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e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes
Escola Técnica Aberta do Brasil
Vigilância em Saúde
Ectoparasitas e Animais
Peçonhentos
Wilson da Silva
Ministério da
Educação
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes
Escola Técnica Aberta do Brasil
Vigilância em Saúde
Ectoparasitas e Animais
Peçonhentos
Wilson da Silva
Montes Claros - MG
2011
Ministro da Educação
Fernando Haddad
Secretário de Educação a Distância
Carlos Eduardo Bielschowsky
Coordenadora Geral do e-Tec Brasil
Iracy de Almeida Gallo Ritzmann
Governador do Estado de Minas Gerais
Antônio Augusto Junho Anastasia
Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia
e Ensino Superior
Alberto Duque Portugal
Reitor
João dos Reis Canela
Vice-Reitora
Maria Ivete Soares de Almeida
Pró-Reitora de Ensino
Anete Marília Pereira
Diretor de Documentação e Informações
Huagner Cardoso da Silva
Coordenador do Ensino Profissionalizante
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Diretor do Centro de Educação Profissonal e
Tecnólogica - CEPT
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Diretor do Centro de Educação à Distância
- CEAD
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Coordenadora Adjunta do e-Tec Brasil/
CEMF/Unimontes
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Coordenadores de Cursos:
Coordenador do Curso Técnico em Agronegócio
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Coordenador do Curso Técnico em Comércio
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Coordenador do Curso Técnico em Meio
Ambiente
Edna Helenice Almeida
Coordenador do Curso Técnico em Informática
Frederico Bida de Oliveira
Coordenador do Curso Técnico em
Vigilância em Saúde
Simária de Jesus Soares
Coordenador do Curso Técnico em Gestão
em Saúde
Zaida Ângela Marinho de Paiva Crispim
Ectoparasitas e Animais Peçonhentos
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes
Elaboração
Wilson da Silva
Projeto Gráfico
e-Tec/MEC
Supervisão
Wendell Brito Mineiro
Diagramação
Hugo Daniel Duarte Silva
Marcos Aurélio de Almeida e Maia
Impressão
Gráfica RB Digital
Designer Instrucional
Angélica de Souza Coimbra Franco
Kátia Vanelli Leonardo Guedes Oliveira
Revisão
Maria Ieda Almeida Muniz
Patrícia Goulart Tondineli
Rita de Cássia Silva Dionísio
Presidência da República Federativa do Brasil
Ministério da Educação
Secretaria de Educação a Distância
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos
AULA 1
Alfabetização Digital
3
Prezado estudante,
Bem-vindo ao e-Tec Brasil/Unimontes!
Você faz parte de uma rede nacional pública de ensino, a Escola
Técnica Aberta do Brasil, instituída pelo Decreto nº 6.301, de 12 de dezembro
2007, com o objetivo de democratizar o acesso ao ensino técnico público,
na modalidade a distância. O programa é resultado de uma parceria entre
o Ministério da Educação, por meio das Secretarias de Educação a Distancia
(SEED) e de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC), as universidades e
escola técnicas estaduais e federais.
A educação a distância no nosso país, de dimensões continentais e
grande diversidade regional e cultural, longe de distanciar, aproxima as pes-
soas ao garantir acesso à educação de qualidade, e promover o fortalecimen-
to da formação de jovens moradores de regiões distantes, geograficamente
ou economicamente, dos grandes centros.
O e-Tec Brasil/Unimontes leva os cursos técnicos a locais distantes
das instituições de ensino e para a periferia das grandes cidades, incenti-
vando os jovens a concluir o ensino médio. Os cursos são ofertados pelas
instituições públicas de ensino e o atendimento ao estudante é realizado em
escolas-polo integrantes das redes públicas municipais e estaduais.
O Ministério da Educação, as instituições públicas de ensino técnico,
seus servidores técnicos e professores acreditam que uma educação profis-
sional qualificada – integradora do ensino médio e educação técnica, – não só
é capaz de promover o cidadão com capacidades para produzir, mas também
com autonomia diante das diferentes dimensões da realidade: cultural, so-
cial, familiar, esportiva, política e ética.
Nós acreditamos em você!
Desejamos sucesso na sua formação profissional!
Ministério da Educação
Janeiro de 2010
Apresentação e-Tec Brasil/Unimontes
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos
AULA 1
Alfabetização Digital
5
Indicação de ícones
Os ícones são elementos gráficos utilizados para ampliar as formas
de linguagem e facilitar a organização e a leitura hipertextual.
Atenção: indica pontos de maior relevância no texto.
Saiba mais: oferece novas informações que enriquecem o assunto ou
“curiosidades” e notícias recentes relacionadas ao tema estudado.
Glossário: indica a definição de um termo, palavra ou expressão utilizada
no texto.
Mídias integradas: possibilita que os estudantes desenvolvam atividades
empregando diferentes mídias: vídeos, filmes, jornais, ambiente AVEA e
outras.
Atividades de aprendizagem: apresenta atividades em diferentes níveis
de aprendizagem para que o estudante possa realizá-las e conferir o seu
domínio do tema estudado.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos
AULA 1
Alfabetização Digital
Sumário
7
Palavra do professor conteudista............................................ 11
Projeto instrucional............................................................ 13
Aula 1 – Ectoparasitas: conceito e pulgas................................... 15
	 1.1 Conceitos de ectoparasitas......................................... 15
	 1.2 Biologia e comportamento das pulgas............................ 15
	 1.3 As espécies mais importantes na saúde pública ................ 18
	Resumo.................................................................... 20
	 Atividades de Aprendizagem............................................ 20
Aula 2 – Ectoparasitas: pulgas................................................ 21
	 2.1 Métodos de prevenção.............................................. 21
	2.2 Métodos de controle mecânico..................................23
	2.3 Controle químico....................................................23
	Resumo.................................................................... 24
	 Atividades de Aprendizagem............................................ 24
Aula 3 – Ectoparasitas: bicho-de-pé......................................... 25
	 3.1 Biologia e comportamento do bicho de pé....................... 25
	 3.2 Sintomas de Tunga penetran.....................................27
	 3.3 Métodos de prevenção.............................................. 28
	 3.4 Métodos de controle...............................................29
	Resumo.................................................................... 30
	 Atividades de Aprendizagem............................................ 30
Aula 4 – Ectoparasitas: piolhos da cabeça em humanos.................. 31
	 4.1 Biologia e comportamento do piolho da cabeça................. 31
	 4.2 Sintomas de Pediculus humanus var capitis...................32
	 4.3 Métodos de prevenção.............................................. 33
	 4.4 Métodos de controle...............................................34
	Resumo.................................................................... 36
	 Atividades de Aprendizagem............................................ 36
Aula 5 – Ectoparasitas: percevejo de cama................................37
	 5.1 Biologia e comportamento do percevejo de cama.............37
	 5.2 Sintomas de Cimex lectularius...................................39
	 5.3 Métodos de prevenção do percevejo de cama................... 40
	 5.4 Métodos de controle...............................................40
	Resumo.................................................................... 41
	 Atividades de Aprendizagem............................................ 41
Aula 6 – Ectoparasitas: ácaros do pó doméstico........................... 43
	 6.1 Biologia e comportamento do ácaro.............................. 43
	 6.2 Sintomas do ácaro da poeira...................................... 45
	Resumo.................................................................... 47
	 Atividades de Aprendizagem............................................ 47
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde8
Aula 7 – Ectoparasitas: ácaros do pó doméstico........................... 49
	 7.1 Métodos de prevenção e de controle.............................49
	 7.2 Métodos de controle químico....................................... 51
	Resumo.................................................................... 52
	 Atividades de Aprendizagem............................................ 53
Aula 8 – Ectoparasitas: carrapatos em humanos........................... 55
	 8.1. Biologia e comportamento dos carrapatos...................... 55
	 8.2 Biologia e comportamento do carrapato da família Ixodidae.57
	Resumo.................................................................... 60
	 Atividades de Aprendizagem............................................ 60
Aula 9 – Ectoparasitas: carrapatos em humanos........................... 61
	 9.1 Biologia e comportamento do carrapato da família Argasidae .61
	 9.2 Espécies de carrapatos mais comuns no Brasil ................62
	 9.3 Doenças transmitidas pelos carrapatos, patógenos veiculados 	
	 e sintomas................................................................63
	Resumo.................................................................... 66
	 Atividades de Aprendizagem............................................ 66
Aula 10 – Ectoparasitas: carrapatos em humanos.......................... 67
	10.1 Métodos de prevenção............................................. 67
	 10.2 Métodos de controle.............................................68
	Resumo.................................................................... 69
	 Atividades de Aprendizagem............................................ 69
Aula 11 – Ectoparasitas: larva migrans cutânea..........................71
	11.1. Biologia e comportamento da larva migrans cutânea.......71
	 11.2 Sintomas da larva migrans cutânea (LMC)..................... 72
	 11.3 Tratamento da larva migrans cutânea (LMC)................. 73
	11.4 Métodos de prevenção e controle............................... 74
	Resumo.................................................................... 75
	 Atividades de aprendizagem........................................... 75
Aula 12 – Animais peçonhentos............................................... 77
	 12.1 Conceitos de animais peçonhentos e de animais venenosos .77
	 12.2 Medidas de prevenção contra animais peçonhentos e animais .	
	venenosos ................................................................ 78
	Resumo.................................................................... 80
	 Atividades de aprendizagem............................................ 80
Aula 13 – Animais peçonhentos: Escorpiões ................................ 81
	 13.1 Biologia e comportamento dos escorpiões ..................... 81
	 13.2 Escorpião: vida, alimentação e hábitos ......................... 82
	Resumo.................................................................... 84
	 Atividades de Aprendizagem............................................ 84
Aula 14 – Animais peçonhentos: Escorpiões................................. 85
	 14.1 Métodos de prevenção e controle................................ 85
	 14.2 As espécies mais importantes na saúde pública ............... 86
	 14.3 Sintomas, tratamento e primeiros socorros .................... 89
	Resumo.................................................................... 90
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 9
	 Atividades de Aprendizagem............................................ 90
Aula 15 – Animais peçonhentos: Aranhas ................................... 91
	 15.1 Biologia e comportamento das aranhas......................... 91
	 15.2 Métodos de prevenção, controle e sintomas.................... 94
	 15.3 As espécies mais importantes na saúde pública ............... 95
	Resumo...................................................................100
	 Atividades de Aprendizagem...........................................100
Aula 16 – Animais peçonhentos: Serpentes................................101
	 16.1 Biologia e comportamento das serpentes......................101
	 16.2 Métodos de prevenção de acidentes, primeiros socorros e sinto	
	mas........................................................................103
	 16.3 As espécies mais importantes na saúde pública no Brasil...104
	Resumo................................................................... 110
	 Atividades de Aprendizagem........................................... 110
Aula 17 – Animais peçonhentos: Lacraias.................................. 111
	 17.1 Biologia e comportamento das lacraias......................... 111
	 17.2 Métodos de prevenção de acidentes e sintomas.............. 112
	 17.3 As espécies mais importantes na saúde pública .............. 113
	Resumo................................................................... 114
	 Atividades de Aprendizagem........................................... 114
Aula 18 – Animais peçonhentos: abelhas, vespas e formigas............ 115
	 18.1 Biologia e comportamento das abelhas, vespas e formigas.. 115
	18.2 Métodos de prevenção de acidentes com abelhas, vespas e for	
	migas, primeiros socorros e sintomas...............................116
	 18.3 As espécies mais importantes na saúde pública no Brasil... 119
	Resumo................................................................... 121
	 Atividades de Aprendizagem........................................... 121
Aula 19 – Animais peçonhentos: lagartas...................................123
	 19.1 Biologia e diferenças entre borboletas e mariposas..........123
	19.2 Lepidóptera: Lonomia obliqua chamada de taturana assassi..	
	na..........................................................................125
	 19.3 Acidentes com taturanas da família Saturniidae............ 126
	Resumo...................................................................127
	 Atividades de Aprendizagem...........................................127
Referências.....................................................................128
Currículo do professor conteudista.........................................130
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos
AULA 1
Alfabetização Digital
11
Palavra do professor conteudista
Prezados alunos, sejam todos bem-vindos.
É com grande entusiasmo que estamos iniciando a nossa disciplina:
Ectoparasitas e Animais Peçonhentos.
O nosso objetivo nesta disciplina é dar conhecimento a todos os
alunos em Vigilância em Saúde, no módulo referente as Zoonoses, princi-
palmente, às oriundas das ectoparasitas e dos animais peçonhentos; com-
preender como se deve referir às atividades de prevenção das doenças e
manejo ambiental e, como as diferentes espécies de ectoparasitas e animais
peçonhentos provocam acidentes aos seres humanos; mobilizar ações de pre-
venção e controle das zoonoses, especialmente, no ambiente domiciliar e
peridomiciliar; bem como, conscientizar a população quanto à importância
da limpeza em todos os espaços da comunidade e quanto às condições do
terreno adequadas para que haja o controle dos ectoparasitas e dos ani-
mais peçonhentos. Apresentamos aqui uma visão abrangente da disciplina,
distribuída em aulas, com vários tópicos importantes, como definição de
ectoparasitas - biologia, comportamento, prevenção, controle e importância
dos ectoparasitas como pulgas, bicho-de-pé, piolho da cabeça, percevejo
de cama, ácaros do pó doméstico, carrapatos em humanos e larva migrans
cutânea na saúde pública. Apresentamos, ainda, conceitos de animais
peçonhentos e venenosos - biologia, comportamento, prevenção, controle,
acidentes e importância dos animais peçonhentos como escorpiões, aranha,
serpente, lacraias, abelhas, vespas, formigas e lagartas na saúde pública e
outros tópicos complementares da disciplina que são imprescindíveis para
sua formação. São temas que irão lhes auxiliar na sua formação profissional
e pessoal.
Busquei, de forma simples e resumida, contextualizar a nossa dis-
ciplina para melhor compreensão, no intuito de atingirmos os objetivos pro-
postos. Ressaltamos que se torna necessário o conhecimento de conceitos
relativos à disciplina, bem como, a interpretação de tabelas e figuras.
Desejo todo o êxito na conclusão da nossa disciplina. Que o seu
aprendizado eleve o seu conhecimento. Estou certo de que edificaremos,
juntos, esta caminhada.
Portanto, vamos começar os nossos estudos.
Abraços cordiais.
Prof. Wilson da Silva
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos
AULA 1
Alfabetização Digital
13
Projeto instrucional
Disciplina: Ectoparasitas e Animais Peçonhentos (carga horária:
60 h).
Ementa: Ectoparasitas e Animais Peçonhentos: saneamento bá-
sico e do meio: saneamento do ar, da água e do lixo, das habitações e dos
locais de trabalho; seleção, descarte e reciclagem de lixo; epidemiologia:
prevenção e controle de doenças infecto-contagiosas e infecto-parasitárias;
noções sobre o método epidemiológico, métodos de investigação, tipos de
estudo, conceito de risco, medidas das doenças, indicadores de saúde, aná-
lise de dados, aplicações e usos da Epidemiologia; fundamentos de saúde
pública.
AULA OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
MATERIAIS
CARGA
HORÁRIA
Aula 1 – Ectopara-
sitas: conceito e
pulgas
Inserir o conhecimento em ectopa-
rasitas, biologia e comportamento
das pulgas
Caderno
didático.
03
Aula 2 – Ectoparasi-
tas: pulgas
Oferecer uma visão sobre métodos
de prevenção, controle mecânico e
químico das pulgas.
Caderno
didático.
03
Aula 3 – Ectoparasi-
tas: bicho-de-pé
Conhecer a importância da bio-
logia, comportamento, sintomas,
prevenção, controle de bicho-de-pé,
Tunga penetran.
Caderno
didático.
03
Aula 4 – Ectopara-
sitas: piolhos da ca-
beça em humanos
Descrever a importância da bio-
logia, comportamento, sintomas,
prevenção, controle de piolhos da
cabeça, Pediculus humanus var
capitis.
Caderno
didático.
03
Aula 5 – Ectopara-
sitas: percevejo de
cama
Conhecer a importância da bio-
logia, comportamento, sintomas,
prevenção, controle do percevejo
de cama, Cimex lectularius.
Caderno
didático.
03
Aula 6 – Ectopara-
sitas: ácaros do pó
doméstico
Entender a importância da biolo-
gia, comportamento e sintomas do
ácaro da poeira.
Caderno
didático.
03
Aula 7 – Ectopara-
sitas: ácaros do pó
doméstico
Oferecer uma visão sobre méto-
dos de prevenção e de controle do
ácaro da poeira.
Caderno
didático.
03
Aula 8 – Ectoparasi-
tas: carrapatos em
humanos
Conhecer a importância da biolo-
gia, comportamento do carrapato
da família Ixodidae
Caderno
didático.
03
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde14
Aula 9 – Ectopara-
sitas: carrapatos
em humanos
Entender a importância da bio-
logia, comportamento, sintomas
do carrapato da família Argasidae
e outras espécies de carrapatos
mais comuns no Brasil.
Caderno
didático.
03
Aula 10 – Ectopa-
rasitas: carrapatos
em humanos
Oferecer uma visão sobre méto-
dos de prevenção e controle dos
carrapatos.
Caderno
didático.
03
Aula 11 – Ectopara-
sitas: larva migrans
cutânea
Entender a importância da biolo-
gia, comportamento, sintomas, tra-
tamento e métodos de prevenção e
controle da larva migrans cutânea.
Aula 12 – Animais
peçonhentos
Identificar os conceitos de animais
peçonhentos e venenosos e medi-
das de prevenção.
Caderno
didático.
03
Aula 13 – Animais
peçonhentos: Es-
corpiões
Conhecer a importância da bio-
logia, comportamento, sintomas,
vida, alimentação e hábitos do
escorpião.
Caderno
didático.
03
Aula 14 – Animais
peçonhentos: Es-
corpiões
Entender a importância dos sinto-
mas, método de prevenção e con-
trole das espécies escorpiões mais
importantes na saúde pública.
Caderno
didático.
03
Aula 15 – Animais
peçonhentos:
Aranhas
Conhecer a importância da biolo-
gia, comportamento, método de
prevenção, controle e espécies de
aranhas mais importantes na saúde
pública.
Caderno
didático.
03
Aula 16 – Animais
peçonhentos: Ser-
pentes
Descrever a importância da biolo-
gia, comportamento, prevenção,
sintomas das serpentes.
Caderno
didático.
03
Aula 17 – Animais
peçonhentos:
Lacraias
Entender a importância da biolo-
gia, comportamento, prevenção
de acidentes, primeiros socorros e
sintomas das lacraias.
Caderno
didático.
03
Aula 18 – Animais
peçonhentos:
abelhas, vespas e
formigas
Descrever a importância da bio-
logia, comportamento, método
de prevenção, controle e espécies
mais importantes das abelhas,
vespas e formigas.
Caderno
didático.
03
Aula 19 – Animais
peçonhentos:
lagartas
Conhecer a biologia e a diferen-
ça entre borboletas e mariposas,
importância sobre Lonomia obliqua
e acidentes com taturanas.
Caderno
didático.
03
Aula 20 – Ectopara-
sitas: larva migrans
cutânea
Entender a importância da biolo-
gia, comportamento, sintomas, tra-
tamento e métodos de prevenção e
controle da larva migrans cutânea.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos
AULA 1
Alfabetização Digital
15
Aula 1 – Ectoparasitas: conceito e pulgas
Objetivos
•	 Inserir o conhecimento em ectoparasitas;
•	 Descrever a importância da biologia e do comportamento das
pulgas;
•	 Listar as espécies mais importantes de pulgas na saúde pública.
1.1 Conceitos de ectoparasitas
São indivíduos denominados por ectoparasitas ou parasitas exter-
nos os que vivem sobre o corpo do hospedeiro, no exterior do corpo do hos-
pedeiro. Como exemplos há os carrapatos, as pulgas, os piolhos, o percevejo
de cama, os ácaros, o bicho-de-pé e a larva migrans cutânea. Há outros
conceitos sobre ectoparasitas, de acordo com Hopla:
Ectoparasitas são organismos que habitam a pele de um ou-
tro organismo, denominado hospedeiro, por determinado
período de tempo, dependendo totalmente de seus hospe-
deiros para sua sobrevivência, podendo ter efeito prejudicial
na saúde destes.(Hopla et al. 1994).
1.2 Biologia e comportamento das pulgas
As pulgas são ectoparasitos que pertencem à ordem Siphonaptera,
parasitando aves e mamíferos. Pequenos insetos com menos de 5 milímetros
de comprimento e sem asas, possuem três pares de pernas extremamente
fortes, especialmente o par posterior, que possibilitam as pulgas se movimen-
tarem velozmente e pularem distâncias muito maiores que o comprimento
de seu corpo. São achatadas, verticalmente, o que facilita seu movimento
entre os pêlos ou penas do hospedeiro. As partes bucais são adaptadas para
cortar a pele e sugar o sangue do hospedeiro. Os olhos são reduzidos ou
mesmo ausentes. Elas possuem coloração marrom avermelhada, corpo endu-
recido, que é difícil de esmagar entre os dedos para matar.
É importante ressaltar que as pulgas infestam locais com tranquilida-
de, dentro de casa ou em outros abrigos que são lugares propícios para o seu
desenvolvimento. A falta de movimento facilita os processos biológicos que in-
duzem as larvas a eclodirem dos ovos e os adultos a saírem de suas pupas.
Precisamos ressaltar que as pulgas trazem desconforto com sensa-
ção de coceiras ao corpo do homem e dos animais, além de proporcionarem
doenças como dermatites alérgicas e algumas doenças originadas por bacté-
Caro aluno, repare
como este ponto
é importante. Os
inseticidas são
impenetráveis nos
ovos e nas pupas das
pulgas, ou seja, não as
eliminam. Para as larvas
e os adultos da pulga, os
inseticidas são eficazes.
Deste modo, o controle
deste inseto deve
ser feito por meio de
medidas preventivas ou
curativas (de controle)
mais utilizados.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde16
rias, como peste bubônica, tularemia e salmonelose. Elas também transmi-
tem vermes e viroses. Embora alguns indivíduos não sintam as picadas das
pulgas, a irritação causada pelas secreções salivares delas pode se agravar
em algumas pessoas. É interessante que certos indivíduos sofrem uma reação
severa resultante de infecções secundárias causadas pela ação de coçar a
área irritada. Por exemplo, as picadas nas pernas e no tornozelo podem, em
alguns sujeitos, causar dor e, esta pode durar alguns minutos, horas ou dias,
que dependerá da sensibilidade da pessoa. Contudo, em certas pessoas não
acontece qualquer reação. A reação típica da picada é a formação de uma
pequena mancha dura, avermelhada, com um ponto em seu centro.
O ciclo biológico das pulgas abrange a fase de ovo, larva, pupa e
adulto. Este ciclo é concluído aproximadamente com 30 dias, e dependerá
das condições de umidade da temperatura ambiente.
Pode-se afirmar sem nenhuma dúvida que a pulga fêmea, alguns
dias após a fecundação, põe na superfície da pele de seu hospedeiro, comu-
mente, cães, gatos e ratos, uma quantidade de 200 a 400 ovos por dia, esses
ovos podem cair no solo com o movimento dos hospedeiros. Os ovos, quando
caem no solo, podem liberar a primeira larva, no período de dois até 14 dias,
dependendo das condições ambientais: umidade e temperatura. As três fa-
ses de larva que se seguem, muito pequenas, alimentam-se principalmente
das fezes das pulgas adultas, que contêm sangue semidigerido. Cerca de 7
a 10 dias depois, a larva III procura um local seco com ciscos e poeira para
formar um casulo, no interior do qual vai desenvolver-se a pupa.
É interessante lembrar que no intervalo de sete a quatorze dias
após, estará concluído, dentro do pupário, um pré-adulto completado para
emergir, se as condições ambientais forem favoráveis. No entanto, em condi-
ções ambientais desfavoráveis, o pré-adulto poderá continuar no interior do
casulo por um período de doze meses sem se alimentar. Assim que a pulga
adulta emergir do casulo, fica faminta e começa a dar enormes saltos até
atingir seu hospedeiro, um cão ou um gato (às vezes uma pessoa) onde pro-
cura sugar sangue. Depois de alimentados, machos e fêmeas podem copular
tanto sobre o hospedeiro quanto no solo, reiniciando o ciclo.
Os ovos das pulgas podem ser colocados sobre o hospedeiro, no
chão ou em seu ninho. Eles têm uma coloração clara, formato oval e liso,
como mostra a figura abaixo.
Figura 1: Ciclo biológico: os ovos da pulga.
Fonte: Disponível em: <http://www.casa-sem-inseto.com.br/pulgas.htm>. Acesso em: 06/08/2011.
Caro estudante,
somente o adulto das
pulgas é hematófago,
isto é, alimenta-se de
sangue.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 17
As larvas das pulgas não sugam sangue, não têm pernas, nem en-
xergam; por isso, evitam a luz solar. Depois da eclosão, a larva alimenta-se
de fezes das pulgas adultas, pêlo, penas e pele. Por este motivo, os adul-
tos ingerem mais sangue do que precisam. Sendo assim, uma pulga pode
alimentar-se de duas a três vezes ao dia e cada tempo de alimentação dura
cerca de dez minutos. A hematofagia é desempenhada tanto de dia como de
noite, e é essencial para que as fêmeas possam colocar seus ovos. Depois da
alimentação, a pulga segrega gotículas de sangue pelo ânus, que, na maio-
ria das vezes, vêm misturadas com as fezes. Será um sinal de que as pulgas
estão presentes, quando forem encontradas essas gotículas ressecadas em
roupas ou nos pêlos do animal.
Figura 2: Ciclo biológico: as larvas da pulga.
Fonte: Disponível em: <http://www.casa-sem-inseto.com.br/pulgas.htm>. Acesso em: 07/08/2011.
É importante observar que, no ciclo de vida das pulgas, as pupas
têm uma cavidade de seda fabricada pela larva de último instar, que per-
manecem coladas aos pêlos de animais, poeira e outras sujeiras. No período
de 5 a 14 dias as pulgas adultas saem ou continuam em descanso dentro
do casulo até a detecção de alguma vibração, que pode ser causada pela
circulação do homem ou de algum animal quando estas se põem sobre ele.
É curioso notar que o nascimento da pulga pode ser originado por barulho,
vibração, calor ou pela presença de dióxido de carbono, que significa que
uma fonte potencial de alimento está presente.
Falando um pouco mais sobre ciclo de vida das pulgas, ressaltamos
que as fêmeas adultas só conseguem colocar seus ovos após fazerem uma
refeição. Já os adultos (fêmeas e machos) são capazes de sobreviver sem
se alimentar num período de dois a doze meses. Às vezes, as pessoas ficam
ausentes de suas residências por alguns meses e, ao retornarem, podem
encontrar a casa infestada por estes insetos, principalmente, quando a casa
se encontrar fechada e sem hospedeiros, principalmente, com gatos e cães.
Assim que as pessoas retornam, elas são atacadas pelas pulgas que nasceram
no período de ausência.
Instar:
é estágio de
crescimento entre
duas mutações
(transformações)
sucessivas
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde18
Figura 3: Ciclo biológico da pulga.
Fonte: Disponível em: <http://www.casa-sem-inseto.com.br/pulgas.htm>. Acesso em: 07/08/2011.
Pesquisas realizadas em condições de laboratório concluíram que Pu-
lex irritans pode viver até 513 dias e Xenopsylla cheopis 100 dias. Estas duas
espécies são extraordinárias saltadoras. Na posição vertical, elas saltam a uma
altura próxima de 18 cm e na posição horizontal podem alcançar 33 cm.
Falando um pouco mais sobre o comportamento das pulgas, deve-
-se notar que a sua longevidade é variável e depende da espécie e também
de outros fatores, como umidade e temperatura do ambiente, da atividade
e do estado de nutrição delas. Portanto, algumas pesquisas apontam sobre
longevidade de cada espécie desse inseto, de acordo, com o grupo de pulgas
estarem alimentadas ou sem alimentos. Os resultados foram: Xenopsylla che-
opis (pulga do rato): alimentada, vive 100 dias; sem alimento, 38 dias; Pulex
irritans (pulga do homem): alimentada, vive 513 dias; sem alimento, 125 dias;
Ctenocephalides canis (pulga do cão e do gato): alimentada, vive 234 dias;
sem alimento, 58 dias.
1.3 As espécies mais importantes na saúde pú-
blica
As principais pulgas domésticas são, em nosso país, Ctenocephali-
des felis (a pulga do gato) e Ctenocephalides canis (a pulga do cão). É inter-
resante salientar que a Pulex irritans não é tida como a pulga do ser humano;
na verdade, é uma pulga de hospedeiro indefinido, podendo sugar igualmen-
te cães, gatos, suínos, aves, etc., sendo uma espécie que se encontra em
grande parte do globo terrestre. Os roedores têm na Xenopsylla cheopis e
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 19
na Xenopsylla brasiliensis seus principais ectoparasitas, transmissores poten-
ciais da temível peste bubônica em algumas regiões do Brasil.
Figura 4: A pulga do homem (Pulex irritans).
Fonte: Disponível em: <http://www.protech-online.com.br/pulgas.htm>. Acesso em 08/08/2011.
A pulga do gato (Ctenocephalides felis felis) tem a habilidade de
transmitir doenças e alergia ao ser humano. Esta espécie agride diversos
hospedeiros, entre os quais estão o homem, o cão, o rato e o gato. Já a
pulga do cão (Ctenocephalides canis), mais atuante em regiões de clima frio,
não é a mais frequente encontrada neste hospedeiro; muitas das vezes, o
cão possui a espécie Ctenocephalides felis felis. É importante ressaltar que
pulga do cão/gato (Ctenocephalides canis/felix) ataca, além do cão, também
o gato e o homem, podendo picar rato e outros animais; irá substituir a Pu-
lex irritans ao longo do tempo, tornando-se a principal inimiga do homem.
Ctenocephalides canis/felix tem como principal característica possuir uma
sutura (prega) dupla no segundo segmento do terceiro par de pernas.
Figura 5: A pulga do cão/gato (Ctenocephalides canis/felix).
Fonte: Disponível em: <http://www.protech-online.com.br/pulgas.htm>. Acesso em 08/082011.
A pulga do rato (Xenopsylla cheopis) é uma espécie que se encontra
na maior parte do globo terrestre e possui grande relevância para a saúde do
ser humano, porque ela transmite a peste bubônica. Embora este inseto não
seja uma praga doméstica, existem registros de pessoas que foram picadas
por Xenopsylla cheopis, em sua casa. O rato é o principal hospedeiro desta
espécie de inseto. As principais espécies de ratos que possuem X. cheopis
são as ratazanas, ou rato de esgoto, o rato de telhado ou rato preto e o
camundongo. X. cheopis ataca o rato e o homem. Suas peculiaridades são a
presença de pêlos em seu occipício (parte superior do cefalotórax) e tama-
nho mais reduzido que outras espécies de pulgas.
Caro aluno, observe
como este ponto é
importante: Pulex
irritans, a pulga do
homem, é uma espécie
que antigamente
se localizava,
abundantemente, em
domicílio humano;
hoje, se encontra
praticamente
irradicada, e vem
sendo substituída
gradualmente
pela pulga canina
(Ctenocephalides canis).
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde20
Figura 6: A pulga do rato (Xenopsylla cheopis).
Fonte: Disponível em: <http://www.protech-online.com.br/pulgas.htm>. Acesso em 07/08/2011.
Resumo
Nesta aula, você aprendeu:
•	 Conceitos de ectoparasitas;
•	 Biologia e comportamento das pulgas;
•	 As espécies mais importantes na saúde pública.
Atividades de aprendizagem
1. Questão. O que é ectoparasita? Dê os exemplos.
2. Questão. Os inseticidas controlam todo estágio de vida da pulga? Justifi-
que.
3. Questão. As pulgas precisam concluir seu ciclo de vida em aproximada-
mente com 30 dias. Quais são os fatores externos de que as pulgas precisam
para completar seu ciclo biológico? Faça um breve comentário sobre o as-
sunto.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos
AULA 1
Alfabetização Digital
21
Aula 2 – Ectoparasitas: pulgas
Objetivos
•	 Oferecer uma visão sobre métodos de prevenção das pulgas;
•	 Explicar o que são os métodos de controle mecânico e químico.
2.1 Métodos de prevenção
É importante conservar a higiene diária dos animais domésticos e
manutenção de convívio apropriado na residência humana. Além disso, é
interessante colocar, continuamente, um material que pode ser um tecido
ou uma toalha limpa onde animal vai dormir e, lave este material a cada
semana. Agindo, assim, pode dizer que é uma forma de se prevenir invasão
de pulgas, pois, os ovos que são depositados sobre o hospedeiro caem no
ambiente sobre este material. Desse jeito, os ovos são periodicamente des-
cartados.
Precisamos lembrar a importância dos pisos das casas: se eles fo-
rem de tacos ou tábuas corridas, ocorrem grandes riscos de todas as frestas
servirem de abrigo para pulgas, melhor maneira de evitar os abrigos é vetar
as frestas dos assoalhos e rodapés, e, ainda, lavar os tapetes e capachos,
periodicamente, para evitar novas infestações. Se houver tapetes ou carpe-
tes, passar o aspirador de pó; e, se possível, colocar esses materiais ao sol
durante uma hora.
As casas devem ser limpas uma ou duas vezes por semana com o
suprimento de um aspirador de pó. Desta maneira, evita-se o acúmulo de
poeiras nos tacos, tapetes e outros ambientes. É bom passar no assoalho um
tecido umedecido com querosene.
Figura 7: Aspirador é um importante aliado na luta contra pulgas.
Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.cpt.com.br/imagens/
enviadas/materias/materia1072/aspirador-pulga.JPG&imgrefurl=http://www.afe.com.br/noticia/1072/
eliminar-pulgas-fica-mais-facil-com-o-uso-de-aspirador-de-po&usg=__OTk1WPH_iIuvSsJvdIhhnTVAwg4=
&h=180&w=262&sz=12&hl=pt-BR&start=65&zoom=1&tbnid=uHMORUkKJh7YIM:&tbnh=77&tbnw=112&ei
=Q61yTrepLI--tgeCqryJCg&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2Bpulgas%2Bcom%2Bcontrole%26start%3D
63%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em 09/08/2011.
Caro aluno, repare
como esse ponto é
importante. Devem ser
descartadas as sujeiras
que estiverem dentro
do filtro do aspirador,
após a limpeza, em
locais apropriados, pois,
as larvas das pulgas têm
a capacidade de eclodir
dos ovos recolhidos pelo
aspirador e, já as pulgas
adultas são capazes de
surgir de suas pupas e
reinfestar o ambiente.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde22
Precisamos deixar claro que, além da limpeza no interior da resi-
dência, é interessante que se faça a limpeza externa, como podar a grama
para que ela fique bem baixinha, fazer a limpeza periódica de quintais e
jardins para impedir que os ambientes fiquem úmidos e adequados para o
desenvolvimento das larvas das pulgas. Outros métodos de prevenção é evi-
tar o acúmulo de areia ao redor da casa por períodos longos e, também,
fazer o controle de roedores no lote da residência, sabe-se que os roedores
são hospedeiros de pulgas e que elas transmitem doenças.
As pulgas podem entrar em uma casa de várias maneiras, mesmo
quando os animais são conservados no exterior da casa. As pulgas têm hábito
de saltar, assim, elas podem saltar do jardim para o interior da residência,
também, elas podem ser introduzidas aderidas na pessoa ou mesmo ter sido
deixadas por moradores que residiram neste local.
Outro ponto essencial como métodos de prevenção é saber se ani-
mal de estimação possui pulgas. Abra os pêlos e examine se a pele dele
apresenta-se irritada e se no lugar da picada da pulga o animal coça, irrin-
tando a pele. É fundamental observar o grau de infestação de pulgas, pois,
quando a infestação está alta, pode acontecer queda de pêlo em algumas
partes do corpo, além de se formarem pequenas bolinhas marrons escuras
grudadas nos pêlos. Isto é sinal da presença das pulgas que excretam sangue
digerido. É importante também observar o local onde o animal dorme e pro-
curar pelas fezes das pulgas e pelos adultos.
Figura 8: Abrir os pêlos do animal e examinar se sua pele se apresenta irritada com
a picada da pulga é método de prevenção.
Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://i51.tinypic.com/
zxm92p.jpg&imgrefurl=http://forum.adestradoronline.com/showthread.php%3F10890-Consumo-
de-%25E1gua./page2&usg=__-2qW1XvjYsQ8O3kM6zxsrcMvT3A=&h=408&w=640&sz=28&hl=pt-
BR&start=303&zoom=1&tbnid=3Uba-qNVAxGm-M:&tbnh=87&tbnw=137&ei=IbNyTqOuDsmEtgeZ
mK2LBA&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2Bpulgas%2Bcom%2Bcontrole%26start%3D294%26hl%3D
pt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em 09 ago. 2011.
Falaremos agora sobre a presença pulgas nas residências. É bom
fazer o monitoramento das populações de pulgas, colocando-se uma vasilha
baixa com água juntamente com um pouco de detergente de lavar louças,
sobre o piso. Ponha uma vela acesa a uns 10 cm de altura, no meio da vasilha
que tem água com detergente. É interessante observar que as pulgas adultas
são seduzidas pela fonte de luz da vela e caem dentro da vasilha com solução
de água e detergente. Com a utilização deste método, pode-se examinar em
quais localidades da casa há infestação de pulgas.
Caro aluno, observe
como esse ponto é
importante. As larvas
das pulgas podem ficar
em estado dormente
por um período maior
de tempo; é a maneira
que esse inseto tem
para conservar esta
espécie, auxiliando na
infestação.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 23
2.2 Métodos de controle mecânico
Precisamos ressaltar que o controle de pulgas é mais eficiente quando
são adotados costumes simultâneos que abrangem limpeza periódica, tratamen-
to do animal de estimação e controle químico no domicílio como canis, quintais,
abrigos de animais, etc. Os métodos de controle de pulgas como os mecânicos,
os químicos ou os biológicos, usados corretamente, são eficientes.
Os métodos mecânicos no controle de pulgas são: catação manual
das pulgas nos animais domésticos, pela verificação dos pelos do hospedeiro
e escovação periódica da pelagem dele; banhar semanalmente os animais e
os imergid por alguns minutos em recipiente cheio de água; fazer aspiração
periódica do local; lavagem dos pisos internos; lavagem da cama do animal;
varreção e lavagem frequente do quintal e do canil.
A aspiração a cada dois dias remove o sangue digerido que pulgas
adultas deixam no ambiente e outras matérias orgânicas que servem de ali-
mentos para as larvas. É importante ressaltar que, ao aspirar, o aparelho
estimula vibração fazendo com que os adultos das pulgas saiam dos casulos,
estimulando, assim, a emergência dos adultos e uma nova população de pul-
gas. Desse jeito, o aparelho removerá, além das pulgas adultas, pupas e ovos
recém- depositados, impedindo a proliferação deste inseto.
Figura 9: Método mecânico de controle as pulgas com banho periódico no animal.
Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/images?q=foto+de+controle+de+pulgas&hl=pt-
BR&tbm=isch&ei=qzVzTrrLHoujtgeV34zYDA&start=630&sa=N>. Acesso em: 10/08/2011.
2.3 Controle químico
Falaremos agora sobre os métodos químicos que são mais usados pelos
profissionais da área de desinsetização. Existem empresas de desinsetização que
fazem o controle das pulgas de acordo com os tipos de inseticidas. Os inseticidas
que têm como produto ativo alguns organofosforados e piretróides, chamados
de knockdown. Existem no mercado diferentes tipos de inseticidas que o profis-
sional vai empregar no recinto; entre eles, estão os inseticidas de atividade resi-
dual ou de ação residual,que incluem parte dos organofosforados, carbamatos e
os inseticidas microencapsulados com ação residual por longo período.
Antes de fazer o controle químico de insetos que se alimentam de
sangue humano, principalmente pulgas, alguns cuidados precisam ser adota-
dos, entre eles estão remover da localidade pessoas, cães, pássaros, peixes,
gatos e outros animais domésticos. É importante que o dono do imóvel infor-
Inseticidas :
são produtos que
contêm substâncias
ou misturas delas
com ingrediente
próprio que objetiva
matar, controlar ou
repelir quaisquer
espécies de insetos,
em vários estágios
de crescimento.
Os inseticidas
são utilizados nos
domicílios, na
agricultura, na indústria
etc. e ambiente.
knockdown:
informa a capacidade
que certo inseticida
tem de matar as pulgas
alguns momentos após
do contato.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde24
me ao controlador sobre locais onde os animais dormem. Nos dormitórios há
maiores incidências de pulgas, e também em locais onde existem frestas os
ovos de pulgas se alojam com maior facilidade.
Ao aplicar inseticida líquido, por meio de pulverização, deve-se pul-
verizar colchões, camas, estrados, sofás, carpetes, tapetes, toda a expansão
do chão, canil, cama do animal, garagem e gramado ao redor da residência.
É importante salientar que pessoas ou animais não devem transitar e nem
permanecer na localidade até a secagem total do inseticida, ou seja, devem
se ausentar dos locais pulverizados pelo menos até três horas após aplicação
do inseticida. Depois desse tempo, não há problemas quanto à permanência
na área na qual foi aplicado o inseticida, exceto no caso pessoas idosas, ges-
tantes, crianças de colo e pessoas alérgicas a produtos químicos – as quais
terão que se ausentar por um período de 24 horas após aplicação, incluindo
neste período de tempo os animais domésticos.
Figura 10: Pulverização com inseticida no controle das pulgas.
Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.ddcip.com.br/
wp-content/uploads/1267578629_65582482_3-Insetos-formigas-baratas-cupins-aranhas-carrapatos-
pulgas-ligue-19-3388-4491-Outros-servicos-1267578629-560x374.jpg&imgrefurl=http://www.ddcip.
com.br/dedetizacao-de-baratas-em-prol-da-saude-publica/&usg=__fzjemoeaR37m6v-8GuXugxPra
pQ=&h=374&w=560&sz=45&hl=pt-BR&start=172&zoom=1&tbnid=u8FuV-L1kJGm8M:&tbnh=89&tbnw
=133&ei=VrByTpzYAcy4tgfX3MzqCQ&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2Bpulgas%2Bcom%2Bcontrol
e%26start%3D168%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em 10/08/2011.
Resumo
Nesta aula, você aprendeu:
•	 Métodos de prevenção;
•	 Métodos de controle mecânico;
•	 Controle químico.
Atividades de aprendizagem
1. Questão. O aspirador de pó é muito importante como medida preventiva
no controle de pulgas. Que cuidado devemos ter ao descartar as sujeiras que
estiverem dentro do filtro do aspirador, após a limpeza?
2. Questão. Que medidas têm que ser tomadas antes de se fazer o controle
químico de pulgas?
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos
AULA 1
Alfabetização Digital
25
Aula 3 – Ectoparasitas: bicho-de-pé
Objetivos
1.	 Conhecer a biologia e comportamento do bicho-de-pé;
2.	 Oferecer uma visão sobre sintomas de Tunga penetran;
3.	 Explicar os métodos de prevenção e de controle mecânico e quí-
mico de bicho-de-pé.
3.1 Biologia e comportamento do bicho de pé
Este inseto é chamado de bicho-do-pé ou bicho do porco, pois, após
a fecundação, a fêmea parasita o hospedeiro. É conhecido também como
pulga da areia, cujo nome científico é Tunga penetran, e é distribuído em
quase todo globo terrestre com maiores incidências nas regiões da África,
Índias Ocidentais, nas regiões tropicais e subtropicais das Américas entre 30o
de latitude norte e 30o
de latitude sul. A ocorrência nas Américas vai desde o
sul dos Estados Unidos até América do Sul, incluindo o Paraguai. No Brasil, T.
penetran ocorre em todas as regiões, indo do estado do Amazonas ao estado
do Rio Grande do Sul. Este inseto existe com maior frequência em áreas mais
pobres urbanas e rurais e também em áreas indígenas.
É conhecida por ser a menor das pulgas. O adulto possui coloração
marrom avermelhada e mede 1 mm de comprimento, não possuem asas e o
corpo é achatado, além da fronte terminando em ponta aguda beneficiando
sua penetração na pele do hospedeiro. Tanto o macho como a fêmea são
exclusivamente hematófagos, somente a fêmea fecundada vira um parasita
intracutâneo permanente. Pelo meio de seu aparelho bucal, a fêmea grá-
vida possui a capacidade de perfurar a pele e alojar no hospedeiro (porco,
homem e outros mamíferos) para se alimentar do sangue. Esta espécie é
endêmica e uma grave questão de saúde pública.
Figura 11: Fronte em ponta aguda de Tunga penetrans favorece sua penetração na
pele do hospedeiro.
Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.portalsaofrancisco.com.br/
alfa/bicho-de-pe/imagens/bicho-de-pe-1.jpg&imgrefurl=http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/bicho-
de-pe/&usg=__4K2y-M0s1QgrOgWiCjUunU3WLPo=&h=222&w=250&sz=9&hl=pt-BR&start=1&zoom=1&tbnid=
CtxHGj7TZU4XWM:&tbnh=99&tbnw=111&ei=Iy57TvqkIMytgQfp3ozJAQ&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2BTunga
%2Bpenetrans%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DX%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em 11/08/2011.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde26
Assim que a fêmea grávida do bicho-de-pé se instala no hospedeiro,
começa a sucção de sangue para o desenvolvimento dos ovos, ocasião em
que seu abdômen pode obter o diâmetro de 1 cm. Isto ocorre em cerca de 1
a 2 semanas após contato. Ao adentrar no hospedeiro, seu último segmento
abdominal fica paralelo com a superfície da pele, assim, ela coloca a cabeça,
o tórax e a parte do abdome, permanecendo no exterior o estigma respira-
tório e o ânus, por meio do qual elimina fezes e ovos ao ambiente. Após a
penetração, a fêmea pode expelir de 150 a 200 ovos durante um tempo de
7 a 10 dias. Em seguida, a fêmea morre, em aproximadamente 3 a 4 dias, ela é
eliminada do local por contratura ou é expulsa pela reação inflamatória da pele,
ao romper a epiderme, e a pele fica exposta como uma escara.
Este inseto tem a preferência por viver em terreno arenoso não en-
charcado, chão úmido, com pouca iluminação e ventilação, onde dará origem
às larvas e pupas. Precisamos ressaltar sobre a forma de disseminação do
bicho-de–pé: a cada movimento dos reservatórios bióticos (homens e outros
mamíferos), existe o deslocamento de areia, leivas de grama, madeira e ou-
tros componentes abióticos da cadeia, introduzindo o inseto na forma adulta
ou de transição para outras áreas, gerando novos focos, ou reintroduzindo o
agente nas áreas infestadas (focos endêmicos).
Figura 12: Fêmea e macho de Tunga penetran.
Fonte: Disponível em: <http://cblogvs.blogspot.com/2011/08/tunga-penetrans-pulga.html>.
Acesso em 12/08/2011.
Falaremos agora sobre ciclo biológico de Tunga penetran que com-
preende a fase de ovo, larva, pupa e adulto. Às 58 horas após a postura,
nascem as larvas, no chamado primeiro estágio. As larvas do segundo instar
(estágio de crescimento entre duas alterações sucessivas) surgem 24 horas
depois da emergência da larva de primeiro instar. As duas formas de larvas
são subterrâneas, elas se alimentam com grande apetite dos detritos orgâni-
cos, principalmente, de fezes. As larvas geram as pupas que, em sua volta e
por um tipo de fios de seda delicado e pegajoso, tipo exoesqueleto, agregam
as partículas de areia, restos de folha e outros materiais. O período de pupa-
ção é de 3 dias. O estágio de pupa vai acontecer 14 dias depois da postura.
Quando esta está pronta, rompe o casulo e sai, e acontece o surgimento do
adulto, ou seja, 17 dias depois da postura começa o ciclo novamente. O ma-
cho e a fêmea no ambiente copulam. A fêmea grávida busca hospedeiro para
adentrar na sua pele. Jamais se acha um macho inserido num hospedeiro, ele
está sempre procurando uma fêmea para acasalar.
Escara:
é uma crosta resultante
da modificação da
epiderme devida à ferida
Caro estudante,
para que o biológico
de Tunga penetran
aconteça dentro de
17 dias, é preciso que
a temperatura esteja
entre 24-260
C; já em
temperaturas mais
baixas, o período de
ovulação é bem maior,
aproximadamente de
uma semana.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 27
Assim que os ovos de Tunga penetran são expelidos, eles caem em
chão úmido e sombreado onde eclodem as larvas e, em seguida, as pupas.
As larvas são de vida livre e vivem em locais sombreados com chão de terra,
em solos arenosos e praias. Já os adultos habitam em ambientes de solo are-
noso, quentes e secos, eles são mais frequentes em chiqueiros de porcos e
peridomícilio. Esta espécie tem como características residir em lugares que
tem fezes de animais. Muitas das vezes as fezes são usadas como adubo em
áreas cultivadas que causam infestações aos pés das pessoas ao trabalharem
nas lavouras, proporcionando, assim, um grande problema domissanitário
em áreas rurais.
Figura 13: Ciclo biológico de Tunga penetran.
Fonte: Disponível em: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.dedetizadorailha.
com.br/imagens/pulga-ciclo.gif&imgrefurl=http://www.dedetizadorailha.com.br/pulga_
s1.html&usg=__v7nIl5MFYeIcqijtOmkcxC6NubE=&h=250&w=238&sz=10&hl=pt-BR&start=1&zoom=1&
tbnid=OKgPcgapr-aflM:&tbnh=111&tbnw=106&ei=9Rp7TuD4IdO_tgf4pYjyDw&prev=/images%3Fq%3D
foto%2Bdo%2Bciclo%2Bde%2Bvida%2Bde%2Bbicho%2Bde%2Bp%25C3%25A9%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG
%26tbm%3Disch&itbs=1. Acesso em 11/08/2011.
3.2 Sintomas de Tunga penetran
A tungíase é uma enfermidade causada pela pulga Tunga penetrans,
ectoparasito obrigatório em animais homeotérmicos. Os locais preferenciais
da fêmea parasita são os espaços interdigitais, sob as unhas e a sola dos pés,
calcanhar, porém, a fêmea pode-se alojar em qualquer local do corpo. Os
sintomas começam com uma leve coceira no local, até reação inflamatória
e inchaço, ocorrem também úlceras dolorosas e, ainda, depois da saída da
fêmea, pode acontecer infecção secundária por Clostridium tetani (tétano),
Clostridium perfringens ou fungos (Paracoccidioides brasiliensis). Dependen-
do do estágio da infecção, é bom que se procure o médico para a remo-
ção do bicho-do-pé e diagnóstico; assim, evitam-se ou diminuem os riscos
de complicações decorrentes da infecção. É essencial eliminar não somente
a fêmea, mas, também que seus ovos sejam completamente extraídos de
dentro da pele. Dependendo da gravidade da ferida, é interessante que se
vacine contra o tétano.
Animais
homeotérmicos ou
endotérmicos:
são os mamíferos e
as aves, que mantêm
a temperatura
corporal interna
sempre constante,
sem influência
das alterações da
temperatura do
ambiente externo.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde28
É importante que os ovos de Tunga penetran sejam completamente
retirados de dentro da pele. Durante esta operação, não se deve ferir a pele
saudável que o circula a área infectada. Terminando a remoção dos ovos,
deve se fazer curativo à base de antisépticos e bactericidas.
Falando um pouco mais sobre os sintomas do bicho-de–pé, deve-se
notar que existe ocorrência em que sujeitos sofreram contínuas infecções
causadas por esse inseto, podendo abranger até 200 desses indivíduos sob
a epiderme, a camada externa da pele. Isso origina feridas sérias. As le-
sões abertas servem de entrada para vários microorganismos causativos de
doenças. Precisamos deixar claro que infecção bacteriana das lesões pode
proporcionar tétano e gangrena.
Figura 14: Sintoma da tungíase causada pela pulga Tunga penetrans.
Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.portalsaofrancisco.
com.br/alfa/bicho-de-pe/imagens/bicho-de-pe-9.jpg&imgrefurl=http://www.portalsaofrancisco.
com.br/alfa/bicho-de-pe/bicho-de-pe-3.php&usg=__x632DW1mWZAaf-XhxQXzeaaItFk=&h=563&w=
750&sz=34&hl=pt-BR&start=126&zoom=1&tbnid=08LroFZy9BebBM:&tbnh=106&tbnw=141&ei=VRl7T
p3uOYGXtwfu65DkDw&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2Bbicho%2Bde%2Bp%25C3%25A9%26start%
3D105%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em: 12/08/2011.
Falaremos agora sobre as reações alérgicas. Tanto as pessoas como
os mamíferos podem se deparar com esse sintoma ao serem picados por Tun-
ga penetran. As reações alérgicas trazem grande desconforto, pois a região
mordida apresenta forte coceira (prurido). É interessante ressaltar que pelo
ato de coçar pode se aumentar a ferida, que, posteriormente, pode infeccio-
nar. Há relatos de gatos e cães em que a pelagem dá lugar a lesões sérias.
3.3 Métodos de prevenção
Podemos dizer que em recinto doméstico onde existem animais de
estimação, deve-se conservar a higiene. Além da higiene, aconselha-se fazer
a dedetização periódica da localidade, com orientação de um profissional da
área. Ao aplicar produtos antipulgas, deve-se retirar as pessoas e os animais do
local para não intoxicá-los, e é bom que sejam seguidas as recomendações do
fabricante do produto no seu rótulo. Também é recomendável pedir orientação
do médico veterinário, para que o combate Tunga penetran seja eficiente e não
prejudique outros organismos que habitem no mesmo ambiente.
Precisamos deixar claro que a tungíase é uma doença com alta mor-
bidade em regiões urbanas e rurais pobres, onde algumas pesquisas apontam
Morbidade:
é a relação entre o
número de casos de
moléstias e o número
de habitantes em dado
lugar e momento
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 29
que entre 16 e 54% das crianças são mais expostas e, frequentemente, mais
infestadas com tungíase; no entanto, muitas das vezes esta doença é negli-
genciada pelos serviços públicos de saúde e pela própria população que não
tem conhecimento sobre as prováveis complicações em função de infecções
secundárias. É importante que a população das regiões mais infestadas com
tungíase acione a Secretaria Municipal de Saúde de seu município, por meio
do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que é um órgão responsável pela
saúde pública, para fazer o controle ou reduzir o número de casos dessa
doença.
O diagnóstico é basicamente clínico e o tratamento consiste, essen-
cialmente, na extração da pulga com material cirúrgico esterilizado. Embora
algumas pesquisas não tenham sido concluídas, o emprego de ivermectina
oral no tratamento de tungíase em seres humanos tem comprovado relativa
eficácia. Antes de se tomar qualquer remédio, o melhor é procurar um mé-
dico. Já para tratamento em animais, especialmente cães e gatos, pode-se
utilizar desse medicamento.
3.4 Métodos de controle
O controle de Tunga penetrans é um trabalho de campanha de saú-
de pública. Por isto, ele deverá ser atingido em área com problema de infes-
tação com esta espécie, pois é interessante pulverizar toda região infestada,
que podem ser áreas ao redor das habitações ocupadas ou não, ruas, ter-
renos baldios, incluindo residências particulares. Pode se pulverizar similar
com tanque de 150 litros e calibrada para 200 libras de pressão e pistola
HG aberta para leque. A máquina calibrada nessa condição pode pulverizar
3.936 m2
com os 150 litros de calda.
A calda pode ser preparada com uso de 15 envelopes do produto
Icon 10 PM por máquina, o que dá um consumo de 105 envelopes por dia de
trabalho. No mercado, há outros inseticidas que podem ser aplicados tam-
bém, e pode-se trocar o Icon pelo Cymperator. Antes de se fazer a aplica-
ção, deve-se procurar um profissional da área.
O controle químico de Tunga penetran deverá acompanhar seu ciclo
de vida, pois somente larvas e adultos são controladas. Em virtude de esse
ciclo de vida ser diferente entre larvas e adultos, deve-se repetir a operação
a cada 15 dias para interromper o ciclo do parasita, ou seja, fazer de 3 a 4
aplicações na área externa ao redor das residências sobre o chão de areia e,
ou argila, chiqueiros e outros locais infestados com esta praga.
Precisamos ressaltar que as medidas preventivas são essenciais no
controle do bicho-de-pé. Entre elas, estão algumas atividades que deverão
ser implementadas como: - captura de cães vadios que são importantes dis-
seminadores do parasita; - tratamento dos cães domiciliados infectados; -
tratamento das pessoas infectadas; - orientações nas escolas; - orientações
nas comunidades urbanas e rurais. Agindo assim, há grandes possibilidades
para se evitar novos focos de infestação do parasita e, consequentemente,
livrar as pessoas da tungíase.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde30
Resumo
Nesta aula, você aprendeu:
•	 Biologia e comportamento do bicho-de-pé;
•	 Sintomas de Tunga penetran;
•	 Métodos de prevenção;
•	 Métodos de controle.
Atividades de aprendizagem
1a
Questão. O que acontece quando a fêmea do bicho-de-pé morre? Explique.
2a
Questão. O macho e a fêmea do bicho-de-pé acasalam-se em ambiente nor-
mal. Após a cópula, o que acontece com a fêmea e o macho dessa espécie?
3a
Questão. Assista ao vídeo sobre bicho-de-pé e faça um breve comentário
relacionando-o com a educação sanitária. Esse vídeo está disponível no site:
<http://www.youtube.com/watch?v=V_o5Wd_yYAM>.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos
AULA 1
Alfabetização Digital
31
Aula 4 – Ectoparasitas: piolhos da cabe-
ça em humanos
Objetivos
•	 Conhecer a biologia e comportamento do piolho da cabeça em
humanos;
•	 Descrever os sintomas de Pediculus humanus var capitis;
•	 Explicar os métodos de prevenção, controle e tratamento químico
de bicho-de-pé.
4.1 Biologia e comportamento do piolho da ca-
beça
Piolhos são ectoparasitas pertencentes à ordem Phtiraptera. Este
inseto tem o nome científico de Pediculus humanus var capitis, não tem asa
e nem salta, são visíveis e pequenos, chegando a 3 mm de tamanho com o
corpo achatado, possuem seis pernas curtas, adaptadas para segurar o cabe-
lo das pessoas. Esta espécie vive somente no couro cabeludo dos seres hu-
manos, não existe noutra parte do corpo nem em outros animais. Alimenta-
-se de sangue humano e parasita o couro cabeludo, onde se aquece. Muitas
das vezes esta espécie é difícil de ser achada, pois tem o comportamento
de se esconder, quando há uma alteração de cabelo, e também a cor deles
é, normalmente, parecida com a cor do cabelo. A fêmea põe oito a 10 ovos
lêndeas por dia, e 160, ao longo da vida, sobre o couro cabeludo. Estes ovos
são chamados de lêndeas, que são ovais, pequenas, de aproximadamente
0,5 mm, que ficam aderidos aos fios de cabelo por uma espécie de cimento
muito firme (substância quitinosa) liberada pela fêmea.
Figura 15: Pediculus humanus var capitis piolho da cabeça.
Fonte: Disponível em: <http://3.bp.blogspot.com/_qzozO6lSKWc/S3FMpGOPbhI/AAAAAAAAK_E/
tMkT74KlSvg/s1600-h/piolho-humano-um-devorador-de-sangue-2869797-1623.jpg>. Acesso em:
12/08/2011.
Casos autóctones:
Quando as pessoas são
infectadas no mesmo
lugar onde vivem. Ou
seja, a doença não
foi trazida de outras
regiões por onde
passaram.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde32
O período de duração das lêndeas é de aproximadamente 8 dias
depois da postura, chamado de período de incubação; dentro de mais oito
dias, temos um piolho adulto pronto para a reprodução, ou seja, rapidamen-
te, os piolhos alcançam o estado adulto e as fêmeas começam a pôr os ovos.
Os piolhos adultos têm uma expectativa de vida de 40 dias. Eles se alastram
muito rapidamente sobre a cabeça das pessoas, agarrando-se aos fios do
cabelo para se moverem depressa. Agarram-se com muita força, o que torna
difícil retirá-los do couro cabeludo e do cabelo.
Observaremos agora que as lêndeas (ovos) são esbranquiçadas, por
isto elas são mais fáceis de serem encontradas que os piolhos. Infelizmente,
as lêndeas são difíceis de serem retiradas quando penteamos, pois ficam
presas ao cabelo. As lêndeas são hermeticamente fechadas, o que dificulta
a ação dos medicamentos sobre elas, tornando-se mais resistentes aos pro-
dutos químicos que o próprio piolho; por isto, para que o tratamento seja
eficaz, é preciso conhecer o ciclo desta espécie.
Figura 16: Lêndea presa ao fio de cabelo.
Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.
com/_pMxMXFn7L-4/THvW88PJtMI/AAAAAAAAQQ0/yAG0xe3dEWg/s200/L%C3%AAndea.
jpg&imgrefurl=http://www.mdsaude.com/2010/08/piolho-lendeas-remedios-tratamento.html&usg=__
FoZVkgSlIioXxRyCts1P95Vor6I=&h=178&w=200&sz=3&hl=pt-BR&start=4&zoom=1&tbnid=msgT54jVmTGZ
yM:&tbnh=93&tbnw=104&ei=AhqCTumrJcW2twevwYz3AQ&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2Bl%25C3
%25AAndeas%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em: 12/08/2011.
Os piolhos têm um bom apetite e a cada 3 horas alimentam-se do
sangue do couro cabeludo e, ao alimentar, eles injetam uma substância anes-
tésica na pele que provoca uma infestação, de contágio muito fácil e desen-
volvimento muito rápido, provocando dermatoses. Este parasita se prolifera,
sobretudo, em ambientes quentes e úmidos.
4.2 Sintomas de Pediculus humanus var capitis
O ato de coçar intensivamente pode gerar feridas no couro cabelu-
do. A pediculose é uma infecção provocada pela infestação do piolho adulto
e lêndeas no couro cabeludo. As consequências da pediculose são intensas
coceiras no couro cabeludo, podendo causar feridas com aspecto de crostas,
provocadas pela picada do parasita e, posteriormente, as feriadas se tornam
aberturas para infecções bacterianas, como impetigo, além do aparecimento
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 33
de gânglios. Além do mais, as feridas podem facilitar o acesso de microorga-
nismos como germes e bactérias dentro da corrente sanguínea, uma vez que
a cabeça é ricamente vascularizada. As pessoas que adquiriram o parasita
devem se tratar imediatamente. Ressalta-se que a transmissão é mais fácil
em escolas, colônias de férias ou entre familiares.
Observaremos agora que, dependendo do grau de infestação do
parasita na pessoa, podem se apresentar coceiras intensas, vermelhidão,
manchas. Nas pessoas alérgicas podem ocorrer reações alérgicas, inflama-
ções, infecções, dermatites ou mesmo anemias. As principais causas de in-
festações por esses insetos são descuidos em relação à higiene pessoal, aglo-
merações e o uso objetos contaminados pelo piolho.
Figura 17: Pessoa com pediculose e piolho.
Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.reinaldoribela.
pro.br/galeria_imgs/saude/dst/pediculose_pubiana/images/pediculose%2520pubiana%2520-
%2520monte%2520de%2520venus_png.jpg&imgrefurl=http://www.reinaldoribela.pro.
br/galeria_imgs/saude/dst/pediculose_pubiana/pages/pediculose%2520pubiana%2520-
%2520monte%2520de%2520venus_png.htm&usg=__wV51nQe9Ih5bkiFZ6RtziMQygqw=&h=250&w=37
4&sz=33&hl=pt-BR&start=6&zoom=1&tbnid=db_We3kSnNxHCM:&tbnh=82&tbnw=122&ei=XRuCTrXH
C4O6tgfY-ZXmAQ&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2BPediculose%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG%26tb
m%3Disch&itbs=1>. Acesso em: 13/08/2011.
4.3 Métodos de prevenção
As pessoas adultas ficam bem mais envergonhadas que as crianças
com a presença deste inseto. Esse constrangimento normalmente ultrapas-
sa a importância que os piolhos possam representar para a saúde pública.
Muitas das pessoas não utilizam adequadamente os produtos químicos – o
que vem causar prejuízo. A aplicação constante de produtos químicos no
couro cabeludo pode originar reações graves na cabeça de algumas pessoas,
principalmente, as alérgicas. Precisamos deixar claro que muitas das vezes
os pais, na sua frustração no controle do parasita, podem usar como recurso
de controle os produtos que não foram examinados para emprego humano e
que não demonstram ter qualquer resultado na redução dos piolhos da cabe-
ça e que, às vezes podem intoxicar as pessoas. Portanto, as pesquisas têm
buscado um produto químico que altere as condições do habitat do parasita
no couro cabeludo. Até que os resultados das pesquisas não se realizem, uso
do pente fino de metal e exame periódico da cabeça dos seres humanos,
principalmente das crianças, é a melhor prevenção.
Falaremos agora sobre a propagação dos piolhos. A população de
piolhos numa cabeça humana não é atingida pela limpeza da casa, lavagem
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde34
dos cobertores, lençóis, fronhas, etc. A propagação do inseto é realizada
pelo contacto humano com pessoas que possuem o parasita. Portanto, a
transmissão do piolho é realizada: pelo contato direto de pessoas infesta-
das; - pela utilização coletiva de objetos como travesseiro, almofada, lenço
de cabeça, presilha, boné, pente, encostos de cadeiras, assentos de carros
e outros.
Os métodos de prevenção contra os piolhos são: - vistoriar a cabeça
diariamente à procura de piolhos e lêndeas; lavar a cabeça de preferência
diariamente e não deixar que os cabelos fiquem úmidos e prendê-los somen-
te quando estiverem secos; - pentear constantemente com pente fino para
remover piolhos e ninfas, não utilizar roupa nem objetos de outras pessoas
que possam estar infectados, lembrando que os piolhos podem sobreviver
por três dias sem se alimentarem; ao entrar em contacto com pessoas que
tenham piolhos, empregar um repelente contra este parasita.
Pode-se afirmar, sem nenhuma dúvida, que as palestras feitas regu-
larmente em escolas particulares, da rede pública municipal, estadual, cre-
ches, orfanatos e igrejas, para alunos, pais e professores, ainda é o melhor
método de prevenção, pois leva o esclarecimento sobre o piolho de cabeça e
sua consequência para os seres humanos. As palestras sempre vão destacar
a importância de se verificar assiduamente a cabeça da criança à procura de
piolhos e, ou lêndeas, os quais devem ser retirados imediatamente e, a esco-
la, notificada de tal ocorrência, deve optar pela melhor forma para resolver
o problema, pois, a omissão somente beneficia a proliferação do parasita.
É lógico chegarmos à conclusão de que as palestras utilizadas com
álbum seriado, slides, vídeos só esclarecem de forma ilustrativa a biologia do
piolho e também como prevenir e tratar do parasita e suas consequências,
além da distribuição de panfletos educacionais, pente-fino, adesivo e imã do
programa contra a proliferação do piolho da cabeça.
4.4 Métodos de controle
É importante perceber que o piolho existe, e ele pode estar pre-
sente em vários lugares, e, quando a pessoa percebe, o parasita já está
atuando em seu couro cabeludo. Deve-se fazer o controle do piolho no couro
cabeludo, pois é quase impossível retirá-lo individualmente. Assim que se
detecta a infestação do inseto, pode se executar o tratamento com o produ-
to adequado indicado pelo médico. Portanto, precauções devem ser tomadas
no controle do parasita. Deve-se utilizar do mesmo tratamento para todas as
pessoas que tenham ou que estão infestadas com o parasita. Lembrando que
os produtos antipiolhos indicados pelo médico, ao serem aplicados no couro
cabeludo do sujeito, não podem entrar em contato com os olhos, boca ou
nariz; também é essencial lavar as mãos depois de cada aplicação e guardar
os produtos longe do alcance das crianças.
Falando um pouco mais sobre o tratamento com o uso do pente-
-fino, ressalta-se que é essencial usá-lo diariamente. Ao passá-lo, utilize sem-
pre um tecido branco para impedir que os piolhos caiam na veste. Lêndeas,
Ninfas:
são piolhos em estágio
de desenvolvimento
Caro aluno, repare
como esse ponto
é importante: por
motivo de segurança,
as mulheres grávidas
ou que estão
amamentando e
crianças até aos dois
anos não podem
usar todo o tipo de
produtos, pois pode
prejudicar a saúde.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 35
ninfas e piolhos que caírem no tecido devem ser colocados em uma solução
que contenha vinagre diluído em água, por um período de 30 minutos, para
que sejam mortos. As lêndeas devem ser retiradas empregando as seguintes
etapas: - molhar um pedaço de algodão em vinagre dissolvido em água na
proporção de 1:1; - selecionar três ou quatro fios de cabelo que estejam com
lêndeas; - com ajuda do algodão encharcado em vinagre dissolvido, envolver
os fios de cabelo de três ou quatro no máximo, apertando-os entre os dedos;
- puxar pausadamente no sentido da base do cabelo para a ponta e com a
outra mão, segurar a base do cabelo para não machucar a criança; - alterar
sempre que necessário o algodão, abandonando-o em um frasco com vinagre
dissolvido em água para matar as lêndeas.
Figura 18: Método de controle com pente-fino.
Fonte: Disponível em: <http://br.ruadireita.com/images/product/17033/5e771facc1905326fd58c35
0c54f2191.jpg>. Acesso em: 14/08/2011.
Podemos dizer que as pessoas que tenham piolhos não devem raspar
seu cabelo por causa do parasita, mesmo que seja um homem, pois há outros
métodos que o sujeito pode usar para se libertar do parasita sem precisar ficar
careca, como utilização de xampus próprios para o caso, produtos que acabem
com estes insetos, não se esquecendo de pentear seu cabelo com pente-fino
várias vezes ao dia. Tome cuidado com os objetos de outras pessoas que podem
conter estes insetos que se reproduzem rapidamente. Procure evitar o contato
muito próximo com indivíduos que tem lêndeas ou piolhos.
4.4.1 Tratamentos químicos
Antes de optar por um tratamento químico no controle do parasita
é importante verificar as observações mais relevantes, como: - certifique-se
antes de iniciar o tratamento químico na cabeça se há o parasita e, se não
existe, ignore este tratamento. É essencial lembrar que não tem tratamento
químico preventivo, por isso, ao aplicar o produto, ele não terá resultado
e poderá contribuir para que os piolhos criem resistência aos tratamentos
químicos; – crianças com menos de dois anos de idade, mulheres grávidas
ou que estejam amamentando ou indivíduos com irritação ou inflamação no
couro cabeludo não devem receber tratamentos químicos. Neste caso, o me-
lhor é procurar um médico; – ao aplicar os produtos na cabeça não deixe cair
Caro aluno, repare
como esse ponto é
importante: jamais
usar querosene, Neocid
ou qualquer outro
inseticida, pois são
tóxicos às pessoas.
Ferver os objetos
pessoais, tais como:
pente, boné, lençol e
roupas é outra medida
de prevenção.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde36
nos olhos, boca ou nariz; – observar o cheiro dos produtos, pois vários têm
cheiro muito ativo e isso pode causar irritação na pessoa, principalmente
quando ficar por um período maior de tempo; - antes de aplicar um produto,
leia primeiro o rótulo na embalagem e aplique a dose recomendada, e nunca
use uma dose acima da dose recomendada do produto, na tentativa de eli-
minar de vez o parasita.
Falando um pouco mais sobre tratamentos químicos; nunca utilize
inseticidas, álcool desnaturado, querosene, gasolina, etc. na cabeça; - não
utilize secador de cabelo após o tratamento, pois o calor pode deixar o
produto inativo e nem lave o cabelo pelo menos dois dias após o tratamen-
to; - aplique o produto em todos os fios de cabelo e faça massagem, deixe
ficar durante 20 minutos e penteie com pente-fino. - os produtos químicos,
na maioria das vezes, só matam os piolhos adultos e não apresentam efeitos
sobre as lêndeas. Por este motivo, deve se repetir a aplicação após sete dias
da primeira aplicação, com intuito de matar quaisquer piolhos que tenham
nascido após a aplicação inicial. No entanto, a existência de piolhos vivos
mostra que o produto aplicado não é eficaz. Portanto, deve ser aplicado um
novo produto com um ingrediente ativo diferente. Deve-se ler sempre o ró-
tulo da embalagem antes de se utilizar um produto químico.
Resumo
Nesta aula, você aprendeu:
•	 Biologia e comportamento do piolho da cabeça;
•	 Sintomas de Pediculus humanus var capitis;
•	 Métodos de prevenção;
•	 Métodos de controle;
•	 Tratamentos químicos.
Atividades de aprendizagem
1. Questão. O que são lêndeas e qual é sua cor?
2. Questão. Quais são os parasitas mais difíceis de serem retirados do couro
cabeludo, as lêndeas ou o pilho? Por quê?
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos
AULA 1
Alfabetização Digital
37
Aula 5 – Ectoparasitas: percevejo de cama
Objetivos
•	 Conhecer a biologia e comportamento do percevejo de cama;
•	 Descrever os sintomas de Cimex lectularius;
•	 Explicar os métodos de prevenção e controle do percevejo de
cama.
5.1 Biologia e comportamento do percevejo de
cama
O percevejo de cama pertence à ordem dos Hemípteros, da família
Cimicidae, cujo nome científico é Cimex lectularius, mundialmente conheci-
dos como bed bugs. Os adultos medem de 4,5 a 7,0 mm de comprimento e o
corpo tem formato oval e achatado no sentido dorso-ventral. Possuem uma
coloração castanho-avermelhada e, após alimentar-se de sangue do hospe-
deiro, seu corpo permanece inchado e com uma coloração vermelho escuro.
Esta espécie não tem asas e só pode rastejar de uma superfície para outra
com suas seis patas. Os mais novos dificilmente podem ser vistos a olho nu.
Figura 19: Adulto de Cimex lectularius.
Fonte: Disponível em: <http://www.guaruclean.com.br/2011/index.php?option=com_content&vie
w=article&id=76&Itemid=83>. Acesso em 14/08/2011.
Podemos dizer que os machos acabam o acasalamento, apenas as
fêmeas recém alimentadas, aproximadamente, 36 horas depois da última
alimentação. A fêmea ovipõe de forma isolada e no interior dos abrigos. O
tempo de incubação dos ovos está relacionado com a temperatura, isto é,
abaixo de 13ºC a eclosão cessa; com aproximadamente 18ºC, o tempo de
eclosão é de 23 dias; com a temperatura 28ºC, o tempo de eclosão dos ovos
oscila entre 5 e 6 dias; com a temperatura mais elevada, em torno de 23ºC,
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde38
os ovos eclodem em 4 dias. Com a fêmea bem alimentada, a oviposição
persiste em torno de 11 dias, sendo que cada dia a fêmea ovipõe aproxima-
damente 3 ovos. Com o fornecimento adequado de sangue pelo hospedeiro
e a temperatura ambiente favorável, a reprodução continua até 12 meses
e a fêmea pode ovipositar em torno de 500 ovos. Os ovos têm uma colora-
ção branco-amarelada com um tamanho quase de 1 mm de comprimento
e, geralmente, a fêmea coloca os ovos deitados e aderentes aos abrigos em
virtude da substância adesiva que os envolve.
Figura 20: Fêmea e macho de Cimex lectularius.
Fonte: Disponível em: <http://www.pragas.com.br/pragas/geral/percevejo_cama.php>. Acesso
em: 15/08/2011.
O percevejo de cama reside nas frestas dos estrados das camas e
nos colchões, que são os locais mais comuns para se alimentar e pôr seus
ovos; ainda podem servir de esconderijo para esta espécie poltronas, cadei-
ras estofadas, fendas nas paredes e molduras de quadro e pilhas de roupa,
móveis, debaixo de carpetes, dentro de gaveta, por detrás dos rodapés e em
redor das esquadrias das janelas e portas, papéis de parede e tecidos para
decoração, ou seja, o percevejo de cama tem como moradia, praticamente,
local seco, com pouca ou nenhuma luminosidade e mínimo fluxo de vento,
onde esta espécie fica escondida durante o dia e ataca durante a noite na
hora que a pessoa está dormindo. Dependendo dessas características an-
teriormente citadas, esta espécie de inseto pode residir em casas, hotéis,
pensões, escolas, etc. O Cimex lectularius é rápido e ágil, e ao ser encon-
trado em um esconderijo, logo, irá passar rapidamente para outro refúgio.
Também gosta de trafegar em roupas, bagagem, móveis e outros meios de
transporte. Pode-se afirmar sem nenhuma dúvida que os locais onde residem
muitas pessoas, principalmente as hospedarias, são os lugares mais propícios
para a invasão desta praga.
O Cimex lectularius prefere alimentar-se de sangue do ser humano,
embora também se alimente de sangue de mamíferos e aves. Esta espécie
de inseto ataca à noite, sugando qualquer parte do corpo do sujeito, princi-
palmente na face, pescoço, tronco superior, braços e mãos. O percevejo de
cama pode sobreviver até seis meses sem alimento. Precisamos deixar claro
que tanto o macho como a fêmea sugam o sangue do hospedeiro.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 39
Falando um pouco mais sobre Cimex lectularius, na fase adulta, este
inseto consegue sobreviver até um ano sem se alimentar; ao ficar longe da
moradia por um período menor que 12 meses, não há segurança ao retornar
e achar que a residência esteja livre dessa praga. Pode-se estar enganado. A
ocorrência deste inseto não se relaciona com sujeira, pois ele se alimenta de
sangue e não de matéria orgânica, ou seja, uma habitação mais limpa pode
ter esta praga, porém, uma moradia desarranjada proporciona mais espaço
para que o percevejo de cama possa se alojar.
5.2 Sintomas de Cimex lectularius
É uma espécie de inseto hematófago, e normalmente fica escondido
durante o dia, pica as pessoas durante a noite principalmente quando elas
estão dormindo. Eles inserem uma extensão da boca, semelhante a uma se-
ringa, na pele do hospedeiro para fazer a refeição em qualquer parte expos-
ta da pele, isto é, não têm preferência por uma parte específica do corpo; o
tempo que o percevejo de cama leva para sugar o sangue e ficar saciado é
de três a dez minutos e, ainda, enquanto a pessoa está sendo picada é difícil
ser acordada. Atenção: Caro aluno, repare como esse ponto é importante:
a picada do percevejo de cama é mais irritante do que realmente nociva,
já que esta espécie não transmite doenças para os seres humanos. Quando
o inseto perfura a pele para sugar o sangue, ele libera um pouco de saliva
na pele machucada da pessoa, e com o decorrer do tempo, a exposição
constante à saliva pode proceder em uma reação alérgica, muitas das ve-
zes, acompanhada de coceira e inchaço, principalmente em indivíduos mais
sensíveis; as feridas ficam esbranquiçadas. Portanto, quando uma pessoa
for picada, o melhor é não coçar, senão as picadas podem causar irritação
e inflamação cutâneas. Outro método usado para detectar a presença do
percevejo de cama é através das manchas de cor marrom avermelhada nos
lençóis que também devem ser observadas, mostrando que Cimex lectularius
está se alimentando do sangue humano. Para acabarem com o desconforto,
os remédios anti-histamínicos ou anti-inflamatórios encontrados nas farmá-
cias, geralmente, são tudo de que o sujeito necessita.
Figura 21: Picadas de Cimex lectularius em humanos.
Fonte: Disponível em: <http://www.pragas.com.br/pragas/geral/percevejo_cama.php>. Acesso
em: 15/08/2011.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde40
5.3 Métodos de prevenção do percevejo de cama
É muito importante realizar busca nos possíveis esconderijos do
percevejo de cama e também verificar o surto de infestação, uma vez que
esta espécie pode se deslocar de um local para outro, por meio das roupas
de cama, malas e outros objetos. Portanto, uma limpeza doméstica frequen-
te nos potenciais esconderijos, que inclui a aspiração dos colchões, frestas
e orifícios, poderá ajudar a impedir uma infestação, e também a verificação
nesses esconderijos são primorosas medidas para se reduzir o problema.
Precisamos deixar claro que as paredes, assoalho e as junções precisam ser
vedados para dificultar a permanência do inseto e também impedir que as
fêmeas ponham seus ovos. Esta operação deve ser estendida, também, a
fendas e orifícios nas paredes dos abrigos dos animais domésticos, além de
mantê-los limpos. Outro método preventivo é expor ao sol, periodicamente,
colchões, roupas, roupas de camas, pois o calor e a luminosidade desabrigam
esta praga.
Figura 22: Adultos de Cimex lectularius escondidos nas dobras de cortinas.
Fonte: Disponível em: < http://encontrodaslobas.blogspot.com/2010/10/utilidade-publica-
percevejos-de-cama.html>. Acesso em: 15/08/2011.
Nos últimos anos, no país, tem aumentado a ocorrência de infes-
tações de Cimex lectularius, principalmente em lugares adequadamente hi-
gienizados, e também em locais que possuem um grande fluxo de pessoas,
como hotéis, hospitais, laboratórios e aeroportos, além de regiões com baixo
nível social e sanitário. Pesquisas realizadas por Nagem e Williams (1992)
constataram a presença de percevejo de cama nas favelas ou habitações da
periferia da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
5.4 Métodos de controle
Quando houver suspeita de infestação de Cimex lectularius, deve-
-se notificar a ocorrência às autoridades competentes do município para
fazer o seu controle. Para que o controle fique mais preciso, antes de se
fazer a pulverização com inseticida, deve se fazer uma faxina em toda a
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 41
habitação, incluindo a lavagem de roupas, tapetes, etc. a temperatura apro-
ximadamente de 60o
C; também devem ser removidos do local os animais
domésticos e pessoas. Depois de terem sido feitas as operações anteriores,
deve-se pulverizar a casa com inseticida, todos os esconderijos prováveis do
inseto. Após aplicação do inseticida, as pessoas devem ficar fora da casa por
mais que três horas.
A rapidez com que, nas populações dessa espécie de percevejo, se
desenvolve a resistência aos inseticidas de poder residual estimulou a pes-
quisa, visando a aplicação de outros meios de controle. O Cimex lectularius
praticamente desapareceu com o uso de inseticidas de efeito residual como
o DDT. Este inseticida proporcionou um eficiente controle desta praga, a
partir da década de 50. No entanto, nos últimos anos, a ocorrência de in-
festações de Cimex lectularius começou a aumentar depois vários anos sem
muita alteração. A proibição do emprego do DDT acompanhado com aumento
das viagens internacionais e, também, com o acréscimo da densidade popu-
lacional de baixas rendas nas periferias das grandes cidades são os motivos
mais aceitáveis para retorno desta praga.
Os inseticidas organoclorados mais empregados no controle de Ci-
mex lectularius foram DDT, BHC (isômero gama), Aldrin e Dieldrin, porém,
depois da proibição do uso pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os or-
ganofosforados como Diazinon e Malation passaram a ser usados. Ultimamen-
te, os percevejos de cama têm se mostrado resistentes a esses inseticidas.
http://www.youtube.com/watch?v=3In90D2dsas
Resumo
Nesta aula, você aprendeu:
•	 Biologia e comportamento do percevejo de cama;
•	 Sintomas de Cimex lectularius;
•	 Métodos de prevenção do percevejo de cama;
•	 Métodos de controle.
Atividades de aprendizagem
1. Questão. Quais são as características mais comuns do percevejo de cama?
Faça um comentário.
2. Questão. A picada do percevejo de cama transmite doenças para as pes-
soas? Justifique.
3. Questão. Atenção: sugiro que você, aluno, faça uma pesquisa sobre per-
cevejo de cama no site <http://www.youtube.com/watch?v=3In90D2dsas>.
Acesse o vídeo e, de acordo com ele, responda: o que mais lhe chamou a
atenção no item educação sanitária?
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos
AULA 1
Alfabetização Digital
43
Aula 6 – Ectoparasitas: ácaros do pó do-
méstico
Objetivos
•	 Entender biologia e comportamento do ácaro;
•	 Reconhecer a importância dos sintomas do ácaro da poeira.
6.1 Biologia e comportamento do ácaro
Os ácaros pertencem à classe dos aracnídeos e a família dos aracní-
deos (aranhas), por isso, possuem oito patas, com aproximadamente 30.000
espécies catalogados e muitas espécies ainda para ser identificadas, por
exemplo, ácaros que causam a formação de cravos (Dermodex folliculorum)
e ácaros que proporcionam a sarna humana (Sarcoptes scabiei). Nessa disci-
plina, vamos dar ênfase aos ácaros da poeira ou ácaros do pó da casa, que
são da família Pyroglyhidae, presentes na poeira no interior dos domicílios,
no Brasil e também em todo globo terrestre. Existem duas espécies mais
importantes no Brasil que são Dermatophagoides pteronyssinus e Dermato-
phagoides farinae. O ácaro desse gênero (Dermatophagoides) é tido como o
principal agente causador de alergia respiratória em toda região brasileira
junto com outro ácaro conhecido como Blomia tropicalis. São organismos
com tamanho que varia de 0,3 a 0,5 mm ou 300 e 500 micrômetros de com-
primento, invisíveis a olho nu e visíveis apenas ao microscópico.
Os ácaros da poeira, ácaros do pó da casa ou ácaros do pó domésti-
co são importantes para a patologia humana, são parasitas de vida livre que
abrigam nas residências, gostam de se alimentar de escamas de pele humana
e de animais, fibras de tecidos, pólen e fungos presentes no ambiente.
Consideremos que o indivíduo perde 1g/dia de pedaços de pele seca cutânea
por dia, desta forma, os ácaros têm sempre alimentos em abundância, o que
auxilia no seu desenvolvimento. Assim, eles podem prosperar na poeira dos
travesseiros, colchões, roupas de cama, mantas de lã, almofadas de penas,
tapetes, artesanatos, sofás, móveis e pisos das casas, carpetes e outra fibras
naturais.
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde44
Figura 23: Ácaro do pó doméstico.
Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://i604.photobucket.com/
albums/tt122/atrasdamoita/carodomsticosdicasdecomoevita-los.jpg&imgrefurl=http://www.
atrasdamoita.com/acaros-domesticos-dicas-de-como-evita-los.html&usg=__aV3o-ylIUyObRVuATdA
DYwNxxTU=&h=443&w=434&sz=29&hl=pt-BR&start=41&zoom=1&tbnid=K4fRD3ZhYdPsOM:&tbnh=1
27&tbnw=124&ei=1iqUTv_9BaLZ0QHh5MjHBw&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2B%25C3%25A1car
o%2Bp%25C3%25B3%2Bda%2Bcasa%26start%3D21%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Disch&itbs=1>.
Acesso em: 16/08/2011.
O ciclo de vida dos ácaros do pó da casa acontece com o período
de desenvolvimento que se inicia com o ovo até chegar à fase adulta.
Esse período tem uma duração de 60 a 115 dias, que vai depender da
abundância na alimentação, temperatura e umidade do ambiente em que
ele se encontra; eles morrem quando a umidade fica abaixo de 40 a 50%.
Os ácaros se desenvolvem melhor nos climas tropicais com a temperatura
superior 20º C e a umidade relativa do ar entre 70 a 80%, ou seja, eles
gostam de ambientes quentes e úmidos e, ainda, esta espécie prospera
em ambiente com ausência ou com baixa intensidade de luz, com baixo
arejamento e com acumulação de poeiras. Portanto, em altitudes acima
de 1200 m, o desenvolvimento dos ácaros fica afetado, por esta razão, a
população humana que mora acima desta altitude pode ter mais alívio de
certas alergias oriundas desta espécie.
O ciclo de vida do ácaro apresenta as seguintes fases: ovo, larva,
protoninfa, deutoninfa, tritoninfa e adulto. Os ovos eclodem as ninfas, que
são formas semelhantes aos adultos, mas de tamanho bem menor. As ninfas
sofrem diversas alterações até atingirem o estágio adulto. A cada muda, o
ácaro troca de pele. Estas peles velhas circulam pelo ambiente e podem ser
aspiradas pelas pessoas caindo nas vias respiratórias e ocasionando alergias.
Figura 24: Ciclo de vida do ácaro predador Neoseiulus californicus.
Fonte: Disponível em: <http://www.agripoint.com.br/default.asp?actA=2&noticiaID=46275>.
Acesso em 16/08/2011.
A cópula acontece até duas vezes, e a fêmea ovipõe cerca de 30 a
50 ovos, dependendo da abundância na alimentação, temperatura e umidade
relativa do ar. A fêmea de ácaro ovipõe seus ovos em vários substratos, como
Caro estudante, há
diversas espécies de
ácaros encontradas nos
municípios brasileiros
e estas espécies
alteram de região
para região. Dentro do
mesmo município, esta
diversidade pode mudar
de uma casa para outra.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 45
travesseiros, colchões, tapetes, carpetes, cortina, roupas, sofá, etc.; o local
de preferência para desenvolvimento da espécie e também para a fêmea
depositar seus ovos é a cama, principalmente, no espaço entre o colchão e
o lençol, pois, esse ambiente é apropriado em virtude da temperatura do
corpo humano e da umidade causada pela transpiração.
6.2 Sintomas do ácaro da poeira
O contágio é pelo contato de um novo hospedeiro, com locais infes-
tados, ou com a pele de seres infectados. Os ácaros causam sintomas devido à
substância alérgena. As partículas fecais são pequeninas, semelhantes ao grão
de pólen. Os excrementos dos ácaros e também os ácaros mortos dispersam-se
em poeira fina, sendo inalados e podendo provocar alergias. Algumas alergias
respiratórias, como a asma e a rinite alérgica, bem como dermatites alérgicas,
podem ser provocadas por esses minúsculos ácaros ou por seus produtos como
dejetos, secreções, fragmentos de ácaros mortos, etc. Quando encontrados no
meio ambiente, suspensos no ar com as poeiras, são inalados por pessoas, que
desenvolvem reação de hipersensibilidade a tais materiais.
De acordo com algumas pesquisas, aproximadamente 80% das aler-
gias respiratórias estão relacionadas com esses acarídeos. Outras espécies
de ácaros presentes nas residências podem provocar dermatites, como a
sarna. Portanto, há outros gêneros de ácaros importantes que parasitam e
proporcionam algumas doenças como: Demodex, ficam alojados nas glându-
las sebáceas causando a formação de cravos ou sarna demodécica; Ssarcop-
tes e Notoedres, que são responsáveis por sarnas penetrantes que formam
galerias na epiderme; Psoroptes, Octodectes e Chorioptes, que são gêneros
responsáveis por sarnas psorópticas, ectodéticas e cariótica, por fim, Der-
matophagoides, que é responsável pela maioria dos problemas de alergia
respiratória ou dermatites, como asma e rinite alérgica.
Figura 25: Impurezas dentro de nossas casas: bactérias, ácaros, resíduos de pó
fino, fezes, etc. são as causas de asma, rinites, dermatites, alergias, etc.
Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.encatho.com.
br/2002/imagens/expositores/incopar/resp.jpg&imgrefurl=http://www.encatho.com.br/2002/
principal/expositores/incopar.htm&usg=__y73SYmQAVHqrTp6Sg1P0HXITpMM=&h=192&w=276&sz=4
5&hl=pt-BR&start=101&zoom=1&tbnid=MeWwM7zLZ8db2M:&tbnh=79&tbnw=114&ei=7jGUTqGPD8u
Xtwf7va2MBw&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2B%25C3%25A1caro%2Bp%25C3%25B3%2Bda%2Bca
sa%26start%3D84%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em 16/08/2011.
Caro estudante, use
a internet e acesse o
site da (http://people.
ufpr.br/~pimo.parana/
arquivos/schuber.
pdf) para ter mais
informações sobre ciclo
do ácaro predador
Neoseiulus californicus.
Substância alérgena:
é a que desencadeia
a alergia contida nos
dejetos, secreções,
fragmentos de ácaros
mortos
e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde46
Falando um pouco mais sobre alergias, ressalta-se que a concentra-
ção de 500 ácaros por grama de poeira é suficiente para provocar crise alér-
gica num ser humano, deixando-o com sintomas de falta de oxigênio. Binotti
e Oliveira (2011) esclarecem que a “concentração de 100 ácaros por grama
de poeira já é o bastante para provocar alergia, embora não gere crise”.
Esses autores mostram na pesquisa que Dermatophagoides pteronyssinus es-
tavam presente em 55% das casas e que Blomia tropicalis foram encontrados
em 14% dos domicílios investigados. Eles relataram que a presença das fezes
e as carcaças em decomposição dessas duas espécies, acarretam as alergias
e, quando ficam em suspensão no ar, são aspiradas pelos seres humanos,
proporcionando-lhes irritação das mucosas da garganta e do nariz e, ainda,
em contato com o pulmão, provocam a asma brônquica, chamada popular-
mente como bronquite.
Figura 26: Concentração da população de ácaros.
Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://3.bp.blogspot.
com/_-M9Z4n8s5gQ/TEzloMslWMI/AAAAAAAAB34/WdWQUUENhhk/s1600/limpeza%2Bcasa.
jpg&imgrefurl=http://blogdalergia.blogspot.com/2010/07/poeira-domiciliar.html&usg=__oT1UN8y
mfkAjp7nRmuZGntk5TB0=&h=423&w=493&sz=154&hl=pt-BR&start=54&zoom=1&tbnid=75LFjogViEc
rTM:&tbnh=112&tbnw=130&ei=4CuUTvOEPMujtgf7-f30Bg&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2B%25
C3%25A1caro%2Bp%25C3%25B3%2Bda%2Bcasa%26start%3D42%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Dis
ch&itbs=1>. Acesso em 17/08/2011.
Partindo do princípio de que os ácaros da poeira se desenvolvem
muito rapidamente em condições ideais de temperatura e umidade e, tam-
bém com abundância de alimentos, fica quase impraticável aboli-los do am-
biente doméstico.
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 47
Figura 27: Temperatura, umidade e abundância de alimentos prosperam a vida dos ácaros.
Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.encatho.com.
br/2002/imagens/expositores/incopar/resp.jpg&imgrefurl=http://www.encatho.com.br/2002/
principal/expositores/incopar.htm&usg=__y73SYmQAVHqrTp6Sg1P0HXITpMM=&h=192&w=276&sz=4
5&hl=pt-BR&start=101&zoom=1&tbnid=MeWwM7zLZ8db2M:&tbnh=79&tbnw=114&ei=7jGUTqGPD8u
Xtwf7va2MBw&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2B%25C3%25A1caro%2Bp%25C3%25B3%2Bda%2Bca
sa%26start%3D84%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em 18/08/2011.
Resumo
Nesta aula, você aprendeu:
•	 Biologia e comportamento do ácaro;
•	 Sintomas do ácaro da poeira.
Atividades de aprendizagem
1. Questão. Por que os ácaros da poeira são importantes para a patologia
humana?
2. Questão. Há alguma explicação para o fato de os ácaros do pó doméstico
gostarem de colchões? Explique.
3. Questão. Atenção: sugiro que você, aluno, faça uma pesquisa sobre áca-
ros do pó doméstico no site <http://www.osacaros.com/os-acaros-do-po-da-
-casa.html>. Acesse o vídeo e, de acordo com ele, responda: o que mais lhe
chamou a atenção no item vigilância em saúde?
e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos
AULA 1
Alfabetização Digital
49
Aula 7 – Ectoparasitas: ácaros do pó do-
méstico
Objetivos
•	 Oferecer uma visão sobre métodos de prevenção e de controle
do ácaro da poeira;
•	 Descrever a importância do método de controle químico.
7.1 Métodos de prevenção e de controle
O melhor método para se prevenir contra os ácaros da poeira é
fazer o controle de sua população, ou seja, reduzir sua população a um
nível baixo, que não possa causar alergia ou mesmo crise nas pessoas.
Para isto, é importante a implantação de algumas práticas de higiene nas
residências que são capazes de reduzir a população dos ácaros, minimi-
zando, assim, os problemas de saúde que eles podem proporcionar. Algu-
mas medidas trazem bons resultados, como: - colocar o colchão (objeto
com o qual as pessoas mantêm um contato mais prolongado na casa, por
isto, torna-se o lugar com maior existência da concentração de ácaros)
juntamente com o travesseiro ao sol e mudar o seu lado, quinzenalmente;
usar coberturas de plástico para colchões e travesseiros; - não utilizar
cortinas e tapetes, no lugar das cortinas, é bom colocar por persianas
plásticas; - conservar a residência sempre arejada e iluminada é impres-
cindível para combater os ácaros; - conservar os alimentos bem fechados
nas despensas e não fazer as refeições no sofá ou na cama; - exposição
ao ar e sol de utensílios domésticos; - remover com frequência poeira
com utilização de aspiradores de pó, lavagem do piso ou limpeza com
pano úmido; trocar e lavar com frequência lençóis, fronhas, toalhas, rou-
pas, cortinas, etc.; - utilizar coberturas anti-ácaros em poliuretano nos
colchões, edredons e almofadas; - fazer a limpeza pessoal e ambiental,
incluindo os animais domésticos, cuja presença deve ser impedida no in-
terior das residências; - lavagem semanal dos bonecos de pelos.
Ectoparasitas e animais peçonhentos (2011).
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  • 1. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Escola Técnica Aberta do Brasil Vigilância em Saúde Ectoparasitas e Animais Peçonhentos Wilson da Silva Ministério da Educação
  • 2.
  • 3. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Escola Técnica Aberta do Brasil Vigilância em Saúde Ectoparasitas e Animais Peçonhentos Wilson da Silva Montes Claros - MG 2011
  • 4. Ministro da Educação Fernando Haddad Secretário de Educação a Distância Carlos Eduardo Bielschowsky Coordenadora Geral do e-Tec Brasil Iracy de Almeida Gallo Ritzmann Governador do Estado de Minas Gerais Antônio Augusto Junho Anastasia Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior Alberto Duque Portugal Reitor João dos Reis Canela Vice-Reitora Maria Ivete Soares de Almeida Pró-Reitora de Ensino Anete Marília Pereira Diretor de Documentação e Informações Huagner Cardoso da Silva Coordenador do Ensino Profissionalizante Edson Crisóstomo dos Santos Diretor do Centro de Educação Profissonal e Tecnólogica - CEPT Maísa Tavares de Souza Leite Diretor do Centro de Educação à Distância - CEAD Jânio Marques Dias Coordenadora do e-Tec Brasil/Unimontes Rita Tavares de Mello Coordenadora Adjunta do e-Tec Brasil/ CEMF/Unimontes Eliana Soares Barbosa Santos Coordenadores de Cursos: Coordenador do Curso Técnico em Agronegócio Augusto Guilherme Dias Coordenador do Curso Técnico em Comércio Carlos Alberto Meira Coordenador do Curso Técnico em Meio Ambiente Edna Helenice Almeida Coordenador do Curso Técnico em Informática Frederico Bida de Oliveira Coordenador do Curso Técnico em Vigilância em Saúde Simária de Jesus Soares Coordenador do Curso Técnico em Gestão em Saúde Zaida Ângela Marinho de Paiva Crispim Ectoparasitas e Animais Peçonhentos e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Elaboração Wilson da Silva Projeto Gráfico e-Tec/MEC Supervisão Wendell Brito Mineiro Diagramação Hugo Daniel Duarte Silva Marcos Aurélio de Almeida e Maia Impressão Gráfica RB Digital Designer Instrucional Angélica de Souza Coimbra Franco Kátia Vanelli Leonardo Guedes Oliveira Revisão Maria Ieda Almeida Muniz Patrícia Goulart Tondineli Rita de Cássia Silva Dionísio Presidência da República Federativa do Brasil Ministério da Educação Secretaria de Educação a Distância
  • 5. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos AULA 1 Alfabetização Digital 3 Prezado estudante, Bem-vindo ao e-Tec Brasil/Unimontes! Você faz parte de uma rede nacional pública de ensino, a Escola Técnica Aberta do Brasil, instituída pelo Decreto nº 6.301, de 12 de dezembro 2007, com o objetivo de democratizar o acesso ao ensino técnico público, na modalidade a distância. O programa é resultado de uma parceria entre o Ministério da Educação, por meio das Secretarias de Educação a Distancia (SEED) e de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC), as universidades e escola técnicas estaduais e federais. A educação a distância no nosso país, de dimensões continentais e grande diversidade regional e cultural, longe de distanciar, aproxima as pes- soas ao garantir acesso à educação de qualidade, e promover o fortalecimen- to da formação de jovens moradores de regiões distantes, geograficamente ou economicamente, dos grandes centros. O e-Tec Brasil/Unimontes leva os cursos técnicos a locais distantes das instituições de ensino e para a periferia das grandes cidades, incenti- vando os jovens a concluir o ensino médio. Os cursos são ofertados pelas instituições públicas de ensino e o atendimento ao estudante é realizado em escolas-polo integrantes das redes públicas municipais e estaduais. O Ministério da Educação, as instituições públicas de ensino técnico, seus servidores técnicos e professores acreditam que uma educação profis- sional qualificada – integradora do ensino médio e educação técnica, – não só é capaz de promover o cidadão com capacidades para produzir, mas também com autonomia diante das diferentes dimensões da realidade: cultural, so- cial, familiar, esportiva, política e ética. Nós acreditamos em você! Desejamos sucesso na sua formação profissional! Ministério da Educação Janeiro de 2010 Apresentação e-Tec Brasil/Unimontes
  • 6.
  • 7. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos AULA 1 Alfabetização Digital 5 Indicação de ícones Os ícones são elementos gráficos utilizados para ampliar as formas de linguagem e facilitar a organização e a leitura hipertextual. Atenção: indica pontos de maior relevância no texto. Saiba mais: oferece novas informações que enriquecem o assunto ou “curiosidades” e notícias recentes relacionadas ao tema estudado. Glossário: indica a definição de um termo, palavra ou expressão utilizada no texto. Mídias integradas: possibilita que os estudantes desenvolvam atividades empregando diferentes mídias: vídeos, filmes, jornais, ambiente AVEA e outras. Atividades de aprendizagem: apresenta atividades em diferentes níveis de aprendizagem para que o estudante possa realizá-las e conferir o seu domínio do tema estudado.
  • 8.
  • 9. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos AULA 1 Alfabetização Digital Sumário 7 Palavra do professor conteudista............................................ 11 Projeto instrucional............................................................ 13 Aula 1 – Ectoparasitas: conceito e pulgas................................... 15 1.1 Conceitos de ectoparasitas......................................... 15 1.2 Biologia e comportamento das pulgas............................ 15 1.3 As espécies mais importantes na saúde pública ................ 18 Resumo.................................................................... 20 Atividades de Aprendizagem............................................ 20 Aula 2 – Ectoparasitas: pulgas................................................ 21 2.1 Métodos de prevenção.............................................. 21 2.2 Métodos de controle mecânico..................................23 2.3 Controle químico....................................................23 Resumo.................................................................... 24 Atividades de Aprendizagem............................................ 24 Aula 3 – Ectoparasitas: bicho-de-pé......................................... 25 3.1 Biologia e comportamento do bicho de pé....................... 25 3.2 Sintomas de Tunga penetran.....................................27 3.3 Métodos de prevenção.............................................. 28 3.4 Métodos de controle...............................................29 Resumo.................................................................... 30 Atividades de Aprendizagem............................................ 30 Aula 4 – Ectoparasitas: piolhos da cabeça em humanos.................. 31 4.1 Biologia e comportamento do piolho da cabeça................. 31 4.2 Sintomas de Pediculus humanus var capitis...................32 4.3 Métodos de prevenção.............................................. 33 4.4 Métodos de controle...............................................34 Resumo.................................................................... 36 Atividades de Aprendizagem............................................ 36 Aula 5 – Ectoparasitas: percevejo de cama................................37 5.1 Biologia e comportamento do percevejo de cama.............37 5.2 Sintomas de Cimex lectularius...................................39 5.3 Métodos de prevenção do percevejo de cama................... 40 5.4 Métodos de controle...............................................40 Resumo.................................................................... 41 Atividades de Aprendizagem............................................ 41 Aula 6 – Ectoparasitas: ácaros do pó doméstico........................... 43 6.1 Biologia e comportamento do ácaro.............................. 43 6.2 Sintomas do ácaro da poeira...................................... 45 Resumo.................................................................... 47 Atividades de Aprendizagem............................................ 47
  • 10. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde8 Aula 7 – Ectoparasitas: ácaros do pó doméstico........................... 49 7.1 Métodos de prevenção e de controle.............................49 7.2 Métodos de controle químico....................................... 51 Resumo.................................................................... 52 Atividades de Aprendizagem............................................ 53 Aula 8 – Ectoparasitas: carrapatos em humanos........................... 55 8.1. Biologia e comportamento dos carrapatos...................... 55 8.2 Biologia e comportamento do carrapato da família Ixodidae.57 Resumo.................................................................... 60 Atividades de Aprendizagem............................................ 60 Aula 9 – Ectoparasitas: carrapatos em humanos........................... 61 9.1 Biologia e comportamento do carrapato da família Argasidae .61 9.2 Espécies de carrapatos mais comuns no Brasil ................62 9.3 Doenças transmitidas pelos carrapatos, patógenos veiculados e sintomas................................................................63 Resumo.................................................................... 66 Atividades de Aprendizagem............................................ 66 Aula 10 – Ectoparasitas: carrapatos em humanos.......................... 67 10.1 Métodos de prevenção............................................. 67 10.2 Métodos de controle.............................................68 Resumo.................................................................... 69 Atividades de Aprendizagem............................................ 69 Aula 11 – Ectoparasitas: larva migrans cutânea..........................71 11.1. Biologia e comportamento da larva migrans cutânea.......71 11.2 Sintomas da larva migrans cutânea (LMC)..................... 72 11.3 Tratamento da larva migrans cutânea (LMC)................. 73 11.4 Métodos de prevenção e controle............................... 74 Resumo.................................................................... 75 Atividades de aprendizagem........................................... 75 Aula 12 – Animais peçonhentos............................................... 77 12.1 Conceitos de animais peçonhentos e de animais venenosos .77 12.2 Medidas de prevenção contra animais peçonhentos e animais . venenosos ................................................................ 78 Resumo.................................................................... 80 Atividades de aprendizagem............................................ 80 Aula 13 – Animais peçonhentos: Escorpiões ................................ 81 13.1 Biologia e comportamento dos escorpiões ..................... 81 13.2 Escorpião: vida, alimentação e hábitos ......................... 82 Resumo.................................................................... 84 Atividades de Aprendizagem............................................ 84 Aula 14 – Animais peçonhentos: Escorpiões................................. 85 14.1 Métodos de prevenção e controle................................ 85 14.2 As espécies mais importantes na saúde pública ............... 86 14.3 Sintomas, tratamento e primeiros socorros .................... 89 Resumo.................................................................... 90
  • 11. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 9 Atividades de Aprendizagem............................................ 90 Aula 15 – Animais peçonhentos: Aranhas ................................... 91 15.1 Biologia e comportamento das aranhas......................... 91 15.2 Métodos de prevenção, controle e sintomas.................... 94 15.3 As espécies mais importantes na saúde pública ............... 95 Resumo...................................................................100 Atividades de Aprendizagem...........................................100 Aula 16 – Animais peçonhentos: Serpentes................................101 16.1 Biologia e comportamento das serpentes......................101 16.2 Métodos de prevenção de acidentes, primeiros socorros e sinto mas........................................................................103 16.3 As espécies mais importantes na saúde pública no Brasil...104 Resumo................................................................... 110 Atividades de Aprendizagem........................................... 110 Aula 17 – Animais peçonhentos: Lacraias.................................. 111 17.1 Biologia e comportamento das lacraias......................... 111 17.2 Métodos de prevenção de acidentes e sintomas.............. 112 17.3 As espécies mais importantes na saúde pública .............. 113 Resumo................................................................... 114 Atividades de Aprendizagem........................................... 114 Aula 18 – Animais peçonhentos: abelhas, vespas e formigas............ 115 18.1 Biologia e comportamento das abelhas, vespas e formigas.. 115 18.2 Métodos de prevenção de acidentes com abelhas, vespas e for migas, primeiros socorros e sintomas...............................116 18.3 As espécies mais importantes na saúde pública no Brasil... 119 Resumo................................................................... 121 Atividades de Aprendizagem........................................... 121 Aula 19 – Animais peçonhentos: lagartas...................................123 19.1 Biologia e diferenças entre borboletas e mariposas..........123 19.2 Lepidóptera: Lonomia obliqua chamada de taturana assassi.. na..........................................................................125 19.3 Acidentes com taturanas da família Saturniidae............ 126 Resumo...................................................................127 Atividades de Aprendizagem...........................................127 Referências.....................................................................128 Currículo do professor conteudista.........................................130
  • 12.
  • 13. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos AULA 1 Alfabetização Digital 11 Palavra do professor conteudista Prezados alunos, sejam todos bem-vindos. É com grande entusiasmo que estamos iniciando a nossa disciplina: Ectoparasitas e Animais Peçonhentos. O nosso objetivo nesta disciplina é dar conhecimento a todos os alunos em Vigilância em Saúde, no módulo referente as Zoonoses, princi- palmente, às oriundas das ectoparasitas e dos animais peçonhentos; com- preender como se deve referir às atividades de prevenção das doenças e manejo ambiental e, como as diferentes espécies de ectoparasitas e animais peçonhentos provocam acidentes aos seres humanos; mobilizar ações de pre- venção e controle das zoonoses, especialmente, no ambiente domiciliar e peridomiciliar; bem como, conscientizar a população quanto à importância da limpeza em todos os espaços da comunidade e quanto às condições do terreno adequadas para que haja o controle dos ectoparasitas e dos ani- mais peçonhentos. Apresentamos aqui uma visão abrangente da disciplina, distribuída em aulas, com vários tópicos importantes, como definição de ectoparasitas - biologia, comportamento, prevenção, controle e importância dos ectoparasitas como pulgas, bicho-de-pé, piolho da cabeça, percevejo de cama, ácaros do pó doméstico, carrapatos em humanos e larva migrans cutânea na saúde pública. Apresentamos, ainda, conceitos de animais peçonhentos e venenosos - biologia, comportamento, prevenção, controle, acidentes e importância dos animais peçonhentos como escorpiões, aranha, serpente, lacraias, abelhas, vespas, formigas e lagartas na saúde pública e outros tópicos complementares da disciplina que são imprescindíveis para sua formação. São temas que irão lhes auxiliar na sua formação profissional e pessoal. Busquei, de forma simples e resumida, contextualizar a nossa dis- ciplina para melhor compreensão, no intuito de atingirmos os objetivos pro- postos. Ressaltamos que se torna necessário o conhecimento de conceitos relativos à disciplina, bem como, a interpretação de tabelas e figuras. Desejo todo o êxito na conclusão da nossa disciplina. Que o seu aprendizado eleve o seu conhecimento. Estou certo de que edificaremos, juntos, esta caminhada. Portanto, vamos começar os nossos estudos. Abraços cordiais. Prof. Wilson da Silva
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  • 15. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos AULA 1 Alfabetização Digital 13 Projeto instrucional Disciplina: Ectoparasitas e Animais Peçonhentos (carga horária: 60 h). Ementa: Ectoparasitas e Animais Peçonhentos: saneamento bá- sico e do meio: saneamento do ar, da água e do lixo, das habitações e dos locais de trabalho; seleção, descarte e reciclagem de lixo; epidemiologia: prevenção e controle de doenças infecto-contagiosas e infecto-parasitárias; noções sobre o método epidemiológico, métodos de investigação, tipos de estudo, conceito de risco, medidas das doenças, indicadores de saúde, aná- lise de dados, aplicações e usos da Epidemiologia; fundamentos de saúde pública. AULA OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM MATERIAIS CARGA HORÁRIA Aula 1 – Ectopara- sitas: conceito e pulgas Inserir o conhecimento em ectopa- rasitas, biologia e comportamento das pulgas Caderno didático. 03 Aula 2 – Ectoparasi- tas: pulgas Oferecer uma visão sobre métodos de prevenção, controle mecânico e químico das pulgas. Caderno didático. 03 Aula 3 – Ectoparasi- tas: bicho-de-pé Conhecer a importância da bio- logia, comportamento, sintomas, prevenção, controle de bicho-de-pé, Tunga penetran. Caderno didático. 03 Aula 4 – Ectopara- sitas: piolhos da ca- beça em humanos Descrever a importância da bio- logia, comportamento, sintomas, prevenção, controle de piolhos da cabeça, Pediculus humanus var capitis. Caderno didático. 03 Aula 5 – Ectopara- sitas: percevejo de cama Conhecer a importância da bio- logia, comportamento, sintomas, prevenção, controle do percevejo de cama, Cimex lectularius. Caderno didático. 03 Aula 6 – Ectopara- sitas: ácaros do pó doméstico Entender a importância da biolo- gia, comportamento e sintomas do ácaro da poeira. Caderno didático. 03 Aula 7 – Ectopara- sitas: ácaros do pó doméstico Oferecer uma visão sobre méto- dos de prevenção e de controle do ácaro da poeira. Caderno didático. 03 Aula 8 – Ectoparasi- tas: carrapatos em humanos Conhecer a importância da biolo- gia, comportamento do carrapato da família Ixodidae Caderno didático. 03
  • 16. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde14 Aula 9 – Ectopara- sitas: carrapatos em humanos Entender a importância da bio- logia, comportamento, sintomas do carrapato da família Argasidae e outras espécies de carrapatos mais comuns no Brasil. Caderno didático. 03 Aula 10 – Ectopa- rasitas: carrapatos em humanos Oferecer uma visão sobre méto- dos de prevenção e controle dos carrapatos. Caderno didático. 03 Aula 11 – Ectopara- sitas: larva migrans cutânea Entender a importância da biolo- gia, comportamento, sintomas, tra- tamento e métodos de prevenção e controle da larva migrans cutânea. Aula 12 – Animais peçonhentos Identificar os conceitos de animais peçonhentos e venenosos e medi- das de prevenção. Caderno didático. 03 Aula 13 – Animais peçonhentos: Es- corpiões Conhecer a importância da bio- logia, comportamento, sintomas, vida, alimentação e hábitos do escorpião. Caderno didático. 03 Aula 14 – Animais peçonhentos: Es- corpiões Entender a importância dos sinto- mas, método de prevenção e con- trole das espécies escorpiões mais importantes na saúde pública. Caderno didático. 03 Aula 15 – Animais peçonhentos: Aranhas Conhecer a importância da biolo- gia, comportamento, método de prevenção, controle e espécies de aranhas mais importantes na saúde pública. Caderno didático. 03 Aula 16 – Animais peçonhentos: Ser- pentes Descrever a importância da biolo- gia, comportamento, prevenção, sintomas das serpentes. Caderno didático. 03 Aula 17 – Animais peçonhentos: Lacraias Entender a importância da biolo- gia, comportamento, prevenção de acidentes, primeiros socorros e sintomas das lacraias. Caderno didático. 03 Aula 18 – Animais peçonhentos: abelhas, vespas e formigas Descrever a importância da bio- logia, comportamento, método de prevenção, controle e espécies mais importantes das abelhas, vespas e formigas. Caderno didático. 03 Aula 19 – Animais peçonhentos: lagartas Conhecer a biologia e a diferen- ça entre borboletas e mariposas, importância sobre Lonomia obliqua e acidentes com taturanas. Caderno didático. 03 Aula 20 – Ectopara- sitas: larva migrans cutânea Entender a importância da biolo- gia, comportamento, sintomas, tra- tamento e métodos de prevenção e controle da larva migrans cutânea.
  • 17. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos AULA 1 Alfabetização Digital 15 Aula 1 – Ectoparasitas: conceito e pulgas Objetivos • Inserir o conhecimento em ectoparasitas; • Descrever a importância da biologia e do comportamento das pulgas; • Listar as espécies mais importantes de pulgas na saúde pública. 1.1 Conceitos de ectoparasitas São indivíduos denominados por ectoparasitas ou parasitas exter- nos os que vivem sobre o corpo do hospedeiro, no exterior do corpo do hos- pedeiro. Como exemplos há os carrapatos, as pulgas, os piolhos, o percevejo de cama, os ácaros, o bicho-de-pé e a larva migrans cutânea. Há outros conceitos sobre ectoparasitas, de acordo com Hopla: Ectoparasitas são organismos que habitam a pele de um ou- tro organismo, denominado hospedeiro, por determinado período de tempo, dependendo totalmente de seus hospe- deiros para sua sobrevivência, podendo ter efeito prejudicial na saúde destes.(Hopla et al. 1994). 1.2 Biologia e comportamento das pulgas As pulgas são ectoparasitos que pertencem à ordem Siphonaptera, parasitando aves e mamíferos. Pequenos insetos com menos de 5 milímetros de comprimento e sem asas, possuem três pares de pernas extremamente fortes, especialmente o par posterior, que possibilitam as pulgas se movimen- tarem velozmente e pularem distâncias muito maiores que o comprimento de seu corpo. São achatadas, verticalmente, o que facilita seu movimento entre os pêlos ou penas do hospedeiro. As partes bucais são adaptadas para cortar a pele e sugar o sangue do hospedeiro. Os olhos são reduzidos ou mesmo ausentes. Elas possuem coloração marrom avermelhada, corpo endu- recido, que é difícil de esmagar entre os dedos para matar. É importante ressaltar que as pulgas infestam locais com tranquilida- de, dentro de casa ou em outros abrigos que são lugares propícios para o seu desenvolvimento. A falta de movimento facilita os processos biológicos que in- duzem as larvas a eclodirem dos ovos e os adultos a saírem de suas pupas. Precisamos ressaltar que as pulgas trazem desconforto com sensa- ção de coceiras ao corpo do homem e dos animais, além de proporcionarem doenças como dermatites alérgicas e algumas doenças originadas por bacté- Caro aluno, repare como este ponto é importante. Os inseticidas são impenetráveis nos ovos e nas pupas das pulgas, ou seja, não as eliminam. Para as larvas e os adultos da pulga, os inseticidas são eficazes. Deste modo, o controle deste inseto deve ser feito por meio de medidas preventivas ou curativas (de controle) mais utilizados.
  • 18. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde16 rias, como peste bubônica, tularemia e salmonelose. Elas também transmi- tem vermes e viroses. Embora alguns indivíduos não sintam as picadas das pulgas, a irritação causada pelas secreções salivares delas pode se agravar em algumas pessoas. É interessante que certos indivíduos sofrem uma reação severa resultante de infecções secundárias causadas pela ação de coçar a área irritada. Por exemplo, as picadas nas pernas e no tornozelo podem, em alguns sujeitos, causar dor e, esta pode durar alguns minutos, horas ou dias, que dependerá da sensibilidade da pessoa. Contudo, em certas pessoas não acontece qualquer reação. A reação típica da picada é a formação de uma pequena mancha dura, avermelhada, com um ponto em seu centro. O ciclo biológico das pulgas abrange a fase de ovo, larva, pupa e adulto. Este ciclo é concluído aproximadamente com 30 dias, e dependerá das condições de umidade da temperatura ambiente. Pode-se afirmar sem nenhuma dúvida que a pulga fêmea, alguns dias após a fecundação, põe na superfície da pele de seu hospedeiro, comu- mente, cães, gatos e ratos, uma quantidade de 200 a 400 ovos por dia, esses ovos podem cair no solo com o movimento dos hospedeiros. Os ovos, quando caem no solo, podem liberar a primeira larva, no período de dois até 14 dias, dependendo das condições ambientais: umidade e temperatura. As três fa- ses de larva que se seguem, muito pequenas, alimentam-se principalmente das fezes das pulgas adultas, que contêm sangue semidigerido. Cerca de 7 a 10 dias depois, a larva III procura um local seco com ciscos e poeira para formar um casulo, no interior do qual vai desenvolver-se a pupa. É interessante lembrar que no intervalo de sete a quatorze dias após, estará concluído, dentro do pupário, um pré-adulto completado para emergir, se as condições ambientais forem favoráveis. No entanto, em condi- ções ambientais desfavoráveis, o pré-adulto poderá continuar no interior do casulo por um período de doze meses sem se alimentar. Assim que a pulga adulta emergir do casulo, fica faminta e começa a dar enormes saltos até atingir seu hospedeiro, um cão ou um gato (às vezes uma pessoa) onde pro- cura sugar sangue. Depois de alimentados, machos e fêmeas podem copular tanto sobre o hospedeiro quanto no solo, reiniciando o ciclo. Os ovos das pulgas podem ser colocados sobre o hospedeiro, no chão ou em seu ninho. Eles têm uma coloração clara, formato oval e liso, como mostra a figura abaixo. Figura 1: Ciclo biológico: os ovos da pulga. Fonte: Disponível em: <http://www.casa-sem-inseto.com.br/pulgas.htm>. Acesso em: 06/08/2011. Caro estudante, somente o adulto das pulgas é hematófago, isto é, alimenta-se de sangue.
  • 19. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 17 As larvas das pulgas não sugam sangue, não têm pernas, nem en- xergam; por isso, evitam a luz solar. Depois da eclosão, a larva alimenta-se de fezes das pulgas adultas, pêlo, penas e pele. Por este motivo, os adul- tos ingerem mais sangue do que precisam. Sendo assim, uma pulga pode alimentar-se de duas a três vezes ao dia e cada tempo de alimentação dura cerca de dez minutos. A hematofagia é desempenhada tanto de dia como de noite, e é essencial para que as fêmeas possam colocar seus ovos. Depois da alimentação, a pulga segrega gotículas de sangue pelo ânus, que, na maio- ria das vezes, vêm misturadas com as fezes. Será um sinal de que as pulgas estão presentes, quando forem encontradas essas gotículas ressecadas em roupas ou nos pêlos do animal. Figura 2: Ciclo biológico: as larvas da pulga. Fonte: Disponível em: <http://www.casa-sem-inseto.com.br/pulgas.htm>. Acesso em: 07/08/2011. É importante observar que, no ciclo de vida das pulgas, as pupas têm uma cavidade de seda fabricada pela larva de último instar, que per- manecem coladas aos pêlos de animais, poeira e outras sujeiras. No período de 5 a 14 dias as pulgas adultas saem ou continuam em descanso dentro do casulo até a detecção de alguma vibração, que pode ser causada pela circulação do homem ou de algum animal quando estas se põem sobre ele. É curioso notar que o nascimento da pulga pode ser originado por barulho, vibração, calor ou pela presença de dióxido de carbono, que significa que uma fonte potencial de alimento está presente. Falando um pouco mais sobre ciclo de vida das pulgas, ressaltamos que as fêmeas adultas só conseguem colocar seus ovos após fazerem uma refeição. Já os adultos (fêmeas e machos) são capazes de sobreviver sem se alimentar num período de dois a doze meses. Às vezes, as pessoas ficam ausentes de suas residências por alguns meses e, ao retornarem, podem encontrar a casa infestada por estes insetos, principalmente, quando a casa se encontrar fechada e sem hospedeiros, principalmente, com gatos e cães. Assim que as pessoas retornam, elas são atacadas pelas pulgas que nasceram no período de ausência. Instar: é estágio de crescimento entre duas mutações (transformações) sucessivas
  • 20. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde18 Figura 3: Ciclo biológico da pulga. Fonte: Disponível em: <http://www.casa-sem-inseto.com.br/pulgas.htm>. Acesso em: 07/08/2011. Pesquisas realizadas em condições de laboratório concluíram que Pu- lex irritans pode viver até 513 dias e Xenopsylla cheopis 100 dias. Estas duas espécies são extraordinárias saltadoras. Na posição vertical, elas saltam a uma altura próxima de 18 cm e na posição horizontal podem alcançar 33 cm. Falando um pouco mais sobre o comportamento das pulgas, deve- -se notar que a sua longevidade é variável e depende da espécie e também de outros fatores, como umidade e temperatura do ambiente, da atividade e do estado de nutrição delas. Portanto, algumas pesquisas apontam sobre longevidade de cada espécie desse inseto, de acordo, com o grupo de pulgas estarem alimentadas ou sem alimentos. Os resultados foram: Xenopsylla che- opis (pulga do rato): alimentada, vive 100 dias; sem alimento, 38 dias; Pulex irritans (pulga do homem): alimentada, vive 513 dias; sem alimento, 125 dias; Ctenocephalides canis (pulga do cão e do gato): alimentada, vive 234 dias; sem alimento, 58 dias. 1.3 As espécies mais importantes na saúde pú- blica As principais pulgas domésticas são, em nosso país, Ctenocephali- des felis (a pulga do gato) e Ctenocephalides canis (a pulga do cão). É inter- resante salientar que a Pulex irritans não é tida como a pulga do ser humano; na verdade, é uma pulga de hospedeiro indefinido, podendo sugar igualmen- te cães, gatos, suínos, aves, etc., sendo uma espécie que se encontra em grande parte do globo terrestre. Os roedores têm na Xenopsylla cheopis e
  • 21. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 19 na Xenopsylla brasiliensis seus principais ectoparasitas, transmissores poten- ciais da temível peste bubônica em algumas regiões do Brasil. Figura 4: A pulga do homem (Pulex irritans). Fonte: Disponível em: <http://www.protech-online.com.br/pulgas.htm>. Acesso em 08/08/2011. A pulga do gato (Ctenocephalides felis felis) tem a habilidade de transmitir doenças e alergia ao ser humano. Esta espécie agride diversos hospedeiros, entre os quais estão o homem, o cão, o rato e o gato. Já a pulga do cão (Ctenocephalides canis), mais atuante em regiões de clima frio, não é a mais frequente encontrada neste hospedeiro; muitas das vezes, o cão possui a espécie Ctenocephalides felis felis. É importante ressaltar que pulga do cão/gato (Ctenocephalides canis/felix) ataca, além do cão, também o gato e o homem, podendo picar rato e outros animais; irá substituir a Pu- lex irritans ao longo do tempo, tornando-se a principal inimiga do homem. Ctenocephalides canis/felix tem como principal característica possuir uma sutura (prega) dupla no segundo segmento do terceiro par de pernas. Figura 5: A pulga do cão/gato (Ctenocephalides canis/felix). Fonte: Disponível em: <http://www.protech-online.com.br/pulgas.htm>. Acesso em 08/082011. A pulga do rato (Xenopsylla cheopis) é uma espécie que se encontra na maior parte do globo terrestre e possui grande relevância para a saúde do ser humano, porque ela transmite a peste bubônica. Embora este inseto não seja uma praga doméstica, existem registros de pessoas que foram picadas por Xenopsylla cheopis, em sua casa. O rato é o principal hospedeiro desta espécie de inseto. As principais espécies de ratos que possuem X. cheopis são as ratazanas, ou rato de esgoto, o rato de telhado ou rato preto e o camundongo. X. cheopis ataca o rato e o homem. Suas peculiaridades são a presença de pêlos em seu occipício (parte superior do cefalotórax) e tama- nho mais reduzido que outras espécies de pulgas. Caro aluno, observe como este ponto é importante: Pulex irritans, a pulga do homem, é uma espécie que antigamente se localizava, abundantemente, em domicílio humano; hoje, se encontra praticamente irradicada, e vem sendo substituída gradualmente pela pulga canina (Ctenocephalides canis).
  • 22. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde20 Figura 6: A pulga do rato (Xenopsylla cheopis). Fonte: Disponível em: <http://www.protech-online.com.br/pulgas.htm>. Acesso em 07/08/2011. Resumo Nesta aula, você aprendeu: • Conceitos de ectoparasitas; • Biologia e comportamento das pulgas; • As espécies mais importantes na saúde pública. Atividades de aprendizagem 1. Questão. O que é ectoparasita? Dê os exemplos. 2. Questão. Os inseticidas controlam todo estágio de vida da pulga? Justifi- que. 3. Questão. As pulgas precisam concluir seu ciclo de vida em aproximada- mente com 30 dias. Quais são os fatores externos de que as pulgas precisam para completar seu ciclo biológico? Faça um breve comentário sobre o as- sunto.
  • 23. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos AULA 1 Alfabetização Digital 21 Aula 2 – Ectoparasitas: pulgas Objetivos • Oferecer uma visão sobre métodos de prevenção das pulgas; • Explicar o que são os métodos de controle mecânico e químico. 2.1 Métodos de prevenção É importante conservar a higiene diária dos animais domésticos e manutenção de convívio apropriado na residência humana. Além disso, é interessante colocar, continuamente, um material que pode ser um tecido ou uma toalha limpa onde animal vai dormir e, lave este material a cada semana. Agindo, assim, pode dizer que é uma forma de se prevenir invasão de pulgas, pois, os ovos que são depositados sobre o hospedeiro caem no ambiente sobre este material. Desse jeito, os ovos são periodicamente des- cartados. Precisamos lembrar a importância dos pisos das casas: se eles fo- rem de tacos ou tábuas corridas, ocorrem grandes riscos de todas as frestas servirem de abrigo para pulgas, melhor maneira de evitar os abrigos é vetar as frestas dos assoalhos e rodapés, e, ainda, lavar os tapetes e capachos, periodicamente, para evitar novas infestações. Se houver tapetes ou carpe- tes, passar o aspirador de pó; e, se possível, colocar esses materiais ao sol durante uma hora. As casas devem ser limpas uma ou duas vezes por semana com o suprimento de um aspirador de pó. Desta maneira, evita-se o acúmulo de poeiras nos tacos, tapetes e outros ambientes. É bom passar no assoalho um tecido umedecido com querosene. Figura 7: Aspirador é um importante aliado na luta contra pulgas. Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.cpt.com.br/imagens/ enviadas/materias/materia1072/aspirador-pulga.JPG&imgrefurl=http://www.afe.com.br/noticia/1072/ eliminar-pulgas-fica-mais-facil-com-o-uso-de-aspirador-de-po&usg=__OTk1WPH_iIuvSsJvdIhhnTVAwg4= &h=180&w=262&sz=12&hl=pt-BR&start=65&zoom=1&tbnid=uHMORUkKJh7YIM:&tbnh=77&tbnw=112&ei =Q61yTrepLI--tgeCqryJCg&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2Bpulgas%2Bcom%2Bcontrole%26start%3D 63%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em 09/08/2011. Caro aluno, repare como esse ponto é importante. Devem ser descartadas as sujeiras que estiverem dentro do filtro do aspirador, após a limpeza, em locais apropriados, pois, as larvas das pulgas têm a capacidade de eclodir dos ovos recolhidos pelo aspirador e, já as pulgas adultas são capazes de surgir de suas pupas e reinfestar o ambiente.
  • 24. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde22 Precisamos deixar claro que, além da limpeza no interior da resi- dência, é interessante que se faça a limpeza externa, como podar a grama para que ela fique bem baixinha, fazer a limpeza periódica de quintais e jardins para impedir que os ambientes fiquem úmidos e adequados para o desenvolvimento das larvas das pulgas. Outros métodos de prevenção é evi- tar o acúmulo de areia ao redor da casa por períodos longos e, também, fazer o controle de roedores no lote da residência, sabe-se que os roedores são hospedeiros de pulgas e que elas transmitem doenças. As pulgas podem entrar em uma casa de várias maneiras, mesmo quando os animais são conservados no exterior da casa. As pulgas têm hábito de saltar, assim, elas podem saltar do jardim para o interior da residência, também, elas podem ser introduzidas aderidas na pessoa ou mesmo ter sido deixadas por moradores que residiram neste local. Outro ponto essencial como métodos de prevenção é saber se ani- mal de estimação possui pulgas. Abra os pêlos e examine se a pele dele apresenta-se irritada e se no lugar da picada da pulga o animal coça, irrin- tando a pele. É fundamental observar o grau de infestação de pulgas, pois, quando a infestação está alta, pode acontecer queda de pêlo em algumas partes do corpo, além de se formarem pequenas bolinhas marrons escuras grudadas nos pêlos. Isto é sinal da presença das pulgas que excretam sangue digerido. É importante também observar o local onde o animal dorme e pro- curar pelas fezes das pulgas e pelos adultos. Figura 8: Abrir os pêlos do animal e examinar se sua pele se apresenta irritada com a picada da pulga é método de prevenção. Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://i51.tinypic.com/ zxm92p.jpg&imgrefurl=http://forum.adestradoronline.com/showthread.php%3F10890-Consumo- de-%25E1gua./page2&usg=__-2qW1XvjYsQ8O3kM6zxsrcMvT3A=&h=408&w=640&sz=28&hl=pt- BR&start=303&zoom=1&tbnid=3Uba-qNVAxGm-M:&tbnh=87&tbnw=137&ei=IbNyTqOuDsmEtgeZ mK2LBA&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2Bpulgas%2Bcom%2Bcontrole%26start%3D294%26hl%3D pt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em 09 ago. 2011. Falaremos agora sobre a presença pulgas nas residências. É bom fazer o monitoramento das populações de pulgas, colocando-se uma vasilha baixa com água juntamente com um pouco de detergente de lavar louças, sobre o piso. Ponha uma vela acesa a uns 10 cm de altura, no meio da vasilha que tem água com detergente. É interessante observar que as pulgas adultas são seduzidas pela fonte de luz da vela e caem dentro da vasilha com solução de água e detergente. Com a utilização deste método, pode-se examinar em quais localidades da casa há infestação de pulgas. Caro aluno, observe como esse ponto é importante. As larvas das pulgas podem ficar em estado dormente por um período maior de tempo; é a maneira que esse inseto tem para conservar esta espécie, auxiliando na infestação.
  • 25. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 23 2.2 Métodos de controle mecânico Precisamos ressaltar que o controle de pulgas é mais eficiente quando são adotados costumes simultâneos que abrangem limpeza periódica, tratamen- to do animal de estimação e controle químico no domicílio como canis, quintais, abrigos de animais, etc. Os métodos de controle de pulgas como os mecânicos, os químicos ou os biológicos, usados corretamente, são eficientes. Os métodos mecânicos no controle de pulgas são: catação manual das pulgas nos animais domésticos, pela verificação dos pelos do hospedeiro e escovação periódica da pelagem dele; banhar semanalmente os animais e os imergid por alguns minutos em recipiente cheio de água; fazer aspiração periódica do local; lavagem dos pisos internos; lavagem da cama do animal; varreção e lavagem frequente do quintal e do canil. A aspiração a cada dois dias remove o sangue digerido que pulgas adultas deixam no ambiente e outras matérias orgânicas que servem de ali- mentos para as larvas. É importante ressaltar que, ao aspirar, o aparelho estimula vibração fazendo com que os adultos das pulgas saiam dos casulos, estimulando, assim, a emergência dos adultos e uma nova população de pul- gas. Desse jeito, o aparelho removerá, além das pulgas adultas, pupas e ovos recém- depositados, impedindo a proliferação deste inseto. Figura 9: Método mecânico de controle as pulgas com banho periódico no animal. Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/images?q=foto+de+controle+de+pulgas&hl=pt- BR&tbm=isch&ei=qzVzTrrLHoujtgeV34zYDA&start=630&sa=N>. Acesso em: 10/08/2011. 2.3 Controle químico Falaremos agora sobre os métodos químicos que são mais usados pelos profissionais da área de desinsetização. Existem empresas de desinsetização que fazem o controle das pulgas de acordo com os tipos de inseticidas. Os inseticidas que têm como produto ativo alguns organofosforados e piretróides, chamados de knockdown. Existem no mercado diferentes tipos de inseticidas que o profis- sional vai empregar no recinto; entre eles, estão os inseticidas de atividade resi- dual ou de ação residual,que incluem parte dos organofosforados, carbamatos e os inseticidas microencapsulados com ação residual por longo período. Antes de fazer o controle químico de insetos que se alimentam de sangue humano, principalmente pulgas, alguns cuidados precisam ser adota- dos, entre eles estão remover da localidade pessoas, cães, pássaros, peixes, gatos e outros animais domésticos. É importante que o dono do imóvel infor- Inseticidas : são produtos que contêm substâncias ou misturas delas com ingrediente próprio que objetiva matar, controlar ou repelir quaisquer espécies de insetos, em vários estágios de crescimento. Os inseticidas são utilizados nos domicílios, na agricultura, na indústria etc. e ambiente. knockdown: informa a capacidade que certo inseticida tem de matar as pulgas alguns momentos após do contato.
  • 26. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde24 me ao controlador sobre locais onde os animais dormem. Nos dormitórios há maiores incidências de pulgas, e também em locais onde existem frestas os ovos de pulgas se alojam com maior facilidade. Ao aplicar inseticida líquido, por meio de pulverização, deve-se pul- verizar colchões, camas, estrados, sofás, carpetes, tapetes, toda a expansão do chão, canil, cama do animal, garagem e gramado ao redor da residência. É importante salientar que pessoas ou animais não devem transitar e nem permanecer na localidade até a secagem total do inseticida, ou seja, devem se ausentar dos locais pulverizados pelo menos até três horas após aplicação do inseticida. Depois desse tempo, não há problemas quanto à permanência na área na qual foi aplicado o inseticida, exceto no caso pessoas idosas, ges- tantes, crianças de colo e pessoas alérgicas a produtos químicos – as quais terão que se ausentar por um período de 24 horas após aplicação, incluindo neste período de tempo os animais domésticos. Figura 10: Pulverização com inseticida no controle das pulgas. Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.ddcip.com.br/ wp-content/uploads/1267578629_65582482_3-Insetos-formigas-baratas-cupins-aranhas-carrapatos- pulgas-ligue-19-3388-4491-Outros-servicos-1267578629-560x374.jpg&imgrefurl=http://www.ddcip. com.br/dedetizacao-de-baratas-em-prol-da-saude-publica/&usg=__fzjemoeaR37m6v-8GuXugxPra pQ=&h=374&w=560&sz=45&hl=pt-BR&start=172&zoom=1&tbnid=u8FuV-L1kJGm8M:&tbnh=89&tbnw =133&ei=VrByTpzYAcy4tgfX3MzqCQ&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2Bpulgas%2Bcom%2Bcontrol e%26start%3D168%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em 10/08/2011. Resumo Nesta aula, você aprendeu: • Métodos de prevenção; • Métodos de controle mecânico; • Controle químico. Atividades de aprendizagem 1. Questão. O aspirador de pó é muito importante como medida preventiva no controle de pulgas. Que cuidado devemos ter ao descartar as sujeiras que estiverem dentro do filtro do aspirador, após a limpeza? 2. Questão. Que medidas têm que ser tomadas antes de se fazer o controle químico de pulgas?
  • 27. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos AULA 1 Alfabetização Digital 25 Aula 3 – Ectoparasitas: bicho-de-pé Objetivos 1. Conhecer a biologia e comportamento do bicho-de-pé; 2. Oferecer uma visão sobre sintomas de Tunga penetran; 3. Explicar os métodos de prevenção e de controle mecânico e quí- mico de bicho-de-pé. 3.1 Biologia e comportamento do bicho de pé Este inseto é chamado de bicho-do-pé ou bicho do porco, pois, após a fecundação, a fêmea parasita o hospedeiro. É conhecido também como pulga da areia, cujo nome científico é Tunga penetran, e é distribuído em quase todo globo terrestre com maiores incidências nas regiões da África, Índias Ocidentais, nas regiões tropicais e subtropicais das Américas entre 30o de latitude norte e 30o de latitude sul. A ocorrência nas Américas vai desde o sul dos Estados Unidos até América do Sul, incluindo o Paraguai. No Brasil, T. penetran ocorre em todas as regiões, indo do estado do Amazonas ao estado do Rio Grande do Sul. Este inseto existe com maior frequência em áreas mais pobres urbanas e rurais e também em áreas indígenas. É conhecida por ser a menor das pulgas. O adulto possui coloração marrom avermelhada e mede 1 mm de comprimento, não possuem asas e o corpo é achatado, além da fronte terminando em ponta aguda beneficiando sua penetração na pele do hospedeiro. Tanto o macho como a fêmea são exclusivamente hematófagos, somente a fêmea fecundada vira um parasita intracutâneo permanente. Pelo meio de seu aparelho bucal, a fêmea grá- vida possui a capacidade de perfurar a pele e alojar no hospedeiro (porco, homem e outros mamíferos) para se alimentar do sangue. Esta espécie é endêmica e uma grave questão de saúde pública. Figura 11: Fronte em ponta aguda de Tunga penetrans favorece sua penetração na pele do hospedeiro. Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.portalsaofrancisco.com.br/ alfa/bicho-de-pe/imagens/bicho-de-pe-1.jpg&imgrefurl=http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/bicho- de-pe/&usg=__4K2y-M0s1QgrOgWiCjUunU3WLPo=&h=222&w=250&sz=9&hl=pt-BR&start=1&zoom=1&tbnid= CtxHGj7TZU4XWM:&tbnh=99&tbnw=111&ei=Iy57TvqkIMytgQfp3ozJAQ&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2BTunga %2Bpenetrans%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DX%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em 11/08/2011.
  • 28. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde26 Assim que a fêmea grávida do bicho-de-pé se instala no hospedeiro, começa a sucção de sangue para o desenvolvimento dos ovos, ocasião em que seu abdômen pode obter o diâmetro de 1 cm. Isto ocorre em cerca de 1 a 2 semanas após contato. Ao adentrar no hospedeiro, seu último segmento abdominal fica paralelo com a superfície da pele, assim, ela coloca a cabeça, o tórax e a parte do abdome, permanecendo no exterior o estigma respira- tório e o ânus, por meio do qual elimina fezes e ovos ao ambiente. Após a penetração, a fêmea pode expelir de 150 a 200 ovos durante um tempo de 7 a 10 dias. Em seguida, a fêmea morre, em aproximadamente 3 a 4 dias, ela é eliminada do local por contratura ou é expulsa pela reação inflamatória da pele, ao romper a epiderme, e a pele fica exposta como uma escara. Este inseto tem a preferência por viver em terreno arenoso não en- charcado, chão úmido, com pouca iluminação e ventilação, onde dará origem às larvas e pupas. Precisamos ressaltar sobre a forma de disseminação do bicho-de–pé: a cada movimento dos reservatórios bióticos (homens e outros mamíferos), existe o deslocamento de areia, leivas de grama, madeira e ou- tros componentes abióticos da cadeia, introduzindo o inseto na forma adulta ou de transição para outras áreas, gerando novos focos, ou reintroduzindo o agente nas áreas infestadas (focos endêmicos). Figura 12: Fêmea e macho de Tunga penetran. Fonte: Disponível em: <http://cblogvs.blogspot.com/2011/08/tunga-penetrans-pulga.html>. Acesso em 12/08/2011. Falaremos agora sobre ciclo biológico de Tunga penetran que com- preende a fase de ovo, larva, pupa e adulto. Às 58 horas após a postura, nascem as larvas, no chamado primeiro estágio. As larvas do segundo instar (estágio de crescimento entre duas alterações sucessivas) surgem 24 horas depois da emergência da larva de primeiro instar. As duas formas de larvas são subterrâneas, elas se alimentam com grande apetite dos detritos orgâni- cos, principalmente, de fezes. As larvas geram as pupas que, em sua volta e por um tipo de fios de seda delicado e pegajoso, tipo exoesqueleto, agregam as partículas de areia, restos de folha e outros materiais. O período de pupa- ção é de 3 dias. O estágio de pupa vai acontecer 14 dias depois da postura. Quando esta está pronta, rompe o casulo e sai, e acontece o surgimento do adulto, ou seja, 17 dias depois da postura começa o ciclo novamente. O ma- cho e a fêmea no ambiente copulam. A fêmea grávida busca hospedeiro para adentrar na sua pele. Jamais se acha um macho inserido num hospedeiro, ele está sempre procurando uma fêmea para acasalar. Escara: é uma crosta resultante da modificação da epiderme devida à ferida Caro estudante, para que o biológico de Tunga penetran aconteça dentro de 17 dias, é preciso que a temperatura esteja entre 24-260 C; já em temperaturas mais baixas, o período de ovulação é bem maior, aproximadamente de uma semana.
  • 29. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 27 Assim que os ovos de Tunga penetran são expelidos, eles caem em chão úmido e sombreado onde eclodem as larvas e, em seguida, as pupas. As larvas são de vida livre e vivem em locais sombreados com chão de terra, em solos arenosos e praias. Já os adultos habitam em ambientes de solo are- noso, quentes e secos, eles são mais frequentes em chiqueiros de porcos e peridomícilio. Esta espécie tem como características residir em lugares que tem fezes de animais. Muitas das vezes as fezes são usadas como adubo em áreas cultivadas que causam infestações aos pés das pessoas ao trabalharem nas lavouras, proporcionando, assim, um grande problema domissanitário em áreas rurais. Figura 13: Ciclo biológico de Tunga penetran. Fonte: Disponível em: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.dedetizadorailha. com.br/imagens/pulga-ciclo.gif&imgrefurl=http://www.dedetizadorailha.com.br/pulga_ s1.html&usg=__v7nIl5MFYeIcqijtOmkcxC6NubE=&h=250&w=238&sz=10&hl=pt-BR&start=1&zoom=1& tbnid=OKgPcgapr-aflM:&tbnh=111&tbnw=106&ei=9Rp7TuD4IdO_tgf4pYjyDw&prev=/images%3Fq%3D foto%2Bdo%2Bciclo%2Bde%2Bvida%2Bde%2Bbicho%2Bde%2Bp%25C3%25A9%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG %26tbm%3Disch&itbs=1. Acesso em 11/08/2011. 3.2 Sintomas de Tunga penetran A tungíase é uma enfermidade causada pela pulga Tunga penetrans, ectoparasito obrigatório em animais homeotérmicos. Os locais preferenciais da fêmea parasita são os espaços interdigitais, sob as unhas e a sola dos pés, calcanhar, porém, a fêmea pode-se alojar em qualquer local do corpo. Os sintomas começam com uma leve coceira no local, até reação inflamatória e inchaço, ocorrem também úlceras dolorosas e, ainda, depois da saída da fêmea, pode acontecer infecção secundária por Clostridium tetani (tétano), Clostridium perfringens ou fungos (Paracoccidioides brasiliensis). Dependen- do do estágio da infecção, é bom que se procure o médico para a remo- ção do bicho-do-pé e diagnóstico; assim, evitam-se ou diminuem os riscos de complicações decorrentes da infecção. É essencial eliminar não somente a fêmea, mas, também que seus ovos sejam completamente extraídos de dentro da pele. Dependendo da gravidade da ferida, é interessante que se vacine contra o tétano. Animais homeotérmicos ou endotérmicos: são os mamíferos e as aves, que mantêm a temperatura corporal interna sempre constante, sem influência das alterações da temperatura do ambiente externo.
  • 30. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde28 É importante que os ovos de Tunga penetran sejam completamente retirados de dentro da pele. Durante esta operação, não se deve ferir a pele saudável que o circula a área infectada. Terminando a remoção dos ovos, deve se fazer curativo à base de antisépticos e bactericidas. Falando um pouco mais sobre os sintomas do bicho-de–pé, deve-se notar que existe ocorrência em que sujeitos sofreram contínuas infecções causadas por esse inseto, podendo abranger até 200 desses indivíduos sob a epiderme, a camada externa da pele. Isso origina feridas sérias. As le- sões abertas servem de entrada para vários microorganismos causativos de doenças. Precisamos deixar claro que infecção bacteriana das lesões pode proporcionar tétano e gangrena. Figura 14: Sintoma da tungíase causada pela pulga Tunga penetrans. Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.portalsaofrancisco. com.br/alfa/bicho-de-pe/imagens/bicho-de-pe-9.jpg&imgrefurl=http://www.portalsaofrancisco. com.br/alfa/bicho-de-pe/bicho-de-pe-3.php&usg=__x632DW1mWZAaf-XhxQXzeaaItFk=&h=563&w= 750&sz=34&hl=pt-BR&start=126&zoom=1&tbnid=08LroFZy9BebBM:&tbnh=106&tbnw=141&ei=VRl7T p3uOYGXtwfu65DkDw&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2Bbicho%2Bde%2Bp%25C3%25A9%26start% 3D105%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em: 12/08/2011. Falaremos agora sobre as reações alérgicas. Tanto as pessoas como os mamíferos podem se deparar com esse sintoma ao serem picados por Tun- ga penetran. As reações alérgicas trazem grande desconforto, pois a região mordida apresenta forte coceira (prurido). É interessante ressaltar que pelo ato de coçar pode se aumentar a ferida, que, posteriormente, pode infeccio- nar. Há relatos de gatos e cães em que a pelagem dá lugar a lesões sérias. 3.3 Métodos de prevenção Podemos dizer que em recinto doméstico onde existem animais de estimação, deve-se conservar a higiene. Além da higiene, aconselha-se fazer a dedetização periódica da localidade, com orientação de um profissional da área. Ao aplicar produtos antipulgas, deve-se retirar as pessoas e os animais do local para não intoxicá-los, e é bom que sejam seguidas as recomendações do fabricante do produto no seu rótulo. Também é recomendável pedir orientação do médico veterinário, para que o combate Tunga penetran seja eficiente e não prejudique outros organismos que habitem no mesmo ambiente. Precisamos deixar claro que a tungíase é uma doença com alta mor- bidade em regiões urbanas e rurais pobres, onde algumas pesquisas apontam Morbidade: é a relação entre o número de casos de moléstias e o número de habitantes em dado lugar e momento
  • 31. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 29 que entre 16 e 54% das crianças são mais expostas e, frequentemente, mais infestadas com tungíase; no entanto, muitas das vezes esta doença é negli- genciada pelos serviços públicos de saúde e pela própria população que não tem conhecimento sobre as prováveis complicações em função de infecções secundárias. É importante que a população das regiões mais infestadas com tungíase acione a Secretaria Municipal de Saúde de seu município, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que é um órgão responsável pela saúde pública, para fazer o controle ou reduzir o número de casos dessa doença. O diagnóstico é basicamente clínico e o tratamento consiste, essen- cialmente, na extração da pulga com material cirúrgico esterilizado. Embora algumas pesquisas não tenham sido concluídas, o emprego de ivermectina oral no tratamento de tungíase em seres humanos tem comprovado relativa eficácia. Antes de se tomar qualquer remédio, o melhor é procurar um mé- dico. Já para tratamento em animais, especialmente cães e gatos, pode-se utilizar desse medicamento. 3.4 Métodos de controle O controle de Tunga penetrans é um trabalho de campanha de saú- de pública. Por isto, ele deverá ser atingido em área com problema de infes- tação com esta espécie, pois é interessante pulverizar toda região infestada, que podem ser áreas ao redor das habitações ocupadas ou não, ruas, ter- renos baldios, incluindo residências particulares. Pode se pulverizar similar com tanque de 150 litros e calibrada para 200 libras de pressão e pistola HG aberta para leque. A máquina calibrada nessa condição pode pulverizar 3.936 m2 com os 150 litros de calda. A calda pode ser preparada com uso de 15 envelopes do produto Icon 10 PM por máquina, o que dá um consumo de 105 envelopes por dia de trabalho. No mercado, há outros inseticidas que podem ser aplicados tam- bém, e pode-se trocar o Icon pelo Cymperator. Antes de se fazer a aplica- ção, deve-se procurar um profissional da área. O controle químico de Tunga penetran deverá acompanhar seu ciclo de vida, pois somente larvas e adultos são controladas. Em virtude de esse ciclo de vida ser diferente entre larvas e adultos, deve-se repetir a operação a cada 15 dias para interromper o ciclo do parasita, ou seja, fazer de 3 a 4 aplicações na área externa ao redor das residências sobre o chão de areia e, ou argila, chiqueiros e outros locais infestados com esta praga. Precisamos ressaltar que as medidas preventivas são essenciais no controle do bicho-de-pé. Entre elas, estão algumas atividades que deverão ser implementadas como: - captura de cães vadios que são importantes dis- seminadores do parasita; - tratamento dos cães domiciliados infectados; - tratamento das pessoas infectadas; - orientações nas escolas; - orientações nas comunidades urbanas e rurais. Agindo assim, há grandes possibilidades para se evitar novos focos de infestação do parasita e, consequentemente, livrar as pessoas da tungíase.
  • 32. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde30 Resumo Nesta aula, você aprendeu: • Biologia e comportamento do bicho-de-pé; • Sintomas de Tunga penetran; • Métodos de prevenção; • Métodos de controle. Atividades de aprendizagem 1a Questão. O que acontece quando a fêmea do bicho-de-pé morre? Explique. 2a Questão. O macho e a fêmea do bicho-de-pé acasalam-se em ambiente nor- mal. Após a cópula, o que acontece com a fêmea e o macho dessa espécie? 3a Questão. Assista ao vídeo sobre bicho-de-pé e faça um breve comentário relacionando-o com a educação sanitária. Esse vídeo está disponível no site: <http://www.youtube.com/watch?v=V_o5Wd_yYAM>.
  • 33. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos AULA 1 Alfabetização Digital 31 Aula 4 – Ectoparasitas: piolhos da cabe- ça em humanos Objetivos • Conhecer a biologia e comportamento do piolho da cabeça em humanos; • Descrever os sintomas de Pediculus humanus var capitis; • Explicar os métodos de prevenção, controle e tratamento químico de bicho-de-pé. 4.1 Biologia e comportamento do piolho da ca- beça Piolhos são ectoparasitas pertencentes à ordem Phtiraptera. Este inseto tem o nome científico de Pediculus humanus var capitis, não tem asa e nem salta, são visíveis e pequenos, chegando a 3 mm de tamanho com o corpo achatado, possuem seis pernas curtas, adaptadas para segurar o cabe- lo das pessoas. Esta espécie vive somente no couro cabeludo dos seres hu- manos, não existe noutra parte do corpo nem em outros animais. Alimenta- -se de sangue humano e parasita o couro cabeludo, onde se aquece. Muitas das vezes esta espécie é difícil de ser achada, pois tem o comportamento de se esconder, quando há uma alteração de cabelo, e também a cor deles é, normalmente, parecida com a cor do cabelo. A fêmea põe oito a 10 ovos lêndeas por dia, e 160, ao longo da vida, sobre o couro cabeludo. Estes ovos são chamados de lêndeas, que são ovais, pequenas, de aproximadamente 0,5 mm, que ficam aderidos aos fios de cabelo por uma espécie de cimento muito firme (substância quitinosa) liberada pela fêmea. Figura 15: Pediculus humanus var capitis piolho da cabeça. Fonte: Disponível em: <http://3.bp.blogspot.com/_qzozO6lSKWc/S3FMpGOPbhI/AAAAAAAAK_E/ tMkT74KlSvg/s1600-h/piolho-humano-um-devorador-de-sangue-2869797-1623.jpg>. Acesso em: 12/08/2011. Casos autóctones: Quando as pessoas são infectadas no mesmo lugar onde vivem. Ou seja, a doença não foi trazida de outras regiões por onde passaram.
  • 34. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde32 O período de duração das lêndeas é de aproximadamente 8 dias depois da postura, chamado de período de incubação; dentro de mais oito dias, temos um piolho adulto pronto para a reprodução, ou seja, rapidamen- te, os piolhos alcançam o estado adulto e as fêmeas começam a pôr os ovos. Os piolhos adultos têm uma expectativa de vida de 40 dias. Eles se alastram muito rapidamente sobre a cabeça das pessoas, agarrando-se aos fios do cabelo para se moverem depressa. Agarram-se com muita força, o que torna difícil retirá-los do couro cabeludo e do cabelo. Observaremos agora que as lêndeas (ovos) são esbranquiçadas, por isto elas são mais fáceis de serem encontradas que os piolhos. Infelizmente, as lêndeas são difíceis de serem retiradas quando penteamos, pois ficam presas ao cabelo. As lêndeas são hermeticamente fechadas, o que dificulta a ação dos medicamentos sobre elas, tornando-se mais resistentes aos pro- dutos químicos que o próprio piolho; por isto, para que o tratamento seja eficaz, é preciso conhecer o ciclo desta espécie. Figura 16: Lêndea presa ao fio de cabelo. Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot. com/_pMxMXFn7L-4/THvW88PJtMI/AAAAAAAAQQ0/yAG0xe3dEWg/s200/L%C3%AAndea. jpg&imgrefurl=http://www.mdsaude.com/2010/08/piolho-lendeas-remedios-tratamento.html&usg=__ FoZVkgSlIioXxRyCts1P95Vor6I=&h=178&w=200&sz=3&hl=pt-BR&start=4&zoom=1&tbnid=msgT54jVmTGZ yM:&tbnh=93&tbnw=104&ei=AhqCTumrJcW2twevwYz3AQ&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2Bl%25C3 %25AAndeas%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em: 12/08/2011. Os piolhos têm um bom apetite e a cada 3 horas alimentam-se do sangue do couro cabeludo e, ao alimentar, eles injetam uma substância anes- tésica na pele que provoca uma infestação, de contágio muito fácil e desen- volvimento muito rápido, provocando dermatoses. Este parasita se prolifera, sobretudo, em ambientes quentes e úmidos. 4.2 Sintomas de Pediculus humanus var capitis O ato de coçar intensivamente pode gerar feridas no couro cabelu- do. A pediculose é uma infecção provocada pela infestação do piolho adulto e lêndeas no couro cabeludo. As consequências da pediculose são intensas coceiras no couro cabeludo, podendo causar feridas com aspecto de crostas, provocadas pela picada do parasita e, posteriormente, as feriadas se tornam aberturas para infecções bacterianas, como impetigo, além do aparecimento
  • 35. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 33 de gânglios. Além do mais, as feridas podem facilitar o acesso de microorga- nismos como germes e bactérias dentro da corrente sanguínea, uma vez que a cabeça é ricamente vascularizada. As pessoas que adquiriram o parasita devem se tratar imediatamente. Ressalta-se que a transmissão é mais fácil em escolas, colônias de férias ou entre familiares. Observaremos agora que, dependendo do grau de infestação do parasita na pessoa, podem se apresentar coceiras intensas, vermelhidão, manchas. Nas pessoas alérgicas podem ocorrer reações alérgicas, inflama- ções, infecções, dermatites ou mesmo anemias. As principais causas de in- festações por esses insetos são descuidos em relação à higiene pessoal, aglo- merações e o uso objetos contaminados pelo piolho. Figura 17: Pessoa com pediculose e piolho. Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.reinaldoribela. pro.br/galeria_imgs/saude/dst/pediculose_pubiana/images/pediculose%2520pubiana%2520- %2520monte%2520de%2520venus_png.jpg&imgrefurl=http://www.reinaldoribela.pro. br/galeria_imgs/saude/dst/pediculose_pubiana/pages/pediculose%2520pubiana%2520- %2520monte%2520de%2520venus_png.htm&usg=__wV51nQe9Ih5bkiFZ6RtziMQygqw=&h=250&w=37 4&sz=33&hl=pt-BR&start=6&zoom=1&tbnid=db_We3kSnNxHCM:&tbnh=82&tbnw=122&ei=XRuCTrXH C4O6tgfY-ZXmAQ&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2BPediculose%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG%26tb m%3Disch&itbs=1>. Acesso em: 13/08/2011. 4.3 Métodos de prevenção As pessoas adultas ficam bem mais envergonhadas que as crianças com a presença deste inseto. Esse constrangimento normalmente ultrapas- sa a importância que os piolhos possam representar para a saúde pública. Muitas das pessoas não utilizam adequadamente os produtos químicos – o que vem causar prejuízo. A aplicação constante de produtos químicos no couro cabeludo pode originar reações graves na cabeça de algumas pessoas, principalmente, as alérgicas. Precisamos deixar claro que muitas das vezes os pais, na sua frustração no controle do parasita, podem usar como recurso de controle os produtos que não foram examinados para emprego humano e que não demonstram ter qualquer resultado na redução dos piolhos da cabe- ça e que, às vezes podem intoxicar as pessoas. Portanto, as pesquisas têm buscado um produto químico que altere as condições do habitat do parasita no couro cabeludo. Até que os resultados das pesquisas não se realizem, uso do pente fino de metal e exame periódico da cabeça dos seres humanos, principalmente das crianças, é a melhor prevenção. Falaremos agora sobre a propagação dos piolhos. A população de piolhos numa cabeça humana não é atingida pela limpeza da casa, lavagem
  • 36. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde34 dos cobertores, lençóis, fronhas, etc. A propagação do inseto é realizada pelo contacto humano com pessoas que possuem o parasita. Portanto, a transmissão do piolho é realizada: pelo contato direto de pessoas infesta- das; - pela utilização coletiva de objetos como travesseiro, almofada, lenço de cabeça, presilha, boné, pente, encostos de cadeiras, assentos de carros e outros. Os métodos de prevenção contra os piolhos são: - vistoriar a cabeça diariamente à procura de piolhos e lêndeas; lavar a cabeça de preferência diariamente e não deixar que os cabelos fiquem úmidos e prendê-los somen- te quando estiverem secos; - pentear constantemente com pente fino para remover piolhos e ninfas, não utilizar roupa nem objetos de outras pessoas que possam estar infectados, lembrando que os piolhos podem sobreviver por três dias sem se alimentarem; ao entrar em contacto com pessoas que tenham piolhos, empregar um repelente contra este parasita. Pode-se afirmar, sem nenhuma dúvida, que as palestras feitas regu- larmente em escolas particulares, da rede pública municipal, estadual, cre- ches, orfanatos e igrejas, para alunos, pais e professores, ainda é o melhor método de prevenção, pois leva o esclarecimento sobre o piolho de cabeça e sua consequência para os seres humanos. As palestras sempre vão destacar a importância de se verificar assiduamente a cabeça da criança à procura de piolhos e, ou lêndeas, os quais devem ser retirados imediatamente e, a esco- la, notificada de tal ocorrência, deve optar pela melhor forma para resolver o problema, pois, a omissão somente beneficia a proliferação do parasita. É lógico chegarmos à conclusão de que as palestras utilizadas com álbum seriado, slides, vídeos só esclarecem de forma ilustrativa a biologia do piolho e também como prevenir e tratar do parasita e suas consequências, além da distribuição de panfletos educacionais, pente-fino, adesivo e imã do programa contra a proliferação do piolho da cabeça. 4.4 Métodos de controle É importante perceber que o piolho existe, e ele pode estar pre- sente em vários lugares, e, quando a pessoa percebe, o parasita já está atuando em seu couro cabeludo. Deve-se fazer o controle do piolho no couro cabeludo, pois é quase impossível retirá-lo individualmente. Assim que se detecta a infestação do inseto, pode se executar o tratamento com o produ- to adequado indicado pelo médico. Portanto, precauções devem ser tomadas no controle do parasita. Deve-se utilizar do mesmo tratamento para todas as pessoas que tenham ou que estão infestadas com o parasita. Lembrando que os produtos antipiolhos indicados pelo médico, ao serem aplicados no couro cabeludo do sujeito, não podem entrar em contato com os olhos, boca ou nariz; também é essencial lavar as mãos depois de cada aplicação e guardar os produtos longe do alcance das crianças. Falando um pouco mais sobre o tratamento com o uso do pente- -fino, ressalta-se que é essencial usá-lo diariamente. Ao passá-lo, utilize sem- pre um tecido branco para impedir que os piolhos caiam na veste. Lêndeas, Ninfas: são piolhos em estágio de desenvolvimento Caro aluno, repare como esse ponto é importante: por motivo de segurança, as mulheres grávidas ou que estão amamentando e crianças até aos dois anos não podem usar todo o tipo de produtos, pois pode prejudicar a saúde.
  • 37. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 35 ninfas e piolhos que caírem no tecido devem ser colocados em uma solução que contenha vinagre diluído em água, por um período de 30 minutos, para que sejam mortos. As lêndeas devem ser retiradas empregando as seguintes etapas: - molhar um pedaço de algodão em vinagre dissolvido em água na proporção de 1:1; - selecionar três ou quatro fios de cabelo que estejam com lêndeas; - com ajuda do algodão encharcado em vinagre dissolvido, envolver os fios de cabelo de três ou quatro no máximo, apertando-os entre os dedos; - puxar pausadamente no sentido da base do cabelo para a ponta e com a outra mão, segurar a base do cabelo para não machucar a criança; - alterar sempre que necessário o algodão, abandonando-o em um frasco com vinagre dissolvido em água para matar as lêndeas. Figura 18: Método de controle com pente-fino. Fonte: Disponível em: <http://br.ruadireita.com/images/product/17033/5e771facc1905326fd58c35 0c54f2191.jpg>. Acesso em: 14/08/2011. Podemos dizer que as pessoas que tenham piolhos não devem raspar seu cabelo por causa do parasita, mesmo que seja um homem, pois há outros métodos que o sujeito pode usar para se libertar do parasita sem precisar ficar careca, como utilização de xampus próprios para o caso, produtos que acabem com estes insetos, não se esquecendo de pentear seu cabelo com pente-fino várias vezes ao dia. Tome cuidado com os objetos de outras pessoas que podem conter estes insetos que se reproduzem rapidamente. Procure evitar o contato muito próximo com indivíduos que tem lêndeas ou piolhos. 4.4.1 Tratamentos químicos Antes de optar por um tratamento químico no controle do parasita é importante verificar as observações mais relevantes, como: - certifique-se antes de iniciar o tratamento químico na cabeça se há o parasita e, se não existe, ignore este tratamento. É essencial lembrar que não tem tratamento químico preventivo, por isso, ao aplicar o produto, ele não terá resultado e poderá contribuir para que os piolhos criem resistência aos tratamentos químicos; – crianças com menos de dois anos de idade, mulheres grávidas ou que estejam amamentando ou indivíduos com irritação ou inflamação no couro cabeludo não devem receber tratamentos químicos. Neste caso, o me- lhor é procurar um médico; – ao aplicar os produtos na cabeça não deixe cair Caro aluno, repare como esse ponto é importante: jamais usar querosene, Neocid ou qualquer outro inseticida, pois são tóxicos às pessoas. Ferver os objetos pessoais, tais como: pente, boné, lençol e roupas é outra medida de prevenção.
  • 38. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde36 nos olhos, boca ou nariz; – observar o cheiro dos produtos, pois vários têm cheiro muito ativo e isso pode causar irritação na pessoa, principalmente quando ficar por um período maior de tempo; - antes de aplicar um produto, leia primeiro o rótulo na embalagem e aplique a dose recomendada, e nunca use uma dose acima da dose recomendada do produto, na tentativa de eli- minar de vez o parasita. Falando um pouco mais sobre tratamentos químicos; nunca utilize inseticidas, álcool desnaturado, querosene, gasolina, etc. na cabeça; - não utilize secador de cabelo após o tratamento, pois o calor pode deixar o produto inativo e nem lave o cabelo pelo menos dois dias após o tratamen- to; - aplique o produto em todos os fios de cabelo e faça massagem, deixe ficar durante 20 minutos e penteie com pente-fino. - os produtos químicos, na maioria das vezes, só matam os piolhos adultos e não apresentam efeitos sobre as lêndeas. Por este motivo, deve se repetir a aplicação após sete dias da primeira aplicação, com intuito de matar quaisquer piolhos que tenham nascido após a aplicação inicial. No entanto, a existência de piolhos vivos mostra que o produto aplicado não é eficaz. Portanto, deve ser aplicado um novo produto com um ingrediente ativo diferente. Deve-se ler sempre o ró- tulo da embalagem antes de se utilizar um produto químico. Resumo Nesta aula, você aprendeu: • Biologia e comportamento do piolho da cabeça; • Sintomas de Pediculus humanus var capitis; • Métodos de prevenção; • Métodos de controle; • Tratamentos químicos. Atividades de aprendizagem 1. Questão. O que são lêndeas e qual é sua cor? 2. Questão. Quais são os parasitas mais difíceis de serem retirados do couro cabeludo, as lêndeas ou o pilho? Por quê?
  • 39. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos AULA 1 Alfabetização Digital 37 Aula 5 – Ectoparasitas: percevejo de cama Objetivos • Conhecer a biologia e comportamento do percevejo de cama; • Descrever os sintomas de Cimex lectularius; • Explicar os métodos de prevenção e controle do percevejo de cama. 5.1 Biologia e comportamento do percevejo de cama O percevejo de cama pertence à ordem dos Hemípteros, da família Cimicidae, cujo nome científico é Cimex lectularius, mundialmente conheci- dos como bed bugs. Os adultos medem de 4,5 a 7,0 mm de comprimento e o corpo tem formato oval e achatado no sentido dorso-ventral. Possuem uma coloração castanho-avermelhada e, após alimentar-se de sangue do hospe- deiro, seu corpo permanece inchado e com uma coloração vermelho escuro. Esta espécie não tem asas e só pode rastejar de uma superfície para outra com suas seis patas. Os mais novos dificilmente podem ser vistos a olho nu. Figura 19: Adulto de Cimex lectularius. Fonte: Disponível em: <http://www.guaruclean.com.br/2011/index.php?option=com_content&vie w=article&id=76&Itemid=83>. Acesso em 14/08/2011. Podemos dizer que os machos acabam o acasalamento, apenas as fêmeas recém alimentadas, aproximadamente, 36 horas depois da última alimentação. A fêmea ovipõe de forma isolada e no interior dos abrigos. O tempo de incubação dos ovos está relacionado com a temperatura, isto é, abaixo de 13ºC a eclosão cessa; com aproximadamente 18ºC, o tempo de eclosão é de 23 dias; com a temperatura 28ºC, o tempo de eclosão dos ovos oscila entre 5 e 6 dias; com a temperatura mais elevada, em torno de 23ºC,
  • 40. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde38 os ovos eclodem em 4 dias. Com a fêmea bem alimentada, a oviposição persiste em torno de 11 dias, sendo que cada dia a fêmea ovipõe aproxima- damente 3 ovos. Com o fornecimento adequado de sangue pelo hospedeiro e a temperatura ambiente favorável, a reprodução continua até 12 meses e a fêmea pode ovipositar em torno de 500 ovos. Os ovos têm uma colora- ção branco-amarelada com um tamanho quase de 1 mm de comprimento e, geralmente, a fêmea coloca os ovos deitados e aderentes aos abrigos em virtude da substância adesiva que os envolve. Figura 20: Fêmea e macho de Cimex lectularius. Fonte: Disponível em: <http://www.pragas.com.br/pragas/geral/percevejo_cama.php>. Acesso em: 15/08/2011. O percevejo de cama reside nas frestas dos estrados das camas e nos colchões, que são os locais mais comuns para se alimentar e pôr seus ovos; ainda podem servir de esconderijo para esta espécie poltronas, cadei- ras estofadas, fendas nas paredes e molduras de quadro e pilhas de roupa, móveis, debaixo de carpetes, dentro de gaveta, por detrás dos rodapés e em redor das esquadrias das janelas e portas, papéis de parede e tecidos para decoração, ou seja, o percevejo de cama tem como moradia, praticamente, local seco, com pouca ou nenhuma luminosidade e mínimo fluxo de vento, onde esta espécie fica escondida durante o dia e ataca durante a noite na hora que a pessoa está dormindo. Dependendo dessas características an- teriormente citadas, esta espécie de inseto pode residir em casas, hotéis, pensões, escolas, etc. O Cimex lectularius é rápido e ágil, e ao ser encon- trado em um esconderijo, logo, irá passar rapidamente para outro refúgio. Também gosta de trafegar em roupas, bagagem, móveis e outros meios de transporte. Pode-se afirmar sem nenhuma dúvida que os locais onde residem muitas pessoas, principalmente as hospedarias, são os lugares mais propícios para a invasão desta praga. O Cimex lectularius prefere alimentar-se de sangue do ser humano, embora também se alimente de sangue de mamíferos e aves. Esta espécie de inseto ataca à noite, sugando qualquer parte do corpo do sujeito, princi- palmente na face, pescoço, tronco superior, braços e mãos. O percevejo de cama pode sobreviver até seis meses sem alimento. Precisamos deixar claro que tanto o macho como a fêmea sugam o sangue do hospedeiro.
  • 41. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 39 Falando um pouco mais sobre Cimex lectularius, na fase adulta, este inseto consegue sobreviver até um ano sem se alimentar; ao ficar longe da moradia por um período menor que 12 meses, não há segurança ao retornar e achar que a residência esteja livre dessa praga. Pode-se estar enganado. A ocorrência deste inseto não se relaciona com sujeira, pois ele se alimenta de sangue e não de matéria orgânica, ou seja, uma habitação mais limpa pode ter esta praga, porém, uma moradia desarranjada proporciona mais espaço para que o percevejo de cama possa se alojar. 5.2 Sintomas de Cimex lectularius É uma espécie de inseto hematófago, e normalmente fica escondido durante o dia, pica as pessoas durante a noite principalmente quando elas estão dormindo. Eles inserem uma extensão da boca, semelhante a uma se- ringa, na pele do hospedeiro para fazer a refeição em qualquer parte expos- ta da pele, isto é, não têm preferência por uma parte específica do corpo; o tempo que o percevejo de cama leva para sugar o sangue e ficar saciado é de três a dez minutos e, ainda, enquanto a pessoa está sendo picada é difícil ser acordada. Atenção: Caro aluno, repare como esse ponto é importante: a picada do percevejo de cama é mais irritante do que realmente nociva, já que esta espécie não transmite doenças para os seres humanos. Quando o inseto perfura a pele para sugar o sangue, ele libera um pouco de saliva na pele machucada da pessoa, e com o decorrer do tempo, a exposição constante à saliva pode proceder em uma reação alérgica, muitas das ve- zes, acompanhada de coceira e inchaço, principalmente em indivíduos mais sensíveis; as feridas ficam esbranquiçadas. Portanto, quando uma pessoa for picada, o melhor é não coçar, senão as picadas podem causar irritação e inflamação cutâneas. Outro método usado para detectar a presença do percevejo de cama é através das manchas de cor marrom avermelhada nos lençóis que também devem ser observadas, mostrando que Cimex lectularius está se alimentando do sangue humano. Para acabarem com o desconforto, os remédios anti-histamínicos ou anti-inflamatórios encontrados nas farmá- cias, geralmente, são tudo de que o sujeito necessita. Figura 21: Picadas de Cimex lectularius em humanos. Fonte: Disponível em: <http://www.pragas.com.br/pragas/geral/percevejo_cama.php>. Acesso em: 15/08/2011.
  • 42. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde40 5.3 Métodos de prevenção do percevejo de cama É muito importante realizar busca nos possíveis esconderijos do percevejo de cama e também verificar o surto de infestação, uma vez que esta espécie pode se deslocar de um local para outro, por meio das roupas de cama, malas e outros objetos. Portanto, uma limpeza doméstica frequen- te nos potenciais esconderijos, que inclui a aspiração dos colchões, frestas e orifícios, poderá ajudar a impedir uma infestação, e também a verificação nesses esconderijos são primorosas medidas para se reduzir o problema. Precisamos deixar claro que as paredes, assoalho e as junções precisam ser vedados para dificultar a permanência do inseto e também impedir que as fêmeas ponham seus ovos. Esta operação deve ser estendida, também, a fendas e orifícios nas paredes dos abrigos dos animais domésticos, além de mantê-los limpos. Outro método preventivo é expor ao sol, periodicamente, colchões, roupas, roupas de camas, pois o calor e a luminosidade desabrigam esta praga. Figura 22: Adultos de Cimex lectularius escondidos nas dobras de cortinas. Fonte: Disponível em: < http://encontrodaslobas.blogspot.com/2010/10/utilidade-publica- percevejos-de-cama.html>. Acesso em: 15/08/2011. Nos últimos anos, no país, tem aumentado a ocorrência de infes- tações de Cimex lectularius, principalmente em lugares adequadamente hi- gienizados, e também em locais que possuem um grande fluxo de pessoas, como hotéis, hospitais, laboratórios e aeroportos, além de regiões com baixo nível social e sanitário. Pesquisas realizadas por Nagem e Williams (1992) constataram a presença de percevejo de cama nas favelas ou habitações da periferia da Região Metropolitana de Belo Horizonte. 5.4 Métodos de controle Quando houver suspeita de infestação de Cimex lectularius, deve- -se notificar a ocorrência às autoridades competentes do município para fazer o seu controle. Para que o controle fique mais preciso, antes de se fazer a pulverização com inseticida, deve se fazer uma faxina em toda a
  • 43. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 41 habitação, incluindo a lavagem de roupas, tapetes, etc. a temperatura apro- ximadamente de 60o C; também devem ser removidos do local os animais domésticos e pessoas. Depois de terem sido feitas as operações anteriores, deve-se pulverizar a casa com inseticida, todos os esconderijos prováveis do inseto. Após aplicação do inseticida, as pessoas devem ficar fora da casa por mais que três horas. A rapidez com que, nas populações dessa espécie de percevejo, se desenvolve a resistência aos inseticidas de poder residual estimulou a pes- quisa, visando a aplicação de outros meios de controle. O Cimex lectularius praticamente desapareceu com o uso de inseticidas de efeito residual como o DDT. Este inseticida proporcionou um eficiente controle desta praga, a partir da década de 50. No entanto, nos últimos anos, a ocorrência de in- festações de Cimex lectularius começou a aumentar depois vários anos sem muita alteração. A proibição do emprego do DDT acompanhado com aumento das viagens internacionais e, também, com o acréscimo da densidade popu- lacional de baixas rendas nas periferias das grandes cidades são os motivos mais aceitáveis para retorno desta praga. Os inseticidas organoclorados mais empregados no controle de Ci- mex lectularius foram DDT, BHC (isômero gama), Aldrin e Dieldrin, porém, depois da proibição do uso pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os or- ganofosforados como Diazinon e Malation passaram a ser usados. Ultimamen- te, os percevejos de cama têm se mostrado resistentes a esses inseticidas. http://www.youtube.com/watch?v=3In90D2dsas Resumo Nesta aula, você aprendeu: • Biologia e comportamento do percevejo de cama; • Sintomas de Cimex lectularius; • Métodos de prevenção do percevejo de cama; • Métodos de controle. Atividades de aprendizagem 1. Questão. Quais são as características mais comuns do percevejo de cama? Faça um comentário. 2. Questão. A picada do percevejo de cama transmite doenças para as pes- soas? Justifique. 3. Questão. Atenção: sugiro que você, aluno, faça uma pesquisa sobre per- cevejo de cama no site <http://www.youtube.com/watch?v=3In90D2dsas>. Acesse o vídeo e, de acordo com ele, responda: o que mais lhe chamou a atenção no item educação sanitária?
  • 44.
  • 45. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos AULA 1 Alfabetização Digital 43 Aula 6 – Ectoparasitas: ácaros do pó do- méstico Objetivos • Entender biologia e comportamento do ácaro; • Reconhecer a importância dos sintomas do ácaro da poeira. 6.1 Biologia e comportamento do ácaro Os ácaros pertencem à classe dos aracnídeos e a família dos aracní- deos (aranhas), por isso, possuem oito patas, com aproximadamente 30.000 espécies catalogados e muitas espécies ainda para ser identificadas, por exemplo, ácaros que causam a formação de cravos (Dermodex folliculorum) e ácaros que proporcionam a sarna humana (Sarcoptes scabiei). Nessa disci- plina, vamos dar ênfase aos ácaros da poeira ou ácaros do pó da casa, que são da família Pyroglyhidae, presentes na poeira no interior dos domicílios, no Brasil e também em todo globo terrestre. Existem duas espécies mais importantes no Brasil que são Dermatophagoides pteronyssinus e Dermato- phagoides farinae. O ácaro desse gênero (Dermatophagoides) é tido como o principal agente causador de alergia respiratória em toda região brasileira junto com outro ácaro conhecido como Blomia tropicalis. São organismos com tamanho que varia de 0,3 a 0,5 mm ou 300 e 500 micrômetros de com- primento, invisíveis a olho nu e visíveis apenas ao microscópico. Os ácaros da poeira, ácaros do pó da casa ou ácaros do pó domésti- co são importantes para a patologia humana, são parasitas de vida livre que abrigam nas residências, gostam de se alimentar de escamas de pele humana e de animais, fibras de tecidos, pólen e fungos presentes no ambiente. Consideremos que o indivíduo perde 1g/dia de pedaços de pele seca cutânea por dia, desta forma, os ácaros têm sempre alimentos em abundância, o que auxilia no seu desenvolvimento. Assim, eles podem prosperar na poeira dos travesseiros, colchões, roupas de cama, mantas de lã, almofadas de penas, tapetes, artesanatos, sofás, móveis e pisos das casas, carpetes e outra fibras naturais.
  • 46. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde44 Figura 23: Ácaro do pó doméstico. Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://i604.photobucket.com/ albums/tt122/atrasdamoita/carodomsticosdicasdecomoevita-los.jpg&imgrefurl=http://www. atrasdamoita.com/acaros-domesticos-dicas-de-como-evita-los.html&usg=__aV3o-ylIUyObRVuATdA DYwNxxTU=&h=443&w=434&sz=29&hl=pt-BR&start=41&zoom=1&tbnid=K4fRD3ZhYdPsOM:&tbnh=1 27&tbnw=124&ei=1iqUTv_9BaLZ0QHh5MjHBw&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2B%25C3%25A1car o%2Bp%25C3%25B3%2Bda%2Bcasa%26start%3D21%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em: 16/08/2011. O ciclo de vida dos ácaros do pó da casa acontece com o período de desenvolvimento que se inicia com o ovo até chegar à fase adulta. Esse período tem uma duração de 60 a 115 dias, que vai depender da abundância na alimentação, temperatura e umidade do ambiente em que ele se encontra; eles morrem quando a umidade fica abaixo de 40 a 50%. Os ácaros se desenvolvem melhor nos climas tropicais com a temperatura superior 20º C e a umidade relativa do ar entre 70 a 80%, ou seja, eles gostam de ambientes quentes e úmidos e, ainda, esta espécie prospera em ambiente com ausência ou com baixa intensidade de luz, com baixo arejamento e com acumulação de poeiras. Portanto, em altitudes acima de 1200 m, o desenvolvimento dos ácaros fica afetado, por esta razão, a população humana que mora acima desta altitude pode ter mais alívio de certas alergias oriundas desta espécie. O ciclo de vida do ácaro apresenta as seguintes fases: ovo, larva, protoninfa, deutoninfa, tritoninfa e adulto. Os ovos eclodem as ninfas, que são formas semelhantes aos adultos, mas de tamanho bem menor. As ninfas sofrem diversas alterações até atingirem o estágio adulto. A cada muda, o ácaro troca de pele. Estas peles velhas circulam pelo ambiente e podem ser aspiradas pelas pessoas caindo nas vias respiratórias e ocasionando alergias. Figura 24: Ciclo de vida do ácaro predador Neoseiulus californicus. Fonte: Disponível em: <http://www.agripoint.com.br/default.asp?actA=2&noticiaID=46275>. Acesso em 16/08/2011. A cópula acontece até duas vezes, e a fêmea ovipõe cerca de 30 a 50 ovos, dependendo da abundância na alimentação, temperatura e umidade relativa do ar. A fêmea de ácaro ovipõe seus ovos em vários substratos, como Caro estudante, há diversas espécies de ácaros encontradas nos municípios brasileiros e estas espécies alteram de região para região. Dentro do mesmo município, esta diversidade pode mudar de uma casa para outra.
  • 47. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 45 travesseiros, colchões, tapetes, carpetes, cortina, roupas, sofá, etc.; o local de preferência para desenvolvimento da espécie e também para a fêmea depositar seus ovos é a cama, principalmente, no espaço entre o colchão e o lençol, pois, esse ambiente é apropriado em virtude da temperatura do corpo humano e da umidade causada pela transpiração. 6.2 Sintomas do ácaro da poeira O contágio é pelo contato de um novo hospedeiro, com locais infes- tados, ou com a pele de seres infectados. Os ácaros causam sintomas devido à substância alérgena. As partículas fecais são pequeninas, semelhantes ao grão de pólen. Os excrementos dos ácaros e também os ácaros mortos dispersam-se em poeira fina, sendo inalados e podendo provocar alergias. Algumas alergias respiratórias, como a asma e a rinite alérgica, bem como dermatites alérgicas, podem ser provocadas por esses minúsculos ácaros ou por seus produtos como dejetos, secreções, fragmentos de ácaros mortos, etc. Quando encontrados no meio ambiente, suspensos no ar com as poeiras, são inalados por pessoas, que desenvolvem reação de hipersensibilidade a tais materiais. De acordo com algumas pesquisas, aproximadamente 80% das aler- gias respiratórias estão relacionadas com esses acarídeos. Outras espécies de ácaros presentes nas residências podem provocar dermatites, como a sarna. Portanto, há outros gêneros de ácaros importantes que parasitam e proporcionam algumas doenças como: Demodex, ficam alojados nas glându- las sebáceas causando a formação de cravos ou sarna demodécica; Ssarcop- tes e Notoedres, que são responsáveis por sarnas penetrantes que formam galerias na epiderme; Psoroptes, Octodectes e Chorioptes, que são gêneros responsáveis por sarnas psorópticas, ectodéticas e cariótica, por fim, Der- matophagoides, que é responsável pela maioria dos problemas de alergia respiratória ou dermatites, como asma e rinite alérgica. Figura 25: Impurezas dentro de nossas casas: bactérias, ácaros, resíduos de pó fino, fezes, etc. são as causas de asma, rinites, dermatites, alergias, etc. Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.encatho.com. br/2002/imagens/expositores/incopar/resp.jpg&imgrefurl=http://www.encatho.com.br/2002/ principal/expositores/incopar.htm&usg=__y73SYmQAVHqrTp6Sg1P0HXITpMM=&h=192&w=276&sz=4 5&hl=pt-BR&start=101&zoom=1&tbnid=MeWwM7zLZ8db2M:&tbnh=79&tbnw=114&ei=7jGUTqGPD8u Xtwf7va2MBw&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2B%25C3%25A1caro%2Bp%25C3%25B3%2Bda%2Bca sa%26start%3D84%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em 16/08/2011. Caro estudante, use a internet e acesse o site da (http://people. ufpr.br/~pimo.parana/ arquivos/schuber. pdf) para ter mais informações sobre ciclo do ácaro predador Neoseiulus californicus. Substância alérgena: é a que desencadeia a alergia contida nos dejetos, secreções, fragmentos de ácaros mortos
  • 48. e-Tec Brasil/CEMF/Unimontes Vigilância em Saúde46 Falando um pouco mais sobre alergias, ressalta-se que a concentra- ção de 500 ácaros por grama de poeira é suficiente para provocar crise alér- gica num ser humano, deixando-o com sintomas de falta de oxigênio. Binotti e Oliveira (2011) esclarecem que a “concentração de 100 ácaros por grama de poeira já é o bastante para provocar alergia, embora não gere crise”. Esses autores mostram na pesquisa que Dermatophagoides pteronyssinus es- tavam presente em 55% das casas e que Blomia tropicalis foram encontrados em 14% dos domicílios investigados. Eles relataram que a presença das fezes e as carcaças em decomposição dessas duas espécies, acarretam as alergias e, quando ficam em suspensão no ar, são aspiradas pelos seres humanos, proporcionando-lhes irritação das mucosas da garganta e do nariz e, ainda, em contato com o pulmão, provocam a asma brônquica, chamada popular- mente como bronquite. Figura 26: Concentração da população de ácaros. Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://3.bp.blogspot. com/_-M9Z4n8s5gQ/TEzloMslWMI/AAAAAAAAB34/WdWQUUENhhk/s1600/limpeza%2Bcasa. jpg&imgrefurl=http://blogdalergia.blogspot.com/2010/07/poeira-domiciliar.html&usg=__oT1UN8y mfkAjp7nRmuZGntk5TB0=&h=423&w=493&sz=154&hl=pt-BR&start=54&zoom=1&tbnid=75LFjogViEc rTM:&tbnh=112&tbnw=130&ei=4CuUTvOEPMujtgf7-f30Bg&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2B%25 C3%25A1caro%2Bp%25C3%25B3%2Bda%2Bcasa%26start%3D42%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Dis ch&itbs=1>. Acesso em 17/08/2011. Partindo do princípio de que os ácaros da poeira se desenvolvem muito rapidamente em condições ideais de temperatura e umidade e, tam- bém com abundância de alimentos, fica quase impraticável aboli-los do am- biente doméstico.
  • 49. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos 47 Figura 27: Temperatura, umidade e abundância de alimentos prosperam a vida dos ácaros. Fonte: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.encatho.com. br/2002/imagens/expositores/incopar/resp.jpg&imgrefurl=http://www.encatho.com.br/2002/ principal/expositores/incopar.htm&usg=__y73SYmQAVHqrTp6Sg1P0HXITpMM=&h=192&w=276&sz=4 5&hl=pt-BR&start=101&zoom=1&tbnid=MeWwM7zLZ8db2M:&tbnh=79&tbnw=114&ei=7jGUTqGPD8u Xtwf7va2MBw&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2B%25C3%25A1caro%2Bp%25C3%25B3%2Bda%2Bca sa%26start%3D84%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbm%3Disch&itbs=1>. Acesso em 18/08/2011. Resumo Nesta aula, você aprendeu: • Biologia e comportamento do ácaro; • Sintomas do ácaro da poeira. Atividades de aprendizagem 1. Questão. Por que os ácaros da poeira são importantes para a patologia humana? 2. Questão. Há alguma explicação para o fato de os ácaros do pó doméstico gostarem de colchões? Explique. 3. Questão. Atenção: sugiro que você, aluno, faça uma pesquisa sobre áca- ros do pó doméstico no site <http://www.osacaros.com/os-acaros-do-po-da- -casa.html>. Acesse o vídeo e, de acordo com ele, responda: o que mais lhe chamou a atenção no item vigilância em saúde?
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  • 51. e-Tec Brasil/CEMF/UnimontesEctoparasitas e Animais Peçonhentos AULA 1 Alfabetização Digital 49 Aula 7 – Ectoparasitas: ácaros do pó do- méstico Objetivos • Oferecer uma visão sobre métodos de prevenção e de controle do ácaro da poeira; • Descrever a importância do método de controle químico. 7.1 Métodos de prevenção e de controle O melhor método para se prevenir contra os ácaros da poeira é fazer o controle de sua população, ou seja, reduzir sua população a um nível baixo, que não possa causar alergia ou mesmo crise nas pessoas. Para isto, é importante a implantação de algumas práticas de higiene nas residências que são capazes de reduzir a população dos ácaros, minimi- zando, assim, os problemas de saúde que eles podem proporcionar. Algu- mas medidas trazem bons resultados, como: - colocar o colchão (objeto com o qual as pessoas mantêm um contato mais prolongado na casa, por isto, torna-se o lugar com maior existência da concentração de ácaros) juntamente com o travesseiro ao sol e mudar o seu lado, quinzenalmente; usar coberturas de plástico para colchões e travesseiros; - não utilizar cortinas e tapetes, no lugar das cortinas, é bom colocar por persianas plásticas; - conservar a residência sempre arejada e iluminada é impres- cindível para combater os ácaros; - conservar os alimentos bem fechados nas despensas e não fazer as refeições no sofá ou na cama; - exposição ao ar e sol de utensílios domésticos; - remover com frequência poeira com utilização de aspiradores de pó, lavagem do piso ou limpeza com pano úmido; trocar e lavar com frequência lençóis, fronhas, toalhas, rou- pas, cortinas, etc.; - utilizar coberturas anti-ácaros em poliuretano nos colchões, edredons e almofadas; - fazer a limpeza pessoal e ambiental, incluindo os animais domésticos, cuja presença deve ser impedida no in- terior das residências; - lavagem semanal dos bonecos de pelos.