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Ed. visual 10a classe
Material de Estudo de Educação Visual 10ª
Classe
Ficha Técnica:
Elaboração
• Jorge Heraclito Lemos Garfo
Coordenação
• Departamento pedagógico
Digitação e formatação
• Repartição das TIC’s
Direcção
• Messias Bila Uile Matusse
Instituto de Educação Aberta e à Distância 1
INDICE
SECÇÃO I (Forma Função e Proj. Ortogonais)..............................................................................2
FORMA – FUNÇÃO ...................................................................................................................2
GENERALIDADES: ...................................................................................................................2
OBJECTO E FUNÇÃO ...............................................................................................................2
OBJECTO E FORMA..................................................................................................................3
DEFINIÇÃO DA FORMA-FUNÇÃO.........................................................................................3
INTERVENIENTES NA FORMA E FUNÇÃO .........................................................................3
Projecções Ortogonais..............................................................................................................6
PROJECÇÕES ORTOGONAIS ................................................................................................14
SECÇÃO II (Desenho Cotado & Perspectiva Visual) ...................................................................15
DESENHO COTADO................................................................................................................15
Perspectiva Visual..........................................................................................................................18
SECÇÃO III Perspectiva Rigorosa ................................................................................................22
Perspectiva Rigorosa..................................................................................................................22
PERSPECTIVA RIGOROSA A 1 PONTO DE FUGA (PR1PF)..............................................26
PERSPECTIVA RIGOROSA A 2 PONTOS DE FUGA ..........................................................31
Instituto de Educação Aberta e à Distância 2
SECÇÃO I (Forma Função e Proj. Ortogonais)
FORMA – FUNÇÃO
Objectivos
(O educando deve ser capaz de)
- Relacionar a forma de um objecto e a sua função;
- Identificar as partes constituintes de um objecto
- Construir embalagens de formas geométricas 3D, com base em cartolinas/cartão.
GENERALIDADES:
Qualquer que seja o objecto, ele engloba todas as formas. Os objectos foram criados desde a Pré-
História para responder as necessidades do Homem, tendo passado por várias fases evolutivas até
aos nossos dias.
OBJECTO E FUNÇÃO
Partimos do princípio que o Homem ao resolver as suas necessidades com o auxílio do objecto,
este exercia a sua função.
A funcionalidade dos objectos é limitada entre:
A função operativa que está ligada a objectos que auxiliam ao Homem nos seus afazeres.
A função simbólica que está ligada ao grupo e satisfaz anseios de beleza, prestigio e
distinção social.
Fig. 1
Instituto de Educação Aberta e à Distância 3
OBJECTO E FORMA
A forma é a palavra que usamos para definir o aspecto e a configuração dos objectos que
percebemos, através da visão e do tacto.
Assim, a forma do objecto para atingir a sua finalidade tem de ter em conta um certo número de
factores: para se definir ou estabelecer a forma de um objecto, temos de conhecer as tecnologias
dos materiais que o compõem; as forças a que deve estar sujeito definindo estas a sua estrutura; a
textura mais convincente, assim como a cor que melhor o sinalize.
DEFINIÇÃO DA FORMA-FUNÇÃO
É a relação existente entre uma forma ou objecto e a sua utilidade.
Fig. 2
Para a elaboração dos seus objectos ou projectos, apoia-se num conjunto de ciências auxiliares,
tais como a Antropometria(1), a Ergonomia(2) e a Ecologia. Com estas ciências, procura-se
compreender a relação entre o ser humano e o meio onde ele habita.
INTERVENIENTES NA FORMA E FUNÇÃO
1. Materiais: devem possuir resistência a esforço, condutibilidade e formalidade
2. Aspectos funcionais e estéticos: devem possuir textura, configuração e cor.
3. Dados antropométricos: devem possuir dimensões que facilitem o seu transporte
4. Embalagens e transporte: cada embalagem deve ser apropriada para facilitar o transporte do
objecto.
(1) Antropometria – Ciência que estuda os objectos em relação a medida do homem.
(2) Ergonomia – ciência que estuda conjunto de situações que proporcionam bem-estar físico
ao ser humano no seu ambiente de trabalho.
Instituto de Educação Aberta e à Distância 4
Embalagem
Uma embalagem é uma forma que tem como função conter e proteger um objecto, um produto,
até chegar ao consumidor.
Embalar é o acto de acondicionar ou empacotar um produto com vista aos seguintes objectivos.
(Protecção do produto, segurança do portador, higiene, conservação, facilidade no transporte,
instruções e informações, publicidade, exposição, etc.)
A execução da embalagem deve obedecer a algumas regras como:
- Ser resistente ao choque e a temperaturas;
- Ser leve;
- Proteger o produto;
- Ter uma abertura fácil
Como construir embalagens
1ª Planificação do sólido sobre a cartolina (medição da forma)
2ª Recorte da forma, com base nas medições anteriores;
3ª Dobragem e zincagem da forma;
4ª Colagem da forma.
Exemplificação
Instituto de Educação Aberta e à Distância 5
Proposta de Exercícios
Exploração prática dos conhecimentos sobre a forma - função.
Material necessário: Suporte de cartolina A1, instrumentos de corte (tesoura, X-Acto), régua,
esquadro, transferidor, compasso, lápis, borracha.
1. Com base em materiais disponíveis localmente faça a produção de forma ou objecto de uso
doméstico, relacionando a forma com a função (utilidade).
2. Construa embalagens de formas geométricas sólidas, com base nos dados seguintes.
Altura = 12cm Comp=6cm Largura=4cm Raio=2cm
a) Prisma quadrangular
b) Pirâmide triangular
c) Cilindro
d) Cone
3. Assinale com X, o material que se adequa à função de conservação de calor no caril (para se
manter quente).
Panela de Metal_______ Barro_______ Borracha________ Plástico
Realizados os exercícios, compare os resultados com os da chave de correcção, tire dúvidas
junto ao seu docente de disciplina, efectue mais exercícios caso não os tenha resolvido,
convenientemente e prepare-se para o teste final antes de avançar para a próxima secção.
Instituto de Educação Aberta e à Distância 6
Projecções Ortogonais
Objectivos
- Construir formas planas e tridimensionais;
- Representar formas complexas em projecções ortogonais;
A Representação por meio de projecção ortogonal (fig.1) consiste em desenhar objectos pelas
suas vistas ou partes que os constituem, isto é, é a representação em separado daquilo que se pode
ver num objecto a partir das diferentes posições de observação para permitir uma leitura mais
completa dele (fig.2).
Fig.1: Prisma rectangular representado Fig. 2: Prisma rectangular
pela suas projecções ortogonais
A representação técnica das formas em projecção ortogonal constitui a melhor maneira de
interpretar o que se quer construir desde o conjunto aos mais pequenos pormenores. Assim, para
permitir que uma representação seja claramente entendida por diversos observadores, até de
nacionalidades e falantes de línguas diferentes, a representação é rigorosa e obedece a regras
estabelecidas internacionalmente. Algumas destas regras são:
Colocação da VF sempre acima da LT
Colocação da VC sempre abaixo da LT,
Colocação da VL (quando for necessária) sempre acima da LT e ao lado da VF.
Traços determinantes das arestas visíveis executados a traço contínuo grosso
Linhas de chamada das arestas executadas a traço contínuo fino ou a traço interrompido
Indicação no desenho das vistas que cada projecção corresponde (VF, VC e VL)
Arestas ocultas executadas a traço interrompido
Instituto de Educação Aberta e à Distância 7
Fig.1: Peça em axonometria Fig. 2. Representação da peça da fig.1
pela suas projecções ortogonais (VF e VC)
convenção gráfica linhas de chamada arestas invisíveis
(traço contínuo fino) (traço interrompido)
arestas determinantes
(traço contínuo grosso)
LT
e PV
traço contínuo médio
Instituto de Educação Aberta e à Distância 8
Importância da projecção ortogonal
A projecção ortogonal é aplicada à representação desenhada destinada a construção de edifícios,
objectos de uso comum, peças, design de automóveis, barcos, pontes, navios, estádios,
computadores, aviões, etc. Actualmente, quase nada se faz sem a concepção de um projecto
daquilo que se pretende fazer – tais projectos são possíveis graças a aplicação das projecções
ortogonais.
Consideremos um objecto qualquer cuja forma geral
seja a dum prisma rectangular (figura 3).
Fig. 3: Prisma rectangular
Projectemos ortogonalmente esse objecto sobre dois planos perpendiculares entre si e colocados
de tal modo que cada um deles seja paralelo a dois lados do objecto dado (figura 4). Teremos
como resultado, duas vistas do objecto, uma correspondente a projecção vertical e a outra
correspondente a projecção vertical (figura 5).
Fig. 4 Fig. 5
Instituto de Educação Aberta e à Distância 9
A projecção vertical é também chamada Vista de Frente e representa-se pelas iniciais VF, e a
horizontal – Vista de Cima e representa-se por VC ou planta.
Assim, a peça da figura 3, ficará definida por duas vistas que, no espaço de desenho, devem ser
colocadas na posição indicada na figura 6, sendo separadas pela Linha de Terra (LT)
Nota: a LT é a linha que resulta da intersecção do PH com o PV.
Fig. 6: Representação do prisma
rectangular pelas suas projecções ortogonais (VF e VC).
A visualização do objecto segundo as suas vistas, permite uma leitura exacta da sua configuração,
dimensão e dá-nos o conhecimento de certos detalhes que uma vista geral não proporciona
Instituto de Educação Aberta e à Distância 10
Proposta de Exercícios
1. Desenhe a figura pelas suas projecções ortogonais: planta e vista frontal indicada pela
seta), tendo em atenção as medidas reais.
Realizados os exercícios, compare os resultados com os da chave de correcção, tire
dúvidas junto ao seu docente de disciplina, efectue mais exercícios caso não os tenha
resolvido, convenientemente e prepare-se para o teste final antes de avançar para a
próxima secção.
A Vista lateral
Muitas vezes na representação de uma peça pelas suas projecções ortogonais, a Vista de
Frente e de Cima não são suficientes para fornecer todos os detalhes necessários para se fazer
o reconhecimento de certas peças devido a natureza da sua complexidade. Nestes casos,
recorre-se a aplicação da terceira vista – a Vista Lateral (VL).
Instituto de Educação Aberta e à Distância 11
A aplicação da VL é feita com o auxílio do método de rebatimento, que a seguir passamos a
considerar:
Todas as arestas horizontais da vista de frente são prolongadas, a traço fino, para o lado direito
(para o lugar onde estará implantada a vista lateral); as arestas horizontais da Vista de cima,
prolongar-se-ão, a traço fino, até a linha vertical. daí partirá o rebatimento que terminará na LT;
da LT, os arcos do rebatimento são prolongados verticalmente para cima intersectando os traços
que foram prolongados da vista frontal, permitindo assim que seja determinada a vista lateral.
Instituto de Educação Aberta e à Distância 12
Exercícios:
1. Represente as projecções ortogonais da fig. 1: (Planta, Vista Frontal - indicada pela seta,
Vista lateral esquerda).
Realizados os exercícios, compare os resultados com os da chave de correcção, tire dúvidas
junto ao seu docente de disciplina, efectue mais exercícios caso não os tenha resolvido,
convenientemente e prepare-se para o teste final antes de avançar para a próxima secção.
Instituto de Educação Aberta e à Distância 13
CHAVE DE CORRECÇÃO DE EXERCÍCIOS
FORMA-FUNÇÃO
1. É importante que observe na peça ou objecto escolhido que tenha uma relação com a função a
desempenhar.
2. Observe as formas das embalagens abaixo. As embalagens a produzir devem estar de acordo as
dimensões dadas no enunciado para cada forma (sólido) pedido.
3. Panela de Metal_______ Barro_______Borracha________ Plástico
X X
Instituto de Educação Aberta e à Distância 14
PROJECÇÕES ORTOGONAIS
1. Vista de Frente e de cima
2. Vistas Laterais
Instituto de Educação Aberta e à Distância 15
SECÇÃO II (Desenho Cotado & Perspectiva Visual)
DESENHO COTADO
Objectivos
- Fazer leitura de desenhos cotados;
- Executar desenhos cotados
Cotagem é o processo de atribuição de dimensões na peça.
Esboço Cotado
Esboço provém do francês croquis.
Esboço Cotado é o levantamento gráfico de um dado objecto, que é feito à mão livre. Para uma
melhor leitura os esboços são feitos nas projecções ortogonais ou nas perspectivas.
Princípios Gerais de Cotagem
• Toda cotagem deve ser a traço fino
• Não repetir as cotas desnecessariamente
• As linhas de cota devem ser paralelas ao lado a cotar (a medir)
• As linhas de cota não devem sobrepor-se
• As linhas de chamada ou de referência devem ser perpendiculares às linhas de cota
• Nos extremos das linhas de cota devem ser colocadas setas (pequenos triângulos isósceles) ou
pequenos traços oblíquos
• As cotas devem ser colocadas à esquerda da linha de cota vertical ou acima da linha de cota
horizontal
• Colocar linhas de cota de preferência fora da figura
• Não traçar linha de cota como continuação da linha da figura
• Indicar a cota total
• A altura dos algarismos é uniforme dentro do mesmo desenho. Em geral, usa-se a altura de
2,5 a 3mm
Instituto de Educação Aberta e à Distância 16
60
∅∅∅∅60 R30
30º
Seta:
40
15
Cota Seta Linha de Cota
Linha de Referência ou
de chamada
60
20
15
30
Instituto de Educação Aberta e à Distância 17
Proposta de Exercícios
1. Represente as Cotagens das Projecções Ortogonais (2 Vistas).
Fig. A
2. Dada a figura abaixo, execute a mesma com cotagens.
Fig. B
Realizados os exercícios, compare os resultados com os da chave de correcção, tire dúvidas
junto ao seu docente de disciplina, efectue mais exercícios caso não os tenha resolvido,
convenientemente e prepare-se para o teste final antes de avançar para a próxima secção.
Instituto de Educação Aberta e à Distância 18
Perspectiva Visual
Objectivos
(O educando deve ser capaz de)
- Observar no meio ambiente envolvente os efeitos de perspective;
- Identificar os elementos para representação da perspectiva visual;
- Representar figuras, com duas e três dimensões em perspectiva visual.
Definição
Perspectiva visual é a representação de um objecto tal como é visto. Esta perspectiva não se
preocupa muito com as medidas do objecto a representar.
Importância
Aplica-se na representação de edifícios ou conjunto de edifícios e em outras obras de grandes
dimensões, tais como pontes, barragens, etc.
Esta também é aplicada na representação de interiores em construções arquitectónicas.
Elementos de Perspectiva
Linha de horizonte (LH) – é alinha imaginária onde o céu parece encontrar-se com a terra.
Encontra-se ao nível dos olhos do observador.
Ponto de Fuga (PF) – é o ponto para o qual convergem as arestas de profundidade, e que
pertence a linha do horizonte.
Linha de Fuga (LF) – é a linha imaginária correspondente às arestas laterais de que convergem
profundidade no ponto de fuga.
Exemplificação
Nesta perspectiva, apenas faremos um estudo superficial na representação das formas visando
diferenciá-la das demais. Por isso não nos preocupamos com as medidas precisas, mas sim, com
efeitos provocados por esta.
1PF 2PF
Quadrado Prisma Quadrangular
*Lado do Quadrado paralelo à LH *Aresta do prisma perpendicular à LH
Instituto de Educação Aberta e à Distância 19
Instituto de Educação Aberta e à Distância 20
Proposta de Exercícios
1.Observe as figuras (1, 2, 3 e 4)
a) Faça a leitura do posicionamento de cada forma representada em relação à LH.
(Se está em cima, em baixo, assente ou sobre a LH).
2. Represente a sua sala de aulas em perspectiva visual a dois pontos de fuga.
Realizados os exercícios, compare os resultados com os da chave de correcção, tire dúvidas
junto ao seu docente de disciplina, efectue mais exercícios caso não os tenha resolvido,
convenientemente e prepare-se para o teste final antes de avançar para a próxima secção.
Instituto de Educação Aberta e à Distância 21
CHAVE DE CORRECÇÃO DE EXERCÍCIOS
DESENHO COTADO
1.
2.
PERSPECTIVA VISUAL
1.
(A) – Em cima
(B) – Em baixo
(C) – Ao meio
(D) – Em baixo
(E) – Ao meio
(F) – Em baixo
(G) – Em cima
(H) – Em baixo
2. Independentemente da posição do observador (aluno) é importante observar o efeito de
perspectiva no desenho representado, concretamente a perspectiva a dois pontos de fuga.
Instituto de Educação Aberta e à Distância 22
SECÇÃO III Perspectiva Rigorosa
(PR1PF & PR2PF)
Perspectiva Rigorosa
Objectivos
(O educando deve ser capaz de)
- Definir os elementos fundamentais para a representação em perspectiva à 1PF e PF2;
- Representar a planta ou a vista de cima da forma em relação ao plano de quadro ou o raio
principal;
- Executar representações de perspectiva visual e rigorosa (1PF e 2PF).
Esta sessão estuda a representação de formas dadas pelas suas projecções ortogonais ou em
Axonometria, tendo em conta a posição do observador. A Perspectiva Rigorosa:
– Corresponde exactamente à imagem visual ou a imagem formada por uma máquina fotográfica
– Supõe o observador colocado em determinado ponto de observação, à uma distância limitada
do objecto a representar e do plano de projecção
– Trata-se de uma perspectiva “trabalhosa”
A projecção das peças em Perspectiva, será caracterizada pelo efeito da perspectiva: aos olhos de
um observador, objectos do mesmo tamanho, situados a distâncias diferentes, parecerão maiores
os que estiverem mais próximos dele e os mais distantes, parecerão cada vez menor ao se
distanciarem fig.3.1.
Fig. 1
Instituto de Educação Aberta e à Distância 23
Assim também, as partes duma peça que estiverem mais próximas do observador parecerão
maiores do que as que estiverem mais distantes. Além disso, as arestas horizontais tenderão para
um ponto situado no infinito. Tal ponto é chamado de Ponto de Fuga e representar-se-á pelas
iniciais PF.
Como consequências do efeito de perspectiva, a forma das faces do objecto, sofrerão
deformações aparentes resultantes da conjugação da altura do observador com a distância da sua
localização em relação ao objecto observado - Fig. 3.2.
Fig. 2: As peças a, b e c são rectângulos. Na imagem pode ser vista a deformação destes, como
resultado do efeito da perspectiva.
Instituto de Educação Aberta e à Distância 24
Alguns enunciados em Perspectiva
1. A alteracao da linha de horizonte influencia para a visualizacao da parte superior da forma em
perspectiva.
Fig. 3
2. A alteração da distância entre o Observador e o Quadro vai fazer com que a perspectiva
aumente ou diminua sem que altere a forma e o tipo.
Fig. 4
Instituto de Educação Aberta e à Distância 25
3. A alteração da distância entre o Observador e o objecto vai fazer com que a perspectiva
aumente ou diminua de tamanho, mas não modifica a sua forma e tipo.
Fig. 5
Estudaremos nos próximos capítulos, dois tipos de representação em Perspectiva Rigorosa: A
representação em Perspectiva Rigorosa a 1Ponto de Fuga (PR 1PF) e a representação a 2
Pontos de Fuga (PR 2PF).
Instituto de Educação Aberta e à Distância 26
PERSPECTIVA RIGOROSA A 1 PONTO DE FUGA (PR1PF)
Como o nome já diz, a perspectiva rigorosa a 1 PF, faz-se com a utilização de apenas um Ponto
de Fuga. Este tipo de desenho, caracteriza-se pela projecção apresentar as arestas de profundidade
convergindo todas para um ponto fixo (PF) localizado na Linha do Horizonte.
Fig. 6. Visão em perspectiva
Elementos Para a Representação em PR a 1PF
1. Ponto de Vista (PV) é o ponto que a partir do qual o observador vê o objecto.
2. Ponto de Fuga (PF) é o ponto para onde convergem todas as linhas horizontais paralelas,
quando prolongadas para o infinito.
Em Perspectiva Rigorosa a 1PF, o PF é determinado pela intersecção do RP com a LH.
3. Raio Principal (RP) é uma linha que parte do Ponto de vista até ao ponto onde se fixa o
olhar do observador. Em PR a 1PF, a intersecção do RP e a linha do horizonte dá-nos a
localização do Ponto de Fuga. Por convenção, o raio principal deve sempre, ser desenhado a traço
ponto.
4. Plano de Quadro (PQ) é um plano vertical imaginário, onde se realiza a representação em
Perspectiva. Esse plano pode ser colocado em frente do objecto ou por detrás deste. Contudo, se
um objecto aparentemente grande estiver situado por trás do PQ, o seu desenho será menor em
relação à realidade e se o mesmo objecto estiver em frente do PQ, o seu desenho será maior.
Instituto de Educação Aberta e à Distância 27
Em perspectiva a 1 e 2 PF, o plano de quadro é sempre considerado perpendicular ao Plano de
terra.
5. Linha de Terra (LT) é a linha que resulta da intersecção do plano de terra com o PQ. Ela
situa-se abaixo da linha do horizonte e preferencialmente, a uma distância que leve em
consideração a altura média do homem (1,50m) para garantir uma representação realista da
aparência do objecto a desenhar.
6. Linha de Horizonte (LH) é a linha que resulta da intersecção do plano horizontal com o PQ.
Em geral, localiza-se a uma distância de 1,50m do solo - plano de terra.
7. Cone Óptico é o espaço de melhor alcance visual. Todo o objecto ou parte deste, que estiver
dentro do cone óptico, é bem captado pela visão e reconhecido com nitidez.
Para o homem o cone óptico é de 180º, entretanto, o que se situa para além dos 60º resulta em
distorcido em desenho de perspectiva.
Os cones ópticos aconselháveis são os de 30º, 45º e 60º.
Como desenhar a um ponto de Fuga
Primeiro determina-se o PF que será o resultado da intersecção do raio principal com a LH.
10
Colocam-se os elementos
para a representação: PQ, LT,
LH, PV, planta e alçado
20
. determina-se o PF pela intersecção
do RP com a LH
Instituto de Educação Aberta e à Distância 28
30
40
50
60
70
80
Instituto de Educação Aberta e à Distância 29
90
100
110
120
130
140
(opcional)
Instituto de Educação Aberta e à Distância 30
Proposta de Exercícios
1. A figura abaixo apresenta as projecções ortogonais de uma forma plana. Representa em
PR, sabendo que esta sobre o plano de terra.
Instituto de Educação Aberta e à Distância 31
2. Sendo dado o conjunto de pecas represente as mesmas em PR1PF.
Realizados os exercícios, compare os resultados com os da chave de correcção, tire dúvidas
junto ao seu docente de disciplina, efectue mais exercícios caso não os tenha resolvido,
convenientemente e prepare-se para o teste final antes de avançar para a próxima secção.
PERSPECTIVA RIGOROSA A 2 PONTOS DE FUGA
Existem algumas semelhanças entre o
desenho de perspectiva a 1 PF com o a 2
PFs. No entanto, depois de fornecidos os
dados informativos e feito o traçado do PQ,
da LH, LT e raio principal (RP), segue-se os
outros passos:
Instituto de Educação Aberta e à Distância 32
A partir do PV, traçam-se duas rectas paralelas em relação a dois lados (os mais a baixo da
planta) que intersectarão o PQ em dois
pontos A e B. A partir destes pontos
levantam-se duas rectas perpendiculares
ao Plano de Quadro que, ao
intersectarem a Linha do Horizonte,
determinam os pontos de fuga.
De seguida traça-se a linha de cota,
prolongando um dos lados da planta até
intersectar o PQ e levantando a partir desse
ponto uma perpendicular ao PQ. É nessa
linha que são marcadas as cotas a partir do
ponto de intersecção com a LT.
Instituto de Educação Aberta e à Distância 33
Daqui em diante traçam-se gradualmente linhas de perspectiva que se intersectam dando os pontos
que constituirão os vértices e as arestas da peça que se pretende representar.
Confira os passos que se seguem:
40
50
60
70
80
90
Instituto de Educação Aberta e à Distância 34
100
110
120
130
140
Instituto de Educação Aberta e à Distância 35
150
160
170
- opcional
Instituto de Educação Aberta e à Distância 36
Proposta de Exercícios
1.
Realizados os exercícios, compare os resultados com os da chave de correcção, tire dúvidas junto ao seu docente de
disciplina, efectue mais exercícios caso não os tenha resolvido, convenientemente e prepare-se para o teste final antes de
avançar para a próxima secção.
Instituto de Educação Aberta e à Distância 37
CHAVE DE CORRECÇÃO DE EXERCÍCIOS
PR1PF
1.
Instituto de Educação Aberta e à Distância 38
2.
Instituto de Educação Aberta e à Distância 39
PR2PF
1.
Instituto de Educação Aberta e à Distância 40
BIBLIOGRAFIA
CARREIRA, António. Compêndio de Desenho, 2a
ed, Livraria Sá da Costa, Lisboa, 1972.
SAMUEL, Filipe David Carrel. Desenho 10ª Classe. Texto Editores, Maputo, 2005.
Exames Resolvidos, 10ª Classe.
DA PONTE, João Pedro: As novas tecnologias e a educação, Texto editora lda, Lisboa, 1997.
LOPES, Manoel, Desenho Técnico, Edições ASA, Lisboa, 1989.
MESA, Agostinho, CAMUNDIMO, Vasco F., Desenho 8a
Classe, Editora Escolar, Maputo,
1995.
SANT’ANA, Stema & GOMES, Berta, Desenho 9o
Ano de Escolaridade, Porto Editora, Porto,
1990.
MAZIVE, Alberto, BOANE, Sebastião Afonso, ZANDAMELA, André Justino; O saber das
Mão, Ofícios 7ª Classe – Manual do professor, 1ª Edição Logman Moçambique, Lda.; Maputo,
2004

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Ed. visual 10a classe

  • 2. Material de Estudo de Educação Visual 10ª Classe Ficha Técnica: Elaboração • Jorge Heraclito Lemos Garfo Coordenação • Departamento pedagógico Digitação e formatação • Repartição das TIC’s Direcção • Messias Bila Uile Matusse
  • 3. Instituto de Educação Aberta e à Distância 1 INDICE SECÇÃO I (Forma Função e Proj. Ortogonais)..............................................................................2 FORMA – FUNÇÃO ...................................................................................................................2 GENERALIDADES: ...................................................................................................................2 OBJECTO E FUNÇÃO ...............................................................................................................2 OBJECTO E FORMA..................................................................................................................3 DEFINIÇÃO DA FORMA-FUNÇÃO.........................................................................................3 INTERVENIENTES NA FORMA E FUNÇÃO .........................................................................3 Projecções Ortogonais..............................................................................................................6 PROJECÇÕES ORTOGONAIS ................................................................................................14 SECÇÃO II (Desenho Cotado & Perspectiva Visual) ...................................................................15 DESENHO COTADO................................................................................................................15 Perspectiva Visual..........................................................................................................................18 SECÇÃO III Perspectiva Rigorosa ................................................................................................22 Perspectiva Rigorosa..................................................................................................................22 PERSPECTIVA RIGOROSA A 1 PONTO DE FUGA (PR1PF)..............................................26 PERSPECTIVA RIGOROSA A 2 PONTOS DE FUGA ..........................................................31
  • 4. Instituto de Educação Aberta e à Distância 2 SECÇÃO I (Forma Função e Proj. Ortogonais) FORMA – FUNÇÃO Objectivos (O educando deve ser capaz de) - Relacionar a forma de um objecto e a sua função; - Identificar as partes constituintes de um objecto - Construir embalagens de formas geométricas 3D, com base em cartolinas/cartão. GENERALIDADES: Qualquer que seja o objecto, ele engloba todas as formas. Os objectos foram criados desde a Pré- História para responder as necessidades do Homem, tendo passado por várias fases evolutivas até aos nossos dias. OBJECTO E FUNÇÃO Partimos do princípio que o Homem ao resolver as suas necessidades com o auxílio do objecto, este exercia a sua função. A funcionalidade dos objectos é limitada entre: A função operativa que está ligada a objectos que auxiliam ao Homem nos seus afazeres. A função simbólica que está ligada ao grupo e satisfaz anseios de beleza, prestigio e distinção social. Fig. 1
  • 5. Instituto de Educação Aberta e à Distância 3 OBJECTO E FORMA A forma é a palavra que usamos para definir o aspecto e a configuração dos objectos que percebemos, através da visão e do tacto. Assim, a forma do objecto para atingir a sua finalidade tem de ter em conta um certo número de factores: para se definir ou estabelecer a forma de um objecto, temos de conhecer as tecnologias dos materiais que o compõem; as forças a que deve estar sujeito definindo estas a sua estrutura; a textura mais convincente, assim como a cor que melhor o sinalize. DEFINIÇÃO DA FORMA-FUNÇÃO É a relação existente entre uma forma ou objecto e a sua utilidade. Fig. 2 Para a elaboração dos seus objectos ou projectos, apoia-se num conjunto de ciências auxiliares, tais como a Antropometria(1), a Ergonomia(2) e a Ecologia. Com estas ciências, procura-se compreender a relação entre o ser humano e o meio onde ele habita. INTERVENIENTES NA FORMA E FUNÇÃO 1. Materiais: devem possuir resistência a esforço, condutibilidade e formalidade 2. Aspectos funcionais e estéticos: devem possuir textura, configuração e cor. 3. Dados antropométricos: devem possuir dimensões que facilitem o seu transporte 4. Embalagens e transporte: cada embalagem deve ser apropriada para facilitar o transporte do objecto. (1) Antropometria – Ciência que estuda os objectos em relação a medida do homem. (2) Ergonomia – ciência que estuda conjunto de situações que proporcionam bem-estar físico ao ser humano no seu ambiente de trabalho.
  • 6. Instituto de Educação Aberta e à Distância 4 Embalagem Uma embalagem é uma forma que tem como função conter e proteger um objecto, um produto, até chegar ao consumidor. Embalar é o acto de acondicionar ou empacotar um produto com vista aos seguintes objectivos. (Protecção do produto, segurança do portador, higiene, conservação, facilidade no transporte, instruções e informações, publicidade, exposição, etc.) A execução da embalagem deve obedecer a algumas regras como: - Ser resistente ao choque e a temperaturas; - Ser leve; - Proteger o produto; - Ter uma abertura fácil Como construir embalagens 1ª Planificação do sólido sobre a cartolina (medição da forma) 2ª Recorte da forma, com base nas medições anteriores; 3ª Dobragem e zincagem da forma; 4ª Colagem da forma. Exemplificação
  • 7. Instituto de Educação Aberta e à Distância 5 Proposta de Exercícios Exploração prática dos conhecimentos sobre a forma - função. Material necessário: Suporte de cartolina A1, instrumentos de corte (tesoura, X-Acto), régua, esquadro, transferidor, compasso, lápis, borracha. 1. Com base em materiais disponíveis localmente faça a produção de forma ou objecto de uso doméstico, relacionando a forma com a função (utilidade). 2. Construa embalagens de formas geométricas sólidas, com base nos dados seguintes. Altura = 12cm Comp=6cm Largura=4cm Raio=2cm a) Prisma quadrangular b) Pirâmide triangular c) Cilindro d) Cone 3. Assinale com X, o material que se adequa à função de conservação de calor no caril (para se manter quente). Panela de Metal_______ Barro_______ Borracha________ Plástico Realizados os exercícios, compare os resultados com os da chave de correcção, tire dúvidas junto ao seu docente de disciplina, efectue mais exercícios caso não os tenha resolvido, convenientemente e prepare-se para o teste final antes de avançar para a próxima secção.
  • 8. Instituto de Educação Aberta e à Distância 6 Projecções Ortogonais Objectivos - Construir formas planas e tridimensionais; - Representar formas complexas em projecções ortogonais; A Representação por meio de projecção ortogonal (fig.1) consiste em desenhar objectos pelas suas vistas ou partes que os constituem, isto é, é a representação em separado daquilo que se pode ver num objecto a partir das diferentes posições de observação para permitir uma leitura mais completa dele (fig.2). Fig.1: Prisma rectangular representado Fig. 2: Prisma rectangular pela suas projecções ortogonais A representação técnica das formas em projecção ortogonal constitui a melhor maneira de interpretar o que se quer construir desde o conjunto aos mais pequenos pormenores. Assim, para permitir que uma representação seja claramente entendida por diversos observadores, até de nacionalidades e falantes de línguas diferentes, a representação é rigorosa e obedece a regras estabelecidas internacionalmente. Algumas destas regras são: Colocação da VF sempre acima da LT Colocação da VC sempre abaixo da LT, Colocação da VL (quando for necessária) sempre acima da LT e ao lado da VF. Traços determinantes das arestas visíveis executados a traço contínuo grosso Linhas de chamada das arestas executadas a traço contínuo fino ou a traço interrompido Indicação no desenho das vistas que cada projecção corresponde (VF, VC e VL) Arestas ocultas executadas a traço interrompido
  • 9. Instituto de Educação Aberta e à Distância 7 Fig.1: Peça em axonometria Fig. 2. Representação da peça da fig.1 pela suas projecções ortogonais (VF e VC) convenção gráfica linhas de chamada arestas invisíveis (traço contínuo fino) (traço interrompido) arestas determinantes (traço contínuo grosso) LT e PV traço contínuo médio
  • 10. Instituto de Educação Aberta e à Distância 8 Importância da projecção ortogonal A projecção ortogonal é aplicada à representação desenhada destinada a construção de edifícios, objectos de uso comum, peças, design de automóveis, barcos, pontes, navios, estádios, computadores, aviões, etc. Actualmente, quase nada se faz sem a concepção de um projecto daquilo que se pretende fazer – tais projectos são possíveis graças a aplicação das projecções ortogonais. Consideremos um objecto qualquer cuja forma geral seja a dum prisma rectangular (figura 3). Fig. 3: Prisma rectangular Projectemos ortogonalmente esse objecto sobre dois planos perpendiculares entre si e colocados de tal modo que cada um deles seja paralelo a dois lados do objecto dado (figura 4). Teremos como resultado, duas vistas do objecto, uma correspondente a projecção vertical e a outra correspondente a projecção vertical (figura 5). Fig. 4 Fig. 5
  • 11. Instituto de Educação Aberta e à Distância 9 A projecção vertical é também chamada Vista de Frente e representa-se pelas iniciais VF, e a horizontal – Vista de Cima e representa-se por VC ou planta. Assim, a peça da figura 3, ficará definida por duas vistas que, no espaço de desenho, devem ser colocadas na posição indicada na figura 6, sendo separadas pela Linha de Terra (LT) Nota: a LT é a linha que resulta da intersecção do PH com o PV. Fig. 6: Representação do prisma rectangular pelas suas projecções ortogonais (VF e VC). A visualização do objecto segundo as suas vistas, permite uma leitura exacta da sua configuração, dimensão e dá-nos o conhecimento de certos detalhes que uma vista geral não proporciona
  • 12. Instituto de Educação Aberta e à Distância 10 Proposta de Exercícios 1. Desenhe a figura pelas suas projecções ortogonais: planta e vista frontal indicada pela seta), tendo em atenção as medidas reais. Realizados os exercícios, compare os resultados com os da chave de correcção, tire dúvidas junto ao seu docente de disciplina, efectue mais exercícios caso não os tenha resolvido, convenientemente e prepare-se para o teste final antes de avançar para a próxima secção. A Vista lateral Muitas vezes na representação de uma peça pelas suas projecções ortogonais, a Vista de Frente e de Cima não são suficientes para fornecer todos os detalhes necessários para se fazer o reconhecimento de certas peças devido a natureza da sua complexidade. Nestes casos, recorre-se a aplicação da terceira vista – a Vista Lateral (VL).
  • 13. Instituto de Educação Aberta e à Distância 11 A aplicação da VL é feita com o auxílio do método de rebatimento, que a seguir passamos a considerar: Todas as arestas horizontais da vista de frente são prolongadas, a traço fino, para o lado direito (para o lugar onde estará implantada a vista lateral); as arestas horizontais da Vista de cima, prolongar-se-ão, a traço fino, até a linha vertical. daí partirá o rebatimento que terminará na LT; da LT, os arcos do rebatimento são prolongados verticalmente para cima intersectando os traços que foram prolongados da vista frontal, permitindo assim que seja determinada a vista lateral.
  • 14. Instituto de Educação Aberta e à Distância 12 Exercícios: 1. Represente as projecções ortogonais da fig. 1: (Planta, Vista Frontal - indicada pela seta, Vista lateral esquerda). Realizados os exercícios, compare os resultados com os da chave de correcção, tire dúvidas junto ao seu docente de disciplina, efectue mais exercícios caso não os tenha resolvido, convenientemente e prepare-se para o teste final antes de avançar para a próxima secção.
  • 15. Instituto de Educação Aberta e à Distância 13 CHAVE DE CORRECÇÃO DE EXERCÍCIOS FORMA-FUNÇÃO 1. É importante que observe na peça ou objecto escolhido que tenha uma relação com a função a desempenhar. 2. Observe as formas das embalagens abaixo. As embalagens a produzir devem estar de acordo as dimensões dadas no enunciado para cada forma (sólido) pedido. 3. Panela de Metal_______ Barro_______Borracha________ Plástico X X
  • 16. Instituto de Educação Aberta e à Distância 14 PROJECÇÕES ORTOGONAIS 1. Vista de Frente e de cima 2. Vistas Laterais
  • 17. Instituto de Educação Aberta e à Distância 15 SECÇÃO II (Desenho Cotado & Perspectiva Visual) DESENHO COTADO Objectivos - Fazer leitura de desenhos cotados; - Executar desenhos cotados Cotagem é o processo de atribuição de dimensões na peça. Esboço Cotado Esboço provém do francês croquis. Esboço Cotado é o levantamento gráfico de um dado objecto, que é feito à mão livre. Para uma melhor leitura os esboços são feitos nas projecções ortogonais ou nas perspectivas. Princípios Gerais de Cotagem • Toda cotagem deve ser a traço fino • Não repetir as cotas desnecessariamente • As linhas de cota devem ser paralelas ao lado a cotar (a medir) • As linhas de cota não devem sobrepor-se • As linhas de chamada ou de referência devem ser perpendiculares às linhas de cota • Nos extremos das linhas de cota devem ser colocadas setas (pequenos triângulos isósceles) ou pequenos traços oblíquos • As cotas devem ser colocadas à esquerda da linha de cota vertical ou acima da linha de cota horizontal • Colocar linhas de cota de preferência fora da figura • Não traçar linha de cota como continuação da linha da figura • Indicar a cota total • A altura dos algarismos é uniforme dentro do mesmo desenho. Em geral, usa-se a altura de 2,5 a 3mm
  • 18. Instituto de Educação Aberta e à Distância 16 60 ∅∅∅∅60 R30 30º Seta: 40 15 Cota Seta Linha de Cota Linha de Referência ou de chamada 60 20 15 30
  • 19. Instituto de Educação Aberta e à Distância 17 Proposta de Exercícios 1. Represente as Cotagens das Projecções Ortogonais (2 Vistas). Fig. A 2. Dada a figura abaixo, execute a mesma com cotagens. Fig. B Realizados os exercícios, compare os resultados com os da chave de correcção, tire dúvidas junto ao seu docente de disciplina, efectue mais exercícios caso não os tenha resolvido, convenientemente e prepare-se para o teste final antes de avançar para a próxima secção.
  • 20. Instituto de Educação Aberta e à Distância 18 Perspectiva Visual Objectivos (O educando deve ser capaz de) - Observar no meio ambiente envolvente os efeitos de perspective; - Identificar os elementos para representação da perspectiva visual; - Representar figuras, com duas e três dimensões em perspectiva visual. Definição Perspectiva visual é a representação de um objecto tal como é visto. Esta perspectiva não se preocupa muito com as medidas do objecto a representar. Importância Aplica-se na representação de edifícios ou conjunto de edifícios e em outras obras de grandes dimensões, tais como pontes, barragens, etc. Esta também é aplicada na representação de interiores em construções arquitectónicas. Elementos de Perspectiva Linha de horizonte (LH) – é alinha imaginária onde o céu parece encontrar-se com a terra. Encontra-se ao nível dos olhos do observador. Ponto de Fuga (PF) – é o ponto para o qual convergem as arestas de profundidade, e que pertence a linha do horizonte. Linha de Fuga (LF) – é a linha imaginária correspondente às arestas laterais de que convergem profundidade no ponto de fuga. Exemplificação Nesta perspectiva, apenas faremos um estudo superficial na representação das formas visando diferenciá-la das demais. Por isso não nos preocupamos com as medidas precisas, mas sim, com efeitos provocados por esta. 1PF 2PF Quadrado Prisma Quadrangular *Lado do Quadrado paralelo à LH *Aresta do prisma perpendicular à LH
  • 21. Instituto de Educação Aberta e à Distância 19
  • 22. Instituto de Educação Aberta e à Distância 20 Proposta de Exercícios 1.Observe as figuras (1, 2, 3 e 4) a) Faça a leitura do posicionamento de cada forma representada em relação à LH. (Se está em cima, em baixo, assente ou sobre a LH). 2. Represente a sua sala de aulas em perspectiva visual a dois pontos de fuga. Realizados os exercícios, compare os resultados com os da chave de correcção, tire dúvidas junto ao seu docente de disciplina, efectue mais exercícios caso não os tenha resolvido, convenientemente e prepare-se para o teste final antes de avançar para a próxima secção.
  • 23. Instituto de Educação Aberta e à Distância 21 CHAVE DE CORRECÇÃO DE EXERCÍCIOS DESENHO COTADO 1. 2. PERSPECTIVA VISUAL 1. (A) – Em cima (B) – Em baixo (C) – Ao meio (D) – Em baixo (E) – Ao meio (F) – Em baixo (G) – Em cima (H) – Em baixo 2. Independentemente da posição do observador (aluno) é importante observar o efeito de perspectiva no desenho representado, concretamente a perspectiva a dois pontos de fuga.
  • 24. Instituto de Educação Aberta e à Distância 22 SECÇÃO III Perspectiva Rigorosa (PR1PF & PR2PF) Perspectiva Rigorosa Objectivos (O educando deve ser capaz de) - Definir os elementos fundamentais para a representação em perspectiva à 1PF e PF2; - Representar a planta ou a vista de cima da forma em relação ao plano de quadro ou o raio principal; - Executar representações de perspectiva visual e rigorosa (1PF e 2PF). Esta sessão estuda a representação de formas dadas pelas suas projecções ortogonais ou em Axonometria, tendo em conta a posição do observador. A Perspectiva Rigorosa: – Corresponde exactamente à imagem visual ou a imagem formada por uma máquina fotográfica – Supõe o observador colocado em determinado ponto de observação, à uma distância limitada do objecto a representar e do plano de projecção – Trata-se de uma perspectiva “trabalhosa” A projecção das peças em Perspectiva, será caracterizada pelo efeito da perspectiva: aos olhos de um observador, objectos do mesmo tamanho, situados a distâncias diferentes, parecerão maiores os que estiverem mais próximos dele e os mais distantes, parecerão cada vez menor ao se distanciarem fig.3.1. Fig. 1
  • 25. Instituto de Educação Aberta e à Distância 23 Assim também, as partes duma peça que estiverem mais próximas do observador parecerão maiores do que as que estiverem mais distantes. Além disso, as arestas horizontais tenderão para um ponto situado no infinito. Tal ponto é chamado de Ponto de Fuga e representar-se-á pelas iniciais PF. Como consequências do efeito de perspectiva, a forma das faces do objecto, sofrerão deformações aparentes resultantes da conjugação da altura do observador com a distância da sua localização em relação ao objecto observado - Fig. 3.2. Fig. 2: As peças a, b e c são rectângulos. Na imagem pode ser vista a deformação destes, como resultado do efeito da perspectiva.
  • 26. Instituto de Educação Aberta e à Distância 24 Alguns enunciados em Perspectiva 1. A alteracao da linha de horizonte influencia para a visualizacao da parte superior da forma em perspectiva. Fig. 3 2. A alteração da distância entre o Observador e o Quadro vai fazer com que a perspectiva aumente ou diminua sem que altere a forma e o tipo. Fig. 4
  • 27. Instituto de Educação Aberta e à Distância 25 3. A alteração da distância entre o Observador e o objecto vai fazer com que a perspectiva aumente ou diminua de tamanho, mas não modifica a sua forma e tipo. Fig. 5 Estudaremos nos próximos capítulos, dois tipos de representação em Perspectiva Rigorosa: A representação em Perspectiva Rigorosa a 1Ponto de Fuga (PR 1PF) e a representação a 2 Pontos de Fuga (PR 2PF).
  • 28. Instituto de Educação Aberta e à Distância 26 PERSPECTIVA RIGOROSA A 1 PONTO DE FUGA (PR1PF) Como o nome já diz, a perspectiva rigorosa a 1 PF, faz-se com a utilização de apenas um Ponto de Fuga. Este tipo de desenho, caracteriza-se pela projecção apresentar as arestas de profundidade convergindo todas para um ponto fixo (PF) localizado na Linha do Horizonte. Fig. 6. Visão em perspectiva Elementos Para a Representação em PR a 1PF 1. Ponto de Vista (PV) é o ponto que a partir do qual o observador vê o objecto. 2. Ponto de Fuga (PF) é o ponto para onde convergem todas as linhas horizontais paralelas, quando prolongadas para o infinito. Em Perspectiva Rigorosa a 1PF, o PF é determinado pela intersecção do RP com a LH. 3. Raio Principal (RP) é uma linha que parte do Ponto de vista até ao ponto onde se fixa o olhar do observador. Em PR a 1PF, a intersecção do RP e a linha do horizonte dá-nos a localização do Ponto de Fuga. Por convenção, o raio principal deve sempre, ser desenhado a traço ponto. 4. Plano de Quadro (PQ) é um plano vertical imaginário, onde se realiza a representação em Perspectiva. Esse plano pode ser colocado em frente do objecto ou por detrás deste. Contudo, se um objecto aparentemente grande estiver situado por trás do PQ, o seu desenho será menor em relação à realidade e se o mesmo objecto estiver em frente do PQ, o seu desenho será maior.
  • 29. Instituto de Educação Aberta e à Distância 27 Em perspectiva a 1 e 2 PF, o plano de quadro é sempre considerado perpendicular ao Plano de terra. 5. Linha de Terra (LT) é a linha que resulta da intersecção do plano de terra com o PQ. Ela situa-se abaixo da linha do horizonte e preferencialmente, a uma distância que leve em consideração a altura média do homem (1,50m) para garantir uma representação realista da aparência do objecto a desenhar. 6. Linha de Horizonte (LH) é a linha que resulta da intersecção do plano horizontal com o PQ. Em geral, localiza-se a uma distância de 1,50m do solo - plano de terra. 7. Cone Óptico é o espaço de melhor alcance visual. Todo o objecto ou parte deste, que estiver dentro do cone óptico, é bem captado pela visão e reconhecido com nitidez. Para o homem o cone óptico é de 180º, entretanto, o que se situa para além dos 60º resulta em distorcido em desenho de perspectiva. Os cones ópticos aconselháveis são os de 30º, 45º e 60º. Como desenhar a um ponto de Fuga Primeiro determina-se o PF que será o resultado da intersecção do raio principal com a LH. 10 Colocam-se os elementos para a representação: PQ, LT, LH, PV, planta e alçado 20 . determina-se o PF pela intersecção do RP com a LH
  • 30. Instituto de Educação Aberta e à Distância 28 30 40 50 60 70 80
  • 31. Instituto de Educação Aberta e à Distância 29 90 100 110 120 130 140 (opcional)
  • 32. Instituto de Educação Aberta e à Distância 30 Proposta de Exercícios 1. A figura abaixo apresenta as projecções ortogonais de uma forma plana. Representa em PR, sabendo que esta sobre o plano de terra.
  • 33. Instituto de Educação Aberta e à Distância 31 2. Sendo dado o conjunto de pecas represente as mesmas em PR1PF. Realizados os exercícios, compare os resultados com os da chave de correcção, tire dúvidas junto ao seu docente de disciplina, efectue mais exercícios caso não os tenha resolvido, convenientemente e prepare-se para o teste final antes de avançar para a próxima secção. PERSPECTIVA RIGOROSA A 2 PONTOS DE FUGA Existem algumas semelhanças entre o desenho de perspectiva a 1 PF com o a 2 PFs. No entanto, depois de fornecidos os dados informativos e feito o traçado do PQ, da LH, LT e raio principal (RP), segue-se os outros passos:
  • 34. Instituto de Educação Aberta e à Distância 32 A partir do PV, traçam-se duas rectas paralelas em relação a dois lados (os mais a baixo da planta) que intersectarão o PQ em dois pontos A e B. A partir destes pontos levantam-se duas rectas perpendiculares ao Plano de Quadro que, ao intersectarem a Linha do Horizonte, determinam os pontos de fuga. De seguida traça-se a linha de cota, prolongando um dos lados da planta até intersectar o PQ e levantando a partir desse ponto uma perpendicular ao PQ. É nessa linha que são marcadas as cotas a partir do ponto de intersecção com a LT.
  • 35. Instituto de Educação Aberta e à Distância 33 Daqui em diante traçam-se gradualmente linhas de perspectiva que se intersectam dando os pontos que constituirão os vértices e as arestas da peça que se pretende representar. Confira os passos que se seguem: 40 50 60 70 80 90
  • 36. Instituto de Educação Aberta e à Distância 34 100 110 120 130 140
  • 37. Instituto de Educação Aberta e à Distância 35 150 160 170 - opcional
  • 38. Instituto de Educação Aberta e à Distância 36 Proposta de Exercícios 1. Realizados os exercícios, compare os resultados com os da chave de correcção, tire dúvidas junto ao seu docente de disciplina, efectue mais exercícios caso não os tenha resolvido, convenientemente e prepare-se para o teste final antes de avançar para a próxima secção.
  • 39. Instituto de Educação Aberta e à Distância 37 CHAVE DE CORRECÇÃO DE EXERCÍCIOS PR1PF 1.
  • 40. Instituto de Educação Aberta e à Distância 38 2.
  • 41. Instituto de Educação Aberta e à Distância 39 PR2PF 1.
  • 42. Instituto de Educação Aberta e à Distância 40 BIBLIOGRAFIA CARREIRA, António. Compêndio de Desenho, 2a ed, Livraria Sá da Costa, Lisboa, 1972. SAMUEL, Filipe David Carrel. Desenho 10ª Classe. Texto Editores, Maputo, 2005. Exames Resolvidos, 10ª Classe. DA PONTE, João Pedro: As novas tecnologias e a educação, Texto editora lda, Lisboa, 1997. LOPES, Manoel, Desenho Técnico, Edições ASA, Lisboa, 1989. MESA, Agostinho, CAMUNDIMO, Vasco F., Desenho 8a Classe, Editora Escolar, Maputo, 1995. SANT’ANA, Stema & GOMES, Berta, Desenho 9o Ano de Escolaridade, Porto Editora, Porto, 1990. MAZIVE, Alberto, BOANE, Sebastião Afonso, ZANDAMELA, André Justino; O saber das Mão, Ofícios 7ª Classe – Manual do professor, 1ª Edição Logman Moçambique, Lda.; Maputo, 2004