FAMÍLIA
Introdutório em ESF – Cajati - SP
FAMÍLIA
A família constitui um sistema aberto,
dinâmico e complexo, cujos membros
pertencem a um mesmo contexto
social e dele compartilham. É o lugar
do reconhecimento da diferença e do
aprendizado quanto ao unir-se e
separar-se, é a sede das primeiras
trocas afetivo-emocionais e da
construção da identidade
TIPOS DE FAMÍLIA
TIPO CONCEITO RESUMIDO
Nuclear Formada pelos familiares
consanguíneos da pessoa-referência,
possuindo geralmente um núcleo de
um casal e seus filhos
Extensiva Constituída por mais de uma geração,
podendo ter também vínculos
colaterais como tios, primos,
padrinhos, etc...
Unitária Composta por uma só pessoa como,
por exemplo, uma viúva sem filhos
Monoparental Constituída por um dos pais biológicos
e o(s) filho(s), independentemente de
vínculos externos ao núcleo
TIPOS DE FAMÍLIA
TIPO CONCEITO RESUMIDO
Reconstituída Composta por membros de uma
família que, em algum momento, teve
outra configuração, sofreu uma
ruptura e passou a ter um novo
formato
Instituição Instituto que possui a função de criar e
desenvolver afetivamente a
criança/adolescente
Homossexual União de pessoas do mesmo sexo,
que constituem um casal
Famílias com constituição funcional Pessoas que moram juntas e
desempenham papéis parentais em
relação a uma criança/adolescente
ESTRUTURA DA FAMÍLIA
A estrutura da família é composta por
um sistema que abriga subsistemas
familiares, formados pelos membros
da família e suas relações
SUBSISTEMAS FAMILIARES
Subsistema conjugalSubsistema conjugal
Composto por um casal, unido por um
vínculo afetivo que o leva a formar uma
família. O casal negocia, organiza as bases
da convivência e
mantém uma
atitude de
reciprocidade
interna e uma
relação com
outros sistemas
SUBSISTEMAS FAMILIARES
Sistema parentalSistema parental
Refere-se às mesmas pessoas que compõem o
casal ou pessoas que desempenham o papel de
pais através de um vínculo afetivo, podendo ser
biológico ou não, com os filhos. Este sistema é
chamado de executivo, pois deve desempenhar
a socialização, afeto, proteção,
desenvolvimento e educação
SUBSISTEMAS FAMILIARES
Subsistema filialSubsistema filial
Formado pelos filhos,
podendo ser subdividido de acordo com
características específicas como sexo, idade,
relação com os irmãos, etc. As relações dos
pais e entre os irmãos ajudam a desenvolver
a capacidade de negociar, cooperar e
também a desenvolver a relação com figuras
de autoridade e entre iguais.
DINÂMICA FAMILIAR
COMUNICAÇÃO
É todo o tipo de troca dos seres vivos
entre si e destes com o meio
ambiente (gestos, posturas, silêncios,
ouvidos, equívocos, etc.)
DINÂMICA FAMILIAR
PAPÉIS
Os papéis orientam a estrutura das
relações familiares
DINÂMICA FAMILIAR
REGRAS OU
NORMAS
As regras,
necessárias para
qualquer estrutura de
relação, constituem a
expressão dos
valores da família e
da sociedade
DINÂMICA FAMILIAR
PADRÕES DE
COMPORTAMENTO
Os padrões de
comportamento constituem
o resultado do
funcionamento familiar e
das relações da família
com o meio. São
repetitivos e estáveis,
definindo os limites e a
estrutura do sistema
familiar e estabelecendo
os meios de informações
dentro e fora deste
sistema.
DINÂMICA FAMILIAR
RELAÇÕES TRIANGULARES
Tradicionalmente, as relações da família
são analisadas na forma de díades.
Quando há formação de um triângulo,
geralmente isso resulta em uma relação
disfuncional.
O contexto familiar possui alianças de
coalizão em função da inclusão ou
exclusão de um terceiro. O fenômeno da
formação de triângulos adota formas muito
variadas, que nos permite compreender os
conflitos e as tensões.
DINÂMICA FAMILIAR
COESÃO/DIFERENCIAÇÃO
A coesão familiar é a força que une
os membros de uma família e se
traduz em condutas tais como: fazer
coisas juntos, ter amigos e interesses
comuns, estabelecer coalizões,
compartilhar tempo e espaço
POSSIBILIDADES DE
COESÃO/DIFERENCIAÇÃO
Família normal Família
desintegrada
Família simbiótica
Equilíbrio
entre as
tendências
Predomínio
da
diferenciação
sobre a
coesão
Predomínio
da coesão
sobre a
diferenciação
CICLO DE VIDA DA FAMÍLIA
É o processo evolutivo que cumpre a
família no curso dos anos através da
passagem de uma fase a outra da vida
CICLO DE VIDA FAMILIAR
A utilidade do modelo de ciclo vital
consiste na possibilidade, por parte
do observador, de identificar a fase
na qual se encontra a família em
dado momento, propondo ajuda
neste período crítico e, através da
continuidade, observar a mudança e
a reorganização na passagem de
uma fase à outra
ESTÁGIOS DO CICLO DE VIDA
FAMÍLIAR DE CLASSE MÉDIA
ESTÁGIO DE CICLO DE
VIDA FAMILIAR
PROCESSO EMOCIONAL
DE TRANSIÇÃO
MUDANÇAS DE SEGUNDA
ORDEM NO STATUS
FAMILIAR NECESSÁRIAS
PARA PROSSEGUIR O
DESENVOLVIMENTO
1. Saindo de casa, jovens
solteiros
Aceitar a responsabilidade
emocional e financeira
a) Diferenciação do eu
em relação à família
de origem
b) Desenvolvimento de
relacionamentos
íntimos com adultos
iguais
c) Estabelecimento do
eu com relação ao
trabalho e
independência
financeira
ESTÁGIOS DO CICLO DE VIDA
FAMÍLIAR DE CLASSE MÉDIA
ESTÁGIO DE CICLO DE
VIDA FAMILIAR
PROCESSO EMOCIONAL
DE TRANSIÇÃO
MUDANÇAS DE SEGUNDA
ORDEM NO STATUS
FAMILIAR NECESSÁRIAS
PARA PROSSEGUIR O
DESENVOLVIMENTO
2. A união familiar através
do casamento: novo casal
Comprometimento com um
novo sistema
a) Formação do sistema
marital
b) Realinhamento dos
relacionamentos com
as famílias ampliadas
e os amigos, de
forma a incluir o
cônjuge
ESTÁGIOS DO CICLO DE VIDA
FAMÍLIAR DE CLASSE MÉDIA
ESTÁGIO DE CICLO DE
VIDA FAMILIAR
PROCESSO EMOCIONAL
DE TRANSIÇÃO
MUDANÇAS DE SEGUNDA
ORDEM NO STATUS
FAMILIAR NECESSÁRIAS
PARA PROSSEGUIR O
DESENVOLVIMENTO
3. Famílias com filhos
pequenos
Aceitar novos membros no
sistema
a) Ajustar o sistema
conjugal para criar
espaço para o(s)
filho(s)
b) Unir-se nas tarefas
de educação dos
filhos e nas tarefas
financeiras e
domésticas
c) Realinhamento dos
relacionamentos com
a família ampliada
para incluir os papéis
de pais e avós
ESTÁGIOS DO CICLO DE VIDA
FAMÍLIAR DE CLASSE MÉDIA
ESTÁGIO DE CICLO DE
VIDA FAMILIAR
PROCESSO EMOCIONAL
DE TRANSIÇÃO
MUDANÇAS DE SEGUNDA
ORDEM NO STATUS
FAMILIAR NECESSÁRIAS
PARA PROSSEGUIR O
DESENVOLVIMENTO
4. Famílias com
adolescentes
Aumentar a flexibilidade das
fronteiras familiares para
incluir a independência dos
filhos e a fragilidade dos
avós
a) Modificar o
relacionamento com
o(s) filho(s) para
permitir ao
adolescente
movimentar-se para
dentro e para fora do
sistema
b) Novo foco nas
questões conjugais e
profissionais nesta
fase do meio da vida
c) Começar a mudança
no sentido de cuidar
da geração mais
velha
ESTÁGIOS DO CICLO DE VIDA
FAMÍLIAR DE CLASSE MÉDIA
ESTÁGIO DE CICLO DE
VIDA FAMILIAR
PROCESSO EMOCIONAL
DE TRANSIÇÃO
MUDANÇAS DE SEGUNDA
ORDEM NO STATUS
FAMILIAR NECESSÁRIAS
PARA PROSSEGUIR O
DESENVOLVIMENTO
5. Lançando os filhos e
seguindo em frente
Aceitar várias saídas e
entradas no sistema familiar
a) Renegociar o sistema
conjugal como díade
b) Desenvolvimento de
relacionamentos dos
adultos e destes com
os filhos
c) Realinhamento dos
relacionamentos para
incluir parentes por
afinidade e netos
d) Lidar com
incapacidades e
morte dos pais (avós)
ESTÁGIOS DO CICLO DE VIDA
FAMÍLIAR DE CLASSE MÉDIA
ESTÁGIO DE
CICLO DE VIDA
FAMILIAR
PROCESSO
EMOCIONAL DE
TRANSIÇÃO
MUDANÇAS DE SEGUNDA ORDEM NO
STATUS FAMILIAR NECESSÁRIAS PARA
PROSSEGUIR O DESENVOLVIMENTO
6. Famílias no
estágio tardio da
vida
Aceitar a mudança dos
papéis em cada
geração
a) Manter o funcionamento e interesses
próprios e/ou do casal em face do
declínio fisiológico
b) Apoiar um papel mais central da
geração do meio
c) Abrir espaço no sistema para a
sabedoria e experiência dos idosos,
apoiando a geração mais velha sem
superfuncionar por ela
d) Lidar com a perda do cônjuge,
irmãos e outros iguais e preparar-se
para a própria morte. Revisão e
integração da vida
CICLO DE VIDA DA FAMÍLIA DE
CLASSE POPULAR
A família de classe popular é descrita
como uma família extensa, que vive
em um espaço pequeno,
compartilhado por vários membros,
que estabelecem relações fluidas,
não bem-delimitadas e com uma
relação de tempo segmentada ao
longo da vida
CICLO DE VIDA DA FAMÍLIA DE
CLASSE POPULAR
Etapas
Família composta por jovem-
adulto
Família composta por filhos
pequenos
Famílias no estágio tardio
Os primeiros esforços da equipe para ajudar as
famílias a mudar devem consistir em
Explorar a forma como elas definem os seus
problemas;
Detectar quem tem o poder de influenciar os
resultados;
Verificar qual a rede de apoio com que podem
contar,
Saber que forças individuais e familiar possuem
Procurar saber quais recursos da comunidade
podem ser mobilizados para efetivar este auxílio
As habilidades para reunir
informações e explorar as
possibilidades incluem
Ouvir
Observar
Mapear
Redefinir
Ajudar as famílias a explorar acordos
e desacordos através de ações
espontâneas e orientadas
Caso 1
Vc está visitando Maria, uma mãe de primeira viagem, ele tem um bebê de cinco
dias. Ela teve uma gestação normal e ganhou um bebê saudável porém perdeu 100
gramas desde a alta. João, o pai do bebê faz companhia a ea. Maria está amamentando
e tendo dificuldade com a pega, e ela pena que não produz leite suficiente. Ela parece
muito cansada e começa a chorar.
Como vc perguntaria a ela sobre seus sentimentos?
Como vc responderia as dúvidas de Maria sobre seus problemas para amamentar e
sobre a perda de peso do bebê?
Maria disse que ela não tem saído de casa desde que o bebê nasceu e tem chorado
frequentemente. Ela está preocupada porque a casa está uma bagunça quando chega
visita. João é compreensivo com suas lágrimas e diz que isso é normal. Ele está
preocupado sobre seus sentimentos e discretamente pergunta a vc se é depressão.
Como vc responderia a pergunta de joão
Quais informações adicionais vc precisa obter
Como manejar essa situação.
O que te preocupa nesta família? Em relação a mãe? E ao bebê?
Como vc vai acompanhar esta família
Usando o ciclo de vida familiar, o que é uma tarefa normal para ser completa por
essa família ao nascimento de seu primeiro filho
Caso 2
Peggy e Bill trazem seu bebê de seis meses para consulta
de rotina. Eles tem uma outra filha chamada Julie. Após o
exame, com o bebe normal, vc pergunta como as coisas
têm andado com as duas crianças. Os dois pais descrevem
os problemas que eles tem tido com Julie que tem sido
desobediente. Ela recusa ir dormir, briga com seu irmão
menor, e tem frequentemente agredido a todos. Durante a
visita, o pai frequentemente grita com Julie, enquanto sua
mãe tenta distraí-la. Rapidamente parece obvio que Peggy
e Bill tem uma grande tarefa de lidar com essa nova
situação, os dois tiveram formas diferentes de criação.
Que tipo de abordagem deverá ser feita com a criança e
seus pais?
Como ajudar essa família hoje.
Caso 3
Ruth, é nova na área, ela vem para uma consulta e refere que é saudável,
feliz como esposa e mãe de 3 filhos. Miriam, tem 10 anos; David 8, Michael
2. ela conta que David tem atraso no desenvolvimento, ele não fala, não se
veste e precisa de ajuda para a maioria das atividades.
Durante a visita o que vc perguntaria a ruth sobre essa situação?
Como o estress pode afetar essa família?
De que forma o Ciclo de vida dessa família é diferente de uma família
comum?
De que forma o Ciclo de vida dessa família é igual ao de uma família
comum?
Uma semana depois, Ruth visita o posto e diz que Miriam, seu “anjo” que
sempre foi boazinha, útil, dócil. Começou a aterrorizar na escola e em
casa. Ruth não sabe o que aconteceu e pede ajuda para sua filha
O que pode estar afetando Miriam?
E se Miriam fosse mais nova que David ao invés de ser mais velha?
Que tipo de ajuda pode ser dada a Miriam?
Caso 4
Senhor e Senhora B. estão preocupados com seu
filho Bobby. Eles acreditam que alguma coisa
deve estar acontecendo entre ele e seu vizinho,
D., que ocasionalmente cuida dele como babá prá
eles. Eles conheceram D. (13 anos) desde que a
família dele se mudou há 3 anos atrás. Na última
semana, Bobby atipicamente resistiu em ser
deixado com d., chorando e chamando pelos pais.
Senhor e Senhora B. Estão preocupados sobre
possível abuso sexual, mas estão hesitantes para
confrontar D.
Como vc irá iniciar a abordagem nesse caso
Que tipo de informações adicionais vc precisa
fazer
Caso 5
Desde que tinha 15, Dana passa longos períodos nas ruas.
Qual a definição de morador de rua
Que fatores contribuem para que um adolescente more nas ruas
Porque a vida na rua parece mais interessante que a vida em casa
Os pais de Dana são separados desde que ela tinha 8 anos. De início as
coisas estavam bem, mas a medida que a adolescencia ia chegando ela
começou a achar mais “difícil” ficar em casa. Sua mãe, Brenda, começou
um novo relacionamento quando Dana tinha 12, e logo o seu namorado
Doug, se mudou. Doug era um bebedor problema, e sempre perdia o
emprego por causa do seu temperamento. Ele e dana tinham brigas
constantes. Ele começou a agredir fisicamente e fisicamente Dana, ela se
recusa a ir a escola ou trabalhar e sua mãe ficou frustrada ao tentar
encorajá-la a fazer algo por si mesma. Quando fez 15 ela decidiu sair de
casa.
Após 2 meses na rua, Dana conheceu Eric e engravidou. Nove meses
depois Ashley nasceu, pequena para a idade gestacional.
Que problemas de saúde esperamos para essa adolescente de rua
Que fatores na situação de Dana contribuiram para que ela engravidasse
Como esses fatores afetaram sua gestação
Como a equipe de saude da família pode atuar nessa situação
Caso 6
Sra . M, casada por 26 anos, tem 3 filhos, dos quais todos com
exceção do último já saíram de casa. Ela é geralmente saudável,
no entanto nos últimos 3 anos tem experimentado sudorese
noturna e sua menstruação se tornou muito irregular. Ela não
menstrua a 4 meses e agora está experimentando calorões e
interrupção do sono. Ela acha estes sintomas muito incômodos, e
durante a visita ela parece agitada e pergunta o que ela deve fazer.
Como vc responde sua questão?
O que mais vc precisa saber sobre sua história?
Quais perguntas vc tem sobre possíveis causas de sua agitação.
Durante a entrevista vc descobre que seu filho mais jovem está
deixando a casa para morar um amigo, e a senhora M, foi demitida.
Ela está muito preocupada sobre sua idade, se ela não está apta a
encontrar outro trabalho, e como ela e o marido vão sustentar a
casa
Quais dilemas do ciclo de vida a senhora M. está confrontando
agora
Como ajudar Sra M. a perceber a sua situação e agir
Como ajudar dentro da família a Senhora M.

Famc3adlia

  • 1.
  • 2.
    FAMÍLIA A família constituium sistema aberto, dinâmico e complexo, cujos membros pertencem a um mesmo contexto social e dele compartilham. É o lugar do reconhecimento da diferença e do aprendizado quanto ao unir-se e separar-se, é a sede das primeiras trocas afetivo-emocionais e da construção da identidade
  • 3.
    TIPOS DE FAMÍLIA TIPOCONCEITO RESUMIDO Nuclear Formada pelos familiares consanguíneos da pessoa-referência, possuindo geralmente um núcleo de um casal e seus filhos Extensiva Constituída por mais de uma geração, podendo ter também vínculos colaterais como tios, primos, padrinhos, etc... Unitária Composta por uma só pessoa como, por exemplo, uma viúva sem filhos Monoparental Constituída por um dos pais biológicos e o(s) filho(s), independentemente de vínculos externos ao núcleo
  • 4.
    TIPOS DE FAMÍLIA TIPOCONCEITO RESUMIDO Reconstituída Composta por membros de uma família que, em algum momento, teve outra configuração, sofreu uma ruptura e passou a ter um novo formato Instituição Instituto que possui a função de criar e desenvolver afetivamente a criança/adolescente Homossexual União de pessoas do mesmo sexo, que constituem um casal Famílias com constituição funcional Pessoas que moram juntas e desempenham papéis parentais em relação a uma criança/adolescente
  • 5.
    ESTRUTURA DA FAMÍLIA Aestrutura da família é composta por um sistema que abriga subsistemas familiares, formados pelos membros da família e suas relações
  • 6.
    SUBSISTEMAS FAMILIARES Subsistema conjugalSubsistemaconjugal Composto por um casal, unido por um vínculo afetivo que o leva a formar uma família. O casal negocia, organiza as bases da convivência e mantém uma atitude de reciprocidade interna e uma relação com outros sistemas
  • 7.
    SUBSISTEMAS FAMILIARES Sistema parentalSistemaparental Refere-se às mesmas pessoas que compõem o casal ou pessoas que desempenham o papel de pais através de um vínculo afetivo, podendo ser biológico ou não, com os filhos. Este sistema é chamado de executivo, pois deve desempenhar a socialização, afeto, proteção, desenvolvimento e educação
  • 8.
    SUBSISTEMAS FAMILIARES Subsistema filialSubsistemafilial Formado pelos filhos, podendo ser subdividido de acordo com características específicas como sexo, idade, relação com os irmãos, etc. As relações dos pais e entre os irmãos ajudam a desenvolver a capacidade de negociar, cooperar e também a desenvolver a relação com figuras de autoridade e entre iguais.
  • 9.
    DINÂMICA FAMILIAR COMUNICAÇÃO É todoo tipo de troca dos seres vivos entre si e destes com o meio ambiente (gestos, posturas, silêncios, ouvidos, equívocos, etc.)
  • 10.
    DINÂMICA FAMILIAR PAPÉIS Os papéisorientam a estrutura das relações familiares
  • 11.
    DINÂMICA FAMILIAR REGRAS OU NORMAS Asregras, necessárias para qualquer estrutura de relação, constituem a expressão dos valores da família e da sociedade
  • 12.
    DINÂMICA FAMILIAR PADRÕES DE COMPORTAMENTO Ospadrões de comportamento constituem o resultado do funcionamento familiar e das relações da família com o meio. São repetitivos e estáveis, definindo os limites e a estrutura do sistema familiar e estabelecendo os meios de informações dentro e fora deste sistema.
  • 13.
    DINÂMICA FAMILIAR RELAÇÕES TRIANGULARES Tradicionalmente,as relações da família são analisadas na forma de díades. Quando há formação de um triângulo, geralmente isso resulta em uma relação disfuncional. O contexto familiar possui alianças de coalizão em função da inclusão ou exclusão de um terceiro. O fenômeno da formação de triângulos adota formas muito variadas, que nos permite compreender os conflitos e as tensões.
  • 14.
    DINÂMICA FAMILIAR COESÃO/DIFERENCIAÇÃO A coesãofamiliar é a força que une os membros de uma família e se traduz em condutas tais como: fazer coisas juntos, ter amigos e interesses comuns, estabelecer coalizões, compartilhar tempo e espaço
  • 15.
    POSSIBILIDADES DE COESÃO/DIFERENCIAÇÃO Família normalFamília desintegrada Família simbiótica Equilíbrio entre as tendências Predomínio da diferenciação sobre a coesão Predomínio da coesão sobre a diferenciação
  • 16.
    CICLO DE VIDADA FAMÍLIA É o processo evolutivo que cumpre a família no curso dos anos através da passagem de uma fase a outra da vida
  • 17.
    CICLO DE VIDAFAMILIAR A utilidade do modelo de ciclo vital consiste na possibilidade, por parte do observador, de identificar a fase na qual se encontra a família em dado momento, propondo ajuda neste período crítico e, através da continuidade, observar a mudança e a reorganização na passagem de uma fase à outra
  • 18.
    ESTÁGIOS DO CICLODE VIDA FAMÍLIAR DE CLASSE MÉDIA ESTÁGIO DE CICLO DE VIDA FAMILIAR PROCESSO EMOCIONAL DE TRANSIÇÃO MUDANÇAS DE SEGUNDA ORDEM NO STATUS FAMILIAR NECESSÁRIAS PARA PROSSEGUIR O DESENVOLVIMENTO 1. Saindo de casa, jovens solteiros Aceitar a responsabilidade emocional e financeira a) Diferenciação do eu em relação à família de origem b) Desenvolvimento de relacionamentos íntimos com adultos iguais c) Estabelecimento do eu com relação ao trabalho e independência financeira
  • 19.
    ESTÁGIOS DO CICLODE VIDA FAMÍLIAR DE CLASSE MÉDIA ESTÁGIO DE CICLO DE VIDA FAMILIAR PROCESSO EMOCIONAL DE TRANSIÇÃO MUDANÇAS DE SEGUNDA ORDEM NO STATUS FAMILIAR NECESSÁRIAS PARA PROSSEGUIR O DESENVOLVIMENTO 2. A união familiar através do casamento: novo casal Comprometimento com um novo sistema a) Formação do sistema marital b) Realinhamento dos relacionamentos com as famílias ampliadas e os amigos, de forma a incluir o cônjuge
  • 20.
    ESTÁGIOS DO CICLODE VIDA FAMÍLIAR DE CLASSE MÉDIA ESTÁGIO DE CICLO DE VIDA FAMILIAR PROCESSO EMOCIONAL DE TRANSIÇÃO MUDANÇAS DE SEGUNDA ORDEM NO STATUS FAMILIAR NECESSÁRIAS PARA PROSSEGUIR O DESENVOLVIMENTO 3. Famílias com filhos pequenos Aceitar novos membros no sistema a) Ajustar o sistema conjugal para criar espaço para o(s) filho(s) b) Unir-se nas tarefas de educação dos filhos e nas tarefas financeiras e domésticas c) Realinhamento dos relacionamentos com a família ampliada para incluir os papéis de pais e avós
  • 21.
    ESTÁGIOS DO CICLODE VIDA FAMÍLIAR DE CLASSE MÉDIA ESTÁGIO DE CICLO DE VIDA FAMILIAR PROCESSO EMOCIONAL DE TRANSIÇÃO MUDANÇAS DE SEGUNDA ORDEM NO STATUS FAMILIAR NECESSÁRIAS PARA PROSSEGUIR O DESENVOLVIMENTO 4. Famílias com adolescentes Aumentar a flexibilidade das fronteiras familiares para incluir a independência dos filhos e a fragilidade dos avós a) Modificar o relacionamento com o(s) filho(s) para permitir ao adolescente movimentar-se para dentro e para fora do sistema b) Novo foco nas questões conjugais e profissionais nesta fase do meio da vida c) Começar a mudança no sentido de cuidar da geração mais velha
  • 22.
    ESTÁGIOS DO CICLODE VIDA FAMÍLIAR DE CLASSE MÉDIA ESTÁGIO DE CICLO DE VIDA FAMILIAR PROCESSO EMOCIONAL DE TRANSIÇÃO MUDANÇAS DE SEGUNDA ORDEM NO STATUS FAMILIAR NECESSÁRIAS PARA PROSSEGUIR O DESENVOLVIMENTO 5. Lançando os filhos e seguindo em frente Aceitar várias saídas e entradas no sistema familiar a) Renegociar o sistema conjugal como díade b) Desenvolvimento de relacionamentos dos adultos e destes com os filhos c) Realinhamento dos relacionamentos para incluir parentes por afinidade e netos d) Lidar com incapacidades e morte dos pais (avós)
  • 23.
    ESTÁGIOS DO CICLODE VIDA FAMÍLIAR DE CLASSE MÉDIA ESTÁGIO DE CICLO DE VIDA FAMILIAR PROCESSO EMOCIONAL DE TRANSIÇÃO MUDANÇAS DE SEGUNDA ORDEM NO STATUS FAMILIAR NECESSÁRIAS PARA PROSSEGUIR O DESENVOLVIMENTO 6. Famílias no estágio tardio da vida Aceitar a mudança dos papéis em cada geração a) Manter o funcionamento e interesses próprios e/ou do casal em face do declínio fisiológico b) Apoiar um papel mais central da geração do meio c) Abrir espaço no sistema para a sabedoria e experiência dos idosos, apoiando a geração mais velha sem superfuncionar por ela d) Lidar com a perda do cônjuge, irmãos e outros iguais e preparar-se para a própria morte. Revisão e integração da vida
  • 24.
    CICLO DE VIDADA FAMÍLIA DE CLASSE POPULAR A família de classe popular é descrita como uma família extensa, que vive em um espaço pequeno, compartilhado por vários membros, que estabelecem relações fluidas, não bem-delimitadas e com uma relação de tempo segmentada ao longo da vida
  • 25.
    CICLO DE VIDADA FAMÍLIA DE CLASSE POPULAR Etapas Família composta por jovem- adulto Família composta por filhos pequenos Famílias no estágio tardio
  • 26.
    Os primeiros esforçosda equipe para ajudar as famílias a mudar devem consistir em Explorar a forma como elas definem os seus problemas; Detectar quem tem o poder de influenciar os resultados; Verificar qual a rede de apoio com que podem contar, Saber que forças individuais e familiar possuem Procurar saber quais recursos da comunidade podem ser mobilizados para efetivar este auxílio
  • 27.
    As habilidades parareunir informações e explorar as possibilidades incluem Ouvir Observar Mapear Redefinir Ajudar as famílias a explorar acordos e desacordos através de ações espontâneas e orientadas
  • 28.
    Caso 1 Vc estávisitando Maria, uma mãe de primeira viagem, ele tem um bebê de cinco dias. Ela teve uma gestação normal e ganhou um bebê saudável porém perdeu 100 gramas desde a alta. João, o pai do bebê faz companhia a ea. Maria está amamentando e tendo dificuldade com a pega, e ela pena que não produz leite suficiente. Ela parece muito cansada e começa a chorar. Como vc perguntaria a ela sobre seus sentimentos? Como vc responderia as dúvidas de Maria sobre seus problemas para amamentar e sobre a perda de peso do bebê? Maria disse que ela não tem saído de casa desde que o bebê nasceu e tem chorado frequentemente. Ela está preocupada porque a casa está uma bagunça quando chega visita. João é compreensivo com suas lágrimas e diz que isso é normal. Ele está preocupado sobre seus sentimentos e discretamente pergunta a vc se é depressão. Como vc responderia a pergunta de joão Quais informações adicionais vc precisa obter Como manejar essa situação. O que te preocupa nesta família? Em relação a mãe? E ao bebê? Como vc vai acompanhar esta família Usando o ciclo de vida familiar, o que é uma tarefa normal para ser completa por essa família ao nascimento de seu primeiro filho
  • 29.
    Caso 2 Peggy eBill trazem seu bebê de seis meses para consulta de rotina. Eles tem uma outra filha chamada Julie. Após o exame, com o bebe normal, vc pergunta como as coisas têm andado com as duas crianças. Os dois pais descrevem os problemas que eles tem tido com Julie que tem sido desobediente. Ela recusa ir dormir, briga com seu irmão menor, e tem frequentemente agredido a todos. Durante a visita, o pai frequentemente grita com Julie, enquanto sua mãe tenta distraí-la. Rapidamente parece obvio que Peggy e Bill tem uma grande tarefa de lidar com essa nova situação, os dois tiveram formas diferentes de criação. Que tipo de abordagem deverá ser feita com a criança e seus pais? Como ajudar essa família hoje.
  • 30.
    Caso 3 Ruth, énova na área, ela vem para uma consulta e refere que é saudável, feliz como esposa e mãe de 3 filhos. Miriam, tem 10 anos; David 8, Michael 2. ela conta que David tem atraso no desenvolvimento, ele não fala, não se veste e precisa de ajuda para a maioria das atividades. Durante a visita o que vc perguntaria a ruth sobre essa situação? Como o estress pode afetar essa família? De que forma o Ciclo de vida dessa família é diferente de uma família comum? De que forma o Ciclo de vida dessa família é igual ao de uma família comum? Uma semana depois, Ruth visita o posto e diz que Miriam, seu “anjo” que sempre foi boazinha, útil, dócil. Começou a aterrorizar na escola e em casa. Ruth não sabe o que aconteceu e pede ajuda para sua filha O que pode estar afetando Miriam? E se Miriam fosse mais nova que David ao invés de ser mais velha? Que tipo de ajuda pode ser dada a Miriam?
  • 31.
    Caso 4 Senhor eSenhora B. estão preocupados com seu filho Bobby. Eles acreditam que alguma coisa deve estar acontecendo entre ele e seu vizinho, D., que ocasionalmente cuida dele como babá prá eles. Eles conheceram D. (13 anos) desde que a família dele se mudou há 3 anos atrás. Na última semana, Bobby atipicamente resistiu em ser deixado com d., chorando e chamando pelos pais. Senhor e Senhora B. Estão preocupados sobre possível abuso sexual, mas estão hesitantes para confrontar D. Como vc irá iniciar a abordagem nesse caso Que tipo de informações adicionais vc precisa fazer
  • 32.
    Caso 5 Desde quetinha 15, Dana passa longos períodos nas ruas. Qual a definição de morador de rua Que fatores contribuem para que um adolescente more nas ruas Porque a vida na rua parece mais interessante que a vida em casa Os pais de Dana são separados desde que ela tinha 8 anos. De início as coisas estavam bem, mas a medida que a adolescencia ia chegando ela começou a achar mais “difícil” ficar em casa. Sua mãe, Brenda, começou um novo relacionamento quando Dana tinha 12, e logo o seu namorado Doug, se mudou. Doug era um bebedor problema, e sempre perdia o emprego por causa do seu temperamento. Ele e dana tinham brigas constantes. Ele começou a agredir fisicamente e fisicamente Dana, ela se recusa a ir a escola ou trabalhar e sua mãe ficou frustrada ao tentar encorajá-la a fazer algo por si mesma. Quando fez 15 ela decidiu sair de casa. Após 2 meses na rua, Dana conheceu Eric e engravidou. Nove meses depois Ashley nasceu, pequena para a idade gestacional. Que problemas de saúde esperamos para essa adolescente de rua Que fatores na situação de Dana contribuiram para que ela engravidasse Como esses fatores afetaram sua gestação Como a equipe de saude da família pode atuar nessa situação
  • 33.
    Caso 6 Sra .M, casada por 26 anos, tem 3 filhos, dos quais todos com exceção do último já saíram de casa. Ela é geralmente saudável, no entanto nos últimos 3 anos tem experimentado sudorese noturna e sua menstruação se tornou muito irregular. Ela não menstrua a 4 meses e agora está experimentando calorões e interrupção do sono. Ela acha estes sintomas muito incômodos, e durante a visita ela parece agitada e pergunta o que ela deve fazer. Como vc responde sua questão? O que mais vc precisa saber sobre sua história? Quais perguntas vc tem sobre possíveis causas de sua agitação. Durante a entrevista vc descobre que seu filho mais jovem está deixando a casa para morar um amigo, e a senhora M, foi demitida. Ela está muito preocupada sobre sua idade, se ela não está apta a encontrar outro trabalho, e como ela e o marido vão sustentar a casa Quais dilemas do ciclo de vida a senhora M. está confrontando agora Como ajudar Sra M. a perceber a sua situação e agir Como ajudar dentro da família a Senhora M.

Notas do Editor

  • #10 As pessoas se comunicam de forma digital (verbal) e analógica (não verbal, corporal, facial) Nas relações familiares existe uma predominancia do componente afetivo; por isso, na vida familiar, a comunicação se dá de forma analógica. As patologias podem ocorrer por uma dificuldade em traduzir a comunicação, o que origina distorções, problemas de comunicação, comunicação paradoxal e dupla mensagem O aspecto relacional da comunicação, que se refere ao modo como deve ser entendida a mensage, denomina-se metacomunicação e se expressa, geralmente, de forma analógica, através da linguagem, que não é falada, mas sim, manifestada. A ambiguidade entre o que se comunica e o que se metacomunica é geralmente a origem de uma série de problemas
  • #11 Cada pessoa da família desempenha uma variedade de papéis que se integram à estrutura da família e que se referem às expectativas e normas que a família tem com respeito à posição e conduta de cada um de seus membros Tradicionalmente, se tem atribuído graus e formas de poderes diferentes a cada membro da família, de acordo com o papel que cada um desempenha na estrutura intra e extrafamiliar.
  • #12 As regras representam um conjunto de prescrições de conduta que define as relações e organiza a maneira como os membros da família irão atuar. Regras ou normas podem ser: Explícitas Implícitas Seccretas ou que não necessitam ser explicitadas verbalmente
  • #15 O grau de coesão está relacionado com a diferenciação de seus membros, sendo que a diferenciação extrema desintegra a família, e a coesão excessiva destrói o espaço de crescimento individual. Para sintetizar a díade coesão/ diferenciação, apresentamos 3 possibilidades
  • #17 Ao longo de sua tragetória, a família passa por vários estágios que se caracterizam por eventos naturais que, necessariamente provocam mudanças na organização do sistema familiar. São consideradas etapas previsíveis as situações esperadas no desenvolviemtno da vida familiar, etapas imprevisíveis os fatos inesperados que alteram o tempo e as funções da família, de forma a modificar seu ciclo vital (podemos citar como exemplos morte precoce, gestação na adolescência) As distintas etapas do ciclo de vida familiar são marcadas por eventos particularmente significativos como os nascimentos e as mortes, as separações eas uniões, as inclusões dos membros das famílias, portanto, eventos que se referem às mudanças estruturais da família. A cada fase do ciclo da vida, a família deve enfrentar uma situação nova (associada a um evento) que poe em xeque as antigas modalidades de funcionamento que já não são as ideais para a mundança que ocorre, necessitando uma nova ordem familiar, sengundo Malagoli togliati e telfener, 1992