Farmácia Verde
1ª Edição
Marcelo Rigotti
Farmácia Verde
1ª Edição
Botucatu SP
Edição do autor
2011
Sumário Página
1. Introdução 05
1.1. O que todos deveriam saber para a correta utilização
das plantas
06
1.2. As plantas e seus usos 08
1.3. O princípio da fitoterapia 11
1.4. A origem das plantas medicinais 13
1.5. Etnobotânica ligação entre o empírico e
farmacológico
19
2. Identificação de plantas medicinais 21
2.1. Identificação dos principais grupos vegetais 22
2.2. Nomenclatura binomial 35
2.3. Classificação pelo ciclo de vida 39
2.4. Herbário de plantas medicinais 41
3. Implantação da Farmácia Verde 45
3.1. Como montar uma Farmácia Verde 46
3.2. Casos de sucesso da Farmácia Verde 51
4. Manipulação de remédios caseiros 65
4.1. Preparação de remédios caseiros com plantas
medicinais
66
4.2. Fitocosmeticos 109
5. Ações terapêuticas das plantas medicinais 115
5.1. Principais doenças e as plantas para seu tratamento 116
5.2. Utilização indevida das plantas medicinais 124
5.3. Plantas invasoras e ruderais com potencial medicinal 127
6. Plantas medicinais condimentares e aromáticas 144
Fotos de plantas medicinais 212
Referências Bibliográficas 223
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Introdução
1.1. O que todos deveriam saber para a correta utilização
das plantas
06
1.2. As plantas e seus usos 08
1.3. O princípio da fitoterapia 11
1.4. A origem das plantas medicinais 13
1.5. Etnobotânica ligação entre o empírico e
farmacológico
19
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1.1. O que todos deveriam saber
para a correta utilização das
plantas
O uso das plantas medicinais na cura de doenças e melhoria da
qualidade de vida tem sido utilizado desde o inicio da humanidade,
hoje muitas das receitas que eram apenas do conhecimento
popular tem sua eficácia comprovada pela ciência. Na Índia e na
China o uso das plantas já faz parte da medicina por pelo menos
2000 anos. No Brasil ainda não se tem um conhecimento razoável
sobre a forma de utilização dessas plantas, a maioria dos usuários
utilizam as ervas de forma incorreta ou ineficaz, o modismo ainda
é uma forma de se conhecer as plantas de uso medicinal,
entretanto passageira. As matérias em revistas não científicas
tornam o uso das plantas medicinais de certa forma até perigoso,
entretanto as reportagens na televisão têm seguido um formato
que deveria ser utilizado pelas revistas, como a consulta a
especialista da área.
O local e o estado onde a maioria das pessoas adquire as ervas é
outro problema que pode até se tornar um risco a saúde, muitas
ervas são vendidas na rua ou expostas ao ar livre em feiras e
mercados populares, quando o correto seriam essas plantas serem
vendidas embaladas e beneficiadas de forma adequada. Tive a
oportunidade de presenciar plantas secas ao sol embaladas e serem
vendidas nas ruas das cidades. Essas plantas não possuem
princípio ativo algum, podendo ainda sofrer contaminação por
microorganismos.
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Outro problema da falta de conhecimento sobre a utilização das
ervas medicinais esta na forma e dosagem de uso, pois
dependendo da forma a planta pode ser eficaz ou não, assim como
a dosagem se for baixa pode não ter o efeito procurado se for alta
pode causar intoxicações e efeitos adversos. Conheci um caso em
que a pessoa usou ervas compradas em raizeiro para emagrecer,
tomou um litro de garrafada com os três tipos de ervas em apenas
um dia, ou seja, tomou em torno de 10 vezes a dosagem
recomendada. A conseqüência foi provavelmente uma alteração
hormonal que causou efeito contrário que foi um aumento de
peso, mais que o triplo do que tinha antes em pouco tempo.
Ainda é muito comum seguir receitas indicadas por parentes ou
vizinhos sem conhecimento das ervas, mas é outro grande risco
que pode até agravar a saúde. Foi o caso da utilização do suco de
carambola para pacientes crônicos renais, indicada provavelmente
pela mídia, esse suco piora a situação desses pacientes, pois a
carambola é rica em potássio que não é filtrado pelo rim e se torna
tóxico para o organismo.
O conhecimento através dos nomes populares das plantas pode
gerar duvidas e enganos na sua utilização, como o caso da
espinheira-santa, existem várias espécies sendo comercializadas
com este nome, algumas delas sem o efeito comprovado para a
Maytenus ilicifolia.
A educação para as Plantas Medicinais deve ser incentivada na
sociedade, já que é e sempre vai ser utilizada pelas pessoas na
busca da cura das doenças e melhoria da qualidade de vida.
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1.2. As plantas e seus usos
A humanidade utiliza os vegetais para proteção da saúde e alívio de
seus males desde o princípio de sua existência na Terra, há muito
tempo, as plantas medicinais têm sido usadas como forma
alternativa ou complementar aos medicamentos da medicina
tradicional. O seu uso na medicina popular e a literatura
etnobotânica têm descrito o uso dos extratos, infusões e pós de
plantas medicinais por vários séculos contra todos os tipos de
doenças.
A utilização de plantas medicinais tornou-se um recurso
terapêutico alternativo de grande aceitação pela população e vem
crescendo junto à comunidade médica, desde que sejam utilizadas
plantas cujas atividades biológicas tenham sido investigadas
cientificamente, comprovando sua eficácia e segurança.
É notável o crescente número de pessoas interessadas no
conhecimento de plantas medicinais, inclusive pela consciência dos
males causados pelo excesso de quimioterápicos causados no
combate as doenças. Remédios à base de ervas que se destinam as
doenças pouco entendidas pela medicina moderna – tais como:
câncer, viroses, doenças que comprometam o sistema
imunológico, entre outras – tornaram-se atrativos para o
consumidor.
O uso de plantas medicinais pela população mundial tem sido
muito significativo nos últimos tempos. Dados da Organização
Mundial de Saúde (OMS) mostram que cerca de 80% da
população mundial fez o uso de algum tipo de erva na busca de
alívio de alguma sintomatologia dolorosa ou desagradável. Desse
total, pelo menos 30% deu-se por indicação médica.
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Estas são amplamente comercializadas em farmácias e
supermercados em geral, por razões sociais ou econômicas. A crise
econômica, o alto custo dos medicamentos industrializados, o
difícil acesso da população à assistência médica e farmacêutica são
possíveis fatores que levaram as pessoas a utilizar produtos de
origem natural.
O uso das plantas medicinais tem que ser feito cuidadosamente,
com muito critério, pois as mesmas não fazem milagres e podem
levar à intoxicação daqueles indivíduos que desconhecem
precauções e contra-indicações destas plantas. Às vezes se imagina
que o produto, por ser natural, faz bem à saúde, mas a ignorância
do conhecimento sobre os efeitos desejados ou não, pode ser
desastrosa.
Outro fator de destaque na crescente procura da fitoterapia é a
vigente carência de recursos dos órgãos públicos de saúde e os
incessantes aumentos de preços dos medicamentos
industrializados. No entanto, pela facilidade de obtenção e
despreparo de quem as utiliza são também observados casos de
intoxicação de plantas tidas como medicinais.
O Brasil é um dos quatro países que apresentam maior
biodiversidade em todo o mundo, sendo o primeiro em número
total de espécies. Em nossos três milhões e quinhentos mil
quilômetros quadrados de florestas, existem a mais diversificada
reserva de plantas do planeta.
Nos últimos anos tem-se verificado um grande avanço científico
envolvendo os estudos químicos e farmacológicos de plantas
medicinais que visam obter novos compostos com propriedades
terapêuticas. Isto pode ser claramente observado pelo aumento de
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10
trabalhos publicados nesta área, tanto em congressos como em
periódicos nacionais e internacionais.
O conhecimento da medicina tradicional constitui uma valiosa
fonte de informação para realizar pesquisas fitoquímicas e
farmacológicas. Este, entre outros motivos, tem gerado um
aumento nos últimos anos em seu estudo. Por isto numerosos
países têm empreendido a prática destas pesquisas, que alem do
mais, constitui um meio de recuperação de seu acervo cultural em
perigo de desaparecer perante o avanço da "medicina moderna".
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1.3. O princípio da fitoterapia
Desde a pré-história as plantas eram utilizadas na cura de
problemas de saúde, era a única forma de cura conhecida pelos
povos e civilizações antigas, até os animais se utilizavam das
plantas. Através de experimentos, a sabedoria popular que passou
para os descendentes e o cultivo, as plantas conseguiram passar
por várias gerações sem perder as suas características.
A sabedoria popular no uso das plantas impulsionou o seu
consumo por todos os grupos sociais durante séculos. Foram
encontrados indícios da utilização das plantas em todas as
civilizações estudadas. O princípio de todo conhecimento está
espalhado pelos vários berços da civilização tais como europeu de
onde surgiu a melissa (Melissa officinalis), da África apareceu a
arruda (Ruta graveolens), dos índios brasileiros surgiu a caapeba
(Piper umbellatum) e da Ásia o gengibre (Zingiber officinale).
O mundo vegetal inclui três grupos principais de plantas: superior,
intermediário e inferior. Entre estes grupos estão bactérias, algas
microscópicas, cogumelos, samambaias, musgos e árvores, entre
outros. A identificação é uma tarefa para especialistas e o limite
entre o mundo vegetal e o animal não está tão claro quanto se
imagina. Para simplificar o assunto, vamos considerar nós os
humanos e as plantas que tanto bem nos fazem. Livros sobre
propriedades medicinais de plantas regularmente parecem tratar as
ervas e as plantas medicinais diferentemente. Porém, ervas são
plantas anuais, bienais ou perenes que não desenvolvem um tecido
lenhoso.
Talvez pelo fato das ervas apresentarem um papel importante
histórico e tradição de cura, às vezes elas são tratadas como uma
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categoria especial de plantas, ou seja, são avaliadas particularmente
pelas suas qualidades medicinais, saborosas ou aromáticas.
Como os nomes tradicionais ou populares das plantas medicinais
variam muito de acordo com aspectos regionais e culturais, a
melhor maneira de se agrupar as plantas é através do seu nome
científico e seguido dos seus nomes populares.
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1.4. A origem das plantas
medicinais
Embora seja difícil a determinação da origem exata das principais
plantas medicinais em uso no Brasil, algumas que já têm seu uso
comprovado por testes farmacológicos tem o seu centro de origem
bem definido, são principalmente de origem européia. Uma grande
parte das plantas com origem no Brasil foi testada e patenteada.
Hoje no país existem duas ou três plantas em estudos para
comprovar sua eficácia farmacêutica.
Plantas de origem européia
Veio juntamente com a colonização portuguesa e de outras
civilizações da Europa, estas plantas se difundiram mais
fortemente na região Sul do país. Estas plantas são de uso mais
difundido e se adaptam melhor nos climas mais frios. É o caso da
melissa (Melissa officinalis), da erva doce (Foeniculum vulgare), dos
vários tipos de manjericão (Ocimum sp.), das mentas (Mentha sp), a
camomila (Matricaria chamomila), a alcachofra (Cynara scolymus).
Plantas de origem africana
Apareceu junto com o tráfico de escravos para o Brasil, nos
séculos XVI e XVII. As plantas eram de uso em rituais religiosos.
São mais encontradas na Bahia. Pelo intenso uso pelos escravos,
conhecemos e começamos a utilizar plantas como a arruda (Ruta
graveolens), o jambolão (Syzigium jambolanum), a insulina (Cissus
cyssioides) a caferana (Vernonia condensata), a babosa (Aloe vera), os
vários tipos de boldo do gênero Plectranthus.
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Plantas de origem indígena
O conhecimento dessas plantas provém do seu extenso uso pelos
indígenas brasileiros. Essas plantas são conhecidas em todas as
regiões do Brasil. Dentre as plantas mais utilizadas pelos índios
estão a caapeba (Piper umbellatum), o abajerú (Chrisobalanus icaco) e o
urucum (Bixa orellana).
Plantas de origem oriental
Foram trazidas pelos imigrantes chineses e japoneses para o Brasil,
mas é mais comum no estado de São Paulo. Os orientais
trouxeram para o Brasil espécies como o gengibre (Zingiber
officinale), a lichia (Litchi chinensis) e a raiz forte (Wassabia japonica).
Outras plantas medicinais de origem oriental foram trazidas pelos
portugueses durante suas navegações até a Ásia, e são mais
utilizadas pelo seu valor culinário, como a canela (Cinnamomum
cassia) e o cravo (Eugenia caryophyllata). Algumas foram introduzidas
recentemente, provenientes da Índia como o neem (Azadirachta
indica), a calêndula tem origem desde o Mediterrâneo ate o Irã
(Calendula officinalis), a soja é nativa do leste da Ásia e é utilizada
pelos chineses a pelo menos 5.000 anos como alimento e
medicinal (Glycine max (L.) Merr.), a romã vem da região do
Paquistão, Irã e Afeganistão (Punica granatum L.).
Plantas com origem na Amazônia
Estas plantas provêm do conhecimento pelos indígenas e caboclos
da região. São encontradas plantas como o guaraná (Paulinia
cupana), a copaíba (Copaifera officinalis) e a fava de tonca (Dipteryx
odorata).
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Plantas com origem no Nordeste
As suas plantas possuem grande influência dos índios e dos
escravos africanos que por ali aportaram na época colonial. Devido
ao seu clima peculiar e os aspectos de condições sociais e
econômicas desfavoráveis da região o uso das plantas medicinais
se tornou corriqueiro e necessário. Dentre as plantas mais
conhecidas estão a aroeira (Schinus molle), a catinga de mulata
(Tanacetum vulgare) e a hortelã-do-mato (Hyptis suaveolens).
Plantas de origem diversa
Várias espécies vegetais são comercializadas como fitoterápicos em
todo mundo, através de testes farmacológicos em vários paises, as
plantas medicinais tornaram-se conhecidas, mas mesmo assim não
se sabe a sua origem, essas mesmas plantas foram difundidas pelos
seus efeitos medicinais. Entre estas temos o ginco biloba (Ginkgo
biloba), o hipérico (Hipericum perforatum) e a equinácea (Echinacea
purpurea).
Ervas mencionadas na Bíblia
Muitas ervas foram mencionadas na Bíblia, desde aquela época as
pessoas usavam as ervas não somente como o alimento, mas
também como aromatizante e para uso medicinal. O hissopo era
utilizado frequentemente como uma erva para a purificação
(PSALMS 51:7), foi usada também para impedir que o sangue
coagulasse (EXODUS 12:22). O uso medicinal do hissopo pode
ser encontrado em JOÃO (19:29 – 30).
O hissopo bíblico - a planta que é chamada Hyssopus officinalis é
nativa do sul da Europa, mas não ao Oriente Médio antigo ou ao
Egito, conseqüentemente o hissopo que nós conhecemos não é o
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mesmo da Bíblia. Esse poderia ter sido confundido com a
manjerona pelos estudiosos da Bíblia, ou a planta alcaparra, ao
sorgo, ao broto da samambaia, ou ao asplênio. A menta era bem
conhecida sendo usada como alimento ou aromatizante, assim
como ainda é hoje.
Alguns peritos da Bíblia dizem que a menta estava entre “as ervas
amargas” mencionadas no Exodus 12:8, Números 9:11, junto com
as folhas da endivia, da chicória, da alface, do agrião da água, do
espinafre, e do dente-de-leão. Todas essas ervas eram comidas
como salada. A menta era ingerida após as refeições para ajudar o
sistema digestivo. A salsinha embora não mencionado na Bíblia era
abundante e foi usado no passado como um símbolo de uma nova
era porque era uma das primeiras ervas a surgir acima do solo. Os
romanos serviam-lhe em banquetes como um refrescante da
respiração.
Uma outra passagem que refere às ervas amargas é EXODUS
12:8. O anis é mencionado na versão da Bíblia do Rei James em
MATTHEW 23:23. A palavra anis é considerada um erro na
tradução para a maioria das citações modernas dos tradutores que
o traduziram como “menta, o dill e o cominho”. O alho ainda é o
mesmo que nós usamos hoje, era a erva favorita pelos reis. A
cabaça de JONAH 4:6 foi confundida pelos estudiosos com sendo
a mamona. A malva era cortada inteira e usada como alimento.
Outra planta é a salsola, que é uma planta salina parecida com o
espinafre e comido pelos pobres. A mandrágora é mencionado no
GÊNESIS 30:14 – 16, a história diz de Raquel convoca os poderes
das mandrágoras de Rueben, mas não diz se acreditava em suas
qualidades mágicas, naquela época era conhecida a como a maçã
do amor.
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O espinho de Cristo se originou do espinho de Jerusalém Paliurus
spina-christi. Outras plantas, usados em perfumes e banhos e as
madeiras nobres, mencionadas são, bálsamo, incenso, cânfora,
canela, cássia e açafrão. Os cereais, o milho, trigo, lentilha, milheto,
feijão e cevada.
As flores mencionadas na Bíblia são salgueiro, lírio da água,
violeta, tulipa, sálvia, rosa, ranúnculo, peoni, nigela, narciso,
açafrão da pradaria, malva, lupina, litrium, lírio, consolida, narciso,
hiacinto, galium, açafrão, mostarda, menta, melancia, mandrágora,
malva, hissopo, alho, alho porró, cebola, coriandro, anis, cominho,
linho, abóbora e cerefólio.
Árvores, canela, salgueiro, pinho, bálsamo, carvalho, amora, mirto,
junipero, elmo, castanha, cipestre e cedro. Frutas mencionadas,
pomegranate, palma, castanha, maçã e azeitonas.
Duas ervas estão entre as favoritas, o incenso chamado também
olibanum foi usado em rituais religiosos por séculos. Mencionado
frequentemente nos primeiros 5 livros. Foi usado para tratar dores
internas e externas. É usada uma resina gomosa encontrada nas
árvores espinhosas pequenas chamadas Boswellia thurifera,
crescendo na África, no Yêmen, e nos países do mar vermelho.
Mirra era usada para fazer lavagem para infecções, foi usada pelos
egípcios e pelos hebreus como incenso, em cosméticos, em
perfume e como medicinal, muito usado também naquele tempo
para embalsamar os corpos. O incenso era considerado um
tesouro raro e foi dado como um grande presente para o bebê
Jesus!
Commiphora é encontrada na Arábia e na Abissínia, hoje em dia, é
usado para tratar as dores de gargantas, infecções e pé-de-atleta.
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Contem substancias que limpam o organismo e estimula o sistema
circulatório e é expectorante.
As dores e as feridas eram tratadas com cataplasma feitos da
culatra do urso, ou mel ou gordura de porco, também utilizavam a
resina da hera, o óleo de agrimonia, sementes de linhaça e a casca
do mamão. As torceduras eram envolvidas com uma cataplasma
feito das folhas esmagadas da planta consolida. O reumatismo era
tratado embebendo o balsamo no óleo verde de oliva e aplicado na
parte afetada como linimento. Fazendo massagem com sal seguido
por um xampu por todo o corpo, fazia as pessoas sentirem como
se estivesse saído de um spa, isto ajudava na circulação do sangue.
Os problemas de estômago eram curados com água de alecrim. A
raiz do gengibre também era usada mastigada. As dores de cabeça
também eram curadas com o chá do alecrim, ou as folhas da
hortelã que eram colocadas na testa. O óleo de manjerona era
friccionado em cima da região que sofria a dor de cabeça. Os
galhos de alecrim eram fervidos em água e usados para lavar o
corpo contra as febres.
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1.5. Etnobotânica ligação entre o
empírico e farmacológico
A Etnobotânica é a ciência que investiga as relações intrínsecas
entre as culturas e usos de plantas incidindo, essencialmente, sobre
a forma como as plantas são utilizadas em todas as sociedades
humanas (como alimentos, medicamentos, cosméticos; usos
religiosos; como tinturaria, têxteis; em construção, como
ferramentas, moeda, vestuário; na literatura, em rituais e na vida
social). As plantas medicinais ajudam no alivio do sofrimento
humano e são usadas como subsistência, remédios caseiros e como
comercio (Kunwar et al., 2006).
O uso da sabedoria popular na medicina ocorre em todas as
comunidades por todo o mundo (Smitherman et al. 2005). Como
resultado da busca continua para achar um tratamento para as
doenças, que são especificas em cada comunidade, tem sido
desenvolvido uma extensa farmacopéia de plantas medicinais
(Kiringe 2006). De acordo com a Organização Mundial de Saúde
(O.M.S.) em torno de 80% das pessoas em todo mundo usam a
medicina tradicional nos primeiros cuidados na saúde (WHO
2002). A medicina tradicional tem atingido importância econômica
rapidamente, em países em desenvolvimento é certamente um dos
meios de tratamento mais acessíveis e até mesmo o único
tratamento encontrado (Revene et al., 2008).
A natureza tem sido fonte de recursos medicinais por milhares de
anos e um grande numero de compostos medicinais tem sido
isolados das plantas. As plantas produzem uma variedade de
moléculas bioativas sendo assim uma fonte importante de cura, as
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20
plantas superiores continuam a ser utilizadas na manutenção da
saúde na maioria das comunidades, mesmo com o advento da
moderna medicina (Farombi, 2003).
A demanda mundial por ervas medicinais esta crescendo e o
mercado de fitoterápicos em 1999 foi de 19,4 bilhões de dólares.
Muitas drogas têm entrado no mercado internacional através da
exploração da medicina popular. Estima-se que 25% das drogas
prescritas contenham princípios ativos derivados de plantas
(Tiwari & Joshi 1990). É estimado a existência de
aproximadamente 400.000 espécies de plantas vasculares em uso e
em torno de um terço é utilizado com propósitos medicinais
(Raven & Crane 2007).
Em torno de 122 compostos, 80% dos quais são usados com os
mesmos propósitos etnobotânicos, são derivados de 94 espécies de
plantas (Ajibesin et al., 2008). Muitos ingredientes ativos têm sido
descobertos de plantas baseadas em informações
etnofarmacológicas e patenteados como drogas. Maprouneacina
isolado da planta Maprounnea africana é utilizada como anti-
diabética (Carney et al., 1999), o taxol, obtido do Taxus breviflora,
é usado como droga anti-tumoral (Samuelsson 1992) e a
artemisinina, descoberta da Artemisia annua, é usada como um
potente composto anti-malarial.
Os métodos etnobotânicos incluem entrevistas com a comunidade
em questão sobre as plantas, partes das plantas utilizadas, formas
de uso, etc. Uma seleção é feita com as plantas de maior interesse
para a farmacobotânica, as plantas utilizadas na medicina
tradicional são selecionadas pela população porque são efetivas
contra uma determinada doença.
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Identificação de
Plantas Medicinais
2.1. Identificação dos principais grupos vegetais 22
2.2. Nomenclatura binomial 35
2.3. Classificação pelo ciclo de vida 39
2.4. Herbário de plantas medicinais 41
2
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22
2.1. Identificação dos principais
grupos vegetais
Taxonomia é a ciência que observa, descreve, classifica, identifica,
e nomeia as plantas. A taxonomia vegetal está intimamente ligada à
sistemática vegetal, e não há uma distinção nítida entre as duas. Na
prática, a "sistemática vegetal" está envolvida com as relações entre
as plantas e sua evolução, especialmente nos níveis mais elevados,
enquanto que "taxonomia vegetal" lida com a mudança real de
espécimes vegetais. A relação precisa entre taxonomia e
sistemática, no entanto, muda conforme os objetivos e métodos
empregados.
Dois objetivos da taxonomia vegetal são a identificação e a
classificação das plantas. A diferença entre estes dois objetivos é
importante e muitas vezes esquecido.
Identificação da planta é a determinação da identidade de uma
planta desconhecida, por comparação com amostras previamente
recolhidas ou com a ajuda de livros ou manuais de identificação. O
processo de identificação liga a planta estudada com um nome
publicado. Uma vez que uma amostra de planta foi identificada,
seu nome e as suas características podem ser conhecidos.
Classificação da planta é a colocação de plantas conhecidas em
grupos ou categorias que mostram alguma relação. A classificação
científica segue um sistema de regras que padroniza os resultados,
e grupos de categorias sucessivas em uma hierarquia. Por exemplo,
a família a que os lírios pertencem é classificada como se segue:
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• Reino: Plantae
• Divisão: Magnoliophyta
• Classe: Liliopsida
• Ordem: Liliales
• Família: Liliaceae
• Gêneros: Lilium
A classificação das plantas resulta em um sistema organizado para
a nomeação e catalogação de espécimes futuro e, idealmente,
reflete as idéias científicas sobre as inter-relações entre plantas.
Classificação das plantas
As plantas são classificadas em diversas maneiras diferentes, e o
seu nome é o que distingue uma planta das outras, essa informação
é o que caracteriza a sua forma e seu habitat. Geralmente, somente
a família, o gênero e a espécie são do interesse do pesquisador,
mas devemos atentar também para a subespécie, a variedade ou o
cultivar para identificar com coerência uma planta em particular.
Sistemas de classificação das plantas
Junto com o avanço dos conhecimentos de sistemática de plantas,
apareceu também a necessidade de modificar a descrição dos
táxons existentes e de agregar alguns táxons novos, com o objetivo
de expressar os novos conhecimentos de diversidade e filogenia.
A partir do sistema de classificação de Carl Linnaeus (1707-1778),
através da publicação de Systema naturae (1735) – base da
classificação de plantas, animais e minerais – seguida de Critica
botanica (1737), Flora lapponica (1737), Hortis cliffortianus
(1737), Genera plantarum (1737) – com uma revisão final de um
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total de 1336 gêneros e Species plantarum (1753) – com 1000
gêneros, 7300 espécies arranjadas de acordo com o sistema de
classificação sexual e o use da nomenclatura binomial para nomear
as plantas, foram aparecendo diferentes sistemas de classificação,
que em geral tomavam como base o sistema de classificação
anterior. Cabe enfatizar que posteriormente a Darwin, muitos
sistemas de classificação tentaram organizar a filogenia das plantas,
com os entraves e o pouco conhecimento que tinham em cada
época.
Sistema de classificação de Engler
Publicado por primeira vez por Gustav Heinrich Adolf Engler
(1844-1930), famoso botânico alemão, no final do século passado
foi adaptado varias vezes por outros pesquisadores. Engler e Karl
Prantl (1849-1893) publicaram uma classificação modificada do
sistema de Eichler, Die natürlichen Pflanzenfamilien (1887-1899).
Propunha uma chave de identificação de todos os grupos de
plantas, de Monocotiledôneas a Dicotiledôneas.
Sistema de classificação de Bessey
Charles E. Bessey (1845-1915), propôs na obra The Phylogenetic
Taxonomy of Flowering Plants, um sistema baseado em 28 regras
de classificação, ou “dicta” para determinar o nível de
conhecimento, simples ou avançado de um grupo de plantas.
Sistema de classificação de Cronquist
Publicado pela primeira vez por Arthur Cronquist em 1981 e
concluído em 1988, focaliza as angiospermas, foi possivelmente o
mais utilizado nos últimos anos até a chegada do sistema APG.
Baseado na morfologia teve acertos e erros. Este sistema foi
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25
desenvolvido em seus textos um Sistema Integrado de
Classificação de Angiospermas (1981) e A Evolução e
Classificação de Angiospermas (1968, 2 ª edição, 1988).
O Sistema de Cronquist classifica as plantas pela floração em duas
grandes classes, Magnoliopsida (dicotiledôneas) e Liliopsida
(monocotiledôneas). Dentro destas classes, as ordens relacionadas
estão colocadas em subclasses.
O sistema ainda é largamente utilizado, tanto na sua forma original
ou em versões adaptadas, mas muitos botânicos estão adotando o
Sistema de Classificação de Angiospermas para as ordens e famílias
de plantas com flor: APG II.
O sistema é integrado ao de Classificação de Angiospermas (1981)
com uma contagem de 321 famílias e 64 ordens:
Classificação das plantas
As plantas são classificadas de várias maneiras diferentes, e quanto
mais próximas estiverem às características morfológicas, mais o
nome indica relação de uma planta para outras plantas, e sugere o
seu lugar no mundo vegetal. Normalmente, apenas a família,
gênero e espécie são motivos de preocupação para o botânico, mas
às vezes são necessárias subespécie, variedade ou cultivar para
identificar uma determinada planta.
A partir do topo, a categoria mais elevada, as plantas são
classificadas como se segue. Cada grupo tem as características do
nível acima, mas tem algumas características distintivas. Quanto
maior for o aprofundamento menor serão as diferenças, até acabar
com uma classificação que se aplica a apenas uma planta.
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26
CLASSE
Angiospermae (Angiospermas).
Plantas que produzem flores
Gymnospermae (Gimnospermas)
Plantas que não produzem flores
SUBCLASSE
Dicotyledonae (Dicotiledoneas)
Plantas com duas folhas a partir da semente
Monocotyledonae (Monocotiledoneas)
Plantas com uma folha a partir da semente
SUPERORDEM
Grupo de famílias de plantas relacionadas, classificados na ordem
em que as suas diferenças são desenvolvidas a partir de um
ancestral comum.
Há seis superordens na Dicotyledonae (Magnoliidae,
Hamamelidae, Caryophyllidae, Dilleniidae, Rosidae, Asteridae), e
quatro superordens na Monocotyledonae (Alismatidae,
Commelinidae, Arecidae, Liliidae)
Os nomes da superordem terminam em -idae
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ORDEM
Cada Superordem é subdividido em várias ordens.
Os nomes das ordens terminam em -ales
FAMÍLIA
Cada Ordem é dividida em famílias. Estas são as plantas com
muitas características botânicas em comum e é a mais alta
classificação utilizada normalmente. A este nível, a semelhança
entre as plantas muitas vezes é facilmente reconhecível.
A moderna classificação botânica atribui um tipo de planta para
cada família, que tem características especiais que separa este grupo
de plantas de outros e os nomes da família depois desta planta.
O número de famílias de plantas varia de acordo com o botânico,
cuja classificação lhe seguem. Alguns botânicos reconhecem cerca
de 150 ou mais famílias, preferindo classificar outras plantas
semelhantes como sub-famílias, enquanto outros reconhecem
cerca de 500 famílias de plantas. Um sistema amplamente aceito é
que o esquematizado por Cronquist em 1968.
Os nomes das famílias terminam em -aceae
SUBFAMILIA
A família pode ser dividida em um número de sub-famílias, que
agrupam plantas dentro da família que têm algumas diferenças
significativas botânicas.
Os nomes das subfamílias terminam em -oideae
Marcelo Rigotti
28
TRIBO
Uma outra divisão de plantas dentro de uma família, baseada em
pequenas diferenças botânicas, mas geralmente composto por
muitas plantas diferentes.
Os nomes das tribos terminam em -eae
SUBTRIBO
Uma outra divisão, com base em diferença botânica menores,
muitas vezes é só reconhecível por os botânicos.
Os nomes das subtribos terminam em -inae
GÊNERO
Esta é a parte do nome da planta que é mais familiar, o nome
normal que você dê uma planta - Papaver (Ópio), Aquilegia
(Columbina), e assim por diante. As plantas de um gênero são
muitas vezes facilmente identificáveis como pertencentes ao
mesmo grupo.
O nome do gênero deve ser escrito com letra inicial maiúscula.
ESPÉCIES
Este é o nível que define uma planta individual. Muitas vezes, o
nome irá descrever alguns aspectos da planta - a cor das flores,
tamanho ou forma das folhas, ou pode ser o nome do local onde
foi encontrado. Juntos, o gênero e o nome da espécie referem-se
apenas uma planta, e são usados para identificar uma determinada
planta. Às vezes, a espécie é dividida em sub-espécies de plantas
Farmácia Verde
29
que contêm características não tão distintas, que são classificadas
como castas.
O nome da espécie deve ser escrito depois do nome do gênero, em
letras pequenas, sem letra maiúscula, grifado ou em itálico.
VARIEDADES
A Variedade é uma planta que é apenas levemente diferente das
espécies de plantas, mas as diferenças são significativas nas
diferenças na forma. O latim é varietas, que geralmente é
abreviado para var.
O nome segue o gênero e nome da espécie, com var. antes do
nome da variedade individual.
FORMA
Forma é uma planta dentro de uma espécie que tem pequenas
diferenças botânicas, tais como a cor da flor ou a forma das folhas.
O nome segue o gênero e nome da espécie, com a forma (ou f)
antes do nome da variedade individual.
CULTIVAR
A Cultivar é a variedade cultivada, uma planta especial, que tenha
surgido naturalmente ou através de hibridação deliberado, e pode
ser reproduzida (vegetativa ou por sementes) para produzir mais
da mesma planta.
Marcelo Rigotti
30
O nome segue o gênero e nome da espécie. Está escrito na língua
da pessoa que descreveu, e não deve ser traduzido. Ou é escrito
entre aspas simples ou tenha cv. escrito na frente do nome.
AFF.
É uma abreviação do latim affinis, que significa “parecido com”.
No reino vegetal é o mesmo que dizer que esta planta é parecida
com aquela, mas não é aquela espécie.
Por exemplo Rosa aff. rubiginosa, (rosa mosqueta) significa que ela é
apenas parecida com a Rosa rubiginosa (rosa comum).
Sistema de classificação de angiospermas de APG e APG II
Publicado pela primeira vez pelo grupo de otânicos
autodenominado "Angiosperm Phylogeny Group" (APG) em 1998
e pela segunda vez ("Angiosperm Phylogeny Group II", ou APG
II) em 2003, é um sistema de classificação das angiospermas. Foi
criado devido aos avanços da filogenia derivados das análises
moleculares de DNA, refletidos em um sistema de classificação
das plantas com flores.
Sistema de classificação de angiospermas de APW
O sistema Angiosperm Phylogeny Website (APW), foi criado e
atualizado por um dos membros da APG II (P. F. Stevens), que
partiu da classificação APG II de 2003 e foi atualizando a
classificação com cada publicação que apareceu desde então.
Farmácia Verde
31
Sistema de classificação de Smith 2006
Publicado pela primeira vez em agosto de 2006, igual ao sistema
APG II, é um sistema de classificação criada pela necessidade de
ser colocado em prática os avanços em filogenia de traqueófitas,
em um sistema de classificação de plantas.
Quimiotaxonomia e Biologia molecular
Os organismos vivos produzem muitos tipos de produtos naturais
em quantidades variadas, e muitas vezes as vias biossintéticas
responsáveis por estes compostos também diferem de um grupo
taxonômico para outro. A distribuição desses compostos e suas
vias de biossíntese correspondem com a convenção taxonômica
baseados em critérios mais clássicos como a morfologia. Em
alguns casos, os dados químicos têm contestado as hipóteses
existentes, o que exige um reexame do problema ou da informação
de forma mais positiva, os dados químicos apresentaram
informações mais claras em situações em que outras formas de
dados são insuficientes para classificar uma determinada espécie.
Os quimiotaxonomistas modernos muitas vezes dividem os
produtos naturais em duas classes principais: (1) micromoléculas,
ou seja, aqueles compostos com peso molecular de 1.000 ou
menos, como alcalóides, terpenóides, aminoácidos, ácidos graxos,
pigmentos flavonóides e outros compostos fenólicos, óleos e
carboidratos simples; e (2) macromoléculas, aqueles compostos
(geralmente polímeros) com um peso molecular superior a 1000,
incluindo polissacarídeos complexos, proteínas e o ácido
desoxirribonucléico (DNA).
O extrato de uma planta pode ter os seus componentes separados
individualmente, especialmente no caso de micromoléculas,
Marcelo Rigotti
32
usando uma ou mais técnicas de cromatografia, incluindo papel,
camada fina, gás, ou cromatografia líquida de alta pressão. O
cromatograma resultante fornece uma exibição visual ou
"impressão digital" característica de uma espécie vegetal para a
classe especial de compostos em estudo.
O indivíduo, os pontos separados podem ser mais purificados e
submetidos a um ou mais tipos de espectroscopia, tais como
ultravioleta, infravermelho, ou ressonância nuclear magnética ou
espectroscopia de massa (ou ambos), que pode fornecer
informações sobre a estrutura do composto. Assim, para fins
taxonômicos, ambos os padrões visuais e conhecimento estrutural
dos compostos podem ser comparados de espécie para espécie.
Devido à sua natureza geral, poliméricos, e muitas vezes cristalina,
de macromoléculas (por exemplo, proteínas, hidratos de carbono,
DNA) pode ser submetido à cristalografia de raios-x, o que dá uma
idéia da sua estrutura tridimensional. Estas grandes moléculas
podem ser divididas em pequenos componentes individuais e
analisadas por meio de técnicas empregadas para micromoléculas.
A seqüência de aminoácidos específicos de partes ou todos de uma
enzima celular respiratória, citocromo C, foi elucidada e usado
com sucesso para comparações quimiotaxonômicas em plantas e
principalmente animais.
O citocromo C é uma pequena proteína ou cadeia polipeptídica
composta por cerca de 103-112 aminoácidos, dependendo do
animal ou planta em estudo. Cerca de 35 dos aminoácidos não
variam em tipo ou posição dentro da cadeia, e provavelmente são
necessários para manter a estrutura e a função da enzima. Várias
outras posições de aminoácidos podem variar ocasionalmente, e
sempre com a substituição do mesmo aminoácido em uma posição
particular. Entre os restantes 50 lugares espalhados por toda a
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33
cadeia, a substituição ocorre consideravelmente, o número de tais
diferenças entre os organismos indica o quanto eles estão
relacionados uns aos outros. Quando tais padrões de substituição
foram submetidos à análise de computador, uma árvore evolutiva
foi obtida mostrando o grau de parentesco entre as plantas e 36
animais examinados. Esta árvore evolutiva é muito semelhante às
árvores evolutivas ou filogenias construídas com base no registro
fóssil para estes organismos. Assim, a bioquímica dos organismos
vivos reflete uma medida das mudanças evolutivas que ocorreram
ao longo do tempo com essas plantas e animais. Uma vez que cada
aminoácido em uma proteína é o produto final de uma parte
específica do código do DNA, as diferenças substituídas nesta e
outras proteínas em vários organismos também refletem uma
mudança na seqüência de nucleotídeos do DNA propriamente
dito.
No caso das proteínas, muitas vezes não é necessário saber a
seqüência do aminoácido específico, mas é usada para observar
como muitas proteínas diferentes, ou formas de uma única
proteína, estão presentes em diferentes de plantas ou espécies
animais. A técnica de eletroforese é usada para obter um padrão
de bandas de proteínas como a impressão digital química de
micromoléculas. Pois cada aminoácido em uma proteína carrega
uma carga iônica positiva, negativa ou neutra, a soma total das
cargas dos aminoácidos que constituem a proteína vai dar a
proteína de uma carga positiva, negativa ou neutra.
Enquanto o DNA da organela não contém o número de
mensagens genéticas do organismo que o DNA nuclear tem, a sua
transmissão de pais para filhos pode variar, dependendo do
organismo, o tamanho do DNA da organela e seu potencial para a
análise direta do código genético sugerem que é uma abordagem
potente para quimiossistemática.
Marcelo Rigotti
34
Um exemplo de quimiotaxonomia é a família Asteraceae que tem a
capacidade de armazenar energia, geralmente sob a forma de
inulina, ainda produzem ácido clorogênico, lactonas
sesquiterpênicas, álcoois triterpenos pentacíclicos, alcalóides
diferentes, Acetilenos (cíclica, aromática, com os grupos finais de
vinilo), taninos. Essa família têm terpenóides, óleos essenciais que
não contêm iridóides.
As solanáceas são conhecidas por possuir uma gama diversificada
de alcalóides, esses alcalóides pode ser saudáveis ou tóxicos. Um
dos grupos mais importantes destes compostos é chamada de
alcalóides tropânicos. Os alcalóides tropânicos também são
encontrados nos gêneros Datura, Mandragora e Brugmansia, assim
como muitos outros da família Solanaceae. As moléculas destes
compostos têm uma estrutura característica bicíclica e incluem
atropina, escopolamina e hiosciamina. Farmacologicamente são os
anticolinérgicos mais poderosos conhecidas na existência, eles
inibem os sinais neurológicos transmitida pelo neurotransmissor
endógeno, a acetilcolina. Sintomas de overdose têm como
características secura da boca, pupilas dilatadas, ataxia, retenção
urinária, alucinações, convulsões, coma e morte.
Apesar da extrema toxicidade do tropanos, são drogas importantes
quando administrada em doses adequadas. Mais comumente,
podem deter muitos tipos de reações alérgicas. Escopolamina, um
agente comumente usado em oftalmologia, dilata as pupilas e
facilita o exame do interior do olho. A atropina tem um efeito
estimulante sobre o sistema nervoso central e cardíaco, enquanto a
escopolamina tem um efeito sedativo.
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35
2.2. Nomenclatura binomial
A moderna classificação biológica teve início com Carl Von Linné
ou ainda Carolus Linnaeus ou Lineu (séc. XVII), cujos trabalhos
produziram uma classificação, pelo menos em nível dos animais,
não muito diferente da de Aristóteles.
Lineu classificou todos os organismos conhecidos na época em
categorias que designou por espécies. Agrupou as espécies em
gêneros, estes em famílias, ordens e classes. Posteriormente foram
criadas mais duas categorias, divisão (plantas) ou filo (animais), que
englobam as classes. Lineu foi, também, o criador da chamada
nomenclatura binomial latina, ainda hoje utilizada.
A classificação de Lineu, o Systema Naturae, é racional, mas artificial,
pois por vezes usava apenas um caractere, como no caso de
plantas em que apenas considerava peculiar o número e localização
dos estames na flor.
A nomenclatura binomial ou binominal é a forma de nomear
cientificamente as espécies de seres vivos. Chama-se binominal
porque o nome de cada espécie é formado por duas palavras, o
nome do gênero e o específico, normalmente um adjetivo que
qualifica o gênero. Foi primeiramente proposta pelo naturalista
suíço Gaspar Bauhin no século XVII, e formalizada por Lineu no
século seguinte.
Regras de nomenclatura:
1ª regra: o nome do gênero e da espécie deve ser escrito em latim e
destacados no texto (ou grifado ou escrito em negrito ou em
itálico).
Marcelo Rigotti
36
2ª regra: o nome da espécie deve ser formado por duas palavras
por, onde o primeiro termo indica o seu nome genérico e o
segundo, o seu nome específico. Ex: Bidens pilosa (picão-preto);
Maytenus ilicifolia (espinheira-santa).
O nome científico da espécie deve vir acompanhado do nome
(abreviado) do autor que a descreveu. Ex.: Rosa alba L. Quando
ocorre dois nomes de autores, sendo o primeiro entre parênteses,
significa que o segundo modificou a posição sistemática. Ex.:
Bulbostylis capillaris (L.) Clarke.
Dentro de uma espécie podem, ainda, ocorrer variações nas
características ou seleção de híbridos pelo homem, criando
subníveis como: subespécie, variedade, forma, raça, clone. Nos
demais taxa podem também ocorrer subdivisões, nas quais pode
ser acrescentado o prefixo sub ao táxon, indicando que este é
inferior e o táxon tribo abaixo de família. Assim teremos:
• Divisão
• Sub-divisão
• Classe
• Sub-classe
• Ordem
• Sub-ordem
• Família
• Sub-família
• Tribo
• Gênero
• Sub-gênero
• Espécie
• Sub-espécie, variedade, forma
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37
Cada nível de classificação (táxon) possui um sufixo específico.
Exemplo: Rosa alba
• Táxon, sufixo, exemplo.
• Espécie: Rosa alba
• Gênero: Rosa
• Tribo (eae): roseae
• Família (aceae): rosaceae
• Ordem (ales): rosales
• Classe (eae): dicotiledoneae
• Ou opsida: magnoliopsida
• Sub-divisão (ae): angiospermae
• Divisão (ae) ou (phyta): magnoliophyta
3ª regra: o nome relativo ao gênero deve ser escrito com inicial
maiúscula e o do nome específico, com letras minúsculas. Ex:
Homo sapiens (homem); obs: nos casos em que o nome específico se
refere a uma pessoa, a inicial pode ser maiúscula ou minúscula. Ex:
Trypanosoma cruzi (ou T. cruzi) — nome dado por carlos chagas ao
organismo causador da doença de chagas, em homenagem a
Oswaldo Cruz;
4ª regra: quando se trata de subespécies, o nome indicativo deve
ser escrito sempre com inicial minúscula (mesmo quando se refere
a pessoas), depois do nome da espécie. Ex: Rhea americana alba
(ema branca); Rhea americana grisea (ema cinza);
5ª regra: nos caso de subgênero, o nome deve ser escrito com
inicial maiúscula, entre parenteses e depois do nome do gênero.
Ex: Anopheles (nyssurhynchus) darlingi (um tipo de mosquito
transmissor da malária). As abreviaturas sp (espécie) ou spp
(espécies) são utilizadas quando o material só foi determinado até
o nível genérico. Ex: Pyrgo sp
Marcelo Rigotti
38
Exemplo de Classificação
A classificação botânica de uma planta (Ranunculus) com folhas
estreitas é:
Categoria Nome Científico
CLASSE Angiospermae
Subclasse Dicotyledonae
Superorder Magnoliidae
Ordem Ranunculares
Família Ranunculaceae
Subfamília Ranunculoideae
Tribo Ranunculeae
Gênero Ranunculus
Espécie (Ranunculus) flammula
Subespécie (Ranunculus flammula) subsp.
flammula
Variedade (Ranunculus flammula subsp.
flammula) var. tenuifolius
O significado dos nomes latinizados das plantas (epípetos)
A finalidade do nome latin ou botânico das plantas é fornecer
alguma informação sobre uma característica particular que a
diferencie de outras plantas. Estes são alguns dos nomes
específicos latinizados aplicados frequentemente às plantas.
Obs.: todos os epítetos vão depender do gênero do nome
apropriado sobre o gênero da planta, isto é, abbreviatus, abbreviata
e abbreviatum.
Farmácia Verde
39
2.3. Classificação pelo ciclo de
vida.
Há três agrupamentos das plantas herbáceas baseadas no ciclo de
vida.
Anuais: são plantas que podem atravessar seu ciclo de vida inteiro,
da germinação da semente à produção e à morte da semente, em
uma estação de crescimento. Os exemplos comuns das anuis são:
milho, camomila, zínias, feijões e a soja.
Bianuais: são plantas com ciclo de dois anos. O primeiro ano
envolve a germinação, o aparecimento das folhas, a raiz, hastes
horizontais e a produção armazenada de alimento. A planta
sobrevive no inverno. O segundo ano dá forma a uma haste
vertical, a flores, a frutos e a sementes. Os exemplos das bienais
são: cenoura, beterraba, cebola e framboesa.
Perenes: são plantas não lenhosas que podem viver durante três ou
mais anos num determinado local. A parte aérea destas plantas
geralmente morre todos os anos, mas as raízes, ou outras partes
subterrâneas da planta, sobrevivem durante o inverno. Assim, em
geral na primavera, o crescimento retoma e o ciclo recomeça. Os
exemplos de perenes são: bálsamo, aspargos e morango.
Marcelo Rigotti
40
2.4. Herbário de plantas
medicinais
Prensa de Secagem de Plantas
Herbário é uma coleção de plantas prensadas e secas, arranjadas
seguindo determinada ordem de classificação botânica e
disponíveis para serem usadas como referência ou estudo e
permitir identificar facilmente as plantas.
O herbário pode conter centenas de espécies colhidas num
determinado local, ou, acumulados ao longo de muitos anos e que
documentam a flora de uma ou mais regiões. A finalidade principal
Farmácia Verde
41
de um herbário é a colheita e conservação de exemplares de
plantas com as respectivas etiquetas de identificação.
A identificação é feita com base em livros, que contêm chaves e
descrições que permitem distinguir as várias famílias, gêneros,
espécies, entre outras categorias taxonômicas.
As plantas têm um nome científico (composto por duas palavras
em latim, a 1ª referente ao gênero e a 2ª à espécie, seguidas do
nome do classificador), que é o mesmo em qualquer parte do
mundo. As designações vulgares variam regionalmente e podem
não corresponder a uma única planta.
Material necessário (para a prensa)
- 2 placas de madeira (dimensões sugeridas – 40x30 cm), com um
furo a 2,5 cm de cada um dos quatros cantos,
- 4 parafusos compridos com porcas de orelhas e jornais.
Metodologia
Sobre uma das placas de madeira colocar vários jornais, depois um
exemplar completo da espécie a herborizar (com caule, folhas e
Marcelo Rigotti
42
flores/frutos, eventualmente raízes) dentro de um jornal e,
novamente, jornais vazios.
Não esquecer de colocar junto a cada planta colhida uma etiqueta
com os seguintes elementos: nome da planta (científico, se
conhecido, ou vulgar), local da colheita (o mais pormenorizado
possível, com distrito, lugar, ecologia, se é seco/húmido, próximo
de estradas, altitude, etc.) data da colheita, nome do coletor.
É importante haver jornais sem plantas entre exemplares
herborizados, para a humidade que sai das plantas e que é
absorvida pelos jornais não passar dum exemplar para outro.
Assim, evita-se o crescimento de fungos (bolores) nas plantas e
fermentações, que as danificavam, não permitindo a sua
conservação.
Depois de prensadas todas as plantas colhidas coloca-se a outra
placa de madeira e apertam-se as porcas de orelhas dos parafusos,
até sentir alguma pressão, de modo que as plantas fiquem
espalmadas, mas não esborrachadas.
Farmácia Verde
43
Têm que se mudar os jornais com frequência, de início todos os
dias e, posteriormente, à medida que a planta vai secando, vai-se
diminuindo a frequência de substituição dos mesmos.
FONTE: http://www.cienciaviva.pt/cienciaviva/
Marcelo Rigotti
44
Implantação da
Farmácia Verde
3.1. Como montar uma Farmácia Verde 46
3.2. Casos de sucesso da Farmácia Verde 51
3
Farmácia Verde
45
3.1. Como montar a Farmácia
Viva
O programa FARMÁCIA VIVA começou a ser desenvolvido pelo
Prof. Francisco de Abreu Matos da Universidade Federal do Ceará
(UFC). Este programa tem despertado muito interesse em
organizações governamentais e não governamentais de medicina
tradicional, e tem sido adotado em vários municípios brasileiros.
Neste artigo vamos denominar o projeto de Farmácia Verde.
O Projeto Farmácia Verde leva aos participantes, que em geral são
voluntários da comunidade a aprender a identificar, cultivar,
coletar, secar, manipular e usar as plantas medicinais. Atividades
como palestras sobre formação de cooperativas, preservação do
meio ambiente e um curso de artesanato com produtos retirados
das plantas medicinais como sabonetes, saches, velas perfumadas e
outros também devem ser incentivadas. A proposta é vender esses
produtos em exposições e feiras gerando renda para os
beneficiados pelo projeto.
As plantas são selecionadas por sua eficácia terapêutica e baixa
toxicidade. O objetivo do projeto Farmácia Verde é oferecer
alternativas terapêuticas eficazes e de baixo custo.
A implantação deste projeto em pequenas comunidades deve
começar pela conscientização das pessoas do local e em seguida
reunir um grupo de voluntários interessados em trabalhar no
projeto. Cada pessoa terá uma função no projeto seja na horta,
manipulação dos remédios ou em serviços como limpeza e
administrativos, todos devem desempenhar suas funções de forma
simples, mas com obstinação.
Marcelo Rigotti
46
O segundo passo é selecionar um espaço físico para implantação
da horta e para a manipulação dos remédios que devem estar
preferencialmente juntos. Os equipamentos necessários são os
mesmos encontrados em qualquer cozinha: fogão, geladeira, pias,
bancadas ou mesas, liquidificador, armários e utensílios como
panelas, colheres, facas, etc.
Em instituições mais avançadas até sala para recepção pode existir
desde que haja espaço e não seja necessário investimento.
As plantas devem ser provenientes da horta própria ou de coleta
dos voluntários, devendo-se evitar coletas em lugares poluídos ou
plantas com aspecto duvidoso. É necessário um espaço para a
produção de mudas e um “matrizeiro” para produção de sementes
ou estacas e ainda um viveiro para propagação das plantas.
Fig. 1 – Plantas matrizes.
Farmácia Verde
47
O local da horta medicinal deve ter: água disponível em
abundância e de boa qualidade deve estar afastada de esgotos,
fossas e chiqueiros, devem estar expostos ao sol, especialmente
pela manhã.
O cultivo em canteiros deve obedecer ao espaçamento de 1m de
largura e comprimento variável, tendo uma distância de 50 cm
entre eles, com a finalidade de possibilitar a circulação das pessoas.
O espaçamento utilizado normalmente é de 20 cm entre as plantas
de espécies de porte baixo e de 30 cm entre sulcos. Para plantas
mais altas, que atinjam 1m de altura, deve-se usar 35 cm entre as
plantas e 50 cm entre as linhas. Para as plantas que chegam a 2m
de altura, usar 50 cm entre as mesmas e 70cm entre sulcos. Deve-
se evitar o sombreamento das plantas, pois algumas espécies
precisam de insolação direta o dia todo para produzir seus
princípios ativos.
Fig. 2 – Área a pleno sol.
Marcelo Rigotti
48
Cada parte da planta deve obedecer a época de colheita: as raízes
podem ser colhidas quando as partes que estão sobre o solo
estiverem secas; hastes, caules e ramos, quando estiverem bem
desenvolvidos, antes da formação dos botões florais; as flores, um
pouco antes da formação das sementes; as cascas, quando a planta
estiver adulta.
Após o florescimento e frutificação, os frutos carnosos devem ser
colhidos pouco antes de o fruto estar completamente maduro; as
sementes, quando estiverem bem maduras e secas e as plantas
inteiras, quando já começar a formação e a abertura dos botões,
antes das flores abrirem.
Alguns cuidados devem ser observados na coleta de plantas
medicinais: não coletar plantas próximas a rodovias e plantações,
pois estas podem apresentar contaminações com materiais
poluentes; separar as impurezas que podem vir junto com as
plantas; escolher apenas plantas sem aparência de doenças ou de
ataque por insetos; coleta nas primeiras horas da manhã, logo após
a total secagem do orvalho, ou no final da tarde em dias
ensolarados. Para as plantas aromáticas recomenda-se a colheita do
final da tarde, especialmente nas das muito quentes, para evitar a
evaporação de substâncias facilmente voláteis sob ação do sol.
Várias literaturas não indicam a desinfecção das plantas antes da
secagem, mas a principio esta afirmação não tem fundamento, pois
a desinfecção vai combater fungos e bactérias que podem estar nas
plantas. A desinfecção das plantas utiliza o mesmo método
indicado para as hortaliças no combate a microrganismos, ou seja,
uma colher de hipoclorito de sódio para cada meio litro de água
por pelo menos 5 minutos seguido de enxágüe.
Farmácia Verde
49
Para melhor secagem das plantas devem-se separar as plantas de
espécies diferentes, pois a essência de uma planta pode interferir
em outra, as plantas colhidas e transportadas ao local de secagem,
devem ficar protegidas dos raios solares. Deve-se espalhar sobre
uma superfície, em camadas de no máximo 5 cm; revirar as plantas
a cada 2 ou 3 dias; o ponto de secagem é quando a planta
apresentar aspecto quebradiço.
As plantas secas devem ser armazenadas em recipientes
esterilizados e desinfetados para evitar contaminação por
microrganismos, pode ainda ocorrer contaminação por insetos,
neste caso o produto deve ser descartado. Os recipientes devem
ficar armazenados em locais longe da radiação solar, arejados e
secos e etiquetados. O período de armazenagem deve ser o menor
possível, para reduzir as perdas de princípios ativos.
As dosagens dos fitoterápicos caseiros variam de acordo com a
idade e metabolismo de cada indivíduo. Para os chás (decocção,
infusão e maceração) recomenda-se:
Menor de 1 ano de idade: 1 colher de café do preparado 3
vezes ao dia
De 1 a 2 anos: 1/2 xícara de chá 2 vezes ao dia
De 2 a 5 anos: 1/2 xícara de chá 3 vezes ao dia
De 5 a 10 anos: 1/2 xícara de chá 4 vezes ao dia
De 10 a 15 anos: 1 xícara de chá 3 vezes ao dia
Adultos: 1 xícara de chá 3 a 4 vezes ao dia
Marcelo Rigotti
50
3.2. Casos de sucesso da
Farmácia Viva
Farmácia Viva em Sobral
Banco de Mudas
O tratamento ou prevenção de doenças através do uso de plantas
já é uma rotina no sistema de saúde de Sobral. A fitoterapia foi
implantada na cidade através da parceria: Universidade Vale do
Acaraú (UVA), Secretaria de Saúde e Ação Social e Banco de
Mudas. O Projeto Farmácia Viva, planejado para atuar como um
programa de assistência social farmacêutica a comunidades e
ONG's, atualmente está dando suporte aos novos residentes em
saúde da família, que estão recebendo orientações sobre
fitoterapia, com o intuito de fortalecer a atuação do farmacêutico
na comunidade.
O projeto resgata a cultura popular local, com a utilização dos
medicamentos fitoterápicos. Como relata a coordenadora do
Projeto, a farmacêutica Olindina Melo, tudo começou com um
grupo de mães no distrito de Aprazível, e logo o trabalho se
estendeu para os PSFs Coelce, Caic, Caracará, Taperuaba, Patos, e
Farmácia Verde
51
agora, Dom Expedito. Hoje, participam da oficina, além das mães,
grupos de idosos, associações, que aprendem a montar o horto,
cuidados com o uso das plantas e preparações caseiras, como:
lambedor, tinturas, sabonetes e chás.
A farmacêutica bioquímica Olindina, responsável pelo laboratório
fitoterápico, que fica no PSF-Alto da Brasília/Uva, orienta os
interessados sobre os cuidados com as plantas e as preparações
caseiras: "O direcionamento do trabalho é para a educação
popular. A população se interessa, fazemos a sensibilização,
orientação e capacitamos sobre o uso correto, através das
apostilas". Olindina ainda acrescenta que: "temos uma
biodiversidade imensa e o medicamento fitoterápico tem ausência
de efeitos colaterais, dá autonomia ao paciente para fazê-lo em
casa, e a feitura é mais barata do que o medicamento comprado na
farmácia. A tecnologia é simplificada e valoriza o conhecimento da
comunidade.”
Fonte: Hígia 121 (Núcleo de Comunicação e Arte da Escola de Formação em
Saúde da Família)
Comunidade do Jangurussu ganha Farmácia Viva
Marcelo Rigotti
52
Cerca de 20 mil moradores serão beneficiados. A inauguração
realizou o sonho do professor Francisco José de Abreu Matos,
falecido no fim do ano passado.
Cerca de 20 mil moradores do bairro Jangurussu, na periferia de
Fortaleza, ganharam uma Farmácia Viva nesta quarta-feira, 13.
Além de mudas, os beneficiados receberão orientações sobre
como fazer bom uso de plantas medicinais. A inauguração realizou
o sonho do professor Francisco José de Abreu Matos, falecido no
fim do ano passado. Em sua homenagem, a Farmácia Viva leva
seu nome.
A horta foi plantada no Fundo de Apoio Comunitário (FAC) do
Jangurussu. A farmácia já conta com exemplares de hortelã, malva,
babosa, chambá e malvarisco, entre outras. Os usuários também
vão receber extratos frescos para preparar os remédios na própria
residência.
Farmácia oferecerá tratamento com plantas medicinais.
A comunidade do Jangurussu já tem sua própria Farmácia Viva. O
serviço vai orientar a população para o uso seguro de plantas
medicinais, como era o sonho do professor Francisco José de
Abreu Matos, falecido em dezembro do ano passado, cujo nome
batiza a unidade. Inaugurada ontem, a horta medicinal é
padronizada com base em normas técnicas e científicas do projeto
da Universidade Federal do Ceará (UFC). Até 20 mil pessoas
podem ser beneficiadas com o uso das 16 variedades de plantas já
presentes na horta.
As pessoas da comunidade receberão mudas e serão ensinadas
sobre as propriedades curativas e o preparo adequado de cada
planta, e poderão receber também extratos frescos para preparar o
Farmácia Verde
53
remédio em casa. “Melhora a saúde das pessoas, mas também a
educação, os hábitos de higiene e o cuidado que elas vão ter
consigo mesmas”, diz a coordenadora Mary Anne Bandeira.
Conforme pesquisa de Abreu Matos, há 25 espécies de plantas que
dão conta de tratar quase 100% das doenças que mais levam as
pessoas aos postos de saúde, aquelas que atingem os sistemas
respiratório e digestivo e a pele. A farmácia foi plantada no Fundo
de Apoio Comunitário (FAC) do Jangurussu, potencializando a
integração do local com a comunidade. Na horta, já estão
crescendo mudas de hortelã, malva, babosa, chambá e malvarisco.
Fonte: http://www.opovo.com.br/
Farmácia Viva (ABC) - Trabalho e Renda.
Após a conclusão do Curso de FARMÁCIA VIVA, na
comunidade de Serra do Félix, alguns dos participantes deram
continuidade a este trabalho produtivo, fazendo a plantação de
sementes e mudas, adubação e aguação.
Marcelo Rigotti
54
Nas imagens o Sr. Edilson Pereira mostra como está
a plantação.
Dentre so que continuam neste trabalho vale ressaltar o esforço e
a dedicação destas pessoas: Sr. Edilson, Marli do Zé, Dona Regina,
Cadito, Maninho e Eliade.
Fonte: http://abcserradofelix.blogspot.com/2009/05/farmacia-viva-abc-
trabalho-e-renda.html
Saber popular é resgatado em tratamento com plantas
Mais de 70 espécies de plantas medicianis são cultivadas no
Nuplam
Farmácia Verde
55
Insulina vegetal é uma das espécies cultivadas no
núcleo de pesquisas da UFPI
O saber popular relativo às ervas usadas em chás, garrafadas e
outros tipos de preparos pouco a pouco vem sendo resgatado por
instâncias científicas e reutilizado junto a comunidades para tratar
problemas de saúde como verminose, pressão alta, aftas, diabetes,
dentre outras.
Marcelo Rigotti
56
Em Teresina, o Núcleo de Pesquisas com Plantas Aromáticas e
Medicinais, NUPLAM, instalado no setor de Ciências Agrárias da
Universidade Federal do Piauí (UFPI), por exemplo, desenvolve
pesquisas que servem não só para o aprendizado dos alunos de
Agronomia, Farmácia e Enfermagem, mas também reverbera esse
conhecimento junto a comunidades carentes e às pessoas que
procuram o núcleo em busca de mudas dessa plantas ou mesmo
remédios saídos da “Farmácia Viva”.
Professor Leal mostra alguns produtos da
Farmácia Viva
O coordenador do NUPLAM, professor e agrônomo Francisco
Rodrigues Leal disse ao Acessepiauí que atualmente existem mais
de 70 espécies de plantas medicinais e aromáticas - entre nativas e
exóticas - em cultivo no campo do núcleo.
“Fazemos pesquisas sobre as propriedades dessas plantas, além do
local servir para outros tipos de estudos dos alunos. Uma das
pesquisas que estamos realizando no momento é com o Noni
Farmácia Verde
57
(Morinda Citrifolia), planta de origem asiática com a qual já
existem pesquisas que indicam que ela serve para tratar diversas
doenças, entre elas o câncer. Nossa pesquisa é relativa à
estabilização das propriedades de seus ativos após o preparo do
suco, ou seja, para que estas substâncias permaneçam ativas
mesmo após muito tempo do suco feito”, observa o agrônomo.
Ele admite que o projeto de “Farmácia Viva” realizada no
NUPLAM é baseado sim no conhecimento popular. “Nós
pegamos esse conhecimento que diz que tais e tais plantas servem
para determinado problema de saúde e confrontamos isso com a
literatura científica quanto ao uso e resultados obtidos”, confirma
Leal.
Muitas das espécies de plantas mediciais podem
ser produzidas no quintal de casa
Como resultado dessa linha de pesquisa, o professor conta que já
ministrou dois cursos de produtos naturais, orientou três
monografias, além de trabalhos para apresentação em congressos,
bem como a produção de matéria prima para remédios, como
Marcelo Rigotti
58
chás, tinturas, compressas, cataplasmas, extra e decocção. “O
núcleo recebe também alunos dos cursos de Farmácia e
Enfermagem”, diz.
“Se temos bons resultados com o projeto? Respondo que sim e
isso com depoimentos das próprias pessoas que usam os produtos
da Farmácia Viva. Semana passada vieram quatro pessoas de
Floriano em buscas de remédios feitos no núcleo. Eles tomaram
conhecimento do trabalho por meio de outros que já passaram por
aqui”, conta o professor.
Francisco Leal diz ainda que há casos de melhora de sintomas e ate
remissão de problemas de saúde na própria família. “Minha irmã
estava com cirurgia marcada para retirada de miomas e após tomar
um preparado a base de uxi-amarelo (planta amazônica) e unha de
gato (ação antiinflamatória) os miomas desapareceram”, fala.
Ele acrescentou que o projeto da Farmácia Viva já foi
desenvolvido em várias comunidades de Teresina e no entorno da
capital e cita que em três, mesmo após o termino do projeto, a
farmácia com base nas plantas medicinais continua. “São em
postos de saúde no povoado Santa Luz, no residencial Geovane
Prado e no posto do bairro Alto da Ressurreição”.
As vantagens do uso das plantas, de acordo com o pesquisador,
está no fácil cultivo, baixo valor em dinheiro investido nas ervas e
na eficácia comprovada. “Para saber da eficácia dos ativos das
plantas basta lembrar que a primeira fórmula química sintetizada, o
ASS, foi a partir de planta. Isso aconteceu após a 2ª grande guerra,
quando se precisava de substância analgésica em grande escala”,
relembra.
Farmácia Verde
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Com relação aos custos de produção de remédios fitoterápicos em
relação aos tradicionais, ele cita um comparativo de valores entre a
substância metoclopramida e malva santa. A primeira tem custo
unitário de R$ 36 enquanto a malva o custo é de R$ 0,83. “Com a
produção de 400 unidades/mês de ambas, a primeira sairia por R$
14.440, enquanto a produção da segunda por R$ 330, uma
economia de R$ 14.110”.
As plantas são multiplicadas para a produção de
matéria prima para os remédios
O professor encerra dizendo que já há recomendação da OMS e
autorização para as secretarias de saúde comprar alguns remédios
fitoterápicos. “São dois fitoterápicos aprovados pela ANVISA e
SUS e podem ser comprados para distribuição por este último nos
postos de saúde. Tratam-se da espinheira santa – que serve para
gastrite – e o Guaco, receitado para gripe”, finaliza.
Fonte: http://www.acessepiaui.com.br/ geral/saber-popular-regatado-em-
tratamento-com-plantas/3211/imprimir.html. Adriana Cláutenes Lemos
Repórter.
Marcelo Rigotti
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Farmácia Viva Comunitária em Alagoas
O Projeto Amanhã em Arapiraca (AL) inaugurou a primeira
Farmácia Viva Comunitária na Escola Municipal de Ensino
Fundamental Benjamin Felisberto da Silva, na Zona Rural do
município. A iniciativa faz parte do programa desenvolvido pelo
Projeto Amanhã em parceria com a prefeitura e a Secretaria de
Saúde com o objetivo de implantar farmácias em diversas escolas
das comunidades rurais circunvizinhas ao município.
As ervas medicinais utilizadas nessa e nas outras Farmácias Vivas
Comunitárias são todas cultivadas no Horto de Plantas Medicinais
por jovens do Projeto Amanhã das escolas que receberão a
farmácia. O projeto garante às populações menos favorecidas o
acesso aos produtos fitoterápicos, resgatando a cultura milenar do
uso das plantas medicinais. Além disso, de acordo com a
coordenadora executiva do Projeto Amanhã, Marisa Cordeiro, a
implantação das farmácias proporcionará aos jovens envolvidos no
programa oportunidade profissional.
Farmácia Verde
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O gerenciamento das farmácias e a manipulação dos
medicamentos, com supervisão e apoio de especialistas
fitoterápicos da prefeitura, garantirá a qualidade dos serviços que
serão realizados pelos próprios jovens do Projeto Amanhã. Eles
receberam capacitação específica para gerenciar e manipular as
ervas medicinais de forma correta e eficaz.
A primeira Farmácia Viva Comunitária vai trabalhar com a
produção de cerca de 18 produtos fitoterápicos abrangendo a linha
de xaropes, cápsulas, elixir, pomadas, cremes, tinturas e sabonetes
líquidos. Entre as ervas medicinais utilizadas estão: confrei
(symphitum oficinalles), aroeira (myracroduon urundeuva), malva
santa (plectanthus ambinoicos), agrião (eclipta alba) e alecrim
pimenta (lippia sidoides).
Fonte: http://www.codevasf.gov.br/
Projeto Farmácia Viva na 7º Sepex
O Projeto Farmácia Viva, um dos parceiros da Sala Verde UFSC
nas oficinas de plantas bioativas na Ecofeira também está na 7º
Sepex expondo suas plantas de uso medicinal.
Marcelo Rigotti
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No estande do Projeto Farmácia Viva estão várias plantas
bioativas, algumas das quais já foram trabalhadas nas oficinas da
Sala Verde UFSC, com a colaboração da farmacêutica Ana
Magalhães (foto), na Ecofeira.
Fonte: http://salaverdeufsc.blogspot.com/2008/10/projeto-farmcia-viva-na-7-
sepex.html
Projeto Social Farmácia Viva Comunitária
Iniciativa de voluntários da Subestação de Campos (RJ) é
certificada pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia
Social 2005.
O projeto social Farmácia Viva Comunitária de horta de plantas
medicinais, implantado por voluntários da Subestação de Campos
e o Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos, no
Norte do estado do Rio de Janeiro conquistou, em setembro, mais
uma certificação por sua qualidade. Dessa vez, o projeto foi
reconhecido pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia
Social 2005, que visa destacar as instituições que trabalham para a
transformação social do país utilizando técnicas ou metodologias
desenvolvidas em interação com a comunidade.
O prêmio recebeu 658 inscrições, das quais 105 foram certificadas
e 40 classificadas como finalistas de tecnologia social. Farmácia
Viva Comuntária está entre os projetos certificados ao lado de
iniciativas que usam abelhas nativas no Maranhão; andiroba, no
Acre; camarão de água doce, da região da Ilha de Marajó;
barragens com sacos de polipropileno, em Minas Gerais; extração
de óleos vegetais, no Ceará; aquecimento solar, em São Paulo;
manejo de açaizais, na Amazônia; e construções com bambu, no
Paraná.
Farmácia Verde
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Na primeira fase do Farmácia Viva, em 2004, os participantes do
projeto, moradores do Parque da Aldeia, comunidade vizinha à
subestação, aprenderam a identificar, cultivar, coletar, secar,
manipular e usar as plantas medicinais.Em 2005, foram
incorporadas novas atividades como palestras sobre formação de
cooperativas, preservação do meio ambiente e um curso de
artesanato com produtos retirados das plantas medicinais como
sabonetes, sachês, velas perfumadas e outros. A proposta é vender
esses produtos em exposições e feiras gerando renda para os
beneficiados pelo projeto.
Fonte:http://www.furnas.com.br/arqtrab/ddppg/revistaonline/linhadireta/rf3
26_farmac.pdf
Marcelo Rigotti
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Manipulação de
remédios caseiros
4.1. Preparação de remédios caseiros com plantas
medicinais
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4.2. Fitocosmeticos, usos cosméticos das plantas
medicinais
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4.1. Preparação de remédios
caseiros com plantas medicinais
Infusão
Folhas, flores e caules finos, colocar as plantas em um recipiente e
sobre elas derramar água quando começar a ferver, abafar e deixar
em descanso por 10 minutos e coar antes do uso. Deve-se abafar,
quando se utiliza folhas e flores, para evitar a perca de suas
propriedades. Os chás podem ser bebidos quentes para problemas
respiratórios (gripes, resfriados, bronquites e febre), podendo ser
adoçados com mel, açúcar mascavo ou ainda com a estevia (Stevia);
também podem ser bebidos mornos para probemas de insônia e
como calmante; pode ser usado ainda fresco ou gelado, como se
fosse um suco. Tisana ou chá composto: combinar plantas com a
mesma finalidade medicinal e preparar abafado ou por decocção.
Chás aromáticos
Várias plantas possuem essências agradáveis que podem ser usadas
para fazer chás em infusão. O cidró (Alloysia), erva cidreira
(Lippia), melhoral (Justicia), erva-doce (Pimpinella), anis estrelado
(Illicium), hortelã (Mentha), poejo (Mentha pullegium), camomila
(Matricaria), alfazema (Lavandula), malva (Malva), manjericão
(Ocimum), gengibre (Zingiber), sálvia (Salvia), são algumas das
plantas aromáticas usadas principalmente para problemas
respiratórios. A água fervente deve ser colocada sobre as plantas
em um recipiente e em seguida tampadas para evitar a perda de
princípios ativos por evaporação. Pode se adicionar mel a gosto ou
a estevia (Stevia).
Marcelo Rigotti
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Decocção
Usada para partes duras das plantas como sementes e raízes.
Colocar as plantas (1 a 2 colheres de chá da planta seca em 1 xícara
de água) em um recipiente esmaltado ou de vidro com água e
deixar ferver por 10 a 15 minutos. Aguardar 10 minutos e coar.
Garrafada de ipê roxo:
Para esta receita usa-se 2 litros de água para 100g da casca seca.
Coloca-se a casca em 1 litro de água mineral deixando ferver por
15 minutos, após desligar o fogo tampar o recipiente com a
solução e esperar esfriar, em seguida deve-se peneirar e filtar a
solução e adicionar um litro de água. Manter em geladeira dentro
de garrafas de vidro de cor escura. Esta planta é muito usada
contra câncer e leucemia, não pode ser usado por mulheres
grávidas.
Maceração
Folhas e flores deixar descansando em líquido (que pode ser água,
vinho, álcool de cereais, cachaça, vinagre ou óleo), por 12 horas,
sementes devem descansar por 18 horas.
Suco
Colher parte de plantas frescas, bater no liquidificador, coar e usar
após o preparo, pois perde suas propriedades medicinais. As folhas
além de fornecerem os princípios ativo de cada planta ainda são
ricos em clorofila que tem ação anti-oxidante. Varias plantas
batidas no liquidificador resultam em um saboroso suco.
Farmácia Verde
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Suco de folha-da-fortuna (Kalanchoe): Usa-se cinco folhas grandes
batidas com 700 ml de água adoçado com mel, este suco tem ação
bactericida.
Suco de hortelã (Menta sp): Usa-se 15 folhas para um litro de água,
combate vermes e doenças do sistema respiratório.
Suco de capim limão (Cymbopogon): Picar 10 folhas folhas da planta
e bater com um litro de água, é utilizado para baixar a pressão.
Suco de guaco (Mikania): para 1 litro de água bater 8 folhas da
planta, adoçar com mel, serve para problemas do sistema
respiratório e males do estomago.
Suco de folha e flor de laranjeira (Citrus sp): Bater no liquidificador
10 folhas de laranjeira e 5 floresem 1 litro de água e adicionar mel,
este suco atua como calmante e ajuda o sistema respiratório.
Suco de folha de limão (Citrus): Usar 10 folhas para 1 litro de água
e adicionar mel a gosto, rico em vitamina C é usado para
problemas respiratórios.
Suco de folhas de manga (Mangifera): Bater 5 folhas sem a nervura
central ou a folha picada para 700ml de água e adoçar a gosto, este
suco combate vermes e ajuda o sistema respiratório.
Marcelo Rigotti
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Como fazer:
1. Lavar bem as ervas que serão utilizadas.
2. Picar as ervas.
Farmácia Verde
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3. Bater em liquidificador por pelo menos cinco minutos, adicionar
algum tipo de adoçante.
4. Passar em peneira fina.
Marcelo Rigotti
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Sumo
Triturar a planta fresca, acrescentar um pouco de água e usar.
Saladas
Podem ser usados agrião, capuchinha ou rúcula.
Pó
A planta seca pode ser batida no liquidificador, depois deve-se
passar por peneira. Pode ser utilizado misturado ao leite, em sucos
ou mel.
Farmácia Verde
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Inalação
Fazer o chá (1 colher de sopa para 0,5 litro de água), fazer um tubo
com papel e aspirar o vapor lentamente por 15 minutos.
Banho
Colocar as ervas secas em sacos e amarrar debaixo do chuveiro.
Tintura/Alcoolatrura.
É a maneira mais simples de conservar os princípios ativos da
planta por muito tempo, é obtida por extração dos princípios
ativos das ervas por meio de uma solução alcoólica (álcool de
cereais, álcool absoluto, pinga).
- tintura é preparada com a planta seca = 100g da erva
- alcoolatrura com a planta fresca = 200g da erva
Como fazer:
Para 700 ml de álcool de cereais (ou vodka) + 300 ml de água
destilada.
Quando for utilizada planta desidratada, devem-se triturar as ervas
em liquidificador, passando por peneira em seguida mistura-se
com álcool de cereais e deixar descansar no escuro, normalmente
por 5 a 10 dias, devendo ser agitada a cada dois dias. Depois coar,
envasar, tampar e etiquetar. Dose adulta: 25 gotas, 3 vezes ao dia.
Validade: +1 ano. Quando a erva for fresca, deve-se bater no
liquidificador com o álcool, passar por papel filtro.
Marcelo Rigotti
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700 ml de álcool + 200 ml de água destilada, adicionar planta seca
(100g) ou fresca (250g), deixar curtir por duas semanas agitando
diariamente, colocar rótulo com identificação, validade e indicação.
Colocar em vidros, esterilizados, deixar curtir de 8 a 15 dias,
agitando uma a duas vezes ao dia. Após curtir, retirar dos vidros
maiores, peneirar e filtrar e colocar em vidros menores (conta-
gotas). Tintura para combater ácido úrico artrite e reumatismo:
As plantas que podem ser usadas para este fim são: bardana
(Arctium), sabugueiro (Sambucus), insulina (Cissus), pariparoba
(Potomorphe), rubim (Leonurus), cana-de-macaco (Costus), mimosa
(Mimosa), tanchagem (Plantago), calêndula (Calendula). Colocar em
700 ml de álcool de cereais, 100g da planta seca ou 250g da planta
fresca, deixar curtir por duas semanas agitando diariamente em
frasco âmbar ou escuro, após curtir, retirar dos vidros maiores,
peneirar e filtrar, acrescentar 300 ml de água destilada ou mineral e
colocar em vidros menores (conta-gotas) esterilizados com rótulo
de identificação, validade e indicação. A solução deve ser tomada
três vezes ao dia colocando 15 gotas em uma xícara de água.
Xarope
Preparar com chá de plantas e engrossar com açúcar ou mel.
Utiliza-se 280g de mel + 20ml de tintura ou chá, agitar até misturar
bem, adicionar 10 gotas de própolis, validade 2 anos. 2 partes de
açúcar mascavo + 1 parte de água, levar ao fogo, adicionar as
plantas, se for folhas ou flores ferver por 2 minutos se forem
partes duras deixar ferver por 5 minutos, adicionar 10 gotas de
própolis, dura até 10 dias, se guardado em frasco bem limpo e
escuro e conservado na geladeira.
Farmácia Verde
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Xarope de ervas frescas
Indicado para problemas do sistema respiratório, podem ser
usadas: hortelã (Mentha), canela (Cinnamomum), malva (Malva), sálvia
(Salvia), erva-doce (Pimpinella), poejo (Mentha pullegium), sabugueiro
(Sambucus), melão-de-são-caetano (Momordica), rubim (Leonurus),
assa-peixe (Vernonia) ou guaco (Mikania). As plantas frescas (250g)
devem ser batidas no liquidificador com 500ml de água mineral,
após peneirar e filtrar a solução adicionar 100ml de mel e bater
novamente no liquidificador. Esta solução pode durar até dois
meses em geladeira.
Xarope composto para gripe e bronquite
Sugestão de ervas: alfavaca, guaco, hortelã gorda, poléo, tansagem,
vick, ramos com flores de sabugueiro, pulmonária, anis, assa peixe,
pariparoba, embaúba, terramicina, erva cidreira.
Água – 1 litro.
Açúcar cristal – ½ kg. Ervas picadas – 200g.
- Ferver a água com o açúcar até ficar no ponto de xarope. Colocar
as ervas frescas, ferver por mais 5 minutos, repousar por mais 10
minutos. Deixar esfriar pode acrescentar mel. Coar e guardar na
geladeira. Validade: 3 meses dentro da geladeira e 1 mês fora da
geladeira.
Marcelo Rigotti
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Como fazer:
1. Separar o açúcar.
2. Deixar a água ferver até dissolver.
Farmácia Verde
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3. Separar as ervas.
4. Despejar as ervas na solução.
Marcelo Rigotti
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5. Misturar as ervas, mexendo com uma colher.
6. Separar a solução das ervas com peneiras.
Farmácia Verde
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7. Envasar o xarope em frascos com tampa.
8. Após esfriar fechar o lacre da tampa e etiquetar.
Marcelo Rigotti
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Vinho
Pode ser tinto ou branco (seco), 11 de graduação alcoólica.
Misturar 100g da planta seca com 1 litro de vinho, deixar curtir por
10 a 15 dias agitando 1 a 2 vezes ao dia, depois de pronto coar,
armazenar em vidro de cor escura, tomar uma colher de sopa antes
e após as refeições. Garrafada de carqueja
Indicada contra vermes, diabetes e má circulação. Deve-se colocar
250g da planta fresca em 1 litro de cachaça de boa qualidade,
deixar curtir por 15 dias. Tomar uma colher de sopa 3 vezes ao dia.
Vinho medicinal
O vinho usado com plantas medicinais, em maceração deve ser
puro seco (sem açúcar) podendo ser tinto (funções: adstringentes,
tônicas) ou branco (funções: diuréticas, digestivas).
Farmácia Verde
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Usar 100g da planta seca ou 200g da planta fresca para cada litro
de vinho. Pode-se usar só uma erva ou mais que uma, mas
mantendo-se a proporção. Tampar e deixar em local fresco e
escuro, por um período de 10 a 15 dias. Nesse período, deve ser
agitado uma ou duas vezes por dia. Filtrar o preparado e guardá-lo
num frasco de vidro de preferência de cor escura. Normalmente, o
tratamento com vinho é feito tomando-se uma colher de sopa
antes ou depois das refeições, ou conforme indicações específicas.
Validade: +1 ano
Algumas sugestões:
Digestivo - camomila, boldo, carqueja, hortelã, bardana,
margaridão, alcachofra.
Calmante - maracujá, capim cidreira, sálvia, melissa.
Diurético – quebra pedra, bardana, cavalinha, cana do brejo.
Composto para diabete - alcachofra, graviola, insulina, carqueja,
pata de vaca, bardana.
Como fazer:
1. Selecionar as ervas que serão utilizadas no vinho.
Marcelo Rigotti
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2. Misturar as ervas até ficarem homogêneas.
Farmácia Verde
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3. Separar os frascos onde serão colocadas as ervas.
4. Introduzir as ervas dentro dos frascos.
Marcelo Rigotti
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5. Acrescentar o vinho até cobrir as ervas.
6. Arrumar as ervas para que fiquem ao nível do vinho.
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7. Tampar e colocar o frasco em sacos de pão.
8. Etiquetar e armazenar longe da luz.
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Óleo
Deve ser usado para plantas aromáticas, o óleo pode ser de
girassol, milho, canola ou azeite de boa qualidade. Colocar 100g de
planta para 1 litro de óleo, deixar curtir por 2 a 2 semanas agitando
diariamente. Óleo para massagem (contusões):
São simples de se fazer e com resultados excelentes, pode se usar
uma planta ou combinação de até três plantas. Podem ser usadas a
erva-de-santa-maria (Chenopodium), catinga-de-mulata (Tanacetum),
mentrasto (Ageratum), arnica brasileira (Solidago), arnica-do-mato
(Wedelia), arnica-do-campo (Porophylum), deve-se usar 500g da
planta fresca para 500ml de solução. Os ingredientes utilizados
são: o álcool comum (graduação 92 ou 94%) e óleo de cozinha
(soja ou milho). Modo de fazer: 500g da planta fresca deve ser
batida no liquidificador com 250ml de álcool, em seguida peneira-
se o bagaço da planta e volta a solução para o liquidificador,
acrescenta-se 250ml de óleo e bate novamente para homogeneizar
a mistura. A solução pronta deve ser armazenada em frasco
escuros ou protegidas da luz, o seu uso não deve ultrapassar os seis
meses.
Óleo para massagem (artrite e reumatismo):
Podem ser usadas até três plantas: bardana (Arctium), cavalinha
(Equisetum), alecrim (Rosmarinus), mentrasto (Ageratum), rubim
(Leonurus), arnica-do-mato (Wedelia), pariparoba (Potomorphe). Deve-
se usar 500g da planta fresca para 500ml de solução. Pode se usar
glicerina liquida (250ml) e álcool (250ml), batendo a planta fresca
no liquidificador com o álcool, em seguida peneirando-se para
retirar o bagaço e batendo novamente a solução com a glicerina
Farmácia Verde
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para homogeneizar a mistura. A solução pronta deve ser
armazenada em frasco escuros ou protegidas da luz, pode durar até
um ano.
Óleo para massagem (contusões).
São simples de se fazer e com resultados excelentes, pode se usar
uma planta ou combinação de até três plantas.
Sugestão de ervas: erva-de-santa-maria (Chenopodium), catinga-de-
mulata (Tanacetum), mentrasto (Ageratum), arnica brasileira
(Solidago), arnica-do-mato (Wedelia), arnica-do-campo (Porophylum).
Os ingredientes utilizados são: o álcool comum (graduação 92 ou
94%) e óleo de cozinha (soja ou milho). Proporção: Ervas frescas -
500g. Álcool – 250ml; Óleo de cozinha – 250ml.
Modo de fazer: a planta fresca deve ser batida no liquidificador
com o álcool, em seguida peneira- se o bagaço da planta e volta a
solução para o liquidificador, acrescenta-se 250ml de óleo e bate
novamente para homogeneizar a mistura. A solução pronta deve
ser armazenada em frascos escuros ou protegidas da luz, o seu uso
não deve ultrapassar os seis meses.
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Como fazer:
1. Separar as ervas.
2. Bater no liquidificador com álcool.
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3. Passar a solução em papel filtro.
4. Massa vegetal que sobrou da solução.
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5. Pode ser usada como uma cataplasma com pano ou gaze.
6. Separar o óleo e misturar com a solução.
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7. Bater a mistura no liquidificador até ficar homogênea.
8. Armazenar em vidro escuro e etiquetar.
Compressa
Pode ser usado um pano. Chá ou tintura, 2 colheres para 250ml de
água, embeber o pano e aplicar na parte afetada quente ou frio.
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Cataplasma
Pode ser usada argila, fubá ou farinha de mandioca misturada com
chá da planta, colocar sobre o pano e usar na parte afetada.
Cataplasma de babosa contra queimaduras:
Para esta receita usa-se o gel do interior da folha da babosa e fubá.
Para o gel ficar homogêneo deve-se bater no liquidificador em
seguida mistura-se o gel com o fubá ate formar uma massa
consistente, esta massa deve ser colocada na parte afetada e
envolvida por faixa ou pano.
Cataplasma contra dor:
Podem-se usar plantas como o gervão (Starchytarpheta), a arnica
brasileira (Solidago) ou catinga-de-mulata (Tanacetum). As folhas
devem ser socadas até liberar o sumo e misturadas com o fubá. A
cataplasma então é aplicada sobre a parte afetada.
Pomada.
Cicatrizante, pancada, contusão, reumatismo, torcicolo, artrite,
fricção após a retirada do gesso.
Sugestão de ervas: melão-de-são-caetano, confrei, barbatimão, mil
folhas, arnica brasileira, serralha, alecrim, sabugueiro, melhoral,
mentrasto, tanchagem, urucum, bardana, beldroega, arnica- do-
campo, babosa, calendula, fortuna, guaco, algodão.
Óleo vegetal - 750 ml. Parafina (velas) - 180 g. Ervas - 500g.
Obs. A parafina serve para dar consistência adequada.
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- Para pomada com tintura deve-se fazer uma mistura na
proporção de 700ml de álcool de cereais com 100g de ervas secas,
deixar descansar por 5 dias. Após este período pode ser utilizada
para a produção da pomada, sendo 100ml da tintura + 200ml de
óleo de cozinha + 50ml de parafina. O óleo é colocado em fogo
médio para esquentar e derreter a parafina, em seguida é retirado
do fogo, a tintura pode ser acrescentada antes da mistura
óleo/parafina solidificar (não pode ser adicionada quando o óleo
estiver ainda muito quente).
Como fazer:
1. Derreter a parafina no óleo de cozinha.
Marcelo Rigotti
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2. Retirar os pavios das velas.
3. Deixar esfriando por 15 minutos.
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4. Selecionar as ervas.
5. Bater as ervas no liquidificador com álcool.
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6. Peneirar a solução do liquidificador.
7. Misturar a solução com a parafina e o óleo derretidos.
Farmácia Verde
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8. Despejar a solução em potes.
9. Fechar os potes com tampas.
Marcelo Rigotti
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10. Colocar etiquetas nos potes.
Pomada cicatrizante:
Várias plantas podem ser utilizadas como cicatrizante, podendo-se
misturar até três plantas: melão-de-são-caetano (Momordica), confrei
(Symphitum), barbatimão (Stryphnodendron), mil folhas (Achillea),
arnica brasileira (Solidago), serralha (Sonchus), alecrim (Rosmarinus),
sabugueiro (Sambucus), melhoral (Justicia), mentrasto (Ageratum),
tanchagem (Plantago), urucum (Bixa), bardana (Arctium), beldroega
(Portulaca), arnica-do-campo (Porophylum), babosa (Aloe), calendula
(Calendula), fortuna (Kalanche), guaco (Mikania), algodão
(Gossypium). Os ingredientes podem ser de vários tipos:
a) Mistura-se 30g de cera de abelha + 30g de vaselina líquida +
30ml de tintura + 10 gotas de própolis; levar ao fogo em “banho
maria” até derreter, retirar do fogo e esperar esfriar.
Farmácia Verde
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b) Uma receita mais simples é misturar 100g de sebo bovino +
40ml de tintura. Derreter o sebo em “banho maria” e acrescentar a
tintura.
c) Essa receita leva produtos farmacêuticos como 100g de vaselina
sólida + 20g de cera de abelha + 30ml de tintura. Levar ao fogo
até derreter e em seguida acrescentar a tintura (pode colocar
essência).
Pomada com óleo de cozinha:
Ferver 500ml de óleo de cozinha, colocar 200g de plantas frescas
ou 100g de plantas secas, fritar as ervas por 15 minutos, esperar
esfriar, peneirar as ervas, acrescentar 50g de cera de abelha e voltar
ao fogo até derreter.
Existem várias receitas para se fazer pomadas:
30 g de cera de abelha + 30 g de vaselina líquida + 30 ml de tintura
+ 10 gotas de própolis; ferver tudo até derreter em banho maria,
retirar dofogo e esperar esfriar.
100 g de sebo bovino + 40 ml de tintura.
100 g de vaselina sólida + 20 g de lanolina + 30 ml de tintura.
Pode acrescentar essência.
Pomada rachadura, ferida
• Acido esteárico = 1copo
• Glicerina = 2 copos
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• Agua fervida = 2 copos
• Sal amoníaco = 1 colher
Solução p/ massagem
Uma parte da tintura da planta desejada + uma parte de glicerina
líquida (ou óleo de cozinha) + óleo essencial de plantas.
Sabonete
Para 100g de base glicerinada para sabonete, acrescentar uma
colher de café com o pó da planta ou uma colher de tintura. Outra
receita: utilizado para problemas de pele e couro cabeludo; sabão
de coco (uma barra = 200g) + pó da planta ou tintura (uma colher
de café); pode acrescentar essência Sabonete de enxofre:
Combate doenças fúngicas que atacam a pele, “pano-branco”,
caspa, doenças do couro cabeludo, além de cravos e espinhas. Os
ingredientes são o sabão de côco glicerinado (bem macio para
poder derreter) e o enxofre em pó. O sabão de côco é picado e
colocado para derreter em “banho maria”. Após o derretimento do
sabão, desliga-se o fogo e acrescenta-se uma colher de café do pó
do enxofre para cada 100g do sabão derretido, mistura-se bem,
coloca-se em formas e deixe esfriar. Após desenformar deve-se
embalar o sabonete em papel filme para evitar o ressecamento.
Sabonete glicerinado.
Dos sabonetes comerciais é retirada a licerina natural, proveniente
do próprio processo de fabricação de sabões, retirando, assim, do
sabonete todos os seus benefícios. A glicerina é um derivado de
componentes graxos que elimina a agressividade causada à pele
Farmácia Verde
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presente nos sabonetes comuns e proporciona uma profunda
ação hidratante.
Sabonete de própolis:
Tem ação antimicrobiana e desinfetante, usado no tratamento de
doenças de pele. Adicionar 10 gotas de solução de própolis para
cada 100g de sabão de côco derretido colocar nas formas, após
esfriar desenformar e enrolar em papel filme.
- Base glicerinada para sabonetes - 1 kg. Tintura - 20 ml.
- Fôrmas e papel-filme para embalar.
- Coloque uma panela de ágata ou vidro em banho-maria e
acrescente a glicerina em pedaços em temperatura em torno de 60
a 70º C até a dissolução total;
- Espere derreter. Não há a necessidade de mexer a base enquanto
estiver no banho-maria.
- Desligar o aquecimento, gotejar o corante e homogeneizar até
obter a cor desejada;
- Adicionar o extrato e a essência misturando lentamente até
homogeneização completa;
- Acrescente o álcool de cereais e aguarde 1 minuto.
- Coloque a mistura na fôrma que você desejar e espere solidificar.
- Se der espuma nas formas borrifar com álcool de cereais.
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- O tempo para endurecer vai variar de acordo com a fôrma que
você estiver utilizando.
Como fazer:
1. Deixar um caldeirão com água no fogo até ferver, em seguida
colocar uma panela esmaltada na água fervente.
2. Colocar a base glicerinada picada aos poucos na panela
esmaltada.
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3. Mexer a base até derreter.
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4. Preparar a tintura para adicionar a base glicerinada derretida
5. Acrescentar a tintura, neste caso de própolis.
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6. Em seguida despejar a base derretida nas fôrmas.
7. Após esfriar (pelo menos três horas fora da geladeira), retirar das
fôrmas.
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8. Embalar com papel filme e etiquetar.
Spray cicatrizante
A tintura pronta não deve ser misturada com água destilada,
envasar em vidro com spray.
Bala
Para a produção de balas, pode-se usar esta receita com 50 ml de
tintura + 50 g de manteiga + uma lata de leite condensado + uma
xícara de açúcar mascavo + uma xícara de mel, misturar (sem a
tintura), colocar no fogo e deixar ferver até o ponto de bala, deixar
esfriar, adicionar a tintura quente, misturar, untar óleo na bancada,
despejar a mistura na bancada e cortar em forma de bala.
Bala de guaco
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Uma receita mais simples leva um quilo de açúcar mascavo, duas
xícaras de açúcar cristal, 200 ml de chá de guaco (50g da planta
seca em 200ml de água), misturar bem, colocar no fogo até ferver,
deixar em ponto de bala (colocar em um copo de água fria, se
endurecer já esta no ponto), untar a bancada com óleo, despejara
mistura na bancada e cortar em forma de bala.
Cristais de gengibre
Esta receita pode ser usada para problemas de garganta e sistema
respiratório além de melhorar o hálito. Deve-se picar 400g de
gengibre em uma panela de inox, adicionar o suco de quatro
limões e quatro colheres de sopa de sal marinho, misturar bem.
Para secar pode ser colocado em forno baixo de 30 minutos a uma
hora.
Xampu
Ferva 200 ml de água. Deixe em infusão com as ervas medicinais,
derreter no fogo 20 gramas de sabão de côco em 200 ml de água.
Esfriar e misturar com a infusão de ervas. Consumir em uma
semana.
Comprimido para vermes
Pode-se utilizar 3 folhas de erva santa maria, 4 folhas de erva de
bicho, 1 folha de couve, 1 raminho de hortelã e uma pequena parte
da folha de alcachofra. Bater tudo no liquidificador com meio
copo de água, coar e acrescentar duas partes de maizena e uma
parte de farinha de trigo, amassar até ficar no ponto. Formar os
comprimidos, com um modelador pode ser a tampa de uma caneta
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106
devidamente limpa.) Modo de tomar adulto 2 comprimidos em
jejum durante 8 dias. Crianças 1 comprimido em jejum durante 8 a
10 dias.
Comprimido de ervas para diabete
Colocar 4 folhas de insulina, 4 folhas de pata de vaca, 4 folhas de
maracujá, 8 folhas de jambolão e 4 folhas de melão-de-são-
caetano. Bater tudo no liquidificador, coar e fazer os comprimidos
com 2 partes de maizena e 1 parte de farinha de trigo. Secar na
sombra. Modo de tomar: 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Comprimido para colesterol
Coloque em partes folhas de guanxuma, folhas de arnica, folhas de
alcachofra. Bata tudo no liquidificador com 1/2 copo de suco de
limão prepare os comprimidos e tome 1 comprimido 2 vezes ao
dia.
Travesseiro
Ervas desidratadas ou na forma de sachê, colocar junto com a
espuma. As partes das plantas devem ser secas à sombra até o
ponto em que ficarem quebradiças. Devem ser colocadas dentro
dos travesseiros e deixadas ao sol pelo menos uma vez por semana
para as plantas ficarem sempre secas. As ervas devem ser trocadas
em três meses ou quando já não tiverem mais aroma.
Travesseiro calmante:
Utilizar plantas calmantes como a flor da macela (Achorycline), a
folha e flor de arnica (Solidago), a camomila (Matricaria), folhas de
capim limão (Cymbopogon), melissa (Melissa), erva-doce
Farmácia Verde
107
(Pimpinella), flores de assa-peixe (Vernonia), flores de mimosa
(Mimosa) ou flores de sabugueiro (Sambucus).
Multimistura
• Fubá: 0,456g = 4 copos de 100 ml
• Farelo de trigo integral: 0,361g = 4 copos
• Farelo de arroz: 0,055g = 1 copo
• Farelo de trigo: 0,04g = 1 copo
• Farelo de soja: 0,083g = 1 copo
• Pó da folha da mandioca: 0,005g = 5 colheres
• Outras folhas: abóbora, batata doce, caruru e guandu =
3 colheres cada planta.
Ingredientes auxiliares
• Argila: tem ação tensora e mineralizante quando
aplicada em máscaras. É obtida em regiões onde a terra
mostra-se rica em minerais.
• Cera de abelha: usada para engrossar e dar consistência
aos cremes.
• Glicerina: tem ação emoliente e umectante quando
usada em máscaras faciais. É obtida de fontes animais e
vegetais.
• Iogurte: tem ação emoliente e levemente adstringente
quando usado em máscaras.
• Lanolina: tem ação emoliente quando usada na
preparação de cremes de beleza. É obtida da gordura
da lã dos carneiros.
• Leite: tem ação emoliente quando usado em banhos.
• Mel: promove o amaciamento e nutrição da pele
quando usado em máscaras.
• Ovos: ajudam a dar brilho aos cabelos.
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• Própolis: tem ação antimicrobiana e desinfetante
quando usado no tratamento de afecções da pele.
• Vaselina: tem ação umectante e é usada em cremes para
peles ressecadas. É um tipo de parafina.
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4.2. Fitocosméticos
Os Fitocosméticos são utilizados desde a antiguidade com mais de
quatro mil anos de uso. No antigo Egito, foram encontrados
dados do uso ervas na cosmética. Um exemplo foi a mumificação
dos faraós, que eram enterrados com seus pertences entre as quais
estão perfumes, bálsamos, cosméticos para sombrear os olhos e
ceras de origem mineral, o pó de hena, utilizado para colorir o
cabelo, a unhas e as palmas dos pés e das mãos. Também o barro
do Nilo era muito utilizado medicinalmente e para mascaras
faciais. Os perfumes eram produzidos a base de sésamo ou vinho.
O kyphi era um perfume sagrado usado para o embalsamento de
corpos e na sua composição havia componentes como a mirra, o
cipreste, a canela, o mel e as passas maceradas no vinho.
Os azeites aromáticos eram utilizados para suavizar a pele e como
componente do banho e entre seus principais ingredientes se
encontravam resinas oleosas, raiz de lírio, diversas madeiras como
o cedro, sândalo, etc. Muitos destes ingredientes eram importados
de fora do Egito e se misturavam com as ervas do próprio lugar.
Os mesopotâmicos utilizavam na cosmética e para limpeza do
corpo sumos de plantas, pinhas e o tamarindo. Galeno descubriu
que o azeite vegetal se poderia misturar com agua e cera de abelhas
obtendo-se um creme fácil de aplicar no corpo dando elasticidade
e frescor a pele. Posteriormente a este descobrimento se chamou
"cold cream".
Plantas para a boca
• Afta: calêndula, cavalinha e tanchagem.
Marcelo Rigotti
110
• Inflamação das mucosas: cravo-da-índia, limão, malva,
mil-folhas, sálvia e tanchagem.
• Limpeza: cravo-da-índia, malva, mil-folhas, mirra,
ratânia, sálvia e tanchagem.
• Mau hálito alecrim, alfazema, bergamota, cravo-da-
índia, eucalipto, hortelã-pimenta e tomilho.
Plantas para os cabelos e couro cabeludo
• Cabelos brancos e grisalhos: (tingimento) hena e
índigo.
• Cabelos castanhos: (tratamento) alecrim, cravo-da-índia
e sálvia.
• Cabelos claros: (tratamento) calêndula, camomila e
macela.
• Cabelos escuros: (tratamento) alecrim, bardana, hera,
sálvia e urtiga.
• Cabelos normais: (tratamento) camomila, cavalinha,
jojoba, dente-de-leão e macela.
• Cabelos oleosos: (tratamento) alecrim, alfazema,
capim-limão, hamamélis, limão, sálvia, urtiga e zimbro.
• Cabelos opacos: abacate, alecrim, amêndoa-doce,
calêndula, camomila, macela e urtiga.
• Cabelos quebradiços: abacate, alfazema, amêndoa-
doce, arnica, babosa, jaborandi e jojoba.
• Cabelos secos: abacate, amêndoa-doce, babosa,
camomila, confrei, gerânio e laranja-azeda.
• Calvície: alecrim, alfazema, bétula, cajepute, jaborandi,
jojoba e sálvia esclaréia.
• Caspa: arnica, babosa, bardana, bétula, cavalinha,
hamamélis, hena, jojoba, milho, noz, sálvia e urtiga.
• Cuidados gerais e limpeza: alecrim, jaborandi, jojoba,
karitê, limão, maçã, mil - folhas e salsa.
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• Estimular o crescimento: alecrim, arnica, bétula e
urtiga.
• Pontas fracas: amêndoa-doce e jojoba.
• Queda de cabelos: arnica, babosa, bardana, bétula,
jaborandi e urtiga.
• Resíduos: limão e maçã.
Plantas para o corpo
• Banho aromático: alecrim, alfazema, anis, bergamota,
bétula, cipreste, citronela, erva-cidreira, ilangue-
ilangue, jasmim, laranja-azeda, mirra, palma-rosa,
patchouli, pinho, rosa-mosqueta, sálvia, sálvia esclaréia,
sândalo, vetiver e zimbro.
• Celulite: alga-marinha, cânfora, centelha, fucos, hera e
hortelã-pimenta.
• Circulação periférica deficiente: alecrim, alfazema,
bétula, cipreste, gengibre, hamamélis, hissopo, hortelã-
pimenta, pinho, segurelha e tomilho.
• Drenagem linfática: alfazema, bétula, cânfora, centelha,
cipreste, ginseng, ginseng-brasileiro, guaraná, limão e
zimbro.
• Estrias: amêndoa-doce e rosa-mosqueta
• Gordura localizada: abacaxi, alga-marinha, bétula,
cânfora, centelha, hera e hortelã-pimenta.
• Massagem relaxante: alfazema, arnica, erva-cidreira,
laranja-azeda, mil - folhas e zimbro.
Marcelo Rigotti
112
Plantas para os dentes
• Fortalecimento da gengiva: mirra, ratânia, sálvia e
tanchagem.
• Placa bacteriana: mirra, ratânia e sálvia.
Plantas para os lábios
• Desidratação: babosa, cacau e camomila.
Plantas para as mãos
• Ressecamento: abacate, aveia, laranja-azeda e oliva.
• Unhas quebradiças: cacau, cavalinha e oliva.
Plantas para os músculos
• Aquecimento: alecrim, alfazema, gengibre e zimbro.
• Contusão: arnica, cânfora e confrei.
• Dor: alecrim, arnica, bergamota, bétula, confrei,
ilangue-ilangue, jasmim, laranja-azeda, louro, pinho e
sálvia.
• Pancada: arnica, cânfora e confrei.
• Tensão: arnica e bétula.
• Torção: arnica.
Plantas para os olhos
• Cansaço: alfazema, camomila, macela e sálvia esclaréia.
• Inchaço e olheiras: alecrim, camomila, cavalinha,
hamamélis, macela e pepino.
• Irritação: alecrim, calêndula, camomila, macela, malva e
sabugueiro
Farmácia Verde
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• Vermelhidão: camomila e macela.
Plantas para a pele
• Acne: alfazema, artemísia, babosa, calêndula, camomila,
cânfora, cavalinha, confrei, dente-de-leão, erva-
cidreira, limão, melaleuca, rosa-mosqueta, urtiga.
• Alergia: alfazema, camomila, erva-cidreira, macela, rosa
e uva.
• Assadura: amêndoa-doce, calêndula e hamamélis.
• Dermatite: babosa, camomila, limão, sabugueiro e
violeta.
• Eczema: bétula, calêndula, camomila, cenoura, dente-
de-leão
• Feridas: amêndoa-doce, artemísia, batata, cânfora,
cenoura, centelha, copaíba, hamamélis, limão, mil-
folhas, pepino, segurelha e tanchagem.
• Inflamação: alfazema, camomila, cânfora, copaíba,
macela, malva, mil-folhas, pepino, sabugueiro,
tanchagem, tussilagem e verbasco.
• Limpeza: alfazema, babosa, bergamota, calêndula,
camomila, dente-de-leão, erva-cidreira, hamamélis,
limão, mil-folhas, patchouli, salsa, tanchagem e
tomilho.
• Manchas e sardas: limão, morango e pepino.
• Pós-barba: babosa, calêndula, camomila, cânfora,
hamamélis e hortelã pimenta.
• Pós-depilação: aveia, babosa e camomila.
• Pós-sol: aveia, babosa, calêndula e camomila.
• Proteção solar: abacate, gergelim e urucum.
• Psoríase: bétula, calêndula, centelha e confrei.
• Queimadura: amêndoa-doce, batata, cânfora, oliva e
rosa-mosqueta.
Marcelo Rigotti
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• Queimadura de sol: babosa, sálvia e tanchagem.
• Rachadura: batata, bétula, calêndula, camomila e mil-
folhas.
• Rejuvenescimento: alecrim, babosa, ginseng, ginseng-
brasileiro, hamamélis e laranja-azeda.
• Verrugas: alho, calêndula, cipreste e limão.
Plantas para pernas e pés
• Frieiras: calêndula, limão e verbasco.
• Inchaço: alfazema, cânfora, castanha-da-índia e
hamamélis.
• Mau cheiro dos pés: pinho e sálvia
• Ressecamento dos joelhos e cotovelos: abacate, coco,
macela e oliva.
• Ressecamento dos pés: laranja-azeda e oliva.
• Varizes: calêndula, castanha-da-índia e hamamélis.
Plantas para usos gerais
• Agente bactericida: bálsamo-do-peru, benjoim, maçã,
pau-rosa, rosa e ruibarbo.
• Agente fungicida: benjoim, cajepute, cânfora, cedro,
citronela, mirra e segurelha.
• Agente virótico: alho, bergamota, eucalipto, rosa e
tomilho.
• Picada de insetos: alfazema, hamamélis, limão, sálvia e
segurelha.
• Repelente de insetos: citronela, erva-cidreira, eucalipto
e hortelã-pimenta.
• Sauna: citronela e eucalipto.
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Ações terapêuticas
das plantas
medicinais
5.1. Principais doenças e as plantas para seu tratamento 116
5.2. Utilização indevida das plantas medicinais 124
5.3. Plantas invasoras e ruderais com potencial medicinal 127
5
Marcelo Rigotti
116
5.1. Principais doenças e as
plantas para seu tratamento
Acidez do estômago: bardana, boldo, melissa ou capim limão,
endro, poejo, funcho, fortelã, losna, pariparoba, picão (folha e
flor), quebra pedra, tanchagem e mamica de cadela. (a casca é
muito eficaz)
Ácido úrico: chapéu de couro, couro, manjerona, sabugueiro,
cascas de maçã secas ao sal, bardana.
Acne, cravos e espinhas: altéia, arnica, parietária, tília, bardana, mil-
folhas, calendula, maria-preta, tanchagem, melão-de-são-caetano.
Aerofagia: quássia, funcho, anis-estrelado, erva-doce, cominho,
tília, hortelã.
Afecções de garganta: flor de laranjeira, alho, limão.
Afta: cavalinha, cenoura, limão, tanchagem, babosa, malva.
Alergia: tomar chá de calêndula, lavar a parte afetada com chá de
camomila.
Amidalite: sálvia, rosa-branca, malva, alfavaca, cebola, tanchagem,
eucalipto.
Anemia: couve, espinafre, rabanete, tomate, morango, amora,
urtiga, repolho, limão, funcho, carqueja, quina, alfafa, bucha,
abóbora.
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Angina: altéia, malva, tomilho, guaco.
Ansiedade: melissa, tília, capim-limão, maracujá.
Arteriosclerose: limão, malva, raiz de salsa, alho, cebola,
alcachofra, repolho, tomate, acelga, cana-de-macaco, guaco,
gengibre, fortuna, fedegoso.
Artrite e reumatismo: bardana, cebola, alho, sabugueiro, genciana,
malva, tília, limão, dente-de-leão, cavalinha, melancia, banana,
mamão, uva, alecrim, camomila, insulina, ipê-roxo, poejo, lágrima-
de-nossa-senhora, lírio-do-brejo, melhoral, mentrasto, pariparoba,
rubim, sabugueiro, arnica-do-campo, erva-cidreira, mimosa,
tanchagem, urtiga, arnica-do-mato, boldo, calêndula, cana-de-
macaco, capim-cidreira, arnica, esqueleto.
Asma e bronquite: alecrim, guaco, anis-estrelado, orégano, sálvia,
maria-preta, rubim, sabugueiro, assa-peixe, erva-botão, urucum,
esqueleto, boldo-cidreira, gervão, melhoral, pariparoba, desmódio,
rubim, erva-botão.
Berne: paina-de-sapo, rubim.
Boca - afta e estomatite: cavalinha, cenoura, limão, tanchagem,
babosa, malva, casca de carvalho, romã, sálvia.
Cabelo: mentrasto, capuchinha (caspa), urtiga (queda), babosa,
bardana e calendula (seborréia).
Calmante: capim-limão, tília, folhas de maracujá, melissa, anis-
estrelado.
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Catarro: broto de pinheiro, tomilho, orégano, eucalipto, limão,
alho.
Cicatrizante: melão-de-são-caetano, confrei, barbatimão, mil
folhas, arnica brasileira, serralha, alecrim, sabugueiro, melhoral,
mentrasto, tanchagem, urucum, bardana, beldroega, arnica-do-
campo, babosa, calendula, fortuna, guaco, algodão.
Cistite: pata-de-vaca, cavalinha, alfavaca de cheiro, malva, serralha,
altéia, cabelo de milho.
Colesterol: gervão, folha de limeira, erva-de-bugre, guaçatonga,
cafezeiro do mato, cavalhinha, folha de batata doce, picão-preto,
melão-de-são-caetano, urucum.
Cólica de rim: quebra-pedra, cabelo de milho, cavalinha, pata-de-
vaca, raiz de salsa, manjerona, melão-de-são-caetano, mentrasto
(menstruais), picão-preto, rubin, erva-cidreira.
Contusões: mentrasto, arnica, pariparoba, quebra-pedra, arnica-do-
mato, arnica-do-campo, canfrinho, fortuna, gengibre, erva-de-
santa-maria, catinga-de-mulata.
Coração – palpitações: sete-sangrias, tília, valeriana.
Coriza: tomar chá e pingar narinas: alcaçuz, sabugueiro, malva,
poejo, limão.
Descalcificação: repolho, berinjela, cenoura.
Diabete: picão preto, dente de leão, bardana, pata-de-vaca, quebra-
pedra, urtiga, urucum, arnica-do-campo, cana-de-macaco, fortuna.
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Diarréia: broto de goiabeira, casca de carvalho, casca de romã, tília,
carvão vegetal, camomila, cenoura, abóbora, maçã, banana-maçã.
Dor de cabeça: alfazema, alecrim, girassol, tília, melissa, hipérico,
limão, pulsátila.
Enjôo: hortelã, alecrim, camomila, boldo, erva doce, salsa, canela.
Escabiose: melão-de-são-caetano, urucum, arruda.
Esgotamento e stress: salvia, tomilho, alecrim.
Estimulantes: salsinha, rabanete, tomilho, sálvia.
Estômago: sálvia, artemísia, camomila, capim limão, losna, macela,
poejo, flor do amazonas.
Estomatite: romã, rosa-branca, sálvia.
Falta de apetite: alecrim, anis-estrelado, angélica, genciana, erva-
doce, hortelã.
Feridas e úlceras: alecrim, rubim, guaçatonga, mentruz, agrião,
tanchagem, tomilho, quebra-pedra, maria-preta, mentrasto,
manjerona, tanchagem, calêndula.
Fígado: losna, boldo, alecrim, caferana, pariparoba, desmódio,
quebra-pedra, picão-preto, arnica-do-campo, jambu, flor-do-
amazonas, melão-de-são-caetano, melhoral.
Frieira: calêndula, casca de carvalho, cebola, alho, arruda, alecrim,
rubim, guaçatonga, mentruz, óleo de rícino.
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Garganta: chá de folha de mamomeiro, camomila, canela, hortelã,
malva e sálvia.
Gases: sálvia, erva-doce, cominho, hortelã.
Gastrite: pata-de-vaca, cavalinha, alfavaca de cheiro, malva,
serralha, altéia, cabelo de milho.
Gengivite: sálvia, erva-doce, cominho, hortelã.
Gripes e resfriados: raiz de erva-doce, anis-estrelado, camomila,
eucalipto, menta, limão, poejo, tomilho, sabugueiro, melão-de-são-
caetano, rubim, assa-peixe.
Hemorróida: tanchagem, arruda, urtiga, assa-peixe, babosa,
bardana, beldroega, gervão, insulina, mastruço, melão-de-são-
caetano, sabugueiro, erva-cidreira.
Incontinência urinária: hipérico, saleriana, camomila, menta, tília.
Insônia: maracujá, lúpulo, valeriana, cidreira, meliss, tília,
manjerona, alho, tanaceto, capuchinha, poejo, melhoral, hibisco.
Laringite e faringite: malva, tanchagem, limão, eucalipto, broto de
pinheiro, malva, tomilho, alho, cebola.
Máscara para beleza da pele: hipérico, saleriana, camomila, menta,
tília.
Mau hálito: alfavaca, hortelã, melissa, tomilho, sálvia, anis-
estrelado.
Menstruação excessiva: cavalinha, casca de carvalho, tília.
Farmácia Verde
121
Narinas congestionadas: sálvia, hortelã vique.
Náuseas: quássia, dente-de-leão.
Nevralgias: camomila, tília, maracujá, limoeiro, orégano, pulsátila,
alfazema.
Nervosismo, irritabilidade: valeriana, tília, melissa, folhas de
laranjeiras, rosa-branca, gatária, maracujá, manjerona, maria-preta,
melhoral, arnica-do-campo, arruda, boldo, calêndula, capim-
cidreira, erva-tostão, esqueleto.
Obesidade: malva, sabugueiro, alcachofra, agrião, guaco, brócoli,
caferana, carqueja.
Otite: cebola, picão, rubim, alecrim, camomila, malva.
Pressão alta: limão, laranja, pêra, alho, sabugueiro, maracujá,
quebra-pedra, rubin, gervão, urucum, capim-cidreira, guaco, capim
limão.
Pressão baixa: urtiga, alecrim, manjericão, rabanete, uva, salsa, chá
de agrião, alfavaca, aveia, canela.
Prisão de ventre: sene, malva, dente-de-leão, chicória, brócoli,
quiabo, laranja, mamão, milho verde cru em salada, tamarindo,
cáscara-sagrada, beldroega, esqueleto, gervão, mimosa, urucum,
babosa, melão-de-são-caetano, sabugueiro.
Próstata: quebra-pedra, figo-da-índia (opuntia).
Psoríase, micose, erisipela, eczema, pano-branco: arnica-do-campo,
babosa, bardana, maria-preta, rubin, sabugueiro, erva-botão,
Marcelo Rigotti
122
tanchagem, urtiga, urucum, capuchinha, fedegoso, fortuna, gervão
(vitiligo), melão-de-são-caetano.
Queimaduras: babosa, aboboreira, esqueleto, pariparoba.
Rins/pedra: alfavaca, quebra-pedra, cabelo de milho, sálvia,
insulina, lágrima-de-nossa-senhora, desmódio, picão-preto, assa-
peixe, sabugueiro, bardana.
Rouquidão: couve, cenoura, limão, broto de pinheiro, guaco,
tomilho, tília, mel, gengibre, boldo-cidreira.
Sarampo, catapora, rubéola: sabugueiro, rosa-branca, malva,
camomila, tília, cavalinha, raiz de salsa.
Sarna: melão-de-são-caetano, urucum, arruda, bardana.
Sinusite: hipérico, valeriana, camomila, menta, tília.
Sistema urinário: ipê-roxo, jambu (cálculos bexiga), mastruço,
pariparoba, pata-de-vaca, desmódio, quebra-pedra, sabugueiro,
tanchagem, beldroega, cana-de-macaco, capim-cidreira.
Transtornos da menopausa: valeriana, menta, camomila, tília,
folhas de amora, salsinha.
Tosses: tília, alho, cebola, agrião, tomilho, orégano, guaco,
eucalipto, broto de pinheiro, hortelã, poejo.
Ulceras do estômago: couve, banana, maçã, sálvia, tília, mamão,
alecrim, casca de carvalho, espinheira-santa, calêndula, fortuna,
guaco, ipê-roxo, maria-preta, pariparoba, desmódio, picão-preto.
Farmácia Verde
123
Urticárias, brotoejas, alergias: rosa-branca, alface, pepino, mamão,
rubim, tanchagem.
Varizes: broto de pinheiro, rosa-branca, carqueja, tanchagem,
arruda, arnica.
Vesícula biliar: erva-tostão, figo-da-índia.
Verminoses: alho, hortelã, cebola, mentruz, losna, tomilho,
semente de abóbora, quássia, abacaxi, ameixa, manga, poejo, coco,
broto de samambaia, romã (casca), tomilho, beldroega, gervão,
babosa, mastruço, melão-de-são-caetano, rubin, arruda.
Marcelo Rigotti
124
5.2. Utilização indevida de
plantas medicinais
Apesar de ser muito comentado os efeitos colaterais dos remédios
farmacêuticos, deve-se ter o cuidado em relação ao uso das plantas
medicinais pois apesar da mídia propagar o seu uso como um
método de cura seguro e sem efeitos colaterais o uso indevido das
planta medicinais podem causar efeitos tóxicos ao organismo.
Plantas que podem causar danos ao fígado:
• Confrei (Symphytum officinale L.)
• Cambará (Lantana camara L.)
• Sassafrás (Ocotea pretiosa (Nees) Mez.)
• Flor-das-almas (Senecio brasiliensis (Spreng.) Less.).
Plantas que podem causar irritação gastrointestinal:
• Jurubeba (Solanum paniculatum L.)
• Arnica (Arnica montana L.)
• Ipeca (Cephaelis ipecacuanha (Brot.) A. Rich.)
• Umbu (Phytolacca dioica L.)
Plantas que podem afetar o sistema nervoso central:
• Cavalinha (Equisetum spp.)
• Losna (Artemisia absinthium L.)
• Erva-de-santa-maria (Chenopodium ambrosioides L.)
Farmácia Verde
125
• Trombeteira (Datura suaveolens Humb. & Bonpl. Ex
Willd.)
Plantas que podem provocar danos na pele:
• Arnica (Arnica montana L.) Em doses altas (uso
externo) - vesicante
• Folhas de figo (Ficus carica L.) E figueirilha (Dorstenia
brasiliensis Lam.) – queimaduras sérias
• Mamica-de-cadela (Brosimum gaudichaudii Trecul) –
dermatites de contato
Plantas que podem causar diarréias graves, quando usadas
de modo incorreto:
• Babosa (Aloe spp.)
• Taiuiá (Cayaponia spp.)
• Sene (Cassia acutifolia Del., C. angustifolia Yahl.)
• Cáscara-sagrada (Rhamnus purshiana dc.)
• Ruibarbo (Rheum palmatum L.)
Plantas que podem causar morte:
• Mamona (Ricinus communis L.)
• Espirradeira (Nerium oleander L.)
• Flor-das-almas (Senecio brasiliensis (Spreng.) Less.)
Recomendações úteis para a utilização
• Utilizar plantas conhecidas e não de identidade
duvidosa.
• Não coletar plantas medicinais junto a locais que
possam ter recebido agrotóxicos em geral.
Marcelo Rigotti
126
• Não coletar plantas medicinais que crescem à beira de
lagos, lagoas e rios poluídos.
• Não coletar plantas medicinais à beira de estradas, pois
os gases que saem dos canos de descarga dos veículos
podem conter substâncias tóxicas que se depositam na
vegetação.
• As plantas medicinais devem ser secas à sombra, em
ambiente arejado, por alguns dias (até tornarem-se
quebradiças), antes de serem utilizadas.
• Após a secagem, guardar em vidro fechado, ao abrigo
da luz. Colocar o nome da planta e a data de coleta em
um rótulo, para evitar problemas. Plantas armazenadas
por longos períodos perdem seus efeitos terapêuticos.
• Verificar o estado de conservação (umidade, mofo,
insetos, etc.) da planta medicinal a ser adquirida.
Habituar-se a adquirir plantas medicinais de
fornecedores confiáveis.
• Evitar o uso de misturas de plantas medicinais. Nem
sempre o processo de preparação mais indicado é o
mesmo para plantas diferentes e a combinação pode
resultar em efeitos imprevisíveis.
• Não utilizar plantas medicinais durante a gravidez, a
não ser sob orientação médica. Existem plantas que
podem causar sérios problemas ao bebê e à mãe.
• Evitar a utilização de chás laxantes e/ou diuréticos para
emagrecer.
Farmácia Verde
127
5.3. Plantas invasoras e ruderais
com potencial medicinal
O uso de plantas medicinais é um recurso terapêutico difundido
intensamente no meio urbano e rural, como forma alternativa ou
complementar aos medicamentos alopáticos e tem sido utilizada
tradicionalmente em regiões onde o acesso aos cuidados
primordiais com a saúde é limitado. Embora o cerrado seja um
bioma rico em biodiversidade vegetal, é pouco explorado quanto
ao seu potencial medicinal pelas comunidades que ali estão
situadas. O conhecimento popular sobre as plantas de uso
medicinal é mais voltado às plantas de origem européia ou as
nativas da região. Entretanto as plantas chamadas de invasoras,
daninhas ou espontâneas, apesar de todo o seu potencial medicinal
ainda é pouco explorado com essa finalidade.
A utilização das plantas medicinais teve inicio há milhares de anos
por populações em todo o mundo com o intuito de tratar diversas
doenças. Eram utilizados como forma alternativa ou
complementar aos medicamentos sintéticos, sendo em muitos
casos a única forma de tratamento (Veiga-Junior & Mello, 2008).
De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) 65 a 80%
da população mundial, principalmente nos países em
desenvolvimento, ainda confiam nos produtos à base de plantas
medicinais no tratamento de suas doenças (Rahman & Singhal,
2002).
O Brasil, que é um dos países de maior diversidade genética
vegetal, conta com mais de 55.000 espécies catalogadas (Nodari &
Guerra 1999), entretanto, como conseqüência da revalorização
mundial do uso de plantas medicinais, a pressão ecológica exercida
Marcelo Rigotti
128
sobre alguns desses recursos naturais tem sido grande nos últimos
anos colocando em perigo a sobrevivência de muitas espécies
medicinais nativas (Montanari Junior 2002). De acordo com
Sánchez e Valverde (2000) o comércio local de plantas medicinais
leva à deterioração de populações naturais, tanto quanto a pressão
extrativista da indústria farmacêutica.
Em conseqüência da extração predatória, muitas espécies estão
desaparecendo e o mercado sente a falta da matéria-prima de
qualidade. Por outro lado, resta muito a se descobrir, são inúmeras
as espécies desconhecidas ou que ainda não foram analisadas pelos
cientistas (Galvani, 1994).
Entretanto se existe uma forte pressão sobre as plantas nativas em
todos os biomas, existem poucos artigos citando a utilização das
plantas invasoras como medicinais. Plantas consideradas invasoras
são empregadas, popularmente, para o tratamento de doenças
infecciosas (Gavilanes et al., 1982). Muitas espécies podem ser
consideradas promissoras e devem ser submetidas à avaliação
fitoquímica, com o objetivo de se determinar o seu potencial uso
como medicinal.
Frequentemente chamadas de “plantas daninhas”, as plantas
consideradas como tal podem ter outras denominações dependo
do seu nível de interferência no ambiente. Uma planta pode ser
considerada daninha a partir do momento que não é desejada
naquele determinado ambiente ou em determinada época. Uma
planta cultivada desde que não seja adequadamente manejada pode
se tornar uma “planta daninha” ou “invasora”. Por isso existem
outras denominações como “espontâneas”, para aquelas que
crescem onde não são desejadas ou “ruderais” que crescem à beira
de estradas e dentro das cidades. As plantas invasoras surgiram
quando a agricultura foi implantada pelo homem, a partir dessa
Farmácia Verde
129
pressão exercida pelas técnicas de cultivo, elas passaram a ser
selecionadas tornando-se cada vez mais adaptadas à sobrevivência
nos mais variados ambientes. Hoje elas estão espalhadas por todo
mundo.
Na agricultura atual a pressão exercida pelos herbicidas tem
selecionado plantas cada vez mais resistentes, tornando as
invasoras, em muitos casos, impossível de serem eliminadas em
determinados ambientes. Por essa pressão sofrida por centenas de
anos elas se tornaram agressivas em relação à competitividade no
domínio do ambiente onde se estabelecem. Apresentam
características próprias de sobrevivência que as tornam mais
eficientes que as plantas cultivadas, tais como, grande numero de
sementes viáveis produzidas, os mecanismos de dispersão
altamente eficientes e a longevidade de suas sementes. São mais
eficientes na utilização dos nutrientes disponíveis no solo, e
quando crescem em solos adubados seu desenvolvimento é muito
mais rápido e vigoroso que as plantas cultivadas.
Apesar de todos esses aspectos apresentados como “negativos”
para a agricultura, os mesmos, podem ser “positivos” quando se
pensa em plantas de uso medicinal. Pois, grande parte das plantas
daninhas tem também grande potencial para uso no tratamento de
doenças. Algumas espécies são muito conhecidas como o picão-
preto (Bidens pilosa) outras são muito estudadas pelos seus efeitos
benéficos como o melão-de-são-caetano (Momordica charantia). A
característica de invasora dessas espécies de plantas medicinais
pode ser útil e deve ser aproveitada como um grande potencial
para a produção de produtos fitoterápicos e sua utilização em
comunidades mais afastadas de grandes centros urbanos. Outra
grande vantagem da utilização destas espécies esta na diminuição
da pressão exercida sobre o extrativismo de plantas nativas da
região.
Marcelo Rigotti
130
Família, espécie, nome popular e propriedades medicinais.
Amaranthaceae
• Alternanthera brasiliana. Terramicina. Analgésica, anti-
inflamatória, analgésica, antiviral, relaxante, depressora
do SNC.
• Alternanthera pungens. Purgativa, estimulante do
sistema grastointestinal.
• Alternanthera philoxeroides. Antiviral,
• Alternanthera repens. Antidiarréica,
• Amaranthus hybridus L. Caruru. - Adstringente
(Tanaka, 1976). - Problemas intestinais, diarréia,
menstruação excessiva (Foster & Duke, 1990).
• Amaranthus spinosus. Caruru-de-espinho. -
Cataplasma para ossos fraturados (Duke & Ayensu,
1985). - Adstringente, diaforetico, diurético, emoliente,
febrífugo e galactogogo (Grieve, 1984). - Diarréia e
menstruação excessiva (Bown, 1995).
Asteracea
• Acanthospermum hispidum, A. australe (DC).
Carrapicho-de-carneiro, chifre-de-garrote, cabeça de-
garotinho. É uma planta anual frequentemente citada
como uma erva daninha, adaptada a uma ampla
variação de solos e condições climáticas. É encontrada
em culturas cultivadas, nas estradas, em pastagens e em
áreas abandonadas. As sementes e folhas contêm
ácidos fenólicos que possuem efeito alelopático para
outras plantas (Holm et al., 1997). Esta planta se
propaga quando adere ao vestuário, à pele, etc, ou
como um contaminante de outras culturas. As
Farmácia Verde
131
sementes flutuam e também pode ser carregadas por
enxurradas, possuem um tempo de vida relativamente
curto, aproximadamente, três anos (Smith, 2002). -
Antimalárica contra Plasmodium falciparum (Sanon et
al., 2003). - Tratamento da diarréia (Agunu et al., 2005).
- Doenças da pele e febre, lepra e blenorragia.
Atividade antiviral, inibição da alphaherpesvirus
(Summerfield et al., 1997). - Antimalárica (Carvalho et
al., 1991). - Atividades antibacterianas e antifúngicas
(Hoffman et al., 2004).
• Ageratum conyzoides L. Erva-de-são joão, mentrasto,
mentraste. Pressão alta, tratamento de má digestão,
tosse, analgésica, anti-inflamatória, diarréia, analgésico,
tratamento de pressão alta. - Antibacteriana:
Staphylococcus aureus, Yersinia enterocolitica,
Salmonella gallinarum e Escherichia coli (Okwori et al.,
2007). - Proteção do sistema gástrico (Shirwaikar et al.,
2003). - Inibe as reações inflamatórias (Magalhães et al.,
1998). - Atividade contra Staphylococcus aureus,
Aspergillus fumigatus e Candida sp. - Cicatrizante
(Oladejo et al., 2003). - Antiinflamatória (Moura et al.,
2005). - Anti espasmódica (Margort e Silva et al., 2000).
• Baccharis dracunculifolia. Alecrim-do-campo,
vassourinha. Problemas hepáticos, disfunções
estomacais e como antiinflamatório, para feridas
(Freise, 1933), antifebril (Rodrigues & Carvalho, 2001).
- Potencial efeito anti-mutagênico (Resende, 2007). -
Atividade antiinflamatória do (Menezes, 2005). -
Atividade anti leucemia (Fukuda, et al., 2006). - Úlceras
gástricas (Lemos et al. 2007). - Atividade anti-cáries
(Leitão et al. 2004). - Atividade tripanomicida (Silva
Filho et al., 2004).
Marcelo Rigotti
132
• Bidens pilosa L. Picão, carrapicho-agulha,picão-branco,
picão-da-praia, picão-preto, picão-roxo. - Antibiótico,
antiinflamatório, congestão, garganta, infecção de
ovários, inflamação nos ovários, medicinal, hepatite,
inchaço, ferida, picada de inseto, anemia, hepatite,
cicatrizante de umbigo de bebê, depurativo, diabete,
icterícia, hemorróida, hepatite, vulnerário, cicatrizante e
em gargarejos nas anginas simples e amigdalites,
glândulas ingurgitadas, icterícia, lesões de pele,
inflamação, problemas de pressão e renais. - Anti
alergênica, antihistaminica (Li et al., 2006). - Anti
febrifuga (Sundararajan et al., 2006). - Anti úlcera, anti
diarréia (Lans, 2007; Atta et al., 2005; Tan et al., 2000).
- Anticancerígena (Kviecinski et al., 2008). -
Anticancerígena e antileucêmica (Sundararajan et al.,
2006; Wu et al., 2004; Chang et al., 2001; Wang et al.,
1997; Alvarez et al., 1996; Wat et al., 1979). -
Antidiabetica, hipoglicemica (Lans, 2006; Chang et al.,
2007; Chiang et al., 2007; Chang et al., 2005; Chang et
al., 2004; Alarcon et al., 2002; Ubillas et al., 2000). -
Anti-inflamatoria, relaxante muscular e analgesica
(Yoshida et al., 2006; Nguelefack et al., 2005; Chang et
al., 2005). - Antimalárica (Oliveira et al., 2004;
Andrade-Neto et al., 2004; Sarker et al., 2004; Brandao
et al., 1997). - Antimicrobiana (Rojas et al., 2006; Khan
et al., 2001; Chariandy et al., 1999). - Atividade antiviral
contra a infecção do HSV-2 (Chai et al., 2003). -
Hipotensiva (Dimo et al., 2003; Dimo et al., 2001;
Dimo et al., 1999). - Imunoprotetora e antioxidante
(Chang et al., 2005; Chiang et al., 2007; Yang et al.,
2006; Abajo et al., 2004; Chang et al., 2004).
• Chaptalia nutans (L.) Pol. Língua-de-vaca. Diurética,
emenagoga, béquica, tônica, desobstruente, anti-
Farmácia Verde
133
herpética, antiblenorrágica, antigripal e sedativa. A
decocção das folhas é utilizada como vulnerária. É
usada no tratamento de catarro pulmonar, dermatoses
e cefalalgia, erupções cutâneas de origem sifilítica,
insônia, afecções das vias urinárias, tumores linfáticos e
obstipação intestinal. Indicada para dores musculares,
golpes e torceduras. As raízes são usadas para combater
lombrigas intestinais. As raízes e as folhas são úteis
contra úlceras.
• Eclipta alba. Erva-botão. Planta comum na medicina
Ayurvedica, é reportado seu uso principalmente como
imunomoduladora, também é utilizada contra tosse,
bronquite e diarreia. Utilizada como protetora do
fígado e contra venenos de jararaca e cascavel.
• Elephantopus mollis Kunth. Fumo-bravo. As raízes em
decocção são utilizadas como tonica, diuretica,
febrífuga, emenagoga e antiseptica. São utilizadas ainda
para tratar herpes, cálculos renais. As folhas são
emlientes, resolutivas, sudorificas, anti-sifilitica e anti-
reumática. Externamente as folhas são utilizadas como
cicatrizante em ulceras e feridas.
• Emilia sonchifolia (L.) DC. Falsa-serralha, serralhinha,
serralha-vermelha, herbácea. - O chá feito das folhas é
utilizado no tratamento da disenteria (Duke & Ayensu,
1985). - O sumo das folhas é utilizado no tratamento
de inflamações oculares, cegueira noturna, cortes e
feridas e ferida orelhas (Chopra et al., 1986). - A planta
é adstringente, depurativa, diurética, expectorante,
febrifuga e sudorifica, o sumo da raiz é utilizado no
tratamento da diarréia, as flores são mastigadas e
mantidas na boca por cerca de 10 minutos para
proteger a decadência dos dentes (Manandhar, 2002). -
Atividades antioxidante e anti-inflamatorias (Shylesh &
Marcelo Rigotti
134
Padikkala, 1999). - Atividade anti tumoral (Shylesh &
Padikkala, 2000). - Propriedade anti-inflamatoria
(Muko & Ohiri, 2000).
• Galinsoga parviflora Cav. Botão-de-ouro. As folhas em
infusão são utilizadas para problemas no sistema
respiratório. Possui propriedades vulneraria,
antiescorbútica e digestiva.
• Porophyllum ruderale. Picão, picão-branco. - Anti-
inflamatória (Souza et al., 2003). - Leishmanicida
(Leishmania amazonensis) (Jorge et al., 1999).
• Sonchus oleraceus L. serralha herbácea. - A planta é
emenagoga e hepática, uma perfusão é usada para levar
a uma menstruação tardia e para tratar a diarréia, o
látex é usado como uma cura para o vicio do ópio
(Moerman, 1998). - O látex na seiva é usado no
tratamento de verrugas, possui atividade
anticancerígenas, (Duke & Ayensu, 1985). - As folhas
são aplicadas como um cataplasma para inchaços
inflamatórios (Grieve, 1984). - A infusão das folhas e
raízes é febrifuga e tônica (Chopra et al., 1986).
• Wedelia paludosa (Acmella brasiliensis). Mal-me-quer,
arnica-do-mato. Machucado. - Antinociceptivo (Block
et al., 1998a). - Analgésica, antimicrobiana e
antidiabética, tripanosomicida, relaxante muscular
(Bürger et al., 2005). - Hepatoprotetiva (Meotti et al.,
2006). - Antifúngica (Sartori et al., 2003). -
Hipoglicemiante (Novaes et al., 2001).
• Vernonia polyanthes. Assa-peixe. Febre de dentição. -
Antiulcerogênica (Barbastefano et al., 2007). -
Analgésica, antimutagênica (Benfatti et al., 2002). -
Leishmanicida (Leishmania amazonensis) (Braga et al.,
2007).
Farmácia Verde
135
Bignoniaceae
• Pyrostegia venusta. Cipó-de-são-joão. Usada
popularmente contra disenterias e diarréias (folhas
maceradas em água fria), as folhas são tônicas.
Brassicaceae/Cruciferaceae
• Coronopus didymus. Mastruço. Estimulante da
digestão, vermífuga, expectorante, anti-hemorróidas,
usada no tratamento de febres intermitentes e
palustres, é estomáquica e estimulante das glândulas
salivares, vesicatória dérmica, anti-hidrópica, diurética,
excitante, peitoral e antiescorbútica. É indicada par
afecções respiratórias, dores musculares, bronquite,
afecções renais e do estômago, raquitismo, contusões,
hipertrofia do coração e ciática.
• Lepidium ruderale. Mastruço-bravo. Antisséptica,
depurativa, estomáquica e diurética. É indicada contra
impigem, bronquite, tosse, afecções das vias
respiratórias, fraqueza pulmonar, laringite, escrófula,
escorbuto, dermatose, engorgitamento ganglionar e
sífilis.
Boraginaceae
• Heliotropium indicum. Borragem brava. Antitumoral
contra carcinoma de Ehrlich, cicatrizante. Planta
altamente tóxica.
Marcelo Rigotti
136
Cactaceae
• Cereus jamacaru. Mandacaru. O caule da planta é
utilizado para tratar problemas no pulmão, tosse,
bronquite, ulcera e febrifugo. Externamente é utilizada
contra ulceras e infecções de pele.
Caesalpinaceae
• Cassia occidentalis. Fedegoso subarbustiva. Folhas tem
atividade antiinflamatória, hepatoprotetora,
hipotensiva, vasoconstritora, inibidora da hemólise,
estimulante uterino, antiviral contra hepatite B. As
sementes são tóxicas.
Chenopodiaceae
• Chenopodium ambrosioides L. Sin. Chenopodium L.
var anthelminthicum A. Gray. Mastruz, erva-de-santa-
maria, mastruço. Vermes e gripe, tosse, tratamento de
dor de urina e dor de bexiga, vermes, calmante,
lombriga, dor de barriga, vermífugo, antibiótico,
inflamação de dente, cicatrizante, machucadura,
vermífuga, antibiótico, expectorante, machucado,
vermífugo, estômago, baque, tuberculose pneumonia,
carminativa, diaforética, emenagoga, tônica, vermífuga,
inseticida e empregada nos casos de bronquite e
amenorréia, segundo Martius (citado em D'Ávila)
auxilia também na expulsão do feto morto. -
Antihelmintica (Cavalli et al., 2004). - Antimicótica
(Trychophyton mentagrophytes e Microsporum
audouinii), tripanossomicida (Kishore et al., 1996). -
Leishmanicida (Leishmania amazonensis) (Monzote et
Farmácia Verde
137
al., 2006). - Pode causar dano genético, possivelmente
pelo seu efeito genotóxico (Gadano et al.,2002). -
Vermífuga (MacDonald et al., 2004).
Curcubitaceae
• Mormodica charantia L. melão-de-são-caetano
herbácea/ trepadeira. - Tratamento de feridas,
eliminação de parasitas, emenagogo, antiviral, sarampo
e a hepatite. Na medicina popular turca, os frutos
maduros são usados externamente para cicatrização
rápida das feridas e internamente para o tratamento de
ulceras pépticas (Grover, 2004). - Antibiótico,
antimutagênico, antioxidante, antileucêmico, antiviral,
anti-diabético, antitumor, aperitivo, afrodisíaco,
adstringente, carminativo, citotoxico, depurativo,
hipotensivo, hipoglicêmico, imuno-modulador,
inseticida, lactagogo, laxativo, purgativo, refrigerante,
estomáquico, tônico, vermífugo (Assubaie, 2004). -
Hipoglicêmica, anti-tumoral, abortifaciente (Ahmed,
1998).
Cyperaceae
• Cyperus rotundus. Tiririca. As raízes e rizomas da
planta possuem propriedades: alterativa, analgesica,
antibacteriana, anti-inflamatoria, antimalarial,
antimicrobiana, anti-piretica, adstringente, carminativa,
demulcente, diaforetica, diuretica, emenagoga,
emoliente, febrifuga, hipoglicemica, hipotensiva,
imunoestimulante, estimulante, estomaquica, tonica e
vermífuga.
Marcelo Rigotti
138
Euphorbiaceae
• Phyllanthus niruri. Quebra-pedras. Analgesico, redução
de cálculos renais, contra hepatite do tipo B,
imunoprotetor, anti-hepatotoxica, diurética,
hipotensiva e hipoglicemiante.
• Phyllanthus tenellus. Quebra-pedras. Analgesico,
diurético, analgésico.
Fabaceae
• Desmodium canum. Carrapichinho. Hepatite do tipo
B, antimicrobiana.
• Desmodium adscendens. Carrapichinho. Usada contra
asma.
Laminaceae
• Hyptis mutabilis. Cheirosa. Antiulcerogenica,
citoprotetora do miocardio, analgésica.
• Hyptis pectinata. Hortelã gigante. Analgésica,
antiedemalogênico.
• Hyptis suaveolens. Bamburral. Antiparacoccidiose,
analgésica, antiedemalogênico, antibacteriano,
antifungico.
• Leonurus sibiricus. Rubim. É anti-desentérica,
expectorante, cicatrizante, emenagogo, eupéptico,
diurético e vermífugo. Usada em forma de chá para
lavar "feridas brabas", e emplastos socados das folhas
cruas para cicatrização. Auxilia no tratamento de
distúrbios cardíacos.
Farmácia Verde
139
• Leonotis nepetaefolia. Cordão-de-são-francisco.
Broncodilatadora, anti-hipertensiva, espasmolitica,
relaxamento uterino, anticonvulsivante.
• Leucas martinicensis. Falsa-menta. Usada
popularmente para problemas digestivos e dores do
estomago, garganta inflamada, gripe e tosse,
externamente contra dores musculares e reumatismo.
Tônica, antiespasmodica, nevralgias, antireumatico.
Malvaceae
• Sida rhombifolia L. Guanxuma. Antibiótica, prevenção
contra caries.
Mimosoideae
• Mimosa pudica. Sensitiva. Antibiótica, antimicrobiana,
anti-neurastênica, antiespasmódica, diurética e sedativa.
As sementes e outras partes da planta contem
mimonsina, um amino acido conhecido por causar
queda de cabelo e depressão sobre o crescimento em
mamíferos (Arora 1983). Entretanto uma dose alta,
ainda desconhecida, é necessária para causar estes
problemas. Extratos da planta tem demonstrado
moderado efeito diurético, depressão duodenal,
contrações similares a atropina sulfona, promove
regeneração dos nervos e redução da menorragia
(Modern-natural 2001). Atividade antidepressiva tem
sido demonstrada em humanos (Martínez et al., 1996).
O extrato das raízes tem sido reportados com um
poderoso emético (Guzmán 1975)."
Nictaginaceae
Marcelo Rigotti
140
• Boerhavia diffusa, Erva-tostão, amarra-pinto. - As
raízes são diuréticas, emética, expectorante, laxante e
estomaquica, usados no tratamento da asma, edema,
anemia, icterícia, inflamações do aparelho urinario
(Chopra et al., 1986). - Anti-diabetica (Amarnath &
Pari, 2003).
Scrophulariacea
• Scoparia dulcis. Vassourinha. Analgésica,
antiinflamatória, anti-herpetica, antifúngica,
hipertensiva, expectorante, depressora do SNC,
sedativa, diurética, antitumoral, antimalarial, citotóxica.
Solanaceae
• Solanum americanum Mill maria-preta, erva-moura.
herbácea. - Protozoários, bactericida e fungicida,
tripanomicida (Cáceres et al., 1998). - Ativa contra
Epidermophyton floccosum, e Cryptococcus
neoformans (Cáceres et al., 1991; Muñoz et al., 2000).
Seus frutos verdes são tóxicos.
• Physalis angulata. Camapu. Hipotensora,
anticolinérgica, moluscida, tripanossomicida,
antibacteriana, imunomoduladora, antiviral,
antiespasmodica, anticoagulante, antiasmática.
Plantaginaceae
• Plantago major L. Transage, tansagem, transagem,
tanchagem, tansagem-da-horta, tranchagem.
Farmácia Verde
141
Antiinflamatório, azia, expectorante, garganta, gastrite,
gripe, queimação no estômago, tosse, tosse seca, afta,
inflamação de dente, gengiva e garganta, medicinal,
tratamento de dor de urina e dor de bexiga, controlar
pressão, inflamação e problemas de garganta. -
Antinociceptivo (Atta & El-Sooud, 2004). - Pedras
renais (Aziz et al., 2005). - Doenças da pele, eczema
(Duckett, 1980; Aliev, 1950). - Bronquite crônica
(Koichev, 1983; Matev et al., 1982). - Anti-
inflamatórios (Vigo et al., 2005; Herold et al., 2004). -
Diminui níveis de óxido nítrico (Vigo et al., 2005). -
Anti-câncer (Galvez et al., 2003). - Anti-viral (Chiang et
al., 2002; Gomez-Flores et al., 2001). - Não tem efeitos
diurético (Doan et al., 1992).
Poaceae
• Coix lacryma-jobi L. Lágrima-de-nossa-senhora. Possui
efeito antitérmico, antiespasmódico sobre o músculo
estriado, é sedativo, é analgésico e antiinflamatório,
possui atividade hipoglicemiante, é broncodilatador,
diurético, anti-reumático em artrites e em edemas
inflamatórios.
• Eleusine indica Gaertn. Capim-pé-de-galinha. Pedra
nos rins e bexiga e urina presa.
• Imperata brasiliensis Trin. Capim-sapé. A folha ou raiz
na forma de infusão e decocto é usada para nascer
dente forte, coceira e diarréia.
• Melinis minutiflora Beauv. Capim-gordura. Planta
usada popularmente para tratar osteoporose.
• Rynchelytrum repens. Capim-favorito. Planta
pesquisada para o combate a diabetes, possui
Marcelo Rigotti
142
betaglucano e o arabinoxilano, moléculas isoladas pelos
cientistas, são formas mais complexas de açúcar.
Portulacaceae
• Portulaca oleraceae. Beldroega. Atividade relaxante
múscular, hipoglicemiante, analgésica.
• Talinum paniculatum Jacq. Gaertn. Beldroega grande.
As folhas são mucilaginosas, emolientes e vulnerarias.
Usadas como cicatrizante, inflamações e afecções de
pele, internamente é usada para tratar disenteria,
diurética, infeccções intestinais, fadiga, cansaço físico e
mental.
• Talinum triangulare (Jacq.) Willd. Beldroega. As folhas
são mucilaginosas, emolientes e vulnerária. Usada para
amolecer calos, favorecer a regressão e cicatrização de
feridas.
Phytolacaceae
• Petiveria alliaceae. Guiné. Raizes anticonvulsivante,
depressora do SNC, analgésica, atividade tópica e oral
antiinflamatória, hipoglicemiante. Folhas apresentaram
inseticida, acaricida, vermífugo, moluscida antiviral,
gastroprotetora e antitumoral. Em doses altas (90 g) é
toxica para uma pessoa de 70kg.
Verbenaceae
• Lippia alba.(Mill.) N. E. Br. Erva cidreira brasileira. As
folhas da planta são usadas calmante, digestiva e contra
Farmácia Verde
143
cólicas. Utilizada para tratar dor de barriga, má
digestão, diarréia, para nascer dente, calmante, cólica
intestinal, tosse, insônia, falta de ar, dor de estômago,
dor de cabeça, tratamento de pressão alta, flatulência,
dores em geral, mal-estar, gripe e infecções.
• Lippia gracilis Schauer. Alecrim-da-chapada. Possui
atividade antimicrobiana, é usada para limpeza íntima.
Possui ação para tratar acne, sarna, pano-brnaco,
impingens, caspa e mau cheiro nos pés, axilas e virilhas.
• Lippia microphylla Cham. Alecrim-da-chapada. As
folhas são usadas no tratamento de gripe, bronquite e
sinusite.
• Lippia sidoides Cham. Alecrim-pimenta. Usada contra
rinite alérgica, infecções na garganta, cáries, mau cheiro
nas axilas e nos pés, aftas e corrimento vaginal.
• Stachytarpheta cayennensis (Rich.) Vahl.: Gervão.
Cicatrizante, béquico, diurético, vermífugo, digestivo,
combate úlcera péptica, afecções hepáticas e biliares,
parasitas intestinais, febres, bronquite crônica e dores
de origem reumática.
Marcelo Rigotti
144
Plantas medicinais
condimentares e
aromáticas
A
ABACATEIRO Persea americana Mill (LAURACEAE): É diurético,
anti-anêmico, digestivo, colagogo e anti-helmíntico. É utilizado,
também, para eliminar a caspa, detém a progressão da calvície,
fortalecendo e suavizando o cabelo. Hepatite, Infecção renal,
Infecções da Bexiga, Cefaléia, Diurético, combate o reumatismo, o
colesterol, a diarréia, abcessos e o ácido úrico.
ABACAXI Ananas comosus (L.) Merril (BROMELIACEAE): O
fruto é delicioso, estomáquico, carminativo, contra azia e litíase,
solvente do catarro mucoso das vias respiratórias e
antiinflamatório. O suco em jejum é indicado contra a neurastenia.
6
Farmácia Verde
145
ABETO Abeto alba Abies alba Miller /Sin.: Abies pectinata
(Lank.) DC. (PINACEAE) miller.: Revulsiva, balsâmicas,
expectorantes, analgésica e antissépticas, especialmente das vias
respiratórias. Inalação ou ingestão de doses excessivas de
terenbintina pode produzir irritação do sistema nervoso, sobretudo
em crianças.
ABIU Pouteria ramiflora (Mart.) Radlk. (SAPOTACEAE): Os
frutos, ao natural, agem contra afecções pulmonares. A casca da
planta é antidisentérica e baixa a febre. O azeite extraído das
sementes abranda inflamações na pele.
ABRICÓ-DO-PARÁ Couroupita guianensis Aubl.
(LECYTHIDACEAE): As sementes são indicadas contra vermes
intestinais.
ABÓBORA Cucurbita pepo L. (CUCURBITACEAE): Adstringente,
laxante, diurética, alcalinizante. A decocção da polpa é indicada
nos casos de diarréia e gases; o sumo da polpa para prisão de
ventre. O cataplasma das folhas são indicadas em casos de
queimaduras, inflamações e dores de ouvido. É um excelente
vermífugo, principalmente para crianças. É tônico para o cérebro,
fígado, rins e intestinos. Folhas e flores podem ser friccionadas na
pele para combater a erispela. Um preparado ajuda a combater a
bronquite. A polpa, crua ou cozida, serve para preparar
cataplasmas antiinflamatórios.
ABRÓTANO Artemisia abrotanum (ASTERACEAE): estimulante,
tônica, anti-helmíntica e carminativa, é recomendado em casos de
enfermidades nervosas, indicada para estomatites, como loção
capilar e para menstruação difícil e dolorosa.
Marcelo Rigotti
146
ACARIÇOBA Hidrocotyle bonariensis L. (UMBELLIFERARE): anti-
reumática, emética, diurética, desobstruente do fígado e dos rins,
purgativa, aperiente, anti-hidrópica. O suco da planta combate
sardas e manchas dérmicas, erisipelas, escrófulas, sífilis e afecções
tuberculosas. Toxicologia: não deve ser usada por gestantes, as
folhas em altas doses são tóxicas.
ACELGA Beta vulgaris var. cicla (CHENOPODIACEAE): Laxante,
emoliente, tônico estomacal, expectorante, anti-reumática,
estimulante das funções cerebrais. São usadas contra cálculos da
vesícula e suas folhas como cataplasma em furúnculos e feridas, as
folhas em cataplasma apressam cicatrização de feridas. Quando
misturada em partes iguais com o suco do agrião, combate os
cálculos biliares. O suco é diurético, adstringente e vermífugo,
usados também nas dermatites e para combater a má digestão.
Fricção diária das folhas evita queda de cabelo. O suco das folhas é
usado nos casos de nefrite, gota, reumatismo, febres debilidade
geral, icterícia. As folhas amassadas e misturadas com sal e vinagre
combatem a sarna.
ACEROLA Malpighia glabra DC. (MALPIGHIACEAE): Também
chamada de cereja-das-antilhas, os frutos, frescos, agem contra
disenteria, sobre o teor de ácido ascórbico (vitamina C) em cada
frutinha da árvore da acerola excede 1000 mg ou 1g (um
grama),valor este equivalente a quaisquer efervescentes vendidos
no mercado mundial no padrão efervescente 1g (um grama).
AÇAFRÃO Crocus sativus L. (IRIDACEAE): é usado como um
preventivo para doença de coração, e previne a formação de
colesterol. Também é usado para acalmar as membranas do
estômago e cólon. Não deve ser tomado em doses grandes, nem
deve ser tomado por mulheres grávidas, pois é planta venenosa e
Farmácia Verde
147
sempre deve ser tomado sob consulta. Sedativo e antiespasmódico,
estimulante difusivo, emenagogo, antiespasmódico.
AGAVE Agave americana L. (AGAVACEAE): É depurativa e
estomáquica, o suco é empregado em feridas e inchaços das
pernas, na forma de pó é usada contra doenças do fígado e rins,
icterícia e anemia. As folhas em decocção são utilizadas para
doenças dos olhos em geral. As flores em infusão combatem a
sífilis e lepra.
AGONIADA Plumeria lancifolia Muller Arg. (APOCYNACEAE):
Febrífuga, balsâmica. Combate cólicas menstruais, febre, asma
brônquica e ansiedade. A sua casca é utilizada contra asma e sífilis.
Toxicologia: Em doses elevadas pode causar até a morte por ser
venenoso.
AGRIÃO Nasturtium officinalis (CRUCUFERAE): Estimulante,
depurativo, tonificante, vermífugo, cicatrizante e balsâmico.
Combate o escorbuto, cálculos renais, gota, artrite, reumatismo e
gases intestinais. O chá das folhas é diurético e indicado como
emplasto no pescoço, junto com a argila, para curar a glândula
tireóide. Toxicologia: Quando usado em excesso provoca irritação
no estômago e vias urinárias.
AGUAPÉ Eichornia cassipes (Martius) Solms-Laubach.
(PONTEDERIACEAE): é sedante e anafrodisíaca; combate a
hepatite e é refrescante, a mucilagem é usada contra furúnculos e
abcessos e a infusão das flores é febrífuga e diurética.
AIPO Apium graveolens L. (APIACEAE - UMBELLIFERAE): uso
no tratamento para reumatismo, artrite e gota, as sementes são
também utilizadas como um anti-séptico urinário. É bom para a
limpeza do intestino, é diurético, e as sementes são utilizadas
Marcelo Rigotti
148
especificamente para problemas de artrite. As sementes também
têm uma reputação como um carminativo e como um
tranqüilizante de efeito moderado. Os talos são menos
significantes medicinalmente. Anti-reumático, antiespasmódico,
diurético, anti-séptico das vias urinárias.
ALCACHOFRA Cynara scolymus L. (ASTERACEAE): Em forma
de decocção, 80g/litro de água pode ser usado contra cálculos
biliares, 20g/l de água fervido durante 5 min é ótimo como
diurético. Estimula as funções hepáticas e da vesícula biliar, abaixa
o nível de colesterol, é laxante e auxilia nos regimes de
emagrecimento. Tenra e crua faz bem nos casos de anemia
debilidade geral e raquitismo. É também um antidiarréico eficaz.
ALFACE Lactuca sativa. (COMPOSITAE): Laxante, eupéptica,
mineralizante, desintoxicante, diurético, anti-ácido, anti-reumático
e sonífero. É utilizada como calmante e como base para produtos
de beleza (rejuvenescedores). É útil também contra a insônia,
excitação nervosa, palpitações, reumatismo, hipocondria e
conjuntivites. O suco dos talos e folhas frescos é bom para os
nervos. Cataplasmas quentes funcionam contra inchaços e
inflamações. O chá ajuda curar azias, dores intestinais, tosse e
bronquite.
ALFACE D’AGUA Pistia stratiotes L. (ARACEAE): diurética,
antiartrítica, anti-herpética, anti-diabética, emoliente, anti-
hemorróidas, antiasmática, anti-disentérica, expectorante e
desinflamatória de erisipela. Ë usada contra diabetes insípida,
urinas sanguineas, tumores de erisipela, hérnias infantis,
enfermidades da bexiga e rins.
ALFAFA Medicago sativa. (LEGUMINOSAE): Analgésico,
diurético (frutos) e antiespasmódico. É uma das plantas mais
Farmácia Verde
149
usadas pela indústria para a obtenção da vitamina K e clorofila. É
indicada nos casos de anemia e deficiência em vitamina K e cálcio.
Nesses casos, usa-se o chá e o suco das folhas.Toxicologia:
Quando consumida fresca causa distúrbios tais como inchações e
inflamações internas.
ALFAVACA ANISADA Ocimum basilicum var. anisatum.
(LABIATAE): aromática, estimulante, sudorífica, diurética,
antiespasmódica, carminativa e béquica; utilizada no tratamento de
vertigens, desmaios e enxaquecas nervosas.
ALHO Allium sativum. (LILIACEAE): O alho é uma erva
medicinal poderosa para o tratamento em uma infinidade de
problemas de saúde. É uma das mais efetivas plantas com poder
antibiótica, agem em bactérias, vírus e parasitas. Também ataca
muitas infecções, incluindo aquelas do nariz, garganta e tórax.
Alho é também conhecido por reduzir colesterol, ajuda desordens
do sistema circulatório, tal como pressão alta, e abaixa níveis de
açúcar no sangue, é muito útil em casos de diabetes. Antibiótico,
expectorante, diaforético, hipotensivo, antiespasmódico, expele
vermes.
ALECRIM Rosmarinus officinalis. (LAMIACEAE): Foi usado desde
a antigüidade para melhorar e fortalecer a memória. Alecrim
aumenta a circulação, reduz dores de cabeça, antibacteriana e anti-
fúngica. Alecrim melhora a absorção de alimentos estimulando a
digestão, o fígado e a área intestinal. Também é usado em
gargarejos como anti-séptico para gargantas doloridas e úlceras
bucais. Alecrim tem uma reputação como tônico. Tônico,
estimulante, adstringente, anti-inflamatório, carminativo.
ALGODOEIRO Gossypium herbaceum. (MALVACEAE):
Emoliente, emenagogo e anti-inflamatório. Combate o catarro
Marcelo Rigotti
150
brônquico, disenteria, provoca e ajuda a menstruação e reduz o
colesterol. Protege a pele e desinflama os brônquios.
ALTÉIA Althaea officinalis L. (MALVACEAE): Emoliente,
calmante, anti-inflamatória, laxante e expectorante. Suas folhas e
raízes fornecem um chá emoliente e calmante, muito útil em casos
de inflamação. Pode-se fazer emplastos com as folhas e raízes para
debelar inflamações de pele.
AMEIXA Prunus domestica (ROSACEAE): Os frutos maduros,
frescos ou secos, assim como as folhas novas, são laxativas. O
licor é digestivo. A infusão dos frutos secos ao forno e adoçados
com mel combate o resfriado e a tosse. A cataplasma de folhas
secas e uma pequena porção de fuligem, aplicadas sobre o ventre
das crianças, ajudam a expelir vermes.
AMORA-DO-MATO Rubus rosaefolius Smith (ROSACEAE) – Os
frutos frescos e crus agem contra anemia, falta de apetite e úlceras
no estômago.
AMORA NEGRA Morus alba L. (MORACEAEA) – A casca da
raiz age como vermífugo e purgante. Gargarejos com xarope do
fruto são indicados nas inflamações da garganta e da boca, O fruto
também é antidiarréico.
AMOR-PERFEITO Viola tricolor. (VIOLACEAE): Diurética,
cicatrizante, anti-inflamatória, depurativa, laxante, febrífugo,
fluidificante do sangue. Usa-se como cosmético, contra o
ressecamento, rugas e estrias. É empregada também em todos os
casos de eczemas.
ANGELICA Angelica archangelica L. (APIACEAE): Angélica tem
sido utilizada para reduzir espasmos musculares, asma e bronquite.
Farmácia Verde
151
Também tem sido utilizado com muita eficiência para inflamações
reumáticas, para regular fluxo menstrual e como um estimulante
do apetite. Os talos são adoçados para uso culinário.
Antiespasmódico promove fluxo menstrual.
ANIL Indigofera suffruticosa Mill. (PAPILIONACEAE): é utilizada
em tratamento das infecções urinárias, cólicas, intoxicações
exógenas, hepatite, afecções do sistema nervoso e uretrite
blenorrágica. A raiz é usada para epilepsia e icterícia. É reputada
como antídoto do mercúrio e do arsênio.
ANIS Pimpinella anisum L. (APIACEAE): Desde a antigüidade ela
tem sido utilizada como um tempero saboreado em receitas e
como diurética, para tratar problemas digestivos e para aliviar dor
de dente. Sementes do anis são conhecidas pela sua capacidade de
reduzir flatulência e cólica, e para melhorar a digestão. Eles são
comumente dados aos bebês e crianças para aliviar a cólica, e para
pessoas de todas as idades que sentem náuseas com facilidade e
sofrem de indigestão. Também é usada como um expectorante e
possui ação antiespasmódica e é prestativa em dores que persistem
em longos períodos, asma, chiados, tosse e bronquite. A ação
moderada sobre os hormônios que produzem leite, das sementes
podem explicar sua capacidade para aumentar a produção de leite e
sua reputação ao aliviar dores do parto e tratamento contra
impotência e frigidez. O óleo essencial do anis é utilizado
externamente para tratar piolhos e sarna. Reduz cólica e
flatulência, promove digestão e é antiespasmódico.
ANIS-ESTRELADO Ilicium verum Hook. f. (MAGNOLIACEAE):
É eupéptico e carminativo (elimina os gases intestinais), digestões
difíceis, fermentação intestinal e flatulência.
Marcelo Rigotti
152
AROEIRA Schinus molle L. (ANACARDIACEAE): Estimulante e
diurética. Depurativa e febrífuga (casca), é anti-inflamatória,
combate alergias, bronquite e reumatismo. Sua casca é usada
contra feridas, tumores e inflamações em geral. Toxicologia: É
espécie altamente tóxica, podendo seu óleo produzir edema e
eritrema em contato com a pele.
ASPARGO Asparagus officinalis L. (LILIACEAE): Pode ser usado
na forma de decocção contra problemas do coração e é diurético,
usando-se 50g de raiz para 1 litro de água, sem açúcar e entre as
refeições. Contra a obesidade pode ser fervida 50 g de raiz em 3/4
de água e bebida durante o dia.
ASSA-PEIXE Vernonia polyanthes Less. (ASTERACEAE): Possui
ação analgésica, anti-hemorrágica, expectorante, é eficiente contra
gripes, resfriados, bronquites e tosses. Deve ser tomada na forma
de infusão.
ARAÇA Psidium cattleianum Sabine (MYRTACEAE): As folhas são
anti-hemorrágicas e antidisentéricas.
ARATICUM DO CERRADO Annoma crassiflora
(ANONACEAE): As sementes raladas, em infusão ou decocção,
antireumática, antiinflamatória, adstringente e antiespamódica,
diarréia e ferimentos.
ARNICA Arnica montana L. (ASTERACEAE): O uso de extratos
de arnica e ungüento reduz inflamação e dor de contusões,
torções, tendões, deslocações e áreas inchadas. Arnica melhora a
circulação do sangue e acelera o restabelecimento. É anti-
inflamatório e aumenta a reconstituição de sangramento interno.
O uso interno de arnica é restringido a dosagens homeopáticas
Farmácia Verde
153
pois é potencialmente tóxico. Anti-inflamatório, germicida,
inflamação muscular e dores musculares.
ARNICA BRASILEIRA Solidago microglossa DC. (COMPOSITAE):
amarga, vulnerária, estomáquica, antiespasmódica, anti-
hemorrágica, anti-reumática, béquica e odontálgica. É usada em
contusões, traumatismos, feridas, varizes, frieiras, pruridos,
paralisia e fraqueza das articulações.
ARNICA DO CAMPO Porophylum ruderale. (Jacq.) Cass.
(ASTERACEAE): antiinflamatória, cicatrizante, antibacteriana,
antiartrítica, antimicótica, antidiabética, diaforética, emenagoga e
calmante. É usada para tratamento de corrimentos, afecções do
fígado, hepatite, inflamações da garganta, amigdalite e má digestão.
ARNICA DO MATO Wedelia paludosa DC. (ASTERACEAE):
anti-reumática, antiinflamatória, febrífuga, antidisúrica,
antinevrálgica e antianemica. Indicada para traumatismos, golpes,
ferimentos, machucaduras, coqueluche, trombose e hematomas,
também é tripanossomicida, antioceptiva e antiálgica.
ARRUDA Ruta graveolens L. (RUTACEAE): É utilizada para
estimular a hemorragia menstrual, induzir aborto e fortalecer a
vista. O rutin contido na planta ajuda fortalecer vasos sangüíneos
frágeis e alivia veias varicosas. Antiespasmódica, especialmente no
sistema digestivo onde alivia a tensão do intestino. É usado contra
histeria, epilepsia, vertigem, cólica, lombrigas intestinais,
envenenamento e problemas nos olhos. O uso como uma infusão
como um colírio traz alívio rápido a olhos cansados, e
supostamente melhora a vista. antiespasmódico, aumenta a
circulação periférica do sangue , alivia tensão nos olhos.
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154
ARTEMÍSIA Artemísia vulgaris L. (ASTERACEAE): Emenagoga,
aperitiva, colagoga, vermífuga, analgésica, antiespasmódica e anti-
convulsivante. É muito conhecida e usada nos problemas
menstruais, em casos de dispepsia, astenia, epilepsia. Toxicologia:
Não recomendável a lactantes e gestantes. Não ultrapassar as
doses indicadas.
ARTEMÍSIA ROMANA Tanacetum parthenium L. Schulz-Bip.
(ASTERACEAE): estomáquica, antileucorréica, emenagoga,
antiespasmodica e febrífuga. Atua contra cefalalgia, enxaqueca,
pertubações gástricas, insônia, males do coração e dos nervos.
Toxicologia: pode causar o aborto.
AVELÃ Corylus avellana L. (BETULACEAE): Tanto as folhas
secas quanto o óleo são usados nas inflamações do intestino e
detergente nas feridas.
AVELOZ Euphorbia tirucalli L. (EUPHORBIACEAE): usa-se o
látex que é cáustico, é resolutivo no tratamento de carcinomas e
epiteliomas benignos, purgativo, antiescorpiônico e ofídico
(interno), anti-reumático, rubefaciente, cauterizante de verrugas,
antiasmático, antiespasmódico, antibiótico, anibacteriano,
antivirótico, fungicida, expectorante, expectorante e
antisifilítico.Toxicologia: deve-se usar com cuidado, para uso
interno toma-se até 3 gotas por dia, distribuídas em três copos
d’água. Doses tóxicas coagulam o sangue, o látex é cáustico e
irritante para a pele, destrói as córneas dos olhos e provoca
hemorragia .
AVEIA Avena sativa L. (POACEAE): Aveia é um alimento
indicado para quem está se recuperando de uma doença. Também
provê fibra necessária na dieta. Podem combater acne como
Farmácia Verde
155
pomada, em infusão trata do ácido úrico, em decocção é diurético
e ajuda o intestino.
AVENCA Adiantum capillus-veneris L. (PTERIDACEAE): peitoral,
antiasmática, expectorante, béquica, emenagoga, aperiente,
digestiva, emoliente, sudorífica, estimulante, antidiarréica,
antidisentérica e antiinflamatória. Indicado contra infecções
catarrais, bronquite, caspa, queda de cabelo, reouquidão, dores
reumáticas, ressecamento da garganta dismenorréia, debilidade das
parturientes, verrugas, laringite, distúrbios do ovário e da bexiga.
AZEDINHA DA HORTA Rumex acetosa L.
(POLYGONACEAE): laxante, antiescorbútica, diurética,
catamenial, antiasmática, antinevrálgica, febrífuga e acídula. É
indicada para icterícia, afecções do fígado, afta e inflamações da
vesícula biliar. Toxicologia: os pacientes com artrite, gota, litíase e
reumatismo não devem ingerir a planta. Não deve ser preparada
ou servida em recipientes de cobre.
B
BABOSA Aloe vera , A. barbadensis. (LILIACEAE): O gel
encontrado no interior da folha da planta e a parte cristalina
encontrada na lâmina da folha, que contem aloína, são utilizadas
para propósitos cosméticos e medicinais. O gel claro é
notavelmente efetivo contra feridas e queimaduras, acelerando o
valor de restabelecimento e reduzindo o risco de infeção. A parte
gelatinosa da folha que contem aloína é um laxativo forte, útil para
constipações. Babosa é apresentada em fórmulas de muitos
cosméticos porque o seu emoliente tem a propriedade de prevenir
cicatrizes. Cura feridas, é emoliente e laxativo.
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BACURI Scheelea phalerata (Mart. Ex Spreng.) Burret - PALMAE
(ARECACEAE) – O óleo da amêndoa é útil no tratamento de
eczemas, herpes e outras doenças da pele.
BÁLSAMO ALEMÃO Kalanchoe tubiflora R. Hamet.
(CRASSULACEAE): Cicatrizante e balsamica.
BÁLSAMO AMENDOIM Pterogyne nitens Tull. (FABACEAE –
CAESALPINIOIDEAE): árvore, possui ação cicatrizante, a casca
é amarga e contém tanino.
BÁLSAMO BRANCO Sedum dendroideum Moc. & Sessé ex DC.
(CRASSULACEAE): Emoliente, cicatrizante e vulnerária. Usada
para contusões, torções, machucaduras, feridas gangrenosas,
úlceras, epilepsia, inflamações gastrintestinais e da pele e nas
cefaléias. Toxicologia: o suco da planta tem um ingrediente acre
tóxico.
BASILICÃO Ocimum sanctum, O.basilicum. (LABIATAE): reduz
níveis de açúcar do sangue. Também previne úlceras do estômago
e outros estresses relacionados a condições de hipertensão, colites
e asma. Basilicão é também utilizado para tratar calafrios e reduzir
a febre, congestão e dores associadas. Possui propriedade
bactericida e ação fungicida, folhas do basilcão são utilizadas em
coceiras da pele, mordida de inseto e afecções de pele. Abaixa
níveis de açúcar no sangue, antiespasmódico, analgésico, abaixa
pressão sangüínea, reduz febre, fungicida, anti-inflamatório.
BARBATIMÃO Stryphnodendron barbatiman: (LEGUMINOSAE-
MIMOSACEAE) Rica em tanino. Usa-se externamente reduzindo
a pó e aplicado sobre úlceras, impingens e hérnias (20 gramas
cozidas em meio litro da água, em banhos e lavagens).
Farmácia Verde
157
Internamente como tônico, cozinhando a casca para
combater hemorragias uterinas, catarro vaginal e diarreias.
BARDANA Arctium lapa L. (ASTERACEAE): Na forma de
cataplasma contra a artrite, em decocção e depois a raíz amassada é
friccionada no couro cabeludo é ótimo contra queda de cabelos,
cozidas com um pouco de leite combate hemorróidas, é diurética,
depurativa, em forma de cataplasma cura furúnculos e úlceras.
BARU Dypterix alata (LEGUMINOSEA – PAPILIONOIDEAE -
FABACEAE ): o óleo é aromatizante e anti-reumático.
BAUNILHA Vanilla planifolia Andr. (ORCHIDACEAE):
estimulante, afrodisíaca e emenagoga. Em homeopatia, sozinha ou
em mistura com outras ervas, é empregada nas afecções nervosas e
uterinas, convulsões e hipocondria. Recomendada ainda na
melancolia histérica, no reumatismo crônico e nas febres
adinâmicas. É utilizada também em farmacopéia, visando a
amenizar o sabor desagradável de alguns alimentos.
BELDROEGA Portulaca oleracea. (PORTULACACEAE): É
utilizada como diurética, colocando-se em infusão por 15 min um
pouco de folhas de beldroega, depois deve ser filtrado e adoçado e
tomado duas vezes ao dia. Elimina toxinas nos intestinos e na pele,
age contra diarréia, hemorróida, é usada interna e externamente
para curar abcessos, úlceras úmidas e erisipela.
BELLADONA Atropa belladonna L. (SOLANACEAE): é
conhecida pelos seus efeitos venenosos (belladonna aumenta as
batidas do coração e pode conduzir a morte). Belladonna contem
atropina utilizada na medicina convencional para dilatar as pupilas
para exames dos olhos e como um anestésico. Na medicina
alternativa, é principalmente prescrita para aliviar a cólica
Marcelo Rigotti
158
intestinal, para tratar úlceras do estômago e para relaxar órgãos
dilatados, especialmente o estômago e o intestino, é também
utilizado como um anestético na medicina convencional.
Relaxamento muscular, antiespasmódico, narcótico, reduz
suadouro, sedativo.
BERINJELA Solanum melongena. (SOLANACEAE): Oxidante,
remineralizante, alcalinizante, calmante, resolutiva, diurética,
emoliente (folhas),digestiva. Reduz a ação de gorduras no fígado e
diminuir o colesterol. Diminui o colesterol, combate a inflamação
dos rins e uretra, as enfermidades do fígado e estômago. Suas
folhas servem para o preparo de cataplasmas para queimaduras,
abcessos e herpes. O suco do fruto é bom diurético.
BETERRABA Beta vulgaris. (CHENOPODIACEAE): anti-
anêmico, tônico cardíaco, diurético e anti-reumático. Combate
inflamações, estresse, a anemia, facilita a digestão, regula os
intestinos e controla a cor do sangue. O chá das folhas é ótimo
para anemia. O tubérculo é alimentício.
BOLDO Plectranthus barbatus Andr. (LAMIACEAE): Ativa a
secreção de saliva e sucos gástricos. Boldina, um de seus
componentes, induzem o fluxo de bílis assim como a quantia total
de sólidos que ela excreta. Sua ação de proteção das células
hepáticas têm sido demonstradas "in vitro" e "in vivo". Boldo
estimula atividades do fígado e bílis e é principalmente utilizado
como um remédio para cálculos biliares e fígado ou dor de vesícula
biliar. Deve ser normalmente tomado uma ou duas vezes por
semana, uma ou outra como tintura ou infusão. Boldo também
tem indicações antissépticas que ajudam a combater a cistite. Bílis
e estimulante de atividade do fígado, digestivo. Toxicologia: o uso
em doses elevadas pode provocar irritação da mucosa do
estômago.
Farmácia Verde
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BOLDO CIDREIRA Coleus amboinicus Lour. (Spreng.)
(LAMIACEAE): Antisséptica bucal e da garganta, antifebril,
antitussígena, balsâmica, béquica, antibacteriana, peitoral, e
antiinflamatória da boca e garganta. É usada contra rouquidão,
bronquite, asma, coriza, influenza, hipertemia, pirexia diaforética,
hemoptises e epistaxes.
BORRAGEM Borrago officinalis. (BORAGINACEAE): As folhas
podem usadas como saladas, é depurativa do sangue na forma de
infusão e tomado duas a quatro vezes ao dia, contra gota na forma
de cataplasma, em decocção contra o reumatismo e a tosse
adoçado com mel. Toxicologia: todas as formas de preparo do chá
devem ser filtradas para eliminar os pelos da planta.
BRÓCOLIS Brassica oleracea (BRASSICACEAE): Anti-anêmico.
Flores e folhas tem efeito laxativo. As folhas são também
calmantes. O caldo das flores combate as inflamações do tubo
digestivo.
BUCHA Luffa cylindrica Roem. (CUCURBITACEAE): a polpa do
fruto é purgativa, hidragogas e antiapopléticas; as sementes são
eméticas, purgativas e vermífugas; as folhas são antianêmicas. O
caule e as folhas são indicados para o fígado, prisão de ventre,
amenorréia, clorose e ascite.
BUVA Erigeron bonariensis L. (ASTERACEAE): diurética,
vermífuga, vulnerária, anti-hemorróida, antidiarréica e anti-sifilítica.
Afecções urinárias, feridas, úlceras, inflamação da próstata e
testículos, corrimento, hidropisia e distúrbios hepáticos.
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160
C
CABAÇA Lagenaria vulgaris Ser. (CUCURBITACEAE): a polpa
dos frutos é amarga, purgativa, drástica, emoliente, e maturativa; as
sementes são antinefríticas e purgativas. As folhas aquecidas
apressam partos e curam frieiras, e cataplasma para pernas
inchadas. Toxicologia: doses abusivas podem causar hemorragias
mortais.
CAJÁ-MANGA Spondias mombin L. (ANACARDIACEAE): As
raízes e a casca da planta são calmantes e antidiarréica. As flores,
em infusão, são usadas contra afecções da laringe.
CAJU Anacardium occidentale L. (ANACARDIACEAE) – A casca,
em decocção, age contra frieiras e alivia o cansaço dos pés, a casca
e as folhas são adstringentes, tônicas e antidiabeticas. É também
anti-hemorrágica e antiulcerosa.
CALENDULA Calendula officinalis L. (ASTERACEAE): Calêndula
é uma das melhores ervas para tratar problemas locais de pele.
Infusão ou decocção de pétalas de calêndula diminui a inflamação
de torções, picadas, varicose, veias e outras inchações e também
acalma queimaduras do sol, erupções cutâneas e irritações da pele.
Essa planta é excelente para inflamações da pele causadas por
contusão, seu poder anti-séptico e de restabelecimento ajudam a
prevenir o alastramento de infecções e acelera o restabelecimento.
Serve também na limpeza e desintoxicação, e a infusão e tintura
são utilizadas para tratar infecções crônicas. Tomado
internamente, tem sido utilizado tradicionalmente para promover o
drenagem de glândulas linfáticas inchadas tal como amigdalite.
Anti-inflamatório, adstringente, cura feridas, anti-séptico,
desintoxicante.
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CAGAITA Eugenia dysenterica (MYRTACEAE): Indicações –
antidiarréica (folhas), soltam intestino (frutos).
CAMOMILA Matricaria chamomilla L. (ASTERACEAE): Suas
flores ajudam na indigestão, nervosismo, depressões e dores de
cabeça, sendo ideal para problemas relacionados às emoções tais
como úlceras do estômago, colite, espasmos e indigestão nervosa.
O óleo essencial da camomila tem poder anti-inflamatório,
antiespasmódica e atividade anti-microbiana. É uma erva excelente
para muitas desordens digestivas e para tensão nervosa e
irritabilidade. Externamente, é utilizada para pele dolorida e
eczema.
CAMBARÁ FALSO Eupatorium squalidum DC (ASTERACEAE): a
planta é usada como emoliente, contra febres malignas, febres
intermitentes e infecciosas.
CANA-DE-MACACO Costus spiralis. (Jacq.) Roscoe
(ZINGIBERACEAE): diurética, diaforética, tônica, emenagoga,
febrífuga, resolvente de tumores, estomáquica, aperitiva,
antiinflamatória dos rins e bexiga, calmante das excitações
nervosas e do coração, antitilítica, antidiabética, anti-reumática e
depurativa. Os caules são usados contra leucorréia e afecções
renais, disúria, hidrpisia, aterosclerose, albuminúria, insuficiência
cardíaca, dores nefríticas, sífilis e gonorréia.Toxicologia: deve ser
evitado o seu uso continuado pois é rica em oxalato de cálcio e
pode causar pedras nos rins e bexiga.
CANA-DE-MACACO Dichorysandra thyrsiflora J.C. Mikan
(COMELINACEAE): a planta é emoliente, diurética e anti-
reumática.
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CANA-DO-BREJO Costus spicatus Jacq (S.W.)
(ZINGIBERACEAE): o rizoma é diurético, diaforético,
emoliente, tônico e emenagogo, anti-sifilítica, antitilítica; o suco
das hastes é depurativo, tônico, diaforético, febrífugo e menagogo.
É usada para o tratamento de leucorréia, gonorréia, mucosidade da
bexiga, nefrites, inflamações da uretra, amenorréia e
arteriosclerose.
CANELA Cinnamomum zeylanicum Nees. (LAURACEAE): A
infusão ou pó é utilizada para dores de estômago e câimbras.
Tradicionalmente, a erva foi tomada para calafrios, gripe e
problemas digestivos, e ainda está sendo utilizada para os mesmos
problemas. Contra calafrios, estimulante, carminativo,
antiespasmódico, anti-séptico, anti-viral. Antiespasmódico,
afrodisíaco, analgésico, carminativo, estimulante, tônico,
antidepressivo, antiespasmódico, analgésico, antipirético,
estimulante do cérebro, gastroprotetor e hipotensor (ROGER,
1998).
CÂNFORA Cinnamomum cânforaa syn. Laurus cânforaa
(LAURACEAE): Cristais de cânfora têm ação antisséptica forte,
estimulante e antiespasmódica e são aplicadas externamente como
ungüento ou bálsamo para cortes ou irritações da pele e linimento
como analgésico para aliviar dores artríticas e reumáticas, neuralgia
e dores lombares. Serve para problemas de pele, tal como suores
frios e frieiras, pode ser utilizado como um esfregaço no tórax para
a bronquite e outras infecções do tórax. Anti-séptico,
antiespasmódico, analgésico, expectorante.
CANFRINHO Artemisia camphorata Vill. (ASTERACEAE): anti-
reumática, antiepilética, calmante e antinevrálgica. Utilizada no
Farmácia Verde
163
álcool para dores musculares, picadas de insetos, distúrios
neurológicos e cardíacos, feridas, contusões e hemorragia uterina.
CAPIM LIMÃO Cymbopogon citratus (DC) Stapf. (POACEAE):
Seu óleo é utilizado na culinária, como incenso e na medicina.
Capim Limão é principalmente tomado como um chá para curar
diarréia, problemas digestivos e dor de estômago. Relaxa os
músculos do estômago e intestino, dores do intestino, alívios e
flatulência e é particularmente conveniente para crianças. No
Caribe, capim limão é considerada ótima erva para reduzir a febre.
É aplicado externamente como um cataplasma ou como óleo
essencial para alívio da dor e artrite. Digestivo, antiespasmódico,
analgésico.
CAPUCHINHA Tropaeolum majus L. (TROPAEOLACEAE): É
excelente fonte de caroteno, ferro, cálcio, enxofre e vitamina C. É
indicada no tratamento do Escorbuto e escrofulose. Combate as
infecções das vias respiratórias e urinárias. É afrodisíaca,
reguladora menstrual, tonificante e revigorante.
CAQUI Diospyros kaki (EBENACEAE): O fruto maduro é
laxativo. A infusão das folhas agem contra a gastroenterite nas
crianças. Com mel e gengibre, a infusão reduz a excitação e
combate a insônia.
CARAMBOLA Averrhoa carambola (OXALIDACEAE): Abre o
apetite, é antidisentérica e antitérmica. O fruto também é diurética
e, consumido diariamente, faz bem para a pele. Os pacientes com
insuficiência renal em tratamento conservador ou dialítico devem
ser alertados para não ingerir essa fruta em qualquer estágio da
progressão da doença renal.
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CARDO-CORREDOR Eryngium campestre L. (UMBELIFERAE).:
Diurético. É útil em casos de edemas, e excesso de ácido úrico no
organismo. Toxicologia: É desaconsélhável seu uso por mais de 3
dias consecutivos.
CARDO-SANTO Cnicus benedictus. L (COMPOSITAE): É tônico
estomacal, digestivo e aperitivo. Antisséptica, muito usado para
uso externo, para lavar feridas e inflamações da pele. Favorece as
funções do fígado e do pâncreas. Toxicologia: Doses altas podem
provocar queimaduras na boca e esôfago e diarréias violentas.
CARRAPICHINHO Acanthospermum australe (Loefl.) Kuntze
(ASTERACEAE): a planta é tônica, diaforética, antu-blenorrágica,
anti-diarréica, mucilaginosa e aromática. É usada também contra
febre palustre e erisipela.
CARRAPICHO BRAVO Xanthium cavanillesii Schouw
(COMPOSITAE): adstringente, emoliente, anti-escrófula,
resolutiva, amarga, doença de pele, tumores, gangrena, câncer.
Toxicologia: A planta é tóxica em quantidades muito elevadas.
CARRAPICHO-DE-CARNEIRO Acanthospermum hispidum DC
(ASTERACEAE): a planta é béquica, anti-febril, aromática,
amargotônica, diaforética, peitoral, e mucilaginosa. As raízes são
usadas contra tosse, bronquite, problemas do fígado e diarréia.
CARQUEJA Bacharis trimera (Less.) DC. (ASTERACEAE): Age
em casos de gastrite, azia, má digestão, doenças da bexiga, rins e
fígado, cálculos biliares, prisão de ventre, diarréia, gota,
reumatismo. É indicado contra vermes, diabetes e má circulação.
CARURU Amaranthus deflexus L. (AMARANTHACEAE): é o tipo
mais comum, desenvolve-se prostrado; é rico em proteínas ferro,
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165
potássio, fósforo e cálcio; é preciso cozinhá-lo para eliminar o
ácido nítrico.
CARURU HÍBRIDO Amaranthus hybridus var. paniculatus L.
(AMARANTHACEAE): as folhas são béquicas, as raízes são
emolientes e é laxativa.
CARURU PIGMENTADO Amaranthus viridis L.
(AMARANTHACEAE): a planta é diurética, mucilaginosa,
emoliente, anti-blenorragica, desobstruente. É indicada contra
hidropisia e catarro da bexiga.
CARURU ESPINHOSO Amaranthus spinosus L.
(AMARANTHACEAE): as folhas são diuréticas. A planta é
indicada contra catarro da bexiga hidropisia e retenção da urina.
CÁSCARA-SAGRADA Rhamnus purshiana DC
(RHAMNACEAE): Purgante, colagogo e eupéptico. É muito útil
em casos de prisão de ventre crônica. Facilita o funcionamento da
vesícula e a digestão. Toxicologia: Usar com prudência na gravidez,
lactação, menstruação e crise hemorroidal. Não deve ser usada
fresca, énecessário que fique secando após a colheita durante 1
ano.
CAVALINHA Equisetum arvense L. (EQUISETACEAE):
Cavalinha é usada no tratamento de infecções das vias urinárias.
Ajuda na coagulação do sangue e diminuição de hemorragias.
Também ajuda na cicatrização mais rápida de ossos quebrados, e
ajuda unhas frágeis e cabelos, devido a seu conteúdo de sílica alto.
Também foi usado como parte de um tratamento para artrites
reumáticas. A planta só, fervida em água, é efetiva para pés
cansados, ou para o tratamento do pé de atleta. Não use se estiver
grávida ou em amamentação.
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CEBOLA Allium sepa L. (LILIACEAE): Cebola é externamente
usada como um anti-séptico, combate calosidades na forma de
infusão e compressa, hemorróidas e frieiras como ungüento,
picadas de abelha com esfregaço no local. Interiormente, pode
aliviar prisão de ventre, reduzir hipertensão, reduzir colesterol,
diurético, digestão, resfriado e tosse na forma de infusão e xarope,
vermes em infusão.
CEBOLINHA-DE-CHEIRO Allium schoenoprasum L. (cebolinha-
francesa); Allium fistulosum L.(cebolinha-verde). (LILIACEAE). A
cebolinha é digestiva e diurética, auxiliando no tratamento da
hipertensão. É ótima para ser utilizada em dieta de emagrecimento,
porque cada 100 g de cebolinha contêm apenas 31 calorias .
CENOURA Daucus carota L. (UMBELIFERAE): Os frutos servem
para eliminar parasitas das vísceras e problemas de dores causadas
por parasitas, tais como dor abdominal, tiques nervosos,
convulsões. Possui efeito hipoglicemiante, anti-bacteriano, anti-
fúngico, hepatoprotetor e anti-inflamatório.
CEREFÓLIO Anthriscus cerefolium . (L.) Hoffm
(UMBELIFERAE): Fervido e tomado pela manhã em jejum é
depurativo e diurético, e na forma de compressa pode ser usado
em olhos cansados.
CHÁ VERDE Camelia sinensis (THEACEAE): Originária da China,
acompanha a cultura a milênios como digestiva de fino paladar,
diurética e levemente tônica, tem propriedades comprovadas no
combate aos radicais livres assim como o colesterol e é usada em
regimes de emagrecimento.
CHAPÉU-DE-COURO Echinodorus macrophyllus. (Kunth) Micheli
(ALISMATACEAE): Atua no intestino delgado produzindo um
Farmácia Verde
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efeito laxativo, que está na dependência de sua ação como
estimulante da bílis. Por sua ação sobre os rins e fígado age
melhorando os quadros reumáticos. Pelo aumento no fluxo
urinário e sua ação na filtração glomerular estimula a eliminação de
ácido úrico. Possui ainda ação energética, diurética, depurativa,
anti-reumática, laxativa, hepática, colagoga, anti-inflamatória e
adstringente. É indicado para reumatismo, afecções cutâneas,
doenças renais e das vias urinárias e problemas do fígado.
CHICORIA Chicorium intybus (COMPOSITAE): Como chá ou
extrato, a raiz da chicória é tônica, digestiva, amarga que também
aumenta o fluxo da bílis e diminui inflamação. Sua raiz torrada é
comumente utilizada como um substituto do café. Chicória é um
excelente tônico amargo para o fígado e trato digestivo. A raiz é
terapeuticamente parecida com a raiz do dente-de-leão agindo
sobre o estômago e fígado e limpando o trato urinário. Chicória é
também tomada para reumatismo e gota, e como um laxante
moderado, é particularmente apropriado às crianças. Infusão das
folhas é utilizado para melhorar a digestão. Digestivo, fígado anti-
reumático, tônico, laxativo.
CHUCHU Sechium edule Sw. (CUCURBITACEAE): Diurético,
cardiotônico, hipotensor e anti-diabético. É importante para o
bom funcionamento para os intestinos. Indicado para quem tem a
pressão arterial alta.
CIDRÓ Aloysia triphylla (L'Hér.) Britton (VERBENACEAE):
adstringente, sedativo, reduz febre e alivia espasmos do sistema
digestivo, o óleo é inseticida e bactericida. As folhas são usadas
contra resfriados febris, digestivo, estimulante e tônico.
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CIPÓ-DE-SÃO-JOÃO Pyrostegia venusta (Ker-Gawler) Miers.
(BIGNONIACEAE): as folhas possuem um glicosídeo a
pyrustegina que é tônica e antidiarréica.
CIPÓ-MIL-HOMEM Aristolochia cymbifera Mart. & Zucc.
(ARISTOLOCHIACEAE): a raiz triturada é cicatrizante para
eczemas e para feridas. Toxicologia: não deve ser usada
internamente, pode causar câncer de fígado.
COENTRO Coriandrum sativum L (UMBELIFERAE): Possui ação
antioxidante, coloca em ordem as funções gástricas e hepáticas.
Para o fígado e o estômago pode ser feita uma infusão com 5 g do
fruto descascado em uma xícara de água quente. Filtrado e
adoçado deve ser bebido logo após as refeições.
COMINHO Cuminum cyminum L. (UMBELIFERAE): Aperitivo,
digestivo e carminativo, gastrite, digestão difícil, flatulência e
inapetência. Toxicologia: A essência pode provocar convulsões.
CONFREI Symphytum officinalis (BORAGINACEAE): Folhas do
confrei e raízes contêm alantoína, um agente de multiplicação de
célula que aumenta o restabelecimento de feridas. Externamente é
utilizado para erupções cutâneas, feridas, inflamações e problemas
de pele. Toxicologia: Internamente não é indicado pois pode
provocar úlceras gástricas e na garganta.
COPAÍBA Copaifera officinalis L (LEGUMINOSA –
CAESALPINIACEAE): Anti-séptico e anti-inflamatório e tem
ação balsâmica. É eficaz contra a blenorragia e também em casos
de bronquite. Toxicologia: Não ultrapassar as doses indicadas e
nem utilizar por mais de 10 dias seguidos.
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CORDA-DE-VIOLA ESQUELETO Ipomoea quamoclit.L.
(CONVOLVULACEAE): o pó da raiz é esternutatório e
anticefalálgico; as folhas são anti-reumáticas, laxativas, detergentes,
antiofídicas, antiespasmódica, depurativa do sangue, analgésica e
calmante. As folhas combatem a ecrófula, cefalalgia, pneumonia,
gota, tosse espasmódica, pedra na bexiga e nos rins, inchação,
contusão; as sementes são usadas no tratamento de bronquites e
tuberculose.
CORDA-DE-VIOLA VERMELHA Ipomoea coccinea.
(CONVOLVULACEAE): a planta é aromática, anti-reumática e é
usada contra dermatoses.
CORDÃO-DE-SÃO-FRANCISCO Leonotis nepetaefolia (R. Br.)
WT Aiton. (LAMIACEAE): a planta é tônica, béquica, peitoral,
balsâmica, anti-reumática, febrífuga, vulnerária. Diurética,
estomacal, anti-asmática, sudorífica, carminativa, antiespasmódica.
É usada contra nevralgia, úlcera, asma, tosse e ácido úrico.
COUVE Brassica oleracea var. acephala.
(CRUCIFERAE/BRASSICACEAE): diurética, depurativa,
vermífuga, anti-anêmica, anti-ulcerosa, anti-cancerígena, vulnerária
e cicatrizante. É usada contra anemia, úlcera gástrica, bronquite e
reumatismo, sendo para isso, ingerida em forma de suco. É
também desinfetante do intestino, vermífugo e bom para acidez e
úlceras gástricas. O decocto e o xarope fazem bem contra a tosse,
rouquidão e asma. Toxicologia: O uso prolongado pode exercer
efeito anti-tireóideo.
COUVE-FLOR Brassica oleracea, grupo Botrytis
(CRUCIFERAE/BRASSICACEAE): Rico em cálcio e fortalece os
ossos.
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CRAVO-DA-ÍNDIA Eugenia caryophyllata syn. Syzgium aromaticum
(MYRTACEAE): Os brotos secos da flor são extensamente
utilizados como tempero. Os brotos, folhas e talos são utilizados
para extração do óleo do cravo. Ambos o óleo e os brotos da flor
tem sido utilizados na medicina alternativa por um longo período
de tempo. O óleo contém eugenol, um anestético forte e
substância antisséptica. Também são conhecidos como
antiespasmódicas e estimulantes. Anti-séptico, estimulante da
mente e do corpo, analgésico, anti-bacteria, carminativo.
CRAVO-DE-DEFUNTO Tagetes minuta L. (ASTERACEAE): a
planta é anti-helmíntica, emenagoga, aperiente, laxativa e
sudorífica. É usada contra tosse, reumatismo articular, cólica
intestinal,dispepsia, resfriado, defluxo, bronquite e afecções
uterinas.
CRISÂNTEMO Chrysathemum morifolium. (ASTERACEAE): É
utilizado contra febre alta, face vermelha, sudorese e cefaléia
pulsátil. Alivia problemas no fígado, e é indicado para glaucoma,
conjuntivite aguda e alérgica. Possui efeito bactericida e anti-viral e
apresenta bons resultados no tratamento da hipertensão.
CRISTA DE GALO Celosia argentea; C. cristata.
(AMARANTHACEAE): As sementes possuem efeito anti-
hipertensivo, anti-bacteriano, regula o fígado, regula o intestino
combatendo diarréia, doença nos olhos, e as flores possuem efeito
hemostático em sangramento digestivo.
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D
DENTE-DE-LEÃO Taraxacum officinalis Weber (ASTERACEAE):
Folhas: As folhas maduras e secas podem ser usadas para se fazer
um chá contra a indigestão. Ajuda a combater problemas do fígado
incluindo icterícia. O seu alto teor de vitamina e minerais é
excelente contra anemia. A seiva reduz verrugas. Pode ser utilizado
como um café alternativo que é menos danoso ao fígado e aos
nervos, por causa dos seus óleos, que não possuem cafeína. Raízes:
O chá das raízes pode ser utilizado como laxante mediano,
estimulante do apetite, e para resolver problemas do estômago.
Ativa o fígado na produção da bile e ajuda a eliminar toxinas do
corpo e auxilia na digestão. Deve ser usado após ingerir carne ou
comidas gordurosas. Por auxiliar o fígado a eliminar compostos
inflamatórios como as histaminas, é utilizada para ajudar a reduzir
reações alérgicas causadas por alimentos. Para fazer um chá
amargo, use uma colher de sopa de raiz seca por xícara de água
quente. Flores: As flores têm uma maior concentração de lecitina
que os grãos de soja e reduz cegueira noturna se usado como
vitamina A. As raízes são ricas em minerais e contêm Lecitina que
emulsiona a gordura e abaixa o nível de colesterol e protege o
sistema cardiovascular. O maior efeito das folhas e raízes é manter
um fígado saudável e ajudar a desintoxicar qualquer toxina e
substâncias estranhas no corpo. Também benéfico em ameaça de
pressão sangüínea e ajuda na digestão.
E
EMBAÚBA Cecropia pachystachya Trécul (CECROPIACEAE): as
folhas são adstringentes, as folhas cozidas atuam contra asma,
hidropisia, tosse nervosa, Mal de Parkinson, serve para aumentar a
energia de contração do músculo cardíaco e o látex é usado para
cauterizar verrugas. É forrageira, possui alta concentração de cálcio
Marcelo Rigotti
172
(1,33%), alta concentração de magnésio (0,38%), média
concentração de fósforo (0,22%), é composto ainda de cobre (10
ppm), zinco (19 ppm) e proteína bruta ( 14%). Possui também
alcalóides, resinas e ácido gálico. As folhas são usadas para
combater males do coração; a flor serve contra bronquite; o broto
contra tosse; a folha e a casca são utilizadas contra tosse e asma; o
fruto e a folha e o broto serve para feridas, erisipela, doenças dos
olhos, diabetes, diarréia e corrimento.
ESPINAFRE Tetragonia expansa (TETRAGONIACEAE): Tônico,
diurético, laxante, oxidante, cardiotônico, remineralizante,
calmante e emoliente. Indicada para casos de anemias e pressão
arterial alta. Decocto é bom fortificante para os convalescentes,
também auxilia bastante a digestão.
ESPINHEIRA-SANTA Maytenus ilicifolia Reissek
(CELASTRACEAE): Possui propriedade tonificante devido à
reintegração das funções estomacais, é potente contra úlceras
gástricas e cicatriza lesões ulcerosas. Possui ação antisséptica o que
impede fermentações gastrintestinais. Corrige hepatopatias
causadas pelo mal funcionamento intestinal. Possui ação
tonificante, anti-úlcera, carminativa, cicatrizante, antisséptica,
diurética e laxativa.
ESTÉVIA Stevia rebaudiana.(Bertoni) Bertoni (ASTERACEAE): é
antidiabética, antiobésica, tônico estimulante das funções cerebrais,
anticárie, regulador da pressão aretrial nos hipertensos,
contraceptiva, cardiotônica, atenuadora da fadiga e da depressão,
estomáquica, calmante, diurética e refrigerante. Indicada para a
insônia.
ESTRAGÃO Artemísia dracunculus L. (ASTERACEAE): É aperitiva
digestiva, carminativa, antisséptica do tubo digestivo, vermífuga e
Farmácia Verde
173
emenagoga. É indicada em casos de inapetência, digestão lenta ou
difícil, flatulência, fermentação e parasitas intestinais. É tempero
muito usado na culinária. Toxicologia: O uso da essência em
demasia, produz forte excitação do sistema nervoso.
ERVA-BALEEIRA Cordia verbenácea DC (BORAGINACEAE):
Possui ação anti-reumática, anti-iflamatória, agindo como
tonificante geral do organismo. Deve ser tomada na forma de
infusão.
ERVA BOTÃO Eclipta alba.L. Hassk (ASTERACEAE):
adstringente, cicatrizante, antiofídica, anti-asmática, depurativa do
sangue, laxativa, pilogênica, eczemas, litíase, e icterícia. É usada
para ferimentos cortantes.
ERVA CIDREIRA BRASILEIRA Lippia alba.(Mill.) N. E. Br
(VERBENACEAE): As folhas da planta são usadas calmante,
digestiva e contra cólicas.
ERVA-DE-BICHO Polygonum hydropiperoides Michx
(POLYGONACEAE): anti-disentérica, adstringente, estimulante,
diurético, vermífuga, detersiva, antisseptica, anti-hemoróida e
sedativo. É usada para úlceras, erisipela, artritismo e diarréias
sanguíneas.
ERVA-DE-SANTA-LUZIA Euphorbia hirta L
(EUPHORBIACEAE): antisséptica, anti-sifilítica, diurética, anti-
estamínica, vulnerária, oftálmica; a goma é purgativo drástico e
externamente é um resolutivo intenso.
ERVA-DE-SANTA-MARIA Chenopodium ambrosioides L.
(CHENOPODIACEAE):
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174
Planta muito comum em casas e campos podem ser usadas como
tônica, diurética, calmante e vermífuga. Para os brônquios e
catarros bronquiais pode ser usada como infusão. No combate a
vermes 8 g de pó podem ser diluídos em uma xícara de água
quente.
ERVA-DOCE Pimpinella anisum L. APIACEAE
(UMBELLIFERAE): Ajuda na digestão, antiespasmódico e no
alívio de chiados (LORENZI e MATOS, 2002).
ERVA-MATE Ilex paraguaiensis (AQUIFOLIACEAE): É tomado
como uma bebida fortificante e até mesmo como chá. Tem .
parecidas com a do café (Coffea arabica). Estimula o sistema
nervoso, é analgésico suave e diurético. Como uma erva medicinal,
é utilizado para tratar dores de cabeça, enxaqueca e dores
reumáticas, fadiga e depressão moderada. Tem também sido
utilizado no tratamento de diabetes. Estimulante, diurético,
analgésico.
ERVA-MOURA Solanum americanum Mill (SOLANACEAE):
Sedativo e emoliente. Utilizado para aliviar o prurido da vulva ou
do ânus e para acalmar a coceira no caso de sarna, herpes ou outro
tipo de erupções.Toxicologia: De sabor doce, as bagas são tóxicas,
embora não causem a morte.
ERVA SANTA Aloysia gratissima ( Gill. et Hook) Tronc.
(VERBENACEAE): estomáquica, balsâmica, anticancerosa,
antigripal, anti-reumática, béquica e anticancerígena. É indicada
para o tratamento de resfriados, gastralgias e para lavagem de
feridas e úlceras.
ERVA TOSTÃO Boerhavia diffusa.L. (NYCTAGINACEAE): A
raiz é peitoral, desobstruente, diurética, antiblenorrágica,
Farmácia Verde
175
antileucorréica, antidispéptica, antinefrítica e anti0hidrópica. A raiz
é indicada no tratamento da vesícula biliar, hemoptise, retenção de
urina, béri-béri, afecções hepáticas, dispepsia, albuminúria, cálculo
biliar, engorgitamento do baço, nervosismo, anúria, cistite,
congestão hepática, hepatite, uretrite e icterícia. É usada contra
picadas de cobras.
EUCALIPTO Eucaliptus globulus (MYRTACEAE): Um remédio
tradicional, eucalipto é um utilizado como anti-séptico poderoso
por toda a parte o mundo para aliviar tosses e calafrios, dores de
gargantas e outras infecções. As folhas frescas sobre o corpo
baixam a febre. Inalando os vapores dos óleos essenciais
esquentados em água, limpa a sinusite e congestões bronquiais.
Eucaliptol, uma das substâncias encontradas no óleo essencial, é
um dos componentes principais das muitas fórmulas comerciais
existentes em pomadas para o tórax e calafrios. O óleo essencial
tem também ação antibiótica, anti-viral e anti-fúngica. Eucalipto é
um ingrediente comum em muitos remédios. Anti-séptico,
expectorante, estimula fluxo de sangue local, anti-fúngica.
F
FÁFIA Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen.
(AMARANTHACEAE): antitumoral, afrodisíaca, antidiabética,
tônica geral, aperiente, antiinflamatória, imunoestimulante,
leucocitogênica, cicatrizante interno e externo, tranquilizante, anti-
reumática, hipocolesterolêmica, vulnerária, miorrelaxante,
ansiolítica e anticancerígena. Estimula a oxigenação celular e a
circulação coronaria, favorece a produção do estrogênio, estimula
a força muscular, ativa a memória, atua sobre moléstias do
aparelho digestivo, estrias, flacidez da pele, leucemia, labirintite,
artrite e artrose e diminui os tremores em pessoas idosas.
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176
FEL-DE-ÍNDIO Vernonia condensata Baker (ASTERACEAE):
antidiarréica, aperiente, diurética, desintoxicante hepática,
colagoga, coletérica e analgésica. Utilizada par ergimes de
emagrecimento, fastio, afecções hepáticas, do estômago e do baço
e para a ressaca alcoólica.Toxicologia: não se aconselha o uso
prolongado da planta.
FEL-DA-TERRA Centaurium umbellatum Gilib.
(GENTIANACEAE): Tônico estomacal, colerético,
hipoglicemiante, laxante, febrífuga e cicatrizante. Combate úlceras,
feridas, eczemas e chagas. Reduz o nível de glicose no sangue.
FEDEGOSO Cassia ocidentalis.L (LEGUMINOSAE –
FABACEAE): Combate problemas do fígado, rim e intestino
grosso. Para problemas do fígado com sintomas de febre,
sudorese, cefaléia, olhos vermelhos, fotofobia, boca seca e amarga,
constipação. Decoctos de sementes diminuem a pressão arterial e
reduzem o colesterol. Possuem efeito anti-parasitário
principalmente contra a amebíase intestinal e a malária. Podem ser
usados contra dermatoses causados por fungos. Em animais
previne viroses. Externamente são usadas contra abcessos,
furúnculos e erisipelas.
FETO-MACHO (broto de samambaia) Polipodium filix-mas.L.
(POLIPODIACEAE): O rizoma ou broto é muito usado para
combater a tênia. O broto deve ser colhido quando ainda possui
bastante suco e usado assim fresco em doses pequenas.
Vermífuga.Toxicologia: Desaconselhável para quem sofre de
anemia, gastrite, úlcera duodenal ou cardiopatias.
FIGO Ficus carica L. (MORACEAE): Fruto e folhas são usados
nas inflamações da boca, garganta, prisão de ventre, picadas de
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177
abelhas. A decocção, adoçada com mel, combate resfriados, gripes
e tosse.
FIGO DA ÍNDIA Opuntia ficus-indica.L. (Mill) (CACTACEAE):
cardiotônico, estimulante medular e anti-reumático. O fruto é
digestivo, diurético e antiescorbútico. Os cladódios, na forma de
cataplasma, são maturativos, emolientes e hidratantes. As flores
são adstringentes, mucilaginosas a antidiarréicas. A planta é
utilizada em outros países para o tratamento prventivo de
prostatite ou de tumores benignos da próstata. Os frutos são
indicados para o tratamento de febres gástricas biliosas e úlceras de
mau caráter. As flores são utilizadas no tratamento de doenças
cardíacas, angina e má circulação, também é utilizada como tônica
para pele seca e para a limpeza de pele.
FRUTA-PÃO Artocarpus incisa (MORACEAE): a raiz é usada
como antidiarréica; seu cozimento torna-a útil contra reumatismo,
beribéri e entorpecimento de pernas dos humanos; flores novas
(frescas) são emolientes e base de conserva acídula e comestível;
polpa do fruto reduzida a pasta quente é supurativo para tumores e
furúnculos; sementes são tônico para estômago e rins e o látex
usado como cicatrizante de feridas.
FUNCHO Foeniculum vulgare Mill (APIACEAE).: Tem sido
utilizado como comida, tempero e na medicina. O uso de
sementes do funcho serve para aliviar flatulência, cólica, estimula o
apetite e a digestão. Funcho é também anti-inflamatório e
diurético. É muito parecido com o anis (Pimpinella anisum), tem um
poder calmante na bronquite e tosses. Em infusão as sementes
podem ser tomadas como um gargarejo para dores de garganta e
como um expectorante moderado. Funcho aumenta a produção de
leite no peito e a erva é ainda utilizada para lavar os olhos contra
dor e conjuntivite. O óleo essencial da variedade doce é utilizada
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178
por suas . digestivas e relaxante. Digestivo, antiespasmódico, anti-
inflamatório.
FOLHA-DA-FORTUNA Kalanchoe brasiliensis Camb.
(CRASSULACEAE): Combate parasitas internos e também é uma
ótima planta com função de impedir a proliferação de células
cancerígenas. As folhas devem ser batidas com água, peneiradas e
tomadas três vezes ao dia
FORTUNA Kalanchoe pinnata. (Lam.) Pers. (CRASSULACEAE):
Bactericida, antisséptica, refrigerante intestinal, diurética,emoliente,
cicatrizante, vulnerária, resolutiva, tônica pulmonar, antiartritica,
antidiabética, antilítica, calmante para erisipela, hemostática,
depurativa, antiinflamatória externa tópica e diurética. Usada para
febre, estomatite, coqueluche, afecções respiratórias (xarope),
gastrites, úlceras digestivas, afta, calo, frieira, picada de inseto,
verruga, tuberculose pulmonar, furúnculos, feridas, queimadura,
abcesso, ingurgitamento linfático, edemas erisipelosos das pernas,
cálculo renal, cefalalgias, enxaqueca, contusões, impetigo, flegmão
e oftalmia congestiva.
G
GELOL Poligala paniculata L. (POLIGALACEAE): as raízes são
aromáticas, anti-reumática, antinevrálgica, emética e diurética. A
planta é antiblenorrágica. O dectôto da parte aérea é diurético,
expectorante e emético.
GENCIANA Gentiana lutea.L (GENTIANACEAE): É muito
eficaz nos problemas digestivos, combatendo os vermes do
intestino. Combate quadros febrís e dores de origem
reumáticas.Toxicologia: Desaconselhável para quem sofre de
úlcera gastroduodenal.
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179
GENGIBRE Zingiber officinale Roscoe (ZINGIBERACEAE):
Utilizado como um tempero, gengibre é também uma das
melhores ervas medicinas. O Chinês considera gengibre como um
droga importante para tratar calafrio e provocar o suor. Gengibre
traz alívio para digestão, estimula circulação, reduz dores de cabeça
e matam parasitas do intestino. Diaforético, carminativo,
estimulante do sistema circulatório, inibe a tosse, anti-inflamatório,
anti-séptico.
GERGELIM Sesamum indicum L. (PEDALIACEAE): Combate
esgotamento nervoso ou mental. Combate o stress, perda de
memória, depressão nervosa, irritabilidade ou desequilíbrio
nervoso. É um excelente complemento nutritivo Previne o enfarto
do miocárdio e a trombose arterial. Emulsivante e laxante.
GERVÃO Stachytarpheta cayennensis (Rich.) Vahl.
(VERBENACEAE): Cicatrizante, béquico, diurético, vermífugo,
digestivo, combate úlcera péptica, afecções hepáticas e biliares,
parasitas intestinais, febres, bronquite crônica e dores de origem
reumática.
GINKGO Ginkgo biloba L. (GINGKOACEAE): Tradicionalmente
conhecido como um anti-microbial, tem agora sido comprovada a
sua atividade de profunda ação sobre a e circulação cerebral. Esta
ação é útil para prevenir tontura, perda de memória, depressão e
outros sintomas relacionados com a falta de circulação no cérebro.
Além do seu efeito sobre a circulação no cérebro também é
utilizada para tratar outros sintomas relacionados a diabetes,
hemorróidas e varizes. Ginkgo é também valioso contra asma.
Estimulante do sistema circulatório e anti-asmático, tônico,
antiespasmódico, anti-alérgico, anti-inflamatório.
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180
GINSENG Panax ginseng L.(ARALIACEAE): Ginseng aumenta
eficiência física e mental e resistência para combater as doenças.
Pode ser utilizado tanto como um sedativo quanto um estimulante
do sistema nervoso central segundo a condição da pessoa. Tônico,
estimulante, revitalizador mental e físico.
GIRASSOL Helianthus annuus L. (ASTERACEAE): Está somente
agora sendo introduzida como cultura no Brasil, mas já é
conhecida a muito tempo, é eficaz contra hemigrânia, distúrbios
nervosos, doenças do estômago e resfriado. Em infusão coloca-se
as sementes de girassol. torradas e moídas e coa-se como o café.
GOIABEIRA VERMELHA Psidium guayava L (MYRTACEAE):
anti-escorbúticas, remineralizantes, tonificantes e laxante.Seus
brotos (até a 6a. folha a partir do ápice) são ricos em tanino é
excelente anti-séptico bucal e intestinal. É um ótimo remédio para
a diarréia e a disenteria. É uma das plantas mais ricas em vitamina
GRAMA Agropyrum repens (L) (GRAMINACEAE): Combate
cálculos urinários, gota, artritismo, celulite, febre, cistite, uretrite,
celulite, resfriados, gripes, escarlatina.
GRAVIOLEIRA Annona muricata L. (ANONACEAE):
Adstringente, colagoga, digestiva e vermífuga, anti-diarréicas e
anti-inflamatórias. Em cataplasma são anti-inflamatórias. Suas
flores são peitorais e febrífugas. É recomendada aos hipertensos,
obesos, cardíacos e diabéticos. Os frutos moídos com óleo de
oliva, servem para fricções contra nevralgia e reumatismo.
GUAÇATONGA Casearia sylvestris SW (FLACOURTIACEAE):
Febrífugo, depurativo, anti-diarréico, cardiotônico, diurético, É
usada em forma de chá forte, concentrado, para cicatrizar feridas e
Farmácia Verde
181
como emplasto nas lesões por picada de cobra. Tem efeito
anestesiante e cicatrizante nas feridas da pele e da mucosa.
GUACO Mikania glomerata Spreng (ASTERACEAE): Possui . anti-
inflamatórias e age contra afecções do aparelho respiratório,
tosses, bronquites, asma, rouquidão, febre, e inflamação na
garganta. Tomar na forma e infusão ou xarope misturado com
mel.
GUANXUMA Sida carpinifolia L. F. (MALVACEAE): emoliente,
tônica, febrífuga, calmante, anti-hemorrídas, estomáquica; as folhas
usadas em banho atuam como emoliente e calmante, também
contra picadas de insetos, tosse e bronquite.
GUARANÁ Paulinia cupana L. Var. sorbilis Mart.
(SAPINDACEAE): Contém substâncias com efeito vasodilatador,
bronco-dilatador e digestivo. Acredita-se que seja um estimulante
cardiovascular e excitante do sistema nervoso central. É usado
também como desinfetante dos intestinos e indicado como
diurético e febrífugo.
GUINE Petiveria aliacea L. (PHYTOLACCACEAE): Analgésica,
anti-microbiana e anti-reumática. Combate enxaqueca, paralisia,
reumatismo, artrite e hidropisia.Toxicologia: É abortiva.
H
HELIOTRÓPIO Heliotropium europaeum L. (BORAGINACEAE):
Anti-séptico, cicatrizante, febrífugo e emenagogo. Desinfeta e
cicatriza as feridas. Ativa a menstruação e estimula o
funcionamento da vesícula biliar. A planta possui . inseticidas, é
usado como laxante, diurético, contra tosse, hemorróidas, feridas,
úlceras, queimaduras e aftas.
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182
HERA Hedera spp (ARALIACEAE): É eficaz contra furúnculos,
menstruação difícil e calosidades. Na forma de cataplasma pode
ser aplicado sobre calosidades e furúnculos, também pode ser
aplicada sobre queimaduras após resfriamento.
HIPÉRICUM Hypericum perforatum.L. (CLUSIACEAE): é útil para
bronquites, hemorragia interna, feridas, e para feridas sujas,
sépticas. É usado para aliviar depressão, dores de cabeça, histeria,
neuralgia, herpes, como também sintomas que acontecem durante
a menopausa. É útil em inchações, abcessos, e picadas de insetos.
Estudos estão mostrando que pode ser efetivo no combate a
AIDS aumentando as funções imunes do corpo. Não se deve
ENTRAR NO SOL se usando esta erva externamente, pode
causar queimaduras graves, especialmente em pessoas de pele
clara.
HISSOPO Hyssopus officinalis L. Lamiaceae (LABIATAE):
Atualmente subestimado como erva medicinal é potencialmente
útil como calmante e tônico. Tem um espectro grande de uso que
são devidos a sua ação antiespasmódica. Pode ser utilizado em
tosses, bronquites, dores no peito, catarros respiratórios e dores de
garganta. Como um sedativo, hissopo é um remédio útil contra
asma em crianças e adultos, especialmente onde a condição do
doente é agravada pelo muco. Antiespasmódica, expectorante,
diaforético, anti-inflamatório, hepático.
HORTELÃ Menta piperita L. (LABIATAE): Anti-fungica, anti-
inflamatória, analgésica, anestésica e antiespasmódica. Calmante e
digestivo. Seu suco, puro ou com um dentinho de alho, ajuda a
combater os vermes intestinais.
HORTELÃ BRANCA Mentha rotundifolia (L.) Huds.
(LABIATAE): carminativa, aromática, estimulante, tônica,
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183
vermífuga, anti-reumática, calmante e antiemética. Indicada para
prisão de ventre e feridas.
HORTELÃ BRAVA Hyptis crenata (LABIATAE): usada contra
vermes, para doenças do pulmão, como repelentes de insetos, o
óleo é aromático.
HORTELÃ CAMPESTRE Mentha campestris (LABIATAE): idem
hortelã comum.
HORTELÃ COMUM Mentha x villosa (LABIATAE): Carminativa,
ansiolítica, amebicida, giardicida, triconomicida, digestiva,
estimulante, tônica geral, antiespasmódica, estomáquica,
expectorante, antisséptica, coletérica, colagoga, vermífuga, anti-
reumática e galactogoga. Indicada para o tratamento de diarréia
sanguínea, triconomíase urogenital, atonia digestiva, timpanite,
cáculos biliares, icterícia, palpitação tremedeiras, vômitos, cólica
uterina, dismenorréia e odontalgias.
HORTELÃ-DO-MATO Hyptis brevipes (LABIATAE): antisséptica
das vias respiratórias, balsâmica e vermífuga.
HORTELÃ SILVESTRE Mentha sylvestris (LABIATAE): anti-
helmíntica, o óleo essencial é utilizado contra bactérias e fungos.
HORTELÃ VERDE Mentha spicata (LABIATAE): anti-helmíntica,
antiespasmódica, calmante, béquica, antiasmática e antigripal.
Utilizada para bronquite, cólica, tétano, gastralgias, otalgias e dores
de garganta.
HORTELÃ VIQUE Mentha arvensis (LABIATAE): Carminativa,
revulsiva, antisséptica, antiemética, descongestionante nasal,
antiespasmódica, resolutiva, perspirante, coletéric, anestésica e
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184
analgésica tópica suave. Indicada contra febre, resfriado, faringite,
tosse, afecções da garganta, prurido, erupções do sarampo,
dispepsia, coriza, inchaços, dor-de-cabeça, rinite, conjuntivite,
edema de beribéri, astralgia, cólicas e diarréia. Toxicologia: não
deve ser usada por crianças e lactentes pois pode provocar
dispnéia e afixia.
I
INCENSO Tetradenia riparia (Hochst.) N. E. Br. (LABIATAE):
antidiarréica, vermífuga, antiblenorrágica, analgésica, febrífuga,
antisséptica e estomáquica. Utilizada externamente contra malária,
angina, gastroenterite, abcessos dentais, dor de cabeça e dores em
geral.
INSULINA Cissus sicyoides (VITACEAE): sudorífica, hipotensora,
preventiva de derrame, antidiabética, antiinflamatória, anti-
reumática, estomáquica e anti-hemorróida. Indicada para
problemas respiratótios, hepáticos, renais e de ovários e para
epilepsia. As folhas amassadas servem para furúnculos, e as folhas
aquecidas são usadas em abcessos e gânglios inflamados.
IPÊ AMARELO Tabebuia aure (BIGNONIACEAE): possui a
carobina, a casca é utilizada para males do fígado, estômago,
amrelão, vermes, diabetes, febre, malária; a aseiva é usada contra
frieira; a folha tostada é estimulante e substitui o mate, além disso
pode ser usada contra anemia, hepatite, é diurético e combate a
gripe.
IPÊ AMARELO Tabebuia ochracea (BIGNONIACEAE): Possui o
lapachol e ipeína, é utilizado para combater doenças venéreas e
problemas nos rins.
Farmácia Verde
185
IPÊ BRANCO-ROSEADO Tabebuia insignis (BIGNONIACEAE):
É indicado para problemas estomacais, do fígado, contra diarréia e
vermes.
IPÊ ROSA Tabebuia heptaphylla (BIGNONIACEAE): também
possui o lapachol, combate o câncer, é depurativo do sangue,
controla males estomacais e é bactericida.
IPÊ ROXO Tabebuia impetiginosa (BIGNONIACEAE): Possui o
lapachol e ipeína, indicado para o combate do câncer, adstringente,
mucilaginosa, inflamação, possui tanino (5%), em forma de chá ou
pomada pode ser utilizada contra impetigo, é abortiva e pode
deformar o feto.. Ipê é uma erva poderosa como antibiótico e
possui . anti-virais. Dá ao corpo a energia precisa para se defender
e ajuda a resistir a doenças. É usado na América do Sul contra o
câncer e a leucemia. É útil auxiliando a recuperação em doenças
crônicas.
IPECACUANHA Cephaelis ipecacuanha. (RUBIACEAE): É emética,
expectorante e amebicida. Emprega-se para esvaziar o estômago
em caso de intoxicação, quando não é possível fazer lavagem
gástrica.Toxicologia: O pó é irritante para a pele. Usar nas doses
indicadas.
J
JABUTICABA Myrcia cauliflora Berg. (MYRTACEAE): A casca ou
as sementes, em decocção, age contra asma, desinteria e erispela.
JACA Artocarpus heterophillus (MORACEAE): A resina da planta
lenhada é cicatrizante. As sementes combatem desarranjos
intestinais, também podem ser consumidas depois de assadas ou
Marcelo Rigotti
186
cozidas, possuindo sabor semelhante a castanha européia e sendo
inclusive consideradas ligeiramente afrodisíacas.
JAMBOLÃO Sizigium jambolanus DC (MYRTACEAE): casca ou as
sementes, em decocção, agem contra diabetes, hemorragia e
disenteria. As cinzas da casca, com óleo, podem ser usadas contra
queimaduras.
JATOBÁ Hymenaea courbaril L. (LEGUMINOSAE –
CAESALPINACEAE): A casca ou a resina do tronco, em
decocção, combatem vermes e são adstringentes.
JALAPA Mirabilis jalapa L. (NYCTAGINACEAE): a raiz é
drástica, emeto-catárquica, antidiarréica, antidisentérica, anti-
sifilítica, anti-hidrópica, antileucorréica e anti-herpética. As flores
quentes e untadas com óleo são maturativas. Flores e raízes são
diuréticas. Toxicologia: a raiz é tóxica e as sementes são venenosas.
JAMBUAÇÚ Spilanthes acmella L. (COMPOSITAE –
ASTERACEAE): analgésica tópica, sialogoga, estomáquica,
béquica, excitante, carminativa, emenagoga, digestiva, febrífuga,
cicatrizante, antigripal, antiespasmódica, narcótica, antiasmática,
desinfetantes, antianêmica, antidispéptica, antiinflamatória,
odontálgica, estimulante e antiescorbútica. Indicada para
problemas hepáticos, afecções bucais e da garganta e cálculos da
bexiga, coqueluche, bronquite e tuberculoseToxicologia: o uso em
grande quantidade é tóxico.
JASMIM Jasminum grandiflorum (OLEACEAE): Pode ser utilizado
para tosses e chá de folhas para enxaguar o feridas. Flores de
Jasmim servem para fazer uma infusão calmante e sedativa, e para
aliviar a tensão. O óleo é considerado anti-depressivo e relaxante.
Farmácia Verde
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É utilizado externamente para hidratar pele seca e sensível.
Antiespasmódico, aromático, expectorante.
JENIPAPO Genipa americana L. (RUBIACEAE): O chá da raiz
tem efeito purgativo. A casca, em decocção, é útil contra úlceras.
As sementes, moídas, provocam vômito. O suco da fruta é
diurético.
JOÁ-DE-CAPOTE Nicandra physaloides (SOLANACEAE): a seiva
é calmante, em doses mínimas, é diaforética, estupefaciente,
diurética e midriática.Toxicologia: os frutos são tóxicos. São
usados para matar moscas.
JURUBEBA Solanum paniculatum (SOLANACEAE): as raízes e os
frutos são antidiabéticos, aperientes, desobstruentes, colagogos,
antiaN6emicos, diuréticos, febrífugos, anti-hidr’opicos,
antidispépticos, amargos e tônicos. Indicada para o tratamento de
hepatite, tumores abdominais e uterinos, abcessos internos,
engurgitamento do fígado e do baço, icterícia, febres intermitentes,
inapetência, atonia gástrica, dispepsia atônica, úlceras, feridas,
cistite, debilidade orgânica, catarro na bexiga e
impaludismo.Toxicologia: o uso da planta não deve ser
prolongado.
L
LÁGRIMA-DE-NOSSA-SENHORA Coix lacrima-jobi L.
(POACEAE): Possui efeito antitérmico, antiespasmódico sobre o
músculo estriado, é sedativo, é analgésico e anti-inflamatório,
atividade hipoglicemiante, é broncodilatador, diurético, anti-
reumático em artrites e em edemas inflamatórios.
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LAVANDA Lavandula officinalis syn. L. angustifolia (LAMIACEAE):
Tem sido utilizado para propósitos aromáticos em água de
lavagem e banhos. Esta erva tem uso na culinária, cosméticos e
medicina. É efetivo para curar dores de cabeça e depressão.
Externamente, óleo de lavanda tem sido utilizado como um
linimento para aliviar as dores de reumatismo. Carminativo,
espasmos musculares, anti-depressivo, anti-séptico e bactericida,
estimula o fluxo de sangue.
LARANJA Citrus aurantium (RUTACEAE): Ë utilizada como
calmante dos nervos, estomáquico é febrífugo. É indicada para o
estômago, para excitação nervosa e insônia.
LEITERINHO Euphorbia hyssopifolia (EUPHORBIACEAE): o seu
látex é caustico, usado contra doenças dos olhos, endurecimento
da córnea, úlceras crônicas.
LIMÃO Citrus limon (RUTACEAE): É um dos remédios
medicinas naturais mais versáteis e mais importante para uso
caseiro. Utilizado na comida assim como remédio, tem um alto
conteúdo vitamina C, que ajuda a melhorar a resistência contra
infecção, tornando-o valioso contra gripes e resfriados. É tomado
como preventivo para muitos problemas, incluindo infecções de
estômago, problemas do sistema circulatório e arteriosclerose.
Suco e óleo são efetivo contra germes. Diminui a inflamação e
melhora a digestão. Anti-séptico, anti-reumático, bactericida, anti-
oxidante, reduz febre.
LÍNGUA-DE-VACA Chaptalia nutans (ASTERACEAE): diurética,
emenagoga, béquica, tônica, desobstruente, anti-herpética,
antiblenorrágica, antigripal e sedativa. A decocção das folhas é
utilizada como vulnerária. É usada no tratamento de catarro
pulmonar, dermatoses e cefalalgia, erupções cutâneas de origem
Farmácia Verde
189
sifilítica, insônia, afecções das vias urinárias, tumores linfáticos e
obstipação intestinal. Indicada para dores musculares, golpes e
torceduras. As raízes são usadas para combater lombrigas
intestinais. As raízes e as folhas são úteis contra úlceras.
LINHO Linum usitatisium L. (LINACEAE): Em forma de
cataplasma é usado contra abcessos, a infusão pode ser usado
contra inflamações da bexiga, catarro e inflamações dos brônquios,
colite e enterite. Contra queimaduras deve-se usar na forma de
linimento.
LÍRIO-DO-BREJO Hedychium coronarianum Koenig
(ZINGIBERACEAE): O rizoma é béquico, excitante, tônico e
anti-reumático e as flores cardiotônicas. O rizoma apresenta
atividade contra bactérias. Os rizomas fornecem fécula comestível.
LOSNA Artemisia absinthium L. (ASTERACEAE): Erva dos
vermes tem um efeito tônico marcante para o estômago, a vesícula
biliar e em ajustar problemas digestivos fracos. É utilizado para
expelir lombrigas e outros vermes. Por melhorar as funções do
sistema digestivo ajuda em muitas condições, incluindo a anemia.
Também serve para relaxar os músculos e é ocasionalmente
utilizado para tratar o reumatismo. As folhas tem . antissépticas
que derivam dos alcalóides que a planta contém. Amargo,
carminatio, relaxante dos músculos, anti-séptico.
LOBEIRA Solanum lycocapum (SOLANANCEAE): Indicações -
úlcera, bronquite, diabete, asma. Frutos e folhas. As folhas são
calmantes.
LOURO Laurus nobilis (LAURACEAE): A infusão das folhas é
utilizada por seu efeito tônico para o estômago e bexiga, e um
emplasto pode ser feito das folhas para aliviar picada de vespa e
Marcelo Rigotti
190
abelha. Louro é utilizado principalmente para tratar desordens do
trato digestivo superior e dores provocados pela artrite. Para o
estômago e possui um efeito tônico, estimulando o apetite e a
secreção de sucos digestivos. Adstringente, digestivo.
LÚPULO Humulus lupulus L. (CANNABACEAE): Sedativa,
digestiva e aperitiva. Muito conhecido o chá de lúpulo para
favorecer o sono. É útil(uso interno) em casos de enxaqueca.
Aplica-setambém em casos de digestão difíceis, infusão e/ou
compressas. As flores femininas da plantas são utilizadas na
fabricação dacerveja.Toxicologia: Seu
M
MAÇÃ Pyrus malus L.(Rosaceae): Anti-diarréica, laxante, diurética
e depurativa. Reguladora das funções intestinais, combate artrite,
reumatismo, cálculos urinários, diminui o colesterol. O s
preparados à base do fruto e da casca da macieira agem contra o
resfriado e a febre e são desintoxicantes.
MACELA Achyrocline satureioides Lam (DC) (Asteraceae):
Reguladora das funções intestinais, anti-inflamatório, anti-séptico,
anti-microbiana, antiespasmódica, analgésica e sedativa. Acalma e
favorece o sono. A sua inflorescência na forma de infusão é
utilizada como digestivo, antiespasmódico, carminativo, colagogo,
eupéptico, anti-diarréico, anti-séptico, anti-inflamatório,
emenagogo e externamente é usado como anti-séptico.
MALVA Malva sylvestris (MALVACEAE): Emoliente, laxante e
expectorante. É indicada para casos de prisão de ventre crônica,
afecções respiratórias, das mucosas e da pele. Usada em casos de
inflamações, principalmente no combate às afecções do aparelho
genital feminino. É empregada em casos de bronquite crônica,
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191
constipação intestinal, colites, ansiedade, insônia, coqueluche,
afecções das vias aéreas superiores. Para uso externo é indicada
nos casos de contusões e hemorróidas.
MALVA DO CERRADO Hyptis ovalifolia Benth. (Lamiaceae):
Indicação para reumatismo. Usa-se folhas e raízes contra fungos.
MALVAÍSCO Malvaviscus arboreus (MALVACEAE): as raízes e
flores são adstringentes e antiflogísticas.
MAMOEIRO Carica papaya L. (CARICACEAE): Vermífugo. É
recomendado para quem sofre de insuficiência de sucos digestivos.
Indicado também para colite, cólon irritável e prisão de ventre
crônica. O fruto, ativador cardíaco, é recomendado contra as
doenças da velhice.
MAMONA Ricinus communis L (EUPHORBIACEAE): Vermífugo,
purgante (uso interno), emoliente e cicatrizante (uso externo).
Combate a parasitas intestinais e externamente é usado para
combater eczemas, herpes, erupções, feridas, queimaduras e
calvície. Loção contra caspa: misturar 100 g de suco de urtiga com
40 g de óleo de rícino, friccionar contra o couro cabeludo 3 vezes
ao dia. Friccionar contra frieiras o óleo de rícino 3 vezes ao dia. O
óleo de rícino é excelente purgante e pode ser usado 8 g para
crianças, e 20 a 50 g para adultos.Toxicologia: A ingestão de suas
sementes pode ser mortal, tanto para crianças (3 sementes) como
para adultos (15 sementes).
MANGA – Mangifera indica L. (Anacardiaceae): O caule produz
uma resina empregada contra disenteria.
MANGOSTÃO Garcinia mangostana L. (Clusiaceae): O suco e o
infuso das folhas têm propriedades adstringentes.
Marcelo Rigotti
192
MANJERONA Origanum majorana (LABIATAE): Antiespasmódica
(essência e infusão), carminativa, digestiva, sedativa (essência e
infusão), hipotensora (essência e infusão), expectorante e anti-
reumática (fricções). Também usada como tempero, combate à
insônia, gripes, resfriados, flatulência, cólicas
menstruais.Toxicologia: É contra-indicada para diabéticos.
MARACUJÁ Passiflora incarnata ou quadrangularis
(PASSIFLORACEAE): Sedativa, antiespasmódica, sonífera,
tonificante, refrescante.Indicações: Combate ansiedade,
nervosismo, stress, insônia, dores e espasmos diversos. As folhas,
em decocção, têm ação diurética e são úteis contra febres,
inflamações na pele e erispelas. Tumores e hemorróidas podem ser
aliviados com compressas de folhas maceradas.
MARGARIDÃO-AMARELO Tithonia diversifolia (HEMSL) Gray
(Asteracea): As folhas são utilizadas no tratamento de distúrbios
hepáticos e gástricos.
MARIA-PRETA Solanum americanum (SOLANANACEAE):
antiespasmódica, sedativa, expectorante,a anlgésica, diurética,
depurativa, emliente, vulnerária, anti-reumática, diaforética,
antiartrítica, anti-hipertensiva, aperiente, calmante, antiinflmatória,
febrífuga, mineralizante, reconstituinte, narcótica, calmamante,
afrodisíaca e analgésica. A fruta fresca é usada como
antiparasitória. Indicada para uso externo no tratamento de ptiríase
versicolor ou pano branco, feridas e úlceras, inflamações, áreas
intumecidas, irritadas e dolorosas, dartros, furúnculo, panarício,
queimaduras, psoríase, eczema, escrófulas, adcesso, acne,
dermatite, erisipela, exantema, leucorréia, pústulas, tinha e vaginite.
Internamente para o tratamento de asma, amigdalite, anemia,
cirrose, cólicas, diarréias, escorbuto, gastrite, meningite, paludismo,
úlcera gástrica, terror noturno, excitação nervosa, cólica e afecções
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urinárias, gastralgia, crises hepáticas, espasmos vesicais, distúrbios
dgestivos e ginecológicos e hemorróidas. Toxicologia: os frutos
verdes são tóxicos.
MARMELO Cydonia oblonga (ROSACEAE): Em decocção, frutos,
folhas, e sementes possuem efeito calmante e emoliente.
MASTRUÇO Coronopus didymus:(CRUCIFERAE): Estimulante da
digestão, vermífuga, expectorante, anti-hemorróidas, usada no
tratamento de febres intermitentes e palustres, é estomáquica e
estimulante das glândulas salivares, vesicatória dérmica, anti-
hidrópica, diurética, excitante, peitoral e antiescorbútica. É
indicada par afecções respiratórias, dores musculares, bronquite,
afecções renais e do estômago, raquitismo, contusões, hipertrofia
do coração e ciática.
MASTRUÇO-BRAVO Lepidium ruderale (BRASSICACEAE):
Antisséptica, depurativa, estomáquica e diurética. É indicada
contra impigem, bronquite, tosse, afecções das vias respiratórias,
fraqueza pulmonar, laringite, escrófula, escorbuto, dermatose,
engorgitamento ganglionar e sífilis.
MATA PASTO Senna alata (L.) Irw. Et. Barn.(LEGUMINOSAE –
FABACEAE): a folha e a casca possuem ação inseticida,
nematicida e carrapaticida. Na medicina caseira é usada para
combater piolho, doenças venéreas, a raíz é purgante, usada contra
menstruação e para o fígado, possui tanino e ácido crisofânico que
é usado para problemas de pele.
MELANCIA Citrullus lanatus (Thunb.) Matsum. & Nakai
(CUCURBITACEAE): A melancia é uma fruta altamente
refrescante, ideal para ser consumida nas épocas de muito calor.
Tem propriedades hidratantes (contém cerca de 90% de água),
Marcelo Rigotti
194
além disso, possui também açúcar, vitaminas do complexo B e sais
minerais, como cálcio, fósforo e ferro. É diurética.
MELHORAL Justicia pectoralis var. stenophylla (ACANTHACEAE):
Analgésica, antiinflamatória, broncodilatadora, sedante nervoso,
peitoral, expectorante, febrífuga, béquica, cicatrizante, afrodisíaca,
anti-reumática, catamenial, adstringente, anti-hemorrágica das vias
urinárias e tranquilizante. Relaxante da musculatura lisa e atividade
antibacteriana. Indicada para gastralgias, cortes e catarros
brônquicos, gota, enfermidades do fígado, infecções das vias
respiratórias, dermatites, feridas, aftas, insônia e afecções
nervosas.Toxicologia: em altas doses é alucinógeno.
MELISSA Melissa officinalis L. (LABIATAE): A melissa é
recomendada para problemas de coração. Sua ação principal é
como um tranqüilizador. Isto acalma espasmos nervosos e cólicas.
O chá quente é bom para calafrios, gripes e febres. Sua ação
sedativa têm sido utilizada para ajudar no tratamento de problemas
psiquiátricos, incluindo distonia. A sua ação é útil para tratar
eczema e dores de cabeça. Hoje, esta erva é ainda amplamente
usada por suas propriedades calmantes, e novas pesquisas
mostram que pode ajudar significativamente no tratamento de
resfriado. Relaxante, antiespasmódico, resfriado, carminativo, anti-
viral e tônico dos nervos.
MELÃO-DE-SÃO-CAETANO Momordica charanthia L.
(CUCURBITACEAE): É uma trepadeira muito comum no Brasil,
e as suas folhas são usadas internamente contra diabetes e
externamente contra frieiras, eczemas, problemas de pele e câncer
de pele.
MENTRASTO Ageratum conyzoides L. (ASTERACEAE): Ocorre
em quase todo o mundo, possui alcalóides e pode ser usado contra
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195
a artrite ou artrose (alivia a dor). Também é usado em contusões e
inchaços.Toxicologia: o seu uso interno não é recomendado pois
possui um alcalóide a pilirrizodina que pode causar câncer no
fígado.
MIL FOLHAS Achillea millefolium L. (ASTERACEAE): É usada a
muito tempo como um fortalecedor ou tônica. Ajuda na
recuperação de resfriados e influenza e é benéfico contra febre.
Também é útil para problemas menstruais e desordens
circulatórias. Antiespasmódica, tônica adstringente, amarga,
aumenta o suor, abaixa pressão sangüínea, reduz febre, diurético
moderado e urinário anti-séptico.
MILHO Zea mays (GRAMINEAE): Emoliente e protetor da
mucosa intestinal, refreador do metabolismo. É diurético
edepurativo. excelente fonte de caroteno, ferro, cálcio, enxofre e
vitamina C. Combate o hipertireóidismo, anemia, desnutrição,
reduz o colesterol, hipertensão arterial, nefrites, gota,
etc.Toxicologia: Os cabelos do milho são desaconselhados para
quem sofre de hipertrofia da próstata.
MIRRA Commiphora molmol syn. C. myrrha: (BURSERACEAE)
Mirra tem sido utilizada em perfumes, incenso e embalsamento.
Suas propriedades como adstringente, anti-microbial e
antissépticas têm sido utilizadas para tratar acne assim como
condições inflamatórias. Tem uso específico no tratamento de
infecções na boca tal como úlceras, gengivite, assim como
problemas de catarro associados com faringite e sinusite.
Estimulante, anti-séptico, anti-inflamatório, adstringente,
expectorante, antiespasmódico, carminativo.
MIRTILO Vaccinium myrtillus L. (ERICACEAE): Tônicas e
adstringentes Melhora a visão das pessoas que lêem muito. Protege
Marcelo Rigotti
196
os olhos dos diabéticos e dos hipertensos. Melhora a circulação
sangüínea nas artérias, nas veias e nos capilares. Combate (baixa) o
açúcar do sangue
MORANGUEIRO Fragaria vesca: depurativa, alcalinizantes,
laxante, tonificantes, remineralizantes, emolientes. É indicado nos
casos de artritismo, gota, prisão de ventre, estomatites, gengivite,
faringite e outras afecções da boca. É adstringente, usado para
cicatrizar feridas na pele. Toxicologia: Em algumas pessoas, a
ingestão de morangos produz urticária por reação alérgica, uso
excessivo pode provocar náuseas.
MUSSAMBÊ Cleome spinosa: as folhas e flores são tônicas e a raiz é
béquica. As folhas são estimualntes, antiblenorrágicas e
antileucorréicas. As folhas aplicadas sobre a pele são rubefacientes,
a planta imteira é excitante do aparelho digestivo e vulnerária. A
raiz é indicada contra bronquite e o sumo das folhas serve para
otites supuradas e lavagem de feridas.
MOSTARDA Brassica hirta Moench (mostarda-branca); Brassica
nigra Kock (mostarda-negra). BRASSICACEAE (Cruciferae). Na
medicina popular suas sementes ativam a circulação e eliminam os
inchaços das pernas (LORENZI e MATOS, 2002).
N
NABO Brassica rapa L. (CRUCIFERAE): A raiz tem . tônicas e faz
bem para os pulmões. Cozida, é boa para curar frieiras e feridas na
pele.
NEEM Azadirachta indica A. Juss. (MELIACEAE): O creme
quando colocado sobre as lesões de herpes, obtém-se alívio
imediato do coçar e sensação de queimadura. O tempo de cura
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197
pode levar de dois a quatro semanas. Na forma de cápsulas ou
tintura pode ser utilizado em vários tipos de problemas. O pé de
atleta pode ser curado através da nata colocada na ferida. Contra a
pressão alta pode ser utilizado em forma de cápsulas. No combate
a acne na forma de creme antes de ir dormir, antes deve-se lavar o
rosto com um sabão de neem. Pode ser usado contra queimadura
de sol na forma de loção, eczema, verruga, erupção cutânea
causada pelo calor.
NÊSPERA Eriobotrya japonica Lindl. (ROSACEAE): A decocção
das folhas é usada contra estomatite e inflamações na boca.
Sementes maceradas em vinho branco são úteis contra gota.
NÓ-DE-CACHORRO Heteropterys aphrodisiaca O.
Mach.(MALPIGHIACEAE): Problemas de visão e disenteria,
debilidades nervosas, doenças venérias, e como afrodisíaco,
NOGUEIRA Juglans regia L (JUGLANDACEAE): É adstringente,
antisséptica, cicatrizante, tonificante, vermífuga e hipoglicemiante.
É indicada também para combater parasitas intestinais, quando se
usa as cascas dos frutos verdes. É recomendável aos que sofrem de
esgotamento, astenia ou transtornos do sistema nervoso.
O
ORA-PRO-NOBIS Peireskia grandiflora: (Cactaceae) é mucilaginosa,
hidratante, cicatrizante e nutritiva. Utilizada no tratamento de
queimaduras, ferimentos e úlceras internas e externas.
ORÉGANO Origanum vulgare L. (LAMIACEAE): Orégano é
usado para promover transpiração como um tratamento para
resfriados, influenza, e febres. É usado freqüentemente um chá
Marcelo Rigotti
198
para aliviar desconforto menstrual. Também é usado em banhos e
inalações para limpar os pulmões e passagens bronquiais.
OLIVEIRA Olea europaea L. (OLEACEAE): Anti-inflamatória,
eupéptica. O óleo é eficaz em inflamações do estômago e
intestinos.
P
PARIETÁRIA Parietaria officinalis L. (URTICACEAE): Diurética,
anti-inflamatória, adstringente e emoliente. Afecções das vias
urinárias e para uso externo é usado para curar feridas,
queimaduras, fissuras anais e labiais.
PARIPAROBA Potomorphe umbellatum: (PIPERACEAE): Planta
comum em matas fechadas perto de córregos, é utilizada para
combater problemas do fígado e baço. Apresenta bons resultados
contra epilepsia e outros problemas neurológicos. Deve ser
tomado como infusão. Pode ser colocado junto da erva-mate no
tereré ou chimarrão
PATA DE VACA Bauhinia forficata L. (LEGUMINOSAE –
CAESALPINOIDEAE): É diurética e expectorante. É empregada
nos tratamentos da diabetes. A casca é indicada para diabetes e as
folhas como diurético.
PEGA-PEGA Desmodium canum (Gmel.) Schinz. & Thell.
(LEGUMINOSAE – FABACEAE): Antiblenorrágica: diurética,
estomáquica, hepática, laxante, tônica, febrífuga e béquica. É
indicada contra afecções renais, cistite, disfunções gástricas e
hepáticas, uretrite, dores estomacais e dos membros, bronquite,
feridas e úlceras.
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199
PEIXINHO Stachys lanata L. (LAMIACEAE): Béquica, emoliente,
o seu uso é semelhante a Salvia officinalis.
PENICILINA Alternanthera brasiliana: (L.) O. Kunt.
(AMARANTHACEAE): As flores são béquicas é utilizada no
tratamento de diversas doenças, incluindo inflamações, dor e
processos infecciosos e, tendo também efeito analgésico e anti-
viral.
PEPINO Cucumis sativus L. (CUCURBITACEAE): É diurético,
sedativo, anti-reumático e sonífero, usado contra erupções
cutâneas, cólicas intestinais e em tratamentos de beleza. Valioso
para ajudar o tratamento de pressão arterial alta ou baixa.
PEQUI Caryocar brasiliense (CARYOCARACEAE): A casca , em
infusão, é diurética e age contra a febre, xarope peitoral. Usa-se o
fruto, flores e folhas. Fruta rica em vitamina A e E.
PERIQUITINHO Alternathera pungens: a planta é indicada para
problemas gástricos, hepáticos e intestinais, é diurética e emoliente,
o suco fresco é tônico, a infusão é eupépticas, descongestionantes,
diuréticas, antiflogísticas, hepáticas e indicadas para distúrbios
renais, diarréia infantil e problemas de dentição em crianças.
PERPÉTUA Gomphrena globosa: expectotante, febrífuga, béquica,
antiespasmódica, tranquilizante, oftálmica, diurética, adstringente,
emenagoga, tônica, amarga, aromática e eupéptica. Usada para
ifecções do sistema respiratório, distúrbios gastrointestinais e
hepáticos, otites e estados nervosos do coração.
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200
PÊSSEGO – Erupções da pele podem ser tratadas com a
cataplasma das folhas novas. As folhas, em infusão, ajudam a
curar úlceras intestinais.
PICÃO-BRANCO Galinsoga parviflora: vulnerária e antiescorbútica.
PICÃO-PRETO Bidens pilosa; B. bipinnatus: É conhecida como
planta daninha e muito comum no Brasil. É utilizado contra
hepatite e malária, e possui efeito anti-cancerígeno. É tomado na
forma de infusão.
PICÃO VERMELHO Bidens gardeni: é diurético, usado contra
icterícia, úlceras crônicas, é acre e mucilaginosa.
PIMENTA-DO-REINO Piper nigrum: Utilizados em doses
pequenas , possui ação excitante sobre os órgãos digestivos, mas o
seu uso prolongado pode causar problemas do fígado, inflamações
intestinais, hemorróidas e fissuras anais. É muito utilizada contra
insetos.
PIMENTA-MALAGUETA Capsicum frutescens L. SOLANACEAE
Estimula a circulação do sangue e atua no cérebro favoravelmente
nos casos de encefalite, meningites, congestão cerebral e ameaças
de derrame. Deve-se ressaltar que seus efeitos são mais sensíveis
nas mulheres do que nos homens (LORENZI e MATOS, 2002).
PIMENTA-LONGA Piper tuberculatum Jacq. PIPERACEAE:
Comprovada atividade carcinogênica in vitro, além de ter grande
importância científico-tecnológica como precursora de vários
compostos notadamente fármacos, bioinseticidas biodegradáveis,
fixadores de aroma e, mais recentemente, de drogas
antitrombóticas e auxinas endólicas.
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201
PIMENTÃO Capsicum anuum: Contra o alcoolismo pode se fazer
uma decocção com 5 g de pimentão em pó fervidos por 2 min e
em descanso por 4 horas, tomar duas xícaras ao dia. Artrite e
reumatismo podem ser aliviadas com uma solução de álcool e
pimentas que devem ficar em descanso por três dias, filtrar e
passar o líquido nas regiões doloridas
PITANGA Eugenia pitanga, Stenocalix pitanga: Adstringente, Anti-
reumática, anti-desintérica, Calmante, febrífuga e vermífuga. É
usada em forma de chá (decocção) para combater reumatismos,
febres e diabetes. Combate também bronquite infantil, gota,
hipertensão, ansiedade. O fruto, em decocção ou infusão, é
estimulante , antitérmico, antidiarréico, e anti reumático. A folha é
usada contra a diarréia, é aromática, balsâmica, garganta inflamada,
tosse, sistema respiratório, esclerose, febre, possui a pitangina que é
sucedâneo da quinina, controla gases, bactérias, repele insetos, o
fruto é estomacal e calmante.
PITEIRA Agave americana L: Diurética, depurativa, vulnerário e
cicatrizante. Edemas, retenção de líquidos, icterícia, hepatite e
externamente é usado como cicatrizante (usa-se em compressas
sobre lesões e feridas da pele).
POEJO Mentha pulegium: Digestivo, tônico estomacal,
expectorante, emenagogo, antiespasmódico, anti-séptico e
carminativo. Mau hálito, combate as fermentações intestinais, é
muito utilizado nos resfriados e na tosse convulsa. Toxicologia: O
uso da essência em doses elevadas pode ser perigoso.
PULSÁTILA Pulsatila vulgaris: antiespasmódicas, emenagoga,
antibióticas, antimitóticas. Combate a insônia, cólicas digestivas,
regula o ciclo menstrual, estimula a atividade ovariana. É indicada,
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202
também, para combater as dores nevrálgicas, é expectorante,
emética e sudorípara.
Q
QUÁSSIA Quassia amara L: Tônico estomacal, febrífugo,
vermífugo, digestivo e aperitivo. A casca dessa árvore é útil
principalmente para os que sofrem de problemas digestivos. Muito
útil também em casos de debilidade digestivas por problemas
nervosos. É um fortificante do estômago, muito eficaz. Combate
os oxiúros. Toxicologia: Produz vômitos se usada em doses altas.
É desaconselhável seu uso por mulheres durante a menstruação e
portadores de úlcera gastroduodenal.
QUEBRA-PEDRA Phyllanthus niruri: Planta muito comum em
qualquer parte do mundo, é tida como praga. Possui excelente
efeito diurético, auxiliando a eliminação de cálculos renais e
afecções do fígado. Possui efeito hipoglicemiante. Deve ser
tomado em infusão duas a três vezes ao dia.
QUEBRA PEDRAS RASTEIRO VERDE Euphorbia thymifolia:
possui ação diurética e vermífuga.
QUINA Cinchona calysaia ou Cinchona officinalis: Febrífugas, anti-
maláricas, tonificante, adstringente e cicatrizante. Suas .
terapêuticas estimulam as funções intestinais, gástricas e
hepáticas.Toxicologia: Não exceder as doses indicadas para uso
interno, já que podem causar náuseas e vômitos.
QUITOCO Pterocaulon virgatum: as raízes são carminativas,
resolutivas e digestivas. Em banho atua como estimulante, a
infusão das raízes é diurética. A planta é anti-reumática e béquica.
Farmácia Verde
203
Indicada para bronquite, afecções hepáticas, metrite, resfriado e
dores no corpo.
R
RABANETE Raphanus sativus: Rabanete estimula o apetite e a
digestão. É bebido como suco para controlar indigestão gasosa e
constipação. Suco de rabanete preto tem uma ação tônica e
laxativa nos intestinos, e indiretamente estimula o fluxo de bílis.
Rabanete consumindo geralmente resulta em digestão melhorada,
mas algumas pessoas são sensíveis a seu sabor e ação forte. Pode
ser comido para aliviar distensão abdominal. Laxante digestivo,
moderado.
ROMÃ Punica granatum (PUNNICACEAE): A casca do fruto é a
parte mais utilizada para eliminar parasitas internos, possui efeito
anti-bacteriano, anti-diarréico, anticoncepcional, hemostático e
apresenta bons resultados contra amebíase intestinal. A infusão das
folhas é indicada para inflamações da boca e da garganta. O xarope
da polpa é diurético.
ROSA Rosa spp.: Água de rosas são ótimas para nutrir a pele, e
também contem vitamina C. é usado como um purificador do
sangue, e para tratamento de infecções, resfriados, e influenza. As
pétalas são usadas em incenso e sachê, e queimado promove o
sono de uma noite tranqüila. O óleo essencial é usado em banhos e
rituais para promover a paz, amor, e harmonia.
RUBIM Leonurus sibiricus: É anti-desentérica, expectorante,
cicatrizante, emenagogo, eupéptico, diurético e vermífugo. Usada
em forma de chá para lavar "feridas brabas", e emplastos socados
das folhas cruas para cicatrização. Auxilia no tratamento de
distúrbios cardíacos.
Marcelo Rigotti
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RUIBARBO Rheum palmatum: É estimulante, hepático.Indicações:
Usado em casos de astenia, afecções hepáticas, biliares, e no para
regular as funções intestinais.Toxicologia: Não pode ser
administrado a gestantes.
S
SABUGUEIRO Sambucus nigra: Sudoríficas, diuréticas, depurativas,
anti-inflamatórias, tonificante e laxante. Utilizado em resfriados e
gripes para provocar sudação abundante e uma ação depurativa e
descongestionante. É muito utilizada em casos de sarampo,
rubéola e escarlatina. Combate também afecções da garganta e
conjuntivites.Toxicologia: Não comer grandes quantidades de
bagas (frutos) de sabugueiro, pois podem provocar náuseas e
intolerância digestiva.
SAIÃO Kalanchoe gastonis-bonieri: Vulnerária, resolutiva, cicatrizante,
refrigerante e tônico pulmonar. As folhas secas e tostadas são úteis
para cefaléias, engorgitamento linfático e inchações erisipelosas das
pernas. O suco da planta é útil para calos, frieiras e queimaduras.
SALSA Petroselinum crispum: É conhecida como uma erva diurética,
tônica digestiva e estimulante do fluxo menstrual e também muito
utilizada na salada. Folhas de salsa, sementes e caldo da raíz
combatem infecções das vias urinárias e ajuda a eliminar pedras do
rim. Também estimula o apetite e o fluxo de sangue de órgãos
digestivos, e também reduz febres. Salsa tem a habilidade
incomum de mascarar odores fortes como o alho em particular.
Raíz de salsa é mais comumente prescrita do que as sementes ou
folhas em medicamentos herbários. É usada no tratamento para
flatulência, cistites e problemas reumáticos. Também é usada
como um promotor de menstruação, enquanto é útil em estimular
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um período atrasado e alivio da dor menstrual. Digestivo,
diurético.
SALSAPARRILHA Smilax áspera: Diurética, sudoríficas,
depurativa, aperitiva e tonificante. Sua raiz é muito indicada para
combater o reumatismo e a artrite. É usada tanto para uso interno
como para lavar eczemas.Toxicologia: Produz náuseas em doses
elevadas.
SALVIA Salvia officinalis: Suas folhas são usadas contra gripes e
resfriados e é um remédio excelente para gargantas doloridas e
digestão ruim. Também é usado como uma erva tônica
suavemente estimulante. Tem um gosto ligeiramente amargo e
adstringente. Adstringente, anti-séptico, aromático, carminativo,
estrogênico, reduz suor, tônico.
SÁLVIA VERMELHA Salvia miltiorrhiza: A raíz e o rizoma
possuem efeito na microcirculação causando aumento do fluxo
capilar, efeito cardiovascular, possui efeito sedativo, bactericida,
anti-inflamatório, anti-ulceroso, anti-coagulante, efeito
hipoglicemiante.
SANTÔNICO Artemisia maritima L: Vermífugo, combate os
Ascaris lumbricoides (lombriga).Toxicologia: Seu uso excessivo
provoca excitação nervosa.
SAPOTI – O chá da casca é adstringente e antitérmico.
SEGURELHA Satureja montana L.: Estimulante, carminativa,
antiespasmódica, vermífuga, diuréticas e peitorais. É afrodisíaca
(infusão e essência), depurativa, balsâmica e expectorante.
Combate as ventosidades do estômago e intestinos. É
recomendada aos que sofrem de gastrite e indicada para casos de
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206
fadiga crônica, bronquite aguda, debilidade, hipotensão e astenia. É
utilizada em culinária na forma de condimento.
SENE Cassia angustifolia; C. acutifólia: Possui efeito fortemente
laxativo, é a principal planta utilizada para este fim.
SENSITIVA Mimosa pudica: a casca é vermífuga e as raízes são
purgativas, eméticas e antidiftéricas. As folhas são utilizadas
externamente como antitumorais e antileucorréicas. Internamente
são amargo-tônicas, purgativas, antiblenorrágicas, colagogas,
emolientes, resolutivas, depurativas anti-reumáticas, odontálgicas e
desobstruente do fígado, externamente é usada em banhos para
curar tumores e na forma de cataplasma para escrófulas. Em
gargarejos, serve para o tratamento de inflamações da boca e
garganta. Indicada para afecções hepáticas, reumáticas e articulares,
prisão de ventre, afecções reumáticas articulares, granulações da
faringe, úlceras cancerosas, moléstias do útero, angina e para
desinchar as pernas. Toxicologia: a casca em altas doses é tóxica.
SERPILHO Thymus serpyllum: antiespasmódica, cicatrizante,
vulnerária, vermífuga, estimulante, parasiticida, antibiótica,
digestiva, antisséptica, carminativa, diurética, expectorante,
hemostática e tônica. É indicada para o tratamento dos distúrbios
do sistema nervoso simpático, coqueluche, dores reumáticas,
constipação de crianças de colo, bronquite, diarréia, feridas
supuradas, astenia, sarna, artrite, asma, queda de cabelo,
convalescença, epistaxe, distúrbios gástricos, fadiga, meteorismo,
obstipação e tosse.
SERRALHA Sochus oleraceus: anti-inflamatório e diurético.
Combate dores de origem reumática, anemia carencial, afecções
hepáticas, astenia e também tem ação cicatrizante.
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SETE-SANGRIAS Cuphea balsamina: Depurativa, digestiva,
diurética. Combate a arteriosclerose, hipertensão arterial e
palpitações. Limpa o estômago e intestinos. Combate também
doenças venéreas e afecções da pele.
T
TABOA Typha dominguensis: adstringente, diurética, antidiarréica,
antidisentérica, antiinflmatória, antianêmica, emoliente e tônica.
Indicada para o tratamento de aftas e inflamações dérmicas
(externo), dismenorréia, dores abdominais durante o puerpério,
dores estomacais, contusões eluxações, hemoptises, sangramento
nasal, hematúria, hemorragia uterina funcional, afecções das vias
urinárias e debilidades em geral.
TAIOBA Colocasia antiquorum: Depurativa, emoliente e cicatrizante.
Promove cicatrização de úlceras. Sua raiz é, conforme alguns
autores e pesquisadores, serve para atenuar casos de lepra.
TAIUIÁ Cayaponia tayuia Silmatra brasiliensis: raiz fresca é drástica,
quando seca é anti-reumática, anti-sifilítica, depurativa,
antinevralgica, calmante das dores, desintoxicante, desobstruente
do fígado e do baço, emenagoga, emética, anti-hidrópica e
purgativa. Utilizada em dermatoses, ciática, erisipelas, ulceras,
feridas, linfagites crônicas, furúnculos, eczemas, dartros, pregas,
manchas do rosto, dispepsias, atonia gastrointestinal, dilatação do
estômago e paralisia. É usada contra dor de dente, como
depurativa do sangue, antissifilítica, purgativa, possui a caiaponina e
saponina. Toxicologia: em altas doses é tóxica.
TAMARINDO Tamarindus indica: Laxante , colerético e colagogo
suave. Refrescante e tonificante. Anti-helmíntico e vermífugo.
Indicado nas funções biliares e hepáticas. O chá da polpa é
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208
calmante e age contra a febre. Em decocção, a polpa é boa para
prisão de ventre.
TANACETO Tanacetum vulgare L: Vermífuga e emenagoga.
Indicado no combate a lombrigas e oxiúros. Provoca e regulariza a
menstruação.
TANCHAGEM Plantago lanceolata; P. major(Foto): É usada como
anti-inflamatório, e para neutralizar toxinas. Como um chá
moderado é usado para tratar problemas pulmonares em crianças,
e como um chá mais forte é usado para tratar úlceras de estômago.
Também é usado para diarréia, infecções de bexiga, e para tratar
feridas.
TÍLIA Tilia europaea L: Sedativa, diurética, sudoríficas, anti-
inflamatórias, antiespasmódica e vasodilatadora. Usada em casos
de nervosismo e ansiedade, pois é excelente sedativo e calmante
para os nervos. É antiespasmódica e diaforética por excelência. É
indicada nos catarros brônquicos, bronquites, asma, gripe e tosse
rebelde das crianças. A flor e a casca tem o efeito vasodilatador e
suavemente hipotensor.
TIRIRICA Cyperus rotundus: Regula o fígado e o baço, regula as
irregularidades menstruais e dismenorréia, provoca relaxamento da
musculatura uterina, possui efeito analgésico, inibe convulsões,
possui efeito anti-microbiano, efeito anti-hipertensivo inibe a
reprodução do Plasmodium falciparum causador da malária.
TOMATE Solanum lycopersicum: Folhas em decocção pode ser
tomado contra problemas de bexiga e rins. Para o fígado pode ser
feita uma infusão com as folhas. Ungüento dos frutos do
tomateiro contra hemorróidas e o suco pode ser usado para o
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intestino. Por possuir os flavonóides combate o câncer de
próstata e de mama.
TOMILHO Timo vulgaris: Sua aplicação principal está no
tratamento de tosses e problemas de congestão. Muitas fórmulas
atuais para lavagens de boca e esfregas de vapor contêm timol, um
dos componentes achados no tomilho. Também melhora digestão,
destrói parasitas intestinais e é um excelente anti-séptico e tônico.
Anti-séptico, tônico, alivia espasmo do músculo, expectorante.
TRAPOERABA ERETA Commelina benghalensis: a planta é
diurética e emoliente.
TRAPOERABA RASTEIRA Commelina cf nudiflora: a planta é
diurética, desobstruente, anti-blenorrágica, anti-reumática. É
indicada para hidropisia, angina, hemorróidas, afecções herpéticas,
verruga, tinha, uretrite, retenção espasmódica da urina. É utilizada
como forrageira (pastada), bom para leite (15%) de PB. Na
medicina caseira é utilizada como colírio, é diurética, serve para
reumatismo, angina, hemorróidas, herpes, verruga e hemorragia.
TREVO PEQUENO Oxalis corniculata: anti-térmico, é usado
contra hepatites, vesícula biliar, disenteria, timpanismo, prolapso
do reto; a raiz é anti-escorbútica e o suco é usado contra verrugas.
TREVÃO Oxalis latifólia: é usado no tratamento de clisteres e
febres perniciosas.
U
URTIGA Urtica dioica: Folhas de urtiga contêm ferro e vitamina C,
podem ser usadas para tratar anemia e pouca circulação. Chá ou
cataplasma feito de folhas de urtiga é usado para tratar eczema e
Marcelo Rigotti
210
problemas de pele. Suas . adstringentes são usadas para evitar
sangramento. Hoje, a urtiga é usada para febre, artrites, anemia, e,
surpreendentemente, até mesmo para erupção cutânea causada
pela urtiga. Diurético, tônico, adstringente, previne hemorragia,
anti-alergenico, reduz amplificação de próstata (raiz).
URUCUM Bixa orellana: fonte de beta-caroteno, previne o
aparecimento de lesões cutâneas causadas pelo Sol, também é
utilizada para doenças do coração.
UVA Vitis sp: folhas e gavinhas, em infusão, auxiliam nas
infecções externas e dos olhos.
UVA URSINA Arctostaphylos uva-ursi: adstringente, diurética,
antisséptica e anti-inflamatória. Afecções das vias urinárias: cistite,
uretrite, prostatite, cálculos renais.Toxicologia: Seu uso não deve
prolongar-se por mais de 10 dias, 15 no máximo.
V
VALERIANA Valeriana officinalis: é uma planta relaxante, e é
muito efetivo para insônia. É freqüentemente usado como um
tranqüilizante, mas não deixa nenhum efeito lento no usuário. É
usado para tensão nervosa, alivio da dor, e para espasmos
musculares. Não deve ser tomado por um período longo de
tempo, pode causar depressão mental em algumas pessoas depois
de uso fixo a longo prazo.
VASSOURINHA-DE-BOTÃO Borreria verticillata: é emética,
antidisentérica e anti-hemorroidal. Utilizada no tratamento de
dermatoses, erisipela e varizes.
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VELAME DO CAMPO Croton campestris: Um dos melhores
depurativos do sangue, combate doenças nos ossos e o
reumatismo.
VERBASCO Buddleya brasiliensis: emoliente, sudorífica, anti-
reumática, anti-hemorroidária, hemostática, antiartrítica,
antiofídica, depurativa, adstringente, diurética, expectorante
peitoral, sedativa, béquica, antigripal, anódina, antiálgica,
antiasmática e calmante. Útil no tratamento de bronquite, doenças
pulmonares, hemoptises, catarro e contusões.Toxicologia: o uso
em excesso é tóxica.
VERBENA Verbena officinalis: é usada para tratar o fígado e
doenças relacionadas ao fígado, como também menstruações
dolorosas ou irregulares. Também ajuda no aumento do fluxo do
leite de uma mãe. Verbena é usada em incensos e banhos.
VETIVER Vetivera zizanioides: estimulante, antisséptica, diaforética,
febrífuga, tônica, calmante das enxaquecas, das nevralgias,
carminativa e anti-histérica. Indicada para enxaqueca.
VIOLETA Viola odorata: é efetiva curando úlceras internas. É
interiormente e externamente usado para abscessos, tumores, e
glândulas inchadas. É útil tratando tumores malignos ou benignos.
VOADEIRA Conyza bonariensis: é diurética, contra vermes, diarréia
e hemorróidas.
X
XIMBUVA Enterobium contortisiliquum: do fruto se faz sabão, é
abortivo possui saponina, tanino e a casca é usada contra infecções
renais.
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Z
ZEDOÁRIA Curcuma zedoaria: estimulante aromático, regulador
das funções hepáticas, digestiva e renal, antiasmática, febrífuga,
vermífuga, anti-reumática, antidispeptica, estomáquica, emenagoga,
restauradora e antiflatulência. Indicada para prevenção de úlcera
gástrica, útil no tratmento de distúrbios hepáticos, hepatite,
resfriados, afecções urinárias, cólicas, vômitos, tosse, distúrbios
menstruais e gastrinntestinais, problemas pulmonares e
dermatoses. Toxicologia: mulheres nos três primeiros meses de
gravidez não devem ingerir.
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213
Fotos de plantas
medicinais
Figura 1. Melissa (Melissa officinalis).
F
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214
Figura 2. Arruda (Ruta graveolens).
Figura 3. Arruda (Ruta graveolens).
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215
Figura 4. Pariparoba (Piper umbellatum).
Marcelo Rigotti
216
Figura 5. Gengibre (Zingiber officinale).
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Figura 6. Funcho (Foeniculum vulgare).
Figura 7. Funcho (Foeniculum vulgare).
Marcelo Rigotti
218
Figura 8. Funcho (Foeniculum vulgare).
Figura 9. Manjericão (Ocimum basilicum).
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219
Figura 10. Jambolão (Syzigium jambolanum).
Figura 11. Insulina (Cissus cyssioides).
Marcelo Rigotti
220
Figura 12. Caferana (Vernonia condensata).
Figura 13. Urucum (Bixa orellana).
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221
Fotos da Farmácia
Verde
Figura 1. Plantas desidratadas embaladas.
Marcelo Rigotti
222
Figura 2. Extratos alcoolicos.
Figura 3. Plantas desidratadas armazenadas.
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223
Figura 4. Visão geral da Farmácia Verde.
Marcelo Rigotti
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 Marcelo Rigotti, MEI
Engenheiro Agrônomo e Fitoterapeuta (filiado ao Sinte)
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Farmacia verde

  • 3.
  • 4.
    Marcelo Rigotti Farmácia Verde 1ªEdição Botucatu SP Edição do autor 2011
  • 5.
    Sumário Página 1. Introdução05 1.1. O que todos deveriam saber para a correta utilização das plantas 06 1.2. As plantas e seus usos 08 1.3. O princípio da fitoterapia 11 1.4. A origem das plantas medicinais 13 1.5. Etnobotânica ligação entre o empírico e farmacológico 19 2. Identificação de plantas medicinais 21 2.1. Identificação dos principais grupos vegetais 22 2.2. Nomenclatura binomial 35 2.3. Classificação pelo ciclo de vida 39 2.4. Herbário de plantas medicinais 41 3. Implantação da Farmácia Verde 45 3.1. Como montar uma Farmácia Verde 46 3.2. Casos de sucesso da Farmácia Verde 51 4. Manipulação de remédios caseiros 65 4.1. Preparação de remédios caseiros com plantas medicinais 66 4.2. Fitocosmeticos 109 5. Ações terapêuticas das plantas medicinais 115 5.1. Principais doenças e as plantas para seu tratamento 116 5.2. Utilização indevida das plantas medicinais 124 5.3. Plantas invasoras e ruderais com potencial medicinal 127 6. Plantas medicinais condimentares e aromáticas 144
  • 6.
    Fotos de plantasmedicinais 212 Referências Bibliográficas 223
  • 7.
    Farmácia Verde 5 Introdução 1.1. Oque todos deveriam saber para a correta utilização das plantas 06 1.2. As plantas e seus usos 08 1.3. O princípio da fitoterapia 11 1.4. A origem das plantas medicinais 13 1.5. Etnobotânica ligação entre o empírico e farmacológico 19 1
  • 8.
    Marcelo Rigotti 6 1.1. Oque todos deveriam saber para a correta utilização das plantas O uso das plantas medicinais na cura de doenças e melhoria da qualidade de vida tem sido utilizado desde o inicio da humanidade, hoje muitas das receitas que eram apenas do conhecimento popular tem sua eficácia comprovada pela ciência. Na Índia e na China o uso das plantas já faz parte da medicina por pelo menos 2000 anos. No Brasil ainda não se tem um conhecimento razoável sobre a forma de utilização dessas plantas, a maioria dos usuários utilizam as ervas de forma incorreta ou ineficaz, o modismo ainda é uma forma de se conhecer as plantas de uso medicinal, entretanto passageira. As matérias em revistas não científicas tornam o uso das plantas medicinais de certa forma até perigoso, entretanto as reportagens na televisão têm seguido um formato que deveria ser utilizado pelas revistas, como a consulta a especialista da área. O local e o estado onde a maioria das pessoas adquire as ervas é outro problema que pode até se tornar um risco a saúde, muitas ervas são vendidas na rua ou expostas ao ar livre em feiras e mercados populares, quando o correto seriam essas plantas serem vendidas embaladas e beneficiadas de forma adequada. Tive a oportunidade de presenciar plantas secas ao sol embaladas e serem vendidas nas ruas das cidades. Essas plantas não possuem princípio ativo algum, podendo ainda sofrer contaminação por microorganismos.
  • 9.
    Farmácia Verde 7 Outro problemada falta de conhecimento sobre a utilização das ervas medicinais esta na forma e dosagem de uso, pois dependendo da forma a planta pode ser eficaz ou não, assim como a dosagem se for baixa pode não ter o efeito procurado se for alta pode causar intoxicações e efeitos adversos. Conheci um caso em que a pessoa usou ervas compradas em raizeiro para emagrecer, tomou um litro de garrafada com os três tipos de ervas em apenas um dia, ou seja, tomou em torno de 10 vezes a dosagem recomendada. A conseqüência foi provavelmente uma alteração hormonal que causou efeito contrário que foi um aumento de peso, mais que o triplo do que tinha antes em pouco tempo. Ainda é muito comum seguir receitas indicadas por parentes ou vizinhos sem conhecimento das ervas, mas é outro grande risco que pode até agravar a saúde. Foi o caso da utilização do suco de carambola para pacientes crônicos renais, indicada provavelmente pela mídia, esse suco piora a situação desses pacientes, pois a carambola é rica em potássio que não é filtrado pelo rim e se torna tóxico para o organismo. O conhecimento através dos nomes populares das plantas pode gerar duvidas e enganos na sua utilização, como o caso da espinheira-santa, existem várias espécies sendo comercializadas com este nome, algumas delas sem o efeito comprovado para a Maytenus ilicifolia. A educação para as Plantas Medicinais deve ser incentivada na sociedade, já que é e sempre vai ser utilizada pelas pessoas na busca da cura das doenças e melhoria da qualidade de vida.
  • 10.
    Marcelo Rigotti 8 1.2. Asplantas e seus usos A humanidade utiliza os vegetais para proteção da saúde e alívio de seus males desde o princípio de sua existência na Terra, há muito tempo, as plantas medicinais têm sido usadas como forma alternativa ou complementar aos medicamentos da medicina tradicional. O seu uso na medicina popular e a literatura etnobotânica têm descrito o uso dos extratos, infusões e pós de plantas medicinais por vários séculos contra todos os tipos de doenças. A utilização de plantas medicinais tornou-se um recurso terapêutico alternativo de grande aceitação pela população e vem crescendo junto à comunidade médica, desde que sejam utilizadas plantas cujas atividades biológicas tenham sido investigadas cientificamente, comprovando sua eficácia e segurança. É notável o crescente número de pessoas interessadas no conhecimento de plantas medicinais, inclusive pela consciência dos males causados pelo excesso de quimioterápicos causados no combate as doenças. Remédios à base de ervas que se destinam as doenças pouco entendidas pela medicina moderna – tais como: câncer, viroses, doenças que comprometam o sistema imunológico, entre outras – tornaram-se atrativos para o consumidor. O uso de plantas medicinais pela população mundial tem sido muito significativo nos últimos tempos. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que cerca de 80% da população mundial fez o uso de algum tipo de erva na busca de alívio de alguma sintomatologia dolorosa ou desagradável. Desse total, pelo menos 30% deu-se por indicação médica.
  • 11.
    Farmácia Verde 9 Estas sãoamplamente comercializadas em farmácias e supermercados em geral, por razões sociais ou econômicas. A crise econômica, o alto custo dos medicamentos industrializados, o difícil acesso da população à assistência médica e farmacêutica são possíveis fatores que levaram as pessoas a utilizar produtos de origem natural. O uso das plantas medicinais tem que ser feito cuidadosamente, com muito critério, pois as mesmas não fazem milagres e podem levar à intoxicação daqueles indivíduos que desconhecem precauções e contra-indicações destas plantas. Às vezes se imagina que o produto, por ser natural, faz bem à saúde, mas a ignorância do conhecimento sobre os efeitos desejados ou não, pode ser desastrosa. Outro fator de destaque na crescente procura da fitoterapia é a vigente carência de recursos dos órgãos públicos de saúde e os incessantes aumentos de preços dos medicamentos industrializados. No entanto, pela facilidade de obtenção e despreparo de quem as utiliza são também observados casos de intoxicação de plantas tidas como medicinais. O Brasil é um dos quatro países que apresentam maior biodiversidade em todo o mundo, sendo o primeiro em número total de espécies. Em nossos três milhões e quinhentos mil quilômetros quadrados de florestas, existem a mais diversificada reserva de plantas do planeta. Nos últimos anos tem-se verificado um grande avanço científico envolvendo os estudos químicos e farmacológicos de plantas medicinais que visam obter novos compostos com propriedades terapêuticas. Isto pode ser claramente observado pelo aumento de
  • 12.
    Marcelo Rigotti 10 trabalhos publicadosnesta área, tanto em congressos como em periódicos nacionais e internacionais. O conhecimento da medicina tradicional constitui uma valiosa fonte de informação para realizar pesquisas fitoquímicas e farmacológicas. Este, entre outros motivos, tem gerado um aumento nos últimos anos em seu estudo. Por isto numerosos países têm empreendido a prática destas pesquisas, que alem do mais, constitui um meio de recuperação de seu acervo cultural em perigo de desaparecer perante o avanço da "medicina moderna".
  • 13.
    Farmácia Verde 11 1.3. Oprincípio da fitoterapia Desde a pré-história as plantas eram utilizadas na cura de problemas de saúde, era a única forma de cura conhecida pelos povos e civilizações antigas, até os animais se utilizavam das plantas. Através de experimentos, a sabedoria popular que passou para os descendentes e o cultivo, as plantas conseguiram passar por várias gerações sem perder as suas características. A sabedoria popular no uso das plantas impulsionou o seu consumo por todos os grupos sociais durante séculos. Foram encontrados indícios da utilização das plantas em todas as civilizações estudadas. O princípio de todo conhecimento está espalhado pelos vários berços da civilização tais como europeu de onde surgiu a melissa (Melissa officinalis), da África apareceu a arruda (Ruta graveolens), dos índios brasileiros surgiu a caapeba (Piper umbellatum) e da Ásia o gengibre (Zingiber officinale). O mundo vegetal inclui três grupos principais de plantas: superior, intermediário e inferior. Entre estes grupos estão bactérias, algas microscópicas, cogumelos, samambaias, musgos e árvores, entre outros. A identificação é uma tarefa para especialistas e o limite entre o mundo vegetal e o animal não está tão claro quanto se imagina. Para simplificar o assunto, vamos considerar nós os humanos e as plantas que tanto bem nos fazem. Livros sobre propriedades medicinais de plantas regularmente parecem tratar as ervas e as plantas medicinais diferentemente. Porém, ervas são plantas anuais, bienais ou perenes que não desenvolvem um tecido lenhoso. Talvez pelo fato das ervas apresentarem um papel importante histórico e tradição de cura, às vezes elas são tratadas como uma
  • 14.
    Marcelo Rigotti 12 categoria especialde plantas, ou seja, são avaliadas particularmente pelas suas qualidades medicinais, saborosas ou aromáticas. Como os nomes tradicionais ou populares das plantas medicinais variam muito de acordo com aspectos regionais e culturais, a melhor maneira de se agrupar as plantas é através do seu nome científico e seguido dos seus nomes populares.
  • 15.
    Farmácia Verde 13 1.4. Aorigem das plantas medicinais Embora seja difícil a determinação da origem exata das principais plantas medicinais em uso no Brasil, algumas que já têm seu uso comprovado por testes farmacológicos tem o seu centro de origem bem definido, são principalmente de origem européia. Uma grande parte das plantas com origem no Brasil foi testada e patenteada. Hoje no país existem duas ou três plantas em estudos para comprovar sua eficácia farmacêutica. Plantas de origem européia Veio juntamente com a colonização portuguesa e de outras civilizações da Europa, estas plantas se difundiram mais fortemente na região Sul do país. Estas plantas são de uso mais difundido e se adaptam melhor nos climas mais frios. É o caso da melissa (Melissa officinalis), da erva doce (Foeniculum vulgare), dos vários tipos de manjericão (Ocimum sp.), das mentas (Mentha sp), a camomila (Matricaria chamomila), a alcachofra (Cynara scolymus). Plantas de origem africana Apareceu junto com o tráfico de escravos para o Brasil, nos séculos XVI e XVII. As plantas eram de uso em rituais religiosos. São mais encontradas na Bahia. Pelo intenso uso pelos escravos, conhecemos e começamos a utilizar plantas como a arruda (Ruta graveolens), o jambolão (Syzigium jambolanum), a insulina (Cissus cyssioides) a caferana (Vernonia condensata), a babosa (Aloe vera), os vários tipos de boldo do gênero Plectranthus.
  • 16.
    Marcelo Rigotti 14 Plantas deorigem indígena O conhecimento dessas plantas provém do seu extenso uso pelos indígenas brasileiros. Essas plantas são conhecidas em todas as regiões do Brasil. Dentre as plantas mais utilizadas pelos índios estão a caapeba (Piper umbellatum), o abajerú (Chrisobalanus icaco) e o urucum (Bixa orellana). Plantas de origem oriental Foram trazidas pelos imigrantes chineses e japoneses para o Brasil, mas é mais comum no estado de São Paulo. Os orientais trouxeram para o Brasil espécies como o gengibre (Zingiber officinale), a lichia (Litchi chinensis) e a raiz forte (Wassabia japonica). Outras plantas medicinais de origem oriental foram trazidas pelos portugueses durante suas navegações até a Ásia, e são mais utilizadas pelo seu valor culinário, como a canela (Cinnamomum cassia) e o cravo (Eugenia caryophyllata). Algumas foram introduzidas recentemente, provenientes da Índia como o neem (Azadirachta indica), a calêndula tem origem desde o Mediterrâneo ate o Irã (Calendula officinalis), a soja é nativa do leste da Ásia e é utilizada pelos chineses a pelo menos 5.000 anos como alimento e medicinal (Glycine max (L.) Merr.), a romã vem da região do Paquistão, Irã e Afeganistão (Punica granatum L.). Plantas com origem na Amazônia Estas plantas provêm do conhecimento pelos indígenas e caboclos da região. São encontradas plantas como o guaraná (Paulinia cupana), a copaíba (Copaifera officinalis) e a fava de tonca (Dipteryx odorata).
  • 17.
    Farmácia Verde 15 Plantas comorigem no Nordeste As suas plantas possuem grande influência dos índios e dos escravos africanos que por ali aportaram na época colonial. Devido ao seu clima peculiar e os aspectos de condições sociais e econômicas desfavoráveis da região o uso das plantas medicinais se tornou corriqueiro e necessário. Dentre as plantas mais conhecidas estão a aroeira (Schinus molle), a catinga de mulata (Tanacetum vulgare) e a hortelã-do-mato (Hyptis suaveolens). Plantas de origem diversa Várias espécies vegetais são comercializadas como fitoterápicos em todo mundo, através de testes farmacológicos em vários paises, as plantas medicinais tornaram-se conhecidas, mas mesmo assim não se sabe a sua origem, essas mesmas plantas foram difundidas pelos seus efeitos medicinais. Entre estas temos o ginco biloba (Ginkgo biloba), o hipérico (Hipericum perforatum) e a equinácea (Echinacea purpurea). Ervas mencionadas na Bíblia Muitas ervas foram mencionadas na Bíblia, desde aquela época as pessoas usavam as ervas não somente como o alimento, mas também como aromatizante e para uso medicinal. O hissopo era utilizado frequentemente como uma erva para a purificação (PSALMS 51:7), foi usada também para impedir que o sangue coagulasse (EXODUS 12:22). O uso medicinal do hissopo pode ser encontrado em JOÃO (19:29 – 30). O hissopo bíblico - a planta que é chamada Hyssopus officinalis é nativa do sul da Europa, mas não ao Oriente Médio antigo ou ao Egito, conseqüentemente o hissopo que nós conhecemos não é o
  • 18.
    Marcelo Rigotti 16 mesmo daBíblia. Esse poderia ter sido confundido com a manjerona pelos estudiosos da Bíblia, ou a planta alcaparra, ao sorgo, ao broto da samambaia, ou ao asplênio. A menta era bem conhecida sendo usada como alimento ou aromatizante, assim como ainda é hoje. Alguns peritos da Bíblia dizem que a menta estava entre “as ervas amargas” mencionadas no Exodus 12:8, Números 9:11, junto com as folhas da endivia, da chicória, da alface, do agrião da água, do espinafre, e do dente-de-leão. Todas essas ervas eram comidas como salada. A menta era ingerida após as refeições para ajudar o sistema digestivo. A salsinha embora não mencionado na Bíblia era abundante e foi usado no passado como um símbolo de uma nova era porque era uma das primeiras ervas a surgir acima do solo. Os romanos serviam-lhe em banquetes como um refrescante da respiração. Uma outra passagem que refere às ervas amargas é EXODUS 12:8. O anis é mencionado na versão da Bíblia do Rei James em MATTHEW 23:23. A palavra anis é considerada um erro na tradução para a maioria das citações modernas dos tradutores que o traduziram como “menta, o dill e o cominho”. O alho ainda é o mesmo que nós usamos hoje, era a erva favorita pelos reis. A cabaça de JONAH 4:6 foi confundida pelos estudiosos com sendo a mamona. A malva era cortada inteira e usada como alimento. Outra planta é a salsola, que é uma planta salina parecida com o espinafre e comido pelos pobres. A mandrágora é mencionado no GÊNESIS 30:14 – 16, a história diz de Raquel convoca os poderes das mandrágoras de Rueben, mas não diz se acreditava em suas qualidades mágicas, naquela época era conhecida a como a maçã do amor.
  • 19.
    Farmácia Verde 17 O espinhode Cristo se originou do espinho de Jerusalém Paliurus spina-christi. Outras plantas, usados em perfumes e banhos e as madeiras nobres, mencionadas são, bálsamo, incenso, cânfora, canela, cássia e açafrão. Os cereais, o milho, trigo, lentilha, milheto, feijão e cevada. As flores mencionadas na Bíblia são salgueiro, lírio da água, violeta, tulipa, sálvia, rosa, ranúnculo, peoni, nigela, narciso, açafrão da pradaria, malva, lupina, litrium, lírio, consolida, narciso, hiacinto, galium, açafrão, mostarda, menta, melancia, mandrágora, malva, hissopo, alho, alho porró, cebola, coriandro, anis, cominho, linho, abóbora e cerefólio. Árvores, canela, salgueiro, pinho, bálsamo, carvalho, amora, mirto, junipero, elmo, castanha, cipestre e cedro. Frutas mencionadas, pomegranate, palma, castanha, maçã e azeitonas. Duas ervas estão entre as favoritas, o incenso chamado também olibanum foi usado em rituais religiosos por séculos. Mencionado frequentemente nos primeiros 5 livros. Foi usado para tratar dores internas e externas. É usada uma resina gomosa encontrada nas árvores espinhosas pequenas chamadas Boswellia thurifera, crescendo na África, no Yêmen, e nos países do mar vermelho. Mirra era usada para fazer lavagem para infecções, foi usada pelos egípcios e pelos hebreus como incenso, em cosméticos, em perfume e como medicinal, muito usado também naquele tempo para embalsamar os corpos. O incenso era considerado um tesouro raro e foi dado como um grande presente para o bebê Jesus! Commiphora é encontrada na Arábia e na Abissínia, hoje em dia, é usado para tratar as dores de gargantas, infecções e pé-de-atleta.
  • 20.
    Marcelo Rigotti 18 Contem substanciasque limpam o organismo e estimula o sistema circulatório e é expectorante. As dores e as feridas eram tratadas com cataplasma feitos da culatra do urso, ou mel ou gordura de porco, também utilizavam a resina da hera, o óleo de agrimonia, sementes de linhaça e a casca do mamão. As torceduras eram envolvidas com uma cataplasma feito das folhas esmagadas da planta consolida. O reumatismo era tratado embebendo o balsamo no óleo verde de oliva e aplicado na parte afetada como linimento. Fazendo massagem com sal seguido por um xampu por todo o corpo, fazia as pessoas sentirem como se estivesse saído de um spa, isto ajudava na circulação do sangue. Os problemas de estômago eram curados com água de alecrim. A raiz do gengibre também era usada mastigada. As dores de cabeça também eram curadas com o chá do alecrim, ou as folhas da hortelã que eram colocadas na testa. O óleo de manjerona era friccionado em cima da região que sofria a dor de cabeça. Os galhos de alecrim eram fervidos em água e usados para lavar o corpo contra as febres.
  • 21.
    Farmácia Verde 19 1.5. Etnobotânicaligação entre o empírico e farmacológico A Etnobotânica é a ciência que investiga as relações intrínsecas entre as culturas e usos de plantas incidindo, essencialmente, sobre a forma como as plantas são utilizadas em todas as sociedades humanas (como alimentos, medicamentos, cosméticos; usos religiosos; como tinturaria, têxteis; em construção, como ferramentas, moeda, vestuário; na literatura, em rituais e na vida social). As plantas medicinais ajudam no alivio do sofrimento humano e são usadas como subsistência, remédios caseiros e como comercio (Kunwar et al., 2006). O uso da sabedoria popular na medicina ocorre em todas as comunidades por todo o mundo (Smitherman et al. 2005). Como resultado da busca continua para achar um tratamento para as doenças, que são especificas em cada comunidade, tem sido desenvolvido uma extensa farmacopéia de plantas medicinais (Kiringe 2006). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (O.M.S.) em torno de 80% das pessoas em todo mundo usam a medicina tradicional nos primeiros cuidados na saúde (WHO 2002). A medicina tradicional tem atingido importância econômica rapidamente, em países em desenvolvimento é certamente um dos meios de tratamento mais acessíveis e até mesmo o único tratamento encontrado (Revene et al., 2008). A natureza tem sido fonte de recursos medicinais por milhares de anos e um grande numero de compostos medicinais tem sido isolados das plantas. As plantas produzem uma variedade de moléculas bioativas sendo assim uma fonte importante de cura, as
  • 22.
    Marcelo Rigotti 20 plantas superiorescontinuam a ser utilizadas na manutenção da saúde na maioria das comunidades, mesmo com o advento da moderna medicina (Farombi, 2003). A demanda mundial por ervas medicinais esta crescendo e o mercado de fitoterápicos em 1999 foi de 19,4 bilhões de dólares. Muitas drogas têm entrado no mercado internacional através da exploração da medicina popular. Estima-se que 25% das drogas prescritas contenham princípios ativos derivados de plantas (Tiwari & Joshi 1990). É estimado a existência de aproximadamente 400.000 espécies de plantas vasculares em uso e em torno de um terço é utilizado com propósitos medicinais (Raven & Crane 2007). Em torno de 122 compostos, 80% dos quais são usados com os mesmos propósitos etnobotânicos, são derivados de 94 espécies de plantas (Ajibesin et al., 2008). Muitos ingredientes ativos têm sido descobertos de plantas baseadas em informações etnofarmacológicas e patenteados como drogas. Maprouneacina isolado da planta Maprounnea africana é utilizada como anti- diabética (Carney et al., 1999), o taxol, obtido do Taxus breviflora, é usado como droga anti-tumoral (Samuelsson 1992) e a artemisinina, descoberta da Artemisia annua, é usada como um potente composto anti-malarial. Os métodos etnobotânicos incluem entrevistas com a comunidade em questão sobre as plantas, partes das plantas utilizadas, formas de uso, etc. Uma seleção é feita com as plantas de maior interesse para a farmacobotânica, as plantas utilizadas na medicina tradicional são selecionadas pela população porque são efetivas contra uma determinada doença.
  • 23.
    Farmácia Verde 21 Identificação de PlantasMedicinais 2.1. Identificação dos principais grupos vegetais 22 2.2. Nomenclatura binomial 35 2.3. Classificação pelo ciclo de vida 39 2.4. Herbário de plantas medicinais 41 2
  • 24.
    Marcelo Rigotti 22 2.1. Identificaçãodos principais grupos vegetais Taxonomia é a ciência que observa, descreve, classifica, identifica, e nomeia as plantas. A taxonomia vegetal está intimamente ligada à sistemática vegetal, e não há uma distinção nítida entre as duas. Na prática, a "sistemática vegetal" está envolvida com as relações entre as plantas e sua evolução, especialmente nos níveis mais elevados, enquanto que "taxonomia vegetal" lida com a mudança real de espécimes vegetais. A relação precisa entre taxonomia e sistemática, no entanto, muda conforme os objetivos e métodos empregados. Dois objetivos da taxonomia vegetal são a identificação e a classificação das plantas. A diferença entre estes dois objetivos é importante e muitas vezes esquecido. Identificação da planta é a determinação da identidade de uma planta desconhecida, por comparação com amostras previamente recolhidas ou com a ajuda de livros ou manuais de identificação. O processo de identificação liga a planta estudada com um nome publicado. Uma vez que uma amostra de planta foi identificada, seu nome e as suas características podem ser conhecidos. Classificação da planta é a colocação de plantas conhecidas em grupos ou categorias que mostram alguma relação. A classificação científica segue um sistema de regras que padroniza os resultados, e grupos de categorias sucessivas em uma hierarquia. Por exemplo, a família a que os lírios pertencem é classificada como se segue:
  • 25.
    Farmácia Verde 23 • Reino:Plantae • Divisão: Magnoliophyta • Classe: Liliopsida • Ordem: Liliales • Família: Liliaceae • Gêneros: Lilium A classificação das plantas resulta em um sistema organizado para a nomeação e catalogação de espécimes futuro e, idealmente, reflete as idéias científicas sobre as inter-relações entre plantas. Classificação das plantas As plantas são classificadas em diversas maneiras diferentes, e o seu nome é o que distingue uma planta das outras, essa informação é o que caracteriza a sua forma e seu habitat. Geralmente, somente a família, o gênero e a espécie são do interesse do pesquisador, mas devemos atentar também para a subespécie, a variedade ou o cultivar para identificar com coerência uma planta em particular. Sistemas de classificação das plantas Junto com o avanço dos conhecimentos de sistemática de plantas, apareceu também a necessidade de modificar a descrição dos táxons existentes e de agregar alguns táxons novos, com o objetivo de expressar os novos conhecimentos de diversidade e filogenia. A partir do sistema de classificação de Carl Linnaeus (1707-1778), através da publicação de Systema naturae (1735) – base da classificação de plantas, animais e minerais – seguida de Critica botanica (1737), Flora lapponica (1737), Hortis cliffortianus (1737), Genera plantarum (1737) – com uma revisão final de um
  • 26.
    Marcelo Rigotti 24 total de1336 gêneros e Species plantarum (1753) – com 1000 gêneros, 7300 espécies arranjadas de acordo com o sistema de classificação sexual e o use da nomenclatura binomial para nomear as plantas, foram aparecendo diferentes sistemas de classificação, que em geral tomavam como base o sistema de classificação anterior. Cabe enfatizar que posteriormente a Darwin, muitos sistemas de classificação tentaram organizar a filogenia das plantas, com os entraves e o pouco conhecimento que tinham em cada época. Sistema de classificação de Engler Publicado por primeira vez por Gustav Heinrich Adolf Engler (1844-1930), famoso botânico alemão, no final do século passado foi adaptado varias vezes por outros pesquisadores. Engler e Karl Prantl (1849-1893) publicaram uma classificação modificada do sistema de Eichler, Die natürlichen Pflanzenfamilien (1887-1899). Propunha uma chave de identificação de todos os grupos de plantas, de Monocotiledôneas a Dicotiledôneas. Sistema de classificação de Bessey Charles E. Bessey (1845-1915), propôs na obra The Phylogenetic Taxonomy of Flowering Plants, um sistema baseado em 28 regras de classificação, ou “dicta” para determinar o nível de conhecimento, simples ou avançado de um grupo de plantas. Sistema de classificação de Cronquist Publicado pela primeira vez por Arthur Cronquist em 1981 e concluído em 1988, focaliza as angiospermas, foi possivelmente o mais utilizado nos últimos anos até a chegada do sistema APG. Baseado na morfologia teve acertos e erros. Este sistema foi
  • 27.
    Farmácia Verde 25 desenvolvido emseus textos um Sistema Integrado de Classificação de Angiospermas (1981) e A Evolução e Classificação de Angiospermas (1968, 2 ª edição, 1988). O Sistema de Cronquist classifica as plantas pela floração em duas grandes classes, Magnoliopsida (dicotiledôneas) e Liliopsida (monocotiledôneas). Dentro destas classes, as ordens relacionadas estão colocadas em subclasses. O sistema ainda é largamente utilizado, tanto na sua forma original ou em versões adaptadas, mas muitos botânicos estão adotando o Sistema de Classificação de Angiospermas para as ordens e famílias de plantas com flor: APG II. O sistema é integrado ao de Classificação de Angiospermas (1981) com uma contagem de 321 famílias e 64 ordens: Classificação das plantas As plantas são classificadas de várias maneiras diferentes, e quanto mais próximas estiverem às características morfológicas, mais o nome indica relação de uma planta para outras plantas, e sugere o seu lugar no mundo vegetal. Normalmente, apenas a família, gênero e espécie são motivos de preocupação para o botânico, mas às vezes são necessárias subespécie, variedade ou cultivar para identificar uma determinada planta. A partir do topo, a categoria mais elevada, as plantas são classificadas como se segue. Cada grupo tem as características do nível acima, mas tem algumas características distintivas. Quanto maior for o aprofundamento menor serão as diferenças, até acabar com uma classificação que se aplica a apenas uma planta.
  • 28.
    Marcelo Rigotti 26 CLASSE Angiospermae (Angiospermas). Plantasque produzem flores Gymnospermae (Gimnospermas) Plantas que não produzem flores SUBCLASSE Dicotyledonae (Dicotiledoneas) Plantas com duas folhas a partir da semente Monocotyledonae (Monocotiledoneas) Plantas com uma folha a partir da semente SUPERORDEM Grupo de famílias de plantas relacionadas, classificados na ordem em que as suas diferenças são desenvolvidas a partir de um ancestral comum. Há seis superordens na Dicotyledonae (Magnoliidae, Hamamelidae, Caryophyllidae, Dilleniidae, Rosidae, Asteridae), e quatro superordens na Monocotyledonae (Alismatidae, Commelinidae, Arecidae, Liliidae) Os nomes da superordem terminam em -idae
  • 29.
    Farmácia Verde 27 ORDEM Cada Superordemé subdividido em várias ordens. Os nomes das ordens terminam em -ales FAMÍLIA Cada Ordem é dividida em famílias. Estas são as plantas com muitas características botânicas em comum e é a mais alta classificação utilizada normalmente. A este nível, a semelhança entre as plantas muitas vezes é facilmente reconhecível. A moderna classificação botânica atribui um tipo de planta para cada família, que tem características especiais que separa este grupo de plantas de outros e os nomes da família depois desta planta. O número de famílias de plantas varia de acordo com o botânico, cuja classificação lhe seguem. Alguns botânicos reconhecem cerca de 150 ou mais famílias, preferindo classificar outras plantas semelhantes como sub-famílias, enquanto outros reconhecem cerca de 500 famílias de plantas. Um sistema amplamente aceito é que o esquematizado por Cronquist em 1968. Os nomes das famílias terminam em -aceae SUBFAMILIA A família pode ser dividida em um número de sub-famílias, que agrupam plantas dentro da família que têm algumas diferenças significativas botânicas. Os nomes das subfamílias terminam em -oideae
  • 30.
    Marcelo Rigotti 28 TRIBO Uma outradivisão de plantas dentro de uma família, baseada em pequenas diferenças botânicas, mas geralmente composto por muitas plantas diferentes. Os nomes das tribos terminam em -eae SUBTRIBO Uma outra divisão, com base em diferença botânica menores, muitas vezes é só reconhecível por os botânicos. Os nomes das subtribos terminam em -inae GÊNERO Esta é a parte do nome da planta que é mais familiar, o nome normal que você dê uma planta - Papaver (Ópio), Aquilegia (Columbina), e assim por diante. As plantas de um gênero são muitas vezes facilmente identificáveis como pertencentes ao mesmo grupo. O nome do gênero deve ser escrito com letra inicial maiúscula. ESPÉCIES Este é o nível que define uma planta individual. Muitas vezes, o nome irá descrever alguns aspectos da planta - a cor das flores, tamanho ou forma das folhas, ou pode ser o nome do local onde foi encontrado. Juntos, o gênero e o nome da espécie referem-se apenas uma planta, e são usados para identificar uma determinada planta. Às vezes, a espécie é dividida em sub-espécies de plantas
  • 31.
    Farmácia Verde 29 que contêmcaracterísticas não tão distintas, que são classificadas como castas. O nome da espécie deve ser escrito depois do nome do gênero, em letras pequenas, sem letra maiúscula, grifado ou em itálico. VARIEDADES A Variedade é uma planta que é apenas levemente diferente das espécies de plantas, mas as diferenças são significativas nas diferenças na forma. O latim é varietas, que geralmente é abreviado para var. O nome segue o gênero e nome da espécie, com var. antes do nome da variedade individual. FORMA Forma é uma planta dentro de uma espécie que tem pequenas diferenças botânicas, tais como a cor da flor ou a forma das folhas. O nome segue o gênero e nome da espécie, com a forma (ou f) antes do nome da variedade individual. CULTIVAR A Cultivar é a variedade cultivada, uma planta especial, que tenha surgido naturalmente ou através de hibridação deliberado, e pode ser reproduzida (vegetativa ou por sementes) para produzir mais da mesma planta.
  • 32.
    Marcelo Rigotti 30 O nomesegue o gênero e nome da espécie. Está escrito na língua da pessoa que descreveu, e não deve ser traduzido. Ou é escrito entre aspas simples ou tenha cv. escrito na frente do nome. AFF. É uma abreviação do latim affinis, que significa “parecido com”. No reino vegetal é o mesmo que dizer que esta planta é parecida com aquela, mas não é aquela espécie. Por exemplo Rosa aff. rubiginosa, (rosa mosqueta) significa que ela é apenas parecida com a Rosa rubiginosa (rosa comum). Sistema de classificação de angiospermas de APG e APG II Publicado pela primeira vez pelo grupo de otânicos autodenominado "Angiosperm Phylogeny Group" (APG) em 1998 e pela segunda vez ("Angiosperm Phylogeny Group II", ou APG II) em 2003, é um sistema de classificação das angiospermas. Foi criado devido aos avanços da filogenia derivados das análises moleculares de DNA, refletidos em um sistema de classificação das plantas com flores. Sistema de classificação de angiospermas de APW O sistema Angiosperm Phylogeny Website (APW), foi criado e atualizado por um dos membros da APG II (P. F. Stevens), que partiu da classificação APG II de 2003 e foi atualizando a classificação com cada publicação que apareceu desde então.
  • 33.
    Farmácia Verde 31 Sistema declassificação de Smith 2006 Publicado pela primeira vez em agosto de 2006, igual ao sistema APG II, é um sistema de classificação criada pela necessidade de ser colocado em prática os avanços em filogenia de traqueófitas, em um sistema de classificação de plantas. Quimiotaxonomia e Biologia molecular Os organismos vivos produzem muitos tipos de produtos naturais em quantidades variadas, e muitas vezes as vias biossintéticas responsáveis por estes compostos também diferem de um grupo taxonômico para outro. A distribuição desses compostos e suas vias de biossíntese correspondem com a convenção taxonômica baseados em critérios mais clássicos como a morfologia. Em alguns casos, os dados químicos têm contestado as hipóteses existentes, o que exige um reexame do problema ou da informação de forma mais positiva, os dados químicos apresentaram informações mais claras em situações em que outras formas de dados são insuficientes para classificar uma determinada espécie. Os quimiotaxonomistas modernos muitas vezes dividem os produtos naturais em duas classes principais: (1) micromoléculas, ou seja, aqueles compostos com peso molecular de 1.000 ou menos, como alcalóides, terpenóides, aminoácidos, ácidos graxos, pigmentos flavonóides e outros compostos fenólicos, óleos e carboidratos simples; e (2) macromoléculas, aqueles compostos (geralmente polímeros) com um peso molecular superior a 1000, incluindo polissacarídeos complexos, proteínas e o ácido desoxirribonucléico (DNA). O extrato de uma planta pode ter os seus componentes separados individualmente, especialmente no caso de micromoléculas,
  • 34.
    Marcelo Rigotti 32 usando umaou mais técnicas de cromatografia, incluindo papel, camada fina, gás, ou cromatografia líquida de alta pressão. O cromatograma resultante fornece uma exibição visual ou "impressão digital" característica de uma espécie vegetal para a classe especial de compostos em estudo. O indivíduo, os pontos separados podem ser mais purificados e submetidos a um ou mais tipos de espectroscopia, tais como ultravioleta, infravermelho, ou ressonância nuclear magnética ou espectroscopia de massa (ou ambos), que pode fornecer informações sobre a estrutura do composto. Assim, para fins taxonômicos, ambos os padrões visuais e conhecimento estrutural dos compostos podem ser comparados de espécie para espécie. Devido à sua natureza geral, poliméricos, e muitas vezes cristalina, de macromoléculas (por exemplo, proteínas, hidratos de carbono, DNA) pode ser submetido à cristalografia de raios-x, o que dá uma idéia da sua estrutura tridimensional. Estas grandes moléculas podem ser divididas em pequenos componentes individuais e analisadas por meio de técnicas empregadas para micromoléculas. A seqüência de aminoácidos específicos de partes ou todos de uma enzima celular respiratória, citocromo C, foi elucidada e usado com sucesso para comparações quimiotaxonômicas em plantas e principalmente animais. O citocromo C é uma pequena proteína ou cadeia polipeptídica composta por cerca de 103-112 aminoácidos, dependendo do animal ou planta em estudo. Cerca de 35 dos aminoácidos não variam em tipo ou posição dentro da cadeia, e provavelmente são necessários para manter a estrutura e a função da enzima. Várias outras posições de aminoácidos podem variar ocasionalmente, e sempre com a substituição do mesmo aminoácido em uma posição particular. Entre os restantes 50 lugares espalhados por toda a
  • 35.
    Farmácia Verde 33 cadeia, asubstituição ocorre consideravelmente, o número de tais diferenças entre os organismos indica o quanto eles estão relacionados uns aos outros. Quando tais padrões de substituição foram submetidos à análise de computador, uma árvore evolutiva foi obtida mostrando o grau de parentesco entre as plantas e 36 animais examinados. Esta árvore evolutiva é muito semelhante às árvores evolutivas ou filogenias construídas com base no registro fóssil para estes organismos. Assim, a bioquímica dos organismos vivos reflete uma medida das mudanças evolutivas que ocorreram ao longo do tempo com essas plantas e animais. Uma vez que cada aminoácido em uma proteína é o produto final de uma parte específica do código do DNA, as diferenças substituídas nesta e outras proteínas em vários organismos também refletem uma mudança na seqüência de nucleotídeos do DNA propriamente dito. No caso das proteínas, muitas vezes não é necessário saber a seqüência do aminoácido específico, mas é usada para observar como muitas proteínas diferentes, ou formas de uma única proteína, estão presentes em diferentes de plantas ou espécies animais. A técnica de eletroforese é usada para obter um padrão de bandas de proteínas como a impressão digital química de micromoléculas. Pois cada aminoácido em uma proteína carrega uma carga iônica positiva, negativa ou neutra, a soma total das cargas dos aminoácidos que constituem a proteína vai dar a proteína de uma carga positiva, negativa ou neutra. Enquanto o DNA da organela não contém o número de mensagens genéticas do organismo que o DNA nuclear tem, a sua transmissão de pais para filhos pode variar, dependendo do organismo, o tamanho do DNA da organela e seu potencial para a análise direta do código genético sugerem que é uma abordagem potente para quimiossistemática.
  • 36.
    Marcelo Rigotti 34 Um exemplode quimiotaxonomia é a família Asteraceae que tem a capacidade de armazenar energia, geralmente sob a forma de inulina, ainda produzem ácido clorogênico, lactonas sesquiterpênicas, álcoois triterpenos pentacíclicos, alcalóides diferentes, Acetilenos (cíclica, aromática, com os grupos finais de vinilo), taninos. Essa família têm terpenóides, óleos essenciais que não contêm iridóides. As solanáceas são conhecidas por possuir uma gama diversificada de alcalóides, esses alcalóides pode ser saudáveis ou tóxicos. Um dos grupos mais importantes destes compostos é chamada de alcalóides tropânicos. Os alcalóides tropânicos também são encontrados nos gêneros Datura, Mandragora e Brugmansia, assim como muitos outros da família Solanaceae. As moléculas destes compostos têm uma estrutura característica bicíclica e incluem atropina, escopolamina e hiosciamina. Farmacologicamente são os anticolinérgicos mais poderosos conhecidas na existência, eles inibem os sinais neurológicos transmitida pelo neurotransmissor endógeno, a acetilcolina. Sintomas de overdose têm como características secura da boca, pupilas dilatadas, ataxia, retenção urinária, alucinações, convulsões, coma e morte. Apesar da extrema toxicidade do tropanos, são drogas importantes quando administrada em doses adequadas. Mais comumente, podem deter muitos tipos de reações alérgicas. Escopolamina, um agente comumente usado em oftalmologia, dilata as pupilas e facilita o exame do interior do olho. A atropina tem um efeito estimulante sobre o sistema nervoso central e cardíaco, enquanto a escopolamina tem um efeito sedativo.
  • 37.
    Farmácia Verde 35 2.2. Nomenclaturabinomial A moderna classificação biológica teve início com Carl Von Linné ou ainda Carolus Linnaeus ou Lineu (séc. XVII), cujos trabalhos produziram uma classificação, pelo menos em nível dos animais, não muito diferente da de Aristóteles. Lineu classificou todos os organismos conhecidos na época em categorias que designou por espécies. Agrupou as espécies em gêneros, estes em famílias, ordens e classes. Posteriormente foram criadas mais duas categorias, divisão (plantas) ou filo (animais), que englobam as classes. Lineu foi, também, o criador da chamada nomenclatura binomial latina, ainda hoje utilizada. A classificação de Lineu, o Systema Naturae, é racional, mas artificial, pois por vezes usava apenas um caractere, como no caso de plantas em que apenas considerava peculiar o número e localização dos estames na flor. A nomenclatura binomial ou binominal é a forma de nomear cientificamente as espécies de seres vivos. Chama-se binominal porque o nome de cada espécie é formado por duas palavras, o nome do gênero e o específico, normalmente um adjetivo que qualifica o gênero. Foi primeiramente proposta pelo naturalista suíço Gaspar Bauhin no século XVII, e formalizada por Lineu no século seguinte. Regras de nomenclatura: 1ª regra: o nome do gênero e da espécie deve ser escrito em latim e destacados no texto (ou grifado ou escrito em negrito ou em itálico).
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    Marcelo Rigotti 36 2ª regra:o nome da espécie deve ser formado por duas palavras por, onde o primeiro termo indica o seu nome genérico e o segundo, o seu nome específico. Ex: Bidens pilosa (picão-preto); Maytenus ilicifolia (espinheira-santa). O nome científico da espécie deve vir acompanhado do nome (abreviado) do autor que a descreveu. Ex.: Rosa alba L. Quando ocorre dois nomes de autores, sendo o primeiro entre parênteses, significa que o segundo modificou a posição sistemática. Ex.: Bulbostylis capillaris (L.) Clarke. Dentro de uma espécie podem, ainda, ocorrer variações nas características ou seleção de híbridos pelo homem, criando subníveis como: subespécie, variedade, forma, raça, clone. Nos demais taxa podem também ocorrer subdivisões, nas quais pode ser acrescentado o prefixo sub ao táxon, indicando que este é inferior e o táxon tribo abaixo de família. Assim teremos: • Divisão • Sub-divisão • Classe • Sub-classe • Ordem • Sub-ordem • Família • Sub-família • Tribo • Gênero • Sub-gênero • Espécie • Sub-espécie, variedade, forma
  • 39.
    Farmácia Verde 37 Cada nívelde classificação (táxon) possui um sufixo específico. Exemplo: Rosa alba • Táxon, sufixo, exemplo. • Espécie: Rosa alba • Gênero: Rosa • Tribo (eae): roseae • Família (aceae): rosaceae • Ordem (ales): rosales • Classe (eae): dicotiledoneae • Ou opsida: magnoliopsida • Sub-divisão (ae): angiospermae • Divisão (ae) ou (phyta): magnoliophyta 3ª regra: o nome relativo ao gênero deve ser escrito com inicial maiúscula e o do nome específico, com letras minúsculas. Ex: Homo sapiens (homem); obs: nos casos em que o nome específico se refere a uma pessoa, a inicial pode ser maiúscula ou minúscula. Ex: Trypanosoma cruzi (ou T. cruzi) — nome dado por carlos chagas ao organismo causador da doença de chagas, em homenagem a Oswaldo Cruz; 4ª regra: quando se trata de subespécies, o nome indicativo deve ser escrito sempre com inicial minúscula (mesmo quando se refere a pessoas), depois do nome da espécie. Ex: Rhea americana alba (ema branca); Rhea americana grisea (ema cinza); 5ª regra: nos caso de subgênero, o nome deve ser escrito com inicial maiúscula, entre parenteses e depois do nome do gênero. Ex: Anopheles (nyssurhynchus) darlingi (um tipo de mosquito transmissor da malária). As abreviaturas sp (espécie) ou spp (espécies) são utilizadas quando o material só foi determinado até o nível genérico. Ex: Pyrgo sp
  • 40.
    Marcelo Rigotti 38 Exemplo deClassificação A classificação botânica de uma planta (Ranunculus) com folhas estreitas é: Categoria Nome Científico CLASSE Angiospermae Subclasse Dicotyledonae Superorder Magnoliidae Ordem Ranunculares Família Ranunculaceae Subfamília Ranunculoideae Tribo Ranunculeae Gênero Ranunculus Espécie (Ranunculus) flammula Subespécie (Ranunculus flammula) subsp. flammula Variedade (Ranunculus flammula subsp. flammula) var. tenuifolius O significado dos nomes latinizados das plantas (epípetos) A finalidade do nome latin ou botânico das plantas é fornecer alguma informação sobre uma característica particular que a diferencie de outras plantas. Estes são alguns dos nomes específicos latinizados aplicados frequentemente às plantas. Obs.: todos os epítetos vão depender do gênero do nome apropriado sobre o gênero da planta, isto é, abbreviatus, abbreviata e abbreviatum.
  • 41.
    Farmácia Verde 39 2.3. Classificaçãopelo ciclo de vida. Há três agrupamentos das plantas herbáceas baseadas no ciclo de vida. Anuais: são plantas que podem atravessar seu ciclo de vida inteiro, da germinação da semente à produção e à morte da semente, em uma estação de crescimento. Os exemplos comuns das anuis são: milho, camomila, zínias, feijões e a soja. Bianuais: são plantas com ciclo de dois anos. O primeiro ano envolve a germinação, o aparecimento das folhas, a raiz, hastes horizontais e a produção armazenada de alimento. A planta sobrevive no inverno. O segundo ano dá forma a uma haste vertical, a flores, a frutos e a sementes. Os exemplos das bienais são: cenoura, beterraba, cebola e framboesa. Perenes: são plantas não lenhosas que podem viver durante três ou mais anos num determinado local. A parte aérea destas plantas geralmente morre todos os anos, mas as raízes, ou outras partes subterrâneas da planta, sobrevivem durante o inverno. Assim, em geral na primavera, o crescimento retoma e o ciclo recomeça. Os exemplos de perenes são: bálsamo, aspargos e morango.
  • 42.
    Marcelo Rigotti 40 2.4. Herbáriode plantas medicinais Prensa de Secagem de Plantas Herbário é uma coleção de plantas prensadas e secas, arranjadas seguindo determinada ordem de classificação botânica e disponíveis para serem usadas como referência ou estudo e permitir identificar facilmente as plantas. O herbário pode conter centenas de espécies colhidas num determinado local, ou, acumulados ao longo de muitos anos e que documentam a flora de uma ou mais regiões. A finalidade principal
  • 43.
    Farmácia Verde 41 de umherbário é a colheita e conservação de exemplares de plantas com as respectivas etiquetas de identificação. A identificação é feita com base em livros, que contêm chaves e descrições que permitem distinguir as várias famílias, gêneros, espécies, entre outras categorias taxonômicas. As plantas têm um nome científico (composto por duas palavras em latim, a 1ª referente ao gênero e a 2ª à espécie, seguidas do nome do classificador), que é o mesmo em qualquer parte do mundo. As designações vulgares variam regionalmente e podem não corresponder a uma única planta. Material necessário (para a prensa) - 2 placas de madeira (dimensões sugeridas – 40x30 cm), com um furo a 2,5 cm de cada um dos quatros cantos, - 4 parafusos compridos com porcas de orelhas e jornais. Metodologia Sobre uma das placas de madeira colocar vários jornais, depois um exemplar completo da espécie a herborizar (com caule, folhas e
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    Marcelo Rigotti 42 flores/frutos, eventualmenteraízes) dentro de um jornal e, novamente, jornais vazios. Não esquecer de colocar junto a cada planta colhida uma etiqueta com os seguintes elementos: nome da planta (científico, se conhecido, ou vulgar), local da colheita (o mais pormenorizado possível, com distrito, lugar, ecologia, se é seco/húmido, próximo de estradas, altitude, etc.) data da colheita, nome do coletor. É importante haver jornais sem plantas entre exemplares herborizados, para a humidade que sai das plantas e que é absorvida pelos jornais não passar dum exemplar para outro. Assim, evita-se o crescimento de fungos (bolores) nas plantas e fermentações, que as danificavam, não permitindo a sua conservação. Depois de prensadas todas as plantas colhidas coloca-se a outra placa de madeira e apertam-se as porcas de orelhas dos parafusos, até sentir alguma pressão, de modo que as plantas fiquem espalmadas, mas não esborrachadas.
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    Farmácia Verde 43 Têm quese mudar os jornais com frequência, de início todos os dias e, posteriormente, à medida que a planta vai secando, vai-se diminuindo a frequência de substituição dos mesmos. FONTE: http://www.cienciaviva.pt/cienciaviva/
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    Marcelo Rigotti 44 Implantação da FarmáciaVerde 3.1. Como montar uma Farmácia Verde 46 3.2. Casos de sucesso da Farmácia Verde 51 3
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    Farmácia Verde 45 3.1. Comomontar a Farmácia Viva O programa FARMÁCIA VIVA começou a ser desenvolvido pelo Prof. Francisco de Abreu Matos da Universidade Federal do Ceará (UFC). Este programa tem despertado muito interesse em organizações governamentais e não governamentais de medicina tradicional, e tem sido adotado em vários municípios brasileiros. Neste artigo vamos denominar o projeto de Farmácia Verde. O Projeto Farmácia Verde leva aos participantes, que em geral são voluntários da comunidade a aprender a identificar, cultivar, coletar, secar, manipular e usar as plantas medicinais. Atividades como palestras sobre formação de cooperativas, preservação do meio ambiente e um curso de artesanato com produtos retirados das plantas medicinais como sabonetes, saches, velas perfumadas e outros também devem ser incentivadas. A proposta é vender esses produtos em exposições e feiras gerando renda para os beneficiados pelo projeto. As plantas são selecionadas por sua eficácia terapêutica e baixa toxicidade. O objetivo do projeto Farmácia Verde é oferecer alternativas terapêuticas eficazes e de baixo custo. A implantação deste projeto em pequenas comunidades deve começar pela conscientização das pessoas do local e em seguida reunir um grupo de voluntários interessados em trabalhar no projeto. Cada pessoa terá uma função no projeto seja na horta, manipulação dos remédios ou em serviços como limpeza e administrativos, todos devem desempenhar suas funções de forma simples, mas com obstinação.
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    Marcelo Rigotti 46 O segundopasso é selecionar um espaço físico para implantação da horta e para a manipulação dos remédios que devem estar preferencialmente juntos. Os equipamentos necessários são os mesmos encontrados em qualquer cozinha: fogão, geladeira, pias, bancadas ou mesas, liquidificador, armários e utensílios como panelas, colheres, facas, etc. Em instituições mais avançadas até sala para recepção pode existir desde que haja espaço e não seja necessário investimento. As plantas devem ser provenientes da horta própria ou de coleta dos voluntários, devendo-se evitar coletas em lugares poluídos ou plantas com aspecto duvidoso. É necessário um espaço para a produção de mudas e um “matrizeiro” para produção de sementes ou estacas e ainda um viveiro para propagação das plantas. Fig. 1 – Plantas matrizes.
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    Farmácia Verde 47 O localda horta medicinal deve ter: água disponível em abundância e de boa qualidade deve estar afastada de esgotos, fossas e chiqueiros, devem estar expostos ao sol, especialmente pela manhã. O cultivo em canteiros deve obedecer ao espaçamento de 1m de largura e comprimento variável, tendo uma distância de 50 cm entre eles, com a finalidade de possibilitar a circulação das pessoas. O espaçamento utilizado normalmente é de 20 cm entre as plantas de espécies de porte baixo e de 30 cm entre sulcos. Para plantas mais altas, que atinjam 1m de altura, deve-se usar 35 cm entre as plantas e 50 cm entre as linhas. Para as plantas que chegam a 2m de altura, usar 50 cm entre as mesmas e 70cm entre sulcos. Deve- se evitar o sombreamento das plantas, pois algumas espécies precisam de insolação direta o dia todo para produzir seus princípios ativos. Fig. 2 – Área a pleno sol.
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    Marcelo Rigotti 48 Cada parteda planta deve obedecer a época de colheita: as raízes podem ser colhidas quando as partes que estão sobre o solo estiverem secas; hastes, caules e ramos, quando estiverem bem desenvolvidos, antes da formação dos botões florais; as flores, um pouco antes da formação das sementes; as cascas, quando a planta estiver adulta. Após o florescimento e frutificação, os frutos carnosos devem ser colhidos pouco antes de o fruto estar completamente maduro; as sementes, quando estiverem bem maduras e secas e as plantas inteiras, quando já começar a formação e a abertura dos botões, antes das flores abrirem. Alguns cuidados devem ser observados na coleta de plantas medicinais: não coletar plantas próximas a rodovias e plantações, pois estas podem apresentar contaminações com materiais poluentes; separar as impurezas que podem vir junto com as plantas; escolher apenas plantas sem aparência de doenças ou de ataque por insetos; coleta nas primeiras horas da manhã, logo após a total secagem do orvalho, ou no final da tarde em dias ensolarados. Para as plantas aromáticas recomenda-se a colheita do final da tarde, especialmente nas das muito quentes, para evitar a evaporação de substâncias facilmente voláteis sob ação do sol. Várias literaturas não indicam a desinfecção das plantas antes da secagem, mas a principio esta afirmação não tem fundamento, pois a desinfecção vai combater fungos e bactérias que podem estar nas plantas. A desinfecção das plantas utiliza o mesmo método indicado para as hortaliças no combate a microrganismos, ou seja, uma colher de hipoclorito de sódio para cada meio litro de água por pelo menos 5 minutos seguido de enxágüe.
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    Farmácia Verde 49 Para melhorsecagem das plantas devem-se separar as plantas de espécies diferentes, pois a essência de uma planta pode interferir em outra, as plantas colhidas e transportadas ao local de secagem, devem ficar protegidas dos raios solares. Deve-se espalhar sobre uma superfície, em camadas de no máximo 5 cm; revirar as plantas a cada 2 ou 3 dias; o ponto de secagem é quando a planta apresentar aspecto quebradiço. As plantas secas devem ser armazenadas em recipientes esterilizados e desinfetados para evitar contaminação por microrganismos, pode ainda ocorrer contaminação por insetos, neste caso o produto deve ser descartado. Os recipientes devem ficar armazenados em locais longe da radiação solar, arejados e secos e etiquetados. O período de armazenagem deve ser o menor possível, para reduzir as perdas de princípios ativos. As dosagens dos fitoterápicos caseiros variam de acordo com a idade e metabolismo de cada indivíduo. Para os chás (decocção, infusão e maceração) recomenda-se: Menor de 1 ano de idade: 1 colher de café do preparado 3 vezes ao dia De 1 a 2 anos: 1/2 xícara de chá 2 vezes ao dia De 2 a 5 anos: 1/2 xícara de chá 3 vezes ao dia De 5 a 10 anos: 1/2 xícara de chá 4 vezes ao dia De 10 a 15 anos: 1 xícara de chá 3 vezes ao dia Adultos: 1 xícara de chá 3 a 4 vezes ao dia
  • 52.
    Marcelo Rigotti 50 3.2. Casosde sucesso da Farmácia Viva Farmácia Viva em Sobral Banco de Mudas O tratamento ou prevenção de doenças através do uso de plantas já é uma rotina no sistema de saúde de Sobral. A fitoterapia foi implantada na cidade através da parceria: Universidade Vale do Acaraú (UVA), Secretaria de Saúde e Ação Social e Banco de Mudas. O Projeto Farmácia Viva, planejado para atuar como um programa de assistência social farmacêutica a comunidades e ONG's, atualmente está dando suporte aos novos residentes em saúde da família, que estão recebendo orientações sobre fitoterapia, com o intuito de fortalecer a atuação do farmacêutico na comunidade. O projeto resgata a cultura popular local, com a utilização dos medicamentos fitoterápicos. Como relata a coordenadora do Projeto, a farmacêutica Olindina Melo, tudo começou com um grupo de mães no distrito de Aprazível, e logo o trabalho se estendeu para os PSFs Coelce, Caic, Caracará, Taperuaba, Patos, e
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    Farmácia Verde 51 agora, DomExpedito. Hoje, participam da oficina, além das mães, grupos de idosos, associações, que aprendem a montar o horto, cuidados com o uso das plantas e preparações caseiras, como: lambedor, tinturas, sabonetes e chás. A farmacêutica bioquímica Olindina, responsável pelo laboratório fitoterápico, que fica no PSF-Alto da Brasília/Uva, orienta os interessados sobre os cuidados com as plantas e as preparações caseiras: "O direcionamento do trabalho é para a educação popular. A população se interessa, fazemos a sensibilização, orientação e capacitamos sobre o uso correto, através das apostilas". Olindina ainda acrescenta que: "temos uma biodiversidade imensa e o medicamento fitoterápico tem ausência de efeitos colaterais, dá autonomia ao paciente para fazê-lo em casa, e a feitura é mais barata do que o medicamento comprado na farmácia. A tecnologia é simplificada e valoriza o conhecimento da comunidade.” Fonte: Hígia 121 (Núcleo de Comunicação e Arte da Escola de Formação em Saúde da Família) Comunidade do Jangurussu ganha Farmácia Viva
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    Marcelo Rigotti 52 Cerca de20 mil moradores serão beneficiados. A inauguração realizou o sonho do professor Francisco José de Abreu Matos, falecido no fim do ano passado. Cerca de 20 mil moradores do bairro Jangurussu, na periferia de Fortaleza, ganharam uma Farmácia Viva nesta quarta-feira, 13. Além de mudas, os beneficiados receberão orientações sobre como fazer bom uso de plantas medicinais. A inauguração realizou o sonho do professor Francisco José de Abreu Matos, falecido no fim do ano passado. Em sua homenagem, a Farmácia Viva leva seu nome. A horta foi plantada no Fundo de Apoio Comunitário (FAC) do Jangurussu. A farmácia já conta com exemplares de hortelã, malva, babosa, chambá e malvarisco, entre outras. Os usuários também vão receber extratos frescos para preparar os remédios na própria residência. Farmácia oferecerá tratamento com plantas medicinais. A comunidade do Jangurussu já tem sua própria Farmácia Viva. O serviço vai orientar a população para o uso seguro de plantas medicinais, como era o sonho do professor Francisco José de Abreu Matos, falecido em dezembro do ano passado, cujo nome batiza a unidade. Inaugurada ontem, a horta medicinal é padronizada com base em normas técnicas e científicas do projeto da Universidade Federal do Ceará (UFC). Até 20 mil pessoas podem ser beneficiadas com o uso das 16 variedades de plantas já presentes na horta. As pessoas da comunidade receberão mudas e serão ensinadas sobre as propriedades curativas e o preparo adequado de cada planta, e poderão receber também extratos frescos para preparar o
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    Farmácia Verde 53 remédio emcasa. “Melhora a saúde das pessoas, mas também a educação, os hábitos de higiene e o cuidado que elas vão ter consigo mesmas”, diz a coordenadora Mary Anne Bandeira. Conforme pesquisa de Abreu Matos, há 25 espécies de plantas que dão conta de tratar quase 100% das doenças que mais levam as pessoas aos postos de saúde, aquelas que atingem os sistemas respiratório e digestivo e a pele. A farmácia foi plantada no Fundo de Apoio Comunitário (FAC) do Jangurussu, potencializando a integração do local com a comunidade. Na horta, já estão crescendo mudas de hortelã, malva, babosa, chambá e malvarisco. Fonte: http://www.opovo.com.br/ Farmácia Viva (ABC) - Trabalho e Renda. Após a conclusão do Curso de FARMÁCIA VIVA, na comunidade de Serra do Félix, alguns dos participantes deram continuidade a este trabalho produtivo, fazendo a plantação de sementes e mudas, adubação e aguação.
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    Marcelo Rigotti 54 Nas imagenso Sr. Edilson Pereira mostra como está a plantação. Dentre so que continuam neste trabalho vale ressaltar o esforço e a dedicação destas pessoas: Sr. Edilson, Marli do Zé, Dona Regina, Cadito, Maninho e Eliade. Fonte: http://abcserradofelix.blogspot.com/2009/05/farmacia-viva-abc- trabalho-e-renda.html Saber popular é resgatado em tratamento com plantas Mais de 70 espécies de plantas medicianis são cultivadas no Nuplam
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    Farmácia Verde 55 Insulina vegetalé uma das espécies cultivadas no núcleo de pesquisas da UFPI O saber popular relativo às ervas usadas em chás, garrafadas e outros tipos de preparos pouco a pouco vem sendo resgatado por instâncias científicas e reutilizado junto a comunidades para tratar problemas de saúde como verminose, pressão alta, aftas, diabetes, dentre outras.
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    Marcelo Rigotti 56 Em Teresina,o Núcleo de Pesquisas com Plantas Aromáticas e Medicinais, NUPLAM, instalado no setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Piauí (UFPI), por exemplo, desenvolve pesquisas que servem não só para o aprendizado dos alunos de Agronomia, Farmácia e Enfermagem, mas também reverbera esse conhecimento junto a comunidades carentes e às pessoas que procuram o núcleo em busca de mudas dessa plantas ou mesmo remédios saídos da “Farmácia Viva”. Professor Leal mostra alguns produtos da Farmácia Viva O coordenador do NUPLAM, professor e agrônomo Francisco Rodrigues Leal disse ao Acessepiauí que atualmente existem mais de 70 espécies de plantas medicinais e aromáticas - entre nativas e exóticas - em cultivo no campo do núcleo. “Fazemos pesquisas sobre as propriedades dessas plantas, além do local servir para outros tipos de estudos dos alunos. Uma das pesquisas que estamos realizando no momento é com o Noni
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    Farmácia Verde 57 (Morinda Citrifolia),planta de origem asiática com a qual já existem pesquisas que indicam que ela serve para tratar diversas doenças, entre elas o câncer. Nossa pesquisa é relativa à estabilização das propriedades de seus ativos após o preparo do suco, ou seja, para que estas substâncias permaneçam ativas mesmo após muito tempo do suco feito”, observa o agrônomo. Ele admite que o projeto de “Farmácia Viva” realizada no NUPLAM é baseado sim no conhecimento popular. “Nós pegamos esse conhecimento que diz que tais e tais plantas servem para determinado problema de saúde e confrontamos isso com a literatura científica quanto ao uso e resultados obtidos”, confirma Leal. Muitas das espécies de plantas mediciais podem ser produzidas no quintal de casa Como resultado dessa linha de pesquisa, o professor conta que já ministrou dois cursos de produtos naturais, orientou três monografias, além de trabalhos para apresentação em congressos, bem como a produção de matéria prima para remédios, como
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    Marcelo Rigotti 58 chás, tinturas,compressas, cataplasmas, extra e decocção. “O núcleo recebe também alunos dos cursos de Farmácia e Enfermagem”, diz. “Se temos bons resultados com o projeto? Respondo que sim e isso com depoimentos das próprias pessoas que usam os produtos da Farmácia Viva. Semana passada vieram quatro pessoas de Floriano em buscas de remédios feitos no núcleo. Eles tomaram conhecimento do trabalho por meio de outros que já passaram por aqui”, conta o professor. Francisco Leal diz ainda que há casos de melhora de sintomas e ate remissão de problemas de saúde na própria família. “Minha irmã estava com cirurgia marcada para retirada de miomas e após tomar um preparado a base de uxi-amarelo (planta amazônica) e unha de gato (ação antiinflamatória) os miomas desapareceram”, fala. Ele acrescentou que o projeto da Farmácia Viva já foi desenvolvido em várias comunidades de Teresina e no entorno da capital e cita que em três, mesmo após o termino do projeto, a farmácia com base nas plantas medicinais continua. “São em postos de saúde no povoado Santa Luz, no residencial Geovane Prado e no posto do bairro Alto da Ressurreição”. As vantagens do uso das plantas, de acordo com o pesquisador, está no fácil cultivo, baixo valor em dinheiro investido nas ervas e na eficácia comprovada. “Para saber da eficácia dos ativos das plantas basta lembrar que a primeira fórmula química sintetizada, o ASS, foi a partir de planta. Isso aconteceu após a 2ª grande guerra, quando se precisava de substância analgésica em grande escala”, relembra.
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    Farmácia Verde 59 Com relaçãoaos custos de produção de remédios fitoterápicos em relação aos tradicionais, ele cita um comparativo de valores entre a substância metoclopramida e malva santa. A primeira tem custo unitário de R$ 36 enquanto a malva o custo é de R$ 0,83. “Com a produção de 400 unidades/mês de ambas, a primeira sairia por R$ 14.440, enquanto a produção da segunda por R$ 330, uma economia de R$ 14.110”. As plantas são multiplicadas para a produção de matéria prima para os remédios O professor encerra dizendo que já há recomendação da OMS e autorização para as secretarias de saúde comprar alguns remédios fitoterápicos. “São dois fitoterápicos aprovados pela ANVISA e SUS e podem ser comprados para distribuição por este último nos postos de saúde. Tratam-se da espinheira santa – que serve para gastrite – e o Guaco, receitado para gripe”, finaliza. Fonte: http://www.acessepiaui.com.br/ geral/saber-popular-regatado-em- tratamento-com-plantas/3211/imprimir.html. Adriana Cláutenes Lemos Repórter.
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    Marcelo Rigotti 60 Farmácia VivaComunitária em Alagoas O Projeto Amanhã em Arapiraca (AL) inaugurou a primeira Farmácia Viva Comunitária na Escola Municipal de Ensino Fundamental Benjamin Felisberto da Silva, na Zona Rural do município. A iniciativa faz parte do programa desenvolvido pelo Projeto Amanhã em parceria com a prefeitura e a Secretaria de Saúde com o objetivo de implantar farmácias em diversas escolas das comunidades rurais circunvizinhas ao município. As ervas medicinais utilizadas nessa e nas outras Farmácias Vivas Comunitárias são todas cultivadas no Horto de Plantas Medicinais por jovens do Projeto Amanhã das escolas que receberão a farmácia. O projeto garante às populações menos favorecidas o acesso aos produtos fitoterápicos, resgatando a cultura milenar do uso das plantas medicinais. Além disso, de acordo com a coordenadora executiva do Projeto Amanhã, Marisa Cordeiro, a implantação das farmácias proporcionará aos jovens envolvidos no programa oportunidade profissional.
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    Farmácia Verde 61 O gerenciamentodas farmácias e a manipulação dos medicamentos, com supervisão e apoio de especialistas fitoterápicos da prefeitura, garantirá a qualidade dos serviços que serão realizados pelos próprios jovens do Projeto Amanhã. Eles receberam capacitação específica para gerenciar e manipular as ervas medicinais de forma correta e eficaz. A primeira Farmácia Viva Comunitária vai trabalhar com a produção de cerca de 18 produtos fitoterápicos abrangendo a linha de xaropes, cápsulas, elixir, pomadas, cremes, tinturas e sabonetes líquidos. Entre as ervas medicinais utilizadas estão: confrei (symphitum oficinalles), aroeira (myracroduon urundeuva), malva santa (plectanthus ambinoicos), agrião (eclipta alba) e alecrim pimenta (lippia sidoides). Fonte: http://www.codevasf.gov.br/ Projeto Farmácia Viva na 7º Sepex O Projeto Farmácia Viva, um dos parceiros da Sala Verde UFSC nas oficinas de plantas bioativas na Ecofeira também está na 7º Sepex expondo suas plantas de uso medicinal.
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    Marcelo Rigotti 62 No estandedo Projeto Farmácia Viva estão várias plantas bioativas, algumas das quais já foram trabalhadas nas oficinas da Sala Verde UFSC, com a colaboração da farmacêutica Ana Magalhães (foto), na Ecofeira. Fonte: http://salaverdeufsc.blogspot.com/2008/10/projeto-farmcia-viva-na-7- sepex.html Projeto Social Farmácia Viva Comunitária Iniciativa de voluntários da Subestação de Campos (RJ) é certificada pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2005. O projeto social Farmácia Viva Comunitária de horta de plantas medicinais, implantado por voluntários da Subestação de Campos e o Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos, no Norte do estado do Rio de Janeiro conquistou, em setembro, mais uma certificação por sua qualidade. Dessa vez, o projeto foi reconhecido pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2005, que visa destacar as instituições que trabalham para a transformação social do país utilizando técnicas ou metodologias desenvolvidas em interação com a comunidade. O prêmio recebeu 658 inscrições, das quais 105 foram certificadas e 40 classificadas como finalistas de tecnologia social. Farmácia Viva Comuntária está entre os projetos certificados ao lado de iniciativas que usam abelhas nativas no Maranhão; andiroba, no Acre; camarão de água doce, da região da Ilha de Marajó; barragens com sacos de polipropileno, em Minas Gerais; extração de óleos vegetais, no Ceará; aquecimento solar, em São Paulo; manejo de açaizais, na Amazônia; e construções com bambu, no Paraná.
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    Farmácia Verde 63 Na primeirafase do Farmácia Viva, em 2004, os participantes do projeto, moradores do Parque da Aldeia, comunidade vizinha à subestação, aprenderam a identificar, cultivar, coletar, secar, manipular e usar as plantas medicinais.Em 2005, foram incorporadas novas atividades como palestras sobre formação de cooperativas, preservação do meio ambiente e um curso de artesanato com produtos retirados das plantas medicinais como sabonetes, sachês, velas perfumadas e outros. A proposta é vender esses produtos em exposições e feiras gerando renda para os beneficiados pelo projeto. Fonte:http://www.furnas.com.br/arqtrab/ddppg/revistaonline/linhadireta/rf3 26_farmac.pdf
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    Marcelo Rigotti 64 Manipulação de remédioscaseiros 4.1. Preparação de remédios caseiros com plantas medicinais 66 4.2. Fitocosmeticos, usos cosméticos das plantas medicinais 109 4
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    Farmácia Verde 65 4.1. Preparaçãode remédios caseiros com plantas medicinais Infusão Folhas, flores e caules finos, colocar as plantas em um recipiente e sobre elas derramar água quando começar a ferver, abafar e deixar em descanso por 10 minutos e coar antes do uso. Deve-se abafar, quando se utiliza folhas e flores, para evitar a perca de suas propriedades. Os chás podem ser bebidos quentes para problemas respiratórios (gripes, resfriados, bronquites e febre), podendo ser adoçados com mel, açúcar mascavo ou ainda com a estevia (Stevia); também podem ser bebidos mornos para probemas de insônia e como calmante; pode ser usado ainda fresco ou gelado, como se fosse um suco. Tisana ou chá composto: combinar plantas com a mesma finalidade medicinal e preparar abafado ou por decocção. Chás aromáticos Várias plantas possuem essências agradáveis que podem ser usadas para fazer chás em infusão. O cidró (Alloysia), erva cidreira (Lippia), melhoral (Justicia), erva-doce (Pimpinella), anis estrelado (Illicium), hortelã (Mentha), poejo (Mentha pullegium), camomila (Matricaria), alfazema (Lavandula), malva (Malva), manjericão (Ocimum), gengibre (Zingiber), sálvia (Salvia), são algumas das plantas aromáticas usadas principalmente para problemas respiratórios. A água fervente deve ser colocada sobre as plantas em um recipiente e em seguida tampadas para evitar a perda de princípios ativos por evaporação. Pode se adicionar mel a gosto ou a estevia (Stevia).
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    Marcelo Rigotti 66 Decocção Usada parapartes duras das plantas como sementes e raízes. Colocar as plantas (1 a 2 colheres de chá da planta seca em 1 xícara de água) em um recipiente esmaltado ou de vidro com água e deixar ferver por 10 a 15 minutos. Aguardar 10 minutos e coar. Garrafada de ipê roxo: Para esta receita usa-se 2 litros de água para 100g da casca seca. Coloca-se a casca em 1 litro de água mineral deixando ferver por 15 minutos, após desligar o fogo tampar o recipiente com a solução e esperar esfriar, em seguida deve-se peneirar e filtar a solução e adicionar um litro de água. Manter em geladeira dentro de garrafas de vidro de cor escura. Esta planta é muito usada contra câncer e leucemia, não pode ser usado por mulheres grávidas. Maceração Folhas e flores deixar descansando em líquido (que pode ser água, vinho, álcool de cereais, cachaça, vinagre ou óleo), por 12 horas, sementes devem descansar por 18 horas. Suco Colher parte de plantas frescas, bater no liquidificador, coar e usar após o preparo, pois perde suas propriedades medicinais. As folhas além de fornecerem os princípios ativo de cada planta ainda são ricos em clorofila que tem ação anti-oxidante. Varias plantas batidas no liquidificador resultam em um saboroso suco.
  • 69.
    Farmácia Verde 67 Suco defolha-da-fortuna (Kalanchoe): Usa-se cinco folhas grandes batidas com 700 ml de água adoçado com mel, este suco tem ação bactericida. Suco de hortelã (Menta sp): Usa-se 15 folhas para um litro de água, combate vermes e doenças do sistema respiratório. Suco de capim limão (Cymbopogon): Picar 10 folhas folhas da planta e bater com um litro de água, é utilizado para baixar a pressão. Suco de guaco (Mikania): para 1 litro de água bater 8 folhas da planta, adoçar com mel, serve para problemas do sistema respiratório e males do estomago. Suco de folha e flor de laranjeira (Citrus sp): Bater no liquidificador 10 folhas de laranjeira e 5 floresem 1 litro de água e adicionar mel, este suco atua como calmante e ajuda o sistema respiratório. Suco de folha de limão (Citrus): Usar 10 folhas para 1 litro de água e adicionar mel a gosto, rico em vitamina C é usado para problemas respiratórios. Suco de folhas de manga (Mangifera): Bater 5 folhas sem a nervura central ou a folha picada para 700ml de água e adoçar a gosto, este suco combate vermes e ajuda o sistema respiratório.
  • 70.
    Marcelo Rigotti 68 Como fazer: 1.Lavar bem as ervas que serão utilizadas. 2. Picar as ervas.
  • 71.
    Farmácia Verde 69 3. Baterem liquidificador por pelo menos cinco minutos, adicionar algum tipo de adoçante. 4. Passar em peneira fina.
  • 72.
    Marcelo Rigotti 70 Sumo Triturar aplanta fresca, acrescentar um pouco de água e usar. Saladas Podem ser usados agrião, capuchinha ou rúcula. Pó A planta seca pode ser batida no liquidificador, depois deve-se passar por peneira. Pode ser utilizado misturado ao leite, em sucos ou mel.
  • 73.
    Farmácia Verde 71 Inalação Fazer ochá (1 colher de sopa para 0,5 litro de água), fazer um tubo com papel e aspirar o vapor lentamente por 15 minutos. Banho Colocar as ervas secas em sacos e amarrar debaixo do chuveiro. Tintura/Alcoolatrura. É a maneira mais simples de conservar os princípios ativos da planta por muito tempo, é obtida por extração dos princípios ativos das ervas por meio de uma solução alcoólica (álcool de cereais, álcool absoluto, pinga). - tintura é preparada com a planta seca = 100g da erva - alcoolatrura com a planta fresca = 200g da erva Como fazer: Para 700 ml de álcool de cereais (ou vodka) + 300 ml de água destilada. Quando for utilizada planta desidratada, devem-se triturar as ervas em liquidificador, passando por peneira em seguida mistura-se com álcool de cereais e deixar descansar no escuro, normalmente por 5 a 10 dias, devendo ser agitada a cada dois dias. Depois coar, envasar, tampar e etiquetar. Dose adulta: 25 gotas, 3 vezes ao dia. Validade: +1 ano. Quando a erva for fresca, deve-se bater no liquidificador com o álcool, passar por papel filtro.
  • 74.
    Marcelo Rigotti 72 700 mlde álcool + 200 ml de água destilada, adicionar planta seca (100g) ou fresca (250g), deixar curtir por duas semanas agitando diariamente, colocar rótulo com identificação, validade e indicação. Colocar em vidros, esterilizados, deixar curtir de 8 a 15 dias, agitando uma a duas vezes ao dia. Após curtir, retirar dos vidros maiores, peneirar e filtrar e colocar em vidros menores (conta- gotas). Tintura para combater ácido úrico artrite e reumatismo: As plantas que podem ser usadas para este fim são: bardana (Arctium), sabugueiro (Sambucus), insulina (Cissus), pariparoba (Potomorphe), rubim (Leonurus), cana-de-macaco (Costus), mimosa (Mimosa), tanchagem (Plantago), calêndula (Calendula). Colocar em 700 ml de álcool de cereais, 100g da planta seca ou 250g da planta fresca, deixar curtir por duas semanas agitando diariamente em frasco âmbar ou escuro, após curtir, retirar dos vidros maiores, peneirar e filtrar, acrescentar 300 ml de água destilada ou mineral e colocar em vidros menores (conta-gotas) esterilizados com rótulo de identificação, validade e indicação. A solução deve ser tomada três vezes ao dia colocando 15 gotas em uma xícara de água. Xarope Preparar com chá de plantas e engrossar com açúcar ou mel. Utiliza-se 280g de mel + 20ml de tintura ou chá, agitar até misturar bem, adicionar 10 gotas de própolis, validade 2 anos. 2 partes de açúcar mascavo + 1 parte de água, levar ao fogo, adicionar as plantas, se for folhas ou flores ferver por 2 minutos se forem partes duras deixar ferver por 5 minutos, adicionar 10 gotas de própolis, dura até 10 dias, se guardado em frasco bem limpo e escuro e conservado na geladeira.
  • 75.
    Farmácia Verde 73 Xarope deervas frescas Indicado para problemas do sistema respiratório, podem ser usadas: hortelã (Mentha), canela (Cinnamomum), malva (Malva), sálvia (Salvia), erva-doce (Pimpinella), poejo (Mentha pullegium), sabugueiro (Sambucus), melão-de-são-caetano (Momordica), rubim (Leonurus), assa-peixe (Vernonia) ou guaco (Mikania). As plantas frescas (250g) devem ser batidas no liquidificador com 500ml de água mineral, após peneirar e filtrar a solução adicionar 100ml de mel e bater novamente no liquidificador. Esta solução pode durar até dois meses em geladeira. Xarope composto para gripe e bronquite Sugestão de ervas: alfavaca, guaco, hortelã gorda, poléo, tansagem, vick, ramos com flores de sabugueiro, pulmonária, anis, assa peixe, pariparoba, embaúba, terramicina, erva cidreira. Água – 1 litro. Açúcar cristal – ½ kg. Ervas picadas – 200g. - Ferver a água com o açúcar até ficar no ponto de xarope. Colocar as ervas frescas, ferver por mais 5 minutos, repousar por mais 10 minutos. Deixar esfriar pode acrescentar mel. Coar e guardar na geladeira. Validade: 3 meses dentro da geladeira e 1 mês fora da geladeira.
  • 76.
    Marcelo Rigotti 74 Como fazer: 1.Separar o açúcar. 2. Deixar a água ferver até dissolver.
  • 77.
    Farmácia Verde 75 3. Separaras ervas. 4. Despejar as ervas na solução.
  • 78.
    Marcelo Rigotti 76 5. Misturaras ervas, mexendo com uma colher. 6. Separar a solução das ervas com peneiras.
  • 79.
    Farmácia Verde 77 7. Envasaro xarope em frascos com tampa. 8. Após esfriar fechar o lacre da tampa e etiquetar.
  • 80.
    Marcelo Rigotti 78 Vinho Pode sertinto ou branco (seco), 11 de graduação alcoólica. Misturar 100g da planta seca com 1 litro de vinho, deixar curtir por 10 a 15 dias agitando 1 a 2 vezes ao dia, depois de pronto coar, armazenar em vidro de cor escura, tomar uma colher de sopa antes e após as refeições. Garrafada de carqueja Indicada contra vermes, diabetes e má circulação. Deve-se colocar 250g da planta fresca em 1 litro de cachaça de boa qualidade, deixar curtir por 15 dias. Tomar uma colher de sopa 3 vezes ao dia. Vinho medicinal O vinho usado com plantas medicinais, em maceração deve ser puro seco (sem açúcar) podendo ser tinto (funções: adstringentes, tônicas) ou branco (funções: diuréticas, digestivas).
  • 81.
    Farmácia Verde 79 Usar 100gda planta seca ou 200g da planta fresca para cada litro de vinho. Pode-se usar só uma erva ou mais que uma, mas mantendo-se a proporção. Tampar e deixar em local fresco e escuro, por um período de 10 a 15 dias. Nesse período, deve ser agitado uma ou duas vezes por dia. Filtrar o preparado e guardá-lo num frasco de vidro de preferência de cor escura. Normalmente, o tratamento com vinho é feito tomando-se uma colher de sopa antes ou depois das refeições, ou conforme indicações específicas. Validade: +1 ano Algumas sugestões: Digestivo - camomila, boldo, carqueja, hortelã, bardana, margaridão, alcachofra. Calmante - maracujá, capim cidreira, sálvia, melissa. Diurético – quebra pedra, bardana, cavalinha, cana do brejo. Composto para diabete - alcachofra, graviola, insulina, carqueja, pata de vaca, bardana. Como fazer: 1. Selecionar as ervas que serão utilizadas no vinho.
  • 82.
    Marcelo Rigotti 80 2. Misturaras ervas até ficarem homogêneas.
  • 83.
    Farmácia Verde 81 3. Separaros frascos onde serão colocadas as ervas. 4. Introduzir as ervas dentro dos frascos.
  • 84.
    Marcelo Rigotti 82 5. Acrescentaro vinho até cobrir as ervas. 6. Arrumar as ervas para que fiquem ao nível do vinho.
  • 85.
    Farmácia Verde 83 7. Tampare colocar o frasco em sacos de pão. 8. Etiquetar e armazenar longe da luz.
  • 86.
    Marcelo Rigotti 84 Óleo Deve serusado para plantas aromáticas, o óleo pode ser de girassol, milho, canola ou azeite de boa qualidade. Colocar 100g de planta para 1 litro de óleo, deixar curtir por 2 a 2 semanas agitando diariamente. Óleo para massagem (contusões): São simples de se fazer e com resultados excelentes, pode se usar uma planta ou combinação de até três plantas. Podem ser usadas a erva-de-santa-maria (Chenopodium), catinga-de-mulata (Tanacetum), mentrasto (Ageratum), arnica brasileira (Solidago), arnica-do-mato (Wedelia), arnica-do-campo (Porophylum), deve-se usar 500g da planta fresca para 500ml de solução. Os ingredientes utilizados são: o álcool comum (graduação 92 ou 94%) e óleo de cozinha (soja ou milho). Modo de fazer: 500g da planta fresca deve ser batida no liquidificador com 250ml de álcool, em seguida peneira- se o bagaço da planta e volta a solução para o liquidificador, acrescenta-se 250ml de óleo e bate novamente para homogeneizar a mistura. A solução pronta deve ser armazenada em frasco escuros ou protegidas da luz, o seu uso não deve ultrapassar os seis meses. Óleo para massagem (artrite e reumatismo): Podem ser usadas até três plantas: bardana (Arctium), cavalinha (Equisetum), alecrim (Rosmarinus), mentrasto (Ageratum), rubim (Leonurus), arnica-do-mato (Wedelia), pariparoba (Potomorphe). Deve- se usar 500g da planta fresca para 500ml de solução. Pode se usar glicerina liquida (250ml) e álcool (250ml), batendo a planta fresca no liquidificador com o álcool, em seguida peneirando-se para retirar o bagaço e batendo novamente a solução com a glicerina
  • 87.
    Farmácia Verde 85 para homogeneizara mistura. A solução pronta deve ser armazenada em frasco escuros ou protegidas da luz, pode durar até um ano. Óleo para massagem (contusões). São simples de se fazer e com resultados excelentes, pode se usar uma planta ou combinação de até três plantas. Sugestão de ervas: erva-de-santa-maria (Chenopodium), catinga-de- mulata (Tanacetum), mentrasto (Ageratum), arnica brasileira (Solidago), arnica-do-mato (Wedelia), arnica-do-campo (Porophylum). Os ingredientes utilizados são: o álcool comum (graduação 92 ou 94%) e óleo de cozinha (soja ou milho). Proporção: Ervas frescas - 500g. Álcool – 250ml; Óleo de cozinha – 250ml. Modo de fazer: a planta fresca deve ser batida no liquidificador com o álcool, em seguida peneira- se o bagaço da planta e volta a solução para o liquidificador, acrescenta-se 250ml de óleo e bate novamente para homogeneizar a mistura. A solução pronta deve ser armazenada em frascos escuros ou protegidas da luz, o seu uso não deve ultrapassar os seis meses.
  • 88.
    Marcelo Rigotti 86 Como fazer: 1.Separar as ervas. 2. Bater no liquidificador com álcool.
  • 89.
    Farmácia Verde 87 3. Passara solução em papel filtro. 4. Massa vegetal que sobrou da solução.
  • 90.
    Marcelo Rigotti 88 5. Podeser usada como uma cataplasma com pano ou gaze. 6. Separar o óleo e misturar com a solução.
  • 91.
    Farmácia Verde 89 7. Batera mistura no liquidificador até ficar homogênea. 8. Armazenar em vidro escuro e etiquetar. Compressa Pode ser usado um pano. Chá ou tintura, 2 colheres para 250ml de água, embeber o pano e aplicar na parte afetada quente ou frio.
  • 92.
    Marcelo Rigotti 90 Cataplasma Pode serusada argila, fubá ou farinha de mandioca misturada com chá da planta, colocar sobre o pano e usar na parte afetada. Cataplasma de babosa contra queimaduras: Para esta receita usa-se o gel do interior da folha da babosa e fubá. Para o gel ficar homogêneo deve-se bater no liquidificador em seguida mistura-se o gel com o fubá ate formar uma massa consistente, esta massa deve ser colocada na parte afetada e envolvida por faixa ou pano. Cataplasma contra dor: Podem-se usar plantas como o gervão (Starchytarpheta), a arnica brasileira (Solidago) ou catinga-de-mulata (Tanacetum). As folhas devem ser socadas até liberar o sumo e misturadas com o fubá. A cataplasma então é aplicada sobre a parte afetada. Pomada. Cicatrizante, pancada, contusão, reumatismo, torcicolo, artrite, fricção após a retirada do gesso. Sugestão de ervas: melão-de-são-caetano, confrei, barbatimão, mil folhas, arnica brasileira, serralha, alecrim, sabugueiro, melhoral, mentrasto, tanchagem, urucum, bardana, beldroega, arnica- do- campo, babosa, calendula, fortuna, guaco, algodão. Óleo vegetal - 750 ml. Parafina (velas) - 180 g. Ervas - 500g. Obs. A parafina serve para dar consistência adequada.
  • 93.
    Farmácia Verde 91 - Parapomada com tintura deve-se fazer uma mistura na proporção de 700ml de álcool de cereais com 100g de ervas secas, deixar descansar por 5 dias. Após este período pode ser utilizada para a produção da pomada, sendo 100ml da tintura + 200ml de óleo de cozinha + 50ml de parafina. O óleo é colocado em fogo médio para esquentar e derreter a parafina, em seguida é retirado do fogo, a tintura pode ser acrescentada antes da mistura óleo/parafina solidificar (não pode ser adicionada quando o óleo estiver ainda muito quente). Como fazer: 1. Derreter a parafina no óleo de cozinha.
  • 94.
    Marcelo Rigotti 92 2. Retiraros pavios das velas. 3. Deixar esfriando por 15 minutos.
  • 95.
    Farmácia Verde 93 4. Selecionaras ervas. 5. Bater as ervas no liquidificador com álcool.
  • 96.
    Marcelo Rigotti 94 6. Peneirara solução do liquidificador. 7. Misturar a solução com a parafina e o óleo derretidos.
  • 97.
    Farmácia Verde 95 8. Despejara solução em potes. 9. Fechar os potes com tampas.
  • 98.
    Marcelo Rigotti 96 10. Colocaretiquetas nos potes. Pomada cicatrizante: Várias plantas podem ser utilizadas como cicatrizante, podendo-se misturar até três plantas: melão-de-são-caetano (Momordica), confrei (Symphitum), barbatimão (Stryphnodendron), mil folhas (Achillea), arnica brasileira (Solidago), serralha (Sonchus), alecrim (Rosmarinus), sabugueiro (Sambucus), melhoral (Justicia), mentrasto (Ageratum), tanchagem (Plantago), urucum (Bixa), bardana (Arctium), beldroega (Portulaca), arnica-do-campo (Porophylum), babosa (Aloe), calendula (Calendula), fortuna (Kalanche), guaco (Mikania), algodão (Gossypium). Os ingredientes podem ser de vários tipos: a) Mistura-se 30g de cera de abelha + 30g de vaselina líquida + 30ml de tintura + 10 gotas de própolis; levar ao fogo em “banho maria” até derreter, retirar do fogo e esperar esfriar.
  • 99.
    Farmácia Verde 97 b) Umareceita mais simples é misturar 100g de sebo bovino + 40ml de tintura. Derreter o sebo em “banho maria” e acrescentar a tintura. c) Essa receita leva produtos farmacêuticos como 100g de vaselina sólida + 20g de cera de abelha + 30ml de tintura. Levar ao fogo até derreter e em seguida acrescentar a tintura (pode colocar essência). Pomada com óleo de cozinha: Ferver 500ml de óleo de cozinha, colocar 200g de plantas frescas ou 100g de plantas secas, fritar as ervas por 15 minutos, esperar esfriar, peneirar as ervas, acrescentar 50g de cera de abelha e voltar ao fogo até derreter. Existem várias receitas para se fazer pomadas: 30 g de cera de abelha + 30 g de vaselina líquida + 30 ml de tintura + 10 gotas de própolis; ferver tudo até derreter em banho maria, retirar dofogo e esperar esfriar. 100 g de sebo bovino + 40 ml de tintura. 100 g de vaselina sólida + 20 g de lanolina + 30 ml de tintura. Pode acrescentar essência. Pomada rachadura, ferida • Acido esteárico = 1copo • Glicerina = 2 copos
  • 100.
    Marcelo Rigotti 98 • Aguafervida = 2 copos • Sal amoníaco = 1 colher Solução p/ massagem Uma parte da tintura da planta desejada + uma parte de glicerina líquida (ou óleo de cozinha) + óleo essencial de plantas. Sabonete Para 100g de base glicerinada para sabonete, acrescentar uma colher de café com o pó da planta ou uma colher de tintura. Outra receita: utilizado para problemas de pele e couro cabeludo; sabão de coco (uma barra = 200g) + pó da planta ou tintura (uma colher de café); pode acrescentar essência Sabonete de enxofre: Combate doenças fúngicas que atacam a pele, “pano-branco”, caspa, doenças do couro cabeludo, além de cravos e espinhas. Os ingredientes são o sabão de côco glicerinado (bem macio para poder derreter) e o enxofre em pó. O sabão de côco é picado e colocado para derreter em “banho maria”. Após o derretimento do sabão, desliga-se o fogo e acrescenta-se uma colher de café do pó do enxofre para cada 100g do sabão derretido, mistura-se bem, coloca-se em formas e deixe esfriar. Após desenformar deve-se embalar o sabonete em papel filme para evitar o ressecamento. Sabonete glicerinado. Dos sabonetes comerciais é retirada a licerina natural, proveniente do próprio processo de fabricação de sabões, retirando, assim, do sabonete todos os seus benefícios. A glicerina é um derivado de componentes graxos que elimina a agressividade causada à pele
  • 101.
    Farmácia Verde 99 presente nossabonetes comuns e proporciona uma profunda ação hidratante. Sabonete de própolis: Tem ação antimicrobiana e desinfetante, usado no tratamento de doenças de pele. Adicionar 10 gotas de solução de própolis para cada 100g de sabão de côco derretido colocar nas formas, após esfriar desenformar e enrolar em papel filme. - Base glicerinada para sabonetes - 1 kg. Tintura - 20 ml. - Fôrmas e papel-filme para embalar. - Coloque uma panela de ágata ou vidro em banho-maria e acrescente a glicerina em pedaços em temperatura em torno de 60 a 70º C até a dissolução total; - Espere derreter. Não há a necessidade de mexer a base enquanto estiver no banho-maria. - Desligar o aquecimento, gotejar o corante e homogeneizar até obter a cor desejada; - Adicionar o extrato e a essência misturando lentamente até homogeneização completa; - Acrescente o álcool de cereais e aguarde 1 minuto. - Coloque a mistura na fôrma que você desejar e espere solidificar. - Se der espuma nas formas borrifar com álcool de cereais.
  • 102.
    Marcelo Rigotti 100 - Otempo para endurecer vai variar de acordo com a fôrma que você estiver utilizando. Como fazer: 1. Deixar um caldeirão com água no fogo até ferver, em seguida colocar uma panela esmaltada na água fervente. 2. Colocar a base glicerinada picada aos poucos na panela esmaltada.
  • 103.
    Farmácia Verde 101 3. Mexera base até derreter.
  • 104.
    Marcelo Rigotti 102 4. Preparara tintura para adicionar a base glicerinada derretida 5. Acrescentar a tintura, neste caso de própolis.
  • 105.
    Farmácia Verde 103 6. Emseguida despejar a base derretida nas fôrmas. 7. Após esfriar (pelo menos três horas fora da geladeira), retirar das fôrmas.
  • 106.
    Marcelo Rigotti 104 8. Embalarcom papel filme e etiquetar. Spray cicatrizante A tintura pronta não deve ser misturada com água destilada, envasar em vidro com spray. Bala Para a produção de balas, pode-se usar esta receita com 50 ml de tintura + 50 g de manteiga + uma lata de leite condensado + uma xícara de açúcar mascavo + uma xícara de mel, misturar (sem a tintura), colocar no fogo e deixar ferver até o ponto de bala, deixar esfriar, adicionar a tintura quente, misturar, untar óleo na bancada, despejar a mistura na bancada e cortar em forma de bala. Bala de guaco
  • 107.
    Farmácia Verde 105 Uma receitamais simples leva um quilo de açúcar mascavo, duas xícaras de açúcar cristal, 200 ml de chá de guaco (50g da planta seca em 200ml de água), misturar bem, colocar no fogo até ferver, deixar em ponto de bala (colocar em um copo de água fria, se endurecer já esta no ponto), untar a bancada com óleo, despejara mistura na bancada e cortar em forma de bala. Cristais de gengibre Esta receita pode ser usada para problemas de garganta e sistema respiratório além de melhorar o hálito. Deve-se picar 400g de gengibre em uma panela de inox, adicionar o suco de quatro limões e quatro colheres de sopa de sal marinho, misturar bem. Para secar pode ser colocado em forno baixo de 30 minutos a uma hora. Xampu Ferva 200 ml de água. Deixe em infusão com as ervas medicinais, derreter no fogo 20 gramas de sabão de côco em 200 ml de água. Esfriar e misturar com a infusão de ervas. Consumir em uma semana. Comprimido para vermes Pode-se utilizar 3 folhas de erva santa maria, 4 folhas de erva de bicho, 1 folha de couve, 1 raminho de hortelã e uma pequena parte da folha de alcachofra. Bater tudo no liquidificador com meio copo de água, coar e acrescentar duas partes de maizena e uma parte de farinha de trigo, amassar até ficar no ponto. Formar os comprimidos, com um modelador pode ser a tampa de uma caneta
  • 108.
    Marcelo Rigotti 106 devidamente limpa.)Modo de tomar adulto 2 comprimidos em jejum durante 8 dias. Crianças 1 comprimido em jejum durante 8 a 10 dias. Comprimido de ervas para diabete Colocar 4 folhas de insulina, 4 folhas de pata de vaca, 4 folhas de maracujá, 8 folhas de jambolão e 4 folhas de melão-de-são- caetano. Bater tudo no liquidificador, coar e fazer os comprimidos com 2 partes de maizena e 1 parte de farinha de trigo. Secar na sombra. Modo de tomar: 1 comprimido 3 vezes ao dia. Comprimido para colesterol Coloque em partes folhas de guanxuma, folhas de arnica, folhas de alcachofra. Bata tudo no liquidificador com 1/2 copo de suco de limão prepare os comprimidos e tome 1 comprimido 2 vezes ao dia. Travesseiro Ervas desidratadas ou na forma de sachê, colocar junto com a espuma. As partes das plantas devem ser secas à sombra até o ponto em que ficarem quebradiças. Devem ser colocadas dentro dos travesseiros e deixadas ao sol pelo menos uma vez por semana para as plantas ficarem sempre secas. As ervas devem ser trocadas em três meses ou quando já não tiverem mais aroma. Travesseiro calmante: Utilizar plantas calmantes como a flor da macela (Achorycline), a folha e flor de arnica (Solidago), a camomila (Matricaria), folhas de capim limão (Cymbopogon), melissa (Melissa), erva-doce
  • 109.
    Farmácia Verde 107 (Pimpinella), floresde assa-peixe (Vernonia), flores de mimosa (Mimosa) ou flores de sabugueiro (Sambucus). Multimistura • Fubá: 0,456g = 4 copos de 100 ml • Farelo de trigo integral: 0,361g = 4 copos • Farelo de arroz: 0,055g = 1 copo • Farelo de trigo: 0,04g = 1 copo • Farelo de soja: 0,083g = 1 copo • Pó da folha da mandioca: 0,005g = 5 colheres • Outras folhas: abóbora, batata doce, caruru e guandu = 3 colheres cada planta. Ingredientes auxiliares • Argila: tem ação tensora e mineralizante quando aplicada em máscaras. É obtida em regiões onde a terra mostra-se rica em minerais. • Cera de abelha: usada para engrossar e dar consistência aos cremes. • Glicerina: tem ação emoliente e umectante quando usada em máscaras faciais. É obtida de fontes animais e vegetais. • Iogurte: tem ação emoliente e levemente adstringente quando usado em máscaras. • Lanolina: tem ação emoliente quando usada na preparação de cremes de beleza. É obtida da gordura da lã dos carneiros. • Leite: tem ação emoliente quando usado em banhos. • Mel: promove o amaciamento e nutrição da pele quando usado em máscaras. • Ovos: ajudam a dar brilho aos cabelos.
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    Marcelo Rigotti 108 • Própolis:tem ação antimicrobiana e desinfetante quando usado no tratamento de afecções da pele. • Vaselina: tem ação umectante e é usada em cremes para peles ressecadas. É um tipo de parafina.
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    Farmácia Verde 109 4.2. Fitocosméticos OsFitocosméticos são utilizados desde a antiguidade com mais de quatro mil anos de uso. No antigo Egito, foram encontrados dados do uso ervas na cosmética. Um exemplo foi a mumificação dos faraós, que eram enterrados com seus pertences entre as quais estão perfumes, bálsamos, cosméticos para sombrear os olhos e ceras de origem mineral, o pó de hena, utilizado para colorir o cabelo, a unhas e as palmas dos pés e das mãos. Também o barro do Nilo era muito utilizado medicinalmente e para mascaras faciais. Os perfumes eram produzidos a base de sésamo ou vinho. O kyphi era um perfume sagrado usado para o embalsamento de corpos e na sua composição havia componentes como a mirra, o cipreste, a canela, o mel e as passas maceradas no vinho. Os azeites aromáticos eram utilizados para suavizar a pele e como componente do banho e entre seus principais ingredientes se encontravam resinas oleosas, raiz de lírio, diversas madeiras como o cedro, sândalo, etc. Muitos destes ingredientes eram importados de fora do Egito e se misturavam com as ervas do próprio lugar. Os mesopotâmicos utilizavam na cosmética e para limpeza do corpo sumos de plantas, pinhas e o tamarindo. Galeno descubriu que o azeite vegetal se poderia misturar com agua e cera de abelhas obtendo-se um creme fácil de aplicar no corpo dando elasticidade e frescor a pele. Posteriormente a este descobrimento se chamou "cold cream". Plantas para a boca • Afta: calêndula, cavalinha e tanchagem.
  • 112.
    Marcelo Rigotti 110 • Inflamaçãodas mucosas: cravo-da-índia, limão, malva, mil-folhas, sálvia e tanchagem. • Limpeza: cravo-da-índia, malva, mil-folhas, mirra, ratânia, sálvia e tanchagem. • Mau hálito alecrim, alfazema, bergamota, cravo-da- índia, eucalipto, hortelã-pimenta e tomilho. Plantas para os cabelos e couro cabeludo • Cabelos brancos e grisalhos: (tingimento) hena e índigo. • Cabelos castanhos: (tratamento) alecrim, cravo-da-índia e sálvia. • Cabelos claros: (tratamento) calêndula, camomila e macela. • Cabelos escuros: (tratamento) alecrim, bardana, hera, sálvia e urtiga. • Cabelos normais: (tratamento) camomila, cavalinha, jojoba, dente-de-leão e macela. • Cabelos oleosos: (tratamento) alecrim, alfazema, capim-limão, hamamélis, limão, sálvia, urtiga e zimbro. • Cabelos opacos: abacate, alecrim, amêndoa-doce, calêndula, camomila, macela e urtiga. • Cabelos quebradiços: abacate, alfazema, amêndoa- doce, arnica, babosa, jaborandi e jojoba. • Cabelos secos: abacate, amêndoa-doce, babosa, camomila, confrei, gerânio e laranja-azeda. • Calvície: alecrim, alfazema, bétula, cajepute, jaborandi, jojoba e sálvia esclaréia. • Caspa: arnica, babosa, bardana, bétula, cavalinha, hamamélis, hena, jojoba, milho, noz, sálvia e urtiga. • Cuidados gerais e limpeza: alecrim, jaborandi, jojoba, karitê, limão, maçã, mil - folhas e salsa.
  • 113.
    Farmácia Verde 111 • Estimularo crescimento: alecrim, arnica, bétula e urtiga. • Pontas fracas: amêndoa-doce e jojoba. • Queda de cabelos: arnica, babosa, bardana, bétula, jaborandi e urtiga. • Resíduos: limão e maçã. Plantas para o corpo • Banho aromático: alecrim, alfazema, anis, bergamota, bétula, cipreste, citronela, erva-cidreira, ilangue- ilangue, jasmim, laranja-azeda, mirra, palma-rosa, patchouli, pinho, rosa-mosqueta, sálvia, sálvia esclaréia, sândalo, vetiver e zimbro. • Celulite: alga-marinha, cânfora, centelha, fucos, hera e hortelã-pimenta. • Circulação periférica deficiente: alecrim, alfazema, bétula, cipreste, gengibre, hamamélis, hissopo, hortelã- pimenta, pinho, segurelha e tomilho. • Drenagem linfática: alfazema, bétula, cânfora, centelha, cipreste, ginseng, ginseng-brasileiro, guaraná, limão e zimbro. • Estrias: amêndoa-doce e rosa-mosqueta • Gordura localizada: abacaxi, alga-marinha, bétula, cânfora, centelha, hera e hortelã-pimenta. • Massagem relaxante: alfazema, arnica, erva-cidreira, laranja-azeda, mil - folhas e zimbro.
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    Marcelo Rigotti 112 Plantas paraos dentes • Fortalecimento da gengiva: mirra, ratânia, sálvia e tanchagem. • Placa bacteriana: mirra, ratânia e sálvia. Plantas para os lábios • Desidratação: babosa, cacau e camomila. Plantas para as mãos • Ressecamento: abacate, aveia, laranja-azeda e oliva. • Unhas quebradiças: cacau, cavalinha e oliva. Plantas para os músculos • Aquecimento: alecrim, alfazema, gengibre e zimbro. • Contusão: arnica, cânfora e confrei. • Dor: alecrim, arnica, bergamota, bétula, confrei, ilangue-ilangue, jasmim, laranja-azeda, louro, pinho e sálvia. • Pancada: arnica, cânfora e confrei. • Tensão: arnica e bétula. • Torção: arnica. Plantas para os olhos • Cansaço: alfazema, camomila, macela e sálvia esclaréia. • Inchaço e olheiras: alecrim, camomila, cavalinha, hamamélis, macela e pepino. • Irritação: alecrim, calêndula, camomila, macela, malva e sabugueiro
  • 115.
    Farmácia Verde 113 • Vermelhidão:camomila e macela. Plantas para a pele • Acne: alfazema, artemísia, babosa, calêndula, camomila, cânfora, cavalinha, confrei, dente-de-leão, erva- cidreira, limão, melaleuca, rosa-mosqueta, urtiga. • Alergia: alfazema, camomila, erva-cidreira, macela, rosa e uva. • Assadura: amêndoa-doce, calêndula e hamamélis. • Dermatite: babosa, camomila, limão, sabugueiro e violeta. • Eczema: bétula, calêndula, camomila, cenoura, dente- de-leão • Feridas: amêndoa-doce, artemísia, batata, cânfora, cenoura, centelha, copaíba, hamamélis, limão, mil- folhas, pepino, segurelha e tanchagem. • Inflamação: alfazema, camomila, cânfora, copaíba, macela, malva, mil-folhas, pepino, sabugueiro, tanchagem, tussilagem e verbasco. • Limpeza: alfazema, babosa, bergamota, calêndula, camomila, dente-de-leão, erva-cidreira, hamamélis, limão, mil-folhas, patchouli, salsa, tanchagem e tomilho. • Manchas e sardas: limão, morango e pepino. • Pós-barba: babosa, calêndula, camomila, cânfora, hamamélis e hortelã pimenta. • Pós-depilação: aveia, babosa e camomila. • Pós-sol: aveia, babosa, calêndula e camomila. • Proteção solar: abacate, gergelim e urucum. • Psoríase: bétula, calêndula, centelha e confrei. • Queimadura: amêndoa-doce, batata, cânfora, oliva e rosa-mosqueta.
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    Marcelo Rigotti 114 • Queimadurade sol: babosa, sálvia e tanchagem. • Rachadura: batata, bétula, calêndula, camomila e mil- folhas. • Rejuvenescimento: alecrim, babosa, ginseng, ginseng- brasileiro, hamamélis e laranja-azeda. • Verrugas: alho, calêndula, cipreste e limão. Plantas para pernas e pés • Frieiras: calêndula, limão e verbasco. • Inchaço: alfazema, cânfora, castanha-da-índia e hamamélis. • Mau cheiro dos pés: pinho e sálvia • Ressecamento dos joelhos e cotovelos: abacate, coco, macela e oliva. • Ressecamento dos pés: laranja-azeda e oliva. • Varizes: calêndula, castanha-da-índia e hamamélis. Plantas para usos gerais • Agente bactericida: bálsamo-do-peru, benjoim, maçã, pau-rosa, rosa e ruibarbo. • Agente fungicida: benjoim, cajepute, cânfora, cedro, citronela, mirra e segurelha. • Agente virótico: alho, bergamota, eucalipto, rosa e tomilho. • Picada de insetos: alfazema, hamamélis, limão, sálvia e segurelha. • Repelente de insetos: citronela, erva-cidreira, eucalipto e hortelã-pimenta. • Sauna: citronela e eucalipto.
  • 117.
    Farmácia Verde 115 Ações terapêuticas dasplantas medicinais 5.1. Principais doenças e as plantas para seu tratamento 116 5.2. Utilização indevida das plantas medicinais 124 5.3. Plantas invasoras e ruderais com potencial medicinal 127 5
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    Marcelo Rigotti 116 5.1. Principaisdoenças e as plantas para seu tratamento Acidez do estômago: bardana, boldo, melissa ou capim limão, endro, poejo, funcho, fortelã, losna, pariparoba, picão (folha e flor), quebra pedra, tanchagem e mamica de cadela. (a casca é muito eficaz) Ácido úrico: chapéu de couro, couro, manjerona, sabugueiro, cascas de maçã secas ao sal, bardana. Acne, cravos e espinhas: altéia, arnica, parietária, tília, bardana, mil- folhas, calendula, maria-preta, tanchagem, melão-de-são-caetano. Aerofagia: quássia, funcho, anis-estrelado, erva-doce, cominho, tília, hortelã. Afecções de garganta: flor de laranjeira, alho, limão. Afta: cavalinha, cenoura, limão, tanchagem, babosa, malva. Alergia: tomar chá de calêndula, lavar a parte afetada com chá de camomila. Amidalite: sálvia, rosa-branca, malva, alfavaca, cebola, tanchagem, eucalipto. Anemia: couve, espinafre, rabanete, tomate, morango, amora, urtiga, repolho, limão, funcho, carqueja, quina, alfafa, bucha, abóbora.
  • 119.
    Farmácia Verde 117 Angina: altéia,malva, tomilho, guaco. Ansiedade: melissa, tília, capim-limão, maracujá. Arteriosclerose: limão, malva, raiz de salsa, alho, cebola, alcachofra, repolho, tomate, acelga, cana-de-macaco, guaco, gengibre, fortuna, fedegoso. Artrite e reumatismo: bardana, cebola, alho, sabugueiro, genciana, malva, tília, limão, dente-de-leão, cavalinha, melancia, banana, mamão, uva, alecrim, camomila, insulina, ipê-roxo, poejo, lágrima- de-nossa-senhora, lírio-do-brejo, melhoral, mentrasto, pariparoba, rubim, sabugueiro, arnica-do-campo, erva-cidreira, mimosa, tanchagem, urtiga, arnica-do-mato, boldo, calêndula, cana-de- macaco, capim-cidreira, arnica, esqueleto. Asma e bronquite: alecrim, guaco, anis-estrelado, orégano, sálvia, maria-preta, rubim, sabugueiro, assa-peixe, erva-botão, urucum, esqueleto, boldo-cidreira, gervão, melhoral, pariparoba, desmódio, rubim, erva-botão. Berne: paina-de-sapo, rubim. Boca - afta e estomatite: cavalinha, cenoura, limão, tanchagem, babosa, malva, casca de carvalho, romã, sálvia. Cabelo: mentrasto, capuchinha (caspa), urtiga (queda), babosa, bardana e calendula (seborréia). Calmante: capim-limão, tília, folhas de maracujá, melissa, anis- estrelado.
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    Marcelo Rigotti 118 Catarro: brotode pinheiro, tomilho, orégano, eucalipto, limão, alho. Cicatrizante: melão-de-são-caetano, confrei, barbatimão, mil folhas, arnica brasileira, serralha, alecrim, sabugueiro, melhoral, mentrasto, tanchagem, urucum, bardana, beldroega, arnica-do- campo, babosa, calendula, fortuna, guaco, algodão. Cistite: pata-de-vaca, cavalinha, alfavaca de cheiro, malva, serralha, altéia, cabelo de milho. Colesterol: gervão, folha de limeira, erva-de-bugre, guaçatonga, cafezeiro do mato, cavalhinha, folha de batata doce, picão-preto, melão-de-são-caetano, urucum. Cólica de rim: quebra-pedra, cabelo de milho, cavalinha, pata-de- vaca, raiz de salsa, manjerona, melão-de-são-caetano, mentrasto (menstruais), picão-preto, rubin, erva-cidreira. Contusões: mentrasto, arnica, pariparoba, quebra-pedra, arnica-do- mato, arnica-do-campo, canfrinho, fortuna, gengibre, erva-de- santa-maria, catinga-de-mulata. Coração – palpitações: sete-sangrias, tília, valeriana. Coriza: tomar chá e pingar narinas: alcaçuz, sabugueiro, malva, poejo, limão. Descalcificação: repolho, berinjela, cenoura. Diabete: picão preto, dente de leão, bardana, pata-de-vaca, quebra- pedra, urtiga, urucum, arnica-do-campo, cana-de-macaco, fortuna.
  • 121.
    Farmácia Verde 119 Diarréia: brotode goiabeira, casca de carvalho, casca de romã, tília, carvão vegetal, camomila, cenoura, abóbora, maçã, banana-maçã. Dor de cabeça: alfazema, alecrim, girassol, tília, melissa, hipérico, limão, pulsátila. Enjôo: hortelã, alecrim, camomila, boldo, erva doce, salsa, canela. Escabiose: melão-de-são-caetano, urucum, arruda. Esgotamento e stress: salvia, tomilho, alecrim. Estimulantes: salsinha, rabanete, tomilho, sálvia. Estômago: sálvia, artemísia, camomila, capim limão, losna, macela, poejo, flor do amazonas. Estomatite: romã, rosa-branca, sálvia. Falta de apetite: alecrim, anis-estrelado, angélica, genciana, erva- doce, hortelã. Feridas e úlceras: alecrim, rubim, guaçatonga, mentruz, agrião, tanchagem, tomilho, quebra-pedra, maria-preta, mentrasto, manjerona, tanchagem, calêndula. Fígado: losna, boldo, alecrim, caferana, pariparoba, desmódio, quebra-pedra, picão-preto, arnica-do-campo, jambu, flor-do- amazonas, melão-de-são-caetano, melhoral. Frieira: calêndula, casca de carvalho, cebola, alho, arruda, alecrim, rubim, guaçatonga, mentruz, óleo de rícino.
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    Marcelo Rigotti 120 Garganta: cháde folha de mamomeiro, camomila, canela, hortelã, malva e sálvia. Gases: sálvia, erva-doce, cominho, hortelã. Gastrite: pata-de-vaca, cavalinha, alfavaca de cheiro, malva, serralha, altéia, cabelo de milho. Gengivite: sálvia, erva-doce, cominho, hortelã. Gripes e resfriados: raiz de erva-doce, anis-estrelado, camomila, eucalipto, menta, limão, poejo, tomilho, sabugueiro, melão-de-são- caetano, rubim, assa-peixe. Hemorróida: tanchagem, arruda, urtiga, assa-peixe, babosa, bardana, beldroega, gervão, insulina, mastruço, melão-de-são- caetano, sabugueiro, erva-cidreira. Incontinência urinária: hipérico, saleriana, camomila, menta, tília. Insônia: maracujá, lúpulo, valeriana, cidreira, meliss, tília, manjerona, alho, tanaceto, capuchinha, poejo, melhoral, hibisco. Laringite e faringite: malva, tanchagem, limão, eucalipto, broto de pinheiro, malva, tomilho, alho, cebola. Máscara para beleza da pele: hipérico, saleriana, camomila, menta, tília. Mau hálito: alfavaca, hortelã, melissa, tomilho, sálvia, anis- estrelado. Menstruação excessiva: cavalinha, casca de carvalho, tília.
  • 123.
    Farmácia Verde 121 Narinas congestionadas:sálvia, hortelã vique. Náuseas: quássia, dente-de-leão. Nevralgias: camomila, tília, maracujá, limoeiro, orégano, pulsátila, alfazema. Nervosismo, irritabilidade: valeriana, tília, melissa, folhas de laranjeiras, rosa-branca, gatária, maracujá, manjerona, maria-preta, melhoral, arnica-do-campo, arruda, boldo, calêndula, capim- cidreira, erva-tostão, esqueleto. Obesidade: malva, sabugueiro, alcachofra, agrião, guaco, brócoli, caferana, carqueja. Otite: cebola, picão, rubim, alecrim, camomila, malva. Pressão alta: limão, laranja, pêra, alho, sabugueiro, maracujá, quebra-pedra, rubin, gervão, urucum, capim-cidreira, guaco, capim limão. Pressão baixa: urtiga, alecrim, manjericão, rabanete, uva, salsa, chá de agrião, alfavaca, aveia, canela. Prisão de ventre: sene, malva, dente-de-leão, chicória, brócoli, quiabo, laranja, mamão, milho verde cru em salada, tamarindo, cáscara-sagrada, beldroega, esqueleto, gervão, mimosa, urucum, babosa, melão-de-são-caetano, sabugueiro. Próstata: quebra-pedra, figo-da-índia (opuntia). Psoríase, micose, erisipela, eczema, pano-branco: arnica-do-campo, babosa, bardana, maria-preta, rubin, sabugueiro, erva-botão,
  • 124.
    Marcelo Rigotti 122 tanchagem, urtiga,urucum, capuchinha, fedegoso, fortuna, gervão (vitiligo), melão-de-são-caetano. Queimaduras: babosa, aboboreira, esqueleto, pariparoba. Rins/pedra: alfavaca, quebra-pedra, cabelo de milho, sálvia, insulina, lágrima-de-nossa-senhora, desmódio, picão-preto, assa- peixe, sabugueiro, bardana. Rouquidão: couve, cenoura, limão, broto de pinheiro, guaco, tomilho, tília, mel, gengibre, boldo-cidreira. Sarampo, catapora, rubéola: sabugueiro, rosa-branca, malva, camomila, tília, cavalinha, raiz de salsa. Sarna: melão-de-são-caetano, urucum, arruda, bardana. Sinusite: hipérico, valeriana, camomila, menta, tília. Sistema urinário: ipê-roxo, jambu (cálculos bexiga), mastruço, pariparoba, pata-de-vaca, desmódio, quebra-pedra, sabugueiro, tanchagem, beldroega, cana-de-macaco, capim-cidreira. Transtornos da menopausa: valeriana, menta, camomila, tília, folhas de amora, salsinha. Tosses: tília, alho, cebola, agrião, tomilho, orégano, guaco, eucalipto, broto de pinheiro, hortelã, poejo. Ulceras do estômago: couve, banana, maçã, sálvia, tília, mamão, alecrim, casca de carvalho, espinheira-santa, calêndula, fortuna, guaco, ipê-roxo, maria-preta, pariparoba, desmódio, picão-preto.
  • 125.
    Farmácia Verde 123 Urticárias, brotoejas,alergias: rosa-branca, alface, pepino, mamão, rubim, tanchagem. Varizes: broto de pinheiro, rosa-branca, carqueja, tanchagem, arruda, arnica. Vesícula biliar: erva-tostão, figo-da-índia. Verminoses: alho, hortelã, cebola, mentruz, losna, tomilho, semente de abóbora, quássia, abacaxi, ameixa, manga, poejo, coco, broto de samambaia, romã (casca), tomilho, beldroega, gervão, babosa, mastruço, melão-de-são-caetano, rubin, arruda.
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    Marcelo Rigotti 124 5.2. Utilizaçãoindevida de plantas medicinais Apesar de ser muito comentado os efeitos colaterais dos remédios farmacêuticos, deve-se ter o cuidado em relação ao uso das plantas medicinais pois apesar da mídia propagar o seu uso como um método de cura seguro e sem efeitos colaterais o uso indevido das planta medicinais podem causar efeitos tóxicos ao organismo. Plantas que podem causar danos ao fígado: • Confrei (Symphytum officinale L.) • Cambará (Lantana camara L.) • Sassafrás (Ocotea pretiosa (Nees) Mez.) • Flor-das-almas (Senecio brasiliensis (Spreng.) Less.). Plantas que podem causar irritação gastrointestinal: • Jurubeba (Solanum paniculatum L.) • Arnica (Arnica montana L.) • Ipeca (Cephaelis ipecacuanha (Brot.) A. Rich.) • Umbu (Phytolacca dioica L.) Plantas que podem afetar o sistema nervoso central: • Cavalinha (Equisetum spp.) • Losna (Artemisia absinthium L.) • Erva-de-santa-maria (Chenopodium ambrosioides L.)
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    Farmácia Verde 125 • Trombeteira(Datura suaveolens Humb. & Bonpl. Ex Willd.) Plantas que podem provocar danos na pele: • Arnica (Arnica montana L.) Em doses altas (uso externo) - vesicante • Folhas de figo (Ficus carica L.) E figueirilha (Dorstenia brasiliensis Lam.) – queimaduras sérias • Mamica-de-cadela (Brosimum gaudichaudii Trecul) – dermatites de contato Plantas que podem causar diarréias graves, quando usadas de modo incorreto: • Babosa (Aloe spp.) • Taiuiá (Cayaponia spp.) • Sene (Cassia acutifolia Del., C. angustifolia Yahl.) • Cáscara-sagrada (Rhamnus purshiana dc.) • Ruibarbo (Rheum palmatum L.) Plantas que podem causar morte: • Mamona (Ricinus communis L.) • Espirradeira (Nerium oleander L.) • Flor-das-almas (Senecio brasiliensis (Spreng.) Less.) Recomendações úteis para a utilização • Utilizar plantas conhecidas e não de identidade duvidosa. • Não coletar plantas medicinais junto a locais que possam ter recebido agrotóxicos em geral.
  • 128.
    Marcelo Rigotti 126 • Nãocoletar plantas medicinais que crescem à beira de lagos, lagoas e rios poluídos. • Não coletar plantas medicinais à beira de estradas, pois os gases que saem dos canos de descarga dos veículos podem conter substâncias tóxicas que se depositam na vegetação. • As plantas medicinais devem ser secas à sombra, em ambiente arejado, por alguns dias (até tornarem-se quebradiças), antes de serem utilizadas. • Após a secagem, guardar em vidro fechado, ao abrigo da luz. Colocar o nome da planta e a data de coleta em um rótulo, para evitar problemas. Plantas armazenadas por longos períodos perdem seus efeitos terapêuticos. • Verificar o estado de conservação (umidade, mofo, insetos, etc.) da planta medicinal a ser adquirida. Habituar-se a adquirir plantas medicinais de fornecedores confiáveis. • Evitar o uso de misturas de plantas medicinais. Nem sempre o processo de preparação mais indicado é o mesmo para plantas diferentes e a combinação pode resultar em efeitos imprevisíveis. • Não utilizar plantas medicinais durante a gravidez, a não ser sob orientação médica. Existem plantas que podem causar sérios problemas ao bebê e à mãe. • Evitar a utilização de chás laxantes e/ou diuréticos para emagrecer.
  • 129.
    Farmácia Verde 127 5.3. Plantasinvasoras e ruderais com potencial medicinal O uso de plantas medicinais é um recurso terapêutico difundido intensamente no meio urbano e rural, como forma alternativa ou complementar aos medicamentos alopáticos e tem sido utilizada tradicionalmente em regiões onde o acesso aos cuidados primordiais com a saúde é limitado. Embora o cerrado seja um bioma rico em biodiversidade vegetal, é pouco explorado quanto ao seu potencial medicinal pelas comunidades que ali estão situadas. O conhecimento popular sobre as plantas de uso medicinal é mais voltado às plantas de origem européia ou as nativas da região. Entretanto as plantas chamadas de invasoras, daninhas ou espontâneas, apesar de todo o seu potencial medicinal ainda é pouco explorado com essa finalidade. A utilização das plantas medicinais teve inicio há milhares de anos por populações em todo o mundo com o intuito de tratar diversas doenças. Eram utilizados como forma alternativa ou complementar aos medicamentos sintéticos, sendo em muitos casos a única forma de tratamento (Veiga-Junior & Mello, 2008). De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) 65 a 80% da população mundial, principalmente nos países em desenvolvimento, ainda confiam nos produtos à base de plantas medicinais no tratamento de suas doenças (Rahman & Singhal, 2002). O Brasil, que é um dos países de maior diversidade genética vegetal, conta com mais de 55.000 espécies catalogadas (Nodari & Guerra 1999), entretanto, como conseqüência da revalorização mundial do uso de plantas medicinais, a pressão ecológica exercida
  • 130.
    Marcelo Rigotti 128 sobre algunsdesses recursos naturais tem sido grande nos últimos anos colocando em perigo a sobrevivência de muitas espécies medicinais nativas (Montanari Junior 2002). De acordo com Sánchez e Valverde (2000) o comércio local de plantas medicinais leva à deterioração de populações naturais, tanto quanto a pressão extrativista da indústria farmacêutica. Em conseqüência da extração predatória, muitas espécies estão desaparecendo e o mercado sente a falta da matéria-prima de qualidade. Por outro lado, resta muito a se descobrir, são inúmeras as espécies desconhecidas ou que ainda não foram analisadas pelos cientistas (Galvani, 1994). Entretanto se existe uma forte pressão sobre as plantas nativas em todos os biomas, existem poucos artigos citando a utilização das plantas invasoras como medicinais. Plantas consideradas invasoras são empregadas, popularmente, para o tratamento de doenças infecciosas (Gavilanes et al., 1982). Muitas espécies podem ser consideradas promissoras e devem ser submetidas à avaliação fitoquímica, com o objetivo de se determinar o seu potencial uso como medicinal. Frequentemente chamadas de “plantas daninhas”, as plantas consideradas como tal podem ter outras denominações dependo do seu nível de interferência no ambiente. Uma planta pode ser considerada daninha a partir do momento que não é desejada naquele determinado ambiente ou em determinada época. Uma planta cultivada desde que não seja adequadamente manejada pode se tornar uma “planta daninha” ou “invasora”. Por isso existem outras denominações como “espontâneas”, para aquelas que crescem onde não são desejadas ou “ruderais” que crescem à beira de estradas e dentro das cidades. As plantas invasoras surgiram quando a agricultura foi implantada pelo homem, a partir dessa
  • 131.
    Farmácia Verde 129 pressão exercidapelas técnicas de cultivo, elas passaram a ser selecionadas tornando-se cada vez mais adaptadas à sobrevivência nos mais variados ambientes. Hoje elas estão espalhadas por todo mundo. Na agricultura atual a pressão exercida pelos herbicidas tem selecionado plantas cada vez mais resistentes, tornando as invasoras, em muitos casos, impossível de serem eliminadas em determinados ambientes. Por essa pressão sofrida por centenas de anos elas se tornaram agressivas em relação à competitividade no domínio do ambiente onde se estabelecem. Apresentam características próprias de sobrevivência que as tornam mais eficientes que as plantas cultivadas, tais como, grande numero de sementes viáveis produzidas, os mecanismos de dispersão altamente eficientes e a longevidade de suas sementes. São mais eficientes na utilização dos nutrientes disponíveis no solo, e quando crescem em solos adubados seu desenvolvimento é muito mais rápido e vigoroso que as plantas cultivadas. Apesar de todos esses aspectos apresentados como “negativos” para a agricultura, os mesmos, podem ser “positivos” quando se pensa em plantas de uso medicinal. Pois, grande parte das plantas daninhas tem também grande potencial para uso no tratamento de doenças. Algumas espécies são muito conhecidas como o picão- preto (Bidens pilosa) outras são muito estudadas pelos seus efeitos benéficos como o melão-de-são-caetano (Momordica charantia). A característica de invasora dessas espécies de plantas medicinais pode ser útil e deve ser aproveitada como um grande potencial para a produção de produtos fitoterápicos e sua utilização em comunidades mais afastadas de grandes centros urbanos. Outra grande vantagem da utilização destas espécies esta na diminuição da pressão exercida sobre o extrativismo de plantas nativas da região.
  • 132.
    Marcelo Rigotti 130 Família, espécie,nome popular e propriedades medicinais. Amaranthaceae • Alternanthera brasiliana. Terramicina. Analgésica, anti- inflamatória, analgésica, antiviral, relaxante, depressora do SNC. • Alternanthera pungens. Purgativa, estimulante do sistema grastointestinal. • Alternanthera philoxeroides. Antiviral, • Alternanthera repens. Antidiarréica, • Amaranthus hybridus L. Caruru. - Adstringente (Tanaka, 1976). - Problemas intestinais, diarréia, menstruação excessiva (Foster & Duke, 1990). • Amaranthus spinosus. Caruru-de-espinho. - Cataplasma para ossos fraturados (Duke & Ayensu, 1985). - Adstringente, diaforetico, diurético, emoliente, febrífugo e galactogogo (Grieve, 1984). - Diarréia e menstruação excessiva (Bown, 1995). Asteracea • Acanthospermum hispidum, A. australe (DC). Carrapicho-de-carneiro, chifre-de-garrote, cabeça de- garotinho. É uma planta anual frequentemente citada como uma erva daninha, adaptada a uma ampla variação de solos e condições climáticas. É encontrada em culturas cultivadas, nas estradas, em pastagens e em áreas abandonadas. As sementes e folhas contêm ácidos fenólicos que possuem efeito alelopático para outras plantas (Holm et al., 1997). Esta planta se propaga quando adere ao vestuário, à pele, etc, ou como um contaminante de outras culturas. As
  • 133.
    Farmácia Verde 131 sementes flutuame também pode ser carregadas por enxurradas, possuem um tempo de vida relativamente curto, aproximadamente, três anos (Smith, 2002). - Antimalárica contra Plasmodium falciparum (Sanon et al., 2003). - Tratamento da diarréia (Agunu et al., 2005). - Doenças da pele e febre, lepra e blenorragia. Atividade antiviral, inibição da alphaherpesvirus (Summerfield et al., 1997). - Antimalárica (Carvalho et al., 1991). - Atividades antibacterianas e antifúngicas (Hoffman et al., 2004). • Ageratum conyzoides L. Erva-de-são joão, mentrasto, mentraste. Pressão alta, tratamento de má digestão, tosse, analgésica, anti-inflamatória, diarréia, analgésico, tratamento de pressão alta. - Antibacteriana: Staphylococcus aureus, Yersinia enterocolitica, Salmonella gallinarum e Escherichia coli (Okwori et al., 2007). - Proteção do sistema gástrico (Shirwaikar et al., 2003). - Inibe as reações inflamatórias (Magalhães et al., 1998). - Atividade contra Staphylococcus aureus, Aspergillus fumigatus e Candida sp. - Cicatrizante (Oladejo et al., 2003). - Antiinflamatória (Moura et al., 2005). - Anti espasmódica (Margort e Silva et al., 2000). • Baccharis dracunculifolia. Alecrim-do-campo, vassourinha. Problemas hepáticos, disfunções estomacais e como antiinflamatório, para feridas (Freise, 1933), antifebril (Rodrigues & Carvalho, 2001). - Potencial efeito anti-mutagênico (Resende, 2007). - Atividade antiinflamatória do (Menezes, 2005). - Atividade anti leucemia (Fukuda, et al., 2006). - Úlceras gástricas (Lemos et al. 2007). - Atividade anti-cáries (Leitão et al. 2004). - Atividade tripanomicida (Silva Filho et al., 2004).
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    Marcelo Rigotti 132 • Bidenspilosa L. Picão, carrapicho-agulha,picão-branco, picão-da-praia, picão-preto, picão-roxo. - Antibiótico, antiinflamatório, congestão, garganta, infecção de ovários, inflamação nos ovários, medicinal, hepatite, inchaço, ferida, picada de inseto, anemia, hepatite, cicatrizante de umbigo de bebê, depurativo, diabete, icterícia, hemorróida, hepatite, vulnerário, cicatrizante e em gargarejos nas anginas simples e amigdalites, glândulas ingurgitadas, icterícia, lesões de pele, inflamação, problemas de pressão e renais. - Anti alergênica, antihistaminica (Li et al., 2006). - Anti febrifuga (Sundararajan et al., 2006). - Anti úlcera, anti diarréia (Lans, 2007; Atta et al., 2005; Tan et al., 2000). - Anticancerígena (Kviecinski et al., 2008). - Anticancerígena e antileucêmica (Sundararajan et al., 2006; Wu et al., 2004; Chang et al., 2001; Wang et al., 1997; Alvarez et al., 1996; Wat et al., 1979). - Antidiabetica, hipoglicemica (Lans, 2006; Chang et al., 2007; Chiang et al., 2007; Chang et al., 2005; Chang et al., 2004; Alarcon et al., 2002; Ubillas et al., 2000). - Anti-inflamatoria, relaxante muscular e analgesica (Yoshida et al., 2006; Nguelefack et al., 2005; Chang et al., 2005). - Antimalárica (Oliveira et al., 2004; Andrade-Neto et al., 2004; Sarker et al., 2004; Brandao et al., 1997). - Antimicrobiana (Rojas et al., 2006; Khan et al., 2001; Chariandy et al., 1999). - Atividade antiviral contra a infecção do HSV-2 (Chai et al., 2003). - Hipotensiva (Dimo et al., 2003; Dimo et al., 2001; Dimo et al., 1999). - Imunoprotetora e antioxidante (Chang et al., 2005; Chiang et al., 2007; Yang et al., 2006; Abajo et al., 2004; Chang et al., 2004). • Chaptalia nutans (L.) Pol. Língua-de-vaca. Diurética, emenagoga, béquica, tônica, desobstruente, anti-
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    Farmácia Verde 133 herpética, antiblenorrágica,antigripal e sedativa. A decocção das folhas é utilizada como vulnerária. É usada no tratamento de catarro pulmonar, dermatoses e cefalalgia, erupções cutâneas de origem sifilítica, insônia, afecções das vias urinárias, tumores linfáticos e obstipação intestinal. Indicada para dores musculares, golpes e torceduras. As raízes são usadas para combater lombrigas intestinais. As raízes e as folhas são úteis contra úlceras. • Eclipta alba. Erva-botão. Planta comum na medicina Ayurvedica, é reportado seu uso principalmente como imunomoduladora, também é utilizada contra tosse, bronquite e diarreia. Utilizada como protetora do fígado e contra venenos de jararaca e cascavel. • Elephantopus mollis Kunth. Fumo-bravo. As raízes em decocção são utilizadas como tonica, diuretica, febrífuga, emenagoga e antiseptica. São utilizadas ainda para tratar herpes, cálculos renais. As folhas são emlientes, resolutivas, sudorificas, anti-sifilitica e anti- reumática. Externamente as folhas são utilizadas como cicatrizante em ulceras e feridas. • Emilia sonchifolia (L.) DC. Falsa-serralha, serralhinha, serralha-vermelha, herbácea. - O chá feito das folhas é utilizado no tratamento da disenteria (Duke & Ayensu, 1985). - O sumo das folhas é utilizado no tratamento de inflamações oculares, cegueira noturna, cortes e feridas e ferida orelhas (Chopra et al., 1986). - A planta é adstringente, depurativa, diurética, expectorante, febrifuga e sudorifica, o sumo da raiz é utilizado no tratamento da diarréia, as flores são mastigadas e mantidas na boca por cerca de 10 minutos para proteger a decadência dos dentes (Manandhar, 2002). - Atividades antioxidante e anti-inflamatorias (Shylesh &
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    Marcelo Rigotti 134 Padikkala, 1999).- Atividade anti tumoral (Shylesh & Padikkala, 2000). - Propriedade anti-inflamatoria (Muko & Ohiri, 2000). • Galinsoga parviflora Cav. Botão-de-ouro. As folhas em infusão são utilizadas para problemas no sistema respiratório. Possui propriedades vulneraria, antiescorbútica e digestiva. • Porophyllum ruderale. Picão, picão-branco. - Anti- inflamatória (Souza et al., 2003). - Leishmanicida (Leishmania amazonensis) (Jorge et al., 1999). • Sonchus oleraceus L. serralha herbácea. - A planta é emenagoga e hepática, uma perfusão é usada para levar a uma menstruação tardia e para tratar a diarréia, o látex é usado como uma cura para o vicio do ópio (Moerman, 1998). - O látex na seiva é usado no tratamento de verrugas, possui atividade anticancerígenas, (Duke & Ayensu, 1985). - As folhas são aplicadas como um cataplasma para inchaços inflamatórios (Grieve, 1984). - A infusão das folhas e raízes é febrifuga e tônica (Chopra et al., 1986). • Wedelia paludosa (Acmella brasiliensis). Mal-me-quer, arnica-do-mato. Machucado. - Antinociceptivo (Block et al., 1998a). - Analgésica, antimicrobiana e antidiabética, tripanosomicida, relaxante muscular (Bürger et al., 2005). - Hepatoprotetiva (Meotti et al., 2006). - Antifúngica (Sartori et al., 2003). - Hipoglicemiante (Novaes et al., 2001). • Vernonia polyanthes. Assa-peixe. Febre de dentição. - Antiulcerogênica (Barbastefano et al., 2007). - Analgésica, antimutagênica (Benfatti et al., 2002). - Leishmanicida (Leishmania amazonensis) (Braga et al., 2007).
  • 137.
    Farmácia Verde 135 Bignoniaceae • Pyrostegiavenusta. Cipó-de-são-joão. Usada popularmente contra disenterias e diarréias (folhas maceradas em água fria), as folhas são tônicas. Brassicaceae/Cruciferaceae • Coronopus didymus. Mastruço. Estimulante da digestão, vermífuga, expectorante, anti-hemorróidas, usada no tratamento de febres intermitentes e palustres, é estomáquica e estimulante das glândulas salivares, vesicatória dérmica, anti-hidrópica, diurética, excitante, peitoral e antiescorbútica. É indicada par afecções respiratórias, dores musculares, bronquite, afecções renais e do estômago, raquitismo, contusões, hipertrofia do coração e ciática. • Lepidium ruderale. Mastruço-bravo. Antisséptica, depurativa, estomáquica e diurética. É indicada contra impigem, bronquite, tosse, afecções das vias respiratórias, fraqueza pulmonar, laringite, escrófula, escorbuto, dermatose, engorgitamento ganglionar e sífilis. Boraginaceae • Heliotropium indicum. Borragem brava. Antitumoral contra carcinoma de Ehrlich, cicatrizante. Planta altamente tóxica.
  • 138.
    Marcelo Rigotti 136 Cactaceae • Cereusjamacaru. Mandacaru. O caule da planta é utilizado para tratar problemas no pulmão, tosse, bronquite, ulcera e febrifugo. Externamente é utilizada contra ulceras e infecções de pele. Caesalpinaceae • Cassia occidentalis. Fedegoso subarbustiva. Folhas tem atividade antiinflamatória, hepatoprotetora, hipotensiva, vasoconstritora, inibidora da hemólise, estimulante uterino, antiviral contra hepatite B. As sementes são tóxicas. Chenopodiaceae • Chenopodium ambrosioides L. Sin. Chenopodium L. var anthelminthicum A. Gray. Mastruz, erva-de-santa- maria, mastruço. Vermes e gripe, tosse, tratamento de dor de urina e dor de bexiga, vermes, calmante, lombriga, dor de barriga, vermífugo, antibiótico, inflamação de dente, cicatrizante, machucadura, vermífuga, antibiótico, expectorante, machucado, vermífugo, estômago, baque, tuberculose pneumonia, carminativa, diaforética, emenagoga, tônica, vermífuga, inseticida e empregada nos casos de bronquite e amenorréia, segundo Martius (citado em D'Ávila) auxilia também na expulsão do feto morto. - Antihelmintica (Cavalli et al., 2004). - Antimicótica (Trychophyton mentagrophytes e Microsporum audouinii), tripanossomicida (Kishore et al., 1996). - Leishmanicida (Leishmania amazonensis) (Monzote et
  • 139.
    Farmácia Verde 137 al., 2006).- Pode causar dano genético, possivelmente pelo seu efeito genotóxico (Gadano et al.,2002). - Vermífuga (MacDonald et al., 2004). Curcubitaceae • Mormodica charantia L. melão-de-são-caetano herbácea/ trepadeira. - Tratamento de feridas, eliminação de parasitas, emenagogo, antiviral, sarampo e a hepatite. Na medicina popular turca, os frutos maduros são usados externamente para cicatrização rápida das feridas e internamente para o tratamento de ulceras pépticas (Grover, 2004). - Antibiótico, antimutagênico, antioxidante, antileucêmico, antiviral, anti-diabético, antitumor, aperitivo, afrodisíaco, adstringente, carminativo, citotoxico, depurativo, hipotensivo, hipoglicêmico, imuno-modulador, inseticida, lactagogo, laxativo, purgativo, refrigerante, estomáquico, tônico, vermífugo (Assubaie, 2004). - Hipoglicêmica, anti-tumoral, abortifaciente (Ahmed, 1998). Cyperaceae • Cyperus rotundus. Tiririca. As raízes e rizomas da planta possuem propriedades: alterativa, analgesica, antibacteriana, anti-inflamatoria, antimalarial, antimicrobiana, anti-piretica, adstringente, carminativa, demulcente, diaforetica, diuretica, emenagoga, emoliente, febrifuga, hipoglicemica, hipotensiva, imunoestimulante, estimulante, estomaquica, tonica e vermífuga.
  • 140.
    Marcelo Rigotti 138 Euphorbiaceae • Phyllanthusniruri. Quebra-pedras. Analgesico, redução de cálculos renais, contra hepatite do tipo B, imunoprotetor, anti-hepatotoxica, diurética, hipotensiva e hipoglicemiante. • Phyllanthus tenellus. Quebra-pedras. Analgesico, diurético, analgésico. Fabaceae • Desmodium canum. Carrapichinho. Hepatite do tipo B, antimicrobiana. • Desmodium adscendens. Carrapichinho. Usada contra asma. Laminaceae • Hyptis mutabilis. Cheirosa. Antiulcerogenica, citoprotetora do miocardio, analgésica. • Hyptis pectinata. Hortelã gigante. Analgésica, antiedemalogênico. • Hyptis suaveolens. Bamburral. Antiparacoccidiose, analgésica, antiedemalogênico, antibacteriano, antifungico. • Leonurus sibiricus. Rubim. É anti-desentérica, expectorante, cicatrizante, emenagogo, eupéptico, diurético e vermífugo. Usada em forma de chá para lavar "feridas brabas", e emplastos socados das folhas cruas para cicatrização. Auxilia no tratamento de distúrbios cardíacos.
  • 141.
    Farmácia Verde 139 • Leonotisnepetaefolia. Cordão-de-são-francisco. Broncodilatadora, anti-hipertensiva, espasmolitica, relaxamento uterino, anticonvulsivante. • Leucas martinicensis. Falsa-menta. Usada popularmente para problemas digestivos e dores do estomago, garganta inflamada, gripe e tosse, externamente contra dores musculares e reumatismo. Tônica, antiespasmodica, nevralgias, antireumatico. Malvaceae • Sida rhombifolia L. Guanxuma. Antibiótica, prevenção contra caries. Mimosoideae • Mimosa pudica. Sensitiva. Antibiótica, antimicrobiana, anti-neurastênica, antiespasmódica, diurética e sedativa. As sementes e outras partes da planta contem mimonsina, um amino acido conhecido por causar queda de cabelo e depressão sobre o crescimento em mamíferos (Arora 1983). Entretanto uma dose alta, ainda desconhecida, é necessária para causar estes problemas. Extratos da planta tem demonstrado moderado efeito diurético, depressão duodenal, contrações similares a atropina sulfona, promove regeneração dos nervos e redução da menorragia (Modern-natural 2001). Atividade antidepressiva tem sido demonstrada em humanos (Martínez et al., 1996). O extrato das raízes tem sido reportados com um poderoso emético (Guzmán 1975)." Nictaginaceae
  • 142.
    Marcelo Rigotti 140 • Boerhaviadiffusa, Erva-tostão, amarra-pinto. - As raízes são diuréticas, emética, expectorante, laxante e estomaquica, usados no tratamento da asma, edema, anemia, icterícia, inflamações do aparelho urinario (Chopra et al., 1986). - Anti-diabetica (Amarnath & Pari, 2003). Scrophulariacea • Scoparia dulcis. Vassourinha. Analgésica, antiinflamatória, anti-herpetica, antifúngica, hipertensiva, expectorante, depressora do SNC, sedativa, diurética, antitumoral, antimalarial, citotóxica. Solanaceae • Solanum americanum Mill maria-preta, erva-moura. herbácea. - Protozoários, bactericida e fungicida, tripanomicida (Cáceres et al., 1998). - Ativa contra Epidermophyton floccosum, e Cryptococcus neoformans (Cáceres et al., 1991; Muñoz et al., 2000). Seus frutos verdes são tóxicos. • Physalis angulata. Camapu. Hipotensora, anticolinérgica, moluscida, tripanossomicida, antibacteriana, imunomoduladora, antiviral, antiespasmodica, anticoagulante, antiasmática. Plantaginaceae • Plantago major L. Transage, tansagem, transagem, tanchagem, tansagem-da-horta, tranchagem.
  • 143.
    Farmácia Verde 141 Antiinflamatório, azia,expectorante, garganta, gastrite, gripe, queimação no estômago, tosse, tosse seca, afta, inflamação de dente, gengiva e garganta, medicinal, tratamento de dor de urina e dor de bexiga, controlar pressão, inflamação e problemas de garganta. - Antinociceptivo (Atta & El-Sooud, 2004). - Pedras renais (Aziz et al., 2005). - Doenças da pele, eczema (Duckett, 1980; Aliev, 1950). - Bronquite crônica (Koichev, 1983; Matev et al., 1982). - Anti- inflamatórios (Vigo et al., 2005; Herold et al., 2004). - Diminui níveis de óxido nítrico (Vigo et al., 2005). - Anti-câncer (Galvez et al., 2003). - Anti-viral (Chiang et al., 2002; Gomez-Flores et al., 2001). - Não tem efeitos diurético (Doan et al., 1992). Poaceae • Coix lacryma-jobi L. Lágrima-de-nossa-senhora. Possui efeito antitérmico, antiespasmódico sobre o músculo estriado, é sedativo, é analgésico e antiinflamatório, possui atividade hipoglicemiante, é broncodilatador, diurético, anti-reumático em artrites e em edemas inflamatórios. • Eleusine indica Gaertn. Capim-pé-de-galinha. Pedra nos rins e bexiga e urina presa. • Imperata brasiliensis Trin. Capim-sapé. A folha ou raiz na forma de infusão e decocto é usada para nascer dente forte, coceira e diarréia. • Melinis minutiflora Beauv. Capim-gordura. Planta usada popularmente para tratar osteoporose. • Rynchelytrum repens. Capim-favorito. Planta pesquisada para o combate a diabetes, possui
  • 144.
    Marcelo Rigotti 142 betaglucano eo arabinoxilano, moléculas isoladas pelos cientistas, são formas mais complexas de açúcar. Portulacaceae • Portulaca oleraceae. Beldroega. Atividade relaxante múscular, hipoglicemiante, analgésica. • Talinum paniculatum Jacq. Gaertn. Beldroega grande. As folhas são mucilaginosas, emolientes e vulnerarias. Usadas como cicatrizante, inflamações e afecções de pele, internamente é usada para tratar disenteria, diurética, infeccções intestinais, fadiga, cansaço físico e mental. • Talinum triangulare (Jacq.) Willd. Beldroega. As folhas são mucilaginosas, emolientes e vulnerária. Usada para amolecer calos, favorecer a regressão e cicatrização de feridas. Phytolacaceae • Petiveria alliaceae. Guiné. Raizes anticonvulsivante, depressora do SNC, analgésica, atividade tópica e oral antiinflamatória, hipoglicemiante. Folhas apresentaram inseticida, acaricida, vermífugo, moluscida antiviral, gastroprotetora e antitumoral. Em doses altas (90 g) é toxica para uma pessoa de 70kg. Verbenaceae • Lippia alba.(Mill.) N. E. Br. Erva cidreira brasileira. As folhas da planta são usadas calmante, digestiva e contra
  • 145.
    Farmácia Verde 143 cólicas. Utilizadapara tratar dor de barriga, má digestão, diarréia, para nascer dente, calmante, cólica intestinal, tosse, insônia, falta de ar, dor de estômago, dor de cabeça, tratamento de pressão alta, flatulência, dores em geral, mal-estar, gripe e infecções. • Lippia gracilis Schauer. Alecrim-da-chapada. Possui atividade antimicrobiana, é usada para limpeza íntima. Possui ação para tratar acne, sarna, pano-brnaco, impingens, caspa e mau cheiro nos pés, axilas e virilhas. • Lippia microphylla Cham. Alecrim-da-chapada. As folhas são usadas no tratamento de gripe, bronquite e sinusite. • Lippia sidoides Cham. Alecrim-pimenta. Usada contra rinite alérgica, infecções na garganta, cáries, mau cheiro nas axilas e nos pés, aftas e corrimento vaginal. • Stachytarpheta cayennensis (Rich.) Vahl.: Gervão. Cicatrizante, béquico, diurético, vermífugo, digestivo, combate úlcera péptica, afecções hepáticas e biliares, parasitas intestinais, febres, bronquite crônica e dores de origem reumática.
  • 146.
    Marcelo Rigotti 144 Plantas medicinais condimentarese aromáticas A ABACATEIRO Persea americana Mill (LAURACEAE): É diurético, anti-anêmico, digestivo, colagogo e anti-helmíntico. É utilizado, também, para eliminar a caspa, detém a progressão da calvície, fortalecendo e suavizando o cabelo. Hepatite, Infecção renal, Infecções da Bexiga, Cefaléia, Diurético, combate o reumatismo, o colesterol, a diarréia, abcessos e o ácido úrico. ABACAXI Ananas comosus (L.) Merril (BROMELIACEAE): O fruto é delicioso, estomáquico, carminativo, contra azia e litíase, solvente do catarro mucoso das vias respiratórias e antiinflamatório. O suco em jejum é indicado contra a neurastenia. 6
  • 147.
    Farmácia Verde 145 ABETO Abetoalba Abies alba Miller /Sin.: Abies pectinata (Lank.) DC. (PINACEAE) miller.: Revulsiva, balsâmicas, expectorantes, analgésica e antissépticas, especialmente das vias respiratórias. Inalação ou ingestão de doses excessivas de terenbintina pode produzir irritação do sistema nervoso, sobretudo em crianças. ABIU Pouteria ramiflora (Mart.) Radlk. (SAPOTACEAE): Os frutos, ao natural, agem contra afecções pulmonares. A casca da planta é antidisentérica e baixa a febre. O azeite extraído das sementes abranda inflamações na pele. ABRICÓ-DO-PARÁ Couroupita guianensis Aubl. (LECYTHIDACEAE): As sementes são indicadas contra vermes intestinais. ABÓBORA Cucurbita pepo L. (CUCURBITACEAE): Adstringente, laxante, diurética, alcalinizante. A decocção da polpa é indicada nos casos de diarréia e gases; o sumo da polpa para prisão de ventre. O cataplasma das folhas são indicadas em casos de queimaduras, inflamações e dores de ouvido. É um excelente vermífugo, principalmente para crianças. É tônico para o cérebro, fígado, rins e intestinos. Folhas e flores podem ser friccionadas na pele para combater a erispela. Um preparado ajuda a combater a bronquite. A polpa, crua ou cozida, serve para preparar cataplasmas antiinflamatórios. ABRÓTANO Artemisia abrotanum (ASTERACEAE): estimulante, tônica, anti-helmíntica e carminativa, é recomendado em casos de enfermidades nervosas, indicada para estomatites, como loção capilar e para menstruação difícil e dolorosa.
  • 148.
    Marcelo Rigotti 146 ACARIÇOBA Hidrocotylebonariensis L. (UMBELLIFERARE): anti- reumática, emética, diurética, desobstruente do fígado e dos rins, purgativa, aperiente, anti-hidrópica. O suco da planta combate sardas e manchas dérmicas, erisipelas, escrófulas, sífilis e afecções tuberculosas. Toxicologia: não deve ser usada por gestantes, as folhas em altas doses são tóxicas. ACELGA Beta vulgaris var. cicla (CHENOPODIACEAE): Laxante, emoliente, tônico estomacal, expectorante, anti-reumática, estimulante das funções cerebrais. São usadas contra cálculos da vesícula e suas folhas como cataplasma em furúnculos e feridas, as folhas em cataplasma apressam cicatrização de feridas. Quando misturada em partes iguais com o suco do agrião, combate os cálculos biliares. O suco é diurético, adstringente e vermífugo, usados também nas dermatites e para combater a má digestão. Fricção diária das folhas evita queda de cabelo. O suco das folhas é usado nos casos de nefrite, gota, reumatismo, febres debilidade geral, icterícia. As folhas amassadas e misturadas com sal e vinagre combatem a sarna. ACEROLA Malpighia glabra DC. (MALPIGHIACEAE): Também chamada de cereja-das-antilhas, os frutos, frescos, agem contra disenteria, sobre o teor de ácido ascórbico (vitamina C) em cada frutinha da árvore da acerola excede 1000 mg ou 1g (um grama),valor este equivalente a quaisquer efervescentes vendidos no mercado mundial no padrão efervescente 1g (um grama). AÇAFRÃO Crocus sativus L. (IRIDACEAE): é usado como um preventivo para doença de coração, e previne a formação de colesterol. Também é usado para acalmar as membranas do estômago e cólon. Não deve ser tomado em doses grandes, nem deve ser tomado por mulheres grávidas, pois é planta venenosa e
  • 149.
    Farmácia Verde 147 sempre deveser tomado sob consulta. Sedativo e antiespasmódico, estimulante difusivo, emenagogo, antiespasmódico. AGAVE Agave americana L. (AGAVACEAE): É depurativa e estomáquica, o suco é empregado em feridas e inchaços das pernas, na forma de pó é usada contra doenças do fígado e rins, icterícia e anemia. As folhas em decocção são utilizadas para doenças dos olhos em geral. As flores em infusão combatem a sífilis e lepra. AGONIADA Plumeria lancifolia Muller Arg. (APOCYNACEAE): Febrífuga, balsâmica. Combate cólicas menstruais, febre, asma brônquica e ansiedade. A sua casca é utilizada contra asma e sífilis. Toxicologia: Em doses elevadas pode causar até a morte por ser venenoso. AGRIÃO Nasturtium officinalis (CRUCUFERAE): Estimulante, depurativo, tonificante, vermífugo, cicatrizante e balsâmico. Combate o escorbuto, cálculos renais, gota, artrite, reumatismo e gases intestinais. O chá das folhas é diurético e indicado como emplasto no pescoço, junto com a argila, para curar a glândula tireóide. Toxicologia: Quando usado em excesso provoca irritação no estômago e vias urinárias. AGUAPÉ Eichornia cassipes (Martius) Solms-Laubach. (PONTEDERIACEAE): é sedante e anafrodisíaca; combate a hepatite e é refrescante, a mucilagem é usada contra furúnculos e abcessos e a infusão das flores é febrífuga e diurética. AIPO Apium graveolens L. (APIACEAE - UMBELLIFERAE): uso no tratamento para reumatismo, artrite e gota, as sementes são também utilizadas como um anti-séptico urinário. É bom para a limpeza do intestino, é diurético, e as sementes são utilizadas
  • 150.
    Marcelo Rigotti 148 especificamente paraproblemas de artrite. As sementes também têm uma reputação como um carminativo e como um tranqüilizante de efeito moderado. Os talos são menos significantes medicinalmente. Anti-reumático, antiespasmódico, diurético, anti-séptico das vias urinárias. ALCACHOFRA Cynara scolymus L. (ASTERACEAE): Em forma de decocção, 80g/litro de água pode ser usado contra cálculos biliares, 20g/l de água fervido durante 5 min é ótimo como diurético. Estimula as funções hepáticas e da vesícula biliar, abaixa o nível de colesterol, é laxante e auxilia nos regimes de emagrecimento. Tenra e crua faz bem nos casos de anemia debilidade geral e raquitismo. É também um antidiarréico eficaz. ALFACE Lactuca sativa. (COMPOSITAE): Laxante, eupéptica, mineralizante, desintoxicante, diurético, anti-ácido, anti-reumático e sonífero. É utilizada como calmante e como base para produtos de beleza (rejuvenescedores). É útil também contra a insônia, excitação nervosa, palpitações, reumatismo, hipocondria e conjuntivites. O suco dos talos e folhas frescos é bom para os nervos. Cataplasmas quentes funcionam contra inchaços e inflamações. O chá ajuda curar azias, dores intestinais, tosse e bronquite. ALFACE D’AGUA Pistia stratiotes L. (ARACEAE): diurética, antiartrítica, anti-herpética, anti-diabética, emoliente, anti- hemorróidas, antiasmática, anti-disentérica, expectorante e desinflamatória de erisipela. Ë usada contra diabetes insípida, urinas sanguineas, tumores de erisipela, hérnias infantis, enfermidades da bexiga e rins. ALFAFA Medicago sativa. (LEGUMINOSAE): Analgésico, diurético (frutos) e antiespasmódico. É uma das plantas mais
  • 151.
    Farmácia Verde 149 usadas pelaindústria para a obtenção da vitamina K e clorofila. É indicada nos casos de anemia e deficiência em vitamina K e cálcio. Nesses casos, usa-se o chá e o suco das folhas.Toxicologia: Quando consumida fresca causa distúrbios tais como inchações e inflamações internas. ALFAVACA ANISADA Ocimum basilicum var. anisatum. (LABIATAE): aromática, estimulante, sudorífica, diurética, antiespasmódica, carminativa e béquica; utilizada no tratamento de vertigens, desmaios e enxaquecas nervosas. ALHO Allium sativum. (LILIACEAE): O alho é uma erva medicinal poderosa para o tratamento em uma infinidade de problemas de saúde. É uma das mais efetivas plantas com poder antibiótica, agem em bactérias, vírus e parasitas. Também ataca muitas infecções, incluindo aquelas do nariz, garganta e tórax. Alho é também conhecido por reduzir colesterol, ajuda desordens do sistema circulatório, tal como pressão alta, e abaixa níveis de açúcar no sangue, é muito útil em casos de diabetes. Antibiótico, expectorante, diaforético, hipotensivo, antiespasmódico, expele vermes. ALECRIM Rosmarinus officinalis. (LAMIACEAE): Foi usado desde a antigüidade para melhorar e fortalecer a memória. Alecrim aumenta a circulação, reduz dores de cabeça, antibacteriana e anti- fúngica. Alecrim melhora a absorção de alimentos estimulando a digestão, o fígado e a área intestinal. Também é usado em gargarejos como anti-séptico para gargantas doloridas e úlceras bucais. Alecrim tem uma reputação como tônico. Tônico, estimulante, adstringente, anti-inflamatório, carminativo. ALGODOEIRO Gossypium herbaceum. (MALVACEAE): Emoliente, emenagogo e anti-inflamatório. Combate o catarro
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    Marcelo Rigotti 150 brônquico, disenteria,provoca e ajuda a menstruação e reduz o colesterol. Protege a pele e desinflama os brônquios. ALTÉIA Althaea officinalis L. (MALVACEAE): Emoliente, calmante, anti-inflamatória, laxante e expectorante. Suas folhas e raízes fornecem um chá emoliente e calmante, muito útil em casos de inflamação. Pode-se fazer emplastos com as folhas e raízes para debelar inflamações de pele. AMEIXA Prunus domestica (ROSACEAE): Os frutos maduros, frescos ou secos, assim como as folhas novas, são laxativas. O licor é digestivo. A infusão dos frutos secos ao forno e adoçados com mel combate o resfriado e a tosse. A cataplasma de folhas secas e uma pequena porção de fuligem, aplicadas sobre o ventre das crianças, ajudam a expelir vermes. AMORA-DO-MATO Rubus rosaefolius Smith (ROSACEAE) – Os frutos frescos e crus agem contra anemia, falta de apetite e úlceras no estômago. AMORA NEGRA Morus alba L. (MORACEAEA) – A casca da raiz age como vermífugo e purgante. Gargarejos com xarope do fruto são indicados nas inflamações da garganta e da boca, O fruto também é antidiarréico. AMOR-PERFEITO Viola tricolor. (VIOLACEAE): Diurética, cicatrizante, anti-inflamatória, depurativa, laxante, febrífugo, fluidificante do sangue. Usa-se como cosmético, contra o ressecamento, rugas e estrias. É empregada também em todos os casos de eczemas. ANGELICA Angelica archangelica L. (APIACEAE): Angélica tem sido utilizada para reduzir espasmos musculares, asma e bronquite.
  • 153.
    Farmácia Verde 151 Também temsido utilizado com muita eficiência para inflamações reumáticas, para regular fluxo menstrual e como um estimulante do apetite. Os talos são adoçados para uso culinário. Antiespasmódico promove fluxo menstrual. ANIL Indigofera suffruticosa Mill. (PAPILIONACEAE): é utilizada em tratamento das infecções urinárias, cólicas, intoxicações exógenas, hepatite, afecções do sistema nervoso e uretrite blenorrágica. A raiz é usada para epilepsia e icterícia. É reputada como antídoto do mercúrio e do arsênio. ANIS Pimpinella anisum L. (APIACEAE): Desde a antigüidade ela tem sido utilizada como um tempero saboreado em receitas e como diurética, para tratar problemas digestivos e para aliviar dor de dente. Sementes do anis são conhecidas pela sua capacidade de reduzir flatulência e cólica, e para melhorar a digestão. Eles são comumente dados aos bebês e crianças para aliviar a cólica, e para pessoas de todas as idades que sentem náuseas com facilidade e sofrem de indigestão. Também é usada como um expectorante e possui ação antiespasmódica e é prestativa em dores que persistem em longos períodos, asma, chiados, tosse e bronquite. A ação moderada sobre os hormônios que produzem leite, das sementes podem explicar sua capacidade para aumentar a produção de leite e sua reputação ao aliviar dores do parto e tratamento contra impotência e frigidez. O óleo essencial do anis é utilizado externamente para tratar piolhos e sarna. Reduz cólica e flatulência, promove digestão e é antiespasmódico. ANIS-ESTRELADO Ilicium verum Hook. f. (MAGNOLIACEAE): É eupéptico e carminativo (elimina os gases intestinais), digestões difíceis, fermentação intestinal e flatulência.
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    Marcelo Rigotti 152 AROEIRA Schinusmolle L. (ANACARDIACEAE): Estimulante e diurética. Depurativa e febrífuga (casca), é anti-inflamatória, combate alergias, bronquite e reumatismo. Sua casca é usada contra feridas, tumores e inflamações em geral. Toxicologia: É espécie altamente tóxica, podendo seu óleo produzir edema e eritrema em contato com a pele. ASPARGO Asparagus officinalis L. (LILIACEAE): Pode ser usado na forma de decocção contra problemas do coração e é diurético, usando-se 50g de raiz para 1 litro de água, sem açúcar e entre as refeições. Contra a obesidade pode ser fervida 50 g de raiz em 3/4 de água e bebida durante o dia. ASSA-PEIXE Vernonia polyanthes Less. (ASTERACEAE): Possui ação analgésica, anti-hemorrágica, expectorante, é eficiente contra gripes, resfriados, bronquites e tosses. Deve ser tomada na forma de infusão. ARAÇA Psidium cattleianum Sabine (MYRTACEAE): As folhas são anti-hemorrágicas e antidisentéricas. ARATICUM DO CERRADO Annoma crassiflora (ANONACEAE): As sementes raladas, em infusão ou decocção, antireumática, antiinflamatória, adstringente e antiespamódica, diarréia e ferimentos. ARNICA Arnica montana L. (ASTERACEAE): O uso de extratos de arnica e ungüento reduz inflamação e dor de contusões, torções, tendões, deslocações e áreas inchadas. Arnica melhora a circulação do sangue e acelera o restabelecimento. É anti- inflamatório e aumenta a reconstituição de sangramento interno. O uso interno de arnica é restringido a dosagens homeopáticas
  • 155.
    Farmácia Verde 153 pois épotencialmente tóxico. Anti-inflamatório, germicida, inflamação muscular e dores musculares. ARNICA BRASILEIRA Solidago microglossa DC. (COMPOSITAE): amarga, vulnerária, estomáquica, antiespasmódica, anti- hemorrágica, anti-reumática, béquica e odontálgica. É usada em contusões, traumatismos, feridas, varizes, frieiras, pruridos, paralisia e fraqueza das articulações. ARNICA DO CAMPO Porophylum ruderale. (Jacq.) Cass. (ASTERACEAE): antiinflamatória, cicatrizante, antibacteriana, antiartrítica, antimicótica, antidiabética, diaforética, emenagoga e calmante. É usada para tratamento de corrimentos, afecções do fígado, hepatite, inflamações da garganta, amigdalite e má digestão. ARNICA DO MATO Wedelia paludosa DC. (ASTERACEAE): anti-reumática, antiinflamatória, febrífuga, antidisúrica, antinevrálgica e antianemica. Indicada para traumatismos, golpes, ferimentos, machucaduras, coqueluche, trombose e hematomas, também é tripanossomicida, antioceptiva e antiálgica. ARRUDA Ruta graveolens L. (RUTACEAE): É utilizada para estimular a hemorragia menstrual, induzir aborto e fortalecer a vista. O rutin contido na planta ajuda fortalecer vasos sangüíneos frágeis e alivia veias varicosas. Antiespasmódica, especialmente no sistema digestivo onde alivia a tensão do intestino. É usado contra histeria, epilepsia, vertigem, cólica, lombrigas intestinais, envenenamento e problemas nos olhos. O uso como uma infusão como um colírio traz alívio rápido a olhos cansados, e supostamente melhora a vista. antiespasmódico, aumenta a circulação periférica do sangue , alivia tensão nos olhos.
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    Marcelo Rigotti 154 ARTEMÍSIA Artemísiavulgaris L. (ASTERACEAE): Emenagoga, aperitiva, colagoga, vermífuga, analgésica, antiespasmódica e anti- convulsivante. É muito conhecida e usada nos problemas menstruais, em casos de dispepsia, astenia, epilepsia. Toxicologia: Não recomendável a lactantes e gestantes. Não ultrapassar as doses indicadas. ARTEMÍSIA ROMANA Tanacetum parthenium L. Schulz-Bip. (ASTERACEAE): estomáquica, antileucorréica, emenagoga, antiespasmodica e febrífuga. Atua contra cefalalgia, enxaqueca, pertubações gástricas, insônia, males do coração e dos nervos. Toxicologia: pode causar o aborto. AVELÃ Corylus avellana L. (BETULACEAE): Tanto as folhas secas quanto o óleo são usados nas inflamações do intestino e detergente nas feridas. AVELOZ Euphorbia tirucalli L. (EUPHORBIACEAE): usa-se o látex que é cáustico, é resolutivo no tratamento de carcinomas e epiteliomas benignos, purgativo, antiescorpiônico e ofídico (interno), anti-reumático, rubefaciente, cauterizante de verrugas, antiasmático, antiespasmódico, antibiótico, anibacteriano, antivirótico, fungicida, expectorante, expectorante e antisifilítico.Toxicologia: deve-se usar com cuidado, para uso interno toma-se até 3 gotas por dia, distribuídas em três copos d’água. Doses tóxicas coagulam o sangue, o látex é cáustico e irritante para a pele, destrói as córneas dos olhos e provoca hemorragia . AVEIA Avena sativa L. (POACEAE): Aveia é um alimento indicado para quem está se recuperando de uma doença. Também provê fibra necessária na dieta. Podem combater acne como
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    Farmácia Verde 155 pomada, eminfusão trata do ácido úrico, em decocção é diurético e ajuda o intestino. AVENCA Adiantum capillus-veneris L. (PTERIDACEAE): peitoral, antiasmática, expectorante, béquica, emenagoga, aperiente, digestiva, emoliente, sudorífica, estimulante, antidiarréica, antidisentérica e antiinflamatória. Indicado contra infecções catarrais, bronquite, caspa, queda de cabelo, reouquidão, dores reumáticas, ressecamento da garganta dismenorréia, debilidade das parturientes, verrugas, laringite, distúrbios do ovário e da bexiga. AZEDINHA DA HORTA Rumex acetosa L. (POLYGONACEAE): laxante, antiescorbútica, diurética, catamenial, antiasmática, antinevrálgica, febrífuga e acídula. É indicada para icterícia, afecções do fígado, afta e inflamações da vesícula biliar. Toxicologia: os pacientes com artrite, gota, litíase e reumatismo não devem ingerir a planta. Não deve ser preparada ou servida em recipientes de cobre. B BABOSA Aloe vera , A. barbadensis. (LILIACEAE): O gel encontrado no interior da folha da planta e a parte cristalina encontrada na lâmina da folha, que contem aloína, são utilizadas para propósitos cosméticos e medicinais. O gel claro é notavelmente efetivo contra feridas e queimaduras, acelerando o valor de restabelecimento e reduzindo o risco de infeção. A parte gelatinosa da folha que contem aloína é um laxativo forte, útil para constipações. Babosa é apresentada em fórmulas de muitos cosméticos porque o seu emoliente tem a propriedade de prevenir cicatrizes. Cura feridas, é emoliente e laxativo.
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    Marcelo Rigotti 156 BACURI Scheeleaphalerata (Mart. Ex Spreng.) Burret - PALMAE (ARECACEAE) – O óleo da amêndoa é útil no tratamento de eczemas, herpes e outras doenças da pele. BÁLSAMO ALEMÃO Kalanchoe tubiflora R. Hamet. (CRASSULACEAE): Cicatrizante e balsamica. BÁLSAMO AMENDOIM Pterogyne nitens Tull. (FABACEAE – CAESALPINIOIDEAE): árvore, possui ação cicatrizante, a casca é amarga e contém tanino. BÁLSAMO BRANCO Sedum dendroideum Moc. & Sessé ex DC. (CRASSULACEAE): Emoliente, cicatrizante e vulnerária. Usada para contusões, torções, machucaduras, feridas gangrenosas, úlceras, epilepsia, inflamações gastrintestinais e da pele e nas cefaléias. Toxicologia: o suco da planta tem um ingrediente acre tóxico. BASILICÃO Ocimum sanctum, O.basilicum. (LABIATAE): reduz níveis de açúcar do sangue. Também previne úlceras do estômago e outros estresses relacionados a condições de hipertensão, colites e asma. Basilicão é também utilizado para tratar calafrios e reduzir a febre, congestão e dores associadas. Possui propriedade bactericida e ação fungicida, folhas do basilcão são utilizadas em coceiras da pele, mordida de inseto e afecções de pele. Abaixa níveis de açúcar no sangue, antiespasmódico, analgésico, abaixa pressão sangüínea, reduz febre, fungicida, anti-inflamatório. BARBATIMÃO Stryphnodendron barbatiman: (LEGUMINOSAE- MIMOSACEAE) Rica em tanino. Usa-se externamente reduzindo a pó e aplicado sobre úlceras, impingens e hérnias (20 gramas cozidas em meio litro da água, em banhos e lavagens).
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    Farmácia Verde 157 Internamente comotônico, cozinhando a casca para combater hemorragias uterinas, catarro vaginal e diarreias. BARDANA Arctium lapa L. (ASTERACEAE): Na forma de cataplasma contra a artrite, em decocção e depois a raíz amassada é friccionada no couro cabeludo é ótimo contra queda de cabelos, cozidas com um pouco de leite combate hemorróidas, é diurética, depurativa, em forma de cataplasma cura furúnculos e úlceras. BARU Dypterix alata (LEGUMINOSEA – PAPILIONOIDEAE - FABACEAE ): o óleo é aromatizante e anti-reumático. BAUNILHA Vanilla planifolia Andr. (ORCHIDACEAE): estimulante, afrodisíaca e emenagoga. Em homeopatia, sozinha ou em mistura com outras ervas, é empregada nas afecções nervosas e uterinas, convulsões e hipocondria. Recomendada ainda na melancolia histérica, no reumatismo crônico e nas febres adinâmicas. É utilizada também em farmacopéia, visando a amenizar o sabor desagradável de alguns alimentos. BELDROEGA Portulaca oleracea. (PORTULACACEAE): É utilizada como diurética, colocando-se em infusão por 15 min um pouco de folhas de beldroega, depois deve ser filtrado e adoçado e tomado duas vezes ao dia. Elimina toxinas nos intestinos e na pele, age contra diarréia, hemorróida, é usada interna e externamente para curar abcessos, úlceras úmidas e erisipela. BELLADONA Atropa belladonna L. (SOLANACEAE): é conhecida pelos seus efeitos venenosos (belladonna aumenta as batidas do coração e pode conduzir a morte). Belladonna contem atropina utilizada na medicina convencional para dilatar as pupilas para exames dos olhos e como um anestésico. Na medicina alternativa, é principalmente prescrita para aliviar a cólica
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    Marcelo Rigotti 158 intestinal, paratratar úlceras do estômago e para relaxar órgãos dilatados, especialmente o estômago e o intestino, é também utilizado como um anestético na medicina convencional. Relaxamento muscular, antiespasmódico, narcótico, reduz suadouro, sedativo. BERINJELA Solanum melongena. (SOLANACEAE): Oxidante, remineralizante, alcalinizante, calmante, resolutiva, diurética, emoliente (folhas),digestiva. Reduz a ação de gorduras no fígado e diminuir o colesterol. Diminui o colesterol, combate a inflamação dos rins e uretra, as enfermidades do fígado e estômago. Suas folhas servem para o preparo de cataplasmas para queimaduras, abcessos e herpes. O suco do fruto é bom diurético. BETERRABA Beta vulgaris. (CHENOPODIACEAE): anti- anêmico, tônico cardíaco, diurético e anti-reumático. Combate inflamações, estresse, a anemia, facilita a digestão, regula os intestinos e controla a cor do sangue. O chá das folhas é ótimo para anemia. O tubérculo é alimentício. BOLDO Plectranthus barbatus Andr. (LAMIACEAE): Ativa a secreção de saliva e sucos gástricos. Boldina, um de seus componentes, induzem o fluxo de bílis assim como a quantia total de sólidos que ela excreta. Sua ação de proteção das células hepáticas têm sido demonstradas "in vitro" e "in vivo". Boldo estimula atividades do fígado e bílis e é principalmente utilizado como um remédio para cálculos biliares e fígado ou dor de vesícula biliar. Deve ser normalmente tomado uma ou duas vezes por semana, uma ou outra como tintura ou infusão. Boldo também tem indicações antissépticas que ajudam a combater a cistite. Bílis e estimulante de atividade do fígado, digestivo. Toxicologia: o uso em doses elevadas pode provocar irritação da mucosa do estômago.
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    Farmácia Verde 159 BOLDO CIDREIRAColeus amboinicus Lour. (Spreng.) (LAMIACEAE): Antisséptica bucal e da garganta, antifebril, antitussígena, balsâmica, béquica, antibacteriana, peitoral, e antiinflamatória da boca e garganta. É usada contra rouquidão, bronquite, asma, coriza, influenza, hipertemia, pirexia diaforética, hemoptises e epistaxes. BORRAGEM Borrago officinalis. (BORAGINACEAE): As folhas podem usadas como saladas, é depurativa do sangue na forma de infusão e tomado duas a quatro vezes ao dia, contra gota na forma de cataplasma, em decocção contra o reumatismo e a tosse adoçado com mel. Toxicologia: todas as formas de preparo do chá devem ser filtradas para eliminar os pelos da planta. BRÓCOLIS Brassica oleracea (BRASSICACEAE): Anti-anêmico. Flores e folhas tem efeito laxativo. As folhas são também calmantes. O caldo das flores combate as inflamações do tubo digestivo. BUCHA Luffa cylindrica Roem. (CUCURBITACEAE): a polpa do fruto é purgativa, hidragogas e antiapopléticas; as sementes são eméticas, purgativas e vermífugas; as folhas são antianêmicas. O caule e as folhas são indicados para o fígado, prisão de ventre, amenorréia, clorose e ascite. BUVA Erigeron bonariensis L. (ASTERACEAE): diurética, vermífuga, vulnerária, anti-hemorróida, antidiarréica e anti-sifilítica. Afecções urinárias, feridas, úlceras, inflamação da próstata e testículos, corrimento, hidropisia e distúrbios hepáticos.
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    Marcelo Rigotti 160 C CABAÇA Lagenariavulgaris Ser. (CUCURBITACEAE): a polpa dos frutos é amarga, purgativa, drástica, emoliente, e maturativa; as sementes são antinefríticas e purgativas. As folhas aquecidas apressam partos e curam frieiras, e cataplasma para pernas inchadas. Toxicologia: doses abusivas podem causar hemorragias mortais. CAJÁ-MANGA Spondias mombin L. (ANACARDIACEAE): As raízes e a casca da planta são calmantes e antidiarréica. As flores, em infusão, são usadas contra afecções da laringe. CAJU Anacardium occidentale L. (ANACARDIACEAE) – A casca, em decocção, age contra frieiras e alivia o cansaço dos pés, a casca e as folhas são adstringentes, tônicas e antidiabeticas. É também anti-hemorrágica e antiulcerosa. CALENDULA Calendula officinalis L. (ASTERACEAE): Calêndula é uma das melhores ervas para tratar problemas locais de pele. Infusão ou decocção de pétalas de calêndula diminui a inflamação de torções, picadas, varicose, veias e outras inchações e também acalma queimaduras do sol, erupções cutâneas e irritações da pele. Essa planta é excelente para inflamações da pele causadas por contusão, seu poder anti-séptico e de restabelecimento ajudam a prevenir o alastramento de infecções e acelera o restabelecimento. Serve também na limpeza e desintoxicação, e a infusão e tintura são utilizadas para tratar infecções crônicas. Tomado internamente, tem sido utilizado tradicionalmente para promover o drenagem de glândulas linfáticas inchadas tal como amigdalite. Anti-inflamatório, adstringente, cura feridas, anti-séptico, desintoxicante.
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    Farmácia Verde 161 CAGAITA Eugeniadysenterica (MYRTACEAE): Indicações – antidiarréica (folhas), soltam intestino (frutos). CAMOMILA Matricaria chamomilla L. (ASTERACEAE): Suas flores ajudam na indigestão, nervosismo, depressões e dores de cabeça, sendo ideal para problemas relacionados às emoções tais como úlceras do estômago, colite, espasmos e indigestão nervosa. O óleo essencial da camomila tem poder anti-inflamatório, antiespasmódica e atividade anti-microbiana. É uma erva excelente para muitas desordens digestivas e para tensão nervosa e irritabilidade. Externamente, é utilizada para pele dolorida e eczema. CAMBARÁ FALSO Eupatorium squalidum DC (ASTERACEAE): a planta é usada como emoliente, contra febres malignas, febres intermitentes e infecciosas. CANA-DE-MACACO Costus spiralis. (Jacq.) Roscoe (ZINGIBERACEAE): diurética, diaforética, tônica, emenagoga, febrífuga, resolvente de tumores, estomáquica, aperitiva, antiinflamatória dos rins e bexiga, calmante das excitações nervosas e do coração, antitilítica, antidiabética, anti-reumática e depurativa. Os caules são usados contra leucorréia e afecções renais, disúria, hidrpisia, aterosclerose, albuminúria, insuficiência cardíaca, dores nefríticas, sífilis e gonorréia.Toxicologia: deve ser evitado o seu uso continuado pois é rica em oxalato de cálcio e pode causar pedras nos rins e bexiga. CANA-DE-MACACO Dichorysandra thyrsiflora J.C. Mikan (COMELINACEAE): a planta é emoliente, diurética e anti- reumática.
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    Marcelo Rigotti 162 CANA-DO-BREJO Costusspicatus Jacq (S.W.) (ZINGIBERACEAE): o rizoma é diurético, diaforético, emoliente, tônico e emenagogo, anti-sifilítica, antitilítica; o suco das hastes é depurativo, tônico, diaforético, febrífugo e menagogo. É usada para o tratamento de leucorréia, gonorréia, mucosidade da bexiga, nefrites, inflamações da uretra, amenorréia e arteriosclerose. CANELA Cinnamomum zeylanicum Nees. (LAURACEAE): A infusão ou pó é utilizada para dores de estômago e câimbras. Tradicionalmente, a erva foi tomada para calafrios, gripe e problemas digestivos, e ainda está sendo utilizada para os mesmos problemas. Contra calafrios, estimulante, carminativo, antiespasmódico, anti-séptico, anti-viral. Antiespasmódico, afrodisíaco, analgésico, carminativo, estimulante, tônico, antidepressivo, antiespasmódico, analgésico, antipirético, estimulante do cérebro, gastroprotetor e hipotensor (ROGER, 1998). CÂNFORA Cinnamomum cânforaa syn. Laurus cânforaa (LAURACEAE): Cristais de cânfora têm ação antisséptica forte, estimulante e antiespasmódica e são aplicadas externamente como ungüento ou bálsamo para cortes ou irritações da pele e linimento como analgésico para aliviar dores artríticas e reumáticas, neuralgia e dores lombares. Serve para problemas de pele, tal como suores frios e frieiras, pode ser utilizado como um esfregaço no tórax para a bronquite e outras infecções do tórax. Anti-séptico, antiespasmódico, analgésico, expectorante. CANFRINHO Artemisia camphorata Vill. (ASTERACEAE): anti- reumática, antiepilética, calmante e antinevrálgica. Utilizada no
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    Farmácia Verde 163 álcool paradores musculares, picadas de insetos, distúrios neurológicos e cardíacos, feridas, contusões e hemorragia uterina. CAPIM LIMÃO Cymbopogon citratus (DC) Stapf. (POACEAE): Seu óleo é utilizado na culinária, como incenso e na medicina. Capim Limão é principalmente tomado como um chá para curar diarréia, problemas digestivos e dor de estômago. Relaxa os músculos do estômago e intestino, dores do intestino, alívios e flatulência e é particularmente conveniente para crianças. No Caribe, capim limão é considerada ótima erva para reduzir a febre. É aplicado externamente como um cataplasma ou como óleo essencial para alívio da dor e artrite. Digestivo, antiespasmódico, analgésico. CAPUCHINHA Tropaeolum majus L. (TROPAEOLACEAE): É excelente fonte de caroteno, ferro, cálcio, enxofre e vitamina C. É indicada no tratamento do Escorbuto e escrofulose. Combate as infecções das vias respiratórias e urinárias. É afrodisíaca, reguladora menstrual, tonificante e revigorante. CAQUI Diospyros kaki (EBENACEAE): O fruto maduro é laxativo. A infusão das folhas agem contra a gastroenterite nas crianças. Com mel e gengibre, a infusão reduz a excitação e combate a insônia. CARAMBOLA Averrhoa carambola (OXALIDACEAE): Abre o apetite, é antidisentérica e antitérmica. O fruto também é diurética e, consumido diariamente, faz bem para a pele. Os pacientes com insuficiência renal em tratamento conservador ou dialítico devem ser alertados para não ingerir essa fruta em qualquer estágio da progressão da doença renal.
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    Marcelo Rigotti 164 CARDO-CORREDOR Eryngiumcampestre L. (UMBELIFERAE).: Diurético. É útil em casos de edemas, e excesso de ácido úrico no organismo. Toxicologia: É desaconsélhável seu uso por mais de 3 dias consecutivos. CARDO-SANTO Cnicus benedictus. L (COMPOSITAE): É tônico estomacal, digestivo e aperitivo. Antisséptica, muito usado para uso externo, para lavar feridas e inflamações da pele. Favorece as funções do fígado e do pâncreas. Toxicologia: Doses altas podem provocar queimaduras na boca e esôfago e diarréias violentas. CARRAPICHINHO Acanthospermum australe (Loefl.) Kuntze (ASTERACEAE): a planta é tônica, diaforética, antu-blenorrágica, anti-diarréica, mucilaginosa e aromática. É usada também contra febre palustre e erisipela. CARRAPICHO BRAVO Xanthium cavanillesii Schouw (COMPOSITAE): adstringente, emoliente, anti-escrófula, resolutiva, amarga, doença de pele, tumores, gangrena, câncer. Toxicologia: A planta é tóxica em quantidades muito elevadas. CARRAPICHO-DE-CARNEIRO Acanthospermum hispidum DC (ASTERACEAE): a planta é béquica, anti-febril, aromática, amargotônica, diaforética, peitoral, e mucilaginosa. As raízes são usadas contra tosse, bronquite, problemas do fígado e diarréia. CARQUEJA Bacharis trimera (Less.) DC. (ASTERACEAE): Age em casos de gastrite, azia, má digestão, doenças da bexiga, rins e fígado, cálculos biliares, prisão de ventre, diarréia, gota, reumatismo. É indicado contra vermes, diabetes e má circulação. CARURU Amaranthus deflexus L. (AMARANTHACEAE): é o tipo mais comum, desenvolve-se prostrado; é rico em proteínas ferro,
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    Farmácia Verde 165 potássio, fósforoe cálcio; é preciso cozinhá-lo para eliminar o ácido nítrico. CARURU HÍBRIDO Amaranthus hybridus var. paniculatus L. (AMARANTHACEAE): as folhas são béquicas, as raízes são emolientes e é laxativa. CARURU PIGMENTADO Amaranthus viridis L. (AMARANTHACEAE): a planta é diurética, mucilaginosa, emoliente, anti-blenorragica, desobstruente. É indicada contra hidropisia e catarro da bexiga. CARURU ESPINHOSO Amaranthus spinosus L. (AMARANTHACEAE): as folhas são diuréticas. A planta é indicada contra catarro da bexiga hidropisia e retenção da urina. CÁSCARA-SAGRADA Rhamnus purshiana DC (RHAMNACEAE): Purgante, colagogo e eupéptico. É muito útil em casos de prisão de ventre crônica. Facilita o funcionamento da vesícula e a digestão. Toxicologia: Usar com prudência na gravidez, lactação, menstruação e crise hemorroidal. Não deve ser usada fresca, énecessário que fique secando após a colheita durante 1 ano. CAVALINHA Equisetum arvense L. (EQUISETACEAE): Cavalinha é usada no tratamento de infecções das vias urinárias. Ajuda na coagulação do sangue e diminuição de hemorragias. Também ajuda na cicatrização mais rápida de ossos quebrados, e ajuda unhas frágeis e cabelos, devido a seu conteúdo de sílica alto. Também foi usado como parte de um tratamento para artrites reumáticas. A planta só, fervida em água, é efetiva para pés cansados, ou para o tratamento do pé de atleta. Não use se estiver grávida ou em amamentação.
  • 168.
    Marcelo Rigotti 166 CEBOLA Alliumsepa L. (LILIACEAE): Cebola é externamente usada como um anti-séptico, combate calosidades na forma de infusão e compressa, hemorróidas e frieiras como ungüento, picadas de abelha com esfregaço no local. Interiormente, pode aliviar prisão de ventre, reduzir hipertensão, reduzir colesterol, diurético, digestão, resfriado e tosse na forma de infusão e xarope, vermes em infusão. CEBOLINHA-DE-CHEIRO Allium schoenoprasum L. (cebolinha- francesa); Allium fistulosum L.(cebolinha-verde). (LILIACEAE). A cebolinha é digestiva e diurética, auxiliando no tratamento da hipertensão. É ótima para ser utilizada em dieta de emagrecimento, porque cada 100 g de cebolinha contêm apenas 31 calorias . CENOURA Daucus carota L. (UMBELIFERAE): Os frutos servem para eliminar parasitas das vísceras e problemas de dores causadas por parasitas, tais como dor abdominal, tiques nervosos, convulsões. Possui efeito hipoglicemiante, anti-bacteriano, anti- fúngico, hepatoprotetor e anti-inflamatório. CEREFÓLIO Anthriscus cerefolium . (L.) Hoffm (UMBELIFERAE): Fervido e tomado pela manhã em jejum é depurativo e diurético, e na forma de compressa pode ser usado em olhos cansados. CHÁ VERDE Camelia sinensis (THEACEAE): Originária da China, acompanha a cultura a milênios como digestiva de fino paladar, diurética e levemente tônica, tem propriedades comprovadas no combate aos radicais livres assim como o colesterol e é usada em regimes de emagrecimento. CHAPÉU-DE-COURO Echinodorus macrophyllus. (Kunth) Micheli (ALISMATACEAE): Atua no intestino delgado produzindo um
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    Farmácia Verde 167 efeito laxativo,que está na dependência de sua ação como estimulante da bílis. Por sua ação sobre os rins e fígado age melhorando os quadros reumáticos. Pelo aumento no fluxo urinário e sua ação na filtração glomerular estimula a eliminação de ácido úrico. Possui ainda ação energética, diurética, depurativa, anti-reumática, laxativa, hepática, colagoga, anti-inflamatória e adstringente. É indicado para reumatismo, afecções cutâneas, doenças renais e das vias urinárias e problemas do fígado. CHICORIA Chicorium intybus (COMPOSITAE): Como chá ou extrato, a raiz da chicória é tônica, digestiva, amarga que também aumenta o fluxo da bílis e diminui inflamação. Sua raiz torrada é comumente utilizada como um substituto do café. Chicória é um excelente tônico amargo para o fígado e trato digestivo. A raiz é terapeuticamente parecida com a raiz do dente-de-leão agindo sobre o estômago e fígado e limpando o trato urinário. Chicória é também tomada para reumatismo e gota, e como um laxante moderado, é particularmente apropriado às crianças. Infusão das folhas é utilizado para melhorar a digestão. Digestivo, fígado anti- reumático, tônico, laxativo. CHUCHU Sechium edule Sw. (CUCURBITACEAE): Diurético, cardiotônico, hipotensor e anti-diabético. É importante para o bom funcionamento para os intestinos. Indicado para quem tem a pressão arterial alta. CIDRÓ Aloysia triphylla (L'Hér.) Britton (VERBENACEAE): adstringente, sedativo, reduz febre e alivia espasmos do sistema digestivo, o óleo é inseticida e bactericida. As folhas são usadas contra resfriados febris, digestivo, estimulante e tônico.
  • 170.
    Marcelo Rigotti 168 CIPÓ-DE-SÃO-JOÃO Pyrostegiavenusta (Ker-Gawler) Miers. (BIGNONIACEAE): as folhas possuem um glicosídeo a pyrustegina que é tônica e antidiarréica. CIPÓ-MIL-HOMEM Aristolochia cymbifera Mart. & Zucc. (ARISTOLOCHIACEAE): a raiz triturada é cicatrizante para eczemas e para feridas. Toxicologia: não deve ser usada internamente, pode causar câncer de fígado. COENTRO Coriandrum sativum L (UMBELIFERAE): Possui ação antioxidante, coloca em ordem as funções gástricas e hepáticas. Para o fígado e o estômago pode ser feita uma infusão com 5 g do fruto descascado em uma xícara de água quente. Filtrado e adoçado deve ser bebido logo após as refeições. COMINHO Cuminum cyminum L. (UMBELIFERAE): Aperitivo, digestivo e carminativo, gastrite, digestão difícil, flatulência e inapetência. Toxicologia: A essência pode provocar convulsões. CONFREI Symphytum officinalis (BORAGINACEAE): Folhas do confrei e raízes contêm alantoína, um agente de multiplicação de célula que aumenta o restabelecimento de feridas. Externamente é utilizado para erupções cutâneas, feridas, inflamações e problemas de pele. Toxicologia: Internamente não é indicado pois pode provocar úlceras gástricas e na garganta. COPAÍBA Copaifera officinalis L (LEGUMINOSA – CAESALPINIACEAE): Anti-séptico e anti-inflamatório e tem ação balsâmica. É eficaz contra a blenorragia e também em casos de bronquite. Toxicologia: Não ultrapassar as doses indicadas e nem utilizar por mais de 10 dias seguidos.
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    Farmácia Verde 169 CORDA-DE-VIOLA ESQUELETOIpomoea quamoclit.L. (CONVOLVULACEAE): o pó da raiz é esternutatório e anticefalálgico; as folhas são anti-reumáticas, laxativas, detergentes, antiofídicas, antiespasmódica, depurativa do sangue, analgésica e calmante. As folhas combatem a ecrófula, cefalalgia, pneumonia, gota, tosse espasmódica, pedra na bexiga e nos rins, inchação, contusão; as sementes são usadas no tratamento de bronquites e tuberculose. CORDA-DE-VIOLA VERMELHA Ipomoea coccinea. (CONVOLVULACEAE): a planta é aromática, anti-reumática e é usada contra dermatoses. CORDÃO-DE-SÃO-FRANCISCO Leonotis nepetaefolia (R. Br.) WT Aiton. (LAMIACEAE): a planta é tônica, béquica, peitoral, balsâmica, anti-reumática, febrífuga, vulnerária. Diurética, estomacal, anti-asmática, sudorífica, carminativa, antiespasmódica. É usada contra nevralgia, úlcera, asma, tosse e ácido úrico. COUVE Brassica oleracea var. acephala. (CRUCIFERAE/BRASSICACEAE): diurética, depurativa, vermífuga, anti-anêmica, anti-ulcerosa, anti-cancerígena, vulnerária e cicatrizante. É usada contra anemia, úlcera gástrica, bronquite e reumatismo, sendo para isso, ingerida em forma de suco. É também desinfetante do intestino, vermífugo e bom para acidez e úlceras gástricas. O decocto e o xarope fazem bem contra a tosse, rouquidão e asma. Toxicologia: O uso prolongado pode exercer efeito anti-tireóideo. COUVE-FLOR Brassica oleracea, grupo Botrytis (CRUCIFERAE/BRASSICACEAE): Rico em cálcio e fortalece os ossos.
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    Marcelo Rigotti 170 CRAVO-DA-ÍNDIA Eugeniacaryophyllata syn. Syzgium aromaticum (MYRTACEAE): Os brotos secos da flor são extensamente utilizados como tempero. Os brotos, folhas e talos são utilizados para extração do óleo do cravo. Ambos o óleo e os brotos da flor tem sido utilizados na medicina alternativa por um longo período de tempo. O óleo contém eugenol, um anestético forte e substância antisséptica. Também são conhecidos como antiespasmódicas e estimulantes. Anti-séptico, estimulante da mente e do corpo, analgésico, anti-bacteria, carminativo. CRAVO-DE-DEFUNTO Tagetes minuta L. (ASTERACEAE): a planta é anti-helmíntica, emenagoga, aperiente, laxativa e sudorífica. É usada contra tosse, reumatismo articular, cólica intestinal,dispepsia, resfriado, defluxo, bronquite e afecções uterinas. CRISÂNTEMO Chrysathemum morifolium. (ASTERACEAE): É utilizado contra febre alta, face vermelha, sudorese e cefaléia pulsátil. Alivia problemas no fígado, e é indicado para glaucoma, conjuntivite aguda e alérgica. Possui efeito bactericida e anti-viral e apresenta bons resultados no tratamento da hipertensão. CRISTA DE GALO Celosia argentea; C. cristata. (AMARANTHACEAE): As sementes possuem efeito anti- hipertensivo, anti-bacteriano, regula o fígado, regula o intestino combatendo diarréia, doença nos olhos, e as flores possuem efeito hemostático em sangramento digestivo.
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    Farmácia Verde 171 D DENTE-DE-LEÃO Taraxacumofficinalis Weber (ASTERACEAE): Folhas: As folhas maduras e secas podem ser usadas para se fazer um chá contra a indigestão. Ajuda a combater problemas do fígado incluindo icterícia. O seu alto teor de vitamina e minerais é excelente contra anemia. A seiva reduz verrugas. Pode ser utilizado como um café alternativo que é menos danoso ao fígado e aos nervos, por causa dos seus óleos, que não possuem cafeína. Raízes: O chá das raízes pode ser utilizado como laxante mediano, estimulante do apetite, e para resolver problemas do estômago. Ativa o fígado na produção da bile e ajuda a eliminar toxinas do corpo e auxilia na digestão. Deve ser usado após ingerir carne ou comidas gordurosas. Por auxiliar o fígado a eliminar compostos inflamatórios como as histaminas, é utilizada para ajudar a reduzir reações alérgicas causadas por alimentos. Para fazer um chá amargo, use uma colher de sopa de raiz seca por xícara de água quente. Flores: As flores têm uma maior concentração de lecitina que os grãos de soja e reduz cegueira noturna se usado como vitamina A. As raízes são ricas em minerais e contêm Lecitina que emulsiona a gordura e abaixa o nível de colesterol e protege o sistema cardiovascular. O maior efeito das folhas e raízes é manter um fígado saudável e ajudar a desintoxicar qualquer toxina e substâncias estranhas no corpo. Também benéfico em ameaça de pressão sangüínea e ajuda na digestão. E EMBAÚBA Cecropia pachystachya Trécul (CECROPIACEAE): as folhas são adstringentes, as folhas cozidas atuam contra asma, hidropisia, tosse nervosa, Mal de Parkinson, serve para aumentar a energia de contração do músculo cardíaco e o látex é usado para cauterizar verrugas. É forrageira, possui alta concentração de cálcio
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    Marcelo Rigotti 172 (1,33%), altaconcentração de magnésio (0,38%), média concentração de fósforo (0,22%), é composto ainda de cobre (10 ppm), zinco (19 ppm) e proteína bruta ( 14%). Possui também alcalóides, resinas e ácido gálico. As folhas são usadas para combater males do coração; a flor serve contra bronquite; o broto contra tosse; a folha e a casca são utilizadas contra tosse e asma; o fruto e a folha e o broto serve para feridas, erisipela, doenças dos olhos, diabetes, diarréia e corrimento. ESPINAFRE Tetragonia expansa (TETRAGONIACEAE): Tônico, diurético, laxante, oxidante, cardiotônico, remineralizante, calmante e emoliente. Indicada para casos de anemias e pressão arterial alta. Decocto é bom fortificante para os convalescentes, também auxilia bastante a digestão. ESPINHEIRA-SANTA Maytenus ilicifolia Reissek (CELASTRACEAE): Possui propriedade tonificante devido à reintegração das funções estomacais, é potente contra úlceras gástricas e cicatriza lesões ulcerosas. Possui ação antisséptica o que impede fermentações gastrintestinais. Corrige hepatopatias causadas pelo mal funcionamento intestinal. Possui ação tonificante, anti-úlcera, carminativa, cicatrizante, antisséptica, diurética e laxativa. ESTÉVIA Stevia rebaudiana.(Bertoni) Bertoni (ASTERACEAE): é antidiabética, antiobésica, tônico estimulante das funções cerebrais, anticárie, regulador da pressão aretrial nos hipertensos, contraceptiva, cardiotônica, atenuadora da fadiga e da depressão, estomáquica, calmante, diurética e refrigerante. Indicada para a insônia. ESTRAGÃO Artemísia dracunculus L. (ASTERACEAE): É aperitiva digestiva, carminativa, antisséptica do tubo digestivo, vermífuga e
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    Farmácia Verde 173 emenagoga. Éindicada em casos de inapetência, digestão lenta ou difícil, flatulência, fermentação e parasitas intestinais. É tempero muito usado na culinária. Toxicologia: O uso da essência em demasia, produz forte excitação do sistema nervoso. ERVA-BALEEIRA Cordia verbenácea DC (BORAGINACEAE): Possui ação anti-reumática, anti-iflamatória, agindo como tonificante geral do organismo. Deve ser tomada na forma de infusão. ERVA BOTÃO Eclipta alba.L. Hassk (ASTERACEAE): adstringente, cicatrizante, antiofídica, anti-asmática, depurativa do sangue, laxativa, pilogênica, eczemas, litíase, e icterícia. É usada para ferimentos cortantes. ERVA CIDREIRA BRASILEIRA Lippia alba.(Mill.) N. E. Br (VERBENACEAE): As folhas da planta são usadas calmante, digestiva e contra cólicas. ERVA-DE-BICHO Polygonum hydropiperoides Michx (POLYGONACEAE): anti-disentérica, adstringente, estimulante, diurético, vermífuga, detersiva, antisseptica, anti-hemoróida e sedativo. É usada para úlceras, erisipela, artritismo e diarréias sanguíneas. ERVA-DE-SANTA-LUZIA Euphorbia hirta L (EUPHORBIACEAE): antisséptica, anti-sifilítica, diurética, anti- estamínica, vulnerária, oftálmica; a goma é purgativo drástico e externamente é um resolutivo intenso. ERVA-DE-SANTA-MARIA Chenopodium ambrosioides L. (CHENOPODIACEAE):
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    Marcelo Rigotti 174 Planta muitocomum em casas e campos podem ser usadas como tônica, diurética, calmante e vermífuga. Para os brônquios e catarros bronquiais pode ser usada como infusão. No combate a vermes 8 g de pó podem ser diluídos em uma xícara de água quente. ERVA-DOCE Pimpinella anisum L. APIACEAE (UMBELLIFERAE): Ajuda na digestão, antiespasmódico e no alívio de chiados (LORENZI e MATOS, 2002). ERVA-MATE Ilex paraguaiensis (AQUIFOLIACEAE): É tomado como uma bebida fortificante e até mesmo como chá. Tem . parecidas com a do café (Coffea arabica). Estimula o sistema nervoso, é analgésico suave e diurético. Como uma erva medicinal, é utilizado para tratar dores de cabeça, enxaqueca e dores reumáticas, fadiga e depressão moderada. Tem também sido utilizado no tratamento de diabetes. Estimulante, diurético, analgésico. ERVA-MOURA Solanum americanum Mill (SOLANACEAE): Sedativo e emoliente. Utilizado para aliviar o prurido da vulva ou do ânus e para acalmar a coceira no caso de sarna, herpes ou outro tipo de erupções.Toxicologia: De sabor doce, as bagas são tóxicas, embora não causem a morte. ERVA SANTA Aloysia gratissima ( Gill. et Hook) Tronc. (VERBENACEAE): estomáquica, balsâmica, anticancerosa, antigripal, anti-reumática, béquica e anticancerígena. É indicada para o tratamento de resfriados, gastralgias e para lavagem de feridas e úlceras. ERVA TOSTÃO Boerhavia diffusa.L. (NYCTAGINACEAE): A raiz é peitoral, desobstruente, diurética, antiblenorrágica,
  • 177.
    Farmácia Verde 175 antileucorréica, antidispéptica,antinefrítica e anti0hidrópica. A raiz é indicada no tratamento da vesícula biliar, hemoptise, retenção de urina, béri-béri, afecções hepáticas, dispepsia, albuminúria, cálculo biliar, engorgitamento do baço, nervosismo, anúria, cistite, congestão hepática, hepatite, uretrite e icterícia. É usada contra picadas de cobras. EUCALIPTO Eucaliptus globulus (MYRTACEAE): Um remédio tradicional, eucalipto é um utilizado como anti-séptico poderoso por toda a parte o mundo para aliviar tosses e calafrios, dores de gargantas e outras infecções. As folhas frescas sobre o corpo baixam a febre. Inalando os vapores dos óleos essenciais esquentados em água, limpa a sinusite e congestões bronquiais. Eucaliptol, uma das substâncias encontradas no óleo essencial, é um dos componentes principais das muitas fórmulas comerciais existentes em pomadas para o tórax e calafrios. O óleo essencial tem também ação antibiótica, anti-viral e anti-fúngica. Eucalipto é um ingrediente comum em muitos remédios. Anti-séptico, expectorante, estimula fluxo de sangue local, anti-fúngica. F FÁFIA Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen. (AMARANTHACEAE): antitumoral, afrodisíaca, antidiabética, tônica geral, aperiente, antiinflamatória, imunoestimulante, leucocitogênica, cicatrizante interno e externo, tranquilizante, anti- reumática, hipocolesterolêmica, vulnerária, miorrelaxante, ansiolítica e anticancerígena. Estimula a oxigenação celular e a circulação coronaria, favorece a produção do estrogênio, estimula a força muscular, ativa a memória, atua sobre moléstias do aparelho digestivo, estrias, flacidez da pele, leucemia, labirintite, artrite e artrose e diminui os tremores em pessoas idosas.
  • 178.
    Marcelo Rigotti 176 FEL-DE-ÍNDIO Vernoniacondensata Baker (ASTERACEAE): antidiarréica, aperiente, diurética, desintoxicante hepática, colagoga, coletérica e analgésica. Utilizada par ergimes de emagrecimento, fastio, afecções hepáticas, do estômago e do baço e para a ressaca alcoólica.Toxicologia: não se aconselha o uso prolongado da planta. FEL-DA-TERRA Centaurium umbellatum Gilib. (GENTIANACEAE): Tônico estomacal, colerético, hipoglicemiante, laxante, febrífuga e cicatrizante. Combate úlceras, feridas, eczemas e chagas. Reduz o nível de glicose no sangue. FEDEGOSO Cassia ocidentalis.L (LEGUMINOSAE – FABACEAE): Combate problemas do fígado, rim e intestino grosso. Para problemas do fígado com sintomas de febre, sudorese, cefaléia, olhos vermelhos, fotofobia, boca seca e amarga, constipação. Decoctos de sementes diminuem a pressão arterial e reduzem o colesterol. Possuem efeito anti-parasitário principalmente contra a amebíase intestinal e a malária. Podem ser usados contra dermatoses causados por fungos. Em animais previne viroses. Externamente são usadas contra abcessos, furúnculos e erisipelas. FETO-MACHO (broto de samambaia) Polipodium filix-mas.L. (POLIPODIACEAE): O rizoma ou broto é muito usado para combater a tênia. O broto deve ser colhido quando ainda possui bastante suco e usado assim fresco em doses pequenas. Vermífuga.Toxicologia: Desaconselhável para quem sofre de anemia, gastrite, úlcera duodenal ou cardiopatias. FIGO Ficus carica L. (MORACEAE): Fruto e folhas são usados nas inflamações da boca, garganta, prisão de ventre, picadas de
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    Farmácia Verde 177 abelhas. Adecocção, adoçada com mel, combate resfriados, gripes e tosse. FIGO DA ÍNDIA Opuntia ficus-indica.L. (Mill) (CACTACEAE): cardiotônico, estimulante medular e anti-reumático. O fruto é digestivo, diurético e antiescorbútico. Os cladódios, na forma de cataplasma, são maturativos, emolientes e hidratantes. As flores são adstringentes, mucilaginosas a antidiarréicas. A planta é utilizada em outros países para o tratamento prventivo de prostatite ou de tumores benignos da próstata. Os frutos são indicados para o tratamento de febres gástricas biliosas e úlceras de mau caráter. As flores são utilizadas no tratamento de doenças cardíacas, angina e má circulação, também é utilizada como tônica para pele seca e para a limpeza de pele. FRUTA-PÃO Artocarpus incisa (MORACEAE): a raiz é usada como antidiarréica; seu cozimento torna-a útil contra reumatismo, beribéri e entorpecimento de pernas dos humanos; flores novas (frescas) são emolientes e base de conserva acídula e comestível; polpa do fruto reduzida a pasta quente é supurativo para tumores e furúnculos; sementes são tônico para estômago e rins e o látex usado como cicatrizante de feridas. FUNCHO Foeniculum vulgare Mill (APIACEAE).: Tem sido utilizado como comida, tempero e na medicina. O uso de sementes do funcho serve para aliviar flatulência, cólica, estimula o apetite e a digestão. Funcho é também anti-inflamatório e diurético. É muito parecido com o anis (Pimpinella anisum), tem um poder calmante na bronquite e tosses. Em infusão as sementes podem ser tomadas como um gargarejo para dores de garganta e como um expectorante moderado. Funcho aumenta a produção de leite no peito e a erva é ainda utilizada para lavar os olhos contra dor e conjuntivite. O óleo essencial da variedade doce é utilizada
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    Marcelo Rigotti 178 por suas. digestivas e relaxante. Digestivo, antiespasmódico, anti- inflamatório. FOLHA-DA-FORTUNA Kalanchoe brasiliensis Camb. (CRASSULACEAE): Combate parasitas internos e também é uma ótima planta com função de impedir a proliferação de células cancerígenas. As folhas devem ser batidas com água, peneiradas e tomadas três vezes ao dia FORTUNA Kalanchoe pinnata. (Lam.) Pers. (CRASSULACEAE): Bactericida, antisséptica, refrigerante intestinal, diurética,emoliente, cicatrizante, vulnerária, resolutiva, tônica pulmonar, antiartritica, antidiabética, antilítica, calmante para erisipela, hemostática, depurativa, antiinflamatória externa tópica e diurética. Usada para febre, estomatite, coqueluche, afecções respiratórias (xarope), gastrites, úlceras digestivas, afta, calo, frieira, picada de inseto, verruga, tuberculose pulmonar, furúnculos, feridas, queimadura, abcesso, ingurgitamento linfático, edemas erisipelosos das pernas, cálculo renal, cefalalgias, enxaqueca, contusões, impetigo, flegmão e oftalmia congestiva. G GELOL Poligala paniculata L. (POLIGALACEAE): as raízes são aromáticas, anti-reumática, antinevrálgica, emética e diurética. A planta é antiblenorrágica. O dectôto da parte aérea é diurético, expectorante e emético. GENCIANA Gentiana lutea.L (GENTIANACEAE): É muito eficaz nos problemas digestivos, combatendo os vermes do intestino. Combate quadros febrís e dores de origem reumáticas.Toxicologia: Desaconselhável para quem sofre de úlcera gastroduodenal.
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    Farmácia Verde 179 GENGIBRE Zingiberofficinale Roscoe (ZINGIBERACEAE): Utilizado como um tempero, gengibre é também uma das melhores ervas medicinas. O Chinês considera gengibre como um droga importante para tratar calafrio e provocar o suor. Gengibre traz alívio para digestão, estimula circulação, reduz dores de cabeça e matam parasitas do intestino. Diaforético, carminativo, estimulante do sistema circulatório, inibe a tosse, anti-inflamatório, anti-séptico. GERGELIM Sesamum indicum L. (PEDALIACEAE): Combate esgotamento nervoso ou mental. Combate o stress, perda de memória, depressão nervosa, irritabilidade ou desequilíbrio nervoso. É um excelente complemento nutritivo Previne o enfarto do miocárdio e a trombose arterial. Emulsivante e laxante. GERVÃO Stachytarpheta cayennensis (Rich.) Vahl. (VERBENACEAE): Cicatrizante, béquico, diurético, vermífugo, digestivo, combate úlcera péptica, afecções hepáticas e biliares, parasitas intestinais, febres, bronquite crônica e dores de origem reumática. GINKGO Ginkgo biloba L. (GINGKOACEAE): Tradicionalmente conhecido como um anti-microbial, tem agora sido comprovada a sua atividade de profunda ação sobre a e circulação cerebral. Esta ação é útil para prevenir tontura, perda de memória, depressão e outros sintomas relacionados com a falta de circulação no cérebro. Além do seu efeito sobre a circulação no cérebro também é utilizada para tratar outros sintomas relacionados a diabetes, hemorróidas e varizes. Ginkgo é também valioso contra asma. Estimulante do sistema circulatório e anti-asmático, tônico, antiespasmódico, anti-alérgico, anti-inflamatório.
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    Marcelo Rigotti 180 GINSENG Panaxginseng L.(ARALIACEAE): Ginseng aumenta eficiência física e mental e resistência para combater as doenças. Pode ser utilizado tanto como um sedativo quanto um estimulante do sistema nervoso central segundo a condição da pessoa. Tônico, estimulante, revitalizador mental e físico. GIRASSOL Helianthus annuus L. (ASTERACEAE): Está somente agora sendo introduzida como cultura no Brasil, mas já é conhecida a muito tempo, é eficaz contra hemigrânia, distúrbios nervosos, doenças do estômago e resfriado. Em infusão coloca-se as sementes de girassol. torradas e moídas e coa-se como o café. GOIABEIRA VERMELHA Psidium guayava L (MYRTACEAE): anti-escorbúticas, remineralizantes, tonificantes e laxante.Seus brotos (até a 6a. folha a partir do ápice) são ricos em tanino é excelente anti-séptico bucal e intestinal. É um ótimo remédio para a diarréia e a disenteria. É uma das plantas mais ricas em vitamina GRAMA Agropyrum repens (L) (GRAMINACEAE): Combate cálculos urinários, gota, artritismo, celulite, febre, cistite, uretrite, celulite, resfriados, gripes, escarlatina. GRAVIOLEIRA Annona muricata L. (ANONACEAE): Adstringente, colagoga, digestiva e vermífuga, anti-diarréicas e anti-inflamatórias. Em cataplasma são anti-inflamatórias. Suas flores são peitorais e febrífugas. É recomendada aos hipertensos, obesos, cardíacos e diabéticos. Os frutos moídos com óleo de oliva, servem para fricções contra nevralgia e reumatismo. GUAÇATONGA Casearia sylvestris SW (FLACOURTIACEAE): Febrífugo, depurativo, anti-diarréico, cardiotônico, diurético, É usada em forma de chá forte, concentrado, para cicatrizar feridas e
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    Farmácia Verde 181 como emplastonas lesões por picada de cobra. Tem efeito anestesiante e cicatrizante nas feridas da pele e da mucosa. GUACO Mikania glomerata Spreng (ASTERACEAE): Possui . anti- inflamatórias e age contra afecções do aparelho respiratório, tosses, bronquites, asma, rouquidão, febre, e inflamação na garganta. Tomar na forma e infusão ou xarope misturado com mel. GUANXUMA Sida carpinifolia L. F. (MALVACEAE): emoliente, tônica, febrífuga, calmante, anti-hemorrídas, estomáquica; as folhas usadas em banho atuam como emoliente e calmante, também contra picadas de insetos, tosse e bronquite. GUARANÁ Paulinia cupana L. Var. sorbilis Mart. (SAPINDACEAE): Contém substâncias com efeito vasodilatador, bronco-dilatador e digestivo. Acredita-se que seja um estimulante cardiovascular e excitante do sistema nervoso central. É usado também como desinfetante dos intestinos e indicado como diurético e febrífugo. GUINE Petiveria aliacea L. (PHYTOLACCACEAE): Analgésica, anti-microbiana e anti-reumática. Combate enxaqueca, paralisia, reumatismo, artrite e hidropisia.Toxicologia: É abortiva. H HELIOTRÓPIO Heliotropium europaeum L. (BORAGINACEAE): Anti-séptico, cicatrizante, febrífugo e emenagogo. Desinfeta e cicatriza as feridas. Ativa a menstruação e estimula o funcionamento da vesícula biliar. A planta possui . inseticidas, é usado como laxante, diurético, contra tosse, hemorróidas, feridas, úlceras, queimaduras e aftas.
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    Marcelo Rigotti 182 HERA Hederaspp (ARALIACEAE): É eficaz contra furúnculos, menstruação difícil e calosidades. Na forma de cataplasma pode ser aplicado sobre calosidades e furúnculos, também pode ser aplicada sobre queimaduras após resfriamento. HIPÉRICUM Hypericum perforatum.L. (CLUSIACEAE): é útil para bronquites, hemorragia interna, feridas, e para feridas sujas, sépticas. É usado para aliviar depressão, dores de cabeça, histeria, neuralgia, herpes, como também sintomas que acontecem durante a menopausa. É útil em inchações, abcessos, e picadas de insetos. Estudos estão mostrando que pode ser efetivo no combate a AIDS aumentando as funções imunes do corpo. Não se deve ENTRAR NO SOL se usando esta erva externamente, pode causar queimaduras graves, especialmente em pessoas de pele clara. HISSOPO Hyssopus officinalis L. Lamiaceae (LABIATAE): Atualmente subestimado como erva medicinal é potencialmente útil como calmante e tônico. Tem um espectro grande de uso que são devidos a sua ação antiespasmódica. Pode ser utilizado em tosses, bronquites, dores no peito, catarros respiratórios e dores de garganta. Como um sedativo, hissopo é um remédio útil contra asma em crianças e adultos, especialmente onde a condição do doente é agravada pelo muco. Antiespasmódica, expectorante, diaforético, anti-inflamatório, hepático. HORTELÃ Menta piperita L. (LABIATAE): Anti-fungica, anti- inflamatória, analgésica, anestésica e antiespasmódica. Calmante e digestivo. Seu suco, puro ou com um dentinho de alho, ajuda a combater os vermes intestinais. HORTELÃ BRANCA Mentha rotundifolia (L.) Huds. (LABIATAE): carminativa, aromática, estimulante, tônica,
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    Farmácia Verde 183 vermífuga, anti-reumática,calmante e antiemética. Indicada para prisão de ventre e feridas. HORTELÃ BRAVA Hyptis crenata (LABIATAE): usada contra vermes, para doenças do pulmão, como repelentes de insetos, o óleo é aromático. HORTELÃ CAMPESTRE Mentha campestris (LABIATAE): idem hortelã comum. HORTELÃ COMUM Mentha x villosa (LABIATAE): Carminativa, ansiolítica, amebicida, giardicida, triconomicida, digestiva, estimulante, tônica geral, antiespasmódica, estomáquica, expectorante, antisséptica, coletérica, colagoga, vermífuga, anti- reumática e galactogoga. Indicada para o tratamento de diarréia sanguínea, triconomíase urogenital, atonia digestiva, timpanite, cáculos biliares, icterícia, palpitação tremedeiras, vômitos, cólica uterina, dismenorréia e odontalgias. HORTELÃ-DO-MATO Hyptis brevipes (LABIATAE): antisséptica das vias respiratórias, balsâmica e vermífuga. HORTELÃ SILVESTRE Mentha sylvestris (LABIATAE): anti- helmíntica, o óleo essencial é utilizado contra bactérias e fungos. HORTELÃ VERDE Mentha spicata (LABIATAE): anti-helmíntica, antiespasmódica, calmante, béquica, antiasmática e antigripal. Utilizada para bronquite, cólica, tétano, gastralgias, otalgias e dores de garganta. HORTELÃ VIQUE Mentha arvensis (LABIATAE): Carminativa, revulsiva, antisséptica, antiemética, descongestionante nasal, antiespasmódica, resolutiva, perspirante, coletéric, anestésica e
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    Marcelo Rigotti 184 analgésica tópicasuave. Indicada contra febre, resfriado, faringite, tosse, afecções da garganta, prurido, erupções do sarampo, dispepsia, coriza, inchaços, dor-de-cabeça, rinite, conjuntivite, edema de beribéri, astralgia, cólicas e diarréia. Toxicologia: não deve ser usada por crianças e lactentes pois pode provocar dispnéia e afixia. I INCENSO Tetradenia riparia (Hochst.) N. E. Br. (LABIATAE): antidiarréica, vermífuga, antiblenorrágica, analgésica, febrífuga, antisséptica e estomáquica. Utilizada externamente contra malária, angina, gastroenterite, abcessos dentais, dor de cabeça e dores em geral. INSULINA Cissus sicyoides (VITACEAE): sudorífica, hipotensora, preventiva de derrame, antidiabética, antiinflamatória, anti- reumática, estomáquica e anti-hemorróida. Indicada para problemas respiratótios, hepáticos, renais e de ovários e para epilepsia. As folhas amassadas servem para furúnculos, e as folhas aquecidas são usadas em abcessos e gânglios inflamados. IPÊ AMARELO Tabebuia aure (BIGNONIACEAE): possui a carobina, a casca é utilizada para males do fígado, estômago, amrelão, vermes, diabetes, febre, malária; a aseiva é usada contra frieira; a folha tostada é estimulante e substitui o mate, além disso pode ser usada contra anemia, hepatite, é diurético e combate a gripe. IPÊ AMARELO Tabebuia ochracea (BIGNONIACEAE): Possui o lapachol e ipeína, é utilizado para combater doenças venéreas e problemas nos rins.
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    Farmácia Verde 185 IPÊ BRANCO-ROSEADOTabebuia insignis (BIGNONIACEAE): É indicado para problemas estomacais, do fígado, contra diarréia e vermes. IPÊ ROSA Tabebuia heptaphylla (BIGNONIACEAE): também possui o lapachol, combate o câncer, é depurativo do sangue, controla males estomacais e é bactericida. IPÊ ROXO Tabebuia impetiginosa (BIGNONIACEAE): Possui o lapachol e ipeína, indicado para o combate do câncer, adstringente, mucilaginosa, inflamação, possui tanino (5%), em forma de chá ou pomada pode ser utilizada contra impetigo, é abortiva e pode deformar o feto.. Ipê é uma erva poderosa como antibiótico e possui . anti-virais. Dá ao corpo a energia precisa para se defender e ajuda a resistir a doenças. É usado na América do Sul contra o câncer e a leucemia. É útil auxiliando a recuperação em doenças crônicas. IPECACUANHA Cephaelis ipecacuanha. (RUBIACEAE): É emética, expectorante e amebicida. Emprega-se para esvaziar o estômago em caso de intoxicação, quando não é possível fazer lavagem gástrica.Toxicologia: O pó é irritante para a pele. Usar nas doses indicadas. J JABUTICABA Myrcia cauliflora Berg. (MYRTACEAE): A casca ou as sementes, em decocção, age contra asma, desinteria e erispela. JACA Artocarpus heterophillus (MORACEAE): A resina da planta lenhada é cicatrizante. As sementes combatem desarranjos intestinais, também podem ser consumidas depois de assadas ou
  • 188.
    Marcelo Rigotti 186 cozidas, possuindosabor semelhante a castanha européia e sendo inclusive consideradas ligeiramente afrodisíacas. JAMBOLÃO Sizigium jambolanus DC (MYRTACEAE): casca ou as sementes, em decocção, agem contra diabetes, hemorragia e disenteria. As cinzas da casca, com óleo, podem ser usadas contra queimaduras. JATOBÁ Hymenaea courbaril L. (LEGUMINOSAE – CAESALPINACEAE): A casca ou a resina do tronco, em decocção, combatem vermes e são adstringentes. JALAPA Mirabilis jalapa L. (NYCTAGINACEAE): a raiz é drástica, emeto-catárquica, antidiarréica, antidisentérica, anti- sifilítica, anti-hidrópica, antileucorréica e anti-herpética. As flores quentes e untadas com óleo são maturativas. Flores e raízes são diuréticas. Toxicologia: a raiz é tóxica e as sementes são venenosas. JAMBUAÇÚ Spilanthes acmella L. (COMPOSITAE – ASTERACEAE): analgésica tópica, sialogoga, estomáquica, béquica, excitante, carminativa, emenagoga, digestiva, febrífuga, cicatrizante, antigripal, antiespasmódica, narcótica, antiasmática, desinfetantes, antianêmica, antidispéptica, antiinflamatória, odontálgica, estimulante e antiescorbútica. Indicada para problemas hepáticos, afecções bucais e da garganta e cálculos da bexiga, coqueluche, bronquite e tuberculoseToxicologia: o uso em grande quantidade é tóxico. JASMIM Jasminum grandiflorum (OLEACEAE): Pode ser utilizado para tosses e chá de folhas para enxaguar o feridas. Flores de Jasmim servem para fazer uma infusão calmante e sedativa, e para aliviar a tensão. O óleo é considerado anti-depressivo e relaxante.
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    Farmácia Verde 187 É utilizadoexternamente para hidratar pele seca e sensível. Antiespasmódico, aromático, expectorante. JENIPAPO Genipa americana L. (RUBIACEAE): O chá da raiz tem efeito purgativo. A casca, em decocção, é útil contra úlceras. As sementes, moídas, provocam vômito. O suco da fruta é diurético. JOÁ-DE-CAPOTE Nicandra physaloides (SOLANACEAE): a seiva é calmante, em doses mínimas, é diaforética, estupefaciente, diurética e midriática.Toxicologia: os frutos são tóxicos. São usados para matar moscas. JURUBEBA Solanum paniculatum (SOLANACEAE): as raízes e os frutos são antidiabéticos, aperientes, desobstruentes, colagogos, antiaN6emicos, diuréticos, febrífugos, anti-hidr’opicos, antidispépticos, amargos e tônicos. Indicada para o tratamento de hepatite, tumores abdominais e uterinos, abcessos internos, engurgitamento do fígado e do baço, icterícia, febres intermitentes, inapetência, atonia gástrica, dispepsia atônica, úlceras, feridas, cistite, debilidade orgânica, catarro na bexiga e impaludismo.Toxicologia: o uso da planta não deve ser prolongado. L LÁGRIMA-DE-NOSSA-SENHORA Coix lacrima-jobi L. (POACEAE): Possui efeito antitérmico, antiespasmódico sobre o músculo estriado, é sedativo, é analgésico e anti-inflamatório, atividade hipoglicemiante, é broncodilatador, diurético, anti- reumático em artrites e em edemas inflamatórios.
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    Marcelo Rigotti 188 LAVANDA Lavandulaofficinalis syn. L. angustifolia (LAMIACEAE): Tem sido utilizado para propósitos aromáticos em água de lavagem e banhos. Esta erva tem uso na culinária, cosméticos e medicina. É efetivo para curar dores de cabeça e depressão. Externamente, óleo de lavanda tem sido utilizado como um linimento para aliviar as dores de reumatismo. Carminativo, espasmos musculares, anti-depressivo, anti-séptico e bactericida, estimula o fluxo de sangue. LARANJA Citrus aurantium (RUTACEAE): Ë utilizada como calmante dos nervos, estomáquico é febrífugo. É indicada para o estômago, para excitação nervosa e insônia. LEITERINHO Euphorbia hyssopifolia (EUPHORBIACEAE): o seu látex é caustico, usado contra doenças dos olhos, endurecimento da córnea, úlceras crônicas. LIMÃO Citrus limon (RUTACEAE): É um dos remédios medicinas naturais mais versáteis e mais importante para uso caseiro. Utilizado na comida assim como remédio, tem um alto conteúdo vitamina C, que ajuda a melhorar a resistência contra infecção, tornando-o valioso contra gripes e resfriados. É tomado como preventivo para muitos problemas, incluindo infecções de estômago, problemas do sistema circulatório e arteriosclerose. Suco e óleo são efetivo contra germes. Diminui a inflamação e melhora a digestão. Anti-séptico, anti-reumático, bactericida, anti- oxidante, reduz febre. LÍNGUA-DE-VACA Chaptalia nutans (ASTERACEAE): diurética, emenagoga, béquica, tônica, desobstruente, anti-herpética, antiblenorrágica, antigripal e sedativa. A decocção das folhas é utilizada como vulnerária. É usada no tratamento de catarro pulmonar, dermatoses e cefalalgia, erupções cutâneas de origem
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    Farmácia Verde 189 sifilítica, insônia,afecções das vias urinárias, tumores linfáticos e obstipação intestinal. Indicada para dores musculares, golpes e torceduras. As raízes são usadas para combater lombrigas intestinais. As raízes e as folhas são úteis contra úlceras. LINHO Linum usitatisium L. (LINACEAE): Em forma de cataplasma é usado contra abcessos, a infusão pode ser usado contra inflamações da bexiga, catarro e inflamações dos brônquios, colite e enterite. Contra queimaduras deve-se usar na forma de linimento. LÍRIO-DO-BREJO Hedychium coronarianum Koenig (ZINGIBERACEAE): O rizoma é béquico, excitante, tônico e anti-reumático e as flores cardiotônicas. O rizoma apresenta atividade contra bactérias. Os rizomas fornecem fécula comestível. LOSNA Artemisia absinthium L. (ASTERACEAE): Erva dos vermes tem um efeito tônico marcante para o estômago, a vesícula biliar e em ajustar problemas digestivos fracos. É utilizado para expelir lombrigas e outros vermes. Por melhorar as funções do sistema digestivo ajuda em muitas condições, incluindo a anemia. Também serve para relaxar os músculos e é ocasionalmente utilizado para tratar o reumatismo. As folhas tem . antissépticas que derivam dos alcalóides que a planta contém. Amargo, carminatio, relaxante dos músculos, anti-séptico. LOBEIRA Solanum lycocapum (SOLANANCEAE): Indicações - úlcera, bronquite, diabete, asma. Frutos e folhas. As folhas são calmantes. LOURO Laurus nobilis (LAURACEAE): A infusão das folhas é utilizada por seu efeito tônico para o estômago e bexiga, e um emplasto pode ser feito das folhas para aliviar picada de vespa e
  • 192.
    Marcelo Rigotti 190 abelha. Louroé utilizado principalmente para tratar desordens do trato digestivo superior e dores provocados pela artrite. Para o estômago e possui um efeito tônico, estimulando o apetite e a secreção de sucos digestivos. Adstringente, digestivo. LÚPULO Humulus lupulus L. (CANNABACEAE): Sedativa, digestiva e aperitiva. Muito conhecido o chá de lúpulo para favorecer o sono. É útil(uso interno) em casos de enxaqueca. Aplica-setambém em casos de digestão difíceis, infusão e/ou compressas. As flores femininas da plantas são utilizadas na fabricação dacerveja.Toxicologia: Seu M MAÇÃ Pyrus malus L.(Rosaceae): Anti-diarréica, laxante, diurética e depurativa. Reguladora das funções intestinais, combate artrite, reumatismo, cálculos urinários, diminui o colesterol. O s preparados à base do fruto e da casca da macieira agem contra o resfriado e a febre e são desintoxicantes. MACELA Achyrocline satureioides Lam (DC) (Asteraceae): Reguladora das funções intestinais, anti-inflamatório, anti-séptico, anti-microbiana, antiespasmódica, analgésica e sedativa. Acalma e favorece o sono. A sua inflorescência na forma de infusão é utilizada como digestivo, antiespasmódico, carminativo, colagogo, eupéptico, anti-diarréico, anti-séptico, anti-inflamatório, emenagogo e externamente é usado como anti-séptico. MALVA Malva sylvestris (MALVACEAE): Emoliente, laxante e expectorante. É indicada para casos de prisão de ventre crônica, afecções respiratórias, das mucosas e da pele. Usada em casos de inflamações, principalmente no combate às afecções do aparelho genital feminino. É empregada em casos de bronquite crônica,
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    Farmácia Verde 191 constipação intestinal,colites, ansiedade, insônia, coqueluche, afecções das vias aéreas superiores. Para uso externo é indicada nos casos de contusões e hemorróidas. MALVA DO CERRADO Hyptis ovalifolia Benth. (Lamiaceae): Indicação para reumatismo. Usa-se folhas e raízes contra fungos. MALVAÍSCO Malvaviscus arboreus (MALVACEAE): as raízes e flores são adstringentes e antiflogísticas. MAMOEIRO Carica papaya L. (CARICACEAE): Vermífugo. É recomendado para quem sofre de insuficiência de sucos digestivos. Indicado também para colite, cólon irritável e prisão de ventre crônica. O fruto, ativador cardíaco, é recomendado contra as doenças da velhice. MAMONA Ricinus communis L (EUPHORBIACEAE): Vermífugo, purgante (uso interno), emoliente e cicatrizante (uso externo). Combate a parasitas intestinais e externamente é usado para combater eczemas, herpes, erupções, feridas, queimaduras e calvície. Loção contra caspa: misturar 100 g de suco de urtiga com 40 g de óleo de rícino, friccionar contra o couro cabeludo 3 vezes ao dia. Friccionar contra frieiras o óleo de rícino 3 vezes ao dia. O óleo de rícino é excelente purgante e pode ser usado 8 g para crianças, e 20 a 50 g para adultos.Toxicologia: A ingestão de suas sementes pode ser mortal, tanto para crianças (3 sementes) como para adultos (15 sementes). MANGA – Mangifera indica L. (Anacardiaceae): O caule produz uma resina empregada contra disenteria. MANGOSTÃO Garcinia mangostana L. (Clusiaceae): O suco e o infuso das folhas têm propriedades adstringentes.
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    Marcelo Rigotti 192 MANJERONA Origanummajorana (LABIATAE): Antiespasmódica (essência e infusão), carminativa, digestiva, sedativa (essência e infusão), hipotensora (essência e infusão), expectorante e anti- reumática (fricções). Também usada como tempero, combate à insônia, gripes, resfriados, flatulência, cólicas menstruais.Toxicologia: É contra-indicada para diabéticos. MARACUJÁ Passiflora incarnata ou quadrangularis (PASSIFLORACEAE): Sedativa, antiespasmódica, sonífera, tonificante, refrescante.Indicações: Combate ansiedade, nervosismo, stress, insônia, dores e espasmos diversos. As folhas, em decocção, têm ação diurética e são úteis contra febres, inflamações na pele e erispelas. Tumores e hemorróidas podem ser aliviados com compressas de folhas maceradas. MARGARIDÃO-AMARELO Tithonia diversifolia (HEMSL) Gray (Asteracea): As folhas são utilizadas no tratamento de distúrbios hepáticos e gástricos. MARIA-PRETA Solanum americanum (SOLANANACEAE): antiespasmódica, sedativa, expectorante,a anlgésica, diurética, depurativa, emliente, vulnerária, anti-reumática, diaforética, antiartrítica, anti-hipertensiva, aperiente, calmante, antiinflmatória, febrífuga, mineralizante, reconstituinte, narcótica, calmamante, afrodisíaca e analgésica. A fruta fresca é usada como antiparasitória. Indicada para uso externo no tratamento de ptiríase versicolor ou pano branco, feridas e úlceras, inflamações, áreas intumecidas, irritadas e dolorosas, dartros, furúnculo, panarício, queimaduras, psoríase, eczema, escrófulas, adcesso, acne, dermatite, erisipela, exantema, leucorréia, pústulas, tinha e vaginite. Internamente para o tratamento de asma, amigdalite, anemia, cirrose, cólicas, diarréias, escorbuto, gastrite, meningite, paludismo, úlcera gástrica, terror noturno, excitação nervosa, cólica e afecções
  • 195.
    Farmácia Verde 193 urinárias, gastralgia,crises hepáticas, espasmos vesicais, distúrbios dgestivos e ginecológicos e hemorróidas. Toxicologia: os frutos verdes são tóxicos. MARMELO Cydonia oblonga (ROSACEAE): Em decocção, frutos, folhas, e sementes possuem efeito calmante e emoliente. MASTRUÇO Coronopus didymus:(CRUCIFERAE): Estimulante da digestão, vermífuga, expectorante, anti-hemorróidas, usada no tratamento de febres intermitentes e palustres, é estomáquica e estimulante das glândulas salivares, vesicatória dérmica, anti- hidrópica, diurética, excitante, peitoral e antiescorbútica. É indicada par afecções respiratórias, dores musculares, bronquite, afecções renais e do estômago, raquitismo, contusões, hipertrofia do coração e ciática. MASTRUÇO-BRAVO Lepidium ruderale (BRASSICACEAE): Antisséptica, depurativa, estomáquica e diurética. É indicada contra impigem, bronquite, tosse, afecções das vias respiratórias, fraqueza pulmonar, laringite, escrófula, escorbuto, dermatose, engorgitamento ganglionar e sífilis. MATA PASTO Senna alata (L.) Irw. Et. Barn.(LEGUMINOSAE – FABACEAE): a folha e a casca possuem ação inseticida, nematicida e carrapaticida. Na medicina caseira é usada para combater piolho, doenças venéreas, a raíz é purgante, usada contra menstruação e para o fígado, possui tanino e ácido crisofânico que é usado para problemas de pele. MELANCIA Citrullus lanatus (Thunb.) Matsum. & Nakai (CUCURBITACEAE): A melancia é uma fruta altamente refrescante, ideal para ser consumida nas épocas de muito calor. Tem propriedades hidratantes (contém cerca de 90% de água),
  • 196.
    Marcelo Rigotti 194 além disso,possui também açúcar, vitaminas do complexo B e sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro. É diurética. MELHORAL Justicia pectoralis var. stenophylla (ACANTHACEAE): Analgésica, antiinflamatória, broncodilatadora, sedante nervoso, peitoral, expectorante, febrífuga, béquica, cicatrizante, afrodisíaca, anti-reumática, catamenial, adstringente, anti-hemorrágica das vias urinárias e tranquilizante. Relaxante da musculatura lisa e atividade antibacteriana. Indicada para gastralgias, cortes e catarros brônquicos, gota, enfermidades do fígado, infecções das vias respiratórias, dermatites, feridas, aftas, insônia e afecções nervosas.Toxicologia: em altas doses é alucinógeno. MELISSA Melissa officinalis L. (LABIATAE): A melissa é recomendada para problemas de coração. Sua ação principal é como um tranqüilizador. Isto acalma espasmos nervosos e cólicas. O chá quente é bom para calafrios, gripes e febres. Sua ação sedativa têm sido utilizada para ajudar no tratamento de problemas psiquiátricos, incluindo distonia. A sua ação é útil para tratar eczema e dores de cabeça. Hoje, esta erva é ainda amplamente usada por suas propriedades calmantes, e novas pesquisas mostram que pode ajudar significativamente no tratamento de resfriado. Relaxante, antiespasmódico, resfriado, carminativo, anti- viral e tônico dos nervos. MELÃO-DE-SÃO-CAETANO Momordica charanthia L. (CUCURBITACEAE): É uma trepadeira muito comum no Brasil, e as suas folhas são usadas internamente contra diabetes e externamente contra frieiras, eczemas, problemas de pele e câncer de pele. MENTRASTO Ageratum conyzoides L. (ASTERACEAE): Ocorre em quase todo o mundo, possui alcalóides e pode ser usado contra
  • 197.
    Farmácia Verde 195 a artriteou artrose (alivia a dor). Também é usado em contusões e inchaços.Toxicologia: o seu uso interno não é recomendado pois possui um alcalóide a pilirrizodina que pode causar câncer no fígado. MIL FOLHAS Achillea millefolium L. (ASTERACEAE): É usada a muito tempo como um fortalecedor ou tônica. Ajuda na recuperação de resfriados e influenza e é benéfico contra febre. Também é útil para problemas menstruais e desordens circulatórias. Antiespasmódica, tônica adstringente, amarga, aumenta o suor, abaixa pressão sangüínea, reduz febre, diurético moderado e urinário anti-séptico. MILHO Zea mays (GRAMINEAE): Emoliente e protetor da mucosa intestinal, refreador do metabolismo. É diurético edepurativo. excelente fonte de caroteno, ferro, cálcio, enxofre e vitamina C. Combate o hipertireóidismo, anemia, desnutrição, reduz o colesterol, hipertensão arterial, nefrites, gota, etc.Toxicologia: Os cabelos do milho são desaconselhados para quem sofre de hipertrofia da próstata. MIRRA Commiphora molmol syn. C. myrrha: (BURSERACEAE) Mirra tem sido utilizada em perfumes, incenso e embalsamento. Suas propriedades como adstringente, anti-microbial e antissépticas têm sido utilizadas para tratar acne assim como condições inflamatórias. Tem uso específico no tratamento de infecções na boca tal como úlceras, gengivite, assim como problemas de catarro associados com faringite e sinusite. Estimulante, anti-séptico, anti-inflamatório, adstringente, expectorante, antiespasmódico, carminativo. MIRTILO Vaccinium myrtillus L. (ERICACEAE): Tônicas e adstringentes Melhora a visão das pessoas que lêem muito. Protege
  • 198.
    Marcelo Rigotti 196 os olhosdos diabéticos e dos hipertensos. Melhora a circulação sangüínea nas artérias, nas veias e nos capilares. Combate (baixa) o açúcar do sangue MORANGUEIRO Fragaria vesca: depurativa, alcalinizantes, laxante, tonificantes, remineralizantes, emolientes. É indicado nos casos de artritismo, gota, prisão de ventre, estomatites, gengivite, faringite e outras afecções da boca. É adstringente, usado para cicatrizar feridas na pele. Toxicologia: Em algumas pessoas, a ingestão de morangos produz urticária por reação alérgica, uso excessivo pode provocar náuseas. MUSSAMBÊ Cleome spinosa: as folhas e flores são tônicas e a raiz é béquica. As folhas são estimualntes, antiblenorrágicas e antileucorréicas. As folhas aplicadas sobre a pele são rubefacientes, a planta imteira é excitante do aparelho digestivo e vulnerária. A raiz é indicada contra bronquite e o sumo das folhas serve para otites supuradas e lavagem de feridas. MOSTARDA Brassica hirta Moench (mostarda-branca); Brassica nigra Kock (mostarda-negra). BRASSICACEAE (Cruciferae). Na medicina popular suas sementes ativam a circulação e eliminam os inchaços das pernas (LORENZI e MATOS, 2002). N NABO Brassica rapa L. (CRUCIFERAE): A raiz tem . tônicas e faz bem para os pulmões. Cozida, é boa para curar frieiras e feridas na pele. NEEM Azadirachta indica A. Juss. (MELIACEAE): O creme quando colocado sobre as lesões de herpes, obtém-se alívio imediato do coçar e sensação de queimadura. O tempo de cura
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    Farmácia Verde 197 pode levarde dois a quatro semanas. Na forma de cápsulas ou tintura pode ser utilizado em vários tipos de problemas. O pé de atleta pode ser curado através da nata colocada na ferida. Contra a pressão alta pode ser utilizado em forma de cápsulas. No combate a acne na forma de creme antes de ir dormir, antes deve-se lavar o rosto com um sabão de neem. Pode ser usado contra queimadura de sol na forma de loção, eczema, verruga, erupção cutânea causada pelo calor. NÊSPERA Eriobotrya japonica Lindl. (ROSACEAE): A decocção das folhas é usada contra estomatite e inflamações na boca. Sementes maceradas em vinho branco são úteis contra gota. NÓ-DE-CACHORRO Heteropterys aphrodisiaca O. Mach.(MALPIGHIACEAE): Problemas de visão e disenteria, debilidades nervosas, doenças venérias, e como afrodisíaco, NOGUEIRA Juglans regia L (JUGLANDACEAE): É adstringente, antisséptica, cicatrizante, tonificante, vermífuga e hipoglicemiante. É indicada também para combater parasitas intestinais, quando se usa as cascas dos frutos verdes. É recomendável aos que sofrem de esgotamento, astenia ou transtornos do sistema nervoso. O ORA-PRO-NOBIS Peireskia grandiflora: (Cactaceae) é mucilaginosa, hidratante, cicatrizante e nutritiva. Utilizada no tratamento de queimaduras, ferimentos e úlceras internas e externas. ORÉGANO Origanum vulgare L. (LAMIACEAE): Orégano é usado para promover transpiração como um tratamento para resfriados, influenza, e febres. É usado freqüentemente um chá
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    Marcelo Rigotti 198 para aliviardesconforto menstrual. Também é usado em banhos e inalações para limpar os pulmões e passagens bronquiais. OLIVEIRA Olea europaea L. (OLEACEAE): Anti-inflamatória, eupéptica. O óleo é eficaz em inflamações do estômago e intestinos. P PARIETÁRIA Parietaria officinalis L. (URTICACEAE): Diurética, anti-inflamatória, adstringente e emoliente. Afecções das vias urinárias e para uso externo é usado para curar feridas, queimaduras, fissuras anais e labiais. PARIPAROBA Potomorphe umbellatum: (PIPERACEAE): Planta comum em matas fechadas perto de córregos, é utilizada para combater problemas do fígado e baço. Apresenta bons resultados contra epilepsia e outros problemas neurológicos. Deve ser tomado como infusão. Pode ser colocado junto da erva-mate no tereré ou chimarrão PATA DE VACA Bauhinia forficata L. (LEGUMINOSAE – CAESALPINOIDEAE): É diurética e expectorante. É empregada nos tratamentos da diabetes. A casca é indicada para diabetes e as folhas como diurético. PEGA-PEGA Desmodium canum (Gmel.) Schinz. & Thell. (LEGUMINOSAE – FABACEAE): Antiblenorrágica: diurética, estomáquica, hepática, laxante, tônica, febrífuga e béquica. É indicada contra afecções renais, cistite, disfunções gástricas e hepáticas, uretrite, dores estomacais e dos membros, bronquite, feridas e úlceras.
  • 201.
    Farmácia Verde 199 PEIXINHO Stachyslanata L. (LAMIACEAE): Béquica, emoliente, o seu uso é semelhante a Salvia officinalis. PENICILINA Alternanthera brasiliana: (L.) O. Kunt. (AMARANTHACEAE): As flores são béquicas é utilizada no tratamento de diversas doenças, incluindo inflamações, dor e processos infecciosos e, tendo também efeito analgésico e anti- viral. PEPINO Cucumis sativus L. (CUCURBITACEAE): É diurético, sedativo, anti-reumático e sonífero, usado contra erupções cutâneas, cólicas intestinais e em tratamentos de beleza. Valioso para ajudar o tratamento de pressão arterial alta ou baixa. PEQUI Caryocar brasiliense (CARYOCARACEAE): A casca , em infusão, é diurética e age contra a febre, xarope peitoral. Usa-se o fruto, flores e folhas. Fruta rica em vitamina A e E. PERIQUITINHO Alternathera pungens: a planta é indicada para problemas gástricos, hepáticos e intestinais, é diurética e emoliente, o suco fresco é tônico, a infusão é eupépticas, descongestionantes, diuréticas, antiflogísticas, hepáticas e indicadas para distúrbios renais, diarréia infantil e problemas de dentição em crianças. PERPÉTUA Gomphrena globosa: expectotante, febrífuga, béquica, antiespasmódica, tranquilizante, oftálmica, diurética, adstringente, emenagoga, tônica, amarga, aromática e eupéptica. Usada para ifecções do sistema respiratório, distúrbios gastrointestinais e hepáticos, otites e estados nervosos do coração.
  • 202.
    Marcelo Rigotti 200 PÊSSEGO –Erupções da pele podem ser tratadas com a cataplasma das folhas novas. As folhas, em infusão, ajudam a curar úlceras intestinais. PICÃO-BRANCO Galinsoga parviflora: vulnerária e antiescorbútica. PICÃO-PRETO Bidens pilosa; B. bipinnatus: É conhecida como planta daninha e muito comum no Brasil. É utilizado contra hepatite e malária, e possui efeito anti-cancerígeno. É tomado na forma de infusão. PICÃO VERMELHO Bidens gardeni: é diurético, usado contra icterícia, úlceras crônicas, é acre e mucilaginosa. PIMENTA-DO-REINO Piper nigrum: Utilizados em doses pequenas , possui ação excitante sobre os órgãos digestivos, mas o seu uso prolongado pode causar problemas do fígado, inflamações intestinais, hemorróidas e fissuras anais. É muito utilizada contra insetos. PIMENTA-MALAGUETA Capsicum frutescens L. SOLANACEAE Estimula a circulação do sangue e atua no cérebro favoravelmente nos casos de encefalite, meningites, congestão cerebral e ameaças de derrame. Deve-se ressaltar que seus efeitos são mais sensíveis nas mulheres do que nos homens (LORENZI e MATOS, 2002). PIMENTA-LONGA Piper tuberculatum Jacq. PIPERACEAE: Comprovada atividade carcinogênica in vitro, além de ter grande importância científico-tecnológica como precursora de vários compostos notadamente fármacos, bioinseticidas biodegradáveis, fixadores de aroma e, mais recentemente, de drogas antitrombóticas e auxinas endólicas.
  • 203.
    Farmácia Verde 201 PIMENTÃO Capsicumanuum: Contra o alcoolismo pode se fazer uma decocção com 5 g de pimentão em pó fervidos por 2 min e em descanso por 4 horas, tomar duas xícaras ao dia. Artrite e reumatismo podem ser aliviadas com uma solução de álcool e pimentas que devem ficar em descanso por três dias, filtrar e passar o líquido nas regiões doloridas PITANGA Eugenia pitanga, Stenocalix pitanga: Adstringente, Anti- reumática, anti-desintérica, Calmante, febrífuga e vermífuga. É usada em forma de chá (decocção) para combater reumatismos, febres e diabetes. Combate também bronquite infantil, gota, hipertensão, ansiedade. O fruto, em decocção ou infusão, é estimulante , antitérmico, antidiarréico, e anti reumático. A folha é usada contra a diarréia, é aromática, balsâmica, garganta inflamada, tosse, sistema respiratório, esclerose, febre, possui a pitangina que é sucedâneo da quinina, controla gases, bactérias, repele insetos, o fruto é estomacal e calmante. PITEIRA Agave americana L: Diurética, depurativa, vulnerário e cicatrizante. Edemas, retenção de líquidos, icterícia, hepatite e externamente é usado como cicatrizante (usa-se em compressas sobre lesões e feridas da pele). POEJO Mentha pulegium: Digestivo, tônico estomacal, expectorante, emenagogo, antiespasmódico, anti-séptico e carminativo. Mau hálito, combate as fermentações intestinais, é muito utilizado nos resfriados e na tosse convulsa. Toxicologia: O uso da essência em doses elevadas pode ser perigoso. PULSÁTILA Pulsatila vulgaris: antiespasmódicas, emenagoga, antibióticas, antimitóticas. Combate a insônia, cólicas digestivas, regula o ciclo menstrual, estimula a atividade ovariana. É indicada,
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    Marcelo Rigotti 202 também, paracombater as dores nevrálgicas, é expectorante, emética e sudorípara. Q QUÁSSIA Quassia amara L: Tônico estomacal, febrífugo, vermífugo, digestivo e aperitivo. A casca dessa árvore é útil principalmente para os que sofrem de problemas digestivos. Muito útil também em casos de debilidade digestivas por problemas nervosos. É um fortificante do estômago, muito eficaz. Combate os oxiúros. Toxicologia: Produz vômitos se usada em doses altas. É desaconselhável seu uso por mulheres durante a menstruação e portadores de úlcera gastroduodenal. QUEBRA-PEDRA Phyllanthus niruri: Planta muito comum em qualquer parte do mundo, é tida como praga. Possui excelente efeito diurético, auxiliando a eliminação de cálculos renais e afecções do fígado. Possui efeito hipoglicemiante. Deve ser tomado em infusão duas a três vezes ao dia. QUEBRA PEDRAS RASTEIRO VERDE Euphorbia thymifolia: possui ação diurética e vermífuga. QUINA Cinchona calysaia ou Cinchona officinalis: Febrífugas, anti- maláricas, tonificante, adstringente e cicatrizante. Suas . terapêuticas estimulam as funções intestinais, gástricas e hepáticas.Toxicologia: Não exceder as doses indicadas para uso interno, já que podem causar náuseas e vômitos. QUITOCO Pterocaulon virgatum: as raízes são carminativas, resolutivas e digestivas. Em banho atua como estimulante, a infusão das raízes é diurética. A planta é anti-reumática e béquica.
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    Farmácia Verde 203 Indicada parabronquite, afecções hepáticas, metrite, resfriado e dores no corpo. R RABANETE Raphanus sativus: Rabanete estimula o apetite e a digestão. É bebido como suco para controlar indigestão gasosa e constipação. Suco de rabanete preto tem uma ação tônica e laxativa nos intestinos, e indiretamente estimula o fluxo de bílis. Rabanete consumindo geralmente resulta em digestão melhorada, mas algumas pessoas são sensíveis a seu sabor e ação forte. Pode ser comido para aliviar distensão abdominal. Laxante digestivo, moderado. ROMÃ Punica granatum (PUNNICACEAE): A casca do fruto é a parte mais utilizada para eliminar parasitas internos, possui efeito anti-bacteriano, anti-diarréico, anticoncepcional, hemostático e apresenta bons resultados contra amebíase intestinal. A infusão das folhas é indicada para inflamações da boca e da garganta. O xarope da polpa é diurético. ROSA Rosa spp.: Água de rosas são ótimas para nutrir a pele, e também contem vitamina C. é usado como um purificador do sangue, e para tratamento de infecções, resfriados, e influenza. As pétalas são usadas em incenso e sachê, e queimado promove o sono de uma noite tranqüila. O óleo essencial é usado em banhos e rituais para promover a paz, amor, e harmonia. RUBIM Leonurus sibiricus: É anti-desentérica, expectorante, cicatrizante, emenagogo, eupéptico, diurético e vermífugo. Usada em forma de chá para lavar "feridas brabas", e emplastos socados das folhas cruas para cicatrização. Auxilia no tratamento de distúrbios cardíacos.
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    Marcelo Rigotti 204 RUIBARBO Rheumpalmatum: É estimulante, hepático.Indicações: Usado em casos de astenia, afecções hepáticas, biliares, e no para regular as funções intestinais.Toxicologia: Não pode ser administrado a gestantes. S SABUGUEIRO Sambucus nigra: Sudoríficas, diuréticas, depurativas, anti-inflamatórias, tonificante e laxante. Utilizado em resfriados e gripes para provocar sudação abundante e uma ação depurativa e descongestionante. É muito utilizada em casos de sarampo, rubéola e escarlatina. Combate também afecções da garganta e conjuntivites.Toxicologia: Não comer grandes quantidades de bagas (frutos) de sabugueiro, pois podem provocar náuseas e intolerância digestiva. SAIÃO Kalanchoe gastonis-bonieri: Vulnerária, resolutiva, cicatrizante, refrigerante e tônico pulmonar. As folhas secas e tostadas são úteis para cefaléias, engorgitamento linfático e inchações erisipelosas das pernas. O suco da planta é útil para calos, frieiras e queimaduras. SALSA Petroselinum crispum: É conhecida como uma erva diurética, tônica digestiva e estimulante do fluxo menstrual e também muito utilizada na salada. Folhas de salsa, sementes e caldo da raíz combatem infecções das vias urinárias e ajuda a eliminar pedras do rim. Também estimula o apetite e o fluxo de sangue de órgãos digestivos, e também reduz febres. Salsa tem a habilidade incomum de mascarar odores fortes como o alho em particular. Raíz de salsa é mais comumente prescrita do que as sementes ou folhas em medicamentos herbários. É usada no tratamento para flatulência, cistites e problemas reumáticos. Também é usada como um promotor de menstruação, enquanto é útil em estimular
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    Farmácia Verde 205 um períodoatrasado e alivio da dor menstrual. Digestivo, diurético. SALSAPARRILHA Smilax áspera: Diurética, sudoríficas, depurativa, aperitiva e tonificante. Sua raiz é muito indicada para combater o reumatismo e a artrite. É usada tanto para uso interno como para lavar eczemas.Toxicologia: Produz náuseas em doses elevadas. SALVIA Salvia officinalis: Suas folhas são usadas contra gripes e resfriados e é um remédio excelente para gargantas doloridas e digestão ruim. Também é usado como uma erva tônica suavemente estimulante. Tem um gosto ligeiramente amargo e adstringente. Adstringente, anti-séptico, aromático, carminativo, estrogênico, reduz suor, tônico. SÁLVIA VERMELHA Salvia miltiorrhiza: A raíz e o rizoma possuem efeito na microcirculação causando aumento do fluxo capilar, efeito cardiovascular, possui efeito sedativo, bactericida, anti-inflamatório, anti-ulceroso, anti-coagulante, efeito hipoglicemiante. SANTÔNICO Artemisia maritima L: Vermífugo, combate os Ascaris lumbricoides (lombriga).Toxicologia: Seu uso excessivo provoca excitação nervosa. SAPOTI – O chá da casca é adstringente e antitérmico. SEGURELHA Satureja montana L.: Estimulante, carminativa, antiespasmódica, vermífuga, diuréticas e peitorais. É afrodisíaca (infusão e essência), depurativa, balsâmica e expectorante. Combate as ventosidades do estômago e intestinos. É recomendada aos que sofrem de gastrite e indicada para casos de
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    Marcelo Rigotti 206 fadiga crônica,bronquite aguda, debilidade, hipotensão e astenia. É utilizada em culinária na forma de condimento. SENE Cassia angustifolia; C. acutifólia: Possui efeito fortemente laxativo, é a principal planta utilizada para este fim. SENSITIVA Mimosa pudica: a casca é vermífuga e as raízes são purgativas, eméticas e antidiftéricas. As folhas são utilizadas externamente como antitumorais e antileucorréicas. Internamente são amargo-tônicas, purgativas, antiblenorrágicas, colagogas, emolientes, resolutivas, depurativas anti-reumáticas, odontálgicas e desobstruente do fígado, externamente é usada em banhos para curar tumores e na forma de cataplasma para escrófulas. Em gargarejos, serve para o tratamento de inflamações da boca e garganta. Indicada para afecções hepáticas, reumáticas e articulares, prisão de ventre, afecções reumáticas articulares, granulações da faringe, úlceras cancerosas, moléstias do útero, angina e para desinchar as pernas. Toxicologia: a casca em altas doses é tóxica. SERPILHO Thymus serpyllum: antiespasmódica, cicatrizante, vulnerária, vermífuga, estimulante, parasiticida, antibiótica, digestiva, antisséptica, carminativa, diurética, expectorante, hemostática e tônica. É indicada para o tratamento dos distúrbios do sistema nervoso simpático, coqueluche, dores reumáticas, constipação de crianças de colo, bronquite, diarréia, feridas supuradas, astenia, sarna, artrite, asma, queda de cabelo, convalescença, epistaxe, distúrbios gástricos, fadiga, meteorismo, obstipação e tosse. SERRALHA Sochus oleraceus: anti-inflamatório e diurético. Combate dores de origem reumática, anemia carencial, afecções hepáticas, astenia e também tem ação cicatrizante.
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    Farmácia Verde 207 SETE-SANGRIAS Cupheabalsamina: Depurativa, digestiva, diurética. Combate a arteriosclerose, hipertensão arterial e palpitações. Limpa o estômago e intestinos. Combate também doenças venéreas e afecções da pele. T TABOA Typha dominguensis: adstringente, diurética, antidiarréica, antidisentérica, antiinflmatória, antianêmica, emoliente e tônica. Indicada para o tratamento de aftas e inflamações dérmicas (externo), dismenorréia, dores abdominais durante o puerpério, dores estomacais, contusões eluxações, hemoptises, sangramento nasal, hematúria, hemorragia uterina funcional, afecções das vias urinárias e debilidades em geral. TAIOBA Colocasia antiquorum: Depurativa, emoliente e cicatrizante. Promove cicatrização de úlceras. Sua raiz é, conforme alguns autores e pesquisadores, serve para atenuar casos de lepra. TAIUIÁ Cayaponia tayuia Silmatra brasiliensis: raiz fresca é drástica, quando seca é anti-reumática, anti-sifilítica, depurativa, antinevralgica, calmante das dores, desintoxicante, desobstruente do fígado e do baço, emenagoga, emética, anti-hidrópica e purgativa. Utilizada em dermatoses, ciática, erisipelas, ulceras, feridas, linfagites crônicas, furúnculos, eczemas, dartros, pregas, manchas do rosto, dispepsias, atonia gastrointestinal, dilatação do estômago e paralisia. É usada contra dor de dente, como depurativa do sangue, antissifilítica, purgativa, possui a caiaponina e saponina. Toxicologia: em altas doses é tóxica. TAMARINDO Tamarindus indica: Laxante , colerético e colagogo suave. Refrescante e tonificante. Anti-helmíntico e vermífugo. Indicado nas funções biliares e hepáticas. O chá da polpa é
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    Marcelo Rigotti 208 calmante eage contra a febre. Em decocção, a polpa é boa para prisão de ventre. TANACETO Tanacetum vulgare L: Vermífuga e emenagoga. Indicado no combate a lombrigas e oxiúros. Provoca e regulariza a menstruação. TANCHAGEM Plantago lanceolata; P. major(Foto): É usada como anti-inflamatório, e para neutralizar toxinas. Como um chá moderado é usado para tratar problemas pulmonares em crianças, e como um chá mais forte é usado para tratar úlceras de estômago. Também é usado para diarréia, infecções de bexiga, e para tratar feridas. TÍLIA Tilia europaea L: Sedativa, diurética, sudoríficas, anti- inflamatórias, antiespasmódica e vasodilatadora. Usada em casos de nervosismo e ansiedade, pois é excelente sedativo e calmante para os nervos. É antiespasmódica e diaforética por excelência. É indicada nos catarros brônquicos, bronquites, asma, gripe e tosse rebelde das crianças. A flor e a casca tem o efeito vasodilatador e suavemente hipotensor. TIRIRICA Cyperus rotundus: Regula o fígado e o baço, regula as irregularidades menstruais e dismenorréia, provoca relaxamento da musculatura uterina, possui efeito analgésico, inibe convulsões, possui efeito anti-microbiano, efeito anti-hipertensivo inibe a reprodução do Plasmodium falciparum causador da malária. TOMATE Solanum lycopersicum: Folhas em decocção pode ser tomado contra problemas de bexiga e rins. Para o fígado pode ser feita uma infusão com as folhas. Ungüento dos frutos do tomateiro contra hemorróidas e o suco pode ser usado para o
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    Farmácia Verde 209 intestino. Porpossuir os flavonóides combate o câncer de próstata e de mama. TOMILHO Timo vulgaris: Sua aplicação principal está no tratamento de tosses e problemas de congestão. Muitas fórmulas atuais para lavagens de boca e esfregas de vapor contêm timol, um dos componentes achados no tomilho. Também melhora digestão, destrói parasitas intestinais e é um excelente anti-séptico e tônico. Anti-séptico, tônico, alivia espasmo do músculo, expectorante. TRAPOERABA ERETA Commelina benghalensis: a planta é diurética e emoliente. TRAPOERABA RASTEIRA Commelina cf nudiflora: a planta é diurética, desobstruente, anti-blenorrágica, anti-reumática. É indicada para hidropisia, angina, hemorróidas, afecções herpéticas, verruga, tinha, uretrite, retenção espasmódica da urina. É utilizada como forrageira (pastada), bom para leite (15%) de PB. Na medicina caseira é utilizada como colírio, é diurética, serve para reumatismo, angina, hemorróidas, herpes, verruga e hemorragia. TREVO PEQUENO Oxalis corniculata: anti-térmico, é usado contra hepatites, vesícula biliar, disenteria, timpanismo, prolapso do reto; a raiz é anti-escorbútica e o suco é usado contra verrugas. TREVÃO Oxalis latifólia: é usado no tratamento de clisteres e febres perniciosas. U URTIGA Urtica dioica: Folhas de urtiga contêm ferro e vitamina C, podem ser usadas para tratar anemia e pouca circulação. Chá ou cataplasma feito de folhas de urtiga é usado para tratar eczema e
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    Marcelo Rigotti 210 problemas depele. Suas . adstringentes são usadas para evitar sangramento. Hoje, a urtiga é usada para febre, artrites, anemia, e, surpreendentemente, até mesmo para erupção cutânea causada pela urtiga. Diurético, tônico, adstringente, previne hemorragia, anti-alergenico, reduz amplificação de próstata (raiz). URUCUM Bixa orellana: fonte de beta-caroteno, previne o aparecimento de lesões cutâneas causadas pelo Sol, também é utilizada para doenças do coração. UVA Vitis sp: folhas e gavinhas, em infusão, auxiliam nas infecções externas e dos olhos. UVA URSINA Arctostaphylos uva-ursi: adstringente, diurética, antisséptica e anti-inflamatória. Afecções das vias urinárias: cistite, uretrite, prostatite, cálculos renais.Toxicologia: Seu uso não deve prolongar-se por mais de 10 dias, 15 no máximo. V VALERIANA Valeriana officinalis: é uma planta relaxante, e é muito efetivo para insônia. É freqüentemente usado como um tranqüilizante, mas não deixa nenhum efeito lento no usuário. É usado para tensão nervosa, alivio da dor, e para espasmos musculares. Não deve ser tomado por um período longo de tempo, pode causar depressão mental em algumas pessoas depois de uso fixo a longo prazo. VASSOURINHA-DE-BOTÃO Borreria verticillata: é emética, antidisentérica e anti-hemorroidal. Utilizada no tratamento de dermatoses, erisipela e varizes.
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    Farmácia Verde 211 VELAME DOCAMPO Croton campestris: Um dos melhores depurativos do sangue, combate doenças nos ossos e o reumatismo. VERBASCO Buddleya brasiliensis: emoliente, sudorífica, anti- reumática, anti-hemorroidária, hemostática, antiartrítica, antiofídica, depurativa, adstringente, diurética, expectorante peitoral, sedativa, béquica, antigripal, anódina, antiálgica, antiasmática e calmante. Útil no tratamento de bronquite, doenças pulmonares, hemoptises, catarro e contusões.Toxicologia: o uso em excesso é tóxica. VERBENA Verbena officinalis: é usada para tratar o fígado e doenças relacionadas ao fígado, como também menstruações dolorosas ou irregulares. Também ajuda no aumento do fluxo do leite de uma mãe. Verbena é usada em incensos e banhos. VETIVER Vetivera zizanioides: estimulante, antisséptica, diaforética, febrífuga, tônica, calmante das enxaquecas, das nevralgias, carminativa e anti-histérica. Indicada para enxaqueca. VIOLETA Viola odorata: é efetiva curando úlceras internas. É interiormente e externamente usado para abscessos, tumores, e glândulas inchadas. É útil tratando tumores malignos ou benignos. VOADEIRA Conyza bonariensis: é diurética, contra vermes, diarréia e hemorróidas. X XIMBUVA Enterobium contortisiliquum: do fruto se faz sabão, é abortivo possui saponina, tanino e a casca é usada contra infecções renais.
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    Marcelo Rigotti 212 Z ZEDOÁRIA Curcumazedoaria: estimulante aromático, regulador das funções hepáticas, digestiva e renal, antiasmática, febrífuga, vermífuga, anti-reumática, antidispeptica, estomáquica, emenagoga, restauradora e antiflatulência. Indicada para prevenção de úlcera gástrica, útil no tratmento de distúrbios hepáticos, hepatite, resfriados, afecções urinárias, cólicas, vômitos, tosse, distúrbios menstruais e gastrinntestinais, problemas pulmonares e dermatoses. Toxicologia: mulheres nos três primeiros meses de gravidez não devem ingerir.
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    Farmácia Verde 213 Fotos deplantas medicinais Figura 1. Melissa (Melissa officinalis). F
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    Marcelo Rigotti 214 Figura 2.Arruda (Ruta graveolens). Figura 3. Arruda (Ruta graveolens).
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    Farmácia Verde 215 Figura 4.Pariparoba (Piper umbellatum).
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    Marcelo Rigotti 216 Figura 5.Gengibre (Zingiber officinale).
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    Farmácia Verde 217 Figura 6.Funcho (Foeniculum vulgare). Figura 7. Funcho (Foeniculum vulgare).
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    Marcelo Rigotti 218 Figura 8.Funcho (Foeniculum vulgare). Figura 9. Manjericão (Ocimum basilicum).
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    Farmácia Verde 219 Figura 10.Jambolão (Syzigium jambolanum). Figura 11. Insulina (Cissus cyssioides).
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    Marcelo Rigotti 220 Figura 12.Caferana (Vernonia condensata). Figura 13. Urucum (Bixa orellana).
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    Farmácia Verde 221 Fotos daFarmácia Verde Figura 1. Plantas desidratadas embaladas.
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    Marcelo Rigotti 222 Figura 2.Extratos alcoolicos. Figura 3. Plantas desidratadas armazenadas.
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    Farmácia Verde 223 Figura 4.Visão geral da Farmácia Verde.
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