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Modelo estabelecido pela prática:
O que são?
Como se
definem?
Qual a
situação de
produção?
Quem é o
receptor?
Qual é o
conteúdo?
Qual o estilo?
.
Horósco
po
Previsão de vida
de uma pessoa
baseada na
posição dos
astros
Indução a
um
comporta-
mento;
Leitor
interes-
sado no
tema
predizer alguma
coisa ou levar o
interlocutor a crer
em alguma coisa,
que ainda está
por ocorrer
Linguagem
informal
Bilhete carta informal e
breve
passar
uma
mensagem
destinatário
específico
Variado Linguagem
informal
Diário relato de
experiências
pessoais.
registro de
situações
do cotidi-
ano fatos
pessoais
o autor Questões íntimas:
sentimentos,
impressões,
segredos
Linguagem
informal
Notícia resumo informativo
de um fato ou
assunto.
registro
dos fatos.
leitores
genéricos e
específicos
(seções)
Informar fatos
relevantes acerca
de política,
economia,
sociedade e
cultura
Linguagem
Culta (Formal)
Produção
escrita
Competência
METAGENÉRICA
CONHECIMENTO do gênero; de suas
características e de suas funções
Propicia a escolha adequada do que produzir
textualmente em situações comunicativas
Possibilita diferenciar os diversos gêneros;
identificar as práticas sociais que os solicitam;
reconhecer a predominância de sequências
tipológicas
CAPACIDADE
METATEXTUAL
Orienta quanto da construção e
intelecção/compreensão de textos
Refletem condições específicas e finalidades
de cada esfera da atividade humana: tema,
recursos da língua e construção
composicional (Bakhtin, 1992)
GÊNEROS
Produções Orais ou Escritas;
Formas-padrão relativamente estáveis de
estruturação de um todo – recursos:
lexicais, fraseológicos e gramaticais.
São modelados e remodelados em
processos interacionais dos quais
participam os sujeitos;
São heterogêneos - do diálogo cotidiano à
tese científica – esferas cotidianas e
esferas públicas e complexas. –
Primários e Secundários
GÊNEROS TEXTUAIS EM PERSPECTIVA ATUAL
Estudo do campo da Linguística Textual ampliaram a
compreensão do processamento cognitivo do texto
– recepção e produção;
Segundo Bakhtin, são enunciados relativamente
estáveis, constituídos de: conteúdo (tema),
composição (elementos textuais) e estilo (vínculo
tema/estrutura);
Para Marcuschi (2002), a comunicação ocorre a partir
deles, por serem práticas socialmente construídas
com este objetivo e concretizada por meio deles;
Koch (2004a) afirma que os indivíduos são dotados
de uma competência metagenérica que lhes
permite interagir convenientemente nas diversas
GÊNEROS TEXTUAIS EM PERSPECTIVA ATUAL
Bakhtin (1992) afirma que a atividade de fala ou de
escrita sempre exige do sujeito produtor “uma
forma padrão e relativamente estável de
estruturação de um todo, que constitui um rico
repertório dos gêneros do discurso orais (e
escritos).
Em nossas práticas comunicativas usamos os
gêneros com segurança e destreza, mas
podemos ignorar totalmente a sua existência
teórica, ou seja, produzimos independe de ter
estudado o gênero;
Se não existissem os gêneros do discurso e se
não o dominássemos, se tivéssemos de criá-los
pela primeira vez no processo da fala, se
COMO E POR QUE PRODUZIMOS TEXTOS?
Produzimos com base em “modelos” construídos
socialmente – os de nosso uso cotidiano ou de
nosso domínio discursivo já estão
internalizados por nós (bilhete, e-mail, carta,
resumo, resenha), o mesmo não ocorre com
textos que não nos são comuns (petição,
memorando, monografia, artigo científico);
Os modelos são abstrações de situações de que
participamos e do modo de nos comportarmos
linguisticamente, na inter-relação de aspectos:
cognitivos, sociais e interacionais;
As práticas sociais induzem a construção e
reconstrução dos modelos os quais organizam
os textos , selecionam as ideias e o modo de
NO ENTANTO:
O que significa dizer que:
- Não somos “livres” para utilizar qualquer forma
textual;
- São produtos sociais, mas não são formas fixas
e estão sujeitos a mudanças decorrentes:
1. das transformações sociais;
2. de novos procedimentos de organização;
3. de acabamento da arquitetura verbal;
4. de modificações em relação do lugar do
ouvinte.
DIFERENCIANDO:
Tipo textual: Gênero textual: Domínio discursivo:
designa uma espécie de construção
teórica definida pela natureza
linguística de sua composição
(aspectos lexicais, sintáticos, tempos
verbais, relações lógicas, estilo). O
tipo caracteriza-se muito mais como
sequências linguísticas (retóricas) do
que como textos materializados; a
rigor, são modos textuais. Em geral,
os tipos textuais abrangem cerca de
meia dúzia de categorias conhecidas
como: narração, argumentação,
exposição, descrição, injunção. O
conjunto de categorias para designar
tipos textuais é limitado e sem
tendência a aumentar. Quando
predomina um modo num dado texto
concreto, dizemos que esse é um texto
argumentativo ou narrativo etc
são os textos que encontramos em
nossa vida diária e que apresentam
padrões sociocomunicativos
característicos definidos por
composições funcionais, objetivos
enunciativos e estilos concretamente
realizados na integração de forças
históricas, sociais, institucionais e
técnicas. São entidades empíricas em
situações comunicativas e se
expressam em designações diversas,
constituindo em princípio listagens
abertas. São formas textuais escritas
ou orais bastante estáveis, histórica
e socialmente situadas. Exemplos:
telefonema, sermão, carta pessoal,
carta comercial, resenha, cardápio
de restaurante, bate-papo no
computador...
não abrange um gênero em
particular, mas dá origem a
vários deles. São práticas
discursivas nas quais
podemos identificar um
conjunto de gêneros textuais
que às vezes lhe são
próprios ou específicos como
rotinas comunicativas
institucionalizadas e
instauradoras de relações de
poder (discurso jurídico,
discurso jornalístico,
discurso religioso etc.)
GÊNEROS TEXTUAIS: COMPOSIÇÃO, CONTEÚDO E ESTILO
Segundo Bakhtin, os gêneros possuem:
1. um PLANO COMPOSICIONAL - tipos estáveis
de enunciados – elementos textuais peculiares
2. um CONTEÚDO TEMÁTICO – tema esperado
para no tipo de texto produzido
3. um ESTILO – vinculado ao tem e ao conteúdo,
estabelece os tipos: estrutura do todo e a
relação entre os interlocutores
GÊNEROS TEXTUAIS: COMPOSIÇÃO
GÊNERO CARÁTER ESTRUTURA
CARTA
ABERTA
ou
AO
LEITOR
PESSOAL
dissertativo-
argumentativo
Narrativo ou descritivo
Cabeçalho (local e data); interlocutor; texto;
despedida.
- Linguagem formal, em que se escreve à
sociedade ou a leitores.
- presença de aspectos e uma linguagem
pessoal é mais comum.
CARTÃO
POSTAL
narrativo ou descritivo Destinatário (informação em campo à parte);
saudação inicial; mensagem; saudação final e
assinatura
NOTÍCIA Narrativo e descritivo Título; lide da notícia (quem, o quê, quando?);
Corpo da notícia em pirâmide invertida
(informações básicas no início) como e por
quê?
RECEITA Descritivo e injuntivo Ingredientes; modo de preparo; tempo de
preparo; porções; além disso, com verbos no
imperativo, dado o sentido de ordem, para que
o leitor siga corretamente as instruções.
BULA DE Descritivo, dissertativ que tem por obrigação fornecer as informações
HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
• Gênero: Poema
- Composição: rimas, estrofes...
- Tema: expressão de sentimentos
O último poema
Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais
límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
Manoel Bandeira
• Gênero: artigo de opinião
- Composição:
distribuição das
informações em
forma de texto
(início, meio e
fim),
formalidade
- Tema:
acontecimentos
de ordem social
Gênero: Tirinha
- Composição: ilustrações, informalidade
- Tema: critica a valores, idEias ou acontecimentos sociais
ARGUMENTATIVO
1) NARRATIVO
3)
DISSERTATIVO
2) DESCRITIVO
Intenção
comunicativa:
convencer com base
em razões
TEXTO
IC: contar uma
história/estória
IC: apresentar um
assunto, coisa, lugar
ou pessoa de forma
detalhada
premissa/tese argumentos conclusão
Todo texto tem
uma intenção
comunicativa.
Texto=coer./inc.inc
Pessoa=
contraditória
Num texto
narrativo
encontra-se a
descrição!
Não há
descrição
sem a
narração!
IC: explanar sobre um
tema que, na maioria
das vezes é polêmico.
Transmitir um
conhecimento; analisar,
discutir, defender e
propor solução.
Injuntivo Expositivo
Esquema da tipologia
GÊNEROS TEXTUAIS: CONTEÚDO
Rojo (2005) chama de conteúdo temático os conteúdos
ideologicamente conformados que se tornam comunicáveis
através do gênero.
Costa Val (2003) diz que os gêneros estabelecem pautas
temáticas e formas típicas de tratamento do tema, à medida
que, nas diferentes instâncias de uso da língua, se
estabelecem diferentes expectativas quanto ao leque de
assuntos pertinentes ou impertinentes,
Conclui-se que o tema da enunciação é determinado não só
pelas formas linguísticas que entram na composição (as
palavras, as formas morfológicas ou sintáticas, os sons, as
entoações), mas igualmente pelos elementos não verbais da
situação.
GÊNEROS TEXTUAIS: CONTEÚDO
GÊNERO CONTEÚDO
BIOGRAFIA Fatos mais relevantes da vida de uma pessoa ou
personagem
POESIA SENTIMENTOS
ARTIGO DE
OPINIÃO
Acontecimentos de ordem política, econômica, social,
histórica ou cultural, raramente sobre acontecimentos
pessoais
TIRINHA Crítica bem-humorada a coisas do mundo, modos de
comportamento, valores e sentimentos
CRÔNICA Relato de fatos do cotidiano: mundana, lírica, filosófica,
humorística, jornalística...
TEXTO
ENCICLOPÉDI
CO
Apresenta de maneira organizada e sistemática as
informações básicas sobre determinado conteúdo do
conhecimento humano
RELATÓRIO Experiência, visita técnica ou pesquisa vivenciada
este anúncio divulga o produto, um sutiã, por
meio de um texto, que descreve e enaltece a
marca, e recursos multimodais, como a figura
da mulher, que usa o sutiã, e os próprios
produtos anunciados. Diante disso, não temos
dúvida de que se trata de um anúncio que se
apropriou do gênero manifesto. O próprio
título do texto já nos indica o caráter do novo
gênero, e, como todo manifesto, inicia com
seu nome: Manifesto Viva (interessante, aqui,
é que é o título do manifesto que retoma o
nome da marca). Como todo manifesto,
também, o texto refuta algo – no caso,
determinado comportamento feminino – e
lança, defende e incita, nas pessoas, as quais
se destina, outra proposta, outro
comportamento. Mais uma vez, o recurso
intertextual é usado a favor de que o anúncio
atinja de forma mais direta e, portanto, mais
eficaz, seu público
alvo: nesse caso, as mulheres. Mais uma vez,
também, verificamos como a utilização de
outro gênero contribui para construir o sentido
de um anúncio publicitário e para potencializar
Receita para fazer um herói
Tome-se um homem,
Feito de nada, como nós,
E em tamanho natural.
Embeba-se-lhe a carne,
Lentamente,
Duma certeza aguda,
irracional,
Intensa como o ódio ou
como a fome.
Depois, perto do fim,
Agite-se um pendão
E toque-se um clarim.
Serve-se morto.
Reinaldo Ferreira - Nasceu a 20 Março
1922
(Barcelona, Espanha)
Morreu a 30 Junho 1959
Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva
Ferreira foi um poeta português que
realizou toda a sua obra em
Moçambique.
Oração dos Programadores
Sistema operacional que estais na memória,
Compilado seja o vosso programa,
Venham à tela os vossos comandos,
Seja executada a nossa rotina,
Assim na memória como na impressora.
Acerto nosso de cada dia, rodai hoje
Informai os nossos erros,
Assim como nós informamos o que está
corrigido.
Não nos deixeis cair em looping,
Mas livrai-nos do Dump,
Amém.
ORAÇÃO DO PROFESSOR DE GRAMÁTICA
Verbo,
torna absoluta a minha oração; mas; caso encontre um
irmão de outro credo que tornem-se coordenadas nossas
ações. Verbo, em um tempo composto com locuções em
meu caminho, não quero ser subordinada, mas na
ausência de termo essencial, integrante ou acessório, que
possa usar uma conjunção integrante e escrever algo
coerente; quando de elogios eu precisar, que eu possa as
adjetivas usar as quais por meio de pronomes relativos eu
possa identificar; quando meu texto pobre estiver, que
muitas relações eu possa estabelecer, unindo ao meu
pensar elementos coesivos das circunstâncias adverbiais;
mas para não ficar repetitivo quero usar clareza,
integrando ao meu texto formas reduzidas.
Amém
Sei que não devo, mas não resisti..
GÊNEROS TEXTUAIS: ESTILO
Rojo (2005) diz que o estilo são as configurações específicas das unidades de
linguagem, traços da posição enunciativa do locutor e da construção
composicional do gênero (marcas linguísticas ou estilo)
Para Costa Val (2003), os gêneros definem o estilo, orientando o processo de
seleção de recursos lexicais e morfossintáticos no interior de cada frase e nas
relações interfrasais.
O estilo está indissoluvelmente ligado ao enunciado e a formas típicas de
enunciados, isto é, aos gêneros do discurso.
O enunciado - oral e escrito, primário e secundário, em qualquer esfera da
comunicação verbal - é individual, e por isso pode refletir a individualidade de
quem fala (ou escreve).
Em outras palavras, possui um estilo individual. Mas nem todos os gêneros são
igualmente aptos para refletir a individualidade na língua do enunciado, ou
seja, nem todos são propícios ao estilo individual.
Os gêneros mais propícios são os literários - neles o estilo individual faz parte do
empreendimento enunciativo enquanto tal e constitui uma das suas linhas
diretrizes.
As condições menos favoráveis para refletir a individualidade na língua são as
oferecidas pelos gêneros do discurso que requerem uma forma padronizada,
tais como a formulação
Vou mandar um carrtão de
dia dos namorados para a
Susi Derkins.
Beleza!
Ela é uma
gatinha.
Eu fiz um
coraçãozã
o vermelho
Agora vou botar
renda em volta.
Que gracinha.
Apostoque ela
vai
adorar.
Susie,
Eu te odeio. Morra.
Calvin
GÊNERO: A ESCOLHA DA FERRAMENTA
- A escolha estará sempre em acordo com as
diversas práticas sociais, a partir de:
• esferas de necessidades temáticas;
• conjunto de participantes
• Vontade enunciativa ou intenção do locutor.
- Schneuwly (1994) considera os gêneros
ferramentas na medida em que um sujeito
/enunciador age discursivamente numa situação
definida /ação por uma série de parâmetros, com
a ajuda de um instrumento semiótico /gênero. A
escolha do gênero se dá sempre em função dos
parâmetros da situação que guiam a ação e
estabelecem a relação meio-fim, que é a estrutura
básica de toda atividade mediada.
GÊNERO: A ESCOLHA DA FERRAMENTA
gênero
ação
enunciador
GÊNERO: A ESCOLHA DA FERRAMENTA
enunciador
ação
gênero
Dominar um gênero consistiria no próprio domínio da situação
comunicativa, domínio esse que se pode dar por meio do ensino
das aptidões exigidas para a produção de um gênero
determinado.
Ao comunicar-se socialmente, o produtor escolhe no intertexto o
gênero que lhe parece adequado.
GÊNERO: A ESCOLHA DA FERRAMENTA
O INTERTEXTO – reservatório de modelos textuais - é
constituído pelo conjunto de gêneros de texto elaborados
por gerações anteriores e que podem ser utilizados em
cada situação específica, com eventuais transformações.
Elementos a considerar na escolha do gênero:
- Objetivos visados – lugar social – papéis dos
participantes
-
O agente deve também:
Adaptar o gênero a seus valores particulares (ESTILO) /
transformação dos modelos pela:
* Ausência de uma das categorias previstas na
composição do texto;
* Intertextualidade entre gêneros – produzir um gênero em
formato de outro, mantendo a função do texto-base.
GÊNERO: A ESCOLHA DA FERRAMENTA
ASSIM:
- O gênero é o meio de articulação entre as práticas
sociais e os objetos escolares.
- Uma ação de linguagem consiste em produzir,
compreender, interpretar e/ou memorizar um conjunto
organizado de enunciados orais ou escritos – UM
TEXTO;
- Toda ação linguageira implica em capacidades:
1. de AÇÃO – adaptação às características do contexto e
do referente;
2. DISCURSIVAS – mobilizar o modelo adequado;
3. LINGUÍSTICO-DISCURSIVAS – domínio de operações
SEQUÊNCIAS TEXTUAIS
- ADAM (2008); SCHNEUWLY & DOLZ – Todo texto é
formado de sequências - esquemas linguísticos
básicos que entram na constituição dos diversos
gêneros e variam menos em função das circunstâncias
sociais.
- BEAUGRANDE & DRESSLER (1981) - A comparação
de textos a que estão expostos os falantes e a memória
das características desses textos constroem modelos
mentais tipológicos específicos –
SUPERESTRUTURAS (Van Dijk, 1983) – permitindo
construir e reconhecer as sequências tipológicas.
DESCRIÇÃO
EXPOSIÇÃO
INJUNÇÃO
EXPOSIÇÃO
INJUNÇÃ
O
EXPOSIÇÃ
O
EXPOSIÇÃO
ARGUMENTAÇÃO
EXPOSIÇÃ
Em todos estes gêneros também se
está realizando tipos textuais, podendo
ocorrer que o mesmo gênero realize
dois ou mais tipos.
Um texto é tipologicamente variado
(heterogêneo)
A carta pessoal pode conter uma
seqüência narrativa, uma argumentação,
uma descrição e assim por diante.
Sequências
Tipológicas
Gênero textual
Descritiva Rio, 11/08/1991
Injuntiva Amiga A. P.
Descritiva Para ser mais preciso estou no meu quarto,
escrevendo na escrivaninha, com um Micro System
ligado na minha frente (bem alto, por sinal).
Expositiva Está ligado na Manchete FM – ou rádio dos funks –
Eu adoro funk, principalmente com passos
marcados. Aqui no Rio é o ritmo momento... e você,
gosta? Gosto também de house e dance music, sou
fascinado por discotecas!
Narrativa Ontem mesmo (Sexta-feira) eu fui e cheguei quase
quatro horas da madrugada.
Expositiva Dançar é muito bom, principalmente em uma
discoteca legal. Aqui no condomínio onde moro têm
muitos jovens, somos todos muito amigos e sempre
vamos todos juntos. É muito maneiro!
Sequências
Tipológicas
Gênero textual
Narrativa C. foi três vezes à K. I.,
Injuntiva pergunte só a ele como é!
Expositiva Está tocando agora o “Melô da Mina Sensual”, super
demais! Aqui ouço também a Transamérica e RPC FM.
Injuntiva você, quais rádios curte?
Expositiva Demorei um tempão pra responder, espero
sinceramente que você não esteja chateada comigo.
Eu me amarrei de verdade em vocês aí, do Recife,
principalmente a galera da ET, vocês são muito
maneiros! Meu maior sonho é viajar, ficar um tempo por
aí, conhecer legal vocês todos, sairmos juntos... Só que
não sei ao certo se vou realmente no início de 1992.
Mas pode ser que dê, quem sabe! /........../
Não sei ao certo se vou ou não, mas fique certa que
farei de tudo para conhecer vocês o mais rápido
possível.
Posso te dizer uma coisa? Adoro muito vocês!
Sequências
Tipológicas
Gênero textual
Narrativa Agora, a minha rotina: às segundas, quartas e sextas-
feiras trabalho de 8:00 às 17:00h, em Botafogo. De lá
vou para o T., minha aula vai de 18:30 às 10:40h.
Chego aqui em casa quinze para meia-noite. E às
terças e quintas fico 050 em F. só de 8:00 às 12:30h.
Vou para o T.; às 13:30 começa o meu curso de
Francês (vou me formar ano que vem) e vai até 15:30h.
16:00h vou dar aula e fico até 17:30h. 17:40h às
18:30h faço natação (no T. também) e
até 22:40h tenho aula.
/........../ Ontem eu e Simone fizemos três meses de
namoro;
Injuntiva você sabia que eu estava namorando?
Expositiva Ela mora aqui mesmo no condomínio. A gente se gosta
muito, às vezes eu acho que o namoro não vai durar
muito, entende?
Argumentativa O problema é que ela é muito ciumenta, principalmente
porque eu já fui afim da B., que mora aqui também.
Sequências
Tipológicas
Gênero textual
Narrativa É acho que vou terminando...
Injuntiva Escreva!
Faz um favor? Diga pra M., A., P. e C. que esperem,
não demoro a escrever.
Adoro vocês!
Um beijão!
Narrativa Do amigo
P. P.
15:16h
ORGANIZAÇÃO DE TEXTO
NARRATIVOS
DESCRITIVOS
EXPOSITIVOS
ARGUMENTATIVO
INJUNTIVO
Sequência temporal
Sequências imperativas
Sequências de localização
Sequências analíticas ou analíticas
Sequências contrastivas explícitas
Um gênero pode não ter uma determinada propriedade e ainda continuar
sendo aquele gênero. Ex. o artigo de opinião da folha de São Paulo:
Esse modo de análise pode ser desenvolvido com todos os gêneros.
Nota-se que há uma grande heterogeneidade tipologica nos gêneros
textuais.
Quando se nomeia um certo texto como narrativo, descritivo ou
argumentativo, não está se nomeando o gênero e sim o predomínio de um
tipo de seqüência de base.
NARRATIVO
Apresentação/
Situação inicial
Conflito/
Elemento
modificador
Resolução/
Situação final
SEQUÊNCIAS TEXTUAIS
Narrativa
- Enunciado indicativo de ação;
- Sucessão temporal/causal de eventos;
- Verbo de ação, nos tempos do mundo narrado;
- Advérbios temporais, causais e locativos
- Discurso relatado (direto, indireto e indireto livre)
- Predominam em relatos: notícias, romances, contos,
crônicas, anedota, diário, lenda, fábula, relato, biografia
- Ex.: Os passageiros aterrissaram em Nova York no
meio da noite.
DESCRITIVO
Definição Individuação Designação/dar
nome
SEQUÊNCIAS TEXTUAIS
Descritiva
- Apresentação de propriedades, qualidades, elementos
componentes de uma entidade, sua situação no espaço
etc;
- Estrutura simples com um verbo estático e de situação
ou que indicam propriedades, qualidades, atitudes;
- Verbos no presente (comentários) ou imperfeito (interior
de relato);
- Articuladores espaciais e situacionais
- Anúncio classificado, cardápio, laudo técnico, fichamento,
resumo, ...
- Ex.: Sobre a mesa havia milhares de vidros.
SEQUÊNCIAS TEXTUAIS
Injuntiva
- Prescrições de comportamentos ou ações
sequencialmente ordenadas;
- Verbo no imperativo, infinitivo ou futuro do
presente;
- Articuladores sequenciais
- Enunciados incitadores à ação;
- Podem assumir configuração mais longe onde o
imperativo é substituído por “deve”.
- Anúncio publicitário, regras de jogo, receita, manual de
instruções, regulamento, livro de autoajuda...
- Ex.: Pare! Seja razoável. Todos brasileiros acima de
18 anos do sexo masculino devem comparecer ao
exército para alistarem-se.
ARGUMENTATIVO
Introdução
Tese ou ideia principal
resumida sobre o
ponto de vista do autor.
Desenvolvimento
Formado
por parágrafos que
fundamentam a tese.
Em cada parágrafo é
apresentado um
argumento
a ser desenvolvido
por meio de determinados
*procedimentos.
Conclusão
Pode ser de dois tipos:
a conclusão-resumo,
que retoma as idéias
do texto, e a
conclusão-sugestão,
em que
são feitas propostas
para a solução
de problemas.
Nas aulas de produção
de textos,
tradicionalmente a
escola tem trabalhado
com esse tipo de
texto. Alguns exames
de seleção como os
vestibulares e os
chamados vestibulinhos
para escolas técnicas e
para escolas do ensino
médio, também exigem
a produção de um
texto dissertativo.
A linguagem de um texto
dissertativo, geralmente
pede o tempo presente e o
modo indicativo.
A variedade linguística
empregada é a padrão.
A linguagem é
predominantemente a
impessoal – 3ª. pessoa.
Esse tipo de texto revela
maior preocupação com a
precisão das informações.
SEQUÊNCIAS TEXTUAIS
SEQUÊNCIAS TEXTUAIS
Argumentativa
- Ordenação ideológica de argumentos e/ou
contra-argumentos;
- Elementos modalizadores, verbo introdutores
de opinião, operadores argumentativos;
- uma forma verbal com o verbo ser no
presente e um complemento.
- Enunciado de qualidade.
- Debate, editorial, artigo de opinião, manifesto,
carta aberta, carta de reclamação, resenha,
crônica, monografias, dissertação, tese ...
- Ex.: A obsessão com a durabilidade nas Artes
não é permanente.
SEQUÊNCIAS TEXTUAIS
Expositiva
- Análise ou síntese
de representações
conceituais numa
ordenação lógica
- Exposição sintética pelo processo de composição.
Um sujeito e um predicado(no presente) e um
complemento com um grupo nominal;
- Enunciado de identificação de fenômenos;
- Conectores lógicos;
- verbete de enciclopédia, reportagem, ensaio,.....
- Ex.: Uma parte do cérebro é o córtex.
- Exposição analítica pelo processo de decomposição;
- Um sujeito, um verbo da família do verbo ter(ou
verbos como contém, consiste, compreende) e um
complemento que estabelece com o sujeito uma
relação parte-todo;
- Enunciado de ligação de fenômenos
- Seminário, editorial, relatório.....
- .Ex.: O cérebro tem dez milhões de neurônios.
O QUE É ESCRITA?
Quando construímos nosso discurso,
sempre trazemos de antemão o todo da
nossa enunciação, na forma tanto de um
determinado esquema de gênero quanto
de projeto individual de discurso. Não
enfiamos as palavras, não vamos de
uma palavra a outra, mas é como se
completássemos com as devidas
palavras a totalidade. (BAKHTIN,
1992:292).
O que você vê? O que acontece? Qual a sua opinião acerca do que
está sendo representado na imagem? Redija três parágrafos
respondendo a estes questionamentos.

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Escrita e interação

  • 1.
  • 2. Modelo estabelecido pela prática: O que são? Como se definem? Qual a situação de produção? Quem é o receptor? Qual é o conteúdo? Qual o estilo? . Horósco po Previsão de vida de uma pessoa baseada na posição dos astros Indução a um comporta- mento; Leitor interes- sado no tema predizer alguma coisa ou levar o interlocutor a crer em alguma coisa, que ainda está por ocorrer Linguagem informal Bilhete carta informal e breve passar uma mensagem destinatário específico Variado Linguagem informal Diário relato de experiências pessoais. registro de situações do cotidi- ano fatos pessoais o autor Questões íntimas: sentimentos, impressões, segredos Linguagem informal Notícia resumo informativo de um fato ou assunto. registro dos fatos. leitores genéricos e específicos (seções) Informar fatos relevantes acerca de política, economia, sociedade e cultura Linguagem Culta (Formal)
  • 3. Produção escrita Competência METAGENÉRICA CONHECIMENTO do gênero; de suas características e de suas funções Propicia a escolha adequada do que produzir textualmente em situações comunicativas Possibilita diferenciar os diversos gêneros; identificar as práticas sociais que os solicitam; reconhecer a predominância de sequências tipológicas CAPACIDADE METATEXTUAL Orienta quanto da construção e intelecção/compreensão de textos Refletem condições específicas e finalidades de cada esfera da atividade humana: tema, recursos da língua e construção composicional (Bakhtin, 1992)
  • 4. GÊNEROS Produções Orais ou Escritas; Formas-padrão relativamente estáveis de estruturação de um todo – recursos: lexicais, fraseológicos e gramaticais. São modelados e remodelados em processos interacionais dos quais participam os sujeitos; São heterogêneos - do diálogo cotidiano à tese científica – esferas cotidianas e esferas públicas e complexas. – Primários e Secundários
  • 5. GÊNEROS TEXTUAIS EM PERSPECTIVA ATUAL Estudo do campo da Linguística Textual ampliaram a compreensão do processamento cognitivo do texto – recepção e produção; Segundo Bakhtin, são enunciados relativamente estáveis, constituídos de: conteúdo (tema), composição (elementos textuais) e estilo (vínculo tema/estrutura); Para Marcuschi (2002), a comunicação ocorre a partir deles, por serem práticas socialmente construídas com este objetivo e concretizada por meio deles; Koch (2004a) afirma que os indivíduos são dotados de uma competência metagenérica que lhes permite interagir convenientemente nas diversas
  • 6. GÊNEROS TEXTUAIS EM PERSPECTIVA ATUAL Bakhtin (1992) afirma que a atividade de fala ou de escrita sempre exige do sujeito produtor “uma forma padrão e relativamente estável de estruturação de um todo, que constitui um rico repertório dos gêneros do discurso orais (e escritos). Em nossas práticas comunicativas usamos os gêneros com segurança e destreza, mas podemos ignorar totalmente a sua existência teórica, ou seja, produzimos independe de ter estudado o gênero; Se não existissem os gêneros do discurso e se não o dominássemos, se tivéssemos de criá-los pela primeira vez no processo da fala, se
  • 7. COMO E POR QUE PRODUZIMOS TEXTOS? Produzimos com base em “modelos” construídos socialmente – os de nosso uso cotidiano ou de nosso domínio discursivo já estão internalizados por nós (bilhete, e-mail, carta, resumo, resenha), o mesmo não ocorre com textos que não nos são comuns (petição, memorando, monografia, artigo científico); Os modelos são abstrações de situações de que participamos e do modo de nos comportarmos linguisticamente, na inter-relação de aspectos: cognitivos, sociais e interacionais; As práticas sociais induzem a construção e reconstrução dos modelos os quais organizam os textos , selecionam as ideias e o modo de
  • 8. NO ENTANTO: O que significa dizer que: - Não somos “livres” para utilizar qualquer forma textual; - São produtos sociais, mas não são formas fixas e estão sujeitos a mudanças decorrentes: 1. das transformações sociais; 2. de novos procedimentos de organização; 3. de acabamento da arquitetura verbal; 4. de modificações em relação do lugar do ouvinte.
  • 9.
  • 10. DIFERENCIANDO: Tipo textual: Gênero textual: Domínio discursivo: designa uma espécie de construção teórica definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas, estilo). O tipo caracteriza-se muito mais como sequências linguísticas (retóricas) do que como textos materializados; a rigor, são modos textuais. Em geral, os tipos textuais abrangem cerca de meia dúzia de categorias conhecidas como: narração, argumentação, exposição, descrição, injunção. O conjunto de categorias para designar tipos textuais é limitado e sem tendência a aumentar. Quando predomina um modo num dado texto concreto, dizemos que esse é um texto argumentativo ou narrativo etc são os textos que encontramos em nossa vida diária e que apresentam padrões sociocomunicativos característicos definidos por composições funcionais, objetivos enunciativos e estilos concretamente realizados na integração de forças históricas, sociais, institucionais e técnicas. São entidades empíricas em situações comunicativas e se expressam em designações diversas, constituindo em princípio listagens abertas. São formas textuais escritas ou orais bastante estáveis, histórica e socialmente situadas. Exemplos: telefonema, sermão, carta pessoal, carta comercial, resenha, cardápio de restaurante, bate-papo no computador... não abrange um gênero em particular, mas dá origem a vários deles. São práticas discursivas nas quais podemos identificar um conjunto de gêneros textuais que às vezes lhe são próprios ou específicos como rotinas comunicativas institucionalizadas e instauradoras de relações de poder (discurso jurídico, discurso jornalístico, discurso religioso etc.)
  • 11. GÊNEROS TEXTUAIS: COMPOSIÇÃO, CONTEÚDO E ESTILO Segundo Bakhtin, os gêneros possuem: 1. um PLANO COMPOSICIONAL - tipos estáveis de enunciados – elementos textuais peculiares 2. um CONTEÚDO TEMÁTICO – tema esperado para no tipo de texto produzido 3. um ESTILO – vinculado ao tem e ao conteúdo, estabelece os tipos: estrutura do todo e a relação entre os interlocutores
  • 12. GÊNEROS TEXTUAIS: COMPOSIÇÃO GÊNERO CARÁTER ESTRUTURA CARTA ABERTA ou AO LEITOR PESSOAL dissertativo- argumentativo Narrativo ou descritivo Cabeçalho (local e data); interlocutor; texto; despedida. - Linguagem formal, em que se escreve à sociedade ou a leitores. - presença de aspectos e uma linguagem pessoal é mais comum. CARTÃO POSTAL narrativo ou descritivo Destinatário (informação em campo à parte); saudação inicial; mensagem; saudação final e assinatura NOTÍCIA Narrativo e descritivo Título; lide da notícia (quem, o quê, quando?); Corpo da notícia em pirâmide invertida (informações básicas no início) como e por quê? RECEITA Descritivo e injuntivo Ingredientes; modo de preparo; tempo de preparo; porções; além disso, com verbos no imperativo, dado o sentido de ordem, para que o leitor siga corretamente as instruções. BULA DE Descritivo, dissertativ que tem por obrigação fornecer as informações
  • 13.
  • 14.
  • 16. • Gênero: Poema - Composição: rimas, estrofes... - Tema: expressão de sentimentos O último poema Assim eu quereria o meu último poema. Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos A paixão dos suicidas que se matam sem explicação. Manoel Bandeira
  • 17. • Gênero: artigo de opinião - Composição: distribuição das informações em forma de texto (início, meio e fim), formalidade - Tema: acontecimentos de ordem social
  • 18. Gênero: Tirinha - Composição: ilustrações, informalidade - Tema: critica a valores, idEias ou acontecimentos sociais
  • 19. ARGUMENTATIVO 1) NARRATIVO 3) DISSERTATIVO 2) DESCRITIVO Intenção comunicativa: convencer com base em razões TEXTO IC: contar uma história/estória IC: apresentar um assunto, coisa, lugar ou pessoa de forma detalhada premissa/tese argumentos conclusão Todo texto tem uma intenção comunicativa. Texto=coer./inc.inc Pessoa= contraditória Num texto narrativo encontra-se a descrição! Não há descrição sem a narração! IC: explanar sobre um tema que, na maioria das vezes é polêmico. Transmitir um conhecimento; analisar, discutir, defender e propor solução. Injuntivo Expositivo Esquema da tipologia
  • 20. GÊNEROS TEXTUAIS: CONTEÚDO Rojo (2005) chama de conteúdo temático os conteúdos ideologicamente conformados que se tornam comunicáveis através do gênero. Costa Val (2003) diz que os gêneros estabelecem pautas temáticas e formas típicas de tratamento do tema, à medida que, nas diferentes instâncias de uso da língua, se estabelecem diferentes expectativas quanto ao leque de assuntos pertinentes ou impertinentes, Conclui-se que o tema da enunciação é determinado não só pelas formas linguísticas que entram na composição (as palavras, as formas morfológicas ou sintáticas, os sons, as entoações), mas igualmente pelos elementos não verbais da situação.
  • 21. GÊNEROS TEXTUAIS: CONTEÚDO GÊNERO CONTEÚDO BIOGRAFIA Fatos mais relevantes da vida de uma pessoa ou personagem POESIA SENTIMENTOS ARTIGO DE OPINIÃO Acontecimentos de ordem política, econômica, social, histórica ou cultural, raramente sobre acontecimentos pessoais TIRINHA Crítica bem-humorada a coisas do mundo, modos de comportamento, valores e sentimentos CRÔNICA Relato de fatos do cotidiano: mundana, lírica, filosófica, humorística, jornalística... TEXTO ENCICLOPÉDI CO Apresenta de maneira organizada e sistemática as informações básicas sobre determinado conteúdo do conhecimento humano RELATÓRIO Experiência, visita técnica ou pesquisa vivenciada
  • 22. este anúncio divulga o produto, um sutiã, por meio de um texto, que descreve e enaltece a marca, e recursos multimodais, como a figura da mulher, que usa o sutiã, e os próprios produtos anunciados. Diante disso, não temos dúvida de que se trata de um anúncio que se apropriou do gênero manifesto. O próprio título do texto já nos indica o caráter do novo gênero, e, como todo manifesto, inicia com seu nome: Manifesto Viva (interessante, aqui, é que é o título do manifesto que retoma o nome da marca). Como todo manifesto, também, o texto refuta algo – no caso, determinado comportamento feminino – e lança, defende e incita, nas pessoas, as quais se destina, outra proposta, outro comportamento. Mais uma vez, o recurso intertextual é usado a favor de que o anúncio atinja de forma mais direta e, portanto, mais eficaz, seu público alvo: nesse caso, as mulheres. Mais uma vez, também, verificamos como a utilização de outro gênero contribui para construir o sentido de um anúncio publicitário e para potencializar
  • 23. Receita para fazer um herói Tome-se um homem, Feito de nada, como nós, E em tamanho natural. Embeba-se-lhe a carne, Lentamente, Duma certeza aguda, irracional, Intensa como o ódio ou como a fome. Depois, perto do fim, Agite-se um pendão E toque-se um clarim. Serve-se morto. Reinaldo Ferreira - Nasceu a 20 Março 1922 (Barcelona, Espanha) Morreu a 30 Junho 1959 Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva Ferreira foi um poeta português que realizou toda a sua obra em Moçambique. Oração dos Programadores Sistema operacional que estais na memória, Compilado seja o vosso programa, Venham à tela os vossos comandos, Seja executada a nossa rotina, Assim na memória como na impressora. Acerto nosso de cada dia, rodai hoje Informai os nossos erros, Assim como nós informamos o que está corrigido. Não nos deixeis cair em looping, Mas livrai-nos do Dump, Amém.
  • 24. ORAÇÃO DO PROFESSOR DE GRAMÁTICA Verbo, torna absoluta a minha oração; mas; caso encontre um irmão de outro credo que tornem-se coordenadas nossas ações. Verbo, em um tempo composto com locuções em meu caminho, não quero ser subordinada, mas na ausência de termo essencial, integrante ou acessório, que possa usar uma conjunção integrante e escrever algo coerente; quando de elogios eu precisar, que eu possa as adjetivas usar as quais por meio de pronomes relativos eu possa identificar; quando meu texto pobre estiver, que muitas relações eu possa estabelecer, unindo ao meu pensar elementos coesivos das circunstâncias adverbiais; mas para não ficar repetitivo quero usar clareza, integrando ao meu texto formas reduzidas. Amém Sei que não devo, mas não resisti..
  • 25. GÊNEROS TEXTUAIS: ESTILO Rojo (2005) diz que o estilo são as configurações específicas das unidades de linguagem, traços da posição enunciativa do locutor e da construção composicional do gênero (marcas linguísticas ou estilo) Para Costa Val (2003), os gêneros definem o estilo, orientando o processo de seleção de recursos lexicais e morfossintáticos no interior de cada frase e nas relações interfrasais. O estilo está indissoluvelmente ligado ao enunciado e a formas típicas de enunciados, isto é, aos gêneros do discurso. O enunciado - oral e escrito, primário e secundário, em qualquer esfera da comunicação verbal - é individual, e por isso pode refletir a individualidade de quem fala (ou escreve). Em outras palavras, possui um estilo individual. Mas nem todos os gêneros são igualmente aptos para refletir a individualidade na língua do enunciado, ou seja, nem todos são propícios ao estilo individual. Os gêneros mais propícios são os literários - neles o estilo individual faz parte do empreendimento enunciativo enquanto tal e constitui uma das suas linhas diretrizes. As condições menos favoráveis para refletir a individualidade na língua são as oferecidas pelos gêneros do discurso que requerem uma forma padronizada, tais como a formulação
  • 26.
  • 27. Vou mandar um carrtão de dia dos namorados para a Susi Derkins. Beleza! Ela é uma gatinha. Eu fiz um coraçãozã o vermelho Agora vou botar renda em volta. Que gracinha. Apostoque ela vai adorar. Susie, Eu te odeio. Morra. Calvin
  • 28. GÊNERO: A ESCOLHA DA FERRAMENTA - A escolha estará sempre em acordo com as diversas práticas sociais, a partir de: • esferas de necessidades temáticas; • conjunto de participantes • Vontade enunciativa ou intenção do locutor. - Schneuwly (1994) considera os gêneros ferramentas na medida em que um sujeito /enunciador age discursivamente numa situação definida /ação por uma série de parâmetros, com a ajuda de um instrumento semiótico /gênero. A escolha do gênero se dá sempre em função dos parâmetros da situação que guiam a ação e estabelecem a relação meio-fim, que é a estrutura básica de toda atividade mediada.
  • 29. GÊNERO: A ESCOLHA DA FERRAMENTA gênero ação enunciador
  • 30. GÊNERO: A ESCOLHA DA FERRAMENTA enunciador ação gênero Dominar um gênero consistiria no próprio domínio da situação comunicativa, domínio esse que se pode dar por meio do ensino das aptidões exigidas para a produção de um gênero determinado. Ao comunicar-se socialmente, o produtor escolhe no intertexto o gênero que lhe parece adequado.
  • 31. GÊNERO: A ESCOLHA DA FERRAMENTA O INTERTEXTO – reservatório de modelos textuais - é constituído pelo conjunto de gêneros de texto elaborados por gerações anteriores e que podem ser utilizados em cada situação específica, com eventuais transformações. Elementos a considerar na escolha do gênero: - Objetivos visados – lugar social – papéis dos participantes - O agente deve também: Adaptar o gênero a seus valores particulares (ESTILO) / transformação dos modelos pela: * Ausência de uma das categorias previstas na composição do texto; * Intertextualidade entre gêneros – produzir um gênero em formato de outro, mantendo a função do texto-base.
  • 32. GÊNERO: A ESCOLHA DA FERRAMENTA ASSIM: - O gênero é o meio de articulação entre as práticas sociais e os objetos escolares. - Uma ação de linguagem consiste em produzir, compreender, interpretar e/ou memorizar um conjunto organizado de enunciados orais ou escritos – UM TEXTO; - Toda ação linguageira implica em capacidades: 1. de AÇÃO – adaptação às características do contexto e do referente; 2. DISCURSIVAS – mobilizar o modelo adequado; 3. LINGUÍSTICO-DISCURSIVAS – domínio de operações
  • 33. SEQUÊNCIAS TEXTUAIS - ADAM (2008); SCHNEUWLY & DOLZ – Todo texto é formado de sequências - esquemas linguísticos básicos que entram na constituição dos diversos gêneros e variam menos em função das circunstâncias sociais. - BEAUGRANDE & DRESSLER (1981) - A comparação de textos a que estão expostos os falantes e a memória das características desses textos constroem modelos mentais tipológicos específicos – SUPERESTRUTURAS (Van Dijk, 1983) – permitindo construir e reconhecer as sequências tipológicas.
  • 35. Em todos estes gêneros também se está realizando tipos textuais, podendo ocorrer que o mesmo gênero realize dois ou mais tipos. Um texto é tipologicamente variado (heterogêneo) A carta pessoal pode conter uma seqüência narrativa, uma argumentação, uma descrição e assim por diante.
  • 36. Sequências Tipológicas Gênero textual Descritiva Rio, 11/08/1991 Injuntiva Amiga A. P. Descritiva Para ser mais preciso estou no meu quarto, escrevendo na escrivaninha, com um Micro System ligado na minha frente (bem alto, por sinal). Expositiva Está ligado na Manchete FM – ou rádio dos funks – Eu adoro funk, principalmente com passos marcados. Aqui no Rio é o ritmo momento... e você, gosta? Gosto também de house e dance music, sou fascinado por discotecas! Narrativa Ontem mesmo (Sexta-feira) eu fui e cheguei quase quatro horas da madrugada. Expositiva Dançar é muito bom, principalmente em uma discoteca legal. Aqui no condomínio onde moro têm muitos jovens, somos todos muito amigos e sempre vamos todos juntos. É muito maneiro!
  • 37. Sequências Tipológicas Gênero textual Narrativa C. foi três vezes à K. I., Injuntiva pergunte só a ele como é! Expositiva Está tocando agora o “Melô da Mina Sensual”, super demais! Aqui ouço também a Transamérica e RPC FM. Injuntiva você, quais rádios curte? Expositiva Demorei um tempão pra responder, espero sinceramente que você não esteja chateada comigo. Eu me amarrei de verdade em vocês aí, do Recife, principalmente a galera da ET, vocês são muito maneiros! Meu maior sonho é viajar, ficar um tempo por aí, conhecer legal vocês todos, sairmos juntos... Só que não sei ao certo se vou realmente no início de 1992. Mas pode ser que dê, quem sabe! /........../ Não sei ao certo se vou ou não, mas fique certa que farei de tudo para conhecer vocês o mais rápido possível. Posso te dizer uma coisa? Adoro muito vocês!
  • 38. Sequências Tipológicas Gênero textual Narrativa Agora, a minha rotina: às segundas, quartas e sextas- feiras trabalho de 8:00 às 17:00h, em Botafogo. De lá vou para o T., minha aula vai de 18:30 às 10:40h. Chego aqui em casa quinze para meia-noite. E às terças e quintas fico 050 em F. só de 8:00 às 12:30h. Vou para o T.; às 13:30 começa o meu curso de Francês (vou me formar ano que vem) e vai até 15:30h. 16:00h vou dar aula e fico até 17:30h. 17:40h às 18:30h faço natação (no T. também) e até 22:40h tenho aula. /........../ Ontem eu e Simone fizemos três meses de namoro; Injuntiva você sabia que eu estava namorando? Expositiva Ela mora aqui mesmo no condomínio. A gente se gosta muito, às vezes eu acho que o namoro não vai durar muito, entende? Argumentativa O problema é que ela é muito ciumenta, principalmente porque eu já fui afim da B., que mora aqui também.
  • 39. Sequências Tipológicas Gênero textual Narrativa É acho que vou terminando... Injuntiva Escreva! Faz um favor? Diga pra M., A., P. e C. que esperem, não demoro a escrever. Adoro vocês! Um beijão! Narrativa Do amigo P. P. 15:16h
  • 40. ORGANIZAÇÃO DE TEXTO NARRATIVOS DESCRITIVOS EXPOSITIVOS ARGUMENTATIVO INJUNTIVO Sequência temporal Sequências imperativas Sequências de localização Sequências analíticas ou analíticas Sequências contrastivas explícitas
  • 41. Um gênero pode não ter uma determinada propriedade e ainda continuar sendo aquele gênero. Ex. o artigo de opinião da folha de São Paulo: Esse modo de análise pode ser desenvolvido com todos os gêneros. Nota-se que há uma grande heterogeneidade tipologica nos gêneros textuais. Quando se nomeia um certo texto como narrativo, descritivo ou argumentativo, não está se nomeando o gênero e sim o predomínio de um tipo de seqüência de base.
  • 42. NARRATIVO Apresentação/ Situação inicial Conflito/ Elemento modificador Resolução/ Situação final SEQUÊNCIAS TEXTUAIS Narrativa - Enunciado indicativo de ação; - Sucessão temporal/causal de eventos; - Verbo de ação, nos tempos do mundo narrado; - Advérbios temporais, causais e locativos - Discurso relatado (direto, indireto e indireto livre) - Predominam em relatos: notícias, romances, contos, crônicas, anedota, diário, lenda, fábula, relato, biografia - Ex.: Os passageiros aterrissaram em Nova York no meio da noite.
  • 43. DESCRITIVO Definição Individuação Designação/dar nome SEQUÊNCIAS TEXTUAIS Descritiva - Apresentação de propriedades, qualidades, elementos componentes de uma entidade, sua situação no espaço etc; - Estrutura simples com um verbo estático e de situação ou que indicam propriedades, qualidades, atitudes; - Verbos no presente (comentários) ou imperfeito (interior de relato); - Articuladores espaciais e situacionais - Anúncio classificado, cardápio, laudo técnico, fichamento, resumo, ... - Ex.: Sobre a mesa havia milhares de vidros.
  • 44. SEQUÊNCIAS TEXTUAIS Injuntiva - Prescrições de comportamentos ou ações sequencialmente ordenadas; - Verbo no imperativo, infinitivo ou futuro do presente; - Articuladores sequenciais - Enunciados incitadores à ação; - Podem assumir configuração mais longe onde o imperativo é substituído por “deve”. - Anúncio publicitário, regras de jogo, receita, manual de instruções, regulamento, livro de autoajuda... - Ex.: Pare! Seja razoável. Todos brasileiros acima de 18 anos do sexo masculino devem comparecer ao exército para alistarem-se.
  • 45. ARGUMENTATIVO Introdução Tese ou ideia principal resumida sobre o ponto de vista do autor. Desenvolvimento Formado por parágrafos que fundamentam a tese. Em cada parágrafo é apresentado um argumento a ser desenvolvido por meio de determinados *procedimentos. Conclusão Pode ser de dois tipos: a conclusão-resumo, que retoma as idéias do texto, e a conclusão-sugestão, em que são feitas propostas para a solução de problemas. Nas aulas de produção de textos, tradicionalmente a escola tem trabalhado com esse tipo de texto. Alguns exames de seleção como os vestibulares e os chamados vestibulinhos para escolas técnicas e para escolas do ensino médio, também exigem a produção de um texto dissertativo. A linguagem de um texto dissertativo, geralmente pede o tempo presente e o modo indicativo. A variedade linguística empregada é a padrão. A linguagem é predominantemente a impessoal – 3ª. pessoa. Esse tipo de texto revela maior preocupação com a precisão das informações. SEQUÊNCIAS TEXTUAIS
  • 46. SEQUÊNCIAS TEXTUAIS Argumentativa - Ordenação ideológica de argumentos e/ou contra-argumentos; - Elementos modalizadores, verbo introdutores de opinião, operadores argumentativos; - uma forma verbal com o verbo ser no presente e um complemento. - Enunciado de qualidade. - Debate, editorial, artigo de opinião, manifesto, carta aberta, carta de reclamação, resenha, crônica, monografias, dissertação, tese ... - Ex.: A obsessão com a durabilidade nas Artes não é permanente.
  • 47. SEQUÊNCIAS TEXTUAIS Expositiva - Análise ou síntese de representações conceituais numa ordenação lógica - Exposição sintética pelo processo de composição. Um sujeito e um predicado(no presente) e um complemento com um grupo nominal; - Enunciado de identificação de fenômenos; - Conectores lógicos; - verbete de enciclopédia, reportagem, ensaio,..... - Ex.: Uma parte do cérebro é o córtex. - Exposição analítica pelo processo de decomposição; - Um sujeito, um verbo da família do verbo ter(ou verbos como contém, consiste, compreende) e um complemento que estabelece com o sujeito uma relação parte-todo; - Enunciado de ligação de fenômenos - Seminário, editorial, relatório..... - .Ex.: O cérebro tem dez milhões de neurônios.
  • 48. O QUE É ESCRITA? Quando construímos nosso discurso, sempre trazemos de antemão o todo da nossa enunciação, na forma tanto de um determinado esquema de gênero quanto de projeto individual de discurso. Não enfiamos as palavras, não vamos de uma palavra a outra, mas é como se completássemos com as devidas palavras a totalidade. (BAKHTIN, 1992:292).
  • 49.
  • 50.
  • 51.
  • 52. O que você vê? O que acontece? Qual a sua opinião acerca do que está sendo representado na imagem? Redija três parágrafos respondendo a estes questionamentos.