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ECOLOGIA


     ECOLOGIA (do grego oikos = casa, ambiente; logus = estudo) é a ciência que estuda as relações
dos seres vivos entre si, bem como as relações dos seres vivos com o meio ambiente.
     A Ecologia estuda a estrutura e a função da Natureza.

NOMENCLATURA ECOLÓGICA
1.   Meio ambiente - conjunto de condições físicas e biológicas que cercam o indivíduo, sendo essas
     condições fundamentais para a sobrevivência.
2.   Meio biótico - tudo aquilo que nos cerca e que é dotado de vida ou que morreu recentemente, pois
     no recém-morto algumas células ainda estão metabolizando e, conseqüentemente, produzindo
     energia.
3.   Meio abiótico - tudo aquilo que não é dotado de vida, mas que é necessário à vida, como as
     condições climáticas, a oxigenação, a água etc.
4.   Ecobiose - é a parte da Biologia que estuda as relações existentes entre os seres vivos e o meio
     ambiente.
5.   Alelobiose - é a parte da Ecologia que estuda as relações dos seres vivos entre si.
6.   Hábitat - é um sinônimo de casa, pois é o local específico onde o indivíduo vive. É o “endereço” do
     indivíduo.
7.   Nicho ecológico - é a função que o ser vivo desempenha. O nicho pode ser representado pela
     profissão, porque caracteriza o hábito, aquilo que o indivíduo faz no seu dia-a-dia.
8.   Equivalência ecológica - quando duas ou mais espécies apresentam nichos ecológicos
     semelhantes em diferentes tipos de hábitat.
     Ex.: os búfalos das pradarias americanas e as zebras das savanas africanas, que se nutrem das
     pastagens.




                                                    1
ESTUDO DAS POPULAÇÕES
      População é um conjunto de indivíduos da mesma espécie que vive numa mesma área,
estabelecendo laços de interdependência mais ou menos profundos com os indivíduos das demais
populações ali instaladas.
      Espécie é um conjunto de indivíduos semelhantes, sob vários aspectos, capazes de se reproduzirem
e de produzirem descendentes férteis.




CRESCIMENTO POPULACIONAL
       Cada espécie tem um padrão genético de crescimento; logo, apresenta uma série de exigências para
o seu crescimento.
       As populações controlam o seu crescimento de várias maneiras, a depender de fatores extrínsecos e
intrínsecos.
       Uma população ao se instalar em determinada área enfrenta as condições ambientais, sofrendo um
ligeiro ou demorado processo adaptativo. Se o potencial da população superar as imposições do meio, o
crescimento torna-se bastante acentuado, aumentando o número de indivíduos, pois a natalidade supera a
mortalidade. Ao atingir um determinado tamanho, os fatores limitantes — alimento disponível, espaço —
começam a ser mais sentidos pela população. A partir deste ponto, o tamanho da população começa a
oscilar, aumentando e diminuindo ao redor de um valor médio; isto significa que a mesma atingiu o seu
equilíbrio, que é mantido pela equivalência de suas taxas de natalidade e mortalidade, principalmente, e
também pela equivalência das taxas de emigração e de imigração.




     A alteração brusca de um fator-limitante pode tirar o equilíbrio da população.

      Potencial biótico ou reprodutivo - É a capacidade natural de crescimento de uma população em
condições favoráveis.
      Fator-limitante – é qualquer fator que interfira numa população, dificultando ou impedindo o seu
crescimento natural.
      Resistência ambiental – é o conjunto de fatores capazes de limitar o crescimento de uma
população. Ocorrerá crescimento quando o potencial biótico for maior que a resistência
ambiental, P. B. > R. A. e ocorrerá diminuição quando o potencial biótico da população não
superar as condições limitantes, P. B < R. A.




                                                     2
COMUNIDADES OU BIOCENOSES
     Podemos definir uma comunidade como um conjunto de populações, ou grupo de indivíduos de
espécies diferentes vivendo numa mesma área física, mantendo entre si relações de diversos níveis
ecológicos.




     Frequentemente numa comunidade existe uma espécie que se destaca, seja pela sua capacidade
reprodutiva, seja pelo maior número de indivíduos, seja pelo seu porte físico, sendo bem mais notada que
as outras. Essa espécie é chamada de Dominante e seu nome é usado para designar a comunidade.
Exemplo: Comunidade de pinheirais, comunidade de carnaubeiras etc.
     Ecótone ou Ecótono - Numa determinada área, é muito difícil definir a área de fronteira entre duas
comunidades distintas. Na zona fronteiriça, existem elementos da comunidade A e elementos da
comunidade B, além de elementos específicos dessa região.




     ECÓTONE = Área de transição ou área fronteiriça entre duas comunidades distintas.

     Na ilustração a seguir, I e III representam comunidades distintas e II corresponde ao ecótone:


                                                   ecótone                   III
                                                        II
                          I




                                                    3
Características da zona de ecótone
a) Maior variedade de indivíduos.
b) Maior variedade de nichos ecológicos.




SUCESSÃO DE COMUNIDADES ou SUCESSÃO ECOLÓGICA
         É um processo de mudanças na constituição das comunidades que se sucedem em um determinado
local.
     É um processo lento ou gradual em que ocorre a substituição de uma comunidade por outra, e assim
sucessivamente até o estabelecimento de uma comunidade definitiva, chamada de comunidade CLÍMAX.

Fases da Sucessão
        Ecese - é a comunidade pioneira (inicial). É a espécie que primeiro chega a um local onde não
         existem seres vivos.
        Série ou Sere - é a comunidade intermediária, temporária, que surge no decorrer da sucessão.
        Clímax - é a comunidade final ou definitiva que se estabelece de modo permanente.
         É a que encerra a sucessão. Apresenta grande estabilidade e significa que o ecossistema atingiu a
         sua maturidade.




                                                      4
Sucessão ecológica em lagoa: a) na lagoa recém-formada, ocorrem
                          algas microscópicas (fitoplâncton). b) algumas plantas submersas forram
                          o fundo. c) a lagoa torna-se cada vez mais rasa, ocorrem plantas
                          emersas como a taboa e junco. d) plantas terrestres invadem a área que
                          se transformará aos poucos em floresta.




     Observe que a comunidade pioneira é formada nesse caso por seres microscópicos, passando a
vegetais inferiores, chegando no estágio final a vegetais mais evoluídos.
     A floresta é um bom exemplo de comunidade Clímax, com grande estabilidade (= homeostase ou
homeostasia).




                    A sucessão num ecossistema pode ser descrita como uma evolução em
              direção a uma grande diversidade e, consequentemente, a um grande número de
              nichos ecológicos. No estágio Clímax é atingida uma grande estabilidade
     .        (homeostase), capaz de pronta resposta a um ambiente físico em flutuação.




TIPOS DE SUCESSÕES ECOLÓGICAS
                                                       5
a) Primária.
      b) Secundária.

a) Sucessão Primária

      É aquela que ocorre num local nunca antes habitado.

      Exemplo:
                   LÍquens     Musgos  Ervas  Arbustos  Árvores
        Rocha
         Nua
                   ECESE                        SÉRIES                    CLÍMAX




b) Sucessão Secundária

      É aquela que ocorre num local anteriormente habitado, cujas comunidades foram eliminadas por
modificações climáticas (erupções vulcânicas, incêndios, inundações, glaciações etc), ou pela
intervenção do próprio homem (queimadas, desmatamentos etc).

      Exemplo:
                           Capins    Ervas       Arbustos  Árvores
         Terreno
        Desmatado
                           ECESE             SÉRIES              CLÍMAX



As sucessões ainda podem ser:
I.   Autotróficas;
II.  Heterotróficas.

I.    Autotróficas – quando iniciadas por organismos autótrofos em locais predominantemente
      inorgânicos.
      Exemplo:
                   LÍquens  Musgos  Ervas  Arbustos  Árvores
         Rocha
          Nua
                   ECESE                        SÉRIES                    CLÍMAX




II.   Heterotróficas – quando iniciadas por organismos heterótrofos em locais predominantemente
      orgânicos.
      Exemplo: as sucessões iniciadas em rios poluídos ou sobre restos de vegetais e de animais.




                                                   6
Uma sucessão primária em região de clima temperado.




            Uma sucessão secundária. O bioma da lagoa é substituído pelo bioma da floresta.




ECOSSISTEMA
     Já sabemos que Ecossistema
     Comunidade ou Biocenose (Fatores Bióticos) + Meio-abiótìco ou Biótopo (Fatores Abióticos)

Definição
      É qualquer unidade de área onde os meios biótico e abiótico se inter-relacionam, havendo produção,
troca e aproveitamento de MATÉRIA e ENERGIA. O meio biótico é representado por todos os elementos
dotados de vida, ou que acabaram de morrer, enquanto o meio abiótico compreende as condições físicas e
químicas do ambiente.


Divisão e Generalidades
      O meio biótico é dividido em três grandes categorais: produtor, consumidor e decompositor. Para que
haja vida é necessária uma fonte constante de energia que mantenha o sistema. O Sol é a fonte natural de
energia para todos os ecossistemas.
      A energia entra no meio vivo por uma única via: o vegetal, que, através do pigmento clorofila,
absorve energia luminosa e a transforma em energia química, graças ao processo da fotossíntese. Os

                                                   7
vegetais fotossintetizadores utilizam a energia luminosa para sintetizar açúcar e outros compostos que
servem como reserva de energia.
      No mundo animal, a energia entra sempre através dos herbívoros, animais que se alimentam de
vegetais. Do herbívoro, parte dessa energia é transferida para um carnívoro, que se alimenta do herbívoro
e assim sucessivamente.
      O fluxo de energia é unidirecional; ao passar de um nível trófico para outro, ela vai diminuindo e é
perdida pelo ecossistema.
      Na natureza nada se perde. Os restos de animais e vegetais mortos não são perdidos pela natureza,
pois existe uma categoria biótica, denominada de decompositores (fungos e bactérias saprófitas) que se
encarregam de decompor a matéria morta, tirando dela a energia para sua sobrevivência e deixando no
meio ambiente os seus elementos constituintes. Sem a ação dos decompositores (os carbonos, nitrogênios
e enxofres), elementos existentes na matéria morta, seriam imobilizados, não retornando mais ao meio
vivo.




                                                         Consumidor
                                                          terciário

                                  Consumidor
                                  secundário                                  Consumidor
                                                                              quaternário



                                  Consumidores primários
                                   (pequenos crustáceos,             Produtor (algas
                                    larvas, protozoários)            microscópicas)




              Uma teia alimentar que passa integralmente em meio aquático.
              As setas indicam que o alimento e a energia são transferidos do produtor para os consumidores.
      O dique do Tororó é um excelente exemplo para caracterizar um ecossistema. A água, o cloro, o
oxigênio e a luz representarão o meio abiótico, enquanto as plantas, os peixes, os caramujos, os sapos e
os microorganismos representarão a comunidade biótica.
      Os produtores serão representados pelas plantas da margem, do fundo e as flutuantes e também
pelas algas microscópicas; todas elas são clorofiladas, capazes de transformar a energia solar em energia
química, para fornecê-la a todo o ecossistema.
      Os consumidores são incapazes de utilizar a energia solar diretamente; utilizam a energia produzida
pelos vegetais de uma maneira direta ou indireta.
      A morte de qualquer desses elementos não implica perda de matéria, pois os fungos e as bactérias
saprófitas ali existentes se encarregam de decompor a matéria morta, devolvendo seus elementos
constituintes novamente ao meio, a fim de serem incorporados pelos produtores.

A Cadeia Alimentar ou Cadeia Trófica
     Consiste numa sequência de organismos em que um serve de alimento para o outro, e, através
dessa cadeia, há um fluxo de matéria e energia dentro do ecossistema. A primeira etapa de uma cadeia
alimentar é sempre um produtor, enquanto a última etapa é um decompositor.



                                                                 8
Nível Trófico

      É a posição ocupada pelo indivíduo na cadeia alimentar.


Tipos de níveis tróficos

1º)   Produtor - produz o alimento captando a energia luminosa, através da fotossíntese.
      Exemplo: vegetais clorofilados.

2º)   Consumidor - utiliza a energia diretamente dos vegetais ou indiretamente dos animais.
      Exemplos: predadores, parasitas etc.




       A depender do grau de utilização, os consumidores podem ser classificados nos seguintes tipos:
       a)   Consumidores primários ou de 1ª ordem – obtêm a energia do produtor.
            Exemplo: os herbívoros ou fitófagos.
       b)   Consumidores secundários ou de 2ª ordem - animais que se alimentam de herbívoros.
       c)   Consumidores terciários ou de 3ª ordem - animais que se alimentam de consumidores
            secundários.
            Exemplo: grandes carnívoros.



3º)   Decompositores - são os organismos que decompõem a matéria orgânica morta, transformando-a
      em matéria inorgânica e devolvendo seus elementos ao meio.
      Exemplos: fungos microscópicos saprófitas e bactérias saprófitas.
      Os decompositores são também chamados de microconsumidores ou biorredutores.



Teia Alimentar

     Conjunto de cadeias alimentares que interagem num ecossistema. Muitos animais têm
alimentação variada, da mesma forma que outros servem de alimento para várias espécies distintas.
Dessa maneira, o fluxo de energia segue em várias direções, formando, assim, um conjunto de cadeias
denominado teia alimentar.

             Produtores comsumidores primários consumidores secundários consumidor terciário consumidor quaternário




                                                                 9
Devido à alimentação variada dos animais, as cadeias alimentares se cruzam e se ramificam na natureza,
            formando as teias alimentares.



Pirâmides Ecológicas

      São representações quantitativas de uma cadeia alimentar.
      Imaginemos uma determinada área de pés de capim que servem de alimento para coelhos, que
servirão de alimentos para gaviões.

1. Pirâmide energética

       Cada nível trófico será representado por um retângulo cujo comprimento representa a quantidade
de energia acumulada. A base da pirâmide será representada pelo produtor (capim), que é o indivíduo
capaz de produzir a energia que será utilizada por toda a cadeia. Parte dessa energia produzida o capim
utilizará nas suas atividades metabólicas (respiração), sendo posteriormente liberada para o meio, sob a
forma de calor.
       O coelho ao se alimentar de capim obterá a energia. que restou; por isso que o retângulo
correspondente à quantidade energética do coelho é menor. Dessa energia que foi tirada do capim, o
coelho utilizará grande parte dela nas suas atividades metabólicas, restando apenas pequena quantidade
energética acumulada. O gavião, que utiliza o coelho como alimento, obterá uma quantidade energética
menor ainda e assim, sucessivamente.
       Podemos concluir então que quanto mais elevado o nível trófico, menor será a obtenção de energia
na cadeia.

                                                                10
Consumidor
                                                          terciário
                                                          (1,5kcal)


                                                   Consumidor secundário
                                                         (15kcal)


                                                Consumidor primário (150kcal)


                                                     Produtor (1.500kcal)




            Pirâmide de energia num ecossistema de floresta temperada. Para cada 1.500 kcal fornecidas pela
            vegetação (produtores), apenas 150 kcal são efetivamente transferidas e aproveitadas pelos
            consumidores de primeira ordem. Da mesma forma, para cada 150 kcal disponíveis desses
            consumidores para os de segunda ordem, só 15 kcal serão aproveitadas. O aproveitamento é sempre
            de um décimo de energia no grupo trófico anterior.




2.     Pirâmide de números

     Expressa a quantidade de indivíduos presentes em cada nível trófico da cadeia alimentar. A
quantidade de pés de capim será sempre maior que a quantidade de coelhos existentes na área, assim
como a quantidade de coelhos será sempre maior que a quantidade de gaviões, para que haja equilíbrio
ecológico.




    Numa cadeia alimentar em que os produtores sejam árvores de grande porte, um só produtor pode sustentar
vários herbívoros. Nesse caso a pirâmide terá uma representação específica (invertida), conforme o esquema a
seguir:




                                                             11
Outra situação em que a pirâmide dos números aparece invertida, ou seja, com o ápice bem maior que a base, é
quando uma árvore suporta inúmeros parasitas, como insetos, tipo: gafanhotos, pulgões etc.




3.     Pirâmide de biomassa

      Expressa a quantidade de Biomassa ou matéria viva acumulada em cada nível trófico da cadeia
alimentar. Normalmente a biomassa total dos produtores é maior que a dos herbívoros que, por sua vez, é
maior que a dos carnívoros e assim, sucessivamente. Em outras palavras, no ecossistema observa-se
uma disposição piramidal da massa dos seres vivos. Na base ficarão sempre os produtores e nos demais
níveis, os consumidores. Individualmente, o consumidor de 3ª ordem é maior que o de 2ª ordem, e este é
maior que o de 1ª ordem.




                                                      12
LEITURA COMPLEMENTAR I

FATORES ABIÓTICOS DO ECOSSISTEMA
1º) Luz

      A luz solar se relaciona fundamentalmente com fotossíntese. E quem diz fotossíntese, diz produção
de alimentos orgânicos por parte dos vegetais verdes.
      As plantas clorofiladas (tanto as que nos cercam, as árvores dos continentes, como também —
principalmente — as algas que vivem nas águas dos rios e dos mares em geral), em presença da luz solar,
captam o gás carbônico do ar e, com a participação da água, elaboram alimentos orgânicos do grupo dos
açúcares principalmente; estes servirão depois para os próprios vegetais e, em seguida, para todos os
demais animais da Terra.
      Como resíduo da fotossíntese, as plantas verdes ainda eliminam o oxigênio, gás de fundamental
importância nos processos respiratórios das próprias plantas, bem como de todos os animais. Por aí se vê
a suma importância da fotossíntese (e da luz solar) para a vida.
      As plantas são seres autotróficos, ou seja, são capazes de produzir o seu próprio alimento.
      A luz solar é também indispensável ao sentido da visão dos animais em geral. Exerce, outrossim,
papel importante na pigmentação da pele. Animais que vivem expostos à radiação solar mais intensa
(como nos desertos e nas montanhas) são normalmente mais pigmentados, ao passo que os que vivem
em lugares sombrios (nas cavernas) por exemplo são despigmentados.
      Certos seres vivos são capazes de produzir luz. É o que se chama bioluminescência. Incluem
certas bactérias, protozoários, insetos (como vagalumes) e ainda algumas espécies de peixes.
      Nas células destes seres há uma proteína especial chamada de luciferina, que produz luz com a
ação de um fermento ou enzima chamada de luciferinase.
                                                  13
2º) Água

      ... não se concebe a vida sem a água. Pelo menos nos moldes como a vida é encontrada aqui na
Terra. Ela faz parte da composição química das células de todos os seres vivos; toma parte em todos os
processos biológicos celulares; dissolve um sem-número de substâncias (chamadas por isso hidrófilas)
que estão constituindo o protoplasma; é o solvente dos colóides protoplasmáticos. A água atua como
reagente químico em muitos processos metabólicos.

QUANTIDADE DE ÁGUA NOS SERES VIVOS

      Sua quantidade nas espécies varia de uma para outra. A água-viva, por exemplo, apresenta cerca
de 95% de seu peso em água. Já as sementes apresentam em teor entre 10 a 20%. Mesmo dentro de
uma espécie, essa quantidade hídrica vai depender da idade do indivíduo considerado. A criança, ao
nascer, tem uns 90%. O adulto, contém 65%. Além disso, deve-se levar em conta que há variação
também de órgão para órgão.
      Há certos vegetais que só vivem em lugares onde haja água. São os vegetais hidrófilos ou
hidrófitos. Mas há outros que, ao contrário, conseguem viver em lugares áridos ou semi-áridos, como a
caatinga do Nordeste. São os vegetais xerófilos ou xerófitos.
      Ex.: mandacaru, cactus, palmas, umbuzeiro, juazeiro, xique-xique etc.

3º) Umidade do Ar (Grau Higroscópico do Ar)
        O grau higroscópico do ar de uma certa região é fator de fundamental importância nas paisagens
florísticas e nos aspectos faunísticos dessa mesma região.
        Alta umidade do ar corresponde a uma vegetação higrofítica como a que se desenvolve em
ambientes úmidos, situando-se, nesses casos, também os vegetais umbrófilos que vivem às sombras das
árvores maiores em plena floresta tropical, como é o caso dos musgos, das samambaias, das avencas
etc., que não resistem à exposição direta ao sol.
        Baixo grau higroscópico do ar corresponde ao contrário a uma vegetação tipicamente xerofítica,
como acontece nas caatingas nordestinas, assoladas por um clima árido ou semi-árido, com pequena
quantidade pluviométrica anual, ambiente propício para a Família das Cactáceas.
        Os animais que procuram viver em ambientes úmidos, como as lesmas, os caracóis, minhocas,
muitos vermes terrestres, são denominados de higrobiontes, ao passo que aquele que preferem ambientes
secos, como é o caso das abelhas, tatus, teius, cotias, lagartos etc., são ditos xerobiontes.

4º) Pressão Atmosférica

     Ao nível do mar, a pressão atmosférica é de apenas 1 atm = 760 mmHg. À medida que se sobe, a
pressão atmosférica diminui de valor; assim, nas grandes altitudes, a pressão é bem menor que ao nível
do mar. É aí também menor o teor de oxigênio atmosférico — o que faz com que o número de glóbulos
vermelhos no sangue dos animais mamíferos aumente por milímetro cúbico (poliglobulia ou policitemia).
     Ao contrário, a cada 10 metros de profundidade nos mares e oceanos corresponde um aumento de
uma atmosfera de pressão, de sorte que nos abismos do fundo do mar a pressão é bem acentuada.

5º) Salinidade

     Há animais estritamente marinhos. Nunca suportariam a água doce. Por exemplo, os
Equinodermas. Outros são estritamente de água doce (dulcícolas). E nesse segundo caso se situam
todos os Anfíbios. São animais estenohalinos: não suportam variações de salinidade do meio ambiente.
     Existem vegetais que só conseguem viver em meio onde devam absorver sais em altas
concentrações. Várias espécies do gênero Salicornia constituem colônias exatamente nos lugares mais
salgados à beira-mar, assim como nas salinas abandonadas. Ainda neste grupo estão os vegetais dos
                                                 14
nossos manguezais, das nossas praias. Denominamos a estas formações de halófitas (ou vegetais
halófilos).
      Por outro lado, há animais que podem suportar variações de salinidade, de tal maneira que chegam
mesmo a mudar de ambiente. Do mar passam para os rios ou vice- -versa. São os Erihalinos.
      Ex.: Salmão e Enguias.

6º) Temperatura

      É a temperatura um dos mais importantes fatores abióticos. É ela que determina a distribuição dos
vegetais e, em conseqüência, a distribuição dos animais.
      Como sempre, cada espécie de ser vivo suporta um mínimo e um máximo de temperatura ambiente,
cujo intervalo entre o mínimo e o máximo está localizado um ponto ótimo de temperatura. As plantas
geralmente não suportam um ambiente acima de 40 °C mas, como exceção, vamos encontrar as
chamadas algas termais, que suportam temperatura ambiente de até mais de 65 °C.

CLASSIFICAÇÃO DOS ANIMAIS QUANTO À TEMPERATURA

Os animais podem ser de dois tipos gerais, segundo a temperatura corporal:

a)   Animais Homeotérmicos - são aqueles de temperatura corporal constante. São os animais de
     sangue quente.
     São animais que conseguem mantê-la constante, apesar das variações da temperatura do ambiente,
     daí serem chamados de sangue quente, como os mamíferos e as aves. Estes animais têm um
     Centro Termorregulador. São seres euritérmicos, pois suportam grandes variações de
     temperatura ambiente.

b)   Animais Pecilotérmicos ou Heterotérmicos - são aqueles de temperatura corporal variável.
     São animais que não conseguem mantê-la constante. Ela desce ou sobe, acompanhando as
     flutuações do meio.
     Exemplo: todos os animais, com exceção das aves e dos mamíferos. Os Pecilotérmicos são
     ESTENOTÉRMICOS, pois não suportam grandes variações de temperatura ambiente.




                                                  15
BIOSFERA

      Etimologicamente, significa esfera da vida.
      Recebe o nome de Biosfera a camada da Terra ocupada pelos seres vivos. Constitui-se de três
biociclos, a saber:

Biociclos
a)   Epinociclo ou biociclo terrestre (domínio terrestre);
b)   Talassociclo ou biociclo das águas salgadas (domínio marinho);
c)   Limnociclo ou biociclo das águas doces (domínio dulcícola).

Talassociclo
O Talassociclo é dividido quanto à penetração da luz solar em três regiões:
a)   Região eufótica - fortemente iluminada. A luz solar penetra ativamente até uns 80 metros. Devido a
     esta luz intensa, as algas ali vivem abundantemente;
b)   Região disfótica - difusamente iluminada. A luz solar encontra dificuldade de penetrar além dos 200
     m. Assim, a região disfótica vai até 200 m de profundidade oceânica;
c)   Região afótica - totalmente escura, onde é ausente a vida vegetal e, em conseqüência, a fauna é
     formada de animais carnívoros.


Seres vivos do talassociclo
a)   Seres Planctônicos ou Seres do Plâncton - seres que se deixam levar ao sabor das correntezas.
     São seres microscópicos ou não que flutuam passivamente sobre a superfície das águas.

Exemplos:
   Fitoplanctônicos - são os vegetais microscópicos ou milimétricos que flutuam passivamente nas
    águas.
    Ex.: as algas marinhas.
   Zooplanctônicos - são os animais flutuantes.
    Ex.: os protozoários marinhos.

b)   Seres Nectônicos ou Seres do Nécton - seres que se deslocam ativamente no seio da massa
     líquida.
     Ex.: peixes, mamíferos, tartarugas, medusas, polvos etc.
c)   Seres Bentônicos ou Seres do Bênton - seres que se arrastam no fundo dos mares ou estão fixos
     em um substrato rochoso.


Limnociclo
     O limnociclo se divide em duas províncias:
a)   Província Lótica - compreende as águas com correnteza (rios, córregos, cachoeiras etc.);
b)   Província Lêntica - compreende as águas paradas (lagos, lagunas, pântanos etc.).




                                                   16
Damos o nome de fitolimno às águas retidas sobre as folhas (das Bromeliáceas, por exemplo)
     ou nos ocos dos troncos. Aí vivem as planárias, as larvas de insetos variados, protozoários,
     bactérias, fungos, cianobactérias, etc.




CICLOS BIOGEOQUÍMICOS ou CICLOS DA MATÉRIA
     Os decompositores, ao realizarem a decomposição de matéria orgânica, devolvem ao solo, à água e
à atmosfera os elementos que formarão novos animais e vegetais, recomeçando o ciclo.
     Os ciclos biogeoquímicos incluem os componentes da cadeia alimentar e os componentes
geológicos.



Ciclo da Água
      A água existe nos rios, lagos e mares. Através da evaporação forma as nuvens e volta como chuva.
      Os animais ingerem a água, os vegetais a absorvem para suas funções orgânicas, liberando uma
fração menor.
      Ao ingerir os vegetais, os animais também consomem água que, pela respiração, volta ao estado de
vapor.




                      Ciclo da água




Ciclo do Carbono
                                                 17
O CO2 existe no ar atmosférico numa proporção aproximada de 0,03% a 0,04%. Através da
fotossíntese, o vegetal o transforma em glicose, que serve de alimento para os animais, ou pela morte
origina restos orgânicos. O CO2 volta ao ar atmosférico através da respiração.



Ciclo do O 2
      O oxigênio existe no ar atmosférico numa proporção de
21%. Este oxigênio é utilizado pelos animais e vegetais na
respiração. O oxigênio é devolvido ao ar atmosférico através
da fotossíntese.

      É bom lembrar que o O2 desprendido na fotossíntese
provém da água. Convém acrescentar que, na atmosfera, o
ozônio (O3) se converte em oxigênio (O2). Essa camada de
ozônio funciona como uma barreira protetora contra o excesso
de radiações ultravioleta que chegam à Terra.



Ciclo do Nitrogênio

      O nitrogênio é um elemento químico que entra na composição de moléculas orgânicas, como os
aminoácidos, as proteínas e os ácidos nucléicos. Trata-se de um elemento indispensável para a
continuidade da vida em nosso planeta.
      O nitrogênio é encontrado na atmosfera sob a forma de nitrogênio molecular (N2). Esse gás constitui
cerca de 78% da atmosfera terrestre e existe também dissolvido na água.
      Apesar de sua abundância, a grande maioria dos seres vivos não consegue aproveitá-lo. Assim, o N2
penetra nos seres vivos, mas retorna ao meio, não sendo usado em nenhum fenômeno biológico.



Fixação do Nitrogênio

      O nitrogênio, em sua forma molecular, é inaproveitável pela grande maioria dos seres vivos. Esse
fato impõe uma questão: como os organismos vivos conseguem fixar e incorporar o nitrogênio molecular
em seus compostos nitrogenados?
      A resposta está na existência de algumas bactérias e certas cianofícias, capazes de fixar o nitrogênio
do ar atmosférico ou o dissolvido na água.
      As bactérias que fixam o nitrogênio molecular pertencem a dois gêneros: Rhizobium e Azotobacter.
As do gênero Rhizobium vivem em mutualismo com as células das raízes de leguminosas, como feijão,
soja, ervilha, alfafa e trevo, onde formam pequenos nódulos. Essas bactérias conseguem fixar cerca de
300 kg de N2 por hectare, anualmente. São elas as grandes responsáveis, em termos quantitativos, pela
fixação da maior parte do N2 atmosférico.
     As bactérias do gênero Azotobacter vivem livremente no solo e fixam, em média, 5 kg de N2 por
hectare, anualmente.
     As cianofícias fixadoras de nitrogênio molecular são encontradas principalmente na água e em solos
encharcados.


                                                    18
As bactérias e cianofícias, após fixarem o nitrogênio molecular, fazem a sua conversão em nitratos
(NO3). Esse fenômeno é denominado nitrificacão: Após a conversão, os nitratos, então dissolvidos na
água, são absorvidos pelos vegetais, que os usam na síntese de seus aminoácidos e proteínas.
        Uma quantidade mínima de nitrogênio atmosférico é fixada naturalmente por meio das descargas
elétricas e raios cósmicos que fornecem a energia necessária para esse processo. A fixação do nitrogênio
atmosférico também pode ser feita artificialmente por processos industriais. Um exemplo é a produção de
fertilizantes.


O Nitrogênio em Animais e Vegetais

     As proteínas, sintetizadas pelos vegetais, podem chegar aos animais através das cadeias alimentares ou, ainda,
ir para o solo com a morte da planta.
     Os animais possuindo proteínas excretam subprodutos de seu metabolismo, na forma de compostos
nitrogenados como amônia, uréia e ácido úrico. Estes, uma vez eliminados, vão para o solo.




                                Ciclo do Nitrogênio




Importância das Leguminosas
                                                        19
As leguminosas, pela sua associação com bactérias fixadoras de nitrogênio, têm grande importância
na nutrição animal e na agricultura. Na nutrição animal, as leguminosas como soja, feijão, ervilha e
alfafa constituem razoável fonte de proteínas. Na agricultura, o cultivo alternado de outras plantas com
as leguminosas é um dos melhores procedimentos para evitar o empobrecimento do solo. Enquanto
boa parte das plantas de cultivo agrícola esgota a maioria dos compostos nitrogenados do solo, as
leguminosas repõem esses nutrientes, graças ao mutualismo que apresentam com as bactérias fixadoras
de nitrogênio. Daí a grande importância da rotação de culturas com as leguminosas.
      As leguminosas podem ser usadas também como adubo verde, um tipo natural de adubação do
solo. As leguminosas, após a colheita, enterradas no próprio local de plantio, fornecem pela decomposição
um solo rico em compostos nitrogenados. Como essa decomposição é lenta, o adubo verde forma uma
verdadeira camada protetora do solo.

Bactérias Nitrificantes
    As bactérias nitrificantes são responsáveis pelos fenômenos de nitrificacão. Elas transformam a
                                      ( )
                                       −              −
                                                            ( )
amônia ou os íons amônio em nitritos NO2 e nitratos NO3 . São encontradas no solo e na água.
      A nitrificacão é um fenômeno que se processa em duas etapas distintas: nitrosação e
nitratação.
                                                          +
                                                                   (   )
     A nitrosação consiste na oxidação dos íons amônio NH 4 ou da amônia (NH3) transformando-
              ( ) −
os em nitrito NO2 . Estes, embora solúveis na água, são tóxicos para as plantas superiores. A nitrosação
é realizada pelas bactérias do gênero Nitrosomonas e pode ser assim esquematizada:


                        →  
         +                                         −
      NH 4 + 2 O2    NITROSOMON AS        2H2O + NO2 + energia



     A nitratação consiste na transformação dos íons nitritos (NO) em nitratos (NO). Também
solúveis em água, os nitratos podem ser absorvidos pelos vegetais. A nitratação é realizada pelas
bactérias do gênero Nitrobacter, podendo ser representada da seguinte forma:


                      E →     
         −                                    −
     2 NO2 + O2      N IT R O B AC TR     2 NO3 + energia


      As bactérias nitrificantes são exemplos de seres autótrofos quimiossintetizantes. Essas bactérias
obtêm energia para a síntese de seus compostos orgânicos, oxidando substâncias inorgânicas
nitrogenadas. Elas só operam em condições aeróbias, isto é, só na presença do oxigênio (O2) no solo ou
na água.


Bactérias Denitrificantes ou Desnitrificantes

    Essas bactérias transformam os nitratos e compostos amoniacais (NH3 ou NH) em nitrogênio molecular.
Pertencem a esse grupo as bactérias do gênero Pseudomonas, encontradas no solo e na água. A denitrificação
pode ser assim esquematizada:

                (
      Glicose + N O -
                    3   ) E U DM O N→ CO
                           PS
                              OA     S
                                                  2
                                                      + H2O + N2
                                                + energia




                                                         20
As bactérias denitrificantes podem viver tanto na presença como na ausência do oxigênio. Na
presença do oxigênio (O2), a taxa de denitrificação não é elevada. Nessas condições, as bactérias
denitrificantes usam o O2 disponível para oxidar os seus compostos orgânicos.
      Na ausência do oxigênio, tanto no solo como na água, a taxa de denitrificação torna-se elevada, caso
em que os nitratos e nitritos funcionam como aceptadores de elétrons e fornecem o oxigênio para a
oxidação de seus compostos orgânicos. Quando isso ocorre, a denitrificação funciona como um processo
de respiração anaeróbia.


ALELOBIOSE
     CONCEITO: é a parte da Ecologia que estuda as relações dos seres vivos entre si.

Tipos de Relações entre os Seres Vivos
a)   Harmônicas ou Positivas – quando um ser não prejudica o outro.
b)   Desarmônicas ou Negativas – quando um ser prejudica o outro, ou quando a vantagem de um
     indivíduo determina dano ou desvantagem ao outro.

Quanto às Espécies Relacionadas
a)   Interespecíficas ou Heterotípicas – quando os seres relacionados são de espécies diferentes.
b)   Intra-específicas ou Homotípicas – quando os seres relacionados são da mesma espécie.


RELAÇÕES HARMÔNICAS INTER-ESPECÍFICAS
I. Mutualismo: (+/+)

     Relação harmônica interespecífica, em que há vantagens recíprocas e é necessária à sobrevivência
das duas espécies. Há coexistência obrigatória.

1)    LÍQUEN = ALGA UNICELULAR (azul ou verde) + FUNGO (geralmente Ascomiceto).
      A alga realiza a fotossíntese através da qual fornece ao fungo a matéria orgânica. Este por sua vez
fornece à alga CO2 + H2O + sais minerais, imprescindíveis à fotossíntese. Além disso, os fungos envolvem
o grupo de Algas, protegendo-as contra a desidratação.




                                  Corte esquemático do talo de um líquen.



                                                    21
Alguns autores usam o termo simbiose como sinônimo de mutualismo. Atualmente o termo
simbiose está resguardado a qualquer relação entre os seres de espécies diferentes, não importando o
tipo de relação.
      SIMBIÔNTICOS – são os seres que vivem em simbiose.

2)    BACTÉRIAS FÍXADORAS DE N2 + PLANTAS LEGUMINOSAS (= BACTERIORRIZA)
      Vimos no ciclo do nitrogênio que as bactérias fixadoras de nitrogênio formam nódulos nas raízes de
      plantas leguminosas, fixando o N2 para a planta. Em troca, as bactérias recebem o suco, do qual se
      nutrem.

3)    CUPINS + PROTOZOÁRIOS FLAGELADOS (Triconympha collaris)
      Sabemos que a celulase (enzima que hidrolisa a celulose) não é encontrada em muitos animais. O
      cupim alimenta-se de madeira com celulose. No seu intestino existe um protozoário que possui a
      enzima, hidrolisando a celulose e originando glicose para ambos sobreviverem.

4)    Ocorrem também em ruminantes a associação com bactérias. Tais bactérias promovem a digestão
      da celulose. Elas vivem na pança ou rúmen dos ruminantes.

5)    Mutualismo entre o homem e as bactérias produtoras de vitamina K, que vivem no nosso intestino
      grosso.

Il. Protocooperação: (+/+)

      Associação harmônica interespecífica em que os seres se beneficiam, não havendo a coexistência
obrigatória.
      A protocooperação é um mutualismo não-obrigatório.

      Exemplos:

1.    O Paguro é um crustáceo marinho (caranguejo) apelidado de
      Bernardo, o Eremita, que possui o abdômem mole. Para se
      proteger dos inimigos naturais, o Paguro coloca uma concha
      abandonada por um molusco para proteger o seu abdômem, e
      sobre si coloca uma ou duas actíneas, que são Celenterados
      ou Cnidários, que produzem um veneno que não o afeta, mas é
      tóxico para os seus inimigos. A actínea tem o seu alimento
      fornecido pelo Paguro.




           A actínea e o paguro podem viver isoladamente, porém com a associação vivem melhor. A
     actínea é também chamada de anêmona-do-mar.


                                                   22
2.     JACARÉS + PÁSSARO-PALITO – Alguns vermes parasitam os jacarés, ao nível da faringe,
       causando falta de ar. Algumas aves (ex.: pássaro-palito) nutrem-se destes vermes. O jacaré se sente
       aliviado e as aves têm sua alimentação garantida. O jacaré abre a boca propositalmente, não
       fazendo nenhum mal à ave. É comum o jacaré se parasitar também por sanguessugas que ficam na
       sua boca. O sanguessuga serve também de alimento para o pássaro-palito.



3.     AVES (anum ou anus) + GADO – As aves se alimentam de carrapatos que parasitam o gado.
III. Comensalismo ou Trofobiose: (+/O)
    É uma associação interespecífica em que um organismo procura recursos alimentares no outro, sem lhe causar
danos. O termo comensalismo quer dizer comer em uma mesma mesa, ou aquele que come (come o que é
rejeitado por outro).

     Exemplos:
     1. Protozoário + anfíbios
     (Opalina ranarum)   (rãs e sapos)

                                                       É um protozoário ciliado



                                                                            ANFÍBIO




                                             OPALINA




        O protozoário vive no tubo digestivo dos anfíbios, nutrindo-se dos excrementos.
     2. O protozoário Entamoeba coli, que vive comendo detritos alimentares no intestino do homem.


     IMPORTANTE!
     Vejamos como é a relação entre Tubarões e Rêmoras e a relação entre Tubarão e Peixe-Piloto.

TUBARÃO E RÊMORA OU PEIXE-PIOLHO

    Um tipo de peixe denominado rêmora se gruda através de ventosas à superfície dos tubarões, alimentando-se de
restos das refeições dos mesmos. Esta relação é comensalismo.




                          A rêmora é um comensal do tubarão: ela come restos de sua comida sem prejudicá-lo.

TUBARÃO E PEIXE-PILOTO

    A relação entre Tubarão e Peixe-Piloto (Naucrates ductor): o peixe-piloto leva o tubarão para os locais onde o
tubarão comerá suas vítimas. O peixe-piloto aproveita-se também da refeição. Esta relação é protocooperação, pois
ambos se aproveitam da relação.
                                                                 23
Exemplo de comensalismo: um tubarão e um peixe-piloto à sua frente.
              No vestibular, preste atenção à história contada.

IV. Foresia: (+/O)

      É quando um ser vivo utiliza outro de espécie diferente como meio de transporte. O caso do tubarão
e a rêmora.

V. Inquilinismo: (+/O)

     Relação interespecífica, harmônica, em que um indivíduo busca abrigo no outro sem lhe causar
danos.

     Exemplos:
1.   O Peixinho Fierasfer, conhecido como Peixe-agulha, vive dentro de um equinoderma denominado
     Holotúria, ou Pepino do mar, só saindo daí para se alimentar. O peixe-agulha abriga-se no tubo
     digestivo do pepino do mar.




                                   Quando está sendo perseguido, o fierásfer esconde-se
                                        dentro do pepino-do-mar sem prejudicá-lo.



2.   As plantas epífitas (orquídeas, bromélias e algumas samambaias) se desenvolvem sobre vegetais de grande
     porte à procura de luminosidade. As plantas epífitas não parasitam o vegetal. Portanto, o Inquilinismo entre os
     vegetais é chamado de epifitismo.




RELAÇÕES HARMÔNICAS INTRA-ESPECÍFICAS
I. Colônias

     Relação intra-específica e harmônica em que seres da mesma espécie se mantêm ligados entre si,
podendo ou não apresentar uma divisão de trabalho. Em geral, os seres perdem a capacidade de viver
                                                           24
isoladamente. Nas colônias há uma profunda interdependência fisiológica entre os indivíduos que as
constituem.

TIPOS DE COLÔNIAS

a)   Homeomórficas ou lsomórficas: não há divisão de trabalho.
b)   Heteromórficas ou Anisomórficas: há divisão de trabalho.



                                          Exemplo de colônia




                                   PANDORINA       ENDORINA       VOLVOX


     As Algas (VOLVOX) associam-se, formando colônias, o mesmo acontecendo com Esponjas e
Celenterados.

     O Volvox globator é uma colônia heteromórfica.

      A Obélia (Celenterado) é formada por uma colônia de indivíduos com divisão de trabalho: os
gastrozóides se encarregam da nutrição, os gonozóides se encarregam da reprodução; há também os
indivíduos encarregados da proteção, defesa, flutuação etc.
      As caravelas (Celenterados) são formadas por vários indivíduos: alguns reprodutores, outros
protetores, através de tentáculos urticantes. Inclusive um indivíduo cheio de ar (flutuador) funciona como
uma vela, arrastando os outros indivíduos. Como exemplos de colônias homeomórficas, citamos: as
colônias de corais, as colônias de estreptococos, colônia de cracas (crustáceos).

II. Sociedades

      Diferem das colônias basicamente pela independência física exibida pelos seus integrantes.
      São relações intra-específicas, harmônicas, em que seres da mesma espécie não-ligados
anatomicamente e se agrupam para divisão do trabalho. Apresentam também profundo grau de
interdependência.
      Exemplo: abelhas, cupins ou térmitas, formigas.

A SOCIEDADE DAS ABELHAS (Apis mellifera)

     Nesta sociedade podemos detectar a presença de três castas: rainha, operárias e zangões.
a)   Abelha rainha – apresenta o abdômem grande, cheio de ovos, sendo a única fêmea capaz de
     reproduzir. É uma fêmea fértil diplóide. Contém cerca de 300 ou mais ovaríolos.
b)   Abelha operária ou obreira – corresponde à maioria, responsável pela procura do néctar para
     confecção do mel. Possui ferrão e glândulas que secretam a cera.
c)   Abelha zangão – é responsável pela fecundação da rainha, sendo em seguida morto por ela.



                                                   25
A comunicação entre as abelhas é feita através de danças. A dança das abelhas constitui um rito
     no qual uma abelha informa às demais a localização do alimento em relação ao Sol e à colmeia.




A SOCIEDADE DOS CUPINS
     Os machos e fêmeas formam casais com sua própria família. Os soldados têm como função o
combate e são alimentados pelas operárias. Há rei alado e rainha alada, sendo esta imensamente
desenvolvida; há também machos e fêmeas estéreis.



A SOCIEDADE DAS FORMIGAS
     Exemplo: a Sociedade das saúvas.
     Em um formigueiro encontramos: as obreiras, fêmeas que não reproduzem; a rainha ou içá,
encarregada da reprodução; os machos (soldados) e os reis (Bitus) existem para fecundar a rainha. As
operárias são estéreis.


III. Bandos

      São agrupamentos de animais da mesma espécie em que existe uma liderança.
      Exemplo: bando de andorinhas, bando de babuínos, as manadas de búfalos, as alcatéias (bandos
de lobos), os cardumes etc. Os Bandos são agrupamentos temporários.

RELAÇÕES DESARMÔNICAS
1.     Competição (+ / –) ou (– / –) – É uma rivalidade; é a luta pelo mesmo objetivo. A competição é
       importante na regulação do tamanho da população. A competição pode ser intra e interespecífica.
2.     Predatismo (+ / –) – Um indivíduo (o predador) alimenta-se de uma presa, que lhe serve de fonte de
       energia.
3.     Esclavagismo ou Escravagismo (+ / –) – Uma espécie escraviza outra.
       Exemplo: certas espécies de formigas capturam pulgões para que estes tenham acesso aos
       vegetais, facilitando a ação das formigas.
4.     Amensalismo ou Antibiose (+ / –) – É quando um ser vivo produz substâncias tóxicas que são
       prejudiciais a outros. Ou quando uma espécie inibe o crescimento de uma outra, chamada de
       amensal.
       Exemplo: O fungo Penicilium notatum (mofo verde) produz a penicilina, que age destruindo ou
       inibindo o crescimento de bactérias. Outro exemplo clássico é observado no fenômeno conhecido por
       maré vermelha; aqui ocorre proliferação excessiva de certas algas planctônicas unicelulares
                                                    26
(Dinoflageladas), que passam a liberar no meio ambiente quantidades significativas de toxinas,
     provocando a morte de indivíduos de inúmeras espécies marinhas.
5.   Mimetismo (+ / –) – do grego: mimetis = imitação.
     É uma adaptação que certas espécies apresentam e que consiste em imitar outras espécies, partes
     ou objetos do meio ambiente, de modo que, passando despercebidas, têm facilitado seu processo de
     defesa ou seu acesso a presas.
     Mimetismo é a arte de camuflagem.

     Tipos de mimetismo:
     a)   Por Homocromia;
     b)   Por Homotipia;
     c)   Batesiano.

a)   Por Homocromia – quando um indivíduo imita a cor de outro, ou a cor do meio onde vive.
     Exemplo: gafanhotos na grama; os ursos polares na neve etc.
b)   Por Homotipia – quando um indivíduo imita a forma de objetos do meio ambiente.
     Exemplo: o inseto bicho-pau, que imita ramos secos.
c)   Batesiano – (em homenagem ao naturalista inglês Bates, que foi o primeiro a descrevê-lo) - quando
     um indivíduo imita outros perigosos.
     Exemplo: a falsa-coral, que imita a coral verdadeira; a borboleta-coruja, em cujas asas existem
     manchas que lembram os olhos da coruja.

6.   Parasitismo (+ / –) - É uma relação interespecífica, desarmônica, em que um indivíduo vive às
     custas do outro, espoliando-o, podendo até matá-lo por acidente.

Características do parasita:
a)   O parasita se aloja no hospedeiro (internamente ou externamente);
b)   O parasita causa danos ao hospedeiro;
c)   O parasita apresenta adaptações parasitárias.

Exemplo: ventosas, como é o caso das Taenias, da Fascíola hepática etc.
Hóspede ou bionte – é o parasita.
Hospedeiro ou biosado – é o parasitado, que pode ser Intermediário ou Definitivo.
Hospedeiro Intermediário – é aquele no qual o parasita se reproduz assexuadamente.
Hospedeiro Definitivo – é aquele no qual o parasita se reproduz sexuadamente.

Tipos de Parasitas:
a)   Parasitas Animais = zooparasitas.
     Exemplo: determinados Insetos, Vermes etc.

b)   Parasitas Vegetais = fitoparasitas.
     Exemplo: erva de passarinho.

Quanto à localização:
1.  Ectoparasitas - Vivem do lado de fora do hospedeiro, ou seja, exteriormente.
    Exemplo: piolho, pulga, sanguessuga, carrapatos etc.
                                                  27
2.   Endoparasitas - Vivem no interior do hospedeiro.
     Exemplo: Ascaris, Taenias, Entamoeba histolytica etc.

Quanto ao ciclo biológico ou ciclo evolutivo:
1.  Monoxenos ou Monogenéticos ou Autoxenos - Quando têm todo o ciclo evolutivo em um único
    hospedeiro.
    Exemplo: Ascaris lombricóides, Oxiúros etc.
2.  Heteroxenos ou Digenéticos - Quando têm, durante o ciclo evolutivo, mais de um hospedeiro.
    Exemplo: a Taenia solium parasita o porco e o homem. A Taenia saginata tem como hospedeiro
    intermediário o boi e definitivo, o homem.




LEITURA
POLUIÇÃO
      O termo poluição é normalmente aplicado apenas às alterações ambientais provocadas pelo
homem.
      De maneira geral, a poluição pode ser conceituada como qualquer mudança nas propriedades
físicas, químicas ou biológicas de um determinado ecossistema, ocasionada ou não pela ação humana e
que acarreta prejuízos ao desenvolvimento das populações ou cause desfiguração da natureza.

A. Gases tóxicos

1. MONÓXIDO DE CARBONO (CO)
   O monóxido de carbono é um gás inodoro e incolor que normalmente constitui o principal poluente
encontrado na atmosfera. É produzido sempre que ocorre a queima de algum combustível portador de
carbono. Uma vez inspirado, o CO passa dos alvéolos pulmonares para o sangue, penetrando nas
hemácias e estabelecendo com a hemoglobina uma ligação tão estável (carboxiemoglobina), que essa
importante molécula torna-se completamente inutilizada para o transporte de oxigênio, pois o O2 não
consegue deslocar o CO que se acha ligado à hemoglobina.

2. Dióxido de carbono (CO 2 )
      O dióxido de carbono (gás carbônico) encontra-se na atmosfera numa proporção em torno de 0,04%,
servindo de matéria-prima para a atividade fotossintetizante das plantas clorofiladas. Mas existe
atualmente uma forte tendência de aumento desse gás na atmosfera, provocado principalmente pela
excessiva combustão do carbono fossilizado (petróleo, carvão), o que pode acarretar, segundo alguns, o
chamado efeito estufa.


                                                 28
3. Dióxido de enxofre (SO 2 )
      O SO2 é um dos poluentes mais comuns na atmosfera, onde aparece como resultado da atividade
vulcânica, da decomposição natural da matéria orgânica e da combustão de carvão e petróleo. A presença
excessiva de SO2 no ar atmosférico pode exterminar quase totalmente muitas espécies vegetais ou
comprometer seriamente a produtividade de plantas cultivadas.
      Nos seres humanos, o SO2 acarreta irritação dos olhos, da pele, do nariz e da garganta, bronquite,
estreitamento dos bronquíolos e até mesmo morte, especialmente em indivíduos atingidos por afecções
cardíacas e pulmonares.
      O SO2 é um dos principais fatores geradores das chamadas chuvas ácidas. Na atmosfera úmida, o
SO2 passa por transformações até originar ácido sulfúrico; óxidos de nitrogênio, por sua vez, originam
ácidos nítricos. Esses ácidos conferem à água da chuva uma acidez que pode apresentar um pH em torno
de 4 ou até menos. Formam-         -se, assim, as chuvas ácidas, que podem acarretar danos materiais
(corrosão de carros, mármores etc), envenenamento de rios (causando a morte de peixes diversos), danos
às folhas de inúmeras espécies vegetais, com comprometimento da produtividade etc.

INVERSÃO TÉRMICA
       Normalmente, a luz solar é absorvida pela superfície terrestre e irradiada na forma de raios
infravermelhos (calor) que provocam o aquecimento do ar superficial. O ar atmosférico das camadas
superiores é, porém, mais frio e, portanto, mais denso que o ar das camadas inferiores (superficiais).
Então, em condições normais, o ar frio (das camadas superiores) desce, enquanto o ar quente (das
camadas inferiores) sobe, acarretando um contínuo fluxo de ar entre as altas e as baixas camadas da
atmosfera. Entretanto, principalmente no inverno, pode ocorrer um fenômeno natural chamado inversão
térmica.
       Nessas condições, o solo esfria ou o ar das camadas superiores aquece, de maneira que o ar
interior, mais frio, não sobe, interrompendo-se o fluxo de ar entre as altas e as baixas camadas da
atmosfera. Esse fenômeno, aliado à ausência de ventos, agrava fortemente a poluição nos grandes
centros, uma vez que os poluentes ficam retidos e concentrados no ar inferior. Surge, então, o smog
(palavra inglesa formada pela contração de smoke = fumaça; fog = névoa), uma névoa portadora de
poluentes diversos. Muitas vezes, e principalmente pela alta concentração de SO2, o smog tem provocado
a morte de centenas de pessoas, geralmente idosas, com afecções pulmonares e cardíacas.

4. Óxidos de nitrogênio
      Os óxidos de nitrogênio, juntamente com o freon (propelente dos aerossóis), são gases que
contribuem para a destruição da camada de ozônio (O3) situada nas altas camadas da atmosfera, podendo
acarretar um aumento na incidência dos mutagênicos raios ultravioletas sobre a superfície terrestre.

B. Eutrofização
      Eutrofização é o fenômeno pelo qual a água é enriquecida por nutrientes diversos, principalmente
compostos nitrogenados e fosforados. A eutrofização resulta da lixiviação de fertilizantes utilizados na
agricultura ou da adição excessiva na água de lixo e esgotos domésticos, além de resíduos industriais
diversos, como o vinhoto, oriundo da indústria açucareira. O enriquecimento da água favorece o
desenvolvimento de uma superpopulação de microrganismos decompositores, que consomem
rapidamente o oxigênio disponível. Em conseqüência, o nível de O2 da água reduz-se drasticamente,
acarretando a morte por asfixia das espécies aeróbicas. O ambiente, então, passa a exibir uma nítida
predominância de organismos anaeróbicos, que produzem substâncias tóxicas diversas, como o
malcheiroso ácido sulfídrico (H2S), com odor semelhante ao de ovos podres.


C. Pesticidas
     Pesticidas ou praguicidas são os produtos químicos utilizados no combate às pragas animais ou
vegetais que prejudicam o homem e as plantas cultivadas.
                                                  29
Um grande problema do uso de pesticidas reside nos deploráveis abusos praticados pelo homem.
Aqui vale a mesma observação aplicada a muitos medicamentos: o limite entre o veneno e o remédio está
na dosagem aplicada. De fato, os inseticidas, por exemplo, são com freqüência utilizados em doses muito
superiores àquelas necessárias; inúmeras vezes, ainda, os alimentos são colhidos e colocados para
consumo antes que o inseticida perca seu efeito tóxico. O mau emprego desses produtos, portanto, está
provocando o envenenamento maciço dos nossos alimentos, com conseqüências potencialmente
desastrosas para o organismo humano.
       Os inseticidas clorados (DDD, DDT etc.) são dotados de médio ou alto poder residual e, embora
menos tóxicos do que os fosforados, podem-se acumular, às vezes, durante anos no ecossistema. Esses
inseticidas têm uma notável resistência à biodegradação, podendo, em média, persistir ativos de dez a
quinze anos no ambiente.
       Um exemplo clássico do efeito cumulativo dos inseticidas ocorreu num lago da Califórnia (EUA).
Aplicou-se DDT nesse lugar para o combate a determinados mosquitos, numa proporção de 0,014 ppm
(ppm = parte por milhão) de DDT em relação à água ambiental. O inseticida foi absorvido pelo fitoplâncton
e transferido, sucessivamente, para o zooplâncton, os peixes planctófagos e os peixes carnívoros, até
atingir, finalmente, os mergulhões (aves piscívoras). Nessas aves, as doses encontradas de DDT atingiam
até 2500 ppm, significando que o inseticida havia se concentrado nelas mais de 1 700 000 vezes em
relação à proporção inicialmente encontrada na água do lago. No início do tratamento existiam cerca de 30
000 casais férteis de mergulhões na região; no final do tratamento, a região abrigava apenas 30 casais
aparentemente estéreis, fato que ilustra a verdadeira devastação que o inseticida ocasionou na população
dessas aves, situadas nos últimos elos das cadeias alimentares das quais participam. Evidentemente, o
efeito cumulativo deve-se ao fato de o produto tóxico, não sendo biodegradável, permanecer inalterado e
ser transferido ao longo da cadeia, com perdas relativamente pequenas.




                                                   30
Concentração de DDT ao longo das cadeias alimentares em um lago (valores em partes por milhão).




                          DDT
                                          Carnívero 2

                                        Carnívoro 1


                                   Herbívoro

                        Plantas


                          Concentração de resíduos de DDT, ao longo de uma
                          cadeia alimentar. A concentração do DDT aumenta ao
                          longo da cadeia, atingindo nos carnívoros níveis muito
                          altos.



D. Radiatividade
      Entre os vários poluentes radiativos, um dos mais perigosos é o estrôncio 90, que é um elemento
metabolizado pelo organismo de forma semelhante ao cálcio. Como imitador do cálcio, o estrôncio 90,
que pode ser adquirido pela ingestão de leite e ovos contaminados, aloja-se nos ossos, próximo à medula.
A radiatividade emitida pode alterar a atividade da medula óssea na produção de células sanguíneas, com
o perigo de levar o indivíduo a uma forte anemia ou a adquirir leucemia.
      O perigo da radiatividade pode ser tristemente comprovado no Brasil, em setembro de 1987. Uma
bomba de césio (equipamento usado para tratamento de câncer) abandonada nas antigas instalações de
uma clínica, no centro de Goiânia, foi aberta a golpes de marreta num ferro-velho. A fonte radiativa, uma
pequena pastilha com pó de césio 137, ficou exposta durante vários dias e foi intensamente manuseada,
contaminando mais de duzentas pessoas. Cerca de vinte adoeceram gravemente e algumas delas
morreram. Muitas áreas da cidade ficaram contaminadas e várias casas tiveram até de ser demolidas.
      Os elementos radiativos, entretanto, quando bem manipulados, podem ser muito úteis ao homem.
Assim, o césio 137 e o cobalto 60 são muito utilizados em equipamentos para tratamento de tumores
cancerosos ou em bombas que se prestam à esterilização de insetos nocivos à agricultura.
E. Petróleo

      Uma camada de óleo sobrenadante, de 1 cm de espessura, basta para reduzir a capacidade de luz
na água de cerca de 200 m para cerca de 20 m, afetando significativamente a atividade fotossintetizante
das algas situadas nas regiões mais profundas. A mancha negra dificulta a oxigenação da água,
provocando a morte de inúmeras formas de vida aeróbicas por asfixia.
      O fitoplâncton envenenado transfere o óleo, através da cadeia alimentar, intoxicando os demais
níveis tróficos.



F. Poluição sonora

     A intensidade de um som pode ser medida através de uma unidade chamada de decibel (o aparelho
que mede a intensidade de um som chama-se decibelímetro).

                                                         31
Valor médio de decibéis produzidos em determinadas situações e atividades humanas:

                                                 Decibéis:
                   Situação                                             Efeitos no organismo
                                                  (aprox.)
a) Janelas abertas para a rua de circulação
                                                     60      Possível interferência no sono.
   média.
b) Pessoas conversando animadamente.                 70      Limite de desconforto
c) Rua de circulação intensa.                        80      Irritação
d) Rua de circulação intensa no horário do                   Risco de problemas auditivos e nervosos,
                                                     90
   rush.                                                     sob exposição prolongada.
e) Britadeira, buzina veicula com                            Risco de surdez, sob exposição de 8h ou
                                                    100
   escapamento aberto, ônibus acerando.                      mais ao dia.
f) Discoteca.                                       110      Risco de surdez, problemas nervosos.
g) Avião a jato decolando a 100m de                          Início de dor, problemas variados, sob
                                                    120
   distância                                                 exposição frequente.

      A poluição sonora pode diminuir gradualmente a audição.
      A surdez progressiva é comum em pessoas submetidas a sons fortes em seu trabalho (indústrias
pesadas, serrarias etc.). Intensidades sonoras a partir de 120 decibéis são estressantes, estimulam a
produção de adrenalina e, se uma pessoa for submetida durante longo tempo a tais intensidades, poderá
ter distúrbios nervosos, enfarte, úlcera gástrica e outras doenças de stress.




             Segundo as diretrizes da Comunidade Econômica Européia, o nível máximo de ruído nas
       fábricas deve ser de 85 decibéis.
             Quando esse nível for superado, os trabalhadores devem ser informados, além de terem à sua
       disposição protetores auriculares. Se o ruído chegar a 90 decibéis, devem ser tomadas medidas para
       diminuí-lo, e o uso dos protetores será obrigatório.
             O nível médio de ruídos (= sons fortes e indesejáveis) no Rio de Janeiro, considerada uma das
       cidades mais barulhentas do mundo, é de 85 decibéis, quando o padrão aceitável é de 55 decibéis,
       no máximo.


Combate à poluição sonora (algumas medidas)
I.     O tráfego terrestre pesado e o aéreo devem ser mantidos afastados dos centros residenciais e das
       áreas de lazer.
II.    Os aeroportos só devem ser construídos longe dos centros urbanos.
III.   Manutenção de áreas verdes, pois uma vegetação protetora funciona como isolante acústico e
       elimina boa parte dos ruídos.
IV.    É necessário que se façam campanhas educativas para evitar buzinadas desnecessárias, freadas
       violentas e escapamentos abertos (proibidos por lei).
V.     Uso de técnicas de isolamento acústico em residências, equipamentos protetores para pessoas que
       trabalham expostas a ruídos e dispositivos que reduzam o barulho das máquinas.

EFEITO ESTUFA
A TERRA ESTÁ ESQUENTANDO
      Desde que as indústrias surgiram, a atmosfera do nosso planeta vem recebendo continuadamente
vários tipos de gases eliminados pelas chaminés das fábricas.

                                                    32
Muitos desses gases são tóxicos e, portanto, prejudiciais às várias formas de vida. Outros podem até
mesmo ser utilizados por alguns seres vivos. Mas todos eles provocam profundas alterações no clima do
planeta caso seu acúmulo na atmosfera seja excessivo.
      Um dos gases responsáveis por isso é o gás carbônico, o CO2 . Ele provém da respiração dos
animais e das plantas e, principalmente, de queima de carvão, xisto, lenha, de combustíveis fósseis –
petróleo e seus derivados – para obtenção de energia.
      O acúmulo de CO2 na atmosfera tem formado uma camada em torno da Terra, impedindo que
parte do calor recebido por ela seja liberado. Essa camada funciona, então, como uma capa, de
maneira que nosso planeta passa a funcionar de modo semelhante a uma estufa.
      A teoria científica que previa esse fato, chamada de efeito estufa, permaneceu obscura durante
noventa anos. Só recentemente ela passou a ter grande aceitação entre os cientistas, na medida em que o
mundo foi se tornando mais quente que em qualquer outra época. Para se ter uma idéia, na década de 80
tivemos os quatro anos mais quentes do século.
      O aumento da temperatura poderá provocar o degelo das calotas polares, ocasionando um aumento
no nível dos mares. Com a subida dos mares, as cidades litorâneas desaparecerão, as vegetações
morrerão e as plantações serão destruídas. Nas próximas décadas, por exemplo, os Estados Unidos
poderão perder uma parte do seu litoral equivalente ao tamanho do Estado de Massachusetts e 25% de
sua safra na região das grandes planícies.
      Essas previsões constam de um relatório da Agência de Proteção do Ambiente, dos Estados Unidos.
Elas estão baseadas em dados aceitos de que a temperatura mundial deverá aumentar de 3 a 9 °C até
meados do próximo século.
      Esse documento afirma que a mudança de clima mundial terá implicações significativas sobre
os ecossistemas naturais. Isso influirá sobre a época e os métodos de plantio; sobre a
disponibilidade de água, sobre o estilo de vida nas cidades; a desova dos peixes; e sobre o uso das
praias para a recreação.
      Pode-se dizer que, caso as concentrações de CO2 na atmosfera continuem aumentando no mesmo
ritmo, a vida na Terra será muito diferente no futuro, pois a fauna e a flora terão dificuldades em se adaptar
às rápidas mudanças do clima. Resta perguntar quais serão os custos dessas mudanças para as
populações do nosso planeta.

                                                                                         (Adaptado de Michael Weisskopf).




ALTERAÇÕES NA CAMADA DE OZÔNIO:
UMA AMEAÇA À VIDA NA TERRA
     Nesta última década, a camada de ozônio que envolve a Terra, protegendo-a contra os perigosos raios
ultravioleta do Sol, tem diminuído gradativamente.
     Quanto mais os cientistas investigam a causa da diminuição de ozônio na atmosfera, mais certos estão de que
um composto químico chamado clorofluorcarbono, produzido pelo homem, está por trás desse desastre.
     O gás clorofluorcarbono – ou CFC – é usado em sprays de inseticidas, produtos de limpeza e tintas, nos
circuitos de refrigeração de geladeiras e ar condicionado, além de entrar na composição de embalagens porosas de
sanduíches e ovos.
     Quando liberado, o CFC passa intacto pela troposfera, alcançando a estratosfera. Ali os raios ultravioleta
quebram as partículas do gás, que começam, então, a se combinar com o ozônio, transformando-o em oxigênio.
     As conseqüências mais graves da ação destruidora do CFC e de outros gases tão perigosos quanto ele (metano
e óxido nitroso) se fazem sentir principalmente na Antártida, onde cientistas ingleses e norte-americanos constataram
um verdadeiro, rombo na camada de ozônio que se forma todo início de primavera. Verificou-se o mesmo fenômeno
sobre o Ártico, porém em menores proporções, apenas a cada estação fria.
     A explicação para o que ocorre nos pólos é a seguinte:
     Durante as estações mais quentes existem correntes de ar que se deslocam dos pólos para o Equador a baixas
altitudes, e do Equador para os pólos a altitudes mais elevadas. Porém, no inverno (que na Antártida começa em
abril), essas regiões permanecem escuras e os ventos giram em círculos, atraindo as massas de ar de outras partes
do planeta, com grandes quantidades de substâncias químicas poluentes. É o vértice polar, que provoca um buraco
                                                         33
na camada de ozônio. Em setembro, com os primeiros raios ultravioleta, as partículas de CFC começam a quebrar,
destruindo o ozônio. O buraco só se fecha em novembro com a renovação do ar vindo de outras regiões.
    Comprovada a agressão do CFC, o mais lógico seria acabar com a produção desse gás. Porém os interesses das
indústrias que o fabricam, assim como o conforto a que se acostumaram as pessoas que utilizam aerossóis e
aparelhos de refrigeração, impedem que isso aconteça.
    No entanto é necessário que as pessoas se conscientizem de que o problema da destruição do ozônio é muito
sério e compromete toda a vida do planeta. Isso porque a redução da camada de ozônio aumenta o índice de câncer
de pele, além de comprometer o ciclo biológico dos animais e vegetais e alterar o clima da Terra.
    Para combater essa destruição, um primeiro passo já foi dado: em 1987, representantes dos maiores produtores
de CFC – Estados Unidos, Japão, Alemanha e França – assinaram em Montreal, no Canadá, o compromisso de
reduzir a produção desse gás pela metade até o ano de 1999. Enquanto isso, alguns pesquisadores procuram
encontrar um substituto para o CFC.
    Resta apenas perguntar até que ponto essas medidas são realmente eficazes e se elas não chegarão tarde
demais...
                                                                       (Adaptado de artigo publicado em Superinteressante)


CONTROLE BIOLÓGICO
   O controle biológico é uma técnica utilizada para combater espécies que nos são nocivas, reduzindo os
prejuízos causados por elas. Comumente, esse método consiste em introduzir no ecossistema um inimigo
natural (predador ou parasita) da espécie nociva, para manter a densidade populacional dessa espécie em
níveis compatíveis com os recursos do meio ambiente. Quando bem planejado, o controle biológico
acarreta evidentes vantagens em relação ao uso de agentes químicos, uma vez que não polui o ambiente
e não causa desequilíbrios ecológicos.



RESUMO
I. Conceitos ecológicos fundamentais
População: conjunto de indivíduos da mesma espécie, vivendo em determinado ambiente e em
determinada época.

Comunidade: conjunto dos indivíduos das diversas espécies que vivem em um ambiente, numa
determinada época. É a parte biótica do meio.
Ecossistema: a interação da comunidade (parte biótica) com os componentes não vivos (abióticos) do
ambiente.

Bloma: conjunto de ecossistemas parecidos quanto à cobertura vegetal, espalhados pela Terra.
Exs.: Floresta Pluvial Tropical Latifoliada, Savana, Floresta de Coníferas, Floresta Temperada Caducifólia.

Biosfera: a reunião de todos os ecossistemas da Terra.

Hábitat: o lugar do ambiente em que pode ser encontrado um ser vivo de determinada espécie. A
residência do indivíduo. Nicho ecológico: o papel desempenhado por uma espécie no meio em que vive.
A profissão da espécie. Ex.: o nicho ecológico do sapo consiste, no meio úmido em que vive, em
alimentar-se de insetos, ser presa de corujas, reproduzir-se em meio aquático etc.
II. Fluxo de energia do ecossistema - cadeias e teias alimentares pirâmide de
energia
     A energia descreve um fluxo unidirecional no ecossistema. A luz do Sol é captada pelos
      produtores - que executam a fotossíntese - e flui pelos consumidores e decompositores de uma teia
      alimentar.
                                                      34
     Cadeia alimentar representa os passos seguidos pela energia e inclui: produtores, consumidores e
      decompositores. No meio aquático, os produtores, representados pelo fitoplâncton (microalgas),
      fabricam alimento orgânico, consumido pelo zooplâncton (microcrustáceos), que são comidos por
      peixes pequenos, consumidos por peixes maiores, que servem de alimento para o homem.

                     (Produtor)     (Cons.1ário) (Cons.2ário) (Cons.3ário) (Cons.4ário)
                    Fitoplâncton → Zooplâncton → Sardinha → Robalo → Homem



                               DECOMPOSITORES (Bactérias e Fungos)

     Teia alimentar: conjunto de todas as cadeias alimentares de um ecossistema.

     Pirâmide de energia: gráfico em forma de pirâmide que descreve o fluxo de energia ao longo de
      uma cadeia alimentar. Alargada na base, progressivamente os degraus são menos largos, o que
      evidencia que a energia, a cada nível trófico, vai diminuindo.




III. Ciclos biogeoquímicos
     Ciclo biogeoquímico: ciclo que descreve o trajeto dos elementos e substâncias minerais no
      ecossistema. Os mais importantes são o da água, o do carbono e o do nitrogênio.
     Ciclo do carbono: o carbono (gás carbônico) é introduzido nos seres vivos pela fotossíntese e a sua
      devolução para o meio ocorre pela respiração aeróbica, pela decomposição e pela combustão da
      matéria orgânica.




     Ciclo de nitrogênio: é importante a participação de bactérias em todo o ciclo. Bactérias fixadoras,
      principalmente as do gênero Rhizobium (associadas a raízes de leguminosas - adubo verde),
      transformam o nitrogênio molecular em amônia. Bactérias nitrificantes transformam a amônia em
      nitritos e nitratos (que ficam disponíveis para os vegetais sintetizarem os seus aminoácidos).

                                                    35
Bactérias denitrificantes fecham o ciclo ao efetuarem a devolução do nitrogênio molecular para a
        atmosfera.




IV. Populações e interações biológicas na comunidade
    Crescimento populacional: uma população apresenta crescimento no ambiente em que vive segundo uma
curva do tipo S: fase inicial, de crescimento lento; fase acelerada, de crescimento rápido; fase de estabilização, em
que não ocorre aumento da população. A densidade populacional aumenta nas fases iniciais, estabilizando-se a
seguir. Toda população tende a crescer indefinidamente, segundo o seu potencial biótico. No entanto, fatores de
resistência ambiental (predatismo, parasitismo, competições) limitam o crescimento populacional, fazendo-a respeitar
a capacidade limite (capacidade de carga) do ambiente, que é o número máximo de indivíduos da população que o
meio suporta.




     Interações biológicas: os indivíduos das diversas espécies interagem no ecossistema. As
      interações podem ser intraespecíficas ou interespecíficas.
     Interações intraespecíficas: são interações que ocorrem entre indivíduos da mesma espécie. São
      exemplos as colônias (de algas, de esponjas) e as sociedades (de insetos sociais, como a das
      formigas e a dos cupins).
     Interações interspecíficas: são as interações que ocorrem entre indivíduos de espécies diferentes e
      podem ser divididas em dois tipos: simbioses (também chamadas de positivas ou harmônicas) e
      antagonismos (também chamadas de negativas ou desarmônicas).
     Simbioses podem ser: mutualismo (benefício para ambas as espécies e obrigatória), cooperação
      (benefício para ambas as espécies e não obrigatória) e comensalismo (benefício apenas para uma
      das espécies; para a outra, a interação é indiferente). O epifitismo é um tipo de inquilinismo onde,
      uma planta do tipo da orquídea, vive apoiado na planta hospedeira, sem prejudicá-la.
     Antagonismos podem ser: parasitismo, predatismo, esclavagismo, amensalismo, antibiose e
      competição interespecífica.


                                                         36
    Sucessão ecológica primária: seqüência de eventos que conduzem à formação de uma
     comunidade complexa em um ecossistema. Inicia-se com a instalação de organismos pioneiros (em
     rochas são os líquens, no meio aquático é o fitoplâncton), seguíndose uma fase de alterações
     constantes, até a formação de uma comunidade complexa, em estágio clímax. Na sucessão
     ecológica secundária que ocorre, por exemplo, após a derrubada de uma mata, atuam como
     pioneiros as gramíneas e diversas espécies de ervas invasoras. Segue-se a fase de alterações que
     culmina, com o tempo, na comunidade clímax.

V. Poluição: a biosfera agredida
    CFC: a destruição da camada de ozônio. Aumenta a passagem de radiação ultravioleta para a Terra,
     com conseqüências desastrosas para o material genético dos seres vivos, o que provoca, no
     homem, aumento das taxas de câncer de pele.
    Gás carbônico e o efeito estufa: retenção da radiação infravermelha (calor) gerada pela radiação
     solar que atinge a Biosfera. Derretimento das calotas polares e alterações climáticas.
    Eutroficação: o despejo de matéria orgânica em lagos, rios e represas, levando à poluição da água
     e ao empobrecimento do oxigênio no meio aquático.
    DDT e o seu acúmulo nas cadeias alimentares (magnificação). O maior teor de DDT é encontrado
     nos consumidores dos últimos níveis tróficos das cadeias alimentares.
    Mercúrio do garimpo e o seu acúmulo na cadeia alimentar. A tragédia de Minamata.
    Poluição atmosférica por ozônio, dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio (os dois últimos
     associados com a chuva ácida). Problemas pulmonares decorrentes dessa poluição. Desgaste de
     esculturas e obras de arte em conseqüência da chuva ácida.
    Controle biológico de pragas: uma alternativa viável, em contraposição à utilização de agrotóxicos.

                                                                            FONTE: RESUMÃO - ISTO É/ANGLO




Questão 01.
     (Cescem-SP) Analisando as trocas efetuadas entre o meio e cada nível trófico de uma cadeia
alimentar, nota-se:
a)   devolução de energia, de CO2 e de O2 para o meio. A energia não pode ser reutilizada. O CO2 é
     utilizado pelos produtores de O2, para seres vivos em geral;
b)   devolução de energia e de CO2 para o meio. A energia e o CO2 só poderão ser reutilizados pelos
     produtores;
c)   devolução de energia e de CO2 para o meio. A energia não pode ser reaproveitada. O CO2 pode ser
     reutilizado pelos produtores;
d)   aproveitamento total da energia incorporada e desprendimento de O2, que poderá ser utilizado na
     respiração dos seres vivos;

                                                  37
e)   aproveitamento total da energia incorporada e desprendimento de CO2, que poderá ser utilizado
     pelos produtores.



Questão 02.
     (PUC) Na figura, que representa um ecossistema, os
termos componentes abióticos, produtores, consumidores
e decompositores podem ser relacionados, respectivamente,
com os seguintes números:

a)   5, 1, 3, 3
b)   5, 2, 3, 1
c)   1, 2, 3, 5
d)   4, 5, 1, 3
e)   4, 1, 3, 5

Questão 03.
     (Cescem-SP) Imagine uma teia alimentar que represente as relações entre bactérias, plantas,
minhocas, cobras, preás e homens.
     Nessa comunidade, a energia:
a)   é totalmente reaproveitada pelos vegetais;
b)   é totalmente reaproveitada pelos animais;
c)   vai diminuindo em cada nível da teia;
d)   vai aumentando em cada nível da teia;
e)   vai sendo recomposta em cada nível da teia;




Questão 04.
     (Med. Santo Amaro) Pode-se considerar como um dos grandes princípios da Ecologia geral, o fluxo
unidirecional da energia.
     Considerando-se a energia utilizada por um organismo ou população, observa-se que é convertida
em calor e a seguir:
a)   é armazenada sob outra forma;
b)   passa a circular entre os componentes do ecossistema;
c)   é perdida pelo ecossistema;
d)   é captada pelos organismos de menor nível energético do ecossistema;
e)   difunde-se para outros ecossistemas de maior nível energético.

Questão 05.
     (UMC-SP) A energia absorvida pelos mecanismos fotossintetizantes dos seres autótrofos, ao passar
de um nível trófico a outro num ecossistema.
a)   permanece igual;
b)   aumenta;
c)   diminui;
d)   é totalmente consumida;
e)   perde-se totalmente;
                                                 38
Questão 06.
     (Med. Santo Amaro) A quantidade total de matéria viva numa determinada área é denominada:
a)   população;
b)   ecossistema;
c)   biosfera;
d)   biomassa;
e)   bioma.

Questão 07.
       (Cescem) A quantidade de nitrogênio atmosférico, fixada industrialmente, vem dobrando a cada
seis anos. As atuais culturas de leguminosas fixam, anualmente, mais nitrogênio (cerca de 10%) que todos
os processos naturais somados. O crescimento da população humana e das populações de animais
domésticos aumenta a quantidade de excretos nitrogenados.

     Esta interferência do homem no ciclo do nitrogênio:
a)   poderá causar um desequilíbrio entre a fixação desse elemento e a dinitrificação, que só é feita por
     certas bactérias anaeróbicas;
b)   poderá ser contrabalançada por técnicas que aumentam o teor de oxigênio no solo, favorecendo a
     ação das bactérias dinitrificantes;
c)   não alterará em nada o equilíbrio entre reações que levam à fixação de nitrogênio e às reações de
     dinitrificação, uma vez que elas obedecem a uma seqüência cíclica;
d)   não alterará em nada o ciclo, mas levará a um melhor rendimento dos compostos nitrogenados;
e)   não alterará em nada o ciclo, mas deslocará seu equilíbrio para um outro ponto.




Questão 08.
       (UFBA) A cultura de leguminosas enriquece o solo de produtos nitrogenados, razão por que elas são
cultivadas, alternadamente, com outras culturas.
       Este procedimento é justificado porque as leguminosas:
a)     transformam o nitrogênio do ar em nitratos;
b)     fixam o nitrogênio do ar, utilizando-o para a síntese de aminoácidos;
c)     possuem em suas raízes nódulos formados por bactérias nitrificantes;
d)     são parasitadas por bactérias capazes de fixar o nitrogênio do ar;
e)     abrigam em suas raízes fungos capazes de converter o nitrogênio do ar em amônia.

Questão 09.
      (PUC-SP) Caso a população humana cresça exageradamente, você acha que a maneira mais
eficiente de supri-la de energia, através de alimentos, será por meio de:
a)    vegetais verdes;
b)    carne de herbívoros;
c)    carne de carnívoros; .
d)    cogumelos;
                                                  39
e)   bactérias decompositoras.



Questão 10.
     (Cescem-SP) Indicar a afirmativa errada.
     Uma diferença importante entre os ciclos de carbono e do nitrogênio na biosfera é a seguinte.
a)   espécies muito diversas podem executar a mesma fase do ciclo do carbono;
b)   ambos os ciclos podem ser considerados como completos no sentido de que as quantidades
     incorporadas anualmente na biosfera podem voltar à origem;
c)   nos dois ciclos aparecem compostos sólidos, líquidos e gasosos;
d)   partes determinadas do ciclo do nitrogênio são executadas por organismos pouco específicos;
e)   em ambos os ciclos intervêm organismos autotróficos e heterotróficos.



Questão 11.
     (Med. Santo Amaro) São animais homeotérmicos:
a)   peixes e mamíferos;
b)   peixes e aves;
c)   mamíferos e aves;
d)   aves e répteis;
e)   répteis e mamíferos.




Questão 12.
      (Cescem-SP) Duas espécies de protozoários foram colocadas no mesmo frasco contendo um meio
de cultura. Sabe-se que o potencial biótico da espécie I é de 1,46 e o da espécie II é de 0,88. O fator de
decréscimo da população da espécie I é de 0,006 e o da espécie II é de 0,13.
      Com base nestes dados, qual é o gráfico que representa as curvas de decréscimo das populações I
e II?




                                                   40
Questão 13.
     (FCMSC-SP) O melhor gráfico dos seguintes, que retrata a situação de duas populações, uma de
predadores (linha cheia) e outra de presas (linha interrompida) em Equilíbrio, é o:




a)   Nº t
b)   Nº t
c)   Nº t
d)   Nº t
e)   Nº t



Questão 14.
     (UFMG) O equilíbrio biológico de uma comunidade depende da proporção existente entre produtores,
consumidores e predadores.
     Considerando que sejam eles assim representados:
I.   produtores.
II.  herbívoros.
III. carnívoros.
     e que haja relacionamento entre eles, podemos considerar que:
a)   se I e II aumentarem, III diminuirá.
b)   se III aumentar, I e II diminuirão.
c)   se II diminuir, I aumentará e III diminuirá
d)   se I diminuir, II e III aumentarão.
e)   se III aumentar, I e II aumentarão.

Questão 15.
    (Goiânia) Duas populações de animais de espécies diferentes que vivem num hábitat e possuem as
mesmas necessidades alimentares, apresentam a seguinte curva de crescimento.




                                                 41
Interpretando o gráfico, pode-se afirmar que:
a)    não ocorreu competição entre as populações;
b)    a competição começa a ocorrer no momento C;
c)    a competição começa a ocorrer no momento D;
d)    ocorreu mutualismo no momento D.

Questão 16.
     (Med. ABC) A tabela mostra três tipos diferentes de interação (I, ll e III) entre as espécies A e B,
quando reunidas ou separadas:

             ESPÉCIES REUNIDAS           ESPÉCIES SEPARADAS
             A             B             A               B
I            –             –             0               0
II           +             +             –               –
III          +             –             –               0

     Na tabela, (0) indica que a espécie não é afetada em seu desenvolvimento; (+) indica que o
desenvolvimento da espécie torna-se possível ou é melhorado; (-) indica que o desenvolvimento da
espécie torna-se reduzido ou impossível.

      De acordo com os dados, as interações I, II e III podem, respectivamente, corresponder a:
a)    competição, parasitismo e mutualismo;
b)    competição, mutualismo e parasitismo;
c)    mutualismo, competição e parasitismo;
d)    mutualismo, parasitismo e competição;
e)    parasitismo, mutualismo e competição.

Questão 17.
      (UFMG) Espécies de peixes do gênero Fierasfer vivem geralmente no interior de holotúrias, onde se
refugiam de seus inimigos. Esses peixes normalmente alimentam-se de pequenos crustáceos, podendo
algumas vezes, entretanto, comer as entranhas do seu hospedeiro.
      Essas associações, envolvendo o peixe e a holotúria, podem ser, respectivamente, dos tipos:
a)    parasitismo e parasitismo;
b)    inquilinismo e predatismo;
c)    mutualismo e parasitismo;
d)    parasitismo e comensalismo;
e)    inquilinismo e parasitismo.

Questão 18.
     (UMC-SP) Num ecossistema, se o mesmo nicho ecológico é explorado simultaneamente por duas
espécies, essas serão:
a)   simbiontes;
b)   mutualistas;
c)   parasitas;
d)   comensais;
e)   competidoras.

                                                    42
Questão 19.
       (UMC-SP) Se novos nichos ecológicos são introduzidos num ecossistema, espera-se:
a)     um aumento da competição intra-específica;
b)     um aumento da competição interespecífica;
c)     um aumento da diversidade de espécies;
d)     uma diminuição na diversidade de espécies;
e)     que não haja alterações na comunidade.

Questão 20.
       (Med. Bragança) Citam-se, a seguir, vários tipos de relação entre os seres vivos:
I.     Líquens, resultado da associação de alga, elementos produtores e fungos, elementos consumidores.
II.    Morcegos e tartarugas amazônicas cujos hábitos alimentares são o mesmo tipo de frutos.
III.   A rêmora, que se fixa aos tubarões através de ventosas, e, sem prejudicá-lo, economiza energia.

    Baseando-se nas informações dadas, identifique a alternativa que na ordem I, II, III contenha a
nomenclatura adequada para tais tipos de associações.
a)  competição, mutualismo, comensalismo;
b)  comensalismo, mutualismo, competição;
c)  mutualismo, comensalismo, competição;
d)  competição, comensalismo, mutualismo;
e)  mutualismo, competição, comensalismo.




Questão 21.
       (Cescem-SP) Esta questão baseia-se no esquema que representa uma teia alimentar:




     Neste esquema, os únicos organismos carnívoros estritos que ocupam dois níveis tróficos são os
representados pelo número:
a)   I
b)   II
c)   III
d)   IV
                                                   43
e)   V

Questão 22.
     (PUC-SP) Numa sucessão de comunidade ocorre:
a)   constância de biomassa e de espécie;
b)   diminuição de biomassa e menor diversificação de espécies;
c)   diminuição de biomassa e maior diversificação de espécies;
d)   aumento da biomassa e menor diversificação de espécies;
e)   aumento de biomassa e maior diversificação de espécies.

Questão 23.
     (PUC-SP) Qual destes ecossistemas apresenta maior produtividade primária?
a)   campo.
b)   floresta.
c)   tundra.
d)   deserto.
e)   oceano profundo.

Questão 24.
     (UCP-Pelotas) O mais extenso dos biociclos é conhecido como:
a)   bioma;
b)   epinociclo;
c)   limnociclo;
d)   plâncton;
e)   talassociclo.



Questão 25.
     (Cescem-SP) Numa comunidade climática, como a floresta Amazônica, a produção de oxigênio é:
a)   igual ao próprio consumo, nada sendo incorporado a mais na atmosfera terrestre, visto que há
     aumento na biomassa;
b)   igual ao próprio consumo; nada sendo incorporado a mais na atmosfera terrestre, visto que não há
     aumento na biomassa;
c)   maior que o próprio consumo, incorporando-se o saldo à atmosfera terrestre, visto que há aumento
     na biomassa;
d)   maior que o próprio consumo, incorporando-se o saldo à atmosfera terrestre, visto que há aumento
     na biomassa;
e)   menor que o próprio consumo, retirando; pois, oxigênio da atmosfera, visto que a biomassa diminui.

Questão 26.
     (FCMSC-SP) Considere o seguinte processo: em uma infusão predominam primeiramente algas, em
seguida ciliados e finalmente rotíferos.
     O processo considerado é um caso de;
a)   cadeia alimentar;
b)   teia alimentar;
c)   sucessão;
                                                  44
d)   metamorfose;
e)   pirâmide de números.

Questão 27.
      (FCMSC-SP) O fluxo de energia que atravessa determinado nível trófico constitui a produtividade
bruta, que é a soma da produtividade líquida é da energia das substâncias perdidas para a respiração.
      Assim, se considerarmos os produtores, a produtividade bruta corresponde ao total de energia:
a)    assimilado por eles na fotossíntese;
b)    incorporado à sua biomassa;
c)    disponível para os herbívoros e decompositores;
d)    consumido pelos herbívoros e decompositores;
e)    incorporados à biomassa de herbívoros e decompositores.

Questão 28.
     (PUC-SP) Durante o processo de evolução de uma comunidade ou sucessão ecológica, não se
observa:
a)   aumento de produtividade primária;
b)   aumento de taxa respiratória;
c)   aumento de complexidade da cadeia alimentar;
d)   diminuição do fluxo de energia;
e)   diminuição da biomassa.




Questão 29.
        (PUC-SP) No ciclo do nitrogênio esquematizado a seguir, as etapas de nitrificação, fixação e
dinitrificação estão, respectivamente, indicadas por:




a)   III, I e II
b)   I, II e III
c)   I, III e II
d)   II, III e I
e)   II, I e III

Questão 30.

                                                 45
(PUC-SP) Em uma região, duas espécies de artrópodes (I e Il), que apresentavam hábitos
alimentares diferentes, vinham sendo estudadas por alguns pesquisadores. Após certo tempo de estudo foi
introduzida nessa região uma outra espécie (III), constatando-se em seguida alterações nas duas
populações anteriores, conforme é mostrado no gráfico a seguir. A seta e a linha pontilhada indicam, no
gráfico, o movimento em que a nova espécie foi introduzida na região.




     Assinale a alternativa que seja mais compatível com a análise dessa situação:
a)   a espécie III pode ser presa fácil de l.
b)   a espécie Ill pode competir com lI por alimento.
c)   a espécie I pode ser presa fácil de III.
d)   a espécie I pode ser predadora de III.
e)   as espécies I e II não se relacionam com a espécie lll.

Questão 31.
     (MACK-SP) Num ecossistema aquático em equilíbrio, a seqüência correta de uma cadeia alimentar
é:
a)   vitória-régia –– fitoplâncton –– caracol –– baleia –– bactérias:
b)   zooplâcton –– peixes –– pequenos –– baleia –– alga vermelha –– fungos.
c)   bactérias e fungos –– equinodermas –– moluscos algas verdes –– bactérias –– fungos.
d)   fitoplâncton –– zooplâcton –– peixes pequenos –– tubarão –– bactérias e fungos.
e)   algas verdes –– bactérias e fungos –– copépodas moluscos –– golfinhos.

Questão 32.
      (UFRS) No tubo digestivo dos cupins (térmitas) vivem protozoários flagelados que segregam uma
enzima capaz de digerir a celulose ou outras substâncias da madeira. Os cupins ingerem a madeira, os
flagelados intestinais a digerem e ambos compartilham dos glicídios resultantes. Submetendo-se os cupins
a uma temperatura elevada, os flagelados desaparecem sem afetar os hospedeiros; estes, livres dos
protozoários, continuam a ingerir a madeira,porém, não conseguindo digeri-las, morrem de inanição.
      Sob o ponto de vista ecológico, essa associação é do tipo:
a)    mutualismo;
b)    comensalismo;
c)    inquilinismo;
d)    parasitismo;
e)    sociedade.

Questão 33.
     (UFPR) Poucos animais podem aproveitar a celulose como alimento. Muitos cupins, entretanto,
alimentam-se quase que exclusivamente de madeira graças à (a):
a)   endossimbiose com flagelados e bactérias;
b)   glândulas que secretam celulose;
c)   digestão extracorpórea;
d)   endossimbiose exclusiva com bactérias;
                                                  46
e)     endossimbiose com fungos.

Questão 34.
      (Fuvest-SP) Os líquens, formados pela associação de algas e fungos com alto grau de
interdependência constituem exemplo de:
a)    saprofitismo;
b)    parasitismo;
c)    mutualismo;
e)    inquilinismo.
d)    comensalismo

Questão 35.
       (Fuvest-SP) Cobras que se alimentam exclusivamente de roedores são considerados:
a)     produtores;
b)     consumidores primários;
c)     consumidores secundários;
d)     consumidores terciários;
e)     decompositores.

Questão 36.
     (AEU-DF) Um ser que tem a capacidade de sintetizar moléculas orgânicas a partir de energia e
substâncias orgânicas é um:
a)   autótrofo;
b)   abiótico;
c)   heterótrofo
d)   saprófito;
e)   mixotrófico.

Questão 37.
     (AEU-DF) Os produtores são elementos indispensáveis no fluxo de energia das teias alimentares ,
assim como no ciclo da matéria são indispensáveis os:
a)   decompositores;
b)   autrótrofos;
c)   comensais;
d)   predadores;
e)   simbiontes.

Questão 38.
      (FCMCS-SP) Considere que, nas relações entre as espécies, o sinal (+) indica vantagem para uma
delas, o sinal (-), desvantagem e o sinal (0), neutralidade.
     A relação existente entre duas espécies que ocupam o mesmo nicho ecológico deve ser representada por:

a)      +       +

b)      +       –

c)      +       0

                                                        47
d)     –       0

e)     –       –



Questão 39.
    (FCMCS-SP) Considere as relações esquemáticas entre populações vivendo em uma mesma
comunidade.




     Em quais das populações quanto maior for a densidade da população indicada na origem da seta,
maior será a densidade da população indicada no outro extremo?
a)   I, II e IlI
b)   I, II e V
c)   lI, III e IV
d)   II, III e V
e)   IIl, lV e V




Questão 40.
       (UCS) O esquema representa as relações tróficas de uma comunidade terrestre.




       Comportam-se exclusivamente como consumidores de segunda ordem o:
a)     lagarto e a cobra;
b)     gavião e o lagarto;
c)     gafanhoto e a cobra;
d)     coelho e o camundongo;
e)     gavião e a cobra.

Questão 41.
       (UCS) Os fatores enumerados a seguir influem na densidade de uma população:
I.     natalidade;
II.    mortalidade;
III.   imigração;

                                                  48
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Ecologia

  • 1. ECOLOGIA ECOLOGIA (do grego oikos = casa, ambiente; logus = estudo) é a ciência que estuda as relações dos seres vivos entre si, bem como as relações dos seres vivos com o meio ambiente. A Ecologia estuda a estrutura e a função da Natureza. NOMENCLATURA ECOLÓGICA 1. Meio ambiente - conjunto de condições físicas e biológicas que cercam o indivíduo, sendo essas condições fundamentais para a sobrevivência. 2. Meio biótico - tudo aquilo que nos cerca e que é dotado de vida ou que morreu recentemente, pois no recém-morto algumas células ainda estão metabolizando e, conseqüentemente, produzindo energia. 3. Meio abiótico - tudo aquilo que não é dotado de vida, mas que é necessário à vida, como as condições climáticas, a oxigenação, a água etc. 4. Ecobiose - é a parte da Biologia que estuda as relações existentes entre os seres vivos e o meio ambiente. 5. Alelobiose - é a parte da Ecologia que estuda as relações dos seres vivos entre si. 6. Hábitat - é um sinônimo de casa, pois é o local específico onde o indivíduo vive. É o “endereço” do indivíduo. 7. Nicho ecológico - é a função que o ser vivo desempenha. O nicho pode ser representado pela profissão, porque caracteriza o hábito, aquilo que o indivíduo faz no seu dia-a-dia. 8. Equivalência ecológica - quando duas ou mais espécies apresentam nichos ecológicos semelhantes em diferentes tipos de hábitat. Ex.: os búfalos das pradarias americanas e as zebras das savanas africanas, que se nutrem das pastagens. 1
  • 2. ESTUDO DAS POPULAÇÕES População é um conjunto de indivíduos da mesma espécie que vive numa mesma área, estabelecendo laços de interdependência mais ou menos profundos com os indivíduos das demais populações ali instaladas. Espécie é um conjunto de indivíduos semelhantes, sob vários aspectos, capazes de se reproduzirem e de produzirem descendentes férteis. CRESCIMENTO POPULACIONAL Cada espécie tem um padrão genético de crescimento; logo, apresenta uma série de exigências para o seu crescimento. As populações controlam o seu crescimento de várias maneiras, a depender de fatores extrínsecos e intrínsecos. Uma população ao se instalar em determinada área enfrenta as condições ambientais, sofrendo um ligeiro ou demorado processo adaptativo. Se o potencial da população superar as imposições do meio, o crescimento torna-se bastante acentuado, aumentando o número de indivíduos, pois a natalidade supera a mortalidade. Ao atingir um determinado tamanho, os fatores limitantes — alimento disponível, espaço — começam a ser mais sentidos pela população. A partir deste ponto, o tamanho da população começa a oscilar, aumentando e diminuindo ao redor de um valor médio; isto significa que a mesma atingiu o seu equilíbrio, que é mantido pela equivalência de suas taxas de natalidade e mortalidade, principalmente, e também pela equivalência das taxas de emigração e de imigração. A alteração brusca de um fator-limitante pode tirar o equilíbrio da população. Potencial biótico ou reprodutivo - É a capacidade natural de crescimento de uma população em condições favoráveis. Fator-limitante – é qualquer fator que interfira numa população, dificultando ou impedindo o seu crescimento natural. Resistência ambiental – é o conjunto de fatores capazes de limitar o crescimento de uma população. Ocorrerá crescimento quando o potencial biótico for maior que a resistência ambiental, P. B. > R. A. e ocorrerá diminuição quando o potencial biótico da população não superar as condições limitantes, P. B < R. A. 2
  • 3. COMUNIDADES OU BIOCENOSES Podemos definir uma comunidade como um conjunto de populações, ou grupo de indivíduos de espécies diferentes vivendo numa mesma área física, mantendo entre si relações de diversos níveis ecológicos. Frequentemente numa comunidade existe uma espécie que se destaca, seja pela sua capacidade reprodutiva, seja pelo maior número de indivíduos, seja pelo seu porte físico, sendo bem mais notada que as outras. Essa espécie é chamada de Dominante e seu nome é usado para designar a comunidade. Exemplo: Comunidade de pinheirais, comunidade de carnaubeiras etc. Ecótone ou Ecótono - Numa determinada área, é muito difícil definir a área de fronteira entre duas comunidades distintas. Na zona fronteiriça, existem elementos da comunidade A e elementos da comunidade B, além de elementos específicos dessa região. ECÓTONE = Área de transição ou área fronteiriça entre duas comunidades distintas. Na ilustração a seguir, I e III representam comunidades distintas e II corresponde ao ecótone: ecótone III II I 3
  • 4. Características da zona de ecótone a) Maior variedade de indivíduos. b) Maior variedade de nichos ecológicos. SUCESSÃO DE COMUNIDADES ou SUCESSÃO ECOLÓGICA É um processo de mudanças na constituição das comunidades que se sucedem em um determinado local. É um processo lento ou gradual em que ocorre a substituição de uma comunidade por outra, e assim sucessivamente até o estabelecimento de uma comunidade definitiva, chamada de comunidade CLÍMAX. Fases da Sucessão  Ecese - é a comunidade pioneira (inicial). É a espécie que primeiro chega a um local onde não existem seres vivos.  Série ou Sere - é a comunidade intermediária, temporária, que surge no decorrer da sucessão.  Clímax - é a comunidade final ou definitiva que se estabelece de modo permanente. É a que encerra a sucessão. Apresenta grande estabilidade e significa que o ecossistema atingiu a sua maturidade. 4
  • 5. Sucessão ecológica em lagoa: a) na lagoa recém-formada, ocorrem algas microscópicas (fitoplâncton). b) algumas plantas submersas forram o fundo. c) a lagoa torna-se cada vez mais rasa, ocorrem plantas emersas como a taboa e junco. d) plantas terrestres invadem a área que se transformará aos poucos em floresta. Observe que a comunidade pioneira é formada nesse caso por seres microscópicos, passando a vegetais inferiores, chegando no estágio final a vegetais mais evoluídos. A floresta é um bom exemplo de comunidade Clímax, com grande estabilidade (= homeostase ou homeostasia). A sucessão num ecossistema pode ser descrita como uma evolução em direção a uma grande diversidade e, consequentemente, a um grande número de nichos ecológicos. No estágio Clímax é atingida uma grande estabilidade . (homeostase), capaz de pronta resposta a um ambiente físico em flutuação. TIPOS DE SUCESSÕES ECOLÓGICAS 5
  • 6. a) Primária. b) Secundária. a) Sucessão Primária É aquela que ocorre num local nunca antes habitado. Exemplo: LÍquens  Musgos  Ervas  Arbustos  Árvores Rocha Nua ECESE SÉRIES CLÍMAX b) Sucessão Secundária É aquela que ocorre num local anteriormente habitado, cujas comunidades foram eliminadas por modificações climáticas (erupções vulcânicas, incêndios, inundações, glaciações etc), ou pela intervenção do próprio homem (queimadas, desmatamentos etc). Exemplo: Capins  Ervas  Arbustos  Árvores Terreno Desmatado ECESE SÉRIES CLÍMAX As sucessões ainda podem ser: I. Autotróficas; II. Heterotróficas. I. Autotróficas – quando iniciadas por organismos autótrofos em locais predominantemente inorgânicos. Exemplo: LÍquens  Musgos  Ervas  Arbustos  Árvores Rocha Nua ECESE SÉRIES CLÍMAX II. Heterotróficas – quando iniciadas por organismos heterótrofos em locais predominantemente orgânicos. Exemplo: as sucessões iniciadas em rios poluídos ou sobre restos de vegetais e de animais. 6
  • 7. Uma sucessão primária em região de clima temperado. Uma sucessão secundária. O bioma da lagoa é substituído pelo bioma da floresta. ECOSSISTEMA Já sabemos que Ecossistema Comunidade ou Biocenose (Fatores Bióticos) + Meio-abiótìco ou Biótopo (Fatores Abióticos) Definição É qualquer unidade de área onde os meios biótico e abiótico se inter-relacionam, havendo produção, troca e aproveitamento de MATÉRIA e ENERGIA. O meio biótico é representado por todos os elementos dotados de vida, ou que acabaram de morrer, enquanto o meio abiótico compreende as condições físicas e químicas do ambiente. Divisão e Generalidades O meio biótico é dividido em três grandes categorais: produtor, consumidor e decompositor. Para que haja vida é necessária uma fonte constante de energia que mantenha o sistema. O Sol é a fonte natural de energia para todos os ecossistemas. A energia entra no meio vivo por uma única via: o vegetal, que, através do pigmento clorofila, absorve energia luminosa e a transforma em energia química, graças ao processo da fotossíntese. Os 7
  • 8. vegetais fotossintetizadores utilizam a energia luminosa para sintetizar açúcar e outros compostos que servem como reserva de energia. No mundo animal, a energia entra sempre através dos herbívoros, animais que se alimentam de vegetais. Do herbívoro, parte dessa energia é transferida para um carnívoro, que se alimenta do herbívoro e assim sucessivamente. O fluxo de energia é unidirecional; ao passar de um nível trófico para outro, ela vai diminuindo e é perdida pelo ecossistema. Na natureza nada se perde. Os restos de animais e vegetais mortos não são perdidos pela natureza, pois existe uma categoria biótica, denominada de decompositores (fungos e bactérias saprófitas) que se encarregam de decompor a matéria morta, tirando dela a energia para sua sobrevivência e deixando no meio ambiente os seus elementos constituintes. Sem a ação dos decompositores (os carbonos, nitrogênios e enxofres), elementos existentes na matéria morta, seriam imobilizados, não retornando mais ao meio vivo. Consumidor terciário Consumidor secundário Consumidor quaternário Consumidores primários (pequenos crustáceos, Produtor (algas larvas, protozoários) microscópicas) Uma teia alimentar que passa integralmente em meio aquático. As setas indicam que o alimento e a energia são transferidos do produtor para os consumidores. O dique do Tororó é um excelente exemplo para caracterizar um ecossistema. A água, o cloro, o oxigênio e a luz representarão o meio abiótico, enquanto as plantas, os peixes, os caramujos, os sapos e os microorganismos representarão a comunidade biótica. Os produtores serão representados pelas plantas da margem, do fundo e as flutuantes e também pelas algas microscópicas; todas elas são clorofiladas, capazes de transformar a energia solar em energia química, para fornecê-la a todo o ecossistema. Os consumidores são incapazes de utilizar a energia solar diretamente; utilizam a energia produzida pelos vegetais de uma maneira direta ou indireta. A morte de qualquer desses elementos não implica perda de matéria, pois os fungos e as bactérias saprófitas ali existentes se encarregam de decompor a matéria morta, devolvendo seus elementos constituintes novamente ao meio, a fim de serem incorporados pelos produtores. A Cadeia Alimentar ou Cadeia Trófica Consiste numa sequência de organismos em que um serve de alimento para o outro, e, através dessa cadeia, há um fluxo de matéria e energia dentro do ecossistema. A primeira etapa de uma cadeia alimentar é sempre um produtor, enquanto a última etapa é um decompositor. 8
  • 9. Nível Trófico É a posição ocupada pelo indivíduo na cadeia alimentar. Tipos de níveis tróficos 1º) Produtor - produz o alimento captando a energia luminosa, através da fotossíntese. Exemplo: vegetais clorofilados. 2º) Consumidor - utiliza a energia diretamente dos vegetais ou indiretamente dos animais. Exemplos: predadores, parasitas etc. A depender do grau de utilização, os consumidores podem ser classificados nos seguintes tipos: a) Consumidores primários ou de 1ª ordem – obtêm a energia do produtor. Exemplo: os herbívoros ou fitófagos. b) Consumidores secundários ou de 2ª ordem - animais que se alimentam de herbívoros. c) Consumidores terciários ou de 3ª ordem - animais que se alimentam de consumidores secundários. Exemplo: grandes carnívoros. 3º) Decompositores - são os organismos que decompõem a matéria orgânica morta, transformando-a em matéria inorgânica e devolvendo seus elementos ao meio. Exemplos: fungos microscópicos saprófitas e bactérias saprófitas. Os decompositores são também chamados de microconsumidores ou biorredutores. Teia Alimentar Conjunto de cadeias alimentares que interagem num ecossistema. Muitos animais têm alimentação variada, da mesma forma que outros servem de alimento para várias espécies distintas. Dessa maneira, o fluxo de energia segue em várias direções, formando, assim, um conjunto de cadeias denominado teia alimentar. Produtores comsumidores primários consumidores secundários consumidor terciário consumidor quaternário 9
  • 10. Devido à alimentação variada dos animais, as cadeias alimentares se cruzam e se ramificam na natureza, formando as teias alimentares. Pirâmides Ecológicas São representações quantitativas de uma cadeia alimentar. Imaginemos uma determinada área de pés de capim que servem de alimento para coelhos, que servirão de alimentos para gaviões. 1. Pirâmide energética Cada nível trófico será representado por um retângulo cujo comprimento representa a quantidade de energia acumulada. A base da pirâmide será representada pelo produtor (capim), que é o indivíduo capaz de produzir a energia que será utilizada por toda a cadeia. Parte dessa energia produzida o capim utilizará nas suas atividades metabólicas (respiração), sendo posteriormente liberada para o meio, sob a forma de calor. O coelho ao se alimentar de capim obterá a energia. que restou; por isso que o retângulo correspondente à quantidade energética do coelho é menor. Dessa energia que foi tirada do capim, o coelho utilizará grande parte dela nas suas atividades metabólicas, restando apenas pequena quantidade energética acumulada. O gavião, que utiliza o coelho como alimento, obterá uma quantidade energética menor ainda e assim, sucessivamente. Podemos concluir então que quanto mais elevado o nível trófico, menor será a obtenção de energia na cadeia. 10
  • 11. Consumidor terciário (1,5kcal) Consumidor secundário (15kcal) Consumidor primário (150kcal) Produtor (1.500kcal) Pirâmide de energia num ecossistema de floresta temperada. Para cada 1.500 kcal fornecidas pela vegetação (produtores), apenas 150 kcal são efetivamente transferidas e aproveitadas pelos consumidores de primeira ordem. Da mesma forma, para cada 150 kcal disponíveis desses consumidores para os de segunda ordem, só 15 kcal serão aproveitadas. O aproveitamento é sempre de um décimo de energia no grupo trófico anterior. 2. Pirâmide de números Expressa a quantidade de indivíduos presentes em cada nível trófico da cadeia alimentar. A quantidade de pés de capim será sempre maior que a quantidade de coelhos existentes na área, assim como a quantidade de coelhos será sempre maior que a quantidade de gaviões, para que haja equilíbrio ecológico. Numa cadeia alimentar em que os produtores sejam árvores de grande porte, um só produtor pode sustentar vários herbívoros. Nesse caso a pirâmide terá uma representação específica (invertida), conforme o esquema a seguir: 11
  • 12. Outra situação em que a pirâmide dos números aparece invertida, ou seja, com o ápice bem maior que a base, é quando uma árvore suporta inúmeros parasitas, como insetos, tipo: gafanhotos, pulgões etc. 3. Pirâmide de biomassa Expressa a quantidade de Biomassa ou matéria viva acumulada em cada nível trófico da cadeia alimentar. Normalmente a biomassa total dos produtores é maior que a dos herbívoros que, por sua vez, é maior que a dos carnívoros e assim, sucessivamente. Em outras palavras, no ecossistema observa-se uma disposição piramidal da massa dos seres vivos. Na base ficarão sempre os produtores e nos demais níveis, os consumidores. Individualmente, o consumidor de 3ª ordem é maior que o de 2ª ordem, e este é maior que o de 1ª ordem. 12
  • 13. LEITURA COMPLEMENTAR I FATORES ABIÓTICOS DO ECOSSISTEMA 1º) Luz A luz solar se relaciona fundamentalmente com fotossíntese. E quem diz fotossíntese, diz produção de alimentos orgânicos por parte dos vegetais verdes. As plantas clorofiladas (tanto as que nos cercam, as árvores dos continentes, como também — principalmente — as algas que vivem nas águas dos rios e dos mares em geral), em presença da luz solar, captam o gás carbônico do ar e, com a participação da água, elaboram alimentos orgânicos do grupo dos açúcares principalmente; estes servirão depois para os próprios vegetais e, em seguida, para todos os demais animais da Terra. Como resíduo da fotossíntese, as plantas verdes ainda eliminam o oxigênio, gás de fundamental importância nos processos respiratórios das próprias plantas, bem como de todos os animais. Por aí se vê a suma importância da fotossíntese (e da luz solar) para a vida. As plantas são seres autotróficos, ou seja, são capazes de produzir o seu próprio alimento. A luz solar é também indispensável ao sentido da visão dos animais em geral. Exerce, outrossim, papel importante na pigmentação da pele. Animais que vivem expostos à radiação solar mais intensa (como nos desertos e nas montanhas) são normalmente mais pigmentados, ao passo que os que vivem em lugares sombrios (nas cavernas) por exemplo são despigmentados. Certos seres vivos são capazes de produzir luz. É o que se chama bioluminescência. Incluem certas bactérias, protozoários, insetos (como vagalumes) e ainda algumas espécies de peixes. Nas células destes seres há uma proteína especial chamada de luciferina, que produz luz com a ação de um fermento ou enzima chamada de luciferinase. 13
  • 14. 2º) Água ... não se concebe a vida sem a água. Pelo menos nos moldes como a vida é encontrada aqui na Terra. Ela faz parte da composição química das células de todos os seres vivos; toma parte em todos os processos biológicos celulares; dissolve um sem-número de substâncias (chamadas por isso hidrófilas) que estão constituindo o protoplasma; é o solvente dos colóides protoplasmáticos. A água atua como reagente químico em muitos processos metabólicos. QUANTIDADE DE ÁGUA NOS SERES VIVOS Sua quantidade nas espécies varia de uma para outra. A água-viva, por exemplo, apresenta cerca de 95% de seu peso em água. Já as sementes apresentam em teor entre 10 a 20%. Mesmo dentro de uma espécie, essa quantidade hídrica vai depender da idade do indivíduo considerado. A criança, ao nascer, tem uns 90%. O adulto, contém 65%. Além disso, deve-se levar em conta que há variação também de órgão para órgão. Há certos vegetais que só vivem em lugares onde haja água. São os vegetais hidrófilos ou hidrófitos. Mas há outros que, ao contrário, conseguem viver em lugares áridos ou semi-áridos, como a caatinga do Nordeste. São os vegetais xerófilos ou xerófitos. Ex.: mandacaru, cactus, palmas, umbuzeiro, juazeiro, xique-xique etc. 3º) Umidade do Ar (Grau Higroscópico do Ar) O grau higroscópico do ar de uma certa região é fator de fundamental importância nas paisagens florísticas e nos aspectos faunísticos dessa mesma região. Alta umidade do ar corresponde a uma vegetação higrofítica como a que se desenvolve em ambientes úmidos, situando-se, nesses casos, também os vegetais umbrófilos que vivem às sombras das árvores maiores em plena floresta tropical, como é o caso dos musgos, das samambaias, das avencas etc., que não resistem à exposição direta ao sol. Baixo grau higroscópico do ar corresponde ao contrário a uma vegetação tipicamente xerofítica, como acontece nas caatingas nordestinas, assoladas por um clima árido ou semi-árido, com pequena quantidade pluviométrica anual, ambiente propício para a Família das Cactáceas. Os animais que procuram viver em ambientes úmidos, como as lesmas, os caracóis, minhocas, muitos vermes terrestres, são denominados de higrobiontes, ao passo que aquele que preferem ambientes secos, como é o caso das abelhas, tatus, teius, cotias, lagartos etc., são ditos xerobiontes. 4º) Pressão Atmosférica Ao nível do mar, a pressão atmosférica é de apenas 1 atm = 760 mmHg. À medida que se sobe, a pressão atmosférica diminui de valor; assim, nas grandes altitudes, a pressão é bem menor que ao nível do mar. É aí também menor o teor de oxigênio atmosférico — o que faz com que o número de glóbulos vermelhos no sangue dos animais mamíferos aumente por milímetro cúbico (poliglobulia ou policitemia). Ao contrário, a cada 10 metros de profundidade nos mares e oceanos corresponde um aumento de uma atmosfera de pressão, de sorte que nos abismos do fundo do mar a pressão é bem acentuada. 5º) Salinidade Há animais estritamente marinhos. Nunca suportariam a água doce. Por exemplo, os Equinodermas. Outros são estritamente de água doce (dulcícolas). E nesse segundo caso se situam todos os Anfíbios. São animais estenohalinos: não suportam variações de salinidade do meio ambiente. Existem vegetais que só conseguem viver em meio onde devam absorver sais em altas concentrações. Várias espécies do gênero Salicornia constituem colônias exatamente nos lugares mais salgados à beira-mar, assim como nas salinas abandonadas. Ainda neste grupo estão os vegetais dos 14
  • 15. nossos manguezais, das nossas praias. Denominamos a estas formações de halófitas (ou vegetais halófilos). Por outro lado, há animais que podem suportar variações de salinidade, de tal maneira que chegam mesmo a mudar de ambiente. Do mar passam para os rios ou vice- -versa. São os Erihalinos. Ex.: Salmão e Enguias. 6º) Temperatura É a temperatura um dos mais importantes fatores abióticos. É ela que determina a distribuição dos vegetais e, em conseqüência, a distribuição dos animais. Como sempre, cada espécie de ser vivo suporta um mínimo e um máximo de temperatura ambiente, cujo intervalo entre o mínimo e o máximo está localizado um ponto ótimo de temperatura. As plantas geralmente não suportam um ambiente acima de 40 °C mas, como exceção, vamos encontrar as chamadas algas termais, que suportam temperatura ambiente de até mais de 65 °C. CLASSIFICAÇÃO DOS ANIMAIS QUANTO À TEMPERATURA Os animais podem ser de dois tipos gerais, segundo a temperatura corporal: a) Animais Homeotérmicos - são aqueles de temperatura corporal constante. São os animais de sangue quente. São animais que conseguem mantê-la constante, apesar das variações da temperatura do ambiente, daí serem chamados de sangue quente, como os mamíferos e as aves. Estes animais têm um Centro Termorregulador. São seres euritérmicos, pois suportam grandes variações de temperatura ambiente. b) Animais Pecilotérmicos ou Heterotérmicos - são aqueles de temperatura corporal variável. São animais que não conseguem mantê-la constante. Ela desce ou sobe, acompanhando as flutuações do meio. Exemplo: todos os animais, com exceção das aves e dos mamíferos. Os Pecilotérmicos são ESTENOTÉRMICOS, pois não suportam grandes variações de temperatura ambiente. 15
  • 16. BIOSFERA Etimologicamente, significa esfera da vida. Recebe o nome de Biosfera a camada da Terra ocupada pelos seres vivos. Constitui-se de três biociclos, a saber: Biociclos a) Epinociclo ou biociclo terrestre (domínio terrestre); b) Talassociclo ou biociclo das águas salgadas (domínio marinho); c) Limnociclo ou biociclo das águas doces (domínio dulcícola). Talassociclo O Talassociclo é dividido quanto à penetração da luz solar em três regiões: a) Região eufótica - fortemente iluminada. A luz solar penetra ativamente até uns 80 metros. Devido a esta luz intensa, as algas ali vivem abundantemente; b) Região disfótica - difusamente iluminada. A luz solar encontra dificuldade de penetrar além dos 200 m. Assim, a região disfótica vai até 200 m de profundidade oceânica; c) Região afótica - totalmente escura, onde é ausente a vida vegetal e, em conseqüência, a fauna é formada de animais carnívoros. Seres vivos do talassociclo a) Seres Planctônicos ou Seres do Plâncton - seres que se deixam levar ao sabor das correntezas. São seres microscópicos ou não que flutuam passivamente sobre a superfície das águas. Exemplos:  Fitoplanctônicos - são os vegetais microscópicos ou milimétricos que flutuam passivamente nas águas. Ex.: as algas marinhas.  Zooplanctônicos - são os animais flutuantes. Ex.: os protozoários marinhos. b) Seres Nectônicos ou Seres do Nécton - seres que se deslocam ativamente no seio da massa líquida. Ex.: peixes, mamíferos, tartarugas, medusas, polvos etc. c) Seres Bentônicos ou Seres do Bênton - seres que se arrastam no fundo dos mares ou estão fixos em um substrato rochoso. Limnociclo O limnociclo se divide em duas províncias: a) Província Lótica - compreende as águas com correnteza (rios, córregos, cachoeiras etc.); b) Província Lêntica - compreende as águas paradas (lagos, lagunas, pântanos etc.). 16
  • 17. Damos o nome de fitolimno às águas retidas sobre as folhas (das Bromeliáceas, por exemplo) ou nos ocos dos troncos. Aí vivem as planárias, as larvas de insetos variados, protozoários, bactérias, fungos, cianobactérias, etc. CICLOS BIOGEOQUÍMICOS ou CICLOS DA MATÉRIA Os decompositores, ao realizarem a decomposição de matéria orgânica, devolvem ao solo, à água e à atmosfera os elementos que formarão novos animais e vegetais, recomeçando o ciclo. Os ciclos biogeoquímicos incluem os componentes da cadeia alimentar e os componentes geológicos. Ciclo da Água A água existe nos rios, lagos e mares. Através da evaporação forma as nuvens e volta como chuva. Os animais ingerem a água, os vegetais a absorvem para suas funções orgânicas, liberando uma fração menor. Ao ingerir os vegetais, os animais também consomem água que, pela respiração, volta ao estado de vapor. Ciclo da água Ciclo do Carbono 17
  • 18. O CO2 existe no ar atmosférico numa proporção aproximada de 0,03% a 0,04%. Através da fotossíntese, o vegetal o transforma em glicose, que serve de alimento para os animais, ou pela morte origina restos orgânicos. O CO2 volta ao ar atmosférico através da respiração. Ciclo do O 2 O oxigênio existe no ar atmosférico numa proporção de 21%. Este oxigênio é utilizado pelos animais e vegetais na respiração. O oxigênio é devolvido ao ar atmosférico através da fotossíntese. É bom lembrar que o O2 desprendido na fotossíntese provém da água. Convém acrescentar que, na atmosfera, o ozônio (O3) se converte em oxigênio (O2). Essa camada de ozônio funciona como uma barreira protetora contra o excesso de radiações ultravioleta que chegam à Terra. Ciclo do Nitrogênio O nitrogênio é um elemento químico que entra na composição de moléculas orgânicas, como os aminoácidos, as proteínas e os ácidos nucléicos. Trata-se de um elemento indispensável para a continuidade da vida em nosso planeta. O nitrogênio é encontrado na atmosfera sob a forma de nitrogênio molecular (N2). Esse gás constitui cerca de 78% da atmosfera terrestre e existe também dissolvido na água. Apesar de sua abundância, a grande maioria dos seres vivos não consegue aproveitá-lo. Assim, o N2 penetra nos seres vivos, mas retorna ao meio, não sendo usado em nenhum fenômeno biológico. Fixação do Nitrogênio O nitrogênio, em sua forma molecular, é inaproveitável pela grande maioria dos seres vivos. Esse fato impõe uma questão: como os organismos vivos conseguem fixar e incorporar o nitrogênio molecular em seus compostos nitrogenados? A resposta está na existência de algumas bactérias e certas cianofícias, capazes de fixar o nitrogênio do ar atmosférico ou o dissolvido na água. As bactérias que fixam o nitrogênio molecular pertencem a dois gêneros: Rhizobium e Azotobacter. As do gênero Rhizobium vivem em mutualismo com as células das raízes de leguminosas, como feijão, soja, ervilha, alfafa e trevo, onde formam pequenos nódulos. Essas bactérias conseguem fixar cerca de 300 kg de N2 por hectare, anualmente. São elas as grandes responsáveis, em termos quantitativos, pela fixação da maior parte do N2 atmosférico. As bactérias do gênero Azotobacter vivem livremente no solo e fixam, em média, 5 kg de N2 por hectare, anualmente. As cianofícias fixadoras de nitrogênio molecular são encontradas principalmente na água e em solos encharcados. 18
  • 19. As bactérias e cianofícias, após fixarem o nitrogênio molecular, fazem a sua conversão em nitratos (NO3). Esse fenômeno é denominado nitrificacão: Após a conversão, os nitratos, então dissolvidos na água, são absorvidos pelos vegetais, que os usam na síntese de seus aminoácidos e proteínas. Uma quantidade mínima de nitrogênio atmosférico é fixada naturalmente por meio das descargas elétricas e raios cósmicos que fornecem a energia necessária para esse processo. A fixação do nitrogênio atmosférico também pode ser feita artificialmente por processos industriais. Um exemplo é a produção de fertilizantes. O Nitrogênio em Animais e Vegetais As proteínas, sintetizadas pelos vegetais, podem chegar aos animais através das cadeias alimentares ou, ainda, ir para o solo com a morte da planta. Os animais possuindo proteínas excretam subprodutos de seu metabolismo, na forma de compostos nitrogenados como amônia, uréia e ácido úrico. Estes, uma vez eliminados, vão para o solo. Ciclo do Nitrogênio Importância das Leguminosas 19
  • 20. As leguminosas, pela sua associação com bactérias fixadoras de nitrogênio, têm grande importância na nutrição animal e na agricultura. Na nutrição animal, as leguminosas como soja, feijão, ervilha e alfafa constituem razoável fonte de proteínas. Na agricultura, o cultivo alternado de outras plantas com as leguminosas é um dos melhores procedimentos para evitar o empobrecimento do solo. Enquanto boa parte das plantas de cultivo agrícola esgota a maioria dos compostos nitrogenados do solo, as leguminosas repõem esses nutrientes, graças ao mutualismo que apresentam com as bactérias fixadoras de nitrogênio. Daí a grande importância da rotação de culturas com as leguminosas. As leguminosas podem ser usadas também como adubo verde, um tipo natural de adubação do solo. As leguminosas, após a colheita, enterradas no próprio local de plantio, fornecem pela decomposição um solo rico em compostos nitrogenados. Como essa decomposição é lenta, o adubo verde forma uma verdadeira camada protetora do solo. Bactérias Nitrificantes As bactérias nitrificantes são responsáveis pelos fenômenos de nitrificacão. Elas transformam a ( ) − − ( ) amônia ou os íons amônio em nitritos NO2 e nitratos NO3 . São encontradas no solo e na água. A nitrificacão é um fenômeno que se processa em duas etapas distintas: nitrosação e nitratação. + ( ) A nitrosação consiste na oxidação dos íons amônio NH 4 ou da amônia (NH3) transformando- ( ) − os em nitrito NO2 . Estes, embora solúveis na água, são tóxicos para as plantas superiores. A nitrosação é realizada pelas bactérias do gênero Nitrosomonas e pode ser assim esquematizada:     →  + − NH 4 + 2 O2 NITROSOMON AS 2H2O + NO2 + energia A nitratação consiste na transformação dos íons nitritos (NO) em nitratos (NO). Também solúveis em água, os nitratos podem ser absorvidos pelos vegetais. A nitratação é realizada pelas bactérias do gênero Nitrobacter, podendo ser representada da seguinte forma:   E →  − − 2 NO2 + O2 N IT R O B AC TR 2 NO3 + energia As bactérias nitrificantes são exemplos de seres autótrofos quimiossintetizantes. Essas bactérias obtêm energia para a síntese de seus compostos orgânicos, oxidando substâncias inorgânicas nitrogenadas. Elas só operam em condições aeróbias, isto é, só na presença do oxigênio (O2) no solo ou na água. Bactérias Denitrificantes ou Desnitrificantes Essas bactérias transformam os nitratos e compostos amoniacais (NH3 ou NH) em nitrogênio molecular. Pertencem a esse grupo as bactérias do gênero Pseudomonas, encontradas no solo e na água. A denitrificação pode ser assim esquematizada: ( Glicose + N O - 3 ) E U DM O N→ CO PS OA S 2 + H2O + N2 + energia 20
  • 21. As bactérias denitrificantes podem viver tanto na presença como na ausência do oxigênio. Na presença do oxigênio (O2), a taxa de denitrificação não é elevada. Nessas condições, as bactérias denitrificantes usam o O2 disponível para oxidar os seus compostos orgânicos. Na ausência do oxigênio, tanto no solo como na água, a taxa de denitrificação torna-se elevada, caso em que os nitratos e nitritos funcionam como aceptadores de elétrons e fornecem o oxigênio para a oxidação de seus compostos orgânicos. Quando isso ocorre, a denitrificação funciona como um processo de respiração anaeróbia. ALELOBIOSE CONCEITO: é a parte da Ecologia que estuda as relações dos seres vivos entre si. Tipos de Relações entre os Seres Vivos a) Harmônicas ou Positivas – quando um ser não prejudica o outro. b) Desarmônicas ou Negativas – quando um ser prejudica o outro, ou quando a vantagem de um indivíduo determina dano ou desvantagem ao outro. Quanto às Espécies Relacionadas a) Interespecíficas ou Heterotípicas – quando os seres relacionados são de espécies diferentes. b) Intra-específicas ou Homotípicas – quando os seres relacionados são da mesma espécie. RELAÇÕES HARMÔNICAS INTER-ESPECÍFICAS I. Mutualismo: (+/+) Relação harmônica interespecífica, em que há vantagens recíprocas e é necessária à sobrevivência das duas espécies. Há coexistência obrigatória. 1) LÍQUEN = ALGA UNICELULAR (azul ou verde) + FUNGO (geralmente Ascomiceto). A alga realiza a fotossíntese através da qual fornece ao fungo a matéria orgânica. Este por sua vez fornece à alga CO2 + H2O + sais minerais, imprescindíveis à fotossíntese. Além disso, os fungos envolvem o grupo de Algas, protegendo-as contra a desidratação. Corte esquemático do talo de um líquen. 21
  • 22. Alguns autores usam o termo simbiose como sinônimo de mutualismo. Atualmente o termo simbiose está resguardado a qualquer relação entre os seres de espécies diferentes, não importando o tipo de relação. SIMBIÔNTICOS – são os seres que vivem em simbiose. 2) BACTÉRIAS FÍXADORAS DE N2 + PLANTAS LEGUMINOSAS (= BACTERIORRIZA) Vimos no ciclo do nitrogênio que as bactérias fixadoras de nitrogênio formam nódulos nas raízes de plantas leguminosas, fixando o N2 para a planta. Em troca, as bactérias recebem o suco, do qual se nutrem. 3) CUPINS + PROTOZOÁRIOS FLAGELADOS (Triconympha collaris) Sabemos que a celulase (enzima que hidrolisa a celulose) não é encontrada em muitos animais. O cupim alimenta-se de madeira com celulose. No seu intestino existe um protozoário que possui a enzima, hidrolisando a celulose e originando glicose para ambos sobreviverem. 4) Ocorrem também em ruminantes a associação com bactérias. Tais bactérias promovem a digestão da celulose. Elas vivem na pança ou rúmen dos ruminantes. 5) Mutualismo entre o homem e as bactérias produtoras de vitamina K, que vivem no nosso intestino grosso. Il. Protocooperação: (+/+) Associação harmônica interespecífica em que os seres se beneficiam, não havendo a coexistência obrigatória. A protocooperação é um mutualismo não-obrigatório. Exemplos: 1. O Paguro é um crustáceo marinho (caranguejo) apelidado de Bernardo, o Eremita, que possui o abdômem mole. Para se proteger dos inimigos naturais, o Paguro coloca uma concha abandonada por um molusco para proteger o seu abdômem, e sobre si coloca uma ou duas actíneas, que são Celenterados ou Cnidários, que produzem um veneno que não o afeta, mas é tóxico para os seus inimigos. A actínea tem o seu alimento fornecido pelo Paguro. A actínea e o paguro podem viver isoladamente, porém com a associação vivem melhor. A actínea é também chamada de anêmona-do-mar. 22
  • 23. 2. JACARÉS + PÁSSARO-PALITO – Alguns vermes parasitam os jacarés, ao nível da faringe, causando falta de ar. Algumas aves (ex.: pássaro-palito) nutrem-se destes vermes. O jacaré se sente aliviado e as aves têm sua alimentação garantida. O jacaré abre a boca propositalmente, não fazendo nenhum mal à ave. É comum o jacaré se parasitar também por sanguessugas que ficam na sua boca. O sanguessuga serve também de alimento para o pássaro-palito. 3. AVES (anum ou anus) + GADO – As aves se alimentam de carrapatos que parasitam o gado. III. Comensalismo ou Trofobiose: (+/O) É uma associação interespecífica em que um organismo procura recursos alimentares no outro, sem lhe causar danos. O termo comensalismo quer dizer comer em uma mesma mesa, ou aquele que come (come o que é rejeitado por outro). Exemplos: 1. Protozoário + anfíbios (Opalina ranarum) (rãs e sapos) É um protozoário ciliado ANFÍBIO OPALINA O protozoário vive no tubo digestivo dos anfíbios, nutrindo-se dos excrementos. 2. O protozoário Entamoeba coli, que vive comendo detritos alimentares no intestino do homem. IMPORTANTE! Vejamos como é a relação entre Tubarões e Rêmoras e a relação entre Tubarão e Peixe-Piloto. TUBARÃO E RÊMORA OU PEIXE-PIOLHO Um tipo de peixe denominado rêmora se gruda através de ventosas à superfície dos tubarões, alimentando-se de restos das refeições dos mesmos. Esta relação é comensalismo. A rêmora é um comensal do tubarão: ela come restos de sua comida sem prejudicá-lo. TUBARÃO E PEIXE-PILOTO A relação entre Tubarão e Peixe-Piloto (Naucrates ductor): o peixe-piloto leva o tubarão para os locais onde o tubarão comerá suas vítimas. O peixe-piloto aproveita-se também da refeição. Esta relação é protocooperação, pois ambos se aproveitam da relação. 23
  • 24. Exemplo de comensalismo: um tubarão e um peixe-piloto à sua frente. No vestibular, preste atenção à história contada. IV. Foresia: (+/O) É quando um ser vivo utiliza outro de espécie diferente como meio de transporte. O caso do tubarão e a rêmora. V. Inquilinismo: (+/O) Relação interespecífica, harmônica, em que um indivíduo busca abrigo no outro sem lhe causar danos. Exemplos: 1. O Peixinho Fierasfer, conhecido como Peixe-agulha, vive dentro de um equinoderma denominado Holotúria, ou Pepino do mar, só saindo daí para se alimentar. O peixe-agulha abriga-se no tubo digestivo do pepino do mar. Quando está sendo perseguido, o fierásfer esconde-se dentro do pepino-do-mar sem prejudicá-lo. 2. As plantas epífitas (orquídeas, bromélias e algumas samambaias) se desenvolvem sobre vegetais de grande porte à procura de luminosidade. As plantas epífitas não parasitam o vegetal. Portanto, o Inquilinismo entre os vegetais é chamado de epifitismo. RELAÇÕES HARMÔNICAS INTRA-ESPECÍFICAS I. Colônias Relação intra-específica e harmônica em que seres da mesma espécie se mantêm ligados entre si, podendo ou não apresentar uma divisão de trabalho. Em geral, os seres perdem a capacidade de viver 24
  • 25. isoladamente. Nas colônias há uma profunda interdependência fisiológica entre os indivíduos que as constituem. TIPOS DE COLÔNIAS a) Homeomórficas ou lsomórficas: não há divisão de trabalho. b) Heteromórficas ou Anisomórficas: há divisão de trabalho. Exemplo de colônia PANDORINA ENDORINA VOLVOX As Algas (VOLVOX) associam-se, formando colônias, o mesmo acontecendo com Esponjas e Celenterados. O Volvox globator é uma colônia heteromórfica. A Obélia (Celenterado) é formada por uma colônia de indivíduos com divisão de trabalho: os gastrozóides se encarregam da nutrição, os gonozóides se encarregam da reprodução; há também os indivíduos encarregados da proteção, defesa, flutuação etc. As caravelas (Celenterados) são formadas por vários indivíduos: alguns reprodutores, outros protetores, através de tentáculos urticantes. Inclusive um indivíduo cheio de ar (flutuador) funciona como uma vela, arrastando os outros indivíduos. Como exemplos de colônias homeomórficas, citamos: as colônias de corais, as colônias de estreptococos, colônia de cracas (crustáceos). II. Sociedades Diferem das colônias basicamente pela independência física exibida pelos seus integrantes. São relações intra-específicas, harmônicas, em que seres da mesma espécie não-ligados anatomicamente e se agrupam para divisão do trabalho. Apresentam também profundo grau de interdependência. Exemplo: abelhas, cupins ou térmitas, formigas. A SOCIEDADE DAS ABELHAS (Apis mellifera) Nesta sociedade podemos detectar a presença de três castas: rainha, operárias e zangões. a) Abelha rainha – apresenta o abdômem grande, cheio de ovos, sendo a única fêmea capaz de reproduzir. É uma fêmea fértil diplóide. Contém cerca de 300 ou mais ovaríolos. b) Abelha operária ou obreira – corresponde à maioria, responsável pela procura do néctar para confecção do mel. Possui ferrão e glândulas que secretam a cera. c) Abelha zangão – é responsável pela fecundação da rainha, sendo em seguida morto por ela. 25
  • 26. A comunicação entre as abelhas é feita através de danças. A dança das abelhas constitui um rito no qual uma abelha informa às demais a localização do alimento em relação ao Sol e à colmeia. A SOCIEDADE DOS CUPINS Os machos e fêmeas formam casais com sua própria família. Os soldados têm como função o combate e são alimentados pelas operárias. Há rei alado e rainha alada, sendo esta imensamente desenvolvida; há também machos e fêmeas estéreis. A SOCIEDADE DAS FORMIGAS Exemplo: a Sociedade das saúvas. Em um formigueiro encontramos: as obreiras, fêmeas que não reproduzem; a rainha ou içá, encarregada da reprodução; os machos (soldados) e os reis (Bitus) existem para fecundar a rainha. As operárias são estéreis. III. Bandos São agrupamentos de animais da mesma espécie em que existe uma liderança. Exemplo: bando de andorinhas, bando de babuínos, as manadas de búfalos, as alcatéias (bandos de lobos), os cardumes etc. Os Bandos são agrupamentos temporários. RELAÇÕES DESARMÔNICAS 1. Competição (+ / –) ou (– / –) – É uma rivalidade; é a luta pelo mesmo objetivo. A competição é importante na regulação do tamanho da população. A competição pode ser intra e interespecífica. 2. Predatismo (+ / –) – Um indivíduo (o predador) alimenta-se de uma presa, que lhe serve de fonte de energia. 3. Esclavagismo ou Escravagismo (+ / –) – Uma espécie escraviza outra. Exemplo: certas espécies de formigas capturam pulgões para que estes tenham acesso aos vegetais, facilitando a ação das formigas. 4. Amensalismo ou Antibiose (+ / –) – É quando um ser vivo produz substâncias tóxicas que são prejudiciais a outros. Ou quando uma espécie inibe o crescimento de uma outra, chamada de amensal. Exemplo: O fungo Penicilium notatum (mofo verde) produz a penicilina, que age destruindo ou inibindo o crescimento de bactérias. Outro exemplo clássico é observado no fenômeno conhecido por maré vermelha; aqui ocorre proliferação excessiva de certas algas planctônicas unicelulares 26
  • 27. (Dinoflageladas), que passam a liberar no meio ambiente quantidades significativas de toxinas, provocando a morte de indivíduos de inúmeras espécies marinhas. 5. Mimetismo (+ / –) – do grego: mimetis = imitação. É uma adaptação que certas espécies apresentam e que consiste em imitar outras espécies, partes ou objetos do meio ambiente, de modo que, passando despercebidas, têm facilitado seu processo de defesa ou seu acesso a presas. Mimetismo é a arte de camuflagem. Tipos de mimetismo: a) Por Homocromia; b) Por Homotipia; c) Batesiano. a) Por Homocromia – quando um indivíduo imita a cor de outro, ou a cor do meio onde vive. Exemplo: gafanhotos na grama; os ursos polares na neve etc. b) Por Homotipia – quando um indivíduo imita a forma de objetos do meio ambiente. Exemplo: o inseto bicho-pau, que imita ramos secos. c) Batesiano – (em homenagem ao naturalista inglês Bates, que foi o primeiro a descrevê-lo) - quando um indivíduo imita outros perigosos. Exemplo: a falsa-coral, que imita a coral verdadeira; a borboleta-coruja, em cujas asas existem manchas que lembram os olhos da coruja. 6. Parasitismo (+ / –) - É uma relação interespecífica, desarmônica, em que um indivíduo vive às custas do outro, espoliando-o, podendo até matá-lo por acidente. Características do parasita: a) O parasita se aloja no hospedeiro (internamente ou externamente); b) O parasita causa danos ao hospedeiro; c) O parasita apresenta adaptações parasitárias. Exemplo: ventosas, como é o caso das Taenias, da Fascíola hepática etc. Hóspede ou bionte – é o parasita. Hospedeiro ou biosado – é o parasitado, que pode ser Intermediário ou Definitivo. Hospedeiro Intermediário – é aquele no qual o parasita se reproduz assexuadamente. Hospedeiro Definitivo – é aquele no qual o parasita se reproduz sexuadamente. Tipos de Parasitas: a) Parasitas Animais = zooparasitas. Exemplo: determinados Insetos, Vermes etc. b) Parasitas Vegetais = fitoparasitas. Exemplo: erva de passarinho. Quanto à localização: 1. Ectoparasitas - Vivem do lado de fora do hospedeiro, ou seja, exteriormente. Exemplo: piolho, pulga, sanguessuga, carrapatos etc. 27
  • 28. 2. Endoparasitas - Vivem no interior do hospedeiro. Exemplo: Ascaris, Taenias, Entamoeba histolytica etc. Quanto ao ciclo biológico ou ciclo evolutivo: 1. Monoxenos ou Monogenéticos ou Autoxenos - Quando têm todo o ciclo evolutivo em um único hospedeiro. Exemplo: Ascaris lombricóides, Oxiúros etc. 2. Heteroxenos ou Digenéticos - Quando têm, durante o ciclo evolutivo, mais de um hospedeiro. Exemplo: a Taenia solium parasita o porco e o homem. A Taenia saginata tem como hospedeiro intermediário o boi e definitivo, o homem. LEITURA POLUIÇÃO O termo poluição é normalmente aplicado apenas às alterações ambientais provocadas pelo homem. De maneira geral, a poluição pode ser conceituada como qualquer mudança nas propriedades físicas, químicas ou biológicas de um determinado ecossistema, ocasionada ou não pela ação humana e que acarreta prejuízos ao desenvolvimento das populações ou cause desfiguração da natureza. A. Gases tóxicos 1. MONÓXIDO DE CARBONO (CO) O monóxido de carbono é um gás inodoro e incolor que normalmente constitui o principal poluente encontrado na atmosfera. É produzido sempre que ocorre a queima de algum combustível portador de carbono. Uma vez inspirado, o CO passa dos alvéolos pulmonares para o sangue, penetrando nas hemácias e estabelecendo com a hemoglobina uma ligação tão estável (carboxiemoglobina), que essa importante molécula torna-se completamente inutilizada para o transporte de oxigênio, pois o O2 não consegue deslocar o CO que se acha ligado à hemoglobina. 2. Dióxido de carbono (CO 2 ) O dióxido de carbono (gás carbônico) encontra-se na atmosfera numa proporção em torno de 0,04%, servindo de matéria-prima para a atividade fotossintetizante das plantas clorofiladas. Mas existe atualmente uma forte tendência de aumento desse gás na atmosfera, provocado principalmente pela excessiva combustão do carbono fossilizado (petróleo, carvão), o que pode acarretar, segundo alguns, o chamado efeito estufa. 28
  • 29. 3. Dióxido de enxofre (SO 2 ) O SO2 é um dos poluentes mais comuns na atmosfera, onde aparece como resultado da atividade vulcânica, da decomposição natural da matéria orgânica e da combustão de carvão e petróleo. A presença excessiva de SO2 no ar atmosférico pode exterminar quase totalmente muitas espécies vegetais ou comprometer seriamente a produtividade de plantas cultivadas. Nos seres humanos, o SO2 acarreta irritação dos olhos, da pele, do nariz e da garganta, bronquite, estreitamento dos bronquíolos e até mesmo morte, especialmente em indivíduos atingidos por afecções cardíacas e pulmonares. O SO2 é um dos principais fatores geradores das chamadas chuvas ácidas. Na atmosfera úmida, o SO2 passa por transformações até originar ácido sulfúrico; óxidos de nitrogênio, por sua vez, originam ácidos nítricos. Esses ácidos conferem à água da chuva uma acidez que pode apresentar um pH em torno de 4 ou até menos. Formam- -se, assim, as chuvas ácidas, que podem acarretar danos materiais (corrosão de carros, mármores etc), envenenamento de rios (causando a morte de peixes diversos), danos às folhas de inúmeras espécies vegetais, com comprometimento da produtividade etc. INVERSÃO TÉRMICA Normalmente, a luz solar é absorvida pela superfície terrestre e irradiada na forma de raios infravermelhos (calor) que provocam o aquecimento do ar superficial. O ar atmosférico das camadas superiores é, porém, mais frio e, portanto, mais denso que o ar das camadas inferiores (superficiais). Então, em condições normais, o ar frio (das camadas superiores) desce, enquanto o ar quente (das camadas inferiores) sobe, acarretando um contínuo fluxo de ar entre as altas e as baixas camadas da atmosfera. Entretanto, principalmente no inverno, pode ocorrer um fenômeno natural chamado inversão térmica. Nessas condições, o solo esfria ou o ar das camadas superiores aquece, de maneira que o ar interior, mais frio, não sobe, interrompendo-se o fluxo de ar entre as altas e as baixas camadas da atmosfera. Esse fenômeno, aliado à ausência de ventos, agrava fortemente a poluição nos grandes centros, uma vez que os poluentes ficam retidos e concentrados no ar inferior. Surge, então, o smog (palavra inglesa formada pela contração de smoke = fumaça; fog = névoa), uma névoa portadora de poluentes diversos. Muitas vezes, e principalmente pela alta concentração de SO2, o smog tem provocado a morte de centenas de pessoas, geralmente idosas, com afecções pulmonares e cardíacas. 4. Óxidos de nitrogênio Os óxidos de nitrogênio, juntamente com o freon (propelente dos aerossóis), são gases que contribuem para a destruição da camada de ozônio (O3) situada nas altas camadas da atmosfera, podendo acarretar um aumento na incidência dos mutagênicos raios ultravioletas sobre a superfície terrestre. B. Eutrofização Eutrofização é o fenômeno pelo qual a água é enriquecida por nutrientes diversos, principalmente compostos nitrogenados e fosforados. A eutrofização resulta da lixiviação de fertilizantes utilizados na agricultura ou da adição excessiva na água de lixo e esgotos domésticos, além de resíduos industriais diversos, como o vinhoto, oriundo da indústria açucareira. O enriquecimento da água favorece o desenvolvimento de uma superpopulação de microrganismos decompositores, que consomem rapidamente o oxigênio disponível. Em conseqüência, o nível de O2 da água reduz-se drasticamente, acarretando a morte por asfixia das espécies aeróbicas. O ambiente, então, passa a exibir uma nítida predominância de organismos anaeróbicos, que produzem substâncias tóxicas diversas, como o malcheiroso ácido sulfídrico (H2S), com odor semelhante ao de ovos podres. C. Pesticidas Pesticidas ou praguicidas são os produtos químicos utilizados no combate às pragas animais ou vegetais que prejudicam o homem e as plantas cultivadas. 29
  • 30. Um grande problema do uso de pesticidas reside nos deploráveis abusos praticados pelo homem. Aqui vale a mesma observação aplicada a muitos medicamentos: o limite entre o veneno e o remédio está na dosagem aplicada. De fato, os inseticidas, por exemplo, são com freqüência utilizados em doses muito superiores àquelas necessárias; inúmeras vezes, ainda, os alimentos são colhidos e colocados para consumo antes que o inseticida perca seu efeito tóxico. O mau emprego desses produtos, portanto, está provocando o envenenamento maciço dos nossos alimentos, com conseqüências potencialmente desastrosas para o organismo humano. Os inseticidas clorados (DDD, DDT etc.) são dotados de médio ou alto poder residual e, embora menos tóxicos do que os fosforados, podem-se acumular, às vezes, durante anos no ecossistema. Esses inseticidas têm uma notável resistência à biodegradação, podendo, em média, persistir ativos de dez a quinze anos no ambiente. Um exemplo clássico do efeito cumulativo dos inseticidas ocorreu num lago da Califórnia (EUA). Aplicou-se DDT nesse lugar para o combate a determinados mosquitos, numa proporção de 0,014 ppm (ppm = parte por milhão) de DDT em relação à água ambiental. O inseticida foi absorvido pelo fitoplâncton e transferido, sucessivamente, para o zooplâncton, os peixes planctófagos e os peixes carnívoros, até atingir, finalmente, os mergulhões (aves piscívoras). Nessas aves, as doses encontradas de DDT atingiam até 2500 ppm, significando que o inseticida havia se concentrado nelas mais de 1 700 000 vezes em relação à proporção inicialmente encontrada na água do lago. No início do tratamento existiam cerca de 30 000 casais férteis de mergulhões na região; no final do tratamento, a região abrigava apenas 30 casais aparentemente estéreis, fato que ilustra a verdadeira devastação que o inseticida ocasionou na população dessas aves, situadas nos últimos elos das cadeias alimentares das quais participam. Evidentemente, o efeito cumulativo deve-se ao fato de o produto tóxico, não sendo biodegradável, permanecer inalterado e ser transferido ao longo da cadeia, com perdas relativamente pequenas. 30
  • 31. Concentração de DDT ao longo das cadeias alimentares em um lago (valores em partes por milhão). DDT Carnívero 2 Carnívoro 1 Herbívoro Plantas Concentração de resíduos de DDT, ao longo de uma cadeia alimentar. A concentração do DDT aumenta ao longo da cadeia, atingindo nos carnívoros níveis muito altos. D. Radiatividade Entre os vários poluentes radiativos, um dos mais perigosos é o estrôncio 90, que é um elemento metabolizado pelo organismo de forma semelhante ao cálcio. Como imitador do cálcio, o estrôncio 90, que pode ser adquirido pela ingestão de leite e ovos contaminados, aloja-se nos ossos, próximo à medula. A radiatividade emitida pode alterar a atividade da medula óssea na produção de células sanguíneas, com o perigo de levar o indivíduo a uma forte anemia ou a adquirir leucemia. O perigo da radiatividade pode ser tristemente comprovado no Brasil, em setembro de 1987. Uma bomba de césio (equipamento usado para tratamento de câncer) abandonada nas antigas instalações de uma clínica, no centro de Goiânia, foi aberta a golpes de marreta num ferro-velho. A fonte radiativa, uma pequena pastilha com pó de césio 137, ficou exposta durante vários dias e foi intensamente manuseada, contaminando mais de duzentas pessoas. Cerca de vinte adoeceram gravemente e algumas delas morreram. Muitas áreas da cidade ficaram contaminadas e várias casas tiveram até de ser demolidas. Os elementos radiativos, entretanto, quando bem manipulados, podem ser muito úteis ao homem. Assim, o césio 137 e o cobalto 60 são muito utilizados em equipamentos para tratamento de tumores cancerosos ou em bombas que se prestam à esterilização de insetos nocivos à agricultura. E. Petróleo Uma camada de óleo sobrenadante, de 1 cm de espessura, basta para reduzir a capacidade de luz na água de cerca de 200 m para cerca de 20 m, afetando significativamente a atividade fotossintetizante das algas situadas nas regiões mais profundas. A mancha negra dificulta a oxigenação da água, provocando a morte de inúmeras formas de vida aeróbicas por asfixia. O fitoplâncton envenenado transfere o óleo, através da cadeia alimentar, intoxicando os demais níveis tróficos. F. Poluição sonora A intensidade de um som pode ser medida através de uma unidade chamada de decibel (o aparelho que mede a intensidade de um som chama-se decibelímetro). 31
  • 32. Valor médio de decibéis produzidos em determinadas situações e atividades humanas: Decibéis: Situação Efeitos no organismo (aprox.) a) Janelas abertas para a rua de circulação 60 Possível interferência no sono. média. b) Pessoas conversando animadamente. 70 Limite de desconforto c) Rua de circulação intensa. 80 Irritação d) Rua de circulação intensa no horário do Risco de problemas auditivos e nervosos, 90 rush. sob exposição prolongada. e) Britadeira, buzina veicula com Risco de surdez, sob exposição de 8h ou 100 escapamento aberto, ônibus acerando. mais ao dia. f) Discoteca. 110 Risco de surdez, problemas nervosos. g) Avião a jato decolando a 100m de Início de dor, problemas variados, sob 120 distância exposição frequente. A poluição sonora pode diminuir gradualmente a audição. A surdez progressiva é comum em pessoas submetidas a sons fortes em seu trabalho (indústrias pesadas, serrarias etc.). Intensidades sonoras a partir de 120 decibéis são estressantes, estimulam a produção de adrenalina e, se uma pessoa for submetida durante longo tempo a tais intensidades, poderá ter distúrbios nervosos, enfarte, úlcera gástrica e outras doenças de stress. Segundo as diretrizes da Comunidade Econômica Européia, o nível máximo de ruído nas fábricas deve ser de 85 decibéis. Quando esse nível for superado, os trabalhadores devem ser informados, além de terem à sua disposição protetores auriculares. Se o ruído chegar a 90 decibéis, devem ser tomadas medidas para diminuí-lo, e o uso dos protetores será obrigatório. O nível médio de ruídos (= sons fortes e indesejáveis) no Rio de Janeiro, considerada uma das cidades mais barulhentas do mundo, é de 85 decibéis, quando o padrão aceitável é de 55 decibéis, no máximo. Combate à poluição sonora (algumas medidas) I. O tráfego terrestre pesado e o aéreo devem ser mantidos afastados dos centros residenciais e das áreas de lazer. II. Os aeroportos só devem ser construídos longe dos centros urbanos. III. Manutenção de áreas verdes, pois uma vegetação protetora funciona como isolante acústico e elimina boa parte dos ruídos. IV. É necessário que se façam campanhas educativas para evitar buzinadas desnecessárias, freadas violentas e escapamentos abertos (proibidos por lei). V. Uso de técnicas de isolamento acústico em residências, equipamentos protetores para pessoas que trabalham expostas a ruídos e dispositivos que reduzam o barulho das máquinas. EFEITO ESTUFA A TERRA ESTÁ ESQUENTANDO Desde que as indústrias surgiram, a atmosfera do nosso planeta vem recebendo continuadamente vários tipos de gases eliminados pelas chaminés das fábricas. 32
  • 33. Muitos desses gases são tóxicos e, portanto, prejudiciais às várias formas de vida. Outros podem até mesmo ser utilizados por alguns seres vivos. Mas todos eles provocam profundas alterações no clima do planeta caso seu acúmulo na atmosfera seja excessivo. Um dos gases responsáveis por isso é o gás carbônico, o CO2 . Ele provém da respiração dos animais e das plantas e, principalmente, de queima de carvão, xisto, lenha, de combustíveis fósseis – petróleo e seus derivados – para obtenção de energia. O acúmulo de CO2 na atmosfera tem formado uma camada em torno da Terra, impedindo que parte do calor recebido por ela seja liberado. Essa camada funciona, então, como uma capa, de maneira que nosso planeta passa a funcionar de modo semelhante a uma estufa. A teoria científica que previa esse fato, chamada de efeito estufa, permaneceu obscura durante noventa anos. Só recentemente ela passou a ter grande aceitação entre os cientistas, na medida em que o mundo foi se tornando mais quente que em qualquer outra época. Para se ter uma idéia, na década de 80 tivemos os quatro anos mais quentes do século. O aumento da temperatura poderá provocar o degelo das calotas polares, ocasionando um aumento no nível dos mares. Com a subida dos mares, as cidades litorâneas desaparecerão, as vegetações morrerão e as plantações serão destruídas. Nas próximas décadas, por exemplo, os Estados Unidos poderão perder uma parte do seu litoral equivalente ao tamanho do Estado de Massachusetts e 25% de sua safra na região das grandes planícies. Essas previsões constam de um relatório da Agência de Proteção do Ambiente, dos Estados Unidos. Elas estão baseadas em dados aceitos de que a temperatura mundial deverá aumentar de 3 a 9 °C até meados do próximo século. Esse documento afirma que a mudança de clima mundial terá implicações significativas sobre os ecossistemas naturais. Isso influirá sobre a época e os métodos de plantio; sobre a disponibilidade de água, sobre o estilo de vida nas cidades; a desova dos peixes; e sobre o uso das praias para a recreação. Pode-se dizer que, caso as concentrações de CO2 na atmosfera continuem aumentando no mesmo ritmo, a vida na Terra será muito diferente no futuro, pois a fauna e a flora terão dificuldades em se adaptar às rápidas mudanças do clima. Resta perguntar quais serão os custos dessas mudanças para as populações do nosso planeta. (Adaptado de Michael Weisskopf). ALTERAÇÕES NA CAMADA DE OZÔNIO: UMA AMEAÇA À VIDA NA TERRA Nesta última década, a camada de ozônio que envolve a Terra, protegendo-a contra os perigosos raios ultravioleta do Sol, tem diminuído gradativamente. Quanto mais os cientistas investigam a causa da diminuição de ozônio na atmosfera, mais certos estão de que um composto químico chamado clorofluorcarbono, produzido pelo homem, está por trás desse desastre. O gás clorofluorcarbono – ou CFC – é usado em sprays de inseticidas, produtos de limpeza e tintas, nos circuitos de refrigeração de geladeiras e ar condicionado, além de entrar na composição de embalagens porosas de sanduíches e ovos. Quando liberado, o CFC passa intacto pela troposfera, alcançando a estratosfera. Ali os raios ultravioleta quebram as partículas do gás, que começam, então, a se combinar com o ozônio, transformando-o em oxigênio. As conseqüências mais graves da ação destruidora do CFC e de outros gases tão perigosos quanto ele (metano e óxido nitroso) se fazem sentir principalmente na Antártida, onde cientistas ingleses e norte-americanos constataram um verdadeiro, rombo na camada de ozônio que se forma todo início de primavera. Verificou-se o mesmo fenômeno sobre o Ártico, porém em menores proporções, apenas a cada estação fria. A explicação para o que ocorre nos pólos é a seguinte: Durante as estações mais quentes existem correntes de ar que se deslocam dos pólos para o Equador a baixas altitudes, e do Equador para os pólos a altitudes mais elevadas. Porém, no inverno (que na Antártida começa em abril), essas regiões permanecem escuras e os ventos giram em círculos, atraindo as massas de ar de outras partes do planeta, com grandes quantidades de substâncias químicas poluentes. É o vértice polar, que provoca um buraco 33
  • 34. na camada de ozônio. Em setembro, com os primeiros raios ultravioleta, as partículas de CFC começam a quebrar, destruindo o ozônio. O buraco só se fecha em novembro com a renovação do ar vindo de outras regiões. Comprovada a agressão do CFC, o mais lógico seria acabar com a produção desse gás. Porém os interesses das indústrias que o fabricam, assim como o conforto a que se acostumaram as pessoas que utilizam aerossóis e aparelhos de refrigeração, impedem que isso aconteça. No entanto é necessário que as pessoas se conscientizem de que o problema da destruição do ozônio é muito sério e compromete toda a vida do planeta. Isso porque a redução da camada de ozônio aumenta o índice de câncer de pele, além de comprometer o ciclo biológico dos animais e vegetais e alterar o clima da Terra. Para combater essa destruição, um primeiro passo já foi dado: em 1987, representantes dos maiores produtores de CFC – Estados Unidos, Japão, Alemanha e França – assinaram em Montreal, no Canadá, o compromisso de reduzir a produção desse gás pela metade até o ano de 1999. Enquanto isso, alguns pesquisadores procuram encontrar um substituto para o CFC. Resta apenas perguntar até que ponto essas medidas são realmente eficazes e se elas não chegarão tarde demais... (Adaptado de artigo publicado em Superinteressante) CONTROLE BIOLÓGICO O controle biológico é uma técnica utilizada para combater espécies que nos são nocivas, reduzindo os prejuízos causados por elas. Comumente, esse método consiste em introduzir no ecossistema um inimigo natural (predador ou parasita) da espécie nociva, para manter a densidade populacional dessa espécie em níveis compatíveis com os recursos do meio ambiente. Quando bem planejado, o controle biológico acarreta evidentes vantagens em relação ao uso de agentes químicos, uma vez que não polui o ambiente e não causa desequilíbrios ecológicos. RESUMO I. Conceitos ecológicos fundamentais População: conjunto de indivíduos da mesma espécie, vivendo em determinado ambiente e em determinada época. Comunidade: conjunto dos indivíduos das diversas espécies que vivem em um ambiente, numa determinada época. É a parte biótica do meio. Ecossistema: a interação da comunidade (parte biótica) com os componentes não vivos (abióticos) do ambiente. Bloma: conjunto de ecossistemas parecidos quanto à cobertura vegetal, espalhados pela Terra. Exs.: Floresta Pluvial Tropical Latifoliada, Savana, Floresta de Coníferas, Floresta Temperada Caducifólia. Biosfera: a reunião de todos os ecossistemas da Terra. Hábitat: o lugar do ambiente em que pode ser encontrado um ser vivo de determinada espécie. A residência do indivíduo. Nicho ecológico: o papel desempenhado por uma espécie no meio em que vive. A profissão da espécie. Ex.: o nicho ecológico do sapo consiste, no meio úmido em que vive, em alimentar-se de insetos, ser presa de corujas, reproduzir-se em meio aquático etc. II. Fluxo de energia do ecossistema - cadeias e teias alimentares pirâmide de energia  A energia descreve um fluxo unidirecional no ecossistema. A luz do Sol é captada pelos produtores - que executam a fotossíntese - e flui pelos consumidores e decompositores de uma teia alimentar. 34
  • 35. Cadeia alimentar representa os passos seguidos pela energia e inclui: produtores, consumidores e decompositores. No meio aquático, os produtores, representados pelo fitoplâncton (microalgas), fabricam alimento orgânico, consumido pelo zooplâncton (microcrustáceos), que são comidos por peixes pequenos, consumidos por peixes maiores, que servem de alimento para o homem. (Produtor) (Cons.1ário) (Cons.2ário) (Cons.3ário) (Cons.4ário) Fitoplâncton → Zooplâncton → Sardinha → Robalo → Homem DECOMPOSITORES (Bactérias e Fungos)  Teia alimentar: conjunto de todas as cadeias alimentares de um ecossistema.  Pirâmide de energia: gráfico em forma de pirâmide que descreve o fluxo de energia ao longo de uma cadeia alimentar. Alargada na base, progressivamente os degraus são menos largos, o que evidencia que a energia, a cada nível trófico, vai diminuindo. III. Ciclos biogeoquímicos  Ciclo biogeoquímico: ciclo que descreve o trajeto dos elementos e substâncias minerais no ecossistema. Os mais importantes são o da água, o do carbono e o do nitrogênio.  Ciclo do carbono: o carbono (gás carbônico) é introduzido nos seres vivos pela fotossíntese e a sua devolução para o meio ocorre pela respiração aeróbica, pela decomposição e pela combustão da matéria orgânica.  Ciclo de nitrogênio: é importante a participação de bactérias em todo o ciclo. Bactérias fixadoras, principalmente as do gênero Rhizobium (associadas a raízes de leguminosas - adubo verde), transformam o nitrogênio molecular em amônia. Bactérias nitrificantes transformam a amônia em nitritos e nitratos (que ficam disponíveis para os vegetais sintetizarem os seus aminoácidos). 35
  • 36. Bactérias denitrificantes fecham o ciclo ao efetuarem a devolução do nitrogênio molecular para a atmosfera. IV. Populações e interações biológicas na comunidade Crescimento populacional: uma população apresenta crescimento no ambiente em que vive segundo uma curva do tipo S: fase inicial, de crescimento lento; fase acelerada, de crescimento rápido; fase de estabilização, em que não ocorre aumento da população. A densidade populacional aumenta nas fases iniciais, estabilizando-se a seguir. Toda população tende a crescer indefinidamente, segundo o seu potencial biótico. No entanto, fatores de resistência ambiental (predatismo, parasitismo, competições) limitam o crescimento populacional, fazendo-a respeitar a capacidade limite (capacidade de carga) do ambiente, que é o número máximo de indivíduos da população que o meio suporta.  Interações biológicas: os indivíduos das diversas espécies interagem no ecossistema. As interações podem ser intraespecíficas ou interespecíficas.  Interações intraespecíficas: são interações que ocorrem entre indivíduos da mesma espécie. São exemplos as colônias (de algas, de esponjas) e as sociedades (de insetos sociais, como a das formigas e a dos cupins).  Interações interspecíficas: são as interações que ocorrem entre indivíduos de espécies diferentes e podem ser divididas em dois tipos: simbioses (também chamadas de positivas ou harmônicas) e antagonismos (também chamadas de negativas ou desarmônicas).  Simbioses podem ser: mutualismo (benefício para ambas as espécies e obrigatória), cooperação (benefício para ambas as espécies e não obrigatória) e comensalismo (benefício apenas para uma das espécies; para a outra, a interação é indiferente). O epifitismo é um tipo de inquilinismo onde, uma planta do tipo da orquídea, vive apoiado na planta hospedeira, sem prejudicá-la.  Antagonismos podem ser: parasitismo, predatismo, esclavagismo, amensalismo, antibiose e competição interespecífica. 36
  • 37. Sucessão ecológica primária: seqüência de eventos que conduzem à formação de uma comunidade complexa em um ecossistema. Inicia-se com a instalação de organismos pioneiros (em rochas são os líquens, no meio aquático é o fitoplâncton), seguíndose uma fase de alterações constantes, até a formação de uma comunidade complexa, em estágio clímax. Na sucessão ecológica secundária que ocorre, por exemplo, após a derrubada de uma mata, atuam como pioneiros as gramíneas e diversas espécies de ervas invasoras. Segue-se a fase de alterações que culmina, com o tempo, na comunidade clímax. V. Poluição: a biosfera agredida  CFC: a destruição da camada de ozônio. Aumenta a passagem de radiação ultravioleta para a Terra, com conseqüências desastrosas para o material genético dos seres vivos, o que provoca, no homem, aumento das taxas de câncer de pele.  Gás carbônico e o efeito estufa: retenção da radiação infravermelha (calor) gerada pela radiação solar que atinge a Biosfera. Derretimento das calotas polares e alterações climáticas.  Eutroficação: o despejo de matéria orgânica em lagos, rios e represas, levando à poluição da água e ao empobrecimento do oxigênio no meio aquático.  DDT e o seu acúmulo nas cadeias alimentares (magnificação). O maior teor de DDT é encontrado nos consumidores dos últimos níveis tróficos das cadeias alimentares.  Mercúrio do garimpo e o seu acúmulo na cadeia alimentar. A tragédia de Minamata.  Poluição atmosférica por ozônio, dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio (os dois últimos associados com a chuva ácida). Problemas pulmonares decorrentes dessa poluição. Desgaste de esculturas e obras de arte em conseqüência da chuva ácida.  Controle biológico de pragas: uma alternativa viável, em contraposição à utilização de agrotóxicos. FONTE: RESUMÃO - ISTO É/ANGLO Questão 01. (Cescem-SP) Analisando as trocas efetuadas entre o meio e cada nível trófico de uma cadeia alimentar, nota-se: a) devolução de energia, de CO2 e de O2 para o meio. A energia não pode ser reutilizada. O CO2 é utilizado pelos produtores de O2, para seres vivos em geral; b) devolução de energia e de CO2 para o meio. A energia e o CO2 só poderão ser reutilizados pelos produtores; c) devolução de energia e de CO2 para o meio. A energia não pode ser reaproveitada. O CO2 pode ser reutilizado pelos produtores; d) aproveitamento total da energia incorporada e desprendimento de O2, que poderá ser utilizado na respiração dos seres vivos; 37
  • 38. e) aproveitamento total da energia incorporada e desprendimento de CO2, que poderá ser utilizado pelos produtores. Questão 02. (PUC) Na figura, que representa um ecossistema, os termos componentes abióticos, produtores, consumidores e decompositores podem ser relacionados, respectivamente, com os seguintes números: a) 5, 1, 3, 3 b) 5, 2, 3, 1 c) 1, 2, 3, 5 d) 4, 5, 1, 3 e) 4, 1, 3, 5 Questão 03. (Cescem-SP) Imagine uma teia alimentar que represente as relações entre bactérias, plantas, minhocas, cobras, preás e homens. Nessa comunidade, a energia: a) é totalmente reaproveitada pelos vegetais; b) é totalmente reaproveitada pelos animais; c) vai diminuindo em cada nível da teia; d) vai aumentando em cada nível da teia; e) vai sendo recomposta em cada nível da teia; Questão 04. (Med. Santo Amaro) Pode-se considerar como um dos grandes princípios da Ecologia geral, o fluxo unidirecional da energia. Considerando-se a energia utilizada por um organismo ou população, observa-se que é convertida em calor e a seguir: a) é armazenada sob outra forma; b) passa a circular entre os componentes do ecossistema; c) é perdida pelo ecossistema; d) é captada pelos organismos de menor nível energético do ecossistema; e) difunde-se para outros ecossistemas de maior nível energético. Questão 05. (UMC-SP) A energia absorvida pelos mecanismos fotossintetizantes dos seres autótrofos, ao passar de um nível trófico a outro num ecossistema. a) permanece igual; b) aumenta; c) diminui; d) é totalmente consumida; e) perde-se totalmente; 38
  • 39. Questão 06. (Med. Santo Amaro) A quantidade total de matéria viva numa determinada área é denominada: a) população; b) ecossistema; c) biosfera; d) biomassa; e) bioma. Questão 07. (Cescem) A quantidade de nitrogênio atmosférico, fixada industrialmente, vem dobrando a cada seis anos. As atuais culturas de leguminosas fixam, anualmente, mais nitrogênio (cerca de 10%) que todos os processos naturais somados. O crescimento da população humana e das populações de animais domésticos aumenta a quantidade de excretos nitrogenados. Esta interferência do homem no ciclo do nitrogênio: a) poderá causar um desequilíbrio entre a fixação desse elemento e a dinitrificação, que só é feita por certas bactérias anaeróbicas; b) poderá ser contrabalançada por técnicas que aumentam o teor de oxigênio no solo, favorecendo a ação das bactérias dinitrificantes; c) não alterará em nada o equilíbrio entre reações que levam à fixação de nitrogênio e às reações de dinitrificação, uma vez que elas obedecem a uma seqüência cíclica; d) não alterará em nada o ciclo, mas levará a um melhor rendimento dos compostos nitrogenados; e) não alterará em nada o ciclo, mas deslocará seu equilíbrio para um outro ponto. Questão 08. (UFBA) A cultura de leguminosas enriquece o solo de produtos nitrogenados, razão por que elas são cultivadas, alternadamente, com outras culturas. Este procedimento é justificado porque as leguminosas: a) transformam o nitrogênio do ar em nitratos; b) fixam o nitrogênio do ar, utilizando-o para a síntese de aminoácidos; c) possuem em suas raízes nódulos formados por bactérias nitrificantes; d) são parasitadas por bactérias capazes de fixar o nitrogênio do ar; e) abrigam em suas raízes fungos capazes de converter o nitrogênio do ar em amônia. Questão 09. (PUC-SP) Caso a população humana cresça exageradamente, você acha que a maneira mais eficiente de supri-la de energia, através de alimentos, será por meio de: a) vegetais verdes; b) carne de herbívoros; c) carne de carnívoros; . d) cogumelos; 39
  • 40. e) bactérias decompositoras. Questão 10. (Cescem-SP) Indicar a afirmativa errada. Uma diferença importante entre os ciclos de carbono e do nitrogênio na biosfera é a seguinte. a) espécies muito diversas podem executar a mesma fase do ciclo do carbono; b) ambos os ciclos podem ser considerados como completos no sentido de que as quantidades incorporadas anualmente na biosfera podem voltar à origem; c) nos dois ciclos aparecem compostos sólidos, líquidos e gasosos; d) partes determinadas do ciclo do nitrogênio são executadas por organismos pouco específicos; e) em ambos os ciclos intervêm organismos autotróficos e heterotróficos. Questão 11. (Med. Santo Amaro) São animais homeotérmicos: a) peixes e mamíferos; b) peixes e aves; c) mamíferos e aves; d) aves e répteis; e) répteis e mamíferos. Questão 12. (Cescem-SP) Duas espécies de protozoários foram colocadas no mesmo frasco contendo um meio de cultura. Sabe-se que o potencial biótico da espécie I é de 1,46 e o da espécie II é de 0,88. O fator de decréscimo da população da espécie I é de 0,006 e o da espécie II é de 0,13. Com base nestes dados, qual é o gráfico que representa as curvas de decréscimo das populações I e II? 40
  • 41. Questão 13. (FCMSC-SP) O melhor gráfico dos seguintes, que retrata a situação de duas populações, uma de predadores (linha cheia) e outra de presas (linha interrompida) em Equilíbrio, é o: a) Nº t b) Nº t c) Nº t d) Nº t e) Nº t Questão 14. (UFMG) O equilíbrio biológico de uma comunidade depende da proporção existente entre produtores, consumidores e predadores. Considerando que sejam eles assim representados: I. produtores. II. herbívoros. III. carnívoros. e que haja relacionamento entre eles, podemos considerar que: a) se I e II aumentarem, III diminuirá. b) se III aumentar, I e II diminuirão. c) se II diminuir, I aumentará e III diminuirá d) se I diminuir, II e III aumentarão. e) se III aumentar, I e II aumentarão. Questão 15. (Goiânia) Duas populações de animais de espécies diferentes que vivem num hábitat e possuem as mesmas necessidades alimentares, apresentam a seguinte curva de crescimento. 41
  • 42. Interpretando o gráfico, pode-se afirmar que: a) não ocorreu competição entre as populações; b) a competição começa a ocorrer no momento C; c) a competição começa a ocorrer no momento D; d) ocorreu mutualismo no momento D. Questão 16. (Med. ABC) A tabela mostra três tipos diferentes de interação (I, ll e III) entre as espécies A e B, quando reunidas ou separadas: ESPÉCIES REUNIDAS ESPÉCIES SEPARADAS A B A B I – – 0 0 II + + – – III + – – 0 Na tabela, (0) indica que a espécie não é afetada em seu desenvolvimento; (+) indica que o desenvolvimento da espécie torna-se possível ou é melhorado; (-) indica que o desenvolvimento da espécie torna-se reduzido ou impossível. De acordo com os dados, as interações I, II e III podem, respectivamente, corresponder a: a) competição, parasitismo e mutualismo; b) competição, mutualismo e parasitismo; c) mutualismo, competição e parasitismo; d) mutualismo, parasitismo e competição; e) parasitismo, mutualismo e competição. Questão 17. (UFMG) Espécies de peixes do gênero Fierasfer vivem geralmente no interior de holotúrias, onde se refugiam de seus inimigos. Esses peixes normalmente alimentam-se de pequenos crustáceos, podendo algumas vezes, entretanto, comer as entranhas do seu hospedeiro. Essas associações, envolvendo o peixe e a holotúria, podem ser, respectivamente, dos tipos: a) parasitismo e parasitismo; b) inquilinismo e predatismo; c) mutualismo e parasitismo; d) parasitismo e comensalismo; e) inquilinismo e parasitismo. Questão 18. (UMC-SP) Num ecossistema, se o mesmo nicho ecológico é explorado simultaneamente por duas espécies, essas serão: a) simbiontes; b) mutualistas; c) parasitas; d) comensais; e) competidoras. 42
  • 43. Questão 19. (UMC-SP) Se novos nichos ecológicos são introduzidos num ecossistema, espera-se: a) um aumento da competição intra-específica; b) um aumento da competição interespecífica; c) um aumento da diversidade de espécies; d) uma diminuição na diversidade de espécies; e) que não haja alterações na comunidade. Questão 20. (Med. Bragança) Citam-se, a seguir, vários tipos de relação entre os seres vivos: I. Líquens, resultado da associação de alga, elementos produtores e fungos, elementos consumidores. II. Morcegos e tartarugas amazônicas cujos hábitos alimentares são o mesmo tipo de frutos. III. A rêmora, que se fixa aos tubarões através de ventosas, e, sem prejudicá-lo, economiza energia. Baseando-se nas informações dadas, identifique a alternativa que na ordem I, II, III contenha a nomenclatura adequada para tais tipos de associações. a) competição, mutualismo, comensalismo; b) comensalismo, mutualismo, competição; c) mutualismo, comensalismo, competição; d) competição, comensalismo, mutualismo; e) mutualismo, competição, comensalismo. Questão 21. (Cescem-SP) Esta questão baseia-se no esquema que representa uma teia alimentar: Neste esquema, os únicos organismos carnívoros estritos que ocupam dois níveis tróficos são os representados pelo número: a) I b) II c) III d) IV 43
  • 44. e) V Questão 22. (PUC-SP) Numa sucessão de comunidade ocorre: a) constância de biomassa e de espécie; b) diminuição de biomassa e menor diversificação de espécies; c) diminuição de biomassa e maior diversificação de espécies; d) aumento da biomassa e menor diversificação de espécies; e) aumento de biomassa e maior diversificação de espécies. Questão 23. (PUC-SP) Qual destes ecossistemas apresenta maior produtividade primária? a) campo. b) floresta. c) tundra. d) deserto. e) oceano profundo. Questão 24. (UCP-Pelotas) O mais extenso dos biociclos é conhecido como: a) bioma; b) epinociclo; c) limnociclo; d) plâncton; e) talassociclo. Questão 25. (Cescem-SP) Numa comunidade climática, como a floresta Amazônica, a produção de oxigênio é: a) igual ao próprio consumo, nada sendo incorporado a mais na atmosfera terrestre, visto que há aumento na biomassa; b) igual ao próprio consumo; nada sendo incorporado a mais na atmosfera terrestre, visto que não há aumento na biomassa; c) maior que o próprio consumo, incorporando-se o saldo à atmosfera terrestre, visto que há aumento na biomassa; d) maior que o próprio consumo, incorporando-se o saldo à atmosfera terrestre, visto que há aumento na biomassa; e) menor que o próprio consumo, retirando; pois, oxigênio da atmosfera, visto que a biomassa diminui. Questão 26. (FCMSC-SP) Considere o seguinte processo: em uma infusão predominam primeiramente algas, em seguida ciliados e finalmente rotíferos. O processo considerado é um caso de; a) cadeia alimentar; b) teia alimentar; c) sucessão; 44
  • 45. d) metamorfose; e) pirâmide de números. Questão 27. (FCMSC-SP) O fluxo de energia que atravessa determinado nível trófico constitui a produtividade bruta, que é a soma da produtividade líquida é da energia das substâncias perdidas para a respiração. Assim, se considerarmos os produtores, a produtividade bruta corresponde ao total de energia: a) assimilado por eles na fotossíntese; b) incorporado à sua biomassa; c) disponível para os herbívoros e decompositores; d) consumido pelos herbívoros e decompositores; e) incorporados à biomassa de herbívoros e decompositores. Questão 28. (PUC-SP) Durante o processo de evolução de uma comunidade ou sucessão ecológica, não se observa: a) aumento de produtividade primária; b) aumento de taxa respiratória; c) aumento de complexidade da cadeia alimentar; d) diminuição do fluxo de energia; e) diminuição da biomassa. Questão 29. (PUC-SP) No ciclo do nitrogênio esquematizado a seguir, as etapas de nitrificação, fixação e dinitrificação estão, respectivamente, indicadas por: a) III, I e II b) I, II e III c) I, III e II d) II, III e I e) II, I e III Questão 30. 45
  • 46. (PUC-SP) Em uma região, duas espécies de artrópodes (I e Il), que apresentavam hábitos alimentares diferentes, vinham sendo estudadas por alguns pesquisadores. Após certo tempo de estudo foi introduzida nessa região uma outra espécie (III), constatando-se em seguida alterações nas duas populações anteriores, conforme é mostrado no gráfico a seguir. A seta e a linha pontilhada indicam, no gráfico, o movimento em que a nova espécie foi introduzida na região. Assinale a alternativa que seja mais compatível com a análise dessa situação: a) a espécie III pode ser presa fácil de l. b) a espécie Ill pode competir com lI por alimento. c) a espécie I pode ser presa fácil de III. d) a espécie I pode ser predadora de III. e) as espécies I e II não se relacionam com a espécie lll. Questão 31. (MACK-SP) Num ecossistema aquático em equilíbrio, a seqüência correta de uma cadeia alimentar é: a) vitória-régia –– fitoplâncton –– caracol –– baleia –– bactérias: b) zooplâcton –– peixes –– pequenos –– baleia –– alga vermelha –– fungos. c) bactérias e fungos –– equinodermas –– moluscos algas verdes –– bactérias –– fungos. d) fitoplâncton –– zooplâcton –– peixes pequenos –– tubarão –– bactérias e fungos. e) algas verdes –– bactérias e fungos –– copépodas moluscos –– golfinhos. Questão 32. (UFRS) No tubo digestivo dos cupins (térmitas) vivem protozoários flagelados que segregam uma enzima capaz de digerir a celulose ou outras substâncias da madeira. Os cupins ingerem a madeira, os flagelados intestinais a digerem e ambos compartilham dos glicídios resultantes. Submetendo-se os cupins a uma temperatura elevada, os flagelados desaparecem sem afetar os hospedeiros; estes, livres dos protozoários, continuam a ingerir a madeira,porém, não conseguindo digeri-las, morrem de inanição. Sob o ponto de vista ecológico, essa associação é do tipo: a) mutualismo; b) comensalismo; c) inquilinismo; d) parasitismo; e) sociedade. Questão 33. (UFPR) Poucos animais podem aproveitar a celulose como alimento. Muitos cupins, entretanto, alimentam-se quase que exclusivamente de madeira graças à (a): a) endossimbiose com flagelados e bactérias; b) glândulas que secretam celulose; c) digestão extracorpórea; d) endossimbiose exclusiva com bactérias; 46
  • 47. e) endossimbiose com fungos. Questão 34. (Fuvest-SP) Os líquens, formados pela associação de algas e fungos com alto grau de interdependência constituem exemplo de: a) saprofitismo; b) parasitismo; c) mutualismo; e) inquilinismo. d) comensalismo Questão 35. (Fuvest-SP) Cobras que se alimentam exclusivamente de roedores são considerados: a) produtores; b) consumidores primários; c) consumidores secundários; d) consumidores terciários; e) decompositores. Questão 36. (AEU-DF) Um ser que tem a capacidade de sintetizar moléculas orgânicas a partir de energia e substâncias orgânicas é um: a) autótrofo; b) abiótico; c) heterótrofo d) saprófito; e) mixotrófico. Questão 37. (AEU-DF) Os produtores são elementos indispensáveis no fluxo de energia das teias alimentares , assim como no ciclo da matéria são indispensáveis os: a) decompositores; b) autrótrofos; c) comensais; d) predadores; e) simbiontes. Questão 38. (FCMCS-SP) Considere que, nas relações entre as espécies, o sinal (+) indica vantagem para uma delas, o sinal (-), desvantagem e o sinal (0), neutralidade. A relação existente entre duas espécies que ocupam o mesmo nicho ecológico deve ser representada por: a) + + b) + – c) + 0 47
  • 48. d) – 0 e) – – Questão 39. (FCMCS-SP) Considere as relações esquemáticas entre populações vivendo em uma mesma comunidade. Em quais das populações quanto maior for a densidade da população indicada na origem da seta, maior será a densidade da população indicada no outro extremo? a) I, II e IlI b) I, II e V c) lI, III e IV d) II, III e V e) IIl, lV e V Questão 40. (UCS) O esquema representa as relações tróficas de uma comunidade terrestre. Comportam-se exclusivamente como consumidores de segunda ordem o: a) lagarto e a cobra; b) gavião e o lagarto; c) gafanhoto e a cobra; d) coelho e o camundongo; e) gavião e a cobra. Questão 41. (UCS) Os fatores enumerados a seguir influem na densidade de uma população: I. natalidade; II. mortalidade; III. imigração; 48