1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA 
Os primeiros indícios relacionados a estatística são de 3000 A.C. quando faziam censos na Babilônia, 
China e Egito e em uma instrução dada por Moisés no 4° livro do velho testamento, para que fizesse um 
levantamento dos homens de Israel aptos para guerrear, estas informações eram utilizadas para taxar 
impostos e alistar militares. Posteriormente foram feitos censos em todo império Romano. 
Entre 1545 e 1563, a Igreja Católica reconhece a importância dos registros de batismos, casamentos e 
óbitos, tornados compulsórios a partir do Concilio do Trento. 
No período do Renascimento, despertou-se o interesse pela coleta de dados estatísticos, principalmente 
por suas aplicações na administração pública. A obra pioneira de Francesco Sansovini (1521 – 1586), 
representante da orientação descritiva dos estatísticos publicada em 1561 é um exemplo dessa época. 
Entretanto, os mais amplos e gerais foram os estudos feitos pelos alemães, especialmente por Gottfried 
Achenwall (1719 – 1772), a quem se atribui ter criado o vocabulário da estatística, em 1746. Porém nada 
mais fizeram do que dar melhor sistematização e definição da mesma orientação descritiva dos estatísticos 
italianos. 
Muitos censos foram realizados países citados nos parágrafos, anteriores, porém nenhum deles realmente 
marca o início da estatística propriamente dita, são apenas o levantamento de dados. Olhando pelo ponto 
de vista do verdadeiro significado da estatística, o desenvolvimento da estatística tem início em suas 
aplicações. 
A primeira tentativa para se tirar conclusões a partir de dados numéricos foi feita somente no século 17, 
na Inglaterra, com o que foi denominado Aritmética Política, que evoluiu para o que se chama hoje de 
demografia. Contudo, só começou realmente a existir como disciplina autônoma no raiar do século 20, o 
verdadeiro início da estatística moderna. 
No Brasil, Os primeiros dados que se tem notícia são de 1585, quando o Padre José de Anchieta registrou 
os habitantes de algumas capitanias, e em outras apenas o número de habitações. As contagens iniciais 
eram realizadas, via domínio religioso, pelas autoridades eclesiásticas, nas áreas de sua atuação, em 
obediência às ordens de Portugal. Para estas contagens eram elaboradas listas de frequentadores de uma 
paróquia ou de católicos que comungavam, sendo que estas listas não incluíam as crianças. 
(GONÇALVES, 1995).

Evolução Histórica da Estatistica

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    1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA Os primeiros indícios relacionados a estatística são de 3000 A.C. quando faziam censos na Babilônia, China e Egito e em uma instrução dada por Moisés no 4° livro do velho testamento, para que fizesse um levantamento dos homens de Israel aptos para guerrear, estas informações eram utilizadas para taxar impostos e alistar militares. Posteriormente foram feitos censos em todo império Romano. Entre 1545 e 1563, a Igreja Católica reconhece a importância dos registros de batismos, casamentos e óbitos, tornados compulsórios a partir do Concilio do Trento. No período do Renascimento, despertou-se o interesse pela coleta de dados estatísticos, principalmente por suas aplicações na administração pública. A obra pioneira de Francesco Sansovini (1521 – 1586), representante da orientação descritiva dos estatísticos publicada em 1561 é um exemplo dessa época. Entretanto, os mais amplos e gerais foram os estudos feitos pelos alemães, especialmente por Gottfried Achenwall (1719 – 1772), a quem se atribui ter criado o vocabulário da estatística, em 1746. Porém nada mais fizeram do que dar melhor sistematização e definição da mesma orientação descritiva dos estatísticos italianos. Muitos censos foram realizados países citados nos parágrafos, anteriores, porém nenhum deles realmente marca o início da estatística propriamente dita, são apenas o levantamento de dados. Olhando pelo ponto de vista do verdadeiro significado da estatística, o desenvolvimento da estatística tem início em suas aplicações. A primeira tentativa para se tirar conclusões a partir de dados numéricos foi feita somente no século 17, na Inglaterra, com o que foi denominado Aritmética Política, que evoluiu para o que se chama hoje de demografia. Contudo, só começou realmente a existir como disciplina autônoma no raiar do século 20, o verdadeiro início da estatística moderna. No Brasil, Os primeiros dados que se tem notícia são de 1585, quando o Padre José de Anchieta registrou os habitantes de algumas capitanias, e em outras apenas o número de habitações. As contagens iniciais eram realizadas, via domínio religioso, pelas autoridades eclesiásticas, nas áreas de sua atuação, em obediência às ordens de Portugal. Para estas contagens eram elaboradas listas de frequentadores de uma paróquia ou de católicos que comungavam, sendo que estas listas não incluíam as crianças. (GONÇALVES, 1995).