Novos desafios aos sistemas de proteção contra o risco
                                           de velhice
Constituição da República Portuguesa
                       art.º 72
Em Portugal a Constituição da República Portuguesa define, no
art.º 72, que as pessoas idosas têm direito à
 segurança económica e condições de habitação e convívio
familiar que respeitem a sua autonomia pessoal e evitem o
isolamento e a marginalização social. Este princípio é efetivado a
partir da política social da velhice. Esta promove o bem-estar
social através de prestações pecuniárias (reformas e outros
subsídios) ou através de benefícios fiscais; de serviços sociais
(equipamentos sociais de prestação de cuidados e de “guarda dos
idosos”) e outros serviços públicos (saúde, habitação,
escolaridade, etc.), assim como programas e projetos específicos.
   O Estado, como ator principal deste processo, deveria intervir no sentido de
promover:

     Uma educação gratuita

     Criar um serviço nacional de saúde grátis.

   Criar um sistema de segurança social, promovendo o pleno emprego e
combatendo o desemprego.

      Criar um sistema público de habitação e um sistema de benefícios para fazer
face a situações de risco.

    O Estado-providência português é caracterizado, pela existência de um fraco
baixo nível da provisão estatal em todas as áreas sociais, tendo uma exceção na área
da saúde e dos idosos. Neste sentido a proteção social é desequilibrada: a despesa
com a proteção social a idosos e aos beneficiários/contribuintes é mais elevada e
menor em áreas como o apoio familiar, a habitação social e alojamentos alternativos
Velhos reformados" ou "velhos" e "reformados"?
Coloca-se-nos aqui uma nova questão: o que é então ser velho nas
sociedades modernas? .

 Aumento da esperança de vida

Aumento progressivo de antecipação de reformas

 Aumento da redistribuição de rendimentos pela segurança social

A qualidade de vida melhorada(poder económico*)

Ocupam o seu tempo livre á ajudar os seus filhos a cuidar dos netos
enquanto estes trabalham.

 É uma nova etapa para os idosos que contribui para o seu bem estar,
restituindo-lhe a importância que possuíam no passado.

 Dispõem de atividades lúdicas e desportivas através de associações, e
organismos estatais.
A Pobreza, a Solidão e Isolamento

Problema social que representa a velhice nas sociedades é as pessoas idosas
 enquadrarem-se numa categoria de indivíduos, cujas propriedades, relativamente
homogéneas, são normalmente identificadas com isolamento, solidão, doença,
pobreza e mesmo exclusão social. Nesta perspetiva comum, as pessoas idosas são
consideradas como indivíduos isolados. E verificasse que metade da população em
Portugal no inicio do seculo XXI eram pobres.

Vulnerabilidade da população idosa segundo um estudo do instituto ricardo
Jorge o custo de uma dieta alimentar mínima para o escalão etário 60-70 anos em
2000 era de 895,57 euros /ano que colocava em 40%da população mais velha em
situação de má nutrição e 7,4% em situação de pobreza absoluta.

Para terem uma ideia mais clara cada idoso tinha que fazer contas com 2,45euros
por dia para se alimentar(a pobreza não vem de hoje nem da crise atual , a pobreza
vem se alastrar a muitos anos e a alimentar-se da crise que se tem instalado )
Politicas de ação social
 Segundo os dados da carta social de 2002 os lugares
  disponíveis em centro de dia eram de +/-30.000
 Lugares em lares e Residências eram de 50.000
Segundo estes dados só 9,0% da população com mais de
  75 anos são abrangidos. A perda de autonomia vai
  aumentar devido a idade
 No que diz respeito ao apoio domiciliário estão
  disponibilizadas respostas para 38.000 idosos, sedo
  que 6,84% tem mais de 75 anos, derivado a não
  querem estar num lar e terem ainda no ponto de vista
  uma boa qualidade de vida .
conclusão

O envelhecimento demográfico das populações é um fenómeno irreversível das
sociedades modernas. Os impactes que se têm vindo a fazer sentir, entre os quais
sobressai a sustentabilidade financeira dos sistemas de reformas, interferem nos
equilíbrios individuais e coletivos, relativos às idades da vida e ao ciclo de vida .
Velhos e reformados são agora duas categorias sociais, dois conceitos que
tendem a demarcar-se. A velhice surge então associada às dificuldades
decorrentes da aquisição gradual de incapacidades. A família, as solidariedades
intergeracionais e as políticas sociais debatem-se com este desafio, procurando
encontrar as melhores soluções e as respostas mais adequadas à diversidade dos
problemas.
Trabalho realizado por :
José luís da Costa Rodrigues
nº 208442
Serviço social Pós-Laboral
Bibliografia
 Textos de Luís Capucha(Envelhecimento e políticas sociais )
 Dados do Instituto Nacional de Estatística

Envelhecimento e políticas sociais

  • 1.
    Novos desafios aossistemas de proteção contra o risco de velhice
  • 2.
    Constituição da RepúblicaPortuguesa art.º 72
  • 3.
    Em Portugal aConstituição da República Portuguesa define, no art.º 72, que as pessoas idosas têm direito à segurança económica e condições de habitação e convívio familiar que respeitem a sua autonomia pessoal e evitem o isolamento e a marginalização social. Este princípio é efetivado a partir da política social da velhice. Esta promove o bem-estar social através de prestações pecuniárias (reformas e outros subsídios) ou através de benefícios fiscais; de serviços sociais (equipamentos sociais de prestação de cuidados e de “guarda dos idosos”) e outros serviços públicos (saúde, habitação, escolaridade, etc.), assim como programas e projetos específicos.
  • 4.
    O Estado, como ator principal deste processo, deveria intervir no sentido de promover:  Uma educação gratuita  Criar um serviço nacional de saúde grátis.  Criar um sistema de segurança social, promovendo o pleno emprego e combatendo o desemprego.  Criar um sistema público de habitação e um sistema de benefícios para fazer face a situações de risco.  O Estado-providência português é caracterizado, pela existência de um fraco baixo nível da provisão estatal em todas as áreas sociais, tendo uma exceção na área da saúde e dos idosos. Neste sentido a proteção social é desequilibrada: a despesa com a proteção social a idosos e aos beneficiários/contribuintes é mais elevada e menor em áreas como o apoio familiar, a habitação social e alojamentos alternativos
  • 5.
    Velhos reformados" ou"velhos" e "reformados"? Coloca-se-nos aqui uma nova questão: o que é então ser velho nas sociedades modernas? .  Aumento da esperança de vida Aumento progressivo de antecipação de reformas  Aumento da redistribuição de rendimentos pela segurança social A qualidade de vida melhorada(poder económico*) Ocupam o seu tempo livre á ajudar os seus filhos a cuidar dos netos enquanto estes trabalham.  É uma nova etapa para os idosos que contribui para o seu bem estar, restituindo-lhe a importância que possuíam no passado.  Dispõem de atividades lúdicas e desportivas através de associações, e organismos estatais.
  • 6.
    A Pobreza, aSolidão e Isolamento Problema social que representa a velhice nas sociedades é as pessoas idosas enquadrarem-se numa categoria de indivíduos, cujas propriedades, relativamente homogéneas, são normalmente identificadas com isolamento, solidão, doença, pobreza e mesmo exclusão social. Nesta perspetiva comum, as pessoas idosas são consideradas como indivíduos isolados. E verificasse que metade da população em Portugal no inicio do seculo XXI eram pobres. Vulnerabilidade da população idosa segundo um estudo do instituto ricardo Jorge o custo de uma dieta alimentar mínima para o escalão etário 60-70 anos em 2000 era de 895,57 euros /ano que colocava em 40%da população mais velha em situação de má nutrição e 7,4% em situação de pobreza absoluta. Para terem uma ideia mais clara cada idoso tinha que fazer contas com 2,45euros por dia para se alimentar(a pobreza não vem de hoje nem da crise atual , a pobreza vem se alastrar a muitos anos e a alimentar-se da crise que se tem instalado )
  • 7.
    Politicas de açãosocial  Segundo os dados da carta social de 2002 os lugares disponíveis em centro de dia eram de +/-30.000  Lugares em lares e Residências eram de 50.000 Segundo estes dados só 9,0% da população com mais de 75 anos são abrangidos. A perda de autonomia vai aumentar devido a idade  No que diz respeito ao apoio domiciliário estão disponibilizadas respostas para 38.000 idosos, sedo que 6,84% tem mais de 75 anos, derivado a não querem estar num lar e terem ainda no ponto de vista uma boa qualidade de vida .
  • 8.
    conclusão O envelhecimento demográficodas populações é um fenómeno irreversível das sociedades modernas. Os impactes que se têm vindo a fazer sentir, entre os quais sobressai a sustentabilidade financeira dos sistemas de reformas, interferem nos equilíbrios individuais e coletivos, relativos às idades da vida e ao ciclo de vida . Velhos e reformados são agora duas categorias sociais, dois conceitos que tendem a demarcar-se. A velhice surge então associada às dificuldades decorrentes da aquisição gradual de incapacidades. A família, as solidariedades intergeracionais e as políticas sociais debatem-se com este desafio, procurando encontrar as melhores soluções e as respostas mais adequadas à diversidade dos problemas.
  • 9.
    Trabalho realizado por: José luís da Costa Rodrigues nº 208442 Serviço social Pós-Laboral Bibliografia  Textos de Luís Capucha(Envelhecimento e políticas sociais )  Dados do Instituto Nacional de Estatística