Disfunção
Erétil
Dra Hannah Médici Scielzo
Nutricionista Clínica – CRN3 – 32179
Esp. Nutrição Clínica Funcional – VP
Esp. Nutrigenômica e Nutrição Ortomolecular – FAPES Medicina
Esp. Nutrição Esportiva Funcional - VP
Esp. Medicina Funcional – Institute for Functional Medicine (IFM)
Membro da Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional (SBNF)
Atendimento em consultório - Contato: hannahms@gmail.com / www.hannahmedici.com.br
O que é disfunção sexual?
 Incapacidade de participar do ato sexual com prazer, devido
à distúrbio fisiológico, psicológico ou dor.
 Causas principais:






Disfunção Erétil
Ejaculação precoce
Ejaculação retardada
Falta de desejo
Falta de orgasmo
Epidemiologia
 Mais de 100 milhões de homens no mundo sofrem de
Disfunção Erétil (DE)
 Cerca de 50% dos homens entre 40-70 anos
 Apenas 10% procuram ajuda médica
 Procuram ajuda após 2 anos convivendo com o problema
Fatores de risco para a DE
 Cardiovasculares







Doença vascular periférica
Doença vascular cerebral
Doença coronariana
Infarto do miocárdio
Insuficiência cardíaca sugestiva
Aneurisma de aorta

 Endocrinológicos







Diabetes
Hipogonadismo
Hipertireoidismo
Hipotireoidismo
Hiperprolactinemia
Doenças da Adrenal

 Psiquiátricos
 Esquizofrenia
 Ansiedade
 Depressão

Paranhos e Srougi, 2007
Fatores de risco para a DE
 Neurológicos






Acidente vascular cerebral
Doença de Parkinson
Trauma raquimedular
Neuropatia periférica
Tumores do sistema nervoso
central
 Esclerose Múltipla
 Epilepsia
 Doença de Alzheimer

 Gastrintestinais
 Insuficiência Hepática

 Renais
 Insuficiência renal crônica
 Doença vascular renal
Paranhos e Srougi, 2007
Principais fatores de risco para a DE
 Diabetes
 35 a 75 % dos homens com diabetes
podem ter disfunção
 Homens com diabetes desenvolvem
de 5 a 10 anos antes.
 Em diabéticos, a enzima NOS endotelial
está reduzida.
 Acúmulo de radicais livres, alguns
derivados de produtos de glicosilação
avançada, depletam o óxido nítrico (NO)
responsável pela vasodilatação e afetam
os canais de potássio.
Arch Intern Med. 2006; 166:207-212; Bhasin et al.. Lancet. Vol 369. Feb, 2007.
Principais fatores de risco para a DE
Tabagismo


Aumento de espécies reativas
de oxigênio (EROS) e prejuízo
na síntese endógena de NO

Arch Intern Med. 2006; 166:207-212
Principais fatores de risco para a DE
Obesidade
 A disfunção endotelial tem um
papel fundamental.
Giugliano D. et al, 2006. Sexual
dysfunction and the mediterranean
diet.

 Há maior prevalência de DE em
obesos.

Arch Intern Med. 2006; 166:207-212; Giugliano D. et al, 2006.
Principais fatores de risco para a DE
Hipertensão
 A impotência sexual pode preceder a doença cardiovascular
Tamler et al. Endocrinol Metab Clin N Am 36 (2007) 533–552

Arch Intern Med. 2006; 166:207-212
Principais fatores de risco para a DE
Todos os fatores de risco são
somatórios

Arch Intern Med. 2006; 166:207-212
Fisiologia da Ereção
Fatores envolvidos na ereção
 Psicológicos
 Neurais
 Simpático (Inibe)
 Parassimpático (Estimula)

 Vasculares
Bioquímica da Ereção
 Relaxamento do corpo
cavernoso
 Óxido Nítrico (NO)
tem papel chave

 Existem 3 formas de NOS
(óxido nítrico sintase)
 Neuronal (NOn)
 Endotelial (NOe)
 Induzível (NOi)
 O corpo cavernoso possui as 3
Proteína-C reativa x NO
 Níveis de PCr são mais elevados em obesos
 Aumento da PCr está correlacionada com a diminuição da
disponibilidade de NO

Giugliano D. et al, Public Health Nutrition: 9(8A), 1118-1120, Nov
2006 Esposito K et al.JAMA. 2004;291(24):2978-2984
Obesidade x NO
 Obesidade e Síndrome Metabólica são estados crônicos de
estresse oxidativo e inflamação
 Aumentam a formação de radicais livres que impedem a
formação de NO

Giugliano D. et al, 2006
Radicais Livres x NO
Nutrientes x NO
 Nutrientes que auxiliam na síntese endógena de NO
 Antioxidantes exógenos (alimentação)








Ascorbato
Flavonoides
Ácido Lipóico
α – Tocoferol
Carotenóides
Ubiquinona (Coenzima Q10)
Niacina
Neuroscience and Biobehavioral Reviews 35 (2011) 878–893
Antioxidantes
Nitrato x NO
Conteúdo de nitrato
(mg/100g peso do
alimento fresco)

Variedade de vegetais

Muito baixo (< 20)

Alcachofra, aspargo, fava, berinjela, alho,
cebola, feijão verde, cogumelos, ervilha,
pimenta, batata, abobrinha, batata-doce,
tomate, melancia.

Baixo (20 a 50)

Brócolis, cenoura, couve-flor,
pepino, abóbora, chicória.

Médio (50 a 100)

Repolho, endro, nabo, couve.

Alto (100 a 250)

Rabanete, Couve chinesa, endívia, funcho,
broto de rabanete, alho-poró, salsa.

Muito Alto (>250)

Aipo, agrião, salsa, alface,
beterraba, espinafre, rúcula.
Am J Clin Nutr 2009;90:1–10.
L-arginina
 A suplementação regular de L-arginina pode melhorar a
função sexual e outros aspectos da doença vascular

MacKay D. Alternative Medicine Review. Volume 9, Number 1, 2004.
Pycnogenol
 Pycnogenol é uma proantocianidina oligomérica extraída do
pine bark
 Estimula a NOS
Pycnogenol + Arginina
 Resultados...
 1ª. Semana
 5% ereção normal
 2ª. Semana
 82% ereção normal
 3ª. Semana
 92,5% ereção normal
Stanislavov R, Nikolova V. J Sex Marital Ther 2003;29:207-213.
Papel da Nutrição Funcional
 Contribuição na prevenção e tratamento da Disfunção Erétil
 Fornecimento substratos para a síntese de NO
 Prevenção e tratamento do estresse oxidativo
 Redução da inflamação
 Melhora da função endotelial
 Melhora do fluxo sanguíneo

Journal of Controlled Release 153 (2011) 56–63.
"Ter de comer mantendo a consciência de tudo o que está em
jogo pode parecer carregar um fardo, mas na prática poucas
coisas na vida podem nos proporcionar tanta satisfação.
Comer é um ato agrícola, ecológico, humano, além de um ato
político.
O que e como comemos determinam, em grande parte, o que
fazemos do nosso mundo e o que vai acontecer com ele."
(Michael Pollan - O Dilema do Onívoro)

Disfunção erétil

  • 1.
    Disfunção Erétil Dra Hannah MédiciScielzo Nutricionista Clínica – CRN3 – 32179 Esp. Nutrição Clínica Funcional – VP Esp. Nutrigenômica e Nutrição Ortomolecular – FAPES Medicina Esp. Nutrição Esportiva Funcional - VP Esp. Medicina Funcional – Institute for Functional Medicine (IFM) Membro da Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional (SBNF) Atendimento em consultório - Contato: hannahms@gmail.com / www.hannahmedici.com.br
  • 2.
    O que édisfunção sexual?  Incapacidade de participar do ato sexual com prazer, devido à distúrbio fisiológico, psicológico ou dor.  Causas principais:      Disfunção Erétil Ejaculação precoce Ejaculação retardada Falta de desejo Falta de orgasmo
  • 3.
    Epidemiologia  Mais de100 milhões de homens no mundo sofrem de Disfunção Erétil (DE)  Cerca de 50% dos homens entre 40-70 anos  Apenas 10% procuram ajuda médica  Procuram ajuda após 2 anos convivendo com o problema
  • 4.
    Fatores de riscopara a DE  Cardiovasculares       Doença vascular periférica Doença vascular cerebral Doença coronariana Infarto do miocárdio Insuficiência cardíaca sugestiva Aneurisma de aorta  Endocrinológicos       Diabetes Hipogonadismo Hipertireoidismo Hipotireoidismo Hiperprolactinemia Doenças da Adrenal  Psiquiátricos  Esquizofrenia  Ansiedade  Depressão Paranhos e Srougi, 2007
  • 5.
    Fatores de riscopara a DE  Neurológicos      Acidente vascular cerebral Doença de Parkinson Trauma raquimedular Neuropatia periférica Tumores do sistema nervoso central  Esclerose Múltipla  Epilepsia  Doença de Alzheimer  Gastrintestinais  Insuficiência Hepática  Renais  Insuficiência renal crônica  Doença vascular renal Paranhos e Srougi, 2007
  • 6.
    Principais fatores derisco para a DE  Diabetes  35 a 75 % dos homens com diabetes podem ter disfunção  Homens com diabetes desenvolvem de 5 a 10 anos antes.  Em diabéticos, a enzima NOS endotelial está reduzida.  Acúmulo de radicais livres, alguns derivados de produtos de glicosilação avançada, depletam o óxido nítrico (NO) responsável pela vasodilatação e afetam os canais de potássio. Arch Intern Med. 2006; 166:207-212; Bhasin et al.. Lancet. Vol 369. Feb, 2007.
  • 7.
    Principais fatores derisco para a DE Tabagismo  Aumento de espécies reativas de oxigênio (EROS) e prejuízo na síntese endógena de NO Arch Intern Med. 2006; 166:207-212
  • 8.
    Principais fatores derisco para a DE Obesidade  A disfunção endotelial tem um papel fundamental. Giugliano D. et al, 2006. Sexual dysfunction and the mediterranean diet.  Há maior prevalência de DE em obesos. Arch Intern Med. 2006; 166:207-212; Giugliano D. et al, 2006.
  • 9.
    Principais fatores derisco para a DE Hipertensão  A impotência sexual pode preceder a doença cardiovascular Tamler et al. Endocrinol Metab Clin N Am 36 (2007) 533–552 Arch Intern Med. 2006; 166:207-212
  • 10.
    Principais fatores derisco para a DE Todos os fatores de risco são somatórios Arch Intern Med. 2006; 166:207-212
  • 11.
  • 12.
    Fatores envolvidos naereção  Psicológicos  Neurais  Simpático (Inibe)  Parassimpático (Estimula)  Vasculares
  • 15.
    Bioquímica da Ereção Relaxamento do corpo cavernoso  Óxido Nítrico (NO) tem papel chave  Existem 3 formas de NOS (óxido nítrico sintase)  Neuronal (NOn)  Endotelial (NOe)  Induzível (NOi)  O corpo cavernoso possui as 3
  • 16.
    Proteína-C reativa xNO  Níveis de PCr são mais elevados em obesos  Aumento da PCr está correlacionada com a diminuição da disponibilidade de NO Giugliano D. et al, Public Health Nutrition: 9(8A), 1118-1120, Nov 2006 Esposito K et al.JAMA. 2004;291(24):2978-2984
  • 17.
    Obesidade x NO Obesidade e Síndrome Metabólica são estados crônicos de estresse oxidativo e inflamação  Aumentam a formação de radicais livres que impedem a formação de NO Giugliano D. et al, 2006
  • 18.
  • 19.
    Nutrientes x NO Nutrientes que auxiliam na síntese endógena de NO  Antioxidantes exógenos (alimentação)        Ascorbato Flavonoides Ácido Lipóico α – Tocoferol Carotenóides Ubiquinona (Coenzima Q10) Niacina Neuroscience and Biobehavioral Reviews 35 (2011) 878–893
  • 20.
  • 22.
    Nitrato x NO Conteúdode nitrato (mg/100g peso do alimento fresco) Variedade de vegetais Muito baixo (< 20) Alcachofra, aspargo, fava, berinjela, alho, cebola, feijão verde, cogumelos, ervilha, pimenta, batata, abobrinha, batata-doce, tomate, melancia. Baixo (20 a 50) Brócolis, cenoura, couve-flor, pepino, abóbora, chicória. Médio (50 a 100) Repolho, endro, nabo, couve. Alto (100 a 250) Rabanete, Couve chinesa, endívia, funcho, broto de rabanete, alho-poró, salsa. Muito Alto (>250) Aipo, agrião, salsa, alface, beterraba, espinafre, rúcula. Am J Clin Nutr 2009;90:1–10.
  • 23.
    L-arginina  A suplementaçãoregular de L-arginina pode melhorar a função sexual e outros aspectos da doença vascular MacKay D. Alternative Medicine Review. Volume 9, Number 1, 2004.
  • 24.
    Pycnogenol  Pycnogenol éuma proantocianidina oligomérica extraída do pine bark  Estimula a NOS
  • 25.
    Pycnogenol + Arginina Resultados...  1ª. Semana  5% ereção normal  2ª. Semana  82% ereção normal  3ª. Semana  92,5% ereção normal Stanislavov R, Nikolova V. J Sex Marital Ther 2003;29:207-213.
  • 26.
    Papel da NutriçãoFuncional  Contribuição na prevenção e tratamento da Disfunção Erétil  Fornecimento substratos para a síntese de NO  Prevenção e tratamento do estresse oxidativo  Redução da inflamação  Melhora da função endotelial  Melhora do fluxo sanguíneo Journal of Controlled Release 153 (2011) 56–63.
  • 27.
    "Ter de comermantendo a consciência de tudo o que está em jogo pode parecer carregar um fardo, mas na prática poucas coisas na vida podem nos proporcionar tanta satisfação. Comer é um ato agrícola, ecológico, humano, além de um ato político. O que e como comemos determinam, em grande parte, o que fazemos do nosso mundo e o que vai acontecer com ele." (Michael Pollan - O Dilema do Onívoro)