Doenças Exantemáticas
VERONICA KERSTING R1 PED
SOB ORIENTAÇÃO DE DRA. ANA LUIZA
Doenças Exantemáticas
• Exantema: do grego exhanto – florescer
• Doenças em que a erupção cutânea é característica dominante na evolução
• Maior causa: vírus
• Maioria autolimitada e benigna
• Processos mais graves: meningococcemia
Maculopapular
MORBILIFORME - ÁREAS DE PELE SÃ ESCARLATINIFORME - DIFUSO
PETEQUIAL/PURPÚRICO VESICULAR
Exantema Maculopapular
• Etiologia viral:
• Sarampo
• Sarampo atípico
• Rubéola
• Eritema infeccioso
• Exantema súbito
• Mononucleose infecciosa
• Vírus Coxsackie
• Vírus ECHO
• Citomegalovirose
• Covid
• Outras etiologias:
• Escarlatina
• Síndrome de choque tóxico
• Síndrome de Kawasaki
• Febre maculosa brasileira
• Reação medicamentosa
• Toxoplasmose
• Miliária rubra
Sarampo
• Causada pelo Paramyxovirus, transmissão
por aerossóis respiratórios
• Qualquer faixa etária, com não vacinados
mais suscetíveis
• Quadro clínico:
• Pródromo (3-4 dias): febre, tosse, cefaleia,
mal-estar
• Febre alta (>38,5ºC), tosse seca intensa,
coriza, conjuntivite, prostração, enantema,
manchas de Koplik (enantema
patognomônico esbranquiçado, na mucosa
bucal), exantema (retroauricular ➛ pescoço ➛
face ➛ tronco ➛ membros)
Sarampo
• Complicações: laringite, traqueobronquite, pneumonite
intersticial, ceratoconjuntivite, miocardite, adenite
mesentérica, diarreia, panencefalite
• Causa de óbito em <1 ano e desnutridos
• Diagnóstico laboratorial: sorologia, pesquisa de RNA
viral no sangue, swab de nasofaringe ou urina
• Prevenção:
• Vacina (tríplice viral aos 12m e tetraviral aos 15m)
• Pós-exposição: vacina até 72h após exposição em
suscetíveis; imunoglobulina humana até 6 dias
• Tratamento: sintomáticos + vitamina A (em <5 anos e
em hospitalizados)
• Doença de notificação compulsória
Rubéola
• Causada pelo Togavirus, transmitido por via aérea
através de perdigotos
• Qualquer faixa etária, com não vacinados mais
suscetíveis
• Quadro clínico: exantema maculopapular de progressão
céfalo-caudal, febre baixa, linfadenopatia (antecedem
exantema), sinal de Forchheimer (petéquias no palato
mole), esplenomegalia
• Crianças muitas vezes a/oligossintomáticas
• Adolescentes e adultos com período prodrômico, com
febre, cefaleia, dor generalizada, conjuntivite, coriza e tosse
Rubéola
• Complicações raras: púrpura trombocitopênica,
encefalite, artralgia
• Curso benigno, importância epidemiológica pela
síndrome de rubéola congênita
• Diagnóstico laboratorial: sorologia por Elisa,
isolamento RNA viral na nasofaringe
• Tratamento: sintomáticos
• Prevenção: vacina (tríplice viral aos 12m
e tetraviral aos 15m)
• Doença de notificação compulsória
Eritema Infeccioso
• Causada pelo parvovírus humano B19
• Transmissão: via aérea, por perdigotos
• Transmissibilidade: antes do exantema
• Grupo etário: preferencialmente crianças entre 2-14
anos
• Quadro clínico:
• Não há pródromos
• Febrícula, mialgia, cefaleia
• Fácies esbofeteada: placa vermelho rubra, concentrada
nas bochechas, poupando região perioral, testa e nariz
• Exantema maculopapular com palidez central em
tronco e face extensora dos membros, aspecto
rendilhado
Eritema Infeccioso
• Evolução:
• Exantema pode persistir por mais de 10 dias e se
exacerbar ou reaparecer quando a criança é exposta
ao sol, após exercício ou alterações de temperatura
• Recorrência 1-2 semanas após também descrita
• Afebril podendo haver artralgia e artrite
• Síndrome das luvas e meias:
• Crianças e adultos jovens
• Lesões purpúricas simétricas e eritematosas indolores
em mãos e pés, podendo haver sintomas sistêmicos
• Diagnóstico laboratorial: sorologia, detecção de
DNA viral
• Tratamento: sintomáticos
Exantema súbito
• Roséola infantil, sexta moléstia
• Causada pelo herpes-vírus tipo 6 e 7
• Transmissão: secreção oral do portador sadio
• Grupo etário: entre 6 meses e 6 anos, predomínio em <2 anos
• Quadro clínico:
• Início súbito, febre alta (39-40ºC), extrema irritabilidade, sem
toxemia, linfonodomegalia. Febre cessa bruscamente
• Exantema maculopapular súbito, acomete inicialmente o tronco,
em seguida face, região cervical e raiz dos membros, de curta
duração (48-72h)
• Diagnóstico laboratorial: anticorpos, por Elisa
• Tratamento: sintomáticos. Atentar para convulsão febril
Mononucleose Infecciosa
• Causada pelo vírus Epstein-Barr, um herpesvírus
• Transmissão: contato com saliva de pessoas infectadas. Crianças
pequenas podem infectar-se por contato com saliva em objetos
• Grupo etário: mais crianças e adolescentes (doença do beijo)
• Quadro clínico:
• 50% infecção subclínica ou assintomática
• Febre, linfadenopatia, cefaleia, mal-estar, amigdalite membranosa,
esplenomegalia. Leucocitose com linfócitos atípicos
• Exantema associado ao uso de antibióticos (penicilinas,
cefalosporinas)
• Diagnóstico laboratorial: sorologia, RT-PCR
• Tratamento: sintomáticos
Covid
• Causada pelo SARS-CoV-2
• Transmissão por aerossol, perdigotos, contato
• Quadro clínico (em crianças): febre (63%); sintomas gastrointestinais (20%); dispneia (18%),
coriza (17%), exantema (16%), fadiga (16%), síndrome inflamatória aguda (13%)
• SIM-P: apresentação grave, em crianças escolares. Febre alta persistente, mucosite, hiperemia
conjuntival, edema de mãos e pés, sintomas gastrointestinais, hipotensão, miocardite e exantema
polimorfo
• Diagnóstico laboratorial: RT-PCR, sorologia
Escarlatina
• Causada pelo Streptococcus pyogenes
• Transmissão: contato com secreções respiratórias
• Grupo etário: mais crianças de 2-10 anos
• Quadro clínico:
• Concomitante ou após faringoamigdalite membranosa
• Febre alta, mal-estar, linfadenomegalia, enantema, com
petéquias no palato, exantema eritematoso puntiforme (pele
áspera), palidez perioral (sinal de Filatov), linhas marcadas nas
dobras de flexão (sinal de Pastia), língua em framboesa
• Descamação extensa em mãos e pés (em dedos de luva) após 1
semana.
Escarlatina
• Transmissibilidade: 10-21 dias em pacientes não tratados
• Complicações: abscesso periamigdaliano, glomerulonefrite
aguda, febre reumática, coreia de Sydenham, cardiopatia
reumática
• Diagnóstico laboratorial: teste rápido (aglutinação de látex)
em secreção de orofaringe
• Tratamento: penicilina benzatina + sintomáticos
• <25Kg: 600.000UI
• >25Kg: 1.200.000UI
Exantema Vesicular
• Etiologia viral:
• Varicela
• Herpes zóster
• Herpes simples
• Eczema herpeticum
• Vírus Coxsackie
• Vírus ECHO
• Sarampo atípico
• Outras etiologias:
• Urticária papular
• Impetigo
• Picada de inseto
• Reação medicamentosa
• Dermatite herpetiforme
Varicela
• Causada pelo vírus Varicela-Zoster (VVZ)
• Altamente contagiosa, com transmissão através de
aerossóis respiratórios, gotículas, saliva ou pelo
contato com o líquido das lesões cutâneas
• Mais comum na infância, sendo suscetíveis todas as
pessoas não vacinadas e/ou que não tiveram a
doença
• Imunidade duradoura, porém pode se manifestar
como Herpes-Zoster, pela reativação do vírus
latente em gânglios do sistema nervoso
Varicela
• Quadro clínico:
• Febre, cefaleia, astenia, irritabilidade
• Rash crânio-caudal, pruriginoso, eritematoso,
polimórfico. Manchas ➛ vesículas ➛ pústulas ➛ crostas
• Pode acometer mucosas, apresentar linfadenomegalia
• Costuma ser benigno, durando cerca de 10 dias, mas
pode evoluir com pneumonia, afecção no sistema
nervoso, infecções bacterianas cutâneas
• Pode ser mais grave em adultos, imunodeprimidos,
gestante ou recém-natos
Varicela
• Diagnóstico laboratorial: PCR no líquidos das vesículas,
sorologia
• Cuidado com contactantes: imunoglobulina humana
anti-VVZ indicada a: crianças imunocomprometidas, sem
história prévia; gestantes suscetíveis; RN cuja mãe tenha
tido varicela 5 dias antes até 48h após o
parto; prematuros <28s
• Tratamento: Soluções e cremes para o prurido,
antialérgicos orais; cuidados de higiene para prevenir
infecção 2ª; antivirais sistêmicos (aciclovir) podem ser
usados nos casos de maior risco de complicação ou se
doença mais grave
• Prevenção: vacina para varicela (tetraviral aos 15 meses
e varicela aos 4 anos)
Herpes Simples
• Causada pelos vírus HSV-1 (lesões orais e labiais) e HSV-2
(lesões genitais)
• Transmissão: contato direto com secreções orais
infectadas e atividade sexual
• Quadro clínico:
• Primoinfecção - gengivoestomatite herpética: quadro febril
por 2-3 dias, evoluindo com lesões orais, dolorosas
• Reativações: herpes labial
• Crianças com dermatite atópica, queimaduras ou uso
prolongado de corticoide tópico podem apresentar quadro
mais disseminado, eczema herpeticum ou erupção
variceliforme de Kaposi
Herpes Simples
• Tratamento: aciclovir, em imunocompetentes com
quadros extensos ou imunodeprimidos
• Diagnóstico: PCR no material de raspado das
lesões, detecção de anticorpos
• Prevenção: cuidados higiênicos
Enteroviroses
• Principalmente associadas aos vírus ECHO ou Coxsackie A e B
• Transmissão fecal-oral
• Grupo etário: mais frequente em crianças de baixa idade
• Quadro clínico:
• Doença febril não-específica: manifestações respiratórias (resfriado,
estomatite, herpangina, pneumonia), neurológicas (meningite
asséptica) e cutâneas (exantema)
• Síndrome mão-pé-boca: pródromo com febre baixa, irritabilidade e
anorexia, seguido por aparecimento de lesões vesiculares periorais
e nas extremidades
• Diagnóstico laboratorial: isolamento do vírus em fezes ou LCR
por RT-PCR, anticorpos
• Tratamento: sintomáticos
Exantema Petequial
• Etiologia viral:
• Sarampo atípico
• Vírus Coxsackie
• Vírus ECHO
• Febres hemorrágicas
• Doença citomegálica
• Rubéola congênita
• Outras etiologias:
• Febre maculosa brasileira
• Meningococcemia
• Coagulopatias
• Escorbuto
• Reação medicamentosa
• Endocardite subaguda
• Toxoplasmose congênita
• Febre purpúrica brasileira
Febre de Chikungunya
• Causada pelo vírus do gênero Alphavirus, transmitido
pelo mosquito do gênero Aedes
• Grupo de risco: gestante, menores de 2 anos, adultos >65
anos e comorbidades
• Quadro clínico: na fase aguda, febre alta (>38ºC),
artralgia intensa, cefaleia e mialgia. Exantema
maculopapular 2-5 dias após a febre
• Diagnóstico laboratorial: antígenos virais, sorologia
• Tratamento: sintomáticos
• Doença de notificação compulsória
Febre do Zika Vírus
• Causada pelo vírus do gênero Flavivirus, transmitido pelo
mosquito do gênero Aedes
• Grupo de risco: gestante, menores de 2 anos, adultos >65
anos e comorbidades
• Quadro clínico: 80% assintomáticos. Exantema
maculopapular, febre, hiperemia conjuntival não
purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia, edema
periarticular e cefaleia
• Diagnóstico laboratorial: antígenos virais, sorologia
• Tratamento: sintomáticos
• Doença de notificação compulsória
Referências
1. Tratado de Pediatria, 5ª Edição, 2022 – Sociedade Brasileira de Pediatria
2. Doenças Exantemáticas Febris, 2018 – Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa
Catarina
3. Guia de Vigilância em Saúde, 5ª edição, 2021 – Ministério da Saúde
4. SINAN - http://portalsinan.saude.gov.br/

Doenças Exantemáticas.pptx

  • 1.
    Doenças Exantemáticas VERONICA KERSTINGR1 PED SOB ORIENTAÇÃO DE DRA. ANA LUIZA
  • 2.
    Doenças Exantemáticas • Exantema:do grego exhanto – florescer • Doenças em que a erupção cutânea é característica dominante na evolução • Maior causa: vírus • Maioria autolimitada e benigna • Processos mais graves: meningococcemia
  • 3.
    Maculopapular MORBILIFORME - ÁREASDE PELE SÃ ESCARLATINIFORME - DIFUSO
  • 4.
  • 5.
    Exantema Maculopapular • Etiologiaviral: • Sarampo • Sarampo atípico • Rubéola • Eritema infeccioso • Exantema súbito • Mononucleose infecciosa • Vírus Coxsackie • Vírus ECHO • Citomegalovirose • Covid • Outras etiologias: • Escarlatina • Síndrome de choque tóxico • Síndrome de Kawasaki • Febre maculosa brasileira • Reação medicamentosa • Toxoplasmose • Miliária rubra
  • 6.
    Sarampo • Causada peloParamyxovirus, transmissão por aerossóis respiratórios • Qualquer faixa etária, com não vacinados mais suscetíveis • Quadro clínico: • Pródromo (3-4 dias): febre, tosse, cefaleia, mal-estar • Febre alta (>38,5ºC), tosse seca intensa, coriza, conjuntivite, prostração, enantema, manchas de Koplik (enantema patognomônico esbranquiçado, na mucosa bucal), exantema (retroauricular ➛ pescoço ➛ face ➛ tronco ➛ membros)
  • 7.
    Sarampo • Complicações: laringite,traqueobronquite, pneumonite intersticial, ceratoconjuntivite, miocardite, adenite mesentérica, diarreia, panencefalite • Causa de óbito em <1 ano e desnutridos • Diagnóstico laboratorial: sorologia, pesquisa de RNA viral no sangue, swab de nasofaringe ou urina • Prevenção: • Vacina (tríplice viral aos 12m e tetraviral aos 15m) • Pós-exposição: vacina até 72h após exposição em suscetíveis; imunoglobulina humana até 6 dias • Tratamento: sintomáticos + vitamina A (em <5 anos e em hospitalizados) • Doença de notificação compulsória
  • 8.
    Rubéola • Causada peloTogavirus, transmitido por via aérea através de perdigotos • Qualquer faixa etária, com não vacinados mais suscetíveis • Quadro clínico: exantema maculopapular de progressão céfalo-caudal, febre baixa, linfadenopatia (antecedem exantema), sinal de Forchheimer (petéquias no palato mole), esplenomegalia • Crianças muitas vezes a/oligossintomáticas • Adolescentes e adultos com período prodrômico, com febre, cefaleia, dor generalizada, conjuntivite, coriza e tosse
  • 9.
    Rubéola • Complicações raras:púrpura trombocitopênica, encefalite, artralgia • Curso benigno, importância epidemiológica pela síndrome de rubéola congênita • Diagnóstico laboratorial: sorologia por Elisa, isolamento RNA viral na nasofaringe • Tratamento: sintomáticos • Prevenção: vacina (tríplice viral aos 12m e tetraviral aos 15m) • Doença de notificação compulsória
  • 11.
    Eritema Infeccioso • Causadapelo parvovírus humano B19 • Transmissão: via aérea, por perdigotos • Transmissibilidade: antes do exantema • Grupo etário: preferencialmente crianças entre 2-14 anos • Quadro clínico: • Não há pródromos • Febrícula, mialgia, cefaleia • Fácies esbofeteada: placa vermelho rubra, concentrada nas bochechas, poupando região perioral, testa e nariz • Exantema maculopapular com palidez central em tronco e face extensora dos membros, aspecto rendilhado
  • 12.
    Eritema Infeccioso • Evolução: •Exantema pode persistir por mais de 10 dias e se exacerbar ou reaparecer quando a criança é exposta ao sol, após exercício ou alterações de temperatura • Recorrência 1-2 semanas após também descrita • Afebril podendo haver artralgia e artrite • Síndrome das luvas e meias: • Crianças e adultos jovens • Lesões purpúricas simétricas e eritematosas indolores em mãos e pés, podendo haver sintomas sistêmicos • Diagnóstico laboratorial: sorologia, detecção de DNA viral • Tratamento: sintomáticos
  • 13.
    Exantema súbito • Roséolainfantil, sexta moléstia • Causada pelo herpes-vírus tipo 6 e 7 • Transmissão: secreção oral do portador sadio • Grupo etário: entre 6 meses e 6 anos, predomínio em <2 anos • Quadro clínico: • Início súbito, febre alta (39-40ºC), extrema irritabilidade, sem toxemia, linfonodomegalia. Febre cessa bruscamente • Exantema maculopapular súbito, acomete inicialmente o tronco, em seguida face, região cervical e raiz dos membros, de curta duração (48-72h) • Diagnóstico laboratorial: anticorpos, por Elisa • Tratamento: sintomáticos. Atentar para convulsão febril
  • 14.
    Mononucleose Infecciosa • Causadapelo vírus Epstein-Barr, um herpesvírus • Transmissão: contato com saliva de pessoas infectadas. Crianças pequenas podem infectar-se por contato com saliva em objetos • Grupo etário: mais crianças e adolescentes (doença do beijo) • Quadro clínico: • 50% infecção subclínica ou assintomática • Febre, linfadenopatia, cefaleia, mal-estar, amigdalite membranosa, esplenomegalia. Leucocitose com linfócitos atípicos • Exantema associado ao uso de antibióticos (penicilinas, cefalosporinas) • Diagnóstico laboratorial: sorologia, RT-PCR • Tratamento: sintomáticos
  • 15.
    Covid • Causada peloSARS-CoV-2 • Transmissão por aerossol, perdigotos, contato • Quadro clínico (em crianças): febre (63%); sintomas gastrointestinais (20%); dispneia (18%), coriza (17%), exantema (16%), fadiga (16%), síndrome inflamatória aguda (13%) • SIM-P: apresentação grave, em crianças escolares. Febre alta persistente, mucosite, hiperemia conjuntival, edema de mãos e pés, sintomas gastrointestinais, hipotensão, miocardite e exantema polimorfo • Diagnóstico laboratorial: RT-PCR, sorologia
  • 16.
    Escarlatina • Causada peloStreptococcus pyogenes • Transmissão: contato com secreções respiratórias • Grupo etário: mais crianças de 2-10 anos • Quadro clínico: • Concomitante ou após faringoamigdalite membranosa • Febre alta, mal-estar, linfadenomegalia, enantema, com petéquias no palato, exantema eritematoso puntiforme (pele áspera), palidez perioral (sinal de Filatov), linhas marcadas nas dobras de flexão (sinal de Pastia), língua em framboesa • Descamação extensa em mãos e pés (em dedos de luva) após 1 semana.
  • 17.
    Escarlatina • Transmissibilidade: 10-21dias em pacientes não tratados • Complicações: abscesso periamigdaliano, glomerulonefrite aguda, febre reumática, coreia de Sydenham, cardiopatia reumática • Diagnóstico laboratorial: teste rápido (aglutinação de látex) em secreção de orofaringe • Tratamento: penicilina benzatina + sintomáticos • <25Kg: 600.000UI • >25Kg: 1.200.000UI
  • 18.
    Exantema Vesicular • Etiologiaviral: • Varicela • Herpes zóster • Herpes simples • Eczema herpeticum • Vírus Coxsackie • Vírus ECHO • Sarampo atípico • Outras etiologias: • Urticária papular • Impetigo • Picada de inseto • Reação medicamentosa • Dermatite herpetiforme
  • 19.
    Varicela • Causada pelovírus Varicela-Zoster (VVZ) • Altamente contagiosa, com transmissão através de aerossóis respiratórios, gotículas, saliva ou pelo contato com o líquido das lesões cutâneas • Mais comum na infância, sendo suscetíveis todas as pessoas não vacinadas e/ou que não tiveram a doença • Imunidade duradoura, porém pode se manifestar como Herpes-Zoster, pela reativação do vírus latente em gânglios do sistema nervoso
  • 20.
    Varicela • Quadro clínico: •Febre, cefaleia, astenia, irritabilidade • Rash crânio-caudal, pruriginoso, eritematoso, polimórfico. Manchas ➛ vesículas ➛ pústulas ➛ crostas • Pode acometer mucosas, apresentar linfadenomegalia • Costuma ser benigno, durando cerca de 10 dias, mas pode evoluir com pneumonia, afecção no sistema nervoso, infecções bacterianas cutâneas • Pode ser mais grave em adultos, imunodeprimidos, gestante ou recém-natos
  • 21.
    Varicela • Diagnóstico laboratorial:PCR no líquidos das vesículas, sorologia • Cuidado com contactantes: imunoglobulina humana anti-VVZ indicada a: crianças imunocomprometidas, sem história prévia; gestantes suscetíveis; RN cuja mãe tenha tido varicela 5 dias antes até 48h após o parto; prematuros <28s • Tratamento: Soluções e cremes para o prurido, antialérgicos orais; cuidados de higiene para prevenir infecção 2ª; antivirais sistêmicos (aciclovir) podem ser usados nos casos de maior risco de complicação ou se doença mais grave • Prevenção: vacina para varicela (tetraviral aos 15 meses e varicela aos 4 anos)
  • 22.
    Herpes Simples • Causadapelos vírus HSV-1 (lesões orais e labiais) e HSV-2 (lesões genitais) • Transmissão: contato direto com secreções orais infectadas e atividade sexual • Quadro clínico: • Primoinfecção - gengivoestomatite herpética: quadro febril por 2-3 dias, evoluindo com lesões orais, dolorosas • Reativações: herpes labial • Crianças com dermatite atópica, queimaduras ou uso prolongado de corticoide tópico podem apresentar quadro mais disseminado, eczema herpeticum ou erupção variceliforme de Kaposi
  • 23.
    Herpes Simples • Tratamento:aciclovir, em imunocompetentes com quadros extensos ou imunodeprimidos • Diagnóstico: PCR no material de raspado das lesões, detecção de anticorpos • Prevenção: cuidados higiênicos
  • 24.
    Enteroviroses • Principalmente associadasaos vírus ECHO ou Coxsackie A e B • Transmissão fecal-oral • Grupo etário: mais frequente em crianças de baixa idade • Quadro clínico: • Doença febril não-específica: manifestações respiratórias (resfriado, estomatite, herpangina, pneumonia), neurológicas (meningite asséptica) e cutâneas (exantema) • Síndrome mão-pé-boca: pródromo com febre baixa, irritabilidade e anorexia, seguido por aparecimento de lesões vesiculares periorais e nas extremidades • Diagnóstico laboratorial: isolamento do vírus em fezes ou LCR por RT-PCR, anticorpos • Tratamento: sintomáticos
  • 25.
    Exantema Petequial • Etiologiaviral: • Sarampo atípico • Vírus Coxsackie • Vírus ECHO • Febres hemorrágicas • Doença citomegálica • Rubéola congênita • Outras etiologias: • Febre maculosa brasileira • Meningococcemia • Coagulopatias • Escorbuto • Reação medicamentosa • Endocardite subaguda • Toxoplasmose congênita • Febre purpúrica brasileira
  • 26.
    Febre de Chikungunya •Causada pelo vírus do gênero Alphavirus, transmitido pelo mosquito do gênero Aedes • Grupo de risco: gestante, menores de 2 anos, adultos >65 anos e comorbidades • Quadro clínico: na fase aguda, febre alta (>38ºC), artralgia intensa, cefaleia e mialgia. Exantema maculopapular 2-5 dias após a febre • Diagnóstico laboratorial: antígenos virais, sorologia • Tratamento: sintomáticos • Doença de notificação compulsória
  • 27.
    Febre do ZikaVírus • Causada pelo vírus do gênero Flavivirus, transmitido pelo mosquito do gênero Aedes • Grupo de risco: gestante, menores de 2 anos, adultos >65 anos e comorbidades • Quadro clínico: 80% assintomáticos. Exantema maculopapular, febre, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia, edema periarticular e cefaleia • Diagnóstico laboratorial: antígenos virais, sorologia • Tratamento: sintomáticos • Doença de notificação compulsória
  • 30.
    Referências 1. Tratado dePediatria, 5ª Edição, 2022 – Sociedade Brasileira de Pediatria 2. Doenças Exantemáticas Febris, 2018 – Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina 3. Guia de Vigilância em Saúde, 5ª edição, 2021 – Ministério da Saúde 4. SINAN - http://portalsinan.saude.gov.br/