Filosofia Védica 29 Janeiro 2010 Curso de Naturopatia e Ciências Tradicionais Holísticas Disciplina: Medicna Ayurveda Docente: Michelle Pó Discente: Petra  Silva
O presente trabalho foi elaborado no âmbito da disciplina de Medicina Ayurveda, do 3ºano do Curso de Naturopatia e Ciências Tradicionais Holísticas do Instituto de Medicina Tradicional de Lisboa.
“ Vedas”  conhecimento “ Shastras”  revelação (livros da revelação do conhecimento) Equivalente à concepção ocidental de ciência. Segundo a História Veda estes textos sagrados foram escritos à cerca de 5000 anos. Até à escritura destes livros o conhecimento era passado de mestre para discipulo não havendo registos anteriores aos Vedas
Purusha Faz parte de Bhagavan Masculino Alimenta-se de Fohart (fogo cósmico) Prakriti Natureza Material e Almas Feminino Alimenta-se da Kundalini (Fogo complementar de Fohart) Energia Material ilusória (maya) No princípio apenas existia uma só essência, nada existia no universo a não ser ela, energia suprema, infinita e atemporal que se encontrava no seu estado absoluto de unidade numa situação neutra que após um processo de polarização dividiu-se nas duas energias primordiais:
Tradicionalmente na cultura ariana existiam seis escolas de pensamento filosófico que propagavam a filosofia e sabedoria  védica  de uma prespectiva diferente.
Karma Mimansa\ Purva Mimansa Uttara Mimansa ou Vedanta Advaita Vedanta Vishistadvaita Vedanta Dvaita Vedanta Yoga
“ Elevação através dos deveres prescritos” Formulou regras para a interpretação dos Vedas Afirmam que a revelação deve ser provada em vez de basiada em dogmas cegos. Swami Vivekananda
Sri Ramakrishna  foi um sábio que percorreru vários “caminhos” da tradição védica Rejeitou o esoterismo, curandeirismo e ocultismo, renovou assim a escola vedanta e foi também o responsável pela criação de um ponto de união entre as diferentes escolas dizendo: “ Quantas forem as crenças tantos serão os caminhos” Sri Ramakrishna
O consolidador deste pensamento foi  Shankara  (788-820d.C), na interpretação dos livros  védicos  ele sugeriu que a alma ( jiva ) é identica a Deus dizendo que é falsa a individualidade existente entre Deus e as jivas divergindo dessa forma das restantes escolas ortodoxas. Segundo ele existiam dois aspectos de  Brahma , o aspecto impessoal puro e outro aspecto onde se manifesta como senhor do Universo.
Vishnu é a única realidade independente enquanto que a alma e a matéria dependem dele para existirem Ramanuja  diz-nos que assim como a alma controla o corpo, Deus controla todas as almas e consequentemente todos os corpos e tudo o que é material, segundo ele o corpo é inseparável da alma, o corpo determina o tipo de experiências pelas quais a alma vai passar consoante a condição em que se encontre. Quando o corpo morre a alma irá “vivenciar” experiencias pelas quais o corpo não passa. Ramanuja
Madhva  (1239-1319d.C) pertencia inicialmente à  Vishistavaita Vedanta  (monismo qualificado de  Ramanuja ) Identificando assim Deus como  Vishnu , concentrou-se em fazer frente à filosofia de  Shankara  (Puro Monismo  Advaita Vedanta ). Posteriormente afirmou que Deus é diferente da sua criação material, as almas apesar de serem energia superior são diferentes de Deus e servem o Mesmo dependendo Deste na totalidade. Ficou conhecido como serndo Dvaita Vedanta por ser exactamente oposta à escola Advaita Vedanta. Madhva
Filosofia Samkhya Segundo esta filosofia existem três principios: Purusha-   Consciência pura, alma suprema Prakriti-   Principio da matéria e das almas (jivas) Buddhi-   Princípio da inteligência, é através dele que temos a capacidade de sentir o mundo externo através dos orgãos sensoriais.
A Yoga nasceu da filosofia Samkhya (dualista, espirito e matéria). Apenas existe uma verdade incontestável, a consciência absoluta e esta representa a unidade do todo. Segundo esta filosofia o efeito pré-existe na causa, nada é criado de novo, a criação existe desde sempre, reconhece também que existem três modos de  prakriti  (bondade, paixão e ignorância).
A vida proporciona ao Homem uma função ambivalente projectando-o para o sofrimento ajudando-o indirectamente a procurar\ alcançar a liberdade, quando esta é alcançada a alma é absorvida pela substância primordial. Para que se consiga alcançar este propósito é necessário que se nege os atributos do espirito. Com a negação destes nega-se também o sofrimento como fazendo parte do mesmo ser, logo o “sofrimento” deixa de fazer sentido e consequentemente deixa de ter valor.
OITO PASSOS DA MEDITAÇÃO: OS NOVE OBSTÁCULOS AO  YOGA -  Conduta moral -  Prática espiritual -  Postura correcta  -  Exercicios de yoga -  Respiração yóguica -  Abstenção dos sentidos -  Concentração  -  Meditação, transe Doença Apatia, (mental) Dúvida Negligência Preguiça, (a nível físico e mental). Incontinência, desvio da atenção Percepção incerta ou noção errônea. Não-realização das etapas do yoga Instabilidade mental Patanjali
“ O Próprio Eu”(Self) como: Ser espiritual individual com consciência eterna Que Adquire vários corpos através da reencarnação sob a lei do karma Que Sofre em contacto com a matéria O fim do sofrimento é a meta da filosofia (práticas de purificação e autocontrolo)
O erro, todo o ser na condição humana por mais iluminado que seja erra. Ilusão, todo o ser na condição humana está sujeito à ilusão ( maya ).   Todo o ser na condição humana tem sentidos limitados e imperfeitos não conseguindo  sentir o tanscendental. Todo o ser na condição humana tem tendência a enganar, não por ser trapaceiro mas sim pela inexistência do conhecimento perfeito.
Se tivermos em consideração os impedimentos ao conhecimento é compreensivel que o conhecimento fosse passado de guru para discípulo não havendo dessa forma registos anteriores ao Vedas, não sendo possível determinar o inicio desta filosofia. O objectivo da filosofia védica é a transcendência ou o encontro com a “verdade absoluta”, assim o conceito de religião é visto como algo passageiro... Os sistemas apresentados neste trabalho indicam vários caminhos para atingir o mesmo propósito, o propósito da “vida das almas”.
Curso básico de yoga téorico- prático, Gerson D`Addio da Silva , Phorte Editora, 2ª edição revisada e ampliada. Goswami , Dasa Satsvarupa, Introdução à Filosofia Védica, Goswami Editora, 2ª edição. SCHWIKART  GEORG ,Dicionário Ilustrado das Religiões,   Tradução de Pe. Clóvis Bovo, C.Ss.R., Editora santuário.   (E-books) Vahini Sathya Sai ,  Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil Vidya Vahini,Sutra Vahini, Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil   
"Não conhece doença, velhice nem sofrimento aquele que forja seu corpo no fogo do Ioga. Actividade, saúde, libertação dos condicionamentos, circunspecção, eloquência, cheiro agradável e pouca secreção, são os sinais pelos quais o Ioga manifesta seu poder." Upanishad Shvetashvatara (II:12-13).
Obrigada

Filosofia Védica

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    Filosofia Védica 29Janeiro 2010 Curso de Naturopatia e Ciências Tradicionais Holísticas Disciplina: Medicna Ayurveda Docente: Michelle Pó Discente: Petra Silva
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    O presente trabalhofoi elaborado no âmbito da disciplina de Medicina Ayurveda, do 3ºano do Curso de Naturopatia e Ciências Tradicionais Holísticas do Instituto de Medicina Tradicional de Lisboa.
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    “ Vedas” conhecimento “ Shastras” revelação (livros da revelação do conhecimento) Equivalente à concepção ocidental de ciência. Segundo a História Veda estes textos sagrados foram escritos à cerca de 5000 anos. Até à escritura destes livros o conhecimento era passado de mestre para discipulo não havendo registos anteriores aos Vedas
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    Purusha Faz partede Bhagavan Masculino Alimenta-se de Fohart (fogo cósmico) Prakriti Natureza Material e Almas Feminino Alimenta-se da Kundalini (Fogo complementar de Fohart) Energia Material ilusória (maya) No princípio apenas existia uma só essência, nada existia no universo a não ser ela, energia suprema, infinita e atemporal que se encontrava no seu estado absoluto de unidade numa situação neutra que após um processo de polarização dividiu-se nas duas energias primordiais:
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    Tradicionalmente na culturaariana existiam seis escolas de pensamento filosófico que propagavam a filosofia e sabedoria védica de uma prespectiva diferente.
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    Karma Mimansa\ PurvaMimansa Uttara Mimansa ou Vedanta Advaita Vedanta Vishistadvaita Vedanta Dvaita Vedanta Yoga
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    “ Elevação atravésdos deveres prescritos” Formulou regras para a interpretação dos Vedas Afirmam que a revelação deve ser provada em vez de basiada em dogmas cegos. Swami Vivekananda
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    Sri Ramakrishna foi um sábio que percorreru vários “caminhos” da tradição védica Rejeitou o esoterismo, curandeirismo e ocultismo, renovou assim a escola vedanta e foi também o responsável pela criação de um ponto de união entre as diferentes escolas dizendo: “ Quantas forem as crenças tantos serão os caminhos” Sri Ramakrishna
  • 9.
    O consolidador destepensamento foi Shankara (788-820d.C), na interpretação dos livros védicos ele sugeriu que a alma ( jiva ) é identica a Deus dizendo que é falsa a individualidade existente entre Deus e as jivas divergindo dessa forma das restantes escolas ortodoxas. Segundo ele existiam dois aspectos de Brahma , o aspecto impessoal puro e outro aspecto onde se manifesta como senhor do Universo.
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    Vishnu é aúnica realidade independente enquanto que a alma e a matéria dependem dele para existirem Ramanuja diz-nos que assim como a alma controla o corpo, Deus controla todas as almas e consequentemente todos os corpos e tudo o que é material, segundo ele o corpo é inseparável da alma, o corpo determina o tipo de experiências pelas quais a alma vai passar consoante a condição em que se encontre. Quando o corpo morre a alma irá “vivenciar” experiencias pelas quais o corpo não passa. Ramanuja
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    Madhva (1239-1319d.C)pertencia inicialmente à Vishistavaita Vedanta (monismo qualificado de Ramanuja ) Identificando assim Deus como Vishnu , concentrou-se em fazer frente à filosofia de Shankara (Puro Monismo Advaita Vedanta ). Posteriormente afirmou que Deus é diferente da sua criação material, as almas apesar de serem energia superior são diferentes de Deus e servem o Mesmo dependendo Deste na totalidade. Ficou conhecido como serndo Dvaita Vedanta por ser exactamente oposta à escola Advaita Vedanta. Madhva
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    Filosofia Samkhya Segundoesta filosofia existem três principios: Purusha- Consciência pura, alma suprema Prakriti- Principio da matéria e das almas (jivas) Buddhi- Princípio da inteligência, é através dele que temos a capacidade de sentir o mundo externo através dos orgãos sensoriais.
  • 13.
    A Yoga nasceuda filosofia Samkhya (dualista, espirito e matéria). Apenas existe uma verdade incontestável, a consciência absoluta e esta representa a unidade do todo. Segundo esta filosofia o efeito pré-existe na causa, nada é criado de novo, a criação existe desde sempre, reconhece também que existem três modos de prakriti (bondade, paixão e ignorância).
  • 14.
    A vida proporcionaao Homem uma função ambivalente projectando-o para o sofrimento ajudando-o indirectamente a procurar\ alcançar a liberdade, quando esta é alcançada a alma é absorvida pela substância primordial. Para que se consiga alcançar este propósito é necessário que se nege os atributos do espirito. Com a negação destes nega-se também o sofrimento como fazendo parte do mesmo ser, logo o “sofrimento” deixa de fazer sentido e consequentemente deixa de ter valor.
  • 15.
    OITO PASSOS DAMEDITAÇÃO: OS NOVE OBSTÁCULOS AO YOGA - Conduta moral - Prática espiritual - Postura correcta - Exercicios de yoga - Respiração yóguica - Abstenção dos sentidos - Concentração - Meditação, transe Doença Apatia, (mental) Dúvida Negligência Preguiça, (a nível físico e mental). Incontinência, desvio da atenção Percepção incerta ou noção errônea. Não-realização das etapas do yoga Instabilidade mental Patanjali
  • 16.
    “ O PróprioEu”(Self) como: Ser espiritual individual com consciência eterna Que Adquire vários corpos através da reencarnação sob a lei do karma Que Sofre em contacto com a matéria O fim do sofrimento é a meta da filosofia (práticas de purificação e autocontrolo)
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    O erro, todoo ser na condição humana por mais iluminado que seja erra. Ilusão, todo o ser na condição humana está sujeito à ilusão ( maya ).   Todo o ser na condição humana tem sentidos limitados e imperfeitos não conseguindo sentir o tanscendental. Todo o ser na condição humana tem tendência a enganar, não por ser trapaceiro mas sim pela inexistência do conhecimento perfeito.
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    Se tivermos emconsideração os impedimentos ao conhecimento é compreensivel que o conhecimento fosse passado de guru para discípulo não havendo dessa forma registos anteriores ao Vedas, não sendo possível determinar o inicio desta filosofia. O objectivo da filosofia védica é a transcendência ou o encontro com a “verdade absoluta”, assim o conceito de religião é visto como algo passageiro... Os sistemas apresentados neste trabalho indicam vários caminhos para atingir o mesmo propósito, o propósito da “vida das almas”.
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    Curso básico deyoga téorico- prático, Gerson D`Addio da Silva , Phorte Editora, 2ª edição revisada e ampliada. Goswami , Dasa Satsvarupa, Introdução à Filosofia Védica, Goswami Editora, 2ª edição. SCHWIKART GEORG ,Dicionário Ilustrado das Religiões, Tradução de Pe. Clóvis Bovo, C.Ss.R., Editora santuário.   (E-books) Vahini Sathya Sai , Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil Vidya Vahini,Sutra Vahini, Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil   
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    "Não conhece doença,velhice nem sofrimento aquele que forja seu corpo no fogo do Ioga. Actividade, saúde, libertação dos condicionamentos, circunspecção, eloquência, cheiro agradável e pouca secreção, são os sinais pelos quais o Ioga manifesta seu poder." Upanishad Shvetashvatara (II:12-13).
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