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            Bioquímica - Universidade Católica de Brasília
                            Metabolismo
                        Prof. Dr. Gabriel da Rocha Fernandes
                                 Universidade Católica de Brasília
                         gabrielf@ucb.br - fernandes.gabriel@gmail.com




Monday, May 7, 12
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         O que devo saber ao fim desta
         aula?
         n Importância   de sistemas multienzimáticos

         n Como    e por que acontece a regulação

         n Reações   bioquimicas mais comuns

         n Funcionamento    do ATP

         n Transferência   de elétrons




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         Metabolismo - introdução

         n Cooperação         entre sistemas multienzimáticos.
            n obterenergia através da energia solar ou nutrientes obtidos no
               ambiente.
            n converter    moléculas de nutrientes em moléculas para uso da célula.
            n polimerizar    precusores monoméricos em macromoléculas.
            n sintetizare degradar biomoléculas necessárias para as funções
               celulares.

         n Quanto     ao metabolismo, os organismos podem ser:
            n autotróficos   - usam dióxido de carbono da atmosfera como fonte de
               carbono.
            n heterotróficos   - obtem o carbono através de moléculas orgânicas do
               ambiente.

         n Ciclo   do carbono, oxigênio e nitrogênio.

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         Metabolismo - introdução

         n Soma de todas as transformações químicas que ocorrem em
            uma célula.

         n Sériede reações catalisadas por enzimas formam uma via
            metabólica.

         n Cada    etapa realiza uma pequena modificação química.

         n Intermediários   metabólicos - metabólitos.

         n Catabolismo, éa fase de degradação do metabolismo. Libera
            enertgia que pode ser armazenado em ATP ou perdida em
            calor.

         n Anabolismo, ou
                         biossíntese, fase em que precursores simples
            formam moléculas mais complexas. Consomem energia.

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         Anabolismo e Catabolismo




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         Tipos de vias

         n Lineares   e ramificadas.

         n Convergentes, divergentes   e cíclicas.




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         Regulação

         n Anabolismo    e catabolismo não acontecem simultaneamente.

         n Existena via pelo menos uma enzima que atua somente no
            catabolismo e uma exclusiva do anabolismo.

         n Paraque a vias sejam irreversíveis, pelo menos uma reação
            deve ser termodinamicamente muito favorável.

         n A   reação reversa necessitaria de uma enzima.

         n Compartimentos    diferentes: catabolismo de ácidos graxos na
            mitocondria, e a síntese no citosol.




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         Bioenergética e termodinâmica

         n Células     realizam trabalho constante.

         n Precisam
                   de energia para manter estruturas, sintetizar
            componentes, gerar corrente elétrica...

         n Bioenergética        => estudo quantitativo das relações de energia.

         n Duas     forças influenciam as reações químicas:
            n Entalpia   (H) - tendência de atingir o estado de ligação mais estável.
            n Entropia   (S) - tendência de atingir o mais alto grau de desordem.

         n ∆G      = ∆H - T∆S

         n ∆G’o é a energia livre padrão. E a ∆G = ∆G’o + RT
            ln([produtos]/[reagentes])


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         Reações bioquimicas comuns

         n Algumas       reações podem simplesmente não ocorrer.

         n Transformações            quimicas muito lentas (mesmo com
            catalisadores).

         n Células executam reações nas vias metabólicas que contornam
            essas reações “impossíveis”.

         n Padrões       na quimica da vida:
            n criar/quebrar    ligações C-C.
            n rearranjos   internos, isomerizações e eliminações.
            n radicais   livres.
            n transferências       de grupos funcionais.
            n oxidação-redução.




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         Principios químicos básicos




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         Criar/quebrar ligações C-C

         n Gera    Carbânion e Carbocátion.

         n Tão instáveis que geralmente sua formação como
            intermediários é termodinamicamente inacessível.

         n Auxíliona forma de grupos funcionais com átomos
            eletronegativos (O e N).




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         Classes de ligações C-C




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         Rearranjos, isomerização e
         eliminação
         n Não     alteram o estado de oxidação global da molécula




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         Transferência de grupos

         n Acil, glicosil   e fosforil.




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         Radicais livres




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         Oxidação-redução




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         Transferência de fosforil e ATP

         n O ATP é a moeda energética dos sistemas
            biológicos.

         n ATP     => ADP => AMP é reação exergônica.

         n Hidrólisedo ATP gera mais calor do que
            energia para a célula.




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         Na vida real...

         n Processo     em duas etapas.

         n Grupo  fosforil, pirofosforil ou adenilato
            do ATP é transferido para a molécula
            de substrato ou resíduo de aminoácido
            da enzima.

         n Em      seguida essa porção é deslocada.

         n ATP participa covalentemente da
            reação enzimática.




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         Onde utilizar essa energia

         n ATP fornece energia (tranferências de grupo) para reações
            anabólicas.

         n Sínteses   de moléculas informacionais.

         n Transporte   de moléculas e ions pelas membranas.

         n Potencial   elétrico.

         n Concentração   de ATP muito acima das concentrações de
            equilibrio das reações geradoras de energia do catabolismo.

         n Tioéster   também possui alto potencial de energia livre.




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         Reações de oxidação e redução

         n Transferência de eletrons é também uma das características
            centrais do metabolismo.

         n Perdade eletrons por uma espécie quimica que é oxidada, e
            ganho de eletrons por outra espécie que é reduzida.

         n Nossa   fonte de elétros são compostos reduzidos (alimentos).

         n Em  duas espécies quimicas com diferente eletronegatividade,
            os eletrons fluem espontaneamente.

         n Fluxo de eletrons é exergonico, já que o oxigênio é mais
            eletronegativo do que os intermediários transportadores de
            elétrons.



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         Oxidação e redução

         n Na mitocôndria, enzimas de membrana acoplam o fluxo de
            elétrons à produção de uma diferença de pH transmembrana.

         n Reliza      trabalhos osmótico e elétrico.

         n O       gradiente de prótons assim formado tem energia potencial.

         n ATP-sintase usa a força proton-motriz para sintetizar ATP a
            partir de ADP e Pi.




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         Níveis de oxidação




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         NAD e NADP

         n Muitas   reações de oxirredução são desoxigenações.

         n Um ou dois átomos de hidrogênio (H+ e e-) são transferidos de
            um substrato para um aceptor de hidrogênio.

         n Envolvem    transportadores especializados.

         n NAD     e NADP são coenzimas de muitas desidrogenases.

         n NAD+    e NADP+ aceitam dois elétrons e um proton.

         n CH3CH2OH      + NAD+ => CH3CHO + NADH + H+




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            Bioquímica - Universidade Católica de Brasília
               Glicólise, fermentação, gliconeogênese
                        Prof. Dr. Gabriel da Rocha Fernandes
                                 Universidade Católica de Brasília
                         gabrielf@ucb.br - fernandes.gabriel@gmail.com




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         O que devo saber ao fim desta
         aula?
         n Importância   da glicólise.

         n Destinos   do piruvato.

         n Etapas   da glicólise.

         n Regulação.

         n Gliconeogênese




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         Indrodução

         n Oxidação  completa da glicose tem variação de energia livre
            de -2840 kJ/mol.

         n Amido e glicogênio permitem armazenar grandes quantidade
            de hexoses sem alterar o equilíbrio osmótico da célula.

         n Fonte     de carbono.

         n Em      animais e vegetais:
            n síntesede polissacarídeos complexos destinados ao ambiente
               extracelular.
            n armazenado    nas células.
            n oxidada   a compostos de 3 carbonos.
            n oxidada   pela via das pentoses-fosfato.

         n Produção   de glicose por redução do gás carbônico
            (fotossintétizantes) ou gliconeogênese (não fotossintetizantes)
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         Glicólise

         n Molécula  de glicose degradada em uma série de reações
            catalisadas por enzimas.

         n Gera    duas moléculas de piruvato.

         n Parte   da energia é conservada na forma de ATP e NADH.

         n Glicose é a única fonte de energia metabólica em alguns
            tecidos e células (eritrócitos, medula renal, cérebro...)

         n Fermentação  é um termo geral para a degradação anaeróbia
            da glicose ou outros nutrientes para a obtenção de energia.




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         Fase preparatória

         n Glicose    fosforilada no grupo hidroxil ligado ao C-6.

         n D-glicose-6-fosfato    é convertida a D-frutose-6-fosfato.

         n D-frutose-6-fosfato   fosforilada em C-1.

         n ATP     é o doador de fosforil para as duas reações.

         n A frutose-1,6-bifosfato é divida em 2 moléculas de 3 carbonos:
            diidroxiacetona fosfato e gliceraldeído-3-fosfato.

         n Diidroxiacetona é isomerizada a mais uma molécula de
            gliceraldeído-3-fosfato.




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         Fase preparatória




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         Fase compensatória

         n Gliceraldeído-3-fosfato   é oxidado e fosforilado por fosfato
            inorgânico.

         n Liberação  de energia quando a molécula de 1,3-
            bifosfoglicerato é convertida a piruvato.

         n Energia   conservada pela fosforilação acoplada de 4 ADP a ATP

         n Energia   também conservada sob a forma de NADH.




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         Fase compensatória




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         Destinos do piruvato

         n Três    rotas metabólicas.

         n O piruvato é oxidado com a perda de seu grupo carboxil e
            gera o grupo acetil da Acetil-CoA.

         n O grupo Acetil é então completamente oxidado no ciclo do
            ácido cítrico.

         n Os elétrons dessas oxidações são transferidos ao oxigênio por
            cadeia de transportes na mitocôndria.

         n A energia liberada na transferência de elétrons impulsiona a
            síntese de ATP.




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         Destinos do piruvato

         n Redução    a lactato pela fermentação
            lática.

         n Acontece  em baixas condições de
            oxigênio (hipoxia).

         n ONADH não pode ser reoxidado a
            NAD+.

         n Piruvato é reduzido a lactato,
            recebendo os elétrons do NADH, e
            reciclando o NAD+.

         n O terceiro destino é a fermentação
            alcoolica com formação de etanol.


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         Importância dos intermediários
         fosforilados
         n Funções      dos grupos fosforil dos intermediários da glicólise:
            n A membrana não tem transportadores para açucares fosforilados. Isso
               impede que os açucares saiam da célula mesmo com diferenças entre
               as concentações intra e extracelular.
            n Essenciais na conservação enzimática da energia metabólica. A glicose
               conserva parcialmente a energia liberada pela quebra da ligação
               fosfoanidro do ATP. Com isso doam grupos fosforil ao ADP.
            n Energia de ligação resultante do acoplamento ao sítio ativo de enzimas
               reduz a energia de ativação e aumenta a especificidade. Formam
               complexos com o Mg+




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         Fosforilação da glicose

         n Forma   glicose-6-fosfato

         n Catalisada   por hexocinase - irreversível.

         n Cinase   é a enzima que catalisa a transferência do grupo
            fosforil terminal do ATP a um aceptor nucleofílico.

         n Necessita  de Mg+ que protege as cargas negativas do grupo
            fosforil do ATP, tornando o átomo de fósforo um alvo mais fácil
            para o ataque nucleofílico por um grupo OH da glicose.




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         Conversão da glicose-6-fosfato

         n Forma   frutose-6-fosfato.

         n Catalisada   pela fosfo-hexose-isomerase - reversível.




Monday, May 7, 12
+                                                37

         Fosforilação da frutose-6-fosfato

         n Forma   frutose-1,6-bifosfato.

         n Catalisada   por fosfofrutocinase-1
            (PFK-1) , irreversível.

         n Etapa “comprometida”, uma        vez
            que a frutose-6-fosfato é
            fosforilada, ela deve ser destinada
            a glicólise.

         n Atividadeaumenta quando
            suprimento de ATP está baixo ou
            quando há o acúmulo de ADP e
            AMP.

         n Inibidaem altas quantidades de
            ATP e ácidos graxos.
Monday, May 7, 12
+                                                                         38

         Clivagem da frutose-1,6-bifosfato

         n Produz   gliceraldeído-3-fosfato e diidriacetona-fosfato.

         n Catalisada   por frutose-1,6-bifosfato-aldolase - reversível.




Monday, May 7, 12
+                                                                         39

         Interconversão das trioses-fosfato

         n Converte   diidroxiacetona-fosfato a glicareldeido-3-fosfato.

         n Catalisada   por triose-fosfato-isomerase, reversível.

         n Mecanismo    similar ao da fosfo-hexose-isomerase.




Monday, May 7, 12
+                                                              40

         Oxidação do gliceraldeido-3-
         fosfato
         n Forma   1,3-bifosfogliceraldeido e NADH.

         n Gliceraldeido-3-fosfato-desidrogenase, reversível.




Monday, May 7, 12
+                                                         41

         Transferência de fosforil para ADP

         n Produz   fosfoglicerato e ATP.

         n Enzima   é fosfoglicerato-cinase, reversível.




Monday, May 7, 12
+                                                               42

         Conversão de 3-fosfoglicerato

         n Forma   2-fosfoglicerato.

         n Catalisada   por fosfoglicerato-mutase, reversível.




Monday, May 7, 12
+                                             43

         Desidratação do 2-fosfoglicerato

         n Produz   fosfoenolpiruvato.

         n Enzima   é a enolase, reversível.




Monday, May 7, 12
+                                                   44

         Transferência de fosforil para ADP

         n Forma   piruvato e ATP.

         n Enzima   piruvato-cinase, irreversível.

         n Necessita   K+, Mg+ ou Mn+.




Monday, May 7, 12
+                                                                      45

         Regulação

         n Velocidade   da glicólise aumenta em condições anaeróbias.

         n Interaçãoentre consumo de ATP, regeneração de NADH, e
            regulação PFK-1 e piruvato-cinase.

         n Hormônios    glucagon, adrenalina e insulina.




Monday, May 7, 12
+                                                                                       46

         Gliconeogênese

         n Processo  de múltiplas etapas em que glicose a produzida a
            partir de lactato, piruvato, oxalacetatos, ou outros produtos do
            ciclo do ácido cítrico.

         n 7   etapas tem as mesmas enzimas da glicólise.

         n Três    etapas irreversíveis da glicólise são contornadas:
            n conversão  do piruvato em PEP via oxaloacetato, catalisada por piruvato-
                carboxilase e PEP-carboxilase.
            n desfosforilação   da frutose-1,6-bifosfato pela FBPase-1.
            n desfosforilação   da glicose-6-fosfato pela glicose-6-fosfatase.

         n Custo    dispendioso: 4 ATP, 2 GTP e 2 NADH.

         n A piruvato-carboxilase é estimulada por Acetil-CoA,
            aumentado a gliconeogênese quando a célula tem ácidos
            graxos.
Monday, May 7, 12
+                       47

         Gliconeogênese




Monday, May 7, 12

Bioquimica - Aula 6

  • 1.
    + Bioquímica - Universidade Católica de Brasília Metabolismo Prof. Dr. Gabriel da Rocha Fernandes Universidade Católica de Brasília gabrielf@ucb.br - fernandes.gabriel@gmail.com Monday, May 7, 12
  • 2.
    + 2 O que devo saber ao fim desta aula? n Importância de sistemas multienzimáticos n Como e por que acontece a regulação n Reações bioquimicas mais comuns n Funcionamento do ATP n Transferência de elétrons Monday, May 7, 12
  • 3.
    + 3 Metabolismo - introdução n Cooperação entre sistemas multienzimáticos. n obterenergia através da energia solar ou nutrientes obtidos no ambiente. n converter moléculas de nutrientes em moléculas para uso da célula. n polimerizar precusores monoméricos em macromoléculas. n sintetizare degradar biomoléculas necessárias para as funções celulares. n Quanto ao metabolismo, os organismos podem ser: n autotróficos - usam dióxido de carbono da atmosfera como fonte de carbono. n heterotróficos - obtem o carbono através de moléculas orgânicas do ambiente. n Ciclo do carbono, oxigênio e nitrogênio. Monday, May 7, 12
  • 4.
    + 4 Metabolismo - introdução n Soma de todas as transformações químicas que ocorrem em uma célula. n Sériede reações catalisadas por enzimas formam uma via metabólica. n Cada etapa realiza uma pequena modificação química. n Intermediários metabólicos - metabólitos. n Catabolismo, éa fase de degradação do metabolismo. Libera enertgia que pode ser armazenado em ATP ou perdida em calor. n Anabolismo, ou biossíntese, fase em que precursores simples formam moléculas mais complexas. Consomem energia. Monday, May 7, 12
  • 5.
    + 5 Anabolismo e Catabolismo Monday, May 7, 12
  • 6.
    + 6 Tipos de vias n Lineares e ramificadas. n Convergentes, divergentes e cíclicas. Monday, May 7, 12
  • 7.
    + 7 Regulação n Anabolismo e catabolismo não acontecem simultaneamente. n Existena via pelo menos uma enzima que atua somente no catabolismo e uma exclusiva do anabolismo. n Paraque a vias sejam irreversíveis, pelo menos uma reação deve ser termodinamicamente muito favorável. n A reação reversa necessitaria de uma enzima. n Compartimentos diferentes: catabolismo de ácidos graxos na mitocondria, e a síntese no citosol. Monday, May 7, 12
  • 8.
    + 8 Bioenergética e termodinâmica n Células realizam trabalho constante. n Precisam de energia para manter estruturas, sintetizar componentes, gerar corrente elétrica... n Bioenergética => estudo quantitativo das relações de energia. n Duas forças influenciam as reações químicas: n Entalpia (H) - tendência de atingir o estado de ligação mais estável. n Entropia (S) - tendência de atingir o mais alto grau de desordem. n ∆G = ∆H - T∆S n ∆G’o é a energia livre padrão. E a ∆G = ∆G’o + RT ln([produtos]/[reagentes]) Monday, May 7, 12
  • 9.
    + 9 Reações bioquimicas comuns n Algumas reações podem simplesmente não ocorrer. n Transformações quimicas muito lentas (mesmo com catalisadores). n Células executam reações nas vias metabólicas que contornam essas reações “impossíveis”. n Padrões na quimica da vida: n criar/quebrar ligações C-C. n rearranjos internos, isomerizações e eliminações. n radicais livres. n transferências de grupos funcionais. n oxidação-redução. Monday, May 7, 12
  • 10.
    + 10 Principios químicos básicos Monday, May 7, 12
  • 11.
    + 11 Criar/quebrar ligações C-C n Gera Carbânion e Carbocátion. n Tão instáveis que geralmente sua formação como intermediários é termodinamicamente inacessível. n Auxíliona forma de grupos funcionais com átomos eletronegativos (O e N). Monday, May 7, 12
  • 12.
    + 12 Classes de ligações C-C Monday, May 7, 12
  • 13.
    + 13 Rearranjos, isomerização e eliminação n Não alteram o estado de oxidação global da molécula Monday, May 7, 12
  • 14.
    + 14 Transferência de grupos n Acil, glicosil e fosforil. Monday, May 7, 12
  • 15.
    + 15 Radicais livres Monday, May 7, 12
  • 16.
    + 16 Oxidação-redução Monday, May 7, 12
  • 17.
    + 17 Transferência de fosforil e ATP n O ATP é a moeda energética dos sistemas biológicos. n ATP => ADP => AMP é reação exergônica. n Hidrólisedo ATP gera mais calor do que energia para a célula. Monday, May 7, 12
  • 18.
    + 18 Na vida real... n Processo em duas etapas. n Grupo fosforil, pirofosforil ou adenilato do ATP é transferido para a molécula de substrato ou resíduo de aminoácido da enzima. n Em seguida essa porção é deslocada. n ATP participa covalentemente da reação enzimática. Monday, May 7, 12
  • 19.
    + 19 Onde utilizar essa energia n ATP fornece energia (tranferências de grupo) para reações anabólicas. n Sínteses de moléculas informacionais. n Transporte de moléculas e ions pelas membranas. n Potencial elétrico. n Concentração de ATP muito acima das concentrações de equilibrio das reações geradoras de energia do catabolismo. n Tioéster também possui alto potencial de energia livre. Monday, May 7, 12
  • 20.
    + 20 Reações de oxidação e redução n Transferência de eletrons é também uma das características centrais do metabolismo. n Perdade eletrons por uma espécie quimica que é oxidada, e ganho de eletrons por outra espécie que é reduzida. n Nossa fonte de elétros são compostos reduzidos (alimentos). n Em duas espécies quimicas com diferente eletronegatividade, os eletrons fluem espontaneamente. n Fluxo de eletrons é exergonico, já que o oxigênio é mais eletronegativo do que os intermediários transportadores de elétrons. Monday, May 7, 12
  • 21.
    + 21 Oxidação e redução n Na mitocôndria, enzimas de membrana acoplam o fluxo de elétrons à produção de uma diferença de pH transmembrana. n Reliza trabalhos osmótico e elétrico. n O gradiente de prótons assim formado tem energia potencial. n ATP-sintase usa a força proton-motriz para sintetizar ATP a partir de ADP e Pi. Monday, May 7, 12
  • 22.
    + 22 Níveis de oxidação Monday, May 7, 12
  • 23.
    + 23 NAD e NADP n Muitas reações de oxirredução são desoxigenações. n Um ou dois átomos de hidrogênio (H+ e e-) são transferidos de um substrato para um aceptor de hidrogênio. n Envolvem transportadores especializados. n NAD e NADP são coenzimas de muitas desidrogenases. n NAD+ e NADP+ aceitam dois elétrons e um proton. n CH3CH2OH + NAD+ => CH3CHO + NADH + H+ Monday, May 7, 12
  • 24.
    + Bioquímica - Universidade Católica de Brasília Glicólise, fermentação, gliconeogênese Prof. Dr. Gabriel da Rocha Fernandes Universidade Católica de Brasília gabrielf@ucb.br - fernandes.gabriel@gmail.com Monday, May 7, 12
  • 25.
    + 25 O que devo saber ao fim desta aula? n Importância da glicólise. n Destinos do piruvato. n Etapas da glicólise. n Regulação. n Gliconeogênese Monday, May 7, 12
  • 26.
    + 26 Indrodução n Oxidação completa da glicose tem variação de energia livre de -2840 kJ/mol. n Amido e glicogênio permitem armazenar grandes quantidade de hexoses sem alterar o equilíbrio osmótico da célula. n Fonte de carbono. n Em animais e vegetais: n síntesede polissacarídeos complexos destinados ao ambiente extracelular. n armazenado nas células. n oxidada a compostos de 3 carbonos. n oxidada pela via das pentoses-fosfato. n Produção de glicose por redução do gás carbônico (fotossintétizantes) ou gliconeogênese (não fotossintetizantes) Monday, May 7, 12
  • 27.
    + 27 Glicólise n Molécula de glicose degradada em uma série de reações catalisadas por enzimas. n Gera duas moléculas de piruvato. n Parte da energia é conservada na forma de ATP e NADH. n Glicose é a única fonte de energia metabólica em alguns tecidos e células (eritrócitos, medula renal, cérebro...) n Fermentação é um termo geral para a degradação anaeróbia da glicose ou outros nutrientes para a obtenção de energia. Monday, May 7, 12
  • 28.
    + 28 Fase preparatória n Glicose fosforilada no grupo hidroxil ligado ao C-6. n D-glicose-6-fosfato é convertida a D-frutose-6-fosfato. n D-frutose-6-fosfato fosforilada em C-1. n ATP é o doador de fosforil para as duas reações. n A frutose-1,6-bifosfato é divida em 2 moléculas de 3 carbonos: diidroxiacetona fosfato e gliceraldeído-3-fosfato. n Diidroxiacetona é isomerizada a mais uma molécula de gliceraldeído-3-fosfato. Monday, May 7, 12
  • 29.
    + 29 Fase preparatória Monday, May 7, 12
  • 30.
    + 30 Fase compensatória n Gliceraldeído-3-fosfato é oxidado e fosforilado por fosfato inorgânico. n Liberação de energia quando a molécula de 1,3- bifosfoglicerato é convertida a piruvato. n Energia conservada pela fosforilação acoplada de 4 ADP a ATP n Energia também conservada sob a forma de NADH. Monday, May 7, 12
  • 31.
    + 31 Fase compensatória Monday, May 7, 12
  • 32.
    + 32 Destinos do piruvato n Três rotas metabólicas. n O piruvato é oxidado com a perda de seu grupo carboxil e gera o grupo acetil da Acetil-CoA. n O grupo Acetil é então completamente oxidado no ciclo do ácido cítrico. n Os elétrons dessas oxidações são transferidos ao oxigênio por cadeia de transportes na mitocôndria. n A energia liberada na transferência de elétrons impulsiona a síntese de ATP. Monday, May 7, 12
  • 33.
    + 33 Destinos do piruvato n Redução a lactato pela fermentação lática. n Acontece em baixas condições de oxigênio (hipoxia). n ONADH não pode ser reoxidado a NAD+. n Piruvato é reduzido a lactato, recebendo os elétrons do NADH, e reciclando o NAD+. n O terceiro destino é a fermentação alcoolica com formação de etanol. Monday, May 7, 12
  • 34.
    + 34 Importância dos intermediários fosforilados n Funções dos grupos fosforil dos intermediários da glicólise: n A membrana não tem transportadores para açucares fosforilados. Isso impede que os açucares saiam da célula mesmo com diferenças entre as concentações intra e extracelular. n Essenciais na conservação enzimática da energia metabólica. A glicose conserva parcialmente a energia liberada pela quebra da ligação fosfoanidro do ATP. Com isso doam grupos fosforil ao ADP. n Energia de ligação resultante do acoplamento ao sítio ativo de enzimas reduz a energia de ativação e aumenta a especificidade. Formam complexos com o Mg+ Monday, May 7, 12
  • 35.
    + 35 Fosforilação da glicose n Forma glicose-6-fosfato n Catalisada por hexocinase - irreversível. n Cinase é a enzima que catalisa a transferência do grupo fosforil terminal do ATP a um aceptor nucleofílico. n Necessita de Mg+ que protege as cargas negativas do grupo fosforil do ATP, tornando o átomo de fósforo um alvo mais fácil para o ataque nucleofílico por um grupo OH da glicose. Monday, May 7, 12
  • 36.
    + 36 Conversão da glicose-6-fosfato n Forma frutose-6-fosfato. n Catalisada pela fosfo-hexose-isomerase - reversível. Monday, May 7, 12
  • 37.
    + 37 Fosforilação da frutose-6-fosfato n Forma frutose-1,6-bifosfato. n Catalisada por fosfofrutocinase-1 (PFK-1) , irreversível. n Etapa “comprometida”, uma vez que a frutose-6-fosfato é fosforilada, ela deve ser destinada a glicólise. n Atividadeaumenta quando suprimento de ATP está baixo ou quando há o acúmulo de ADP e AMP. n Inibidaem altas quantidades de ATP e ácidos graxos. Monday, May 7, 12
  • 38.
    + 38 Clivagem da frutose-1,6-bifosfato n Produz gliceraldeído-3-fosfato e diidriacetona-fosfato. n Catalisada por frutose-1,6-bifosfato-aldolase - reversível. Monday, May 7, 12
  • 39.
    + 39 Interconversão das trioses-fosfato n Converte diidroxiacetona-fosfato a glicareldeido-3-fosfato. n Catalisada por triose-fosfato-isomerase, reversível. n Mecanismo similar ao da fosfo-hexose-isomerase. Monday, May 7, 12
  • 40.
    + 40 Oxidação do gliceraldeido-3- fosfato n Forma 1,3-bifosfogliceraldeido e NADH. n Gliceraldeido-3-fosfato-desidrogenase, reversível. Monday, May 7, 12
  • 41.
    + 41 Transferência de fosforil para ADP n Produz fosfoglicerato e ATP. n Enzima é fosfoglicerato-cinase, reversível. Monday, May 7, 12
  • 42.
    + 42 Conversão de 3-fosfoglicerato n Forma 2-fosfoglicerato. n Catalisada por fosfoglicerato-mutase, reversível. Monday, May 7, 12
  • 43.
    + 43 Desidratação do 2-fosfoglicerato n Produz fosfoenolpiruvato. n Enzima é a enolase, reversível. Monday, May 7, 12
  • 44.
    + 44 Transferência de fosforil para ADP n Forma piruvato e ATP. n Enzima piruvato-cinase, irreversível. n Necessita K+, Mg+ ou Mn+. Monday, May 7, 12
  • 45.
    + 45 Regulação n Velocidade da glicólise aumenta em condições anaeróbias. n Interaçãoentre consumo de ATP, regeneração de NADH, e regulação PFK-1 e piruvato-cinase. n Hormônios glucagon, adrenalina e insulina. Monday, May 7, 12
  • 46.
    + 46 Gliconeogênese n Processo de múltiplas etapas em que glicose a produzida a partir de lactato, piruvato, oxalacetatos, ou outros produtos do ciclo do ácido cítrico. n 7 etapas tem as mesmas enzimas da glicólise. n Três etapas irreversíveis da glicólise são contornadas: n conversão do piruvato em PEP via oxaloacetato, catalisada por piruvato- carboxilase e PEP-carboxilase. n desfosforilação da frutose-1,6-bifosfato pela FBPase-1. n desfosforilação da glicose-6-fosfato pela glicose-6-fosfatase. n Custo dispendioso: 4 ATP, 2 GTP e 2 NADH. n A piruvato-carboxilase é estimulada por Acetil-CoA, aumentado a gliconeogênese quando a célula tem ácidos graxos. Monday, May 7, 12
  • 47.
    + 47 Gliconeogênese Monday, May 7, 12