidas :
• seleção natural
• migração
• oscilação genética
EVOLUÇÃO
• A Evolução tem suas bases fortemente corroboradas
  pelo estudo comparativo dos organismos, sejam
  fósseis ou vivos.

•   HOMOLOGIA
•   ANALOGIA
•   ÓRGÃOS VESTIGIAIS
•   EMBRIOLOGIA COMPARADA
•   ESTUDO DOS FÓSSEIS
HOMOLOGIA
 Semelhança entre estruturas de diferentes organismos,
  devida unicamente a uma mesma origem embriológica,
  que podem ou não ter a mesma função.
ANALOGIA

 Semelhança morfológica entre estruturas, em função
  de adaptação à execução da mesma função, porém de
  diferente origem embriológica.
ÓRGÃOS VESTIGIAIS
 Órgãos que em alguns organismos, encontram-se com
  tamanho reduzido e geralmente sem função, mas em
  outros organismos são maiores e exercem função
  definitiva.
EMBRIOLOGIA COMPARADA

 Estudo comparado das diferentes fases embrionárias
  de diferentes espécies.
ESTUDO DE FOSSÉIS

 Estudar fosséis de organismos que podem fornecer
  indícios de parentesco com as espécies atuais. Os
  fosséis são considerados os “TESTESMUNHOS DA
  EVOLUÇÃO”.
EVOLUÇÃO - FILOGENIA
 FILOGENIA: Estudo dos ancestrais das espécies.

 Filogênese descreve a origem e a evolução das
  espécies.

 Principal tarefa: determinar os relacionamentos
  ancestrais entre espécies conhecidas (vivas e
  extintas).
DEFINIÇÃO DE ESPÉCIE

“Um conjunto de todos os indivíduos que, em condições
  naturais, são fisiologicamentes capazes de, real ou
  potencialmente, num dado lugar e momento, se
  cruzarem entre si e produzir descendência fértil,
  encontrando-se isolados reprodutivamente de outros
  conjuntos semelhantes”.

                               (Ernst Mayr)
COMO NASCE UMA ESPÉCIE
 Nascimento de uma espécie: fenômeno que ocorre continuamente
  onde tenha vida.

 Uma nova espécie pode nascer de dois modos:

•   Uma população inteira muda na totalidade, acumulando um grande
    número de variações até seus membros se tornarem profundamente
    diferentes dos seus antepassados.


•   Uma parte da população diversifica-se da originária, acabando por
    constituir uma nova espécie. Na ausência de acasalamento, duas
    populações da mesma espécie começam a acumular uma série de
    diferenças genéticas, e com o tempo, tornar-se tão numerosas que deixa
    de ser possível o acasalamento e a geração de uma prole fértil.
ANAGÊNESE E CLADOGÊNESE
 Anagênese = um caráter muda
ao longo do tempo no interior de
uma mesma espécie.




 Cladogênese = especiação de
uma espécie ancestral em duas
descendentes.
ESPECIAÇÃO

                    Definição
Divisão de uma espécie em duas reprodutivamente
                    isoladas.


                    Restrição
Não é aplicável a espécies sem reprodução sexuada.


                 Evento Crucial
             Isolamento Reprodutivo
ESPECIAÇÃO


Resultado de acúmulo de diferenças genéticas entre
                 populações isoladas
MECANISMOS DE ISOLAMENTO
       REPRODUTIVO
• Há dois tipos   de   Mecanismos   de   Isolamento
  Reprodutivo:




              Pré-Copulatórios
              Pós-Copulatórios
MECANISMOS DE ISOLAMENTO
       REPRODUTIVO
 Pré-Copulatórios:

• Isolamento Sazonal ou de hábitat: Parceiros
  em potencial não se encontram

• Isolamento Etológico: Parceiros em potencial
  encontram-se, mas não copulam

• Isolamento Mecânico: A cópula é tentada,
  mas não há transferência de espermatozóides
MECANISMOS DE ISOLAMENTO
              REPRODUTIVO
 Pós-Copulatórios:


•   Pré-Zigóticos

- A transferência de espermatozóides ocorre, mas o ovo não é fertilizado
   (mortalidade gamética, incompatibilidade, etc)

•   Pós-Zigóticos

-   Inviabilidade dos híbridos

-   Esteribilidade dos híbridos

-   Inviabilidade dos híbridos da segunda geração
MECANISMOS DE ESPECIAÇÃO

A) ESPECIAÇÃO GEOGRÁFICA: migração e tempo.

   Radiação Adaptativa
    - a partir de uma espécie inicial, verifica-se uma
    ocupação de grande número de habitats e o
    surgimento de numerosas espécies quase
    simultaneamente.
    Ex: Tentilhões de Darwin
EXEMPLO DE ESPECIAÇÃO
     GEOGRÁFICA
MECANISMOS DE ESPECIAÇÃO

B) POLIPLOIDIA: de uma geração para outra.

 Resultantes do cruzamento entre espécies diferentes,
  geralmente não chegam a nascer, mas se nascem são
  estéreis.

 Para que sejam férteis, é necessária a ocorrência de
  uma poliploidia durante sua formação.
EXEMPLOS DE POLIPLOIDIA
MODELOS DE ESPECIAÇÃO


•   Alopátrica    1.Vicariância
                   2.Peripátrica

•   Parapátrica

•   Simpátrica
ESPECIAÇÃO ALOPÁTRICA
• Surgimento     de   barreiras    geográficas    entre
  populações.

• ALOPATRIA: severa redução do movimento dos
  indivíduos ou de seus gametas entre as populações.

• Principal modelo de especiação em animais.

• As populações isoladas se diferenciam adquirindo
  distintas    variações   (mutações)     e    alterando
  frequências alélicas por deriva ou seleção natural até
  que ocorra isolamento reprodutivo.
ESPECIAÇÃO ALOPÁTRICA

Felosas-Verdes
ESPECIAÇÃO ALOPÁTRICA

Gaivotas
ESPECIAÇÃO ALOPÁTRICA POR
          VICARIÂNCIA


Distribuição de uma espécie
ancestral em duas ou mais áreas,
uma barreira geográfica efetiva
entre as subpopulações isoladas.
ESPECIAÇÃO ALOPÁTRICA
            PERIPÁTRICA



Ocorre quando há formação de
uma colônia periférica a partir
da população original, por dis-
persão e, após várias gerações,
ocorre isolamento reprodutivo.
ESPECIAÇÃO PARAPÁTRICA
 Ocorre sem que haja isolamento geográfico.

 As populações se divergem por adaptação a ambientes
  diferentes dentro de um continuun na faixa de
  dispersão da espécie ancestral.

 Adaptação a ambientes distintos que ocorrem ao longo
  da grande faixa de dispersão da espécie ancestral
  etapa mais importante.
EXEMPLO DE ESPECIAÇÃO
    PARAPÁTRICA


            Gradiente ambiental




            Gradiente genético
ESPECIAÇÃO SIMPÁTRICA
 Não envolve isolamento geográfico em populações
  habitando a mesma área restrita.

 Ocorre    quando    uma     barreira   biológica  ao
  intercruzamento se origina dentro dos limites de uma
  população, sem nenhuma segregação espacial das
  espécies que estão se diferenciando.

 Exemplos mais estudados em animais: formação das
  espécies de Ciclídeos dos lagos de crateras africanos.
EXEMPLO DE ESPECIAÇÃO
          SIMPÁTRICA
Rela-Cinzenta-Americana
CONCLUSÕES

 Formação de novas espécies, levando à biodiversidade;

 Adaptação de cada organismo a um habitat e nicho
  específico : maior capacidade de sobrevivência;

 Maior restrição e vulnerabilidade ambiental.
Estudo Induzido
1) Defina o que se entende por
   Especiação. Qual (s) sua (s) retrição (s)?
   Qual o evento primordial para que
   ocorra?

2) Escolha um dos modelos de
   Especiação, explique-o e dê exemplos
   de espécies que se enquadram no
   modelo escolhido (Não utilizar exemplos
   da aula!!!).

Genética e evolução: mecanismos de especiação

  • 1.
    Universidade de SãoPaulo Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos Departamento de Cïências Básicas GENÉTICA E EVOLUÇÃO MECANISMOS DE ESPECIAÇÃO Disciplina: Genética e Evolução Roulber Carvalho G. da Silva
  • 2.
    TÓPICOS ABORDADOS  Evolução Espécie  Especiação  Mecanismos de Isolamento • Pré-Zigóticos • Pós-Zigóticos
  • 3.
    TÓPICOS ABORDADOS  Mecanismosde Especiação • Geográfico • Poliploidia  Modelos de Especiação • Alopátrica Vicariância Peripátrica • Parapátrica • Simpátrica
  • 4.
    INTRODUÇÃO • EVOLUÇÃO: qualquerprocesso de crescimento, mudança ou desenvolvimento. Provém do latim evolutio, significando “desabrochamento” • Até o século XIX – Evolução = Melhoria (Iluminismo e Rev. Francesa) – Evolução Biológica das espécies • 2a Metade doSéculo XIX: “Evolução” processo através no qual ocorrem as mudanças ou transformações nos seres vivos ao longo do tempo,
  • 5.
    CONTRIBUTOS PARA O EVOLUCIONISMO
  • 6.
    EVOLUÇÃO • Em 1809, J.B. LAMARCK, naturalista francês, foi o primeiro cientista a propor uma teoria sistemática da evolução em um livro denominado “Filosofia Zoológica”. - O principio evolutivo estaria baseado em: 1) Lei do Uso e Desuso - o uso de determinadas partes do corpo do organismo faz com que estas se desenvolvam, e o desuso faz com que se atrofiem. 2) Lei da Transmissão das Características Adquiridas -alterações provocadas em determinadas características do organismo, pelo uso e desuso, são
  • 7.
    EVOLUÇÃO • Em 1859, CHARLES DARWIN, naturalista inglês, propôs a Teoria da Seleção Natural em um livro denominado “A Origem das Espécies”. - A Teoria da Seleção Natural estaria baseado em: 1) Os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência que os menos adaptados. 2) Deixando um número maior de descendentes. 3) Os organismos mais bem adaptados são, portanto,
  • 8.
  • 9.
    EVOLUÇÃO DARWINISMO Conhecimentos atuais de genética (Ex: Herança Mendeliana, Epigenética e mutações) NEODARWINISMO
  • 10.
    NEODARWINISMO - Fatoresque tendem a aumentar a variabilidade genética da população: • mutação gênica • mutação cromossômica • recombinação - Fatores que atuam sobre a variabilidade genética já estabelecidas : • seleção natural • migração • oscilação genética
  • 11.
    EVOLUÇÃO • A Evoluçãotem suas bases fortemente corroboradas pelo estudo comparativo dos organismos, sejam fósseis ou vivos. • HOMOLOGIA • ANALOGIA • ÓRGÃOS VESTIGIAIS • EMBRIOLOGIA COMPARADA • ESTUDO DOS FÓSSEIS
  • 12.
    HOMOLOGIA  Semelhança entreestruturas de diferentes organismos, devida unicamente a uma mesma origem embriológica, que podem ou não ter a mesma função.
  • 13.
    ANALOGIA  Semelhança morfológicaentre estruturas, em função de adaptação à execução da mesma função, porém de diferente origem embriológica.
  • 14.
    ÓRGÃOS VESTIGIAIS  Órgãosque em alguns organismos, encontram-se com tamanho reduzido e geralmente sem função, mas em outros organismos são maiores e exercem função definitiva.
  • 15.
    EMBRIOLOGIA COMPARADA  Estudocomparado das diferentes fases embrionárias de diferentes espécies.
  • 16.
    ESTUDO DE FOSSÉIS Estudar fosséis de organismos que podem fornecer indícios de parentesco com as espécies atuais. Os fosséis são considerados os “TESTESMUNHOS DA EVOLUÇÃO”.
  • 17.
    EVOLUÇÃO - FILOGENIA FILOGENIA: Estudo dos ancestrais das espécies.  Filogênese descreve a origem e a evolução das espécies.  Principal tarefa: determinar os relacionamentos ancestrais entre espécies conhecidas (vivas e extintas).
  • 18.
    DEFINIÇÃO DE ESPÉCIE “Umconjunto de todos os indivíduos que, em condições naturais, são fisiologicamentes capazes de, real ou potencialmente, num dado lugar e momento, se cruzarem entre si e produzir descendência fértil, encontrando-se isolados reprodutivamente de outros conjuntos semelhantes”. (Ernst Mayr)
  • 19.
    COMO NASCE UMAESPÉCIE  Nascimento de uma espécie: fenômeno que ocorre continuamente onde tenha vida.  Uma nova espécie pode nascer de dois modos: • Uma população inteira muda na totalidade, acumulando um grande número de variações até seus membros se tornarem profundamente diferentes dos seus antepassados. • Uma parte da população diversifica-se da originária, acabando por constituir uma nova espécie. Na ausência de acasalamento, duas populações da mesma espécie começam a acumular uma série de diferenças genéticas, e com o tempo, tornar-se tão numerosas que deixa de ser possível o acasalamento e a geração de uma prole fértil.
  • 20.
    ANAGÊNESE E CLADOGÊNESE Anagênese = um caráter muda ao longo do tempo no interior de uma mesma espécie.  Cladogênese = especiação de uma espécie ancestral em duas descendentes.
  • 21.
    ESPECIAÇÃO Definição Divisão de uma espécie em duas reprodutivamente isoladas. Restrição Não é aplicável a espécies sem reprodução sexuada. Evento Crucial Isolamento Reprodutivo
  • 22.
    ESPECIAÇÃO Resultado de acúmulode diferenças genéticas entre populações isoladas
  • 23.
    MECANISMOS DE ISOLAMENTO REPRODUTIVO • Há dois tipos de Mecanismos de Isolamento Reprodutivo:  Pré-Copulatórios  Pós-Copulatórios
  • 24.
    MECANISMOS DE ISOLAMENTO REPRODUTIVO  Pré-Copulatórios: • Isolamento Sazonal ou de hábitat: Parceiros em potencial não se encontram • Isolamento Etológico: Parceiros em potencial encontram-se, mas não copulam • Isolamento Mecânico: A cópula é tentada, mas não há transferência de espermatozóides
  • 25.
    MECANISMOS DE ISOLAMENTO REPRODUTIVO  Pós-Copulatórios: • Pré-Zigóticos - A transferência de espermatozóides ocorre, mas o ovo não é fertilizado (mortalidade gamética, incompatibilidade, etc) • Pós-Zigóticos - Inviabilidade dos híbridos - Esteribilidade dos híbridos - Inviabilidade dos híbridos da segunda geração
  • 26.
    MECANISMOS DE ESPECIAÇÃO A)ESPECIAÇÃO GEOGRÁFICA: migração e tempo.  Radiação Adaptativa - a partir de uma espécie inicial, verifica-se uma ocupação de grande número de habitats e o surgimento de numerosas espécies quase simultaneamente. Ex: Tentilhões de Darwin
  • 27.
  • 28.
    MECANISMOS DE ESPECIAÇÃO B)POLIPLOIDIA: de uma geração para outra.  Resultantes do cruzamento entre espécies diferentes, geralmente não chegam a nascer, mas se nascem são estéreis.  Para que sejam férteis, é necessária a ocorrência de uma poliploidia durante sua formação.
  • 29.
  • 30.
    MODELOS DE ESPECIAÇÃO • Alopátrica 1.Vicariância 2.Peripátrica • Parapátrica • Simpátrica
  • 31.
    ESPECIAÇÃO ALOPÁTRICA • Surgimento de barreiras geográficas entre populações. • ALOPATRIA: severa redução do movimento dos indivíduos ou de seus gametas entre as populações. • Principal modelo de especiação em animais. • As populações isoladas se diferenciam adquirindo distintas variações (mutações) e alterando frequências alélicas por deriva ou seleção natural até que ocorra isolamento reprodutivo.
  • 32.
  • 33.
  • 34.
    ESPECIAÇÃO ALOPÁTRICA POR VICARIÂNCIA Distribuição de uma espécie ancestral em duas ou mais áreas, uma barreira geográfica efetiva entre as subpopulações isoladas.
  • 35.
    ESPECIAÇÃO ALOPÁTRICA PERIPÁTRICA Ocorre quando há formação de uma colônia periférica a partir da população original, por dis- persão e, após várias gerações, ocorre isolamento reprodutivo.
  • 36.
    ESPECIAÇÃO PARAPÁTRICA  Ocorresem que haja isolamento geográfico.  As populações se divergem por adaptação a ambientes diferentes dentro de um continuun na faixa de dispersão da espécie ancestral.  Adaptação a ambientes distintos que ocorrem ao longo da grande faixa de dispersão da espécie ancestral etapa mais importante.
  • 37.
    EXEMPLO DE ESPECIAÇÃO PARAPÁTRICA Gradiente ambiental Gradiente genético
  • 38.
    ESPECIAÇÃO SIMPÁTRICA  Nãoenvolve isolamento geográfico em populações habitando a mesma área restrita.  Ocorre quando uma barreira biológica ao intercruzamento se origina dentro dos limites de uma população, sem nenhuma segregação espacial das espécies que estão se diferenciando.  Exemplos mais estudados em animais: formação das espécies de Ciclídeos dos lagos de crateras africanos.
  • 39.
    EXEMPLO DE ESPECIAÇÃO SIMPÁTRICA Rela-Cinzenta-Americana
  • 40.
    CONCLUSÕES  Formação denovas espécies, levando à biodiversidade;  Adaptação de cada organismo a um habitat e nicho específico : maior capacidade de sobrevivência;  Maior restrição e vulnerabilidade ambiental.
  • 41.
    Estudo Induzido 1) Definao que se entende por Especiação. Qual (s) sua (s) retrição (s)? Qual o evento primordial para que ocorra? 2) Escolha um dos modelos de Especiação, explique-o e dê exemplos de espécies que se enquadram no modelo escolhido (Não utilizar exemplos da aula!!!).

Notas do Editor

  • #26 Inviabilidade dos híbridos : espécies próximas, se ocorre fecundação, os zigotos híbridos não se desenvolvem devido à incompatibilidade genética entre as espécies (anomalias durante o desenvolvimento embrionário). Esteribilidade dos híbridos : após fecundação entre indivíduos de espécies diferentes, o desenvolvimento embrionário ocorre, dando origem a um híbrido estéril (mula cruzamento entre o cavalo e burro). Inviabilidade dos híbridos da segunda geração : se todas as barreiras forem ultrapassadas, e surgir um híbrido fértil, então os descendentes destes serão estéreis, ou darão origem a indivíduos débeis e estéreis.