FREDERICK S. PERLS E G
GESTALT-TERAPIA
“Dentro e fora da lata de lixo
Coloco minha criação
Seja ela viva ou antiquada
Tristeza ou exaltação.
Alegria ou pesar como eu tive
Serão revistos;
Sentindo-me sadio e estando louco
Acolhido ou rejeitado.
Trastes e caos interrompem-se
Ao invés da selvagem confusão
Formam uma significativa Gestalt
No fim de minha vida”.
(Perls, 1969)
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
 1893 – Perls nasce em Berlim;
 Filho de pais judeus, de classe média
baixa;
Biografia e contextualização histórica
Else, Margariet and Frederick Perls, Germany, 1900.
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
 Formou–se em medicina
especializando-se em
Psiquiatria;
 Aliou-se ao exército alemão
e serviu como médico na
primeira guerra mundial;
 Após a guerra voltou para
Berlim e começou a formular
algumas idéias filosóficas
que seriam base para o
desenvolvimento da gestalt-
terapia;
Frederick Perls, Berlin, 1923
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
• 1926 – trabalhou no instituto de soldados com lesões
cerebrais e compreendeu a importância de considerar o
organismo humano como um todo, ao invés de vê-lo como um
aglomerado de partes funcionando desordenadamente;
• 1927 – mudou-se para Viena e começou seu treinamento em
Psicanálise (foi analisado por Wilheln Reich e supervisionado
por várias outras figuras importantes do movimento
psicanalítico);
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
• 1930- Casa-se com Laura, o
que resultou em 2 filhos e 4
netos.
Frederick & Laura Perls -- In a Park Outside Berlin
Shortly After Their Wedding Day, 1930
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
• 1933 – com ascensão de Hitler ao
poder Perls partiu para Holanda e
depois África do Sul onde fundou
um instituto sul-africano de
psicanálise;
• 1936 – voltou a Alemanha para
apresentar um trabalho num
congresso psicanalítico e
encontrar-se com Freud (o
encontro foi uma decepção, durou
4 minutos e não ofereceu
oportunidade para explorar as
idéias de Freud);
Reading a Newspaper in South Africa, ca. 1940
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
 Muitos anos depois rompeu com
o movimento psicanalítico;
 1946 – imigrou pra o EUA,
prosseguiu com o
desenvolvimento da Gestalt-
terapia;
 1952 – fundou o instituto nova-
iorquino de gestalt-terapia;
Frederick Perls, New York City, 1955
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
 No início dos anos 60
mudou-se para a
Califórnia (Instituto
Esalen) e ficou
amplamente conhecido
como expoente de uma
filosofia e de um método
de psicoterapia novos e
viáveis;
 1970 –faleceu na ilha de
Vancouver, o local da
primeira comunidade
gestaltica terapêutica.
"Fritz" Perls on His First Visit to the
Esalen Institute in 1964
 Esalen is more than a retreat center or an
educational institute. Anchored by the inspiring
beauty of Big Sur and an unparalleled intellectual
history, Esalen is a world-wide network of seekers
who look beyond dogma to explore deeper spiritual
possibilities; forge new understandings of self and
society; and pioneer new paths for change.
 Behind the Mask, Beneath the Ego: 5Rhythms®
and FaustWork® Mask Theater
Being Present in the Body: Using Mindfulness to
Work with Trauma
 Changes and Transitions in Your 30s and 40s: How
to Stay True to Yourself
 The Painting Process Rediscovered: The Magic of
Spontaneous Expression
 God, Sex and the Body

FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
"Fritz" in the Esalen Dining Room -- 1968
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
Dressed to Kill -- Esalen, 1969
Perls with "Little Fritz" Doll During the Last Workshop He Ever Ran
Lexington, Massachusetts -- February,1970
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
Antecedentes intelectuais
• Psicanálise:
• Reich: Influenciou Perls, em particular, sua visão do corpo em
relação a psique.
• As divergências com Freud estavam relacionadas
principalmente com os métodos de tratamento psicoterápico;
• Falta de uma visão holística do indivíduo, onde indivíduo e meio
são partes de um único campo em constante interação.
• Perls concordava quanto a existência da transferência, no
entanto, não considerava o trabalho através da transferência de
importância fundamental para o processo psicoterápico como
Freud o fez.
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-
TERAPIA
Perls
 Material óbvio (o indivíduo pelo
simples fato de existir, tem muito
material de fácil acesso para o
processo terapêutico).
 Presente (se o paciente vai
fechar o livro de seus problemas
passados, deve fechá-lo no
presente. Se os seus problemas
fossem realmente do passado, não
seriam mais problemas)
 COMO o indivíduo se
comporta no momento.
Freud
 Profundamente reprimido
 Passado
 PORQUÊ
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
Antecedentes intelectuais
 Psicologia da Gestalt:
 Em 1940 a teoria da Gestalt já tinha sido aplicada
em muitas áreas da psicologia, mas ainda não
havia nenhuma formulação de princípios da Gestalt
específicos para a psicoterapia.
 Perls foi responsável pela ampliação da teoria da
Gestalt a fim de incluir a psicoterapia a um teoria
de mudança psicológica.
Psicologia da Gestalt ≠ Gestalterapia
Primórdios da Psicologia Proposta terapêutica
Início do sec. XIX 1951
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
 Existencialismo e Fenomenologia:
- Perls abandonou a idéia de cisão entre sujeito/objeto,
mente/corpo, interno/externo, organismo/meio.
- Conceito de intencionalidade: consciência ou qualquer ato
psíquico tem uma intenção. Uma intenção que expressa
necessidades.
- O método fenomenológico de compreender através da
descrição ao invés de compreender a causa.
Antecedentes Intelectuais
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-
TERAPIA
 Protesto contra a visão atomística da
experiência:
- Análise da experiência é reduzida em seus
elementos mais simples, onde cada elemento é
analisado separadamente dos outros.
- A experiência é entendida como a mera soma
desses elementos.
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-
TERAPIA
 Necessidade de compreender os elementos na
sua interação com as outras partes e com o
todo!!!
Ex:Uma criança que vai mal na escola. (sintoma)
Elementos dessa experiência:
- avaliação intelectual,
- dinâmica familiar,
- dinâmica da escola, da aula,
- relação aluno e colegas,
- relação aluno e professor.
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
O QUE É GESTALT
 O termo Gestalt (palavra alemã) não tem uma boa
tradução para o português porque perde um pouco seu
sentido.
 Gestalt é uma disposição ou uma configuração.
organização específica de partes que constitui
um todo.
o Princípio fundamental é que a análise das partes
nunca proporciona a compreensão do todo. Pois o
todo é definido pela interação e interdependência
das partes!
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-
TERAPIA
 Figura/Fundo:
- Reformularam os fundamentos da percepção.
- Percepção possui relação com a emoção e
motivação.
- Um estímulo pode ser interpretado representando
coisas diferentes, dependendo do que é percebido
como figura e fundo.
- Organismo seleciona o que é de seu interesse num
dado momento.
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-
TERAPIA
 Figura/Fundo:
- Indivíduo seleciona o que é figura ou fundo
dependendo do seu interesse e necessidades
dominantes.
Ex: Um homem morrendo de sede e tem na sua
frente uma mesa com um copo de água e algumas
de suas comidas prediletas. Como está com sede,
o copo se torna figura e as comidas, fundo
(percepção se adapta à necessidade).
Com a sede satisfeita, a percepção do que seja
figura e fundo pode mudar.
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-
TERAPIA
 Figura/Fundo:
- Problemas humanos são interrupções ou fixações
em várias etapas do processo figura/fundo que se
desenrola naturalmente.
- INCONSCIENTE: aspectos que estão localizados
no fundo.
- tornar o fundo (inconsc.) em
consciente, isto é, torná-lo figura.
Conceitos principais:
 Organismo como um todo (holismo):
unificado
- Qualquer aspecto do indivíduo como parte de um
campo mais amplo – MANIFESTAÇÃO DO TODO.
Intra-orgânico
↕
Indivíduo
↕
meio
Conceitos principais:
 Hierarquia das necessidades:
- Existe um limite de contato entre indivíduo e meio.
Este limite que define a relação entre eles.
- Contato: formação de Gestalt
indivíduo → meio
- Afastamento: fechamento da Gestalt
indivíduo ← meio
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Conceitos principais:
• O organismo como um todo ou Holismo:
• Num indivíduo saudável este limite é fluido, sempre
permitindo contato e depois afastamento do meio. Contatar
constitui a formação de uma Gestalt e afastar-se o
fechamento.
• Ritmo de contato e afastamento são ditadas por uma
hierarquia de necessidades.
• Necessidades dominantes emergem como 1° plano ou figura.
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• Conceitos principais
O organismo como um todo ou Holismo:
Homem Meio
satisfatório insatisfatório
Normal
(equilíbrio)
Neurótico
(desequilíbrio)
Tipo de relação
Afeta o comportamento
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• Conceitos principais
O organismo como um todo:
Necessidades
Dominantes
Homem Meio
Manipula (busca)
equilíbrio
desequilíbrio
neurose
Não manipula (não busca)
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 Neurose: incapacidade de organizar seu comportamento
de acordo com uma hierarquia de necessidades.
Incapaz de concentração.
 Campo: organização + meio
 A concentração traz a percepção.
 Experiência de como eu capto as coisas internamente a
“Sensação”. A partir da sensação que o indivíduo muda a
ação.
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 Conceitos principais:
 Ênfase no Aqui e no Agora
 A Gestalt-Terapia não investiga o passado, mas convida o
paciente a se concentrar no presente, para que tome
consciência da sua experiência presente, pressupondo que
situações inacabadas e problemas não resolvidos do passado
emergirão como parte da experiência presente.
 A medida que situações inacabadas (Gestalten incompletas)
aparecem é pedido para que o paciente represente e
experimente de novo, a fim de completá-las e assimilá-las no
presente.
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 Conceitos Principais:
 A Preponderância do Como sobre o Porquê
 Orientação fenomenológica: Ênfase na compreensão da
experiência de maneira descritiva e não causal. Está em
ampliar constantemente a consciência da maneira como
a pessoa se comporta e não a razão pela qual se
comporta de tal forma.
 Relação causal não pode existir entre elementos que
formam um todo.
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Conceitos Principais
o Conscientização:
 Ponto central da abordagem terapêutica.
 Crescimento é a expansão da área da consciência.
 Perls desenvolveu a noção de continuum da consciência
como meio de encorajar a autoconsciência ou
consciência de si. Por meio da real compreensão do
significado das palavras “como e agora”.
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 Conceitos principais
 A hierarquia de necessidades está sempre
operando na pessoa. A situação mais urgente ou
inacabada sempre emerge se a pessoa estiver
apenas consciente da experiência de si mesma a
todo momento.
 Estar consciente é prestar atenção às figuras
perpetuamente emergentes. Evitar a tomada de
consciência é enrijecer o livre fluir natural do
delineamento figura e fundo.
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• Conceitos principais
Uma das proposições básicas da teoria da Gestalt
é que todo organismo possui a capacidade de
realizar um equilíbrio ótimo consigo e com seu
meio. As condições necessárias para realizar este
equilíbrio envolvem uma conscientização
desobstruída da hierarquia de necessidades.
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 Conceitos principais
 Camadas da neuroses:
 1° camada dos clichês ou da existência (inclui todos sinais de
contato): “bom dia”, “oi”, “o tempo está bom, não é?”.
 2° camada é a dos papéis ou dos jogos. É a camada do
“como se” em que as pessoas fingem que são aquelas que
gostariam de ser. O homem de negócios sempre competente,
a menininha sempre bonitinha, a pessoa muito importante.
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 Conceitos principais
 3° camada do impasse também denominada
camada anti-existência ou do evitar fóbico: medo
do vazio e do nada. Interpretamos a experiência
do vazio como sendo um vazio estéril e não
fecundo.
 4° camada implosiva: está camada aparece como
morte ou medo da morte pois consiste numa
paralisia de forças opostas; cumprimimo-nos –
implodimos.
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 Conceitos principais
 5° camada explosiva: tomada de consciência,
emergência da pessoa autêntica, do verdadeiro self, da
pessoa capaz de vivenciar e experienciar suas emoções.
 Existem 4 tipos de explosões:
- Explosão em pesar (Envolve trabalho com uma perda ou
morte que não tinha sido assimilada)
- Explosão em orgasmo (Em pessoas sexualmente
bloqueadas).
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• Conceitos principais
- Explosão em raiva ( quando a expressão foi reprimida).
- Explosão joie de vivre – alegria e riso, alegria de viver.
- Para que ocorra o crescimento psicológico:
Primeiramente envolve o completamento de situações ou
gestalten inacabadas.
Em segundo na passagem dessas 5 camadas das neuroses.
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• Mecanismos de defesa:
Introjeção
. Ou “Engolir tudo”.
. Dificuldade em distinguir o que
sentem e o que os outros querem que
eles sintam.
. Incorpora-se normas, atitudes,
modos de agir e pensar, que não são
verdadeiramente nossos.
.Uso do pronome EU quando o
significado real é ELE.
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• Mecanismos de defesa:
Projeção .Barreira colocada a favor de si e contra o
mundo. Avalia o mundo por suas fantasias.
. Repúdio de seus próprios
comportamentos, desejos e impulsos, colocando fora o
que vem do self.
. Uso do pronome ELE quando o
significado real é EU.
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
• Mecanismos de defesa:
Confluência
. Não se discrimina do mundo e
das pessoas, envolvimento
total. Tendência a se misturar.
Exemplo: ciúmes doentio.
. Não consegue fazer contato
consigo mesmo, não há
barreira entre o “eu” e o
“mundo”.
.Uso do pronome NÓS (sem
discriminação). Necessidade
de encontrar o EU.
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• Mecanismo de defesa
Retroflexão Voltar-se rispidamente contra.
Faz consigo o que gostaria de
fazer aos outros. Torna-se
literalmente seu próprio inimigo.
Autopunitivo.
. Uso do reflexivo EU MESMO.
Não usa a energia para
transformar o ambiente, a energia
volta-se para ele.
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TERAPIA
• Sabedoria do organismo:
• Podemos confiar na sabedoria do organismo.
• Tipo de intuição baseada mais na emoção e intuição que
intelecto e mais em sistemas naturais que conceituais.
. Produção verbal, expressão do intelecto é supervalorizada na
nossa cultura. Sugere 3 níveis dessa produção:
1- cocô-de galinha – bate papo social.
2- cocô de boi – desculpas e racionalizações.
3- cocô de elefante – teorizar, especialmente de modo filosófico
e psicológico.
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TERAPIA
• Terapeuta e Terapia:
• Tarefa da terapia: recuperação do potencial do paciente.
• Ajudar o paciente a perceber como ele(a) se interrompe,
evita a conscientização, desempenha papéis, etc...
• Encontro entre duas pessoas.
• Considerava o trabalho em grupo muito valioso, até mais que
o trabalho individual.
• O grupo como microcosmo do mundo, onde as pessoas
podem explorar suas atitudes e comportamentos uns em
relação aos outros.
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• Awareness
Conscientizar o indivíduo do que está passando no aqui-
e-agora, no momento. Coloca o indivíduo no presente.
Perls sempre pedia que a pessoa utilizasse a palavra Eu
e não o Nós, como: A gente pensa mal das outras
pessoas. Eu penso mal das outras pessoas. Entrar em
contato com aquilo que é. Awareness completa:
Reconhecer, sentir, compreender e se responsabilizar.
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-
TERAPIAc
Hot seat Cliente emergente
Perls atendia mais em grupos. Esperava que surgisse a
pessoa emergente - não é a que fala primeiro – mas,
quem colocava primeiro o problema. Essa pessoa
emergente vai para a cadeira quente, a pessoa vai ser
trabalhada naquele dia se aceitar.
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Sonhos
Não interpreta, não analisa e nem conta. Mas, sim, traz o
sonho de volta a vida, encenando no presente, de modo
que ele torne parte da pessoa, de modo que realmente
se envolva.
Perls sugere que sonhos são mensagens existenciais que
podem nos ajudar a compreender quais as situações
inacabadas que carregamos conosco, o que nos falta em
nossas vidas, o que evitamos fazer e como evitamos e
nos desapropriamos de partes nossas.
BIBLIOGRAFIA
 FADIMAN, J.; FRAGER, R. Teorias da
Personalidade. São Paulo: Editora Harbra, 1986.

Frederick S Perls e Gestal.ppt

  • 1.
    FREDERICK S. PERLSE G GESTALT-TERAPIA “Dentro e fora da lata de lixo Coloco minha criação Seja ela viva ou antiquada Tristeza ou exaltação. Alegria ou pesar como eu tive Serão revistos; Sentindo-me sadio e estando louco Acolhido ou rejeitado. Trastes e caos interrompem-se Ao invés da selvagem confusão Formam uma significativa Gestalt No fim de minha vida”. (Perls, 1969)
  • 2.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA  1893 – Perls nasce em Berlim;  Filho de pais judeus, de classe média baixa; Biografia e contextualização histórica Else, Margariet and Frederick Perls, Germany, 1900.
  • 3.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA  Formou–se em medicina especializando-se em Psiquiatria;  Aliou-se ao exército alemão e serviu como médico na primeira guerra mundial;  Após a guerra voltou para Berlim e começou a formular algumas idéias filosóficas que seriam base para o desenvolvimento da gestalt- terapia; Frederick Perls, Berlin, 1923
  • 4.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA • 1926 – trabalhou no instituto de soldados com lesões cerebrais e compreendeu a importância de considerar o organismo humano como um todo, ao invés de vê-lo como um aglomerado de partes funcionando desordenadamente; • 1927 – mudou-se para Viena e começou seu treinamento em Psicanálise (foi analisado por Wilheln Reich e supervisionado por várias outras figuras importantes do movimento psicanalítico);
  • 5.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA • 1930- Casa-se com Laura, o que resultou em 2 filhos e 4 netos. Frederick & Laura Perls -- In a Park Outside Berlin Shortly After Their Wedding Day, 1930
  • 6.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA • 1933 – com ascensão de Hitler ao poder Perls partiu para Holanda e depois África do Sul onde fundou um instituto sul-africano de psicanálise; • 1936 – voltou a Alemanha para apresentar um trabalho num congresso psicanalítico e encontrar-se com Freud (o encontro foi uma decepção, durou 4 minutos e não ofereceu oportunidade para explorar as idéias de Freud); Reading a Newspaper in South Africa, ca. 1940
  • 7.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA  Muitos anos depois rompeu com o movimento psicanalítico;  1946 – imigrou pra o EUA, prosseguiu com o desenvolvimento da Gestalt- terapia;  1952 – fundou o instituto nova- iorquino de gestalt-terapia; Frederick Perls, New York City, 1955
  • 8.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA  No início dos anos 60 mudou-se para a Califórnia (Instituto Esalen) e ficou amplamente conhecido como expoente de uma filosofia e de um método de psicoterapia novos e viáveis;  1970 –faleceu na ilha de Vancouver, o local da primeira comunidade gestaltica terapêutica. "Fritz" Perls on His First Visit to the Esalen Institute in 1964
  • 11.
     Esalen ismore than a retreat center or an educational institute. Anchored by the inspiring beauty of Big Sur and an unparalleled intellectual history, Esalen is a world-wide network of seekers who look beyond dogma to explore deeper spiritual possibilities; forge new understandings of self and society; and pioneer new paths for change.
  • 12.
     Behind theMask, Beneath the Ego: 5Rhythms® and FaustWork® Mask Theater Being Present in the Body: Using Mindfulness to Work with Trauma  Changes and Transitions in Your 30s and 40s: How to Stay True to Yourself  The Painting Process Rediscovered: The Magic of Spontaneous Expression  God, Sex and the Body 
  • 13.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA "Fritz" in the Esalen Dining Room -- 1968
  • 14.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA Dressed to Kill -- Esalen, 1969 Perls with "Little Fritz" Doll During the Last Workshop He Ever Ran Lexington, Massachusetts -- February,1970
  • 15.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA Antecedentes intelectuais • Psicanálise: • Reich: Influenciou Perls, em particular, sua visão do corpo em relação a psique. • As divergências com Freud estavam relacionadas principalmente com os métodos de tratamento psicoterápico; • Falta de uma visão holística do indivíduo, onde indivíduo e meio são partes de um único campo em constante interação. • Perls concordava quanto a existência da transferência, no entanto, não considerava o trabalho através da transferência de importância fundamental para o processo psicoterápico como Freud o fez.
  • 16.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT- TERAPIA Perls  Material óbvio (o indivíduo pelo simples fato de existir, tem muito material de fácil acesso para o processo terapêutico).  Presente (se o paciente vai fechar o livro de seus problemas passados, deve fechá-lo no presente. Se os seus problemas fossem realmente do passado, não seriam mais problemas)  COMO o indivíduo se comporta no momento. Freud  Profundamente reprimido  Passado  PORQUÊ
  • 17.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA Antecedentes intelectuais  Psicologia da Gestalt:  Em 1940 a teoria da Gestalt já tinha sido aplicada em muitas áreas da psicologia, mas ainda não havia nenhuma formulação de princípios da Gestalt específicos para a psicoterapia.  Perls foi responsável pela ampliação da teoria da Gestalt a fim de incluir a psicoterapia a um teoria de mudança psicológica.
  • 18.
    Psicologia da Gestalt≠ Gestalterapia Primórdios da Psicologia Proposta terapêutica Início do sec. XIX 1951 FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
  • 19.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA  Existencialismo e Fenomenologia: - Perls abandonou a idéia de cisão entre sujeito/objeto, mente/corpo, interno/externo, organismo/meio. - Conceito de intencionalidade: consciência ou qualquer ato psíquico tem uma intenção. Uma intenção que expressa necessidades. - O método fenomenológico de compreender através da descrição ao invés de compreender a causa. Antecedentes Intelectuais
  • 20.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT- TERAPIA  Protesto contra a visão atomística da experiência: - Análise da experiência é reduzida em seus elementos mais simples, onde cada elemento é analisado separadamente dos outros. - A experiência é entendida como a mera soma desses elementos.
  • 21.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT- TERAPIA  Necessidade de compreender os elementos na sua interação com as outras partes e com o todo!!! Ex:Uma criança que vai mal na escola. (sintoma) Elementos dessa experiência: - avaliação intelectual, - dinâmica familiar, - dinâmica da escola, da aula, - relação aluno e colegas, - relação aluno e professor.
  • 22.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA O QUE É GESTALT  O termo Gestalt (palavra alemã) não tem uma boa tradução para o português porque perde um pouco seu sentido.  Gestalt é uma disposição ou uma configuração. organização específica de partes que constitui um todo. o Princípio fundamental é que a análise das partes nunca proporciona a compreensão do todo. Pois o todo é definido pela interação e interdependência das partes!
  • 23.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT- TERAPIA  Figura/Fundo: - Reformularam os fundamentos da percepção. - Percepção possui relação com a emoção e motivação. - Um estímulo pode ser interpretado representando coisas diferentes, dependendo do que é percebido como figura e fundo. - Organismo seleciona o que é de seu interesse num dado momento.
  • 24.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA
  • 25.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA
  • 26.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA
  • 27.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA
  • 28.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT- TERAPIA  Figura/Fundo: - Indivíduo seleciona o que é figura ou fundo dependendo do seu interesse e necessidades dominantes. Ex: Um homem morrendo de sede e tem na sua frente uma mesa com um copo de água e algumas de suas comidas prediletas. Como está com sede, o copo se torna figura e as comidas, fundo (percepção se adapta à necessidade). Com a sede satisfeita, a percepção do que seja figura e fundo pode mudar.
  • 29.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT- TERAPIA  Figura/Fundo: - Problemas humanos são interrupções ou fixações em várias etapas do processo figura/fundo que se desenrola naturalmente. - INCONSCIENTE: aspectos que estão localizados no fundo. - tornar o fundo (inconsc.) em consciente, isto é, torná-lo figura.
  • 30.
    Conceitos principais:  Organismocomo um todo (holismo): unificado - Qualquer aspecto do indivíduo como parte de um campo mais amplo – MANIFESTAÇÃO DO TODO. Intra-orgânico ↕ Indivíduo ↕ meio
  • 31.
    Conceitos principais:  Hierarquiadas necessidades: - Existe um limite de contato entre indivíduo e meio. Este limite que define a relação entre eles. - Contato: formação de Gestalt indivíduo → meio - Afastamento: fechamento da Gestalt indivíduo ← meio
  • 32.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA Conceitos principais: • O organismo como um todo ou Holismo: • Num indivíduo saudável este limite é fluido, sempre permitindo contato e depois afastamento do meio. Contatar constitui a formação de uma Gestalt e afastar-se o fechamento. • Ritmo de contato e afastamento são ditadas por uma hierarquia de necessidades. • Necessidades dominantes emergem como 1° plano ou figura.
  • 33.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA • Conceitos principais O organismo como um todo ou Holismo: Homem Meio satisfatório insatisfatório Normal (equilíbrio) Neurótico (desequilíbrio) Tipo de relação Afeta o comportamento
  • 34.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA • Conceitos principais O organismo como um todo: Necessidades Dominantes Homem Meio Manipula (busca) equilíbrio desequilíbrio neurose Não manipula (não busca)
  • 35.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA  Neurose: incapacidade de organizar seu comportamento de acordo com uma hierarquia de necessidades. Incapaz de concentração.  Campo: organização + meio  A concentração traz a percepção.  Experiência de como eu capto as coisas internamente a “Sensação”. A partir da sensação que o indivíduo muda a ação.
  • 36.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA  Conceitos principais:  Ênfase no Aqui e no Agora  A Gestalt-Terapia não investiga o passado, mas convida o paciente a se concentrar no presente, para que tome consciência da sua experiência presente, pressupondo que situações inacabadas e problemas não resolvidos do passado emergirão como parte da experiência presente.  A medida que situações inacabadas (Gestalten incompletas) aparecem é pedido para que o paciente represente e experimente de novo, a fim de completá-las e assimilá-las no presente.
  • 37.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA  Conceitos Principais:  A Preponderância do Como sobre o Porquê  Orientação fenomenológica: Ênfase na compreensão da experiência de maneira descritiva e não causal. Está em ampliar constantemente a consciência da maneira como a pessoa se comporta e não a razão pela qual se comporta de tal forma.  Relação causal não pode existir entre elementos que formam um todo.
  • 38.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA Conceitos Principais o Conscientização:  Ponto central da abordagem terapêutica.  Crescimento é a expansão da área da consciência.  Perls desenvolveu a noção de continuum da consciência como meio de encorajar a autoconsciência ou consciência de si. Por meio da real compreensão do significado das palavras “como e agora”.
  • 39.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA  Conceitos principais  A hierarquia de necessidades está sempre operando na pessoa. A situação mais urgente ou inacabada sempre emerge se a pessoa estiver apenas consciente da experiência de si mesma a todo momento.  Estar consciente é prestar atenção às figuras perpetuamente emergentes. Evitar a tomada de consciência é enrijecer o livre fluir natural do delineamento figura e fundo.
  • 40.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA • Conceitos principais Uma das proposições básicas da teoria da Gestalt é que todo organismo possui a capacidade de realizar um equilíbrio ótimo consigo e com seu meio. As condições necessárias para realizar este equilíbrio envolvem uma conscientização desobstruída da hierarquia de necessidades.
  • 41.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA  Conceitos principais  Camadas da neuroses:  1° camada dos clichês ou da existência (inclui todos sinais de contato): “bom dia”, “oi”, “o tempo está bom, não é?”.  2° camada é a dos papéis ou dos jogos. É a camada do “como se” em que as pessoas fingem que são aquelas que gostariam de ser. O homem de negócios sempre competente, a menininha sempre bonitinha, a pessoa muito importante.
  • 42.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA  Conceitos principais  3° camada do impasse também denominada camada anti-existência ou do evitar fóbico: medo do vazio e do nada. Interpretamos a experiência do vazio como sendo um vazio estéril e não fecundo.  4° camada implosiva: está camada aparece como morte ou medo da morte pois consiste numa paralisia de forças opostas; cumprimimo-nos – implodimos.
  • 43.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA  Conceitos principais  5° camada explosiva: tomada de consciência, emergência da pessoa autêntica, do verdadeiro self, da pessoa capaz de vivenciar e experienciar suas emoções.  Existem 4 tipos de explosões: - Explosão em pesar (Envolve trabalho com uma perda ou morte que não tinha sido assimilada) - Explosão em orgasmo (Em pessoas sexualmente bloqueadas).
  • 44.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA • Conceitos principais - Explosão em raiva ( quando a expressão foi reprimida). - Explosão joie de vivre – alegria e riso, alegria de viver. - Para que ocorra o crescimento psicológico: Primeiramente envolve o completamento de situações ou gestalten inacabadas. Em segundo na passagem dessas 5 camadas das neuroses.
  • 45.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA • Mecanismos de defesa: Introjeção . Ou “Engolir tudo”. . Dificuldade em distinguir o que sentem e o que os outros querem que eles sintam. . Incorpora-se normas, atitudes, modos de agir e pensar, que não são verdadeiramente nossos. .Uso do pronome EU quando o significado real é ELE.
  • 46.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA • Mecanismos de defesa: Projeção .Barreira colocada a favor de si e contra o mundo. Avalia o mundo por suas fantasias. . Repúdio de seus próprios comportamentos, desejos e impulsos, colocando fora o que vem do self. . Uso do pronome ELE quando o significado real é EU.
  • 47.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA • Mecanismos de defesa: Confluência . Não se discrimina do mundo e das pessoas, envolvimento total. Tendência a se misturar. Exemplo: ciúmes doentio. . Não consegue fazer contato consigo mesmo, não há barreira entre o “eu” e o “mundo”. .Uso do pronome NÓS (sem discriminação). Necessidade de encontrar o EU.
  • 48.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA • Mecanismo de defesa Retroflexão Voltar-se rispidamente contra. Faz consigo o que gostaria de fazer aos outros. Torna-se literalmente seu próprio inimigo. Autopunitivo. . Uso do reflexivo EU MESMO. Não usa a energia para transformar o ambiente, a energia volta-se para ele.
  • 49.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT- TERAPIA • Sabedoria do organismo: • Podemos confiar na sabedoria do organismo. • Tipo de intuição baseada mais na emoção e intuição que intelecto e mais em sistemas naturais que conceituais. . Produção verbal, expressão do intelecto é supervalorizada na nossa cultura. Sugere 3 níveis dessa produção: 1- cocô-de galinha – bate papo social. 2- cocô de boi – desculpas e racionalizações. 3- cocô de elefante – teorizar, especialmente de modo filosófico e psicológico.
  • 50.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT- TERAPIA • Terapeuta e Terapia: • Tarefa da terapia: recuperação do potencial do paciente. • Ajudar o paciente a perceber como ele(a) se interrompe, evita a conscientização, desempenha papéis, etc... • Encontro entre duas pessoas. • Considerava o trabalho em grupo muito valioso, até mais que o trabalho individual. • O grupo como microcosmo do mundo, onde as pessoas podem explorar suas atitudes e comportamentos uns em relação aos outros.
  • 51.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA • Awareness Conscientizar o indivíduo do que está passando no aqui- e-agora, no momento. Coloca o indivíduo no presente. Perls sempre pedia que a pessoa utilizasse a palavra Eu e não o Nós, como: A gente pensa mal das outras pessoas. Eu penso mal das outras pessoas. Entrar em contato com aquilo que é. Awareness completa: Reconhecer, sentir, compreender e se responsabilizar.
  • 52.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT- TERAPIAc Hot seat Cliente emergente Perls atendia mais em grupos. Esperava que surgisse a pessoa emergente - não é a que fala primeiro – mas, quem colocava primeiro o problema. Essa pessoa emergente vai para a cadeira quente, a pessoa vai ser trabalhada naquele dia se aceitar.
  • 53.
    FREDERICK S. PERLSE GESTALT-TERAPIA Sonhos Não interpreta, não analisa e nem conta. Mas, sim, traz o sonho de volta a vida, encenando no presente, de modo que ele torne parte da pessoa, de modo que realmente se envolva. Perls sugere que sonhos são mensagens existenciais que podem nos ajudar a compreender quais as situações inacabadas que carregamos conosco, o que nos falta em nossas vidas, o que evitamos fazer e como evitamos e nos desapropriamos de partes nossas.
  • 54.
    BIBLIOGRAFIA  FADIMAN, J.;FRAGER, R. Teorias da Personalidade. São Paulo: Editora Harbra, 1986.

Notas do Editor

  • #43 3° camada- É aqui que geralmente retrocedemos para camada dos papéis. O medo do vazio, tb traz o sentimento de controle, ficar preso nos papéis é uma maneira de controlar a energia para se evitar viver o vazio. O vazio pode ser positivo e gerador de vida.
  • #46 Obstáculos para o crescimento: os mecanismos de defesa. Os neuróticos não conseguem perceber suas necessidades e nem tampouco distinguir entre eles e o mundo. A neurose consiste em manobras defensivas contra o mundo que eles sentem como invasores. Uso do pronome eu quando o significado real é ele.
  • #47 . De certa maneira, o oposto da introjeção. .Uso do pronome ele, quando o significado real é eu.
  • #48 Uso do pronome nós, mas aqui não há discriminação nenhuma.Ele precisa encontrar o eu.
  • #49 Uso do reflexivo eu mesmo. Ele não usa a energia para transformar o ambiente, essa energia volta-se para ele. .Os mecanismos de defesa não operam isoladamente. .A função desses mecanismos é preencher a confusão que os neuróticos possuem com os limites entre ele e o mundo.